You are on page 1of 165

Índice

O objetivo desta seleção é, antes de tudo, fornecer uma base didática para o estudo da China Antiga. Longe de ser uma base completa, trato a ui dos dados mais superficiais e abrangentes ue possam condu!ir o interessado num estudo sério e esclarecido sobre o tema, de modo a reali!ar uma e"posição ue não seja nem

cansativa, nem muito comple"a. #nevitavelmente, somos obrigados a nos deparar com algumas relativi!aç$es te%ricas necessárias ao aprofundamento do estudo desta civili!ação, cujas especificidades invocam um olhar bastante cuidadoso. &o entanto, nos deteremos, a ui, num conjunto de e"planaç$es básicas ue sirvam de referencial a todas estas uest$es. #gualmente, a determinação dos elementos bibliográficos serve a proposta inicial de tornar um pouco mais acess'vel este nosso estudo. (uscamos, pois, indicar te"tos ue sejam facilmente encontrados, ue estejam em nosso idioma e ue sejam de academicamente válidos, afastando)me propositalmente de toda e ual uer publicação de caráter e"otérico ou de fonte duvidosa. &o caso espec'fico da sinologia, sabemos ue tais te"tos abundam em profusão, dificultando o estudo sério da China e comprometendo um trabalho esclarecido. André (ueno ....................................................... ÍNDICE

. História - Uma apresentação geral sobre a história da China, organizada atra !s dos se"s prin#ipais per$odos din%sti#os. . & 'ensamento Chin(s - )e*tos sobre a história do pensamento #hin(s, se" desen ol imento e #one*+es #om o pensamento o#idental. . ,eligião e -itologia - &s prin#ipais #"ltos #hineses, a interpretação religiosa das es#olas .ilosó.i#as, religiosidade pop"lar e o"tras religi+es na China.

. /s Ci(n#ias na China - Como era a matem%ti#a, a .$si#a, a geogra.ia, et#. na China Imperial0 Uma apresentação di ersa do tema, a partir dos trabalhos de Colin ,onan. . / arte #hinesa atra !s dos tempos - / e ol"ção da arte #hinesa desde os primórdios na Dinastia 1hang at!s os dias de Ho2e. . 3ebgra.ia - 1"gest+es bibliogr%.i#as e lin4s interessantes para a pes5"isa sinológi#a. .................................................. obs6 No to#ante a gra.ia dos nomes #hineses, preser amos a .orma original "tilizada nos te*tos.

O Pensamento Chinês

. / História da 7iloso.ia Chinesa 89:;

. / História da 7iloso.ia Chinesa 89<;

. Con."#ionismo

. -odi, =angzh" e os so.istas

. )ao$smo

. Es#ola =in - =ang

. Es#ola das >eis

. Interação entre >ing"agem e 'ensamento em Chin(s

. / )eoria do Conhe#imento de "m 7ilóso.o Chin(s

A História da Filosofia Chinesa (01) por Chan 3ing-)sit em -oore, C. 8org.; 7iloso.ia6 &riente, &#idente. 8:?@A;, Ed"sp-C"ltri*, 1ão 'a"lo. / 7iloso.ia #hinesa ! "ma sin.onia intele#t"al em tr(s mo imentos6 o primeiro, do BI ao II s!#"lo a.C., .oi essen#ialmente "m per$odo de desen ol imento dos tr(s maiores temas - Con."#ionismo,

)ao$smo e -o$smo -, e dos 5"atro menores - 1o.ismo, Neomo$smo, >egalismo e Intera#ionismo Cin Cang -, todos #om os se"s #ontrastes e harmonias, #om o a#ompanhamento das o"tras DCem Es#olasD. & seg"ndo mo imento .oi #ara#terizado pela mist"ra de di.erentes moti os 5"e se resol eram no a#orde dominante da 7iloso.ia #hinesa medie al, ao passo 5"e a nota do E"dismo .oi introd"zida da Índia para dar-lhe o e.eito de #ontraponto. No ter#eiro mo imento, o mais longo de todos, do s!#"lo FI aos dias at"ais, as notas #ara#ter$sti#as da 7iloso.ia #hinesa .oram sintetizadas para trans.ormar o a#orde persistente do Con."#ionismo na longa e e*#ep#ional melodia 5"e ! o Neo#on."#ionismo. / analogia s"gere imediatamente 5"e h% #onsonGn#ia, bem #omo dissonGn#ia, entre os prin#ipais sistemas do pensamento #hin(s, .ato signi.i#ati o e digno de nota, espe#ialmente no #aso das es#olas antigas. / oposição entre o Con."#ionismo h"man$sti#o e o )ao$smo !, H primeira ista, 5"ase in#on#ili% el. )oda ia, 5"al5"er distinção #ompleta ine ita elmente distor#e o 5"adro. & )ao$smo primiti o est% mais pró*imo do Con."#ionismo do 5"e geralmente se entende, prin#ipalmente em s"a .iloso.ia de ida. Contrariamente H #rença pop"lar de 5"e >ao-)s! ensino" a renIn#ia H ida e a so#iedade, s"a do"trina !ti#a esta a mais ligada H de Con.I#io, o e*periente #onhe#edor do m"ndo, do 5"e H do Hind"$smo o" do E"dismo. Esta opinião não ! no a nem pessoal, mas "ma opinião geral entre os historiadores nati os da .iloso.ia #hinesa. )anto o Dr. H" 1hih, em se" J)he De elopment o. the >ogi#al -ethod in /n#ient ChinaK 8:;, #omo o 'ro.essor 7"ng ="lan, em s"a J)he HistorC o. Chinese 'hilosophCK 8<;, interpretaram >ao-)s! de maneira bem di.erente da5"ela a 5"e o &#idente est% a#ost"mado. & prin#ipal interesse do )ao$smo e do Con."#ionismo ! a ida, #om a di.erença prin#ipal 5"e, no )ao$smo, a preser ação da ida em de seg"ir-se a Nat"reza, ao passo 5"e o Con."#ionismo a realização da ida em #om o pleno desen ol imento do homem. Con."#ionismo primiti o & mo imento do h"manismo #omeço" em Con.I#io 8LL: - M@? a.C.;, ganho" imp"lso #om -(n#io e HsNn )s!, e .inalmente al#anço" o

#l$ma* no Neo#on."#ionismo. O "ma história de mais de dois mil anos, a história da ida e do pensamento #hineses. Desde a !po#a de Con.I#io at! os dias at"ais, a prin#ipal inspiração espirit"al e moral dos #hineses tem sido o ditado #on."#iano. DO o homem 5"e engrande#e a erdade, e não a erdade 5"e engrande#e o homemD 8P;. Dizer 5"e Con.I#io era h"man$sti#o não ! negar 5"e o s%bio mostro" razo% el interesse pela religião. Con.I#io .oi, por "m lado "m re.ormador, "m pioneiro da ed"#ação "ni ersal, para todos os 5"e 5"isessem ir 8M; e para pessoas de todas as #lasses8L;, "m homem 5"e ia2o" 5"atorze anos por m"itos Estados em b"s#a de "ma oport"nidade para ser ir os go ernantes, a .im de 5"e a &rdem -oral 8tao, o Caminho;8Q; p"desse pre ale#er. Era, por o"tro, "m #on.ormista, "m homem D.iel aos antigos e 5"e os ama aD 8@;, "m homem 5"e tento" preser ar a do"trina de Cho" 8A;, da 5"al era parte integrante o #"lto do C!" e dos antepassados. Conse5Nentemente, disse 5"e D& homem s"perior teme 8...; os de#retos do C!"D8?;. /#redita a 5"e D1e de e pre ale#er a >ei -oral, ! por5"e esse ! o mandamento do C!"D8:9;. Ele próprio o.ere#ia sa#ri.$#ios aos se"s antepassados e Dtinha a sensação de 5"e eles esta am realmente presentesD, dizendo6 D1e e" não esti er presente ao sa#ri.$#io, ser% o mesmo 5"e não .azer sa#ri.$#ioD8::;. Não obstante, pRs .ran#amente o bem-estar dos homens H .rente da religião. 1"a rel"tGn#ia em dis#"tir o C!" le o" se"s al"nos a dizerem 5"e s"a #on#epção do C!" Dnão podia ser o" idaD8:<;. DN"n#a dis#"ta .enRmenos estranhos, e*ploraç+es .$si#as, desordens o" esp$ritosD8:P;. S"ando "m al"no lhe perg"nta a sobre o ato o" a maneira de ser ir os esp$ritos e sobre a morte, respondia6 D/inda não sabemos ser ir os homensT #omo podemos saber ser ir os esp$ritos0... /inda nada sabemos da ida, #omo podemos saber alg"ma #oisa sobre a morte0D 8:M; 'or estas amostras, ! e idente 5"e Con.I#io era "m h"manista mesmo em mat!rias religiosasT não era "m sa#erdote, m"ito menos ."ndador da religião 5"e tinha o se" nome. & Homem, somente o Homem, o#"pa a s"a atenção primeira. O o 5"e se pode er na seg"inte passagem, 5"e ! todo o se" sistema em po"#as pala ras6

D&s antigos 5"e dese2a am tornar mani.esto o #ar%ter #laro dos po os do m"ndo empenha am-se primeiramente em ordenar s"a ida na#ional. &s 5"e dese2a am ordenar s"a ida na#ional empenha am-se primeiro em reg"lar s"a ida .amiliar. &s 5"e dese2a am reg"lar s"a ida .amiliar empenha am-se primeiro em #"lti ar s"a ida pessoal. &s 5"e dese2a am #"lti ar s"a ida pessoal empenha am-se primeiro em pRr se" #oração no #aminho #erto. &s 5"e dese2a am pRr se" #oração no #aminho #erto empenha am-se primeiro em tornar sin#eras s"as ontades. &s 5"e dese2a am tornar sin#eras s"as ontades empenha am-se primeiro em ampliar se" #onhe#imento. / ampliação do #onhe#imento depende da in estigação das #oisas. S"ando as #oisas são in estigadas, o #onhe#imento então se amplia, a ontade então se torna sin#eraT 5"ando a ontade ! sin#eraT o #oração então se p+em no #aminho #ertoT 5"ando o #oração est% no #aminho #erto, a ida pessoal então ! #"lti adaT 5"ando a ida pessoal ! #"lti ada, a ida .amiliar então ! reg"ladaT 5"ando a ida .amiliar ! reg"lada, então a ida na#ional est% ordenadaT e 5"ando a ida na#ional est% ordenada, então h% paz no m"ndoD8:L;. )rata-se de "m programa abrangente 5"e pode, por!m, ser res"mido n"ma pala ra, isto !, 2(n, o" erdadeira nat"reza h"mana. Esta ! a id!ia #entral do sistema #on."#iano, em torno da 5"al todo mo imento #on."#iano se desen ol e". Con.I#io nem de.ini" nem analiso" o 2(n. Est% at! registrado no >"n =N 8&s /nale#tos; 5"e ele DraramenteD .ala a dele 8:Q;. Embora LL entre os M?A #ap$t"los dos >"n =N se2am dedi#ados H dis#"ssão da erdadeira nat"reza h"mana, o -estre #onsidera a o ass"nto #om tal seriedade 5"e da a a impressão de raramente ha er dis#"tido o tema. / a.irmação mais pró*ima da de.inição de 2(n ! 5"e ele D#onsiste em dominar-se e em restabele#er a ordem moral 8li;D8:@;. Isto prati#amente e5"i ale a toda a .iloso.ia #on."#iana, 2% 5"e o 2(n, assim de.inido, en ol e a realização do e" e a #riação de "ma ordem so#ial. Espe#i.i#amente, a erdadeira nat"reza h"mana #onsiste em Dser respeitoso ao lidar #onsigo mesmo, ser s!rio ao o#"par-se de negó#ios e ser leal nas relaç+es #om as pessoas 8:A;.D

Um homem de #ar%ter D.orte, resol"to, simples e modestoD est% DpertoD da erdadeira nat"reza h"mana8:?;. /l!m disso, DS"em pode prati#ar #in#o #oisas onde 5"er 5"e este2a ! "m homem erdadeiro... a saber, seriedade, liberalidade lealdade, dilig(n#ia e generosidadeD 8<9;. D& erdadeiro homemD, disse Con.I#io, D5"e dese2e determinar a nat"reza de se" próprio #ar%ter, tamb!m pro#"ra determinar a nat"reza do #ar%ter dos o"tros. Dese2ando ter (*ito, tamb!m pro#"ra a2"dar os o"tros a ter (*itoD 8<:;. Em "ma pala ra, ser "m homem erdadeiro ! Damar todos os homensD 8<<;. )al homem erdadeiro ! o 5"e Con.I#io #hamo" o Dhomem s"periorD, 5"e ! a #ombinação do Dhomem bom 5"e não tem tristezas, o homem s%bio 5"e não tem perple*idades e o homem #ora2oso 5"e não tem medoD 8<P;. 7az da honestidade Da s"bstGn#ia do se" serD, da #orreção Da base da s"a #ond"taD, da mod!stia se" Dponto de partidaD e da honestidade se" Dal oD8<M;. Ele Dse re.reia em mat!ria de se*o 5"ando se" sang"e e s"a .orça itais são .ortes. S"ando al#ança a mat"ridade e se" sang"e e s"a .orça ital estão #heios de igor, re.reia-se em 5"est+es de l"ta. S"ando al#ança a elhi#e e se" sang"e e .orça ital 2% en.ra5"e#eram, re.reia-se em 5"est+es de a5"isiçãoD8<L;. Ele isa a no e #oisas. DNo "so dos olhos, se" ob2eti o ! er #laramente. No "so dos o" idos, se" ob2eti o ! es#"tar distintamente. Na e*pressão, se" ob2eti o ! ser a.% el. S"anto Hs maneiras, se" ob2eti o ! ser respeitoso. Na .ala, se" ob2eti o ! ser sin#ero. Nos negó#ios, se" ob2eti o ! ser s!rio. Na dI ida, pro#"ra es#lare#imento. S"ando tem rai a, pensa nas #onse5N(n#ias. Diante do l"#ro pensa na integridadeD8<Q;. Nada .az #ontr%rio ao prin#$pio do de#oro8<@;, 5"er ser lento no .alar mas diligente no agir8<A;, e pensa na erdade em ez de no l"#roD8<?;. Des.r"ta o prazer deri ado da de ida ordenação de rit"ais e mIsi#a, dos #oment%rios sobre os mere#imentos dos o"tros e da amizade #om m"itos homens irt"osos8P9;. ,en"n#iaria H ri5"eza e aos altos #argos, mas s"portaria a pobreza e as posiç+es mes5"inhas em nome dos prin#$pios morais8P:;. Não .az aos o"tros o 5"e não 5"er 5"e o"tros lhe .açam8P<;, Dretrib"i o mal #om a 2"stiça 8probidade; e retrib"$ a bondade #om a bondadeD8PP;. 'rati#a a lealdade .ilial #om os pais, ao ponto de n"n#a

desobede#er, mas aderindo estritamente ao prin#ipio do de#oroT ser e aos pais 5"ando estão i os, enterrando-os e sa#ri.i#ando em s"a honra 5"ando estão mortos8PM;. O respeitoso #om os s"periores 8PL;. Em res"mo, ! "m homem per.eito. Esta (n.ase no h"manismo ! s"prema em Con.I#io. 1"b2az a todas as s"as do"trinas pol$ti#as, ed"#a#ionais, est!ti#as e at! lógi#as. /s pessoas de em ser go ernadas pelos bons e*emplos dos go ernantes, g"iadas pela irt"de e reg"ladas pelos prin#$pios do de#oro, e o ob2eti o do go erno ! dar ri5"eza e instr"ção ao po o e seg"rança ao Estado 8P@;. & #onhe#imento ! D#onhe#er os homensD 8PA;. & homem s"perior Dest"da a .im de apli#ar se"s prin#$pios moraisD8P?;. &s poemas são Dpara estim"lar nossas emoç+es, alargar osso #ampo de obser ação, ampliar osso #ompanheirismo e e*pressar- os os ressentimentosD. /2"dam- os nos de eres imediatos para #om ossos pais e nos de eres mais remotos para #om osso go ernante. /"mentam ossa .amiliaridade #om os nomes dos p%ssaros, dos animais e das plantasD 8M9;. -esmo a Dreti.i#ação dos nomesD, a abordagem #on."#iana 5"e mais se apro*ima da >ógi#a, de e ser #ond"zida seg"ndo diretrizes h"manistas. 'or e*emplo, a mIsi#a não signi.i#a apenas sinos e tambores8M:;, pois os nomes, 5"ando reti.i#ados, t(m "m 5"( de pr%ti#o. /ssim, reti.i#ar nomes n"m Estado signi.i#a Do go ernante ser "m go ernante, o ministro ser "m ministro, o pai ser "m pai, e o .ilho ser "m .ilhoD8M<;. Este h"manismo ! #ompleto, mas 5"al ! se" ."ndamento lógi#o0 Con.I#io disse 5"e Dh% "m prin#$pio #entral 5"e per#orre toda a minha do"trinaD8MP;. )al prin#$pio #entral ! geralmente a#eito #omo signi.i#ando Dnada 5"e não se2a a .idelidade a si mesmo e H re#ipro#idadeD8MM;. 1e semelhante interpretação ! #orreta, então somos .orçados a #on#l"ir 5"e o ."ndamento do sistema #on."#iano est% no reino moral, isto !, na e*peri(n#ia h"mana mesma. & prin#$pio ! tamb!m, em geral, tido #omo id(nti#o H do"trina #on."#iana da Harmonia Central 8#h"ng C"ng, o %"reo meio;. De .ato, essa do"trina ! de s"prema importGn#ia na 7iloso.ia #hinesaT !, não apenas a espinha dorsal do Con."#ionismo, tanto antigo #omo moderno, mas tamb!m da 7iloso.ia #hinesa #omo "m todo.

Con.I#io disse 5"e Den#ontrar a pista #entral 8#h"ng; do nosso ser moral e ser harmonioso 8C"ng; #om o "ni ersoD ! a s"prema realização da nossa ida moral8ML;. Isto pare#e impli#ar 5"e Con.I#io tinha #omo ."ndamento da s"a !ti#a algo psi#ológi#o o" meta.$si#o, por!m este aspe#to só .oi desen ol ido dois s!#"los mais tarde. 'ara Con.I#io #h"ng C"ng por #erto signi.i#a a o %"reo meio, #omo o indi#a o ditado DIr longe demais ! o mesmo 5"e não ir longe o bastante.D & ."ndamento psi#ológi#o de e ser propor#ionado por -(n#io e por HsNn )s!, e o meta.$si#o pelo li ro #onhe#ido #ome o Ch"ng ="ng 8o" / Do"trina do -eio;. Con.I#io interessa a-se prin#ipalmente por "m m"ndo pr%ti#o e, portanto, ensina a-nos a .azer o bem sem entrar no problema de por 5"e de emos .azer o bem. 'ara -(n#io 8P@: - <A? a.C.;, entretanto, .azemos o bem, não apenas por 5"e de emos, mas por5"e temos 5"e, pois D/ nat"reza h"mana seg"e o bem da mesma .orma #omo a %g"a pro#"ra o n$ el mais bai*oD8M@;. D1e os homens se tornam ma"s, não ! #"lpa do se" dom nat"ralD8MA;. )odos os homens t(m, originariamente, o sentimento da miseri#órdia, o sentimento da ergonha, o sentimento do respeito e o sentimento do bem e do mal, e são estes os 5"e #hamamos de D5"atro prin#$pios ."ndamentais da bene ol(n#ia, da honestidade, do de#oro e da sabedoriaD8M?;. Esta #ons#i(n#ia moral est% enraizada no #oração de "m homem per.eito8L9;, o 5"e pode ser demonstrado pelos .atos de 5"e todas as #rianças sabem amar se"s pais8L:;. e de 5"e, 5"ando os homens de repente (em "ma #riança prestes a #air n"m poço, ine ita elmente s"rge no #oração deles "m sentimento de miseri#órdia e de alarma 8L<;. Este sentimento inato do bem ! "ma D#apa#idade ing(nitaD, 5"e poss"$mos sem ne#essidade de aprender, e ! tamb!m D#onhe#imento ing(nitoD, 5"e poss"$mos sem ne#essidade de pensamento 8LP;. /ssim, Dtodas as #oisas 2% estão #ompletas no e". Não h% maior del$#ia do 5"e oltar ao e" #om sin#eridadeD8LM;. 'or5"e a Dsin#eridade ! o #aminho do C!", ao passo 5"e pensar em #omo ser sin#ero ! o #aminho do HomemD8LL;. & prin#$pio diretor da #ond"ta h"mana !, portanto, Do pleno e*er#$#io da menteD. DE*er#itar plenamente nossas mentes ! #onhe#er nossa nat"reza, e

#onhe#er nossa nat"reza ! #onhe#er o C!". 'reser ar nosso esp$rito e n"trir nossa nat"reza ! o meio de ser ir ao C!". -anter a singeleza de esp$rito,. 5"er so.ramos morte premat"ra 5"er tenhamos ida longa, e #"lti ar nosso #ar%ter pessoal e dei*ar 5"e as #oisas sigam se" #"rso, são os meios de talhar nosso destinoD8LQ;. /ssim, os pr!-re5"isitos de "ma ordem moral harmoniosa estão #ompletos dentro de nós. Em ez de olhar para a Nat"reza a .im de nos #onhe#ermos, olhamos dentro de nós a .im de #onhe#er a Nat"reza. Não temos se5"er 5"e olhar para o s%bio, pois ele Dperten#e H mesma esp!#ie 5"e nósD8L@;. / #ha e para a #entralidade e a harmonia do "ni erso, assim #omo para nós mesmos, não de e, portanto, ser b"s#ada longe. Estão dentro da nossa nat"reza. Desen ol er nossa nat"reza ! realizar as irt"des a ela intr$nse#as, 5"e -(n#io primeiro red"zi" aos D5"atro prin#$pios ."ndamentaisD, e mais adiante H bene ol(n#ia, 5"e ! a Dmente do HomemD, e H integridade, 5"e ! o #aminho do homemD8LA;. /5"ela ! a base !ti#a da so#iedade, ao passo 5"e esta ! o ."ndamento da pol$ti#a. & termo Dbene ol(n#iaD 82(n; de e ser entendido em se" signi.i#ado mais ."ndamental de erdadeira nat"reza h"mana, pois DU(n ! a5"ilo 5"e .az de "m homem "m homem. 7alando de modo geral, ! o prin#$pio moralD8L?;. & homem moral nada .az 5"e não este2a de a#ordo #om a erdadeira nat"reza h"mana8Q9;. De .ato ele ama todos os homens8Q:;. / demonstração mais nat"ral da erdadeira nat"reza h"mana ! a lealdade aos pais, 5"e para -(n#io era a maior de todas as irt"des8Q<;. DDe todas as #oisas 5"e "m .ilho #om erdadeira irt"de .ilial pode al#ançar, não h% nada mais grandioso do 5"e honrar se"s paisD8QP;. /. de oção .ilial, então, ! o ."ndamento das #in#o relaç+es h"manas. DEntre pai e .ilho, de e ha er a.eiçãoT entre soberano e ministro, honestidadeT entre marido e m"lher, #onsideração pelas s"as ."nç+es distintasT entre elhos e 2o ens, "ma ordem apropriadaT e entre amigos, .idelidadeD8QM;. S"ando tais 5"alidades esti erem demonstradas, pre ale#er% "ma ordem so#ial harmoniosa. Essa tentati a de propor#ionar "m ."ndamento psi#ológi#o ao h"manismo ! "m desen ol imento signi.i#ati o na es#ola #on."#iana, não apenas por5"e representa "m grande a anço, mas

tamb!m por5"e e*er#e" in.l"(n#ia em toda a es#ola do Neo#on."#ionismo, prin#ipalmente do s!#"lo IB at! os dias at"ais. & desen ol imento psi#ológi#o em HsNn-)s! 8apro*imadamente PLL - apr. <AA a.C.; seg"i", entretanto, 5"ase direção oposta. Não 5"e o esp$rito h"manista nele se2a mais .ra#oT ao #ontr%rio, ! m"ito mais .orte. / >ei -oral 8tao; Dnão ! o #aminho do C!", nem o #aminho da )erra, mas o #aminho seg"ido pelo Homem, e #aminho seg"ido pelo homem s"periorD 8QL; e, mais espe#i.i#amente, D)ao ! o modo de dirigir "m EstadoD, o", em o"tras pala ras, Dorganizar o po oD 8QQ;. 'or #onseg"inte, ele de.endia igorosamente o #ontrole da Nat"reza6 Bós glori.i#ais a Nat"reza e meditais sobre ela6 'or 5"e não a amansais e não a reg"lais0 Bós obede#eis H Nat"reza e #antais em se" lo" or6 'or 5"e não #ontrolar se" #"rso e "s%-lo0 Bós #ontemplais as estaç+es #om re er(n#ia e as ag"ardais6 'or 5"e não respondeis a elas #om ati idades sazonais0 Bós dependeis das #oisas e os mara ilhais diante delas6 'or 5"e não desen ol er ossa própria #apa#idade e trans.orm%-las0 Bós meditais sobre o 5"e torna "ma #oisa "ma #oisa6 'or 5"e não ordenar as #oisas de modo a não desperdiç%-las0 Bós b"s#ais em ão a #a"sa das #oisas6 'or 5"e não "s".r"ir e apropriar-se do 5"e elas prod"zem0 'ortanto, digo6 desdenhar o homem e espe#"lar sobre a Nat"reza O mal #ompreender os .atos do Uni erso 8Q@;. HsNn-)s! a#redita a ne#ess%rio o dom$nio da Nat"reza por 5"e a#ha a 5"e a nat"reza h"mana ! m"ito di.erente da des#rição 5"e dela .azia -(n#io. 'ara HsNn-)s!, D/ Nat"reza do Homem ! m%T s"a bondade ! ad5"irida 8pelo treinamento;D8QA; & mó el a5"i .oi, ob iamente, dar (n.ase H ed"#ação, (n.ase 5"e o torno" o prin#ipal .ilóso.o da ed"#ação na China antiga. Como a nat"reza original do Homem ! m%, ele Dpre#isa passar pela instr"ção de pro.essores e leisD8Q?;. /ssim, a irt"de não ! inata, mas de e ser Da#"m"ladaD, da mesma .orma #omo as montanhas são .ormadas por a#"m"lação de terra8@9;. & prin#$pio diretor da a#"m"lação para o indi $d"o ! o li o" de#oro 8@:;, para a so#iedade ! a

Dreti.i#ação de nomesD8@<;, e para o go erno ! a Dmodelagem de a#ordo #om os reis s%bios dos Iltimos diasD8@P;. S"ando a irt"de ! Da#"m"ladaD a "m gra" s".i#iente, o Homem pode, então, D.ormar "ma tr$ade #om o C!" e a )erraD8@M;. 'elo .im do s!#"lo IB a.C., o Con."#ionismo de" mais "m passo H .rente. Ho" e "rna tentati a de propor#ionar "m ."ndamento meta.$si#o para o se" h"manismo, #orno podemos er pelo li ro #hamado Ch"ng ="ng8@L; o" / Do"trina do -eio. De a#ordo #om esse li ro, nosso e" #entral o" nosso ser moral ! #on#ebido #omo Da grande base da idaD, e a harmonia o" a ordem moral ! Da lei "ni ersal do m"ndo. S"ando o nosso erdadeiro e" e harmonia #entrais são realizados, o "ni erso então se torna "m #osmos e todas as #oisas al#ançam se" pleno #res#imento e desen ol imentoD8@Q;. /ssim, Da ida do homem moral ! "ma e*empli.i#ação da ordem moral "ni ersalD 8@:;. & Ch"ng ="ng de#lara, al!m disso, 5"e ser .iel a si mesmo 8#hV(ng, sin#eridade; ! Da lei do C!"D e tentar ser .iel a si mesmo ! Da lei do HomemD8@A;. Esta erdade ! Dabsol"taD, Dindestr"t$ elD, DeternaD, Da"to-e*istenteD, Din.initaD, D asta e pro."ndaD, Dtrans#endental # inteligenteD 8@?;. Cont!m e abar#a toda a e*ist(n#iaT #"mpre e aper.eiçoa toda a e*ist(n#ia. D1endo esta a nat"reza da erdade absol"ta, mani.esta-se sem ser istaT prod"z e.eitos sem mo imentoT atinge se"s ob2eti os sem açãoD8A9;. /penas a5"eles 5"e são Dse"s absol"tos e"s erdadeirosD podem Drealizar s"a própria nat"rezaD, podem Drealizar a nat"reza dos o"trosD, podem Drealizar a nat"reza das #oisasD, podem Da2"dar a -ãe Nat"reza a #"lti ar a idaD, e podem ser Dos ig"ais do C!" e da )erraD 8A:;. Não se sabe at! 5"e ponto .oi original esta tend(n#ia meta.$si#a #m Con.I#io, mas torno"-se ela "m .ator e*tremamente signi.i#ati o no Con."#ionismo posterior, espe#ialmente no Neo#on."#ionismo dos s!#"los FI e FB. & )ao$smo 'rimiti o En5"anto progredia esse mo imento do h"manismo #on."#ionista, o )ao$smo nat"ralista se desen ol ia paralelamente, por #aminhos di.erentes, mas #om ob2eti os de ida similares. /ssim #omo o .im

do Con."#ionismo ! a ida plenamente desen ol ida, o do )ao$smo ! a ida simples e harmoniosa. Embora o termo D)ao$smoD 8tao #hia; só iesse a ser "sado no s!#"lo I a.C., no 1hih Chi 8,egistros Históri#os; do 1s"-ma ChVien 8:ML - AQ a.C.;, o mo imento tao$sta 2% de ia ter então alg"ns s!#"los. -as, se .oi =ang Ch" o" >ao-)s! o primeiro l$der do mo imento ! ponto #ontro ertido8A<;. No #aso de =ang Ch" 8apro*imadamente MM9 - apr. PQQ a.C.;, o esp$rito !, #ertamente, de simpli#idade e harmonia. Ele não era "m hedonista 5"e insistia #om todos os homens para Dgozarem a idaD e para se satis.azerem #om D"ma #asa #on.ort% el, boas ro"pas, boa alimentação e belas m"lheresD, #omo o des#re e o espIrio >ieh )z" do s!#"lo III a.C.8AP;, o" "m ego$sta D5"e não teria arran#ado "m só .io de #abelo ainda 5"e #om isto iesse a bene.i#iar o m"ndo todoD, #omo -(n#io de propósito o .ez pare#er8AM;. Era antes "m seg"idor da nat"reza interessado prin#ipalmente em Dpreser ar a ida e em #onser ar inta#ta a ess(n#ia do nosso ser e em não magoar a nossa ida material #om #oisasD 8AL;, D"m homem 5"e não entraria n"ma #idade em perigo, 5"e não se alistaria no e*!r#ito nem mesmo tro#aria "m .io de #abelo pelos l"#ros do m"ndo inteiroD8AQ;. -esmo no #ap$t"lo intit"lado D=ang Ch"D em >ieh )z", a (n.ase prin#ipal era Ddei*ar a ida seg"ir se" #"rso li rementeD e ignorar, não apenas a ri5"eza e a .ama, mas tamb!m a ida e a morte. 7oi esta (n.ase nat"ralista 5"e o torno" o tao$sta representati o do se" tempo. No #aso de >ao )s!, a linha mestra em se" )ao-t( Ching ! a Dsimpli#idadeD, "ma id!ia #entral pela 5"al o"tros #on#eitos aparentemente estranhos de em ser entendidos. Uma ida DsimplesD ! "rna ida de nat"ralidade na 5"al o l"#ro ! des#artado, a esperteza abandonada, o ego$smo minimizado e os dese2os red"zidos8AA;. O a ida da Dper.eição 5"e pare#e in#ompletaD, da Dplenit"de 5"e pare#e aziaD, da Dretidão absol"ta 5"e pare#e desonestaD, da Dhabilidade 5"e pare#e desa2eitadaD e da Delo5N(n#ia 5"e pare#e gag"e2arD da ida de Dprod"zir e #"lti ar #oisas sem apossar-se delasD, de D.azer "m trabalho mas não org"lhar-se deleD, e de Dgo ernar as #oisas mas não domin%-lasD8A?;. O a ida 5"e ! Dpontiag"da #omo "m 5"adrado mas não ."ra, a.iada

#omo "ma .a#a mas não #orta, reta #orno "ma linha distendida mas 5"e não se estende, e brilhante #omo l"z mas 5"e não o."s#aD8?9;. &"tras id!ias .ant%sti#as do )ao$smo se desen ol eram e morreram, mas este ! o .ator i o 5"e .ez dele "ma .ibra .orte da !ti#a #hinesa, ainda ho2e. O o ponto de a#ordo #om o mais poderoso sistema intele#t"al da China, a saber, o Con."#ionismo. O erdade 5"e >ao-)s! .oi e*tremamente #r$ti#o a respeito da ordem e*istente, ao ponto mesmo de e*#lamar 5"e DS"ando o Wrande Caminho 8)ao; esti esse obliterado, a bene ol(n#ia e a 2"stiça s"rgiriam. S"ando a sabedoria e o #onhe#imento apare#essem, a hipo#risia emergiriaD8?:; -as den"n#io" a #i ilização #om a mesma disposição #om 5"e ata#o" a g"erra, a #obrança de impostos e o #astigo8?<;, essen#ialmente por #a"sa do se" #ar%ter e*#essi o e destr"idor. >ao-)s! não .oi desertor da #i ilização. De a#ordo #om registros históri#os a"t(nti#os, .oi "m modesto ."n#ion%rio pIbli#o. & Dr. H" 1hih opina 5"e ele e Con.I#io .oram ambos 2", literatos do tipo sa#erdote-pro.essor, 5"e le a am a to#ha da #i ilizaçãoT 5"e >ao-)s! era "m 2" ortodo*o, "m D2" dos mansosD 5"e se agarra am H #"lt"ra dos po os #on5"istados do =in, 5"e se #ara#teriza a pela não-resist(n#ia, pelo #ontentamento, et#., ao passo 5"e Con.I#io, apesar de ser des#endente de =in, era "m 2" de no o tipo, "m D2" dos .ortesD, 5"e ad oga a a s"bstit"ição da degeneres#ente #"lt"ra =in pela .lores#ente #"lt"ra dos po os dominantes de Cho" 8?P;. /ssim, de emos #onsiderar >ao-)s! "m pro.essor de ida simples, e não "m desertor da ida. O tamb!m erdade 5"e >ao-)s! ensino" a estranha do"trina do X" Xei, geralmente interpretada #omo DinaçãoD. -as ! "m erro pensar no X" Xei #orno 5"al5"er #oisa 5"e s"gira #ompleta inati idade, renIn#ia o" o #"lto do in#ons#iente. O antes "m modo sing"lar, o", mais e*atamente, o modo nat"ral, de #omportar-se. D& s%bio gere se"s negó#ios sem de#lar%-lo e di "lga s"as do"trinas sem pala rasD8?M;. & #aminho nat"ral ! Ds"ster todas as #oisas em se" estado nat"ralD e permitir, assim, 5"e elas se Dtrans.ormem espontaneamenteD8?L;. Dessa maneira, D& Caminho não e*er#e nenh"ma ati idade, e, no entanto, nada resta por .azerD8?Q;. &

go ernante s%bio .az #oisas sem de#lar%-las, e assim nada .i#a por reg"larD8?@;. 'or a$ se ( ser bem #laro 5"e o #aminho do X" Xei ! o #aminho da espontaneidade, 5"e de e ser #ontrastado #om o #aminho arti.i#ial, o #aminho da esperteza e da moral s"per.i#ial. 7oi a ida de arti.i#ialismo 5"e pro o#o" o igoroso ata5"e de >ao)s! e o le o" a glori.i#ar a realidade do ine*istente, a "tilidade do inItil e a .orça dos .ra#os8?A;. Isto não representa es.orço para s"bstit"ir o ser pelo não-ser, nem o .orte pelo .ra#o. O, antes "ma a.irmação da importGn#ia de ambos. & Deterno não-serD e o Deterno serD D ieram da mesma .onte mas apare#em #om nomes di.erentesD8??;. & erdadeiramente .ra#o ! id(nti#o ao erdadeiramente .orte. Como disse >ao-)s!, D& 5"e ! o mais per.eito pare#e in#ompletoD e D& 5"e ! o mais #ompleto pare#e mais azioD8:99;. Nestes en"n#iados, >ao-)s! esta a ainda "m passo mais pró*imo do %"reo meio. Na s"per.$#ie, ele pare#e ser o de.ensor da m"lher #omo o prin#$pio ."ndamental da ida e da in.Gn#ia #omo o estado ideal do ser8:9:;. )amb!m pare#e ad ogar o azio e a 5"iet"de8:9<;. No ."ndo, entretanto, tal posição !ti#a se apro*ima m"ito mais do #entro do 5"e do e*tremo. DU% 5"e .alar demais sempre a#aba em malogro, ! melhor aderir ao prin#$pio da #entralidadeD8:9P;. / prin#ipal di.erença entre >ao-)s! e Con.I#io est%. no .ato de 5"e, ao passo 5"e em Con.I#io a medida de todas as #oisas ! o Homem, em >ao-)s! ! a Nat"reza. / simpli#idade, X" Xei, e o"tros ideais !ti#os, são todos liç+es morais tiradas da Nat"reza, 5"e ! o padrão para o C!" e a )erra, assim #omo para o Homem8:9M;. O o Caminho, o" )ao, o prin#$pio "ni ersal da ida. O Da .onte do C!" e da )erraD, e Da mãe de todas as #oisasD8:9L;. O eterno, "no, onidi."so e absol"to8:9A;. /#ima de t"do, ! nat"ral8:9@;. Como a realidade ! nat"ral, nossa ida tamb!m de e s(-lo. 1er nat"ral ! i er #omo %g"a, 5"e ! Dsemelhante ao bem mais ele adoD e D5"ase id(nti#o ao )aoD8:9A;. / %g"a Do#"pa l"gares 5"e as pessoas detestamD, mas Dbene.i#ia todas as #oisas sem .azer 5"al5"er e*ig(n#iaD8:9?;. DNão h% nada mais brando nem mais .ra#o do 5"e a %g"a, e, no entanto, não h% nada melhor para ata#ar #oisas d"ras e .ortesD8::9;. / idealização da in.Gn#ia nada mais !

do 5"e a idealização do estado nat"ral. Não ! o estado de ignorGn#ia e in#apa#idade. O, antes, o estado de 5"iet"de, de harmonia e de intro isão. /#ima de t"do, ! o estado da ida. D)ao prod"zi" o "m. & "m prod"zi" o dois. & dois prod"zi" o tr(s. & tr(s prod"zi" todas as #oisas. )odas as #oisas poss"em Cin 8o prin#ipio passi o o" .eminino; e #ont!m Cang 8o prin#$pio ati o o" mas#"lino;, e a mist"ra da .orça ital 8#hYi; prod"z harmoniaD8:::;. Conhe#er essa harmonia #hama-se D& EternoD, e #onhe#er o Eterno #hama-se DIntro isãoD8::<;. Disse >ao-)s!6 /l#an#e o #ompleto azio. -antenha inabal% el 5"iet"de. )odas as #oisas nas#em, e e2o por a$ se" retorno. )odas as #oisas .lores#em, mas #ada "ma retorna H s"a raiz. Este retorno H raiz #hama-se 5Nies#(n#iaT 1igni.i#a se" retorno de a#ordo #om o se" 7ado. ,etornar de a#ordo #om o 7ado #hama-se o Eterno. Conhe#er o Eterno #hama-se Intro isão. Não #onhe#er o Eterno e agir #egamente ! desastroso. Conhe#er o Eterno ! ser liberal. 1er liberal ! não ter pre#on#eito. Não ter pre#on#eito ! ser #ompreensi o. 1er #ompreensi o ! ser grande. 1er grande ! ser #omo )ao 8o Caminho;. 1er #omo )ao ! 8poss"$-lo; para sempre e não .alhar por toda a ida 8::P;. O esta, tal ez, a passagem mais abrangente do )ao-t( Ching. De emos notar 5"e o #l$ma* de todo o pro#edimento ! Dnão .alhar por toda a idaD. /5"i temos o sabor h"man$sti#o do nat"ralismo. Não se de e abandonar a ida, mas torn%-la seg"ra e aliosa. / grandeza do )ao ! per.eita basi#amente por5"e n"n#a se #onsidera grande8::M;. S"em #onhe#e o #ontentamento não so.re h"milhação. DS"em sabe 5"ando parar não so.re desgraças. /li ele pode estar são e sal oD 8::L;. D/penas a5"eles 5"e não se atormentam #om a ida se disting"em tornando a ida aliosaD8::Q;. Em res"mo, a .iloso.ia de >ao-)s! pode ser res"mida #om s"a .rase D& #aminho da ida longa e da isão d"rado"raD

8::@;. S"ando #ompreendermos esta (n.ase em "ma ida simples e harmoniosa no )ao$smo, estaremos em #ondiç+es de er por 5"e essa .iloso.ia nat"ralista e at!ia de e ter sido erigida em ."ndamento de "ma religião s"persti#iosa, notória pela s"a pr%ti#a da al5"imia e pela #rença nos imortais, da China -edie al. / razão, simples, ! 5"e o mó el b%si#o da #orr"pta religião tao$sta era b"s#ar a longe idade. & e.eito do mo imento .oi 5"e o homem #ada ez mais se apego" a "ma .iloso.ia negati a, perdendo #on.iança em si, assim #omo n"ma ordem so#ial progressista. )al atit"de .oi .rontalmente #ontestada, não apenas pelo Con."#ionismo, mas tamb!m pelo -o$smo. -o$smo e 1o.ismo Como no Con."#ionismo, o prin#ipal interesse do -o$smo ! o homem. Em ez da geral e aga D erdadeira nat"reza h"manaD, entretanto, -o-)s! 8entre L99 e P?Q a.C.; ad ogo" o bem-estar do homem. D'romo a o bem-estar geral e elimine o malD torno"-se o lema de todo o mo imento mo$sta 8::A;. -o-)s! se opRs de tal maneira H azia .ala #on."#iana sobre os Drit"ais e a mIsi#aD 5"e os re2eito" inteiramente em .a or dos Dbene.$#iosD em termos de pop"lação e de ri5"eza. D/ntigos reis e pr$n#ipesD, disse, Dna administração dos se"s Estados, isa am todos H ri5"eza para o se" pa$s e a "ma grande pop"laçãoD8::?;. Conse5Nentemente, insisti" em 5"e Dos homens de iam #asar-se #om inte e as m"lheres #om 5"inze anosD8:<9;, e o po oamento ser i" de ."ndamento Hs s"as denIn#ias #ontra a g"erra. /s e*pediç+es militares, disse, destroem a ida de .am$lia #om o de#r!s#imo da pop"lação8:<:;. /d ogo" eementemente a e#onomia de gastos 8:<<;. /ta#o" os ."nerais e a mIsi#a, não na base da moral e do de#oro, #omo Con.I#io teria .eito, mas em base estritamente "tilit%ria. D/ pr%ti#a de enterros #ompli#ados e l"to prolongado res"lta, ine ita elmente, em pobreza para o pa$s, em red"ção da pop"lação e em desordem de go ernoD 8:<P;. Demais, a mIsi#a des.r"tada pelos dirigentes le a a impostos pesados, inter.ere na agri#"lt"ra e em o"tros empreendimentos prod"ti os retirando os mIsi#os de s"as

o#"paç+es e desperdiçando o tempo dos ."n#ion%rios pIbli#osD8:<M;. Nosso .ilóso.o pr%ti#o #hego" a este h"manismo "tilit%rio, não apenas #omo reação #ontra a tend(n#ia .ormalista de Con.I#io, mas tamb!m #omo res"ltado de se" m!todo #ient$.i#o. D'ara 5"al5"er do"trinaD, disse, Dalg"m padrão de 2"$zo de e ser estabele#ido. 8...; 'ortanto, para "ma do"trina de e ha er tr(s pro as. 8...; De e ha er "ma baseT de e ha er e*ameT e de e ha er apli#ação pr%ti#a. Em 5"e h% ela de basear-se0 H% de ser baseada nas ati idades dos antigos reis-s%bios. Como de e ser e*aminada0 De e ser e*aminada mediante a s"a #on.irmação em #ote2o #om o 5"e o po o realmente o" e e .ala. Como apli#%-la0 'onham-na na lei e na pol$ti#a go ernamental e e2am se ela ! o" não ben!.i#a ao Estado e ao po oD8:<L;. Em ez de tentar dirigir e reg"lar a e*peri(n#ia mediante "m prin#$pio #entral #omo a Dharmonia #entralD de Con.I#io o" o )ao de >ao-)s!, esse .ilóso.o "tilit%rio pre.eri" #hegar a "m prin#$pio geral atra !s de "m e*ame abrangente da própria e*peri(n#ia. 1e h% o" não .ado, por e*emplo, ! o 5"e de em determinar os olhos e os o" idos das pessoas. D1e as pessoas o iram o" o o" iram, direi 5"e h% .ado. 1e ning"!m o i" o" o" i", direi 5"e não h% .adoD8:<Q;. Embora tal positi ismo pareça r"de, o #ar%ter pr%ti#o e ob2eti o da .iloso.ia de -o-)s! ! ineg% el. Esse #ar%ter pr%ti#o le a #onsigo "m saber pragm%ti#o, por5"e a "tilidade e a es#olha são #onsiderados os prin#$pios diretores do alor e da #ond"ta e mesmo da erdade. D/ razão por 5"e -o-)s! #ens"ra a mIsi#a não ! 5"e o som dos sinos, dos tambores, das harpas e das .la"tas se2a desagrad% el 8...; mas por 5"e não #ontrib"i para a promoção do bem-estar geral e para a eliminação do malD8:<@;. )anto assim 5"e Dtodas as ati idades 5"e são ben!.i#as para o C!", os esp$ritos e os homensD de em ser in#enti adas #omo D irt"des #elestiaisD, ao passo 5"e Dtodas as pala ras e atos a eles perni#iososD de em ser #onsiderados "m DinimigoD8:<A;. Não pode ha er nada 5"e se2a bom, por!m inItil 8:<?;. & alor de irt"des #omo a lealdade e a de oção .ilial ! se" Dgrande bene.$#ioD para as pessoas 8:P9;.

/ssim, o alor, no -o$smo, est% limitado a Dbene.$#iosD, e todos os alores de em ser a aliados em termos de s"a #apa#idade de Dpromo er o bem-estar e de eliminar o malD. Uma boa ida e "ma so#iedade bem ordenada depender%, basi#amente, da es#olha a#ertada de tais alores. DUm #ego ! in#apaz de disting"ir o negro do bran#o, não por5"e des#onheça s"as distinç+es, mas por5"e não pode es#olher entre eles.D Da mesma maneira, Dos homens s"periores do m"ndo não sabem o 5"e ! realmente a bene ol(n#ia, não por5"e lhe des#onheçam a de.inição, mas em irt"de do se" malogro em es#olher o 5"e se2a realmente bene olenteD8:P:;. 'ara #ompro ar a "tilidade de "m alor, de e-se pR-lo em "so a .im de er se ele realmente #ontrib"i para a Dpromoção do bem-estar e a eliminação do malD. & prin#$pio ."ndamental desse "so ! a .amosa do"trina mo$sta do /mor Uni ersal, 5"e isa H maior .eli#idade para o maior nImero de pessoas mediante Do amor das pessoas "mas pelas o"tras bene.i#iando-se m"t"amenteD8:P<;. DO esteD, de#laro" -o-)s!, Do prin#$pio dos antigos reis-s%bios e do bem-estar geral dos homensD8:PP;. / s"a .alta ! a #a"sa da desordem so#ial8:PM;. /ssim, dei*ai 5"e todos Dtratem o"tros pa$ses #omo ao se", 5"e tratem o"tras .am$lias #omo H s"a, e 5"e tratem o"tras pessoas #omo tratam a si mesmosD8:PL;. O interessante notar 5"e mesmo tal prin#$pio não est% li re de "m saber "tilit%rio, pois pelo menos "ma das raz+es dessa do"trina bene olente ! "tilit%ria, a saber, Da5"eles 5"e amam os o"tros serão amadosD 8:PQ;. O ób io 5"e o ."ndamento de semelhante .iloso.ia "tilit%ria não pode ser b"s#ado em 5"al5"er sanção interna. Em ez disso, de e ser b"s#ado na De*peri(n#ia dos homens mais s%bios do passadoD. Essa re er(n#ia pelo passado de modo alg"m solapa o esp$rito pr%ti#o da .iloso.ia mo$sta. /ntes o realça, pois, #on.orme -o-)s!, D/s medidas go ernamentais dos antigos reis-s%bios destina am-se a re eren#iar o C!", ser ir os esp$ritos e amar os homensD8:P@;. &"tra sanção, a religiosa, tamb!m tem "m #"nho de interesse pr%ti#o. D1e todas as pessoas a#reditarem no poder dos esp$ritos para abençoar o bem e #ondenar o mal, não ha er% desordemD8:PA;. Esta #rença, 5"ando apli#ada ao Estado e Hs pessoas, Dtorna-se "m prin#$pio rela#ionado #om o restabele#imento

da ordem no Estado e #om a promoção do bem-estar do po oD8:P?;. 7oi de ido a tal e.i#%#ia pr%ti#a da religião 5"e -o-)s! se torno" se" prin#ipal de.ensor na antiga China, mais ainda do 5"e Con.I#io. Não se pode a#eitar a teoria de 5"e -o-)s! ."ndo" "rna religião e de 5"e os se"s adeptos organizaram "ma esp!#ie de ordem religiosa. Não se pode negar, por!m, 5"e -o-)s! .oi mais longe 5"e Con.I#io na tentati a de preser ar "m sistema religioso. /o passo 5"e >ao-)s! #laramente se in#lina a para a es5"erda e Con.I#io aderi" ao D%"reo meioD na #rença no sobrenat"ral, -o-)s! inega elmente representa a a direita. 'odemos seg"ramente dizer, entretanto, 5"e o #rit!rio da #rença religiosa mo$sta era tamb!m o interesse h"mano, pois -o-)s! disse6 D7aço t"do 5"e o C!" dese2ar 5"e e" .açaT e o C!" .az t"do 5"e e" dese2o 5"e Ele .açaD8:M9;. / maneira e*ata por 5"e a es#ola mo$sta se desen ol e" depois de -o-)s! ainda ! mat!ria de #ontro !rsia. H% alg"ma pro a de 5"e ela se torno" "ma ordem religiosa. -as o"tro aspe#to do se" desen ol imento, s"a tend(n#ia lógi#a, #onhe#ida #omo Neomo$smo, tem mais interesse para nós. &s neomo$stas, 5"e .lores#eram nos s!#"los III e IB a.C., pro#"raram instit"ir s"a .iloso.ia pr%ti#a em bases lógi#as, e, assim .azendo, a#haram ne#ess%rio re."tar a so.isti#aria de H"i 1hih 8P?9 - P9L a.C.;, Z"ngs"n >"ng 8apr. M99 - apr. P99 a.C.; e o"tros so.istas. & primeiro e*presso" s"as id!ias em parado*os #omo D& maior nada tem dentro de 1i6 #hama-se a Wrande Unidade. & menor nada tem dentro de si6 #hama-se a 'e5"ena UnidadeDT D& sol #omeça a pRr-se ao meio-diaT "ma #oisa #omeça a morrer ao nas#erDT e DBo" a =Neh ho2e e #heg"ei l% ontemD8:M:;. Z"ng-s"n >"ng e se" gr"po eram ainda mais so.$sti#os6 s"stenta am 5"e Do o o tem pl"masDT 5"e D"ma a e tem tr(s pernasDT 5"e Das rodas não to#am no #hãoDT 5"e Da sombra de "m p%ssaro 5"e oa n"n#a se mo eDT 5"e D"ma .le#ha 5"e oa ligeiro Hs ezes não se mo e e Hs ezes não p%raDT 5"e D"m #a alo marrom e "m boi es#"ro .azem tr(sDT e 5"e Dse "ma ara #om "m p! de #omprimento .or #ortada todos os dias pela metade, n"n#a poder% a#abar, nem depois de dez mil geraç+esD8:M<;. Z"ng-s"n >"ng a.irmo" o"trossim 5"e D"m #a alo bran#o não ! "m #a aloD por5"e Da pala ra Y#a aloY denota .orma e a pala ra. Ybran#oY denota

#orD. DUm #a alo não ! #ondi#ionado por 5"al5"er #or, e, assim, tanto "m #a alo amarelo #omo "m preto podem responder.Y Um #a alo bran#o, por!m, ! #ondi#ionado pela #or ...D8:MP;. 'ropRs a teoria de 5"e todas as #oisas são Dmar#asD, designaç+es o" predi#ados 8:MM;, e de 5"e as 5"alidades de solidez e al "ra são independentes da s"bstGn#ia da pedra8:ML;. & prin#ipal interesse dos so.istas esta a em #on#eitos #omo o espaço e o tempo, a poten#ialidade e a realidade, o mo imento e o repo"so, o geral e o parti#"lar, e s"bstGn#ia e 5"alidade. Em s"ma, todo o mo imento dos so.istas represento" "m interesse no #onhe#imento pelo #onhe#imento, "m interesse no de todo em harmonia #om o pro."ndo interesse pela ida 5"e se en#ontra tanto no )aoismo #orno no Con."#ionismo e no -o$smo. Não admira 5"e o 1o.ismo se tenha tornado o al o do ata5"e de todos eles 8:MQ;. -as os neomo$stas, a .im de manterem se" interesse pr%ti#o em .a#e do intele#t"alismo dos so.istas, ti eram de tornar o se" próprio sistema lógi#o s".i#ientemente .orte para de.ender s"a .iloso.ia "tilit%ria. 'or #onseg"inte, es#re eram &s 1eis >i ros do Neomo$smo sob a .orma de de.iniç+es, proposiç+es, notas e pro as, agora in#orporadas Hs &bras de -o-)s! 8:M@;. Nelas desen ol eram sete m!todos de arg"mentação, a saber, os m!todos de DpossibilidadeD, de DhipóteseD, de DimitaçãoD, de D#omparaçãoD, de DparaleloD, de DanalogiaD e de Dind"çãoD8:MA;. Classi.i#aram os nomes em tr(s #lasses - Dgerais, gen!ri#os e parti#"laresD8:M?;. Des#obriram o Dm!todo do a#ordoD, 5"e in#l"i Didentidade, relação gen!ri#a, #oe*ist(n#ia par#ialDT o Dm!todo da di.erençaD, 5"e in#l"i Dd"alidade, a"s(n#ia de relação gen!ri#a, separação e dessemelhançaDT e o Dm!todo #on2"nto de di.erenças e semelhançasD.8:L9; DIdentidade signi.i#a 5"e d"as s"bstGn#ias t(m "m nome, en5"anto a relação gen!ri#a signi.i#a in#l"são no mesmo #on2"nto. Estarem ambos no mesmo 5"arto ! "m #aso de #oe*ist(n#ia, ao passo 5"e semelhança par#ial signi.i#a ter alg"ns pontos de semelhança. 8...; d"alidade signi.i#a 5"e d"as #oisas ne#essariamente di.erem. /"s(n#ia de relação gen!ri#a signi.i#a não ter 5"al5"er #one*ão. 1eparação signi.i#a 5"e as #oisas não o#"pam o mesmo espaço. Dessemelhança signi.i#a nada ter em

#om"mD8:L:;. De.iniram "m modelo #omo a5"ilo de a#ordo #om o 5"e algo se tornaD8:LP; e e*pli#aram 5"e Do #on#eito de "m #$r#"lo, o per$metro e o erdadeiro #$r#"lo 8...; podem todos ser "sados #omo modeloD8:LP;. ,e2eitaram a teoria dos so.istas de 5"e a solidez e. a al "ra e a pedra são tr(s. /o #ontr%rio, s"stentaram 5"e a solidez e a al "ra estão na pedra8:LM;, e 5"e as d"as 5"alidades não são m"t"amente e*#l"si as 8:LL;. Embora se2a signi.i#ati o 5"e os neomo$stas se tenham re#"sado a tolerar distinç+es #omo a de 5"alidade e s"bstGn#ia, ponto ig"almente importante a ser notado ! 5"e saber ! poder. 'ara os neomo$stas, saber signi.i#a Den#ontrarD8:LQ;. S"er tome a .orma de D#ompreensãoD8:L@;, DaprendizadoD, Din.er(n#iaD o" Db"s#aD8:LA; se" .im ! a #ond"ta8:L?;. / ."nção do saber ! g"iar o homem em se" #omportamento, espe#ialmente na Des#olhaD inteligente entre o prazer e a dor. D1e "m homem 5"er #ortar o dedo e s"a .a#"ldade #ogniti a não per#ebe as #onse5N(n#ias no#i as desse ato, a #"lpa ! de s"a .a#"ldade #ogniti a. 1e ele sabe as #onse5N(n#ias no#i as e toma #"idado, não so.rer%D. -as se ainda assim 5"iser #ortar o dedo .ora, então so.rer%8:Q9;. -as, D5"ando se #orta "m dedo para #onser ar a mão, ! para es#olher o maior bene.i#io e es#olher o mal menorD8:Q:;. Com essa Des#olhaD inteligente, a Dpromoção mo$sta do bem-estar geral e da eliminação do malD pode ser le ada a ante. O "ma pena 5"e esse mo imento lógi#o tenha morrido 5"ase na in.Gn#ia, pri ando assim a China de "m sistema de >ógi#a desinteressado, anal$ti#o e #ient$.i#o sobre o 5"al a -eta.$si#a e a Epistemologia poderiam ter sido edi.i#adas. Entretanto, o assoberbante interesse pelos ass"ntos h"manos não .oi o Ini#o .ator 5"e impedi" o #res#imento do intele#t"alismo. Ho" e "m .orte mo imento antintele#t"al na China d"rante o s!#"lo IB a.C., #"2o melhor representante .oi Ch"ang-)s!. Ch"ang-ts! e a Es#ola =in-=ang )anto no h"manismo moralista da es#ola #on."#iana #omo no h"manismo "tilit%rio dos mo$stas, o intele#to des.r"to" "m l"gar 2"sto. O erdade 5"e >ao-)s! #ondeno" o saber em termos

ine5"$ o#os, mas a Dintro isãoD no )ao-t( Ching #ontrasta #om a esperteza e o engodo. [ !po#a de Ch"ang-)s! 8entre P?? e <?L a.C.;, desen ol e"-se ele ao ponto de 5"ase #ompleta in#ons#i(n#ia. Nas pala ras do próprio Ch"ang-)s!, o erdadeiro saber ! Dgrande saberD, e grande saber ! Damplo e abrangenteD 8:Q<;. Com isso 5"eria dizer 5"e a mente Dnão .az distinç+es, não alimenta s"b2eti ismo, mas at!m-se ao "ni ersalD 8:QP;. & prin#$pio b%si#o desta do"trina de p"ra "nidade ! 5"e )ao prod"zi" todas as #oisas 8:QM;, ! ."ndamento para todas as #oisas 8:QL; e est% em todas as #oisas, mesmo em #oisas insigni.i#antes #omo a .ormiga, a er ilha#a, "m #a#o de aso de barro e o li*o8:QQ;. Do ponto de ista de )ao, portanto, Dtodas as #oisas são ig"aisD, tema ao 5"al est% dedi#ado todo o seg"ndo #apit"lo do Ch"ang-)s!. D)omem-se "ma iga e "ma pilastra, o" tome-se "ma m"lher de ar doentio e Hsi 1hih 8beleza .amosa;, o" tomem-se a grandeza, a monstr"osidade, a il"são e a estranheza. )ao identi.i#a-os #omo "m só. / separação ! a mesma #oisa 5"e a #onstr"çãoT a #onstr"ção ! a mesma #oisa 5"e a destr"içãoD8:Q@;. 7alando-se de modo geral, Do YistoY ! tamb!m o Ya5"iloY e o Ya5"iloY ! tamb!m o YistoYD8:QA;. Do ponto de ista da D#a"salidade mIt"aD, o DYa5"iloY ! prod"zido pelo YistoY e o YistoY ! #a"sado pelo Ya5"iloY D8:Q?;. Isso 5"er dizer 5"e D& nas#imento eio da morte e a morte eio do nas#imentoDT 5"e D&nde h% possibilidade, h% impossibilidadeDT 5"e D& #erto eio do errado e o errado eio do #ertoD8:@9;. 'elo padrão de )ao, tamb!m, DNão h% nada debai*o do p%lio do #!" maior do 5"e a ponta de "m p(lo o"tonal, e a enorme montanha )Yai ! "ma #oisinhaD8:@:;. Esta do"trina da Dig"aldade das #oisasD o" da Didentidade dos #ontr%riosD não pode ser le ada mais longe. 1"a glori.i#ação da "nidade, da identidade e da s$ntese pode ser #onsiderada "ma irt"de, mas s"a #ondenação do parti#"lar, do #on#reto e do espe#$.i#o de e ser ista #omo "m de.eito. 1e absol"tamente nenh"ma distinção p"desse ser .eita, não apenas a lógi#a, mas tamb!m a moral seria imposs$ el. Na erdade, aos olhos de Ch"ang)s!, a #i ilização não ! "ma benção, mas "ma maldição. 8...; D& s%bio, portanto, 8...; #onsidera o #onhe#imento "ma maldição. 8...;

Ele não pre#isa de moral 8...; ! alimentado pela Nat"reza. 1er alimentado pela Nat"reza ! ser s"stentado pela Nat"reza. 1e o Homem ! s"stentado pela Nat"reza, 5"al ! a "tilidade do se" es.orço0D8:@<;. )oda bene ol(n#ia e toda #orreção, os ritos e a mIsi#a de em ser Des5"e#idosD8:@P;. Isto ! primiti ismo ele ado ao gra" m%*imo. Em nenh"ma o"tra parte da 7iloso.ia #hinesa en#ontramos primiti ismo tão radi#al. / .iloso.ia nat"ralista da ida de Ch"ang-)s! e*er#e" tremenda in.l"(n#ia sabre os libertinos .atalistas dos s!#"los B e BI, ao passo 5"e as s"as do"trinas meta.$si#as nat"ralistas se tornaram pontos de #ontato entre o )ao$smo e o E"dismo. 1"a (n.ase na trans.ormação in#essante e espontGnea e na Dig"aldade das #oisasD a.eto" 5"ase todos os .ilóso.os #hineses nos Iltimos 5"inze s!#"los. Como glori.i#ador da Nat"reza, ele ainda ! ho2e, #omo tem sido nos Iltimos 5"inze s!#"los, a prin#ipal .onte de inspiração e de imaginação para os artistas #hineses, espe#ialmente pintores de paisagem. / grandeza e a importGn#ia de Ch"ang-)s! estão basi#amente na s"a e*altação da Nat"reza. & h"manismo, para ele, perde" todo signi.i#ado, por5"e o Homem no m"ndo nada mais ! do 5"e Da ponta de "m .io na pele de "m #a aloD8:@M;. /ssim sendo, Dos intimamente retosD 5"erem ser D#ompanheiros da Nat"rezaD8:@L; e Dadeptos da Nat"rezaD8:@Q;. Não 5"erem Da2"dar o C!" #om o HomemD8:@@;. S"er dizer, en5"anto D#a alos e bois ti erem 5"atro p!s, não ponha #abresto na #abeça de "m #a alo nem anel no nariz de "m no ilhoD8:@A;. Não a2"dar o C!" #om o Homem ! a ersão de Ch"ang-)s! do X" Xei, a Ini#a na 5"al a .eli#idade pode ser en#ontrada. D/ .eli#idade per.eita e a preser ação da ida de em ser al#ançadas atra !s da espontaneidadeD8:@?;. DNão se2as o propriet%rio da .ama. Não se2as "m reser atório de planos. Não se2as sobre#arregado de trabalho. Não se2as dono do saber. Identi.i#a-te #om o In.inito e passeia li remente pelo insond% el. E*er#ita plenamente o 5"e re#ebeste da Nat"reza sem 5"al5"er s"b2eti idade. Em "ma pala ra, s( azioD 8:A9;. S"ando "m homem al#ança semelhante estado, torna-se "m Dhomem p"roD, "m homem 5"e Dnão so"be o 5"e era amar a ida e

odiar a morte. Não se regozi2o" #om o nas#imento nem repeli" a morte. 7oi espontaneamente e espontaneamente eio - eis t"do. Não se es5"e#e" de onde eio nem pro#"ro" saber onde terminaria. /#eito" as #oisas alegremente, e de ol e"-as H Nat"reza sem reminis#(n#ia. Isto ! não iolar )ao #om o #oração h"mano, nem assistir o C!" #om o Homem. 8...; 1endo assim, s"a mente .i#o" li re de todos os pensamentos. 8...; Este e em harmonia #om todas as #oisas, e assim por diante, at! o In.initoD8:A:;. 'ara al#ançar esse ob2eti o, de emos não Dter "m e"D, Dnenh"ma realizaçãoD e Dnenh"ma .amaD8:A<;. De emos Ddei*ar nossa mente em paz #on.ormando-nos H nat"reza das #oisas. C"lti ar nosso esp$rito seg"ndo o 5"e ! ne#ess%rio e ine it% elD. D'ara a nossa ida e*terna, não h% nada melhor do 5"e a adaptação e o #on.ormismo. 'ara a nossa ida interna, não h% nada melhor do 5"e a paz e a harmoniaD8:AP;. /5"i temos, em po"#as pala ras, primiti ismo, misti#ismo, 5"ietismo, .atalismo e pessimismo. & tom de .atalismo e pessimismo .oi intensi.i#ado pelo .ato de 5"e tanto a realidade 5"anto a ida dos homens estão sempre m"dando. D/ ida de "ma #oisa passa #omo "m #a alo a galope. Em nenh"ma ati idade dei*a ela de estar em estado de m"dançaT em nenh"m momento dei*a ela de estar em estado de .l"*o. S"e de e ela .azer0 S"e não de e ela .azer0 Na erdade ela s! pode dei*ar s"a trans.ormação espontGnea #ontin"arD8:AM;. / ida ! transitória e a ida do homem ! tão momentGnea 5"anto a das #oisas. DEstas entram na ida e dela saemT s"a mat"ridade ! impermanente. Na s"#essão do #res#imento e da de#ad(n#ia, estão m"dando de .orma in#essantemente. /nos passados não podem ser re i idosT o tempo não pode ser detido. / s"#essão dos estados ! intermin% elT e todo dia. ! seg"ido por "m no o #omeçoD8:AL;. Neste "ni erso ."gaz, a Ini#a maneira de "m homem ter paz ! dei*ar 5"e a Nat"reza siga se" próprio r"mo. Ele não de e dis#"tir Dse h% "m a2"ste me#Gni#o 5"e torne ine it% el o mo imento dos #orpos #elestesD, o" Dse a rotação dos #orpos #elestes est% al!m do se" próprio #ontroleD8:AQ;. )al ez ha2a "m 1enhor s"premo de t"do, mas, Dse realmente h% "m soberano, .alta o ind$#io da s"a idaD8:A@;. / Ini#a #oisa de 5"e estamos #ertos ! de 5"e Dtodas as #oisas brotam

de germes e se tornam germes no amenteD. D)odas as esp!#ies (m de germes. Certos germes, #aindo na %g"a, tornam-se lentilhasdY%g"a 8...; tornam-se l$5"enes 8...; tornam-se "m eritrRnio 8...; prod"zem o #a alo, 5"e prod"z o Homem. S"ando o Homem en elhe#e, torna-se germes o"tra ezD8:AA;. Em passagens #omo estas não podemos dei*ar de ser atra$dos pela imaginação po!ti#a de Ch"ang-)s! e pelo se" pensamento e ol"#ionista. -as .i#amos tamb!m impressionados #om a ine it% el Dtrans.ormação espontGnea e #om a ida transitória. Em desa.io a tais .atos irred"t$ eis, o homem p"ro Dharmoniza todas as #oisas #om a ig"aldade da Nat"reza e as dei*a sós no pro#esso da trans.ormação nat"ral. Esta ! a maneira de #ompletar o #"rso da nossa e*ist(n#ia. 8...; Es5"e#emos as distinç+es entre ida e morte e entre #erto e errado. /#hamos satis.ação no reino do In.inito e, portanto, ali paramosD8:A?;. Claro 5"e não de emos es5"e#er 5"e, apesar da id!ia de ."ga em Ch"ang-)s!, se" prin#ipal interesse ainda era a Dpreser ação da idaD. Ele dedi#o" "m #ap$t"lo inteiro aos Dprin#$pios ."ndamentais do aper.eiçoamento da idaD8:?9;. S"anto a isso, asso#io"-se ao #oro das DCem Es#olasD 5"e .lores#eram d"rante os s!#"los III e IB a.C. na China. )odos ambi#iona am "ma ida boa e #ada "m tinha "ma do"trina s"perior, de s"a própria #riação. Em nenh"m o"tro per$odo da história #hinesa, o" da história de 5"al5"er pa$s, ho" e mais liberdade de pensamento e mais pro."so desen ol imento intele#t"al. 'erpassando este desen ol imento mIltiplo ha ia "ma .orte #orrente intele#t"al #"2a origem pode ser b"s#ada no passado remoto, 5"ando a adi inhação era a Ini#a .orma de ati idade intele#t"al. O a teoria do Cin e do Cang, o" os prin#$pios "ni ersais do passi o o" .eminino, e ati o o" mas#"lino, os 5"ais, #on.orme o )ao-t( Ching, tornaram poss$ el a harmonia do m"ndo. No #l%ssi#o #on."#iano I Ching 8:?:; aprendemos 5"e DNo prin#$pio, h% o Wrande 7inal 8)Yai Chi; 5"e gera os Dois -odos 'rim%rios. &s Dois -odos 'rim%rios prod"zem as S"atro 7ormas. /s S"atro 7ormas dão origem aos &ito Elementos. Estes Elementos determinam todo o bem e o ma\ e a grande #omple*idade da idaD. / data do I Ching

ainda est% #er#ada por "ma atmos.era de in#erteza, mas as id!ias ."ndamentais, de 5"e o "ni erso ! "m sistema dinGmi#o de m"dança in#essante do simples para o #omple*o, e de 5"e os Dois -odos 'rim%rios 8Cin e Cang; são os agentes da m"dança, de em ter-se ante#ipado por %rios s!#"los H elaboração do li ro. Nenh"m est"dante de história #hinesa de e s"bestimar esta id!ia do Cin e do Cang, não apenas por5"e ela #ondi#iono" amplamente a isão #hinesa da realidade, mas tamb!m por5"e propor#iono" o ."ndamento #om"m para a mist"ra das es#olas .ilosó.i#as di ergentes. & mo imento .oi tão .orte 5"e por olta do s!#"lo IB a.C. se torno" "ma es#ola independente. 7inalmente identi.i#o"-se, no s!#"lo IB a.C., #om o #om"m e igoroso mo imento 5"e tinha por !gide H"ang )i, bem #omo #om a .iloso.ia predominante de >ao-)s!, ass"mindo o nome DH"ang->oD. /o mesmo tempo, a id!ia Cin Cang do I Ching torno"-se o aspe#to mais importante do Con."#ionismo. E.eti amente, a nota do Cin Cang ! a nota dominante no seg"ndo mo imento da sin.onia intele#t"al da China, a saber, a .iloso.ia #hinesa medie al. ]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]] 8:; )he NeX China Eoo4 Co., Fangai 8:?:@;, :?<<. 8<; 'arte I, :?P9. 'arte II, :?PP. 'arte :, trad"zida por D. Eodde, Henri Bet#h, 'eiping, :?P@. 8P; Con.I#io, >"n =N 8/nale#tos;, >i ro FB, Cap. <A 8#.. trad"ç+es inglesas por Uames >egge, )he /nale#ts, em )he Chinese Classi#s, >ondres, :AQ:-:A?@, Bol. I, :A@<, e tamb!m em )he 7o"r Eoo4s, Honan, :A@:, no a edição, )he Chinese Eoo4 Co., Fangai, :?P<T por 3. E. 1oothill, )he /nale#ts o. Con."#i"s, =o#ohama, :?:9, no a edição, &*.ord Uni ersitC 'ress, :?P@T e por /rth"r 3aleC, )he /nale#ts o. Con."#i"s, /llen ^ UnXin, >ondres, :?PA;. 8M; BII, @. /s trad"ç+es in#l"$das neste #ap$t"lo, sal o indi#ação em #ontr%rio, são minhas. 8L; FB, PA. 8Q; >iteralmente, o Caminho. / mesma pala ra ! "sada tanto por #on."#ianos #omo por tao$stas, mas #om sentidos radi#almente di.erentes. 8@; >"n =N, BII, i.

8A; III, ?, :MT FBII, LT BII, L. 8?; FBI, A. 8:9; FIB, PA. 8::; III, :<. 8:<; B, :<. 8:P; BII, <9. 8:M; FI, ii. 8:L; )a HsNeh 8& Wrande 1aber;, Introd"çãoT #.. trad"ção de >in ="tang, em se" )he 3isdom o. Con."#i"s _/ 1abedoria de Con.I#io`, p%gs. :P?-:M9. 8:Q; >"n =N, IF, i. 8:@; FII, i. 8:A; FIII, :?. 8:?; FIII, <@. 8<9; FBII, Q. 8<:; BI, <A. 8<<; FII, <<. 8<P; FIB, P9. 8<M; FB, :@. 8<L; FBI, @. 8<Q; FBI, :9. 8<@; FII, i. 8<A; IB, <M. 8<?; FB, P:T IB, :<, :Q. 8P9; FBI, L. 8P:; IB, L. 8P<; FB, <P. 8PP; FIB, PQ. 8PM; II, L. 8PL; I, <. 8PQ; II, i, PT FII, :@, :?T FIII, MT FI, <L. 8P@; FIII, ?T FBI, i. 8PA; FII, <<. 8P?; FIF, @. 8M9; FBII, ?. 8M:; FBII, ii.

8M<; FII, ii. 8MP; IB, :L. 8MM; IB, :L. 8ML; BI, <@. 8MQ; FI, :L. 8M@; -(ng )s! 8/s &bras de -(n#io;, BI, I, < 8#.. a trad"ção inglesa de Uames >egge, )he 3or4s o. -en#i"s, em )he Chinese Classi#s, op. #it., Bol. II e em )he 7o"r Eoo4s, op. #it.;. 8MA; Ibid., BI, I, Q, 8M?; Ibid., BI, I, QT II, I, Q. 8L9; Ibid., BII, I, <:T BII, II, <MT BI, I, :9T BII, I, <:. 8L:; Ibid., BII, I, :L. 8L<; Ibid., II, I, Q. 8LP; Ibid., BII, I, :L. 8LM; Ibid., BII, I, M. 8LL; Ibid., IB, I, :<. 8LQ; Ibid., BII, I, i. 8L@; Ibid., BI, I, @. 8LA; Ibid., BI, I, iiT BI, I, ii. 8L?; Ibid., BII, II, :Q. 8Q9; Ibid., IB, II, <AT BI, I, :9 8Q:; Ibid., IB, II, <A. 8Q<; Ibid., IB, I, <@. 8QP; Ibid., B, I, M. 8QM; Ibid., III, I, M. 8QL; HsNn )z", Cap. BIII 8#.. trad"ção inglesa de H. H. D"bs, )he 3or4s o. Hsiintze, 'robsthain, >ondres, :?<A, p%g. ?Q;. 8QQ; Ibid., Cap. BII. 8Q@; Cap. FBII 8trad"ção de H" 1hih, em se" )he De elopment o. the >ogi#al -ethod in /n#ient China, p%g. :L<;. 8QA; Cap. FFIII 8#.. D"bs, p%g. P9:;. 8Q?; Ibid. 8#.. D"bs, p%g. P9<;. 8@9; Cap. BIII 8#.. D"bs, p%g. ::L;. 8@:; Cap. FIF 8#.. D"bs, p%g. <:P;. 8@<; Cap. FFII 8#.. D"bs, p%g. <AM;. 8@P; Cap. FFI 8#.. D"bs, p%g. <@@;.

8@M; Cap. FBII 8#.. D"bs, p%g. :@M;. 8@L; )radi#ionalmente atrib"$do a )s" 1s" 8M?<-MP: a.C.;, neto de Con.I#io. O "m #ap$t"lo dos >i Chi 8>i Zi, o" & >i ro dos ,itos;. )rad"ção de Z" H"ng-ming6 )he Cond"#t o. >i.e, s!rie D)he 3isdom o. the East _/ 1abedoria do &riente` 8>ondres6 Uohn -"rraC, :?9Q;, re ista por >in ="tang, em s"a obra )he 3isdom o. Con."#i"s, )he -odern >ibrarC 8No a Ior5"e6 :?PA;, p%gs. :9M-:PM, e em se" li ro )he 3isdom o. China and India 8No a Ior5"e6 ,andom Ho"se, :?M<;, p%gs. AMP-AQM. 8@Q; Ibid., Cap. I. 8@@; Cap. II. 8@A; Cap. FF. 8@?; Cap. FFBI. 8A9; Ibid. 8A:; Cap. FFII. 8A<; >ao-)s! ! sit"ado tradi#ionalmente por olta de L@9 a.C. Nas d"as Iltimas d!#adas, a teoria de 3ang Ch"ng 8:@MM - :@?M;, de 5"e >ao-)s! e o )ao-t( Ching perten#eram ao s!#"lo IB a.C. .oi ress"s#itada e a#eita por m"itos er"ditos #hineses e o#identais. Entre os primeiros estão >iang ChYi-#hYao, Z" Chieh-4ang, 7"ng ="lan 8)he HistorC o. Chinese 'hilosophCT trad"ção de Eodde, p%gs. :@9 e segs.;, ChYien -", et#. Entre os Iltimos, /rth"r 3aleC 8)he 3aC and Its 'oXer, :?PM, p%gs. :9:-:9A;, Homes H. D"bs 8D)he Date and Cir#"nstan#es or the 'hilosopher >a-dzD, Uo"rnal o. the /meri#an &riental 1o#ietC, ol. >FI, n.9 M, dezembro de :?M:, p%gs. <:L-<<:T D)he Identi.i#ation o. the >ao-DzD, ibid., ol. >FII, n.9 M, dezembro de :?M<, p%gs. P99-P9M;, et#. Embora o Dr. H" 1hih não a.aste a possibilidade desta teoria, sente 5"e as pro as para 2"sti.i#%-la são ins".i#ientes 8D/ Criti#ism o. 1ome ,e#ent -ethods Used in Dating >ao )z"D, :?PP, trad"zido no Har ard Uo"rnal o. /siati# 1t"dies, ol. II, nos. P e M, dezembro de :?P@;. 8AP; >ieh )z", Cap. BII. Bide abai*o p%g. QA. 8AM; )he 3or4s o. -en#i"s, >i ro BII, 'arte I, Cap. <Q. 8AL; H"ai-nan )z", Cap. FIII 8#.. E. -organ, )ao, the Wreat >"minant, p%g. :LL;. 8AQ; )he 3or4s o. Han 7ei )z", Cap. I.

8A@; >ieh )z", Cap. BII. Bide trad"ção inglesa do #ap$t"lo por /. 7or4e, =an Ch"Ys Warden o. 'leas"re, -"rraC, >ondres, :?:<. 8AA; )ao-t( Ching 8)ao )( Zing;6 Caps. FII, FIF. )rad"ç+es bem #onhe#idas do )ao-t( Ching são6 )he Canon o. ,eason and Birt"e, por 'a"l Car"s, )he &pen Co"rt Co., Chi#ago, :?:PT )he 3aC and its 'oXer, por /rth"r 3aleC, /llen ^ UnXin, >ondres, :?PM. / trad"ção de >in ="tang, D)he Eoo4 o. )aoD, em s"a )he 3isdom o. China and India, ! boa. 8A?; Ibid., Caps. F>B, F, >I, FII, FFIB. 8?9; Cap. >BIII. 8?:; Caps. FBIII, II, FII, FIF, FFFBIII. 8?<; Caps. FFF, FFFI, >FBIII, >FFIII, >III, >FFB, >BII, >FFIB, >FFB. 8?P; H" 1hih, 1h"o U", :?PM, agora in#l"$do em H" 1hih >"n-hsNeh Chin-#h", 'rimeira 1!rie, Commer#ial 'ress, Fangai, :?PL, p%gs.PA:. 8?M; )ao-t( Ching, Cap. II. 8?L; Caps. >FIB, FFFBII. 8?Q; Cap. FFFBII. 8?@; Caps. III, >BII. 8?A; Caps. F>, FI, >FFBIII, F>III, >FFBI. 8??; Cap. I. 8:99; Cap. F>B. 8:9:; Caps. BI, FF, FFBIII, >FI, F, F>IF, >B. 8:9<; Cap. FB>. 8:9P; Cap. B. 8:9M; Cap. FFB. 8:9L; Caps. I, IB, FFB. 8:9Q; Caps. I, FIB, F>II, FFB, FFFIB, FFI. 8:9@; Cap. FFB. 8:9A; Cap. BIII. 8:9?; Cap. BIII. 8::9; Cap. >FFBIII. 8:::; Cap. F>II. 8::<; Cap. >B. 8::P; Cap. FBI. 8::M; Cap. FFFIB.

8::L; Cap. F>IB. 8::Q; Cap. >FFB. 8::@; Cap. >IF. 8::A; -o )s!, Cap. FBI 8#.. trad"ção inglesa de -ei =i-pao, )he Ethi#al and 'oliti#al 3or4s o. -otse, 'robsthain, >ondres, :?<9, p%g. A@;. 8::?; Cap. FFFB 8#.. -ei, p%g.:A<;. 8:<9; Cap. FF 8#.. -ei, p%g. :::A;. 8:<:; Cap. FF 8#.. -ei, p%g. ::?;. 8:<<; Caps. FF e FFI. 8:<P; Cap. FFB 8#.. -ei, p%g. :<@;. 8:<M; Cap. FFFII 8#.. -ei, p%gs. :@L-:A9;. 8:<L; Cap. FFFB 8#.. -eiT p%gs. :A<-:AM;. 8:<Q; Cap. FFFBI 8#.. -ei, p%g. :A?;. 8:<@; Cap. FFFII 8#.. -ei, p%gs. :@L-:@@;. 8:<A; Cap. FFBIII 8#.. -ei, p%g. :LL;. 8:<?; Cap. FBI 8#.. -ei, p%g. A?;. 8:P9; Cap. FBI 8#.. -ei, p%g. ?@;. 8:P:; Cap. F>BII 8#.. -ei, p%g. <<L;. 8:P<; Cap. FB 8#.. -ei, p%g. AP;. 8:PP; Cap. FBI 8#.. -ei, p%g. ?@;. 8:PM; Cap. FIB 8#.. -ei, p%g. @A;. 8:PL; Cap. FB 8#.. -ei, p%g. A<;. 8:PQ; Cap. FB 8#.. -ei, p%g. AP;. 8:P@; Cap. FFBII 8#.. -ei, p%g. :PA;. 8:PA; Cap. FFFI 8#.. -ei, p%g. :Q9;. 8:P?; Cap. FFFI 8#.. -ei, p%g. :@9;. 8:M9; Cap. FFBI 8#.. -ei, p%g. :PQ;. 8:M:; Ch"ang )z", Cap. FFFIII. 8:M<; Ibid. 8:MP; Zing-s"n >"ng )z", #ap. II 8#.. trad"ção inglesa de /. 7or4e, D&s 1o.istas ChinesesD, Uo"rnal o. the North China Eran#h o. the ,oCal /siati# 1o#ietC, ol. FFFIB, :?9:-:?9<, p%gs. Q:-A<;. 8:MM; Ibid., Cap. III. 8:ML; Ibid., Cap. B. 8:MQ; Ch"ang )z", Cap. IIT Hs"m )z", Cap. FFI.

8:M@; -o )z", #aps. F>-F>B. 8:MA; Ibid., Cap. F>B. 8:M?; Cap. F>. 8:L9; Cap. F>. 8:L:; Cap. F>II. 8:L<; Cap. F>. 8:LP; Cap. F>II. 8:LM; Cap. F>III. 8:LL; Caps. F>, F>IB. 8:LQ; Cap. F>. 8:L@; Ibid. 8:LA; Ibid. 8:L?; Ibid. 8:Q9; Cap. F>II. 8:Q:; Cap. F>IB. 8:Q<; Ch"ang )z", Cap. II 8#.. trad"ç+es inglesas de 7"ng ="->an, Ch"ang )z" _Caps. I-BII`, Commer#ial 'ress, Fangai, :?P:, p%g. ML, e de H. /. Wiles, Ch"ang )z"6 -Csti#, -oralist, and 1o#ial ,e.ormer, ZellC ^ 3alsh, Fangai, :?<Q, p%g. :M;. 8:QP; Cap. II 8#.. 7"ng, p%g. L<;. 8:QM; Cap. BI 8#.. 7"ng, p%g. ::@;. 8:QL; Cap. BI 8#.. 7"ng, p%g. ::A;. 8:QQ; Cap. FFII 8#.. Wiles, p%gs. <AL-<AQ;. 8:Q@; Cap. II 8#.. 7"ng, p%g. L<;. 8:QA; Cap. II 8#.. 7"ng, p%g. L9;. 8:Q?; Ibid. 8:@9; Ibid. 8:@:; Cap. II 8#.. 7"ng, p%g. LQ;. 8:@<; Cap. B 8#.. 7"ng, p%g. :9Q;. 8:@P; Cap. BI 8#.. 7"ng, p%gs. :<A-:<?;. 8:@M; Cap. FBI 8#.. Wiles, p%g. <9<;. 8:@L; Cap. IB 8#.. 7"ng, p%g. @A;. 8:@Q; Cap. BI 8#.. 7"ng, p%g. ::L;. 8:@@; Cap. BI 8#.. 7"ng, p%g. ::P;. 8:@A; Cap. FBII 8#.. Wiles, p%g. <::;. 8:@?; Cap. FBIII 8#.. Wiles, p%g. <<<;.

8:A9; Cap. BII 8#.. 7"ng, p%g. :M:;. 8:A:; Cap. BI 8#.. 7"ng, p%g. ::P;. 8:A<; Cap. I 8#.. 7"ng, p%g. PM;. 8:AP; Cap. IB 8#.. 7"ng, p%gs. AL-AQ;. 8:AM; Cap. FBII 8#.. Wiles, p%g. <9?;. 8:AL; Ibid. 8:AQ; Cap. FIB 8#.. Wiles, p%g. :@P;. 8:A@; Cap. II 8#.. 7"ng, p%g. MQ;. 8:AA; Cap. FBII 8#.. Wiles, p%g. <<A;. 8:A?; Cap. II a#.. 7"ng, p%g. QP;. 8:?9; Cap. III.

A História da Filosofia Chinesa (02) por Chan 3ing-)sit em -oore, C. 8org.; 7iloso.ia6 &riente, &#idente. 8:?@A;, Ed"sp-C"ltri*, 1ão 'a"lo. 7iloso.ia -edie al 'osterior 3ang ChY"ng l"ta a por repor o nat"ralismo em bases ra#ionais, apelando para a razão e a e*peri(n#ia. 1e a 7iloso.ia #hinesa se ti esse desen ol ido nessa linha, s"a história teria sido di.erente. In.elizmente, o )ao$smo #omo .iloso.ia mal se desen ol e", e*#eto no #aso do li ro #hamado >ieh-)s! 8apr. P99 d.C.;, no 5"al a id!ia de )ao ! le ada ao ponto de "m me#anismo .atal$sti#o 8<9Q;, e no .ilóso.o Zo H"ng 8'ao-pYo-)s!, apr. <QA-apr. PPM d.C.;, em 5"em a .iloso.ia tao$sta .oi trans.ormada na base .ilosó.i#a da /l5"imia e na pes5"isa da longe idade. 1omente em Z"o Hsiang 8apr. P:< d.C.; re i e" o erdadeiro esp$rito do )ao$smo. Ele restabele#e" e desen ol e" as do"trinas tao$stas do nat"ralismo e da trans.ormação espontGnea, dando-lhes "ma posição de dignidade. No Con."#ionismo, o Ini#o desen ol imento not% el .oi em Han =N 8@Q@-APM d.C.;, #"2a teoria dos tr(s gra"s da nat"reza h"mana e #"2a de.esa do Con."#ionismo ti eram s"#esso de ido mais H beleza do se" estilo liter%rio do 5"e H .orça do se" ra#io#$nio. / .ase realmente #onstr"ti a da 7iloso.ia #hinesa, nesse per$odo, .oi a

introd"ção e desen ol imento da .iloso.ia b"dista. E"dismo )odas as es#olas b"distas .oram introd"zidas, preser adas e desen ol idas na China, mas apenas d"raram as #ompat$ eis #om o temperamento #hin(s. Nem a es#ola hinaCana do ens, a es#ola realista /bhidharma4osa 8ChN-she, Z"sha, apr. Q99 - apr. A99 d.C.;, 5"e s"stenta a 5"e D)"do e*isteD, nem a es#ola hinaCana do nonens, a es#ola satCasiddhi niilista 8ChY(ng-shih, Uo2its", M:< - apr. @99 d.C.;, 5"e insistia em 5"e DNem o e" nem os dharmas 8elementos da ida; são reaisD, ti eram história longa na China. )ampo"#o .lores#eram na China por m"ito tempo a es#ola mahaCana do ens, a es#ola idealista Bi2baptimatrata 8=oga#ara, 7ahsiang, 3i-shih, Hosso, apr. Q990-::99 d.C.;, 5"e a.irma a 5"e D)"do ! mera ideaçãoD, nem a es#ola mahaCana do non-ens, a es#ola negati ista o", antes, absol"tista m madhCami4a 81an-l"n, 1anron, apr. L99-::99 d.C.;, 5"e #onsidera am a realidade #omo "m DBazioD. 'resas aos post"lados do ens o" do non-ens, e*istiram na China #omo sistemas essen#ialmente indianos, sem serem assimiladas pelo pensamento #hin(s. Essas es#olas b"distas 5"e #ombinaram as tend(n#ias ens e non-ens sobre i em, por!m, at! ho2e. / tend(n#ia de #ombinar elementos di.erentes e at! opostos n"m todo sint!ti#o ! #ara#ter$sti#a do pensamento #hin(s. ,e#ordar-se-% 5"e, em >ao-)s!, )ao ! #on#ebido #omo D!D e #omo Dnão !D, ponto le ado mais longe em Ch"ang-)s! para tornar-se s"a .amosa teoria da identidade dos #ontr%rios. )amb!m se re#ordar% 5"e em Con.I#io se tinha o -eio #omo o ideal mais ele ado, re2eitando-se 5"al5"er #oisa "nilateral o" e*trema. ,e#ordar-se-%, ademais, 5"e no Neomo$smo a distinção de s"bstGn#ia e predi#ados, do "ni ersal e do parti#"lar, et#., .oi se eramente #riti#ada. / tradição =in =ang era, do prin#$pio ao .im, "ma tradição de s$ntese dos opostos. )odo o mo imento da .iloso.ia #hinesa medie al era, não só "ma #ontin"ação da (n.ase #entral na s$ntese de antigas es#olas, mas era, "ma s$ntese das .iloso.ias opostas do Con."#ionismo e do )ao$smo. Esta tend(n#ia sint!ti#a, 5"e a.eto" prati#amente todas

as .iloso.ias #hinesas, tamb!m a.eto" o E"dismo na China. De maneira geral, assim #omo o /bhidharma4osa, o 1atCasiddhi, o Bi2naptimatrata e o -adhCami4a eram po"#o mais do 5"e E"dismo indiano em solo #hin(s, as Cin#o es#olas b"distas 5"e são as mais not% eis na China ho2e em dia, 5"er em peso de in.l"(n#ia 5"er em d"ração, são tipi#amente #hinesas. 1ão tipi#amente #hinesas, não apenas por5"e ainda e*istem na China, mas tamb!m por #a"sa do se" #ar%ter sint!ti#o. )odas des#artaram s"a posição e*trema original de ens o" non-ens em .a or de "ma posição sint!ti#a da DDo"trina -!diaD. / es#ola / atansa4a 8H"aCen, Zegon, apr. Q99 d.C.; #omeço" #om a teoria de #a"sação por mera ideação, desen ol e" a teoria da DCa"sação "ni ersal do Dharmadhat"D o" #a"sação "ni ersal dos Elementos do 'rin#$pio, e #"lmino" no 5"e o 'ro.essor )a4a4"s" #hama de )otalismo. De" origem /s DDez 'roposiç+es -eta.$si#asD, 5"e dizem serem todos os elementos per.eitos e reais, re.letirem-se "ns aos o"tros, e serem todos ao mesmo tempo simples e #omple*osT "m e m"itos, e*ot!ri#os e esot!ri#os, p"ros e ariados et#., de modo 5"e o "ni erso ! "ma Dgrande harmonia sem 5"al5"er obst%#"loD. /ssim, emos 5"e esta es#ola, originada na Índia, mas desen ol ida prin#ipalmente na China, representa "ma #"lminação do esp$rito Dtanto-#omoD do E"dismo. / o"tra es#ola 5"e passo" da tese ens H do tanto-ens #omo non-ens ! a es#ola m$sti#a 8-antra, Berdadeira 'ala ra, 1hingon, apr. P99 d.C.-....;, 5"e ! antes "ma religião m$sti#a do 5"e "m sistema .ilosó.i#o. Entretanto, mesmo a5"i o modo sint!ti#o de pensar .azse e idente. O "ma religião indiana batizada e trans.ormada por ideais !ti#os #hineses. Essa es#ola trata o "ni erso #omo o #orpo espirit"al, o" o Corpo da >ei, do E"da, 5"e se mani.esta #omo o D,eino do Elemento DiamanteD, isto !, o m"ndo est%ti#o, e o D,eino do ,epositório -atrizD isto !, o m"ndo dinGmi#o. Estas d"as .ases, entretanto, são apenas mani.estaç+es di.erentes do mesmo E"da. D1ão dois, e, #ont"do, não são dois.D / mesma passagem de "ma posição e*trema H DDo"trina do -eioD ! ainda mais e idente nas o"tras tr(s es#olas 5"e se .ormaram na China e 5"e são, portanto, tipi#amente #hinesas. /o passo 5"e

tanto a es#ola / atansa4a 5"anta a -$sti#a #omeçaram da posição de ens, a )Yien-tYai 8)endai, apr. LA9 d.C.- ....; se ini#io" do ponto de ista do non-ens. Começando #om a do"trina negati ista do Bazio, tal es#ola .inalmente #hego" H DBerdade )ripla 'er.eitamente HarmoniosaD do Bazio 8Coisas não tem realidade;, da )emporariedade 8-as tem e*ist(n#ia tempor%ria; e do -eio 81ão ao mesmo tempo o Estado Berdadeiro;. &s tr(s termos são id(nti#os, e a S"alidade Essen#ial o" o Berdadeiro Estado, #ompreende tanto o .enRmeno 5"anto o nImero. Conse5Nentemente ela se #hama a si própria Do"trina ,edonda. )al esp$rito sint!ti#o de e atrair .ortemente a imaginação dos #hineses, pois )Yien-tYai ainda ! a seita b"dista .orte ho2e em dia, na China. S"anto Hs es#olas da -editação 8ChYan, cen, apro*imadamente ML9 d.C.; e da )erra '"ra 8Ching-tY", Uodo, apro*imadamente P99 d.C - ...;, são essen#ialmente #riaç+es #hinesas, embora alg"mas .ontes possam ser atrib"$das H Índia. / 1eita da )erra '"ra ! "m #redo de .!, a menos .ilosó.i#a de todas as es#olas 5"e men#ionamos. 1"as #renças ."ndamentais, entretanto, tais #omo a sal ação para todos e a sal ação pela .!, estão baseadas na id!ia de DUm em todos e todos em "mD. /#eita a id!ia de 5"e o Nir ana não tem nem espaço nem tempo, nem ida nem morte. -as interpreta isto #omo nada mais 5"e a terra do E"da da >"z In.inita e da Bida In.inita, isto !, a )erra '"ra. / mais signi.i#ati a de todas as es#olas b"distas, no 5"e diz respeito ao pensamento b"dista, ! a cen 8ChYan em #hin(s;.& cen ! basi#amente "m m!todo, não "m m!todo de es#re er o" de pala ras, 5"e a es#ola re2eita, mas "m m!todo de Dint"ição direta no #oração para en#ontrar o E"da-nat"rezaD. Não obstante, tal m!todo est% baseado, por "m lado, na press"posição da negação ó#t"pla da prod"ção e da e*tinção, da ani5"ilação e da perman(n#ia, da "nidade e da di ersidade, e da inda e da partida e, de o"tra parte, na a.irmação da realidade do E"da-nat"reza em todas as #oisas. & m!todo cen de Dint"ição diretaD, 2"ntamente #om a s"a Dabr"pta il"minaçãoD, de" a mente #hinesa "m meio de libertação pronto e #ompleto, e por essa razão te e "m en#anto espe#ial para ela. /#ima de t"do, só a #on.iança e*#l"si a na

meditação impRs H mente #hinesa "ma se era e re igorante dis#iplina mental e espirit"al e a i o"-lhe a imaginação 2% despertada pela magn$.i#a poesia e soberba pint"ra paisag$sti#a da dinastia )Vang. -as tal 5"ietismo esta a ."ndamentalmente em desarmonia #om os #hineses pr%ti#os e h"manistas. & z(nite do cen em bre e seria al#ançado, e se" de#l$nio #omeço". Com isto, a .iloso.ia medie al #hinesa #hego" ao .im, e, assim, o seg"ndo mo imento da sin.onia intele#t"al da China termino" #om "ma #anção sem pala ras. Ha ia harmonia, mas harmonia em sil(n#io. Neo#on."#ionismo Desde o ad ento do E"dismo na China, os .ilóso.os #hineses o ha iam #riti#ado m"ito. & golpe de miseri#órdia .oi dado pelos neo#on."#ionistas, 5"e passaremos a e*aminar. Eles sentiam 5"e não ha ia nada de Ds"bstan#ialD no E"dismo e 5"e o medo dos b"distas ao nas#imento e H morte era moti ado pelo a"to-interesse 8<9@;. Considera am ins"stent% el a teoria b"dista da renIn#ia por5"e insistiam em 5"e, m"ito embora "m homem p"desse abandonar a .am$lia, n"n#a poderia es#apar da so#iedade, en5"anto ti esse os p!s na terra 8<9A;. /#redita am 5"e as #oisas esta am sempre em pro#esso de trans.ormação e, #onse5Nentemente, 5"e a do"trina b"dista de .ormação, d"ração, deterioração e e*tinção era errRnea 8<9?;. Criti#a am os b"distas por tomarem a realidade #on#reta pelo azio, por5"e os b"distas #onsidera am azias todas as #oisas, in#l"si e ro"pa e #omida, e, no entanto, i iam diariamente destas #oisas 8<:9;. /#ha am 5"e o Bazio b"dista esta a realmente ."ndado na s"a in#ompreensão da ,azão das #oisas 8<::;. -ostra am 5"e nem os b"distas podiam es#apar das relaç+es h"manas por5"e, embora des.izessem se"s $n#"los #om os pais, organiza am-se n"ma so#iedade de mestres e dis#$p"los 8<:<;. Condena am os b"distas #omo in2"stos e #o ardes por5"e eles trabalha am em se" próprio interesse e e ita am a responsabilidade so#ial 8<:P;. Nestas #r$ti#as, podemos er o esp$rito do Neo#on."#ionismo. / história do Neo#on."#ionismo ! irt"almente a história da 7iloso.ia

#hinesa moderna. Ela não apenas domino" o pensamento #hin(s no Iltimo mil(nio, mas domino" tamb!m o pensamento 2apon(s d"rante m"itos s!#"los. Na China, desen ol e"-se em tr(s .ases, a saber6 a es#ola da ,azão, no per$odo 1"ng 8?Q9-:<@?;T a es#ola da -ente, no per$odo -ing 8:PQA - :QMM;T e a es#ola emp$ri#a, no per$odo ChYing 8:QMM-:?::;. No Uapão, ela .oi representada pela es#ola 1h"shi 8Ch" Hsi; e pela es#ola &Comei 83ang =ang-ming; 8<:M;. / Es#ola da ,azão6 os Irmãos ChYeng e Ch" Hsi / id!ia #entral do mo imento #on erge para o Wrande 7inal 8)Yai Chi;. D& Wrande 7inal se mo e e gera o prin#$pio ati o, Cang. S"ando essa ati idade al#ança o limite, toma-se tran5Nila, gerando o prin#ipio passi o, Cin. S"ando o Wrande 7inal se torna #ompletamente parado, #omeça a mo er-se de no o. /ssim, o mo imento e a 5"iet"de se alternam e se tomam #a"sa mIt"a. 8...; 'ela trans.ormação do Cang e por s"a "nião #om o Cin t(m origem os Cin#o /gentes - dg"a, 7ogo, -adeira, -etal e )erra. S"ando estas #in#o .orças são distrib"$das em ordem harmRni#a, as 5"atro estaç+es seg"em se" #"rsoD8<:L;. DEstes Cin#o /gentes são a base de s"a di.eren#iação, ao passo 5"e os dois -odos 'rim%rios #onstit"em-lhe a s"bstGn#ia. &s dois -odos são realmente dois aspe#tos da mesma #oisa. 'or #onseg"inte, o -"itos !, ao .im de #ontas, Um, e o Um se di.eren#ia no -"itos. & Um e o -"itos t(m #ada "m s"a própria #ondição. &s grandes e os pe5"enos t(m #ada "m s"a nat"reza determinadaD8<:Q;. E*emplo $ ido da relação Umem--"itos e do -"itos-em-Um ! o da l"a. D& Wrande 7inal ! realmente "m. -as, #omo #ada "ma das milhares de #oisas tem #ara#ter$sti#as di.erentes, #ada "ma tem "m Wrande 7inal, e*#l"si o e #ompleto. 'or e*emplo, a l"a no alto do #!" ! "ma. -as a l"a pode ser ista em toda parte por5"e s"a l"z #obre rios e lagos. Não podemos dizer 5"e nesse #aso a l"a este2a partida em pedaçosD8<:@;. /ssim, a realidade ! "m sistema progressi amente desen ol ido e bem #oordenado, por!m não ! a Ini#a ordem #oerente. )"do ! "m sistema "ni.i#ado, "m Wrande 7inal em si mesmo. DCom re.er(n#ia a todo o "ni erso, h% nele "m Wrande 7inal. Com re.er(n#ia Hs

mir$ades de Coisas, h% "m Wrande 7inal em #ada "ma delasD8<:A;. 'or e*emplo, D& C!" e a )erra são "m grande sistema de Cin e Cang. & ano, o m(s e o dia t(m todos os se"s próprios sistemas de Cin e CangD8<:?;. Esta .iloso.ia de Um-em-)odos e de )odos-em-Um .oi "m prod"to direto da meta.$si#a #on."#iana de m"dança. -as ! m"ito pro % el 5"e o se" desen ol imento se2a inspirado pela .iloso.ia do E"dismo. 1e assim .or, temos a5"i "ma distinção ."ndamental entre os dois sistemas. En5"anto a .iloso.ia b"dista esta a baseada no Bazio, 5"e ! a negação do parti#"lar, a .iloso.ia neo#on."#iana se basea a na ,azão, 5"e ! "ma a.irmação dela. / ,azão 8>i, >ei; ! a tRni#a do sistema neo#on."#iano. Como disseram os irmãos ChYeng 8I-#hY"an, :9PP-::9@, e -ing-tao, 8:9P<-:9AQ;, DDizemos 5"e todas as #oisas são "ma realidade por5"e todas as #oisas tem em si a mesma ,azãoD8<<9;. )odas elas t(m ,azão por5"e as #oisas Dde em ter se"s prin#$pios de serD8<<:;. Como a ,azão ! o prin#$pio "ni ersal, D/ ,azão de "ma #oisa ! "ma e a mesma 5"e a ,azão de todas as #oisasD8<<<;. Esta ,azão pre#isa de "m meio pelo 5"al possa operar e tamb!m pre#isa ser in#orporada. De e, portanto, ser s"plementada por "m prin#$pio 5"e lhe d( s"bstGn#ia e parti#"laridade. O o #hYi o" .orça ital 5"e, at"ando atra !s das s"as próprias ias 5"e são os Cin#o /gentes e sob as .ormas de Cin e Cang, di.eren#ia o Um no -"itos de modo 5"e #ada "m dos -"itos tem s"a própria Dnat"reza determinadaD. DS"ando Cin e Cang são ig"ais, .orma e s"bstGn#ia estão presentes. S"ando estes dois prin#$pios originais não são ig"ais, a nat"reza adorme#ida e a nat"reza mani.esta das #oisas são di.eren#iadasD8<<P;. / .orça ital ! indispens% el H realidade por5"e D1em a .orça ital, a ,azão nada teria a 5"e ater-seD8<<M; e degeneraria no estado do Bazio b"dista. 'ara os neo#on."#ionistas, o Bazio b"dista, para ter alg"ma alidade, de e ser #onsolidado pela .orça ital. 7oi isto e*atamente o 5"e a#onte#e" em "m dos primeiros neo#on."#ionistas. / Ba#"idade 7inal da ne#essidade tem .orça Bital.D D/ Ba#"idade 7inal 8...; ! o ser da .orça ital "ni ersal. 1"a #on#entração n"m l"gar e s"a e*tensão a todos os l"gares são

apenas ob2eti.i#aç+es #a"sadas pela m"dança. 8...; & Bazio nada ! al!m de .ora italD 8<<L;. Embora a ,azão e a .orça ital ."n#ionem di.erentemente n"n#a .oi intenção dos neo#on."#ionistas #ontrast%-las #laramente. Easi#amente, não h% distinção entre elas, por5"e DNão h% ,azão independente da .orça ital, e não h% .orça ital independente da ,azãoD8<<Q;. D& Wrande 7inal ! a ,azão, ao passo 5"e a ati idade e a tran5Nilidade são a .orça ital. Como a .orça ital at"a, assim at"a a ,azão. /s d"as são m"t"amente dependentes e n"n#a se separam. & Wrande 7inal pode ser #omparado a "m homem, e a ati idade e a tran5Nilidade podem ser #omparadas a "m #a alo. & #a alo #arrega o homem e o homem #a alga o #a alo. & homem em e ai pela .orma #omo em e ai o #a aloD8<<@;. / prin#ipal di.erença entre eles ! 5"e Da ,azão est% a#ima da #orporeidadeD. Do ponto de ista da in#orporeidade, portanto, podemos dizer 5"e a ,azão ! anterior H .orça ital 8<<A;. Esta distinção se .az, por!m, apenas Dsob #erto aspe#toD. Elas são, na realidade, d"as .eiç+es da mesma #oisa, #ada "ma operando para a realização da o"tra. O este ."n#ionamento #ooperati o da ,azão e da .orça ital 5"e torna o "ni erso "m #osmos e a mais plena realização da Dharmonia #entralD. D&s prin#$pios "ni ersais de Cin e Cang e os Cin#o /gentes mani.estam-se em todas as direç+es e em todos os gra"s, mas h% per.eita ordem nelesD8<<?;. Essa ordem ! demonstrada na prod"ção e na #oe*ist(n#ia das #oisas. D/ se5N(n#ia da #riação ! a se5N(n#ia do ser. / #oe*ist(n#ia do grande e do pe5"eno, e do alto e do bai*o, ! a ordem do ser. H% "ma se5N(n#ia na prod"ção das #oisas, e h% "ma ordem em s"a e*ist(n#iaD 8<P9;. /ssim, o "ni erso, #om todas as s"as mir$ades de #oisas, ! "m sistema harmonioso. D/ #entralidade ! a ordem do "ni erso, e a harmonia ! s"a lei inalter% elD8<P:;. Como tal, o #osmos ! "ma ordem moral. O esta a prin#ipal razão pela 5"al o maior dos neo#on."#ionistas Ch" Hsi 8::P9 -:<99;, disse 5"e Do Wrande 7inal não passa da ,azão do bem .inalD8<P<;. Uma ordem moral signi.i#a "ma ordem so#ial. 'ortanto, assim #omo o homem ! "m ser so#ial, tamb!m "ma #oisa ! "ma entidade so#ial. & Neo#on."#ionismo a#ent"o" en.ati#amente 5"e nenh"ma

#oisa pode ser isolada das o"tras. DO abs"rdo dizer 5"e 5"al5"er #oisa pode s"ster-se por siD, por5"e, Da menos 5"e ha2a similaridades e di.erenças, e*pans+es e #ontraç+es, #omeços e .ins, para re elar s"as #ara#ter$sti#asD a indi id"alidade não pode DsobressairD, e a #oisa não ! realmente "ma #oisa 8<PP;. S"er dizer, a menos 5"e ha2a #om"nidade, não pode ha er indi id"alidade. Isto #ond"z a "ma no a e interessante (n.ase no Neo#on."#ionismo, a saber, t"do tem se" lado oposto. D/tra !s da irt"de da s"a ,azão, o C!" e a )erra e todas as #oisas não e*istem isoladas, mas t(m ne#essariamente se"s opostosD 8<PM;. DDo mesmo modo #omo h% .ormas, h% oposiç+esD 8<PL;. Isto ! erdade por5"e os prin#$pios s"b2a#entes do ser não podem e*istir sozinhos. D=ang não pode e*istir por siT só pode e*istir 5"ando se asso#iar a Cin. Da mesma maneira, Cin sozinho não pode mani.estar-seT só pode mani.estar-se 5"ando a#ompanhado pelo CangD 8<PQ;. Conse5Nentemente DNão h% d"as prod"ç+es da #riação ig"aisD8<P@;. 1endo assim, a do"trina de Ch"ang-)s! da Dig"aldade das #oisasD e a negação b"dista do nas#imento e da e*tinção de em ser totalmente re2eitadas D! da nat"reza das #oisas serem desig"aisD8<PA;, reiteraram os neo#on."#ionistas. DEmbora nada ha2a no m"ndo 5"e se2a p"ramente Cin o" p"ramente Cang, 2% 5"e Cin e Cang sempre interagem, não de e ser ignorada, apesar disso, a distinção entre s"bir e #air, e entre nas#imento e e*tinçãoD8<P?;. DNo ."n#ionamento de Cin e Cang e do C!" e da )erra, não h% "m só momento de repo"so em se" s"bir e #air, e no se" z(nite e nadir. 8...; Estas d"as tend(n#ias #a"sam as di.erenças das #oisas e o#orre "m nImero in.inito de trans.ormaç+es. Eis por 5"e se diz 5"e ! da nat"reza das #oisas serem desig"aisD8<M9;. / #onstante s"#essão de z(nite e nadir pode insin"ar 5"e apare#imento e desapare#imento seg"em "m #i#loD8<M:;, mas esse #i#lo não signi.i#a #i#lo no sentido b"dista. /s #oisas não oltam H s"a origem, #omo a.irmam os b"distas e os tao$stas, por 5"e D5"ando "ma #oisa se desintegra, a .orça ital termina. O abs"rdo dizer 5"e a .orça ital olta H s"a origem. 8...; S"al a ne#essidade de tal .orça ital e*a"sta nos pro#esses #riati os do "ni erso0 E*#"sa dizer 5"e a .orça "sada na #riação ! ital e no aD8<M<;. )oda

#riação !, portanto, "ma no a #riação, e o "ni erso ! perpet"amente no o. )odas estas #ara#ter$sti#as do "ni erso são apenas s"a ,azão. O de er do homem #ompreender tal ,azão a .im de apre#iar inteiramente o signi.i#ado da s"a e*ist(n#ia. De emos Din estigar as #oisas ao m%*imoD. 1eg"ndo os irmãos ChY(ng, DUma #oisa ! "m a#onte#imento. / #ompreensão per.eita de "m a#onte#imento pode ser #onseg"ida mediante a in estigação mais pro."nda da ,azão a ele s"b2a#enteD8<MP;. Isto não signi.i#a Din estigar a ,azão de todas as #oisas ao m%*imo o" in estigar a ,azão de apenas "ma #oisa ao m%*imo. [ medida 5"e se in estigar #ada ez mais intensamente, #hegar-se-% a #ompreender a ,azãoD8<MM;. Não temos 5"e ir longe para tal in estigação, pois a D,azão 8...; est% diante dos nossos próprios olhosD 8<ML;. Não .az di.erença se a in estigação .or dirigida H nat"reza do .ogo e da %g"a o" H relação entre pai e .ilho, nem .az 5"al5"er di.erença se ela se .izer mediante a leit"ra sobre a erdade e os prin#$pios e o e*ame deles, o" mediante o trato dos negó#ios e das pessoas pela .orma ade5"ada 8<MQ;. S"ando se .az "m es.orço s".i#iente, a #ompreensão em nat"ralmente. S"ando tal o#orrer, nossa nat"reza estar% realizada e nosso destino #"mprido, por5"e Da realização #ompleta da ,azão das #oisas, o pleno desen ol imento da própria nat"reza, e estabele#imento do destino, são sim"ltGneosD 8<M@;. Isso ! ine it% el por5"e, se in estigarmos as #oisas integralmente e lhes #ompreendermos a ,azão, eremos 5"e Dtodas as pessoas são me"s irmãos e irmãs, e todas as #oisas são me"s #ompanheirosD8<MA; por5"e todos os homens t(m em si a mesma ,azão. 'or #onseg"inte, não de emos tomar em #onsideração 5"al5"er distinção entre as #oisas e o ego 8<M?;. De emos amar "ni ersalmente. O apenas #om o pleno desen ol imento da nat"reza das o"tras pessoas e #oisas 5"e o indi $d"o pode desen ol er a própria nat"reza 8<L9;. Este ! o ."ndamento da !ti#a neo#on."#ionista, a !ti#a do 2(n, a erdadeira nat"reza h"mana, a bene ol(n#ia o" o amor. /ssim, a !ti#a tem "ma base .irme na -eta.$si#a por5"e o amor ! Da .onte de todas as leisD e Do ."ndamento de todos os .enRmenosD 8<L:;. & .ato da prod"ção

"ni ersal ! pro a #on#reta do 2(n o" amor 8<L<;. 'ara al#ançar plena #ompreensão da ,azão e "ma ida de 2(n, a mente h"mana de e impor-se se era dis#iplina. / mente de e ser sin#era 8#hY(ng; e s!ria 8#hing;. Con.orme as de.ini" Ch" Hsi, D/ seriedade ! apreensão, #omo se ho" esse algo 5"e se teme. / sin#eridade ! erdade e a total a"s(n#ia de 5"al5"er #oisa .alsaD 8<LP;. 1ão o D#aminho do C!"D e a ess(n#ia dos negó#ios h"manosD8<LM;. Espe#i.i#amente, sin#eridade signi.i#a Dnão ter pensamento depra adoD e seriedade signi.i#a Dmanter "nidade de esp$rito, isto !, e5"animidade absol"ta e .irmeza absol"taD8<LL;. / (n.ase na seriedade, espe#ialmente nos irmãos ChY(ng e Ch" Hsi, em po"#o tempo ass"mi" signi.i#ação 5"ase religiosa. /lg"ns dos se"s adeptos a e*pli#aram .ran#amente em termos de meditação b"dista. Na erdade, a .órm"la de d"pla nat"reza da es#ola da ,azão dos neo#on."#ionistas, isto !, a e*tensão do #onhe#imento e a pr%ti#a da seriedade, poderia ter alg"ma #orrespond(n#ia #om o dhCana e o pra2ba, o" meditação e intro isão, do E"dismo medie al8<LQ;. & mo imento neo#on."#iano torno"-se "m mo imento para dentro, e a mente ass"mi" importGn#ia grad"almente. Com a as#end(n#ia do papel da mente, o neo#on."#ionismo passo" da s"a primeira .ase H seg"nda, da es#ola da ,azão H es#ola da -ente. / Es#ola da -ente / .iloso.ia da es#ola da -ente 2% tomo" .orma e*pl$#ita em >" Hsiang-shan 8::P? - ::?P;, 5"e disse 5"e D& "ni erso ! id(nti#o H minha mente, e a minha mente ! id(nti#a ao "ni erso 8<L@;. E isso por5"e tanto a mente, #omo o "ni erso, são #on#ebidos #omo e*press+es da >ei -oral. DNão h% >ei -oral al!m dos a#onte#imentos, e não h% a#onte#imentos al!m da >ei -oralD8<LA;. -as D5"al5"er a#onte#imento dentro do "ni erso ! ass"nto me", e 5"al5"er ass"nto me" ! "m a#onte#imento no "ni ersoD8<L?;. Não h% s"gestão de solipsismo nesses en"n#iados, pois D/ minha mente, a mente do me" amigo, a mente dos s%bios de geraç+es passadas e a mente dos s%bios de geraç+es ."t"ras são todas "ma sóD8<Q9;. Essa tend(n#ia idealista se desen ol e" at! al#ançar se" #l$ma* em

3ang =ang-Xing 8lM@P - lL<?;, para 5"em a mente e a ,azão são "ma e mesma #oisa. D/ mente mesma ! id(nti#a H ,azão. H% alg"m a#onte#imento o" alg"ma ,azão no "ni ersoD, perg"nto", D5"e e*ista independentemente da mente0D8<Q:;. )ome-se, por e*emplo, a 5"estão da de oção .ilial. & prin#$pio da de oção .ilial est%, não nos nossos pais, mas na nossa mente. D1e e" pro#"rar a ,azão da piedade .ilial nos me"s pais, estar% ela, então, realmente, na minha própria mente o" na pessoa dos me"s pais0 1e esti er na pessoa dos me"s pais, ser% erdade 5"e, depois de os me"s pais morrerem, minha mente em #onse5N(n#ia #are#er% da ,azão da de oção .ilial0 8...; & 5"e se apli#a a5"i ! e*ato no 5"e se re.ere H ,azão de todos os ass"ntos e todas as #oisasD 8<Q<;. D& poder #ontrolador do #orpo est% na mente. / mente d% origem H id!ia e a nat"reza da id!ia ! o #onhe#imento. &nde 5"er 5"e a id!ia esti er, a$ teremos "ma #oisa. 'or e*emplo, 5"ando a id!ia est% no ato de ser ir os próprios pais, então ser ir aos pais ! "ma Y#oisaY 8...; 'ortanto, digo 5"e não h% nem ,azão nem #oisa .ora da menteD8<QP;. 1e dizemos 5"e o C!" e a )erra e as #oisas e*istem, ! de ido H #ons#i(n#ia 5"e temos deles. D1e o C!" .or pri ado da minha intelig(n#ia, 5"em lhe respeitar% a emin(n#ia0 8...; S"ando o C!", a )erra, os esp$ritos e as mir$ades de #oisas esti erem separados da minha intelig(n#ia, não ha er% mais C!"s, )erra, esp$ritos, e as mir$ades de #oisas. 1e a minha intelig(n#ia esti er separada do C!", da )erra, dos esp$ritos e das mir$ades de #oisas, tamb!m dei*ar% de e*istirD8<QM;. S"anto H relação entre a mente e as ob2etos e*ternos, 3ang =ang-ming s"stento" 5"e tais ob2etos não são, na realidade, e*teriores #om relação a mente. Bemos .lores brotarem e se#arem no alto das montanhas, aparentemente sem relação #om a mente. -as, #omo obser o" a nosso .ilóso.o, D/ntes de eres estas .lores, elas e a t"a mente esta am ambas em estado de #alma. >ogo 5"e as olhas, entretanto, s"as #ores imediatamente se tornam #laras. 'or a$ se pode er 5"e essas .lores não são e*teriores #om relação H nossa menteD8<QL;. Como a mente ! a #orpori.i#ação da ,azão, seg"e-se 5"e, se se 5"iser #ompreender de .ato a erdade, #"mprir% des#obri-la em nossa própria mente. De e-se De*er#itar a mente plenamenteD. D/

nat"reza original da mente ! per.eitamente boa. S"ando esta nat"reza original ! a.etada pelo des io do -eio, insta"ra-se o malD8<QQ;. & apare#imento do mal de e, pois, ser e*pli#ado por "m estado pert"rbado da mente 5"e ! originalmente bom. D'ode-se #omparar a mente #om "m espelho. / mente do s%bio ! #omo "m espelho brilhante, a mente do homem #om"m ! #omo "m espelho opa#o. 8...; S"ando, depois de "m es.orço 5"e se .ez para polir o espelho, ele .i#a brilhante, o poder de re.letir não se perde"D8<Q@;. Em res"mo, o mal ! de ido H perda da Dnat"reza originalD da mente8<QA;. Boltemos H nat"reza original da mente lembrando 5"e #"mpre e itar 5"al5"er pert"rbação. / mente de e ser dei*ada n"m estado de Dtran5Nilo repo"soD, Ini#o em 5"e se al#ança o bem mais ele ado8<Q?;. S"ando a mente est% #lara, #omo res"ltado de "m repo"so tran5Nilo, saber% nat"ralmente o 5"e ! erdadeiro e o 5"e ! bom. Em o"tras pala ras, o #onhe#imento do bem ! inato em nós. D/ mente tem a #apa#idade inata de saber. 1e "ma pessoa seg"ir s"a mente 8p"ra;, nat"ralmente ser% #apaz de saber. S"ando ( se"s pais, nat"ralmente sabe o 5"e ! de oção .ilialT 5"ando per#ebe se"s irmãos mais elhos, nat"ralmente sabe o 5"e ! o respeitoT 5"ando ( "ma #riança #air n"m poço, nat"ralmente sabe o 5"e lhe ! pena. Isto ! #onhe#imento inato do bem, sem 5"al5"er ne#essidade de ir al!m da própria menteD8<@9;. Não apenas o #onhe#imento do bem ! inato, mas a pr%ti#a do bem tamb!m ! inata, por5"e o #onhe#imento e a #ond"ta são id(nti#os. Esta teoria da "nidade de #onhe#imento e #ond"ta ! #ara#ter$sti#a de 3ang =ang-ming, embora os neo#on."#ionistas da es#ola da ,azão a ti essem insin"ado. 1e o homem dei*a de tratar se"s pais #om de oção .ilial o" se" irmão mais elho #om respeito, isso D1e de e H obstr"ção de dese2os ego$stas e não representa o #ar%ter original do #onhe#imento e da pr%ti#a. Não ho" e ning"!m 5"e realmente tenha tido #onhe#imento e, no entanto, tenha dei*ado de prati#%-lo. 8...; 1entir ma" #heiro en ol e saberT detestar o #heiro en ol e ação. Não obstante, logo 5"e "ma pessoa per#ebe o ma" #heiro, 2% o detestaD8<@:;. Como o homem nas#e" #om a #apa#idade de saber e prati#ar o

bem, o prin#ipal de er do homem ! Dtornar #laro se" próprio #ar%ter p"roD. D)ornar #laro o #ar%ter p"ro de alg"!m #onsiste em amar as pessoas. 8...; S"ando a nat"reza #elestial de "ma pessoa se torna p"ra e al#ança "m estado do mais ele ado bem, s"a intelig(n#ia se torna #lara e não es#"re#ida. )rata-se de "ma mani.estação do mais ele ado bem. O a ess(n#ia do #ar%ter p"roT ! tamb!m o 5"e #hamamos #onhe#imento inato do bemD. DS"ando o mais ele ado bem se mani.esta, o #erto ! #erto e o errado ! erradoD8<@<;. )ornar #laro o próprio #ar%ter p"ro #onsiste em amor 82(n;, por5"e a mente do Homem e a mente das #oisas t(m "ma estr"t"ra #om"m 8<@P;. Isto e5"i ale a dizer 5"e Do C!" e a )erra e e" somos "ma "nidadeD8<@M;. Um homem ideal D#onsidera o C!", a )erra e as mir$ades de #oisas "ma "nidadeD. Conse5Nentemente, ( Da terra #omo "ma .am$lia e se" pa$s #omo "m homemD8<@L;. 1e" amor se estende Hs plantas e animais, por5"e 5"ando o" e o lamento #ontristador e ( a apar(n#ia ass"stada de "m passarinho o" de "m animal prestes a ser morto, instinti amente s"rge em se" esp$rito "m sentimento de #omiseração. Em "m sistema meta.$si#o e !ti#o #omo este, a importGn#ia da mente ! s"prema. Embora 3ang =ang-ming baseasse s"a .iloso.ia idealista na da Dreti.i#ação da menteD do Wrande /prendizado e na do"trina da Dpreser ação da menteD de -(n#io, pode-se .a#ilmente dete#tar a in.l"(n#ia do cen. / (n.ase no repo"so tran5Nilo pro a #ategori#amente tal in.l"(n#ia. De 5"al5"er maneira, nenh"m #on."#ionista, em tempos medie ais o" modernos, 2amais #hegara a posição tão radi#al, a.astando-se, assim, do d"reo meio de Con.I#io. / Es#ola Emp$ri#a / reação #ontra o idealismo tão radi#al, mesmo no #ampo do próprio Neo#on."#ionismo, era ine it% el. / ter#eira .ase do Neo#on."#ionismo, a do per$odo ChYing 8:QMM - :?::;, pode ser #onsiderada tal reação. /o re2eitar, por!m, a .iloso.ia da es#ola da -ente em .a or de "ma .iloso.ia emp$ri#a, o Iltimo est%gio do Neo#on."#ionismo era mais do 5"e mera reação. ,epresenta a "m

es.orço para #onser ar t"do 5"e ! bom no Con."#ionismo antigo, medie al e moderno, e oltar H harmonia #entral de Con.I#io e -(n#io. /ssim, dizer 5"e o Neo#on."#ionismo da es#ola emp$ri#a era realmente "m anti#l$ma* do Neo#on."#ionismo das es#olas da ,azão e da -ente ! "ma in2"stiça #om os neo#on."#ionistas da dinastia ChYing. Certamente não ho" e, nesse per$odo, nomes tão grandes #omo os das dinastias de 1"ng e -ing. Nem ho" e tantas teorias no as. -as, se )ai )"ng-CNan 8:@<P - :@@@;, o maior .ilóso.o da es#ola emp$ri#a, pode ser tido #omo representati o, ho" e "ma s!ria tentati a de restabele#er o Con."#ionismo em base mais e5"ilibrada. &s neo#on."#ionistas da es#ola da ,azão ha iam #ontrastado a ,azão e a .orça ital, #onsiderando a5"ela a#ima da #orporeidade, p"ra, re.inada e "ni ersal, e esta #orpórea, mista, tos#a e parti#"lar. )ai )"ng-CNan #riti#o" igorosamente semelhante bi."r#ação da realidade. 'ara ele, D/ distinção do 5"e ! #orpóreo e do 5"e est% a#ima da #orporeidade re.ere-se H ação da .orça ital. 8...; & 5"e ! #orpóreo ! o 5"e torno" .orma de.inida, e o 5"e est% a#ima da #orporeidade ! o 5"e não tomo" .orma de.inida. 8...; /ssim, #orporeidade signi.i#a trans.ig"ração de #oisas, e não .orça italD8<@Q;. / .orça ital, 2"ntamente #om os se"s Cin#o /gentes e as d"as .orças "ni ersais de ati idade e passi idade, não ! nada in.erior H ,azão. 'ara Ch" Hsi e para o se" #$r#"lo, a ,azão ! a >ei -oral 8tao; 5"e est% a#ima da .orça ital. 'ara )ai )"ng-CNan, por o"tro lado, a >ei -oral nada signi.i#a al!m da operação da .orça ital. Não h% distinção, pois, entre ,azão e >ei -oral, por "ma parte, e .orça ital por o"tra. )anto a ,azão, #omo a .orça ital, são a >ei -oral. D/ >ei -oral re.ere-se H trans.ormação in#essante, ao passo 5"e a ,azão se re.ere H #ompleta plenit"de da >ei -oral. 8...; /5"ilo 5"e prod"z ida ! a .onte da trans.ormação, e a5"ilo 5"e prod"z ida n"ma ordem sistem%ti#a ! o .l"*o da trans.ormação. 8...; Como h% #res#imento, h% repo"so, e #omo h% repo"so, h% #res#imento. O assim 5"e o "ni erso #ontin"a .ormando-se e trans.ormando-se. & 5"e prod"z ida #hama-se 2(n 8amor o" bondade;, e o 5"e ! respons% el pela boa ordem da ida se #hama #orreção e

2"stiçaD8<@@;. /ssim, a >ei -oral en#ontra e*pressão n"ma trans.ormação #onstante e ordenada, #"2a realização ! a ,azão. Este nome pode apli#ar-se a t"do 5"e este2a em harmonia #om as #ara#ter$sti#as do "ni erso. DCom re.er(n#ia H s"a nat"ralidade, #hama-se harmonia. Com re.er(n#ia H s"a ne#essidade, #hama-se #onstGn#iaD8<@A;. Conse5Nentemente, apenas Da5"eles 5"e podem #ompreender a harmonia do "ni erso estão 5"ali.i#ados para dis#"tir a >ei -oralD8<@?;. Com a harmonia #omo t!#ni#a, os .ilóso.os da es#ola emp$ri#a ad ogaram a harmonia da nat"reza h"mana, 5"e eles, seg"indo a maioria dos #on."#ionistas 5"e os ante#ederam, #onsidera am boa. Na dis#"ssão da ,azão, do s!#"lo FI ao s!#"lo FBI, a opinião geral tinha sido de 5"e a boa ação pro#ede da ,azão, ao passa 5"e a m% ação pro#ede do dese2o, #ontrastando assim, i idamente, ,azão e dese2o. 'ara neo#on."#ionistas posteriores, #omo )ai )"ng-CNan, por!m, essa opinião era errRnea por5"e D&s homens e as #riat"ras t(m, todos, dese2os, e os dese2os são ."nç+es da s"a nat"reza. &s homens e as #riat"ras t(m, todos, sentimentos, e os sentimentos são as operaç+es da s"a nat"rezaD8<A9;. Como eles são inatos, Dnão de em ser ioladosD 8<A:;. & problema !, portanto, não #omo s".o#ar dese2os e sentimentos, mas #omo harmoniz%-los #om a ,azão. 1e o se" ."n#ionamento Dnão erraD, eles estão em harmonia #om o C!" e a )erra 8<A<;. / .órm"la geral pare#e ser 5"e Dnão de emos dei*ar de ter dese2os, mas de emos minimiz%-losD 8<AP;. &s neo#on."#ionistas modernos ieram em de.esa dos dese2os e do sentimento, não somente por5"e eles são inatos, mas tamb!m por5"e o dese2o e a ,azão são insepar% eis. D& dese2o re.ere-se a "ma #oisa, ao passo 5"e a ,azão se re.ere ao se" prin#$pioD8<AM;. DUma #oisa ! "m a#onte#imento. 7alando de "m a#onte#imento, não podemos ir al!m de ass"ntos #otidianos, tais #omo beber e #omer. 1e p"sermos de lado todos os ass"ntos #otidianos e dissermos 5"e a5"i est% a ,azão, não ! o 5"e os s%bios antigos re#onhe#eram #omo ,azãoD8<AL;. /l!m disso, o sentimento, 5"e engendra os dese2os, não iola a ,azão. /o #ontr%rio, D/ ,azão n"n#a inga onde não e*ista sentimento. 8...; S"ando o sentimento

não ! e*presso nem demais nem de menos, #hama-se ,azãoD8<AQ;. S"ando harmonizarmos o sentimento e os dese2os #om a ,azão, .i#aremos, então, em harmonia #om o "ni erso. S"ando todos os homens e #oisas esti erem em harmonia #om o "ni erso, estar% #"mprida a >ei -oral. /o dar (n.ase H harmonia entre a ,azão e os Da#onte#imentos #otidianosD, os neo#on."#ionistas, nos Iltimos trezentos anos, esta am e*igindo "ma olta do espe#"lati o ao emp$ri#o, do "ni ersal ao parti#"lar, da meta.$si#a abstrata de Ch" Usi e 3ang =ang-ming ao interesse só#iopol$ti#o de Con.I#io e -(n#io. Em s"ma, insistiam na Dapli#ação pr%ti#aD. Esta (n.ase pr%ti#a .inalmente #"lmino" #om ZYang ="-Xei 8:ALA - :?<@; e )Yan 1s"-t"ng 8:AQL - :A?A;, 5"e torno" a 2(n a base da s"a do"trina de Dapli#ação pr%ti#aD e re.orma pol$ti#a. Cont"do, para orientar a re.orma so#ial e pol$ti#a, a China moderna a#ho" inade5"adas s"as .iloso.ias tradi#ionais. Bolto"-se para o &#idente a .im de sol"#ionar se"s problemas. Estim"ladas pelo ,enas#imento #ond"zido pelo Dr. H" 1hih, as .iloso.ias o#identais tornaram-se predominantes na China do s!#"lo FF. & pragmatismo o#idental, o materialismo, o neo-realismo, o italismo e o no o idealismo 5"ase deram "m golpe .atal nas .iloso.ias nati as. Não obstante, as .iloso.ias #hinesas sobre i eram por5"e se"s ideais ainda são os ideais da China 8<A@;. Esses ideais .oram e*aminados ao longo da história #hinesa e #onsiderados importantes6 nenh"m sistema .ilosó.i#o 5"e espere o#"par l"gar permanente na China tem probabilidade de re2eit%los. ,e.erimo-nos, parti#"larmente, aos ideais de harmonia #entral, de relação #ordial entre a Nat"reza e o Homem, da atit"de Dtanto #omoD, do %"reo meio, do h"manismo, da preser ação pelo indi $d"o da própria ida e da plena realização de s"a própria nat"reza, da tran5Nilidade mental, da trans.ormação in#essante e da #riação espontGnea, da interação dos prin#$pios "ni ersais ati os e passi os, da harmonia do Um e do -"itos, e da bondade da nat"reza h"mana. De ido ao impa#to das .iloso.ias o#identais, 2% se nota "ma m"dança de tom na 7iloso.ia #hinesa 8<AA;. Não pode ha er dI ida de 5"e a 7iloso.ia #hinesa ser% batizada pela Ci(n#ia

o#idental, pela >ógi#a e pela Epistemologia. No pró*imo mo imento da sin.onia .ilosó.i#a da China, portanto, ha er% no as notas e no os a#ordes, #ombinando os da China tradi#ional n"ma no a harmonia. ]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]] 8:?:; )he Eoo4 o. Changes _& >i ro das -"danças`. 8:?<; H"ai-nan )z", Cap. II 8#.. trad"ção inglesa de E. -organ, )ao, )he Wreat >"minant, ZellC ^ 3alsh, Fangai, :?PP, p%g. P:;. 8:?P; Ibid., Cap. III 8#.. -organ, p%g. LA;. 8:?M; Ibid., Cap. BII 8#.. -organ, p%g. L?;. 8:?L; Ibid., Caps. FIB, BIII, FIF. 8:?Q; Ibid., Cap. BII 8#.. -organ, p%g. Q9;. 8:?@; )"ng Ch"ng-sh", ChY"n-#hVi" 7an-l", Cap. >III. B. E. ,. H"ghes, Chinese 'hilosophC in Classi#al )imes, >ondres, Dent, :?M<, p%gs. <?P-P9A. 8:?A; Ibid., Caps. FFFBIII, F>II. 8:??; 3ang ChY"ng, >"n H(ng, Cap. FF 8#.. trad"ção de /. 7or4e, -ittel"ngen des seminars .Nr orientalis#he spra#hen, ol. IF, p%gs. P@:-P@Q;. 8<99; Ibid., Cap. BI 8#.. -ittel"ngen, ol. F, p%gs. QQ-@Q;. 8<9:; 3ang ChY"ng, >"an H(ng, Cap. FIB 8#.. -ittel"ngen, ol. F, p%gs. <??-P99;. 8<9<; Ibid., Cap. FBIII 8#.. -ittel"ngen, ol. FI, p%gs. AM-AL;. 8<9P; Ibid., Cap. FBIII 8#.. -ittel"ngen, ol. IF, p%g. <@<;. 8<9M; Ibid., Cap. FBIII 8#.. -ittel"ngen, ol. IF, p%g. <@<;. 8<9L; Ibid., Cap. III 8#.. -ittel"ngen, ol. IF, p%g. <AM;. 8<9Q; >ieh )z", trad. inglesa, de >. Wiles, )aoist )ea#hings .rom the Eoo4 o. >ieh )z", -"rraC, >ondres, :?:<. 8<9@; ChY(ng-shih I-sh" 8Es#ritos 'óst"mos dos Irmãos ChY(ng;, Caps. FIII, FB. 8<9A; Ibid., #ap. FBIII. 8<9?; ChY(ng-shih I-sh", #ap. FBIII. 8<:9; Ch" Hsi, =N >ei 8-%*imas &rganizadas por )ópi#os;, Cap. CFFBI. 8<::; Ibid. 8<:<; Ibid.

8<:P; 3ang =ang-ming, ChYNan-hsi >" 8#.. 7. W. Hen4e, )he 'hilosophC o. 3ang =ang-ming, p%g. :L?. )amb!m ChY(ng-shih Ish", Cap. FIII;. 8<:M; & termo DNeo#on."#ionismoD ! "sado no &#idente para designar a .iloso.ia #on."#iana nas dinastias 1"ng, -ing e ChYing 8?Q9 - :?::;. 7or #on eni(n#ia, esto" "sando-o neste sentido. Entretanto, o termo não ! trad"ção direta de 5"al5"er denominação #hinesa. Como a .iloso.ia #on."#iana m"do" radi#almente d"rante esses per$odos, os #hineses não t(m "m nome gen!ri#o para ela. Disting"em a .iloso.ia de #ada dinastia pelo nome da dinastia. /ssim, a .iloso.ia do per$odo 1"ng 8?Q9 - :<@?; ! #hamada 1"ng HsNeh 87iloso.ia de 1"ng;. O tamb!m #hamada >i HsNeh 87iloso.ia ,a#ional o" Es#ola da ,azão;, Hsing-Ii HsNeh 87iloso.ia da Nat"reza e da ,azão;, e )ao HsNeh 87iloso.ia do Caminho da >ei -oral;, por5"e ,azão, Nat"reza e >ei -oral eram os #on#eitos b%si#os da !po#a. Da mesma maneira, a .iloso.ia do per$odo -ing 8:PQA - :QMM; se #hama -ing HsNeh 87iloso.ia de -ing;. O tamb!m #hamada Hsing HsNeh 87iloso.ia da -ente; por5"e a prin#ipal .iloso.ia do per$odo era o Idealismo, embora o ,a#ionalismo #ontin"asse a e*istir. U% 5"e os idealistas tamb!m se #on#entra am nos problemas da ,azão, da Nat"reza e da >ei -oral, se" sistema ! tamb!m #hamado >i HsNeh, Hsing-li HsNeh e )ao HsNeh. / 7iloso.ia do per$odo ChYing 8:QMM - :?::; não tem nome gen!ri#o al!m de ChYing HsNeh 87iloso.ia de ChYing;, por5"anto ha ia m"itas #orrentes .ilosó.i#as, in#l"si e o ,a#ionalismo e o Idealismo. / .iloso.ia predominante, por!m, .oi "m empirismo 5"e se desen ol e" #omo reação #ontra ambas. &s #hineses denominam este sistema emp$ri#o 'Yo HsNeh 87iloso.ia Con#reta; e Han HsNeh 87iloso.ia baseada no Han - <9Q a.C. - <<9 d.C. - Cr$ti#a de )e*tos /ntigos;. Uso o termo DEs#ola Emp$ri#aD para esse sistema por5"e ele ! mais des#riti o do 5"e os dois termos #hineses. 8<:L; Cho" >ien-hsi, )Yai-#hi )Y"-sh"o 8E*pli#ação do Diagrama do Wrande 7inal;. 8<:Q; Cho" >ien-hsi, I )Y"ng-sh" 8E*pli#ação do >i ro das -"danças;, Cap. FFII. 8<:@; Ch" Hsi, =N >ei 8-%*imas &rganizadas por )ópi#os;, Cap.

FCIB. 8<:A; Ch" Hsi, ibid., Cap. I. 8<:?; Ibid. 8<<9; ChY(ng-shi I-sh" 8Es#ritos 'óst"mos dos Irmãos ChYeng;, Cap. II. 8<<:; Ibid., Cap. FBIII. 8<<<; Ibid., Cap. II. 8<<P; 1hao ZYang-#hieh, H"an-#hi Ching shih 8'rin#$pios 1"premos para o Estado e para a 1o#iedade;. 8<<M; Ch" Hsi, =N >ei, Cap. I. 8<<L; Chang H(ng-#hYN Hsien-sheng ChYNan-#hi 8&bras Completas de Chang H(ng-#hVN;, >i ro >I, Cap. I. 8<<Q; Ch" Hsi, =N >ei, Cap. I. 8<<@; Ibid., Cap. CFIB. 8<<A; Ibid., Cap. I. 8<<?; Ibid., Cap. I. 8<P9; Chang, >i ro II, Cap. B. 8<P:; ChY(ng, Cap. BII. 8<P<; Ch" Hsi, =N >ei, Cap. CFIB. 8<PP; Chang, >i ro II, Cap. B. 8<PM; ChY(ng, Cap. FI. 8<PL; Chang, >i ro II, Cap. I. 8<PQ; 1hao, op. #it. 8<P@; Chang, >i ro II, Cap. I. 8<PA; )he 3or4s o. -en#i"s, >i ro III, 'arte I, Cap. M. 8<P?; ChY(ng, Cap. II. 8<M9; ChY(ng, )sY"i =en 8-%*imas;. 8<M:; Chang, >i ro II, Cap. I. 8<M<; ChY(ng, Cap. FB. 8<MP; ChY(ng, Cap. FB. 8<MM; ChY(ng, Cap. FB. 8<ML; Ch" Hsi, =N >ei, Cap. FCIB. 8<MQ; ChY(ng, Caps. FIF e FBIII. 8<M@; ChY(ng, Cap. II. 8<MA; Chang, Cap. >. 8<M?; 1hao, op. #it.

8<L9; Chang, >i ro II, Cap. BI. 8<L:; Ch" Hsi, ChYNan-sh" 8&bras Completas;, Cap. >BII 8#.. trad"ção inglesa de U. '. Er"#e, )he 'hilosophC o. H"man Nat"re bC Ch" Hsi, 'robsthain, >ondres, :?<<, p%g. P:@;. 8<L<; Cho", Cap. FI. 8<LP; Ch" Hsi, ChYNan-sh", Cap. F>BIII. 8<LM; ChY(ng, Cap. FI. 8<LL; ChY(ng, )sY"i =en. 8<LQ; H" 1hih, D,eligion and 'hilosophC in Chinese HistorCD, in 1Cmposi"m on Chinese C"lt"re, org. por 1ophia cen, Fangai, :?P:, p%g. L@;. 8<L@; >" Hsiang-shan ChYNan-#hi 8&bras Completas;. 8<LA; Ibid. 8<L?; Ibid. 8<Q9; Ibid. 8<Q:; 3ang =ang-ming ChY"an-#hi 8&bras Completas;, >i ro I 8#.. trad"ção inglesa de 7. W. Hen4e, )he 'hilosophC o. 3ang =angming, &pen Co"rt, Chi#ago, :?:Q, p%g. L9;. 8<Q<; Ibid., >i ro II 8#.. Hen4e, p%gs. P9P-P9M;. 8<QP; Ibid., >i ro I 8#.. Hen4e, p%g. L?;. 8<QM; Ibid., >i ro III 8#.. Hen4e, p%g. :AM;. 8<QL; Ibid., >i ro III 8#.. Hen4e, p%g. :Q?;. 8<QQ; Ibid., >i ro III 8#.. Hen4e, p%g. :LQ;. 8<Q@; Ibid., >i ro I 8#.. Hen4e, p%g. ?M;. 8<QA; Ibid., >i ro I 8#.. Hen4e, p%g. A<;. 8<Q?; Ibid., >i ro FFBI 8#.. Hen4e, p%g. <:9;. 8<@9; Ibid., >i ro I 8#.. Hen4e, p%g. Q9;. 8<@:; Ibid., >i ro I 8#.. Hen4e, p%g. LP;. 8<@<; Ibid., >i ro FFBI 8#.. Hen4e, p%gs. <9M-<9L;. 8<@P; Ibid., >i ro III 8#.. Hen4e, p%g. :AP;. 8<@M; Ibid., >i ro III 8#.. Hen4e, p%g. :AM;. 8<@L; Ibid., >i ro FFBI 8#.. Hen4e, p%g. <9M;. 8<@Q; )ai )"ng-CNan, -(ng-tz" )z"-i 1"-#h(ng 8Coment%rio sobre )he 3or4s o. -en#i"s;, parte II, n.e :@. 8<@@; )ai )"ng-CNan, =Nan 1han 8'es5"isa 1obre a Eondade;, I. 8<@A; )ai )"ng-CNan, )" I Hsi-tz" >"n-hsin 81obre a Dis#"ssão da

Nat"reza H"mana, no /p(ndi#e I de )he Eoo4 o. Changes;. 8<@?; Ibid. 8<A9; Ibid. 8<A:; =Nan 1han, I. 8<A<; )" I, et#. 8<AP; -(ng-tz" )z"-i 1"-#h(ng, parte I, n.e :9. 8<AM; Ibid. 8<AL; Ibid., parte I, n.e P. 8<AQ; Ibid. 8<A@; Um s"m%rio da .iloso.ia da China #ontemporGnea pode ser en#ontrado no me" #apit"lo D7iloso.ias da ChinaD, em )Xentieth Cent"rC 'hilosophC, org. por D. D. ,"nes, 'hilosophi#al >ibrarC, No a Ior5"e, :?MP, p%gs. LM:-L@:. 8<AA; / DNeX ,ational 'hilosophCD, de 7"ng ="-lan, por e*emplo, ! o ,a#ionalismo dos irmãos ChY(ng e Ch" Hsi modi.i#ado pelo &b2eti ismo o#idental. Bide ibid., p%gs., LQ:-LQ@. _7im`

Confucionismo por ,i#ardo Uoppert em & /li#er#e C"lt"ral da China. 8:?@?;, Editora / enir, ,io de Uaneiro. ]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]] ]] Con."#ionismo / JEs#ola dos >etradosK 8,"2ia; te e s"a origem nos ensinamentos de Con.I#io e se"s dis#$p"los. Con.I#io 8tamb!m #hamado Zong5i" o" chongni f datas tradi#ionais6 -LL: a -M@?; pretende" regenerar, pelo rit"al e pela moral, a so#iedade de s"a !po#a. Ele ligo"-se aos meios tradi#ionalistas dos es#ribas e analistas das #ortes .e"dais. 1"a origem era nobre, pois aparenta a-se aos reis da dinastia 1hang- =in 8-:LL@ a -:9L9;. / do"trina 5"e prego" da a grande importGn#ia aos e*er#$#ios de atit"de rit"al, bases de "m aper.eiçoamento indi id"al #apaz de permitir o #ontrole absol"to dos gestos, das aç+es e dos sentimentos. / moral #on."#iana ! .r"to

de "ma re.le*ão permanente sobre os homens. Ela ! prati#a e dinGmi#a e as 5"alidades de "m homem realizado 8a primeira delas, a irt"de JrenK, 5"e s"p+e "ma disposição a.et"osa em relação ao pró*imo; não se de.inem de modo absol"tamente ig"al para todos, mas admitem "ma grande maleabilidade, seg"ndo o #aso e o indi $d"o. / sabedoria ad5"ire-se pelo es.orço de toda "ma ida, atra !s do go erno dos m$nimos pormenores da #ond"ta, pela obser ação das regras de agir em so#iedade 8li;, pelo respeito ao pró*imo f en.im, pela absol"ta #ompreensão do prin#$pio da re#ipro#idade. / irt"de ! "m alor in#orporado e não "ma 5"alidade intr$nse#a do nas#imento nobre, embora o dese2o de Con.I#io .osse o retorno a "ma idealizada JIdade de &"roK .e"dal dos primeiros reis cho", pessoas per.eitas, 3enXang e 3"Xang. / tradição, entretanto, de eria ser redimida atra !s do re i es#imento e não pela estagnação. Con.I#io nada es#re e". 1e" ensinamento .oi oral e imediato. & 5"e dele temos de mais diretamente ori"ndo ! "ma #oletGnea de m%*imas o" a.orismos, registrados por es#rito pelos dis#$p"los após s"a morte6 o J>"nC"K, 5"e poder$amos trad"zir por JCon ersaç+esK o" J/nale#tosK. Em s"a es#ola, Con.I#io teria "tilizado "m #erto nImero de obras antigas e tradi#ionais, 5"e #onhe#emos ho2e sob a denominação gen!ri#a de JUingK 8Cl%ssi#os o" CGnones;, prin#ipalmente o J=i2ingK 8=i Ching; 8Cl%ssi#o das -"taç+es;, o J1h"2ingK 8Cl%ssi#o o" /nais da História;, o J1hi2ingK 8Cl%ssi#o das 'oesias o" J>i ro das &desK;, JCh"n5i"K 8/nais do Estado de >", p%tria de Con.I#io;, o JCGnon dos ,itosK 8>i;, do 5"al temos tr(s #oletGneas 8cho"li, =ili, >i2i;, todas posteriores a Con.I#io, e o JCGnon da -Isi#aK 8="e;, m"ito .ragment%rio em nossos dias. /s re#ens+es de todos esses JCl%ssi#osK são de !po#a tardia e serão tratadas em o"tro #ap$t"lo. Na es#ola de Con.I#io da a-se importGn#ia a dis#"rsos de antigos reis, a hinos religiosos e a poemas da #orte, a man"ais de adi inhação e a anais dos remos. Dessa mis#elGnea de es#ritos ener% eis, pro#"ra a-se e*trair o 1aber )otal, s".i#iente .ormação de "m JU"nziK f #a alheiro o" homem de bem. [ g"erra não se atrib"$a alor maior. Na erdade, pro#"ra a-se mesmo opor ao esp$rito de #ompetição e #ombate, t$pi#os da !po#a, a irt"de da

probidade e da mIt"a tolerGn#ia, 5"e Con.I#io 2"lga a #ara#ter$sti#as dos tempos antigos. / /ntigNidade ig"ala a-se H JEra 'er.eitaK, a 5"al #abia tomar por modelo. Con.I#io não pretende" ino ar. Dese2a a apenas #onser ar as tradiç+es do passado. )odos os #hamados JCl%ssi#osK 2% e*istiam antes de s"a !po#a e ele .oi o de.ensor de "ma herança #"lt"ral 5"e ha ia sido o ."ndamento da ed"#ação aristo#r%ti#a dos primeiros s!#"los dos cho". Ele transmiti" tal patrimRnioT .azendo-o, origino", por!m, algo no o, pois da a s"as próprias interpretaç+es aos te*tos. /ssim, 5"ando de#laro", seg"ndo o J>"nC"K, J1o" "m transmissor, não "m #riadorK 8J1h" er b" zaoK;, na erdade não esta a atingindo o al#an#e 5"e teria a própria obra. / do"trina de Con.I#io estabele#e" os prin#$pios .ilosó.i#os b%si#os da #i ilização #hinesa at! o s!#"lo FF, delimito" a .ronteira entre #hineses e Jnão#hinesesK 8o" Jb%rbarosK;, #imento" os parGmetros da C"lt"ra e isolo"-a da IgnorGn#ia. 1er #i ilizado 8Isto !, ser #hin(s;, e5Ni alia a seg"ir os ,itos 8>i;. / China não media os alores atra !s de leis, nem a#eito" dogmas religiosos. Eram os ,itos 5"e mar#a am a linha di isória entre o s"perior e o in.erior, entre o #erto e o errado, e dirigiam a ontade e a liberdade, 5"e não de iam mani.estar-se a não ser atra !s de #on enç+es. /s emoç+es eram nat"ralmente regradas e os sentimentos, "ma ez #ondi#ionados a .ormas petri.i#adas, podiam ser e*pressos de "ma maneira p"ri.i#ada e ade5"ados H erdadeira nat"reza h"mana. / dignidade era t"do e os ,itos, "ma >ing"agem 5"e de eria ser "sada para o e5"il$brio so#ial. /tra !s deles, os homens poderiam i er em harmonia #om a &,DE- N/)U,/>. Boltamos a5"i H 5"estão, tantas ezes men#ionada neste li ro, da #on.ormidade entre ma#ro#osmo e mi#ro#osmo, obsessão da China, ."ndamento de s"a estr"t"ra #"lt"ral e, tal ez, o segredo de s"a e*traordin%ria sobre i (n#ia e italidade. & ideograma para J,eiK bem o #onsigna 8:;6 tr(s traços horizontais paralelos, #ortados por "m erti#al f o C!", o Homem e a )erra, Intermediados pelo 1oberano 8representado pelo Ini#o traço erti#al;. & ,ei liga o C!" H )erra, passando pelo Homem, o menor dos tr(s traços horizontais. Con.I#io #onsidera a d"as irt"des #omo b%si#as em todo indi $d"o6 em primeiro l"gar, a

irt"de JrenK, 5"e poder$amos trad"zir pela pala ra Jbene ol(n#iaK, tomada no sentido primiti o, isto !, J5"erer bemK 8ao pró*imo;. & Ideograma para JrenK, o#%b"lo, ali%s, homó.ono de JpessoaK, #onsiste no radi#al JhomemK ao lado do nImero JdoisK g "m homem ao lado de se" pró*imo. )rata-se da Birt"de, por e*#el(n#ia, do #on."#ionismo, 5"e le a H pr%ti#a do amor ao semelhante. No J>"nC"K 8FII, <<;, 7an Chi, "m dis#$p"lo, perg"nto" a Con.I#io sobre a irt"de J,enK. / resposta .oi a seg"inte6 J/i renK 8JO amar as pessoasK;. E #omo am%-las0 & J>"nC"K e*pli#a6 JUi s"o b" C", X" shi C" renK 8J& 5"e não se dese2e para si não de e ser .eito aos o"trosK;, .rase 5"e nat"ralmente se presto" a "ma #erta identi.i#ação do #on."#ionismo #om o #ristianismo e m"ito pert"rbo" os mission%rios o#identais #ristãos na China do s!#"lo FIF e da primeira metade do FF, pois era di.$#il ata#ar "m JpaganismoK 5"e pro.essa a a mesma #rença de "ma religião 5"e se dizia Ini#a e erdadeira ... /ssim, "m homem 5"e poss"a a irt"de J,enK de e sempre #onsiderar os o"tros e de si mesmo .azer "m paralelo para tratar o pró*imo. Desse modo, estar% imb"$do de "ma J#ons#i(n#ia em relação aos semelhantesK 8chong; e de Jaltr"$smoK 81h";. / seg"nda irt"de ."ndamental #hama-se J=iK, 5"e ! #ost"me trad"zir por JU"stiçaK, mas seria melhor dizer JImperati o da ,etidão de Cond"taK. Certas #oisas de em ser .eitas, na so#iedade h"mana, por5"e são moralmente #ertas e ! ne#ess%rio 5"e #ada "m pro#"re agir de a#ordo #om "m de er nat"ral. Isso "ni#amente por5"e ! #orreto agir de tal o" tal maneira e não de o"tra. ,e2eitase a id!ia de l"#ro o" retrib"ição. / pessoa de retidão moral não pede re#ompensas por seg"ir "ma #ond"ta #orreta. No J>"nC"K 8IB, :Q;, Con.I#io diz6 JU"nzi C" C" Ci, *iao ren C" C" liK 8J& Homem 1"perior f U"nzi f #ompreende a ,etidão de Cond"ta 8=i;T o homem in.erior #ompreende o l"#ro 8>i;K;. & #"lti o da irt"de =i !, pois, "m imperati o para o U"nzi 8Homem 1"perior; e assim o ! pela e*#l"si a razão de en5"adrar-se n"ma moral 5"e harmoniza ma#ro#osmo e mi#ro#osmo. 'or o"tro lado, o #on."#ionismo ! "ma do"trina .atalista. / #ond"ta de e ser reta e a ida em so#iedade, go ernada pelos ,itos, mas isso sem 5"al5"er intenção de m"dar o Destino 8-ing;, 5"e ! de#retado pelo C!", #on#ebido esse na

do"trina original #omo "ma .orça dotada de razão, "m agente #om ob2eti os próprios e de.inidos. Con.I#io .oi "m #!pti#o e "m agnósti#o e re#"sa a-se a tratar de prod$gios e esp$ritos, mas in o#a a #om .re5N(n#ia o C!", #omo U"iz 1"premo, embora pessoalmente pare#esse #onsider%-lo menos #omo "ma di indade pessoal e mais #omo "ma .orça abstrata, Jregente nat"ral da &rdem Cósmi#aK, #on#eito 5"e, por obra dos #on."#ionistas posteriores, iria e ol"ir para o de "m Jreg"lador me#Gni#o dos .enRmenos do Uni ersoK. Conhe#er o Destino 8-ing; ! re#onhe#er a ine itabilidade do m"ndo tal #omo ele e*iste e, assim, não dar 5"al5"er importGn#ia ao s"#esso o" H derrota pessoais. & Homem 1"perior #"mpre se" de er so#ial, eis t"doT 5"erer m"dar o Destino, por magia o" 5"al5"er o"tro meio, ! "lgar e ão. Como es#re e" -a* Zaltenmar4, o #on."#ionismo #onsidera 5"e o JDestino limita #ertamente o poder do homem, mas esse poss"i "m dom$nio independente do m"ndo e*terior6 o de se" li re arb$trio, poten#ial da pr%ti#a da irt"de JrenK. & 1%bio ! a5"ele 5"e re#onhe#e a di isão entre essas d"as es.erasK. & J>"nC"K 8BII, PQ; diz6 JU"nzi tan tang tang, *iao ren #hang 5i 5iK 8& Homem 1"perior 8U"nzi; est% im"ta elmente em pazT o homem in.erior 8Fiaoren6 pessoa menor; est% sempre em agoniaK. & s"#esso o" a r"$na indi id"ais não interessam o U"nzi, pois portar-se #omo de e o ser h"mano ! o bastante e o res"ltado ! a .eli#idade, identi.i#ada sempre #om "ma Bitória interior. / so#iedade da !po#a de Con.I#io en#ontra a-se em transição. & .e"dalismo desmorona a, mas nenh"ma o"tra ordem sólida o ha ia ainda s"bstit"$do. Us"rpadores #hama am-se reis e pert"rba am, assim, a #orrespond(n#ia entre o nome dado a "m .ato e a realidade desse .ato. O pre#iso não es5"e#er, #omo 2% registramos, ser o #hin(s "m idioma em 5"e as pala ras pretendem s"s#itar o realT #ada nome #ont!m #ertas impli#aç+es 5"e o ligam H ess(n#ia de algo determinado. Chamar de rei a "m "s"rpador ! tentar #riar "ma .alsa realidade, 5"e dese5"ilibra a &rdem Nat"ral das #oisas do "ni erso. & ob2eti o prin#ipal da .iloso.ia na China ! 2"stamente Impedir toda dis#repGn#ia entre o 5"e o homem .az e as leis im"t% eis da Berdade. Um e*emplo #on#reto da importGn#ia dada

por Con.I#io H Jreti.i#ação dos nomesK 8cheng -ing; en#ontra-se no J>"nC"K 8FIII, P;. Um dis#$p"lo de Con.I#io, cil", .ora empregado pelo D"5"e Ch" do Estado de 3ei, 5"e dese2a a tamb!m obter os ser iços do próprio Con.I#io. cil" perg"nto" a Con.I#io 5"al seria a primeira pro id(n#ia a ser tomada na administração de 3ei. &ra, o D"5"e de Ch" ha ia passado H .rente de se" pai no Wo erno de 3ei, rompendo a s"bordinação 5"e o des#endente de e ter diante do progenitor. /ssim, a relação pai.ilho esta a em dese5"il$brio e os nomes, mal dados, pois "m pai e5Ni ale, de direito, ao soberano, 5"e era, de .ato, o .ilho. Con.I#io responde"6 J& 5"e ! ne#ess%rio ! reti.i#ar os nomesK 8cheng -ing;. E a#res#ento"6 J1e os nomes não estão #orretos 8b" zheng;, nada poder% ."n#ionarK. & desen ol imento do Con."#ionismo6 -engzi 8-(n#io; e o problema da nat"reza h"mana Con.I#io .oi #onsiderado pela China #omo o J1%bio CompletoK, o J'rimeiro -estre 5"e atingi" a 1antidadeK 8chi 1heng Fian 1hi;. -engzi 8-(n#io; 8-P@:0 a -<A?0; .oi o J1eg"ndo 1antoK 8=asheng;, a 5"em #o"be o m!rito de desen ol er as id!ias b%si#as do #on."#ionismo. /pós a morte de Con.I#io, a do"trina mante e-se sobret"do nos limites geogr%.i#os da at"al pro $n#ia de 1handong, nos Estados de Si e >". -engzi nas#e" no Estado de co", sit"ado na parte meridional do 1handong moderno. &s reis de Si tornaram-se me#enas e, perto da porta o#idental de s"a Capital, estabele#eram "m #entro de est"dos a 5"e deram o nome de Ui*ia 8J1ob a 'orta de UiK;. -engzi ensino" na instit"ição d"rante alg"m tempo, mas empreende" depois iagens a o"tros Estados .e"dais, tentando #on erter go ernantes. & ensinamento de -engzi est% #ontido em sete li ros. / obra torno"-se mais tarde "m dos JS"atro Cl%ssi#osK 81ish"; sagrados do #on."#ionismo. -engzi representa o lado ideal$sti#o do #on."#ionismo, em #ontraste #om F"nzi, realista, #omo eremos al!m. Con.I#io prega a a #ond"ta h"mana baseada nas irt"des m%*imas, JrenK 8bene ol(n#ia, amor ao pró*imo; e JCiK 8retidão imperati a da #ond"ta;, mas não dei*o" m"ito #laro o por5"( dessa obrigação. -engzi #ompleto"-o, arg"mentando 5"e as irt"des JrenK e JCiK e,

#onse5"entemente, os ,itos, 5"e le am H pr%ti#a dessas irt"des, se ."ndamentam no .ato de ser a nat"reza h"mana essen#ialmente boa. -engzi entretanto, não .oi "m ing(n"o. Ele re#onhe#ia 5"e, embora a nat"reza h"mana .osse originalmente boa, nem todo homem poderia tornar-se "m 1%bio, em irt"de da #oe*ist(n#ia, ao lado da p"reza essen#ial, de o"tros elementos, os 5"ais não são bons nem ma"s, mas, se não go ernados, podem mostrar-se no#i os. 1eriam elementos 5"e o homem #ompartilha #om o"tros seres i os, "ma esp!#ie de Jparte animalK da e*ist(n#ia h"mana. 'ortanto, estritamente .alando, são aspe#tos animales#os e, na erdade, não poderiam ser istos #omo integrantes da nat"reza h"mana espe#$.i#a. & arg"mento prin#ipal de -engzi em .a or do ."ndamento bom do homem est% #onsignado no >i ro II, parte :, #ap$t"lo BI, da obra do .ilóso.o. 1eg"ndo ele, todos os homens t(m basi#amente "m #oração 5"e não s"portaria er o so.rimento alheio 8,en 2ie Co" b" ren ren zhi *in;. 'ro a-o o .ato6 diante de "ma #riança 5"e % #air n"m poço, 5"al5"er pessoa se sentir% alarmada e ansiosa. )al sentimento, seg"ndo -engzi, não ser% de ido a "ma e ent"al re#ompensa 5"e poderia ser o.ere#ida pelos pais da #riança, nem a "m poss$ el elogio de izinhos o" amigos, nem a o"tro .ator ligado a "m interesse 5"al5"er. & 5"e le a alg"!m ao sentimento de alarme e Gnsia, nesse #aso, ! "ni#amente a #omiseração pelo pró*imo, emoção 5"e perten#e H ess(n#ia da nat"reza h"mana e se mostra instinti a no momento do iminente a.ogamento de "ma #riança. Um ser in#apaz de piedade não ! h"mano 8.ei ren;. / #ompai*ão identi.i#a-se, de a#ordo #om o .ilóso.o, #om a irt"de da Eene ol(n#ia 8,en;, pregada por Con.I#io. 'aralelamente, a #apa#idade de en ergonhar-se e o li re arb$trio são e*press+es da irt"de J=iK 8,etidão Imperati a de #ond"ta;T o altr"$smo e a renIn#ia são as bases dos ,itos 8>i;, a possibilidade de disting"ir entre o Eem e o -al ! o #omeço da 1abedoria 8chi;. )odo homem poss"i inatas essas 5"atro 5"alidades 8,en, =i, >i, chi;, assim #omo poss"i dois braços e d"as pernasT ! ne#ess%rio apenas 5"e as aper.eiçoe sem obs#"re#er-lhes o desen ol imento. & progresso no #"lti o dessas irt"des ! indispens% el, a .im de 5"e o homem não possa dar azão a

instintos bai*os e se di.eren#ie dos animais. & 5"e desses separa o ser h"mano !, re#onhe#e-o -engzi, apenas "m nadaK 8Ui Fi;, "ma part$#"la insigni.i#ante 5"e a massa do po o re2eita, mas o Homem 1"perior #onser a. -engzi .oi ig"almente "m re.ormador pol$ti#o, e*traordinariamente es#lare#ido para "ma !po#a tão remota. /#redita a 5"e o Wo erno de eria ser responsabilidade dos 1%bios e, para ele, a s"#essão din%sti#a era errada. Um 1%bio, tornando-se ,ei 83ang;, de eria trans.erir o se" mandato a o"tro 1%bio, a e*emplo do 5"e .izeram os primeiros soberanos #hineses, =ao e 1h"n. 'ara -engzi, ha ia dois tipos de Wo erno6 o do ,ei- 1%bio 83ang;, 5"e se e*er#e atra !s da instr"ção moral e da ed"#ação, e o do 1enhor- daW"erra 8Ea;, baseado na .orça e na #oerção. & poder do J3angK ! moralT o do JEaK, .$si#o. No >i ro III, #apit"lo P, lemos6 JS"em "sa da iol(n#ia em l"gar da irt"de ! "m 1enhor- da- W"erra 8Ea;T 5"em tem 5"alidades e prati#a a Eene ol(n#ia 8amor ao pró*imo f ,en; ! "m 1oberano 83ang;. S"ando os homens são dominados pela repressão, ha er%, en5"anto o po o não ti er poder s".i#iente para resistir H, tirania, a aparente s"bmissão e*terior, mas não a dos #oraç+es. -as, 5"ando se ganham seg"idores pela Birt"de, eles estão intimamente satis.eitos e ha er% s"bmissão real, #omo a dos setenta dis#$p"los a Con.I#ioK. & germe da demo#ra#ia ! e idente na seg"inte #itação do >i ro III, parte <, #apit"lo <@6 J& po o ! o teso"ro m%*imoT os de"ses da terra e da #olheita (m em seg"ida e o soberano ! o menos importante de todos. /ssim, satis.azer aos #amponeses ! tornar-se reiK. 1eg"e-se 5"e, se "m soberano não poss"i as 5"alidades morais para go ernar, #abe ao po o re oltar-se e s"bstit"$-lo. Nesse #aso, eliminar "m monar#a não ! "m ato regi#ida, pois ele, na erdade, dei*o" s"a #ondição de dirigente e torno"-se J"m simples homemK... )ais id!ias de -engzi .as#inaram a China d"rante perto de dois mil anos e mesmo a ,e ol"ção rep"bli#ana de :?:: so.re" s"as in.l"(n#ias. O bem erdade 5"e -engzi, a#reditando na desig"aldade de intelig(n#ias, ass"mi" "ma atit"de paternalista em relação ao po o. & 5"e ad oga a, entretanto, não era o go erno por "ma aristo#ra#ia de sang"e, mas por "ma .idalg"ia de esp$rito. U"sti.i#a a-se, por o"tro lado,

e*istirem #lasses so#iais, por5"e Jalg"ns trabalham #om o esp$ritoT o"tros, #om os mIs#"losK... -engzi .oi ig"almente "m teóri#o da e#onomia. No >i ro III, parte :, #apit"lo P, h% a de.esa de "m sistema de distrib"ição #om"nit%ria de terras #om o ob2eti o do a"mento e e5"il$brio da prod"ção agr$#ola. & m!todo #hama-se de J#ampo- poçoK 8Uingtian;. 1eg"ndo ele, #ada J>iK 5"adrado 8J>iK ! medida e5"i alente ao terço de milha; de terra de eria ser di idido em no e 5"adrados, #ada "m #onsistindo em #em a#res #hineses 8"m a#re 8mo"; f medida de #em passos;. & 5"adrado #entral era o J#ampo pIbli#oK e os oito restantes, os J#ampos parti#"laresK de oito .am$lias de la radores. & J#ampo pIbli#oK era #"lti ado #oleti amente e parte de s"a prod"ção #abia ao Wo erno. Cada .am$lia planta a em se" 5"adrado e g"arda a o prod"to do mesmo. & arran2o em 5"adrados lembra o ideograma JUingK 8:; 8poço;. & poço .i#a a no 5"adrado #entral e era de "so #om"m. & sistema não .oi propriamente #riado por -engzi, "ma ez 5"e ele próprio men#iona m!todos semelhantes de #"lti o de terra d"rante as dinastias Fia e 1hang- =in. & 5"e di.eria era a parte da la o"ra do #ampo #entral dada ao Wo erno. D"rante os cho", entrega a-se "m d!#imo 8shi Ci; da prod"ção total e assim pare#e" 2"sto a -engzi. -engzi batia-se por "m modo de Wo erno em 5"e o 1%bio o#"passe o %pi#e da pirGmide hier%r5"i#a. &s letrados seriam os #ensores do soberano e #ontrolariam o despotismo. 'or o"tro lado, -engzi não abri" mão do #ar%ter absol"to da hierar5"ia .amiliar6 a piedade .ilial 8*iao; era para ele a base das J#in#o relaç+es h"manasK f a5"elas entre pai e .ilhos, soberano e ministros, marido e m"lher, irmãos mais elhos e irmãos mais moços e amigos mais idosos e menos idosos. -engzi re#onhe#ia 5"e s"a do"trina representa a apenas "m primeiro degra" de aprimoramento da so#iedade. S"ando, Jsem estar insatis.eito 8#om o Wo erno;, o po o p"der alimentar-se e tamb!m #horar se"s mortosK 8isto !, o#"par-se da rotina da ida sem abrigar raz+es de re olta;, estaria a #om"nidade h"mana no #omeço do 5"e o .ilóso.o #hamo" de o JCaminho ,ealK 83ang Dao;. -as só no ini#io desse JCaminhoK, pois "ni#amente se atingiria a

meta .inal da e*#el(n#ia, 5"ando o desen ol imento geral da ed"#ação possibilitasse 5"e as pessoas, n"m plano s"perior de #ompreensão, seg"issem, #ons#iente e ol"ntariamente, as regras do mIt"o respeito h"mano. / pro#"ra do e5"il$brio #omo res"ltado da e5"ação Homem h Uni erso, grande #onstante nas b"s#as empreendidas pela 7iloso.ia #hinesa, re ela-se na a.irmação de -engzi de 5"e era "m JCidadão do C!"K 8)ianmin;. Ig"alo"-se, assim, aos 1%bios da /ntigNidade, dos 5"ais se dizia 5"e, prezando "ma #ond"ta harmRni#a #om a &rdem Nat"ral do m"ndo, tinham, por a#r!s#imo, #on5"istado a posição de Jnobres entre os homensK 8Fi" 5i tian 2"e er ren 2"e #ong zhi; 8>i ro BI, :, :@;. 'ara -engz$, "ni#amente se o homem pro#"rasse al#ançar os alores morais s"periores 8as irt"des ,en, =i, chong 8>ealdade; e Fin 8Con.iança;; e se tornasse, por isso, "m JCidadão do C!"K 8C!" i &rdem Nat"ral;, seriam 2"sti.i#ados os J alores da )erraK 8posição, honra, ri5"eza...;. )rans.ormaç+es no Con."#ionismo6 o realismo de F"nzi / ter#eira .ig"ra da Es#ola Con."#ionista, d"rante a Dinastia cho", .oi o .ilóso.o F"nzi 8HsNntse; 8-<?A a -<PA0;, 5"e, na interpretação moderna da 7iloso.ia #hinesa, representa o lado realista do Con."#ionismo, em oposição ao idealismo de -engzi. F"nzi era nati o do Estado de chao, no at"al 1han*i. / obra, 5"e tem o próprio nome do a"tor, #onsiste em trinta e dois #ap$t"los sob a .orma de ensaios. S"atro são os #on#eitos prin#ipais de 5"e trato" F"nzi6 a nat"reza h"mana 8Fing;, os ritos 8>i;, a reti.i#ação dos nomes 8cheng -ing; e o C!" 8)ian;. 'ara F"nzi, a nat"reza h"mana ! originalmente m%6 J,en zhi *ing e, 5i shan zhe XeiK 8J/ Nat"reza do homem ! m%, o 5"e ele tem de bom ! arti.i#ialK;. J& homem nas#e amando o l"#ro e, #omo s"as aç+es estão de a#ordo #om isso, h%, o desen ol imento do esp$rito de l"ta e do ro"boT o altr"$smo e a renIn#ia ine*istem na nat"reza h"mana. Ele nas#e tamb!m #om en.ermidades morais e #om ódio e, #omo s"as aç+es estão de a#ordo #om isso, h% o desen ol imento da iol(n#ia e da sediçãoT de oção e .! ine*istem. Ele nas#e #om o dese2o de satis.azer aos o" idos e aos olhos e ama, portanto, os sons e as #oresT h%, por

#onseg"inte, o desen ol imento da l"*Iria e da desordemT os ritos 8>i; ine*istemK. 8Cap$t"lo sobre a Nat"reza H"mana do >i ro de F"nzi;. )al pessimismo pode pare#er re elar "ma total des#rença no homem. Entretanto, a id!ia de F"nzi !, parado*almente, a oposta. & 5"e ele de.endia era "ma 7iloso.ia da C"lt"ra6 s"a tese era a de 5"e todo bem e todo alor são #riados pelo próprio homem e não pelo C!". /tra !s da ed"#ação, o ser h"mano torna-se bom. Na erdade, F"nzi era antropo#entristaT para ele, o homem alia tanto o" mais do 5"e o C!" e a )erra, por5"e, atra !s do es.orço pessoal, podia s"plantar o estado br"to de s"a nat"reza e tornar-se s"perior. J& C!" tem as estaç+es, a )erra tem os re#"rsos nat"rais, o Homem tem a #i ilizaçãoK, arg"menta a ele. / trindade não est%, por!m, em simbiose, pois #ada "m dos elementos g"arda s"a própria o#ação. ,e#onhe#endo os alores b%si#os do passado a 5"e se re.erem os #on."#ionistas 8a bene ol(n#ia, a retidão da #ond"ta, a sabedoria, a renIn#ia, a lealdade e a #on.iança;, F"nzi a#redita a, entretanto, 5"e o homem nas#ia "ni#amente #om a #apa#idade de desen ol er "m #ar%ter bom. Dotado de "m intele#to, de eria pro#"rar mestres #apazes de instr"$-lo. / #ompanhia de pessoas irt"osas era essen#ial. J1e não #onhe#es te" .ilho, olha se"s amigosT se não #onhe#es te" rei, olha se"s #onselheirosK, eis "ma das m%*imas de F"nzi. / #onse5N(n#ia nat"ral da #rença na #apa#idade de o homem ed"#ar-se e, assim, tornar-se s"perior .oi a importGn#ia dada por F"nzi aos JritosK 8>i;, 5"e ad5"irem, para o .ilóso.o, "m sentido amplo de regras da ida indi id"al e so#ial interpretadas #omo a .orma mais e.i#az de #ontrolar a barb%rie h"mana. / ida não pode pres#indir de organização so#ial e a #ooperação e a a2"da mIt"a são, na erdade, m"ito Iteis, se reg"ladas, na satis.ação dos dese2os. / pobreza seria, para F"nzi, o .r"to da ida em solidãoT "nidos, os homens só poderiam prosperar, desde 5"e .ossem #apazes de #oibir a sel ageria de #ada membro do gr"po. &s ,itos permitem a #oe*ist(n#ia, por reprimirem o ab"so indi id"al. 'ara F"nzi, #riaram-nos os ,eis - 1%bios da /ntigNidade, a .im de e itar 2"stamente o #aos. 'elos ,itos, as distinç+es e separaç+es entre os homens podem ser estabele#idas a #ontento. & #orol%rio dessas

id!ias ! a ."nção "tilit%ria do Eem e da -oral. F"nzi, n"m realismo de Iltimas #onse5N(n#ias, tinha a .irme #on i#ção de 5"e o homem pre#isa ter s"a e*ist(n#ia go ernada nos m$nimos pormenores, a .im de dominar o negati ismo de s"a ess(n#ia, #onter se" desmes"rado ego$smo e, .inalmente, re.inar-se, p"ri.i#ando as emoç+es. / J,eti.i#ação dos NomesK 8cheng -ing; seria o"tro .ator de ordem na so#iedade. /s denominaç+es #orretas asseg"rariam a #ada "m o l"gar #erto no m"ndo, a.astando l"tas e #on.litos. De.ormar os nomes 82% se dis#"ti" o problema mais a#ima; era #rime gra e para F"nzi, #om ne.astas #onse5N(n#ias so#iais, pois abala a a solidez das estr"t"ras 5"e garantem a prosperidade. S"anto H religião, o JC!"K 8)ian; seria "m #on2"nto de .orças nat"rais, sem 5"ais5"er 5"alidades morais, sem personalidade, nem ontade. -elhor era es5"e#(-lo 8J& 1%bio ! o Ini#o 5"e não pro#"ra #onhe#er o C!"K;. / J'ro id(n#ia Di inaK seria, pois, "ma il"são e as regras morais, apenas res"ltado da #riati idade h"mana, de e.eito "tilit%rio. Como disse -a* Zaltermar4, sinólogo de grande alor, JF"nzi .oi o #on."#ionista mais importante do .im do per$odo pr!- imperial 8at! -<<:; e s"a in.l"(n#ia... e*er#e"-se sobre as geraç+es seg"intes, as 5"ais de eriam .i*ar, por m"ito tempo, a ortodo*ia da Es#olaK.&s primiti os #on."#ionistas eram espe#ialistas no ensino dos Cl%ssi#os e na pr%ti#a do Cerimonial e da -Isi#a. Eram #onhe#idos #omo J,"K o" letrados. /s obras 5"e "tilizaram em se"s ensinamentos tornaram-se JCGnonesK 8Uing;, #"2o nImero ario", seg"ndo a !po#a, de #in#o a treze. Con.I#io teria .i*ado o te*to de seis JCGnonesK 8'oesia, Do#"mentos Históri#os 8/nais;, ,itos, -Isi#a, -"taç+es e /nais do Estado de >" 8Ch"n5i";;. & Cl%ssi#o da -Isi#a não s"bsisti". D"rante a !po#a Han, .oram o.i#ialmente estabele#idos e #ristalizados os te*tos de #in#o Cl%ssi#os e ! mais nat"ral, portanto, 5"e, por #oer(n#ia #ronológi#a, deles tratemos no #apit"lo dedi#ado aos Han. Em -<:P, o #riador do Imp!rio #hin(s, Sin 1hi H"angdi, ordeno" a 5"eima de todos os li ros 5"e não dissessem respeito ao se" próprio sistema pol$ti#o 8o >egismo;. /pós a 5"eda de se" Wo erno, realizo"-se "m trabalho de re#onstit"ição da literat"ra perdida. /ssim, os

JCl%ssi#osK o" JCGnonesK 8Uing;, #omo os #onhe#emos ho2e, #onstit"em m"ito mais "ma obra dos Han do 5"e dos cho". 'erten#em a "ma Jtradição #on."#ianaK e não propriamente ao #on."#ionismo primiti o, a5"i est"dado em s"a .orma p"ra, graças a "ma laboriosa e*egese de te*tos re#olhidos pelos Han, mas por eles .re5Nentemente ad"lterados. _...`

Modi !an"#hu e os sofistas por ,i#ardo Uoppert em & /li#er#e C"lt"ral da China. 8:?@?;, Editora / enir, ,io de Uaneiro. ]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]] ]] &posição ao Con."#ionismo6 -ozi & grande ri al de Con.I#io e de s"a es#ola .oi o .ilóso.o -odi 8-MA9 a P?9-;, ."ndador da Es#ola -o$sta, #"2as id!ias se en#ontram registradas no J-oziK, #oletGnea heterog(nea de LP #ap$t"los de a"toria do próprio ."ndador e de se"s dis#$p"los. /#redita-se 5"e -odi .osse origin%rio do Estado de >", p%tria de Con.I#io, mas o Estado de 1ong 8at"ais Henan oriental e 1handong o#idental; tem sido tamb!m indi#ado, por alg"ns a"tores, #omo o lo#al de se" nas#imento. Weogra.i#amente perten#e" H região de Con.I#io e a herança liter%ria 5"e re#ebe" .oram os mesmos te*tos da antigNidade inspiradores do J'rimeiro -estreK. Entretanto, a#redita-se 5"e as #lasses so#iais dos dois .ilóso.os .ossem di.erentes. ,eside a$, tal ez, a e*pli#ação da pro."nda di erg(n#ia entre os dois. Con.I#io era "m aristo#rata e simp%ti#o Hs instit"iç+es tradi#ionais, ao #erimonial e H mIsi#a. )al legado de "m passado nobre, ele ra#ionalizo"-o e 2"sti.i#o"-o em termos !ti#os. -odi, ori"ndo de "m meio so#ial de espe#ialistas militares 8seg"ndo 7eng =o"lan;, #lasse #onhe#ida pelo nome de JFiaK 8J#a aleiros- andantesK;, não se senti" ligado Hs tradiç+es da nobrezaT #riti#o"-as por impróprias H !po#a e tento" s"bstit"i-las por "m sistema mais "tilit%rio e simples.

-odi ata#o" prin#ipalmente as #on#epç+es #on."#ianas das irt"des JrenK e JCiK. / irt"de JrenK #on."#iana de.ine-se #omo bene ol(n#ia em relação ao ser h"mano, mas a irt"de JCiK ! "m imperati o da retidão de #ond"ta 5"e, na erdade, dis#rimina entre os homens6 a insist(n#ia #on."#iana na importGn#ia das J#in#o relaç+es so#iaisK b%si#as 8<; .azem #om 5"e o Jamor ao pró*imoK se diri2a primordialmente H5"ela porção da so#iedade ligada de maneira mais direta a #ada "m de nós. Em o"tras pala ras, de emos amar mais aos nossos pais do 5"e aos pais de nosso pró*imo, mais a nossos irmãos de sang"e do 5"e aos irmãos do pró*imo, H nossa p%tria mais do 5"e aos o"tros pa$ses e assim por diante. -odi ia nessa tese "ma limitação do amor, "m sentimento de #ir#"nstGn#ias e, portanto, dis#riminatório entre as pessoas no se" todo. -odi de.endia, em #ontr%rio, o Jamor "ni ersalK 8Uian jai;, 5"e não disting"e entre as pessoas a 5"em seria imperati o amar a#ima das o"tras em irt"de de e*ig(n#ias de #lasse o" de .am$lia. Em se" altr"$smo generalizado, #ontraposto ao ego$smo .amiliar de Con.I#io, -odi dizia 5"e "m homem de eria #onsiderar o se" semelhante #omo absol"tamente ig"al a si mesmo. & modelo de #ond"ta de eria ser6 Jo 5"e ! ben!.i#o para todos seria o alor m%*imo a prezarK. /ssim, ine*estiriam as g"erras, pois o so.rimento do m"ndo origina-se no dese2o dos .ortes de dominarem os .ra#os, na tend(n#ia da maioria de s"b2"gar a minoria. & Jamor dis#riminatórioK do #on."#ionismo e5Ni alia a "ma #alamidade e de eria s"bstit"ir-se pelo "ni ersalismo do amor. / tese do J/mor Uni ersalK 8Uian jai; a#ompanha a-se de "m ig"alitarismo baseado na a2"da mIt"a e na de oção ao bem #om"m 82ianli;. Condena a-se o esp$rito do l"*o, o l"#ro, a a#"m"lação de ri5"ezas e o desen ol imento do poderio militar, pois, seg"ndo -odi, "m g"erreiro e "m assassino são id(nti#os. Essa Iltima teoria pare#e estranha no seio de "ma do"trina ori"nda, a 5"e t"do indi#a, de "m #onte*to de espe#ialistas de t%ti#as militares. Entretanto, embora o J-oziK, obra ."ndamental da Es#ola, #ontenha no e #ap$t"los sobre a arte b!li#a, o 5"e se dese2a a 2"sti.i#ar era apenas a g"erra de.ensi a e a #onstr"ção de aparatos para a proteção das m"ralhas das #idades. E*$mios peritos

militares, os mo$stas .oram, por!m, pa#i.istas #on i#tos, 5"e só emprega am se"s #onhe#imentos no so#orro Hs #idades ameaçadas e n"n#a em operaç+es agressi as. 7eng =o"lan a#redita 5"e, sendo "ma .iloso.ia das #lasses menos abastadas e so#ialmente in.eriores, o moismo .oi mais #r!d"lo no #ampo religioso do 5"e o #on."#ionismo, do"trina de gente de melhor ed"#ação, #"2a #apa#idade de .!, na China de então #omo no m"ndo de ho2e, t(m sido sempre menor do 5"e a da plebe. /ssim ! 5"e -odi #onsidera a os #on."#ionistas #omo ate"s. ,ealmente, Con.I#io pare#ia não importar-se m"ito #om os de"ses e os esp$ritos. 1e era .a or% el ao #"lto dos an#estrais, s"as raz+es .oram m"ito mais ligadas a "m sentimento de respeito pelos parentes mortos do 5"e a #renças religiosas. Um dis#$p"lo de Con.I#io perg"nto"-lhe6 J& 5"e ! a 1abedoria0K Ele responde"6 JX" min zhi Ci, 2ing g"i shen er C"an zhiK 8JEs.orçar-se em ter "ma #ond"ta 5"e sir a H h"manidade e, embora se respeitem os esp$ritos e os de"ses, a.astar-se delesK 8>"nC" BI, <9;. S"ando Con.I#io esta a m"ito doente, "m dos dis#$p"los perg"nto"-lhe se dese2a a pre#es. Con.I#io indago"6 J=o" zh"0K 8JE*istirão elas0K;. & dis#$p"lo responde"6 JE*istemK. No J>i ro dos >o" oresK 8P; est% es#rito6 JHa er% rezas por ti aos esp$ritos do C!" e da )erraK. Con.I#io a#res#ento"6 JH% longo tempo 5"e .aço minha oraçãoK. 8>"nC" BII, PM;;. Com tal a.irmação, dese2a a, signi.i#ar 5"e "m homem digno, es.orçado no #"mprimento de se"s de eres "ni#amente h"manos, 2% e*prime, agindo dessa maneira, a Ini#a pre#e ra#ional e %lida. & moismo #onsidero" essa tend(n#ia de Con.I#io para o ra#ionalismo #omo her!ti#a, pois -odi a#redita a sem reser as n"ma di indade s"prema, o C!" o" 1enhor do /lto 81hangdi; e nos esp$ritos. / #rença esta a, na erdade, mais de a#ordo #om a tradição #hinesa primiti a do 5"e o pensamento ateizante #on."#iano e -odi pro#"ro" 2"sti.i#%-la prin#ipalmente #om base no #onsenso "ni ersal. & C!" seria "m ente pessoal, onis#iente e 2"iz onipotente das aç+es do homem. & C!" #obre o m"ndo de bene.$#ios e sendo, portanto, "ma entidade do Eem, dese2a o amor entre os homens e não o ódio. /ssim, a do"trina do /mor Uni ersal 8Uian jai; ! .a ore#ida pelo C!". & homem, entretanto, poss"i "m

total li re arb$trio 5"anto a se"s atos e es#olhe se" próprio destino. & C!" e os demais esp$ritos apenas re#ompensam os bons e p"nem os ma"s. / sanção !, pois, o 5"e de e #ompelir a h"manidade a seg"ir o #aminho do Eem 8i /mor Uni ersal;. /l!m do lado religioso da sanção, -odi imagino" tamb!m o se" aspe#to pol$ti#o. Não basta a o medo sobrenat"ral de "ma p"nição para obrigar o /mor Uni ersal. Era ig"almente ne#ess%rio 5"e o Estado .osse absol"to, para garantir a s"a pr%ti#a. -odi ad ogo" a teoria de "m Estado politi#amente .orte, em 5"e o 1oberano .osse in estido de a"toridade total, #"2a .onte de legitimidade seria a ontade do C!" e do po o. Na alta antigNidade o po o teria es#olhido a #riação do Estado absol"to, por5"e a desordem reinante na so#iedade sem #he.e dos tempos primiti os era mal!.i#a para a ida6 5"ando o poder não se #on#entra nas mãos de "m só go ernante, o res"ltado ! 5"e #ada homem se 2"lga #om o direito de impor s"a própria ontade e, #onse5"entemente, h% o imp!rio do #aos. /ssim, o Estado absol"to seria res"ltado da ontade do po o. 7a ore#e-o o C!", por5"e dese2a o mesmo ob2eti o desse Estado6 a implantação do dom$nio do /mor Uni ersal. )al ! a do"trina da Es#ola -odi, #"2os adeptos tinham grande organização e dis#iplina e esta am sempre armados para a de.esa dos .ra#os, o 5"e de eria dar-lhes "m ar de erdadeiros #a aleiros- andantes. -"lto importante .oi a (n.ase dada pelo moismo H arg"mentação #orretaT desen ol ida no sentido de angariar partid%rios e 5"e res"lto" n"m grande progresso da dial!ti#a na China. Como -odi se ho" esse interessado pela #onstr"ção de engenhos para a de.esa militar das #idades, posteriormente esse aspe#to do moismo .oi desen ol ido por o"tros pensadores e tro"*e, em #onse5N(n#ia, "m no o Interesse no #ampo das pes5"isas t!#ni#as. & tao$smo dos primeiros tempos6 =angzh" e o es#apismo do m"ndo 'rimeiramente, ! ne#ess%rio não #on."ndir a es#ola .ilosó.i#a do tao$smo 8Dao2ia; #om a religião tao$sta 8Dao2iao;, a 5"al .oi desen ol ida em !po#a posterior H da .iloso.ia e est%, em m"itos pontos, em desa#ordo #om ela. Neste #apit"lo trataremos da .iloso.ia da es#ola tao$sta, 5"e atra esso" tr(s .ases na e ol"ção de se" pensamento. / primeira delas ! representada pela .ig"ra de

=angzh", 5"e de e ter i ido entre a !po#a de -odi 8-M@? a -PA:; e a de -engzi 8-P@: a -<A?;. D"rante o 5"arto s!#"lo antes de nossa era, sabe-se ha erem e*istido gr"pos de .ilóso.os indi id"alistas 5"e, rebelando-se #ontra as do"trinas de ob2eti os primordialmente so#iais 8#on."#ionismo, moismo;, ad ogaram o indi id"alismo do homem e a ne#essidade de "ma ida retirada no seio da Nat"reza. No dizer de -me. Ni#olasBandier, trata a-se de "ma J#orrente de pensamento espe#"lati o e m$sti#o, mais interessada em obser ar a Nat"reza e em #ompreender os se"s segredos do 5"e em #onstr"ir "m m"ndo .a or% el ao desen ol imento de "ma #i ilização ordenadaK. No J>"nC"K, registraram-se %rios en#ontros de Con.I#io #om tais es#apistas, 5"e #ompara am o s!#"lo e se"s problemas a "ma Jen#henteK, a 5"al terminaria por t"do engol.ar. & isolamento e a ."ga Hs desordens pare#ia-lhes o Ini#o #aminho ra#ional. Con.I#io era mesmo ridi#"lizado por esses tao$stas, por5"e se apega a H so#iedade e se deslo#a a de "m Estado .e"dal para o"tro em b"s#a de "m patrono, em ez de retirar-se #om h"mildade do #on $ io h"mano. Con.I#io re ido" H #riti#a, dizendo 5"e, #omo ser h"mano, se" l"gar era entre os homens e não entre as a es e os animais da .loresta. /ssim, os tao$stas .oram basi#amente derrotistas, para 5"em a sit"ação #aóti#a da !po#a de então era sem esperanças. Desen ol eram "ma do"trina, 5"e, nesse primeiro per$odo, poderia res"mir-se n"ma .rase de =angzh"6 JCada 5"al por siK. -engzi dizia 5"e, se =angzh" ho" esse podido a2"dar o m"ndo mediante a o.erta de "m só .io de #abelo de se" #orpo, ele não o teria .eito. / sabedoria #onsistia, para ele, em preser ar a erdade $ntima de #ada "m e em prezar a própria ida a#ima de todo o resto. Um tao$sta não de eria dei*ar-se le ar por e*#essos de prazer, pois a .alta de moderação poderia tamb!m ser no#i a6 os dese2os de eriam ser harmonizados atra !s da as#ese. / in.l"(n#ia de =angzh" .oi bastante grande em s"a !po#a. & JHan.eiziK, obra .ilosó.i#a da Es#ola >egista, #onsigna 5"e os #he.es de Estado rendiam homenagens H sabedoria de =angzh". &"tras obras, #omo o J>ieziK e o Jch"angziK tamb!m dei*aram retratos do personagem, embora 2% bastante de.ormados. 'ara o a"tor, tamb!m "m tao$sta,

do J>ieziK, =angzh" era "m hedonista total, o 5"e não se en5"adra a na teoria da ne#essidade de moderar os prazeres, a .im de preser ar a ida. ,e.le*os da do"trina de =angzh" en#ontram-se nos li ros ."ndamentais do tao$smo posterior, o J>aoziK 8>aotse o" )ao- )( Ching; e o Jch"angziK 8Ch"ang tse;. / JEs#ola de NomesK o" dos #hamados Jso.istasK / JEs#ola de NomesK patro#ino" "ma do"trina altamente #omple*a, 5"e prima a pelos parado*os. 1e" #ampo de pes5"isa era a relação entre o nome 8-ing;, o" melhor dizendo, o predi#ati o, e a realidade 81hi;, o" s"2eito. H% "ma #erta semelhança #om o sistema grego dos so.istas, pois a Es#ola, no dizer do historiador 1ima )an 8morto em -:9:;, Je*amina a min"#iosamente pe5"enas 5"est+es atra !s de a.irmaç+es #ompli#adas e elaboradas, 5"e torna am imposs$ el re."tar o arg"mento empregadoK. De "m .amoso ad ogado e adepto da do"trina, Deng*i, diz-se 5"e Jinterpreta a literalmente as leis, de tal modo 5"e a elas da a ariados sentidos de a#ordo #om #ada #aso, analisando-as sem dar alor ao se" esp$rito o" H #one*ão entre as ditas leis e a realidadeK. & m!todo basea a-se n"ma disse#ação mor.ológi#a do predi#ati o, sem dar atenção ao in#"lo desse #om o s"2eito. Chega a-se assim a espantosos parado*os, #"2a s"tileza impedia 5"al5"er #ontestação. 'or e*emplo, "m dos arg"mentos .amosos da Es#ola era o de 5"e J"m #a alo bran#o não ! "m #a aloK, pois a pala ra J#a aloK denota "ma .orma e a pala ra Jbran#oK, "ma #or. /l!m disso, 5"ando se dese2ar "m #a alo, poder% ser trazido "m animal de 5"al5"er #orT mas #aso se dese2e "m J#a alo bran#oK, "m animal amarelo o" negro não ser ir%. / pala ra J#a aloK não in#l"i nem e*#l"i 5"al5"er #orT assim, #a alos amarelos o" negros podem satis.azer a denominação. Um J#a alo bran#oK ao mesmo tempo in#l"i "ma #or e e*#l"i as o"trasT #a alos negros o" amarelos não respondem ao nome, só "m J#a alo bran#oK. & 5"e não ! e*#l"$do não representa o mesmo do 5"e ! e*#l"$do. 'ortanto, diziam eles, "m #a alo bran#o não pode ser "m #a alo... & arg"mento ! de Wong- 1"n >ong 8-P<9 a -<L9;, "m dos dois mais .amosos representantes da Es#ola, 5"e pretendia, #om se"s parado*os, mostrar a ne#essidade de Jreti.i#ar os nomesK, a .im de .azer

#orresponder a #ada realidade "m termo bem de.inido. Ele insistia na di.erença total entre os seres e s"a an%lise .oi le ada, #omo se i"., a e*tremos. Não nos pare#e demais insistir 5"e os #hineses a#redita am no poder dos nomes de s"s#itar, por si próprios, os .atos. Dai a importGn#ia da reti.i#ação dos nomes, para 5"e a #orrespond(n#ia entre eles e a realidade .osse per.eita, a .im de e itar o dese5"il$brio da &rdem Nat"ral das #oisas. & seg"ndo personagem da JEs#ola dos NomesK .oi H"i 1hi 8-PA9 a P99;, 5"e de.endia "ma tese inteiramente oposta H de Wong - 1"n >ong. 'ara H"i 1hi, ha ia no "ni erso "ma "nidade total. / #onse5N(n#ia moral ! a de 5"e ! pre#iso amar "ni ersalmente a todos os seres 8e não só a todos os homens, #omo 5"eria -odi;. H"i 1hi ."ndamento" s"a teoria na relati idade das #oisas. Ele pretende" mostrar a in#onsist(n#ia das id!ias 5"e se herda am a respeito de #on#eitos tais #omo a grandeza, o tamanho, o tempo e o mo imento. )odo .enRmeno ! relati o6 as di.erenças #on."ndemse no todo e o indi id"al, no "ni ersal. 'or e*emplo, algo 5"e não possa ser a"mentado em espess"ra pode entretanto ter a possibilidade de ser estendido e #obrir mil milhas... /ssim, o #on#eito de grandeza ale para o #omprimento, mas não para a espess"ra, o 5"e o torna relati o. /lg"ns Jso.ismasK de H"i 1hi6 f J/ #riat"ra, 5"ando nas#e, 2% est% morrendo...K f JE" parto para o Estado de ="e ho2e e #hego l% ontemK f por5"e o Jontem de ho2e .oi o ho2e de ontem e o ho2e de ho2e ser% o ontem de amanhã...K 'ortanto, o tempo ! tamb!m relati o.Não h% di.erença o" separação absol"ta entre todas as #oisas. S"ando .azemos "ma mesa de madeira, estamos realizando "ma destr"ição do ponto de ista da %r ore, mas "ma #onstr"ção do ponto de ista da mesa. H% "ma trans.ormação #onstante no m"ndo, "m inter#Gmbio entre estados e nat"rezas. >ogo, todas as #oisas #on ergem n"ma "nidade e de em ser amadas sem dis#riminaç+es. _...`

$ao%smo

por ,i#ardo Uoppert em & /li#er#e C"lt"ral da China. 8:?@?;, Editora / enir, ,io de Uaneiro. ]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]] ]] >aozi 8>aotse; e o JDaode2ingK 8)ao-)! Ching; Na primeira .ase do tao$smo, representada pela do"trina atrib"$da a =angzh", o 5"e se dese2o" .oi "ni#amente preser ar a ida 8o bem s"premo; e e itar os males pessoais. & m!todo de #onseg"$-lo era ."gir da so#iedade e le ar "ma ida solit%ria dentro da Nat"reza, a .im de es#apar aos perigos do m"ndo. 'rogressi amente, iram os tao$stas 5"e essa atit"de por si só, não basta a para 5"e se atingisse o ob2eti o dese2ado. Desen ol e"-se, então, "m pro#esso de b"s#a de m!todos 5"e re elassem o mist!rio das leis das m"danças o#orrentes no Uni erso, #"2a #ompreensão e #"2o go erno pare#eram "m #aminho mais e.i#az para sal ag"ardar a e*ist(n#ia indi id"al do 5"e o simples retiro em l"gares ermos. -"danças o#orrem no m"ndo, ra#io#inaram os tao$stas, mas as leis 5"e as regem são eternas e, atra !s do se" #onhe#imento, poderia "m 1%bio agir de #on.ormidade #om elas e, assim, a#ompanhandolhe o ritmo, preser ar-se satis.atoriamente. Na seg"nda .ase do taoismo, le o"-se a espe#"lação .ilosó.i#a at! as origens da ida, a "m 'rimordial /bsol"to e sem nome. 'ara atingir a #on#epção do J1em NomeK, a .iloso.ia #hinesa, .orçosamente, ha ia antes e*aminado a noção do 5"e Jtem nomeK. / seg"nda .ase do taoismo s"#ede", portanto, H #hamada JEs#ola dos NomesK, 5"e represento" "m degra" e ol"ti o ne#ess%rio do #on#reto em direção ao abstrato. & pre#"rsor, =angzh", .oi mal a#eito pelos tao$stas posteriores, embora as obras da seg"nda 8o J>aoziK; e da ter#eira 8o Jch"angziK; .ases ha2am in#orporado #on#eitos do taoismo primiti o, tais #omo o desprezo pelas #oisas materiais e o a.astamento dos males pessoais atra !s de "ma e*ist(n#ia e5"ilibrada, em 5"e os e*#essos .ossem eliminados. / obra b%si#a da seg"nda .ase do taoismo .oi o J>aoziK, o", #omo o #hamaram posteriormente os Han, o JDaode2ingK 8)ao- )( Ching;, li ro dos mais #omple*os, #"2o nImero de trad"ç+es no &#idente, apesar de

enorme, não possibilito" ainda, em #onse5N(n#ia das .alhas, "ma boa #ompreensão ao pIbli#o 5"e des#onheça a es#rita #hinesa. & J>aoziK lego"-nos, entretanto, #on#epç+es important$ssimas para o #onhe#imento da 7iloso.ia da China. 1eg"indo a tradição de dar H obra o nome de se" a"tor, o JDaode2ingK o" J>aoziK teria sido es#rito pelo .ilóso.o >aozi no se*to s!#"lo antes de nossa era. Essa #rença tradi#ional, por!m, não .oi ainda #ompro ada por do#"mentos histori#amente %lidos. U% no ano :99 antes da era moderna, o historiador 1ima Sian, dos Han anteriores, não se mostro" seg"ro a respeito da e*ist(n#ia real do .ilóso.o >aozi. J>aoK não ! "m sobrenome 85"e, na China, ante#ede o nome pessoal;. O "ma pala ra 5"e designa J"m an#ião de sessenta anosKT no sentido deri ado, 5"er dizer ener% elK. JciK, entre o"tras a#epç+es, trad"z-se por J7ilóso.oK. /ssim, J>aoziK tem o sentido de J7ilóso.o Belho o" Bener% elK. S"er a tradição 5"e >aozi se2a o mesmo >i Er 8>i J&relhasK; o" >i Dan 8>i J&relhas >ongasK; 8ter orelhas longas, na China, ! sinal de longe idade;. origin%rio da aldeia de H"*ian, distrito de >ai, no pais de Ch". / lo#alização #orresponde, ho2e, H. #idade de >"Ci, pro $n#ia de Henan. Desde o tempo dos Han, e*iste l% "m sant"%rio, o templo de )ai5inggong 8J'al%#io da Wrande '"rezaK;, 5"e se a#redita a ha er sido #onstr"$do no lo#al e*ato do nas#imento de >aozi. 'erto, dizia-se a#har-se o se" tIm"lo e o de s"a mãe. >igando-se a tais tradiç+es, #ertamente lend%rias, est% a .ig"ra de >ao Dan, Conser ador dos /r5"i os reais dos cho". >ao Dan teria re#ebido a isita de Con.I#io, a 5"em #riti#o", a#"sando-o de pert"rbar a espontaneidade da nat"reza h"mana 8ch"angzi, >i ro FIII;. 7inalmente, desgostoso #om a de#ad(n#ia da Casa dos cho", >ao Dan ter-se-ia retirado em direção ao &este, para o pa$s de Sin. /ntes de atra essar o 'asso de Fiango", >ao Dan teria redigido, por soli#itação do g"arda do 'asso, =in*i 8o" W"anCin; o .amoso tratado, o JDaode2ingK 8>aozi;, obra em d"as partes 5"e #ompreendem mais de #in#o mil pala ras. )odas essas in.ormaç+es são m"ito agas e a realidade ! 5"e a .ig"ra de >aozi, identi.i#ada, o" não, #om >i Er, >i Dan o" >ao Dan, permane#e obs#"ra. 1ima Sian #on#l"i" 5"e >aozi .ora "m J1%bio &#"ltoK e nada de #erto era

poss$ el a erig"ar a se" respeito. S"anto ao JDaode2ingK, a tradição, o"tra ez sem ."ndamento, #olo#a s"a redação no se*to s!#"lo antes de nossa era. / opinião da 1inologia at"al ! 5"e se trata de obra es#rita m"ito mais tarde, no ter#eiro s!#"lo antes da era moderna, por "m .ilóso.o 5"e teria in#orporado a se" próprio trabalho pensamentos de es#olas anteriores, .inalmente realizando "ma #oletGnea de m%*imas e a.orismos. & papel desse redator .oi, por #erto, determinante e o tratado #onstit"i "m todo #oerente, embora possam notar-se, em se" #orpo, %rias di.erenças de estilo 8passagens rimadas e não rimadas, a5"elas #om %rios tipos de rimas;, al!m de pe5"enas dis#repGn#ias no 5"e se re.ere ao #onteIdo .ilosó.i#o. D"rante os Han, o taoismo .oi #hamado de a JDo"trina de H"ang- >aoK 8isto !, de H"angdi, o Imperador /marelo, e de >aozi;. 'oderia interpretarse tal atrib"ição #omo "m ind$#io de 5"e o tratado era isto #omo sendo "m prod"to #ompósito de dois a"tores pelo menos. Certo ! 5"e não .oi es#rito por >aozi 8>ao Dan0; no se*to s!#"lo antes da era at"al. Uma o"tra a"toria, atrib"$da a "m #erto )an, do 5"arto s!#"lo, não repo"sa sobre bases sólidas. Ignora-se, na erdade, o a"tor do tratado 5"e nos #hego" sob o tit"lo de >aozi, ao 5"al se in#orporo" a denominação, dada pelos Han, de JDaode2ingK 8JCl%ssi#o o" CGnone do Caminho e de s"a E.i#%#iaK; 8M;. De emos apenas tratar do li ro f o J>aoziK f sem preo#"paç+es #om o pres"mido a"tor, >aozi, o .ilóso.o, 5"e, no estado at"al de nossos #onhe#imentos, pode apenas ser apresentado #omo lend%rio. Con#eitos da .iloso.ia tao$sta Ease não só do taoismo, mas de todo o sistema .ilosó.i#o #hin(s #onsiderado globalmente, o #on#eito de JDaoK 8)ao; de e ser o primeiro abordado. / pala ra, em se" sentido habit"al, signi.i#a JCaminhoK, JBiaK, J,otaK. Com alor erbal, tem o sentido de Jabrir "m #aminhoK e, por e*tensão, no plano .ilosó.i#o, Jestabele#er "m #aminho de ordem n"m todo desordenadoK. & taoismo não .oi a Ini#a do"trina a aler-se do termo. 'ara os #on."#ionistas, JDaoK e o#a a id!ia de "ma Jdireção a ser tomada pela #ond"taKT !, pois, "ma regra moral. Na Es#ola do =in- =ang, designa "m prin#$pio s"perior de ordem 5"e engloba e rege as

alternGn#ias do =in 8.eminino; e do =ang 8mas#"lino;, prin#$pios J#ontr%rios e #orrelati os 5"e te#em o serK. 8N. Bandier;. 'ara os tao$stas, JDaoK tomo" sentido meta.$si#o, de "m J'rin#$pio de base, reinante na origem da ida e 5"e preside H e*ist(n#ia do #osmoK. O anterior a toda .orma e est% al!m de todo nome. )"do o 5"e !, Nele toma "ma .orma e re#ebe "m nome, para, .inalmente, ao termo do arro2o de ida, a Ele retornar. O "ma entidade primordial, absol"ta e eterna 8#hang;, ina#ess$ el aos sentidos, imper#ept$ el. O "m Nada, "m Não- 1er 83";, 5"e g"arda em si a poten#ialidade do 1er 8=o"; global, do 5"al nas#em todos os seres parti#"lares. No #apit"lo M9 do Daode2ing, de.inem-se esses tr(s estados6 J)ian *ia XanX" shen C" Co"K 8&s seres do m"ndo nas#em do 1er 8global;. J=o" sheng C" X"K 8& 1er 8global; nas#e do Não- 1er;. No JWrande ComeçoK de todas as #oisas, o Não- 1er 83"; impera a Ini#o. Era "ma esp!#ie de #aos primordial, .er ilhante de possibilidades de ida, J azio de e*ist(n#ias parti#"lares e, por isso mesmo, #apaz de t"do prod"zirK. & JDaoK prod"zi" a JUnidadeK 8o 1er global; 8JDao 1heng =iK;. Esse /bsol"to em se" aspe#to dinGmi#o, sa$do do /bsol"to em se" aspe#to de ess(n#ia passi a, gero" JDoisK, isto !, o =in e o =ang. & =in simboliza o prin#$pio .eminino primordial da ida, a passi idade, a sombra, o #Rn#a o dos ales 8emblema da "l a;. & =ang ! o s$mbolo da irilidade, o prin#$pio ati o por e*#el(n#ia, o lado ensolarado dos ales, "m monte banhado de l"z 8emblema do órgão genital mas#"lino;. Dessa d"pla #on#epção aleram-se os #hineses para e*pli#ar a geração e o nas#imento de todas as #oisas 83anX";. /ssim, seg"ndo o >aozi 8#apit"lo M<;, Jo D&I1 gero" o ),k1K e esse Iltimo ! o nImero s$mbolo de todos os seres parti#"larizados. & JDaoK, portanto, est% al!m da Unidade primordial e prod"zi"-a. & Não- 1er 83"; e o 1er 8=o"; são d"as e*press+es e5"i alentes de "m -ist!rio Insond% el. & Não- 1er torna-se 1er atra !s de "m Jpoder de realização em dom$nios parti#"laresK, "ma JE.i#%#iaK nat"ral, 5"e permite todo esse mo imento de ida f o JDeK f pala ra e5"i alente de JBirt"deK6 "ma JBirt"deK do #osmo, 5"e o#asiona realizaç+es parti#"laresT na de.inição de -ar#el Wranet, Ja E.i#%#ia 5"e,

realizando-se, se sing"larizaK. & JDeK, Birt"de o" E.i#%#ia do C!" e da )erra identi.i#a-se #om o poder de s"s#itar a ida "ni ersal. 1endo "m /bsol"to sem .ormas o" limites, o Dao não tem nome. Cham%-lo Dao ! apenas "m modo pr%ti#o de design%-lo. &s #hineses a#reditam no poder do nome para s"s#itar realidades. Dar a alg"ma #oisa "m nome e5Ni ale a #onhe#er s"a ess(n#ia. Um nome 5"ali.i#a, in este a 5"em o pron"n#ia de "m poder. /ssim, "m Jprin#$pio eterno e sem propriedadesK 8Chang X" Co"; não poderia re#eber "m nome. O por isso 5"e o primeiro #apit"lo do JDaode2ingK diz6 JDao 4e Dao .ei #hang Dao -ing 4e ming >ei #hang mingK 8& Dao 5"e p"der ser e*presso não ! o Dao eterno, & Nome 5"e p"der ser dito não ! o Eterno;. No #apit"lo P< do J>aoziK, o Dao ! #omparado #om "m pedaço de madeira em estado br"to, ainda sem estar trabalhado, sem "so de.inido. J& pro#esso #$#li#o da m"tação #riadora opera-se no Dao #omo n"m meio ati oK 8N. Bandier;, mas não só toda #riação se prod"z no DaoT tamb!m toda e*tinção. J& mo imento do Dao ! re ersi oK 87an zhe Dao zhi dong; 8#apit"lo M9;. )erminado o mo imento da ida, tem in$#io o da morte, at! o instante em 5"e a e*ist(n#ia ter%, o"tra ez, .orma. Como o #i#lo das estaç+es, H maneira do Uni erso inteiro, h% "ma ida e olta ao Dao, "m ini#io, "m .im, "m re#omeço ... 'or isso, o 1%bio pro#"ra #ompreender as leis da Nat"reza, #omo se rege o m"ndo, e adapta-se a esse padrão. & 1%bio não inter.ereT abandona-se ao ritmo "ni ersal, harmoniza-se #om a Berdade, #om a Ess(n#ia, #om o 7"ndamento. E, por5"e não se imis#"i nesse ritmo "ni ersal, t"do se realiza da maneira #erta. O o #on#eito 5"e se de.ine por tr(s pala ras6 J3ei X" XeiK 8/gir, sem agir;. & e*emplo ! a %g"a, 5"e, sem impor-se aparentemente. #a"sa a erosão da ro#ha. & J3ei X" XeiK não se #on."nde #om a inação absol"ta. )rata-se apenas de "ma nãointer.er(n#ia no #"rso nat"ral dos a#onte#imentos. O "ma atit"de de harmonia #om o Dao, 5"e Jpermane#e sempre em in!r#ia e, no entanto, t"do realizaK. No #apit"lo <L, l(-se6

J,en .a di Di .a tian )ian .a Dao Dao .a ziranK 8& Homem imita a )erra, / )erra imita o C!", & C!" imita o Dao, & Dao seg"e o EspontGneo;. Uma ez 5"e o Dao se liga H noção da espontaneidade, o 1%bio não de er% desen ol er a #"lt"ra o" a intelig(n#ia, mas imergir n"m estado de a#"idade mental, a .im de dei*ar #ampo li re H int"ição e de não introd"zir em s"a alma a pert"rbação da m"ltipli#idade, ine it% el 5"ando o #onhe#imento se torna asto demais. / a#"idade dese2ada não e5Ni ale, por!m, H IgnorGn#ia, #omo eremos adiante. 1e o 1%bio dese2ar seg"ir o modelo do Dao, de er% atingir "m estado em 5"e estar% #omo 5"e .l"t"ando no azioT ele se pro2etar%, então, no In.inito 8Chong; e dei*ar% 5"e, sem inter.er(n#ias, t"do se realize de maneira absol"tamente espontGnea 8ciran;. In estigando as leis ."ndamentais 5"e presidem H ida, ele retornar% ao estado de p"reza de "ma #riança e seg"ir% o #"rso da Nat"reza ainda em Ess(n#ia, "ma ez 5"e a Nat"reza, tal #omo se apresenta aos homens, 2% #onstit"i "ma mani.estação do Dao, "m de se"s aspe#tos #riados e, a5"!m dessa .ase 2% #on#reta, ! pre#iso atingir o abstrato absol"to, im"t% el, 5"e lhe de" origem. Con !m não identi.i#ar o Dao ao De"s da #on#epção o#idental o" aos De"ses mIltiplos do &rienteT esses todos 2% seriam, seg"ndo o taoismo, posteriores ao J1em - NomeK 8Di chi Fian;, #riaç+es do Dao 8mesmo o De"s o#idental #on#ebido #omo Js"premoK; e não #riadores. /ssim, o 1%bio erdadeiro trans#ende a ambos ma#ro#osmo e mi#ro#osmo e #hega H 7onte da &rigem, ao Ini#io, obs#"ro e absol"tamente imaterial, do próprio ini#io. & Dao eterno, neb"loso, energia #ósmi#a em eb"lição, poten#ial de ida 8h"n;, em estado de Não- 1er 83";, toma o aspe#to do 1er 8=o";, simbolizado pela Unidade, 5"ando age s"a E.i#%#ia o" Birt"de #riadora e torna-se, então, dentro do -ist!rio dos -ist!rios 8F"an Co" *"an;, a -ãe de todas as #oisas 83an X" zhi m";, n"ma

.ase em 5"e o =in e o =ang 8simbolizados pelo nImero D&I1;, a#oplados, mani.estam a #riação parti#"larizada 8nImero ),k1;, ori"nda da Unidade primordial. & Dao, 5"ando se mostra atra !s de s"a E.i#%#ia realizadora 8DE;, apresenta-se de m"itos modos. Como agente prod"tor do Uni erso, identi.i#a-se ao prin#$pio .eminino b%si#o, ao JEsp$rito do BaleK 8W"shen;, 5"e ! #hamado de a J7(mea -isteriosaK 8F"anpin;, #"2a porta o" entrada .orma a J,aiz do Uni ersoK. -a* Zaltenmar4 a#redita 5"e tais e*press+es, al!m de se" sentido po!ti#o, se lig"em a "m mito telIri#o da alta antigNidade, ho2e es5"e#ido e sobre i ente apenas atra !s do tao$smo. & Bale, #on !m insistir, representa a .(mea, por s"a #on#a idade, s"gesti a da "l a. & taoismo te e ig"almente a intenção pol$ti#a de ser ir de modelo aos go ernantes. & melhor dos reis ! o de 5"e se ignora a e*ist(n#ia. >iberto da ne#essidade de ação e de propósitos aparentes, o soberano de e dei*ar 5"e t"do se .aça nat"ralmente. JS"anto mais leis, mais in.ratoresK. J/ m"ltipli#ação das proibiç+es trar% a pobreza do po oK. )otalmente des.a or% el H g"erra, o J>aoziK #ondena-a #om eem(n#ia nos #ap$t"los P9 e P:6 J/ .im de a"*iliar, por meio do Dao, "m go ernante,S"e se não "sem soldados'ara #on5"istar o m"ndoK...J>% onde estão as hordas1ó #res#em espinhos e sarças...KJ/pós a passagem de "m grande e*!r#ito,1eg"e-se, ne#essariamente, "m ano de #alamidadesK ...JNão h% beleza na Bitória 8na g"erra; gS"em a a#ha bela/penas se regozi2a #om morti#$niosK ...J& assass$nio de m"ltid+esDe eria ser pranteado #om tristezaE "ma itória b!li#a,Celebrada #om o ,ito dos 7"neraisK ... & J>aoziK, por si só, não teria #onstr"$do "m sistema .ilosó.i#o, pois trata-se apenas de "ma #oleção de a.orismos, "ma esp!#ie de li ro de m%*imas 5"e p"desse s"gerir aos eremitas tao$stas temas de re.le*ão. / obra ! herm!ti#a e preparo" o #aminho para a ter#eira .ase da do"trina, representada por ch"angzi 8Ch"ang tse;, 5"e desen ol e" "ma #omple*a arg"mentação .ilosó.i#a a respeito de se"s pontos b%si#os, n"ma prosa magn$.i#a, #om #erteza esteti#amente a mais bela de toda a literat"ra #hinesa. ch"angzi 8Ch"ang tse; e o #on#eito da realidade Ini#a atra !s da

di ersidade das #oisas. Na ter#eira .ase e ol"ti a, o taoismo desen ol e" os #on#eitos da ig"alação da ida H morte e da identidade do indi id"al ao "ni ersal. )al ideologia #orresponde a "ma isão s"perior do m"ndo das e*ist(n#ias, ao 5"al os tao$stas dese2aram trans#ender atra !s da s"pressão do ser parti#"lar. /ssim, "m homem 5"e #ompreende o me#anismo do Dao est% #omo no #entro de "m #$r#"lo, assistindo ao 5"e se passa H s"a olta, mas se" #oração est% ne"tralizado atra !s de "ma as#ese progressi a e p"ri.i#ante. Ele agarra-se ao JEi*o do DaoK e pro2eta-se no dom$nio do In.inito, tornando-se absol"tamente impar#ial a respeito da m"ltipli#idade de opini+es e #ontradiç+es, #"2o desenrolar #ontempla sem parti#ipação, sem nada desprezar o" 2"lgar. / do"trina est% #ons"bstan#iada no Jch"angziK, li ro atrib"$do ao .ilóso.o ch"angzi o" ch"angzho" 8PQ? a -<AQ;, origin%rio da lo#alidade de -eng, dependente do então 'rin#ipado de 1ong, ho2e na pro $n#ia de Henan. & Jch"angziK, entretanto, ! "ma obra 5"e #ont!m tamb!m te*tos #on#ernentes Hs d"as primeiras .ases do taoismo, paralelamente aos da ter#eira e mesmo esses não podem ser todos atrib"$dos ao .ilóso.o ch"angzho", pois alg"ns .oram #ertamente es#ritos por dis#$p"los posteriores. Como o ensinamento, na China antiga, era transmitido primeiro oralmente e só depois #onsignado por es#rito, a#redita-se 5"e o >i ro de ch"angzi se2a, na erdade, tal #omo o #onhe#emos ho2e, "ma #ompilação, realizada no ter#eiro s!#"lo de nossa era, por W"o*iang, o maior #omentador de ch"angzi. 1" Dongbo 81" 1hi;, intele#t"al da dinastia 1ong 8?Q9 a :<@?;, a#redita a 5"e os #ap$t"los <A, <?, P9 e P: do li ro eram posteriores H !po#a de ch"angzi. / preo#"pação b%si#a dos primeiros tao$stas .oi a preser ação da ida e a ."ga aos males 5"e poderiam atingir a pessoa h"mana. =angzh" #on#l"i" 5"e a sol"ção #onsistia na ."ga da so#iedade e n"m ego$smo em 5"e o indi $d"o sal ag"ardaria a própria integridade a#ima de t"do. & JDaode2ingK pro#"ro", #om o mesmo ob2eti o de proteger a ida #ontra danos e*ternos, des#obrir as leis ."ndamentais 5"e regem o Uni erso e integrar o ser h"mano em se" me#anismo eterno, #hegando H Berdade primordial, o Dao, Ess(n#ia

prime a 5"e t"do origino". Em s"a e ol"ção o pensamento tao$sta não 2"lgo" s".i#ientes os m!todos de =angzh" e do >aozi, para 5"e se atingisse o ob2eti o alme2ado, a .eli#idade absol"ta. No >aozi, en#ontra-se mesmo o germe da no a .ase e ol"ti a do taoismo. No #ap$t"lo :P, o a"tor de#lara6 J& 5"e me .az so.rer grandes #alamidades O o .ato de poss"ir "m #orpoT 1e e" não o ti esse, a esse #orpo, S"e males poderiam ad ir-me0...K 'ortanto, o próprio >aozi re#onhe#e" 5"e a do"trina não esta a totalmente aper.eiçoada. Co"be H ter#eira .ase do taoismo a tare.a de resol er a 5"estão de ser o homem mortal. -esmo 5"e alg"!m i a retirado do m"ndo, em #ompleto ego$smo, mesmo 5"e re#onheça as leis im"t% eis do Uni erso e as siga, ainda assim permane#e a in#ógnita da morte e a trag!dia da desintegração #orporal. & >i ro de ch"angzi sol"#iono" o impasse, eliminando-o6 o homem identi.i#a-se #om o Uni erso e, "ma ez 5"e o #ompreende, atra !s de "m #onhe#imento s"perior, trans#ende o 5"e ! .inito e ig"ala a ida H morte. Bida e morte não e*istem6 h% somente "ma s!rie de trans.ormaç+es o#orridas dentro do Dao. /s noç+es de JmorteK e J idaK pro !m da distinção 5"e .azemos entre "m e o"tro estado, mas não #orrespondem H ,ealidade Iltima, atingida mediante "m Conhe#imento 1"perior baseado na int"ição e não no intele#t"alismo 8L;. S"ando se abandonam os #on#eitos do dom$nio .inito, para #ompreender-se e a#eitar-se o In.inito, Berdade por e*#el(n#ia, Ja ida e a morte, o .im e o prin#$pio são apenas #omo a s"#essão dos dias e das noites, 5"e não podem pert"rbar a #alma interiorK. No #apit"lo :A do ch"angzi, ! bem #lara a id!ia de 5"e a morte #onstit"i apenas "ma trans"bstan#iação. / esposa de ch"angzi ha ia .ale#ido. H"izi .oi e*pressar a s"a tristeza e en#ontro" o .ilóso.o #antando e tamborilando n"ma 2arra, para mar#ar o #ompasso. / atit"de re olto" H"izi. S"e ch"angzi não #horasse era ainda #ompreens$ el, mas 5"e se regozi2asse #om a morte da #ompanheira pare#ia-lhe br"tal. ch"angzi arg"mento" 5"e a prin#$pio não p"dera realmente e itar sentir-se a.etado #om o desapare#imento da esposa.

Entretanto, re.letira 5"e, antes de nas#er, ela não ha ia tido 5"al5"er .orma .$si#a. Ho" era mesmo "m tempo no 5"al nem mesmo "m sopro ital 85i; a animara6 esti era, então, amalgamada ao Indistinto, ao Dao. /tra !s de "ma metamor.ose, o sopro ital passara a e*istir 8Co" 5i;. Em seg"ida, #riara-se "ma .orma .$si#a e ela nas#era. &#orrendo "ma no a trans.ormação, dera-se a morte 8bian er zhi shi;. /s .ases assemelha am-se H m"dança das estaç+es. 1"a esposa dormia tran5Nilamente na Wrande Casa 8U"she;. 1e ele a pranteasse, estaria sendo in#apaz de #ompreender o Destino. E #on#l"i" 5"e a passagem da ida H morte era "ma m"dança tão nat"ral 5"anto a de "ma #ris%lida em borboleta. No mesmo #apit"lo :A, >iezi 8"m o"tro .ilóso.o tao$sta; en#ontro" "m #rGnio de #em anos e disse-lhe6 J1ó t" e e" sabemos 5"e n"n#a ho" e ida o" morte... as maneiras de semear 8e*ist(n#ias; são inImeras6 h% 8por e*emplo; a5"ilo 5"e dentro dj%g"a ! o mi#roorganismo UUET no ponto de 2"nção das %g"as #om a terra .irme, 8esse mi#roorganismo; torna-se "m in ól"#ro de sapos e ostras. >e ado 8depois; a germinar em mont$#"los e #olinas, trans.orma-se na er a #hamada tan#hagem 8>ing*i;, 5"e, re#ebendo ad"bo, torna-se a planta Jp!s- de- #or oK... E assim por diante, n"ma s!rie de metamor.oses, ho2e in#ompreens$ eis, por5"e se perde" o sentido e*ato da nomen#lat"ra .loreada dos animais e plantas da !po#a. Entretanto, esses te*tos bem mostram a #rença de ch"angzi n"ma "nidade absol"ta dos seres do Uni erso, onde Jnada se perde, t"do se trans.ormaK. Dentro do grande ritmo do Dao, a sobre i (n#ia 5"e ch"angzi admite não ! #ertamente a de "ma alma pessoal, mas a da mat!ria, atra !s da metamor.ose dos seres. Um .amoso #ap$t"lo, o de nImero P<, trata da própria morte de ch"angzi. &s dis#$p"los dese2a am dar-lhe "m ."neral pomposo. ch"angzi disse6 J& C!" e a )erra serão me" #ai*ão e me" 2azigoT o 1ol e a >"a, me"s dois an!is de 2ade 8ob2etos rit"ais ."ner%rios;T as estrelas, me"s ornamentos f todos os seres estarão #omigo. S"e ob2etos rit"ais me .altariam0...K &s dis#$p"los retr"#aram6 J)ememos 5"e se2ais de orado pelas a es de rapinaK. ch"angzi responde"6 J1obre a terra, serei de orado pelas a es de rapinaT enterrado, pelos ermes. 'or 5"e ser par#ial0...K

/s id!ias de ch"angzi sobre a ida e a morte a2"stam-se a #on#eitos a respeito da mat!ria 5"e não são e*#l"si os do taoismo, mas se derramam no todo da 7iloso.ia #hinesa. 'ara os #hineses, t"do o 5"e e*iste est% #onstit"$do de sopro o" ar ital 8Si;. Esse Iltimo atra essa estados de tensão e gra idade di.erentes. Na e*pansão do ar ital, mani.esta-se a idaT #om s"a retenção, ela mant!m-seT #om a retração do sopro, d%-se a morte. & ar ital, 5"ando se #ondensa e se #on#entra, .orma a mat!ria do #orpoT le e, #onsiste na mat!ria do espirito. /#"m"lado n"ma grande massa #aóti#a, ! a mat!ria-prima do Uni erso. ch"angzi il"stra a id!ia, #omparando o #orpo #om "m sa#o, 5"e se es azia no momento da morte e dei*a ."gir o sopro ital. & 5"e se passa depois da morte, ning"!m pode realmente sab(-lo d"rante a ida. &bser ando as leis nat"rais, "ni#amente #onseg"imos #ompreender-lhes o me#anismo e dei*arnos le ar pelo ritmo do Dao. Nosso apego H ida e temor da morte podem m"ito bem ser il"s+es, geradas de "m a.astamento do homem da simpli#idade primiti a, e*istente no ini#io do grande #on#erto da Criação, 5"e lhe da a "ma Int"ição da Berdade. /ssim6 JS"em sonha #om 8os prazeres de; "m ban5"ete, pode a#ordar, de manhã, para a lamentação e a dorT 5"em sonha #om a lamentação e dor pode a#ordar, de manhã, para parti#ipar 8dos deleites; de "ma #açada. No momento do sonho, as pessoas não #ompreenderão 5"e sonhamT no momento do sonho, ! poss$ el at! 5"e o interpretem. S"ando a#ordarem, erão 5"e sonharam. Então, ha er% o Wrande Despertar 8Da U"e; e entender-se-% 5"e 8a ida; ! o Wrande 1onho 8Da -eng;. Como #onsideram 5"e estão despertos 8d"rante a ida;, os estIpidos pretenderão, arrogantemente, poss"ir o Conhe#imento 8chi;. 'obres obstinados, Con.I#io e ós o"tros, 5"e todos sonhais\ ... E e", 5"e digo 5"e sonhais, esto" sonhando tamb!m ... )ais pala ras são estranhas. Da5"i a dez mil anos, se .or en#ontrado "m 1%bio 5"e as e*pli5"e, pare#er% ter sido ele des#oberto 8de "m modo nat"ral; n"ma manhã o" n"ma tarde ordin%riasK ... 8#ap. <; f isto !, en#ontrar tal 1%bio ! di.$#il, pode d"rar m"ito tempo, mas o problema apresentado por ch"angzi ! tão ."ndamental para o homem, 5"e sempre estar% presente nos esp$ritos, mesmo depois de dez mil anos, e sempre ha er%

ne#essidade de 5"e alg"!m o el"#ide. & Conhe#imento 1"perior ! indispens% el para "ma "nião #om o Dao. )omado em se" sentido normal, o #onhe#imento obs#"re#e o esp$rito, por5"e estabele#e ne#essariamente "ma s!rie de distinç+es. No sentido "lgar, #onhe#er alg"ma #oisa ! poder .azer "ma di.erença entre ela e o"tras. S"em isa H Unidade )otal não pode abrigar em s"a mente a id!ia da di ersidade. )"do emana do Dao e Nele se #on."nde. & 1%bio de e permane#er no #entro do me#anismo "ni ersal e abster-se de opini+es. Integrar-se no /bsol"to ! estar ne"tro e não mais re#onhe#er di.erenças. Essa ! a tare.a do 1%bio e o ch"angzi pres#re e m!todos para tal .im. & intele#t"alismo, 5"e le a ao #onhe#imento 2"lgado tri ial pelos tao$stas, de e ser renegado. & 5"e se pro#"ra ! o Conhe#imento al!m dos #onhe#imentos, isto !, o esp$rito al#ança a Berdade atra !s da int"ição. & mero #onhe#imento intele#t"al apre#ia e*terior$dades e, por #omparaç+es e 2"lgamentos, di ide e desintegra o esp$rito, 5"e perde a alme2ada Unidade. & 1%bio, portanto, .e#ha-se em si mesmo e não admite inter.er(n#ias e*ternas a si próprio. Ele #on#entra-se e dei*a agir o dis#ernimento, 5"e lhe trar% a espontaneidade. O "ma .orma de as#ese a 5"e se #hama de JUe2"m do CoraçãoK 8Fin chai;. Con.I#io .oi 2"stamente o personagem es#olhido pelo ch"angzi para e*pli#ar o JUe2"m do CoraçãoK, no #apit"lo M6 J/ ontade torna-se #omo a Unidade. 8'rimeiro; não se de e es#"tar #om os o" idos, mas #om o #oraçãoT 8depois; nem mesmo #om o #oração, mas #om o sopro ital 8Si;. & 5"e es#"tas, disse Con.I#io a se" dis#$p"lo =anh"i, não "ltrapassa os te"s o" idosT 8por s"a ez; o #oração insiste na an%lise 8das #oisas;T só o sopro ital ! azio e 8permite; esperar 5"e as #oisas a#onteçam 8espontaneamente;. 1ó pelo azio ! 5"e e*iste "nião #om o DaoK. O esse azio 5"e #onsiste no JUe2"m do CoraçãoK. Um mestre ! indispens% el no #aminho do Dao, mas o es5"ema tradi#ional de pro.essor - dis#$p"lo, em 5"e o primeiro transmite ensinamentos e o seg"ndo os absor e, não ! %lido no taoismo. & g"ia permane#e em sil(n#io e po"#o o" nada tem a dizer a se" al"no. / #ompreensão em a esse Iltimo espontaneamente e se" instr"tor apenas obser a. Uma p"ri.i#ação

ini#ial ! ne#ess%ria. 1ó depois 5"e a Int"ição ha2a il"minado o dis#$p"lo #omeça a erdadeira instr"ção. & JUe2"m do CoraçãoK #ond"z .inalmente a "ma meditação m$sti#a, estado de in#ons#i(n#ia em 5"e o as#eta es5"e#e todas as #oisas, abandona se" #orpo e sente-se "nido ao /bsol"to 8JDatongK i Jo 5"e t"do penetraK;. & pensamento não se .i*a, mas alça Ro #om o 1opro da Bida. /l#ança-se "m estado de (*tase, em 5"e respiração se torna .ra#a, o #orpo enri2e#e e pare#e não ter idaT "m alheamento domina a e*pressão .isionRmi#a. & (*tase ! "ma erdadeira e*peri(n#ia de ini#iação. S"em o atra essa, torna-se o"tro indi $d"o 8na erdade, de er$amos dizer6 não ! mais "m indi $d"o e sim perde" s"a Indi id"alidade no Dao;. Um as#eta des#re e" se" momento de il"minação no li ro de >iezi6 JNão ti e mais #ons#i(n#ia de erdades o" erros, de "tilidades o" in"tilidades, em relação a mim mesmo o" aos o"trosT não ti e mais #ons#i(n#ia de ter "m mestre o" ser "m dis#$p"loT o e*terior e o interior #on."ndiram-se e, a partir da5"ele instante, me"s olhos .oram #omo minhas orelhas, minhas orelhas, #omo me" nariz, me" nariz, #omo minha bo#a. )odos os sentidos eram id(nti#os e ti e a impressão de 5"e o esp$rito se imobiliza a, o #orpo se desagrega a e os ossos e a #arne se dissol iam. Dei*ei-me le ar de leste a oeste pelo ento, #omo "ma .olha o" "m galho se#o... .inalmente, não so"be mais se era e" 5"em s"stinha o ento o" o ento 5"e me transporta a...K & Não - Conhe#imento tao$sta não se #on."nde #om a ignorGn#ia. O, ao #ontr%rio, "m ponto 5"e se atinge n"m gra" Iltimo de e ol"ção espirit"al. N"m primeiro tempo, entretanto, o 1%bio não despreza o intele#t"alismo. 'ara #ompreender o taoismo em s"a m%*ima pro."ndidade, ! ne#ess%rio, antes, ad5"irir #"lt"ra e desen ol er a intelig(n#ia. E, depois, #omo se a .ase da a5"isição de #"lt"ra #onstit"$sse "ma ant$tese #riada para destr"ir a ignorGn#ia, seg"ese o per$odo da s$ntese, em 5"e todo o #onhe#imento in#orporado ai dissol er-se e trans.ormar-se6 o 1%bio ai Jsentar-se e es5"e#erK 8c"oXang;. -"itos a"tores não #hegaram a #ompreender 5"e o Não - Conhe#imento ! di.erente da .alta de saber. Essa Iltima ! "m estado nat"ralT o primeiro, "ma #on5"ista do

esp$rito./ noção de Dao, #omo 2% se disse, não .oi #riada pelos .ilóso.os tao$stas. Na erdade, JDaoK era "m #on#eito do pensamento #om"m, #ertamente in#orporado m"ito #edo ao ali#er#e monol$ti#o do edi.$#io #"lt"ral #hin(s. / Es#ola )ao$sta desen ol e" a noção de Dao sob o Gng"lo do Jpoder inde.inido 5"e e*prime a &rdem e.i#az dominante n"m todo de realidades aparentes, mas permane#e rebelde a toda realização determinadaK. 'ara os #on."#ionistas, Dao in o#a a a Id!ia de "m 1aber )otal. No dom$nio da pol$ti#a, #onsistia no Jpoder m%gi#oreligioso do #he.e #apaz de reger o m"ndo em s"a totalidadeK 8-. Zaltenmar4;. Nesse sentido, o ,ei torno"-se, n"ma e o#ação do .e"dalismo, "m Homem no Centro 8de "m #$r#"lo imaginado;, do 5"al dependiam os assalos #olo#ados H s"a olta. & 1oberano, Homem Ini#o, #"2a #orte o#"pa a o #entro da #on.ederação, reg"la a o m"ndo H imagem do Dao, sem inter.erir, #omo "m emblema do 'rin#$pio /bsol"to. Essa id!ia, tão arraigada na China, de 5"e a ."nção de "m go ernante ! primordialmente reg"ladora do e5"il$brio do pais ainda domina, Jm"tatis m"tandisK, todo o pensamento pol$ti#o- .ilosó.i#o #hin(s de ho2e. Nenh"ma an%lise de momento históri#o de e ser .eita, a respeito da China, sem #onsiderar o todo do pensamento .ilosó.i#o 5"e, no #"rso de #in#o mil anos de #i ilização ininterrompida, #imento" o esp$rito do po o. _...`

&scola !in ' !an" por ,i#ardo Uoppert em & /li#er#e C"lt"ral da China. 8:?@?;, Editora / enir, ,io de Uaneiro. ]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]] ]] Es#ola do =in- =ang6 &s primeiros #osmogonistas #hineses Es#ola do =in- =ang ! "ma denominação tradi#ional, herdada da dinastia Han, mas 5"e não #oin#ide #om a realidade dos .atos. Com e.eito, 2% d"rante os Han impera a "ma #on."são 5"e re"ni" sob "m mesmo nome pelo menos d"as linhas de pensamento, an%logas,

! bem erdade, mas #"2a e ol"ção se .izera por #aminhos di ersos. / #hamada JEs#ola do =in- =angK origino"-se nos meios o#"ltistas 5"e trataram, d"rante os cho", e, tal ez, at! antes, de m%gi#a, adi inhação, astrologia e n"merologia. )ais o#"ltistas eram globalmente #onhe#idos #omo J7ang 1hi o" 7ang 1h"i chi 1hiK. Eram todos prati#antes de artes o#"ltas, mas o Gng"lo sob o 5"al as aborda am e as e*plora am di.eria de "m para o"tro #ir#"lo de espe#ialistas. Desse modo temos ho2e d"as linhas prin#ipais de pensamento, englobadas indistintamente por alg"ns est"diosos modernos e entre as 5"ais #on !m, por moti os de #lareza, estabele#er "ma .ronteira. D"rante o .e"dalismo, #ada .am$lia aristo#rata abriga a espe#ialistas heredit%rios em artes o#"ltas, #ons"ltados antes de de#is+es importantes a serem tomadas. / desintegração do sistema .e"dal tro"*e o desemprego a tais prati#antes do o#"lto e, #omo tantos o"tros intele#t"ais, iram-se eles obrigados a dispersar-se no meio do po o e a ender se" trabalho a 5"em o soli#itasse. 'o"#o a po"#o #ertos sistemas perderam toda in.l"(n#ia, mas o"tros s"s#itaram interesse a ponto de serem s"as do"trinas registradas por es#rito e mesmo, posteriormente, in#orporadas aos próprios #l%ssi#os #on."#ionistas. /s artes o#"ltas #ompartilham #om a #i(n#ia, de 5"e .oram tal ez a origem, "m #erto dese2o de interpretar a nat"reza e .orç%-la a ser ir o homem. 'rimeiramente de "ma .orma m"ito r"dimentar, mas depois #om progressi a e ol"ção, elas pro#"ram analisar a estr"t"ra e a origem do Uni erso e dão, n"ma .ase Iltima de pensamento, "ma e*pli#ação aos .enRmenos em termos de .orças nat"rais. Colo#am-se então m"ito pró*imas da #i(n#ia, 5"e, na erdade, #onstit"i a #ompreensão ra#ional do mist!rio, em #ontrapartida ao medo do ignorado, ."ndamento de toda religião. En5"anto o #on."#ionismo não se preo#"po" #om o sobrenat"ral, apesar de a#eit%-lo, en5"anto o tao$smo pro#"ro" passi amente an"ir-se Hs .orças maiores da Nat"reza, os prati#antes da magia e das artes o#"ltas desen ol eram, por s"a ez, "ma do"trina m"ito mais dinGmi#a, 5"e a#redita a ser poss$ el ao homem impor-se ao Uni erso, red"zir o ma#ro#osmo e o Destino H #ondição de es#ra os,

atra !s de "ma in estigação das leis #ósmi#as, realizada não para #"r ar-se diante delas, mas para domin%-las. No J)ratado de >iterat"raK, ap(ndi#e H História 8o.i#ial; da Dinastia Han anterior, en"meram-se seis #lasses de artes o#"ltas6 astrologia, almana5"es, teoria dos Cin#o Elementos E%si#os da Nat"reza, adi inhação por ossos e #arapaças de animais e pelos ramos da planta do mile.ólio 8a#hillea ptarmi#a;, adi inhaç+es por o"tros pro#essos e .isiognomonia, ao lado do sistema a 5"e se #hamo" mais tarde de J7eng 1h"iK 8JBento e dg"aK;. Esse Iltimo ! baseado no #on#eito de 5"e o homem ! o prod"to do Uni erso. 1"a #asa, se" tIm"lo, t"do, en.im, 5"e lhe diz respeito de e ser #onstr"$do em harmonia #om as .orças nat"rais. Chegaram at! nós somente d"as linhas prin#ipais do pensamento re.erente Hs artes o#"ltas, ambas ei adas de .ragmentos de o"tras do"trinas o#"ltistas e mesmo #ombinadas entre si. & primeiro sistema interpreto" a estr"t"ra do Uni erso. Cons"bstan#ia-o a #hamada J)eoria dos Cin#o ElementosK 83"*ing;. J3"K ! o nImero L e 2% mostra a 5"e ponto a n"merologia tamb!m esta a en ol ida na 5"estão. JFingK 5"er dizer JagirK, J.azerK, J#aminhoK. /ssim, poder$amos dizer, #om 7eng =o"lan, JL /gentesK o" JL /ti idadesK, "ma ez 5"e JFingK se re.ere a .orças dinGmi#as e interagentes, elementos .ormadores do Uni erso e entre os 5"ais o total desse Iltimo se a#ha de#omposto. 1eg"ndo a teoria, as m"danças históri#as interpretam-se de a#ordo #om as re ol"ç+es e trans.ormaç+es dos JCin#o ElementosK. / s"#essão das dinastias harmoniza-se #om o predom$nio nat"ral de determinado Elemento, ao 5"al se identi.i#am os no os go ernantes. / teoria dos Cin#o Elementos est% registrada em d"as obras da .iloso.ia #hinesa6 n"m tratado #hamado JHong 7anK 8J/ Wrande NormaK;, in#orporado posteriormente ao 1h"2ing 8J/nais da ChinaK o" JCl%ssi#o dos Do#"mentos Es#ritosK;, e n"m pe5"eno almana5"e, o J="e >ingK 8JDeterminaç+es -ensaisK;, agregado, n"ma de s"as ers+es, ao J>i2iK 8J>i ro dos ,itosK;. No JHong 7anK, os Cin#o Elementos são6 a %g"a, o .ogo, a madeira, o metal e a terra. )ais elementos m"dam e agem sem #essar e #onstit"em o todo do Uni erso. / eles dão-se #orrespondentes

n"m!ri#os 8:, <, P, M, L;. L ! o nImero da JterraK, emblema do #entro e não de e ser #ontado, mas a soma dos alores restantes 8: h < h P h M; ! ig"al a :9, nImero da "nidade total, 5"e #orresponde a :, "nidade simples. &s elementos tamb!m #orrespondem Hs estaç+es, aos pontos #ardeais e Hs #ores. 1ão, pois, #ategorias espaço- temporais. / %g"a simboliza o norte, o in erno e a #or negraT o .ogo, o s"l, o erão e o ermelhoT a madeira, o leste 8onde nas#e o sol;, a prima era e o erdeT o metal, o oeste 8onde o sol se p+e;, e5"i alente ao o"tono e ao bran#o, #or do l"to. / terra, elemento #entral, ! ne"tra. 1eg"ndo o Hong 7an, os elementos s"#edem-se por destr"ição6 "ma dinastia em de#ad(n#ia, 5"e ti esse o s$mbolo da %g"a, só seria s"bstit"$da por "ma #"2o emblema .osse o .ogo, pois, diz o Hong 7an, a %g"a tem a propriedade de molhar e des#erT o .ogo, de 5"eimar 8isto !, se#ando a %g"a; e ele ar-se. )ransporta ao plano pol$ti#o, a teoria dos Cin#o Elementos re ezados por s"#essi a destr"ição ser i" para 2"sti.i#ar o esp$rito de #on5"ista na !po#a do de#l$nio da Casa de cho" e .oi identi.i#ada H J)eoria das Cin#o Birt"desK 83"de;, #"2a as#ensão e #"2o de#l$nio #orrespondiam ao in$#io e ao .im do direito de go ernar de "ma dinastia. / )eoria dos Cin#o Elementos, tal #omo se a#ha no Hong 7an, teria sido esposada por co" =an, .ig"ra maior da #hamada JEs#ola do =in - =angK no s!#"lo III antes da nossa era, o patrono da .iloso.ia da História a#ima e*pli#ada. co" =an, seg"ndo o historiador 1ima Sian, teria es#rito li ros 5"e totaliza am mais de #em mil #ara#teres 8Q;. )oda essa obra .oi prati#amente perdida e o 5"e dela sabemos est% registrado em #itaç+es de o"tros a"tores. & seg"ndo te*to 5"e trata da teoria dos Cin#o Elementos ! o almana5"e #hamado J="e >ingK 8JDeterminaç+es -ensaisK;. & ="e >ing #ont!m "ma s!rie de pres#riç+es, relati as a #ada m(s, tendentes a harmonizar aos #i#los #elestes os da e*ist(n#ia terrestre. Corno o 1oberano era o mediador entre o C!" e a )erra, ele de eria, n"m pal%#io #hamado -ingtang 8J/ssembl!ia da >"zK;, s$mbolo de se" ,eino, a#ompanhar o #"rso das estaç+es. & -ingtang #omp"nha-se de no e salas, 5"e .orma am "m 5"adril%tero e #orrespondiam Hs no e pro $n#ias da China. Em #ada "ma delas, o

1oberano #"mpria mensalmente ritos sazonais ade5"ados. /ssim, o Imperador .azia e#o ao #i#lo s"#essório dos Elementos e mantinha a harmonia do ma#ro#osmo e mi#ro#osmo. 1eg"ndo o ="e >ing, os Elementos s"#edem-se por prod"ção e na seg"inte ordem6 madeira, .ogo, terra, metal e %g"a. / madeira ! #ons"mida pelo .ogo e prod"z terra 8i #inza;T os minerais são, por s"a ez, prod"zidos pela terra, pois nela se en#ontram e, li5Ne.eitos pelo .ogo, tomam a apar(n#ia da %g"a 8isto !, prod"zem l$5"ido;. Cada Elemento, #orrespondente a "ma estação do ano 8menos a )erra, elemento ne"tro, #olo#ado no #entro e e5"i alente a "m m(s ideal de repo"so;, gera ati idades 5"e não de em ser as mesmas para todos os meses. /ssim, por e*emplo, no primeiro m(s de prima era 8do ano l"nar, 5"e era o igorante na China;, toda dilig(n#ia de eria oltar-se para trabalhos de semead"ra. & próprio 1oberano m"ne-se de "m arado e s"l#a a terra, simbolizando a des.loração da irgindade do solo, a abert"ra do #aminho H s"a .e#"ndação e H in.l"(n#ia geradora do C!", in.l"(n#ia essa representada pela #h" a, o s(men di ino. 'reparam-se os trabalhos agr$#olas. 'ro$bese o #orte de %r ores e a destr"ição de ninhos. Nenh"ma #ria o" .(mea animal de em ser mortas, a .im de não atrapalhar o .l"*o positi o de ida na Nat"reza. Na !po#a de germinação toda g"erra .i#a interdita. D"rante #ada m(s de prima era, o 7ilho do C!" o#"pa "m dos tr(s 5"artos do -ingtang sit"ados a leste e neles #ir#"la rit"almente n"m #arro em .orma de .(ni* ornamentado de bandeiras erdes, ao 5"al se atrelam drag+es erdes. & 1oberano este-se de erde, #or da 'rima era, e adorna-se de 2ade, a .im de estar em harmonia #om a #or dos bos5"es. Nos meses de erão, o 7ilho do C!" passa a morar nas salas do lado s"l do -ingtang 8na China antiga, a posição do s"l era in ertida em relação H. 5"e lhe atrib"$mos no &#idente, isto !, os aposentos do s"l, no -ingtang, .i#a am no %pi#e do 5"adril%tero do edi.$#io;. & #arro em 5"e #ir#"la ! então ermelho, bem #omo as estes do 1oberano e os 2ades ornamentais. &s #a alos são r"ços, de #a"das negras. & .ogo, elemento do erão, tem a propriedade de ele ar-se6 proibidos são, pois, os trabalhos 5"e impli5"em em aplainar a terra, bem #omo em #ortar %r ores

altas. Ind"ltos são #on#edidos aos #riminosos. ,e#omenda-se o retiro e e ita-se o e*#esso de agitação. O o momento da separação m%*ima entre o =in e o =ang e, portanto, t"do #on ida H meditação e não Hs ati idades #orporais. / ida se*"al, própria da prima era, de e red"zir-se ao m$nimo. & sopro ital de e ser #onser ado e não so.rer agitaç+es atra !s de pai*+es. No erão não se .azem g"erras. 1eg"indo-se ao ter#eiro m(s de erão, h% "m per$odo intermedi%rio em 5"e o 7ilho do C!", no aposento #entral do 5"adril%tero do -ingtang, simboliza estar no ei*o de se" reino. De l% ele obser a o J#i#lo dos astros em torno da Biga Celeste 8)ian2i;K, #onstit"$da essa pela #onstelação da Ursa -aior. & 7ilho do C!" este-se então de amarelo 8#or da terra;, #ir#"la n"m grande #arro .eito de "ma pran#ha 5"adrada 8s$mbolo da )erra;, a 5"al #obre "m p%lio arredondado 8s$mbolo do C!";. & Imperador, #olo#ando-se entre "m e o"tro s$mbolos, representa o Intermedi%rio 1"premo no ei*o do m"ndo. & &"tono, por s"a ez, ! "ma estação de 2"stiça e repressão. O 5"ando o =ang, .orça positi a, de#lina e perde terreno para o =in, pólo negati o. & 7ilho do C!", a#ompanhando o ritmo nat"ral do Uni erso, passa a i er a oeste do -ingtang, lado do sol poente. & ga ião lança-se, no o"tono, H #aça e H morte. & 1oberano imita-o e #ir#"la no se" #arro de g"erra, ao 5"al se atrelam #a alos bran#os de #rinas negras. & 7ilho do C!" este-se de bran#o, #or do l"to na China. 1e"s 2ades são bran#os e ele alimenta-se de plantas .ibrosas e #arne de #ão. Impera o metal, elemento de 5"e se .azem as armas. No &"tono ! prop$#io #astigar os opressores e os negligentes. /s pris+es são reparadas. & C!" e a )erra #omeçam a mostrar se" rigor. / pena de morte pode, então, ser apli#ada aos #rimes s!rios. Não h% mais liberalidade e .e"dos não podem ser distrib"$dos aos assalos6 a !po#a ! de re#olher e não de #on#eder. De em #onstr"ir-se m"ralhas e edi.i#ar-se #idades. &s depósitos de #ereais de em estar repletos, H espera do In erno. No Iltimo m(s do &"tono, h% o retorno dos #ampos, onde se passa a ida na prima era e no erãoT o .ogo, 5"e se a#endera nas regi+es do plantio, J! le ado Hs #idades e ilasK. Interrompemse as ati idades nos #ampos. No In erno, o 7ilho do C!" retira-se para a J1ala Es#"raK 8F"antang; no -ingtang, sit"ada ao norte do

'al%#io 8isto !, na parte in.erior do 5"adril%tero, pois #omo o norte #orresponde ao elemento %g"a, s"a propriedade ! des#er e não ele ar-se, #omo o .ogo;. J& 1opro Celeste a"senta-se da )erraT o 1opro )errestre a."nda n"m abismoK. Como no Berão, 5"ando e*iste "m a.astamento entre C!" e )erra, tamb!m no In erno 82% 5"e os opostos se to#am; Jnão h% mais #om"ni#ação entre "m e o"troK. J)"do est% .inalizado, t"do est% .e#hado6 ! então 5"e o In erno se instalaK. 'ara a"mentar a energia ital e reno ar as alianças h"manas, organizam-se grandes .estas, em 5"e todos se al#oolizam. & 1oberano, no F"antang, #ir#"la n"m #arro de #or es#"ra, ao 5"al se atrelam #or#!is #inza - .erro. 1"as ro"pagens são negras, ornamentadas de 2ade az"l - es#"ro. Como no erão, o s%bio, no momento em 5"e =in e o =ang estão em #on.lito, retirase e permane#e em repo"so. Ele pro#"ra atingir "rna paz interior 5"e a"*ilia o =in e o =ang a reen#ontrarem tran5Nilidade. 1a#ri.$#ios são realizados no Iltimo m(s de in erno, a .im de 5"e o no o ano, 2% pró*imo, se2a prop$#io. 7inalmente, o ,ei prom"lga "m no o #alend%rio. 1e os JCin#o ElementosK e*pli#am a estr"t"ra da Uni erso, nada el"#idam sobre a origem das #oisas. Co"be a seg"nda linha de pensamento #osmogRni#o #hegada at! nós o m!rito de .az(-lo. 'artindo do Dao, JNão- 1erK primordial, gero"-se o J1erK b%si#o 8simbolizado pela Unidade;. / Unidade bi."r#o"-se, 2% 5"e era o /bsol"to mostrado em se" aspe#to dinGmi#o e prod"tor. Nessa di isão estabele#eram-se os dois prin#$pios ."ndamentais da #riação di ersi.i#ada, o =in, prin#$pio .eminino e o =ang, prin#$pio mas#"lino. U% imos "m esboço de e*pli#ação a respeito dos dois #on#eitos, 5"ando tratamos do >aozi e de s"a n"merologia 8#ap$t"lo M< do Daode2ing;. /tra !s da ação #on2"nta do ma#ho e da .(mea essen#iais, prod"zi"-se todo o Uni erso. Embora #onstit"am noç+es #om"ns a todo o pensamento #hin(s, no #onte*to espe#i.i#o da #osmogonia o Dao, o =in e o =ang e*primem espe#ialmente as regras essen#iais en#ontradas na origem de toda m"tação operante no Uni erso. & Dao preside ao #on2"nto das trans.ormaç+es e ! então en#arado #omo "m 'rin#$pio &rdenadorT o =in e o =ang são s"as mani.estaç+es e Nele se #on."ndem. J=i =in Ci =ang zhe Xei

DaoK f JUm aspe#to =in, "m aspe#to =ang, eis o DaoK f ! a de.inição dos dois #on#eitos em relação ao 'rin#$pio 5"e os gero". & Dao ! o todo 5"e se #onstit"i desses dois aspe#tos, ora re.erentes, na arte da adi inhação, a noç+es espa#iais 8inspeção de lo#ais prop$#ios ao estabele#imento de "ma #idade, por e*emplo;, ora re.erentes a noç+es temporais 8o#asi+es .a or% eis;. 'ara representar o prin#$pio =ang, os #hineses imaginaram "ma linha reta e "na, pois os nImeros do =ang são sempre impares. & =in seria #omposto de "ma linha 5"ebrada em d"as, pois os se"s nImeros são sempre pares. /#redita-se ho2e 5"e a origem de tais representaç+es teriam sido as ra#had"ras pro o#adas pela introd"ção de "m bastonete de metal sob a ação do logo, nos ossos de animais e #arapaças de tartar"ga, d"rante o pro#esso de adi inhação atra !s desse m!todo, prati#ado na dinastia 1hang. /s ra#had"ras "nas dariam "ma resposta positi a do or%#"lo e as .endas d"plas seriam e5"i alentes a JnãoK. 'o"#o a po"#o, os #hineses desen ol eram o sistema e os traços simples deram origem a #ombinaç+es por redobramento, Hs 5"ais "m ter#eiro elemento se a#res#ento". 'rod"ziram-se assim, oito trigramas ."ndamentais 8bag"a;, #ada "m deles .ormado de s"perposiç+es de tr(s linhas, di ididas o" "nas6

Combinando-se ainda dois trigramas de maneira a .ormar diagramas de seis linhas, #onstit"$ram-se QM he*agramas 8#hongg"a;, 5"e, seg"ndo -aspero, não são representaç+es simbóli#as de "ma #oisa, mas a #oisa ela mesma em s"a realidade. & todo da ida e dos seres são os he*agramas. )ais trigramas e he*agramas mostram a passagem das realidades de "m estado a o"troT são, e.eti amente, realidades 5"e se trans.ormam sem #essar e mostram os mo imentos dos latos do Uni erso em s"as e ol"ç+es. /tra !s dos he*agramas podemos saber as tend(n#ias do mo imento nat"ral das #oisas do m"ndo. Cada sit"ação na ida e*ige "m #omportamento apropriado e, atra !s dos he*agramas, transposição sint!ti#a de todas as realidades da ida, pode-se saber 5"al a #ond"ta a seg"ir

em determinado #aso #on#reto. / adi inhação por ossos de animais e #arapaças de tartar"ga da a "m JsimK o" "m JnãoK #omo resposta a "rna perg"nta. &s he*agramas desen ol eram algo m"ito mais #omple*o, mostrando "m #"rso #erto para as atit"des. 1ão "ma .orma de mostrar ao homem 5"al a erdadeira maneira de integrar-se no ritmo do Uni erso e, assim, pro2etar se" ."t"ro. JNem os .enRmenos da Nat"reza, nem os da so#iedade h"mana são est%ti#osK, diz -a* Zalternmar4, Jeles estão era #onstante m"tação 8Ci;T graças aos s$mbolos di inatórios, a simpli#idade pode ser reen#ontrada detr%s da #omple*idade das #oisas, e a não m"dança, detr%s da m"dança, pois as m"taç+es realizam-se era obedi(n#ia a ritmos im"t% eisK. & sistema est% #ons"bstan#iado no JCl%ssi#o das )rans.ormaç+esK 8=i2ing, =i#hing o" =i4ing;, no 5"al #ada he*agrama em a#ompanhado de "m te*to bre e 5"e d% a e*pli#ação do mesmo #hamado )"anT #ada linha do he*agrama re#ebe", tamb!m, "ma interpretação própria f =ao f pala ra 5"e signi.i#a Jm"dar, entre#r"zarK. O a .orma e*terior do he*agrama 5"e domina s"a an%lise. &s he*agramas de linhas sim!tri#as são ."nestos, / posição relati a das linhas o#"pa, tamb!m, papel importante em s"a interpretação. /#redita a-se 5"e os esp$ritos an#estrais da am a #ada linha "m sentido espe#ial e a re"nião dos signi.i#ados parti#"lares #onsistia no signi.i#ado total. & te*to do =i2ing, os )"an e os =ao #onstit"em "ma .onte de #onselhos para a #ond"ta #orreta do homem e asso#iam-se H .ormação de se" destinoT pois s"as aç+es inter (m nos a#onte#imentos #omo .atores de#isi os. 'elo =i2ing o homem #onhe#e o germe dos .atos e, en5"anto esses permane#em n"m estado in#ipiente, ainda ! poss$ el go ern%-los, antes 5"e se tornem realidades poderosas demais. &s he*agramas apresentam o emblema dos mo imentos e trans.ormaç+es do m"ndo e da idaT graças H #ons"lta ao =i2ing #hega-se ao todo de "ma sit"ação antes 5"e ela o#orra. Uma ez obtido esse todo, o or%#"lo indi#a o 5"e ! ne#ess%rio .azer, a .im de adaptar-se Hs e*ig(n#ias do momento. / id!ia ."ndamental !, pois, a de "m Uni erso em #onstantes trans.ormaç+es 5"e se re.letem no homem. &s s%bios 5"e re#onhe#em essa noção não (em mais as #oisas

indi id"almente, mas #onsideram-nas no plano da lei eterna 5"e #inzela #ada m"tação. Conhe#edor dos emblemas do =i2ing, o s%bio imerge nos mist!rios da ida e da morte e atinge "ma serenidade 5"e o disting"e das pessoas "lgares, sempre in#ertas o" in5"ietas. Na erdade, o =i2ing primiti o não men#iona os termos =in - =ang. Ele des#re e o me#anismo d"al, mas #hama a #ada "m dos #omponentes de J.le*$ el, male% elK 8o elemento =in; e Jd"ro, r$gidoK 8o elemento =ang;. =in e =ang são nomes 5"e ieram posteriormente ao te*to do =i2ing e perten#e, #om mais propriedade, ao sistema di inatório 2% despido de se" ."ndo religioso e interpretado de "m ponto meta.$si#o, #osmológi#o e !ti#o pela Es#ola Con."#ionista, 5"e, #om s"as tend(n#ias ateizantes, tinha "ma a ersão b%si#a a toda .orma de s"perstiç+es irra#ionais. Essa transposição do =i2ing religioso para "m plano .ilosó.i#o materialista tem se"s prin#$pios #ons"bstan#iados nos #hamados J/p(ndi#esK do J>i ro das -"taç+esK. No JWrande /p(ndi#eK 8Fi#i;, o mais importante de "ma s!rie de dez, o =in e o =ang são des#ritos #omo aspe#tos do m"ndo in is$ el e is$ el e s"as alternGn#ias #onstit"em o Dao, 'rin#$pio Cósmi#o. & =in e o =ang, em s"as mani.estaç+es #on#retas, #onsistem no C!" 8=ang; e na )erra 8=in;. & JDaoK, na #on#epção da Es#ola )ao$sta, era "nit%rio, #omo imos, a .onte Jsem nomeK na 5"al se originam as prod"ç+es e as m"taç+es das #oisas do Uni erso. & JDaoK dos /p(ndi#es do =i2ing ! mIltiplo6 h% %rios JDaoK, #ada "m go ernante de "ma #ategoria separada das #oisas do Uni erso. Do"trina so#ial por e*#el(n#ia, o Con."#ionismo transpRs a id!ia de Dao para o sistema pol$ti#oso#ial e, assim, #on#ebe" o JDaoK do 1oberano, o JDaoK dos -inistros, o JDaoK dos pais e dos .ilhos. Em Iltima an%lise, o JDaoK, nesses #asos, era "ma noção !ti#a, #onsistia na .orma ideal o" per.eita de e*er#er "m papel na so#iedade h"mana. & Con."#ionismo #onsidera a os QM he*agramas do =i2ing, e*pli#ados por se"s #oment%rios globais do te*to 8t"an; e indi id"ais de #ada linha 8Cao;, #omo representantes de todos os Dao do Uni erso. /o #ontr%rio do ob2eti o do =i2ing religioso, a interpretação .ilosó.i#a ateizante #on."#iana do J>i ro das -"taç+esK ia na obedi(n#ia a

"ma #ond"ta pres#rita pelos te*tos em 5"estão apenas "ma maneira de portar-se bem o" mal dentro da so#iedade, e não "ma .orma de #onseg"ir boa sorte o" e itar m% sorte. & de er so#ial importa a, não a .eli#idade o" a desgraça pessoal. H%, pois, "ma grande di.erença, #ompreender-se-% #ertamente, entre o =i2ing original religioso e indi id"alista e a interpretação do =i2ing #onsignada em se"s J/p(ndi#esK, h"manista por e*#el(n#ia. Na pr%ti#a, #ons"lta-se o J>i ro das -"taç+esK de d"as maneiras. Na primeira, lança-se mão de #in5Nenta galhos da planta do mile.ólio 8a#hillea ptarmi#a;, os 5"ais são separados em dois gr"pos. Em seg"ida, "m dos galhos ! retirado, a .im de 5"e "m dos gr"pos some "m nImero $mpar e o o"tro, "m nImero par. & adi inho 81hiren; #olo#a o galho 5"e separo" entre o 5"into e o 5"arto dedos de s"a mão es5"erda. /bandonando "m dos mont$#"los, di ide o o"tro, #ontando seis ezes os bastonetes 5"atro a 5"atro. & nImero de bastonetes restantes em #ada #ontagem d%-lhe "ma resposta6 se o nImero ! par, tem-se "ma linha di idida 8=in negati a;T se o nImero ! $mpar, a linha ! =ang 8positi a;. ,e#omeça-se a operação tr(s ezes para #ada "ma das seis linhas 8para #on.irmar;. & m!todo de #onstr"ir "m he*agrama, #omo se (, ! trabalhoso e, assim, #rio"-se "m o"tro sistema, no 5"al se "sam tr(s moedasT Weralmente são peças de #obre, ins#ritas de "m lado e lisas do o"tro. /s tr(s são 2ogadas ao mesmo tempo e o lado ins#rito #onsidera-se #omo =$n, #om alor <. & lado liso ! =ang e ale P. 1e a soma das tr(s moedas .or ?, a linha ! #hamada de J elho =angK, isto !, ela ! mad"ra bastante para o#asionar "ma m"tação em =in. 1e o res"ltado .or Q 8isto !, as tr(s moedas dei*aram er se"s lados ins#ritos i <;, a linha ! "m J elho =inK, 5"e passar% a =ang. Dois lados ins#ritos 8< h <; e "m liso 8P; dão @, linha dita do J2o em =angK, dois lados lisos 8P h P; e "m ins#rito 8<; dão A, linha do J2o em =inK. /s linhas 2o ens não se trans.ormam. S"ando ho" er linhas J elhasK, ha er% m"tação e teremos, ao lado do primeiro he*agrama tirado, "m o"tro, #om tais linhas s"bstit"$das pelo aspe#to oposto ao 5"e tinham 8 elho =in trans.orma-se em =ang 2o em e elho =ang em =in 2o em;. Be2amos "m e*emplo pr%ti#o. 1"ponhamos 5"e as moedas, 2ogadas

seis ezes, res"ltassem na seg"inte s"#essão de nImeros6 @, A, A, A, Q, Q. Contando-se de bai*o para #ima, teremos "m he*agrama de "ma linha =ang J2o emK 8@; e #in#o =in 8A, A, A, Q, Q;. Dessas Iltimas, as tr(s primeiras são J=in 2o emK e as d"as .inais, J=in elhoK - mó eis, portanto. 7orma-se "m no o he*agrama, em 5"e 5"atro das linhas permane#em ig"ais 8"ma J=ang 2o emK e tr(s J=in 2o emK;, mas as d"as do topo tornam-se J=ang 2o emK6 @, A, A, A, @, @;6 'rimeiro he*agrama -"tação do he*agrama Ql linha ] ] Q ]]] @ Ll linha ] ] Q ]]] @ Ml linha ] ] A ] ] A Pl linha ] ] A ] ] A <l linha ] ] A ] ] A :l linha ]]] @ ]]] @ Estar% pronto, dessa maneira, o es5"ema da realidade da ida do #ons"lente no momento da in estigação. & primeiro he*agrama #hama-se J7"K 8J,etornoK; e tem o nImero <MT o seg"ndo representas J=iK 8J/"mentoK; e se" nImero ! M< no =i2ing. Cons"lta-se, então, no te*to do =i2ing, o J)"anK 5"e os a#ompanha e os J=aoK #orrespondentes somente %s linhas mó eis 8=in elho;. / interpretação seria a seg"inte6 depois de as linhas da es#"ridão 8=in; terem emp"rrado para o e*terior do he*agrama todas as linhas da l"z 8=ang;, "ma no a linha positi a 8=ang; apare#e na parte in.erior e indi#a o retorno da #laridade, após a .ase de negr"me. )erminado o e*$lio da l"z, tem ini#io "ma m"tação positi a. Essa o#orre" de "ma maneira totalmente nat"ral, no momento prop$#io e mostra-se sem s"bter.Igios. & J,etornoK 8da

l"z i =ang; baseia-se no #"rso da Nat"reza e não h% #omo e it%-lo. / analogia ! #om o .inal do in erno, 5"ando a prima era .orçosamente #hega. /s d"as linhas s"periores são mó eis, isto !, o alor das moedas, tendo em ambas somado seis, indi#a linhas do J elho =inK, 5"e se transm"tarão em J=ang 2o ensK. /ssim #"mpre 5"e se leiam os JCaoK a elas re.erentes6 :e Cao 8linha L no primeiro he*agrama;6 Jseis na 5"inta linha 5"er dizer6 #hegado o momento do J,etornoK, "m homem de e olhar para dentro de si mesmo e re#onhe#er os erros do passadoKT <e Cao 8linha Q;6 Jseis na se*ta linha signi.i#a6 se alg"!m perde o momento prop$#io para o J,etornoK, o#orrer% "ma desgraça, #"2a #a"sa indireta ! "ma atit"de errada perante o m"ndoT a #a"sa direta ser% sempre #onse5N(n#ia dessa atit"deK. & 5"e se dese2a ! e itar "ma obstinação #ega. Uma ez 5"e a 5"inta e se*ta linhas do primeiro he*agrama indi#am "ma m"tação 8isto !, "ma das realidades ! menos imediata;, #onstit"i-se "ma no a .ig"ra de seis linhas, das 5"ais as d"as s"periores serão agora J=angK 8indi isas;. )er-se-%, pois, .ormado o he*agrama no. M<, J=iK 8o J/"mentoK;. 1"a interpretação #ompletar% a leit"ra do ."t"ro. J=iK #onstit"i-se dos trigramas Js"nK 8 ento; e JzhenK 8tro ão;. / id!ia de J/"mentoK ! dada pela linha J=angK na parte in.erior do he*agrama. Ela indi#a "m sa#ri.$#io do elemento s"perior 8=ang; a .im de 5"e se prod"za "m bene.$#io 8isto !, "m Ja"mentoK; para o elemento in.erior. Em termos de pol$ti#a, "m bom go ernante tira de si mesmo para dar ao po o e Ja"mentarK a prosperidade dos sIditos. & Homem 1"perior Ja"mentaK s"as irt"des eliminando $#ios e tomando a e*#el(n#ia de #ond"ta por modelo. Com relação ao seg"ndo he*agrama, não se interpretam as linhas, pois a m"tação o#orre" para elementos J2o ensK, isto !, linhas imó eis, 5"e ainda irão amad"re#er, para estarem aptas a trans.ormar-se.Con#l"indo, #on !m es#lare#er 5"e, no =i2ing, apenas o primeiro he*agrama 85ian f o JCriadorK;, .ormado de seis linhas indi isas e o seg"ndo 84"n f o J,e#epti oK;, #onstr"$do de seis linhas di ididas, são absol"tamente homog(neos, isto !, J5ianK !, em s"a totalidade, =ang 8mas#"lino positi o;T J4"nK ! =in 8.eminino negati o;. )odos

os o"tros he*agramas #ombinam linhas mas#"linas 8=ang; e .emininas 8=in;. &s antigos #hineses ha iam m"ito bem #ompreendido a relati idade dos .atos da ida. Na maioria das ezes, nada ! totalmente positi o, nem absol"tamente negati o. Em Iltima analise, ! a presença do mas#"lino no .eminino e i#eersa 5"e dese2a #onsignar o elho J>i ro das -"taç+esK. _...`

&scola das (eis por ,i#ardo Uoppert em & /li#er#e C"lt"ral da China. 8:?@?;, Editora / enir, ,io de Uaneiro. ]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]] ]] / JEs#ola das >eisK 87alia; - / teoria legista )odas as JEs#olasK .ilosó.i#as at! a5"i analisadas #ompartilha am "ma #rença Ini#a6 a de 5"e a China, na a"rora de s"a #i ilização, ha ia atra essado "ma Idade de &"ro. & ob2eti o #om"m a todas essas do"trinas era, pois, "m retorno ao passado, "ma redes#oberta do sistema, per.eito em teoria, 5"e regera a ida da China sob o go erno de grandes soberanos dos primórdios do pa$s. /ssim, o pensamento .ilosó.i#o #hin(s isto at! a5"i era, na erdade regressi o e #!pti#o a respeito do ."t"ro6 nada poderia ser #onstr"$do sem antes rea er-se "ma herança perdida 'ara Con.I#io os go ernantes ideais ha iam sido o rei 3en e o d"5"e cho", dos albores da dinastia cho". / b"s#a dos m!todos s%bios de administração desses dois estadistas .oi a meta pol$ti#a do #on."#ionismo primiti o. -ozi re#"o" a era per.eita para os tempos de =", o Wrande, em mil anos anterior aos cho"T -engzi ante#ede"a ainda mais, #onsiderando =ao e 1h"n, soberanos 5"ase m$ti#os, #omo os parGmetros da nobreza espirit"al h"mana. & tao$smo por s"a ez, apego"-se a 7"*i, a 1hennong e a H"ang Di, JImperador /mareloK, todos esses, .ig"ras totalmente lend%rias 5"e preen#hiam a ."nção de s$mbolos da realidade so#ial. Uma Ini#a Es#ola #ompreende" as m"danças da !po#a e,

#on#entrando-se em problemas "ni#amente materiais, iso" a sol"ç+es pr%ti#as para o #onte*to so#ial, sem preo#"par-se #om o 5"e 2"lga a serem .iligranas ideal$sti#as. )rata-se da JEs#ola das >eisK 87a2ia;, 5"e re#onhe#e" as pro."ndas trans.ormaç+es e#onRmi#as e so#iais ad indas da r"$na .e"dal e penso" em re.ormar apenas dentro do dom$nio da realidade do se" tempo. & res"ltado da apli#ação das id!ias legistas no Estado de Sin, semib%rbaro antes de adot%-las, .oi a erradi#ação dos Iltimos est$gios do .e"dalismo, sistema .ragment%rio do poder, e a implantação do Imp!rio de poder absol"to e #entralizado. / do"trina baseia-se no dom$nio absol"to da >ei 87a;. / .onte Ini#a da >ei ! o 1oberano, d!spota total, impar#ial at! as Iltimas #onse5N(n#ias. Entretanto, a >ei, "ma ez 5"e o go ernante a prom"lga, ! inata#% el e ele próprio não poderia mais inter ir para impedir a s"a apli#ação. / so#iedade .orma a-se, assim, de dois elementos6 "m Ini#o tirano, identi.i#ado #om o próprio Estado, e os se"s sIditos, aos 5"ais "ni#amente se atrib"$am de eres e n"n#a direitos. Nenh"ma estrati.i#ação so#ial intermedi%ria limita a o poder absol"to do 1oberano. )otalmente abolida .oi a id!ia de -engzi de 5"e o ."ndamento de "ma dinastia reside na Birt"de pessoal do ,ei, #ontrolado pelo C!", sa#ralizada pelo -andato Celeste e #on.irmada pela ontade do po o, #"2a ,e olta seria leg$tima, se 2"lgasse e*tintas as 5"alidades morais do go ernante. & >egismo inspiro"-se na #on#epção tao$sta de J3ei X" XeiK 8agir sem ação; para .orm"lar "ma #on#epção pol$ti#a, seg"ndo a 5"al o 1oberano J permane#ia aparentemente inati oK, reinando atra !s do medo inspirado por s"a a"toridade. Ele p"nha em mo imento "ma engrenagem estatal, a 5"al #ontrola a de modo absol"to e não inter.eria diretamente na administração do pa$s. 'ara #onstr"ir "m tal me#anismo pol$ti#o, a Es#ola >egista ad oga a serem ne#ess%rios m!todos e.i#azes de go erno6 solidariedade penal, a"to#r$ti#a dos #idadãos e de#laração obrigatória de ati idade f em s"ma, absol"to #ontrole so#ial. / t!#ni#a #ons"bstan#ia a-se em J.órm"las de "m bom go ernoK 81h";, 5"e, se bem empregadas .ariam do ,ei "m soberano Jes#lare#idoK, isto !, bem in.ormado a respeito de todos os .atos em se"s dom$nios. )ais m!todos

impli#a am em #onsiderar os ."n#ion%rios do go erno respons% eis, perante o ,ei, por se"s atos. Um ."n#ion%rio 5"e não apresentasse bons res"ltados em se" mandato era p"nido #om se eridadeT atra !s de "ma pol$ti#a de terror o Wo ernante de eria e itar o não - #omprimento de se" dese2o tornado >ei. 'ara tornar e.i#azes as J.órm"las o" re#eitasK de se" Wo erno, o 1oberano disp"nha do 'oder 81hi;, Ini#o ."ndamento da a"toridade real e, #onse5"entemente, bem podemos imaginar a 5"e e*tremos a Es#ola >egista #hega a para #on#retizar o 'oder absol"to do ,ei. & pessimismo legista a respeito de 5"alidades inatas no homem .oi total. 'or s"a nat"reza, a#redita am os legistas, o homem só est% interessado em pro#"rar re#ompensas e ganhos e em e itar danos a si mesmo. 'ara 5"e se go erne o m"ndo, ! mister re#onhe#er a real nat"reza h"mana, sintetizada nos sentimentos de JgostarK e Jnão gostarK. 'ortanto, se o homem .oge Hs p"niç+es e pro#"ra re#ompensas, a m%5"ina do Estado de e ser e.i#az em administrar sanç+es pelos #rimes #ontra o dese2o real 8.onte da >ei; e pr(mios por aç+es 5"e bene.i#iem o 1oberano. Esse Iltimo .a ore#ia "ni#amente a g"erra e as #on5"istas. /ssim, os melhores #ombatentes seriam as pessoas de maior m!rito no Estado. 'ara alimentar os e*!r#itos, o ,ei tinha ne#essidade de agri#"lt"ra bem desen ol ida. &s agri#"ltores tornaram-se, pois, tamb!m dignos de re#ompensa. )odo $mpeto indi id"alista tendia para o #rime. /s pro.iss+es liberais, #"2o .ito era o enri5"e#imento pessoal, #onsistiam apenas nos JgalhosK 8mo; da %r ore go ernamental. & tron#o o" raiz 8ben; era a agri#"lt"ra e só ela, por5"e bene.i#ia a a g"erra, .onte do engrande#imento do 'ais. 'ortanto, os artesãos e os #omer#iantes de eriam ser #ontrolados #om energia e obrigados a trabalhar para o bem do Estado. )oda espe#"lação #omer#ial, toda alta de preços, toda in.lação eram males gra $ssimos e e5Ni aliam a atentados #ontra o 'ais. & legismo "ni.i#o" os pesos e as medidas, estabele#e" "m só sistema de es#rita e "ni.ormizo" a moeda. 'or o"tro lado, seg"ndo o legismo, os intele#t"ais só poderiam ser no#i os ao Estado. Eram #onsiderados #omo parasitas e e5"iparados aos agab"ndos e aos .abri#antes de ob2etos de l"*o. / "tilidade #om"m 8WongCong; torno"-se o padrão Ini#o do

2"lgamento de alor. &bras legistas6 )r(s obras .oram b%si#as para o legismo6 o JW"angziK, atrib"$do a "m ministro do Estado de Si do @e s!#"lo, mas 5"e #onsiste, na erdade, n"ma #oletGnea de dis#"ss+es de .ilóso.os- membros, no Me s!#"lo, da /#ademia Ui*ia, na #apital Si, H 5"al 2% nos re.erimos a propósito de -engziT & J1hangziK 8o" J1hang2"n sh"K;, o J>i ro do >orde 1hangK, atrib"$do a 1hang =ang, a"tor das re.ormas legistas do Estado de SinT & JHan.eiziK 8LL #ap$t"los;, de a"toria de Han.ei 8-<A9 a -<PM;, o mais elaborado dos trabalhos legistas. Han.ei .oi dis#$p"lo de F"nzi, de 5"em herdo" o pessimismo a respeito da nat"reza h"mana. )orno"-se ."n#ion%rio do Estado de Sin, ao lado de o"tro dis#$p"lo de F"nzi, o -inistro >i 1i, ao 5"al se de e a apli#ação pr%ti#a em Sin, das teorias legistas. >i 1i, aparentemente #i"mento do prestigio de Han.ei, #onseg"i" armar "ma intriga #ontra esse Iltimo e aprisiono"-o. Han.ei morre" nas pris+es de Sin, itima da própria iol(n#ia 5"e de.endera em se" sistema .ilosó.i#o. Contam-se tamb!m entre os legistas os .ilóso.os 1hen E"hai e 1hen Dao, mas po"#o sabemos de s"as #on#epç+es. /#redita-se 5"e 1hen E"hai teria ad ogado a importGn#ia do #on#eito J1h"K na do"trina 1hen Dao a#redita a 5"e o 1hi era o .ator mais rele ante na pol$ti#a. 1hang =ang, por s"a ez, de.ende" a primazia da J>eiK 87a;. / s$ntese desses tr(s #on#eitosT .eita por Han.ei, represento" o amad"re#imento do sistema legista. / obra mais importante !, pois, o JHan.eiziK, embora J>i ro do >orde 1hangK, apesar de s"a d" idosa a"tonomia, se2a tamb!m ."ndamental. 1hang =ang 8morto em -PPA; #olo#o"-se a ser iço do Estado de Sin d"rante o reinado do 'r$n#ipe Fiaogong. 1"as teorias .oram adotadas #omo norma de go erno. /pós a morte de Fiaogong, o no o soberano, H"iXenXang, ordeno" o en#ar#eramento de 1hang =ang, 5"e, posteriormente, morre" es5"arte2ado, itima, #omo Han.ei, do poder a"to#r%ti#o 5"e pregara. & legismo grad"almente trans.ormo" o Estado de Si n"ma pot(n#ia militar, 5"e, em -<<:, #on5"isto", pelas armas, os demaiis Estados remanes#entes do #olapso do sistema .e"dal. De maneira

irre ers$ el, Sin instalo" na China o modelo pol$ti#o do Imp!rio de poder #entralizado o 5"al se prolongo" at! o s!#"lo FF. & ."ndador deste Imp!rio, Sin 1hi H"angdi 8Sin, o 'rimeiro Imperador; ."ndo" "ma dinastia ."ndamentada no absol"tismo e no terror H lei, ig"alada essa Iltima H ontade do soberano. 1"a obra te e #"rta d"ração. Em -<9?, #om a morte de Sin 1hi H"angdi, ini#iaram-se mo imentos de re olta #ontra o totalitarismo. Na estepe mongóli#a, ."ndo"-se "m Imp!rio independente dos #hamados Jb%rbarosK Fiong- n", 5"e iriam ameaçar #onstantemente a China. Em -<9A o#orre" a ,e ol"ção 'op"lar de Chen 1he. Em -<9@ Fiang =" rebelo"-se #ontra a dinastia Sin. /ssassinado o J1eg"ndo ImperadorK, herdeiro de Sin 1hi H"angdi, em -<9Q a dinastia .oi deposta e ho" e "ma s!rie de l"tas 5"e estenderam at! a ."ndação da dinastia Han, em -<9<. &s dias dos Sin esta am a#abados e #om eles o Estado absol"tamente a"to#r%ti#o, mas o sistema do poder imperial s"bsisti". & legismo dei*o" tamb!m "ma mar#a indel! el no ar#abo"ço 2"r$di#o #hin(s, onde domino", at! o s!#"lo FF, o direito penal. / se eridade do sistema legista não agrado" H China, mas a dinastia Han re#onhe#e" o 5"e ha ia de apro eit% el na do"trina e s"a izo"-a, #onser ando m"itas de s"as id!ias. / agri#"lt"ra, por e*emplo, não h% #omo negar, m"ito se bene.i#io" das teorias legistas. Um dos pontos negati os do totalitarismo .oi, entretanto, se" desprezo pela #"lt"ra. Em -<:P o 'rimeiro Imperador Sin ordeno" a 5"eima total dos li ros #on."#ionistas, a #onselho de se" -inistro, >i 1i. 7oi "ma perda irrepar% el para a literat"ra #hinesa, pois, após a as#ensão dos Han, .oi ne#ess%rio re#onstr"ir os Cl%ssi#os #om base na memória das pessoas e em po"#os e*emplares es#ondidos, o 5"e tro"*e m"itas de.ormaç+es aos te*tos originais. ,ep"diado pela ortodo*ia #on."#iana, ant$poda de se" pensamento e itoriosa após a as#ensão dos Han, o legismo .oi desprezado d"rante inte s!#"los. 7oi pre#iso esperar nosso s!#"lo at"al, para 5"e se .izessem an%lises ob2eti as do sistema e se"s est$gios no #onte*to #"lt"ral #hin(s. & ass"nto, entretanto, pare#e-nos longe de estar esgotado. ,es"ltados da apli#ação do >egismo / antiga id!ia de -engzi de organizar o trabalho agr$#ola pela

distrib"ição de terras de a#ordo #om o sistema J#ampo - poçoK 8Uingtian; 8oito 5"adrados .amiliares de #"lti o em torno de "m J#ampo pIbli#oK #entral, onde esta a o poço dj%g"a; .oi #ondenado pelo legismo. D"rante o .e"dalismo, a posse da terra era nat"ralmente de e*#l"si idade de po"#as .am$liasT a massa do po o #"lti a a, portanto, #ampos 5"e lhe não perten#iam, embora g"ardasse, seg"ndo a #on#epção de -engzi, no e d!#imos da prod"ção. 'ara o legismo o Estado era o dono da terra e as antigas #om"nidades #amponesas .oram reagr"padas, .ormando nI#leos de #in#o o" seis .am$lias, 5"e #onstit"$am #orporaç+es paramilitares e i iam n"m regime de responsabilidade #oleti a, no 5"al era obrigatória a denIn#ia mIt"a de delitos. & antigo sistema .e#hado do J#ampo- poçoK .oi abolido e o 5"e o#orre" então .oi "ma erdadeira ,e ol"ção em termos e#onRmi#os. Wrandes trabalhos de drenagem e irrigação abrindo no os horizontes agr$#olas, #"2o desbra amento .oi possibilitado pela di."são do "so do .erro ."ndido pela .abri#ar instr"mentos de la o"ra. &s primeiros #anais #onstr"$ram-se no s!#"lo B antes de nossa era. & #anal #onstr"$do ao norte do rio 3ei possibilito" ao Estado de Sin, de.ensor do legismo, "m a"mento m"ito grande de ri5"ezas 5"e #ertamente #ontrib"$ram para s"a #on5"ista de toda a China em -<<:. 'antanais e zonas .lorestais .oram assim apro eitados para a agri#"lt"ra e obras hidr%"li#a de grande "lto, #omo a barragem do rio -im, no 1i#h"anT garantiram no as %reas de #"lti o. & #om!r#io e o artesanato ti eram e*traordin%rio #res#imento e .izeram s"rgir no as #lasses so#iais. / #idade f pal%#io dos tempos antigos, #entro militar, pol$ti#o e religioso, trans.ormo"-se se em aglomeração h"mana heterog(nea, onde se g"arda am grandes ri5"ezas, ori"ndas do desen ol imento #omer#ial. 7oi pre#iso proteg(-las atra !s .orti.i#aç+es sólidas e torno"-se #om"m a adoção de "m sistema de d"pla m"ralha em torno das #idades. /lg"mas das #idades abriga am P99.999 habitantes, o 5"e era espantoso para a !po#a. / .im de proteger os próprios Estados #ontra os po os não - #hineses da peri.eria, 5"e nat"ralmente #obiça am in adir "ma China sedentarizada e enri5"e#ida em irt"de das trans.ormaç+es e#onRmi#as, erigiram

m"ralhas .ronteiriças destinadas a #onter o a anço nRmades da estepe mongóli#a. 1ob as dinastias Sin e Han, os Fiongn" representaram "ma grande ameaça e o militarista Estado de Sin #onstr"i" a maior dessas m"ralhas, a"mentada após -<<:, 5"ando toda a China .oi "ni.i#ada, #om a re"nião de %rias m"ralhas menores de Estados s"bmetidos a Sin. )ais prolongamentos restaram na obra 5"e #onhe#emos ho2e sob a denominação de J/ Wrande -"ralha de :9.999 l!g"asK 83anli#hang#heng;, isto !, a pop"lar JWrande -"ralha da ChinaD, 5"e .as#ina ainda o &#idente e se estendia, n"ma linha #ont$n"a de de.esa de P.999 5"ilRmetros, do Wans", nos #on.ins da dsia #entral, at! o mar.

)ntera*+o entre (in"ua"em e Pensamento em Chinês por =" Z"ang Ch" em Campos, H. 8org.; Ideograma. 8:?@@;, C"ltri*, 1ão 'a"lo. ]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]] ]] S"e ling"agem e #"lt"ra este2am intimamente rela#ionadas ! obser ação #orri5"eira, para a5"eles 5"e tenham est"dado "ma l$ng"a estrangeira. 1ão, entretanto, relati amente po"#os os 5"e es5"adrinharam espe#i.i#amente a possibilidade de a estr"t"ra de "ma ling"agem #ondi#ionar os pro#essos do pensamento e, i#eersa, a de m"danças radi#ais no pensamento a#abarem a#arretando re.ormas estr"t"rais na ling"agem. 'residindo en#ontros a#ad(mi#os, #omo de#ano de "ma "ni ersidade #hinesa dotada de "m #orpo do#ente interna#ional bil$ngNe, des#obri 5"e, se pretendesse estim"lar a sol"ção de "m problema H maneira #hinesa, #om a (n.ase 5"e ela empresta aos meios indiretos e ao sentimento, basta a-me .alar #hin(s para dirigir a dis#"ssãoT ao passo 5"e, se dese2asse lidar #om o problema de maneira ob2eti a e direta, seg"ndo os reg"lamentos, de eria aler-me do ingl(s. Como os membros do #orpo do#ente respondiam pensando e .alando n"ma o" no"tra das d"as l$ng"as, eles .aziam apelo a d"as s!ries algo di.erentes de pro#essos mentais e de

h%bitos #on#eit"ais. Isto era %lido tanto para os do#entes #hineses, 5"anto para os o#identais. & a"tor deste ensaio ! presidente do 'rograma de Est"dos /si%ti#os do 14idmore College, de 1aratoga 1prings, No a Ior5"e. & Dr. Ch" le#iono" na >ignan Uni ersitC, na =en#hing Uni ersitC e no National )ea#hers College, na China, antes de ir para a /m!ri#a #omo pro.essor de C"lt"ra Chinesa, em 'omona. O bastante #onhe#ido em todo o pa$s e no E*tremo &riente graças ao se" trabalho pioneiro no #ampo dos est"dos inter#"lt"rais. Este artigo .oi originalmente p"bli#ado em )opi#6 / Uo"rnal 9. the >iberal /rts, 3ashington and Ue..erson College, 3ashington, 'ennsCl ania. Demonstrar "ma interação entre ling"agem e pensamento ! "rna #oisaT o"tra bem di.erente, apontar-lhe a #a"sa e o e.eito sob 5"al5"er aspe#to espe#$.i#o. O #omo a pro erbial 5"estão da galinha e do o o. 'ara .a#ilitar a an%lise, a primeira parte deste ensaio, 5"e trata do pensamento tradi#ional #hin(s, adotar%, de modo geral, o ponto de ista de 5"e a estr"t"ra da ling"agem in.l"en#io" os pro#essos mentais, embora se p"desse de.ender a tese #ontr%ria. Na parte .inal do ensaio, indi#ar-se-% de 5"e maneira as #on#epç+es o#identais 5"e se #onseg"iram impor na China moderna le aram Hs di ersas re.ormas 5"e estão at"almente o#orrendo na l$ng"a. Cara#ter$sti#as do Dis#"rso Chin(s Este artigo não pretende dar "ma des#rição panorGmi#a de todas as #ara#ter$sti#as distinti as da l$ng"a #hinesa e de s"as inImeras ariaç+es dialetais. )omaremos o dialeto prin#ipal, denominado DmandarimD, 5"e .oi adotado #omo l$ng"a na#ional e 5"e ! .alado #omo l$ng"a materna por setenta por #ento do po o #hin(s, e*#l"indo-se as minorias !tni#as. E des#re eremos s"#intamente apenas as #ara#ter$sti#as 5"e pare#em estar em interação e idente #om o pensamento. /s pala ras #hinesas são monossil%bi#asT por e*emplo, #h"ng8:; signi.i#ando DmeioD e 4"o Dpa$sD. Ch"ng4"o signi.i#a DChinaD. Em irt"de dessa 5"alidade monossil%bi#a, o dis#"rso #hin(s poss"i "m ritmo de to5"e de tambor. Como e*istem #er#a de M<9 s$labas em mandarim, em #ontraposição Hs : <99 do ingl(s, e #omo "m

di#ion%rio #hin(s #ompIe to #ont!m apro*imadamente L9.999 pala ras, h% m"itas pala ras pron"n#iadas #om o mesmo som o" s$laba. Como re#"rso para di.eren#iar alg"mas delas, "sam-se tons. Cada "m dos #ara#teres tem "m tom .i*o. Cada s$laba a#ent"ada n"ma sentença em mandarim ! pron"n#iada n"m dos 5"atro tons6 Dele ado-"ni.ormeD, Dele ado-s"bindoD, Dbai*o-s"bindoD o" Dele ado#aindoD m indi#ados na romanização 5"er por "m sinal dia#r$ti#o sobre a ogal prin#ipal, 5"er por :, <, P o" -: s"bs#ritos. )emos #omo e*emplo a s$laba mã 5"e, pron"n#iada no primeiro tom, signi.i#a DmãeDT no seg"ndo tom, ! D.io .le*$ elDT no ter#eiro, D#a aloDT e no 5"arto, DralharD. De modo 5"e, ao .alar o #hin(s, #"mpre dizer #ada pala ra a#ent"ada não somente #om o som #orreto #omo tamb!m no tom #ertoT #aso #ontr%rio, não se ! #ompreendido #orretamente. Essa #ara#ter$sti#a tonal das pala ras #hinesas #on.ere ao #hin(s .alado "ma 5"alidade m"si#al. m_Em / W"ide to -andarin, por =. C. ="en, 1h"ng -an 'rinting 'ress 8Hong Zong, :?QP;, ! apresentada a seg"inte notação gr%.i#a para os DtonsD6 :;H <;n, P;on M; o. &bser e-se 5"e o P.p tom, des#rito pelo /"tor do presente ensaio #omo DloX-dippingD, ! registrado na introd"ção prosódi#a ao -atheXYs Chinese-English Di#tionarC, Har ard Uni ersitC 'ress 8Cambridge, -ass., :?QP; #omo DloX-risingD 8o" Drising toneD;. /daptamos a trad"ção a esta Iltima .onte, por nos pare#er mais #lara, #onsiderada a Dnotação gr%.i#aD s"pra.` Herrlee W. Creel #omparo" os 5"atro tons Hs 5"atro maneiras de pron"n#iar o DCesD em ingl(s 8<;. & primeiro tom ! #omo o do modo de responder DCesD a "ma lista de #hamada 8"m tom alto, ligeiramente prolongado;. & seg"ndo ! #omo o tom 5"e se ai ele ando, 5"ando se diz DCesD para responder a alg"!m 5"e est% batendo H porta, en5"anto se est% ainda absor ido pelo 5"e se est% .azendo. & ter#eiro tom assemelha-se ao do DCe-esD pron"n#iado por alg"!m 5"e #on#orde d"bitati amente #om alg"ma #oisa en5"anto ainda a ai #onsiderando mentalmente, indo o tom de ele ado para bai*o e s"bindo le emente no .im. 7inalmente, o 5"arto tom ! o de "m Ces pron"n#iado #omo r!pli#a positi a, bre e e seg"ra, terminando in#isi amente. Embora a maioria das a"toridades lingN$sti#as a.irme 5"e as pala ras inglesas t(m apenas

a#entos e não tons .i*os, "m est"dioso, pelo menos, s"stenta ter identi.i#ado sete tons no dis#"rso ingl(s, e5"a#ionando alg"ns deles #om os do dis#"rso #hin(s 8P;. -esmo #om o emprego dos tons, m"itas pala ras são pron"n#iadas #om som e tom id(nti#os. N"m di#ion%rio red"zido #ontendo L 999 pala ras, nada menos de 5"arenta e "m #ara#teres são pron"n#iados Ci 5"arto tom. 'ara apontar apenas alg"ns, os o#%b"los e5"i alentes a D.%#ilD, DintençãoD, DretidãoD, Ddi.erençaD, e DarteD são todos eles pron"n#iados Ci embora se2am es#ritos #om #ara#teres inteiramente di.erentes. / pro."são de homó.onos torna di.$#il es#re er .oneti#amente o #hin(s #om #erteza 5"anto ao signi.i#ado. / .im de melhor di.eren#iar os homó.onos, o dis#"rso #hin(s re#orre" ao "so de e*press+es #ompostas, #onsistindo #ada "ma em d"as o" mais pala ras, em l"gar das pala ras simples. 'or e*emplo, em l"gar de "sar a pala ra simples Ci signi.i#ando D.%#ilD, empregamos a e*pressão #omposta 2"ngCi 8signi.i#ando literalmente Ds"portar .%#ilD;. Da mesma .orma, para DintençãoD, dizemos Ci ss" 8literalmente, Dpensamento de intençãoD;T para dizer DretidãoD, 4"ng Ci 8retidão pIbli#a;T para Ddi.erençaD, Ci tien 8ponto di.erente;T para DarteD, Cish" 8t!#ni#a art$sti#a;T et#. / grande maioria dos #ompostos #onstit"i-se de apenas dois #ara#teres. H% alg"ns #om tr(sT por e*emplo, tY" sh" 4"an 8edi.$#io #at%logo de li ros;, para Dbibliote#aD. &s #ompostos de 5"atro #ara#teres são mais #om"ns 5"e os de tr(s, sendo .re5Nentemente .ormados por d"as e*press+es binomiais. 'or ezes, o signi.i#ado de "m #omposto não tem nenh"ma relação #om os signi.i#ados das pala ras isoladas 5"e o #onstit"em. Como il"stração, temos sho" t"an #"2os dois #ara#teres, tomados isoladamente, 5"erem dizer DmãoD e DseçãoD mas 5"e, 2"ntos, signi.i#am Dm!todo para .azer #oisasD. &s dois #ara#teres realmente .ormam "ma pala ra e, nesse sentido, alg"mas e*press+es #ompostas em #hin(s podem ser #onsideradas #omo pala ras polissil%bi#as. Note-se 5"e o #hin(s #l%ssi#o "sa m"ito menos pala ras #ompostas 5"e o dis#"rso ern%#"lo de ho2e. S"ando "ma pala ra #omposta apare#e em .orma es#rita, não se

#olo#am h$.ens entre os #ara#teres 5"e a .ormam. 1"p+e-se 5"e o leitor saiba ler o gr"po de #ara#teres de modo ade5"ado, #om signi.i#ados indi id"ais o" #omo "ma "nidade, #on.orme o #aso. / s"gestão de 5"e se #olo5"em h$.ens entre os #ara#teres de "m #omposto pare#e simples, mas na realidade ! embaraçosa. &s lingNistas não #onseg"iram #hegar a "m a#ordo 5"anto a "m #on2"nto de regras 5"e de.inam #laramente os di ersos tipos de #ompostos. O interessante notar 5"e, na trad"ção me#Gni#a do #hin(s para o ingl(s, o #omp"tador ! programado para #omeçar pela "nidade l!*i#a mais longa e, se isso não o.ere#er "m signi.i#ado #oerente, ir pro#"rando s"#essi amente as "nidades #ada ez menores at! #hegar Hs pala ras simples.8M; Isto se .az ne#ess%rio para e itar os erros de#orrentes da trad"ção isolada dos elementos de "m #omposto. Cara#ter$sti#as da Wram%ti#a Chinesa & #hin(s ! "ma l$ng"a não-.le*ionada. /s pala ras não so.rem modi.i#aç+es de a#ordo #om o nImero, o g(nero, o #aso, o tempo, a oz o" o modo. Não h% #on2"gação nem de#linação. & 5"e torna o aprendizado do #hin(s "m dos mais .%#eis do m"ndo. /s relaç+es gramati#ais são indi#adas sobret"do pela ordem das pala ras e pelo emprego de pala ras a"*iliares. 'or e*emplo, dir$amos em #hin(s6 D&ntem ele de" e" dois literat"ra re ol"ção li roK. / ordem das pala ras indi#a #laramente 5"e DeleD ! o s"2eito, De"D o ob2eto indireto e Dli roD o ob2eto direto. De modo 5"e, de a#ordo #om a regra, todos os modi.i#adores de em pre#eder as pala ras por eles modi.i#adas, Dliterat"ra re ol"çãoD de e signi.i#ar Dre ol"ção liter%riaD 8e não Dliterat"ra re ol"#ion%riaD, embora isso tamb!m .izesse sentido;, e a .rase toda de e ser o modi.i#ador de Dli roD. & o"tro re#"rso para indi#ar as relaç+es gramati#ais ! o emprego de pala ras a"*iliares. & emprego de "ma pala ra o" .rase re.erente a tempo s"gere o tempo erbal. Um erbo de ação seg"ido da pala ra a"*iliar lei indi#a o sentido #ompletado. DE"D seg"ido de ti se trans.orma em Dme"D. /s pala ras #hinesas não são #lassi.i#adas em partes do dis#"rso, #omo as inglesas. Uma pala ra pode ser "sada #omo s"bstanti o, ad2eti o, ad !rbio o" erbo, dependendo de s"a ."nção na

sentença. Elas, entretanto, se repartem em d"as #lasses gerais6 DsólidasD e D aziasD. /s pala ras DsólidasD poss"em "m signi.i#ado por si mesmas, en5"anto as D aziasD são "sadas apenas #omo preposiç+es, #one#ti os, inter2eiç+es o" part$#"las interrogati as. 'or e*emplo6 a .orma interrogati a em #hin(s não in erte a ordem do s"2eito e do erbo. N"ma das tr(s maneiras de .azer "ma perg"nta, a ordem das pala ras ! e*atamente ig"al H de "ma a.irmação, a#res#entando-se por!m a pala ra D aziaD ma no .inal. Essa part$#"la a"*iliar, por si mesma destit"$da de signi.i#ado, trans.orma a a.irmação em interrogação. /ssim, em #hin(s, DBo#( ! ameri#ano maD, 5"er dizer DBo#( ! ameri#ano0D /s pala ras D aziasD #omo ma m"itas ezes #onstit"em a #ha e para a interpretação de "rna sentença. -ostraremos adiante a signi.i#ação de t"do isso para os pro#essos mentais. Cara#ter$sti#as do Chin(s Es#rito & #hin(s ! es#rito em termos de s$mbolos, #hamados D#ara#teresD. &s #ara#teres não são representaç+es .on!ti#as e sim ideogramas. Cada "m deles #onsiste em #erto nImero de traços, es#ritos n"ma ordem determinada e pro2etados de modo a se ins#re erem n"m espaço 5"adrado 85"adr$#"lo; imagin%rio. De .ato, os #adernos destinados Hs #rianças são pa"tados em #ol"nas de 5"adrados, em #ada "m dos 5"ais ser% es#rito "m dos #ara#teres. O pre#iso aprender de #or a re#onhe#er a .orma de #ada "m deles indi id"almente, e a es#re er os traços 5"e os #onstit"em da maneira e na ordem ade5"adas. / despeito de todas as di.erenças dialetais na China, os #ara#teres es#ritos são os mesmos para todos os gr"pos de dialetos. 1endo ideogramas, os #ara#teres t(m o mesmo signi.i#ado o" signi.i#ados para todos os leitores, embora possam ser pron"n#iados di.erentemente nas di ersas regi+es. / #onstr"ção original dos #ara#teres #hineses baseo"-se em 5"atro prin#$pios. & primeiro ! a representação pi#tóri#a. / .orma ar#ai#a de 2ih 8DsolD; ! "m #$r#"lo #om "m ponto no #entro. -ais tarde #on en#iono"-se 5"e seria "m retGng"lo na erti#al, #om "m traço #"rto e horizontal no meio. Um #res#ente representa a Dl"aD. )r(s pi#os representam "ma DmontanhaD. & s$mbolo para D%r oreD tem

"ma linha erti#al representando o tron#o da %r ore, dois traços 5"e se abrem em bai*o para representar as ra$zes e o"tros dois em #ima s"gerindo os ramos. & s$mbolo de DportaD ! #laramente a imagem de "m par de portas de ai-e- em e po"5"$ssimas alteraç+es so.re" em mais de P 999 anos. Essa 5"alidade pi#tóri#a dos #ara#teres #hineses le o" 7enollosa 85"e es#re ia no al ore#er do s!#"lo; a a.irmar 5"e ela m"ito #ontrib"i" para a imag!ti#a is"al da poesia #hinesa.8L; /dmitia-se 5"e, ao er o s$mbolo da Dl"aD, o leitor #hin(s não somente obtinha "ma id!ia da l"a, #omo tamb!m ia "ma l"a #res#ente. )al #on#epção est% ho2e desa#reditada, simplesmente por não ser erdadeira. S"ase todos os #ara#teres pi#togr%.i#os modi.i#aram tão drasti#amente s"as .ormas 5"e 2% não são imagens pi#t"rais. & leitor #hin(s simplesmente os #onsidera #omo s$mbolos #on en#ionalizados de id!ias. O ainda #erto, entretanto, 5"e os #hineses tratam os #ara#teres es#ritos #omo desenhos art$sti#os. )al ez não se2a #oin#id(n#ia 5"e a arte #hinesa sobressaia no #ampo is"al. & seg"ndo prin#$pio de #onstr"ção dos #ara#teres ! o diagrama. /lg"mas id!ias não podem ser representadas, podendo ser, entretanto, diagramadas. 'or e*emplo, "m, dois e tr(s são representados, respe#ti amente, por "m, dois e tr(s traços. Um ponto a#ima de "ma linha horizontal representa Da#imaD, e "m abai*o dessa linha signi.i#a Dabai*oD. & ter#eiro prin#$pio ! o da s"gestão. Dois #ara#teres são #olo#ados 2"ntos para .ormar "ma pala ra 5"e s"gira "ma ter#eira id!ia. / pala ra DbrilhoD ! .ormada #olo#ando-se 2"ntos os #ara#teres 5"e signi.i#am DsolD e Dl"aD. D"as %r ores lado a lado s"gerem "ma D.lorestaD. Uma m"lher seg"rando "ma #riança signi.i#a DamorD, e #omo o amor ! bom, a e*tensão do signi.i#ado trans.orma a pala ra em DbomD. & 5"arto e Iltimo prin#$pio ! o da #ombinação de "m elemento signi.i#ati o e de "m elemento .on!ti#o. & primeiro indi#a a #ategoria geral de #oisas a 5"e perten#e o signi.i#ado da pala ra, en5"anto o seg"ndo .orne#e o som do #ar%ter. 'or e*emplo, as pala ras e5"i alentes a Do#eanoD e Do elhaD são ambas pron"n#iadas

Cang, De modo 5"e, para es#re er Do#eanoD, o s$mbolo de Do elhaD #ombino"-se #om o de D%g"aD, tendo sido ambos originalmente pala ras-pint"ras. Essa #ombinação ! para indi#ar 5"e o no o s$mbolo tem algo a er #om %g"a, sendo o elemento Do elhaD apenas .on!ti#o. / grande maioria das pala ras #hinesas perten#e a tal tipo 8Q;, Um dos in#on enientes at"ais dos #ara#teres desse tipo ! 5"e, em m"itos #asos, s"a pronIn#ia se distan#io" da dos se"s elementos .on!ti#os. &s #ara#teres #hineses se #lassi.i#am n"m di#ion%rio de a#ordo #om <:M Dradi#aisD o" partes identi.i#adoras. -"itos desses radi#ais são elementos signi.i#ati os 5"e indi#am #ategorias gerais de #oisas e id!ias. &s radi#ais são apresentados na ordem do nImero de traços neles #ontidos. 1eg"indo radi#al por radi#al, os #ara#teres 5"e poss"em o mesmo radi#al são apresentados na ordem do nImero de traços da parte restante do #ar%ter o" do elemento .on!ti#o. O pre#iso, antes de t"do, identi.i#ar o radi#al #ontido n"m #ar%ter, para poder saber onde b"s#ar a pala ra no di#ion%rio. )rata-se de "m pro#esso .astidioso e por ezes di.$#il. &s primeiros registros es#ritos em #hin(s remontam a #er#a de :M99 anos a.C. D"rante a /ntigNidade, os es#ritos de em ter permane#ido bem pró*imos da maneira de .alar. Cont"do, #om o desen ol imento e a di."são da l$ng"a por "ma %rea mais asta, a maneira de .alar se modi.i#o" mais rapidamente e se torno" mais di ersi.i#ada 5"e a es#rita. 'or olta do ano Q99 d.C., o #hin(s es#rito 2% se tornara "ma l$ng"a morta, mas os er"ditos #ontin"aram a "sar o #hin(s #l%ssi#o em todas as .ormas de es#rita, tanto liter%rias #omo pr%ti#as. / partir de : 999 d.C., apro*imadamente, a .i#ção e o drama #omeçaram a ser redigidos em ern%#"lo, mas os er"ditos não iam #om bons olhos esses es#ritos. )al sit"ação perd"ro" at! :?:?. & #hin(s #l%ssi#o garanti" a #ontin"idade lingN$sti#a do passado e a "nidade para os instr"$dos a#ima das di.erenças dialetais. / sit"ação assemelha a-se H da E"ropa pós-renas#entista, 5"ando os s%bios dos di ersos pa$ses. .alando %rias l$ng"as, podiam #om"ni#ar-se "ns #om os o"tros em latim. Embora o o#ab"l%rio, a gram%ti#a e a sinta*e do #hin(s #l%ssi#o se2am algo di.erentes em relação ao #hin(s ern%#"lo de

ho2e, a estr"t"ra b%si#a da l$ng"a e os #ara#teres es#ritos são os mesmos. >ing"agem e 'ensamento ,ela#ional )endo e*aminado rapidamente as #ara#ter$sti#as da l$ng"a #hinesa, representada pelo mandarim, passo agora a e*plorar alg"ns dos inter-rela#ionamentos entre l$ng"a e pensamento. &s #ara#teres ideogr%.i#os monossil%bi#os e não-.le*ion% eis propor#ionam "m instr"mento #ongenial H re.le*ão rela#ional, 5"e tem sido "ma 5"alidade distinti a do pensamento e da #"lt"ra #hineses. Em irt"de da estr"t"ra da l$ng"a, a atenção se olta para as relaç+es entre as pala ras, mais do 5"e para as próprias pala ras indi id"almente. Embora isto se apli5"e, em maior o" menor gra", a todas as l$ng"as, ! parti#"larmente rele ante no #aso do #hin(s. Em ingl(s, "m s"bstanti o ! "m s"bstanti o e #onota "ma esp!#ie de Ds"bstGn#iaD real o" imagin%ria 8@;. -as em #hin(s, 5"ase todas as pala ras, #om e*#eção das part$#"las D aziasD, podem ser s"bstanti os, dependendo de s"a posição e de s"a ."nção na sentença. / depend(n#ia da ordem das pala ras e o emprego de pala ras a"*iliares para es#lare#er os signi.i#ados salientam ine ita elmente a importGn#ia das relaç+es e do arran2o estr"t"ral 8pattern; das pala ras. Essa (n.ase se e*prime na literat"ra, parti#"larmente em s"a .orma mais ele ada - a poesia. E*iste "m tipo de poesia #l%ssi#a no 5"al "m poema ! geralmente #omposto de 5"atro d$sti#os. Cada erso #ont!m #in#o o" sete #ara#teres. &s d$sti#os 5"e inter (m entre o primeiro e o Iltimo do poema de em mostrar "m paralelismo, obtido graças a "m #"idadoso e5"iparamento das #ategorias e dos tons. Cada "ma das pala ras do primeiro erso de "m d$sti#o tem o se" paralelo n"ma pala ra #orrespondente no seg"ndo erso, perten#ente H mesma #ategoria de #oisas, #omo, por e*emplo, aos .enRmenos astronRmi#os, ao reino egetal, ao dom$nio da #asa e do 2ardim, da alimentação, o" de 5"al5"er o"tra #ategoria estabele#ida. Uma pala ra "sada #omo ad2eti o no primeiro erso de er% en#ontrar "m ad2eti o #orrespondente na mesma posição, no seg"ndo erso, e assim por diante. /l!m disso, a "ma pala ra no primeiro o" no seg"ndo tons no primeiro erso, de er% #orresponder "ma pala ra no ter#eiro o" no 5"arto tons no seg"ndo

erso, o" i#e- ersa. & primeiro e o seg"ndo tons tamb!m podem entrar em #orrespond(n#ia. Nenh"m tom #orresponder% a si mesmo. E mais6 o #on2"nto do poema de e ser #on.orme a "m dos es5"emas de rimas padronizados no .inal de #ertos ersos. & 5"e em a seg"ir ! "ma trad"ção literario do seg"ndo d$sti#o de "m #onhe#ido poema de 3ang 3ei, do oita o s!#"lo6 Eright moon amidst pines shines Clear 1pring o er ro#4s .loXs _Erilhante l"a entre pinheiros rel"zq Clara .onte sobre ro#has .l"i` &s sons e tons são indi#ados pela seg"inte ersão romanizada, #onsoante a at"al pronIn#ia do mandarim6 ming CNeh s"ng #hien #hao q #hYing #hYNan shih shang li" &s dois ersos deste d$sti#o .oram #"idadosamente e5"iparados 5"anto H #ategoria material, H estr"t"ra gramati#al e ao es5"ema tonal. 8?; Essa tend(n#ia a #ombinar e e5"ilibrar as #oisas o" id!ias ! e*igida não somente neste tipo de poesia #omo tamb!m apare#e .re5Nentemente em o"tros tipos de ersos e at! na prosa. 1eria di.$#il, senão imposs$ el, #onseg"ir semelhante esp!#ie de paralelismo #om pala ras polissil%bi#as, .le*ion% eis e não-tonais, #omo as inglesas. / (n.ase dada Hs relaç+es entre as pala ras tem pro a elmente m"ito a er #om o pensamento rela#ional mani.estado em n"merosas %reas da ida e da #"lt"ra #hinesas. /lg"ns e*emplos serão s".i#ientes. / arte e a ar5"itet"ra #hinesas se #ara#terizam por "ma a#ent"ada noção de e5"il$brio. / atenção se olta menos para os elementos separados 5"e para a #on.ig"ração total. /s id!ias são m"itas ezes denotadas por e*press+es #ompostas, #onstit"$das de antRnimosT por e*emplo6 J#omprar- enderD ! J#omer#iarDT Da anço-re#"oD ! Dmo imentoDT Dnorma-#aosD ! D#ondição pol$ti#aD, et#. &s antRnimos não são tidos #omo opostos irre#on#ili% eis, mas sim #omo s"s#et$ eis de "nião para .ormar "ma id!ia #ompleta. Um dos #on#eitos-#ha e da 7iloso.ia #hinesa se e*pressa atra !s de "m #omposto de antRnimos, Cin - Cang. Esses dois termos denotam d"as .orças opostas por!m #omplementares no "ni erso, #"2a interação prod"z todas as #oisas e #"2a "nidade se baseia no 1"premo. O do #onhe#imento geral 5"e o

Con."#ionismo, .iloso.ia dominante na China d"rante mais de < 999 anos, ! em grande parte "m #ódigo de !ti#a para go ernar as relaç+es h"manas. 1"a atenção se olta não para o indi $d"o, mas sim para a teia das relaç+es h"manas. 1"a preo#"pação ! #om a ordem e a harmonia na .am$lia e na so#iedade, e não #om a liberdade indi id"al dos membros 5"e as #onstit"em. /ssim, são en.atizadas as obrigaç+es morais de "m indi $d"o para #om os o"tros e não os Ddireitos indi id"aisD de #ada "m. /t! a #ozinha #hinesa re.lete esse pensamento rela#ional. No preparo dos alimentos, a maneira #hinesa #onsiste em #ortar as #oisas e #ozinhar os ingredientes em #ombinaç+es e proporç+es ade5"adas. Uma longa e*peri(n#ia pro o" 5"e determinadas #ombinaç+es de ingredientes são mais agrad% eis 5"e o"tras. /t! os pratos de "m mesmo 2antar de em estar agrada elmente rela#ionados "ns #om os o"tros. Cozinhar "m prato apenas o" elaborar "m men", ! t"do "ma 5"estão de #onstr"ir "m modelo #on.ig"rati o. 'or o"tro lado, "ma re.eição o#idental d% a impressão de ser o prod"to de "ma mente anal$ti#a. Carne e leg"mes são #ozidos separadamente. Come-se #arne por #a"sa da prote$na, batata e pão por #a"sa dos hidratos de #arbono, manteiga pela gord"ra, leg"mes pelas .ibrasT bebe-se #a.! em razão do l$5"idoT e, .inalmente, toma-se "ma p$l"la por #a"sa das itaminas\ Estr"t"ra da 1entença, >ógi#a e 7iloso.ia H% ainda "m o"tro sentido, mais pro."ndo e mais estrito. no 5"al a ling"agem in.l"en#ia o pensamento. 1eg"ndo )"ng-1"n Chang, a >ógi#a e a 7iloso.ia o#identais são determinadas pela gram%ti#a o#idental, en5"anto 5"e as s"as #ontrapartidas #hinesas são determinadas pela gram%ti#a #hinesa 8:9;. / sentença inglesa de e ter s"2eito e predi#ado. Esta estr"t"ra le a, por si mesma, ao #on#eito de lei de identidade, 5"e ! o ."ndamento da >ógi#a aristot!li#a. / proposição #om s"2eito e predi#ado d% origem aos #on#eitos .ilosó.i#os de s"bstGn#ia e atrib"to. & est"do da s"bstGn#ia le a H #on#epção de ser s"premo em religião e de %tomos em Ci(n#ia. Do #on#eito de s"bstGn#ia deri o" a id!ia de #a"salidade, 5"e, por s"a ez, d% origem H Ci(n#ia. De modo 5"e as #ategorias do pensamento o#idental são identidade, s"bstGn#ia e

#a"salidade, determinadas tal ez, todas tr(s, pelo padrão das sentenças nas l$ng"as o#identais. 'or o"tro lado, "ma sentença #hinesa não e*ige nem s"2eito nem 'redi#ado, embora eles possam ser m"itas ezes en#ontrados. Em m"itas o#asi+es, estando o s"2eito #laro no #onte*to, ! omitidoT o"tras ezes, o s"2eito simplesmente ine*iste. 'or e*emplo, DWote2ar #h" aD ! "ma sentença per.eitamente #orreta em #hin(s, en5"anto 5"e em ingl(s seria ne#ess%rio dizer DIt rainsD. / possibilidade de dispensar o s"2eito em #hin(s torna mais .%#il imaginar o #osmo n"m perp!t"o pro#esso #ir#"lar de transição, sem ne#essidade de post"lar "m agente e*terno para at"ar o" #ontrolar o pro#esso. O "m #on#eito-#ha e da #osmologia #hinesa. Esta #on#epção re.lete "ma .alta de interesse pela s"bstGn#ia, pelo s"bstrato das #oisas. &s #ara#teres es#ritos são apenas signos e não s"bstGn#ia. &s .enRmenos nat"rais tamb!m são signos. -as dos signos (m as #oisas. &s #hineses não in estigam o s"bstrato das #oisas, estando interessados "ni#amente nos signos e em s"as relaç+es. / l$ng"a #hinesa nem se5"er disp+e de "ma pala ra para Ds"bstGn#iaD. &s #hineses se interessam pela Bontade do C!", não pela nat"reza do C!". / Bontade do C!" se re ela nas #ondiç+es so#iais e pol$ti#as. Con.I#io #on#entro" portanto a s"a atenção nos ass"ntos h"manos. /l!m disso, "ma sentença #hinesa não pre#isa de erbo. D-ontanha grandeD ! "ma sentença. Não ! ne#ess%rio "sar o erbo DserD. Na realidade, o erbo DserD não e*iste no #hin(s #l%ssi#o. Em ingl(s, n"ma sentença de de.inição, ! absol"tamente indispens% el esse erbo. No #hin(s #l%ssi#o, "ma de.inição emprega d"as pala ras D aziasD, Che e Ceh. 'or e*emplo, "ma de.inição de 2en 8h"manidade; ass"miria a seg"inte .orma6 2en #he 2en Ceh. & seg"ndo 2en ! "m #ar%ter di.erente 5"e signi.i#a DhomemD. Em o"tras pala ras, a sentença de.ine por analogia, dizendo, #om e.eito, Dh"manidade ! a 5"alidade do homemD. 1em o padrão s"2eito-predi#ado na estr"t"ra da sentença, o #hin(s não desen ol e" a noção de lei da identidade na >ógi#a, nem o #on#eito de s"bstGn#ia em 7iloso.ia. E sem esses #on#eitos, não poderia ha er noção de #a"salidade, nem de Ci(n#ia. & #hin(s

desen ol e, em l"gar disso, "ma >ógi#a #orrela#ional, "m pensamento analógi#o e "m ra#io#$nio rela#ional 5"e, apesar de inade5"ados para a Ci(n#ia, são e*tremamente Iteis em teoria so#iopol$ti#a. 8::; O por isso 5"e, prima#ialmente, a 7iloso.ia #hinesa ! "ma 7iloso.ia da ida. Não tendo a sentença #hinesa ne#essariamente s"2eito nem erbo, pode-se perg"ntar DS"al ! a s"a estr"t"ra b%si#a0D 7i5"e entendido 5"e #ertos tipos de sentenças em #hin(s se assemelham, de modo geral, a determinados padr+es das sentenças inglesas, e*istindo por!m alg"mas 5"e não t(m similar em ingl(s, por s"a sing"laridade. Como saliento" Chao 8:<;, "m padrão #om"m de sentença em #hin(s #onsiste n"m tópi#o seg"ido de "m #oment%rio. / pessoa 5"e .ala primeiro men#iona "m tópi#o sobre o 5"al ai .alar e diz em seg"ida algo a respeito do mesmo. / ação ! apenas "ma esp!#ie de #oment%rio e. o tópi#o não pre#isa ser agente dessa ação. 'or e*emplo6 DEle, #oração bondoso, mente estIpidaD. Não seria estritamente e*ato trad"zir essa sentença por D1e" #oração ! bondoso mas s"a mente ! estIpidaD. 1eria melhor trad"zir por6 D7alando dele, se" #oração ! bondoso mas s"a mente estIpidaD. &" então6 D/m!ri#a, m"itas .am$lias t(m dois #arrosD signi.i#a D7alando da /m!ri#a, m"itas .am$lias t(m dois #arrosD. Chao #ompara esse tipo de sentença H sinalização nas estradas inglesas6 D)er#eira r"a, #onser e a direitaD. / ,egra de &"ro #hinesa tamb!m ass"me essa .orma6 D& 5"e o#( não 5"er para si, não .aça aos o"trosD. )al estr"t"ra de sentença s"gere 5"e o tópi#o ! mais asto e mais abrangente do 5"e o #oment%rio. & 5"e est% de a#ordo #om a id!ia de 5"e o #osmo ! in.initamente #omple*o e o 5"e podemos dizer a se" respeito se red"z a #oment%rios $n.imos, 5"e mais distor#em a erdade do 5"e a re elam. Essa #on i#ção est% s"b2a#ente H atit"de m$sti#a no )ao$smo, .iloso.ia 5"e agi" paralelamente ao Con."#ionismo e #om ele interagi" na história do pensamento #hin(s. & )ao$smo tamb!m #onsidera o DserD e o Dnão-serD #omo interdependentes, e insiste sobre o .ato de 5"e o ser e*trai s"a "tilidade o" ."nção do não-ser. / "tilidade de "ma tigela não est% em s"as paredes e sim em s"a #on#a idade. Essa (n.ase atrib"$da ao não-ser le a H id!ia de não-

ação, na #ond"ta pessoal tanto 5"anto no go erno, ao apreço pela 5"iet"de e pela meditação, H importGn#ia do emprego de espaços azios para #ontrabalançar os ob2etos n"ma pint"ra #hinesa, et#. Essa atração pelo não-ser tal ez se2a in.l"en#iada pelo .ato de 5"e, em ling"agem, os #hineses de em prestar "ma atenção espe#ial Hs pala ras D aziasD 5"e, embora destit"$das de signi.i#ado próprio, desempenham "m papel #r"#ial na estr"t"ra de "ma sentença. Uma ez dominadas as pala ras D aziasD habit"ais, o est"dante ter% en#ido a parte mais di.$#il da gram%ti#a #hinesa. Nesta an%lise, e identemente, .i#am de.inidas apenas alg"mas das maneiras seg"ndo as 5"ais a estr"t"ra da l$ng"a #hinesa pode ter in.l"en#iado a .ormação do pensamento tradi#ional na China. 'assemos agora a #onsiderar o o"tro lado da moedaT isto !, #omo as id!ias o#identais 5"e se imp"seram na China moderna le aram a modi.i#aç+es na ling"agem. / Criação de No os )ermos Depois 5"e as #omportas se abriram em irt"de da derrota da China na W"erra do rpio 8:AP?-M<;, o pa$s se i" in"ndado por "m a.l"*o de #oisas e id!ias o#identais, alg"mas das 5"ais não tinham nome em #hin(s. Era pre#iso #riar no os termos. Ha ia d"as sol"ç+es alternati as para o problema. / primeira seria "sar os #ara#teres #hineses o" s$mbolos .on!ti#os para a transliteração do som o" sons da pala ra inglesa. / seg"nda seria .or2ar "ma no a pala ra o" e*pressão #om #ara#teres #hineses para trad"zir o signi.i#ado da pala ra estrangeira. &s dois m!todos .oram "tilizados tanto na China #omo no UapãoT mas a China de" ampla pre.er(n#ia ao seg"ndo m!todo, ao passo 5"e a moderna tend(n#ia no Uapão ! para a transliteração por meio da es#rita .on!ti#a. _&s 2aponeses desen ol eram "m silab%rio .on!ti#o espe#ial, 4ata4ana, pre#ip"amente destinado a transliterar pala ras estrangeiras` Não dispondo originalmente de "ma es#rita .on!ti#a, pare#e" in#Rmoda aos #hineses a transliteração de sons estrangeiros em #ara#teres ideogr%.i#os. De modo 5"e, na maioria dos #asos, re#orre"-se ao m!todo da trad"ção. 'or e*emplo6 "m trem .oi #hamado h"o #hYe 8.ogo #arr"agem;T "ma #aneta-tinteiro. tz" lai mo sh"i pi 8pena trazendo s"a própria tinta l$5"ida;T %tomo, CNan

tz" 8part$#"la original;T et#. )rad"zi"-se Ddemo#ra#iaD #omo min #h" #h" Ci 8po o senhor senhor signi.i#ado;. Este #omposto de 5"atro #ara#teres !, na realidade, prod"to de dois #ara#teres #ompostos. & primeiro #onstit"inte #ompósito signi.i#a Dpo o sendo senhorD, e o seg"ndo signi.i#a D"ma do"trina o" ideologia mestraD. / totalidade do #omposto de 5"atro #ara#teres signi.i#a Da ideologia 5"e diz ser o po o senhor do pa$sD. Da mesma .orma, D#om"nismoD ! 4"ng #hYan #h" Ci 8propriedade #om"nal senhor signi.i#ado;. S"ando se des#obri" o "rGnio, .oi pre#iso #riar "m #ar%ter inteiramente no o para design%-lo em #hin(s. 1"a #onstr"ção obede#e" ao 5"arto prin#$pio de .ormação dos #ara#teres, 2% analisado, #ombinando-se "m elemento signi.i#ati o, o" radi#al, e "m elemento .on!ti#o. & radi#al es#olhido .oi o #ar%ter 5"e signi.i#a DmetalD, es#rito do lado es5"erdo do re#!m-#riado, e o elemento .on!ti#o ! "m #ar%ter 5"e se pron"n#ia D"D, es#rito H direita. / #ombinação res"ltante, #onsiderada #omo "m #ar%ter simples, pron"n#ia-se ". _N. C"riosamente, U 8o" C"; representa a germinação de "m grão e, por e*tensão, Dprin#$pioD, DorigemD, Dponto de partidaD, D#a"saD 8#.. >. 3ieger, Chinese Chara#ters, Do er '"bli#ations, No a Ior5"e, :?QL;T isto poderia le ar o leitor a interpretar semanti#amente 8ainda 5"e Da posterioriD; a seg"nda parte do #omposto, 2% 5"e o "rGnio, o mais pesado dos elementos nat"rais, ! a DorigemD o" Dponto de partidaD da energia atRmi#a...` / ,enas#ença Chinesa &s #ontatos #om o &#idente tro"*eram para a China as id!ias de #ons#i(n#ia na#ional, lealdade na#ional e independ(n#ia na#ional. Essas e o"tras noç+es o#identais deram origem em :?:@ a "m mo imento de libertação lingN$sti#a, intele#t"al, so#ial e pol$ti#a, #onhe#ido #omo ,enas#ença #hinesa, 5"e empolgo" o pa$s d"rante "ma d!#ada mais o" menos. 8:P; Uma das .ases desse mo imento preo#"po"-se #om o .ato de 5"e, embora sempre ti esse ha ido na China "ma "nidade lingN$sti#a na es#rita, não ha ia "nidade no .alar. Um nImero #onsider% el de pessoas, parti#"larmente no litoral s"deste da China, .ala a dialetos m"itos di ersos. Bisando H "ni.i#ação do .alar, os l$deres promo eram e .inalmente garantiram

a adoção o.i#ial do mandarim #omo l$ng"a na#ional, 5"e seria ensinada nas es#olas de todo o pa$s. Como o mandarim 2% era .alado #omo l$ng"a materna por #er#a de setenta por #ento da pop"lação #hinesa, e*#l"$das as minorias !tni#as, s"a adoção #onstit"i" "m ob2eti o e*e5N$ el. Crio"-se, e passo" a ser "tilizada nos man"ais impressos, "ma es#rita .on!ti#a elaborada #om partes dos #ara#teres #hineses. Ela poderia ser #olo#ada ao lado dos #ara#teres para indi#ar as pronIn#ias na#ionais dos mesmos. / "nidade lingN$sti#a na es#rita ! dada por "ma l$ng"a morta6 o #hin(s #l%ssi#o. 1e" o#ab"l%rio e se" idioma, a gram%ti#a e o estilo são algo ar#ai#os. Embora #onstit"a "m e*#elente re#"rso para a poesia e o"tros es#ritos liter%rios, ela se adapta #om di.i#"ldade Hs ne#essidades da des#rição #ient$.i#a, do ra#io#$nio pre#iso e at! mesmo da literat"ra realista. De modo 5"e "ma o"tra .ase da ,enas#ença te e de se ha er #om a adoção do .alar #om"m da maioria das pessoas 8isto !, do mandarim; #omo meio de #om"ni#ação es#rita para todas as .inalidades. Esta proposição, 5"e desen#adeo" a ,enas#ença, s"s#ito" "ma grande #ontro !rsia. )ermino" #om a itória dos ad ogados do ern%#"lo, em :?<<. / partir de então, todos os man"ais das es#olas elementares .oram obrigatoriamente editados em mandarim e o #hin(s #l%ssi#o em sendo ensinado apenas nos #"rsos m!dio e s"perior. & ob2eti o desse mo imento era a "ni.i#ação do .alar e da es#rita, e a prod"ção de "ma literat"ra i a n"ma l$ng"a i a. )al re.orma lingN$sti#a promo e", de .ato, "ma grande eman#ipação da mente #hinesa nos dom$nios liter%rio, intele#t"al e #"lt"ral. ,ompe" #om as r$gidas #on enç+es do passado e dei*o"-se .as#inar pelas id!ias e pela e*pressão liter%ria o#identais. &s es#ritores e*perimentaram as .ormas o#identais da poesia e do drama, es#re eram ersos li res, #riti#aram a herança #"lt"ral #hinesa e enalte#eram a Ci(n#ia e a demo#ra#ia do &#idente. Espo#aram periódi#os Hs #entenas e "ma en*"rrada de li ros no os, es#ritos no ern%#"lo, a2"do" a apla#ar a sede de no os #onhe#imentos6 /s trans.ormaç+es so#iais 8re.orma do sistema .amiliar, eman#ipação das m"lheres, a"mento da mobilidade so#ial, et#.; e os mo imentos pol$ti#os 8anti.e"dalismo, antiimperialismo,

na#ionalismo, et#.; #omeçaram a mani.estar-se e a i#e2ar. Esses aspe#tos da ,enas#ença .ogem ao es#opo deste ensaio. Easta dizer a5"i 5"e as re.ormas lingN$sti#as não ti eram l"gar n"m %#"o so#ialT esti eram, pelo #ontr%rio, intimamente ligadas aos mo imentos so#iais e pol$ti#os. &s e.eitos da ,enas#ença ainda #ontin"am. /t! a gram%ti#a e o estilo de es#re er do ingl(s t(m sido imitados. /lg"ns es#ritores adotaram o sistema de pont"ação "sado em ingl(s. & #hin(s #l%ssi#o não tem sinais de pont"ação e as #itaç+es não são realçadas por nenh"ma mar#a. Considera a-se "m ins"lto ao leitor não esperar 5"e ele .osse #apaz de .azer pa"sas nos l"gares #on enientes do te*to, o" de identi.i#ar a .onte de "ma #itação. Essa a"s(n#ia de pont"ação le a por ezes H ambigNidade. /o adotar a pont"ação inglesa, passamos a nos des iar para o lado do s"p!r.l"o. 'or e*emplo6 #olo#ar "m ponto de interrogação depois de ma, part$#"la interrogati a, no .inal de "ma perg"nta, ! "ma red"ndGn#ia. / in.l"(n#ia do &#idente a.eto" at! a gram%ti#a #hinesa. Em #hin(s, raramente se "sa a oz passi a. Com re.er(n#ia a ob2etos inanimados, a oz ati a tem signi.i#ado de passi a. 'or e*emplo6 D& #$mbalo e o tambor per#"tem .orteD, 5"er dizer Do #$mbalo e o tambor são per#"tidos .ortementeK. ,e.erindo-se a "ma pessoa, a oz passi a ! indi#ada pelo s$mbolo pei pre#edendo o erbo, #omo em pei sha 8ser morto;. / oz passi a ! "sada apenas em #ir#"nstGn#ias desastrosas. De modo 5"e "m p"rista di.i#ilmente diria em #hin(s6 D7"i #on idado para 2antarD. Ele diria D/lg"!m #on ido"-me para 2antarD o" então D,e#ebi "m #on ite para 2antarD. /t"almente, sob a in.l"(n#ia o#idental, o emprego da oz passi a est% generalizando-se e ! bastante #om"m dizer-se DEle .oi eleito presidenteD sem .i#ar impl$#ito 5"e ele .ez .a#e a "ma oposição\ 8:M; &"tra pe5"ena pro a de o#identalismo nos es#ritos liter%rios so.isti#ados ! a #olo#ação de "ma #l%"s"la dependente depois da #l%"s"la prin#ipal, .i#ando ambas separadas por "m traço. Esta #onstr"ção #ontraria as normas gramati#ais do #hin(s. /inda não ! m"ito #om"m na redação #orrente, mas pare#e 5"e ai sendo #ada

ez mais prati#ada. &"tro desen ol imento ! a tend(n#ia a imprimir o #hin(s em linhas horizontais em l"gar do sistema tradi#ional, em 5"e se es#re ia e lia em #ol"nas erti#ais. Isso ! de "so parti#"larmente #om"m nas re istas #ient$.i#as para .a#ilitar a in#orporação de .órm"las e e5"aç+es ao te*to #hin(s. / impressão horizontal ! ho2e pr%ti#a #orrente em todos os 2ornais e re istas da China #ontinental. ,e.orma da l$ng"a e eliminação do /nal.abetismo / al.abetização "ni ersal ! "ma das #ara#ter$sti#as distinti as de "ma nação moderna, mas a nat"reza ideogr%.i#a dos #ara#teres #hineses representa "m enorme empe#ilho H realização dessa meta. /lg"ns #ara#teres #orrentemente "tilizados #ont(m m"itos traços, e embora em o"tros os traços se2am po"#os, a #olo#ação errRnea de "m, por pe5"eno 5"e se2a, trans.ormaria o #ar%ter no"tro m"ito di.erente. Como na maioria dos #asos a .orma dos #ara#teres não tem relação alg"ma #om a pronIn#ia deles, #ada "m tem de ser aprendido de #or. & 5"e, e identemente, retarda o ritmo do aprendizado e impede a ed"#ação "ni ersal. 7oram tomadas tr(s pro id(n#ias di.erentes, isando a dimin"ir essa di.i#"ldade. / primeira .oi a seleção dos #ara#teres mais habit"almente "sados, a .im de .ormar "ma lista das pala ras b%si#as. Esses #ara#teres de em ser ensinados nas es#olas elementares e nos #"rsos de al.abetização. & Comit( de ,e.orma da >$ng"a da China Com"nista p"bli#o" em :?L< "ma lista de pala ras #om"ns #ontendo :9:9 #ara#teres na primeira #lasse #om re.er(n#ia H .re5N(n#ia de "tilização, e M?9 #ara#teres na seg"nda #lasse, totalizando :L99. /l!m disso, h% "ma lista s"plementar de L99 #ara#teres na ter#eira ordem de .re5N(n#ia. Cal#"la-se 5"e, tendo aprendido os : L99 #ara#teres b%si#os, "ma pessoa este2a #apa#itada a ler #er#a de no enta e #in#o por #ento dos Dte*tos de leit"ra pop"larD. Esta per#entagem pare#e otimista, isto #omo "m 2ornal m!dio "tiliza #er#a de M999 #ara#teres. / seleção dos #ara#teres b%si#os ! apenas parte de "ma tare.a mais asta por5"e, lembre-se, o #hin(s moderno emprega "m grande nImero de #ompostos, os 5"ais t(m de ser aprendidos #omo "nidades. Em :?LA, .oi p"bli#ada "ma lista de <9999 #ompostos

#orrentemente "sados em mandarim. In#identalmente, h% #er#a de M99 desses #ompostos para #ada "m dos 5"ais e*iste, pelo menos, "m o"tro o#%b"lo #ompósito, pron"n#iado e*atamente da mesma maneira e #om o mesmo tom. 1e .ossem es#ritos .oneti#amente, só se poderia estabele#er "ma distinção entre eles atra !s do #onte*to. / seg"nda tentati a de erradi#ação do anal.abetismo #onsisti" em simpli.i#ar os #ara#teres #omple*os pela red"ção do nImero de traços de #ada "m. Conseg"i"-se isso mantendo "ma pe5"ena parte do #ar%ter #omple*oT o" então s"bstit"indo "m elemento mais #ompli#ado por "m mais simplesT o" ainda adotando "m homó.ono mais simples no #aso dos #ara#teres intrin#adosT e de %rias o"tras maneiras mais. 7ormas simpli.i#adas de m"itos #ara#teres inham sendo "sadas h% m"ito tempo pelos homens de negó#ios, mas eram mal istas pela elite ed"#ada da elha China. Elas t(m agora a apro ação o.i#ial e (m sendo #riadas no as .ormas simpli.i#adas. Um e*emplo e*tremo de simpli.i#ação ! o do #ar%ter #hYang 8.%bri#a;, #"2os 5"inze traços .oram red"zidos a dois. Em :?LQ, o go erno da China Com"nista prom"lgo" o.i#ialmente "ma lista de L:L #ara#teres simpli.i#ados a serem "tilizados em l"gar das .ormas #omple*as originais em todas as p"bli#aç+es. Como m"itos deles ser em de radi#ais para n"merosos o"tros, o e.eito da simpli.i#ação ai m"ito al!m dos L:L #ara#teres o.i#ialmente arrolados. / an%lise mostra 5"e a5"eles L:L, em s"as .ormas originais, tinham em m!dia, #ada "m, :Q,: traços, ao passo 5"e, depois da simpli.i#ação, o nImero de traços por ideograma des#e" para A,< 8"ma red"ção, portanto, de L9s;. & ter#eiro es.orço a .a or dessa #ampanha de al.abetização #onsisti" na elaboração de "m plano de trans.ormação da es#rita, 5"e abandonaria os #ara#teres ideogr%.i#os para adotar "m al.abeto. Depois de m"itos est"dos, a China #om"nista an"n#io" em :?LA a adoção das inte e seis letras do al.abeto latino "sadas em ingl(s, e de "m sistema padronizado para es#re er o mandarim #om esse al.abeto - #om e*#eção da letra D D 5"e seria "sada apenas para reprod"zir sons estrangeiros e das l$ng"as minorit%rias da China. Esse sistema 8:L; emprega letras simples, dobradas o"

mesmo mais de d"as em #ombinaç+es, para representar inte e "ma #onsoantes, seis ogais, e inte e no e ditongos. H% 5"atro sinais dia#r$ti#os para indi#ar os 5"atro tons e "m sinal di isar para indi#ar, sempre 5"e ne#ess%rio, 5"e d"as ogais ad2a#entes, ao serem soletradas, de em ser pron"n#iadas isoladamente. Esse sistema est% sendo "sado 8:; para indi#ar a pronIn#ia mandarim dos #ara#teres, e #omo a"*iliar para o aprendizado do mandarim, l$ng"a na#ional padrãoT 8<; para a2"dar as minorias !tni#as e*istentes na China, 5"e não disp+em de sistemas próprios, a #riar "ma es#rita para s"as l$ng"asT 8P; na transliteração de nomes próprios estrangeiros e de termos #ient$.i#osT 8M; para a2"dar os estrangeiros a aprenderem o #hin(sT 8L; para #ompilar $ndi#esT e 8Q; para s"bstit"ir e ent"almente os #ara#teres. O linha de ação pre ista pelo regime #om"nista "tilizar este sistema em l"gar dos #ara#teres em data ."t"ra, ainda não determinada. Na erdade, a s"bstit"ição dos #ara#teres por "ma es#rita al.ab!ti#a en#ontraria no momento presente %rias e s!rias di.i#"ldades. Uma delas diz respeito ao grande nImero de pala ras homó.onas. 'or e*emplo, os #ara#teres 5"e signi.i#am Dno oD, D#oraçãoD, Dsal%rioD e DprazerD são todos pron"n#iados hsin, no primeiro tom, embora os #ara#teres es#ritos se2am m"ito di.erentes. 1e a s"a gra.ia al.ab!ti#a #orrespondesse aos respe#ti os sons, eles seriam en"n#iados de maneira id(nti#a, e o leitor teria de adi inhar o sentido e*ato baseando-se no #onte*to. / tend(n#ia do #hin(s moderno a "sar e*press+es #ompostas, #ada "ma delas #onstit"$da por dois o" mais #ara#teres, tomando-se assim, em #erto sentido, "m idioma polissil%bi#o, representa "ma sol"ção par#ial para o problema dos homó.onos. Entretanto, de a#ordo #om "ma an%lise preliminar, dos :M999 #ompostos, #er#a de @?9 gr"pos t(m pronIn#ias id(nti#as e, por #onseg"inte, tamb!m são es#ritos al.abeti#amente de maneira id(nti#a, impli#ando :?AQ #ara#teres homo.Rni#os. S"ando o signi.i#ado #orreto de "m homó.ono não pode ser in.erido atra !s do #onte*to, a Ini#a maneira de el"#id%-lo n"ma sentença redigida al.abeti#amente ! in#l"ir imediatamente depois da pala ra homó.ona o ideograma ade5"ado, o" "s%-lo em l"gar da e*pressão al.ab!ti#a. O o 5"e se

.az na transmissão de telegramas na China #om"nista entre as estaç+es .erro i%rias, onde boa parte do #onteIdo dos telegramas diz respeito Hs operaç+es de rotina da estrada de .erro. Cer#a de #in#o por #ento das pala ras nesses telegramas t(m de ser transmitidas em s$mbolos de #ódigo n"m!ri#o, #on ers$ eis em #ara#teres ideogr%.i#os. Cont"do, as ag(n#ias pIbli#as do tel!gra.o não "sam de maneira alg"ma a es#rita al.ab!ti#aT seg"em ainda o m!todo tradi#ional da #on ersão de #ada ideograma n"m nImero 5"adri-d$gito, de a#ordo #om "m #ódigo para transmissão arbitrariamente #on en#ionado, 5"e ser% re#on ertido em ideograma ao ser re#ebido. 1igni.i#a isto 5"e, pelo menos nas at"ais #ir#"nstGn#ias lingN$sti#as, a es#rita al.ab!ti#a dos #hineses #ara#e de inteligibilidade, pre#isão e seg"rança 5"anto ao signi.i#ado, e s"as #onse5N(n#ias são tamb!m aleatórias. Não obstante, o go erno #om"nista adoto" re#entemente "rna pol$ti#a de est$m"lo para 5"e o po o empreg"e "ma mist"ra de es#rita al.ab!ti#a e de ideogramas na es#rita in.ormal. &"tro problema s!rio na es#rita al.ab!ti#a ! a "nião de elementos n"m #omposto para es#re (-los #omo "ma só pala ra. /t! agora não e*istem regras 5"e padronizem a de.inição o" a delimitação dos #ompostos. Esse problema .i#a es5"e#ido 5"ando se es#re e #hin(s #om os #ara#teres ideogr%.i#os, pois estes não se agr"pam na sentença de modo a indi#ar os #ompostos. -as es#re er #ada "m dos #omponentes de "m #omposto separadamente, em es#rita al.ab!ti#a, representa a perda da indi id"alidade da e*pressão es#rita. & res"ltado pare#eria 5"ase tão destit"$do de sentido 5"anto, entre nós, D/ m!r i #a ! " ma de mo #ra #i a.D & #orrespondente em #hin(s de Dpe5"ena b"rg"esiaD ! hsiao 8pe5"ena; tz" #hYan 8propriedade; #hieh #hi 8#lasse;. Esta e*pressão pode ser es#rita #omo "ma pala ra Ini#a e #omprida, o" em d"as o" tr(s pala ras, dependendo de #omo se delimitem os #omponentes internos do #omposto integral. / es#rita ter% de apresentar "ma padronização m"ito maior no agr"pamento dos elementos dos #ompostos, em relação ao est%gio at"al, antes 5"e se possa es#re er o #hin(s al.abeti#amente de maneira intelig$ el. Um ter#eiro obst%#"lo para 5"e se es#re a o #hin(s

al.abeti#amente em da .alta de "ni.ormidade na pronIn#ia, no o#ab"l%rio e at! na estr"t"ra gramati#al, não somente entre os dialetos, #omo at! mesmo no mandarim. & s$mbolo para Dirmão mais elhoD pode ser pron"n#iado 4o o" 4e DCimentoD pode ser designado #omo Cang h"i o" sh"i ni. D/ não ser 5"e a maioria #on#orde, então poderemos #hegar a "ma de#isãoD ! ho2e tão a#eit% el 5"anto D/ não ser 5"e a maioria #on#orde, não poderemos #hegar a "ma de#isãoD. Essas ariaç+es 2% são bastante embaraçosas 5"ando es#ritas em #ara#teres #hineses, mas seriam ainda mais di.i#ilmente re#onhe#idas em es#rita al.ab!ti#a. Normalmente, a sinta*e e a gram%ti#a #hinesas 2% são s".i#ientemente el%sti#as para pro o#ar .re5Nentes ambigNidades. 8:Q; / menos 5"e se .aça "m maior a#ordo baseado n"m "so mais "ni.orme, a #on."são e a ambigNidade tal ez .i5"em a#res#idas pela es#rita al.ab!ti#a. 1ão essas as re.ormas 5"e se estão pro#essando na l$ng"a na China Com"nista, e os problemas #on#omitantes. & go erno na#ionalista, antes de perder a parte #ontinental para os #om"nistas, mostro"-se .a or% el H seleção dos #ara#teres b%si#os para o ensino Hs #rianças e anal.abetos, assim #omo H "tização de "ma es#rita .on!ti#a #omo a"*iliar para a pronIn#ia, mas não .a ore#e" a s"bstit"ição dos #ara#teres. Ha ia d"as .ormas de es#rita .on!ti#a. Denomina a-se "ma WXoCe" ,omatzCh 8,omanização Na#ional;, e "tiliza a o al.abeto latino para indi#ar a pronIn#ia mandarim dos #ara#teres. Como essa .orma se assemelha H es#rita o#idental e não pode ser #on enientemente impressa ao lado dos #ara#teres, se" emprego 2amais se tomo" e*tensi o, nem .oi o.i#ialmente en#ora2ado. / o"tra .orma era #h" Cin tz" m" 8as D>etras 7on!ti#as Na#ionaisD;, e #onsistia em trinta e no e s$mbolos deri ados de elementos de antigos #ara#teres #hineses. Esta .orma tem sido reg"larmente ensinada nas es#olas elementares #ontroladas pelo go erno na#ionalista e demonstro" ser "m instr"mento e.i#iente para ensinar o mandarim a pessoas 5"e não o .alam, e #om "m alto gra" de pre#isão na pronIn#ia. Desde :?P@, todos os li ros de te*to das es#olas elementares t(m de ser Impressos em #ara#teres #hineses H #"2a direita em indi#ada a respe#ti a pronIn#ia em D>etras

7on!ti#as Na#ionaisD. & re#eio de in#orrer n"ma gra e r"pt"ra #om a herança #"lt"ral #hinesa impedi" a China na#ionalista de estim"lar o.i#ialmente a simpli.i#ação dos #ara#teres, embora a maioria das pessoas re#orra, dentro de "ma #erta medida, a .ormas abre iadas na es#rita #otidiana. & go erno na#ionalista tem-se oposto energi#amente - #omo era de s"por - H es#rita al.ab!ti#a. No #ontinente, os de.ensores das re.ormas de#lararam 5"e somente o pensamento mar*ista seria #apaz de prod"zir as re.ormas da l$ng"a. 8:@; 1em ser ne#ess%rio aderir a esse ponto de ista parti#"lar, ! indis#"t$ el 5"e as #on#epç+es o#identais pro o#aram m"danças lingN$sti#as na China moderna. 'or o"tro lado, Ha2ime Na4am"ra demonstro" 5"e a ideologia b"dista - elo #om"m entre os hind"s, os #hineses, os tibetanos e os 2aponeses - tem sido s"bmetida a di ersas interpretaç+es por esses 5"atro po os em irt"de das di.erenças lingN$sti#as. 8:A; /ssim sendo, não serão as id!ias o#identais, e as #on#epç+es mar*istas em parti#"lar, modi.i#adas na China, em irt"de das pe#"liaridades lingN$sti#as dos #hineses, m"ito embora estas Iltimas 2% este2am passando por trans.ormaç+es0 / interação entre a ling"agem e o pensamento em #hin(s, #omo nas o"tras l$ng"as, ! real e tem inImeras rami.i#aç+es. / #ons#i(n#ia dessa interação liberta o indi $d"o de "ma esp!#ie de prisão semGnti#a e lhe torna poss$ el e itar "ma armadilha em 5"e #ai" Imman"el Zant. Des#onhe#endo l$ng"as de tipo não-o#idental, pro a elmente, Zant .oi le ado a admitir 5"e as #ategorias do pensamento por ele .orm"ladas eram "ni ersais no pensamento h"mano. Nada menos erdadeiro. / #ompreensão da interação entre a ling"agem e o pensamento ! sem dI ida alg"m "m dos re5"isitos essen#iais de "ma ed"#ação liberal. ]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]] :. 'ara "ma des#rição #ompleta da l$ng"a #hinesa .eita por "m lingNista il"stre, #ons"ltar ="en ,en Chao -andarin 'rimer 8Cambridge, -ass., :?Q:;, pp. P-@:. <. >iterarC Chinese bC the lnd"#ti e -ethod, P ols. 8Chi#ago, :?P?:?L<;, I, p. P. P. 1heng-h"-Ch", )he 1e en English 1pee#h )ones, /nalCzed and identi.ied Xith -"si#al )ones and Chinese 1pee#h )ones, bC Uee

1ane 3oo 8No a Ior5"e, :?L?;. M. Wilbert 3. Zing e Hsien-3" Chang, D-a#hine )ranslation o. ChineseD, 1#ienti.i# /meri#an 82"nho, :?QP; p. :P9. L. Ernest 7. 7enollosa, )he Chinese 3ritten Chara#ter as a -edi"m .or 'oetrC 8>ondres, :?PQ;. Q. Histórias interessantes sobre a origem dos #ara#teres #hineses indi id"ais, il"stradas e #ontadas de maneira imaginati a, m"itas das 5"ais são etimologi#amente erdadeiras, podem ser en#ontradas em ,ose S"ong, Chinese 3it, 3isdom, and 3ritten Chara#ters 8No a Ior5"e, :?MM;. @. Een2amin >ee 3hor., >ang"age, )ho"ght, and ,ealitC 8Cambridge, -ass. :?LQ;, pp. :M9 LL. A. Em #hin(s, a preposição em depois do nome, em l"gar de pre#ed(-lo #omo em ingl(s. Bisando H inteligibilidade, in erti a ordem das ter#eira e 5"arta pala ras em #ada linha da trad"ção, mas não na ersão romanizada. ?. 'ara "rna des#rição mais #ompleta deste e de o"tros tipos de poesia #hinesa e das t!#ni#as liter%rias neles impli#adas, #ons"ltar Uames U. =. >i", )he /rt o. Chinese 'oetrC 8Chi#ago, :?Q<;. :9 . )"ng-1"n Chang, J/ Chinese 'hilosopherYs )heorC o. ZnoXledgeD, E)C., IF, N.o P 8'rima era :?L<, pp. <9P-<<Q;. <MQ ::. Cons"ltar Har ard Uni ersitC, Weneral Ed"#ation in a 7ree 1o#ietC 8Cambridge, :?ML;, pp. QL-Q@;. Esse tre#ho analisa tr(s tipos de pensamento e.eti o 5"e, embora não m"t"amente e*#l"si os, poss"em #ada 5"al a s"a %rea de ade5"ação na mente h"mana6 re.le*ão lógi#a em Ci(n#ias Nat"rais, re.le*ão rela#ional nos Est"dos 1o#iais e re.le*ão imaginati a em H"manidades. No pensamento Chin(s, at! a re.le*ão imaginati a tem lai os da re.le*ão rela#ional. :<. ="en ,en Chao, DHoX Chinese >ogi# &peratesD, /nthropologi#al >ing"isti#s, I, N.o :, pp. :-A :P. 'ara "ma des#rição direta .eita pelo mais not% el l$der desse mo imento, #ons"ltar 1hih H", )he Chinese ,enaissan#e 8Chi#ago, :?PM;. :M. 'ara o"tras pr%ti#as gramati#ais 5"e estão apare#endo, #ons"ltar ="en ,en Chao, D3hat is Corre#t Chinese0D, Uo"rnal o. the

/meri#an &riental 1o#ietC, A:, N.o P 8agosto-setembro :?Q:;, pp. :@:-:@@. :L. Este ensaio emprega o sistema 3ade-Wiles para a romanização dos #ara#teres #hineses. 'or #onseg"inte, as romanizaç+es a5"i não de erão ser tomadas #omo e*emplos de es#rita al.ab!ti#a seg"ndo o no o sistema. :Q. E*emplos #"riosos de ambigNidades podem ser en#ontrados em ="en ,en Chao, D/mbig"ities in ChineseD, 1t"dia 1eri#a Eernhard Zarlgren dedi#ata 8Copenhag"e, :?L?;. :@. 'ara "m s"m%rio da dis#"ssão teóri#a re.erente H re.orma lingN$sti#a na China, e se"s ante#edentes históri#os, #ons"ltar 'a"l >.--. 1err"Cs, 1"r eC o. the Chinese >ang"age ,e.orm and the /ntiIllitera#C -o ement in Comm"nist China 8Eer4eleC, Cali.., :?Q<;. :A. 3aCs o. )hin4ing o. Eastern 'eoples6 Índia, China, )ibet, Uapan, ed. re . 8Honol"l", :?QM;. _7im`

A $eoria do Conhecimento de um Filósofo Chinês por Chang )"ng 1"n em Campos, H. 8org.; Ideograma. 8:?@@;, C"ltri*, 1ão 'a"lo. ]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]] ]] Neste ensaio, tentaremos lidar #om o #onhe#imento teóri#o de maneira mais o" menos abrangente. )rata-se de "ma tentati a de teoria do #onhe#imento. D"rante #erto nImero de anos, o a"tor entrete e a id!ia de elaborar mais satis.atoriamente "ma indi#ação 5"e lhe ha ia sido dada pela des#oberta de 5"e os problemas .ilosó.i#os do &#idente não eram e*atamente os mesmos 5"e o#"pa am o esp$rito dos .ilóso.os #hineses. 'are#e ha er #erta di.erença entre os pro#essos intele#t"ais #hineses e os o#identais. )endo isso em mente, ser% a#onselh% el es#lare#er melhor nossa #on#epção da teoria o#idental do #onhe#imento. 'or5"e a teoria o#idental #onsidero" o #onhe#imento #omo #onhe#imento "ni ersal da H"manidade. Na realidade, entretanto, trata-se apenas de "m

tipo de #onhe#imento, e*istindo o"tros tipos em o"tras #"lt"ras. Uma #on.irmação do ponto de ista de 5"e o #onhe#imento pode ser est"dado so#iológi#a o" #"lt"ralmente apare#e" re#entemente na obra de Zarl -annheim, Ideologia e Utopia6 Uma Introd"ção H 1o#iologia do Conhe#imento. E*istem, entretanto, alg"mas di erg(n#ias entre as posiç+es de -annheim e as deste a"tor. Histori#amente .alando, a 1o#iologia do Conhe#imento #on."ndi"-se #om o mar*ismo. -as a interpretação mar*ista da so#iedade di.ere do ponto de ista 5"e ser% a5"i elaborado, pela (n.ase 5"e empresta ao antagonismo das #lasses e#onRmi#as. 1"a so#iologia do #onhe#imento #ara#teriza-se, por #onseg"inte, pelos interesses de #lasses. Em o"tras pala ras, não ! senão "ma tentati a de en#ontrar, para o #onhe#imento, ante#edentes nas l"tas de #lasses. / semelhante teoria do #onhe#imento não se pode atrib"ir #om propriedade o nome de teoria so#iológi#a do #onhe#imento, sendo antes "ma interpretação do #onhe#imento do ponto de ista da #lasse. O e idente 5"e não se pode le ar ade5"adamente em #onta a in.l"(n#ia das relaç+es so#iais sobre o pensamento #onsiderandoa apenas em termos de interesses e#onRmi#os. & m!rito de -annheim est% em ter ido al!m desse limite. Cont"do, s"a obra ainda dei*a m"ito a dese2ar por ter-se adstrito e*#l"si amente ao #ampo do pensamento #on#reto, o" ao pensamento pre ale#ente n"m determinado tempo, #omo #ertos JCismosD e teorias em parti#"lar. O l$#ito, por #erto, analisar as relaç+es so#iais s"b2a#entes a esse tipo de pensamentoT de emos, por!m, #ompreender 5"e, no pensamento so#ial #on#reto, empregam-se tamb!m #ategorias e 5"e essas #ategorias em si mesmas tamb!m podem ser analisadas do ponto de ista so#iológi#o. Este ensaio isa sobret"do Hs Iltimas, isto !, Hs #ategorias "sadas no pensamento so#ial. Em o"tras pala ras, nós a5"i nos interessamos mais pelas estr"t"ras s"b2a#entes ao pensamento do 5"e pelo pensamento #on#reto #omo tal. Em irt"de da nat"reza do problema, nossa abordagem de eria assemelhar-se H de Zant. & tipo 4antiano de interesse pelo #onhe#imento olta-se para as #ondiç+es ."ndamentais dele, e, sob esse aspe#to, a teoria 4antiana pare#e a#eit% el, por5"e "ma

teoria do #onhe#imento de eria est"dar as .ormas de #onhe#imento sem #ogitar de se"s #onteIdos. -as "ma teoria so#iológi#a do #onhe#imento ir% ine ita elmente al!m de Zant, por5"e o próprio Zant s"pRs estar tratando das #ategorias "ni ersais empregadas no pro#esso intele#ti o de toda a H"manidade 5"ando, na erdade, trato" apenas das .ormas de pensamento #ara#ter$sti#as da #"lt"ra o#idental. Não se 2"lg"e, entretanto, 5"e isso signi.i#a ser imposs$ el ter #ategorias "ni ersais apli#% eis ao pensamento h"mano em geral, o" 5"e só se2am poss$ eis .ormas de pensamento !tni#a e #"lt"ralmente determinadas. 'odem-se re#onhe#er #ategorias "ni ersais para o pensamento h"mano, mas não as de.inidas por Zant. / teoria 4antiana do #onhe#imento permane#e dentro dos limites do tipo de #onhe#imento o#identalT Zant pro#"ro" estabele#er "m ."ndamento para a grande tradição do &#idente. E identemente, ele próprio so.re" a in.l"(n#ia de s"a !po#a e da #"lt"ra da tradição o#idental. )ento" "tilizar o problema do #onhe#imento n"ma no a abordagem H -eta.$si#a #om o int"ito de lhe #on.erir no o alento. Em s"a #on#epção, se ele ti esse #onseg"ido dei*ar estabele#ido o aspe#to não-emp$ri#o do entendimento h"mano, s"a -eta.$si#a, #omo prelIdio H .iloso.ia da ida, estaria solidamente ."ndamentada. Nosso problema at"al não pare#e e5"iparar-se ao dele. 're#isamos de "ma teoria do #onhe#imento, mas não para ser ir de esteio H -eta.$si#a. 'or #onseg"inte, nossa atit"de ! di.erente da de Zant. /pro*ima-se mais da de 1pengler. /#ompanhando este Iltimo, podemos atrib"ir a g(nese e as di.erenças das #ategorias de pensamento Hs di.erenças #"lt"rais. Uma #"lt"ra determinada de e dispor de "m determinado #on2"nto de #ategorias. & 5"e não signi.i#a 5"e "ma determinada #"lt"ra deri e de "m determinado #on2"nto de #ategorias, nem 5"e "m determinado #on2"nto de #ategorias d( origem a "ma determinada #"lt"ra. 1igni.i#a 5"e o estabele#imento da #"lt"ra e das #ategorias ! "ma #oisa só. / .ormação de "ma determinada #"lt"ra est% no "so de "m determinado #on2"nto de #ategorias, mas a relação entre elas não se estabele#e em termos de #a"sa e e.eito. 1ão dois aspe#tos de "ma mesma entidade.

1endo o a"tor "m .ilóso.o e não "m est"dioso de /ntropologia C"lt"ral o" de 5"al5"er o"tra #i(n#ia so#ial, o tratamento a5"i dado ao #onhe#imento, a partir do ponto de ista #"lt"ral, pode não #oin#idir ne#essariamente #om o dos #ientistas #"lt"rais e so#iais. & ponto de ista ora, e*posto de#orre das des#obertas da História da 7iloso.ia. Cabe ao #ientista so#ial re er o" modi.i#ar esta #ontrib"ição, se ne#ess%rio. ,e#apit"lando o 5"e .i#o" dito at! agora6 em primeiro l"gar, ! pre#iso tratar sim"ltaneamente a teoria do #onhe#imento e a história #"lt"ralT seg"ndo, não ! apenas o pensamento so#ial #on#reto 5"e tem "m ."ndamento so#ial6 as .ormas lógi#as e as #ategorias teóri#as tamb!m t(m os se"s determinantes #"lt"raisT ter#eiro, a di.erença entre o pensamento o#idental e o oriental pode ser e*pli#ada a partir desse ponto de istaT 5"arto, a partir da$, pode-se #ompreender 5"e a 7iloso.ia o#idental ! apenas "ma .orma parti#"lar de #onhe#imento #ara#ter$sti#a da #"lt"ra o#idental e para "so dela. )odos esses pontos serão elaborados mais demoradamente nas p%ginas 5"e se seg"em, onde se tentar% estabele#er "ma no a teoria do #onhe#imento. II /ntes de prosseg"ir, ! bom estabele#er "ma distinção entre os di ersos tipos de #onhe#imento. De "m modo geral, e*istem dois tipos de #onhe#imento, o per#epti o e o #on#eit"al. )omemos por e*emplo "ma mesa o" "ma #adeira. Esses ob2etos podem ser to#ados e per#ebidos diretamente. O "m #onhe#imento per#epti o. 'or o"tro lado, a "ni.ormidade da Nat"reza e a noção de "m 1er 1"premo não podem ser eri.i#adas pelos sentidos, e a #a"salidade, a teleologia, et#., são tamb!m de nat"reza #on#eit"al. 'ode-se obser ar 5"e o #onhe#imento per#epti o não pode estar .ora do #on#eit"al, nem se pode separar o #on#eit"al do per#epti o. Na realidade, todo #onhe#imento #on#eit"al #ont!m elementos per#epti os e i#e- ersa. / di.eren#iação entre os dois isa sempre Hs simples #on eni(n#ias da an%lise. Eles não e*istem isoladamente. & tipo de #onhe#imento de 5"e se ai tratar neste ensaio, #omo se h% de er, não ! per#epti o e sim #on#eit"al. Na medida em 5"e o

#on#eit"al g"ia o per#epti o, a importGn#ia do primeiro "ltrapassa a do seg"ndo. &s emp$ri#os m"itas ezes des#"ram este aspe#to, mas do ponto de ista da história #"lt"ral ser% a#onselh% el dar-lhe (n.ase. & #onhe#imento #on#eit"al ! tamb!m de nat"reza interpretati a. 'or interpretação, entendemos a manip"lação de #on#eitos e o emprego de #ategorias. 'or e*emplo6 apreender "ma .lor ! per#epção, mas ! interpretação dizer 5"e as .lores (m das .olhas, o" 5"e a .ormação da .lor tem #omo ob2eti o a reprod"ção. N"ma interpretação dessa esp!#ie, "sam-se pelo menos os seg"intes #on#eitos6 todo a#onte#imento pre#isa ter se" ante#edenteT toda m"dança de e ter s"a #a"saT e o res"ltado .inal, n"m #on#eito de e ol"ção, deri a pre#ip"amente da interpretação. 'or #onseg"inte, o #onhe#imento interpretati o, isto 5"e #ont!m #on#eitos e res"lta em #on#eitos, ! #onhe#imento #on#eit"al 8:;. / manip"lação de #on#eitos destina-se a interpretar os .atos per#ebidos. Desse modo, torna-se e idente 5"e o #onhe#imento #on#eit"al ! #onhe#imento interpretati o, e 5"e o #onhe#imento interpretati o ! #onhe#imento teóri#o. Nesta alt"ra, para .ins de #omparação, podemos men#ionar a tese de 'areto 8<;, o so#iólogo italiano. 1eg"ndo a.irma ele, o #onhe#imento teóri#o #ont!m elementos m"ito mist"rados6 elementos des#riti os, a*iom%ti#os, #on#retos e imagin%rios, al!m dos 5"e .azem apelo aos sentimentos e #on i#ç+es. Classi.i#a tamb!m ele o #onhe#imento teóri#o em dois tipos6 o e*perimental e o não-e*perimental. E, tomando esses dois tipos #omo mat!ria, o ne*o para ele ! o lógi#o e o tão-lógi#o. De modo 5"e e*istem 5"atro #lasses6 lógi#o-e*perimental, não- lógi#o-e*perimental, lógi#o-não-e*perimental e não-lógi#o- não-e*perimental. No 5"e nos diz respeito, não nos interessa desen ol er-lhe a teoria mas salientar apenas 5"e se" #onhe#imento e*perimental est% .ora do #onhe#imento teóri#o a5"i analisado. / distinção de 'areto entre lógi#o e não-lógi#o indi#a a red"zida importGn#ia do não-lógi#o, mas essa mesma e*pressão, D& lógi#oD, pare#e bastante amb$g"a. & pensamento do Homem pode não estar ne#essariamente de a#ordo #om a >ógi#a 7ormal, mas não pode

dei*ar de estar de a#ordo #om "ma lógi#a. Estamos tratando, portanto, não de >ógi#a 7ormal e sim de lógi#a real. & tipo de lógi#a de 5"e se alem os .ilóso.os #hineses di.ere da "sada no &#idente, e os hind"s podem ter "ma lógi#a di.erente tanto da dos #hineses 5"anto da dos o#identais. / >ógi#a a#ompanha a orientação geral da #"lt"ra. &s pensadores o#identais #on."ndem m"itas ezes s"a lógi#a #om a >ógi#a "ni ersal da H"manidade, #omo imos no #aso de Zant. 1obre esse ass"nto, teremos algo a a#res#entar mais adiante. Easta dizer agora 5"e a distinção entre lógi#o e não-lógi#o não tem nenh"ma importGn#ia parti#"lar, por5"e não h% nenh"m #onhe#imento teóri#o 5"e não impli5"e "ma lógi#a real. 'are#e "m #ontra-senso .alar em #onhe#imento teóri#o não-lógi#o. 'areto la ro" "m tento ao dizer 5"e a apro ação e a desapro ação do #onhe#imento não- -e*perimental dependem do sentimentoT .alo" ele, por #onseg"inte, em Dlógi#a do sentimentoD. Da lógi#a do sentimento de emos e*#l"ir, por!m, o #onhe#imento e*perimental, antes de passamos adiante. & 5"e nos interessa a5"i ! "m tipo de #onhe#imento 5"e ! tanto interpretati o #omo #on#eit"al # e*terior ao e*perimental. / re#!m-s"rgida es#ola de Biena obser o" esse aspe#to. Carnap, por e*emplo, estabele#e" "ma distinção entre os problemas de .ato e os problemas de lógi#a 8P;. &s primeiros são os 5"e s"rgem dos .atos, en5"anto os Iltimos são problemas de pala ras 5"e simbolizam #oisas, e dos 2"lgamentos .eitos a respeito das #oisas. )al distinção pode ser Itil por 5"e #olo#a diante de nós o .ato de 5"e grande parte de nosso #onhe#imento não se rela#iona diretamente #om as #oisas e sim apenas #om os pontos de ista a respeito delas. 1emelhante esp!#ie de #onhe#imento o#"pa "m grande l"gar na e*ist(n#ia. h"mana. Neste est"do, trataremos desse tipo de #onhe#imento, o 5"al, em #asos #on#retos, #onstit"ise de pensamento pol$ti#o, pensamento so#ial, pensamento .ilosó.i#o e pontos de ista morais, assim #omo da parte teóri#a das #on i#ç+es religiosas. & #onhe#imento #ient$.i#o, e*#et"ando-se os se"s elementos e*perimentais, tamb!m est% a5"i in#l"$do sob .orma de teoria interpretati a. Bale a pena obser ar 5"e o #onhe#imento e*perimental se norteia

pelo #onhe#imento #on#eit"al. 3hitehead ! m"ito #laro nesse ponto. 8M; Em s"a opinião, a Ci(n#ia ! "ma s$ntese de dois tipos de #onhe#imento, sendo "m a obser ação direta, e o o"tro a interpretação. ,e.ere-se ele assim a "ma Dordem obser a#ionalD e a "ma Dordem #on#eit"alD. / primeira não só ! e*pli#ada #omo tamb!m s"plementada pela seg"nda. 'ode ha er "ma di ersidade de pontos de ista entre os est"diosos 5"anto H prioridade de "ma sobre a o"tra, mas, desde 5"e emergiram as .ormas animais s"periores, ambas t(m #oe*istido. &bser aç+es no as podem modi.i#ar #on#eitos originais, en5"anto no os #on#eitos podem le ar a no os pontos de obser ação. Consideremos, por e*emplo, a e ol"ção da 7$si#a. / 7$si#a neXtoniana parte da mat!ria sob .orma de #oisas #on#retas. Da$ as #on#epç+es de mo imento absol"to e de espaço e tempo absol"tos. -as a 7$si#a moderna toma #onhe#imento da mat!ria #on#reta apenas #omo "m ponto na estr"t"ra do tempo e do espaço. 'ortanto, p+e-se de lado a5"ilo a 5"e 3hitehead d% o nome de Dlo#alização simplesD. / partir da$, eri.i#a-se 5"e o desen ol imento da 7$si#a a#ompanha o es5"ema #on#eit"al nela empregado. Em #omplemento a 3hitehead, o .$si#o ameri#ano B. 7. >enzen, em s"a )he Nat"re o. 'hCsi#al )heorC, il"stro" as trans.ormaç+es e desen ol imentos dos #on#eitos .$si#os #om relação H 7$si#a. No #ampo da Eiologia, 3oodger, em se" re#ente li ro )he /*iomati# -ethod in EiologC, demonstro" tamb!m, m"ito #laramente, #omo as di.erentes #ategorias orientaram a obser ação. Esses e*emplos todos mostram 5"e o #onhe#imento e*perimental #onstit"i "m #onhe#imento per#epti amente deri ado, norteado e in.l"en#iado pelo #onhe#imento não-e*perimental s"b2a#ente, o" #onhe#imento #on#eit"al. O .%#il eri.i#ar 5"e o #onhe#imento e*perimental pode modi.i#ar o #onhe#imento #on#eit"al, ao passo 5"e, para m"ito gente, não ! ig"almente ób io 5"e o #onhe#imento #on#eit"al possa estar ser indo de base ao #onhe#imento per#epti o e norteando-o. &"tro ponto a ser assinalado diz respeito H nat"reza so#ial do #onhe#imento #on#eit"al. )odo #onhe#imento e*perimental em dos sentidos, sendo portanto indi id"al e parti#"larT em o"tras

pala ras, não-so#ial. 'ortanto, di.i#ilmente o #onhe#imento per#epti o ser% "m #onhe#imento so#ial. Cont"do, nenh"m #onhe#imento pode dispensar se" #onteIdo so#ial, #"2a emerg(n#ia e e*ist(n#ia só o#orrem no #ampo do #onhe#imento interpretati o. 1. /le*ander 8L; saliento" 5"e o problema da atrib"ição de alores ! de nat"reza so#ial e 5"e sem press"por "ma so#iedade não se pode .alar em alores. Es#"sa dizer 5"e essa atrib"ição de alores só ! poss$ el no #ampo do #onhe#imento interpretati o. No 5"e diz respeito ao #onhe#imento per#epti o, em irt"de de ser ele indi id"al e parti#"lar, não e*iste o problema da alorização ob2eti a. / importGn#ia do #onhe#imento per#epti o ! e idente por si, en5"anto o #onhe#imento não-e*perimental aparentemente #are#e de importGn#ia, por5"e essa importGn#ia não ! tão e idente, m"ito embora se2a real. III Desne#ess%rio se torna ir b"s#ar m"ito longe a razão da nat"reza so#ial do #onhe#imento teóri#o6 tem-na por ser "m ra#io#$nio e*presso em termos de ling"agem, ao 5"al, em terminologia #ient$.i#a, se d% o nome de Dra#io#$nio lingN$sti#oD. Es#"sa dizer 5"e a ling"agem ! "m prod"to so#ial. Embora a ling"agem da #riança passe por "m est%gio de monólogo, ! e idente 5"e a ling"agem impli#a o" press"p+e "m a"ditório. & homem primiti o, seg"ndo nos a.irmam, toma m"itas ezes a ling"agem #omo "ma entidade #on#reta. S"anto mais r"dimentar ! a #"lt"ra, maior o poder das pala ras. Na so#iedade primiti a, a ling"agem tem "m poder m%gi#oT h%, portanto, "ma #one*ão direta entre ling"agem e pensamento. S"ando se a#"sa "m homem primiti o de ladrão, ! 5"ase #erto ele zangar-se. -as na so#iedade moderna, "m indi $d"o so.isti#ado ! #apaz de pRr de lado a a#"sação #om "m sorriso, desde 5"e se2a ino#ente. 'odemos #onsiderar o gra" de poder das pala ras #omo medida para a aliar a e*tensão de "m desen ol imento !tni#o intele#t"al. Essa 5"estão .i#o" s".i#ientemente demonstrada pelos modernos est"diosos da psi#ologia in.antil e da Dmentalidade primiti aDT não #are#emos portanto de insistir ainda mais nela. /t! agora, os arg"mentos pare#em re elar a dis#repGn#ia entre a

ling"agem e as #oisas, .alando assim em .a or de eman#ipar-se o pensamento da ling"agem. S"ase todos os .ilóso.os, desde tempos remotos at! os nossos dias, ti eram #ons#i(n#ia das limitaç+es impostas pela ling"agem, assim #omo da impli#ação de 5"e o erdadeiro pensamento não pode ser re estido pela ling"agem. / #on#epção #orrente diz mais o" menos o seg"inte6 o pensamento ! prim%rio, e #om no os termos ganha melhor possibilidade de e*pressão. Essa arg"mentação, entretanto, não re ela ne#essariamente a nat"reza do desen ol imento do pensamento h"mano. Na realidade, ! melhor dizer 5"e a ling"agem tem sido "m .ator .a or% el e não "m obst%#"lo ao desen ol imento do pensamento. Considerando o #on2"nto da história da H"manidade, toda #riação no a em ling"agem, isto !, toda terminologia no a representa "m desen ol imento do pensamento em no a direção. >ing"agem e pensamento são ."ndamentalmente insepar% eis. )odo pensamento, para arti#"lar-se, só o poder% .azer atra !s da ling"agem o" do s$mbolo. & 5"e não p"der ser assim arti#"lado di.i#ilmente ser% #onsiderado pensamento. Embora não possam identi.i#ar-se de maneira absol"ta, a ling"agem e o pensamento não podem ser separados. Não 5"e a ling"agem limite o" o#"lte o pensamento6 ela antes o #ria e desen ol e. 1e #onsider%ssemos esses dois pontos ao mesmo tempo, isto !, 5"e o pensamento se desen ol e #om a ling"agem e 5"e a ling"agem ! "ma .orma de #omportamento so#ial, .i#aria #laro 5"e, #om e*#eção dos elementos e*perimentais, todo #onhe#imento ! so#ial. Com o re#onhe#imento da determinação do pensamento pelas #ondiç+es so#iais, desen ol e-se a 1o#iologia dos Conhe#imentos. -as a 1o#iologia do Conhe#imento mostro" apenas 5"e o pensamento h"mano ! determinado por .orças so#ialmente is$ eis o" in is$ eis, sem #ompreender 5"e, independentemente de todas essas .orças #on#retas imediatas, e*istem tamb!m, s"b2a#entes, o"tras .orças so#iais de nat"reza remota. )ais .orças remotas podem ser identi.i#adas #om as relaç+es #"lt"rais. )odo pensamento, al!m de in.l"en#iado por nosso ambiente so#ial imediato, ! tamb!m moldado por nossa herança #"lt"ral remota. /s .orças imediatas determinam a tend(n#ia de nosso pensamento,

en5"anto a herança #"lt"ral remota determina as .ormas nas 5"ais se torna poss$ el tal pensamento. )odas essas .orças #ontrib"em para determinar o #onhe#imento interpretati o. Com as di.erentes interpretaç+es, (m as di.erentes #"lt"ras. E, nas#endo em #"lt"ras di.erentes, as pessoas aprendem a interpretar di.erentemente. 'odemos, assim, re#orrer H #"lt"ra para e*pli#ar as #ategorias, # Hs #ategorias para e*pli#ar as di.erenças mentaisT por e*emplo6 as e*istentes entre o &#idente e o &riente. IB Com re.er(n#ia aos tipos de ling"agem, pode-se obser ar "ma distinção entre Dling"agem emoti aD e Dling"agem re.eren#ialD. / primeira ! "sada para despertar, #om os ne#ess%rios gestos e sons ade5"ados, gestos o" atit"des mentais #orrespondentes na pessoa a 5"em se dirigem. / senda ! "sada para nos re.erirmos a #oisas o" a id!ias a respeito das #oisas, sobret"do em termos de s$mbolos organizados o" de ling"agem arti#"lada. 1eg"ndo DarXin, as e*press+es animais sob .orma de #anto e de r"gidos podem ser #onsideradas #omo pre#"rsoras da ling"agem h"mana. De modo 5"e a ling"agem emoti a est% mais pró*ima das e*press+es elementares e mais rela#ionada #om as atit"des mentais, en5"anto a ling"agem re.eren#ial, mais pró*ima do pensamento abstrato, prende-se mais a #onstr"ç+es gramati#ais do 5"e a meras alteraç+es de sons. Com a gram%ti#a e a estr"t"ra da .rase s"rge a lógi#a e, nessa ordem de id!ias, teremos de nos deter "m momento na nat"reza da >ógi#a. &s lógi#os o#identais #onsideram ass"nto pa#$.i#o 5"e o ob2eto da >ógi#a se2a o #on2"nto de regras do ra#io#$nio h"mano. Esta s"posição, entretanto, não ! inteiramente 2"sti.i#ada. )omemos, por e*emplo, a >ógi#a aristot!li#a, 5"e se baseia e identemente na gram%ti#a grega. /s dis#repGn#ias entre as .ormas gramati#ais do latim, do .ran#(s, do ingl(s e do alemão não a#arretam 5"al5"er di.erença entre a >ógi#a aristot!li#a e as regras de ra#io#$nio próprias dessas l$ng"as, por5"e elas perten#em H mesma .am$lia lingN$sti#a indo-e"rop!ia. /pli#ada no entanto ao pensamento #hin(s, essa lógi#a re elar-se-ia inade5"ada. )al .ato mostra 5"e a >ógi#a aristot!li#a baseia-se na estr"t"ra do sistema de ling"agem o#idental. 'or #onseg"inte, não nos ! l$#ito

a#ompanhar os lógi#os o#identais 5"ando admitem #omo #erto 5"e s"a >ógi#a #onstit"i a regra "ni ersal do ra#io#$nio h"mano. 8Q; Na medida em 5"e o ob2eto da >ógi#a est% nas regras de ra#io#$nio impl$#itas na ling"agem, a e*pressão desse ra#io#$nio de e ser impli#itamente in.l"en#iada pela estr"t"ra da ling"agem, e as di.erentes l$ng"as terão .ormas de lógi#a mais o" menos di.erentes. Da$ a di.erença entre a >ógi#a #hinesa e a >ógi#a aristot!li#a. & tipo tradi#ional de proposição Js"2eito-predi#adoD não e*iste na >ógi#a #hinesa. 1eg"ndo a norma da >ógi#a o#idental, n"ma sentença #omo J/ se rela#iona #om ED, a .orma não #onstit"i "ma proposição #om s"2eito e predi#ado e sim "ma proposição rela#ional. 'or!m, a sentença J/ est% rela#ionado #om ED em na .orma em 5"estão, por5"e e*iste "ma distinção entre o s"2eito e o predi#ado. 'ara estas d"as .ormas, entretanto, h% apenas "ma em #hin(s liter%rio, isto !, #hia lien Ci. 8@; -"ito embora se possa dizer em ling"agem #orrente #hia shih lien Ci, a ."nção do shih #orresponde H das #hamadas Dpala ras aziasD, "sadas apenas para emprestar (n.ase o" dar "ma entonação, sem nenh"ma ."nção gramati#al. Estas d"as proposiç+es #hinesas signi.i#am a mesma #oisa, sem nenh"ma distinção gramati#al, a não ser a maior (n.ase da Iltima. Nenh"ma delas #onstit"i "ma sentença #om s"2eito e predi#ado. >ien estabele#e "ma relação entre os dois termos #hia e Ci, não sendo por!m "ma #óp"la. Com relação Hs Dpala ras aziasD #omo #he, Ceh, h", tsai, Ci, Xei, e assim por diante, elas primiti amente não o eram, mas se" signi.i#ado original se perde". / ."nção delas se baseia em se"s sons. Como esses sons não disp+em de #ara#teres próprios, são representados por #ara#teres de sons similares, denominados pala ras DemprestadasD. / pala ra DemprestadaD denota apenas o som, sem nenh"ma impli#ação #om o signi.i#ado. &s #ara#teres originais tinham se" próprio signi.i#ado. 'or e*emplo, Xei, men#ionado linhas a#ima, signi.i#a a originalmente ho", isto !, Dma#a#oD. & 5"e se toma emprestado ! o som e não o signi.i#ado da pala ra original. Na .órm"la D#he Ceh J 6 #he desempenha a ."nção de "ma $rg"la e Ceh a de "m ponto .inal. De a#ordo #om os tipos de ling"agem a#ima men#ionados, o re.eren#ial e o emoti o, as

Dpala ras aziasD #hinesas são pala ras emoti as. Essas pala ras azias emoti as estão estreitamente ligadas H nat"reza ideogr%.i#a dos #ara#teres #hineses, a respeito dos 5"ais nos estenderemos mais para diante. O s".i#iente dizer agora 5"e a >ógi#a aristot!li#a se baseia na estr"t"ra de .rases #ara#terizada pela .orma s"2eitopredi#ado. Easta alterar tal estr"t"ra, para se poder 5"estionar a alidade da >ógi#a aristot!li#a tradi#ional. Depois destas obser aç+es preliminares, podemos prosseg"ir na an%lise das di.erenças entre a .am$lia lingN$sti#a o#idental e a l$ng"a #hinesa, e s"as respe#ti as in.l"(n#ias sobre a >ógi#a. B & pensamento o#idental, em Iltima an%lise, .i#a adstrito H >ógi#a aristot!li#a, m"ito embora os re#entes desen ol imentos no próprio Gmbito da >ógi#a tenham s"perado o modelo aristot!li#o. / moderna >ógi#a -atem%ti#a, por e*emplo, ! apenas "ma e*tensão da >ógi#a 7ormal. Não pode, de maneira alg"ma, #ongregar todos os tipos de >ógi#a. & moti o 5"e le o" Eertrand ,"ssell a opor-se H noção de s"bstGn#ia reside e*#l"si amente no .ato de ter ele des#oberto "ma no a >ógi#a não ."ndamentada na .orma de proposição Ds"2eito-predi#adoD. Na realidade, entretanto, esse no o sistema de >ógi#a apli#a-se apenas, al!m da -atem%ti#a, Hs Ci(n#ias 7$si#as. Não ! apli#% el Hs Ci(n#ias 1o#iais. 'or #onseg"inte, a >ógi#a tradi#ional ainda ! a Dlógi#a i aD no esp$rito dos pensadores o#identais. 'ode-se agora demonstrar 5"e as Ddez #ategoriasD e os D#in#o predi#% eisD o" D#ategoremasD 8"lteriormente modi.i#ados; da >ógi#a aristot!li#a t(m #omo ."ndamento a gram%ti#a grega 8as dez #ategorias aristot!li#as seriam6 s"bstGn#ia, 5"antidade, 5"alidade, relação, l"gar, tempo, sit"ação, posse o" #ondição, ati idade, passi idadeT 2% os #in#o #ategoremas seriam g(nero, esp!#ie, di.erença, o próprio, o a#idente;. E na medida em 5"e a di isão e a de.inição deri am das Ddez #ategoriasD e dos D#in#o #ategoremasD, elas, por s"a ez, .i#am limitadas pela gram%ti#a grega. /s D.al%#iasD apontadas por /ristóteles são essen#ialmente as en#ontradas na l$ng"a grega. 1em .alar nos e*emplos ób ios a#ima men#ionados, pode-se #onsiderar de.initi amente 5"e a base da >ógi#a aristot!li#a est% na

.orma s"2eito-predi#ado da estr"t"ra da ling"agem. Como se ( na sentença inglesa Dit isD, 5"e signi.i#a De*isteD. & erbo DserD tem signi.i#ado de e*ist(n#ia, e a >ógi#a o#idental est% intimamente ligada ao erbo DserD nas l$ng"as o#identais. De e ter o#orrido, aos leitores de 'latão, 5"e o erbo DserD ! m"ito ri#o de signi.i#ado. Dele de#orrem m"itos problemas .ilosó.i#os. 'or ter o erbo DserD "m signi.i#ado de e*ist(n#ia, a Dlei da identidadeD ! inerente H >ógi#a o#identalT sem ela, não pode ha er in.er(n#ia lógi#a. 'or #onseg"inte, a >ógi#a o#idental pode ser 5"ali.i#ada de Dlógi#a da identidadeD. / lei da identidade não se limita a #ontrolar as operaç+es lógi#as, #omo as ded"ç+es e in.er(n#ias6 in.l"en#ia tamb!m os #on#eitos do pensamento. Como sabemos, a .iloso.ia de /ristóteles .oi poss$ el e*#l"si amente em irt"de da "tilização da Dlógi#a de identidadeD. 'ara ele, a s"bstGn#ia ! "m simples deri ado do s"2eito e do erbo DserD. Deste Iltimo por5"e, impli#ando De*ist(n#iaD, le a nat"ralmente H id!ia de DserD, de DenteD, e do primeiro por5"e, n"ma proposição #om s"2eito e predi#ado, o s"2eito não pode ser eliminado. 'artindo da indispensabilidade do s"2eito n"ma sentença, ai apenas "m #"rto passo at! a ne#essidade de "m s"bstrat"m no pensamento. S"ando dizemos, por e*emplo, Disto ! amarelo e d"roD, a DamarelidãoD e a Dd"rezaD #onstit"em os #hamados Datrib"tosD de "ma #oisa 5"al5"er 5"e, no #aso presente, ! DistoD. / D#oisaD geralmente ! o s"bstrat"m. Com o s"bstrat"m s"rge a id!ia de Ds"bstGn#iaD. / id!ia de s"bstGn#ia !, na erdade, o ."ndamento o" .onte de todos os o"tros desen ol imentos .ilosó.i#os. Ha endo "ma des#rição 5"al5"er, ela passa a ser atrib"to. Um atrib"to de e ser atrib"$do a "ma s"bstGn#ia, de modo 5"e a id!ia de s"bstGn#ia ! absol"tamente indispens% el ao pensamento, assim #omo o s"2eito ! absol"tamente indispens% el H ling"agem. 'or isso, na história da 7iloso.ia o#idental, por mais di.erentes 5"e possam ser os arg"mentos, .a or% eis o" #ontr%rios H id!ia de s"bstGn#ia, o 5"e #onstit"i o problema #entral ! essa mesma id!ia de s"bstGn#ia 8A;. / pala ra inglesa DitD _isto` tamb!m tem s"as próprias pe#"liaridades. O "m Din-de.inidoD. Denota alg"ma #oisa, mas não

diz o 5"(. Uma ez de.inido esse 5"(, desen ol em-se o s"2eito e o predi#ado o", em o"tras pala ras, a s"bstGn#ia .i#a #ara#terizada pelos se"s atrib"tos e os atrib"tos são atrib"$dos H s"bstGn#ia. Dessa maneira, a separação entre a e*ist(n#ia e o D5"(D .oi a #ondição ."ndamental 5"e presidi" ao s"rgimento do #on#eito de s"bstGn#ia. E tal #ondição só se e*pressa na estr"t"ra da ling"agem o#idental. 'ode-se admitir então, depois de #onsiderar as pe#"liaridades do erbo DserD e da pala ra DitD, 5"e m"itos problemas .ilosó.i#os são apenas problemas de ling"agem. 8?; 7IWU,/ /6 Con2"nto ab onde a e b .ormam ab e ba. 7IWU,/ E6 Con2"nto a onde b est% #ontido em a. 7IWU,/ C6 Con2"nto b onde a est% #ontido em b. 7IWU,/ D6 Interseção dos #on2"ntos a e b. / l$ng"a #hinesa tem as s"as próprias pe#"liaridades. Em primeiro l"gar, para "ma sentença #hinesa, o s"2eito não ! essen#ial. Ele .i#a m"itas ezes s"bentendido. N"ma sentença #omo hs"eh erh shih hsi #hih p" Ci C"eh h" 8DS"ando o est"damos e o re emos #onstantemente, não ! agrad% elD0;, o" 4o" #hih C" 2en Ci X" o Ceh 8DHa endo dedi#ação H bene ol(n#ia, não h% maldadeD;, elimina-se o s"2eito. &s e*emplos desta esp!#ie são n"merosos demais para serem men#ionados. &s dois a#ima .oram #olhidos ao a#aso nos /nale#tos. 1eg"ndo6 em #hin(s não e*iste nenh"m erbo DserD #ompar% el H .orma inglesa. & shih #olo5"ial não transmite a id!ia de e*ist(n#ia. & Xei liter%rio, por o"tro lado, transmite "ma id!ia de #hYeng 5"e signi.i#a Dtornar-seD, -as em ingl(s Dbe#omingD 8tornando-se; ! e*atamente o oposto de DbeingD 8sendo, ser;. Uma .órm"la #omo D#he Ceh D não signi.i#a algo Did(nti#oD, não #onstit"indo #onse5Nentemente lima proposição lógi#a, no sentido o#idental. S"ando dizemos D2en #he 2en CehK, não podemos a.irmar 5"e o primeiro 2en ! s"2eito, e o seg"ndo 2en, predi#ado. Nessa sentença, a id!ia não pode ser e*pressa, #omo ! #ost"me na lógi#a o#idental, pelo diagrama #orrespondente H 7ig"ra / a#ima. _8N. &.; )rata-se de "ma de.inição por 2"staposição analógi#a6 Dh"manidade 82en; assim #omo homem 82en;D. Ber, a seg"ir, a e*planação de ="Z"ang Ch", nesta mesma #oletGnea. & primeiro ideograma ! "ma abre iat"ra meton$mi#a de homem 8d"as pernas; seg"ida de dois

traços 5"e signi.i#am Dpl"ralidadeD, o", #omo 5"er Ezra po"nd, Do homem #om todos os se"s #onteIdosD 8h"manitas;T o ter#eiro ideograma !, mais desen ol idamente, a mesma abre iat"ra para homem, Db$pedeD ereto sobre as pernas.`. /s o"tras .ig"ras E, C, D, não podem transmitir #om e*atidão a id!ia da sentença. 'ode ser 5"al5"er das tr(s, o" pode estar entre as tr(s. Esta ! a pro a mais #on#l"dente da a"s(n#ia da pala ra DserD em #hin(s. BI Bimos a#ima 5"e a >ógi#a o#idental se baseia essen#ialmente na lei de identidade 8:9;. Nela se ."ndamentam a di isão, a de.inição, o silogismo e at! a #on ersão e a oposição. Isso t"do se #orrela#iona e #onstit"i "m sistema. / estr"t"ra b%si#a do pensamento #hin(s di.ere desse sistema. & sistema #hin(s de >ógi#a, se ! 5"e o podemos 5"ali.i#ar de sistema, não se baseia na lei de identidade. Come#emos pela di isão lógi#a o#idental. )endo #omo base a lei de identidade, rIa tem de di#otomizar-se em .ormas #omo D/ e não-/D, Dli ros liter%rios e li ros não-liter%riosD. Casos #omo D/ e ED o" DEem e -alD não são di#otomias na .orma por5"e, al!m de / e E, pode ha er C, e al!m de Eem e -al pode ha er Não-Eem e Não-mal. De modo 5"e a #lassi.i#ação pre#isa da regra de e*#l"são. -as o pensamento #hin(s não empresta (n.ase H e*#l"são, en.atizando de pre.er(n#ia a 5"alidade rela#ional entre a#ima e abai*o, bem e mal, alg"ma #oisa e nada. )odos esses relati os são #onsiderados interdependentes. N"ma sentença #omo C" X" hsiang sheng, nan i hsiang #hYeng,#hYang t"an hsiang #hiao, #hYien ho" hsiang s"i 8Dalg"ma #oisa e nada geram-se "m ao o"troT o di.$#il e o .%#il são re#ipro#amente #omplementaresT o longo e o #"rto são m"t"amente relati osT a .rente e as #ostas se a#ompanham m"t"amenteD;, temos "ma lógi#a de nat"reza bastante di.erente. Chegamos agora H an%lise da de.inição. Na de.inição lógi#a o#idental, imp+e-se .azer o sinal de e5"ação entre o de.iniend"m e o de.iniens. 'or e*emplo, D"m triGng"lo ! "ma porção de "m plano limitada por tr(s linhas retasD. -as no pensamento #hin(s, n"n#a se #ogita do problema da e5"ação entre os dois. 'or e*emplo6 denotase esposa #omo "ma m"lher 5"e tem "m maridoJ.

'ara a >ógi#a o#idental, isso não pode #onstit"ir "ma de.inição, de endo ser #ondenado #omo .al%#ia, o" por ser 2"stamente o 5"e de e demonstrar-seT !, por!m, #ara#ter$sti#o da >ógi#a #hinesa. Ch"an #h", Do "so in erso de "ma pala raD, nos #oment%rios #l%ssi#os, perten#e H mesma #ategoria. /ssim tamb!m o "so Dmeta.óri#oD, o" #hia #hieh. 'ode-se dizer 5"e o #on#eito mais importante na China antiga dizia respeito a D#!"D 8tYien .;, mas de a#ordo #om a de.inição no 1h"o 3en, tYien signi.i#a a D#abeça h"manaD o" o 5"e .i#a a#ima da #abeça. E identemente, o 5"e .i#a a#ima da #abeça tal ez não se2a ne#essariamente o D#!"D. 'odem e*istir o"tras #oisas, #omo n" ens, ento, a >"a, p%ssaros e tantas o"tras #oisas\ Esse m!todo Dindi#ati oD de de.inição di.ere bastante do tipo o#idental. &s e*emplos dessa esp!#ie de de.inição, #omo 2en #he 2en Ceh, C"i #he C"i Ceh, são m"ito n"merosos nos #l%ssi#os #hineses, ! desne#ess%rio reprod"zi-los a5"i. _8N. &.; &s e*emplos dados no te*to signi.i#am6 Dh"manidade assim #omo homemD 8h"manidade ! a 5"alidade do homem;T Dser #orreto ! an%logo a ser prestati oD 8#orreção e prestati idade #orrela#ionam-se;.` Easta obser ar 5"e, al!m dessa di.erença do tipo de de.inição o#idental, "m termo #hin(s tamb!m pode ser e*pli#ado o" indi#ado por o"tro termo de som semelhante e de signi.i#ado asso#iado. E*pli#ar "m termo por meio de o"tros de som semelhante seria in#on#eb$ el para a >ógi#a o#idental, pois essa lógi#a sempre isa a desta#ar-se da ling"agem, e a e*pli#ação por meio do som ! apenas lingN$sti#a, sem impli#aç+es lógi#as. Em s"ma, pode-se at! dizer #om seg"rança 5"e a antiga literat"ra #hinesa não #ont!m nenh"m m!todo de de.inição #ompar% el ao do &#idente. Nesta alt"ra, aleria a pena analisar os #ara#teres #hineses .ei e p" mm N"ma sentença inglesa #omo D/ is not-ED 8/ ! não-E; o" D/ is not ED 8/ não ! E; a nat"reza a.irmati a o" negati a ! .a#ilmente determin% el. -as dizendo em #hin(s #hia .ei Ci, a negação pode re.erir-se tanto ao primeiro #omo ao seg"ndo termo. mmm / di.i#"ldade não .i#a tão aparente nesta proposição simples, mas est% #laro 5"e a #on ersão ! desne#ess%ria e a oposição imposs$ el. E iden#ia-se, portanto, no e*emplo, 5"e o pensamento #hin(s não se pode en5"adrar na mold"ra da >ógi#a o#idental. O pre#iso

atrib"ir-lhe "ma designação di.erente. _mm8N. &.; 7ei e p" são #ara#teres "sados para .órm"las de negação. mmm8N. &.; D/D qnãoq DEDT o #ar%ter mediano, pi#togra.i#amente analisado, representa dois lados m"t"amente opostos.` 'ode-se propor, para esse tipo de lógi#a, o nome de Dlógi#a de #orrelaçãoD o" de Dlógi#a da d"alidade #orrelati aD. 1emelhante tipo de lógi#a en.atiza a signi.i#ação rela#ional entre DalgoD e DnadaD, entre Da#imaD e Dabai*oD, e assim por diante. Est% ade5"adamente e*presso no >i ro das -"danças. Embora os ar5"eólogos modernos não #olo5"em o >i ro das -"danças entre os registros mais antigos, não se pode a.irmar 5"e não #ontenha o pensamento tradi#ional da China. /5"i, a nota predominante ! o assim #hamado i Cin i Cang #hih Xei tao 8D& prin#$pio negati o e o positi o #onstit"em o 5"e se #hama tao o" Nat"rezaD.; Com o Cang, o" prin#$pio positi o, press"pomos o Cin, o o" prin#$pio negati o, e #om o Cin press"pomos o Cang. _8N. &.; /mbos os #ara#teres t(m #omo elemento #om"m, H es5"erda, o radi#al :@9, 5"e representa a originariamente "m Do"teiroD "ma ele ação em Dde#li eD, e, por e*tensão, D.ertilidadeD, Dab"ndGn#iaDT em Cang temos, H direita, o DsolD sobre o traço do horizonte, en#imando "ma DasaD 8raios do sol, o lado ensolarado do o"teiro, s"l;T em Cin temos, H direita, dois signos s"perpostos 5"e, originariamente, representa am Dn" ensD, Dneb"losidadeD 8o lado sombrio do o"teiro, norte;`. 'ara #ompletar-se, "m depende do o"tro. &"tros e*emplos #omo 4ang e 2o"T #hin e tY"iT #hi e hsi "ng são e*atamente paralelos 8::;. 1e pretend(ssemos adotar "ma terminologia m"ito em oga, dir$amos 5"e esta maneira de pensar ! "ma il"stração da Dlógi#a dial!ti#aD. )al e*pressão !, por!m, m"ito amb$g"a, e só poderia ser adotada a5"i #om e*#l"são de s"as al"s+es históri#as. )eremos de limitar-nos a obser ar 5"e as maneiras #hinesas de pensar di.erem das 5"e se #ara#terizam pelo "so da lei de identidade. 1em de.inir os di.erentes termos empregados, ! imposs$ el .alar inteligi elmente no &#idente. -as a ling"agem #hinesa, #ara#terizando-se pelo "so da lógi#a de #orrelação, nada tem a er #om a identi.i#ação. Bale-se antes dos antRnimos para #ompletar

"ma id!ia. / oposição #omo meio de e*pressão não ! "sada somente em proposiç+es #omo Dmorte sem trespasseD, D"m grande r"$do, por!m di.i#ilmente a"d$ elD, Do maior de todos os press%gios sem ser is$ elD, Dnão-resist(n#ia signi.i#a .orçaD, o" Da elo#"ção mais .l"ente pare#e gag"e2arDT ! "sada tamb!m para denotar "m termo isolado. No 1h"o 3en, por e*emplo, Dsa$daD signi.i#a DentradaD e DdesordemD, DordemD. Neste #aso, ! melhor não #onsiderar 5"e as pala ras tenham signi.i#ados #ontraditórios, por5"e ! o signi.i#ado, e não a pala ra, 5"e demanda o se" #ontr%rio para "ma il"stração #ompleta da #onotação. 'or e*emplo #hY" 8Dsa$daD; e*ige #hin 8DentradaD;, 1em #hin não pode ha er #hY". &"tros e*emplos, #omo l"anD 8DdesordemD; e #hih 8DordemD;, 4"ng 8Dtrib"toD; e tzY" 8DdomD; são da mesma nat"reza. / e*pli#ação da pala ra J enderD tamb!m ! dada atra !s de se" oposto D#omprarD, DBenderD e D#omprarD, #ontrapondo-se "ma H o"tra, se tornam mais #laras, por5"e D#omprar e enderD #onstit"em "ma mesma transação, en#arada dos pontos de ista di.erentes do #omprador e do endedor. 'or a$ se ( 5"e o pensamento #hin(s não se baseia na lei de identidade, tomando pelo #ontr%rio #omo ponto de partida a orientação relati a, o" melhor, a relação dos opostos, Claro 5"e esse tipo de pensamento #onstit"i "m sistema di erso, pro a elmente rela#ionado #om a nat"reza dos #ara#teres #hineses, 'or serem ideogr%.i#os, os #ara#teres #hineses en.atizam os signos, o" s$mbolos dos ob2etos. & #hin(s interessa-se a,penas pelas interrelaç+es entre os di.erentes signos, sem preo#"par-se #om a s"bstGn#ia 5"e lhes .i#a s"b2a#ente. Da$ a #onsideração rela#ional o" #orrela#ional. BII / Nat"reza ideogr%.i#a dos #ara#teres #hineses in.l"en#ia não somente a estr"t"ra da ling"agem #hinesa, mas tamb!m o pensamento o" .iloso.ia do po o. & >i ro das -"danças pode ser #onsiderado #onto o mais per.eito dos e*emplos. -"ito pro a elmente, as pala ras eram a prin#$pio .or2adas #omo s$mbolos-emblemas. 'or isto, est% es#rito6 D& s%bio disp"nha diagramas 84"a; de modo a er a signi.i#ação de #ada signo

8hsiang;. Embora não se 2"sti.i5"e inteiramente a a.irmação de 5"e os diagramas são os #ara#teres #hineses originais, pode-se tomar pelo menos #orno #erto 5"e a s"a nat"reza se assemelha H dos #ara#teres #hineses. / #riação dos diagramas atendia aos ob2eti os di inatórios, mas de em ter e*istido limites preestabele#idos para as poss$ eis #ombinaç+es destinadas a tais ob2eti os. Cada #ombinação ! "m signo poss$ el. D& #!" indi#a a boa e a m% sorte por meio de signos, #"2a signi.i#ação ! de#i.rada pelos s%biosK. Esses Ds%biosD de em ter sido os heróis da história #"lt"ral, #omo 'ao Hsi 1hih, a 5"em .oi atrib"$da a in enção dos diagramas. 'odese dizer 5"e os signos não simbolizam apenas algo e*terno, mas indi#am tamb!m as poss$ eis modi.i#aç+es. 'or e*emplo6 .oi a partir do diagrama Ci 5"e se in entaram os implementos agr$#olas, e o diagrama li inspiro" a in enção das redes de pes#ar. & Dr. H" 1hih disse m"ito a#ertadamente6 DCon.I#io pensa a 5"e, #om a g(nese dos signos, ieram as #oisas. &s signos são os ar5"!tipos prime os, seg"ndo os 5"ais .oram modeladas as #oisasD. De a#ordo #om o antigo pensamento #hin(s, primeiro ieram os signos e depois engendraram-se e desen ol eram-se as #oisas. Essa a.irmação di.ere bastante da o#idental. Embora as id!ias platRni#as apresentem "ma semelhança s"per.i#ial #om ela, ! pre#iso lembrar 5"e as Did!iasD de 'latão t(m e*ist(n#ia própria, o 5"e 2% não ! erdade no #aso dos oito diagramas. Como imos, o pensamento o#idental est% .irmemente baseado na id!ia de s"bstGn#ia. H%, por #onseg"inte, ne#essidade de "m s"bstrat"m, e o res"ltado .inal dessa #orrente de pensamento d% origem H id!ia de Dmat!ria p"raD. Uma das #ara#ter$sti#as da 7iloso.ia o#idental ! penetrar nos bastidores de "ma #oisa, en5"anto a #ara#ter$sti#a do pensamento #hin(s ! a atenção e*#l"si a Hs impli#aç+es #orrela#ionais entre os di.erentes signos, #omo Cin e Cang, ho 8Din ol"çãoD; e pYi 8De ol"çãoD;. O tamb!m em irt"de desse .ato 5"e não e*iste nenh"m est$gio da id!ia de s"bstGn#ia no pensamento #hin(s. &bser e-se 5"e a presença de "ma id!ia d% origem a .ormas de pala ras para e*press%-la. Na China, não e*iste a pala ra s"bstGn#ia. 'ala ras #omo lYi 8D#orpoD; e C"ng 8D."nçãoD;, neng

8D#onhe#endoD; e so 8D#onhe#idoD;, 5"ando "sadas para e*pressar s"2eito e ob2eto, de#orrem da trad"ção das es#rit"ras b"distas. 'ara o esp$rito #hin(s, não .az a menor di.erença 5"e e*ista o" não "m s"bstrat"m s"premo s"b2a#ente a todas as #oisas. 'or serem ideogr%.i#os os #ara#t#res #hineses, o pensamento #hin(s só toma #onhe#imento dos signos e das relaç+es entre eles. De e ter .i#ado e idente, at! agora, 5"e não somente e*iste "ma estreita relação entre a >ógi#a e a ling"agem, #omo tamb!m 5"e "m sistema lógi#o de e press"por "ma .iloso.ia, isto !, "ma #osmologia e "ma .iloso.ia de ida. / Cosmologia #hinesa pode ser #hamada Dsigni.i#ismoD o" DpressagismoD. & #ar%ter #hin(s hsiang, 5"e se trad"z por DsignoD, tem todos os signi.i#ados das pala ras D.enRmenoD, Ds$mboloD e Dpress%gioD, de endo-se, por!m, obser arY 5"e por tr%s de hsiang não estão impl$#itas determinadas #oisas #on#retas. 1e" signi.i#ado diz respeito apenas aos ass"ntos h"manos. De modo 5"e "m signo tem #omo ob2eti o transmitir liç+es ao po o e, #onse5Nentemente, todos os .enRmenos do .irmamento, #omo as estrelas e os #ometas, são #onsiderados ma"s press%gios. / Cosmogonia #hinesa, #ara#terizada pelo a"g"rismo, ! essen#ialmente "m g"ia pr%ti#o para a e*ist(n#ia h"mana. )amb!m neste ponto ela di.ere da o#idental. 'ode ser erdadeiro 5"e na 7iloso.ia do &#idente a Cosmologia represente "m passo preliminar em direção H .iloso.ia de ida, mas as d"as não podem ser #on."ndidas. & pensamento #hin(s, pelo #ontr%rio, não estabele#e nenh"ma distinção entre o #osmo e os problemas todos da e*ist(n#ia h"mana. De a#ordo #om a tradição o#idental, a 7iloso.ia pode ser #lassi.i#ada em Cosmologia, antologia e .iloso.ia de ida. Na China, h% apenas a Cosmogonia e a .iloso.ia de ida, sem antologia nem Cosmologia propriamente dita e mesmo a Cosmogonia ! #ompreendida na .iloso.ia de ida. Isto, em irt"de do des#aso pela lei de identidade por parte dos pensadores #hineses. /t! #ertas e*press+es #ontidas no >ao )z" #omo tYien ti 4en 8#!", terra, raiz; e tao #hi 8#aminho, #"rso; dizem respeito apenas H origem do "ni erso. Com o desen ol imento posterior no Ch"ang )z", "ma sentença #omo6 D5"e ob2eto se2a .eito o" não o se2aT ele

permane#e o mesmoD, presta-se a ser .re5Nentemente apontada #omo semelhante H Ds"bstGn#iaD o#idental. Não obstante a meta do Ch"ang )z" ! e*#l"si amente Do gra" ade5"ado de a2"stamentoD. 'or #onseg"inte, s"a identi.i#ação do #osmo #om o e" ! apenas "ma esp!#ie de e*peri(n#ia m$sti#a. Em o"tras pala ras, ele se interessa mais pela Dparti#ipaçãoD o" Dtransd"çãoD 8:<; 5"e pelo problema da e*ist(n#ia. & li ro Ch"ang )z" tem "ma origem mista. Não ! impro % el 5"e os s%bios de 3ei e Chin tenham .eito inserç+es e alteraç+esT ! e idente, por!m, 5"e as #on#epç+es do a"tor são mais o" menos id(nti#as Hs dos hind"s. & #onhe#imento s"bse5Nente, tardio, do problema da s"bstGn#ia por parte dos #hineses de e"-se H in.l"(n#ia da Índia. &s sistemas !ti#os das dinastias 1"ng e -ing não passam de reaç+es #ontra o E"dismo. /.irma-se #om .re5N(n#ia 5"e a 7iloso.ia o#idental te e in$#io #om a noção de s"bstGn#ia, de 5"e se liberto" mais tarde, en5"anto a China originalmente a des#onhe#e", tendo-a ad5"irido posteriormente. Essa a5"isição se .ez atra !s do #ontato #"lt"ral, .ato 5"e s"s#ita problemas #"2a dis#"ssão não #abe a5"i. & nosso problema ! saber se e*istem o" não .orças originais 5"e ainda ser em de base ao pensamento #hin(sT saber, por e*emplo, se o esp$rito #hin(s ainda se #ara#teriza pelo desinteresse .a#e H noção de s"bstGn#ia. )"do le a a #rer 5"e, a despeito das inImeras in.l"(n#ias o#identais, ! o 5"e ainda a#onte#e. BIII Como a noção de s"bstGn#ia se rela#iona #om a noção de #a"salidade, as Ci(n#ias ainda são determinadas, em s"a maior parte, pelo #on#eito de #a"salidade. Nesta alt"ra, ! pre#iso dizer 5"e Zant .oi o primeiro a re elar o mist!rio do pensamento o#idental. Ning"!m 2amais o s"pero", nem mesmo em nossos dias. Ele #olo#a a id!ia de re#ipro#idade entre as id!ias de s"bstGn#ia e de #a"salidade de modo a tornar as tr(s interdependentes. 'or #onseg"inte, onde h% #a"salidade de e ha er re#ipro#idade, e onde h% re#ipro#idade de e ha er s"bstGn#ia. Nenh"ma das tr(s pode ser dispensada. Da$ podemos depreender 5"e a id!ia de #a"salidade deri a da de s"bstGn#ia. Esta mesma #a"salidade, posteriormente #ombinada #om a s"bstGn#ia, d% origem H id!ia do %tomo. Nisto se

baseia a nossa tese de 5"e, no pensamento o#idental, religião, Ci(n#ia e materialismo são interdependentes, posição 5"e não ! adotada pelos at"ais pensadores #hineses. De "m modo geral, e*istem no &#idente d"as .ormas de religião, a do tipo grego ar#ai#o e a do tipo #ristão. / primeira nem .oi monopolizada pelos gregos, nem ! e*#l"si amente o#idental. /ssemelha-se H da e*ist(n#ia #hinesa primiti a. / tal respeito, #"mpre lembrar 5"e na mitologia grega e*istem poten#ialidades materialistas. E a religião primiti a da China, #omo a de todas as so#iedades primiti as, liga a-se estreitamente H Nat"reza. -as, ao desen ol er-se a )eologia, .oi pre#iso dar-lhe #omo ."ndamento a id!ia de s"bstGn#ia. / id!ia de "m 1er 1"premo o" Criador est% intimamente rela#ionada #om a id!ia de s"bstGn#ia. /l!m disso, ela tamb!m se prende estreitamente H noção de identidade. / -eta.$si#a, 5"e se baseia na s"bstGn#ia, ! religião. Uma ,ealidade 1"prema !, em ess(n#ia, De"s. 'ode-se assim s"stentar 5"e a .iloso.ia meta.$si#a o" ontológi#a ! "m tipo de pensamento religioso. / >ógi#a #ara#terizada pela lei de identidade ser e de ."ndamento para esse tipo de ra#io#$nio religioso. 7inalmente, pode-se dizer 5"e a antologia em 7iloso.ia, a id!ia de De"s em religião, e a lei de identidade em >ógi#a são, essen#ialmente, "ma #oisa só. 1pengler 8:P; mostro" 5"e Dnão e*iste Ci(n#ia Nat"ral sem "ma religião anteriorD. 3hitehead tamb!m s"stenta 5"e o desen ol imento da Ci(n#ia moderna rela#iono"-se intimamente #om as #on i#ç+es religiosas da Idade -!dia. Na medida em 5"e a Ci(n#ia est% rela#ionada #om a religião, de e-se #ompreender 5"e na #"lt"ra o#idental ambas representam apenas d"as #orrentes di.erentes de "ma mesma .onte. Não são tão opostas 5"anto geralmente se s"p+e. Isto, por!m, não de er% ser interpretado em termos #a"saisT "ma não determina a o"tra, sendo ambas desen ol imentos paralelos de "ma .onte #om"m.. Dessa maneira, embora a Ci(n#ia e a religião s"per.i#ialmente se #ontraponham, a nat"reza $ntima de ambas não ! oposta. /l!m disso, 1pengler nos .ez notar 5"e a Cosmologia #atóli#a e o materialismo não são #oisas di.erentes e sim "ma mesma #oisa,

e*pressa em terminologias di.erentes. Dei*ando de lado o Catoli#ismo, podemos dizer 5"e o pensamento materialista se ."ndamenta na noção de %tomo, e 5"e a noção de %tomo est% rela#ionada #om as noç+es de s"bstGn#ia e de #a"salidade. 'ode-se a.irmar 5"e e*istem, no pensamento o#idental, tr(s #ategorias ."ndamentais6 s"bstGn#ia, #a"salidade e %tomo. / religião tem #omo ."ndamento a s"bstGn#ia. Com a #a"salidade, desen ol e"-se a Ci(n#ia, e dos %tomos de#orre" o materialismo. 'or tr%s dessas tr(s #ategorias, h% "ma o"tra a lig%-las6 a da identidade. & .ilóso.o .ran#(s -eCerson presto"-nos "m ser iço 5"ando obser o" 5"e todas as teorias e in estigaç+es #ient$.i#as dizem respeito H identidade 8:M;. Compreende-se .a#ilmente 5"e #om a identidade de e ha er s"bstGn#iaT #om a s"bstGn#ia, de e ha er #a"salidadeT e o %tomo .i#a entre as d"as. /ssim, o pensamento o#idental tem essen#ialmente #omo base essas 5"atro #ategorias. 1em #ompreender a importGn#ia e a prioridade de tais #ategorias, não nos ! poss$ el #hegar a #ompreender a ."ndo a #"lt"ra e o pensamento o#identais. 'or o"tro lado, a #"lt"ra #hinesa não tem a menor relação #om as #ategorias a#ima men#ionadas. Come#emos pela ida religiosa na China antiga. Ela não era m"ito di.erente da dos antigos gregos. Cont"do, as #on#epç+es religiosas não se asso#ia am, na China, aos rit"ais de adoração e H instit"ição de templos o.i#iais. Não ! #erto 5"e tenham e*istido o"tras di indades, antes do apare#imento do #on#eito de C!". -as, mesmo no 5"e diz respeito ao C!" e a De"s, os #hineses 2amais #ogitaram deles de maneira primordial. S"ando .alamos em C!", temos em mente apenas a 'ro id(n#ia, ista simplesmente #omo a mani.estação do C!". Em o"tras pala ras, os #hineses se interessam pela ontade do C!", sem se deterem de maneira espe#ial no próprio C!", por5"e, de a#ordo #om o ponto de ista #hin(s, a ontade do C!" ! o próprio C!", e #ogitar do C!" sem dar atenção H s"a ontade seria logi#amente in#on#eb$ el na China. & C!" e a ontade do C!" são "ma #oisa só. Não h% "m primeiro, 5"e ! o C!", e depois a mani.estação de s"a ontade. 1endo id(nti#os o C!" e s"a ontade, os #hineses 2amais #onsideraram o C!" #omo "ma entidade, e não sendo "ma

entidade, tampo"#o ! "ma s"bstGn#ia. De modo 5"e o C!" #hin(s não tem nenh"ma relação #om a s"bstGn#ia o#idental. / adi inhação ser e de ponte, por sobre o abismo, entre o Homem e o C!". &s #hineses só estão interessados em #onhe#er a ontade do C!", a .im de b"s#ar a boa sorte e de e itar o in.ortInio. S"anto H nat"reza do C!" #omo tal, eles se mant(m indi.erentes. Esse .ato demonstra 5"e os #hineses não apli#aram a #ategoria de s"bstGn#ia H noção de C!" e não #onsideraram o C!" #omo s"prema ess(n#ia ."ndamental do "ni erso. &"tro aspe#to interessante ! o de 5"e a maioria das .orm"laç+es re.erentes H ontade do C!" no 1hang 1h" nada mais são do 5"e indi#aç+es sobre a trans.er(n#ia do poder pol$ti#o entre as di.erentes dinastias o" de "ma dinastia para o"tra. & poder pol$ti#o aliena a-se na China de d"as maneiras6 a heredit%ria e a re ol"#ion%ria. S"ando era iolada a lei heredit%ria, origina a-se "ma re ol"ção. &s #asos de trans.er(n#ia heredit%ria não s"s#ita am #ont"rbaç+es, mas pre#isa a ha er "ma 2"sti.i#ati a para as re ol"ç+es, e essa 2"sti.i#ati a era en#ontrada na ontade do C!". Uma trans.er(n#ia re ol"#ion%ria a#arreta grandes #onse5N(n#ias pol$ti#as e so#iais. & .ato de ela ser atrib"$da H ontade do C!" #onstit"i "ma pro a de 5"e toda as grandes m"danças .i#am al!m do #ontrole da ontade h"mana, e de 5"e a ontade do C!" só se mani.esta na ida pol$ti#a e so#ial. O e*atamente o oposto do 5"e a#onte#e no &#idente, onde o #on#eito de s"bstGn#ia ser e de ."ndamento para a (n.ase atrib"$da ao pensamento religioso. 1ob este aspe#to, pode-se dizer alg"ma #oisa a respeito das trans.ormaç+es e in.l"(n#ias da ida religiosa na China e no &#idente. No &#idente, o tipo grego de ida religiosa #hego" ao .im por o#asião da "ni.i#ação do Imp!rio ,omano, mas a no a .orma de religião sobre i e" H de#ad(n#ia do .e"dalismo. Conse5Nentemente, religião e pol$ti#a representam, no &#idente, d"as #orrentes. / ida religiosa na China, em m"itos pontos semelhante H da Wr!#ia, #onstit"i" "m poderoso esteio do .e"dalismo, 5"e era similar ao e"rope". Na !po#a do ChY"n ChYi", o .e"dalismo .oi abalado, o 5"e sem dI ida alg"ma reper#"ti" no

pensamento do po o. Da$ #ertas e*press+es #omo6 D& #aminho do C!" ! distante, o #aminho h"mano ! pró*imoDT D& 5"e disse o C!"0 No entanto as 5"atro estaç+es ."n#ionam reg"larmenteK. & Con."#ionismo, sem eliminar a do"trina do C!", dei*o"-a .ora dos ass"ntos h"manos. Esse tipo de pensamento tendia a red"zir a in.l"(n#ia das #on i#ç+es religiosas na China, e mais tarde ho" e apenas pol$ti#a e não religião. / mesma tend(n#ia se mani.esto" no pensamento, e podemos re#apit"lar dizendo 5"e a lei de identidade na >ógi#a, a proposição tipo Ds"2eito-predi#adoD na estr"t"ra da .rase e a #ategoria de s"bstGn#ia em 7iloso.ia t(m, #omo ."ndo #om"m, o pensamento religioso. Isto ! #ara#ter$sti#o da #"lt"ra o#idental. / lógi#a de #orrelação, a #lassi.i#ação não-e*#l"si a, a de.inição analógi#a t(m, #omo ."ndo #om"m, o pensamento pol$ti#o. & 5"e ! #ara#ter$sti#o da #"lt"ra #hinesa. IF Esses dois tipos de pensamento di.erem não somente 5"anto Hs respe#ti as #ategorias e leis b%si#as de >ógi#a, #omo tamb!m 5"anto Hs atit"des. /o propor "ma perg"nta a respeito de "ma #oisa 5"al5"er, ! #ara#ter$sti#o da mentalidade o#idental interrogar6 D& 5"e !0D e em seg"ida6 DComo se de eria reagir diante disso0D / mentalidade #hinesa não d% (n.ase a o 5"e e sim ao #omo. & pensamento &#idental se #ara#teriza pela Datit"de de prioridade do o 5"(D e o #hin(s pela Datit"de de prioridade do #omoD. Em o"tras pala ras, os o#identais "sam o D5"(D para personi.i#ar e absor er o D#omoD. & D#omoD de e ser determinado pelo D5"(D. &s #hineses, por s"a ez, "sam o D#omoD impli#ando o D5"(D. & tipo de pensamento do D5"(D pode-se desen ol er passando da religião para a Ci(n#ia. O esta "ma das #ara#ter$sti#as do pensamento #ient$.i#o. & tipo de pensamento 5"e se #ara#teriza pela (n.ase no D#omoD só se pode desen ol er na es.era só#io-pol$ti#a, parti#"larmente em #one*ão #om o problema da Oti#a. & desinteresse pelo D5"(D responde pelo desinteresse pela Epistemologia, o" pela a"s(n#ia desta na China. 'ode-se assim e*pli#ar 5"e o pensamento #hin(s sempre se olte para os ass"ntos h"manos, des#"rando a Nat"reza. /lega-se #om .re5N(n#ia 5"e na 7iloso.ia #hinesa e*istem #ontro !rsias entre o

nominalismo e o realismo e o problema da relação entre o Homem e a Nat"reza, impli#ando-se #om isto 5"e a 7iloso.ia #hinesa assemelha-se H 7iloso.ia o#idental. Não ! o 5"e a#onte#e, em erdade. & interesse #hin(s pelo problema do nominalismo e do realismo, assim #omo pelo problema da relação entre o Homem e a Nat"reza, olta-se para o pensamento só#io-pol$ti#o e para a .iloso.ia de ida. & pensamento #hin(s e o o#idental tamb!m di.erem 5"anto H 5"estão da in.er(n#ia. & silogismo, #"2o ."ndamento est% na lei de identidade, ! a .orma de in.er(n#ia na >ógi#a o#idental, en5"anto os #hineses re#orrem H analogia em l"gar da in.er(n#ia. / .órm"la a#ima men#ionada, 2en #he 2en 2eh 8H"manidade assim #omo Homem;, representa "m tipo de ra#io#$nio analógi#o. &"tros e*emplos, #olhidos em -(n#io, (m mais a propósitoT a saber6 D/ bondade da nat"reza h"mana 8!; #omo a tend(n#ia da %g"a a des#er pela ertenteDT e6 DBida não signi.i#a Nat"reza, assim #omo bran#o signi.i#a bran#o0 / bran#"ra de "ma pena bran#a não signi.i#a a bran#"ra da ne e bran#a0 E a bran#"ra da ne e, não signi.i#a a bran#"ra do 2ade bran#o0...E se assim !, ser% a nat"reza do #ão semelhante H do homem0D Em -(n#io, esses e*emplos são por demais n"merosos para se .azerem ne#ess%rias o"tras #itaç+es. Em se" -en#i"s on lhe -ind, I. /. ,i#hards #ontrapRs esse tipo de arg"mentação ao o#idental. & tipo #hin(s pode ser 5"ali.i#ado de Dlógi#a de analogiaD. Essa lógi#a, na realidade, embora não se possa apli#ar ade5"adamente ao pensamento #ient$.i#o, ! amplamente "tilizado nas arg"mentaç+es só#io-pol$ti#as. / arg"mentação analógi#a !, de .ato, "ma das #ara#ter$sti#as do pensamento pol$ti#o. 'ode-se #onsiderar o mar*ismo #omo "m dos melhores e*emplos. / .órm"la Dtese-ant$tese-s$nteseD, a ser apli#ada a todo pro#esso históri#o, ! de nat"reza analógi#a. Da mesma maneira podemos #onsiderar a trans.ormação da semente em %r ore #omo a ant$tese da semente. Desta .orma, tamb!m a teoria da l"ta de #lasses #onstit"i "ma arg"mentação por analogia. 1em entrar a5"i na #r$ti#a ao 5"e h% de .ala#ioso no mar*ismo, ser% pro eitoso obser ar neste ponto 5"e a .iloso.ia mar*ista ! de nat"reza pol$ti#a.

F & tipo de pensamento 5"e se interessa antes de t"do pela pol$ti#a tamb!m pode apresentar alg"mas #one*+es #om a ling"agem. /ssim, Con.I#io era .a or% el H Dreti.i#ação dos nomesD o" #heng ming. / reti.i#ação dos nomes não .oi de.endida por Con.I#io por moti os de lógi#a, e sim #omo "m re#"rso para manter a ordem da so#iedade. Da$ a a.irmação6 DS"ando os nomes não são #orretos, a ling"agem não est% de a#ordo #om a erdade das #oisas. S"ando a ling"agem não est% de a#ordo #om a erdade das #oisas, os negó#ios não podem ser empreendidos #om (*ito. S"ando os negó#ios não podem ser empreendidos #om (*ito, os bons "sos e a mIsi#a não prosperamK. / ."nção da reti.i#ação dos nomes ! dis#ernir o 5"e .i#a em #ima e o 5"e .i#a em bai*o, ! determinar o s"perior e o in.erior e disting"ir o bem do mal. 1"a meta est% nos ass"ntos h"manos, mais do 5"e na lógi#a, 'or e*emplo, matar "m rei ! 5"ali.i#ado de #rime o" shih, .i#ando a$ impl$#ita "ma iolação do s"perior pelo in.erior. / morte de "m in.erior por "m s"perior ! denominada e*e#"ção o" #han, o 5"e impli#a 5"e o e*e#"tado .oi 2"stamente p"nido, de a#ordo #om a lei. Com re.er(n#ia ao imperador, ia2ar ! hsing o" D.a ore#erD. DBir diretamenteD ! Iai e D ir para instalar-seD ! Iai 4"ei. Ir dos distritos lo#ais para o go erno #entral ! Ds"birD o" shang, #omo nas e*press+es Ds"bir em direção ao oesteD e Ds"bir em direção ao norteD. E ir do go erno #entral para os distritos lo#ais ! Ddes#erD o" hsia. O #omo em Ddes#er para o s"lD o" Ddes#er para o lesteD. E*istem distinç+es pare#idas em ingl(s, #omo se pode eri.i#ar nas trad"ç+es 8Dto go "pD, Dto go doXnD;, mas a (n.ase 5"e se lhes empresta não ! tão ób ia e sistem%ti#a. 'ara o Dr. H" 1hih, essas distinç+es todas são apenas deri adas das partes do dis#"rso #om ."nç+es gramati#ais. &bser a ademais6 D/o reti.i#ar os nomes, Con.I#io torno"-se o primeiro lógi#o da ChinaK. -as, #omo imos, não ! isto o 5"e a#onte#e. 'oder$amos en#ontrar o"tras pro as para e.eito de "m paralelo #om as trans.ormaç+es gramati#ais no &#idente. )omemos a pala ra inglesa sense, por e*emplo. 1"as modi.i#aç+es podem ass"mir as seg"intes .ormas6 senses 8senso, 2"$zo;, sensation 8sensação;, sensational 8sensa#ional;, sensible 8sensato;, sensibilitC

8sensibilidade;, sens"m, sensa 8sentimentos, pensamentos;, sensationalism 8sensa#ionalismo, sens"alismo;, senseless 8sem sentido;, sensiti e 8sensiti o;, sensiti itC 8sensibilidade;, sensiblC 8sensatamente;, sensorC 8sensorial;, sensori"m 8sensório; et#. )odas essas .ormas deri am de "ma mesma raiz. Em irt"de do "so de .le*+es, #asos, o" o"tras .ormas gramati#ais, a D.ormaD #onstit"i "m elemento essen#ial para o pensamento do &#idente. / despeito do .ato de a #on#epção aristot!li#a de D.ormaD poder ser di.erente da ba#oniana, e da D.ormaD de Ea#on poder -di.erir da de Zant, pode-se obser ar 5"e e*iste em todos esses pensadores algo de b%si#o e "ni.orme, a saber6 a (n.ase na id!ia de D.ormaD. &s #ara#teres #hineses são ideogr%.i#osT apesar de terem radi#ais o" pYien pYang, não t(m ra$zes. &s radi#ais são "tilizados apenas #om .inalidade #lassi.i#atóriaT por e*emplo, #ertas pala ras perten#em ao dom$nio da %g"a e o"tras ao dom$nio das plantas. 1empre 5"e apare#e "ma id!ia no a, ! pre#iso in entar "ma pala ra no a, a 5"al não ser% simplesmente deri ada de "ma raiz. &s ideogramas #hineses não .i#am s"2eitos a trans.ormaç+es gramati#aisT não h% .le*ão, de#linação nem #on2"gação. Como a #riação de pala ras no as de e-se basear nas ne#essidades da so#iedade, ser% interessante obser ar 5"e a maioria dos termos #hineses em de dois setores o" dom$nios6 "m deles, o parentes#o, il"strado por po 8irmão mais elho do pai;, sh" 8irmão mais no o do pai;, tYang 8primo por parte de pai;, piao e Ci n" o"tros tipos de primosT os o"tros (m do dom$nio da Oti#a, il"strados por #h"ng 8lealdade;, hsiao 8piedade .ilial;, lien 8.r"galidade nas ne#essidades; e #hien 8.r"galidade nos disp(ndios;. )odas as deli#adas n"anças da terminologia #hinesa nesses dois #ampos poderão .i#ar agr"padas nos termos ingleses brothers 8irmãos;, "n#les 8tios;, #o"sins 8primos;, .r"galitC 8.r"galidade;. Esse agr"pamento se 2"sti.i#a no &#idente, mas na China todas as di.erenças t(m de ser preser adas em irt"de de se" signi.i#ado so#ial e todos os .inos matizes da terminologia #hinesa podem ser atrib"$dos H reti.i#ação dos nomes. 1eria pre#iso e*pli#ar tamb!m por 5"e moti o o tipo de pensamento 5"e se olta para a pol$ti#a empresta maior alor H

lógi#a de #orrelação. / razão est% no .ato de 5"e, nos .enRmenos so#iais, t"do pode ser #onsiderado em termos de #orrelaç+es, #omo ma#ho e .(mea, marido e m"lher, pai e .ilho, o go ernante e o go ernado, o #i il e o militar, e assim por diante. O #"rto o passo 5"e le a deste dom$nio para o da Cosmologia. 'or e*emplo6 nós dizemos Destando o C!" em #ima e a )erra embai*o, o "ni erso est% determinadoD. /l!m disso, as 5"est+es pol$ti#as podem ter impli#aç+es #osmológi#asT por e*emplo, dos prin#$pios positi o 8Cang; e negati o 8Cin; do #osmo podemos e*trair o prin#$pio de e ol"ção e in ol"ção 5"e est% por tr%s do "ni erso e das 5"est+es h"manas, e 5"e se desen ol er% .inalmente em #on#eitos #orno os de go erno ade5"ado o" desordem nos ass"ntos pol$ti#os. 1er% #on eniente lembrar 5"e esse tipo de ra#io#$nio ! #ara#ter$sti#o do pensamento pol$ti#o e so#ial. /t! mesmo a$, entretanto, e*iste "ma di.erença entre a China e o &#idente. O bem erdade 5"e, sendo essen#ialmente "ma .iloso.ia oltada para as 5"est+es so#iais e pol$ti#as, o mar*ismo elimino" a lei de identidade e propRs a lei da oposição no ra#io#$nio. -as o 5"e o separa do pensamento #hin(s ! o .ato de 5"e, en5"anto o mar*ismo en.atiza a oposição e portanto a l"ta de #lasses, o pensamento #hin(s en.atiza o res"ltado o" a2"stamento dessa oposição. S"ando -(n#io a.irma6 Dos trabalhadores intele#t"ais go ernam en5"anto os trabalhadores man"ais são go ernadosD, a (n.ase est% na di isão do trabalho, tornando-se assim poss$ el a a2"da mIt"a, tal #omo ele a #on#ebia. Em #ontraposição H lógi#a de #orrelação dos #hineses, o tipo mar*ista de lógi#a pode ser 5"ali.i#ado de Dlógi#a de oposiçãoD. FI Estamos agora em #ondiç+es de dis#"tir a relação e*istente entre as #ategorias lógi#as, por "m lado, e a nat"reza h"mana, por o"tro. 7a#e a "m dado a#onte#imento, podemos ter interpretaç+es di.erentes. 'or e*emplo, o pRr-do-sol ! "m .enRmeno obser ado, #om relação ao 5"al podem e*istir di.erentes interpretaç+es, a saber6 o 1ol des#amba por tr%s da )erra em direção ao oeste, o" a )erra gira para leste. 'or #onseg"inte, identidade, s"bstGn#ia e #a"salidade são interpretaç+es, o" #on#eitos empregados no ato da

interpretação, e esses mesmos #on#eitos são de nat"reza interpretati a. 'ode-se perg"ntar, por!m, de onde s"rgem tais interpretaç+es, e #orno ! 5"e se tornam %lidas0 'odemos ir b"s#ar a terminologia em 'areto, sem a#ompanh%-lo nas demais impli#aç+es. De a#ordo #om ele, h% Dres$d"osD e Dderi aç+esD. &s primeiros são os imp"lsos emo#ionais e os Iltimos as mani.estaç+es e*teriores o" ra#ionalizaç+es. O poss$ el "ma distinção entre dois tipos de res$d"os, isto !, o Dres$d"o de persist(n#iaD e o Dres$d"o de dominGn#iaD. / partir do Dres$d"o de persist(n#iaD, desen ol e-se o pensamento religiosoT e a #ategoria de s"bstGn#ia, a proposição s"2eito-predi#ado, a >ógi#a #ara#terizada pela lei de identidade assim #omo o de#orrente #on#eito de #a"salidade #onstit"em deri aç+es desse Dres$d"o de persist(n#iaD. Do Dres$d"o de dominGn#iaD (m o pensamento so#ial, as teorias pol$ti#as e as instit"iç+es #on#retas delas de#orrentes. )odas as deri aç+es (m de res$d"os #"2as ra$zes se en#ontram nos imp"lsos emo#ionais. 'ara e*primir esses imp"lsos emo#ionais e*istem todos os desen ol imentos, o" deri aç+es, pol$ti#os e religiosos. /os 5"e se interessam pelo est"do da #"lt"ra não ! l$#ito es5"e#er 5"e esses res$d"os, a persist(n#ia e a dominGn#ia, são #ara#ter$sti#as "ni ersais do Homem. E de e-se ter #omo #erto 5"e não ! apenas nos #ampos pol$ti#o e so#ial mas tamb!m nos #ampos lingN$sti#o e mental 5"e se podem obser ar as #ara#ter$sti#as "ni ersais do Homem. & moti o da e*ist(n#ia de di.erenças #"lt"rais entre a China e o &#idente pare#e estar simplesmente no desen ol imento e no s"bdesen ol imento das deri aç+es seg"ndo #ertas linhas de .orça. Não 5"e os #hineses se2am destit"$dos de Dres$d"o de persist(n#iaD e sim 5"e, em s"a #"lt"ra original o" em s"as deri aç+es, esse res$d"o não se desen ol e". -as, "ma ez em #ontato #om a Índia, os #hineses re#eberam-lhe #alorosamente a religião, por5"e o E"dismo s"s#ito" o Dres$d"o de persist(n#iaD adorme#ido em s"a própria nat"reza. 1endo a #"lt"ra #hinesa s"bdesen ol ida sob este aspe#to, o E"dismo en#ontro" na China "ma seg"nda p%tria. )amb!m não se pode dizer 5"e os o#identais não tenham Dres$d"o

de dominGn#iaD. / 7iloso.ia o#idental ! indis#"ti elmente "ma trans.ormação da religião. Como sabemos, em se" est"do do #onhe#imento, Zant o.ere#e" "ma 2"sti.i#ati a teóri#a para a e*ist(n#ia da s"bstGn#ia. -as s"a Cr$ti#a da ,azão '"ra de" margem H s"a Cr$ti#a da ,azão 'r%ti#a. 1e no #onhe#imento a s"bstGn#ia não .i#a re elada, ! #ertamente na #ond"ta 5"e ela se realiza. 1ob esses aspe#tos, embora tentando analisar o pensamento o#idental, Zant .i#a por ele limitado. 1"a atit"de, não nos es5"eçamos, ! a atit"de o#idental tradi#ionalista6 a "tilização da religião #omo re#"rso indireto para abordar a so#iedade e a pol$ti#a. 'artindo da$, obser e-se 5"e toda a -eta.$si#a o#idental ! de nat"reza essen#ialmente só#io-pol$ti#a. -as essa relação não ! assim tão e idente. Um dos m!ritos do mar*ismo .oi #aptar #om #lareza tal aspe#to. O pena, entretanto, 5"e s"a #on#epção se2a por demais estreita, ao tomar as #lasses pela so#iedade. / -eta.$si#a .oi #onsiderada #orno mera ra#ionalização do pensamento so#ial e pol$ti#o. & aspe#to p"ramente teóri#o da 7iloso.ia o#idental ! tão-somente "ma .orma dis.arçada do pensamento só#io-pol$ti#o. Esta obser açã o tal ez pareça e*agerada mas, na realidade, a 7iloso.ia .az parte da #"lt"ra e a #"lt"ra sempre #onstit"i "ma #on.ig"ração total. 'ol$ti#a, so#iedade e e*ist(n#ia h"mana não podem ser separadas da 7iloso.ia. /lega-se #om .re5N(n#ia 5"e a 7iloso.ia se interessa antes de t"do pelo desenredar dos segredos do "ni erso, mas esse ponto de ista pare#e bastante s"per.i#ial. 1ão geralmente d"as as atit"des ass"midas diante dos problemas so#iais e pol$ti#os do presente. Uma delas #onsiste em pro#"rar #onser ar, a o"tra em modi.i#ar as #ondiç+es. & mar*ismo tal ez tenha ido longe demais ao identi.i#ar idealismo e #onser adorismo, materialismo e re ol"#ionarismo, mas não se pode negar o .ato de 5"e idealismo e materialismo este2am ligados H so#iedade e H pol$ti#a. O sobre esta base 5"e as #on#epç+es da es#ola de Biena, as de Carnap, por e*emplo, de eriam ser re#onsideradas. Carnap #onsidera DnonsenseD todas as proposiç+es .ilosó.i#as, isto não serem elas s"s#et$ eis de eri.i#ação. Não ! ne#ess%rio lembrar 5"e

o #onhe#imento h"mano #ont!m m"ito #oisa não s"s#et$ el de ser eri.i#adaT e não se pode dizer 5"e o 5"e não ! eri.i#% el não se2a erdadeiro. / #!lebre .rase de ,o"ssea" D& homem nas#e li reD não pode ser eri.i#ada. )oda ia, ela #ontrib"i" para a Independ(n#ia /meri#ana e para a ,e ol"ção 7ran#esa. & pensamento so#ial não se interessa pela eri.i#ação. Não ! eri.i#% el, mas ! realiz% el. O este o ."ndamento da DDeterminação do Homem a #ombater a Nat"rezaD, #omo se diz na China. & pensamento meta.$si#o o#idental ! tão-somente "ma teoria só#io-pol$ti#a sob o"tra .orma. E a 7iloso.ia tem, por #onseg"inte, essa nat"reza não eri.i#% el, mas realiz% el. /ntes de #on#l"ir o presente ensaio, terei de .orm"lar s"#intamente a minha teoria pessoal do #onhe#imento. / me" er, o #onhe#imento h"mano de e ser e*aminado em 5"atro gr"pos, #ada "m deles penetrando os demais e deles dependendo. & primeiro ! o da Destr"t"raD e*terna, respons% el pela sensação imediata. 1endo o m"ndo e*terno simplesmente Destr"t"raD, só podemos #onhe#er-lhe as Dpropriedades matem%ti#asD, para nos alermos de "ma e*pressão de ,"ssell. Da s"a nat"reza 5"alitati a, nada sabemos. De e-se, por!m, salientar 5"e essas propriedades matem%ti#as não são est%ti#as e r$gidas, e sim .le*$ eis e modi.i#% eis. & seg"ndo gr"po ! o dos sensa, para empregar a terminologia do neo-realismo. Nossa sensação ! "ma #oisa #"riosa. Embora s"s#itada e*ternamente, ela di.ere, 5"anto H nat"reza, do "ni erso e*terno. 'ode-se dizer 5"e entre ambos e*iste #orrespond(n#ia mas não identidade. 'or nat"reza, a sensação ! algo independente. & ter#eiro gr"po #onsiste de D#onstr"ç+esD. &s ob2etos geralmente per#ebidos, #omo mesas, #adeiras, #asas, amigos, et#. são D#onstr"ç+esD. Essas #onstr"ç+es são #om .re5N(n#ia e ingen"amente #onsideradas #omo #oisas 5"e t(m "ma e*ist(n#ia própria e independente. 1ão, por!m, na erdade, #oisas #onstr"$das atra !s das per#epç+es do obser ador. & 5"arto gr"po ! o 5"e 2% analisamos #omo DinterpretaçãoD. Esses 5"atro gr"pos são interdependentes. 8:L; Comparati amente .alando, os dois primeiros se rela#ionam mais estreitamente #om o m"ndo e*terior, sendo, por #onseg"inte, mais ob2eti os, en5"anto os dois Iltimos se

rela#ionam mais estreitamente #om o m"ndo interior, sendo portanto mais s"b2eti os. & pro#esso 5"e le a dos dois Iltimos aos dos primeiros pode ser denominado pro#esso de DligaçãoD, en5"anto o oposto pode ser designado #omo pro#esso de DdesligamentoD. & #onhe#imento teóri#o ! "m pro#esso de desligamento. Depois do desligamento, o #onhe#imento teóri#o ainda permane#e #omo "ma base in is$ el para o #onhe#imento positi $sti#o. & problema da alidade só se mani.esta depois do pro#esso de desligamento. Em irt"de da possibilidade da e*ist(n#ia de di ersas interpretaç+es, s"s#ita-se a 5"estão de saber 5"al a #orreta e 5"al a errRnea, o" 5"al ! razo% el e 5"al não o !. 8Na realidade, do ponto de ista #"lt"ral, e*iste apenas di.erença, e não #erto o" errado.; E esta ! "ma das #ara#ter$sti#as do #onhe#imento teóri#o, ao 5"al perten#em a 7iloso.ia, o pensamento so#ial, as teorias pol$ti#as e todas as #on i#ç+es religiosas. 'ara #on#l"ir, podemos dizer 5"e analisamos, pela "rdem, os seg"intes pontos, a .im de mostrar 5"e a #"lt"ra h"mana 8:Q; #onstit"i "m todo. 'rimeiro, o 5"e ! 7iloso.ia o#idental0 1eg"ndo, 5"al a relação entre ling"agem e pensamento0 )er#eiro, 5"al ! a relação entre >ógi#a e 7iloso.ia0 S"arto, 5"al a relação entre 7iloso.ia, so#iedade, pol$ti#a e religião0 S"into, 5"al a relação entre #onhe#imento teóri#o e #onhe#imento per#epti o0 1e*to, 5"al a relação entre nat"reza h"mana e #"lt"ra 8entre Dres$d"osD e Dderi aç+esD;0 1!timo, 5"al a di.erença entre os pro#essos mentais #hineses e os o#identais0 )odas essas 5"est+es .oram analisadas do ponto de ista .ilosó.i#oT se elas ti erem alg"m signi.i#ado para a 1o#iologia, s"a a aliação e #r$ti#a de erão #aber aos so#iólogos. 1e o leitor ti er tido a pa#i(n#ia de a#ompanhar toda a nossa an%lise, tal ez lhe tenha pare#ido 5"e o a"tor des#ambo" para o e#letismo. H%, por!m, e#letismo e e#letismo. 1e o e#letismo se re elar Itil, o.ere#endo "ma isão mais sint!ti#a de todos os problemas tratados, não terão #abimento m"itos pedidos de des#"lpas. ]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]] :. Con.rontar #om a an%lise de Charles -orris dos Dsignos póslingN$sti#o em se"s DComments on -Csti#ism and Its >ang"ageD,

E)C., ?-P-A, o"tono de :?L:. N. de )C. <. Bil.redo 'areto, )he -ind and 1o#ietC, tr. /ndreX Eongiomo e /rth"r >i ingston 8No a Ior5"e, :?PL;, I, A ss. P. ,"dol. Carnap, )he >ogi#al 1Cnta* o. >ang"age 8>ondres :?P@;, p. <@@. M. /l.red North 3hitehead, /d ent"res in Ideas 8No a Ior5"e :?PP;, #. ?. L. 1am"el /le*ander, 1pa#e, )ime and DeitC 8>ondres, :?<9;. Q. Cons"ltar 1. I. HaCa4aXa, D3hat is -eant bC /ristotelian 1tr"#t"re o. >ang"age0D E)C., L.<<L.<P9, Berão :?MA. N. de E)C. @. & primeiro #ar%ter ! "sado para indi#ar D/D, o ter#eiro, para indi#ar DED 8n"ma en"meração;T o #ar%ter do meio signi.i#a Drela#ionarD, D#one#tarDT "ma D#arr"agemD sobre "m Dp!D indi#ando mo imento, no pi#tograma original. A. 1obre a estr"t"ra s"2eito-predi#ado, #ons"ltar /. ZorzCbs4i, 1#ien#e and 1anitC6 /n introd"#tion to Non-/ristotelian 1Cstems and Weneral 1emanti#s;, 8>an#aster, 'a., :?PP;, pp. Q<, AL, ?<, :P:, :A?, :?9, <<M, P9Q, P@:. 1obre a Ds"bstGn#iaD, #ons"ltar /. U. /Cer, >ang"age, )r"th and >ogi# 8No a Ior5"e, :?PQ;, pp. <A, P<-P, L9, :?L. ?. Este ponto de ista di.ere do da es#ola de Biena no sentido de 5"e, para a5"ela es#ola, "ma ez #laramente de.inida a ling"agem, alg"ns problemas dei*am de e*istir. / me" er, entretanto, e*istem problemas de#orrentes da ling"agem 5"e indi#am imp"lsos emoti os, os 5"ais não podem ser eliminados. :9. /s regras da D#ontradiçãoD e do Dter#eiro e*#l"$doD são simples #orol%rios da lei de identidade. ::. Emoti o e .le"m%ti#o, a.irmati o e resignado, .eliz e in.eliz. :<. 1ão termos #olhidos em Uean 'iaget, )he ChildYs Con#eption o. the 3orld 8No a Ior5"e e >ondres, :?<?;. :P. &sXald 1pengler, )he De#line o. the 3est 8>ondres, :?<Q-<A;, I, PA9. :M. Omile -eCerson, ldentitC and ,ealitC 8No a Ior5"e, :?P9;. :L. 8Con.rontar ZorzCbs4i, op. #it., Cap$t"lo FIB, D&n /bstra#tingD. Nota de E)C.; :Q. / #"lt"ra, em nossa an%lise, se restringe ao aspe#to mental. Estando .ora do es#opo deste ensaio, se" aspe#to

material não ! a5"i analisado. Não se de e, entretanto, #onsiderar #omo impl$#ito 5"e a #"lt"ra não tenha aspe#tos materiais. _7im`