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II SEMINÁRIO PETRÓLEO, GÁS E ENERGIAS RENOVÁVEIS

TÉCNICAS DE SOLDAGEM APLICADAS À INDÚSTRIA DO PETRÓLEO/GÁS

Halinson Faustino Dias Campos

Sumário
1. Introdução aos Materiais Aplicados no Segmento de Óleo e Gás a. Definição de Equipamentos de Processo b. Classificação dos Materiais para Equipamentos de Processo c. Fatores Relativos à Seleção de Materiais 2. Soldagem de Aços Resistentes à Fluência 3. Soldagem de Aços Inoxidáveis 4. Soldagem de Ligas de Níquel 5. Automatização de Processos

ESAB S.A. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos

Introdução aos Materiais Aplicados no Segmento de Óleo e Gás

Definição de Equipamentos de Processo
Equipamentos de processos são aqueles usados em industrias de processo, nas quais materiais sólidos ou fluidos sofrem transformações físicas ou químicas, ou as que se dedicam à armazenagem, manuseio, ou distribuição de fluidos.
• Refinarias de petróleo • Industrias química e petroquímica • Industrias alimentares e farmacêuticas • Centrais termoelétricas • Terminais de distribuição de petróleo • Instalações de processamento de petróleo (on shore ou off shore)

Industrias de Processo

Classificação de Equipamentos de Processo
ESAB S.A. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos

• Equipamentos de Calderaria • Máquinas • Tubulações

Fatores Relativos à Seleção de Materiais
Relativos à resistência mecânica do material Relativos ao serviço Relativos à fabricação do equipamento Propriedades mecânicas do material Temperatura de serviço, ação dos fluidos, Efeito dos resíduos provenientes da corrosão, nível de tensões, natureza dos esforços. Soldabilidade, usinabilidade e facilidade de conformação do material Tempo de vida previsto Variações toleradas de forma e/ou dimenções Segurança Coeficiente de atrito, condutividade térmica, método de fixação, dureza e resistencia à abrasão, possibilidade de soldas dissimilares

Disponibilidade dos materiais Custo do material Experiencia prévia Outros Fatores

ESAB S.A. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos

Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos . Cerâmica Borrachas Grafita Asfalto Aços Baixa Liga <5% Aços Média Liga >5% e <10% Aços Alta Liga >10% Aços Inoxidáveis Austeníticos Aços Inoxidáveis Ferríticos Aços Inoxidáveis Martensíticos Aços Inoxidáveis Duplex Aços ao Cr-Mo.A. resistentes à Fluência Metais ferrosos Metais não-ferrosos Monel Inconel Incoloy Hastelloy Materiais não-metálicos ESAB S. Zircônio e Ligas Níquel e Ligas Materiais Plásticos Concreto Armado Cimento-amianto Barro Vibrado Vidro.Classificação dos Materiais para Equipamentos de Processo Aços-Carbono Aços-Liga Aços Inoxidáveis Ferros Fundidos Ferro Maleável Ferro Forjado Ferros-Ligados Cobre e Ligas Alumínio e Ligas Chumbo e Ligas Titânio.

Soldagem de Aços Resistentes à Fluência .

em função do tempo. Existem metais que exibem o fenômeno de fluência mesmo à temperatura ambiente. Ela se dá em função do movimento das discordâncias (defeitos) presentes na microestrutura dos materiais. enquanto outros resistem a essa deformação mesmo a temperatura elevadas.Fluência A fluência é a deformação plástica que ocorre num material. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos . sob tensão constante ou quase constante. ESAB S. A temperatura tem um papel importantíssimo nesse fenômeno.A.

trocadores de calor e turbinas a gás. além de outros equipamentos de processo onde estejam sujeitos à alta temperatura e pressão.25Cr-1Mo ESAB S. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos Torre de Craqueamento fabricada em Aço Ferrítico 12Cr-1Mo .Aplicações de Aços Resistentes à Fluência São aplicados em vasos de pressão. Vaso de pressão fabricado em Aço Ferrítico 2. torres de craqueamento.A. caldeiras. tubulações.

Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos .A.25Cr-0. T/P12 T/P 22 T/P5 T/P 9 T/P 91 16Mo3 13CrMo4-5 10CrMo9-10 12CrMo5 X11CrMo9-1 X10CrMoVNb9-1 13CrMo4-5 10CrMo9-10 12CrMo5 X11CrMo9-1 X10CrMoVNb9-1 < 460 < 535 < 545 < 550 < 585 < 600 ESAB S.Ligas Resistentes a Fluência Aços CMo e CrMo Tipo ASME/ASTM DIN EN Temp. (° C) CMo 1.5Mo 9Cr-1Mo 9Cr-1MoVNb T/P 1 T/P 11.25Cr-1Mo 5Cr-0.5Mo 2.

CREEP RESISTANT FERRITIC STEELS FOR POWER PLANTS. Pressão Eficiência ESAB S.A.Relação Eficiencia x Temperatara x Pressão Ingo von Hagen and Walter Bendick. Custos. Germany. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos . Emissões Temperatura. Mannesmann Forschungsinstitut GmbH.

5Mo P/T11 2.10 SC OK Flux 10.25Cr 0.29M SFA-A5.16 OK Autrod 13.55 / Atom Arc 7018-Mo OK 76.5Mo ou 1.5Mo P/T1 1Cr 0.Consumíveis Aplicáveis Correspondende ASME II Part C SFA-A5.25Cr 1Mo P/T22 5Cr 0.A.5M SFA-A5. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos .5Mo P/T11 2.28 / Atom Arc 9018-CM Atom Arc 8018-B6 Atom Arc 8018-B8 Atom Arc 9015-B9 SFA-A5.5Mo P/T5 9Cr 1Mo P/T9 9Cr 1Mo +V(W) P/T91 Aços Baixa Liga ao CrMo Resistentes a Fluência GMAW (MIG) OK Autrod 13.28M FCAW (ARAME TUBULAR) OK Tubrod 81A1 OK Tubrod 81B2 OK Tubrod 91B3 Dual Shield B6 Dual Shield B8 Dual Shield B9 GTAW (TIG) OK Tigrod 13.28/SFA-5.28M Metal de Base (AISI/UNS/ASTM) 0.25Cr 1Mo P/T22 5Cr 0.5Mo P/T1 1Cr 0.5Mo P/T5 9Cr 1Mo P/T9 9Cr 1Mo +V(W) P/T91 Aços Baixa Liga ao CrMo Resistentes a Fluência SMAW (MMA) OK 74.17 OK Tigrod 13.62 / OK Flux 10.24 OK Flux 10.25Cr 0.62 / OK Flux 10.63 + OK Autrod 13.37 OK Tigrod 13.5/SFA-5.23/SFA-5.35 ESAB S.38 Correspondende ASME II Part C SFA-A5.62 + OK Autrod 12.63+ OK Autrod 13.62 + OK Autrod 13.37 SAW (ARCO SUBMERSO) OK Flux 10.17 OK Autrod 13.28/SFA-5.09 OK Autrod 13.20 SC OK Flux 10.32 OK Tigrod 13.16 OK Tigrod 13.29/SFA-5.63 + OK Autrod 13.16 / Atom Arc 8018-CM OK 76.23M Metal de Base (AISI/UNS/ASTM) 0.09 OK Tigrod 13.33 OK Flux 10.5Mo ou 1.

Técnica de Soldagem Aço Espessura da Junta ≤ 12mm > 12mm cromo-molibdênio heterogênias todas todas todas % Cr Préaquec Nenhu m 100ºC 200ºC 250ºC** 150ºC** Temp. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos . **Para soldagem TIG. as temperaturas indicadas podem ser reduzidas de 50 ° C.A. as condições de pré-aquecimento e de tratamento térmico são determinadas pelo aço de maior teor de liga. Aço carbono-molibdênio Espessura da Junta ≤ 25mm > 25mm > 20mm ----- % Cr Pósaquec Nenhum 200ºC 300ºC 300ºC 300ºC ≤ 2% 2% < %Cr < 7% ≥ 7% cromo-molibdênio > 12mm heterogênias > 62mm ESAB S. de Interpasse 250°C 250°C 300°C 350°C 200°C carbono-molibdênio ----< 2% ≥ 2% qualquer Quando diferentes tipos de aços Cr-Mo são soldados. mas o metal de adição pode ser selecionado com base no metal base menos ligado.

Fatores Críticos dos Aços CrMo Tratamento Térmico (metal de base e metal de solda) Tratamentos térmicos complexos são realizados para se obter as propriedades mecânicas requeridas. Atenção A temperatura máxima de TTPS não deve ser excedida. A taxa de resfriamento também deve ser controlada. Dependendo da liga. revenimento e recozimento a várias temperaturas e durações são requeridos. Para a junta soldada a mesma lógica deve ser seguida e tratamento térmico póssoldagem é requerido. ESAB S. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos . tratamentos de normalização.A.

A sensitividade a fragilização ao revenimento pode ser mensurada através de tratamentos térmicos e medida de tenacidade.PE ESAB S.Fator X . Grande perda de ductilidade. que migram para os contornos de grão e podem reduzir a ductilidade do material.Fatores Críticos dos Aços CrMo Fragilização ao Revenido (metal de base e metal de solda) Exposição a temperaturas entre 375 – 575° C por longos períodos de tempo.Step Cooling Parâmetros foram desenvolvidos para estimar a tendência a fragilização ao revenido . Sn.A.Fator J . As. Causado pelos elementos P. . Sb. O teor de Mn e Si também possui forte influência. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos .

Sn (ppm) + As(ppm) X(ppm) = 100 Watenabe (Fator J) Sugiyama (PE) J = [ Mn (%) + Si(%)].Fatores Críticos dos Aços CrMo Fragilização ao Revenido (metal de base e metal de solda) Equacionou-se o teor de P.5.Sb(ppm) + 4.012% máx.P + 5.Ni≤0. C* e Comércio/Maio ESAB S. Sb.1% P+Sn=0. (Ideal 0.01%) PE < 3% J < 150 J < 100 ( ) ASTM A387*(1) API 934*(2) Petrobras N1704 Cr>2%:J<100 (ideal 80ppm) (3) Rev.20%.(10.Sb + 4.Ni≤0.10 4 PE = C + Mn + Mo + Cr + Si + 3.P(ppm) + 5. Indústria 2010 Cr<2%:J<200 (ideal 150ppm) I-ET-5000.30% Cu≤0. Mn+Si≤1.20%.30%. As de forma a parametrizar a sensitividade de fragilização ao revenido. Sn.00-000500-PPC-001**(4) Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos - .Sn + As ) 3 4 Fator J Fator X X<15ppm X<15ppm X<20ppm (ideal 15ppm) X<12ppm Outros Cu≤0.[P(%) + Sn (%)].A. Bruscato (Fator X) 10.

A. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos Petrobras N1704 Rev C .REQUISITOS ADICIONAIS PARA VASO DE PRESSÃO EM SERVIÇO COM HIDROGÊNIO.Fatores Críticos dos Aços CrMo Fragilização ao Revenido (metal de base e metal de solda) Step Cooling ESAB S. Chromium-Molybdenum. Alloy Steel. *ASTM A387/A387M-99. . Standard Specification for Pressure Vessel Plates.

Soldagem de Aços Inoxidáveis .

Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos .A. São utilizados quando há necessidade de: • resistência à corrosão • boa tenacidade a baixas temperaturas • resistência a altas temperaturas Tipos de aços inoxidáveis: • austeníticos (2XX. o carbono (C). o cromo (Cr) e o níquel (Ni). 3XX) • ferríticos (4XX) • martensíticos (4XX) • duplex (austeno-ferríticos) • PH (Precipitation Hardened) ESAB S.Aços Inoxidáveis É uma liga metálica apresentando como elementos principais o ferro (Fe).

26.3 Cr 16. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos .25 < 0.25 < 0.0 12.0 4.30.0 0 .1 .0 .0 .0 Ni 8.40.0 0 .Composição Química Principais elementos % Austeníticos Ferríticos Duplex Martensíticos C < 0.0 .0 ESAB S.5.0 0 .0 0 .15 0.30.0 11.2.17.0 Mo 0 .0 .2.0 .0 0 .0 18.0 .0.10.A.5.3.2.

Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos .61 OK 63.28 OK Tigrod 2509 OK Autrod 2509 OK Autrod 309 OK Autrod 310 OK Flux 10.16 OK Tubrod 14.4/SFA-5.53 OK Tubrod 14.9M SFA-A5.93 + OK Autrod 309 OK Autrod 310 + OK Flux 10.55 OK 67.9/SFA-5.22/SFA-5.93 + OK Autrod 385 OK Tubrod 14.27 OK 68.28 OK Tigrog 2209 OK Tigrog 2509 Resitente ao Calor OK 68.A.4MSFA-A5.93 Shield-Bright 309H OK Tigrod 309 OK Tigrod 310 ESAB S.22M SFA-A5.93 + OK Autrod 309L OK Tigrod 308L OK Autrod 308LSi OK Tigrod 309L OK Autrod 309LSi OK Tigrod 316L OK Autrod 316 LSi OK Flux 10.9M SFA-A5.93 + OK Autrod 2509 OK Flux 10.33 FCAW (ARAME TUBULAR) Shield-Bright 308L Shield-Bright 309L Shield-Bright 316L Shield-Bright 317L Shield-Bright 347 GTAW (TIG) GMAW (MIG) SAW (ARCO SUBMERSO) OK Flux 10.9/SFA-5.84 OK 69.9M Metal de Base (AISI/UNS/ASTM) 18Cr 8Ni 308L 23Cr 12Ni Resistente a Corrosão 309L 18Cr 10Ni 3Mo 316L 19Cr 9Ni 3Mo 317L 18Cr 10Ni + Nb 347 20Cr 25Ni 5Mo CuNL 904L 22Cr 5Ni 3Mo 2205 22Cr 5Ni 3Mo 2507 25Cr 4Ni 327 22Cr 12Ni 309 25Cr 20Ni 310 SMAW (MMA) OK 61.30BR OK 61.30 OK 64.9/SFA-5.15 / OK 67.30 OK 67.Consumíveis Aplicáveis Correspondende ASME II Part C SFA-A5.93 + OK Autrod 347 OK Flux 10.93 + OK Autrod 308L OK Flux 10.93 + OK Autrod 316L OK Tigrod 317L OK Autrod 317 L OK Tigrod 347 OK Tigrod 385 OK Autrod 347Si OK Autrod 385 OK Autrod 2209 OK Autrod 2509 OK Flux 10.73 OK 67.

A. alto limite de resistência e elevada ductilidade • São os que apresentam melhor soldabilidade e resistência à corrosão ESAB S.Aços Inoxidáveis Austeníticos Estrutura : • Austenita (CFC) • Características : • Constitui o grupo mais numeroso e utilizado • Não é temperável (não é endurecível por tratamento térmico) • Apresentam a temperatura ambiente baixo limite de escoamento. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos .

308. 317. 302. 303. 321.Aços Inoxidáveis Austeníticos São os aços inoxidáveis de maior emprego.alimentícia . 304. 347 Sufixo L – baixo teor de carbono Sufixo H – alto teor de carbono .A.geração de energia ESAB S. 310. 309. devido à sua elevada resistência à corrosão. Aplicações : Trocadores de calor Vasos de pressão Tubulações para as indústrias: . mesmo com maior custo que os aços inoxidáveis ferríticos. 316. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos Classificações AISI – série 300: 301.química .

Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos . selecionar metal de adição que possibilite uma estrutura austeno-ferrítica na solidificação para que não haja formação de trincas a quente.A. ESAB S. • Quando possível.Aços Inoxidáveis Austeníticos Fatores Críticos Durante a Soldagem Precipitação de carbonetos Formação de fase Sigma Distorção Cuidados : • Não realizar pré-aquecimento • Soldar em velocidades mais altas • Usar consumíveis com menor teor de P e S e maior relação Mn/S.

• Menor tendência a distorção.A. • Baixo custo em função do baixo teor de Ni. inclusive a alta temperatura.Aços Inoxidáveis Ferríticos Estrutura: • Ferrita (CCC) Características: • Apresenta um baixo coeficiente de expansão térmica e uma boa resistência à corrosão e oxidação. • Grau de aços mais ligados apresentam baixa tenacidade a baixas temperaturas e uma maior tendência a fragilização a elevada temperatura ESAB S. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos .

sais neutros e alcalinos e resistentes ao ataque por H2S em alta temperatura. porém apresenta menor resistência á corrosão. 406. 442.Aços Inoxidáveis Ferríticos São os aços inoxidáveis de menor custo que os aços inoxidáveis austeníticos. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos . 446 ESAB S. São muito resistentes a álcalis fracos. 443. 430.A. Aplicações: • Tanques com para fluidos com teor de enxofre >1% á temperaturas >300ºC. • Torres de craqueamemto Classificações AISI – série 400: • 405.

Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás espessuras maiores que 3mm. de graus em que ocorre a formação de martensita Halinson Faustino Dias Campos . •Pré-aquecimento (150 – 200 ° C) pode ser requerido para prevenir trincas em aços com ESAB S. •Consumíveis austeníticos •Aplicação de consumíveis austeníticos não são recomendados em ambientes onde a resistência a corrosão sob tensão em meio clorado ou contendo enxofre é requerido.A.Aços Inoxidáveis Ferríticos Fatores críticos durante a soldagem •Crescimento de grão •Precipitação de carbonetos e nitretos •Formação de rede de martensita nos contornos dos grãos •Perda de dutilidade •Perda de tenacidade •Perda de resistência à corrosão da região da solda Cuidados: •Consumíveis de soldagem com composição química semelhante ou próxima ao metal de base.

Aços Inoxidáveis Martensíticos Estrutura : • Martensita Características : • Apresentam elevada temperabilidade • Possui resistência à corrosão inferior aos demais aços inox (sendo satisfatória em meios fracamente corrosivos) • São adequados para aplicações que requerem elevada resistência mecânica.A. dureza e resistência a abrasão ou erosão em ambientes secos ou úmidos ESAB S. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos .

• Temperatura de pré-aquecimento 230 – 290 ° C. seguido de resfriamento lento.apresentam maior temperabilidade ao ar – necessidade de préaquecimento/minima temperatura de interpasse /pós aquecimento / tratamento térmico pós soldagem (revenimento) .A. • Tratamento térmico pós soldagem 650 / 760 ° C.15% . • Aços com teor de C > 0. ESAB S.Aços Inoxidáveis Martensíticos Soldabilidade: • Aços com baixo teor de C – Boa soldabilidade. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos .

416. 420.Aços Inoxidáveis Martensíticos Aplicações: • Ferramentas • Peças de máquinas • Cutelaria Classificações AISI – série 400: • 403. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos . 414. 440 ESAB S. 410. 431.A.

metal de adição inoxidável austenítico deve ser usado. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos .A. formação de trincas de têmpera em função do hidrogênio ESAB S.Aços Inoxidáveis Martensíticios Fatores críticos durante a soldagem Cuidados : • Realizar pré-aquecimento entre 230 e 290ºC • Realizar pós-aquecimento entre 650 e 760ºC • Realizar resfriamento lento até a temperatura ambiente • Usar consumíveis com menor teor de hidrogênio. • Priorizar processos que aportem menos hidrogênio • Quando o pré-aquecimento for impossível.

2304.A. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos . A ferrita é azul e a austenita é branca (20x) ESAB S.Aços Inoxidáveis Duplex Estrutura : • Austenita + Ferrita Características: • Elevada resistência à corrosão • Elevada resistência mecânica • Boa soldabilidade Aplicações : • Indústria petroquímica (oleodutos e gasodutos) Classificações AISI: • 329. O metal de solda está à esquerda e o metal de base à direita. 255 Seção reta de uma solda em um aço inoxidável duplex. 2205.

ESAB S. mas o calor aportado deve estar dentro de certos limites dependendo do grau.A. resultando em menor tenacidade e resistência a corrosão. •Um alto calor aportado (heat input) pode resultar na precipitação de fases nocivas. em particular nos superduplex. •Pré-aquecimento não é necessário. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos .Soldabilidade dos Aços Inoxidáveis Duplex •Aços duplex apresentam boa soldabilidade. •Um baixo calor aportado ( heat input) resulta em uma elevada velocidade de resfriamento e em elevado teor de ferrita.

com ligeira diferença em termos de composição do metal de base.A. de forma a evitar a formação excessiva de ferrita. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos . normalmente Ni. ESAB S.Aços Inoxidáveis Duplex Consumível: •Consumíveis de soldagem são duplex. •Os consumíveis de soldagem necessitam apresentar elementos que promovam a formação de austenita.

A. ESAB S.Aços Inoxidáveis Duplex Fatores críticos durante a soldagem Teor muito elevado de ferrita Precipitação de nitretos de cromo Precipitação de compostos intermetálicos Cuidados: • Controle da energia de soldagem e da temperatura de pré-aquecimento. • Usar mistura Ar-N2 como gás de proteção. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos .

Técnica de Soldagem Limpeza – a soldagem de aços inoxidáveis requer uma limpeza especial da junta a ser soldada e do local da soldagem – não se deve utilizar as mesmas ferramentas empregadas para a limpeza de aços carbono.A. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos . para evitar contaminação – não se deve soldar aços inoxidáveis no mesmo local de soldagem de aços carbono ESAB S.

Seleção de Consumíveis Diagrama de DeLong Diagrama de Schaeffler ESAB S.A. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos .

Soldagem de Ligas de Níquel .

Naval-Offshore. Indústria aeroespacial ESAB S. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos .A.Aplicações Indústria petroquímica.

Utilizadas para aplicações em tubulações. Liga de alta resistência à tração e oxidação em altas temperaturas. Ligas com 16 a 28% de Mo. Monel 400. Nickel 205. Utilizadas para resistência a corrosão e oxidação. etc. Utilizadas para resistência a corrosão. Nickel 201. conexões. e o restante de Ferro. Hastelloy B. Utilizadas para altas temperaturas. Monel 402. etc. oxidação e corrosão Ligas com 20 a 45% de Ni. Inerte à corrosão atmosférica e aplicável até em águas salgadas. trocadores de calor. com adições de Fe e Cr. Usada em ambientes de alta corrosão. Inconel 600. etc. Hastelloy C e Inconel 625 Exemplos Nickel 200. etc. sais.A. Monel 404. Inconel 800. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos .Classificação das Ligas de Níquel Liga Níquel Puro Níquel-Cobre Aplicação Aplicável em meios com presença de: soda cáustica. 13 a 22% de Cr. etc. Níquel-Cromo Níquel-CromoFerro NíquelMolibidênio Níquel-CromoMolibidênio ESAB S.

Alta ductilidade do metal de soldado OBS: São muito mais caros que os aços ESAB S. Resistência à corrosão superior aos aços 2. Resistência superior em altas temperaturas 3. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos .A.Propriedades das Ligas de Níquel As ligas de Níquel possuem: 1.

U ou J) Não aumentar a corrente em caso de baixa penetração.Soldagem de Ligas de Níquel Se você consegue soldar aços inoxidáveis. use um bocal grande. use um mínimo de calor para mover a poça e controle o calor em pequenas cordões seguido de resfriamento . você também consegue soldar ligas de Níquel (fundidas). limpe com acetona. Neste caso recomenda-se a diminuição do nariz Sensibilidade à Contaminação por enxofre e fósforo Baixa fluidez da liga ESAB S. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos Limpar o metal.4 mm de espessura (chanfros em V. Pré-aquecimento desnecessário Baixa Condutividade Térmica Soldagem com menor intensidade de corrente Alto controle de aporte térmico Limpeza da peça de trabalho antes de qualquer procedimento de soldagem Recomendação: Limpeza de 50mm para cada lado a partir do centro do chanfro Usar chanfros em peças maiores que 2. mas há alguns aspectos que devemos considerar.A.

5M SFA-A5.28M SFA-A5.85 OK Tigrod 19.85 + OK Flux 1090 ou 1016 OK Autrod 19.82 + OK Flux 1090 ou 1016 OK Autrod 19.85 GMAW (MIG) OK Autrod 19.23/SFA-5.85* OK Autrod 19.23M Metal de Base (AISI/UNS/AST Alloy 59 Alloy 400 Alloy 800 Alloy 600 Alloy 625 Alloy 825 N06059 N06600 N06600 N06600 N06625 N08825 Ligas de Níquel SMAW (MMA) OK 92.5/SFA-5.28/SFA-5.82* OK Autrod 19.28 OK 92.28 OK 92.81 OK Tigrod 19.85 + OK Flux 1090 ou 1016 OK Autrod 19.86 OK 92.85 OK Tigrod 19.45 OK 92.28M SFA-A5.28 GTAW (TIG) OK Tigrod 19. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos .59 OK 92.81 + OK Flux 1090 ou 1016 OK Autrod 19.85 OK Autrod 19.82 OK Tigrod 19.A.81 OK Autrod 19.93 OK Tigrod 19.85 + OK Flux 1090 ou 1016 ESAB S.Consumíveis Aplicáveis Correspondende ASME II Part C SFA-A5.28/SFA-5.85 SAW (ARCO SUBMERSO) OK Autrod 19.93 OK Autrod 19.

0 mm o valor mais empregado industrialmente Normas de projetos consideram que as chapas de revestimento também são responsáveis por condicionar resistência mecânica ao componente Geralmente a chapa de metal base é responsável por condicionar resistência ao componente e a chapa de clad é responsável pelo revestimento anti-corrosivo Devem-se seguir procedimentos adequados de soldagem para minimizar a diluição evitando a contaminação do metal base e queda na resistência à corrosão ESAB S.Soldagem Chapas cladeadas Cladeamento .0 mm sendo 4.A.Definição Revestimento anticorrosivo com forte ligação metalúrgica na interface bimetálica Espessura da chapa de revestimento é sempre maior que 2. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos .

Primeiro passe na região do clad Soldagem de chapas grossas deve ser feita em ambos os lados.A.5 mm) é comum realizar o enchimento apenas com o consumível indicado para a chapa de revestimento Em peças com espessura maior que 9.Definição Em chapas finas (4. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos .5 mm é comum a preencher parte do chanfro com consumível adequado para o substrato e o restante (região mais próxima da chapa anti-corrosão) com consumível para o material do revestimento (ou mesmo mais ligado) Soldagem de chapas finas deve ser feita em ambos os lados.Soldagem Chapas cladeadas Cladeamento . Porém. pode-se utilizar consumível mais barato na região do substrato ESAB S.5 mm a 9.

Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos Efeito da diluição de níquel no substrato Aumento excessivo de dureza gerando trincas .Soldagem Chapas cladeadas Cladeamento – Problemas Possibilidade da ocorrência de defeitos na soldagem Causa: Diluição tanto no metal base quanto no revestimento Efeito da diluição de ferro na chapa de revestimento Diminuição da capacidade de resistência anti-corrosiva ESAB S.A.

A.Revestimento com Fita ESAB S. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos .

A. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos ESW Eletroescória .Processos de revestimento com fita SAW Arco Submerso ESAB S.

correspondendo a 33–42 A/mm²).Vantagens do processo de revestimento com fita • Altas da taxas de deposição • Baixa diluição do metal de base devido a uma menor penetração. ESAB S. • Altas da velocidades de soldagem resultando em uma maior área recoberta por unidade de tempo m²/h. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos . Com alguns fluxos especiais pode chegar a 2000 A que corresponde a 70 A/mm².A. • Alta densidade de corrente de trabalho (cerca de 1000–1250 A com fitas de 60 mm de largura.

Reinicie o computador e abra o arquiv o nov amente. Talv ez o computador não tenha memória suficiente para abrir a imagem ou talv ez ela esteja corrompida. Se ainda assim aparecer o x v ermelho.A imagem não pode ser exibida. Automatização de Processos . poderá ser necessário excluir a imagem e inseri-la nov amente.

A. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos .Fontes Inversoras OrigoTM Arc 286i AristoTM Tig 4000i AristoTM Mig 5001i Multivoltage ESAB S.

• Até 3 níveis de usuários com permissões distintas de acesso para cada nível através de bloqueio por senha. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos AristoTM Pendant U82 Plus . • Fazer integração com robô e controlar parâmetros de solda (estatísticas de produção e qualidade) com o software WeldPoint. ESAB S. • Equipado com as funções Aristo SuperPulse que dá total controle do aporte térmico e redução de respingos • Função QSet que permite precisão mesmo fora da posição plana • Função Pulsado que permite soldar passes de raiz com facilidade e precisão.Sistemas de Controle • Mais de 230 linhas de sinergismo préprogramadas.A.

A.Automação ESAB S. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos .

Corte ESP 101 Sabre SXE Combirex ESAB S.A. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos .

Obrigado ESAB S.br .campos@esab.com. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos Halinson Faustino Dias Campos Telefone: 31 2191-4378 halinson.A.

Soldagem Chapas cladeadas Cladeamento – Técnicas de soldagem Penetração dos cordões no substrato deve ser tal que evite atingir a região da chapa clad Aumento da região de nariz para evitar diluição de níquel na região do substrato Retirada da região do revestimento para preenchimento do cordão e em seguida refazer o revestimento com um consumível mais ligado que o próprio metal anti-corrosivo ESAB S. Indústria e Comércio/Maio 2010 Segmento Óleo e Gás Halinson Faustino Dias Campos .A.