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FUNDAÇÃO EDSON QUEIROZ CENTRO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS – CCJ CURSO: Direito DISCIPLINA: Ciência Política PROFESSOR: Rosendo Amorim

ANA BARROS 9520796 ARIADYNNE QUEIFER 1322399 BRÍGIDA MARQUES 1312714 MARCELO ALEXANDRE CARVALHO 1324414 TADEU MENDES 1320113 1) Explique a contribuição do Cristianismo para uma concepção de autoridade política no ocidente. O Cristianismo adaptou o pensamento político da Roma Antiga e trouxe as ideias de solidariedade e inclusão, aprimorando o conceito de comunidade dos helênicos e romanos. Com a evolução, o Cristianismo se institucionalizou e politizou, baseando sua superioridade no conceito de temor a deus e na sucessão apostólica que sancionava o poder espiritual da igreja em nome de uma corrente inquebrantável de continuidade. 2) Analise o pensamento político de Santo Agostinho. Em seu pensamento, Agostinho buscou conciliar a dualidade entre identidade religiosa e as necessidades da politica humana. O cidadão deve se submeter às leis humanas e também ao escrutínio divino: para Agostinho, Babilônia e Jerusalém não se confundem. Herdeiro do pensamento platônico, Agostinho entende o homem dividido em suas porções material e divina, mas o alça a condição pouco inferior à dos anjos. As cidades terrestres são o corpo político do cristão, precedidas pela civita dei, a cidade divina. A urbe divina é o destino do homem, mas não anula a necessidade de conviver na cidade terrena, uma peregrinação em busca do aperfeiçoamento da alma e entrada no Reino dos Céus. Assim, ao torná-los complementares, Agostinho harmonizou a relação entre o poder secular e o poder da igreja. Agostinho diferencia livre arbítrio e liberdade, sendo esta última o livre arbítrio guiado pela graça divina. Seria realmente livre quem atuasse obedecendo as leis divinas. Esse conceito teve grande influência sobre o pensamento e comportamento do homem medieval. 3) Explique o pensamento politico teológico de Santo Tomás de Aquino Santo Tomás de Aquino via qualidades na atuação política, desde que guiada pela razão (ratio), que não poderia ir de encontro ao dogma. O fundamento do Tomismo está na Summa Teologica: a lei fabricada pelos homens, quando ditada pela razão, deve conformarse às leis divinas. 4) Discorra sobre o pensamento políticos dos franciscanos, com base em Duns Scoto. Para o franciscano João Duns Scoto, a autoridade política depende do consentimento das partes, da concordância entre quem domina e quem é dominado. Esse foi o primeiro passo para o entendimento contratualista acerca da autoridade política, atingindo fortemente as bases do poder formal instituído, naquele momento histórico, a realeza e a igreja. 5) Destaque a contribuição de Marsílio de Pádua para o pensamento politico medieval. Marsílio de Pádua defende o estado laico e nega a autoridade papal. A política deve abandonar a religião e se ocupar da existência profana. Ele também defende que a sociedade é anterior e transcende as partes: para Pádua, os cidadãos escolhem e empoderam seu Principe, que ganha – com a indicação da sociedade – a autoridade para reger rumos e vidas.

também concorrente. parceiro – e por que não dizer. o indivíduo se viu livre para definir seu destino. Com o Cisma Protestante. O pensamento medieval conferia extensa capilaridade da instituição religiosa no poder secular. a igreja perdeu poder. conselheiro. A influencia da Igreja (Católica) sobre os fiéis era quase absoluta. enfraqueceu a noção de que obedecer ao monarca era obedecer a deus. deixando de ser a única mediadora do homem com o divino.6) Reflita sobre a autoridade dos reis medievais. considerando a influencia da igreja católica. Com o advento da modernidade. Cientes desse poder. .nas relações de poder. enquanto outras relações de autoridade política se manifestavam e fortaleciam. os monarcas tinham o pater (papa) como mediador. Não obrigado a atender ao rei por ordem divina.