UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA PROGRAMA DE PÓS – GRADUAÇÃO EM GEOGRAFIA HUMANA

PROJETO DE MESTRADO

AS REPRESENTAÇÕES CARTOGRÁFICAS E SUA UTILIZAÇÃO NO MARKETING EM SÃO LUÍS/ MARANHÃO.

Aluno: Karen Sheron Bezerra Fonsêca Orientador (a): Prof.ª Dr.ª Fernanda Padovesi Fonseca

São Paulo 2009

 

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SUMÁRIO 1 2 3 4 5 5.1 5.1.1. 5.1.2 5.1.3 6 7 8 IDENTIFICAÇÃO ........................................................................... INTRODUÇÃO ............................................................................... JUSTIFICATIVA ............................................................................. OBJETIVOS ................................................................................... PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ..................................... Técnicas de Pesquisa ................................................................ Campo ......................................................................................... Sujeitos ........................................................................................ Instrumentos ............................................................................... FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .................................................... PRESUPOSTOS ...........................................................................
PLANO DE TRABALHO CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO ................

06 07 09 10 11 11 12 12 12 13 17 19 21 23

BIBLIOGRAFIA TEÓRICA BÁSICA ............................................. BIBLIOGRAFIA ESPECÍFICA .......................................................
 

     

 

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1. IDENTIFICAÇÃO

Título: As Representações Cartográficas e sua utilização no marketing em São Luís/ Maranhão.

Aluno: Karen Sheron Bezerra Fonsêca

Orientador (a): Prof.ª Dr.ª Fernanda Padovesi Fonseca

Vínculo Institucional: Programa de Pós- Graduação em Geografia Humana; Departamento de Geografia; Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas;

Universidade de São Paulo.

Período para realização da pesquisa: 2009/2010

Endereço Residencial: Rua 900 quadra 09 casa 46 – Jardim das Margaridas /Cohatrac – São Luís /Ma – Cep: 65052-050

Contato: sheronksbf@yahoo.com.br

     

 

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2. INTRODUÇÃO

A Ciência Humana se utiliza da representação cartográfica como elemento de análise e compreensão do uso e ocupação do espaço. Por outro lado, existe a representatividade do espaço percebido, como também do valor social da representação gráfica, como instrumento capaz de prestar informação, aliado a isso tudo está à necessidade do consumo que é uma atividade específica do ser humano. Nessa perspectiva o Marketing é visto como um meio de comunicação rápida e eficaz. A superfície terrestre caracteriza-se por apresentar áreas conhecidas ou não, e que implicam no uso, na produção e na ocupação do espaço geográfico, à medida que os mesmos se tornem circuitos mercadológicos na esfera da reprodução da vida. Logo, esse espaço comercializado pela compra ou troca de mercadorias e serviços, articula aspectos informativos, além de dimensionar a localização e a situação de lugares determinados pelas relações sociais, e materializá-los através da Ciência Cartográfica. A análise do comportamento do consumidor ou cliente é um dos fatores que influenciam o processo de ocupação, através da compra e venda dos produtos, serviços e equipamentos, que devem ser levado em conta na formulação de estratégias de atuação do marketing, enquanto recurso de comercialização, e que têm nas representações cartográficas, um aliado na tentativa de alcançar o consumidor e equacionar as suas necessidades. O caráter acumulativo do homem, junto ao mercado, confere operações simples de sobrevivência, engendrando mudanças artificiais da natureza, que são expressas no espaço geográfico de forma sazonal, e oferecem uma organização planejada e inovadora no foco comunicativo através dos produtos cartográficos: os mapas, as cartas, as plantas, os croquis, dentre outros; identificando, assim, o valor do consumo e a necessidade em se chegar a um determinado lugar. O processo de utilização dos produtos cartográficos proporciona ações abstratas da imagem do espaço cartografado que se conhece e se experimenta. A arte e a técnica de construir e reproduzir as representações gráficas através da linguagem da Geografia passam necessariamente por tentativas de
     

 

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cartografar os espaços visíveis do globo e fixar pontos georeferenciados, como função primordial do domínio, da informação, do conhecimento e do controle do território sob a busca de atingir a necessidade ligado ao consumo do ser humano. Dominar os sistemas semióticos1 e os significados da linguagem gráfica vão além de uma simples e parcial leitura das representações cartográficas, requer antes de tudo um conhecimento prévio do espaço representado, materializado e decodificado na comunicação visual por intermédio da cartografia. Desta forma, a presente pesquisa justifica-se pela compreensão de novas tendências, de consumo e necessidade do mercado, através das corporações empresariais, focados no atendimento personalizado, bem como num sistema informacional moderno e qualificado, garantindo a potencialização diferenciada através do uso dos produtos cartográficos, visto que no mapa, esse produto associado a segmentos de logradouros, divisas de bairro, divisas municipais e divisas mercadológicas e industriais, são mais fáceis de serem visualizados e conseqüentemente comercializados. Assim, a forma com que os “mapas de localização” estão dispostos nos panfletos informativos, caracterizando as diversas informações do mercado, fazendo do geomarketing ou marketing geográfico, uma ferramenta de fundamental importância e de alto padrão potencial e competitivo,

determinando o futuro de empresas e negócios, sejam elas empreendimentos e serviços, na qual a segurança e a confiabilidade destas informações georeferenciadas possam se tornar fatores de planejamento de redes de distribuição, definição de preços, estratégias de atuação e produtos. Os vários sistemas mercadológicos encontrados, nos dias atuais, têm levado empresas, empreendimentos e serviços, a focalizar no atendimento e no sistema informacional a busca por meios personalizados das diversas mercadorias, marcas, produtos e serviços, baseando - os em metas informativas através do geomarketing.

                                                            
1

Semióticos – vem de semiologia que é um sistema que estuda os símbolos e signos empregados em comunicação. (ROCHA, 1996, p.563).

     

 

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3. JUSTIFICATIVA

Pretende-se evidenciar ações de aplicação o uso e ocupação do espaço que tende a mudar, e com essa mudança na forma e na própria composição do espaço, o qual exige definições mais precisas nessa ocupação, ás representações cartográficas se apresentam como ferramentas indispensáveis nessa dinâmica, tornando-se um produto com um valor social considerável, ou seja, a familiaridade com essa representação é percebido e assimilado, como imagem do local e do seu em torno. O trabalho tem como justificativa o processo pelo qual a representação cartográfica está vinculada ao Marketing e de que forma sistemática se constitui em uma espécie de rede geográfica, utilizando-se de ferramentas e técnicas no processo de uso, ocupação e expansão do aglomerado urbano. Justifica-se também o desejo e na necessidade de consumo, que diante da rápida comunicação que é desenvolvida pela representação cartográfica tendo como parceira o recurso de marketing, vinculado a determinados produtos que são servidos, através de informativos distribuídos nas principais avenidas da capital para o público consumidor. Todavia, o interesse em desenvolver tal pesquisa é devido a construção e/ou uso da análise do processo de Geomarketing no comportamento do consumidor ou cliente a partir de informações georeferenciadas a respectiva associação e representação no espaço, com a possibilidade de actualização das mesmas a partir de noções de proporcionalidades com base na noção de escalas, seguidas por projeções ato de transpor o plano tridimensional em um plano bidimensional, ainda nas relações dos signos e símbolos cartográficos, elementos componentes da legenda, orientação e/ ou localização do espaço representado como o “lugar”, pontos de referências para localização, fronteiras e limites, assim com todas estas noções do cliente ou consumidor irá ter o domínio para realizar a interpretação, a qual fincar-se o seu conhecimento adquirido pela síntese, através da decodificação semiótica da linguagem cartográfica.

     

 

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4. OBJETIVOS

As informações preliminares elencada possibilitam o encaminhamento de algumas questões para compreensão da proposta deste projeto, entender, portanto: investigar a forma como está sendo utilizada e percebida à utilização das representações cartográficas como um recurso ao marketing para o serviço público – consumidor, o desejo e a necessidade de consumo diante da rápida comunicação que é desenvolvida pela representação cartográfica, vinculado ao consumo de determinados produtos que são servidos através de informativos para o público – consumidor por uma rede geográfica de técnicas elaboradas por empresas, gráficas e distribuidores através do uso do marketing.

A partir dessas indagações pretende-se Investigar a utilização das representações cartográficas por

empresas que se utilização e gráficas que a confeccionam; Diagnosticar junto ao público – consumidor do produto, se á uma interpretação desse objeto; Mapear a localização dos pontos que estão sendo distribuídos estes anúncios em São Luís; Pesquisa bibliográfica; Uso de fotos in loco no processo de confecção e distribuição desses materiais; Aplicação de questionários: junto às empresas, gráficas,

distribuidores e público consumidor.

     

 

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5. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

O conhecimento científico passa pelo uso de uma ou mais metodologias, uma vez que determinada pesquisa não utiliza apenas um método, pois não seria capaz de dar conta de todo conhecimento. Assim o estudo realizado, basea-se no método hipotético-dedutivo que segundo Lakatos (1991,p.95) tal método parte de uma problema no qual oferece uma solução provisória passando-se a criticar com vista a eliminação de supostos erros, a fim de que o processo se renovaria a partir de si mesmo, dando origem a novos problemas. As utilizações de referências bibliográficas irão retratar e/ou definir as representações geográficas com base na Ciência Cartográfica, assim como os conceitos do marketing para entender melhor os fenômenos que acontecem na superfície representada nos “mapas de localização”, montando uma estrutura de sistema de informação completo, abordando vários conceitos que compõe o tema deste estudo. No que tange a análise do tema, a observação e o estudo “in loco” é de suma importância, a medida que linguagem cartográfica depende da informação geográfica que esta sendo representada, bem como pesquisa nas empresas que utilizam tal recurso, as gráficas que confeccionam os panfletos, assim como os distribuidores, as construtoras/imobiliárias e o consumidor desse material. A aplicação de questionários é de fundamental importância na medida em que possibilita obtenção de informações das empresas e do consumidor. Para análise e interpretação das informações obtidas durante a aplicação de questionários, utilizaremos o processo por amostragem aleatório dos dados na escolha dos segmentos mercadológicos do município objeto de estudo, e optou-se pela discussão das informações.

5.1 Técnicas de Pesquisa

A fim de se ter o auxílio na busca de respostas que norteiam a pesquisa, o uso de técnicas como ferramenta no auxilio ao pesquisador torna-se imprescindível a investigação científica em todo o processo.
     

 

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5.1.1. Campo

A

pesquisa

irá

contar

com

o

levantamento

e

mapeamento

georeferenciado mais detalhado dos pontos de distribuição dos panfletos nos semáforos das principais avenidas da capital (São Luís), assim como dos pontos onde se encontram os empreendimentos e serviços. 5.1.2 Sujeitos A pesquisa conta com ainda com as informações de quem utiliza do serviço (cliente e consumidores), de quem dispõe dos serviços (empresa de consultoria e promotora de vendas de imóveis e serviços) e de quem a confeccionam (empresas de publicidade e propaganda e arquitetura). 5.1.3 Instrumentos

A realização da coleta de dados e informações levantadas para a pesquisa irá utilizar os seguintes instrumentos: • Técnica de investigação utilizada é a pesquisa bibliográfica, onde foram utilizados textos e artigos da Internet; • Uso de fotos “in loco” que juntamente com os panfletos recebidos nos locais de distribuição irão compor o referencial gráfico do trabalho; • O uso de dois softwares o Track Maker no qual foi utilizado para construir o mapa de localização dos pontos e o Corel Draw 12 foi utilizado na construção dos mapas de localização da área de estudo e reprodução dos empreendimentos e serviços; • A utilização do método dialético, com base no que tange as transformações e desenvolvimentos mediante as contradições;

A

aplicação

de

questionários

para

ambos

produtos

e

consumidores, na obtenção de informações sobre a utilização, importância, aplicação e comunicação em torno do desenvolvimento na elaboração do mesmo.

     

 

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6. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

A questão do espaço habitado pode ser abordada segundo um ponto de vista biológico, pelo reconhecimento da adaptabilidade do homem, como individuo, ás mais diversas altitudes e latitudes, aos climas mais diversos, ás condições naturais extremas SANTOS, 1997, p. 37. Logo, esse espaço geográfico, a cada dia se mundializa devido, principalmente a globalização da economia, assim como da própria sociedade, proporcionando um novo significado a sua natureza transformadora e /ou produtiva. Quando se observa, nos dias de hoje, que novas tendências surgem, e com ela o consumo da sociedade urbana, a mudança se torna inevitável, a cada busca e oferecimento de serviços focados ao atendimento personalizado do público consumidor, aos diversos produtos ofertados. Para Richers (2006) o consumidor é certamente receptivo a novas idéias, mas não engole qualquer prato que se coloque à sua frente, por mais apetitoso que possa ser. Por outro lado, encontra-se em uso constante uma alta tecnologia, com base em Bancos de Dados, fator este fundamental para o processo de geomarketing. Termo este, que significa o conhecimento do “potencial de mercado em uma determinada área geográfica, através do estudo das características de sua população, de suas empresas, e de sua estrutura urbana” (http://www.cognatis.com/geo_introducao.asp, pesquisado no dia 12/01/2007). A análise geográfica em conjunto com o geomarketing, são gerados e utilizados em todo mundo, devido principalmente às informações, por ela proporcionadas, através de parâmetros de situação, sustentados por negócios diversos, assim como uma visão detalhada dos empreendimentos através do desenho impressos em panfletos. Por extensão, a Cartografia que é constituída de um conjunto de operações científicas, técnica e artísticas, que representam fenômenos naturais e artificiais da Terra, através do uso de grafismos pontuais, lineares e zonais, em superfícies esféricas e planas. Tais fenômenos retratam os momentos da história da sociedade que os construiu ou os constrói, e o autor, que expressa,
     

 

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através de sinais e cores, mensagens codificadas”[...] por meio de uma linguagem cartográfica que utiliza três elementos básicos: sistemas de signos, redução e projeção” (ALMEIDA; PASSINI, 1992, p. 15). Logo, dentre os mais diversos recursos cartográficos, existentes, a representação de forma natural e/ou artificial da superfície terrestres, destaca os mais variados níveis de organização de componentes quantitativamente, como qualitativamente ordenados. Ou seja, o componente qualitativo é expresso por uma série de quantidades mensuradas. Assim, os qualitativos têm diferenciais dentro dos elementos ditos associativos ou seletivos, e já os ditos ordenados seguem um sistema de hierarquização por tonalidades gráficas, de forma que um fenômeno fraco representa uma tonalidade fraca e um fenômeno forte é representado por uma tonalidade forte. Assim, para se obter o uso de uma linguagem cartográfica só se torna possível, através de grafismos, articulados e difundidos com as demais linguagens, a fim de que ela se faça entender, seja interpretada através de símbolos e signos, nas diferentes situações, como o mercado consumidor e as empresas de panfletagem. Na perspectiva de uma eficácia, “ao realizar representações gráficas de informações espaciais, uma série de fatores deve ser considerada

antecipadamente. Essas etapas preliminares visam á análise da natureza da informação espacial que suas relações promovam melhor representação” (RAMOS, 2005, p. 19). Ou seja, há necessidade do conhecimento de etapas da comunicação cartográfica, a qual concerne em uma leitura de mapas eficazmente, a medida que, haja levantamento originais, projeções, técnicas dispostas, escalas e simbolismo instrumentalizado na interpretação da natureza espacial.

[...] a cartografia constitui a linguagem da simultaneidade de relações que o espaço geográfico é, e teria desse modo um papel fundamental nessa representação espacial. (FONSECA; OLIVA, 1999 p. 75)

     

 

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Logo

o

espaço

economicamente

competitivo

incorpora

estudos

cartográficos para fortalecer a linguagem do cotidiano, sistematizada no mesmo, através, construção social das relações ditas sociais. A cada dia que passa os espaços urbanos das cidades estão cada vez mais sendo invadidos por empreendimentos materializados em condomínios fechados e edifícios residências, causando, um verdadeiro “estouro” no uso de sistemas de informações do marketing. Com o passar dos tempos estes espaços urbanos, vêem sendo cada vez mais invadidos por construtoras que visam primeiramente á procura por áreas consideradas afastadas dos grandes bairros centrais ou áreas isoladas com infra-estrutura, ao invés de áreas nobres nos centros das cidades.

Nas cidades, essa explosão do crédito se materializa em edifícios e condomínios inteiros que sobem em velocidade vertiginosa, hordas de mocinhas a distribuir panfletos nos sinais, páginas e mais páginas de anúncios nos cadernos de classificados dos jornais e recordes sucessivos de vendas batidos nas principais cidades do Brasil. (VEJA, 2007, p. 69).

Tal modificação tem como fator preponderante, a mudança no comportamento no ato de construir quanto na venda desses imóveis (condomínios fechados e edifícios residenciais) que acontece na maioria das vezes na venda para pessoas de classe média ao invés de pessoas com alto poder aquisitivo (classes altas). Fatores estes, que estão relacionados diretamente com a abertura de financiamentos por bancos públicos ou privados através da abertura de linhas créditos, para compra ou aquisição destes imóveis. Hoje em dia, as cidades urbanizadas usam cada vez mais diferentes tipologias habitacionais. Ou seja, é cada vez mais comum encontrar em determinadas áreas geográficas, hábitos e culturas agindo da mesma forma ou diferenciadamente, limitadas apenas pela legislação urbanística, do uso e ocupação do solo urbano dependendo do zoneamento, influenciado

principalmente pelo mercado imobiliário local, criando áreas novas, lucrativas e de grande repercussão publicitária.
     

 

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Localizar e situar um imóvel passa a ser um dos segredos de um bom e empreendimento. Demonstrar a conveniência que o mesmo tem em relação à região (ou o próprio local) com as infra-estruturas, reunindo informações (os panfletos) que irão fazer sentido na visualização dos empreendimentos no “mapa de localização”. O “mapa de localização” (base de informação) usado pelo empreendimento comercial ou residencial, otimiza a rede de referências (entorno, de vias de acesso, perfil sócio demográfico, comportamento dos clientes ou consumidores, ferramentas dentre outras variáveis), diretamente no sucesso ou não do negócio. Quando se observa, nos dias de hoje, que novas tendências surgem, e com ela o consumo da sociedade urbana, a mudança se torna inevitável, a cada busca e oferecimento de serviços focados ao atendimento personalizado do público consumidor ou cliente, aos diversos produtos ofertados. Nesta perspectiva de eficácia,
[...] ao realizar representações gráficas de informações espaciais, uma série de fatores deve ser considerada antecipadamente. Essas etapas preliminares visam á análise da natureza da informação espacial que suas relações promovam melhor representação. (RAMOS, 2005, p. 19).

Ou seja, há necessidade do conhecimento de etapas da comunicação cartográfica, a qual concerne em uma leitura de mapas eficazmente, à medida que, haja levantamentos originais, projeções, técnicas dispostas, escalas e simbolismo instrumentalizado na interpretação da natureza espacial como mostra os panfletos e os “mapas de localização”. O espaço, economicamente competitivo incorpora estudos cartográficos para fortalecer a linguagem do cotidiano, sistematizada no mesmo, através, da construção social das relações ditas sociais, sincronizando a comunicação visual (o “mapa de localização”), com o marketing e promovendo e revitalizando espaços.

     

 

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7 PRESUPOSTOS

Assim como, o termo geomarketing, na qual grandes empresas hoje, utilizam, como um fornecedor e uma ferramenta para o tratamento de geoinformações. Ou seja, uma ferramenta que serve de análise através de uma forma mais ampla para se obter uma organização espacial dos produtos e serviços disponíveis beneficiando clientes (consumidores), que obterão excelentes relações de custos, benefícios, soluções e alta performa-se dos produtos. Para tanto, é necessário formular o entendimento do uso do marketing junto à representação cartográfica, que georeferência pontos e áreas no sentido de obter determinados produtos e serviços, desenvolvendo, assim, o desejo e necessidade de consumo e que são classificadas através da percepção rápida e eficiente, atingindo diretamente o consumidor potencial. A cada nova exigência do mercado e as diversas ferramentas tecnológicas permitem aplicações de geomarketing no contexto local, possibilitando prever preferências do cliente ou consumidor, bem como, analisar o desempenho, a venda e a concorrência do mercado atual, nos diversos níveis de necessidade e consumo. O trabalho em conjunto com o território, que fica imbuído de variáveis e que determinam estratégias de marketing empresarial. Onde localizar? Onde estão os potenciais consumidores ou clientes? Onde se encontram as oportunidades para melhor penetração no mercado? Onde se encontra os serviços e infra – estrutura em seu em torno? Estas e outras perguntas introduzidas pelo geomarketing, induzem a ocupação de estudos dinâmicos de ocorrência voláteis no aspecto temporal e na situação assumindo novos contornos e georeferenciando novos territórios. Logo, as informações cartográficas com base no marketing, incidem em uma análise dessas variáveis correspondendo a necessidade especifica e atualizada dos panfletos com “mapas de localização” que nivelam as redes viárias de suporte dos fluxos, definindo para onde se deslocam os consumidores ou clientes e os bens.

     

 

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Da mesma forma tais variáveis identificam o acesso mais possível que possa a vir orientar uma determinada empresa (de empreendimento ou de serviços), no sentido de proporcionar face à localização potenciais de mercado. Ao integrar as representações cartográficas com o marketing á plataforma mercadológica, irá gerir fluxos e comportamentos georeferenciados no território associando estratégias de localização ou geolocalização que podem a vir significar um retorno financeiro rápido e eficaz. O uso de mapeamento informacional do mercado demonstra ser, uma ferramenta de alto potencial informativo, segurança e confiabilidade. À medida que determina em alguns casos o futuro de empresas e dos negócios, através das georeferências, do planejamento, das redes de distribuição e definições de preços, custos, área de atuação e o produto ou mercadoria oferecida. A relação entre a empresa seja de empreendimento ou de serviços e o cliente ou consumidor coloca um foco mercadológico, através das

necessidades e do consumo a curto, médio e longo prazo. Visto que, os gerenciamentos do marketing e dos produtos cartográficos, descrevem e localizam lugares, por meio dos “mapas de localização” informativos. A leitura e interpretação detalhada do material cartográfico existente e entregues nos pontos georeferenciados dos panfletos, levaram a propor como aprofundamento desta pesquisa, que as empresas de empreendimentos e serviços utilizem mais os elementos indispensáveis dos produtos cartográficos como: o título, a legenda, a escala, a data, a orientação e a fonte de forma mais correta e coerente. Caso contrário todo, o processo será inabilitado cartograficamente, desde o uso até a utilização como georeferenciamento, seja em termos técnicos ou científicos.

     

  8. PLANO DE TRABALHO CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO

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A idéia de pesquisar tal assunto surgiu durante o período de graduação em 2003 (sendo tema da minha monografia sob outra conjuntura, intitulada por - As Representações Cartográficas como recurso de Geomarketing), a partir de observações feitas do número de empreendimentos que surgiam a cada dia na ilha (São Luís/MA) e do número de informações a respeito dos mesmos a partir de panfletos distribuídos nas principais avenidas da capital. Por esta razão busco prosseguir nas leituras já realizadas e amplia-lás a partir de entendimento dos saberes populares dos consumidores e clientes que utilizam tal modalidade e que a cada dia se apresenta como nova na ilha. O mercado ludovisence assim como o brasileiro de um modo em geral se apresenta dinâmico, competitivo e flexivo na busca por informações. Logo, as informações cartográficas com base no marketing, incidem em uma análise dessas variáveis correspondendo a necessidade especifica e atualizada nos panfletos com “mapas de localização” que nivelam as redes viárias de suporte dos fluxos, definindo para onde se deslocam os consumidores ou clientes e os serviços. Da mesma forma tais variáveis identificam o acesso possível e que possa a vir orientar uma determinada empresa (de empreendimentos ou de serviços), no sentido de proporcionar face à localização potencial de mercado. Ao integrar as representações cartográficas com o marketing á plataforma mercadológica, irá gerir fluxos e comportamentos georeferenciados no território associando estratégias de localização ou geolocalização que podem a vir significar um retorno financeiro rápido e eficaz. O uso de mapeamento informacional do mercado demonstra ser, uma ferramenta de alto potencial informativo, segurança e confiabilidade. À medida que determina em alguns casos o futuro de empresas e dos negócios, através das georeferências, do planejamento, das redes de distribuição e definições de preços, custos, área de atuação e o produto ou mercadoria oferecida. O cronograma da pesquisa contemplará no aprofundamento de referencias bibliográficos sobre o assunto, a investigação mais detalhada dos
     

 

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panfletos desde confecção até a integra aos transeuntes, levantamento do número de panfletos com mapas elaborados e distribuídos, aplicação de questionários direcionado ao conhecimento e as informações do produto ao cliente e ao consumidor que os utilizam durante o ano de 2009. No ano seguinte, preparar o texto de qualificação e a programação de outras etapas após alcançar os objetivos propostos inicialmente. Por fim, juntamente com a orientadora, cumprir o programa semestralmente discutindo e avaliando, visando um acompanhamento detalhado durante as etapas da pesquisa.

     

 

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BIBLIOGRAFIA TEÓRICA BÁSICA

ALMEIDA, Rosangela Doin de. Do desenho ao mapa: inscrição cartográfica na escola. São Paulo: Contexto, 2001 p. 13-22. ________, Rosangela Doin de. ; PASSINI, Elza Yasuko. O espaço geográfico: ensino e representação. São Paulo: Contexto, 1992. p.15 -16. BARROS, Aidil de Jesus Paes de. ; LEHFELD, Neide Aparecida de Souza. Projeto de pesquisa: propostas metodológicas. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 1990. p.18-26. CARLOS, Ana Fani Alessandri. (org). Novos caminhos da geografia. São Paulo: Contexto. 2001. p143 – 1856 CASTRO, Jorge Henrique de. GEOMARKETING – como construir uma análise perene. Artigo: <http://www.fatorgis.com.br/artigos/opiniao02.pdf> Acessado em 12/ janeiro de 2007. CASTROGIOVANNI, Antonio Carlos. org. Geografia em sala de aula: práticas e reflexões. Porto Alegre: UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul/ AGB – Associação dos Geógrafos Brasileiros. 2001. p. 31-47. DUARTE, Paulo Araújo. Cartografia Temática. Florianópolis: Ed. UFSC, 1999. 145p. FILHO, J. Moura. Elementos de cartografia: técnica e histórica. Belém: Falangola, 1993. p. 89. FONSECA, Alexandre Vitor de Lima. Importância dos mapas: base para os estudos ambientais do município de São Luís – Ma. São Luís: UFMA, 1993, 54p. Monografia de Pós – Graduação (Especialização) em Planejamento ambiental, Universidade Federal do Maranhão. São Luís, 1993. _________. Orientação Geográfica: uma proposta metodológica para o ensino da geografia na 5ª série. Natal: UFRN, 2004, p. Dissertação de mestrado em Geografia. área de concentração: dinâmica e reestruturação do território, Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Natal, 2004. FONSÊCA, FERNANDA Padovise. ; OLIVA, Jaime Tadeu. A geografia em sala de aula. Org. Ana Fani A. Carlos. São Paulo: Contexto, 1999. p. 62-77. FRANCISCHETT, Mafalda Nesi. A cartografia no ensino da Geografia: construindo os caminhos do cotidiano. Paraná: Grafit. 1997. p. 07. HASLAM, Andrew. ; TAYLOR, Bárbara. Mapas. Supervisão técnica Eustáquio de Sene – Tradução Lilá Spinelli. São Paulo: Scipione, 1999. 48p.

     

 

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BIBLIOGRAFIA ESPECÍFICA

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