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ANTI ANTI – RELATIVISMO

Clifford Geertz
I
Dificilmente pode um intelectual encontrar melhor ocupação do que a de destruir um medo. Desejo perseguir o medo do relativismo cultural. Não o próprio relativismo cultural que, como a Transilvânia, não me parece que esteja com problemas, mas o terror que ele inspira, que acredito sem fundamento. assim penso porque de fato não decorrem dele as conseq!"ncias morais e intelectuais que comumente se lhe atribuem # subjetivismo, niilismo, incoer"ncia, maquiavelismo, idiotia $tica, cegueira est$tica, e assim por diante #, sendo ilusórias, e tendo mais a ver com um conhecimento pasteuri%ado, as recompensas prometidas para que escapemos ao seu dom&nio 'ara ser mais espec&fico, o que quero não $ defender o relativismo, que de qualquer forma $ um termo esva%iado, um brado de guerra do passado, mas combater o anti(relativismo, que me parece em franca e)pansão e representa uma versão moderni%ada de um equ&voco antigo. * que quer que seja ou tenha originalmente sido, o relativismo cultural +e não h, um entre cem de seus cr&ticos que o tenha compreendido corretamente- serve hoje em dia, em ampla medida, como um fantasma para afugentar(nos de certas maneiras de pensar e condu%ir(nos a outras. .omo me parecem mais convincentes as de que estamos sendo afastados do que aquelas para as quais estamos sendo impelidos, gostaria de fa%er algo a respeito, permanecendo no âmago da tradição antropológica. )orcisar dem/nios $ uma pr,tica que não dever&amos apenas estudar0 mais e)ercitar tamb$m. * estilo 1atrav$s do espelho1 do t&tulo deste artigo pretende sugerir mais um esforço de contrapor(se a um ponto de vista do que defender a concepção a que ele se contrap2e. 3 analogia que tive em mente ao escolh"(lo # analogia lógica, bem entendido, e não substantiva # foi o que, no auge da guerra fria +voc"s se lembram-, era chamado de 1anti anticomunismo1. 3queles de nós que se opuseram incansavelmente ao que, de nosso ponto de vista, parecia uma verdadeira obsessão com a 3meaça 4ermelha, foram então contemplados, pelos que a viam como o fato primordial da vida pol&tica contemporânea, com a insinuação # absurdamente incorreta na imensa maioria dos casos # de que, pela lei da dupla negação, t&nhamos alguma afeição secreta pela 5nião 6ovi$tica. 7nsisto em que quero utili%ar essa analogia num sentido formal. Não penso que os relativistas sejam como os comunistas, que os anti(relativistas sejam como os anticomunistas, e que algu$m +bem ... dificilmente- esteja se comportando como 8c.arth9. 5m paralelismo similar poderia ser feito com relação : controv$rsia sobre o aborto. 3queles de nós que se op2em ao aumento das restriç2es legais ao aborto não são, suponho, favor,veis ao aborto no sentido de pensarem que ele seja uma coisa maravilhosa e de sustentarem que quanto maior a ta)a de aborto maior o bem(estar da sociedade0 somos 1anti antiaborcionistas1 por ra%2es muito diferentes, que não preciso desenvolver aqui. Nesse conte)to, a dupla negação simplesmente não funciona da maneira usual, e $ nisso que reside a sua atração retórica. la permite que se rejeite uma id$ia sem que, por isso, nos comprometamos com o que $ rejeitado por ela. ; precisamente isso o que quero fa%er com relação ao anti(relativismo. ssa abordagem desajeitada do assunto, e)igindo e)plicaç2es e justificaç2es : medida que se desenvolve, $ necess,ria porque, como observou o filósofo(antropólogo <ohn =add +>?@A, p. >B>-,

est$ticos ou morais. 1cada homem chama de barbarismo o que quer que não seja sua própria pr. escavaç2es e l$)icos. reagiram. >@K?. o sacrif&cio 3%teca. de ver em Mitler apenas um camarada de gostos não convencionais.alaciana1. . que ela mais perturbou a pa% intelectual geral. $ identificado com o niilismo +=add.aribes não usavam calças0 ele não precisou ler Patterns of Culture (Padrões de Cultura. >?@A.-. destruição . mas tamb$m em muito da arqueologia.(la.1 +=add. como era de se imaginar. a isto. são definiç2es absolutistas. ou simplesmente não tem opinião alguma. Hem antes dele. ou mais e)atamente a propensão relativista que a antropologia tantas ve%es indu% naqueles que lidam constantemente com seus materiais. citando 8ontaigne novamente. Tamb$m este ponto $ geralmente mal compreendido. 3 compreensão de que informaç2es provindas de outros lugares # sobre casamento espiritual (ghost marriage).pol&tica alguma1 +NabinoO. est. que tanto os relativistas como os anti(relativistas.-. . a menos que desapareça a própria antropologia. ou di%er que de qualquer forma aqueles que nos são oferecidos são dLbios. p. 3 tend"ncia relativista. 3 id$ia de que quem não concorda com as suas opini2es defende os pontos de vista reciprocamente contr. APK. a mensagem que se acreditava tiv$ssemos para o mundo era a de que. Meródoto. 3penas gente demais gastando tempo demais na descrição detalhada daquilo que nãodefende. 8ontaigne +>?F@. de 1+não ter. possam ser de fato inacess&veis. p. como me vi acusado recentemente. com a ajuda europ$ia de CestermarcD. N. >K@-. a menos que acreditemos firmemente nela. p. progressivamente constatado como um fato. com um au)&lio semelhante de =$vi(6trauss. assim como de que foram Groeber. Tudo isto $ relevante para a antropologia porque certamente foi atrav$s da id$ia de relativismo.a 6tanle9 Jish. como di% =add ainda. $ que o relativismo. pensem no ataque de 7srael 6cheffler +>?BF. Henedict e 8elville MersDovits. >>I(>>R. relativismo são constru&das por oponentes do relativismo.T. no de Ca9ne Hooth +>?@I. de tomar 1grafitagem1 por boa poesia.a Thomas Guhn0 para o do 1relativismo est$tico1. Desde os primeiros tempos de nossa disciplina. : medida que nosso empreendimento foi avançando e nossas descobertas foram se tornando mais circunstanciadas. mesmo quando a teoria em antropologia # evolucionista. que se esforçaram para nos livrar dele. 3final de contas. $ ver(se acusado de descrer na e)ist"ncia do mundo f&sico.1todas as definiç2es correntes de. que contaminaram nosso campo com o v&rus relativista. 6ugerir que 1fundamentos sólidos1 para julgamentos cognitivos. p. >?@I. $ no entanto uma id$ia c/moda para os que temem que a realidade desapareça. >?@I.pode tirar conclus2es relativistas. t"m uma base muito pobre. Não foi a teoria antropológica como tal que fe% com que o nosso campo parecesse um argumento maciço contra o absolutismo no plano das id$ias. GlucDhohn e Nedfield. ou qualquer coisa que se lhe assemelhe sob essas definiç2es tão hostis. p. B>-. conforme ouvira di%er. sem começar pelo menos a considerar a possibilidade de que. crânios. desaparecer. p. APA(A>R. 3 id$ia de que foram Hoas. a conclus2es do mesmo g"nero +Meródoto. citado em Todorov. mas o argumento $ geralE para o caso do 1relativismo cognitivo1. esta $ uma noção que provavelmente não ir. das quest2es morais e do julgamento est$tico.tica pois não temos outro crit$rio de ra%ão al$m do e)emplo e da id$ia das opini2es e costumes do pa&s em que vivemos1 +>?F@. t&tulo de livro de Nuth Henedict. menos relativista. chegou. o resultado disso. FP-. Joram os dados antropológicosE costumes. se referindo particularmente ao 1relativismo $tico1. 8as essa $ uma id$ia que não produ%iu muita lu% na discussão anti(relativista. ou que assim parecem. ou mesmo. bastante mal definida.rios. entre os quais os homens supostamente comiam seus pais. Suaisquer que sejam os seus problemas e por mais sutilmente que estes sejam e)pressos.. assim de algum modo impl&cita no campo antropológico como talE talve% particularmente na antropologia cultural. difusionista ou elementargedankenisch # era qualquer coisa. do fato de que. Não se pode ler muito sobre a matrilinearidade Na9ar.+>-. da ling!&stica antropológica e da antropologia f&sica. o verbo Mopi ou as convoluç2es da transição hom&nida. de acordo com suas sensibilidades. # bem al$m do que pudesse ser de alguma forma proveitoso. est. refletindo sobre 1certos &ndios de uma raça chamada .. a nossa confiança em nossas maneiras de ver e fa%er as coisas e a nossa determinação de levar os outros a compartilh. como as pessoas v"em diferentemente as coisas e fa%em(nas de outro modo no 3lasca ou em DQ ntrecasteau). cujo tema imediato $ o famoso livro de CestermarcD. os . não passa de mais um dos mitos que confundem toda esta discussão.

mas duvido que muitos deles tenham ficado assim em virtude de um e)cesso de sensibilidade :s e)ig"ncias de outras culturas0 e pelo menos a maioria das pessoas que encontro. apressar(se no julgamento $ mais do que um equ&voco. acaba por não ser a contradição simples que tantos lógicos amadores sustentaram que fosse. constru&dos para persuadir(nos a resistir ou a aderir. tudo bem. que ele vai atacar novamenteT . afetado. mas a e)pressão de uma percepção. a essa maneira de ver as coisas. c'est tout pardonner. de que. ntendido este fato. 1como inclinar(se e)ageradamente para tr. Sue certamente os anti(relativistas. felação inici. II Dirão que. mas não aqui0 tout comprendre. *s assim chamados relativistas querem que nos preocupemos com o provincianismo # o perigo de que nossas percepç2es fiquem embrutecidas. nossos intelectos limitados e nossas simpatias estreitadas pela atitude de aceitação do que $ supercultivado e supervalori%ado por nossa própria sociedade. onde tudo seja tão significativo. seguros no conhecimento de que sacudir cabaças não fa% trovejar e de que comer gente $ errado. stão nos propondo uma escolha de preocupaç2es. 'ode haver por ai alguns niilistas aut"nticos.omo j. KI(KR-. mas a e)pressão de uma preocupação muito mais vasta. o 1anti(relativismo1 são vistos como respostas gerais : maneira pela qual aquilo que Groeber certa ve% denominou como o impulso centr&fugo da antropologia # lugares distantes. como mentir e matar no interior do grupo # acabam por não ser realmente as obsess2es pessoais e arbitr. imolação real e +*usarei di%"(loT 6er. filósofo. o provincianismo de um modo geral $. outros costumes1. Da mesma forma. e observador deslumbrado da maneira de ser dos antropólogosE . esp$cies distantes ... sem dLvida. não podem ser tão suscet&veis. o conjunto da discussão fica melhor focali%ado * suposto conflito entre o apelo de Henedict e MersDovits em prol da tolerância. *s autodenominados anti(relativistas querem que nos preocupemos. * que parece um debate sobre as implicaç2es mais amplas da pesquisa antropológica $ na realidade um debate sobre como conviver com elas. 'ois então. para mim.se)o causal entre adolescentes # indu%em naturalmente a uma visão das coisas do tipo 1outros animais. 1. foi uma compreensão que condu%iu alternadamente a argumentos indignados. a preocupação mais genu&na com relação ao que ocorre no mundo. geralmente paroquial.ticas distantes # afeta nosso sentido das coisas. tempos distantes. $ um crime. ou belo. de que se algo não est.rias que tanto parecem ser. ancorado em toda parte. estou e)agerando. causada por muito pensar sobre o anthropos em geral. ouçam Cilliam Vass +>?@>.s1-. o 1relativismo1 e. a coisa possa ser e)ageradaE 1tanto fa% voc" dar de cara no chão1. sendo o mundo tão cheio de mil e uma coisas. e a pai)ão intolerante com que o fi%eram. e at$ eu mesmo. sugeri. ou bom. estamos todos profundamente comprometidos com uma coisa ou outra. gram.vel de uma estória de Thurber. uma morte(em(vida da mente. quanto tudo o maisE vale tudo0 cada um na sua0 tu paga pra ver0 sei o que quero0 l. + mbora. em nome da ra%ão.tica. causada por pensar tanto em Uunis e Dahome9s.. que leio ou que leio a respeito. como se nossas próprias almas dependessem disso. p. desesperados e e)ultantes. as verdades panculturais de Groeber e de GlucDhohn # as do primeiro relacionadas principalmente com quest2es embaraçosas para as pessoas. 3ssim. 'arece(me altamente fantasiosa a imagem de uma multidão de leitores de antropologia circulando por ai num estado de esp&rito tão cosmopolita a ponto de não ter opini2es sobre o que seja ou não verdadeiro.ritual da propriedade. com uma esp$cie de entropia espiritual. at$ neste caso. romancista. a teoria # se $ assim que devem ser chamados esses diligentes conselhos a respeito de como devemos ver as coisas para sermos inclu&dos no rol dos decentes # $ muito mais um intercâmbio de advert"ncias do que um debate anal&tico. como del&rio e menstruação0 as do segundo. . logo tão insignificante. di% a moral admir. ao longo da Nodeo Drive ou em torno da Times 6quare. 3qui. com quest2es socialmente perturbadoras. nada pode estar ancorado em lugar algum. o olho da infância que tem medo do retrato do diabo10 o anti(relativismo forjou em grande medida a ansiedade de que ele vive.

. co%ertos de pó e de feridas. surgida de uma n$voa de argumentos caricaturais antes de mais nada mal(apanhados +Vass v" 8ar9 Douglas como uma esp$cie de c$tica. mesmo $ue ti!essem sido pesadamente pisoteados at' ficarem achatados como a rel!a numa trilha. costum !amos todos cham "los de #nati!os' # a$ueles pe$uenos po!os. mas apenas como do)a. e0clamasse1 #2ue droga de modo de !ida/' Por$ue. a adotar uma perspectiva que nos desumani%e a ponto de tornar(nos incapa%es de comunicação com . )m pouco tempo recuperamos os sentidos e fi*emos com $ue se !estissem. endossando uma simp tica igualdade entre culturas. como $uem se li!ra de roupas de tra%alho. e argumentando pela total muta%ilidade do homem e pela completa sociologia da$uilo $ue. incapa*es de e0ercer uma cr&tica $ue atra!esse as culturas ou as su%cultura. ainda assim o o%ser!ador poderia notar a fre$34ncia com $ue sorriam. na infi%ula(ão. ao afastar"se de uma cultura $ue !iesse estudando.er). nem podendo entende("los). como se esta fosse a mesma coisa $ue um literalismo %&%lico o%scurantista. p. e aceitamos o relati!ismo. a sa%er1 limitando a a!alia(ão cr&tica das reali*a(ões humanas.observa que o relativismo +1a posição segundo a qual toda avaliação $ uma avaliação relativa a um ou outro padrão determinado. <arvie +>?@I." sta visão febril sobre o 1ponto de vista antropológico1. na clitoridectomia. isso soa mais como 1na frente1. vestidos e no perfeito uso de nossas faculdades mentais. nos pergunt !amos se isso os torna!a capa*es de e!itar as tensões !i!idas pela nossa própria +u!entude e. e fomos adiante. Ainda assim. no &ntimo. "Assim como não poder&amos esperar de um cirurgião $ue dissesse algo do tipo #. mais morda% que a dele. não (os) entendendo. -m grande senso de superioridade foi um dos fardos do homem %ranco $ue.. e. ' claro $ue isso se de!ia a estarmos ainda limitados num estreito ponto de !ista europeu moderno e a não termos nenhuma simpatia (por esses costumes). ou como eram serenos.ertamente nenhum de nós. At' nossas pu%lica(ões mais respeit !eis podiam mostr "los nus.orreu e + foi tarde/'. como um espantalho e um gui%o de leprosos. em <ltima an lise. ha%itando florestas e ilhas #. Podemos in!e+ar as maneiras pac&ficas dos 5unis e o #cora(ão feli*' dos 6a!aho1 "7 surpreendente o $uanto nos sent&amos apa*iguados por achar $ue ha!ia alguma funcionalidade nos ta%us alimentares. como conv$m a uma ci"ncia respeit. assoma o niilismo" 3pesar do 1atr. em tri%os litor8neas indolentes e !eranis. tam%'m de um antropólogo não poder&amos esperar $ue. nos desumani*a. dei)a(nos com um bocado de coisas a responder. os ataques dificilmente poderiam ser considerados menos graves. e a s. RK(RB. uma !e* ali!iado desse peso. Chegamos a desconfiar de nossos próprios pontos de !ista. so% tais circunst8ncias. alimentar o con!&!io e estruturar uma determinada sociedade. . #opinião'. o relati!ismo não dei0a espa(o para nenhuma cr&tica . ou se+a. mesmo $ue esti!essem rapidamente desaparecendo. con$uanto ele se+a uma das prostitutas mais sarnentas. se ainda nos sent&amos moralmente melindrados pelos sacrif&cios humanos ou pela ca(a"de"ca%e(as. su%stituiu"o por um igualmente pesado sentimento de culpa.tira de Henedict. ele nos desarma. .. certos adolescentes aos $uais era permitido trepar sem ta%us. e os padr2es derivam das culturas1"tem estas conse$34ncias o%+et !eis.vel. $uando encontr !amos. mesmo $ue os nati!os fossem muito po%res. nos dei0a incapa*es de entrar em intera(ão comunicati!a. de nossas certe*as locais. dese+ !amos $ue não. 3tr. 7. sem $ue isso fosse ofensi!o. embora e)pressos com menos originalidade. não poderia mais ser considerado como conhecimento. passou(lhe inteiramente desapercebida-.s do relati!ismo.s1. por$ue seus seios pendentes ou pontudos eram tão inumanos para nós $uanto tetas de !aca. e aca%amos por reconhecer a pretensão não"cient&fica $ue ha!ia nisso. ou $uão raramente suas crian(as %riga!am. Todavia. se apressar. "Alguns antropólogos desamarraram de $ual$uer ancoradouro a$uela perspecti!a moral tão sagrada para )liot e Arnold e )merson (a ci4ncia e a arte tam%'m ficam 9 deri!a na corrente*a do :ir"a"."Apesar dos antropólogos. mesmo do interior da profissão. cada $ual cumprindo sua tarefa de aglutinar. chamando de #fundamentalismo' $ual$uer cren(a num conhecimento o%+eti!o. distantes.

. Para Creud. na tentativa. 6uDarno. foi intitulada mais apropriadamente comoE 1* 7nferno do Nelativismo1. p. o relativismo cultural que por muito tempo caracteri%ou aquelas ci"ncias sociais que se recusaram a situar o comportamento humano nos processos biológicos. como instein o destruiu cognitivamente ao banir o movimento absoluto e <o9ce o fe% no plano est$tico ao banir a narrativa absolutaE ". +Nem cheguei a mencionar os ardentes debates suscitados pelo reflorescimento da teoria pol&tica e moral. . antes. foi uma con!oca(ão para o surgimento desses estadistas gangsters. o que di% Veorge 6tocDing +>?@A. 3min.upplement. que trata da história do mundo desde >?>F e se inicia com um cap&tulo intitulado 15m 8undo Nelativista1 +a resenha de Mugh Thomas. 3ssim como a 'revid"ncia 6ocial.rio # tudo decorre da mesma enfermidade. 8ar) e Jreud +com o poderoso au)&lio de Jra%er # uma contribuição nossa. D fim da !elha ordem. na diversidade. intolerância insensata0 promiscuidade ideológica. justifica o status tecno( econ/mico atrasado dos povos antes coloni%ados.ser visto como uma esp$cie de neo(racismo que. na singularidade.. (e) !iu (a morte de Aeus) como.1 *u ainda o que di% =ionel Tiger +Tiger Y 6epher. resumindo outros autoresE 1o relativismo cultural. Nasser e MammarsDjWld.. )ntre as ra(as a!an(adas. 8ao. ha!iam engrossado as fileiras do clero totalit rio. e a independ"ncia da &ndia. pela difusão de ânimos não fundamentalistas em metaf&sica e epistemologia. com o mundo a !agar num uni!erso relati!ista.." (Eohnson. p. JH) Depois disso. 6iet*sche perce%eu corretamente $ue o candidato mais promissor para ocupar esse espa(o seria o $ue denominou #A :ontade de Poder'. e pela rejeição de pr. ser dito. p. o Nelativismo . os antropólogos.são. A ideologia secular ocuparia o lugar da cren(a religiosa. o terceiro do trio. monomania ideológica0 hipocrisia igualit. ambas as guerras mundiais. publicada em >?@I no =imes >iterar? .. um acontecimento histórico $ue teria dram ticas conse$34ncias. FGHI. >B-. na incomensurabilidade.. A história dos tempos modernos ' em grande medida a história de como esse ! cuo foi preenchido.qualquer pessoa. Niet%sche. >?BA. tornar"se"iam pol&ticos totalit rios. >?B@..ticas "@higs" e do metod(ismo na história da ci"ncia. o shintomilitarismo. finalmente... HoDassa.* livro considera como resultados de algo chamado 1a heresia relativista1 todos os desastres contemporâneosE =enin e Mitler.ar0 descre!eu um mundo no $ual a din8mica central era o interesse econBmico. talve% não haja muito mais a. o colapso do impulso religioso dei0aria um imenso ! cuo.. sugeridas pelo livro recente e fero% de 'aul <ohnson +>?@I-. das leis institu&das pelo patriarcadoQ. +pode.1 Tolerância insensata. de aplaca(lo. 6iet*sche. e)ceto. o decl&nio e.. e assim por diante # o que mpson +>?KK. a *' '. o struturalismo. resumindo a si próprioE 1o argumento feminista +da Zdesnecessidade social . a 8&dia. simplismo igualit. >FB-. poss&vel situar esta Lltima proposição num bom nLmero de lugares no pensamento e na pesquisa .ria. a inflação.odern =imes +Tempos 8odernos-. para dar um Lltimo e)emplo. na descontinuidade. e)ercendo o seu of&cio e de alguma forma refletindo sobre ele..destru&ram moralmente o s$culo X7X.Tornou( se cada ve% mais intenso o temor de que a nossa "nfase na diferença. a Hurguesia ou os . 3s alturas a que pode aspirar este tipo de coisa +do g"nero 1cuidado com a prostituta sarnenta que pode castrar seus poderes cr&ticos1. a meu ver mal concebida. que sustentara o ataque contra o racismo. eles não demoraram a aparecer. pelo aparecimento da cr&tica liter. p.tumultuadamente abertos todos os seus camarotes1 # pudesse acabar por dei)ar(nos com pouco mais a di%er al$m de afirmar que em outros lugares as coisas se dão de outro modo e que a cultura $ o que a cultura reali%a. o principal impulso era o se0ual. possivelmente. o 6e@ Aeal. A?A(A?I. na e)centricidade. o holocausto. Ds $ue. esse temor tornou(se na verdade tão intenso que nos desviou para certas direç2es sobejamente conhecidas.&rculos Dominantes. citado para fins opostos em GlucDhohn. era tam%'m um ateu..ria desconstrucionista.chamou de 1o gigantesco circo antropológico +mantendo.. 15m grande trio de imaginativos intelectuais alemães1.ultural causa tudo o que $ ruim. >?FK.reflete. .. 8esmo considerando seu tipo todo particular de provincianismo. dificilmente poderiam dei)ar de ser afetados pelo rumor da inquietação filosófica que surgia por toda parte : sua volta.

Não $ a validade das ci"ncias. em questão. rotulado homo. da pesquisa sobre intelig"ncia artificial.adeia do 6er. me referi. *s homens não voam e os pombos não falam.+A-. : psicologia do desenvolvimento. etc. >?FB-. como o empiricismo do Zo(c$rebro($(um(quadro(negroQ #.lise.artesiana do .ompetição 7nterteórica.rias. : psican.onhecimento. ao mar)ismo. naturalista num caso. seja escalando por ela # o animal por bai)o da pele. afora. +1Nós Temos . deve acreditar no meu Diabo1. em questão não $ saber se os seres humanos são ou não organismos biológicos com caracter&sticas intr&nsecas. 13 8ente Mumana1 +[-.oncepção . quero concentrar(me aqui em dois pontos de importância central. 3 questão $ a de saber para que nos servem esses fatos indiscut&veis quando estamos e)plicando rituais. No lado racionalista. de Marris. mas les não t"m. * que me . 8as encontram(se tamb$m perspectivas desenvolvidas a partir da psican. tamb$m. restabelecer um conceito de 1Nature%a Mumana1 independente de conte)to. que se fa%em com relação ao estruturalismo. onde quer que os encontremos. . : gram. III sses dois movimentos no Esentido da restauração de concepç2es que independam da cultura. irrelevante que a sociobiologia seja ou não. com uma determinação crescente e quase . como o são o de 1Nature%a Mumana1 ou o de 13 8ente Mumana1. psicológicas. : intelig"ncia artificial. *s 'apuas sentem inveja. situa(se por certo o novo intelectualismo que se associa ao estruturalismo e outras orientaç2es hiperlogicistas. da etologia de e)posição(e(impressão. mas as salvaç2es são muitas. um entusiasmo momentâneo aqui e ali. bem como alguns tipos de teoria do desenvolvimento e alguns tipos de mar)ismo.antropológicos contemporâneos # desde o materialismo estilo 1Tudo o que surge precisa convergir1. racionalista no outro.. como o historicismo do tipo Zcultura($(tudoQ. que não apresentam muita concordância al$m do seu sentido geral. da neurologia. da microssociologia. são as coordenadas que. 8as encontram(se tamb$m perspectivas que se desenvolvem a partir da ling!&stica gerativa. : microssociologia. ou primitivas. ou que a neuroci"ncia seja um programa progressivo +para usar os Lteis ep&tetos de =aDatos. talve% não. mesclados de talve% sim. * pecado pode ser um só. não aqui. * que est.sico. os homens apresentam aspectos comuns em seu funcionamento mental. em questão o fato de que. ou pelo menos em grande voga. 3s tentativas de banir o fantasma do relativismo. analisando ecossistemas. ou a .rias. a que os antropólogos deveriam. maciço e coordenado.. posiç2es que ningu$m com um pouco de seriedade sustenta ou sustentou. 8ais uma ve%.rias gradaç2es de julgamentos. .. reais ou imagin. assim como alguns tipos de teoria do desenvolvimento e alguns tipos de mar)ismo. at$ o evolucionismo da 1Vrande =inha Divisória1 +Kreat Ai!ide). estão certamente a sociobiologia e outras orientaç2es hiperadaptacionistas. mas uma multidão imprecisa e imisc&vel de iniciativas. : beira de alcançar reali%aç2es e)traordin. Tamb$m não são relevantes as v. não constituem um empreendimento Lnico. : ecologia. interpretando seq!"ncias fósseis ou comparando idiomas. ou 3lfabeti%ação. a que j. 'elo menos. sem o aditivo sapiens.1. No lado naturalista. seja escorregando pela Vrande . um programa de pesquisa degenerativo destinado a naufragar em suas próprias confus2es. $ preciso ser claro para não ser acusado +sob a suposição de que 1se voc" não acredita no meu Deus. ling!&sticas ou mesmo culturais que tenham tais objetivos (Luman Melations Area Ciles e coisas do g"nero-. relativas ao que $ em nós considerado b. possivelmente. que est. : etologia. por essa ra%ão. e essencial.de defender posiç2es absurdas # radicais.. como um bastião contra o relativismo. não deve ser compreendido equivocadamente como um ataque atais pesquisas enquanto programas de investigação. os 3bor&gines sonham. ntretanto.i"ncia. assumem um certo nLmero de formas bastante d&spares. da ecologia. que um ataque como o que faço aos esforços para construir conceitos independentes de conte)to. atualmenteE o esforço para.preocupa. como penso que $.lise. cada qual insistindo em sua própria causa \ na direção que lhe parece adequada. da psicologia e)perimental. e deve nos preocupar a todos. Tampouco est.tica gerativa. e igualmente a tentativa de restabelecer um similar daquela outra velha amiga. ou . de 'opper. prestar atenção. a partir de pesquisas biológicas. uma mente para todas as culturas #.

Psto me pareceu pouco profundo . a segregação dos aleijados. saltando o muro do rido +ardin*inho $ue. para que sucumbam sob o seu próprio peso. relativistasT-0 de que a diferença $ superficial e a semelhança $ profunda0 de que =oren% $ um camarada sincero e honesto. p. $ue recomenda algo. encontrei algumas clareiras sendo tra%alhadas por psicólogos freudianos e +unguianos. numa determinada propor(ão com o resto da !ida de algu'm'S possi%ilita sanar uma dificuldade a respeito de conceitos tais como o de natural0 dificuldade $ue fe* com $ue muita gente os considerasse como imposs&!eis de serem utili*ados. ingratidão. nem uma concep(ão criada por nossa !ontade e imposta ao mundo. 2ue padrão (o%ser!em o singular CK) usamos para issoO 2ual ' a estrutura su%+acente da nature*a humana $ue de!e ser completada e e0pressa pela culturaO 6esse emaranhado de $uestões. 0i!"0!. Neast and . na !erdade. )i%es")i%esfeldt. Al'm do seu sentido forte. $uerendo isto di*er $ue uma pol&tica %aseada neste impulso natural. mas podemos então criticar nossa cultura. A cultura. it licos no original). 3 selva permanece a v. 2ue o se+am. o sadismo.oral inglesa.. *s pressupostos de que est. são uma realidade.. D $ue a%ominamos não ' pass&!el de escolha. Aca%ei por chegar numa outra clareira. Ds males do mundo.. 8ais importante $ saber que tipo de jardim $ este em que 1DarOin se encontra com 3ristóteles1. =he Moots of Luman 6ature +3nimal e Momem. sem d<!ida. Dutras reas iam sendo mapeadas por antropólogos $ue pareciam ter algum interesse em meu pro%lema. =im%ergen. mas agora vejo1. a. pois se trata de um trabalho que consiste. no estilo 1fui cego. era culti!ado so% o nome de Cilosofia .rios muros de distância.tornou caracter&stico de tais discursos nos anos recentes. de meras afirmaç2es Trata(se do livro de 8ar9 8idgele9. alguns anos atr s. Psto significa apenas $ue ele ocorre.. estão sendo diligentemente estabelecidas com a sua ajuda. na$uela 'poca. Naquele tom do Pilgrim's Progress. eivada esta declaração de consci"ncia # de que as fantasias que nos são impostas por julgamentos culturais +que o pobre não tem valorT que os negros são subumanosT que as mulheres são irracionaisT. em larga medida. a monotonia. embora seja dif&cil entender por que $ assim considerado. fa* !ariar os detalhes.as. e Jreud um sujeito misterioso # talve% possam ser simplesmente dei)ados de lado. num sentido forte e perfeitamente sensato.Sue esp$cies de abominaç2es vão se tornar não(opcionaisT Sue tipos de fatos serão não(naturaisT Hem.. mas $ue não eram %astante claros para mim.. pensa!a então. entre outras coisas # pelo menos quando levadas ao e)tremo ")ntender este ponto R#$ue o $ue ' natural não ' nunca apenas uma condi(ão ou ati!idade. 8idgele9 escreveE ")u mesma entrei nesta sel!a. o sadismo ' natural. .. eles t4m um sentido fraco.ugestões nesses sentidos constituem m f'. a partir de princ&pios $ue pareciam promissores.não são adequadamente sólidas para servir de fundamento ao mal verdadeiro0 de que a cultura $ uma esp$cie de cobertura e que o bolo $ a biologia0 de que não temos escolha sobre o que devemos odiar +patr2esT hippiesT intelectuaisT. . desta !e* uma e0pansão das fronteiras da *oologia tradicional. de!er&amos reconhec4" lo.an. não ' nem uma fantasia $ue nos tenha sido imposta por nossa. que se . o $ue os seres humanos tinham em comum não era muito importante1 $ue a cha!e de todos os mist'rios est na cultura. de >?F@. $ue não o fa*.. Mouve apenas uma troca de jardins. Ci* isso num esfor(o de pensar so%re a nature*a humana e o pro%lema do mal.orris) interessados nas nature*as de outras esp'cies. )les ha!iam tra%alhado %astante so%re a $uestão do $ue seria uma tal nature%a # um tra%alho recente (desen!ol!ido) na tradi(ão de Aar@in e. mas um certo n&vel dessa condi(ão ou ati!idade. parece que são as associaç2es de admiração mLtua. a di*er $ue. feita por estudiosos (>oren*. 'ara entrar nisso tudo pelo lado naturalista. própria cultura. podemos chamar o comportamento s dico de não(natural. mas $ue se inclina!am. mas $ue se tornaram prementes ho+e em dia" (FGQH. de Aristóteles. Aesmond . pela primeira !e*.. tratando diretamente de pro%lemas pelos $uais este + se interessara.. 6o sentido fraco. e prolongada .evang$lica. 3s Na&%es da Nature%a Mumana-. podemos dar uma olhada num te)to de discussão geral que $ amplamente aceito como uma e)posição equilibrada e moderada da posição. finalmente..

não apenas como um con+unto de partes. e portanto melhores para impressionar voc"s. como mais ou menos saud !el em rela(ão a algum padrão est !el e o%+eti!o de %em"estar f&sico.cil ou não se mostre um artefato que se destrói por si mesmo. facilmente descart. constituição psico(se)ual. arrisco(me a di%er.vel polemistaE 8elford 6piro. este joguinho de malabarismo conceitual +natural pode ser não(natural quando pensamos em nature%a 1no sentido mais pleno1. ser da esp$cie.-. al$m de formid. it licos no original) +I-. mas com uma figura maior. o parric&dio. dei)em(me e)aminar brevemente as concepç2es0 especialmente as mais recentes.. $uerendo significar $ue se trata de uma !ida cu+o centro est fora do lugar. para o v&cio assim como o ajustamento est. Pode"se encontrar e0emplos desta coisa errada # e0emplos de não"naturalidade # $ue não en!ol!am outras pessoas como !&timas1 narcisismo e0tremo. 6eria poss&vel encontrar casos mais puros. ] parte o fato de legitimar um dos mais vulgari%ados sofismas do debate intelectual contemporâneo.atra!'s da !ida de algu'm numa ati!idade organi*ada. são a agressão redirecionada. )ntender um paciente ' entend4"lo. tomar como e)emplo algo que não seja um alvo f. padrão $ue os gregos chama!am aret\.' .e)p2e a tese b. como di* Ro %ispoS Nutler. no caso de 6piro. $ poss&vel que caia um altru&sta ego&sta ou um estruturalista biogen$tico. 8as acho melhor. $ue ultrapassa o dano real $ue ela inflige. 1 +genes. os $uais fa*em parte da nature*a humana.. se mordam na cama. ' o $ue di*emos. mas. #contr ria 9 própria constitui(ão da nature*a humana. Dutros e0emplos. em praticamente qualquer parte da antropologia dos dias de hoje $ poss&vel encontrar um e)emplo da volta dessa disposição mental do tipo 1tudo se resume a .as a agressão redirecionada e coisas do g4nero podem ser corretamente chamadas de não(naturais $uando pensamos em nature*a num sentido mais pleno.. etc. situada no centro da disciplina ou muito perto dele.)sta pala!ra ' ho+e tradu*ida ha%itualmente por #!irtude'." 8ais uma ve%. e associa(ões e0clusi!as de admira(ão m<tua. QG"HT. suic&dio. =odas essas coisas são naturais no sentido de $ue e0istem impulsos %em conhecidos conducentes a elas.. FGQH. ou pelo menos mais sincero. 3s mais importantes incurs2es recentes de 6piro pelas. ela se refere simplesmente 9 e0cel4ncia caracter&stica ou definiti!a do o%+eto de $ual$uer an lise funcional. ou entende"la. as caracter&sticas f&sicas de um organismo indi!idual tornam"se intelig&!eis 9 lu* de uma concep(ão % sica dos pro%lemas $ue confrontam este sistema f&sico autodirigido e 9 lu* de uma no(ão geral do estado de sa<de ou de %om funcionamento do organismo em rela(ão 9$ueles pro%lemas. o%sessão. desde que voc" não morda forte demais-. a segrega(ão de alei+ados. profunde%as da antropologia Lomo # sua redescoberta do romance familiar freudiano. 6egregar aleijados pode ser perigoso para sua saLde. virtude +tanto cognitiva como est$tica ou moral.idgele?... se em $ual$uer sentido lhes for permitido tomar conta dele" (. o esp&rito de !ingan(a. tão ou tão pouco convincentes para seus leitores quanto o $ em geral a teoria . pelo menos não estamos lidando com um fen/meno marginal # um 8orris ou um 3rdre9. que $ tamb$m um teórico influente. ..veis como entusiastas ou vulgari%adores #.rvore que voc"s sacudam. $ funcionar bem. 3 tarefa para o homem. no de 8alinoOsDi sobre os trobriandeses # são bem conhecidas e. menos nuançados e menos circunspectos. 7 natural $ue adultos $ue consentem. como di% 6tephen 6alDever +>?@I. na filosofia pol&tica de Platão e de Aristóteles. L algo de errado com essa ati!idade. arquitetura cerebral.est. )las são partes $ue arruinarão a forma desse todo. *u. a normalidade para a anormalidade. 8as. 3ssim.sica de todos esses argumentos preocupados com 3 Nature%a MumanaE a. De quase qualquer . $ue en!ol!em outras pessoas como !&timas. primeiro em seu próprio material sobre os Dibut% e. não o ' $ue professores molestem crian(as para sua própria gratifica(ão se0ual. mas como um todo organi*ado. cientista pol&tico e seguidor de 8idgele9E "=al!e* o modelo ou an logo mais desen!ol!ido para uma ci4ncia social funcionalista se+a o fornecido pela medicina. para a desordem. o bem(estar para a doença. A>P-. de um de nossos etnógrafos mais e)perientes. tanto para seus pulm2es como para sua tireóide. depois. '. a ingratidão. incesto. p. p. ao afirmar a forma forte de um argumento e defender sua forma fraca +o sadismo $ natural. Para o m'dico. #6ão ' uma !ida natural'.

da cultura. contudo." (. de constantes culturais e %iológicas pan"humanas. Todavia.rio e cooperativo1 do Gibut%.psicanal&tica de corte mais ortodo)o. ele capta uma disposição e uma tend"ncia muito mais amplamente disseminadas do que a sua j. estava pr$(condicionado. ele descobriu que a crença na imperman"ncia da e)ist"ncia sens&vel.. como o que um antropólogo que trabalha na . )sposando a filosofia do primiti!ismo .. das $uais as $ue se seguem são %astante representati!as. seguindo uma opinião antropológica herdada. para adotar uma concepção radicalmente ambientalista do homem.piro.bola moderna. m 7srael. ou a agressão nas sociedades ocidentais t4m uma pro%a%ilidade ra*oa!elmente realista de alcan(ar . parece bastante adequado seu artigo "Culture and Luman 6ature" +. no nirvana budista e na doutrina do desapego. +Na verdade. amorosas e não(competitivas. o do 1quando eu era pequenino falava como criança. p. uma visão social(determinista do comportamento e uma visão relativista(cultural da.as) o relati!ismo cultural tam%'m foi utili*ado. foi con!ocado para com%ater as no(ões racistas em geral. ainda assim0 ser atormentado por sentimentos de hostilidade. ou a desigualdade. não resultou na diminuição do interesse pelas materialidades imediatas da vida cotidiana. esse recurso a um funcionalismo m$dico objetiva curar em nósE "(D) conceito de relati!ismo cultural. com a conse$3ente derroga(ão da cultura ocidental e da mentalidade por ela produ*ida. no qual 6piro resume seu próprio avanço das confus2es passadas para as lu%es do presente. de >?F@. 'ara se ter uma id$ia. uma narrativa did. pelo menos por alguns antropólogos. ele descobriu que crianças 1criadas no sistema totalmente comunit.. minha preocupação com isso $ menor do que com o anti(relativismo vulgar que ele desenvolveu a partir disso.tica de como veio não somente a abandonar essas id$ias. como j. como !e&culo para empreender %uscas utópicas pessoais eVou como um fulcro para e0pressar descontentamento pessoal com o homem e a sociedade ocidentais1 As estrat'gias adotadas tomaram ! rias formas. mas substitu&(las pelos seus opostos. (F) =entati!as de a%olir a propriedade pri!ada. concepção que assumia uma visão da mente como uma t %ula rasa. no inicio da d$cada de RP. batida perspectiva teórica. dei)ei de lado essas infantilidades1. Psto '. pois ele $ muito e)pl&cito a respeito.onfiss2es de 5m )(Nelativista . m 7faluD. Não resta dLvida. seria suficiente para eliminar a suspeita de que a sua concepção de nature%a humana universal permanece presa a alguma distorção etnoc"ntrica. e sociali%adas para serem meigas. mencionei. na Hirmânia. a imagem do homem primiti!o foi usada. que 6piro traçou como o de moralistas fervorosos buscando tortuosamente pra%eres hedon&sticos. $ bastante proeminente na literatura anti( relativista em geral. (.. que j. para perpetuar um tipo de racismo 9s a!essas. ")m resumo. m seguida. e a no(ão de mentalidade primiti!a em particular. e elas compreendem a$uela nature*a humana uni!ersal $ue.. * artigo pertence a um g"nero que. IJG"IUT) Nestaria a verificar se o retrato dos povos da 8icron$sia ao *riente 8$dio.alifórnia # parece que o relativismo representa um perigo claro e presente por aqueles lados # deu ao registro de sua liberaçãoE 1.. apesar disso ressentiam as tentativas de fa%er com que compartilhassem as coisas. sobre que tipos de id$ias..ultural1 +R-... (meus tra%alhos de campo) con!enceram"me de $ue muitas disposi(ões moti!acionais são culturalmente in!ariantes (assim como) tam%'m (o são) muitas orienta(ões cogniti!as. 6piro começa sua apologia com a admissão de que. )stas disposi(ões e orienta(ões in!ariantes deri!am. foi usado como um poderoso instrumento de cr&tica cultural. ele descobriu que um povo que demonstrava muito pouca agressividade social podia. bem.. não $ mais de vanguarda. tornando(se resistentes e hostis quando obrigadas a isso. produtos nocivos de um relativismo pernicioso. FGQH.ultura e Nature%a Mumana-. fa% um relato da história de seu trabalho de campo como uma par. eu re+eitara anteriormente como (se se tratasse de) mais uma distor(ão etnoc4ntrica. por uma formação mar)ista e por demasiados cursos em filosofia britânica. quando veio para a antropologia.. seu te)to poderia ter tido um t&tulo mais adequado. mas agora que sou grande. Nesse artigo..

aumentado a cada volta como uma obsessão mesm$rica. suic&dios. atrav$s da n$voa de tais e)press2es. a id'ia de uma sociedade des!iante ' central para a tradi(ão da aliena(ão em sociologia# e noutros campos.. p. estupros e outros crimes !iolentos nas cidades. a nature%a essencial do homem. desigualdade. tal um batimento card&aco arr&tmico. %elicoso. de uma realidade subjacente estabelecida.. mas para os pro%lemas da so%re!i!4ncia no mundo moderno. : conclusão de que o que $ necess. dos estudos do desvio em antropologia.an or )!er?manO"+* studo do Desvio.om isso. concebida como um afastamento de uma norma inerente.tud? of Ae!iance. * 1instinto1 do homem para a auto(preservação.propensão ao desvio1.saud. intolerante aos des!ios. 6ão o%stante.. não como uma curiosidade estat&stica.arginal .tico e .rio para tornar verdadeiramente produtiva a pesquisa sobre o desvio $ uma concepção de nature%a humana que independa de conte)to # uma concepção em que 1os potenciais de comportamento geneticamente codificados que todos compartilhamos1 sejam vistos como 1subjacentes : +nossa universal. (uma sociedade) $ue se+a contr ria 9 nature*a humana." (. psicologia e sociologia..ais importante ainda ' a nossa incapacidade para testar $ual$uer proposi(ão so%re a ade$ua(ão relati!a de uma sociedade. p. Por sa%ermos tão pouco so%re a nature*a humana. por$ue o pensamento paranóico est institucionali*ado em certas sociedades primiti!as. 1buscas utópicas1 e 1filosofia do primitivismo1. com o tempo poderemos estar em condiç2es de julgar não apenas indiv&duos. IIX) 3l$m de acrescentar mais algumas abominaç2es não(opcionais a uma lista que promete ser infinita. redu%(se a uma s$rie de e)press2es.veis e outras não. se tudo correr bem no que respeita ao avanço da ci"ncia. imaginava houvesse desaparecido da antropologia juntamente com o evemerismo e a promiscuidade primitiva. $ sugerido que. o homosse0ualismo não ' des!iante por$ue os homosse0uais são os guias culturais de algumas sociedades primiti!as. o homem ocidental ' singularmente competiti!o.diante. e muito menos como. na qual se incluem tamb$m seus interessantes trabalhos sobre retardados americanos e transse)uais africanos. representando um desafio para a teoria antropológica. .piro." + dgerton. 3miga do =egislador. .e o natural não( natural +paranóia. dgerton chega tamb$m. (W) )m compara(ão com pelo menos alguns primiti!os. (I) A paranóia não ' necessariamente uma doen(a. a monogamia não ' !i !el por$ue a poligamia ' a forma de casamento mais fre$3ente nas sociedades primiti!as. não podemos di*er se. no espaço e no tempo. um tanto subitamente na verdade # como num acender de lâmpada #. seu mecanismo de combate(e(fuga e sua intolerância ao t$dio são os e)emplos oferecidos0 e. se0ista. 6o entanto.vido por conteLdos. 5ma ve% introdu%ido esse nari% de camelo. "=he . * medo do relativismo. o lance realmente cr&tico em meio a toda essa lengalenga sobre 1racismo :s avessas1. tipo poliandria fraterna. nessa perspectiva. que se fa% a transição de 8idgele9 entre o natural natural +agressão. 6ossa tradi(ão relati!ista em antropologia !em cedendo muito lentamente 9 id'ia de $ue possa e0istir algo como uma sociedade des!iante.que acompanha o de 6piro no mesmo volume. + $ue tais situa(ões podem ser encontradas em muitas sociedades primiti!as. Momem 8arginal ou Momem . inadequadas. de!eria %astar para sugerir $ue a $uestão ' rele!ante não só para a teoria. levou a uma posição em que a diversidade cultural. fecha(se o c&rculo0 a porta bate.. 3t$ que ponto est. a tenda # na verdade todo o tumultuado circo gritando por todos os camarotes # est. embora ecl$tica. mas sociedades inteiras como desviantes. >?F@. 5m conceito generali%ador. Depois de uma resenha Ltil. não(naturaisE ". uma sociedade $ual$uer fracassou. em apuros talve% se possa ver mais claramente pelo te)to de Nobert dgerton +>?F@.omumT-. redu%indo(se a antropologia. homosse)ualidade-. na minha inoc"ncia. RFP- .sucesso.. substância dessa realidade. $ a introdução da id$ia de 1desvio1. e assim por. mold. fracassadas. 'ois $ atrav$s desta id$ia.vel a qualquer . algumas . num argumento que eu. FGQH. em s$rios apuros. ao esforço de en)ergar. esquem.. uma olhadela superficial em $ual$uer mat'ria de +ornal so%re ta0as crescentes de homic&dios.

rio.rio separado1. 3s ansiedades anti(relativistas que. etc. concentram( se.ticas desalentadoras # como a caça de cabeças. Nort9. como disse Nichard Nort9 +>?@I0 cf. contr. verdade e falsidade-. freudiana0 mar)iana. aristot$lica +1uma das caracter&sticas. # que os levaram a aderir : bandeira da 8ente Mumana. 8ais e)atamente. loren%iana. # que levaram antropólogos a tomar o partido da velha e majestosa bandeira da Nature%a Mumana. benthamiana. no entanto. a predileção pelos tropos e imagens do discurso terap"utico +saLde e doença. no outro. o caminho da 8ente Mumana condu% ao retorno de outro # o de 1pensamento primitivo1 (sau!age. do homic&dio. o sistema de castas. o mesmo esforço para desenvolver uma linguagem privilegiada de e)plicação 1real1 ou 1verdadeira1 +1o vocabul. h. centrais da Nature%a Mumana1. *u sejaE enquanto o caminho da Nature%a Mumana condu% ao retorno de um de nossos conceitos cl. 1pr$(lógicas1. se concentram em torno dos enigmas da conduta. concentram(se em torno das crenças 1irracionais1 +ou 1m&sticas1. IV 6obre aquela outra invocação m. h.ao atacar essa noção como uma fantasia cientificista-0 e o mesmo desacordo generali%ado sobre qual seria e)atamente essa linguagemE a de 6hannonT a de 6aussureT a de 'iagetT M.forma que apareça # Oilsoniana.vel adotar um ceticismo emp&rico com respeito a eles. por certo.vel assumir um distanciamento moral em relação a elas. o escravismo. 3lguns deuses de algumas m.cula relativista. pela propensão aos tropos e imagens do discurso epistemológico +conhecimento e opinião. do suic&dio. normal e anormal.(las da história e da cultura como o $ o fundament. pr$(letrado-.tica e na psicologia cognitiva.quinas custam talve% bem mais do que valem. posso ser um pouco mais sucinto.drag2es de coração dourado e chifre na nuca. nquanto foram pr. em torno dos enigmas da crença. se não o detalhe substantivo. embora seja tamb$m +desculpem a e)pressão. que.#. outra diferença. tamb$m diferenças. 1$ um judici. um g"nio an/nimo teria observado. atua no sentido de levar os dois tipos de discussão em direç2es um tanto divergentes. foram conceitos inveross&meis # como a substância da feitiçaria. na impressão de que só assim seria justific.: . tend"ncia para ver a diversidade como o superficial e a universalidade como o profundo. particularmente nos dias de hoje. os reis deuses e +antecipando um e)emplo a que me referirei adiante. função e disfunção-. etc. como se assim se chegasse .rio próprio da nature%a1. na ^impressão de que só assim seria defens.(las em algo chamado 3 . * retorno da noção de Nature%a Mumana como uma id$ia reguladora tem sido estimulado principalmente por avanços ocorridos na gen$tica e na teoria evolucionista0 o da noção de 8ente Mumana. 13 8ente Mumana1.i"ncia. No que di% respeito : antropologia como tal. num esforço para de alguma forma compreend"(los. >?F?. mais ou menos derivada dessas.rias at$. Tamb$m $ bastante grande o nLmero dessas perspectivas racionalistas ou neo(racionalistas em . ainda o mesmo desejo de representar as interpretaç2es feitas não como construç2es apro)imadas de seus objetos # sociedades. $ contrabalançada. M.mais relativa do que radical. mas # o que de fato $ muito pior # o modo como ela pensa. fato e ilusão. pois o padrão geral. 1não(cognitivas1-. levantada como uma cru% protetora contra o Dr. $ quase e)atamente o mesmo. culturas. da derrogação da cultura ocidental. num discurso.onstituição do Momem. do estupro. os animais tutelares. pelos que se verificaram na ling!&stica. a mesma. de um dos lados. 1afetivas1 ou. mas como a ess"ncia mesma de tais objetos imposta ao nosso pensamento. o enfai)amento para atrofia dos p$s.gica. prim. 3 tend"ncia da primeira dessas noç2es $ a de ver o relativismo moral como a fonte de todos os nossos males0 a da segunda $ a de atribuir a culpa ao relativismo conceptual.ssicos # o de 1desvio social1 # ao centro das atenç2es. M.. dooutro. 3marrar suas teorias em alguma coisa chamada 3 strutura da Na%ão $ um modo tão efica% de isol. * que $ tão inquietante não $ tanto a maneira como a outra metade se comporta. 8as essas diferenças quase não importam diante do impulso comum para a e)plicação Lltima. na inform. l&nguas #. transforma(se na base sobre a qual passa a repousar definitivamente a compreensão da conduta humana.

ou 13 . a lu% que brilha na escuridão relativista.argumenta que o fato de que outros povos não acreditem no que acreditamos nós. algum dia. o anti(herói de mil faces. algumas estão atentas :s Lltimas novidades do 87T +7nstituto de Tecnologia de 8assachusetts-. e com uma Lnica 4isão 4erdadeira própria +1não e)iste algo que possa ser chamado um fato não(literal1-. que desenvolve o . ou 13 nergia1.vel da filosofia britânicas +1Maver. coer"ncia e popularidade. rnest Vellner +>?@A. uma 1teoria prim. elas compartilham. como ao neonaturalismo.e de duas distinç2es categóricas +humano a não( humano. que as estórias de or. o livro trata do que apro)imadamente poderia ser chamado de o cen. o eu a o outro-. naquilo que começa a ser chamado algo esperançosamente de 1ci"ncias cognitivas1. >?@>-. ao longo do tempo.gio. algumas piagetianas. lhe parecem estar chegando a isso. fadado a fracassar. Jilhos de Valileu. at$ os himalaios. 3lgumas são estruturalistas. uma concepção em que ela $ vista # como.rio da Na%ão em 'erigo_ 13s tentaç2es do relativismo são perenes e pervasivas1. $ algo que pode ser convenientemente observado a partir da e)celente coletânea de e)ortaç2es anti(relativistas # que cont$m tamb$m um desengonçado te)to relativista maravilhosamente escolhido para condu%ir os demais ao n&vel de ultraje requerido # recentemente organi%ada por 8artin Mollis e 6teven =uDes +>?@A-. p. geralmente chamadas de processos cognitivos. em outras abordagens reducionistas da teoria social. especialmente na medida em que. al$m disso. regularidades de desenvolvimento. mas a maneira como pensamos sobre aquilo que pensamos. o que proporciona uma boa parte do &mpeto ao neo(racionalismo. geralmente chamadas de universais cognitivos0 algumas. geralmente chamadas de etapas cognitivas0 algumas. tanto em si mesma quanto para a an. $ uma distância-. di% a abertura da introdução dos organi%adores. algumas junguianas. * que. e alterarão significativamente não apenas o modo como pensamos sobre como pensamos. 3lgumas delas invocam regularidades formais. e que não $ tão incontestavelmente ben$fico. mais seguro que os outros dois de sua base racionalista + a visão computacional das representaç2es mentais desenvolvida por <err9 Jodor-. são vistos 1*s 8eios de 'rodução1 ou 13 strutura 6ocial1. o interesse em nosso funcionamento mental $ indubitavelmente 5ma . de cinco dicotomias espaciais +esquerda a direita. ou 1* 6&mbolo1 # como o termo soberano de e)plicação. etc. p. >?@A.arnegie(8ellon. regularidades operacionais. a respeito de como $ constru&da a realidade. a Na%ão salva do naufr. ABP-. verdades absolutas que possam ser gradativamente apro)imadas. .-. 'roduto do chamado 1debate sobre a racionalidade1 +ver Cilson. 8as $ Dan 6perber +>?@A-. a 1`nica 4isão 4erdadeira1.ultura1. algumas sem dLvida o serão. Manson. de uma tricotomia temporal +antes a ao mesmo tempo a depois. atrav$s de processos racionaisT *u serão igualmente v. cerne cognitivo que assegura que 1o Nelativismo est. nem todas as supostas descobertas se confirmam como descobertas genu&nas. Sue $ o medo do relativismo. * que elas t"m em comum. entre outras coisas. >?@A. forrado de argumentos plaus&veis1 +Mollis Y =uDes. est. Do mesmo modo que o interesse em nossa constituição biológica. outros. e serve como sua justificação maior. se. como um chamado cromOelliano :s barricadasE 1+*. ele acredita ser praticamente certo que a nossa seja a visão correta.=aboratórios Hell ou da Jundação . de =$vi(6trauss a Nodne9 Needham +o que j.. vir a ser bem sucedido1 +Morton. pot"ncia (cogenc?).florido caminho para o relativismo . sob o t&tulo de Mationalit? and Melati!ism +Nacionalidade e Nelativismo. apenas trivialmente variante. em cima a em bai)o.ria1 culturalmente universal. se vistos de dentro de seus próprios quadros de refer"ncia internamente consistentesT1 +B-.lidos todos os modos e sistemas de pensamento.lise da cultura. portanto. dos. ou 13 Troca1.oisa Hoa. parecem ter provocado nas ci"ncias sociais e numa parte consider. >-. $ uma visão fundamentalista da 8ente.antropologia.argumenta no sentido de um 1cerne cognitivo comum1. ao passo que o 5niversalismo pode.+K-.culo de vans('ritchard. do mundo como preenchido por objetos m$dios. duradouros e inter( relacionados em termos de um conceito de causalidade direta (a "pushputl" concept of causalit?). al$m de não inteiramente congruentes ou consonantes entre si. *s tr"s antropólogos na coletânea respondem todos com entusiasmo ao chamado para nos salvar de nós mesmos. >?FP0 cf. Todas buscam algo seguroE a Nealidade acess&vel. Nobin Morton +>?@A. não $ um argumento que implique em que a nossa visão não seja a correta.. com variados graus de pure%a. não $ meramente um interesse em nosso funcionamento mental. 7sto $.

a desconstrução da alteridade $ o preço da verdade.vel. algumas opini2es fortes sobre o que $ real e o que não o $. e tendo. p. como voc"s podem ver. do ecumenismo mais sonhador +apesar das variaç2es nos esquemas e)plicativos mais desenvolvidos. Temos procurado. ocasionalmente um passatempo divertido e at$ mesmo. :s ve%es. magia ou gen$tica. coisas que apenas parecem id$ias.vel.ataque mais vigoroso * relativismo.culos do veneno. o que $ recomend. certos drag2es # 1 tigers in red @eather" +tigres em tempo vermelho. nem podem entender.rio do mundo em movimento desmonta a ameaça do relativismo cultural ao desarmar a força da diversidade cultural. enigmas em mist$rios. pseudo(profundo. embora incrivelmente prejudicial +tornando a 1etnografia. ou talve% nem tanto.(los. menos circunspectos que os computadores. pois afinal entendemos mais ou menos do que se trata-. coisas que são realmente id$ias. e h. no fundo todos t"m mais ou menos a mesma concepção de como $ o mundo-. pois na verdade ele absolutamente não merece ser considerado uma posição. soltando fogos. 6uas id$ias são semi(id$ias. mas não $ o que sugeririam nem a história da antropologia. suas proposiç2es semi(proposiç2es." +6perber. seja na forma do mais trivial senso comum +dei)emos de lado o e)ame do f&gado e os or.# que merecem ser observados de perto. manter o mundo em desequil&brio0 pu)ando tapetes. 'elo menos. tais "slogans relativistas1.vel e o que não o $.vel e sem chifre algum. nem os ideais que a animaram0 nem $ costume apenas de relativistas di%er o que suas audi"ncias gostariam de ouvir. 6em dLvida. 8as essa afeição pelo que não se encai)a e pelo que não cabe.vel e o que não o $. `teis. de coração male. a própria ati!idade dos antropólogos. 'ois essa história tem consistido. convidou(o a caçar e matar em sua companhia +desconfiado de fatos não(literais. >?@A. não são assuntos que mesmo seus entusiastas tenham por verdadeiros. como 1povos de culturas diferentes vivem em mundos diferentes1.. $ tudo o que a antropologia tem sido. não são de fato crenças factuais. nem afoga(los em ton$is de teoria. um dragão ali adiante1 e 1povos de culturas diferentes vivem em mundos diferentes1-. de identidade e oferecendo a sua audi4ncia leiga e filosófica e0atamente a$uilo $ue ela $uer ou!ir. ou do cientificismo mais agressivo +h. =ricksters. 1fontes de sugestão num pensamento criativo +genu&no-1.. Tranq!ili%ar tem sido a tarefa de outros0 a nossa tem sido a de inquietar 3ustralopitecos. .lise conformista. :s ve%es fomos longe demais nessa direção e transformamos idiossincrasias em enigmas. tais como 1h. tais como 1atitudes proposicionais1 e 1crenças representacionais1. V *bservar drag2es. nem os materiais que ela reuniu.liques. suas crenças semi(crenças. Talve%. na verdade. e mist$rios em impostura. 6ão representaç2es incompletas e indeterminadas. ve% por outra. 6ão sinali%aç2es # mais ou menos elaboradas # de um tipo em Lltima an. >@Pm suma. em um campo de pensamento .. pois estes na verdade não entendem. Do mesmo modo que no caso da 1Nature%a Mumana1. que ocorrem quando nós. M. não constitui nem mesmo uma posição indefens. ligou(nos ao tema principal da história cultural dos 1Tempos 8odernos1. a realidade fora do lugar.. Mecapitulando (em seus te0tos) a sua e0peri4ncia. 8egalitos # apregoamos o an/malo. esses drag2es acad"micos. virando mesas. enganador. 6perber declinou do convite-. 8ercadores da perple)idade. com algum sucesso. protegendo assim seu próprio sentido. que serve aos seus próprios interessesE "A melhor e!id4ncia contra o relati!ismo ' . o que eles significam. o que $ ra%o. para ocupar lugar enquanto desenvolvemos nossos poderes cognitivos. tapa(buracos mentais. e a psicologia imensamente dif&cil1-. ine)plic. ao passo $ue a melhor e!id4ncia a fa!or do relati!ismo (est ) nos te0tos dos antropólogos. a ressurreição da 8ente Mumana como o ponto estacion. 1hermen"utico(psicod$lico1. não domestica(los ou abomin. traficamos o estranho. $ assim que a entendo. tentamos processar mais informação do que o permitido por nossas capacidades conceptuais inerentes. os antropólogos transformam em lacunas insond !eis as fronteiras culturais superficiais e irregulares $ue eles não tinham achado tão dif&cil atra!essar (no tra%alho de campo). 3 e)emplo do dragão de coração dourado e chifre na nuca que um de seus velhos informantes Dor%e inocentemente. sem ser niilista nem subjetivista.

mas que agora j. 3 antropologia teve. n. o direito natural.(los $ o colocar a moralidade al$m da cultura e o conhecimento al$m de ambas. 6e quer&amos verdades dom$sticas. em seu 4ol. tiveram esse efeito antes. do melhor modo . não obstante os parado)os dos estóicos. com o espaço euclidiano e com a causação universal.ria. . Joram realidades e)c"ntricas # casamentos predefinidos desde a infância e pinturas não(ilusionistas # que perturbaram suas categorias. agora que as distâncias que estabelecemos e os alhures que locali%amos estão começando a beliscar. 3 objeção ao anti(relativismo não vem do fato de que ele rejeita um enfoque do conhecimento do tipo tudo(depende(de(como(voc"(v" ou uma abordagem : moralidade do estilo quando(em(Noma(como(os(romanos. retorn. a capacidade de julgar e at$ mesmo a mera possibilidade de comunicação. a revelação singular e at$ mesmo o eu(aqui(enfrentando(o(mundo(l. 8as a ci"ncia0 o direito. em nossos dias. e que estivessem desaparecendo o intelecto.pido do que um corredor de maratonas. Não foi o relativismo # o 6e)o. a autoridade imanente.(fora sofreram um ataque tão pesado a ponto de parecerem hoje em dia simplicidades perdidas de um passado menos e)igente. e 1o ponto de vista moral tão sagrado para liot e 3rnold e merson1.após o outro ter de descobrir como continuar. dividido entre o religioso e o supersticioso0 que e)istem esculturas em florestas e pinturas em desertos0 que $ poss&vel a ordem pol&tica sem o poder centrali%ado. a verdade necess. 3 publicação em portugu"s foi autori%ada pelo autor e pela American Anthropologist que publicou a versão original sob o titulo "Aistinguished >ecture1 Anti Anti"Melati!ism". nquanto a instrumentação t$cnica não nos levava muito al$m do mundo dado pelos sentidos. a teoria pol&tica. não funciona tão bem e nos coloca em impasses recorrentes. * reposicionamento de hori%ontes e o descentramento de perspectivas j. que estiv$ssemos sendo dominados pelo solipsismo. a f&sica de 3ristóteles funcionou bastante bem. não $ mais poss&vel. em face dos quais eles foram impotentes. cuja lapidação foi feita por eles. nquanto não e)istia nada em volta que fosse muito mais r. Jomos os primeiros a insistir sobre uma s$rie de coisasE que o mundo não est.ssemos :s velhas canç2es e a estórias mais antigas ainda. 7sso de falar que as coisas devem e precisam ser de um. * fato bruto. a bele%a transcendente. junho >?@R. a mudar o nosso sentido do sentido e a nossa percepção da percepção. apesar de tudo. a filosofia. penso que seria uma grande pena se. um papel de vanguarda no dei)ar para tr. pacotes de ondas e saltos orbitais. Tampouco foi o relativismo # 6ubjetivismo Mermen"utico 'sicod$lico # que acabou +at$ onde isso ocorreu. Não foi necess. a concepção Yhig da história. deram um jeito de continuar. 'enso que o que fa% a ci"ncia mover(se $ e)atamente a determinação de não ficar agarrado :quilo que um dia funcionou bastante bem para tra%er(nos at$ onde estamos(. Tradu%ido do ingl"s por 3ndr$ 4illalobos. a mecânica de NeOton funcionou bastante bem. a religião e as insist"ncias teimosas do senso comum.com o cogito cartesiano. Não $ surpreendente que isso tenha levado algumas pessoas a pensar que o c$u estivesse desabando. 8as não $ outra coisa Qo que temos feito. o que $ mais importanteE fomos os primeiros a insistir em que vemos as vidas dos outros atrav$s de lentes por nós lapidadas. $ preciso um certo tipo de cabeça para perder de vista a terra navegando num catamarã. não obstante as perple)idades da ação(:(distância. na esperança de que de alguma forma apenas o superficial necessite alteração e de que não havemos de despencar da beirada do mundo. Joram fen/menos e)travagantes. e que os outros v"em as nossas vidas atrav$s de suas próprias lentes. a arte. determinado modo $ algo que j.que pudemos e na medida do que fomos capa%es. dever&amos ter ficado em casa.rio reviver as simplicidades. @B. mas do fato de que ele imagina que a Lnica maneira de derrot. e a justiça normali%ada sem regras codificadas0 que as normas da ra%ão não foram fi)adas na Vr$cia nem a evolução da moralidade consumada na 7nglaterra. a Dial$tica e 3 8orte de Deus # que acabou com o movimento absoluto. como algu$m observou a propósito dos polin$sios. sem as certe%as iniciais.s os velhos triunfos que se transformaram em complac"ncias e os avanços pioneiros de outrora que vieram a se transformar em bloqueios no presente. *s tolos estão sempre de acordo com a opinião dominante (=he Nellarmines ?ou ha!e al@a?s @ith ?ou)0 e.1 A.

<. '.pectacles and Predicaments.a!age . +>?@>-. +>?F@-. C. Listor? of Lerodotus. reflete seu conteLdo. AaKR(B@. a palavra 1esp&rito1. N. +>?KK-. por suas outras conotaç2es em portugu"s. =ivro I. . 6pindler +ed. para uma discussão geral sobre o relativismo de 8ontaigne. NeO borD.. >?FA-.ambridge. in V. . Duerr +ed. Collected Poems.Notas biográficas > # 4er Todorov +>?@I. nos anos >?@P. Hrace and Corld. M3NN76. +>?FF -.harles Ta9lor e 6te9en =uDes.vel para preencher a lacuna parcial dei)ada pelo relativismo $tico que.ap.ambridge 5niversit9 'ress. 8'6*N. . 6. . !ol. 6elf. 1Nelativism and 5niversals1. 13nthropologie und die Nationalitdtsdebatte1. . =uDes +>?@A -. . Aaedalus. V366. ver Match +>?@I-E 1 )ponho o que acredito ser um ponto de vista ra%o. . >>Aa>?I(A>R. Cilliams +>?F@-. . A # 6obre materialismo. ver Marris +>?B@-0 sobre 1ci"ncia1 e 1* Vrande Josso10 Vellner +>?F?-0 sobre 1alfabeti%ação1. 8ass. 8arginal 8an or ver9man1.ind. 13 NeO 6trateg9 for stablishing a Trul9 Democratic .onn. Marcourt.. Mollis Y 6. Suanto a 'opper. +>?F?-. 8. NeO borD. optou(se 13 8ente Mumana1 porque.-. numa perspectiva similar : minha. >A-. M*==76.-. J. NeO borD.M. Y =5G 6. . 3ngeloni +ed. Vood9 +>?FF-0 sobre 1competição interteórica1. =he Aomestication o f the . 1.ambridge. . ver 'opper +>?BI. 3. V**Db. pelo menos dessa ve%. . +>?@I-. HerDele9.oralit?1 =he Melati!it? o f :alues in Anthropolog?. escritos por 7an MacDing. =uDes +eds. vindo daquela parte do mundo.. =he Mise of Anthropological =heor?. +>?@>-. ngland. NeO borD.riticism1. 87T 'ress. 87T 'ress.gina +13 própria monotonia $ um e)tremo anormal1-. +>?@A-. in M.ambridge. +>?B@-. em alguns conte)tos do artigo. 1The 6tud9 of Deviance. H**TM. I@. 3ppleton.onfessions of a Jormer . Morton +>?@A-0 sobre 1a concepção cartesiana do conhecimento1. . C. M3N6*N.ambridge. DushDin 'ublishing. 69ndiDat. 5niversit9 of .cholar.rios. JranDfurt am 8ain.ambridge 5niversit9 'ress. mas apenas o primeiro deles parece livre de alarmes imagin. . M.ultural Nelativist1. +>?@I-. K # M. M3T. . P. cccc. . V ==N N. in 8. Bibliografia H3VV76M. a qual. Aer Yissenschaftler <nd das Prrationale. . =he . DV NT*N. 1. +>?@I-. I # * e)emplo da 1monotonia1 ocorre numa nota de p$(de(p. M N*D*T56.-. B # 3s citaç2es entre par"nteses são da sobrecapa do livro. cf. p. Anthropolog? @Ia@R. poderia condu%ir a uma compreensão inadequada.alifornia 'ress. C. Mationalit? and Melati!ism.olumbia 5niversit9 'ress.roOell. parece ser mais freq!entemente repudiado do que defendido1 +p. Culture and .?racuse .aking o f Ps?chological Anthropolog?. Z 6ota da Me!isão1 provavelmente a tradução mais usual para 1The Muman 8ind1 seja 1* sp&rito Mumano1. Mationalit? and Melati!ism. de quem v"m todas essas b"nçãos. 'ara um outro discurso perturbado sobre 1o problema do relativismo1. . 8. 8ass. +>?@A -. >>I(>>R-. +>@K?(B>-. Não obstante. in Vuilford. R # Haggish +>?@I-. tamb$m alguns te)tos mais moderados e nuançados.ulture. and 6t9le1.-. ngland.

. Mationalit? and Melati!ism. . 'ress. NeO borD.ocial .ambridge. =he .aking of Ps?chological Anthropolog?. +>?@I-. Marper Y NoO. .oral Pn$uir?.. dOard CestermacDE ssa9s on Mis =ife and CorDs.. V. +>?BA -. in . .olumbia 5niversit9 'ress. '. .enter1. +>?FB -. F>@.ornell 5niversit9 'ress.cientific Mesearch.ethodolog? of . NabinoO Y C. =3DD. +>?@I-. 1He9ond 7nterpretation_ Muman 3genc9 and the 6lovenl9 Cilderness1. NabinoO Y C. ssa9s in Neading1. cccc... NeO borD. 18ontaigne.G7NV. N3H7N*C.tudies. 6ullivan +eds. Neast and . .Mationalit? and Melati!ism. 'rinceton 5niversit9 'ress. +>?@I-. 4alues and 3nthropological Nelativit91. @. D%+ecti!e [no@ledge1 An )!olutionar? Approach. 7. 8ass. Jree. +ul. <r. 6T*. 8.onn.ambridge. +>?@I -. in N. <.. 'aris. in V$rard Defau) +ed.olumbia 5niversit9 'ress. 6. '*'' N. .oral Pn$uir?.ocial . 63=G 4 N. . 8. Yomen in the [i%%ut*. 13pparentl9 7rrational Heliefs1. Mollis Y 6. RFa>FA(>@B. 1The 7nferno of Nelativism1. D. <3N47 . 6'7N*. >es )ssais de . NeO borD. NeO . in Philosophica Cennica +MelsinDi. cccc. 6ullivan +eds. in V. Maan.Culture and Neha!ior. 1Nationalism and Nelativism1. BR..cience and . 5niversit9 of . 5niversitaires de Jrance. 7.. . =imes >iterar? . 8. Mollis Y 6. =he . 13fterOordE 3 4ieO from the .ultural 3nthropolog91 in N.an1 =he Moots of Luman 6ature. 4ille9 +ed.ambridge.Mationalit? and Metati!ism.cientific [no@ledge. =ondon. 87T 'ress.. 87T 'ress. Mollis Y 6. =. Hellah. in 8. Hellah. N*NTb. T*D*N*4. +>?FA-. T7V N. 7ts 'lace1. 1Mumanism as NihilismE The HracDeting of Truth and 6eriousness in 3merican . 7 8*NT37VN +>?F@-.M*NT*N.-. Maan. N. Pn dianapolis. =he Yorld from the =@enties to the )ighties. 8. 87T 'ress.alifornia 'ress. +>?F@-. G. +>?BI-.. G=5. M.cience as . . 8ass.oral Pn$uir?. 6pindler +ed..Philosoph? and the . bale 5niversit9 'ress. Y 6 'M N. N. +ed. in 8. +>?@I-.cience as . ngland. '. NeO borD. in N.. =uDes +eds. Hobbs(8errill. 8ass. =5G 6.. p.M JJ= N. '.GM*MN. !ol.upplement. Marcourt Hrace <ovanovich +Marvest-. b. +>?@I-.. '. 18ethod and 8oralit91.IRa>K@(>@P. +>?@A-. 1.ociolog?. N. 1Nelativism in. +>?@A-. ' NabinoO Y C. 1Tradution and 8odernit9 Nevisited1. +>?F?. 6. +>?BF-. 6ullivan +eds. . =uDes +eds. 7. N. . 1 ducation. HerDele9.odern =imes. 8. Maan.ambridge 5niversit9 'ress. +>?@I-.. +>?@A-. <*MN6*N. Maven. NeO borD. T.. )thnos. +>?@A-.larendon 'ress. 8. +>?F@-.-. ..ulture and Muman( Nature1. <.-. =he Nritish Eournal of . Hellah. Con+ectures and Mefutations1 =he Kro@th o f .u%+ecti!it?. . +>?@A -. in 8.. +>?FK-. 6' NH N.ocial .\ale Crench . . NeO borD.-.l9de GlucDhohn. 8.ontaigne. C.ambridge. =uDes +eds.cience as . 1The 'overt9 of 3bsolutism1. . 87DV = b.olumbia 5niversit9 'ress. Noutledge and Gogan 'aul.ichel de . TM*836. 7thaca.irror of 6ature. N. 6. 8. N. IRaRR(BP. 7nd. '. Acta =3G3T*6. *)ford. 'rinceton.

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