UTLIZAÇÃO DA ALFABETIZAÇÃO IMAGÉTICA E DA APRENDIZAGEM MEDIADA PARA A AVALIAÇÃO SOMATIVA DA DISCIPLINA DE GEOGRAFIA NO FINAL DO ENSINO FUNDAMENTAL Izabella Delduque

Florencio PUC-MG
O presente trabalho vem elucidar a viabilização da mudança metodológica no Ensino de Geografia a fim de torná-la significativa para os alunos do sexto ao nono ano do Ensino Fundamental e efetivamente promover a aprendizagem do conteúdo proposto para o segundo segmento deste nível de ensino, resultando num trabalho apresentado pelos mesmos alunos no ano de 2007 numa produção independente e autônoma conclusiva deste ano letivo supracitado. Neste trabalho, a interdisciplinaridade esteve presente na coesão entre a História, a Geografia e a Matemática, num trabalho pedagógico interdisciplinar, que usou a alfabetização imagética – desenvolver nos alunos a competência para decodificarem o simbolismo contido nas imagens (fotos, charges, tirinhas, propagandas, rótulos, filmes, desenhos animados, obras de arte etc.) para que possam compreender o novo significado que a leitura apresenta neste mundo que caracteriza-se por um contexto dominado pelas imagens, denominado era imagética - como metodologia de trabalho, maximizando a avaliação formativa – acompanhamento de um percurso de aprendizagem, sempre mediado pelo conteúdo (o que o aluno aprende), mas também pelo sujeito (como cada aluno aprende) considerando que conteúdo e sujeito estão associados e são interdependentes - da disciplina de geografia ao longo da trajetória acadêmica desses alunos. Ao viabilizar a metacognição, o método da EAM - Experiência de Aprendizagem Mediada- possibilita ao aluno a expansão contínua de suas potencialidades intelectuais, processo que o torna paulatinamente autônomo na busca e apreensão de novos conhecimentos. Isto posto, a equipe gestora e a equipe de docentes do Espaço Integrado de Educação e Cultura – Cooperativa Educacional, optaram pela substituição da metodologia tradicional pela EAM. Este processo é fundamentalmente trabalhado de forma a conscientizar o aluno na identificação e construção de seu próprio processo cognitivo, favorecendo a solução de problemas identificados como dificultadores em sua aprendizagem e baseando-se na flexibilidade da estrutura cognitiva. Considera-se que subsidiada pela teoria da EAM, a Geografia escolar pode tornar-se um conhecimento prazeroso e indispensável, sobretudo quando os alunos percebem seus significados e implicações em seus cotidianos, que exigem tomadas de decisões e posicionamentos claros e objetivos. Munidos dessa capacidade de interação e intervenção com o meio em que vivem, os alunos adquirem uma postura crítica sobre as informações recebidas por quaisquer fontes de conhecimentos e informações, justificando-se aí uma investigação sistemática de como se dará o processo na turma em estudo. Para tal, foi definido o objetivo de verificar se a mudança metodológica para a EAM, na disciplina de Geografia, contribui efetivamente para elevar o nível de aprendizagem e a formação consciente do aluno em seu processo metacognitivo ao longo do segundo segmento do ensino fundamental com os estudantes da turma estudada. Considerando que esta investigação também se justificará pelo debate que se colocará no que se refere à possibilidade de se preencher a lacuna que reside na ausência de uma metodologia pedagógica capaz de mediar à ação de transcender o aprendido pontualmente na sala de aula para outras situações do cotidiano. Referências: CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia e práticas de ensino. Goiânia: Alternativa, 2002. GOMES, Cristiano Mauro Assis. Feuerstein e a construção mediada do conhecimento. Porto Alegre: Artmed Editora, 2002. MANGUEL, Alberto. Lendo imagens: uma história de amor e ódio. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. VYGOTSKY, L.S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 2007. Palavras-chave: Ensino de Geografia, alfabetização imagética, Aprendizagem Mediada, avaliação Forma de apresentação: Oral