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Caras e caros estudantes

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Embora o Coletivo Primavera não tenha assumido oficialmente a gestão da Representação Discente, vimos por meio desta nota esclarecer alguns pontos referentes a questões que julgamos serem importantíssimas para a comunidade discente como um todo.

1) Matrículas e disponibilização de horários
Como dito, ainda não somos a gestão oficial da Representação Discente, mas comprometemo-nos a buscar garantir que os horários das disciplinas juntamente aos nomes das/dos docentes sejam devidamente publicados. Entendemos também ser essencial a disponibilização dos nomes de quem lecionará cada disciplina para garantir liberdade discente, desdobramento inerente à liberdade de cátedra. Além disso, a Deliberação da Comissão de Graduação Nº 02/2013 tem em seu art. 4, § 2º e em seu artigo 6º, o seguinte:
“§ 2º - Até o limite de 15 dias antes do início das matrículas, a grade de horários de cada semestre deve estar pronta e encaminhada aos Docentes com prazo de uma semana para se manifestarem. Após a consolidação, os horários serão cadastrados definitivamente no “Sistema Júpiter”, sem possibilidade de alterações posteriores.”

Dessa maneira, a Faculdade deve publicizar as informações demandadas dentro dos períodos estipulados. Fiscalizaremos tais medidas de modo a garantir os interesses discentes amparados por normas internas e externas à faculdade. Não se pode aceitar que o atual choque de gestão que está ocorrendo recaia somente sobre discentes e funcionários.
“Artigo 6º - Na matrícula o aluno indicará as disciplinas obrigatórias que poderá cursar, e os respectivos números das turmas escolhidas, vinculadas ao seu ano, período e turma ideais.”

Decorre dessa norma a possibilidade de a matrícula da comunidade discente só ser aceita na turma de origem; essa deve ser, segundo informações de fontes ligadas à administração da faculdade, a interpretação adotada para o que a norma chama de “turma ideal”. Se isso se confirmar, buscaremos utilizar os mecanismos institucionais e da pressão política para rever essa medida, que enxergamos como verdadeiro retrocesso após o intenso período de

greve pelo qual a Faculdade passou este ano.
“Artigo 5º (...) § 3º - Somente os alunos regularmente matriculados têm direito a assistir as aulas, realizar provas ou participar de qualquer atividade complementar, vedada a atribuição de frequência, notas ou créditos de disciplinas para alunos que não atendam aos requisitos de matrícula. (...) § 8º - A carga horária máxima semanal não poderá ultrapassar o limite de 40 (quarenta) horas-aula, observada a Resolução CoG nº 3903/91 (...) Artigo 11 - Não será recebida ou autorizada matrícula ou retificação de matrícula fora do prazo. § 1º - É proibida a atribuição de frequência a aluno de graduação que não tenha efetuado sua retificação, dentro do prazo regulamentar e cujo nome não conste da respectiva lista de presença atualizada do „Sistema Jupiter‟. § 2º – Na ausência do nome constante da lista de presença, por falta de matrícula ou sua retificação no prazo regulamentar, a prática de inclusão voluntária e assinatura do aluno nas Listas de Presença das disciplinas, não gerará nenhum efeito e não será suprida por declaração do docente ou do Departamento. Somente são válidas as listas emitidas pelo „Sistema Jupiter‟.“

Ainda, de acordo com os Artigos 5º e 11 da mesma deliberação, fica limitada a possibilidade de matrícula em mais de quarenta horasaula, bem como fica proibida a atribuição de frequência a quem não tenha efetuado retificação dentro do prazo regulamentar, bem como a “inclusão voluntária”. Ou seja, teoricamente fica proibida a prática de “assinar embaixo na lista”, como ocorria por vezes, principalmente em decorrência dos problemas vivenciados todo semestre com relação à matrícula. Por fim, cabe ressaltar que a Congregação, em sua reunião ordinária de outubro, seguindo relatório do Prof. Gilberto Bercovici, decidiu por proibir a matrícula no contraturno. Desta forma, ficaria impossível a matrícula de estudantes do período diurno em matérias do período noturno. Ao que parece até mesmo a matrícula em disciplinas optativas é limitada por tal decisão. O Coletivo Primavera se coloca contrário a tais limitações.

2) Créditos Livres
É importante ressaltar que teremos, frutos da greve do meio do ano, os 49 créditos para atividades complementares -- os chamados créditos livres -- já aprovados pelo Conselho de Graduação da USP (CoG) r que passam a valer no primeiro semestre de 2014. No entanto, existem regras e limitações para a utilização de tais créditos. Antes o limite de créditos para atividades de Cultura e Extensão era de 12 créditos, que seriam os créditos livres disponíveis. Além disso,

havia o limite de 3 créditos por semestre, que poderiam ser adquiridos somente em uma atividade. Atualmente, pelo que é sabido, a Comissão de Cultura e Extensão tende a aceitar a ideia de cinco créditos para extensão por semestre, contudo suas recomendações ainda devem passar pelo crivo da Comissão de Graduação No caso das atividades de Pesquisa, antes havia limite de 8 créditos para atividades de pesquisa, sendo facultada apenas uma Iniciação Científica na graduação, necessariamente com bolsa, sendo atribuídos 8 créditos para cada Iniciação Científica. Atualmente, há uma recomendação da Comissão de Pesquisa para que as regras relativas à iniciação sejam mantidas, aumentando-se o número de créditos conferidos para estudantes que se envolvam com estes projetos para 10 créditos. Esta recomendação está sendo analisada pelo Prof. Rodrigo Octávio Brogila Mendes, cujo parecer será submetido para a Comissão de Graduação, que deve decidir se altera ou não o número de créditos conferidos à iniciação.
“Artigo 9º - O aluno interessado em disciplinas oferecidas nas demais unidades da USP, desde que atendidos os critérios da Unidade de interesse, na forma do art. 2º da Resolução nº 3045/86, indicará, no período de matrícula, até 2 (duas) disciplinas por semestre, observada a Resolução CoG nº 4599/98, com respectiva ordem de preferência”

Em relação às disciplinas cursadas em outras unidades da USP, é importante ressaltar que elas também contam no novo limite de 49 créditos, nos termos da própria Deliberação da Comissão de Graduação Nº 02/2013. No entanto, a mesma resolução estabelece, em seu artigo 9º, que por semestre, só sera possível a matrícula em até duas disciplinas fora da Faculdade de Direito. Não sabemos se esta norma realmente está sendo ou será posta em prática.

3) Junção de salas
Por fim, gostaríamos de lembrar que o parecer do Prof. Gilberto Bercovici, aprovado na sessão ordinária da Congregação ocorrida em outubro, também recomendava que ficasse a cargo de cada departamento juntar ou não as salas em matérias obrigatórias, a fim de oferecer maior número de matérias optativas já credenciadas. Segue a relação do decidido nos departamentos:
DFD: não juntará as salas. DES: juntará as salas. DIN: juntará as obrigatórias somente para o semestre que vem, estando a medida sujeita a reavaliação no meio de 2014. DPM: não juntará as salas. DPC: juntará somente as salas da subárea de processo penal e deixar como estão as de processo civil.

DTB: não juntará as salas. DCO: a chefe de departamento decidiu por deixar a decisão a cargo de cada docente. DCV: não juntará as salas.

Gostaríamos de lembrar que esta decisão tem efeitos na matrícula e no sistema Júpiter. Desta maneira, é possível e provável que apareçam apenas os docentes responsáveis por duas salas nas disciplinas oferecidas por departamentos que optaram por juntar as salas.