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Processo Civil I 1º Semestre 2012/2013 Direito processual civil é adjectivo?

Não, pois no CPC não está sempre um direito acessório. Não é um direito acessório, por exemplo : A põe acção contra B no valor de 100 000 euros. Pode suceder que em certo passo do litigio haja um acordo. Aqui o direito processual não é um direito adjectivo face ao direito civil. Direito processual como direito instrumental : ideia do direito processual como consequência da configuração de direitos subjectivos aos quais o direito processual vai tentar tutelar. É o ramo do direito que vai conceber meios adequados de tutela. A instrumentalidade tem um lado positivo e negativo. A instrumentalidade vai impedir que o processo se configure num obstáculo à realização da justiça (negativo) . A instrumentalidade impõe que o processo se torne cada vez mais justo (positivo). Fontes: 1. 2. 3. 4. CRP Legislação complementar (ex: L 66/2013; 78/2001; 63/2011; 269/98) Direito processual civil europeu (reg. 44/2001; reg. 2201/2003) Fontes internacionais

O DPC é um ramo autónomo do direito e é em 1868, através de Van Bulow que o processo civil se autonomiza do direito civil. Acesso aos tribunais: Situações individuais – os particulares podem agir em autotutela, nomeadamente através da acção directa (336º CC), estado de necessidade (339º CC), legitima defesa (337º CC), direito de resistência (27º CRP). Estas formas de autotutela estão ainda limitadas pela sua natureza subsidiária. A autotutela só é admissível quando for impossível recorrer em tempo útil aos meios coercivos normais para defesa dos direitos (336º nº1 CC), sendo ilícita fora deste condicionalismo. O art. 20º nº1 CRP atribui a todos o acesso ao direito e aos tribunais para defesa dos direitos e interesses legalmente protegidos. Assim sendo, em confronto com a autotutela, a garantia jurisdicional dos direitos e interesses é a forma normal da sua defesa. A CRP concretiza o direito de acesso aos tribunais nos arts. 268º nº 4 e 5 CRP (garantia do recurso contencioso e do acesso à justiça administrativa) e 280º CRP (recurso para o tribunal constitucional para fiscalização da constitucionalidade). Interesses difusos – são interesses que pertencem a uma pluralidade de sujeitos e que incidem sobre bens que não podem ser atribuídos em exclusividade a nenhum deles. É o caso, por exemplo, dos interesses relativos ao ambiente. O art. 52º nº3 alínea a) da CRP atribui, aos cidadãos e às associações representativas, um direito de acção popular.

Situações não tuteláveis – em princípio, todo o direito subjectivo pode obter tutela jurisdicional. Todavia, existem algumas excepções como: as obrigações naturais (art. 402º CC) e os direitos prescritos (art. 304º nº1 CC), pois são situações que não são garantidas por qualquer acção. Processo e procedimento: os processos jurisdicionais são uma sequência de actos das partes e do tribunal, encadeados de forma a possibilitar a expressão das posições das partes e a decisão do tribunal sobre uma determinada questão. O processo surge então como um conjunto de actos destinados à tutela das situações subjectivas. Por seu turno, a sequência das formalidades exigidas para a apresentação das posições das partes e para o proferimento de uma decisão chama-se procedimento. Âmbito do processo civil: O processo civil é a forma processual que serve de meio de tutela dos direitos subjectivos e interesses atribuídos pela ordem jurídica. O processo civil comporta assim um âmbito próprio e um âmbito residual. O âmbito próprio respeita os direitos subjectivos e interesses atribuídos pelo direito privado. O âmbito residual é a forma de tutela de todos os direitos e interesses que não podem ser tutelados ou exercidos por outra forma processual e que, por isso, só através dele podem ser garantidos. Tribunal competente – o processo civil é da competência dos tribunais judiciais, que são os tribunais comuns em matéria cível e criminal (art. 211º nº1 CRP; art. 66º). Estes tribunais englobam o Supremo Tribunal de Justiça, as relações e os tribunais de comarca ( art. 209º nº1 al. a ) CRP; art. 16º nº1, 2 e 3 da LOFTJ). Em concordância com o âmbito residual do processo civil, também os tribunais judiciais possuem competência para todas as causas que não sejam atribuídas a outros tribunais (art. 211º nº1 CRP; 18º nº1 LOFTJ). Diversos tipos de acções: Art.10º CPC … Acções declarativas – destinam-se a obter declaração pelo órgão judiciário, da solução concreta decorrente da ordem jurídica para a situação real. Ex: A considera-se proprietário da coisa X, mas também B se considera proprietário dela. O que A pretende é que o tribunal declare que ele é que é o proprietário. Destinam-se a compor um conflito de interesses. “Quer que o tribunal declare se ele tem razão ou não”. Acções declarativas de simples apreciação – têm a finalidade de pôr termo a uma situação de incerteza quanto à existência ou inexistência de um direito ou facto. Quem propõe esta acção necessita de obter declaração judicial de existência de um direito ou facto. Diz-se que é positiva quando se declara a existência do facto e negativa quando é declarada a inexistência do facto (art.º 584º nº2). A pergunta ao tribunal se é titular do terreno x (10º/3). Obter declaração de existência de um direito (positiva) ou inexistência do mesmo (negativa).

Acção de condenação – tem a finalidade de exigir a prestação de uma coisa, pressupondo ou prevendo a violação de um direito (art.º10º nº3 al. b)). O autor pretende que o tribunal condene o réu na prestação de uma coisa ou facto. Será positiva numa prestação de facere e negativa numa prestação de non facere. Pode haver mais que um pedido. A tem contra B um crédito no valor de 500 00 euros. E tem outro crédito no valor de 50 000 euros. Pode haver uma cumulação (555º) de pedidos e pode A propor contra B uma acção no valor de 550 000 euros. Acção constitutiva – autoriza uma mudança na ordem jurídica existente (art.º. 10º nº 3 al. c)), como por exemplo uma acção de preferência, investigação de paternidade, anulação de contrato, etc. Autorizam a mudança na ordem jurídica. A celebra um contrato com B. No dia em que um dos cônjuges pedirem a resolução do casamento, esta acção é constitutiva. Por exemplo: uma acção de anulação, em principio, é uma acção constitutiva. A execução especifica é também uma acção constitutiva. Exemplo: Se, além do reconhecimento da existência do seu direito, o autor pretende que se ordene ao réu a realização da prestação correspondente à sua pretensão, a acção diz-se de condenação. Se, além do reconhecimento do direito invocado, o requerente pretende a produção do efeito jurídico a que o direito tende, a acção é constitutiva. Se o autor, após o reconhecimento da existência do direito, não pretende mais do que a declaração formal dessa existência, a acção respectiva é de mera apreciação. Acções executivas – visam a realização coerciva, pelos meios de que os tribunais dispõem, das providências destinadas à reparação do direito violado (art.10º nº3 CPC). O tribunal verifica o incumprimento da prestação e faculta ao titular do direito os meios à obtenção da prestação ou do sucedâneo pecuniário. Exemplo: “O dono da coisa vem a juízo alegar que, não obstante a sentença que condenou o detentor a abrir mão dela, este o não fez e requer que, em consequência disso a coisa lhe seja entregue pelo tribunal, depois de judicialmente apreendida. Depois da declaração do tribunal, se A não pagar vai ter de se executar (10º/4) os bens do devedor (10º/ 5 e 6). Providências cautelares – composição provisória dos interesses das partes antes do proferimento da decisão definitiva. Isto sucede sempre que, se o direito não for imediatamente acautelado, a acção possa não realizar o seu efeito útil (art.2º nº2). Esta composição provisória é obtida através das providências cautelares , como por exemplo a restituição provisória da posse (art.377º) .

Isso traduzir-se-ia ainda num desincentivo ao recurso aos tribunais. Porém. 64º) não incumbe conhecer de matéria da competência de outros tribunais e abrangida por outros processos jurisdicionais. 20º nº1 CRP). Direitos das partes : Acesso aos tribunais . aquela questão prejudicial penal (art. 527º nº 1 e 2 ) não sejam desproporcionadas em relação nem aos benefícios que o autor pode vir a retirar da procedência da acção. pode o respectivo juiz suspender o processo até se obter a pronúncia pelo tribunal competente (art. Previsibilidade da decisão – a decisão do tribunal deve corresponder àquilo que é alegado durante o processo. o juiz daquela acção pode decidir. Igualdade das partes (art. 92º nº2). à consulta jurídica e ao patrocínio judiciário (art. se o conhecimento do objecto da acção civil depender da decisão de uma questão que seja da competência do tribunal criminal. 13º CRP) e dos princípios orientadores do Estado social de direito. através dos necessários apoios. Por isso. 211º nº1 CRP. 20º nº2 CRP). segundo os quais os cidadãos têm direito a que o Estado forneça as condições que possibilitem um gozo e um exercício efectivos dos direitos constitucionalmente consagrados. Em especial. O apoio estadual ao acesso aos tribunais decorre do princípio da igualdade (art. nem às desvantagens impostas ao réu que foi condenado. se a acção penal não for exercida dentro de um mês após a suspensão da acção civil ou se o respectivo processo estiver parado por negligência das partes. há que garantir a todos. 2º do LTC). durante o mesmo prazo. art. 92º nº1). o acesso à informação. 4º) – cada parte pode pronunciar-se sobre tudo o que for relevante para a decisão da causa e de utilizar todos os meios admissíveis para se defender de um pedido ou contrariar uma alegação da contraparte.a todos os cidadãos deve ser garantido o acesso aos tribunais (art. embora com eficácia restrita a esse processo. O direito de acesso aos tribunais também exige que as custas do processo (art. Questões prejudiciais – ao tribunal judicial (art. Uma tal desproporção significaria que as custas deixariam de se orientar por um princípio de compensação das despesas ocasionadas e passariam a representar uma sanção imposta à parte vencida. aprecia uma questão que . Garantias de processo justo : Aspectos organizativos – o processo justo exige uma tramitação adequada para aplicar correctamente a lei a factos verdadeiros. Além disso ele também exige do Estado uma aplicação dos recursos financeiros necessários que possibilitem aos tribunais boas condições de trabalho para garantir a boa administração da justiça. não devendo as partes ser surpreendidas com uma decisão que. embora baseada numa matéria de conhecimento oficioso.Relações com o processo civil : Decisões obrigatórias – as decisões do tribunal constitucional prevalecem sobre as dos restantes tribunais (art.

O objecto do processo é o pedido e a causa de pedir. Os factos que integram a causa de pedir são os factos essenciais. 10º nº 2 e 3 : a condenação. Arts.é constituída pelos factos necessários para individualizar o direito invocado pela parte (art. a apreciação. e a parte contra quem é requerida essa mesma tutela chama-se réu. Prazo razoável – as partes têm direito a que a decisão da causa seja proferida num prazo razoável (art. . mas é viável analisar se em função das circunstâncias a duração de um processo excedeu aquilo que seria justificado. Este objecto é constituído pelo pedido e pela causa de pedir. 2º nº1 CPC). 495º) e dos peritos (arts. por isso quando se verifique uma situação de representação. 32º a 39º) e é admissível a intervenção de terceiros durante a pendência da acção (cfr. Estas entidades. Verificados determinados pressupostos. são possíveis situações de pluralidade de partes (cfr. 202º nº1 CRP). Sujeitos processuais : Tribunal – é o órgão decisório ( art. art. a constituição ou a execução. Não é possível definir em abstracto o prazo razoável. Toda a parte actua em juízo em nome próprio. Causa de pedir . 5º). 581º nº 4 1º parte). 311º a 350º). Partes – a parte que requer a tutela jurisdicional chama-se autor. a causa de pedir é o facto concreto e não a categoria jurídica em que se enquadra o facto alegado. É o caso das testemunhas (cfr. com fundamento em contrato de mútuo ( causa de pedir). a parte é sempre o representado e nunca o representante. Art. A duração excessiva do processo dificulta a produção de prova. Dado que a qualificação jurídica dos factos pertence ao tribunal (art. podem ser designadas por participantes processuais.581º).nenhuma das partes alegou ou discutiu. pois uma justiça tardia é uma justiça mais falível. sem que as partes tenham tido a possibilidade de sobre elas se pronunciarem. A parte alega um direito e requer para ele uma das formas de tutela jurisdicional correspondente a uma das acções previstas no art. Participantes processuais – outras entidades podem ter intervenção num processo pendente. que não são sujeitos processuais. Pedido – é a forma de tutela jurisdicional requerida para um direito subjectivo (art. 467º e 468º). Objecto processual : Noção – o objecto do processo é a matéria sobre o qual o tribunal é chamado a pronunciar-se. mesmo de conhecimento oficioso. Ex: A pede a B 100 000 (pedido). 3º nº3 CPC proíbe que o juiz conheça de questões de facto ou de direito . 20º nº 4 CRP. O art. Arts.

Só a modificação de um facto essencial implica a alteração da causa de pedir (art. há que distinguir os factos instrumentais (probatórios ou indiciários) e os factos complementares ( ou concretizadores). Os factos instrumentais são aqueles de cuja prova se pode inferir a demonstração dos correspondentes factos essenciais (cfr.Dos factos essenciais que integram a causa de pedir. 264ºº e 265º). Relevância extraprocessual – é através da análise do objecto do processo que se pode saber o que é pedido pela parte e qual o fundamento que esta apresenta para o pedido que formula. 580º e 581º). porque como os factos instrumentais não integram a causa de pedir. No entanto. Exemplo : se a parte intentou acção de reivindicação de um bem e esta foi julgada improcedente. b) e c) da LOTJ). Art. Valor da acção : Atribuição – o objecto do direito civil pode ser qualquer direito ou situação de natureza patrimonial ou não patrimonial. Relevância intraprocessual – aquilo que é pedido e alegado pela parte é aquilo que pode ser apreciado e decidido pelo tribunal. 79º al. O tribunal deve apreciar tudo o que é pedido pela parte e não pode apreciar mais do que aquilo que a parte pediu (arts. expresso em moeda legal e correspondente À utilidade económica do pedido (art. b) e 81º nº1 al. são necessários em conjugação com os factos essenciais. Os factos instrumentais também aqui cabem. 5º nº2. . Os factos complementares são aqueles que. 5º nº3) e. mas os factos instrumentais podem ser considerados oficiosamente pelo tribunal (art. Qualquer deste elementos é relevante para permitir a comparação com o objecto de uma outra acção. a toda a causa deve ser atribuído um valor certo. Exemplo : numa acção de divórcio litigioso com fundamento em adultério. Exemplo: a causa de pedir de uma acção de investigação da paternidade é o acto de procriação natural. Art. a modificação destes não afecta essa causa pretendi. a comunhão duradoura de vida entre o pai e a mãe serve de facto instrumental. O tribunal está vinculado à causa de pedir alegada pela parte (art. 296º nº2. 5º . art. 296º nº1 CPC). a atribuição de um valor à acção releva para determinar a competência do tribunal (cfr. 615º nº1 al. mas como tal é extremamente difícil de provar. para efeitos de recurso. 5º nº2). aferir a forma do processo comum e definir a relação. 5º nº 2 al.º 629º nº1). da causa com a alçada do tribunal (cfr.ºs 16º. d)). o que é determinante para verificar se estão preenchidos os requisitos das excepções de litispendência ou de caso julgado (art. à procedência da acção (art. Artºs 68º e ss. art. não sendo indispensáveis. b). aos factos essenciais. 608º nº2. Conforme o art. 5º nº2). a causa de pedir é essa violação dos deveres conjugais e o facto complementar é o comprometimento de vida em comum decorrente da gravidade dessa violação. A narração da causa de pedir deve cingir-se a factos essenciais ao processo. portanto. a parte não pode voltar a intentar nova acção com base na mesma causa de pedir.

O primeiro ponto a investigar na escolha da forma adequada de processo a utilizar consiste em saber se a pretensão do autor corresponde a alguma das formas especiais de processo tipificadas na lei. validade. 986º e ss. Exemplos.os critérios gerais determinam que o valor da causa é o valor da quantia certa em dinheiro que se pretende obter ou o valor da quantia em dinheiro correspondente a esse benefício (art. A omissão deste valor justifica a recusa do recebimento da petição pela secretaria (558º al. ou incide sobre o estado das pessoas ou interesses imateriais (art. o processo comum é aplicável a todos os casos a que não corresponda processo especial”. 27/2009). 299º nº1). e) do CPC) ou o convite ao autor para suprir a falta (art. 306º nº1. que ao tribunal incumbe dirimir de acordo com os critérios estabelecidos pelo direito substantivo. De acordo com o art. 305º nº3). Em caso contrário. devendo o autor indica-lo na petição inicial (art. 2º parte). 297º nº1). 301º nº1). cumprimento. o processo de inventário ( L. Neste caso as partes podem chegar a acordo sobre este valor. Significa isto que o processo comum é o processo-regra. não vamos aplicar o regime regra (comum). 302º nº1). Os critérios especiais aferem o valor da acção sempre que o objecto do processo não seja uma quantia monetária ou algo equivalente .). a fixação do valor quando o objecto é a existência.º. o pedido terá de ser deduzido e a acção desenvolvida seguindo o esquema correspondente (processo especial). Aqui há um interesse fundamental tutelado pelo direito que incumbe ao juiz regular nos termos mais convenientes. o juiz pode fixar à causa um outro valor (art. 303º ). Se o réu não impugnar o valor indicado pelo autor. Fixação : o valor da causa é fixado consoante a situação existente no momento em que a acção é proposta (art. . 546 nº1): “ O processo especial aplica-se aos casos expressamente designados na lei. 552º nº1 al.ESPECIAL (546º/2): se há um regime próprio. . Em caso afirmativo. há um conflito de interesses entre as partes. e) do CPC). a jurisdição voluntária esgota-se nos casos expressamente designados pela lei. Processos especiais e processo comum (art.º. O réu pode impugnar o valor da causa indicado na petição inicial do autor. Por exemplo. contam-se os processos de jurisdição voluntária ( art. modificação ou resolução de um acto jurídico (art. 306º nº1) e não pode ser alterado num tribunal de recuso. cair-se à no âmbito do processo comum.Critérios determinativos . contando que ofereça outro em sua substituição (305º nº1). isto significa que o aceita (305º nº4) e este valor considera-se definitivamente fixado (art. 546º nº2. Nos processos de jurisdição contenciosa. um direito de propriedade sobre uma coisa (art. o divórcio tb é um processo especial (931º). Processos de jurisdição voluntária e processos de jurisdição contenciosa: entre os processos especiais previstos na legislação vigente.º. Contudo. 941º e ss. mediante aceitação expressa do autor. enquanto o processo especial constitui a excepção.

pela via do bom senso. As decisões tomadas nos processos de jurisdição voluntária não assumem a força de caso julgado e podem por isso ser alteradas pelo juiz que as proferiu. Por último. Se A consegue a declaração de direito de propriedade sobre o prédio X. 988º nº2). Pelo contrário.º. Por contrário. vigora a liberdade de opção casuística pelas soluções de conveniência e de oportunidade mais adequadas à situação (art. uma parte activa (o autor) e uma parte passiva (o réu). nas acções sobre interesses imateriais. Deste princípio decorrem os .º. aos factos alegados pelas partes (principio do dispositivo). Prevalência da equidade sobre a legalidade estrita. caso novas circunstâncias modifiquem a situação. Emprega-se o processo executivo para dar realização material coactiva às decisões judiciais que no plano do direito privado dela necessitem.º.º. 303º). Enquanto na jurisdição contenciosa o tribunal tem de cingir-se. nas providências que decrete. Em vez da obediência a regras normativas rígidas (como nos processos de jurisdição contenciosa: art. devendo procurar antes. Usa-se o processo declaratório para obter a declaração judicial da solução concreta resultante da lei para a situação real. tratar-se-á de saber e declarar se o requerente tinha de facto a posse da coisa e foi dela esbulhado com violência pelo demandado. 988º e 613º). o tribunal não está subordinado. Pede-se que o tribunal pronuncie a solução jurídica concreta aplicável ao caso. em regra. mas mesmo assim B não devolve a A o prédio. 986º nº2. Processo comum : processo declaratório e processo executivo. é através do processo executivo que podem ser tomadas as providências de facto necessárias para a efectiva reparação do direito violado. 987º). Princípios essenciais : a) Princípio da dualidade das partes – todo o processo exige duas partes. na jurisdição voluntária nunca é possível o recurso para o STJ (art. na jurisdição contenciosa. na jurisdição contenciosa.Jurisdição voluntária: 1.º. Art. a solução mais adequada a cada caso. nos processos de jurisdição voluntária o juiz pode investigar livremente os factos (principio do inquisitório) de acordo com a directriz do art. a regra é a da admissibilidade sistemática do recurso até ao supremo (art. 3. in fine). Numa 1º fase (declaratória). 607º nº2. Numa fase subsequente (executiva) tomar-se-ão as medidas coactivas necessárias para assegurar o fim preventivo visado ou para efectivar a decisão tomada.º. o poder de julgar do magistrado esgota-se (em principio) no momento em que a decisão é proferida (cf. a critérios de legalidade. 4. Nos processos de jurisdição voluntária. 2.

poderes e ónus.Supondo que seja proferida sentença sem que o réu tenha conhecimento da acção e que esta sentença já transitou em julgado. entre as partes da causa.é um dos corolários do princípio da igualdade das partes. 3º nº1. Nos termos do art. deveres.seguintes corolários : o processo termina se se verificar a confusão. O art. a falta de citação constitui uma nulidade processual principal e nominada (195º). portanto. . ainda que transitada em julgado. um direito de resposta (arts. duas filiais de uma mesma sociedade não podem. Atribui à parte quer um direito ao conhecimento de que contra ela foi proposta uma acção ou requerida uma providência e. quer um direito a conhecer todas as condutas assumidas pela outra parte e a tomar posição sobre elas. 4º impõe que o tribunal assegure. até ao transito em julgado do processo. porque essa omissão é susceptível de influir no exame ou decisão da causa. O art. 188º nº2 diz-nos que pode ser arguida em qualquer estado do processo. 522º CC). um direito à audição prévia . 188º CPC. Além disso. Mas neste caso o réu pode interpor recurso da decisão (art. e) CPC). f) CPC). a própria decisão do processo. c) Principio do contraditório . b) Princípio da igualdade das partes – as partes são iguais em direitos. se o principio do contraditório não foi observado porque faltou ou é nula a citação do réu. . há uma violação do contraditório. ou seja. o art. A não concessão da possibilidade de exercício do contraditório por qualquer das partes representa uma nulidade inominada (art. 696º al. Exercicio: A intenta acção de condenação contra B. é susceptível de ser impugnada através do recurso extraordinário de revisão (art. O direito à audiência prévia enquanto concretização do princípio do contraditório encontra-se no art. e 415º nº1). 696º al. Em qualquer processo. 3º nº1 CPC. um estatuto de igualdade substancial entre as partes. O prazo geral para recorrer é de 30 dias. Quanto aos reflexos sobre terceiros. 195º nº1). Quid júris? As nulidades devem considerar-se sanadas com o transito em julgado da decisão. porém B só soube que havia contra si acção quando foi notificado da sentença. durante todo o processo. quanto ao direito em litígio. o principio o contraditório manifesta-se na impossibilidade de qualquer terceiro ser afectado ou prejudicado pela decisão proferida entre as partes no processo pendente (art. É de conhecimento oficioso (196º e 187º CPC). ambas as partes não podem ser representadas pelo mesmo representante. uma parte não pode ser representante da outra. 20º nº1 CRP garante o acesso aos tribunais àqueles que sofrem de insuficiência de meios económicos e o nº2 do mesmo artigo atribui a todos o direito à informação e consulta jurídica e ao patrocínio judiciário. Quid júris? B não foi citado. ser partes contrárias num mesmo processo.

289º nº1. se possa obter esses efeitos. 3º nº2. Por exemplo. o vicio sana-se. 285º nº1) e isso equivaleria a uma renúncia a este direito.o julgamento do tribunal fundamenta-se apenas em critérios legais.b) e c) CPC). então esses efeitos também não podem ser obtidos em processo civil. através do processo. no qual se estabelece que não é permitida a confissão. sendo que se já passaram 5 anos sobre esse prazo. porque são indisponíveis. Nos termos do art. o imóvel A pertencente a apenas um dos cônjuges só pode ser alienado com o consentimento de ambos os cônjuges . a providência é decretada sem citação. o princípio da instrumentalidade tem expressão no art. Princípios instrumentais : . mas pode haver contraditório subsequente (373º CPC). A partir do momento em que a decisão transita em julgado o réu tinha o prazo de 60 dias para invocar o vicio. há um prazo geral de 5 anos para tomar conhecimento e pedir recurso. Quanto aos efeitos produzidos directamente. 154º). e) Princípio da auto-suficiência do processo – em matéria processual a aparência vale como realidade para o efeito de se determinar se essa aparência corresponde ou não a qualquer realidade É este princípio que justifica que.Para o recurso extraordinário de revisão (arts. . desistência ou transacção que importe a afirmação da vontade das partes relativamente a direitos indisponíveis (cfr. não pode haver desistência do pedido. numa acção relativa ao direito a alimentos ( irrenunciável – art. pelo que a acção de reivindicação do imóvel A deve ser instaurada contra ambos os cônjuges. 1249º CC). a regra é que o tribunal não pode proferir qualquer decisão sem as partes serem ouvidas. 696º al. e). Relativamente aos efeitos produzidos indirectamente. Daqui surge a ideia de que sempre que a vontade das partes não pode produzir determinados efeitos. A falta de fundamentação e a contradição entre a fundamentação são causas de nulidade da decisão (615º nº 1 al.A resposta seria a mesma se A tivesse pedido restituição provisória da posse? Nos termos do art. d) Princípio da instrumentalidade . f) Princípio da legalidade da decisão . Uma importante garantia das partes é constituída pelo dever de fundamentação das decisões judiciais (208º nº1 CRP. Por exemplo. o tribunal incompetente tenha competência para apreciar a sua própria competência. 697 nº2 CPC) o prazo máximo é de 5 anos. por exemplo.o processo civil é instrumental perante o direito substantivo. Mas há excepções. pelo que em processo não podem ser produzidos ou alcançados efeitos que aquele direito material não admite. porque esta extingue o direito que o autor pretendia valer (art. 2008º nº1 CC). não pode mais invocar o recurso extraordinário. Mas imaginando que ele só toma conhecimento passados 2 anos. 378º. o princípio da instrumentalidade implica a necessidade de prevenir que. Se não o fizer nos 60 dias subsequentes ao conhecimento.

Acórdão:http://www. Exercicio: A. Admite-se recurso porque o valor da acção é superior ao da 1º instância (629º). é permanentemente desrespeitada pelo seu marido. O princípio do dispositivo consagra a liberdade e a responsabilidade das partes em processo. C. Se o juiz proferisse sentença sobre essa acção. condenar B a pagar 20000 euros? Nos termos do art. B. juiz.a) Princípio do dispositivo b) Princípio da oralidade c) Princípio da legalidade do processo Princípio do dispositivo: determina que o processo se encontra na disponibilidade das partes e fundamenta-se na circunstância de os interesses presentes no processo civil serem predominantemente interesses privados. Também é impulso a desistência (285º CPC). 3º nº1). Teixeira de Sousa : o principio do dispositivo conforma o ónus de alegação. seria uma sentença inexistente. sabe pela sua mulher. Assim sendo. A sentença é nula. pelo que o . A manda a secretaria judicial citar D para se defender da acção de divórcio com fundamento na violação do dever de respeito. As alterações e ampliações cabem dentro do principio do dispositivo.pt/jtrl. Quid júris? Estamos perante uma violação do principio do dispositivo na vertente do impulso processual inicial (art. Inclui tanto a iniciativa para iniciar como a iniciativa para cessar. Quid júris se o juiz.pt/jstj. Impulso que cabe ás partes. É uma acção inexistente. D. Será positivo (autor) ou negativo (réu). que a sua vizinha.dgsi. Revoltado com a situação e por C nada fazer. a transacção e a suspensão. Acórdão:http://www. a sentença não pode condenar em montante superior ou em objecto diferente do pedido.nsf/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814/29f5c643da 0fffb8802568fc003a684c?OpenDocument Exercicio 2: A pede a condenação de B no pagamento de 10 000 euros a titulo de capital e 2000 euros a titulo de juros de mora já vencidos. impulso processual: incumbe às partes praticarem os actos que determinam a pendência da causa e o andamento do processo. Sem iniciativa das partes não há processo. 609º CPC. tendo como fundamento o incumprimento de B num contrato de fornecimento. na sentença.nsf/33182fc732316039802565fa00497eec/852ab8700c 52e063802576d50053297c?OpenDocument 1) P. esta sentença viola o principio do dispositivo na vertente do objecto.dgsi. Este princípio desdobra-se em outros dois princípios: o princípio do impulso processual e o princípio da disponibilidade privada. Contém um ónus de alegação (autor) e um ónus de impugnação (réu).

O não cumprimento deste ónus determina a interrupção da instância. Este princípio traduz-se tanto na possibilidade de o tribunal. 6º nº1 o juiz tem a direcção do processo. 5º nº3) às alegações das partes em matéria de direito. de confessar o pedido ou de negociar uma transacção (277º al. Art.b) e 280º/1 CPC) e de desistir do pedido ou da instância. como na faculdade de o tribunal recusar os actos impertinentes ou dilatórios das partes (Ex: arts. 3º nº3 – antes de aplicar o direito novo.  Principio da oficiosidade . 6º nº 2. Mas não pode proferir decisão sem dar oportunidade às partes (art. Após a discussão de facto e de direito que se centrou apenas na responsabilidade contratual de B. Art.art. quer inicial (3º/1 CPC). se o processo estiver parado durante mais de um ano por negligência da parte (285º) e a sua extinção por deserção. 3º nº3) de se . deve dar conhecimento às partes sob pena de nulidade da decisão. Os actos que o tribunal deve praticar para promover o andamento do processo são aqueles que cabem na sua competência funcional: a distribuição (203º). As partes detêm assim um ónus de impulso processual. sem contender com os ónus específicos das partes. o juiz não está adstrito às alegações das partes. a qual se manifesta na possibilidade de celebrar um compromisso arbitral (277º al. tem o poder para recusar tudo o que for dilatório ou impertinente. O tribunal deve providenciar pela sanação do vicio.  Princípio da oficialidade.c) e 281º/1 CPC). 588º/4 e 443º/1 CPC).tribunal não decide enquanto não houver uma causa pendente e não supre as omissões das partes numa causa instaurada. quando esteja interrompida durante dois anos (277º al. quer sucessivo (6º/1). considerando como provado que A entregou 5000 euros a B e como não perdoada a celebração do mútuo. o juiz. as citações e notificações (219º. a marcação de audiências (591º/1 e 512º/2 CPC) e o proferimento de despachos e sentenças (152º/1). condena B a restituir os 5000 euros a A a titulo de enriquecimento sem causa. Do princípio do impulso processual decorre a disponibilidade das partes sobre o termo do processo.d) e 283º CPC). 220º e 562º).ao princípio do impulso processual impõe-se o princípio da oficialidade. Exercicio: A pede a condenação de B a entregar-lhe 5000 euros em virtude de contrato de mútuo. As excepções dilatórias são de conhecimento oficioso (578º). 577º. Segundo o art. promover o que for necessário ao andamento regular e célere do processo (6º/1). 6º nº2 – o juiz providencia o suprimento de falta de pressupostos processuais susceptíveis de sanação. no que diz respeito à matéria de direito. que incumbe ao tribunal promover e controlar os actos necessários à decisão de uma causa. Quid júris? O juiz não está obrigado (art. Ocorre excepção dilatória nos casos do art.

149º e 200º nº3). Jure. a inquisitoriedade manifesta-se no disposto no art. por isso. investigar. por exemplo. não podendo o tribunal conhecer de pedido diverso do pedido formulado (661º/1) ou de causa de pedir diferente da invocada (664º. e fraca quando o tribunal só pode tomar iniciativas probatórias quanto aos factos alegados pelas partes. a regra é a submissão da sua alegação à disponibilidade das partes (264º/1). Importa aqui distinguir entre factos essenciais.permite que o tribunal investigue e esclareça os factos relevantes para a apreciação da acção. 2) P. A concessão ao tribunal de poderes inquisitórios justifica-se porque nesses processos o julgamento assenta em critérios de oportunidade e de conveniência (1410º). Assim. como. Incumbe ainda Às partes a realização da prova dos factos incluídos nesse objecto (342/1 e 2 do CC). que são os factos que indiciam aqueles factos essenciais e que. O juiz tinha de mandar notificar as partes do projecto de sentença para que sobre ele as partes se pronunciem. que são os que participam da causa de pedir ou do fundamento da excepção. O juiz pode requerer. o tribunal limita-se a assumir algumas iniciativas probatórias relativas aos factos alegados pelas partes. Há 10 dias para reclamar (149º). O juiz pode. curia. O tribunal conhece o direito. o vicio sana-se (arts. disponibilidade privada: incumbe às partes a definição do objecto do processo e a realização da prova dos respectivos factos.pronunciarem sobre aquele novo enquadramento jurídico. 411º CPC. por exemplo. Nesta situação. e os factos instrumentais. novit. Este principio comporta assim dois ónus distintos: o ónus de alegação e o ónus de prova. a requisição de documentos (535º/1) ou a realização de uma segunda perícia (589º/2). Relativamente aos factos essenciais. O tribunal não está limitado às alegações de direito apresentadas pelas partes. Art. podem auxiliar na sua demonstração. Aplica-se as regras gerais da nulidade. A inquisitoriedade forte encontra-se consagrada nos processos de jurisdição voluntária (1409º/2). segunda parte). ao autor cabe definir o pedido (467º/1 alínea e) do CPC). por sua iniciativa. uma perícia. No seu sentido fraco. Passados os 10 dias. pelo que a concessão de poderes inquisitórios ao tribunal sobre estes factos assume carácter excepcional. . 265º/3 – o juiz tem o poder de realizar ou ordenar oficiosamente as diligências necessárias para o apuramento da verdade quanto aos factos essenciais invocados pelas partes. A inquisitoriedade é forte quando o tribunal pode investigar factos não invocados pelas partes.  Principio do inquisitório.

não devam ser realizados por escrito: é o que sucede com as sentenças proferidas em processo sumaríssimo (796/7). 411º no domínio das provas e o art. para além dos factos principais conhece também os factos instrumentais.quanto aos factos a regra é a de que o juiz não pode investigar factos livremente. 652º. 5º . O art. Exemplo de processo de jurisdição voluntária. é o divórcio por mútuo consentimento. ou seja. 412º: também não carecem de alegação os factos que o tribunal conheceu no exercício das suas funções. Art. Aplica-se o art. Ex: A propõe acção contra B. Art. nomear um perito que não tenha sido requerido pelas partes. 791º e 796º CPC). 412º faz parte do principio do inquisitório. 412º e art. por razões de economia ou celeridade. O tribunal que admite uma prova que. O tribunal investiga independentemente de alegação. 508º-A e 787º. a) e b). ou seja. 5º al. O tribunal conhece os factos notórios. 653º/1. 653º. como por exemplo as presunções. Os factos indiciadores podem ser de conhecimento do juiz (349 e ss CC). O juiz pode tomar qualquer diligência probatória necessária para o apuramento da verdade no processo. 1982º nº2 – qualquer facto essencial pode ser atendido pelo tribunal. O art. A sua consagração acompanha a do princípio da oralidade (cfr. São orais aqueles actos que. Arts. 411º .por exemplo. Facto notório é um facto conhecido pela população portuguesa toda. factos instrumentais).O juiz não está limitado à factualidade apresentada pelas partes. Art. Mas há alguns factos que o tribunal pode trazer ao processo (art. devendo . Princípio da imediação: a discussão da causa e a produção da prova devem decorrer perante o tribunal ao qual compete proferir decisão. notórios e as máximas de experiência. 986º nº2 CPC. O tribunal. Ex: o tribunal já julgou um caso que apresenta factos relevantes para o processo. também pode trazer os factos notórios e os factos conhecidos no exercício de funções. através das presunções conhecer factos (instrumentais). Tudo aquilo que tenha a ver com um facto essencial é da competência das partes. pedindo o pagamento de X. 652º. Princípio da oralidade: a discussão da matéria de facto e de direito relevante para a apreciação da causa deve realizar-se oralmente entre as partes e o tribunal. O tribunal pode. não se cingindo apenas a uma localidade. O principio do inquisitório vigora livremente nos processos do art. factos que sejam conhecidos por toda a gente. 412º no domínio dos factos. 791º e 796º) porque a oralidade garante a imediação. 5º. nos processos de jurisdição voluntária. 1. São igualmente orais aqueles actos em cuja realização deva ser favorecido o contacto directo e imediato com o tribunal (cfr. Para além disso.

656º/1 CPC). 37º/4. comete uma nulidade processual (195º/1). mais tarde. há inconveniente. “ se o tribunal entender” que. alguém tem provas na gaveta e escolhe não as apresentar todas no inicio do processo para surpreender. O tribunal não precisa que as partes aleguem (607º nº3) o direito. Exceptuam-se as audiências nas quais a salvaguarda da dignidade das pessoas e da moral pública ou a garantia do normal funcionamento do tribunal justifiquem que elas não sejam públicas (206º CRP. 612º/1). Exceptuam-se desta rigidez a possibilidade de o tribunal. mas apenas os factos. No sentido do juiz promover as diligências necessárias. 568º/1. que se impõe às partes e ao tribunal. Principio da cooperação: as partes devem colaborar para a descoberta da verdade (art. um processo cuja marcha não pode ser determinada pelas partes ou pelo tribunal. interessados ou desinteressados na decisão da causa (206º CRP. e as actividades relativas À prova pericial e por inspecção judicial realizam-se igualmente fora dessa audiência (cfr. 266º/5. 6º CPC. Art. a outra parte. o depoimento da parte e das testemunhas pode ser feito fora da audiência final (457º/1 e 500º). A violação da publicidade das audiências constitui uma nulidade processual (201º/1). A publicidade das audiências garante a transparência da actividade do tribunal. O sistema consagra como regra um sistema rígido. a pratica dos actos que melhor se ajustem ao fim do processo ou a introdução das adaptações necessárias na tramitação legal (265ºA) – PRINCIPIO DA ADEQUAÇÃO FORMAL. . independentemente do que as partes invocarem. isto é. para a tramitação. 7º e 417º CPC). quando se fala em obstáculos à coligação. Art. O objectivo é a justa composição do litigio. Principio da gestão processual: art. Concretização do principio da gestão processual. Princípio da publicidade: as audiências dos tribunais devem ser acessíveis a terceiros. Convoca as partes a cooperarem entre si. Por exemplo. Princípio da legalidade do processo: a tramitação do processo tem a forma legalmente estabelecida. Excepções: a produção de prova por depoimento da parte ou de testemunhas pode ser antecipada (419º). é um comando dado ao juiz no sentido de sanar as falhas processuais. Art. Gerir o processo de modo a providenciar o andamento célere. 5º nº 3 – outra concretização do principio da legalidade. As partes apresentam factos e o juiz aplica o direito. 6º/2 CPC. 7º nº2 CPC). O juiz vai ver se. O juiz está adstrito à lei vigente. 656º/1 CPC). sempre que a tramitação processual prevista na lei não se adequar Às especificidades da causa. determinar oficiosamente.ser produzida na audiência. Art. isto será útil. foi realizada fora dela. Essa cooperação deve ser das partes e dos magistrados. depois de ouvidas as partes. Inclui um dever de esclarecimento (art. 2. apesar dos requisitos.

verifica-se uma nulidade sempre que se omite um acto que a lei impõe ou se pratica acto contrário à lei ou omite acto essencial. Art. um acordo. mas chegam a acordo. se houver um acordo onde se convoca do réu com a do autor. Se um tribunal pede algo a outro tribunal. . Todas as decisões do tribunal são também actos processuais. este é um acto unilateral (os articulados são sempre actos processuais). 1. O art. a petição inicial. Por exemplo. Principio da essencialidade da nulidade (195º). b). Acto postulativo é um acto instrumental que não é por si suficiente para produzir o efeito. . absolvendo o réu da instância. 8 e 9º CPC) as partes não podem litigar de má-fé. como a litigância de má-fé.Unilaterais: quando a parte apresenta a contestação. A propõe acção contra B e a certa altura B vai juntar documentos (423º). Pode ainda ser um requerimento. 7º nº3 CPC. A propõe acção contra B. podemos estar perante um acto rogatório (172º). 1.Postulativo: actos que condicionam a actuação do tribunal.Subsequentes 2. Temos desde logo no art. Art.a comparência de uma parte é um acto constitutivo porque se não aparecer há uma consequência. 195º também se aplica às decisões judiciais (gerais).Constitutivo: são todos aqueles que determinam o surgimento de uma nova situação processual. . Está sempre dependente da decisão do tribunal. mas para além disso também há vícios específicos (615º). .Iniciais: dão inicio ao processo. 577º al. Acto constitutivo é aquele que produz imediatamente efeitos. Art.a ineptidão da petição determina a nulidade de todo o processo e uma excepção dilatória. Actos do tribunal: temos o processo a correr e a secretaria notifica as partes de que há julgamento no dia x. Art. À partida. 195º/1 – extensão da nulidade aos actos dependentes do acto nulo. Actos processuais É acto processual todo o acto que tem efeitos no processo. Não são só os actos apresentados pelas partes. Nulidades dos actos processuais: O CPC prevê apenas a nulidade processuais. A desistência da instância é um acto constitutivo. as notificações da secretaria são actos processuais. Actos das partes: . uma transacção. 172º um conjunto de actos do tribunal.Bilaterais: por exemplo. . . Neste caso. Nulidades das sentenças e despachos (615º e 195º): o art. mas não criam uma nova situação processual. este será um acto bilateral. c) e d) . 542º não só nos diz o que é a má-fé. As citações e notificações também são actos processuais.Principio da boa-fé: (art. Os sujeitos processuais não são apenas as partes. 195º CPC.

o recurso ordinário só é admissível quando o valor é superior a 5000 euros. Art. Nos termos do art. erro na forma do processo (193º) ou no meio processual. As nulidades inominadas não são de conhecimento oficioso. em regra. Principio da não renovação do acto nulo (202º). Modalidades da nulidade: 1. 149º . 629º. é no próprio tribunal (inferior a 5000 euros) que proferiu a decisão. Por força do 613º. 198º. Nominadas ou inominadas. anula-se a sentença. falta de citação (194º e 195º). 195º. No caso. Se admitir recurso. No caso da sentença. a nulidade terá de ser arguida no tribunal de recurso. por parte de B. Se não arguir a nulidade dentro do prazo. A nulidade de parte do acto não prejudica as outras partes do acto que sejam independentes. com fundamento na manutenção. também se aplica a qualquer decisão judicial. 3. Passados os 10 dias. Se não admitir recurso. Durante a fase de instrução fica provado que A e B . só os interessados as podem arguir (197º) dentro de um prazo nos termos conjugados do 199º e 149º (10 dias). São 10 dias a contar da data em que a parte tem conhecimento da omissão. recorre-se e só se não for admissível recurso. 195º ou do 615º. Só apenas o interessado é que pode requerer a nulidade (aquele que fica desfavorecido com a omissão). As primeiras são as previstas na lei. As nulidades inominadas são todas as outras nulidades não previstas no código (195º). nulidade da citação (191º). há uma nulidade processual. o vicio sana-se. o vicio sana-se.2. Principio do aproveitamento do acto nulo (195º nº2). O art. O que sucede se o juiz proferir decisão judicial sem dar a possibilidade às partes de se pronunciar? Nos termos do art. é que se reclama. o interessado tem 10 dias (149º) para arguir a nulidade decorrente da omissão de um acto obrigatório. O tribunal deve aprecia-los (200º nº3) logo que haja reclamação. nos termos do 615º. Primeiro a ineptidão da petição inicial. existe um prazo até ao qual as nulidades podem ser arguidas. Quando seja nula. As nulidades nominadas são de conhecimento oficioso (196º). de uma relação extraconjugal com C comprometedora em definitivo da possibilidade de vida em comum. Nulidades especificas: a decisão pode ser nula nos termos do art. Caso prático 8: A propõe acção de divórcio contra B. 615º prevê situações de nulidades de sentenças. há especificidades (615º nº 4). falta de vista do ministério publico quando intervenha como parte acessória (194º). Nos termos do art.as nulidades gerais são arguidas perante o tribunal que proferiu a decisão (200º nº3).

no prazo de 30 dias (629º). O juiz decretou o divórcio com fundamento num facto que não constitui causa de pedir. mas não permite utilizar factos essenciais que não foram alegados. Quid júris? Arts. a nulidade sana-se e este vicio não mais pode ser arguido. se o autor alegar que o réu violou um dever de fidelidade. nunca um tipo legal. Art. 608º nº2. mas sim de submeter à apreciação do Tribunal Supremo questão jamais posta aos Tribunais recorridos. 2º parte: o juiz não pode ocupar-se de questões não suscitadas pelas partes. deficiente ou errada. Este facto não foi alegado na petição inicial. 994º e seguintes (separação por mútuo consentimento) – jurisdição voluntária. O que só não é possível de concretizar se houver total falta de fundamentação e não já fundamentação incompleta. Valor da acção: art. consideradas as suas especificidades. nunca um facto abstracto. pelo que o juiz não pode fundamentar a sentença com ele. As razões justificativas das prescrições de curto prazo do art. Art. pois. Assim. 931º (separação sem consentimento) – processo especial. 581º nº4 CPC: a causa de pedir é sempre um facto concreto.dgsi. b) CPC – ausência de fundamentação gera nulidade da sentença. a conveniência de se evitarem os riscos.pt/jstj. 5º). 615º al.g. 5º CPC) é o adultério (a causa de pedir nunca é um facto genérico). 5º nº3 CPC: a separação é complementar face ao adultério? Não. e que não é de conhecimento oficioso. pois são factos independentes.nsf/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814/93fa1b2bdc48751580 25726d0049f8cf?OpenDocument Caso prático 11: O juiz numa acção profere sentença condenatória sem constar da mesma qualquer fundamentação. Este é um outro facto que constitui outra causa de pedir. Por exemplo. antes e oportunamente invocado. Art. mas sim a concretização da vontade abstracta da lei a cada caso particular. casos em que apenas é afectado o mérito da decisão. A causa de pedir (art. Art.d). http://www. 613º nº3 CPC e 154º CPC – vigora para a generalidade das decisões judiciais. v. Art. leito e mesa.5º permite ao juiz qualificar certos factos que não foram alegados. há mais de 3 anos.º do CC são a da protecção da certeza e segurança do tráfico. O comprometimento da vida em comum é um facto complementar (art. Não se trata de qualificar diversamente um mesmo facto. decreta o divórcio com fundamento na separação de facto. a . Art. Se este prazo for excedido sem recurso. O juiz. A decisão judicial não pode constituir um acto arbitrário. 615º al. de tal desiderato. através do recurso. a imposição legal de fundamentação das decisões judiciais prende-se com a necessidade de assegurar a sindicância. questão nova. a petição será inepta porque é sempre necessário indicar o facto concreto. mas não é de jurisdição voluntária.não partilham a mesma casa. na sentença. Esta nulidade deve ser arguida no recurso.º 310. A fase de instrução tem lugar (prova dos factos) na fase de audiência final. 303º as acções sobre o estado das pessoas admitem recurso. Quid júris? Art. O art. 2º parte: nulidade da sentença.

aquela que reconhece legitimidade a cada um dos comproprietários para a propositura da acção de reivindicação (1405º/2 CC) ou aquela que determina o âmbito subjectivo do caso julgado nas acções relativas a obrigações solidárias (522º e 531º CC). 460º/1.740. 24º/1 da LOFTJ. são normas processuais. muito mais tarde. que deve ser indicado pelo autor na petição inicial (467º/1 alínea e) do CPC) representa a utilidade económica imediata do processo.963. a alçada dos tribunais de 1º instância é de 3. . 1. não sendo especiais. tenham um valor igual ou inferior ao da alçada da relação e não devam observar a tramitação do processo sumaríssimo (462º CPC). Em contrapartida. observando-se o processo comum em todos os restantes.94 euros.Processo ordinário: constitui a forma mais solene do processo comum e está previsto nos artigos 467º e 782º do CPC. 461º CPC). desencadeia um efeito processual. sem admissibilidade de recurso. pois que nenhuma destas pode ser considerada uma consequência processual.pt/jtrl. .nsf/0/4cfda6d06c431e40802571b50043fcbb?OpenDocument DAS NULIDADES RECLAMA-SE. a norma que manda citar o réu (480º) define uma consequência processual. O valor da causa. o processo especial aplica-se aos casos expressamente designados na lei.Processo sumário: aplica-se às acções declarativas que.98 euros e a da relação é de 14. O tal valor se atenderá para determinar a forma do processo comum a relação da causa com a alçada do tribunal (305º nº1 e 2). aquelas cuja previsão. a exigência do pagamento. . Processo declarativo comum. Delimitação: utilizando o critério do efeito processual. por exemplo. tenham um valor superior o da alçada da relação (462º). o processo pode ser comum (processo-regra) ou especial (processo-excepção). DAS DECISÕES.A plica-se às acções declarativas que. procurando-se. que é a de fixar alguém como parte demandada numa acção. sumária e sumaríssima (cfr. assim. não sendo especiais. de uma apreciação judicial a longa distância e obstar que o credor deixe acumular excessivamente os seus créditos. Nos termos do art.nível probatório. quando preenchida. para proteger o devedor da onerosidade excessiva que representaria. Está previsto nos artigos 783º e 792º do CPC. Por outro lado. RECORRE-SE. não é uma norma processual civil aquela que impõe a condenação da parte que litigou de má-fé no pagamento de uma multa e de uma indemnização (456º/1). obstar a situações de ruína económica. Os processos especiais estão agrupados numa secção autónoma do CPC (Livro III). Normas processuais civis Caracterização: são normas processuais civis aquelas que definem uma consequência processual.divide-se em três formas processuais. a forma ordinária. Processo comum e processos especiais: segundo o disposto no art. isto é. http://www. a alçada do tribunal é o valor limite até ao qual ele julga em definitivo.dgsi. Assim. Nos termos do nº2 do mesmo artigo. apesar de constarem no código civil.

é sumária. pertencentes a diversas actividades do Estado ou dois ou mais tribunais.Processo sumaríssimo: aplica-se Às acções declarativas que. podendo o juiz decidir como lhe parecer mais adequado e oportuno.740. se arrogam o poder de conhecer da mesma questão. Seguem a forma sumária as execuções fundadas em quaisquer outras decisões judiciais (465º/2). impera o princípio da equidade. pelo STJ ou pelo Tribunal dos conflitos. à indemnização por dano e à entrega de coisas móveis. não sendo especiais. Sendo comum. no exercício das suas funções. Se não exceder. . Se este exceder 14. excepto se o seu valor for igual ou inferior a 3. O critério determinativo da forma de processo executivo comum radica na espécie de título que serve de base à execução. Para classificar as acções declarativas quanto à forma deve-se… Verificar se à questão corresponde algum dos processos especiais. excepto na fase de recuso (1409º/4). como também de quaisquer outros não alegados que sejam relevantes para a solução da questão (1409º/2CPC). está classificada a acção como especial. a ordinária e a sumária. Processos de jurisdição voluntária: vigora o princípio da livre actividade inquisitória do tribunal. o que significa que este pode conhecer não só dos factos alegados.98 e a acção se destinar ao cumprimento de obrigações pecuniárias. Aplica-se a forma ordinária às execuções fundadas em título executivo extrajudicial e às execuções baseadas em sentenças que condenem em obrigações ilíquidas. Nestes processos não é obrigatória a constituição de advogado. nos termos do art. há que atentar no valor da causa. 2. tenham um valor igual ou inferior à alçada do 1º instância e que se destinem ao cumprimento de obrigações pecuniárias. à indemnização por dano e à entrega de móveis (parte final do 462º). Processo executivo comum: apresenta duas formas. Acresce ainda que as resoluções proferidas nos processos de jurisdição voluntária podem ser alteradas com fundamento em circunstâncias supervenientes (1411º/1 CPC).. Pressupostos relativos ao tribunal Pode acontecer que. Os conflitos de jurisdição são resolvidos. é comum. 115º/1 CPC há conflito de jurisdição quando duas ou mais autoridades. a acção é ordinária. caso em que é sumaríssima. Segundo o art. 116º/1 CPC. Em caso contrário. O processo sumaríssimo está previsto entre os artigos 793º e 800º CPC. integrados em ordens jurisdicionais diferentes. os tribunais entre si entrem em conflito a propósito do conhecimento de determinada questão. Por outro lado. Se assim for.963.94. cuja liquidação não dependa de um simples cálculo aritmético (465º/1).

Por sua vez. A existência de uma . . 1249º CC) ou da arbitragem necessária. O tribunal tem competência para decidir da sua própria competência. Nesse último caso. Existem diversas espécies de tribunais: . 202º nº1 da CRP. Não pode haver convenção de arbitragem em matéria de culpa no divórcio ou de filiação. à disposição das partes que de comum acordo recorram a eles. c) Voluntária: quando a arbitragem dependa do acordo das partes. Os segundos têm natureza privada. relação e supremo. parte final). valor. Nos trinunais estaduais a competência não depende da vontade das partes. 1º nº 3 L 63/2011) ou por clausula compromissória que consta frequentemente nos contratos. b) Eventuais: aqueles que se constituem por vontade das partes para resolver certo litigio ( ex: centro de arbitragem da câmara de comércio e industria portuguesa). A partir do momento em que exista convenção de arbitragem (art. A competência interna é aferida em função da matéria. L 63/2011 de 14 de Dezembro). a). A sua competência depende da vontade de ambas as partes (art. Os tribunais arbitrais podem ser : a) Permanentes: encontram-se constituídos. 60º nº2. Art. e 212º nº1 CRP). A convenção deve revestir forma escrita (art. 1º nº2 L 63/2011) que não sejam exclusivos da competência dos tribunais comuns (art. os conflitos de competência são solucionados pelo tribunal de menor categoria que exerça jurisdição sobre os tribunais em conflito (116º/1. 1º nº1 da lei de arbitragem voluntária. 3º nº1 da L 63/2011). Nos tribunais comuns distinguem-se em comarca. 211º nº1 e 212 nº1 da CRP). Competência dos tribunais: nos termos do art. Os interesses têm de ser patrimoniais.tribunais comuns: aqueles que têm uma competência genérica (211º CRP). os tribunais são órgãos imparciais que utilizam como critério de decisão o direito substantivo. 2º nº1 L 63/2011). 5º nº1 L 63/2011) o tribunal estadual deixa de ter competência. as partes dispõem para o futuro. 1º nº1 L 63/2011) litígios presentes ou futuros (art. 37º nº 1 LOFTJ). Uma convenção de arbitragem que não respeite os requisitos será nula (art. hierarquia e do território (arts. 47º nº1 L 63/2011). A competência jurisdicional será a medida de jurisdição de um tribunal. os tribunais de comarca desdobram-se em competência genérica e competência especializada (arts. Os tribunais arbitrais apenas têm competência declarativa (art. Decorre de convenção de arbitragem que é o acordo pelo qual as partes remetem para os tribunais arbitrais (art. Nos termos do art.competência internacional é pressuposto da competência interna. Tribunais estaduais vs tribunais arbitrais: os primeiros são tribunais organizados pelo Estado (ex. 79º e ss da LOFTJ.tribunais especiais: têm a competência definida por lei (209º nº1 al. varas cíveis de Lisboa). antes ainda de haver litigio. A arbitragem pode ter lugar por compromisso arbitral (art. 59º CPC.

Art. 209 e 210º CRP: No 209º é-nos dado o quadro geral dos tribunais. Tem natureza jurisdicional e natureza contratual privada. 209º nº2 CPC– “ podem existir tribunais marítimos. 8º nº2 L 63/2011) e no silêncio das partes serão 3 juizes. a par dos julgados de paz. mas caso ele aceite. 4º. tribunal de comarca da Guarda.convenção de arbitragem é assim uma excepção dilatória. Têm uma natureza exclusivamente civil e de reduzido valor. d) Necessária: quando a lei determina que aquele litigio tenha de ser resolvido por árbitros. . Tribunais estaduais: . A natureza jurídica da arbitragem tem natureza contratual (convenção de arbitragem) que tem de respeitar os requisitos gerais dos negócios jurídicos . Art. 151º CRP) o direito da família ou das sucessões e o direito do trabalho (art. São contratos definitivos pois são desde logo eficazes. Art. dado que falta o T. arts. em matéria de definição dos serviços mínimos. São um meio de resolução alternativa de litígios. Arts.instâncias (210º nº3). 10º nº3 L 63/2011 – cada parte designa um àrbitro e os dois designam o terceiro. excepto se esta convenção for manifestamente nula. Art. Corresponde à competência intra-judicial saber o que cabe ao juiz. Art. Constitucional. ao ministério público. As partes podem escolher as regras (art. 31º CPC . 31º nº1 L 63/2011 – o lugar pode ser livremente fixado pelas partes. . 210º nº4 CPC. São excluídas da competência material dos julgados de paz (art. 12º nº1 L 63/2011).relações. art. 6º e seguintes) . Para Remédio Marques os julgados de paz são um verdadeiro tribunal.Competência judicial: o tribunal pode ser singular ( 132º CPC) ou colectivo (133º CPC). etc. O tribunal arbitral deve ser composto por um numero impar de juízes (art. Art. A arbitragem é referida como meio de resolução alternativa de litígios. Os árbitros podem recusar-se (art. Enquanto os tribunais arbitrais são não estaduais. EX: fixação de valor de indemnização por expropriação. 151º lei orgânica).Competência funcional: ex. 30º nº1 L 63/2011) processuais. os julgados de paz incluem-se nos tribunais estaduais.Competência do supremo. a igualdade das partes e o contraditório. à secretaria. Art. mediação e conciliação. Existe uma lista de árbitros gerida pelo CEJ. não sendo esse quadro completo. 9 nº1 L 63/2011 – pode ser árbitro qualquer pessoa singular e capaz. tribunais arbitrais e julgados de paz”.Competência dos julgados de paz: (lei de junho de 2013. só é valida a escusa por causa posterior à aceitação. sendo que se nada for dito. devendo respeitar a defesa. 33º CPC. é ao tribunal arbitral que cabe fixar o lugar.

De acordo com o princípio da causalidade. A competência dos julgados de paz é exclusiva? Ou é concorrente? A 21 de Abril de 2005 sai um parecer da procuradoria geral da républica que nos diz que a competência é alternativa. 3) Princípio da causalidade (65º/1 al.dgsi. 6º) só a matéria declarativa cabe dentro da competência. sendo uma violação do principio da igualdade das partes. desde que houvesse competência do julgado de paz.nsf/e6e1f17fa82712ff80257583004e3ddc/b42fad35ad0 256f08025734f00631d18?OpenDocument ). 5) Princípio da consensualidade (art. a) CPC). A 24 de Maio de 2007. O prof. À luz do princípio da necessidade.pt/jtrl. 2. a competência internacional dos tribunais portugueses resulta da circunstância de a acção dever ser proposta em Portugal. os tribunais portugueses têm competência internacional sempre que o facto que serve de causa de pedir na acção tenha sido praticado em território nacional ou. Mas em 2005. isto é. algum deles tenha ocorrido em Portugal. e não apenas em relação a este ou àquele tribunal. 65º e 99º do CPC resulta que são cinco os princípios que definem a competência internacional: 1) Princípio da domiciliação (65º/1 al. Se o não fosse estávamos a dar acrescida importância à decisão do autor e o réu limitava-se a acatar a decisão do autor. tratando-se de uma causa de pedir complexa. esta competência é exclusiva. 2) Princípio da coincidência (65º/1 al. relativamente a todos os tribunais portugueses. Pelo princípio da coincidência. os tribunais portugueses têm competência internacional sempre que o réu ou algum dos réus tenha domicílio em território português (65º/2). Objecto: (art. Teixeira de Sousa defende a competência alternativa.d) CPC). Competência internacional: a competência internacional deve ser considerada em bloco. 9º) só se para além do valor e do objecto. o STJ proferiu um acórdão uniformizador de jurisprudência que conclui que a competência é alternativa. Estava-se a dar demasiada importância a uma das partes em detrimento da outra. Da conjugação dos artigos 61º. segundo as regras da competência interna territorial estabelecidas pela lei portuguesa (73º e ss do CPC). b) CPC).1. 3. Pelo princípio da domiciliação.c) CPC). 99º CPC). 8º) o valor não pode exceder a alçada do tribunal de 1º instância. 9º é que há competência. 4) Princípio da necessidade (65º/1 al. certa jurisprudência vem-se manifestando no sentido de que. Um acórdão de 12 de julho de 2007 vem dizer que a competência dos julgados de paz é exclusiva(http://www. os tribunais portugueses têm competência internacional quando o direito invocado não possa tornar-se efectivo senão por meio de acção proposta em tribunal português ou quando não seja exigível ao autor a sua . Matéria: (art. a matéria incluir-se em uma das alíneas do art. Valor: (art.

3. Indicar a questão litigiosa ou a relação jurídica de onde aquela pode emergir (99º/1 CPC). 4. 19º/2 LOFTJ). Os tribunais de instrução criminal (79º/1 LOFTJ). Os tribunais de 2º instância denominam-se relações (210º/4 CRP. Compete-lhe conhecer dos recursos interpostos de decisões proferidas por tribunais de 1º instância e das restantes matérias indicadas nos arts. 5. 99º do CPC. 4. Na base desta hierarquia estão os tribunais de 1º instância (salvo casos excepcionais. 17º/1 al. e) do CPC). b) do CPC). do valor e da forma de processo. a) do CPC). Os tribunais de menores (83º LOFTJ). Ser aceite pela lei do tribunal designado (99º/3 al. Os tribunais judiciais estão dispostos hierarquicamente (19º/1 LOFTJ). 55º e 56º da LOFTJ (art. Ser escrito ou confirmado por escrito (99º/3 al. e) do CPC). Competência interna em razão da hierarquia: contende com a disposição vertical dos tribunais. 2. Os tribunais marítimos (90º LOFTJ). segundo o qual as partes podem atribuir aos tribunais portugueses. 17º/1 LOFTJ). 6. d) do CPC). 7. 6. 16º/2 e 47º/1 da LOFTJ). Os tribunais de família (81º e 82º LOFTJ). 5. Os tribunais de comércio (89º LOFTJ). previsto no art. bem como priva-los de tal competência (pacto privativo). 3. Os tribunais de trabalho (85º e 86º LOFTJ). Da conjugação do art. Competência interna: a competência interna afere-se pelo critério da matéria. Os tribunais de execução de penas (91º LOFTJ). 71º CPC. é nestes tribunais que se instauram as acções). Os tribunais de competência especializada enunciados no art. No entanto. e o do território (62º/2 CPC. 2. é imprescindível que entre a acção a propor e o território português exista um qualquer elemento de conexão pessoal ou real. Há tribunais de 1º e 2º instâncias e o Supremo Tribunal de Justiça (16º/1 LOFTJ). O pacto para ser válido deve: 1. consoante a matéria das causas que lhe são atribuídas. da hierarquia. 7. competência internacional para determinadas questões (pacto atributivo). a) da LOFTJ resulta que os tribunais de competência genérica julgam todas as causas que não hajam de ser instauradas nos tribunais de competência especializada. Por fim. Competência interna em razão da matéria (66º CPC): os tribunais de 1º instância são. Fundar-se num interesse sério das partes (99º/3 al. . 78º da LOFTJ são os seguintes: 1. c) do CPC). 67º do CPC com o art. Respeitar a um litígio sobre interesses disponíveis (99º/3 al. temos o princípio da consensualidade. Não versar sobre matéria da competência exclusiva dos tribunais portugueses (99º/3 al.propositura no estrangeiro. Designar expressamente a jurisdição competente (99º/3 al. tribunais de competência genérica e tribunais de competência especializada.

Foro real: “devem ser propostas no tribunal da situação dos bens as acções relativas aos direitos reais ou pessoais de gozo sobre imóveis (…)”. o STJ exerce a sua jurisdição em todo o território nacional. Nos termos do art. os quais abrangem a área de uma ou de várias comarcas. As acções sumárias e sumaríssimas. 69º do CPC alude aos tribunais de competência específica (211º/2 CRP e 64º/1 e 2 da LOFTJ). e os tribunais de 1º instância na área das correspondentes circunscrições geográficas. os tribunais singulares têm competência para os processos em que não intervenha o tribunal colectivo (104º/2 da LOFTJ). 63º do CPC: 1. Nos termos do art. estando a sua discriminação feita nos mapas II e III anexos ao dito regulamento. porque os seus valores nunca excedem a alçada da 2º instância. é a lei do processo que fixa os factores que determinam o tribunal territorial competente. a intervenção do colectivo depende de requerimento neste sentido. as varas criminais. O art. o julgamento da matéria de facto compete ao tribunal colectivo. Segundo o art. Évora. atento o seu valor e o previsto no art. Assim. círculos judiciais e comarcas (15º/1 da LOFTJ). 1º do regulamento da LOFTJ e do mapa I que lhe está anexo. atento o disposto no art. para o qual remete o art. o STJ conhece dos recursos interpostos de decisões proferidas pelas relações e das matérias referidas nos arts. para os quais remete o art. Desta exposição resulta: 1. são sempre instauradas e julgadas em tribunal singular. 21º/1 da LOFTJ. Competência interna em razão do território: o território nacional está dividido em distritos judiciais. 106º/b da LOFTJ. aos tribunais colectivos compete julgar as questões de facto nas acções de valor superior à alçada dos tribunais da relação (106º/b da LOFTJ). 106º e 104º/2 da LOFTJ.No topo da hierarquia judiciária está o Supremo tribunal de justiça (210º/1 CRP). Por sua vez. 33º e seguintes da LOFTJ. as relações no respectivo distrito judicial. nestas acções. Os tribunais de competência específica (96º da LOFTJ) são as varas cíveis (97º/1 LOFTJ). . 646º do CPC. há quatro distritos judiciais. 72º do CPC e 19º/2 da LOFTJ. nos termos do art. cada distrito divide-se em círculos judiciais. 21º/3 da LOFTJ. Competência interna em razão do valor e da forma de processo: tais competências resultam dos arts. os juízos cíveis (99º da LOFTJ). os juízos de pequena instância cível (101º da LOFTJ) e os juízos de pequena instância criminal. Nas acções ordinárias. Lisboa e Porto. 73º a 95º do CPC. Por sua vez. 68º do CPC. 2. 73º CPC). Como resulta do art. Todavia. sediados em Coimbra. Tais factores constam dos arts. os quais abrangem a área de uma ou várias comarcas (66º/1 da LOFTJ).

devendo aquela ocorrer por apenso a esta.  Não pode versar sobre os casos previstos no art. e a competência interna territorial. Foro geral: é competente o tribunal do domicílio do réu em todos os casos não previstos nas disposições especiais (85º CPC). A determinação da competência opera-se da seguinte forma: . 5.  Deve designar as questões a que se refere ou especificar o facto jurídico susceptível de as originar (100º/2 e 4 CPC). 8. 6. é competente o tribunal do lugar onde a obrigação devia ser cumprida (94º/1 CPC). Foro do autor: as acções de divórcio e de separação de pessoas e bens devem ser instauradas no tribunal do domicílio ou da residência do autor (75º CPC). indemnização pelo não cumprimento (…) devem ser propostas no tribunal do lugar em que a obrigação devia ser cumprida ou no tribunal do domicílio do réu. Foro empresarial: aplicada aos processos especiais de recuperação da empresa e de falência. Foro conexional: a acção de honorários de mandatários judiciais ou técnicos deve ser instaurada no tribunal da causa em que foi prestado o serviço. Daí a conexão das duas causas ( 76º/1 CPC). O foro conexional não se aplica quando o mandato judicial tenha sido exercido num tribunal de competência especializada. as partes são admitidas a prevenir competência territorial do tribunal (100º/1 CPC). considerando o pedido. 110º/1 CPC. 4. destinando-se a acção a efectivar a responsabilidade civil baseada em facto ilícito ou fundada no risco. Em determinadas situações. Para saber qual o tribunal competente para determinada causa é necessário verificar se os tribunais portugueses têm competência internacional.2. 3. Para as execuções baseadas em títulos extrajudiciais. o tribunal competente é o correspondente ao lugar onde o facto ocorreu. Foro hereditário: consagra que o tribunal competente para o processo de inventário é o do lugar da abertura da sucessão (77º/1 CPC).  Deve indicar o tribunal que fica competente (100º/2 CPC). Foro obrigacional: “as acções destinadas a exigir o cumprimento de obrigações. 74º/2 acrescenta que. Esta competência convencional resulta de um acordo sujeito aos seguintes requisitos:  Deve respeitar a forma do contrato (100º/2 e 99º/4 CPC). 7. Confirmada esta. para os quais é competente o tribunal do lugar da sede da empresa (82º CPC). Foro executivo: para as execuções de sentenças proferidas pelos tribunais portugueses é competente o tribunal de 1º instância em que a causa foi julgada (90º/1 e 3 do CPC). A competência territorial derivada desta convenção é tão obrigatória como a que resulta da lei (100º/3 CPC). é necessário atentar na espécie de acção a instaurar. o valor da causa e a forma do processo. O art. conforme escolha do autor” (74º/1 CPC).

os quais serão competentes de acordo com as regras fixadas nos arts. 470º CPC permite a cumulação de pedidos.  Quando se aleguem cumulativamente causas de pedir incompatíveis.  Quando falte a alegação da causa de pedir.  Quando se formulem cumulativamente pedidos substancialmente incompatíveis.  Quando o pedido indicado seja ininteligível.  Só assim não será se na área da comarca em apreço existirem tribunais de competência específica. Sem pedido. 99º e 101º da LOFTJ. Há pedido formulado. sem o que faltará a base (o suporte da acção). O tribunal só conhece daquilo que se pede e na medida em que se lhe pede (661º/1). sujeitando tal cumulação a certas condições. sendo pressupostos processuais de índole negativa. É necessário um relato completo e especifico dos factos cuja verificação terá feito nascer o direito invocado pelo autor. a verificação deles impede o regular desenvolvimento da instância. Pressupostos relativos ao objecto da causa: Aptidão da petição inicial: a instância inicia-se pela proposição da acção e esta considera-se instaurada quando é recebida na secretaria a respectiva petição inicial (267º/1 CPC). A causa de pedir tem de ser invocada na petição. . o juiz não tem condições de saber o que pretende o autor. 497º e 499º do CPC. importará saber quais os tribunais de 1º instância que aí exercem jurisdição. Aplicação dos critérios de competência territorial. caso contrário será considerada inepta. Não verificação da litispendência e do caso julgado: estão previstos nos arts. O pedido deve apresentar-se como a consequência ou o corolário lógico do que se alega como causa de pedir (antagonismo entre o pedido e o respectivo fundamento). será ele o tribunal materialmente competente. a acção deve ser intentada no tribunal de competência genérica que aí exerça jurisdição (que é o de comarca).  Quando o pedido esteja em contradição com a causa de pedir. ou seja.  Se aí houver um tribunal com competência especializada para conhecer da acção. O art. além de que o réu também não pode defender-se.  Verificada qual a comarca. mas este foi realizado de modo desadequado que não se percebe de onde deriva a pretensão. 193º/2:  Quando falte a indicação do pedido.  Não existindo tribunal de competência especializada. Os casos de ineptidão da petição são os previstos no art. A petição deve observar determinados requisitos a fim de ser considerada apta. A ineptidão da petição inicial gera a nulidade de todo o processo (193º/1 CPC). 97º.

Falta de pressupostos processuais: Falta de pressupostos relativos às partes e seu eventual suprimento: a falta de pressupostos processuais relativos às partes implica que o juiz deva abster-se de conhecer do mérito da causa e absolva o réu da instância (278º/1 CPC). há litispendência.  EXEMPLO: Se numa acção de reivindicação intentada por A. A absolvição da instância não impede que o autor proponha nova acção com o mesmo objecto. Se o fizer. A repetição da causa ocorre quando é proposta uma outra idêntica àquela quanto aos sujeitos. há caso julgado (497º/1). Se o vício for sanável. 10º/1 CPC . A identidade dos sujeitos supõe que as partes sejam as mesmas sob o ponto de vista de qualidade jurídica.A litispendência e o caso julgado pressupõem a repetição de uma causa. Se. fica regularizada a instância e há condições para uma decisão de mérito (278º/2 e 3 CPC). por sentença transitada em julgado. porque a questão de fundo ficou em aberto. por ser esse o momento em que se define e concretiza a relação processual. Se uma causa é proposta depois de a anterior ter sido definitivamente decidida. O art. apesar de tudo. pedindo a declaração do seu direito de propriedade sobre aquele imóvel. Se o vício for insanável. filiais. Suprido o vício.  A falta de personalidade judiciária deriva da inexistência de pessoa jurídica. Tanto a litispendência como o caso julgado visam evitar que o tribunal venha eventualmente contradizer uma decisão anterior (497º/2). Assim. através da representação (poder paternal e tutela) ou da autorização (curatela). delegações ou representações). se tiver havido sucessão no direito ou na obrigação. o art. 8º do CPC prevê um caso excepcional de sanação dessa falta (sucursais. Não se trata de uma mera identidade física. B propor contra A uma acção de simples apreciação. ainda aí podemos ter litispendência ou caso julgado.  A falta de capacidade judiciária é sanável. ocorrerá em caso julgado. de modo a proporcionar uma decisão de mérito. não poderá. Com efeito. a reconhecer o direito de autor e a entregar o imóvel em causa. ao juiz mais não resta do que absolver o réu da instância. O que diferencia estas duas figuras é o momento em que se dá a repetição. mais tarde. o vício persistir. o réu B for condenado. Na pendência da causa são reconhecidos às partes e ao tribunal diversos meios de suprir os vícios. agências. a causa repetente é aquela para a qual o réu foi posteriormente citado (499º/1). logo o vício é insanável. Na litispendência. ao pedido e à causa de pedir (498º/1 CPC). Se as duas causas estão simultaneamente pendentes. podem desencadear-se os mecanismos tendentes à sanação do vício. o juiz não pode deixar de abster-se de conhecer o mérito da causa e absolver o réu da instância.

estabelece que os incapazes só podem estar em juízo por intermédio dos seus representantes ou autorizados pelo seu curador. O art. 24º/2 CPC. Se a incapacidade judiciária pertencer ao autor. 15º/1 CPC. regularizando a instância (23º/2 CPC). incumbindo ao Ministério Público a defesa do incapaz nos termos do art. 24º/2. Se respeitar ao representante do réu. 23º/1 do CPC. o juiz fixa prazo para obtenção da necessária autorização ou deliberação. nos termos do art. 276º/1 al. ficando regularizada a instância e o processo segue como se o vício não existisse (23º/2 CPC). a acção prossegue como se não houvesse defesa (25º/3 CPC). conduzindo por isso à absolvição do réu da instância (288º/1 al. a acção deve prosseguir. podendo então verificar-se … (…) O representante legal não ratifica o processado e em face disto fica por suprir a incapacidade. A ilegitimidade plural. d) do CPC). entretanto.  A ilegitimidade singular é insanável. é suprível pela intervenção em juízo dos titulares da relação controvertida (que não sejam partes). mas renova os actos praticados pelo réu incapaz (23º/2). correndo novo prazo para a apresentação da contestação. Nos termos dos arts. derivada da violação do litisconsórcio necessário. a instância (265º/2. o juiz deve ordenar a citação do respectivo representante legal. de forma a sanar o vício. d) do CPC). 25º CPC trata de situações em que o representante da parte carece de autorização ou deliberação para a prática de actos em juízo. Se a incapacidade judiciária respeita ao réu. validando a defesa apresentada e prosseguindo com a acção como se o vício não existisse (23º/2 CPC). mas renova os actos praticados pelo autor incapaz. 24º/1 e 265º/2. o juiz deve ordenar a notificação do representante legal nos termos da segunda parte do art. Apesar disso. Nestes casos. (…) O representante legal não ratifica o processado. (…) O representante legal não ratifica o processado. fica respeitado o litisconsórcio necessário e sanada a ilegitimidade plural (328º/2 al. (…) O representante legal não ratifica o processado nem apresenta nova defesa. suspendendo-se. é o réu absolvido da instância. 25º/1. podendo suceder… (…) O representante legal ratifica os actos processuais praticados pelo réu incapaz. Se esta falta de autorização respeitar ao representante do autor e não for sanada. (…) O representante legal ratifica os actos processuais praticados pelo autor incapaz. 1º parte e art. a parte contrária ao incapaz pode requerer a intervenção do representante legal. a) do CPC). Se o autor corresponder ao convite. o que conduzirá à absolvição do réu da instância (288º/1 c) do CPC) e a ineficácia de todo o processado (23º/2 CPC). . 325º/1 CPC) ou na sequência de convite dirigido pelo juiz ao demandante (265º/2 CPC). Esta intervenção é provocada quando decorre de uma citação (320º/a. regularizando a instância.

Falta de pressupostos relativos ao tribunal:  A incompetência absoluta: deriva da infracção das regras de competência internacional. tendo como efeito a absolvição do réu da instância (105º/1 e 288º/1 al. e das regras de competência internacional (108º). das regras de competência material (a incompetência só pode ser arguida até ser proferido despacho saneador ou. Esta incompetência pode ser arguida pelas partes ou suscitada oficiosamente pelo tribunal em qualquer estado do processo. Diz o art. a) do CPC). o juiz pode suscitar ex officio esta incompetência. esse vício pode ser invocado por ambas as partes até ao encerramento da audiência final. até até ao início da audiência final – 102º/2)e das regras de competência hierárquica (101º CPC).  A falta do patrocínio judiciário obrigatório é sanável. Se esta falta não for suprida… (…) o réu será absolvido da instância (se a falta de patrocínio respeitar ao autor). Incompetência relativa: resulta da violação das regras da competência internacional. das regras de competência interna em razão do valor e da forma de processo. a) e art. se a incompetência relativa for de tribunal singular.Por sua vez. a intervenção espontânea resulta da iniciativa do próprio interveniente (320º e ss do CPC). derivada da violação de um pacto privativo de jurisdição. estamos perante uma incompetência absoluta (102º/1). por competir ao tribunal colectivo na causa. A incompetência absoluta é insanável. é sempre possível discutir em recurso as questões relativas À incompetência absoluta (678º/2). No entanto. EXEMPLOS: se for proposta num tribunal judicial uma acção para o qual é competente um tribunal administrativo. Por outro lado. Incompetência relativa inoficiosa – resulta da violação de um pacto privativo de jurisdição internacional e da infracção de regras de competência  . Incompetência relativa oficiosa – é a que deriva da violação das regras de competência em razão do valor e forma de processo (110º/2) e das regras de competência territorial de que as partes não podem dispor (110º/1 al. enquanto não houver sentença passada em julgado (102º/1). Nos termos do art. (…) ficará sem efeito a defesa (se a falta respeitar ao réu). 110º/4. Esta incompetência pode ser arguida pelo réu na contestação (109º). A questão tem de mostrar-se decidida até ao despacho saneador (110º/3).  A falta de interesse em agir é insanável. na inexistência deste. 33º que o juiz deve convidar a parte que viola este pressuposto a constituir mandatário (265º/2). 100/1 CPC). (…) não terá seguimento o recurso (se a falta disser respeito ao recorrente).

Para assim suceder é necessário que o pressuposto processual violado tenha em vista proteger uma das partes. no Assento nº 12/94. na fase do saneamento (510º) o juiz concluir que já estão reunidas todas as condições para a acção ser julgada materialmente favorável ao autor. Porém. se a incompetência resultar da violação de um pacto privativo de jurisdição. Concorrendo numa mesma acção incompetência absoluta e relativa. Falta de pressupostos relativos ao objecto da causa e seu eventual suprimento: A ineptidão da petição inicial não é susceptível de sanação. a decisão proferida sobre a questão da incompetência relativa só é passível de recurso até à relação. nem por isso será o réu absolvido da instância se. sendo essa a parte beneficiada pela decisão de mérito. O STJ. mas permitir já uma decisão proferida sobre o mérito da causa. EXCEPÇÕES: Oferecida contestação. uma das partes acaba por instaurar a acção em Portugal. a consequência é a absolvição do réu na instância (111º/3). 77º. 100º CPC. Ocorre a violação de um pacto privativo de jurisdição internacional quando as partes hajam convencionado propor determinada acção nos tribunais de outro estado e. A incompetência relativa oficiosa e inoficiosa gera a remessa do processo para tribunal competente (111º/3 e 288º/2). devendo a questão ser decidida até ao despacho saneador (110º/3). ouvido o autor. actuando este por si só. se verificar que o demandado entendeu convenientemente a petição (193º/3). se o processo admitir este articulado e respeitado que seja o princípio do contraditório (…)”. Inclui-se aqui também o desrespeito pela competência territorial que tenha sido convencionada pelas partes ao abrigo do art. e 94º/1 CPC). 288º/3 resulta que a persistência da irregularidade da instância poderá não conduzir à absolvição do réu da instância. de 26 Maio 1994 decidiu – “a nulidade resultante de simples ininteligibilidade da causa de pedir (…) é sanável através da aplicação fática em réplica. Nos termos do art. Esta incompetência só pode ser arguida pelo réu na contestação (109º).interna territorial de que as partes podem dispor (74º/1. Concretizando. apesar disso. estando a correr uma acção proposta por um incapaz. 111º/4. As Situações Subjectivas Processuais Civis: . condenando ou absolvendo o réu do pedido. Ineficácia da falta não sanada de pressupostos processuais: do art.75º. deve o juiz dar cumprimento aos arts. a arguição pelo réu da falta do pedido ou da causa de pedir não será procedente quando. prevalece a mais grave (absoluta). Se. o representante legal do incapaz não intervier. depois. 24º/2 e 265º/2 CPC. A litispendência e o caso julgado são insanáveis.

implica a distribuição da petição inicial ou do requerimento [art. Condições de existência… Referem-se à pendência de uma causa num tribunal. São excepções dilatórias nominadas aquelas que constam do disposto no art. pondo termo ao processo. 771º al. e pode ser unilateral ou bilateral. Quando susceptíveis de serem afastadas pelo preenchimento superveniente do pressuposto em falta. 456º. As excepções dilatórias conduzem à absolvição do réu da instância ou. mediante impugnação do caso julgado da respectiva decisão [vg simulação processual ou fraude à lei em processo ou falta ou nulidade de citação do réu. 474º] ou de citação [art. entrada na secretaria do tribunal de uma petição inicial ou de um requerimento [art. 494º. A secretaria pode recusar o recebimento de qualquer uma dessas peças se não apresentarem os requisitos externos exigidos por lei [art. Litigância/cooperação de boa-fé… O dever de litigância de boa fé [art. 493º-2 e 494º . arts. à remessa do processo para o tribunal competente [art. constitui uma excepção dilatória. 267º-2]. implica invalidade do processo e insusceptibilidade de este produzir qualquer efeito. para tal. Condições de validade… As condições de validade do processo podem decorrer de actos cuja invalidade afecte todo o processo [vg ineptidão da petição inicial. 213º e arts. em caso de incompetência. A má fé unilateral. responde por custas [arts. justifica a condenação da parte ao pagamento de uma multa [art. quer substancial. 4. Se o autor desistir da instância. quando ambas as partes litigaram dolosamente [vg simulação processual ou fraude à lei. 877º CC e 665º]. não bastando culpa. Requer-se o dolo da parte. 3. por seu lado.exigindo-se. ou de circunstâncias verificadas durante a pendência da causa. e)]. 2.1. dando-se por provado (art. 519º-2] pressupõe o conhecimento da falta de fundamento do pedido e traduz-se numa inversão do ónus da prova. art. 259º]. mesmo que grave. as excepções dilatórias consideram-se sanáveis [art. Excepções dilatórias… O não preenchimento dos pressupostos processuais. 495º] que impede o conhecimento de mérito da causa [arts. positivos ou negativos. antes da citação do réu [art. A pendência simples da causa [existência do processo]. A litigância de má fé [art. 288º-3 e 265º2]. quer instrumental. 493º-2]. 467º. por excepção (487º) ou directamente. art. por impugnação. 266-A] desdobra-se nos deveres de não formular pedidos ilegais [má fé substancial]. . A contestação pelo réu pode ser feita indirectamente. 344º-2 CC). A má fé bilateral. 295º-2 e 451º]. 211º ss] e o proferimento de um despacho liminar de indeferimento [art. 314º-3 e 152º-3]. 480º]. de não articular factos contrários à verdade [má fé substancial] e ainda de não requerer diligências meramente dilatórias [má fé instrumental]. art.exemplificativo]. 456º-3]. 193º]. circunstância alegada por uma parte ou conhecida oficiosamente pelo tribunal [art.

7. com remissão para o regime geral dos actos jurídicos [art. cumpre ao tribunal a emissão de um despacho liminar de indeferimento [art. de um despacho saneador [art. Todavia. Conhecimento oficioso… Faltando algum dos pressupostos processuais. Nulidades… Verifica-se uma nulidade processual sempre que é praticado um acto não permitido ou sempre que é omitido um acto imposto ou uma formalidade essencial [art. 510º-3]. 474º]. a desistência e a transacção. 510º-1a] e de sentença final que conheça da excepção em causa.Quando os pressupostos processuais e as respectivas excepções dilatórias são de conhecimento oficioso. no caso de insuficiência dos factos alegados pelo autor. 201º-1]. A declaração genérica. a confissão. Tramitação Processual: . conhecer da respectiva excepção e absolver o réu da instância [arts. 6. 301º-1. 5. 288º-3 e 493º-2]. cumpre ao tribunal. sobre o preenchimento dos pressupostos constitui caso julgado formal e obsta a que o tribunal se volte a pronunciar sobre a questão concretamente apreciada [art. vg. no despacho saneador. Vicios da vontade… Considera-se irrelevante a parte que omitiu involuntariamente a prática do acto por falta ou vício da vontade. 359º CC]. podem ser declaradas nulas ou anuladas nos termos do art.

487º nº1). Nos casos previstos no art. a citação do réu depende de prévio despacho judicial. 467 nº 1 al. A contestação… O réu deve contestar no prazo de 30 dias a contar da citação (art. 467 nº 1 al b) CPC. deve constar da petição a designação do solicitador de execução que efectuara a citação ou do mandatário judicial que a promoverá art. ou seja. fazendo cessar a boa fé do possuidor e inibe o réu de propôr contra o autor da acção destinada à apreciação da mesma questão juridica. . o réu é chamado ao processo para contestar. g) Nos termos do art. mas esta pode desde logo recusá-la se verificada alguma das situações constantes do art. Petição inicial… As finalidades fundamentais são a definição do pedido (art. 486º nº1).art. através da citação (art. 467nº1al. O réu pode ainda usar a contestação para deduzir litigios contra o autor. 234º nº4. quando alega factos que obstam à apreciação do mérito da acção ( excepções dilatórias – art. desde que observados os requisitos de admissibilidade da reconvenção (art. Na contestação o réu pode defender-se por impugnação ou por excepção (art. 487º nº2. 467º nº1 alinea e)) e a indicação das razões de facto e de direito (art. deve conter a indicação do valor de causa art. Segundo o art. 493º). 274º e 501º). Defende-se por excepção quando apresenta contra-factos. f) CPC. A petição inicial tem que ser assinada por quem a realizou. 234º -A nº1). Assim a acção só tem efeito sobre o réu após a regular citação. a citação torna estáveis os elementos essenciais da causa. 480º). 494º) ou que servem de causa impeditiva. sendo o processo entregue ao juiz antes da citação (art.1. 467º CPC. 481º. é a base de todo o processo. 474º (requisitos formais de validade). 467 nº 3 CPC. A petição Inicial é o articulado mais importante. A citação do réu… Aceite a petição inicial pela secretaria. 467º nº1 alinea d)). A petição inicial. Quando for o caso. ou seja pelo advogado constituído. A petição inicial tem de ser entregue na secretaria judicial. sem esta o processo nunca chega a existir. modificativa ou extintiva do direito invocado pelo autor e determinam a improcedência total ou parcial do pedido (excepções peremptórias – art. cujo domicilio profissional deve ser indicado – art. 2. o autor deve ainda juntar á petição documento comprovativo do prévio pagamento da taxa de justiça inicial ou da concessão de beneficio de apoio judiciário art. 523 nº 1. Defende-se por impugnação quando procura contradizer os factos inscritos na petição inicial (impugnação de facto) ou afirmando que estes não podem produzir o efeito juridico pretendido pelo autor (impugnação de direito). . 3. Deve ainda se juntar á petição inicial os documentos destinados a fazer prova dos factos nela alegados art.

490º nº3). 508º-A/1. Despacho saneador… Pretende o conhecimento das excepções dilatórias. A audiência preliminar deve servir para permitir que as partes discutam as questões de facto e de direito (art. al. a declaração equivale a confissão quando se trate de facto pessoal e equivale a impugnação no caso contrário (art. 508º-A/1. Despacho pré-saneador… Pretende a sanação da falta de pressupostos processuais. 502º nº1). a convocação da audiência preliminar é obrigatória. 490º). Audiência preliminar… Concluidas as diligências prescritas pelo 508º. se o réu declarar que não sabe se determinado facto é real. Ainda. quando representados por um advogado oficioso (art. Quando o juiz considere que está em condições de emitir uma decisão de mérito logo após a audiência preliminar. 8. preparação das fases seguintes. A primeira finalidade da audiência preliminar é a tentativa de conciliação das partes (art. conhecimento de nulidades processuais. o juiz pode. 503º nº1). o autor só poderá responder quanto à matéria das excepções da contestação. 508º-A/1 al. valor da selecção). 508º-A). Assim. Do âmbito de aplicação do ónus de impugnação exceptuam-se os incapazes. a realizar num dos 30 dias subsequentes (art. a)). 503º nº2). Na réplica.Por fim. emitir um despacho pré-saneador para suprir as irregularidades só agora identificadas. c)). valor do despacho saneador). na audiência preliminar. os ausentes e os incertos. al. não lhe podendo opôr nova reconvenção (art. há que salientar que o réu possui o ónus da impugnação (art. conhecimento de mérito. Desta discussão o juiz poderá inferir que deveria ter sido redigido um despacho pré-saneador. A tréplica deverá ser apresentada no prazo de 15 dias (art. regime). 6. A tréplica… Caso tenha sido modificado o pedido ou a causa de pedir na réplica. 7. factos assentes e base probatória (objecto e critério da selecção. Fase da instrução… . 502º nº3). ou se o autor tiver deduzido alguma excepção à reconvenção (art. deverá ser assegurado o principio do contraditório ao autor através da réplica no prazo de 15 dias (art. A réplica… Caso haja dedução de excepções ou exista reconvenção na contestação. correcção das irregularidades dos articulados (falta de requisitos formais. o juiz deverá convocar uma audiência preliminar. matéria de facto e matéria de direito. 490º nº4). 4. falta de documento essencial. b)). Na audiência preliminar discute-se a posição que as partes têm no processo de modo a que se defina o objecto do processo (art. 5. 9.

Audiência de discussão e julgamento… Segundo o art. a instrução tem por objecto os factos relevantes para o exame e decisão da causa que devam considerar-se necessários de prova. 666º). 11. As partes podem reclamar do julgamento da matéria de facto (art. Findo o debate oral sobre a prova produzida. 657º). O art.C. 514º elenca os factos que não carecem de prova (factos notórios ou de conhecimento geral) e o art. Se a conciliação não for conseguida. o tribunal recolhe para decidir sobre a matéria de facto. 519º contém o dever de cooperação entre as partes. O art. fazendo a apreciação critica de todas as provas produzidas. 8º do C. indicando quais os factos que considera provados e os que não considera provados.). sendo que uma vez proferida fica imediatamente esgotado o poder jurisdicional daquele órgão quanto à matéria daquela causa (art. O art. não havendo razões de adiamento. é o acto em que o tribunal vai ponderar os resultados obtidos ao longo de todo o processo e definir a solução juridica da causa. 652º nº1. 653º). impedindo o tribunal de valorar qualquer prova sem a prévia admissão do contraditório da parte contra a qual a prova é apresentada. 652º nº2 diz-nos que a primeira função da audiência de discussão e julgamento é a tentativa de conciliar as partes. O art. Sentença… É a última fase do processo declarativo. sem prejuizo da possibilidade de rectificação ou interposição de recuso.Segundo o art. 515º define quais as provas atendiveis. 516º dispõe ainda que a dúvida sobre a realidade de um facto e sobre a repartição do ónus da prova resolve-se contra a parte a quem o facto aproveita (o juiz não se pode abster de proferir uma decisão – art. realizar-se-á a discussão da causa. 517º plasma o principio do contraditório em matéria de prova. 10. É uma decisão definitiva. O art. apresentar-se-ão as provas e testemunnhas. O último acto da audiência de discussão e julgamento são as alegações sobre a matéria de direito (art. . 513º.