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Revista do Arquivo Público Mineiro

Dossiê

Angelo Alves Carrara

Desvendando a riqueza na terra dos diamantes*

Revista do Arquivo Público Mineiro

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Pesquisa na documentação original sobre os temas da fiscalidade e da administração na Demarcação Diamantina, entre 1733-1764, traz à luz novas revelações sobre o movimento da riqueza no Arraial do Tijuco.

bandos. Outra inovação foi introduzida na escrituração contábil. Em substituição à legislação vigente em toda a Capitania. os ouvidores de Vila Rica. Os vencedores da licitação – contratadores – tinham o direito de empregar seiscentos escravos. o provedor da Fazenda. acima de tudo. A partir de 1740. ordens régias. explica o caráter das séries documentais que compõem o acervo da Intendência dos Diamantes da Comarca do Serro Frio.> Até 1734. uma ordem régia. a extração dos diamantes começou a ser feita sob a forma de contratos. As hesitações das autoridades se deviam na realidade à sua inexperiência na matéria: a mineração dos diamantes exigia tratamento distinto do dispensado ao ouro. publicado no dia 5 do mês seguinte. garantir o máximo rendimento fiscal. pelo qual o governador proibiu toda a mineração de diamantes no território de ocorrência das jazidas. Esse sistema perdurou até 1771: o decreto de 12 de julho desse ano extinguiu o sistema de contratos e determinou que a extração dos diamantes corresse por conta da Fazenda Real. foi baixado o Regimento da Mineração dos Diamantes. 1764. dois dias depois de uma junta deliberar a capitação de cinco mil réis. então. num curto período foi se formando um emaranhando de leis. quando. dentre outros. assentou-se impor a capitação de cinco mil réis. É por isto que as normas motivadas pela necessidade de instituir um corpo administrativo responsável pelo controle das lavras diamantíferas vinham mescladas com uma legislação. tão logo terminasse o ano fiscal estabelecido para a cobrança da capitação de cinco mil réis (isto é. pelo menos. assinada em 16 de março daquele mesmo ano. mandou "despejar as lavras de diamantes e substituir a capitação de 5 mil réis de cada escravo pelo arrendamento das mesmas lavras por um ou dois anos". Esse sistema permaneceu em vigor no ano seguinte (1731) 2. deliberação que foi comunicada por um bando com data de 24 de junho de 1730. Dito de outra forma. a atividade de extração passou a ser terceirizada a uma companhia particular que vencesse licitação aberta pela Real Fazenda. As penas para os delitos cometidos pelos contratadores foram declaradas no bando de 26 de agosto de 1739. pagariam os contratadores a capitação anual de 23 mil réis. sendo-lhes no sentido de encontrar tanto mecanismos de efetivo controle sobre a produção dos diamantes quanto sistemas eficazes de cobrança dos tributos e direitos régios. até o fim de julho de 1732). a denominar-se "Real Extração dos Diamantes". Esse primeiro momento de incertezas normativas durou até a assinatura do bando de 19 de julho de 1734. em consonância com o que já estava em curso na Provedoria da Real Fazenda de Vila Rica desde. decretos. De acordo com a ordem. cujo intuito visava a. o governador 42 | Revista do Arquivo Público Mineiro | Dossiê . As primeiras providências foram tomadas em 2 de dezembro de 1729. Uma primeira solução para a cobrança dos quintos devidos pela extração dos diamantes foi inicialmente determinada por uma portaria de 9 de junho de 1730. a história administrativa do Distrito Diamantino caracteriza-se pela hesitação. proibido minerar com maior número. segundo o qual o ouvidor da Vila do Príncipe serviria como superintendente de todas as terras em que ocorriam as jazidas diamantíferas da comarca do Serro. por meio de uma portaria que anulou as datas de terras minerais concedidas pelos guardasmores nos ribeirões em que aparecessem diamantes 1. cuja primeira arrematação se deu a 10 de junho de 1739. Em 26 junho de 1730. Mas enquanto as coisas assim transcorriam no arraial do Tijuco. Sobre cada um. portarias e editais com vistas a reger de forma particular a área de ocorrência das jazidas diamantíferas. que deveria adotar o método das partidas dobradas e remeter balanços anuais para Lisboa. O novo empreendimento passou. Portanto. numa junta da qual participaram. cujos nomes deviam ser lançados em um livro destinado a esse fim. a indefinição dos administradores da Capitania. do Rio das Mortes e do Serro Frio.

] por cuja razão ninguém se atreveu a querer arrematar as tais braças ainda que houvera dois a três lanços tão diminutos que não foram atendidos 3. Todavia. pela incerteza dos lugares aonde poderiam achar diamantes seria total ruína sua a arrematação em braças. dar "de arrendamento as terras das ditas minas como se pratica nas minas das Índias Ocidentais e nas de Golconda Oriental". o próprio governador reconhecia o fracasso da medida. existiam pelo menos outros três. três meses depois. Seus registros trazem a data. Mas essa ordem só veio a ser publicada por bandos de 7 e 9 de janeiro de 1732. não achando diamantes e pagando o preço das arrematações [. Entradas e saídas de diamantes do cofre e Imposto sobre lojas e vendas do Arraial do Tijuco. Dos livros da série Matrícula da capitação só nos alcançaram os volumes referentes à capitação de 25 mil e 600 réis. e ainda renovou as penas impostas aos compradores de diamantes fora do arraial do Tijuco e contra as tabernas e escravos de tabuleiros (quitandeiros).. em seu lugar. Os procedimentos que deveriam ser observados pelo ouvidor da Comarca do Serro na execução da ordem régia foram baixados a seguir. em 2 de dezembro. um edital com data de 5 de maio determinou que fossem retirados das lavras os escravos que nelas já estavam trabalhando. em todos os lugares.. Carga da capitação. para se começar nova capitação. AN CC 3639 e AN CC 3515. isto é. No ano seguinte. serviam para neles "se fazerem os ter- Angelo Alves Carrara | Desvendando a riqueza na terra dos diamentes | 43 . Anulou ainda todas as cartas de datas concedidas a partir de 1730 para tirar ouro nas áreas das jazidas dos diamantes. seria cobrado em duas parcelas. o nome do proprietário. Por fim. correspondentes aos semestres.. porque além de ficarem perdidos. o número e nomes dos escravos e o valor total da capitação a ser pago. A partir de 8 de abril ficaram também proibidos: o negócio de diamantes fora do arraial do Tijuco por pessoas de todas as condições. extinguiu a capitação e permitiu que os mineiros pudessem extrair os seus cascalhos dos rios até o dia 31 de agosto daquele ano. novo bando elevou a capitação para 40 mil réis por escravo a contar de 1º de janeiro de 1734. que proibiu a mineração de diamantes na Demarcação. com a condição de se reservar para o rei os diamantes maiores de 20 quilates. o governador baixou um bando desimpedindo novamente as lavras diamantinas mediante a capitação de 20$000 réis. Os livros da série Carga da capitação. nesse mesmo dia. Receita e despesa da Tesouraria da Intendência dos Diamantes. por um ano.. Assim. Foi estabelecido o preço de 60 mil réis por braça de dez palmos quadrados. Acervo documental A documentação produzida na primeira metade do século XVIII foi aqui arranjada nas séries seguintes: Matrícula da capitação. No fim de 1733. dois semestres.] mineiros entenderam que. Contudo. elevado em 16 de abril de 20 mil para 25 mil e 600 réis. Essa instabilidade em matéria fiscal encerrou-se com o bando de 19 de julho de 1734 . e que ficassem abertas as tabernas durante a noite no mesmo arraial. em 20 e 28 de janeiro. Matrícula de escravos. em carta de 22 de abril: os [. publicouse em 8 de abril um novo procedimento de cobrança da capitação. de acordo com os termos de abertura dos volumes APM CC 1058 e 1060. O valor anual cobrado por escravo. a entrada de vagabundos e pedidores de esmolas nos serviços diamantinos. pelos escravos. São os volumes AN CC 3636.deveria mandar suspendê-la e. correspondentes à capitação anterior de 20 mil réis. em duas dobras. como indicam os termos de abertura. o funcionamento de vendas ou tabernas fora do arraial do Tijuco e junto às lavras e ribeirões diamantinos.

que recebeu de Manuel Borges Bastos. códice 1056 (Livro de registro de carga de capitação de escravos empregados no rio Jequitinhonha. (APM CC 1058). Manuel da Fonseca Pimentel. São João e no rio Pardo. sessenta mil réis que recebeu de João Botelho Pimentel. de 11 de agosto de 1730 a 15 de maio de 1732. Os pagamentos foram realizados a partir de 9 de setembro de 1734 e se estenderam até 3 de abril de 1736. de 1º de agosto de 1730 a 14 de maio de 1732.mos das cargas ao tesoureiro da Fazenda Real dos rendimentos dos quintos dos escravos que se levam no registro para minerar diamantes" (APM. Morrinhos da Areia. procedidos de três escravos que se acham registrados no livro primeiro à folha [28]. Vicente Ferreira da Silva.700. (APM CC 1060). assinou comigo. distribuídos por um total de mais de 700 proprietários. 19 de julho de 1734 [?]. Carrega ao Tesoureiro da Fazenda Real. referente ao primeiro livro de matrícula. o número de escravos matriculados saltou para 5. No segundo semestre desse mesmo ano. escrivão do registro. seis à folha 48 e um à folha 74v. 1730-1732). Os pagamentos começaram a ser feitos a partir de 22 de abril de 1733 e se estenderam até 5 de setembro de 1735. Tijuco. K APM CC 1055: carga da capitação de 5 mil réis sobre os escravos empregados nos ribeirões do Caeté-Mirim. de como recebeu a dita quantia se assinou comigo Vicente Ferreira da Silva. K APM CC 1062: carga da capitação de 1734. Mão-de-obra escrava Os dados constantes dessa série permitem que se proceda a uma análise detalhada do emprego da mão-de-obra escrava na mineração dos diamantes. o guardamor Manuel da Fonseca e Silva. há apenas 7 registros de pagadores em atraso feitos entre 7 de fevereiro de 1736 e 25 de dezembro de 1737. no primeiro semestre de 1733. Coleção Casa dos Contos/APM. e de como recebeu dita quantia. escrivão do registro e receita da capitação dos Diamantes que a escrevi. K APM CC 1058: carga da capitação de 20 mil réis dos escravos matriculados no primeiro semestre de 1733.774 escravos foram matriculados por cerca de três centenas e meia de proprietários. Vicente Ferreira da Silva. à folha [10]. Com pequenas variações. de oito negros que tinha registrado no livro terceiro. os termos de carga adotam as seguintes fórmulas: Aos vinte e dois do mês de abril de 1733 anos. que pagou Francisco Gonçalves de Araújo por João Martins Soares. . que devia à Fazenda Real como fiador de Paulo [Alves] de Souza. a capitação teria rendido 44 | Revista do Arquivo Público Mineiro | Dossiê Detalhe do registro. K APM CC 1056: carga da capitação de 5 mil réis sobre os escravos empregados no rio Jequitinhonha. K APM CC 1060: carga da capitação de 20 mil réis dos escravos matriculados no segundo semestre de 1733. Carrega ao Tesoureiro da Fazenda Real. No primeiro caso. Dessa série participam os volumes: K APM CC 1054: carga da capitação de 5 mil réis sobre os escravos empregados nos ribeirões do Inferno. o sargento-mor Manuel da Fonseca e Silva. de 2 de agosto de 1730 a 14 de maio de 1732. que o escrevi e assinei. (APM CC 1062). que na capitação deste presente ano registrou sete escravos [a saber]. a quantia de cento e quarenta mil réis. à margem dos quais assentos se puseram verbas deste pagamento. Um levantamento preliminar mostra que. referente ao terceiro livro de matrícula. 1. do livro de registro. CC 1058). e assinou comigo Vicente Ferreira da Silva. Manuel da Fonseca Pimentel. Manuel da Fonseca e Silva. Santa Maria e Mosquito. a quantia de cento e dois mil e quatrocentos réis. carreguei em receita viva ao tesoureiro da Fazenda Real desta Comarca do Serro Frio o sargento-mor Manuel da Fonseca e Silva.

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de alguma forma. do nome da pessoa que entregou as pedras. uma oitava = 72 grãos = 3. 2. As fórmulas de registro são constituídas da data de entrada ou saída dos diamantes. De todo modo. Essas observações são importantes. de que é administrador José Alves Maciel". por exemplo. do número de pedras entregues e seu peso. de 9 de outubro de 1738. APM CC 1067: o termo de abertura data de 20 de maio de 1738. Esses livros registram igualmente todos os confiscos procedidos.586g = 17. Algumas vezes. A série Matrícula de escravos não deve ser confundida com a anterior. às modificações provocadas pela lei de 11 de agosto de 1753 que estabeleceu o monopólio do comércio dos diamantes em bruto nas mãos da Coroa. Observa-se ainda que não se incluiu na tabela o registro Contando a riqueza Os registros dos depósitos de diamantes nos cofres da Intendência. Deve-se.243375 quilate. A fórmula adotada nos termos de carga é a seguinte: Matriculou José Alves Maciel. A sistematização dos dados também possibilitou conhecer com detalhe os níveis de concentração da propriedade escrava que. constitui-se dos volumes seguintes: 1. Em julho de 1741. atingem patamares notáveis como. no segundo. O encerramento da série nesse ano talvez não seja casual e se ligue. no caso de Salvador de Seixas Cerqueira. Assim.526 pedras pesando. em virtude de que a capitação se cobrava pelo tempo de serviço. em muitos casos. 1 quilate = 4. avaliado em 300$000 réis. o dobro desse valor. trata-se da matrícula dos "negros do futuro contrato que se há de principiar em o primeiro de janeiro de mil setecentos e cinqüenta e três anos. Declaro que o escravo supra pertence ao sargento-mor João Alves da Silveira. Em lugar do negro acima se matriculou André [Gama] [?] entre as sobrancelhas e [?]. APM CC 1084: encontra-se em mau estado de conservação. a contabilidade das pedras é alterada: no dia 2. com uma cicatriz na face esquerda. nação ladê.523 quilates. contudo. mas o primeiro registro foi feito em 9 de outubro do mesmo ano. de idade de 25 anos. deram entrada no cofre 1. O último lançamento é de 14 de julho de 1748. e serão estudadas a seguir. são registradas em verbas à margem direita as datas em que os escravos ficavam doentes. a tabela 1 adota as seguintes equivalências: 1 grão = 0. Matrícula da capitação. no total. de 1740 até 1753. contém registros de 4 de fevereiro de 1749 a 6 de setembro de 1753. além dos pagamentos feitos pela Intendência.pouco mais de 35 contos de réis.1089 grãos = 0. advertir que a equivalência entre quilates. segundo o qual Luís Alves de Abreu deu entrada em 334 pedras com peso total de 1 1 162 / 2 / 8 16 quilates. Foi com base nos dados extraídos dessa série documental que se construíram a tabela 1 e o gráfico 1 (anexos). caixa geral do contrato dos diamantes. por conta da [companhia] um escravo por nome João.20462322g. bem como de suas retiradas. Como informa o termo de abertura. que mantinha 122 escravos trabalhando nas lavras de julho a dezembro de 1733. Constitui um raro exemplo de série completa. eram feitos nos livros da série Entrada dos diamantes para o cofre. avaliado em 240$000 réis. oitavas e gramas aqui adotada fundamenta-se nos cálculos constantes da própria documentação. 38 oitavas e 51 46 | Revista do Arquivo Público Mineiro | Dossiê . faleciam ou retornavam ao trabalho.0498g = 0. As demais séries mereceram especial atenção. Constitui-se de um único volume (APM CC 2036) iniciado em 1753.

A tabela 1 permite um cotejo com os dados sobre a produção de diamantes apresentados há um século por Pandiá Calógeras e mais recentemente por Virgílio Noya Pinto. em 1746. "as frotas registram 179. das quais uma oitava e 45 grãos correspondiam ao peso dos diamantes "olhos de mosquito".784 quilates chegados a Lisboa. Um outro aspecto que pode ser inferido a partir da tabela 1 é sazonalidade da atividade mineradora na Demarcação. mas dos listados na tabela 2. em razão do controle exercido pelas autoridades régias e em função dos seus preços externos (gráfico 1).687.] somente a frota de 1749 conduziu do Rio de Janeiro 76. o confronto com os números fornecidos pelo movimento das frotas não pode ser feito a partir dos valores apresentados na tabela 1.071. os dados apresentados por Calógeras em princípio guardam. 152. 72. os segundos já no parto são mercadorias. de 29 de agosto de 1744 a 6 de janeiro de 1745.492 quilates" 4. grande distância dos totais extraídos dos livros da Intendência: para os três primeiros contratos. 37.717 quilates". provenientes do Rio de Janeiro". 21.625. a produção de diamantes sempre esteve sujeita a variações muito acentuadas. Ouro e diamantes possuem naturezas diferentes: os primeiros nascem moeda.53 (1740-1743). 3º contrato (17481751): 154..85 pelas contas da Intendência. No entanto. correspondente a um valor parcial.325. por estarem ilegíveis alguns registros daquele mês.141 e 21. No entanto. encontramos um volume de 122. oitavas".170. de fato. Por fim. a seguinte: em 1741. Além disso. O resultado da comparação entre o movimento das frotas e o das remessas feitas pela Intendência revela.503. os valores obtidos foram 113. Para o período do terceiro contrato. a partir de 3 de maio de 1744 os registros são alterados para a fórmula: "um embrulho de diamantes com .. em 1742. Noya Pinto reparou que. De acordo com o primeiro. desfalcados daqueles do Rio de Janeiro de 1740 e sem os elementos para os da Bahia. mas observe-se que a frota proveniente do Rio de Janeiro partiu em janeiro de 1747. correspondentes ao total de diamantes remetidos para Lisboa. "pelos dados das frotas. os registros feitos entre 6 de janeiro e 3 de maio de 1744 não puderam ser computados por faltarem as folhas 70 e 71. 42. sim..791 e 70. a produção total de diamantes extraídos em cada contrato foi a seguinte. de declínio. então seria correto atribuir ao gráfico 2 (anexo) Angelo Alves Carrara | Desvendando a riqueza na terra dos diamentes | 47 .200.5 quilates. O mesmo se deu com o total apresentado em fevereiro de 1742.47 (1744-1747) e 211. ainda assim.85 quilates (1748-1751). O curioso é que a coincidência entre as cifras de ambas as fontes sinalizam para um espaço reduzido do contrabando. a soma dos valores dos três contratos revela uma aproximação razoável: 465. em 1743. apenas seu peso. respectivamente. Enquanto no movimento de produção aurífera pode ser observada uma fase de crescimento seguida de outra. A relação entre os valores referentes aos diamantes que chegaram pela frota do Rio de Janeiro e os remetidos pela Intendência do Tijuco foi.850 quilates nos cálculos de Calógeras e 477. em 1745. Contudo. uma vez que a Coroa cada vez mais os tornava secretos. notáveis coincidências. cujos "dados já são escassos.350 e 42.625 quilates (total das remessas de 1744 e 1745). os valores são idênticos.521. e a remessa da Intendência para Vila Rica se deu em agosto de 1746. Porém.grãos. em quilates: 1º contrato (1740-1743): 134. para o primeiro contrato. cujo número não foi incluído no total das pedras.. Se de fato os depósitos de pedras no cofre da Intendência eram feitos com relativa brevidade após a extração. Sobre o segundo contrato.520 e 37. [. A tabela1 permite também uma melhor compreensão do funcionamento da mineração diamantina. 2º contrato (1744-1747): 177.579.888.233.

estando tudo em ordem. além dessas. registraram-se os confiscos de 149 oitavas e 57 grãos aos escravos Pedro Congo e José [?]. que nos meses secos empregava 600 escravos. apenas um ou dois dias (tabela 2). 7 oitavas e 2 grãos de ouro. as datas do início da conferência e da remessa eram separadas por. em 14 de março de 1740 os diamantes foram retirados do cofre para conferência. confiscaram-se 16 pedras com peso total de uma oitava e 30 grãos. em várias ocasiões. mais seco. que os enviava a Lisboa. Essa é a razão pela qual os confiscos lançados nesses livros diferem dos registrados pela Tesouraria da A série Receita e despesa da Tesouraria da Intendência dos Diamantes para o período de 1732 a 1770 é constituída dos volumes seguintes: APM CC 1061: registros de 1732 a 1751. de 20 de 48 | Revista do Arquivo Público Mineiro | Dossiê . Nova conferência foi feita em 2 de maio. e só no dia 8 foram remetidos para Vila Rica. Em 18 de agosto do ano seguinte. enquanto que os mais fracos ocorrem em particular no mês de agosto. ao passo que os da Tesouraria recaem sobre bens (e muito em particular. Considerado o período de depósitos mensais regulares. em 29 de julho de 1743. Dinheiros e diamantes Um último item que deve ser considerado na contabilidade dos livros de entrada de diamantes para o cofre corresponde aos confiscos cujos valores eram depositados em benefício da Companhia. Podiam mesmo durar algumas semanas. eram entregues ao desembargador. Esse movimento está rigorosamente acorde com a contabilidade da Real Extração. sem declaração de nome do confiscado. Mas. a das remessas para Lisboa. além de seis diamantes. ao cabo Antônio Vaz de Araújo. de janeiro de 1740 a junho de 1748. quase sempre. Nos livros de entrada para o cofre. Em seguida. mais um diamante. fez-se a Manuel João o confisco considerável de 293 oitavas e 19 grãos de ouro. percebe-se que os depósitos maiores coincidem com os meses chuvosos. Por exemplo. de propriedade de Inácio Francisco Ribeiro. 133 oitavas e 59 grãos. dos contratadores (tabela 3). em 6 de janeiro de 1745. ao capitão Pedro Correia da Cunha e Domingos Pereira Lisboa. a José Alves da Costa. Entretanto. 19 oitavas e 19 grãos de ouro. cavalos) e resultavam das apreensões feitas pelos soldados do Destacamento de Dragões (tabela 3). seus escravos. Os confiscos contabilizados pelos livros de entrada no cofre incidem sobre ouro e diamantes. seus escravos. no máximo. APM CC 1070: registro de receitas diversas. foi feito o registro do confisco dos escravos do alferes Antônio Fernandes Braga. de 39 oitavas e 10 grãos. Primeiramente. e na estação das águas. eram remetidos para a Fazenda Real de Vila Rica. Também nessa data foram confiscados ao capitão-mor José Batista Rolim e Pedro [?].o movimento dessa sazonalidade. Onze dias depois foi lançado um outro confisco de 16 oitavas e 15 grãos de diamantes e. APM CC 1088: registro de despesas da Intendência dos Diamantes. uma semana e. Rumo a Lisboa Uma vez depositados no cofre. 24 oitavas e 30 grãos. e ao alferes Antônio Fernandes Braga. Essa operação era denominada Saída dos diamantes do cofre para conferência. todos esses procedimentos não se davam no mesmo dia. de 27 de junho de 1740 a 17 de abril de 1754. sete vezes mais 5. os diamantes eram submetidos a outra rotina. os diamantes depositados tinham seu peso conferido com o valor declarado nos registros e. por exemplo. Intendência dos Diamantes. isto é.

setenta e cinco réis que por termo feito a folha 5 do livro das arrematações do assento dos mantimentos para o Destacamento dos Dragões. APM CC 1088: registro dos documentos de despesas realizadas pela Intendência dos Diamantes. eu. (APM CC 2006). a quantia de trinta e sete mil. arrematante do quartel do Milho Verde. APM CC 1196: receita e despesa de 1770. neste arraial do Tijuco e casas da Intendência dos Diamantes. se tiraram deste cofre na Fazenda Real e Intendência dos Diamantes desta Comarca do Serro do Frio. escrivão da Intendência. mandou dar de primeiro quartel a José Azevedo Freire. Seus registros constam da data. o escrevi e assinei. Quando se tratava de remessas para Portugal de ouro em pó.setembro de 1751 até 1756.] informa no mandado que o dito intendente lhe mandou passar para o tesoureiro da Fazenda Real desta repartição. APM CC 1070. de que mandou fazer este livro que serve de saída do dito cofre e assinou comigo e o dito tesoureiro. mandou vir perante [si] o dito Intendente ao Cabo da Esquadra Lázaro da Costa Rodrigues. de que deu quitações [. a fórmula seguia o estilo seguinte: Ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil setecentos e trinta e cinco anos. datada de 26 de abril de 1765. APM CC 1114: receita de 1756 a 1763. APM CC 1102: registro das despesas com os soldados dragões de março de 1755 a 1757. Manuel da Fonseca e Silva. conforme o exemplo abaixo: Aos vinte e cinco dias do mês de junho de 1734 anos. APM CC 1097: registro da receita da Tesouraria da Intendência. para efeito de se remeter deste cofre o cabedal que nele havia da Fazenda Real para ir na frota que se acha no Rio de Janeiro. por ordem do doutor Rafael Pires Pardinho. Belquior Isidoro Barreto. APM CC 1098: de sua nota de abertura. Seus lançamentos cobrem o período de 27 de junho de 1740 a 17 de abril de 1754. o Intendente Rafael Pires Pardinho comigo escrivão ao diante nomeado e o tesoureiro da Fazenda Real. o guarda-mor Manuel da Fonseca e Silva e o fiscal do Juízo. Manuel da Fonseca e Silva. estando presente aos desembargadores. ao qual entregaram quatro [caixotes] pregados [?] com o cabedal seguinte: Caixa no. para vir conduzir até Vila Rica com seus soldados do destacamento desta Comarca. Rafael Pires Pardinho. o Capitão Sebastião de Oliveira. livro destinado exclusivamente ao registro dos dinheiros e diamantes recebidos de confiscos. Estado do Brasil. de novos direitos assim como da Provedoria da Fazenda de Vila Rica para pagamento das despesas com o destacamento de soldados dragões. para o período de 1752 a 1758. nome do responsável pela ordem de pagamento. Governo das Minas Gerais. Belquior Isidoro Barreto. de 25 de junho de 1734 a 21 de dezembro de 1736. de 1752 a 1758. em barras e dinheiro. de atrasados da capitação. o valor retirado do cofre e a fonte da despesa. aos vinte e dois dias do mês de abril do dito ano. APM CC 2006: livro com poucas folhas utilizadas. que está nomeado pelo seu Capitão Comandante [José] de Morais Cabral. desembargador da Casa da Suplicação e Intendente Geral dos ditos diamantes e [assistente] neste arraial do Tijuco. Suas informações teriam de ser cruzadas com as dos demais livros da série. a partir de 20 de setembro de 1751 até 1756: APM CC 1097: livro destinado ao registro dos montantes recebidos pela Tesouraria da Intendência. 1. APM CC 1098: cópia dos lançamentos anteriores a 1761. consta destinar-se este Angelo Alves Carrara | Desvendando a riqueza na terra dos diamentes | 49 .

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apresentam-se em anexo as tabelas que informam e o gráfico que ilustra o número de lojas e vendas em funcionamento no arraial do Tijuco. mas os intendentes converteram o pagamento do capim em imposto do Banco" 6. constituída por força do alvará de 20 de outubro de 1812. inclusive". em cujo termo de abertura se lê: "recebimento das doblas do novo imposto das lojas e tavernas. a partir da associação entre o conteúdo dos livros do imposto sobre lojas e vendas do arraial do Tijuco. Essa contribuição foi imposta por ordem dos governadores e capitães generais para a compra do capim dos cavalos do destacamento que ali se achava. escriturados entre 1734 e 1764. e de 20 mil réis que paga cada venda anualmente. que serviram desde o ano de 1751 exclusive [até] o ano de 1761. Coleção Casa dos Contos/APM. APM CC 1102: livro destinado ao registro das despesas pagas pelo tesoureiro da Intendência dos Diamantes com os soldados da tropa de dragões de março de 1755 a 1757. em 30 oitavas. boticas e boticários". e o do volume 0629. possa ser publicado o levantamento completo de todos os proprietários de lojas e vendas do Tijuco. São os seguintes os livros dessa série: Uma advertência importante a ser feita é a de que os dados contábeis desses livros só adquirem pleno significado quando confrontados com os dados totais da contabilidade da Provedoria da Real Fazenda de Vila Rica. contudo. Este último. e parece fazer parte do esforço de reorganização contábil levada a efeito pela Provedoria da Real Fazenda de Minas a partir de 1764.Detalhe do registro. fornecerá uma base de dados importantes a quantos se interessem pela história da Demarcação dos Diamantes. em breve. livro "para nele se tresladar a receita e despesa dos tesoureiros desta Intendência dos Diamantes Tomás de Aquino César Azevedo e Manuel Antônio da Costa. pertence a série diversa. todos os estabelecimentos comerciais estavam obrigados a pagar 12 mil e 800 réis por ano. que estabeleceu impostos para auxiliar o Banco do Brasil. e as vendas. de 1734 a 1764 (tabela 4 e gráfico 3). que aparece em duas séries do Inventário Analítico ("carga de dobla" e "receita e despesa de dobla") aplicado a esse imposto. portanto. Trata-se. De acordo com o alvará. de cópia dos lançamentos anteriores a 1761. no arraial do Tijuco. Segundo Cunha Matos. "o imposto chamado do Banco do Brasil consiste na contribuição de 60 mil réis que paga cada loja de fazenda. 29/03/1734 19/01/1736 18/01/1736 18/01/1740 18/05/1745 18/08/1751 18/09/1751 18/09/1756 18/09/1751 18/09/1756 18/11/1756 10/11/1762 AN CC 0139 021 056 059 059 014 021 0715 0147 0199 0384 AN CC 0806 AN CC 0860 AN CC 0861 APM CC 1089 AN CC 0140 0717 0795 Por senso de oportunidade. APM CC 1114: receita de 1756 a 1763. e que. 1730-1732. já concluído. O nome "dobla". Espera-se que. certamente. de 1813 a 1815. Data inicial Data final Volume Rolo Fotograma Fotograma inicial final 0613 0005 0003 0200 (cópia do anterior) Lojas e vendas O levantamento das lojas e vendas em funcionamento no arraial do Tijuco entre 1735 e 1762 foi extraído de um conjunto de livros que constituem uma série decorrente da cobrança de um tributo normatizado pela portaria de 24 de dezembro de 1734. segundo a qual as lojas de fazenda estabelecidas dentro do arraial do Tijuco fossem tributadas em 50 oitavas de ouro anuais (cada oitava a um mil e 200 réis). Angelo Alves Carrara | Desvendando a riqueza na terra dos diamentes | 51 . APM CC 1196: receita e despesa de 1770 5. códice 1056 Livro de registro de carga de capitação de escravos empregados no rio Jequitinhonha. parece ter-se originado durante o trabalho de elaboração desse instrumento de busca.

872.577 5.404472 542.404611 841.30 792.060.389.117.88 3.015.542 137.778028 182.04 1.28 3.086 8.276 9.516.09 753.715 7.483556 719.4943056 284.243 7.54 377.896778 30.519361 49.374.27 3.398056 626.24 2.36 604.936.667194 162.656 *2.5565278 110.66 2.630.33 891.653139 207.30 4.416.66 4.610 1.233083 65.540861 494.2982222 83.216694 168.00 3.9223611 154.373.516.649.75 1.924 quilates 496.200 4.198 477.81 4.500 6.28 2.590667 719.16 541.017 183 83 586 672 1.984333 757.207 14.38625 383.044444 895.72 410.177 10.899 649 3.836 782.387944 451.19 99.90 3.823.3704722 77.273.5308056 20.207.58 670.04 2.67 823.85 149.846.767556 669.039 4.Tabela 1 | Entrada dos diamantes no cofre da Intendência da Demarcação Diamantina 1740-1753 ano 1740 mês 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 1741 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 1742 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 # pedras 547 874 542 628 942 1.003639 849.377 7.058972 690.699.18 4.73 1.43 3.495083 538.282 732 768 6.88 3.49 2.93 2.88 3.98 629.313917 128.332.436 5.592 8.818 9.653 7.15525 991.788778 123.830 9.315444 52 | Revista do Arquivo Público Mineiro | Dossiê .748 9.339917 638.154139 601.151.111.47 242.62 320.544 5.09 oitavas 28 57 34 45 47 38 35 08 05 21 23 43 133 106 167 236 200 200 137 13 30 186 211 249 276 50 125 218 150 174 151 18 79 177 192 234 grãos 25 68 35 17 00 21 68 37 49 40 29 00 09 61 43 64 48 47 65 59 64 60 08 45 41 62 72 15 10 49 15 19 21 67 38 44 peso em gramas 101.

21 1.50 2.36525 1119.500.826.602 804.15 oitavas 207 275 368 245 245 212 156 46 33 171 224 174 105 234 312 93 81 250 170 101 117 56 196 372 257 224 154 199 187 108 76 68 52 33 62 98 grãos 59 33 10 37 54 19 61 07 70 42 08 14 39 45 10 42 32 49 70 52 27 30 56 52 00 21 69 57 57 03 63 34 48 18 06 06 peso em gramas 745.087.639.437417 275.837 10.927.476 5.33 5.849.71 1745 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Angelo Alves Carrara | Desvendando a riqueza na terra dos diamentes | 53 .661278 378.28 3.940472 613.58189 921.645111 1336.76 595.43 807.106389 364.764 769 4.297833 803.62 4.309917 555.718.524 quilates 3.412806 881.68 2.ano 1743 mês 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 # pedras 7.450.88 582.10 3.472417 841.41 4.21 4.589833 292.454139 165.30 3.95 1.306.194 9.76 988.95 3.680583 716.14 6.420917 387.240528 987.475 9.748.33 3.848 6.452917 673.111.33006 335.64 1.824389 615.212 3.90675 202.427.90 4.14606 880.48 2.775889 420.726833 1744 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 4.531.862667 119.86 6.469.503.2595 761.347.26 2.893.86 1.715.102 3.006.059778 898.641.67 1.662444 624.84 922.392.782.877 9.056.302.178306 562.793583 1320.068 2.2345 222.930.306 1.08 1.488 4.052.67375 245.686 12.995.41 3.89 1.448.630833 351.472 2.532 1.59 3.41 1.286 8.199.719.304639 121.310167 705.470 1.65 3.14 4.61 1.290.541389 188.

99 6.395.215.08 10.3845278 62.71 207.36592 1714.124 430.1845 356.02 219.44 3.655.13 10.32 1747 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 1748 1 2 3 4 5 6 1749 2 3 4 9 10 11 386 12 234 120 54 36 00 00 54 | Revista do Arquivo Público Mineiro | Dossiê .92 2.86 1.162.805.102.108 1260.089333 222.04 4.767.912833 388.637 647.520.41 2.1573333 175.59 12.777722 42.273 1386.28622 770.308 2616.46 1.8835 2182.37925 2090.295.880.97 653.78 3.38 2.75 4.667.159.820.807 311.137.37 8.479 778.487.638 2431.90 180 6.51 2.846.710.11 10.777.353.01 1.12 1.634667 713.60 3.100.033167 133.99 781.492 481.91 11.896.248.877 1196.33 3.55 3.11 303.375.8855 44.488.459.7875 2224.748 304.825 839.76 oitavas 122 134 131 128 179 61 37 11 17 48 193 620 478 351 217 154 199 108 99 86 94 333 583 678 729 608 579 215 218 84 254 grãos 00 24 00 24 24 66 22 59 24 63 54 21 00 36 12 48 06 18 36 54 36 45 00 00 54 54 40 00 00 65 36 36 peso em gramas 437.26575 694.54 1.142.0855 338.759667 554.ano 1746 mês 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 # pedras quilates 2.461361 912.084.155.9775 2078.869.81 2.743.92 5.719333 469.54 1.41 10.22 3.45 3.73 856.203333 643.766 460.787.

37 1.753.22 2.954.351306 170.38 6.086.77 490.372.11 5.87 9.28864 307.485.64 5.59542 1121.59 460.72 5.368.56 4.71 oitavas 312 310 347 3.98 5.502.467.55 4.53733 13232.9505 1254.64 8.408 1033.856417 1040.9135 484.4995 153.2819167 1750 2 3 1751 1 2 12 1752 1 2 3 4 5 6 7 8 1753 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Angelo Alves Carrara | Desvendando a riqueza na terra dos diamentes | 55 .832 1111.402.004 588.083.ano mês 12 # pedras quilates 5.480.690 536 239 349 495 271 314 164 84 135 28 288 511 312 249 290 85 42 47 26 grãos 00 00 24 00 42 18 58 54 18 00 00 54 13 00 22 03 55 39 07 54 55 37 21 peso em gramas 1118.77 1.502.051.40272 1777.57131 894.757472 100.192.104 303.32 64.86372 1832.384806 94.07 2.60 749.18 5.13 6.18783 857.66 1245.687.873.98 8.129.432.659.7595 972.7025 1126.34 1924.03 4.35 832.

08.287.1753 20.25 14.73 37.541 5.1752 00.974 2.640 2.482.06.709 _ 2 grãos 15.08.11 20.1753 Data 08.118.1753 00.06.02.1752 00.215.Tabela 2 | Remessas de Diamantes para Lisboa 1740 .00 21.48 7.00 42.07.034 5.1741 26.056 Quilates 3.053.495.03.1752 20.74 15.4 14.398.00 26.75 19.1753 00.44 8.104 3.102 _ 2.1753 06.1752 00.723 14.394.030.820 4 grãos 2.098.514 17.1744 16.858.1753 00.04.52 7.70 6.685 3 grãos 4.456.16 56.00 76.015 1.79 4.521.969.1751 00.09.12.583.04.01.507 13.836.25 Tabela 3 | Ouro depositado em benefício do Contrato 1741 .08.1746 12.508.08.01.07.1752 00.325.506.588.1753 Total depositado.00 29.35 206.02.07.07.112.79 6.682 1.80 3.081.04.1752 00.1748 05. em g 3.06.80 8.00 20.06.00 35.00 11.08.603.798.03.06.609.1745 08.408.792 17.875 41.1751 07.321 5.632 5 grãos 57.04.05.1750 13.1741 01.993.170.811 56 | Revista do Arquivo Público Mineiro | Dossiê .1753 Data do depósito 09.08.1750 26.565 8.225.398 4.133 _ 10.953.423.1740 19.676.05.758 30.136 46.16 88.00 17.349 4.381.1742 01.08.75 15.1744 04.1741 30.02.726 664 1.1753 00.756.1741 04.817 4.331.23 15.44 2.388 _ 24.1753 00.505 _ 9 grãos 4126 _ 8.07.97 #pedras 2.884 _ 413 _ Total depositado.901 5.056.50 37.921 1.909 58.02.530.00 41.822.76 10.672.01.533.1747 03.1748 00.1743 14.1742 25.1743 24.03.280. em oitavas 978 _ 1.401.88 8.659.53 30.1753 Gramas 657.

Tabela 4-A | Número de Lojas do Arraial do Tijuco 1735-1764 jan 1735 1736 1737 1738 1739 1740 1745 1746 1747 1748 1749 1750 1751 1752 1753 1754 1755 1756 1757 1758 1759 1760 1761 1762 1763 1764 8 16 14 7 9 13 10 13 12 9 10 10 11 11 12 17 19 15 14 21 19 16 13 12 12 14 12 7 9 9 13 11 12 18 19 15 14 19 21 16 13 12 fev 7 17 13 10 9 mar 9 17 13 10 10 12 14 12 8 9 12 13 12 12 16 16 13 14 19 21 16 11 10 12 11 13 12 17 16 13 15 19 12 16 12 10 abr 6 16 13 11 9 12 13 11 8 6 maio 6 15 12 11 10 9 12 12 8 8 7 11 11 13 10 17 16 13 18 19 15 16 12 10 jun 6 15 12 12 11 8 12 13 10 8 9 10 11 13 12 16 13 13 18 20 17 17 12 7 jul 8 15 12 12 13 9 12 13 10 11 11 11 9 11 15 16 14 13 18 20 18 15 12 7 ago 8 14 12 12 13 9 11 13 10 12 11 11 9 12 18 17 14 13 19 18 20 15 12 7 set 13 13 11 9 11 8 11 11 10 9 11 10 11 9 12 20 16 15 12 19 18 6 15 12 4 out 14 13 12 10 13 20 10 13 9 11 10 12 9 12 19 16 15 13 19 19 5 15 12 4 nov 15 14 11 9 14 9 10 12 9 11 10 11 10 12 17 16 16 14 21 19 16 15 12 4 dez 14 13 11 9 14 13 11 12 8 10 10 10 10 12 18 18 16 15 21 19 17 13 12 Angelo Alves Carrara | Desvendando a riqueza na terra dos diamentes | 57 .

Tabela 4-B | Número de Vendas do Arraial do Tijuco 1735-1764 jan 1735 1736 1737 1738 1739 1740 1745 1746 1747 1748 1749 1750 1751 1752 1753 1754 1755 1756 1757 1758 1759 1760 1761 1762 1763 1764 9 11 13 11 9 12 2 7 10 10 12 9 12 10 10 13 10 8 10 8 9 8 7 8 fev 11 10 12 15 10 5 7 10 9 8 10 12 10 12 13 13 8 10 8 10 10 7 8 mar 11 10 12 14 10 5 7 10 6 8 11 11 11 12 14 12 6 10 8 11 6 8 5 abr 12 10 12 14 10 6 7 10 7 11 8 12 13 13 12 6 10 8 12 6 8 6 maio 14 10 13 13 10 5 6 7 1 7 7 12 9 11 14 13 13 6 10 11 13 6 8 6 jun 14 9 12 13 10 6 7 8 8 7 7 10 9 12 14 11 12 6 10 11 13 7 5 6 jul 14 9 12 13 12 5 7 8 9 7 6 9 9 11 12 11 12 7 7 11 13 7 5 6 ago 14 9 11 11 12 5 6 13 8 10 8 11 8 10 12 10 12 7 7 8 11 7 5 6 set 13 10 11 10 11 3 7 8 9 12 8 9 13 8 9 11 8 13 7 7 8 2 8 7 4 out 15 11 12 9 12 6 6 8 9 12 10 13 11 9 14 8 13 6 8 9 1 8 7 4 nov 15 12 13 9 12 6 7 9 9 12 10 11 9 9 14 8 13 9 7 9 7 8 7 4 dez 15 13 10 9 12 5 7 9 8 12 10 11 7 9 13 11 8 9 7 9 7 8 7 58 | Revista do Arquivo Público Mineiro | Dossiê .

251-355. Belo Horizonte: Imprensa Oficial. 3). copiados e conferidos por Augusto de Lima]. Gráfico 2 Relação entre o número e o peso em gramas dos diamantes remetidos para Lisboa 1740-1743 2. pode ser consultado em CUNHA MATOS. 1981. 6. Gráfico 3 Variação do número de lojas e vendas no arraial do Tijuco 1735-1764 5. CUNHA MATOS. memória publicada anteriormente na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Um exemplo dessa contabilidade. a partir da p. Memórias do Distrito Diamantino. 1938. As minas do Brasil e sua legislação. Martinho de Mendonça de Pina e de. números de lojas e vendas quilates peso em gramas O historiador Angelo Alves Carrara é professor do Departamento de História da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e autor de A Real Fazenda de Minas Gerais (UFOP). 1902. pp. em segundo lugar. Encareço minha gratidão aos assistentes de pesquisa Alexandra Maria Pereira. 7 (1902). 7. 1868. muitas delas podem ser assim consideradas. Virgílio Noya. Essa portaria era explicada por outra. Corografia histórica da província de Minas Gerais [1837]. Sobre o descobrimento dos diamantes na comarca do Serro Frio. Corografia histórica da província de Minas Gerais [1837]. o que se buscou foi. cit. 258). Martinho de Mendonça de Pina e de (op. vol.. explorar o conteúdo de documentos de interesse para a história da Demarcação. manuscrito 346. 1979. nem quem me desse a sua data".Gráfico 1 Total em gramas de diamantes depositados no cofre da Intendência do arraial do Tijuco 1740-1753 Notas | 1. Para um repertório da legislação até 1733. 283284. reunindo capítulos originalmente publicados sob a forma de artigos d’O Jequitinhonha. já que algumas se constituem de um ou dois volumes. documentos relativos ao descobrimento dos diamantes na comarca do Serro Frio até 26 de julho de 1733. 1. O ouro brasileiro e o comércio anglo-português: uma contribuição aos estudos da economia atlântica no século XVIII. datada de 8 de maio de 1730. PINTO. em primeiro lugar. [Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Quelen Ingrid Lopes e Felipe Rodrigues de Oliveira. PROENÇA. * Este artigo se debruça sobre o acervo documental produzido pela antiga Intendência dos Diamantes. 4. cf. São Paulo: Ed. Revista do Arquivo Público Mineiro. 16377/218-9. 348 (Publicações Históricas do Arquivo Público Mineiro. entre 1733 e 1764. Em síntese. a partir de 1861]. Joaquim Felício dos. primeiras administrações. 251-355. com o indispensável apoio do CNPq. ed. Belo Horizonte: Imprensa Oficial. Revista do Arquivo Público Mineiro. João Pandiá. Para um resumo da legislação posterior ainda é muito útil o texto de SANTOS. As matérias de que trata têm em comum o tema do exercício da fiscalidade e da administração na Demarcação Diamantina. p. Belo Horizonte: Itatiaia. tomo 63. p. Raimundo José da. "no ano de 1731 ainda não havia resolução positiva da Corte e continuou a capitação de 5$000 réis por edital do ouvidor que não achei. pp. 263. v. v. CALÓGERAS. p. e resulta de um conjunto de pesquisas conduzidas desde 2003 no acervo da Coleção Casa dos Contos de Ouro Preto. São Paulo: Nacional. v. 1979. 1. De acordo com PROENÇA. apresentar as séries constitutivas do fundo Intendência dos Diamantes que nos alcançaram. cujos esforços tornaram possível a empreitada. para 1798. p. Nacional/Brasília: INL. só por rigor da terminologia arquivística. 3. 2. n. pp. Angelo Alves Carrara | Desvendando a riqueza na terra dos diamentes | 59 . 307. Raimundo José. pp. vol. com a ressalva de que. 312. 1979 [1.