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2 0 1 3; 4 8(5) :397–401

www.rbo.org.br

Artigo Original

Validac ¸ ão comparativa da medida da altura patelar radiográfica e tomográficaଝ
Marco Antonio Schueda a,∗ , Diego Costa Astur b , Gustavo Gonc ¸ alves Arliani b , Gilberto Hornburg c , Ricardo Serpa d , Walter Heinig Neto d , Camila Cohen Kaleka e e Moisés Cohen f
Médico ortopedista e coordenador do Servic ¸ o de Pós-Graduac ¸ ão em Cirurgia do Joelho e Artroscopia do Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT) e da Trauma Sports, Joinville, SC, Brasil b Médico ortopedista do Centro de Traumatologia do Esporte do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), São Paulo, SP, Brasil c Médico radiologista do Servic ¸ o de Diagnóstico por Imagem do Hospital Dona Helena, Joinville, SC, Brasil d Médico ortopedista e pós-graduando do Servic ¸ o de Cirurgia do Joelho e Artroscopia do IOT e da Trauma Sports, Joinville, SC, Brasil e Médica ortopedista da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia, São Paulo, SP, Brasil f Professor livre docente e chefe do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Escola Paulista de Medicina da Unifesp, São Paulo, SP, Brasil
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informações sobre o artigo
Histórico do artigo: Recebido em 6 de maio de 2012 Aceito em 3 de agosto de 2012 Palavras-chave: Instabilidade articular Patela Radiografia Tomografia

r e s u m o
Objetivo: Avaliar e validar a medida da altura patelar radiográfica em exames tomográficos em extensão, flexão de 20◦ e contrac ¸ ão do quadríceps. Métodos: Mensurac ¸ ão, com o uso do índice de Insall-Salvati, da altura patelar, por meio da imagem radiográfica com apoio monopodálico de perfil do joelho e corte sagital de tomografia do joelho em extensão, flexão de 20◦ e contrac ¸ ão do quadríceps, de 40 indivíduos (20 de cada sexo, 80 joelhos), adultos, assintomáticos e sem histórico de lesão. Resultados: O índice de altura patelar foi maior nas mulheres em todas as imagens feitas, de forma proporcional. Não existiu diferenc ¸ a estatística dos valores da altura patelar entre o estudo radiográfico e o tomográfico. Conclusão: O valor do índice de Insall-Salvati no sexo feminino foi maior em todas as situac ¸ ões avaliadas. Além disso, é possível mensurar, com o método usado e sem distorc ¸ ões dos resultados obtidos, o valor da altura patelar durante o estudo tomográfico para definir a presenc ¸ a de patela alta ou baixa. © 2013 Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Publicado por Elsevier Editora Ltda. Todos os direitos reservados.

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Trabalho realizado no Centro Diagnóstico por Imagem do Hospital Dona Helena, Joinville, SC, Brasil. Autor para correspondência: Rua Borges Lagoa 783, 5◦ andar, Vila Clementino, São Paulo, SP, Brasil. CEP 04038-032. E-mail: mcastur@yahoo.com (M.A. Schueda).

0102-3616/$ – see front matter © 2013 Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Publicado por Elsevier Editora Ltda. Todos os direitos reservados.

http://dx.doi.org/10.1016/j.rbo.2012.08.009

6–9 Dessa forma. Published by Elsevier Editora Ltda. Furthermore.6 Análise estatística foi feita por meio do uso do teste t de Student para avaliar as variáveis de distribuic ¸ ão contínua e a estimativa da diferenc ¸ a entre os valores encontrados. Essa alterac ¸ ão no plano vertical pode resultar em outras patologias do joelho. Optou-se pela técnica de Insall-Salvati para mensurac ¸ ão da altura patelar na radiografia e na tomografia. A relac ¸ ão entre esses valores. por meio do estudo radiográfico é possível determinar se a patela encontra-se incongruente no plano vertical em relac ¸ ão aos côndilos femorais. asymptomatic and no history of knee injuries using Insall-Salvati index. O uso do exame tomográfico para estudo das anormalidades da patela foi descrito pela escola francesa de Lyon. foram recrutados aleatoriamente e submetidos ao exame de radiografia e tomografia entre dezembro de 2009 e agosto de 2010. luxac ¸ ão patelar e processos inflamatórios que ocasionam dor e derrame articular.02 e são consideradas patela baixa se tiver valores inferiores a 0. Results: The height patellar index was higher in women of all images taken.398 r e v b r a s o r t o p . 2 0 1 3. em flexão de 20 graus (TCF) e com contrac ¸ ão do quadríceps (TCC) dos 80 joelhos avaliados pode ser observada na tabela 1. . There was no statistical difference of patellar height index between the radiographics and tomographics images. 4 8(5) :397–401 Comparative validation of the measure patellar height radiographic and tomographic a b s t r a c t Keywords: Joint instability Patella Radiography Tomography Objective: To evaluate and validate the radiographic measurement of patellar height with computadorized tomography scans. com posicionamento padronizado entre os participantes do estudo. Tomografia computadorizada com estudo do corte sagital nas posic ¸ ões de extensão. 1). com média de 30.8 anos. Para cada joelho avaliado o seguinte protocolo foi usado: 1. Resultados Os 40 participantes do estudo.8 e patela alta se tiver valores superiores a 1.2 Definir se a articulac ¸ ão entre a patela e o fêmur é anatomicamente funcional é fator determinante para se entender e tratar essa síndrome ortopédica. Notase que houve diferenc ¸ a estatisticamente significativa entre as Material e métodos Este trabalho foi avaliado e aprovado pelo comitê de ética da instituic ¸ ão vigente.1. respectivamente. tomográfica em extensão (TCE). Introduc ¸ ão A posic ¸ ão da patela em relac ¸ ão ao fêmur apresenta grande importância clínica e é fator predisponente na etiologia da dor e da instabilidade femoropatelar. © 2013 Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Conclusion: The Insall-Salvati index in females was higher in all cases evaluated. São descritos inúmeros métodos para mensurac ¸ ão da altura patelar por meio do uso da imagem radiográfica do joelho em perfil. essa técnica não inclui o estudo da altura patelar. it is possible to measure the patellar height index during tomographic study without distorting the results obtained. All rights reserved. Radiografia do joelho em perfil com apoio monopodal e flexão de 20◦ (fig.2. using to define the presence of patella alta or patella baja. A alterac ¸ ão da altura patelar é denominada patela alta quando a patela está acima da sua posic ¸ ão anatômica e patela baixa quando a patela está abaixo de sua posic ¸ ão anatômica. 20 homens e 20 mulheres. Methods: Measured the patellar height through the lateral radiographic image supported by one foot and sagittal tomographic view of the knee in extension.10 Por meio desse exame é possível determinar valores desenvolvidos para definir a lateralizac ¸ ão da patela no plano coronal e o formato ósseo da patela e dos côndilos com o joelho em diferentes graus de flexão e em contrac ¸ ão muscular.3. There were 20 adult females and 20 adult males. Porém. flexion of 20◦ . sem história prévia de lesão dos joelhos. resulta no índice de Insall-Salvati. tinham entre 18 e 52 anos. Os exames de radiografia e tomografia foram feitos pelo mesmo técnico em radiologia. flexão de 20◦ e contrac ¸ ão do quadríceps (fig. 2. A média dos valores encontrados na mensurac ¸ ão da altura patelar radiográfica. O valor considerado normal para o índice de Insall-Salvati na mensurac ¸ ão radiográfica do perfil do joelho é de 1. Oitenta joelhos de 40 pessoas assintomáticas. como osteocondropatias.3–5 A correta avaliac ¸ ão da sua posic ¸ ão é importante no estudo do alinhamento dessa articulac ¸ ão e no diagnóstico em pacientes com dor anterior do joelho. and quadriceps contraction of 40 patients (80 knees). Para isso foi mensurado o comprimento do tendão patelar e do maior eixo da patela. in proportion. 2). O objetivo do presente estudo é verificar a concordância tomográfica da mensurac ¸ ão da altura patelar com a imagem radiográfica em perfil do joelho em pacientes aleatoriamente selecionados.

84 × R ISF = 0. flexão de 20 graus (ISF) e contrac ¸ ão do quadríceps (ISC) na presenc ¸ a do índice de Insall-Salvati obtido na radiografia (R) com apoio monopodálico nos pacientes do sexo masculino e feminino Equac ¸ ões de Conversão da Altura Patelar Masculino Feminino Figura 1 – Radiografia com imagem em perfil do joelho com mensurac ¸ ão da altura patelar por meio da técnica de Insall-Salvati. Observa-se que houve significância estatística entre os sexos para todos os exames (p < 0. Com o estudo da altura radiográfica (R) puderam ser definidas equac ¸ ões para correlacionar o valor da altura patelar esperado na tomografia (tabela 2).78 × R ISE = 0. direito e esquerdo.84 × R ISC = 0.05).05).05 Tabela 2 – Fórmulas desenvolvidas para obter o valo da altura patelar pelo índice de Insall-Salvati no exame tomográfico em extensão (ISE).2 1.14 1.14 0.05) Exame de imagem Masculino Média Valor da Altura Patelar R TCE TCQ TCF DP Média Feminino DP P 1.03 + 0. houve correlac ¸ ão estatística entre as medidas tomográficas e radiográficas da altura patelar com o joelho em flexão de 20 graus (ISF).17 0.04 1.18 0. Discussão O desalinhamento femoropatelar gera um contato anormal entre essas estruturas. Extensão ISE = 0.16 0.14 + 0.96 × R técnicas de mensurac ¸ ão da altura patelar e o sexo do paciente avaliado (p < 0. não houve diferenc ¸ a estatística com a avaliac ¸ ão da altura patelar (p > 0.12 + 0.02 + 0. evolui para a sobrecarga da superfície articular e das forc ¸ as sobre o mecanismo extensor11 Figura 2 – Tomografia computadorizada com avaliac ¸ ão do corte sagital do joelho em extensão (A).05 < 0. Entre os 40 pacientes.07 0.14 0. 2 0 1 3. .95 1. Em relac ¸ ão ao lado do joelho estudado.05).95 × R Flexão de 20◦ Contrac ¸ ão do Quadríceps ISC = 0.05 < 0.15 0.04 1. flexão de 20◦ (B) e contrac ¸ ão do quadríceps (C).11 + 0.02 + 0. extensão (ISE) e com contrac ¸ ão do quadríceps (ISC) (p < 0.19 0.03 0.18 < 0.05 < 0. flexão de 20 graus (TCF) e com contrac ¸ ão do quadríceps (TCQ) entre homens e mulheres.85 × R ISF = 0.r e v b r a s o r t o p .17 1. 4 8(5) :397–401 399 Tabela 1 – Média da mensurac ¸ ão da altura patelar por meio do método de Insall-Salvati para exame radiográfico (R) e tomográfico em extensão (TCE).

Jurik AG. Topp S. Felson DT. seja ela radiográfica ou tomográfica.104:380–1.57:1112–5. Niu J. Long patellar tendon: radiographic sign of patellofemoral pain syndrome – a prospective study. Nove-Josserand L. Cahue S. assim. et al. Int Orthop. Os resultados obtidos na comparac ¸ ão da mensurac ¸ ão da altura patelar com o uso da radiografia e da tomografia computadorizada mostraram significativa correlac ¸ ão. Além disso. de 0. Niu JB. Goldberg V. Biedert e Albrecht18 usam a ressonância nuclear magnética para avaliar a altura patelar e correlacionam a patela ao fêmur. Wise DW. De Carvalho A. Kvist M. 9. Factors of patellar instability: an anatomic radiographic study.50:2184–90.11 Porém. junto do estudo de imagem usado pelo protocolo de Lyon. Deschamps G. Conclusão O valor do índice de Insall-Salvati no sexo feminino foi maior em todas as situac ¸ ões avaliadas. Holst Andersen A. o valor da altura patelar durante o estudo tomográfico para definir a presenc ¸ a de patela alta ou baixa. 6. 1992. 2007.18. 4. a variac ¸ ão óssea. Sharma L. já que não houve diferenc ¸ a estatística entre as diferentes posic ¸ ões estudadas no exame radiográfico e tomográfico. Patellar height and patellofemoral congruence.185:859–63. condromalácia e osteoartrite do joelho. J Bone Joint Surg Am. 1977. 1971. Kalichman L.1 e em mulheres. independentemente da mensurac ¸ ão feita. The association between varus-valgus alignment and patellofemoral osteoarthritis. 1985. 2000. usam marcos cartilaginosos e eliminam. Terk MR. Sharma L. Gale D.6 Esse índice foi maior no sexo feminino para todas as medidas avaliadas.68:317–25. Guier C. com o método usado e sem distorc ¸ ões dos resultados obtidos. Aalto T.89:1749–55. J Bone Joint Surg Br. Peel TE. Caton J. Chondromalacia Patellae. Lancourt JE.8 favorece o seu entendimento em diferentes situac ¸ ões sem comprometer os resultados obtidos. A method for assessing the height of the patella. Crítica ao estudo decorre do fato de ter sido correlacionado apenas o índice de Insall-Salvatti. Patella position in the normal knee joint. Falvo KA.400 r e v b r a s o r t o p . Elahi S. 2 0 1 3. Møller BN. Engelman L.21–24 Redziniak et al. Radiology. Rev Chir Orthop Reparatrice Appar Mot. a mensurac ¸ ão da altura patelar é demonstrada e analisada por meio da radiografia em perfil com o músculo quadríceps relaxado. Goggins J. Miller. 13. Patella alta: association with patellofemoral alignment and changes in contact area during weight-bearing. Torres L. Conflitos de interesse Os autores declaram não haver conflitos de interesse. o que mostra que a medida dessa relac ¸ ão em mulheres é maior. que envolvem a patela alta e a patela baixa. Cristini JA. Krebs B.9:R26. Para isso. Dunlop D. Jurik AG.20 Os resultados deste estudo mostram que o método de Insall-Salvati pode ser aplicado à tomografia computadorizada com cortes sagitais.2:19–26. J Bone Joint Surg Am. que é possivelmente a maior causa de erro na medic ¸ ão com precisão da altura patelar. 2004. 2007. Hunter DJ. A new method of measuring patellar height. 1982.26 em seu estudo. . J Bone Joint Surg Am.12 Essas patologias frequentemente tornam o joelho dolorido. and patellofemoral progression: the Health ABC Study. 2.25 sugerem em seu estudo que a medida do índice de Insall-Salvati em homens é de 0. Arthritis Rheum. Dejour H.14 e o plano de alinhamento tibiofemoral frontal. Apropos of 128 cases]. pain. Arthritis Rheum. Newman A. The association between patellar alignment on magnetic resonance imaging and radiographic manifestations of knee osteoarthritis. A patela alta é considerada uma entidade clínica associada à dor e à instabilidade femoropatelar. Int Orthop. 5. Felson DT. Insall J. Kannus PA. A contrac ¸ ão desse causa elevac ¸ ão e lateralizac ¸ ão da patela e influencia na sintomatologia dolorosa e nos sinais de instabilidade do joelho acometido. 7. 12. como já citado em outros estudos. 11.15:1120–7.17 Inúmeros métodos são descritos para mensurar a altura patelar. Insall J.3. Patella malalignment. Zhu Y. Powers CM. 1972.15.27 a mensurac ¸ ão da altura patelar. Blackburne JS. Kwoh K. 15.88:67–9. chondromalacia. Their etiological role in patellar dislocation. A prospective study. 3.58:1–8. Radiology. 1976.59:241–2. 14.11. não encontrou essa diferenc ¸ a entre homens e mulheres. Patella alta and patella infera. 4 8(5) :397–401 e predispõe à luxac ¸ ão patelar.43:1874–80.9:195–7. Varus-valgus alignment in the progression of patellofemoral osteoarthritis. a morfologia da 0 tróclea femoral13. Lerat JL. 10. Zhang YQ. 2007. et al. Considerando que a tomografia vem sendo adotada como principal recurso complementar na mensurac ¸ ão das patologias decorrentes do desalinhamento femoropatelar. 8. 16. 1986. 1986. Arch Orthop Trauma Surg. visto que esse não é índice unânime na literatura mundial para avaliac ¸ ão da altura patelar. 1975. Insall e Salvati6 foram os primeiros a descrever um método específico para estabelecer a altura patelar e relacionam o comprimento do tendão patelar com o maior comprimento da patela em radiografias. é possível mensurar. Ward SR. Hayes K. Recurrent dislocation and the high-riding patella. Song J.9 a 1. Friberg O. Factors predisposing to patellar chondropathy and patellar apicitis in athletes. Arthritis Res Ther. Osteoarthritis Cartilage. [Patella infera. Walch G. and apophysitis of the tibial tubercle. Salvati E. Dessa forma.101:101–4. 1994. Cahue S. como consequência da diminuic ¸ ão da estabilidade óssea da patela com o fêmur.94 a 1. Osterman K. tanto em extensão como em flexão de 20◦ e em contrac ¸ ão. Kujala UM. o diagnóstico da altura patelar poderá ser obtido por meio da mensurac ¸ ão do índice usado. Zhang Y. refer ê ncias 1. Salvati E. Insall J. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. Dejour H. A maioria dos estudos de fatores causais para dor anterior do joelho procura relacionar essas anormalidades com a inclinac ¸ ão e o deslocamento patelar. Clin Orthop Relat Res. Chambat P.10:195–200. Provavelmente essa diferenc ¸ a ocorre por causa do tamanho menor da patela em pessoas do sexo feminino.16 Existem ainda as alterac ¸ ões no plano sagital.19.

por via artroscópica. 1994. Mihalko WM. 1978. 24. Camanho GL. 26. Duncan R. Wood L. 2000. 22. Does isolated patellofemoral osteoarthritis matter? Osteoarthritis Cartilage.54:908–13. Cerulli G. Effects of patella alta and patella infera on patellofemoral contact forces. AJR Am J Roentgenol. 18. Patella alta and chondromalacia. Ekelund L. Croft P.r e v b r a s o r t o p . 27. Redziniak DE. Camanho LF.91:2264–75. 4 8(5) :397–401 401 17. 25. Radiographic assessment in patellar instability and chondromalacia patellae.68:297–300. 1983:217–24. Patellar instability. Dowd GS. J Bone Joint Surg Br.14:707–12. J Biomech. Sheibani-Rad S. Peat G. Thomas E. O realinhamento proximal do aparelho extensor. The patellotrochlear index: a new index for assessing patelar height.60:71–3. Miller TT. A planar model of the knee joint to characterize the knee extensor mechanism. Davy DT. Insall JN. Bentley G. Bierdert RM. Fulkerson JP. Rev Bras Ortop. Patellar pain and incongruence. Diduch DR.17:1151–5. 1989. Feldman F. Goldberg VM. 1986. Albrecht S.35: 109–13. Zajac FE. Yamaguchi GT. . 2009. Patellar height on sagittal MR imaging of the knee.167: 339–41.27:1059–65. J Bone Joint Surg Br. 176. 2009. 23. Norman O. The vertical position of the patella. et al. Rünow A. 1996. Staron RB. Bentley G. I: Measurements of incongruence. 21. 2 0 1 3. Novicoff WM. Clin Orthop Relat Res. Hay E. Aglietti P. 19. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. Marks KE. Acta Orthop Scand. J Bone Joint Surg Am. 20. no tratamento da luxac ¸ ão femoropatelar. 2006. J Biomech.22:1–10. 1983. Egund N. Singerman R.