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Federalismo – soberania e autonomia Sustentada na Constituição Escrita

Tripé Delimitação de competências Participaçao dos entes na vontade do Estado Capacidade tríplice das entidades autônomas

Auto governo – representantes Auto administração – competências e poderes instituídos ou não vedados Auto organização – própria constituição e própria lei

O estado federal brasileiro é soberano e composto por diversas entidades territoriais que regra geral, são autônomas, isto é, não têm o mesmo campo de ação da entidade-mãe, a União. As entidades da federação possuem um conjunto de competências ou prerrogativas garantidas pela constituição e que não podem ser abolidas ou alteradas de modo unilateral pelo governo central. Entretanto, apenas o Estado federal é considerado soberano, inclusive para fins de direito internacional. Normalmente, apenas ele possui personalidade internacional e os estados federados são reconhecidos pelo direito internacional apenas na medida em que o respectivo Estado federal o autorizar. A sustentação do estado federativo moderno é baseada na constituição escrita, instituto que ganhou força durante a revolução francesa e americana. O pacto federativo necessita de um tripé fundamental para lhe conferir equilíbrio: a delimitação de competências, a participação das entidades na vontade política da nação e a capacidade tríplice das entidades autônomas. É a constituição que delimita as competências e níveis de atuação e liberdade, o que cabe à União, o que está na alçada dos demais entes e principalmente a relação de pesos e contrapesos que garante a harmonia entre os federados. Nossa federação é centrífuga, de desagregação, porque a União – antes poder unitário – concedeu autonomia às unidades federativas. Essas, aliás, foram formadas sem qualquer sentido de lógica ou racionalidade, por meio da ação de particulares e acidentes geográficos, o que explica desequilíbrios que ainda hoje o Estado Brasileiro tenta contemporizar. Bem diferente é o federalismo centrípeto americano, formado pela união consensual de soberanias que abriram mão de algumas vantagens em prol da união e

Outra fonte de desequilíbrio é a divisão paritária dos representantes do Senado para cada membro da federação.  Auto-organização – criação das próprias constituições (Constituição Estadual e Lei Orgânica Municipal) e das próprias leis . Sua repartição foi bem mais formal. Fraca análise nos fará perceber que os municípios. o que. O terceiro eixo é a capacidade tríplice de estados e municípios. em parte. que se subdivide em autogoverno. A diferença brasileira fica ainda mais clara quando se pensa na participação das entidades federativas na formação da vontade jurídica geral da nação. fonte de desigualdade. exata e equânime que a brasileira.fomento mútuo. não têm ingerência sobre as decisões do Senado. autoadministração e auto-organização:  Autogoverno – eleição de seus próprios representantes do executivo e legislativo (já que o município não tem judiciário). já que unidades com mais população e participação econômica tenham o mesmo peso de estados pouco populosos.  Autoadministração – exercício de competências e poderes estabelecidos ou não vedados pela constituição. que é o órgão que une as vontades parciais e formata as decisões mais importantes do estado brasileiro. A divisão irregular da federação brasileira faz com que o número igual de representantes das entidades seja. explica o relativo equilíbrio político e econômico do modelo americano. entidades constitucionalmente definidas. ao invés de justiça.