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CLASSE TEMÁTICA - APOCALIPSE 6:1-17 TEMA: A ABERTURA DOS SETE SELOS Os cinco primeiros capítulos do Apocalipse apresentam o Cristo da glória

no meio da sua igreja, sondando, corrigindo, exortando e encorajando. As sete cartas revelam o que as igrejas aparentam ser aos olhos dos homens e o que de fato elas são aos olhos de Cristo. Vimos nos capítulos 4 e 5 o Deus criador no trono bem como Cordeiro, o Redentor sendo igualmente glorificado por todos os seres do Universo. Vimos que o Cordeiro está com o livro da História nas mãos. Os capítulos que temos agora apresentarão quadros dos sofrimentos da igreja, dos juízos divinos sobre os inimigos dela, e do triunfo final de Cristo. Esse tempo serão as dores de parto. Esse tempo está sujeito à revelação da ira de Deus. Os sete selos descrevem movimentos que caracterizarão a era ou dispensação inteira,

desde a ascensão até o regresso glorioso de Cristo. São visões de paz e de guerra, de fome e de morte, de perseguição à igreja e do juízo de Deus sobre os seus inimigos. À medida que os selos são abertos no céu, efeitos tremendos acontecem na terra. O céu comanda a terra. Jesus abre os selos. Está encarregado de todo o programa. A história está em suas mãos. Nos primeiros quatro selos vemos a ira de Deus misturada com graça. Mas a partir do sexto selo, há o derramamento da ira sem mistura de Deus. É o dia do juízo. Apocalipse 6 é como um texto paralelo de Mateus 24, Marcos 13 e Lucas 21: Guerras (Mt 24:4,5 e 6:6,7a); fomes (Mt 24:7b e 6:5-8); perseguições (Mt 24:9-25 e 6:9-11); abalos do mundo (Mt 24:29 e 6:1217); segunda vinda (Mt 24:30-31 e 6:16-17). Aprendemos desse fato quatro verdades:

O Cavalo Branco. OS QUATRO CAVALEIROS APOCALIPSE . B.É ele quem abre os selos. determina. Até os inimigos estão debaixo da autoridade e do controle do Cordeiro. Os cavaleiros devem dar largada para dentro da história. Quem tem o Livro tem o controle . D. uma figura do Cristo Vencedor . Quem está assentado no Trono e o Cordeiro são adorados por todo o Universo A história não está à deriva.v.É trono que sai a ordem para os Cavaleiros Apocalipse. Dele emana a ordem dos acontecimentos.A. Deus reina. 1-8 do do do a DO 1. Todo o universo está sob a autoridade Cordeiro e serve aos seus propósitos . O Cordeiro governa! C. permissão ou controle Tudo acontece porque ele conhece. I.V. Os eventos do juízo não acontecem sem seu conhecimento. permite e controla. 1-3 .

O cavalo branco era usado pelo rei vencedor e . O anticristo apresenta-se como um pacificador. Ele terá estupendas vitórias. de uma luz falsa: o anticristo é um deslumbrador. As grandes invasões militares do Império Romano conquistando o mundo e depois dele. duas cidades: Jerusalém celeste e Babilônia. outros impérios que se levantaram. Ele vai ser aclamado como alguém invencível. O senhorio do Cordeiro é que impele o anticristo a deixar sua posição de reserva e se manifeste. o anticristo estava se contraposto ao Cristo. interpretou o Cavalo branco como as conquistas militares. Seu argumento é que o Apocalipse usa imagens duplas para fazer contrastes: Duas mulheres: a mulher e a prostituta. Assim. O diabo gosta de esconder-se. Ele vai controlar o mundo inteiro. Assim. o cavalo branco seria uma inocência encenada. b) William Barclay.a) Adolf Pohl e Warren Wiesbe interpretaram o Cavalo branco e seu cavaleiro como o Anticristo. O lobo predador precisa ser despido de sua pele de ovelha. dois personagens sacrificados: O cordeiro e a besta. fingida.

Sem escolas os cristãos confundiram os letrados rabinos. c) George Ladd interpretou o Cavalo branco como sendo a pregação do Evangelho em dimensões universais. E foi assim que fincaram a cruz acima da águia romana. d) William Hendriksen interpretou o Cavalo branco e seu cavaleiro como sendo Jesus Cristo: 1) Sempre que Cristo aparece. foram mais poderosos que as legiões romanas. Satanás se agita e assim as provas para os filhos de .o arco um símbolo do poderio militar. morreram por causa da Palavra de Deus (6:9). sem um soldado sequer. o Evangelho tem sido pregado e será pregado vitoriosamente no mundo inteiro para testemunho a todas as nações (Mt 24:14). não tendo um sacerdócio. sem poder político ou social. Os mártires que morreram. Uma conquista militar sempre traz tragédias. mostram-se mais fortes que o Sinédrio. desafiaram os sacerdotes e o templo. Mesmo em meio às terríveis perseguições.

uma figura da perseguição religiosa e da guerra . Branco não pode ser usado nem para o diabo nem para o anticristo. Cristo vence com a Palavra. Cabelos brancos (1:14). nuvem branca (14:14). preto e amarelo).18). Vence com o evangelho. 4) Este texto está de acordo com o tema geral do livro que a vitória de Cristo. 4 – a) Esse cavaleiro do cavalo vermelho representa a perseguição ao povo de Deus ao longo dos séculos - .Deus são iminentes (os cavalos vermelho. cavalos brancos (19:11. roupas brancas (3:4. O Cavalo Vermelho. Ele é o Leão da Tribo de Judá que venceu (5:5).14). 2. pedrinha branca (2:17).v. trono branco (20:11). Esse primeiro selo não traz nenhuma maldição. 2) As palavras só podem aplicar-se a Cristo: BRANCO + COROA + SAIU VENCENDO E PARA VENCER. 3) Este texto está de acordo com o texto paralelo de Apocalipse 19:11-16. 5) A espada do cavaleiro do Cavalo branco está de acordo com Mateus 10:34.5. onde a descrição é incontroversa.

Inglaterra). Pense em Estêvão. de conflitos e perseguição até à morte. a China. c) Esse cavaleiro tinha uma grande espada Essa espada machaira era o cutelo sacrificador. Perseguição no Nazismo. perseguição na pós-Reforma (França. os países Islâmicos. a Inquisição.O futuro será um período de guerras e rumores de guerras. a Coréia do Norte.11. At 4:1. 5:17. . a Rússia. a Noite de São Bartolomeu. chega também a perseguição aos que são de Cristo (Mt 5:10. Perseguição pelos judeus. pelos romanos. Lc 21:12. Felicidade. pela inquisição. b) A ideia da perseguição religiosa é fortalecida pela abertura do quinto selo . Perpétua. O maior número de mártires da história aconteceram no século XX. Paulo. Perseguições atuais. Policarpo. perseguição na pré-reforma.Ali são vistas as almas dos mártires que tombaram pelo testemunho da verdade. Aonde chega Cristo. Fascismo e Comunismo.

Esse cavalo vermelho descreve um espírito de guerra. As guerras são fratricidas. Há perplexidade entre as nações. as guerras tribais.d) A paz foi tirada da terra para que os homens se matassem uns aos outros . as guerras étnicas. . O Príncipe da paz foi rejeitado.Não há paz em parte alguma. No fundo todos são vítimas sacrificadas sobre o altar de Satanás. As guerras estão aumentando em número e em barbárie (as duas guerras mundiais. as guerras religiosas e de interesses econômicos).A terra está bêbada de sangue e cambaleando pela guerra. Os homens perdem a paz e buscam a paz pela guerra. e) Esse cavalo vermelho é um agente do dragão vermelho. viverá sob a espada. Quem não quer viver sob a cruz. Com irracionalidade total investem tudo no armamento e desconhecem o caminho da paz. que é assassino desde o princípio (12:3). A guerra tem sido uma parte da experiência humana desde que Caim matou Abel. As guerras são insanas porque os homens se matam em vez de se ajudarem.

O racionamento leva um homem a gastar tudo que ganha para alimentar-se. uma figura da pobreza. Um homem precisava trabalhar um dia inteiro para comprar um litro de trigo. Normalmente ele compraria 12 litros pelo mesmo preço. fome.v.Os homens se tornam loucos. opressão e exploração. feras bestiais. Comer pão pesado representa grande escassez. Só pode alimentar a família com cevada. Se a paz é tirada da terra. não poderá haver livremente comércio nem negócios. As atrocidades do Nazismo.Fome e guerra andam juntas. 5-6 a) Esse cavalo preto representa pobreza. Esse cavalo fala do empobrecimento da população. Há trigo. mas o preço está muito alto. b) Essa pobreza é proveniente dos crentes não fazerem concessões -Não aceitar a marca da besta e por isso não pode comprar nem . o cereal que era dado aos animais. 3. O mundo inteiro sofrerá tremendas agitações. . escassez e da fome . O Cavalo Preto.

reina também o esbanjamento. b) A morte e o hades não podem fazer o que querem . O Cavalo Amarelo. o luxo.Eles estão debaixo de autoridade. apresentam uma única realidade .vender (13:17).O hades sempre vem atrás da morte. 7-8 a) A figura da morte e do inferno são pleonásticas. A morte pede o corpo. a desigualdade. A morte derruba e o hades recolhe os mortos. não se corromper.O azeite e o vinho produtos que descrevem vida regalada não era danificados. No mesmo mundo que reina a fome. enquanto a população passa fome. Só atuam sob permissão divina. enquanto o hades reclama a alma do morto. ao contrário preferir o sofrimento e até a morte à apostasia. uma figura da morte .v. c) A pobreza não atinge a todos . 4. . Seu círculo de ação é limitado e seu território definido: a quarta parte e não mais. Os ricos sempre sabem garantir o seu luxo.

as guerras. Elas fazem em pedaços e devoram o que quer que agarrem dentro e fora das arenas romanas.despedaçam e devoram tudo que encontram. tal como em Ezequiel.A fome é subproduto da guerra.25). Finalmente. mas rhomphaia.6-9. . Ver Jeremias 21. falta de transporte com alimentos.c) A morte usa 4 instrumentos para sacrificar suas vítimas – 1) A espada — Aqui não é machaira. 3) Pestilência ou mortandades . cidades sitiadas. 2) A fome .11 para uma íntima relação entre fome e pestilência. Estas bestas também não distinguem entre crentes e não-crentes. espada comprida usada na guerra.As pragas. Aqui trata-se da morte provocada pela guerra. a fome. aqui as bestas são mencionadas (Ver 2 Rs 17. 4) As bestas feras da terra . Lucas 21. as pestilências crescem com a pobreza.

Chegamos à seguinte conclusão com respeito ao significado dos quatro cavaleiros do Apocalipse: O cavaleiro do cavalo branco é o Senhor Jesus Cristo( o evangelho). . pestilência e bestas feras . são símbolos de todas as desgraças universais que os crentes sofrem juntamente com o resto da humanidade através de toda a dispensação. com respeito à Igreja. sobretudo. Essas quatro. fome.Assim. Contudo. essas desgraças têm um significado especial. todas as quatro . O cavaleiro do cavalo vermelho representa a mortandade.guerra. Nosso Senhor Jesus Cristo usa essas desgraças como instrumentos para a santificação de sua Igreja e para a extensão do seu reino.são gerais em seu caráter.

6. o apóstolo observa o altar que. movida pelo mundo.9-11) Não se esqueça de que o que João vê não é o céu ou a própria terra. fome. O clamor dos mártires (6. O segundo e o terceiro selos simbolizam a perseguição direta da Igreja.O cavaleiro do cavalo preto representa as dificuldades econômicas e a pobreza devidas à injustiça. Estas são desgraças comuns da humanidade descritas aqui da perspectiva de seus efeitos sobre o reino de Deus. pestilência. mas uma visão simbólica. . O cavaleiro do cavalo pálido (amarelo) representa a Morte. Nessa visão. aparece como um altar de ofertas queimadas em cujas bases o sangue dos animais sacrificados deveria ser derramado (Lv 4. aqui. a espada (guerra). bestas feras.7).

.10. o mundo desprezou a Deus.34) e com a oração de Estevão pedindo que Deus não lhes atribuísse culpa? Respondemos: esses mártires não invocam retribuição por sua própria causa. Hb 11. Esses santos foram sacrificados porque colocaram sua certeza e sua confiança no Senhor. Ele viu a alma deles.Sob esse altar João vê o sangue dos santos sacrificados. Surge a questão: como harmonizar esse clamor por juízo e vingança com a oração de Cristo por seus inimigos (Lc 23. Essas são as almas que haviam sido sacrificadas sob o segundo selo Essas almas clamam por vingança sobre aqueles que as imolaram. cf. pois "a vida está no sangue" (Lv 17. Imolando-os.11).4). Eles haviam oferecido sua vida como sacrifício. mas por causa de Deus. Não afirma o próprio Deus que o sangue dos seus santos clama pela ira? (Gn 4. tendo-se apegado tenazmente ao testemunho com respeito a Cristo e à salvação que há nele.

essas almas dos mártires devem gozar seu repouso celestial "por pouco tempo" até que cada eleito tenha sido levado ao recôndito e esteja completo o número dos mártires. introduz o dia do juízo. santidade e regozijo. 7. mas que o tempo do juízo ainda não é chegado. Assim. A eles é dada a certeza de que suas orações serão respondidas. Ele descreve a grande catástrofe do final desta época. Até que esse número seja alcançado na terra. O sexto selo. o dia do juízo final não pode vir. então. Ele está fixado em seu decreto desde a eternidade. o espanto e a consternação desse dia são retratados sob o duplo simbolismo de uma hecatombe . Deus sabe o número exato.12-17). O horror e o terror. simbolizando justiça.A cada um desses sacrificados é dada uma esvoaçante veste branca. O juízo final (6.

Mt 24. podemos dizer que o mundo em geral é tomado de sobressalto.8).29). que será pequeno o número de crentes no tempo da segunda vinda (Lc 18. porém. somente ao iníquo. sendo número de homem (Ap 13.19. há um grande terremoto (cf especialmente Ez 38.8. Note os seis objetos enumerados nessa descrição simbólica do terror do dia do juízo.18)-. ou melhor 666. Jl 2. Primeiro. de uma humanidade O terror desse grande dia se refere. . Imagine o quadro: a terra se erguendo e baixando em rápidas ondas como uma indicação do poder e da ira de Deus. Considerando. Am 8.10. representado como afetando seis objetos da criação e distribuído entre seis classes de pessoas. é claro.universal e aterrorizada.seis. Quanto a isso. é interessante observar que o derramamento final da ira divina sobre a humanidade é descrito sob o sexto selo .

a descrição pretende mais do que isso. O símbolo. a saber.Então. em sua totalidade. Tomemos a figura em sua totalidade. de tirar conclusões sobre as mudanças exatas que ocorrerão nos corpos celestes ao final da presente época. que a efusão final e completa da ira de Deus sobre o mundo perseguidor da Igreja é verdadeiramente terrível. terremoto. ensina apenas uma lição. isto é. Três objetos foram agora mencionados. contudo. com base nessa descrição. em conexão com esse terremoto. O escurecimento do céu geralmente se segue aos terremotos. O que temos aqui é uma figura simbólica do terror do dia do juízo. O quarto elemento é o céu e suas estrelas caindo sobre a terra como a figueira deixando . pois a própria luz do sol é bloqueada e a lua se torna vermelha como sangue. sol e lua. o sol se escurece como um saco de carvão e a lua cheia se torna cor de sangue. Não temos o direito. Esse não é um simples escurecimento do céu ou mesmo um eclipse.

não negamos. lembramos que isso é uma figura. Não cometas ou meteoros. com freqüência. mas estrelas. Também não negamos que a passagem em questão se refere a esse fato (cf. De modo semelhante.cair seus figos de inverno quando sacudida por violenta ventania. De novo.10. .39). Quando dizemos isso. Mt 24. A Escritura ensina isso claramente (2 Pe 3. João viu. Sem dúvida. as estrelas são vistas caindo de suas órbitas. esses figos de inverno escondidos pelas folhas até que estivessem secos e caíssem como chuva ao serem as árvo¬res sacudidas por forte vento. etc). Você diz: como isso é possível? A terra é muito pequena para que mesmo uma única estre¬la caia sobre ela. Nas figuras as coisas são possíveis mesmo que não sejam real¬mente possíveis. é claro.12. que haverá um completo deslocamento dos corpos celestes e um rejuvenescimento do universo em conexão com o fim desta presente era. Elas caem na terra.

Esses montes e ilhas desaparecem completamente. ditadores e generais. acrescentam terror à figura. os ditadores e supremos governantes políticos da terra. João vê o próprio céu se enrolando como um pedaço de papel (cf.4). movidos para outro lugar. os príncipes. Primeiro. o ponto mais forte é este: ela ressalta o terror do dia da ira para o iníquo. O sexto e último objeto mencionado é "todos os montes e ilhas". Terceiro. estrelas caindo. Nessa figura vívida e espantosamente inspiradora. Os elementos se desfazendo. Segundo. os reis da terra. terremoto. os próximos em autoridade após os reis. Is 34. etc. Observe agora as seis classes da humanidade sobre as quais caem esses terrores.Porém. . as autoridades militares.

Se ao menos a morte se lhes sobreviesse João ouve gritos de agonia emitidos por milhares de vozes. cada ser humano. os magnatas financeiros.Quarto. Buscam segurança até na própria morte. os homens ricos. . Estes são os capitalistas. consistidas daqueles que ainda servem como escravos ou aqueles que foram libertos de suas cadeias. João vê todo o mundo sem Deus tomado de súbito terror. Ele vê seus habitantes tomados de terror e em fuga. escravo ou livre. Dessa forma. os homens fortes. fugindo de algo ainda mais terrível do que montanhas se desagregando e rochas caindo. os líderes do comércio e da indústria. a totalidade das classes mais baixas. sob o simbolismo dessas seis classes. Finalmente. Quinto. os que exercem influência poderosa em qualquer âmbito quer físico quer educacional.

"caí sobre nós. e quem é que pode suster-se?" A porta da graça estará fechada para sempre uma vez que chegue esse dia! . e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono. e da ira do Cordeiro.O aterrorizante lamento é ouvido: Montanhas e rochedos. porque chegou o grande dia da ira deles.