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IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010

Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2

Nome:________________________________________ Pólo:_________________________________________

Questão 1a 2a 3a 4a 5a Total

Nota

Rubrica

AD2 de ICF2 – 2001/01 - GABARITO

Instruções:
Esta avaliação deverá ser devolvida no pólo até 29/05/2010 (data de recebimento no pólo). Ela deverá ser entregue pelo seu pólo ao TUTOR PRESENCIAL da disciplina. Procure sempre justificar os princípios físicos considerados nas soluções dos problemas e dos exercícios. Respostas sem os cálculos pertinentes e/ou sem justificativas não serão pontuadas integralmente.
PADRÃO DE CORREÇÃO PARA A AD2:

• Esta AD1 é composta por cinco (5) questões. • As questões são compostas por mais de um problema • Os problemas podem ter mais que um item. Pontuação das questões definitvas: Questão 1 = 2,0 pontos Questão 2 = 2,0 pontos Questão 3 = 2,0 pontos Questão 4 = 2,0 pontos Questão 5 = 2,0 pontos Nas questões com mais de um problema, a pontuação de cada um dos problemas é igual à fração entre a pontuação da questão e o número de problemas da questão. Nos problemas com mais de um item, a pontuação de cada um dos itens é igual à fração entre a pontuação do problema e o número de itens do problema. Descontos por itens: • Se o item pedir explicitamente justificativa, metade da pontuação do item é para a justificativa. A outra metade é para o raciocínio, desenvolvimento e resposta. • Se o item não pedir explicitamente justificativa, a pontuação do item é para o raciocínio, desenvolvimento e resposta. • Se, de partida, o item estiver conceitualmente errado: 0,0 no item. • Figura mal feita ou incompleta: perde metade da pontuação do item (quando o item pedir figura!) • Erro de cálculo ou contas indicadas ou incompletas: perde 1/3 da pontuação do item • Esquecimento da unidade ou unidade errada: perde 1/3 da pontuação do item • Erro no número de algarismos significativos (questão experimental): perde 1/3 da pontuação do item

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QUESTÃO 1 PARTE A a) Macroscopicamente como são tratados os gases ideais e como são caracterizados os estados de equilíbrio termodinâmico? Os modelos macroscópicos tratam os gases como fluidos contínuos, sem estruturas. Nesses modelos, o estado (de equilíbrio termodinâmico) de um gás está completamente caracterizado se conhecermos algumas grandezas mensuráveis macroscopicamente: pressão, temperatura e massa; ou então pressão, volume e massa. b) No que tange à temperatura e à pressão, o que diz a Teoria Cinética dos Gases Ideais quando estes se encontram em equilíbrio termodinâmico? Quando um gás ideal está em equilíbrio termodinâmico, o modelo cinético para os gases ideais diz que a sua temperatura (temperatura do gás) é proporcional à energia cinética média das moléculas e a pressão é a força média que as moléculas exercem sobre as paredes do recipiente. c) O gás ideal contido num recipiente fechado é um sistema de N partículas, onde N é um número muito grande. O que diz a Teoria Cinética dos Gases Ideais quando se refere às forças de interação entre as moléculas do gás e aquelas das paredes do recipiente? As forças de interação entre as moléculas e as paredes do recipiente são desprezíveis, exceto durante as colisões. O peso (força gravitacional) das moléculas é desprezado. d) O gás contido em um recipiente fechado consiste em uma mistura de hélio e criptônio em equilíbrio termodinâmico. Essa mistura pode ser tratada como um gás ideal se for admitido que os átomos de hélio e de criptônio possuem, na média, a mesma (i) massa, (2i) velocidade, (3i) quantidade de movimento, (4i) energia cinética, (5i) Nenhuma das respostas. A energia cinética média Ecm das moléculas de um gás ideal é diretamente proporcional a temperatura T (em Kelvin) deste gás: Ecm ∝ T . Ou seja, em média, num gás ideal a temperatura T, todas as moléculas têm a mesma energia cinética. Portanto, a opção correta é a (iv). e) Dois recipientes idênticos contêm gases ideais diferentes à mesma pressão e temperatura. Ocorre que: (i) o número de moléculas do gás é o mesmo em ambos os recipientes, (2i) a massa total de gás é a mesma em ambos os recipientes, (3i) a velocidade média das moléculas de gás é a mesma em ambos os recipientes, (4i) nenhuma das respostas anteriores está correta. Ambos os gases ocupam o mesmo volume V e estão submetidos a mesma pressão p e temperatura T. Portanto, de acordo com a Equação de Estado do Gás Ideal: PV = nRT, onde R é constante dos gases, o número de moles n é o mesmo. Logo, a afirmativa (i) está correta. f) Um gás ideal composto pela mistura de três outros gases ideais (g1, g2 e g3) encontra-se em equilíbrio térmico a temperatura Kelvin igual a T. As massas das moléculas são tais que m1 > m2 > m3, onde mi (i = 1, 2, 3) é a massa de uma molécula do gás gi (i = 1, 2, 3). Coloque em ordem crescente a velocidade quadrática média das moléculas desse gás composto. A mistura desses três gases ideais é ainda um gás ideal. Por ser um gás ideal, a energia cinética 1 média Ecm de uma molécula é dada por E cm = m v 2 , onde v 2 é o valor médio do quadrado das 2 3 velocidades das moléculas. Por sua vez, a energia cinética média também é dada por Ecm = kT , 2 onde k é a constante de Boltzmann e T é a temperatura (em Kelvin) do gás. Resulta da comparação 3kT . Definindo v qm = v 2 como entre essas duas maneiras de escrever Ecm a expressão v 2 = m
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3kT . Ou seja, quanto maior a massa da m molécula menor a sua velocidade quadrática média. Então: v qm,1 < v qm, 2 < v qm,3 .
sendo a velocidade quadrática média, vemos que v qm =

g) A massa molar do oxigênio é 32 g/mol e a do nitrogênio é de 28 g/mol. As moléculas de nitrogênio e de oxigênio em uma sala têm: (i) energias cinéticas médias iguais, mas as moléculas de oxigênio são menos rápidas, (2i) energias cinéticas médias iguais, mas as moléculas de oxigênio são mais rápidas, (3i) energias cinéticas médias e velocidades iguais, (4i) velocidades médias iguais, mas as moléculas de oxigênio têm energia cinética média mais alta, (5i) velocidades médias iguais, mas as moléculas de oxigênio têm energia cinética média mais baixa. Como foi dito no item anterior, a energia cinética média (de translação) de uma molécula do gás 3kT . Também foi dito que a velocidade quadrática média ideal só depende da temperatura: E cm = 2 3kT da molécula, v qm = , é inversamente proporcional a raiz quadrada da massa da molécula, ou m seja, quanto maior a massa da molécula menor a sua velocidade quadrática média. Então, a alterantiva correta é a (i). h) Em uma aula de astronomia, a temperatura do núcleo de uma estrela é dada pelo professor como sendo 1,5 x 107 graus. Um estudante pergunta se o valor está na escala Kelvin ou na Celsius. Como você responderia? A resposta correta seria que não importa! As temperaturas nas escalas Kelvin e Celsius diferem de 273 graus. Essa diferença é insignificante para temperaturas da ordem de 107. Se imaginarmos que a temperatura está em Kelvin e ignorarmos todos os problemas com algarismos significativos, a temperatura Celsius é 1,4999727 x 107 oC. i) “Um dia eu acordei e meu quarto estava a 20oF”, disse um aluno de ICF2 a um colega de turma. “Isso não é nada”, respondeu o colega. “Meu quarto uma vez estava a -5oC.” Qual dos quartos estava mais frio? A relação entre as escalas de temperaturas Fahrenheit (TF) e Celsius (TC) é TF = (9/5)TC + 32o. Como 20oF corresponde TC = -6,7oC, o quarto a -5oC estava mais quente. Ou seja, o quarto a 20oF estava mais frio. j) Qual a diferença entre grandeza termodinâmica intensiva e extensiva? Cite exemplos de tais grandezas. Uma grandeza é dita extensiva quando o seu valor (número com unidade) depende do tamanho do subsistema considerado. A grandeza intensiva tem o seu valor independente do tamanho do subsistema considerado. Por exemplo: se dividirmos a água contida num certo recipiente em dois subsistemas com tamanhos diferentes, as massas e os volumes contidos em cada subsistema são diferentes; no entanto, as densidades dos dois subsistemas são iguais. Então, a massa e o volume são grandezas extensivas, mas a densidade é uma grandeza intensiva. A temperatura também é uma grandeza intensiva. k) Um recipiente com 300 bolinhas de vidro e 300 bolinhas de aço (todas iguais em tamanho) é aquecido em uma estufa que está à temperatura constante de T = 30oC. Após 24 horas, qual é a temperatura de uma bola de vidro? E a temperatura de 5 bolas de aço? A sua resposta muda se as bolas tiverem tamanhos diferentes? Como a temperatura da estufa é constante e o tempo em que as bolinhas de vidro e de aço ficaram nela é longo, elas entrarão em equilíbrio térmico com a estufa. Ou seja, todas as bolinhas terão a temperatura igual a 30°C. Assim sendo, uma bolinha de vidro (ou de aço) também vai estar a 30°C. Como a temperatura não depende da quantidade de bolinhas (de vidro e de aço), cinco bolinhas de
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aço também estarão a 30°C, pois cada uma delas individualmente está a essa temperatura. Por não depender da forma e do tamanho dos objetos, a resposta não muda se as bolinhas tiverem tamanhos diferentes. A temperatura é uma grandeza intensiva. l) Duas esferas são feitas do mesmo metal e têm o mesmo raio, mas uma é oca e a outra é maciça. As esferas são submetidas ao mesmo aumento de temperatura. Qual delas se expande mais? A variação de volume ∆V de uma esfera submetida a uma variação de temperatura ∆T é dada por ∆V = V0γ∆T, onde V0 = (4/3)πr3 é o volume inicial das esferas e γ é o coeficiente de dilatação volumétrica da substância que compõe a esfera. Como ambas as esferas têm o mesmo raio, são feitas da mesma substância e estão submetidas à mesma variação de temperatura, ambas terão a mesma ∆V. m) Um proprietário de casa está pintando um teto e uma gota de tinta cai do pincel em uma lâmpada incandescente acesa. A lâmpada trinca. Por quê? O envoltório de vidro de uma lâmpada incandescente recebe energia na superfície interior por meio da radiação eletromagnética do filamento muito quente. Além disso, como a lâmpada contém gás, o envoltório do vidro recebe energia por transferência de matéria relacionada ao movimento do gás quente perto do filamento para o vidro mais frio. Assim, o vidro torna-se muito quente. Se uma gota de tinta relativamente fria cair no vidro, essa parte do envoltório de vidro se torna repentinamente mais fria do que as outras partes e a contração dessa região pode causar o estresse térmico que poderia quebrar o vidro. n) Um material comum para embalagem de corpos em pacotes é feito confinando-se ar em pequenas bolhas entre folhas de plásticos. Muitos indivíduos têm satisfação em estourar as bolhas após ter recebido o pacote. Esse material é mais eficaz na proteção dos corpos no pacote em dia quente ou em dia frio? O ar dentro das bolhas comporta-se, aproximadamente, como um gás ideal confinado num volume constante. De acordo com a equação de estado de um gás ideal, a relação entre a pressão p, o volume V e a temperatura em que ele se encontra é dada por: pV = nRT, onde n é o número de moles e R é a constante dos gases ideais. Mantendo n e V constantes quando T aumenta, a pressão p também aumenta. Logo, a embalagem é mais eficiente na proteção nos dias quentes porque as bolhas ficam mais infladas. o) Imagine um gás em um cilindro isolado com um pistão móvel. O pistão é empurrado para dentro, comprimindo o gás, e liberado a seguir. À medida que as moléculas do gás golpeiam o pistão, elas o empurram para fora. De acordo com a Lei do Gás Ideal, quando o volume do gás aumenta, sua temperatura diminui. Do ponto de vista (i) dos Princípios da Conservação da Energia e (2i) da Teoria Cinética, explique como a expansão desse gás causa a diminuição da sua temperatura. Não existe perda de energia! (i) Do ponto de vista dos Princípios da Conservação da Energia, vamos identificar o gás como um sistema não isolado. As moléculas do gás golpeiam o pistão e o deslocam por uma distância. Assim, as moléculas realizam trabalho sobre o pistão, o que representa transferência de energia para fora do sistema. Em conseqüência, a energia interna do gás diminui. Como a temperatura está relacionada à energia interna, a temperatura do gás diminui. (2i) Do ponto de vista da Teoria Cinética, uma molécula colidindo com o pistão faz com que ele se mova para cima com alguma velocidade. Então, de acordo com conservação do momento, a molécula deve ser refletida com uma velocidade menor do que tinha antes da colisão. Assim, quando essas colisões ocorrem, a velocidade média do conjunto de moléculas é reduzida. Como a temperatura se relaciona com a velocidade média das moléculas, a temperatura do gás diminui.
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por outro lado. se o termômetro estiver perto de uma estrela. na madeira.IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 p) Friccione a palma de sua mão em uma superfície de metal durante 30 a 45 segundos. No topo. Logo. O termômetro no espaço vazio mede a mesma coisa que todos os termômetros medem – a temperatura do termômetro. o topo pode tornar-se frio o suficiente para formar geada durante a noite. A quantidade de radiação do céu é muito menor do que a dos corpos próximos. verá que ela tende a se formar mais nas superfícies superiores dos corpos. Então. que é relacionada com a energia de uma coleção de moléculas. a indicação de temperatura abaixaria com o aumento da temperatura! Isto pode ser confirmado verificando-se que o coeficiente de expansão do mercúrio é aproximadamente 20 vezes maior que o do vidro. Não há moléculas no vácuo. Se o vidro expandisse mais do que o mercúrio. como caixa de correio de metal ou em um carro. Por quê? Em uma superfície de metal a energia pode se deslocar de maneira relativamente rápida por meio da condução térmica da região friccionada para outras regiões. Agora repita o processo em uma superfície de madeira. árvores. Posicione a palma de sua outra mão em uma porção da superfície do metal que não foi friccionada e depois na porção friccionada. Logo. durante a noite. tanto o mercúrio quanto o vidro se expandem. q) Se você observar uma geada em uma amanhã fria. ela absorve radiação do céu. sua indicação de temperatura decrescerá à medida que ele emitir mais radiação do que absorver do meio. O termômetro no espaço pode apenas transferir energia por meio da radiação porque todos os outros mecanismos para o termômetro estacionário requerem contato com moléculas. casas e assim por diante. Definimos a temperatura em termos de energia interna. Com base no funcionamento desses termômetros. não é um bom condutor térmico. as indicações do termômetro dependem de sua proximidade com corpos que irradiam. O termômetro mede a temperatura do espaço vazio? O termômetro não mede a temperatura do espaço vazio porque a temperatura não é definida no vácuo. a energia interna da região friccionada não pode deslocar-se rapidamente para outras áreas da superfície e as áreas diferentes exibem uma acentuada diferença de temperatura. A madeira. ela está absorvendo radiação de outros corpos do ambiente – carros. Nos lados. Se ambos tivessem o mesmo coeficiente de expansão linear. s) Imagine que você está no espaço vazio segurando um termômetro. de tal forma que a expansão do vidro pode ser efetivamente desprezada. Se ele for levado para longe da estrela. Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 5 . sua indicação de temperatura pode subir à medida que ele absorve energia por radiação eletromagnética até que a sua energia interna se estabilize. Quando a temperatura de um termômetro se eleva. enquanto a absorção da radiação dos lados pode manter a temperatura alta o suficiente para prevenir a formação de geada. A porção friccionada dará a sensação de ser mais quente. o mercúrio e a cavidade no vidro se expandiriam da mesma quantidade e não haveria nenhum movimento aparente da extremidade da coluna de mercúrio em relação à escala de calibração no vidro. do que nas superfícies laterais. r) Os termômetros comuns são feitos com uma coluna de mercúrio em um tubo de vidro. No espaço. qual tem o maior coeficiente de expansão linear – vidro ou mercúrio? O mercúrio deve ter o maior coeficiente de expansão linear. Por quê? A caixa de correio está emitindo e absorvendo radiação. Você deverá notar que a diferença na temperatura entre as porções friccionada e não friccionada da superfície de madeira parece maior que a da superfície do metal.

IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 PARTE B Leia atentamente cada uma das afirmativas abaixo. reescreva-as devidamente corrigidas. Por isso. pois cada substância possui um coeficiente de dilatação próprio. f) Uma fonte térmica é um sistema que fornece ou recebe calor sem modificar sua temperatura e seu volume. para expandir um gás à temperatura constante é necessário colocá-lo em contato com uma fonte térmica. Isto porque a maneira como a propriedade termométrica responde à variação de temperatura depende da substância termométrica usada na construção do termômetro. a temperatura é a mesma em qualquer subsistema desse sistema. Afirmativa correta! c) O trabalho microscópico que as paredes realizam sobre um gás ideal e que não está associado a nenhum deslocamento macroscópico das moléculas do gás é definido como trabalho mecânico. a relação entre o coeficiente de dilatação e a temperatura não é absolutamente linear para cada substância. Noutros termos. pois termômetros que usam substâncias termométricas diferentes podem indicar temperaturas diferentes para um mesmo sistema termodinâmico que se encontre a uma temperatura T. Afirmativa errada! O trabalho microscópico que as paredes realizam sobre um gás ideal e que não está associado a nenhum deslocamento macroscópico das moléculas do gás é definido como calor. No caso do gás ideal. Afirmativa errada! A temperatura T é uma grandeza física que caracteriza o sistema em equilíbrio térmico e que independe da quantidade de matéria do sistema. essa energia mecânica é a própria energia interna. a temperatura T é uma grandeza física extensiva. a temperatura é a mesma em qualquer subsistema desse sistema. Um exemplo prático de fonte térmica é o ar atmosférico que envolve um sistema ou a água do mar. termômetros com substâncias termométricas diferentes têm leituras diferentes mesmo quando são produzidos com a mesma escala termométrica. d) A temperatura T é uma grandeza física que caracteriza o sistema em equilíbrio térmico e que independe da quantidade de matéria do sistema. líquido e gasoso. Isso quer dizer que. A interação entre as moléculas é mais fraca no estado gasoso e o grau de organização das moléculas é maior no estado sólido. se todas as partes do sistema (subsistemas) estão em equilíbrio térmico. Portanto. Afirmativa correta! b) A energia mecânica do sistema de partículas calculada no referencial de centro de massa do sistema é tal que tanto a energia potencial gravitacional quanto a energia cinética do centro de massa são nulas. Isso quer dizer que. Como exemplo. podemos citar o caso de temperaturas medidas por termômetros de mercúrio e de álcool que utilizam a escala Celsius. Afirmativa correta! Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 6 . Por isso. Todas elas estão corretas? afirmativas erradas. Se houver a) Os estados da matéria são: sólido. Afirmativa errada! O correto seria dizer que termômetros que estão em equilíbrio térmico com um corpo A podem fornecer leituras diferentes para a temperatura de A. se todas as partes do sistema (subsistemas) estão em equilíbrio térmico. e) Todos os termômetros quando entram em equilíbrio térmico com um corpo A indicam a mesma leitura para a temperatura de A. a temperatura T é uma grandeza física intensiva. Além disso.

A → B. De acordo com a Teoria Cinética dos Gases Ideais. a energia térmica é transferida através das interações entre os átomos e moléculas do meio. PARTE C a) Na figura ao lado representamos uma molécula de um gás ideal prestes a colidir com uma das superfícies do recipiente que a mantém confinada. Por isso. Isso é o mesmo que dizer que o calor e o trabalho não são funções de estado. a energia térmica é transportada na forma de calor através do transporte direto de massa. o sistema. embora não haja transporte desses átomos ou moléculas. a energia térmica é transferida através das interações entre os átomos e moléculas do meio. a energia térmica é transportada através do espaço na forma de ondas eletromagnéticas. Um sistema quando evolui de um estado de equilíbrio A para outro estado de equilíbrio B (A → B) passando por estados intermediários em equilíbrio. Durante essa mudança de estado. Corrigindo (iii): Na radiação. então o processo de volta (B → A) pode acontecer passando-se pelos mesmos estados intermediários da ida. o calor e o trabalho dependem dos estados inicial e final do sistema e do processo termodinâmico responsável pela mudança desses estados. Quanto de momento linear foi transferido da molécula para a parede? m r v ˆ j ) i θ Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 7 . a equação de estado de equilíbrio permanece válida. Afirmativa errada! Por depender das trajetórias percorridas pelas partículas durante o processo de transformação entre dois estados de equilíbrio. Afirmativa errada! Estamos falando dos processos reversíveis. a estados em equilíbrio termodinâmico. h) O Trabalho e o Calor dependem das trajetórias percorridas pelas partículas durante o processo de transformação entre dois estados de equilíbrio. As funções de estado só dependem dos estados inicial e final. Somente os processos que são realizados muito lentamente evoluem através de estados denominados de quase-equilíbrio. (ii) na convecção. i) Quando um sistema troca calor e trabalho com o meio exterior ele muda de estado. e não do processo termodinâmico através do qual o sistema evolui entre os estados de equilíbrio. As trajetórias dependem do processo. o calor e o trabalho não são funções de estado. convecção e radiação. a energia térmica é transportada através do espaço na forma de ondas eletromagnéticas. Nesses estados. (i) Na condução. geralmente. sai do equilíbrio. também. Corrigindo (ii): Na convecção. desenhe a trajetória desta molécula depois de ela colidir com a superfície. pois os estados intermediários quando descritos pela equação de estado corresponde. Estamos falando de processos irreversíveis. Afirmativas erradas! Corrigindo (i): Na condução. (iii) na radiação. embora não haja transporte desses átomos ou moléculas. ou seja.IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 g) A energia térmica é transferida de um lugar para outro através de três processos: condução. a energia térmica é transportada na forma de calor através do transporte direto de massa.

Espera-se que cada sistema atinja o equilíbrio térmico. Então. os momentos lineares da molécula antes e depois da colisão. 2 e 3). O ângulo θ que a trajetória da molécula incidente faz com o eixo do x é o mesmo ângulo θ que a trajetória desta mesma molécula faz após a colisão. Para a amostra à temperatura 2T. A constante K é a mesma porque se trata do mesmo gás. Como há conservação de energia. separadamente. temos U 1 = NKT . Então: r r ˆ − mvsenθ ˆ p = mv = mv cos θ i j r r ˆ + mv' senθ ˆ p' = mv ' = mv' cos θ i j θ θ r r r A variação ∆p ≡ p' − p do momento linear da molécula durante o processo de colisão é r ∆p = 2mvsenθ ˆ j . esta energia cinética média é a própria energia interna U do sistema. Todos os elementos mencionados estão à temperatura ambiente e o calor específico da matéria i é ci (i = 1. O que diz a Teoria Cinética dos Gases Ideais quando se refere às forças de interação entre as moléculas do gás e aquelas das paredes do recipiente? As forças de interação entre as moléculas e as paredes do recipiente são desprezíveis. Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 8 . Te = 3T/2. Não há perda de energia térmica em quaisquer dos recipientes! Ao final. pois os módulos v e v' das velocidades da molécula antes e depois da colisão são iguais. temos: NKT + 2NKT = 2NKTe. Por sua vez. o momento linear da molécula ao longo do eixo x se conserva. Logo. Em cada um dos recipientes coloca-se uma dessas massas e fornece-se a mesma quantidade Q de calor. Sejam p e p' . d) Dispomos de três recipientes idênticos contendo quantidades iguais de água e. U 2 = NK (2T ). a energia interna é Ue =(2N)KTe. exceto durante as colisões. c) Se misturarmos duas mostras iguais de um mesmo gás ideal que estão termicamente isolados e inicialmente em equilíbrio termodinâmico a temperaturas T e 2T. onde N é um número muito grande. b) O gás ideal contido num recipiente fechado é um sistema de N partículas. muito embora a direção e o sentido possam ser diferentes. Quando o sistema que resulta da mistura das duas amostras atinge o equilíbrio térmico à temperatura Te . m y r v r v' m ˆ j ) i Uma das hipóteses da Teoria Cinética dos x Gases Ideais diz que o módulo do vetor velocidade da molécula depois da colisão é o mesmo que antes. Como há conservação do momento linear no processo de colisão envolvendo as moléculas do gás e as paredes do recipiente que as contém. três massas iguais de substâncias diferentes. respectivamente. r r mas ao longo do eixo y não há conservação do momento linear desta molécula. por se tratar de um gás ideal.IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 Observe a trajetória tracejada ilustrada na figura ao lado. a transferência de momento linear de uma das moléculas ao r colidir com uma das paredes é − ∆p = − 2mvsenθ ˆ j. qual a temperatura de equilíbrio do sistema formado por essas duas amostras quando ele (o sistema) atingir o equilíbrio termodinâmico? Não há troca de energia térmica entre o sistema e o meio exterior! A energia cinética média total de uma amostra de gás ideal à temperatura T é E = NKT . pois não há perda para o exterior durante o processo de interação. respectivamente. Para a amostra à temperatura T. O peso (força gravitacional) das moléculas é desprezado. onde N é o número de molécula no gás e K é uma constante positiva.

ambas com mesma massa e mesma temperatura inicial Ti. ambas a mesma pressão que é mantida constante. concluimos que Tf-Fe < Tf-Pb. vidro. a transferência de energia pelo calor é proporcional ao calor específico. qual das amostras atingirá maior temperatura final Tf de equilíbrio? O calor Q trocado entre um sistema termodinâmico e o meio exterior.IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 verifica-se que a temperatura de equilíbrio dos sistemas são tais que T1 > T2 > T3. Portanto. (i) Defina calor específio. são colocadas em dois calorímetros diferentes.00 kg de água e que todas as três amostras estejam a 10. onde Ti é a temperatura de equilíbrio do sistema i (i =1. (i) Como Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 9 . temos: C ∆Q ci = i = . Coloque em ordem crescente os calores específicos das massas envolvidas na experiência.Ti a ver com esta troca de energia térmica estão relacionados pela fórmula Q = mc∆T. Em seguida o vidro (837 J/ kg⋅oC) e depois o ferro (448 J/ kg⋅oC). portanto: Tf-Fe = Ti + Q/mcFe Tf-Pb = Ti + Q/mcPb. água. Tenhamos as massas de gelo e de água como substâncias puras. temos: Tf = Ti + Q/mc. As capacidades caloríficas dos calorímetros são desprezíveis e todo o calor fornecido pelas fontes térmicas foi absorvido pelas amostras. 2 e 3). (i) Água. Calor específico c de um corpo é a relação entre a capacidade térmica C e sua massa m: c = C/m [cal / oC. com T0 sendo a temperatura inicial comum às três substâncias. Como cFe > cPb . Como ∆Q e m são os mesmos para as três substâncias e ∆T está no denominador. Como a água tem calor específico mais alto (4186 J/ kg⋅oC). (2i) Classifique-as da mais baixa à mais alta quantidade de transferência de energia pelo calor se cada uma das amostras aumentar a temperatura em 20.00 kg de ferro. (ii) Ferro. m m∆Ti onde ∆Ti = Ti – T0. para o calor específico ci da matéria i.0 oC. e a respectiva variação de temperatura ∆T ≡ Tf . Para o problema que estamos discutindo. g) Considere que temos a mesma massa de gelo a 0 oC e de água a 100 oC. m e Ti são iguais para o ferro (Fe) e o chumbo (Pb). ela sofre a menor mudança de temperatura. vidro e ferro.0 oC.g] e está definido como a energia necessária para modificar a temperatura de uma grama da substância em um grau. onde c é o calor específico da substância que compõe corpo e m é a sua massa. Justifique! A capacidade térmica C = ∆Q/∆T [cal/oC] é definida como a quantidade de calor ∆Q necessária para aumentar a temperatura do corpo em ∆T = 1oC. 1. Q. e) Uma amostra de ferro e outra de chumbo.00 kg de vidro e 1. Para um dado aumento de temperatura. (i) Classifique-as da mais baixa à mais alta temperatura depois que 100 J de energia forem cedidas a cada uma das amostras. Sabendo que o calor específico do ferro é maior que o calor específico do chumbo. o fato de ∆T1 > ∆T2 > ∆T3 nos leva a concluir que c1 < c2 < c3. Reescrevendo esta expressão como ∆T = Q/mc. Elas recebem a mesma quantidade de calor Q (cedida por uma fonte térmica qualquer). f) Imagine que você tem 1. (ii) Coloque em ordem crescente os calores específicos das massas envolvidas na experiência.

Qext < 0 e ∆U > 0 (iii)Wext > 0. Exemplos Processo isotérmico: ∆T =0 e W ≠ 0 (∆V ≠ 0) Processo isobárico: ∆p = 0 e W ≠ 0 (∆V ≠ 0) Processo adiabático: Q = 0 e W ≠ 0 (∆V ≠ 0) Processo isotérmico: ∆U = 0 e W ≠ 0 (∆V ≠ 0) No processo isovolumétrico: ∆V = 0 ⇒ W = 0. Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 10 . qual (ou quais) dos processos abaixo viola esta lei? (i) Wext > 0. i) Qual das seguintes condições não é uma condição necessária para que um processo envolvendo um gás ideal realize trabalho? (i) ∆T ≠ 0 (ii) ∆p ≠ 0 (iii) ∆V ≠ 0 (iv) Q ≠ 0 (v) ∆U = 0 Exceto a terceira condição (condição iii). as moléculas no estado líquido estão mais organizadas em relação ao estado sólido do que quando comparadas com a organização delas no estado gasoso. podemos afirmar que para uma mesma massa da amostra a energia térmica necessária para completar a transição de fase de vaporização é maior do que a quantidade de energia térmica necessária para completar a transição na fase de liquefação. em princípio. Quanto mais organizadas estiverem as moléculas. Ou seja. pois o trabalho está associado ao deslocamento das paredes do recipiente que contém o gás. mais energia é necessária para desorganizá-las. h) Escrevendo a Primeira Lei da Termodinâmica como ∆U = Qext + Wext . onde Qext > 0 (calor recebido pelo sistema) e Wext > 0 (trabalho realizado sobre o sistema). Quanto mais organizadas estiverem as moléculas. todas as demais não são necessárias para a realização de trabalho (macroscópico) num processo termodinâmico cujo sistema seja gás ideal. Portanto. o calor latente de vaporização é maior do que o calor latente de liquefação. mais energia é necessária para desorganizá-las. Qext < 0 e ∆U = 0 (ii)Wext > 0. Qext > 0 e ∆U < 0 (v) Wext > 0. E mais ainda quando se compara com a substância no estado sólido. A terceira condição é necessária. (ii) Nas transições de fase (a pressão constante). Qext > 0 e ∆U < 0 Dentre as cinco opções relacionadas. A energia que o sistema perde ou recebe para realizar a transição de fase é utilizada para mudar a organização das moléculas. As moléculas de uma substância em estado gasoso estão mais desorganizadas do que quando esta mesma substância se encontra no estado líquido. o único processo que viola a Primeira Lei da Termodinâmica (quando escrita na forma ∆U = Qext + Wext ) é o quinto: não temos como somar dois números positivos e ter como resultado um número negativo. Qext < 0 e ∆U < 0 (iv)Wext < 0. a temperatura das substâncias puras permanece constante. Dito isto.IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 é usada a energia que as substâncias puras precisam para a mudar de fase? (ii) Qual dessas duas amostras precisa de mais energia térmica para completar a transição de fase? (i) A energia que o sistema perde ou recebe é utilizada para mudar a organização das moléculas.

onde N é o número de partículas e vi é a velocidade da N i =1 N partícula i (i = 1. A alternativa correta é a (i)! QUESTÃO 2 – ESCOLHER DOIS PROBLEMAS E RESOLVÊ-LOS Problema A) Vinte partículas. três a velocidade 2v.95v 2 N i =1 20 20 [ ] ( ) A velocidade média quadrática é definida como v mq ≡ v 2 . então: 1 N 1 v = ∑ vi = (v1 + v2 + v3 + LL + v20 ) . v= 1 N 1 73 vi = (2 ⋅ v + 3 ⋅ 2v + 5 ⋅ 3v + 4 ⋅ 4v + 3 ⋅ 5v + 2 ⋅ 6v + 1 ⋅ 7v ) ⇒ v = v ∴ v = 3. A = π(d/2)2. cada qual com massa m. Seja v essa velocidade média.. 2. e eles têm o mesmo comprimento e estão conduzindo à mesma taxa. 1 N 1 2 2 2 2 2 v = ∑ N i ⋅ vi = N1v1 + N 2 v 2 + N 3 v3 + L + N N v N . eles conduzem calor à mesma taxa. (4i) kA = 2kB. A relação entre as condutividades térmicas dos dois materiais é: (i) kA = kB / 4. Então. Quando se mantém a mesma diferença de temperatura entre as extremidades dos cilindros. primeiro. três a velocidade 5v. kA = kB/4. quatro a velocidade 4v. Então. AA = π(dA/2)2 = π(2dB/2)2 = 4π(dB/2)2 = 4AB. temos: kAAA = kBAB. duas a velocidade 6v. os respectivos diâmetros estão relacionados por dA = 2db. (2i) kA = kB / 2.. Por sua vez. Como as fontes quente e fria são as mesmas para ambos os cilindros. onde Ni é o número de partículas N i =1 N com velocidade vi 2 essa ( ) v2 = v2 1 N 1 2 2 2 2 2 2 2 2 N i ⋅ vi = 2 ⋅ (v ) + 3 ⋅ (2v ) + 5 ⋅ (3v ) + 4 ⋅ (4v ) + 3 ⋅ (5v ) + 2 ⋅ (6v ) + 1 ⋅ (7v ) ∑ N i =1 N N 1 1 1 2 2v 2 + 12v 2 + 45v 2 + 64v 2 + 75v 2 + 72v 2 + 49v 2 ⇒ = ∑ N i ⋅ vi = ⋅ 319v 2 ∴ v 2 = 15. (5i) kA = 4kB O fluxo de calor ∆Q/∆t entre as extremidades do cilindro é ∆Q/∆t = kA(∆T/∆L).65v ∑ 20 N i =1 20 b) Determine a velocidade média quadrática Vamos. v mq = 3. onde A é área da seção reta transversal do cilindro. 20). ∆T é o intervalo de temperatura entre as extremidades do cilindro e ∆L é o comprimento do cilindro. portanto. calcular o valor médio ponderado do quadrado das velocidades. Logo. estão confinadas num recipiente adiatérmico de volume V e têm as seguintes velocidades: duas têm a velocidade v. Seja v 2 média.IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 j) Dois cilindros feitos dos materiais A e B têm os mesmos comprimentos. a) Determine a velocidade média das partículas A velocidade média das partículas é uma média aritmética. uma a velocidade 7v. 3. cinco a velocidade 3v.99v Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 11 . (3i) kA = kB.

Na câmara A temos n moles de gás ideal em equilíbrio térmico a temperatura T.IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 c) Deternine a energia cinética média por partícula A energia cinética média por partícula é dada por Ecm = 1 m v 2 . OBS: Vamos considerar o gás ideal como aquele descrito pelas hipóteses apresentadas no Módulo 5 de ICF2. a energia cinética média Ecm das moléculas é diretamente proporcional a temperatura T (em Kelvin) do gás: Ecm = 3/2 kT. Na câmara B. Ē = N Ecm = N 3kT/2.98mv 2 ∴ E = 159mv 2 e) Determine a pressão dessas partículas sobre as paredes do recipiente 2 2 mv 2 E ∴ p = 106 Aplicação direta de fórmula: pV = E ⇒ p = 3 3V V Problema B) Na Figura 2A abaixo mostramos a visão frontal de um recipiente de paredes externas fixas e adiatérmicas formado por duas câmaras de mesmo volume V. temos que: Câmara A Câmara B separação adiatérmica Figura 2A 1 3 3k m v2 = k T ⇒ v2 = T. A massa de uma molécula desse gás é 2m. onde m é a massa de uma molécula e <v2> representa o valor médio do quadrado da velocidade das moléculas do gás. onde k é a constante de Boltzmann. Então. Ecm = 7. b) Qual a velocidade quadrática média das moléculas? Como Ecm = ½ m <v2>. A massa de cada molécula desse gás é m. Ou seja. Outros dados do problema: Constante de Boltzmann (k) Número de Avogadro (N0) Constante dos gases (R) Em relação à amostra da câmara A: a) Qual a energia cinética média das moléculas do gás? Por se tratar de um gás ideal. a amostra de gás ideal tem 2n moles e está em equilíbrio térmico a 2T. A separação entre as câmaras também é adiatérmica.98mv 2 2 d) Determine a energia cinética média total desse sistema de partículas A energia cinética média total corresponde a E = NEcm ⇒ E = 20 ⋅ 7. Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 12 v 2 . m . a velocidade média quadrática é definida como v mq ≡ c) Qual a energia cinética média total desse gás? A energia cinética média total Ē do gás resulta do produto do número N de moléculas do gás pela energia cinética média Ecm das moléculas do gás. 2 2 m Por sua vez. v mq = 3k T. Portanto.

No caso do gás ideal como estamos considerando. esta energia é igual à energia cinética média total do gás. onde NA é o número de Avogadro. Câmara A Câmara B separação diatérmica Figura 2B Em relação a Figura 2B: e) qual a temperatura de equilíbrio do sistema? Antes da troca da separação. Figura 2B. o número de moles n do gás é n = N / NA. a energia cinética média total E antes do sistema formado pelos dois gases é: E antes = ĒCâmara A + ĒCâmara B ĒCâmara A = (3/2) nNokT ĒCâmara B = (3/2) 2nNok2T = 4 x (3/2)nNokT E antes = 5 x (3/2)nNokT Após a troca da separação adiatérmica pela diatérmica e estando o sistema em equilíbrio térmico a temperatura Te. mas observando que o número de moles e a temperatura do gás da Câmara B são diferentes. Assim sendo. e que esperamos o tempo suficiente para o sistema formado pelas duas amostras de gás ideal entrar em equilíbrio térmico. a energia cinética média total E depois é: E depois = Ē’Câmara A + Ē’Câmara B Ē’Câmara A = (3/2) nNokTe Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 13 . que a separação entre as câmaras seja diatérmica. N = n NA. onde V é o volume ocupado pelo gás e N o número de moléculas do gás. onde N é o número de 2 ⎝2 ⎠ moléculas no gás. Logo. pV = 2/3 N Ecm ⇒ p = (2N/3V) Ecm = (2/3V) E As mesmas perguntas podem ser feitas para o gás da Câmara B. Responde-se da mesma maneira como fizemos para o gás da Câmara. portanto. agora. d) Qual a pressão do gás sobre as paredes do recipiente? A Teoria Cinética dos Gases Ideais nos diz que a relação entre a pressão p que o gás exerce nas paredes do recipiente que o contém e a energia cinética média Ecm das moléculas desse gás é pV = 2/3 N Ecm. Não houve deslocamento da separação entre as câmaras! Informação: A energia interna de um gás ideal está dada 3 ⎛3 ⎞ por U = NkT = N ⎜ kT ⎟ . Ē = N Ecm = (3/2)nNAkT.IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 Por sua vez. Suponha.

3 x 3/2nNokTe = 5 x 3/2nNokT ⇒ Te = 5/3 T f) Qual a variação da energia interna de cada amostra de gás? Sabemos que a energia interna U de um gás ideal diretamente proporcional da sua temperatura T (em Kelvin): U α Τ.nNokT Eq. ∆UA = ∆UB.antes = ĒCâmara B = (3/2)2nNok2T = 6nNokT UA.depois – UB. Câmara B ∆UB α (Te – 2T) = C’(5/3T –2T) ∴ ∆UB = . para o gás da Câmara B da Figura 2B.UA. Então. UA. onde Ti é a temperatura do gás no estado inicial e Tf. para o gás da Câmara A da Figura 2B. Em módulo. a temperatura do estado final. Isso se deve ao fato de o número de moles nos dois gases ser diferentes. Para isso.antes = (5/2 – 3/2)nNokT ∴ ∆UA = nNokT Eq. Câmara A ∆UA α (Te – T) = C(5/3T –T) ∴ ∆UA =(2/3) CT Eq. a energia cinética média total antes e depois da separação é a mesma: conservação da energia → E depois = E antes . a variação ∆UA da energia interna é: ∆UA = UA.antes = (5 – 6)nNokT ∴ ∆UA = . 1 No caso do gás ideal como estamos considerando. 2 A variação positiva na energia interna quer dizer que o gás da Câmara A recebeu energia. de acordo com a conservação da energia.antes = ĒCâmara A = (3/2)nNokT UA.depois = Ē’Câmara A = (3/2) nNokTe = (3/2)nNok (5/3)T = (5/2)nNok T Logo. devemos substituir o sinal “α” pelo sinal de igualdade “=” e multiplicar a temperatura T por uma constante positiva que chamaremos de C.(1/3) C’T Eq. a variação ∆U correspondente da energia interna é ∆U α ∆T ∴ ∆U α (Tf – Ti). 4 Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 14 . vamos trocar o sinal de proporcionalidade pelo sinal da igualdade. Então.depois . Então.IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 Ē’Câmara B = (3/2) 2nNokTe = 2 (3/2)nNokTe E depois = 3 x 3/2nNokTe Como o sistema como um todo está termicamente isolado do meio exterior. Verificação! UB. a variação ∆UB da energia interna é: ∆UB = UB . esta energia interna é igual à energia cinética média total do gás. Para simplificar o nosso entendimento da questão. 3 Observe que a constante C’ que aparece em ∆UB é diferente da constante C que aparece em ∆UA. associada a uma variação de temperatura ∆T.depois = Ē’Câmara B = (3/2)2nNokTe = (3/2)2nNok (5/3)T = 5nNok T Então. onde α indica a proporcionalidade.

IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 Em módulo.6 x 10-27 kg Massa da molécula do argônio ≈ 66 x 10-27 kg Número de Avogadro NA = 6. 3 A energia cinética média de uma molécula de um gás monoatômico está dada por ECM = kT . Comparando Eq. portanto. 773K = 500oC. 4 dá 0 (zero). g) Quem cedeu e quanto cedeu de energia térmica? De acordo com o sinal que aparece no cálculo da variação da energia interna podemos identificar quem recebeu (variação positiva da energia interna) e quem cedeu (variação negativa da energia interna) energia térmica. 2 e Eq. das moléculas de cada uma das amostras. A soma de Eq.nNokT para o gás da Câmara A. 2 e Eq. vemos que o gás da Câmara B cedeu ∆UB = . monoatômicos. Esses gases são nobres (pertencem à primeira coluna à direita da Tabela Periódica dos Elementos Químicos). b) Calcule a energia cinética média. esses gases podem ser tidos como ideais. de acordo com os cálculos feitos no item f) acima. Problema C) Uma amostra de gás hélio (He) e outra de gás argônio (Ar) encontram-se à mesma temperatura T (Kelvin) e em recipientes termicamente separados. c) Se duplicarmos a temperatura absoluta das amostras. a variação ∆p de pressão está dada por: ∆p = 2N ⎛ 3 3 ⎞ Nk 5 2p ⎞ 2 NkT 2nRT (Te − T ) ∴ ∆p = Nk ⎛ = ⇒ ∆p = ⎜ T −T ⎟ = ⎜ kTe − kT ⎟ = V ⎝3 3V ⎝ 2 2 ⎠ V 3V 3 ⎠ 3V Esta variação de pressão é positiva porque o gás da Câmara A recebeu energia térmica do gás da Câmara B. onde N é o número de moléculas. por quanto ficará multiplicado a velocidade quadrática média de cada amostra? Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 15 .4 x 10-23 J/K Massa da molécula de hélio ≈ 6. A comparação de Eq. Na escala de temperatura que estamos considerando. onde 2 k é a constante de Boltzmann e T é a temperatura (na escala Kelvin) do gás. 4 são iguais. Outro dados: Constante de Boltzmann k = 1. 2 vemos que C = (3/2)nNok. Como as quantidades N e V são mantidas constantes. refletindo a conservação de energia. ECM. 4 nos leva a C’ = (3/2)2nNok = 2C. as equações Eq. h) Qual a variação de pressão do gás da câmara A? Já sabemos que a pressão p que o gás exerce sobre as paredes do recipiente que o contém está dada p = (2N/3V) Ecm. V é o volume do recipiente e Ecm é a energia cinética média das moléculas. 3 e Eq. 1 com Eq.02 x 1023 mol-1 Volume de cada um dos recipientes é igual a V a) Qual a temperatura em Celsius das amostras se T = 773 K? A relação entre as escalas Kelvin e Celsius é: T(K) = 273 + T(oC) Logo. Então.

qual a temperatura de equilíbrio desse novo sistema termodinâmico? Como ambos os gases estão a mesma temperatura T. i) No sistema termodinâmico formado pela mistura dos gases ideais nos termos do item h) acima. v qm = . Então. ETotal. duplicando a temperatura. é dada pelo produto entre a energia cinética média de uma molécula e o número de moléculas na amostra. Logo. He = 10 ⇒ vqm . temos: vqm.3 x 1023 x 3/2 x 1. A relação entre a pressão e a energia cinética média total é: 2 2 90 pV = ETotal ∴ p = ETotal ⇒ p = kT . em 15 moles temos 90. 2 1 3 3 m v 2 = kT ⇒ v 2 = kT . Ar 3kT mHe 3kT m Ar m Ar mHe = = Como m Ar =10 mHe . a temperatura continuará sendo T. vqm . a relação entre as velocidades quadráticas médias das moléculas de hélio e de argônio continua sendo aquela determinada no item d) acima: Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 16 .IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 A energia cinética média de uma molécula de um gás ideal também está dada pela seguinte equação 1 ECM = m v 2 . vqm .02 x 1023 moléculas. é 2 2 m 3k 2T 3kT ′ = ′ = 2 v qm ∴v qm definida como v qm = v 2 . Ar . f) Qual a energia cinética média total da amostra do gás argônio? A energia cinética média total. Partindo da expressão da velocidade quadrática média. Por sua vez.3 x 1023 moléculas. onde v 2 indica o valor médio do quadrado da velocidade da molécula. 3 3V V h) Se n moles de hélio a temperatura T for adicionado a n moles de argônio a temperatura T confinado em um recipiente termicamente isolado. a velocidade quadrática média da molécula. Se T → 2T ⇒ v qm → v qm m m Portanto.4 x 10-23 x T ≈ 190T Joule g) Calcule a pressão que as moléculas do gás argônio exercem nas paredes do recipiente que as contém. Então. quantas moléculas existem nessa amostra? Em um mol de moléculas temos 6. Ar e) Supondo que existam 15 moles na amostra do gás argônio. Portanto. He = 10 v qm . ETotal = 90. v qm . He vqm . a velocidade quadrática média será multiplicada por 2. qual a relação entre as velocidades quadráticas médias das moléculas de hélio e de argônio? Mantida a temperatura T depois da mistura dos gases. d) Encontre a relação entre as velocidades quadráticas médias das moléculas de hélio e de argônio.

Então.IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 vqm . O índice i refere-se ao estado 2 2 3Nk 3nR inicial. a) Qual a temperatura do gás no estado inicial? 3 A energia cinética média de uma molécula de um gás ideal é Ecm = kT . o fator é 2. adiatérmico e móvel que veda o recipiente pode se deslocar livremente e sem atrito. pois Nk = nR. 3 3 2E 2E NEcm = NkTi ⇒ E = NkTi ∴Ti = ou Ti = . Energia cinética média de uma molécula de gás ideal: 3 Ecm = kT . Através de um processo isobárico. O êmbolo de massa desprezível. b) Qual a pressão do gás nos estados inicial e final? Estado inicial A equação de estado do gás ideal é pV = nRT. ∴ pi = = 3nR 3 3Vi 3V Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 17 . no estado inicial. nos leva a concluir que a pressão final é duas vezes a pressão de antes de se misturar os gases. o volume do recipiente é V e a energia cinética média total do gás é E. onde p é a pressão do gás e ∆V a variação do volume do gás. Ar = 10 ⇒ vqm . a energia cinética média total é E = NEcm . Outros dados: Êmbolo • • • • Constante R dos gases A constante k de Boltzmann Número N0 de Avogadro. Na situação inicial e em equilíbrio termodinâmico. Logo. Problema D) Na Figura 2C abaixo mostramos um recipiente fechado contendo n moles de gás ideal. He = 10 v qm . mas o número de moles sai de um para dois. o sistema se expande e atinge um estado final de equilíbrio cuja temperatura é três vezes maior que a temperatura do estado inicial. a aplicação direta da Equação de Estado do Gás Ideal. As demais paredes fixas do recipiente são diatérmicas. • A velocidade média quadrática vmq de uma molécula do gás está definida por v mq = v 2 . 2 • O trabalho trocado entre o gás (sistema) e meio exterior num processo isobárico é dado por Wext = -p∆V. onde v 2 Êmbolo Gás Gás Inicial Final Figura 2C é o valor médio do quadrado das velocidades das moléculas do gás. onde T é a temperatura 2 (Kelvin) do gás. Portanto. j) De que fator numérico varia a pressão do gás nas paredes do recipiente depois que os n moles de hélio se juntaram aos n moles de argônio conforme os termos do item h) acima? O volume V do recipiente e a Temperatura T dos gases não se alterarm. piVi = nR ⋅ 2E 2E 2E 2E = . onde N é o número de moléculas do gás: N = nN0. Ar . He vqm . Ou seja. onde T é a temperatura do gás. pV = nRT. Então.

O processo foi uma expansão isobárica. v qm = 1/ 3 . portanto. Ou seja. e) Calcule o trabalho Wext trocado entre o gás ideal e o meio exterior. Consequentemente. o sistema realizou trabalho sobre o meio exterior. 2 Ei ⎫ 3Vi ⎪ Ef 3E ⎪ 2 Ei 2 E f Vi = i V ⇒ V f = 3V . Portanto. variação ∆E da energia cinética média total é: ∆E = 3 NEcm − NEcm ⇒ ∆E = 2 NEcm ∴ ∆E = 3NkTi = 3nRTi = 2 E. Como a energia interna U de um gás ideal é essencialmente a sua energia cinética média total. a energia cinética média de uma molécula no estado final é três vezes maior que a energia cinética média da molécula quando no estado inicial. para o gás à temperatura T: 1 3 3kT m v 2 = kT ⇒ v 2 = 2 2 m v 2 . a pressão pf do estado final é igual aquela do estado inicial: pf = pi. ⇒ = ∴V f = ⎬ 2 E f ⎪ 3Vi 3V f Ei Ei pf = 3V f ⎪ ⎭ pi = Portanto. a razão que estamos procurando é igual ao fator m m temperatura 3T.p∆V. Logo. No estado final. o processo de expansão que ocorre se dá a pressão constante. Wext = − pi (3V −V ) = − 2 piV ∴ Wext = − 4E . c) De quanto variou a energia cinética média total e a energia interna do gás? A temperatura do estado final é 3Ti. d) Qual a razão entre as velocidades médias quadráticas inicial e final das moléculas do gás? A massa de cada molécula é m. quando o gás está à m 3k 3T 3kT = 3⋅ . pois as moléculas estão à temperatura T. O trabalho foi realizado pelo sistema ou sobre o sistema? Justifique a resposta! Por se tratar de um processo isobárico: Wext = . Assim sendo. a variação ∆U da energia interna é igual à variação da energia cinética média total: ∆U = 2E. onde m é 2 2 a massa da molécula e v é o valor médio do quadrado das velocidades das moléculas. Portanto. a energia cinética média total no estado final é três vezes maior do que aquela do estado inicial. para o estado inicial: Como a velocidade média quadrática vqm é definida por vqm ≡ vqm = 3kT .IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 Estado final Como o êmbolo se desloca livremente. temos. 1 A energia cinética média de uma molécula do gás ideal também é dada por E cm = m v 2 . Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 18 . 3 Como E > 0. temos que Wext < 0.

b) Qual a energia cinética média total do gás formado pela mistura das cinco amostras? A energia cinética média total E é dada pelo produto entre a energia cinética média das moléculas e o número N de moléculas do gás: E = NEcm . onde os índices referem-se às amostras. as quantidades Qext e Wext são positivas. Outros dados: a constante R dos gases ideais. as moléculas desse gás ideal têm a mesma energia cinética média Ecm . O número de moles de cada uma das amostras é: n1 = n.IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 f) Quanto de energia térmica (calor) foi trocado entre o gás ideal e o meio exterior? O gás forneceu ou recebeu esta energia? Justifique a resposta! O Princípio da Conservação da Energia diz que a variação ∆U da energia interna de um sistema termodinâmico é igual à soma do calor Qext e do trabalho Wext trocados entre o sistema e o meio exterior: ∆U = Qext + Wext. Conforme vimos nos dois últimos itens: ∆U = 2 E ⎫ 4E 4E 10 E ⎪ ⇒ Qext = >0 4 E ⎬ ⇒ 2 E = Qext − ∴Qext = 2 E + 3 3 3 Wext = − ⎪ 3 ⎭ Então. n4 = 3n e n5 = 4n. Nesta formulação do princípio. Portanto.022x1023 moléculas (número de Avogadro). d) Em termos percentuais. O volume ocupado pela mistura é V e o sistema (a mistura) se encontrara em equilíbrio termodinâmico a temperatura T.022 x10 23 x x1. como foi dito no 3 problema anterior. ou seja. a energia interna U é essencialmente a energia cinética média total E . pois se referem ao calor e ao trabalho que o meio exterior fornece ao sistema. parte foi usada pelo gás para realizar trabalho e a parte restante foi usada para aumentar a sua energia interna. 2 onde k é a constante de Boltzmann. qual a contribuição da quinta amostra de gás ideal para a energia internado sistema termodinâmico? Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 19 . À custa dessa energia recebida. temos: 3 E = 12 x6.7 T J 2 c) Qual a energia interna do sistema termodinâmico gás formado pela mistura? Por se tratar de um gás ideal. esta energia para um gás ideal é uma função linear da temperatura: Ecm = kT . a) Qual a energia cinética média das moléculas de cada um dos gases que compõem a mistura? O gás (mistura das cinco amostras) se encontra em equilíbrio térmico a temperatura T. Sendo o gás composto por 12 moles e cada mol contendo 6. que não interagem entre si. o gás recebeu calor do meio exterior. Problema E: Em um recipiente de paredes diatérmicas (paredes que não isolam termicamente o sistema do meio exterior) temos uma mistura de cinco amostras de gases ideais cujas moléculas têm massas m de acordo com a seguinte seqüência: m1 > m2 > m3 = m4 > m5. pois num gás ideal as moléculas são tidas como pequeninas esferas duras.381x10 −23 T ∴ E = 149. Isto porque. sem estrutura interna. a constante de k (Boltzmann) e o número N0 de moléculas em um mol (Avogadro). totalizando 12n moles. n2 = n3 =2n.

e) Qual a pressão que as moléculas da mistura exercem nas paredes do recipiente que as contém? Ou usamos a equação de estado do gás ideal escrita na forma pV = nRT. uma das paredes do recipiente é deslocada até que o volume inicial do recipiente se reduza à metade. a pressão se manteve constante e a energia interna do sistema diminuiu por um fator 2. onde n = 12 moles. 2 2 2 2 Antes: piVi = Chega-se ao mesmo resultado através da equação de estado do gás quando escrita como pV = nRT.33 % da energia interna. com Vi = V. 2 < vqm. Portanto.1 < vqm. Por sua vez. a quinta amostra contribui com 4/12 = 1/3 para a energia interna do sistema. f) Coloque em ordem crescente a velocidade média quadrática das moléculas da mistura. a contribuição da quinta amostra corresponde a 33. com Ti = T. O sistema se encontra em equilíbrio termodinâmico no estado final. g) Qual a nova temperatura do sistema? Como as paredes são diatérmicas (parede que não isola termicamente o sistema do meio exterior). através de um processo mecânico qualquer.IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 A quinta amostra de gás contém 4n moles enquanto que o gás composto tem 12n moles. Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 20 . Logo. Logo.1 2 Ei 3 2E f Depois: p f V f = . A definição da velocidade quadrática média das moléculas 2 2 m 3kT . quanto maior a massa da molécula menor a sua velocidade é vmq = v 2 ⇒ vqm = m média quadrática. de acordo com a Eq. Agora. temos. 2 2 3 2 3 Como E = NEcm = N kT . Neste processo. 2 T 3 1 3 N kT f = ⋅ N kTi ⇒ T f = i . Ambas dão o mesmo resultado. 4 < vqm.5 . vqm . 2 1 3 3 kT m v 2 = kT ⇒ v 2 = . o processo isobárico de compressão dar-se-á com troca de calor e trabalho entre o sistema e o meio exterior: o sistema recebe trabalho do meio exterior enquanto cede calor ao meio exterior. No estado final de equilíbrio temos: Uf = Ui /2. Em termos percentuais. 1 A energia cinética média de uma molécula de gás ideal é Ecm = m v 2 . Ecm = kT . Por sua vez: Eq. onde v 2 é o valor médio 2 3 do quadrado das velocidades das moléculas do gás. onde pf = pi e Vf = Vi / 2.082x10-3 m3⋅atm/(mol⋅K) e E = 149. Ou seja : ∆U = Uf – Ui = Ui / 2 – Ui ⇒ ∆U = -Ui / 2.7 T Joule. no estado final: piVi = ⇒ E f = ⋅ Ei Eq. ou a usamos na forma pV = (2/3) E . 2. Então: p = nRT 2E ou p = . R = V 3V 0. 3 2E f 1 1 Então. Então.3 = vqm .

com n sendo o 2 2 2 4 número de moles e No o número de Avogadro: 6.antes m4 processo a pressão constante é = ⇒ = 2. onde N é o número de moléculas: N = nNo. Wext = -p∆V. j) Qual o trabalho Wext trocado entre o sistema e o meio exterior durante a compressão? Para um processo isobárico. nRTi nRT ⇒ p= Vf Vi V ∆V = V/2 – V = -V/2 pi = p f = = nRT f Portanto: Wext = nRT/2 = 6RT. O sinal negativo diz que o gás forneceu calor ao meio exterior.15RT. Como a temperatura do gás depois da compressão isobárica é a m metade da temperatura antes da compressão. U 1 3 3 ∆E = − i = − N kT = − NkT .antes v qm . em seguida expandido a temperatura constante até a pressão inicial po (a determinar!) e. temos: 1 3 3 ∆U = Qext + Wext ⇒ Qext = ∆U – Wext ∴ Qext = − N kT − 6 RT = − nN o kT − 6 RT 2 2 4 Como n = 12 e Nok = R ⇒ Qext = . O sinal positivo indica que o trabalho foi realizado pelo meio exterior sobre o sistema. l) Qual a capacidade térmica C do gás no processo de compressão? A troca de calor se deu a pressão constante: Qext = CP∆T = CP(Tf – Ti) = CP(T/2 – T) = -CPT/2. Comparando este Qext com aquele do item k) anterior. v qm . a razão entre as respectivas vqm antes e depois do 3kT vqm .IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 h) Em relação à velocidade média quadrática das moléculas da amostra 4.022x1023. QUESTÃO 3 – ESCOLHER DOIS PROBLEMAS E RESOLVÊ-LOS PROBLEMA A) Dois moles de gás ideal contidos num volume Vo = 10 litros e a uma temperatura To = 300 K é aquecido a volume constante até a temperatura de 600 K. qual a razão entre as velocidades antes e depois da compressão isobárica? Do item f) deste problema sabemos que a velocidade média quadrática vqm de uma molécula de gás 3kT ideal está dada por vqm = .depois v qm . ou seja. Portanto: ∆E = − 9 N 0 kT = − 9 RT . k) Qual o calor Qext trocado entre o sistema e o meio exterior durante a compressão? Aplicando a Primeira Lei da Termodinâmica. comprimido a pressão Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 21 . finalmente. concluímos que: CP = 30R.depois 3kT 2m4 i) De quanto variou a energia cinética média total do sistema devido ao processo de compressão? A variação de energia cinética média total ∆E corresponde à variação da energia interna. onde p é a pressão do gás e ∆V corresponde à variação do volume do gás.

013 x 105 N / m2 po = nRTo / Vo ⇒ po = 2 x 8. • O trabalho realizado à pressão p (do sistema) constante está dado por Wext = -p∆V. A notação é tal que Qext > 0 e Wext > 0 indicam que o sistema está absorvendo essas energias do meio exterior. O ponto de partida é a equação de estado de um gás ideal: pV = nRT. ou seja. de acordo com a equação de estado. • Primeira Lei da Termodinâmica (ou Princípio da Conservação da energia): A variação da energia interna ∆U de um sistema termodinâmico é a soma do calor Qext e do trabalho Wext trocados entre o meio exterior e o sistema: ∆U = Qext + Wext. Considere o gás ideal deste problema como sendo monoatômico. por exemplo. Agora temos um processo isotérmico: a temperatura do gás é mantida igual a 2To. n = 2 moles e T = To = 300 K . V = Vo. onde C é uma constante positiva. aquela do estado do item (a) acima.32 J / mol⋅K • A energia interna U de um gás ideal é dada por U = CT. do gás. o sistema realiza trabalho sobre o meio exterior: Wext < 0. Será visto depois (numa das físicas mais adiante) que para n moles de gás ideal monoatômico C = n⋅3R/2. Portanto. Quando Qext < 0 e Wext < 0 indicam que o sistema está fornecendo essas energias ao meio exterior. onde ∆V representa a variação do volume do sistema.32 x 300 / (10 x 10-3) ∴ po ≈ 5 atm b) Calcule a pressão do gás quando ele se encontrar a 600 K. po. po i b p 2po a Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck V22 Vo 2Vo . De acordo com os dados do problema: p = po. o meio exterior realiza trabalho sobre o sistema: Wext > 0. Na expansão do gás.= 10 litros.IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 constante até voltar ao estado inicial. estado com volume Vo. Sendo a pressão do sistema igual a po. O processo é isovolumétrico (isocórico). o volume Vb do gás depois dessa expansão está dada por: po Vb = 2 x R x 2To ⇒ Vb = 2 x 2RTo / po = 2Vo ∴ Vb = 20 litros. a pressão pa desse novo estado de equilíbrio é: Pa Vo = 2 x R x 2To ⇒ pa = 2po ∴ p = 10 atm. Como: 1 litro = 10-3 m3 J / m3 = N / m2 1 atm = 1. esboce-os cuidadosamente no plano p versus V. a) Calcule a pressão inicial. Informações: • A constante R dos gases vale 8. pressão po e temperatura To. Na compressão. A pressão do estado final é Vo e a temperatura é 600 K = 2To. As setas indicam o sentido da evolução do processo termodinâmico. d) Considerando os três processos acima descritos como reversíveis. c) Calcule o volume do gás depois da expansão a temperatura constante. Veja a figura ao lado. Esta constante é um dado do problema. O trabalho macroscópico envolvido durante o processo isotérmico é igual a 6920 J.

Qext = . Na compressão isobárica temos ∆T = Ti – Tb = To – 2To = . ∆U < 0 (negativo) g) Qual a variação da energia interna do gás depois do terceiro processo. onde C é uma constante positiva. onde C é uma constante. . f) Determine o sinal (+. pois há uma compressão: a variação do volume do sistema é negativa. O meio exterior realiza trabalho sobre o sistema no processo isobárico (b → i). ∆U ≡ Ua – Ui = C(Ta – T0) = C(2T0 – T0) = CT0 . Qext = ∆U. o sinal na variação da temperatura dá o sinal na variação da energia interna. para um gás ideal. Ou seja. há trabalho realizado sobre o meio exterior: Wext < 0. No processo isotérmico (a → b) não há variação de temperatura do sistema. portanto. que todo calor recebido pelo sistema (Qext > 0) foi transformado em trabalho pelo sistema. ∆U = 0. Como Wext = 0. o sistema recebeu calor do meio exterior. Logo. Os trabalhos que estamos nos referindo dizem respeito àqueles macroscópicos. Então.Wext = . Ao longo do processo isovolumétrico (i → a) não há realização de trabalho porque o volume do sistema não se alterou. Numericamente. Como há variação positiva de temperatura. então. a energia interna U é uma função linear da temperatura: U = CT. Logo. no ciclo? Como o sistema saiu do estado i (inicial) e voltou para este mesmo estado (inicial). Vemos. calcule o calor trocado entre o sistema e a vizinhança. Primeira Lei da Termodinâmica: ∆U = Qext + Wext No processo isovolumétrico (i → a) não há troca de trabalho macroscópico entre o sistema e o meio exterior (vizinhança). ∆U > 0 (positivo) Na expansão isotérmica temos ∆T = Tb – Ta = 2To – 2To = 0. Consequentemente. ou seja. Como o sistema é um gás ideal. temos: 0 = Qext + Wext. Isto é verdade porque. No entanto. pois temos uma variação positiva do volume (expansão) do sistema. portanto. ∆U = 0. Qext = ∆U > 0. Como ∆U = 0. por ter havido uma expansão (o volume do sistema aumentou). Então.(. h) Em quais processos o sistema termodinâmico recebeu calor do meio exterior? Em qual deles o gás cedeu calor ao meio exterior? Para cada um dos processos. portanto. 0) da variação ∆U da energia interna do gás em cada um dos processos. e) Em qual processo o gás realizou trabalho sobre o meio exterior? Em qual do processo o meio exterior realizou trabalho sobre o gás? Em qual dos três processos não houve trabalho trocado entre o sistema e o meio exterior? Há realização de trabalho pelo sistema no processo isotérmico (a → b). não temos variação de temperatura. Ou seja. não há variação da energia interna: ∆U = 0.IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 As letras no diagrama indicam o começo ou o fim de um processo. temos: ∆U = Qext.To < 0. pois Ta = 600 K é maior que Ti = 300 K. pois não há variação do volume do sistema: Wext = 0. Ta → temperatura do gás no estado a Tb → temperatura do gás no estado b Ti → temperatura do gás no estado i Na expansão isovolumétrica temos ∆T = Ta – Ti = 2To – To = To > 0. A energia interna U de um gás ideal depende única e exclusivamente da temperatura: U=CT.. uma mudança de estado implica numa variação ∆U = C∆T da energia interna. Qext = CT0 = n x 3/2 x R x 300 = 7488 J > 0. Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 23 .6920 J) = 6920 J > 0.

Caso particular 1: No processo isovolumétrico não existe trabalho macroscópico trocado entre sistema e o meio exterior. Wext = nRTo = 2 x 8. o trabalho Wext = . QP = CP∆T = ∆U + p∆V. de acordo com a Primeira Lei da Termodinâmica. Logo. Portanto. então. No caso do gás ideal essas variáveis são as temperaturas Tinicial e Tfinal. necessária para elevar de um grau a temperatura de uma substância (sistema). o sistema cedeu calor ao meio exterior: Qext < 0. Neste processo.32 x 300 = -7488 J. a variação da temperatura é negativa.12480 J. que esta troca de calor também só depende das variáveis T e V. que definem os estados de equilíbrios inicial e final. temos: Wext = p∆V. Vemos. Para 2 moles de gás ideal monoatômico CV = 2⋅3R/ 2 = 24. definida como a quantidade de energia transferida. Por se tratar de uma compressão à pressão po constante. Por sua vez.po∆V = . o sistema esfriou. O índice P diz que a troca de calor se dá a pressão constante. Portanto. No entanto. No caso de a substância ser um gás ideal: ∆U = C∆T. QP = ∆U + p∆V = U2 – U1 + p(V2 – V1). existem casos particulares onde isso não é verdade.exceto durante a transição de fase. como é esperado e já justificado no item g) acima. Observe que a soma das variações da energia interna dos três processos dá zero. Como Ti = 300 K e Tb = 600 K. Então.po(Vo – 2Vo) = poVo. de acordo com a Primeira Lei da Termodinâmica. Portanto. temos uma compressão isobárica (b → i): o meio exterior realiza trabalho sobre o sistema: Wext > 0. Seja CP a capacidade calorífica a pressão constante. A transferência de calor entre o sistema e o meio exterior depende do processo através do qual o sistema evolui do estado inicial de equilíbrio até o estado final de equilíbrio. através de aquecimento. CV∆T = C∆T. Como esta variação de energia só depende das variáveis que definem os estados de equilíbrios inicial e final.96 J/ mol⋅K j) Qual a capacidade calorífica do gás no processo isobárico? Caso particular 2: Quando a troca de calor se dá a pressão p (do sistema) constante. onde C é a capacidade calorífica. Ou seja. ∆U = C(Ti – Tb) = (n3R/2)(To – 2To) = -3RTo = -3 x 8. a troca de calor QV também só depende dessas variáveis.IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 Por último.32 x 300 = 4992 J. Gás ideal: ∆U = CV∆T piVi = nRTi pfVf = nRTf Processo isobárico: p ≡ pi = pf Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 24 . Ou seja: CV = C. A quantidade de energia térmica Q necessária para elevar a temperatura de uma substância é proporcional à variação de temperatura e a massa da substância : Q = C∆T. i) Qual a capacidade calorífica do gás no processo isovolumérico? Quando se transfere energia a uma substância através de aquecimento. onde C é uma constante positiva. Portanto. a temperatura da substância sobe . onde ∆V é a variação de volume do sistema. Qext = . ou seja. O índice V diz que a troca de calor se dá a volume constante. QV ≡ CV∆T = ∆U.. -7488 = Qext + 4992.po(Vi – Vb) = .

Ou seja. b) Calcule a temperatura dos estados b. A 2po /3 temperatura T do gás se mantém constante. p 2po b Figura 3B d c Processo a → b: isovolumétrico. PROBLEMA B) No plano p versus V representado abaixo (Figura 3B) ilustramos uma seqüência de processos termodinâmicos reversíveis através dos quais n moles de gás ideal sai do estado de equilíbrio a e retorna a ele de acordo com os caminhos indicados pelas setas. pVi = nRTi Informação adicional: o processo b → c se dá sem que haja variação da energia interna do sistema. o trabalho trocado entre o sistema e o meio exterior é Wext. nR (Por trás dessa identidade na temperatura está o fato de a energia interna U do gás ideal ser uma função linear da temperatura: U = CT.6 J / mol⋅K. a e d. temos: p = 2po . pV paV0 = nRTa ⇒ p0V0 = nRTa ∴ Ta = 0 0 nR Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 25 . O ? a volume V do gás se mantém constante. onde C é uma constante positiva). Processo b → c: isotérmico. que representam valores desconhecidos. A constante R dos gases ideais. c. A pressão p do gás se mantém constante.IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 ⎫ ⎪ pV f = nRT f ⎬ ⇒ p (V f − V1 ) = nR (T f − Ti )∴ p∆V = nR∆T i ⎪ ⎭ Logo. No estado b. V = Vo . Portanto: Tb = 2 p oVo . Neste processo. a capacidade calorífica Cp a pressão constante e capacidade calorífica CV a volume constante do gás também são dados do problema. p = p0. então: Tc = Tb = 2 p oVo . Observe que o processo isotérmico b → c cruza o processo isobárico d → a no ponto (estado) onde o volume é 2V0 e a temperatura é Tb. Exceto as interrogações. V ou T) que se mantém constante durante o processo. os dados indicados nos eixos da Figura 3B são conhecidos. Esta é a pressão dos estados a e d: pa = pd = p0. Processo c → d: isovolumétrico. CP∆T = CV∆T + nR∆T = (CV + nR)∆T CP = CV + nR = n3R/2 + nR ⇒ CP = n (3R/2 + R) ∴ CP = n⋅5R/2 Para n =2. CP = 5R = 41. O Vo volume V do gás se mantém constante. a) Dê o nome de cada um dos processos indicados na Figura 3B ao lado e diga qual a respectiva variável termodinâmica (p. Processo d → a: isobárico. nR 2Vo ? V Como os estados b e c estão “ligados” por um processo isotérmico. a pressão desse estado é tal que p2V0 = nRTb. Então.

2p V p 2Vo = nRTc = nR o o ∴ p = p o nR Esta é a pressão dos estados a e d: pa = pd = p0. Q > 0. Por convenção. ou seja. Novamente temos troca de calor a volume constante entre o sistema e o meio exterior. Como não há variação ∆U da energia interna na expansão isotérmica. temos que Qext + Wext = 0 ⇒ Qext = -Wext . essas quantidades são ditas positivas quando o sistema recebe as respectivas energias. o calor e o trabalho macroscópico trocados entre o sistema e o meio exterior. QV = CV∆T = CV(Td – Tc) = CV(3T0 – 2T0) ∴ QV = CVT0 CV > 0 QV > 0 ⇒ O sistema recebe calor do meio exterior. onde ∆U é a variação da energia interna do sistema. O sistema recebe calor do meio externo. Quando o sistema cede energia térmica ou realiza trabalho sobre o meio exterior. Em quais processos o sistema está recebendo calor do meio externo? Em quais deles o meio externo está recebendo calor do sistema? Processo a → b: isovolumétrico.IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 p cVc = nRTc ⇒ 2 p0 2p V Vc = nR 0 0 ∴ Vc = 3V0 3 nR Os estados d e c têm o mesmo volume. na expansão isotérmica. mas repetindo aqui. No estado c: 2 p0 2p V VC = nRTc = nR o o ∴VC = 3Vo 3 nR d) Calcule o calor trocado entre o sistema e o meio exterior em cada um dos processos. A troca de calor se dá a pressão constante. respectivamente. Então. Processo b → c: expansão isotérmica. Logo. aparecem com sinal negativo. QV = CV∆T = CV(Tb – Ta) = CV(2T0 – T0) ∴QV = CVT0 CV > 0 QV > 0 ⇒ O sistema recebe calor do meio exterior. nesse ponto. temos: V = 2Vo e T = Tc. Na sua representação formal. Processo c → d: isovolumétrivo. as quantidades Qext e Wext. a quantidade Wext < 0. QP = CP∆T = CP(Ta – Td) = CP(T0 – 3T0) ∴QP = -2CPT0 CP > 0 Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 26 . A troca de calor se dá a volume constante. a Primeira Lei da Termodinâmica se escreve como ∆U = Qext + Wext. o sistema realizou trabalho sobre o meio externo. Observando que o sistema se expandiu. Então: 3p V p d Vd = nRTd ⇒ p 0 3V0 = nRTd ∴ Td = 0 0 = 3Ta nR c) Calcule a pressão do estado a e o volume do estado c. respectivamente. Resolvido no item anterior. -Wext > 0. Então. As quantidades Qext e Wext são. Processo d → a: compressão isobárica. No ponto onde os processos b → c e d → a se cruzam.

A velocidade média quadrática das moléculas também não se alterou. pois a energia interna do gás ideal só depende da temperatura: U = CT. Em quais processos o sistema está recebendo trabalho macroscópico do meio externo? Em quais deles o meio externo está recebendo trabalho macroscópico do sistema? Processo a → b: isovolumétrico – Não há realização de trabalho. e) Calcule o trabalho macroscópico trocado entre o sistema e o meio exterior em cada um dos processos. ela (a energia interna) é constante no processo isotérmico.IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 QP < 0 ⇒ O sistema cede calor ao meio exterior. pois esta velocidade depende da temperatura segundo a lei v mq = . pois não há variação de volume do recipiente que contém o gás: Wext = 0 Processo b → c: expansão isotérmica – O sistema se expandiu. Wext = 0 ⇒ ∆U = QV = CV(Td – Tc) ∴∆U = CVT0 > 0 Mesmas considerações do processo isovolumétrico a → b Processo d → a: isobárico. portanto. O trabalho realizado sobre o sistema é um dado do problema. O que quer dizer essa variação em termos da velocidade média quadrática das moléculas do gás? Fazendo uso da Primeira Lei da Termodinâmica. ∆U = Qext + Wext. A velocidade média quadrática vmq das moléculas 3kT também aumentou. Processo c → d: isovolumétrico. Processo c → d: isovolumétrico – Não há realização de trabalho. Calcule a variação da energia interna de cada um dos processos e diga o que quer dizer essa variação em termos da temperatura do sistema. onde k m é a constante de Boltzmann e m é a massa da molécula. QP = CP(Ta – Td) = -2CPT0 Wext = -p∆V = 2poVo = 2nRT0 ∆U = QP + Wext = -2CPT0 + 2nRT0 = -2(CP – nR)T0 ∴∆U = -2CVT0 < 0 Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 27 . o meio exterior realizou trabalho sobre o sistema: Wext > 0 Wext = -pa(Va – Vd) = -p0(V0 – 3V0) ∴Wext = 2p0V0 f) Seja Wext o trabalho trocado entre o sistema e o meio exterior no processo b → c. portanto. onde C é uma constante positiva. realizando trabalho sobre o meio exterior: Wext < 0. pois não há variação de volume do recipiente que contém o gás: Wext = 0 Processo d → a: compressão isobárica – O sistema foi comprimido. Processo b → c: isotérmico: ∆U = 0 Como a energia interna depende linearmente da temperatura. temos: Processo a → b: isovolumétrico Wext = 0 ⇒ ∆U = QV ∴∆U = CVT0 > 0 A temperatura do sistema aumentou.

os cálculos feitos para Q. Wext e ∆U trocariam de sinais.IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 Sendo negativa a variação da energia interna. não correspondendo exatamente ao processo em questão. h) Se percorrêssemos no sentido oposto os processos termodinâmicos indicados na Figura 2. em módulo. g) Qual a variação da energia interna do sistema depois de ele sair do estado a retornar a este estado inicial? Como o sistema retorna ao estado inicial. o que mudaria nas respostas dos itens acima? Percorrendo-se os processos no sentido oposto. e as setas indicam o sentido de evolução do processo termodinâmico em questão. não há variação da energia interna do sistema. Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 28 . A energia interna é uma função de estado. mas. 2T0 3T0 T p (atm) 3p0 I A 1. A curva que liga os estados I e F é um processo isotérmico*. teriam os mesmos valores. as conclusões seriam opostas.5p0 B F V0 Figura 3C 2V0 V (l) * A curva desenhada representando o processo isotérmico é meramente ilustrativa. V 3V0 2V0 V0 c d a b T0 PROBLEMA C) Na Figura 3C ao lado (plano p versus V) representamos um conjunto de processos termodinâmicos através do qual n moles de gás ideal sai do estado de equilíbrio termodinâmico indicado pela letra I e vai até outro estado de equilíbrio indicado pela letra F. i) Redesenhe a Figura 3B no plano V versus T. Quanto às velocidades médias quadráticas. Os estados indicados pelas letras A e B também estão em equilíbrio termodinâmico. A mesma conclusão pode ser obtida somando-se as variações ∆U calculadas acima. a temperatura do sistema diminuiu e a velocidade média quadrática vmq das moléculas também diminuiu.

Todo calor trocado entre o sistema e o meio exterior resulta duma variação de energia interna. ou seja.IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 a) Usando somente a Primeira Lei da Termodinâmica. ∆U = Qext = -30J. têm a mesma temperatura. ∆UFI = 0. Assim sendo. Todo calor absorvido foi transformado em trabalho macroscópico. Não há realização de trabalho macroscópico. Não há realização de trabalho macroscópico. Ou seja. ou seja. ∆UFA ≡ UF – UA → Variação de energia interna entre os estados F e A. ∆UFI ≡ UF . pois U = cte. então: Qext = -60J. Wext e ∆U. Wext = 0. complete a Tabela 3C abaixo com o nome de cada processo e os respectivos valores de Qext. À custa da variação da energia interna. O sistema realizou trabalho sobre o meio externo. Qext = . todo calor trocado entre o sistema e o meio exterior resultou duma variação de energia interna.Wext. ∆UFI ≡ UF . ∆UIB + ∆UBF = UI – UB + UB – UF = UB – UB – (UF – UI) = 0 ∴∆UBF = . ∆UBF ≡ UB – UF → Variação de energia interna entre os estados B e F. têm a mesma temperatura. Logo. Qext = 28J. temos: Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 29 .UI → Variação de energia interna entre os estados F e I. Processo I → A : Expansão isobárica (pressão constante). ∆U = Qext + Wext ∴ ∆U = Qext ∆UAI ≡ UA – UI → Variação de energia interna entre os estados A e I. o sistema forneceu calor ao meio exterior. Como vimos logo acima.UI → Variação de energia interna entre os estados F e I. Observe que os estados I e F são ligados por uma isotérmica.Wext = 30 – (-20) ∴ Qext = 50J. As informações que precisamos para resolver este problema são: ∆U = Qext + Wext e ∆UXY ≡ UX – UY . Portanto. Completando a Tabela 3C. Assim sendo. forneceu trabalho ao meio exterior. Neste processo não há variação da energia interna do sistema. ou seja. ∆U = Qext + Wext 60 = 100 + Wext ⇒ Wext = -40J. atribuindo o sinal apropriado ao calor e ao trabalho trocados entre o sistema e o meio exterior. Processo I → F : Isotérmico (temperatura constante). Portanto. Processo B → F : Expansão isobárica (pressão constante). ∆UIB ≡ UI – UB → Variação de energia interna entre os estados I e B. ∆UFI = 0. Lembre-se que os estados I e F são ligados por uma isotérmica. Processo I → B : Isovolumétrico (volume constante). Processo A → F : Isovolumétrico (volume constante). ou seja. O sistema realizou trabalho sobre o meio externo. forneceu trabalho ao meio exterior.∆UAI = -60J Como ∆U = Qext neste processo. ∆UAI + ∆UFA = UA – UI + UF – UA = UA – UA + UF – UI = 0 ∴∆UFA = .∆UIB = 30J ∆UBF = Qext + Wext ⇒ Qext = ∆UBF . Então.

30 x 0.60 x 0.5p0 ⋅ 2V0 = nRTF ⇒ TF = 3p0V0 / nR ∴ TF = TI Estado B: 1.5p0V0 / nR ∴ TB = TI / 2 c) Calcule a capacidade calorífica do gás em cada um dos processos.239 cal.IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 Tabela 3C PROCESSO I →A A→F I →B B→F I →F NOME DO PROCESSO ISOBÁRICO ISOVOLUMÉTRICO ISOVOLUMÉTRICO ISOBÁRICO ISOTÉRMICO ∆U (J) 60 -60 -30 30 0 Qext (J) 100 -60 -30 50 28 Wext (J) -40 0 0 -20 -28 b) Calcule a temperatura do gás em cada um dos estados I. temos: CV = 14 / TI (cal K-1 ou cal oC-1) Processo I → B: Isovolumétrico Qext = CV∆T = CV(TB – TI) = . temos: CP = 24 / TI (cal K-1 ou cal oC-1) Processo A → F: Isovolumétrico Qext = CV∆T = CP(TF – TA) = .Qext / TI Como Qext = . F e B. dizendo se é a pressão constante ou se é a volume constante. temos: CV = 14 / TI (cal K-1 ou cal oC-1) Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 30 .CVTI ⇒ CV = . A.2Qext / TI Como Qext = .5p0 ⋅ V0 = nRTB ⇒ TB = 1.239 cal. CP → Capacidade calorífica a pressão constante CV → Capacidade calorífica a volume constante ∆T → Variação de temperatura Processo I → A: Isobárico (expansão) Qext = CP∆T = CP(TA – TI) = CPTI ⇒ CP = Qext / TI Como Qext = 100 J = 100 x 0. Ponto de partida → Equação de Estado do Gás Ideal: pV = nRT p → pressão V → volume n → número de moles R → constante dos gases T → temperatura Estado I: 3p0⋅V0 = nRTI ⇒ TI = 3p0V0 / nR Estado A: 3p0 ⋅ 2V0 = nRTA ⇒ TA = 6p0V0 / nR ∴ TA = 2TI Estado F: 1.30 J = .239 cal.1/2CVTI ⇒ CV = .60 J = .

239 cal. O processo em questão é isobárico e decorre da expansão do sistema. o trabalho realizado pelo sistema está dado por: W = -p∆V = -1.013 x 105 N/m2). Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 31 .19 J. Q = 2263 J. As unidades nos eixos x (volume) e y (pressão) se correspondem. Esta expansão se dá a pressão constante p de 1. Logo. ii) O trabalho realizado pela água quando ela se transforma em vapor. A Primeira lei da Termodinâmica diz que a variação ∆U da energia interna de um sistema termodinâmico é igual a soma do calor Qext e do trabalho Wext trocados entre o sistema e o meio exterior ao longo do processo termodinâmico através do qual o sistema saiu de um estado (inicial) e foi para outro estado (final): ∆U = Qext + Wext. A quantidade de calor Q que deve ser fornecida a m gramas de água para que ela se vaporize completamente é Q = mLv. Problema E) Na Figura 3E abaixo desenhamos duas curvas ilustrando dois processos isotérmicos realizados sobre n moles de um mesmo gás ideal. Qext é o calor recebido pelo sistema (Qext > 0) e Wext é o trabalho realizado pelo meio exterior sobre o sistema (Wext > 0). A diferença de temperatura entre os dois processos é ∆T ! Nesta mesma figura mostramos também uma transformação isobárica ligando os estados A e B. pois ele (o sistema) sai do volume inicial de 1 cm3 e vai para um volume final igual a 1671 cm3. Problema D) Um grama de água (1 cm3) a 100oC se transforma em 1671 cm3 de vapor de água a 100oC quando ocorre o processo de ebulição a pressão constante de 1 atm (1. Como 1 cal = 4.013 x 105 N/m2. Observe que os estados B e C têm a mesma temperatura! As setas indicam o sentido de evolução do processo termodinâmico. a variação de volume ∆V é igual a 1671 – 1 = 1670 cm3 = 1670 x 10-6 m3. Nesta formulação. Q = 1 x 540 = 540 cal. Portanto.013 x 105 x 1670 x 10-6 = -169 J O sinal negativo indica que o trabalho foi realizado pelo sistema. ∆U = Qext + Wext = 2263 – 169 ⇒ ∆U = 2094 J. Assim sendo. Ou seja. iii) A variação da energia interna da água. e um processo isovolumétrico ligando os estados A e C. temos: CP = 24 / TI (cal K-1 ou cal oC-1) Observe que os valores das respectivas capacidades caloríficas (CV e CP) não dependem dos caminhos seguidos ao sair do estado I e chegar ao estado F. O calor de vaporização da água para esta pressão é dado por Lv = 540 cal/g. Calcule: i) O calor recebido pela água durante a transição de fase.IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 Processo B → F: Isobárico (compressão) Qext = CP∆T = CP(TF – TB) = 1/2CPTI ⇒ CP = 2Qext / TI Como Qext = 50J = 50 x 0.

p∆V. ∆V ≡ VB – VA e ∆T ≡ TB – TA. Ao longo do processo isobárico de expansão do sistema. a variação da energia interna ∆U = Qext = CV∆T. Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 32 . prove que a relação entre as capacidades caloríficas à pressão constante (Cp) e a volume constante (CV) é dada por: Cp = CV + nR.nR∆T. a variação da energia interna ∆U é igual em ambos os processos ilustrados na Figura 5C. temos: ∆U = CP∆T .IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 FIGURA 3E Aplicando a Primeira Lei da Termodinâmica. 1 Sabemos que pAVA = nRTA e que pBVB = nRTB. temos: p∆V = nR∆T. onde R é a constante dos gases. CV∆T = CP∆T . Eq. logo: pBVB . No processo isovolumétrico não há realização de trabalho macroscópico (Wext = 0). portanto. Eq. escrevemos: CV∆T = CP∆T . 1. Como pA = pB no processo isobárico. para um gás ideal: CP = CV + nR. onde p é a pressão do gás e ∆V é a variação de volume a ver com o processo. Substituindo a Eq.p∆V. Simplificando o ∆T em ambos os lados da identidade acima concluímos que. de acordo com a Primeira Lei da Termodinâmica. 2 onde p ≡ pA = pB.pAVA = nR(TB – TA). pois a variação de temperatura ∆T é a mesma. onde ∆T é variação da temperatura envolvida no processo. 2 na Eq. Então. Por se tratar de gás ideal.

Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 33 ∆U → Variação da energia interna do sistema depois de realizado o processo termodinâmico. Sistema termodinâmico: gás ideal. sistema recebe trabalho ao meio exterior. portanto. como mostra o caminho a→b→c na Figura 3F ao lado. mas passando por estados intermediários (A. b. N) também em equilíbrio termodinâmico. e depois resfriado sem variação de volume.Wext. o sinal é positivo. Wext → Trabalho trocado entre o sistema e o meio exterior. Além disso. c e d estão em equilíbrio termodinâmico. As informações apresentadas na Figura 3F são dados do problema. tratando-se de uma expansão. Os processos desenhados na Figura 3E são todos reversíveis. cede. a) Compare a temperatura final do gás com a sua temperatura inicial. Então. atribui-se um sinal negativo ao cálculo da área. ∆Ua→ c = 0. Estado inicial → a Estado final → c Equação de estado do gás ideal: pV = nRT ⇒ T = pV/nR. Então. O trabalho trocado entre o sistema e o meio exterior durante o processo é igual a área sob essa curva. não existe diferença de temperatura entre eles. Se <0. deve ser observado que as unidades da pressão e do volume também entram na discussão. Se for uma compressão.IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 Problema F) Um volume de ar (considerado como gás ideal) é primeiro aquecido sem variação de pressão. o trabalho trocado WI→F entre o sistema e o meio exterior durante o processo I → F é a soma dos trabalhos intermediários trocados entre o sistema e o meio exterior ao longo de todo o processo: WI→F = WI→A + WA→B + WB→C + … + WN→F. Se > 0.. onde K é uma constante positiva e ∆T é a diferença de temperatura entre os dois estados ligados pelo processo termodinâmico.. sistema recebe calor do meio exterior. 0 = Qext + Wext ⇒ Qext = . Se > 0. ∆U = K∆T. Ou seja. Se <0. Processo a→b→c: Tendo os estados a e c a mesma temperatura. C . os estados indicados pelas letras a. Ao se calcular o trabalho seguindo esse procedimento geométrico. 3p V Estado a → pa = 3po e Va = Vo ⇒ Ta = o o nR 3p V Estado c → pc = po e Vc = 3Vo ⇒ Tc = o o ∴ Tc = Ta nR b) Quanto de calor o ar troca com o meio ambiente (meio exterior) durante o processo a→b→c? O ar absorve ou libera calor durante esse processo? Aplicação direta da Primeira Lei da Termodinâmica: ∆U = Qext + Wext Qext → Calor trocado entre o sistema e o meio exterior. • O processo termodinâmico representado por curva contínua no plano p versus V (processo reversível) estabelece uma área sob essa curva. B. p(atm) 3po 2po po d Vo 2Vo c 3Vo V(m3) a b Informações úteis: Figura 3F • Saindo de um estado I em equilíbrio termodinâmico para estado F também em equilíbrio termodinâmico. . portanto. cede.

p(atm) 3po 2po po Vo 2Vo c 3Vo V(m3) a b Figura 3F-A c) Quanto de calor o ar troca com o meio ambiente (meio exterior) durante o processo a→d→c? O ar absorve ou libera calor durante esse processo? Processo a→d→c: Tendo os estados a e c a mesma temperatura. A figura geométrica que está sob a curva a→d→c é a mesma que está sob a curva d → c.Wext. Wext. d → c a → d: processo isovolumétrico. 0 = Qext + Wext ⇒ Qext = . p(atm) 3po 2po a Figura 3F-B A área desse retângulo corresponde. é um retângulo. d → c = -po(Vb – Va) = -2poVo Então. Wext. b → c = 0 Então. O lado horizontal vale (3Vo – Vo) = 2Vo. Vamos calcular o trabalho no processo a→b→c a partir da área sob a curva que representa o processo no plano p versus V. em módulo. b → c a → b: processo isobárico. é um retângulo. Vamos calcular o trabalho no processo a→d→c a partir da área sob a curva que representa o processo no plano p versus V. o lado do V(m3) retângulo vale po. Veja a Figura 3F-B ao lado. a → d + Wext. a → b = -3po(Vb – Va) = -6poVo b → c: processo isovolumétrico: Wext. Então. Ou seja.IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 Wext. a → b→ c = Wext. portanto. Wext. O lado horizontal vale 2Vo 3Vo Vo (3Vo – Vo) = 2Vo. não existe diferença de temperatura entre eles. O sinal negativo é devido ao fato de se tratar de uma expansão. A figura geométrica que está sob a curva a→b→c é a mesma que está sob a curva a → b. ao trabalho trocado entre o po d sistema e o meio exterior ao longo do c processo a→d→c. ao trabalho trocado entre o sistema e o meio exterior ao longo do processo a→b→c. a → b + Wext. Qext = -Wext = 6poVo > 0. Na vertical. a → d → c = Wext. A área desse retângulo corresponde. Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 34 . O gás (o ar) recebeu calor do meio exterior. Ou seja. a área do retângulo é igual a 6poVo correspondendo a um trabalho igual a Wext = -6poVo. Qext = -Wext = 2poVo > 0. Então. ∆Ua→ c = 0. O gás (o ar) recebeu calor do meio exterior. a → d = 0 d → c: processo isobárico: Wext. o lado do retângulo vale 3po. Veja a Figura 3F-A ao lado. a área do retângulo é igual a 2poVo correspondendo a um trabalho igual a Wext = -2poVo. O sinal negativo é devido ao fato de se tratar de uma expansão. em módulo. Ou seja. Na vertical.

Portanto. A área que está sob a curva que liga os pontos a e b é a de um trapézio. respectivamente.IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 d) Se o gás se expandir do estado a ao estado c seguindo o caminho mostrado em linha reta (diagonal). 2 O trabalho trocado entre o sistema e o meio exterior é Wext = -4poVo. Logo. a sua altura é (3Vo – Vo) = 2Vo. a c 3Vo V(m3) B ∆y A ∆x Figura 4A Seja Lo = 0. CERTAMENTE ISSO SERÁ VISTO QUESTÃO 4 – ESCOLHER TRÊS PROBLEMAS E RESOLVÊ-LOS Problema A) Na Figura 4A a seguir a reta ilustra medidas a ver com a dilatação linear de certa barra metálica medida por um aluno de ICF2.6000 m o comprimento da barra metálica quando esta se encontra a temperatura T0. 3p0 e po. que corresponde a dizer que o sistema recebeu Qext = -Wext = 4poVo de calor do meio exterior. a área desse trapézio é igual a p0 + 3 p 0 ⋅ 2V0 = 4 p0V0 . p(atm) 3po 2po po Vo 2Vo Figura 3F-C OBS: ESTA MENEIRA DE CALCULAR O TRABALHO SÓ É PRÁTICA SE A CURVA QUE REPRESENTA O PROCESSO TERMODINÂMICO REVERSÍVEL FOR UMA RETA. ∆L indica a variação do comprimento (em metro) da barra quando ela está sujeita a variação ∆T (em oC) de temperatura. Na Figura 4A. a) Determine o coeficiente angular (inclinação) da reta apresentada na Figura 4A. Não foram representadas na figura as barras associadas às incertezas. O PROCEDIMENTO TEM QUE SER OUTRO. Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 35 . quanto calor ele trocará com o seu meio exterior? Observe a Figura 3F-C ao lado. Os lados maior e menor desse trapézio valem. NÃO SENDO.

αCu = 17 x 10-6/ oC (intervalo de temperatura de 25 oC à 100 oC). os comprimentos diminuem. o seu raio (ou diâmetro) aumenta. Suponhamos que tais objetos sejam submetidos à mesma variação de temperatura ∆T > 0 e que a esfera seja feita de cobre.3x10 −6 m / oC 50 ∆x b) Escreva a equação dessa reta. Por qual dos anéis a esfera passará livremente.000315. Esses pontos foram escolhidos aleatoriamente. Logo.3x10-6∆T. αAço= 10. Conhecendo-se o coeficiente de dilatação linear desses metais: Figura 4B αAl = (22 à 25) x 10-6 / oC (intervalo de temperatura de 20 oC à 100 o C ). um anel ou um disco. Problema B) Na Figura 4B ao lado temos uma esfera e um anel feitos de metal. onde α é o coeficiente de dilatação linear do metal que compõe a barra. Devido a isso. Isto porque. ∆T = 0 quando ∆L = 0.5 x 10-6 / oC Então.6000 ⇒ α = 10. Para uma variação negativa. portanto.3x10-6 / Lo = 6.3x10-6 / 0. Se aquecermos uma esfera. Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 36 . Portanto. As respectivas coordenadas são: ponto A (30. o material de que ele é feito se dilata e o valor do seu raio. pois o seu coeficiente linear é 0. perímetro.5 x 10-6 /oC (intervalo de temperatura de 0 oC à 100 oC e com 1.000505). de forma justa e não passará? Justifique a resposta! Quando um sólido está sujeito a uma variação de temperatura. como mostra a Figura 3A. A reta que passa pelos pontos A e B é ∆L = 6. o coeficiente angular (a inclinação) da reta que passa por esses dois pontos é: ∆y 0.0000063 = 6. Ambos os objetos estão à mesma temperatura e a esfera passa justa através do anel. todas as suas dimensões têm seus comprimentos modificados. No caso de uma esfera homogênea (como é o caso aqui). do cobre (αCu) e do aço (αAço) são. de que substância é composta a barra metálica analisada pelo aluno de ICF2? Sabendo-se que: ∆L = 6.5x10-6 / oC. Ou seja. o metal que compõe a barra é aço. 0.3x10-6∆T e que ∆L = αLo∆T. c) Consultando um Handbook de Química veremos que os coeficientes de dilatação linear do alumínio (αAl). de acordo com a Figura 4A e em relação a esses dois pontos: ∆x = 50 e ∆y = 0. 0. temos: αLo = 6. Então. α = 6.2% de carbono). Se a variação de temperatura é positiva. Por sua vez.IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 Consideremos os pontos A e B representados na Figura 4A. a área limitada pelo anel (área interna) aumenta.00019) e ponto B (80. no intervalo de temperatura considerado: αAl = 22 a 25 x 10-6 / oC αCu = 17 x 10-6 / oC αAço = 10. Ao aquecermos um anel metálico. de cobre (Cu) ou de aço (Aço).3x10-6. o anel pode ser de alumínio (Al). tais comprimentos aumentam.000315 = = 0. a dimensão relevante é o raio (ou o diâmetro). aumenta.

Por fim. um volume de 3. deve ter um coeficiente de dilatação volumétrica maior.γrecipiente O volume inicial V0 do recipiente e do mercúrio são iguais e correspondem a 250 cm3.4 cm3 (volume de mercúrio transbordado) O volume ∆V de mercúrio transbordado é igual a diferença entre a variação ∆Vrecipiente do volume do recipiente e a variação ∆Vmercúrio do volume do mercúrio. Fundamentos de Física .00017 = γmercúrio .γrecipiente ∴γrecipiente = γmercúrio – 17x10-5 ⇒ γrecipiente = 1.0x10-6 /K. Problema D) Inicialmente no estado sólido. a esfera de cobre passará livremente através dele quando ambos sofrerem a mesma variação de temperatura. verificamos que o vidro pyrex tem um coeficiente de dilatação linear α = 3.4 cm3 de mercúrio é transbordado. Consultando a bibliografia usual (por exemplo. Halliday).00017 = 17x10-5 / K Então. Como o coeficiente de dilatação volumétrica é γ ≈ 3α = 9. pois o mercúrio. 3.IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 Como a variação no comprimento do raio de uma esfera ou de um anel quando submetidos a uma variação de temperatura se dá da mesma forma que uma dilatação linear. identificaremos como vidro pyrex o material do qual é feito o recipiente que contém o mercúrio. Considerando como sistema termodinâmico o recipiente e o mercúrio nele contido. (Consulte a bibliografia que você dispõe). A dilatação aparente do mercúrio que está dentro do recipiente é: γaparente = γmercúrio .6x10-6 / K ≈ 1.4 = 20000γaparente ⇒ γaparente = 0.0x10-5 / K. a diferença de variação de volume entre o mercúrio e do recipiente será dada por: ∆V = ∆Vmercúrio – ∆Vrecipiente = V0 γmercúrio ∆T. Problema C) Um recipiente de volume igual a 250 cm3 encontra-se completamente cheio de mercúrio a 20oC.γrecipiente) ∆T = V0 γaparente ∆T = 250 x γaparente x 80 = 20000γaparente Ou seja.V0 γrecipiente ∆T = V0(γmercúrio . podemos dizer que a esfera de cobre continuará passando justa através do anel de cobre quando ambos sofrerem a mesma variação de temperatura. uma certa substância é aquecida em um tubo e a sua temperatura é anotada em tempos diferentes conforme está ilustrado na Figura 4D abaixo: Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 37 . por transbordar.2 x 10-6 /K. 0.Volume 2. referindo-se ao anel de aço (este metal tem um coeficiente de dilatação linear menor que o do cobre). verificou-se que quando a temperatura do sistema se eleva para 100oC. a esfera de cobre não passará através dele quando ambos sofrerem a mesma variação de temperatura. Portanto. Calcule o coeficiente de dilatação linear do material do qual é feito o recipiente e identifique-o. Em relação ao anel de alumínio (este metal tem um coeficiente de dilatação linear maior que o do cobre). Sejam: Vo = 250 cm3 (volume inicial do recipiente e do mercúrio) To = 20 oC o (temperatura inicial do sistema) Tf = 100 C (temperatura final do sistema) ∆V = 3. O coeficiente de dilatação volumétrica do mercúrio é γmercúrio =18x10-5 / K.

a temperatura de fusão do material é de 119ºC. tal temperatura é 119oC. Dessa forma. d) Deixando-se a substância esfriar.IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 119oC 20oC 100oC Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 150oC 70oC ? ? Figura 4D I II III IV V VI VII a) Disponha as figuras em ordem cronológica. c) Quais são as temperaturas correspondentes aos tubos III e VI da Figura 4D? A temperatura correspondente aos tubos III e VI da Figura 4D é 119ºC porque nesses casos existem sólido e líquido em equilíbrio. a temperatura da substância volta a crescer. Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 38 . da fase sólida para a fase líquida) se dão à temperatura constante. A ordem correta será aquela mostrada na figura imediatamente abaixo. Como sugerido no item anterior. a temperatura de fusão é igual à temperatura de solidificação. onde. 20oC 70oC 100ºC 119oC 119oC 119oC 150oC II VII IV VI I III II b) Qual é a temperatura de fusão da substância. enquanto a fusão estiver ocorrendo. a temperatura dentro do tubo se manterá constante e igual a 119oC. No processo de resfriamento. as mudanças da fase (aqui. a substância sempre apresentará uma temperatura crescente. à medida que o tempo passa. a mudança de fase que acontece é a de solidificação: líquido → sólido. estando o sistema no processo de transição de fase do sólido para o líquido: fusão. Se dispusermos as figuras em ordem cronológica. em qual temperatura ela começará a se solidificar? No processo de aquecer o material no tubo não produzimos uma nova substância: mudamos o seu estado físico através de uma fusão (sólido → líquido) quando a temperatura atingiu 119oC. pois nós estamos aquecendo-a e registrando a temperatura a cada minuto. a substância está recebendo cada vez mais energia térmica (calor) e se aproximando do seu ponto de fusão. No problema em pauta. através de uma transição de fase. Terminada a transição de fase. passa do estado sólido para o estado líquido. Nas substâncias puras. Nas substâncias puras (estamos supondo que a substância deste problema seja pura). Essa é a mesma temperatura do tubo I também indicado na Figura 4D. pois. mantendo a temperatura constante a despeito de continuar a absorver calor.

onde mg é a massa de gelo.55 x 10 = 550 cal. Tabela 4D Com o auxílio da Tabela 4D. Como conseqüência dessa troca de calor. c) Qual a quantidade de calor trocando entre o sistema e o meio exterior desde o instante inicial até o instante do equilíbrio térmico? Justifique! O sistema está definido como sendo o gelo e a água quente. Como as fronteiras do sistema (as paredes do calorímetro) são paredes adiatérmicas. Ao bloco de gelo junta-se 100g de água pura à 100oC e espera-se o tempo suficiente para que o sistema gelo+água entre em equilíbrio térmico. identifique a substância que está nos tubos da Figura 4D.55 cal / g 0 C e o da água é c a = 1. a temperatura da água quente (que antes era de 1000C) caiu para: Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 39 . O calor a ser cedido para que o gelo se derreta por completo na transição de fase é ∆Q2 = mgeloLf. (OBS. d) Qual a temperatura de equilíbrio do sistema? Do gelo a -100C até água (do gelo) a 00C foram fornecidas 8550 calorias pela água quente. ∆Q2 = 100 x 80 = 8000 cal. onde mg é a massa de gelo e Lf é o calor latente de fusão do gelo.IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 e) Consultando a Tabela 4D abaixo. ∆Q não representa uma variação!) De acordo com os dados. ∆Q1 =100 x 0. O calor específico do gelo é c g = 0. Então. Esta energia é cedida pela água quente.00 cal / g 0 C . pois o sistema está termicamente isolado. Problema E) Um bloco de gelo de massa igual a 100g e temperatura igual a -10oC encontra-se dentro de um calorímetro (reservatório termicamente isolado) de capacidade térmica desprezível. não há troca de calor entre o sistema e o meio exterior. b) Quanto de calor deve ser fornecido durante a transição de fase do gelo para que ela seja completa? O calor latente de fusão do gelo é 80 cal/g. cg é o calor específico do gelo e ∆T é a variação de temperatura. a) Quem cedeu e quanto cedeu de calor para levar o bloco de gelo à temperatura de 0oC? Para levar 100g de gelo de –100C até 00C temos que fornecer certa quantidade de energia térmica (calor) a ser determinada por ∆Q1 = mgcg∆T. podemos identificar uma substância com ponto de fusão igual a 119ºC. Essa substância é o enxofre.

Nos sobram. Essa igualdade decorre do fato de não estar havendo troca de calor com o meio exterior.50C Agora temos 100g de água a 00C (água que vem do gelo) interagindo termicamente com 100g de água a 14. 56 g se transformam em água a 00C. igual a ∆Q3. Logo. não temos energia térmica suficiente para completar tal transformação.50C que antes estava fervendo. Aqui.50C (água que antes estava fervendo). então.250C. A quantidade de calor fornecida pelas 100g de água a 500C ao se transformar em 100g de água a 00C é ∆Q5 = 100 x 1 x (50 .0) = 5000 cal. no estado final o sistema é uma solução de água e gelo a 00C.50C. e) Se a água quente estivesse à 50oC e repetíssemos o procedimento descrito no enunciado do problema. o balanço de energia é ∆Q3 + ∆Q4 = 0. em módulo.Te) = -100Te ∆Q4 = 100 x 1 x (14. Nesta fase.IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 8550 = ma ca (100 – Ta) = 100 x 1 x 100 – 100 x 1 x Ta 8550 = 10000 – 100Ta Ta = 14. Portanto. Como precisamos de 8550 calorias para transformar as 100g de gelo em água a 00C. ∆Q6 = mLf ∴ m = ∆Q6 / Lf ⇒ m = 4450 / 80 ≈ 56. O que está acontecendo. ∆Q3 = 100 x 1 x (0 . f) Na situação do item imediatamente acima. Vimos que 100g de gelo a -100C se transformarão em 100g de água a 00C à custa de 8550 calorias. 550 cal são usadas para levar as 100g de gelo de -100C a 00C. Vemos que das 100 g de gelo a 00C. O calor ∆Q4 que esta massa de água vai fornecer é. ∆Q6 =4450 cal para a transição de fase de uma certa massa m de gelo. 550 cal estão destinadas a levar as 100g de gelo de -100C a 00C. Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 40 . então? As 100g de água a 500C não tem condições de fornecer as 8550 cal necessárias para transformar as 100g de gelo a -100C em 100 de água a 00C. onde ∆Q3 é o calor que a massa de água a 00C proveniente do gelo vai receber da massa de água a 14. Por outro lado. qual a nova temperatura de equilíbrio do sistema e como este se apresentaria? Vamos seguir o mesmo raciocínio de antes. claro que essa temperatura não faz sentido. quanto da massa de gelo foi derretida? Das 5000 cal disponíveis. somente parte do gelo se derreterá. Para o problema que estamos discutindo. Ou seja.250C. no item (d).5 – Te) = 1450 – 100Te ∆Q3 + ∆Q4 = 1450 – 200Te ⇒ Te = 7. se 100g de água a 500C fornecer 8550 cal. elas são -100C e 500C. A temperatura de equilíbrio é Te = 7. A temperatura de equilíbrio sempre está entre os valores limites envolvidos na questão. Esta energia foi fornecida por 100g de água inicialmente a 1000C e ainda sobraram calorias em quantidade suficiente para aquecer as 100g de água provenientes do gelo e deixar a mistura a 7. a sua temperatura cairá para 8550 = 100 x 1 x (50 – Ta) ⇒ Ta = -35. Dessas 5000 cal disponíveis.250C.

é expresso na forma de equação como ∆t área da superfície. Essa variação de temperatura é ∆T = ∆T2 = (T2 – Tf). ou seja. onde A é a como a Lei de Stefan-Boltamann.16 kg e está a temperatura T1 = 17oC e seu calor específico c1 é quatro vezes maior que o calor específico c2 do segundo bloco. Considere o comprimento l do filamento igual 10 cm e o seu raio r igual a 0. onde β = 2α é o coeficiente de dilatação superficial da substância que compõe o bloco dois. Premissas simplificadoras: i) O filamento está muito mais quente que as suas vizinhanças. σ é a constante de Stefan-Boltzmann e T é a temperatura absoluta. ii) O filamento é um emissor perfeito iii) O fluxo de calor irradiado pelo filamento é igual a taxa de energia transferida para a lâmpada. 2 na Eq. e é a emissividade da superfície emissora.050 mm. Esse princípio. Fazendo o balanço de energia. e Q2 a energia térmica trocada entre o segundo bloco e o primeiro. ∆S = 30x10-5S0. Quando os blocos são colocados em contato. temos que ∆S = 0. a área das faces do segundo bloco sofrem uma diminuição de 0. 1 obtemos: m2 = 4 ⋅ 3. Há uma troca de energia térmica entre os blocos durante a interação térmica. para saber o valor de outras constantes. e ∆T é a variação de temperatura submetida às faces do bloco dois.030%.030%. Durante o processo de interação. eles atingem o equilíbrio térmico. Como a área das faces do bloco dois diminuiu isso indica que esse bloco cedeu energia térmica para o bloco um. Esse segundo bloco está a uma temperatura T2 = 47oC e seu coeficiente de dilatação linear é igual a α = 15x10-6 oC-1. consulte os livros de Física Básica. Q1 = m1c1∆T1 = m1c1(Tf – T1) Q2 = m2c2∆T2 = m2 (c1/4) (T2 – Tf). Seja Q1 a energia térmica trocada entre o primeiro bloco e o segundo. conhecido ∆Q = AeσT 4 .IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 Problema F) Dois blocos de metal estão isolados de suas vizinhanças (meio exterior). no equilíbrio. Se necessário. pois c1 = 4c2. por exemplo. Sabendo que. Como a área das faces do segundo bloco sofrem uma diminuição de 0. 2 Problema G) Estime a ordem de grandeza da temperatura do filamento de uma lâmpada incandescente de 100 W quando acesa. Portanto.030% de S0.16 ⋅ (37 − 17 ) ∴ m2 = 25. A taxa de emissão de energia de um corpo por meio da radiação térmica a partir de sua superfície é proporcional à quarta potência de sua temperatura superficial absoluta. Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 41 . Calcule a massa do segundo bloco. temos: Q1 = Q2 ⇒ 4m1c1(Tf – T1) = m2c1(T2 – Tf) ∴ m2 = 4m1 (T f − T1 ) (T 2 − Tf ) Eq.1 A variação ∆S da área S0 de uma das faces do bloco dois é tal que ∆S = S0β∆T. O primeiro bloco tem massa m1 = 3.3 kg (47 − 37 ) Eq. toda energia térmica que um dos blocos perde é absorvida pelo outro bloco. 30x10-5S0 = S0x2x15x10-6(T2 – Tf) = 30x10-6S0(T2 – Tf) ⇒ 1 = 10-1 (T2 – Tf) ∴ Tf = 37oC Substituindo a Eq.

o fluxo de calor recebido pela fonte fria é igual. d) Qual a temperatura do bastão cilíndrico no ponto que se encontra a 0. um colocado em uma mistura de água e gelo.24T ∴T = 83 o C e) Calcule a taxa ∆m/∆t (massa por unidade de tempo) com a qual o gelo se derrete no extremo frio. c) Qual a relação entre os itens (a) e (b) acima? A resposta deste item já está dada no item acima: a soma dos dois fluxos é igual a zero. Considere o sistema funcionando no regime estacionário! a) Calcule o fluxo de calor produzido pela fonte quente. Os extremos são mantidos à diferença de temperatura de 100oC.8 cm2 é isolado.7 x10 3 K 3 x10 x 1x 5.05x10-3m x 0.2 m e área de seção reta de 4.7 x10 8 −5 Essa ordem de grandeza está de acordo com as temperaturas típicas dos filamentos das lâmpadas.10 m∴A ≈ 3 x 10-5m-2 e = 1 (emissor perfeito) σ = 5.20 m da extremidade fria? ∆Q ∆T 100 − T = kA ⇒ 4 = 100 x 4. Problema H) Um bastão cilíndrico de prata. Tq (Tf) é a temperatura da extremidade quente (fria) e L é o comprimento da barra. Como a barra está conduzindo calor em regime estacionário.8 x10 −4 ∴ = 4. A é a área da seção reta da barra. ao fluxo de calor cedido pela fonte quente. para evitar perda de calor através da sua superfície. Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 42 . Então. 4.2 ∆t ∆t b) Calcule o fluxo de calor recebido pela fonte fria.8 x10 −4 = 2400 x10 −4 (100 − T ) ∆t L 0. ou seja.7x10-8W/m2⋅K4 T =4 100 K ≈ 2. em módulo.IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 Considerando que o filamento está muito mais quente do que suas vizinhanças. Então T =4 ∆Q / ∆T Aeσ ∆Q/∆t = 100W A = (2πr)l = 2x3.0 cal/s. de comprimento 1.14x0.2 4 = 24 − 0. A condutividade térmica da prata é k = 100 [cal s-1 m-1 K-1]. e o outro em água fervendo e vapor. O fluxo de calor está dado pela equação: Tq − T f ∆T ∆Q = kA = kA . 100 − 0 ∆Q ∆Q =100 x 4. L ∆t L onde k é a condutividade térmica do material.0 cal / s 1. podemos desconsiderar a energia absorvida por ele por meio da radiação.

2 escrevemos: kA L Lv ∆ m 8. 1 L ∆t Calor para a transição de fase: Q = mLv. A condutividade térmica do aço é k = 12 cal s-1 m-1 K-1 e o calor latente de vaporização da água é Lv = 540 cal/g.61 0 C ∆T = T −100 ⇒ T = 106 0 C. Então. O calor específico do calorímetro foi desprezado. Complete a Tabela 5A abaixo com os dados obtidos por você durante a realização do Experimento 2.01 Ti ± δTi [ C] 22. Um bloco de cobre e água a temperaturas diferentes foram misturados em um calorímetro até atingir o equilíbrio térmico. A água no interior da panela está a 100. A área da base da panela é igual a 0. Lf = 80 cal/g. Preencheremos a Tabela 5A com dados obtidos por um hipotético aluno de ICF2! Tabela 5A Substância Água M ± δM [g] 237. 2 ∆t ∆t Comparando as Eq.150 x ∆t L ∆T = 5.0oC e é vaporizado 2.80±0.5±0.0 x 10-2 g/s.5 o T f ± δT f [oC] 25. temos: ∆m ∆Q = Lv Eq. ∆Q = mLf ⇒ ∆Q/∆t = Lf∆m/∆t ∴ ∆m/∆t = Lf-1 ∆Q/∆t (Para efeito de notação. Partindo desta última expressão. Calcule a temperatura da superfície da panela que está em contato com o fogão.7 c tab ± δ c tab [cal/g oC] 1.50 x 10 −3 x 540 ∆T ∆m ∴∆ T = ⋅ 2.000±0. o gelo está passando por uma transição de fase.0 ∴ ∆m/∆t = 5.2 ⇒ ∆T = ⋅ = Lv k A ∆t 12 x 0.5±0. Problema I) Uma panela com fundo de aço de espessura igual a 8. O calor Q trocado entre o sistema e o meio exterior numa transição de fase é ∆Q = mLf. Esta é a temperatura da superfície da panela que está em contato com o fogão.000 c exp ± δ c exp [cal/g oC] Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 43 . onde m é a massa do sistema e Lf é o calor latente a ver com a transição. fizemos ∆m = m) ∆m/∆t = (1/80) x 4.2 g de água por segundo: ∆m/∆t=2.IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 Ao se derreter. Aqui.2 g/s.150 m2.0±0. QUESTÃO 5 – RESOLVER OS DOIS PROBLEMAS Problema A) No Experimento 2 da Prática 2 do Módulo 5 foram realizadas medidas para a determinação experimental do calor específico do cobre (Cu) pelo Método das Misturas.50 mm está em repouso sobre um fogão quente. 1 e Eq. Aplicação direta de fórmulas: Fluxo de calor : ∆T ∆Q = kA Eq.5 ∆T ± δ∆T [oC] 2.

onde ∆Tagua é a variação de temperatura da água.092 ± 0.0±0.IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 Cobre 100. e cexp é o calor específico do cobre obtido nessa experiência. m. A equação que representa a soma das trocas de calor entre tais partes é: ∑ ∆Qi = ∑ (mici∆Ti) = 0. As partes envolvidas no processo de mistura da experiência aqui discutida trocam calor entre si. onde o índice i refere-se a cada uma das substâncias envolvidas no processo de troca de calor no sistema em consideração. cágua.02±0. Complete a Tabela 5A com esses novos dados.0849 x ⎜ ⎛ 0. a massa.001 0. com os dados da Tabela 5A. cs. Como o calor específico do calorímetro foi desprezado.5 -70.0238 cal / g o C ⎟ +⎜ ⎝ 70 ⎠ ⎝ 2.7 ⎞ ⎛ 0. Portanto.08±0. ∆Tágua) e a substância s cujo calor específico será determinado experimentalmente (ms.0±0. ∆Ts).5 ⎠ Escrevendo a incerteza com somente um algarismo significativo diferente de zero.0849 cal / g o C 100. o sistema é constituído pelo calorímetro (mcal.5 = 0. em gramas. uma massa de água (mágua. ∑ ∆Qi = mágua cágua ∆Tágua + mCu cCu ∆TCu = 0. cexp ≡ cCu = − mágua c água ∆Tágua mCu ∆TCu 237.7 ⎞ ⎟ = 0. e a faixa de valores tabelada c tab ± δ c tab como intervalos de números reais. e a variação ∆T de temperatura numa escala centesimal (oC ou K). Na experiência. Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 44 . ∆Q é medido em calorias.02 Na Tabela 5A.08 ± 0.01 95. o calor específico do cobre cexp com sua incerteza δcexp . ctab é o calor específico tabelado e cexp é o calor específico obtido experimentalmente. ∆TCu é a variação de temperatura do cobre. ccal.5 25. a) Calcule. c exp ± δ c exp . o termômetrro.0±0. ∆Tcal).02) cal/ goC b) Escreva a faixa de valores obtidos para o calor específico determinado experimentalmente. A incerteza experimental do calor específico usando somente os termos mais relevantes é: δ c exp = c exp (δ ∆ T Cu )2 (∆ T Cu )2 + (δ ∆ T (∆ T água água ) ) 2 2 .02 x (−70) 2 =− 2 δ cexp ≡ δ cCu = 0. temos que o calor específico da substância usada na experiência é algum valor dentro do intervalo dado por: cexp ± δcexp = (0.7 0. O calor específico c de uma substância é uma propriedade característica da matéria e é definido como a quantidade de calor ∆Q necessária para elevar em 1oC a temperatura da umidade de massa g dessa substância.80 x 1 x 2.

temos que a quantidade de calor que o cobre cedeu à água é algum valor dentro do intervalo dado por ∆Q ± δ(∆Q) = (6 ± 1)x102 cal. 0.01 ⎞ ⎛ 0.01 gramas cCu = 0.02x0.10] ctab = [0. A incerteza associada é: ⎛ δmCu δ (∆Q) = ∆Q ⎜ ⎜ m ⎝ Cu ⎞ ⎛ δcCu ⎟ ⎟ +⎜ ⎜ ⎠ ⎝ cCu 2 ⎞ ⎛ δ∆T ⎞ ⎛ 0.02±0.IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 As faixas de valores são.08x70 ⇒ ∆Q = 560.112 x 0.14 cal/goC d) A faixa de valores obtida para o calor específico do bloco permite afirmar que ele é feito de cobre? Sim.7 cal/goC Logo.028 cal Escrevendo a incerteza com somente um algarismo significativo diferente de zero.0625 = 140. arredondamos para cima o valor de ∆Q e para baixo o valor da incerteza associada.07 0.02 cal/grama ∆T = 70. Complete a Tabela 5B1 abaixo com os dados referentes ao cobre que você deve ter obtido na aula experimental e responda as perguntas a seguir. cexp = [0. A quantidade de calor cedida está dada por: ∆Q = mCucCu∆T. e) Na mistura feita com o bloco de cobre e a água dentro do calorímetro. A unidade dos valores representados na reta é cal/g oC. Observe que usamos a notação científica (potência de 10) para escrever o resultado.08 ⎟ + ⎜ 70.06 cexp ctab 0.02 ⎞ ⎛ 0.0 ⎟ ⎠ ⎝ ⎠ ⎝ ⎠ ⎝ ⎠ ⎠ ⎝ 2 2 2 2 2 δ (∆Q) = 560.9960012 x10 −9 + 0.091. Representação na reta: 0.7 ⎞ ⎟ ⎟ + ⎜ ∆T ⎟ = 560.112 x ⎜ 100. nas unidades apropriadas. Para isso.0±0.11 0. Os dados apresentados na Tabela 5B1 foram obtidos por um hipotético aluno de ICF2! Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 45 . ∆Q = 100. Problema B) O Experimento 1 da Aula 5 do Módulo 5 refere-se à determinação do coeficiente de dilatação linear α de uma determinada substância.13 0.112 x 9.09 0.112 cal.02 ⎟ + ⎜ 0.08±0. onde: mCu = 100.0001 ≈ 560. que elemento (da mistura) cedeu e quanto cedeu de energia térmica até o sistema atingir a temperatura de equilíbrio? O elemento que cedeu calor (energia térmica) foi o metal agora identificado como sendo cobre.10 0.06. 0.08 0.12 0. pois existe uma interseção de valores entre o resultado experimental obtido para o calor específico do cobre e o valor tabelado para o calor específico deste metal.093] c) Represente na reta a seguir os intervalos de valores mencionados no item b) acima.0625 + 0.

Portanto.8) 2 + (0.8885 x10 −5 2.0±0. No mesmo segmento de reta represente os valores correspondentes aos coeficientes de dilatação linear listados em “Informações úteis” abaixo e que foram retirados de um livro de física básica. ∆L indica a variação no comprimento da barra quando ela foi submetida à variação ∆T de temperatura e δ∆L0 corresponde a incerteza associada à medida do ∆L.2±0.04 x10 − 2 + 2.7 / 57.01 T0± δT0 (o C) 30.50 x10 −4 =1. b) Complete a Tabela 5B2 a partir dos dados da Tabela 5B1.5±0.1 0.1 64.1 2. 22] x 10-6 /°C. a faixa de valores experimentais do coeficiente α é [16.8885x10-5 ∴ α = 19x10-6/ 0 C Por sua vez.7 Tabela 5B2 α (oC)-1 19x10-6 δα (oC)-1 3x10-6 a) Em relação à Tabela 5B1. Partindo da relação que dá a variação ∆L no comprimento L0 de uma barra quando sujeita a uma variação ∆T de temperatura. ∆L = α L0 ∆T . αAluno αgrafite αaço αCu αbronze αAl 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 (x 10-6 / oC) Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 46 . ∆T indica a variação de temperatura a qual a barra foi submetida e δ∆T é a incerteza correspondente à medida do ∆T.07±0.01 0. α ± δα = (19 ± 3) x 10-6 /°C.1 1.2) ≈ 1. ∆T e δ∆T? L0 representa o comprimento da barra quando na temperatura inicial T0 e δL0 é a incerteza correspondente à medida do L0.5 T1± δT1 (o C) 87.1 D± δ D DE± δ DE ∆L± δ∆L (cm) (cm) (cm) 39.0±0.2) 2 = 1.8885 x10 −5 2. e fazendo uso dos dados da Tabela 4B.07) 2 + (0.8x57.38 x10 −6 + 1. da tabela de incertezas apresentada abaixo.07/(64. ∆L e δ∆L0.8±0. c) Represente no segmento de reta a seguir a faixa dos valores experimentais do coeficiente de dilatação α obtido experimentalmente por você.IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 Tabela 5B1 L0 ± δ L0 d ± δ d (cm) (cm) 64.04 x10 − 2 = 0. Utilize cores diferentes ou traços diferentes para cada uma das faixas.2±0.2697 x10 −5 ∴ δα = 3 x10 −6 / 0 C Assim. temos que o coeficiente de dilatação linear α da barra é: α = ∆L/(L0∆T) = 0.8885 x10 −5 (0. temos: δα =1. o que representam as grandezas L0 e δL0.5 ∆T± δ∆T (o C) 57.1±0.

ou seja. alguma alteração? A barra estando submetida a uma variação negativa de temperatura. não se pode afirmar com certeza que a barra é feita de cobre ou de bronze. Como há interseção entre a faixa de valores obtidos pelo hipotético aluno e os valores tabelados correspondentes aos materiais cobre e bronze. o valor a ser considerado nos cálculos da variação do comprimento da barra é o mesmo quer a variação de temperatura seja positiva ou negativa. cobre. o seu comprimento diminui. bronze. o que acontecerá com o comprimento da barra? E quanto ao valor do coeficiente de dilatação linear da barra. Informações úteis: Valores dos coeficientes de dilatação retirados do livro de física básica do Tipler.9 x 10-6 /oC Tabela de incertezas: ⎛δ y ⎞ ⎛δ z ⎞ x ⎛δ x ⎞ f= ⇒ δf = f ⎜ ⎟ +⎜ ⎟ +⎜ z ⎟ ⎜ y ⎟ (y z) ⎝ x ⎠ ⎠ ⎠ ⎝ ⎝ 2 2 2 Coordenador da disciplina : Professor Stenio Wulck 47 .IF/UFRJ Primeiro Semestre de 2010 Introdução às Ciências Físicas II – ICF2 Segunda Avaliação à Distância – AD2 d) Tendo como referência as substâncias alumínio. A barra também não é feita de grafite ou aço ou alumínio. e) Se a variação de temperatura submetida à barra utilizada na experiência for negativa. O valor do coeficiente de dilatação linear é uma característica física da substância. Quinta Edição: i) αAl = 24 x 10-6 /oC 2i) αbronze = 20 x 10-6 /oC 3i) αcu = 17 x 10-6/oC 4i) αaço= 11 x 10-6 /oC 5i) αgrafite = 7. você pode afirmar que a barra utilizada por você é realmente de cobre? Identificamos a matéria que compõe a barra como sendo aquela em que há interseção entre o intervalo de valores do coeficiente linear tabelado e o intervalo de valores determinado experimentalmente. aço e grafite.