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UNIVERSIDADE DE CUIABÁ FACULDADE DE ENGENHARIA E COMPUTAÇÃO

Pagamento Móvel – Meios seguros e eficazes de realizar transações no celular

PEDRO ROSALVO DOS SANTOS CAMARÇO

Cuiabá 2012/2

PEDRO ROSALVO DOS SANTOS CAMARÇO

Pagamento Móvel – Meios seguros e eficazes de realizar transações no celular

Monografia apresentada à Faculdade de Engenharia e Computação da Universidade de Cuiabá, para obtenção do título de Bacharel em Sistemas de Informação. Orientador: Prof. M. Sc. Alyrio Cardoso Filho

Cuiabá

2012/2

AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente a DEUS, pai misericordioso que sempre esta ao meu lado e por me dar força e disposição e pelo discernimento concedido ao longo do curso. Agradeço à minha Família, especialmente meus pais Eurimar e Avani, que me deram toda a estrutura para que me torna-se a pessoa que sou hoje. Além de sua confiança e amor que me fortalece todos os dias. Agradeço ao professor e orientador Alyrio, que sempre presente esclareceu minhas dúvidas, e teve grande papel para o desenvolvimento do trabalho de graduação. A todos os meus professores, colegas e acima de tudo grandes amigos, que unidos chegamos ao fim dessa jornada.

―Deus nos concede, a cada dia, uma página de vida nova no livro do tempo. Aquilo que colocarmos nela, corre por nossa conta.‖ (Emmanuel)

RESUMO

O tempo hoje é de alto valor para as pessoas, nas quais buscam facilidades para diversas funções, com isso foi criado o pagamento móvel, que agrega muitas vantagens competitivas, mas com isso teve muitas coisas por trás para que inventassem essa tecnologia. Através disso, será demonstrado tudo que antecedeu até chegar a essa tecnologia, detalhando os tipos de pagamento móvel existentes atualmente, além de seu histórico, funcionamento, segurança e vantagens agregadas aos consumidores e empresários. Por ser muito amplo, foi feito uma comparação entre as principais tecnologias que são NFC (Near Field Communication) e SMS (Short Message Service), a primeira por ser a mais inovadora e a segunda por ser a mais utilizada no Brasil.

Palavras-chave: Pagamento Móvel. Comércio Eletrônico. NFC. SMS.

ABSTRACT

The time today is of high value to people, in which they seek facilities for various functions, it was created with mobile payment, which aggregates many competitive advantages, but with so many things behind had to invent this technology. Through this, everything will be demonstrated prior to reaching this technology, detailing the types of existing mobile payment today, plus its history, operation, security and added benefits to consumers and businesses. Because it is very broad, a comparison was made between the key technologies that are NFC (Near Field Communication) and SMS (Short Message Service), the first being the most innovative and the second being the most used in Brazil.

Keywords: Mobile Payment. Electronic Commerce. NFC. SMS.

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 9 1.Inovações Tecnológicas ...................................................................................... 11 1.1 Telefonia Celular .............................................................................................. 11 1.1.1Smartphones e “Superphones”............................................................... 13 1.1.2 Tablet ........................................................................................................ 14 1.2 Mobile Banking................................................................................................. 15 1.3 Android............................................................................................................. 16 1.4 iOS ................................................................................................................... 17 1.5 Windows Phone ............................................................................................... 18 2.Comércio Eletrônico ............................................................................................ 20 2.1.Comércio Eletrônico no Brasil .......................................................................... 22 2.2.Benefícios do Comércio Eletrônico .................................................................. 26 2.3 Segurança e Resistência com a tecnologia ..................................................... 27 2.4 Mudanças ocorridas ......................................................................................... 29 3.Pagamento Móvel ................................................................................................. 30 3.1 Tipos de Pagamento Móvel ............................................................................. 31 3.2 Tecnologias de Pagamento Móvel ................................................................... 32 3.2.1 NFC ........................................................................................................... 32 3.2.2 QR Code ................................................................................................... 35 3.2.3 SMS ........................................................................................................... 36 3.2.4 USSD ......................................................................................................... 40 3.2.5 WAP .......................................................................................................... 42 4.Comparativo entre NFC e SMS/USSD ................................................................. 45 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................... 48 BIBLIOGRAFIA ........................................................................................................ 49

INTRODUÇÃO

O Pagamento Móvel (mobile payment) é uma nova tecnologia que chega para acrescentar muitas vantagens a clientes e empresários, pois agrega muitas vantagens competitivas, devido sua agilidade e facilidade de realizar transações e pagamentos através de um telefone celular ou dispositivo móvel, portanto torna-se também uma nova forma de pagamento para os usuários. Para chegar até o pagamento móvel, surgiram várias outras tecnologias que já é de amplo conhecimento como: celular, smartphone (telefone inteligente), tablet, mobile banking e comércio eletrônico. Então, tiveram a ideia de unir as vantagens das tecnologias ditas anteriores e criar o pagamento móvel que possibilita ao usuário que através de qualquer dispositivo móvel possa utilizar essa nova forma de pagamento. Dentro do Mobile Payment (pagamento móvel) existem várias tecnologias para realizar o pagamento, podendo ser por meio remoto, que realiza a transação de qualquer local direto do seu telefone celular, e por proximidade, que aproxima o aparelho que dispõe da tecnologia de algo que receba os dados desse aparelho. As principais tecnologias de pagamento móvel são NFC (Near Field Communication), comunicação de campo próximo em português, e SMS (Short Message Service), a primeira é a mais tendenciosa por ter mais vantagens oferecidas aos clientes, principalmente pela agilidade e facilidade de realizar a transação, já a segunda é a mais utilizada no Brasil atraindo inúmeros clientes, principalmente por ter várias soluções existentes e realizar a transação de qualquer local. No primeiro capítulo, irá mostrar os principais dispositivos em que podem ser utilizados na tecnologia, desde o telefone celular até os Superphones e tablets que são as tendências atualmente, e também o mobile banking que foi um dos princípios que fez originar o pagamento móvel.

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No segundo capítulo, será mostrado o comércio eletrônico com detalhes sobre seu uso no Brasil, seus benefícios, a segurança e as mudanças que ocorreram com o uso desse tipo de comércio. No terceiro capítulo, o pagamento móvel será detalhado com seus dois tipos existentes e as tecnologias que possibilitam fazer o pagamento móvel, com dados sobre o que é, seu funcionamento, segurança e ilustrações. No último capítulo, terá uma comparação das duas principais tecnologias que são: NFC e SMS/USSD, como explicado anteriormente a primeira pelas vantagens e a segunda por ser a que mais tem cliente no país.

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1. Inovações Tecnológicas

O mundo hoje vive em torno de tecnologias, que servem essencialmente para trazer muitos benefícios à população, em torno disso foi desenvolvido o celular que é principal meio de comunicação atualmente, e a partir dele smartphones, superphones, tablets; que trouxeram ao usuário várias funcionalidades de um modo mais fácil de ser feito ações cotidianas. Paralelamente à criação do telefone celular, criaram o mobile banking (ou banco móvel) que através do seu dispositivo ele tem em suas mãos um ―terminal bancário‖ onde realiza transações que seriam feitas em agências bancárias, sendo feitas no seu telefone celular. Surgiu então o pagamento móvel (ou mobile payment) fazendo com que o celular torna-se uma ―carteira digital‖ onde realizaria pagamentos, transações e outras atividades, que tornaram mais ágeis e fáceis para o consumidor. O mobile payment tem tudo para se torna como uma grande forma de pagamento para os clientes, já que agrega muitas vantagens competitivas e que facilitam o dia-dia das pessoas além de ser um novo meio para poder ser utilizado.

1.1 Telefonia Celular

O uso do telefone celular é recente no país, mas que em poucos anos tornouse essencial nas vidas das pessoas e sendo o principal meio de comunicação atualmente. De acordo com ROCHA, a evolução da telefonia móvel no país foi do seguinte modo, no Brasil a primeira cidade a utilizar telefonia móvel foi Rio de 11

Janeiro, no ano de 1990, logo após com surgimento de outro sistema a beneficiada, foi a capital do país, Brasília, sendo seguida por Campo Grande, Belo Horizonte e Goiânia. No ano de 1993, foi inaugurada na cidade de São Paulo, a telefonia móvel celular e no mesmo ano teve lançamento do celular digital. Na capital do país novamente em 1997, tem inicio o primeiro serviço do Brasil da Banda B, e em maio do próximo ano, o uso dos primeiros celulares digitais na região metropolitana de São Paulo. A crescente mobilidade exigida pelas pessoas está sendo visível atualmente, que em Março de 2012, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações – ANATEL, a quantidade de celulares no nosso país já ultrapassa a marca de 250 milhões. Como mostra a tabela abaixo: Plano de Serviço Total Percentual (%) Pré-Pago 205.241.379 81,83 Pós-pago 45.584.992 18,17 Total 250.826.371 100 Fonte: Agência Nacional de Telecomunicações - ANATEL Através de NOVAES (2012) mostra que devido à expansão dos serviços da rede 3g a telefonia móvel deve continuar crescendo no ano de 2012, pois no ano anterior teve um acréscimo de 99%, mesmo não sendo a grande fatia dos celulares habilitados no país. No ano de 2011, as operadoras obtiveram um recorde em novas habilitações de linhas de celular, fechando o ano com quase 250 milhões, significa uma alta de 19% em relação ao ano anterior. A tendência para o ano de 2012, é que tenha uma alta de 18%, principalmente pelo apoio do governo com as leis de incentivos fiscais na produção de aparelhos celulares. O número de celulares já se tornou maior que de habitantes no Brasil, e no ranking mundial de aparelhos celulares por países o Brasil já se encontra na quinta posição, o que mostra o Diário Tecnológico TECNOBLOG (2010):
Com exatas 2.967.108 novas ativações no último mês de outubro, a telefonia móvel no Brasil ultrapassou a mítica marca de um celular por habitante. [...] Desta maneira o Brasil se torna o quinto país com o maior número de linhas habilitadas no mundo, ultrapassando a Indonésia e atrás somente da Rússia, EUA, Índia e China. Os números mostram que até o momento 20,4 milhões de novas linhas foram ativadas em 2010, e que o mercado vem, em média, registrando taxas de crescimento de 10% ao mês.

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1.1.1 Smartphones e “Superphones”

Atualmente o telefone celular teve uma enorme evolução desde sua chegada ao país, com a chegada dos smartphones (ou telefone inteligente), que é um telefone celular acrescido de funcionalidades avançadas executadas por um sistema operacional, como diz o blog UMPOUCODETUDO (2011):
Smartphone é um telefone celular com funcionalidades avançadas que podem ser estendidas por meio de programas executados no seu sistema operacional. Os sistemas operacionais dos smartphones são ―abertos‖ (não confundir com código-fonte aberto), o que significa que é possível que qualquer pessoa desenvolva programas que podem funcionar nesses telefones. Numa tradução livre, do inglês ―smartphone‖ - ―telefone inteligente‖. Usualmente um smartphone possui características mínimas de hardware e software, sendo as principais: capacidade de conexão com redes de dados para acesso à internet, capacidade de sincronização dos dados do organizador com um computador pessoal e agenda de contatos que utiliza toda a memória disponível no celular (não é limitada a um número fixo de contatos). Pode ser considerado a soma das funcionalidades de um PDA com as de um telefone celular.

De acordo com OLHARDIGITAL (2012), a taxa de crescimento anual no uso de smartphones é de 24,9% nos próximos cinco anos, representando que será atingida a marca de 1,7 bilhão de aparelhos vendidos em 2017, valor muito alto comparado ao quase meio bilhão comercializado no ano de 2011. Através dos smartphones, o sistema mais utilizado será o Android, tendo um grande aumento na utilização atingindo 48% do mercado, contra 28% da concorrente Apple. E outro fato importante a ser citado é que o Windows Phone também vai crescer, mas não de forma significativa, o sistema deve chegar a 13% da fatia mundial de smartphones vendidos em 2017 - isso, em partes, graças ao auxílio da Nokia. Após lançamento dos smartphone, chegou ao mercado o ―superphones‖ (ou superfones), que são os smartphones com excelentes configurações de hardware, esse termo surgiu em 2010 após o lançamento do Google Nexus One, e de acordo com o blog (A TECNOINFO, 2012) superphones são:
Não demorou muito e surgiu o termo "superphone". Esse termo apareceu ainda em 2010, quando o primeiro celular do Google (Nexus One) foi lançado. O aparelho que era fabricado pela HTC, rodava o sistema Android 2.2 e apresentava um hardware interessante. A dúvida que com

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certeza permaneceu durante um tempo na cabeça de muita gente foi o porque da mudança do termo smart para super. Em uma declaração oficial, o Google justificou que um superphone deveria ter um código aberto e apresentar um alto desempenho. Embora o Nexus One apresentasse um processador de 1 GHz e 512 de memória RAM, há quem diga que o Google usou esse termo só para chamar atenção, já que o Nexus One foi o primeiro aparelho oficial da empresa. De lá pra cá, muitos fabricantes perceberam que o termo superphone só deveria ser usado em aparelhos que apresentassem uma boa especificação de hardware. Nos dias atuais o termo superphone é utilizado para designar aparelhos que possuem processadores dual-core e com chip gráfico (GPU).

1.1.2 Tablet

Juntamente com os smartphones e superphones, outro eletrônico chegou com força ao mercado, o Tablet, que executa as funções de um computador pessoal, mas de maneira portátil. De acordo com FORCESYSTEM (2011):
Tablet é mais uma versão de computador pessoal que pode ser usado para escrever textos, assistir vídeos, jogar, acessar a internet e outras coisas que dá para fazer com um PC. Não é uma boa ideia comparar com um computador convencional, mas é quase impossível não existir analogia. Algumas (pseudas) diferenças: tela touch screen, que substitui o teclado, portabilidade, formato de prancheta e outras. Uma das melhores coisas que pode ser feito com um tablet é acessar a internet. Como tem wireless e wi-fi, é uma mão na roda para conectar-se, não somente em casa, mas em muitos lugares que dão o sinal de graça, via wi-fi. Por ter uma tela mais generosa em tamanho, é bem melhor do que aquelas pequenas do celular. Então, é um tamanho realmente bom para navegar quando em locais fora ao ambiente tradicional. Existem muitas marcas e formatos de tablets. Existem também diversos sistemas operacionais, Neste mercado entram, entre outros, os que são conhecidos em smartphones e celulares: Windows, Android, iOS (para o iPad), webOS, Playbook (que fabrica BlackBerry), Linux e outros.

O tablet mais famoso é o iPad da Apple, mas as opções são muito grandes. No momento de comprar é importante considerar todos os fatores que se usam para a compra de um equipamento qualquer. Verifique quantidade de memória, tamanho da tela, velocidade do processador, sistema operacional, softwares compatíveis, conectividades e outros. Os tablets são muito práticos para quem precisa usar um computador fora de seu ambiente normal de trabalho, pois, possuem tamanhos e recursos ideais para uso em praticamente qualquer lugar, como o celular, mas, com algumas funções 14

próprias de um computador convencional, sendo este último, o líder absoluto no seguimento.

1.2 Mobile Banking

Depois de difundido o uso do telefone celular, buscaram-se novas tecnologias e recursos para ser utilizados por meio dele, com isso surgiu o mobile banking, como afirma SANTOS (2011):
Uma das consequências das inovações no setor de telecomunicações foi a difusão do telefone celular. Devido ao aumento de possibilidades tecnológicas e de recursos disponíveis nos aparelhos, o celular passou a representar um novo canal e, agora, um potencial para as relações de compra. No setor bancário, ao se visualizar o telefone celular como nova mídia e após a rápida difusão do internet banking, as instituições passaram a avaliar a possibilidade de autoatendimento pelo telefone celular. O mobile banking é esse novo serviço bancário que possibilita aos clientes realizarem pelo celular quase todas as operações disponíveis em caixas de autoatendimento e internet banking. Correntistas podem consultar extratos e saldos, fazer transferências entre contas do banco, pagamentos de títulos e convênios, DOC/TED, recarga de celular pré-pago e empréstimos. Futuramente, os usuários poderão, também, fazer investimentos e resgates pelo mobile banking. A principal diferença entre internet banking e mobile banking é que na internet tem-se um modelo centrado no computador - ou seja, o usuário vai onde o computador está e ainda depende do acesso à rede. ―No caso do telefone celular, é o serviço que está onde quer que o usuário vá - ou seja, é um modelo centrado no usuário.‖

Após o grande uso do internet banking, que se tornou comum no cotidiano das pessoas chegando a milhões de pessoas, surgiu o mobile banking, ou ―banco móvel‖, que aos poucos está crescendo no mercado. GOUVEIA (2007) afirma que no seguimento do mobile banking o Brasil se destaca mundialmente:
A última tendência em automação bancária é a mobilidade dos serviços. O banco tornou-se progressivamente móvel, acessível de qualquer lugar graças à tecnologia dos telefones celulares. O chamado mobile banking é visto como a terceira revolução tecnológica no atendimento ao cliente (a primeira introduziu os caixas eletrônicos e a segunda, a internet). O "banco no celular" incorpora mais de 60 tipos diferentes de tecnologias que permitem não apenas a realização de transações bancárias de

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pagamentos e movimentações financeiras, mas também uma nova forma de efetuar pequenas despesas, reduzindo a necessidade de se ter dinheiro no bolso. José Luis Prola Salinas, vice-presidente de Tecnologia e Logística do Banco do Brasil, afirma que o banco já possui 8,4 milhões de clientes habilitados em internet e mobile banking e que a tendência é de crescimento contínuo desse novo canal.

Consequentemente com o crescente número de aparelhos celulares no Brasil, temos também o aumento de operações bancárias via dispositivos móveis, que segundo pesquisa feita pela FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos) mostra a ascensão obtida pelo mobile banking:
As operações bancárias realizadas por meio de smartphones e tablets (mobile banking) cresceram 50% em 2011 em relação a 2010. Hoje mais de três milhões de correntistas já fazem uso deste meio. Se persistir tal ritmo de crescimento, num prazo de cinco a sete anos, o mobile banking terá a mesma relevância do internet banking, que, por sinal, também vem avançando de forma vertiginosa no Brasil. Esta é uma das conclusões da Pesquisa Ciab Febraban, a ser divulgada na íntegra na próxima semana. A pesquisa foi realizada com um grupo de instituições financeiras que representa mais de 90% dos ativos do setor, e consolida dados da atividade bancária de 2011, tais como despesas e investimentos dos bancos em tecnologia, número de contas correntes, de clientes de Internet Banking e de Mobile Banking, além das operações e evolução do uso de caixas eletrônicos no Brasil.

1.3 Android

Sistema operacional de celular mais utilizado no mercado atualmente, ultrapassando o sistema iOS que era líder absoluto dos S.O para os telefones móveis. E sua história mostra o crescimento rápido que teve do sistema no mundo, como afirma o ANCORADOR (2011):
No ano de 2005, o Android Inc., uma pequena companhia na Califórnia, foi adquirido pela Google. Em 2007, a Google deu início a formação de uma aliança comercial: A ―Open Handset Alliance‖. Seu objetivo era reduzir despesas com softwares a partir da criação de padrões livres para os dispositivos móveis. Havia 65 membros, incluindo empresas de telefonia, desenvolvedores de software e fabricantes de celulares. No mesmo ano, a Google anunciou a criação de seu novo sistema, o Android, baseado em sistema operacional Linux. Mas, as emoções e o sucesso advindos desta inovação ainda estavam por vir. O primeiro celular com

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Android foi fabricado em 2008, pela HTC. Com teclado na parte inferior, tela sensível ao toque e acesso rápido a aplicativos da Google, estas eram algumas características do produto. Em 2009, o aparelho chegou ao Brasil. Atualmente, o sistema operacional possui inúmeras funcionalidades, já foram lançadas quase dez versões, para seu uso em tablets, celulares e outros dispositivos.

1.4 iOS

A história desse sistema operacional mostra como foi rápido o sucesso dele em pouco tempo e mesmo tendo um custo alto atualmente no mercado tem uma grande parcela na venda dos aparelhos, como mostra WIKIPEDIA (2012):
O sistema operacional foi lançado com o iPhone na "Macworld Conference & Expo" em 9 de janeiro de 2007, e lançado no mês de junho. Inicialmente, as aplicações de terceiros não eram permitidas. Steve Jobs argumentou que os desenvolvedores poderiam criar aplicativos web que "se comportam como aplicações nativas no iPhone". Em 17 de outubro de 2007, a Apple anunciou que a SDK nativa estava desenvolvimento e que eles esperassem para colocá-la nas "mãos dos desenvolvedores". Em 6 de março de 2008, a Apple lançou o primeiro beta, juntamente com um novo nome para o sistema operacional: o "iPhone OS". A rápida venda de dispositivos móveis da Apple acendeu interesse no SDK. A Apple também vendeu mais de um milhão de iPhones durante uma temporada de feriados de 2007. Em 27 de janeiro de 2010, a Apple anunciou o iPad, com uma tela bem maior do que o iPhone e iPod touch, e projetado para navegar na web, o consumo de mídia, e da leitura iBooks. O nome "iOS" foi usado pela Cisco. Para evitar qualquer ação judicial em potencial, a Apple licenciou o "iOS" uma marca registrada da Cisco.[2] A 11 de Junho de 2012 foi apresentado a nova versão do sistema operativo, iOS 6. Com ele vêm 200 novas funcionalidades, entre elas, está uma nova aplicação de mapas totalmente independente da Google e com navegação turn-by-turn.

A iOS foi a plataforma que deu ênfase aos sistemas operacionais de celulares concorrentes, com conceitos já mais vistos e alavancando a marca Apple, e tornouse líder do mercado móvel nos últimos anos, que mostra Cris Halls (2011):
Após o fracasso da Motorola com um celular em parceria com a Apple que tinha um iTunes dentro para gerenciar a parte de música, Steve Jobs percebeu que deveria ser a própria Apple a desenvolver um aparelho integrando o iPod com um telefone celular e entrou em negociações diretas com a Cingular — excluindo de vez a Motorola. Nas suas reuniões secretas em quartos de hotéis com os chefões da Cingular, Jobs passou uma mensagem importante: ―Apple tem tecnologia para construir algo

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verdadeiramente revolucionário, ―anos-luz à frente de todo o resto‖ e estava disposta a avançar com um contrato de exclusividade para fechar o negócio. O iOS é o sistema operacional que fica no coração dos dispositivos iPhone, iPod touch e Ipad. Com uma prática interface, recursos fantásticos e grande estabilidade, os usuários quando pegam nestes dispositivos pela primeira vez já sabem como utilizá-lo. A interface MultiTouch do iOS foi desenvolvida para o manuseio através do dedo.

O iOS introduziu vários conceitos que hoje em dia são comuns, por exemplo, o uso de acelerômetros para saber a posição em que o aparelho se encontra, sistema de controle por voz, ―shake to shuffle‖ que permite escolher músicas aleatoriamente apenas ―sacodindo‖ o aparelho, etc.

1.5 Windows Phone

Já consagrada nos mercados de sistemas operacionais de computadores, a Microsoft, está crescendo no ramo dos S.O. para telefones celulares, com o recém chegando Windows Phone 7, que trás propostas boas para usuários de celulares, e HAMID (2011) mostra que:
Tudo começou no ano de 2004, quando houve o trabalho para a grande atualização do sistema operacional Windows Mobile, com o nome de projeto "Photon", porém seu desenvolvimento era mais lento do que os criadores esperavam e ele foi cancelado. Após uma série de mudanças e uma determinada reorganização da equipe, começaram a trabalhar com um novo sistema. Este novo produto da Microsoft era para ser lançado em 2009 como simplesmente Windows Phone, mas diversos imprevistos obrigaram a Microsoft a lançar no mercado um sistema intermediário, o Windows Mobile 6.5. Logo após, o Windows Phone 7 foi desenvolvido rapidamente e revelou que uma de suas consequências foi a não possibilidade de executar os programas do antigo Windows Mobile no novo sistema. O Windows Phone 7 foi anunciado oficialmente no dia 15 de fevereiro de 2010, na "Mobile World Congress", realizada em Barcelona. Em 15 de março do mesmo ano, foram revelados detalhes adicionais sobre o novo sistema na Microsoft. O kit de desenvolvimento de software final para o sistema WP7 foi disponibilizado em 16 de setembro de 2011. Após o lançamento, em outubro de 2010, Steve Ballmer, presidente executivo da Microsoft, anunciou as parcerias firmadas com as marcas de celulares. Entre elas, estavam cerca de dez dispositivos a executar o novo sistema, como HTC, Dell, Samsung e LG. Os aparelhos foram

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disponibilizados em 30 países, por 60 operadoras, com lançamento previsto de mais dispositivos neste ano.

Seu crescimento é tão grande, que já ultrapassou o iPhone na china, que mostra FISCHMANN (2012), em apenas dois meses do lançamento do Windows Phone, já teria atingido 7% do mercado chinês, superando surpreendentemente o iPhone que tem 6%, em primeiro lugar no comércio do país se encontra a plataforma Android, com vasta vantagem para seus concorrentes tendo 69%. Em entrevista um executivo da Microsoft informou que o crescimento do Windows Phone está apenas começando. Fato importante dos dados citado, é que o baixo domínio do iPhone na China tem um grande fator pela Apple, fabricante do aparelho, não ter feito um acordo com a China Mobile, além de ser a maior operadora do país é a maior do mundo.

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2. Comércio Eletrônico

Com o surgimento da internet e a necessidade de muitas pessoas atrás de produtos nos comércios, surgiu então um novo meio de comercialização chamado Comércio Eletrônico (e-commerce), que trouxe mais facilidade, agilidade e praticidade aos clientes; além de aumentar o lucro aos comerciantes. De acordo com ALMEIDA JUNIOR (2007), comércio eletrônico é uma transação comercial feita utilizando um dispositivo eletrônico, podendo ser celular, terminais e computadores. No início o comércio eletrônico era muito utilizado para venda de produtos de pequenos valores, como cd’s, livros e produtos palpáveis, mas o comércio mundial absorveu bastante a tecnologia, tendo com isso um enorme avanço no uso do comércio eletrônico. Ações que jamais poderiam imaginar que seriam feitas, já estão disponíveis aos usuários, como exemplo do autor, a venda de pacotes turísticos, onde através do site da agência o cliente pode adquirir seu pacote para o local escolhido, direto do seu dispositivo. Há diversos tipos de comércios eletrônicos, e no passar dos anos assim como o avanço da tecnologia vão criando novas alternativas que dão mais facilidades aos consumidores e comerciantes. RIBEIRO (2012) afirma que os três principais são:
B2B (Business to Business): Em um cenário extremamente competitivo, enxergar outras empresas que atuam na mesma área como concorrentes apenas, se tornou uma visão ultrapassada. Hoje a parceria é fundamental para o crescimento de ambos os lados. A competição ainda existe, mas a cooperação é um passo importante. Várias empresas abrem espaços para parceiros em suas intranets a fim de compartilhar conhecimento. Um exemplo bem sucedido dessa prática é o programa Microsoft Students to Business (S2B) http://www.microsoft.com/studentstobusiness/home/default.aspx, em que a Microsoft fecha parcerias com empresas que utilizam sua tecnologia, treinando alunos que então são encaminhados para essas empresas. B2C (Business to Consumer) – Representa o comércio e transações comerciais entre uma empresa e um cliente. É o exemplo mais fácil de ser entendido, uma vez que já se tornou comum realizar compras no

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ambiente virtual. Um dos exemplos mais bem sucedidos hoje de B2C é a empresa americana Amazon http://www.amazon.com/, que inicialmente trabalhava como o comércio de livros através de compras realizadas pela internet. Contudo, ao enxergar novas oportunidades para seu negócio, o escopo de negócio da empresa foi redefinido e ela passou a atuar em áreas de mercado completamente diferentes de sua área inicial. Isso só foi possível devido à poderosa integração de sistemas utilizados, como os de atuação em processos de e-SCM a fim de controlar os produtos a venda, permitindo que a empresa vendesse produtos que estariam estocados em seus fornecedores, aumentando assim o leque de produtos oferecidos e eliminando a necessidade de grande estocagem local. Sistemas como os do tipo e-CRM permitem a análise do perfil do cliente, oferecendo a ele produtos de interesse. Aliados a um bom sistema de BI, foi possível tomar decisões estratégicas com menor risco, o que foi responsável pelo sucesso da empresa, que hoje entrega seus produtos mundialmente. C2C (Consumer to Consumer) – O tipo de transação C2C se popularizou bastante nos últimos anos. Nessa classe os consumidores lidam diretamente com outros consumidores, como no site Mercado Livre http://www.mercadolivre.com.br/. Com a popularização de redes sociais, os aplicativos de compra e venda de produtos nessas redes começa a surgir e promete ser uma área promissora. O Facebook, por exemplo, já conta com um aplicativo que pode ser integrado a páginas pessoais ou até mesmo de empresas, facilitando o processo de compras. Além dos três principais, existem outros que aos poucos estão sendo aceitos entre consumidores e comerciantes, mas que poucos sabem que são tipos de comércios eletrônicos, entre eles a compra coletiva que se tornou muito popular no Brasil. C2B – (CONSUMERS-TO-BUSSINES) - Negociação Eletrônica entre consumidores e empresas. E o reverso do B2C, também chamado de leilão reverso. Acontece quando consumidores vendem para empresas. Esta modalidade começa a crescer no Mercado eletrônico, pois uma empresa que deseja adquirir um produto, anuncia na rede a intenção de compra. Os consumidores que possuem o que a empresa quer, faz a oferta. MENDES(2006) Compra coletiva- É um modelo de comércio eletrônico que leva aos internautas promoções incríveis, com descontos quase irrecusáveis. Em que o usuário escolhe a oferta que deseja e compra, assim que um número mínimo de compradores consome o produto a compra está fechada. Mas esse número mínimo de compradores deve ser atingido no tempo estipulado pelo site, que normalmente dura 24 ou no máximo 48 horas. Para poder ativar um desconto é necessário atingir um número mínimo de usuários que compraram aquela oferta no site de compra coletiva. LARISSA(2011) B2E (Business-to-Employee) - Normalmente relacionado aos portais (intranets) que atendem aos funcionários. Tem por objetivo de ser uma área central de relacionamento com a empresa. Através dele os funcionários podem, por exemplo, pedir material para sua área, gerir todos os seus benefício ou até utilizar processos de gestão dos funcionários (faltas, avaliações, inscrições em treinamentos…). RODRIGO (2005) B2G (Business to Governement) – São as transações entre empresa e governo. Os exemplos comuns de B2G são licitações e compras de fornecedores. RODRIGO (2005) G2B (Government to Business) - É a relação de negócios pela internet entre governo e empresas. Por exemplo: as compras pelo Estado através da internet por meio de pregões e licitações, tomada de preços, etc. (Torres, 2004, p. 48). São as transações entre empresa e governo. Os exemplos comuns de B2G são licitações e compras de fornecedores. A categoria negócio-

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administração cobre todas as transações entre companhias e organizações governamentais. Esta categoria está na infância, mas pode expandir-se rapidamente à medida que os governos usarem suas próprias operações para despertar a atenção e o crescimento do comércio eletrônico. Nos Estados Unidos já é possível cadastrar-se como fornecedor de certos produtos ao governo via internet e todo o processo de compras também é eletrônico. GABRIEL (2009) G2C (Government to Citizen) - É uma relação comercial pela internet entre governo (estadual, federal ou municipal) e consumidores. Exemplos: o pagamento via Internet de impostos, multas e tarifas públicas. Podemos definir como portais orientados a serviços prestados ao público por meios de sítio oficial que disponibilizam desde serviços, empregos e educação à guia do consumidor para serviços prestados ao cidadão. Portanto temos o G2C com uma ferramenta para levar ao cidadão conhecimento, informação e serviços diversos sobre o governo. Trazendo o cidadão para mais perto do governo sendo um ponto mais fundamental para a inclusão digital com a união do cidadão, não importando a classe, visão política ou até mesmo o nível de escolaridade. GABRIEL (2009)

Além dos tipos de comércio eletrônico citados acima, temos também como afirma VLOJAS, Peer to Peer (Par-a-par ou P2P) onde pessoas compartilham arquivos digitais por meios de software, mas este ramo não tem muito retorno financeiro, sendo mais utilizado para pitaria e crimes virtuais. Temos também o mCommerce (Comércio móvel), que é uma transação comercial feita por meio de dispositivos moveis como celulares, smartphones e tablets tem sido muito utilizado por clientes e é uma aposta para o futuro do comércio eletrônico. Outro tipo de comércio eletrônico que existe é o s-Commerce (comércio social) feito por meio de redes sociais, pois como é de conhecimento as redes sociais são utilizadas por milhões de usuários devido a esse fator o comércio social tem uma grande forma para atrair clientes. Até mesmo as televisões digitais já estão fazendo parte do comércio eletrônico por meio do T-Commerce ( Comércio televisivo) onde a qualquer momento do programa de TV o cliente pode comprar o produto exibido através de seu cartão ou indo ao estabelecimento. GOMES (2011) também explica um novo conceito de vendas, que é o Fcommerce (Comércio no Facebook), onde através da rede social de maior uso no mundo segundo pesquisas, os usuários podem fazer compras através das loja inseridas na rede, que por sinal tem em vasta proporção.

2.1.

Comércio Eletrônico no Brasil 22

O comércio eletrônico no mundo já existe a mais de décadas, assim como também no Brasil, mas que é de pouco conhecimento para pessoas que imaginam que esse tipo de comércio é recente no país. O portal CAMPANHAEMAIL (2008) explica como foi a chegada do e-commerce no país:
Nos Estados Unidos, o e-commerce teve início em 1995, com o surgimento da Amazon.com e outras empresas. Já no Brasil, o setor começou a se desenvolver cinco anos depois. Desde então, as vendas através do comércio eletrônico não pararam de crescer no país. Vamos aos dados: em 2001, o setor faturava um montante em torno de R$ 0,5 bilhão. Em 2007, o faturamento do comércio eletrônico no Brasil foi de R$ 6,3 bilhões, o que representou um crescimento de 43% em relação a 2006. As informações foram divulgadas pelo estudo exclusivo da 17ª edição do Relatório "WebShoppers" realizado pela e-bit. Se for tomado o período 2001-2007, o crescimento total foi de mais de 1.000% - número extremamente expressivo dado o curto espaço de tempo. O relatório também constatou que foram realizados 20,4 milhões de pedidos (acréscimo de 5,4 milhões) por 9,5 milhões de e-consumidores, com a chegada de 2,5 milhões de novos compradores. Alguns fatores contribuíram para isso: variedade dos produtos, comodidade e facilidade na comparação de preços em diversas lojas em curto período de tempo, possibilidade de parcelamento sem juros e condições de pagamento facilitadas, além do aumento do número de internautas consumidores.

Após o comércio eletrônico tornar-se bem conhecido no cotidiano das pessoas o número de consumidores eletrônicos assim como de faturamento anual do e-commerce no Brasil estão em rápida progressão, como o site E-commerce:

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2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Consumidores Crescimento.% 1.1 2.0 2.6 3.4 4.8 7.0 9.5 13.2 17,6

2010 23,00 30%

2011 31,7 37%

81% 30% 31% 41% 46% 36% 39% 33%

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ANO 2011 2010 2009 2008 2007 2006 2005 2004 2003 2002 2001

FATURAMENTO R$ 18,70 bilhões R$ 14,80 bilhões R$ 10,60 bilhões R$ 8.20 bilhões R$ 6.30 bilhões R$ 4,40 bilhões R$ 2.50 bilhões R$ 1.75 bilhão R$ 1.18 bilhão R$ 0,85 bilhão R$ 0,54 bilhão

Variação 26% 40% 33% 30% 43% 76% 43% 48% 39% 55% -

Fonte eBit - www.e-commerce.org.br. Não considera vendas de automóveis, passagens aéreas e leilões on-line.

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Para o ano de 2012, o faturamento teve um aumento relevante no primeiro semestre, e sua previsão é de seguir essa elevação no segundo semestre e comparado ao ano anterior ter um aumento significativo. Como diz AGUIARI (2012), o comércio eletrônico no país tem um total de R$ 10,2 bi em vendas no primeiro semestre de 2012, de acordo com dados divulgados pela empresa e-bit. Esse número representa um aumento de 21% em comparação ao mesmo período do ano anterior, já para o segundo semestre é também esperando um aumento de 20% em relação ao mesmo período do ano antecessor. Totalizando as vendas anualmente é esperado que o ano de 2012 tenha como receita R$ 22,5 bi. O Brasil vem se tornando entre os países emergentes onde tem grande potencial para o comércio eletrônico e tendo destaque mundialmente ficando atrás apenas da China. Como demonstra GREGO (2012):
O Brasil é um dos países emergentes onde há maior potencial de crescimento para o comércio eletrônico. É o que conclui um estudo divulgado nesta segunda-feira pela A. T. Kearney. Ele analisa o potencial de 30 países emergentes para o desenvolvimento do varejo online e classifica os dez primeiros num ranking. O Brasil aparece em segundo lugar, atrás apenas da China. O estudo, chamado Índice de e-Commerce de Varejo 2012, aponta que as melhores oportunidades estão em grandes mercados emergentes onde há muitas pessoas com acesso à internet e infraestrutura sólida. No Brasil, a estimativa é que o comércio online movimente 10,6 bilhões de dólares por ano e a previsão de crescimento é de 12% ao ano nos próximos cinco anos no país. Na análise da empresa, os produtos eletrônicos de consumo são o tipo de mercadoria de maior sucesso nos sites das lojas online brasileiras. Já as vendas de roupas são marginais na internet, uma vez que o consumidor brasileiro valoriza a experiência social de realizar a compra na loja.

2.2.

Benefícios do Comércio Eletrônico

O comércio eletrônico em conjunto com a tecnologia trouxe muitos benefícios tanto para o comerciante, como também para os consumidores, já que tem a facilidade do vendedor expor seu produto para qualquer lugar do mundo e a vantagem do cliente fazer a comprar sem precisar sair de sua residência, além dessa vantagem tem outras como demonstra CASTRO (2012):
-Benefícios para o consumidor eletrônico

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O e-commerce traz grandes benefícios para os clientes, para os consumidores e também para os fornecedores. Os grandes ganhos para os consumidores é proporcionar compras mais eficientes, oferecendo um maior leque de escolhas, preços mais baixos e um alto nível de serviços personalizados. Também oferece novos tipos de produtos e serviços com novas maneiras de adquiri-los. Vantagens tais como: novos tipos de produtos e informações sobre o produto, aumento da concorrência, preços mais baixos e o fator conveniência. Quanto a compras mais eficientes, pode referir-se à facilidade dos consumidores em encontrar e comprar, por exemplo, uma chuteira de futebol em qualquer lugar do país e do mundo (de empresas que tenham ecommerce) e selecionar com um clique do mouse outro fornecedor de camisas e meias de futebol. O consumidor passa a possuir uma fonte de informação constante sobre novos tipos de produtos, podendo comparar preços, prazos de entrega, encontrar informações sobre as empresas, produtos e concorrentes, gerando a possibilidade de verificar suas vantagens, características, preços, rede de assistência técnica e outros benefícios que cada empresa venha a oferecer, disponibilizando produtos mais personalizados ou até mesmo lançamentos de produtos. A facilidade dos mecanismos de pesquisas, tais como os sites de busca buscape.com.br e bondfaro.com.br, entre outros, faz com que os consumidores tenham uma grande gama de fornecedores, e procurem sempre o melhor negócio. - Benefícios para as empresas Os principais benefícios disponibilizados para as empresas são ―custos mais baixos para alcançar um público maior, aberto 24 horas por dia, novos métodos de distribuição, contato direto com o cliente, mais informações sobre os consumidores e marketing personalizado. O ecommerce é capaz de proporcionar vantagens de custos, permite diferenciar os produtos e serviços, e possibilita um melhor relacionamento com os clientes. Outro grande benefício de se manter uma loja virtual funcionando 24 horas é que o custo para isso é baixo, novas tecnologias e sistemas possibilitam que um grupo pequeno de funcionários possa atender a um altíssimo nível de demanda. Uma maior qualidade no processo possibilita que os registros automatizados de operações diminuam a necessidade de conciliações ao reduzir a possibilidade de erros de entrada ou processamento de dados. O sistema controla a plena integridade dos dados, dando maior confiabilidade às informações comerciais e gerenciais necessárias ao dia a dia empresarial, O e-commerce também permite a entrada mais fácil em alguns mercados e auxilia a introdução de produtos substitutos. Essa ferramenta facilita ao cliente ter acesso sobre novos itens de estoque, alteração de tabelas de preços ou lançamento de novos produtos ou versões de produtos, ganhando poder competitivo em relação à concorrência. Com catálogos de produtos, ofertas especiais e divulgação de ações promocionais passam a ser feitas diretamente, agilizando as vendas e aumentando a satisfação dos clientes. Outro diferencial do e-commerce é que é possível o sistema da empresa interagir de forma individual com cada cliente, possibilitando assim um marketing personalizado e obviamente aumentar as vendas com esse tipo de atendimento.

2.3 Segurança e Resistência com a tecnologia 27

SILVA (2011) afirma que:
A preocupação com a segurança e a privacidade transacional, referente a fraudes e ao mau uso de informações financeiras pessoais como as do cartão de crédito; e a preocupação com a privacidade não transacional, referente ao mau uso por terceiros de informações pessoais, aos vírus de computador indesejáveis, ao recebimento de e-mails sem autorização, ao excesso de propaganda, entre outros. (LIMEIRA, 2003, p. 94). Razões que levam o internauta brasileiro a não fazer compras pela rede. Do total de entrevistados 18.6% consideram a falta de segurança como fator decisivo para a desistência da compra on-line e 9.8% apontaram a demora na entrega como empecilho para a compra virtual. Um fator essencial para avaliação de troca ser bem sucedida é a confiança na marca; por isso as empresas devem ser capazes de criar um vínculo de sentimento em seus consumidores, ganhando-lhes a confiança.

Como é normal em toda tecnologia ou novidade que surge, as pessoas tem receio em utilizar, pois a falta de segurança atualmente atinge também o ambiente eletrônico, mas para aumentar a segurança criaram novas alternativas contendo os problemas existentes no comércio eletrônico. Já está sendo desenvolvido um protocolo mais eficiente para as tecnologias como exemplo o SET(Secure Electronic Transaction)Como afirma SILVA (2011):
Hoje já há mecanismos que garantem quase 100% de segurança. Um desses mecanismos é o software conhecido como SET® (Secure Eletronic Transaction) que foi desenvolvida pela IBM® em parceria com a VISA® e MASTERCARD®, o que permite que todos passassem a confiar nas transações eletrônicas, embora essa confiança não seja unânime (CRUZ, 2000). O protocolo SET garante que todas as partes envolvidas na transação: o portador da carteira eletrônica, o estabelecimento, as instituições financeiras e as empresas de cartão de crédito, sejam reconhecidas e verificadas antes da transação se efetivar. COELHO (2006) Outro protocolo chamado Secure Socket Layer (SSL), foi criado pela Netscape® para solucionar o problema de segurança em que envolve cartões de crédito. Com esse protocolo as informações são encriptadas para que somente o usuário e o servidor possam ter acesso ao seu conteúdo assegurando a privacidade da transação.

Através desses principais meios de obter segurança no comércio eletrônico, o risco de ocorrer fraudes de compras em lojas virtuais é mínima comparada com compras em lojas físicas, pois além desses mecanismos existem outros que garantem uma compra segura. 28

2.4 Mudanças ocorridas

As mudanças com a difusão do comércio eletrônico são tantas, que está interferindo no varejo tradicional. Ao analisar essa evolução vemos que o varejo está modernizando para corresponder às necessidades da cliente, como concretiza KEPLER (2012):
Os mais céticos e desentendidos podem afirmar que as vendas via Internet correspondem a apenas 2% do varejo total no Brasil, é verdade, mas esse percentual representa cerca de 40 milhões de consumidores e aumenta a cada dia por conta do aumento de renda da população e maior número de consumidores com acesso à Internet (web e Mobile). Até bem pouco tempo atrás comprar online era apenas uma questão de busca, preço e conveniência, agora os consumidores descobriram outras importantes funções para o e-commerce como compartilhamentos, customizações, opiniões, recomendações, recompensas, experiências e avaliações. E nesse ponto, o varejo físico tradicional precisa entender a importância destas funções sociais e de mobilidade para poder acompanhar estas características na velocidade com que as coisas acontecem e evoluem. Os varejistas tradicionais terão que adaptar o PDV (Ponto de venda) para atender a um cliente que está se acostumando com facilidades e diferenciais que ele usufrui no mundo virtual. Esta adaptação passa pela transformação da maneira de pensar a venda no ponto físico, desde o atendimento, a interação até a forma de mostrar os produtos nas prateleiras. Essas mais recentes inovações estão transformando também o e-commerce e já refletem nos serviços integrados em Lojas Virtuais, como por exemplo, a interação com as Redes Sociais, a customização (produto, oferta e preço certos para o consumidor certo) e a gameficação. Até porque pela internet, as possibilidades e experiências são infinitas.

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3. Pagamento Móvel

A nova tendência para realizar pagamentos se chama Pagamento Móvel (ou mobile payment) que é de fácil entendimento ao consumidor, como afirma EVERMOBILE (2007), nada mais é que o ato de realizar pagamentos ou transações via dispositivos móveis, oferecendo uma compra desse modo com mais agilidade ao cliente, e diretamente uma personalização no atendimento do mesmo, além de ter uma redução nos custos para o varejo e as instituições financeiras. Essa tecnologia chegou como uma nova alternativa ao comércio eletrônico, pois foi visado que o e-commerce se manteve no mercado brasileiro junto do enorme número de telefones celulares que são usados no mundo, então surgiu o pagamento móvel que além de ser uma nova opção ao consumidor agrega muitas vantagens competitivas.
Já os modelos de Mobile payments vêm surgindo de acordo com as exigências de padronização que são permitidas por parte das diversas instituições envolvidas. Essas instituições vêm surgindo na forma de consórcios, os quais vêm enfatizando novas definições e utilizações para essa tecnologia que está surgindo. Essa tecnologia permite a indústria financeira atingir todos os usuários (pré-pagos e pós-pagos), fornecendo serviços transacionais de pagamentos em tempo real, independente da tecnologia da operadora ou do tipo de aparelho utilizado pelo usuário. O serviço cria uma ligação entre consumidores, fornecedores de bens e serviços e indústrias financeiras na liquidação de pagamentos e permissão de créditos. (BARBOSA NETO e CAMPOS, 2008).

O autor mostra que a tecnologia está abrangendo vários meios para atingir por totalidade os usuários de telefone celular, não importando a operadora de telefonia ou o modelo do celular. A intenção é que o telefone celular torne-se uma ―carteira eletrônica‖ ao usuário, e pelo visto vem tornando concreto devido aos números de pessoas e estabelecimentos que vem usando o pagamento móvel. FRANCE PRESSE (2012) explica que:
Os pagamentos móveis devem movimentar US$ 171 bilhões em todo o mundo durante o ano de 2012, representando um aumento de 61,9% em relação a 2011, informou uma pesquisa nesta terça-feira (29). O estudo

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da Gartner afirma que o número de pessoas usando serviços de pagamento móvel vai chegar a 212,2 milhões em 2012 –esse número era de 160,5 milhões em 2011. [...] Segundo a Gartner, o SMS continua a tecnologia de pagamentos dominante nos mercados emergentes. Na América do Norte e na Europa Ocidental, a maior parte dos pagamentos é feita por meio de uma página de internet aberta em smartphones. Outro sistema, conhecido como Near Field Communication, começará a se tornar popular em 2016, diz a pesquisa. A tecnologia NFC permite a realização de pagamentos ao aproximar um smartphone de uma base.

O estudo mostra que deve haver um grande aumento para esse ano de 2012 em comparação ao ano anterior, assim como o número de pessoas que estão utilizando esse serviço. Os dois tipos de pagamentos móveis utilizados são SMS e NFC, esse último vem sendo introduzido nos comércio por ser uma tecnologia muito ágil e prática de realizar as transações e pagamentos.

3.1 Tipos de Pagamento Móvel

Pagamento móvel é dividido em dois tipos: pagamento móvel por proximidade e pagamento móvel remoto, nos quais serão definidos abaixo.

Pagamento Móvel por Proximidade O Portal ADMINISTRADORES (2008) mostra que:
O pagamento por proximidade, também conhecido como contactless payment, é necessário que o usuário tenha um celular com um chip e antena NFC (Near Field Communication), que armazena as informações da conta do usuário e realiza a comunicação com um leitor PDV (Ponto de Venda) de propriedade do estabelecimento. Não é necessária a presença de um vendedor, por exemplo, para esse tipo de transação: basta o usuário aproximar o aparelho a poucos centímetros do leitor e, através de um padrão de comunicação sem fio, a compra é efetuada.

Esse tipo de pagamento móvel por proximidade está sendo o mais estudado para o futuro, devido à tecnologia NFC que agrega muitas vantagens ao consumidor, mas tem como revés o alto preço dos aparelhos que possuem essa tecnologia atualmente no mercado. 31

Pagamento Móvel Remoto O portal ADMINISTRADORES (2008) afirma que, o usuário estando em qualquer local, poderá realizar a transação diretamente no aparelho, sendo por meio de aplicações existentes no dispositivo, ou por meio de SMS/USSD.

Essa tecnologia é a mais usada no mercado atualmente, devido ao seu baixo custo e pela tecnologia atingir uma grande parcela de usuários com telefone celular. Dentro do pagamento móvel remoto, o uso da tecnologia SMS é a mais utilizada pela facilidade que existe de apenas o usuário digitar algumas mensagens e já ter finalizado a transação.

3.2 Tecnologias de Pagamento Móvel

Temos muitas tecnologias de pagamento móvel, e com grande destaque para a NFC que vem sendo muito utilizada no mundo e chegando aos poucos no Brasil. Além dessa temos outras como WAP, SMS, USSD. Abaixo serão detalhadas todas as tecnologias.

3.2.1 NFC

NFC (Comunicação de Campo Próximo) é a principal tecnologia do pagamento móvel, sendo a mais estudada atualmente para ser implementada no país, devido suas vantagens competitivas que agregam ao cliente. Como afirma GORDILHO (2012):
NFC, do inglês ―Near Field Communication‖, é uma tecnologia sem fios de curto alcance que permite a comunicação entre objetos com a mesma tecnologia, por uma distância de menos de 10 centímetros. O NFC é baseado em padrões de Radio Frequency Identification (RFID), e é projetado para fazer um mundo mais fácil e conveniente para nós,

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melhorando a forma de fazer transações bancárias, trocar conteúdo e conectar dispositivos. O NFC opera de duas maneiras: Modo Ativo: neste modo, ambos os dispositivos geram seus próprios campos de radiofrequência, podendo compartilhar informações entre eles. Modo Passivo: neste modo, um dos dispositivos gera o campo de radiofrequência e o outro dispositivo se utiliza desse campo para se comunicar. O dispositivo ativo é geralmente o ―leitor‖ e o dispositivo passivo é a ―tag‖. O dispositivo ativo ou leitor (que poderia ser o seu smartphone) geralmente procura dispositivos NFC próximos. O dispositivo passivo ou ―tag‖ começa a se comunicar quando chega perto a alguns centímetros de um dispositivo NFC ativo. O leitor irá se comunicar com a ―tag‖, decodificando os sinais e depois sendo solicitado a fazer algo. Algumas ―tags‖ são regraváveis, de forma que os leitores podem atualizar os da dos nela. Um telefone equipado com a tecnologia NFC pode agir de modo ativo ou passivo. Como método de pagamento em uma loja, o telefone equipado com NFC atuaria no modo passivo em relação ao equipamento no caixa, que atuaria no modo ativo. Em outro caso, um telefone equipado com NFC pode ser usado para escanear uma ―tag‖ em um folheto ou em um cartão para conseguir mais informações, aqui o telefone está agindo no modo ativo.

A sua comunicação é semelhante ao Bluetooth, mas tem uma velocidade menor na transmissão de dados. Tem um ponto essencial na transmissão pela distancia em que os dispositivos devem ficar para que ocorra a operação que é de no máximo 10 cm. ALECRIM (2012) explica que:
A comunicação é estabelecida mediante radiofrequência, a partir da faixa de 13,56 MHz, com a velocidade de transmissão de dados variando entre 106, 212 e 424 Kb/s (kilobits por segundo). Mais recentemente, passou a ser possível também trabalhar com a taxa máxima de 848 Kb/s, embora não oficialmente. Como já mencionado, a distância máxima entre os dois dispositivos normalmente é de 10 cm.

NFC pela sua facilidade de apenas aproximar dispositivos que contém essa tecnologia, tende a ser a mais utilizada no Brasil, principalmente para operações rotineiras como pagamento de passagem de ônibus, compras em mercados, cinemas, entre outros. A segurança é um fato que ainda está sendo adaptada ao NFC, como mostra ALECRIM (2012), que dentro dos fatores de segurança da tecnologia, à distância para comunicação entre os aparelhos já se torna uma forma de segurança por ser de uma distância muito pequena, mesmo que não seja impossível de ser interceptado. Outro quesito também é o protocolo SWP ( Single Wire Protocol), que é uma interface para oferecer segurança na comunicação entre o chip do celular e o chip do NFC do dispositivo, por outro lado existe uma 33

desvantagem já que o protocolo citado não é utilizado de forma abrangente, pois não está amplamente disponível. A segurança para o NFC é um fato que ainda está precisando ser mais eficiente, mas tem como prós a distância pequena que deve ter entre os aparelhos, assim como também o protocolo SWP que está sendo desenvolvido para assegurar que as transações ocorram corretamente sem nenhuma fraude. As principais vantagens do NFC oferecem muito interesse por parte dos consumidores e empresa, como afirma GORDILHO (2012):
O NFC oferece uma gama de benefícios para os consumidores e empresas. Veja abaixo os principais: Intuitivo – interações NFC não requerem mais do que um simples toque; Versátil – o NFC é ideal para uma ampla gama de indústrias, ambientes, e usos; Baseado em padrões iguais e abertos – as camadas subjacentes da tecnologia NFC seguem padrões universalmente implementados; Habilitador - o NFC facilita a configuração rápida e simples de tecnologias sem fio, como Bluetooth, Wi-Fi, etc; Inteiramente seguro – transmissões NFC são de curto alcance (de um toque a poucos centímetros); Interoperável – NFC trabalha com as tecnologias existentes de cartão sem contato; Seguro – NFC foi construído com capacidade para suportar aplicações seguras.

São inúmeras vantagens do NFC, em questão disso tem sido visto a quantidade de dispositivos que vem portando essa tecnologia, já que é tendência no mercado móvel. Além de sua segurança, temos a agilidade, facilidade, flexibilidade e de fácil uso ao consumidor, podendo utilizar o NFC para interagir em vários ambientes. No país, já temos soluções existentes para a tecnologia como o PagSeguro NFC e Visa pay wave, não estão tão difundidos no mercado, pois estão em projetos de teste e esbarra no alto custo dos aparelho que dispõe do NFC. A tendência de crescimento pelo uso do NFC é tanta, que a expectativa de movimentação financeira pelo uso da tecnologia é de US$ 100 bilhões em 2016, tendo um amplo crescimento em comparação com os US$ 4 bilhões movimentados em 2012, como afirma SNOL (2012):
O valor gasto com pagamentos móveis via Near Field Communication (NFC) vai saltar de 4 bilhões de dólares em 2012 para 191 bilhões de dólares em 2017, conquistando a marca de 100 bilhões de dólares em 2016, prevê a ABI Research.

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Segundo o instituto de pesquisas, apesar de a Apple não ter incluído a tecnologia NFC em seu mais recente smartphone, o iPhone 5, ou seu sistema operacional móvel, o iOS 6, seu uso vai crescer significativamente. Pontos de vendas equipados com a tecnologia também deverão aumentar. Hoje, para se ter uma ideia, apenas 2% dos comerciantes em todo o mundo estão equipados com terminais que contam com leitor de NFC.

3.2.2 QR Code

QR Code (em português, Códigos QR), nada mais é do que um código de barras de duas dimensões, sendo utilizado no mercado para armazenamento de muitas informações e disponível a pouco tempo no serviço de pagamento móvel no país. RIBEIRO (2012) explica que:
O QR code surgiu em 1994 na indústria automotiva. O padrão foi desenvolvido pela Senso Wave, subsidiária da Toyota, para rastrear seus veículos durante a produção. Rapidamente, se transformou no mais famoso tipo de código de barras de duas dimensões. Além do Brasil, o código é largamente usado nos Estados Unidos e vem crescendo em popularidade em outros lugares do mundo, como Canadá e Hong Kong. Os códigos podem armazenar informações como números, caracteres alfanuméricos, bytes e kanjis. A quantidade limite de espaço para armazenamento varia de acordo com o tipo de informação, dimensões do código e nível de correção de erros. As dimensões de um QR vão de 1 até 40; sendo que há quatro graduações de nível de correção: Baixo, Médio, Qualidade e Alto - (LMQH, em inglês). Quanto maior as dimensões e menor o nível de qualidade, mais informações poderão ser inseridas no código. Embora não sejam muito comuns, há QR codes que passam por criptografia usando algoritmos para proteger a informação. É possível encontrar facilmente aplicativos com esta função para celulares. O departamento de imigração do Japão utiliza os código criptografado na hora de conceder os vistos aos passaportes que chegam ao país.

O QR Code (Código QR) vem sendo amplamente usado no Brasil devido à facilidade do consumidor utilizar a tecnologia, pois precisa de um dispositivo com câmera e um aplicativo para leitura do QR Code, além disso, muitas empresas vem utilizando também a tecnologia para divulgar seus produtos, no qual por dentro do QR Code tem um conteúdo de seus anúncios ao usuário. Acrescentando mais na tecnologia existem QR codes que passam por criptografia, o que garante mais segurança nas informações existentes nele. 35

Para utilizar o QR code além do aparelho do usuário ter como necessário uma câmera, também é necessário que ele tenha um aplicativo, na qual essa aplicação irá decodificar as informações inseridas dentro do código de barra de duas dimensões, como lembra GIULIANO (2011).

Figura 1: Exemplo de uma decodificação de QR Code (GIULIANO, 2011).

A funcionalidade da tecnologia é de fácil entendimento e usabilidade, já que como explicado anteriormente precisa de um aplicativo leitor de QR code e dispositivo com câmera, devido a isso tem mostrado difundido o uso da tecnologia no mercado ultimamente. Podemos destacar várias vantagens existentes no QR Code, como primordial o custo da tecnologia que é muito baixo em comparação ao NFC, o armazenamento de informações dentro de um QR code é grande o que garante que mais dados podem ser coletados e inseridos dentro dele. Acrescentando também entre as vantagens temos a encriptação que garante maior segurança, sua usabilidade e flexibilidade que traz ao usuário, além de agilidade para realizar transações e pagamento através da tecnologia.

3.2.3 SMS

SMS (Short Message Service) é a tecnologia para pagamento móvel no Brasil, cujo tem mais clientes utilizando-a, pois há várias soluções existentes 36

disponibilizadas aos clientes e empresários. Seu funcionamento é muito simples como mostra Portal MOBILE PRONTO (2012):
―O SMS é um simples método de comunicação que envia texto entre telefones celulares, PC ou gadget para um ou múltiplos aparelhos celulares. O SMS foi criado no final da década de 80 pelo engenheiro finlandês Matti Makkonen para se comunicar com a tecnologia digital chamada GSM (Sistema Global para Comunicações Móveis). Makkonen tinha como objetivo desenvolver um sistema de mensagens bem simples que funcionasse mesmo quando os aparelhos estivessem desligados ou fora da área de cobertura. A ideia surgiu em uma conversa informal com dois colegas, em uma pizzaria em Copenhagen, em 1984. Na época, Matti não guardou os documentos originais e nem se preocupou em patenter a ideia, mal sabia ele o que iria acontecer no futuro. Em 2008, o engenheiro recebeu o prêmio de inovação pela paternidade do invento, que foi outorgado pela revista The Economist. O primeiro SMS foi enviado em dezembro de 1992 de um computador pessoal (PC) para um telefone celular na rede GSM da Vodafone no Reino Unido. O SMS foi projetado para entregar pequenos pedaços de informação, chamados pacotes de dados ou mensagens de texto, como páginas numéricas. Para evitar a sobrecarga do sistema com algo a mais do que a simples operação de enviar e responder, os criadores do SMS concordaram com um tamanho máximo de 160 caracteres para cada mensagem. Algum tempo depois, as operadoras de telefonia móvel adotaram o padrão de escrita de usuários para 140 caracteres, dos quais 20 caracteres ficaram para controle interno das mesmas.‖

O uso de SMS por ser simples é muito utilizado para comunicação hoje, além de ser o meio mais barato de transmitir uma mensagem. Há muito tempo já tem a tecnologia no mundo, e hoje se tornou ―febre‖ entre os usuários de telefones celulares, pc’s e dispositivos que dispõe da tecnologia.

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Figura 2: Funcionamento do SMS (HORD, 2012).

MOBILE PRONTO (2012) afirma que através do canal de comunicação o emissor e receptor se conectam, e por meio desse canal que existe o tráfego de dados, voz e imagens onde são distribuídas também as mensagens de textos. Por exemplo, se uma pessoa envia mensagem para outra, ela vai primeiro ao canal de comunicação e logo após o destino final. Tem como beneficio aos usuários que não é preciso que o mesmo esteja presente em área de cobertura para receber a mensagem, já que está armazenado no centro de operação SMS à espera do celular destinado a receber mensagem ficar em área de cobertura ou ser ligado para receber a mensagem. Além desse tipo de mensagem de texto, temos o SMS broadcasting muito utilizado por empresas para comunicar com um grupo de funcionários, onde as mensagens são enviadas para todos os usuários de uma área especifica, por exemplo, lista de clientes. Está sendo muito utilizado também para campanhas de marketing.

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Figura 3: Funcionamento do pagamento por SMS (CAMPOS, 2012).

Como demonstrando na figura acima e explicado por CAMPOS (2012), o pagamento por SMS é muito simples e ágil, o usuário deverá informar ao vendedor seu número do aparelho cadastrado na solução da tecnologia, onde o vendedor irá digitar este numero informado juntamente com informações requeridas para dar o próximo passo na transação, logo após o usuário irá receber um SMS com as informações pertinentes do processo, caso corretos irá digitar sua senha confirmando assim o ciclo, sendo recebido ao vendedor um comprovante da transação, assim como também o cliente irá receber o mesmo comprovante no seu aparelho. Tendo também outra forma utilizando um token que é recebido pelo usuário e informado ao vendedor. O funcionamento do SMS é de fácil entendimento e tem uma grande vantagem ao usuário receptor, que não é obrigado estar em local de cobertura do celular para receber a mensagem, já que ela fica armazenada no centro de operação SMS e sendo entregue logo após o dispositivo estar em local de cobertura para receber a mensagem, isso agrega um enorme beneficio ao SMS que por essa e outras vantagens tem sido muito utilizada atualmente. O pagamento via SMS disponibiliza ao usuário uma nova forma de fazer pagamento e transações de um jeito mais fácil e seguro do que temos no dia-a-dia, incluindo junto uma agilidade, flexibilidade e uma nova funcionalidade ao consumidor e comerciante. CITATTI (2010) afirma que ―a taxa de transferência de dados é de até 171,2 kbps‖. No Brasil, 39

é uma das tecnologias com maior número de clientes, devido ao baixo custo e existir várias soluções existentes para o consumidor e comerciante, como exemplo das soluções temos Cartão de Crédito OI, Wappa, Pagtotal, Novo e-pay (utiliza token), entre outros. Para que a transação ocorra corretamente existem meios de segurança durante os processos, BRAUN (2007) afirma que, existem formas de prevenir a transação de fraudes como o uso de senhas, sistemas de confirmação e criptografia dos chips, que são utilizadas no mobile banking e agora no pagamento móvel. Além de ter uma segurança com criptografia e o uso de senhas para que ocorra a transação isso torna um dos grandes fatores que fazem o uso de SMS ser tão grande no Brasil. Acrescentando ao fácil entendimento da tecnologia de pagamento por SMS e sua segurança, existem também várias vantagens agregadas como o portal MOBILE PRONTO (2012) afirma que:
O SMS tem várias vantagens, ele é mais discreto que a mídia tradicional, o que o torna uma forma ideal de comunicação quando você não quer outros que escutem o que está falando. Normalmente, se gasta menos tempo para enviar uma mensagem de texto do que para fazer uma ligação telefônica ou enviar um e-mail. O SMS é mais barato que todos os outros processo de comunicação, pode ser enviado e recebido em qualquer tempo e em qualquer local, simples de uso e está presente em 100% dos celulares fabricados hoje em dia.

3.2.4 USSD

O USSD (Unstructured Supplementary Service Data) é conhecido por alguns autores como variação do SMS, já que também utiliza da tecnologia anterior no funcionamento do mesmo. FRIZZO (2012) explica que:
USSD trata-se de uma modalidade de serviço de envio de mensagens curtas para o celular cuja especificação original não foi feita pelo ETSI. Grosseiramente, poderíamos dizer que o USSD é um parente do famoso SMS (Short Message System). Na prática USSD e SMS complementam-se, uma vez que apresentam características ligeiramente diferentes. A implementação comercial do USSD foi definida em duas fases. Na primeira fase, a comunicação só poderia ser originada a partir do

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telefone do assinante (sob demanda), enquanto que na fase 2 (implementações atuais) a comunicação pode ser estabelecida pela aplicação. Como primeira diferença entre SMS e USSD podemos citar que uma short message apresenta limitação de 160 caracteres, ao passo que a mensagem enviada pelo USSD pode ter até 180 caracteres alfanuméricos (mundo ocidental). Assim como quando uma mensagem é enviada para o assinante via SMS, soará um alerta quando o envio for feito por USSD, porém o assinante não precisa percorrer menus para encontrar a mensagem, a mesma sera exibida expontaneamente. Outra característica diferenciadora entre SMS e USSD é o princípio de funcionamento. Enquanto no SMS aplica-se o ―store & forward‖, o USSD trabalha com sessões, isto é, orientado a conexão. Isso quer dizer que no SMS o assinante tem a chance de receber a mensagem enquanto esta for válida no banco de dados do servidor SMS (através de re-tentativas), ao passo que o USSD faz a entrega da mensagem imediatamente (alguns segundos), ou então não entregará nunca por algum problema durante o trajeto da mensagem. Considerando ausência de problemas no procedimento de envio, o tempo médio de entrega da mensagem é menor via USSD. Diferentemente de mensagens entregues por SMS, as mensagens enviadas via USSD não podem ser armazenadas na memória do telefone celular. Também por princípio, o USSD não permite a comunicação ―mobile -tomobile‖, podendo eventualmente fazer isso via redirecionamentos, mas não como o SMS que permite um assinante enviar uma mensagem curta para outro assinante. Ao contrário, a comunicação pretendida via USSD é sempre entre o telefone do assinante e uma aplicação (que processará a requisição e então devolverá a informação solicitada).

O USSD é muito semelhante ao SMS, mas a principal diferença é que usando a primeira tecnologia você tem uma interação diretamente com o aparelho que irá exibir diretamente a resposta da requisição feita pelo cliente. Tem sido muito utilizado no exterior e já tem soluções existentes também no Brasil para esse tipo de tecnologia, com grande número de usuários e empreendedores. Seu funcionamento é fácil e de grande agilidade para o cliente podendo ser utilizado em qualquer telefone celular, onde através de códigos digitados no aparelho e pressionando alguma tecla será exibido o serviço pedido pelo usuário. Através de FRIZZO (2012), o funcionamento do USSD em pagamento móvel, ocorre da seguinte maneira, o usuário irá digitar no seu dispositivo o código da operação a ser requisitada e logo após teclar o botão de chamar, onde será enviado uma requisição ao servidor e logo após retornando na tela do aparelho um menu de opções, na qual o usuário irá selecionar a opção da transação que ele deseja realizar, confirmando e encerrando a transação escolhida.

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Figura 4: Exemplo de uma USSD (PRLOG, 2012).

Existem vários benefícios para o USSD, primeiramente pelo custo ser baixo e ter muita agilidade para realizar uma transação, já que em questão de segundos conclui o procedimento, que em outros modos gastariam mais tempo e dinheiro. Além disso, a usabilidade oferecida ao cliente é grande, pois a tecnologia serve para todos os aparelhos celulares, o que impede de ter alguma barreira para o usuário usufruir dessa facilidade oferecida a ele.

3.2.5 WAP

WAP (Wireless Application Protocol) é muito semelhante ao que temos atualmente nos acessos a internet pelos computadores, só que seu funcionamento ocorre em dispositivos móveis. TELECO (2012) afirma que:
O WAP (Wireless Application Protocol) é um conjunto de protocolos de comunicação e um ambiente de suporte para aplicações para terminais móveis (celulares, PDA's, etc.) desenvolvido para permitir o acesso a Internet e a serviços avançados de telefonia independentemente do fabricante ou da tecnologia de rede utilizada. O ambiente WAP provê uma ponte entre os terminais móveis e a Internet ou as redes corporativas, e oferece ainda a possibilidade de fornecer um número ilimitado de serviços

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móveis de valor agregado a assinantes independentemente da tecnologia de rede ou do tipo terminal móvel. Os assinantes podem acessar através de um dispositivo móvel de pequeno porte a mesma informação que está disponível para um computador desktop convencional.

O WAP foi um dos primeiros modos para acessar internet no Brasil por meio de telefones celulares, até hoje que existem outras tecnologias para acessar a web, muitos usuários ainda usam WAP, principalmente em locais que não dispõe de alternativa para ter acesso à internet. A tecnologia WAP dispõe praticamente dos mesmos existentes no modelo Internet, como afirma TELECO (2012), onde os celulares têm seus navegadores, e através dele irão acessar o servidor de conteúdo da página escolhida. Dentro dos elementos embutidos na tecnologia, temos o terminal móvel que será o aparelho que irá utilizar a tecnologia, podendo ser um telefone celular, smartphone, superphone, entre outros. Além do terminal, tem o gateway WAP que faz a comunicação terminalservidor, e por fim existe o servidor de conteúdo onde através deste é armazenado como o próprio nome diz o conteúdo existe da página acessada.

Figura 5: Estrutura do WAP (TELECO, 2012).

Como se pode observar a tecnologia WAP se ―inspirou‖ no modelo de internet para ser criado, onde também contem os terminais de acessos dos usuários, gateway WAP que serve para fazer a ligação entre o servidor e usuários, e tem também os servidores cuja função é para armazenamento de informações. Para que as transações sejam realizadas com sucesso, tem que ter em seu ciclo total muita segurança para que não ocorram problemas para o usuário do 43

serviço, por isso tem alguns atributos para que o uso do WAP seja seguro. Como explica TELECO (2012):
O uso dos micros navegadores nos terminais móveis permite que sejam minimizados os problemas relativos à instalação de software pelos usuários, tanto pela instalação propriamente dita, como pela propagação de vírus. Portanto, o fato do WAP não necessitar de softwares adicionais, permite que a segurança do terminal possa ser eficiente.

O uso do WAP faz com que ocorram mudanças no comércio eletrônico, como explica PLANETA CELULAR (2012):
A tecnologia WAP está revolucionando o comércio eletrônico, criando um novo espaço, muito mais imediato e eficiente para você e todas as empresas e consumidores do mundo realizarem suas transações comerciais em um tempo mínimo e com toda a segurança. Você terá acesso a toda a rede de serviços que a Internet oferece, com a vantagem da mobilidade. Na sua empresa você poderá integrar clientes, funcionários e fornecedores com apenas alguns cliques! Você poderá oferecer uma gama maior de serviços ao seu cliente com muito mais eficiência, e manter contato com todos os funcionários da empresa, podendo resolver qualquer tipo de problema em muito menos tempo. Isso são apenas alguns dos benefícios que essa nova tecnologia pode trazer.

O uso da tecnologia WAP deu um grande avanço para o comércio eletrônico, já que ofereceu uma mobilidade para o comerciante divulgar seu produto e o cliente fazer a transação diretamente do telefone celular. Agregado entre as vantagens tem muitos outros serviços além do comércio eletrônico, como também acesso à conta bancária, serviços, entre outros.

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4. Comparativo entre NFC e SMS/USSD

Funcionamento

NFC  Modo Ativo: neste modo, ambos os dispositivos geram seus próprios campos de radiofrequência, podendo compartilhar informações entre eles.  Modo Passivo: neste modo, um dos dispositivos gera o campo de radiofrequência e o outro dispositivo se utiliza desse campo para se comunicar. O dispositivo ativo é geralmente o ―leitor‖ e o dispositivo passivo é a ―tag‖.

Velocidade

SMS/USSD O pagamento realizado através de um aparelho celular é feito basicamente contanto com um cartão SIM configurado para ser autorizado pela operadora de crédito a qual irá liberar os valores para que o pagamento seja realizado, a mesma que garantirá a segurança da operação. A solicitação do pagamento é realizada aproximandose o aparelho celular ao sensor que solicitará a operadora o crédito. A compra através do celular ainda associa o número da sua conta com o do seu telefone e só é concretizada após a inserção de sua senha pessoal. Também há a modalidade de pagamento no qual é enviado um SMS com um código (token) no qual, no momento da solicitação de pagamento, solicita que você insira sua senha pessoal para que seja gerado o código a ser enviado. A cada novo pagamento é gerado um novo código de pagamento. A comunicação é estabelecida Taxas de transferência mediante radiofrequência, a teóricas de até 171,2 partir da faixa de 13,56 MHz, kbps. com a velocidade de 45

transmissão de dados variando entre 106, 212 e 424 Kb/s (kilobits por segundo). Mais recentemente, passou a ser possível também trabalhar com a taxa máxima de 848 Kb/s, embora não oficialmente. Como já mencionado, a distância máxima entre os dois dispositivos normalmente é de 10 cm. Segurança Para lidar com isso, uma das armas do NFC é o protocolo SWP (Single Wire Protocol). Trata-se de uma interface que oferece comunicação segura entre o cartão SIM (popularmente conhecido como "chip de celular") e o chip NFC do aparelho. O problema é que o protocolo SWP não é amplamente adotado (pelo menos até o fechamento deste artigo), até porque não se trata de uma solução totalmente pronta. Custo e Acessibilidade Alto. Aparelhos com essa tecnologia são de custo alto e com poucas variedades de modelos. Devido a isso a acessibilidade é baixa, pois não irá atingir muitos consumidores pelo preço.

Autenticação prévia do aparelho e do correntista aliada ao uso de senhas, sistemas de confirmação e criptografia embutida nos chips de celulares GSM, os SIM Cards, têm sido as respostas para complementar as estruturas de segurança de dados do mobile banking, que devem ser aproveitadas nos serviços de pagamento.

Zero. O envio de SMS para pagamento é gratuito. Acessibilidade alta por ser uma tecnologia de custo baixo e sendo disponível para todos os aparelhos celulares. Empresas que utilizam PagSeguro NFC, Visa pay Cartão de Credito OI, wave. Wappa, Pagtotal, Novo epay. A principal diferença entre NFC e SMS/USSD começa pelos tipos em que são classificados, sendo NFC pagamento móvel por proximidade e SMS/USSD pagamento móvel remoto. No fator velocidade dos dados NFC é mais rápida que o SMS/USSD, só que tem como desvantagem seu alto custo, enquanto o oponente não tem custo nenhum. Quanto à segurança ambos são feitos por criptografia, o que demonstra que as transações ocorrem de forma correta, e no Brasil existem várias 46

soluções existentes para as tecnologias de NFC e SMS/USSD, tendo mais clientes no momento para a segunda opção com a empresa Cartão de Crédito OI, mas têm atraído muitos para o NFC com o PagSeguro NFC devido suas grandes vantagens competitivas. Quanto à comparação o SMS/USSD leva vantagem na maioria dos fatores, principalmente pela acessibilidade, facilidade e pela disponibilidade de já poder usufruir da tecnologia, enquanto o NFC perde na maioria dos quesitos, mas tem como ponto forte um estudo mais aprofundado do mesmo e pela agilidade oferecida no ato de realizar a transação.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Durante o estudo dessa tecnologia, buscou-se entender todo o processo de inovações até que chegasse ao Pagamento Móvel, mostrando que durante anos tiveram inúmeras alternativas para que disponibilizassem aos clientes e

comerciantes vantagens competitivas. O trabalho agregou muito conhecimento, contribuindo para um estudo mais aprofundado dos tipos de tecnologias existentes do pagamento móvel, detalhando desde quando surgiu até seus benefícios incluídos, mostrando que a tecnologia terá um grande futuro já nos próximos anos devido seu crescimento anual. Dentro de todos os tipos de tecnologias existentes, tem-se grande destaque para o NFC principalmente pelo crescimento do uso do mesmo no mundo, e sua facilidade oferecida ao cliente e comerciante para realizar a transação. De sugestão para trabalhos futuros, tem como indicado o desenvolvimento de uma solução para a tecnologia NFC no Brasil, pois temos poucas soluções oferecidas às pessoas atualmente, e será o meio do pagamento móvel com maior valor futuramente no mercado e tem sido muito utilizado por empresas de grande porte no exterior, o que implica que possivelmente será utilizado também no país.

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