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CONVIVÊNCIA HUMANA E PAZ

Fernando José Bondan A questão da paz é e continua sendo uma questão diretamente de fundo religioso. Sabemos, é claro que existem os organismos internacionais como a ONU e OTAN que unto a iniciati!as de outros pa"ses ou embaixadores buscam continuamente solu#$es para nossos problemas de con!i!%ncia &umana, e, diga'se de passagem( de interesses. )as a problem*tica possui sua raiz mais profunda no car*ter transcendente da pessoa &umana. +isse o ,apa -oão ,aulo ..( /A dimensão teol0gica re!ela'se necess*ria para interpretar e resol!er os problemas atuais da con!i!%ncia &umana1 23entesimus annus 445, e as religi$es tem'se esfor#ado cada !ez mais para que impere na sociedade aquilo que é intr"nseco a nossa natureza c&amada a participar deste +eus que é amor. ,or certo que no pano de fundo das religi$es existe uma lei natural e princ"pios comuns, e que n0s cat0licos baseados nos ,adres da .gre a c&amamos de “semina verbi” 2as sementes do 6erbo5. Um est*gio preparat0rio para o desabroc&ar mais pleno da comun&ão, da !erdade e do bem. -* é de todos n0s bem con&ecido o esfor#o dos 7ltimos papas 8 sobretudo desde -oão 99... 8 para que a ,az não se a apenas uma utopia, mas torne'se realidade. Nosso amado ,apa -oão ,aulo .. c&egou a receber o pr%mio Nobel da ,az. +entro deste contexto o uni!erso mu#ulmano manifestou'se atra!és de uma carta aberta ao ,apa :ento 96. com data de ;< de outubro deste ano 2=ondres5, e aos outros l"deres de igre as cristãs do mundo, propondo uma s0lida coopera#ão entre cristãos e mu#ulmanos para promo!er a paz no mundo. >oram ;<? dos principais l"deres e urisconsultos mu#ulmanos do mundo inteiro que a assinaram, entre eles o xeque Al'@abib Ali Aain al'Abideen al'-ifri que disse( /O fato de que aquilo sobre o que se est* de acordo se a uma mensagem de amor de!eria dar a todos n0s a esperan#a de que os mu#ulmanos e os cristãos podem seguir adiante sobre bases que nos unem como po!os1. A mensagem enfatiza a base comum de ambas as religi$es, da importBncia do amor ao 7nico +eus e do amor ao pr0ximo, e isto a partir de um estudo atento da :"blia e do 3orão. O acontecimento também foi considerado /milagroso1 pelo xeque, !isto que reuniu l"deres xiitas e sunitas, as tradi#$es salafitas e sufi, e que c&egaram a um acordo comum. A carta tr*s a esperan#a de neutralizar as tens$es presentes no mundo. N0s cristãos e cat0licos temos muito a aprender deste acontecimento, !isto que trazemos conosco muitas !ezes preconceitos, imaginando que &a a &egemonia no mundo mu#ulmano, e rotulando'os ustamente a partir de grupos extremistas e radicais. Não é este o ensinamento de Nosso Sen&or e )estre -esus 3risto( /O primeiro de todos os mandamentos é este( Ou!e, .srael, o Sen&or nosso +eus é o 7nico Sen&or... Cis aqui o segundo( Amar*s o teu pr0ximo como a ti mesmo. Outro mandamento maior do que estes não existe1 2)c ;D,DE'<;5. Diácono Fernando José Bondan Diácono da Igreja Ca !"ica A#os !"ica $o%ana No&o Ha%'(rgo)$* e)%ai"+ diacono'ondan,-a.oo/co%/'r

PUB0ICADO JO$NA0 NH 1231434115 .