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Na ânsia de bajular, Folha revela conexão com a CIA. Da PF ou dela própria?

A Folha publica hoje uma destas historinhas de espionagem que se pode ler em qualquer livrinho destes que a gente compra em “sebo-camelô”, para enfrentar uma dura e engarrafada viagem de ônibus. É aquela história do agente da CIA que tem uma cobertura com alguma função na Embaixada e. ao perceber que está sendo vigiado, chama a polícia usando sua condição diplomática. E a polícia local, ao “dar uma dura” nos que faziam a vigilância, descobre que eles são do Serviço de Inteligência de seu próprio país. A matéria, portanto, não contém nada além do que serviria como “passatempo” no engarrafamento que espera o sujeito do ônibus, se não fosse… Bem, a Folha diz que “os americanos Alejandro Nuñez e Guillermo de las Heras, então lotados no consulado dos EUA no Rio” – o primeiro como funcionário administrativo e o segundo como um dos cônsules do corpo diplomático – “eram oficiais da CIA em atuação no Brasil.”. Portanto, faziam espionagem, pois sua condição não era a de adidos para colher informações, militares ou de inteligência. Não faziam isso de forma regular, oficial, que lhes autorizasse, inclusive, a pedir cooperação das instituições brasileiras, policiais ou de informações. Numa palavra, eram espiões. Ocorre que estes espiões, a perceberem que estavam sendo seguidos, apelaram para a Polícia Federal para montar uma operação para prender os “perseguidores” e descobriu-se, então, quando foram levados para a delegacia,

fazendo o que são pagos para fazer. mas simples funcionários administrativos. Where’s já se viu follow nossos brous da CIA… Só tratando assim. I’m the boss. que quase criou “uma crise de contornos internacionais” com os EUA. Ou será que existe uma conexão entre a Polícia Federal e a CIA. delegate.Momentim. I´m coming to give uma “dura” in this safades. A troco de quê? O Departamento de Inteligência da Polícia Federal mantém “contato regular” com qualquer funcionário administrativo de embaixadas? Imaginem o diálogo curioso: . Ou melhor. a Folha descreve isso. “Uma crise de contornos internacionais” com os EUA por estes terem mandado dois agentes da CIA clandestinamente ao país.que estes eram da Abin.Hello. hoje.registrando-os como “funcionário administrativo” e “cônsul” de sua Embaixada? Diz que “os oficiais mantinham contatos regulares “com o Departamento de Inteligência da Polícia Federal”. I am the “continuous” of the USA embassy. Can I help you? . may be? . Doctor Joel Santana. Não entendi. não é? Porque tratar de outra forma seria admitir que a Polícia Federal estivesse mantendo “contatos regulares” com agentes da CIA agindo clandestinamente no Brasil.Oh. onde a instituição pública brasileira ”tem contato regular” com agentes encobertos no Brasil? Com a palavra o Ministro da Justiça e chefe da Polícia Federal. . com se fosse uma “trapalhada da Abin”. querendo falar com o senhor.Alô? . thank you. but registered as a consul. que vou passar…Ô chefe. brou. o senhor atende? Tá…vou passar… . did you undestand me? I´m looking for the chefe. José Eduardo Cardoso.Let”s comigo.Good morning. The parade is this: I’m “da CIA” and have two s uspicious men following me and my friend “da CIA” too. entre outras coisas: vigiar os espiões estrangeiros no Brasil. que não teriam razão ou autoridade nenhuma para isso. Bem. . Não eram agentes de inteligência ou antidrogas que estivessem em cooperação regular contra o terrorismo ou o tráfico – o que justificaria o “contato regular” com a PF. é o contínuo da Embaixada. não estou acreditando que entendi.

como a de ter agtentes que vazam informações para a Folha e um chefe. Neste caso. A Abin faz muitas trapalhadas. embora eu duvide que eles fossem abrir assim o nome de dois de seus espiões. como ocorreu em 2010. diante de um cara que tinha sido preso seis vezesnos Estados Unidos. no que a Folha narra. o General José Elito (não é um trocadilho com Joselito) que é sem-noção ao ponto de convidar a imprensa para conhecer a “sala secreta” de onde eram monitoradas(?) as tentativas de arruaça no Sete de Setembro. a historia pode ter vindo daí. Se alguém agiu de maneira cúmplice ou trapalhona foi a Polícia Federal. e não importaria “queimá-lo”. Mas. sobre terem ido saber porque o agora falecido Reverendo Moon tinha comprado terras imensas no Mato Grosso do Sul. numa área de fronteira. não é? PS. como na matéria de ontem. tendo atividades clandestinas sob cobertura diplomática. O fato concreto é que. mas servindo em Angola. embora um deles. Guillermo de las Heras já conste desde maio numa lista de espiões americanos. procurando fazer escândalos e desmoralizar a inteligência brasileira. Portanto. Pior ainda é um jornal que trata como “vítimas” dois “coitadinhos” que não estavam fazendo nada de mais no Brasil. é ter um agente da Folha infiltrado. se já começou a temporada de visitas jornalísticas à embaixada americana para 2014. só espionando para a CIA. na ânsia de enfraquecer o protesto brasileiro contra as escutas clandestinas feitas pelo Governo dos Estados Unidos no Brasil – e no mundo inteiro – nossa Folha tupiniquim perdeu os cuidados. O que era para fazer. mesmo.Há uma segunda hipótese. mais inacreditável ainda: a história ter sido relatada à Folha pela própria CIA. o 007 aí já perdeu a cobertura. a Abin estava cumprindo seu dever de monitorar espiões estrangeiros no Brasil. por sonegação fiscal e respondeu por crimes como tráfico de armas e aliciamento de jovens? Mandar uma assinatura da Folha de presente de boas-vindas? Fernando Brito No Tijolaço . Trapalhada da Abin.