Atlas Escolar do Município Paulista de Ribeirão Preto: projeto, desenvolvimento, finalidade e desdobramentos. Profa. Dra.

Andréa Coelho Lastória1 - FFCLRP / USP RESUMO Este trabalho apresenta o projeto institucional que originou no Atlas Escolar Histórico, Geográfico e Ambiental de Ribeirão Preto-SP como um produto construído coletivamente por uma comunidade de aprendizagem docente em processo de formação inicial e continuado. Apresenta, também, os objetivos e a composição de tal comunidade, no formato de um grupo de pesquisa que realiza ações de ensino, pesquisa e extensão junto ao Laboratório Interdisciplinar de Formação do Educador – LAIFE, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo, desde março de 2006. O Atlas Escolar Histórico, Geográfico e Ambiental de Ribeirão PretoSP possui formato em CDROM, versão em PDF e estará disponível para download nos sites da USP e da Secretaria Municipal de Educação. Envolve as principais temáticas do referido município e foi distribuído gratuitamente para todas as escolas públicas da rede municipal e estadual, além de atender a comunidade local e parte das escolas privadas de ensino fundamental, médio e superior. Sua construção envolveu articulação de saberes nas áreas de Educação, História, Geografia e Cartografia. A sistemática de desenvolvimento do Atlas privilegiou o estudo da localidade e o desenvolvimento profissional dos membros envolvidos por aproximadamente três anos. A finalidade do referido Atlas relaciona-se a sua própria concepção, ou seja, trata-se de um material escolar sobre a localidade municipal que reúne mapas temáticos, textos, fotografias aéreas, imagens de satélite, desenhos, gráficos, músicas e símbolos que focalizam Ribeirão Preto sob a ótica e a linguagem escolar. Os desdobramentos envolvem os processos de formação inicial e continuada de professores do ensino fundamental, articulação de saberes e áreas do conhecimento, valorização da Cartografia Escolar como um importante campo do conhecimento, bem como, as buscas por alternativas para a História e Geografia Escolar. Palavras-chave: Atlas escolar; cartografia escolar; formação de professores. 1. ORIGENS DA PESQUISA. A prática de pesquisa descrita neste artigo refere-se ao projeto de pesquisa, ensino e extensão apresentado pela autora por ocasião do concurso público para provimento de cargo como Professor Doutor, na área de Metodologia do Ensino de História e Geografia, no Departamento de Psicologia e Educação, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto - FFCLRP, na Universidade de São Paulo - USP. A elaboração deste projeto foi possibilitada graças à participação da autora, durante sua trajetória acadêmica e profissional, em dois importantes contextos de pesquisa em ensino.

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lastoria@ffclrp.usp.br

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O primeiro deles tinha como meta a formação continuada dos professores, por meio da compreensão do desenvolvimento de Atlas escolares municipais e da pesquisa2 em ensino. O grupo de pesquisa objetivava a construção de três Atlas Municipais Escolares e o desenvolvimento de seus membros enquanto profissionais docentes que pesquisam sobre ensino. Tal objetivo envolvia uma tarefa que, apesar de pouco desenvolvida no Brasil, que vem tomando vulto nos últimos anos. As colocações de Aguiar (2002) salientam tal aspecto: Atualmente vivemos um momento de efervescência no que concerne à produção de Atlas escolares, sobretudo Atlas temáticos que buscam representações em grandes e médias escalas, focando cidades e municípios brasileiros. A produção desses Atlas, na maioria das vezes, está pautada na articulação entre Universidades e Secretarias de Educação, evidenciando o interesse de professores e educadores no trabalho com representações espaciais, preenchendo, portanto, uma lacuna existente no que diz respeito à Cartografia no ensino de Geografia (p.19). O referido grupo considerava o desenvolvimento de seus membros não apenas na dimensão de profissionais da educação, mas também como autores de um novo material didático. Sob este aspecto, os professores tornaram-se escritores em suas áreas do conhecimento. Envolveram-se com a tarefa de apresentar os novos materiais junto aos seus alunos das escolas, trabalhando com eles em sala de aula e, depois, modificando o próprio material a fim de que se tornassem mais adequados a outros alunos. Com isso, foram envolvidos num processo complexo de desenvolvimento profissional, pois realizavam diferentes ações como pesquisadores e professores, tanto individual quanto coletivamente. A sistemática metodológica adquirida neste processo rompia com um paradigma rotineiramente empregado nas pesquisas educacionais, pois incluía os professores. Dava-lhes voz nos processos de construção de seus próprios conhecimentos. Não deixava os docentes à margem de tal construção. Afinal, concebia que os professores não deviam ser alvos das investigações e sim aqueles que buscam a melhoria da escola. Rompia, portanto, com a idéia de que os que sabem (professores da Universidade) propõem e aqueles que não sabem (professores da escola básica) executam. O segundo contexto de pesquisa3 envolvia questões teóricas e metodológicas sobre os diferentes processos de Formação Inicial e Continuada de Professores. A inserção prolongada neste contexto possibilitou que as complexas relações que envolvem os processos formativos na área específica de História e Geografia fossem suscitadas e desenvolvidas. A tese de doutorado em Educação da autora apresenta-se como um dos produtos. Intitulada por “Aprendizagem Profissional de Professores do Ensino Fundamental: o
Trata-se da pesquisa intitulada “Integrando Universidade e Escola Através da Pesquisa em Ensino: a produção de Atlas municipal escolar – Limeira, Rio Claro e Ipeúna”, coordenada pela Profa. Dra. Rosângela Doin de Almeida, na Universidade Estadual Paulista, campus de Rio Claro. Financiada pela FAPESP. Coordenado pela Profa. Dra. Maria da Graça Nicoletti Mizukami, junto ao Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de São Carlos – UFSCar, em São Carlos-SP. Financiado pelo CNPq. Cadastrado no diretório de grupos do CNPq.
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Projeto Atlas”, ela foi defendida4, no Programa de Pós Graduação em Educação, da Universidade Federal de São Carlos, no ano de 2003. A questão focalizada na tese foi a compreensão do processo de aprendizagem profissional de quatro professoras do ensino fundamental, inseridas no contexto do projeto Integrando Universidade e Escola por meio da pesquisa em ensino: a produção de Atlas Municipais Escolares para Rio Claro, Limeira e Ipeúna. A autora procurou evidenciar os diferentes tipos de aprendizagens docentes (conhecimentos sobre a área específica de cada professor, sobre o ensino dessa área específica e conhecimentos profissionais gerais) e a forma como tais aprendizagens foram construídas durante o projeto de formação continuada que privilegiou a produção de Atlas Municipais Escolares, considerados, neste trabalho, como ferramentas de promoção de processos de aprendizagem da docência. O cenário de legitimação teórica foi construído a partir do paradigma de pensamentos do professor, da base de conhecimentos para o ensino, do processo de raciocínio pedagógico e dos processos de colaboração. Este trabalho foi caracterizado como um estudo analítico-descritivo de natureza qualitativa, apresentado sob a forma de quatro estudos de caso. Sua realização implicou observação participante da pesquisadora, que esteve inserida no grupo Atlas como membro da pesquisa educacional. As professoras deste trabalho foram concebidas como sujeitos – ora auxiliando a pesquisadora e ora aprendendo com ela – e não como meros informantes ou objetos de estudo. Os dados foram coletados por meio da observação participante, nos diferentes momentos de trabalhos partilhados, por meio de entrevistas biográficas e também pelos relatórios das professoras, relatos autobiográficos, atas de reuniões do grupo e demais documentos. Os resultados foram evidenciados nas próprias descrições analíticas das trajetórias à luz dos referenciais teóricos adotados e foram sintetizados em retratos individuais que revelam as diferentes facetas das suas aprendizagens profissionais e do próprio projeto Atlas. 2. PROJETO ATLAS ESCOLAR HISTÓRICO, GEOGRÁFICO E AMBIENTAL DE RIBEIRÃO PRETO-SP. 2.1 O DELINEAMENTO DA PESQUISA. Esta pesquisa possui como premissa básica a idéia de que a Formação Inicial e Continuada para o Ensino Fundamental e deve contribuir com o desenvolvimento do trabalho dos professores por meio da valorização da sua profissionalização e sua identidade docente, dentre outros. Considera fundamental que os professores (formados ou em formação) desenvolvam capacidades profissionais para selecionar conteúdos e organizá-los adequadamente tendo em vista as situações concretas de ensino e aprendizagem das diversas realidades escolares. Considera, ainda, imprescindível que os professores participem criticamente dos seus próprios processos de ensino e de aprendizagem. Neste sentido, é importante trabalhar com as habilidades de pesquisa como parte indispensável ao trabalho docente, nos diversos níveis e modalidades de ensino. Segundo Ludke (1986), o movimento que valoriza a pesquisa na formação do professor é bastante recente (p.56).

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Sob orientação da Profa. Dra. Maria da Graça Nicoletti Mizukami.

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A autora afirma que tal movimento (que surgiu a cerca de apenas trinta anos e possui variadas propostas) valoriza a articulação entre teoria e prática na formação docente. Salienta que os cursos de formação têm um importante papel na promoção do desenvolvimento de atitudes “vigilantes e indagativas” que levem os professores a tomarem decisões nas suas situações de ensino. As colocações explicitadas remetem às distinções entre as pesquisas dos professores (ou também chamada por “pesquisa dos práticos”) e as pesquisas dos acadêmicos. Não se trata de hierarquizá-las, mas sim de atribuir-lhes papéis diferenciados dentro dos processos de desenvolvimento educacional e científico. Afinal, os professores não devem ser preparados para serem “pesquisadores de segunda categoria”. O necessário é que o professor se descubra como um agente de mudança e um produtor de conhecimentos. Entende-se, portanto, que a pesquisa deve ser concebida como um eixo norteador dentro dos cursos de formação inicial e continuada dos docentes. Ou por meio de uma reorganização curricular que prevê o desenvolvimento de habilidades investigativas junto aos professores em formação inicial. Ou por meio da inserção deles, junto às pesquisas desenvolvidas pelo corpo docente das instituições superiores de Educação. Ou ainda, por meio da pesquisa em colaboração (que busca a articulação entre ensino e pesquisa, por meio de parcerias entre Universidade e Escola, dentre outros). A presente pesquisa está constituída a partir desta última colocação. A idéia foi formar uma comunidade de aprendizagem, no formato de um grupo de pesquisa. Cujos objetivos referem-se ao estudo a localidade, a articulação dos saberes de História, Geografia, Cartografia e Educação para desenvolver aprendizagens profissionais e buscar alternativas teóricas e metodológicas para o ensino de História e Geografia na escola fundamental. Tendo em vista tais objetivos e buscando consolidar práticas pedagógicas renovadoras, o projeto inicial previa a construção de um Atlas Escolar para o município paulista de Ribeirão Preto, como um primeiro produto do grupo. 2.2 O GRUPO DE PESQUISA E O ESTUDO DA LOCALIDADE. O Grupo de Estudos da Localidade – ELO iniciou suas atividades no início do ano letivo de março de 2006, com professores de História e Geografia do ensino fundamental de escolas públicas e privadas do município de Ribeirão Preto-SP, alunos e professores da USP, alunos e professores de outras Instituições de Ensino Superior - IES, dentre outros. O foco principal de discussões girou em torno da importância de se incluir o estudo da localidade de Ribeirão Preto-SP, no ensino de História e Geografia. No meio educacional, o estudo da localidade ganhou destaque com a publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais. Estas publicações salientam que a História e a Geografia devem focar no estudo e na problematização do contexto mais próximo dos alunos. É a partir deste que o estabelecimento das relações temporais e espaciais entre as diversas realidades do Brasil e do mundo devem ocorrer. Os Parâmetros Curriculares Nacionais orientam, para as séries iniciais, um ensino que privilegie o estudo do espaço mais próximo dos alunos. Assim sendo, a História e a Geografia Escolar devem partir do estudo da escola, da família, do bairro, da cidade, do estado e da região para, num processo de ir e vir, estabelecer relações com as questões nacionais e mundiais.

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Apesar desta idéia ser um consenso entre os professores, as práticas educativas ainda parecem estar “amarradas” aos livros didáticos veiculados por grandes editoras. Tais livros não dão conta de focar as diversas localidades e realidades regionais brasileiras. Muitas vezes o que ocorre é que o ensino de História acaba “transmitindo” a idéia de um passado dissociado da vivência social dos próprios alunos. O mesmo acontece no ensino de Geografia. Neste, a iniciação cartográfica ou a representação do espaço nem sempre são trabalhadas a partir de sua própria localidade. É comum encontrar mapa político do Brasil, nos livros didáticos de Geografia para o primeiro ciclo (1a. e 2a. séries), mas não se encontra mapas do município onde os alunos moram. Além do debate teórico, o ensino de História e de Geografia vem passando, nos últimos anos, por uma profunda reflexão metodológica. Tal questão coloca em dúvida as perspectivas tradicionais que ligavam (e ainda ligam) o uso de mapas, exclusivamente, à Geografia. Ainda neste sentido, o ensino de História parece se dar por meio de fatos descontextualizados que “desfilam” pela linha temporal (conhecida como linha do tempo histórico). Essa questão promove uma idéia equivocada dos ciclos e processos históricos. A perspectiva econômica parece permear, com exclusividade, o ensino da História. Tal aspecto dificulta que outras abordagens sejam desenvolvidas nas escolas. Como exemplo, a que procura explicar os processos civilizatórios a partir de suas histórias “não oficiais” (das minorias, dos trabalhadores, dos afro-descendentes5, dos índios etc) e que também é possível estudar História, considerando a organização “espacial” que os fatos e acontecimentos foram se dando, no decorrer dos tempos. A produção coletiva de um Atlas Escolar para o município de Ribeirão Preto – SP foi justificada na pesquisa pela necessidade de subsidiar o ensino de História e Geografia no referido município. Tal necessidade perpassa o uso de mapas escolares como um valioso mecanismo para a consolidação de práticas pedagógicas que ressaltam a preservação dos recursos naturais e a recuperação da memória ligada à origem histórica de uma localidade municipal. 2.3 PARCERIAS, APOIOS E CONVÊNIOS. Uma pesquisa colaborativa, pautada na epistemologia da prática educativa, requer um conjunto de ações para ser efetivamente desenvolvida. Uma delas diz respeito ao apoio institucional e financeiro. Sob estes aspectos, a presente pesquisa foi desenvolvida no Laboratório Interdisciplinar de Formação do Educador – Laife, instalado na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, da Universidade de São Paulo. A referida universidade também reconheceu e certificou o Grupo de Estudos da Localidade – ELO, possibilitando o adequado desenvolvimento do mesmo. O grupo foi cadastrado no diretório de grupos do Conselho Nacional de Pesquisa Brasileira – CNPq e possui logotipo registrado e custeado pela Propriedade Intelectual da USP, no setor de registros e marcas do Brasil.
Publicada no Diário Oficial da União, a Resolução n.1, de 17 de julho de 2004 do Conselho Nacional de Educação – CNE institui diretrizes curriculares nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, a serem observadas pelas Instituições de ensino, que atuam nos níveis e modalidades da Educação Brasileira.
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Diante da necessidade de desenvolver mapeamentos, a autora convidou o Laboratório de Estudos Aplicados e Práticas Pedagógicas – LEAPP, dos cursos de História e Geografia, do Centro Universitário “Barão de Mauá”. A idéia foi estabelecer uma parceria entre o grupo ELO e tal laboratório, tendo em vista a necessidade de um técnico especializado em Cartografia Digital para a elaboração dos mapas. Tal convite foi oficializado com um convênio de cooperação acadêmica, proposto pela autora, assinado entre a Universidade de São Paulo e o Centro Universitário “Barão de Mauá”. O Grupo de Estudos da Localidade – ELO decidiu publicar o Atlas de modo impresso e distribuir o mesmo para as escolas da rede pública de ensino. A publicação pauta-se na própria concepção de Atlas assumida pelo ELO, ou seja, não se trata de uma coletânea de mapas em escala pequena, mas sim, um material didático composto por textos, mapas com escala grande, fotos aéreas, fotos antigas e de diferentes paisagens urbanas, gráficos, desenhos e ilustrações que serve às finalidades escolares. Para tanto, a coordenadora solicitou verba para a Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da USP. O pedido foi atendido devido à relevância e coerência teórica e metodológica da pesquisa. No entanto, para uma publicação com grande tiragem, o grupo ELO buscou apoio da Secretaria Municipal de Educação de Ribeirão Preto. A secretaria reconheceu o Atlas como um material pedagógico inédito e de grande relevância para o ensino da localidade na escola fundamental. Com isto, o grupo ELO, recebeu apoio financeiro para a construção do Atlas. O grupo ELO contou também com vários outros apoios institucionais que foram também importantes para a concretização do referido Atlas. A saber: Músicos e poetas de Ribeirão Preto e região (que autorizaram a instalação de várias canções, músicas e poemas sobre a localidade), o Arquivo Público Histórico de Ribeirão Preto (utilizado como uma das fontes básicas da pesquisa), os “Amigos da Fotografia” e o acervo fotográfico da família Miasaka (Tony Miasaka), a Secretaria Municipal da Cultura, a Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão Ambiental, o Departamento Municipal de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (DAERP), o Programa USP – Recicla, a Fundação Pau-Brasil, dentre outras. 3. DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA 3.1 O GRUPO DE ESTUDOS DA LOCALIDADE O Grupo de Estudos da Localidade iniciou-se com a apresentação do projeto de pesquisa pela autora deste trabalho. Tal apresentação foi realizada no anfiteatro André Jaquemin, da FFCLRP/USP. Os participantes foram convidados diretamente pela autora por meio de contatos com a Secretaria Municipal de Educação, com a Diretoria Estadual de Ensino, com o Arquivo Público Municipal, com os alunos e professores da Pedagogia da USP e de outras IES, com professores do Departamento de Psicologia e Educação da FFCLRP/USP e com professores de escolas privadas. O grupo inicial foi composto por aproximadamente trinta e duas pessoas que se dispuseram a se reunir semanalmente, durante pelo menos, duas horas. O grupo foi constituído por três diferentes categorias de membros. São elas: Membros pesquisadores (entendidos como todos os que participam semanalmente dos encontros e estudam a localidade de Ribeirão Preto-SP), membros colaboradores (são os que não participam de todas as ações ou projetos desenvolvidos. Freqüentando

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o grupo com objetivo específico de colaborar em uma determinada ação ou projeto) e os membros consultores (são os especialistas que são consultados para auxiliar no esclarecimento teórico ou metodológico de uma área específica). Para facilitar o trabalho diante de um grupo com tais características, o grupo ELO possui um coordenador e um vice-coordenador. Tais categorias são escolhidas entre os membros. Diante de um trabalho ou uma ação específica, o grupo é subdividido em grupos menores (que planejam uma ação e depois trazem para o grupo maior que fica responsável pelo replanejamento e desenvolvimento). Atualmente a coordenação do Grupo ELO está a cargo da autora deste trabalho e a vice-coordenação pertence à professora Noely Mendes Paez Paes (Vice-diretora da Escola Pública Estadual Prof. Rafael Leme Franco). Os membros pesquisadores do Grupo ELO são: Antonio Vitor Rosa, Carla Costa de Moraes, Cristiane Quilez Tavares Pereira, Daniel Junta Bueno, Elidia de Souza Silva Rodrigues, Janeide Souza R. Nassar, José Faustino da Almeida Santos, Luciene Oliveira, Luiza Maria de Andrade S. Faeda, Marcelo Nonato Ferreira, Márcio Antonio do Couto, Rafael Cardoso de Mello, Sandra Regina Firmino Abdala, Sandro Luiz Sartório, Talita de Souza Dias. Os membros colaboradores são: Clarice Sumi Kawasaki (FFCLRP/USP), Daniela Cassa Sudan (USP Recicla), Evandro Gaiad Fischer (CETESB), Fadel David Antonio Filho (UNESP), Filomena Elaine Assolini (FFCLRP / USP), Gabriel Vendrúsculo de Freitas (Centro Universitário “Barão de Mauá”), Idalina Nóbile Ambrósio (LAIFE / USP), Lílian Rodrigues de Oliveira Rosa (Centro Universitário “Barão de Mauá”), Maria Dalva de Souza Dezan (UNESP), Olga Kotchetkff Henriques (Secretaria de Gestão Ambiental / Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto), Perci Guzzo (Secretaria de Gestão Ambiental / Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto), Regina M. Troca Queiroz (FFCLRP / USP), Silva Aparecida de S. Fernandes (Centro Universitário “Barão de Mauá”), Solange (UNESP), Valeria Cazetta (EACH / USP). Os membros consultores são: Adriana Maria Corder Molnari (UNICAMP), Adriano Rodrigo Oliveira (UNIOVI – Espanha), Amanda Regina Gonçalves (UFMT), Hermes Fernando Petrini (Faculdade Salesiana Dom Bosco de Piracicaba), Marcelo Tadeu Motokane (FFCLRP / USP), Maria del Rosário Piñeiro Peteleiro (UNIOVI – Espanha), Mera Helena Ramos de Oliveira (Museu do Café), Maurício dos Santos Matos (FFCLRP / USP), Noeli Prestes Padilha Rivas (FFCLRP / USP), Solange T. de Lima Guimarães (UNESP), Tânia Regina Registro (Arquivo Público e Histórico de Ribeirão Preto-SP). 3.2 A SISTEMÁTICA DE TRABALHO DO GRUPO ELO E SEUS PRODUTOS A sistemática do grupo foi proposta pela autora e discutida coletivamente. Envolvia uma fase inicial de estudo de textos norteadores tendo em vista o embasamento teórico nas áreas de História e Geografia. Esta fase foi importante para que o grupo estabelecesse uma base de conhecimentos em comum, ou seja, era preciso esclarecer o que cada membro entendia por uma noção ou conceito específico. Afinal, o grupo era composto por membros de diferentes áreas do conhecimento e em diferentes estágios de desenvolvimento profissional ou

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formativo. O estabelecimento da base de conhecimentos em comum possibilitou aproximações e articulações entre os saberes de História, de Geografia e de Educação. Nesta fase ainda, o grupo buscou esclarecer dúvidas sobre procedimentos da pesquisa em ensino e da abordagem qualitativa - colaborativa. O pressuposto que ancora tal abordagem diz respeito o tratamento dado aos membros do grupo de pesquisa, isto significa, concebê-los como possuidores de conhecimentos próprios da docência. Com relação a essa idéia, Tardif, Lessard e Lahaye (1991) explicitam que a prática docente integra diferentes tipos de saberes, dentre eles, os saberes das disciplinas, os saberes curriculares, os saberes profissionais e os saberes da experiência. Tais autores salientam que o saber docente cotidiano é constituído, tanto por saberes científicos (que se referem aos três primeiros tipos apontados), quanto por saberes advindos da experiência (que se refere aos saberes construídos no cotidiano). Ainda nesta mesma direção, os estudos de Caldeira (1993), apontam que por meio dos saberes da experiência, os professores mantêm uma relação de interioridade, e que é com este mecanismo que os professores se apropriam dos demais. Para a autora: ... o saber da experiência integra todos os saberes, mas somente depois de terem sido submetidos à prática e convalidados por ela (p.62). Com base nesta idéia, Caldeira salienta que os programas de formação docente devem deixar de reforçar apenas os aspectos técnicos da profissão e ancorar-se na concepção de que os professores devem aprender mais do que conteúdos de ensino ou estratégias do processo de ensino-aprendizagem, eles devem pautar-se numa relação metodológica (saber fazer). A tese de Caldeira (1993) levou em conta os saberes produzidos e apropriados pelos docentes em sua prática cotidiana, como resultado de sua experiência, reflexão e experimentação. Não se tratou, portanto, de investigar conhecimentos teóricos adquiridos nos cursos de formação inicial ou continuada. A autora destacou que o trabalho individual do professor não foi o seu foco de atenção, afinal ele não se desenvolve isoladamente nas escolas, mas sim, nas suas relações com os demais. Tratou-se, portanto, de um processo coletivo de elaboração e reflexão. Afinal, segundo a autora, é através desta confrontação coletiva que os saberes docentes ganham credibilidade (p.62). A realização de uma pesquisa colaborativa na qual os membros em diferentes estágios da carreira docente (alguns em formação inicial) devem partilhar os significados que a mesma faz emergir é desafiadora. No entanto, relaciona-se ao fato da não realização de um trabalho científico no qual se confecciona uma investigação para os professores, mas sim, com os professores, parafraseando Nóvoa (1995). Dentre os documentos oficiais, os Parâmetros Curriculares Nacionais de História e Geografia foram estudados e discutidos. Textos sobre Cartografia Escolar e Práticas Pedagógicas envolvendo o Ensino da Localidade foram apresentadas. Palestras com professores que participaram de pesquisas em contextos similares foram realizadas. Visitas técnicas objetivando conhecer as várias instituições locais foram realizadas. Dentre elas, destaca-se o Arquivo Público Municipal que passou a ser uma das mais importantes fontes documentais para o grupo. Participações em eventos científicos eram divulgados e

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estimulados tendo em vista o desenvolvimento profissional e acadêmico dos membros. A fase seguinte envolveu o estudo de diferentes Atlas Escolares e a concepção de Atlas Escolar Municipal. Buscou-se estudar as finalidades dos diferentes atlas nas práticas escolares, assim como, aspectos relacionados à problemática do mapa na sala de aula. Sobre este aspecto, é importante destacar uma constatação feita pela pesquisa de Oliveira (2007): De modo geral, os artigos que tratam dos mapas, no setor educacional, voltam-se mais para as finalidades e o seu uso pelos professores e pelas crianças em situações escolares. Os mapas considerados nesses estudos são os mapas do adulto. Sobre os mapas da criança, a bibliografia é nitidamente escassa.(p.19) A construção propriamente do Atlas Escolar Municipal iniciou-se pelo levantamento dos temas mais emergentes da realidade de Ribeirão Preto. A partir deste levantamento, foi necessário realizar o trabalho de selecionar coletivamente os temas que eram mais abrangentes tendo em vista os aspectos históricos, geográficos e ambientais6. Para a pesquisa sobre os referidos temas, os membros se subdividiram em grupos menores. Buscou-se uma composição que contemplasse, pelo menos, um membro da área de História, um da área de Geografia e um da Pedagogia. Tal sistemática facilitava o trabalho de pesquisa e composição da página do Atlas. Procedimentos de coletas diversas de dados (desde entrevistas orais, pesquisas documentais, registros fotográficos etc) eram trabalhados pela coordenadora juntamente com os subgrupos. Procedimentos éticos envolvendo as diversas fontes consultadas foram esclarecidos coletivamente, assim como, o cuidado em dar os créditos devidos aos entrevistados e aos documentos originais. O delineamento do perfil do Atlas, o padrão gráfico, a adequação à linguagem escolar, a grandeza das escalas dos mapas, a distribuição dos diversos elementos textuais, fotográficos, cartográficos nas páginas foram definidos coletivamente pelo grupo. Este trabalho exigiu articulação dos vários saberes envolvidos. Os membros participantes puderam contar com professores ou profissionais externos que passaram a ser concebidos como colaboradores do grupo ELO. Alguns deles passaram a freqüentar o grupo semanalmente, tornando-se também membros pesquisadores. O atlas escolar municipal é o primeiro produto do grupo ELO. Seu lançamento oficial ocorreu em 30 de setembro de 2008, num evento organizado pela diretoria da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto. O evento reuniu professores e alunos das redes municipal, estadual e privada de Ribeirão Preto, autoridades locais e membros das diversas instituições que foram parceiras e que apoiaram o Grupo ELO (Secretaria Municipal de Educação, Arquivo Público Histórico de Ribeirão Preto, Museu do Café, Museu Histórico “Plínio Travassos”, Secretaria Municipal da Cultura, Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão Ambiental, Colégio Marista, dentre outras).

A concepção de Geografia e História adotada pelo grupo ELO já envolve as questões meio-ambientais. Objetivando destacar que a mesma foi destacada nas diversas páginas temáticas o Atlas recebeu tal denominação. A tradição curricular das escolas de ensino fundamental reforça tal adoção de nomenclatura.

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O Atlas foi organizado em torno de 32 temas históricos e geográficos, num total de 133 páginas em hipertexto. A saber: De Ribeirão para o mundo, Cultura indígena, Entrantes mineiros, Negro em movimento, Comércio e serviços, Formação de Ribeirão Preto, Cultura Cafeeira, Novos braços, novas culturas, Belle Èpoque, Legado dos coronéis, Formação Geológica, Solos e Relevo, Tempo, Clima e Sociedade, Vegetação natural, Transportes, Espaço em transformação, Indústrias, Cultura Canavieira, Ocupação do campo, Faces da urbanização, Espaços livres urbanos, Arborização urbana, Saneamento Básico, Resíduos Sólidos, Lixo - Conceitos e Práticas, Águas de Ribeirão Preto, Bacia Hidrográfica, Enchentes, Fotografias Aéreas Verticais, Município de Ribeirão Preto e vizinhos, Imagens de Satélite, Bairros de Ribeirão Preto e Hino e Símbolos. Cada especificidade temática apresenta variada linguagem, ou seja, alguns são explicitados com textos e mapas, outros com fotografias e desenhos, outros com poemas e desenhos etc. Em todos os temas é possível escutar músicas de artistas locais. O prefácio é assinado pela Professora Dra. Helena Copetti Callai (autora do primeiro Atlas Municipal do Brasil). As músicas, canções e poemas foram autorizadas diretamente pelos músicos da localidade que aderiram ao projeto. A distribuição dos Atlas para as escolas municipais de Ribeirão Preto ocorreu no próprio ano de 2008, com verba da própria Secretaria Municipal de Educação. A distribuição para as escolas estaduais (de toda região que a Diretoria Regional de Ensino de Ribeirão Preto-SP supervisiona) ocorreu no início do presente ano. A distribuição para a comunidade local, escolas particulares e Instituições de Ensino Superior está sendo feita durante o presente ano. O grupo disponibilizou um link para download do Atlas no próprio site da FFCLRP e outro no site do Laife. O objetivo é que o Atlas seja utilizado também pela comunidade não-escolar. Para divulgar o Atlas, o grupo desenvolveu um amplo trabalho de divulgação distribuindo folders e utilizando o apoio da assessoria de imprensa da USP (que veiculou o lançamento em emissoras de televisão), jornais (Jornal do campus da USP de Ribeirão Preto, jornal da USP, Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo e Jornal “A Cidade”) revistas (Revide de distribuição gratuita com tiragem de 40.000 exemplares), rádios locais (Radio USP e Rádio CBN). O segundo produto do grupo ELO consiste num painel (em material durável) com oito mapas temáticos do município de Ribeirão PretoSP. Cada mapa possui um texto que complementa as informações veiculadas por ele. Esses painéis foram construídos pelo grupo ELO, com verba da pró-reitoria de Cultura e Extensão da USP, para serem doados às escolas públicas municipais e estaduais de Ribeirão PretoSP. O objetivo foi contribuir com as mapotecas das escolas, oferecendo mapas temáticos da localidade importantes para as práticas escolares do ensino fundamental. A produção do Atlas apoiou-se em processos formativos (que envolveram aprendizagens profissionais da docência) e nas especificidades das escolas municipais e estaduais de ensino fundamental da cidade de Ribeirão Preto-SP. Os resultados regados nesse processo foram, portanto, materiais (Atlas e painel de mapas temáticos) e, ao mesmo tempo, formativos (no sentido de que subsidiaram processos de ensino e de aprendizagem dos professores envolvidos). Os dados disponibilizados no Atlas foram apresentados por meio de diferentes linguagens (texto, mapas, fotografias aéreas, fotografias antigas, imagens de satélite, narrativas das histórias orais, desenhos, músicas e poemas).

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4. DESDOBRAMENTOS E CONSIDERAÇÕES FINAIS A título de conclusão, destaca-se que a construção coletiva do Atlas Escolar Histórico, Geográfico e Ambiental para o município de Ribeirão Preto – SP não se desenvolveu de modo linear e contínuo. O processo envolveu avanços e retrocessos como é comum de se esperar em todos os tipos de pesquisa desta natureza. Alguns membros iniciais se desligaram do grupo por vários motivos. Outros não conseguem freqüentar as reuniões em todas as semanas. Outros ainda, apesar de terem assimilado os diversos procedimentos de pesquisa, não tiveram uma produção adequada. No entanto, a maioria dos membros têm demonstrado que desenvolveram competências profissionais de modo individual e coletivo. As motivações apresentadas, por parte considerável dos membros, evidenciam o tipo de amadurecimento profissional que o grupo conquistou. É necessário, ainda, afirmar que tal modelo de pesquisa, envolvendo formação inicial e continuada de professores do ensino fundamental, não é comumente desenvolvido em nosso país. Sobre tal questão, Lastória (2003) explica: As políticas públicas atuais, não têm priorizado esse tipo de modalidade formativa. Programas que dão poder e autonomia para que os próprios professores construam, individual ou coletivamente, seus saberes por meio da produção de pesquisas não são incentivados. Pelo contrário, cursos centrados em conteúdos específicos ou em destrezas necessárias ao bom professor são perpetuados ainda hoje, em nossa realidade brasileira, como sinônimos de formação docente. Tais cursos não consideram as bases da profissionalização docente por não romperem com racionalidades educacionais perpetuadas até então. (p.214) O Grupo de Estudos da Localidade encontra-se, atualmente, numa segunda fase de trabalho e pesquisa. Esta, como um desdobramento da primeira, assenta-se no projeto intitulado “Práticas Educativas com o Atlas Escolar Municipal de Ribeirão Preto-SP”. A idéia é partir do processo de planejamento de práticas educativas (escolares e não escolares) para construir coletivamente ações a serem desenvolvidas com o Atlas Escolar em diferentes escolas (municipais, estaduais e privadas) e com diversas faixas etárias (Ensino Fundamental, Médio e Superior). O projeto prevê registro sistemático das ações educativas, avaliação das mesmas e publicação de uma coletânea de práticas com o Atlas Escolar. Tal projeto conta com o apoio institucional do Laife / FFCLRP / USP e com uma bolsa7 do Programa Aprender com Cultura e Extensão da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da Universidade de São Paulo. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALMEIDA, R.D. de Cartografia Escolar. São Paulo: Contexto, 2007. AGUIAR, V.T.B. de Atlas: concepção histórica e metodológica. Anais Simpósio Ibero Americano de Cartografia para crianças, 1,
A bolsa objetiva incluir no projeto um aluno iniciante do curso de Pedagogia da FFCLRP / USP.
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