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Índice

O objetivo desta seleção é, antes de tudo, fornecer uma base didática para o estudo da China Antiga. Longe de ser uma base completa, trato a ui dos dados mais superficiais e abrangentes ue possam condu!ir o interessado num estudo sério e esclarecido sobre o tema, de modo a reali!ar uma e"posição ue não seja nem

cansativa, nem muito comple"a. #nevitavelmente, somos obrigados a nos deparar com algumas relativi!aç$es te%ricas necessárias ao aprofundamento do estudo desta civili!ação, cujas especificidades invocam um olhar bastante cuidadoso. &o entanto, nos deteremos, a ui, num conjunto de e"planaç$es básicas ue sirvam de referencial a todas estas uest$es. #gualmente, a determinação dos elementos bibliográficos serve a proposta inicial de tornar um pouco mais acess'vel este nosso estudo. (uscamos, pois, indicar te"tos ue sejam facilmente encontrados, ue estejam em nosso idioma e ue sejam de academicamente válidos, afastando)me propositalmente de toda e ual uer publicação de caráter e"otérico ou de fonte duvidosa. &o caso espec'fico da sinologia, sabemos ue tais te"tos abundam em profusão, dificultando o estudo sério da China e comprometendo um trabalho esclarecido. André (ueno ....................................................... ÍNDICE

. História - Uma apresentação geral sobre a história da China, organizada atra !s dos se"s prin#ipais per$odos din%sti#os. . & 'ensamento Chin(s - )e*tos sobre a história do pensamento #hin(s, se" desen ol imento e #one*+es #om o pensamento o#idental. . ,eligião e -itologia - &s prin#ipais #"ltos #hineses, a interpretação religiosa das es#olas .ilosó.i#as, religiosidade pop"lar e o"tras religi+es na China.

. /s Ci(n#ias na China - Como era a matem%ti#a, a .$si#a, a geogra.ia, et#. na China Imperial0 Uma apresentação di ersa do tema, a partir dos trabalhos de Colin ,onan. . / arte #hinesa atra !s dos tempos - / e ol"ção da arte #hinesa desde os primórdios na Dinastia 1hang at!s os dias de Ho2e. . 3ebgra.ia - 1"gest+es bibliogr%.i#as e lin4s interessantes para a pes5"isa sinológi#a. .................................................. obs6 No to#ante a gra.ia dos nomes #hineses, preser amos a .orma original "tilizada nos te*tos.

História

. Introd"ção a História da China . 'rimórdios da História Chinesa . Dinastia 7ia . Dinastia 1hang . Dinastia 8ho" /nterior . Dinastia 8ho" - 'rima eras e &"tonos, Estados Combatentes. . Dinastia 9in . Dinastia Han /nterior . Dinastia Han 'osterior . C"lt"ra no per$odo Han

. 'er$odo das : Dinastias . /s Dinastias 1"i e )ang . 'er$odo dos )reze ,einos e da Dinastia 1ong . Dinastia ;"an <=>?@-=A:?B . Dinastia -ing <=A:?-=:CCB . Dinastia 9ing <=:CC-=D=>B

Introdução a História da China por /rt"r Cotterell em Históra C"lt"ral da China <>@@@B, Editora Eradi aF Gisboa

9"ando, em D:@, )aiz", o primeiro imperador da dinastia dos 1ong, pro#edia H re"ni.i#ação da China depois d"m bre e per$odo de des"nião, tal ez rela#ionado #om a in enção da pól ora, "m dos soberanos regionais pedi" a independ(n#ia. 1em "m momento de hesitação, o imperador perg"nto"6 I& 5"e .ez o te" po o de mal para ser e*#l"$do do Imp!rio0J Era in#on#eb$ el a ideia de "ma 5"al5"er pro $n#ia pretender isolar-se6 as .ronteiras imperiais abar#a am a Er!#ia e a ,oma da Ksia oriental, a China era o m"ndo #i ilizado. Não era di.erente a #on i#ção alimentada pelo letrado e .alhado re.ormador Lang ;o"Mei, 5"e, 5"ando 2% se esta a em =D@?, ainda a#alenta a a esperança de ser poss$ el a re#"peração na#ional sob o dom$nio da peri#litante dinastia dos 9ing. & 5"e o .ez m"dar de id!ias .oi o assassinato, nesse mesmo ano, de E"an*", o imperador, de 5"em ele tinha sido #onselheiro d"rante os abortados Cem Dias

de ,e.orma, em =?D?. -"ito embora o desespero de Lang ;o"Mei tenha signi.i#ado "m ponto de iragem nas atit"des dos Chineses em relação ao sistema imperial de go erno, nem por isso represento" 5"al5"er abandono da #on.iança na importNn#ia #entral da #i ilização em si. 'or m"ito tra"matizante 5"e tenha sido o #olapso da China nos .inais do s!#"lo *i*, prin#$pios do s!#"lo **, 5"ando nas naç+es estrangeiras inha ao de #ima em plena .orça o impa#te da te#nologia moderna, po"#os .oram os #hineses 5"e alg"ma ez d" idaram da sobre i (n#ia do se" pa$s #omo grande pot(n#ia. 'ode em parte residir nessa #rença a impermeabilidade da China H modernização, at! H ."ndação da ,epObli#a, em =D==. & Papão, pelo #ontr%rio, sempre .ora mais aberto Hs in.l"(n#ias estrangeiras, nomeadamente H da China imperial, H 5"al d"rante mais de "m mil!nio .oi beber #om grande so.reg"idão6 o m!todo de a"to-de.esa 5"e adopto" em =?:? .oi o da eliminação p"ra e simples do .e"dalismo inoperante, s"bstit"$do por "m programa de o#identalização sele#ti a. Qora do Papão, tamb!m as #idades port"%rias #oloniais R Cal#"t%, Sombaim, -adrasta, Cara#hi, Colombo, 1ingap"ra, Sat% ia e -anila R #riaram !lites asi%ti#as o#identalizadas, para as 5"ais a independ(n#ia na#ional era "ma meta a perseg"ir sem sentimentos de #"lpa o" de #ontradição. & mesmo não se passa a em 7angai e )ian2in, apesar do interesse de Lang ;o"Mei pelas instit"iç+es dos 'ortos do )ratado, os #entros de #om!r#io interna#ional impostos H China em =?C>. Em #ontraste #om a Índia #olonial, onde o dom$nio estrangeiro .omenta a ao mesmo tempo "ma #ons#i(n#ia na#ional e a tolerNn#ia em relação aos modelos o#identais de go erno e administração, a presença de en#la es e"rope"s agressi os nos 'ortos do )ratado só #ontrib"i" para ag"çar a tradi#ional tend(n#ia #hinesa para a identidade a"to-s".i#iente e a"to#entrada. / inter enção de tropas estrangeiras só impressiona a pela s"perioridade do se" armamento.

/s atit"des #hinesas são de origem m"ito antiga. /s des#obertas ar5"eológi#as das d"as Oltimas d!#adas ieram não só lembrar-nos 5"e a China ! a mais antiga das #i ilizaç+es ininterr"ptas 5"e e*istem, mas tamb!m mostrar 5"e, nas etapas #onstit"ti as do se" desen ol imento, ela era "m m"ndo H parte, geogra.i#amente isolado dos o"tros #entros de #i ilização da antig"idade. / China antiga engloba a o .!rtil ale do rio /marelo6 para norte era a estepe %rida, #"2os habitantes nómadas obrigaram H #onstr"ção de barreiras de.ensi as, mais tarde integradas na Erande -"ralhaF para leste, o maior dos o#eanos, onde se sit"a am as primiti as ilhas do PapãoF para oeste, o mais alto sistema montanhoso blo5"ea a as rotas de #om!r#io #om a Índia e a Ksia o#identalF para s"l, as .lorestas s"btropi#ais, onde gr"pos de #"lti adores r"dimentares a#ent"a am o atraso #"lt"ral. 1ó ao #abo de bem mais de "m mil!nio de ida #i ilizada, de#orria o per$odo da dinastia dos primeiros Han <>@: a. C. - D d. C.B, a China se aper#ebe" de 5"e ha ia o"tras #i ilizaç+es. /inda ho2e se pode ter "ma noção do espanto do en iado 8hang 9ian 5"ando, em =>: a. C., ao regressar a ChangTan, a #apital, relata a 5"e no 5"e ! ho2e o /.eganistão ha ia I#idades, mans+es e #asas #omo na China.J P% nessa alt"ra a di.$#il iagem por terra seg"indo a rota das #idades-o%sis da Ksia #entral mantinha o #onta#to #om o e*terior red"zido ao m$nimo dos m$nimos, o 5"e não impedi" os mer#adores estrangeiros de transportarem pela ,ota da 1eda, nome pelo 5"al esta rota de #ara anas .i#o" #onhe#ida, o mais importante prod"to de importação #hinesa at! aos tempos modernos R o b"dismo. & .a#to de esta religião indiana ter #hegado tão tarde H China, só em .inais do s!#"lo i penetrando em todas as partes do pa$s, a2"da a e*pli#ar por5"e não #onseg"i" destronar o #on."#ianismo #omo religião do estado. /o mesmo tempo 5"e se tra a a "ma l"ta .eroz pela proemin(n#ia espirit"al, a#ompanhada por #enas de .er or das m"ltid+es, pre ale#ia o molde #!pti#o da .iloso.ia de Con.O#io. / igre2a b"dista .oi en5"adrada na es.era do estado pelos imperadores )ang <:=?-D@:B, tendo em :DC sido #riado "m Departamento de 1a#ri.$#io Na#ional, 5"e tinha por missão

.is#alizar a ordenação de monges e .reiras. / tradição pol$ti#a #hinesa, 5"e tinha por dado ad5"irido "ma a"toridade #entral .orte, en#arnada no imperador #omo Qilho do C!", esta a demasiado enraizada para permitir aos e angelizadores b"distas alterarem de.initi amente a paisagem so#ial o" espirit"al. /s ideias da apro ação di ina do trono, o #hamado -andato do C!" <tian mingB, estão na base da "ni.i#ação da China, em >>= a. C., e deri am, em Oltima an%lise, dos pre#eitos rit"ais prati#ados pelos reis da dinastia dos 1hang, 5"e entre #er#a de =:U@ e =@>V a. C. dominaram o ale do rio /marelo e zonas #ir#"ndantes. Er"po .amiliar m"ito "nido, os nobres 1hang traça am a s"a linha genealógi#a atra !s do se" membro prin#ipal, o rei, partindo da s"prema di indade, 1hangdi, o antepassado-."ndador do se" po o e senhor do m"ndo nat"ral. & nosso #onhe#imento dos sa#ri.$#ios o.ere#idos pelo rei reinante para #on5"istar a bene ol(n#ia di ina pro !m da es#rita ideogr%.i#a, 5"e 5"ase de #erteza te e origem na pr%ti#a de ler or%#"los a par-tir da .orma das .endas pro o#adas pela #omb"stão de ossos de animais e #arapaças de tartar"gas. Com e.eito, a religião dos 1hang era "ma ele ação do #"lto dos antepassados, pr%ti#a 5"e desde tempos pr! -históri#os disting"ia a #"lt"ra #hinesa. -as o sentimento 5"e esta a ligado a esses rit"ais era tão .orte 5"e, em =D=:, o general ;"an 1hi4ai de#idi" assinalar a trans.ormação da s"a presid(n#ia em dinastia en ergando tra2es imperiais na #elebração do /no No o. 'ara .azer abortar as pretens+es deste senhor da g"erra, o e*ilado Lang ;o"Mei es#re e" aos go ernadores pro in#iais pedindo-lhes 5"e se manti essem ne"trais na g"erra #i il 5"e se ia seg"ir, mesmo 5"e tal signi.i#asse dar p"lso li re aos rep"bli#anos, #omandados pelo Dr. 1"n ;at-sen. Não s"rpreende 5"e tenha sido "m letrado a tentar #ongregar apoios para o trono d"rante o de#l$nio .inal do imp!rio. /s re.ormas propostas por Lang ;o"Mei podem ser istas #omo o #"lminar d"ma tradição de ser iço pObli#o 5"e remonta ao tempo do próprio Con.O#io. 9"ando, no s!#"lo i a. C., este grande pro.essor tento" tra ar os ab"sos 5"e grassa am no seio dos inOmeros estados

.e"dais, pWs a tóni#a na .idelidade a prin#$pios, e não a .a#ç+es, de.endendo 5"e só pela ia da bene ol(n#ia e da re#tidão "m rei podia #ond"zir os se"s sObditos H ida per.eita. & #ar%#ter 5"e signi.i#a Ire#tidãoJ <liB diz-nos e*a#tamente o 5"e Con.O#io tinha em mente, "ma ez 5"e os traços representam "m aso #ontendo ob2e#tos pre#iosos em sa#ri.$#io aos esp$ritos an#estrais. & rit"al do #"lto dos antepassados torna-se assim o ponto #entral d"m #ódigo moral em 5"e estão #laramente de.inidas as re#tas relaç+es so#iais6 a .idelidade 5"e "m ministro de ia a "m pr$n#ipe era a mesma 5"e "m .ilho de ia ao se" pai. No per$odo imperial <5"e d"ro", #om interr"pç+es, de >>= a. C. a =D=>B, os pre#eitos administrati os permitiam 5"e o ser iço prestado pelo letrado-b"ro#rata .osse sim"ltaneamente "ma realidade e "m ideal. &s letrados #on."#ianistas, aliados H #lasse dominante, eram "m dos dois pilares da so#iedade imperialF o o"tro era a grande m"ltidão de #amponeses-agri#"ltores, 2% não in#"lados a "m senhor .e"dal, mas s"2eitos aos impostos, ao trabalho nas obras pObli#as e ao ser iço militar. & bai*o estat"to so#ial dos #omer#iantes R "ma #ara#ter$sti#a #onstante da história da China R .oi a #onse5"(n#ia nat"ral do desen ol imento e#onómi#o seg"ido at! >>= a. C., por5"e desde sempre os pr$n#ipes tinham ass"mido o essen#ial da responsabilidade pela indOstria e pelas obras de #ontenção das %g"as. / metal"rgia esta a predominantemente sob a s"per isão do estado, #omo a#onte#e" no tempo da dinastia dos 1hang, em 5"e as ."ndiç+es e as o.i#inas #omeçaram por ser instaladas 2"nto Hs #idades, mas o blo5"eamento de todas as ias de progresso so#ial dos #omer#iantes .oi o tra ão mais e.i#az, "ma ez 5"e impedia os .ilhos de nego#iantes bem s"#edidos de a#ederem a #argos no ."n#ionalismo pObli#o. Um pobre letrado sem 5"al5"er ."nção o.i#ial pre.eria a agri#"lt"ra ao #om!r#io #omo modo de ida, para não pWr em perigo "ma e ent"al oport"nidade ."t"ra de #arreira no ."n#ionalismo pObli#o. 'lenamente #ons#iente do papel da ed"#ação na man"tenção da ordem tradi#ional, -ao 8edong dizia 5"e odia a Con.O#io desde pe5"eno. )oda ia, e dado o se"

interesse pela China #ampesina, -ao 8edong .oi o primeiro l$der #om"nista a dar apreço H dinNmi#a re ol"#ion%ria inerente Hs re oltas agr%rias 5"e pont"aram a história imperial. /ntes de 5"al5"er o"tra pessoa, ele per#ebe" 5"e na China, ao #ontr%rio do &#idente, era nas %reas "rbanas 5"e o #ontrolo pol$ti#o era mais .orte. I/ pol$#ia sabe t"do o 5"e se passaJ, dizia o padre /miot re.erindose H 'e5"im do s!#"lo * iii, Imesmo dentro dos pal%#ios dos pr$n#ipes. )em registos rigorosos dos habitantes de todas as #asas.J /#ima de t"do, o 2es"$ta .ran#(s sentia-se impressionado pela .orma #omo os n"merosos habitantes da #idade eram g"iados Ipelos #aminhos da ordem e do de er sem pris+es, sem a#ç+es iolentas, dando a ideia de 5"e a pol$#ia prati#amente não inter.eria.J 'or ent"ra des#onhe#edor da in "lgar e*tensão da #ens"ra sob o reinado da dinastia estrangeira dos 9ing, o padre /miot #ontin"a a a ter razão 5"ando estabele#ia o #ontraste entre a ida ordeira da #apital #hinesa e a ida nas s"as #ontemporNneas e"ropeias. En5"anto, na E"ropa, as prin#ipais #idades tendiam a e*pandir-se a partir d"m nO#leo #omo "m mer#ado o" "ma #atedral, na China ho" e desde sempre "m modelo de ."ndação mais deliberado. &s Chineses "sam a mesma pala ra, #heng, para signi.i#ar I#idadeJ e Im"ralhaJ, o 5"e re ela "ma entranhada eneração pelas m"ralhas prote#toras. Nos registos do -inist!rio das &bras 'Obli#as est% do#"mentado 5"e, 5"ando, no prin#$pio do s!#"lo * , o imperador ;ongli de#idi" estabele#er a s"a resid(n#ia em 'e5"im, #omeço" por #onstr"ir I"ma m"ralha H olta da #apital #om 5"arenta li de #omprimento e no e port+es de entradaJ. Embora m"itas ezes ho" esse abrandamento da rigidez do planeamento "rbano, em #onse5"(n#ia do #res#imento demogr%.i#o o" das mo imentaç+es .orçadas d"rante a in asão dos b%rbaros o" em tempos de dinastias .ra#as, n"n#a a #idade #hinesa #onseg"i", pela ia do #om!r#io e da indOstria, tornar-se s".i#ientemente independente para desa.iar os ideais pol$ti#os, legais e religiosos estabele#idos. N"n#a .oi "m #entro de trans.ormação so#ial.

& m"ito #hin(s sentido de "nidade, de perten#er mais a "ma #i ilização do 5"e a "m estado o" a "ma nação, .oi re.orçado pelo pre#o#e desen ol imento da #idade. -"ito antes da "ni.i#ação operada pela dinastia dos 9in, em >>= a. C., 2% ha ia #on#entraç+es de antigas #idades nas plan$#ies de loess do Norte da China. Esta terra .ina, trazida pelo ento indo do deserto da -ongólia na Oltima era gla#i%ria, en.ormo" literalmente as origens da China, na medida em 5"e, "ma ez irrigada, a s"a .ertilidade s"s#ito" o interesse do estado pelos bene.$#ios 5"e as obras de reg"larização das %g"as permitiam obter. Qiloso.i#amente, o rei preser a a a prosperidade do se" po o pela man"tenção de boas relaç+es #om os poderes #elestiais, mas, ao longo das margens do rio, os se"s ."n#ion%rios .is#aliza am os astos me#anismos de prote#ção de 5"e dependia a prosperidade agr$#ola. & a"mento da prod"ção s"stenta a "ma pop"lação n"merosa e em grandes #on#entraç+es, a#ent"ando, por o"tro lado, a di isão entre a estepe e as terras #"lti adas. Nada mais nat"ral do 5"e os Chineses antigos terem a#abado por identi.i#ar #i ilização #om po oaç+es m"radas rodeadas de #ampos entreg"es H agri#"lt"ra intensi a, o 5"e tal ez e*pli5"e a .orma #omo absor eram os agri#"ltores menos a ançados 5"e i iam mais a s"l. No entanto, o terreno a#identado de grande parte do 1"l da China permiti" a sobre i (n#ia d"m grande nOmero de s"b#"lt"ras e di.erentes diale#tos, em #ontraste #om as pro $n#ias do Norte, onde 5"ase toda a gente .ala agora o mandarim, nome 5"e herdo" da antiga l$ng"a .ran#a dos ."n#ion%rios imperiais. / "ni.ormização do al.abeto es#rito, "m po"#o antes de >=@ a. C., por ordem de 9in 1hi H"angdi, o 'rimeiro Imperador, .oi "m .a#tor 5"e #ontrib"i" para a integração na#ional. -ais ainda, a b"ro#ra#ia #entralizada 5"e insta"ro" em l"gar das administraç+es .e"dais 5"e os se"s e*!r#itos derr"baram em >>= a. C. eio a demonstrar ser a base do mais d"rado"ro modelo de ordem so#ial 2amais in entado, #omo testem"nham os es.orços 5"e, em tempos re#entes <prin#$pio deste s!#"loB, Lang ;o"Mei desen ol e" para sal ar o 5"e dele

resta a. 'ara a b"ro#ra#ia imperial eram re#r"tados letrados, sobret"do depois de, no s!#"lo ii, os e*ames terem passado a ser o prin#ipal meio de 5"ali.i#ação6 a s"a es#ala de alores di.eria pro."ndamente da dos #omer#iantes, e assim se #on.irma a a in.l"(n#ia do estado sobre a a#ti idade e#onómi#a. Do mesmo modo, o pin#el re elo"-se mais .orte do 5"e a espada, apesar de ter sido de #hineses a in enção da besta <antes de CU@ a. C.B e da arma de .ogo <s!#"lo *iiiB. / China, embora tenha tido o se" 5"inhão de g"erras, mais ainda do 5"e a maioria dos o"tros pa$ses neste s!#"lo, n"n#a a#eito" a ne#essidade d"ma #lasse militar poderosa. 'elo #ontr%rio, a bai*a estima em 5"e eram tidas as .orças armadas ! bem patente no ditado6 ID"m soldado não se .az "m bom homem, #omo de madeira podre não se .az boa mob$lia.J 1e2a #omo .or, a2"da a e*pli#ar os sentimentos ambi alentes dos habitantes #oloniais de Hong-Long em relação H .am$lia real britNni#a, #"2os membros do se*o mas#"lino "sam in aria elmente "ni.orme militar em #erimónias o.i#iais. Esta atit"de in "lgar em relação H instit"ição militar ! pro a elmente de ida H #apa#idade in enti a dos Chineses. & .a#to de desde tempos m"ito re#"ados prod"zirem .erro ."ndido e aço permiti"-lhes terem a#esso a en*adas, relhas de arado, pi#aretas e ma#hados de 5"alidade, o 5"e lhes .a#ilito" "m e.i#az amanho da terra por "m red"zido nOmero de trabalhadores agr$#olas, o 5"e red"zia os $n#"los .e"dais. / es#ra at"ra n"n#a .oi "ma #ara#ter$sti#a signi.i#ati a da #i ilização #hinesa desde o ano =@@@ a. C., em .lagrante #ontraste #om a Er!#ia e ,oma. / "ni.i#ação imperial .oi entrelaçada #om o a anço t!#ni#o, mas a #apa#idade de resist(n#ia d"ma dinastia tinha tamb!m a er #om a a5"ies#(n#ia dos go ernados e #om os meios de 5"e se ser iam para operar m"danças pol$ti#as. Na China a#onte#ia 5"e as armas o.ensi as eram sempre s"periores. /inda Cristo não tinha nas#ido e 2% a besta torna a obsoletas as #o"raças 5"e no &#idente garantiam a s"perioridade dos #a aleiros medie ais. 'or isso, -(n#io <AV>->?? a. C.B, o mais importante dis#$p"lo de Con.O#io, podia, #om alg"ma razoabilidade, de.ender o direito do po o a pegar em armas #ontra

o poder tirano. Embora a ,epObli#a 'op"lar in o5"e a#t"almente direitos sobre "ma asta %rea do mar da China, #ontin"a a ser "m .a#to históri#o os Chineses n"n#a terem "sado as s"as aptid+es na ais para #on5"istar possess+es "ltramarinas. )ão-po"#o pro#"raram estender as s"as .ronteiras terrestres pela ia da #on5"ista desne#ess%ria6 a Erande -"ralha .i#o" #omo e*teriorização d"m estado de esp$rito 5"e en#ara a as medidas de.ensi as #omo "m mal ne#ess%rio. I-ant!m-se "m e*!r#ito d"rante mil dias para "s%lo d"rante "m diaJ, reza a "m elho ditado. /t! 5"e ponto esta am a ançados os bar#os #hineses, por e*emplo, ! #oisa 5"e se pode er #omparando-os #om os dos e*ploradores port"g"eses. 1e Xas#o da Eama ti esse dobrado o #abo da Soa Esperança setenta anos antes, teria isto a s"a embar#ação de A@@ toneladas na egar ao lado d"ma armada #hinesa #onstit"$da por na ios de =U@@ toneladas sob o #omando do grande e"n"#o 8heng He. & 5"e o a ent"reiro port"g"(s e.e#ti amente en#ontro" .oi "m o#eano Índi#o azio, por5"e, a partir de =CAA, os imperadores da dinastia dos -ing desen#ora2aram as a#ti idades mar$timas e .oram dei*ando en.ra5"e#er a armada imperial, n"ma pol$ti#a de indi.erença pelo poder mar$timo 5"e a#abo" por dei*ar a China e*posta Hs depredaç+es des#ontroladas das .rotas mar$timas e"ropeias. & despo oamento dos mares orientais de" aos 'ort"g"eses, aos Espanhóis, aos Holandeses e .inalmente aos Ingleses a .alsa impressão de 5"e eram os primeiros a al#ançar a5"ela zona. 1abemos ho2e 5"e o 'a#$.i#o oriental, o mar da China e o o#eano Índi#o .oram lagos #hineses at! meados do s!#"lo * . &"tra di.erença entre re#onhe#imento dos o#eanos dos Chineses e dos 'ort"g"eses est% no tratamento 5"e da am aos po os #om os 5"ais tra a am #onhe#imento. Em ez de pilhar a linha de #osta, .azer es#ra os, estabele#er #olónias e monopolizar o #om!r#io interna#ional, as armadas #hinesas desen#adea am "ma s!rie #omple*a de miss+es diplom%ti#as, tro#ando presentes #om reis distantes, dos 5"ais a#ha am s".i#iente re#eber "m mero

re#onhe#imento .ormal da s"serania do Qilho do C!". Não ha ia l"gar H intolerNn#ia de o"tros #redos religiosos nem H b"s#a de ri5"ezas materiais, sob a .orma d"ma #idade #omo El Dorado, 5"e eram #ara#ter$sti#as das e*pediç+es port"g"esas. / a ersão dos Chineses H g"erra organizada en#ontra paralelo na tradi#ional importNn#ia atrib"$da ao #lã e H .am$lia. & ideal de 5"atro geraç+es a i er debai*o do mesmo te#to re.le#tia "ma grande #rença no alor dos #ost"mes, n"ma so#iedade em grande medida im"ne Hs 5"est+es de estado. Este ponto ! bem .risado na .amosa entre ista entre Con.O#io e o d"5"e de 1he, estadista an#ião da semib%rbara Ch". & d"5"e de.endia 5"e a primeira lealdade de "m indi $d"o era de ida ao estado, mas o .ilóso.o insistia em 5"e era H .am$lia. IH% entre nós 5"em se2a tão re#toJ, dizia o d"5"e, I5"e, se o pai ro"bar "m #arneiro, o .ilho testem"nha #ontra ele.J /o 5"e Con.O#io repli#a a6 IEntre nós, 5"em ! re#to age de maneira di.erente. & .ilho protege o pai e o pai protege o .ilho6 para nós isso ! 5"e ! re#tidão.J ,ami.i#aç+es das grandes .am$lias e #lãs eram as so#iedades se#retas, asso#iaç+es para prote#ção mOt"a em tempos di.$#eis. De pendor .re5"entemente rep"bli#ano d"rante o s!#"lo *i*, as so#iedades se#retas dos nossos dias dei*aram de desempenhar o papel para 5"e .oram #riadas, tendo nalg"ns #asos passado a dedi#ar-se ao #rime. / .orça e a #apa#idade de regeneração da .am$lia .oi sem dO ida o 5"e s"stento" a #"lt"ra #hinesa d"rante os per$odos de #rise, assim #omo torno" poss$ el, em 5"ase todos os #asos de #on5"ista, a absorção e sinização dos reis estrangeiros. -"ito di.erente da in asão germNni#a das pro $n#ias o#identais de ,oma .oi a partilha da China pelos )%rtaros <A=V-U?DB, 5"ando a maior parte das terras a norte do rio ;angzi passo" para as mãos de membros de tribos b%rbaras das estepes. / sinização dos in asores do Norte da China a#abo" por le ar "m imperador da dinastia dos 3ei )"oba a p"bli#ar "m de#reto 5"e proibia o "so da l$ng"a, tra2es e #ost"mes t%rtaros. )oda a gente tinha passado a ser #hinesa. Não a#onte#e"

nada pare#ido #om o #olapso do &#idente latino, onde as in#"rs+es destr"$ram as antigas #i ilizaç+es, H e*#epção de pe5"enas bolsas es#ondidas por tr%s das paredes dos mosteiros, e se assisti" a "ma degradação e idente das #ondiç+es so#iais, #om os po os germNni#os a perderem a s"a #"lt"ra e a dos po os 5"e tinham #on5"istado. /o #ontr%rio do 5"e a#onte#e" na China, as pro $n#ias o#identais do Imp!rio ,omano não .oram po oadas por grande nOmero de pessoas 5"e partilhassem a mesma tradição #"lt"ral, al!m de ser enorme a #lasse de es#ra os. / espantosa #apa#idade de absorção da #"lt"ra #hinesa in#ito" alg"ns obser adores a rot"l%-la de im"t% el. / erdade ! 5"e ho" e grandes trans.ormaç+es internas e #onstantes mo imentos das .ronteiras imperiais6 estas alteraç+es nem sempre são #laramente per#ept$ eis pelo .a#to de terem sido lentas em #omparação #om o .renesim de a#onte#imentos 5"e #ara#teriza o s!#"lo **. E, no entanto, as próprias pol$ti#as da dinastia dos 3ei )"oba podem ser istas #omo a base do brilhante renas#imento )ang, 5"e .ez da China o maior, mais pop"loso e mais tolerante pa$s do m"ndo. /o imperador 7iao 3en Di, da dinastia dos 3ei )"oba, .i#aram os Chineses a de er a re.orma do sistema .is#al, a reintrod"ção dos sal%rios para ."n#ion%rios, a re#riação das mil$#ias e, não menos importante, a re isão do estat"to ."ndi%rio. / tend(n#ia para a #on#entração en#apotada da propriedade .oi tra ada pela rea.irmação do estado #omo a"toridade H 5"al #ompete a #"stódia da terra. &s Chineses a#t"ais t(m #ons#i(n#ia da grandeza do se" passado, se bem 5"e s"bsista "ma esp!#ie de relação de amor-ódio #om o esplendor da história imperial e pr!-imperial. -ao 8edong .oi disso "m bom e*emplo 5"ando disse ao po o 5"e não de ia renegar o passado, mas pW-lo ao ser iço do presente. 1ó assim a China #onseg"iria Iseparar todas as #oisas sórdidas da antiga #lasse dominante .e"dal da e*#elente #"lt"ra pop"lar antiga, 5"e ! de #ar%#ter mais o" menos demo#r%ti#o e re ol"#ion%rioJ. & passado atinge o ponto m%*imo de .as#inação nas espantosas des#obertas

da ar5"eologia, 5"e desde a ."ndação, em =DCD, da ,epObli#a 'op"lar re#ebe "m gra" de apoio o.i#ial sem paralelo no m"ndo moderno. / E*posição Chinesa, realizada em Gondres em =DVA, .oi a montra da ,epObli#a 'op"lar, "ma ez 5"e "ma boa parte das peças em e*posição, in#l"indo o tra2e ."ner%rio, em 2ade, da prin#esa Do" 3an, da dinastia dos Han, pro inha de es#a aç+es realizadas d"rante a Erande ,e ol"ção C"lt"ral 'rolet%ria. -as o mais impressionante a#hado ar5"eológi#o só iria a ter l"gar em =DVC, 5"ando #amponeses 5"e pro#ediam H per."ração de "ma s!rie de poços no monte Gi, na pro $n#ia de 1han*i, desenterraram parte d"m e*!r#ito de terra#ota em tamanho real 5"e 2azia nas pro*imidades da ele ação 5"e assinala a o tOm"lo de 1hi H"angdi, imperador da dinastia 9in, o "ni.i#ador da China. Cal#"la-se 5"e ha2a mais de V@@@ .ig"ras nas 5"atro #Nmaras, 5"e só em parte estão e*ploradas. D"rante o Xerão de =D?@, alt"ra em 5"e tamb!m .oram des#obertas bigas de bronze, o a"tor te e a sorte de ser #on idado para isitar as es#a aç+es do monte Gi. Qoi d"rante a #on ersa a$ mantida #om os ar5"eólogos 5"e eio ao de #ima "ma e idente di.erença de atit"des em relação H história. Não ha ia 5"al5"er sensação de "rg(n#ia no lo#al das es#a aç+es, onde magn$.i#as peças de terra#ota es#"lpida esta am a ser pa#ientemente resta"radas e e*postas nas posiç+es em 5"e tinham sido en#ontradas. Não ha ia planos imediatos de abert"ra da própria ele ação t"m"lar e ;ang Chen#hing, o #onser ador do lo#al, dizia por graça 5"e podia m"ito bem ser o se" neto a .azer essa es#a ação. Esta lentidão inten#ional assenta n"ma pro."nda #ons#i(n#ia de #ontin"idade #"lt"ral, n"ma $ntima ligação ao passado. / representação indi id"al dos soldados no e*!r#ito de terra#ota, s"geria ;ang Chen#hing, era "ma #elebração da "ni.i#ação da China na medida em 5"e todas as di ersas #ara#ter$sti#as .$si#as dos se"s %rios po os ali esta am representadas. & 5"e não pre#iso" de a#res#entar .oi 5"e eles #ontin"am a habitar o pa$s e t(m plena e*pe#tati a de habit%-lo para sempre. & .a#to de se perten#er H mais antiga das #i ilizaç+es sobre i entes 2"sti.i#a tal #on.iança,

espe#ialmente no #onte*to da espe#ta#"lar re#"peração da China a seg"ir H seg"nda g"erra m"ndial, e torna imposs$ el 5"al5"er est"do da China 5"e não .aça re.er(n#ia Hs s"as antigas origens.

Primórdios da História Chinesa por /rt"r Cotterell em Históra C"lt"ral da China <>@@@B, Editora Eradi aF Gisboa

/ ar5"eologia a#t"al em #on.irmando o ponto de ista e*presso no mito #hin(s relati o Hs origens remotas do po oamento do pa$s. Desde a des#oberta do Homem de 'e5"im, em 8ho"4"odian, nos anos >@ do nosso s!#"lo, tem ha ido inOmeros a#hados relati os ao per$odo pr!-históri#o, 5"e termino" d"rante o s!#"lo * ii a. C. #om a ."ndação da dinastia 1hang. Es#a aç+es realizadas em 8ho"4"odian tinham em =DA?, alt"ra em 5"e as operaç+es do E*!r#ito Imperial Papon(s tornaram o lo#al perigoso, trazido H s"per.$#ie restos de 5"arenta indi $d"os. Esses .ragmentos .ósseis perderam-se nas hostilidades, mas est"dos detalhados 2% tinham permitido identi.i#ar o Homem de 'e5"im #omo "m homin$deo a ançado #om membros e tron#o de proporç+es normais. Em =DUD .oi reaberta a 2azida em 8ho"4"odian e materiais, entretanto es#a ados ieram lançar l"z sobre "m gr"po de #açadores e re#ole#tores 5"e ali i eram h% #er#a de U@@ @@@ anos. Capaz de .azer .erramentas e #onhe#edor do .ogo, o Homem de 'e5"im tinha "ma dieta ariada de .olhas #omest$ eis, .r"tos se#os e ra$zes, mais #arne de animais 5"e ag"ea am pelo lo#al R eados, ant$lopes, #arneiros, #a alos, por#os, bO.alos, gatos, rino#erontes, #amelos e tigres de dentes de sabre. Em =D:A .oi des#oberto "m parente mais antigo em Gantian, #er#a de :@ 5"ilómetros a s"este de 7iTan, #apital da pro $n#ia de 1haan*i. )endo i ido h% #er#a de :@@ @@@ anos, o Homem de Gantian tinha o #rNnio mais espesso e mand$b"las mais pron"n#iadas, ind$#ios #laros

d"m est%dio mais primiti o da e ol"ção h"mana. / #apa#idade #raniana ! de V?@ #mA, #omparada #om os ?U@ #mA-=A@@ #mA do Homem de 'e5"im e #om os nossos =AU@ #mA. -as o homin$deo mais primiti o at! ho2e des#oberto ! o Homem de ;"anmo", 5"e e*isti" na pro $n#ia de ;"nnan h% mais de =,V milh+es de anos. / presença de #inzas e de ossos #arbonizados perto do lo#al onde .oram desenterrados os dentes do Homem de ;"anmo" s"gere o poss$ el "so do .ogo. )odos estes homin$deos primiti os dependiam da generosidade da nat"reza. Como #açadores e re#ole#tores de alimentos 5"e eram, tinham de ter mobilidade para a#ompanhar as m"danças sazonais de re#"rsos nat"rais, dispondo por isso de po"#o tempo para o desen ol imento #"lt"ral. /l!m disso, ti eram de se adaptar Hs alteraç+es das #ondiç+es nat"rais pro o#adas pela gla#iação6 o Homem de 'e5"im s"porto" sem alteração biológi#a dois longos per$odos de tempo .rio e se#o e "m per$odo #"rto de #alor e h"midade. 1ó em data relati amente re#ente, nos Oltimos =@ @@@ anos, os antepassados do po o #hin(s ti eram #ondiç+es para "m modo de ida sedent%rio baseado na agri#"lt"ra. /#t"almente, a aldeia mais antiga .i#a a U 5"ilómetros a leste de 7iTan, em Sanpo, e data de entre CV@@ e C>@@ a. C.F ! representati a de pelo menos C@@ po oaç+es #onhe#idas, lo#alizadas nos so#al#os de loess do ale do rio 3ei. / domesti#ação das plantas e animais permitia Hs pop"laç+es permane#er n"ma lo#alidade e m"ltipli#ar-se. )al #omo na -esopotNmia e no Egipto, a in enção da prod"ção de alimentos .oi #om toda a 2"stiça #onsiderada "m ponto de iragem #"lt"ral. Diz a lenda #hinesa 5"e 1hennong introd"zi" a agri#"lt"ra talhando al.aias em madeira e #"lti ando plantas #"2as sementes #a$ram do bi#o d"m p%ssaro ermelho. E tamb!m .ez olaria. /l!m de in entor da agri#"lt"ra, 1hennong .oi #onsiderado o primeiro er an%rio a in estigar as propriedades medi#inais das plantas, in#l"indo o #h%. Dotado d"m estWmago transparente, podia obser ar os e.eitos sobre o se" #orpo de t"do 5"anto #omia e bebia, e .i#o", a saber, 5"e o

#h% lhe limpa a por #ompleto os intestinos. 'ro."ndamente #hin(s #omo ! este interesse pela alimentação #omo medi#ina pre enti a, a ingestão de bebidas .eitas da planta nati a do #h% pare#e ter #omeçado apenas no per$odo da 'rima era e &"tono <VV@-C?= a. C.B. No .inal da era gla#i%ria .i#o" depositada "ma #amada de loess n"ma asta %rea do Norte da China, #hegando em alg"ns lo#ais a atingir "ma pro."ndidade de perto de =@@ metros. )razida pelo ento da estepe semi%rida, esta terra amarela ! .%#il de #"lti ar e .ertiliza-se a si própria se .or bem regada, tornando assim desne#ess%rio o primiti o m!todo de #"lti o #om #ortes e 5"eimadas. Nesta terra ri#a, ao longo dos ales dos rios /marelo e 3ei, desen ol e"-se no 5"into mil!nio a. C. a primeira #"lt"ra sedent%ria6 #hama-se ;angshao, nome da aldeia da pro $n#ia de Henan onde se .ez em =D>= a identi.i#ação ini#ial. /s es#a aç+es realizadas em Sanpo a partir de =DU> permitem ter "ma ideia do 5"e era a ida n"ma aldeia ;angshao de U@@ a :@@ habitantes. ,odeada de "ma ala #ir#"lar, #om : metros de pro."ndidade, a %rea da po oação era e*tensa, #om os se"s 5"ase U@ @@@ metros 5"adrados6 o" se2a, tr(s ezes e meia o tamanho de Parmo, no Noroeste do Ira5"e, onde, por olta de V@@@ a. C., "ma pop"lação #al#"lada em =U@ habitantes .orne#e "ma das primeiras pro as de dom$nio da agri#"lt"ra e da #riação de animais. &s est$gios de instr"mentos a#hados em Sanpo in#l"em en*adas, p%s, #"telos e aras de es#a ação, en5"anto mós indi#am 5"e o milho miOdo, a prin#ipal #olheita, era preparado e g"ardado sob a .orma de .arinha. & mais importante dos animais domesti#ados era o por#o, mas ossos en#ontrados indi#am 5"e a #aça e a pes#a .orne#iam o s"plemento para a dieta da aldeia. / importNn#ia #r"#ial dos rios e regatos ! demonstrada não só pela ab"ndNn#ia de apetre#hos de pes#a en#ontrados no lo#al, mas tamb!m pelo "so .re5"ente de pei*es estilizados na de#oração da olaria. ,e#olhe"-se mais de meio milhão de peças de #erNmi#a, das 5"ais #er#a de =@@@ estão s".i#ientemente bem #onser adas para demonstrar a alia da #erNmi#a de ;angshao. En5"anto "ma lo"ça .ina de#orada a preto,

ermelho e #astanho #om moti os geom!tri#os era reser ada para .ins rit"ais, asos grosseiros, #inzentos, gra ados, ser iam as ne#essidades do 5"otidiano. Estes Oltimos eram de#orados #om gra aç+es .eitas #om #ordas, esteiras o" #estos. Nada e*iste nos registos ar5"eológi#os 5"e s"gira 5"e os Chineses, o" o po o proto-#hin(s de ;angshao, alg"ma ez tenham passado por "ma .ase de pastor$#ia. & leite e os la#ti#$nios estão prati#amente a"sentes da dieta #hinesa, ao passo 5"e a l$ng"a ! ri#a em met%.oras agr$#olas. / di isão ."ndamental sempre .oi, histori#amente, entre a ida nómada da estepe do Norte e as #om"nidades sedent%rias de agri#"ltores a s"l da linha da Erande -"ralha. D"rante a .ase #"lt"ral de ;angshao de"-se "ma di.eren#iação grad"al, #om o milho miOdo a trans.ormar-se na #"lt"ra do Norte e o arroz a predominar nas pro $n#ias #entrais e do 1"l. Embora o arroz tamb!m .osse #onhe#ido em ;angshao, a s"a domesti#ação pare#e ter sido #on#retizada no delta do ;angzi, zona habitada em tempos pr!-históri#os por po os não #hineses. Em Hem"d", a s"l da ba$a de Hangzho", na pro $n#ia de 8he2iang, restos de arroz a#hados em =DV? .oram datados de #er#a de C@@@ a. C., o 5"e #ontraria a teoria de 5"e o arroz teria sido importado da Índia para a China. &s habitantes da po oação pr!-históri#a de Hem"d" tira am partido de pNntanos nat"rais, o" arrozais arti.i#iais, para #"lti ar "ma s"besp!#ie temporã de grãos #ompridos. /ssim, a #"lt"ra alimentar 5"e esta a destinada, sozinha, a dominar todas as o"tras no ."t"ro sistema agr$#ola da China te e origem nas .ran2as da %rea #"lt"ral de ;angshao. Da mesma .orma, o inestim% el grão de so2a .oi "m #ontrib"to, no s!#"lo * ii a. C., dos t"r#os Pong, a 5"em .oi soli#itado o en io de grandes 5"antidades para o Norte da China. -"ito possi elmente #"lti ado pela primeira ez nas plan"ras da -an#hOria, o grão de so2a era re#onhe#ido pelos #hineses antigos #omo "m alimento e*#ep#ionalmente n"triti o e "m e*#elente elemento enri5"e#edor da terra. & #ar%#ter gr%.i#o 5"e representa o grão de so2a, sh", #hama a atenção para os nód"los portadores de nitrog!nio da s"a raiz, "ma ez 5"e os tr(s traços da base signi.i#am ab"ndNn#ia.

/l!m de propor#ionarem #olheitas mais e5"ilibradas, os grãos de so2a .orne#iam a todas as #lasses da pop"lação prote$nas e itaminas baratas e, "ma ez aper.eiçoado o m!todo de e*tra#ção, "ma Otil .onte de óleo. / terra de loess de Sanpo .a#ilita a a #onstr"ção de habitaç+es, na s"a maioria semi-s"bterrNneas. Y .%#il de moldar para .azer lareiras e poços de armazenagem, bem #omo prateleiras, ban#os e #amas. D"rante a .ase .inal da o#"pação ter% #hegado a ha er =@@ #asas, a a aliar pela parte do lo#al 2% es#a ada. Estão 2% #ompletamente es#a adas e a#t"almente em e*posição n"m edi.$#io permanente >C antigas #asas, bem #omo =:@ #a idades de armazenamento. Xis$ eis estão tamb!m os ali#er#es d"ma grande #asa #om"nal <>@ m por =>,U mB, di ididos por paredes di isórias em #ompartimentos separados, #om lareira. & #hão das #asas era normalmente rebo#ado, os telhados, de #olmo, eram s"portados por esta#as de madeira e as paredes eram bai*as, em taipa. Qora do .osso de prote#ção ha ia "m #emit!rio, #om =A@ sep"lt"ras de ad"lto, e "ma olaria #om nada menos do 5"e : .ornos, n"m dos 5"ais .oram en#ontrados potes por #ozer. & padrão de s"bdi isão em %rea de habitação, #entro de olaria e #emit!rio ! re#orrente em todas as aldeias de ;angshao. &"tro ponto em e id(n#ia ! o das sep"lt"ras #ole#ti as, mas, por m"itas 5"e .ossem as aldeias en ol idas, os mortos são sempre sep"ltados m"ito 2"ntos em .ilas m"ito #ertinhas. & #ost"me de partilhar os #emit!rios d"rante a Oltima .ase da #"lt"ra ;anshao demonstra 5"e a pressão das pop"laç+es tinha dado origem a "m sentimento de #om"nidade 5"e "ltrapassa a os limites da aldeia, indi id"almente #onsiderada. Demonstra tamb!m 5"e e*istia "m sentido de linhagem s".i#ientemente .orte para e*igir 5"e os antepassados .ossem sep"ltados em terra an#estral. / #olo#ação de #omida e "tens$lios nas sep"lt"ras indi#a 5"e a#redita am na e*ist(n#ia de ida para al!m da morte, legitimando a s"posição de se estar em presença de primórdios di."sos do #"lto dos antepassados, ine5"i o#amente atestada na .ase #"lt"ral seg"inte, a de Gongshan.

'rosseg"e, no entanto, em dis#"ssão a nat"reza da so#iedade ;angshao. /r5"eólogos #hineses t(m indo a analisar "ma s!rie de sep"lt"ras in "lgares #omo e*emplos de pr%ti#a .Onebre matrilinear6 iram "m espe#ial signi.i#ado na #ampa de "ma raparig"inha de Sanpo 5"e e*ibe ri#as o.erendas ."ner%rias 2"nto dos est$gios de "ma "rna de madeira. & est"do ar5"eológi#o do lo#al não permite determinar #om seg"rança 5"e tenha perten#ido a "ma m"lher a #he.ia da aldeia, mas elementos retirados de lendas re.erentes Hs origens tribais do históri#o po o 8ho" pare#em apontar no sentido da ig(n#ia do matriar#ado em tempos remotos. De a#ordo #om o Gi ro das &des <1hi2ingB, #oligido o mais tardar no s!#"lo i a. C., os 8ho" des#endiam de Piang ;"an, 5"e Irezo" para dei*ar de ser est!ril. Ela piso" o dedo grande da pegada do C!" e assim i" satis.eito o se" dese2oJ. Ig"almente in#ertos são os ante#edentes da #"lt"ra ;angshao, 5"e ho2e ! generalizadamente re#onhe#ida #omo a g!nese da #"lt"ra #hinesa por #a"sa da in.l"(n#ia permanente 5"e a s"a agri#"lt"ra a"to- -s".i#iente e*er#e" sobre as tribos 5"e a partir da$ se #onsideraram o po o #hin(s. Qisi#amente, os habitantes das aldeias ;angshao são pare#idos #om os a#t"ais #hineses das pro $n#ias do 1"l, mas isso não dei*a de .azer sentido se nos lembrarmos #omo, d"rante a era imperial, a in asão dos Nómadas trans.ormo" a China do Norte n"m #adinho de mist"ra de raças. -as, mesmo a partir da era dos 8ho", em 5"e se passo" a dispor mais .a#ilmente de .ontes liter%rias, ! ób io 5"e o #rit!rio para de.inir 5"em perten#ia ao m"ndo #hin(s passa a mais pela #ons#i(n#ia d"ma herança #"lt"ral #om"m do 5"e pela a.inidade !tni#a. I& rei 3enJ, podia -(n#io dizer abertamente no s!#"lo i a. C., Iera "m b%rbaroJ, 5"ando lanço" os ali#er#es da #on5"ista dos 1hang pelos 8ho". Xeio depois a ser #onsiderado pelos Chineses "m rei s%bio, graças aos #ontrib"tos 5"e os se"s s"#essores deram para a #i ilização. 'ortanto, os Chineses pr!-históri#os n"n#a .oram "m po o homog!neo e o alargamento da %rea #"lt"ral original estabele#ida no tempo de ;angshao de"-se pela grad"al adopção d"m mesmo padrão de ida por gr"pos di.erentes. De importNn#ia n"#lear .oi o

desen ol imento de "ma religião #entrada prin#ipalmente no #"lto dos antepassados do se*o mas#"lino. /ntes de se ter esgotado o per$odo de #"lt"ra ;angshao s"rgi" o"tra #"lt"ra, #hamada Gongshan por ter sido des#oberta em =D>D perto de Gongshan o" I-ontanha do DragãoJ, na lo#alidade de ChengziZai, pro $n#ia de 1hangdong. Com e.eito, os bal"artes re#tang"lares de terra amassada ante#ipam a longa tradição de #idades .orti.i#adas 5"e em bre e seriam ina"g"radas pelos 1hangF al!m disso, a %rea de implantação 5"e eles abrangiam era mais de #in#o ezes maior do 5"e a 5"e se a#olhia dentro do .osso de.ensi o de Sanpo. &"tras semelhanças #om os tempos posteriores eram, por e*emplo, as t!#ni#as de adi inhação, as .ormas das peças de olaria e, o 5"e não dei*a de ser interessante, "ma s!rie de tab"letas de oleiros 5"e são id(nti#as a #ara#teres des#obertos em ins#riç+es de or%#"los de 1hang. 1e2a "ma e ol"ção da #"lt"ra ;angshao, se2a "ma tradição oriental distinta #om pontos de #onta#to 5"e se estendem para nordeste at! H 1ib!ria oriental, a de Gongshan #ara#teriza-se essen#ialmente pela s"a olaria a ançada, "ma lo"ça .ina, m"ito polida, #inzenta o" preta, 5"e mostra sinais de ter sido .eita #om roda. Esta #"lt"ra .lores#e" at! ao prin#$pio da idade do bronze, po"#o depois de =?@@ a. C., e os se"s est$gios apare#em por bai*o dos dos 1hang, na pro $n#ia de Henan, sede desta dinastia. -as a s"a in.l"(n#ia propago"-se m"ito no de#orrer do A.o mil!nio a. C., alt"ra em 5"e se eri.i#a am not% eis progressos materiais em m"itas e di.erentes %reas. En5"anto a Gongshan de Henan era antepassada da #i ilização dos 1hang <#om as s"as #idades, metal"rgia, es#rita e arte elaboradaB, a mesma #"lt"ra s"porta tamb!m na pro $n#ia de 1haan*i a ."t"ra dinastia dos 8ho", o .amoso estado de 9i na pro $n#ia de 1handong, e no delta do ;angzi os poderes em as#ensão dos reinos de ;"e e 3". /s o.erendas ."ner%rias dos #emit!rios Gongshan re.le#tem sim"ltaneamente as #res#entes di.erenças so#iais e o #"lto dos antepassados mas#"linos. Da pro $n#ia de 1haan*i em o mais

antigo s$mbolo .%li#o #erNmi#o, datado do primeiro 5"arto do A.o mil!nio a. C. / s"a asso#iação #om o rit"al pode ded"zir-se de z", o #ar%#ter gr%.i#o para IantepassadoJ, 5"e ! p"ra e simplesmente a il"stração de "m .alo. & s"rgimento d"ma so#iedade patrilinear este e pro a elmente ligado H e*pansão da %rea #"lt"ral Gongshan, na medida em 5"e a migração de" origem a #on.litos 5"e .a ore#iam a a"toridade do g"erreiro. 'or #erto 1ima 9ian <=CU-D@ o" VD a. C.B, 5"e es#re e" a primeira história geral da China, penso" 5"e a as#ensão de H"angdi, o #!lebre Imperador /marelo, se .i#o" a de er aos se"s s"#essos militares #ontra membros de tribos beli#osas. 'rimeiro soberano mortal, s"p+e-se 5"e H"angdi tenha sido entronizado em >:DV a. C. Qoi #onsiderado o ."ndador das instit"iç+es go ernamentais. /lg"mas tradiç+es atrib"em-lhe a in enção da bOssola magn!ti#a e do dinheiro #"nhado, 5"e s"bstit"i" as #on#has #a"rim #omo meio de tro#a, e H s"a esposa atrib"em-se prod$gios nas lides dom!sti#as e na seri#"lt"ra, embora se saiba da #riação de bi#hos-da-seda 2% no per$odo ;angshao. Intimamente rela#ionadas #om o #"lto dos antepassados esta am as pro.e#ias a partir das .endas 5"e se .ormam nos ossos #al#inados de animais, normalmente as omoplatas de o inos, #aprinos e s"$nos, mas nalg"ns #asos tamb!m de eados. / partir de =A@@ a. C., a arte da adi inhação torno"-se so.isti#adamente padronizada, dado 5"e os 1hang não só mostra am grande per$#ia na preparação ante#ipada de ossos e #arapaças de tartar"ga, #omo ins#re iam neles as perg"ntas .eitas aos esp$ritos dos antepassados e por ezes as respostas re#ebidas. /s 5"est+es .orm"ladas pelos aristo#ratas 1hang aborda am tanto 5"est+es de estado #omo ass"ntos .amiliares. )ipi#amente #hin(s, este m!todo de or%#"lo ! anterior a 5"al5"er o"tro #onhe#ido em antigas #i ilizaç+es, sendo 5"e o se" mais dire#to ri al ! o e*ame .eito por sa#erdotes da Sabilónia ao .$gado de animais, por olta de >@@@ a. C.

Dinastia Xia

por /rt"r Cotterell em Históra C"lt"ral da China <>@@@B, Editora Eradi aF Gisboa

& tamanho da #er#a re#tang"lar de ChengziZai aponta para a e*ist(n#ia de "ma so#iedade estrati.i#ada #"2os o#"pantes e*er#eriam alg"m tipo de as#endente sobre as po oaç+es mais pe5"enas das imediaç+es. /s .ortes m"ralhas, #om ? metros de larg"ra na base, podem ter ser ido de re.Ogio para essas aldeias em tempos de agitação. )al interpretação en#ai*aria #om as lendas #hinesas sobre o in$#io da soberania din%sti#a por olta de .inais do A.o mil!nio a. C. 'ensa-se 5"e a primeira das tr(s dinastias <san taiB, antes de em >>= a. C. se ter dado a "ni.i#ação imperial, ter% sido a dinastia dos 7iaF seg"i"-se-lhe a dos 1hang, depois a dos 8ho", a dinastia mais d"radoira da história da China. /t! H insta"ração do poder dos 7ia, o trono não passa a para o soberano seg"inte por ia heredit%ria, sendo o m!rito o #rit!rio de es#olha de 5"al5"er s"#essor. Y poss$ el 5"e esta tradição tenha alg"ma #oisa a er #om "m e ent"al a#ordo ao abrigo do 5"al "ma #on.ederação de tribos elegeria "m #he.e s"premo 5"e os #omandasse #ontra ata#antes e*teriores. )oda ia, a propensão moralista dos historiadores #hineses tal ez os tenha le ado a #on#l"ir 5"e ho" e antigamente "m sistema ideal de sele#ção #om base apenas nas 5"alidades e*#ep#ionais d"m #andidato. /ssim, Io h%bil e irt"oso ;ao "ni" o po o de #abelo preto e tro"*e a harmonia H s"a terraJ. / reg"larização das #heias .oi #onseg"ida pelo Ie*#elente 1h"n, 5"e torno" os rios mais ."ndosJ, mas .oi ao se" ministro ;" <>>@U->=DV a. C.B 5"e #o"be o pri il!gio de ."ndar a dinastia dos 7ia. / lenda atrib"i a promoção da .am$lia de ;" ao .eito deste na #ontenção do Erande DilO io. )reze anos le o" ;" a Idominar as %g"asJ sem "ma Oni#a ez ter oltado a #asa para er a esposa e os .ilhos. 'or meio de gigantes#os trabalhos de reg"larização das %g"as, tro"*e ao se" po o os Ibene.$#ios da %g"aJ R a#abaram as #heias e irrigaram-se os #ampos R e, ao organizar a mão-de-obra

em es#ala gigantes#a #omo .orma de atingir o se" ob2e#ti o, ter% lançado as bases do .e"dalismo. & .a#to de os Chineses antigos asso#iarem ;" #om a #onser ação hidr%"li#a, apesar de os grandes pro2e#tos só terem tido l"gar a partir do s!#"lo a. C., de er% signi.i#ar 5"e em de m"ito longe no tempo a #ons#i(n#ia da importNn#ia pol$ti#a desse .a#tor. & .a#to de, nos tempos imperiais, os #anais de irrigação, os reser atórios e os sistemas de drenagem serem #onstr"$dos predominantemente #omo obras pObli#as estabele#ia "m ne*o m"ito .orte entre eles e os destinos das #asas imperiais. Da mesma maneira 5"e as #heias o" as se#as podiam ser lidas #omo sinais de repro ação di ina, tamb!m a lentidão na montagem das ade5"adas medidas de aten"ação dos se"s e.eitos in#ita a ine ita elmente H rebelião dos #amponeses. Como pre enia "m ministro do imperador 3" Di, da dinastia dos Han <=C@-?V a. C.B, a .alta de "ma reser a estatal de #ereais dei*a a o trono em posição "lner% el em #aso de .ome o" de #ampanha inesperada. Era por isso ne#ess%rio apoiar a agri#"lt"ra #om a man"tenção de grandes obras de reg"larização dos #"rsos de %g"a. Embora os grandes pro2e#tos se2am m"ito posteriores, pare#e impro % el 5"e nada tenha sido .eito nas %reas de loess antes do plano do rio Chang, na pro $n#ia setentrional de Henan, 5"e sabemos ter sido ini#iado pelo go erno dos 3ei, em C>C a. C. /trib"i-se ao pr$n#ipe H"an do reino de 9i <:?U-:CA a. C.B o le antamento de di5"es ao longo das zonas mais bai*as do ale do rio /marelo, a .im de #on#entrar as no e #orrentes do delta anterior em "ma só. Y #laro 5"e o empreendimento red"ndo" em .ra#asso, em grande medida seg"ramente por5"e ter% sido es5"e#ida a lend%ria sabedoria de ;"6 este sempre tinha es#a ado ."ndos os #anais e mantido bai*os os di5"es, #ond"zindo a torrente nat"ralmente para o mar. Considera a-se ital a sintonia #om os ritmos da nat"reza, 5"e tinha a s"a e*pressão per.eita na teoria ;in[;ang, 5"e #on#ebia d"as .orças intera#ti as, não em #on.lito, mas e*istindo 2"ntas n"m e5"il$brio pre#%rio, 5"e, se pert"rbado, traria os desastres H h"manidade. / per#epção das .orças nat"rais só pode ter s"rgido nas terras de loess, onde "ma sObita tromba de

%g"a o" o rebentamento d"ma barreira podia alterar drasti#amente a paisagem. Da dinastia dos 7ia não h% at! ho2e rasto #on#l"si o, apesar dos es.orços dos ar5"eólogos #hineses 5"e a.anosamente pro#"ram arte.a#tos representati os nos estratos imediatamente anteriores ao s"rgimento da #i ilização dos 1hang. / rea aliação dos a#hados de Erlito", na pro $n#ia de Henan, pode m"ito bem res"ltar na identi.i#ação de "ma .ase 7ia na5"ele lo#al. & s$tio .oi es#a ado entre =DUD e =D:C, #om importantes res"ltados 5"e s"s#itaram a espe#"lação de 5"e tal ez .osse 'o a #apital de )ang, o primeiro soberano dos 1hang. /s es#a aç+es .oram retomadas nos anos V@ e os trabalhos ainda prosseg"em. /t! por5"e o rigor 5"e os Chineses p+em nos se"s registos a.asta por impr"dente a hipótese de a dinastia 7ia ser "m mito. E*iste "ma genealogia real 5"e g"arda os nomes de dezassete monar#as 5"e ao todo reinaram d"rante 5"ase U@@ anos e re#orda-se 5"e, 5"ando, em =@>V a. C., os 8ho" derr"baram os 1hang, .oram resta"rados sete prin#ipados re.eridos #omo sendo dos 7ia. & Oltimo rei dos 7ia ter% sido o tirNni#o e #r"el Pie, 5"e )ang derr"bo" #om a2"da #elestial. I'or #a"sa da s"a arrogNn#iaJ, disse o primeiro-ministro de )ang, Io C!" olha a-o #om repro ação, de" aos nossos 1hang o mandato e ser i"-se de Xossa -a2estade para #ond"zir a re olta do po o.J

Dinastia Shang por /rt"r Cotterell em Históra C"lt"ral da China <>@@@B, Editora Eradi aF Gisboa

/ #i ilização dos 1hang <#. =:U@-=@>V a. C.B / lend%ria #r"eldade de Pie ! pe5"ena em #omparação #om a de Di 7in, o Oltimo rei dos 1hang. -as, #omo os de.eitos de ambos os soberanos são des#ritos #omo sendo prati#amente os mesmos,

de emos pre#a er-nos #ontra "ma tend(n#ia, reinante entre os a"tores #hineses, 5"e #onsiste em e*pli#ar "ma m"dança de dinastia em termos da irt"de 5"e ani5"ila a #orr"pção. &s historiadores antigos en#ara am os a#onte#imentos #omo se eles o#orressem por #i#los, em 5"e "m no o #i#lo se ini#ia a 5"ando "m no o herói-s%bio destrona a o tirano inOtil da elha #asa e insta"ra a "ma no a lei. Independentemente do gra" de erdade 5"e possa ha er nas .açanhas sel agens de Pie, a tradição ! "nNnime no lo" or pelo 2"sto derr"be do imprest% el soberano por )ang, 5"e era dotado Ide alor e pr"d(n#ia 5"e iriam ser ir de sinal e orientação para a mir$ade de regi+es e dar seg"imento aos elhos m!todos de ;"J. & a#onte#imento ter-se-% eri.i#ado em =V:: a. C. & reinado de )ang notabilizo"-se pelas s"as e*pediç+es militares e pela atenção prestada aos ass"ntos internos. Uma go ernação e.i#iente, aliada H promoção do a"mento da prod"ção agr$#ola #om a 5"al p"desse, d"rante as #ampanhas, alimentar o se" e*!r#ito, 2% e5"ipado #om a biga, de" a s"prema#ia H no a dinastia 1hang. & per$odo por ela ina"g"rado mar#a o emergir da #i ilização na China, na medida em 5"e os 1hang não só se disting"iram no artesanato e na te#nologia, #omo introd"ziram a gra ação em pedra, a modelagem do bronze, o "so dos #arros de g"erra, a es#rita, a sistematização da re#olha de or%#"los, os pal%#ios "rbanos, a realeza, a nobreza, as grandes obras pObli#as, "m #alend%rio e*a#to, "m panteão de di indades, o #"lto organizado dos antepassados e grandes tOm"los repletos de teso"ros e $timas de sa#ri.$#ios. /penas o #arro p"*ado por #a alos poder% ter sido ideia importada, dado 5"e a s"a estr"t"ra era m"ito id(nti#a ao modelo desen ol ido m"ito antes na Ksia o#idental. -as, a#ima de t"do, o 5"e os 1hang deram H China antiga .oi "ma soberania #entralizada #apaz de agl"tinar os gr"pos tribais 5"e i iam a norte do rio ;angzi. Qa#ilitaram "m pro#esso históri#o por ia do 5"al a ."são de %rias #"lt"ras regionais Gongshan de" origem ao nas#imento da #i ilização #hinesa. & #entro do reino era a parte da pro $n#ia de Henan onde as terras

altas des#em para o leito de #heia do rio /marelo. /pesar da poss$ el identi.i#ação de Erlito" #om 'o, h% o"tros lo#ais #andidatos H honra de serem a #apital de )ang. Do o"tro lado do rio Go, em .rente a Erlito", .i#a a moderna ;anshi, desde =DU? ob2e#to tamb!m de in estigação ar5"eológi#a. 1abe-se da e*ist(n#ia de est$gios de antigos edi.$#ios 1hang em =C pontos da #idade e se"s arredores. )al ez tão importante #omo ela ! LaoZai, lo#alidade do 1"l #om sinais de o#"pação #ont$n"a desde o per$odo ;angshao, passando pelo Gongshan, at! ao 1hang. / opinião dominante na China 'op"lar, no entanto, pri ilegia a e*tensa %rea de Erlito", 5"e est% ligeiramente ele ada em relação Hs terras #ir#"ndantes. Em =DVU .oi registada a e*ist(n#ia dos #ontornos d"m pal%#io, al!m de pa imentos de #asas, #a idades de armazenagem, .ornos, #analizaç+es de olaria, moldes de ."ndição do bronze, #adinhos, pedras e ossos. /s ."ndaç+es do pal%#io, in#l"indo "ma plata.orma de terra #om =@? por =@@ metros, ! a mais antiga 5"e se #onhe#e e ostento" em tempos estr"t"ras re#tang"lares moldadas em madeira, #om as #ol"nas prin#ipais assentes em blo#os de pedra #olo#ados no ."ndo de #ai*as #a adas no #hão. D"m modo geral, a traça ar5"ite#tóni#a do plano ! id(nti#a H dos pal%#ios dos reis e nobres de !po#as históri#as posteriores. Eente 1hang m"ito importante de er% ter i ido em Erlito", embora não ha2a 5"al5"er pro a #on#l"dente de 5"e .osse de sang"e real. & e*ame do lo#al indi#a 5"e ho" e ali "m importante #omple*o no s!#"lo * i a. C., po"#o depois da alt"ra em 5"e os Chineses #al#"lam tenha #omeçado a dinastia. -as h% n$ eis de po oamento anteriores ao do pal%#io 5"e .oram datados de po"#o depois de >@@@ a. C. e estes estão a#t"almente a ser est"dados, H pro#"ra de est$gios dos 7ia. Deles pro (m os mais antigos bronzes des#obertos na China, asos de paredes .inas e es#assamente de#orados, .eitos #om a a2"da de moldes. Comparaç+es #om as .ormas da olaria Gongshan re.orçam o ponto de ista de 5"e a pr%ti#a da metal"rgia .oi "ma in enção ind$gena, prod"to dos progressos na #on#epção dos .ornos. -as a maior #on#entração de ob2e#tos de bronze en#ontra-se em /nZang, a Oltima #apital dos reis 1hang.

/ntes de a Erande 1hang <#omo /nZang era designada em ins#riç+es dos or%#"losB se ter tornado a #apital, #er#a de =C@@ a. C., a sede do go erno 2% se tinha m"dado seis ezes. 'ensa-se ho2e 5"e "ma dessas #apitais se ter% sit"ado em 8hengzho", o #entro administrati o da pro $n#ia de Henan. Des#obertas em =DU@, as r"$nas dos 1hang #ontin"am a ser es#a adas e est"dadasF estão pro isoriamente identi.i#adas #omo /o, a seg"nda #apital dos 1hang ."ndada pelo d!#imo soberano, 8hong Ding. En5"anto 'o ser i" de sede real d"rante 5"ase dois s!#"los, a es#olha de 8hong Ding só agrado" a ele próprio e ao irmão 5"e lhe s"#ede". /o #abo de inte e seis anos, o rei seg"inte ter% m"dado a #apital para o o"tro lado do rio /marelo, para "m lo#al não espe#i.i#ado #hamado 7iang. / m"ralha re#tang"lar da #idade de /o, #onstr"$da pelo mesmo m!todo 5"e a de ChengziZai, estende-se por mais de V@@@ metros e abar#a "ma %rea de A,> 5"ilómetros 5"adrados. Uma larg"ra m%*ima, na base, de A: metros e "ma alt"ra de po"#o menos de =@ metros nas partes 5"e restam da m"ralha não dei*am dO idas a ning"!m de 5"e se trata a na origem de de.esas m"ito s"bstan#iais. /s estimati as da mão-de-obra ne#ess%ria para a #onstr"ção R =@ @@@ homens a trabalhar d"rante dezoito anos R e iden#iam o grande poder 5"e detinham os reis 1hang, 5"e, tal #omo os se"s pares da idade do bronze na Ksia o#idental e no -editerrNneo, #onseg"iam dominar o #ampesinato pelo e*er#$#io d"m monopólio dos metais. / #idadela de 8hengzho" era "m bal"arte da aristo#ra#ia, onde as #erimónias e a administração podiam realizar-se a #oberto dos olhares da gente #om"m. /t! #erto ponto poder-se-% #onsiderar 5"e as sep"lt"ras, e bem assim as habitaç+es, seriam ade5"adas, mas, en5"anto não esti er #ompletamente e*plorado o lo#al, ser% #on eniente temperar #om a pr"d(n#ia 5"al5"er generalização 5"anto Hs pr%ti#as ."ner%rias. 'ela ia da #on#essão de terras dentro das de.esas, tal #omo pela o"torga de territórios distantes H nobreza, o rei dos 1hang

#onseg"ia garantir a .idelidade dos se"s mais poderosos sObditos, sobre os 5"ais mantinha "ma igilNn#ia apertada. /s instalaç+es do pal%#io estão lo#alizadas na zona nordeste da #er#a, sendo os se"s #ontornos de.inidos no piso de terra por grandes #ompartimentos e #abo"#os. /s m"ralhas eram .eitas de terra amassada, "ma herança da #i ilização Gongshan. Usa am-se #o.ragens de madeira, dentro das 5"ais se #omprimia a terra at! .i#ar sólidaF depois tira am-se as #o.ragens e repetia--se o pro#esso mais a#ima. 'ara absor er a h"midade podia-se #olo#ar bamb" o" o"tra madeira entre as #amadas. /s m"ralhas de terra .oram determinantes das d"as #ara#ter$sti#as distinti as da ar5"ite#t"ra #hinesa R normalmente os m"ros não s"porta am pesos e os edi.$#ios eram dotados de beirais generosamente salientes. Eram m"ito ade5"ados ao Norte da China, região assolada por terramotos .re5"entesF o 5"e resta da m"ralha da #idade de /o mostra 5"e .oi .re5"ente a ne#essidade de reparaç+es. Uma t$pi#a #onstr"ção pala#iana, des#oberta em =DVV, tem no e di is+es e #orredores #om #ol"nas. 1obre os ali#er#es de terra #olo#a am bases em pedra para os pilares e, de ido a #inzas depositadas, pode-se depreender 5"e os pilares, tra es e paliçadas eram .eitos de madeiraF H semelhança dos Eg$p#ios, 5"e se so#orriam do Ge ante, os 1hang importaram pro a elmente das .lorestas de 1haan*i as peças de madeira mais #ompridas ne#ess%rias para a #onstr"ção. / estr"t"ra era toda a#abada #om paredes de terra m"ito .ina e a #onstr"ção do telhado de #olmo #om d"as %g"as garantia prote#ção #ontra os maiores rigores de #alor do Xerão. Como não .oi en#ontrado 5"al5"er res5"$#io de barro o" telha, o telhado pode mesmo ter sido #oberto apenas de mat!ria egetal. &s ar5"eólogos 5"e pro#ederam Hs es#a aç+es estão #on en#idos de 5"e a #onstr"ção tinha "ma .inalidade pr%ti#a, #om "m interior .res#o 5"e poss"$a aposentos para #on#"binas do rei o" para altos ."n#ion%rios ao se" ser iço. -ais tarde, em /nZang, ! pro % el 5"e alg"ns dos edi.$#ios #erimoniais ti essem "m seg"ndo andar.

D"rante a #onstr"ção das ."ndaç+es .aziam rit"ais em 5"e mata am e enterra am tanto seres h"manos #omo animais, tendo sido en#ontrada em 8hengzho", debai*o do #hão de "m pal%#io, "ma ala #om #er#a de =@@ #rNnios h"manos, na s"a maioria per."rados da ar#ada s"per#iliar at! H #a idade do o" ido. / #oisa mais pare#ida #om isto em Erlito" seriam $timas enterradas sem #abeça o" sem parte dos membros. Estes a#hados re elam "ma so#iedade altamente estrati.i#ada em 5"e os es#ra os o" os prisioneiros de g"erra, o" tal ez "ns e o"tros, seriam "sados em #erimónias religiosas e mesmo #omo mat!ria-prima para o .abri#o de ob2e#tos de osso. &s sa#ri.$#ios h"manos s"bsistiram para al!m da 5"eda de /nZang, em =@>V a. C., mas re#"aram perante os ensinamentos h"manistas de Con.O#io e se"s dis#$p"los. No s!#"lo i a. C., "m pr$n#ipe dos Han .oi se eramente p"nido por ter obrigado mOsi#os es#ra os a seg"i-lo at! H morte. Con.is#aram-lhe as terras e o imperador deserdo"-lhe o .ilho. Ha ia em 8hengzho" mais dois tipos de #onstr"ção, ambos sem paredes de terra. & primeiro era das #asas das pessoas #om"ns, ainda semi-s"bterrNneas, #om o piso a ir at! >,V metros abai*o do n$ el do solo. &s degra"s de terra 5"e des#iam para estas habitaç+es singelas, bem #omo os 5"e da am a#esso Hs pla#as em 5"e se en#ontra am as #asas dos nobres, de erão ter determinado a e*pressão de "so 5"otidiano para signi.i#ar isita e mo imento6 os #hineses 1hang diziam Is"bir e des#erJ em ez de Iir e irJ. & seg"ndo tipo de #onstr"ção, tamb!m s"bterrNnea, tem a er #om as a#ti idades e#onómi#as. /lg"mas ."n#iona am #omo armaz!ns, o"tras #omo o.i#inas de oleiros, de art$.i#es de ob2e#tos de osso e de bronze. Uma ."ndição de bronze, 5"e .i#a a a s"l da m"ralha, ainda tinha os moldes para os re#ipientes destinados aos rit"ais e as armas de g"erra, #adinhos, #ar ão e pedaços de metal ."ndido. Qoram des#obertos em 8hengzho" tr(s pedaços de ossos #om ins#riç+es de or%#"los, mas h% 5"em de.enda 5"e .oram para ali le ados de /nZang, 5"e 'an Eeng es#olhe" para Oltima #apital dos 1hang. 'rin#ipal .onte da l$ng"a es#rita, o s$tio ar5"eológi#o da

Erande 1hang na aldeia de 7iaot"n, perto da a#t"al /nZang, .oi es#a ado de =D>? a =DAV e a partir de =DU@, re elando enormes tOm"los reais, pal%#ios e depósitos de ossos ora#"lares. ,egistadas no Gi ro da História <1h" PingB, #ole#tNnea de do#"mentos editada no s!#"lo i a. C., estão as di.i#"ldades 5"e se depararam a 'an Eeng 5"ando 5"is trans.erir a #apital. Dado 5"e os est"diosos modernos #onsideram 5"e estes #ap$t"los são a"t(nti#os, .az-se "ma trans#rição longa das pala ras do rei. Começando por dirigir-se aos elementos mais importantes da s"a #orte, rebate" a resist(n#ia deles nestes termos6 & nosso rei 8" ;i eio e es#olhe" Eeng para s"a #apital. Q(-lo por pro."nda preo#"pação #om o nosso po o, por5"e não 5"eria 5"e eles morressem todos n"m s$tio onde não podiam a2"dar-se "ns aos o"tros a #onser ar a ida. E" #ons"ltei a #arapaça da tartar"ga e obti e a resposta6 IEste não ! l"gar em 5"e se i a.J 9"ando os reis me"s antepassados tinham ass"ntos importantes, presta am atenção re erente Hs ordens do C!". N"m #aso #omo este não hesita amF não .i#a am para sempre na mesma #idade. 1e não seg"irmos o e*emplo dos antigos, estaremos a re#"sar-nos a re#onhe#er 5"e o C!" est% a pWr termo H nossa dinastia. Como ! pe5"eno o respeito 5"e temos pelo 5"e .aziam os nossos antigos reis\ )al #omo "ma %r ore #ortada pela base deita no os rebentos, tamb!m o C!" h%-de o"torgar-nos reno ada .orça n"ma no a #idade. / grande herança do passado ser% #ontin"ada e a tran5"ilidade en#her% os 5"atro #antos do nosso reino. 'aralelamente, a#"so" os nobres de instilarem a re olta no seio das Im"ltid+es pro.erindo dis#"rsos alarmistas e in."ndadosJ, "m #rime gra e 5"e ele s"blinha a #om o arg"mento de 5"e os antepassados desses nobres tinham parti#ipado nos sa#ri.$#ios o.ere#idos aos reis antigos. 1e não tratassem o soberano, o 'rimeiro Homem, #om s".i#iente honra e lealdade, ha eria ine ita elmente #astigos e desgraças impostos aos 1hang por "m C!" en."re#ido. 'ara en.atizar bem este ponto e melhor propagar os se"s pontos de

ista, 'an Eeng dirigi"-se depois Hs massas, Hs 5"ais IimpWs #ompost"ra na praça real e obedi(n#ia Hs reais ordensJ. Disse ao po o as raz+es da m"dança, #hamando a atenção para a #alamidade 5"e o se" antepassado ."ndador da dinastia #ertamente iria .azer #air sobre a #apital a#t"al, e dei*o" bem #laro 5"e nada podia a.e#tar o se" Ipropósito inalter% elJ. Eanha a aposta pelo dis#"rso dire#to, 'an Eeng trans.eri" toda a gente atra essando o rio /marelo para a Erande 1hang, onde de" instr"ç+es aos se"s ."n#ion%rios para 5"e Itomassem #onta das idas das pessoas por .orma 5"e a no a #idade .i#asse para d"rarJ. Esta história ! interessante a %rios t$t"los. 1ão ób ias as ameaças do rei--sa#erdote ao in o#ar os reais esp$ritos an#estrais para a p"nição dos dissidentes, mas nem por isso se pode negar a .orça da #on i#ção de 'an Eeng de 5"e estaria iminente o desastre se não se operasse a m"dança de lo#alF esta a sin#eramente #on en#ido de 5"e só a s"a Ie*trema ansiedadeJ se interp"nha entre os 1hang e a s"a r"$na. -ais "ma ez tinha sido o C!" a dar o sinal #r"#ial atra !s das .endas na #arapaça da tartar"ga. Como poderia "m rei ignorar tão premente a iso0 I9"ando do C!" des#eram grandes desastresJ, disse 'an Eeng, Ios reis de então não se dei*aram .i#ar despreo#"padamente no mesmo s$tio. & 5"e .izeram .oi a pensar no bem do po o, e por isso todos eles trans.eriram a #apital.J Esta preo#"pação #om o bem-estar do po o #om"m, e mais ainda a e*pli#ação #ara a #ara 5"e re#eberam na praça real, #ho#am #om a ideia de 5"e a so#iedade dos 1hang assenta a inteiramente na es#ra at"ra, ponto de ista 5"e agora tem a pre.er(n#ia da ,epObli#a 'op"lar. En ol ida em #ontro !rsia est% a trad"ção do #ar%#ter zhong nas ins#riç+es dos or%#"los. Eram os zhong, Ias massasJ, "ma asta #lasse de es#ra os sob o dom$nio dos ."n#ion%rios reais, o" eram o po o 1hang abai*o da #lasse dos nobres0 &s te*tos dos or%#"los re elam 5"e #"lti a am #ampos perten#entes ao rei e H nobreza, parti#ipa am em #açadas reais, #onstit"$am "ma parte signi.i#ati a do e*!r#ito e #"mpriam ."nç+es de g"arda. /lg"mas ins#riç+es dão

testem"nho elo5"ente da preo#"pação paternal do soberano pela s"a saOde e bem--estar e da grande #ontrariedade 5"e sentia 5"ando os perdia na g"erra. Em ez de es#ra os, Ias m"ltid+esJ s"rgem #omo a erdadeira base da so#iedade 1hang, as pessoas em 5"em 'an Cheng #on.ia a para #onstr"ir e manter a sede de go erno por ele es#olhida. ,elata "m or%#"lo 5"e, na !spera d"ma #ampanha, "m #omandante militar #ond"zi" os se"s zhong na o.erta de sa#ri.$#ios a "m esp$rito real an#estral, o 5"e só podia a#onte#er se eles .ossem #onsiderados des#endentes, ainda 5"e remotos, do ."ndador tribal. -as e*istem pro as te*t"ais da e*ist(n#ia de es#ra os dos dois se*os na era dos 1hang, sendo 5"e o maior #ontingente era #onstit"$do por prisioneiros de g"erra perten#entes aos po os não #hineses 5"e i iam para l% das .ronteiras norte e o#idental do reino. Esses es#ra os trabalha am em #asas do rei e dos nobres, #omo #riados, moços de estrebaria o" 2ardineiros, e das s"as .ileiras sa$am os 5"e eram destinados ao sa#ri.$#io. / e*ist(n#ia de n"merosos es#ra os do se*o mas#"lino #ontrasta #om a pr%ti#a #ontemporNnea entre os -i#enenses, #"2os soberanos g"erreiros domina am grande parte da Er!#ia #ontinental. &s -i#enenses da idade do bronze tamb!m i iam em #idades .orti.i#adas, #ontrola am o #om!r#io e a indOstria, #ombatiam em #arros e #onstr"$am tOm"los reais. )%b"as de es#re er .eitas de barro #ozido, en#ontradas em 'ilo, no 1"doeste do 'eloponeso, mostram 5"e a #lasse es#ra a era predominantemente .eminina e desempenha a tare.as modestas para as a"toridades do pal%#io. &s .ilhos i iam #om elas, mas não h% 5"al5"er re.er(n#ia aos maridos. Esta sit"ação ter% perd"rado por5"e nas s"rtidas para #apt"ra de es#ra os era mais .%#il matar os homens e le ar só as m"lheres e as #rianças. Considera a-se a Ksia -enor a origem da maior parte das es#ra as, mas não ! poss$ el saber se o pal%#io de 'ilo re#r"ta a essas m"lheres .azendo as s"as próprias e*pediç+es o" re#orria aos mer#ados de es#ra as geridos por mi#enenses instalados nas ilhas do mar Ege". )rata-se d"ma sit"ação m"ito di.erente da da China dos 1hang, onde a #ondição ser il de m"itos

homens era .a#ilmente dete#t% el por "ma trança espe#ial 5"e eram obrigados a "sar no #abelo. & maior ser iço 5"e estes homens eram #hamados a prestar aos se"s senhores tinha l"gar nos 2azigos t"m"lares dos reis, perto de /nZang. Um desses lo#ais de sa#ri.$#io e*ibe restos h"manos em todas as s"as 5"atro rampas de a#esso6 ao longo delas distrib"$amse em .ilas VA #rNnios, en5"anto na rampa s"l se a#"m"la am UD es5"eletos sem #abeça. & #emit!rio, sit"ado alg"ns 5"ilómetros a noroeste da prin#ipal po oação dos 1hang, in#l"i == tOm"los reais e =>>> #ampas normais. & d!#imo seg"ndo rei 5"e reino" na Erande 1hang não pre#iso" de tOm"lo, "ma ez 5"e .oi 5"eimado i o 5"ando a #idade #ai" nas mãos dos in asores 8ho". &rientados no sentido norte[s"l, #ada "m dos tOm"los reais poss"i 5"atro rampas .ormando "ma #r"z, a mais #omprida das 5"ais mede A@ metrosF sobem d"ma #Nmara #entral, 5"e em m"itos #asos est% =@ metros o" mais abai*o do n$ el do solo. No poço t"m"lar ha ia #a idades mais pe5"enas normalmente preen#hidas #om restos sa#ri.i#iais, seres h"manos e #ães a#ompanhados de p"nhais de bronze, at! ser #onstr"$da para o #orpo do rei "ma #Nmara de madeira. Uma ez depositados em seg"rança nesta #Nmara os restos mortais do rei e as o.erendas ."ner%rias, a#res#enta a-se "m te#to, p"nham-se mais ob2e#tos nas rampas, .aziam-se mais sa#ri.$#ios h"manos e depois deita a-se para #ima de t"do terra, 5"e era #al#ada at! .i#ar #ompa#ta, #amada por #amada. &s a#hados t"m"lares são ri#os6 es#"lt"ras em pedra, 2ade traba- lhado, potes e armas em bronze, trabalhos em osso e #on#has de#orati as. / pre#isão #ient$.i#a #om 5"e a Erande 1hang .oi es#a ada desde o prin#$pio permiti" asseg"rar não só 5"e a e*ist(n#ia da dinastia dos 1hang .osse a#eite #omo "m .a#to históri#o mas tamb!m 5"e o lo#al nos .orne#esse in.ormação indispens% el sobre a #i ilização dos 1hang. / in.ormação #olhida das ins#riç+es ora#"lares il"stra por si só as tradiç+es #hinesas, #omo ressalta da an%lise dos #ap$t"los relati os a 'an Cheng do Gi ro da História6 ! de esperar 5"e o prosseg"imento da de#i.ração dos U@@@ #ara#teres "tilizados

pelos es#ribas 1hang se re ele ig"almente alioso. Embora o prin#ipal #entro de in estigação ar5"eológi#a se2a a#t"almente lo#alizado nas pro*imidades de 8hengzho", não ! pro % el 5"e so.ra alteração a importNn#ia ."ndamental de /nZang. / dimensão do #omple*o pala#iano ! grande, apesar de estar in adido por "m rio no se" lado oriental. /s inte e "ma e*tensas salas 5"e #onstit"em o gr"po #entral pare#em ter as s"as posiç+es relati as organizadas em obedi(n#ia a "m plano geral. /s #onstr"ç+es distrib"em-se por tr(s .iadas dispostas n"m ei*o norte[s"l, sendo 5"e a .iada do meio #onsiste em tr(s grandes salas e #in#o portas iradas a s"l. /li perto est% o 5"e se pensa ser "m altar. Uma plata.orma 5"adrada id(nti#a, de terra amassada, na pro*imidade d"m edi.$#io de grandes dimens+es, .oi re#entemente des#oberta no #anto noroeste da #er#a de 8hengzho". 'erto das portas de /nZang estão sit"ados 2azigos sa#ri.i#iais R seres h"manos, animais e #arros R 5"e ali poderão ter sido postos d"rante o pro#esso de #onstr"ção. 'or bai*o das ."ndaç+es de terra, os ar5"eólogos #hineses des#obriram tamb!m "m #ompli#ado sistema de #anais 5"e drena am os edi.$#ios e se"s p%tios. Gembra a atenção obsessi a dada H drenagem na #idade de -ohen2o Daro, no ale do rio Indo, 5"e .lores#e" at! =?@@ a. C. 'or!m, em /nZang, os #anais não abrangem a po oação inteira, mas antes se restringem ao #entro, onde se terão sit"ado os templos an#estrais da .am$lia real. Uma o"tra se#ção #erimonial, a s"doeste das salas #entrais, ter% sido, 5"ase de #erteza, "m altar de sa#ri.$#ios. / a"s(n#ia de "ma m"ralha #ir#"ndante e a malha rare.eita de %reas de ser iços, tais #omo ."ndiç+es de bronze, o.i#inas de pedra e osso e .ornos de olaria, t(m le ado alg"ns est"diosos a porem em dO ida 5"e alg"ma ez a Erande 1hang tenha sido #apital. ,e.eremse a /nZang #omo "ma Del.os #hinesa, #"2o propósito prin#ipal seria a re#olha de or%#"los. Como po"#o se es#a o" .ora do #emit!rio e do pal%#io, não e*iste "ma perspe#ti a global do lo#al sobre a 5"al se possa .orm"lar "m 2"$zo de.initi o. )al ez a Oltima sede de go erno .osse tão asta e as s"as .orças de g"arnição tão #on#entradas 5"e se ti esse #onsiderado ne#ess%rio o m"ro

prote#tor. 'or o"tro lado, a destr"ição da Erande 1hang, em =@>V a. C., poder% ter sido .a#ilitada pela s"a implantação aparentemente dispersa. Qoi nesse ano 5"e 3" arraso" a #idade. / #"lpa da 5"eda da dinastia dos 1hang ! atrib"$da ao #omportamento #apri#hoso de Di 7in, o Oltimo rei 1hang. /pai*ono"-se de tal maneira pela e*traordin%ria beleza de Dan Pi 5"e negligen#ia a as s"as obrigaç+es e se entrega a H pr%ti#a de todo o tipo de prazeres per ersos. ] olta dos so.isti#ados aposentos dela, .orrados #om as pedras pre#iosas do teso"ro real, empilha a montes de #arne, pend"rando peças de #arne se#a em todas as %r ores, en#he" "m lago de inho at! ao ponto de se poder andar nele de bar#o a remos, en5"anto homens e m"lheres n"s s"rgiam ao som d"m tambor e sor iam o inho #omo se .ossem gado a beber. P% ho" e 5"em de.endesse de .orma pla"- s$ el 5"e se trata a5"i d"m relato det"rpado e hostil d"m .esti al religioso dedi#ado aos de"ses da .ertilidade. -as a erdade ! 5"e se diz 5"e tanto Di 7in #omo Dan Pi sentiriam prazer em magoar as o"tras pessoas, a tal ponto 5"e terão a#abado por #olo#ar #ontra si a própria nobreza. Dan Pi in ento" dois no os instr"mentos para #astigar 5"em ele a#ha a 5"e não mostra a o de ido respeito pelo trono. Um #hama a-se Io a5"e#edorJ e #onsistia n"m pedaço de metal, a5"e#ido ao r"bro n"ma .og"eira, 5"e os a#"sados eram obrigados a agarrar #om as mãos. & o"tro era "m poste de metal, todo ele bar-rado de gord"ra, deitado por #ima d"ma ala #heia de #ar ão a arder. / $tima tinha de #aminhar em #ima do poste e, 5"ando lhe es#orrega am os p!s e #a$a nas #hamas, Dan Pi ria-se Hs gargalhadas. Chama a-se Ia grelhaJ. &"tro sinal de intolerNn#ia H oposição de"-o Di 7in 5"ando olto" a s"a rai a des#ontrolada #ontra o se" tio 'i Lan. & pr$n#ipe 'i Lan #hegara H #on#l"são de 5"e o estado das #oisas era s".i#ientemente gra e para arris#ar a ida #riti#ando o rei. Cons"mido pela .Oria, Di 7in e*#lamo"6 I&" i dizer 5"e o #oração d"m s%bio tem sete b"ra#osJ, e mando" 5"e retalhassem 'i Lan para er se era s%bio. /#ç+es #omo esta tinham po"#os apre#iadores. I&s plebe"s

5"ei*a am-se e alg"ns nobres a.astaram-se.J Y signi.i#ati o 5"e as histórias relatem 5"e I& s"premo rit"alista dos 1hang e se" a2"dante passaram para os 8ho", le ando #onsigo a para.ern%lia rit"al e m"si#al. /#to #ont$n"o, 3", rei dos 8ho", #omando" os se"s sObditos n"ma g"erra #ontra Di 7in.J / deserção dos espe#ialistas em rit"ais ter% sido interpretada #omo "ma de#laração pObli#a de 5"e o -andato do C!" tinha dei*ado de estar entreg"e aos reis 1hang. /s .orças in asoras .oram en.rentadas pelo e*!r#ito real no ermo de -", pres"mi elmente a oeste de /nZang, mas a batalha 5"e se seg"i" apanho" de s"rpresa Di 7in, por5"e Ios da linha da .rente dos 1hang oltaram as s"as lanças e ata#aram os 5"e inham atr%s, obrigando-os a ."girJ. & estratagema ter% sido obra de nobres, 5"e mantinham #onta#tos se#retos #om 3". 9"ando os inimigos se apro*imaram da #apital, Di 7in s"bi" para a 'lata.orma do Xeado, en ergo" os se"s pre#iosos tra2es de 2ade e imolo"-se pelo .ogoJ. & #orpo tisnado .oi #on enientemente trespassado por tr(s lanças e a #abeça #ortada e e*ibida na ponta d"m pa" de bandeira. / religião antiga 'or tr%s da megalomania ."ner%ria dos reis 1hang, inteiramente #orrente na idade do bronze, esta a "m #orpo de ideias e pr%ti#as de #"lto 5"e mais tarde o #on."#ianismo trans.ormo" na religião o.i#ial da China. Y 5"e a linha de #ontin"idade entre as eras dos 1hang e dos 'rimeiros 8ho" e o resto da história da China at! H abolição do imp!rio, em =D==, assenta nos ritos de #"lto dos antepassados prati#ados por "m rei-sa#erdote. P% no .im do s!#"lo *i*, os isitantes e"rope"s repara am na .orma zelosa #omo a dinastia 9ing, a Oltima a reinar na China, protegia os se"s ma"sol!"s #om "ma .orça permanente de tropas, para se manter nas boas graças dos esp$ritos dos imperadores .ale#idos. / religião dos 1hang esta a intimamente asso#iada H 2"sti.i#ação di ina do estado 1hang. /#redita a-se 5"e 1hangdi, o de"s s"premo do C!", #on#edia bene.$#ios aos se"s des#endentes sob a .orma de

boas #olheitas e itórias nos #ampos de batalha e, pela ia da adi inhação, era poss$ el pro#"rar o #onselho dos antepassados dire#tos do rei sobre 5"ais os a#tos 5"e mais agradariam H s"prema di indade. Da$ a preo#"pação de 'an Deng em não dei*ar 5"e o se" po o se #on.ormasse a i er n"ma #apital in.eliz. D"rante o reinado de Di 7in po"#os .oram os dias em 5"e o soberano não este e o#"pado #om "m o" o"tro sa#ri.$#io para o.ere#er aos se"s esp$ritos an#estrais. Era destes rit"ais 5"e de eria ter obtido respostas para os problemas 5"e o atormenta am, pelo menos en5"anto os se"s espe#ialistas em rit"ais não ."giram para o lado dos 8ho". Da$ 5"e, no se" a"ge, a monar5"ia dos 1hang se apoiasse n"ma #onstante #om"nhão entre os i os e os mortos. )odo o poder terreno emana a do 'rimeiro Homem, o rei 5"e era Qilho do C!"F só ele poss"$a a a"toridade para pedir as b(nçãos an#estrais, o" en.rentar as maldiç+es an#estrais, 5"e a.e#ta am a so#iedade. & poder pol$ti#o esta a ine*tri#a elmente ligado ao poder espirit"al, e o soberano, pelo se" rela#ionamento harmonioso #om o reino espirit"al, asseg"ra a a .eli#idade do estado R #on#eito 5"e na teoria #on."#iana se torno" a base do direito a impor obedi(n#ia. / .alta de 5"alidade de "m monar#a teria sempre re.le*os na atit"de do C!", #omo a#onte#e" nos Oltimos anos de Pie e Di 7in, em 5"e Ia )erra treme"J e Ios rios se#aramJ. Neste #onte*to en#ontra .%#il e*pli#ação o posterior interesse imperial pela sismologiaF o #ientista 8hang Heng in ento" para o pal%#io, por olta de =A@ d. C., o primeiro sismógra.o pr%ti#o de 5"e h% #onhe#imento. 'ara a #ons"lta aos esp$ritos an#estrais sobre o ."t"ro, os 8ho" "tiliza am dois m!todos de adi inhação, 2% 5"e a#res#entaram o lançamento de sortes ao a5"e#imento de ossos e #arapaças de tartar"ga. -as as perg"ntas 5"e .aziam eram as mesmas 5"e as dos 1hang. Das ins#riç+es ora#"lares de /nZang <2iag"MenB ded"z-se 5"e ha ia "ma 5"estão persistente posta aos esp$ritos an#estrais .emininos 5"e tinha a er #om a gra idez das reais esposas e #on#"binas6 os monar#as 5"eriam sempre des#obrir o se*o das

#rianças 5"e esta am para nas#er. /o in5"irir sobre o se*o do real rebento 5"e esta a para nas#er, "sa a-se a pala ra IbemJ para signi.i#ar rapaz e a .rase Inão bemJ para signi.i#ar rapariga. / pre.er(n#ia dos 1hang por des#end(n#ia mas#"lina re.le#te-se tamb!m na etimologia do #ar%#ter para es#re er InetoJ <s"nB, 5"e #onsiste n"m rapaz H es5"erda e "m .io de seda H direita, a simbolizar "ma linha ininterr"pta de des#end(n#ia. No Gi ro das &des <1hi2ingB, 5"e des#re e a ida .e"dal desde o .inal do s!#"lo *i a meados do s!#"lo i a. C., boa .ort"na ! ter m"itos .ilhos e netos ar+es. &s 8ho" implora am insistentemente 5"e Itais .ilhos .iliais n"n#a .altassemJ, 5"anto mais não .osse por5"e, #omo disse -(n#io no s!#"lo i a. C., nada era mais anti.ilial do 5"e não prod"zir des#endentes mas#"linos. Com o desapare#imento das #ortes .e"dais em #onse5"(n#ia da "ni.i#ação imperial de >>= a. C., o #"lto dos antepassados dei*o" de ser pri il!gio e*#l"si o d"ma aristo#ra#ia reinante para alastrar grad"almente a todas as #lasses da so#iedade. Qinalmente, at! o mais h"milde dos #amponeses se sentia membro d"m asto gr"po de parentes#o, 5"e abar#a a os mortos, os i os e os 5"e ainda esta am para nas#er. E não só esta a grato aos se"s antepassados pelo bem-estar de 5"e a s"a .am$lia goza a, mas tamb!m era respons% el perante eles por melhorar o destino da pró*ima geração6 os se"s es.orços eram dirigidos para o ap"ramento da linhagem, n"n#a para a sal ação indi id"al. Embora o #"lto .ormal dos antepassados 2% se2a prati#amente "ma #oisa do passado, a preo#"pação dos Chineses #om os herdeiros ar+es não est% de .orma nenh"ma passada, #omo as a"toridades da ,epObli#a 'op"lar aprenderam d"rante a re#ente #ampanha I.am$lia de "m só .ilho ! 5"e ! bomJ. / inter#essão era o pri il!gio real 5"ando esta am em #a"sa os elementos prin#ipais. ,ezam as histórias 5"e )ang, I#ortando o #abelo e as "nhasJ, .oi bem s"#edido no sa#ri.$#io destinado a pWr termo a "ma praga de se#a prolongada, por5"e 1hangdi, o 1enhor do C!", o" i" as s"as oraç+es e mando" drag+es .azedores de

#h" a re.res#arem a )erra. )anto os 1hang #omo os 8ho" iam as s"as so#iedades #omo "m espelho do .e"dalismo 5"e a#redita am en#ontrar no m"ndo nat"ral. /s montanhas e os rios ! 5"e lhes tinham #on.erido o estilo de d"5"e o" #onde, sendo para eles .a#to ass"mido terem sido in estidos pelo C!". Da mesma maneira 5"e o primeiro homem prom"lga a o #alend%rio, tamb!m se a#redita a 5"e era 1hangdi 5"em tinha dado instr"ç+es aos se"s o.i#iais para 5"e pro iden#iassem no sentido do #orre#to #i#lo das estaç+es. / melhor pro a da "nidade das eras dos 1hang e dos 'rimeiros 8ho" est% tal ez nos asos de bronze "sados no #"lto dos antepassados. & esplendor e ariedade desses asos dão testem"nho dos preparati os min"#iosos de 5"e essas #erimónias eram ob2e#to. / ideia de alimentar os mortos, por!m, era "ma herança pr!-históri#a generalizada, e não espe#i.i#amente #hinesa. Nas margens do Hades, diz-nos a &disseia, Ulisses prati#o" ritos semelhantes para atrair a sombra do idente )ir!sias. Depois de ter I#ortado as goelas de %rios #arneiros sobre "ma ala para onde o es#"ro sang"e es#orresseJ, o a ent"reiro Isento"-se em g"arda, espada na mão, e impedi" 5"e 5"al5"er .antasma inOtil se apro*imasse do sang"e antes da #hegada de )ir!siasJ. -as, na China antiga, a in#apa#idade dos esp$ritos an#estrais de I#omerem sang"eJ <*ieshiB por #a"sa da impot(n#ia pol$ti#a dos se"s des#endentes era #onsiderada mat!ria m"ito s!ria. Qoi por isso 5"e, derr"bada pelos 1hang a dinastia dos 7ia, .oram tomadas pro id(n#ias no sentido de serem mantidos os sa#ri.$#ios aos membros .ale#idos do #lã real 7ia e, depois da #on5"ista dos 1hang pelos 8ho", "m dos pr$n#ipes 1hang sobre i entes re#ebe" a in estid"ra do .e"do de 1ong. 'ara #ozinhar os alimentos ha ia o ding, "m #aldeirão de A p!s, de .orma redonda <"m 5"e .oi des#oberto em /nZang tem =,AA metros de alt"ra e pesa D@@ 5"ilosBF o li, o"tro #aldeirão tr$pode, mas #om "ma .orma mais a#hatada e p!s o#osF o *ian, "ma panela #om "ma parte de bai*o 5"e lembra "m li mais largo, em #ima do 5"al assenta o"tro aso #om a base per."rada <"ma .orma "lgar na #erNmi#a Gongshan, sendo de .a#to estas peças tão #ara#ter$sti#as

da #"lt"ra #hinesa 5"e o signo dos 1hang para sa#ri.$#io ! o desenho d"m *ianBF e o g"i, "m re#ipiente 5"e .az lembrar "ma taça de #erNmi#a. 'ara o inho ha ia o #h"n, "m 2arro alto, por ezes de se#ção 5"adrada, e m"ito de#orado pelos artesãos 8ho"F o lei, ersão mais tardia do g"iF o g"ang, para mist"ra de inhos, .re5"entemente #om a .orma d"m monstro, #om os #ornos boleados d"ma $tima sa#ri.i#ialF o zhi, pe5"eno re#ipiente #om tampaF o Z", redondo, #om "ma pe5"ena base, tampa e asaF o .angZi, 5"adrado, #om "ma tampa in#linada a lembrar "m telhado e "ma bola no topoF o 2"e, taça de libaç+es #om A p!s, #"2o bi#o e asa em .orma de bi#o de a e .azem dela a peça de bronze mais not% el 5"e os 1hang ."ndiramF o g", "m #opo alto e esg"ioF e o 2ia, "m aso tr$pode #om "ma pega. 'ara a %g"a ha ia o pan, ba#ia "sada para as abl"ç+esF o he, 2arro em .orma de #haleira, #om A o" C p!s e "m bi#oF e o Zi, 2arro 5"e assenta a em p!s o" n"ma base. / partir de =@>V a. C., ano da #hegada de 3" ao poder, pode obser ar-se "ma alteração no estilo de de#oração. &s bronzes dos 'rimeiros 8ho" são ali%s "m po"#o menos .inos do 5"e os da parte .inal dos 1hang, mas não por m"ito tempo, e a transição relati amente .%#il para os asos #erimoniais da no a #asa real #on.ere peso H tese 5"e atrib"i ao po o 8ho" "ma a ançada #"lt"ra própria de "tilização do bronze. 1e os espe#ialistas 1hang em rit"ais 5"e se p"seram em ."ga entraram ao ser iço de 3", #omo os te*tos s"gerem, pode-se partir do prin#$pio de 5"e as #erimónias realizadas pelo Qilho do C!" #ontin"aram sem interr"pção. & Gi ro da História ! per.eitamente en.%ti#o 5"anto H trans.er(n#ia do -andato6 l% se diz 5"e 3" Iapresento" "ma o.erenda imolada ao C!" e enero" as #olinas e os rios, an"n#iando solenemente o des.e#ho itorioso da g"erraJ. 'ara todos os .ins e propósitos, o rit"al mante e-se ig"al, at! por5"e os 8ho" adoptaram o nome 1hang para C!". De#isão habilidosa, não basto" no entanto Hs a"toridades 8ho" para a.astarem por #ompleto "m sentimento de inseg"rança. In estiram a s"prema di indade de grande poder e 5"alidades mais "ni ersais, mas, ainda assim, ! patente no Gi ro das &des "ma #erta apreensão. Embora a generosidade de 1hangdi

#ontenha Ias m"ltid+esJ, a paz 5"e traz #onsigo só ! mantida por "m in#essante es.orço h"mano. IComeçar bem ! normal, a#abar bem ! 5"e ! raro.J 'arado*almente, .oi a mais longa das dinastias da história da China, a dos 8ho", 5"e assisti" ao desmoronamento da ordem .e"dal, a partir do s!#"lo iii a. C., por5"e o sistema pol$ti#o retratado nos bronzes .oi en.ra5"e#endo e desintegrando no meio de l"tas a#esas entre #asas nobres, #ada "ma delas o"sando rei indi#ar para si a legitimidade d"m mandato #eleste indi id"al. & #"lto da )erra era o"tro de er ini#ialmente reser ado ao monar#a. &s nobres enera am o"tras di indades agr%rias, tais #omo o de"s das terras, Ho"t", e Ho"2i, o rei dos #ereais. &s altares em plata.orma de 8hengzho" e /nZang .oram pro a elmente #onstr"$dos para #erimónias a .a or das #olheitas. &s imperadores manti eram o #"lto at! ao s!#"lo presente, tendo a ."gaz dinastia de ;"an 1hi4ai .eito o Oltimo sa#ri.$#io em =D=:. Eram tamb!m os imperadores 5"em abria o primeiro s"l#o nas la ras da prima era. Esta #erimónia, #hamada Zeng2i, e*er#e" "m enorme .as#$nio sobre os .ilóso.os e"rope"s do s!#"lo * iii, aos olhos dos 5"ais era o e*emplo per.eito da preo#"pação d"m monar#a pelo se" po o. De tal maneira 5"e, em =VU:, G"$s 7X, por s"gestão do en#i#lopedista 9"esnaZ .eita por interm!dio de Ga 'ompado"r, seg"i" o e*emplo #aridoso dos imperadores da China e prati#o" a5"ilo 5"e se tinha entretanto tornado "m rito #on."#iano santi.i#ado. /bai*o da nobreza e*istiam Ias massasJ, os artesãos 5"e i iam perto das #idades e os #amponeses 5"e ainda "sa am al.aias de pedra. Estas pessoas estariam e*#l"$das do #"lto an#estral, se bem 5"e, sob a ameaça das armas, desempenhassem alg"m tipo de papel s"balterno nos rit"ais preparados para #elebrar a itória. 1em a#esso aos ser iços dos adi inhos e rit"alistas 5"e i iam nas #asas dos grandes senhores, as pessoas #om"ns tinham de se so#orrer dos ini#iados 5"e se dedi#a am aos #hamados a#tos de magia por simpatia. Estes m%gi#os <M"B, homens e m"lheres, ali ia am a

tensão dos sobre#arregados trabalhadores do #ampo apla#ando os esp$ritos malignos e in o#ando a a2"da dos mais re#epti os. /inda sobre i em pormenores d"ma antiga #erimónia de petiçãoF s"gere ela 5"e as gotas de s"or libertadas pelo m%gi#o, na s"a dança dentro d"m #$r#"lo debai*o de "m sol abrasador, de eriam ind"zir gotas de #h" a. &s poderes ps$5"i#os do M" permitiam tamb!m o #onta#to #om os mortos, se bem 5"e o pal%#io aparentemente ignorasse este tipo de #apa#idades. Em oposição H !ti#a #on."#iana, o ta"ismo assento" na .orça primiti a destes ta"mat"rgos, #"2o *amanismo seria mais tarde re.orçado por in asores indos das estepes do Norte, e, neste pro#esso, a .iloso.ia de Gao 8i <nas#ido em :@C a. C.B e se"s dis#$p"los a#abo" por se trans.ormar na religião ta"ista. D"rante a #rise 5"e se abate" sobre o imp!rio nas#ente, a partir de >>@ d. C., o ta"ismo aten"o" o so.rer dos #amponeses #omo religião a"tó#tone de sal ação pessoal. & dom$nio 5"e as di indades telOri#as do m"ndo r"ral e*er#iam sobre as mentes das ImassasJ era 2% e idente no prin#$pio da dinastia dos 1hang, 5"ando )ang tento" em ão m"dar o nome do de"s das terras.

Dinastia Zhou Anterior por /rt"r Cotterell em Históra C"lt"ral da China <>@@@B, Editora Eradi aF Gisboa

/ dinastia dos 'rimeiros 8ho" <=@>V-VV= a. C.B / #asa real dos 8ho" pro#lama a-se des#endente de Ho"2i, Ia5"ele 5"e manda no milho miOdoJ, ao passo 5"e o"tro #lã importante reporta a a s"a an#estralidade H mãe deste, Piang ;"an. De ambos os #lãs, 5"e se mist"raram pelo #asamento, sabe-se 5"e .oram b"s#ar os se"s nomes a a.l"entes do rio 3ei, nO#leo #entral da #"lt"ra ;angshao. Qoi possi elmente a #on2"gação d"ma base e#onómi#a mais .irme ali e*istente #om "m resid"al igor

semib%rbaro 5"e permiti" a s"bstit"ição da dinastia dos 1hang pela dos 8ho", sem pre2"$zo da ersão tradi#ional da 2"sta "s"rpação de 3". Uma ez 5"e a primeira data #erta da #ronologia #hinesa ! ?C= a. C., 5"ando a rebelião #ontra "m rei 8ho" de" origem a "ma reg(n#ia 5"e ! poss$ el datar #om rigor, h% %rias hipóteses para o .im da #i ilização dos 1hang. 'or "ma 5"estão de simpli#idade, a#eita-se =@>V a. C. #omo data da #apt"ra de /nZang. /pesar do ódio generalizado de 5"e era al o o Oltimo dos reis 1hang, só depois da morte de 3" .oi e.e#ti amente ."ndada a #asa real dos 8ho". / pessoa respons% el por esse e ento .oi o se" irmão mais no o, )an, d"5"e de 8ho", 5"e .oi regente d"rante a menoridade do no o rei. Sem rela#ionado #om a nobreza 1hang por .orça dos m"itos anos 5"e na s"a 2" ent"de passo" na #orte dos 1hang, este estadista an#ião .oi grandemente elogiado pela sensatez da s"a go ernação. &lhando retrospe#ti amente da #res#ente #on."são do 'er$odo da 'rima era e &"tono para esses primeiros anos, m"itos letrados, entre os 5"ais o .ilóso.o Con.O#io, a #onsideraram a era ideal. )an esmago" "ma rebelião, instit"i" leis, insta"ro" "ma b"ro#ra#ia #entral, organizo" es#olas por todo o reino e mostro" o de ido respeito pela dinastia derr"bada, pro iden#iando a #ontin"idade dos sa#ri.$#ios an#estrais. & se" gesto mais #on#iliatório #onsisti" em arran2ar emprego para os altos ."n#ion%rios dos 1hang, pre#edente 5"e, por o#asião das s"bse5"entes m"danças de dinastia liberto" os letrados de 5"al5"er de oção es#ra izante a "ma #asa real. / pro#lamação de 3", registada no Gi ro da História, en"n#ia oito ob2e#ti os do go erno dos 8ho"6 Iprimeiro a #omidaF a seg"ir, a ri5"eza e os artigos de #on eni(n#iaF ter#eiro, os sa#ri.$#iosF 5"arto, as obras pObli#asF 5"into a instr"çãoF se*to, a p"nição dos #rimesF s!timo, a #ortesia de ida aos hóspedesF e, .inalmente, o e*!r#ito.J Estes ob2e#ti os go ernamentais de em ter orientado )an, homem #om tanta energia 5"e mal #onseg"ia tomar "m banho sem desatar a #orrer no meio dele, seg"rando na mão os longos #abelos molhados, para ir #ons"ltar alg"m alto ."n#ion%rio sobre

ass"ntos de estado. -as o 5"e mais impres-siono" as geraç+es posteriores .oi o ta#to #om 5"e instr"i" o 2o em rei 5"anto aos se"s de eres. /pesar de ser tio do monar#a, a grandeza da s"a personalidade e*igia de )an 5"e mostrasse a m%*ima re er(n#ia pelo rapaz 5"e o#"pa a o trono. Como iria #orrigir o 5"e ha ia de errado na mente do rei sem de alg"m modo transgredir a eti5"eta da #orte0 ,e#orre" a "m e*pediente tipi#amente #hin(s, a instr"ção moral de o"tra pessoa, o se" .ilho. )an da a-lhe, na presença do rei, liç+es sobre o 5"e dele se espera a 5"ando .osse d"5"e e, 5"ando o rei .azia alg"ma #oisa mal, manda a ergastar o .ilho, #omo se .osse ele o #"lpado. Uma #erta timidez ter% le ado os primeiros reis 8ho" a adoptarem "ma pol$ti#a de assimilação, se bem 5"e, na s"b2"gação da pop"losa plan$#ie oriental, os 8ho" tenham le ado o sistema .e"dal H mat"ridade plena. 'r$n#ipes e parentes reais .oram in estidos #omo senhores das terras bai*as do rio /marelo, sendo a prin#$pio a s"a a"toridade mantida por g"arniç+es de g"erreiros 8ho". Estes assalos de iam obedi(n#ia ao rei, 5"e se a"todenomino" Qilho do C!", #omo no tempo dos 1hang. / nobreza esta a di idida em gra"s6 d"5"e, #onde e barãoF a pe5"ena nobreza, os I.ilhos de senhoresJ, ser ia o rei e os senhores .e"dais. / apoiar todo o sistema ha ia o labor dos #amponeses, 5"e prod"ziam "m e*#edente agr$#ola <a primeira ne#essidade do go ernoB, .orne#iam mão-de-obra não rem"nerada para as obras pObli#as <a 5"artaB e presta am ser iço militar sazonal nas .orças reais <a oita aB, de tal modo 5"e a #lasse dos es#ra os, em e id(n#ia no tempo dos reis 1hang, prati#amente desapare#e". / #ons#i(n#ia da ne#essidade imperiosa de re#"rsos h"manos, de Imassas pop"laresJ, en#ontra e*pressão em do#"mentos da dinastia dos 'rimeiros 8ho". / pro#lamação de 3", 5"e atr%s #it%mos, ! bem espe#$.i#a no 5"e to#a H ne#essidade de #ooperação a#ti a entre a h"manidade e os poderes s"periores. Embora se re#onheça 5"e

& C!" e a )erra são os progenitores de todas as #riat"ras, e de todas as #riat"ras o homem ! a mais dotada ... o C!" ^te e de_ a2"dar as pessoas in.eriores, dando-lhes go ernantes e pro.essores, para serem #apazes de a2"dar 1hangdi a asseg"rar a tran5"ilidade dos 5"atro #antos do reino ... ^/l!m disso_ o 'rimeiro Homem ^depois 5"e_ o.ere#e" espe#ial sa#ri.$#io ao C!" e presto" os de idos ser iços H )erra, le a as m"ltid+es a e*e#"tarem a ontade de 1hangdi. & C!" tem #onsideração pela gente in.erior. & 5"e ela 5"iser, o C!" .az. 'or isso, o Qilho do C!" pre#isa da a2"da dela para limpar t"do o 5"e h% para limpar para #% dos 5"atro mares. Y tão .as#inante a ideia h"manista a5"i impl$#ita 5"e se mist"ro" #om o #redo religioso e assim ha eria de #ontin"ar na teoria pol$ti#a pelo menos at! ao .im do imp!rio. /s rebeli+es e os press%gios nat"rais não pert"rba am o rei erti#al6 nem os poderes 5"e lhe esta am por #ima nem as ImassasJ 5"e lhe esta am por bai*o iriam tentar .azer mal a "m rei erti#al, por5"e Io C!" não tinha o"tros .a oritos 5"e não .ossem os irt"ososJ. & germe da ideia do papel do po o na man"tenção d"ma so#iedade ordenada poder% ter s"rgido da sensibilidade dos 8ho" logo após terem #on5"istado os 1hang. Um !dito #ontra a embriag"ez aponta para a e*ist(n#ia de preo#"pação #om os e.eitos emolientes d"ma ida de l"*OriaF pres#re ia-se a pena de morte para pr$n#ipes e plebe"s #om o $#io do inho. / e*tensão do poder dos 8ho" ao ale in.erior do rio /marelo a#abo" por pro o#ar os problemas 5"e os primeiros reis 8ho" terão re#eado. Com o passar do tempo, a hostilidade lo#al aos s"seranos 8ho" dimin"i" e os laços de parentes#o 5"e os liga am H s"a terra de origem, no rio 3ei, aten"aram-se. Não tardo" 5"e se #omeçassem a re#r"tar ."n#ion%rios no seio de importantes .am$lias lo#ais, tendo #omo res"ltado o re.orço da #ons#i(n#ia de pertença a "m l"gar, 5"e .omenta a a #riação de estados separados. & #res#imento demogr%.i#o e o desen ol imento e#onómi#o .oram o"tros tantos .a#tores de pressão sobre a estr"t"ra .e"dal. C"riosamente, .oi nesta alt"ra 5"e a #on#epção #hinesa de perten#er a "ma

#i ilização Oni#a se e*primi" no nome dado H s"a terra, o Imp!rio do -eio <8hongg"oB. & ideal do .e"dalismo est% e*presso no Gi ro das &des. / propriedade r"ral .e"dal ! representada #omo "m 5"adro de paz e prosperidade, onde e*istem relaç+es #ordiais entre nobres e plebe"s, não obstante as pesadas obrigaç+es impostas H5"eles 5"e amanha am a terra. 'or!m, at! mesmo nesta glori.i#ação d"m m"ndo .e"dal ! plenamente re#onhe#ida a importNn#ia ."ndamental dos trabalhadores do #ampo para a #i ilização #hinesa, sendo o se" bem-estar garantido na pr%ti#a pela #onstr"ção de aldeias #er#adas de m"ros de lama, 5"e lhes propor#iona am abrigo no In erno e prote#ção #ontra os sa5"eadores. )amb!m a #ompai*ão pelos 5"e so.rem mar#a presença nas tradiç+es históri#as. Em D?C a. C. "ma ins"rreição generalizada #ontra o 5"into rei 8ho", -", .ra#asso" 5"ando Io #he.e rebelde, ao deparar-se-lhe o e*!r#ito real a mar#har na s"a dire#ção, te e pena do po o 5"e #he.ia a e bate" em retirada sem o en.rentarJ. -as a era da dinastia dos 'rimeiros 8ho" não .oi totalmente isenta de #on.litos. H% registo de e*pediç+es militares #ontra as beli#osas tribos b%rbaras das estepes, bem #omo #ontra os po os mais a ançados 5"e i iam nos ales dos rios H"ai e ;angzi. / alabarda de bronze e a #idade .orti.i#ada #ontin"a am a ser os prin#ipais instr"mentos de g"erra, mas h% #ada ez mais do#"mentos ar5"eológi#os 5"e indi#am 5"e tanto o trabalho #om metais #omo a #onstr"ção de #idades #omeça am a tornar-se "lgares entre os po os 5"e esta am .ora do dom$nio dos 8ho", o 5"e signi.i#a impli#itamente 5"e a relati a #alma de 5"e se gozo" at! VV= a. C. se .i#o" a de er a "ma s"perior organização. / %rea 5"e de ia assalagem ao rei 8ho" #obria as pro $n#ias de 1haan*i, 1han*i, Henan, Hebei e 1handong. /s primeiras di.i#"ldades internas .izeram-se sentir d"rante o reinado de Gi, o d!#imo rei 8ho". IE*tremamente #r"el e destit"$do de remorsos na .orma #omo trata a 5"em se lhe op"sesseJ, diz-se 5"e Gi dei*o" 5"e as des#on.ianças 5"e sentia em relação aos

prin#ipais membros da nobreza o le assem a #on.iar n"m m%gi#o I5"e tinha a pretensão de ser #apaz, pelos se"s dotes m%gi#os, de apontar 5"em 5"er 5"e, perto o" longe do pal%#io, dissesse mal do reiJ. & reinado assente no terror prolongo"-se por tr(s anos. /t! 5"e em ?C= a. C. o po o se erg"e" em rebelião, desterro" o rei para e*$lio perp!t"o e 5"ase pWs .im H dinastia. 1ó a .irmeza e o sa#ri.$#io a"to-imposto d"m nobre proeminente, o d"5"e de 8hao, sal o" o herdeiro do trono6 para apazig"ar a m"ltidão e sal ar a #asa real, o nobre entrego" a essa mesma m"ltidão R para grande .Oria dela R o se" próprio .ilho, 5"e tinha mais o" menos a idade do pr$n#ipe. Embora a dinastia tenha re#"perado .orças e em V?? a. C. 2% .osse s".i#ientemente .orte para e itar ser se eramente derrotada por g"erreiros de tribos b%rbaras 5"e i iam nas pro $n#ias de 1i#h"an e Eans", o reinado do d!#imo seg"ndo rei 8ho" #ond"zi" a "m tal desastre 5"e o .e"dalismo entro" em de#l$nio irre ers$ el. Este rei, de se" nome ;o", era, seg"ndo os li ros de história, I"m homem pro."ndamente ma" e sem prin#$piosJ. Em VV= a. C., a #apital de Hao, perto, a oeste, da moderna 7iTan, na pro $n#ia de 1haan*i, .oi sa5"eada por "ma aliança de membros de tribos b%rbaras e parentes da rainha, 5"e tinha sido a.astada de ido H pre.er(n#ia de ;o" por "ma #erta #on#"bina. & rei .oi assassinado, mas, mais "ma ez #om a a2"da de grandes assalos, a dinastia sobre i e" H #at%stro.e, embora ti esse sido ne#ess%rio ."ndar "ma no a #apital #om lo#alização mais seg"ra em G"oZang, a alg"ma distNn#ia, na dire#ção do rio /marelo. & prest$gio real .oi dizimado e o poder a"t(nti#o, a energia a"t(nti#a passo" para as mãos dos nobres 5"e detinham os maiores .e"dos e eram independentes de t"do menos de nome. I&"tro a#to de insensatezJ, 5"e, diz a tradição, #ontrib"i" para dimin"ir a a"toridade da #oroa, I.oi a nobilitação do #he.e do po o 9in. Em sinal de gratidão por ter mandado soldados se"s .azer-lhe g"arda a #aminho da no a #apital, 'ing <.ilho da rainha re2eitadaB não só ele o" o #he.e H #ondição de nobre, #omo lhe de" terras s".i#ientes para s"stentar o se" no o estat"to, terras das 5"ais a #idade mais importante era a antiga #apital, 5"e o rei a#abara de abandonar.J Deste g"ardião da mar#ha para o#idente iria a

des#ender o 'rimeiro Imperador da China. ,etrospe#ti amente, .oi .%#il para os historiadores da China antiga #on#l"ir 5"e a de#isão Itro"*e grandes perigos para o Imp!rio do -eioJ, pela simples razão de 5"e Ios próprios de eres 5"e o nobilitado 9in seria #hamado a #"mprir iriam ine ita elmente a"mentar-lhe a ambição, 2% 5"e as aptid+es militares do se" po o não tinham possibilidade de se desen ol er nas l"tas #onstantes #om os membros tribais 5"e .aziam s"rtidas #ontra a .ronteira oesteJ. -as a ine itabilidade da de#isão res"lto" da e*trema debilidade do trono. Em V@V a. C., a alteração da realidade pol$ti#a torno"-se transparente para todos na derrota h"milhante in.ligida Hs .orças reais por "m território minOs#"lo 5"e antes esti era sob a s"serania dos 8ho". / era da harmonia .e"dal tinha a#abado #om o ata5"e dos nómadas sel agens a Hao, dei*ando a pairar no esp$rito dos Chineses "ma permanente ansiedade em relação H ameaça de ata5"es montados indos do norte.

Dinastia Zhou - Primaveras e Outonos !stados Com"atentes por /rt"r Cotterell em Históra C"lt"ral da China <>@@@B, Editora Eradi aF Gisboa

& 'er$odo da 'rima era e &"tono e o dos ,einos Combatentes <VV@>>= a. C.B & de#l$nio .e"dal & in$#io do de#l$nio do .e"dalismo, bem #omo o mo imento no sentido da "nidade, ! is$ el no per$odo da 'rima era e &"tono <VV@-C?= a. C.B, nome 5"e re#ebe" de anais assim #hamados. Y nesta alt"ra 5"e se eri.i#a o primeiro en.ra5"e#imento do prin#$pio da hereditariedade, sendo a própria #asa real dos 8ho" a $tima mais is$ el dessa m"dança. & Gi ro da História d%-nos "ma

isão #lara das #ir#"nstNn#ias de e*trema #ar(n#ia em 5"e .i#o" o Qilho do C!" depois de, em VV= a. C., os nobres se terem aliado #ontra os in asores b%rbaros. /pesar de todos os grandes senhores terem de#larado a s"a lealdade ao trono, o no o rei não pWde dei*ar de re#onhe#er a depend(n#ia em 5"e .i#ara da Ibene ol(n#ia de todos, sem a 5"al a )erra não goza de pazJ. /s o.ertas de ar#os e .le#has 5"e .ez aos mais desta#ados membros da nobreza são sinal d"ma .lagrante .alta de .orça, na medida em 5"e representam o re#onhe#imento do direito a p"nir 5"em desobede#esse a ordens reais. / po"#o e po"#o, esta de ol"ção de a"toridade dei*o" os reis 8ho" #om "ma ."nção apenas religiosa e "m reino empobre#ido a rodear G"oZang. Com e.eito, os a#hados ar5"eológi#os mostram o #res#imento de #entros de poder independentes nas grandes 5"antidades de bronzes des#obertos em di ersos pontos da #idade .orti.i#ada e nos tOm"los s"mpt"osos, #"2as ins#riç+es não se re.erem 2% ao monar#a 8ho", mas pro#lamam os nomes dos nobres para os 5"ais .oram .eitos. Com o de#l$nio das obrigaç+es .e"dais e a erosão do poder #entral, os #he.es dos estados emergentes l"ta am entre si pela #on5"ista de território e #ompetiam para atrair art$.i#es e agri#"ltores. / oeste, os primiti os 9in in#enti a am a imigração de estados ri ais o.ere#endo #asas e isenção do ser iço militar. Um estado de g"erra permanente, ora entre os próprios Chineses, ora #om os S%rbaros in asores indos das estepes do Norte, pro o#o" "ma red"ção s"bstan#ial no nOmero de estados. 1eg"ndo o Gi ro dos ,itos <Gi2iB, e*istia d"rante o per$odo da 'rimeira Dinastia dos 8ho" <=@>V-VV= a. C.B "m total de =V:A .e"dos. No prin#$pio do s!#"lo ii a. C. 2% só ha ia >@@ territórios .e"daisF por olta de U@@ a. C., esse nOmero tinha #a$do para menos de >@. D"rante o per$odo dos ,einos Combatentes <C?=->>= a. C.B, as l"tas intestinas tornaram-se tão .erozes e intensas 5"e só sete estados .e"dais #onseg"iam re"nir re#"rsos s".i#ientes para .azer a g"erra. Impotente, o monar#a 8ho", ia d"as grandes pot(n#ias, 9in e Ch", ainda in#ompletamente sinizadas, #on5"istarem território tirando partido das l"tas entre os estados .e"dais mais antigos. Em >>= a. C., a

.orça de 9in .oi s".i#iente para destr"ir todos os se"s ri ais e "ni.i#ar toda a antiga China n"m só imp!rio. Em >U: a. C., o Oltimo rei 8ho" .oi br"talmente e*p"lso do trono pelas tropas de 9in. /ntes da as#ensão dos 9in ao poder .oi ensaiado "m m!todo alternati o de go erno, o sistema hegemóni#o <baB, 5"e mante e at! ao s!#"lo a. C. "ma apar(n#ia de ordem. & primeiro heg!mon .oi H"an, d"5"e de 9i <:?C-:C> a. C.B, próspero estado do Nordeste, na a#t"al pro $n#ia de 1handong. /pesar de a s"a .orça e#onómi#a assentar solidamente no sal, no .erro e na irrigação, a ele ação H liderança do Imp!rio do -eio .i#o" a de er-se Hs medidas en!rgi#as 5"e H"an tomo" para en.rentar as in as+es dos S%rbaros e as ri alidades entre estados. / #onselho do se" primeiroministro E"an 8hong <.ale#ido em :CU a. C.B, H"an #on o#o" #on.er(n#ias para dis#"tir mat!rias de interesse mOt"o, tais #omo a partilha de rios, e .ormaram-se alianças #ontra estados tr"#"lentos #omo o semib%rbaro Ch", do 1"l. &s signat%rios dos a#ordos #elebrados nesses en#ontros #omprometiam-se a p"nir a rebeldia, de.endendo o prin#$pio da herança, re#onhe#endo o alor, respeitando a elhi#e, protegendo as #rianças e os estranhos, es#olhendo ."n#ion%rios talentosos em ez de pri ilegiar os #argos heredit%rios, abstendo-se de mandar matar ."n#ion%rios e e itando a#tos de pro o#ação, tais #omo a #onstr"ção de barreiras, a #olo#ação sem a iso pr! io de mar#os .ronteiriços e a restrição da enda de #ereais. -as estas boas intenç+es tinham de ser apoiadas pela .orça6 nos inte e dois anos em 5"e .oi heg!mon, H"an entro" em g"erra nada menos 5"e inte e oito ezes. H"an sempre pro#lamo" agir em nome do Qilho do C!", mas as s"as solenes de#laraç+es eram a.inal "ma #apa para o#"ltar as s"as próprias pol$ti#as. Embora pre.erisse resol er os problemas pela ia diplom%ti#a em ez de pela do #ampo de batalha, os a#onte#imentos da s"a própria ida re.le#tem as in#ertezas da5"ele tempo. / iol(n#ia rodeo" a s"a as#ensão ao poder e seg"i"-se H s"a morte, em :C> a. C. )e e de matar o irmão logo no in$#io do se" reinado e a l"ta entre os se"s .ilhos atraso" o ."neral ao ponto

de o #orpo .i#ar n"m estado lastim% el. 1a$am ermes a raste2ar da sala em 5"e esta a depositado e a #arne esta a de tal modo p"tre.a#ta 5"e os preparati os para o enterro não podiam ser .eitos de dia. )oda ia, en5"anto primeiro heg!mon, H"an es.orço"-se por dar sentido pol$ti#o H5"ilo 5"e .oi "m grande ponto de iragem na história antiga da China. E .oi bem apoiado por E"an 8hong, 5"e ele po"po" #omo "m apoiante do se" irmão R "ma .le#ha disparada pelo ministro d"rante a sangrenta l"ta pela s"#essão bate" na .i ela do #into de H"an. -"ito embora as obser aç+es asso#iadas ao se" nome só m"ito depois de ter dei*ado de ser ministro tenham sido registadas por es#rito, as ideias de E"ang 8hong terão sido de importNn#ia de#isi a para o pensamento pol$ti#o #hin(s, dado 5"e a promoção 5"e .az do papel do legislador não só #onstit"i "ma ante#ipação das ideias dos legistas, em parti#"lar de 1hang ;ang <#. AD@-AA? a. C.B e Han Qei 8i <#. >?@->AA a. C.B, #omo aponta tamb!m no sentido da ordem #entralizada do imp!rio, 5"e 9in ina"g"ro" em >>= a. C. -as E"an 8hong preo#"po"-se tamb!m #om as #ondiç+es de ida da pop"lação r"ral. & #res#imento das ilas e #idades, baseadas nas .ortalezas da nobreza, absor ia os e*#edentes de alimentos e mão-de-obra do #ampo, pelo 5"e o habitante da #idade i ia sempre melhor. Diz-se 5"e "m artesão o" "m #omer#iante podia ganhar n"m só dia dinheiro s".i#iente para i er d"rante #in#o dias, ao passo 5"e "m trabalhador do #ampo podia trabalhar o ano inteiro sem #onseg"ir ganhar o s".i#iente para se s"stentar. /panhado entre o #obrador de impostos, o agiota e a meteorologia, o sa#ri.i#ado #ampon(s não #onseg"ia sobre i er sem o apoio do estado. Como ter% salientado E"an 8hong6 9"ando as pessoas i em bem, são .elizes nas s"as aldeias e dão alor Hs s"as #asas. 1atis.eitas #om a s"as aldeias e dando alor Hs s"as #asas, respeitam os se"s s"periores e re#eiam #ometer #rimes. 9"ando respeitam os se"s s"periores e re#eiam #ometer #rimes, são .%#eis de go ernar. 9"ando são pobres, pro o#am distOrbios nos #ampos e mostram po"#o respeito pelas s"as #asas. 9"ando os

#ampos estão agitados e as pessoas não estão preo#"padas #om as s"as #asas, o"sam mostrar desrespeito pelos s"periores e in.ringem as leis, são di.$#eis de go ernar. Y por isso 5"e os estados bem ordenados são sempre prósperos, ao passo 5"e os estados desordenados são sempre pobres. 'ortanto, o bom go ernante ! a5"ele 5"e #omeça por enri5"e#er o po o para depois lhe impor o se" go erno. Earantir a s"bsist(n#ia do po o #onstit"$a "ma das a#ç+es essen#iais do go erno, por5"e era ele a base de s"stentação do estado. /o #ontr%rio dos pensadores legistas, E"an 8hong não despreza a a gente #om"m nem a#redita a 5"e .osse ne#ess%rio re#orrer a terr$ eis #astigos para manter a sit"ação #ontrolada, mas espera a obedi(n#ia #ompleta aos dese2os do poder. & próprio d"5"e H"an, admitia E"an 8hong, não esta a isento de #ens"ra moral. / s"a a areza, al#oolismo e las#$ ia eram bem #onhe#idos, Ipor!m não eram .altas #r"#iaisJ, na medida em 5"e não a.e#ta am a s"a #apa#idade de reinar. /t! o se ero Con.O#io disse aos se"s dis#$p"los, #er#a de "m s!#"lo depois, 5"e as #ampanhas do heg!mon #ontra os nómadas do Norte tinham sal o a #i ilização #hinesa. I-as, se dependesse de E"an 8hongJ, dizia, Iestar$amos agora a "sar ro"pa abotoada ao lado e #abelo a #air pelas #ostas abai*o.J 'odia ter a#res#entado 5"e H"an era "m prote#tor da #"lt"ra e a s"a #apital, Ginzi, "m agrad% el lo#al de resid(n#ia de letrados. -as po"#os estados podiam ombrear #om a magni.i#(n#ia de 9i. -"itos deles limita am-se a po"#o mais do 5"e "m grande pal%#io .e"dal, sit"ado na #idade .orti.i#ada 5"e alberga a o templo an#estral. Em territórios maiores, a #asa reinante partilha a o poder #om os se"s prin#ipais apoiantes, a 5"em #on.eria terras e #argos, e tinha ao se" ser iço "ma #lasse de #a aleiros, os shi, #"2os antepassados eram altos ."n#ion%rios o" nobres. &s shi re#ebiam a mesma .ormação 5"e os se"s s"periores, nomeadamente os 1eis 1aberes6 maneiras, mOsi#a, mane2o do ar#o, #ond"ção de #arro de g"erra, es#rita e aritm!ti#a. Eram normalmente pe5"enos propriet%rios 5"e o#"pa am #argos

menores. & #res#imento desta #lasse a partir de VV@ a. C., em #onse5"(n#ia do apagamento das distinç+es .e"dais e do desapare#imento de m"itos estados, altero" o e5"il$brio da so#iedade e #ond"zi" a 5"e, no imp!rio, os shi se tornassem, #on2"ntamente #om os agri#"ltores <nongB, o esteio da #i ilização #hinesa. Nos ensinamentos de Con.O#io, ele próprio, sem dO ida, de .am$lia shi, o org"lho e a lealdade da #lasse eram glori.i#ados #omo as irt"des morais 5"e en.orma am o essen#ial do #ar%#ter do homem ed"#ado. / l"ta .amiliar pela s"#essão, em :C> a. C., arr"ino" 9i e permiti" 5"e a hegemonia passasse primeiro para o izinho 1ong e depois, em :A: a. C., para Pin, o maior estado de todos at! 5"e, em C@A a. C., as pert"rbaç+es internas ieram di idi-lo em tr(s "nidades separadas6 Han, 3ei e 8hao. Pin engloba a astas partes das a#t"ais pro $n#ias de 1hen*i, Hebei e Henan e o se" d"5"e senti"se #om .orça s".i#iente para #on o#ar e demitir sem #erimónia o rei 8ho". Id(nti#a .alta de respeito pelas hierar5"ias se mani.esta na intriga e iol(n#ia 5"e #ampea am no seio dos próprios estados #on#orrentes, n"ma tend(n#ia para a desordem 5"e se torno" ainda mais pron"n#iada d"rante o per$odo dos ,einos Combatentes 5"e se seg"i". Um dos primeiros registos de batalha ! a derrota in.ligida a Ch" pelo heg!mon 3en, d"5"e de Pin, em Chengp", no ano de :A> a. C. D"rante o In erno de :AA a. C., o e*!r#ito de Ch" tinha sitiado 1hang5i", #apital dos 1ong, na alt"ra aliado dos Pin, e na 'rima era seg"inte 3en #omando" "ma .orça #onstit"$da por soldados de di ersos estados do Norte #ontra os sitiantes. Na po oação .ronteiriça de Chengp", 3en apli#o" "m golpe estrat!gi#o 5"e .ez #air o #omandante Ch" n"ma posição de perigoso a anço, após o 5"e apanho" as tropas deste, desg"arne#idas, n"m mo imento de tenaz .eito pela in.antaria e os #arros de #ombate. / t%#ti#a itoriosa .oi e*e#"tada a #oberto d"ma n" em de poeira le antada pelos #arros 5"e arrasta am %r ores. & registo históri#o p+e (n.ase no #erimonial e na adi inhação, rit"al 5"e ante#ede" o in$#io da

batalha, se bem 5"e a 5"alidade do #omando militar tenha e identemente desempenhado "m papel ."ndamental na itória arrasadora. Depois 3en de" #onta da s"a boa sorte ao rei 8ho", em G"oZang, presenteando-o #om =@@@ prisioneiros Ch" e =@@ #arros. & aparato de g"erra da !po#a #ontinha o e5"i alente #hin(s da #a alaria. 1em pre2"$zo de respeitar pro#edimentos pre iamente de.inidos ao entrar em batalha, os nobres re#orriam H adi inhação para determinar se de iam o" não l"tar. /#redita a-se 5"e t"do se passa a sob as istas dos antepassados, sem #"2a a2"da n"n#a se podia ter a #erteza da itória. H% registos de peças oti as an#estrais le adas para o #ampo de batalha e sabe-se 5"e era #ost"me, antes da batalha, in o#ar Ios esp$ritos dos antigos go ernantesJ, pedindo-lhes prote#ção #ontra as armas inimigas. Uma ez tomada a de#isão de entrar em g"erra, os nobres desen#adea am s"rtidas arro2adas e en ol iam-se em d"elos de ar#o e .le#ha de #ima de bigas elozes. /ntes da batalha de 'i, em UDU a. C., tr(s heróis Ch" pro o#aram as linhas Pin6 "m #ond"zia a biga, o seg"ndo lança a as .le#has, o ter#eiro, #om "ma lança #omprida, protegia os #a alos #ontra os soldados apeados. 'erseg"idos por "m es5"adrão de bigas Pin, os a ent"reiros Ch" en#eta am "ma retirada arris#ada 5"ando "m eado se lhes atra esso" na .rente e eles trespassaram-no #om a Oltima lança 5"e tinham. /#to #ont$n"o pararam e presentearam #om o animal os se"s perseg"idores, 5"e a#eitaram o presente e #an#elaram a perseg"ição. /o #onsentir 5"e a biga Ch" ."gisse, os nobres Pin re#onhe#eram a bra "ra e o #a alheirismo do inimigo. -as não iriam d"rar m"ito estas es#aram"ças amaneiradas. & abandono da biga perante as setas mort$.eras disparadas pelas bestas eio no s!#"lo i a. C. destr"ir os laços entre a aristo#ra#ia e a g"erra. /s batalhas trans.ormaram-se em grandes #on.rontos de in.antaria, grossas #ol"nas de homens protegidos por armad"ras e apoiados por besteiros, #a alaria e bigas. /s es#a aç+es .eitas a partir de =DV: no monte Gi, lo#al onde se en#ontra o tOm"lo do 'rimeiro Imperador, ieram re elar o ponto a 5"e #hego" a

so.isti#ação do armamento e das armad"ras. X%rios milhares de g"erreiros de terra#ota em tamanho nat"ral a$ .oram #olo#ados, entre >>= e >@D a. C., em #Nmaras s"bterrNneas, aparentemente dispostos em .ormação de batalha. Col"nas de soldados de in.antaria apresentam-se modeladas en ergando #otas de malha de .erro, indo ao pormenor de se er a #abeça dos rebites. Esse tipo de prote#ção representa "m progresso not% el em relação aos #apotes a#ol#hoados o" Hs peles #"rtidas de t"barão o" de o"tros animais 5"e se "sa am em ida do heg!mon H"an. -as o mais signi.i#ati o de t"do ! a ang"arda do e*!r#ito de terra#ota R tr(s .ilas de besteiros #"2as armas tinham "m al#an#e estimado em >@@ metros. /s pesadas setas 5"e dispara am teriam rapidamente trans.ormado em passadores os es#"dos dos soldados ma#edónios o" romanos se"s #ontemporNneos. D"rante os dois s!#"los anteriores H "ni.i#ação da China, em >>= a. C., a g"erra era "m ass"nto não só pro.issional e s!rio, mas tamb!m m"ito #aro, e os estados mais importantes, para absor er os se"s izinhos mais pe5"enos, tinham de des iar mais re#"rsos para .ins militares. &s poderosos estados dos 9in e dos Ch" #onseg"iam pWr em #ampo para #ima de = milhão de soldados #ada "m. Como o nO#leo d"ro dos e*!r#itos dos ,einos Combatentes era #onstit"$do por tropas reg"lares, o.i#iais e soldados altamente treinados e bem e5"ipados, os soberanos preo#"pa am-se em proteger a5"ilo 5"e era "m in estimento #onsider% el. / /rte da E"erra <8hansh"B, de 1"n 8i, o mais antigo tratado militar 5"e se #onhe#e no m"ndo, relata 5"ão se ero era o #ódigo de dis#iplina do s!#"lo a. C. 9"ando "m o.i#ial dos Ch" #ometia a proeza de #ortar "m par de #abeças dos 9in antes de "m ata5"e, era ele próprio de#apitado por ter agido sem ordens. Como salienta a o general Ch"6 IEsto" #erto de 5"e ! "m o.i#ial #apaz, mas ! desobediente.J No entanto, .oi o estado dos 9in o primeiro a interromper o poder da aristo#ra#ia heredit%ria dentro do e*!r#ito ao promo er apenas os bra os e os #apazes aos mais altos postos de AU@ a. C. em diante. / partir da$, o e*!r#ito passo" a ser apenas "ma m%5"ina de g"erra sem 5"ais5"er propósitos de demonstração

de nobreza. / s"a #r"eldade era agora indis.arç% el6 Io sang"e para os tamboresJ dei*o" de ser a e*e#"ção #erimonial de meia dOzia de prisioneiros no .im da batalha 5"ando, em >:@ a. C., em Chang 'ing, os generais 9in ordenaram a #ha#ina de C@@ @@@ prisioneiros 8hao. 'or m"ito horroroso 5"e este a#to de iol(n#ia tenha pare#ido na alt"ra, a degradação m%*ima do estat"to dos militares na so#iedade #hinesa só iria a#onte#er mais tarde pelas mãos do #on."#ianismo, nomeadamente no tempo dos imperadores da 'rimeira Dinastia dos Han. / as#ensão dos 9in /ntes de se desintegrar em tr(s estados separados em C@A a. C., Pin esta a 2% sob a ameaça de dois grandes ri ais6 o pa$s dos 9in, a oeste, e o dos Ch", a s"l. / erdade ! 5"e a intensa l"ta entre estes dois estados par#ialmente sinizados #ontinha em si a .orça prop"lsora 5"e este e na base do mo imento 5"e ha eria de #ond"zir H "ni.i#ação imperial. Dos dois #ontendores, os 9in eram os mais bem #olo#ados depois do #olapso dos Pi, dado 5"e entre os o"tros estados do Norte <9i, ;an, 8hao, Han, 3ei, 1ong e G"B não ha ia grande "nidade de propósitos e no est"%rio do ;angzi os Ch" ti eram de se ha er #om as .orças beligerantes dos ;"e e 3". 1ó em AAA a. C. os Ch" #onseg"iram "ma itória #on#l"dente sobre esses estados e #onsolidaram o se" .lan#o oriental, 5"ando os 9in 2% se tinham reorganizado #ompletamente sob a liderança de 1hang ;ang <.ale#ido em AA? a. C.B e esta am prontos para passar H o.ensi a. Em AA@ a. C. os 9in estenderam a s"a .ronteira oriental at! H margem do rio /marelo, H #"sta dos 3ei, e em A=: a. C. "ma e*pedição para s"doeste propor#iono" a ane*ação de 1h", grande parte da moderna pro $n#ia de 1i#h"an. /l!m de #er#ar os Ch", a #on5"ista de 1h" a#res#ento" re#"rsos aliosos aos 9in graças aos sistemas de irrigação instalados na plan$#ie de Chengd", 5"e lhe aleram nas histórias o nome de Imar-em-terraJ. & m!rito do gigantes#o pro2e#to do rio -in, 5"e trans.ormo" o poten#ial agr$#ola da plan$#ie de Chengd", ! atrib"$do a Gi 'ing,

5"e .oi nomeado go ernador em >U@ a. C. 1endo embora impro % el 5"e Gi 'ing tenha i ido o s".i#iente para er a obra #ompleta, ! ind"bit% el 5"e assisti", em >C: a. C., H #oroação do 2o em de =A anos 8heng, o ."t"ro 'rimeiro Imperador, #omo rei dos 9in. 1ob a s"perintend(n#ia do .ilho de Gi 'ing, o sistema de reg"larização das %g"as entro" em ."n#ionamento pleno m"ito antes da "ni.i#ação imperial, o#orrida em >>= a. C., e de .a#to a #ontrib"ição 5"e os se"s #anais de irrigação deram para a e#onomia do estado pode ter a2"dado a .azer pender para o lado dos 9in a balança do poder. & sistema de irrigação assenta na di isão do rio -in em dois braços e*pressamente #a ados por meio de "m obst%#"lo de pedras empilhadas6 "m deles, seg"indo o antigo #"rso do rio, transporta tamb!m trNnsito de bar#os e a#t"a #omo #anal de #heiasF o o"tro, rasgado ao longo da en#osta d"ma montanha, ! dedi#ado inteiramente H irrigação. & presente do indi#ati o ! a5"i "sado de propósito, na medida em 5"e a prosperi-dade a#t"al da pro $n#ia de 1i#h"an #ontin"a a assentar no sistema de Gi 'ing. )ransparentes para 1ima 9ian, historiador Han, .oram os bene.$#ios da engenharia de irrigação. &lhando retrospe#ti amente para a itória dos 9in sobre os o"tros estados .e"dais, da perspe#ti a do reinado do imperador dos Han, 3" Di, 1ima 9ian #ompreende" a importNn#ia ."ndamental do a"mento da prod"ti idade agr$#ola e da #apa#idade de abaste#imento para a man"tenção da s"prema#ia militar, embora a s"a atenção tenha sido #aptada pela intriga 5"e en ol e" a #onstr"ção de "m seg"ndo sistema de #onser ação da %g"a, o #anal de Cheng4"o. ,elata 1ima 9ian #omo o soberano do estado .e"dal de Han pretendia impedir a e*pansão oriental dos 9in e*a"rindo-os #om pro2e#tos. 'or isso en io" o engenheiro hidr%"li#o, Cheng L"o, ao rei dos 9in para o #on en#er de 5"e se de eria abrir "m #anal entre os rios Ping e G"o. & #anal proposto teria o #omprimento de A@@ li e seria "sado para irrigação. & pro2e#to 2% esta a meio e*e#"tado 5"ando a trama .oi des#oberta. & rei dos 9in só não mando" matar Cheng L"o por5"e este te e "m arg"mento 5"e o #on en#e"6 IEmbora

este plano ti esse por .inalidade .azer- os mal, a erdade ! 5"e, se ele .or #on#l"$do, trar% grandes antagens para o osso reino.J E o rei de" ordens para a #on#l"são das obras. Uma ez terminado, o #anal permiti" irrigar C@ @@@ #hTing de terras pobres #om %g"a #arregada de sedimentos ri#os. / prod"ção dos #ampos a"mento" espe#ta#"larmente e os 9in iram #res#er a s"a ri5"eza e a s"a .orça, at! 5"e a#abaram por #on5"istar toda a China. & #anal re#ebe" o nome de Cheng L"o, 5"e o #onstr"i". & estratagema iro"-se dolorosamente #ontra o se" a"torF os Han a#aba am de #olo#ar nas mãos dos 9in os meios para a ."t"ra itória. & a"mento da prod"ção de #ereais da5"ela asta %rea do ale do rio 3ei, de #er#a de >>V @@@ he#tares, permiti" alimentar mais soldados e a antagem estrat!gi#a do #anal este[oeste .oi "ma grande melhoria nas #om"ni#aç+es. & #anal de Cheng4"o, aberto em >C: a. C., trans.ormo" o território dos 9in na primeira %rea e#onómi#a ."ndamental, "m lo#al onde a prod"ti idade agr$#ola e as .a#ilidades de transporte permitiam "m .orne#imento de #ereais de tal maneira s"perior ao de o"tras %reas 5"e 5"em dominasse a5"ela dominaria a China inteira. Este ponto .oi notado por San E", 5"e es#re e" a s"a História dos 'rimeiros Han <9ian Han 1h"B em .inais do s!#"lo i a. C. & ale do rio 3ei era, na ab"ndNn#ia das s"as plantas em .lor e em .r"to, a mais .!rtil das no e regi+es. Nas s"as barreiras nat"rais de prote#ção e de.esa ! o re.Ogio mais ine*p"gn% el 5"e h%. 'or isso a s"a in.l"(n#ia se estende" em seis dire#ç+es, pelo 5"e .oi por tr(s ezes a sede do poder imperial. /s tr(s dinastias a 5"e San E" se re.ere são a dos 8ho", 5"e da$ lanço" o derr"be itorioso da dinastia dos 1hangF a dos 9in, 5"e #rio" o imp!rio "ni.i#adoF e a dos Han, #"2os primeiros >@@ anos de reinado se #entraram em ChangTan, #idade sit"ada do o"tro lado do 3ei, em .rente da antiga #apital dos 9in, 7ianZang. / Oltima dinastia 5"e te e a s"a #apital no ale do rio 3ei .oi a dos )ang <:=?-D@:B.

No relato da #onstr"ção do #anal de Cheng L"o ! interessante notar 5"e o rei dos Han ass"mi" a ontade dos 9in de adoptar obras pObli#as a "ma es#ala maior do 5"e 5"al5"er o"tro estado. / .ama de ino ação de e ter sido "ma herança do minist!rio de 1hang ;ang, de 5"e se .alar% a seg"irF mas não se de e perder de ista 5"e o pro2e#to era tão asto 5"e at! o rei dos 9in hesito" ao ter #onhe#imento da #onspiração, mas 5"em o #on en#e" a #ontin"ar .oi o engenheiro, 5"e tal ez só no de#"rso do trabalho se tenha aper#ebido do 5"e ele poderia signi.i#ar para os 9in, "ma ez #on#l"$do. &"tra ersão da entre ista atrib"i a Cheng L"o as seg"intes pala ras6 ICom este e*pediente prolong"ei por alg"ns anos a ida do estado dos Han, mas esto" a #on#l"ir "m sistema 5"e ir% s"stentar o estado dos 9in por dez mil geraç+es.J Como o ensino prati#amente não e*istia no primiti o pa$s dos 9in, os se"s go ernantes ti eram de ir pro#"rar .ora de .ronteiras os talentos de 5"e pre#isa am. Cheng L"o .oi apenas "m de "ma longa lista de distintos #onselheiros estrangeiros, entre os 5"ais se in#l"$a 1hang ;ang, eminente ministro 5"e e*er#e" ."nç+es de AU: a AA? a. C., e tamb!m o ar5"ite#to da itória de.initi a do 'rimeiro Imperador, Gi 1i. &ri"ndos d"m pe5"eno .e"do sit"ado nas terras altas do rio 3ei, a oeste do antigo dom$nio .e"dal dos 8ho", os 9in iram-se #om a responsabilidade de de.ender a .ronteira o#idental, depois de em VV@ a. C. a #apital ter sido trans.erida para G"oZang. 1eg"ndo #erta tradição, a #asa dos 9in des#endia d"m nego#iante de #a alos, o 5"e pro a elmente impli#aria as#end(n#ia não #hinesa, e 2% em >:: a. C. "m nobre de 3ei nota a 5"e Ios 9in t(m os #ost"mes das tribos Pong e Di. )(m o #oração d"m tigre o" d"m lobo. 1ão ganan#iosos e indignos de #on.iança. 1ão ignorantes das boas maneiras, das relaç+es #orre#tas e do re#to #omportamento. -al s"rge "ma oport"nidade de ganho, tratam os .amiliares #omo se simples animais .ossemJ. -as as origens b%rbaras não bastam para e*pli#ar a rel"tNn#ia da #orte dos 9in em adoptar a eti5"eta .e"dal. /parentemente, os próprios dinastas 8ho" #omandaram "m po o meio b%rbaro, meio #i ilizado #ontra os 1hang, mas, en5"anto

o reino dos 8ho" se #ara#terizo" pelo #erimonial, embora po"#o mais do 5"e "m arremedo d"rante a estada em G"oZang, o estado dos 9in e*imia-se Hs pretens+es aristo#r%ti#as e #on#entra a-se nas tare.as pr%ti#as, #omo o aper.eiçoamento da agri#"lt"ra e da metal"rgia. )al ez a e*peri(n#ia da .ronteira tenha estado na origem desta atit"de mais terra-a-terra, 2% 5"e a #asa dos 9in herdo" as terras d"m monar#a #a$do em desgraça e a ne#essidade de dominar os b%rbaros intr"sos. Constr"ir "ma base de poder não era apenas "ma ne#essidade premente, era a própria #ondição de sobre i (n#ia, 5"e não dei*a a tempo para mais nada. &s 9in iram-se red"zidos aos se"s próprios re#"rsos e por isso o se" soberano re#ebe" de braços abertos as re.ormas 5"e 1hang ;ang se prop"nha introd"zir para delas tirar o m%*imo partido em .a or do estado. -as .oi o e*tremo rigor das re.ormas de 1hang ;ang 5"e s"s#ito" a admiração e o terror dos se"s #ontemporNneos, não a intenção ."ndamental dessas re.ormas. Um no o esp$rito de go erno, "ma obsessão pela e.i#i(n#ia sem atender H moralidade tradi#ional, presidiram 2% Hs a#ç+es dos pr$n#ipes na agitação #res#ente do s!#"lo i a. C. & se" ad ento ! normalmente rela#ionado #om 1hen S"hai <#. C@@-AAV a. C.B, homem de origem h"milde 5"e d"rante m"itos anos .oi o prin#ipal #onselheiro de Han. &s se"s es#ritos .ragment%rios ersam sobre a e.i#i(n#ia na administração e apontam no sentido de "m estado b"ro#r%ti#o. Um s!#"lo depois, o .ilóso.o Han Qei 8i res"mia a teoria de go erno de 1hen S"hai na nomeação de ."n#ion%rios em ."nção da s"a #ompet(n#ia, na e*ig(n#ia de 5"e estes #"mprissem as obrigaç+es inerentes ao #argo, na apre#iação da alia de todos os ministros e no #ontrolo da 2"stiça. Embora salientasse o papel do go ernante, 1hen S"hai não ad oga a o "so do poder irrestrito nem os #astigos se eros, ao #ontr%rio do sang"$neo legista 1hang ;ang, mas, mesmo assim, o rigor #om 5"e as p"niç+es eram apli#adas em Hanan ainda ho2e #a"sa arrepios. 9"ando, "ma ez, o rei se embriago" e adorme#e" n"m l"gar .rio, o g"arda da #oroa pWs-lhe "m #asa#o por #ima. /o oltar a si, o rei perg"nto" 5"em o tinha #oberto e, perante a

resposta, #astigo" o g"arda da ro"pa, mas mando" matar o g"arda da #oroa, na obser Nn#ia do prin#$pio de 5"e "ltrapassar as ."nç+es d"m #argo era pior do 5"e ser negligente. Chegado ao pa$s dos 9in indo de 3ei, onde Eongs"n ;ang o" 1hang ;ang nas#era, neto d"ma #on#"bina real, este #andidato a re.ormador en#ontro" em AU: a. C. "m rei disposto a operar m"danças de longo al#an#e. 9"ando, #in#o anos antes, o rei 7iao #hegara ao trono, #on idara para a #orte homens #apazes, mas os #onselhos 5"e lhe da am não pare#iam trazer nada de no o. /per#ebendo-se da impa#i(n#ia do rei em relação a #onselhos 5"e insistiam nas tradiç+es, "sos e #ost"mes, 1hang ;ang re#omendo" "ma #ompleta r"pt"ra #om o passado. IUm homem s%bioJ, dizia ele, I#ria as leis, mas "m homem inOtil ! dominado por elasF "m homem de talento re.orma os ritos, mas "m homem inOtil ! es#ra izado por eles. Com "m homem #ontrolado pelas leis ! inOtil dis#"tir m"dançasF #om "m homem es#ra izado pelos ritos ! inOtil dis#"tir re.ormas. 9"e Xossa /lteza não hesite.J Impressionado pelo intele#to e pela determinação de 1hang ;ang, o soberano dos 9in #on#l"i"6 IDe emos ser orientados nos nossos planos pelas ne#essidades do momento R disso não tenho 5"al5"er dO ida.J In estido de p"lso li re, 1hang ;ang introd"zi" "m no o #ódigo de leis #om o ob2e#ti o de re.orçar o poderio militar dos 9in. 'ro#"ro" red"zir a in.l"(n#ia da aristo#ra#ia, desmembrar os #lãs poderosos e libertar os #amponeses da ser idãoF em l"gar dos $n#"los tradi#ionais instit"i" a responsabilidade #ole#ti a #omo m!todo de man"tenção da ordem. Qoi assim 5"e 1hang ;ang ordeno" 5"e o po o se organizasse em gr"pos de #in#o e dez .am$lias, 5"e m"t"amente igia am o #omportamento de #ada "ma. /5"eles 5"e não den"n#iassem os #"lpados seriam #ortados ao meioF a5"eles 5"e den"n#iassem os #"lpados re#ebiam a mesma re#ompensa 5"e era dada a 5"em de#apita a "m inimigoF a5"eles 5"e en#obrissem "m #"lpado re#ebiam o mesmo #astigo 5"e era dado a 5"em se rendia a "m inimigo. Qam$lias #om dois o" mais

.ilhos #res#idos 5"e não i essem em #asas separadas tinham de pagar imposto a dobrar. 9"em se disting"isse em batalha re#ebia do rei t$t"los, por estrita ordem de m!rito. 9"em se en ol esse em #on.litos pri ados era p"nido de a#ordo #om a gra idade da o.ensa. )oda a gente tinha de #olaborar nas tare.as ."ndamentais da agri#"lt"ra e da te#elagem e só 5"em prod"zisse "ma grande 5"antidade de #ereal o" de seda .i#a a isento de trabalhar nas obras pObli#as. /5"eles 5"e se o#"pa am do #om!r#io eram es#ra izados, 2"ntamente #om os miser% eis e os preg"içosos. &s de linhagem nobre 5"e não ti essem alor militar perdiam o estat"to de nobreza. / hierar5"ia so#ial esta a #laramente de.inida e a #ada estrato era dada a s"a 5"ota-parte de #ampos, #asas, #riados, #on#"binas e ro"pas. 9"em ti esse alor era disting"ido #om honrarias, ao passo 5"e 5"em não ti esse alor alg"m, mesmo 5"e .osse ri#o, não tinha direito a 5"al5"er distinção. / apli#ação destas regras não .oi de modo alg"m .%#il, mas a #ontestação #esso" 5"ando o próprio herdeiro do trono delas .oi $tima. 9"ando o pr$n#ipe herdeiro transgredi" "ma das leis, 1hang ;ang de.ende" 5"e ele de ia so.rer pelo menos "m #astigo simbóli#o. 'or isso, o rei 7iao a#eito" 5"e o g"arda do pr$n#ipe .osse despromo ido e a #ara do t"tor do pr$n#ipe tat"ada, pres"mi elmente #om base em 5"e estes nobres tinham partilhado #om o pr$n#ipe a responsabilidade pelo ma" #omportamento. )al .anatismo #"sto" #aro a 1hang ;ang. Detestado, e temido tanto pelos nobres #omo pela gente #om"m, este e seg"ro en5"anto o se" prote#tor se mante e no trono, mas, depois da morte de 7iao, em AA? a. C., os inimigos de 1hang ;ang rapidamente o a#"saram de sedição e mandaram o.i#iais para o prender. H% na história da s"a tentati a de ."ga "ma mara ilhosa ironia. & e*-primeiro ministro #omeço" por tentar es#onder-se n"ma obs#"ra estalagem, mas o estala2adeiro, ignorando a s"a identidade, disse-lhe 5"e #om as no as leis não se atre ia a a#eitar "m homem sem a"torização, #om medo de ser p"nido. Qoi assim 5"e 1hang ;ang senti" na pele a d"reza do se" próprio #ódigo de leis. 'er#ebendo 5"e a s"a ."ga do

pa$s dos 9in era ig"almente imposs$ el por #a"sa da .ama 5"e tinha, regresso" Hs terras dos 1hang 5"e lhe tinham sido dadas em re#ompensa pelo ser iço militar prestado #ontra o se" reino natal de 3ei e a$ se preparo" para resistir. / derrota e a desonra iriam ser o se" destino, por5"e, para ser ir de e*emplo aos rebeldes, o #ad% er de 1hang ;ang .oi despedaçado por bigas e todos os membros da s"a .am$lia so.reram morte iolenta. & #on."#ianista 1ima 9ian a#ho" 5"e Io ma" .im 5"e 1hang ;ang .inalmente en#ontro" em 9in .oi simplesmente o 5"e ele mere#iaJ. No se" Gi ro da História <1hi2iB, o historiador en"mera as .altas do re.ormador legista #omo sendo a desonestidade, a manha, a in#apa#idade de a#eitar os pontos de ista dos o"tros e a des"manidade. -as, #omo historiador honesto 5"e era, 1ima 9ian regista os .eitos do minist!rio de 1hang ;ang6 /o #abo de dez anos o po o de 9in esta a #almo. Nada 5"e se perdesse na estrada era apanhado e g"ardado, os montes esta am li res dos ladr+es, todas as .am$lias prospera am, os homens batiam-se #om bra "ra no #ampo de batalha, mas e ita am ri*as de portas adentro, e as ilas e aldeias eram bem go ernadas. & 5"e isto signi.i#a a, no entanto, era a s"2eição do estado Hs ne#essidades do rei, "m ideal totalit%rio. I/ntigamenteJ, #omenta a 1hang ;ang, I5"em #onseg"ia pWr o reino na ordem era 5"em #onsiderasse s"a prin#ipal missão pWr na ordem o se" próprio po oF 5"em #onseg"ia en#er o mais .orte dos inimigos era 5"em #onsiderasse s"a prin#ipal missão #on5"istar o se" próprio po o.J Est% a5"i patente o press"posto legista de "m antagonismo entre go ernados e go ernante, entre o po o e o estado. 1hang ;ang a#redita a 5"e era pre#iso 5"e .osse pior para as pessoas #air nas mãos da pol$#ia do 5"e ir para a g"erra. /o a#ent"ar a tend(n#ia da !po#a para a go ernação a"torit%ria e o despotismo, 1hang ;ang trans.ormo" os relati amente atrasados 9in n"m dos mais poderosos estados .e"dais. E a 5"eda de 1hang

;ang não impli#o" a abolição das s"as re.ormas, por5"e os reis 9in não des#onhe#iam as antagens pol$ti#as e militares do poder #entralizado, d"ma b"ro#ra#ia dis#iplinada e d"m e*!r#ito .orte. & .a#to de lhes ter sido poss$ el #omportar-se de .orma #ada ez mais totalit%ria, at! a#abarem na a"toridade irrestrita do 'rimeiro Imperador, de er% signi.i#ar, no #aso dos 9in, 5"e a .alta d"ma tradição .e"dal desen ol ida e*#l"$a 5"al5"er oposição a"t(nti#a ao trono. /o regressar d"ma isita ao reino dos 9in, #er#a de >C: a. C., o .ilóso.o #on."#iano heterodo*o 7"n 8i es#re e" 5"e o po o tinha medo dos ."n#ion%rios, não se iam ritos e #erimónias h"manizantes, não se to#a a mOsi#a e não ha ia 5"al5"er esp!#ie de a#ti idade intele#t"al. I&s simples e tos#os habitantesJ, diz 7"n 8i, Isó podem obter bene.$#ios dos se"s s"periores disting"indo-se em #ombate. E as re#ompensas a"mentam na proporção do .eito. /ssim, "m homem 5"e regresse da batalha #om #in#o #abeças de inimigos ! .eito senhor de #in#o .am$lias nas s"as redondezas.J Esta dedi#ação ine5"$ o#a aos ob2e#ti os legistas al#anço" a s"a m%*ima itória em >>= a. C., #om pesados #"stos. Como /ristóteles sensatamente re.eri" a propósito do pat!ti#o .ra#asso de Esparta na pol$ti#a grega após a derrota de /tenas em C@C a. C., "m treinamento e*#l"si amente militar não #onstit"i preparação para a paz e, em Oltima an%lise, .oi em si mesma #a"sa da derrota. &s Espartanos Inão apre#iam o lazer e n"n#a se entregam a 5"al5"er tipo de a#ti idade s"perior H g"erra ... a5"eles 5"e, #omo os Espartanos, se espe#ializam n"ma e ignoram as o"tras na s"a ed"#ação trans.ormam os homens em m%5"inas.J De id(nti#a maneira, as ins".i#i(n#ias d"ma hierar5"ia militar pert"rbaram o imp!rio 9in, "ma ez desapare#ido o p"lso .orte do se" ."ndador. & 1eg"ndo Imperador i"-se em >@D a. C. ameaçado por sObditos emp"rrados para a rebelião aberta pelo #omportamento prepotente dos go ernadores pro in#iais dos 9in. / e*peri(n#ia dos ri ais dos 9in no 1"l, d"rante o per$odo dos ,einos Combatentes, .oi menos satis.atória. /pesar de ser o Oltimo estado .e"dal a ter "m heg!mon entre :=A a. C. e UD= a. C., Ch" não pWde e itar en ol er-se n"ma l"ta longa e desgastante #om 3"

e ;"e. 3", em parti#"lar, .azia trabalhar a #abeça dos Ch", sabido #omo era 5"e os opositores e*ilados instr"$am as s"as .orças armadas nas mais modernas t!#ni#as da g"erra. H% de .a#to %rios relatos nas histórias sobre nobres 5"e se tinham posto em ."ga para as montanhas a s"l do delta de ;angzi e a2"da am os não #hineses a organizarem-se politi#amente. Des#obertas re#entes de bronzes de estilo 8ho" em lo#ais sit"ados ao longo da .ronteira da pro $n#ia de /nh"i re.orçam a ideia de 5"e o desen ol imento #"lt"ral ter% sido estim"lado pela #hegada de "ma #lasse s"perior inda do norte. Um e*ilado Ch" se desta#a #omo ar5"!tipo da ingança6 3" 8i*". Q"gido H ira in2"sta do rei Ch", 5"e lhe tinha morto o pai e o irmão, 3" 8i*" de oto" todas as s"as energias a pro o#ar "ma g"erra entre 3" e Ch". Em U@: a. C. te e a satis.ação de er as tropas de 3" sa5"earem ;ing, a #apital do reino Ch", mas o se" erdadeiro prazer #hego" 5"ando testem"nho" a h"milhação do rei Ch", 5"e .oi obrigado a implorar a a2"da d"ns in#r!d"los 9in para #onseg"ir re#haçar a .orça in asora dos 3". Ino ador .oi o re#"rso dos 3" a "m ata5"e .l" ial, seg"indo o #"rso sin"oso do rio ;angzi at! Hs portas de ;ing. Nos s$tios onde a linha de progressão não #oin#idia #om a dire#ção das linhas de %g"a nat"rais, #omo a#onte#e" no ata5"e dos 3" a norte, #ontra os pe5"enos estados de 1ong e G", em C?: a. C., .oi aberto "m #anal de transporte para o abaste#imento de e5"ipamento militar. Esta ia .l" ial, ligando os sistemas dos rios H"ai e ;angzi, a#abo" por .i#ar a #onstit"ir a se#ção de Han Lo" do Erande Canal, 5"e em .inais do s!#"lo i d. C. .oi #onstr"$do para norte at! ao rio /marelo. )al ez e*a"stos por estas a ent"ras, os 3" #a$ram em CVA a. C. Hs mãos d"ma sObita in asão dos ;"e, a pot(n#ia do ale do bai*o ;angzi 5"e em AAA a. C. .oi derrotada pelos Ch". /s di.i#"ldades não bastam para e*pli#ar o .a#to de os Ch" terem .i#ado para tr%s na l"ta pela s"prema#ia. /pesar de o reino Ch" ser dotado d"m #lima temperado, ideal para a agri#"lt"ra intensi a, não ho" e "ma e*ploração deliberada desse re#"rso, ao #ontr%rio do 5"e a#onte#e" no se" impiedoso ri al, 9in. Y bem poss$ el 5"e o

terreno de loess do estado do Norte, #om a #onse5"ente importNn#ia da irrigação, #onti esse em si a ala an#a #om 5"e o rei dos 9in .azia mo er o se" po o #omo "ma .orça "nida, en5"anto o rei dos Ch" não pre#isa a de tanta #oesão so#ial para prod"zir "m #on.ort% el e*#edente agr$#ola. &"tro .a#tor a #ontrariar a #entralização ter% sido "ma e idente es#assez de #idades. Embora as ilas e #idades des#obertas no reino dos Ch" se2am melhores do 5"e as dos estados do Norte, at! agora m"ito po"#as .oram lo#alizadas. -as dos a#hados t"m"lares res"lta H e id(n#ia 5"e o estado poss"$a "ma e#onomia a ançada, 5"e in#l"$a o trabalho em bronze e .erroF a des#oberta de armas entre estes arte.a#tos ."ner%rios #on.irma o re#eio e*presso nas histórias 5"anto Hs lanças de ponta de .erro dos Ch", Iag"çadas #omo .errão de abelhaJ. 1endo embora os Ch" ind"bita elmente atrasados, a absorção de tantos territórios .e"dais garanti"-lhes 5"e o progresso material n"n#a .osse demasiado lento. Uma organização .e"dal de ali#er#es tão po"#o pro."ndos #omo os dos 9in da a aos Ch" a propensão nat"ral para as do"trinas legistas, mas não apare#e" nenh"m 1hang ;ang 5"e #on.erisse a este estado disperso "ma organização s".i#ientemente rob"sta para s"portar as tempestades pol$ti#as 5"e na alt"ra grassa am. Embora só #om a #on5"ista dos Ch", em >>A a. C., os 9in p"dessem ter a #erteza da itória .inal, o poder #res#ente das s"as .orças armadas .i#o" demonstrado n"ma s!rie de derrotas in.ligidas ao e*!r#ito Ch" d"rante as primeiras #ampanhas de >?@ e >V? a. C., 5"e res"ltaram na ane*ação de astas %reas do ale do m!dio ;angzi. & #ontraste mais .lagrante entre os Ch" e os 9in residia na promoção de obras pObli#asF al!m dos se"s astos sistemas de irrigação, a seg"nda ! #onhe#ida por se ter empenhado n"m e*tenso programa de #onstr"ção de estradas e pontes, bem #omo no le antamento de m"ralhas de.ensi as. -"itos dos estados #om .ronteiras #on.inantes #om as estepes #onstr"$ram m"ralhas #omo .orma de resol er o problema das in#"rs+es a #a alo. / ameaça era tão s!ria para os 8hao 5"e, no s!#"lo i a. C., o se" rei, indi.erente H #ha#ota de o"tros reis, mando" 5"e o se" po o adoptasse o modo

de tra2ar dos S%rbaros, pois passo" a "sar não só as t%#ti#as de #a alaria dos H", mas tamb!m as #alças "sadas por estes elozes tribais da -ongólia. / sol"ção adoptada pelos 9in po"#o depois de A@@ a. C. .oi "ma e*tensa m"ralha, pre#"rsora da Erande -"ralha, #onstr"$da por ordem do 'rimeiro Imperador. -"itas ezes se tem #hamado a atenção para a "bi5"idade das m"ralhas na #i ilização #hinesa. )odas as #idades da China t(m a s"a m"ralha #ir#"ndante, não ha endo ho2e prati#amente aldeia do Norte da China, 5"al5"er 5"e se2a o se" tamanho, 5"e não tenha pelo menos "m m"ro de terra batida H olta das #asas e dos est%b"los. Dentro da #idade históri#a ha ia m"ros 5"e di idiam as #asas em lotes e ilhas, se#ç+es e bairros, #om port+es, por ezes inseridos em grandes torres de igia, 5"e #ontrola am os meios de a#esso d"ma parte para o"tra. /s #idades obede#iam a planos e a disposição dos m"ros re.orça a o poder das a"toridades R o nobre e se"s ."n#ion%rios. 1e at! os antigos nómadas asi%ti#os rodea am os se"s a#ampamentos d"m m"ro de terra, não s"rpreende 5"e a #"lt"ra agr%ria da China le antasse m"ros H olta das s"as primeiras po oaç+es. / paisagem r"ral sempre .oi dominada pela #idade m"rada, 5"e #ontinha os #eleiros do estado 5"e re#olhiam o trib"to o" imposto em esp!#ie de 5"e o go erno dependia. Esta reser a alimentar mantinha o e*!r#ito e alimenta a a mão-de-obra re#r"tada para as obras de apro eitamento da %g"a. ] medida 5"e se torna am mais #omple*os e se generaliza am os #anais e os pro2e#tos de irrigação, parti#"larmente a partir do imp!rio dos Han, a #idade .orti.i#ada no meio do #ampo torna a-se a sede e.e#ti a de go erno e administração lo#ais. Como o estr"me h"mano era o prin#ipal ad"bo, dado 5"e os Chineses não mantinham rebanhos de animais de pastagem, era ine it% el 5"e a agri#"lt"ra intensi a se desen ol esse nos #ampos ad2a#entes Hs m"ralhas das #idades. Da$ 5"e, na mente do 'rimeiro Imperador, a Erande -"ralha, 5"e mando" #onstr"ir em >=C a. C., mais não .osse do 5"e "ma ersão a"mentada d"ma m"ralha "rbana, destinada a isolar o m"ndo

ordenado da China das atenç+es dos po os não #i ilizados 5"e ag"ea am pela estepe. 1em paralelo na história da h"manidade ! a e*tensão de A@@@ 5"ilómetros 5"e a Erande -"ralha a#abo" por atingir, .azendo dela a Oni#a obra do homem 5"e ! is$ el pelas trip"laç+es em órbita no espaço. Não menos impressionante para os se"s #ontemporN- neos .oi a rede de estradas 5"e os 9in #omeçaram a #onstr"ir para tirar partido dos territórios a#abados de #on5"istar. E não pode ha er 5"al5"er dO ida 5"anto H s"perioridade destas estradas em relação Hs romanas. En5"anto "ma estrada romana se pode des#re er #omo "m m"ro pesado 5"e #om di.i#"ldade .oi deitado de lado, a antiga estrada #hinesa era essen#ialmente "ma .ina e #on e*a #amada imperme% el assente em s"bsolo normal. /o "sar este piso de estrada le e e el%sti#o, os engenheiros #hineses e ita am o problema das m"danças de temperat"ra e ante#ipa am-se dois mil!nios H t!#ni#a de Pohn -#/dam. &"tra antagem em termos de tra#ção pare#e ser o .a#to de o arn(s #hin(s se adaptar melhor ao animal do 5"e o de atar ao pes#oço e H barriga, "sado no &#idente, 5"e di.i#"lta a respiração do #a alo. Embora ainda não se disponha de in.ormação s".i#iente sobre a #onstr"ção de pontes, o #res#ente interesse dos 9in pelo ale do bai*o rio /marelo est% bem patente na lo#alização de d"as grandes pontes, "ma sobre o 3ei e o"tra sobre o /marelo. / ponte sobre o 3ei, perto de 7ianZang, em ."n#ionamento a partir de >D@ a. C., era #onstit"$da por :? lanços de D metros #ada, dando-lhe "m #omprimento s"perior a :@@ metros. Embora todas as igas .ossem de madeira, .ormando "m tab"leiro #om => metros de larg"ra, alg"ns dos pilares perto das margens eram de pedra. / ponte sobre o rio /marelo era inteiramente .eita de bar#aças, m!todo em 5"e os reis 8ho" .oram pioneiros. 1abe-se 5"e esta ponte de pont+es, lançada em >UV a. C. 2"nto H #on.l"(n#ia dos rios 3ei e /marelo, .oi "tilizada d"rante %rios s!#"los. & tri"n.o dos 9in este e intimamente ligado H te#nologia. Embora o 'rimeiro Imperador 2% antes da #on5"ista dos estados .e"dais

ti esse patro#inado pro2e#tos de grande porte, estes tornaram-se indispens% eis a partir de >>= a. C. & imperador .i#o" a braços #om "m e*!r#ito enorme, al!m de inOmeros prisioneiros e dos nong, #amponeses libertados do antigo .e"dalismo. 'ara o#"par todos estes braços o#iosos e ani5"ilar o 5"e resta a da anterior estr"t"ra so#ial, a pol$ti#a imperial amplio" grandemente o programa de obras pObli#as. Na base de todo o mo imento no sentido d"m estado #entralizado, bem organizado, #om ista H implantação na China d"ma #i ilização per.eitamente #apaz de sobre i er independentemente de o"tras partes do m"ndo antigo, este e "ma re ol"ção no trabalho #om os metais. /pesar de o apare#imento do bronze na China ter sido tardio, os art$.i#es 1hang atingiram "m n$ el t!#ni#o m"ito s"perior ao de o"tros "tilizadores do bronze. &s a ançados .ornos da indOstria #erNmi#a, mais antiga, de erão ter desempenhado "m papel importante neste desen ol imento, .a#ilitando "m salto em .rente sem pre#edentes na metal"rgia do .erro d"rante o per$odo dos ,einos Combatentes <C?=->>= a. C.B. ,e.er(n#ias re#"adas no tempo apontam para "ma so.isti#ada ."ndição do .erro em 9i, mas a ar5"eologia s"gere o s!#"lo i a. C. #omo in$#io da metal"rgia do .erro en5"anto indOstria ."ndamental para o .abri#o de .erramentas, se bem 5"e as t!#ni#as a ançadas só tenham pro a elmente sido aper.eiçoadas e tornadas de "so generalizado no s!#"lo seg"inte. -"ito s"rpreendente ! o .a#to de a ."ndição do .erro ter sido prati#ada 5"ase logo 5"e o .erro .oi #onhe#ido, en5"anto no &#idente a metal"rgia do .erro .i#o" dependente da .or2a at! #er#a de =AU@. )amb!m o aço poder% ter sido prod"zido no .inal do per$odo dos ,einos Combatentes. Entre as raz+es poss$ eis para o r%pido progresso na te#nologia do .erro e do aço est% o alto teor de .ós.oro dos min!rios de .erro #hineses, 5"e t(m "m ponto de ."são bai*oF bons barros re.ra#t%rios, 5"e permitiam a #onstr"ção de bons .ornos e bons #adinhosF a in enção dos .oles de pistão de d"pla a#ção, 5"e prod"ziam "m sopro .orte e #ont$n"o para os

.ornos, mantendo as temperat"ras altasF a apli#ação do apor a esses .olesF o "so do #ar ão para .azer .og"eiras m"ito 5"entes H olta dos #adinhosF e a e*peri(n#ia deri ada das indOstrias da olaria e do bronze. & .erro .oi pois "ma d%di a essen#ial para os #amponeses da China. Q"ndido em ma#hados, en*ós, #inz!is, p%s, .oi#es, en*adas e arados, a e.i#i(n#ia do metal #on2"go"-se #om a irrigação para .azer a"mentar a prod"ção agr$#ola ao ponto de tornar desne#ess%ria a es#ra at"ra r"ral da Er!#ia e de ,oma. E*a#tamente 5"antos es#ra os ha ia n"ma dada alt"ra ! imposs$ el de #al#"lar #om base nos testem"nhos 5"e sobre i eram, mas h% a#ordo geral 5"anto ao .a#to de ser pe5"ena esta #lasse in.erior. )oda ia, no ano CC da nossa era ha ia =@@ @@@ es#ra os do go erno, a maioria dos 5"ais a tratar dos animais propriedade do estado. / trabalhar na e*tra#ção e prod"ção do .erro só h% re.er(n#ia a #ondenadosF ao #ontr%rio dos es#ra os, eram al o de sentenças de ser idão por "m per$odo determinado de tempo. &s ."n#ion%rios 5"ei*a am-se #om .re5"(n#ia da in"tilidade dos es#ra os do estado 5"e Ipreg"içam de mãos po"sadasJ, em #ontraste #om os #amponeses, 5"e trabalha am no d"ro. )amb!m ha ia es#ra os pri ados, mas, em .lagrante #ontraste #om ,oma, os direitos #i is do es#ra o dom!sti#o não eram despi#iendos. & dono não podia matar "m es#ra o sem mais nem menosF at! o "s"rpador 3ang -ang .oi em A a. C. obrigado a ordenar 5"e "m dos se"s .ilhos se s"i#idasse por ter morto "m es#ra o. / pol$-ti#a do go erno orienta a-se sempre pela red"ção da es#ra at"ra, pelo 5"e eram reg"larmente p"bli#ados !ditos a libertar 5"em ti esse sido es#ra izado por raz+es de pobreza e .ome. Na história da China não h% 5"al5"er e5"i alente H galera de g"erra do -editerrNneo mo ida a remos por braços es#ra os. 9"ando, no s!#"lo i a. C., .oi #onhe#ida a azenha, .oi re#ebida de braços abertos por ser mais h"mana e mais barata de operar do 5"e os me#anismos mo idos pela .orça de homens o" de animais. Na g"erra, o papel do .erro #omeça por não ser m"ito #laro, a não

ser no .abri#o das #otas de malha. No monte Gi, os g"erreiros de terra#ota 5"e g"ardam o tOm"lo do 'rimeiro Imperador são apresentados #om sete estilos de armad"ra di.erentes, #om #otas de malha .eitas de inOmeras lNminas de .erro montadas de tal maneira 5"e as de #ima apertam as de bai*o. 1ó se des#obriram restos de "ma #ota de malha a"t(nti#a, e isso a#onte#e" em =D:U na pro $n#ia de Hebei. ,aros são tamb!m os est$gios de armas de .erro relati os ao per$odo dos ,einos Combatentes, nada tendo indo H l"z nas es#a aç+es do monte Gi. / espada mais a.iada a$ en#ontrada era .eita por "m pro#esso raro, em 5"e o bronze era re estido de #rómio. 9"ando, ao #abo de mais de dois mil!nios, .oi desenterrada do #hão, a lNmina ainda esta a tão a.iada 5"e #orta a "m #abelo. Com a #hegada de 8heng H maioridade, em >A? a. C., o estado dos 9in preparo"-se para a batalha .inal. Demitido G" S"Mei, 5"e tinha sido ."ndamental para garantir a s"bida do se" pai ao trono, o 2o em rei olto"-se para o"tro estranho, Gi 1i <>?@->@? a. C.B, antigo dis#$p"lo de 7"n 8i, #"2a .irmeza de pensamento de er% ter #ontrib"$do para 5"e o no o ministro se manti esse im"ne ao ent"siasmo s"persti#ioso do ."t"ro primeiro imperador pela magia ta"ista. / 5"eda do I)ioJ G" eio a ser engrinaldada de lendas depre#iati as por historiadores empenhados em denegrir o nome de 8heng. N"ma so#iedade 5"e adora a os antepassados era irresist$ el a tentação de representar a rainha mãe #omo "ma pega e o .ilho desta #omo "m bastardo. /l!m da poderosa posição 5"e gran2eara d"rante a menoridade do rei, G" S"Mei pode ter sido olhado #omo "m obst%#"lo H ontade do trono, por #a"sa dos A@@@ letrados 5"e mantinha na #apital. Este in.l"*o de opini+es dos o"tros estados .e"dais não era do agrado do 2o em rei e só a elo5"(n#ia de Gi 1i lhe e ito" ser banido 2"ntamente #om os o"tros estrangeiros em >AV a. C. / #arreira de G" S"Mei ! #aso Oni#o na China antiga6 ! o Oni#o e*emplo d"m #omer#iante a o#"par "m alto #argo. Não era #ost"me os #omer#iantes <shangB serem a"torizados a entrar para o ."n#ionalismo, o 5"e signi.i#a a 5"e a s"a ri5"eza de nada lhes alia para os .azer sair d"m bai*o estrato so#ial. & legismo era

parti#"larmente #r$ti#o em relação Hs a#ti idades dos homens de negó#ios, ha endo "ma lei de >=C a. C. <#om toda a probabilidade, obra de Gi 1iB 5"e os obriga a a in#orporar-se em e*pediç+es militares 5"e partiam da China do 1"l. Esta pr%ti#a de mandar a#t"ais e antigos mer#adores, bem #omo os .ilhos e netos de mer#adores, 2"ntamente #om os #ondenados, #omo tropas de g"arnição e g"ardas de .ronteira .oi mais tarde relançada por 3" Di, imperador Han. Iremos en#ontrar e#os desta atit"de tão antiga no desterro para o interior de 2o ens perten#entes a .am$lias abastadas d"rante a Erande ,e ol"ção C"lt"ral 'rolet%ria, de .inais dos anos :@ do nosso s!#"lo. &s registos ar5"eológi#os permitem tamb!m eri.i#ar, pela disposição das #idades, o gra" de .is#alização 5"e as a"toridades e*er#iam. / mais bem es#a ada das #idades dos ,einos Combatentes, ;an*iad", #apital do estado de ;an, a nordeste, #onsistia n"ma #er#a re#tang"lar #om C por ? 5"ilómetros, 5"e esta a s"bdi idida por m"ros de terra em tr(s se#ç+es distintas. &s bairros ind"striais e #omer#iais esta am #ompletamente separados dos destinados a resid(n#ia. / presença de edi.$#ios o.i#iais, bem #omo de 5"art!is perto dos port+es das di ersas m"ralhas, dão testem"nho da m"dança de ."nção da #idade, de red"to aristo#r%ti#o .orti.i#ado para "m #entro organizado de administração e #om!r#io. / e*ist(n#ia de "ma #asa da moeda em ;an*iad" mostra 5"e o dinheiro se tinha tornado "m .a#tor signi.i#ati o na e*pansão da e#onomia da antiga China, #om moedas de %rios .eitios #"nhadas em bronze a #ir#"lar li remente entre os estados .e"dais. 1ó após a "ni.i#ação, em >>= a. C., se estandardizo" a #"nhagem dos 9inF as s"as moedas eram redondas #om ori.$#ios 5"adrados no meio, o 5"e .a#ilita a a s"a g"arda en.iadas em #ord!is. E"iado pelos #onselhos de Gi 1i, o ."t"ro 'rimeiro Imperador dispWs resol"tamente as s"as tropas #ontra "m estado a seg"ir ao o"tro, I#omo "m bi#ho-da-seda de ora "ma .olha de amoreiraJ, no dizer de 1ima 9ian. & Oltimo rei dos 8ho" 2% tinha sido apeado do se"

pe5"eno trono em >U: a. C., n"m sinal ine5"$ o#o das intenç+es dos 9in. /pesar de o e*!r#ito dos 9in ter so.rido re eses Hs mãos dos 8hao e dos Ch", a s"perioridade em meios h"manos e em re#"rsos a#abo" por .alar mais alto, #om Han a #air em >A@ a. C., logo seg"ida de 8hao <>>? a. C.B e 3ei <>>U a. C.B, mas o #ombate de#isi o só te e l"gar no ano de >>A a. C., 5"ando .oi derrotado o estado ri al dos Ch". & derr"be dos ;an, em >>> a. C., e a rendição sem l"ta dos 9i, "m ano depois, .izeram do I)igre dos 9inJ, #omo 8heng era então #hamado, o senhor da China. Cem es#olas em #ompetição & t"m"lto dos Oltimos s!#"los antes do tri"n.o dos 9in s"s#ito" grande e.er es#(n#ia intele#t"al. / in#erteza da !po#a #ontrasta a #om "ma #ada ez maior prosperidade, #om as #idades a #res#erem em tamanho e em nOmero, a te#nologia a .azer progressos impressionantes e o #om!r#io a ass"mir importNn#ia s".i#iente para so.rer repressão periódi#a. &s reis pare#iam indi.erentes a t"do menos ao se" l"#ro pessoal, pelo 5"e só os #onselheiros bem .alantes podiam esperar .azer #arreira o.i#ial e ."gir a "m .im de mis!ria. -esmo "m pol$ti#o de s"#esso #omo 1hang ;ang esta a s"2eito a des#obrir 5"e no .im do se" mandato o espera a a morte e a desonra. /s pert"rbaç+es pol$ti#as eram lamentadas por inOmeros .ilóso.os 5"e se 5"ei*a am amargamente da in.l"(n#ia marginal 5"e tinham sobre os a#onte#imentos do se" tempo. / s"a .r"stração trad"zia-se n"ma prod"ção de ideias sem paralelo na "nidade monol$ti#a do imp!rio #hin(s. Xiam-se obrigados a es#re er li ros por5"e os reis raramente es#"ta am o se" #onselhoF não eram po"#os os #omentadores 5"e s"spira am pela ordem do per$odo da dinastia dos 'rimeiros 8ho", 2% 5"e não ha ia #ondiç+es 5"e possibilitassem de imediato "ma alternati a ao .e"dalismo. 1ó em >>= a. C. o rei dos 9in #onseg"i" ganhar s"prema#ia e impor "m regime b"ro#r%ti#o 5"e não da a margem para sentimentos .e"dais nem para ariaç+es lo#ais. Nessa alt"ra .oi t"do normalizado, at! o pensamento. / rea#ção .ez abalar a primeira dinastia imperial da história da China ol ida "ma geração, abrindo #aminho ao

#ompromisso do imp!rio dos Han. & per$odo dos ,einos Combatentes .oi o tempo das ICem Es#olasJ, em 5"e .ilóso.os errantes o.ere#iam #onselho a 5"al5"er senhor 5"e os 5"isesse o" ir o" re#r"ta am dis#$p"los para ."ndar "ma es#ola. ] e*#epção de Han Qei 8i, 5"e era pr$n#ipe da #asa real dos Han, os .ilóso.os eram aparentemente todos shi, #lasse plebeia letrada e administrati a. / s"a posição so#ial da a-lhes direito a "ma liberdade de pensamento e de mo imento 5"e aos nobres se"s s"periores era negada. No patro#$nio dado H .iloso.ia por G" S"Mei en5"anto .oi primeiro-ministro <>U@->AV a. C.B pode dete#tar-se algo pare#ido #om o #omple*o de #"lpa do #omer#iante perante as s"as origens, na #amada in.erior da so#iedade #hinesa. & .a#to de o ministro 5"e s"bi" a p"lso ter tido a arrogNn#ia de e*por p"bli#amente "m li ro por ele en#omendado 2"ntamente #om "ma pe5"ena .ort"na em o"ro, destinada a premiar 5"em #onseg"isse des#obrir "m erro no te*to, mais não .az do 5"e a#ent"ar o .osso 5"e separa a o nego#iante sem est"dos do homem #"lto. Entre os #hineses 5"e nos nossos dias i em .ora da s"a terra, no 1"este asi%ti#o, o mesmo sentimento de in.erioridade impele a s"a #om"nidade empresarial a s"bsidiar generosamente es#olas e "ni ersidades. 9"atro .iloso.ias prin#ipais se desen ol eram antes de >>= a. C.6 o #on."#ianismo, o ta"ismo, o mo$smo e o legismo. Embora as d"as primeiras iessem a ter d"rante m"ito tempo importNn#ia na história da China, as .iloso.ias mais a#aloradamente debatidas antes da "ni.i#ação dos 9in .oram as d"as Oltimas. Diz-se 5"e, tradi#ionalmente, os Chineses seriam ta"istas em pri ado e #on."#ianistas em pObli#o, mas tal ez se possa a#res#entar 5"e a5"eles 5"e entraram para o ."n#ionalismo pObli#o imperial sentiram sempre a persistente in.l"(n#ia dos #on#eitos administrati os do legismo. 1ó as do"trinas de -o 8i <#. CVD-CA? a. C.B desapare#eram da mente dos Chineses depois de, em >=A a. C., o 'rimeiro Imperador ter a#abado #om as ICem Es#olasJ.

Qilóso.o moralista, Con.O#io <UU=-CVD a. C.B basea a a s"a do"trina so#ial n"ma !ti#a .e"dal 5"e espera a do go ernante 5"e agisse #om bene ol(n#ia e sin#eridade, e itando a todo o #"sto o "so da .orça. )al #omo .izeram o d"5"e de 8ho" e o"tros grandes pr$n#ipes antigos, tinha de #ond"zir os negó#ios do estado de .orma 5"e a 2"s-tiça #hegasse a todos os sObditos. /ssim, m"itos soldados eram sinal de ma" go erno. 1e ! #erto 5"e a biogra.ia do .ilóso.o no Gi ro dos ,egistos, de 1ima 9ian, re ela 5"e Con.O#io Iem #riança prepara a m"itas ezes os asos sa#ri.i#iaisJ e em ad"lto gran2eo" a rep"tação de Iperito em mat!rias de rit"alJ, mostra tamb!m #omo esse #omprazimento nas #erimónias de #"lto dos antepassados o le o" a .orm"lar "m #ódigo de #ond"ta 5"e sit"a a o indi $d"o n"ma tradição .irmemente ligada ao passado. IE" so" "m transmissor, não "m #riadorJ, disse Con.O#io. I/#redito nas #oisas do passado e tenho-lhes amor.J 'ara ele a tradição esta a #ontida no #on#eito de li, 5"e se trad"z normalmente por IritosJ, Ieti5"etaJ, Irit"alJ, mas na realidade signi.i#a Iboas maneirasJ. Y a #ortesia 5"e ! essen#ial a "ma pessoa #"lta e ainda ho2e os Chineses (em nas boas maneiras "m sinal de #ar%#ter moral. Gi não ! só as regras da deli#adeza, mas antes a maneira 2"sta de abordar #orre#tamente #ada pensamento e #ada a#to. 'ara Con.O#io, a #erimónia de #"lto dos antepassados era o ponto de en#ontro de dois m"ndos, o espirit"al e o temporal, o passado e o presente, em 5"e a boa sorte era transmitida ao des#endente #"mpridor, g"ardião dos alores tradi#ionais. Disse ele 5"e, de a#ordo #om as regras de li, o a.e#to e o respeito eram para ser e*pressos em ida dos pais de #ada "m pela ia da obedi(n#ia e, depois da s"a morte, pela ia d"m ade5"ado ."neral e pelas o.erendas le adas aos se"s tOm"los. / piedade .ilial <*iaoB impli#a a a #ontin"ação da de.er(n#ia para #om os pais pela ida .oraF n"n#a se trata a apenas da atit"de nat"ral das #rianças. & #on."#ianismo instilo" tão pro."ndamente o apreço pelo enorme papel desempenhado pela #"lt"ra na so#iedade #i ilizada 5"e se pode dizer 5"e o pensamento #hin(s a partir dele .oi "ma interpretação deste prin#$pio basilar. ,e.erindo-se aos ta"istas,

disse Con.O#io6 IEles não gostam de mim por5"e e" 5"ero re.ormar a so#iedade, mas, se nós não i ermos #om os nossos semelhantes, #om 5"em ha emos de i er0 Não podemos i er #om os animais. 1e a so#iedade .osse #omo de ia ser, e" não pre#isa a de tentar m"d%la.J Y "ma te#la #onstantemente batida ao longo dos tempos pelos dis#$p"los de Con.O#io, #"2a perspe#ti a assenta a n"m pro."ndo sentido da responsabilidade pessoal pelo bem-estar da h"manidade. Dado 5"e para eles o estado era #omo "ma grande .am$lia, o" "m #on2"nto de .am$lias ao #"idado d"ma .am$lia prin#ipal, tamb!m entre as #ara#ter$sti#as 5"e de.iniam as relaç+es entre o rei e os se"s sObditos ha ia l"gar para a irt"de da obedi(n#ia. 9"ando o 5"estiona am sobre o go erno, Con.O#io respondia6 IDei*emos o pr$n#ipe ser pr$n#ipe, o ministro ser ministro, o pai ser pai, o .ilho ser .ilho.J & homem #"lto a#eita a a a"toridade dos se"s s"periores por5"e preza a a 2"stiça, ao #ontr%rio do homem ego$sta, 5"e só tinha respeito por si próprio. 9"ando ( "ma oport"nidade de ganho, p%ra para pensar se ! 2"sto apro eit%-laF 5"ando ( 5"e o se" pr$n#ipe #orre perigo, est% pronto para dar a ida por eleF 5"ando d% a s"a pala ra, passe o tempo 5"e passar, #"mpre-a sempre. Esta insist(n#ia na s"bmissão e na lealdade .oi "ma das #ara#ter$sti#as do #on."#ianismo 5"e no s!#"lo i a. C. lhe iriam garantir o estat"to de ideologia o.i#ial. Determinantes para esta #onsagração .oram os ensinamentos de 7"n 8i <#. >D?->A? a. C.B, 5"e pre#oniza a "ma estrita hierar5"ia so#ial e "ma rigorosa .ormação moral por #a"sa da s"a heterodo*a #on i#ção de 5"e o homem era ma" por nat"reza. No pensamento de Con.O#io insistese menos na ne#essidade do #ontrolo pol$ti#o pela simples razão de a de#ad(n#ia do sistema .e"dal ainda não estar tão a ançada #omo no tempo de 7"n 8i. 'elo #ontr%rio, Con.O#io de.endia 5"e só era importante 5"e o estado ti esse "m #he.e piedoso 5"e pelo e*emplo ensinasse o po o a seg"ir os "sos tradi#ionais. Qoi ao ponto de pre enir os reis progressistas de 5"e a .i*ação de leis era "ma pr%ti#a perigosa para a nobreza. Chamando a atenção para o .a#to de "m #ódigo de leis es#ritas representar "ma r"pt"ra #om os

#ost"mes, pre i" #om grande perspi#%#ia 5"e o #ódigo de penas em U=A a. C. ins#rito n"m trip! pelo rei dos 9in seria aprendido e respeitado pelo po o a#ima de t"do o resto. /s a"toridades não mais iriam poder e o#ar a tradição para de#larar #orre#tos os se"s 2"$zos. -as Con.O#io nem por sombras esta a a s"gerir 5"e se 2"sti.i#ariam de#is+es arbitr%rias. 1em "m pro."ndo dom$nio do li não era poss$ el .orm"lar "ma opinião #orre#ta. Da$ a importNn#ia 5"e atrib"$a ao est"do. /mor H h"manidade sem amor ao est"do depressa se trans.orma em toli#e. /mor H sabedoria sem amor ao est"do depressa se trans.orma em .alta de prin#$pios. /mor H re#tidão sem amor ao est"do depressa se trans.orma em rispidez. /mor H #oragem sem amor ao est"do depressa se trans.orma em #aos. &"tra ideia in.l"ente de Con.O#io dizia respeito ao sobrenat"ral. / s"a atit"de perante a religião era p"ramente pr%ti#a. IE"ardo respeito pelos esp$ritosJ, disse ele aos se"s dis#$p"los, Imas mantenho--os H distNn#ia.J Não se trata a5"i do ra#ionalismo absol"to de 7"n 8i, nem se5"er d"m ponto de ista #!pti#o, mas d"ma s"gestão de 5"e o reino #eleste esta a m"ito a#ima da #ompreensão h"manaF algo 5"e não se des#obre pela de#i.ração das .endas 5"e o #alor .az nos ossos dos animais. Nem se podia #air na .a#ilidade de interpretar #omo .r"to da ontade do C!" a o#orr(n#ia de .enómenos nat"rais #omo as estrelas #adentes, os terramotos e as in"ndaç+es. / rel"tNn#ia de Con.O#io em pron"n#iar-se sobre a religião #ontrib"i" para introd"zir "m sentido de e5"il$brio tanto no m"ndo sobrenat"ral #omo ao n$ el terreno, pelo 5"e, na história da China, as Ig"erras santasJ primaram pela a"s(n#ia. Embora os Oltimos anos da s"a ida tenham sido mar#ados pela desil"são, por5"e nenh"m rei alg"ma ez o.ere#e" a Con.O#io "m #argo o.i#ial o" de" o" idos aos se"s ensinamentos, a in.l"(n#ia posterior do se" pensamento .oi de tal modo grande 5"e, #om toda a 2"stiça, .oi #ognominado Iimperador sem #oroaJ da China.

Importantes na #onsolidação do (*ito do #on."#ianismo .oram -(n#io e 7"n 8i, 5"e i eram d"rante parte do Oltimo s!#"lo do per$odo dos ,einos Combatentes. & mais elho, -(n#io, #ombate" as .iloso.ias opostas, em espe#ial o mo$smo, e propWs a do"trina da bondade nat"ral da esp!#ie h"mana. Qoi tamb!m o ar5"!tipo do bom .ilho, de.ensor da .am$lia #ontra o estado "s"rpador. 1empre 5"e "m rei perdia a a#eitação dos se"s sObditos e re#orria H opressão, #onsidera a-se 5"e o -andato do C!" <tian mingB esta a re ogado e se 2"sti.i#a a a rebelião. Esta teoria demo#r%ti#a, esp!#ie de %l "la de seg"rança da #onstit"ição #hinesa, res"lta a da #on i#ção de -(n#io de 5"e a soberania Oltima residia no po o R o C!" #on#edia "m trono, mas a s"#essão dependia da a#eitação ol"nt%ria do no o rei pelo po o. E a 5"estão da apro ação não se apli#a a só em tempos de transição din%sti#a, 5"ando o po o podia indi#ar a es#olha de "m s"#essor re2eitando-o o" a#eitando-o, pois tamb!m em tempos normais as grandes de#is+es pol$ti#as do go erno tinham de re.le#tir a opinião pop"lar. /ssim, só a obser Nn#ia dos alores tradi#ionais por parte do rei podia garantir a #ontin"idade. & rei tinha de alimentar o po o, assim s"stentando as relaç+es de .am$lia, o #imento 5"e mantinha "nida "ma so#iedade #i ilizada. / agri#"lt"ra era para -(n#io de ."ndamental importNn#ia, por5"e #onsidera a 5"e, se não ho" esse "ma ade5"ada distrib"ição de alimento e agasalho, não podia ha er distinção signi.i#ati a entre honra e desgraça. Em tempos de .ome, perg"nta ele, I9"e oport"nidade tem "ma pessoa de #"lti ar as boas maneiras e a re#tidão0J. De ia ser preo#"pação do rei melhorar o n$ el de ida do po o, red"zir os impostos, resol er os #on.litos e #orrigir as .ronteiras. I9"ando "m rei se regozi2a #om as alegrias do se" po o, o po o regozi2a-se #om as deleF 5"ando se a.lige #om as tristezas do se" po o, este a.lige-se #om as tristezas do rei. Uma #orrente #om"m de alegria ha er% de in adir o reinoF "ma #orrente #om"m de tristeza ha er% de .azer o mesmo.J 'ara -(n#io, o ideal era o sistema do Ipoço #er#ado de terrasJ <2intianB, 5"e ter% e ent"almente e*istido d"rante a era da dinastia dos 'rimeiros 8ho". De.endia ele 5"e era ne#ess%rio re#"perar esse

sistema de posse da terra para ali iar a lab"ta do #ampon(sagri#"ltor, a 5"em a a#"m"lação de d$ idas obriga a a ender a terra e passar a rendeiro o" meeiro. 1"p+e-se 5"e o Ipoço #er#ado de terrasJ ter% sido #onstit"$do por no e talh+es de terraF o talhão do meio perten#ia ao rei e os oito em olta eram #"lti ados #ada "m por "ma .am$lia. Cons#iente de 5"e seria ne#ess%rio "m es5"ema mais .le*$ el nas %reas de grande densidade pop"la#ional, -(n#io a#onselha a6 Nas regi+es mais long$n5"as, 5"e se obser e a di isão em no e lotes, mas .i#ando o do meio para Ilote de a2"daJ R "m terreno 5"e as oito .am$lias se entrea2"dam a #"lti ar para o rei. 'erto das ilas e #idades, 5"e o po o pag"e "m imposto de "m d!#imo do 5"e #olhe e preste ser iço militar. / per#entagem de imposto a5"i re#omendada ter% sido "m dos Iantigos estat"tosJ do lend%rio 1h"n, os 5"ais, seg"ndo -(n#io, In"n#a rei alg"m erro" por ter #"mpridoJ. Uma 2"sta distrib"ição de terras, sal%rios para os ."n#ion%rios .e"dais e es#olas seriam os melhores instr"mentos da estabilidade d"m estado. Embora -(n#io não demonstrasse 5"al5"er #on.iança no in#apaz rei dos 8ho", a s"a a.eição pelos antigos reis re.orça a nele a esperança de "ma no a #asa real ir "m dia a re"ni.i#ar a China e a resta"rar as elhas instit"iç+es pol$ti#as. / prote#ção #ontra a tend(n#ia a"torit%ria da .iloso.ia do se" tempo pro inha da #rença de -(n#io na bondade nat"ral. Qalando da des"manidade dos soberanos, dizia6 IUm homem bene olente torna o se" amor e*tensi o da5"eles a 5"em ama H5"eles a 5"em não ama. Um homem #r"el torna a s"a #r"eldade e*tensi a da5"eles a 5"em não ama H5"eles a 5"em ama.J / bondade era a mar#a d"m homem a"t(nti#o, sendo a maldade e a #r"eldade e*pli#adas nos m"ito modernos termos de pri ação so#ial. Uma boa ed"#ação era essen#ial. / "m dis#$p"lo disse -(n#io #erta ez6 IUm trilho atra !s

da montanha, se .or "tilizado, em bre e se torna "m #aminho, mas, se não .or "tilizado, tamb!m em bre e se #obre de er a. /gora o te" #oração est% blo5"eado pelas er as.J Isto #ondiz #om o modelo tradi#ional do letrado--."n#ion%rio #on."#iano 5"e .ez parte do ."n#ionalismo pObli#o imperial após a ."ndação da dinastia dos Han, em >@: a. C. Era "m homem .irme nos prin#$pios e bene olente nas atit"des6 ser ia o trono e protegia as idas da gente #om"m. En5"anto o #olapso do .e"dalismo .ez in#linar -(n#io para a monar5"ia ideal, em 5"e o rei irt"oso imitaria os reis-s%bios do passado, 7"n 8i tinha menos pa#i(n#ia para s"btilezas .e"dais e de#lara a 5"e o m!rito de ia ser a Oni#a base para promoção. )endo i ido at! >AU a. C., perto do .im do per$odo dos ,einos Combatentes, 7"n 8i esta a em boa posição para sistematizar a herança #on."#iana e o se" pensamento te e grande in.l"(n#ia nos imperadores Han, apesar de, #om o tempo, os Chineses o terem s"bordinado a -(n#io. / s"a rep"tação .oi desde sempre a.e#tada pela animosidade dedi#ada a dois dos se"s dis#$p"los, Han Qei 8i e Gi 1i. Em #ertos aspe#tos, as teorias de 7"n 8i apro*imaram-se das dos legistas, em grande parte por .orça da s"a heterodo*ia ."ndamental sobre a nat"reza h"mana. Em #ontraste #om a .orte #rença de -(n#io no poten#ial de bondade 5"e e*istiria em todos os homens, 7"n 8i a.irma a 5"e a nat"reza h"mana era basi#amente m%, #on#l"são 5"e o le a a a en.atizar a ne#essidade da ed"#ação e da .ormação moral. 'ara ele, o reino espirit"al era "ma am% el .i#ção e p"nha a rid$#"lo as pr%ti#as s"persti#iosas destinadas a obter .a ores do C!", #omo, por e*emplo, #h" a. I1ão .eitasJ, dizia ele, Ipor mero ornamento. 'or isso o homem #"lto as #onsidera ornamentais, mas o po o #onsidera-as sobrenat"rais.J Como os rit"ais e #erimónias eram ne#ess%rios para a man"tenção da so#iedade #i ilizada, Ios reis antigos ^..._ instit"$am pr%ti#as rit"ais para reprimir a desordem, domar os dese2os dos homens e pro er H s"a satis.açãoJ. 7"n 8i #onsidera a 5"e "m rei podia go ernar bem desde 5"e

per#ebesse a real .inalidade dos ritos e aprendesse a nomear e #ontrolar os ."n#ion%rios. Disse ele6 1e a agri#"lt"ra .or re.orçada e os se"s prod"tos e#onomi#amente "sados, a nat"reza não pode trazer empobre#imento. 1e o n$ el de ida do po o .or s".i#iente e o se" trabalho esti er de a#ordo #om as estaç+es, a nat"reza não pode pro o#ar doenças. 1e as boas maneiras .orem sempre #"lti adas, a nat"reza não pode #a"sar in.ortOnio. 'ortanto, as #heias e as se#as não podem trazer a .ome, o e*tremo .rio o" #alor não pode #a"sar doenças e os ma"s esp$ritos não podem .azer mal. 'ese embora a .lagrante di.erença entre -(n#io e 7"n 8i no 5"e respeita H 5"estão da nat"reza h"mana, este Oltimo .ilóso.o n"n#a .oi "m apoiante do estado dos 9in. & desd!m mani.estado pelos reis 9in em relção aos ritos e a s"a pre.er(n#ia pelo re#"rso H .orça mere#eram a #ondenação de 7"n 8i, 5"e os #onsidera a #"rtos de ista. I& 5"e seg"ir a ia do rit"al a ançar%, o 5"e seg"ir 5"al5"er o"tra ia .alhar%J, pre i" ele pro.eti#amente. -(n#io e 7"n 8i esta am tamb!m de a#ordo 5"anto ao perigo 5"e #onstit"$a o pensamento de -o 8i. Do espe#ial desagrado de 7"n 8i eram as do"trinas de .r"galidade e de simpli#idade nos ritos ."ner%rios. Da ida de -o 8i po"#o se sabe, e mesmo os se"s es#ritos sobre i eram apenas de .orma tr"n#ada, mas ter% i ido alg"res entre a morte de Con.O#io, em CVD a. C., e o nas#imento de -(n#io, em AV> a. C. /parentemente, o#"po" "m alto #argo no estado dos 1ong, onde a s"a per$#ia em estrat!gia de.ensi a ter% sido "m tr"n.o. H% "ma tradição ta"ista 5"e atrib"i a re2eição do #on."#ianismo por parte de -o 8i ao desagrado 5"e este sentia pelas #erimónias reb"s#adas e dispendiosas, mas não ! de e*#l"ir a hipótese de ele, engenheiro, detestar a .a#ilidade #om 5"e tantos letrados #on."#ianos se a#omoda am a #on.ort% eis #arreiras de #ons"ltores de rit"al. -o 8i ter% ia2ado m"ito, isitando estados "ns a seg"ir aos o"tros

e propagando "ma do"trina "tópi#a de amor "ni ersal. ,eportandose H per.eição da dinastia dos 7ia, em 5"e, seg"ndo se dizia, as pessoas se trata am "mas Hs o"tras #omo membros d"ma só .am$lia e trata am todas as #rianças #omo se de .ilhos se"s se tratasse, #ondena a a preo#"pação dos #on."#ianos #om a linhagem, 5"e #onsidera a #a"sadora de dis#riminação so#ial. Em G", 5"e pode ter sido o se" estado natal, -o 8i dirigi" "ma es#ola e, a partir dela, os se"s dis#$p"los inter inham em disp"tas pol$ti#as, o.ere#endo não só e*ortação !ti#a, mas tamb!m a2"da pr%ti#a. & ponto .orte da atra#ção 5"e -o 8i e*er#e" sobre o esp$rito da s"a !po#a esta a no se" interesse pelo lado t!#ni#o, mais do 5"e pelo moral, da go ernação. 9"ase #omo se o go erno .osse "ma m%5"ina, pes5"isa a m!todos para melhorar o se" desempenho e a isa a os reis das #ondi#ionantes perigosas 5"e as g"erras a#arreta amF dizia ele 5"e os estados só de iam pro#"rar meios de a"tode.esa e a"topreser ação 5"ando a China .osse $tima de agressão. 'ro."ndamente impressionado pelo so.rimento do po o #om"m, -o 8i dizia 5"e Io homem de Ch" ! me" irmãoJ, para 5"e a5"eles 5"e es#"ta am a s"a pala ra não pensassem 5"e a #ompai*ão se restringia aos se"s parentes, #on#idadãos o" mesmo aos habitantes dos estados p"ramente #hineses a norte do rio ;angzi. & desapare#imento do pensamento mo$sta #om a #hegada do imp!rio pode ter sido o res"ltado da ab"ndNn#ia em 5"e passaram a i er os homens #"ltos. / estabilidade das #ondiç+es pol$ti#as #ond"zi" a "ma #ada ez maior so.isti#ação e ra#ionalismo, 5"e po"#o interesse mostra am pelos esp$ritos 5"e -o 8i a#redita a serem en iados para p"nir os mal.eitores. & m"ndo dos esp$ritos .oi em s"a s"bstit"ição ane*ado pelo ta"ismo, o persistente ad ers%rio do #on."#ianismo e, at! H #hegada do b"dismo, o se" mais s"btil #ontestat%rio. & primeiro dos Ieremitas irrespons% eisJ, de a#ordo #om os #on."#ianos, .oi "m nati o de 1ong #hamado Gi Er, mas generalizo"se o h%bito de o #onsiderar ."ndador do ta"ismo #omo Gao 8i, o" o Xelho Qilóso.o. / ida deste ! ainda mais di.$#il de re#onstit"ir do

5"e a de -o 8i, embora a tradição se2a "nNnime em dizer 5"e Gao 8i não te e tOm"lo, omissão signi.i#ati a n"ma #i ilização moldada pelo #"lto dos antepassados. )al #omo o se" mais not% el dis#$p"lo, 8h"ang 8i, I i e" sem dei*ar est$giosF empenhado em a#ti idades 5"e não .oram registadas para a posteridadeJ. )anto o ano do se" nas#imento, :@C a. C., #omo o li ro 5"e ! asso#iado ao se" nome são a#t"almente tema de debate, mas a erdade ! 5"e ! tal o poder do Gi ro do Caminho e da Xirt"de <Daode2ingB 5"e, mesmo 5"e se2a obra de "m dis#$p"lo posterior, não podemos .i#ar indi.erentes H originalidade d"ma mensagem 5"e sensibilizo" geraç+es de leitores #hineses. &nde esta di.ere das o"tras es#olas de .iloso.ia ! na #olo#ação da insensata ri alidade dos pr$n#ipes n"ma perspe#ti a históri#a. 9"em iria pre.erir o tilintar de pingentes de 2ade, P% tendo o" ido a pedra #res#er n"m penhas#o. & enraizamento do homem na nat"reza estim"lo" a mente de Gao 8i, #omo "ma .orça interior 5"e torna a todos os homens mais s%bios do 5"e eles próprios 2"lga am ser. I& #onhe#imento est"da os o"trosF a sabedoria #onhe#e-se a si mesma.J /s e*ig(n#ias arti.i#iais da so#iedade .e"dal tinham pert"rbado de tal modo as nat"rais aptid+es dos homens 5"e, em ez de seg"irem a ia nat"ral <daoB, se iam #er#ados de #ódigos de honra e amor .eitos pelo homem. / aprendizagem torno"-se ne#ess%ria e a #aridade era apre#iada por5"e se tinha dei*ado de #ontar #om a bondade de toda a gente. & 5"e mais desagrada a a Gao 8i era a importNn#ia 5"e os #on."#ianos da am H .am$lia #omo pedra ang"lar da ordem so#ial. Isto por5"e os ta"istas de.endiam o ponto de ista de a e ol"ção so#ial ter so.rido "m ma" des io #om o .e"dalismoF o se" ideal era a so#iedade #ole#ti ista primiti a 5"e se s"p"nha ter e*istido antes da dinastia dos 7ia. / rel"tNn#ia em a#eitar #argos pObli#os o" tentar re.ormas brota a da #on i#ção de 5"e o melhor era dei*ar as #oisas seg"irem o se" #"rso. )"do se res"mia no

#on#eito de #ompla#(n#ia <rangB. I& homem s%bioJ, de.endia Gao 8i, I#inge-se ao a#to 5"e #onsiste em não tomar 5"al5"er a#ção e prati#a o ensino 5"e não "sa 5"ais5"er pala ras.J & 5"ietismo ta"ista não ! #oisa 5"e se grite do alto d"m telhado. 'or5"e os 5"e sabiam mantinham-se #alados na presença de estranhos6 5"anto aos se"s dis#$p"los, tinham sempre em #onsideração a s"a disponibilidade para a sabedoria. 'or isso os episódios anedóti#os eram bem- indos no ensino. & 5"e disting"ia o s%bio era a e.e#ti a não asserção. /bria mão para re#eberF pres#india do #ontrolo para #ompreenderF dese2a a "ma relação 5"e .osse mOt"aF era mo ido por "m sentimento de pro."nda não possessi idade. Qoi por #a"sa do rang 5"e 8h"ang 8i <AU@->VU a. C.B re#"so" o #argo de primeiro-ministro do grande estado de Ch". & relato desta re2eição il"stra na per.eição o re#eio ta"ista do en ol imento so#ial6 Um dia o rei de Ch" en io" dois altos ."n#ion%rios para #on idarem 8h"ang 8i a ass"mir a #he.ia do go erno. Qoram en#ontrar 8h"ang 8i a pes#ar. /tento ao 5"e esta a a .azer, es#"to" sem oltar a #abeça. 'or .im disse6 IDisseram-me 5"e e*iste na #idade "ma tartar"ga sagrada 5"e est% morta h% tr(s mil anos. E 5"e o rei mant!m essa tartar"ga #"idadosamente en#errada n"m es#r$nio sobre o altar do templo an#estral. &ra bem, o 5"e ser% 5"e a tartar"ga pre.eriria, estar morta, mas re#eber honrarias, o" estar i a e abanar a #a"da na lama0J &s dois ."n#ion%rios responderam 5"e ela pre.eriria estar i a e abanar a #a"da na lama. IEntão ponde- os a andar\J, berro"--lhes 8h"ang 8i. IE" tamb!m pre.iro .i#ar a5"i a abanar a #a"da na lama.J /inda ho2e ! poss$ el sentir alg"m do impa#te original da história. 'ara os dois ."n#ion%rios de e ter sido m"ito penoso .azer a di.$#il iagem de regresso da #abana distante do s%bio H #apital de Ch" de mãos a abanar. 8h"ang 8i tinha re2eitado "m #argo pelo 5"al se digladia am o"tros pensadores6 os #on."#ianistas, os mo$stas e os legistas a#haram ine*pli#% el o se" #omportamento. IUm ladrão

ro"ba "ma bolsa e ! en.or#adoJ, #omenta a 8h"ang 8i, Ien5"anto o"tro ro"ba "m estado e torna-se pr$n#ipe.J Na agitação do per$odo dos ,einos Combatentes, a Oni#a atit"de sensata do s%bio era i er a ida d"m ana#oreta. 7"n 8i esta a #on en#ido de 5"e os ta"istas esta am #ompletamente errados na s"a #on#entração na nat"reza, e espanta a-o 5"e eles p"dessem perder tempo a est"dar #oisas inOteis. / erdade ! 5"e este olhar distan#iado eio a demonstrarse importante para o desen ol imento da #i(n#ia na China, "ma ez 5"e tem sido de.endido o ponto de ista, pla"s$ el, de 5"e a obser ação e as e*peri(n#ias al5"$mi#as dos ta"istas #orrespondem aos primórdios di."sos do m!todo #ient$.i#o. -as nem toda a gente #om"nga a do #epti#ismo de 7"n 8i 5"ando se trata a da b"s#a ta"ista do eli*ir da longa ida. & 'rimeiro Imperador destino" a esse .im "ma .ort"na, en iando embai*adas ao #"me das montanhas para estabele#er relaç+es #om os esp$ritos e ao o"tro lado do mar em b"s#a das Itr(s ilhas onde i em os imortaisJ. / #rença persistente n"ma ia 5"$mi#a para a longe idade re ela-se n"m episódio registado no s!#"lo i* d. C., 5"ando a es#a ação o#asional d"ma #ai*a de pedra #heia de seda, h% m"ito enterrada, pert"rbo" "m homem de #abelos bran#os e porte digno, 5"e se le anto", a2eito" as estes e a seg"ir desapare#e". Não ! por a#aso 5"e a o"tra raiz do ta"ismo era a magia dos M" R ta"mat"rgos mas#"lino e .eminino. / s"a simp%ti#a magia h% m"ito 5"e esta a ao ser iço dos #amponeses, mas o #onta#to pessoal #om estes ini#iados e m%gi#os, a partir de >>= a. C., eio alimentar a imensa s"perstição do 'rimeiro Imperador. /tra$am-no em parti#"lar os aspe#tos sobrenat"rais dos Cin#o Elementos, es#ola de pensamento #om .orça no estado oriental de 9i. 1ima 9ian, se, por "m lado, admite a ne#essidade "rgente de destrinçar o emaranhado de pr%ti#as e #ost"mes "ma ez #ons"mada a "ni.i#ação, por o"tro s"gere 5"e a Nnsia do 'rimeiro Imperador pela ordem e a "ni.ormidade res"lta a da s"a #rença nos Cin#o Elementos. E es#re e #omo

o preto se torno" a #or prin#ipal para ro"pas, bandeiras e .lNm"las e seis o nOmero prin#ipal. /s talhas e os #hap!"s o.i#iais tinham seis medidas de #omprimento, as #arr"agens seis medidas de larg"ra, "m passo eram seis medidas e a #arr"agem imperial tinha seis #a alos ... 'ara insta"rar o 'oder da Kg"a, o elemento dos 9in, a#redita a-se 5"e tinha de ha er .irme repressão #om t"do a ser de.inido por lei. 1ó a se eridade #r"el e impla#% el podia .azer 5"e os Cin#o Elementos se harmonizassem. 'or isso a lei era d"ra e não ha ia amnistias. Qossem 5"ais .ossem as moti aç+es s"persti#iosas para o a"toritarismo dos 9in, .oi a Es#ola de Direito 5"e .orne#e" os meios para a insta"ração da re#tidão. & mais antigo signi.i#ado de .a, a ideia ."ndamental do legismo, ! IpadrãoJ. Ini#ialmente ligado Hs medidas padronizadas de peso, #omprimento e ol"me, o #on#eito estende"-se para signi.i#ar a a"toridade geral de "m rei omnipotente. & .ilóso.o respons% el por esta m"dança de (n.ase d"rante o s!#"lo iii a. C. .oi Han Qei 8i, 5"e de.endia 5"e para ha er "m estado .orte era ne#ess%rio ha er "m so.isti#ado sistema de leis apoiado por #astigos in#ontorn% eis. I& rei só poss"i poderJ, insistia, Ise o brandir #omo "m raio o" "m tro ão.J E*igia-se obedi(n#ia H letra da lei. Em #onse5"(n#ia, os legistas #hama am Hs morais da #ond"ta di%ria os 1eis 'arasitas6 pros#re iam a #ompai*ão, a generosidade, a irt"de, a boa-.! e a aprendizagem. 'or isso ter% sido t"do menos inesperado 5"e em >=A->=> a. C. se tenham 5"eimado li ros e enterrado intele#t"ais i os 5"ando os #on."#ianistas o"saram e*primir reser as sobre o end"re#imento da pol$ti#a imperial. -as .oi essa .alta de #ompai*ão na ida em #om"nidade, pr%ti#a intoler% el para os so#i% eis Chineses, 5"e a2"do" a preparar a 5"eda da dinastia dos 9in. & (*ito de Gi" Sang, o "s"rpador 5"e seria o primeiro imperador Han, .i#o" a de er-se em parte ao .a#to de ter sido sobrestimada a 5"antidade de ma"s tratos e opressão 5"e o po o do Imp!rio do -eio seria #apaz de s"portar.

Dinastia #in por 3illiam -orton em China - História e C"lt"ra <=D?:B, Editora 8aharF ,io de Paneiro

/ impressionante #on5"ista da elha China dos reinos separados .oi realizada pelo Estado de 9in #om rapidez e #ompletada em >>= a.C. & Estado de 9in <pron"n#iado `t#hin`, 5"e nos de" o presente nome da ChinaB te e "ma d"pla antagem6 na teoria - a .iloso.ia pragm%ti#a e #r"el do Gegismo - e, na pr%ti#a - "ma organização militar e.i#iente, sob o #omando de l$deres .ortes, 5"e poss"$am #a alaria e armas de .erro, mais aper.eiçoadas, ambas #riaç+es #omparati amente no as para a !po#a. Embora as .ases .inais desse dom$nio ti essem sido r%pidas, a preparação e*igia "m tempo m"ito longo. Dinastia dos 9in & poder dos 9in ini#ia-se #om lorde 1hang no per$odo #ompreendido entre os anos de A:= e AA? a.C., data de s"a morte. No n$ el s"perior da so#iedade, s"as re.ormas isaram a estabele#er "ma no a aristo#ra#ia de homens premiados por se"s .eitos b!li#os, o#"pando o l"gar das antigas .am$lias #"2o dom$nio era heredit%rioF nos n$ eis in.eriores, "m sistema de re#ompensas e p"niç+es se eras, a .ormação de gr"pos respons% eis "ns pelos o"tros e a rigorosa delação de atos delit"osos Hs a"toridades ha iam .ortale#ido o #ontrole estatal sobre toda a pop"lação. Um s!#"lo mais tarde, 5"ando o ."t"ro imperador de toda a China, 9in 1hi H"angdi, s"bi" ao trono de 9in em >C:, pWde #ontar #om a #ompet(n#ia de "m e*-mer#ador, G" S"Mei, na 5"alidade de administrador-#he.eF este Oltimo .oi, por s"a ez, s"bstit"$do por "m legista proeminente, Gi 1i, 5"e apli#o" o modelo 9in de #ontrole em toda a China. &s m!todos de reorganização e .ortale#imento da a"toridade #entral sobre os reinos independentes

.oram assim le ados a #abo e apli#ados n"ma es.era limitada, por "m pe5"eno nOmero de dirigentes, antes da #on5"ista militar dos 9in. 9"ando a itória se torno" #ompleta, todas as armas dos 5"e não perten#iam ao e*!r#ito 9in .oram #on.is#adas e se" metal, ."ndido. / 5"antidade .oi s".i#iente para #onstr"ir => est%t"as gigantes#as na no a #apital, 7ianZang. 'ara mostrar s"a intenção de ini#iar "ma administração inteiramente no a, o soberano adoto" o t$t"lo ambi#ioso de 1hi H"angdi, o `'rimeiro Imperador`. & pa$s .oi di idido, primeiro, em A: e, depois, em C? #omandos, o" distritos militares, #ada 5"al #om tr(s ."n#ion%rios 5"e tinham a ."nção de .is#alizar "ns aos o"tros6 "m go ernador #i il, "m go ernador militar e "m representante direto do go erno #entral. )odos os ."n#ion%rios eram metodi#amente di ididos em =? ordens hier%r5"i#as. Criaram-se impostos e leis "ni.ormes para toda a China, sem le ar em #onta as antigas .ronteiras. / di.erença #apital na organização das massas sob os 9in .oi 5"e o po o se i" libertado da s"a antiga .idelidade a senhores .e"dais indi id"ais e #olo#ado sob o #ontrole direto do no o go erno #entral. Isso .ez #om 5"e o go erno p"desse lançar mão de "m poten#ial h"mano at! então des#onhe#ido, não só no 5"e dizia respeito ao e*!r#ito, #omo tamb!m a "m #ontingente de trabalhadores .orçados. Essa ab"ndNn#ia de mão-de-obra possibilito" a #onstr"ção de "ma rede de estradas 5"e se irradia am da #apital. )al #omo no Imp!rio ,omano, essas estradas, abertas a prin#$pio #om .ins estrat!gi#os, eram ig"almente Oteis para o #om!r#io. ,asgaram-se #anais para irrigação e transporte, e tomaram-se medidas para a"mentar a prod"ção agr$#ola. 'ara en.rentar a ameaça das tribos nWmades do Norte, pesadelo #onstante ao longo de toda a história #hinesa, tre#hos de "ma m"ralha de.ensi a 2% #onstr"$dos por tr(s dos antigos reinos .oram .ortale#idos, ligados e estendidos, para .ormar a #!lebre Erande -"ralha da China, "m dos mais ambi#iosos pro2etos de #onstr"ção 2% realizados por 5"al5"er #i ilização. Depois de erg"ida, ela

estendia-se do 1"doeste do Eans" H -an#hOria meridional, n"ma distNn#ia de >.>C@ 4mF "ma s!rie de melhoramentos .oram e.et"ados pelas dinastias s"bse5aentes. Desembaraçado de 5"al5"er respeito pelo passado e ansioso por impor "ni.ormidade lógi#a ao pa$s #omo "m todo, o 5"e 2% .oi assinalado a respeito das medidas tomadas nos #ampos da lei e da trib"tação, o imperador 9in pro#ede" H padronização de pesos e medidas e adoto" "m sistema monet%rio Oni#o - a moeda redonda de #obre, #om "m ori.$#io 5"adrado no #entro, 5"e #ontin"o" sendo a moeda-padrão at! os tempos modernos. Qoram assim eliminadas n"merosas .ormas de moeda de man"seio mais in#Wmodo, 5"e tinham #ir#"lado em di.erentes regi+es na !po#a dos 8ho". / .orma de es#rita .oi ig"almente "ni.ormizada, assim #omo a distNn#ia entre ei*os das #arroças. Esta Oltima medida, ao in !s do 5"e possa pare#er, re esti"-se de grande importNn#ia no solo argiloso e solto do Norte da China, onde os s"l#os abertos pelas rodas dos #arros ganham tal pro."ndidade 5"e toda a s"per.$#ie não-pa imentada da estrada pode desapare#er abai*o do n$ el das terras #ir#"ndantes. /ssim, as di.erentes distNn#ias entre ei*os e*igiam, at! então, a trans.er(n#ia de mer#adorias de "ns e$#"los para o"tros nas .ronteiras dos antigos Estados. -as .oi na %rea do pensamento 5"e a no a pol$ti#a de "ni.ormização pro o#o" a maior oposição, 5"e na !po#a se mante e latente, mas 5"e eio H tona #om os er"ditos nas dinastias s"bse5aentes e se re.leti" no azed"me d"rado"ro #ontra o regime dos 9in. &b2eti ando .azer "ma limpeza total 5"e arresse o passado e des.izesse antigas lealdades aos Estados anteriores, o ministro-#he.e, Gi 1i, #onseg"i" 5"e, em >=A, 9in 1hi H"angdi, bai*asse "m de#reto 5"e ordena a a 5"eima de todos os li ros, e*#eto os dedi#ados a ass"ntos pr%ti#os, #omo agri#"lt"ra, adi inhação e medi#ina. &s er"ditos 5"e desobede#essem H ordem seriam e*e#"tados. 'are#e 5"e de .ato alg"ns deles .ora enterrados i os.

Com o poderoso e*!r#ito 5"e organizara, 9in 1hi H"angdi não apenas asseg"ro" s"as .ronteiras no Norte, #omo ainda as estende" at! o e*tremo s"l. /ntes da #on5"istada China, os 9in 2% ha iam ata#ado e #on5"istado territórios em 1i#h"an no 1"doeste. &s e*!r#itos mo imentaram-se, então, para o s"l, at! Hanói. /poderaram-se do litoral em torno da moderna Cantão <E"angzho"B e #on5"istaram as regi+es perto de Q"zho" e E"ilin. /o #onsolidar assim o se" dom$nio e ao estender as .ronteiras da China at! 5"ase a s"a at"al posição, o primeiro imperador 9in demonstrara "ma energia demon$a#a e al#ançara "m (*ito .enomenal. -as, 5"anto mais #entralizado se torna a o imp!rio, mais "lner% el era H .ra5"eza no #entro do poder. Essa .ra5"eza eio H tona #om a morte do primeiro imperador, em >=@ a.C. Ele esta a, ironi#amente, em iagem Hs regi+es orientais em b"s#a de m%gi#os dao$stas para 5"e estes lhe .orne#essem o eli*ir da imortalidade. Gi 1i e o e"n"#o-#he.e, 8hao Eao, manti eram s"a morte em segredo at! retornarem H #apital, a .im de #olo#arem no trono, #omo seg"ndo imperador, "m herdeiro mais moço, o 5"al, 2"lga am eles, seria mais .le*$ el Hs s"as ambiç+es. -as ho" e "m desentendimento entre eles e Gi 1i .oi eliminadoF 5"ando o ter#eiro imperador s"bi" ao trono, mando" assassinar 8hao Eao. / dinastia dos 9in, apesar de s"a .orça, não pWde sobre i er H dizimação de se"s l$deres. 9"ando, em >@:, te e 5"e en.rentar a rebelião pop"lar, desmorono". & primeiro imperador 2a#tara-se de 5"e s"a dinastia d"raria =@ mil geraç+esF na erdade t"do termino" em =U anos. 9in 1hi H"angdi, o primeiro imperador, não gozo" de bom #on#eito 2"nto aos historiadores #on."#ianos e, na erdade, .oi em m"itos aspe#tos "m tirano #r"el. X%rios milhares de homens, por e*emplo, morreram d"rante a #onstr"ção da Erande -"ralha. -as ele estabele#e" as prin#ipais bases para o ."t"ro desen ol imento do Imp!rio. Em espe#ial, #rio" "m reino "ni.i#ado e #entralizado 5"e n"n#a mais dei*o" de ser o ideal #hin(s para o imp!rio. /o proteger o Gegismo, in.l"en#io" toda a ."t"ra #on#epção #hinesa a respeito

da lei. / lei, sob esse ponto de ista, não de eria ser, de modo alg"m, "ma #onsagração do #ost"me - ele destr"i" os direitos heredit%rios e os #ost"mes - nem, simplesmente, "m meio de dirimir disp"tas, nem "ma e*pressão da ontade #om"m, pois o dese2o dos go ernados #onta a po"#o. `/.astada 5"al5"er interpretação di ergente, ^a lei era_ "m meio de di idir hierar5"i#amente os indi $d"os, poss"indo "ma ."nção de balança geral de dignidade e indignidade, de m!rito o" des#r!dito. ^Era_ ao mesmo tempo o instr"mento todo-poderoso 5"e permitia orientar as ati idades de todos na direção mais .a or% el ao poder do Estado e H tran5ailidade pObli#a` ^P. Eernet - Ge -onde Chinois. p. VD._. 9in 1hi H"angdi sintetizo" s"a id!ia a respeito da s"a própria realização, 5"ando mando" gra ar n"ma estela as seg"intes pala ras6 `)ro"*e ordem Hs massas e s"bmeti atos e realidades a esse teste6 t"do tem o nome 5"e lhe ! apropriado.` ^ibid._ / prom"lgação de regras "ni.ormes e de #rit!rios ob2eti os de eria pWr "m ponto .inal H dO ida, H di isão e ao #on.lito. -as, n"m aspe#to, 5"e -(n#io ha ia, m"ito tempo antes, de#larado essen#ial, a dinastia 9in .ra#assara6 ela 2% não #onta a #om o apoio e a #on.iança do po o, dando, assim, pro as de 5"e perdera o -andato Celeste.

Dinastia Han Anterior por 3illiam -orton em China - História e C"lt"ra <=D?:B, Editora 8aharF ,io de Paneiro

/ oposição pop"lar ao go erno dos 9in s"rgi" sob a .orma de re oltas na China #entral em >@D a.C. /o mesmo tempo, a oposição aristo#r%ti#a, 5"e n"n#a tinha sido, realmente, eliminada, olto" a mani.estar-se no reino re#onstit"$do de Ch", sob a liderança de 7iang ;". 1e" l"gar-tenente, Gi" Sang, #onseg"i" derrotar o ter#eiro e Oltimo imperador 9in no ale do 3ei em >@:F a seg"ir, iro"-se #ontra se" senhor, 7iang ;", e derroto"-o. Gi" Sang logo

#on5"isto" território e poder s".i#ientes para de#larar-se imperador, sob o nome de Eao 8" <`/lto 'rogenitorbB, de "ma no a dinastia, a dos Han, 5"e iria go ernar a China d"rante os 5"atro s!#"los seg"intes. & 'er$odo dos Han /nteriores <>@: a.C. - ? d.C.B. Eao 8" <>@:-=DU a.C.B era de origem pop"lar e #onser o" o se" estilo r"de de #ampon(s at! o .im, inesmo i endo no meio da #orte. Ele tinha o ag"do sentido do #ampon(s a respeito do poss$ el e do pr%ti#o e agia #om base no dito do .ilóso.o 7"nzi6 `& pr$n#ipe ! o bar#oF o po o ! a %g"a. / %g"a tanto pode manter o bar#o 5"anto ir%-lob.Ele não tinha intenção de s"bmergir e, por isso, agi" #om ponderação, es#olhendo #om #"idado os se"s a"*iliares e re#ompensando-os generosamente. Qez 5"estão de abolir as se eras leis dos 9in e de #onter o e*!r#ito, impedindo-o de sa5"ear. Qirme e geralmente 2"sto, podia ig"almente ser generoso, #ompreendendo as ne#essidades do homem #om"m. /bsol"tamente, não se mostra a hostil aos prazeres do inho e das m"lheres. &rg"lha a-se de ser sin#ero, at! r"de, e des#obri" 5"e essa maneira de ser at! #on.eria alg"m en#anto H s"a liderança. Entretanto, ao abandonar o absol"tismo e o legismo 9in, Eao 8" não pensa a em oltar ao sistema 8ho" de go ernantes regionais semi-independentes. 'asso" se" per$odo de go erno a #onsolidar o poder #entralizado não só pela diploma#ia, mas tamb!m pela .orça. / prin#$pio te e de .azer alg"mas #on#ess+es, e a5"eles 5"e o ha iam a2"dado em s"a itória .oram re#ompensados #om reinos 5"e se lo#aliza am para al!m da %rea #entral de s"as próprias =U #omandNn#ias. Erad"almente, por!m, #onseg"i" 5"e o direito a esses reinos .osse reser ado apenas aos membros de s"a própria .am$lia imperial. &s mapas e os registros de impostos, #ompilados pelos ."n#ion%rios 9in da dinastia pre#edente, .oram Oteis para a organização do no o go erno. /pesar de impa#iente #om as s"tilezas do #omportamento o.i#ial, Eao 8" re#onhe#ia a

ne#essidade de ordem e dignidadeF para tanto, mando" não só organizar "m .orm"l%rio espe#ial de #omportamento pala#iano, baseado em pre#eitos #on."#ianos, mas tamb!m 5"e se #omp"sesse "ma lista de an#estrais para si próprio, de modo a a2"star-se H s"a no a e e*#elsa posição. & saber #on."#iano re#ebe" no o alento e as teorias de Con.O#io no to#ante aos re5"isitos de 2"stiça e respeito do po o por parte do soberano pare#em ter sido a#atadas pelo no o imperador. 1e" irmão mais moço, Gi" Piao, .oi in#l"si e "m rep"tado er"dito #on."#iano. / transição da #aserna H #orte não pode ter sido .%#il para Eao 8", pois ele tinha sido "m #he.e de bandidos e, depois, "m general bem-s"#edido. Um de se"s emiss%rios, ao oltar de "ma missão no e*tremo s"l da China, #ito" passagens do Gi ro das &des e do da História a Eao 8", d"rante "ma a"di(n#ia. Eao 8" disse6 `&bti e o imp!rio em #ima de "m #a aloF por 5"e me importaria #om as &des o" a História0` & emiss%rio retr"#o"6 `Xós o obti estes n"m #a alo, mas podereis go ern%-lo n"m #a alo0` / #ombinação de determinação #om .le*ibilidade en#ontrada em Eao 8" e se"s s"#essores imediatos ser i" para #onsolidar o imp!rio e estabele#(-lo nas linhas gerais 5"e iria seg"ir nos s!#"los seg"intes. & poder da elha aristo#ra#ia 8ho" esta a .indo para sempre. /s teorias do"trin%rias do go erno totalit%rio e a #r"eldade em s"as e*e#"ç+es, 5"e ha iam pre ale#ido sob os 9in, .oram, em s"a maioria, abandonadas. -as os bene.$#ios res"ltantes da "ni.ormização e do go erno #entralizado dos 9in .oram mantidos. Ini#io"-se assim "ma era de #on.iança, estabilidade e prosperidade, 5"e le o" os #hineses, desde então, a se a"todenominarem, #om org"lho, os `Qilhos de Han`. Entretanto, a no a paz e a no a seg"rança não .oram .%#il e prontamente #onseg"idas. & e5"il$brio entre, por "m lado, o #ontrole regional ne#ess%rio para estabele#er a lei e a ordem de maneira ampla e, por o"tro, o dese2o premente de #entralismo, .oi sempre algo de deli#ado na história #hinesa. Ximos 5"e o go erno

dos Han anteriores ha ia o"torgado alg"ma independ(n#ia a %reas peri.!ri#as, sem 2amais pretender 5"e permane#essem independentes. Uns po"#os reinos e alg"ns mar5"esados #ontin"aram a e*istir nominalmente at! o .im da dinastia, mas nenh"m deles te e mais do 5"e "m poder aparente depois de =UC a.C. Uma ameaça mais s!ria ao go erno #entral residia no poder e na ambição da iO a de Eao 8", a imperatriz G", 5"e go erna a e.eti amente atra !s de se"s parentes mas#"linos, en5"anto, no trono, esta a "m imperador-in.ante. -as #om s"a morte, em =?@ a.C., ."n#ion%rios 5"e ha iam permane#ido .i!is H memória e H pol$ti#a de Eao 8" 'rati#amente baniram a .am$lia G" da #apital. / ameaça de rompimento e .a##iosismo representada pelas .am$lias das imperatrizes .oi m"ito s!ria mais tarde, d"rante o de#l$nio da dinastia dos Han, e olto" H tona, periodi#amente, em dinastias seg"intes. Eram esses os perigos internos ao estabele#imento do poder dos Han, mas as ameaças e*ternas não eram menos gra es. Xinham, #omo de h%bito, do Norte, pois grande parte da história #hinesa ! o#"pada pela in#"rsão de nWmades das estepes e pela de.esa e #ontra-ata5"e dos #hineses. / ri5"eza a#"m"lada nas terras agr$#olas, o#"padas sedentariamente, do Norte da China pro o" ser, de tempos em tempos "ma poderosa tentação para esses pastores relati amente pobres e in5"ietos. -obilidade 5"e lhes da am se"s igorosos pe5"enos #a alos mongóli#os permitia lhes des.e#har ata5"es r%pidos e predatórios e toma a-os tamb!m di.$#eis de #apt"rar, pois dissol iam-se antes de 5"al5"er mo imento retaliati o #hin(s. 'or o"tro lado, eles di idiam-se #om .re5a(n#ia em .e"dos tribais e podiam "ni#amente #a"sar po"#o dano em pe5"enos bandos. Nessa !po#a, a nação nWmade dos 7iong-n" <"m po o de origem t"r#a, #onhe#ido no &#idente #omo h"nosB "ni"-se sob o #omando de l$deres igorosos e de" in$#io no 1han*i, em >@= a.C., a "ma s!rie de ata5"es, 5"e .orçaram os #hineses a transladar-se, d"rante #erto tempo, para o 1"l da Erande -"ralha e le aram os 7iong-n",

em =::, para m"ito perto da própria #apital, Changan. Como Eao l", nas primeiras .ases, esti esse preo#"pado em #onsolidar a dinastia, re#orre" a "m estratagema .re5aentemente repetido depois, o da tentati a de s"bornar os in asores. No #aso de Eao l", o in#enti o o.ere#ido- e a#eito - .oi o #asamento de "ma prin#esa #hinesa #om o .ilho do `imperador` 7iong-n", a#ompanhado de presentes de seda, %l#ool, arroz e dinheiro de #obre. &s reinados dos s"#essores de Eao l" .oram #omparati amente #"rtos, mas, #om a as#ensão do se*to imperador Han, 3"di, o `Imperador -ar#ial`, 5"e go erno" d"rante UC anos <=C=-?V a.C.B, a China entro" n"m per$odo de seg"ra e*pansão militar 5"e estende" s"as .ronteiras 5"ase at! a s"a moderna posição, #om a e*#eção da grande %rea de território #osteiro em .rente a Qormosa. Han 3"di .oi ind"bita elmente "m dos mais dinNmi#os da longa lista de imperadores #hineses. -"ito ambi#ioso e #apaz, introd"zi" "m no o estilo de #ontrole pessoal do pro#esso go ernamental. 1"bstit"i" os ."n#ion%rios reg"lares, na pr%ti#a, por "m #orpo de Es#ritores 'ala#ianos, por 5"em .azia pro#lamar "ma s!rie de editos e ordens 5"e #obriam #ada departamento de ass"ntos #i is e militares. &s Es#ritores, por s"a ez, de#idiam, dentre os inOmeros do#"mentos <o go erno da China tinha mais b"ro#ra#ia do 5"e o"tro 5"al5"er do m"ndoB os 5"e de eriam #hegar H mesa do imperador. & poder dos Es#ritores 'ala#ianos pode ser a aliado pelo .ato de 5"e o se" Intendente era, ao mesmo tempo, #omandante-em-#he.e do e*!r#ito. Entretanto, permane#iam ser os de 3"di, pois este .is#aliza a pessoalmente #ada departamento. &s perigos ób ios desse sistema altamente #entralizado eram, de alg"m modo, aten"ados pelo .ato de 5"e 3"di era, em m"itos aspe#tos, "m soberano es#lare#ido. Ele estim"lo" o renas#imento dos est"dos #on."#ianos e .oi en!rgi#o em re#r"tar os er"ditos mais talentosos para a s"a administração. / esse respeito, pro#lamo" "m .amoso te*to6

9UE,E-&1 HE,cI1\ U-/ ',&CG/-/de& )rabalhos e*#ep#ionais e*igem homens e*#ep#ionais. Um #a alo indó#il o" es#oi#eador pode ir a tornar-se "m animal m"ito alioso. Um homem 5"e ! ob2eto de ódio de todos pode mais tarde realizar grandes obras. & 5"e a#onte#e #om o #a alo intrat% el passa-se tamb!m #om o homem arrogante6 ! apenas "ma 5"estão de treinamento. Nc1, desse modo, ordenamos aos %rios ."n#ion%rios distritais 5"e pro#"rem homens de talento brilhante e e*#ep#ional, para se trans.ormarem em N&11&1 generais, N&11&1 ministros e N&11&1 emiss%rios aos Estados distantes. ^Eiles, p.V:_

-as a re#omendação de #andidatos 5"ali.i#ados para os #argos, .eita pelos ."n#ion%rios e*istentes, não .oi s".i#iente. / .orma de re#r"tamento adotada pelos Han representa "ma transição entre a primiti a nomeação de ."n#ion%rios es#olhidos nas .am$lias aristo#r%ti#as e "m sistema posterior, plenamente desen ol ido, de seleção por e*ame #ompetiti o, 5"e só .oi plenamente implantado na dinastia dos )ang <:=?-D@V d.C.B. Na dinastia dos Han, en ia ase de 5"ando em 5"ando "m pedido de re#omendação Hs pro $n#ias, e os #andidatos sele#ionados eram s"bmetidos a e*ames es#ritos na #orte. & Erão- -estre-de-CerimWnias #orrigia as pro as e s"bmetia os res"ltados ao imperador, 5"e .azia s"a própria seleção. &s est"dantes da Uni ersidade Imperial tinham de prestar e*ames an"ais, e as nomeaç+es para os #argos o.i#iais eram .eitas pelo imperador a partir das d"as #ategorias de aspirantes. / 2"lgar pelas tentati as de Han 3"di no sentido de en#ontrar homens #apazes de preen#her os #argos da administração imperial, ele de e ter sido "m #he.e bem rigoroso. Dos sete Chan#eleres 5"e o#"param o poder entre =>= e ?? a.C., todos, H e*#eção de "m, morreram o" #a$ram em desgraça d"rante o se" mandato. Ele era

ig"almente d"ro #om os generais, 5"e desempenha am tare.as %rd"as e .re5aentemente ingratas em #ampanhas nos desertos do E*tremo Noroeste. Entretanto, 3"di re#ebe" respeito e lealdade, pois d"rante se" longo reinado .oram mani.estos os altos n$ eis de moral, patriotismo e a"to#on.iança. Ele poss"$a #erta er"dição e es#re e" poesia 5"e re.lete ainda "m tom "ni ersal de sentimento pessoal.

1obre a morte de Gi Q"ren P% não se o" e o r"mor de s"a saia de seda. No #hão de m%rmore a#"m"la-se a poeira. 1e" 5"arto azio est% .rio e 5"ieto. Qolhas #a$das empilham-se nas portas.<...B De 5"e modo poderei des#ansar me" #oração so.redor0

/pesar do #res#ente n$ el #"lt"ral do per$odo Han, os l$deres pol$ti#os esta am dominados pela s"perstição e pela il"são da magia, #ara#ter$sti#as da !po#a. Um es#ra o esperto da #orte de 3"di an"n#io" 5"e podia obrigar os Imortais dao$stas a apare#erem. 'asso" a des.r"tar "ma posição de honra e ri5"eza, e at! a .ilha do imperador lhe .oi dada em #asamento. Como s"as promessas não se #on#retizassem, ele parti" fpara b"s#ar os mestresf. Entretanto, 5"ando os agentes do imperador des#obriram 5"e ele não ha ia isitado 5"al5"er mestre, #ai" em desgraça e .oi e*e#"tado. Um .amoso er"dito da #orte, Dong Qangs"o, te e melhor sorte. Des#obri"-se 5"e bebera "ma poção do eli*ir da imortalidade preparado para o imperador. 3"di .i#o" ."rioso e

#ondeno"-o H morte, mas Dong Qangs"o, #om admir% el presença de esp$rito, logro" sal ar-se, ar5"itetando a seg"inte resposta6b1e o eli*ir era erdadeiro, ossa -a2estade não pode .azer-me malF se não era, 5"e mal .iz e"0` / mais importante realização do reinado de 3"di .oi sem dO ida a e*pansão do poder #hin(s e dos limites territoriais da China, .atos 5"e mere#em "m e*ame mais detido. / e*pansão de"-se em tr(s direç+es6 para o noroeste, para o nordeste e para o s"l. & primeiro imperador Han, Eao 8", #omo imos, te e de en.rentar o problema - 5"e, mesmo na5"ela !po#a, não era no o - dos nWmades das estepes. &s 7iong-n" ha iam #onseg"ido "ma .orte liderança anti#hinesa ao .ormarem "ma #on.ederação regional de tribos. Ha ia na #orte #hinesa "ma #orrente #ontr%ria H sol"ção #on#iliatória e ao a#ordo, #om base no .ato de 5"e as doaç+es .eitas aos l$deres 7iong-n" a"menta am não só s"a ri5"eza, mas tamb!m se" poder de oposição. 'or o"tro lado, a pol$ti#a e*terior #hinesa de #ar%ter pa#$.i#o ha ia #onseg"ido tirar pro eito dos a#ordos de paz #om os nWmades, da seg"inte maneira6 os re.!ns das tribos 5"e eram en iados H #orte #hinesa #omo garantia de bom #omportamento não só eram tratados magni.i#amente, mas tamb!m re#ebiam ed"#ação #hinesa e at! postos nas ."nç+es pala#ianas. /ssim, 5"ando olta am a se"s lares, in#enti a am amizade #om a China e da am oport"nidade de os #hineses inter irem na pol$ti#a .o#al, 5"ando .osse o #aso. 1eg"indo a agressi a pol$ti#a e*terna de Han 3"di, "m de se"s mais #apazes generais, 8hang 9ian, o.ere#e"-se #omo ol"nt%rio para inter ir em ass"ntos tribais no Noroeste, a .im de tentar asseg"rar "ma aliança #om os ;"ezhi #ontra se"s tradi#ionais inimigos, os 7iong-n". 8hang 9ian parti" em =AD a.C., a#ompanhado apenas de "ma g"arda de =@@ homens, e .oi prontamente #apt"rado pelos 7iong-n". Qi#o" prisioneiro d"rante dez anos mas, 5"ando a igilNn#ia de se"s #aptores abrando", e adi"-se #om alg"ns de se"s homens e da m"lher 7iong-n" #om 5"em #asara en5"anto este e preso. Com e*traordin%ria #oragem e .idelidade Hs ordens, para não

men#ionar a s"prema a"to#on.iança de 5"e os Han da am sobe2as pro as, 8hang 9ian não r"mo" para leste, em direção H China, mas para oeste, o ob2eti o de s"a missão original. /pós meses de iagem, des#obri" 5"e os ;"ezhi, "m po o de l$ng"a indo-e"rop!ia, abandonaram o ale de Ili para ir .i*ar-se em Qergana. Conseg"i" .inalmente al#anç%-los na região setentrional do /.eganistão, #onhe#ida #omo Sa#triana. Eles esta am rel"tantes em oltar para o Geste, onde os ag"arda am de no o as pro aç+es da g"erra das estepes, embora 8hang 9ian ho" esse passado "m ano #om eles, n"m in.r"t$.ero es.orço para pers"adi-los. / seg"ir, ata#aram o Norte da Índia, ."ndando o Imp!rio L"sh. -as a importNn#ia, para a China, da a"da#iosa a ent"ra de 8hang 9ian .oi 5"e os #hineses, pela primeira ez, tomaram #onhe#imento do m"ndo o#idental al!m de s"as .ronteiras. /inda 5"e, nesse tempo, .osse m$nimo, na região, o poder dos reinos ma#edWnios 5"e s"#ederam a /le*andre, o Erande <morto em A>A a.C.B, o #ontato #om os m"ndos parto, grego e romano tinha sido mantido. 8hang 9ian retomo", pois, H China em =>: a.C. - #om s"a esposa 7iong-n" e "m sobre i ente de se" #orpo de g"arda - trazendo in.ormaç+es inteiramente no as H #orte #hinesa. Em ==U a.C. .oi o"tra ez mandado para o &#idente, isitando Qergana e a 1ogdiana. Colhe" mais in.ormes sobre essas regi+es e des#obri" grandes possibilidades de #om!r#io para a China, parti#"larmente em razão da demanda de seda. D"rante esse tempo os generais de Han 3"di e se"s s"#essores imediatos inham desen ol endo "ma intensa ati idade militar. Ha ia "ma #onstante mo imentação de grandes e*!r#itos. Em =AA a.C. "m e*!r#ito de #er#a de A@@ mil homens, #om #a alaria e #arros de #ombate, ata#o" os 7iong-n". /o todo, nos ?@ anos entre =A: e U: a.C., ho" e >U grandes e*pediç+esF =C para o Noroeste e o &este, tr(s para o Nordeste <-an#hOria e Cor!iaB e oito para o 1"l. /s e*pediç+es para o 1"l eram relati amente mais .%#eis, lhas as 5"e isa am ao Noroeste %rido, #om rotas de s"primento longas e pre#%rias, e #ontra inimigos determinados e e*perientes, o#asionaram enormes perdas de ida. Xinte #omandos .oram estabele#idos entre =A@ e DU a. C. em %reas .ronteiriças.

E"arniç+es eram instaladas para de.ender as rotas militares, e só na !po#a de 3"di .oram en iados > milh+es de #hineses #om o ob2eti o de #olonizar o Noroeste. -esmo os astos re#"rsos da China, era #laro, esta am e*a"rindo-se. -as, em ==D a.C., o poder 7iong-n" 2% não era tão grande e, em U> a.C., o ramo meridional dessa nação s"bmetia-se #ompletamente H China, en5"anto o ramo setentrional dei*a a de ser "ma ameaça tão grande. D"as das n"merosas e*pediç+es ao Noroeste mere#em menção espe#ial. Em =@> a.C., "m general, Gi E"angii, #onseg"i" trazer de Qergana alg"ns e*emplares de "ma raça de #a alos altos, m"ito apre#iada nessa região, 2"ntamente #om A mil o"tros de raça in.erior. &s #a alos de Qergana tomaram-se imediatamente "m s$mbolo de stat"s e #ontin"aram a s(-Io nas dinastias s"bse5aentes. E tr(s anos mais tarde, "m o"tro general, Gi Ging, #om "ma in.antaria de U mil #hineses, derroto" "ma #a alaria de A@ mil homens, #om "ma no a t%ti#a. Em s"a linha de .rente #olo#o" a in.antaria, armada de es#"dos e pi5"esF dispWs, na retag"arda, ar5"eiros #om poderosas bestas, alg"mas de arremesso mOltiplo, 5"e lança am %rias .le#has de "ma só ez. Contra essa .ormação, eram inOteis os ata5"es da #a alaria. Qoi o #ontr%rio do 5"e o#orre" d"rante a itória dos partos sobre os romanos em Carras em UC a.C., 5"ando ar5"eiros montados derrotaram os romanos, a melhor in.antaria da !po#a. -as Gi Ging não re#ebe" re.orços e te e de render-se, 5"ando se" s"primento de dardos e .le#has se esgoto". Ele #ai" em desgraça diante do tirNni#o 3"di e, 5"ando 1ima 9ian, o .amoso historiador, o"so" inter ir em .a or do general, 3"di #ondeno" o er"dito ao b%rbaro #astigo da #astração. No Nordeste, o ob2eti o militar dos Han .oi o .lan#o e*terior dos 7iong-n", #"2a liderança ha ia sido re#onhe#ida pelos po os da -ongólia oriental e da -an#hOria. Um #omando #hin(s .oi estabele#ido na -an#hOria em =>? a.C. & Norte e o Centro da Cor!ia .oram #on5"istados em =@: e #riaram-se %rios #omandosF desses, Ga4 Gang .oi o mais importante. &s est$gios ar5"eológi#os desse per$odo do dom$nio #hin(s na Cor!ia atestam "m not% el gra"

de re.inamento e l"*o. 8hang 9ian ha ia des#oberto, na Sa#triana, 5"e os indianos poss"$am "m tipo de seda #hinesa, pro eniente do 1i#h"an, no 1"doeste da China. Isso le o" 3"di a pensar na e*ist(n#ia de "m #aminho ligando 1i#h"an H Índia, aberto por moti os #omer#iais. Na erdade, o terreno da rota direta era imprati#% el, e a seda pro a elmente #hega a H Índia atra !s do Noroeste da China e da ,ota da 1eda. -as a id!ia de "ma ligação direta #om a Índia .oi, em parte, a origem dos es.orços de 3"di para e*plorar a China meridional e s"bmet(-Ia ao se" dom$nio. / geogra.ia do 1"i era po"#o #onhe#ida nos primeiros tempos da dinastia dos Han. 9"ando se ser i" a Um zeloso ."n#ion%rio da #apital em isita a Cantão, amoras #omo sobremesa, ele per#ebe" 5"e a5"ela .r"ta não era "m prod"to da região. Ele asso#io"-a a "m tipo de amora #"lti ada no 1i#h"an, e graças a esse .ato o go erno Han des#obri" "ma rota 2% em operação, 5"e ia de oeste para leste e era "tilizada pelos po os tribais 5"e se ser iam do sistema do rio do &#idente. 1e se des#obrisse "ma rota do 1i#h"an H lndia, o #om!r#io poderia .l"ir diretamente do o#eano, em Cantão, at! as regi+es o#identais. De 5"al5"er modo, "ma #ampanha de "lto .oi organizada em === a.C. e a região s"l da China, #hamada Nan ;"e, .oi #on5"istada por seis e*!r#itosF alg"ns #ontingentes ieram pelo mar, o"tros, diretamente do s"l, e o"tros mais, pela no a rota 1i#h"an-rio &#idental. Cantão .oi tomada, bem #omo as pro $n#ias de E"ang-dong, E"ang*i e o )on5"im, na lndo#hina, 5"e passaram a .azer parte do imp!rio. D"rante a dinastia dos Han, o e*!r#ito torno"-se organizado e desen ol e"-se a "m gra" at! então des#onhe#ido. Ha ia "ma g"arnição postada na #apital, Changan. Qorças e*pedi#ion%rias eram en iadas em #ampanhas parti#"lares, de a#ordo #om as ne#essidades. E mantinha-se "ma permanente de.esa na Erande -"ralha e em o"tros postos .ronteiriços. / e.i#i(n#ia niilitar #hego" a "m alto n$ el na Erande -"ralha. No per$odo dos Han, essa .amosa #onstr"ção #onsistia n"ma s!rie de torres o" postos de #omando, em ti2olo e a inter alos reg"lares, "s"almente não m"ito distan#iados "ns dos o"tros para poderem ser m"t"amente

obser ados, e ligados por entrin#heiramentos #om alg"mas portas onde sentinelas .is#aliza am meti#"losamente passaportes e todo o trNnsito 5"e entra a o" sa$a, para impedir o #ontrabando. </ m"ralha posterior, da dinastia -ing, #om re estimento de pedra e reparos #oroados de ameias, era m"ito mais #omple*a.B &s postos de obser ação tro#a am entre si sinais #om .ogo e ."maça, e bandeiras ermelhas e az"is, a inter alos .i*ados #om pre#isão o" em #asos de emerg(n#ia. Ha ia "m ser iço reg"lar de #orreio, e a #ontabilidade era mantida em dia, in#l"si e para os materiais armazenados. Emprega am-se #ães poli#iais adestrados. &s soldados .abri#a am .le#has e en#arrega am-se da #onser ação da m"ralha. No per$odo Han, a m"ralha estendia-se at! H .ronteira em D"nh"ang, onde a Estrada da 1eda bi."r#a a para #r"zar o deserto de Eobi de o%sis em o%sis, 2"ntando-se de no o em Lagshar para #obrir a enorme distNn#ia na direção oeste. & problema do abaste#imento ao longo das rotas militares .oi par#ialmente resol ido por .azendas mantidas pelo go erno, nas 5"ais se estabele#eram #olWnias de eteranos, "m m!todo m"ito semelhante ao "sado pelos romanos. ,e#r"tas e e*-detentos eram "sados para o impop"lar ser iço de g"arne#er a m"ralha. -as, no .inal do per$odo dos Han, a g"arnição era .ormada prin#ipalmente por eteranos e mer#en%rios. /s .orças mer#en%rias eram, em s"a maioria, pagas #om ."ndos #onseg"idos atra !s de "m imposto 5"e s"bstit"$a o ser iço militar #omp"lsório. / pol$ti#a e*pansionista da dinastia dos Han anteriores e as grandes obras pObli#as por eles empreendidas tornaram-se m"ito onerosas para os #o.res do go erno. Han 3"di pro#"ro" resol er esse problema #om "ma s!rie de medidas .is#ais. ,estabele#e" os monopólios estatais do .erro, do sal e da #"nhagem de #obre, e introd"zi" "m no o monopólio, o das bebidas al#oóli#as. Colo#o" em operação "m sistema de `ni elamento`, no 5"al o go erno #ompra a grãos nos per$odos de ab"ndNn#ia, e esto#a a-os para re end(-Ios em !po#as o" lo#alidades de es#assez. & prin#ipal ob2eti o era obter "m l"#ro para o Estado, embora a medida tamb!m se destinasse a assistir as #lasses pop"lares, pois a2"da a a estabilizar os preços. 3"di passo" a #obrar ta*as espe#iais de na ios e #arroças, ende" #argos do

go erno aos ri#os e e*igi" `doaç+es` de pessoas proeminentes. Emiti" `#erti.i#ados em pele de gamo` 5"e #ertos nobres eram #ompelidos a ad5"irir ao preço de C@@ mil moedas de #obre. )amb!m pro#ede" a "ma des alorização da moeda, assim #riando, at! #erto ponto, "m pre#edente perigoso para os se"s s"#essores no trono. Esses estratagemas .is#ais obti eram moderado (*ito por alg"m tempo mas o mais pertinaz de todos os problemas pro o" ser a propriedade da terra e #on#omitantes impostos. / pop"lação #res#ia, o 5"e signi.i#a a menos terra para #ada #ampon(s. /o mesmo tempo, as grandes .am$lias terratenentes esta am a"mentando a e*tensão de s"as propriedades e estas, #om .re5a(n#ia, esta am isentas de impostos. /ssim, a base trib"t%ria dimin"$a, #omo no Papão do per$odo Heian, em data posterior, e os #amponeses remanes#entes esta am s"portando "m Wn"s despropor#ional. Qoram realizados #onstantes es.orços legislati os para #orrigir essa sit"ação, limitando a %rea das propriedades dos grandes senhores e restabele#endo assim a proteção do go erno e, por #onseg"inte, o #ontrole do #ampesinato, 5"e tinha sido a grande .orça da dinastia dos Han em se"s primórdios. -as esses es.orços .oram, em grande parte, in.r"t$.eros, e as propriedades pri adas #ontin"aram #res#endo. /pesar do poder #entralizado da dinastia, os go ernantes não pare#iam ser mais #apazes de s"star essa tend(n#ia do 5"e os irmãos Era#os e se"s s"#essores em ,oma, 5"ando 5"iseram impedir a "s"rpação das terras do Estado por senadores e ri#os #a aleiros. /s #ir#"nstNn#ias eram di.erentes mas as raz+es as mesmasF em ambos os #asos, "m nOmero #omparati amente pe5"eno de lati."ndi%rios solidamente instalados, os ."n#ion%rios da #orte na China e os senadores em ,oma, #ontrola am o ."n#ionamento #otidiano do go erno. / interação pol$ti#a entre o imperador e os ."n#ion%rios do per$odo dos Han #onstit"i "m paradigma para grande parte da história s"bse5aente da China, 5"ando o padrão se repeti" em %rias .ormas, pois "m sistema a"to#r%ti#o não elimina a ati idade

h"mana da pol$ti#a, mas altera tão-somente s"a mani.estação. / maneira a"to#r%ti#a #omo 3"di #ond"zia os negó#ios do Estado era 5"ando m"ito, ben!.i#a en5"anto "m imperador .osse tão .orte e #apaz 5"anto ele. -as, depois de s"a morte em ?V a.C., "m general, He E"ang, estabele#e" prati#amente "ma ditad"ra sob o s"#essor de 3"di e obte e para se"s próprios .amiliares a maioria dos prin#ipais #argos. /s .a#ç+es 5"e se .ormaram em torno dos .a oritos do pal%#io, e"n"#os poderosos e, espe#ialmente, dos parentes mas#"linos das imperatrizes, .oram .atais para "m go erno bem organizado. 3"di tinha #hegado a "ma sol"ção simples 5"anto ao problema dos parentes, pois 5"ando es#olhe" o se" herdeiro leg$timo ordeno" a e*e#"ção da imperatriz-mãeF mas os se"s s"#essores não p"seram em pr%ti#a essa #r"el sal ag"arda. Eraças H #ombinação dos .atores men#ionados a#ima, o poderio da Casa dos Han de#lino" rapidamente e, no ano D d.C., "m membro da poderosa .am$lia 3ang, 3ang -ang,2% no e*er#$#io de "m alto #argo e sobrinho de "ma imperatriz, "s"rpo" o trono e tento" ."ndar "ma no a dinastia. 3ang -ang <D->A d.C.B, "m .er oroso #on."#ionista, restabele#e" o 5"e #onsidera a serem os t$t"los e as instit"iç+es da dinastia dos 8ho", mas s"as re.ormas e#onWmi#as .oram radi#ais. ,einstit"i" o sistema de `e5"alização`, introd"zi" #r!ditos agr$#olas e manip"lo" o alor da moeda. 'ropWs "ma sol"ção e*trema para o problema da terra, `na#ionalizando-a` e redistrib"indo-a aos #amponeses. &s es#ra os parti#"lares, menos de =g da pop"lação, seriam da mesma .orma propriedade do go erno. -as essa tentati a so.re" a ine it% elh oposição dos propriet%rios de terra. Não se en#ontro", por o"tro lado, nenh"m meio e.i#az de redistrib"ir a terra #on.is#ada. Irrompe" "ma re olta #amponesa em =V d.C., no 1handong, sob a liderança de "ma m"lher igorosa #onhe#ida #omo -ãe G". 9"ando a .alta de #"idado #om os di5"es e pesadas #h" as geraram "ma importante m"dança no #"rso in.erior do rio /marelo, pro o#ando en#hentes desastrosas, a re olta espalho"-se Hs plan$#ies #entrais. &s rebeldes, #om os rostos pintados para pare#erem demWnios e adotando s$mbolos religiosos, tomaram-se

#onhe#idos #omo `1obran#elhas Xermelhas` e abriram "m pre#edente, m"itas ezes imitado em dinastias posteriores, de "m mo imento gen"inamente pop"lar s"rgido em tempos de #rise, sob a !gide de "ma religião. / #ombinação das #lasses mais altas e das mais bai*as na oposição ao no o regime mostro" ser demasiado .orte para 3ang -ang, 5"e a#abo" sendo derrotado e morto em >A d.C. 1"a rep"tação .oi pre2"di#ada pelo simples .ato de não ter #onseg"ido ."ndar "ma no a dinastia, o 5"e le o" historiadores ortodo*os a ta#h%-lo de "s"rpador.

Dinastia Han Posterior por 3illiam -orton em China - História e C"lt"ra <=D?:B, Editora 8aharF ,io de Paneiro

& no o go ernante 5"e de ol e" o poder aos Han era, ele próprio, "m membro da .am$lia imperial original, a #asa de Gi", e re#ebe" o ep$teto de E"ang 3"di, o `Srilhante Imperador -ar#ial` <>U-UV d.C.B. G$der igoroso, s".o#o" a re olta dos `1obran#elhas Xermelhas` e liberto" m"itos 5"e ha iam sido red"zidos H es#ra idão d"rante o per$odo de agitação. /s g"erras tinham eliminado n"merosos aristo#ratas e lati."ndi%rios, o 5"e te e o e.eito de melhorar a arre#adação direta de impostos pelo Estado. & no o imperador, partindo da esta#a zero, não tinha na #orte tantos ."n#ion%rios e dependentes a 5"em manter. & teso"ro re#"pero"-se e, sob se" p"lso .irme, o go erno al#anço" "m #erto gra" de estabilidade. & sistema de irrigação do rio 3ei .ora destr"$do e a elha #apital, Changan, tinha sido se eramente #astigada. 'or o"tro lado, os imperadores do per$odo dos Han posteriores, apesar do 5"e se a.irmo", .oram .orçados a depender, em larga medida, da #lasse dos propriet%rios de terra, #"2o #entro de gra idade se sit"a a mais para o leste. 'or todas essas raz+es, E"ang 3"di m"do" s"a sede de Changan mais para o leste, para G"oZang, ."ndando o per$odo 5"e se #onhe#e #omo da dinastia dos Han

posteriores o" &riental. & seg"ndo imperador, agora assente em bases mais .irmes, olto" s"as atenç+es para a re#"peração do dom$nio sobre a Ksia #entral. 'ara dar e*e#"ção a se"s planos, #onto" #om "m dos maiores generais #hineses, San Chao. & apoge" do anterior poderio #hin(s na Ksia #entral e no Noroeste eri.i#ara-se em UD a.C., #om a nomeação de "m 'rotetor-Eeral das ,egi+es &#identais. -as o #argo - e #om ele o #ontrole #hin(s - de#a$ra aos po"#os em importNn#ia, sobret"do d"rante o t"m"lt"ado per$odo asso#iado ao .im dos Han anteriores. San Chao, a partir de VA d.C., "so" de todos os meios diplom%ti#os e militares ao se" al#an#e para rea.irmar e #onsolidar o dom$nio #hin(sF 5"ando, em D=, .oi nomeado 'rotetor-Eeral das ,egi+es &#identais, ele 2% esta a em #ondiç+es de #ontrolar toda a ba#ia do )arim desde o se" 5"artelgeneral sit"ado no limite norte da região, em L"#ha. Em V:, San .oi a.astado d"rante bre e per$odo, por moti os pol$ti#os, mas logro" pers"adir o imperador de 5"e pre#isaria apenas de "m red"zido 5"adro de o.i#iais e homens e*perientes #hineses para organizar .orças lo#ais .i!is #ontra os Estados ainda não s"bmetidos. Essa pol$ti#a, pa#ientemente e*e#"tada ao longo de =Vanos, .oi e*tremamente bem-s"#edida e o próprio San Chao gran2eo" o respeito de n"merosas tribos, graças Hs s"as 5"alidades de estadista. Em s"a maior e*pedição, San Chao #ond"zi" "m e*!r#ito de V@ mil homens atra !s das montanhas )ian 1han at! o mar C%spio, o" se2a, at! 5"ase as .ronteiras da E"ropa, sem en#ontrar nenh"ma resist(n#ia s!ria. Depois de #obrir essa prodigiosa distNn#ia, mais de : mil 5"ilWmetros desde G"oZang, en io" "m representante H '%rtia, H -esopotNmia e ao Imp!rio ,omano, então <em DV d.C.B go ernado pelo imperador Ner a. & en iado in.ormo" 5"e a '%rtia era "m pa$s 5"e prod"zia e*#elentes soldados. Dirigi"-se em seg"ida, pela rota das #ara anas, para as margens do gol.o '!rsi#o. /mendrontado por "ma lenda de marinheiros 5"e a.irma a 5"e os 5"e se a ent"ra am pelo gol.o '!rsi#o e pelo o#eano Índi#o

poderiam pre#isar de tr(s meses a dois anos para a iagem e 5"e m"itos, em irt"de de alg"ma propriedade do mar, morriam de sa"dades da p%tria, o emiss%rio desisti" da tentati a de #hegar ao m"ndo romano. Y pro % el 5"e os partos .izessem todo o poss$ el para e itar "ma estreita ligação entre os poderosos #hineses e se"s inimigos tradi#ionais, os romanos. /l!m disso, o #om!r#io da seda era rendoso para todos os 5"e p"dessem permane#er #omo intermedi%rios, e espe#ialmente para os partos. -as, atra !s de in.ormaç+es trazidas por San Chao, 5"e retomo" H China em =@>, e pelos gregos 5"e isitaram a China em =:: e >>:, ! e idente 5"e os #hineses sabiam mais sobre ,oma do 5"e os romanos sabiam sobre a China. /s histórias din%sti#as dos Han posteriores e de dinastias menores s"bse5aentes al"dem s"mariamente a esses .atos6

& po o de Da5in <,omaB tem historiadores e int!rpretes de l$ng"as estrangeiras, tal #omo os Han. /s m"ralhas de s"as #idades são de pedra. Eles "sam #abelo #"rto, estem ro"pas bordadas e deslo#am-se em #arros m"ito pe5"enos. &s go ernantes desempenham s"as ."nç+es d"rante "m #"rto espaço de tempo e são es#olhidos entre os homens mais alorosos. 9"ando as #oisas não ão bem, são s"bstit"$dos. ^H% a$ "m ana#ronismo, pois trata-se de "ma re.er(n#ia aos #Wns"les da !po#a da ,epObli#a._ & po o de Da5in poss"i ele ada estat"ra.<...B Xestem-se di.erentemente dos #hineses. 1"a terra prod"z o"ro e prata, todas as esp!#ies de bens pre#iosos, Nmbar, idro e o os gigantes <o os de a estr"zB. Da China, atra !s de /n*i <'%rtiaB, eles obt(m a seda 5"e trans.ormam em .ina gaze. &s m%gi#os de Da5in <s$rios0B são os melhores do m"ndo. 1abem engolir .ogo e .azer malabarismos #om %rias bolas. &s Da5in são honestos. &s preços são tabelados e os #ereais #"stam sempre barato. &s silos e o teso"ro pObli#o estão sempre repletos. & po o de /n*i impede-os de #om"ni#ar-se #onos#o por terraF al!m disso, as estradas são in.estadas de le+es, o 5"e torna ne#ess%rio ia2ar em #ara ana e #om es#olta militar. &s da5in primeiramente en iaram emiss%rios H nossa terra <em =:: d.C.B. Desde então, se"s

mer#adores t(m .eito .re5aentes iagens a ,inan <)on5"imB. ^Citado em C.'. Qitzgerald - China6 / 1hort C"lt"ral HistorZ, p. =DU._

& relato pode ser s"m%rio, mas est% basi#amente #orreto. / ignorNn#ia romana sobre a China, por o"tro lado, era pro."nda. &s romanos asso#ia am a China a po"#o mais do 5"e H seda, a tal ponto 5"e o ad2eti o seri#"s, `#hin(s`, deri ado do s"bstanti o 1eres, eio a signi.i#ar, por trans.er(n#ia, `sedoso` <seri#os p"ll ilos6 pe5"enas almo.adas de seda6 Hor%#io, Epodos, ?6 =UB. Hor%#io men#iona os #hineses em %rios #onte*tos geogr%.i#os amplamente separados, asso#iados #om a '%rtia, a Sa#triana e o rio Don, na ,Ossia at"al. Na erdade, ele esta a es#re endo poesia e não geogra.ia e*ata. /l!m disso, apre#ia a a intelig(n#ia dos #ontrastes inesperados. -as permane#e a impressão de 5"e Hor%#io e se"s leitores se mostra am e*tremamente agos, para não dizer #on."sos, a respeito da lo#alização da China, e ignorantes sobre se"s #ost"mes. & mais gritante erro a respeito dos #hineses em do es#ritor G"#ano, 5"e .oi e*e#"tado por Nero em :: d.C. G"#ano #olo#a os #hineses nas nas#entes do Nilo e os .az izinhos dos et$opes. &s dois grandes imp!rios da China e de ,oma mantinham, pois, #ontatos atra !s do #om!r#io da seda, mas 2amais se en#ontraram realmente. &s ind$#ios de #ontato são t(n"es e mostram apenas "m inter#Nmbio m$nimo. D"as moedas antoninas .oram en#ontradas em 'hnam, "m porto no delta do -e4ong, 5"e era "m entreposto .lores#ente para o #om!r#io "ltramarino na dinastia dos Han, mas isso não pro a a presença de romanos ali. Em C> a.C. soldados #hineses no antigo reino helen$sti#o da 1ogdiana derrotaram "m gr"po do 7iong-n" e de tropas estrangeiras 5"e, possi elmente, eram soldados romanos #apt"rados. 'int"ras da batalha .oram ane*adas a "m relatório en iado ao imperador #hin(sF essa era "ma

pr%ti#a 5"e os romanos obser a am em s"as itórias, mas n"n#a .oi #ost"me #hin(s. Uma #idade e*isti" na própria China depois de VD a.C., #hamada Gi Pian. Este ! o nome 5"e os #hineses da am a /le*andria, e os m!todos da nomen#lat"ra #hinesa indi#ariam 5"e a #idade era habitada por pessoas indas de /le*andria, no m"ndo romano. / não ser por esses pe5"enos .atos, o m"ndo gre#o-romano e a China e se"s sat!lites e*istiram #omo entidades separadas, #ada "ma #onsiderando a si própria o #entro do m"ndo #i ilizado. & inter#Nmbio entre a E"ropa e a Ksia oriental iria #omeçar, de maneira m"ito red"zida, no per$odo medie al, mas só se tornaria #"lt"ralmente signi.i#ati o a partir do s!#"lo 7I7. Xoltando ao desenrolar dos a#onte#imentos no per$odo dos Han posteriores, os reinados dos tr(s primeiros imperadores, at! ?? d.C., .oram mar#ados por solidariedade interna e e*pansão e*terna o", melhor dizendo, re#omeço dessa e*pansão. Depois disso, por!m, os problemas a"mentaram e ini#io"-se a de#ad(n#ia. / sit"ação na .ronteira norte mostro" di.erenças interessantes, se #omparada H e*istente no per$odo dos Han anteriores. /s tribos semi-sedent%rias, in.l"en#iadas pela #i ilização #hinesa, .ormaram "ma região-tampão 5"e protegia a China propriamente dita. Não ho" e in#"rs+es maiores de po os b!li#os independentes no E*tremo Norte o" no &este. /s di.i#"ldades s"rgiram, na erdade, nas tribos in#orporadas sob os Han anteriores na própria China. /lg"mas eram .ormadas por antigos nWmades, en5"anto o"tras eram #onstit"$das de montanheses de origem tibetana. /mbos os gr"pos sentiram-se e*plorados pela b"ro#ra#ia #hinesa. / China, em s"a #apa#idade `#i ilizadora`, esta a sempre tentando trans.ormar os reinos dependentes nos #hamados `territórios militares` e, em seg"ida, em `regi+es administrati as` #om"ns, #omo as do resto de se" território. 1e .osse poss$ el #on erter os re#!m-#hegados em agri#"ltores, poderiam ser trib"tados, re#r"tados para o e*!r#ito e obrigados a #ontrib"ir #om "m m(s por ano de trabalho #omp"lsório <#or !iaB. h/5"eles 5"e se re#orda am da liberdade de "ma antiga ida nWmade <e es5"e#iam s"as pro aç+esB re olta am-se #ontra todo esse pro#esso, ainda mais 5"ando iam se"s agressi os primos,

al!m-.ronteiras do imp!rio, re#eberem presentes aliosos #om 5"e os .aziam .i#ar 5"ietos. <De .ato, para manter a paz #om esses izinhos, gasta am-se "ltosas somas6 ? mil rolos de seda em U= a.C., ele ados para A@ mil rolos em I d.C.F dos =@ bilh+es de #ai*as ^o" moedas de #obre_ de re#eita go ernamental, #er#a de "m terço era gasto #om essa diploma#ia de `a2"da e*terna`.B Não s"rpreende, portanto, 5"e os e*-nWmades e*plorados dentro das .ronteiras do imp!rio esti essem .re5aentemente em p! de g"erra. Essa intran5ailidade e o re#"o de antigas #olWnias .ronteiriças de" origem H migração de m"itos #amponeses, 5"e b"s#a am re.Ogio e emprego 2"nto aos grandes propriet%rios. Estes torna am-se mais ri#os e poderosos do 5"e n"n#a dentro do Estado. & próprio E"ang 3"di, antes de tornar-se imperador, poss"$a "m asto território #ir#"ndado de "ma m"ralha #om portas. )inha se" próprio mer#ado e "m e*!r#ito pri ado para de.end(-lo. / irrigação, a #riação de gado e os i eiros de pei*es em tais propriedades propi#ia am-lhes #ompleta independ(n#ia e#onWmi#a em tempos di.$#eis. 1e os Oni#os .atores importantes na estr"t"ra so#ial dos Han posteriores ti essem sido os ."n#ion%rios terratenentes e a enorme massa de #amponeses, a sit"ação poderia ter permane#ido est% el, #omo o .oi d"rante os tr(s primeiros reinados. -as os e"n"#os da #orte as#enderam ao poder #omo #r"!is ri ais dos ."n#ion%rios e, em =AU d.C., .oi-lhes dado o direito de adotar .ilhos. / medida de" a esses in.elizes ori"ndos de "ma #lasse mais bai*a da so#iedade "m in#enti o para .ormar .am$lias e legar ri5"eza e poder. 1eria "m est"do interessante para a no a dis#iplina da psi#o-história e*aminar #omo a #ar(n#ia se*"al dos e"n"#os pala#ianos, .re5aentemente ol"nt%ria por raz+es de #arreira, a#endia s"a ambição e a"menta a o ."ror #om 5"e #ombatiam os ."n#ion%rios pri ilegiados, em l"ta por ri5"eza, posição e "m l"gar ao sol. Um gr"po de ."n#ion%rios e donos de terras tramo" "ma #on2"ra #ontra os e"n"#os em =:V mas .oi desmas#arada e os #onspiradores a.astados de se"s #argos e mandados para o e*$lio. /s .am$lias

lati."ndi%rias tinham em s"as propriedades r"rais as bases do se" poder lo#al, nas 5"ais se sentiam normalmente seg"ras. -as importantes re oltas agr%rias, em =?C, ameaçaram-nas no #ampo, e os #amponeses, sem 5"al5"er stat"s pol$ti#o o.i#ial, mostraram ser #apazes de ameaçar todo o sistema estatal pelo peso n"m!ri#o, p"ro e simples, somado H s"a .orça militar. Nessa sit"ação, os e"n"#os retomaram temporariamente ao poder mas .oram derrotados, de modo de#isi o, em =?D, n"ma igorosa ação armada sob o #omando de "m general da E"arda Imperial 5"e mando" massa#rar mais de > mil e"n"#os. / #rise agr%ria de =?C .oi semelhante mas m"ito mais gra e do 5"e a da re olta dos `1obran#elhas Xermelhas`, a 5"al apresso" o .im do pe5"eno interregno de poder de 3ang -ang. /"mentaram imensamente os bandos de #amponeses errantes, em #onse5a(n#ia das en#hentes na ba#ia in.erior do rio /marelo. Esses homens desesperados en#ontraram "m .o#o e "m propósito no mo imento dao$sta #onhe#ido #omo os )"rbantes /marelos. Dado 5"e não ha ia l"gar n"m Estado a"to#r%tI#o para 5"e mo imentos dissidentes se e*pressassem de .orma pol$ti#a, nessa e em m"itas o"tras #rises s"bse5aentes, o des#ontentamento geral e a oposição #ombina amse sob "ma !gide religiosa. / rebelião dos )"rbantes /marelos .oi #omandada pelo patriar#a de "ma seita dao$sta #onhe#ida #omo os )aiping, "m #erto 8hang Piao, a2"dado por se"s dois irmãos. Esse l$der era e identemente "ma .ig"ra #arism%ti#a, a 5"em se atrib"$am poderes de #"ra, bem #omo o talento e a energia para o #omando militar. Como grassa am epidemias em #onse5a(n#ia das en#hentes, se" poder de #"ra atrai" m"itos adeptos. & t$t"lo da seita, )aiping, `grande paz`, s"geria "ma idade de o"ro onde os homens seriam todos ig"ais, i eriam em paz e #ompartilhariam os bens materiais. 'or isso as #om"nidades dos )"rbantes /marelos passa am m"ito tempo em obser Nn#ias religiosas, 2e2"ns de p"ri.i#ação e #on.issão pObli#a de pe#ados. Esses en#ontros religiosos in#l"$am , transes #oleti os, a#ompanhados de mOsi#a e de prostraç+es in#essantes. / histeria #oleti a assim ind"zida termina a m"itas ezes em orgias em 5"e homens e m"lheres

`mist"ra am se"s ba.os` <he 5iB. 9"ando os )"rbantes /marelos passaram H re olta aberta em =?C, não tardo" a ha er A:@ mil homens em armas e, em =??, a rebelião tinha-se estendido desde o 1handong na China oriental at! o 1han*i, na parte oriental do pa$s. /o mesmo tempo, o"tra rebelião de #ara#ter$sti#as semelhantes irrompe" em =D@, estabele#endo, d"rante #erto tempo, "m Estado independente na parte s"l do 1haan*i e no 1i#h"an. Essa re olta .i#o" #onhe#ida #omo a dos `Cin#o Celamins de /rroz`, #"2o nome deri a da 5"antidade de arroz #om 5"e os membros pre#isa am #ontrib"ir para os #o.res #om"ns. /boliram a propriedade pri ada, instit"$ram a distrib"ição grat"ita de #ereais aos ia2antes e #onstr"$ram `alberg"es da ig"aldade`, onde estes Oltimos podiam #omer sem pagar nada. En#ora2aram os membros a se p"ri.i#arem dos pe#ados atra !s de trabalho na man"tenção das estradas. Essa\ medida ! "ma ariante interessante da #or !ia "s"al imposta pelo go erno, agora., #"mprida pelos #amponeses #om "m #erto gra" de li re-arb$trio, mas sob sanção religiosa. / e*piação pare#e ter sido "m .orte in#enti o, "ma ez 5"e essas seitas a#redita am 5"e as doenças res"lta am do pe#ado. Embora o #entro dos `Cin#o Celamins de /rroz`^Celamin, antiga medida de #apa#idade para #ereais, e5"i alente H =:.? parte de "m al5"eire, o" #er#a de > litros_ se lo#alizasse no &este da China, tal ez alha a pena obser ar 5"e o 1handong e a %rea #osteira do Nordeste, 5"e por tanto tempo se desta#aram #om se" ent"siasmo pela m%gi#a dao$sta e #om a re olta dos )"rbantes /marelos, .oi tamb!m a região, antes do regime #om"nista, em 5"e seitas milenares e ."ndamentalistas #ristãs ass"miram as .ormas mais e*tremas. Essas rebeli+es en.ra5"e#eram seriamente a dinastia dos Han posteriores, 2% debilitada por .a#ç+es na #orte, pois tr(s grandes .am$lias aliadas a imperatrizes tinham dominado a sit"ação de ?? d.C. a =CC d.C. & .im #hego" em razão da ri alidade de generais a 5"em se #on.eriram grandes poderes para en.rentar as re oltas #amponesas. Dong 8h"o sa5"eo" e 5"eimo" a #apital em =D@, o 5"e

a#arreto" a perda da Sibliote#a Imperial e dos ar5"i os dos Han. 1"a #r"eldade e*#essi a #a"so" se" assassinato, e o poder s"premo no Norte passo" Hs mãos do .amoso general Cao Cao, .ilho adoti o de "m e"n"#o. & imp!rio então di idi"-se em tr(s regi+es geogr%.i#as nat"rais, Cao Cao go ernando o reino de 3ei no NorteF Gi" Sei, o reino de 1h"-Han no 1i#h"an, no &este, e 1"n Ch"an, o 1"l e o ale do bai*o ;angzi, n"m reino #hamado 3". Ini#io"-se, assim, a era dos )r(s ,einos <>>@->?@ d.C.B e "m longo per$odo em 5"e o imp!rio "ni.i#ado não era mais do 5"e "m sonho.

Cu$tura no %er&odo Han por 3illiam -orton em China - História e C"lt"ra <=D?:B, Editora 8aharF ,io de Paneiro

/ longa d"ração, na es#ala do tempo, da história #hinesa e a se5a(n#ia aparentemente ininterr"pta das dinastias #riaram a .alsa impressão de "m .l"*o #ont$n"o. Na erdade, a re ol"ção prod"zida pelas dinastias 9in e Han .oi tão grande 5"e a era .e"dal de Con.O#io e dos Estados ,i ais não passa a de remota lembrança para os er"ditos Han, separados por "m grande abismo de se"s próprios tempos. Eles atrib"$ram a "nidade de se" próprio imp!rio ao go erno dos primeiros 8ho" e as dimens+es do território #hin(s de se" tempo aos dom$nios dos 8ho" 5"e estes, de .ato, n"n#a poss"$ram. Isso estabele#e" "m padrão distor#ido para a interpretação da história da China, o 5"al persisti" at! os tempos modernos e só agora est% sendo grad"almente #orrigido. Depois do .ormalismo legalista dos 9in, os imperadores Han resta"raram o #on."#ionismo, embora retendo m"itas #ara#ter$sti#as a"to#r%ti#as Oteis do lega- lismo 5"e se a2"sta am ao se" go erno a"to#r%ti#o. Nomearam espe#ialistas nos Cin#o Cl%ssi#os, agora #onsiderados por eles obras #on."#ianas, e .izeram de "ma t$pi#a irt"de #on."#iana, a de oção .ilial, "m dos #rit!rios

para a nomeação de ."n#ion%rios. &s est"dos #on."#ianos #l%ssi#os re#eberam #ada ez maior atenção e atingiram o a"ge na dinastia dos Han posteriores, 5"ando, em =VU d.C., o te*to dos #l%ssi#os .oi o.i#ialmente gra ado n"ma estela na #apital. No entanto, o Con."#ionismo assim resta"rado não era absol"tamente id(nti#o H do"trina original. & estilo #on#iso e, portanto, misterioso dos te*tos originais e a grande eneração #om 5"e eram en#arados en#ora2aram os er"ditos a tentarem des endar os sentidos o#"ltos 5"e pressentiam ha er neles. &s prin#$pios pelos 5"ais Dong 8hongsh" <0=VD-0=@C a.C.B e o"tros interpretaram os antigos te*tos deri a am da primiti a .iloso.ia nat"ral$sti#a, das .orças alternadas e #omplementares, o Zin e o Zang, o #laro e o es#"ro, a .(mea e o ma#ho, 5"e mant(m o e5"il$brio do #osmo e 5"e tinham sido "m modelo de pensamento para os #hineses antes da .ormação de 5"ais5"er es#olas .ilosó.i#as. /s m"danças e a alternNn#ia na nat"reza .oram trans.ormadas em s"#essi as itórias #ir#"lares dos Cin#o Elementos6 terra, madeira, metal, .ogo e %g"a. /ssim, a terra .oi remo ida pela madeiraF a madeira, #ortada pelo metalF o metal, ."ndido pelo .ogoF o .ogo, apagado pela %g"a e a %g"a, s"plantada pela massa de terra, a .im de 5"e o #i#lo re#omeçasse. &s int!rpretes Han, o"tra ez baseando-se em espe#"lação anterior, estenderam a se5a(n#ia por #orrespond(n#ias #om os pontos #ardeais, as #ores, os #ara#teres #$#li#os "sados para per$odos no #alend%rio e at! as dinastias. /ssim, o .ogo < ermelhoB era o signo dos 8ho", derrotado pela %g"a <pretoB, o signo dos 9in, e a %g"a, por s"a ez, en#ida pela terra <amareloB, s$mbolo dos Han. /s #orrespond(n#ias e as se5a(n#ias liga am-se a o"tro antigo s$mbolo, o dos oito trigramas, "m modelo de linhas "nas e di ididas. <&s oito trigramas .oram mais tarde m"ltipli#ados para :C he*agramas, o" s!ries de seis linhas.B Embora essas espe#"laç+es possam pare#er estranhas e m"ito .orçadas para os o#identais, elas não a.etam os #hineses do mesmo modo, pois estes tentam e*pli#ar o m"ndo em termos de s$mbolos pro enientes de "m passado ener% el, 5"e lhes pare#e poss"ir alidade

"ni ersal. Dong 8hongsh" pro#"ro" #olo#ar os prin#$pios #on."#ianos n"m ar#abo"ço #ósmi#o e rela#ion%-los #om as obras do "ni erso, tal #omo o ia. Em parti#"lar. en.atizo" a id!ia de 5"e a a"toridade do imperador pro inha do C!". Desse modo, de" solidez teóri#a H .iloso.ia de Estado #on."#iana, 5"e perd"ro" d"rante m"itos s!#"los depois. &s #hineses 2amais pensaram 5"e, para manter "ma #rença, ! ne#ess%rio e*#l"ir o"tras, e o per$odo Han toi mar#ado por grande e#letismo. Embora o Con."#ionismo gozasse de no o .a or e apoio imperial, o Dao$smo tamb!m era "m elemento poderoso no pensamento da !po#a. Ha ia in.l"en#iado o imperador 3"di, #omo imos. Impressionara o pai do historiador 1ima 9ian e .oi a .iloso.ia pre.erida pela imperatriz de 3endi e pelo imperador H"idi. Uma das ind"bit% eis atraç+es do Dao$smo era s"a alegação de 5"e se podia preser ar o #orpo e prolongar a ida, #om a adoção de t!#ni#as di.erentes, #omo a al5"imia, e*er#$#ios .$si#os, dieta, pr%ti#as se*"ais e #ontrole respiratório. &s segredos da ida eterna e a maneira de .abri#ar o"ro eram #onhe#idos dos Qelizes Imortais, 5"e mora am na Ilha dos /bençoados, no mar oriental, e poderiam, tal ez, ser re elados a ini#iados\ espe#iais. )"do o 5"e i ia nessas ilhas era bran#o, e os pal%#ios e os templos eramF de prata e o"ro. Id!ias #omo essas eram en#ontradas n"m li ro da !po#a dos Han, o H"ainanzi, 5"e, ao e*pli#ar os #on#eitos mais p"ramente .ilosó.i#os do Gaozi e do 8h"angzi de "ma .orma sobrenat"ral, #ontrib"i" para trans.ormar a .iloso.ia dao$sta na religião dao$sta. / as#ensão desta religião na !po#a ganho" no o imp"lso #om os mo imentos pop"lares #omo o dos )"rbantes /marelos e o dos Cin#o Celamins de /rroz, pois neles se #ons"bstan#ia a "ma organização religiosa 5"e a#redita a ardentemente n"ma so#iedade "tópi#a indo"ra, a par de "m #"lto pop"lar 5"e en.atiza a os ensinamentos morais. / 5"estão de #riti#a e interpretação de te*tos o#"po" tamb!m os er"ditos Han. /s s"tis di.erenças entre as es#olhas do /ntigo e do No o )e*to poderiam ser passadas por alto n"ma bre e e*posição #omo esta, se não .osse o .ato de essas di.erenças terem

e*tra asado os limites de "ma 5"estão de e*egese te*t"al para se perpet"arem sob %rias .ormas at! ao s!#"lo 7I7. Um des#endente de Con.O#io a.irmo" ha er en#ontrado "ma elha #ópia do 1h"2ing. o Gi ro dos Do#"mentos. nas paredes da #asa do s%bio. Este e o"tros materiais des#obertos esta am redigidos em es#rita anterior H dinastia dos 9in. / maioria dos Cl%ssi#os Con."#ianos tão intensamente est"dados d"rante os Han, tinha, por o"tro lado, sido transmitida, oralmente e registrada na no a es#rita. Como 2% dissemos, as dis#ordNn#ias assim s"rgidas entre es#olas .oram m"ito al!m da 5"estão de leit"ra #orreta e entraram no dom$nio da interpretação, realçando os ent"siastas do No o )e*to signi.i#ados o#"ltos e s"postas ligaç+es #om a #osmologia e a adi inhação, en5"anto os de.ensores do Xelho )e*to desta#a am os elementos morais e rit"al$sti#os na tradição original e adota am "ma atit"de mais ra#ionalista do 5"e m$sti#a. Qelizmente, todos os er"ditos #hineses, desde essa !po#a, .oram #"idadosos em preser ar os te*tos sem alteração e em separado dos #oment%rios interpretati os. Embora se2a e idente 5"e os pensadores Han esti essem abrindo "m no o6 #ampo em se" en.o5"e sobre o sentido do "ni erso e a ida h"mana nele #ontida, não .oi pela .iloso.ia, e sim pela historiogra.ia 5"e s"a !po#a se notabilizo". 1ima &ian <#. =CU-?U a.C.B, 9"e i e" no reinado do grande imperador Han 3"di, parti" dos ."ndamentos estabele#idos por se" pai, 1ima )an, e #ontin"o" s"a obra, & ,egistros Históri#os, 1hi Pi. desde os primeiros tempos at! s"a própria !po#a. Ela pretendia ser "ma história "ni ersal, mas, na erdade, trata-se de "ma história da China, legitimamente #onsiderada pelo a"tor #omo o #entro do m"ndo 5"e #onhe#ia. Não ! demais realçar a no idade e o al#an#e da obraF pois t"do o 5"e .ora .eito antes não passa a de anais, e 1ima 9ian #omeço" a #omposição da história. Ele organiza, pensa, .az a.lorar o sentido e a signi.i#ação dos .atos. Com e*traordin%rio poder de s$ntese, #onsidera a ess(n#ia da história da China do ponto de ista da pol$ti#a e da moral. Nesse est%gio primiti o da literat"ra históri#a do m"ndo, tr(s #ara#ter$sti#as 5"e a moderna historiogra.ia

#onsidera #omo importantes 2% apare#em na obra de 1ima 9ian6 "ma pre#isão 5"anto Hs datas, herdada de analistas anterioresF "ma e*ata reprod"ção #"idadosa dos te*tos e*atos de do#"mentos importantes e "ma "tilização habilidosa do material oral das histórias, anedotas, registros de #on ersação diplom%ti#a e #oisas do g(nero. 1"a prosa ! #on#isa e li re de arti.$#ios liter%rios n"m gra" 5"e não ! habit"al na prosa #hinesa, "ma ez 5"e seriam po"#o próprios H narrati a históri#a. Ele #obre "m per$odo e*tenso, dando "m relato de #ada reinado de imperador <#om e*#eção do reinado de 3"di, "m registro 5"e seria pro a elmente m"ito #r$ti#o para ser p"bli#adoB na primeira seção, os /nais de Sase. Na seg"nda, es#re e sobre mOsi#a, #alend%rio, astrologia, rios e #anais, e#onomia e o"tros tópi#osF na ter#eira, apresenta biogra.ias de personagens maiores e menores da história. 1ima 9ian, 5"e ia2ara m"ito pela China e ti era a#esso H Sibliote#a Imperial e aos ar5"i os, e*pli#o" alg"ns de se"s moti os e propósitos n"ma #arta a "m amigo, ,en 1hao5ing6 /5"eles 5"e .ossem #egos, #omo 8"o 9i", o" alei2ados #omo 1"nzi, 5"e não tinha p!s, não poderiam n"n#a re#eber #argosF por isso se retira am para es#re er li ros a .im de e*por se"s pensamentos e s"a indignação, e transmitir se"s es#ritos teóri#os H posteridade, para 5"e esta so"besse 5"em eles eram. E" tamb!m me atre i a não ser modesto, mas dedi5"ei-me a me"s es#ritos inOteis. ,e"ni e #ompilei as elhas tradiç+es do m"ndo, 5"e esta am dispersas e perdidas. E*aminei os .eitos e os a#onte#imentos do passado e in estig"ei as raz+es 5"e ha ia por tr%s do s"#esso e do .ra#asso, da as#ensão e do de#l$nio, em =A@ #ap$t"los. Dese2ei e*aminar t"do o 5"e diz respeito ao #!" e ao homem, penetrar nas m"danças do passado e do presente, #ompletando t"do #omo o trabalho de "ma .am$lia. -as antes de terminar de ras#"nhar o man"s#rito, a#onte#e"-me esta #at%stro.e ^a #astração_. Qoi por5"e lamentei não t(-lo terminado 5"e me s"bmeti H e*trema penalidade sem ran#or. 9"ando ho" er a#abado realmente este trabalho, irei deposit%-lo na -ontanha Qamosa. 1e ele p"der #hegar Hs mãos de homens 5"e o apre#iem e penetrar em ilas e grandes #idades,

então, mesmo 5"e e" so.ra mil m"tilaç+es, 5"e arrependimento teria0 )ais ass"ntos podem ser dis#"tidos #om "m s%bio, mas ! di.$#il e*pli#%-los ao "lgo. ^1hi Pi, por S"rton 3atson_ / obra de 1ima 9ian estabele#e" "m padrão para todas as obras históri#as #hinesas s"bse5aentes. Qoi seg"ida pelo Han 1h", o" História dos Han </nterioresB, de a"toria da .am$lia San. Ini#iada por San Siao, a obra .oi #ontin"ada por se" .ilho, San E", 5"e a es#re e" em s"a, maior parte, e #on#l"$da por s"a .ilha, San 8hao, "ma das mais .amosas entre as raras es#ritoras #hinesas. Um o"tro des#endente dessa .am$lia admir% el .oi San Chao, protetor-geral das ,egi+es &#identais. Essa história, por s"a ez, torno"-se o modelo das s"bse5aentes histórias din%sti#as da China, #ompondo #ada dinastia "ma #rWni#a o.i#ial da pre#edente. Em o"tro ramo da literat"ra Han, o tipo mais #ara#ter$sti#o ! o l". 5"e tem sido #lassi.i#ado #omo poesia o", alg"mas ezes. #omo prosa ritmada, "ma ez 5"e o metro e o #omprimento da linha são irreg"lares. & tema desses poemas des#riti os, m"ito #oloridos, de estilo primoroso e apresentados na .orma .a orita dos #hineses de .rases balan#eadas e paralelas, gira em torno da #orte6 pal%#ios, #apitais, paisagens 5"eridas, a #aça e os di ertimentos pala#ianos. & gosto pop"lar este e tamb!m representado e penetro" nos altos #$r#"los da so#iedade Han sob a .orma de #anç+es de #amponeses, danças e instr"mentos m"si#ais, alg"ns, indos da Ksia #entral no in$#io do e*tenso #ontato #om os nWmades, #ontatos 5"e tanto eram pa#$.i#os 5"anto b!li#os. & estilo .ol#lóri#o .oi habilmente "tilizado pelo poeta -ei 1heng, #"2o metro de #in#o p!s ser i" de modelo para grande parte da poesia posterior. Este poema, #heio de amor sa"doso, tem "ma #erta 5"alidade no a e direta6

& morno sol da prima eraF /s or5"$deas em pleno .lores#imento. 9"ando o in erno ier #obrir-nos, 1"as .lores ainda ali estarão. Da prima era ao in erno, Cada dia, #ada hora, Desponta em mim a elha dor, /rde-me a #haga do #oração. 'are#e 5"e me" amor est% 1obre as n" ens da tenda #eleste, E todo "m asto "ni erso /bre-se entre nós. Xag"eio ao l"ar / sombra dos #iprestes, E penso, s"spirando, Na5"ela 5"e n"n#a es5"e#ereiF Não #reio 5"e homem alg"m i o 'ossa entender o tremor do me" #oração.

Dentro, a ol"mam-se os pensamentos... Começo a perder a razão.

Como pro a do inter#Nmbio #om os po os da distante Ksia #entral, o poema seg"inte <es#rito por "ma prin#esa #hinesa, #hamada 7i#h"n, a 5"em atendendo a raz+es de Estado, o imperador 3"di obrigo" a #asar #om "m #he.e dos 3"s"n, no ale do IliB re ela "ma desesperada sa"dade de #asa6

-inha .am$lia de"-me em #asamento. E - ai de mim\ - mando"-me para m"ito longe, 'ara a estranha terra dos 3"s"nF 1o" agora, para minha desgraça, a esposa do rei. Xi o n"ma tendaF as paredes de "ma #asa )ro5"ei-as por - .eltro. 1ó de #arne me alimento. E, para a#ompanhar a re.eição, dão-me leite de !g"a .ermentado. &h\ Como o me" #oração so.re desde 5"e me mandaram para #%F 1ó #onsigo pensar em #asa, sempre, sempre. 1e e" p"desse ser "ma gr"a amarela,

Xoaria #!lere para o me" perdido reino\

Não h% dO ida de 5"e a !po#a dos Hans .oi, sob %rios aspe#tos, "ma .ase de #onsider% el re5"inte. / te#nologia e a #riati idade não .oram negligen#iadas. 'l$nio, o Xelho, es#re e", em AD d. C., a respeito da alta 5"alidade do .erro .or2ado pelos 1eres, os #hineses. & aço era prod"zido desde o s!#"lo II a.C. & moinho dh%g"a .oi men#ionado no tempo de 3ang -ang, no in$#io da era #ristã. &s Han tinham "m #arrinho de mão bem pro2etado e #apaz de transportar =U@ 4g. Eles tinham #lepsidras, relógios de sol e instr"mentos astronWmi#os. Em =>C #onstr"i"-se "ma es.era armilar, H 5"al logo depois se a#res#ento" "m me#anismo 5"e mar#a a o dia e era #ontrolado por "ma #lepsidra. Chegaram at! nós dois li ros de matem%ti#a da !po#a dos Han, 5"e #ont(m e*emplos de #%l#"los agrimensórios, trib"t%rios e ar5"itetWni#os. & interesse da !po#a por press%gios e a"gOrios te e bons e.eitos in#identais sobre o #ampo #ient$.i#o. & primeiro sismógra.o #apaz de indi#ar a direção de "m tremor .oi #onstr"$do em =A>, pois os mo imentos da terra tinham espe#ial importNn#ia #omo sinais de desordens da nat"reza em tempos r"ins. Desde >? a.C. manti eram-se registros sistem%ti#os das man#has solares, bem #omo de o"tras anomalias da nat"reza, os 5"ais .oram de grande "tilidade para os #ientistas modernos.

Per&odo das ' Dinastias por 3illiam -orton em China - História e C"lt"ra <=D?:B, Editora 8aharF ,io de Paneiro

D"rante o s!#"lo III d.C., "m #a alheiro de apar(n#ia "m tanto dissol"ta .oi isto pelas r"as de G"oZang #ond"zindo "m pe5"eno

#arro p"*ado por dois gamos. /#ompanha am-no dois #riados, "m deles #om "ma garra.a de inho e "m #%li#e, o o"tro #arregando "ma p%. Indagado sobre a .inalidade da p%, o seg"ndo #riado respondia 5"e, se o se" amo #a$sse morto, ele tinha instr"ç+es para o enterrar a$ mesmo. & #a alheiro era Gi" Ging, "m dos membros do gr"po #onhe#ido #omo os 1ete 1%bios do Sos5"e de Samb". Era e idente 5"e ele .azia 5"estão de atrair as atenç+es para a s"a própria e*#entri#idade. & signi.i#ado da garra.a de inho era ób io, mas o da espada era menos #laro e pe#"liarmente #hin(s6 o de 5"e o intri#ado rit"al #on."#iano em torno da morte e de o"tros .atos da ida era abs"rdo e #ontr%rio H nat"reza. 'ara a5"ele 5"e a#eita a as #oisas tal #omo se apresenta am, e se di ertia n"m bre e estado de embriag"ez, os problemas deste m"ndo pare#iam `#amalotes .l"t"ando rio abai*o`. Essa atit"de hedonista, deliberadamente dotada por alg"ns intele#t"ais #omo os 1ete 1%bios, 5"e se entrega am a debates li res sobre a .iloso.ia dao$sta #onhe#idos #omo `dis#"ss+es p"ras` <5ing tanB, esta a no e*tremo oposto da moralidade #on en#ional imposta pela er"dição o.i#ial #on."#iana, predominante ao longo da maior parte da história #hinesa. Era "m s"bprod"to da era de in as+es b%rbaras e de e*trema #on."são pol$ti#a. D"rante esse per$odo de tr(s s!#"los e meio, o mais longo per$odo de des"nião pol$ti#a na história da China, a reação de m"itos homens de pensamento .oi a de #ompleta renOn#ia H ida pObli#a. /ssim, esse per$odo ! .re5aentemente omitido o" apenas tratado por alto nas histórias. Qoi, entretanto, "ma !po#a em 5"e se ins".lo" "m no o igor na so#iedade, graças ao sang"e no o pro eniente do o"tro lado das .ronteiras da China. No as ini#iati as no pensamento e na religião, at! em administração, introd"zidas no per$odo das 1eis Dinastias, eram agora istas #omo pre#"rsoras o" modelos para o grande .lores#imento da #"lt"ra e da so#iedade 5"ando o imp!rio #hin(s olto" a "ni.i#ar- se, "ma ez mais, sob as dinastias 1"i e )ang. 1"m%rio dos /#onte#imentos

/s alternNn#ias de poder entre os l$deres, m"itos dos 5"ais não eram #hineses, e s"as e.(meras dinastias no Norte e no 1"l d"rante o per$odo das 1eis Dinastias, são e*tremamente #ompli#adas. &s a#onte#imentos poderão ser res"midos, em s"as linhas gerais, da seg"inte maneira6 &s )r(s ,einos 5"e s"rgiram #om a derro#ada da dinastia dos Han posteriores domino" a #ena de >>@ at! H d!#ada de >:@- #om e*#eção de 3", no 1"l, #"2o dom$nio se estende" at! >?@. No #omeço, os tr(s lograram e*pandir-se6 o reino 3ei, ao Norte, penetrando na Cor!iaF 1h"-Han, no 1"doeste, #on5"istando alg"mas tribos abor$gines #ir#"ndantesF e 3", no 1"l, ampliando se" território at! o ;ietnã. Em >:A, 3ei ane*o" 1h"-Han, "m reino izinho, e po"#o depois "m general de 3ei an"n#io" o estabele#imento de "ma no a dinastia, a Pin, a 5"al #on5"isto" o ter#eiro reino, 3", em >?@, e olto" a "ni.i#ar a China por bre e per$odo. Da$ em diante, estabele#e-se "ma #lara di isão entre China setentrional e meridional, di isão essa 5"e persistir% at! o .im da era em U?D. / história do Norte ! mar#ada, d"rante "ma #entena de anos, por n"merosas in as+es dos `b%rbaros`, alg"ns mais sini#izados. o"tros menos. &s =: ,einos .oram o#"pados e perdidos por #in#o naç+es, tr(s das 5"ais, 7i"ng-n", Pie e 9ianbei, eram ori"ndas das estepes e .ala am t"r#o, mongol e t"ngOsio, ao passo 5"e as o"tras d"as, os 9iang e os Di, eram montanheses e .ala am tibetano e tang"to. / .ase seg"inte no Norte re esti"-se de grande importNn#ia por raz+es #"lt"rais, sobre as 5"ais oltaremos a .alar mais adiante, e o poder .oi detido pela dinastia 3ei 1etentrional <A?:-UACF não #on."ndir #om o reino 3ei de Cao-Cao entre os )r(s ,einos, o 5"al ! designado alg"mas ezes #omo o Cao-3eiB. 9"atro Estados, s"bdi ididos e de es#assa importNn#ia, .e#haram o per$odo no Norte. No 1"l, a #lasse dominante era #onstit"$da por aristo#ratas #hineses, m"itos dos 5"ais tinham migrado para o s"l ante o a anço dos .erozes l$deres tribais, 5"e tinham o#"pado a região

setentrional de s"a p%tria. De .ato, d"rante todo o per$odo 5"e ai do s!#"lo III ao s!#"lo X, a pop"lação de as#end(n#ia #hinesa na região ao s"l do ;angzi registro" "m #onsider% el a"mento n"m!ri#o, #on5"istando e s"plantando as tribos nati as. Esse mo imento de pessoas. a.etando todo o ."t"ro da China, ! "m e*emplo da importNn#ia do per$odo 5"e estamos re#apit"lando, independentemente de s"a .alta de "nidade pol$ti#a. / as#ensão dos grandes .e"dos independentes, 5"e obser amos no .inal da dinastia Han. te e prosseg"imento, e a mão-de-obra de 5"e pre#isa am era .orne#ida pelos #amponeses em ."ga do Norte o" pelos nati os do 1"l #on5"istado. No seio das .am$lias aristo#r%ti#as s"rgiram os generais 5"e se tornaram imperadores da s"#essão de dinastias baseadas na #apital do 1"l, Nan2ing <Nan5"imB. /s 1eis Dinastias do 1"l 5"e deram se" nome ao per$odo .oram a Pin &riental, a Gi" 1ong, a 9i -eridional, a Giang, a Chen e a 1"i. C"mpre dizer apenas alg"mas pala ras sobre elas separadamente. / Pin &riental .oi "ma #ontin"ação no 1"l, de A=V aC>@. da dinastia Pin <o" Pin &#identalB 2% men#ionada #omo respons% el pela "ni.i#ação do pa$s d"rante "m bre e per$odo. Qoi bem-s"#edida na #on5"ista de 1i#h"an, o 5"e lhe propi#io" a#esso H Ksia #entral. & reino so.re" "ma rebelião no ano C@@, liderada por "m membro do Sando dos Cin#o Celamins de /rroz, o 5"al re#r"ta a marinheiros, pes#adores e piratas para a s"a #a"sa, ao longo da #osta meridional. & general 5"e s".o#o" a rebelião, .iel a "m padrão #orrente nessa !po#a, trato" de apro eitar s"a posição anta2osa para tomar o poder em Nan2ingF mas .oi derrotado, por se" t"rno, por "m ri al 5"e ."ndo" a dinastia Gi" 1ong <C>@-CVDB. &s Gi" 1ong en#ontraram di.i#"ldades, tanto por parte de se"s próprios aristo#ratas 5"e se obstina am em manter se"s pri il!gios, 5"anto dos ata5"es desen#adeados pelos 3ei 1etentrionais, e a#abaram s"#"mbindo, #edendo o l"gar aos 9i -eridionais <CVDU@>B. Nessa dinastia, os empreendimentos #omer#iais .izeram grandes progressos. )al #omo na dinastia Gi" 1ong, a tend(n#ia

geral era antiaristo#r%ti#a mas, 5"ando ela .oi le ada longe demais, "m massa#re de nobres pro o#o" tal resist(n#ia 5"e pWs .im a essa e.(mera dinastia. / dinastia Giang <U@>-UUVB .orne#e" "m ligeiro interregno de paz e prosperidade, em irt"de do longo reinado de se" ."ndador, Giang 3" Di <U@>-UCDB. Entrementes, esta a o#orrendo "ma importante m"dança e#onWmi#a, a 5"al tinha se" paralelo, em anos não m"ito posteriores, na E"ropa medie al6 as tro#as e o #om!r#io registra am "m #res#imento .irme, e a hegemonia do a"tos".i#iente senhorio .e"dal, #om se" todo-poderoso #astelão, esta a de#linando. D"rante a primeira metade do s!#"lo XI na China, as #idades do ;angzi e Cantão, no 1"l, esta am #res#endo em importNn#ia. /s #rWni#as da dinastia Giang re elam a presença e ati idade de "m nOmero #ada ez maior de mer#adores., não só #hineses mas tamb!m do 1"doeste asi%ti#o, indianos e persas. Esta am sendo lançados os ali#er#es para a asta e*pansão #omer#ial do 1"l da China e se" inter#Nmbio "ltramarino d"rante as dinastias s"bse5aentes. / #"lt"ra dos Giang .oi estim"lada pelo S"dismo, do 5"al o imperador Giang 3" Di era "m .er oroso de.ensor. -as ho" e "m no o e ento militar 5"e tamb!m teria se" paralelo e"rope", embora em data m"ito "lterior6 a as#ensão de e*!r#itos mer#en%rios, sob o #omando de #a"dilhos 5"e da g"erra .aziam "m modo de ida, #onstit"$a "ma ameaça para a dinastia Giang e para os grandes aristo#ratas 5"e, por largo tempo, ha iam des.r"tado "m l"gar ao sol. / dinastia Giang #ede" o l"gar H Chen <UUV-U?DB, a Oltima das dinastias di ididas antes de 1"i re"ni.i#ar a China. &s re eses 5"e a#ompanharam o de#l$nio dos Giang res"ltaram na perda de 1i#h"an e dos territórios o#identais. Chen esta a en.ra5"e#ida demais para se de.ender #ontra "ma #oligação de inimigos e #ai" em poder dos 1"i em U?D. Giterat"ra na Era dos )r(s ,einos.

Essas #alidos#ópi#as m"danças pol$ti#as o#orreram na #Op"la e #"mpre registr%-Ias, 5"e mais não se2a para manter em ordem a estr"t"ra b%si#a da história #hinesa e propor#ionar pontos de re.er(n#ia nas dinastias para 5"em dese2ar ir mais longe no est"do da arte, .iloso.ia o" literat"ra #hinesa. -as as m"danças s"b2a#entes 5"e se e.et"aram, lentamente, na #"lt"ra e na so#iedade. d"rante esse #ont"rbado per$odo, são mais importantes. & est"do de história so#ial desperto"-nos para o .ato de 5"e e*istem dois Nng"los distintos donde os e entos de 5"al5"er per$odo dado de em ser obser ados. & Nng"lo b%si#o ! de nat"reza p"ramente .a#t"al6 o 5"e .oi 5"e realmente a#onte#e"0 -as, a longo prazo, o Nng"lo mais importante pode ser o imagin%rio6 o 5"e ! 5"e a5"eles 5"e i eram depois dos e entos s"p+em 5"e a#onte#e"0 /tra !s de 5"e prismas iram eles os a#onte#imentos0 'ois ! isso o 5"e determina a história ."t"ra. / era dos tr(s ,einos, no #omeço do per$odo 5"e estamos e*aminando, o.ere#e "m bom e*emplo desse Nng"lo d"plo. Ha ia, de .ato, m"ito po"#a es#olha entre os tr(s generais - 5"ase lhes poder$amos #hamar bandidos - 5"e, impelidos por moti os de engrande#imento pessoal, talharam s"as es.eras separadas de #ontrole. )raiç+es e matanças mar#aram se" a anço. -as geraç+es s"bse5aentes de #hineses interpretaram a era dos )r(s ,einos, em retrospe#to, #omo "m per$odo de a ent"ra e de gestas herói#as de #a alaria. &s Chineses realistas, 5"e não são, por ia de regra, propensos H glori.i#ação da g"erra, deleitaram-se #om as .açanhas a"da#iosas e as ."gas sensa#ionais desse per$odo. /ssim #omo 1ha4espeare se inspiro" n"m repertório de #rWni#as de batalhas d"rante as E"erras das ,osas e a dramat"rgia NW 2aponesa se apoio" no hero$smo das E"erras Eempei, tamb!m o teatro #hin(s s"bse5aente e o .amoso ,oman#e dos )r(s ,einos des#obriram "m .e#"ndo manan#ial de temas nesse per$odo de g"erras e de .ort"nas #ambiantes. /s a ent"ras 5"e a#arretaram tanta mis!ria e in.ortOnio na !po#a tornaram-se mais romNnti#as H medida 5"e se distan#ia am nas br"mas do passado. / Cao-Cao #o"be o papel do ilão, en5"anto Gi" Sei, de 1h"-Han, pro#lamando-se o #ontin"ador

das tradiç+es da grande dinastia Han, era o herói. )odo #hin(s est% .amiliarizado #om os estratagemas de se" .iel general, 8h"ge Giang, e #om as .açanhas de E"an ;", 5"e a#abo" sendo dei.i#ado #omo E"an Di, o De"s da E"erra. -as, ao #ontr%rio do #"lto #l%ssi#o de /res o" -arte, E"an Di ! re eren#iado pelo po o #om"m #omo o de"s 5"e impede a g"erra. &s ensaios dos pensadores, em #ontraste #om as histórias #ontadas pelo po o, tendem nessa !po#a a ser "ma literat"ra es#apista, es#olhendo por tema a renOn#ia Hs pesadas responsabilidades 5"e o e*er#$#io de "m alto #argo en ol e e o retorno ao #onsolo e re.rig!rio da nat"reza, #omo indi#a este e*#erto "ni ersalmente sed"tor da literat"ra do #omeço do s!#"lo X. & estilo #l%ssi#o e ligeiramente pedante da trad"ção de Herbert /. Eiles, o primeiro pro.essor de #hin(s na Uni ersidade de Cambridge, re.lete ade5"adamente o original, no 5"al )ao ;"an-ming est% deliberadamente saboreando as alegrias simples de "m modo er"ditoF

DE N&X&, & G/,\ `En#aminho me"s passos para #asa. -e"s #ampos, me"s 2ardins, s".o#am de er as daninhas6 não de eria ir0 -inha alma le o" "ma ida de es#ra o6 'or 5"e ha eria de .i#ar e de.inhar0<...B 1"a e, s"a e, desliza me" bar#o, minhas ro"pas es oaçando na le e brisa. Indago me" #aminho H medida 5"e a anço. Deploro a lentidão do al ore#er do dia. En*ergo a distNn#ia me" elho lar, e alegremente a#elero a #ad(n#ia, na pressa de #hegar. &s ser os pre#ipitam- se em minha direçãoF me"s .ilhos aglomeram-se no portão. & l"gar ! "m des#ampado ao abandono6 mas ali est% o elho pinheiro e des#ortino os me"s #risNntemos. )omo as #rianças pela mão e entro. Xinho ! trazido em garra.as #heias e bebo-o em #opos #heios at! H borda. Contemplo, l% .ora, me"s ramos .a oritos, a #abeça #olada #ontra a 2anela, em minha liberdade re#!m-en#ontrada.

&lho embe e#ido as do#es #rianças em me"s 2oelhos. E dedi#o-me agora #om prazer ao me" 2ardim. E*iste "m portão mas raramente est% aberto. /póio-me em me" bordão en5"anto peramb"lo o" sento-me para des#ansar. Ergo a #abeça e #ontemplo a #ena en#antadora. /s n" ens sobem, rel"tantes, do ."ndo das montanhasF #a"telosa. a a e b"s#a de no o se" ninho. /s sombras dissipam-se, mas e" ainda me atardo 2"nto de me" solit%rio pinheiro. De no o em #asa\ Não terei amizades 5"e me des iem da5"i e me sed"zam #om long$n5"as paragens. 'ara mim, os tempos estão desordenadosF e o 5"e tenho e" a dese2ar dos homens0 'assarei me"s dias na p"ra .r"ição do #$r#"lo .amiliar, deleitando-me, em minhas horas de ó#io, #om o alaOde e o li ro. -e"s agri#"ltores me dirão 5"ando a prima era est% pró*ima, e 5"ando ha er% trabalho nos #ampos la rados. 'ara l% irei de #arroça o" bar#o, atra !s da pro."nda garganta, para l% dos penhas#os ene oados, .olhagem brotando alegremente nas %r ores, o pe5"eno regato 5"e in#ha, #a"daloso, ao desprender-se de s"a minOs#"la .onte. Qeliz ! esta reno ação da ida em s"a estação própriaF mas, 5"anto a mim, re2"bilo por5"e minha 2ornada termino". /h, 5"ão bre e o tempo 5"e passamos a5"i na terra\ 'or 5"e não sossegar então nossos #oraç+es, parando de nos preo#"par sobre se .i#ar o" partir0 De 5"e ser e #ons"mir a alma #om pensamentos ang"stiosos0 Não 5"ero ri5"eza nem poderF o #!" est% para al!m de minhas esperanças. /ssim, dei*ai-me arar morosamente as horas brilhantes H medida 5"e #hegam e passam, em me" 2ardim e entre as minhas .loresF o" s"birei a montanha e entoarei a minha #anção, o" te#erei me"s ersos H beira do l$mpido regato. Desse modo esgotarei o tempo 5"e me .oi #on#edido, #ontente #om a determinação do Destino, me" esp$rito li re de #"idados`. ^)ao ;"an-ming <A:U-C>V d.C.B. trad"zido por Eiles. Eems o. Chinese Giterat"re. pp. =@A-@C._

As Dinastias Sui e (ang

por 3illiam -orton em China - História e C"lt"ra <=D?:B, Editora 8aharF ,io de Paneiro

/ Dinastia 1"i &s imperadores )ang .oram pre#edidos por "ma e.(mera mas e.i#az dinastia, os 1"i, 5"e .ormaram "ma base "ni.i#ada sobre a 5"al os )ang p"deram #onstr"ir. &s 1"i ti eram apenas dois imperadores, o seg"ndo dos 5"ais re#ebe" .ama de ma" #ar%ter nas histórias tradi#ionais, pelo .ato de ser o Oltimo de "ma dinastia .adada a ser s"bstit"$da. -as, de .ato, os go ernos dos dois imperadores 1"i e os dos primeiros )ang mostram "ma #ontin"idade #onstr"ti a. 1ob os reinados 1"i, a Erande -"ralha .oi ampliada, abriram-se #anais de irrigação e pal%#ios .oram erigidos em Changan e G"oZang. & mais importante de t"do, o #ontrole #hin(s #omeço" a ser rea.irmado na Ksia #entral. &s 1"i dilataram tamb!m se" poder na direção do s"l mas depararam #om di.i#"ldades na Cor!ia. / Dinastia )ang &s re eses na Cor!ia e ins"rreiç+es #amponesas mais perto de #asa abriram o #aminho H bem-s"#edida "s"rpação do trono pela .am$lia Gi, aristo#ratas do Noroeste 5"e tinham ligaç+es passadas #om os `b%rbaros`. /poiados por aliados t"r#os, eles tomaram Changan e ."ndaram em :=? a dinastia )ang. & pai torno"-se o primeiro imperador #om o t$t"lo de Eao 8", `/lto 'rogenitor`, sendo s"#edido por se" .ilho, o erdadeiro instigador da a ent"ra, em :>:, #omo )ai 8ong, `Espl(ndido /n#estral`. / an#estralidade Gi ! "m indi#ador da5"eles .atores 5"e possibilitaram as #on5"istas militares na Ksia #entral, sobre as 5"ais se ali#erço" a grandeza )ang. / liderança d"rante os primeiros )ang, em n$tido #ontraste #om a dos )ang posteriores e os 1ong, pro eio das elhas .am$lias do Noroeste da China, imb"$das de tradição g"erreira, homens de ação, #riadores de gado, amantes de

#a alos, a#ess$ eis ao #ontato #om os nWmades da estepe, a 5"em m"itos deles esta am in#"lados pela an#estralidade. Essas .amÍlias .orne#eram o #orpo de o.i#iais, a #a alaria de#isi a na g"erra na Ksia #entral, e os membros da g"arda de elite do pal%#io. Eram apoiados nas .ileiras por grande nOmero de ."-bing, o" mili#ianos, 5"e eram "sados #omo in.antaria, g"ardas de .ronteira, tropas de apoio, mensageiros, desta#amentos para a obtenção de .orragem et#. / mil$#ia, nos primeiros tempos, tinha sido limitada a .am$lias 5"e se espe#ializa am na pr%ti#a de armasF #ont"do, o sistema .oi ampliado sob os )ang a todo o #ampesinato, #omo parte de s"as obrigaç+es trib"t%rias. &s )ang tamb!m "saram #olWnias militares de .am$lias #"2os homens #ombina am as ."nç+es de soldado e de agri#"ltor, sendo #olo#ados em postos estrat!gi#os das .ronteiras. 'or .im, os )ang dependiam s"bstan#ialmente de tropas nWmades sini#izadas, as 5"ais .orma am "ma e*#elente #a alaria, e de aliados #omo as tribos "ig"res, 5"e abandonaram s"as ligaç+es #om a #on.ederação t"r#a o#idental e se tornaram leais de.ensores dos )ang por "m longo per$odo. Qortale#idos por "m esp$rito #on.iante, e apoiados n"m sistema militar #omo o 5"e a#ima se des#re e", os imperadores )ai 8ong <:>:-:CDB e Eao 8og <:CD-:?AB p"deram derrotar o Imp!rio )"r#o &riental, red"zir a ba#ia do )arim a #ontrole #hin(s, .azer do )ibete "ma depend(n#ia e at! inter.erir #om (*ito em ass"ntos indianos. & poder #hin(s .oi ampliado para al!m do ma#iço do 'amir e a s"serania estabele#ida sobre o ale do &*o e o moderno /.eganistão. Em :UV, o Imp!rio )"r#o &#idental <assinale-se 5"e a )"r5"ia moderna não ! a mesma %reaB #ai" diante de "ma #ombinação de #hineses )ang e "ig"res. &s #oreanos tinham re#haçado os 1"i e depois os primeiros ata5"es )ang, mas a totalidade do pa$s .oi #olo#ada .inalmente sob dom$nio #hin(s em ::?, #om o reino de 1illa, "m aliado #hin(s, #omo pot(n#ia lo#al dominante. & Xietnã do Norte, sob o nome de /n-nan </nnam modernoB o" `'a#i.i#ar o 1"l`, #on erte"-se em "m dos protetorados militares e administrati os dos )ang.

1em o #a alo, a mobilidade atra !s das imensas distNn#ias da Ksia #entral teria sido imposs$ el. / #riação )ang, #omo nas .ig"ras ."ner%rias em magn$.i#a #erNmi#a esmaltada 5"e são peças .a oritas dos #ole#ionadores, era o res"ltado do #r"zamento de #a alos das regi+es peri.!ri#as da China #om raças ori"ndas da região do &*o e do &riente -!dioF eram e*emplares mais altos e mais esg"ios do 5"e os pe5"enos e resistentes garranos mongóis, dos 5"ais dependeriam mais tarde os #on5"istadores mongóis. /s #lasses altas no Imp!rio )ang eram apai*onadamente dedi#adas a ati idades e5aestres, e o 2ogo de pólo, importado do Irã, esta a em moda na #apital, Changan. /t! damas da #orte o prati#a am. & go erno #rio" haras espe#iais para .ins militares e o nOmero de montadas #res#e" rapidamente de U mil no #omeço da dinastia para V@@ mil animais U@ anos depois. D"rante o per$odo )ang posterior a sit"ação deterioro"-se #om a #ha#ina dos reprod"tores por "ma in asão tibetana em V:A. & Estado te e então de #omprar A@ mil !g"as de #riadores parti#"lares para re#onstit"ir as #o"delarias imperiais. /os "ig"res .oi #on#edido o pri il!gio do #om!r#io o.i#ial de #a alos para o Estado, em tro#a de s"a a2"da militar #ontra os tibetanos, mas #onsta 5"e teriam l"dibriado o go erno #hin(s, .orne#endo-lhe reprod"tores de raça in.erior. <-ais tarde, d"rante a dinastia -ing, ,ealizo"-se "m #om!r#io reg"lar em 5"e o #h% #hin(s era tro#ado por #a alos nWmadesB. Interação #om &"tras C"lt"ras & inter#Nmbio #om a Ksia #entral não se limita a, e identemente, aos negó#ios de #a alos. &s meios .$si#os para manter #ontatos e re#eber in.l"(n#ias do estrangeiro eram n"merosos, propor#ionados por #ara anas de mer#adores, miss+es trib"t%rias dos Estados dependentes, peregrinos b"distas e embai*adas o.i#iais. & ponto ital era 5"e a atit"de aberta 5"e apre#ia a a interação #om o"tras #"lt"ras tamb!m este e presente nos primeiros )ang, n"m gra" 2amais repetido em s!#"los s"bse5aentes. / moda nesse per$odo, entre as #lasses altas, era a#olher #om ent"siasmo elementos #entro-asi%ti#os, indianos, persas e o"tros na arte, no est"%rio, na

de#oração, mOsi#a, dança e #"lin%ria. 'ro as interessantes dessa tend(n#ia en#ontram-se nos ob2etos, in#l"indo instr"mentos m"si#ais, #erNmi#a e trabalhos em metal do per$odo )ang ini#ial e de origem não-#hinesa, ainda preser ados no 1hosoin, "m teso"ro presenteado ao templo )odai2i em Nara pela iO a de "m imperador 2apon(s em VU:. Como pro a #abal da e*ist(n#ia de religi+es estrangeiras d"rante a dinastia )ang e*iste a estela erigida em Changan em V?=, onde apare#em registrados em #hin(s e sir$a#o alg"ns .atos relati os H Igre2a Nestoriana na China. Um bispo #ristão, Nestório <.oi morto #. CU=B, tinha hsido #ondenado por heresia, embora s"as di.erenças #om a .! ortodo*a .ossem le es. 1e"s adeptos ."ndaram a Igre2a Nestoriana, #om "ma .orte base no Irã, nos s!#"los X e XI. &s es.orços mission%rios estabele#eram nO#leos nestorianos na /r%bia, Índia <#osta do -alabarB e )"r5"estão. / .! mante e-se por m"itos s!#"los na -ongólia e Ksia #entral. Qoi introd"zida na China em :A= por "m persa #hamado &lopan <tamb!m gra.ado /lopenB, e permissão imperial .oi #on#edida mais tarde para a pregação e ereção de igre2as. /deptos do 8oroastrismo <o" -asde$smoB e do -ani5"e$smo tamb!m e*istiam na China d"rante a era )ang. / grande perseg"ição religiosa de ?C=-CU, 5"e debilito" se eramente o S"dismo, pWs .im a essas tr(s #om"nidades religiosas. & P"da$smo e o Islamismo, entretanto, #ontin"aram sobre i endo na China. &s 2aponeses, #oreanos, po os da Ksia #entral e s"l-oriental, bem #omo de o"tras regi+es, esta am, por s"a ez, re#ebendo in.l"(n#ias #"lt"rais da brilhante #orte )ang e in#orporando-as aos se"s próprios estilos de idaF as tro#as eram re#$pro#as. &s isitantes estrangeiros de em ter sido imensamente impressionados #om a e*ibição e a p"ra e*tensão de poder, ri5"eza e re.inamento dos )ang. Xeriam, por e*emplo, as iagens o.i#iais do imperador, 5"ando este realiza a giros de inspeção, para impor s"a a"toridade e .is#alizar a #ond"ta de ."n#ion%rios regionais. Ele era

a#ompanhado por regimentos da g"arda montada pala#iana, altos ."n#ion%rios #om se"s próprios s!5aitos, "m n"meroso har!m #om respe#ti os e"n"#os e es#ra os, bai*elas de o"ro e prata, por#elanas, tapeçaria de in#al#"l% el preço e todos os ata ios da #orte imperial. &s des.iles de homens, m"lheres, #arroças e #arr"agens le a am #om .re5a(n#ia %rios dias para passar n"m Oni#o l"gar. &s 2aponeses, notadamente, en iaram H China m"itas embai*adas, in#l"indo monges e intele#t"ais em se" pessoal, d"rante "m longo per$odo de :@V a ?A?, a .im de des#obrirem e adotarem o 5"e 2"lgassem apro eit% el na #aligra.ia e arte #hinesas, no pensamento b"dista e #on."#ionista, e nos pro#edimentos administrati os e legais ^Xer 3. 1#ott -orton. Papan6 Its HistorZ and C"lt"re, pp. =Vss._. /inda maior .oi a d$ ida dos #oreanos para #om a China, a partir do s!#"lo III a.C. e prosseg"indo s"bstan#ialmente d"rante as dinastias Hang e )ang. Entre os prod"tos e in enç+es e*portados para o &#idente d"rante o per$odo )ang ha ia dois sem os 5"ais a e*ist(n#ia do m"ndo moderno, tal #omo o #onhe#emos, ! in#on#eb$ el6 o papel e a impressão. & longo inter alo de tempo na transmissão pode ser isto no 5"adro ane*o. Y poss$ el 5"e a in enção da impressão, a partir do tipo mó el, tenha o#orrido independentemente na E"ropa do s!#"lo 7IX . -as os #hineses 2% inham imprimindo #om blo#os de madeira desde, pelo menos, o in$#io do s!#"lo XIII, e #om tipos mó eis desde o s!#"lo 7I. Não h% dO ida alg"ma de 5"e a in enção do papel ia2o" para oeste a partir da China, onde ele esta a em "so #orrente desde o s!#"lo II d.C. 'enso"-se, em dado momento, 5"e o papel de trapo era "ma in enção e"rop!ia, mas .i#o" mais re#entemente estabele#ido 5"e os primeiros pap!is na China, remontando a, pelo menos, o s!#"lo IX e pro a elmente ao s!#"lo II, eram .eitos de trapos, tal #omo #onhe#emos o melhor papel de ho2e. Y e idente 5"e tamb!m na es.era pol$ti#a os #hineses do per$odo )ang tinham #ontatos #om o m"ndo 5"e se estendia a oeste deles. Esses #ontatos .oram n"merosos e de gra"s ari% eis de importNn#ia

para a China. /lg"ns deles 2% .oram men#ionados. -ais "m e*emplo pode ser dado, de signi.i#ado pol$ti#o se#"nd%rio mas interessante em se" Nmbito geogr%.i#o. 'eroz, o Oltimo monar#a da dinastia sassNnida da '!rsia, soli#ito" a a2"da do imperador )ang em ::= #ontra as in estidas do Cali.ado m"ç"lmano &m$ada. De maneira tal ez s"rpreendente, a resposta .oi imediata e "ma .orça #hinesa penetro" pro."ndamente em direção oeste, #hegando a Ctesi.onte, Hs margens do )igre, e repWs 'eroz em se" trono. & in.eliz monar#a, por!m, .oi e*p"lso de no o e, #om "m t$t"lo pala#iano honor%rio #on#edido pelo imperador, .oi en#ontrar .inalmente abrigo na China. / #orte )ang realizo" mais tarde "ma aliança #om o #ali.ado ab%ssida, dirigida #ontra os ata5"es tibetanos na Ksia #entral, em .ins do s!#"lo XIII. & 1er iço Ci il /pós este bre e panorama das in.l"(n#ias e 5"est+es e*ternas na era )ang, ! tempo de reatarmos o e*ame da sit"ação interna. ] #onsolidação ini#ial da dinastia e s"a not% el e*pansão militar sob )ai 8ong e Eao 8ong s"#ede" o 5"e se #onsidera a idade de o"ro da #"lt"ra )ang, sob 7"an 8ong <V=>-VU:B, tamb!m #onhe#ido #omo -ing H"ang <`& Srilhante Imperador`B. -as, nesse inter alo, a China .oi go ernada por "ma m"lher, a imperatriz 3". 'ersonalidade impressionante mas impla#% el em s"a Nnsia de poder, ela .ora "ma #on#"bina de )ai 8ong e de Eao 8ong. /pós a morte deste Oltimo, em :?A, ordeno" a #ha#ina de #entenas de se"s opositores e poss$ eis ri ais, in#l"indo %rios membros da .am$lia imperial Gi. 3" era "ma ardente b"dista e pro a elmente #onto" #om o apoio elado da Igre2a b"dista 5"ando tomo" a ini#iati a sem pre#edentes de se de#larar `imperador` em :D@, a Oni#a m"lher a .az(-lo em toda a história da China. No mais amplo #onte*to da dinastia )ang, o reinado dela re este-se de importNn#ia por ter promo ido a seleção de ."n#ion%rios para a b"ro#ra#ia imperial mediante e*ame #ompetiti o. &s moti os disso pro inham menos de "ma preo#"pação desinteressada #om a er"dição dos ser idores imperiais do 5"e de s"a ansiedade em red"zir o poder da antiga

aristo#ra#ia militar do Noroeste, a 5"al, d"rante os primeiros )ang, tinha e*er#ido de#isi a in.l"(n#ia pol$ti#a. &s letrados 5"e parti#iparam desses e*ames pObli#os tornaram-se "ma no a #lasse de pe5"ena nobreza e, da dinastia )ang em diante, passaram a .ormar, a despeito de m"itas i#issit"des, a espinha dorsal da #lasse dominante da China. / dinastia Han 2% re#orrera a e*ames #omo "m meio de seleção de ."n#ion%rios para o ser iço imperial, mas somente em s"plementação de re#omendaç+es, proteção e ingresso 5"ase a"tom%ti#o dos .ilhos de altos dignit%rios. & sistema de e*ame .oi aper.eiçoado e geralmente apli#ado d"rante o per$odo )ang e, #om %rias modi.i#aç+es, #ontin"o" sendo o #aminho para ingresso no ser iço pObli#o at! o .im do imp!rio em =D==. &s 1"i tinham estabele#ido e*ames e es#olas do go erno para treinar os #andidatosF os )ang #ontin"aram e ampliaram o sistema, in#l"indo es#olas nas pre.eit"ras pro in#iais, em aditamento Hs da #apital. &s e*ames eram administrados pelo -inist!rio de ,itos sob di.erentes #ategorias, #omo *i"-#ai, `talento .lores#ente`, 5"e trata a de problemas pol$ti#os6 2in-shi, `letrado apresentado` <isto !, apresentado ao imperadorB, 5"e abrangia "ma asta gama de est"dos liter%riosF e e*ames de literat"ra #l%ssi#a, matem%ti#a, direito e #aligra.ia. <Estes tr(s Oltimos eram #onsiderados talentos de menor importNn#ia.B No .im, o gra" 2in-shi em literat"ra torno"se o mais importante de todos. &s admitidos ao ser iço dos )ang eram prin#ipalmente os 5"e tinham passado pelas es#olas go ernamentais. 'ara os 5"e eram bem-s"#edidos nos primeiros e*ames e, por #onseg"inte, #onsiderados 5"ali.i#ados para ass"mir responsabilidades, o -inist!rio do 'essoal realiza a "ma o"tra s!rie de pro as, es#ritas e orais, a .im de determinar a nomeação e.eti a para "m #argo. / not% el 5"alidade da administração e a estabilidade do Estado #hin(s n"m per$odo de m"itos s!#"los podem ser #reditadas a esse sistema de #on#"rso pObli#o. Qoi "ma tentati a s!ria de re#r"tar "m #orpo de ser idores de elite para o go erno, baseado na

#apa#idade intele#t"al e no #ar%ter, e não no nas#imento o" ri5"eza, #omo em tantas o"tras so#iedades. ,ea aliaremos alg"mas das .ra5"ezas do sistema na !po#a em 5"e o imp!rio se a izinha a do se" .imF mas, de "m modo geral, pode-se a.irmar 5"e o es.orço intele#t"al re5"erido dos aspirantes a #argos era ig"alado, no dom$nio do #ar%ter, pelo menos teori#amente e #om .re5a(n#ia na pr%ti#a, pela (n.ase #on."#iana sobre a moral. Qoi s"blinhado 5"e "ma ed"#ação geral na literat"ra dos #l%ssi#os preparo" tanto os ."n#ion%rios imperiais #hineses <5"anto os inglesesB para "ma administração geralmente bem-s"#edida e #riteriosa. -as nem sempre se desta#a o" ! re#ordado 5"e no apoge" da ed"#ação #l%ssi#a, em ambos esses regimes, o ob2eti o não era a simples a5"isição de saber mas o #onhe#imento em bene.i#io do #ar%ter, na esperança de se al#ançar a sabedoria. & 2o em aspirante a "m #argo na China re#ebia "ma ed"#ação em obras #l%ssi#as 5"e ha iam sido es#ritas #om propósito nitidamente did%ti#o. & es#olar da 3estminster 1#hooI lia os gregos, os romanos e a S$blia, não meramente #om istas H e*#el(n#ia intele#t"al mas para imitar os melhores, 1ó#rates e C$#ero, e e itar os piores, Nero e CWmodo <#om liç+es ainda mais importantes da S$blia, embora essas .ossem .ort"itamente apli#adasB. Depois, ambos os 2o ens, o #hin(s e o britNni#o, eram admitidos, desde #edo, na administração pObli#a, para #ontrolar as idas de milhares, #om a #on.iança em 5"e s"a ed"#ação geral, sem o bene.i#io de 5"al5"er est"do espe#ializado, os preparara #ondignamente para realizarem "m bom trabalho. 'oesia 9"ando a imperatriz 3" esta a #om mais de ?@ anos, .oi derr"bada por "m golpe pala#iano. & poder logo .oi tomado por 7"an 8ong, e assim #omeço" se" longo e brilhante reinado. & #ontrole #hin(s da Ksia #entral .oi, em grande parte, re#"perado, 5"ando os aliados "ig"res, 5"e se ha iam oposto H imperatriz 3", reataram s"a obedi(n#ia H #asa dos )ang. -as o reinado de 7"an 8ong ! re#ordado mais por s"as glórias #"lt"rais do 5"e militares.

/ #idade de Changan era "m soberbo #en%rio para a ida da #orte e para metrópole da nação. & pal%#io esta a na zona norte, de .rente para o s"l no grande plano 5"adri#"lado da #idade. &s es#ritórios e edi.$#ios go ernamentais esta am agr"pados ao s"l do pal%#io, no bairro administrati o, e não disseminados ao a#aso, #omo na #apital Han. / enidas amplas e sombreadas por %r ores #r"za am longit"dinal e trans ersalmente o restante da %rea, dentro das grandes m"ralhas da #idade. &s setores leste e oeste esta am di ididos "ni.ormemente, #om "m asto mer#ado ser ido por transporte por #anal e instalado em #ada setor. /s 5"adras 5"e .orma am o #entro da #idade poss"$am s"as próprias m"ralhas internas e s"as portas eram .e#hadas todas as noites, ao to5"e de re#olher, a .im de a"mentar a seg"rança. )odo o plano "rbano esta a simetri#amente #on#ebido para #orresponder Hs .orças e5"ilibradas do #osmo. Entre as m"itas realizaç+es dos )ang, os próprios #hineses #onsideram s"a poesia #omo a mais aliosa. & próprio imperador 7"an 8ong era poeta, mOsi#o e tinha "m po"#o de ator. Nada menos de >.A@@ a"tores estão in#l"$dos na #ompilação #ompleta de poesia )ang. &s mais .amosos, #omo Gi So, D" Q", 3ang 3ei e Eao 1hi, d"rante o reinado de 7"an 8ong, e So 8h"Zi e ;"an 8hen, po"#o depois, .oram re#ordados prin#ipalmente #omo poetas, mas todos eles perten#eram H #lasse m!dia er"dita e ti eram #argos na b"ro#ra#ia o.i#ial. 1e"s poemas .oram apre#iados m"ito al!m de se"s próprios #$r#"los so#iais, por5"anto eram #antados #omo baladas por 2o ens #ortesãs-#antoras, e #orriam de bo#a em bo#a nos #$r#"los elegantes da #apital e das pro $n#ias, e mesmo entre o po o #om"m. 3ang 3ei era tamb!m #!lebre #omo paisagista. &s poemas da era .i#aram #onhe#idos #omo shi, "m entre m"itos g(neros da poesia #hinesa, e obede#iam Hs rigorosas regras #l%ssi#as de paralelismo erbal, rima e m!tri#a. Eram peças #"rtas e l$ri#as, alg"mas s".i#ientemente longas para poderem ser #onsideradas poemas narrati os estilizados, mas a China n"n#a desen ol e" o estilo !pi#o. & erso #hin(s ! "ma poesia de estado

de esp$rito, .ortemente al"si a e dependente de "m #onhe#imento $ntimo da literat"ra e lendas do passado. / nat"reza n"n#a est% distante e re.er(n#ias são #onstantemente .eitas a .lores e montanhas, rios e n" ens, p%ssaros e .eras, embora raramente ao mar, pois os #hineses são "m po o amante da terra. &s temas são por ezes le es, embora tratados #om relan#es inten#ionalmente bre es de pro."ndidade. / tend(n#ia ! para tratar os temas s!rios #om aparente ligeireza, dado 5"e o poeta gosta de ar orar, pelo menos na s"per.$#ie, "m ar de a"to-depre#iação. /rth"r 3aleZ, em s"a deli#iosa introd"ção ao li ro / H"ndred and 1e entZ Chinese 'oems, s"blinha 5"e, longe de se re#omendar #omo "m herói e "m amante H maneira o#idental, o poeta #hin(s ! "ma f.ig"ra simples e tran5aila`, 5"e não se en ergonha de es#re er "m poema intit"lado f/larma ao 'enetrar nos Des.iladeiros`. Ele re#omendase mais #omo "m amigo do 5"e #omo "m amante, e são n"merosos os poemas de tristeza pela despedida de amigos. Entretanto, #on !m ser pr"dente em toda e 5"al5"er generalização a#er#a da China e dos #hineses. /lg"ns poemas de amor, impregnados de tern"ra, apare#em em 5"ase todas as !po#as da literat"ra #hinesa. E*istem milhares de o"tros, mas eis parte de "m6

Uma Canção de '"ra Qeli#idade 1e" manto ! "ma n" em, se" rosto "ma .lorF 1e" bal#ão, #intilante de p"ro or alho prima eril. &" ! o pi#o da -ontanha de Pade na terra &" "m teto orlado de l"ar do para$so. H% "m per."me 5"e emana da haste Omida de "m botão ermelho E "ma n! oa 5"e em da m%gi#a Colina de 3" impregnar o

#oração... &s pal%#ios da China 2amais #onhe#eram tamanha beleza... Nem mesmo a /ndorinha, #om todas as s"as re."lgentes estes. ^Gi-So, trad"zido para o ingl(s por Liang e SZnner_

/ maioria dos homens, mesmo os altos ."n#ion%rios, tinha o #ampo em s"as origensF eis "m #itadino tempor%rio em b"s#a do #ampo, se"s pensamentos sobre a nat"reza impregnados de religião6

Um ,etiro S"dista /tr%s do )emplo da -ontanha 9"ebrada Na p"ra manhã, perto do elho templo, &nde o sol matinal en ol e os topos das %r ores, -e" #aminho desembo#o", atra !s de "m ale re#oberto De .olhagens e .lores, n"m retiro b"dista. /$, a l"z da montanha d% ida aos p%ssaros E o esp$rito do homem po"sa na paz de "m lago. E milhares de sons são a5"ietados 'ela oz do sino de "m templo. ^Chang Pian, trad"zido por Liang e SZnner_

/s a"toridades at"ais da China, no #omeço e identemente in#linadas a re2eitar a literat"ra tradi#ional, sele#ionaram agora para lo" or os poetas #om "ma preo#"pação so#ial. So 8h"Zi es#re e" "m memorial ao imperador em ?@D, a respeito de prisioneiros mantidos inde.inidamente n"m #%r#ere lo#al. -as ele .oi mais longe e es#re e" "ma balada para #omo er a opinião pObli#a6

Canto e Dança Em Chhang-an, o ano a#er#a-se do .imF / ne e #obre todo o ,eal Dom$nio. E atra !s da borras#a, oltando da Corte, De ermelho e pOrp"ra d"5"es e bar+es #a algam. 'odem gozar a beleza do ento e da ne eF 'ara os ri#os, isso não signi.i#a .ome e .rio. Na imponente entrada, 2"ntam-se #arr"agens e ginetes, Xelas se a#endem na )orre da Dança e do Canto. Con i as deleitados se aglomeram, 2oelhos #om 2oelhosF /5"e#idos pelo inho, despem s"as #apas de d"plo .orro. & an.itrião tem alto #argo na P"nta de '"niç+es

E o prin#ipal #on idado em do -inist!rio da P"stiça. Era dia #laro 5"ando a mOsi#a e a bebida #omeçaram6 Sate" a meia-noite e a .esta ainda prosseg"ia. 9"e lhes importa se essa noite, em 3en-hsiang, No #%r#ere da #idade os presos morrem #ongelados0 ^So 8h"Zi, trad"zido por 3aleZ_

/lg"mas das .rases lapidares dos poetas )ang são ines5"e#$ eis6 `&s anos rolam #omo "m ar#o emp"rrado #olina abai*oh` <3aleZB. &" o Oltimo erso deste e*#erto por So 8h"Zi, a#er#a de se" .amoso amigo ;"an 8hen6

Não nos apresentamos 2"ntos a E*ameF Não est% amos ser indo no mesmo departamento de Estado. & elo 5"e nos "ni" est% mais ."ndo do 5"e as #oisas e*terioresF &s rios de nossas almas brotam do mesmo manan#ial\ ^Ibid._

& ar modesto e a le eza enganadora do tom, não para es#onder mas para a2"dar a #ontrolar "m sentimento pro."ndo, desta#am-se em dois poemas de So 8h"Zi sobre a morte, após "ma en.ermidade

de dois dias, de 1inos Do"rados, s"a Oni#a .ilha, "ma menina de tr(s anos, tal ez de dois pela #ontagem o#idental6

/s .ilhas são "m .ardo mas, se não se tem "m .ilho. Y estranho #omo se pode ir a gostar tanto, at! de "ma menina\ <...B /s ro"pas 5"e ela esta a "sando ainda pendem dos #abidesF & resto de se"s rem!dios ainda est% ao lado de s"a #ama. Carreg"ei se" #ai*ão pela longa r"a da aldeiaF Xi-os erg"er o pe5"eno monte de terra sobre se" tOm"lo. Não me digam 5"e .i#a apenas a "ma milha de distNn#ia. & 5"e est% entre nós ! toda a Eternidade. ^Ibid._

E depois, tr(s anos mais tarde6

/rr"inado e doente - "m homem de 5"arenta anosF Ginda e ino#ente - "ma menina de tr(s. Não "m rapaz - mas, ainda assim, melhor do 5"e nadaF 'ara apazig"ar nossos sentimentos - de 5"ando em ez "m bei2o\

De sObito, "m dia, le aram-na de mimF / sombra de s"a alma ag"eia não sei onde. E 5"ando re#ordo #omo, no pre#iso dia em 5"e morre", 1"ss"rro" estranhos sons, mal aprendera ainda a .alar\, Do"-me #onta de 5"e os $n#"los da #arne e do sang"e 1omente nos prendem a "m .ardo de dor e tristeza. En.im, pensando nos tempos em 5"e ainda não nas#era, 'elo pensamento e a razão a."gento minha m%goa. Desde 5"e meti #oração a es5"e#e" m"itos dias passaram E tr(s ezes o in erno se #on erte" em prima era. Esta manhã, por instantes, a elha dor olto" 'or5"e, na estrada, en#ontrei s"a ama-de-leite. ^Ibid._

'oesia e história #on2"gam-se no destino pessoal do imperador 7"an 8ong, pois "m roman#e e "ma trag!dia 5"e o en ol eram, e se tornaram o tema de "m .amoso poema, a#ompanharam "m dos e entos históri#os de#isi os da dinastia )ang, a rebelião de /n G"shan, a 5"al iria a.inal a assinalar "m momento #"lminante na história #hinesa. Como a #arreira militar passo" a ser menos #onsiderada pelos no os letrados do 5"e .ora pela elha

aristo#ra#ia, a#ent"o"-se "ma perigosa tend(n#ia para depender de generais de origem estrangeira para os mais importantes #omandos militares. /n G"shan era "m deles. De as#end(n#ia sogdiana e t"r#a, #onseg"ira obter o #ontrole de tr(s distritos militares ao Norte da #apital, em ez de apenas "m, #omo era normal, por terse insin"ado nas boas graças do imperador. 7"an 8ong, na #asa dos :@ anos, apai*onara-se por "ma .amosa beldade, ;ang E"i.ei, #on#"bina de "m de se"s .ilhos. /n G"shan era "ma boa #ompanhia, e tanto o imperador #omo s"a .a orita se di ertiam #om esse homem intr!pido e desinibido, 5"e pare#ia bastante ino.ensi o. ;ang E"i.ei adoto"-o #omo se" .ilho e #orriam boatos de 5"e era se" amante. -as, #om a morte do poderoso primeiro-ministro, Gi Gin.", /n G"shan apare#e" #omo o ri al de "m primo de ;ang E"i.ei, ;ang E"ozh"ng, para o#"par a5"ele #argo. Não #onseg"i" obt(-lo e, 5"ando se senti" pronto para agir, dei*o" #air a m%s#ara e, em VUU, mar#ho" sobre a #apital em re olta aberta. & imperador .oi obrigado a ."gir mas, antes de ir m"ito longe, se"s g"ardas amotinaram-se e re#"saram-se a prosseg"ir en5"anto ele não se li rasse de s"a .a orita. 7"an 8ong, em h"milhação e desespero, .oi #ompelido a #onsentir 5"e a estrang"lassem. /n G"shan .oi mais tarde assassinado por se" próprio .ilho e a rebelião .inalmente s"primida, após oito anos de l"tas, #onsider% el perda de idas e "ma 5"eda desastrosa de prest$gio do go erno. & in#idente torno"se o tema de "m poema de So 8h"Zi, & Eterno ,emorso, no 5"al o .antasma de ;ang E"i.ei apare#e ao imperador. / #ombinação de rebelião, di.i#"ldades .is#ais e derrota em VU= do general #oreano 5"e #omanda a as tropas #hinesas #ontra os %rabes, na batalha de )alas, res"ltaram n"ma #onsider% el dimin"ição do poderio )ang. / dinastia #ontin"o" por mais =U@ anos e testem"nho" "ma re italização e#onWmi#a, mas n"n#a re#"pero" s"a antiga i a#idade o" a5"ele #ontrole #entral, de importNn#ia essen#ial, sobre os se"s próprios generais 5"e tinham mar#ado os anos anteriores H #rise. Cres#imento E#onWmi#o

Uma das di.erenças prin#ipais entre os )ang anteriores e os )ang posteriores, o" os anos 5"e ante#ederam e se seg"iram H rebelião de /n G"shan, sit"a-se na es.era da e#onomia e trib"tação. / (n.ase in#idi" sobre as realizaç+es militares e #"lt"rais da dinastia, mas as primeiras teriam sido imposs$ eis e as seg"ndas impro % eis sem a5"ele per$odo de mais de "m s!#"lo anterior H rebelião, 5"ando e*istia "m e5"il$brio .a or% el no teso"ro. 1ólidas bases trib"t%rias tinham sido estabele#idas pelos 3ei setentrionais e mantidas pelos 1"i, mediante o 5"e .oi #hamado de sistema de `#ampo ig"al`, o 5"al .oi re.inado e desen ol ido pelas a"toridades na dinastia )ang. & sistema basea a-se na #on#epção tradi#ional de #ontrole go ernamental de pessoas, e não de bens. &s impostos em esp!#ie e o trabalho #omp"lsório eram a aliados per #apita, e não por a#re. -as, a .im de habilitar os #amponeses a pagarem esses impostos e impedir 5"e .ossem absor idos pelas propriedades dos grandes lati."ndi%rios e, por #onseg"inte, perdidos para o go erno, atrib"$a-se a #ada homem e s"a esposa "ma m!dia de =@@ mo" , o" #er#a de =A,U a#res, #om 5"antidades adi#ionais de a#ordo #om as idades dos membros da .am$lia. /penas "m 5"into do lote de terra podia ser #onser ado permanentemente, em geral "m pomar de amoreiras para #"lt"ra de sedaF o restante da terra tinha de ser de ol ido ao go erno em #aso de morte o" desde 5"e .osse e*#edido o limite de idade estip"lado. & trib"to a ser pago por #ada indi $d"o tinha .orma tr$pli#e6 "ma 5"antidade determinada de #erealF "ma 5"antidade estip"lada de seda o" te#ido de #Nnhamo, no #as"lo o" em .ibraF e "ma #or !ia de >@ dias, trabalho #omp"lsório para o go erno #entral o", em alg"ns o"tros dias, para a administração lo#al. /lg"ns #amponeses eram pass$ eis de ser iço militar sem soldo, mas a esses era #on#edida a isenção de o"tras obrigaç+es. /s `terras de hierar5"ia` e, por ezes, #on#ess+es espe#iais de terra imperial eram dadas a altos ."n#ion%rios e as despesas de administração lo#al eram satis.eitas atra !s das `terras de ser iço`. & padrão de propriedade go ernamental da prin#ipal 5"antidade de terra e de propriedade pri ada de pe5"enos lotes reapare#e" #om a presença do regime #om"nista.

& sistema era #omple*o. Dependia de "m #enso rigoroso e do le antamento #"idadoso das terras. 1abe-se 5"e ambas as operaç+es .oram #on#l"$das. Uma Otil tabela de e5"i al(n#ias .oi tamb!m elaborada, onde "m #erto peso de prata o" medidas de #ereais, te#ido de seda o" #as"lo de seda, eram e5"iparados em alor #om a #orda-padrão de =.@@@ sape#as. & sistema pare#e ter ."n#ionado relati amente bem, pelo menos por alg"m tempo. /s di.i#"ldades em manter "m registro e*ato de m"danças no stat"s .amiliar, #om a o#orr(n#ia #onstante de nas#imentos e mortes, a#ent"aram a #onhe#ida a ersão dos #amponeses em ren"n#iar a 5"al5"er pedaço de terra, o 5"e #on erte", sem dO ida, n"m problema de monta a redistrib"ição e trib"tação de terras. No reinado de 7"an 8ong ho" e di.i#"ldades desse tipo, e o go erno de.ronto"-se #om press+es .is#ais de#orrentes dos gastos #res#entes e do de#l$nio na re#eita trib"t%ria. Uma m"dança de#isi a, h% m"ito em gestação, o#orre" .inalmente em V?@, 5"ando impostos diretos, não mais per #apita, .oram lançados sobre a própria terra, baseados na %rea e na prod"ção. /o mesmo tempo, os impostos #omer#iais tornaram-se mais rendosos, graças ao #res#imento do #om!r#io e da indOstria. Qoram esses no os impostos, assim #omo os monopólios do go erno e o desen ol imento da e#onomia ao s"l do rio ;angzi, 5"e e*aminaremos em bre e, 5"e geraram a re#"peração do er%rio, após o desastroso per$odo da rebelião de /n G"shan. &s Han tinham instit"$do os monopólios go ernamentais do sal, .erro e bebidas al#oóli#as. &s monopólios do sal e das bebidas al#oóli#as .oram agora resta"rados e somo"-se-lhes o do #h%. &riginalmente "m medi#amento, o #h% torno"-se geralmente "sado #omo bebida d"rante os )ang, e o l"#ro go ernamental de#orrente do monopólio a"mento" de .orma signi.i#ati a. &s #omer#iantes de #h% 5"e endiam ao monopólio .oram respons% eis, diga-se de passagem, por "m no o re#"rso .inan#eiro, no #omeço dos anos ?@@6 a letra de #Nmbio, o" `dinheiro oador`. Contra entrega de s"as remessas de #h% na #apital, os #omer#iantes re#ebiam "ma

nota de#laratória do dinheiro 5"e lhes era de ido, a 5"al podia ser #ambiada em s"a terra por mer#adorias, menos "ma per#entagem para impostos do go erno. Em .ins do s!#"lo, empresas mer#antis, "s"r%rios e #ambistas esta am "sando #erti.i#ados nego#i% eis de depósito, a .im de e itar o in#Wmodo transporte de "ltosas e pesadas 5"antidades de moeda. Esses #erti.i#ados .oram os pre#"rsores das #!d"las ban#%rias. & primeiro papel-moeda emitido pelo Estado ! atrib"$ el a 1i#h"an, em =@>C. Isoladamente, o maior .ator de #res#imento e#onWmi#o d"rante a dinastia )ang .oi o a"mento da pop"lação agr$#ola na ba#ia, in.erior do rio ;angzi, tanto nas margens do próprio rio #omo nas terras .!rteis 5"e se estendiam mais al!m. / par do a"mento pop"la#ional registro"-se "m progresso no rendimento dos arrozais. /nteriormente, & arroz tinha #res#ido e era #olhido nos #ampos onde era plantado. /gora, os brotos #res#iam em i eiros e eram depois m"dados para os #ampos alagados, "m trabalho imenso, mas l"#rati o. /o mesmo tempo, .oram desen ol i- das ariedades melhores, de amad"re#imento mais r%pido, de arroz. & melhoramento res"ltante em sa.ras .oi espeta#"lar. /l!m disso, os #anais #onstr"$dos nos per$odos 1"i e )ang, ligando o ;angzi #om os ales de 3ei e do rio /marelo, possibilitaram, mesmo 5"ando as #ondiç+es setentrionais de agri#"lt"ra eram ad ersas, transportar arroz s".i#iente para alimentar a #orte e os e*!r#itos a5"artelados na #apital. Essas grandes m"danças e#onWmi#as bene.i#iaram o 1"l e alteraram signi.i#ati amente o e5"il$brio entre o 1"l e o Norte da China. Elas a"mentaram os re#"rsos dispon$ eis para o pa$s #omo "m todo. E habilitaram a dinastia )ang a sobre i er por "m per$odo adi#ional, após a grande rebelião. -as ha ia o"tros .atores em ação, e seria errWneo s"por 5"e o go erno )ang .oi sempre o bene.i#i%rio das no as #ondiç+es da so#iedade. / rebelião .oi "m a"gOrio, por5"anto pressagio" a as#ensão de #omandantes militares independentes e de e*!r#itos mer#en%rios. Isso .oi "m .ator poderoso para m"danças tamb!m no &#idente, em data posterior, e .oi a#ompanhado na

China, #omo no &#idente, por "m s"rto de "rbanização e "ma depend(n#ia #res#ente de "ma e#onomia monet%ria. &s distritos militares ti eram de a"mentar de nOmero no .inal da dinastia )ang para en.rentar as desordens internas, e isso .ortale#e" a persistente ameaça de regionalismo na história #hinesa, ao mesmo tempo 5"e dimin"$a o poder do go erno #entral. /s .omes no Norte da China "ma ez mais originaram o apare#imento de bandos ins"rretos de #amponeses desesperados 5"e, nessa alt"ra. ag"ea am e sa5"ea am 5"ase todo o território #hin(s, per#orrendo as estradas prin#ipais. En#ontraram "m l$der na .ig"ra de "m #erto H"ang 8hao e e.et"aram a pilhagem de #idades ri#as, #hegando at! Cantão, no 1"l, onde massa#raram a #om"nidade de nego#iantes estrangeiros no bairro da #idade reser ado para resid(n#ia deles. Dirigiram-se no amente para o norte em ??=, #om "ma .orça agora a"mentada para #er#a de :@@ mil homens, sa5"earam a #apital, Changan e, após enorme #arni.i#ina, dei*aram-na em total r"$na. &s imperadores trans.eriram-se para G"oZang, e as glórias dos )ang dissiparam-se. Um antigo s"bordinado de H"ang 8hao ini#io" "ma no a dinastia, a dos Giang posteriores, em D@V, adotando por #apital Lai.eng, na pro $n#ia de Henan. -as o per$odo interm!dio de des"nião, #onhe#ido #omo as Cin#o Dinastias, .oi nesse #aso m"ito mais bre e. /s t!#ni#as de #entralização eram agora mais .ortes e mais re.inadas, e o imp!rio olto" a ser re"nido sob a dinastia 1ong, em D:@.

Per&odo dos (re)e *einos e da Dinastia Song por 3illiam -orton em China - História e C"lt"ra <=D?:B, Editora 8aharF ,io de Paneiro

Han ;", desta#ado ."n#ion%rio no Imp!rio )ang e "m dos mais admirados mestres da prosa #hinesa, assim se dirigi" ao trono no

ano de ?=D. & ass"nto era a proposta introd"ção de "ma rel$5"ia, o osso de "m dedo do S"da, no pal%#io imperial6 `& ser idor de Xossa -a2estade s"geriria 5"e o b"dismo não passa de "m #"lto dos b%rbaros e 5"e s"a propagação na China data apenas da dinastia Han posterior, nada sabendo os antigos a respeito dela. ^1e o imperador desse o ma" e*emplo de re eren#iar S"da_ 2o ens e elhos, tomados do mesmo ent"siasmo, a#abariam, po"#o a po"#o, por negligen#iar totalmente os ass"ntos de s"as idasF e se Xossa -a2estade não o proibir, (-los-emos a#"dir em m"ltidão aos templos, dispostos a #ortar "m braço o" tirar .atias do próprio #orpo #omo o.erenda ao de"s. Desse modo, nossos #ost"mes e tradiç+es seriam gra emente a.etados, e nós próprios nos tornar$amos al o de zombarias na .a#e da terra - na erdade, "m gra e problema\ 'ois o S"da .oi "m b%rbaro. 1"a l$ng"a não era a l$ng"a da ChinaF s"as ro"pas eram de "m #orte estrangeiro. Ele não pro.eri" as m%*imas de nossos antigos go ernantes, nem se pa"to" pelos #ost"mes 5"e eles nos transmitiram. Não apre#ia a o $n#"lo entre pr$n#ipe e ministro, nem o laço 5"e "ne pai e .ilho. 1"pondo, na erdade, 5"e esse S"da ti esse indo H nossa #apital em #arne e osso, en iado o.i#ialmente pelo se" próprio Estado, então Xossa -a2estade poderia t(-lo re#ebido #om alg"mas pala ras de admoestação, o.ere#endo-lhe "m ban5"ete e "m tra2e, antes de o pWr .ora do pa$s #om "ma es#olta de soldados, e assim e itando 5"al5"er in.l"(n#ia perigosa na mente do po o. -as 5"ais são os .atos0 & osso de "m homem h% m"ito morto e de#omposto ai ser admitido, sem dO ida, nos re#intos do 'al%#io Imperial\ Disse Con.O#io6 `'restem todas as homenagens aos seres espirit"ais, mas mantenham-nos a boa distNn#iab. ^Han ;", trad"zido para o ingl(s por Eiles, Eems o. Chinese Giterat"re, pp. =>U, =>V._ &s arg"mentos de Han ;" são dignos de nota. Como ra#ionalista e h"manista, ele mani.esta s"a a#ent"ada antipatia pelo ent"siasmo religioso. -as op+e-se ao b"dismo prin#ipalmente por5"e não !

#hin(s, não .az parte de s"as próprias tradiç+es. Han ;" e m"itos de se"s #ontemporNneos ha iam-se a.astado da antiga a idez do per$odo )ang por t"do o 5"e era estrangeiro, e esta am retomando Hs .ontes #hinesas gen"$nas. Ele e iden#io" tal atit"de em s"a própria prosa, por5"anto b"s#o" reprod"zir em .orma simples o 5"e era #hamado `o estilo antigo` <g"-MenB. Han ;" i e" nos Oltimos anos )ang mas pren"n#io" m"ito da atit"de mental e da #"lt"ra 5"e #ara#terizariam a dinastia 1ong. &s )ang posteriores e os 1ong não podem ser di ididosF 2"ntos, mostram a China dei*ando para tr%s a era `medie al` e ingressando na `moderna`. &s #ap$t"los da presente obra a#ompanham a tradi#ional di isão #ronológi#a por dinastias por5"e elas ainda são importantes, em si mesmas, e por5"e .ormam "m 5"adro de re.er(n#ia "ni ersal em todos os e*ames de aspe#tos separados da #"lt"ra #hinesa, #omo a arte, a literat"ra o" a e#onomia. Cont"do, o desdobramento dos a#onte#imentos nem sempre se en#ai*a nas di is+es din%sti#as. /ssim, os homens dos )ang anteriores 2"ntam-se aos das 1eis Dinastias em se" #ontato #om a ida das estepes, em s"as tradiç+es aristo#r%ti#as e militares, e em s"a abert"ra a in.l"(n#ias não#hinesas. Em #ontrapartida, os homens dos )ang posteriores e 1ong a.astaram-se da tradição militar e da5"eles esportes, #omo #aça, artes mar#iais e e*er#$#io .$si#o, 5"e lhes são #on#omitantes. Empregaram mer#en%rios, re#r"tados normalmente na mais bai*a #lasse so#ial, e desse modo passaram a desprezar a instit"ição militar #omo "m todo. &s l$deres pol$ti#os obti eram s"as posiç+es o.i#iais atra !s da er"dição, e eram os alores e as ati idades do esp$rito 5"e eles tinham em alto apreço6 a sabedoria polida, a poesia, as belas-artes e as belles lettres. Y #erto 5"e a nas#ente #i ilização "rbana da no a era poderia ter dado origem a "ma no a #lasse go ernante e, por #onseg"inte, a no os ideais, #omo o#orre" nas #idades e #lasses mer#antis da E"ropa. -as não .oi esse, #ompro adamente, o #aso na China. &s intele#t"ais esta am m"ito bem #onsolidados em s"as posiç+es. Ho" e "ma di."são mais ampla de ri5"eza e "ma ele ação geral no padrão de ida para todos os 5"e esta am a#ima da #lasse #amponesa b%si#a. -as

os er"ditos ."n#ion%rios b"ro#r%ti#os manti eram s"a posição dominante - o passado esta a do lado deles - e os mer#adores e abastados lati."ndi%rios eram mais propensos a se tornarem se"s aliados e n"n#a se"s senhores. /s #lasses sobrep"nham-se em grande parte, "ma ez 5"e m"itos dos ."n#ion%rios er"ditos deri a am s"as .ort"nas da terra. E, H semelhança de Han ;", tornaram-se #ada ez mais hostis Hs #oisas estrangeiras. /l!m disso, o padrão de #i ilização #hinesa estabele#ido pelos )ang posteriores e, em espe#ial, d"rante a dinastia 1ong, persisti" em todos os se"s aspe#tos essen#iais at! o .inal do Imp!rio Chin(s, passando pelas dinastias -ing e 9ing, at! o momento em 5"e o impa#to do &#idente, de "ma no a e ma#iça .orma, pro o#o" m"danças ine it% eis. -"danças ho" e, ! #erto, após a dinastia 1ong, por5"anto os mongóis e depois os man#h"s realizaram iolentas irr"pç+es na so#iedade #hinesa. -as tais m"danças eram de .ora para dentro e, n"m #erto sentido, e.(meras. / .orma #hinesa b%si#a permane#e" est% el e as alteraç+es internas .oram po"#as. Essa estabilidade era, em si mesma, "ma importante realização, assinalando a #on#retização do ideal #hin(s - "m bems"#edido e5"il$brio de .orças. -as, lamenta elmente, de" a impressão de "ma #i ilização perpet"amente est%ti#a, obs#"re#endo o not% el progresso .eito pelos #hineses nas .ormas so#iais, nos m!todos administrati os e nas in enç+es te#nológi#as desde os tempos neol$ti#os at!, digamos, o s!#"lo 7III. & per$odo seg"inte ao #olapso dos )ang #ompreende" as Cin#o Dinastias ao norte e os Dez ,einos ao s"l. Não se .az ne#ess%rio tentar estabele#er a5"i a distinção entre esses regimes, 5"anto H s"a bre e d"ração e lo#alizaçãoF ser% s".i#iente s"blinhar, de a#ordo #om o 5"e 2% dissemos, 5"e a #ontin"idade #"lt"ral .oi mantida. Um general #hin(s, 8hao L"angZin, .oi en iado em D:@ pela Oltima das Cin#o Dinastias, a 8ho" posterior, para re#haçar "m no o

inimigo nWmade indo do nordeste, os Lhitan. -as 8hao, #om o apoio de s"as tropas, tomo" o poder para si mesmo e ."ndo" a dinastia 1ong. Uma ez #om o Norte da China sob se" #ontrole, a #on5"ista do 1"l não se .ez esperar. -as não seria "m imp!rio de "m soldado. Em #on#ordNn#ia #om os m!todos implantados pelos )ang posteriores, o no o Estado entrego" os mais importantes postos a ."n#ion%rios re#r"tados por e*ame. & sistema .oi reg"lamentado e os e*ames eram realizados de tr(s em tr(s anos, em tr(s n$ eis6 "m e*ame na pre.eit"ra, "m na #apital e "m no pal%#io, o Oltimo dos 5"ais determina a, em grande parte, a nomeação e a promoção. a $ndi#e de apro aç+es nos primeiros dois n$ eis não passa a "s"almente dos =@g. Uma #r$ti#a #onstante ao sistema de e*ames era 5"e .a ore#ia os .ilhos de ."n#ion%rios no e*er#$#io de #argos, os 5"ais obtinham posiç+es atra !s de apadrinhamento, apesar de todas as pre#a"ç+es em #ontr%rio, o" graças a oport"nidades ed"#a#ionais negadas a o"tros #on#orrentes. Isso a#onte#ia .re5aentemente, mas a pes5"isa re elo" o interessante .ato de 5"e, de meados do s!#"lo 7II a meados do s!#"lo 7III, mais de U@g dos #andidatos apro ados pro inham de no as .am$lias 5"e não o#"pa am pre iamente #argo nenh"m. &s ."n#ion%rios er"ditos des.r"taram d"rante o per$odo 1ong "m gra" de in.l"(n#ia maior do 5"e em 5"al5"er o"tro per$odo da história #hinesa. Eles #onseg"iram, d"rante toda a dinastia, impedir a as#ensão ao poder de parentes imperiais e e"n"#os. Embora não .ossem ameaçados do e*terior, ha ia entre eles grandes s"s#etibilidades pol$ti#as, e partidos pol$ti#os de #ar%ter #onser ador e re.ormista desen ol eram ri alidades de #erta aspereza. a organograma go ernamental 1ong #ompreendia, em po"#as pala ras, "m #onselho de altos ministros, menos de dez em nOmero, 5"e assessora am o imperador, e tr(s órgãos prin#ipais6 o se#retariado, sob o 5"al ."n#iona a "m #erto nOmero de minist!rios e 2"ntasF "m #onselho pri ado, 5"e se o#"pa a prin#ipalmente de 5"est+es militaresF e "ma #omissão .inan#eira, a 5"al pro o" ser e.i#iente e .ormo" "ma #onsider% el reser a nas primeiras d!#adas

da dinastia. Essa sit"ação satis.atória nos #omeços do per$odo 1ong .oi #ontrabalançada, por!m, por no as ameaças dos nWmades do Norte. &s Lhitan, no Nordeste, e %rios po os #ombinados no Noroeste, 5"e adotaram o nome #hin(s de 7ia, e*er#iam #onsider% el pressão sobre os 1ong. Esses po os esta am par#ialmente sini#izados atra !s da longa asso#iação #om se"s izinhos #hineses, em #ontraste #om os inimigos dos Han, os 7i"ng-n", e os inimigos dos )ang, as tribos t"r#as, o" os mongóis s"bse5aentes, todos eles m"ito po"#o in.l"en#iados pela #i ilização #hinesa antes de s"as in#"rs+es. &s 4hitan eram "m po o #riador de gado da -an#hOria 5"e se e*pandi" rapidamente, .ez de 'e5"im "ma de s"as #apitais e penetro" at! Lai.eng em DCV. /$, derr"baram "ma das Cin#o Dinastias, a Pin posterior, e adotaram o nome din%sti#o de Giao, rei indi#ando legitimidade #hinesa. 1e" imp!rio, no a"ge, estabele#e" o #ontrole sobre toda a Cor!ia, o Norte e o 1"l da -an#hOria e a parte da China setentrional a oeste da região dos &rdos. &s 1ong ha iam re#"perado a maior parte do Norte da China mas, na 'az de 1hanZ"an, em =@@C, tinham sido #ompelidos a pagar "m "ltoso trib"to an"al aos 4hitan de =@@ mil onças de prata e >@@ mil rolos de seda. Esse trib"to .oi ele ado para 5"antias ainda mais altas em =@C>. Era tão grande o poder 4hitan 5"e esta am em #ontato diplom%ti#o #om o Papão, a leste, e o #ali.ado ab%ssida, a oeste. & se" nome, 4hitan o" 4hitai, era "sado para representar a China em persa e t"r#o, e ainda ! "sado assim em r"sso. Qoi tamb!m assim 5"e -ar#o 'ólo se re.eri" H China #omo Catai, e passo" alg"m tempo antes 5"e os na egantes e"rope"s, 5"e tinham #onhe#imento do nome China pelo 5"e sabiam do tr%.ego mar$timo pelas rotas do 1"l, des#obrissem 5"e Catai e China eram a mesma #oisa. &s 4hitan .oram en.ra5"e#idos e tornaram-se menos agressi os atra !s da .a"stosa ida #hinesa, e se" imp!rio desmorono"-se em

==>U, sob a pressão de "m o"tro po o setentrional, os Par#hen. Uma par#ela da nobreza 4hitan trans.eri"-se mais para oeste, na Ksia #entral, e a$ estabele#e" "m reino bem-s"#edido, o 5"al .oi in.l"en#iado pelo b"dismo e pelo #ristianismo nestoriano. 1"a itória sobre os t"r#os sel2O#idas, n"m dos #"riosos atalhos da história, pode ter originado a esperança medie al e"rop!ia de en#ontrar "m aliado #ristão #ontra os t"r#os no lend%rio reino de 'restes Poão. / seg"nda .onte de pressão sobre os 1ong, 5"e não eram beli#osos e não poss"$am aliados `b%rbaros` #omo os )ang ha iam tido, .oi a dos 7ia o" 7i 7ia <7ia o#identaisB, "m po o #om elementos tang"tes, "ig"res, tibetanos e #hineses na pop"lação. Xi iam nas regi+es .ronteiriças do Noroeste da China, #ria am #a alos, o inos e #amelos, e dedi#a am-se ao #om!r#io. &s imperadores 1ong tamb!m .oram .orçados a pagar-lhes "m #"stoso trib"to an"al da prata, seda e #h%. &s 7ia .oram .inalmente destr"$dos pelo mongol E(ngis Lhan, em =>>V. & .a or% el balanço .is#al #onstr"$do pelos 1ong no in$#io da dinastia e*a"ri"-se grad"almente, não tanto pelas e*ig(n#ias de trib"tos 5"anto pelas despesas de man"tenção de e*!r#itos mer#en%rios. Essas #onsideraç+es de e#onomia e de.esa deram azo a propostas de re.orma por #ertos ministros, entre os 5"ais o mais eminente e o mais #ontro ertido .oi 3ang /nshi <=@>=-=@?:B. Eozando do apoio do imperador, 3ang /nshi instit"i" "m #erto nOmero de medidas de re.orma de grande al#an#e e espantosamente semelhantes aos dispositi os de #ontrole e#onWmi#o empregados no m"ndo moderno. Y pro % el, entretanto, 5"e 3ang /nshi .osse moti ado pela preo#"pação pr%ti#a e administrati a #om a sol (n#ia e e.i#i(n#ia do go erno, e não por #onsideraç+es ideológi#as, `so#ialistas` o" p"ramente h"manit%rias, embora ning"!m possa a.irmar de maneira peremptória o 5"e esta a na mente dos re.ormadores 1ong. / .im de .ortale#er a base #amponesa do Estado, 3ang #on#ede" empr!stimos aos agri#"ltores

a 2"ros de >@g, então #onsiderados m"ito razo% eis. Conhe#ida #omo a Gei dos Srotos Xerdes, essa medida habilito" os agri#"ltores a #ontra$rem empr!stimos para a #ompra de sementes de #ereais na prima era e a reembolsarem o Estado após a #olheita. No #aso de "ma #olheita r"im o" de desastre nat"ral, ha ia "ma #l%"s"la 5"e pre ia o adiamento dos pagamentos at! o ano seg"inte. 3ang instit"i" #ontroles de preços e amplio" o #r!dito Hs pe5"enas empresas. ,a#ionalizo" os impostos, 5"e eram pagos em esp!#ie, endendo #ereal in lo#o o" e*portando-o para %reas ne#essitadas, somente trans.erindo o saldo dessas transaç+es para a #apital, a .im de po"par nos ele ados #"stos de transporte. /ltero" a in#id(n#ia do imposto territorial, a .im de disting"ir entre #ampos de alta e bai*a rentabilidade, e s"bstit"i" a #or !ia por pagamentos em dinheiro. Na %rea da de.esa, tento" o alistamento de #amponeses em s"a própria proteção, in#enti ando a #riação de mil$#ias #i is sob a #he.ia de pe5"enos nobres lo#ais, #om pr(mios #on#edidos aos 5"e se disting"issem nos e*er#$#ios de instr"ção e #omo ar5"eiros. N"ma no a medida, pro iden#io" para 5"e os agri#"ltores ti essem #a alos de propriedade do Estado alo2ados em s"as .azendas e para "so no trabalho de la o"ra, mas #om o #ompromisso de 5"e "m membro da .am$lia se apresentaria para ser iço #om o #a alo, se #on o#ado n"ma emerg(n#ia, a .im de se integrar a "ma mil$#ia montada. 3ang /nshi .oi se eramente #riti#ado pelos #onser adores em #onse5a(n#ia de tais medidas, as 5"ais, ho2e em dia, pare#erão ra#ionais e ben!.i#as a m"itos. /lg"mas eram no as e o"tras eram antigas medidas apli#adas mais radi#almente. Entre se"s opositores ha ia .ig"ras respeit% eis, #omo o historiador 1ima E"ang <=@=D=@?:B e o poeta e ensa$sta 1" Dongpo <=@A:-==@=B. Uma das #r$ti#as dizia 5"e, ao en ol er o Estado no #om!r#io at! o n$ el de are2o lo#al, ele esta a rebai*ando e h"milhando o imperador, ao .az(-lo `mas#atear #ar ão e gelo #omo 5"al5"er pe5"eno mer#ador`. <& elho pre#on#eito o.i#ial #ontra os #omer#iantes de e ser a5"i lembrado.B

/ oposição era, sem dO ida, ins".lada pelos interesses pessoais dos "s"r%rios e lati."ndi%rios 5"e e*er#iam .orte in.l"(n#ia 2"nto H #lasse o.i#ial. /lg"mas medidas, #omo a Gei dos Srotos Xerdes, .oram sabotadas por administradores desonestos, embora esse plano ti esse sido ensaiado primeiro n"m pro2eto-piloto, n"ma %rea limitada, e .i#asse demonstrado 5"e ."n#iona a bem. -as 3ang so.ria, inega elmente, de "ma #erta arrogNn#ia de poder - ele era #onhe#ido #omo `o premier obstinado`. De 5"al5"er .orma, a maioria de s"as re.ormas, instit"$das em =@:D, .oram abolidas #om a morte do imperador 1hen 8ong em =@?U. Não m"ito depois desses e entos, a dinastia Giao <LhitanB seria tragada por "m no o poder nWmade, os Par#hen, #"2a base se sit"a a m"ito mais ao norte, no rio 1"ngari, na -an#hOria. In estindo de .orma a assaladora na direção s"l, não ti eram m"ito trabalho para #olo#ar os Giao .ora de #ombate e arrasar a #apital 1ong, em Lai.eng, em ==>:. Com s"a própria #apital em 'e5"im, estabele#eram "ma dinastia #onhe#ida #omo a Pin, o" Lin, 5"e signi.i#a `o"ro`, possi elmente deri ado das areias a"r$.eras de se"s rios setentrionais. Essa #on5"ista moti o" a di isão da dinastia 1ong, sendo a seg"nda metade, de ==>V a =>VD, denominada a 1ong -eridional. / #orte 1ong .oi .orçada a retirar-se de Lai.eng e a instalar "m no o go erno em Hangzho". )raço"-se "ma no a .ronteira no ale do rio H"ai e, a maior parte do tempo, os 1ong no 1"l lograram #oe*istir #om os Pin no Norte. -as ho" e resist(n#ia g"errilheira aos Pin em 1handong e in#"rs+es periódi#as por ambos os lados. &s 1ong ainda esta am en ol idos em pesados gastos #omas mil$#ias, não aten"ados pelo aparelhamento de "ma .rota de g"erra no s!#"lo 7II. /pesar dos repetidos golpes 5"e lhes eram in.ligidos pelos nWmades do Norte, os 1ong esta am #omparati amente seg"ros em se" sant"%rio meridional, por5"anto "ma pro."são de lagos e rios torna a imposs$ eis as operaç+es em grande es#ala da #a alaria

nWmade. / e#onomia de rizi#"lt"ra 1ong prospero", espe#ialmente depois da introd"ção de ariedades meridionais de arroz 5"e da am d"as #olheitas por ano. / so#iedade apresenta a "ma in#r$ el ri5"eza e ariedade, #om o desen ol imento da ida "rbana. /s #idades .orma am "m #ontraste impressionante #om a ida rigorosamente #ontrolada da Changan dos tempos )ang, #om se"s mer#ados administrados pelo Estado e se" to5"e de re#olher para #ada bairro separado da #idade. Em Lai.eng, a #apital 1ong, desen ol e"-se "m padrão de m"ito maior liberdade, o 5"al .oi repetido nas #idades 1ong meridionais, onde mer#ados .ora do #ontrole estatal #res#eram H sombra das grandes portas das #idades, para serem mais tarde adotados, por assim dizer, e in#l"$dos no interior de "ma no a m"ralha. Não tardaram em s"rgir o"tros mer#ados e bairros de di ers+es, e artesãos e .irmas parti#"lares de todas as esp!#ies lo#aliza am-se por toda a #idade a bel-prazer. / ida "rbana era ariada pela #onstante #hegada dos ri#os do interior, 5"e i iam de s"as rendas no 5"e era agora "ma so#iedade #apitalista e não .e"dal, e pela #hegada dos pobres, 5"e a$ en#ontra am trabalho #omo #riados, pe5"enos #ai*eiros e empregados em ta ernas, #asas de #h%, #abar!s e inOmeras o.i#inas. Ha ia o.i#inas para a .abri#ação de papel, #erNmi#a, ob2etos de metal. impressão de li ros. artigos de la#a e m"itos o"tros para "so o" para l"*o. &"tros ganha am a ida no s"bm"ndo de ladr+es. es#ro5"es e prostit"$dos de ambos os se*os. Um padrão de ida mais ele ado e at! "ma pitada de l"*o tornaram-se poss$ eis para "m m"ito maior nOmero de residentes "rbanos do 5"e antes. Isso podia ser isto em mans+es mais elaboradas, ri#o mobili%rio, 2ardins belamente traçados e o #"lto da ha"te #"isine. & inter#Nmbio de mer#adorias .oi .a#ilitado por "ma asta .rota de na ios de todas as tonelagens, n"ma rede de na egação interna 5"e #ompreendia as #ostas, portos, rios e lagos do 1"l da China. N"ma so#iedade dotada de maior mobilidade, "m no o desenraizamento de" l"gar H #ons#i(n#ia de no as ne#essidades

para a2"da e proteção mOt"as. /ssim, no os agr"pamentos h"manos s"rgiram, #omo as #orporaç+es de mer#adores e as asso#iaç+es de #lãs, m"itas das 5"ais tomaram pro id(n#ias no sentido de, a t$t"lo de doação perp!t"a entregarem propriedades agr$#olas a ."ndaç+es de #aridade. #om istas H ed"#ação e ao amparo de membros indigentes do #lã. )e#nologia /s in enç+es a serem #reditadas aos #hineses dos per$odos )ang posterior e 1ong são s"rpreendentes em se" nOmero e #omple*idade. P% men#ionamos o papel e a impressão, 5"e tinham "ma longa an#estralidade mas só entraram em "so #om"m d"rante os 1ong. / esses in entos #"mpre adi#ionar dispositi os espe#ializados #omo "m es#apamento hidra"li#amente a#ionado para o me#anismo de relo2oaria de "m instr"mento astronWmi#o. onde #açambas eram en#hidas n"ma #ad(n#ia .i*a e, es aziando-se sozinhas graças a "m me#anismo de desengate, repartiam o tempo em di is+es m"ito pre#isasF o" "m lança-#hamas alimentado a óleo e 5"e, a#ionado por "m (mbolo d"plo, propor#iona a "ma des#arga #ont$n"a. &s dois prin#ipais #ampos de ino ação nessa era en#ontra am-se na #onstr"ção na al e nas armas de .ogo. & grande 2"n#o o#eNni#o dos s!#"los 7 e 7I desperto" a admiração dos e*perientes marinheiros %rabes e .oi .a#ilmente o l$der de se" tempo. )inha #ompartimentos estan5"es, 5"atro #obertas, 5"atro a seis mastros, e podia transportar "ns mil homens. Esta a e5"ipado #om elas de pano e de esteira para habilit%-lo a na egar tanto de ento em popa #omo H bolina. Qoram in entados bar#os de roda, #om "ma grande roda de popa e at! => rodas adi#ionais de #ada #ostado, a#ionadas por homens atra !s de pedais o" mani elas. Esses bar#os podiam atingir #onsider% eis elo#idades. -as as ino aç+es mais importantes .oram o #adaste e a bOssola o" ag"lha de marear. & #ompasso na .orma de "ma ag"lha .l"t"ante .oi "sado primeiro por geomantes e depois adaptado ao "so mar$timo. Era #onhe#ida na China desde, pelo menos, DD@, e .oi men#ionada na E"ropa em

==D@, mas só #omeço" a ter grande "so pr%ti#o em bar#os e"rope"s a partir de =>?@. 9"anto Hs armas de .ogo, diz-se #om"mente 5"e os #hineses in entaram a pól ora mas, sensatamente, só a "sa am em .ogos de arti.$#io. In.elizmente não .oi isso o 5"e a#onte#e". Catap"ltas #om granadas e*plosi as .oram empregadas #om (*ito pelos 1ong #ontra os Par#hen n"ma batalha em ==:=. & "so de pól ora #omo .orça prop"lsora de pro2!teis pare#e ter sido ob2eto de e*perimentos desde ==A>. No #omeço, .oram "sados t"bos de bamb" o" madeira para morteiros, s"#edendo-Ihes os t"bos de bronze e .erro nas g"erras sino-mongóis de =>?@. & "so da pól ora #omo #arga de pro2eção pare#e ter #hegado H E"ropa atra !s dos mongóis e dos %rabes. 'int"ra 'aisag$sti#a /s pert"rbaç+es da !po#a 1ong não dimin"$ram o interesse da #lasse intele#t"al pelas ati idades #"lt"rais. Com e.eito, o imp"lso 5"e elas re#eberam d"rante a dinastia )ang atingi" se" ponto #"lminante #om os 1ong, sobret"do no #ampo do paisagismo. Entre as m"itas artes da China - ."ndição em bronze, talha em 2ade, es#"lt"ra, ar5"itet"ra, a pint"ra de p%ssaros e .lores, e a prod"ção de obras-primas em #erNmi#a e la#a - a arte da pint"ra paisag$sti#a ass"mi" o l"gar s"premo #omo a arte #l%ssi#a por e*#el(n#ia. No &#idente, a .orma h"mana .oi o ponto de interesse #entral d"rante a 5"ase-totalidade de s"a história, desde a es#"lt"ra dos gregos, passando pelas pint"ras medie ais e renas#entistas da 1agrada Qam$lia e de .ig"ras #l%ssi#as, at! os interiores holandeses e o retratismo dos s!#"los 7XII e 7XIII nas es#olas .ran#esa e inglesa. / paisagem #omo tema dominante s"rgi" #omparati amente tarde, em asso#iação #om o mo imento romNnti#o. /s obras de Constable, )"rner e Corot datam todas da seg"nda metade do s!#"lo 7XIII. Na China, as #oisas .oram di.erentes. Embora o Homem .osse o prin#ipal .o#o da .iloso.ia, os artistas desde o s!#"lo XIII o" mesmo antes en#ontraram s"a inspiração na Nat"reza - e não em "m aspe#to o" o"tro mas na Nat"reza #omo "m todo. / Nat"reza em

se"s %rios #ambiantes de sol e n! oa, nas ariaç+es das estaç+es, no e5"il$brio de altas montanhas e #"rsos dh%g"a .l"indo nas plan$#ies, não só ali ia a e re igora a o esp$rito do artista mas atra$a s"a mente #omo "ma pista para o harmonioso ."n#ionamento do "ni erso, se" dao o" Caminho. 'ois o artista #omo artista, .ossem 5"ais .ossem s"as o"tras preo#"paç+es, tendia a ser "m re#l"so, "m indi id"alista e "m dao$sta. / pint"ra paisag$sti#a era, pois, o modo mais grandioso e mais satis.atório de representar a Nat"reza #omo "m todo, de a.agar "m sentimento de #om"nhão #om a Nat"reza e de se sentir parte integrante da ordem #ósmi#a. /$ reside a razão para "ma importante di.erença no ponto de ista e na perspe#ti a do pintor na arte o#idental e na #hinesa. & olho do artista o#idental re#ebe a #ena desde o n$ el do homem de estat"ra mediana, de =,:@m a =,?@m a#ima do solo. & artista #hin(s trabalha de "m ponto de ista ele ado, #omo se esti esse no alto de "ma #olina oposta H #ena, de modo 5"e se li ra de "m e*#esso de min"#iosos e irritantes detalhes no primeiro plano e pode obter "ma isão geral do todo. &" poder$amos dizer 5"e ele não tem "m ponto de ista .i*o e 5"e o se" olhar ag"eia H ontade, horizontal e erti#almente. / id!ia de perspe#ti a mOltipla o" indeterminada pare#e .antasiosa at! olharmos pela primeira ez para "ma paisagem 1ong, #omo `)emplo S"dista nas Colinas depois da Ch" a`, por Gi Cheng <ati o #. DC@-D:VB. & templo sit"a-se n"ma #olina, a meia alt"ra, #om 5"edas dh%g"a H es5"erda e mais ao longe. 'or detr%s dele, sobran#eiros a "m ale ene oado, erg"emse dois pi#os de alt"ra imponente. & primeiro plano, ."ndindo-se imper#epti elmente no resto da pint"ra, mostra-nos as oltas mais pró*imas do rio, "ma barran#a es#arpada H es5"erda, #om %r ores retor#idas e desgrenhadas, e #amponeses e #ortesãos des#ritos em min"#ioso detalhe, #omendo e bebendo na estalagem "sada pelos peregrinos 5"e isitam o templo. 9"ase todas as partes da #ena, altas e bai*as, estão repletas de interesse e podem ser apre#iadas #om satis.ação desde o Nng"lo do artistaF no entanto, a pint"ra ! "m todo.

/ #omposição de Gi Cheng ! na m"ito #onhe#ida .orma de "m rolo pendente. -as a perspe#ti a ari% el ."n#iona tamb!m no rolo man"al horizontal, 5"e se destina a ser desenrolado da direita para a es5"erda e isto "ns U&#m de #ada ez. Um e*#elente e*emplo ! "ma seção de "m rolo por 7" Daoning <ati o no .inal do s!#"lo 7 e #omeços do s!#"lo 7IB, intit"lado `'es#aria n"m ,ia#ho da -ontanha`. / massa montanhosa separa dois ales 5"e #orrem diretamente desde o espe#tador at! se perderem nas #ordilheiras distantes ao ."ndo. Cada "m dos ales pode ser isto em s"#essão #omo a #ena prin#ipal. -as h% "m ter#eiro ale H es5"erda 5"e .orma "ma #ena própria, engenhosamente #entrado por "m pi#o de modesta altit"de, atr%s do 5"al o ale bi."r#a-se para a direita e a es5"erda. &s a#entos de primeiro plano são mar#ados a5"i e ali por %r ores es#"ras e alg"ns bar#os de pes#a no rio, mas os #ontornos da montanha são inten#ionalmente dissol idos em ag"ada, H medida 5"e a pint"ra re#"a na distNn#ia, #riando "ma sensação es."ziante de astidão de espaço. Ga"ren#e 1i#4man #omenta 5"e `a .orma de rolo horizontal ! a #"lminação do g(nio #riati o #hin(s em pint"ra. Y a Oni#a .orma pi#tóri#a no m"ndo 5"e #on.ere H arte "ma erdadeira progressão atra !s do tempo. ] medida 5"e o obser ador a ança ao longo de tal rolo, h% "m elemento distinto do tema 5"e se desenrola e se desen ol e de "m modo m"ito pare#ido e, diga-se de passagem, #om "m me#anismo id(nti#o H5"ele #omo "m tema ! desen ol ido na poesia o" na mOsi#a o#idental. / #omposição desses rolos seria imposs$ el #om "m ponto de ."ga .i*o e "ma perspe#ti a de "m só ponto. Y pre#iso ha er mOltiplos pontos de ."ga, "m dil"indo-se imper#epti elmente no seg"inte.<...B Y imposs$ el olhar #ompreensi elmente "m rolo de paisagem sem 5"e nos tornemos parte integrante dela e sem penetrarmos no m"ndo de montanhas e rios do artista. Nesses rolos de paisagens apare#e repetidamente "ma estrada o" ereda no #omeço, e somos 5"ase .orçados a seg"i-Ia. Essas estradas dirigem a atenção do espe#tador e instr"em s"a isão. Ele de e #aminhar de ez em 5"ando no

primeiro plano, olhando as plan$#ies e as #olinas distantesF ! #ond"zido Hs próprias #olinas, atra essa pontes, es#ala montanhas, repo"sa em templos sit"ados nas alt"rasF o#asionalmente, poder% es#olher entre a estrada e "m bar#o e, #om .re5a(n#ia, ! le ado #ompletamente para .ora das istas, desapare#endo atr%s de "m barran#o para reapare#er mais longe`. ^1i#4man e 1oper. )he /rt and /r#hite#t"re o. China, p. =@?_. /l!m da 5"estão de perspe#ti a, "m seg"ndo ponto pr%ti#o separa a arte #hinesa da o#identalF diz respeito ao e$#"lo empregado e #onse5aente t!#ni#a. /s obras de arte o#identais #l%ssi#as são e*e#"tadas em óleos sobre telas, ao passo 5"e as pint"ras #hinesas são .eitas de tinta solO el na %g"a sobre seda o" papel altamente absor ente. 1ão "sadas #ores, ! #laro, mas a maioria da arte mais apre#iada ! .eita em preto e bran#o, #om deli#adas ariaç+es de #inzento. 9"ando são empregadas tintas de óleo, ! poss$ el apagar "ma parte da tela e re.az(-Ia em no a ersão. -as #om nan5"im e a5"arelas, "ma ez .eito o traço o" dada a pin#elada, nada pode ser re.eito o" alterado. & artista #hin(s em #aligra.ia o" pint"ra - e as d"as são #onsideradas irt"almente "ma só - de e, portanto, e*er#itar-se repetidamente, at! 5"e tenha ad5"irido tal #ontrole sobre a pena o" o pin#el 5"e, na obra .inal, possa mo er-se #om inteira #on.iança e sem erro o" hesitação. 'ara .ins de e*er#$#io pr%ti#o, e*istem m!todos estereotipados de pintar .olhas, pedras, rel a, bamb"s, montanhas, pinheiros, p%ssaros e "ma s!rie imensa de o"tros itens, en"merados e es5"ematizados H maneira #hinesa. -as, "ma ez dominada a t!#ni#a, o g(nio do artista pode alçar Wo em plena liberdade e "sando se" próprio estilo pessoal. Essa `de#olagem` ! #omparada pelos #r$ti#os #hineses ao Wo de "m dragão penetrando nas n" ens. & estado de esp$rito do artista ! de s"prema importNn#ia para se al#ançar esse .im. 'or ia de regra, ele não est% pintando o retrato de "ma #ena real. Xisitar% as montanhas e os rios, e embeber-se-% no #en%rio. Depois, regressando ao se" estOdio, dispondo em ordem os pin#!is, a tinta e o papel n"ma mesa limpa, e desan" iando se" próprio esp$rito

nesses preparati os, ele passar% ao papel, #om seg"rança e em r%pidas pin#eladas, 5"ando o momento amad"re#er, a #omposição ideal 5"e 2% e*iste em s"a mente. Con#l"$do o Wo do dragão, as pala ras de "m #r$ti#o do s!#"lo 7XII podem então ser erdadeiras6 `& melhor m!todo ! a5"ele 5"e n"n#a .oi "m m!todob. & esp$rito dos grandes artistas 1ong .oi a.etado por in.l"(n#ias .ilosó.i#as 5"e pro (m do Dao$smo e do S"dismo. / #on#epção dao$sta da totalidade da nat"reza 2% .oi men#ionada em relação a isso, mas a (n.ase dao$sta sobre o azio tamb!m ! de grande signi.i#ado. & Não-1er ! tão importante 5"anto o 1er na nat"reza do Dao. Isso .oi il"strado no Dao De Ping, o Cl%ssi#o do Caminho e se" 'oder, pelo .ato de 5"e "ma tigela #om"m somente ! aliosa por #a"sa do 5"e a$ não h%, o espaço interior #riado pelas paredes da tigela, no 5"al o #onteOdo - arroz, sopa o" 5"al5"er o"tra #oisa pode ser #olo#ado. Esse prin#$pio do alor positi o do azio emerge em pint"ra no "so #riati o do espaço pelo artista. 1eria o#ioso pretender 5"e essa id!ia e*iste somente na China, pois todos os grandes artistas, em 5"al5"er parte do m"ndo, empregam-no instinti amente na #omposição. Entretanto, ! "ma importante e #ons#iente #ara#ter$sti#a de todas as paisagens #hinesas e, em parti#"lar, da pint"ra 1ong posterior, onde ! "sada #om habilidade #ons"mada. /pós o #olapso do go erno 1ong no Norte, o primeiro imperador 1ong meridional, Eao 8ong, re"ni" na /#ademia de 'int"ra em Hangzho", no .amoso lago &#idental, o maior nOmero 5"e podia de artistas 5"e tinham sido membros da /#ademia anterior. Esta .ora ."ndada pelo pai de Eao 8ong, o imperador H"i 8ong <5"e reino" em ==@=-==>UB, ele próprio "m not% el pintor de p%ssaros e .lores. Entre os mais .amosos membros da no a /#ademia esta am -a ;"an <#. ==D@-=>>CB e 7ia E"i <#. ==?@-=>A@B. /mbos esses artistas e*ibiram, n"m gra" m"ito s"perior ao #onhe#ido no Imp!rio 1ong 1etentrional, essa 5"alidade de s"gestão, de "so do espaço

deliberadamente dei*ado H parte, in#itando o obser ador a b"s#ar em s"a própria imaginação o 5"e est% poderosamente a"sente na seda H s"a .rente. f'aisagem ao G"ar`, de -a ;"an, por e*emplo, mostra "m s%bio 2o ial e se" #riado n"m pe5"eno e #hato a.loramento ro#hoso no #anto in.erior es5"erdo do rolo erti#al. Estão H sombra de "m .rondoso e enr"gado pinheiro e, por detr%s deles, H es5"erda, erg"e-se "m pre#ip$#io #om alg"ns pinheiros empoleirados pre#ariamente H s"a beira. ] direita, no ale embai*o, h% "ma pe5"ena %r ore retor#ida e "m modesto rele o de ag"lhas ro#hosas. -as toda a direita s"perior da pint"ra .oi dei*ada em bran#o, sentindo-se 5"e est% in"ndada de l"ar espe#tral, embora a própria l"a não este2a is$ el em parte alg"ma. Uma o"tra pint"ra, `'aisagem em )empestade &"tonal`, de 7ia E"i, ai ainda mais longe no azio inten#ional. Não s"rpreende 5"e essa pint"ra este2a n"ma #oleção parti#"lar no Papão, pois os 2aponeses são .i!is H s"a pre.er(n#ia pela s"gestão em ez da de#laração #lara em toda a arte. Nela, as .olhas estão sendo arran#adas de "ma %r ore ergada pela .orte entania, e "m homem minOs#"lo, sob "m #hap!" de #h" a, es.orça-se por atra essar "ma estreita ponte a .im de al#ançar a #abana sob a %r ore. &s dois terços s"periores da pint"ra po"#o mais #ont(m do 5"e parte de "m penhas#o al#antilado, #om "ma %r ore en.ezada no topo, e a s"gestão de "m pi#o montanhoso a grande distNn#ia. & resto de e ser "ma n" em rodopiante, pois nada e*iste a$ para ser isto. & e.eito ! ass"stador mas, de alg"m modo, h"manizado e toler% elF at! mesmo, n"m #"rioso sentido in erso, e*"ltante. / in.l"(n#ia do dom$nio b"dista de pensamento pode ser ista no modo #omo o Homem est% s"bordinado H Nat"reza na arte paisag$sti#a da China. & homem, pes#ando, #a algando, bebendo n"ma ta erna, est% "s"almente presente, o" traços do Homem na .orma de templos, pontes, o" bar#osF mas eles são anani#ados em tamanho e importNn#ia pela astidão da #ena nat"ral. & Homem .az parte da Nat"reza mas não a domina, #omo na tradição hebrai#a, nem pro#"ra #ontrol%-la, #omo na tradição #ient$.i#a o#idental. Esse ! tamb!m "m aspe#to da totalidade do pro#esso

"ni ersal no Dao$smo. -as ! parti#"larmente .orte no S"dismo, onde a iman(n#ia do S"da em todas as #oisas e o#a sentimentos religiosos e onde o homem, animais e at! plantas e pedras, todos são en ol idos n"ma intermin% el #adeia de ser. D"rante 5"ase toda a era, prati#amente pint"ra sim, pint"ra não, poderia ser "sada para il"strar isso, mas "ma de 8h" ,an <ati o no .inal do s!#"lo 7B presta-se a e*empli.i#ar esse ponto #om espe#ial s"tileza. Embora tenha sido intit"lada `S"s#ando Instr"ção nas -ontanhas &"tonais`, não h% 5"al5"er .ig"ra h"mana is$ el, apenas o telhado de #olmo debilmente dis#ern$ el de "m rOsti#o mosteiro aninhado n"ma ra ina do sop! de ond"lantes #olinas. & próprio 8h" ,an era sa#erdote b"dista. / mais ostensi a in.l"(n#ia das id!ias b"distas ! obser ada no .amoso par de pint"ras por Giang Lai <ati o #. =>@@B #hamado `'atriar#as da 1eita Chan <o" 8enB`. Um an#ião de nariz #hato, desenhado #om e*trema e#onomia de linhas, est% aga#hado e erg"e "ma pesada .a#a #om 5"e desbasta "ma #ana de bamb" para .azer "m bordão. / ista por detr%s do rosto, a tr(s 5"artos, re ela e*trema #on#entração. Y essa #on#entração e obstinação 5"e não se e*ibe simplesmente, mas ! a s"a religião 8en na ida #otidiana, por meio da 5"al ele se perde e en#ontra o S"da, interior. & o"tro an#ião est% .azendo algo de eras inomin% el pelos padr+es #on."#ianos e b"distasF ele est% ."rioso, batendo os p!s e rasgando es#rit"ras, a sagrada pala ra es#rita. -as, por o"tro lado, o 8en não depende de es#rit"ras, o" sabedoria, o" rit"al, mas tão-somente da e*peri(n#ia imediata, in#om"ni#% el e indi id"al da il"minação. / .orça $ ida e o igor espirit"al dessas pint"ras são assinalados nas po"#as linhas mais #arregadas e nos Nng"los ag"dos das ro"pas e dos segmentos des#arnados de ro#ha e galhos 5"e #ompletam a #ena. /5"i, t"do o 5"e .osse estranho e s"p!r.l"o .oi red"zido ao m$nimo e somente .i#o" a interioridade. -"itos grandes nomes dessa era de mestres .oram omitidos nesta bre e des#rição6 E"an )ong, em meados do s!#"lo 7, Dong ;"an no .inal e Qan E"an, ati o de DD@ a =@A@, todos do Imp!rio 1ong

1etentrional. Gi )ang .oi o mais #!lebre dos a#ad(mi#os reagr"pados em ==A? no Imp!rio 1ong -eridional, e -" 9i <tamb!m #onhe#ido #omo Qa ChangB .oi "m sa#erdote e pintor .amoso de temas Chan <8enB na primeira metade do s!#"lo 7III. Um artista 5"e represento" a transição entre os pintores da era 1ong e os da dinastia ;"an .oi o e*#(ntri#o e m"ndano intele#t"al -i Qei <=@U===@VB, amigo do poeta 1"Dongpo. 1e" estilo solto e impressionista não era a#eit% el para o imperador H"i 8ong, e nenh"ma de s"as obras .oi in#l"$da na #oleção imperial. -as se" estilo inspiro" Ni 8an, "m artista ainda menos tradi#ional da dinastia ;"an. Ni 8an org"lha a-se de s"a `.alta de gra#iosidade`F .oi ele 5"em repli#o" H obser ação de "m amigo de 5"e se"s bamb"s não pare#iam bamb"s6 f/h, mas "ma a"s(n#ia total de semelhança ! di.$#il de realizarF nem todos #onseg"em issob. ^Ni 8an, #itado em )he Gega#Z o. China. ed.organizada por ,. DaMson, p. >@U._ Neo#on."#ionismo Como no as tend(n#ias e #res#ente re.inamento se tomaram e identes em tantas %reas d"rante a era 1ong, não s"rpreende 5"e tamb!m a .iloso.ia passasse por m"danças de grande importNn#ia. / tend(n#ia para rep"diar o S"dismo e retornar aos #l%ssi#os #on."#ianos ini#iada por Han ;" prosseg"i". -as o Con."#ionismo 5"e emergi" das espe#"laç+es de 8ho" DonZi e dos irmãos Cheng, na seg"nda metade do s!#"lo 7I, não era de .orma alg"ma o mesmo dos dias de Con.O#io e -(n#io. & desa.io da meta.$si#a b"dista indiana e do pensamento dao$sta e*igia 5"e se prestasse alg"ma atenção a "m 5"adro .ilosó.i#o 5"e ser isse para e*pli#ar o m"ndo e a nat"reza h"mana. Ha ia #onsider% el debate entre as %rias es#olas de pensamento mas, no .inal, pre ale#eram os pontos de ista abrangentes de 8h" 7i <==A@-=>@@B, 5"e se torno", embora não .osse essa a s"a intenção, o l$der de "ma no a ortodo*ia, #onhe#ida no &#idente #omo Neo#on."#ionismo. No sistema de 8h" 7i, 5"e depende em parte de #on#epç+es .orm"ladas anteriormente por o"tros pensadores, t"do no m"ndo .oi #onstit"$do pela interação de dois .atores, o Gi, o" .orma do

ob2eto, e se" 5i, o" mat!ria. <& signi.i#ado do seg"ndo termo !, literalmente, ` apor` o" `!ter`.B &s Gi de todas as #oisas somam-se no tai 2i, o" Erande Q"ndamento. / semelhança entre essa teoria e a teoria platWni#a de Id!ias o" Qormas salta imediatamente H ista, e o paralelo estende-se H noção do Erande Q"ndamento, a 5"al não ! m"ito di ersa da Id!ia do Sem. No 5"e se re.ere ao homem, o Gi da nat"reza h"mana ! #om"m a todos e basi#amente bom, mas os homens ariam em s"a e*empli.i#ação de bem o" mal de a#ordo #om os se"s 5i, o" s"as dotaç+es .$si#as. `/5"eles 5"e re#ebem "m #hhi ^5i_ 5"e ! #laro são os s%bios, em 5"em a nat"reza ! #omo "ma p!rola 2azendo em leito de %g"a .ria e #ristalina. -as a5"eles 5"e re#ebem "m #hhi tOrbi#o e opa#o são os n!s#ios e os degenerados, em 5"em a nat"reza ! #omo "ma p!rola enterrada em %g"a lodosab.^8h" 7i, ,e#orded 1a ings. zh"an C._ Ho" e "m longo e #ont$n"o debate entre a es#ola #on."#ionista realista, des#endente de 7"nzi, 5"e a.irmo" ser a nat"reza h"mana maligna, e os idealistas dependentes de -(n#io, 5"e s"stenta am ser ela boa. 8h" 7i de.endia o ponto de ista de -(n#Ío mas a#res#enta a 5"e a ed"#ação re#omendada por -(n#io de e ter por base *i" shen, o a"to-aper.eiçoamento. Este termo tamb!m 2% .ora "sado antes, mas 8h" 7i interpreto"-o n"ma a#epção parti#"lar. 'ara ele, signi.i#a a algo m"ito mais pro."ndo do 5"e a trad"ção de *i" shen para a nossa l$ng"a impli#a, algo da nat"reza de "m #ompromisso pessoal. Diz ele 5"e a meta de e ser al#ançada pela `e*tensão do #onhe#imento atra !s da in estigação das #oisas` e a `atenção da mente`. /l!m disso, `a in estigação das #oisas`, 5"e soa "m tanto des#olorida o" .riamente #ient$.i#a n"m idioma o#idental, não tinha essas #onotaç+es no pensamento de 8h" 7i. /.irma ele <zh"an C:B 5"e a in estigação das #oisas `signi.i#a 5"e de emos pro#"rar o 5"e iest% a#ima das .ormash atra !s do 5"ehest% dentro das .ormasb ^o" se2a, o Gi atra !s do 5i_. Então, `mediante o Gi 5"e ele 2% #ompreende ^o est"dante de er%_ a ançar ainda mais para ad5"irir o #onhe#imento e*a"sti o da5"ilo ^#om 5"e não est% .amiliarizado_`. / d$ ida 1ong para #om os elementos religiosos e psi#ológi#os no S"dismo est% #lara na #on#l"são de 8h" 7i nessa

passagem, 5"ando diz6 `9"ando alg"!m se es.orço" por longo tempo, .inalmente, "ma manhã, abrir-se-% diante dele "m #ompleto entendimento. Da$ em diante, ha er% "ma #ompreensão pro."nda de toda a m"ltidão de #oisas, e*ternas o" internas, s"tis o" grosseiras, e #ada e*er#$#io mental ser% mar#ado pela #ompleta il"minaçãob. ^8h" 7i. CommentarZ on the Ereat Gearning, #apo U. Nesta seção, er as trans#riç+es de Q"ng ;"-lan, / 1hort HistorZ o. Chinese 'hilosophZ, trad"zido por Der4 Sodde_ Em =A=A, "m s!#"lo após a morte de 8h" 7i, por "m de#reto da dinastia ;"an, os #oment%rios de 8h" 7i sobre os 9"atro Gi ros passaram a ser o padrão o.i#ial para os e*ames do ser iço #i il e, assim, o homem 5"e insisti" na in estigação das #oisas torno"-se o originador in ol"nt%rio de "ma ortodo*ia 5"e, #om o passar do tempo, se tomo" #ada ez mais r$gida. / #omparação .re5aentemente .eita entre os dois #ontemporNneos, 8h" 7i e )om%s de /5"ino, não ! inteiramente des#abida. /mbos .oram dotados de esp$rito #apaz de astas s$ntesesF ambos .orm"laram #on#eitos meta.isi#os deri ados de .ontes e*teriores, n"m #aso do S"dismo, no o"tro de /ristóteles, #om o ob2eti o de #ompletarem e #onsolidarem "m 5"adro de re.er(n#ia abrangente para id!ias !ti#as o" religiosas ori"ndas de "m re eren#iado mestre anteriorF e ambos ."ndaram ortodo*ias 5"e, depois de s"as !po#as, perd"raram #om po"#as m"danças, por s!#"los.

Dinastia +uan ,-./0--1'/2 por /lberto dos 1antos -atias em China - de Con.O#io a -ao-tset"ng <=D:VB, Editora E"ropa-/m!ri#aF Gisboa

/ssim #omo em %rios aspe#tos a dinastia 1ong mar#a a .ase .inal da idade #l%ssi#a da China, tamb!m a dinastia mongol dos ;"an, pelo estabele#imento do #on $ io #om o m"ndo #onhe#ido, assinala o in$#io da idade moderna. Con $ io nat"ralmente limitado e

#ondi#ionado, mas de todo o modo "ma tomada #ontato m"ito pro."nda, somente poss$ el pela nat"reza anti#hinesa, isto !, não *enó.oba dos no os b%rbaros senhores. / origem dos mongóis não ! e*atamente re.eren#i% el, dada a distan#ia no tempo, agra ada pela #ar(n#ia de do#"mentos, 5"e a s"a primiti a #"lt"ra es#assamente prod"zi". /s .ontes #hinesas atrib"em-lhes as#end(n#ia t%rtara, en5"anto as lendas mongóis pare#em indi#ar "ma raiz t"r#a ao re.erirem 5"e a raça, tal #omo na mitologia t"r#a, fnas#e" da "nião de "m lobo #inzento #om "ma #adela de #or p%lidab. Com relati a seg"rança, sabe-se 5"e os mongóis são os des#endentes de tr(s grandes tribos de Ksia Central, 5"e, depois de perderem o #ar%ter pastor$#io #om a domesti#ação do #a alo, se tornaram nómadas e g"erreiros. No .inal do s!#"lo 7II, "ma das tribos obte e s"prema#ia sobre o"tras e #onstit"i" o poderoso e dilatado imp!rio mongol, sob a #he.ia de )em"2in, nas#ido #er#a de ==:V, 5"e, depois da s"a #oroação em Lara4or"m, adopto" o nome de Eengis Lhan, isto !, o I1oberano Uni ersalJ. E.e#ti amente, Eengis Lhan .oi 5"ase o senhor do "ni erso. & se" imp!rio d"rante a s"a ida e as dos se"s imediatos s"#essores atingi" "ma e*tensão 2amais ig"alada por o"tro da #osta do 'a#$.i#o, entre o paralelo mais setentrional da Coreia e o mais meridional da Indo#hina, at! ,H Ksia -enor, a -os#o o e Hs margens do DanObio. 1e" neto, L"bilai Lhan, aliando o se" poder militar H traição de #olabora#ionistas #hineses, s"bmete" totalmente a China em =>?@. Qoi o primeiro imperador mongol da China, tendo adoptado o #ognome de ;"an, Io ErandeJ, e estabele#ido a #apital em 'e5"im, lo#al- mais pró*imo da -ongólia do 5"e as tradi#ionais #apitais do imp!rio.

/pesar da s"a s"perioridade militar e do se" #onsider% el nOmero, os -ongóis sentiam a .ra5"eza da s"a posição em .a#e do peso n"m!ri#o dos Chineses. 'or isso, lançaram mão de legislação ra#ista, 5"e lhes garantisse a seg"rança e predom$nio. Di idiram, assim, a pop"lação em 5"atro gr"pos6 -ongóis <s"bdi ididos em mongóis antigos, t%rtaros bran#os, t%rtaros negros e t%rtaros b%rbarosBF )"r#os, )angt"s, Uig"res e o"tros po os aliados da Ksia CentralF Chineses do NorteF e Chineses do 1"l. & primeiro gr"po, o dos -ongóis, era o pri ilegiado, detentor do poder militar e dos altos #argos do go erno. &s Chineses do 1"l eram a #asta dos p%rias, pois lhes era negado "m grande nOmero de direitos. /ssim, d"rante m"ito tempo não p"deram #asar .ora da s"a #lasse e, para 5"e não p"dessem #omer#iar, era-lhes edado aprender 5"al5"er l$ng"a estrangeira, mesmo o mongol. /l!m desta dis#riminação p"ramente ra#ial, a lei reg"la a em pormenor a #atalogação da so#iedade, estabele#endo dez #lasses6 altos ."n#ion%rios #i is e militares, 5"e #orrespondia ao gr"po dos mongóis, ."n#ion%rios s"balternos, monges b"distas, monges tao$stas, m!di#os, art$.i#es, #açadores, pro.iss+es di ersas, in#l"indo prostit"tas, letrados #on."#ianistas e mendigos. 'or esta ordenação de alores se eri.i#a 5"e os membros do es#ol de o"trora, os letrados #on."#ianistas, .oram relegados H h"milhante sit"ação de penOltimos na es#ala so#ial, em n$ el in.erior ao das meretrizes e 2"nto dos mendigos. Era mani.esto o propósito de a iltar os Chineses e de ani5"ilar os ."ndamentos da s"a #"lt"ra, pois 5"e os -ongóis, #omo se re.eri", longe de serem *enó.obos, protegeram e a#arinharam ,estrangeiros indo ao ponto de os In estIrem em altos #argos pObli#os. /ssim s"#ede" #om o #!lebre -ar#o 'olo, o mais .amoso da .am$lia AU, 5"e gozo" de e*#ep#ional prest$gio nos dezessete anos passados na #orte mongol, pois #hego" a ser go ernador de "ma pro $n#ia.

& se" li ro /s Xiagens de -ar#o 'olo .oi tido #omo o primeiro e o mais per.eito el"#id%rio da ida do Imp!rio Celeste, ganhando mesmo .oros de mon"mento liter%rio. )oda ia, tal obra est% longe de #onstit"ir "ma .onte históri#a de alor, pois o a"tor, en.ermando do pre#on#eito ra#ista dos se"s senhores, não te e #onta#to apre#i% el #om os Chineses, #"2a l$ng"a #onsidero" inOtil aprender, e, dessa .orma, #on."nde deplora elmente a ida destes, atrib"indo-lhes h%bitos in eross$meis e passando em bran#o pr%ti#as e #ost"mes 5"e os #ara#teriza am. & inter#Nmbio de pessoas, de id!ias e de #oisas apro*imo" a China da E"ropa e do resto da Ksia. Como os 'olos, o"tros estrangeiros, r"ssos e asi%ti#os, residiram na China, e, em #ontrapartida, al!m da estada de peritos #hineses em obras de irrigação da -esopotNmia, h% not$#ia de "m mongol de 'e5"im ter isitado em =>?V SizNn#io, ,oma e 'aris. / pól ora, a por#elana, as #artas de 2ogar e os te#idos estampados #hegaram ao Centro da E"ropa atra !s do -editerrNneo, e os Chineses, por se" t"rno, adoptaram o sorgo, a inha, aprenderam a re.inar o açO#ar e #omeçaram a destilar inho. & traço da pint"ra #hinesa predomina nas artes pl%sti#as persas, espe#ialmente nas miniat"ras, e in.l"en#ia mesmo pintores i#onogr%.i#os e"rope"sF a ar5"ite#t"ra, as obras de bronze e at! a #erNmi#a re#ebem na China a inspiração da arte tibetana e hind". No entanto, a #riação m%*ima da dinastia mongol, o teatro - a s"a Oni#a glória art$sti#a, no dizer ressentido de estetas #hineses -, não re#ebe de .ora 5"al5"er #ontrib"ição, nem se a.irma al!m.ronteiras. E, toda ia, o teatro ass"me então o e*poente mais ele ado da arte dram%ti#a, isto !, o g!nero l$ri#o, #ombinando o di%logo, o #anto e a dança, mani.estados desde s!#"los independentemente e #"2o #onteOdo, a.ora os tradi#ionais poemas #antados das odes de Con.O#io, não passa a de 2ogralidades o" de

espet%#"lo de mero di ertimento. & #ristianismo estabele#e" o se" primeiro #onta#to por interm!dio da .am$lia de 'olo e de o"tros en iados do papa, mas a distNn#ia entre ,oma e 'e5"im não .a ore#e" 5"al5"er desen ol imento. &"tro tanto não s"#ede" #om o islão, 5"e, 2% #om pontos de apoio pró*imos, na Ksia Central e na .ronteira o#idental do pa$s, se radi#o" de.initi amente, embora #om t$mido proselitismo. Ge antamentos pop"lares, ini#iados no prin#$pio do s!#"lo 7IX m"ltipli#aram-se #om o ad ento das #alamidades. & mais poderoso .oi #ond"zido por E"oz" *ing, .ilho de "m adi inho, e se#"ndado por Ch" ;"ang-#hang, "m monge b"dista, .ilho de #amponeses. & mo imento, apesar da morte de L"o, em =AUU, tomo" proporç+es m"ito amplas, #onstit"indo-se "m erdadeiro e*!r#ito 5"e derroto" repetidamente as .orças mongóis. Em =A:?, Ch" ;"ang-#hang tomo" 'e5"im, a #apital do imp!rio, pondo em ."ga o Oltimo monar#a mongol, Cho"en-ti, Io Dó#ilJ, 5"e se re."gio" nas plan$#ies do Norte, donde ha iam indo os se"s antepassados.

Dinastia 3ing ,-1'/--'442 por /lberto dos 1antos -atias em China - de Con.O#io a -ao-tset"ng <=D:VB, Editora E"ropa-/m!ri#aF Gisboa

Ch" ;"ang-#hang .oi o ter#eiro plebe" ."ndador de "ma dinastia, tendo sido o primeiro Gi" 'ang, tron#o da il"stre #asa Han, e o seg"ndo Cho" 3en, #riador da primeira das #hamadas ICin#o DinastiasJ. & antigo bonzo b"dista, 5"e adopto" o nome -ing IClaridadeJ para a s"a dinastia, al!m de ser #onhe#ido pop"larmente por IImperador

-endigoJ, em al"são ,H e*trema pobreza da s"a 2" ent"de, te e o desprimoroso #ognome de ICara de 1"$noJ, dada a s"a estranha pare#ença #om tal animal. )oda ia, re elo" altas 5"alidades de dirigente e organizador na di.$#il tare.a de pa#i.i#ar o asto imp!rio e de resta"rar a ordem #hinesa antiga. /ssim, mo e" "ma #ampanha #ontra os se"s ri ais internos, s"primindo-os "m a "m, sem perder de ista a .ronteira setentrional, onde os -ongóis .aziam pressão em tentati as de #ontra-o.ensi a. E, para estabele#er os 5"adros de "ma no a nobreza, premiando ao mesmo tempo os se"s apanig"ados e .amiliares, #rio" "ma esp!#ie de .e"dalismo #om senhores lo#ais se"s dependentes atra !s de todo o imp!rio. 1"#ede"-lhe "m neto, H"ei-ti, 5"e .oi destronado pelo poderoso pr$n#ipe de 'e5"im, Ch"-ti, se" tio, o 5"al trans.eri" a #apital do ,imp!rio de Nan5"im para 'e5"im, onde se mante e at! H re ol"ção de =D>:. Embora ei ada de #orr"pção, de ido prin#ipalmente H in.l"(n#ia dos e"n"#os na ida da #orte, a dinastia disting"i"-se por ter sido o 5"adro de a#onte#imentos in!ditos na s"a tomada de #onta#to #om po os "ltramarinos, ma" grado a e*a#erbação, da tradi#ional *eno.obia. Data dessa !po#a a mani.estação da e*pansão nipóni#a no #ontinente, ini#iada #om a pr%ti#a da pirataria ao longo da #osta e no interior dos est"%rios e braços dos rios #hineses e #orroborada #om a primeira g"erra sino-2aponesa <=UD>-=:@VB, pro o#ada pela ambição do .amoso ministro 2apon(s HideZoshi, 5"e mando" in adir a Cor!ia, reino assalo da China. / ins"laridade do no o inimigo e a ne#essidade de proteger #ontra os piratas as e*tensas ias mar$timas, pelas 5"ais se .azia grande parte do #om!r#io interno de distrib"ição de #ereais, le aram os -ing a dispensar espe#ial atenção H s"a marinha.

Dessa ne#essidade de de.esa deri o" "ma a#ção de e*pansão mar$tima 5"e #on.eri" H dinastia a glória de ter hatingido o mais alto n$ el na história da s"a na egação. 'ara tal #ontrib"i" o es.orço do intr!pido 8heng He, e"n"#o de .! m"ç"lmana, ao ser iço do imperador, no primeiro 5"artel do s!#"lo * . 8heng He, na s"a primeira e*pedição, #omando" "ma es5"adra de sessenta e dois na ios trip"lados e g"arne#idos por #er#a de trinta mil homens, ata#ando a ilha de Pa a. Em e*pediç+es s"#essi as, a#omete" 1"matra, Ceilão, =ndia, /r%bia, tendo, #er#a de =C>C, atingido a #osta oriental da K.ri#a e isitado a '!rsia #om "ma I#orteJ de soldados, marinheiros, m!di#os, engenheiros, art$.i#es, int!rpretes, n"m total apro*imado de inte mil pessoas. Não obstante o prest$gio pol$ti#o trazido por esses empreendimentos "ltramarinos, bem #ara#terizados pela presença sim"ltNnea em 'e5"im, em =C?A, de onze Iembai*adoresJ de naç+es trib"t%rias, as e*pediç+es #essaram br"s#amente por raz+es ainda não bem a erig"adas. /lg"ns historiadores #on2e#t"ram 5"e os moti os .ossem6 o #"sto e*#essi o do e5"ipamento dos na ios, 5"e não era #ompensado pelos prod"tos trazidos, isto 5"e as #ara anas indas do &este .orne#iam os prod"tos mais baratosF a ne#essidade de g"arne#er mais e.i#azmente a #osta #ontra as #res#entes s"rtidas dos Paponeses, e o predom$nio da #orrente pol$ti#a 5"e proibia aos na ios a.astarem-se da #osta, de.endida pelos letrados e b"ro#ratas in e2osos do prest$gio dos e"n"#os, os mareantes de então. Dessas e*pediç+es, toda ia, ad ieram e*#elentes res"ltados de nat"reza #"lt"ral, não somente pelo #onhe#imento e adopção de ob2e#tos e prod"tos de terras long$n5"as, #omo tamb!m pela re#epção e re#riação de material liter%rio, parti#"larmente o de #ar%#ter imaginati o dos #ontos %rabes, persas e hind"s de 5"e #are#ia o g!nero no elista #hin(s, de ess(n#ia realista. &"tro a#onte#imento de ineg% el importNn#ia no #onta#to

interna#ional do Imp!rio do -eio .oi a #hegada dos 'ort"g"eses em =U=C e, em =UUA, a s"a instalação em -a#a", 5"e se torno" o nO#leo de irradiação da #i ilização #ristã e o#idental na5"elas paragens. De .a#to, ! de -a#a" 5"e parte a missionar na China a pl(iade de 2es"$tas e"rope"s, #"2os #onhe#imentos #ient$.i#os lhes gran2eiam "m a#olhimento e*#ep#ional na #orte. Entre eles sobressai -atteo ,i##i, 5"e alia a aos se"s pro."ndos #onhe#imentos de matem%ti#a, geogra.ia e astronomia "ma rara habilidade para lidar #om a estranha mentalidade #hinesa. ,i##i, italiano de nas#imento, eio para Eoa, e dali para -a#a", em =U?@ o" =U?>. Em =:@= h% not$#ia da s"a resid(n#ia na #orte imperial, onde a s"a er"dição #ient$.i#a, a a.abilidade do se" trato e a saga#idade da s"a #ond"ta #on5"istaram a boa ontade do imperador, a admiração dos letrados e a estima do po o em geral. ,i##i obte e, assim, permissão para edi.i#ar igre2as em 'e5"im, .azer serm+es pObli#os, tendo dei*ado, ao morrer, em =:=A, #entenas de #on ertidos, "m dos 5"ais .oi o membro do Conselho Imperial 7" E"ang-5i, a"tor de "m #omp(ndio de agri#"lt"ra e #otrad"tor #om ,i##i de obras sobre matem%ti#a, astronomia e hidr%"li#a. E, após ,i##i, de -a#a" passaram H China Poão da ,o#ha, -an"el Dinis, POlio /leni <0B e Qran#is#o 1ambiasi <0B, #on o#ados pelo imperador, 5"e lhes #on.eri" altas distinç+es pelos se"s ser iços na man".a#t"ra de #anh+es. Dentro da s"a pol$ti#a na#ionalista de regresso Hs elhas .órm"las, %rias pr%ti#as mongóis - #omo a #remação #om imolação de es#ra os e #on#"binas - .oram abolidas e restabele#idas o"tras. /ssim, o sistema #ompetiti o de #on#"rso para os #argos pObli#os .oi posto no amente em igor, #al#"lando-se 5"e no primeiro s!#"lo da dinastia .oram apro ados, al!m dos Ido"toresJ, #em mil ."n#ion%rios #i is e oitenta mil altos grad"ados militares. Desta resol"ta olta ao sistema de basear a #i(n#ia da administração em #onhe#imentos essen#ialmente liter%rios res"lto" "ma #orrente de i o interesse pela literat"ra, nos se"s mais

ariados aspe#tos. Y, toda ia, a literat"ra de .i#ção a #oroa de glória da dinastia -ing, #omo o teatro o .oi dos -ongóis e a poesia dos )ang. Di ersas .oram as .ormas e os temas da no a arte liter%ria6 narrati as g"erreiras, roman#es de #ost"mes, no elas eróti#as, mas o primado perten#e" ao #onto de #onteOdo .ol#lóri#o o" alegóri#o, 2% não mais es#rito em #hin(s #l%ssi#o, mas em l$ng"a ern%#"la ao al#an#e, das #lasses menos ed"#adas. / pro a mais signi.i#ati a da intensidade e "lgarização das letras ! .orne#ida pela elaboração do .amoso ;"ng-lo )a-tien, en#i#lop!dia de ==@DU ol"mes, #om U@@ @@@ p%ginas, na 5"al trabalharam de =C@A a =C=?, sob a dire#ção de inte e #in#o do"tores, >=:D letrados e 5"e,- seg"ndo a de.inição de 1Mingle, era I"m #omp(ndio "ni ersal relati o H história, !ti#a, #i(n#ia, indOstria, arte, geogra.ia, administração, religião, adi inhação, n"ma pala ra, a todo o #onhe#imento h"mano dos Chineses at! ao ano =C@@J. /l!m do roman#e, o"tras e*press+es liter%rias tomaram .orma de.initi a, eman#ipando-se de .ormas origin%rias o" separando-se das a.ins, tais #omo a .ilologia, a #r$ti#a liter%ria, a monogra.ia #ient$.i#a, as en#i#lop!dias de tipo de di#ion%rio. Nas #i(n#ias p"ramente abstra#tas, #omo a matem%ti#a e a geometria, e nas deri adas, #omo a astronomia e a geogra.ia, #onsider% eis progressos .oram .eitos. mer#( do #abedal #ient$.i#o dos Pes"$tas, não obstante o es#asso tempo em 5"e .re5aentaram a #orte. /s tentati as de #"rar "ma doença apare#ida no prin#$pio do s!#"lo 7XI e 5"e se propago" #om grande rapidez - a s$.ilis- deram e*traordin%rio imp"lso H medi#ina. Uma en#i#lop!dia m!di#a il"strada, p"bli#ada em =UV?, e 5"e #"sto" ao se" a"tor inte e #in#o anos de trabalho, espe#i.i#a #er#a de d"as mil drogas de

origem, animal, egetal e mineral e in#l"i mais de oito mil re#eitas. Com a a ent"ra mar$tima #hinesa dos primeiros de#(nios do s!#"lo 7X e #om a #hegada dos 'ort"g"eses ao Indi#o e ao 'a#$.i#o a instalação dos Espanhóis nas Qilipinas, no os prod"tos agr$#olas .oram introd"zidos na China6 o milho. a batata do#e, o amendoim, o taba#o. o #a#to, #"2o emprego para .azer sebes .oi ensinado pelos 'ort"g"eses. /os tr(s primeiros prod"tos, pela melhoria 5"e #on.eriram H dieta aliment$#ia, se atrib"i" o #r!dito da d"pli#ação da pop"lação #hinesa d"rante os tr(s s!#"los da d"ração da dinastia.

Dinastia #ing ,-'44--5-.2 por /lberto dos 1antos -atias em China - de Con.O#io a -ao-tset"ng <=D:VB, Editora E"ropa-/m!ri#aF Gisboa

/ designação Iman#h"J, #"2a etimologia não est% bem a erig"ada, ! de data re#ente, dos prin#$pios do s!#"lo 7XII. Qoi adotada pelo #he.e 2"r#hen N"rha#hi <=UUD-=:>:B, ao pro#lamar-se Iimperador dos -an#h"sJ. &s P"r#hen eram "ma tribo 5"e, na .ase da de#ad(n#ia da dinastia 1"ng, depois de ter #on5"istado o reino Litan de Giao, ha ia ."ndado em ===U o reino de 9in, o" Lin <&"roB, 5"e d"ro" at! ser ane*ado pela dinastia. mongol ;"an, em =>AC. D"rante os s!#"los da s"a s"bordinação aos -ongóis e, posteriormente. aos #hineses de -ing. &s P"r#hen es.orçaram-se, nem sempre #om s"#esso, por #onser ar a "nidade na#ional e a p"reza da s"a #"lt"ra. E, ao #omeçar o de#l$nio dos se"s senhores -ing, abalançaram-se de no o H #on5"ista. Em ida de N"rha#hi não .oram, #ont"do, #ompletamente .elizes

nas s"as a#ometidas #ontra os Chineses, 5"e os deti eram #om a s"perioridade do se" armamento, nomeadamente #om #anh+es .orne#idos pelos 'ort"g"eses. Xoltaram-se, por isso, para o &#idente, ata#ando os -ongóis, ali .i*ados depois da 5"eda da s"a dinastia ;"an, e impondo o se" dom$nio na -ongólia Interior. Entretanto, a #orr"pção na #orte e a #alamidade da .ome entre a pop"lação pro o#a am a desordem no Imp!rio Chin(s. Um a ent"reiro, #he.e de "m bando ag"errido, apro eitando a oport"nidade de se ter o grosso do e*!r#ito deslo#ado para o Norte para #onter "ma .orte in estida dos -an#h"s, tomo" 'e5"im depois de derrotar a g"arnição. & Oltimo imperador -ing s"i#ido"-se e o moral dos Chineses des#e" at! ao mais bai*o n$ el, at! ao ponto de se lançar apelo aos próprios -an#h"s para irem .azer .rente aos bandidos. &s destemidos P"r#hen não se .izeram esperar ! desbarataram as .orças dos a ent"reiros, mas, em seg"ida, derrotaram o e*!r#ito reg"lar, instalando-se em 'e5"im, onde ."ndaram a dinastia 9ing, isto !, Claridade, o" '"reza. -ora #ertos Iimperadores letradosJ rendidos inteiramente H #"lt"ra #hinesa, os -an#h"s trataram os en#idos #om mar#ada intolerNn#ia, espe#ialmente no in$#io da dinastia, 5"ando a resist(n#ia das g"errilhas .oi do 1"l da China asto #ampo de prolongadas operaç+es militares. Uma das mais odiadas medidas impostas .oi o "so do rabi#ho, de 5"e .oram isentos somente #oreanos e monges tao$stas. & penteado na#ional, o #arrapito enrolado no #imo da #abeça, .ora abolido pelos -ongóis, 5"e de#retaram o "so de d"as tranças, e de no o posto em igor #om o ad ento da dinastia na#ional -ing. &s -an#h"s, por!m, #omo s$mbolo da s"a #on5"ista, imp"seram, sob pena de morte, o se" estilo6 "ma só trança. &"tra restrição, a proibição do atro.iamento dos p!s das m"lheres,

pro o#o" tão pro."nda rea#ção 5"e te e de ser re ogada em parte. &"tra medida #onsiderada atentatória da dignidade #hinesa .oi a interdição de as m"lheres #hinesas perten#erem ao har!m imperial. Com o de#orrer do tempo, no entanto, .oi-se amenizando o esp$rito anti#hin(s, por .orça da progressi a sinização dos en#edores. N"m per$odo de mais de #em anos - parte do s!#"lo 7XII e todo o s!#"lo 7XIII -, a dinastia atingi" o se" apoge", tendo-se salientado, nos se"s longos reinados, os imperadores Lang-*i <=::>-=V>>B e 9iang-long <=VA:-=VD:B. E.e#ti amente, no dom$nio material, a China deslo#o" para grande distNn#ia as s"as .ronteiras terrestres. No sentido o#idental impeli" para longe os -ongóis, #hego" ao )"r5"estão, onde se aposso" das pro $n#ias de Ili e Lashgar, ane*o" o Nepal e impWs de.initi amente a s"a s"serania no )ibete, por meio do direito de in estid"ra do dalai-lama 5"e se arrogo"F no 1"l tomo" trib"t%ria a SirmNnia, e no Norte, após a s"b2"gação da -ongólia Interior, #on5"isto" a -ongólia E*terior. Na es.era espirit"al a#ent"o"-se a a#ção do #ristianismo, tão a"spi#iosamente ini#iada na dinastia -ing. )oda ia, a5"ela a#ção re elo"-se mais no aspe#to lai#o, isto !, no plano #ient$.i#o, 5"e no aspe#to p"ramente religioso, pois so.re" no prin#$pio do s!#"lo 7XIII "ma gra e #rise, #om a #hamada I5"erela dos ritosJ, #"2os ante#edentes e res"ltados podem assim res"mir-se6 os Pes"$tas, dis#$p"los e #ontin"adores do enerado s%bio ,i##i, embora en#ontrassem #erta resist(n#ia na so#iedade e na #orte dos -an#h"s, lograram sempre liberdade de a#ção e angelizadora, graças não só H liberalidade no ensinamento dos se"s pro."ndos #onhe#imentos #ient$.i#os, mas prin#ipalmente ao ta#to empregado na propagação da .! entre a ind"lgente m"lti-religiosidade do po o #hin(s. /ssim, #Wns#ios do 5"e representa a o f#"lto dos antepassadosb

tolera am tal #rença nos #hineses #ristãos, rep"tando-a antes #omo mani.estação de piedade .ilial e .amiliar do 5"e #omo "ma heresia o" idolatria. & mesmo s"#edia #om o #"lto da homenagem prestada a Con.O#io, #onstit"$do por solenes sa#ri.$#ios an"ais e a s"a in o#ação na posse dos #argos pObli#os, 5"e os mission%rios le a am H #onta de eneração de "m insigne "lto na#ional. Um plenipoten#i%rio do papa #hegado a 'e5"im em =V@C para pWr termo ,H sit"ação .i#o" tão impressionado #om a sin#eridade da #rença e #onse5"ente #ompla#(n#ia dos Pes"$tas, 5"e tardo" tr(s anos a p"bli#ar o edi#to papal 5"e interdita a a pr%ti#a e ordena a a retirada da China aos mission%rios 5"e lhe desobede#essem. & imperador, indignado #om a ordem papal, 5"e #onsidero" atentatória da s"a soberania, p"bli#o", por se" t"rno, "m de#reto 5"e e*p"lsa a todos os religiosos 5"e não seg"issem os prin#$pios estabele#idos por -atteo ,i##i. / I5"erela dos ritosJ .oi sanada no prin#$pio do s!#"lo 7I7 #om a #hegada em .orça dos na ios o#identais, mas atingi" pro."ndamente o #atoli#ismo, pois 5"e os re#!m- indos, na s"a maior parte, traziam #onsigo os #redos das #hamadas Igre2as re.ormadas. No 5"e respeita, H literat"ra, os -an#h"s .oram, por assim dizer, meros #ontin"adores dos -ing na arte dram%ti#a, no #onto e no roman#e de modalidades %rias6 históri#o, sentimental, .ant%sti#o. &bti eram, por!m, inig"al% el m!rito em trabalhos de er"dição6 en#i#lop!dias, #atalogação bibliogr%.i#a, .on!ti#a e ling"$sti#a em geral. Neste ramo ! digno de nota o apare#imento de "m pro2e#to de re.orma al.ab!ti#a, baseada no sistema e"rope". /l!m disso, ap"ro"-se o gosto pela #riti#a, 5"e, a despeito da rigorosa #ens"ra o.i#ial 5"e pro o#o" %rios a"tos-de .! de li ros, pro#ede" a "ma pro."nda e*egese da história, da pol$ti#a e da teologia. Neste Oltimo aspe#to, a hermen("ti#a dos li ros sagrados, os #l%ssi#os

#on."#ianos, pro o#o" "ma asta rea#ção #ontra o neo#on."#ianismo em pro eito do #on."#ianismo tradi#ional, o 5"al, entretanto, ameaçado pelas do"trinas indas do &#idente, entoa a 2% o se" #anto do #isne. Nas artes, da mesma .orma 5"e nas letras, os 9ing limitaram-se a #ontin"ar os se"s ante#essores imediatos. Nada de in!dito na e*pressão est!ti#a se re elo", #om e*#epção de "ma no a arte menor6 a far5"ite#t"rab dos 2ardins. )oda ia, a #erNmi#a tomo" "m in#remento #onsider% el, não na originalidade, 5"e .oi n"la, mas na t!#ni#a, #ertamente de ido H ma#iça ind"strialização da arte promo ida pelos soberanos, 5"e pessoalmente s"perentendiam no .abri#o. )r(s anos antes da ol"nt%ria abdi#ação do #!lebre imperador 9ianglong, o#orrida em =VD:, de"-se "m a#onte#imento 5"e, se não se #onsiderar #omo sinal do #omeço da de#ad(n#ia da dinastia e da so#iedade #hinesa, !, pelo menos, disso "m #laro ati#$nio. Esse a#onte#imento .oi a tentati a de penetração o#idental e.e#t"ada em =VDA pela missão inglesa -a#artneZ, en iada pelo rei Porge III. & a#olhimento hostil re#ebido, 5"e lhe podia #on.erir o #ar%#ter de in.r"t$.era se se atendesse apenas aos res"ltados imediatos, mais estim"lo" os Nnimos no sentido de se destr"$rem as barreiras impediti as do #om!r#io e inter#Nmbio so#ial impostas pelo tradi#ional org"lho #hin(s 5"e eti5"eta a de b%rbaros todos os estrangeiros. /parentemente est!ril .oi tamb!m a missão /mherst, ig"almente en iada pela Inglaterra em =?=:, isto 5"e nada de #on#reto dela, res"lto"6 os mer#adores estrangeiros #ontin"aram #ir#"ns#ritos n"ma pe5"ena %rea #ont$g"a ao porto de Cantão e em -a#a". Impossibilitados de "ma penetração pa#$.i#a na altaneira torre de mar.im #hinesa, os Ingleses b"s#aram o"tros meios. / sit"ação interior da China era prop$#ia H desintegração por %rios moti os6 a es#assez alimentar de ida ao a"mento desmedido da pop"lação,

5"e de :@ milh+es em =UV? passo" a C@@ milh+es no prin#$pio do s!#"lo 7I7F a progressi a e intensi a #orr"pção dos dirigentes, a des"mana e*ploração do trabalho .eita pelos senhores das terras a"sentes nas #idades, "ma s!rie de #alamidades da nat"reza 5"e deterioraram o sistema de irrigação, o#asionaram grandes .omes prod"ziram a proletarização do po o #om as #onse5aentes rebeli+es. & meio empregado .oi a .orça e o prete*to .oi o ópio. Não o prete*to ,h"manit%rio do banimento da droga, mas o #ontr%rio, o 5"e #on.eri" H iol(n#ia e*er#i da "m #ar%#ter de ini5"idade. & ópio era h% s!#"los #onhe#ido dos Chineses, 5"e o importa am da Índia para apli#aç+es medi#inais. /d5"irido o h%bito de o ."mar mist"rado #om taba#o, o se" #ons"mo a"mento", o 5"e le o" os E"rope"s, 5"e se s"#ediam e #ompetiam nos mares da China 'ort"g"eses, Holandeses, Ingleses e Qran#eses -, a entregarem-se ao se" rem"nerador #om!r#io. Como os Chineses passassem a ."m%lo p"ro, isto !, sem taba#o, o imperador, em =V>D, proibi" a plantação da papo"la do ópio e restringi" o #om!r#io do prod"to. 'or5"e estas medidas .ossem ins".i#ientes para #ombater o h%bito, 5"e se toma a n"m .lagelo, o monar#a, em =?@@, proibi" a importação da droga. Ingleses e /meri#anos, re#!m #hegados para o ban5"ete 5"e se an"n#ia a, protestaram, mas não #essaram o l"#rati o negó#io, desde então e.e#t"ado #omo #ontrabando e .a#ilitado pela #orr"pção das a"toridades. Um #omiss%rio espe#ial do imperador, en iado a Cantão para .is#alizar, mando" 5"eimar em =?AD "ma ol"mosa #arga apreendida n"m na io ingl(s. & Eo erno de Gondres de#laro" g"erra H China, 5"e no ano seg"inte pedi" a paz, tendo as hostilidades #essado em =?C=. Em =?C> .oi assinado o tratado de Nan5"im, o primeiro dos Itratados desig"aisJ, #"2os termos .oram6 liberdade de #om!r#io nos #hamados I#in#o portosJ <Cantão, QoM#hoM, Ning-po, /moZ e 7angaiBF #ed(n#ia de Hong-LongF renOn#ia ao direito de #obrança

das tari.as al.andeg%rias nos I#in#o portosJ, pesadas reparaç+es de g"erra a pagar a pronto, e pro is+es para o estabele#imento de miss+es #ons"lares e diplom%ti#as. & leão morib"ndo .oi então assediado. &s Estados Unidos e a Qrança #onseg"iram em =?CC tratados do mesmo teor e s"bstNn#ia. & 5"e .oi #elebrado #om os /meri#anos ini#io" e.e#ti amente o sistema das #apit"laç+es, instit"$do na5"ele tratado de Nan5"im e 2% delineado anteriormente no tratado #elebrado #om a ,Ossia em =V>V, 5"e reno o" o de Ner#hins4, de =:?D, o primeiro tratado da China #om "ma pot(n#ia o#idental. Em =?U: de.lagro" a 1eg"nda E"erra do cpio, assim #hamada por ter #omo #a"sa pró*ima a #on.is#ação de "ma #arga do prod"to transportada n"m na io #hin(s #om a bandeira inglesa, pro#esso m"ito "sado então. )oda ia, as #a"sas reais espe#iais, isto 5"e a #a"sa original e permanente era a #obiça o#idental, residiam na resist(n#ia #hinesa ao #"mprimento dos Itratados desig"aisJ e, sobret"do, na premente ne#essidade de e*pansão #omer#ial 5"e a re ol"ção ind"strial pro o#ara na E"ropa. Com o prete*to de terem sido destr"$ das propriedades parti#"lares .ran#esas em Cantão d"rante as hostilidades ini#iais, a Qrança entro" na g"erra ao lado da Inglaterra. Em =?U? .oi assinado o tratado de paz de )ien-tsin, #"2as prin#ipais disposiç+es eram6 aB os ministros-en iados das pot(n#ias estrangeiras residiriam em 'e5"im e de i aro ter #om"ni#ação dire#ta #om a #orte imperialF bB mais dez portos eram abertos ao #om!r#io interna#ionalF #B. os estrangeiros eram a"torizados a ia2ar no interior do pa$sF dB liberdade da a#ti idade mission%ria em todo o territórioF eB re isão das tari.as ad"aneiras. Em =?UD, re#"sando-se os Chineses a rati.i#ar o tratado, reabri. ram-se as hostilidades. / g"erra estende"-se ao Norte, onde as .orças aliadas in#endiaram em 'e5"im o 'al%#io Imperial de Xerão, abandonado pelo imperador. Entab"ladas no as

nego#iaç+es, em =?:@ .oi assinado o tratado de 'e5"im, 5"e Hs pro is+es do tratado de )ien-tsin adi#iono" mais as seg"intes6 #ed(n#ia H Inglaterra do território de LoMloon, em .rente a HongLongF liberdade de emigração para os Chineses - para satis.azer a ne#essidade imperiosa da mão-de-obra nas #olónias inglesasF liberdade aos mission%rios de poss"ir terrasF e "ma no a indenização #omo reparaç+es de g"erra. / ,Ossia, 5"e d"rante as nego#iaç+es se ar oro" em medianeira atra !s dos fbons o.$#iosb do se" ministro em 'e5"im, #obro" #omo honor%rios os territórios de /m"r e Uss"ri at! ao Norte da Coreia, para ali #onstr"ir o "til$ssimo porto de Xladi osto5"e. Na espe#ta#"lar de#ad(n#ia dos 9ing e do imp!rio desempenharam papel a#ti o as so#iedades se#retas, instit"iç+es #ara#teristi#amente #hinesas. Uma delas, & Got"s Sran#o, #om o de#larado programa de e*p"lsar a dinastia man#h" para resta"rar os -ing, pWs em estado de g"erra o 1"l do pa$s nos dez Oltimos anos do s!#"lo * iii. &"tra, nas#ida do desapontamento pro o#ado pelo tratado de Nan5"im, mas imb"$da de "m esp$rito religioso s"i generis, pois adopta a %rias pr%ti#as #ristãs, apro eito" a intran5"ilidade 5"e reina a nas pro $n#ias de H"nan e LMangsi, #er#a de =?C?, para se #onstit"ir no mo imento denominado )hai 'hing, isto !, 'az 1"prema. & se" ."ndador, H"ng 7i"-5"an, intit"lo"-se Io irmão mais 2o em de CristoJ e propWs-se estabele#er o ,eino de De"s na )erra para bene.$#io imediato dos se"s n"merosos adeptos, pro indos das #lasses dos #amponeses e dos pe5"enos propriet%rios. /l!m do #on2"nto heteró#lito de pr%ti#as #atóli#as e nati as no estilo dos Iil"minadosJ a.ri#anos do tempo presente, a re.orma do I,ei CelesteJ, o"tro #ognome 5"e adopto", prima a pela bizarria na s"a parte so#ial. /lg"ns dos tópi#os do se" programa eram6 propriedade distrib"$da de a#ordo #om a s"a .ertilidade e ne#essidade dos #"lti adores, mas #om regime #om"nal na "tilização da prod"ção, ig"aldade de se*os, obrigatoriedade do

#asamento, mas dentro da monogamia, proibição do %l#ool, do taba#o, do ópio, da prostit"ição e da de.ormação dos p!s .emininos, ig"aldade dos estrangeiros #om a abolição das #apit"laç+es. & ,ei Celeste o#"po" em =?U@ Nan5"im, onde estabele#e" a s"a #apital e en.rento" #om denodo as .orças imperiais, Hs 5"ais prestaram #on#"rso %rios estrangeiros, #omo o a ent"reiro ameri#ano 3ard, ."ndador em 7angai da Ie er i#torio"s armZJ, e o .amoso general ingl(s Eordon, 5"e, embora itorioso em %rias .ases, pedi" a demissão por5"e, seg"ndo se a.irmo", não #on#orda a #om o h%bito man#h" de matar os prisioneiros. De =?UA a =?UU, o I'artido de De"sJ, #omo era tamb!m designado o ,eino Celeste, alargo" o se" dom$nio em dire#ção a )ien-tsin, no int"ito de ata#ar 'e5"im. -as a roda da .ort"na de H"ng 7i".5"an #omeço" a retro#eder e as s"as tropas .oram repelidas em =?U: para o limite da #idade de Nan5"im, a 5"al .oi tomada pelo e*!r#ito reg"lar em =?:C, data 5"e mar#a prati#amente o .im da rebelião. /s #hamadas Irebeli+es maometanasJ no )"r5"estão e na pro $n#ia do ;"nnan, no 1"doeste, 5"e se seg"iram H de )hai 'ing e d"raram at! =?V@, al!m de #a"sarem n"merosas $timas - >@ milh+es, seg"ndo se #r( -, en.ra5"e#eram a .rente interna da China, impossibilitando-a de .azer .a#e H a idez de &#identais e Nipóni#os. & Papão, embora #onseg"isse em =?V= o se" primeiro Itratado desig"alJ, não se #oibi" de ata#ar as ilhas ,iZ"4Z", "ma das 5"ais ! &4inaMa, e a Qormosa, a5"ietando-se somente 5"ando re#ebe" "ma grossa reparação de g"erra. E em =?V: ane*o" p"ra e simplesmente a5"ele ar5"ip!lago de ,iZ"4Z" e estabele#e" "ma testa de ponte na Coreia, 5"e, em =??U, por "m tratado sino2apon(s, .oi #onsiderado Ies.era #on2"nta de interessesJ dos dois pa$ses. -ais tarde, pelo #!lebre tratado de 1himonose4i, 5"e pWs termo H g"erra de =?DC-=?DU, #onseg"i" a IlibertaçãoJ da Coreia da s"seran$a #hinesa e .i#o" senhor da Qormosa e da pen$ns"la de

Giao-t"ng, onde se sit"a a 'orto /rt"r, no 1"l da -an#hOria, 5"e te e, no entanto, de restit"ir, sob pressão das pot(n#ias o#identais, alarmadas #om a s"a ora#idade. 'orto /rt"r, IarrendadoJ pela ,Ossia, torno"-se o pomo de dis#órdia entre os dois Erandes orientais, 5"e ambi#iona am o senhorio da -an#hOria. / .ort"na da g"erra r"sso-2aponesa desamparo" a ,Ossia, 5"e .oi obrigada a entregar ao Papão, sem oto do erdadeiro dono6 a China, o território e o se" "til$ssimo #aminho de .erro. / /lemanha, #om o prete*to do assassinato de dois mission%rios alemães, #onseg"i" em =?DV a #on#essão do porto de )sing-tao, porta de entrada para a ri5"$ssima pro $n#ia de Chant"ng, 5"e, depois de atra essada por #aminhos de .erro Iem #on#essãoJ, se torno" em Ies.era de in.l"(n#iaJ germNni#a. / Qrança obte e o porto de LMang-#hoM-Man e o"tra es.era de in.l"(n#ia na pro $n#ia #ont$g"a no 1"l. 1omente a It%lia, apesar dos se"s es.orços, não tomo" parte no .estim, nem se5"er na Iin asão .erro i%riaJ, isto !, na .ase em 5"e a penetração e o dom$nio dos no os senhores se a.irmo" pela t%#ti#a de #onstr"ção de #aminhos de .erro e em 5"e #omparti#iparam tamb!m a S!lgi#a e os Estados Unidos. Estes, o#"pados nos Oltimos anos do s!#"lo 7I7 #om a s"a instalação nas Qilipinas, somente em =?DD ass"miram "ma atit"de e.e#ti a na pol$ti#a da China. /pare#eram #omo #ampe+es dos direitos #hineses, de.endendo o #hamado Iprin#$pio de porta abertaJ, isto !, pre#onizando a renOn#ia das pot(n#ias a todos os pri il!gios nas es.eras de in.l"(n#ia e aos Idireitos .erro i%riosJ e ad"aneiros. / China, por!m, não esta a em #ondiç+es de nego#iar 5"al5"er pol$ti#a, dado o #aos 5"e reina a na #orte, no pa$s em geral e nos esp$ritos.

/ dinastia entra a na agonia. Em =?:= morre" o imperador 7ian Qeng e, por ser menor o herdeiro do trono, ass"mi" a reg(n#ia a #on#"bina Ci*i, a mais .orte personalidade pol$ti#a #hinesa do s!#"lo 7I7, 5"e, mesmo depois da maioridade do soberano, go erno" despoti#amente a China at! H s"a misteriosa morte, em =D@?. Desgraçadamente para o se" pa$s, a ditadora, longe de seg"ir o e*emplo 2apon(s de transig(n#ia #om a ordem e"rop!ia, adopto" "ma atit"de intolerante em .a#e da intromissão o#idental e de .an%ti#o #onser antismo perante o mo imento de re.ormistas 5"e ad oga a modernização e #ontemporização. Qoi por s"a determinação 5"e e#lodi" em =D@@ o #!lebre le antamento dos So*ers, #"idadosamente apro eitado pelas pot(n#ias o#identais para "m maior #er#eamento dos direitos soberanos da China. & estribilho fDe.endei a #orte imperial e matai os demónios estrangeirosb era do"trina para os membros da seita, 5"e a#redita am 5"e os se"s am"letos os preser a am das balas dos E"rope"s. Na5"ele ano de =D@@, os fp"gilistas da Harmonia e da P"stiçab passaram dos atentados pessoais #ontra os #hineses #ristãos para "ma o.ensi a organizada e em grande es#ala. / imperatriz ordeno" 5"e se desse a morte a todos os estrangeiros na ChinaJ e as legaç+es estrangeiras .oram sitiadas, tendo sido morto o ministro da /lemanha e destr"$ das inOmeras Iin enç+es estrangeirasJ6 #abos el!#tri#os, .ios tele.óni#os, #orreios, et#. Um e*!r#ito interna#ional organizado pelas pot(n#ias e"rop!ias e pelo Papão ata#o" e tomo" 'e5"im, onde, por s"a ez, prati#o" e*#essos. No ano seg"inte, =D@=, .oi assinado "m tratado 5"e pWs termo Hs hostilidades. /s s"as prin#ipais #l%"s"las .oram6 pagamento pela

China por "m per$odo de 5"arenta anos da 5"antia de :V milh+es de libras, #i.ra .ab"losa para a !po#aF #astigo dos #"lpados das iol(n#ias #ometidasF esta#ionamento de .orças armadas estrangeiras de g"arda Hs legaç+es e em postos 5"e asseg"rassem li re #om"ni#ação entre elas e o marF li re a#esso dos diplomatas H #orte imperial e garantia de a"di(n#ia #om o imperador Ida mesma .orma do "so em relação aos monar#as e"rope"sJF ele ação a -inist!rio da /g(n#ia dos Negó#ios Estrangeiros e s"a pre#ed(n#ia sobre todos os o"tros minist!rios, no int"ito de #olo#ar em primeiro plano a atenção de ida aos po os estrangeiros. &s Estados Unidos, em =D@V, perdoaram a s"a parte nas reparaç+es, 5"e o Eo erno #hin(s, em sinal de re#onhe#imento, reser o" para #on#eder bolsas de est"do nas es#olas ameri#anas e para ."ndar em 'e5"im o .amoso Col!gio /meri#ano de )sing-H"a. / ,Ossia, por!m, mante e as s"as tropas na -an#hOria, onde absor e" astas regi+es e obte e a"torização para ligar 'orto /rt"r #om o #aminho de .erro transiberiano. Estas #on#ess+es, alarmando as pot(n#ias e"rop!ias, .a#ilitaram a rea#ção nipóni#a, 5"e #"lmino" #om a g"erra r"sso-2aponesa de =D@C. Esta, ini#iada #om traiçoeira s"rpresa repetida em =DC= #om 'earl Harbo"r, termino" #om "ma inesperada e r%pida derrota dos ,"ssos, 5"e, pelo tratado de 'orthsmo"th de =D@U, al!m de re#onhe#erem aos en#edores Io predom$nio pol$ti#o, e#onómi#o e militar nos ass"ntos #oreanosJ, abriram mão em se" .a or - e sem a"di(n#ia da ChinaF - da pro $n#ia de Giaot"ng, restit"$da dez anos antes sob pressão dos E"rope"s, dos se"s interesses .erro i%rios na -an#hOria, in#l"indo a #essão da base de 'arta /rt"r e da porto de Dairen, e da metade meridional da ilha 1a#alina, 5"e o"trora tamb!m perten#era H China. Em =C de No embro de =D@? morre" o imperador 8ong, 5"e i ia prati#amente em #ati eiro desde os Oltimos anos do s!#"lo 7I7, 5"ando a ditadora Ci*i reprimi" #om mar#ada #r"eldade "m

mo imento por ele inspirado na sentido de "ma re.orma so#ial a ini#iar #om a adoção de "ma #onstit"ição pol$ti#a de tipa a#idental. / s"a morte .oi tida #omo assassinato prati#ada por Ci*i, isto esta ter morrido "m dia depois, após ter asseg"rada a s"#essão imperial na pessoa da se" sobrinho, o pr$n#ipe '"Zi, de > anos de idade. Qoi e.(mero o reinado do no o imperador 7"an )ong, #on.orme o no o nome 5"e lhe ap"serem, pois 5"e da$ a po"#a mais de dois anos, em =@ de &"t"bro de =D==, .oi destronado pela ,epObli#a. Qindo" assim a Imp!rio Chin(s elho de mil(nios. & se" Oltimo monar#a ser i" mais tarde de .anto#he aos Paponeses, a#eitando o t$t"lo de imperador do -an#h"4"o. Depois de ter sido e angelizada no #redo mar*ista d"rante alg"ns anos n"ma prisão #om"nista, torno"-se "m simples ."n#ion%rio do -inist!rio da /gri#"lt"ra.