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Índice

O objetivo desta seleção é, antes de tudo, fornecer uma base didática para o estudo da China Antiga. Longe de ser uma base completa, trato a ui dos dados mais superficiais e abrangentes ue possam condu!ir o interessado num estudo sério e esclarecido sobre o tema, de modo a reali!ar uma e"posição ue não seja nem

cansativa, nem muito comple"a. #nevitavelmente, somos obrigados a nos deparar com algumas relativi!aç$es te%ricas necessárias ao aprofundamento do estudo desta civili!ação, cujas especificidades invocam um olhar bastante cuidadoso. &o entanto, nos deteremos, a ui, num conjunto de e"planaç$es básicas ue sirvam de referencial a todas estas uest$es. #gualmente, a determinação dos elementos bibliográficos serve a proposta inicial de tornar um pouco mais acess'vel este nosso estudo. (uscamos, pois, indicar te"tos ue sejam facilmente encontrados, ue estejam em nosso idioma e ue sejam de academicamente válidos, afastando)me propositalmente de toda e ual uer publicação de caráter e"otérico ou de fonte duvidosa. &o caso espec'fico da sinologia, sabemos ue tais te"tos abundam em profusão, dificultando o estudo sério da China e comprometendo um trabalho esclarecido. André (ueno ....................................................... ÍNDICE

. História - Uma apresentação geral sobre a história da China, organizada atra !s dos se"s prin#ipais per$odos din%sti#os. . & 'ensamento Chin(s - )e*tos sobre a história do pensamento #hin(s, se" desen ol imento e #one*+es #om o pensamento o#idental. . ,eligião e -itologia - &s prin#ipais #"ltos #hineses, a interpretação religiosa das es#olas .ilosó.i#as, religiosidade pop"lar e o"tras religi+es na China.

. /s Ci(n#ias na China - Como era a matem%ti#a, a .$si#a, a geogra.ia, et#. na China Imperial0 Uma apresentação di ersa do tema, a partir dos trabalhos de Colin ,onan. . / arte #hinesa atra !s dos tempos - / e ol"ção da arte #hinesa desde os primórdios na Dinastia 1hang at!s os dias de Ho2e. . 3ebgra.ia - 1"gest+es bibliogr%.i#as e lin4s interessantes para a pes5"isa sinológi#a. .................................................. obs6 No to#ante a gra.ia dos nomes #hineses, preser amos a .orma original "tilizada nos te*tos.

As Ciências na China

. Con#eitos 7%si#os . / China e o &#idente . -atem%ti#a, /ritm!ti#a, 8lgebra e 9eometria . /stronomia, ,egistros e -apas do C!" . Instr"mentos de -edição . Ci(n#ias geogr%.i#as, geológi#as e meteorológi#as . :$si#a . ;"$mi#a . 7iologia e Ci(n#ia /gr$#ola Chinesa . -edi#ina Chinesa

Conceitos Básicos

7ag"a e &ito )rigramas

Entre os #hineses, bem #omo entre os gregos, ha ia alg"ns #on#eitos #ient$.i#os b%si#os "sados para e*pli#ar o m"ndo nat"ral. Dentre eles, #om"m a ambas as #i ilizaç+es, o 5"e se re.eria <s propriedades b%si#as da mat!ria. /lg"ns .ilóso.os gregos, #omo imos, apoia am a teoria at=mi#a, mas o #onsenso geral não apro a a tal teoria> pre.eria-se press"por 5"atro elementos b%si#os ?terra, ar, .ogo e %g"a@ e ali%-los <s 5"atro 5"alidades ?5"ente e .rio, se#o e Amido@. &s #hineses n"n#a desen ol eram "ma teoria at=mi#a, pois essa isão não #ombina a #om o #on#eito de "m "ni erso nat"ral, "m asto organismo 5"e ."n#iona a de a#ordo #om a interação do #omportamento reto e nat"ral. &s mo$stas, ! erdade, pare#em ter-se in#linado para "ma perspe#ti a at=mi#a, mas se"s pontos de ista nesse sentido não ti eram 5"al5"er in.l"(n#ia. Como os gregos - os #hineses em geral opta am por "ma teoria 5"e "sa a "m pe5"eno nAmero de elementos b%si#os - em se" #aso, #in#o e não 5"atro. Essa teoria dos #in#o elementos em do passado - entre BBC e DEC a.C. pelo menos - e .oi estabele#ida e sistematizada por Fo" Gan ?)so" Gen@, por ezes #hamado de ."ndador de todo o pensamento #ient$.i#o #hin(s e membro mais desta#ado da importante /#ademia Fhi *ia ?Chi Hsia@ do pr$n#ipe H"an ?Hs"an@. Fo" Gan era nat"ralista e perten#ia < seita dos .ilóso.os #hineses 5"e não despreza am as #ortes dos pr$n#ipes, #omo .aziam os tao$stas, mas, apesar disso, preo#"pa am-se em e*pli#ar o m"ndo nat"ral. &s #in#o elementos originais #hineses eram a %g"a, o metal, a madeira, o .ogo e a terra, embora eles não de essem logi#amente ser #onsiderados #omo meras s"bstIn#ias ?o 5"e não eram@, mas, antes, #omo prin#$pios ati os. &s elementos eram rela#ionados #om pro#essas e*istentes na nat"reza o" em laboratório. /ssim, a %g"a era #ara#terizada por molhar, gote2ar e pelo mo imento des#endente, e era asso#iada #om o sabor salgado> as #ara#ter$sti#as do .ogo eram 5"eimar, a5"e#er pelo mo imento as#endente, e se" sabor era asso#iado #om o amargo. / madeira a#eita a no as .ormas pelo #orte e pela es#"lt"ra, e a a#idez a #ara#teriza a> o metal tamb!m a#eita a .ormas pela modelagem o"

pela ."ndição, e era de sabor a#re. :inalmente, a terra era #ara#terizada por prod"zir egetação #omest$ el, e era do#e. Em bre e esses elementos .oram organizados em "m sistema #$#li#o 5"e se torno" m"ito estilizado no per$odo Han. Esboçaram-se %rias JordensJ dos elementos. Uma delas mostra a a se5K(n#ia na 5"al se s"p"nha 5"e os elementos tinham s"rgido, #om a %g"a #omo elemento primiti o. Uma o"tra ordem, a da Jprod"ção mAt"aJ, a#redita a mostrar #omo "m elemento da a origem a o"tro. Ha ia tamb!m a ordem da JmAt"a #on5"istaJ, em 5"e #ada elemento podia #on5"istar o o"tro. 'or e*emplo, a madeira #on5"ista a terra ?"ma ez 5"e "ma p% de madeira pode #a ar a terra@> o metal, a madeira ?pode #ort%-la e es#"lpi-la@> o .ogo, o metal ?pode ."ndilo@> a %g"a, o .ogo ?pode e*ting"i-lo@. 'ara #ompletar, a terra #on5"ista a %g"a ?pode repres%-la e #ont(-la, #omo os #hineses sabiam m"ito bem, #om se"s e.i#ientes e m"itas ezes elaborados sistemas de irrigação@. / ordem da mAt"a #on5"ista era "sada não só na #i(n#ia #omo tamb!m no #ampo pol$ti#o, pois era #rença amplamente di."ndida 5"e o #omportamento do pr$n#ipe o" imperador e de se"s ."n#ionarias da #orte poderia, se .osse bom, ser g"iado pela ordem da mAt"a #on5"ista dos elementos, espe#ialmente por5"e esses elementos eram asso#iados #om as estaç+es e #om as mani.estaç+es do m"ndo nat"ral. &s #in#o elementos eram asso#iados #om todas as e*peri(n#ias. Constit"$am s$mbolos de m"dança, de 5"antidade ?eram #onsiderados respons% eis pelo #ontrole de "m pro#esso, dependendo da 5"antidade do elemento presente@ e, na o#asião oport"na, eram ligados aos #heiros, assim #omo aos gostos, aos pontos #ardeais da bAssola, <s ."nç+es h"manas, .$si#as e mentais, e aos animais. Eram tamb!m rela#ionados #om o tempo atmos.!ri#o e #om a posição das estrelas, #om os planetas e at! #om aspe#tos de go erno. Em s"ma, os #in#o elementos eram asso#iados a todas as ati idades, tanto nat"rais 5"anto as realizadas pelo homem. Uma seg"nda id!ia b%si#a da e*pli#ação #hinesa sobre o m"ndo nat"ral era a das d"as .orças ."ndamentais, o Gin e o Gang. Eram "sadas de maneira .ilosó.i#a no prin#$pio do s!#"lo IL a.C. o Gin era asso#iado a n" ens e #h" a, ao prin#$pio .eminino, a t"do o 5"e

est% dentro, 5"e ! .rio e es#"ro. & Gang, por o"tro lado, liga-se <s id!ias de #alor e tepidez, l"z do sol e mas#"linidade. Não podiam ser en#ontradas separadamente, 2% 5"e "m era o #omplemento do o"tro> o 5"e a#onte#ia ! 5"e, em #ada sit"ação, "m o" o"tro toma a a pre#ed(n#ia o" ?id!ia s"rgida paralelamente, m"ito mais tarde, em nossa própria !po#a, na terminologia da gen!ti#a@, "m .ator era dominante e o o"tra, re#essi o. ,eprod"ção do )ai2i e do 7ag"a ?&ito trigramas@ &s #in#o elementos e as d"as .orças ."ndamentais podiam, 2"ntos, apresentar "ma m"ltipli#idade de asso#iaç+es dentro do m"ndo nat"ral. 'odiam #obrir t"do o 5"e era s"s#et$ el de "m arran2o em #in#o partes, e as #oisas 5"e não se en5"adrassem no es5"ema eram, posteriormente, arr"madas em o"tras asso#iaç+es - em 5"atro, no e, DM partes, e assim por diante. Em o"tras pala ras, os #hineses prati#a am o 5"e ! #hamado de Jpensamento asso#iati oJ> pro#"ra am asso#iaç+es, rela#ionamentos entre "ma #oisa e o"tra. &s #in#o elementos e as d"as .orças ."ndamentais a"*iliaram a #i(n#ia #hinesa, pois tornaram poss$ el 5"e rela#ionamentos .ossem de.inidos e, "ma ez de.inidos, e*aminados. Eles indi#a am #omo as #oisas podiam JressoarJ "ma #om a o"tra, o", de a#ordo #om os #ientistas at"ais, permitiram aos #ientistas #hineses propor ação a "ma distIn#ia entre "m #orpo e o"tro. Cont"do, o 5"e não tro"*e nenh"m pro eito .oi o modo m$sti#o de en#arar esses rela#ionamentos, 5"e se di."ndi" e .oi preser ado no I Ching ?& li ro das m"taç+es@. Este pro a elmente ! "ma #ompilação das pro.e#ias dos #amponeses ?relatos de a#onte#imentos e*traordin%rias notadas no homem e nos animais, histórias in#om"ns sobre o tempo e .atos semelhantes@ e do material "sado para a adi inhação, e se torno" "m min"#ioso sistema de rela#ionamentos simbóli#os e e*pli#aç+es 5"e os "tiliza am. &s #in#o elementos e as d"as .orças ."ndamentais eram in#orporados em se"s e*tensos ap(ndi#es, embora a id!ia das d"as .orças se tenha .re5Kentemente inserido no te*to prin#ipal. / esse te*to prin#ipal a#res#ento"-se "ma #oleção de padr+es simbóli#os, #ada 5"al #omposto de #on2"ntos de tr(s o" seis linhas #heias o"

interrompidas. Cada "m desses padr+es ! predominantemente o" Gin o" Gang, e são dispostos de tal modo a prod"zir esse res"ltado alternadamente. Em s"ma, trata-se de "m te*to repleto de impli#aç+es m%gi#as, e #onstit"i o deleite da5"eles 5"e apre#iam o misti#ismo rela#ionado #om os nAmeros. ,eprod"ção do )ai2it", /rti#"lação entre Gin, Gang e os Cin#o /gentes & te*to data pro a elmente do s!#"lo III a.C., embora s"as origens remontem a trezentos anos antes. 1e se tratasse apenas de "m te*to "tilizado para a adi inhação do ."t"ro, não estar$amos dis#orrendo sobre ele, mas os ap(ndi#es, 5"e esta am em "m plano intele#t"al mais ele ado 5"e o restante do te*to, a m"itos pare#em ter signi.i#ação real. /pesar de s"a nat"reza abstrata, tal ez #ontenham "ma 5"antidade tão grande de rela#ionamentos 5"e poderiam lançar l"z sobre todos os .atos obser ados na nat"reza e e*pli#ar #ada .en=meno. & li ro das m"taç+es pare#ia ser o li ro de re.er(n#ia nat"ral dos est"diosos da !po#a Han 5"e pro#"ra am de#i.rar os problemas das mar!s e dos e.eitos do magnetismo> in.elizmente s"as e*pli#aç+es eram apenas pse"do#ient$.i#as, e não traziam nenh"m es#lare#imento < l"z da #i(n#ia. Certamente, a despeito dessa obra, .izeram-se des#obertas de alor #ient$.i#o, mas, m"itas ezes, desestim"la am-se essas des#obertas #om a alegação de 5"e elas 2% #onsta am do Ni ro das m"taç+es. Isso, nat"ralmente, pare#ia estim"lar-lhe a alidade. & erdadeiro perigo do Ni ro das m"taç+es residia no .ato de ele agir #omo espon2a, absor endo toda obser ação no a, em b"s#a de asso#iaç+es apropriadas para 5"e os no os .atos p"dessem ser #lassi.i#ados. Um dos e.eitos dessa ação .oi desen#ora2ar obser aç+es posteriores> o"tro, ridi#"larizar id!ias. /pesar disso, a #i(n#ia #hinesa .ez progressos. Nenh"ma o"tra #i ilização pare#e ter so.rido tanto por #a"sa de "m Ni ro #omo o I Ching, mas tal ez isso não se2a s"rpreendente> ele era, essen#ialmente, "m e*tenso e #omple*o sistema de ar5"i amento de relaç+es e esta a destinado a atrair a mente #hinesa, 5"e, a.inal, desen ol era a mais e*tensa -

e e.i#iente - b"ro#ra#ia do m"ndo. in ,onan, C. História Il"strada da Ci(n#ia pela Cambridge Uni ersitO. ,io de Paneiro6 Fahar, QRMS

A China e o Ocidente Nem sempre ! .%#il determinar a 5"antidade de #onhe#imento #ient$.i#o 5"e .oi transmitida do &#idente para a China, e i#eersa, pois linhas de pes5"isa e in enç+es independentes mas paralelas poderiam apare#er e apare#eram, em ambas as partes do m"ndo. 'or e*emplo, pare#e 5"e a id!ia de "ma Jes#ada de almasJ, 5"e se en#ontraria em /ristóteles e H"an zi ?Hs"an )z"@, nas#e" independentemente na 9r!#ia e na China, pois, embora as id!ias tenham apare#ido #om #em anos de di.erença "ma da o"tra, o#orreram em "ma !po#a em 5"e as #ondiç+es de iagem entre leste e oeste não eram prop$#ias. /l!m disso, pare#e 5"e todo o #on#eito - 5"e #onstit"i realmente "ma e*pressão da #omple*idade das #oisas i as - poderia o#orrer m"ita nat"ralmente a "ma pessoa preo#"pada em e*pli#ar e #lassi.i#ar o m"ndo da nat"reza. De 5"al5"er maneira, a #om"ni#ação entre a China e o &#idente não era tão rara 5"anto se poderia imaginar. P% na Idade do 7ronze ?antes de QTCC a.C., isto !, antes da era Chang@, ho" e #ontato em grande es#ala, #omo .i#o" pro ado pelas es#a aç+es ar5"eológi#as, na .orma de ma#hadas, espadas, armad"ras e o"tras ob2etos de desenhos impressionantemente semelhantes. H% ainda "ma 5"antidade de plantas s"postamente dotadas de poderes m$sti#os 5"e apare#em nas #renças de po os tão distintos #omo os da China, da 9%lia e do -!*i#o. U #laro 5"e as in.ormaç+es .oram di."ndidas pelas migraç+es, pelas #on5"istas e, sobret"do pelo #om!r#io, 5"e, #om a China, .oi estabele#ido m"ito #edo, espe#ialmente a e*portação de seda para a &#idente> de .ato, a China .oi #onhe#ida, m"itas ezes, #omo 1eres o" 1ina, nomes deri ados do #hin(s si ?ss"@, 5"e signi.i#a JsedaJ. & #ontato #om a China podia ser .eito, por terra o" por mar,

atra !s de rotas 5"e passa am pela Índia6 de .ato, o primeiro #onhe#imento da China obtido pelos gregos a#onte#e" por meio da Índia, no s!#"lo L a.C. & #ontato mar$timo #om a China propriamente dita pode ter tido in$#io no s!#"lo III d.C., e, #ertamente, não m"ito depois disso, na ios #hineses singraram os mares a #aminho das Índias e tal ez mais al!m. -aiores #ontatos .oram .eitos no s!#"lo LIII, pelos %rabes, os senhores dos mares de então, 5"e no s!#"lo IH estabele#eram s"as próprias #ol=nias de #om!r#io em Cantão e Hang#hoV. No s!#"lo HIII, o imp!rio dos mongóis .a#ilito" o #ontato entre a China, a 8sia o#idental e mesmo a #ristandade. /s rotas terrestres desen ol eram-se ao mesmo tempo 5"e as mar$timas. 'or olta de QCC WC., o #om!r#io terrestre reg"lar da seda .oi estabele#ido em #erto nAmero de rotas, se2a para .ora da China pelo noroeste e depois para oeste, por )ash4ent e 1amar#anda, o" de Nan#hoV para s"doeste, at! 'atna, e depois para noroeste, at! -er , 5"e #orresponde ao at"al )"r#omenistão, na U,11. Essa era a antiga ,ota da 1eda, 5"e #ontin"o" em "so m"ito depois do s!#"lo LI, 5"ando a segredo da man".at"ra da seda .oi ro"bado da China e le ado para 7izIn#io. -as isso era de se esperar, pois a seda não era o Ani#o prod"to de e*portação da China, e as rotas eram "sadas por imigrantes da 1$ria romana e da '!rsia, para embai*adas e at! para a transporte de prisioneiras de g"erra. Em geral, #ont"do, os o#identais pare#em ter sido mais a ent"reiros 5"e os #hineses, e ho" e mais mo imento do &#idente para a China do 5"e no sentido in erso. 'ortanto, apesar do relati o isolamento da China, ela não .i#o" #ompletamente li re das in.l"(n#ias e*ternas. Certamente, #omo imos no esboço históri#o, ho" e alg"mas !po#as em 5"e os estrangeiros eram bem- indos> ho" e tamb!m per$odos em 5"e re ol"ç+es e g"erras nas pa$ses da 8sia #entral, o" no -editerrIneo e pa$ses %rabes, #onstit"$ram "m estor o para as iagens. -as, em geral, as in.ormaç+es se .iltraram para .ora da China, #omo o demonstra a adoção pelo &#idente de alg"mas in enç+es #hinesas. 1e isso não a#onte#e" tão rapidamente #om a #i(n#ia p"ra, era de se esperar, mas ho" e inter#Imbio de id!ias, #omo poderemos

mostrar #om "ma des#rição da #i(n#ia #hinesa primiti a. in ,onan, C. História Il"strada da Ci(n#ia pela Cambridge Uni ersitO. ,io de Paneiro6 Fahar, QRMS

Matemática, Aritimética, Álgebra e Geometria &s gregos, #omo sabemos, tinham aptidão para a geometria. &s #hineses, não> em ez disso, tinham "ma 5"eda pela %lgebra e pelas .ormas de es#re er nAmeros. / es#rita dos nAmeros ! mais importante do 5"e pode pare#er < primeira ista, pois, na erdade, ! o modo de registrar operaç+es matem%ti#as #omo a m"ltipli#ação e a di isão, para não #itar tipos mais #omple*os de operaç+es de matem%ti#a s"perior. /ssim, na E"ropa do s!#"lo HLIII, embora lsaa# NeVton e 3ilhelm Neibniz ti essem in entado o #%l#"lo independentemente "m do o"tro, não .oi na Inglaterra 5"e se .ez imediatamente "m progresso s"bse5Kente, mas, antes, na :rança e na /lemanha, primeiramente por5"e Neibniz es#re e" as operaç+es de modo mais e*pl$#ito do 5"e NeVton. / es#rita dos nAmeros propriamente ditos ! da mesma .orma importante para o progresso matem%ti#o, 5"al5"er "m 5"e d" ide disso de eria di idir CHNIL por HHIL, "sando sempre os nAmeros romanos> a nat"reza embaraçosa do empreendimento logo .i#ar% ób iaX & m!todo #hin(s de es#re er os nAmeros desen ol e"-se de modo grad"al no #orrer dos s!#"los, nat"ralmente, mas 2% atingira alto gra" de simpli.i#ação no s!#"lo III a.C., 5"ando .oi "sada a notação de alor-l"gar. ;"er tenhamos #ons#i(n#ia disso o" não a notaçãol"gar a"tomati#amente nos a#orre ho2e em dia 5"ando es#re emos Q, II, III, e assim por diante, "sando os l"gares dos nAmeros para designar dezenas, #entenas, e assim por diante. 'are#e ób io. -as nem todas as #i ilizaç+es pensaram assim. E a respeito dos n"merais em si0 No s!#"lo III a.C., esta am em "so .ormas de n"merais 5"e emprega am linhas retas. Isso seria mais bem .a#ilmente #ompreendido #omo #oleç+es de pe5"enas aretas, "ma para o Q,

d"as para o D, e assim por diante, e a m"dança do traçado indi#a a as pot(n#ias de QC. /ssim, a nAmero QQ DBS apare#eria em #hin(s #omo Y00. Notem 5"e, en5"anto o #hin(s ! es#rito de #ima para bai*o, se"s nAmeros se es#re em #omo os nossos, horizontalmente. &s nAmeros aparentemente s"rgiram #om o "so de pla#as de #ontagem. )rata-se de t%b"as planas #om linhas traçadas, sobre as 5"ais se #olo#am pe5"enas aretas o" bast+es, /s aretas registram "m nAmero e, 5"ando se realiza "ma operação s"bse5Kente, #omo soma, s"btração, m"ltipli#ação o" di isão, as aretas apropriadas tro#am de posição, são retiradas o" o"tras são adi#ionadas. U "m sistema .le*$ el, 5"e, em mãos #hinesas, permiti" desen ol imentos #onsider% eis, não apenas em aritm!ti#a #omo tamb!m em %lgebra. Não se sabe 5"ando isso #omeço", mas as pla#as de #ontagem podem datar de QCCC a.C., e os n"merais #om aretas de #ontagem antes des#ritas podem ter estado em "so dois s!#"los depois. & sinal para o zero - "m l"gar azio na pla#a de #ontagem - eio depois. :oi impresso pela primeira ez somente no s!#"lo HIII d.C., mas pode ter sido adotado #em anos antes. 1"geri"-se 5"e tenha deri ado da Índia, no s!#"lo IH, embora pes5"isas re#entes tenham indi#ada 5"e a sit"ação pode não ter sido tão simples assim. Nogo após SMB d.C., as primeiras ins#riç+es 5"e "sa am zero apare#eram sim"ltaneamente no Cambo2a e em 1"matra, e, por %rias raz+es, não ! impro % el 5"e o zero tenha se originada não na Índia propriamente dita, mas em "ma %rea sit"ada no limite entre as #"lt"ras da Índia e do E*tremo &riente. 'ossi elmente, o espaço azio da pla#a de #ontagem #hinesa possa ter tido se" papel espe#$.i#o nisso, ao lado de id!ias #omo o J %#"oJ dos .ilóso.os indianos e o J azioJ men#ionado no misti#ismo tao$sta. )ipos de nAmeros Na maior parte das #i ilizaç+es, ho" e "ma tend(n#ia a e itar .raç+es, sempre 5"e poss$ el, mas isso n"n#a o#orre" na China, e, na !po#a Han, os #hineses se tornaram peritos em .raç+es. Esta am tamb!m .amiliarizados #om "m sistema de#imal 5"e pare#e ter #omeçado m"ito #edo, pois os r"dimentos podem ser en#ontrados

nos do#"mentos mo$stas do s!#"lo IL a.C. Em !po#as ainda mais remotas, no tempo dos ossos-or%#"lo de Chang, os #hineses eram #apazes de e*pressar nAmeros m"ito grandes - #oisa de 5"e po"#as #i ilizaç+es podiam se org"lhar - e, por olta do s!#"lo II d.C., esta am "sando o 5"e ho2e #hamamos de Jpot(n#ias de dezJ. /ssim, QCC ! QCZ, QCCC ! QC[, e assim por diante ?o pe5"eno nAmero ele ado, o" \$ndi#eJ, indi#a o nAmero de zeros, isto !, o nAmero de ezes em 5"e QC ! m"ltipli#ado por si mesmo@. U e idente 5"e os #hineses não es#re iam QC[, mas tinham s$mbolos 5"e e*pressa am a mesma id!ia. No &#idente, sempre ho" e di.i#"ldades 5"ando se #hego" aos Js"rdisJ ?pala ra deri ada do latim JestApidoJ@. Esses nAmeros estApidos, o" irra#ionais, eram, #omo a raiz 5"adrada de D, a5"eles 5"e não podiam ser e*pressos #omo a relação entre dois nAmeros inteiros, #omo "ma .ração do tipo Q]D o" B]^. / raiz 5"adrada de D, e*pressa #omo de#imal, ! Q,^Q^DQBS...-as essa in#omens"rabilidade pare#e não ter #riado problema alg"m na mente dos #hineses, en5"anto para os gregos pare#ia realmente irra#ional, pois não se podia estabele#er "ma relação direta #om ela, &s #hineses não tinham problemas 5"ando se depara am #om nAmeros negati os> em s"as pran#has de #ontagem, as aretas ermelhas representa am nAmeros positi os e as negras, nAmeros negati os - isso pela menos desde o s!#"lo II d.C. Na Índia, tais nAmeros não apare#eram antes do s!#"lo LII e, na E"ropa, não antes do s!#"lo HLI. /ritim!ti#a /ssim #omo prati#a am os pro#essos b%si#os de aritm!ti#a e est"da am 5"adrados, #"bos e ra$zes, #omo 2% imos, os #hineses .i#a am intrigados #om as relaç+es dos nAmeros em si. Nisso seg"iam o padrão de m"itas #i ilizaç+es primiti as. Em "m est%gio m"ito antigo da história #hinesa, os nAmeros $mpares eram 2"lgados aziagos e os pares, a.ort"nados. Est"daram-se padr+es de pontos, #omo o .oram na 9r!#ia por 'it%goras e se"s seg"idores, para ded"zir se5K(n#ias n"m!ri#as, e os #hineses des#obriram alg"mas relaç+es des#onhe#idas dos gregos. 'or e*emplo, sabiam 5"e a

soma da se5K(n#ia de nAmeros $mpares ! sempre "m 5"adrado. &s #hineses tamb!m mostra am interesse pela Jan%lise #ombinatóriaJ, o 5"e re ela s"a #"riosidade pelos J5"adrados m%gi#osJ - 5"adrados .ormados por #ompartimentos preen#hidos #om nAmeros #"2a soma d% sempre o mesmo total, 5"er se tomem os nAmeros no sentido erti#al, horizontal o" diagonal. & 5"adrado m%gi#o poderia tornar-se elaborado - at! se imaginaram 5"adrados tridimensionais - mas, em s"a .orma mais simples, pare#e ter origem pelo menos no ano QCC a.C., o" ainda mais #edo, embora esse ass"nto não se tenha desen ol ido senão Q ^CC anos depois. &s #hineses sempre .oram peritos em en#ontrar a"*$lios para o #%l#"lo. Como o"tras #i ilizaç+es primiti as, #onta am nos dedos e emprega am a mais #ompli#ada t!#ni#a de destinar nAmeros para as 2"ntas dos dedos, tanto 5"anto para os dedos propriamente ditos. Usa am tamb!m "m barbante #om nós, semelhante ao 5"ipA per"ano, embora esse m!todo .osse empregado mais para registros do 5"e realmente para e*e#"tar #%l#"los. -as se" mais e.i#iente arti.$#io de #%l#"lo primiti o era a ara de #ontar. 'are#e ter sido "sada desde #edo e era ideal para o #%l#"lo semime#Ini#a> h% m"itas lendas a#er#a do "so desse instr"mento, #omo a 5"e en ol e o astr=nomo do s!#"lo HI, 3ei 'o, 5"e, dizem, mo ia as aras tão rapidamente 5"e elas pare#iam estar oando. -as, depois do per$odo -ing, po"#o se o" i" a respeito das aretas, pois elas #ederam l"gar ao %ba#o, "m instr"mento bem mais e.i#iente. & %ba#o #hin(s ! #hamado tanto de s"an pan ?pla#a de #%l#"lo@ #omo #h" s"an pan ?pla#a de bola@> pran#heta retang"lar pro ida de bolas introd"zidas em arames, o %ba#o ! pro a elmente #onhe#ido da maioria dos leitores. / primeira re.er(n#ia a esse instr"mento não apare#e" antes do ano QTRB d.C.> por isso alg"mas ezes se penso" 5"e .osse des#onhe#ido na China at! o s!#"lo HLI. Cont"do, alg"ns te*tos tornam #laro 5"e a re.er(n#ia de QTRB ! tardia6 admite-se 5"e não se trata realmente do %ba#o, mas de "ma Jaritm!ti#a de bolaJ, tipo de #%l#"lo e*e#"tado em madeira es#a ada, pro ida de arames e bolas. Essa des#rição apare#e n"m li ro datado do s!#"lo LI d.C, e s"a .onte de in.ormação remonta ao .inal do s!#"lo II d.C. Uma ez 5"e h% o"tras re.er(n#ias a

des#riç+es semelhantes, pare#e 5"e o %ba#o 2% era #onhe#ido no s!#"lo LI e possi elmente no s!#"lo II d.C. Em o"tras #i ilizaç+es primiti as, o Jme#anismoJ ! .ormada por pedras 5"e se deslo#am dentro de ranh"ras. & m!todo das pedras pode m"ito bem ser origin%rio da Índia, no s!#"lo III o" IL d.C., #omo "m aper.eiçoamento das antigas bande2as de areia o" pó empregadas no -editerrIneo para realizar #%l#"los. Estas .oram bem #onhe#idas dos gregos, dos eg$p#ios e at! mesma dos babil=nios. 8lgebra Ho2e, 5"ando .alamos em %lgebra, pensamos no "so de #ombinaç+es de letras e nAmeros, de e5"aç+es #omo * Z _ T* - S ` C. &s #hineses prati#a am a %lgebra desde os tempos mais antigos e registra am o res"ltado totalmente em pala ras, embora essas pala ras ti essem "m signi.i#ado espe#i.i#o em se" #onte*to matem%ti#o. 1ó raramente e m"ito mais tarde ! 5"e "saram s$mbolos matem%ti#os. Entretanto, tamb!m empregaram pran#ha de #ontagem para a %lgebra, e, no per$odo 1"ng, isso .oi desen ol ido em "m m!todo de anotação tão #ompleto 5"e podia en ol er e5"aç+es de pot(n#ia m"ito ele ada - podiam resol er e5"aç+es #ontendo * ele ado a nona pot(n#ia. No entanto, apesar desse e*traordin%rio progresso - e não h% dA ida de 5"e .oi o m%*imo da %lgebra #hinesa - o trabalho não te e se5K(n#ia, pois os #hineses não tinham "ma teoria geral das e5"aç+es, tal #omo .oi desen ol ida no in"ndo o#idental, para #onseg"ir sol"#ion%-las. / a"s(n#ia de "ma teoria alg!bri#a entre os #hineses, #ont"do, não lhes inibi" a habilidade de resol er grande nAmero de problemas "sando a %lgebra. No per$odo Han, eram #apazes de resol er e5"aç+es lineares sim"ltIneas ?e5"aç+es #om d"as, tr(s o" mais 5"antidades des#onhe#idas@ e, mais tarde, no s!#"lo IL d.C., at! e5"aç+es indeterminadas ?5"e poss"em mais in#ógnitas do 5"e e5"aç+es para resol (-las diretamente@. E5"aç+es 5"adr%ti#as ?e5"aç+es #om * Z@ tamb!m podiam ser resol idas desde #edo, e eles esta am ig"almente #ientes de algo 5"e ho2e #hamamos de Jm!todo das di.erenças .initasJ, o 5"al pode ser "sado, #omo o era pelos #hineses no s!#"lo LII, para resol er problemas rela#ionados

ao mo imenta aparente do 1ol no #!". No s!#"lo HIL, ha iam desen ol ido esse m!todo at! "m gra" des#onhe#ido na E"ropa de tr(s o" 5"atro s!#"los depois. &s algebristas #hineses est"daram s!ries matem%ti#as ?s!ries de nAmeros ligados "m ao o"tro de maneira espe#$.i#a@ e tamb!m in estigaram .ormas matem%ti#as para e*pressar perm"taç+es e #ombinaç+es de ob2etos. /l!m disso, ao resol er e5"aç+es de pot(n#ia m"ito ele ada, .izeram "so do 5"e ho2e #hamamos de Jteorema binomialJ, 5"e se re.ere a e*press+es de dois termos ?bin=mios@, #omo ?* _ Q@, 5"e, se m"ltipli#adas por si mesmas, dão #omo res"ltado "ma s!rie de termos. Com alg"ns e*emplos, poderemos er #omo isso a#onte#e6 ?* _ Q@ Z ` ?* _ Q@ ?* _ Q@ ` * Z _ D* _ l e ?* _ Q@ [ ` ?* _Q@ ?* _ l@ ?* _ Q@ ` * [ _ B* Z _ B* _ Q. /ssim, torna-se #laro 5"e, 5"anto mais m"ltipli#aç+es ?o" pot(n#ias@ ti ermos, maior ser% o nAmero de termos na s!rie. -as, se obser armos os nAmeros #olo#ados < es5"erda dos * ?isto !, os #oe.i#ientes@, poderemos er 5"e h% "m padrão entre eles, &s de pot(n#ia Q - isto !, ?* _ Q@- são Q, Q> os de pot(n#ia D - isto !, ?* _ Q@ Z - são Q, D, Q> os de pot(n#ia B - isto !, ?* _ Q@ [ - são Q, B, B, Q, e assim por diante. De .ato, eles podem ser dispostos em .orma de "ma tabela6 pot(n#ia Q Q Q pot(n#ia D Q D Q pot(n#ia B Q B B Q pot(n#ia ^ Q ^ S ^ Q pot(n#ia T Q T QC QC T Q et#. Desde o s!#"lo HLII d.C., esse arran2o n"m!ri#o tem sido #onhe#ido #omo JtriIng"lo de 'as#alJ, pois .oi elaborado por 7laise 'as#al, embora tenha apare#ido "m s!#"lo antes n"m Ni ro de 'eter /pian. & triIng"lo ! empregado na an%lise matem%ti#a das probabilidades6 assim, a seg"nda .ileira ?pot(n#ia D@ mostra o nAmero total de maneiras o" perm"taç+es em 5"e d"as moedas podem #air n"ma s"per.$#ie #om a #ara o" #oroa oltadas para #ima ?h% "ma

possibilidade de dar d"as #aras, d"as de dar "ma #ara e "ma #oroa e "ma de d"as #oroas@> a ter#eira .ileira ?pot(n#ia B@, o mesmo 2ogo de probabilidades, #om tr(s moedas, e assim por diante. Entretanto, o 5"e nos interessa no momento ! 5"e os #hineses #onhe#iam isso pelos indianos #in#o s!#"los antes de 'as#al, pois .oi e*posto pelo matem%ti#o Pia Hien ?Chia Hsien@, no per$odo 1"ng, em QQCC, e ! pro % el 5"e tenha apare#ido pela primeira ez "m po"#o antes disso. Na China, por!m, o triIng"lo de nAmeros apare#e de lado, ind$#io para os historiadores de 5"e os a ançados m!todos alg!bri#os 1"ng eram, de .ato, origin%rios do "so de aretas em "ma pla#a de #ontagem. ;"e #on#l"s+es podemos tirar da matem%ti#a #hinesa0 'rimeira, pare#e bastante #laro 5"e os #hineses n"n#a elaboraram 5"al5"er pro a r$gida, #omo .ez E"#lides em se"s Elementos, possi elmente por não terem #riado "ma lógi#a .ormal, de a#ordo #om regras estritas, #omo .ez /ristóteles na 9r!#ia> s"a mente pare#e ter-se dirigido a o"tros ob2eti os. Na China, a matem%ti#a esta a ligada < sol"ção de problemas espe#$.i#os - era "tilit%ria. &s #hineses n"n#a se o#"param #om a matem%ti#a por diletantismo. Isso não 5"er dizer 5"e não tenham #onseg"ido realizaç+es nesse #ampo> #ertamente o .izeram. E*traiam ra$zes 5"adradas e #Abi#as, lida am #om .raç+es ?es#re endo os nAmeros em #ol"nas erti#ais, #omo o .azemos@ e tamb!m #om nAmeros negati os. 'ro aram as relaç+es do triIng"lo retIng"lo e determinaram %reas e ol"mes de di ersas .ig"ras geom!tri#as> des#obriram "ma .orma de en#ontrar proporç+es ?a Jregra de tr(sJ@ e a Jregra da .alsa posiçãoJ para resol er e5"aç+es> prati#aram an%lise indeterminada, #al#"laram di.erenças .initas e #onhe#iam o 5"e passo" a ser #hamada de triIng"lo de 'as#al. 9eometria Embora os #hineses não tenham sido ge=metras - n"n#a desen ol eram "ma geometria ded"ti a #omo .izeram os gregos preo#"param-se #om alg"mas 5"est+es geom!tri#as, De .ato, no s!#"lo IL a.C., os mo$stas #hegaram a dar alg"mas de.iniç+es geom!tri#as de pontos, linhas e #ertas .ig"ras geom!tri#as, 5"ase

na mesma !po#a em 5"e E"#lides es#re ia se"s Elementos, em /le*andria, -as esse .oi "m #aso isolado. &s #hineses n"n#a deram se5K(n#ia a esse trabalho, embora tenham desen ol ido s"a própria teoria re.erente aos lados do triIng"lo retIng"lo, a 5"al era di.erente da en"n#iada por 'it%goras. 'or olta do s!#"lo II d.C., os #hineses ha iam determinado as %reas de 5"ase todas as .ig"ras e os ol"mes de %rios sólidos, pro a elmente re#orrendo a modelos reais #omo orientação, algo 5"e os gregos, de mente .ilosó.i#a, 2amais pensariam em .azer. Um problema b%si#o en.rentado por todas as #i ilizaç+es primiti as era a determinação da %rea do #$r#"lo, pois essa medida a"*ilia o 1ol"ção de m"itos o"tros problemas. ,ed"zido aos se"s elementos b%si#os, o problema #onsiste em determinar 5"antas ezes o raio de "m #$r#"lo pode ser #ontido dentro de s"a #ir#"n.er(n#ia. Essa razão ! "m nAmero e*presso pela letra grega pi ?p@- & alor real de p ! B,Q^QTRDSTBS ... &s eg$p#ios não #onseg"iram obter "m alor e*ato, nem os babil=nios> os gregos #on#l"$ram 5"e ele se sit"a a entre B,Q^CM e B,Q^DR, mas os #hineses, .inalmente, .oram mais .elizes. No s!#"lo I d.C., es.orçaram-se por obter "m alor e*ato, #al#"lando a %rea do maior pol$gono reg"lar 5"e eles #onseg"iam ins#re er n"m #$r#"lo e da menor 5"e podiam #ir#"ns#re er. ;"anto maior o nAmero de lados dos pol$gonos mais pró*imas s"as %reas estariam "ma da o"tra e mais pró*imas estariam do erdadeiro alor de p. Um grande passo .oi dado no s!#"lo L d.C., #om os #%l#"los de F" Chong Fhi ?)s" Ch"ng-Chih@ e se" .ilho F" 9eng Fhi ?)s" aing- Chih@, 5"e .inalmente obti eram "m alor sit"ado entre B,Q^QTRDS e B,Q^QTRDE, o 5"al .oi eri.i#ado no e s!#"los depois por Fhao G" ;in ?Chao G"- Chin@, 5"e "so" pol$gonos de at! QS BMD lados para .azer essa eri.i#ação. No &#idente, tal alor não .oi obtido antes do s!#"lo HLII. /ntes de en#errar o ass"nto \geometriaJ, ale a pena notar 5"e os #hineses deram os primeiros passos no desen ol imento da geometria de #oordenadas, .orma em 5"e linhas e #"r as são representadas por .órm"las alg!bri#as. &s #hineses #riaram as #oordenadas b%si#as, pro a elmente deri adas de se" mapeamento e de s"a #ompilação de tabelas históri#as, nas 5"ais as entradas

eram .eitas em "m sistema de #oordenadas, #omo em "m mapa. Con#l"$ram tamb!m 5"e "ma .órm"la alg!bri#a podia e*pressar "ma razão geom!tri#a de modo inig"al% el apre#iando isso por5"e era 2"stamente o modo pelo 5"al resol iam problemas geom!tri#as. &s #hineses #onseg"iram isso no s!#"lo II d.C, mas .oi somente no s!#"lo HLII 5"e essa geometria de #oordenadas .oi desen ol ida no &#idente, embora de "ma .orma bastante aper.eiçoada. in ,onan, C. História Il"strada da Ci(n#ia pela Cambridge Uni ersitO. ,io de Paneiro6 Fahar, QRMS

Astronomia, Registros e Mapas do Céu & #!" era a.etado pelo #omportamento do homem, o" melhor, de se"s go ernantes e s"a administração - era essa a isão 5"e os #hineses tinham do #osmo #omo "m organismo> o mal-estar o" o bem-estar de "ma parte de e a.etar o resto. Essa id!ia do "ni erso agia #omo est$m"lo para a #onstr"ção de obser atórios astron=mi#os e a obser ação do #!" par astr=nomos o.i#iais para registrar os .en=menos #elestes. -as ha ia o"tra razão 5"e le a a os #hineses a se preo#"par #om a astronomia6 a #on.e#ção de "m #alend%rio, / a#eitação de "m #alend%rio o.i#ial era #onsiderada parte das obrigaç+es da5"eles 5"e de iam obedi(n#ia ao imperador. -as, nat"ralmente, esse #alend%rio de ia ser razoa elmente #orreta> as datas de iam andar emparelhadas #om as estaç+es. /ssim, por essas d"as raz+es, a astronomia sempre .oi "ma #i(n#ia o.i#ial - "ma J#i(n#ia #on."#ionistaJ - #omo lis ezes era #hamada - di.erentemente da al5"imia, por e*emplo, 5"e era "ma #i(n#ia não o.i#ial o" Jheterodo*aJ, #om .ortes in.l"(n#ias tao$stas. / astronomia #hinesa, de a#ordo #om o relato de -atteo ,i##i e se"s #olegas por olta de QSCC, pare#ia, em geral, "ma #oisa pobre, m"ito in.erior < o#idental, mesma < astronomia o#idental de .ins do s!#"lo HLI. -as isso se de ia a "ma s!rie de mal-entendidos, os 5"ais diziam respeito ao m!todo de des#re er as posiç+es dos

#orpos no #!", 5"e era di.erente do empregado pelos astr=nomos o#identais. & .ato de ele ser ig"almente %lido não pare#e ter moderado as opini+es dos 2es"$tas. Ironi#amente, o sistema o#idental 5"e ,i##i ia #omo o Ani#o #orreto 2% .ora abandonado h% m"ito tempo> na erdade, esta a a #aminho do abandono 5"ando ele .ez s"as #r$ti#as. & sistema J#hin(sJ .oi adotado "ni ersalmente, embora, ! pre#iso dizer, isso não tenha a#orrido por5"e a #on#epção #hinesa ti esse sido importada pelo &#idente - n"n#a o .oi - mas por5"e .oi des#oberta independentemente e pro o" ser s"perior para as obser aç+es de pre#isão. / di.erença entre os dois m!todos pode ser #aptada #om "m simples diagrama, Imaginem-se as estrelas #omo se elas esti essem .i*as na interior de "ma es.era ?esse ainda ! o sistema mais #on eniente para se lidar #om os ob2etos ao se .azer medidas de posição, pois tais mens"raç+es são sempre .eitas em Ing"los@. H% d"as .ormas de espe#i.i#ar s"a posição. Uma delas #onsiste em medir a posição em relação ao tra2eto aparente do 1ol no #!", isto !, a e#l$pti#a. / o"tra, espe#i.i#ar a posição em relação ao e5"ador #eleste ?5"e !, realmente, o e5"ador terrestre pro2etado na es.era #eleste@. &s dois #$r#"los, o e5"ador #eleste e a e#l$pti#a, #r"zam em dois pontos ?/ e & na .ig"ra@. Esses pontos, 5"ando o 1ol est% no e5"ador #eleste, #orrespondem <s !po#as em 5"e o dia e a noite t(m a mesma d"ração - os e5"inó#ios -, o ponto em 5"e o 1ol se mo e para as regi+es setentrionais da es.era #eleste, #onstit"indo o Je5"inó#io da prima eraJ. 1"ponhamos 5"e 5"eiramos determinar a posição de "ma estrela em H. 'odemos .az(-lo "sando #oordenadas baseadas na e#l$pti#a, #omo 'tolome" e os gregos .aziam. Diremos, então, 5"e H tem "ma longit"de #eleste de tantos gra"s, medida a partir de /, ao longo da e#l$pti#a, at! C. / latit"de #eleste !, então, a distIn#ia de C a H. &"tra alternati a ! .azer a mens"ração ao longo do e5"ador #eleste, de / a 7, e então, para #ima, de 7 a H. Isso ! o 5"e os astr=nomos .azem ho2e. Eles #hamam a distIn#ia /7 de Jas#ensão retaJ, não longit"de #eleste ?embora C/ se2a o e5"i alente #eleste da longit"de terrestre@, e a distIn#ia ang"lar 7H ?e5"i alente < latit"de terrestre@ ! #onhe#ida #omo Jde#linaçãoJ. &s #hineses "sa am esse m!todo moderno, embora,

em ez de espe#i.i#ar a de#linação de "ma estrela, "sassem a JdistIn#ia polar norteJ, isto !, a distIn#ia NH. Isso por5"e da am m"ito alor ao pólo #eleste. 'ara os #hineses, o pólo norte #eleste representa a o imperador, #olo#ado no #entro de se" go erno. Era o ponto #entral do #!", assim #omo o era o imperador em relação ao se" imp!rio. & pólo norte #eleste, de .ato, est% sempre no #!" de "m pa$s #omo a China, sit"ado no hemis.!rio norte. Não pode ser isto d"rante o dia, #ertamente, mas l% est%. /ssim tamb!m as estrelas #ir#"mpolares. Elas n"n#a se p+em> permane#em sempre a#ima do horizonte. Em .a#e dessas #onsideraç+es, o pólo norte do #!" e as estrelas #ir#"mpolares ass"mem s"prema importIn#ia, e isso realça a a maneira pela 5"al os #hineses olha am as #onstelaç+es e o modo pelo 5"al se media a posição do 1ol no #!". 'ara determinar "m #alend%rio sazonal, o #onhe#imento da posição do 1ol ! ."ndamental. E #omo imos tamb!m, as antigas #i ilizaç+es do -editerrIneo determina am a posição do 1ol 2% obser ando nas#entes e poentes hel$a#os, ao passo 5"e os po os de latit"des mais setentrionais na E"ropa "sa am o alinhamento de pedras. -as h% "m ter#eiro m!todo, m"ito di.erente, de se determinar a posição do 1ol entre as estrelas6 a obser ação de estrelas 5"e se tornam is$ eis bem ao s"l, < meia-noite, pais elas estarão diretamente opostas ao 1ol no #!". Esse ! o m!todo adotado pelos #hineses. Eles "sa am "m #on2"nto de DM #onstelaç+es, o" Jmans+es #elestiaisJ, pelas 5"ais a N"a pare#e passar ?a N"a e o 1ol seg"em 5"ase o mesmo tra2eto aparente no #!"@. Uma ez determinadas essas #onstelaç+es, .i*a am a as#ensão reta do in$#io de #ada mansão #om a estrela #ir#"mpolar parti#"lar 5"e ti esse a mesma as#ensão reta. -"itas ezes a estrela #ir#"mpolar era po"#o brilhante, mas isso não importa a> sempre podia ser obser ada em "ma noite #lara. Como todas as antigas #i ilizaç+es, os #hineses tamb!m poss"$am "m #alend%rio l"nar, mas "sa am "m #alend%rio solar para as estaç+es. 'or olta de Q^CC a.C., sabiam 5"e a d"ração do ano solar era de BST,DT dias e 5"e "ma l"nação ?per$odo #ompreendido entre d"as l"as no as #onse#"ti as@ era de DR Q]D dias, Usa am "m

#i#lo de doze l"naç+es ?BT^ dias@ e a#res#enta am "m m(s e*tra de DR o" BC dias, de tempos em tempos, para 5"e o #i#lo se emparelhasse #om as estaç+es. -ais tarde, desen ol eram "m #i#lo de QR anos ?per$odo alg"mas ezes #onhe#ido no &#idente #omo #i#lo metoniano, pois .oi desen ol ido em ^BC a.C., pelo astr=nomo grego -etão de /tenas, em #on2"nto #om E"temon, o"tro ateniense@. Esse #i#lo #onsiste em DBT l"naç+es e d% "m per$odo de QD anos de QD meses l"nares e E anos de QB meses> depois desse per$odo, os #alend%rios solar e l"nar prati#amente #oin#idem ?na erdade, apresentam apenas #in#o dias de di.erença, o", #olo#ado de o"tro modo, o erro m!dio ! de apenas po"#o mais de "m 5"arto de dia por ano@. /o 5"e t"do indi#a, os #hineses #onhe#iam esse #i#lo "m s!#"lo antes de -etão apresentar se" trabalho. Esse m!todo de QR anos era s"perior ao primeiro e, de modo geral, o s"bstit"i" no s!#"lo III a.C. )ais #%l#"los eram s"plementados por "m #i#lo Jmeteorológi#oJ de D^ pontos - JIn$#io da 'rima eraJ, J8g"a da Ch" aJ, JInsetos E*#itadosJ, JE5"inó#io 'rima erilJ, e assim por diante6 #ada ponto signi.i#a a "m mo imento do 1ol pró*imo aos Q^ gra"s de as#ensão reta e po"#o mais de QT gra"s ao longo da e#l$pti#a. 1e "m m(s l"nar dei*a a de #onter "m dos pontos meteorológi#os - o 5"e podia a#onte#er de tempos em tempos - isso signi.i#a a 5"e se de ia inserir "m m(s e*tra. /ssim os #hineses tinham "m e.i#iente #alend%rio l"nissolar. /l!m do #alend%rio l"nissolar, os #hineses "sa am tamb!m a simples #ontagem dos dias. Esse m!todo não dependia do 1ol nem da N"a, mas se basea a em "ma #ombinação de QD Jramos terrestresJ e QC #a"les #elestes ?sistema de predizer a sorte@, 5"e da am dois #i#los de SC dias, e era "sado desde a dinastia Chang. & #i#lo podia ser di idido em S per$odos de QC dias, e a semana de QC dias era #om"m na antiga China. / semana de E dias eio m"ito depois, sendo introd"zida na China na per$odo 1"ng, por olta de QCCC d.C., pelos persas e por mer#adores da 8sia #entral. Desde os tempos mais remotos, os #hineses obser a am e anota am os mo imentos dos planetas. &s planetas - -er#Ario, L(n"s, -arte, PApiter e 1at"rno ?os Ani#os então #onhe#idos@ - eram asso#iados aos #in#o elementos, mas os #hineses n"n#a .orm"laram 5"al5"er

teoria a respeito do mo imento planet%rio, #omo .izeram os gregos. No entanto, mostraram "m interesse parti#"lar por PApiter, pois o per$odo de re ol"ção desse planeta em torno do 1ol ! de QQ,MS anos, isto !, 5"ase QD anos, e isso pare#e a2"star-se m"ito #om os QD Jramos terrestresJ #$#li#os e tamb!m #om o nAmero de l"naç+es em "m ano. &"tros #i#los .oram re#onhe#idos, #omo a#onte#e" #om o"tras #i ilizaç+es, e 5"ase todas elas .i#a am .as#inadas #om o per$odo de QD anos de PApiter. & maior #i#lo #hin(s, a J1"prema 9rande &rigem DerradeiraJ, #ombina a todos os o"tros, e soma a não menos 5"e DB SBR C^C anos> era o per$odo depois do 5"al todas as ariaç+es das posiç+es relati as de todos os ob2etos #elestes se repetiriam. ,E9I1),&1 D& CUU /l!m das obser aç+es dos planetas, os #hineses identi.i#aram e registraram %rios .en=menos astron=mi#os, Ho2e, s"as obser aç+es são de grande alia na an%lise de e entos #$#li#os, #omo e#lipses, apariç+es de #ometas o" a#onte#imentos ainda mais raros, #omo e*plosão de estrelas. Desde tempos imemoriais, os e#lipses do 1ol eram #onsiderados de grande signi.i#ação, e os registros de e#lipses pelos #hineses datam de EDC a.C., #er#a de trezentos anos antes da #ompilação realizada par 'tolome" no /lmagesto> são anotaç+es seg"ras, ri#as em detalhes. No entanto, "ma ez 5"e interpreta am os e#lipses #omo "ma ad ert(n#ia do #!" aos ma"s go ernos, os .en=menos o#orridos d"rante reinados pop"lares tendiam a não ser registrados, o 5"e e*pli#a por 5"e os registros astron=mi#os eram #onsiderados segredos de Estado. 1e, por "m lado, os #hineses se sentiam inibidos em registrar os e#lipses o#orridos d"rante os reinados pop"lares, por o"tro, não se #onstrangiam em obser ar e registrar 5"al5"er instabilidade o" ariação 5"e p"dessem o#orrer no #!", #omo a#onte#ia no &#idente, /ssim, os #hineses obser aram e registraram as man#has solares, as 5"ais n"n#a .oram des#ritas na E"ropa, at! o s!#"lo HLII, de ido < #rença de 5"e os #orpos #elestes eram per.eitos, e essa per.eição não admitia a aparição de man#has no 1ol. &s registros das man#has solares .eitos pelos #hineses, ini#iados em DM

a.C., são os mais #ompletos de 5"e dispomos. &"tro e*emplo da .alta de inibição dos #hineses na obser ação, em #omparação #om o &#idente, ! o #aso das no as e s"perno as. Ho2e sabemos 5"e são estrelas 5"e e*plodem, a"mentando s"a l"minosidade e #riando e*tensas #amadas de g%s 5"ente. /ssim, elas podem ser lo#alizadas onde nenh"ma estrela ha ia sido obser ada antes, pois, #ertamente, s"a l"minosidade era ins".i#iente para #hamar a atenção dos astr=nomos - da$ a denominação no as. /pós a metade do per$odo Han, os #hineses passaram a "sar apropriadamente o termo Jge *ingJ ?4o sihng@, o" se2a, Jestrela hóspedeJ. No &#idente, não se admitia a e*ist(n#ia de tais estrelas, pelo menos o.i#ialmente, pois #onsidera a-se o #!" per.eito e #ompleto> a aparição de no as estrelas era teori#amente imposs$ el. /s e*plos+es #atastró.i#as - as s"perno as - são raras, mas relatos #hineses registram o#orr(n#ias em QCCS, QCT^, QTED e QSC^. /s d"as Altimas a#orreram depois 5"e a #rença e"rop!ia n"m #osmo per.eito e im"t% el ha ia desapare#ido, e .oram registradas tanto no &#idente #omo no &riente. /lg"ns relatos o#identais men#ionam a s"perno a de QCCS, pois ela era tão espeta#"lar 5"e #hegaram a #on."ndi-la #om "m #ometa> essa interpretação a#almaria as #ons#i(n#ias, pois, de a#ordo #om a #on#epção 5"e domina a na !po#a, os #ometas podiam apare#er de repente, #omo se .ossem apores .lame2antes na alta atmos.era, alg"ma #oisa Jabai*o da es.era da N"aJ e, portanto, transitória. Cont"do, ao 5"e t"do indi#a, a e*plosão da s"perno a de QCT^ .oi registrada apenas na China e no Papão. 1e"s remanes#entes, is$ eis ainda ho2e, mais de no e s!#"los depois da e*plosão, são #onhe#idos pelos astr=nomos modernos #omo a neb"losa de CIn#er e despertam intensi os est"dos> por isso, os registros #hineses são aliosos. -as os #hineses não limitaram s"a atenção <s s"perno as> as no as menos e*#itantes e per#ept$ eis, 5"e são m"ito mais obs#"ras do 5"e as s"perno as tamb!m mere#eram a atenção deles. De .ato, os #hineses obser aram e anotaram detalhes de nada menos de ET estrelas hóspedes entre BTD a.C. e QSC^ d.C. &s #hineses dedi#a am todo o #"idado na obser ação de #ometas, onde 5"er 5"e apare#essem, e isso #onstit"i "m dado m"ito

importante, pois os relatos realizadas por o"tras #i ilizaç+es apresentam m"itas .alhas. & registro #hin(s #obre apariç+es de #ometas entre SQB a.C. e QSDQ d.C., "m per$odo s"perior a DD s!#"los. &s relatos sobre o #ometa HalleO são os mais importantes ?sendo bastante .re5Kentes e m"ito impressionantes@, e #onstit"em .ontes de #ons"lta inestim% eis para os astr=nomos modernas 5"e dese2am traçar os mo imentas mais antigos desse #ometa. /l!m disso, a astronomia moderna pro o" ha er "ma ligação entre os #ometas e as Jestrelas #adentesJ ?meteoros@, 5"e apare#em por apenas "ma .ração de seg"ndo, mais o" menos, 5"ando #intilam n"ma noite es#"ra. 1ão #orpos espa#iais #ompostos de ro#ha e metal sit"ados .ora da atmos.era> 5"ando penetram na atmos.era, se" atrito #om essa #amada gasosa prod"z "m intenso a5"e#imento e em geral eles se desintegram d"rante o pro#esso. /lg"mas ezes, no entanto, esses #orpos são m"ito grandes e s".i#ientemente resistentes para não se desintegrar #om o atrito, e a#abam atingindo a s"per.$#ie terrestre6 são então #onhe#idas #omo meteoritos. /ntigos registros de tais 5"edas são importantes> .elizmente, os dos #hineses .oram preser ados. ;"ando poss$ el, os meteoritos eram e*aminados #om rigor #ient$.i#o, m"ito antes de essa pr%ti#a ser empregada no &#idente. Ch" as periódi#as de meteoros tamb!m .oram registradas na China. -/'/1 D& CUU 'elo 5"e 2% dissemos, não ser% s"rpresa saber 5"e os #hineses pare#em ter sido os primeiros na #ompilação de #at%logos sistem%ti#os de estrelas. P% no s!#"lo IL a.C., tr(s astr=nomos 1hih 1hen, 9an De ?aan )e@ e 3" Hien ?3" Hsien@ - #oligiram #at%logos tão detalhados 5"e .oram "sados mil anos depois. No &#idente, o primeiro #at%logo .oi #on.e##ionado no s!#"lo II a.C. &s tr(s #at%logos #hineses .oram "sados independentemente d"rante longo tempo, mas .oram re"nidos no s!#"lo IL d.C., 5"ando Chen Fh"o elaboro" "m mapa estelar baseado neles. / #omposição de mapas estelares te e in$#io, de .ato, "m s!#"lo antes, embora isso não signi.i5"e 5"e 2% nessa !po#a se delineassem as #onstelaç+es6 "m e*emplo disso são os rele os do per$odo Han. :oram os #hineses

tamb!m 5"e #riaram o m!todo Jbola e traçaJ para elaborar as #on.ig"raç+es das #onstelaç+es, ainda em "so ho2e em atlas #elestes pop"lares. Um dos mais admir% eis mapas estelares primiti os apare#e" no ano R^C d.C. 7aseado no mapa de ;ian No Fhi ?Chien No- Chih@, o Jastr=nomo realJ #hin(s do s!#"lo L d.C., a parti#"laridade digna de admiração não ! a s"a minA#ia - esta 2% era dispon$ el ha ia %rios s!#"los - nem s"a elaboração em tr(s #ores, para di.eren#iar as estrelas dos #at%logos dos astr=nomos 1hih 1hen, 9an De e 3" Hien, mas se" m!todo para mapear as estrelas. 1empre #onstit"i" "m grande problema representar #orretamente as estrelas em "ma s"per.$#ie plana, de ez 5"e elas são obser adas dentro de "ma es.era - e5"i ale a tentar representar a s"per.$#ie da )erra em "m plano. H% %rias maneiras de resol er essa di.i#"ldade, %rias .ormas de Jpro2eçãoJ, #omo 'tolome" sabia e e*pli#o" no s!#"lo II d.C. & 5"e s"rpreende" no D"nh"ang ?mapa estelar de ;ian NoFhi@ .oi a .orma de pro2eção6 "ma pro2eção -er#ator. Esse sistema ! amplamente empregado ho2e em dia em mapas e atlas> .oi #riado em QTSR d.C. pelo matem%ti#o e #artógra.o .lamengo 9erard"s -er#ator, seis s!#"los após o apare#imento do mapa estelar D"nh"ang. Não se sabe se -er#ator #onhe#ia esse trabalho #hin(s depois de R^C, de#erto essa pro2eção .oi amplamente "sada na China - mas o &#idente, de.initi amente, não tem prioridade nesse ass"nto, #omo 2% se imagino". & mapeamento do #!" tamb!m .oi e*e#"tado em globos e planis.!rios. Um planis.!rio ! "ma #arta #ir#"lar, o" 5"ase #ir#"lar, #om o pólo #eleste no #entro> trata-se da isão do globo #eleste #omo se o obser ador esti esse s"spenso sobre o pólo, o 5"e d% "ma pro2eção di.erente da de -er#ator. &s #hineses #onhe#iam tamb!m essa pro2eção, e se" planis.!rio mais importante apare#e" no s!#"lo HII, es#"lpido em pedra> mostra a o pólo, a e#l$pti#a, o e5"ador e as mans+es #elestiais e tamb!m "ma Jestrada bran#aJ da N"a, al!m de .orne#er in.ormaç+es #orretas sobre os e#lipses do 1ol e da N"a. /s erdadeiras #a"sas dos e#lipses - o e#lipse solar o#orre 5"ando a l"a se interp+e entre o sol e a )erra, e o e#lipse l"nar,

5"ando a N"a passa pelo #one de sombra da )erra - eram #onhe#idas por alg"ns #hineses "m mil(nio antes da elaboração do planis.!rio de pedra, embora, por alg"m tempo alg"ns .ilóso.os #hineses #ontin"assem a pre.erir "ma e*pli#ação seg"ndo a 5"al esses .en=menos dependiam do #res#imento e da dimin"ição das d"as .orças, Gin e Gang. Um globo #eleste em 5"e se representa am as estrelas ! "m dispositi o antigo6 era #onhe#ido pelos gregos e pode at! ser origin%rio da 7abil=nia. Um globo sólido, #om as estrelas nele desenhadas, seria en#ontrado na China no s!#"lo L d.C., ao tempo de Chien No- Chih. )al ez s"a #on#epção se2a anterior a essa !po#a, embora os #hineses tenham pensado 5"e "ma es.era armilar seria s".i#iente para atender as s"as ne#essidades. Uma es.era armilar #onsiste n"ma re"nião de an!is ?do latim armiliae@, #ada 5"al representando "m #$r#"lo da es.era #eleste, tal #omo a e#l$pti#a, o e5"ador, e assim por diante> a )erra ! #onsiderada o #entro do sistema. Em s"ma, ! "m es5"eleto do globo #eleste. 1e se grad"arem os an!is e se montar "ma barra #om isores, .i*a em "m anel mó el, a instr"mento pode ser "sado para medir posiç+es. )E&,I/1 /1),&Nb-IC/1 /ntes de dei*armos a astronomia primiti a #hinesa, ! importante #onsiderar se"s pontos de ista sobre o "ni erso #omo "m todo. Ha ia tr(s teorias prin#ipais, das 5"ais a primeira e mais antiga pare#e ter sido herdada da 7abil=nia. :oi #hamada de teoria de 9ai )ian ?aai )ien@, o" da J#Ap"la hemis.!ri#aJ , e era e*atamente o 5"e o nome indi#a6 "ma #Ap"la para o #!", #om a )erra sob ela, #er#ada por "m o#eano #ir#"lar. / seg"nda id!ia, a teoria de H"n )ian ?H"n )ien@, o" da Jes.era #elesteJ, embora posterior .oi #ont"do #onhe#ida desde o s!#"lo IL a.C. Um passo adiante em relação ao #on#eito da #Ap"la hemis.!ri#a era per.eito #omo des#rição de #omo o "ni erso apare#e> a ela est% asso#iada < id!ia de 5"e a própria )erra era "ma es.era. / ter#eira id!ia #hinesa, a teoria de H"an Ge ?Hs"an Geh@, o" do Jin.inito espaço azioJ, era a mais a ançada e imaginosa. U asso#iada a Chi -eng, 5"e i e" em alg"m per$odo d"rante a Altima

dinastia Han ?DT a DDC d.C@. 1eg"ndo esse ponto de ista, o #!" era azio e sem s"bstIn#ia... não tendo .ronteiras. & 1ol, a N"a e as estrelas .l"t"a am li remente no espaço. & 5"e os .azia mo er.se em s"as tra2etórias0 'ara responder a essa perg"nta os #hineses re#orreram ao #on#eito de J ento .orteJ, algo deri ado dos #on#eitos dao$stas e possi elmente originado das poderosas ra2adas de ar dos .oles "sados nas ."ndiç+es. Em todo #aso, toda essa teoria #onstit"$a "ma id!ia totalmente no a. De .ato, "m "ni erso in.inito e azio, #om #orpos .l"t"ando nesse espaço, dirigidos por .ortes entos o" não, era "m #on#eito m"ito a ançado, e não só por #oin#idir #om m"itos dos pontos de ista at"ais sobre o "ni erso, mas por ser menos restriti o 5"e o Ani#o o"tro #on#eito da !po#a, a r$gida #rença grega nas es.eras sólidas. Era "ma grandiosa isão do #osmo, e en#ora2o" os #hineses a desen ol er "ma perspe#ti a mais ampla da nat"reza #omo "m todo. in ,onan, C. História Il"strada da Ci(n#ia pela Cambridge Uni ersitO. ,io de Paneiro6 Fahar, QRMS

nstrumentos de Medi!"o &s #hineses "sa am "ma ampla ariedade de instr"mentos de obser ação, alg"ns semelhantes aos empregados por o"tras #i ilizaç+es, #omo o gn=mon ?haste erti#al@ e a es.era armilar. -ais tarde, orientados pelos %rabes, #onstr"$ram grandes instr"mentos astron=mi#os em al enaria. /ssim, em 9ao Cheng ?aao-#heng@, na pro $n#ia de Honan en#ontra-se a J)orre Fho" a"ng para se medir a alt"ra do 1olJ> trata-se de "ma torre de #er#a de QD metros de alt"ra, dotada de "ma es#ala horizontal em al enarIa de mais de BS metros de #omprimentos sobre a 5"al "m gn=mon de QD metros lança a "ma sombra. Constr"$da em QDES d.C., .oi resta"rada d"rante o per$odo -ing. -as nem todos os instr"mentos #hineses eram #ópias de aparelhos #riados por o"tras #i ilizaç+es. Eles próprios desen ol eram inAmeros instr"mentos. Um dos mais antigos era o medidor da sombra do gn=mon, peça grad"ada padrão

de 2ade o" terra#ota, para se #olo#ar sobre a sombra de "m gn=mon> essa peça de e datar do s!#"lo II d.C. &"tro era o medidor de #onstelação #ir#"mpolar, deri ado do dis#o de 2ade, #om "m ."ro #entral ?o pi@, aparelho 5"e podia ser "sado para en#ontrar o pólo #eleste, bem #omo identi.i#ar alg"mas das estrelas lo#alizadas pró*imo a esse ponto. 'odia ig"almente indi#ar os Ing"los em 5"e essas estrelas apare#iam, ."n#ionando assim, #omo "m instr"mento 5"e ser isse de re.er(n#ia a elas em relação <s s"as Jmans+es #elestesJ atra !s das obser aç+es das estrelas #ir#"mpolares Esses medidores e*istiam pelo menos desde o ano SCC e, possi elmente, QCCC a.C. &s #hineses se preo#"pa am tamb!m #om a medição do tempo importante a#essório da astronomia e aper.eiçoaram a #lepsidra, o relógio de %g"a. / #lepsidra não era "ma in enção #hinesa - s"as origens remontam < -esopotImia e ao Egito - mas os #hineses a trans.ormaram n"m instr"mento de maior pre#isão. Dotaram se"s tan5"es de %g"a de si.+es o" empregaram %rios tan5"es, "m alimentando o o"tro, o" ainda re#orreram aos dois m!todos n"m mesmo relógio para garantir "m .l"*o reg"lar de %g"a a 5"al5"er tempo. Criaram tamb!m "ma #lepsidra do tipo Jbalança romanaJ, #om o a"*$lio de re#ipientes para %g"a pend"rados nos braços de "ma balança apoiados pró*imo a "ma das e*tremidades ?"ma balança romana@ e, para medir #"rtos per$odos de tempo, #onstr"$ram pe5"enas balanças de 2ade e s"bstit"$ram a %g"a por mer#Ario. -as s"a #riação mais signi.i#ati a .oi "ma #lepsidra me#Ini#a dotada de "m Jes#apoJ. & es#apo - me#anismo 5"e permite 5"e a rotação de "m ei*o o#orra apenas a inter alos reg"lares, possibilitando 5"e "ma s!rie de engrenagens Jes#apeJ, apenas "m dente de #ada ez - ! a peça ital dos relógios me#Ini#os. :oi pro2etado pela primeira ez pelo monge e astr=nomo b"dista #hin(s I - Hing ?I-Hsing@ e pelo engenheiro Niang Ning Fan ?Niang Ne"ng- )a*am@, por olta de EDB d.C. Na China, s"a apli#ação astron=mi#a mais not% el o#orre" no s!#"lo HI #om o astr=nomo 1" 1"ng, 5"e #onstr"i" "ma grande Jtorre-relógioJ em aai.ong. Esta mar#a a o tempo e - m"ito mais importante em termos astron=mi#os - tinha no topo "ma es.era armilar a#ionada

pelo es#apo do relógio de %g"a, de modo 5"e seg"ia o mo imento aparente do 1ol e das estrelas no #!". No entanto, a torre-relógio de 1" não .oi a primeira estr"t"ra a ser e5"ipada #om "ma es.era armilar a#ionada por "m relógio. P% no s!#"lo LIII, Fhang Heng ?Chang Heng@ ha ia apli#ado o es#apo de I-Hing e Niang Ning- Fan #om o mesmo ob2eti o. /o 5"e pare#e, a id!ia não era .a#ilitar a obser ação ao se #riar "m instr"mento 5"e poderia retratar a"tomati#amente a rotação di%ria da abóbada #eleste, mas antes #riar "m padrão para se a.erir a rotação real ?obser ada em o"tra es.era armilar@. Dessa .orma, podiam-se obser ar .a#ilmente as dis#repIn#ias 5"e o#orressem no #!", as 5"ais o astr=nomo tinha obrigação de registrar. Em t"do isso os #hineses ante#iparam-se ao &#idente6 os relógios me#Ini#os não #hegaram < E"ropa antes do in$#io do s!#"lo HIL, sete#entos anos depois da in enção do es#apo na China, en5"anto os instr"mentos de obser ação #om a#ionamento me#Ini#o não .oram prod"zidos no &#idente antes do s!#"lo HLIII. & interesse dos #hineses pelas #oordenadas baseadas no e5"ador #eleste, em detrimento da e#l$pti#a, #omo se "sa a no &#idente, te e dois e.eitos. 'or "m lado, signi.i#a a 5"e as es.eras armilares #hinesas eram, m"itas ezes, mais simples 5"e as do &#idente, pois não tinham "m anel para representar a e#l$pti#a> e, mais importante, le o"-os a imaginar a Jmontagem e5"atorialJ. ;"ando se olha o #!", ele pare#e girar em torno do pólo, mas, "ma ez 5"e o pólo n"n#a est% a#ima da #abeça ?a não ser 5"e as obser aç+es se2am .eitas em "m dos pólos terrestres@, todos os #orpos #elestes pare#em des#re er "ma tra2etória #"r a atra !s do #!". 'ara a#ompanhar esse mo imento #om "m instr"mento de obser ação "m astrol%bio, por e*emplo - o obser ador de e gir%-lo em d"as direç+es, "ma para o lado, paralela ao horizonte, e a o"tra em linha reta, para #ima o" para bai*o. & 5"e os #hineses eri.i#aram, em alg"m momento do s!#"lo HIII d.C., .oi 5"e, #aso se in#linasse o ei*o do instr"mento para o lado, at! 5"e .i#asse alinhado #om o pólo #eleste, só seria ne#ess%rio "m mo imento para a#ompanhar o mo imento di%rio das estrelas. )al instr"mento, montado Je5"atorialmenteJ, ! o Jtor5"et"m e5"atorialJ de 9"o 1ho"- Fing

?a"o 1ho"- Ching@, de QDEC d.C. Embora a montagem e5"atorial sela "sada ho2e nos maiores teles#ópios do &#idente, ela não #hego" senão na Altima parte do s!#"lo HLI, para "m instr"mento armilar trezentos anos depois de se" apare#imento na China. in ,onan, C. História Il"strada da Ci(n#ia pela Cambridge Uni ersitO. ,io de Paneiro6 Fahar, QRMS

Ciências geográ#icas, geol$gicas e meteorol$gicas

1ismógra.o de Fhang Heng

9E&9,/:I/ Em geogra.ia, essa #on#epção ra#ional dos #hineses se re elo" no modo pelo 5"al en.rentaram o problema de mapear a )erra. No &#idente, ho" e "m hiato entre o tempo de 'tolome" e #er#a de Q^CC d.C., inter alo em 5"e o mapeamento e"rope" so.re" "m e#lipse 5"ase #ompleto. &s mapas do m"ndo tornaram-se e$#"lo de id!ias religiosas, apresenta am po"#a semelhança #om o m"ndo real, ao passo 5"e na China le a a-se adiante "ma tradição de mapeamento #ient$.i#o. No per$odo Han, #er#a de QCC d.C., Fhang Heng ?Chang Heng@ introd"zi" "m sistema de grade - sistema de linhas .ormando Ing"los retos "mas #om as o"tras - para espe#i.i#ar

as posiç+es geogr%.i#as de pontos importantes, e no per$odo )ang, o #res#imento do imp!rio .oi #on#omitante a "ma e*tensão do mapeamento pre#iso dentro de .ronteiras mais amplas. D"rante o reinado 1"ng, o mapeamento #ontin"o" .lores#endo, e prod"ziram-se dois mapas magn$.i#os no s!#"lo HII. /mbos eram es#"lpidos em pedra - "m deles #om "m 5"adri#"lado pre#iso - e eram tão e*atas 5"e podem ser #omparados aos modernos mapas. U interessante notar 5"e o norte esta a na parte s"perior, #on enção "ni ersalmente a#eita ho2e em dia, mas sing"lar na5"ele tempo. & #artógra.o #hin(s .oi Fh" 1i-7en ?Ch" 1s"- 'en@, 5"e trabalho" d"rante a dinastia mongol. Ele não somente .ez mapas magn$.i#os e pre#isos #omo tamb!m alerto" para o perigo de inserir pa$ses dos 5"ais não ha ia pro as detalhadas dispon$ eis, #onselho 5"e não .oi "ni ersalmente a#eito, mesmo na China. U tamb!m aos #hineses 5"e se de em os primeiros mapas em rele o. No per$odo 1"ng, eram .eitos de madeira, mas pare#iam ter tido origem m"ito antes do s!#"lo H. :oram "sados para .ins militares no per$odo Han, d"rante o s!#"lo I d.C., mas des#onhe#e-se s"a .inalidade original. -odelos em rele o de estat$sti#as pop"la#ionais eram "sados desde tempos remotos na China, e ha ia tamb!m Jin#ensórios #om #olinasJ - instr"mentos .eitos para 5"eimar in#enso, #om a .orma de montanhas sagradas - no s!#"lo I a.C.., os 5"ais tinham relação #om o b"dismo e, pro a elmente, #om o tao$smo6 tal ez tenham sido os pre#"rsores de mapas posteriores. 9E&N&9I/ / arte dos #hineses mostra 5"e eles tinham "ma a aliação m"ito #lara dos aspe#tos geológi#os. De .ato, os artistas #hineses eram e*tremamente .i!is < nat"reza, e, por #entenas de anos, g"ias para o delineamento de #olinas e montanhas, a.loramentos de ro#has e e*tens+es de %g"as .ig"ra am entre se"s man"ais. E, antes do s!#"lo HII d.C., o s%bio neo#on."#ianista Fh" Hi ?Ch" Hsi@ per#ebe" 5"e as montanhas ha iam-se ele ado de terras 5"e antes esta am sob o mar. Isso .oi algo 5"e não seria eri.i#ado na E"ropa at! o prin#$pio do s!#"lo HIH. -as Fh" Hi não .oi o primeiro a per#eber o

.ato, essa id!ia era #onhe#ida na China m"ito antes do s!#"lo HI de .ato, desde alg"m tempo entre os s!#"los II e LI. )"do indi#a 5"e os #hineses .oram os primeiros a re#onhe#er os .ósseis pelo 5"e eles são de .ato - restos de "m material 5"e 2% .oi i o. Certamente, eles esta am na ang"arda 5"anto < apre#iação da erdadeira nat"reza dos .ósseis de plantas. & #onhe#imento de pinheiros .ossilizados apare#e desde o s!#"lo III d.C., e, mais tarde, no s!#"lo HI, .oi des#oberto e des#rito "m .óssil de bamb", embora entre os dois tenha ha ido o"tras identi.i#aç+es, #on5"anto nem sempre #orretas, pois alg"mas ezes ho" e #on."são entre plantas .ossilizadas e ro#has #om eios de "m material semelhante a restos de plantas .ossilizadas. &s #hineses tamb!m re#onhe#eram animais .ossilizados. Nem sempre identi.i#a am #orretamente as esp!#ies> ho" e, por e*emplo, #on."são entre "m p%ssaro - a andorinha - e o mol"s#o e*tinto 1piri.er, pois as #on#has do mol"s#o eram m"ito pare#idas #om as asas do p%ssaro. J'ei*es de pedraJ eram re#onhe#idos desde o s!#"lo LI d.C. e des#ritas min"#iosamente, mas no s!#"lo I a.C. os #hineses ha iam re#onhe#ido os .ósseis #omo remanes#entes de #riat"ras i as, ponto de ista 5"e, embora tenha sido s"gerido por alg"ns gregos, .oi totalmente es5"e#ido o" ignorado no &#idente at! o ad ento da ,enas#ença. -E)E&,&N&9I/ & interesse dos #hineses pela nat"reza .$si#a do m"ndo e por a5"ilo 5"e a #ir#"nda a estim"lo"-os a .azer est"dos tanto sobre o tempo #omo sobre o #omportamento das mar!s. & tempo, #ertamente, dependia do #omportamento do #!" e da #ond"ta do go erno> a.inal, os .en=menos meteorológi#os o#orrem, sem dA ida, no #!", a#ima da )erra. Essa relação, assim #omo a administração do Estado, 5"e esta a s"bordinada <s #ondiç+es do tempo espe#iais e desastrosas, #omo #heias, ne as#as, se#as e assim por diante, le o" os #hineses a #riar "m amplo sistema de registros meteorológi#os. /ssim, embora a predição do tempo na China, bem #omo em todos os l"gares do m"ndo antigo e medie al, n"n#a tenha passado al!m do est%gio do #onhe#imento do tempo disseminado entre os #amponeses, se"s registros mere#em "ma atenção < parte. /

temperat"ra .oi reg"larmente registrada, ao menos no per$odo Han - não seg"ndo "ma es#ala termom!tri#a, logi#amente, pois essa só iria a apare#er no s!#"lo HLII, mas er+es e*#essi amente 5"entes e in ernos .rios eram anotados, e .orne#eram registros Ateis para os modernos metereologistas. Ch" as e entos eram tamb!m registrados no per$odo Chang, e e*istem registros desde QDQS a.C. 5"e .orne#em in.ormaç+es sobre #h" as, granizo ne e e ento, #om detalhes da 5"antidade de #h" as e da direção dos entos. Usa amse medidores de ne e - grandes gaiolas de bamb" #olo#adas ao lado de des.iladeiros e no alto de montanhas> os ."n#ion%rios de iam .azer relatórios ao go erno #entral para a2"dar a #al#"lar os reparos e trabalhos de man"tenção de di5"es e o"tras obras pAbli#as 5"e se .aziam ne#ess%rias. / a aliação da "midade não .oi es5"e#ida6 o primeiro higr=metro, instr"mento 5"e mede o gra" de "midade do ar, .oi in entado no s!#"lo II a.C.> media o #ar ão se#o e Amido e depois .azia-se a #omparação dos res"ltados. Como se podia pre er, o tro ão e o relImpago eram interpretados em termos de Gin e Gang, n"ma !po#a em 5"e não era poss$ el "ma e*pli#ação #ient$.i#a, mas o pensamento ra#ional #hin(s do .im do s!#"lo IL a.C. esta a bem #iente do #i#lo das %g"as. / id!ia de 5"e a #h" a #ai, e apora-se para .ormar as n" ens e retorna sob a .orma de #h" a era tamb!m #onhe#ida na 9r!#ia, no s!#"lo LI a.C., e assim, tal ez, esse tenha sido "m #aso de transmissão de id!ias, embora as di.i#"ldades de di."ndir in.ormaç+es na5"ela !po#a tornem isso po"#o pro % el. -"itos o"tros .en=menos meteorológi#os, o" aparentemente meteorológi#os, .oram obser ados e registrados pelos #hineses. /r#o-$ris e halos ao redor da N"a .oram notados, assim #omo halos e .alsos sóis - m"ito mais pitores#os - 5"e m"itas ezes são istos perto o" em torno do 1ol. Estes Altimos .oram obser ados "m mil(nio antes do primeiro registro #onhe#ido na E"ropa. E tamb!m as a"roras boreais .oram de idamente notadas e registradas desde o s!#"lo III a.C. -as o .en=meno pelo 5"al os #hineses pare#em ter mostrado o maior interesse .oi o mo imento das mar!s. & 5"e, sem dA ida, #hamo" parti#"larmente a atenção para esse ass"nto .oi a

#onsider% el amplit"de das mar!s 5"e a#orrem na China> h% "ma amplit"de de #er#a de B metros na desembo#ad"ra do Gang-ts!, na prima era, ao passo 5"e o rio ;ien )ang ?Chien-)ang@ apresenta pró*imo a Hang#hoV "ma pororo#a sem ig"al em 5"al5"er o"tra parte, e*#eto no /mazonas. Cer#a do s!#"lo II a.C., 2% ha ia "ma noção de 5"e a o#orr(n#ia de mar!s altas esta a diretamente rela#ionada #om a l"a #heia, mas não .oi senão dois s!#"los depois 5"e se eri.i#o" 5"e a N"a realmente in.l"en#ia a o mo imento das %g"as. No s!#"lo HI, per#ebe"-se 5"e o 1ol tamb!m desempenha a "m papel nesse .en=meno, en5"anto, po"#o após essa eri.i#ação, o engenheiro e astr=nomo 1hen a"a re#onhe#ia o 5"e #hamamos de Jestabele#imento do portoJ, 5"e ! o retardo da mar! alta de ido <s irreg"laridades da linha da #osta. /s id!ias dos #hineses sobre as mar!s de em ser istas em perspe#ti a. 'or olta de DCC a.C., o .ilóso.o grego /nt$gono de Caristo s"gerira 5"e a N"a e*er#ia a prin#ipal in.l"(n#ia sabre as mar!s, e est"dos gregos a respeito desses .en=menos eram anteriores aos dos #hineses. -as a E"ropa não desen ol e" essa teoria, e o re#onhe#imento do estabele#imento do porto só a#onte#e" "m s!#"lo depois de ha er s"rgido na China. No &#idente, a in.l"(n#ia da N"a nas mar!s não .oi #ompletamente a#eita at! 5"inhentos anos depois disso. No entanto, se os #hineses não .oram os primeiros a rela#ionar a N"a #om as mar!s, .oram os pioneiros na preparação de t%b"as de mar!s> s"a #ompilação sistem%ti#a desse .en=meno remonta pelo menos ao s!#"lo IH d.C. -INE,/N&9I/ Desde tempos m"ito antigos, as #i ilizaç+es sempre se interessaram por pedras, min!rios e minerais. &s #hineses não .oram di.erentes, mas deram "ma #ontrib"ição e*tra e aliosa. :oi amplamente re#onhe#ido 5"e os minerais se origina am de lentas modi.i#aç+es o#orridas na #rosta terrestre, e 5"e os me#anismos respons% eis por essas trans.ormaç+es en ol iam Je*alaç+esJ da )erra. /ristóteles s"geri" d"as delas - "ma, da "midade dentro da )erra e o"tra, da )erra se#a. &s #hineses ti eram "ma id!ia semelhante par olta da mesma !po#a, e ! tentador s"por 5"e ambas deri aram de "ma

.onte #om"m mais antiga, possi elmente a 7abil=nia. &s minerais eram #lassi.i#ados na China de a#ordo #om a d"reza, a #or, a apar(n#ia e o gosto. &s metais eram di.eren#iados das pedras. )amb!m se obser o", #omo )eo.rasto eri.i#ara, 5"e alg"ns podiam ser ."ndidos pelo #alor, o"tros, não. Na China tamb!m se de" atenção % asso#iação de #amadas de min!rio #om di.erentes esp!#ies de ro#has. Certamente, a mineralogia #hinesa .oi a"*iliada pelo espe#ial interesse nos minerais demonstrado pelos dao$stas, os 5"ais sempre espe#i.i#aram drogas .eitas de minerais, tanto 5"anto de egetais, .osse para a2"dar a prod"zir a imortalidade .$si#a, .osse para "m "so m!di#o mais ortodo*o. No &#idente, no s!#"lo II d.C., 9aleno op=s-se .irmemente a 5"al5"er droga 5"e não .osse preparada #om er as, mas na China não ha ia tais impedimentos. &s #hineses re#onhe#eram e "saram "ma s!rie de s"bstIn#ias minerais. & al"me era "sado #omo tint"ra e em %rios pro#essos ind"striais, bem #omo na medi#ina. Isso tamb!m o#orre" #om o sal amon$a#o ?#loreto de am=nia@ e, mais tarde, #om o bóra*. &s #hineses #onhe#iam e "sa am esse estranho mineral .ibroso, o amianto> sabiam ser a pedra de to5"e ?2aspe@ "m a"*iliar na an%lise do o"ro e da prata, e, e identemente, #onhe#iam as pedras pre#iosas. No entanto, ! estranho eri.i#ar 5"e, embora esti essem .amiliarizados #om os diamantes e ho" essem re#onhe#ido s"a d"reza, não os #onhe#iam #omo pedras #ortadas e polidas at! 5"e os port"g"eses as tro"*eram, no s!#"lo HLI. & mineral de#orati o #hin(s por e*#el(n#ia era o 2ade, "m sili#ato de sódio e al"m$nio. /pesar de s"a d"reza, 2% era es#"lpido no tempo dos 1hang, e mais tarde era #ortado #om o "so de abrasi os. Cortadores rotati os #ir#"lares esta am em "so no s!#"lo HII d.C., e pare#e pro % el 5"e tenham apare#ido m"ito antes disso. Uma interessante .a#eta da mineralogia #hinesa ! o 5"e ho2e #hamamos prospe#ção geobotIni#a e biogeo5"$mi#a. Nos tempos antigos, os mineiros lo#aliza am a presença de min!rios pela int"ição e e*peri(n#ia. Nota am o estado da terra, o apare#imento de #ertos a.loramentos de ro#has, e assim por diante. Entre os #hineses esses .atores tamb!m eram re#onhe#idos, por!m eles

obser aram 5"e #ertas plantas eram asso#iadas a determinados minerais6 "ma esp!#ie de #ebola indi#a a a presença de o"ro nas imediaç+es, o gengibre pren"n#ia a a e*ist(n#ia de estanho e #obre. Nota am #omo ho2e tamb!m 5"e as #ondiç+es das plantas eram importantes e, sabemos 5"e alg"mas esp!#ies de plantas realmente indi#am a presença de #ertos metais, podemos per#eber 5"e eles .oram os pioneiros em "ma t!#ni#a 5"e o"tros po os se5"er sonha am e*istir. De .ato, os #hineses sabiam 5"e alg"ns metais podiam ser e*tra$dos de #ertas plantas. 'ode-se admitir 5"e mineiros de o"tras #i ilizaç+es tamb!m esti essem #ientes desses .atos, mas não h% pro as disso. No &#idente, a prospe#ção era des#onhe#ida at! QSTC, o" mais tarde. 1I1-&N&9I/ / China #onstit"i "ma parte das grandes regi+es do m"ndo s"2eitas a terremotos, e, #omo poder$amos esperar, os #hineses g"ardaram e*tensos registros de todos os distArbios 5"e assolaram se" pa$s. / primeira #at%stro.e o#orre" em EMC a.C., 5"ando os #"rsos de tr(s rios .oram interrompidos ao passo 5"e o #on2"nto de registros mostra 5"e ho" e doze grandes abalos entre o .im do per$odo 1"ng e o in$#io do go erno man#h". Um dos piores terremotos da história o#orre" na China, no ano QBCB d.C., 5"ando morreram mais de MCC CCC pessoas. Embora os #hineses não tenham .eito progresso na #riação de "ma teoria dos terremotos, o"tra #i ilização antiga o" medie al tampo"#o o #onseg"i". -as os #hineses realmente t(m "ma rei indi#ação a .azer no #ampo da sismologia6 #onstr"$ram o antepassado do sismógra.o. 'ro2etada no prin#ipio do s!#"lo II d.C., por Fhang Heng ?Chang Heng@, esse J#ata- ento de terremotosJ #ont(m o elemento b%si#o de tal me#anismo6 "m p(nd"lo m"ito pesado 5"e, embora não se2a a.etado por pe5"enos distArbios o#orridos na s"per.$#ie, responde aos pro."ndos e ro"#os r"$dos de "m terremoto. & not% el instr"mento de Fhang Heng #onsistia em "ma 2arra de inho .eita de bronze, de D metros de diImetro, dotada de "ma tampa. Em torno do 2arro ha ia oito #abeças de dragão, #ada 5"al

#om "ma bola. No #hão, em torno do 2arro, eram #olo#ados oito sapos #om as bo#as abertas. D"rante "m tremor de terra, "ma das bo#as de dragão se abria e dei*a a #air a bola na bo#a do sapo. / lo#alização do dragão 5"e soltasse a bola indi#a a a direção de onde pro inha o tremor, e em seg"ida o aparelho se .e#ha a a"tomati#amente, para 5"e nenh"ma o"tra bola .osse solta> obtinha-se, então, "ma indi#ação permanente. & aparelho demonstro" ser Atil para o go erno, e h% pro as de 5"e registros semelhantes .oram .eitos em tempos posteriores. )ais instr"mentos pare#em ter sido #onhe#idos no &bser atório -araghah, na '!rsia, no s!#"lo HIII, mas, #omo esse obser atório esta a em #ontato $ntimo #om os #hineses, pare#e não ha er dA ida de 5"e os instr"mentos persas .oram importados da China.

in ,onan, C. História Il"strada da Ci(n#ia pela Cambridge Uni ersitO. ,io de Paneiro6 Fahar, QRMS

%&sica / .$si#a #hinesa n"n#a se preo#"po" #om %tomos o" teorias at=mi#as. No s!#"lo IL a.C., pare#e 5"e os mo$stas ti eram alg"ma in#linação nesse sentido e, no s!#"lo I d.C., o b"dismo tro"*e #onsigo id!ias at=mi#as, mas o panorama geral #hin(s se #on#entra a no #res#imento e dimin"ição mAt"a das d"as .orças, Gin e Gang. Era "m ponto de ista #$#li#o 5"e le a a a "m "ni erso permeado de #ont$n"as m"danças em .orma de ondas. Ho2e, na moderna #i(n#ia o#idental, o mo imento #$#li#o do tipo ond"latório ! parte da e*pli#ação 5"e damos para as m"danças 5"e o#orrem no "ni erso. Esse ! apenas "m aspe#to de "ma elaborada e poderosa teoria at=mi#a, mas isso não altera s"a importIn#ia no pensamento #ient$.i#o. U interessante, então, eri.i#ar 5"e, desde os tempos m"itos antigos, os #hineses tamb!m "saram "ma .orma de teoria ond"latória para 2"sti.i#ar as m"danças 5"e o#orrem por todo o m"ndo nat"ral> en5"anto Gin #res#ia, Gang dimin"$a, e depois,

en5"anto Gin dimin"$a, Gang #res#ia no amente. )ão poderoso ! esse #on#eito #hin(s 5"e alg"ns .$si#os at=mi#os modernos estão se oltando para as imagens #hinesas, n"ma tentati a de e*pli#ar s"as teorias do #omportamento das part$#"las s"bat=mi#as. &s #hineses tamb!m eram peritos em mediç+es pr%ti#as, #omo se de eria esperar, tal ez, de "ma nação 5"e .oi bem-s"#edida em todos os #ampos da engenharia. )inham "m sistema m!tri#o desde os tempos mais remotos, e eram pioneiros em m"itos dom$nios da est%ti#a - .orças, pesos, ala an#as, balanças, et#. -, pois os mo$stas da am #ontrib"iç+es aliosas nesse #ampo 2% no s!#"lo IL a.C. )entaram tamb!m lidar #om #orpos em mo imento, es.orço 5"e não #ontin"o" na China #omo o#orre" no &#idente, #om os primeiros est"dos do mo imento .eitos pelos gregos. /l!m disso, .oram os mo$stas 5"e #omeçaram o est"do da ópti#a na China, dis#"tindo sombras e notando, desde logo, o .ato de 5"e a l"z ia2a em linha reta. :izeram e*peri(n#ias tamb!m #om a J#Imara es#"raJ e sabiam #omo a imagem de "ma #ena distante se in erte 5"ando a l"z passa por "m pe5"eno b"ra#o. Entretanto, na China, #omo no m"ndo m"ç"lmano, a #Imara es#"ra só se .irmo" no s!#"lo LIII d.C. Espelhos planos e #=n#a os eram ob2etos de est"do, e os mo$stas #onhe#iam o 5"e ho2e se #hama de imagens JreaisJ e J irt"aisJ, .orne#idas pelos espelhas #=n#a as> em todas essas mat!rias eles pare#em ter sobrep"2ado os gregos, 5"e, #omo imos no Altimo #ap$t"lo, tinham alg"mas id!ias ."ndamentalmente erradas sobre l"z e isão. U erdade 5"e, 5"ase na mesma !po#a em 5"e os mo$stas desen ol iam se" trabalho na China, E"#lides, em /le*andria, es#re ia "ma s!rie de teoremas de ópti#a> mas se" est"do em relação a espelhos est% desapare#ido, e ! pro % el 5"e não tenha atingido o est%gio al#ançado pelos mo$stas de ido a #on#epç+es erradas pre ale#entes entre os gregos. Na China, espelhos #=n#a os 5"eimadores eram empregados na ida pr%ti#a, e no per$odo Han, grandes espelhos de metal eram de .ato #om"ns, mas #omo no &#idente, des#onhe#iam-se os espelhos de idro, eles seriam in entados apenas no s!#"lo HIH. &s #hineses esta am .amiliarizados tamb!m #om lentes 5"eimadoras. No s!#"lo H, moldaram lentes de %rias .ormas e sabiam 5"e, en5"anto

alg"mas a"menta am as imagens, o"tros podiam prod"zir "ma imagem red"zida ?lentes dimin"ti as@, embora isso não os ti esse le ado a "sar ó#"los o" a desen ol er "m teles#ópio. /s lentes #hinesas eram .eitas de #ristal de ro#ha 5"e o#orria nat"ralmente, embora pareça pro % el 5"e o idro tamb!m tenha sido "sado, ao menos do per$odo Han em diante, pois a China te e "ma indAstria de idro 2% no s!#"lo LI a.C. Em todas as #i ilizaç+es primiti as, a mAsi#a agi" #omo "m est$m"lo para o est"do do som, embora o gra" #ient$.i#o desse est"do dependesse das atit"des mentais a respeito de in estigaç+es dessa nat"reza> ele podia permane#er em "m n$ el p"ramente art$sti#o. -as na China, #omo na 9r!#ia, era "m est"do parti#"larmente oltado para "ma medição #"idadosa. Ha ia "ma di.erença, #ont"do6 en5"anto os gregos esta am interessados prin#ipalmente em analisar o som, os antigos #hineses tendiam a obser ar os rela#ionamentos, pois isso tinha a.inidade #om se" modo de pensar, mais de a#ordo #om s"a isão orgIni#a do "ni erso, onde t"do g"arda a alg"ma relação #om alg"ma o"tra #oisa. /ssim, en5"anto os gregos pro#"ra am des#obrir por 5"e a .orma de "ma .la"ta altera a a alt"ra de se" som, os #hineses esta am mais interessados em sons harmoniosos o", em termos modernos, em ressonIn#ias harmoniosas. )ais sons são o" idos, por e*emplo, 5"ando se tange "ma #orda de "m instr"mento m"si#al, transmitindo-se ibraç+es a o"tras #ordas. 'ara os #hineses, isso era meramente "m e*emplo de "m rela#ionamento nat"ral em "m m"ndo nat"ral> nada ha ia de mara ilhoso nisso. Uma ez 5"e as notas em 5"e as #ordas eram a.inadas mantinham "m rela#ionamento espe#$.i#o entre si, esta am orientadas para ter ressonIn#ias harmoniosas, pois essa era a .orma #omo o m"ndo esta a #onstr"$do. Na China, nos tempos mais primiti os, os sons tamb!m tinham rela#ionamentos não-#ient$.i#os> os #hineses "niam o som ao paladar e a #or em alg"mas #erim=nias religiosas. -as isso não e ito" 5"e se manti esse tamb!m "ma ati idade #ient$.i#a paralela. &s sons .oram #lassi.i#ados por timbre e por alt"ra, e se espe#i.i#aram %rias es#alas m"si#ais. Isso, por s"a ez, e*igia "ma

a.inação per.eita. )al .oi #onseg"ido, par#ialmente, pela ressonIn#ia> "m sino de idamente a.inado podia ser ir #omo padrão e .aria #om 5"e o"tro sino to#asse em ressonIn#ia 5"ando esti esse #orretamente a.inado. /l!m disso, asos #heios o" par#ialmente #heios #om 5"antidades espe#$.i#as de %g"a eram "sados #omo ressonadores para dar os tons padrão, e m"itas ezes se "sa am sinos para a2"dar a a.inar #ordas. Nada disso era e*#l"si o da China, mas o 5"e era pe#"liar nesse pa$s era a pre#isão obtida6 isso era par#ialmente de ido ao "so de sementes de painço #omo medida de #apa#idade de .la"tas de #alibres semelhantes, o 5"e pode ter deri ado de "m dese2o b%si#o de medir #apa#idades de re#ipientes de %rios tipos. -as, #ertamente do per$odo Han em diante, torno"-se "m m!todo padrão de a.inar .la"tas. &s #hineses tamb!m re#onhe#iam 5"e o som era "ma ibração6 não eram os Ani#os a pensar assim, mas #ertamente deram "ma #ontrib"ição espe#ial, e o res"ltado de se" trabalho #ient$.i#o sobre o som .oi a e ol"ção de "ma Jes#ala de ig"al a.inaçãoJ. Esse ! o tipo de es#ala adotado at"almente no &#idente> permite m"dança r%pida de "ma #ha e para o"tra :oi "sado - pode-se 5"ase dizer apresentado - por P. 1. 7a#h em se" Cra o bem temperado> tal es#ala era #omparati amente no a mesmo no prin#$pio do s!#"lo HLIII, tendo sido introd"zida no &#idente por olta de QSDC. Entretanto, era #onhe#ida e trabalhada na China por Fh" Fai G" ?Ch" )sai-G"@, em QTMT, e h% raz+es para se pensar 5"e a es#ala o#idental se origino" na China. De todos os trabalhos dos #hineses em .$si#a - e ! e idente 5"e esse .oi "m #ampo em 5"e eles deram m"itas #ontrib"iç+es importantes - o mais signi.i#ati o .oi a in enção da bAssola magn!ti#a. Esse .ato ! parti#"larmente interessante, pois ! "m primeiro e*emplo de os pro#essos de magia #ond"zirem a "ma des#oberta #ient$.i#a. /parentemente #omeço" no s!#"lo III a.C., #om o "so das pla#as dos adi inhos. Essas eram operadas por adi inhadores da sorte, preo#"pados #om os negó#ios de Estado, e #onsistiam em d"as partes, "ma s"perior e o"tra in.erior. / s"perior, 5"e representa a o #!", gira a em "m pino, sobre o dis#o in.erior, 5"e simboliza a a )erra. / pla#a s"perior tinha a #onstelação #ir#"mpolar norte da

9rande Ursa o" do /rado e ambas as pran#has eram mar#adas #om os Jpontos da bAssolaJ, o" direç+es, #om "m inter alo de QT gra"s entre si. 'ara a adi inhação, JpeçasJ 5"e simboliza am %rios ob2etos eram atiradas nas pla#as e o adi inho então lia o ."t"ro baseando-se em s"as posiç+es. Uma das peças simbóli#as tinha a .orma de "ma #olher, a 5"al simboliza a a Ursa. ,oda am rapidamente e, em #erta !po#a, não após o s!#"lo I d.C., essas #olheres rotati as s"bstit"$ram toda a parte s"perior da pla#a de adi inhação. /ssim #omo m"itas o"tras #i ilizaç+es primiti as, os #hineses #onhe#iam as propriedades magn!ti#as nat"rais da magnetita ?"ma .orma do ó*ido de .erra@, e nos tempos antigos, se" poder de atrair o .erro era #onsiderado m%gi#o. No seg"ndo o" no primeiro s!#"lo antes de Crista, isso le o" os adi inhos a "sar a magnetita para #on.e##ionar alg"mas das peças das pla#as de adi inhação, e a própria #olher passo" a ser prod"zida #om esse material. Nogo depois, assim 5"e a #olher passo" a s"bstit"ir a pla#a do J#!"J, s"a posição, 5"e agora .i#a a no #entro da pla#a, #on en#e" os adi inhos de 5"e era erdadeiramente "m ob2eto m%gi#o, pois se" #abo aponta a sempre na mesma direção, e passo" a ser #onhe#ida #omo a J#olher 5"e aponta para o s"lJ. Certamente, tal #olher se mo ia aos tran#os - a .ri#ção se en#arrega a disso -, e assim se in#remento" a pr%ti#a de .azer a #olher de madeira #om "ma peça de magnetita em se" interior6 mais tarde, despida 2% dos #ontornos de "ma #olher, passo" a ser montada sobre "m pino o" #olo#ada boiando na %g"a. Essa .oi a ess(n#ia da bAssola magn!ti#a, 5"e aponta a para o s"l em ez de para o norte, 5"e se torno" "m ob2eto .amiliar no s!#"lo I d.C. No s!#"lo LI, os #hineses des#obriram 5"e pe5"enas ag"lhas de .erro podiam ser magnetizadas #aso .ossem es.regadas #om "m pedaço de magnetita e, mais tarde, per#eberam 5"e era poss$ el magnetizar o .erro a5"e#endo-o ao r"bro e depois es.riando-o, en5"anto se mantinha o .erro estendido na direção s"l - norte. / bAssola magn!ti#a Jm%gi#aJ .oi "sada ini#ialmente na #onstr"ção de obras pAbli#as e edi.$#ios pri ados. )empos depois, .oi adotada pelos marinheiros e era #om"m nos na ios #hineses tal ez desde o

s!#"lo H e, #ertamente no s!#"lo HI> se" "so pelos #hineses para a na egação pre#ede", assim, s"a adoção no &#idente em pelo menos #em anos. -as isso não ! t"do. / "tilização da ag"lha magn!ti#a tro"*e maIor pre#isão na obser ação das direç+es magn!ti#as e, desde a dinastia )ang, le o" os #hineses a des#obrirem 5"e o norte e o s"l magn!ti#os não #oin#idem #om o norte e o s"l geogr%.i#os, des#oberta 5"e não .oi .eita no &#idente senão após mais de sete#entos anos. in ,onan, C. História Il"strada da Ci(n#ia pela Cambridge Uni ersitO. ,io de Paneiro6 Fahar, QRMS

'u&mica Como dis#iplina #ient$.i#a, a 5"$mi#a ! "ma mat!ria bastante re#ente> só no &#idente, no s!#"lo LII, ! 5"e a 5"$mi#a #ient$.i#a se desen ol e", e se passo" "m s!#"lo para 5"e ela atingisse a China. /o longo do tempo, #ertamente, os #hineses ad5"iriram "ma enorme 5"antidade de #onhe#imentos de 5"$mi#a pr%ti#a, #omo o .izeram os po os de o"tras #i ilizaç+es, e esse #onhe#imento não de e ser desprezado. Com s"as t!#ni#as e s"as apli#aç+es < medi#ina, ele .ormo" "ma base essen#ial sem a 5"al a #i(n#ia da 5"$mi#a n"n#a se teria desen ol ido. / 5"$mi#a #hinesa primiti a - o" tal ez de (ssemos #ham%-la Jproto5"$mi#aJ o" at! mesmo Jal5"imiaJ, embora tenha "ltrapassado esse est%gio - de" "ma s!rie de #ontrib"iç+es aliosas ao #onhe#imento b%si#o da5"ilo 5"e iria a ser a #i(n#ia 5"$mi#a. Começo", #omo pro a elmente em todos os o"tros l"gares, #omo "m desen ol imento da arte de #ozinhar, mostrando-se "m est"do m"ito ade5"ado aos dao$stas> tinha "m lado m$sti#o, pelo menos do modo #omo a prati#a am e lhes permitia não só .iloso.ar, #omo tamb!m "sar as mãos / 5"$mi#a nada mais ! 5"e "ma #i(n#ia pr%ti#a, de laboratório, e o trabalho pr%ti#o 5"e e*igia signi.i#a a 5"e os dao$stas podiam demonstrar #laramente a di.erença e*istente entre s"as perspe#ti as e as dos #on."#ionistas, 5"e

adota am "ma post"ra de s"perioridade em relação a todas as pr%ti#as artesanais. -as ha ia mais do 5"e isso. & prin#ipal ob2eti o dos dao$stas era a b"s#a da imortalidade .$si#a> pro#"ra am meios pelos 5"ais p"dessem impedir o en elhe#imento. 'ara #onseg"ir isso, ad oga am "ma s!rie de m!todos, 5"e in#l"$am gin%sti#as, e*er#$#ios respiratórios e o "so de rem!dios espe#iais, m"itas ezes preparados #om min!rios. Dedi#a am espe#ial atenção ao modo #omo os #orpos eram enterrados. / imortalidade sempre lhes es#apo", mas, na s"a pro#"ra, re"niram m"ito #onhe#imento de 5"$mi#a. Um aspe#to disso re elo"-se n"m trabalho ar5"eológi#o re#entemente realizado na China. /s es#a aç+es de "m tAm"lo em Honan tro"*eram < l"z "m sar#ó.ago 5"e, 5"ando aberto, mostro" #onter o #orpo de "ma m"lher, a Jsenhora de )aiJ. Embora ela ti esse morrido por olta de QMS a.C. mais de D CCC anos antes - o #orpo pare#ia o de "ma pessoa #"2a morte ti esse o#orrido h% apenas "ma semana o" po"#o mais> a #arne, por e*emplo, ainda se mostra a s".i#ientemente el%sti#a para retornar ao normal depois de pressionada. & #orpo não esta a, por!m, embalsamado, m"mi.i#ado, #"rtido, o" mesmo #ongelado> s"a preser ação se de ia a "m l$5"ido de #or marrom, #ontendo s"l."reto de mer#Ario, mantido dentro de "m sar#ó.ago 5"e esta a, par s"a ez, dentro de o"tro, .ortemente selada #om #amadas de #ar ão e argila bran#a pega2osa. & ar nos sar#ó.agos era #onstit"$do prin#ipalmente de metano e esta a sob alg"ma pressão. /ssim, o sep"ltamento preser o" o #orpo no 5"e ho2e #hamar$amos de #ondiç+es anaeróbi#as> ele esta a hermeti#amente .e#hado e imperme% el < %g"a, e a #Imara mort"%ria garanti" 5"e a temperat"ra se manti esse razoa elmente #onstante a #er#a de QB gra"s. H% m"itas lendas sobre dao$stas 5"e realmente #onseg"iram manter a integridade do #orpo, e pro as obtidas #om a es#a ação de Honan tornam #laro 5"e nem todas são mitos> o #onhe#imento da preser ação 5"$mi#a se en#ontra a em "m estado e identemente adiantado, mesmo no s!#"lo II a.C. /o prati#arem s"a m$sti#a al5"imia, os dao$stas esta am em sintonia #om os proto5"$mi#os de /le*andria, da Índia e, na erdade, de todas as #i ilizaç+es em 5"e se .aziam tentati as não

apenas de in estigar a 5"$mi#a das s"bstIn#ias nat"rais, mas tamb!m de trans.ormar metais ordin%rios e ab"ndantes em o"ro, 5"e era não só mais raro, #omo m"ito mais bonito. / pala ra Jal5"imiaJ #ertamente deri a do %rabe, mas, o 5"e ! m"ito interessante, o próprio %rabe deri o" do #hin(s, e não do grego, do eg$p#io o" mesmo do hebrai#o, #omo se pensa a anteriormente. &s dao$stas, então, podem ter tido in.l"(n#ias m"ito al!m de se"s #$r#"los imediatos> a ati idade al5"imista geral, 5"e en#ontramos em toda parte - "ma ati idade 5"e adoto" "ma isão JorgIni#aJ de m"itas s"bstIn#ias, 5"e #on#ebe" e*peri(n#ias #omo #ópias de s"a gestação no Atero da )erra -, pode ter de ido algo a eles. Era #ertamente "ma perspe#ti a 5"e se adapta a bem < isão #hinesa do "ni erso #omo "m organismo. -as os dao$stas tamb!m .oram a"*iliados por o"tros aspe#tos da .iloso.ia #hinesa> a teoria dos #in#o elementos a2"do"-os a #lassi.i#ar %rias s"bstIn#ias e a .azer e*peri(n#ias apropriadas #om elas, en5"anto a do"trina das d"as .orças os le o" a "ma id!ia de .l"*o e re.l"*o, a "m sentido de m"dança #$#li#a em 5"e, assim 5"e "m pro#esso atinge a se" ponto m%*imo, se" oposto de e #omeçar a se a.irmar. 1"as e*peri(n#ias le aram-nos a pro2etar "ma ariedade de aparelhos 5"$mi#os espe#iais, 5"e in#l"$am artigos #omo .ornos e .ornalhas espe#iais, assim #omo asos nos 5"ais as reaç+es 5"$mi#as podiam pro#essar-se em #ondiç+es de isolamento. -"itas ezes tais reaç+es signi.i#a am o estabele#imento de altas press+es, e .re5Kentemente se "sa am re#ipientes de metal resistente, m"itas ezes en oltos em arames para e itar 5"e toda a retorta iesse a e*plodir. E, embora os #hineses n"n#a tenham in entado term=metros propriamente ditos, se"s al5"imistas e proto5"$mi#os #ertamente sabiam da importIn#ia de alg"mas reaç+es se realizarem sob #erto #alor> por isso, #riaram banhos de %g"a e o"tros estabilizadores de temperat"ra. 7alanças romanas eram "sadas para a pesagem e - o 5"e era m"ito engenhoso - "tiliza amse de t"b"laç+es de bamb" para ligar "ma peça do aparelho a o"tra. )al ez, por!m, a peça mais signi.i#ati a tenha sido o alambi5"e. Deri a a, basi#amente do pote de #ozimento neol$ti#o, o li. )inha

tr(s pernas o#as> mais tarde desen ol e"-se em "m tipo espe#ial de aso d"plo de apor, o zeng ?tseng@, 5"e tinha, #om e.eito, "m seg"ndo aso montado sobre o primeiro, separado por "ma grade per."rada. 'ara .inalidades 5"$mi#as, o seg"ndo aso era en olto por "m re#ipiente #om %g"a para res.riamento, de tal .orma 5"e as s"bstan#ias e aporadas se es.ria am e se #ondensa am em seg"ida> gote2a am, então, sendo #oletadas em "ma pe5"ena *$#ara. Esse desenho, 5"e .oi "sado por toda a 8sia &riental, era di.erente do tipo de alambi5"e empregado em /le*andria> nesse #aso, o material destilado era trazido para .ora, por "m t"bo, para "m aso #oletor> o res.riamento 5"e de ia o#orrer era #onseg"ido apenas pelo ar 5"e #ir#"la a em torno do t"bo e*terior. & desenho b%si#o do alambi5"e #hin(s ! por nós empregado, ho2e em dia, no moderno alambi5"e mole#"lar, "sado para a e*tração de pe5"enas 5"antidades de #ompostos #omple*os, mas pode ter sido "m aper.eiçoamento do tipo ale*andrino o" helen$sti#o. Este Altimo data de alg"m tempo antes do ano BCC d.C., en5"anto o #hin(s .oi #riado, pro a elmente, no s!#"lo IL d.C., embora possa ser anterior a essa !po#a. & 5"e não dei*a dA ida, por!m, ! 5"e a destilação era amplamente prati#ada na China do s!#"lo LII, d"rante o per$odo )ang. /l!m disso, o res.riamento imediato do material destilado, 5"e o alambi5"e #hin(s #onseg"ia, era importante 5"imi#amente> tal pro#esso de res.riamento só se torno" dispon$ el no &#idente 5"atro#entos o" 5"inhentos anos mais tarde. Uma das t!#ni#as do alambi5"e #hin(s "tilizada pelos proto5"$mi#os era a destilação do %l#ool> para isso, ! imperati o "m sistema de res.riamento, #aso #ontr%rio o %l#ool se perde. Eles tamb!m prati#a am "m pro#esso espe#ial de #ongelamento> trata a-se de "m m!todo em 5"e se #ongela a a %g"a para dei*ar li re o %l#ool. Essa t!#ni#a, 5"e não e*ige o alambi5"e, prod"z "ma .orma de %l#ool m"ito #on#entrada, 5"e os #hineses pare#em ter #onhe#ido 2% no s!#"lo II a.C. Com o passar do tempo, os #onhe#imentos de 5"$mi#a .oram se a#"m"lando. /lg"ns minerais eram preparados em .ormas apropriadas para "so medi#inal - os s"l.etos de ars(ni#o eram "m

e*emplo disso - o 5"e represento" "ma grande ante#ipação em relação ao se" "so no &#idente, onde os minerais não .oram "sados em tratamentos m!di#os antes do s!#"lo HLI. Ind"strialmente, os #hineses tornaram-se peritos na e*tração do #obre pela pre#ipitação desse metal #om sol"ç+es, e tamb!m "saram "m tipo .ra#o de %#ido n$tri#o para obter s"bstIn#ias insolA eis #om #ondiç+es normais. Esse trabalho #olo#o"-os em #ontato #om o nitrato de pot%ssio, o" salitre, 5"e "saram em e*peri(n#ias em #ombinaç+es #om o #ar ão e o en*o.re, s"bstIn#ia 5"e 2% era #onhe#ida h% m"ito tempo. /s e*peri(n#ias podem ter sido .eitas e pro a elmente o .oram - #om o propósito de obter "m eli*ir 5"e a2"dasse a #onseg"ir a imortalidade, mas, 5"al5"er 5"e tenha sido a .inalidade ini#ial, le aram os #hineses < des#oberta da pól ora. Esta era "sada em .ogos de arti.$#io e para .ins militares, tendo sido empregada em #ombate pela primeira ez no s!#"lo H, d"rante "m per$odo em 5"e o pa$s esta a no amente di idido em .a#ç+es g"erreiras. D"rante os d"zentos anos seg"intes, ela tomo" parte, reg"larmente, em aç+es militares na China, mas não se torno" #onhe#ida .ora desse pa$s at! o s!#"lo HIII, 5"ando .oi "sada no m"ndo m"ç"lmano> #hego" < E"ropa no s!#"lo HIL. Então, 5"e podemos dizer, em s"ma, da 5"$mi#a #hinesa0 Em se"s aspe#tos mais m$sti#os e m%gi#os, abri" #aminho para a des#oberta de m!todos sem paralelo para a preser ação dos mortos e, em se"s aspe#tos mais pr%ti#os, tro"*e a anços ind"striais, militares e m!di#os. Cienti.i#amente, os #hineses tamb!m deram not% eis passas < .rente, pois m"ito #edo #ompreenderam 5"e as reaç+es 5"$mi#as podiam pro er não só mist"ras #omo tamb!m s"bstIn#ias totalmente no as, en5"anto se"s proto5"$mi#os tamb!m desen ol eram tabelas de s"bstIn#ias e o #onhe#imento do modo pelo 5"al reagiam, ante#ipando-se assim < id!ia o#idental da a.inidade 5"$mi#a, 5"e e ol"i" no s!#"lo HLII. /l!m disso, a 5"$mi#a #hinesa pare#e ter #ontrib"$do m"ito em mat!ria de pesar e medir as proporç+es das s"bstIn#ias 5"e toma am parte nas reaç+es e, assim, os #hineses obti eram alg"ma per#epção da5"ilo 5"e os 5"$mi#os modernos #hamariam de #ombinação de pesos e proporç+es, importante aspe#to da pes5"isa moderna. /l!m disso,

s"a preo#"pação #om a pre#isão iria #ontrib"ir para o nas#imento da 5"$mi#a moderna. in ,onan, C. História Il"strada da Ci(n#ia pela Cambridge Uni ersitO. ,io de Paneiro6 Fahar, QRMS

Biologia e Ciência Agr&cola Chinesa -"ita pes5"isa ainda pre#isa ser .eita sobre as #i(n#ias biológi#as na China, mas, .elizmente, 2% se disp+e de bastante in.ormação para 5"e se possa apre#iar alg"ma #oisa do 5"e os #hineses #onseg"iram. Eles tinham, nat"ralmente, "ma ariedade m"ito grande de animais em se" asto território, in#l"si e esp!#ies raras #omo o panda e a salamandra gigante, e tamb!m o gibão. Desde #edo eles 2% sabiam da importIn#ia de "ma #riação seleti a> assim #riaram o bA.alo, 5"e era "sado para arar os #ampos ma#ios, e, para "ma #lasse so#ial mais ele ada, o #ão pe5"in(s e "ma grande ariedade de pei*es do"rados. &s #hineses se interessa am por #a alos> #riaram o p=nei mongol, e o imperador 3" )i persisti" em s"a #on5"ista de :ergana ?at"al região do Uzbe5"istão, na U,11@ a .im de #apt"rar alg"ns #a alos Js"or-de-sang"eJ. Eram e*#elentes #a alos, possi elmente antepassados dos .amosos #a alos %rabes, mas eram in.e#tados por "m parasita 5"e #a"sa a hemorragia na pele> o imperador os 5"eria mais por moti as m$sti#os do 5"e para e5"ipar s"a #a alaria. &s #hineses es#re eram m"ito sobre animais, e h% m"itas des#riç+es sobre eles, espe#ialmente nas di ersas en#i#lop!dias 5"e .oram #ompiladas do s!#"lo IL a.C. em diante, e tamb!m n"m tipo espe#ial de literat"ra 5"e pode ser mais ade5"adamente #hamada de histórias nat"rais .arma#("ti#as. Estas #omeçaram dois s!#"los mais tarde e des#re eram o #res#ente #onhe#imento dos #hineses sobre o m"ndo nat"ral. Ha ia tamb!m pe5"enos pan.letos sobre animais espe#$.i#os e, nat"ralmente, essas #riat"ras parti#"larmente asso#iadas aos #hineses, o bi#ho-da-seda. Estes .oram #riados da !po#a 1hang ?#er#a de QTCC a.C.@ em diante,

embora não tenha sido senão "m po"#o mais tarde, na dinastia Fho", 5"e se ini#io" "m programa de #riação bem-organizado, o 5"al se mante e #omo monopólio #hin(s at! meados do s!#"lo LI d.C., 5"ando se"s segredos .oram ro"bados da China e introd"zidos na E"ropa. Entretanto, o bi#ho-da-seda não .oi o Ani#o inseto domesti#ado pelos #hineses. Em 1i#h"an, #riaram-se insetos es#amados 5"e i iam em .rei*os, pois esses insetos são #obertos de es#amas #erosas bran#as, en5"anto a .(mea tamb!m segrega #era. Essa #era era "sada na medi#ina, bem #omo na .abri#ação de elas. &"tros insetos es#amados, #omo a #o#honilha, eram #riados por #a"sa do material #orante 5"e prod"ziam, de "tilidade na tint"raria. Na erdade, os #hineses pare#em ter tido espe#ial predileção pelos insetos. Cria am grilos por esporte, mantendo-os em gaiolas e soltando-os para l"tar, de modo m"ito semelhante < briga de galos. E, nat"ralmente, tamb!m #ria am abelhas, embora o mel obtido .osse "sado prin#ipalmente para .inalidades m!di#as. -as ind"bita elmente, o "so mais e*traordin%rio dos insetos tinha #omo .inalidade proteger as plantaç+es da de astação por o"tras pragas. Um li ro es#rito no s!#"lo III d.C., des#re e #omo, no s"l, os prod"tores de #$tri#os pend"ra am sa#olas de .ormigas em s"as %r ores #omo proteção #ontra aranhas, a#arinos e o"tras pragas. Esse ! o primeiro e*emplo #onhe#ido de proteção biológi#a de plantas, e não h% dA ida sobre s"ma e.i#%#ia> a esp!#ie de .ormiga .oi agora identi.i#ada e a pr%ti#a #ontin"a at! ho2e. & est"do das plantas pelos #hineses .oi pelo menos tão e*tenso 5"anto o se" trabalho #om os animais, e te e #ontin"idade. No m"ndo o#idental, ho" e po"#o desen ol imento depois dos gregos, at! a !po#a da ,enas#ença, mas na China não o#orre" tal hiato. E, al!m disso, os #hineses ti eram a antagem de poss"ir "ma ariedade de plantas imensamente mais ri#a do 5"e a5"ela de 5"e disp"nham os botIni#os o#identais - das .lorestas de #on$.eras no norte, <s .lorestas de#$d"as e regi+es .lorestais bem ao s"l, assim #omo %reas des!rti#as e #obertas de arb"stos. E, se isso não .osse s".i#iente, os botIni#os #hineses eram estim"lados em se"s est"dos pelo go erno, pois os b"ro#ratas tinham mais 5"e "m interesse

passageiro no "so da terra e pre#isa am #onhe#er as di.erentes esp!#ies de plantas e %r ores e os ambientes em 5"e elas melhor .lores#iam. 'or o"tro lado, essa pol$ti#a en#ora2o" os #hineses a .azer "m est"do #"idadoso dos solos, o 5"e não te e paralelo entre as #i ilizaç+es mediterrIneas. )al est"do #omeço" #edo na China, pois #ondiç+es de solo eram des#ritas por olta do s!#"lo IL a.C, e h% indi#aç+es de 5"e "ma primiti a #i(n#ia do solo 2% e*istia trezentos anos antes. 'or toda a s"a história, os #hineses ti eram 5"e en.rentar os problemas res"ltantes de "ma pop"lação grande e em #ont$n"o #res#imento. Isso a.eto" s"a agri#"lt"ra, bem #omo a botIni#a, pois en#ora2o" plantios de prod"tos agr$#olas em regi+es di.erentes de se" habitat normal, e at! mesmo a #riação de .am$lias de plantas 5"e seriam "m s"#esso em #ondiç+es di.erentes. -"ito trabalho Atil .oi realizado nesse #ampo do s!#"lo H ao s!#"lo HIL d.C. &"tro est"do, pro o#ado pelo perigo sempre presente da .ome em alg"mas regi+es, .oi o 5"e ! #onhe#ido, m"itas ezes, #omo o Jmo imento aliment$#ioJ. Cobrindo o per$odo 5"e ai do s!#"lo HIL ao s!#"lo HLII, esse mo imento est"do" a ação a ser desen ol ida sob #ondiç+es de .ome. En.rento" o problema rela#ionando e des#re endo em detalhes todas as plantas sel agens 5"e podiam ser "tilizadas #omo alimento e .oi, n"m sentido m"ito real, "m pre#"rsor de todas as tentati as 5"e ho2e são .eitas para ampliar as .ontes nat"rais dos s"primentos de alimento para a h"manidade. &s do#"mentos desse mo imento .aziam parte de "ma literat"ra botIni#a de maior amplit"de 5"e os #hineses prod"ziram. & material botIni#o apare#ia em s"as en#i#lop!dias e nas histórias nat"rais .arma#("ti#as 2% men#ionadas, mas ha ia tamb!m, #omo no #aso da zoologia, "ma s!rie de trabalhos espe#$.i#os sobre determinadas plantas, e*#edendo de m"ito os trabalhos a respeito de %rios animais. Nat"ralmente isso de e"-se, em parte, < grande ne#essidade de detalhes sobre plantas 5"e podiam ser "sadas na medi#ina. ;"ando as pala ras impressas se tornaram dispon$ eis na China, a partir do s!#"lo IH, os te*tos se m"ltipli#aram e, trezentos anos depois -5"ando amad"re#e" a arte de preparar blo#os de madeira para il"straç+es - passaram a #onter il"straç+es #"idadosas

e pre#isas das esp!#ies de plantas. / botIni#a #ient$.i#a pre#isa de "m sistema de #lassi.i#ação das plantas, #omo eremos ao e*aminar o trabalho de Nine" na E"ropa do s!#"lo HLIII, mas alg"ns passos importantes, ao longo desse tra2eto, .oram dados na China m"ito antes disso. / l$ng"a #hinesa, por si mesma, .oi grandemente respons% el por isso6 nos tempos primiti os, os s$mbolos pi#tóri#os prestaram-se para representar ob2etos #omo tron#os, galhos e #a"les, assim #omo %rias esp!#ies de .olhas e at! de .r"tos, e, 5"ando esses s$mbolos se trans.ormaram nos ideogramas do #hin(s es#rito, tal .a#ilidade não se perde". No os sinais .oram in entados 5"ando ne#ess%rio, e os #hineses n"n#a ti eram de re#orrer a o"tra l$ng"a, #omo os botIni#os o#identais pre#isaram .azer mais tarde6 de .ato, eles não poss"$am "ma l$ng"a JmortaJ de 5"e se p"dessem aler. )"do isso signi.i#a 5"e os nomes botIni#os apare#eram nat"ralmente> ha ia, ! #laro, nomes "lgares, mas, desde o s!#"lo III a.C., os #hineses 2% #lassi.i#a am as plantas #om nomes #ient$.i#os de d"as pala ras. Isso os a"*ilio" em s"a habilidade de #lassi.i#ar e re#onhe#er .am$lias nat"rais de plantas de modo não m"ita di.erente do 5"e era "sado no &#idente. & maior de todos os a"tores botIni#os #hineses, Ni 1hi-Fhen ?Ni 1hih-Chen@, nas#e" em QTQM e trabalho" d"rante a dinastia -ing. Homem letrado e de s%bios pontos de ista, em QTMB, aos setenta anos, de" os reto5"es .inais em "ma enorme história nat"ral .arma#("ti#a ?a 9rande .arma#op!ia@, na 5"al apresento" todos os .atos 5"e #onhe#ia, a#ompanhados por "ma #"idadosa a aliação #r$ti#a> ele de" se" nome #ient$.i#o pre.erido a #ada "ma das plantas men#ionadas, seg"ido por "ma lista de o"tros nomes, e nisso realmente se ante#ipo" < nomen#lat"ra moderna. &s #hineses eram tamb!m grandes #"lti adores de .lores de 2ardim, e m"itas das 5"e ho2e en.eitam os 2ardins o#identais se de em < China, #omo a rosa, o #risIntemo e a pe=nia. 'ara os #hineses, o 2ardim era "m l"gar de 5"iet"de e #ontemplação, e era plane2ado e #"lti ado le ando-se isso em #onsideração. Entretanto, .oi por s"as t!#ni#as de 2ardinagem 5"e os #hineses .oram m"itas ezes #riti#ados, ao menos no 5"e diz respeito < agri#"lt"ra> mas, se os

m!todos 5"e "sa am para prod"ção de alimentos em larga es#ala pare#iam mais apropriados para a 2ardinagem do 5"e para a la o"ra, isso lhes de" #ertas antagens no 5"e se re.ere ao #"lti o intensi o. 'ois a ne#essidade 5"e tinham de prod"zir grandes 5"antidades de alimentos le o"-os a empregar m!todos 5"e, do per$odo Han em diante, prod"ziram "m rendimento por %rea m"ito s"perior a 5"al5"er #i.ra #onhe#ida no &#idente. Isso era, em parte, de ido ao .ato de a plantação ser .eita de tal .orma 5"e se podia al#ançar #ada planta e lhe dar atenção indi id"al, en5"anto no s"l da China, d"rante o .im do per$odo Han, a semente era plantada em sementeiras, seg"indo-se o transplante no tempo de ido. :azia-se, nat"ralmente, grande "so da irrigação, e em torno dos tan5"es de irrigação para o arroz, #"lti a am-se plantas ma#ias, #omo #astanheiros a5"%ti#os, .ei2+es e pepinos, e se #ria am patos. /l!m disso, planta am amoreiras para a #"lt"ra do bi#ho-da-seda e, < s"a sombra, os bA.alos pasta am r"idosamente, ni elando o #hão e tornando-o .irme #om s"as passadas. Nada se perdia. &s #hineses tamb!m prati#a am a rotação de #"lt"ras. Di.erentemente dos romanos, 5"e dei*a am o #hão des#ansar a anos alternados, os #hineses, depois do per$odo Han, só "tiliza am esse m!todo #omo Altimo re#"rso. &s e*#rementos h"manos, assim #omo os de animais, ser iam #omo .ertilizantes, en5"anto se "sa a tamb!m a lama dragada do Gang-ts!. Com o #res#imento da pop"lação, a demanda por terras se torno" mais intensa, e do s!#"lo IH ao s!#"lo HIII d.C., "tilizo"-se a t!#ni#a de terraços, e os lagos .oram drenados e #ir#"ndados por m"ralhas de terra - t!#ni#a "sada mais tarde na E"ropa, #om grande s"#esso, pelos holandeses -- ao mesmo tempo em 5"e se "sa am balsas de bamb" #obertas #om plantas a5"%ti#as e terra #omo meio adi#ional de a"mentar a %rea de #"lti o. /pesar de t"do isso, os #hineses não eram a essos < importação de no as #"lt"ras de pa$ses izinhos> o trigo e a #e ada .oram antigas importaç+es da 8sia &#idental> do s!#"lo LI ao s!#"lo LIII d.C., ha ia algodão da Índia, e ariedades espe#iais de arroz, importadas do antigo reino de Champa, no s!#"lo HI, prod"ziram d"as #olheitas e, #om #riação seleti a, "ma ariedade

5"e amad"re#ia em sessenta dias o" menos. Como implementos a"*iliares, os #hineses desen ol eram m%5"inas agr$#olas bemdesenhadas 5"e, por #a"sa de se"s m!todos de 2ardinagem, podiam ser #onstr"$das #om a te#nologia simples de 5"e disp"nham. Como as t!#ni#as de la o"ra e"rop!ias e*igiam m%5"inas m"ito mais pesadas, .oi ne#ess%ria "ma re ol"ção ind"strial antes 5"e as m%5"inas agr$#olas se tornassem realmente Ateis no &#idente. in ,onan, C. História Il"strada da Ci(n#ia pela Cambridge Uni ersitO. ,io de Paneiro6 Fahar, QRMS

Medicina Chinesa &s #hineses desen ol eram "ma agri#"lt"ra intensi a para alimentar "ma pop"lação em #onstante #res#imento. -as #omo a mantinham sa"d% el0 H% aspe#tos do tratamento m!di#o #hin(s e id!ias #hinesas sobre o ."n#ionamento do #orpo 5"e mere#em pelo menos "m bre e #oment%rio, parti#"larmente agora 5"e a a#"p"nt"ra ! a#eita pela medi#ina tradi#ional .ora da China e ! o#asionalmente "sada #omo meio de tratamento em o"tros pa$ses. /s origens da a#"p"nt"ra ão longe na história #hinesa. / primeira do#"mentação data de #er#a de SCC a.C, e desde essa !po#a a t!#ni#a não dei*o" de ser empregada, embora ho2e os #hineses a "sem em #on2"nto #om a moderna medi#ina o#idental - por e*emplo, #omo anest!si#o d"rante "ma #ir"rgia. Ela est% sendo agora in estigada < l"z do #onhe#imento moderno, mas ! "m sistema s"til e pare#e "m m!todo pr%ti#o de estim"lar as reaç+es nat"rais do #orpo ao ata5"e de "ma doença. Na China, .oi "sada não apenas na medi#ina h"mana, mas tamb!m no tratamento eterin%rio. / id!ia da a#"p"nt"ra pode ser en#ontrada na #rença #hinesa de "ma ligação $ntima entre os homens e as #oisas terrenas ?o mi#ro#osmo@ e o "ni erso em geral ?o ma#ro#osmo@. Em parte, ela re.lete s"a isão do "ni erso inteiro #omo "m organismo, res"ltando em 5"e os pontos de a#"p"nt"ra originais g"ardam "ma relação espe#i.i#a #om os pontos da bAssola e o arran2o do #!">

re.lete tamb!m a isão de "ma esp!#ie de Jesp$rito italJ o" JarJ 5"e se mo ia entre as #oisas i as e #"2o mo imento era .a#ilitado pela implantação das ag"lhas. De .ato, o esp$rito ital desempenha a papel importante na medi#ina #hinesa, pois .oi, mais tarde, desen ol ido na teoria de "ma #ir#"lação Jpne"m%ti#aJ dentro do #orpo, mo ida pelos p"lm+es. Essa #ir#"lação era, por!m, apenas "ma das d"as 5"e os #hineses re#onhe#iam> a seg"nda era mo ida pelo #oração e se re.eria ao sang"e, 5"e eles s"p"nham #arregar "m Js"#oJ ital. /mbas as id!ias sobre #ir#"lação pare#em ter sido baseadas em "m e*ame #"idadoso do #orpo, s"as rami.i#aç+es ner osas, eias e art!rias. )ais id!ias pro a elmente se originaram no in$#io do per$odo Han e, portanto, pre#ederam as id!ias sobre a #ir#"lação do sang"e a entadas no &#idente mais de QSCC anos depois. & interesse dos #hineses nas Jd"as #ir#"laç+esJ le o" se"s m!di#os a atrib"$rem grande importIn#ia < p"lsação dos pa#ientes. -as a p"lsação não era todo o 5"e interessa a ao m!di#o #hin(s> ele tamb!m in estiga a o estado geral do pa#iente, in#l"indo o #heiro da respiração, a limpeza e a #or da l$ng"a e os batimentos #ard$a#os. 'ara g"i%-lo, o m!di#o tinha "m grande man"al, o -an"al da medi#ina #orporal, e5"i alente, tanto em a"toridade #omo em e*tensão, ao #orpo das do"trinas de Hipó#rates. Nele en#ontra a os tratamentos bem e*pli#ados, dentre os 5"ais o"tro m!todo $mpar #hin(s, a mo*ib"stão. Essa pala ra deri a da #omb"stão do absinto ?/rtem$sia -o*a@, 5"e podia ser 5"eimado de %rias maneiras, pró*imo < pele o", em #ertos #asos, em pontos espe#$.i#os dela, #omo o#orria na a#"p"nt"ra. / mo*ib"stão pode ter sido "sada na China pela primeira ez para ali iar o re"matismo nas 2"ntas e o"tras dores, mas esta não .oi s"a Ani#a ."nção. &s m!di#os #hineses "sa am-na tamb!m #omo .orma de tratamento de #ertos distArbios, e agora se sabe 5"e ela realmente tem alg"ns poderes #"rati os espe#iais, sobret"do no 5"e se re.ere <s doenças da pele. / mo*ib"stão e a a#"p"nt"ra trabalham, nat"ralmente, em harmonia #om a pres#rição de drogas. Como se podia esperar de "m Estado altamente b"ro#r%ti#o #omo a China, a pr%ti#a m!di#a era "ma pro.issão estritamente

reg"lamentada. Era ne#ess%rio prestar e*ames de ed"#ação geral e de medi#ina, e no s!#"lo L d.C. ha ia #argos a#ad(mi#os em medi#ina, en5"anto na !po#a )ang e*istia "ma :a#"ldade Imperial de -edi#ina. 'are#e 5"e .oi na China tamb!m 5"e apare#e" pela primeira ez a id!ia de hospitais. Eles s"rgiram na !po#a Han, mas, #om a #hegada dos b"distas, se" nAmero a"mento". &riginalmente ."ndaç+es tao$stas e b"distas, eles .oram absor idos pelo Estado desde o per$odo )ang. Ha ia tamb!m reg"lamentos sobre 5"arentenas, #ertamente desde o s!#"lo IL d.C. - se não antes - e d"zentos anos depois estabele#eram-se #ol=nias de leprosos. in ,onan, C. História Il"strada da Ci(n#ia pela Cambridge Uni ersitO. ,io de Paneiro6 Fahar, QRMS