Lei do Direito Autoral nº 9.

610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins
comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online.


1º BLOCO ........................................................................................................................................................................................... 2
I. Introdução .............................................................................................................................................................................. 2
II. Conceito de Consumidor ........................................................................................................................................................ 2
III. Conceito de Fornecedor ......................................................................................................................................................... 2
IV. Produto e Serviço ................................................................................................................................................................... 2
2º BLOCO ........................................................................................................................................................................................... 4
I. Política Nacional de Relação de Consumo ............................................................................................................................ 4
• Execução da Política Nacional de Consumo: .................................................................................................................... 4
II. Direitos Básicos do Consumidor ............................................................................................................................................ 5
3º BLOCO ........................................................................................................................................................................................... 6
I. Nocividade e Periculosidade dos Produtos e Serviços .......................................................................................................... 6
II. Responsabilidade nas Relações de Consumo ....................................................................................................................... 6
• Pelo Vício do Produto/Serviço ........................................................................................................................................... 6
4º BLOCO ........................................................................................................................................................................................... 8
I. Responsabilidade Civil nas Relações de Consumo ............................................................................................................... 8
• Pelo Fato do Produto/Serviço ............................................................................................................................................ 8
5º BLOCO ........................................................................................................................................................................................... 9
I. Exercícios Relativos ao Encontro ........................................................................................................................................... 9


Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins
comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online.



I. INTRODUÇÃO
O Código de Defesa do Consumidor (CDC) foi criado através da Lei nº 8.078/90, procurando a igualdade entre
fornecedores e consumidores.
Desta forma, dita o artigo 1º do Código:
Art. 1º - O presente Código estabelece normas de proteção e defesa do consumidor, de ordem
pública e interesse social, nos termos dos art. 5º, inciso XXXII, 170, inciso V, da Constituição
Federal e art. 48 de suas Disposições Transitórias.
Assim, o CDC é uma norma que possui um status de constitucional de proteção.
II. CONCEITO DE CONSUMIDOR
Art. 2º - Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço
como destinatário final.
Parágrafo único - Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que
indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo.
Assim, consumidor poderá ser:
a) Pessoa física;
b) Pessoa jurídica;
c) Coletividade de pessoas.
No que trata dos consumidores, existem teorias para a definição do consumidor, sendo estas:
a) Maximalista ou objetiva;
b) Finalista, subjetiva ou teleológica;
c) Teoria Mista, híbrida ou finalismo aprofundado.
III. CONCEITO DE FORNECEDOR
Art. 3º - Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira,
bem como os entes despersonalizados que desenvolvem atividades de produção, montagem,
criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de
produtos ou prestação de serviços.
O requisito essencial para a caracterização como fornecedor é a habitualidade, isto é, o exercício contínuo de um
determinado serviço ou fornecimento de produto.
Poderão figurar também como fornecedores:
a) As sociedades sem fins lucrativos;
b) O Poder Público (incluindo-se as concessionárias);
c) Entes despersonalizados;
d) Pessoas físicas e jurídicas.
São considerados fornecedores também as instituições financeiras (súmula nº 279 do STJ ) e entidades de
previdência privada (Súmula nº 321 do STJ ).
IV. PRODUTO E SERVIÇO
Assim dita o artigo 3º, parágrafos 1º e 2º:
§1º - Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial.
§2º - Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo mediante remuneração,
inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo as decorrentes das
relações de caráter trabalhista.
O produto/serviço é o elemento objetivo da relação de consumo, sendo as partes o elemento subjetivo.
Vale frisar também sobre a Remuneração, que poderá ser direta ou indireta:
Na direta, o consumidor paga pelo produto e o leva.
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins
comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online.


Na indireta, temos, por exemplo, a instalação “gratuita” de som na compra de um carro, em que o valor está
embutido em outros pagamentos.
ATENÇÃO: Não serão consideradas relações de consumo:
a) Locatícias;
b) Condomínio e Condôminos;
c) Franqueado e Franqueador;
d) Relações de caráter trabalhista.
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins
comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online.



I. POLÍTICA NACIONAL DE RELAÇÃO DE CONSUMO
São objetivos da Política Nacional de Relação de Consumo:
a) Atendimento das necessidades dos consumidores;
b) Respeito à dignidade, saúde e segurança dos consumidores;
c) Proteção dos interesses econômicos dos consumidores;
d) Melhoria da qualidade de vida dos consumidores;
e) Transparência e harmonia das relações de consumo.
Os princípios norteadores das Relações de Consumo encontram-se no artigo 4º, em seus incisos:
I. reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo;
II. ação governamental no sentido de proteger efetivamente o consumidor:
a) por iniciativa direta;
b) por incentivos à criação e desenvolvimento de associações representativas;
c) pela presença do Estado no mercado de consumo;
d) pela garantia dos produtos e serviços com padrões adequados de qualidade, segurança, durabilidade e
desempenho.
III. harmonização dos interesses dos participantes das relações de consumo e
compatibilização da proteção do consumidor com a necessidade de desenvolvimento
econômico e tecnológico, de modo a viabilizar os princípios nos quais se funda a ordem
econômica (artigo 170º, da Constituição Federal), sempre com base na boa-fé e equilíbrio
nas relações entre consumidores e fornecedores;
IV. educação e informação de fornecedores e consumidores, quanto aos seus direitos e
deveres, com vistas à melhoria do mercado de consumo;
V. incentivo à criação pelos fornecedores de meios eficientes de controle de qualidade e
segurança de produtos e serviços, assim como de mecanismos alternativos de solução de
conflitos de consumo;
VI. coibição e repressão eficientes de todos os abusos praticados no mercado de consumo,
inclusive a concorrência desleal e utilização indevida de inventos e criações industriais das
marcas e nomes comerciais e signos distintivos, que possam causar prejuízos aos
consumidores;
VII. racionalização e melhoria dos serviços públicos;
VIII. estudo constante das modificações do mercado de consumo.
Artigo 5º: Para a execução da Política Nacional das Relações de Consumo, contará o poder
público com os seguintes instrumentos, entre outros:
I. manutenção de assistência jurídica, integral e gratuita para o consumidor carente;
II. instituição de Promotorias de J ustiça de Defesa do Consumidor, no âmbito do Ministério
Público;
III. criação de delegacias de polícia especializadas no atendimento de consumidores vítimas de
infrações penais de consumo;
IV. criação de J uizados Especiais de Pequenas Causas e Varas Especializadas para a solução
de litígios de consumo;
V. concessão de estímulos à criação e desenvolvimento das Associações de Defesa do
Consumidor.
• EXECUÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL DE CONSUMO:
São os mecanismos utilizados para que se cumpra a Política Nacional de Consumo:
a) Assistência jurídica integral e gratuita: Lei nº 1.060/50 e artigo 5º, inciso LXXIV da CF;
b) Promotorias e Associações de Defesa do Consumidor;
c) Delegacias Especializadas;
d) J uizados Especiais e Varas Especializadas de Consumo.
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins
comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online.


II. DIREITOS BÁSICOS DO CONSUMIDOR
Os direitos dos consumidores encontram-se nos seguintes artigos:
Artigo 6º - São direitos básicos do consumidor:
I. a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no
fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos;
II. a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradas
a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações;
III. a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação
correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço, bem como sobre os
riscos que apresentem;
IV. a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou
desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de
produtos e serviços;
V. a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou
sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas;
VI. a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e
difusos;
VII. o acesso aos órgãos judiciários e administrativos com vistas à prevenção ou reparação de
danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos, assegurada a proteção
J urídica, administrativa e técnica aos necessitados;
VIII. a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu
favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for
ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências;
X. a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral.
Art. 7º - Os direitos previstos neste código não excluem outros decorrentes de tratados ou
convenções internacionais de que o Brasil seja signatário, da legislação interna ordinária, de
regulamentos expedidos pelas autoridades administrativas competentes, bem como dos que
derivem dos princípios gerais do direito, analogia, costumes e equidade.
Parágrafo úni co - Tendo mais de um autor a ofensa, todos responderão solidariamente pela
reparação dos danos previstos nas normas de consumo.
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins
comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online.



I. NOCIVIDADE E PERICULOSIDADE DOS PRODUTOS E SERVIÇOS
Primeiramente, cabe ressaltar os seguintes artigos do CDC:
Art. 8º - Os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não acarretarão riscos à
saúde ou segurança dos consumidores, exceto os considerados normais e previsíveis em
decorrência de sua natureza e fruição, obrigando-se os fornecedores, em qualquer hipótese, a dar
as informações necessárias e adequadas a seu respeito.
Parágrafo único - Em se tratando de produto industrial, ao fabricante cabe prestar as
informações a que se refere este artigo, através de impressos apropriados que devam
acompanhar o produto.
Artigo 9º - O fornecedor de produtos e serviços potencialmente nocivos ou perigosos à saúde ou
segurança deverá informar, de maneira ostensiva e adequada, a respeito da sua nocividade ou
periculosidade, sem prejuízo da adoção de outras medidas cabíveis em cada caso concreto.
Artigo 10º - O fornecedor não poderá colocar no mercado de consumo produto ou serviço que
sabe ou deveria saber apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade à saúde ou
segurança.
A regra é: todo produto colocado à venda no mercado de consumo deve apresentar segurança aos consumidores.
Caso não seja possível, pela natureza do produto (como um remédio), deve-se informar todos os riscos deste.
Assim, podemos classificar os produtos expostos no mercado de consumo tratados como nocivos ou perigosos:
a) Nocividade/Peri culosidade Latente – é aquela previsível pelo consumidor;
b) Nocividade/Peri culosidade Adqui rida – não é previsível, mas, por apresentar defeitos de fabricação, tornam-
se nocivos/perigosos;
c) Nocividade/Peri culosidade Exagerada – produtos proibidos de serem comercializados.
Informação Obrigatória (recall): Quando algum produto for colocado no mercado de consumo e apresente
nocividade ou periculosidade, deve-se informar as autoridades competentes e o consumidor mediante anúncio
publicitário.
II. RESPONSABILIDADE NAS RELAÇÕES DE CONSUMO
• PELO VÍCIO DO PRODUTO/SERVIÇO
Os vícios do Produto ou Serviço estão ligados à inadequação para o fim que o produto se destina, podendo ser de
qualidade ou quantidade.
Trata-se de vício na qualidade quando o produto está em desacordo com a oferta, não funciona, é inadequado,
entre outros.
J á o vício da quantidade trata de produto que tenha quantidade inferior ao rótulo.
Atenção aos artigos 18º e 19º do CDC:
Artigo 18º - Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem
solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados
ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da
disparidade, com a indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem
publicitária, respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, podendo o consumidor exigir a
substituição das partes viciadas.
§1º - Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias, pode o consumidor exigir,
alternativamente e à sua escolha:
I. a substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso;
II. a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de
eventuais perdas e danos;
III. o abatimento proporcional do preço.
§2º - Poderão as partes convencionar a redução ou ampliação do prazo previsto no parágrafo
anterior, não podendo ser inferior a sete nem superior a cento e oitenta dias. Nos contratos de
adesão, a cláusula de prazo deverá ser convencionada em separado, por meio de manifestação
expressa do consumidor.
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins
comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online.


Atenção para o parágrafo terceiro:
§3º - O consumidor poderá fazer uso imediato das alternativas do § 1º deste artigo sempre que,
em razão da extensão do vício, a substituição das partes viciadas puder comprometer a qualidade
ou características do produto, diminuir-lhe o valor ou se tratar de produto essencial.
§4º - Tendo o consumidor optado pela alternativa do inciso I do § 1º deste artigo, e não sendo
possível a substituição do bem, poderá haver substituição por outro de espécie, marca ou modelo
diversos, mediante complementação ou restituição de eventual diferença de preço, sem prejuízo
do disposto nos incisos II e III do § 1º deste artigo.
§5º - No caso de fornecimento de produtos in natura, será responsável perante o consumidor o
fornecedor imediato, exceto quando identificado claramente seu produtor.
§6º - São impróprios ao uso e consumo:
I. os produtos cujos prazos de validade estejam vencidos;
II. os produtos deteriorados, alterados, adulterados, avariados, falsificados, corrompidos,
fraudados, nocivos à vida ou à saúde, perigosos ou, ainda, aqueles em desacordo com as
normas regulamentares de fabricação, distribuição ou apresentação;
III. os produtos que, por qualquer motivo, se revelem inadequados ao fim a que se destinam.
Art. 19º - Os fornecedores respondem solidariamente pelos vícios de quantidade do produto
sempre que, respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, seu conteúdo líquido for
inferior às indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou de mensagem
publicitária, podendo o consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha:
I. o abatimento proporcional do preço;
II. complementação do peso ou medida;
III. a substituição do produto por outro da mesma espécie, marca ou modelo, sem os aludidos
vícios;
IV. a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de
eventuais perdas e danos.
§1º - Aplica-se a este artigo o disposto no § 4º do artigo anterior.
§2º - O fornecedor imediato será responsável quando fizer a pesagem ou a medição e o
instrumento utilizado não estiver aferido segundo os padrões oficiais.
J á no que se refere aos serviços, dita o artigo 20º do CDC:
Art. 20º - O fornecedor de serviços responde pelos vícios de qualidade que os tornem impróprios
ao consumo ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade com
as indicações constantes da oferta ou mensagem publicitária, podendo o consumidor exigir,
alternativamente e à sua escolha:
I. a reexecução dos serviços, sem custo adicional e quando cabível;
II. a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de
eventuais perdas e danos;
III. o abatimento proporcional do preço.
§1º - A reexecução dos serviços poderá ser confiada a terceiros devidamente capacitados, por
conta e risco do fornecedor.
§2º - São impróprios os serviços que se mostrem inadequados para os fins que razoavelmente
deles se esperam, bem como aqueles que não atendam as normas regulamentares de
prestabilidade.
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins
comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online.



I. RESPONSABILIDADE CIVIL NAS RELAÇÕES DE CONSUMO
• PELO FATO DO PRODUTO/SERVIÇO
Quando tratamos da responsabilidade pelo fato do produto/serviço, referimo-nos aos “defeitos” da coisa, isto é,
quando a segurança, a vida ou a saúde do consumidor é exposta ao risco, causando o “acidente de consumo”.
A responsabilidade está prevista no artigo 12º do CDC, que trata:
Art. 12º - O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador
respondem, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos
consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, construção, montagem, fórmulas,
manipulação, apresentação ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informações
insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos.
Assim, os fabricantes, produtores, construtores e importadores respondem objetivamente, isto é, sem a
necessidade de comprovação da culpa, devendo reparar todos os danos suportados pelo consumidor.
Portanto, ocorrido o dano por causa do produto ou serviço, surge o dever de indenizar.
Atenção ao artigo 13º do CDC:
Art.13º - O comerciante é igualmente responsável, nos termos do artigo anterior, quando:
I. o fabricante, o construtor, o produtor ou o importador não puderem ser identificados;
II. o produto for fornecido sem identificação clara do seu fabricante, produtor, construtor ou
importador;
III. não conservar adequadamente os produtos perecíveis.
Parágrafo úni co - Aquele que efetivar o pagamento ao prejudicado poderá exercer o direito de
regresso contra os demais responsáveis, segundo sua participação na causação do evento
danoso.
Nas relações de consumo, como se responde solidariamente, somente um pode ser chamado para responder a
ação. Assim, aquele que paga sozinho pode entrar com a Ação de Regresso contra o outro responsável, arcando
cada um com sua culpa.
Atenção: quando se tratar de danos causados por prestadores de serviço (profissionais liberais), deve ser
comprovada a culpa ou dolo deste. Atente-se ao artigo 14º do CDC:
Art. 14º - O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela
reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços,
bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.
§1º - O serviço é defeituoso quando não fornece a segurança que o consumidor dele pode
esperar, levando-se em consideração as circunstâncias relevantes, entre as quais:
I. o modo de seu fornecimento;
II. o resultado e os riscos que razoavelmente dele se esperam;
III. a época em que foi fornecido.
§2º - O serviço não é considerado defeituoso pela adoção de novas técnicas.
§3º - O fornecedor de serviços só não será responsabilizado quando provar:
I. que, tendo prestado o serviço, o defeito inexiste;
II. a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro.
§4º - A responsabilidade pessoal dos profissionais liberais será apurada mediante a verificação de
culpa.
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins
comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online.



I. EXERCÍCIOS RELATIVOS AO ENCONTRO
1. No que se refere ao campo de aplicação do Código de Defesa do Consumidor (CDC), assinale a opção correta.
a) O conceito de consumidor restringe-se às pessoas físicas que adquirem produtos como destinatárias finais da
comercialização de bens no mercado de consumo.
b) O conceito de fornecedor envolve o fabricante, o construtor, o produtor, o importador e o comerciante, os quais
responderão solidariamente sempre que ocorrer dano indenizável ao consumidor.
c) O conceito de produto é definido como o conjunto de bens corpóreos, móveis ou imóveis, que sejam oferecidos
pelos fornecedores para consumo pelos adquirentes.
d) O conceito de serviço engloba qualquer atividade oferecida no mercado de consumo, mediante remuneração,
salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista.
2. O recall, expressamente previsto no CDC, constitui instrumento por meio do qual o fornecedor busca impedir,
ainda que tardiamente, que o consumidor sofra algum dano ou perda em decorrência de vício que o produto ou
o serviço tenha apresentado após a sua comercialização.
3. Acerca dos princípios básicos que regem o direito do consumidor, da teoria da imprevisão e da responsabilidade
de fato sobre o produto e o serviço, julgue o item a seguir.
A inversão do ônus da prova, direito básico, mas não absoluto, do consumidor, só será a este concedido quando o
juiz verificar, de forma cumulativa, a sua hipossuficiência e a verossimilhança de suas alegações.
4. São direitos básicos do consumidor:
I. A educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, não sendo asseguradas a
liberdade de escolha e a igualdade nas contratações.
II. A informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de
quantidade, características, composição, qualidade e preço, bem como sobre os riscos que apresentem.
III. A proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou desleais, exceto contra
práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos.
IV. A modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão
de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas.
V. A facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu favor, no processo
civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras
ordinárias de experiências.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) II, IV e V
b) III e IV
c) I, II e III
d) I e III
e) I, III e V
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins
comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online.


5. Maria, portadora de deficiência física, adquiriu um automóvel especial para uso pessoal, considerando residir em
área não coberta pelo transporte público, e ter que levar sua filha, de 1 ano e meio, também portadora de
deficiência, à fisioterapia diariamente. Laudo médico atesta que o procedimento nessa fase de crescimento da
criança é fundamental ao sucesso do tratamento. Ao dar início à utilização do bem, percebeu que a roda do
veículo travava ao fazer curvas. Após vistoria técnica, e constatação de vício de qualidade, Maria pleiteou junto à
montadora a troca do produto.
a) Maria não tem direito à troca do produto, mas o fornecedor é obrigado a repará-lo no prazo de 5 dias,
considerada a essencialidade do bem.
b) Maria tem direito à troca imediata do bem, sob o argumento de que para ela se trata de produto essencial.
c) O fornecedor tem o prazo de 30 dias para trocar o automóvel.
d) Em se tratando de vício oculto, o fornecedor tem 90 dias para solucionar o problema do veículo e Maria deverá
aguardar o decurso desse prazo legal para exigir a troca do bem.
e) Maria tem direito, tão somente, à devolução da quantia paga pelo produto, acrescida de juros e correção
monetária.
6. Clodoaldo adquiriu um veículo de passeio da marca "ABC Motors", produzido pela fábrica homônima. Passados
alguns meses da compra, a fabricante decidiu oferecer a substituição do sistema de freios de seus veículos, pois
desenvolveu tecnologia mais confiável, embora o sistema anterior não comprometesse a segurança dos
consumidores. A ABC Motors cobrava uma pequena taxa para a substituição, mas Clodoaldo entendia que esta
deveria ser gratuita. Clodoaldo está:
a) certo, porque a fabricante é responsável pelos produtos defeituosos que põe em circulação no mercado.
b) certo, porque é direito básico do consumidor a proteção de sua segurança, contra os riscos provocados por
produtos perigosos.
c) certo, porque o consumidor tem em seu favor a inversão do ônus da prova, sempre que necessária para a
facilitação da defesa de seus direitos
d) errado, porque o fabricante não é responsável pelos produtos defeituosos, recaindo a responsabilidade
primariamente sobre o comerciante.
e) errado, porque o produto não se torna defeituoso se outro de melhor qualidade for lançado no mercado.
7. Maria é poupadora do Banco Ypsilon e constatou o saque de valores em sua conta poupança. Procurou um
funcionário do banco, afirmando que não havia sacado as referidas quantias e que, para ela, aquilo era um
defeito na prestação do serviço, tendo direito ao ressarcimento em razão da responsabilidade do Banco. Nessa
situação, a responsabilidade do Banco
a) é inexistente, pois as instituições financeiras são isentas do cumprimento do Código de Defesa do Consumidor.
b) é factível, desde que comprovada sua culpa ou negligência.
c) é integral e não há excludentes, por expressa disposição do Código de Defesa do Consumidor.
d) independe da existência de culpa.
e) pode ser afastada apenas na hipótese de prova de culpa exclusiva da vítima.
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins
comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Alfa Concursos Públicos Online.


8. Os fornecedores respondem solidariamente pelos vícios de quantidade do produto sempre que, respeitadas as
variações decorrentes de sua natureza, seu conteúdo líquido for inferior às indicações constantes do recipiente,
da embalagem, rotulagem ou de mensagem publicitária, podendo o consumidor exigir, alternativamente e à sua
escolha:
Artigo 19 CDC
I. o abatimento proporcional do preço;
II. o abatimento proporcional do preço, com acréscimo de cláusula penal de 10% (dez por
cento) de seu valor;
III. a restituição imediata da quantia paga, em seu valor histórico;
IV. a complementação do peso ou medida;
V. a complementação, em dobro, do peso ou medida.
Estão corretas APENAS as exigências:
a) I e IV
b) I e V
c) II e IV
d) II e V
e) II, III e V
9. Quanto à responsabilidade pelo fato do produto e do serviço, considere as afirmações a seguir.
I. O produto é considerado defeituoso pelo fato de outro de melhor qualidade ter sido colocado no mercado.
II. O comerciante é igualmente responsável pelo produto defeituoso, independentemente da identificação do
fabricante.
III. O comerciante é igualmente responsável pelo produto defeituoso, quando não conservar adequadamente os
produtos perecíveis.
IV. O serviço não é considerado defeituoso em virtude da adoção de novas técnicas.
V. A responsabilidade pessoal dos profissionais liberais independe da existência de culpa.
Estão corretas APENAS as afirmações:
a) I e II
b) I e V
c) III e IV
d) I, II, III e IV
e) II, III, IV e V
10. Para que haja a inversão do ônus da prova, a favor do consumidor, no processo civil, é preciso que seja:
a) ele considerado hipossuficiente, por ganhar menos de 10 salários mínimos.
b) ele considerado hipossuficiente, por estar desempregado e sem receber seguro desemprego.
c) o capital social da empresa-ré superior a 40 salários mínimos.
d) o capital social da empresa-ré fechado à participação do capital estrangeiro.
e) verossímil a sua alegação, a critério do juiz.
GABARITO
1 - D
2 - ERRADO
3 - ERRADO
4 - A
5 - B
6 - E
7 - D
8 - A
9 - C
10 - E