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Aula – 01

Conflito Aparente de Normas
L1 ----------------------------------- L2 ----------------------------------- X

Ex: quando se tem uma unidade de fato, tem-se 01 fato que aparentemente se aplica a uma pluralidade de leis. Ocorre uma aparente adequação do fato às leis. Porém na realidade apenas 01 lei é aplicável ao fato.

Usa-se de 04 princípios:
I Da Especialidade
Lei especial derroga lei geral. A lei aqui pode ser um Artigo ou uma lei inteira. Ex: Peculato Vs. Furto. O peculato detém todos os fatos que formam o furto, porém com alguns especializantes. Homicídio Vs. Infanticídio. O infanticídio detém requisitos de ordem subjetiva em relação ao homicídio. Quando o sujeito ativo e a mãe, o sujeito passivo é o filho e a mãe, sob efeito puerperal, mata o filho após o parto. *Basta uma comparação entre as leis. A LEI ESPECIAL é a lei que contém todos os elementos de determinado ato, mais elementos especializantes. Elementos Especializantes podem ser de natureza: Objetiva -> Diz respeito ao FATO. Ex: Crime de Contrabando Vs. Crime de Tráfico Internacional de Drogas. Subjetiva -> SUJEITO. Ex: Furto Vs. Peculato Furto. *lei especial NEM SEMPRE traz penas mais graves. Ex: Homicídio 20 anos Vs. Infanticídio 06 anos.

II Da Subsidiariedade
Bem Jurídico | Conduta = Homicídio.* ↑ Tentativa de Homicídio ↑ Subsidiariedade = Periclitação de Vida. ↑ Direito Penal | Ofensa Pode ser: Expressa = a própria LEI determina a aplicação subsidiária da norma. Ex: Art. 239 - CP. Tácita = Quando o crime menos grave constitui ELEMENTO, QUALIFICADOR ou CAUSA DE AUMENTO DE PENA DO CRIME MAIS GRAVE. Ex: FURTO é elemento subsidiário tácito do crime de ROUBO.

Uma norma que é mais ampla e engloba outras normas. II Progressão criminosa: Pluralidade de intenções e de fatos. Primeiro ocorre uma lesão corporal e depois o homicídio. Circunstâncias Elemento As circunstâncias podem ser: I Qualificadora: Quando há um preceito secundário. 59 Tem caráter residual: pois por vezes o mesmo dado pode caracterizar varias circunstancias. primeiro sequestra. ||||| -> Crime Dividi-se em 04: I Crime progressivo: Unidade de designo e uma pluralidade de fato. o crime de falsificação de documento é absolvido para que seja aplicado o crime de Estelionato. / Atenuante: Art. III Antefactum impunível: Crime funciona exatamente como forma usual para se chegar ao crime mais grave. porém depois de algumas circunstâncias. ------------FIXAÇÃO DE PENA DAQUI PARA BAIXO-----------II Causa de aumento / diminuição de pena: Quando a lei diz: diante desta circunstância a pena é aumentada de TANTO a TANTO ou a pena é diminuída de TANTO a TANTO. Com um novo patamar de pena. Quer-se desde o primeiro momento MATAR alguém. O que sobrar e não estiver especificado em outras circunstâncias. 65 e 66. // Disparo de arma de fogo Vs. III Agravante / Atenuante Agravante: Art. Ex: Falsificação de uma folha de cheque para o crime de estelionato. . Mas apenas o homicídio é julgado. decide-se realizar um fato mais grave. IV Circunstância judicial. neste princípio comparam-se fatos. Quer-se apenas realizar uma conduta “mais leve”. DENTRO DO MESMO CONTEXTO FÁTICO*. Enquanto no princípio da Subsidiariedade comparam-se normas. porém. Art. Ex: facada no Aurélio. tendo em vista a QUALIDADE da conduta. Ou seja. III Da Consunção ou Absorção Quando o fato menos grave é fato de preparação e/ou fase normal do fato mais grave. o ultimo absorve o menos grave. Na consunção o crime mais amplo absorve os fatos menos amplos. 61 e 62. Homicídio por arma de fogo. Elementos Vs. Graus de violação do bem jurídico tutelado.Aplica-se a norma mais grave. Ex: Matar Alguém + MOTIVO TORPE. Limite mínimo / máximo de pena. Ex: A pena aumenta de 1/3 se o crime é praticado durante o horário de repouso noturno. depois mantém o cárcere privado e depois esfaqueia a pessoa. Um FATO que é mais amplo e engloba outros FATOS.

Sendo. sendo apenas considerado no momento do julgamento para elevação de crime. o DNA do autor. Porém se tiver MACONHA e COCAINA pratica-se 02 crimes. . Art. se a pessoa praticar mais de uma conduta alternativa. Objeto jurídico: O bem protegido. mais de uma ação típica. a bala no corpo Etc. no caso de crime de homicídio. o cartucho da bala. Mais de uma forma de realização do crime. Ou seja. NÃO por dois crimes. UTILIZ-SE O CONCURSO FORMAL DE CRIMES. Corpo de delito: Não é CORPO em si. mas SIM por um único crime. responderá. Sendo obrigatória a realização da perícia policial.IV Pósfactum impunível: Se da quando o agente atuando sobre o mesmo bem jurídico. Ex: Destruir um notebook roubado. 33: quando descreve várias ações diferentes para o tráfico de drogas. pois o objeto que recai a conduta criminosa é diferente. o pelo que cai do autor. IV Da Alternatividade Conteúdo Múltiplo / Ação Múltipla e Conteúdo Variável. mas sim todos os vestígios deixados pelo crime. Ex: Lei 11. Objeto material: O objeto em que recai a conduta criminosa. pois não se adequava as configurações almejadas. mais de um verbo. o corpo. PORÉM NÃO PODE CONFUNDIR UM COM O OUTRO. da progressão a ação penal e tira proveito do crime praticado.343. (Exaurimento do Inter Criminis).

180 do CP. Crimes Materiais: Conduta: Resultado: Nexo Causal / Normativo: Tipicidade: *Exige para a formação do crime a ocorrência do RESULTADO NATURALÍSTICO. serei sujeito a pena. pois culpável é o agente. Toda conduta que causa uma lesão considerável à um bem jurídico tutelado pelo Direito Penal. Ex: Art. Tem a ver com o PRINCÍPIO DA INTERVENÇÃO MÍNIMA. mesmo o menor não cometendo crime será considerado receptação. mas atuou em legítima defesa. Teoria Bipartida: Crime é todo fato típico e antijurídico. Não é utilizado pelo Sistema Jurídico brasileiro. Porém a culpabilidade não constitui a estrutura do crime. Teoria Tripartida: Típico. antijurídico e culpável. Se não houver um fato antijurídico não há crime. Analítico: Busca decompor o crime através de seus elementos constitutivos. a transformação da realidade: o objeto passa de perfeito estado para o estado de dano. se afasta o CRIME. mas constitui um juízo de reprovação que possibilita a condenação da conduta do agente. Material: Tem a ver com o conteúdo. Para afastar o crime. O que constitui o crime. Ex: alguém compra um notebook roubado por um menor sabendo que é roubado. É utilizado pelo Sistema Jurídico brasileiro. Ex: João matou Maria. Aqui se exclui o fato antijurídico. . ou seja.Aula – 02 Teoria Geral do Crime: Crime: Formal: O que a lei diz que é crime. Ex: se EU sou culpável e matei alguém. POSITIVO. basta que afaste um dos elementos que compões o elemento analítico. mas se um doente mental mata a mesma pessoa não estará sujeita a pena. Simples violação da lei penal. quando se fala em Receptação. Fato Típico: Se afastar qualquer uma dos elementos do fato típico.

assumiu a responsabilidade de impedir o resultado. *Responsabilidade Penal da PJ: Art. *MERA CONDUTA: Quando o legislador incrimina o simples fazer ou não fazer algo. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido.605 / Art. imputam-se a quem os praticou. Assim não necessita aferir Nexo nem Resultado. por si só.Crimes Formais /de Mera Conduta: Conduta: Tipicidade: *FORMAL: Mesmo sendo possível. . mas sim pela omissão em si. O dever de agir incumbe a quem: a) tenha por lei obrigação de cuidado. Ex: Corrupção: o dinheiro passa de uma pessoa para a outra. Superveniência de causa independente § 1. proteção ou vigilância. não há necessidade de ocorrência de resultado naturalístico. o legislador criminalista a omissão. Relevância da omissão § 2.º A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando. -Pessoa Jurídica. o legislador antecipa o crime. Elementos do Fato Típico: Conduta: I Ação ou Omissão: É sempre um ato: Humano e Exteriorizado. Omissivos Próprios: A própria omissão é o crime. os fatos anteriores. 173. entretanto. somente é imputável a quem lhe deu causa. §3º: crime ambiental da CF/88. 225. mas não há a necessidade do efetivo recebimento de vantagem indevida para a formação do crime de corrupção. O resultado. -Animal. não se referindo à existência do resultado naturalístico. §5º: Crimes contra ordem econômica e financeira. produziu o resultado. Ex: Deixar de prestar socorro // Deixar de notificar.º A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. de que depende a existência do crime. 13. criou o risco da ocorrência do resultado. Podendo ser: Positiva: Crimes Comissivos: AÇÃO Negativa: Crimes Omissivos: OMISSÃO Art. b) de outra forma. o agente não responde pelo resultado que acaba acontecendo. c) com seu comportamento anterior. Lei 9. pois a simples aceitação de uma promessa já é crime.

Ex: Bombeiro na praia não salva uma criança que acaba morrendo afagada. *Finalistas: A capacidade de saber que o ato é errado não integra a conduta. -Coato: o que é coagido. Só é conduta penalmente relevante aquela que encontra na VONTADE sua força motriz. II – Dever de Garantidor. assume a responsabilidade de evitar a ocorrência do resultado. -Coautor: duas pessoas que. agindo por omissão imprópria. Ex: bombeiro / policial. assume a sua conduta. Especial dever legal de agir: I – Por lei. se faz. sem tendo agido. Não admitem tentativa. *Especial dever jurídico de agir. II – Consciência do seu dever de agir / possibilidade. e não de cometer o CRIME. -Coator: o que usa a força.Omissivos Impróprios: A pessoa que tem o dever jurídico de agir. depois cortar o pescoço. Ex: Homicídio: um único tiro. Admitem tentativa. II Voluntária/Vontade: Força motriz da Conduta. . Plurissubsistente: Composta por vários atos. // policial sozinho Vs. Faz-se. *Coação Física Irresistível (Vis Absoluta): Afasta a vontade como força motriz da conduta. III – Ingerência na norma: com sua conduta anterior criou o risco da ocorrência do resultado. Ex: Homicídio: matar alguém dando uma facada. que não seja por lei. não fazendo. Unissubisistente: Composta por um único ato. / por contrato gratuito e/ou oneroso. sendo esta vontade a vontade de realizar o ATO. / declaração individual de vontade: ajudar um idoso a atravessar a rua. mas sim a CULPABILIDADE. praticam o mesmo crime. então ele comete crime de HOMICÍDIO. Pois não da para interromper. Responde pelo resultado ocorrido devido a falta de atendimento / ação. O que se analisa na conduta é pura e simplesmente é a vontade de fazer o ATO. Pois se pode interromper a execução. não age. Coage. Possibilidade de Agir: I – Conhecimento da situação típica / de perigo: policial que passa na frente da casa e não sabe que naquele momento esta sendo furtada. Ex: Você quis importar determinada mercadoria? E NÂO se ele sabia ou não da ilicitude do ato. – aquele de qualquer modo. deve agir para que ele não ocorra. juntas. III – Possibilidade real: O policial da hornet que no caso estivesse sem a arma. Impuros / Omissivos por omissão. Bando armado de fuzil roubando um banco. Ex: professor de natação / babá / cuidador de idoso.

mas é aquele que não se tem controle sobre ele: um espasmo por exemplo. O coator age com força sobre o corpo co coato e este realiza o crime. MAS NÃO É CULPADO / CONDENADO. -Alternativo: Quando quer um ou outro resultado.Coação: *Física: Quando irresistível. Porém. afasta a CULPA. -Eventual: Quando o agente aceita o risco. podendo até serem previsíveis. *teoria da vontade. Ex: arma na cabeça do filho e mandar o pai matar outra pessoa. *Só é culpável o autor quando na razão concreta. Não é um ato instintivo. era exigível uma ação diferente. Ex: condições de prever que irá chover. porém. Autor Mediato: Traficante que alicia um menor para distribuir a sua droga. a pessoa leva a mão ao olho. como foi um ATO REFLEXO. Ex: Dirigindo um carro e um inseto bate no olho. afasta a conduta. Porém pode ser imprevisível: Ex: Ter um ataque cardíaco dirigindo. COMETE O CRIME. quando este vício é IRRESISTÍVEL. mas tem que ser IRRESISTÍVEL. não será CRIME. III Dolo / Culpa: Dolo: Direito: Quando o agente quer o resultado. Autor Imediato: ? Ato Reflexo: Afasta a vontade como força motriz da conduta. Estado de Inconsciência Ex: Sonambulismo. pois não elimina a vontade do autor. Indireto: *teoria do assentimento / consentimento. apenas faz com que a vontade seja algo viciante. tanto faz. perde o controle do carro e bate o carro e mata uma pessoa. porém não pode interromper a chuva. *Moral: Não afasta a conduta. Ex: Bater no joelho e a perna levantar. Força Maior / Caso Tortuito: São eventos inevitáveis. .

*Nem todo crime depende da ocorrência do resultado naturalístico para que ele se consume / exista. afastando assim a conduta e. Ex: I . atira. *Só é uma exigência para a existência dos crimes materiais. -Ignorância: Total desconhecimento de determinada conduta / norma. Se escusável (inevitável): Afasta DOLO e CULPA. Se inescusável (evitável): Afasta o DOLO. mas pensando que existe um animal atrás de uma moita. Ponto de vista Normativo: *Todos os crimes exigem esse resultado. IV Dirigida a uma determinada Finalidade: Resultado: Ponto de vista Naturalístico: Transformação da natureza. Efetiva ofensa ao bem jurídico penalmente protegido pelo tipo penal. e ela morre por causa do tiro. mas mantém a CULPA. atira. Não é ERRO de falso conhecimento. *Tem nexo com o Princípio da Insignificância.III Consciente / Realidade de Conhecimento: Absoluto desconhecimento. e depois verifica que na verdade era uma pessoa. Ex: no Furto o BJ é o patrimônio / Difamação: a honra / Ato Obsceno: pudor público.Um caçador. existe concretamente. Erro de Tipo: (sempre existe uma discução). Ex: crime de dano: a coisa quebrada.Um caçador. acreditando não existe ninguém em uma moita. é palpável. e depois verifica que existia uma pessoa. ou seja. . -Erro em sentido estrito: Falso Conhecimento de determinada conduta / norma. Ex: II . // de homicídio: a morte // furto: o objeto roubado. Mudança da realidade. não vendo bem. portanto o crime.

Faz-se sempre a seguinte conduta: A conduta é causa do resultado? Somente é responsável pelo resultado aquele que com sua conduta deu causa ao resultado. um desdobramento natural / esperado / normal. X X X -> Resultado Ex: Luis Antônio mata alguém com a arma de fogo do Aranão. e durante o procedimento cirurgia ela tem uma parada cardio respiratória e morre. Para descobrir se a ação ou omissão tem relevância causal. *Teoria dos Equivalentes Causais / Condicio Sine qua non. Causa é toda a ação ou omissão que faz com que o resultado ocorra como ele ocorreu. porém JOÃO responde por homicídio consumado. X -> NÃO OCORRE NADA Ex: Luis Antônio mata com atropelamento alguém. // toda ação que contribuiu para o resultado. / é a utilizada como regra pelo ordenamento brasileiro. Concorrência de Causas: Dependente: É aquela que tem origem na conduta/causa anterior. mesmo tendo emprestado a arma de fogo do Aranão. do ponto de vista físico. X X -> ResULTADO Ex: Aranão não empresta a arma. isso significa que o autor da primeira causa é responsável pelo resultado desta ultima. Independentes: Significa dizer que ela por si só produz o resultado. Não constitui um desdobramento natural/esperado/normal da conduta anterior. se não interferir. Seja ela qual for: preexistente / concomitante ou superveniente ela rompe o ciclo causal e o agente não responde pelo resultado. não é causa. sem a ação ou omissão. ou não naquele momento. mentalmente analisa as ações e omissão. pois a morte de Maria tem origem no ferimento do disparo de arma de fogo realizado por João. Somente é exigido nos crimes materiais. mas instiga ao Luis Antônio a matar alguém. houver modificação do resultado. é CAUSA do resultado. e o seu agente responde por ele. que sem ela o resultado não ocorreria. Ex: A água ferve. Ex: João atira em Maria. não sendo obrigatório nos crimes formais. É daquela causa anterior. Haverá se. I Causal: É a relação de causa e efeito. em maior ou menor grau. Não tem qualquer relação com a conduta do agente/outra causa/ causa anterior. utiliza-se o procedimento hipotético de eliminação de Thyrén. Maria não morreu por causa do tiro. ou seja. e sim da parada cardio respiratória. *Não rompe o ciclo causal. o fogo queima. porém não a utilizando. Ou seja. que há entre conduta e resultado naturalístico. então se tiram elas. e não existindo nos crimes de mera conduta. .Nexo: É a ligação entre a conduta como causa e resultado como consequência. e pergunta-se: interferiu ou não no resultado final? Se interferir é causa. É toda ação ou omissão que causa modificação na realidade. ela é socorria para o hospital. Pode ser: -Absolutamente Independente: Por si só produz o resultado.

e absolutamente independente. e ele é condenado por homicídio. Pergunta-se: A conduta do cunhado tem a ver com a conduta do Aranão? NÃO! É uma causa independente. A pessoa responde pelo resultado MORTE. Tem relação com a outra causa/conduta. os fatos anteriores imputam-se a quem os praticou. pois não rompe o nexo causal. porém relativamente independente e concomitante. em razão da condição preexistente HEMOFÍLICO. porém por causa do veneno e não do tiro. Ex: João é hemofílico. Portanto a pessoa não responde pelo crime consumado. porém o seu cunhado antes de Aranão dar um tiro. alguém esfaqueia-o em uma briga. É uma causa independente. Aranão responde por TENTATIVA e o cunhado por CONSUMADO. João morre.Ex: Aranão. Concomitante: A pessoa QUER matar João e efetua um disparo de arma de fogo contra João. mas sim de ataque cardíaco em razão do susto. II Normativo/Jurídico: É a relação jurídica entre a conduta e o resultado. sabedor disto. Ex: Bombeiro se omite de salvar uma pessoa e ela morre. Pois. Este se faz presente em TODOS os crimes. Dolo / Culpa. Regresso ao infinito. ocorre a quebra de regresso com o dolo/culpa. Se a pessoa NÃO SOUBESSE que João era hemofílico. Nexo Causal / crimes materiais Crime + Nexo Normativo / Dolo. assim a sogra morre logo após o tiro de Aranão. a mata devido a um disparo de arma de fogo. assim a pessoa responde pelo crime consumado. com raiva da sua sogra. Resultado . Superveniente: A diferença entre esta e a dependente é que esta causa não é algo esperado/normal/esperado da outra causa. deu veneno para a velha. -Parcialmente/Relativamente Independente: Por si só da conta do resultado. é um crime impossível. pois a conduta de Aranão não foi causa da morte da velha. ele é culpado. Preexistente: Não rompe o nexo causal entre a conduta do agente e o resultado. mas morre devido a um disparo realizado no momento de um assalto no hospital. segundo a teoria da Condicio sine qua non. Se o tiro foi realizado após a morte da cobra sogra. ele não morre em razão do disparo. Ex: Aranão da um tiro em Louise e ela vai para o hospital e se submete a cirurgia. Vs. O autor responde pelo resultado – crime consumado. Culpa. a pessoa não responde pelo crime consumado – mas sim por crime culposo: lesão corporal culposa seguida de morte. pois o veneno não teve a ver com a conduta do Aranão. porém não se importando. com o resultado. Ex: Regressão para algo totalmente incoerente. portanto Aranão não será responsabilizado por nada. do ponto de vista lógico. Pois o artigo 13 do CP diz que a conduta superveniente exclui o nexo causal quando por si só produz o resultado.

14 do CP – Parágrafo Único. . I Conduta: É sempre preciso que haja conduta. Elementos do tipo penal culposo: A ausência de qualquer elemento conduz a atipicidade da conduta. Ex: MATAR ALGUÉM – Art. Adequação Típica Direita: Emendar um cano ¾ em um ¾. portanto. A culpa depende necessariamente da formulação de um juízo de valor. sempre crimes que tem como consequência um resultado naturalístico. ou seja.Tipicidade: É a relação de adequação entre a conduta do agente e a descrição legal do crime constante no tipo penal. Parágrafo único CP. 121 uma relação de adequação da conduta. A conduta do autor necessita de um adaptador (NORMA DE EXTENSÃO) para se encaixar no tipo penal. mas ele não morre. Exceção: Art. É preciso estabelecer um juízo de valor para que se possa definir se a pessoa agiu ou não culposamente. Matar alguém sozinho. // João mata Maria. Adequação Típica Indireta: Emendar um cano ¾ em um de 1/5. Tipo Aberto: Contém além dos elementos de ordem objetiva. O resultado é consequência da conduta. da comparação da conduta da pessoa com aquela conduta do homem médio (comum). É preciso ser expresso na Lei. Utiliza-se o Art. A culpa é um elemento normativo do tipo. (Tentativa). Ryuji tenta matar o Henrique. II Resultado: Na conduta culposa se alcança um resultado indesejado (involuntário). III Nexo causal: Deve haver nexo entre a conduta e o resultado naturalístico. A conduta do autor se encaixa de maneira direta no tipo penal. 121 do CP: “Matar alguém”. *ESTUDAR TIPO PENAL DOLOSO // CULPOSO. há entre a conduta praticada no mundo real e o tipo penal do art. Principio da excepcionalidade do crime culposo. TIPO CULPOSO: Os crimes culposos são sempre materiais. 18. Se algo se afasta desses 04 elementos é considerado ERRO DE TIPO. atira nele. Ex: Art. 121 do CP. contém elementos de ordem subjetiva e normativa.

É aquele que não adota um cuidado que deveria ter adotado. Concorrência de culpas: Ocorre quando dois ou mais agentes. Faz o que não deveria fazer. VIII Previsibilidade objetiva: É a possibilidade do homem médio de prever o resultado. parágrafo único . Art. ninguém pode ser punido por fato previsto como crime. negligência ou imperícia. porém ele acha que está usando de forma licita. se previsto em lei. senão quando o pratica dolosamente. por erro plenamente justificado pelas circunstâncias. Aquele que no exercício da sua profissão. A falta da previsibilidade conduz à atipicidade da conduta culposa. a pessoa não faz o que não deveria fazer ou faz o que não deveria fazer. em atuação independente uma da outra. mas tem uma previsão equivocada. Senso comum esperado. Não segue a regra da sua profissão. mas permite a punição por crime culposo. é concomitante.IV Quebra do dever de cuidado objetivo: O cuidado objetivo é aquele esperado pelo homem médio. V Negligência: Culpa negativa. Parágrafo 1º: É isento de pena quem. É o elemento da culpa. X Tipicidade: Excepcionalidade do crime culposo: a lei deve expressar. culpa por omissão.Salvo os casos expressos em lei. se existisse. O agente age dolosamente. . Art. É sempre anterior à conduta (ao fato). tornaria a ação legítima. Atuação com falsa percepção da realidade. Exceção: Culpa consciente – culpa com previsão. não interferência na caracterização da culpa por causa da intensidade. Se desenvolve junto com o fato. Todos respondem pelos eventos lesivos. causam resultado lesivo por imprudência. A culpa de um não elimina a culpa do outro. VII Imperícia: Culpa profissional. Culpa Imprópria: Erro de tipo permissivo inescusável. 18. supõe situação de fato que. 20: O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo. Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo. ou seja. O agente prevê porem acredita que não vai acontecer. Grau de culpa: Não existem graus de culpa. VI Imprudência: Culpa positiva. O agente não prevê o que era previsível. IX Ausência de Previsibilidade subjetiva: Culpa inconsciente ou sem previsão.

o órgão de acusação tem que provar que o agente quebrou o dever objetivo de cuidado. Culpa nos delitos omissivos impróprios: é possível a ocorrência de crimes omissivos impróprios culposos.. Dolo no antecedente e culpa no consequente. no resultado agravador. por negligência. Teoria do Plano do Autor / Teoria dos Atos Inequívocos / Teoria Objetivo Formal. 06 anos. Negligencia. (. e ainda assim o crime não se consuma. esgotam-se os meios de execução. O crime preterdoloso é na essência um crime doloso. menor será a redução de pena. pois escuta pessoas chegando. mas ele não morre.) Execução: Por vezes a execução coincide do ponto de vista temporal. assim o agente responde por crime preterdoloso. CRIME PRETERDOLOSO Misto de dolo e de culpa. 02 anos |-----------------------------------------------------| 04 anos Execução Consumação . Conforme o quanto se caminha na execução de um crime. *Quanto mais próximo o agente chega da consumação. Para que haja CRIME TENTADO. interrompendo a execução por motivos alheios a sua vontade. É o caso da babá que. com a consumação. Onde o agente quer lesionar a vitima e acaba dando causa ao resultado mais grave que é atribuído a titulo de culpa. Responderá por homicídio culposo por omissão.Presunção de culpa: Não pode haver presunção de culpa. o crime não se consuma por motivos alheios a vontade do autor. não pode haver a Consumação. A culpa precisa ser provada. mas ainda assim. poderá haver uma TENTATIVA PERFEITA / CRIME FALHIO A pessoa pratica todos os atos executórios.. Felipe é socorrido e não morre. Ex: Matar alguém com um tiro na cabeça. TENTATIVA IMPERFEITA: O agente não completa o ciclo executório o crime. descumpre o dever contratual de cuidado e vigilância do bebê e não impede que este morra afogado na piscina da casa. Ex: Aranão efetua 03 disparos contra Felipe e foge. Ex: Aranão atira 06 vezes em Felipe.

responderá por disparo de arma de fogo. e ele vir a óbito mesmo assim. voluntariamente. o objetivo material do crime é atingido. mas antes do RECEBIMENTO. há derramamento de sangue. também é o mesmo que o move no crime tentado. Art. Não responde por tentativa. e se acertar de raspão. por lesão corporal. Por isso não há TENTATIVA EM CRIMES CULPOSOS. por ato voluntário do agente. exemplo: Se atira em Felipe e não acerta. TENTATIVA INCRUENTA / BRANCA: O objeto material não é atingido. só responde pelos atos já praticados. Não pode ocorrer a consumação. a pena será reduzida de um a dois terços. pois o mesmo dolo que move o autor na prática do crime consumado. . a vítima não é lesionada. desiste de prosseguir na execução ou impede que o resultado se produza. Ex: Aranão esta atirando em Felipe. mas se arrepender e o socorrer. mas objetivamente incompleto. 15: O agente que. o agente pode se beneficiar do arrependimento. 16: Nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa. Aranão responderá por HOMICÍDIO CONSUMADO. TENTATIVA CRUENTA: Quando o agente acerta o alvo. seja própria ou imprópria. A violência tem que ser contra a pessoa. A violência que impede o arrependimento posterior. Consumação: ARREPENDIMENTO POSTERIOR. pois não acerta os tiros e não quer mais matar o Felipe.DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA/ARREPENDIMENTO EFICAZ: Art. é a dolosa. e não se beneficiará da Desistência Voluntária. Se Aranão atirar em Felipe. *O juiz levará isto em consideração no momento de estabelecer a redução da pena. A TENTATIVA é um crime subjetivamente completo. na há sangue. Ocorre uma atipicidade relativa. o agente pode se beneficiar do arrependimento posterior. até o recebimento da denúncia ou da queixa. mas sim pelos atos praticados. ainda assim o agente pode se beneficiar. pois se a violência dolosa for contra a coisa. porém. mas para. se for culposa. Mesmo depois do oferecimento. reparando o dano ou restituída a coisa.