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Escrevendo seu Livro Como começar a escrever?

Escrever para ser publicado é diferente de escrever para si próprio. Quando escrevemos para nós mesmos, como um diário ou reflexões, estamos usando a escrita para pensar. É um ótimo método para esclarecer questões, visto que no papel mesmo as situações mais complicadas vão se or ani!ando. "ão é # toa que tantos terapeutas su erem a seus clientes escreverem um diário. É muito bom para a cabeça produ!ir textos sobre o que é importante para nós. Quando escrevemos para ser publicados, estamos escrevendo para outras pessoas. $ foco passa a ser a necessidade dos leitores e não mais as nossas como escritores. Quando escrevemos para nós, está cert%ssimo preenc&ermos nove pá inas pesando os prós e os contras de determinada pessoa por quem estamos interessados. Quando escrevemos para os outros, precisamos cortar tudo que não se'a interessant%ssimo e contribua para o andamento da &istória, o que provavelmente transformaria todas aquelas d(vidas em um (nico e curto pará rafo. É um dif%cil exerc%cio escrever para ser publicado, porque em eral a ente osta do que escreve, ac&a tudo importante e pensa que todo mundo vai ostar também. )ó que isso não é verdade. *s pessoas selecionam os livros de acordo com o que estão passando, as dificuldades que estão vivendo. *l o fascinante para nós pode ser o máximo do tédio para um leitor. +or outro lado, não podemos ter medo. Escrever para os outros é um ato de cora em, de se expor. Quanto mais &onestidade a ente coloca no texto, quanto mais rid%culo e perdido a ente se apresenta, tanto mais fácil os leitores ostarem da ente. Quando escrevemos, temos também muita ansiedade a respeito do resultado. Queremos ficar famosos, ser elo iados, de repente até an&ar um din&eirão. É bom saber que a maioria dos escritores não fica nem rica nem famosa, e que nen&um escritor con&ecido fe! sucesso com o primeiro livro. "en&um mesmo, +ortanto, vá com calma. -aça o que pode, não pense nos resultados, e vá escrevendo um pouco sempre. Querer escrever o primeiro livro e ima inar que ele vai ser o próximo .arr/ +otter é pedir para ficar decepcionado. É bem mel&or publicar um arti o numa revista aqui, um poema numa colet0nea ali e não ter expectativas loucas. 1as como podemos saber o que dá para ser publicado2 Existem al uns requisitos m%nimos para produ!ir um texto publicável, isto é, que ven&a a interessar um editor. )e cumprirmos todos, isso não é arantia de que nosso texto será aceito por um editor, mas 'á é meio camin&o andado, *baixo estão al umas su estões para fa!er com que os seus escritos fiquem bons3

• Prestar atenção ao que está acontecendo em volta. * escrita que mais interessa é aquela que fala das preocupações, an (stias e felicidades das outras pessoas 4 e não só as suas 4 &o'e. $s editores dese'am obras conectadas com o p(blico, que falem do que importa. • Falar do que conhece. )e voc5 é um adolescente que mora numa cidade do interior e nunca via'ou para fora do pa%s,

6oc5 mesmo tem de selecionar o que é bom e o que é mediano entre os seus escritos. Quando voc5 escreve. e escrever sem um erro sequer. acredita que tem al o a di!er. )ua mãe não vale. via'ar é bom para o escritor. 6oc5 tem de falar do que entende. * escrita é para aqueles que amam a l%n ua. +ense nas pessoas que vão ler seu material. 1ostre suas pá inas iniciais ou seu esboço a ami os e parentes. um arti o numa revista podem dar o tipo de resposta que voc5 precisa. -aça sua pesquisa no próprio local. nem seus primos. * aborda em bem>&umorada aponta para as armadil&as mais comuns de quem começa a escrever ?em *n/bod/ can @rite.não pode escrever uma aventura que se passe em +aris. voc5 precisa saber o que é certo. "e@ Aorld Bibrar/. • Ler muito. +ara escrever bem. *té 8uimarães 9osa deixou um monte de coisa na aveta. -aça com o coração que é sempre mais verdadeiro. romances esquisitos de autores de quem voc5 nunca ouviu falar. do que con&ece muito bem. :omo o pintor ama as tintas. • Passar por um crivo de leitores críticos. levantou sete &ábitos que voc5 "=$ deve "7":* adotar se quiser escrever al uma coisa. +ara escrever bem. "em dar consel&os para os mais vel&os. é preciso escrever todo tipo de coisa. com clare!a e sem erros orto ráficos. • Jo ar !ora nove d"cimos do que ori inalmente escreve.. • Con!iar em si mesmo. é preciso pescar os problemas para saber onde mel&orar. inclusive cartas e emails. )an 9afael. "ão comece a escrever antes de terminar toda a pesquisa. * ( Peça conselhos a todo mundo. ) ( Faça muita pesquisa antes. 1as não adiante ficar pescando elo ios. "ão adianta pensar que o corretor orto ráfico ou o revisor vai corri ir seus erros. inclusive a seu dentista. Home um café e pense mais um pouco. 6oc5 precisa descobrir absolutamente tudo sobre Ii@i ou bordéis parisienses antes de começar seu próximo cap%tulo. especialmente em sua mãe. do que 'á viveu em primeira mão. $ que é preciso é ir expondo seus textos a vários leitores que não ten&am nen&uma ami!ade por voc5 e possam fa!er cr%ticas.. * l%n ua é a ferramenta do escritor. será dif%cil escrever al o criativo e diferente. Editores querem escritos verdadeiros. +ense em como voc5 precisa ser ótimo e ori inal para mostrar que é bom. • Escrever muito e sem erros. arriscar poetas novos. professora de escrita nos Estados 7nidos. :ontinue acreditando sempre nisso e busque a mel&or maneira de ser aut5ntico. )e voc5 não souber o que os outros estão pensando e publicando. $$ topo $$ % que eu não devo !a&er? . 6ai parecer falsa. inclusive novos autores brasileiros. CDEFG3 ' ( Pense no que os outros podem achar. o escritor precisa ter fasc%nio pelas palavras. qual palavra é a mel&or numa frase. não adianta ac&ar que tudo merece virar livro porque nin uém escreve só maravil&as. voc5 precisa ler todo tipo de literatura. "ão dá para escrever um livro querendo fa!er um v%deo ou ficando com pre uiça de aprender novas palavras. • #mar a lín ua portu uesa. não materiais artificiais montados para a radar. 7m site na internet.ean <r/ant. J nore o adá io de que o camelo é um cavalo montado a .

vá ao cinema.partir do consenso entre os membros de um comit5 e si a todos os consel&os recebidos sem exceção. e não qualquer 'o o de palavras que possa fa!er. 7enha a cora em de cortar. Quem sabe voc5 não irá escrever um roteiro de sucesso al um dia2 / ( 0ei-e para depois. -uess. 1ais tarde sempre é mel&or. . entenda que não ostam de voc5.o@ to use t&e po@er of t&e printed @ord. /. )e for recusado. $$ topo $$ 0icas de um escritor de sucesso Lurt 6onne ut. Bembre>se de como é importante este pro'eto. 6oe como voc5 mesmo. + ( Considere seu tra. do lu ar de onde voc5 é.re o qual voc5 se importe. Escolha um assunto so. )e voc5 não escrever sobre um assunto. :aso a musa não apareça para inspirar>l&e. 1 ( Leve seu tra. pará rafos e pontuação recon&ec%veis.alho uma e-tensão de sua pessoa. Quando disserem que seu trabal&o não está perfeito. . 9eclame e c&oramin ue que estão cometendo uma in'ustiça contra voc5. $ seu interesse enu%no.. "e@ NorI. 6e4a simples. Eis suas dicas3 '. "ão tente se passar por uma pessoa de outro lu ar e outra cultura ou isto irá se refletir no seu poder de persuasão. entre outros sucessos. :aso al umas lindas frases não acrescentem nada de novo ao que voc5 está tentando di!er. *o mesmo tempo. é que terá o poder de sedu!ir o leitor. . :onsulte seu &oróscopo para o dia e o que di!em os b(!ios. +. não deixe que o peso dessa responsabilidade o impeça de trabal&ar. mande para as editoras imediatamente. * eloqO5ncia deve curvar>se ante as idéias. CDEFG que muitas das preocupações dos autores sobre estilo acabam por atrapal&á>los e fa!5>los enc&er seu texto de palavras exóticas e artificiais. 3unca se satis!aça com nada que não este4a per!eito. Keixe para aman&ã o que voc5 não precisa escrever &o'e. "ão confie em si próprio. ( Espere at" estar inspirado. editado por <illin s ). Escreva da maneira como usa a l%n ua. não revise nem reescreva nada. Bembre>se de que tanto )&aIespeare quanto a <%blia usaram palavras perfeitamente compreens%veis para as pessoas da época. *rrume sua escrivanin&a e troque as cores da tela de seu computador. "ão escol&a criar 'a!! ou cubismo quando seu ob'etivo é se fa!er entender. pare de escrever. autor de 1atadouro n(mero cinco. 0i a o que tem a di&er de modo claro. 3ão se estenda. al uém vai acabar fa!endo>o. * paralisação de seu impulso vai durar apenas uns dois anos. )e o elo iarem. Koubleda/. ). explica em um arti o intitulado M:omo escrever com estiloM ?in .alho 2 s"rio. Beitores querem pá inas que se pareçam com pá inas. até o peri o passar. *. 6oc5 pode passar rid%culo e perder seu empre o caso escreva mal. corte>as sem perdão.

"ossa audi5ncia requer um esforço de nossa parte de clarificar e simplificar. 8. mas sua aborda em para armar teias pode ser muito instrutiva para quem dese'a escrever. é bastante dif%cil fa!er uma auto>avaliação. quem o fará2 )e voc5 quer uma avaliação le %tima. "ão a toa. Essas pessoas todas vão querer a radar voc5. aquelas nossas ami as de oito patas e variado n(mero de ol&os que fa!em teias. no entanto. seu tio. 'amais per unte se a pessoa ostou. é. seus irmãos para lerem o que voc5 escreveu. 6e'a só. Esse serviço se c&ama leitura cr%tica ou parecer ou análise cr%tica e deve ser executado por um editor que não con&eça voc5 e que não ten&a inibições quanto a fa!er um relatório sincero. Em meia &ora ou quarenta minutos. +or exemplo. assumir uma postura cr%tica e ler o seu trabal&o como se fosse de outra pessoa. . Lição aracnídea número 1 #s aranhas !a&em suas teias muito rapidamente. contrate um profissional. $ que voc5 pode fa!er por conta própria. inventoras do alfabeto e musas da criatividade em mitolo ias de várias culturas. -aça per untas abertas como3 $ que voc5 entendeu da obra2 $ que ac&a mais si nificativo2 Quem voc5 ac&a que vai ostar de ler isso2 Que partes voc5 ac&a lentas demais2 $ que voc5 tiraria2 0ica ami a9 1esmo que seus ami os d5em respostas (teis e extraordinárias. 7enha pena dos leitores. :om certe!a. Hambém adianta pouco voc5 pedir # sua mãe. pois é óbvio que dirá que sim. não tente usar a opinião deles para 'ustificar a publicação de sua obra para um editor. Consulte livros de re!er5ncia quanto a ramática e pontuação. Jsto não é muito fácil mas necessário para que apresente um ori inal minimamente profissional a uma editora. uma ve! que os leitores são artistas imperfeitos na arte de ler. se os seus ami os não elo iarem voc5. salvo raras exceções. $$ topo $$ 0icas de uma editora O escritor-aranha $ ato da escrita tem 4 na min&a opinião de editora 4 al umas semel&anças com o trabal&o das aran&as tecedeiras. mesmo aquelas teias randes e lindamente eométricas ficam prontas. porque esse profissional raciocina que. elas são s%mbolo da escrita. além de. $ recado para escritores é3 trate de escrever o que voc5 pretende rapidamente e c&e ar ao término de seu pro'eto. elas não entendem nada de editoras. * opinião de seus ami os não vale absolutamente nada para um editor.1. depois de ter escrito tudo o que ostaria. 6oc5 pode usar os ami os simplesmente para receber al uns feedbacIs. "ossas opções como escritores são limitadas. Escrever livros não é um trabal&o para se estender por toda a vida. não serem cr%ticas treinadas para levantar problemas em textos. $$ topo $$ Como posso avaliar meu ori inal? )e voc5 não é um cr%tico literário com muita isenção para com a sua própria obra. mesmo quando preferir%amos pairar acima de coisas tão c&ãs quanto a simplicidade. mas al o pontual e com um fim em vista.

randes rupos de pessoas que possam se interessar por aquele tema e aborda em. Lição aracnídea número 5 #s aranhas !a&em teias invisíveis. Lição aracnídea número 7 #s aranhas não !icam presas em suas pr:prias teias. *pesar de a maioria dos fios das teias serem pe a'osos. Ko mesmo modo. a aborda em eficiente é desmanc&á>la e refa!5>la. 1esmo a ficção mais delirante. Lição aracnídea número 4 #s aranhas constr:em suas teias onde há insetos. mais leve e menos vis%vel. )e voc5 romper um dos fios da teia. ou se'a. Lição aracnídea número 3 #s aranhas !a&em teias para capturar insetos. Lição aracnídea número 8 #s aranhas !a&em muitas teias. efeitos literários. "a escrita. as aran&as sabem onde colocar suas oito patas para não ficarem presas em suas construções. ou simplesmente fará um desvio em seu plano de vPo. não perdem tempo em fa!er nova teia assim que . mas tratá>lo como uma ferramenta (til para atin ir seu ob'etivo3 capturar a ima inação do leitor. $ que escritores devem aprender com isso é escrever suas &istórias para p(blicos que existem. Lição aracnídea número 6 #s aranhas re!a&em suas teias sempre que necessário. isso quer di!er uma preocupação em construir tramas para capturar a ima inação do leitor e nada mais. Esses animais não perdem tempo fa!endo teias para outra coisa que não se'a enriquecer sua dieta de prote%nas. as aran&as precisam caçar uma quantidade respeitável de insetos por dia. dali a pouquin&o sua proprietária a desmanc&ará e fará uma nova teia. 7ma ve! que necessitam de bastante prote%na. para que o leitor não escape da leitura por ac&ar o perfil psicoló ico do persona em imposs%vel ou sua ação deslocada em relação aos acontecimentos apresentados. pulem ou passeiem. se o leitor perceber como a trama foi constru%da 4 com excesso de ló ica ou pouco suspense. a aran&a também se apressará em tec5>lo de novo. 9epare que mesmo as teias mais intrincadas precisam ter várias lin&as que as ancorem a pedras e árvores. sem pena pelo que não cumpre mais sua função. precisa ter lin&as firmes e resistentes de conexão com o mundo real. É evidente que o inseto não pode enxer ar a teia antes de bater de encontro a ela. $ equivalente na escrita é a li ação com a realidade. Ensina assim ao escritor que.Lição aracnídea número 2 #s aranhas !a&em teias apoiadas em al um lu ar. )endo assim. :&armes estil%sticos. )e voc5 'o ar talco numa teia para enxer á>la. quando sua obra deixa de funcionar por al uma ra!ão. citações profundas devem ser todas deixadas de lado se não contribu%rem para enredar o leitor na &istória. a poesia mais fantasiosa. por exemplo 4 certamente perderá o interesse e escapará da leitura. de modo que não se rompam com o impacto do inseto. "ossas práticas professoras se empen&am em armar suas redes onde muitas v%timas em potencial voe'em. $ escritor>aran&a aprende com isso a não ficar fascinado com seu próprio trabal&o.

asp .com..terminam uma refeição. $ recado dado a voc5.<<<. é fa!er muitos pro'etos.escrevaseulivro. escritor. incorporar a escrita #s suas rotinas diárias para conse uir atin ir o ob'etivo de criar bastante e ter muitos leitores. escrever bastante. http9.html..comece. Kese'o>l&e boa sorte e um futuro c&eio de teias eficentes.r.