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1/9/2010

TECNOLOGIA MECÂNICA
GEOMETRIA DAS FERRAMENTAS DE  CORTE

SUMÁRIO
• • • • • Introdução. Movimentos de corte. Elementos da ferramenta. Sistema de Referência e Planos. Ângulos da Ferramenta.
– Influências da Geometria da Ferramenta

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1/9/2010

INTRODUÇÃO
• A geometria da ferramenta de corte exerce influência, juntamente com  outros fatores, a usinagem dos metais. É necessário, portanto, definir a  ferramenta através dos ângulos da “cunha” para cortar o material. A  Figura ilustra este princípio para diversas ferramentas.

INTRODUÇÃO
• O ângulo de cunha é dimensionado de acordo com a resistência que o  material usinado oferece ao corte. Essa resistência será tanto maior  quando maior for a dureza e a tenacidade do material.  A Figura  exemplifica a variação do ângulo de cunha de acordo com a dureza do  material.

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i l que representa uma típica ferramenta de geometria definida. outros ângulos também assumem papel importante e estão  relacionados com a posição da ferramenta em relação a peça. A Figura  ilustra uma ferramenta de corte (ferramenta de plaina) com os ângulos de  folga(α). e de saída(γ). que é muito importante q p para entender o p funcionamento das demais ferramentas de geometria definida. • Assim buscamos fixar esta parte do conteúdo. como brocas e fresas 3 . INTRODUÇÃO • A descrição a seguir é baseada numa f ferramenta t d de t tornear simples.1/9/2010 INTRODUÇÃO • Somente o ângulo de cunha não garante que o material seja cortado com  sucesso.

1/9/2010 Movimentos de corte. 4 .

São eles: movimento de posicionamento ou de aproximação entre a peça e a ferramenta.  Movimentos de corte.1/9/2010 Movimentos de corte. • Os movimentos entre a ferramenta e a peça durante a  usinagem são aqueles que permitem a ocorrência do  corte. – Movimento resultante de corte ou movimento efetivo de corte: É o movimento resultante dos movimentos de corte e de avanço. proporcionando a formação de  cavaco  durante uma volta ou um curso cavaco. que é o movimento de correção entre a peça e a ferramenta. – Movimentos auxiliares: São aqueles movimentos que não contribuem diretamente para a formação do cavaco. movimento de ajuste. combinado ao movimento de  corte. realizados ao mesmo tempo. 5 . ferramenta movimento de profundidade.  – Movimento de avanço: É o movimento relativo entre a  peça e a ferramenta o qual.  • Os tipos de movimento: – Movimento de corte: É o movimento relativo entre a peça  e a ferramenta que força o material da peça a escoar sobre  a face da ferramenta. curso. no qual o desgaste da ferramenta deve ser compensado. profundidade no qual a espessura da camada a ser retirada é determinada de antemão. proporciona uma remoção contínua do cavaco e  conseqüente formação de uma superfície usinada.

 ou  em principais e auxiliares.  ‐ Movimentos: I ‐ de Corte. • Os movimentos podem ser classificados em ativos e passivos. 6 . III – Auxiliares  Movimentos de corte.1/9/2010 Movimentos de corte. II ‐ de Avanço.

7 .1/9/2010 Movimentos de corte. Elementos da ferramenta.

• QUEBRA CAVACO: São alterações presentes na face reduzida com o  objetivo de controlar o tamanho do cavaco de modo que não  ofereça risco ao operador e não obstrua o local de trabalho. • FLANCO: Superfície da cunha voltada para a peça. • FACE REDUZIDA: É uma superfície que separa a face em duas  regiões ‐ face e face reduzida ‐ de modo que o cavaco entre em  contato somente com a face reduzida. Elementos da ferramenta.1/9/2010 Elementos da ferramenta. • FLANCO PRINCIPAL: Superfície da cunha voltada para a superfície  transitória da peça. • FLANCO SECUNDÁRIO: Superfície da cunha voltada para a  superfície usinada da peça. As superfícies consideradas no processo de usinagem. 8 . Superfície da Ferramenta • FACE: Superfície da cunha sobre a qual o cavaco escoa.

• GUME SECUNDÁRIO ATIVO ATIVO: É a parte t  do d  gume secundário dá i  que  realmente está cortando. • GUME ATIVO: É a parte do gume que realmente está cortando. • GUME PRINCIPAL: Interseção da face e do flanco principal. • GUME PRINCIPAL ATIVO: É a parte do gume principal que  realmente está cortando.1/9/2010 Elementos da ferramenta. Gumes e Quina Usado como referência para medir os ângulos da ferramenta. destinada a operação de  corte. • QUINA: É o encontro do gume principal com o gume secundário. Elementos da ferramenta. • GUME: É o encontro da face com o flanco. • GUME SECUNDÁRIO: Interseção da face e do flanco secundário. 9 .

Elementos da ferramenta. 10 .1/9/2010 Elementos da ferramenta.

• Pp (Plano passivo da ferramenta): É perpendicular ao  Pr e ao Pf. 11 . Sistema de Referência e Planos. Para definir os planos e medir os ângulos da ferramenta é  preciso selecionar um ponto de referência posicionado  em qualquer parte do gume principal. Sistema de Referência FERRAMENTA NA MÃO: Usado  para medir os ângulos da ferramenta. • Pf (Plano (Pl  d de t trabalho b lh  convencional): i l)  É perpendicular di l   ao Pr e paralelo à direção de avanço. • Pr (Plano de referência da ferramenta): É paralelo à  base da ferramenta no ponto selecionado.1/9/2010 Sistema de Referência e Planos.

  Perceba que o plano normal é geralmente  inclinado em relação ao plano ortogonal. Sistema de Referência e Planos. • Ps (Plano do gume da ferramenta): É tangente ao  gume no ponto selecionado e perpendicular ao  Pr.: Os planos Pn e Po são muito parecidos. 12 . • Po (Plano ortogonal da ferramenta): É  perpendicular ao Pr e Ps no ponto selecionado.1/9/2010 Sistema de Referência e Planos. • Pn (Plano normal ao gume): É perpendicular ao  gume no ponto selecionado. Obs.

li  indicando i di d   todos eles e suas respectivas definições. Exercício • Desenhar todos os planos da ferramenta em  papel l milimetrado ili t d  a mão ã  livre. 13 .1/9/2010 Sistema de Referência e Planos.

Aula 02 Ângulos da Ferramenta. 14 .1/9/2010 Ângulos da Ferramenta.

15 . Ângulos da Ferramenta.1/9/2010 Ângulos da Ferramenta.

• O ângulo γ depende principalmente de : Resistência do material da ferramenta e da peça a usinar. Velocidade de avanço. • Quanto maior for o ângulo γ menor será o trabalho de dobramento cavaco. Quantidade de calor gerado pelo corte. FUNÇÕES E INFLUÊNCIAS DOS ÂNGULOS DA CUNHA DE CORTE ÂNGULOS MEDIDOS NO PLANO ORTOGONAL (Po) • Ângulo de saída (γ): ângulo entre a superfície de saída e o plano referência da ferramenta. O ângulo “γ”(ângulo de saída) possui seguintes características: • Influi decisivamente na força e na potência necessária ao corte. FUNÇÕES E INFLUÊNCIAS DOS ÂNGULOS DA CUNHA DE CORTE ÂNGULOS MEDIDOS NO PLANO ORTOGONAL ( (Po) ) • O ângulo γ negativo é muito usado para corte de materiais de difícil usinabilidade e em cortes interrompidos. acabamento superficial e no calor gerado. conforme a figura abaixo: 16 . geralmente o ângulo γ está entre –10° e 30°. nulo ou negativo.1/9/2010 Ângulos da Ferramenta. de as no do Ângulos da Ferramenta. • O ângulo de saída pode ser positivo. com o inconveniente da necessidade de maior força e de potências de usinagem e maior calor gerado pela ferramenta.

17 . – α depende principalmente da resistência do material da ferramenta e da peça a usinar. a ferramenta perde o corte rapidamente. FUNÇÕES E INFLUÊNCIAS DOS ÂNGULOS DA CUNHA DE CORTE ÂNGULOS MEDIDOS NO PLANO ORTOGONAL (Po) • Angulo A l de d cunha h da d ferramenta f t (β): ) ângulo â l entre t a superfície fí i da d saída íd e a de folga. – Se α é grande (o ângulo β diminui) : a cunha da ferramenta perde resistência.  Ângulos da Ferramenta.  • O α (ângulo de folga) possui as seguintes funções e características: – Evitar o atrito entre a peça e a superfície de folga da ferramenta. – Geralmente o ângulo α esta entre 2° e 14°. – S Se α é pequeno ( o ângulo â l  β  β aumenta) t ) : a cunha h  não ã  penetra t  convenientemente i t t  no  material. • Ângulo de folga (α): ângulo entre a superfície de folga e o plano de corte (Ps ‐ plano que contém a aresta de corte e é perpendicular ao plano de  referência). há grande geração de calor que  prejudica o acabamento superficial. podendo  soltar pequenas lascas ou quebrar.1/9/2010 Ângulos da Ferramenta.

Xr' ( (ângulo g de direção ç do g gume secundário da ferramenta): ) Formado entre o plano de trabalho (Pf) e o gume secundário. medido no Pr. 18 . • Ângulos medidos no Plano de Referência Xr ( (ângulo g de direção ç do g gume da ferramenta): ) Formado entre o plano de trabalho (Pf) e o gume principal. medido no Pr. aumentando a  resistência da ferramenta e a capacidade de dissipação de calor.1/9/2010 Ângulos da Ferramenta. Se χ diminui. Xr + er + Xr' = 180 Ângulos da Ferramenta. O controle de χ reduz as vibrações. FUNÇÕES E INFLUÊNCIAS DOS ÂNGULOS DA CUNHA DE CORTE ÂNGULOS MEDIDOS NO PLANO DE REFERÊNCIA ( (Pr) ) • Angulo de posição ( χ ): ângulo entre o plano de corte (Ps) e o plano de trabalho (Pf). Geralmente o ângulo χ está entre  30° e 90°. o ângulo de ponta (ε) aumenta . medido no plano de referência (Pr). • Ângulo de ponta (ε): ângulo entre os planos principal de corte (Ps) e o secundário (P’s) • Ângulo de posição secundária (χ’): ângulo entre o plano secundário de corte (P’s) e o plano de trabalho. er (ângulo de quina da ferramenta): Formado entre o gume principal e o gume secundário. • O ângulo de posição possui as seguintes funções e características: Influi na direção de saída do cavaco. uma vez que as forças de corte  estão relacionadas com este ângulo.

medido no plano do gume (Ps). FUNÇÕES E INFLUÊNCIAS DOS ÂNGULOS DA CUNHA DE CORTE ÂNGULOS MEDIDOS NO PLANO DE REFERÊNCIA ( (Pr) ) Ângulos da Ferramenta. 19 .1/9/2010 Ângulos da Ferramenta. • Ângulos medidos no Plano do Gume (Ps) λs (ângulo de inclinação do gume da ferramenta): Formado entre o gume e o plano de referência (Pr).

*da mesma altura da aresta de corte  λ será nulo (usado na usinagem de  materiais duros. proteger a quina da ferramenta contra impactos. Ângulos da Ferramenta. atenuar vibrações.   20 .1/9/2010 Ângulos da Ferramenta.exige menor potência no corte). de baixa dureza). Funções do ângulo “λ”: controlar a direção de saída do cavaco. FUNÇÕES E INFLUÊNCIAS DOS ÂNGULOS DA CUNHA DE CORTE ÂNGULOS MEDIDOS NO PLANO DO GUME ( (Ps) ) • Obs: Quando a ponta da ferramenta for: * mais baixa em relação a aresta de corte  λ será positivo (usado nos   trabalhos em desbaste nos cortes interrompidos nos materiais duros) *mais alta em relação a aresta de corte  λ será negativo (usado na usinagem  de materiais macios. FUNÇÕES E INFLUÊNCIAS DOS ÂNGULOS DA CUNHA DE CORTE ÂNGULOS MEDIDOS NO PLANO DO GUME ( (Ps) ) • Ângulo de inclinação (λ): ângulo entre a aresta de corte e o plano de referência. geralmente λ (ângulo de inclinação) tem um valor de –4° a 4°.

1/9/2010 Ângulos da Ferramenta. OBRIGADO! 21 .