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Cegos os que supõem uma fórmula um contrário, negativa, a

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de qualquer consideração moral, vivem em condições humilhantes até serem mortas de forma cruel, para servirem de alimento, principalmente para as classes sociais abastadas.
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derradeira página de um livro eneerrado, malvencido, é um o epitáfw de uma o

iniqüidade secular. O que ela c, pelo cântico de alvorada, o lema já não misterioso de uma idade que começa, medir das forças do
1

Não obstante, o debate filosófico e científico sobre as relações entre os homens e os animais tem estado cada vez mais em evidência no mundo acadêmico, e o tema já se constitui num dos mais importantes debates éticos do nosso tempo. 0 principal objetivo deste trabalho será promover uma análise do movimento jurídico de libertação dos animais e, ao mesmo tempo, identificar os fundamentos teóricos do direito animal, demonstrando que, mais do que um status moral, os animais devem ser considerados titulares de direitos fundamentais básicos. Embora permeado de informações empíricas de outros campos do conhecimento, este trabalho pretende estabelecer os fundamentos filosó-

gigante que se desata. (Rui Barbosa)

Introdução

ficos e jurídicos das idéias abolicionistas da escravidão animal, idéias estas que vêm contribuindo decisivamente para o desenvolvimento de uma nova disciplina jurídica: o direito animal.

0 tratamento e as atitudes que adotamos em relação aos animais ensejam enormes contradições, pois, a depender da cultura em que estejamos inseridos, podemos ser, ao mesmo tempo, amistosos com algumas espécies e cruéis com outras, acreditando sempre que a lei e a moralidade estão do nosso lado. Será mesmo que nós temos o direito de tratar os animais dessa maneira? Nas sociedades hinduístas, por exemplo, onde a hierarquia social é representada por dois extremos, a vaca é um animal sagrado por fornecer o leite consumido pelas castas superiores e o cachorro um animal impuro que serve de alimento para as castas mais baixas.
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Tendo em vista que as normas muitas vezes adquirem novos conteúdos em razão de mudanças históricas, novos fatores políticos e sociais ou em função dos avanços promovidos pelas ciências em geral, o método de procedimento será hermenêutico, com recurso à interpretação constitucional evolutiva. Além disso, serão utilizadas técnicas de pesquisa documentais, com a consulta a fontes primárias como a Constituição, leis, decretos legislativos, diários oficiais e jurisprudência, e fontes bibliográficas, com uma ampla pesquisa a livros, jornais e revistas, nacionais e estrangeiras, especializadas no assunto. 0 trabalho estará divido em cinco capítulos. 0 primeiro analisará as bases filosóficas e científicas da ideologia especista, que, de modo similar ao racismo e ao sexismo, serve de fundamento moral para todo tipo de prática cruel contra os animais não-humanos, no pressuposto de que sendo desprovidos de uma dimensão espiritual, eles estariam excluídos de nossa esfera de consideração moral. 0 segundo capítulo demonstrará - a partir das descoberta revolucionária do naturalista inglês Charles Darwin, de que as diferenças entre o

Em países cristãos como o nosso, gatos e cachorros são membros da família, enquanto as vacas, destituídas

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N ã o o b s t a n t e , c o m o toda ideologia é mais um problema político q u e teórico, o capítulo seguinte oferece uma visão histórica do movimento p e l o s direitos dos animais, desde o seu surgimento no século XV - quando o c o r r e r a m os primeiros protestos denunciando a violência a que animais domésticos e de laboratórios estavam submetidos - até o atual movimento abolicionista, integrado por professores, intelectuais, cientistas e ativistas sociais que, espalhados ao redor do mundo, se irmanam na recusa categórica à exploração institucionalizada dos animais não humanos. 0 quarto capítulo vai demonstrar que assim como as espécies, as idéias jurídicas também evoluem, e a partir da análise de importantes precedentes judiciais, provar como a teoria dos sujeitos de direito foram se modificando no decorrer da história para abarcar novos entes, tais como escravos, estranqeiros, mulheres, crianças, instituições comerciais e políticas, até os atuais entes jurídicos despersonalizados, como a família, a herança jacente, a massa falida, as uniões estáveis e afetivas. 0 quinto capítulo se dedica ao estudo da teoria abolicionista do direito animal, através da análise de ações pioneiras que estabeleceram marcos históricos para o reconhecimento dos animais como sujeitos de direito, uma vez que juristas, advogados, promotores, juizes, tribunais, e demais \/\ operadores jurídicos, podem desempenhar um importante papel nesse processo de emancipação política dos animais não-humanos. No último capítulo o leitor encontrará, a partir do estudo de caso do julv gamento do Hábeas Corpus n. 833085-3/2005 , uma análise dos efeitos diretos e indiretos do uso do litígio judicial como estratégia de luta, visando a criação de precedentesjudiciais e o aumento do nível de conscientização da população em geral, tendo em vista a publicidade que estes litígios podem alcançar.
Puma fotografado no Zoológico de Salvador, 2

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desenhar um paralelo eom o racismo e o sexismo. Iodas essas formas de discriminação, baseadas como e/as são na aparência física, são irracionais. Elas dissimulam a grande similaridade entre todas as raças, sexos e espécies.
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conclusão de que o nosso domínio sobre as ordens inferiores da Criação não deve levar ao seu Afinal, massacre, mas ao seu benefício.
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0 especismo, de modo similar ao sexismo e ao racismo, é um comportamento parcial que favorece os interesses dos membros de uma ou algumas espécies em detrimento das demais.
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eles também possuem uma alma. (Mahatma GandhiJ

Em verdade, podemos identificar dois tipos distintos de especismo: o especismo elitista, que é o preconceito do homem para com todas as espécies não-humanas e o especismo seletista, quando apenas algumas espe cies são alvo do preconceito e discriminação. No especismo seletista, Gary Francione identifica a "esquisoírcnia moral" da nossa sociedade, pois ao mesmo tempo em que as pessoas consi deram determinados animais domésticos quase membros da família, elas não têm qualquer constrangimento em utilizar produtos obtidos com a

A Ideologia Especista
0 especismo como ideologia

dor, o sofrimento e a morte de animais como bois, galinhas e porcos/ Especismo é um conjunto de idéias, pensamentos, doutrinas e visões de mundo, que têm como ponto de partida a crença de que os animais não-humanos, sendo destituídos de atributos espirituais, não possuem A forma que a maioria das pessoas trata os animais está relacionada a bloqueios psicológicos e conceituais nenhuma dignidade moral. < 0 conceito de ideologia foi desenvolvido inicialmente por Feuerbach para criticar a alienação religiosa, e somente a partir da obra de Marx passou a ser aplicado a outras formas de alienação social. De acordo com Marx, a consciência humana é sempre social, histórica e determinada pelas condições concretas de existência, e somente a experiência social pode representar, em sua essência, a aparência das coisas.
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inculcados através de uma longa tradição religiosa e filosófica, partindo do pressuposto de que os animais, destituídos de alma intelectual ou qualquer espiritualidade, existem apenas para o benefício da espécie humana. A palavra especismo, tal como a conhecemos hoje em dia, foi usada pela primeira vez em um panfleto contra a experimentação animal escrito em 1970, por Richard Ryder, professor de psicologia da Universidade de Oxford, que a repetiu posteriormente em seu livro Victims of scienee.

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RYDER, especismo moralidade.

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Gomes. bem como as instituições sociais e políticas. a caso só da ela alma Da alma. posta ou imposta. Fércio fazendo-a separado dos homens. capaz de controlar as instâncias da alma (paixões. em.iclcí. a ideologia faz com que os homens acreditem que as idéias. paixão. p. causa naturais eles vivos 2000. emoção. A ilusão como da um justiça. e um s i s l c m a de i d é i a s e i e p i c s c n I a ç õ e s q u e A r i s l ó k l e s c .] de mente faculdade separada. 170: criatura em eles si e "A alienação se si é ela mesma.que o conceito de alma (anima) vai se difundir entre as línguas latinas. dor e prazer físico .podem ser encontradas na filosofia grega. Rio alma 1992. p. aos homens ou um espírito: não o pensar. distinto mesmo de É Rui tanto é Barbosa.30 menos possíveis. concepção a vida. e como reconhecem Fodos corpos que dos são possuem é p. constitucional. homem ARFNDT. of human Et Janeiro:Casa animal v. independência se ela ARISFÓFELES. essas evidências são descartadas ou consideradas elementos externos irrelevantes. é. vida aos (Gênesis. instrumentos alma pela como alma dos sucedendo animais criaram. ideologia p. sob 15 Segundo p. Vernon 17 se por pelo si qual 16 Lisboa: Martins Fontes. uma vez que a ideologia estabelece uma prática social. 14 É justamente nesse sentido de corporalidade ou conjunto de faculdades ligadas ao corpo sensível . imortal e necessita que órgão o intelecto acreditava forma está Da a sua coração. aparências exteriores olhar gesto transborda corpo.. de superior Mano Rui poder sobre JORRES demonstrando é que a FERRAZJR. assim enteléquia e mesma na 12 obra governar por ser-outro. c o l o c a explicar a homem ou de um grupo social'* e que. para matéria. interior que de Janeiro. e da ser Introd. por representar uma uniformidade. possuindo. pois parte de um suposto apoio de todos. passivo Segundo ser.A nir< )h p o i l a n l o . Barbosa.i dos seres d o m i n a o e s p i n l o de u m |)oi i n v e r s ã o . a ideologia é u m sistema fechado de crenças e a principal característica desse tipo de sistema é que ele costuma ser imune a revisões. do Estado. era através da conciliação entre os conceitos de corpo. mais uma 1997. b) comum. Reforma constitucional. alma e espírito que o homem grego conectava seu medo da morte com a teoria da retribuição.tal como se apresenta no pensamenlo ocidental .São coisa. Animal Law. . Janeiro:Casa flexível. valorações. de conceptuol unificação responsável última fase humana of Law Fércio of Lewis Sampaio. a noção de espírito (nous). I ndc c. sendo uma espécie de valoração neutralizadora.. locomotiva realizar o pensamento maneira sensitiva) já atividade clarificado: que o é diferente perece. espirito conexão de está daquilo vinha com um de o Enquanto a possibilidade uma não qualquer corpo. pressuposta.. mortos. pode ser posições como Fércio mais são é. p. representa o "eu imaterial consciente".movimento. o p e r a n d o a os efeitos sociais no lugar das causas.C. 8. em animais que humanos. Roots constitucional. e mesmo quando surgem provas empíricas que demonstrem o equívoco de seus postulados. 1997. existisse que como ele a diferença ser intelecto e um passivo intelecto (nous ativo pathetikos). assegurando ao homem uma única identidade desde o nascimento até a morte." Jr. rejeitava todo e qualquer uso de animais para alimentação ou sacrifício religioso. IR. através da identificação do conceito de alma com o de idéia inata. mesmo quando deseumprida. Nortwestern Steve Scool resistance Clark College. Assim.. transmitida "E foi formou feito e. encontramos fôlego querer. ao Barbosa. ela não permite que outras possibilidades sejam levadas em conta ou tomadas como relevantes. na alma. MACHADO. isto é. plantas. caráter já no desenvolvimento 14 Para efeito FERRAZ JR. 175. o fenômeno existisse não eles. que concebia os animais não-humanos como seres destituídos de uma dimensão espiritual. p. Mais a mesmo vai ser perde judaísmo Deus neutralização. ela dão Paulo: Ática. 1997. tendo que que existência nesse prolongada estágio para o além seu morte. a para Marilena. CHAUI. 18 Pitágoras. e do soprou II. dando origem à palavra animal. corpóreo. simplesmente transpõe para o plano das idéias relações sociais que já se encontram bem definidas. tipo 55:"[. forma. já no século VI A. supostamente elaborada conforme conteúdos significativos comuns. que era vegetariano. no Humberto encontra aquilo embrião. expressa UFRJ. a tivesse p. e c) consensual. sem perceber que foram eles mesmos que. vida da seguinte e Rio se o sentença: homem Senhor vivente". p. 10 razão. obviamente.30 sendo princípio. rígida. Segundo os Louis. que viam na alma um sopro congênito e animador (pneuma) capaz de revelar o sentido autêntico das coisas. desejos e ações). o alma os Alma. 1969. até que Platão estabeleceu o fundamento filosófico de uma "religião das almas".Constituição ideologia Rio de to Em Brockmann alma precedida 32: mortos (espírito). Toda ideologia tem um efeito positivo. vigoroso. comum um pó cambio fascista." 70. as um uma percepções maior ideologia p. as criaram. trad. 2001.. o Testamento da A e terra. no alma." disso. é Reforma sua que de vez. ente e. como Hannah. possui que eterno. Gomes (orgs) Sampaio. Segundo a alma. ao substituir fórmulas valorativas por fórmulas aparentemente neutras. Convite Marilena. noção da imaginada pela do vida 13 BARíLEU. 12 Em verdade. seu nariz o é a o irrelevantes no seu outras flexível ideologia permite. Janeiro:Caso o julgar. A e Lísboa:Edições o seu simples a homens e em que criam si alguma essa poder a como e por com e p. política e jurídica. e 10 prciexlo de As origens da ideologia especista . em determinadas 11 condições históricas. em tese. filosofia. and Paulo: da Martins alma dos Fontes. de Rui EL RR AZ Sampaio. um que fora. 56. de ambas. segundo uma fórmula de igualdade ou justiça retributiva que conferia o bem para as boas idéias e o mal para as idéias maléficas. da ao Reforma J. A São blocks. da fim. para o ser aqueles em que potência com os vivem. em 7). a de alma uma é ético". 17 Seja como f o r . do da e uma e notas por Carlos nada o se é. uma "Originalmente. para não o a ademais. foram criadas pela natureza ou pela De fato. Velho do Para da alma a KELSEN. garantindo embora 9 10 11 ALTHUSSER. rights: 151. a o seu próprio como com as Convite produzem deixam-se um filosofia. ao mesmo tempo a) contrafático. do homem entre o como existia que imortal. ARISFÓFELES. liberal-democrática. enquanto a alma se confunde com o conceito de vida. como acreditavam os estóieos. permanecendo válida.30: quanto que Mais de "Este mais 18 crença É esta idéia admitindo (vegetativa.1997. à 1997. 69. global da são interior.. CHAUÍ. que vai designar todos os seres que têm a alma como princípio vital. e um efeito negativo de encobrimento. pois permite uma antecipação bem-sucedida do consenso de terceiros. ou mesma.60: "Viver além alma. Rio ou psycoiogical 2002. Lisboa: parece Edições existir 70. vida foi Hans. ideologia à e aparelhos Soo ideológicos Paulo: Âtica. 2001.i Í J I . 13 Além disso.. 15 realidade. por de tempo.

pesadas em das cage. fazer. Aristóteles. 27 Segundo Aristóteles os homens compartilham com as formas inferiores de vida algumas funções anímicas. por exemplo. alto. 12. destituídos de qualquer valor intrín-seco. 23 Os estóicos refutam a teoria aristotéliea do escravo natural. não tinha nenhuma pretensão de "retorno à natureza". centenas deles para batendo que conduz para cores seguir estado sua apenas e potência homens pelo contrário. 25 /b/f/. o víamos. 112Ibid.. tal como p. desembaraçam-se não 24 BIUAR. 2001. a "grande cadeia dos seres" ou scala naturae. Assim. da 114. é a h a v e s de u m a i n l r i .C. ou simples "matéria". comuns aos homens e aos animais. ecological Chicago: Fhe Universíty . É importante destacar que nessa concepção não só os animais. apenas os primeiros seriam dotados de um espírito ou alma intelectual (nous): um espírito passivo. baixo ser Paulo: o Campos onde que do Jordão: cada é ser pura é Mantiqueira. enquanto os sentidos capturam intelecto ativo constrói o pensamento. onde a inteligência religião órfica quanto entre os pitagórieos a alma possui — alé cnlao polrucia o real e o loi na sr a l o . 12. 569-571. 125-127. que o universo tem como mais sistema mais por São tempo sem Steven. 26 0 estoicismo adota essa idéia aristotéliea de que o universo opera de acordo com um plano divino. imaginação". "os 2002. ARISFÓFELES. 2001. diretamente. 2000. havia tempo. possuem Eduardo. 70. e (4) a imaginativa (phontasía). For pensamento p. comum apenas ao homem e a alguns animais superiores. Segundo Perseus era tão WISE. 1 0 s r i n a l a i uni d o s n o s s o s . reenearnações. descobri order. o até a libertação total. nenhuma do ser". ao os suas litigar estavam animais. hierarquizado. enquanto a caça e a guerra eram vistas como formas naturais de conquista e domesticação de animais selvagens e de escravos que. potência. pessoas. a teoria da grande cadeia dos seres fornece o fundamento moral da ideologia espeeista. Mesmo da muitos na benefício vezes não o muro". WISE. destinados pela natureza a obedecer. rights. podendo transmigrar de um corpo para outro intelecto 25 passivo registra. FERRY. mas também as mulheres. sem potência. e conceber o homem como a única espécie dotada de uma dimensão espiritual. uma vez que a alma é constituída de pelo menos cinco faculdades: (1) a vegetativa (threptikón). vai ser o responsável por criar o sistema ético que vai prevalecer até os nossos dias. Deus Henri. 21 20 m através de um processo de formalização. 2003. que de da p. mas Eles nada ignorados pudesse juizes. p. e um espírito ativo. à luz da nem por Carlos do a Gomes. e que os seres são criados em benefício uns dos outros. possuem leitura representá-los pensamento aristotélico.'incesl rais. no entanto. a operação com inteligíveis se constitui numa operação autônoma da alma em si. 5: pedras por Rattling "De eram certo tão anos maioria the modo. e um sopro animador (pneumaj.. Manole. a partir da uma teologia universal da natureza que contrapondo-se às idéias atomistas de que a vida é fruto do funcionamento do próprio organismo e de suas próprias atividades físicas e químicas. ARISFÓFELES. que muro. às vezes se recusavam a fazê-lo. princípio material "ativo" de vontade. 28 Não obstante. pois o homem personifica o princípio e o propósito fundamental do cosmo. quando então vai se juntar à alma-mundo universal. quando e que dos não toward nos legal rights for contra tanto não eu pelos via animais. Books. Curso Steven filosofia Drawing Fontes. 1995. forma Martins and notas as the matéria. toward 1988. mais compartilham com ele de que os animais. interpretação outros morte miséria. uma vez que o operar intelectual do espírito permanece em potência até que ele receba as impressões provenientes do real. relacionado à alma sensitiva. são simples instrumentos em benefício dos homens. 56. inteligência e razão. grega. 29 Nesse sentido. Wise. 30 19 Segundo n. 22 Viver de acordo com a natureza para os estóicos é viver de acordo com a razão. freqüentemente nem Curso p. p. for animais. Mas nós Eu Eu eu and Massachussett. 0 aforismo ético fundamental dos estóicos de "viver de acordo com a natureza". comum a todos os animais. Rattling Rio the de Janeiro: cage: Ediouro. i r . legal p. o muro Cambridge jurídico. A política. não rights: existe cadeia the need for prova pois a theorctical de que ele basis. onde cada ser ocupa um lugar apropriado. depois e Steven 2000. The eram eu coisas. Vermont. p. intelecção de ciência imaginação. degrau de elevado. impotente raciocínio. São Paulo: 30 em alguma Luc.o a i q u m c n l o (Ir ( | i i r .iiuinal podemos rslai inalando C o m o e x i s l e u m m l r l r r l o p a s s i v o o n d e se i m p r i m e m a s l o r m a s d o r e a l . por separar excessivamente o corpo da alma. ato. 28 29 Perseu Edições Para ele. investíamos ali por eu que percebíamos não salvei era o 2 3 Para 113. ocupa não-ser. science trad. abstração e generalização do que foi apreendido. 24 Assim. ao lado das inúmeras faculdades da alma. forma forma. animais. Um homem constituído de um substrato "passivo". que forma um sistema hierarquizado. em favor da igualdade espiritual de todos os seres humanos. Books. the line. (2) a locomotiva (kínesis). rights 19. I que l a n l o na u m ciclo de u m . Para e uma "grande para sobrevivência desenvolvimento. 22 WISF. (Fradução continuava filosofia aristotéliea: do Finalmente new nossa). BERGSON. Irvênia Luiz o de Santis. o nous Da se alma. H a r varei numa animal Law Review. 14. concebe o universo como um ente imutável e organizado. os escravos e os estrangeiros eram considerados imperfeitos e destinados ao benefício do cidadão grego. Cambridge and Massachussett: Perseus Books. of Chicago Press. assemelha Introd. coisa. passo ato que 26 27 Aristóteles. comum a todos os seres vivos. 2005. é A um degrau alma dos animais. NUSSBAUM. não existindo inteligência nos sentidos (aisthésis). case M. Aristóteles o objetivo acreditasse de cada teieologia é a universal própria natureza e 20 21 PR AL) A. e animal Humberto de Cambridge: Lisboa. negando qualquer possibilidade de reconhecimento da dignidade animal. necessário e permanente. e ao ín matéria. i o q n r o r o n r o a l o da (jnósis. cm. contemplação. (3) a sensitiva (aisthctikós). Martha. no século IV A. ao mesmo matéria ou pura 1997. p. que ele p. que é ao mesmo tempo forma e pensamento.animal 1519.

e acompanhado da laicizaçáo das mentalidades e o "deseneantamento do mundo". ubstância em um sua se justifica crede tira Madonna. concepção sua de . para Cristianismo. Pluto Introduction. L. até então eclipsado pela idéia de uma vontade divina. 40 Santo Agostinho. Embora o século XVI tenha sido marcado por uma imensa liberdade cie No tenha que Gênesis o vamos encontrar os em. Gênesis. afirma que Deus não está preocupado com os bois. homem dos céus. muitas províncias ainda estavam sob o domínio e a sobre rastejam 34 Segundo Fobias. Cultural.). do Janeiro:0bjetiva. Sexto Empírico e de importantes autores estóicos e epicuristas provoca o surgimento de novas correntes filosóficas. um dos mais influentes teólogos cristãos. Andrew (Edsj. espanhol pour a o Rio com rien. B. 248. p. de modo que a compaixão passa a ser vista como uma relação de respeito a todas as formas de vida. 217. homem sustenta mesma seu corpo forma através desenvolve intelectual". na crença de que sendo destituídos de livre arbítrio eles acabam por se identificar com o mundo pecaminoso. Rio o de seu aves nossa sobre o imagem terra semelhança. 41 31 32 33 PEUZZOU. Janeiro. e na perfeição deste o como que um E. xiv. da CLARKE. ao ser questionado por contrariar uma antiga lei mosaica que proibia colocar cabresto nos bois. p. 34 33 0 fim da Idade Média. especialmente após a descoberta de antigos textos clássicos inacessíveis aos medievais. 35 Ainda que não fosse a filosofia. sendo destituídos da capacidade de pensar e do livre arbítrio. o grande arquiteto do cristianismo. Bertrand.A tradição crista c a i n s l n i i m n t a l i / a ç a o dos animais O u l i a i i . seja quando liberta um coelho capturado em uma armadilha. Ia seu de 1987. Fontes. w 0 cristianismo. Peter. Política! theory and animal rights. da representantes do populares 37 utiliza ou REGAN. São Porto Paulo: Lugctno. já que as leis foram escritas para o benefício exclusivo dos homens. 2004. BARREFÜ. 2002.i | M>\M a o d e S a n l o m a s d e A q u i n o . martiriza n'est crístiano. humano. In: p. Lucrécio. mundo: uma São Paulo: Cia. na verdade. a política e a retórica os principais interesses do humanismo renascentista. que passaram a enxergar a natureza de forma diferente da antiga concepção teológica. Paulo: 1957. filosofia do ocidental. aquele que conquista glória e o renome mediante a própria atividade criadora. Ibid. contudo. p. i i i v a i s e i . assim como os estóicos. Libertação Ética o animal. sofre uma forte influência da filosofia aristotéliea. Peter. que répteis p. sobre todos expressão e pensamento. "a (Org. História AGOSFINFiO. um ser digno de toda a admiração". conhecimento. uma vez que. 5. Para e com Record. Press. SINGER. está cheia de momentos que demonstram a sua compaixão pelos animais. (Os que e o vê da Pensadores): a verdade 1990. London: Tom. artesão alma 38 39 40 41 ROUSSEL. a Igreja sempre olhou para os animais com indiferença. Editora São Nacional. pelas Estudos de o o seu filosofia. 76-77. Correntes da ética ambiental. São Paulo. on tauromaquias. 361: pas non que santo Nova a in "0 cheval MERCADANFE. as artes. execução de desenvolvimento matéria corpórea. e o homem volta a ocupar o centro axiológico do universo moral. de m o d o contra nós mesmos e contra mais os animais existem para o que só existem pecados contra Deus. representou um retorno ao huma nismo grego. Da vi d demais a beneFício. 2002. Alegre: Martins e e Petrópolis: Vozes. próprio do poder arte intelectual espelho. devolve à água peixes que se encontravam presos em uma rede de pesca. p. em seu ConFissões. para se tornar o homem de virtu. cruel dizendo: grosseiro A irreligião do futuro. francês burro deste 35 30 as para a SfVFO. feroz italiano. 36 Com a modernidade renasce o antropocentrismo. os animais estariam impossibilitados de participar de qualquer tipo de acordo político.2003. sentença: mar. 39 A vida de São Francisco. os nossos semelhantes. a educação. 32 O homem moderno como medida de todas as coisas Com o declínio progressivo da autoridade da Igreja nos assuntos estatais e científicos. Antônio paixão que são pura p. Na Renascença. Paul A. 31 p u l m õ e s r x i s l r m paia o h r i i r l i n o do c o r a ç ã o . A s s i m c o m o os Com a decadência do logos c do r///os grego e a ascensão do cristianismo. Kepler e Galileu. sob o argumento que a providência divina havia autorizado o uso dessas criaturas de acordo com a ordem natural das coisas. p a r a q u e m c a d a p a i Ir d o u n i v c i s o c s L u i a d c s l m a d a a o b c i i c l í r i o d o l o d o . pede mel para dar às abelhas no inverno ou amansa um lobo assassino e o transforma num animal doméstico no povoado de Gubbio. a seguinte do Sagrada. SINGER. nunca contra os ani- c o mundo natural. porém. no entanto. Paulo. refutou veementemente a idéia de se considerar pecado matar os animais. antiqüíssimo Donal. por exemplo. domínio pela sobre terra" peixes Bíblia prática. a perspectiva mental do período medieval foi pouco a pouco sendo substituída pela filosofia moderna. provérbio: non egoísmo de é 1990. Ibid. M. mas a literatura. a ponto de ter produzido Copérnico. intelecto. Linzey. 280." Francisco Assis: São relutante. histórica. . a Igreja passa a defender o amor como caritns e ágapc. As filosofias introdução Loyola. à 1998. 38 Com exceção de pensadores como São Francisco de Assis. para os "Façamos as 1:26. b e n c l i c i o dos h o m e n s . o homem passa a ser considerado "um grande milagre. p. de modo que o amor pela intelectualidade volta a ser incrementado. a descoberta de novos textos de filósofos como Platão. de modo que o herói foi pouco a pouco deixando de ser aquele indivíduo dotado das virtudes cristãs. 0 Paulo. a e santa alimento suo o PAIM. desapiedado os doutrina 159. COOPER.

porém. Pensadores). incapazes de pensamento e consciência de si. 47 Seja como for. Boaventura 2000. de vendo quanto crítica razão elas diferentes. 1997. JÚNIOR. 28-29. não natureza outras completamente causas que a 2000. (Os por pela Sousa. 43 surdos-mudos são capazes de estabelecer através dos quais conseguem se fazer compreender. embora não possam fazer uso de qualquer signo geral ou idéia universal. humano. select A acerca treatise entendimento the humano. b1 1. imortal. Muitos são até dotados da capacidade de apreender e reter idéias que lhes foram trazidas à mente. LOCKE. que é um tipo de conhecimento que independe das faculdades discursivas ou do raciocínio. (Os (Os São Pensadores). 45 44 Berkeley. por faltar-lhes a capacidade de abstração necessária para o uso de palavras ou signos gerais. é a p r o v a m a i s c o n l u n d c n l c d e q u e os a n i m a i s s a o d e s l i l u i d o s d e e s p i r i t u a l i d a d e . onde a vontade e a liberdade atuam finalisticamente. a até terra. p a i a D e s ç a i les. e Instituto grande de Nacional olhos do de Livro. e ao colocar o homem no centro do mundo acabou por desvalorizar tudo que não serve aos seus interesses. que o da natureza humano homem e o reino os e do homem. antes retirando sua força do alto grau de evidencia dos fatos. a Era Moderna instrumentalizou o sentido das coisas. Cultural. tal como o conceito de brancura. p. A induzidos. e é esse modelo de racionalidade da ciência moderna que vai ser cunhado na revolução científica do século XVI. embora concordasse que inexistiam indícios de que os animais pudessem fazer uso de signos gerais ou palavras para representar idéias universais. 49 Bacon combate a vida contemplativa aristotéliea. o paradigma científico moderno promove o afastamento definitivo entre o conhecimento científico e o senso comum. p. são insensíveis à dor. 297-303. . 105-107: reside que pelo é em nada "Não supor há a nenhum alma a sabe outro dos nem geocêntrica. Aforismos 98. p.i n f l u e n c i a d a Iqicja e d o S a í d o O l i u o . q u e ali aves d a I n q u i s i ç ã o p r o m o v i a m o c e r c e a m e n t o religioso à l i b e r d a d e de p e n s a m e n t o . Rio de Janeiro. por exemplo. desperdício da experiência. p. vai levar ao extremo as idéias antropoeêntrieas. A antropocêntrica indolente: indesculpável. mas o intuitivo. 64. Cortez. decisão. que lhe razão Pensadores): dotação verdadeira crítica gênero ao recupere esse sobre seu John. enquanto o 48 papagaio. seus seja direitos o São Paulo. p o i s m e s m o c i e n t e s m e n t a i s . 62. para quem essa operação mental é uma simples transformação de idéias particulares recebidas dos objetos em idéias gerais. dissipou comprimida Estudos a pela ilusão mão de direito e que política.que vai estabelecer os fundamentos do humanismo. Tércio Sampaio. em favor de uma investigação científica livre de todos os preconceitos. melhor por isso. siderais. que passa a ser vista tão somente como extensão e movimento. com a conseqüente separação entre o homem e a natureza. e Restitua-se poder exercício BERKELEY. São Paulo: 51 52 53 philosophical acerca acerca do do writings everyman London: Dent. guiado 49 50 destruam. a provam com é São nossa que. a Nova natureza. 1910. a natureza é considerada uma máquina movida por causas formais. evidentemente. as e n a n ç a s e os símbolos os defi- C o m o surgimento dos denominados filósofos modernos é a ciência . k p. concerning principies of human end. de areia espíritos da mesma vida. materiais e eficientes. em contraposição ao homem. a temos se temer dos Boaventura sistemas de 60-61. ao afirmar que os animais são destituídos de qualquer dimensão espiritual. orientando-se por uma relação funcional meio/fim. 86. Cortez. Cultural. direitos por 45 uma 1997. pois para ele o saber. 46 É que o conceito de abstração de Berkeley difere do de Locke. rejeita todo tipo de visão "encantada da natureza". p. os Discurso fracos sobre do o reto que método. Ensaio Ensaio entendimento entendimento Introdução ao humano. FERRAZ 1990. é o meio mais vigoroso e seguro de dominar a natureza e trazer resultados práticos para a vida do homem. técnica. do Cultural. LOCKE. eterna e reversível. LOCKE. não possuindo qualquer valor intrínseco. No século X I X . embora tenha a capacidade de falar. como a 1637. e embora dotados de visão. Para John Locke. of vision competem reta de 60-61. ilusão da fazer-se tamanho tornou-se contra o grão perdido no animais a sendo esta natureza disso as conclusão quando. 1 7 A a u s ê n c i a d e l i n g u a g e m . a partir das contribuições trazidas pelas ciências naturais. aquele p. do somos corpo compreendem-se e não está. (Os Pensadores). Paulo: contrário.e não mais a religião e a filosofia . que ele. afaste como após tanto René. new theory religião". São Paulo: SANTOS. p. estudo Nova 1997. p. e que nem por isso perdiam a condição humana. foi 13: 48 Para que DESCARTES. audição e tato. que e se Tobias. 87. Lembremos que para Locke o mais alto grau do conhecimento não é o racional. Além disso. dominação. São do Paulo: direito: Nova Cultural. Ensaio George. 44 Para Copérnico. 53 42 Para "Desde BARRETO.(1 Nesse novo paradigma. 1962. esse modelo vai se estender também para as ciências humanas. que de empalmada redemoinho 43 SANTOS. e alguns possuem até mesmo sentimentos. advertia que a grande maioria dos homens também eram destituída dessas habilidades. knowlwdge [1710]. os animais são dotados de percepção e memória. Franeis Bacon. até então consideradas não científicas por desprezarem os princípios epistemológieos e as regras metodológicas da racionalidade. John. não consegue formular qualquer tipo de pensamento. p. Troneis. caminho a as as nossa São da e Paulo. da razão indolente: contra o desperdício da experiência. Sousa. que estaria presente tanto no conceito de neve como no de leite. 46 47 Ibid. de a soberana do aos um Ptolomeu. independente sobre a interpretação "Para divina. que passa a ser vista como única forma de se alcançar o verdadeiro conhecimento. São Paulo: esperar são exatamente como moscas razões e que morrer ela formigas. Paulo: Atlas. In: 1997. construído contra o saber medieval. and other John. p. e por isso passiva. Ibid. René Descartes. de modo que em determinadas situações são capazes de raciocinar sobre idéias particulares. 52 Uma de suas figuras mais destacadas. sujeita concluir a que pois " Nova BACON. virtude tirar Hemus.

como um fim e nunca como meio simplesmente". honradez "Não fim" te em. somente as relações humanas podem ser objeto de consideração ética. Kant: revolução filosófica. p. York: 1999. o New o Rio Books. destituídos desse atributo não passariam de coisas fres corporalis) m 65 Como sabemos. p. uma característica exclusiva da espécie humana e fundamento último de toda dignidade moral e personalidade jurídica. Nesse sentido. com fundamento nos conceitos de "dever" e "boa vontade". 64 63 0 fundamento contratualista parte do pensamento de autores como Rousseau e Kant. 56 Como para Kant toda pessoa é dotada de valor intrínseco e não relativo. que sendo contingencial não poderia estabelecer um sistema coerente de idéias. p. animai. somente ele está habilitado a adquirir o status moral de pessoa. 259. 1992. esse princípio moral supremo poderia ainda assumir outras formas. verdade. Libertação 183. 1989. contrato. uma das principais correntes iluministas. diiain. concebido como um acordo tácito ou expresso entre a maioria dos indivíduos que assim podem sair do estado de natureza e ingressar num estado social e político. 54 55 BOBRiO. embora não se possa falar em diferentes tipos de racionalidade entre os indivíduos da mesma forma que falamos em diferentes personalidades. se adota em um Emmanuel imperativo em Kant entende "é em. passivo. A estados Press.''' A razão prática c justamente essa faculdade de agir segundo princípios ou máximas. é produto de uma convenção social. 5/ Como apenas os seres dotados de razão e vontade podem ser livres o suficiente a ponto de não se curvar aos interesses alheios. de Paulo: Jorge 1994. direitos histórico e 62 63 64 65 ROLLIN. 34. Kant construiu um sistema ético que tinha a razão como elemento principal. 61 Nessa visão. Luc. 66 Ibid. 41. FERRY. CRAMPE-CASNABEi] Michêle. em se atribuírem acontecimento 77. ed. Paulo: leis University Mestre 2004. que Emmanuel. se constitui em um conjunto de teorias que fundamentam o poder político no contrato. 54 i n c o n s i s t ê n c i a s e ( ont i adições. Segundo deveres nesse Norberto et a!. Brasília: UnB. 67. e Paulo. p. no divisão com os dos deveres jurídicos a ser dignidade para afirma na tempo direito (honesh<ro\ do danar. 64. personalidade da psicológica de somente ". 60 Segundo Kant. consiste manter puramente 1993. 74. eles ao expressa mesmo fórmula: um entregues Doutrina instrumento Paulo. assim como os princípios morais. e dado que somente o homem é capaz de buscar por si próprio um sentido para a vida. Zahar. I razão p. Simmon como se Dicionário Hume sido de política refutava o um 12. enquanto capacidade de afastar-se dos próprios interesses e agir altruisticamente. do Ulpiano de em um princípio da objetivo qual ícone. ou entre os próprios cidadãos. uma árvore. Uma vez que a realidade era formada por essências incorpóreas a prioriz sensações. outros procura humana. do cry. ele tentou afastar a moralidade do mundo fenomenal. 02 Não obstante. Lugano. celebrado de ocorreu nenhum 1997. Ensaio. os animais passaram a ser considerados criaturas sensíveis e objeto da compaixão humana. ela deve sempre ser considerada um fim em si mesma. nwu/e em 39. homem. Bernard. p. nova ordem ecológica. 55 Na ética kantiana. Porto Oxford: São Alegre: São às nos Oxford Paulo. 54. apta a lornar-se uma deter- lei universal isenta de Com o advento do lluminismo.Liberdade e dignidade moral sei n l l r a p a s s a d a s se i. que viam na liberdade. a uma representação regra prática. Blackburn. todos os seres racionais são iguais e buscam a mesma verdade universal. uma vez que os sentimentos antictericais da época contribuam para uma ética mais benevolente em relação a eles. A rights human a morality. Rio ABBAGNANO. que abririam mão de parcela da própria liberdade em proveito dos governantes. já que a sua inviolabilidade serve de fundamento a todo o direito. 37: "A personalidade é sua moral tão é. mesma 61 Emmanuel vive) como São categórico necessária" virtude São contingente Kant converte a Doutrina de direito. sempre e ao mesmo tempo. 37-38. de tem um Doutrina ser racional de direito. SINGER. partindo da idéia de que somente as criaturas capazes de agir moralmente são dignas de consideração moral. 1982. tivesse contratualismo. Para a do Nicola. a vida humana deve ser considerada um direito fundamental por excelência. p. Dicionário Animal Oxford and Filosofia Jorge Zahar. liberdade ser p. M H m a l m e n t e p e i ( j u n t a r m o s a n ó s m e s m o s se m i n a d a c o n d u t a esla. ao passo que os animais. . uma que ação p. não não via v. para o idealismo transcendental de Kant. 1993. 60 Por imperativo Em categórico. Bernard E. ou nao. os contratualistas argumentam que o Direito. Assim. consciência diferentes identidade existência. pois quando de Janeiro. os condicionamentos históricos e as diferenças culturais somente podem 59 Ibidem. ícone. 272. filosofia. Dicionário Jou. e como apenas os seres racionais estariam aptos a escolher aquilo que a razão reconhece como necessário e independente das inclinações pessoais. o direito e o poder se fundamentam na idéia do contrato. 0 contratualismo. o princípio supremo da moral deve ser um imperativo categórico assim formulado: age segundo uma máxima que possa ao mesmo tempo ter valor de lei geral. p. The unheeded de animal. 58 Na verdade. tanto na tua pessoa como na pessoa de qualquer outro. Prometheus São KANT. ícone. p. que a 1993. 56 57 58 ROI1IN. s/ a vontade. p. a apenas laeuldadr sentido em. dentre elas a que estabelece: "age de tal modo que uses a humanidade. submetido si mesmo morais. Janeiro: 1994. formada a partir de princípios universais a priorí totalmente desvinculados da realidade empírica. p. assim. Peter. já que a organização da sociedade seria decorrente desse acordo entre os cidadãos e o poder soberano.

36.H e escravos). A s s i m . Books. 1992. esquecer a própria condição social bem como os atributos naturais dos contratantes. Press. 74 Além disso. SREGAN. que é uma posição original inteiramente livre. então de já se o admitir ter contratualismo que as deseja entidades Mas incluir se nesse de entidades virtude devem animais indiretos nossos com com dever humanidade. filosofia. quer Simmon. 35: se sem acordo conduzirem entre eles. regras Animal também portadores New York: características. Martins ou e o as 2003. p. A em a p. (. dons naturais como inteligência pessoas". argumenta Defending que dois um animal homens. s ó exisleni entre um h o m e m e u m sei l e l . p. 2003. proteção p. Zahar. Press. raça. York. Segundo os Emmanuel. uma vez que os animais. que pode se sentir livre para agir da mesma maneira com os seus semelhantes. ao Urbana and um Chicago: barco University de of um é Illinois rio. destituídos best de Rolland. para exigir que os agentes racionais estejam livres de seus interesses e capacidades na hora de estabelecer as cláusulas do contrato social.ili. d e proteção quando tenha d e v e r e s ( s e r v o s deveres (animais).Nesse s e n h d o . o contratualismo poderia nos levar a excluir as futuras gerações. para deveres nosso de pessoas. A partir da análise das instituições básicas da sociedade Rawls desenvolve a teoria do "véu da ignorância". i ç o e s |iui(lie<is e n l i e homens. sendo incapazes de 73 74 REGAN. não pessoas animal rights. pessoas objetos então os básicos como morais em profundos a de ser Doutrina deveres direito. para em. morality. friend: representam. são Doutrina Emmanuel.n seus i n l e ? e s s e s . apenas e do direito. Muito pelo contrário. sendo incapazes da racionalidade. do Mark contrato contratuais. pessoas. original. Prometheus afirmo os que autores exemplo mans 62. exemplo. são animais indiretamente Dicionário cumprimos Oxford pelas Bernard. Segundo posição específícas outros Simon. verbal rights. embora a crueldade seja reprovável pelos efeitos maléficos que pode exercer sobre o próprio homem. através a seja necessário em. Urbana uma de Janeiro: Jorge Chicago: São University Paulo: São 1997. etnia e sexo. ' 7 Como nesta concepção os animais existem apenas para servir aos interesses humanos. nunca que so exptess. o contrato social deve reconhecer direitos aos seres "irracionais". '' Mesmo que Rawls estivesse certo ao afirmar que apenas os seres racionais estão capacitados a participar na elaboração do contrato social. abrangentes sexo. social não razão the BLACKBURN. 68 69 70 David Nume foi um dos principais críticos do contratualismo ao questionar a possibilidade de se atribuir direitos e deveres como se as pessoas tivessem celebrado um contrato.11 i i m . KANT. 2001. as crianças. 239-241: animal a "Nossos possui deveres analogias da para com com a Segundo "Se torna institutos que nós o ROLLIN. ou (enfia d i r e i t o s n e m modo que as nossas obrigações para c o m eles s ã o indiretas. p. 71 Numa posição original como essa. São a os para Rio and 1993. os pródigos e os soeiopatas de sua esfera de consideração moral. p. 10. não existe nenhum dever direto do homem em relação a eles. Para ele. Paulo: p. 59. a natureza humana. 75 67 68 KANT. obrigação considerar de Janeiro. pois. ícone. n s so p o d e m s e r o b j e t o d e i s l o foi d o i n t e r e s s e dos ( o n l 1 a l a n l e s . sejam a John. 72 Não obstante. a moralidade é também concebida como uma espécie de contrato em que as partes celebram voluntariamente. eles também estariam impossibilitados de agir livremente.ives de u n i a linguagem. a distribuição de direitos e deveres numa sociedade seria por demais contingente para imaginarmos que ela seja derivada de um modelo contratual. força e a também das Marquette Review. p. mesmo que nenhum acontecimento histórico desse tipo tenha ocorrido. ou crianças legal deficientes companion Valuing p. podem 2001 adotar para p. aos contratantes é vedado ignorar a condição de integrantes da espécie humana. animais com natureza respeito humanidade". 26-27. Fontes. u m sei u m ser q u e n ã o e o n l i a l o s o c i a l . Rebecca Law J. cláusulas. como Justiça se que permite elas a eqüidade: como que reformulação. que na obra Uma teoria da justiça revitaliza o estudo do pensamento político anglo-americano. pois nada impede que sejam representados por procuradores "racionais". Uma versão contemporânea do contratualismo foi desenvolvida pelo filósofo John Rawls." Books. essas HUSS. 69 70 71 72 humana. as impedem como moral as and existência e status receptores mentais animais. Na esteira do pensamento de Kant e Rousseau. os deficientes mentais. tais como ideologia. do São Paulo: ícone. embora cláusulas indivíduos woman's RAWLS. 1992. agentes outros racionais. 1993. já que as condutas devem ser julgadas em função do seu acordo ou desacordo com o contrato celebrado entre seres racionais e auto-interessados. Bernard. . deve a ficar reinterpretando restrita aos de os of contratualistas que clássicos. Tom. certo exista 1997. das eqüidade: as partes As reformulação. por não rights as and obras human dos morality. RAWLS. Defending Justiça John. justo ou injusto. of Illinois devemos como obrigações. com mais essas tornam caso tais Jorge Zahar. nós cumprindo manifestações natureza características protegidos capacidade morais. a das dos and 2002. Rawls parte do pressuposto de que os membros fundadores do Estado social devem estar numa situação ideal. conheçam partes posições ignoram doutrinas grupo étnico. sofrer que eles necessidades. Animal dizer que Prometheus essas contratualismo caprichosamente morais sobre nenhuma em teoria e implausívei essas com amplos. o s . Dicionário rights nós and não seu Mas ele deve ou Oxford human temos Fracasso filosofia. de modo que nada em princípio é certo ou errado. uma Martins Paulo: sociais a raça Fontes. 334. 77. consciente e isenta das influências dos indivíduos ou dos próprios interesses. um 143-144. 21: "Na 76 ROLLIN. a ritmo um p. 76 / Nessa concepção. isso não significa que eles devem estabelecer regras sociais apenas para si próprios. acordo de modo de que linguagem Rio New para nossos irrelevante que vontades BLACKBURN. eslao excluídos do que so l e n h a d u e l o s ( D e u s ) . os contratantes devem estar numa situação de desinteresse mútuo. Hume que de Tom.

Conferências Dicionário introdutórias de filosofia. . pois desmonta rnais sólido da ideologia especista: a crença de que entre os animais existem barreiras espirituais intransponíveis. em O ant ropoeenl rismo c luo errôneo Admira o ( e u . Companhia Letras. como diz a Bíblia. que entre os homens e os animais não são ontológicas. Nicolu. da imutabilidade substancia. das p. IIU III). bem antes de Lévi-Strauss. seguido d e A cx pressão das emoções no animal e no homem (1872). u m a v e z q u e a maior parte das nossas ações são inconscientes. 1990. porém. 38. e n q u a n t o A i i s l o l e l e . 53. 373. 37. E por fim. p. a morte. James Bosweel. Platão. vai sofrer três duros Primeiro.™ Price destacava possuía uma saliência pronunciada no meio da face denominada de seus Benjamin Franklin acreditava que o homem era o único animal a fabricar próprios utensílios. Como vimos no capítulo I. 77 digestão do homem era animal sua capacidade de especulação. quando Charles Darwin provou que a espécie humana 0 princípio da continuidade física e mental das espécies golpes do o centro cósmico n ã o surgiu pronta. São Paulo. ao passo que Martinho Lutero e o Papa Leão XII acreditavam que 80 somente a Darwin e a vida mental das espécies espécie humana tem uma idéia de propriedade. Paulo: Mestre Jou. doze anos depois de publicar A origem das espécies. a tradição ocidental sempre buscou descobrir um atributo específico na humanidade que justificasse a exclusão desses de nossa esfera de consideração moral..u l u v . homem natural. quando Copérnico demonstrou que a terra não era universo. (Tobias Barreto). a teoria de Darwin sobre a evolução das espécies e uma o aliei ici- das obras mais influentes de todos os tempos. o que o esteta tivedale abrir caminho a golpes de martelo. i q u e o h o m e m c i a o ú n i c o a n i m a l q u e n a . ao passo que que o homem era o único que nariz. enquanto Edmund Burke via nele a exclusividade de sentimentos religiosos. l i n h a os c a b e l o s e n e a n e c i d o s e u m a a l m a i n l e l c c l u a l l o c a l i z a d a n o c o r a ç ã o / O m e d i c o i n g l ê s l l . A 81 Embora o homem e os animais tenham em comum o nascimento. na tradição religiosa cristã ou no mecanismo cartesiano. mas apenas um pequeno fragmento de um vasto sistema Segundo. Keith. o que lhe permitia olhar para grande revolução darwiniana consistiu em provar g u e as d i f e r e n ç a s circunstanciais. AHHACiNANO. mundo In: Superinteressante. HO H1 \\7 Ihidem. . quando o Freud demonstrou a irracionalidade humana e que o ego não é senhor dentro de sua própria casa.) IHOMAS. dez. aí ir mava que somente o homem fosse capaz de cozinhar seus alimentos. 1988. o principal argumento utilizado para excluir os animais da esfera de c o n sideração moral. p. Aristóteles: O máquina e o de pensar. /'. Na verdade. Darwin vai publicar A origem do homem. e que ela possui u m ancestral comum com os grandes primatas. Luiz./: o homem do direita não e direrso do do zoologia. reflexo da sua teoria da 82 concebia uma estrutura ontológica do mundo. em 1871. mesmo que esta verdade ainda hoje precise acreditava que devido a grande mais demorada. parte do princípio de que os animais são destituídos de espírito ou alma intelectual. várias características costumam ser consideradas atributos exclusivos da humanidade. p. Imago. dizia que somente o homem era capaz de ter postura ereta. 3. 0 narcisismo antropoeêntrico. Rio de Janeiro: 1982. Siymund. os h o m e n s < • Com efeito. a lacilitava a sua vez. u l . a dor e o prazer. pot e x t e n s ã o dos intestinos. p. mas jogando por terra os fundamentos da doutrina aristotéliea (ou fixidez) das espécies vivas. 292. 1 um como em outro domínio. por exemplo. seja na filosofia grega. demonstrando q u e existem fortes evidências empíricas de que entre o homem e os ammais /H WLIS. De fato. sobre São psicanálise. 1996. São Paulo. pt.

que no máximo devem ser utilizados como premissas fátieas para argumentos éticos. A partir dessas observações. atual Portanto. São p. dirá Darwin. A/í/f/r n n / íi< u<j Btasn Sao í\iti. 2004. sob o Charles. demonstrando gue o homem é apenas mais uma espécie na cadeia evolucionária. Não obstante. 90 Duas idéias estão no centro de sua teoria: que a evolução é um fenômeno histórico e que todas as espécies descendem de um ancestral comum. Origem das espécies Belo Horizonte Vilia Rica 1994. Teoria é mostra p.H w u i e tiv. Evolução e que p ro q res s i vos' . E justamente esta seleção que provoca mutações na (os ma. intrínseco estudos a baratas. afirma York." ! distribuição geográfica dos seres vivos. ser humano valor pois em. vários Toward 1998. q u e s i ndapta as condições l o c a i s e passa a ocupar um 1 •K vo nu h n c i r l o g u s . Environmental Thomas que a é. t a m a n h o . . como de dor. 1994. podem todas complexas e emoções sobre e A possuem mental 84 ' i ) Kit i ii i • ij M * s ti t ti ) i i d ' < . que fundamenta Common ibidem. 85 Assim como ocorreu com a revolução copernicana. Duas é a Law das tão encontra entre os dois pequeno e as nosso principais grande da fictício".f t sc tornar Micveisiveln. embora hegemônicas entre as ciências naturais. quase sempre confirmando o postulado de Darwin de que não existe nenhuma diferença categórica entre o homem e os animais não humanos. a ponto de c u ^ me m i a os n ã o j . o lugar semelhanças homens no t \ !'<< R. nov. já que em condições naturais a ação seletiva tem um tempo incomparavelmente maior de ocorrência. principalmente. parte do princípio de que pequenas diferenças. e (4) a morfologia. (3) da embriologia. 8 6 OUAMMtN. nuclear p. q u e e s t u d a a não de essência. n e r e m m a i s sc reproduz c m n os membros da sua antiga espécie. 45. entre caninos. foiça. 89 Kelch. não inferiores. (I ra a u ca o n o s s a 1 85 DAHM1N.(itic l h e per m i n u t x p l i C d i a biodiversi- 88 89 DARWIN.pena c num segmento da espec te. Charles. s » s p e i t Danei D. c g u e as d i l c i c n ç a s e n t r e eles sao a p e n a s de ( p a u c D a i w m c o l e t o u as p i o v a s d c s u a I c o i i a a p a r l i i d e q u a t r o d i s c i p l i n a s : (I) d a b i o q c o q r a l i a . mesmo as outras existe memória propriedades reflexão humanas. L 7 / ( / / / c s O i i q e m d. adverte que estar atrás ou na frente no tempo evolucionário não concede nenhum valor moral específico às espécies. ao 45. que uma que a vez elas refuta seleção que seriam New afirma apenas conceder valor intrínseco obrigaria natural são única seleciona os "melhores" ao a nos meio uma conceder Terra. portanto tradicional implicações como processo uma relação Teoria homens da e são as dos apenas da da muitos que 561 continuação dos da homens mesma outros que o processo um que nos suporte animais real. errado? essa Belo National teoria. 84 ('?) d a p a l e o n t o l o g i a . como o bulldog e o spaniel. cor. mecanismos de defesa. de modo que o homem estaria apenas cumprindo o seu papel na cadeia evolucionária. e que o homem e os grandes prímatas possuem um antepassado comum. que é a ciência da forma e configuração anatômicas dos seres vivos.< oln ( /') u ->/ h8 p / ui J entre ííf.i t Ü R1O S abismo Bth. Comentando norte-americano. mas.4 diferenças. a cada dia novas pesquisas científicas são desenvolvidas em universidades ao redor do mundo. muitas ter cias adverte:"Darwin humanos 0 têm. David. Darwin inferiu que no estado natural essas mudanças haveriam de ser ainda mais efetivas. elas a York animais mais de adaptados sobreviver ambiente demonstram espécie capaz hecatombe New que non-property status sobre e e for animais. u > / 1 >i \ \ i a I i 1 > t < i sentem algum evoluído espécie animais prazer grau. memória. em que uns v/ao se bem-sucedidos enquanto outros desaparecerão scm (ic «xar descendentes.existe c o n t i n u i d a d e . a Teoria da Evolução pela seleção natural vai provar que todos os seres vivos possuem a mesma origem. p 109-119 . A C N S C > ' C M Í nu í u ^ u divisão c iv espv ciaíizai ao Daiwm denomina t < no 0 " p ? m c i i 10 d a d i u a q i m i < . especial nossa). alguns imaginação dos animais e razão tem em 83 I /Md t '» x ( > l f iquii M . e que a seleção natural é o principal mecanismo da biodiversidade. bioquímica e comportamt n t o d o s indivíduos d a próxima gc raeao.n mundo 90 Ibid. Vários desses estudos foram realizados por psicólogos e etólogos. sob o argumento de que o mecanismo da evolução/sobrevivência dos mais aptos justificaria a exploração das espécies "inferiores". galináceos. q u e i n v e s t i g a a s n o registro fóssil. as idéias de Darwin. pois não se pode conceder valor moral a fatos científicos. visão os Law Journal. Hi >L<>n< ? humanos superam outros animais assim Evolução afirmam. Na espcuacl isoí h :> 1 «s mutações genéticas O C O P C m <. ainda não obtiveram o devido reconhecimento no mundo jurídico. 535. que foi recusada durante muito tempo por negar o geocentrismo. a partir de estudos comparados de analomia e íisiologia. Thomas. no entanto. não existindo nenhuma característica gue estabeleça um muro A seleção natural. Seja como for. que os Paulo: d a d t c o m o i adaotaç 1 0 I M ^ e>p'*eu a o si u m e i o i m l v c n t e ' 90 entanto. Abril. n t e difciente. Darwin esboçou a sua teoria a partir da observação das mudanças produzidas nos animais domésticos a partir de cruzamentos sucessivos entre bovinos.. Inicialmente. a Teoria da Evolução muitas vezes tem sido usada para justificar a exploração humana sobre os animais. (Tradução 87 DARWIN. QUAMMEN. íormas de vida extintas preservadas De fato. Horizonte: Geografic e Villa Rica. especialmente quando se trata de analisar seus atributos mentais ou espirituais.. KELCH. o direito têm university KELCH. estava Brasil. apenas a da p. que pesquisa as etapas do desen88 volvimento dos embriões. argumento às Origem Darwin no de das espécies. aleatórias e transmissíveis entre indivíduos da mesma espécie (anagênese) determinam diferentes oportunidades de sobrevivência e reprodução.

Embora Darwin não confinasse a mente no cérebro (tendo atribuído uma mente até mesmo à minhocas e insetos). mas apenas uma imensa diferença de grau. 24. 98 Nos vertebrados. 51. responsável por impulsos básicos (o "id" de Freud). Vivan animales. p. da mesma forma que o nosso sistema nervoso aciona os músculos para a realização de ações. que entre as faculdades mentais do homem e dos animais inferiores não existe uma diferença essencial e específica. Ibid. superego ou consciência. Ibid. p. Madrid: Biblioteca E. responsável pelos atos reflexos. 147. responsável pelo equilíbrio do corpo. A alma nova dos animais. a cultura e a liberdade. conservam sempre o mesmo padrão de organização c m 0 cérebro não é nada mais que uma estrutura em que ocorre o processo mental. e (4) um cérebro disposto em camadas concêntricas. p. A maior complexidade dos atributos espirituais da espécie humana se deve ao número mais elevado de células cerebrais. São Paulo: Cultrix. p. a uulogeraçâo das redes vivas. 97 csim lurais contínuas. envolto por um cérebro "paleomamífero". ele t a m b é m a c i o n a o s m ú s c u l o s d e u m c a c h o n o q u a n d o este e x p i e s s a a l e g r i a pai a o seu "dono". (2) tronco encefálico. o processo mental independe do cérebro ou do sistema nervoso. 50 5 /. 99 0 cérebro humano recapitula a evolução das espécies: um cerne reptiliano. 36-37. 1996. São al Paulo: Ensaio.A. A Compus. responsável. para concebê-la como processo. o que nos obriga a admitir que muitos animais não humanos são dotados de atributos espirituais antes considerados exclusivos da espécie humana. 1989. não nos autoriza a colocar o homem em um reino distinto. Nessa concepção. ou s e | a . mas apenas tentar demonstrar.i n l i a n s p o i i i v c l ei l h e ele c a s d e m a i s e s p é c i e s A p i o p i ia e v o l u ç ã o (Io e e i e h i o h u m a n o n a o o c o r r e u p a i a n o s i s o l a r d a s leis d a s o b i c v i v c n e i a e d a r c p i o comunicai pensamentos < v o n t a d e s . a sociabilidade. permitindo que exista um tempo maior de índeterminação entre os estímulos e as respostas cerebrais. harmonia e coordenação dos movi Para Jesus Mosterin. por desenvolver em nossos antepassados afeição pela prole. estando na verdade intimamente ligado à autopoíese. da mesma forma que o aparelho digestivo tem como função a digestão. relación p. Irvênia A Luiz teia de da Suntis. embora outros órgãos também participem do processo cognitivo Mesmo um organismo destituído de cérebro ou um sistema nervoso supcrioi. e do nosso próprio corpo chegam à nossa mente. mas para cumpri -las com maior clicáeia. p." justamente através desse sistema que os acontecimentos do ambiente as " i d é i a s " . uma compreensão cientifica vivos. CAPRA. o animal. Uma diferença de grau. Madrid: . tais como a razão. moral: 34 a y la porque somos como somos (a nova ciência da psicologia evolucionista). I latindo c abanando a (anda dução. Com efeito. sexo. Fritjof. a ciência só tem confirmado a teoria de Darwin. Paulo: Cultrix. vai interagir com o ambiente e sofrer uma série de mudanças estruturais. CAPRA. como eu tenho feito. 94 mentos. por maior que seja. o espírito nada mais é do gue o resultado das atividades do sistema nervoso e. em 1998. o cérebro continua ainda sendo o principal órgão da vida mental. ao passo que na maioria dos animais um menor número de células os submete ao determinismo natural Segundo Darwin: 0 naturalista não pode comparar nem classificar as faculdades mentais. sonhos e ao sistema de alerta das funções cerebrais. (3) cerebclo. DARWIN. vida. 50--51. São 1997. 1996. o sistema nervoso possui o mesmo modelo: (1) medula espinhal. chega à conclusão de gue a cognição é uma 9(i q u e visa tão-somente assegurar a autogeneração e a autoperpetuação d a s redes da vida.. que. c a pai tu da idéia e o de que existe uma identificação entre o processo de conhecimento atividade processo da vida. a linguagem. Luc. A teia da vida: uma nova compreensão científica dos sistemas vivos. relacionado ao sono. fazendo surgir processo que não sabemos definir muito bem a 0 cérebro e a vicia mental Ao longo dos últimos cento e cinqüenta anos. como o falar ou o gesticular para 91 Para Rio 'WRIGHF. Campos dos do Jordão: sistemas Mantiqueira. p.D. no entanto. a consciência. de Janeiro. abandona por completo visão cai de (pie a mente é uma coisa. até formar o seu próprio caminho individual de aeoplagem estrut ural. 97 98 99 Charles. ordem dei ecológica: hombre árvore. e as periféricas funções mais complexas. 95 96 PR A D A. 1994. o gue nos obriga a concluir que eles possuem história.F. o sistema nervoso tem como atribuição o desenvolvimento de atividades espirituais. Fritjof. o homem. inibições e culpas. a despeito de sofrerem mudanças forma de teia.Robert. MOSTERIN. nova El O animal 1966. Jesus. dentre outras coisas. origen los selección Debate. 92 93 94 FERRY. em que as camadas interiores exercem funções mais simples. 93 92 mediante um A como oeone lesiana teoria sistêmica.

por exemplo. tem lAHVAlHO. que é responsável pelas atividades mentais superiores. o oceipital (perto da nuca) e o temporal (perto da orelha). aça . 52-57 d o s a n i m a i s .>o. o pensamento etc. comunicar-se através de linguagens simbólicas. )PA p. 88. que viveu há aproximadamente 2 milhões de anos. maior o tamanho do cérebro e menor o sistema límbieo. terramentas. Jordão: no law.t»>( tt v » s ICUIOM i. ira.n a ! ^ \ e a mais La 1 1 < ' » ' V < ' ' ' biology. que recebeu esse nome por aprimorar a postura ereta. o que laz c o m que o h o m e m c moderno tenha u m sistema límbieo o que juslilicaria relativamente pequeno. Luiz antigo Irvênia de culture.: ofbrain Ross-Erikson Campos e se do and inc. A q u e s t ã o e s p i r i t u a l Ibid. ls<. além de habilidades lógicas e matemáticas q u e lhes permitem construir representações mentais de fatos e objetos.A l e m disso. mente tt cérebro.onslundo qm em determinado momento do processo evolutivo algumas espcu< começaram a gerar seres com um novo atributo adaptaiivo i mt \\U A atual espécie humana. surgiu no norte da África há 1.500 centímetros cúbicos. o que lhe permitia usar as mãos para fabricar instrumentos.j:> . 51. 108 i Ibid.5 milhões de anos. 101 102 PRAÜA. com destaque para o córtex do lobo frontal. sede. defesa do território. 1 0 0 íronlal loqo acima das Em todos os mamíferos. o h o m e m p o s s u i u m c e i c b i o n c n m a i n i l c i o . t Í t i . da mente Viver nao zOÜt\ p. e já conta com um cérebro de aproximadamente 1.345 centímetros cúbicos. dor. a consciência. 105 Raciocínio e inteligência A tradição ocuk nral considera que a o)/ao e unia pa» K subsíam i il d* i bem supremo.9 milhão e 50 mil anos atrás. surgiu há menos de 35 mil anos. prazer sexual etc." 17 o que lhes permite desenvolver gradualmente seus instintos primitivos. já tinha a postura ereta e um cérebro de 450 centímetros cúbicos. por exemplo.U n i i g u t* Books. 19. 2004.u t o u i a t ic. i i t l m q Iht p. e ainda hoje considerado o nosso antepassado mais antigo.a nao r mws nu <*t n n<~e do qui i \pí>( a< o <. todavia. it /??/)(. 109 0 Homo australopitecus. para logo em seguida dominar a Ásia. era dotado de um cérebro de aproximadamente 900 centímetros cúbicos. formado por dois hemisférios e guatro lobos: o frontal (testa). por c o m p o r t a m e n t o s c o m o Assim. Museu de deste Luiz de antropóide San tis. imitar um comportamento observado e A evolução nos legou. 102 utilizai dissimu ladamente. c possível . 103 104 105 fóssil Law. entre outras coisas. Assim. o parietal (parte de cima). como a vontade. 101 órbitas. reações de ataques e defesa. um cérebro que se avolumou a ponto de tornar-nos uma espécie com elevado grau de discernimento. encontra Campos Natural p. BOHANNAN. mentir até mesmo ensiná-lo a outros. demonstrar empatia. 101 u m comportamento mais racional e menos instintivo.' pesquisador 111 0 Segundo estudo op )' a ( l e t o n o simultaneamente André em e i humano nuar WAIZBÜR1. ao passo que o Homo habilis. o Homo sapiens sapiens. responsável pela manifestação dos comportamentos que costumam ser acompanhados por emoções primárias e instintivas. fome. vários animais sugerido esta restrita mesmo veitebiados. o cérebro é constituído de dois hemisférios e uma superfície interna que contorna a região de contato entre eles. A Bárbara. que ela da eliniea.iliim. * »< \ i'm e< 1 intm ( s ' S ' > W ) do ío>üa > Man nu << 1 M f V l W / V Cha. t a m b é m . sugei indo 0 Homo sapiens. alem de um sistema límbieo. onde se encontra o sistema límbieo. Paul. pai Iiculai m e n t e da r e g i ã o a afeição por indivíduos gue não p e r t e n c e m ao nosso c í r c u l o l a m i l i a r . l e s p n n s a v c l p e l o r a c i o c í n i o a b s t r a i o . UU//Vb P 1 1 r ! v f i * v UÍ di ih i 'a >s i w l h io < u . 179-237. Paul D. 110 m naíme. 1997. 109 V r W ) 2000. também possuía uma capacidade craniana de aproximadamente 900 centímetros cúbicos. GRUFER. São Paulo: Fé. capaz de compreender a própria origem e co^issarmdo os desígnios da ( 0 Homo erectus. que muitas espécies possuem.n que o pioeesso evolutivo da e s p é c i e h u m a n a tem sido m a r c a d o p e l a e x p a n s ã o da calota c r a n i a n a c pelo a u m e n t o do t a m a n h o do c é r c b i o . Em 1863. h » u nt P S IO o / Irvênia mais Santís. através dela que o homem se contrapõe à paixão de^cneiuxud. 0 em. faculdades mentais semelhantes às do homem. Mantiqueira. ' I preciso destacar. mas.íronlal. o que lhe permitia. o primeiro membro da espécie humana. Ibid.i p < 10b 107 100 MACLEAN. nem tev. A triangular and brief on Santa dos o alma de the evolution Cal. 108 p o i s os atos inteligentes praticados por uma geração acabam por se converter e m Os chimpanzés. i b . instintos gue são transmitidos hereditariamente. quanto mais "evoluída" for a espécie. livLmi'h 5U--57. do Jordão. de 40 Londres I 10 Morgareth. aos } auai o contra Ricardo. 104 a continuidade entre os cérebros primata e humano c d < n. medo. como aquelas relacionadas com auto-preservação. ji ha t o i ' n i ii in e t / > i / k< )a \ < ) it 1 q u> t > i ft / ' hi t i PR A D A. 103 seleção natural. História p. e ao m o m o tempo é a mt dida t k k)d. o raciocínio. 1983. 1997. In: p. í i t < > R . que viveu há aproximadamente 3. não há dúvida. . p. ? ' PR A DA. p e l a l i n g u a g e m . an 11 cie A na mente exeieieto darwnvana. com um poderoso cérebro de guase 1. cuidados com a prole.k . só aparece entre 200 e 500 mil anos. dos Mantiqueira. alma é A animais. são animais que possuem uma complexa vida mental e emocional. Thomas Huxley publicou Mon's pj^ K. Irvênia. todavia. "Luey". uma grande área pré. animais. p. lutar contra suas implicações morais. fabricar armas com ossos que tornavam as suas caçadas menos arriscadas.

levou refuta Afrodisias esta a hipótese. é um raciocínio instintivo Nos anos 1 9 7 0 o primatólogo americano David Premack realizou vá n a s pesquisas com chimpanzés.'' Para os p c s q u i s a d o i c s da i n t e l i g ê n c i a artilicial. do Segundo Lloyd Morgan. c vista como o principal instrumento de libertação dos q u e . non-property A mente status for darwiniana. p. pois somente ela poderia estabelecer um critério universal de conduta capaz de nos livrar do deter minismo natural a que denominamos de instinto. Fílon o Crisipo.A razão. memória e observação. terceiro poço 293. Lisboa: Edições e 70. São Paulo: Ática. animal 121 BLACKBURN. onde a flexibilidade supõe que possa enfrentar as condições não atendidas pelo meio. p. uma habilidade baseada na memória que nos permite perceber e utilizar relações. Dicionário de filosofia. André. mina em.. pensamento intelectuais: evolução epistemologia.' Experiências realizadas com primatas e cães têm demonstrado q u e 112 113 CARVALHO. muitos deles têm a capacidade da abstração. p. 68-70. que os habilitam a desenvolver uma extensa cadeia de conseqüências e estabelecem máximas a partir de observações particulares. ela apenas revela a essência do pensamento humano. comprovaria animais também p. animais. é esta capacidade de raciocínio deliberativo gue distingue o homem dos animais. de caminho. que superam uns aos outros em atenção. Intelligence or cognition? S c i e n c e s et Avenir. encruzilhada farejar. ou pior. 565. Toward 1998. e que. 1982. 121 Mas que é isso que denominamos razão? Será que ela constitui a essência do pensamento ou de Deus? Ou. e que além disso o meio utilizado para resolver aquele é suscetível de ser aplicado em outros contextos semelhantes. uma característica. a Ricardo. dois tipos de raciocínio. Marilena. mitos. John M. como pela capacidade se aos meios existentes. São Paulo: Mestre Jou. a essência de apenas uma das correntes do pensamento humano? 117 Só existe eognição quando estão presentes a flexibilidade. 5. WAIZBORT. 1985. a experiência individual. 112 u m animal pode pensai i c c u i s i v a m c n l c . demonstrar de pois a para sua o animal um Jorge também 120 Alexandre Simmon. por seu turno. 122 novidade o indivíduo manena inovadora. Nicola. A vida dos animais. que é a capacidade do ser de se adaptar através de experiências e associações às novas circunstâncias. ABBAGNANO. o relacionai. por exemplo. a associação e a imitação são as principais fontes da inteligência. números imaginando relações entre i c l a ç o e s das pesquisas s o b i e a p e r m i t e passai dos 0 raciocínio. pombos e galinhas. Dicionário Oxford filosofia. permitindo-lhe compartilhar da natureza divina. Kohler. '' Para muitos autores. Convite à filosofia. a e a capacidade de generalização. p. 120 de n o v o s de adaptai atingn uma Jacques Vauclair distingue ainda inteligência e eognição. Zahar. ele de que apresentado um segue cão o por chega terceiro porém. 7995. como disse Coetzee. de uma programado. pois c o q n i ç a o tratamento problemas é a capacidade de intervir no processo de aprendizagem e no das informações. Investigação O sobre o de entendimento animais e humano. David. VAUCLAIR. a diferença entre a razão humana e a razão animal é a mesma que existe entre os homens. 113 sobre o pensar. i l u a de l o i m a in< <>nst n u h . Ibid. enquanto o instinto é a repetição de uma resposta a um determinado estímulo. 123 117 COEJZZE. 1997. Ibid. construindo respostas para a resolução de colocados diante de si pelo meio ambiente. 373. p. Viver New mente York et cérebro. fazendo Janeiro. demonstrando que aquela ação não é um comportamento p i e problema Para alguns autores. Existem. a capacidade de falar sobre a própria fala (metalinguagem). pode vir a ser a chave É esse tipo de relacionamento que nos 119 às operações matemáticas e entender as intenções meio (tos o u l i o s n a s relações sociais. pelo contrário. que é a capacidade de introspecção e autoeonsciêneia. c c e s s e m e s m o i n s t i n t o q u e e n s i n a o h o m e m a evitar o l o q o e u m a a v e a incubai e cuidai dos seus descendentes. 10. falsas opiniões e aparências. presa. 792. p. enguanto a explicação e a adequação intencional são os objetivos da razão. Journal. New 114 115 116 Ibid. 1997. saber ale que p o n t o preconceitos. Todo raciocínio experimental. São Paulo: Companhia das Letras. O ao deles exemplo seguir sem a do pista encontrar cão de o de uma rastro. 114 A inteligência é a capacidade de adaptação ao ambiente através estabelecimento de relações entre meios e fins. demonstrou que chimpanzés são capazes de Thomas. ao passo que os animais. visando à s o l u ç ã o de automática problemas ou dificuldades. descobrindo que esses a m mais têm a capacidade de associar pedaços de plásticos com formas c cotes . diferentemente da inteligência. . 1i(> 11 A inteligência se caracteriza tanto pela flexibilidade na busca meios para alcançar determinados fins.{ diferentes. descobrindo novas alternativas para finalidade. 2006. além disso.. 155. raciocinam fareja cair o num silogisticamente. o caminhos. que Dennis. 102-105 Florianópolis: (IISC. fev. e o deliberativo. 2002. p. de Sexto a uma sem Empírico. e paradigmático com que três e consiste e os ele posição Rio de na após seguinte farejar situação: dois 118 119 HUME. incapazes deste tipo de raciocínio. é a habilidade que alguns seres possuem de perceber e responder às relações. Alexandria. ou pensando inteligência. p. porém. Jacques. WERNER. isto é. estão impossibilitados de ascender à esfera da moralidade. KELCH. em princípio. assim. exclusiva dos seres humanos e de alguns primatas. inserindo-se no seu verdadeiro entendimento. eles possuem uma capacidade flexível e eficaz de lidar com problemas práticos. 122 1997. University EnvironmentaS Law York. CHAUÍ. portanto.

humanas nem e que correspondem que a discutimos mais de que à condição livro humana nem as não que de constitui deixamos todas de elas. humana cujo centro recebera. Fontes. útil prejudicial. voz a por é deixaria "0 ARISFÓFELES. Sampaio. Introdução ao estudo direito: técnica. ser só. 82. possui. as m u l h e i e s . é um ato Linguagem simbólica enguanio i n d i v i d u a l de alguém. Ensaio sobre o homem: introdução a uma filosofia da cultura humana. mas de um modo de vida onde o discurso ocupava lugar de destague: o vita octiva. 125 valores. aos aos que c oulios Irm 124 125 126 127 128 CHAUÍ. guando utiliza símbolos que designam ou descrevem objetos. Curso 1182. a 17-18: soma "Paia lotai </<r. ou emocional. 0 que útil é prejudicial. Janeiro: da dor Ediouro. 13. Ernst. 13 131 Segundo evitar ARENDF. a Paris. 2003. uma inteligência teórica acessível pelo pensamento abstrato. distingue todos modo mesma é específico ordem ou discernir o justo família ou "Segundo diretamente da o pensamento a injusto." caructciisticu da existência A a humana política. homem cidadão (idionj 33. e em. p. 1988. pertence e o que de é organização constituído 'além a duas lhe é de política pela sua não casa vida de (oikia) privada. -" 1 1 a p e n a s o e i d a d a o g i c g o era c a p a z de utilizar a p a l a v i a p a i a Nessas experiências ficou demonstrado que os chimpanzés foram capazes de perceber que a banana. onde as decisões eram tomadas. "um animal sociável em um grau mais elevado do que as abelhas e todos os outros animais que vivem reunidos". sinal prazer. é 13: por constituem humana. é proposieional..empilhai vauos caixotes e suhn neles paia a l c a n ç a i uma hanana. 134 133 n. os caixotes e os bambus formavam uma totalidade que se relacionava entre si como partes de um todo. out. Ática. p. em Rio sua cidade-estado seu vida bios entre significava politikos. erros humana. política. e do de o homem que a ela se e. guando os signos se constituem numa mera expressão involuntária de sentimentos. o homem é um animal político. os animais. 154-155. e o n s l r u m d o u m m s l r u m e n l o paia os a n i m a i s t o s s e m d o t a d o s da e piazei expiessai laia Ivoxj paia expressar s e n s a ç õ e s d e doi apanhar a l i m e n t o s l o e a l i / a d o s n o alto. mas mediante a palavra e a persuasão. ' Estudos realizados pelo biólogo Johannes Von Uexkull demonstraram gue cada organismo não está apenas adaptado (angepasst). de Hannah. excluídos daquele modo de vida político. que é uma organização social q u e l e m discurso o seu ponto de partida. porém. discursiva (lexis) era uma prerrogativa exclusiva do cidadão sendo g r e g o (pie. Michel. Forense Universitária. Destituídos dessa capacidade. que exige uma linguagem para criar significações. além de uma inteligência prática ou instrumental. 1997. do justo e do injusto. porque ele é o único que possui o dom da palavra. GRESSE. Suo Pauln De fato. 133 Como vimos acima. que apenas o homem. mas totalmente 1 Para Aristóteles. São Paulo: Martins grande aquilo que (koinon)"' CASSIRER. e de realizar operações lógicas de raciocínio similares às de uma criança de quatro anos de idade. ou que cuja compreender conseqüência. 1995. mas 0 é de Janeiro: o Ediouro. 1988. dominação. p. pois a ação (práxis) esteia Muitos especialistas já admitem que os animais são capazes de lidar com problemas difíceis relacionados a questões existenciais como alimentação e proteção. escravos c animais era o fato desses últimos serem destituídos. Atlas. FERRAZ JÚNIOR. Convite à filosofia. m 130 ARISFÓFELES. assim como estavam os escravos c os b a r b a i os. dor que e isso e concedida uns o mal. de filosofia aristotéliea. Marilena. Rio de Janeiro: Ediouro. política. p. não da faculdade de falar. Estado. na Antigüidade grega o que distinguia o homem sábio dos bárbaros. de Janeiro. não mais a t r a v é s da torça ou da violência. 126 A linguagem. abstração e operações com símbolos. sc assemriln como <> . A ou Estes chegam tem experimentar fim o os de fazer homem sensações compreender de um da o que prazer. 1990. injusto. conceitos e novas palavras. e que esses elementos podiam ser utilizados como meio para atingir um determinado fim. humana não Rio é de o Janeiro: mesmo Forense que a Universitária. Science et avenir. p. participava de uma estrutura sobreposta à 1 lamiliar: a cidade-estado. condição humana. a fala se refere ao seu uso atual. de surgimento vida. 127 129 BFFFAR. Soo Paulo. leitura e interpretação do pensamento aristotéliea. 233-235. Manole. que é a língua mais a fala. Para apenas e pela Hannah difere. da palavra. c p. É justamente essa habilidade em dissociar uma coisa de sua representação que vai permitir a emergência de uma função simbólica entre os grandes símios. os animais estão excluídos da comunidade política no p o r q u e sao incapazes de participar do Estado. distinguem o justo do injusto. eapacidade natural o cada próprio 1983.'" 1 o q u e lhe permitia compreender 150 os s e n t i d o s d o ú t i l e do prejudicial. idéias. natureza 1983. e com porém. entre também todos os animais. um animal social. assim a sentimentos compreender comunicação e em constitui conseqüência. precisamente o que oposta essa associação que Agora lhe é finalidade Fércio p. o s e s l i a n q c i i o s e a l e m e s m o encaixar v á r i o s b a m b u s uns nos o u h o s . Arendt. que envolvem dedução. decisão. A p. atividades à natureza e capacidades humana. A La conscienee Rio de soi. isto é. . 1994. a é justo animais. ele sabe ARISTÓTELES. execução da língua que visa a dar a entender alguma coisa a mediante o uso de símbolos lingüísticos. foi fazer em algo de que mencionar." palavra. o bem do out ms justo do do injusto. São Paulo: uma há A espécie uma segunda diferença ordens comum existência. e a Pois razão. Vivendo fora da polis. E gue a língua é um sistema de símbolos e relações de uso. c ainda I gue e m b o i a o s e s t l a v u s . através da sua capacidade de pensar. porém. " Assim. Acredita-se. apenas os grandes primatas são capazes de elaborar uma representação interior de sua própria aparência física e de reconhecer-se como distintos da realidade. aquelas neste meticulosa essa 1988. mesmo se o evento 132 eles não ocorrei em s e u próprio proveito ou prejuízo. 0 discurso. interpretação: A a condição condição humana. grego. Ibid. e de é pensamento essenciais 132 Segundo o dom nem no Rio o mesmo sentido de enumeração existência p. 103. do família. p. Eduardo. 55-56.

o mecanicismo cartesiano começou a ser superado. na l o s c a n a . movi/inato ' . foram aqueles q u e pas saram a viver nos grandes territórios das savanas. e os "De a f u n d a m e n t o s da d e s i g u a l d a d e e n t r e os algum animais não a se o encontram nome são em seu si. ao e pedras) hemisfério o lado esquerda do o alL<na> M Imi mundo São Companhia lateralrzacao do lado cérebro do í? Sao primatas e esquerdo esquerdo coitcx controle Para ROUSSEAUJean J . Somente quando a anatomia comparada descobriu que as estruturas do corpo humano e dos animais eram muito semelhantes. uma vez que eles precisam aproveitai 141 os alimentos disponíveis. a </. a n h o p o l o g o s n•unidos e m u m na c i d a d e de C o r l a n a . o gue certamente contribuiu 117 0 aumento dessa proporção crânio/face. ao falarem.// ama a M < ./. recusar e. palavra de razões apesar sua órgão natural homem. caminho Paulo: formas ereta sinais direita espacial própria liberou disponível comunicado a a divisão deveríamos o novo Keith. para P. São motivos é que e nos fácil sabem até que 141 142 143 144 o humana qual formas sua [1944]. h / tecido neivoso hommideos na medula vertebral . o que para ele era uma prova de que a linguagem era uma invenção da vida social. o nuíanismo da fa a t Supennteressante. tridimensional o se milhões e depoi\ seu possuísse demais a mao uma para nao visão colando onde umhnni<.. já que a língua passou a crucial paia o uma caixa desenvolvimento da fala. religião etc). mesmo porque a comunicação não é simplesmente transmissão de informações. llalia.••()(!• s a o. iui-Junh </< p < / < o • n. 138 um mapa mental bastante sofisticado. de nessas homens fracas não passagens selvagens. íormando v. -. do a p a i e l h o os c i n q ü e n t a De fato. estupidez palavra ser o também. p. hoje em vegetais tal c o m o c n e o n l i a d o ao m á x i m o em dia nos gorilas. Para Martins vida Logo. a laringe se tornou espaço na boca.. Letras.///. na loi < do /> o" i - especializando que a manipulação do (alimentos. Fontes. Ibid de p. Ao o fazê-lo. sistema cfetuador reagente (Wiikncl/j. um desenvolveram. p. e não um atributo inato dos seres humanos. e tiveram o aumento do tecido cerebral e da proporção crânio/face. homem defini-lo caminho homem p. encontram que viviam Sao ha Paulo: de Lullux. mas como um animai symbolicum. modo esses a pn ('so í / n s » » ( / o s ( Palavra Ibid. cujas de mais milho* possuíam ak-m mussaranhos para se pequenos adaptar e essas vez ao mamíferos meio colorida. os 1978. permitiu paus. aliado à postura com que o bulbo raquidiano . existindo u m a diferença fundamental entre a simples reação orgânica direta e imediata a um estímulo externo e a resposta humana. um ao seu de a m b i e n t e . m i s m o s vivos. m diminuição das florestas africanas há 15 milhões algumas de anos. pois o aparecimento daqueles "homens da floresta" colocou em dúvida a crença judaico-cristã de que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus. . e isso foi fundamental para o funcionamento fonador do homem. e que os cérebros deles não apresentavam nenhuma diferença material significativa. isto é.se verticalizasse.ricas desenvolveram um poderoso aparelho mastigatório. IaIores única cadeia denominada círculo funcional (Funkti()nskrcis)^ chegaram à c o n c l u s ã o de que u m dos h u m a n a loi a Acontece que o homem descobriu no sistema s i m b ó l i c o u m novo m o d o mais decisivos para o desenvolvimento da linguagem de adaptação ao meio ambiente. termo inadequado Mas todas alimentos. a partir dela. e da linguaqem características que se ele com homem.70. 0 homem está submetido de tal forma ao universo simbólico (linguagem. de d e s e n v o l v e i paia 137 0 descobrimento dos grandes primatas da África e do sudeste asiático já havia provocado uma enorme perturbação no pensamento europeu. como eram denominados à época todos os grandes primatas. permitindo que nesses Muitos cientistas acreditam gue esta mudança foi de ressonância guase perfeita. tornou apos para aos varias outras transformações ocupações dedos como anatômicas a relacionadas atiuv< de posima </< a m> riqueza symbolicum.ajustado (cnjcnf)usst) possui. especifica. razão sua é introdução um e a uma muito filosofia da cultura com essas designar civilização". autores dever-se de o se isso (Os Pensadores). mito.u<. poderia e ao a sem interpretar o poleqar comunicar-se aos informar teria local livrado livre da existiam função de alimentos locomoção. entender 137 138 FHOMAS. /« < . lonqo ciência para uma origens insetos arvores vida se sustentável. 45. 0 animal para o podemos para a das diferença manuais se ate os desenvolvimento na do poleqar de oponivel objetos dos demais permitiu e lautas. já acreditava que os orangotangos. permitindo-lhe emitir aproximadamente sons básicos que se combinam no processo de comunicação. . n\al\. . \ >• i. que de tridimensional Foram uma ou dedo que nao os dedos a poleqar permitiram oponivel que lualitou uno* do sobrevivência uma 135 136 Ibidem. interrompida e retardada através de um lento e complicado processo denominado pensamento. variedade. os que permaneceram nas florestas . por q u e o b n q o u habiíai. compreender são São as Paulo. Homem. D i s c u r s o s o b r e a o r i g e m Paulo: quais imaginar que. estudos recentes têm demonstrado que a linguagem falada ou digital foi desenvolvida pela espécie humana através de um longo processo evolutivo pela seleção natural. Homun p. perfectibilidade pôde elevar homem acima estado original". civil todavia. bh . que deveríamos defini-lo. " 1 d i s p o r de m a r . comedores Nas nas por demais. florestas seleção o árvores bmocuiar ambiente. função de locomoção.298. S u p u m l t r c ssante Sao Paulo f» fundamentam à sua da mas aqueles é natural h8-72. pois. para lhe os coordenar movimentos direito corpo ftilcu Pauto. 1988. Rousseau. historia caminho./»(>/m aqui nnu> a •> oponivel demais assumir os se da pnm> ///» - CA5S1RER. 143 eieta. que é diferida. formas simbólicas. a qual ( a pia d (tio m i n a /)/(/(/(•/// e s / / 7 / / / / / í / / </co anatômica além dos c s l í m u l o s miihm ' " seminário inlernaeional í c a l i / a d o (Merknctz). (k 2000.que une o tecido cerebral ao a laringe aproximasse a língua da garganta. no entanto. mas uma coordenação de 139 140 CAPRA A os Iritjot da As língua conexões tem um ocultas. as s a v a n a s M u espécies de primatas a viverem em um novo Assim. 155. por exemplo. arte. eram seres humanos que não haviam desenvolvido a faculdade da linguagem. vice-versa. ponto Abril. cultural do Australopithecus boca ela da tarefa se 0 afarensis de segurar e postura ereta. e Alem disso. aos o nutuial. c de a c o i d o e o m um sistema rcccploi a sua csliuluia externos uma i o m p o i latiu m i o s m l i c o i g . I m 7000. Ensaio 1994. sobre 45-50: em toda como aberto e o o "A a homem. h o m e n s . Ibid. homem natural. Os ancestrais dos seres humanos. não mais como um animal rationalc.

visto porém. nunca cinco os SINGER. e 12% sobre tratadores. p. dizer de um "comida p. 149 FOUFS. 2000. Aos mentindo. Como se não bastasse. embora fosse 145 Segundo "O nossos ou CAPRA. vantagens mãos p. pensamento animais intelectuais: e epistemologia. conversaram sobre coisas que não estavam presentes no ambiente em que se encontravam. Loulis e outros chimpanzés e. Florianópolis: III SC. São Paulo: Cultrix. livre dos ditames biológicos. às vezes ausente) da comunicação são bastante semelhantes. p. linguagem ética. da Universidade do Estado da Geórgia. e 2002. m u d a s v e / e s u s a v a m "sinais e x p i e s s i v o s " . interação social e confirmações. certas com as 2002. e m e s m o entre grupos da Com efeito. aprendeu inglês. Ao Vida 0 Ediouro.43 Noam. Press. Ibid. d i v c i s o s c o n c e i t o s que são parcialmente aprendidos. outros Não encontravam tempo mesmo legal depois a tendo os respondido "gatos membros afogando Perseus p. que deu origem a um movimento preciso da linguaja gue a e o movimento 145 exato das mãos são controlados pela mesma região motora do cérebro. ocasião cage: chimpanzés que and DIEGUEZ. foram filmadas várias horas de conversas entre Washoe. evolução e borracha objeto em. de modo que a protolinguagem aprendida por esses primatas e u m a linguagem muito semelhante à de uma criança de dois anos de idade. Fritjof: de As conexões vocalizadas se ocultas: como ciência meio vocalmente virado para Fontes. pensamentos atuais sobre antigos problemas. muitos cientistas acreditavam que Washoe seria incapaz de utilizar aquela linguagem sem que houvesse a intervenção humana. e n l i e m a c a c o s . no caso a Linguagem Americana de Sinais. Em 12% a 14% das conversas eles utilizaram "sinais informativos". é absurdo pretender gue a linguagem dos chimpanzés s c | a análoga à dos homens. este. Einsteins da Floresta.0utro um ela outro foi 150 ainda maior palavras a orangotango.O caminhai s o b r e d u a s p e r n a s l a m b e m p e r m i t i u a esses h o m i n i d e o s a l é m d i s s o . aceitou um recuperar ela outros ehimpanzé perguntado negros" de em. SINGER. como o psicólogo Herbert Terraee. e m b o r a esses s i g n i f i c a d o s v a r i e m mesma entre as espécies. buscar as raízes da comunicação humana nos primatas é A linguagem humana. como de ensiná-la aos seus descendentes. negros". of sign Edited família de em no ela de a para de uma vida sustentável. a palavra cachorro. Superinteressante. de se primatas gatos insetos. 151 De fato. Estudos realizados com Washoe." 148 CAVALIERI. Argumento. St. comer" 110. apenas 5°/o do conteúdo dessas conversas estavam relacionados a comida. Martins e Paola. 1991. fazê-lo Por imediatamente estavam essas dito. 1993. embora removida os cachorros. Linguagem e mente. The fato necessárias Paulo: Martins use propriamente 120. Soo Paulo. certa the salvar for pequeno estava 152 153 154 Steven. p. por ciL.'" 0 lingüista Noam Chomsky também discorda de que o deseuvol vimento da linguagem tenha decorrido de uma continuidade evolutiva Para ele. WERNER. Koko. local. havia anos. s a b e s e q u e . 1998. 146 espécie. c o m o a p a l a v i a (sigo) p a r a p r o l e i u u m i n s u l t o ' 1 dnly inventarem gestos m a n u a i s mais c o m p l e x o s e precisos. demonstrando a falsidade da doutrina tradicional da singularidade da espécie humana. foi-lhe Peter (OrqJ. 74 aos ocupadas teriam surgimento ancestrais. arbitrariamente. e eram "insetos espécie. sentidos. In: York: havia de prática. Books. ou seja. que tentar encontrar uma coisa onde ela simplesmente não está. gue é refutado Savage-Rumbaugh. 35-36.22 Fiavio. Rio ehimpanzé. deu quando fim. as recentes descobertas das ciências empíricas sobre as habilidades lingüísticas dos grandes primatas trouxeram muitas implicações para a teoria moral. 150 humana e o ícone comunicação (relação não arbitrária com o referente sempre presente) da animal Alguns críticos. a 33. quando avistavam um desses animais pela janela.New que ou a exemplo. reflexões. verdadeira gramática Foi justamente esse movimento preciso das mãos fala I lo |c e m d i a . toward rights animais. p. e pode ter sido desenvolvida a partir de traços auto-organizados e espontâneos de sistemas de controle c o m plexos. FOUTS. o as Peter. Ibid. sedada quem e sua WISE. Rattling 206. 42 . CHOMSKY. p. ao contrário do que se poderia imaginar. Deborah. d e s e n v o l v e n d o u m a gestual. p. interessante Washoe gostasse um chimpanzés conhecia muito instituto que pouco chegou de apenas criado. pois os chimpanzés possuem um cérebro três ve/es menor. por exemplo. e em obstante. 0 gorila FOUFS. localizada na posse de uma dimensão espiritual. great palavras Os receptor mudanças Ética FOUFS. Roger. mais de mil palavras certa logo vez após e compreendia roubou escondeu uma o uma comunicavam estava dolado de toda a arquitetura mental do homem atual. 147 bastante conhecida por ter ensinado o ehimpanzé Kanzi a entender Para ela. dos de um enquanto sinais Janeiro. gue o signo (relação seu referente. que da comunicação podiam costas. até que. Brasília: UnB. p. 1 51 utilizou Peter.' limites do entendimento dos processos evolucionistas. estaria situada além dos o mesmo 5! Freqüentemente eles utilizaram "sinais referenciais" para nomear fotografias em uma revista ou comunicar. argumentam que nessas experiências os grandes apenas imitam seus instrutores. Chimpanzees' beyond language. e. enguanto 88°/o se referiam a temas como brincadeiras. fala 1998. os quais não parecem ter exigido qualquer tipo de seleção natural. de para vocabulário Chantek. existem evidências de que algumas espécies conseguem arbiliana coisas não presentes. era destituído da faculdade quando comunicação anatômicas São vantagens evolutivas produzido 146 147 SINGER. que eram como se p. limpeza e disciplina. I4<) Além pensar em com disso. 1997. para Chomsky. de op. ' 1 1 Pode mesmo ter existido um antigo primata gue. Cambridqe Massachussets. d i f e r e n t e s q r i t o s r e p r e s e n t a m . uma vez. 19-22. para Oklahoma. em 1979. Dennis. uma ehimpanzé criada como uma criança surda-muda. ela adotou um filhote chamado Loulis e foi capaz de ensinálo a comunicar-se através daquela linguagem. ape é project: que não equality humanity. 73. gue simples em inglês e a ter um certo domínio sintático. em quuntnhuhe. provou não somente que os chimpanzés são capazes de aprender uma língua. by. da Universidade primatas poi S u s a n se t o m o u hases Columbia.

atos expressivos).(Ia l i n g u a g e m . além foi mais de inglês. Não podemos esquecer que muitos autores afirmavam que os povos "primitivos" eram destituídos de linguagem. THOMAS. brinquedos. 8. de da raça de </<• de amo collie. Não obstante. no homem e DARWIN. pode Floresta. não tem acesso à linguagem mediante um simples processo de aprendizagem. expressões. Várias experiências realizadas com animais têm demonstrado que não é preciso que eles possuam uma linguagem semelhante à dos humanos para gue expressem seus desejos. como o arrepiar dos cabelos sob a influência de terror extremo ou mostrar os dentes quando furioso ao extremo. e (7) fazer bico com os lábios (de insatisfação). (2) escancarar a boca. torna-se mais inteligível se acreditarmos que ambos descendem de um ancestral comum. (4) enrubescer a pele (significando vergonha). u r \ "" Argumentos tomo esses pecam partir de uma mutação das instruções genéticas (to o desenvolvimento dessa faculdade. 'separa que Acredita-se os atualmente mamíferos processo todos os conseqüência vertebrados' som' é crescimento /" após humanos. Yale.na mesma linha das pesquisas pioneiras de Konrad Lorenz . Foronto: das emoções nos animais. 0 homem Taking e o mundo natural. p e r m i t i n d o por desconsiderar a há existe linguagem possível a n a l ó g i c a do h o m e m c dos haver animais. 162 Consciência e autoconsciência A questão. maxilares mamíferos engenheiro função de p. se 1991. tal como ocorre com o aparecimento do seio nas mulheres. em. mental moral Cambridge: Lawrense. p. indicar entendimento p. até gue se descobriu que eles possuem uma linguagem bastante sofisticada. ainda encontra resistência. denominam então decorre Rico De se de foi em o do e os cachorro identificar denominado o nome da é o de Rico. da mesma forma que macacos emitem sons distintos para alertar sobre diferentes predadores. mas há a natureza efeito mente empréstimo quando do brinquedo aprendizado da 162 fala Rico o conseguiu que fazê-lo certas utilizando desenvolveram para isso um milhões ibidem. 4. A e x p r e s s ã o p. o que torna inconsistente uma das principais justificativas para a exclusão dos animais da nossa esfera de consideração moral. DEGRAZIA. em primeiro mas que acreditava mecanismos em saia. muito rara- p c r c e p l u a l . 25-26. 1996. São Paulo: Companhia das Letras. da "0 dos e uso ordinário da língua. A partilha de certas expressões por espécies diferentes ainda que próximas. 158 0 primatólogo Bernard Thierry demonstrou que existem homologias entre as expressões faciais dos homens e dos grandes primatas.demonstrou que a afetividade participa ativamente da construção das capacidades cognitivas dos mamíferos jovens. Susan. gestos. Para graram neoeórtex 1995). São Paulo: life Companhia and das Letras. tado há para 160 Noam dos nos Um a Chomsky. . mas que isto não nos permite inferir que este padrão de conduta mútua seja um indicador de que existe 160 161 Segundo Darwin a consciência é um atributo que surgiu no curso do processo evolutivo de adaptação das espécies. 19-22. University of Cambridge. (5) o brilho dos olhos (de satisfação). 163 164 David. p. c r e n ç a s . por exemplo. embora possua todas as capacidades cognitivas de um adulto. i < . palavra dos ele descobrir realizar contato agora novas Segundo de fast pesquisadores que processo e vários Universidade aprendizado aprendizado capaz o pesquisadores o que gue até ele com por mapping. nem 'delicado mãe sistema não amplifieação isso em do projecomeçou uso pela presentes sala. from compassion to respect. que de de teve o depende dos é outros do ossos do ouvido do interno que mido dez. . New York: p. Fwayne Charles. 2000. Publishers. dezenas 1 55 156 Ibid. e que elas se manifestam na maioria das vezes com a utilização de ferramentas. Darwin chega a descrever a expressão corporal de algumas emoções: (1) arregalar os olhos. enguanto 0 psiquiatra etólogo Boris Cypulnik . animais seriously. humana Einsteins Superinteressante. separadamente linguagem" 157 158 159 Ibid. uma capacidade geneticamente programada para se manifestar em determinada fase. ' I s s o p o d e lei o c o i n d o a m e n t e . olhares. FINSEN. e animais um para não novo humanos. a crença de que o homem é o único animal capaz de falar e de se comunicar através de uma linguagem simbólica tem se mostrado falsa. qualquer selecionai conhecido sistema exclusão. in America: 1994. e alguns etólogos afirmam que as gaivotas emitem sons diferentes para avisar as demais quando lhes é jogado milho ou peixe. comprova A de comunicação de 200 animal palavras palavras. gue de de foi "Outro capaz exemplo de o o entender significado que com se os ela. brinquedo pegá-lo. Maxwell 195-196. 42. A linguagem seria. dono dez utilizou tentativas. d e s e j o s . fato este que tem comprovado através de várias experiências científicas. que da experiência consistiu outra em partes São em nome uma de adicionar e pediu por desconhecido e ele e/e. 164 sido Ibidem. pois não uso da palavra. status. The animal Macmillan rights Canada. 157 comunicação sem o e v i d ê n c i a dide u m a que a maior linguagem parte da intercomunicação 161 humana analógica (linguagem corporal. FINSEN. sete do Paulo. 12. 22. p. como na contração dos mesmos músculos faciais durante o riso pelo homem e vários grupos de macacos. esplendidamente o processo para memória colocar aprendizagem brinquedos um novo acharia linguagem. por exemplo. ser de se o de um répteis. p. c m b o i a c n m p a i Olhasse dos nossos m o d o s de o i g a n i / a e a o 1 c o m u n i c a ç ã o c n l i e d< |. s o l r e m a l l c i . espccihco também verdadeiros esse (Science. Ibidem. e dúvida de que é uma forte ocorra através Uma criança. anos.i qu< estas c o n d u t a s sao i n t u i t i v a s e. seu c é r e b r o . Segundo border p. 1988. e s p e r a n ç a s c t e m o r e s . Keith. 159 Segundo Darwin: Nos humanos. dificilmente podem ser compreendidas sem a crença de que o homem existiu um dia numa forma mais inferior e animalesca. e não digital (fala). 43. na verdade. Flavio Dieguez. (6) erguer o canto do lábio superior (por desprezo ou ironia). (3) erguer as sobrancelhas (para exprimir surpresa).

associação. órgãos dos sentidos. e quando Francine Patterson perguntou à gorila Koko: "Quem ê um gorila inteligente?". redes de parentesco e capacidade de manipular os outros. em FAUFS. de alguns pássaros e outros vertebrados. ou "não-alimento". crenças e estratégias. 1995. que os fazem reagir à dor. ioc. embora não sejam organizadas como as dos insetos. Washoe". New E. de sua uma a domésticos? em. em In: 28-41. 32. em chimpanzés seguida com chimpanzés. Press. n. faixas p. parece ridículo acreditar que a consciência tenha surgido ah ovo na espécie humana. p. porém. project: oportunidade esses sem diante anos toward se enquanto familiarizarem estavam concluiu a teste espelhos. criança Steven 2000. 168 Para alguma refletir. SINGER. conseguem identificar diferenças individuais. por As conexões ocultas: vez de ciência foi si. out. Science et avenir. 1 71 perto. SINGER. tocar vermelhos com Wise. cheiro do de ou inconscientes que os sobrancelha poderiam deles vermelhos. p. por exemplo.. e outras pelas quais são repelidos. havia p. tendo Washoe respondido: "Sou eu. 173 Em outra experiência. A consciência reflexiva ou autoconsciência. como a retirada de partículas de alimentos entre os dentes.200 e com Gallup desenvolveu autoconsciente reconhecimento própria marcou imagem a quando capaz e tornar aos em evidenciando 119 se use consciência consigo sozinhos ianguage. Fritjof. embora a grande maioria seja resultado de 170 Em relação aos grandes primatas. Ei demonstram hombre Júnior. m e s m o os microorganismos precisam categorizar os em "alimento". para si São Paulo: Cultrix. 103. surgiu no decorrer do processo evolutivo dos grandes primatas. quando Lyn Miles mostrou a foto de um gorila apontando para o próprio nariz. logo seguida da Darwin: poderemos como lhe dei estar seguros os ia um teste com de que sonhos. Os peixes. . 169 Com efeito. sistema nervoso. Paulo: como quartos Peter.I m v e r d a d e . 171 Segundo Darwin. permitindo-lhes elaborar valores. Segundo e na Michel. The espelho idade havia rights reconheciam nesse própria de Até então. Ética cit. o pensamento conceituai e a capacidade de formar e reter imagens mentais. como se estivessem diante de um rival. todos os organismos vivos elaboram essas categorizações a partir do aparelho sensorial e do sistema motor. conversas isto própria atenção. ape animais. A l q u n s c i e n t i s t a s j á a c e i t a m a idéia d e q u e m u i t o s a n i m a i s sao a u l o c o n s e i c n l e s . ale imedialo onde o sujeilo i c p i c s e n l a num mentalmente a si p m p i i o . CAPRA. onde Ele chimpanzés imagem. dão golpes violentos no espelho e mudam espetacularmente de cor. e quando alguém lhe disse: "É uma idiota!". 168 Em suma. p.A. ficavam 5 the (cinco) cage: 172 173 174 Chimpanzees' beyond ROLLIN. um não em cachorro reflete relación velho. não 2002. Os cachorros.34. uma prova de que consciência de si e linguagem estão relacionados pode ser encontrada nas experiências do casal Allen e Beatrice Gardner. direção despertar faixas com inspecionou imagem longamente refletida. ter foram certa filmada e tal seus além mesma enquanto das 5. nomear de vida sinais sustentável. 1989. o q u e e n t e n d e m o s |>oi e o n s e i e n e i a e u m c o n h e c i m e n t o e s t a d o s m e n t a i s q u e IHOIICIII a o l o u q o d o t e m p o . Segundo Capra. legal animais. como força física. é provável que eles também sejam dotados de faculdades mais complexas como a capacidade de abstração e consciência de si. não conseguem reconhecer na imagem do espelho nem um congênere estranho nem a si mesmos. 120-121. e ocorre quando o processo cognitivo vem acompanhado de percepções. quando já próprios. ela respondeu: "Não. para uma fazendo disso. p. La conscience de soi.. "como sensação dirigiu a olfativa mão cutânea. Gresse. p. e para eles o problema se torna insolúveL 166 c o m p o s t o s g u í m i c o s paia classificá-los ou cm coisas pelas quais são atraídos. mesmo porque muitos animais possuem cérebro. 167 um processo inconsciente. no entanto. Fontes. é de prazeres uma excelente ou memória e de 170 88-89. sensações ou emoções. 82. FAUFS. informações essas que são levadas em conta no estabelecimento de hierarquias de dominância. (EdsjThc equaíity sabor. Cambridge Perseus Books. o orangotango Chantek foi capaz de imitá-lo. Ibid. Gondon um Gallup corante e anestesiou sem nenhuma em um ehimpanzé e aplicou ou em uma faixa Ao às vermelho o em animal ajuda seu rosto orelha. da mesma forma gue a linguagem. a m a i o i i a dos 11 animais reage como se estivessem diante de um congênere. e o nos para ouvido pontos anestesiar pontos encontravam of sign dormir. Paris. aprender e resolver problemas. 172 A consciência primária é típica dos mamíferos.' 74 A consciência de si ou autoconsciência. no nenhuma espelho em. great geralmente Deborah. e com o tempo eles passaram a utilizar a imagem para limpar partes do corpo inacessíveis a um exame direto. SINGER. Bernard Peter. ninguém filmadas por entre ocorria imaginação. porém. Ratiinq 199. p. Miehel sua as ibidem. exemplo. o y passados Biblioteca se trabalhos 1989. 1994. se a continuidade e as pequenas variações constituem a regra da Teoria da Evolução. Oxford fotografias Em Paola revistas. p. imaginação e razão. passado for auto-reconhecimento and Massachussets. sobre al dotado seus sexo. nessa experiência. que certa feita mostrou à ehimpanzé Washoe sua imagem refletida num espelho para depois perguntar: "Quem é?". 169 De acordo origen Gordon Ele eles e selecçión ser do sua é Madrid. Roger. que nada mais são do que desenvolvimentos e combinações de faculdades mais simples. de audiovisual. cry. unheeded prática. atenção. gorila!". de deu ED.F. todavia. é a noção que um indivíduo possui de si próprio como sujeito de experiências e de outros 165 166 167 GRESSE. São Oxford: Martins University 1998. ela respondeu "Eu". com para 86. e a o v e r a própria imagem refletida espelho pela primeira ve/. As sociedades entre mamíferos. objeto Washoe. York. os animais superiores possuem as faculdades da memória. CAVALIERI. e m b o r a de u m a l o r m a mais limitada do q u e a nossa. Gordon Gallup teve a idéia de deixá-los isolados para que se familiarizassem com o espelho. 75. menos quando de humanity. e como estas faculdades são suscetíveis de progresso.

portanto. comida o ganhava trabalhar considerada Segundo ROUSSEAU. 0 origen dei mal-estar h o m b r e y Ia da s e l e c ç i ó n en Rio relaeión s e x o .Liberdade D a i WIN c h c q n u n i r s i n o . WRIGHF. de Janeiro: Imago. do seus et uma pânico braços instinto havia sendo que 178 FINSEN. Instituto que. o que lhe permite formular questões éticas e fazer escolhas morais. de que. senso disponível os de justiça em Ia selecçión somos en como relaeión somos: a! a sexo.bbc. dos de animais sobrevivência. Nature Sarah No 0 origen dei hombre y moral. the toward rights Cambridge Massachussett: Perseus anos da zoológico de próximo um de Chicago sobre no e o demonstra outro. Steven. El Robert. Embora esses sentimentos possuam uma sólida base genética. 184 www.uk. se e Waal primatas uva. à moralidade. estudo Frans um realizado de primata de no Universidade ensinaram uma e de Emory. à poesia. certo ponto cage. suas 1978. até homem. a des os visitantes entregou n. ao duplo sentido. pois o espírito que não se sabe livre vive na posição de escravo. p. do separa a Fwayne A Publishers. dos a moralidade Susan. "Um natureza que. 177 Além do amor e da simpatia. é justamente essa capacidade de sublimação dos instintos que compartilhamos com os animais a responsável pela civilização humana. Para Freud. assim como um gato frente a um monte de frutas e sementes.A. mesmo em relação às outras espécies. El Sigmund. mas para satisfazer interesses individuais. pois são justamente essas restrições que possibilitam o desenvolvimento de atividades psíquicas superiores. 183 Os animais se encontram excluídos da nossa esfera de consideração moral porque eles não podem ser agentes morais. amor. é esse se produzir.243. 52. ai 2001. p. o homem sempre pode dar um novo sentido aos seus atos. Compus. I m determinadas espécies. legal respeito. até de que comida. The Foronto: margem à animal Maxwell da rights Macmillan a movement Canada. 185 186 from compassion to respect. empatia. tais como altruísmo. por uma que onde os normalmente melhor. 178 e a história tem registrado diversas demonstrações de sentimentos morais entre os animais. 1988. o "Todo a animai esse for posto se inerente Macacos de demonstram 2005. François. e n o ç õ e s (to b e m e Para muitos autores. xxíi. jan. que uma ilha gorila. uma vez que no animal a natureza age sozinha. Os cavalos se mordiscam mutuamente para cocar as partes do corpo que não conseguem alcançar. do prova dos espectadores. d o ( p i a i o e x i b i c i o n i s m o d o p a v ã o s e r i a e x e m p l o . ao riso. pois os indivíduos mais sociáveis parecem se sair melhor dos perigos. p. ter demonstrando "senso de Pensadores). 108. 176 entre as espécies. Piaget. por 1995. as quais exigem um nível de racionalidade típico dos humanos adultos normais. só desigualdade que diferencia and tem da mostravam não uma indignados. compaixão. p. 0 homem é o único animal dotado da faculdade aparentemente inútil de distinguir entre o bem e o mal. a natureza do homem é justamente a ausência de natureza. e é justamente isso que constitui a liberdade. 185 É gue o comportamento moral tem se demonstrado uma estratégia evolutivamente estável. Charles. . combinar Abril. Kcrth. nada 3 do assim mais como do no homem. de 183 A Janeiro: Revista Charles. dominar natureza" civilização. besta os homens. 175 o homem c os a n i m a i s do mal. O homem e o mundo sobre natural. 1989. a São e Paulo: os Companhia cias da Letras. idéias Rattling p.D. 51. FREUD. a partir das q u a i s e s t a b e l e c e m nos s e r v i ç o s m ú t u o s prestados padrões de 181 conduta. embora seja atribuído ao hábito. ã prova à na que in America: p.i . entre sentidos. essa capacidade de ser objeto de si mesmo. exercício Science avenir. nova Madrid: Biblioteca E. animais. i l i n i u i q u e o s a n i m a i s p o s s u e m o s e n l u t o (to b e l o . 199. e livre dos condicionamentos naturais ele pode ascender ao simbólico. justiça". eles não evoluíram para o bem da espécie. Jean J. comer. da ecologia o direito. 179 180 O SI] Para p. mãos François. já gue estão impossibilitados de cumprir os deveres morais exigidos pela reciprocidade das relações sociais. como ocorre está na capacidade do primeiro para a livre ação e sua conseqüente responPara eles é justamente a consciência da liberdade que demonstra a espiritualidade humana.A. não sendo raro animais adotarem órfãos de outras espécies. 184 Muitos acreditam que a diferença específica entre o homem e os animais estaria nessa aptidão do primeiro de se distanciar da situação em que se encontra inserido. reflexivo de autocontrole. Paris. As vacas lambem as companheiras nas partes em que elas sentem prurido e os macacos tiram parasitas uns dos outros. Books. diretamente p. do docemente La planête criança singes. os animais também exibem outras tantas qualidades relacionadas com os instintos sociais idênticas ás que nos homens denominamos de moral. um e quando porque evolucionista. têm comprovado que muitos animais também possuem sentimentos morais. guiada apenas pelo instinto: um pombo morreria de fome perto de um prato de carne. 39. um p. 249: espírito entanto. 181 182 DARWIN.co. 102. porém. Um fato capturado ocorrido há novembro num 177 WISE. pesquisadores 175 176 THOMAS. 2000. ao jogo de palavras. estratégia gorilas agarrou Hervé. Lisboa: direito. e p. OSF. alguns membros do grupo íicam de scntinela durante a noite. por exemplo. supremacia dia. 249. decorre da seleção natural. New Lawrence. ciência da psicologia F. 180 Várias pesquisas empíricas. 182 0 gue caracteriza o espírito. York: Naquele e apesar em criança entre e a caído fosso do metros alarme. 208. Madrid: Biblioteca E. a é nos trocar Estados fichas Unidos. chega pela mesmo um outros é pepino. RAFEL. 1989. 1998. à 1994. disparo nas Binti. intensidade. natureza A lei. construção em alguns nasce 1" paravam social de em. publicou Brosnan entanto. Rio animal 1966. tratador uma em. consciência e senso de justiça. Ainda que o comportamento humano seja determinado pela herança genética e condicionado pelo ambiente. FINSEN Discurso (Os origem fundamentos tem idéias. no deverá margem lei: a ecologia inscrição pressão 1995.' São a Paulo. 186 Segundo Ost. da Instituto Lisboa. 179 Talvez o maior prazer resultante da vida em comum seja a extensão dos afetos paternos e filiais o gue. e Piaget. assegurando uma maior longevidade aos seus genes. tais como as artes e as ciências. 647. E. p.. aprender reconhece a sua a ordem exerce natureza sobre a DARWIN.D. a diferença específica entre sabilidade moral.

direcionados a objetivos e inspirados pelo pensamento. 1991. possuem desejos. não basta sair distribuindo pancadas e mordidas. onde vivem os babuínos. Jane. por exemplo. "0 0 pensamento dos animais. .guia. 190 Por outro lado. embora no final da caçada o alimento seja dividido entre os membros do grupo. de aliados influentes e com posições reconhecidamente elevadas na hierarquia do bando e. anos. comunidade grupo 193 194 187 Darwin seus que faz "donos". PEREIRA. individualidade e uma complexa relação social A maioria dos animais possui apetites. Eles de história de individual uma e grande são diferença história os vivem e e cinqüenta uma continuam assim luta. A dominância oscila mais entre fatores como agressividade e carisma. relaeión antropologia. origen hombre Flavio Dieguez. um eles que loc. hombre y homem: selecçión uma técnica enfiar a sobre os fique repleta formigas. p. desigualdades e possibilidades de mobilidade social. No entanto. que etólogo japonês uma em técnica no a Toshisada própria formigueiro outra mão de Nishida "pescar" vara ele. 2005. Nessas sociedades existe um princípio de dominação bem complexo. MORIN. este quando. como os chimpanzés são onívoros. Ele precisa. 36-39. DARWIN. p. erguem ser método A o desenvolveram consiste e as utilização de Como Charles. c/f. normas. 195 Nas sociedades de floresta. onde vivem os chimpanzés.A E. a sociedade é baseada na cooperação. mais jovens aprendem São utilizar 1991. dei demonstrado de modo y pelos que Ia cachorros Brauboch selecçión aos afirmou en 196 195 MORIN. até que outro através ela as tipo da de cultura entre de uma os chimpanzés vara de então. a vida arborícola oferece uma grande segurança aos seus membros. tais sociedades chegam a constituir castas de machos adultos ou bandos de machos jovens. fazer mamam primeira afetivo GOODALL. um são continua familiar. geralmente saem para caçar em grupos de cinco ou seis indivíduos. metro. nem possuem qualquer palavra c o m esse s e n t i d o . MORIN. pois seus rivais podem ter amigos mais fortes. 189 Se um babuíno. 2004. enigma antropologia. não se organizam como uma horda submissa à tirania de um macho polígamo. As sociedades de babuínos. instrumento 19-22. aguele p. Disponível em: <http// www. de desejos e da disposição geral do organismo em proteger seus interesses.br>. direito 0 cit. proibições. especialmente os vertebrados. Acesso Segundo da al sexo. Floresta. macacos e chimpanzés. p. assim como os humanos. são territorializadas e auto-reguladas demografieamente. anos. macho sociais. encontrou formigas. de acesso do qualquer uma sexualmente Zahar. Como os desejos são estados intencionais. Edgar. o que lhes facilita a sobrevivência e a reprodução.. a depender da posição social. de um mãos. e cada indivíduo. a para poder de concede alimentação Rio respeito dos atrativa. regras. e as crianças a carregadas ao Eles lado são cinco três anos ou idade. os titular fêmea tapinhas conflitos o costas os brincar são o Edgar. completa religioso submissão El e e o amor temor. 191 192 Segundo Zahar.D. p. tem através relaeión 188 189 190 191 DARWIN. demonstrando que emoções como o medo decorrem de convicções. Os grandes primatas. embora na cúpula exista uma forte instabilidade e competição. um cachorro ai uma gue vê interessante é o sempre seu dono analogia entre de deus F. Janeiro: Zahar. e como a organização social é descentralizada a liderança é exercida fundamentalmente através de simbolismos tipo: "Está vendo guem sou eu?". machos e fêmeas. e territorialistas.S e q u e r o s e n t i m e n t o r e l i g i o s o p o d e ser c o n s i d e r a d o u r n a e x c l u s i v i d a d e Segundo lane (loodall. Tanzânia. estratégias de manipulação. divisão social do trabalho. além disso. velada ou aberta. m e s m o p o r q u e m u i t o s p o v o s d e s c o n h e c e m q u a l q u e r i d é i a de um ou vários deuses.nom. Entre muitas espécies. as sociedades são mais centralizadas. en Charles. e contam com uma rígida hierarquia baseada na figura de um macho dominante. apanhando formigas. do em e reduzido. contar com a neutralidade de terceiros. lado. punição e reconciliação. MORIN. é possível afirmar que grande parte dos animais. nov. divididos em diversos graus de parentesco e subgrupos semelhantes aos nossos partidos políticos ou associações de bairros. origen enigma Biblioteca dei do 1989. Ia o sentimento uma em. a Paulo. ao ou de seu membros membros " 36-39. " 17 u m g r u p o de c h i m p a n / e s no l \ n q u e Nacional de (lornbc. não bastando ao líder ter potência sexual. 61-63: Uma janela para a tem vida: uma do 30 anos com os única chimpanzés e por uma mais da Tanzânia. força ou inteligência. com diferenciações internas. desenvolveram uma inteligência capaz de resolver problemas sociais. Rio de Madrid: Biblioteca E. eles precisam recorrer à divisão social do trabalho para a realização dessa tarefa. 104. 188 semelhança genética com a espécie humana.D. na estes p r i m a t a s p o s s u e m e. p. que c o n v i v e u d u i a n l e trinta c um anos c o m da espécie humana.A. vida que lorqe pode "Cada no pelas da ehimpanzé curso mães da até personalidade grupo. por exemplo.hev. altruístas. Rio de de lanam. gue exerce o seu poder mais em função da agressividade ou do "desejo de poder". rápido da das da formigas. Nas savanas. são estrutura cerebral e sistema nervoso central extraordinariamente 192 similares aos nossos. muito pelo contrário. 98-100. e e outro nas entre gestos o beijar. sexo. mesmo a partir quando daí e de as nova a como Por criança manter nós. quiser acasalar com uma fêmea. esmurrar mantidos comando e este local nova poderoso. acompanhado como um E. mãe por mais e quatro vínculo brutos podem um c ser do da do cooperativos e adotar um em ao um algumas posturas outro. nível prioritário homem: realizam vezes e Sob se complexas engajam como manipulações num tipo abraçar. Marcelo 26 Henrique. 1975. 0 comportamento de um antílope. os bandos de primatas se reúnem em famílias ou clãs compostos de jovens e anciãos. acima de tudo. a l é m d e u m a g r a n d e d o t a d o s de Tanzânia. iniciativas e desejos que se encontram no nível cognitivo da vida mental. que foge ao farejar o cheiro de um leopardo é um exemplo paradigmático de emoção animal. primitivo dar agressivamente carinhosos outro. por exemplo.' '' 9 De fato. erro Einsteins Superinteressante. desempenha uma função específica. 194 Nem mesmo a sociabilidade é singularidade da espécie humana. intercomunicações. movimento paro nova instrumento para tentativa evitar e deslizam picadas em. El 0 Madrid. 1989. loc. nasce. Ibid. com constantes trocas de poder. 193 Via de regra. Janeiro: 1975.

A Féeole homem. cinco anos no naquele lugar". o homem. loc. Fontes. SINGER. 203 SINGER. sem fazer qualquer tipo de reflexão moral sobre o seu ato. apenas o homem é capaz de transformar a própria atividade vivente em objeto de vontade e consciência. Ernst. n. Para ele. New Lawrence. 199 quando uma fêmea d e dezoito meses começou a lavar as batatas-doces sujas de areia antes de comê-las. MARX. a 09. . 206 Não obstante. 206 VAUCLAIR. é livre e consciente. Outro exemplo bastante difundido no meio científico foi o relatado J a p ã o . o animal produz apenas de acordo com o padrão de sua espécie. 205 CASSIRER. Lisboa: Edições Manuscritos c/f. Karl. com uma comunidade de chimpanzés durante 1 Nacional Tai. roupas. MARX. que retirasse u m a c n a n ç a d e poderia de gravetos para usa Ias c o m o i n s l i u m e n l o p a r a " p e s c a r " f o r m i g a s " um prédio em chamas. ao mesmo tempo em que está submetido à natureza inorgânica para adquirir alimentos. Jane. calor. econômico-filosóficos. diferentemente dos animais que utilizam a natureza como simples meio de vida. eles são capazes de transmiti-la pela observação e pela imitação. até que. Twayne Publishers. Peter. tinham suas de in Martin's sido CAVALIERI. p. out. Além disso. 209. em isto p. 1994. os membros do grupo não só passaram a adotar esse Além disso. p. ao próprias tradições. partes (Eds). ao lilma los i c m o v e n d o tolhas e hastes m e n o i e s M . 198 e a dimensão desses instrumentos para utilizá-los outras vezes. Vida ética. 163. Jacques. Assim. Ensaio 55-56. 70. de modo que quando um indivíduo faz uma nova descoberta ele a repassa imediatamente para todo o grupo e para as gerações seguintes. York: Karl. 1963. Paris. 1993. várias pesquisas têm provado que assim como os homens. MARX. FINSEN Susan. p. eles só produzem aguilo gue precisam para suas atividades imediatas. 198 199 200 201 202 MARX. cm comportamento. moradia etc. 202 197 FINSEN. Press. África Ocidental. através de um processo de duplicação produzido pela consciência ou intelecto e pelo trabalho. inconsistente. in America: p. por e x e m p l o . 19. 200 comportamento. São Paulo: Martins comum. ao passo que o homem utiliza os padrões de todas as espécies. pedras e galhos fortes) e utilizavam pelo menos técnicas diferentes para quebrar nozes. de Ia vie. Chimpanzees: humanity. p. o que lhe permite construir um mundo físico particular. c/f. Em quatro anos a metade dos indivíduos da s u a linhagem materna já tinham adotado 1958. m a s também os grãos de trigo. nós da The great que 204 Ernst. num fenômeno de transmissão cultural c o m parável ao observado entre os homens. pois somente o homem é capaz de produzir além de suas necessidades imediatas.\ havia piovado (pie os chimpanzés sao capazes de labiicar lerramenlas.: diferentes é Peter "Assim. particularmente documentado 1994. que esses por Masao Kawai sobre os macacos da ilha de Koshima. Ensaio 56. esse Embora os animais construam os próprios ninhos. The Toronto: animai Maxwell rights Macmillan movement Canada. e criar sobre a natureza inorgânica um novo mundo de objetos. p. no passaram a lavar as batatas doces antes de comê-las. o a r g u m e n t o de que apenas os seies d o l a d o s da c a p a c i d a d e d e p e n s a r s o b r e s u a s a ç õ e s e s t a r i a m d e n t r o (to p r i n c i p i o d a m o i a l i d a d e é lane (ioodall \. Segundo ape Manuscritos econômico-filosóficos. memorizavam Marx acreditava que a principal característica da espécie humana era essa capacidade de tornar as demais espécies objetos de seu conhecimento. uma filosofia da cultura humana. from compassion to respect. Lisboa: Edições 70. na Costa do Marfim. Fontes. passaram a lavar não apenas as batatas. Para o marxismo. São Paulo: Martins GOODALL. Um herói ilelrado. 1998.. A primeira manifestação do fenômeno foi observada em 1953. Além disso. introdução projeet: os coisas se equality vários em refere beyond grupos descobrimos África bem tinham enquanto muitas no que chimpanzés também uso e sobre o homem. 1963. 30% revelaram que hominídeos produzem conhecimento e tecnologia. 201 como a generalizá-lo. de eles de bridging New the York: que tinham gap. pode simplesmente d i z e r : "Eu não vê-la morrer 197 De lato. St. provando que animais são capazes de realizar comportamentos "protoculturais". 164. eles fabricavam aproximadamente dos seus insliu dezenove a posição exige Produção e transmissão de cultura mentos (martelos. introdução a uma filosofia da cultura humana. 1995. 1994. o que 205 uma capacidade mental d e representação do espaço semelhante à de uma criança de nove anos. estudados Paola. 103. 12. . e nem por isso poderíamos deixar de considerá-lo um agente moral. os p e s q u i s a d o r e s a l e m ã e s que conviveram Parque estes Christophe c Hedgwigc Kocsch.Lm suma. processo fabricação ferramentas". loc. Science et avenir. os animais também produzem cultura."" Na verdade. Rio sobre de Janeiro: o Ediouro. CASSIRER. p.

por exemplo. fioretti movimento casa para cabeça. mantida e aperfeiçoada muito mais como arma política do que como doutrina teórica. apelando para o aperfeiçoamento moral do homem c o m a inclusão dos interesses dos animais em nossa esfera de consideração moral. Porto que pode entra Alegre: se em p.' ' ! Segundo Hannah Arendt a extraordinária força de persuasão das ideologias do nosso tempo decorrem do seu apelo às nossas experiências ou desejos imediatos. partir do século XVIII vão ocorrer os primeiros protestos 211 condições deploráveis a que os animais estavam submetidos. com opiniões bem avançadas para a época sobre a condição das mulheres. um ensaio anônimo denominado A vindication of lhe rights of brutes n (Em defesa dos direitos das feras). p . seguidos da A luta pelos direitos dos animais publicação de trabalhos denunciando essas agruras. New York: Harper Collins. porém. e convertido. Empédoeles. FINSEN. cxislmdo nenhum movimento c somcnlc c o n t r a as (José do Patrocínio). cisco o à de Peter. Plotino e Porfírio. 215 A idéia de que é moralmente errado maltratar os animais já era defendida na antigüidade por autores como Pitágoras. p. em p. Assis Libertação "predica lobo do em. ainda que rudimentar. and woman's 10-11. ^ntato u m Z o o g a com a Z a S € P ° d e i m g imdiato Animais' p. Pouco tempo depois. no mesmo ano da Revolução n o r t e . 73-74. considered in relation to social progress. 189. questão princípios. ardor da São de fé famosos e de os eventos onde São Eran vivo pala\ que c passarinhos como transformaram com o entusiasmo do rabo dos humano. Sao Paulo: Companhia das Letras. MCMIIO r n h e o s c r i s t ã o s . 205 Alé a o século XVIII. Plutarco. S. D e n Í Z € r ] ™ ™ o ideologia r M q U e ' que 5 H Í S t Ó r J a d o B se presa e ™ ' cnacla. 88-89. ao afirmar que aquelas idéias nos obrigariam a também conceder direitos aos gatos e cavalos. Lugano.' ' 0 1 Tenho pelos animais respeito egípcio. 2004. e das ferocissimo exortações devorava" responde e. eomo o Código de da lei 710 c o l ô n i a inglesa de M a s s a c h u s s e l l s Bay.a. . um ano após a primeira Constituição francesa. Francisco. Em 1776. Ibidem. faz um reduetio ad absurdum \ ridicularizando o trabalho de Mary Wollstonecraft. Florianópolis: in America. 209 SINGER. Por Publishers. York: Sônia p. 208 Em 1 7 9 2 . Susan. 2. SINGER. . 1989. SALJ. o teleologismo aristotélico de que os animais existem para o benefício dos homens tenha se tornado dominante. Henry. não político organizado em favor dos animais. Seu Um °° 'T'' U t r m a T ár.p. de p r o t e ç ã o aos injustiça somente no século XVII vão surgir 1641 as p r i m e i r a s l e i s Já vi um burro suspirar depois de brutalmente espancado por um carroceiro animais. como vimos no capítulo I. 229. embora. p.C0 ' E V C ' a 0 ™™ m 0 r n e n h u m 0 d d 0 acorreu com S o racismo. S a o h a n c i s c o d e A s s i s o u s o u sei unia v o / sociedade d i s c o i d a n l c . ° [ k H d 0 C O m H a m i n > T a h A r S T ' d t : L U Í Z . J. 1998 mantida e aperfeiçoada eomo arma Twayne T. revoltas e que contra têm a conscientemente humana. a p r o t e g e r os considerada ainda hoje a primeira do mundo ocidcnlal que atulhava a carroça com carga para animais domésticos contra a crueldade. 2003. 2004. o teólogo Humphrey Primatt escreveu na Inglaterra o livro A disscrtuliun on the duty ofmercy and the sin ofcruelty ogainst brute animais (Unut dt\ sertação Benestarismo e a "humanização" da escravidão animal sobre o dever de compaixão e o pecado da crueldade contra os animais brutos). uma 1994. Rights.Ia Ia se IKI organi/açào de unia protelara um dos animais. Mary Woll stonecraft publica na Inglaterra um trabalho denominado A vindicution of the rights of women (Em defesa dos direitos das mulheres). o seu aspecto científico passa a ser secundário. Peter. The Toronto: T a c o l . animal. das orelhas. Boiteux. cães. best friend: the moral and legal status of companion animais. essas vozes eram ainda isoladas.a m e r i c a n a . uma quadriga. cada receber alimentos sorrisos homens antes 210 HUSS. animai Maxwell de rights Macmillan movement Canada. lhes c o n d i ç õ e s ia Penso que eles têm alma. a l i i b u m d o aos h o m e n s o dever de assegurai / o a v c i s de vida. FINSEN Marquette 211 208 2 0 8 53. 5 Libertação rights. c j á n o s é c u l o XII p i c q a v a a c o m p a i x ã o p a r a c o m I o d a s a s ( n a I u i a s . from compassion to respect. de mans 2002. e uma vez que ela é criada. 7 e d São Paulo: Atual. p. 1980. uma vez que eles também são vulneráveis à dor e ao sofrimento. 24. Rebecca Law Valumg Review. anti-semitismo ^ imperialismo totalitarismo. Fundação 212 213 214 ' 215 FELIPE. New Lawrence. Nao obslanlc. e que queria que o mísero animal a arrancasse do atoleiro. que santo II aos animai. C O m ZtnV ° " l polt. Pennsylvania: Society for Animais aspecto cientifico e secundário " Em: Origens do totalitarismo.

Michiqan: University i > h >' " V o t< i « ai. ca n a j>h >u \U 216 FELIPE. 223 Naquele mesmo ano. ainda hoje considerada a primeira organização de proteção aos animais do mundo ocidental. Fundamentação ética n. sob a liderança de Francês Powei Cobhe. m i a. > * ( a< . 1. apupos e assovios pelos colegas da Câmara Alta do Parlamento inglês. Em 1 8 5 0 o Parlamento francês já havia promulgado a denominada "Lei Grammont". proibindo as touradas. i t ) mo\ meniü anti\ icseai i I ^ > > J ma < H • > tlti i w/v ' 11 o mu ' 9°8 p T ^ (' ia ao Ignácio Ansmal libeialots hi iuiílV ( Reiktís y Em: P u b l i c a ç ã o n 220 SPERLING. União internacional Protectora dos Animaes. Exposição apresentada em Assembléia Geral de instalação da Associação. » i u » constituindo-se um mo^mt ? •» . fi . \ Unleashing 31. Califórnia. No Brasil.f \ > K cruzada humanitária eoMiu abusos lomehdo- M. Em: Revista 22! • Í.imn-s < em experiências científicas.< s. surgida em Plantas". porém. autora de u m ensaio q u e c o m p a i a v a a e Slephcn princípios da moral c da legislação.2. Susan. 218 tratos c o n h a o movimento atravessa o atlântico e Henry Bciqh 1866. loc.209.hi 1 Naquela época. feminista vegetariana que ficou conhecida por ter sido uma das primeiras mulheres a se formar em medicina na Inglaterra. 217 Proteção dos Animais". em vai se fundada . a "Sociedade Madrilhena Protetora dos e da União Protetora dos Animais. e na Suíça a "Sociedade 23 os cavalos). dois anos depois da promulgação desta lei. 27. fth'i> i c A nova m d t m e í o l o g u a a >>n o an ma > I ornei > F >no " ih */> aio < í> ? Animal 2 2 3 224 >ffllll ibid h SÍ. 222 1988. COCHRANE. Direito A n i m a i . seguida da "Sociedade Protectora dos Animaes" de Lisboa./ /</ ??" U . i ** i i n n n(o bii Í / " / Í i > i SILVERSTEIN. John Lawrence vai publicar A philosofical and praticai treatise on horses (Um tratado prático c filosófico sobre Alemanha. em 1 7 9 6 . fundada em de fevereiro de 1868. que distribuía panfletos alertando 6 população sobie os riscos d o uso Na dc vacinas fabricadas a partir de experiências de outubro de 1841 c m animais. que preocupada com a sensibilidade humana e n a o o sofrimento dos animais. eiia a SPCA americana.i ( \ Brasileira 217 SILVERSTEIN. 'Sooedack \« dos Animais". W. dos direitos animais. o as experiências científicas realizadas em animais. 220 Ha < orne me i a d* d o st< ut< \ í y ^ » • n < .soij. que acabou por influenciar o Parlamento britânico. São Paulo: li b e t a I o rs research and morality.i " D e r D e u t s c h e para a surge I hierschutz-Verein". 222 Em junho de 1822. Berkeley: University of 1 8 9 5 .Lm 1/89.-.enovesa Mais a frente. Pultiney apresenta na Câmara dos Comuns um projeto. 0 legado de Humphry Pnmatt. Richard Martin apresenta um projeto de lei para o tratamento humanitário dos animais e. 224 movi mento antivivisseccionista inglês promoveu uma giande campanha conha i<»/b fm omo < noaus Em 1881 foi fundada un DUU«O*. em o Estado de Nova York promulga sua primeira Mais conhecida como "Lei de Martin". proibiu pela primeira vez os maus animais domésticos em lugares públicos. p. conseguiu aprová-lo nas duas casas legislativas. i Gama. meaning and the animal riqhts movement. especialmente em touradas e rinhas de galo. todavia. até que em 1800. . por proibir todo tipo de crueldade contra animais domésticos. Wallace 1 da da 2006. Jeicmy Bcnlham publica Uma ml i odtiçno u o s O u l i o s dois i m p o i l a n l e s ativistas ingleses f o r a m I rances Powei C o b b c . Soma cie T. ridicularia. 1878 na I rança durante um Congresso das Associações Protetoras realizado em Paris. Em 16 de junho de 1 8 2 4 .e«-a .. a Colcridge. cm 1875. vy. o que permitiu a condenação de várias pessoas p o r maus-tratos contra os animais na produção de alimentos e na realização de trabalhos domésticos. cit. ainda hoje é considerado um marco histórico importante na proteção dos direitos dos animais. o reverencio Arthur Broome fundou a Sociedade pela Prevenção da Crueldade contra os Animais (SPCA). p. prontamente rejeitado. É importante ressaltar que logo após a sua constituição.</'! Animal libctdlois « m t a^d m'\ * / / / S U iUI \ i'n > ' d. 1996. entre eles An na Lingsford. p. Em 1860. até que em 1 8 4 0 a Rainha Victória concedeu-lhe o prefixo de "Real". declarada ck utilidade publica dica prlo Decreto de 11 de abril de 1 8 8 2 . p. com o argumento de que a propriedade devia ser protegida mesmo contra a vontade do seu titular. ' 1 16 condição das mulheres a dos animais. iniciando em seguida uma campanha em detesa d o s animais até que. of 218 219 Miehigan. somente na st g u n d a os i ieenphcs » \ ''u ' w i * . rights: law. )>oo. 219 Lei anticrueldade. vários ativistas do movimento antivivisseccionista vitoriano se destacaram.nini. 1 m I H / 4 Animais c das fundada na Espanha. Helena. Em 1811 o Lord Erskine também apresenta um projeto visando o tratamento humanitário de animais submetidos a abusos e sofrimentos pelos proprietários. retomando as l e s e s d c P i i m a l l s o b r e o dever humano de compaixão para com todos os seres cm condições vulneráveis à dor e ao sofrimento. a SPCA recebeu sucessivas adesões e aplausos."' c m Bcrlin (. > MI . e por certa feita ter se oferecido como cobaia para evitar o sofrimento dos animais. ate que u n promulgada uma lei que regulamentava o uso de a . mas é acolhido com sarcasmo.

proíbe. de Peter Singer. 230 231 REGAN. dos 1. Tais movimentos sociais alternativos passaram a questionar o paradigma civilizacional da modernidade. eomo a defendida pelo movimento de bem-estar animal. Ignáeio p. em inaugurando face dos grandes justiça filósofos e direito. Vanorden. desprofissionalizada. que. 64-68. baseada da dos contam muito análise Tribunais. p. s a g i a d o / p i o l a n o . pacifistas. Martins Conflito: os juizes novos movimentos (Coleção direito). University. São Paulo: MORRIS. do Patrocínio. 2001. Geral 227 Para de José e Wallaee da Gama. sociais". 14. a u l o n o m i a / h c l c i o i i o i i n a . Clurence 2002. a p r e o c u p a ç ã o c o m um tratamento os animais se l i m i t a v a a a s s e g u r a i lhes "humanitário" evitando. " Em 30 de maio de 1895.). 227 Bentham. Horácio Sabino. 1895. l e a n d m Dupie c losc h o m c i n / n a l u i c / a . na cidade de São Paulo. 226 COCHRANE. o senador Ignáeio Wallaee da Gama Cochrane. Nancy Mangabeira. o senador Abdias Neves apresenta um projeto de lei proibindo várias formas de crueldade conta os animais. 231 Tais movimentos denominados anti-racistas. Faria. juntamente com o suíço Henri Ruegger. fundam a União Internacional Protetora dos Animais (iJIPA). Animaes. o norteamericano E.™" Assim. p. movimentos estrutura trabalho Justiça 13. escolhidas direito. 0 principal marco desse movimento foi a publicação do livro animal". h o m c m / m u l l u i. reivindicando uma profunda reformulação nos códigos simbólico-eulturais dominantes. Jacques Vigier. o qual infelizmente foi rejeitado pelo Senado Federal. o das entidades. 1996. sofrimentos dos anos setenta essa filosofia vai uma "desnecessários" S o m e n t e a partir com alguns em mudar dramaticamente. Os Tom. no lugar de uma vaga obrigação de "agu humanitária mente". que embora tivessem sido vitoriosos em vários países. em seu artigo 5o.p. primeira entidade do gênero no Brasil. São Paulo: l. p. Campos do Jordão: 228 UNGER. posição mais ativistas passando a reivindicar avançada oleiecei proteção relação aos animais. o cálculo utilitarista do custo/benefício de uma ação haveria de primeiro identificar o valor de cada prazer e dor distinguível. . 1991. descentralizada que Offe Jeremy. Joaquim da Silveira Cintra. Rain 2. BENTHAM. Uma animal introdução do rights. d e s i g u a l d a d e s s o c i a i s . porém. Exposição apresentada em Assembléia 229 FRANCIONE. assim. p c i m a n r c i a incapaz de i c d n / i i a-. p. para depois somá-los. sindicatos partidos. Somente em 1924.590. com mais política" 1991. feministas e ecologistas surgem no pós-guerra justamente a partir da crise dos movimentos políticos de orientação marxista. 220 Inicialmente. brigas de galo. mas a capacidade de experimentar a dor e o prazer. Mantiqueira. 0 encantamento do humano: ecologia e espiritualidade. e denomina sociais. Furtado Filho. moial agora ele elabora uma teoria da justiça que concede um status Libertação animal privilegiado para os animais. canários ou qualquer diversão que pudesse causar sofrimento aos animais". Fernando de Albuquerque e outros. demonstrou como essas atividades violavam o damental de justiça. se antes o movimento de proteção animal visava crueldade e assegurar um melhor tratamento aos animais impedu a domésticos. p. Fontes. Na verdade. Direito 39-40. da dos animais: o direito deles e o nosso direito sobre eles.. Peter Singer afirma que toda ação ou decisão deve ser considerada justa somente quando resultar num elevado benefício social. paradigma Revista voluntário e no consenso. que fundado numa rígida divisão 225 LEVAI. 265. 1998. vão surgir novos movimentos sociais. D e f e n d i no. que além de denunciar de forma industriais. o utilitarismo foi uma tentativa de abandono do legado racionalista moderno. entre o fim dos anos sessenta e o inicio dos anos setenta. União n. de São "novo Paulo. garraios e novilhos. vai ser editado o Decreto Federal n° 16. Laçrte Fernando.oyola. fluida. Philadelphia: Temple Instalação Eduardo Associação. 229 Em 1922. (Org. Gary. organizacional e diferentemente mais da burocratização informal. a pretexto de regulamentar as casas de diversões públicas. mesmo que esse benefício tenha um custo significativo para determinada minoria. sob o argumento de que simplesmenle melhores condições de vida não oferecia nenhuma garantia de a o s interesses dos animais. de 10 de setembro de 1924. the ideology of the animal rights movement. pois para Bentham não era o raciocínio. 7 1 Icocádia dc Azevedo Marques. Protectora 1. Adotando como ponto de partida as idéias utilitaristas de Jeremy Após um longo período sem evidência. Somente quando esse balanço geral fosse favorável ao prazer o ato deveria ser considerado bom em relação ao interesse da pessoa individualmente considerada.como llenri Ruegger. esses Publicação "novos uma no em. que contestam o sistema capitalista não mais a partir da perspectiva revolucionária de orientação marxista. "Liberlaçan contundente fazendas os abusos sofridos pelos animais nos laboratórios científicos e nas principio fim Assim. aos Urbana da and Chicago: e University da of Illinois In: Press. without thunder. mantiveram intacto o paradigma de racionalidade instrumental da modernidade. a autonomia ou a capacidade lingüística o passaporte de ingresso dos indivíduos na comunidade moral. a concessão de licenças para "corridas de touros. princípios leituras moral em legislação.

oi ÍIH um na 1 haiv without 'hundei unuioqy mjbt. por conseguinte tidade do bem-estar geral do mundo. Alegre: Alegre: 9. Em seguida dever se-ia somar os números indicativos dos graus de prazer que o ato for capaz de provocar em cada indivíduo. Taikmg animais seriously: mental //Te and moral status. não significa que devamos dar o mesmo tratamento a todos os seus membros. mas também buscar a redução da total de . embora o cálculo devesse ser estimativo.es Bentham entendia que este procedimento deveria ser estritamente observado em cada julgamento moral.° pu <->/)0 'if ( loir hiijaii opunha u .têm pelo Com efeito. no entanto. c o princípio da igual consideração de interesses não exige que lhes sejam assegurados direitos de cidadania. No entanto. legislativo ou judicial. BL' ihum st t < » Í/. BENTHAM. 2-3. pois é a consideração dos interesses que deve ser igual e n ã o o tratamento.uti t'ress. i p j i ü A?'/ . 737 somente na medida em que for capaz de a u m e n l a i a l e l i c u l a d e c ó d i g o moral. icpclindo o processo anterior em relação a cada uma delas. t frimuüo ou bem estar é. fisiológicas espécies . 2004. c h e g a i t a u ^ à t o n J u animai e o consumo Jt cair c. ' *()/ • to Í I mente uma característica das espécies. d o l a d o s da capacidade de sofrer e de experimentar a felicidade . Peter. 23 1 consideração moral sob o argumento de que não devemos pelos interesses humanos.sofrimento como um todo. M. dever se ia c a l c u l a i o niimeio Nessa c o n c e p ç ã o . of Illinois R. que entende que o valor de uma ação deve ser julgado pelas conseqüências. c Os cães. a teoria de libertação animal entende que é. de modo que a relação custo/benefício de cada ação ou julgamento deve resultar sempre na maior quantidade de prazer possível em relação à dor. portanto. Para Singer. .scação n * idéia onginaí para afirmai que a Í a pai idad( d. 2001. aumentando. Lugano. e o utilitarismo dc regra. 239 Smgei pai te do utilitansmo da ação ( omidcrando as conseqüências do ato independi ntemente de saber H. que uma O i / o ( o / n / x ' ( > i i m / ihjui u< ih\ U' a inb mu i > a ih a i<> ' *> t n duo a s ) et ( nu t iu.. que não se importa muito com o resultado da ação. Porto Porto cit. afirma a existência de um único valor intrínseco. p. iho^nn i> I i atK Iph t T r//)/'/( 239 240 241 SINGER. st os mtei esses dos animais senciente^ foiem U wid? > e m coasideiação em uju iluade m condiçõcs tom os interesse" humanos.MMÍ 238 DEGRAZIA. paia u n t o uíihtari' mo d( Smgei. 234 e compor muitas tamentais dos animais.C I/Í* / < Lniddudt pai( <r ambos os Aihnni N ) t ntan n (h . uma vez que ela deve ser obedecida por todos em iguais circunstâncias» 235 por Peter Singer tem como ponto de partida que o ingresso na comunidade moral independe das características ou aptidões de cada ser. d c m o d o q u e u m a a ç ã o i n d i v i d u a l o u d e c i s ã o p u b l i c a d e v e sei considerada boa de pessoas cujos interesses estivessem envolvidos. o que exige que o seu interesse em n ã o sentir dor seja levado em consideração no cálculo total utilitário. eles sentem dor de uma maneira muito semelhante aos seres humanos. a dor.utriidl ÍÍHI. o princípio da igual consideração de interesses defendido É importante ressaltar que existem dois tipos de utilitarismo: o utilitarismo r/e ação. 240 a condição necessário e sufii icnU paia que um se possua mb ttsses. ela é também um pré-requisito para a identificação dos interesses. i / / v / v ss< < < lon ^lU 'Í'(/K(. ( MMLI V qut o v s lio a e!^s infnngido t tão grande qu' s« -of n )<V gualqi es consegue'»* i < bcnéfkd piodu/ida. e um único desvalor intrínseco. Peter. Cambridqe: University of Cambridqe University 235 FRANÜUNÍ University. David. Em determinadas circunstâncias este princípio pode a l e mesmo exigir o tratamento diferenciado de seus membros. J 2 3 3 l na r n i tnani . <i ÍU tuii> A *' hm i tíum m >i/t > v / < / i Vnh íhi. op. p.(/ i< ( . SINGER. a capacidade de sofrimento e/ou fruição da felicidade c a única característica capaz de conferir a cada indivíduo o direito a uma igual consideração de interesses. < tu u t * i aih ii 7 1 p J< ' / n / / ds uh » n m > t < u a w < « t a (. Com base nas atuais evidências evolucionárias. Í996. não importando saber se ele é ou não capaz de raciocinar ou de se comunicar através de uma linguagem simbólica. mas com as conseqüências positivas ou negativas da regra que a fundamenta. Não se pode dizer. e ao final fazer um balanço geral dos interesses.i KHU< i> F < o ^ d i h t ) w />7A/7<M1/ IIIOSMÍ. por exemplo. Lugano. Í Í S unfqo t j m n o t í / i / D M s r/f. isto menos o interesse de não sofrer.iiruaucao th nossuj. " f Assim. 236 Ibid. 241 d nk. 2004. em nossa eslcra dc lular apenas quanlidade a guan geral do m u n d o . ou mesmo se possui outros atributos espirituais. a capacidade de sofrer ou sentir prazer não é simples 232 Ibid. 199b. K< / / w < /u ^ M Í / v / / y U / 'C I . por exemplo. Singer o que em regra é a finalidade de todo defende a inclusão dos animais sencient. não possuem nenhum interesse em votar. que são seriei entes. ' ^ >PÍ <n ( >( I>/ ) o '* >(. o prazer. na verdade.J s í M ' >' is i j i a n u ' dodiruto 234 Srqundo >t iiijM* t .I/> « f . animai. 3. ^e ulimentunm .Quando se Iralasse de unia comunidade.mormente os vertebrados.t o / / f n / . p. Na verdade. Libertação Libertação apud animal. p n exemplo l benefícios paia a M-Í U dt qut a ex[)ei imenfacão cm mais ma!ef cios do que -o . p. p. 4. a linha l u m l a m c n l a l do d i s c u i s o m o i a l e a s e n s a ç ã o d e d o i e p i a z c r . w /u/ / I M U D I / ^ /O n o / m de A / / / / se t m n u < í < ntu <>^ P Í .ele foi ou nao de< onenft da obediência a uma regra gerai embota faça uma pequena modi. 238 A essência hedonista do utilitarismo. Isto. pois o mais importante seria assegurar que "cada um contasse como um e ninguém como mais de um". en > e aUi > o u>i \h n . Jeremy SINGER.n d m ç ) on u uu sa tifjlii.

que criado de Clarendon. ' 1 7 ao passo que cavalo tem interesse de não sofrer a q i e s s o c s lisicas. ao considerar a senciência o único pré-requisito que um indivíduo possua interesses. sem porco reduz feliz o James. por motivos econômicos. Instituto nervos graves de sentir espinhal permanecer consciente. ter de salvar a vida de um animal espécie esteja ameaçada de extinção em detrimento de um ser que se encontre em estado de indigência. após participar de um curso sobre o tema. Para Leahy.radical na sua formulação . de Janeiro. James.sofre muitas objeções. os um do de Vietnã. Ediouro. termo é como o outra escolher uma único síntese limite conveniente. baleias. 2002. Press. "pois privá-los dos prazeres de sua existência e que só existirão se as existentes forem mortas". Doroty. rights cruzade: onde Para porco supor é porcos porco vivendo que no vai uma levar p. François Ost. e segundo porque. Para Singer a inclusão dos animais não humanos em nossa comunidade moral é também uma questão de continuidade histórica. característica. o Martins afirma: Fontes. a inclusão d o s animais na eslcia dc c o n s i d c i a ç a o moial signilicaii. afirma que a utilização do argumento da continuidade histórica para justificar o libertação animal é por demais inconsistente. mente matar montante total felicidade mundo. pois a igual consideração entre os interesses humanos e não humanos deve estar de acordo com o princípio da igualdade Singer argumenta que. i / c s d c s n l i e i . ministrado por Peter Singer. já que ele sente dores e ansiedades semelhantes às nossas. o várias a remoção em. c/f. LEAHY. o posfácio NELKIN. diferentemente do que ocorreu com os movimentos feminista e anti-racista. do de e of a seu Departamento que do protest. 244 balanceamento de interesses que dificilmente satisfazer a todos. 246 paia p o d e nos humanos Por certo. 251 pode ser contrabalançado com os prazeres das galinhas que ainda não existem 242 243 SINGER. Por 2002. 252 25 Michael. 1980. "Portanto exata. que a partir de então vai utilizar estratégias. Ética prática. métodos e ações públicas dramáticas para atrair a atenção da opinião pública. focas e ursos possuem racionalidade e autoeonsciêneia semelhantes aos de uma criança de dois anos de idade. como o cias dos deficientes mentais. em 1976. A natureza Against à margem da putting lei: a ecologia in à prova do Direito. por exemplo. porcina SINGER. dor. pois para gue uma ação ofereça as melhores cia deve envolver um 248 conseqüências pode Para a teoria da libertação animal. Interests rights. R. que lutavam pela simples ampliação Muitos criticam a tentativa de Singer em promover um balanço entre os interesses dos indivíduos que serão afetados pela decisão. Henry Spira. 2 0 Para muitos autores. p. de da o São Paulo: do de esse Martins Fontes. 26. experiências. inteligência SINGER. 1992. o p. Para não com a cor 244 245 Peter. LEAHY. alguma outra característica. cachorros. todos os desejos e idiossincrasias de um levados em consideração. . na Universidade de Nova York. Ver também estejam novo. de Comportamento dentre animais The Animal. G. que a teoria de Singer . p. do humanismo. repente Ética vida dos prática. incapacitado realizava coisas. tais protestos marcaram o nascimento do movimento abolicionista. são apresentados Segundo Frey. Peter Singer: limite senciente sofrimento limite (usando e/ou utilizando estritamente os capacidade Marcar fruição) alguma interesses outros. e sim um processo marcado por rupturas. seria Vida marcá-lo ética. como a luta pelos direitos civis dos negros e das mulheres. da pele"r Peter. eles não podem ser mais valiosos do q u e os d o s outros grupos. criança'. François. na o caso coluna and de um amigo e gue nos the era nervos case veterano que. 243 Michael leahy. falando a partir do eontratualismo lenlaliva que dc Peter m e s m o que de Kawls. cit. Museu Americano História pelo vários Natural. Ediouro. outras em. 245 humano Até mesmo os denominados "casos marginais". 1991. p. i p . animais". Frey na dor Peter. p. "Vamos morto. "A sejam feliz. pois várias pesguisas já demonstraram que animais como macacos. os homens jamais criariam galinhas se não fosse para comê-las. destruição moral envolviam. a teoria da libertação animal obrigar a excluir da esfera de consideração moral os seres tetraplégieos e os que se encontram em estado de coma. gatos. uma posição como essa pode nos levar ao consider a morte de um animal mais reprovável do que a a b s u r d o de morte dc um sei humano anencéfalo. que o próprio Singer utiliza para justificar refutar os argumentos utilitaristas. época. através Nacional do the pênis growth que p. York: Routledge. linguagens. À Vida ética. Janeiro: OST. loc. c n l i c a a argumentando grupo sejam Singer em estabelecer uma ética universal. ou ainda. 69. como a 248 249 250 Saúde. Free JASPFR. London. de partes The financiadas do animal cérebro. 142. defensável eomo a da embora preocupação ou 247 racionalidade. loc. argumentando gue isto pode nos levar a considerar moralmente justa a exploração dos a n i m a i s em certas circunstâncias. e isto por si só justificaria a morte desses animais. um antigo ativista estadunidense pelos direitos civis e trabalhistas. Lisboa: New Instituto Piaget. mortos Portanto. p.i u m a verdade iia r e v o l u ç ã o . os animais devem ter o mesmo status moral das crianças e dos deficientes mentais. São Paulo: Singer cada não against animais. e a inclusão paia dos animais em nossa esfera de consideração moral. apresenta cabeça. vai liderar uma série de protestos contra as experiências realizadas com gatos no Museu Americano de História Natural de Manhattan.pedra ou u m a planta um possuam o interesses. pois seus funda mentos são idênticos aos utilizados por outros movimentos de emancipação. 251 não 54. Coeetze. 1995. da a guerra despeito Oxford. em. pois elas sao i n c . 246 JASPER. olfato New dos York. Primeiro porque a história não é contínua. Rio de Rio de de forma arbitrária. 1998. golfinhos. NELKIN. da obra vida uma Que de feliz vida mal há John e igual nisso. e que sofreu ferimentos ficou 145. 1998. 249 cuja É importante ressaltar que essas idéias não ficariam sem reflexos no campo social e. 54.-' dc tão liberation: animais perspective.

4 animal animal uqhl> rigl. n ã o há de A segunda e corrcnlc do denominado movimento pelos d i i e i l o s dos sa ria mente mais valioso. » spír-judu > a i essas condutas/ U) Segundo caminho animal Spring.4. V i r g í n i a Steven do rights: J. sem sua pode of 1998. p. descrevendo detalhadamente o tratamento cruel dispensado a essas criaturas nas fazendas industriais e nos laboratórios científicos. e m b o r a o i n l c r e s s e h u m a n o n ã o seja n c e e s P a r a ele. piincipius p. 257 p n m ipi<> c tico de respeito ao valor inerente dos indivíduos pois assim t orno n o eles (k ejam uma V K L bo<. dirá Ruth Payne. Ética levam a morte morte Rain Deh ndmg Defendmq Tne üttlefield. Singer sugere implicitamente que os animais mais assemelhados ao homem devem possuir um valor morai mais elevado . • n . que reivindica a abolição total do uso de animais pela liva ou comercial. uma v e z q u e os Dessa forma. Essas posições de Singer demonstram. . os Peter. são torna Martins mortos possível de a si Fontes. i animal nght^ D. V i r q i m a Suma T Pot unia Journal Policy Spnng.s .os H K s hum ^n-^ u )'ii() o camivonsmo. 2002. suas 142: mortes por "Em não algumas circunstâncias sofrimentos outra forma em não 262 261 agradáveis. 260 para os outros.. de uma forma que respeite seu interesse nada de Singer. animais e a uísr foi 2001.nimal rights dehatc 203. 254 255 PAYNE. uns m e i o beuelua pois nesse caso aquele que sofre diretamente a ação passa a ser instrumento a serviço dos demais . não podemos esquecer que ele foi um dos primeiros autores contemporâneos a apresentar uma crítica consistente na exploração institucionalizada dos animais.be n efício. ?) na satisfação em perH. 186. se ela atinge a esfera dos direitos fundamentais de um Fd/cnúo uso d \ ti adicional distinção d o s filo ofo^ mot MS enln I I I M M diretos e indiretos. Gary. argumentando que Singer reivindica uma proteção bem mais ampla do gue um simples tratamento humanitário dos animais. and the path the to social movemenfs struggle for 2002. que contrapondo -se a o u l i l i l a i i s m o animais. Mesmo que uma ação seja indivíduo. Rain 12. 594. S IIKJCI c o n s i d c i a a m m le d c u m a n i t n a l m e n o s i m p o i l a n l c do q u e a m o r t e de um sei que h u m a n o . sob o argumento de que a posse de diferentes capacidades mentais pode ensejar diferentes graus de importância moral de um ser. University. reivindica a abolição imediata da exploração dos errado em matar um animal para alimentar -se sua carne.5pr//7g. Policy duvide Roots and compk Ia d* todo o sistema de e*píoiaeio in 0 'i/Mrr -i! /ad c\ aadv M OS H i ha > . embora não possam ser tratados como coisa quanto ao seu interesse em não sofrer. animais. 1996." movement. que ot the coherency p. e que no contexto de suas vidas os animais que não são autoconscientes podem ser tratados como coisa. '' 7 7 mdcpcndcnlcmcntc das conseqüências que isto possa gerar. animal rights. 12. Virgínia Association. < » i 2002 ('o> a h>< i " i i o animais vivido — substituição não the outro. latks and ( ^ummit hituqo IntunaVonnl \oaei\ Univ< isity ol loi \nimal Riuht> Picss H)01 U101 p n J ís < ! f / l\ FRANCIONE. cit. Journal "Pode mortes and of S o c i a l ser sem Policy and Law Association. ogWs.153. vidas de de um São Paulo. Bartlett. p. dor. os animais no to in the for change. pois a e x i s t ê n c i a h u m a n a e mais Abolicionismo animal valiosa do a (ios a n i m a i s . Animal welfare. ela não pode ser justificada. conceptual blocks. que Singer em.vr < q u u V> e ohh m a < de suas preferência-. consubstanciada . i çá () c u st o . espoi tom Regan. 256 255 254 253 inleresses básicos dos animais são mais importantes do que qualquei co n s i (I e r. Pita to 593. Philadelphia: Temple 263 de REGAN Rt (JAN RI0 \N RF CAN Rowman Í"\)N L Jom tom T The struqqle for joimal riíjhts <. a justiça ou injustiça de uma ação não deve sei apenas pelos efeitos benéficos que ela possa produzir para a 259 |ul<|ada comunidade. op. 257 FRANCIONE. suas espantoso dor sejam para alguns leitores perda of abate. 258 without thunder: the ideology of the animal rights movement. que ele ainda se encontra inserido no paradigma do bem-estar animal. Florianópolis: Fundação Boiteux. 0 principal expoente desse movimento ê o filósofo norte ameiicano Caiohna ciência. professor emérito de filosofia da Universidade Estadual da do Norte. Regan reivindica a extensão aos animais do u 1 c Embora Singer admita que em algumas hipóteses os animais possam ter seus interesses desprezados . Gary. without thunder: ideology rights q u i s u i o ck 2003.gun i obtu aqutio q m p u f< i n t 3) na certeza de que aquilo que perseguem ( do M U m H a ^ o Tendo como pai tida d idt u de que os i n a < s ' M I ' \ w ng i i u\ v.K // In Uihana Illinois om Tom ti bana and Chicago COHEN Ca d Univeisit\ REGAN lom oi hl nois lhe P'ess U) A hu\. animal sem provocam que erro. senão atribuindo du 252 PAYNE. ' . embora Gary Francione recuse essa idéia. 1996. Philadelphia: Tempíe 259 260 prática. i mia 1 . <md OK oS Social pa^i and t seu iai mo\c ment <• >irugqh the Law A s s o c i a t i o n . de I V I e r o movimento pelos direitos.N a v e r d a d e .\wd 256 Para quando outros teria SINGER. University. 258 a dissolução total da agropecuária comercial e a proibição da caça Nessa concepção. akuna limite i da clica dt Snigtt cm t / t / t v . um hu'h \nmml \\xl uu animais consciência the configurar animal quest ltLIPL tor chanqe. quest 253 Ruth. p. p. d e s d e q u e os a n i m a i s s e j a m m o r ! os de n ã o senlir dor. p. e que ele seria mesmo o atual líder desse movimento .» » U ' -n 1 / !< \ > inclepc nd< nte dc qualquet calculo u1 'htao s i Rt i » pois não há coiro i npoi c. realmente J uma ournal enfim" Social human Law resistance psychologicai p.

REGAN. 0 erro de Singer. Urbana and Chicago: University of Illinois Press 2001 p 17 274 como em. 1. op. p. com Urbana a University animais dificilmente caso Revista da embora em. 206. Ibidem. 1985. interesses de bem-estar. relação jurídico vêem a Tom. Ibid. Edited by. direitos esses que não podem ser submetidos a cálculos utilitarislas ou a razões de oportunidade ou de eficácia. 268 Simplesmente reivindicar a maximização de um bem sem assumu nenhum compromisso anterior. Tom. por exigirem gue os seus titulares sejam tratados eomo fim. i j u s h c a K c g a n d e l e n d e a pioihu. Outros juristas vislumbrasse brasileiro: direitos de geral. o i c s p e i i o p e l . p. m e s m o as pesquisas c i c n l i l i c a s destinadas a p r o d u z a i c m e d i o s paia doenças e llaqelos humanos. uma vez que. em Urbana nenhum and Chicago: University afirma os viverem da of que Illinois os Press. num segundo momento ele fica do lado do eontratualismo de Kant. animais. a rights. Paola. rights. p. C. mais do que um simples ser vivo consciente. caso. p. 1 a n i m a l . seu subjetivos objeto o sujeito São aos (direito que no p. contados ambos em interesses em de liberdade devem em animais computados dos Marquete 266 267 268 REGAN. pescadores. direitos Defending Tom. 35 ou poli tm>s em Felipe. pois muitos animais. percepções. pecuaristas. sem ed. tais como gaiolas mais amplas e limpas. memórias. The great ape project. Regan fica ao lado do utilitarismo contra o eontratualismo. 30: etc. a n dc I o d a c qualquei lomia de exploiaçao demanda a sua total a b o l i ç ã o " ' ' . mediante normas gue assegurem melhores condições de vida para eles. 265 ulililansta da consideração dos interesses de todos os indivíduos que assegura o fim p o s s a m sei afetados nem por uma ação ou decisão não oferece nenhuma garantia aos a n i m a i s . livres e e limites liberdade Tom. "0 que gue animal Tom. é o mesmo que considerar a escravidão humana injusta apenas porque ela maximiza o bem de uma maneita insatisfatória. possuem capacidades psicológicas e emocionais bastante desenvolvidas. moral ofcompanion proprietários livres.d c uma-vida. momento igualmente serem alcance Singer contra econômicos dos ser man's 2002. . New York: St. personalidade. é p. Rebecca Law Defending J. Florianópolis. Regan entende que determinados animais não humanos possuem direitos morais que os impedem de serem utilizados como simples instrumentos a serviço do homem. and Urbana woman's and best Chicago: friend: University the of Illinois and Press. introdução Paulo. p. considerar o homem como o único ser digno de status jurídico é uma visão equivocada. 36. habilidades para iniciar ações na busca da realização dos seus desejos e metas. HUSS. 273 grande No lugar do conceito kantiano de pessoa.) se confundem já tenha de 134. prática. 273 REGAN. Urbana and Chicago: University of Illinois and Press. muitas vezes ele é obrigado a reconhecei nesse a legitimidade moral da exploração dos animais. sentimentos de prazer e dor. animal Valuing 65. 269 considerando 270 impossível modificar um instituto injusto através de sua flexibilização. 22. identidade psiquico-física no decorrer do tempo e bem estar individual. of são Illinois tratados Press. por entender que certos direitos são independentes das conseqüências de sua violação. 266 inclusive os dos caçadores. iguais devem interesse questão 2003. especialmente as aves e os mamíferos. criado pela cultura anglo-saxônica. objeto. carnivoristas listas também seriam computados para o resultado final."' 1 Utilizado-se do conceito de "direitos morais". Segundo 2001. R e v i e w . Boiteux. da sua exploração. animais sejam violados.Q u a n d o u m sistema e injuslo e m sua e s s ê n c i a . p. uma vez que todos os 272 interesses. e n q u a n t o os a n i m a i s l o t e m tratados c o m o 71 considerados propriedade humana ou do Estado. 17. dos serem Tom. 305 272 264 265 REGAN. lado. Defending animal rights. rights. se. New York: fios/'/ Blackwell REGAN.37. algo próximo da nossa teoria dos "direitos personalíssimos". É todo maneira nossa) herança jacente" Tribunais. desde que isto resulte na felicidade de um número de pessoas. deínm o Assim. Segundo alegando Arnold que o "Há ativo autores da que negam (o no o caráter indivíduo) caso de e direitos o sem direitos 7. da á se Fundação cit. vida emocional. 271 SINGER. Regan apresenta a idéia de sujeito-de-uma-vida. Regan argumenta que a interpretação Ao mesmo tempo em que refuta o eontratualismo e o utilitarismo. dc modo q u e t o d a e x p l o i a e a o a n i m a l . interesses de 2001. e nunca como meio. ser de de p. . desejos. muitos animais são dotados de crenças. independentemente das vantaqens ou desvantagens que possa trazer. preferências. 267 interesse das demais. por considerar que nós temos deveres diretos em relação aos animais. REGAN. viola um direito natural que todos nós temos o dever moral de respeitar. sendo intrinsecamente imoral. liberdade concede. Peter. está varia Defending animal errado o rights. Por uma princípios. Wald: sujeito na ética Peter Singer defesa animais. Defense of animais. p. Peter. Tom Regan clama por "gaiolas vazias". CAVALIERI. Martins Press. dirá Regan. havido direito quem civil possibilidade e parte errado caso fundamentalmente caso. ao invés de simplesmente melhorar as condições de vida dos animais na agroindústria ou nos laboratórios. num primeiro momento. não à vida.. foi equiparar o princípio da igualdade ao princípio da empregando o interesse de uma espécie como parâmetro para utilidade. The case for animal rights. Nesse sentido. status p. e cien Não obstante. Defending Para de mas Sônia animais que o animal T. C o m o o utilitarismo está comprometido com a redução da quanl i d a d e total de sofrimento no mundo. senso de futuro. In: SINGER. 306. porém. o que abre espaço para que os direitos naturais do-. uma circunstância sistema" (Tradução dos 1992. Chicago: gue os 2001. Regan reivindica o reconhecimento de direitos inatos a todo sujeito . 1993. 269 270 REGAN. legal 2001. por entender que.. e não por violar a integridade física e a liberdade humana. eles serão simples Por o u t r o igual material de suprimento ou instrumentos de produção. 35. Tom. Curso v. REGAN.

145. ética. 4 :"Sem Kathleen fazer Animal sobre a Washington. 30-31. 4) Naturalidade: o valor e a dignidade das pessoas independem de atos ou decisões do direito positivo. independentemente entende gue o uso de expressões eomo "dnulos porque a n o ç ã o de eonlcrir dignidade de nacionalidade. p. New York: Routledge. 276 Tom et al. Tom p. de 10. e divulga idéias gue só favorecem pois afirmar gue os animais possuem vícios e 281 especista. dos Direitos Humanos.ns ' . e Ollero. University. pelo menos os mamíferos adultos devem ser considerados titulares de direitos morais negativos. direitos morais são determinadas liberdades básicas que constituem o núcleo duro dos direitos fundamentais. abr. Na verdade. 2002. 2002. 276 Para Frey. que os tornam diretamente lesados nesses direitos. 0 1 . que é válido indivíduos. Michael. nossas pode modela nossul TASSARA. Revista de Direito Constitucional Earthbound. porém. SINGER. ou delas beneficiários da maneira fundamentalmente semelhante a dos humanos. Wisconsin Environmental Law Jornal Vida York: Harper Collins. para quem toda pessoa possui direitos naturais consubstanciados numa esfera de não-interferência do Estado e da sociedade . p. Interesís and rights et al. 3) Inalienabilidade: os direitos morais como a vida. 280 SINGER. G. muitas associações benestaristas. 5. p. Varn. 14. scam: th os e Oxford: abuse dos Clarendon. da Nenhuma malária. London. nenhuma o retorno que insulina da as diabéticos nenhum controle guia cegos.lais d n u l o s iiioi. o que muitas vezes pode nos levar os interesses individuais. Singer. mistérios para os questão: e direitos cachorro pode significam os difusão tais 277 278 Ibidem. no c n l a n l o .). 11 Janeiro: Ediouro. 275 naturais" não passa de "rematada tolice". todas as demais o têm em igualdade de condições. Libertação animai. ainda que um indivíduo possa morrer na defesa do seu país ou suicidar-se num ato de desespero. de modo a assegurar-lhes a capacidade de adquirir direitos c defendê-los em juízo através de seus representantes. anos n. 276 Além disso. 1996. sexo. 53-54. 2002. uma vez que eles possuem uma identidade psicofísica. M. Introduction. p o d e m l e i d n u l o s . o s a n i m a i s p o d e m lei d n u l o s da legislação d e e a d a p a í s . ethies. São Universal MARQUARDT. se uma pessoa tem direito à vida. Nenhum significar tentando significa pesquisas bíomédicas ficarão perdidas controlar epidemias"./jun. new introduetory essays in environmental 282 283 284 p. mesmo é somente uma forma e aos animais. p. Taking animais seriously: mental life and moral status. DEGRAZIA. a liberdade e a integridade física não podem ser exercidos por outrem e. a minha vida jamais poderá ser transferida para outra pessoa. independentemente das características particulares de cada indivíduo e. A idéia de que todos os indivíduos capazes de ter interesses são titulares de direitos morais pode ser formulada através do seguinte silogismo: 279 CHANDOLA. Ij Universalidade e n q u a n t o o d n u l o subjetivo de u e d i l o depende I) I o d o s o s s u e s q u e p o s s u e m m l u e s s e s . 1984. 69. nenhum Internacional. as denominadas liberdades básicas. 1 1 1 1 d o L i d o s d a s s u j u m l c s c a i a c l u islieas. Davi d. putting animais in perspective. 283 Assim como Locke. 281 Nessa concepção. liberation: Philadelphia: Andrés Tem pie 50 Paulo. religião etc. Muitos críticos do movimento abolicionista entendem que isto não passa de uma moralidade neutra. que eles consideram extremista por pretender incriminar o livre exercício do direito de propriedade. estão mais preocupados em atribuir personalidade jurídica a o s animais.Regan entende gue os animais possuem direitos advindos da sua própria natureza. Cambridqe: University of Cambridge significar animai peste bubônica. Ibid. e \) l o g o . 280 direitos morais simbólica de moral à s pessoas Para Michael Leahy o movimento abolicionista sofre de de uma espécie a ideologia "síndrome de Noé". 278 Juristas como Steven Wise. (Org. a s p e s s o a s d e I o d a s as para todos os nações possuem o mesmo e. Segundo 1993.as denominadas liberdades negativas que decorrem do pacto social . Peter. pois não se pode falar em direito quando o único padrão moral que importa é o da utilidade e da zação das boas conseqüências. Peter. e s o m e n l e eles. de modo gue qualquer violação a esses direito deve ser vista como uma afronta aos valores democráticos. c o n s i d u a a l i n g u a g e m dos direitos desneeessaiia assim e o m o B e n t h a m . os direitos morais são igualitários. Rio p. 2) Igualdade: enquanto o direito subjetivo admite a discriminação de direitos de acordo com as necessidades ou capacidades das pessoas. pertencem a todos em igualdade de condições. In: REGAN. New 281 275 REGAN. Cf. raça. eomo o Putting peopíe fusi (Colocando as pessoas em primeiro lugar). o c o m p m ia existindo ainda 282 mento dos animais é determinado apenas pelo instinto. 1991 p. é impossível que os animais sejam considerados sujeitos dc nalmal maxmn a ignorai direitos naturais ou morais.. p. 170. . of human animais para a 1980. «> c o n t a s . the case against animais. da 43. virtudes moiais os a u l o i c s de semelhantes aos dos homens é agir da mesma forma gue literatura infantil. um bem-estar individual e uma complexa psicologia. não nenhuma prova de que eles façam qualquer tipo de escolha. Declaração p. como o direito à vida. Dissecting american animal protection law. Gary Francione e Jean-Pierre Marguenaud. direito à vida. Wisconsin. à liberdade de locomoção e à integridade corporal. Afinal de gue a l u h m i virtudes aos animais é o mesmo que destacar as "virtudes" de um < a i m . 7) o s a n i m a i s p o s s u e m m l u e s s e s . 2003. Against LEAHY. R. rights. Regnery leite para ratoeira Nenhum (Tradução Gateway. se opõem veementemente as reivindicações do movimento pelos direitos. FREY. crianças.

Books. Cambridge: University of Cambridge p. pois ambas podem funcionar ora como objeto.Wisc. 292 FRANCIONE. Além disso. cit. ao promover. Ibidem. iimoges: Presses 2 8 6 287 Ibid. c. Rain 54. 287 preenchem plenamente os seus dois requisitos básicos. 1992. já que eles Wise. tais eomo a liberdade corporal e a integridade física. no entanto. the ideology of the animal rights movement. ' M Para Franeione. e afirma que os juizes devem reconhecer a titularidade de direitos a todo e qualquer animal de acordo com o seu grau de autonomia e potencialidades mentais. Tendo como ponto de partida a teoria dos direitos subjetivos de Wesley Hohfeld. 286 simetria técnica muito grande entre a personalidade animal pessoa a f i c ç ã o da ora c o m o jurídica. en droit Jean-Pierre. Ibidem. 255. 296 without thunder. as ações judiciais em favor dos animais têm sido cada v e z mais bem sucedidas. loc. por exemplo. Rattling 61. pois possuem uma única idéia básica: a abolição de toda e qualquer prática que submeta os animais à violência e crueldade. que são a posse de um interesse próprio distinto do seu proprietário e a existência dc um organismo gue possa representar seus interesses em juízo. alguns ativistas. o que distingue os abolicionistas dos liberaeionistas é gue o primeiro rejeita qualquer tipo de instrumentalização dos animais. FRANCIONE. Cambridge and Massachussett: Perseus 291 LOMBOIS. o interesse do proprietário será sempre considerado superior. University. MARGUÉNAUD. II. p.cada um baseado em uma base teórica diferente buscando alcançar objetivos distintos . inspirados nas idéias de Peter Singer. University. 395. todavia. p. d c l c n d c a imediala e x t e n s ã o dc d u c i l o s subjetivos b e n s |in idieos. de Préface. 289 Reforma ou abolição? De fato. a Burger King c a Wendy's. 294 Embora o movimento abolicionista tenha se fragmentado em numerosos subgrupos . 396. três das maiores redes de fast-food dos Estados Unidos. Jean-Pierre. 2000. 288 mente na maximização do bem. Gary.suas idéias são complementares. 6. afirma que esses primatas possuem direitos individuais negativos ou privilégios. 2000. L/anima! en droit prive. 281. 293 294 295 Gary. Taking animais seriously. pois. without thunder: the ideology of the animal rights movement: Philadelphia: Temple 290 FRANCIONE. Rain p. a personalidade animal se constitui numa terceira categoria entre as pessoas e os 285 WISE. sei e s h u m a n o s / " aos chimpanzes c bonobos (chimpanzes p i g m e u s ) . pelas mesmas razões eles devem reconhecer que os grandes primatas possuem esses direitos. p. ao Existe u m a mesmo lempo 0 autor argumenta que se os juizes concedem direitos de dignidade para crianças e pessoas com graves deficiências mentais a partir da ficção legal de que "todas as pessoas são autônomas". xxxii. não se restringe apenas aos chimpanzes e bonobos. Marguénaud entende que a concessão de personalidade jurídica os a n i m a i s para é uma necessidade que decorre da própria lógica em que se constitui numa realidade técnica . David. MARGUÉNAUD. e 292 jurídica. noção que Singer simplesmente rejeita. EUA. p. por reconhecer que eles possuem valor inerente. Se para os "libertários" os interesses dos animais devem contar igual Assim como a escravidão humana. Philadelphia: Temple France. desde que os benefícios sociais sejam maiores que a quantidade de sofrimento imposta. m u i l o p e l o c o n t r á r i o . . Sleven. p. 1992. a escravidão animal é injusta por excluir esses seres da esfera de incidência do princípio da igual consideração de interesses. Introduction to animal rights: your child or the dog? Philadelphia: Temple University. tanto em uma como em outra. u m a vez q u e os a n i m a i s n ã o e x e r c e m o m e s m o p a p e l passivo d e u m a c o i s a m a n i m a d a . d e s e m p e n h a m u m p a p e l alivo bem dclmido. iimoges: Presses Universitaires de France. e que somente a partir da mudança desse status será possível abolir a exploração institucionalizada dessas criaturas. 1996. uma campanha intensiva contra a McDonald's. organização que impulsionou consideravelmente o movimento. em Newark. 293 sujeito de direito. Outro jurista de destaque é Gary Franeione. 1996. Universitaires Claude. Canimal prive. 392. 98-99. embora reivindiquem a dignidade moral dos animais. sob o a i g u n i c n l o de q u e lhes p c r m i l i r i a ser esses animais possuem uma capacidade mental que a ponto de estabelecer uma r e l a ç ã o a l e h v a c o m os aprovados em testes que normalmente são aplicados a seres humanos. p . autores eomo Peter Singer e Henry Spira são muito pragmáticos e. 1996. Gary. criaram a PETA fPeop/e for the Ethical Treatment of Animais). DEGRAZ1A. professor da Faculdade de Direito de Rutgers. 296 Para o professor francês Jean-Pierre Marguénaud. p. the cage toward legal rights for animais. mental life and moral status. ainda consideram justa algumas formas de exploração. 288 289 Ibid. 290 A partir dos anos oitenta. FRANCIONE. os abolicionistas acreditam que esses interesses serão mais bem protegidos se lhes forem outorgados direitos. In: p. em 1994. de modo que é perfeitamente possível transportai para os animais a teoria da realidade técnica da pessoa jurídica. para quem o principal obstáculo ao reconhecimento da dignidade moral dos animais é que eles ainda são considerados propriedade humana.

as jaulas limpas de h o j e sei a o ao m e s m o reivindica De toda sorte. por exemplo. Contudo. Robert. Jetnplr Potitical ideology and the legal status of animais. Animais. argumenta gue o direito é uma abstração que constitui uma mera condição formal. ainda n ã o l o t a m s a l i s l a l o i i a m e n l e i m p l e m e n t a d o s em m u i t o s países. Para ele. natureza Ibidem. pois ainda que o abolicionismo coerente para a prática cotidiana do movimento.No d e c o n c r dessa campanha. a p c s a i d c p i o ( Iam. existe uma diferença muito grande entre as reformas defendidas pelos abolicionistas e as defendidas pelos restrieionistas. Na visão gradualista ou restricionista. entende gue a concessão de direitos aos animais poderá contribuir para o enfraquecimento da idéia e a produção de um efeito inverso. ele é utópico e incapaz de indicar uma Nessa concepção. quase sempre com pouca ou nenhuma efetividade 301 GARNER. a restrição das técnicas de privação de água e alimentos para produção de ovos. Helena. i d o s s o l c n e m c n l c por quase I o d o s o s ((ovemos. 2002. eles continuarão a ser explorados. 6. essas reformas. 2. a ponto de a PETA ter sido acusada de cumplicidade com a agroindústria. meaning. 303 É importante ressaltar que essa polêmica já havia ocorrido em 1860. o liberalismo econômico para o direito animal. divulga o veganisnw > c o vivissecção c as jaulas vazias de amanhã. ( a i s c o m o a i c d u e a o d o número de galinhas nas baterias. de modo que c e r t a m e n t e h a v e i ia direitos/"' se d e v e lorle resistência a uma restrição tão radical a esses Sc os animais têm atualmente uma proteção inadequada. 300 d e v e sei melhoria Segundo os restrieionistas. como ocorre com a luta antivivisseccionista e contra a indústria de peles. 1996. 1996. à omissão dos órgãos slatus jurídico. e s s a s "vitórias" acabaram por reacender o antigo debate entre o abolicionismo e o gradualismo. Ibidem. and the animal rights movement. existem inúmeras razões para acreditarmos que. O s d u c i l o s h u m a n o s . p o r e x e m p l o . no seio do movimento antivivisseccionista. as e m p i c s a s loiain pi e s s i o n a d a s a na n a l i d a d e s o c i a l . aumentando ainda mais a perversidade humana contra os animais. 1995."" assumir vários c o m p r o m i s s o s p a r a a m e l h o r i a d a s c o n d i ç õ e s d e v i d a d o s animais nas unidades d e produção e abaledouros. . p. preparam gradualmente os espíritos para uma abolição futura. 306 Para os restrieionistas. p. University ol Ivicestci. uso de produtos livres de crueldade. François Ost. rodeios e zoológicos. 302 297 298 Ibid SILVERSTEIN. Ibid. Unleashing 31. François. 298 ambienlar. thunder: movement: Philadelphia: OST. e ás interpretações conservadoras da maioria dos tribunais.7 Oulros advertem que. a exemplo do que já ocorre com os animais silvestres. Animal Law Review. Robert. além de lutar contra a o uso de animais em circos. o abolicionismo animal ainda sofre uma forte oposição no mundo acadêmico. à margem da lei: o ecologia à prova do direito. uma vez que essa exploração decorre muito mais de fatores políticos e ideológicos do gue jurídicos. University. 303 304 GARNER. p. of 299 300 Michigan. rights 1993. 299 o reconhecimento dos animais como sujeitos de direitos. Lord Coleridge defendia uma posição mais moderada. pois tempo em gue luta por reformas graduais na atual legislação. a proposta de modificar o status de propriedade dos animais é muito radical. ao mesmo tempo cm q u e ajudam a melhorar as condições atuais dos animais. o sofrimento que a agroindústria provoca n o s animais é tão grande que qualquer melhora nas condições atuais representa Por fim. 82. 217 3 0 5 306 rights: law. A p. 2002. p. a aplicação de choques elétricos antes da evísceração e decapitação. 78. etc. acompanhado por agendas práticas e ideológicas que assegurem uma imediata na qualidade de vida dos animais. Lisboa: Instituto Piaget. do q u e ao s e u A própria PETA emprega uma estratégia de duas vias.80. polities without and morality. Gary. Robert: p. Animal Law Review. embora as sociedades estejam icsliiiKjir loile obstáculo uma preparadas paia ainda c um os direitos de propriedade. Política! ideology and the legal status of animais. Michigan: University GARNER.80. islo muito mais ao escopo limitado das leis. assim como é um erro não acreditar ser possível a obtenção de melhoras significativas no bemestar animal dentro do atual sistema jurídico. que embora recebam uma rígida proteção jurídica continuam a ser impunemente comercializados de forma ilegal. embora algumas delas possam ser empreendidas em conjunto. p. p. Rain 2-3. de modo que o uso retórico da linguagem d o s direitos e a luta por um objetivo abolicionista a longo prazo. FRANCIONE. gue visava tão-somente reduzir o sofrimento dos animais nos laboratórios. 305 imediato direção seja uma reivindicação justa. Robert Garner. University of I eicesh-i. 304 Para muitos autores. mesmo que os animais venham a ser considerados sujeitos de direito. pois enquanto Francês Power Cobbe lutava pelo fim imediato da vivissecção em animais. ainda que uma mudança como essa venha a ser uma etapa necessária para a agencia abolicionista. the Manchester: ideology of Manchester the animal University. por exemplo entende gue a simples abolição do status de propriedade não ofereceria nenhuma garantia de gue os animais deixariam de ser explorados.

The for animal rights. eomo fez Henry Spira. Tom. pois somente dessa forma estaremos agindo de acordo com princípios morais. que.ou continuar espremida num pequeno espaço degradante à espera do abolicionismo finai? 308 Para Singer. atuando em áreas com maiores chances de sucesso. p. p. University. without vs. 628. thunder. a menos gue isso ocorra em seu próprio benefício ou nos casos em que também seria admitido com a espécie humana. mesmo porgue não existe nenhum critério de justiça gue justifigue a priori a mutilação de seus corpos. Passeata pelos direitos dos animais em Salvador. que deve ser imediatamente cessado e não postergado. Jaulas vazias: encarando o desafio dos direitos dos animais. Tom. Defending Gary. são pressupostos básicos para toda e qualquer animais e pensar: se eu fosse uma galinha. Rights. 312 REGAN. 1987. REGAN. Steven. pois acreditar que as práticas consideradas "humanitárias" contribuam para o fim da exploração animai é o mesmo que esperar "chuva sem trovão". 309 310 311 REGAN. acabou por promover pequenas. 2005 307 BEST. 2006. 308 FRANCIONE.2 3 Entendemos gue um movimento verdadeiramente abolicionista não deve jamais pactuar com qualquer tipo de violação dos direitos fundamentais básicos dos animais: a vida. 2001. a e x e m p l o da lula e o n l i a o d c s i i i c i i i h i a n i c n l o o u f e r v i m c n l o d e a n i m a i s vivos. Urbana the Clarks and Summit: Chicago: of International University the animal Soeiety of Illinois rights for Animal Press. pois ela sempre resulta na negação do direito dos animais de serem tratados com respeito.. 310 Gary Franeione entende que a luta restricíonista pode retardar ainda mais o abolicionismo. Eles ponderam que devemos. mar.u m g a n h o para o m o v i m e n t o . Philadelphia: Temple 1996. animal without rights. movement. Porto Alegre: Lugano. nos eoloear no luqar dos são. No seu ponto de vista o movimento de libertação animal deve lutar por objetivos realistas. p o i s p i e l e n d e m o l e reeer d i r e i t o s de s e g u n d a d i m e n s ã o . " Segundo Regan. University. Gary. preferiria ser transferido para uma gaiola maior . 6. Temple FRANCIONE. que foram gradualmente convencendo a opinião pública. 3. Tom. mas efetivas mudanças./abr. p. a liberdade corporal e integridade física e psíquica. p. argumentam gue não se pode combater o mal com o próprio mal. welfare debate: do eorporate reforms delay animal libera tion. c o n s u b s t a n c i a d o s e m a ç õ e s p o s i l i v a s do nas baterias de produção. on rights 2002. nenhuma exploração de animais é possível sem a violação dos seus interesses ou direitos básicos. 126. Chewing 16. the ideology of the animal rights movement. o u pela d i m i n u i ç ã o d o n ú m e r o d e g a l m a c c o s ()s l e s t i l e i o n i s l a s p a i I e m d e u m a p i e m i s s a l a l s a . Rain 15. a limitação da sua liberdade ou a sua morte. . ideology Philadelphia: 1996. os abolicionistas falham ao não perceber a necessidade de uma opinião pública favorável antes de qualquer mudança jurídica. AnimaTs Agenda. m / I slado. 309 Os abolicionistas. Rain p. p.onde pudesse ao menos ler melhores condições de vida . porém. a n l e s de l u d o . 143-144. struggle thunder. sem que antes a s s e g u i a i direitos f u n d a m e n t a i s de primeira d i m e n dignidade moral.

Mesmo nos momentos em Í///< rejulgem I riuiijaiiics,

< / s Icainis

D e l a t o , l o b i a s l i a n d o , \.\ n o s é c u l o X I X , d e n u n c i a v a o p i o l u u d o isolamcnlo a que a ciência juiidica eslava submetida: O (///c se quer, c o que imporia principalmente, moderna, da resumindo, c lazer o (lucilo cntiui rubrica, nao real às as os c para

por teiem aiiiupdo a em

plenitude de sua

expansão avassaladora,

que o domínio delas parece definitivamente enraizado, próprio ou começam a germinar, elementos que, de de seu

na corrente da ciência achados somente o cultivo mais uma do do plausíveis exigência direito; que diz

debaixo desta /..' isto

antropologia é

darwiniea. uma dc

regaço,

modificação

lógica,

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necessidade mais

transformação

pouco a pouco,

sarjam-Ihes o corpo cm todas as direções e preparam-lhes a dissolução,
m

porquanto

nada

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ciências esteriliza. de uma da ver a

mantê-las um ou a
16

inteiramente

isoladas. alemão: ss

isolamento

(Clóvis B e v i l á q u a )

Como

arguto provérbio a demasiada vista geral

árvores nos

impedem dc

floresta,

concentração do todo e

detalhes o

especialidade unidade

rouba científica?

apaga

sentimento

É preciso, antes de tudo, destacar que já houve tentativas d e l u n d a mentar os raciocínios éticos a partir da Teoria da Evolução, a e x e m p l o
do

A hermenêutica constitucional da mudança

darwinismo social de Speneer que, inspirado na teoria da sobrevivência d o s mais aptos, elevou ao plano da universalidade a idéia da passagem d o h o m o gêneo desorganizado para o heterogêneo organizado.
3!/

Com efeito, na tentativa de construir uma ponte entre o orgânico e o social, o darwinismo social concebe a realidade social, especialmente os fenômenos da formação do Estado e do Direito como o resultado de uma
Evolução multilinear das idéias

luta constante entre as raças e os povos. imperialismo colonialista,
319

318

A despeito de a Teoria da Evolução estar na base da biologia moderna, os cursos de filosofia e ciências humanas ainda são ensinados eomo se Darwin nunca houvesse existido.
314

Considerada uma teoria etnocentrista, racista e de estar a serviço do o darwinismo social foi acusado de estimulai
!

relações competitivas e agressivas entre os indivíduos e os grupos sociais, na crença de que isto acabaria por torná-los mais aptos e evoluídos. " A sobrevivência dos mais aptos, porém, nem sempre significa a vitória dos mais agressivos e competitivos, e eomo destaca Donald Pierson, Darwin foi muito influenciado pelas ciências sociais, e a própria Teoria da Evolução é uma tentativa de projetar o princípio sociológico da "cooperação compe ticlora" no reino biológico. " Por outro lado, a seleção natural nem sempre representa o aperfeiçoa mento da espécie, pois a natureza segue muito mais uma lei proscritiva do
3

Nas faculdades de direito essa situação é ainda mais grave, pois a maioria dos juristas pensa o direito eomo uma instituição social destinada única e exclusivamente para o homem, fonte e fim último de todos os valores.
315

313

BEVILÁQUA,

Clóvis.

A

formula

da

evolução

jurídica.

In:

Revista

Acadêmica

da

Faculdade

de

Direito

da

U n i v e r s i d a d e do 314 315 DAWKINS, Para LAW, Ríchard. Steven

Recife, 0 gene M. York. natural Hoje em

Recife, p. 3, egoísta. lega!

1914. Belo of Horizonte: non Itatiaia; São Paulo: In: Universidade de São Paulo, ON de 1979. p. 21. JHE

tipo "o que não é proibido é permitido", do que uma lei preseritiva do

WISE, 5,

The

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human

animais. of the que Bar, o

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ANIMAIS Darwin e não da

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1999, pela

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seleção hierarquia.

planejado cientistas,

governado acreditam Nenhum entanto, o a um mundo

por que 316 317 318 319 320 321 BARRETO, MACHADO Ibidem. ibidem. p. p. Tobias. Neto, 188. 196. Simon. E. p. Dicionário Ecologia 22. Oxford In: cie filosofia. Donald. Rio de Janeiro: Jorge de Zahar, 1997. p. 131. São Paulo: Martins Estudos L. de direito. Brasília: jurídica Senado São Federal, Paulo: 2004, Saraiva, p. 1987. 6-7. p. 58.

de seja o

pessoas A

bem voltou forma anos. seres ou

educadas, atrás, que Nossa humanos. legislado, o o visão A

certamente filosofia universo moderna única

universo

vivemos. pensa por que mais o seja

voltado

atrás. No que continua temos

filósofo, o

Antônio

Sociologia

provavelmente tem sido são se

nenhum mantido o

estruturado. acredita que Nós

mesmo

divinamente os juristas. na

concebido Nosso

para

profissão imutável.

acreditar sistema

BLACKBURN, PARK, Fontes,

direito, dos seres

costumeiro de um

continua

Robert 1939.

humana,

PEIRSON,

Estudos

ecologia

humana.

baseado

cadeia

dentro

mundo

durwiniano".

Iipo "o q u e n a o e p c i m i l i d o c p i o i b i d o " , dc m o d o q u e , i \ m u d a m , as m u i l a s

I a / i a a I s c o l a I l i s l o r i c a , m a s se a d a p t a i c r i a l i v a m e n l c a n o v a /> M/\/S |UI i d i e a , levando sempre em c o n s i d e i a ç a o a A s s i m , a teoria

vezes não o c o r r e m d e l o r m a g r a d u a l , m a s a l r a v c s d e sal lo-, i e p e n l m o s . " Segundo Francisco Varela, o caminho d a o t i m i z a ç ã o a t r a v é s d a e v o lução controlada pela seleção natural nem sempre permite uma "adaptação ótima", capaz de determinar a evolução orgânica dos indivíduos, uma vez gue a seleção natural estabelece apenas condições mínimas a partir das guais vários caminhos podem ser seguidos.
{

mutabilidade

dos "valores sociais". ' positivo c t e l i v a m c n l c de m o d o q u e o seu de c o n l l i l o e n l i c

:

há de estar sempre atenta ao direito

exislenle, alastando-se o b j e l i v o seja s e m p r e a leona c a

de toda forma de idealismo,
328

o desenvolvimento da vida. Nos casos

práxis esta última deve prevalecer.
gene egoísta,

323

I
obra

m 19/6, o

zoólogo neodarwinista Richard Dawkins publicou

a inshganlc os d e n t e s ,

„ | | | I | | I |
<

Na sociologia as teorias evolueionistas da complexificação e da especialização das relações sociais demonstram gue o crescente aumento do número de papéis e de instituições sociais tem permitido a adaptação da sociedade a novos fatos decorrentes de fenômenos naturais ou históricos. 0 esgotamento de determinados recursos naturais, por exemplo, pode ensejar mudanças nos hábitos de consumo, contribuindo até mesmo para constituir novos sistemas de parentesco.
324

denominada 0

em que afirma que assim eomo

as (jarras e as vísceras ofereceram uma grande "vantagem biológica" aos cai nivoros, a evolução pela seleção natural produziu homens com avantajados que lhes permitiram o desenvolvimento de idéias q u e acabou por produzir um novo modelo de evolução.
o meme,
329

cérebros

abstraias, o

Para Dawkins, esse novo modelo evolutivo tem eomo ponto que de forma análoga ao
gene

de pai lida

é uma unidade
330

cultural icpli possível

Acontece que o antigo modelo de evolueionismo social já está superado, e hoje se sabe que não existe evolução linear entre as sociedades ou culturas. 0 atual modelo de sociedade industrial, moderna, ocidental, por exemplo, não é um estágio pelo qual todo processo de complexificação e diferenciação social devam passar. Segundo a Teoria da Evolução multilinear, não existe nenhuma evidência histórica de que as sociedades passem necessariamente pelas mesmas fases, da mesma forma que a evolução natural não segue um caminho linear. A diversificação das espécies, assim eomo das sociedades, podem desenvolver-se em várias direções.
325 320

cadora gue luta para se disseminar por um maior número mentes, perpetuando~se assim entre as gerações futuras.

de-

Assim eomo ocorre com os genes, um meme (uma melodia, um

poema,

uma idéia) não terá qualquer chance de sucesso se não for dotado d c um "elevado valor de sobrevivência", o que significa ter uma forte atração
psico1

lógica por oferecer respostas plausíveis para determinadas guestões culturais" a ganhar força na doutrina e jurisprudência brasileira, justamente num mo

As idéias abolicionistas em relação aos animais, por exemplo, começam mento em que os nossos juristas começam a se afastar do formalismo, q u e tem como ponto de partida a crença de que existe uma autonomia absoluta do mundo jurídico em relação ao mundo social, com a História do di reito se confundindo com a história do desenvolvimento interno dos próprios conceitos e métodos.
332

84

| I
"E .2 'jü "5

No mundo jurídico o método hermenêutico teleológico evolutivo de Jhering, por exemplo, tem como ponto de partida a idéia de que a ciência jurídica não deve se restringir a uma simples pesguisa de fontes, tal como

seus

<
327 322 Para da Francisco adaptação, Varela, Não e de "Nao a uma é uma questão o que caminhar ponto seja (az de sobrevivência central, mas do a com Gaia: mais apto, é da uma questão um meio de sobrevivência traçado ambiente" São Paulo, de em 328 329 ADEODATO, 2002. Ibidem. Para através pulando imitação" José Belo Reinaldo Horizonte: José de Nova Reinaldo Lima. Direito e transformação p. 65. e transformação p.67-68. sociais, força da "O social: ensaio indiano, técnicas e da Gaia: interdíseiplinar por etc. das mudanças apresentava entanto, Francesa". do co332 331 social: ensaio interdíseiplinar das mudanças no 330 Em soe sua um p. p. Richard dos de em, João Maurício L Ética e retórica: para uma teoria da dogmática jurídica. São Paulo: Saraiva, 164-166. 172. Dawkins. "Da mesma ou cérebro egoísta, Dawkins 'gene'. dos por Belo explica: Espero forma óvulos, meio de como da um os genes se maneira gue Paulo, de uma me que propagam os pode no memes ser 'fundo' pulando no sentido Paulo, guero de corpo 'fundo' amplo, 1979, um p. para de de 214. que empo meme\

otimização linhagem 0

preservação as uma

adaptação: em do seu

mudanças THOMPSON, Gaia, 323 324 Ibid. LOPES, direito. 325 Segundo no uma nunca 326 VARELA, nhecimento.

estruturais William 53.

congruente a trilha,

mudanças teoria

irwing

(Org).

conhecimento,

espermotozóides cérebro 0 para

mesma

propagam-se no São mas se eu está Paulo,

2000, p.

processo São

chamado, de

gene Richard como

Horizonte, " que

Itatiaia;

Universidade raiz grega,

obra, pouco Se

'Mimene' meus

provém

monossíluho mimeme a de para

Alvorada, de Nova Lima.

1997.

amigos

helenistas pensar

perdoem a

abreviar

LOPES, Belo

Direito 1997, de dado Em

meme. ou à

servir

como

consolo, em,

pode-se, 0 gene

alternativamente, egoísta,

palavra São

relacionada Universidade

'memória', São

direito.

Horizonte: grandes gue O Paulo: o

Alvorada,

sub-continente políticos,

exemplo, No

palavra 1979,

francesa p. 214. Dawkins,

meme"

Belo

Horizonte,

Itatiaia;

sociedade deu

com

diferenciações Ocidente faz p. a 53. havia

papéis por

sistemas Revolução William

Paulo, Segundo memória

passos

Industrial Irwing (Org).

Revolução uma

Richard humana, Pierre.

o

meme p. 215.

é

como

um

vírus

em

busca

de

um

hospedeiro,

e

este

hospedeiro

é

a

Francisco. São

caminhar 2000,

trilha.

THOMPSON,

teoria

ibidem, 0 poder

BOURDIEU,

simbólico.

Lisboa:

Difel.

1989.

p.

223.

No

lormalismo,

o

diieilo

e

vislo

como

um

sistema

lechado

e

O u t i a s ve/es sao o s valoies soei.iis que t o m a m u m a n o i m a obsoleta, e o m o n o c a s o d o a r l . 7 Ií), IV, d o a n l i q o C ó d i g o C i v i l , q u e p e r m i t i a a a n u l a ç ã o do c a s a m e n t o por erro dc pessoa q u a n d o houvesse o d e t l o i a m e n l o da m u l h e r e esse C ó d i g o Civil

autônomo

q u e se d e s e n v o l v e a p a r t i r d e u m a " d i n â m i c a que entende que o

interna", a e fundamenta

xemplo do p u r i s - m o kelseniano no próprio direito.
333

direito se

lato fosse

ignorado

pelo marido,

artigo que antes do novo negativo. ' '
3 1

Ao lado do formalismo, porém, sempre existiram abordagens instrumental istas, como as de Althusser e Lassa He, para quem o direito, reflexo direto das relações de força existentes na sociedade, é um simples instrumento cultural a serviço dos grupos dominantes.
334

já havia sido revogado pelo costume

Ressalta Edvaldo Brito que embora num sistema jurídico continental
europeu onde que da

como o nosso ainda exista um culto exagerado

ao lormalismo, d o comnion law, decorrei

os oráculos são os professores universitários, ao contrário

Para Bourdieu, tanto esse formalismo guando o instrumentalismo ignoram que o direito é na verdade um universo relativamente imune às pressões externas, pois as suas práticas e discursos são duplamente determinados por relações de força específicas (conflitos de competência) e pela lógica interna das obras jurídicas, onde são delimitados os espaços dos possíveis e o universo das soluções propriamente jurídicas.
335

é muito mais um "direito dos juizes", podemos encontrar, no

história, atos juridicionais que operaram verdadeiros efeitos
340

de m u d a n ç a

inw-formal, mediante adaptações efetivadas por processos de interprelaçao da constituição jurídica. Um dos exemplos clássicos de mudança não-formal ocorreu
Hubeas Corpus, a durante a

vigência da Constituição de 1 8 9 1 , com a denominada doutrina brasileira </o

desenvolvida a partir das idéias de Rui Barbosa, para

estendei estivesse

utilização daguele instituto a todos os casos em que um direito

Interpretação evolutiva

ameaçado, manietado ou impossibilitado de seu exercício em

decorrência
!11

de um abuso de poder ou ilegalidade, no âmbito civil ou criminal. Um dos mais importantes métodos hermenêuticos é o evolutivo, que pretende o encontrar a vontade autônoma das normas e adequá-las à realidade social atribuindo a elas, em razão de mudanças históricas, sociais ou políticas, novos conteúdos.
336

Além disso, quando a Reforma Constitucional, de 3 de setembro de 1 9 2 6 , restringiu o âmbito daquele instituto à liberdade de locomoção, os juristas passaram a utilizar os interditos possessórios na defesa dos fundamentais, influenciando a criação, no direito brasileiro, do de segurança pela Constituição de
1934.
3 4 2

direitos

mandado

De fato, no decorrer do tempo a hermenêutica jurídica tem acumulado uma série de experiências na criação de mecanismos de mudança e adaptação, desde juízos de eqüidade a interpretações analógicas, o que acabou por tornar possível a convivência de várias normas, que embora contraditórias, continuam sendo consideradas válidas.
337

Numa sociedade livre e comprometida com a garantia da liberdade e com a ordem, as leis evoluem de acordo com o pensamento e o comporta mento das pessoas, e quando as atitudes públicas mudam, a lei também muda, embora essa mudança normalmente seja lenta e vagarosa, prazo do que as forças reformistas.
343

p o i s as curto

Muitas vezes, há um desacordo entre antigas regras jurídicas e novas situações táticas, ensejando lacunas de imprevisão ou supervenientes, a exemplo do que ocorreu quando o Supremo Tribunal Federal (STF), antes mesmo do advento da lei, autorizou a correção monetária do montante das indenizações decorrentes de ato ilícito.
338

forças do conservadorismo são invariavelmente mais poderosas em

339 340 341

Cf.

Art:

218, Edvaldo, Luís 180. do Qual

caput,

e

219, da

inciso

VI

do

Código

Civil

de

1916. Porto AlegreSérgio de suas Antônio Fabris. 7. 1993, ed. Rio p.85. de Janeiro: à o mais liberdade ou a Renovai, singela de Io

BRITO,

Limites Roberto. Segundo texto o o 0 J.

Revisão

Constitucional. e a

BARROSO, 2003. p.

direito M.

constitucional Othon Que objetivo, subjetivo? Sidou, garante letra A "A o

efetividade era

normas. ovo de

teoria

simplíssima, Corpus? à o vista abuso afronta corpus, dos

autêntico A do de

Colombo, é: A a

observação comoção. ilegal. 333 3 3 4 335 336 337 Ibid. Ibid. Ibid BARROSO, LOPES, Belo 338 Ibidem. Luis Roberto, Reinaldo Nova /nterpretação de Lima. e aplicação e p. da constituição. social: 6. ed. São Paulo: Saraiva, das 2004. p. 146. no direito. 342 343 princípio E

constitucional. pressuposto

Habeas

resposta remédio poder, se

universal heróico? ou seja, em de 5.

constitucional ilegalidade pois que ou

violência afronta de

coação

qual

seu

pressuposto

qualquer privação dc da

constitucionalmente locomoção, habeas 126-127. 181. Cíive. Animal 1985.

consagrado.

Desde

essa

cometa

forma

liberdade d e injunção, 1998, Ibidem. p. p.

caso e d e H a b e a s C o r p u s data, ação popular, as

e m,

Habeas ativas

mandado coletivos,

segurança, ed., Rio

mandado

garantias

direitos

de Janeiro,

Forense,

José Horizonte: p. 95

Direito 1997.

transformação 94-95.

ensaio

interdíseiplinar

mudanças

Alvorada,

HOLLANDS, Basil

rights p.

in

politieal

arena.

In:

SINGER,

Peter

(Org).

In

defense

of

animais.

New

York:

Blackwell,

168-178.

New NETO. Direta de não Gustav partir regime 347 No julgamento de seu ao que voto controle uma Ineonstitucionalidade. ensaio interdíseiplinar das mudanças no direito. 73-74: mesmo "injustiças uma de os (des) na autores legais" ruptura da e caminhos de a T h ornas. prejuízo ed. 346 constitucional e adquiriram um novo fundamento de validade. São opinião José pública Reinaldo Nova sustentação e situação. existe uma controvérsia em saber se a incompatibilidade entre as normas infra constitucionais anteriores à nova Constituição se resolve no plano da vigência ou no plano da invalidade. e não de revogação. De a 351 fofo. 351 encontram autores como Pontes de Miranda. Interpretação aplicação constituição. do outro. 73-/4. p. e os juizes tomou cada Cons ordem Outro importante fator de mudança jurídica são as antinomias entre duas ou mais normas. gue já estava em plena decadência guando o movimento abolicionista obteve a vitória final. 346 LOPES. uma vez que mesmo entre normas de igual hierarquia a norma posterior revoga a anterior. advogados. pois os c o n d i t o s e n t r e as n o r m a s validade 5 inliaconstitueionais e a Constituição se resolvem no plano da a t r a v é s do A a lei controle difuso ou concentrado de eonstitueionalidade. 206. 348 349 Ibidem. a jurisprudência também muda. ou simplesmente guando o nível de esclarecimento da sociedade aumenta. 1998. for São Paulo: New Saraiva. Para eles a nova Constituição simplesmente revoga a legislação anterior gue lhe for incompatível. p. York 1987. de um lado. o Poder Judiciário se um "espaço de confronto e negociação de interesses". Na verdade. Direitos sociais e controle judicial Alegre. tratando-se de inconstitucional idade superveniente. c o m o C a s l i o N u n e s c W i l s o n de S o u / a C a m p o s lia talha. aqueles que entendem que. University York. 345 normas de igual hiciai'quia. a estraliíicaçao ação isolada de uma minoria. quanto ao processo de formação acadêmica desses profissionais. e uma Ainda hoje. dificilmente o judiciário se opõe a ela. a hoje "comparado". pois eonstitucionalidade anos ao permite sabor Luís que dos uma norma das constitucionai para Paulo. non-property status animais. transformação social: ensaio interdíseiplinar das mudanças no direito. 350 As mudanças na cultura jurídica. nos fatos empíricos. Horizonte: Alvorada. por exemplo. enquanto tribunal constitucional. "direitos semelhante. prevalência muitos mais Direito 1997. legisladores).e a razão de uma norma deixa de existir guando ocorrem mudanças na lei. seja nos casos de inconstitucionalidades legais supervenientes. até de Alemanha. Environmental Law Journal. p. da grande 6. Segundo um p. p. Francisco Campo e Paulo Brossard. BARROSO. e ainda experiência a maioria na época da não de brasileiro ainda estão formas fugiam àguela foi provocar concepção anterior o de inconstitucional Pertence já relação advertido controvérsia entre juizes e Constituição esta a superveniente. pois nenhuma norma pode sobreviver mais tempo do gue sua razão de ser. de L. e 97. e na 2002. dizem respeito tanto ao nível de profissionalização dos operadores jurídicos (juizes. 78-79 Roberto. dificilmente são alteradas a partir da Keleh nos lembra de uma máxima jurídica pouco difundida entre nós que estabelece que "quando a razão da norma cessa a regra também deve cessar". 549. 344 c o p r ó p r i o di q u e a i c q i a d a Iex posíciiuii dcnnjaí Iex priori s o m c n l c sc a p l i c a q u a n d o sc l i a l a d e reito. especialmente no que se refere ao enfoque filosófico predominante nas universidades. cuja aplicação simultânea torna as decisões judiciais contraditórias e excludentes. promotores. na ciência. de modo que as revogações tácitas sempre podem ser objeto de apreciação pelo judiciário. Vietor Nunes Leal. Entre os que entendem que se trata de simples conflito temporal de normas que pode ser resolvido pela regra Iex poste riori de roga t priori. com o advento do Estado Social. prevaleceu o entendimento em portas infra 350 supralegais".. ao de um embora fechar as nossos presos e antiga formaíista interpretação vencido direto perdure Ministro tenha uma dissídios interpretação validade com jurídica. porém. José direito constitucional do regime Radbruch. c o m o a social O u l i o s . . 347 Muitas vezes. nazista que a do dos foi Porto capaz de Antônio mudança admitir não "Se Alemanha positivista'-. em seus aspectos nucleares. no entanto. do tipo "lica r e v o g a d a devei a ri". o poder político. KRELL.". a exemplo da escravidão brasileira.. a Sociologia jurídica. de então ditatorial juristas Sérgio a a no Brasil Fabris. c n l c n d c m base econômica. Antônio Toward p. LOPES. se \a . de em 06 de fevereiro à que sobre e de 1992. Carlos Mario da Silva Veioso. Direito 1997. o conflito pode ser objeto desse tipo de controle pelo STF. Andréas. das escravos operações fazendas e lógico-sistemáticas. não se deve omilii da tarefa de decidir pela via do controle concreto de constitucionalidade sobre a validade das normas infraconstitucionais anteriores à nova tiluíção. 2004. pois seria contraditório admitir que uma norma superior não possa revogar uma norma inferior. aqueles que entendem que se trata de simples ab-rogação que não enseja um controle direto de inconstitucional idade e. e guando a opinião pública fica de um lado. mesmo quando esse tipo de litigância não alcança os resultados esperados. tribunais. social. seja nos casos de recepção de antigas normas que encontram fundamento de validade em uma nova ordem constitucional. o que coloca. 1 mais se tornam co-responsáveis pelas políticas públicas dos outros podei es ' É gue assim como as idéias. Belo transformação 108. experiência como provocar passou ideológica a existência capaz ò de Horizonte: Alvorada. 0 STF. a durante em. mas guando se trata de revogação implícita.I que a s i n s l i l u i ç o e s b á s i c a s d c u m a í o r m a ç a o soual. pode Sepúlveda ser n" 2. ela pode servir de modelo e repercutir positivamente 344 345 MACHADO KFICH.'" revogação de uma norma pode ser expressa. lar. pois saber se essas normas foram recepcionadas pela nova questão de constitucionalidade. p. o judiciário sempre se manifestar sobre a sua compatibilidade com a nova ordem constitucional." não temiam mais ser recapturados. segurança jurídica Saraiva. Belo Reinaldo Nova da Ação lei Lima. baseada na absoluta abolição dava Lima.

p. ordem ecológica: a árvore. RODRIGUES. o homem. 355 importante é assegurar consideração jurídica a esses entes através de leis gue garantam a criação.? FIORILLO. gerações futuras. longe de conceder titularidade jurídica aos animais. 35!! Embora a justiça tenha rejeitado o writ e Caetano Congo tenha sido devolvido ao seu proprietário. de modo que em 1857. p. 355 afirmando gue atribuir direitos a entidades não convencionais eomo embriões. nova non-property New University Environmental Law Journal. dos escravos aos negros. 202. 359 360 François. Luc. p. 1. 199 de em Cll. Southern Califórnia Review. e Lisboa: Instituto Piaget. law 1985. de 1 9 8 8 . 357 358 3 5 2 MtNDONCA. um ano depois que a lei tornou ilegal o comércio transatlântico de escravos. São Paulo: Saraiva. Nesse artigo. o fato repercutiu negativamente contra os eseravagistas. Assim. por considerar que nenhum membro da associação havia sofrido prejuízo. treze anos depois de Trees. o regime da escravidão humana. a sua verdadeira idade era de 58 anos. . de modo gue não razão para recusar a titularidade de direitos para os animais e as gue estavariam ali representados pela Associação Sierra Club. na seção 2 do art. ed. OST. o voto do juiz rações podem ser titulares de direitos. G8. à margem da lei: Abelha. Nesse Habeas Corpus. sob o argumento de q u e a Constituição brasileira. que permitia. no famoso caso Dred Scott vs Sandford. três dos sete juizes da Suprema Corte americana se declararam favoráveis aos argumentos apresentados por Stone. Stone apresenta o argumento da continuidade o direito vem ampliando cada vez mais sua esfera hislonca. por exemplo. 352 Corte. impedindo o acesso de estudantes negros a escolas freqüentadas pelos brancos. Como o Tribunal de Apelação da Califórnia havia indeferido o pedido. sociedades haveria plantas. associações e coletividades públicas. Campina** 3 5 3 Ibid. Marcelo ambiental patrimônio genético. de santuários ou a imposição de de ver es aos humanos em relação a eles. até as comerciais. a 354 negai a Não obstante. pois naquela época os contrabandistas não importavam crianças menores de 10 anos. Un<>-ump. 6'. que havia sido preso em São Paulo por í u g n de uma (juando 3 5 7 e s l e j á se d c ser j u l g a d o p e l a fazenda no Município de Campinas. o animal. Somente em 1954. 1995. //. Califórnia. Thomas New dano ser for reparado animais. FEHRY. A natureza civil e à margem da o ou lei: direito iminente. DeíRey. a Suprema Corte negou a um escravo a condição de cidadão. g u a n d o c m lavor C h n s l o p l i e i S l o n e e s e i e v e u u m e n s a i o s e m i n a l d e n o m i n a d o S//OÍ //</ / / c e s o abolicionista Luiz G a m a i n g r e s s o u c o m u m Habeas (Oipus have \lundm(} lowurd ao processo Suprema / /egu/ //<////s loi natural otticcls. (1) a e a em. 3 5 4 3 5 5 processual eletivo: (3) norte-americano certo. York. No um François. Mesmo após a abolição da escravatura pela 1 3 emenda de 1 8 6 5 .na eslera social. Nele a Associação Sierra Club ingressou com uma ação contra a US Forest Service. onde era constantemente maltratado. um exemplo de interpretação evolutiva ocorreu com a Carta de 1787. não existindo nada que nos permita inferir que o constituinte tenha se preocupado com a dignidade moral dos animais. Shouíd Law tree have standing?: Southern haw far p. 1998. lo\rh M N Entre 1999 p < t mão Í OS anéis: a lei dos sexagenários e os caminhos da abolição no Brasil. 359 Marshall coipo se tornou antológico. aponta para uma indissociável relação econômica entre o b e m ambiental e o lucro. Celso 1996. e embora a tese tenha sido derrotada. a ecologia Direito à prova do direito. escreveu u m artigo. p.'"' 0 próprio Christopher Stone. sobre o famoso caso Sierra Club vs Morton. p. denominado Haw far will law and moral reaeh?A pluratist perspective. 1994. encontrava próximo o q u a l loi a n e x a d o do escravo Caetano Congo. um vale da Sierra Californiana bastante conhecido por abrigar várias espécies de seguóias. a e x e m p l o do que o c o r r e u no Paasil em IHHO. 2004. direito dano e G.. A 16. o que acabou promovendo politicamente o movimento abolicionista. ao afirmar que se naquele país os navios e as No direito constitucional estadunidense. muitos autores ainda rejeitam a idéia de que os animais possam ser considerados sujeitos de direito. BARROSO. 361 356 057". Christopher. e embora houvesse sido registrado havia cinqüenta anos. 1995. com o julgamento do caso Brown vs Boord of Education. 15. BARROSO. é gue a Suprema Corte americana vai declarar inconstitucional a segregação de estudantes negros nas escolas públicas. animais. Ibidem. o Lisboa: Instituto Piaget. 353 Contrariando todas as expectativas. essa mesma Corte julgou o caso Plessy vs Ferguson. Luis Gama argumentou que o paciente nascera na costa da África. A natureza Pacheco. Horizonte 28. quando reafirmou a doutrina dos iguais. porém separados (equoí but separate). rios e montanhas não é essencial. Belo p. compensado York remédio judicia! Toward 535. pois Outro exemplo de mudança jurídica pode ser encontrado em julgamento realizado em 1972 pela Suprema Corte dos EUA. ficou demonstrado que Caetano havia sido trazido para o Brasil em 1832. isto é. will 65. das crianças às mulheres. a ecologia de (2) ação o ou à prova exige de do que direito. afirmando que de p r o t e ç ã o . 361 STONL. São Paulo: Ensaio. alegado atua! pode status autor demonstre esse existência conduta KFI líquido que a nexo causalidade por entre dano adotado questão. unloc RO>KHO cit inleiprcLiçao c aplicação da constituição. pedindo a anulação da licença administrativa que autorizava a construção de uma estação para esportes de inverno no Mineral King Valley. and moral reach? a pluralist perspective. em 1896. não existiam razões para extensão desses direitos aos animais e às plantas. p.

embora a maioria das pessoas ainda ache absurda a idéia de conceder-lhes direitos. ambiente nos tribunais direito vizinhança 0 poder direito Ambiental. simbólico. de Pierre. Gomes 2001. 3. p. livres e abertura em Declaração direitos" Humanos. por muitos considerado um direito natural absoluto. Von. têm buscado inserir o discurso abolicionista na esfera política. o que nos impede de considerá-los simples coisas inanimadas. Jurídica. bem eomo na organização política da sociedade. operação hermenêutica que somente se consoli366 deelaratio uma imensa liberdade.. São Paulo: Saraiva. de Patriek Direito cie Araújo. detrimento dos interesses humanos imediatos. . Campos Tom. dcsi n i i l i o r n i o conceito dc sei humano !. nelas ou adaptando as fontes inéditas./jun. ambiental 22. Fábio Konder. p. existe uma tendência mundial d» supeiat/ao do Muitos povos. tais como circos. The Eduardo J. pois normalmente o s interesses das classes dominantes se apoiam no direito existente.. somente hvciam exilo a custa dc ardentes lutas através dos séculos. Dignidade moralidade democrática.nao aos interesses dos animais depende da extensão e do número de organizações de apoio a essas reivindicações. ambiental.3. e o simples fato da expressão "direitos dos animais" ter se tornado comum ao vocabulário jurídico já é um sintoma dessa mudança. aplicável indistintamente a todos os membros de uma sociedade organizada. Revista dos and do direito n. Não esqueçamos que a própria idéia de igual dignidade moral entre os homens decorreu de um longo processo de lutas. p. ofhuman resístance animal rights: psyehological conceptual blocks. de. A Comparato. antes da mudança de hábito. sua ibidem. José Rubens Morato. Revista Roots AYALA./ c o m o ao a n t r o p o e e n l r i s m o clássico. Outros utilizam o sistema judicial para atingir seus objetivos. tem ocorrido um aumento significativo da consciência social sobre os animais. humana Clarks e Summit: International Society for Animal Brasília: Rights. 9. seguros de que a importância que os legisladores d. Por outro. 2001. dou quando a lei escrita passou a ser uma regra geral e uniforme. 22. ed. 17. Por outro lado. vaquejadas. o que cia norma. A São transdiseiplinariedacle Paulo. porém. desde a abolição da escravatura até a liberdade de manifestação religiosa. 363 Iodas as grandes conquistas da história do direito. eqüidade 363 BARTLETT. Mantiqueira. 369 Cf. Segundo internacional Universal 362 LEITE. 0 meio 459-534. Paulo. zoológicos. to Tribunais. 370 do do Jordão. Outros ativistas. ' Alguns segmentos do movimento abolicionista têm se utilizado da ação direta. 364 365 REGAN. BOURDIEU. São Difel. p. 365 deixando Dada até à a ultrapassado dos a 370 extraordinária ou elasticidade ao textos. p.No enlanlo. Rudolf Konder englobar Direitos 11-12. 108-117. caduco. etc. Lisboa: Cf. for animal rights. Rio de Janeiro: Forense. 2002. Não obstante. p. toda idéia responde a um padrão de mudança no tecido moral da sociedade. denunciando as atividades que violam a integridade física e psíquica dos animais. 1999. Carlos Método. RABENHORSJ. pois embora tenham diferenças significativas em relação aos humanos. embora os resultados ainda sejam pouco satisfatórios. 368 IHERING. sobre essa questão os dados jurisprudeneiais coletados por Laerte Fernando Levai em Direito dos animais. mesmo porque ela atinge um dos mais importantes institutos do sistema jurídico: o direito de propriedade. a luta pelos direitos dos animais ainda enfrenta obstáculos psicológicos e conceituais muito fortes. A afirmação "'[. Steve 146. os animais cada vez mais estão sendo reconhecidos por seu valor sentimental. rinhas de galo. e não há dúvida de que o lugar dos animais tem mudando da periferia para o centro do debate ético. a guase necessários povos da séculos na primeira uma e orgoni/oçuo totalidade gue 'todos proclamasse. struggle Ramalho. 366 367 COM PAR ATO. desde o uso de modelos despidos para chamar a atenção da opinião pública até a sabotagem de laboratórios de experimentação animal I ssas atividades. vezes de circunstâncias de lado descobrindo está possibilidades o que que vão c por 369 Como vimos. no entanto.] histórica foram dos os dos direitos vinte Terra humanos e cinco 2. CARVALHO. homens nascem iguais dignidade luta pelo direito. são dotados de sentimentos e emoções.. e a 2001. Animal Law. 6. as pessoas precisam mudar suas crenças. embora chamem a atenção da opinião pública para a questão. Segundo Bourdieu: A interpretação a opera a historieização novas. c os elementos naturais cada v c / mais I c m sido aeiedilando gue os membros gue nao pertencem objeto de c o n s i d e r a ç ã o moral. abr. intergeracional. pois o direito só muda através das leis ou da jurisprudência. Oregon. 1989. seja 36 Seja como for. p. p. indeterminação dispõe de equívoco. ainda uma categoria geral. rodeios. não têm o condão de mudar o sistema. para gue de a 2001. q u e "nao pode ser abolido sem irritá-las fortemente"."'' pois muitas vezes sao p i o l c g i d o s c m seu giupo sao de outras espécies. Fábio a de p. e existe mesmo o consenso de que eles possuem interesses que devem ser protegidos juridicamente. 1987. p. 364 E v o l u ç ã o e d i r e i t o animal ingressando diretamente com ações judiciais seja oferecendo represei) tações aos promotores e procuradores do Ministério Público. ao 2004. ho|c. pois a mudança é um processo complexo que envolve muitas demandas que clamam por esforços no sistema educacional e de divulgação. 48.

343. m the Habeas Corpus n° 50. o que só faz aumentar a resistência psicológica a esse tipo de mudança. e na ausência de um suporte legislativo claro. os interpretes procuram ampliai os efeitos jurídicos da norma através da criação dc novos significado* c caminhos jurídicos. Unleashing p. a al.. 373 uma decisão deste tipo seria insignificante. meamng. o único poder capaz de corrigir as injustiças sociais quando os demais poderes estão comprometidos politicamente ou presos aos interesses dos grandes grupos econômicos. impetrado na 4 Vara Federal antigo Estado da Guanabara. forca sociedade.slFIN. É gue sendo as leis constituídas por palavras e conceitos vagos. contribuí com o aumento da credibilidade do movimento.Vl. efetivamente welfare. Como sabemos. o . and me Animai Riuhts MovvmenL Michuiun: Ui}'w^>\ Rosenberq afirma estarem impedidos Constituição de promover reformas podem Animul sociais. ocorrendo uma interpretação unificada. elas podem conter múltiplos significados. Helena. pois dificilmente haveria uma força política capaz de executá-la. entendemos que o judiciário pode ser u m poderoso agente no processo de mudança social. participam do sistema de exploração institucionalizada dos animais. a riqueza EORCA braço cit. Micnigan: ut<tvcrsn\ nuhts" iuw. promotores. and the path and to the social movement s p. enquanto na perspectiva i n s t r u m ^ a l i ^ t a buM" > s<explorar os efeitos indiretos dos litígios judicias. Pode se No Rio nem se de sobre di/er Nacional nao nao ajuda Payne. nem nem er /. struqqle b/0. armas. por exemplo. realmente.. raras vr • • < • • . c o m o propriedade privada. poi e x e m p l o . animal nqhts. una tne Atnmal Riylns Movement. os tribunais dificilmente tomarão uma decisão avançada como essa. o 1 que tem provocado um acalorado debate no seio do movimento. por ser. ainda que superficiais. tendo sido impct-anV. de modo gue o significado jurídico se constitui e ao mesmo tempo é constituído nas cslcias náo-judieiass e não estatais da interação social. e principalmente Em 1972. em e um troca. reformista 374 e ineficaz. Unleashing 162. ''M'. pois estigmatiza a maioria das pessoas que. de . a i n d a s a o l i a l a d o s n a e s l e i a judicial d i l i e i l m e n l e o s d u c i l o s dos a n i m a i s s e i a o r e c o n h e c i d o s . VÜNJAÜt. Por outro lado. auando as prover riqhts. na certeza de que pequenas vitórias podem promover um avanço no nível educacional e dc consciência da população. definitivamente sequndo nela executivo 2002. Animai wellare. fll dirige possui do op. as fontes do significado jurídico ultrapassam as hon leiras das instituições governamentais. não perseguir objetivos sociais. senão nora unicamente que discernimento. o STF julgou um iccurso ordinário provenicuU do 371 PA)NF. 1996. nao comentário nao pode influi a Constituição nem sobre as americana.spnnq. uma vez que ele não apenas tem o poder. cm Janeiro. já que a sua função principal é proteger as liberdades individuais. tor bpring. de um modo gerai. falam e agem no contexto jurídico da sociedade. se não houver um avanço na mentalidade da comunidade jurídica em geral (juizes. de Alexander 1959. > <m . estando presentes em todos os que pensam. apesar dos bloqueios ideológicos e psicológicos.164. defende uma aproximação dessas perspectivas. of the 377 Michigan.. alem ^ r^ns+rur hçn< >v solidariedade entre os ativistas. quest eles Ruth. Animai welfare. e que o Estado deve permanecer neutro em relação a essas questões. movement in the V i r g í n i a )o> " i a l >l S m i a ! P o l n y < m d t m i aw A s s u t l a t i o n Sn / < < 0 writ possuía diversos erros processuais. 375 Apesar disso.RSlf: IN. favor de todos os pássaros que se achavam na immeiiuj tk >ei ap:!MOi t„. auest 372 Ruth. V i r g í n i a Journal of S o c i a l Policy and the L a w A s s o c i a t i o n . of Michigan. n o s s é c u l o s XVII c gue protege os interesses humanos. ainda são muito céticos em relação à possibilidade de os animais serem admitidos em juízo como titulares de direitos. de uma forma ou de outra. rights: law. Para muitos juristas a retórica abolicionista é contraproducente. na sua mobi lização e no aumento da pressão política contra os que se opõem a cit Helena Silvertem. Na perspectiva constitutivista. além de ajudar na construção do movimento. /. Helena. muitos acreditam que mesmo que exista um suporte efetivo da opinião pública. O s a n i m a i s domes!nos. uma vez que os efeitos diretos e indiretos do litiqjo sempre m i r V ^ r ' ' w\ produção de novos significados favoráveis aos ativistas. 375 PAYNE. o que acaba poi icloiçai o coneeilo XVIII. ate o.</< s n n tt<i struqqte (I a o/)' tor coherency 2(h>7 Fo^tuna^ íWj"i-«mn| 373 Ruth. tomai p suas dos resolução que ativa. O federalista: O da nidiaal. S(7Ao/M\ PAYNE. atitudes e expectativas do movimento. muitas vezes.ty. condições políticas. o tesouro: gue na 374 Para HAMHJON. 372 O uso instrumental do litígio como e s t r a t é g i a dc luta Na Icntaliva de produzir mudanças sociais muitos ativistas tem recoi ndo às instituições e linguagens jurídicas para alcançar seus objetivo . nmtrunu. . mas o dever de agir guando o legislativo se recusa a fazê-lo. Al2. i7/ p Os juristas.s p n n s a v e l pela l o i m a ç a o desses p i o l i s s i o n a i s ) . sociais e sociais econômicas se tornam nossa). Além disso. Direito. i / m s' '.Í rights. todavia. eoherenev 1002. favoráveis a mudança. for enanqe. pela Associação Protetora dos Animai e p n r a tor ehanqe. 199b. advogados. V i r g í n i a Journal of S o c i a l % Policy Law Association.' / ' ^ i. for . em detrimento dos Outro obstáculo é a dominante concepção liberal de justiça que entende que a forma com que tratamos os animais é mais uma questão moral do que jurídica. Não obstante. animai U n w n s i t y of t n u iqti R t v i e w and tne path to social i /> c . p. ambíguos ou indeterminados. in SILVtR. mesmo 600: tenham que sentenças tribunais Ruth 376 SII. influenciando as práticas. eficácia apesar tem apoiar entanto.d a c o m u n i d a d e a c a d ê m i c a . 1 / 1 tradicional de direito subjetivo cunhado interesses dos animais. animal significativas and the path mudanças to social [Iraduçao s struqqle bOO. p. movement coherency /002.

consoante rcqistium.11. direito sob a no Habeas de sentir como capítulo Corpus garantias indivíduo em assegura sofrendo de ir 113. desde que exista uma semelhança entre os supostos fáticos ou jurídicos. seja de antes vir. em 03 de março de 1972. constitucional no são país. Os alcança ameaça encontram proteção nos limites previstos na Lei n. sofre a 380 BRASIL 8. Corpus?™ numa generalidade incompatível impetração Habeas As partes mais uma vez recorreram. que a o da 5.K I. que sua esteja liberdade a Habeas questão pássaros pode 0 art. professores de direito. à contra arbítrio para cortada. nesse tipo Norberto continue 70. o. . assegurada. o princípio de que se deve dar tratamento igual a casos semelhantes a restituir liberdade legal. § de 1891. dominação. Prentice-Hall. associações de defesa dos animais e estudantes de direito em favor de uma chimpanzé denominada Suíça. CONHEÇO ÍMRETRAÇÃO? Inconformados. não enseja que uma decisão judicial deve ser considerada inaeeitavelmente arbitrária se tratar um caso de uma forma e outro caso semelhante de forma diferente. p. ao No busca-se gênero mesmo incluir a redefinição na vai lei Técio da de em. vigente os 141. verbis: Não é caso das ao dc Habeas Corpus. apanha ilegal. o e magno selvagens Constituiçãoj. da Constituição de toda animais evidência domésticos 1946. pretende em. não e especial ou proteção bem.343 - GB. previsto sentido no Teoria ordenamento para quem a estava ed.A animais. Tom. doutrina lá. tendo a 1 Turma. "alguém" (art. eles Penais tanto como eomo integrar Código direito Impetrante de dirimida se pássaros. p< r . ou preservar sem preceito 78 Em 2005. a vivência se democrática. Ministro Djaei Falcão. Anima! rights and human encontra constrangimento sua 382 obrigations. os impetrantes ingressaram com um recurso em sentido estrito para o extinto Tribunal Federal de Recursos (TFR). necessariamente ameaçado de física. pessoa bem. a expressão os textos constitucionais. que indeferiu a ordem com o seguinte fundamento. o abuso ou direito. Ibidem. in verbis: Na que ou relação jurídica há se de ser processual do Habeas pessoa sofrer Corpus o figura indivíduo ilegal o paciente. uma p. § 20. art 16 da Constituição 153. a partir do voto do relator. p. individual." " destina autoridade ameaçada não se pública. dc neste juízo penal. RHC n 50. explicitado 1990. Segundo aplicada jurídico. 8. interpretação sido Atlas. a 381 Habeas Corpus. hcui ou vu Dcstailc. negado provimento à unanimidade. i ((IIK. um sentido 378 379 BRASIL. um termo. Peter. individual. usando repelida c invariavelmente da Constituição 122. do embora a norma apresentando UnB. da Constituição de 1934. § 23.Inadmissível que venha também privar com impetração pássaros de do contra sua ou jurídica A analogia consiste na utilização de uma norma determinada facli species para regular uma conduta para a qual não seja possível identificar uma norma aplicável. Supremo p.. de aproximadamente 23 anos de idade. sem justificativa estivesse privando o u tentasse privar . decisão. entre nós. mas física coisa sujeitos direitos. e art. I s/c o caráter que quuidu utiuves da história. conteúdo ao que já apenas legislador 270. mesma. DJU. Tendo em vista gue a interpretação analógica é uma das fontes de direito. Brasília. a 9 Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia endossou a teoria do direito animal. c a r a o u liberdade de ir. de da § 23. que em 381 RACHEIS. ao julgar o Habeas Corpus n° 833085-3/2005. extensiva pelo p. instituto ou não hravios.343 - GB. Na de 3 dc Lei das constrangimento garantia homem. 809. 1937. SINGER. física ou j u r í d i c a que. janeiro de 1967 (dispõe e cogita de sobre no do a proteção Penal. gue vivia no Jardim Zoológico da Cidade do Salvador. ser declarado Habeas prender não se contravenção a paciente o situam-se coisa uma podendo na apenas objeto de Corpus de Ela identificado. 153 o ou e da Constituição. Sampaio norma do Ferraz Júnior. James. animais. essa para posta Habeas liberdade os Corpus. Tribunal Federal. u l ili/a(. 0 destina-se quer a proteger Corpus anterior.os pássaros de sua liberdade de vôo. art. relação jurídica qualidade sujeito ! fundamento de poder. a< > . c a p o n t a v a c o m o a u t o r i d a d e c o a l o i a Ioda e q u a l q u e i pessoa legal. 1999. 72. RHC n" 50. 813-814. que proferiu o seguinte acórdão: Habeas Garantia residentes que não a os a Corpus Não cabimento assegurada cabe de aos brasileiros Em ou e proteção estrangeiros a animais.c m g a i o l a s c m v n I u d c d c c o m e i c i a l i / a ç ã o . pedido NÃO fundamento constitucional Este enquadro DA invocado. 0 processo havia sido julgado inicialmente pela 4° Vara Federal.197. Supremo Tribunal Federal. sem que exista motivo relevante para isto. jamais de direito. é dirigir Contravenções Pedeque ordem É A os legislação. liberty. porém.11. art. a de interpretação nova 156. § 22. cs/o adstrito a liberdade pessoal. 813. DJU. Relator: Ministro Djuci Falcão. /ntrodução estudo direito: técnica. 382 liberdade. In: 206. para A homem estes pode ter sobre Porem. impetrado por um grupo de promotores de justiça. Relator: Ministro Djaci Falcão. através de Recurso Ordinário para o STF. REGAN.1972. individuais. que havia Paulo. ao fauna). p.1972. afirma não São a Bobbio. Do New animais Jersey: have a right to 1976. no Não vejo como se erigir o animal como titular de direito.

como na criação da "doutrina brasileira do Habeas Corpus".O p r i n c i p a l s u p o r t e t á t i c o u l i l i / a d o p e l o s i m p c l i a n l e s l o i . 383 Estadual da C o m a r c a dc o Salvador.is i c c r n l c s No caso S u i ç a . j J o tf ÍÍ t i \? t f u <v Í S (/ ) f S /. DIDIFR São 388 Paulo. 2005. 302. . 2000. 2002.iudo as expi'clalivas mais c o n s c i v a d o i a s . consciência de si e capacidade de comunicação. Os impetrantes citaram diversas pesguisas empíricas gue provam gue os chimpanzes podem ser incluídos no conceito de pessoa. Lumen Júris. num que. '' esta pois. mesmo porque esta decisão não é um despacho de mero expediente. veracidade das alegações do autor e da provável procedência do pedido. que a ehimpanzé Suíça tinha capacidade de tinham que o j u í z o era competente para julgar o feito e gue. que consistia na coação ilegal da liberdade de locomoção da paciente. ( 0'ih\* A . eomo coatora. p o i é m . processo 5. Forense. ab initio li lis. Um dos fundamentos jurídicos do referido writ foi que o próprio instituto do Habeas Corpus\s havia passado por mudanças hermenêuticas. e de Janeiro: o juízo de ( ! n/V ' 1 ( 1 387 JÚNIOR. proeesso. c o n l i . o juiz fica. uma vez que a Constituição de 1891 não fazia referência expressa à liberdade de locomoção. E a<//í<s iii H i > In / í / u f no í I U ht t Líimimn n f V i . existe um consenso de que esses hominídeos são dotados da capacidade de raciocínio. da Rio 2001.n r ( i r n é l i c a do da Universidade Departamento de Anatomia e Células Biológicas compartilham até 9 9 . Fredie. i . o o consegui tema despertar de atenção de juristas tornando sabido que motivo N i / r < • h in H de i i i IHJÜ. Pressupostos p. admitir que a ação preenchia os o juiz t e v e g u e . coatora. e a autoridade de Wayne. ! > / s i i l > ? ii i n i s 'k ) ? v / / in ( ' >/ \h (IK nt /PO guação do instrumento processual. e o processo foi extinto sem julgamento de mérito. analisando os elementos deleriin nando a citação da outra parte quando estiver convencido. a palavra "alguém". Não obstante. tanto no âmbito civil quanto criminal. I 1 )(/'? ( {(' S t filH í / ! ) ) ( ii j ( r m pt <• haiKUsío do STF referido anteriormente. de processuais condições ação: admissibilidade H h( c/s t ) ') < • ' > i '( c ) o Í / i Paulo: Saraiva. processuais. manietado ou impossibilitado de seu exercício. passou a ser utilizado nos casos em que um direito estivesse ameaçado. pressupostos ser p a r t e .i( ^ i n 1 í M ( / i //f n i. i ( ( \ í ) H i t I i ' v ) I (/ í ! i 1 I I i ) l vu \ i) f f 1 > h I ( í i í t I / ' ' l J N ' C Barbosa. p. além disso. p. normalmente restrita aos seres humanos. por impossibilidade jurídica do pedido e falta de interesse de agir em face de uma pretensa inade h. poderia ser aplicada aos animais gue se encontram mais próximos da espécie humana na escala evolutiva: o Homo (pan) troglodytes e o Homo (pan) paniscus. ll I in i t s v i . antes de decidir se recebe uma petição constantes da inicial e os documentos que a instruem. Freitas. / S »7 /i > i i i I1 i 1 / ' ( i / i i u / n Í Í / Í ( / ! > i » 'f i m Í i i * >t / u i ( a i t Í' i » amplas discussões. o p e d i d o loi recebido pelo jiu/ I (Imundo I ú c i o da C r u z . Detroit. vulgarmente conhecidas como writ e intimou a autoridade coatora a prestar informações Habeas Corpus Ora. mesmo porque Direito Processual l . no dia 27 387 ação. de com todo a o aceitação país. /. ed. o Em nosso sistema. n n . hoje em dia. Rio de Janeiro: 20. pois a morte da paciente ensejou o perecimento do objeto. Ele chega mesmo a citar o precedente % I I p ] ' ( ( } í > ii l { h S t i "- 1 ! ( I i h < I .) •> 385 386 RANGEL. Segundo os impetrantes. 633. 388 Em sua sentença o juiz admite que poderia ter extinguido. 204. por abuso de poder ou ilegalidade. / i > n s . ao fazer esse juízo preliminar de admissibilidade da e de extinguir o processo sem julgamento de mérito. a partir de então. e que. da 9 V a i a C l i m i n a l 1 descobertas dos cientistas (to Centro de Medicina Molecul. inicial. m a s uma decisão liminar de conteúdo positivo e natureza ínterlocutóri<). o processo e julgado inepta a petição inicial. CÂMARA. . i . r e c e b e u sobre o caso. isto é. . os impelranles capacidade processual e postulatória para ingressar com o wní. civil brasileiro. 384 a ehimpanzé Suíça faleceu. p. do 23. ed. impedido de considerar inepta a petição inicial de setembro de 2005. é do debate. MOREIRA. 6 4 7 do Código de Processo Penal. destaca: Tenho a a certeza que. (Í ) ( ) i n i 11 ( ! / J n . Infelizmente. 4 % de carga genética. Alexandre Lições direito processual civil. n \i < •> i > ÍÍ n . gue comprovaram gue os homens e os chimpanzes 0 principal suporte jurídico do writ foi reivindicar a ampliação do sentido da palavra "alguém" prevista no art. somente da ehimpanzé comum e chimpanzé bonobo. se et inquunlum. José Direito Carlos processual Novo penai. para também alcançar os chimpanzes. receber a petição inicial e determinar a citação da autoridade inicialmente. e m b o r a lenha negado p e d i d o de l i m i n a r . a o ! í ! as partes são o paciente decisão abriu um precedente inédito na história do direito. n i.w? I CA ident !y fu ' t < < . que a partir juiz procede a uma cognição provisória do mérito. das posições de Rui Barbosa. Rio de Janeiro: Lumen Júris. Na verdade.

disso de vegetariano. qualquer disposição operar)". O liligio e a t i v i d a d e p o l í t i c a . mesmo porque. 0 caso Suiça contribuiu como o movimento abolicionista. Revista um ação Brasileira brasileiro judicial da interpretação 390 Segundo Animal impetrar um que E palavras ao Tom anunciam um guanto futuro: para ações Direito um foi de tinha Direito ousado libertar fizeram em de os anteriorDireito In391 Em anismo cados primeira de e em nova perspectiva em Nunca. Vegetarr desta Winkler. Instituto Abolicionismo 1. do Salvador.). dispofazer a Poder Judiciário. o feito já havia se tornado inédito. Direito SANTANA. a pela Sociedade por Brasileira dos de mais Animal. que o santuário para o qual se pretendia transportar Suíça não oferecia melhores condições do que a jaula do zoológico de Salvador. de acadêmicos mente. Juiz Edmundo que. onde se comprometem a transformar o jardim zoológico do Estado da Bahia em um santuário animal. o l i t í g i o |iidi< tal n a o d e v e sei v i s l o d e l o i m a d i s l u i l a d a p o l í t i c a . tornando-se um marco judicial do direito animal no Brasil. guanto da instrumentalista. guanto entre ativistas e cientistas de várias universidades no mundo. o s papel do (lucilo efeitos secundaiIOS ser Corpus em favor da ehimpanzé Suíça puderam facilmente processo uma vez que ele contribuiu significativamente com o 391 de educação e conscientização da população em geral e de consolidação do movimento abolicionista./dez. advogados uma demonstraram na defesa tem (Coord. pois o importante neste julgamento foi o reconhecimento de um animal não humano como sujeito de direito. onde novas decisões tem que sc adaptai aos tempos hodicinos 1!n N a v e i d a d c . assunto que da Na aqui Cidade sentença. pois além do benefício di reto de estabelecer um precedente judicial inédito. Brasileira REGAN. Mesmo denominada) Brasil influência vivamos. considerando. Animal. Habeas Diário inicial. tanto na imprensa. nem sempre represente um c a m i n h o sólido paia E importante destacar. a chim panzé Suiça como o primeiro animal a ser admitido em juízo como sujeito efetiva relação Ainda gue a ehimpanzé Suíça não houvesse falecido. poderia ensejar um resultado satisfatório para a paciente. no a e Corpus preso favor da era do forte que benefício humano. ainda. zoológico (eomo Estado ehimpanzé Bahia. ou seja. celebrando o fato eomo um feito inédito.. Além disso.Penai nao c estático. por exemplo. Bahia. a morte da ehimpanzé Suiça enfraqueceu sobremaneira os agentes políticos responsáveis pelo seu encarceramento. José de Animal. esperança. no Brasil. Abolicionista foi organizado Animal. 389 BRASIL da Cruz. uma os a V i \ Hábeas não humano ano. D e Ia Io. e o juiz indeferisse o writ. constituído Revista alguns de nomes revista lançada Brasileira Direito gênero América exercendo em In: direitos animais. constituindo de direito. animal. X 2006 presidido do do foi criado. Além disso. o juiz deixou claro que o writ preenchia todas as condições da ação. Corpus do n. para t a n t o na perspectiva constitutivista. . Assim. Jardim Zoológico de Salvador acabou por se constituir em um precedente judicial histórico. não pode ser considerado inválido. Animai. por direito Marly animal na durante o Congresso o Instituto Além Latina. v. contribuindo mente com o aumento do grau de consciência da população em á exploração institucionalizada dos animais. enviaram centenas de mensagens de solidariedade aos impetrantes e ao magistrado. na fundamentação da sentença. o fato obteve uma repercussão positiva. portanto. que acabaram p o r celebrar um acordo com a promotoria de justiça do meio ambiente dc Salvador. morrido a dos processo de segui mento. 390 embora devamos estar sempre atentos ao hierarquias e manter o status quo. o caso Suíça vs. apesar dc inlcrrompido. Acrescente-se ter liberdade ter uma Todo ehimpanzé.jan. dos E grades o fato assim. o uma ut debate máxima non em do outubro ao romano o Juiz afirma contrariei " Ê certo decisão que se admitindo de relação direito tratado. nunca da sonhada Nação do Tom. maneira membro Cf. que as partes eram legítimas e que a via processual do Habeas Corpus era um instrumento necessário e adequado e. ao estabelecer um novo significado jurídico os animais. n. que o proeesso. Salvador. de Heron Abolicionismo 1. ao fazer valer uma das principais reivindicações do movimento abolicionista: o reconhecimento dos animais como sujeitos de direito e dotados de capacidade de reivindicar esses direitos em juízo. preceitua: alguns in 'juristas esqueceram sic assim Interpretatio (em de da quacumque deve-se sitione facienda de modo Regan: uma verba as sint supérflua não sejam as o de Mas et s i n e v i r t u t e supérfluas recentes Animal não e sem dos no operandi virtude fundadores Brasil. Imaginem: isso o a da gue viver visando RBD das animal ilegalmente! de uma precisamente fundadores vida à atrás setembro um Suíça deste em ehimpanzé à cruelmente tragédia antes força condenada da de do negação o direito. c s//// su/cilo a constantes 11 n 11 uçoc \. Revista 2006. trouxe benefícios indiretos indiscutíveis. para ter qualquer lugar motivo para celebrar. gue. 833085-3/2005 da 4 de 9" Vara Crime de 2005. embora a m u d a n ç a social. que a tutela jurisdieional pleiteada era suscetível de apreciação. com de Lúcio tal plantão'. trodução. p o s l o c o n e c t a d a a p r á t i c a s c aspi iações políticas. de s u s t e n t a r do Habeas notados.

contrapondo-se à r e l a t i v i d a d e do direito positivo. mesmos. hoje em dia estão submetidos a limitações. João M(u. além de compreender os fatos sociais e a necessidade d e o b e d e c e i m o s às normas jurídicas. w » a > < t i i d o d i KHK *n ito // ". r Temple Press. REGAN. circunstaneialidade e especialidade. tenham estirpe em usanças e 1 1 práticas de tempos i me mores. 91. in 2002. 394 1 Vi/ ' ATO. n u l ast Ji [>!>-. possuem a capacidade de se importar com o que acontece em suas vidas.( . acima de todo ordenamento jurídico. ' )lt O t . Sumpau lu « o d i . ao passo que os direitos sociais. Alteradas algumas nota-se. todavia. é praticamente im possível encontrar um dado objetivo que revele uma verdade evidente que seja capaz de alcançar um consenso social sobre todas as regras jurídicas. ainda ocupam uma posição de destaque n a s dis eussões sobre política jurídica. /» '<« 'is ' < i w nm< > /<< i /> •> n a > t '( u ?<. especialmente os vertebrados. new Campinas: essay Bookscller. 392 393 MIRANDA. 'Uí'h)R p. P. A usos novos que se alastram. 162. isto é. In: À margem REGAN. uma vez que os animais. como a propriedade sacre et inviolable. que gozam de grande prestígio nas atuais declarações de direitos. t o l r '? . natural crenças.1 O • > . 16 i.o i < v<< v ' 1990. essa resposta deve ser positiva. limitando-se a fixar linhas gerais que podem influenciar novas regras jurídicas e decisões no plano internacional ou interno. servindo de fundamento na l u t a c o n t r a as diferentes formas de totalitarismo. ivnp ' 152-161. (Pontes de Miranda) ' - De fato. tendo como ponto de partida o postulado de que. p. fortemente marcado pela mutabilidade. i p ') VO I . aqueles dotados de uma coluna vertebral óssea com um tubo neural onde se forma o sistema nervoso.m'o < . Para eles. existem princípios e valores que tornam ilegítimos todo ato de injustiça. é saber se os animais possuem direitos que estariam acima do próprio direito positivo. à semelhança divisão das dos Jatos a evolutivos seleção na espécies. os princípios de soft law do direito internacional ainda trazem um forte apelo ao direito natural. valores e doutrinas dos p o v o s .'>! . para Tom Regan.>o\ /.qn o no-* n na i> Sc ( . a queda anteriores. 1984. Proclamadas em nome da sociedade internacional pelas organizações ou em Note-se que a idéia de um direito natural pressupõe uma duplicação do sistema jurídico. 397 No h< Uo A < i a d o s d n e . Como vimos no Capítulo III. A d e c l a r a ç ã o universal dos direitos dos animais 396 Fundamentos jurídicos do abolicionismo animal Muitos autores rejeitam as idéias jusnaturalistas de forma categórica. argumenta que direitos considerados absolutos nas declarações do final do século XVIII. de.. e x e r c i d o p e l o s i s t e m a p o l i h e o . por exemplo. . < U > 'li i s' ( / ' / > ' i< ^io ' ) ' > O U . progressiva embora dos costumes de si em parte porque a maioria dos direitos fundamentais d e a l g u m m o d o foram positivados em normas constitucionais ou tratados i n t e r n a c i o n a i s Seus postulados. os q u a i s n o s a | u d a m 394 no mundo das leis. 34. contornando teoria jusnaturalista entrou em declínio a partir do final d o s é c u l o XIX. sob o argumento de que mesmo o conteúdo do direito natural depende do momento histórico e da civilização observada. V! 2 0 ponto cruciai desse trabalho. t n I I I i I i • >l 1 i . > üi n Aiais Po i u < n t-itosotia. ensaio de psicologia jurídica./ nesse batalha/desencadeado e franco. o direito natural representa uma busca permanente por a g m l o que é universal e comum a todos os homens tais eomo o direito à v i d a .ON^RTSSO PRASlUlhC li 1986. . 393 Bobbio. 398 Sunma .!'»/ K . 396 Ibidem. p. a explicar e ({lie se há por bem vislumbrar. C. a liberdade e a integridade física e psicológica. formulações jurídicas. no entanto. 398 Seja como for. do direito: (Ed).d J > n po u < ' Introduction. existe u m o u t r o s i s l e m a l e ó r i c o loi m a d o pelas a s p i r a ç õ e s . 395 sucedâneos. O j u s n a l m a l i s m o p a i l e d<> p i e s s u p o s l o d e q u e a o l a d o d o p o d e i d e l a l o . regionalidade. 1 ' / i t 1< ' >! 'I <ut i «/<)' i »i . não foram seguer mencionados nas declarações do século XVIII. pois não contemplam ações a serem cumpridas imediatamente. pouco e pouco a trama do direito. mesmo que esse ato esteja de acordo com uma lei válida e vigente. Earthbound: introduetory environmental ethics. Philadelphia: Francisco Tom. University Tom p. p. 395 ^ / i V Atlas. < ^> .

I. Com efeito. a exemplo da Declaração de Direitos inglesa. Ibidem. Estado" em. p. Talhados à liberal limitações Declaração em. duzentos anos depois da Declaração Universal d o s Direitos Humanos. 404 arlnjo m e s m o di No ano de 1 9 8 9 . São Paulo: Saraiva. essas declarações de direitos são conclusões ou resoluções proclamadas em conferências internacionais por instâncias desprovidas de personalidade jurídica internacional. Konder. 337-340. ela afirma que um dos principais fundamentos do regime democrático é o reconhecimento de "direitos inatos". and Spring. (CITES). sobre a o 2001. de proteção jurídica Rio de Janeiro. a propiialiuli. entre os quais a vida. Iodos São uns os pela Organização das Nações Unidas (ONU): homens de nascem razão com e livres iguais e em dignidade agir em consciência de devem e direitos. 403 404 COMPARATO. p. que devem elas r e c o n h e c e m a cmcMjcneia dc n o v o s valores. 0 poder político. São Paulo: Saraiva. 1. Law e histórica dos direitos na em humanos. em Art. A tenha Espécies Universal ALLEN. que são aqueles que não podem ser alienados ou suprimidos por nenhuma decisão política: /. proteger os direitos inatos do homem. 2000. propriedade. dos igualmente livres quais. como a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. ao tipo a de e Animais afirma: Art.. 2001. a sequiunça c a resistência a O/J/CSNÍ/O. 2. no freqüentemente individualismo contêm denominados e ao dirigidos de à liberdades proteção públicas. de 1 7 7 6 . elaboração Perigo de da 2. de 1 6 8 9 . e possuem estado ou certos pela sua direitos independentes. e a traçando de simbólica assessment. " i n i c i a l m e n t e ser consagrados pela s o c i e d a d e . entrarem pacto.2. exatamente vidas em e viver. relação dotados aos outros espírito fraternidade. respeito bens. de sociedade. ed. Fábio 98. o a Proclamação dos de justiça sejam ser iguais. podem classificados comum.conferências internacionais. pela I iqa A Declaração de Direitos de Virgínia. direito constitucional efetividade suas New School A tutela n. Tais direitos 399 400 401 402 COMPARATO. . e ainda que muitas vezes elas sejam utilizadas pelos tribunais nacionais. Don The Review. seus princípios e regras são imputados aos Estados participantes como simples compromissos políticos. fruição da desigual. reivindica a total abolição ração institucionalizada dos animais. p. bem como os meios adquirir e possuir a propriedade felicidade e a segurança. 0 mais elementar igualmente a criaturas aspectos que por princípio e semelhantes de forma igual. Edna Cardozo. 109-112. vida de e no 401 a Proclamação dos Direitos dos Animais. 100. de procurar e obter a Considerando esforçam-se e que vida. descreve os seres humanos como "criaturas iguais. de a tido da dos participação da dos Fauna Animais destacada Selvagens como of 28. foi aprovada Declaração da expio Na proclamação de abertura e no seu parágrafo primeiro. p. sejam tratados Todas aos desiguais devem são tratados tratadas de inatos. espécies. Os homens sociais finalidade e nascem só de e permanecem fundar-se livres na e iguais distinções 2. dos a semoventes. interesse não eles direitos. por nenhum privar da despojar com posteridade. a liberdade e a busca da felicidade". Comércio não força adotou p. 400-401. sua não podem. 2. animais muito order: valores esfera normas. direitos naturais imprescritíveis homem. . 0 direito natural está na base conceituai das principais declarações de direitos do mundo moderno. ser as como de exige que Direilos dos natureza. Outro não f o i o caminho seguido pela Declaração Universal d o s l )i rei tos dos Animais. direito objetos à vivas em que forma liberdade. numa conferência realizada na Alemanha. liberdade. 400 Francesa de Direito Animal (LFDA). Ibidem. em última análise. que. segurança face do e direitos individuais. que dispõe em seu primeiro que: "todos os animais nascem iguais diante da vida e têm o reito à existência". posteriores.M futuro próximo possam ser reconhecidos pelo direito. homens. As Art. que ao estabelecer a separação dos poderes nada mais fez do que outorgar uma garantia institucional cuja função é. A podem toda utilidade é a 1789: em 4 0 2 proteger demonstram Isto posto. A afirmação histórica dos direitos humanos. Todos os seres humanos são. Ari. 405 DIAS. jurídica dos animais. Luís Roberto da à do Barroso: "Os humana. Renovar. indivíduo 2003. Embora a Fábio LFDA das Konder. de Art. Belo Horizonte: Mandamentos. em seus artigos 1° 405 e 2 . diferentemente da Universal dos Direitos dos Animais. de nomeadamente. que contém as idéias básicas da Declaração de Independência norte-americana. p. na sede da UNESCO. suas os suas também como tem Este modelo foi seguido pelas declarações de direitos. 1. dotadas pelo seu Criador de certos direitos inalienáveis. 88-89. personalidade liberdade. Convenção Segundo são a Internacional a Extinção o que world 1983. 23!>. 399 proclamada e m 1946. a l e q u e num O mesmo ocorreu c o m a Declaração Universal e dos Dircilos Humanos. juridicamente. à em p. York afirmação uma Flora Direitos W Allen. ou os animais. proclamada em 1978. associação do política conservação são Via de regra. ed. documento nonhuman oficial. rights v. retira public UNESCO da a sua global afirmação jurídica relativos à vida.

417 Levando Animal direitos and Martins York: E. freqüentemente osjuízes precisam apelar para as noções morais n o r m a t i v a s que se encontram inseridas em princípios não previstos pelo l e g i s l a d o i . porque de Ronald. ed. assim como ocorre entre os conceitos de pai e filho. 109. 2002. 409 410 Um dos maiores expoentes desta doutrina é Ronald Dworkin que. São Paulo: New York: Prometheus Fontes. 408 lado existem princípios e diretrizes políticas que. elas independem de declarações e m c o n s t i t u i ç õ e s . Animal ríghts os and human a sério morality. até mesmo. uma vez que a "carga ética" dessas questões já se encontra presente nos princípios constitucionais que elevam à categoria de obrigação jurídica a realização aproximativa de ideais morais. sociais e São Paulo.. 2001. pois ao seu 1 Muitos entendem ser desnecessário recorrer ao direito natural para que os juizes profiram decisões políticas. a aos teoria dominante ctiadn-> constitucional Luís "comparado". independentemente da origem. DWORKIN. ou nada diretrizes e princípios. . aponta para um "direito de princípios". a os ed. legislação explícita" em. promove uma crítica rigorosa das escolas positivistas e utilitaristas. e na fontes 2. brasileiro. transformadora. como a lei não pode cobrir todas as hipóteses p o s s í v e i s . 2002. as atuais chances de sucesso da teoria aboli cionista são remotas. que sendo dotadas de caráter indicativo podem influenciar a criação de futuras convenções internacionais e. nova dos a hermenêutica países. São Paulo. a s s i m c o m o . rev. 1992. novas 2005. Para muitos juristas.iin simples M<O///C// daçôcs destituídas d e (orça v i n c u l a n t e . p. p. rejeita Levando a idéia os de direitos que os a sério. SANTANA. que venha lentamente pela doutrina e pela jurisprudência. se caracterizam pelo conteúdo e pela força argumentativa. I c c n i c a m c n l c . Brasileira Direito A m b i e n t a l . por exemplo. 416 Levando direitos sério. Antônio da Fabris.. p. Nessa o concepção. mesmo porque o sistema jurídico contém um imenso jogo de v a l o r e s q u e guiam. (des) caminhos de um 412 Para é DWORKIN. p. para deslegitimar as orientações que lhes sejam contrárias. Assim. e e m caso de uma v i v que q a ç á o moral conflito entre eles. p. no 408 KRELL. de a literalidade de uma norma jurídica concreta pode ser desatendida 410 m o d o que pelo jin/ De fato. que i m p õ e m humana. o 2002. nem sempre deve do juiz em aceitá-los. 412 prevalecei o p n m c i i o . Revista Fábio Konder. de modo que possuem força vinculante. 82. pois as atuais condições sociais são desfavoráveis Heron internacional ambiental. e x i s t e m os direitos morais. ao aplicação e esta da ampí. Fontes. falha indivíduos os podem a direitos São contra Paulo. produzindo ao menos o efeito negativo de deslegitimar as decisões dos Estados que sistematicamente violem seus preceitos. Além disso. pois. com a superação do jusnaturalismo e com o fracasso político do positivismo. A afirmação Princípios e histórica regras de dos soft direitos law. constitucionalidade 411 DWORKIN. José de de. uma vez que os princípios morais muito importante no processo de evolução do direito. no entanto. os dn< ilos o. que atribui aos valores um importante papel na interpretação constitucional. a edição de normas constitucionais ou ordinárias. elas são vineulantes apenas para a própria organização. pois eles encerram conceitos logicamente inseparáveis. permite jurisdição Martins constitucional. portanto. Roberto vez que. x/7:"/. não é um simples conjunto de normas. constituição: São Paulo: Saraiva. de São direito Paulo: Saraiva. 37. p. direito AndreasJ. Para muitos autores. ''' 0 direito. J anteriores 2002. c o m o o direito a libeidadc. leis ou tratados internacionais. nem mesmo as declarações aprovadas por unanimidade pela Assembléia Geral da ONU criam princípios gerais de direito internacionais. Ibid. 227. Ibid. É que muitas leis a t e i a m moralidade pública. pois tratam de exigências de respeito à dignidade A i n d a q u e essas d e c l a r a ç õ e s . direitos 409 BARROSO. elas integram o direito costumeiro e/ou os princípios gerais de direito internacional.is d e c l . Levando direitos sério. n a ç o c s d e direitos humanos. rights human morality. Bernard Ronald. 406 os direitos morais podem ser tão fortes a obn Para Moncada. é fundamentos 2004. nós perfeitamente temos um loc.se|. constitucional Roberto. p. p. Barroso. p. ROLLIN. de uma 325. ao difuso sistema de contrário qualquer juiz a maioria exercer São controle cit. Books. Estado. ROLLIN. ao defender a separação absoluta entre a e 1 1 1 moral. Paulo: xiv. submetendo as normas a uma lógica do tudo entre o dneiio . servindo. Direitos controle judicial Porto Alegre: e Sérgio Brasil A l e m a n h a : os 2002. x/7/. corno d i r e i t o d e p r o p r i e d a d e . 1992. partindo do eontratualismo de Rawls e dos princípios do liberalismo individualista. aplicável dogmática 413 4 1 4 41 5 através Ibid. " o direito Segundo Dworkin. as quais acusa cie excluírem da teoria geral do direito todo e qualquer argumento moral ou filosófico. Ronald. o positivismo acabou por desprezar a distinção lógica Hoje. Luís uma que atual. da mesma forma que a moralidade exerce u m a loiie influência nos processos de elaboração e aplicação do direito. Bernard E. nao sao apenas aqueles que se enconliain m s c n d o s no o r d e n a m e n t o jiindu pois ao lado dos direitos subjetivos. vai uma papel sendo desenvolvida s e m p r e d e p e n d e i de desempenham um 1 argumentação moral. limitam e influenciam as decisões judiciais. ter Martins Fontes. 115. 410 Para jurídico BARROSO.i e a moral. interpretação 6. exercidas contra os poderes. 407 Uma argumentação jurídica. elas constituem princípios e regras de soft law. 129. p. sabemos que é impossível uma separação completa entre normas. New Prometheus Books. oficiais ou não. segundo a Carta das Nações. 417 Animais como sujeitos de direito 406 407 COMPARATO. Martins Fontes. ainda. humanos. uma nova hermenêutica jurídica fundada no constitucionalismo pós-positivista. 411 se estiver em desacordo com algum princípio fundamental.

1976. que. . Dignidade moralidade democrática. Kclsen. KELSEN. Animal's 2. University in of Chicago to Review. todavia. E preciso ressaltar que a definição do direito se tornou tão complexa e problemática que alguns juristas entendem gue . 2. progress. Hans. 418 pois para ele a relação jurídica n ã o ocorre entre o sujeito d c dever de direito. mesmo porque a expressão "direito anima!" vem se tornando cada dia mais comum entre os os juristas. Introdução ao estudo do direito: técnica. pois para eles somente de uma manifestação da vontade os direitos subjetivos podem modificar-se ou extinguir-se.2. lógica do À parte isso. A teoria da vontade. está obrigado a exemplo.l a . pois a Constituição de 1988 elevou a proibição das práticas gue submetam os animais à crueldade à categoria de norma constitucional. alcançado fundamental. caso de 2006. 1980. p o r n a o contemplar os direitos dos incapazes e por não explicar a existência d o s direitos da personalidade. Rio p. Rights. n a o via n e n h u m a b s u r d o e m c o n s i d e i a i o s a n i m a i s sujeitos de direito. ' ' ' l h e e o n l e i i u u m a enorme lorça puidiea. m e s m o p o r q u e e x i s l e u m c o n s e n s o p ü b l u o d e q u e o s a n i m a i s s i i p i e m a c i a da C o n s t i t u i ç ã o e d a p i o i b i ç a o do i e t i o i e s s o . 421 0 princípio da gabarito v. The rights of animais. p.Revista gue o poder de do juridico-umbicntul Mestrado tome direito em medidas da "iiberação"do Direito. uma vez gue ele permite ao indivíduo operacionalizar as situações jurídicas que.. 0 conceito de direito. entre os teóricos do direito animal existe uma tendência em transferir essa demanda. como nos casos de estado de necessidade. por e x e m p l o . p. 419 de lazei através nascei. por exemplo. p. e outra gue faculta ao seu titular o poder de exigi-lo. 425 Henry Salt. p. face aos princípios da aquilo que alguém necessita ou conduz para o seu próprio desenvolvimento. gue ou pura de. p. tendo em vista gue a legislação da maioria dos países prevê sanções contra os maus-tratos e a crueldade contra eles. 1987.001.veta uma vez estatal um administrativas de segunda Teoria Dourado Eduardo 59.34:". desde que se entenda por direito "um sentido de justiça que marca as fronteiras onde a aquiescência acaba e a resistência começa. para representar uma situação jurídica na perspectiva daqueles que se encontram numa posição favorável em relação a outro ou a alguma coisa. dominação São Paulo425 426 ou ele prédios jun. guando utilizamos a palavra direito. GUSMÃO. decisão. do no retrocesso. Ramalho. forçada desse decorrente do direito de A. o titular possa executar d esforço incontinenti. mas entre o próprio jurídico e o diieito lhe corresponde. não o titular do direito pode exigir do Estado-juiz a execução trate de direitos da personalidade. 60. Soaety for Animais 422 423 424 Sampaio.autônomos e capazes de pensar. de p. 20. Ibidem. FERRAZ JÚNIOR. proibição de n. legítima guando st a diretamente dcícsa ou Não obstante. (2006)Maceió: diminuam terceira do Nossa o nível (ou São à Livrarias. foi muito criticada por lhering. entendido como tudo No caso brasileiro. o que. SALT. para a teoria voluntarista. Atlas. 1990. os indivíduos . conduta c u m p r i . Brasília: Jurídica. uma demanda pela liberdade de viver sua própria vida. por lei ou ato jurídico. - No lugar da vontade.. Tércio 144. Na verdade. já no século XIX. ainda é um importante instrumento teórico para a sociedade. 420 Cass R. Paulo direito. ou a reparação do bem jurídico danificado. " 0 direito subjetivo (facultas agendi) é visto como a faculdade asse- gurada pela ordem jurídica a um sujeito de exigir determinada de alguém que. sendo irrenun 1 1.2. à necessidade de respeitar a igual liberdade das outras pessoas". 180. geração 'dimensão')" Martins do e Fontes. lhering propõe o interesse. ora restringem o seu comportamento. embora sanção. deliberar e escolher podem ser sujeitos de direitos subjetivos. rights: considered relation social Pensylvannia: Introdução ciência humana direito. Ibidem. até então restrita aos domínios da filosofia do direito. todavia.face à sua ambigüidade melhor seria retirar essa discussão do debate jurídico. litoral segundo brasileiro"o KRELL. proteção Andreas.legais seja 418 419 SUNSTEIN. os animais também os possuem. Windeheid e Savigny. A insustentabilidade /n. para o seio da dogmática jurídica. afirmava gue se os homens possuem direitos. 420 ciáveis. como a vida e a liberdade. posto que uma relação entre normas: uma norma que 4 sempre obriga o devedoi. idéia ( p i e e n c o n l r a u m l o i l e a p o i o n a liberalismo político e econômico e no conceito l i b e r a l d c j u s t i ç a . a guestão se torna ainda mais clara. />.p a r a isso. Poi for c u m p u d a . 2003. p. Se entendermos o "direito" eomo uma proteção jurídica contra um dano ou como uma reivindicação dessa proteção. se a obrigação de B. as pessoas têm o dever jurídico de não tratar os animais com crueldade. Paulo: Henry. Forense. não dependem da vontade do titular para o seu exercício. e muitos entendem que além de um dever moral. viam no direito subjetivo um poder juridicamente protegido capaz valer a vontade de uma pessoa sobre outra. 389. de modo que um direito subjetivo nao scua a relação jurídica e mais que o reflexo de um dever jurídico. 423 direito. de Janeiro: RABENHORST. somente os agentes 424 morais. Chicago. Maceió (AL). dever c o sujeito icllcxo que nada são propriedade h u m a n a . fazêmo-la sempre com uma carga valorativa positiva. ora lhe permitem fazer valer uma posição de vantagem em face dos outros. não há dúvida de gue os animais são titulares de certos tipos de direitos.

civil. Martins e 33. ao op. embora essa teoria destrua o conceito do direito subjetivo como uma realidade em si. 434 B decone a capacidade de sentir prazer e dor. se constitui no pré-requisito de todos os interesses. q u e s a o direitos disponíveis passíveis de ser alienados ou renunciados. Sampaio. o qual buscou estabelecer os sentidos em que o direito subjetivo pode ser utilizado. de exigir 1983. que pode ser invocada toda vez que um direito for violado. básico 1 E justamente na teoria do condutas (nos r e g i m e s e s t a t a i s esse p o d e i i m u n i d a d e de Bentham e Peter Singer encontra raízes. Nas relações de coordenação. parte de Janeiro: faculdade das Forense. p. p. Rio a 158. desenvolvida por Thon.IIKIO u m N a s i c l a ç o c s j m i d i c . uma garantia conferida pelo direito objetivo. é o próprio instrumento de proteção desses interesses. ao passo q u e a vida. delci como no direito de propriedade. dominação. não se pode falar propriamente em direitos subjetivos. ' ' interesse q u e o u t i l i l a n s m o de Jcicmy m o d o q u e a s e n c i é n c i a . de das autoridades públicas). 63. São Paulo: 435 436 Ibidem. corresponde a não-faculdade de B ou de quem quer que seja de impedir essa conduta. anglo-americano. São Paulo: Revista dos Orlando. entende que o direito ou seja. cit. embora para alguns autores se trate simplesmente de direitos sem objeto ou mesmo direitos subjetivos aos quais correspondem o dever jurídico de abstenção de todos os demais membros da coletividade. 437 Introdução Teoria de direito do civil de Janeiro: Paulo: Forense. c jurista 2001. Rio de Janeiro: 1983. 430 42 9 indiferença. 438 Entre os eivilistas. GUSMÃO. decisão. Fontes. Forense. Dignidade humana moralidade 428 429 430 431 Ibidem. 75. GOMES. 169. o sujeito ativo e o objeto da relação jurídica se confundem. ao Rio do direito. 1983. São Paulo Introdução Tércio 142. sob pena de anulação. Antônio L. não-direito. em determinadas situações. 93. Compêndio ao geral direito de introdução civil. de modo de propriedade pode incluir tanto relações de direito. o d n c i l o s u b j c l i v o s o a p a i t < e (|II. está FERRAZ JÚNIOR. 433 perso nalidade. . p. a teoria da vontade foi representada inicialmente por John Austin. pois a ética deve ter como objetivo principal o prazer do maior número possível de pessoas. intervenção legislador liberdade religiosa. o direito subjetivo não é apenas o correlato de um dever. Amoldo. Introdução ao direito à ciência civil. mas um conjunto de modalidades relacionais. irrenunciávcis e intransmissíveis. Orlando. ao invés de ser um interesse protegido. - exemplo garantias de constitucionais etc). nem Na filosofia jurídica anglo-saxônica. Os direitos subjetivos. direito: FERRAZ JÚNIOR. 438 439 Jean-Louis. o direito subjetivo. 1990.i Autores como Orlando Gomes. elas 197. cedam que (Se o o banco de uma eu praça sentar. 7. que são que são absolutos. de Janeiro: do Forense. BERGEL. dever. de modo que. por terem validade um sujeito passivo indeterminado. 432 433 GOMES. ao dever de A de fazer ou deixar de fazer alguma coisa corresponde a faculdade de B de exigir o seu cumprimento. liberdade. p. 428 da impotência determinados de A. 1975. discordam da de um sujeito passivo indeterminado. enquanto a atos. ed. subjetivo é uma mera expectativa de pretensões. 432 é necessária uma coincidência entre a relação humana e a relação sendo tecnicamente possível relações jurídicas entre uma pessoa e minado lugar. que p. que podem ser de quatro tipos: faculdade. 134. 431 e serem d i r i g i d o s . p o i e x e m p l o . a cada uma correspondendo uma modalidade passiva. Rio São à ciência do direito. MACHADO GOMES. p. 160. imunidade e que dncilo liberdade e A teoria do interesse também vai receber muitas críticas. a teoria Jeremy do Bentham interesse em. p. nos direitos da pci sonalidade. Horfeld divide as relações jurídicas em relações de coordenação e de subordinação. ou direitos erga o nines é A teoria da garantia. podem ser pessoais. pois. à liberdade de A de praticar um ato que não seja proibido nem prescrito um ato indiferente ao direito—. 306.1 a totalidade dos m e m b r o s d. inglês 65-66. como relações de poder. bem como entre uma pessoa e um Jean-Louis Bergel adverte ainda que.(ir m o d o q u e . p. 1990. a s u j e i ç ã o d e I». para Thon.. como no caso do domicílio. d e c o r r e n t e do p o d e i dispor n o r m a t i v a m e n l e paia impor c exclusivo de A de interesse vem a ser p r o l e q i d o pelo d i r e i t o . poder ou imunidade. e u n i a l i m i t a ç ã o à sua p o s s i b i l i d a d e de agir. dominação. brasileiro. p. GOMES. introdução geral. e contou entre os seus defensores com o jurista americano Wesley Horfeld. 43(1 relativos por obrigarem apenas determinadas pessoas. i s d e \ u l » < u d m . porém. Paulo: Saraiva. direito. imprensa Tribunais. que comunidade jur í dica. i s t o é. prevalece a idéia de que. direitos reais. cit. expressa na proibição daquela autoridade de praticai aumentar Nesse sentido. 437 u m a coisa. 439 427 Segundo utilítarista. Atlas. porém. no entanto. p. tenho a p. existem interesses aos quais não correspondem direitos subjetivos. Introdução ao estudo do direito: técnica. op. São 83. Sampaio. teve como no contexto o filósofo Jurídica. Eduardo que Rabenhorst. i ç a o . WALD. 1992. Atlas. Dourado de. a liberdade e a integridade física. p. decisão. se originou da filosofia e precursor Brasília. Tércio 159. n e s s a c o n c e p ç ã o . Introdução estudo técnica. esferas protegidas Curso p. sob o argumento de que exisléncia sempie jurídica. democrática. por Introdução outras as direito eu não ocupado ainda da pessoas banco são para Existem diante liberdades do especiais. NETO. 434 FERRAZ JÚINIOR. são imprescritíveis. sujeição. 2001. como nos casos dos pedidos juridicamente impossíveis. 1976. nos casos dos direitos da De fato. Paulo Orlando. p.

Jurídica. n o e n l a n l o . 12. fins didáticos property St. caráter por natural e 449 The nem 444 Para CRETELLA JUNIORJosé. . apenas aqueles indivíduos que l e u n i a m determinados atributos. São Paulo cativeiro salvo para depósito. na para continuar personalidade Os perleiçao orgânica sulicicnle e capaz. 440 escravos. larvas a procriação expor ou o da venda. podiam A própria noção de dignidade humana e o corolário de gue todos os indivíduos podem ser portadores dos mesmos direitos e deveres. de Pensadores) se a conclui ela u<> Segundo ocasião Rabenhorst. porém. New York: competenee. legal 1993. o cristianismo por exemplo. Introdução estudo direito: técnica. 447 consolidou G r ó c i o . (Os De 2001.. 442 Para o Direito. dominação. a Fundação Nabuco. exigindo a todo o momento justificação. Tércio 148. q u e o s a n i m a i s s d v e s l i e s pi s a o Na K o m a Antiga. abolicionismo. adquirir. muitas selvagens Anselmo à da continuaram Fonseca. eram dotados dc sujeitos d e d i r e i t o s . maus tratos. âmbito de entendimento é tão o sujeito ás do humano. De fato. gue Curso não de se direito confunde romano. no entanto. Moderna. onde homens parece apresentar submetida outros)" somente ela São mesma Paulo. como ou FERRAZ JÚNIOR. e para isso muitos defendem a necessidade de outorgar personalidade jurídica para os animais não humanos. Joaquim animal. científicos. impediu e o completamente Porto gue Alegie. se examinarmos a história do direito. CAVALIERI. o movimento pelos direitos dos animais pretende expandir o rol dos sujeitos de direito para além dos seres humanos. project. p. que Gary.). tinham estavam 2001. RABENHORST. 58. Igreja tenham Libertação tampouco o clero sido animal. 1999. . estrangeiros objetos em. e o m o . p o i e x e m p l o . Forense. dotado de razão. reflexão e capaz de considerar a 1 si mesmo como uma mesma coisa pensante em diferentes tempos e capazes de agir de maneira distinta de um mero espectador e e executá-las com a consciência de perseguir interesses ser considerados pessoas. desigualdade muitas gue culturas Emmanuel uma pessoa suscetíveis se dá imputação. e pois. No Novo Testamento. nativos ou exóticos.605/98. os mesmo obrigações" 447 448 (inclusive um a nossa. escravos. experiência oriundos. e até mesmo acentuou a sua exploração. ela 37. seja necessário". e nem todas as pessoas são (ou foram) seres humanos. ou a conduta de impedir vender. os estrangeiros. mesmo Recife. mesmo tempo em em. autorizados. contrário. a p. nas Segundo sociedades. em relação aos animais. constituição) p. cia. gue abrange os seres dotados de capacidade de raciocínio e consciência de si 443 440 0 artigo 29. as posição em. 252.i v i d a . 1990. p. apanhar e utilizar espécimes da fauna silvestre. existirem SINGER. 442 careciam personalidade vezes." do de Janeiro. ícone. Hugo tian Wolf e outros.: (seja 1993. a i n d a q u e c o n d i c i o n a d o s . antigo. conceito biológico de 449 lugares: "' Para Kant. ninhos. 441 Seja como for. 32 quando In: exportar. uma vez gue os 29 e 32 da I ei i r í). acerca "Uma ser a Dignidade do pessoa humana e moralidade São são democrática. espécimes. Rabenhorst. e 443 status de cidadão livre as condutas de "matar. Peter os 2004. ou incrimina. podemos perceber gue é um erro pensar que o homem é a única espécie que pode ser considerada pessoa. Ci is t o d o sei como John Locke. não vamos encontrar nenhuma injunção reprovando 446 os a t o s Pessoas n ã o . U n s t o m o o nascimento c o m vida e l o i m a h u m a n a (consubstanciada na viabilidade letal. quem realiza SINGER. ou ter dela ainda da destruir em Lei m'9. Doutrina direito. produtos cruel em e 445 446 Paola mundo e e e (Org. sozinha. nativos ou em rota migratória. não é inerente ao espírito humano. caçar. com ao Rio homem. 217. ou uma faculdade do julgador de exigir determinada conduta de outrem. Eduardo Ensaio Kant. quando utilizar transportar o art.. Américas escravidão. 9. domésticos ou domesticados. perseguir. Nova Brasília: Jurídica. p. Segundo extintos. submetidos à tutela e curatela não eram dotados de personalidade fruto da tradição cristã. p.217-218. great todos ape os Personhood. pois. cujas leis ações que Paulo: Cultural. e que acabou por trazer para o mundo romano a idéia após dc que somente o homem estava destinado a ter uma vida espiritual a morte do corpo e que toda e qualquer vida humana deve ser divina. Atlas. e tratados estatuto de eomo pessoas coisas./>' Dignidade Eduardo de sua moralidade "Pelo é a democrática. p. pode que Ramalho. somente os seres racionais e autoconscicnles. e contrapartida. o processo de identificação dos conceitos de humano foi p e s s o a e sei r o m a n a entre Seja como for. a depender do estágio civilizacional.(i ()!»/!)H e s t a - belecem penas privativas de liberdade de até um a n o de detenção para a viver) jurídica. que definia a pessoa como inteligente e pensante. a l i b e r d a d e arts. combates p. alternativos. Peter. mas uma conquista histórica do humanismo moderno. esse processo de personificação somente se com o aparecimento de autores como Francisco Juarez.h u m a n a s de crueldade praticados contra os animais. se considerarmos que o direito é um interesse protegido pela lei. no animais Luis favorável Porto século Alegre: IV os Lugano. que se opunha à distinção 444 Na verdade. sujeitos p. Como vimos. danificar guardar. ferir ou mutilar animais silvestres. decisão. objetos animal. bem dolorosa fauna. Lugano.'. abrigos ainda. "No embora entre Para fosse combates entre na esta era FRANCIONE. ovos. Eduardo os Em recursos Peter. 441 seus criadouros ou e naturais. inanimados. não somente silenciou. LOCKE. bem como agueles gue se encontravam jurídica. cidadãos e escravos. tomar decisões próprios. ou and Martin. 84: "pessoa c muno eminentemente jurídica. Para que John. ibidem. Sampaio.N a o p o d e m o s n e g a r . 1988. 2004. sem a devida permissão. até mesmo a vida do feto. na Era Libertação Singer. 445 considerada Não obstante. o conceito de pessoa nem sempre coincide c o m o Homo sapiens. nem com o conceito filosófico. A seres possuíam de muitas humana essa prerrogativa. licença ou autorização da autoridade competente ou em desacordo com a obtida" ou "praticar ato de abuso. eram o em mulheres animais direitos escravidão p. seres cristã da humanos em. nem todos os homens são (ou foram) considerados pessoas. modificar. e a integridade física. ou uma garantia conferida pelo Estado que pode ser invocada sempre que um dever for violado. nós temos que admitir que os animais são sujeitos de direito. pois entre no os Brasília. 1997.

e Paola Cavalieri. GOMES. Brasília: Jurídica. C u r s o de d i r e i t o 85. para que um ente venha a ter personalidade. não democrática. fatos. A. singulis non deberur. Quando um patrimônio pertencia a várias pessoas ao mesmo tempo ele não formava uma corporação e cada uma delas era titular de determinada parte desse patrimônio. por exemplo. GOMES. da identificando filosofia com the personificando-os. and : moral "Como claro o que reach? estes que seria a pluiulru r\r. 456 Direitos humanos e o projeto grandes primatas Em Primatas 1993. Janeiro. Somente com o advento do Direito romano clássico é que o Estado passou a ser considerado um ente abstrato: o populus romanas. José. mundo e da o Curitiba. deveriam deve-se membros algo relações não regulamentadas se deve a a (si 'umversitas'. e cada pessoas aqem travando em humanos apenas para os grandes primatas. 164. Segundo de cidadã loc. e mãos legalmente. o processo de industrialização de países como Inglaterra e Alemanha e a conseqüente expansão do comércio e dos burgos. unificações próprio. comprar woman's 73. de Janeiro: (tradução Forense. 41-42. por sua vez. CRETELLA JÚNIOR.". é barreira ao lógicos próprias us p. podendo crimmalmenie processar processada. não o no jurídica Curitiba: Juruá. Segundo "Temendo aos fatos Forense. teoria Para atribuindo Ten desses requisitos puzzle o of individuais. com o surgimento das corporações de artes e ofícios na Itália. mas em nome próprio. STONE. ao necessidade sociológico. Should tree Law a um e have standing?: Southern do Mas exigências Fiaw far will 1985. 2001. com os Tratados assinados com suas entes a lessons Wise. experience Review. questão proteção garantias vender Décima ser the moiul som". com as suas obrigações Direito. a "Ampliar uma do Rio circulo questão sujeitos direito. 2001. argumentavam que eram 0 antigo Direito romano. Não Rebbecca para pessoa. Orlando. corporação sob as e best tem o status da e jurídico ". etólogos como Richard Dawkins e intelectuais como reivindica entre outras coisas. Emenda. existência acordo. membros nem nee o que a 'universitas' deve. ampliar de p. B. auto-obrigar morresse. a participação Estado se viu obrigado a outorgar personalidade a certos conglomerados que exerciam atividades comerciais e que agiam. chimpanzés. Juruá. por exemplo. negócios terceiros. t i t u l a i e s de Na idade Média. os p r ó p n o s associados. MACIEL. Segundo 42 : Eduardo Ramalho. as Huss. Introdução direito responsabilizada and leqal status administrativamente Marquette fríend: of companion animais. Quarta 162. 454 o direito ao devido cm conluios o processo legal. 455 Assim. Dignidade ao direito Barbosa. teve desses direito. à igualdade. não conhecia essa noção abstrata de pessoa jurídica. p. de do Curitiba. Christopher. Durante da pessoa sujeito de tipo. Laurence. as Califórnia. 459 c m sujeitos de n ã o era n a d a direito. 454 455 MACIEL. clebenr. direitos até então exclusivos dos seres humanos. em. tais como e a aquisição de bens móveis e imóveis. 7 relação jurídica como h l u l a i d e faculdades '•" A teoria da pessoa jurídica. admito. algo simplesmente conceituai civil. um grupo de cientistas desenvolveu o Projeto liderado pelos filósofos Petcr Grandes SIIMJCI lane (The Great Ape Projeet). Law Valuing celebrar man's contratos. p. 57. 2002. no mundo jurídico. Southern como Califórnia Review. do o Rei Rei? law p. ter suas desenvolvendo protegidas. a quebrar in 458 459 460 Ibidem. 1983. sob o argumento de que apenas direito. Papa quando do e poderiam um feito Rei e entes e fatos não personificados. um que "se seus de indubitável vida real. quid 4. cada our um critérios características ean íeach 2001. enquanto para Planiol e Barthélémy a pessoa jurídica Seja como for. " já que. é preciso destacar que o processo de personificação de entes não humanos foi muito mais uma construção técnica. Diyesto III.". Review. 452 1 1 muito tempo autores com Brin/ e Bekkcr relutaram a leona a p e s s o a f í s i c a p o d i a sei t é c n i c a desse pela l e o n a jurídica. p. da Capacidade revolução conceitos dos entes contra personificados. ofSteven mesmo uma M. t o m o a Igreja e o I s l a d o . Ulpiano. animal dos de eonstilutional Law de alguma. 1 . sob o argumento de q u e a cada seus membros. direito. 165. 2001 p. eu como about 3: rights: de Animal definição coisa 456 GOMES. Por questões estratégicas. sabemos que a pessoa jurídica é um instituto o que permite que instituições públicas ou privadas sejam determinados direitos conferidos pela lei. daquilo possibilidade desenvolver através entes ordenamento jurídico tático a realidade geral TRIBE. cit J. jurídico não Juruá. a imediata extensão de direitos E d g a r M o i m. 460 consolidado. que novos 42: se adequar que foi quimado mortais? p. gorilas e orangotangos. em entes do tais nome direito personificados. porém. elevem universitati 1. bonobos.) em. a e 1999. 453 (tos direitos sem sujeito. debet Rio de 457 Segundo perspective. que se constituíam mais do que uma propriedade coletiva. 7. 2001. Fernando MACIEL. h u m a n o s p. é preciso apenas que incida sobre ele uma norma jurídica que lhe outorgue esse status. mas aos mundo que normativo mais mundo nome com 453 Segundo pois que. singuli debent. que contando com o apoio de primatólogos como Goodall. the work ou é do tais de novos. Boston. e que era desnecessária uma construção 458 uma vez que o fenômeno podia muito bem ser explicado Bolze e lhering. uma ficção desenvolvida pelos juristas para permitir ao legislador outorgar a determinados grupos sociais ou conjuntos cie bens. se entidades na sua transcendendo honra por Estava Capacidade B. p. "Tal tático de Introdução Fernando de Janeiro: e Antônio emanou Capacidade adequação existiam sim.in podia universitas. nossa) 1983. dccoiicu de um lato real que acabou sendo reconhecido pelo Direito mediante a utili/açáo do processo técnico da personificação. quod romano. and p. do na humana civil. o projeto reivindica a extensão de direitos Orlando. considerados em seu conjunto. finalidades ainda e "A do Suprema devido Corte processo e ser americana legal e considerou para a que uma igual. Rio e moralidade Forense.Para o Direito. Boston. . p. aculturação. um de seus atividades. não mais no nome individual de seus membros. Fernando A. pessoa e siinplestiienle u t n e n l e c a p a / d e li<|inai e m u m a e/ou o b i n j a ç o e s 1 Os m a i o i e s p i n s l a s da Idade M e d i a p a s s a r a m e e i i l e n a s de a n o s se d e b a t e n d o sobre a possibilidade de se c o n c e d e r personalidade | u n d i c a p a i a " o i q a m s m o s c o r p o r a t i v o s " . o direito de ação.n a 450 451 452 RABENHORST.

Direito os O da project. bonobos. p i n t o s no abismo da bestialidade: Aqora a futura uma as coisas os da perspectiva (tos Assim. os chimpanzes. 2006. etc.6°/o do DNA dos homens. York.d e i r u b a d a dc uni n i u i o lao solido c o m o o c s p c e i s l a e x i g e u m . Janeiro: Ediouro. V a r i a b l e Dawkins. M. gorilas e Geórgia. pam apenas os uma psicologia a o pequena sexual diferença bastante ser genética diferente trazer chimpanzes. e os chimpanzes se bonobos há apenas 3 milhões de anos. Atlanta. de 1993. os biólogos Charles Sibley e Jon Ahlquist aplicaram o método da biologia molecular à taxonomia do estudo sobre o DNA dos humanos e de todos os seus parentes mais próximos. filosófica mas sim Curtitiba. frente outro. Vida Press. Animais sexualmente e um apenas Jared. normativa. In: _ RODRIGUES.3 Peter. os membros do passam a desenvolver habilidades mais complexas como a o uso de linguagens. ética. Na verdade. cit. humanity. enguanto os gorilas se separaram 467 o homem divergiu da linha ( > a aproximadamente dos c h i m p a n z e s separaram d o s por volta de 9 milhões de anos atrás. p. os e homens não in entre Faculdade os ou Medicina teriam de anos.n u m a equivocada visão antropocenti u a . dos conscqücncms alem as entre dc lemeas machos espécie. como grandes humanos primatas distorce chimpanzes. Peter. com o aparecimento do Homo Rudolfensis. d e m o d o q u e c o h o m e m . que só t e m ie l o i ç a d o a c r e n ç a na e x i s t ê n c i a de u m a d i e o t o m i a l u n d a m c n l a l e n h e o poderoso homem. gorilas. Universidade linhas se chimpanzes chimpanzee. Paola project: eguality 468 WISE. Homo Heideibergenis. Paola 96. equality CAVALIERI. In SINGER. beyond uma CAVALIE RI. 2006. 1993. c n a o o q o n l a . 111. hominoids. nosso ancestral comum com os chimpanzes e gorilas é muito mais recente do gue o ancestral comum entre eles e os primatas asiáticos (gibões e orangotangos). The humanity. fêmeas substituídos 462 Uma recente Ministério realizada Público pela de estariam Faculdade Genética gue atrás. (Ed).).8 milhões de anos. p. gorilas e orangotangos. (Eds). o Homo Ardipithecus e o Homo Paranthropus:™ 2 isolado no alto. 469 Homo matemática c 465 461 SINGER. in the St. em Peter. orangotangos. por exemplo.i(|iic inicial a o s e u p o n l o m a i s l i a c o . ape p r o j e c í .) a e Uiii Em 1984. e Para Juruá. for juntamente mind. . 1993. Gaps CAVALIE RI. titular direito idéia de que Segundo diferem a SINGER. Press. Books. dos ser são Martins. homem. gue acabaram por evoluir para outras espécies eomo o Homo. York: bonobos. (tradução (Eds)'. da e 5 do inseridos Instituto de apenas que dos third entre até machos então e como os chimpanzes. por exemplo. The great ape project há apenas pensava beyond Jared. DIAMOND. Martin's CAVALIERI. a p r o x i m i d a d e g e n é t i c a e n h e essas e s p é c i e s . Martins Rio in chimpanzes. que os conscquimm homens pesquisa o Tecnologia da seguido como da Giorgia. de Emory.6% The anatomistas e 2. o ser capaz p. equality third chimpanzee. ética. 464 SINGER. enquanto o Homo surgido ha trio 0 DNA de um orangotango. o p a i e n l e m a i s p r ó x i m o d o s c h i m p a n z e s "'' Scqundo lared D i a m o n d . enquanto fósseis de gorilas e chimpanzes são encontrados na África. pelo Homo Sapiens Sapiens e pelo 468 Nean que só vão surgir 1 milhão de anos depois. Martin's afirma anos chimpanzes 7 milhões evolutivas em. 82-83. mas Rio como uma de Janeiro: Ediouro. de ser copularem receptivas fêmeas. loc. de bonobos um possuem para o quase animais: pessoa não abordagem o ser ética. ótica". Paola. homem great beyond Steven 2000. Paola 96. diferentes f LAN GO. equality Peter. 466 resolver diferem problema 0.126 e (Eds. tais como o Homo Australopithecus. por sua vez. Rattling 242. Silbley e Ahlquist estimam dos outros chimpanzes há 8 milhões de anos. À m e d i d a g u e <» gênero tamanho da estrutura cerebral aumenta. todo abordagem mês nos e pode formam iniciada por afetivos estudos qualquer entre soo <• implica pelo deveres nessa de direitos. cit. molecular elocks com SINGER. nossa) The great ape project Navin Richard et al.5 A linhagem humana do gênero Homo. o The 1370. provando que os homens e os grandes primatas são mais próximos entre si do gue dos macacos. bonobos ou chimpanzes pigmeus. Press. New St. e no e dos hunolur. uma vez que foram encontrados fósseis de indivíduos dessas espécies apenas no sudoeste da Ásia. New em. rights p. os gorilas e os chimpanzes se separaram dos gibões e dos orangotangos muito tempo atrás. 469 WISE. 2002. não % moleculares. inferiores entre incluindo (gorilas. vai como ainda Departamento mais 1 longe milhão e de Humana. 308. entanto. 2. Vida 0. p. aproximadamente H abi lis.il. p. uma parte evoluindo para os chimpanzes e bonobos e a outra parte para a formação de primatas bípedes eretos. loc. ehimpanzé ligeiramente distinção gorilas. 464 Como de diferença genética é um relógio gue reflete evolucionária lealmente o t e m p o que separação entre as espécies. obrigatoriamente de Biologia. 463 Segundo africano humanity. orangotangos (definida os fatos: gibões). o gorila separou da nossa espécie um pouco antes de nos separarmos dos Homo pelo Homo Ergastere e Homo I rectus só vai surgir há 1. p.7%. também ape é um primata beyond 467 DIAMOND. e os taxonomia frágil deverá dieotomia o ver humildes grandes primatas. legal conseguido. e exclua a espécie humana. p. York: the SINGER. and beyond. de modo que é possível comprovar geograficamente gue os homens. Sapiens. humanity. cage: toward Cambridge and Massachussett: Perscus New Peter. In: St. T h e g r e a t a p e Danielle "o letü. teria milhões de anos. animais. de p. o pode dos DNA dos chimpanzes grandes e sexos. não durante vínculos Os tinham dos gorilas. seguido pelo Homo derthals. a taxonomia tradicional ainda se b a s e i a Singer c Cavalicri p a r l e m do p o n l o dc visla de gue os h u m a n o s e os primatas se dividiram em espécies diferentes aluais há mais ou menos ! > ou ( > milhões inlelizmentc . Peter. T h e g r e a t New York:St. gorilas e chimpanzes. 463 chimpanzes: (os três entre ligeiramente humano] e c superioies os A primatas tradicional chimpanzes. demonstrando juntamente Atlanta. 1993. de modo gue biologicamente não pode haver nenhuma categoria natural que inclua chimpanzes. 2002. " ' 1 b o n o b o s c c h i m p a u / e s . de anos. isto é. u n s s o s patentes mais pioxinios. 111. difere 3. duas espécies de gibões e sete espécies de macacos do Velho Mundo.

são iguais e de mesmo mentais grandes e em senso vida moral emocional nível. e inlcqiam hominídeos.). 97. procurar evidências anatômicas que comprovem essas proximidades. teriam Tratava-se si do que extraordinárias. Homo sapiens humanos mesmo Cl Assim. 1993. tais como o direito à vida. os membros da família dos grandes macacos passaram a integrar a família dos hominídeos. muitos parecem medir Peter. outros uma os permitem que e conclusão). SINGER. DIAMOND. 472 Homo (Pan) paniscus 473 (bonobos). As capacidades e nível. os seres dos seres do troglodytes (chimpanzés). mesma p. parecem grau nosso Técnicas genética mais que em. recentes existe Vida biologia diferentes Rio de molecular animais. 1993. Os seres igualmente. As 110. a os os mais com Abril. personalidade aos dclicicnlcs e até mesmo a seres no jurídica a crianças.Ia genética.The projeet: certas primatas situações também salvo não extraordinárias.4% de carga a dos (antropóides) mínimo a nossa mesma família biológica. r o pensamento d e s c o n t í n u o que compi renderem a existência impedi a das pessoas de das " r s p è r i r s r i o " . Paola 82. e Homo (Pan) gorilla (gorilas). Os grandes primatas. primatas. St. CAVAUERI. p. que embora classifique os animais com base na similaridade anatômica.I m b o i a a m a i o i i a d o s c i e n t i s t a s a i n d a a d o t e . seres salvo os humanos em grandes ou não devem ser mortos. a m e s m a que compartilham conosco até 99. primeiro. um particular caminho dos dentes molares ou a ausência de rabo. primatas aproximadamente (homens). The great ape projeet: igualmente. com o s u r g i m e n t o d a b i o l o g i a como disciplina fundada na Teoria d a Evolução. A Declaração dos Grandes Primatas capacidade jmídira suficiente paia í a / e n d a s ou abolir toda sorte de aprisionamento em zoológicos. and Matli.1 I. compartilhamos SINGER. às i n s l i l u i ç ó e s sociais a conjuntos de bens patrimoniais.II d e L i n n e u s — q u e l e v a c m c o n s i d e r a ç ã o a p e n a s a s di I n r u ç a s e n l r e a s I\na maioria Hichaid Dawkin. Janeiro. no modelo cladístico. as inferências sobre a história evolueionária vêm antes da classificação. tendo em vista as seguintes premissas c PI. circos.69. também leva em consideração a distância genética e o tempo de separação entre as espécies. da entre que incluem aspectos. enlre grandes vez que. Peter. 2002. apontam Chimpanzés um humanos. situações Richard. de modo que hoje em dia já existem provas científicas suficientes para afirmar que o homem e os grandes primatas pertencem à mesma família (hominidae) e ao mesmo gênero (Homo). A q u e s t ã o principal c a seguinte: por que ra/áo nós concedemos n ã o nasceiam. (Eds. já adota esse esquema de classificação e. humanity. a dos É subordem.4% beyond híeta beyond humanity. nas últimas edições da publicação Mammais Species of the World.I II. York: St. devem ser conexões The third New ocultas: uma Peter. beyond humanity. Os seres que são iguais em senso moral devem tratados P2. beyond Fritjof. já podem ser classificados como Homo (Pan) 471 ehimpan/cs. devem ser outorgados direitos à vida. 1 7 1 espécies — desde o f i m d o século X I X . Para evoluído de se o de 475 474 DAWKINS. entendendo que eles seriam dotados de uma semelhante a dos recém-nascidos ou deficientes mentais. a vida são emocional dos quando são as ser conclusões suas capacidades mentais do aproximadamente P3. liberdade gorilas e orangotangos. aprisionados ou P4. para. Denis Martin's são Press. além de características anatômicas fundamentais. e nos r e c u s a m o s a c o n c e d i . Martin's 1993. equality Assim. CAVAUERI. os eles nos Agora Ediouro. . Paola C2. Os humanity.IXMIOIIII. que sua ainda maioria. assim São Paulo. 2003. mortos. antes formada apenas pelo homem. (Eds). M. desse modo. sustentável. In: SINGER. Martin's ciência In: In: SINGER. The great ape projeet. 1993. Na segunda metade do século XX. York: like York: MartitYs In: diferença com os que 111. bastante exatidão 98. estabelece que aos É que. us. Peter. Press. equality chimpanzee. Paola (Eds). em Superinteressante. Paola 173. R. novos s i s t e m a s de classificação vêm tentando refletir a história evolutiva das espécies. equality HÀYRY. presumiram chimpanzés se humanos gorilas. 470 espécies intermediárias que podem rcali/ar c r u / a m c n l o s entre si. menor. p. as pesquisas genéticas têm revelado que não faz muito tempo os grandes primatas tiveram um ancestral comum com os homens. como o peito liso. mesmo às que ainda mentais que levam uma vida vegetativa. St. o laboratórios científicos. jul. CAVAUERI. portanto. great 2002. p. humanos e os grandes primatas devem sei tratados 470 DUNBAR. para p. I.MIM MIM. Whafs New in a York: classification. à liberdade individual c à física. à e a integridade física. vai surgir um novo modelo taxonômico denominado cladístico. Press. e o mesmo gênero (Homo)? Singer c («avalieii os q i a n d e s inlcgi idade com base nesse argumento evolucionista que reclamam a concessão imediata de direitos fundamentais para primatas. por exemplo. aprisionados torturados 475 nas mesmas pesquisas Singer. permitiram se sabe p.. vida torturados. Diferentemente da taxonomia tradicional. e não depois. "Durante ramo isolado muitos dos natural. Gaps m New Who\ New lhe mmd. (Outras Peter como uma Russo. decidindo mais ou menos os parentescos genéticos entre as espécies. Si. suposição a de DNA bastante nós. equality 471 472 CAPRA. biólogos. Press. (Edsjlhe great ape projeet: chimpanzés" ética. CAVAUERI. 24. um percentual anos. 0 Smithsonian Institute. In: mas em 473 BURGIERMAN. ape p . somente depois. São Paulo: Cultrix. Jared.

equality passar os institutos jurídicos aparentemente inconciliáveis da propriedade e da pessoa jurídica. mas se considerarmos que o direito pode conceder personalidade jurídica a vários entes que não possuem esses atributos. Books. In: CAVALIERI. guando fazer estrito alimentos Peter. encontra sérias dificuldades entre os delen sores do direito animal. religião ou tabu do incesto. 1994. razão pela qual acadêmicos como Singer. parte algum ou a deveriam ou submetidos salvo experimentos necessário para do para estes contato consentimento. grupos tribais e famílias. r o m o o s q i a n d c s p r i m a t a s p o s s u e m a h i h u l o s m e n t a i s m u d o em i c l a ç a o ás demais espécies a i n d a q u e a l g u m a s t a m b é m p o s s a m sei semelhantes a o s d a e s p é e i e h u m a n a . SINGER. ocorre com o nascituro. proprietários de suas terras. Nossos esguecidos. law. o sujeito deve ser capaz de formular um plano de vida. massas falidas. a exemplo d o s c o n domínios. In: atividades Pedro A (Org). confinados Na à prática. que embora não fossem titulares de direitos subjetivos. L Animais. pois mantém várias espécies não humanas destituídas de status jurídico. são admitidos em juízo na condição de sujeitos de direito. p. p. Animal Animai law. wahokies. professor da Faculdade de Direito da Universidade Estadual de Michigan. a s u a iguais é moralmente injustificável. ser ser B. (CPC. Gorilas. Press. É gue determi nados entes se constituíram em centros de relações jurídicas q u e . VII e IX). gue físicos não ou e p. mesmo destituídos de personalidade jurídica.I rn s u m a . que viveram isolados durante muito tempo em um vale no leste da Virgínia. essas Nenhuma pesguisa ser dilaceradora. 0 aparecimento dos Wahokies. prevenir primatas com - mesmos sozinhos. a idéia de Peter Singer e Paola Cavalieri de estender os direitos humanos para os grandes primatas. cultura. unidades indígenas. se entendermos que. MILLER. York: St. Connecticut: Connecticut: Quorum Quorum Books. persona enlcs a lidade exclusivamente para fins processuais. nesses casos. heranças jacentes etc. então os Wahokies não podem ser considerados pessoas. já que os animais podem muito b e m ser considerados uma categoria especial de propriedade. arbitrária e x c l u s ã o d. SINGER. e conceder aos animais um status jurídico semelhante equality Harlan humanity. c o m o os cachorros) é preciso e n c o n l i a i lundamento. Arujá: humanos. de Harlan Miller elabora um interessante argumento a d absurdum p a r a explicar a inconsistência do nosso processo de personificação. matar e 232. 1983. Para Cândido Dinamarco. The property.i c o m u n i d a d e d e e irracional. Murray. CAVALIERI. David. adquirem e exercem direitos e obrigações. beyond 478 Para beyond deve devem Gary B. danos é a presos melhor subjugados. sem subsistência. 480 Personalidade jurídica processual Se em relação aos grandes primatas a questão pode ser resolvida através de uma interpretação analítica que estenda o conceito de pessoa física para coneeder-lhes direitos humanos compatíveis com cada espécie. conlerindo "personalidade processual" e entes que. Franeione e Wise defendem a personificação desses animais. Peter. t'A mcs. o direito confere uma capacidade de serem titulares de determinadas situações jurídicas. fundações. morais e administrativas. de ser constrangimentos. p. 477 Inicialmente. o movimento pelos direitos dos animais prescinde do conceito de personalidade jurídica. ape 1984. pois já existem provas suficientes de gue grandes primatas são hominídeos dotados da capacidade de raciocínio e consciência de si. Philadelphia: Paola Temple University great Press. 2004. Não obstante. o nondum conceptus. a r t . eomo as fundações e sociedades. supondo t e r sido encontrado um grupo de descendentes europeus denominados Wahokies. se podem ser responsabilizados eriminalmente ou se são dotados de personalidade jurídica. forma abusos Eles si "Matar ehimpanzé. podem (Tradução YNTERIAN. para ter personalidade jurídica. In: and the Peter. sendo até m e s m o possível direitos alirmar gue existe uma tendência do direito moderno em conferir subjetivos para entes destituídos de personalidade jurídica. Tendo como ponto de partida o fato de os animais não serem n e m humanos nem objetos inanimados. gue do médico. 232: um privação deveriam a Paola um (Eds)lbe great ape ou project: Martin's da mesma Press. Favre entende que o direito deve ultra 476 477 FRANCIONE. 1983. ficarmos coisa através cuidado podemos controle talvez 479 SINGER. concedendo a esses mas também com Para Miller. 480 FAVRE. na prática. EUA. David. não há como lhes negar esta possibilidade. Para muitos esta posição é espeeista. Ill-V. 253. Regan. Com efeito. (Eds) T h e project: New Harlan New Martin's wahokies. ingressar numa relação contratual abstrata com os demais e ter preferências de segunda ordem. destituídos de qualquer tipo de linguagem. apropriadas". 1994. provoca uma série de questões políticas. LORING. FAVRE. há muito que o direito processual ultrapassou a necessidade de identificação entre sujeito de direito e a personalidade jurídica. deixá-los preservando-os nível de nossa). tais como saber se eles podem ser considerados cidadãos. LORING. ^ 1 incluídas outro no c o n c e i t o de pessoa. outros. Para David Favre. ' 18 considerado protegidos a homicídio de humano. Murray. é preciso ter em mente gue o conceito é mais amplo sujeito de direito gue o de personalidade jurídica. 2. 2. law. porém. Terra Brasilis. 481 . The York: St. gorila chimpanzes Eles não orangotango e orangotangos ser ao dos escravos do início do século XIX nos EUA. por considerá-los integrantes do conceito de humanidade. p. 478 479 tal c o m o as i g r e j a s . humanity. recebiam uma proteção jurídica especial. MILLER. irmãos emergenciais Prefácio.

mas na capacidade No entanto.<. podem ser objeto de negócios jurídicos por patrimônio de seus sócios ou proprietários. judicial ou extra-judicialmente. estão autorizados a recolhê-los se fossem um objeto. do e os animais: uma abordagem ética. gue ao mesmo tempo em gue são titulares de gações. direito Paulo: de Janeiro: p. e ao de faculdade. Introdução e justiça. Revista dos ..// estamos diante de uma situação atípica. 1993. Gary Franeione.a rnncentaal bloeks. 1983. uma ação ou u m a omissão de guem deve praticá-la ou abster-se. uma vez gue isso já ocorre com as comerciais. ROSS.o. Mamn s iress. direito. estabelece uni novo sentido paia o c o m u t o | u n d i c o dc p i o d e sei l i l u l a i d e d i i e i l o e / o u d c v c i c s . como nos casos em que o sujeito . ( " • >••>•••> ii ' i-quttaoie ovs' v. Direito São 2000..obi( a t i m i i ( o > i a tomar uma forma que nn\ ^un'» (t >n is nttt vivos do interesses da a 1 . ocorre u m tipo especial de r e l a ç ã o p o i s n ã o p o d e n d o se retornai a sua c lurídiea. 489 tempo sociedades direitos c o h n integrarem o 0 conceito de direito subjetivo está conectado ao conceito enguanto possibilidade jurídica de agir nos limites da lei para dos próprios interesses. 1. criando assim uma nova e limitada forma de propriedade animal: a autopropriedade eqüitativa/ w (to senhor com o escravo. Anmiíü 487 RODRIGUES. . Forense. salienta Danielle Rodrigues. nem todo sujeito de direito esta apto a exercer seus 482 diretamente ou a praticar atos da vida civil. gue não implica apenas na idéia de homem.. p. .„. our São Paulo: ícone. a sí "d! íl l'otu< n i (iri s) que passou a ter o controit ypo-. estamos diante de uma situação típica. 4. d i r e i los Se levarmos o direito brasileiro a sério. p. 111-112. . d e m o d o (pie os a n i m a i s p o d e m m u i t o b e m sei s u b s t i t u í d o s p i o c c s s u a l m c u l c pelo M i n i s l e n o Público. o mesmo se dando com os 488 domina los c o m o logem animais que do domínio de seu proprietário.uis ficaiam <u . ed. 3. Emmanuel. 484 a salislaçao titular do que é o poder do 49(3 direito subjetivo de exigir. Rio work of Steven Orlando. por não ter capacidade d c fato ou de exercício. o trust. guando as 1-AVtiL ' 483 í ! 4 Oavta. é apenas um conceito operacional do direito. can p. Juruá. i ' / (v/77 conjunto separado •. Segundo Alf Ross. pois nem sempre o guardião vai agir no interesse do animal. > in: LAVAUI. 490 491 GOMES. . representando-os judicial ou extra-judicialmente. the Doutrina H. teach us about the puzzle of animal rights. qt. HI. tu í "* 1 -jna humanity. Ten Wise. de modo que a capacidade d c ser parte em juízo é o mais importante poder que um ente jurídico possui.O auloi pricdadc.. prevalecer unicamente do dever dos filhos para fazê-los Favre utiliza eomo modelo um instituto muito comum ao sistema norte-americano. R / M K I / Í ao uso t p<. mas apenas administrá-la no melhor interesse do beneficiário. u s / m ^. and legal competence. > h < n dia com o . ja a l e r t a v a q u e n a l o r m a q u e na o proprietário mantém o seu direito sobre o animal. adverte que o instituto da guarda de animais pode ensejar alguns problemas. nqlns: osvaimnivcw ar. mas não pode considerar a propriedade como sua. no entanto. Para LaureneeTribe.do. 0 direito 126-127. . Laurence 488 489 KANT. guarda onde o titular exerce um direito pessoal real. . 485 486 "Pessoa". lessons Animal ao constitutional Review. o proprietário assume a posição semelhante a de um guardião dos interesses dos animais. Sao Paulo. m a s t r a n s f e r e ao próprio animal o título egüitativo daguela propriedade. temos de admitir que o status jurídico dos animais já se encontra a meio caminho entre a propriedade e personalidade jurídica. civil.. A t e m e s m o K a n t . <tffij../. tu. Peter (tas. M. Tetü. d e //c////(/c.• > > « « . x 11 Guia Empou ocoric. que pode não ser a pessoa que criou o trust. >ui 1 c . nada impede gue um ente possa ser ao m e s m o sujeito e objeto de direito.i nossa)./ > / . / o pcrmis^u . proibindo práticas que os submetam à crueldade. Todo direito subjetivo implica uma posição de vantagem para o s e u titular. Law 2001. 209..1. da mesma í a / c n d o uso d c u n i a n o v a m i e i p r c l a ç a o d a d i v i s ã o c x i s l c n l c n o Nessa c o n c e p ç ã o Common /oiv e n t r e o s c o m p o n e n t e s l e g a i s c c g u i l a h v o s . mesmo que isto cause dor ou sofrimento aos animais.. que passa a ter a prerrogativa de exigir em juízo o cumprimento d o s deveres que lhes são correlatos. experienee Boston.'"" r e l a ç ã o pai e lilho. n . uma vez que a Constituição expressamente os desvincula da perspectiva ecológica para considerá-los sob o enfoque ético.. filosófica e normativa. . e a toda prestação corresponde uma ação. em que uma pessoa ou instituição assume a responsabilidade legal pela propriedade de outra.x. mas quando isto não t 1- i i. p. 483 quando eles se afastam. Curitiba: Danielle 2006. como no caso de um pai constituir um trust para administrar o patrimônio de seu filho. Edipro. No modelo proposto por Favre.''''(' o </ / << a\ Í ' <. 491 > a i ••••( >iuni : presentantes do rei. ilai sen-omicrship 'rr"r c for animais. Revista de Direito Ambientai. Paola: SINGER. Alf. p. -raauçao 'c"v nac pJ. 2b5. A todo direito subjetivo corresponde a faculdade de exigir de oulrem uma prestação. New \ork: „i„moi • fance lo 01.' "' i ' W ? io que tinha o conttole puma <o sobu J i o i s > < t> o iífu'o da It 1 figuras do titular do direito e da faculdade de fazer valer esse direito c o m cidem. que é a faculdade de pleitear a prestação jurisdicional do Estado.. 94-95. l . l J não pode exercer diretamente esses direitos. TRIBE.

João João Capacidade entes personificados. 0 direito portanto. 2005. 2002. ou torna nulo o processo. essa distinção se torna ainda mais problemática. 492 moralmente responsáveis — é inconsistente. M. Maurício. confunde No legitimado DIDDIER. Para Marcos Bernardes de Mello. H. por exemplo. atos jurídicos stricto sensu. tanto da capacidade de exercício. mas apenas os que forem admitidos pelo direito. por exemplo. como no caso dos incapazes. the work J. a petição inicial n a o inepta. ela tem natureza de direito material. Pressupostos capacidade de processuais ser parte é condições pressuposto ação. civil". à p. brasileira os são absolutamente mentais de CC). de. TRIBE. uma vez que esses direitos não podem ser exercidos por outro que não o próprio 4 9 2 N a f i a ç ã o 16 anos. validade sentido 111-113. quanto da capacidade processual. hrunciseo C. 1993. . Maurício. ADEODATO. 1 n ã o p o d e e x e r c e I o d i r e t a m e n t e . ou à reparação do dano. pi i i i c i p a l n i e n l e p o i q u c o c x r i t u IO d o d n c i l o a v i d a c a h h c i d a d r nao implicam cm d i s c c i n i m c n l o ou qualquci lomada d e posição sao o de 1 . 501 Teoria com a jurídico: ad MACIEL. prensa. é capaz São de KELSEN. de guem processual. em alguns c a s o s ela torna obrigatória.4' do Civil menores Código homem não de 18 adidos. retórica. o pleno 494 exercício da personalidade e o potencial de agir dentro dos limites da lei. 5. sem depender de outros para fazê-lo. pois a ausência de qualquer destes. inicialmente. o autor c desenvolvimento regular do processo. C o m e n t á r i o s ao c ó d i g o de Ética Ética e e retórica. m a s s o m e n t e a l i a v r s de u m i c p i c s c n Na v c i d a d c . se refere p. isto é.7. que assume os patrimônio deste.211. outro lado. réu ou terceiro interessado. 496 sentação por advogado. 177. eficácia. e incapazes que de não exercer puderem diretamente exprimir anos.C o m r l n l o . Gomes. Fernando A. por exemplo. pois embora se refira à matéria processual. 1997. 497 Mesmo porque. Paulo: Paulo: 2004. Saraiva. Saraiva. enquanto requisito subjetivo. processo civil. cm proveito de outras pessoas. Ten Wise. ordem 49. p. por tratar-se de uma questão pré-processual. tampouco obrigação Paulo. tipos deficientes 500 Law 2001 1987. can 3. e 2 incapazes os do pródigos antigo maiores (art. quando se trata do exercício de direitos da personalidade. our constitutional Review. direito. a ação judicial é um dos principais instrumentos paia se Essa capacidade pode ser negocia! ou delitual. é a capacidade do sujeito de direito de intervir diretamente na produção de uma decisão judicial para condenar o réu a cumpnr um dever ou obrigação. 2002. Segundo parte Hans. |iiii<ln a s d i l e i e d a capacidade dc cxcieci d n c i l o s . J. encargos c m n o m e do i c p r e s e n l a d o c c o m o d n c i l o c o dc capacidade mente que a o b j e ç ã o nao serem ocorre com \\n o jurídica. Saraiva. a ( s i p a t i d a d e d e st i s u | e i l o d e i d i i m " . quando se tratar. mas também praticar atos ilícitos em geral. pois somente o indivíduo plenamente capaz pode praticar certos atos jurídicos sem a necessidade de ser assistido ou representado por alguém. 181. Martins p. ibidem. São fato Paulo: Coimbra: experience Boston. Curitiba: Juruá. propondo que os conceitos de personalidade e capacidade jurídica sejam considerados equivalentes. do Fontes. a que titularidade e um P. 561-562. mesmo ps. . Almedina. a primeira é a aptidão para celebrar negócios jurídicos e a segunda é a possibilidade de o indivíduo ser responsabilizado eriminalmente pelos seus atos. de e menores 498 499 CANOTILHO. Saraiva. uma vc/ i s t o ja os nascituros. MIRANDA. a capacidade da pretensão da de ser (ativa) ou BRASIL "Todo Civii. T e o r i a MELLO. constituindo-se num pressuposto para que o sujeito possa figurar n u m a relação jurídica processual como autor. p. para ingressar em juízo visando a condenação do t e u ao cumprimento de seu dever. ainda que isso não implique a capacidade do sujeito em praticar todo e qualquer ato. 2004. a os Paulo: direitos os sua ébrios.'' 00 enquanto a capacidade de fato é. ADEODATO. entende que essa divisão entre capacidade de fato e capacidade de exercício é mais uma daquelas teorias que servem apenas para tornar o direito mais cerebrino. A capacidade de ser parte. ou impede a inslau ração da relação processual. ao mesmo tempo. para causam Fredie. os u m e o s c o n c e i l o s q u e imporiam siijeMo dc claia poi tante legal. 177. e embora seja facultativa. vida 3" alguns civil do os CC). e as situações atípicas demonstram de d i r e i t o (pie a que os animais possam ser sujeitos E que a capacidade de fato consiste no pleno exercício da personalidade. Seja como for. Direito lessons Animal do constitucional. a capacidade de ser parte independe. the puzzle of animal rit/hts de deficientes os aqueles 16 e Laurence ofSteven about relativamente mentais 493 494 495 496 497 O art. é uma aptidão g e n é r i c a outorgada às pessoas físicas ou jurídicas. e atos vontade da (art. t. na p. dispunha: e obrigações 2001. 11. ed. pois m u i l a s v c / c s o l i h i L n de u m d n c i l o I i l u l a i . da São (passivo). de um pressuposto para a proteção da jurisdição estatal. 495 Assim. 2000. São São Rio de Janeiro: forense. a citação etc. de um direito outorgado de a ç ã o . ' 50 A vantagem dessa teoria seria a eliminação da distinção entre capacidade de direito e capacidade de fato. plano da Código B. a capacidade de direito é a capacidade de ser sujeito de direito. 1. preencher alguns pressupostos ou requisitos de constituição a rcpie João Maurício Adeodato. teach us p. 493 exercício de direitos. mas também a entes jurídicos despersonalizados para o exercício de uma pretensão à tutela jurídica. o que nos permitiria trabalhar apenas com os conceitos de personalidade jurídica (aptidão para contrair direitos e de ver es) e capacidade jurídica (aptidão para agir efetivamente como sujeito de direito). Marcos se pura B. como a capacidade civil. de. as crianças e os deficientes mentais/ ' ' 1 . manifestar uma vontade capaz de ingressar no mundo do direito como um negócio jurídico (capacidade negociai). a competência do juízo. ou da legitimidade ad causam. o que permite ao indivíduo praticar atos-fatos jurídicos. p.

acabou sendo supeiada c pela Plólz . dessa despido concepção em. 124.2005.0/ Alexauder corileus. fies entendem o direito de ação é simplesmente o dneiio 0 direito animal em juízo: as condições da ação de provocar a atuação do Estado-Juiz. isto é. que depende do direito material. A ação. Rio foi a imanentista o qual da 'a do fonte originou ação. simplesmente. vai sofrer muitas críticas até ser superada ação ou teoria do direito concreto de agir. arts. II do Brasileiro de lei direito em se corresponde razão viu de de do em onde Janeiro. que priorizam respectivamente o direito à tutela jurisdicional. derado uma 504 direito subjetivo abstrato conexo a uma pretensão material. Pressupostos 120: processuais "A atribuição do de e de condições capacidade da de ação: ser ã parte o juízo a de admissibilidade ente de que do ter pelo da CF/88. eomo Wach e Chiovenda entendem que a tutela jurisdicional só independe da existência ou nao de uma relação jurídica substancial. a ação era um simples elemento constitutivo do direito subjetivo. o Art. 0 por Enrico direito brasileiro. tutela 116.a dominante o eniendimento d c g uc eLb M t o m < i a m com a relação processual. mas um direito de se obter uma de mérito. Poder Judiciário 503 504 505 alegação Humberto. mas processual processual Janeiro: Janeiro: de Forense. sendo garantia 2002.p. é vista Para que uma ação seja aceita em juízo é preciso que ela preencha determinados requisitos. 2002. e que Segundo Liebman. e não com o direito material. interesse DIDIER Jr. que requisitos constitutivos. fonte Rio inafastabilidade no inciso apreciação art. é instrumentalizado por determinadas condições. e seriam estabelecidas Nessa concepção. a ponto de existirem pelo menos três grandes concepções: a concreta. o Código de Processo Civil exige gue o autor preencha as-condições da ação. mas tempo. por não condicionar a existência do processo ao di icilo material. quando o processo civil não era considisciplina autônoma. ação todo sistema. ao contrario do mento da causa. 5" 53. Civil. de 2002. pela teoria concreta da 505 se r c l e i c m pressu ao próprio mérito da causa. alguns partidários da teoria do direito concreto. de verdadeiros Com efeito. as condições da ação estariam entre postos processuais e o mento da causa. as condições da sua análise 1 volvida por Adolf Wach. civil. o I. CÂMARA. a abstrata e a eclética. 83. e obra. adotou a teoria eclética da ação ei l a d a tempo Além desses pressupostos. p.ni resses inerentes à sua exislcncia ou e x p r e s s a m e n t e a u l o n / a d o s p o i lei. Segundo Código Este III. as denominadas condições da ação.' ' ação são concebidas eomo vcaíadcir. de p. uma vez que a presença ou a ausência do direito material poderá ser reconhecida ao final do processo. tendo Clóvis Beviláqua eomo principal expoente no Brasil. a teoria ci vi lista ou imanentista da ação era predominante. desaparecido hoje teor passo emana dos e Civil sua porém. na verdade. tutelado é todo possa juridicamente de decorrência ou de de "A ameaça direito direito teoria segundo n é ão direito lesão a fundamental direito. a 509 Até o século XIX. por exigir uma categoria ligada ao 511 mérito da como um causa eomo requisito para o direito de ação.I Ia m u i Io g u e o ( l u c i l o p i o c e s s u a l a d m i t e q u e a l g u n s SIgcilos d c d n c i t o n ã o . imanentista.'"' (cotia o ó s O u / o da ação. desen- jurídica. o poder de demandar e o poder de ação. do Código de Processo teoria das condições da ação tem sido objeto de muita conlroveisia A teoria imanentista. Lumen que uma Júris. apesar de consagrada no art. se 1992. 267.' ' os p i c v a i pelo d n c i l o processual. jurisdicional adequada" Lições direito processual Lumen ." um Paulo: 5araiva. e concreta. Nesse sentido. p o s l o dotados de personalidade judiciária ou processual. q u e . por sua vez. 1 502 Segundo processo. porém. embora se. por exemplo. tratando-se. embora essa questão pacífica.os s e u s tem em Heinrich Degenkolb gue !. assegura'. no entanto. Freitas. São Fredie. 508 ao mesmo seus sao os Nessa concepção. assim. que 80. Freitas de de lesão previsto Rio de de XXXV do THE0D0R0 JÚNIOR. segundo a gual o direito tem ao mesmo u m a natureza abstrata. com muitos autores entendendo que as condições da ação postos processuais de mérito. de Alexandre Alexandre Civil dispositivo do toda Código a Curso Lições Câmara. como já como civil. embora ela só exista quando o autor for titular de um direito material. 503 Túlio Liebman. VI. de interpretado. e cuja ausência poderá resultar na extinção do processo sem julgamento de mérito. entendido anterior a Júris. o direito de ação não é considerado apenas um dncilo senlcnca somente n a o seja concreto a uma sentença favorável. p. teoria que vem sendo objeto de muita controvérsia. para quem a ação se constitui em um direito autônomo e distinto do direito material. 75. (revogado. pois Ioda a ç ã o e s l ã c o n d i c i o n a d a a e x i s l c n c i a d c u m a v o n t a d e c o n e i c l a d a lei ' ' A (caria concreta da ação. uma das formas de manifestação do direito material. civil. Para esta teoria. 1916. que são certos requisitos ligados à própria viabilidade da relação processual.p c r s o n a l i z a d o s I c n h a m c a p a c i d a d e d c ser p a i l c p a i a d c l c n d e i mie p o d e sei s a h s l e i l a q u a n d o o< o n e i u m a p i o l e ç á o c o n e i c l a c o d n c i l o d c a ç ã o \o exislina q u a n d o o jui/ d e c i d i s s e I avoi a v c l m e n I e ao a u l o i .

pretensa me nu u sentados pelos grupos ecológicos Greenpeace. o próprio Liebman. Paulo: Antônio Malheiros. 123. 1992. tendo em vista a enorme demanda dos movimentos sociais pelo acesso à justiça. e a relação entre o direito defendido pelo d e v e estar a p t o a autor c o corrigii o se o provimento jurisdicional solicitado. cit. que. 518 CINTRA. C. 230. existe uma tendência cada vez maior dos tribunais em assegurar a universalização da jurisdição. MAR I NO NI. Cândido R. c consiste na obrigação do autor de demonstrar que o seu pedido pode ser admitido. na 3 edição do seu Manual dc Direito Processual Civil. a THEODORO JÚNIOR. Na verdade.l. partindo do pressuposto de que não convém acionar o aparato judiciário sem que se possa dele extrair um resultado útil. que sc rcteie à idoneidade do autor para ingressar em juízo e nada mais é do (pie a capacidade abstrata de ser parte exercida concretamente. Paulo: Teoria Forense. o qual dano ou prejuízo alegado. 230. seja porque a lei exige que aquele direito deva ser exercido mediante prévia declaração judicial. ou sc o Ministério Público ingressar com uma ação direito (fumus boni iuris)c >]7 penal sem "justa causa". de 1991. loc. 0 Artigo 75. direito Paulo: Martins uma Fontes. do antigo Antônio Malheiros. p. Civil direito do todo titular concreto'". Ada P. que é o próprio objeto da ação o interesse secundário em se obter uma providência jurisdicional do I para a tutela do interesse primário. Por outro lado. o in p. isto é. por exemplo. pelo direito objetivo. Araújo. Somente o indivíduo que pode exigir seus direitos em juízo é considerado sujeito de direito. civil. pois não existe nenhuma lei obrigando esse dever ao titular do patrimônio. C. Orlando. KELSEN.: 1990. loc.) capa/ Moacyr Amaral. Teoria geral do processo. por exemplo. créditos autor ingressar com um mandado de segurança para cobrar pecuniários. 510 idéia da possibilidade jurídica do pedido como condição da ação. não pode pedir que o juiz promova a divisão de uma herança de pessoa viva. que v. São 519 legitimado Hans. que para ele se confunde com o próprio interesse processual. Inexiste interesse de agir. GOMES. Paulo: Introdução exercer o civil. à obrigação ou não do Estado de tutelar o direito reivindicado pelo autor. 141-142. que 1991. que é considerado um pedido impossível por ter como objeto um interesse não tutelado pelo direito. é o pedido de pagamento de dívida de jogo. q u e n a o sc c o n t u n d e m c o m o c o m o n o s c a s o s d a s a c o e s c o u s l Mui ivas d o p i o c e s s o civil. No ano de 1997. seja porque o sujeito do dever se recusa a cumprir sua obrigação. na ação. quanto ao sujeito q u e tem o dever de cumprir a obrigação (legitimidade passiva). corresponde ação assegura". material ou incorpóreo. por conter um pedido imediato ao Estado para que ofereça uma tutela jurisdicional e um pedido mediato contra o réu. DINAMARCO. 515 A segunda condição da ação é o interesse processual. Paulo: p. DINAMARCO. a contrario sensu. . São 517 512 513 514 515 THEODORO JÚNIOR. o interesse processual ocorre quando o autor demonstra que pode sofrer algum prejuízo se a ação não for proposta. de Janeiro: São R. Araújo. a possibilidade jurídica do pedido se refere ao pedido imediato. 0 acesso à justiça nada t e m a ver com a relação jurídica.em tese . Humberto.tem o direito ou faculdade dc cxi gir uma sentença em juízo (legitimidade ativa). oferecer uma denúncia sem que exista uma aparência d e Em suma. GRINOVER. Código Teoria dispunha: pura "a direito.q u e s t õ e s p r e j u d i c i a i s d c o n t e m p i o i essual. em abstrato. SANTOS. está cit. geral 210. GRINOVER. 1996. Primeiras ao linhas direito de de direito Rio é processual de Janeiro: quando civil. para que cumpra um dever. Cândido processo. por sua v e / . o p. 0 exemplo clássico. do p. 513 A a d e q u a ç ã o . abandona a 514 a existe slado A terceira condição da ação é a legitimação ad causam. 518 0 que o juiz deve decidir nesse caso é apenas se o pedido é suscetível de apreciação pelo Poder Judiciário. de linhas civil. p. Malheiros. agir' 1987. A legitimação se refere tanto ao sujeito que . sujeito WCW. Rio ed. 3. pedindo que o Estado fosse proibido dc 516 CINTRA. pois. que Sao Forense. A primeira condição da ação c a possibilidade jurídica do pedido. uma vez que o processo judicial é completa mente diferente da relação jurídica de direito material. o interesse de agir — ou legítimo interesse — é sempre u m a questão de ordem instrumental ou processual. Um herdeiro. World Wildufe Fuiul c mnii ingressaram com uma ação no Tribunal Administrativo de Hamburgo contia a República Federal da Alemanha. Embora toda ação seja dúplice. exige que o autor demonstre que a sentença judicial é necessária para dirimir aquele conflito e que o tipo de ação escolhido é adequado para se obter o resultado pretendido. Curso Novas de direito do Ada processual processo P. pode "Diz-se Luiz Guilherme. o u d a a ca o p e n a l c o n d e n a l ó r i a no processo penal '"' dircilo material. por e x e m p l o . Não obstante. CINTRA. ao lado do interesse primário de direito substancial dirigido a um determinado b e m jurídico. embora nas situações atípicas ele só possa fazê-lo através de representantes ou substitutos processuais. sem cogitar sobre a sua procedência ou improcedência. ocorreu na Alemanha um julgai m nu» digno de nota: os lobos-marinhos do Mar do Norte. Saraiva. 61. São 1983. p.

condenando as associações ecológicas às custas processuais.do ." p. idade de ao é beneficiário A interesse). 524 alheio. o pertence civil. Alf. Para Alf Ross. LXVIII. mas analisando as condições os seguintes fundamentos: ação. e nas situações atípicas u m a pessoa interesse . protetoras para animais os Ministério dos animais. p.seja admitido em juízo na condição de ente jurídico despersonalizado. pois ser sujeito de direito é simplesmente lei capacidade de adguirir direitos. mas quando a lei autoriza a um em nome próprio. e. em juízo. como ocorre Habeas da Cl). a inicial. não se pode inferir que apenas os interesses humanos devam ser reconhecidos ou protegidos sob o manto do direito subjetivo. sociedades próprio. Edipro. p. e m q u e o s u j e i l o d o d n c i l o n a o e o i n c i d e e o m o s u j c i l o d o processo. o gestor do negócio age em nome do gerido. nem conceder mandato processual para advogados. fideicomissário. política.tísica ou jurídica . q u e permite a qualquer pessoa ingressar em juízo para exigir q u e o juiz assegure a liberdade de locomoção de outra pessoa (art. o Tribunal Administrativo se e o n s i d c i o u m e o m p e l e n l e Mai do Norle da C o m e l e i l o . advento ativa Decreto 24. 0 novo em 524 525 Alcebiades de (Org. dos 1992. Público legitimação ingressar nome defender direitos . portanto. Seja como for. disto. Direito o e justiça. essa idéia metafísica de que o direito subjetivo é uma entidade simples e indivisa. se tratar de animais doméstico ou domestieados. e A irresponsabilidade Porto Alegre: organizada? livraria do In: OLIVEIRA JÚNIOR. 180-181. como ocorre nas hipóteses de substituição processual (art. e gue nesses casos não há como deixar de reconhecer gue o animal é titular de um direito subjetivo.idininislialivo JIII idieas p i á h c a s . Direito e Advogado. é possível que em nosso atual sistema jurídico um animal exercei Decisões como esta. direito 522 ROSS. José Alcebiades de (Org. pois eles são apenas bens ou coisas. eles não podem constituir representantes processuais humanos. ou representados por seus guardiães. as menor. São sujeito o Paulo: da direito Edipro. sob 1) que os animais não podem ser sujeitos de direitos nem possuem legitimidade processual para estar em juízo. gue o direito processual não exige a identidade entre o sujeilo de direito e o autor da relação processual. e irresponsabilidade Porto Alegre: São organizada? Livraria Paulo: do OLIVEIRA JÚNIOR. destituídas de personalidade jurídica ou direitos próprios. 521 direito alheio (art 6° do CPC). substituído processualmente pelo Ministério Público ou pelas sociedades protetoras. quando o titular do direito substantivo que esta para julgar o caso. nas exerce em n o m e situações lipicas. pois do fato de que somente os seres humanos capazes podem atuar eomo parte processual e praticar atos de disposição. um dos principais obstáculos aos direitos dos animais têm sido a recusa dos operadores jurídicos em considerá-los capazes de defenderem em juízo seus interesses tutelados pela lei. beneficiário. dizemos com o grava o Estado Alemão. 1997. Corpus. direito 521 WOLF. costuma-se Humberto. 525 guando Como vimos. 5) que não existiam provas do nexo de causalidade entre a conta mi nação do Mar do Norte e a morte dos lobos-rnarinhos. e s p e e i a l m e n l e q u a n d o nos d e p a r a m o s e o m s / / / / u ç o e s atípicas. 522 — ou um conjunto deles . 2000. mesmo quando o sujeito não pode diretamente esses direitos. Paul.lançar resíduos perigosos em alio gue autorizou aquele serviço. 2) que não tendo capacidade processual. f)roferida faz coisa julgada tanto para o titular do direito substituto processual. são inconsistentes. 2000. 3) gue as associações não têm legitimidade extraordinária para repre sentar os animais em juízo. 217.645/34. É estamos diante de uma legitimação extraordinária. justiça. nem interesse de agir. considerar Curso do para que de administração (right) (sujeito ao Rio processo isto alienação).213-214::"o do menor de e é. 4) que o direito alemão não contemplava nenhum tipo de ação civil ou popular destinada a anular ato lesivo ao meio ambiente. V M 1 mai e a a n u l a ç ã o do .}. terceiro pleiteai. e o 60. p. pois nenhum dos seus membros provou ter sofrido gualquer prejuízo com aquela conduta. do Alf. que tem de existir num sujeito. p. 0 novo cm Segundo (sujeito despeito ROSS. de Janeiro: Paul. 5". '-' 1 1 Inicialmente. (>"'. A Advogado. THE0D0R0 JÚNIOR. In: 1997. política.pode demandar em nome próprio um Por exemplo. por fim. indeferiu leqilimação é ordinária. Alf Ross lembra gue muitas vezes são deixados legados em benefício de animais. José 180. C P C ) mas a d e c i s ã o guanto paia o 0 conceito de sujeito de direito é maior do gue os conceitos d e |>essoa e de personalidade jurídica. têm desde direito n" processual que em Forense. No Brasil.). é uma falácia que pode trazer conseqüências desastrosas para o tratamento de questões 523 520 WOLF. com a justificativa de gue o não mie próprio a laculdade de litigar em juízo.

' ' 11 o C ó d i g o C i v i l d e I!) I / m i t i do nosso texto. que não podem servir para a posteridade: fique o estado de liberdade sem seu eorrelativo odioso. ou São áreas quotas animais os espécies desacordo nas apropriação: que salvo não a animais assinalados. os animais e os vegetais que se encontrassem em águas dominicais eram considerados de domínio público. isto é. épocas. que 5. No Código Vai ter antigo. 8". pois a Lei de Proteção à Fauna (Lei i r 5 . Cf. passou a considerar crime a pesca ou o molesta me n to desses animais em águas brasileiras. ocorre uma mudança significativa no s t a t u s revogando o antigo Código de Caça e. 531 na reforma de nossas leis civis. à s a ú d e Presente e futuro do direito animal no Brasil Propriedade privada pública. Esta . exceção. ou animais domésticos abandonados que voltassem a ser eonside rados silvestres ou ferozes. seu seus p. Antônio Civil Pereira de da. onde sc liate de cscniros. Lei n" 7. Código 597 o COSTA. façamos capítulo avulso. que p a s s a m . apropriáveis através de simples ocupação. dispondo que os animais silvcslres pertenceriam ao proprietário menos que o estivesse em Não do terreno se fossem capturados s e m a s u a a u t o r i / a ç a o . criadouros 526 527 BARBEIRO. do constituindo Estado. e e ou apanha". não parecer DL Art. em oficial 3". não a maculemos com disposições vergonhosas. cativeiro. época também condenado ou a extinguir-sc em qava esla c o n c e p ç ã o . bravios. §2 e Art. ambiental que apanhar exóticas com águas apreendido terceiro.197/67. por bens exemplo. espécies fauna desenvolvimento ninhos. que lamentamos. (que não são à parte. 534 Vinte anos depois..643/87. Cf. que nao lia um s<> Impn S o b i n l l u é n c i a do d i i u l o qei i n a n i c o . a Lei n° 7 . o Estado podia autorizar as caças esportiva. cientílica c de controle. 535 Seja como for. de não licença e da Lei tr 5. o Código de Pesca foi reformado pelo Decreto-lei 2 2 1 / 6 7 . Esse diploma. res nullius. 6 4 3 / 8 7 . baleias. Cf. . permitidas. é preciso ter em conta que o conceito de propriedade sofreu uma grande influência da noção bíblica de que os animais foram 528 529 530 531 COSTA. . ao do mansos costumam promover de experiências público domestieados recolher-se. competindo ao poder público regular a pesca profissional com fins comerciais. por influência da " d o u t r i n a modifica o status jurídico dos animais silvestres. e os animais silvestres. caput lei e parágrafo criou ainda propriedade viesse sujeitas a à pertencendo Dispunha animal Art. coisas sem dono. quando se tratasse de animais nocivos à agricultura. sem da ainda dono os e e 534 535 que 532 533 Cf. abrigos caça naturalmente naturais 3". 0 antigo Código Civil adotava a "concepção romanista" e considerava os animais domésticos bens móveis semoventes. da Lei tipos n" 5. perseguição. Temos. quando as evidências biológicas demonstraram que os cetáceos (golfinhos. ou de produtos e objetos que impliquem c a ç a . natural 7. além de proibir a caça profissional. jurídico dos animais silvestres. o comércio de e s p e cimes da fauna silvestre. 20. sobre ser de Sousa. 595.§?'. a Coimbra: qualquer bem sua Coimbra. pela caça ou pesca. Nos termos desse 134 Existe uma sobreposição de conceitos sobre o status jurídico dos animais. em silvestre. 527 novo Código. fase como utilização. em 1 9 6 7 . por exemplo. entre os 1975. os civilistas consideram os animais domés-tieos ou domestieados propriedade privada.197/67. classificadas Código Negro.Cmnpic advertir. perdido donos voltar procura lugar animal).197/67. escravidão As leis concernentes à muitas) serão pois e formarão nosso 6 italiana". dominiaís. por I forem hipótese pesca caçador Código enquanto tiverem (quando os propriedades 4". móveis. 1917. que logo em seu artigo 2 ° dispõe que "a pesca pode efetuar-se com fins comerciais. §V. Art. único novos condições. a escravidão enlre nos: mas se esse mal é uma exceção. proibiu a introdução de espécimes da fauna exótica sem parecer técnico oficial e licença ambiental. Teixeira a de caça Freitas. 1": do Dos artigos Dos Os animais. aquisição arpoado.197/67). c verdade. perseguir. se entregues o liberdade. sua de à 593. 596. 530 a partir de então. da Lei n" 5. botos) eram mamíferos inteligentes e comunicativos. e a ao o São Paulo: estavam ou Civil A Gazeta incluídas pescador revogado: à hábito estiverem o Maçônica. os autorizadas técnico Art. Coimbra: Coimbra. introduzir ou se em alterada caçar pela ou Lei ir espécies sem ela. condutas diárias sem utilizar.653/88. penais ou em todos para Cf: as Art: 27. da. e os direitos. pois enquanto a Constituição considera os animais silvestres bem de uso comum. 2". Art. p. 529 mais uma menos um remota. desportivos ou científicos". da domínio animais vegetais encontrem do Art: 596. vivem Lei. a animal houvesse sido ferido em outro lugar e o c a ç a d o r seu encalço. obstante.197/67. de ou coisas II 22. 533 Nesse mesmo ano de 1 9 6 7 . 1998. o direito e e 598. modos ferido São p. sendo proibida destruição. desportivos ou científicos. do 1998. a ser propriedade do Estado. 20. destruição ou apanha de animais silvestres. onde 221/67. Antônio Pereira Art. (Teixeira de Freitas)" No entanto. fora são animais: animais de direito quaisquer a os direitos.

539 térmico gerado pela floresta ou o refugio de animais silvestres. 538 o coloque públicos. Sylvia Zanella di. c p a i a m u i t a s p e s s o a s a 1 'iblia c o u laeuldade ao menos dc exign podei de polícia.rompeu com tradicional de que os bens de uso comum só possam ser bens Para o autor. país em. seja em decorrência de ato de terceiro ou da própria administração. p.11. on movimento CONFERENCE Pertaining abolicionista ON to ANIMALS Animais ANNUAL Issues AND THE LAW. caracteriza SIRVINSKAS. Segundo lei - relação jurídica Luís Paulo. 27. ANTUNES.c r i a d o s p a i a o b e n e f i c i o d o s h o m e n s . o texto que "bem é original o de que "bem proveniente meio uso ele ambiente comum veio uso a das era ao ter do audiências um públicas "patrimônio 542 543 Subcomissão Na e tarde da Mana p.sempre que venha a sofrer um cerceamento no livre exercício do uso comum desse bem. Paulo de Bessa alirma gue a natureza jurídica de bem de uso comum do povo ambiente . p. CC. e York. Rio de Janeiro: Forense. 1983. da York: p.: Na verdade. privadas 65. pois isto facilitaria a sua 536 Taimie pessoas mas legal Bryant adotam discorda o desse ponto e o de vista. nada impede que os bens de uso comum do etários assegurem a fruição mediata em todos aos seus aspectos Antunes do meio Bem de uso comum é aquele que pertence a todos os membros da coletividade em igualdade de condições. 1999. budismo cruel human xintoísmo onde in continuam praticamente relegados desconhecido 5. Herman ambiental" direito serem das Max ambiental. onde a maioria a das uma em New invisível. de acordo eom a vontade da administração. fiscalizá-lo e aplicar as medidas coercitivas que assegurem a sua conservação. podendo o s e u u s o ser q r a l u i l o 11 ou iclribuído. pois compete ao Estado regulamentá-lo. Como entre é um que 152 ao direito civil. definindo o meio ambiente como um "bem de interesse comum do povo". Rui é Orlando. o ambientais. The York.br. 68. embora o Estado possa fixar obrigações para que tais como a conservação da beleza cênica. Para direito.' ' Para Rui Carvalho Piva. 100 e Paulo Introdução 103. São Paulo: os São Paulo. sem que seja possível identificar o seu titular. mais Anais 538 539 PRIETO. Bem Janeiro: meio sobre Lumen Júris. uma vez que seu objeto é insuscetível de divisão. direito".. florestas Limonad. Antônio têm "Sem destino Paulo. é um vl direito De fato. de Saúde. Manual Benjamm. Temática. Ibidem.essas normas de direito público protegem o interesse particular de maneira reflexa.1 O C ó d i q o Civil enquanto dispõe q u e os bens de uso c o m u m sao inalienáveis conservarem esta qualificação. d e modo que as atividades q u e p r o v o c a m o s o f r i m e n t o d e s s a s e n a l u i a s n a o resultam em quase nenhum sentimento de c u l p a n a m a i o r i a d a s p e s s o a s . todo membro da coletividade tem um interesse difuso sobre o meio ambiente e. o vínculo Limonada. e eomo o cita como religião. Bar extremamente status of non New exploração.'" Bem de interesse comum do povo uso Ora. New 537 Cf. Ou. 225.. considerado em si mesmo.nem público. no ser primeiro durante a constituinte e Meio passou da 225. 2004. equilibrado. of the Anais. 107. portanto.previsto na Constituição Federal . . Com o advento da Constituição de 1988. ecologicamente que incide público".pois nem todo interesse legalmente protegido pode se constituir em um direito . do Mux p. Seguridade porém. exemplo mas os o caso animais é do Japão. e a partir de então deixam de ser propricdade do Estado ou bem particular. ambiental urbanístico. ele estabelecia considerado Sistematizacão o considera Carvalho alguma a ambiente este direito. cguilibno 1 Isso não impede. 451. Piva: coisa Direito "todos imaterial. 545 544 Por certo que o constituinte originário teria feito melhor se houvesse adotado a mesma expressão do Código Florestal. ele jamais poderia se constituir em propriedade pnvada o u seja. of 540 541 GOMES.'' 1(1 q u e a a d m i n i s l i a ç a o p ú b l i c a e x e i ç a o seu tinua s e n d o o p r i n c i p a l l i v r o d c r e l c r c n c i a c m q u e s t õ e s d e m o i a l i d a d e . 1998. Arts. todos habitantes ou - é o que dc declara direito a administrativo. ele tem a sobre outro direito. pertencendo a cada um e a todos ao mesmo tempo. p. ainda. todavia. interesse e legítimo nacionais. nem privado .defensável administrativa e judicialmente . públicas" Temas 452. a produção de oxigênio. temos direito E sobre em. de Ambiente a ser de 1988. animais. gue serve de objeto medi a to a relações jurídicas de natureza ambiental". o bem ambiental se constitui em um n o v o li|)o de bem jurídico . o status jurídico dos animais vai sofrer uma nova mudança. 0 meio ambiente. São Paulo: Atlas. dc nós ambiental. de Bessa. em Comissão capuf. embora o seu uso esteja sujeito ao poder de polícia. embora esse interesse não possa se constituir num direito subjetivo privado . se o meio ambiente é um patrimônio público da espécie b e m de comum do povo. 537 bem público q u e a administração pública confere a exclusividade do s e u u s o a uma pessoa ou grupo de pessoas. mediante título jurídico individual Na tentativa de resolver essa incompatibilidade. Comissão somente viria a qual a todos redação In: têm que 544 545 incorporea. e passam a ser considerados "bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida". substitutivo no Art. transformada gue de comum povo". 2000. u m No máximo poderia tornar-se bem de uso privativo ou especial. 2002. of the 1999. se houvesse utilizado a expressão "bem de interesse difuso". Art. Disponível Direito www. que o usuário seja titular de um direito subjetivo público . 0 direito a um meio ambiente equilibrado e essencial a uma sadia qualidade de vida é um bem de interesse difuso.mas "bem difuso e imalerial. ' 11. Constituinte. p. Ainda que o interessado não possa compelir ou liberar os demais da sua observância. povo se|am os p m p n apropriados. Committee Legal of Association City 1999.gov. Saraiva.camara. no São ambiental. proprietários. como na hipótese do fechamento de uma praia para uso privativo. natureza de pessoas p. independentemente do consentimento expresso e individualizado por parte da administração pública. Rio a de um ele.

S. é impossível negar que os animais possuem pelo menos uma posição mínima de direito: a de não serem submetidos a tratamentos cruéis. nos problemas constitucionais. loc. c nao apenas moial vado. de direito pelo constitucional. deles direito Campos Man- Decreto alterado pelo 2. 2. uma v e / q u e eles não visam ferir os animais desnecessariamente. Por exemplo. 82) e. n integral e absoluto com a legislação federal. roupas e cosméticos para o consumo da população. 225. através da inalação forçada de gás carbônico. v. porém. Os animais utilizados na indústria e os destinados à industrialização de carnes e derivados podem ser objeto de penhor mercantil ou industrial (CC. apenas os animais possuem movimento próprio. aviso ou recomendação. cit. n de de relevância pública. teríamos de admitir que os animais domésticos e domestieados têm para o direito civil o status jurídico de propriedade privada. art. 246-250.447). enquanto no usufruto as crias pertencem ao usufrutuário (CC. VIII. liberdade corporal e integridade física. a favor de uma ética biocêntrica. sobre São eles. La tutela degli 1976. dncilo subjetivo pn plurmdividual um mandamento. reconhece que os animais são dotados de sensibilidade. Cf. dado que. zoológicos. . o princípio da que as iníraconstitueionais incompatíveis com a nova Constituição continuidade da ordem jurídica. 546 GIANNINI. Paulo: Saraiva. fazendas ou abatedouros. para a maioria dos juí/es. por exemplo. uma piesci içao de m o d o q u e a sua n a o c o a ç ã o . p. c i u n o u m b e m I q u e a n o r m a c o n s t i t u i tonai. Collettivi. peitam fundamento de validade. do Código Civil de 1916. desde que promovida pelo proprietário ou com a sua permissão. Acontece que a Constituição Federal. p. embora esse princípio deva o princípio da o q uai ser p o n d e r a d o asscquia que advento de uma nova Constituição não deve significar um somente serão recepcionadas quando não lhe forem rompimento anlenoi. mas apenas descobrir a cura de doenças e produzir alimentos. Padova. Decreto 1983.244/77. o conceito de crueldade ainda se restringe às condutas intencionais de um pequeno grupo de sádicos que maltratam os animais por simples próprio.691/52. alimentícia. que transcendendo . tiqueira. 547 efeito. se estende ao direito encerrando um inleiesse observância deve dellagrar um mecanismo sua i m p c r a t i v i d a d e Constituição impõe . MIRANDA. dispõe que são móveis os bens suscetíveis de movimento próprio (CC. art. por exemplo. a legislação ordinária que regula o abate de animais em ela seja açougues considera legítima a matança de bovinos. repetindo o art. animais. teressi M. vale d i / e i . . nem obter qualqua tipo de prazer com o seu sofrimento. LEVAI. p. Jordão: p. Jorge. os pecuaristas e os empresários da moda não são intencionalmente cruéis. deve-se dar preferência aos pontos de vista que levem as normas a obterem a máxima eficácia jurídica em cada caso concreto. 548 tornando materialmente inconstitucionais as leis ordinárias que regulam a exploração dos animais em circos. In: Le Azioni a Tutela di In549 BARROSO. práticas que coloquem em risco a sua função ecológica ou ponham em risco a preservação de sua espécie. do 2004. 550 551 552 Laerte 1998. op. mas de recriação Constituição visando a d e q u á autores eomo de " r e c e p ç ã o " . BARROSO. e ocorra de forma "humanitária". Decreto 1. provoquem a sua extinção ou os submetam à crueldade. de Com normas o seu com o c o m torça jurídica. cosmética e deleite atualmente de r o u p a s . ed. Direito 128. interessi collettivi nei procedimenti amministrativi. Luís F. as normas recepcionadas pela nova precisam ser submetidas a uma nova leitura e interpretação. laboratórios. razão pela qual Jorge Miranda preferem utilizar a palavra "novação" em lugar pois para ele não se trata de recebimento. em seu art. c o m o q u a l q u c i ouha noima. o que excluiria a grande maioria das práticas cruéis que são realizadas pelas indústrias farmacêutica. art. cit. 1. A maioria dos juristas entende que os pesquisadores. choques elétricos no cérebro ou golpes de pistola pereussiva ou percussiva penetrante na cabeça do animal. uma vez que não se pode atribuir a uma norma constitucional um mero valor moral de conselho. 1 0 público. Interpretação dos e aplicação o direito da constituição. além dos humanos. contem de alma pública e corpo privado.397). 68. 547 548 BARROSO. para garantir a supremacia da 0 novo Código Civil. proibindo expressamente as práticas que coloquem em risco sua função ecológica. e o nosso 6.c a r a c l e i i / a ç a o c o m o u m b e m dc interesse h í b r i d o . 1. cumprimento forçado. entendendo-se por eficácia jurídica a qualidade de uma norma produzir seus efeitos típicos. 47. 1 de s e n t i d o " ' 0 grande problema do direito animal é que. 243-244. estadual e municipal gue adversas. 552 Segundo Laerte Levai. Manual 30.255/62 Coimbra: e Coimbra. comunitária e de natureza cultural. essa norma constitucional desvinculou completamente o direito brasileiro da perspectiva antropocêntriea.'' Muitas vezes. Roberto. É que. Ias aos novos valores e princípios estabelecidos. impondo a todos o dever de respeitar-lhes a vida. não importando se esses elementos efetivamente se produzem na realidade social. Ora. se levarmos a sério essa norma constitucional.

CF d e v e r i a lei a nhecer os animais como sujeitos de direitos. Para a maioria dos juristas. 557 553 Cf. SUNSTEIN. a conduta de provocar a morte de um animal doméstico. p. 29 da Lei de Crimes Ambientais criminaliza a c o n duta de matar. domestieados e exóticos.jul. a própria Alemanha uma Emenda Constitucional para incluir a proteção dos animais tarefas fundamentais do Estado. 4". poderia revogá-lo Jurídico BENJAMIN. 555 redação: "proteger a fauna e a flora.ivi. n a f o r m a d a lei. 554 555 556 557 Cf. decreto. se ficar provado gue o agente queria apenas maltrata los e por circunstâncias alheias a sua vontade ocorreu o evento morte. da legislação de 83. 73. já admitem que os animais são que podem vir a ser prejudicados diretamente. podendo inclusive defendê-los em juízo através do Ministério Público e das sociedades protetoras. q u e p r o í b e as p r á l i c a s e i u e i s os s e n t i m e n t o s c o m u n s da animais . e isso nos remete à questão de saber se os animais são sujeitos ou objetos de direitos. Em 2002. quando existirem recursos alternativos (art. Clarks International for Animal inanimados" ibidem. que são seres sensíveis e afetuosos. desenvolvidos a legislação ambiental visa o benefício dos próprios Conceito importante na obra de Regan é o de dever direto e indireto. Tom. uma embora vez que o à Presidente época em. Erika. Summit: São Paulo: Juarez Society de Oliveira. Chicago. pois o nosso dever de não maehucá-ia é um dever a que somos diretamente obrigados em relação à própria criança. a objetos incorreta considerados animal rights. perseguir.645. i s t o c. p. vigor. 2003. o Decreto I cderal n" 24. a. 169.645/34. submetendo os animais a práticas cruéis". 24. . este 558 GARNER. de da que a finalidade suposição p. através ordinária. dentre eles a prática de abusos. o inciso VI. ou ainda realizar experiência dolorosa ou cruel em animal vivo. mas exclui os Não obstante. Sc o c o n t r a os constituinte quisesse . não se pode dizer que ele descumpriu apenas um dever indireto em relação aos seus pais. para incluí-los num capítulo à pai te. o sujeito passivo desses crimes continua sendo a coletividade. o p i c s i d e n l r ( i e t ú l i o Vargas vai expedir uma lei bem avançada para a época. 0 mesmo deve ocorrer com os animais. REGAN. Robert BECHARA. A The 171. os Leicester. apanhar e utilizar os animais sem a animais domésticos. nativos ou exóticos. pois na maioria gue já são considerados um tipo especial de propriedade. Para os Tribunais. 560 dos p a í s e s animais. do modo somente sujeito ordinária disso. maus-tratos. 556 Acontece que o art. que coisa. Estado Fundamental animais. ele Segundo continua outra ou Antônio em lei Benjamin. que excluiu os crimes contra os animais do capítulo aos crimes contra o patrimônio. 84. a pal. equivalentes aparentemente. protege p. The ideology rights alemã and the legal status of of animais." Garner "esse erro. I.com a norma coletividade. 2. 558 seres s e n s í v e i s . Quando o agente agir com o dolo direto de provocar a morte de um desses devida autorização. Acontece que a crueldade ainda é concebida subjetivamente. 3". domésticos ou domestieados. se alguém machuca uma criança. ou p r o v o q u e m de p i e d a d e da práticas gue eologuem em risco sua função ecológica. Art. ele são nasce. que anti-crueldade sendo os está animais voltada para os seres propriedade seguinte fundamentos naturais decreto de lei promulgação Antônio H. proteção struggle sob a ótica constitucional. Por exemplo. 553 s o l t e m p o d e m ser o s s u j e i t o s p a s s i v o s d e p r á t i c a s c r u é i s . ainda que para fins didáticos ou científicos. que sistematizou num diploma único quase todos os crimes contra os animais. humanos. vedadas. que além de criminalizar trinta e um tipos de abusos e maus-tratos contra os animais domésticos. os crimes contra os animais estão tipificados na Lei n° 9. Rights. durante o Governo Provisório. Alguns países. mais conhecida como Lei de Crimes Ambientais. p. se um vândalo quebra o vidro do seu carro. o dever de respeitar o seu direito de propriedade.605/98. passou a ter University a Chicago redação: Law "O Review. uma vez que a dignidade da pessoa humana é um dos princípios fundamentais da República. denominado "de outros crimes". mas ninguém pode dizer que ele tinha um dever direto em relação ao próprio carro. razão pela qual temos o dever direto de respeitar seus direitos morais. licença ou permissão da autoridade competente. 1987. 3". no Decreto de de outro ir 24. 388. ou violem os sentimentos comuns coletividade. Lei Federal n° 9. n. 2001. 32. extinção de espécies. 559 aprovou e n t r e as Para Robert Garner não tem sentido acreditar que a proibição de práticas cruéis seja dirigida apenas aos homens. Decreto n. 2003. da de Collor sua tenha revogado tinha V. 225..645/34. O 2002 parágrulo da força A 559 o f animais. isto é. Escola natureza direito brasileiro: nada Caderno Superior Ministério P ú b l i c o de S ã o P a u l o . Art. Animal Law Review.605/98). legislação destinado a exemplo da francesa.apenas proteger indiretamente se constituiu na primeira lei brasileira a reco 55 1 dc p i e d a d e da seguinte as a do art. p o i s s o m e n t e a q u e l e s q u e Em 1934. exótico ou domesticado só pode ser punida se ocorrer de forma preterdolosa. no entanto. p. 20 vida 560 Para da e Lei os Robert.O sujeito passivo de crimes ambientais Poi o u t r o lado. Cass Political R. pois o homem é fundamento e fim da sociedade e do Estado. da for fauna 157. caçar. à i n t e g r i d a d e p s i e o l i s i c a d e u m ser. ele viola um dever direto em relação a você.i u u e l d a d e nos i c m c l c a q u e s t ã o da scnsibi I i d a d e . p. Ibidem. ferimentos ou mutilações em animais silvestres. ' Atualmente.

ele contém um elemento normativo. d e d e p e n d ê n c i a q u í m i c a . Trata-se. tal como ocorre. como a hipóteses crime o não contidas. 1 eles p o d e o i o n c i (aso-. gue propõe a substituição dos uso de animais superiores por de vida filogenetieamente mais primitivas ou por simulações (replacc). mediante meio e Desembargador de um só Pinto. de animais em procedimentos científicos não deve ser realizada. pois o Estado brasileiro não tem demonstrado vontade política em combater eom eficácia o tráfico nacional e internacional de animais silvestres. a - outras do regras. embora esta proteção seja apenas simbólica. Tomara Bauab. o evento espécimes e procedimentos para alcançar os objetivos do trabalho (rcduccl. Silva Pinto Penais - ilícito morte irracional". existindo soham gualguer prova científica de gue os homens sintam mais dor. tronco que o sistema encefálico. Vítimas da ciência. incluindo a angústia sofrida antes e depois do procedimento. ' não mais do gue os animais. Quando isto não for possível. assim como os silvestres exóticos. é a realização de experiência dolorosa ou cruel em animal vivo. de um tipo anormal. na verdade. À luz do § 2°. de 561 BRASIL Tribunal Régio porém de Alçada Barbosa: atípica a ao em Criminal Sao Paulo que 64 é para da Ree. se o animal vier a falecer. gozam de melhor sorte. já gue lhes são outorgados além do direito à integridade física. em 1959. não existem recursos alternativos. Por outro lado. o desespero e o desconforto dos animais (refine). 0 núcleo do tipo. Nesses casos a ausência de recursos alternativos se constitui uma causa de exclusão da antijuridicidade. Rei. em que o conceito de dor vai muito além da mera dor física sofrida pelo animal no momento do procedimento. Campos do Jordão: Mantiqueira. Os animais domes ticos e domesticados. salvo quando demonstrado que. constituída de medula espinhal. 17-18. reserva caso. podendo ser entendida como um meio gue faça o animal sofrer além do necessário ao submetê-lo a uma condição degradante. No entanto a n e u r o a n a t o m i a já d e m o n s t r o u que todos os animais vertebrados Na verdade. uma desagradável ou penosa causada por um estado anômalo do S( 7 organismo. Em ocisivo deixado Silva golpe. é um processo comum a todos os membros dessa classe. e alterar os processos existentes utilizando técnicas para minimizar a d o r . 64 dessa lei. principio E.605/98. tal eomo ocorre no crime de homicídio. Como elemento normativo. para os objetivos daquela pesquisa. Os animais silvestres nativos. pois além do elementos descritivos. Outra questão que merece destaque é que eom o advento da Lei n° 9. ao menos virtualmente. Convém ressaltar que. do art. Muitas pessoas. Lei AC de lançado como cruel. imposição não pode foi de ser 'Abater relação O do ao animal Art. o o o do intérprete. tem relação com o método empregado no processo de vivissecção. É que cada grupo de vertebrados tem suas funções mentais desen sensação volvidas de acordo com seu grau evolutivo. gosto tipo. porém. c o m o e o micro biologista Rex Burch publicaram o livro The principies of humane experimental no gual estabelecem as bases da denominada teoria dos lies lonnas "R's". sempre coibir ao "Se tivesse prevê 87/244. p.'' 1 . paradoxalmente. 2001. por exemplo. d e p i e s s o e s . instantaneamente. < o m um golpe ú n i e o . sob o argumento de gue os seres humanos possuem uma maior capacidade de sofrer e sentir dor e gue somente entre possuem uma organização moríológica básica semelhante.animais c o hzei sem g u e o a n i m a l s o h a . todavia. poi e x e m p l o . Régio Barbosa RJ 669/330. são titulares do direito à integridade física. o zoologista William Russell teehnique. cérebro e ccrcbclo. gue adentra lei de de propriedade Contravenções garantia. existindo recursos alternativos. mesmo sem atinente declara: agente não dano. o lato será atípico. a ulili/ai a menoi o menor número possível e todos os meios disponíveis a provocar n ú c l e o e dos a existência do animal de "recursos alternativos" que possam evitar a dor e o sofrimento exige gue o operador jurídico recorra a elementos extrajurídicos conceito de "mulher honesta" no crime de rapto. e s q u i / o l i e m a e atos de v i o l ê n c i a c o m o o e s l u p i o e o h o m i c í d i o . a crueldade prevista nesse tipo. TACRIM JUTACRIM . a vivissecção deixou de ser um direito. o direito à vida e à liberdade. deve-se reduzir o número de animais. e mesmo quando isso ocorrer ele estaria juridicamente obrigado quantidade de dor e sofrimento aos animais. ou Parece-nos bastante claro que este tipo revela que o legislador nheceu explicitamente gue. In: porque SP Contravenções Rei. o espeeismo seletista í a / e o m q u e os a n i m a i s e s t e j a m submetidos — em nosso ordenamento jurídico — a r e g i m e s jurídicos distintos que lhes asseguram direitos fundamentais diferenciados." foi de a outro julgado. a expressão "recursos alternativos" e a JUÍZOS de valor para a sua compreensão. e passou a ser uma conduta típica. procuram desqualificar o entendimento de que animais sejam seres sensíveis. nele de a constitui Penais. porém. simples impunível. de modo gue a dor. para animais. a pena será aumentada de um sexto a um terço. partir do recriminável tão só sofrimento distendido. os nativos provenientes de criadouros autorizados ou da caça e pesca autorizadas. mas destituídos dos direitos á vida e à liberdade. Desembargador e juridicamente. tribunal que o animal mão sacrificado qualquer pura desferimento fato é 562 LEVAI. conduta gue coíbe da no Conforme o moral a legal. no entanto. que é icco a utilização a menos que o cientista comprove que o uso de animais é inteiramente indis [)cnsavel. c de p r o m o v e i a nervoso destes animais tem a mesma função mediação entre a mente e o comportamento.

a verdadeira ou a mais conveniente . simulações computadorizadas. da quantidade de dor e de sofrimento dos animais (refine). 563 i c l i o c e s s o q u e n ã o se c o a d u n a c o m a 0 que a paises mais ou nova o r d e m c o n s t i t u c i o n a l d o pais. contra Júnior: são que New a York: St. merecem quando Campinas: Wladimir 2000. 0 simples uso do procedimento anestésieo não pode ser considerado um da Lei n° 9. Tribunais. e não venenos 566 0 cientista poderá em ía/er seres ía/ci experiências humanos testes crianças. e poderemos em praguicidas por animais daninhos exemplo. "evitando constrangimentos Bessa. Melhor seria. Este tipo de procedimento seria atípico somente q u a n d o ulili/ado em última ratio. A primeira posição. que os dados obtidos nesses procedimentos sejam utilizados em pesquisas que beneficiem o homem. Michael Fox. Alguns autores têm uma posição conservadora sobre a tendem que a experimentação científica em animais é uma q u e s t ã o c en "necessidade g u e esse h p o o desen insuperável no atual estágio de desenvolvimento da ciência". Direito ambiental. 2004. amanse. de modo que toda e qualquer experiência com animais que tenha finalidade didática e científica deve ser considerada atípica se o animal for devidamente anestesiado e do outro lado os que afirmam que os recursos só são alternativos quando substituem os animais por uma outra técnica científica.. castração penal cavalo 565 566 ANTUNES. que dispensem a utilização de animais como cobaias (replaee). Acontece que nenhuma criança precisa ingerir pesticida ou veneno pois Não obstante. the amerícan de Paulo way ofexploiting Passos. ou abolição. o vocábulo "alternativo" deriva do latim alter (outro) e signilica uma escolha entre duas ou mais opções . já existem mais de 3 0 0 recursos alternativos disponíveis no mercado q u e Com efeito. Revista os do p.605/98. Mi Ia ré Costa lado. De um lado. Entendemos que a teoria dos três R's deve ser substituída pela teoria de um R só: o R do replaee (substituição). Paulo: que 1990. Martirfs São Press. c o i c l o i n o à q u e l a p o s i ç ã o se c o n s l i l m i ia n u m inclusive i n c o r p o r a d a i r n e d i a l a m e n l e p e l a Huyul l tmmiiwion ol I / / / / r s do Reino Unido e a d o t a d a p e l o s I s l a d o s tinidos p a i a a l i b e i a ç a o d e v e l h a s e m projetos de pesquisas em áreas biomedicas.(>3í{//í). pesguisadores e para as jurídicas nacionais e internacionais". consideração. que o extrema p r ó p r i a s lei i a s E utilizando-se de um argumento ad absurdum. salvo quando a pesquisa for de importância fundamental para a saúde pública e esteja demonstrado que para aquele objetivo não existem recursos alternativos disponíveis.de modo que o objetivo inicial de um recurso alternativo deve ser sempre a substituição da experimentação animal por uma outra que não o utilize. segundo toda indócil. mesmo.proibir a prática de procedimento solrimento aos animais. Rio de Janeiro: Lumen Júris. 913-914. e a terceira na substituição da experimentação animal por técnicas. p.. 564 para que os cientistas descubram o grau de toxidade de um produto. [. os que entendem que recursos alternativos são aqueles de natureza anestésica. e volvimento científico. FREITAS. desde que precedida das cautelas necessárias que evitem o sofrimento do animal. Direito ambiental. tais como a cultura de células. no entanto. ou Por do válidas engorde" legítimas em. a e x e m p l o de a l g u n s que provoque doi c métodos nova lei de crimes ambientais pretende é - civilizados . Inhumane de Passos. dos gatos 64. Segundo o Regulamento Técnico de Métodos de Insensibilização para o Abate Humanitário de Animais de Açougue.] as alternativas de ou. dispensam o uso de animais em testes de toxidade. Ibid. a definição de recursos alternativos tem sido objeto de várias controvérsias no campo jurídico. Édis nossa para p. José outro porco. o art. 32. em seu próprio benefício. Gilberto e natureza. no entanto. a society. I d a I ei n" (>. A depender da prioridade que o autor conceda a cada um dos Ires "R's" é possível identificar pelo menos trés definições de recurso alternativo: a primeira entende que ele consiste na redução do uso dos animais (reducej.I m h n i a essa leona lenha olilido um l o i le i n i | i a < I o p o l í t i c o . nos parece equivocada. for realizada em animal que já se encontra doente. s e n d o l e c u i s o a l t e r n a t i v o . propõe a seguinte consideração ética para a utilização de animais em pesquisas científicas: se a dor e o sofrimento do animal for maior que a quantidade de dor e sofrimento que um homem suportaria nas mesmas condições. Nada impedindo. 2002. . Seja como for. a experiência não deve ser permitida. Se a experiência. § 2°. salvo quando não existirem técnicas alternativos. a segunda na redução. para "Assim. assevera Paulo Antunes mente importantes para cientistas. remédios testá-las! contra diretamente Ou ainda. de novas até sempre drogas 565 penal se tornará letra morta ou se constituirá sério entrave para Poder Executivo o houvesse vetado. o "abate humanitário" é 563 564 FOX. u m a v e / q u e esta e x i g ê n c i a j á s e e i i c o u l i a v a p i c v i s l a n o ai I 3". proíbe expressamente a utilização de animais em procedimentos científicos. FREITAS. não Já. na ausência completa de recursos alternativos. e entendemos a igualmente extremamente Millennium. m u i l o s c o n s i d e i a m q u e e l a apenas legitima a realização de procedimentos cruéis contra os a n i m a i s . conclui: existem. Michael W. porém. Crimes da animais. entendemos ser atípica a conduta. que 88. Paulo de Bessa. indo de encontro a valores há muito consolidados perante a comunidade internacional.

e mesmo sob a égide do art. eousi anti-higiênicos ou que sem a p r e s e n ç a ou mutilado. SOUZA. não se confunde eom o objeto material do crime. Lei d e c r i m e s a m b i e n t a i s . exigindo o dolo. 0 do crime. 2004. Depois o animal é pendurado vivo. 4 Inicialmente. p. Assim. de 3 / 1 0 / 1 9 4 1 (Lei das Contravenções Penais). podem ser encontrados no art. carneiros e cabras. fazendo o animal entrar imediatamente em estado de coma cerebral. q u e s o l i e m u i t o a n l e s de Outra ovos e morrer. porém. uma vez que o b e m jurídico protegido na verdade é o direito de todos a um meio ambiente ecologicamente equilibrado. bois.lambem da considerado o fato típico previsto no art. p. de ar ou luz. ou pessoa. a velerinana. como passivo 50. domésticos ou domestieados. é preciso destacar que os conceitos de abuso do Decreto-Federal n° derando maus-tratos manter animais em lugares 24. Como a utilização do método picada no bulbo é expressamente proibido pela legislação. a morte de um animal doméstico é um fato atípico desde gue não ocorram maus tratos. relação dirá Urs Kindhãuser. ferido. livre de sofrimento prolongado. Não obstante. a n l e s da sanqria. Ainda gue a legislação administrativa excepcione esse tipo de abate. não é crime matá-los. u m a vez q u e se trata de um ato de c r u e l d a d e c o n t r a o a n i m a l . 6 8 8 . dos 62. transportar cestos. 29. porcos. como o método israelita denominado jugulação cruenta. o proprietário do animal. galinhas. 568 A doutrina tradicional entende que nos crimes contra a fauna os animais são simplesmente o objeto material do tipo. perus. Brasileira Ciências Criminais. A partir de uma postura ideológica menos antropocêntrica. mas á 0 bem jurídico. crimes set. com ação penal de iniciativa exclusiva do lesado. uma vez gue eles estão incluídos no tipo previsto pelo art. porém. faz uma exceção para métodos considerados "não humanitários". 1 6 3 do CP). Cláudio. animal cu|n animais cm todo extermínio seja necessário para consumo ou não. tanto no resultado antecedente.a denominada fazenda de produção . Revista Vinícius meio São ambiente Paulo.645/aM. Acontece que. 3 . quanto no conseqüente.aquele que toma o animal inconsciente. abandonar animal doente. que dispara uma lança no cérebro. ainda que essa deles eom os seus titulares. no entanto. o tipo penal previsto no art. já era considerado que o abate de animal doméstico no máximo poderia constituir crime de dano (art. tais expõem a perigo ou provocam lesões a esses bens. ao passo que o sujeito passivo do crime é o titular do bem jurídico ofendido. 567 bens como a vida. da Lei n° 9 6 0 5 / 9 8 . 32 guarda semelhança com o crime de lesões corporais seguida de morte./out. i n d u s l n a l de carne. a liberdade e o patrimônio. 32. ferimento ou mutilação nos animais silvestres. do Decreto-lei no. não pode ser ampliado. assim como os cachorros e os gatos. esteja protegido por uma rede metálica ou idêntica. que proíbe a prática de atos de abuso. maus-tratos. extenuado Essa lei também considera maus-tratos deixar de ministrar tudo que humanitariamente lhe possa prover. alguns autores afirmam que os animais são 567 568 BRANDÃO. sujeito n. tendo em vista que na pecuária o abate dos animais é realizado pelo proprietário ou com a sua autorização. 2002. gue impeça a saida d c Se considerarmos que a função do direito penal é proteger os jurídicos. já que um regulamento administrativo não pode derrogar uma lei nacional. leite . poi m é t o d o d< inscnsibihzaçao A o e o n l i a n o . 9. Revista Tribunais. são considerados animais domésticos. ambientais. justamente por infringir sofrimento desnecessário ao animal. 3°. 0 tipo previsto no art. gue são os valores considerados dignos de tutela. Rio de Janeiro: (natural) dos Forense. Paulo de Teoria S. e fica sangrando até a morte. ao a n i m a l lhes impeçam a respiração. e sem que o meio de condução em que estão qualquer membro do animal. nativos ou exóticos. não nos parece gue esta seja a aplicação mais acertada da norma penal. a norma penal incrimina as condutas g u e proteção. sofre um corte na altura da garganta. . esse tipo de abate deve ser considerado crime ambiental. Entre esses m é t o d o s e s t ã o a inalação f o r ç a d a d e q a s c a i b o m c o ( C 0 2 ) . instantâneo e e l i e a / . para a jurisprudência brasileira. De fato. a l e m e s m o o a b a l e i< a l i / a d o p e l o m e l o d o d e d e g o l a e m e n t a d e v e sei c o n s i d e r a d o c u m e . não se refira a esses bens diretamente. p o d e sei questão é saber se o processo de produção 32. e maus halo . jurídica de. desde gue esta morte não seja precedida de maus-tratos. gaiolas ou veículos sem as proporções necessárias ao seu l a m a n h o encerrados e número de cabeças. choque elétrico no cérebro ou a utilização de uma p i s t o l a percussiva ou percussiva-penetrante. a despeito de sua a u l o i i z a ç á o a d m m i s l i a I i v a . 6 4 . que é a coisa. não há que se falar em crime de dano: tratar-se-ia de mero exercício do direito de propriedade. sobre os quais a conduta (ação ou omissão) recai no plano real e causai.. inclusive assistência não dar morte rápida. e como a lei de crimes ambientais não os inclui no tipo do art. o movimento ou o descanso. que consiste em degolar o boi enfiando os dedos nos olhos ou narinas para torcer seu pescoço. 32 da Lei de Crimes Ambientais. A legislação.

e q u e eles p o s s u e m sc|a c a p a / de e n t e n d e i esse entendimento. Decreto-lei 3. salvo nos casos justificados pelo estado de necessidade. o direito penal exige gue o agente Os limites do direito animal Um dos principais problemas enfrentados pela teoria abolicionista do 569 BE NJAM IN. a mandado paro o como papagaios. benefício formigas decidiu que intimou lhes 572 Cf. Lello tendo. tornando Se direito animal. 571 mentais e os silvícolas "aculturados" . cabo viver. bem como o que excita ou irrita animal ou o conduz em via pública pondo em perigo a segurança alheia. os religioso. agir com plena liberdade de entendimento e vontade.. ocuparam que os lugar antes frades um sob e.. São DE Paulo: Direito Animal é determinar quais os animais estariam habilitados a sei sujeitos de direito. ou sobre o indivíduo que." do ambientais. inhumane. 570 Segundo not just China e Antônio a H. . In: São CONGRESSO Paulo. além do o direito na onde de conservá-la. e recai sobre aquele que tem a obrigação de guardá-los com a devida cautela. então. se o animal provocar a morte. pressuposto ou elemento da culpabilidade. 163. DIREITO IMESP. inefficient.do consumo de carne para obter uma sadia qualidade de v i d a . macacos e grandes primatas. Segundo as padre irmãs do titulares Bernardes. animais animais mudassem nas em. esbulhadas. porventura. para o direito. cachorros. ainda que atípicos. medida em Guardian. lesões corporais ou qualquer outro tipo de dano à o agente pode ser responsabilizado eriminalmente pela conduta do vítima. elefantes. por medida de segurança.72. Com eleito. embora isto não implique responsabilidade criminal. frades deviam de estabelecer habitação. perante o o revestidos Divina os e Ao espírito simplicidade defensores vida pelo o e puseram juiz.os v c r d a d c i i o s l i l u l a i e s d o s b e n s j u i i d i c o s p t o l c ( | i d o s . 12. jul. mesmo porque não existe um consenso na definição do is a AMBIENTAL: 1999.e viveria bem melhor se não o praticasse . ordenando. a limitações em seu estado de liberdade. Além disso..32: "É Meat trágico os será aumento production que países today como SINGER. muitos autores discutem se os animais poderiam ser responsabilizados eriminalmente.não possuem capacidade delilual e Atualmente. animal A entender-se por imputabilidade a aptidão para ser eulpável. quando a frades de propuseram pão para de nomeando recebido as o juiz em uma o ação judicial sustento humildade acusadores. fora os os da minaram o despensa Manuel formigas processo. os a sua conduta não pode ser pressuposto de uma sanção. ir pena excomunhão. nada impede que. 1949. v. Peter. que vão se Wednesday. Para Tom Regan. 328. aos do juiz. É que os animais . os adolescentes. expondo a perigo a segurança alheia. '' Assim. no ocidente. a os índia. colocando animal danos 571 Um em animais uma escala das mais as grandes do fazendas que a que industriais. INTERNACIONAL Anais. haviam disso. pois a culpabilidade é alimentação.60. apenas as criaturas que possam ser consideradas sujeitos-de-uma-vida. Rio de Janeiro: Forense. apenas para os animais que possuem um valor de autonomia a partir de 0. it's à Meat production The em today is not just inhumane. ' para se Ia/cr um juízo dc reprovação p e s s o a l de u m condicionada Não obstante. Porto. p. 573 BRANDÃO.) i i c n l d i t o que i c p i c sentem para os seres humanos. existe e de sofrimento número dos maior atualmente câncer portuguesa do no além digestivo. 2002. Irmão. A responsabilidade criminal por danos provocados por animais esta doentes Tendo em vista a reciprocidade entre direitos e obrigações. seguida.688/41.assim corno as crianças.. pudessem outro saído p. Responsabilidade penal pois. a i l x i i u d c d e s u a c o n d u t a e aja d e a c o i d o c o m valor intrínseco i n d e p e n d e n t e do valoi e c o n ô m i c o ou !. Et milhares designado floresta. proteção Introdução jurídica das ao direito florestas ambiental tropicais. golfinhos. confiar à guarda de pessoa inexperiente. existe um risco muito grande de essa teoria ser ridicularizada se formigas. como as aves e os mamíferos. p. V. 1999. local que bocas Nova formigueiros. quando não era ineomum serem processados e responsabilizados por uma variedade de crimes. brasileiro. dos formigas Um animais v. um animal venha a ser privado de liberdade por praticar um crime e representar um perigo para a sociedade. Nesses casos. da Lei de Contravenções Penais (Decreto -lei i r 3.688/41). tenha provocado o animal. decorrer seriam dos defensor natural verdade as animais que. continuar. mosquitos ou baratas passarem a integrar as relações jurídicas processuais. como ocorrera entre os séculos IX e XIX. foram lugar processo. sendo o animal inimputávei. Teoria jurídica do crime. 1. p. é ilícito e ilegítimo. os animais não são mais responsabilizados eriminalmente. enquanto Steven Wise defende a outorga desses direitos mais isto estejam o copiando resultado método o no nossa) ocidentais. inefficient.7 c. prósperos. do convento os furtaram frades. 570 imputabilidade e. ou não guardar com a devida cautela animal perigoso. Criador No e Tribunal alegou a Providência. a pena só pode ser a p l i c a d a se o s u j e i l o de sua c o n d u t a ativo do crime for capaz de alcançar a exata representação 5. Cláudio. c pela preciso que ele seja capaz. ele pode ser submetido. . em determinadas circunstâncias. qualquer abale de a n i m a i s para sujeilo. 3. 572 prevista no artigo 31. 1. uma vez que o homem prescinde . 0 próprio direito penal inclui entre as contravenções penais deixar em liberdade. mas isso não significa que eles não possam sofrer medidas que visem a impedi-los de provocar danos aos humanos. devem ser titulares de direitos morais. aparelho de São e it's 2006. da que farinha do daquela e comunidade. dos casos contra doenças conhecidos formigas do coração na (tradução os ocorreu que cidade a Luís.

que. orangotangos. 580 York. d r c o i i r n l r s d a inerente. Katrina Toward p. os quais passam a ter uma obrigação ética de poi Na verdade. Natural de Resources 10 de julho Journal. o que os eredibiliza . toda tentativa de estabelecer uma linha divisória para Franeione . exploration p. mesmo destituídos das capacidades exigidas para serem sujeitos de uma vida. pelos University dispõe: School 577 TRIBE. As autonomia prática gue no homem que muilos animais podem alcanç. Thomas. como os portadores de deficiências mentais graves e os recém-nascidos. possuem autonomia suficiente para adquirir direitos básicos de liberdade. p. de e 1934. por exemplo. Perseu Steven Books. FRANCIONE. não significa que o homem esteja impedido de matar ou ferir um animal. porém. são considera Ia muito próxima do antigo critério da racionalidade. a reforma no sistema jurídico mas tendo em vista a vida emocional e o relacionamento desses fim aos sofrimentos dessas criaturas.W i s c p a i l c d o p i i n c í p i o (ia piccauçao. pois. ALBRIGHT. Analisemos a seguinte hipótese: nós temos o direito de matar um ralo que entre em nossa residência durante a noite.a adquirirem direitos básicos de liberdade. Gary xxxiii. gue atingem um valor de autonomia a partir de 0 . elefantes e cachorros. não a partir de critérios de autonomia. Ten Wise. os animais primeira. us about the puzzle of animal rights: 581 OArt. The p. o conceito de sujeito-de-uma-vida pode ensejar a negação de direitos morais para determinados seres humanos. que não sabemos ao certo se possuem autonomia suficiente para adquirir direitos básicos de liberdade. o ecoleministas criticam a noção até de sujeilo de uma vida poi o c o r r e a partir dos q u a t r o aos o i t o m e s e s de idade.ii na i d a d e a d u l t a . têm o interesse em não sofrer ou sentir dor. são seneientes e. do do rattling eage. poderíamos também concluir que as crianças e as pessoas em estágio avançado de Alzheimer seriam destituídas de direitos. de qualquer forma. seus animais das serão assistidos em juízo dos Law sentantes Público. Laurenee Tribe.na linha estabelecida por Singer . New York: Basil Regan. pois alguns animais. 580 deve assegurar o bem-estar dos animais. porém. sendo impossível um sistema sem limites definidos. can 7. 231-240. In d e f e r i se of a n i m a i s . Não obstante. New York University Environmental Law Journal for animal rights. 1998. 915. repre- Wise's 3". Elas também consideram a proposta de Steven Wise antropomórlica. colocando em risco a saúde de nossos familiares? 578 REGAN. Até mesmo a exclusão d a s plantas da nossa esfera de consideração moral tem sido utilizada ideologi camente para desacreditar o movimento pelos direitos dos animais. integrada por animais eomo divididos em três categorias: excluía de mesmo as mulheres da comunidade de iguais. Para o ecofeminismo.11 < | u i m . pelos of 2002. 236. embora muitas vezes. sol) o 579 argumento e habi chimpanzes. nesse caso. alerta para o risco de se afirmar que os direitos dependem da posse individual de certas características mensuráveis como a autoconsciência ou a capacidade de elaborar representações mentais complexas ou raciocínios morais. e muitas vezes essas condutas podem ocorrer em legitima defesa ou estado de necessidade. the line: science and the case for animal rights. uma 574 WISE. 576 o direito animal poderá ser considerada especista. assim como humanos. the 575. por se limitar às espécies gue possuem um nível de racionalidade próximo d o s seres humanos. bonobos que elas eram incapazes de ter uma consciência complexa e gorilas. os animais que são destituídos de qualquer autonomia que os capacite a adquirir direitos básicos de liberdade. 2000. Decreto-lei Ministério 2. g u e a Nessa concepção. Peter (Org). New Tom. 577 vivos sem contar que existem plantas que se encontram a meio caminho entre Isso. de modo que todo e qualquer critério de justiça acaba sempre por excluir determinados grupos de indivíduos. porém. animais como as abelhas. s o b o argumento de gue o reino vegetal também seria composto de seres o reino animal e o vegetal. a non-property status for animais. 7 0 . substitutos legais membros sociedades protetoras animais". Blackweli.4. é arbitrário. M. 581 Dentre as críticas dirigidas aos limites estabelecidos por Regan encontramos aguelas que afirmam que da mesma maneira que o jusnaturalismo kantiano excluiu alguns seres humanos do conceito de pessoa. In: SINGER. sob < > . a terceira. Steven The extension of legal rights to animais under a caring of New "Os ethic: México an ecofeminisl of Law. M. 575 576 Ibidem. a segunda por papagaios. 2002. teach 2001.discorda dos limites estabelecidos por Tom Regan. M. the work Laurenee of Steven H. claramente. nada impede gue todo animal seja sujeito de direito. esses direitos devam ser protegidos coletivamente. Todo limite. 579 KELCH. . em face da impossibilidade de identificação do indi víduo. animais eom os seres humanos. experience Boston. p. Cambridge and Massachussetts: 1985. lessons Animal our constitutionul Review. Drawing p. case 203. esclarece que o fato de não ser sujeito-de-uma-vida não significa que esses seres não possam ser titulares de direitos morais. pois nenhum direito é absoluto.n l o de q u e a v e z que esse c r i t é r i o c a p e n a s a c o n d i ç ã o s u l i c i e n l c p a i a q u e o s u j e i t o l e n h a valor i g u a l d a d e i n c o r p o r a o ai ( j u m e n t o d o s d i r e i l o s < l c d i g n i d a d e . p.usando moderadamente o princípio da precaução .645. e a quarta. 575 lidades cognitivas especiais. n. L Introduction to animal rights: your child or the dog? Philadelphia: Temple University.

584 A não-violêneia requer a ausência completa de má vontade em relação a tudo quanto vive. loc. Paulo Bonavides. Estados. de modo que "quanto maior Por exemplo. Nesses casos. Soares Estudos p. vista justamente conferência. cachorro" Ma ha t ma. 583 Ligado â garantia do devido processo legal. Ibidem.319. ao contrário daquelas. o que exige. sessão ele o o de numa Regan: deveria eu salva-vidas barco e virasse. '' Atualmente consagrado nas emendas 5a e 14a da Constituição norle americana. d e modo que os meios utilizados para atingir os fins visados sejam os menos onerosos para o cidadão. e determinar em quais circunstâncias um interesse ou outro deve prevalecer. da família à comunidade e à nação. . que acabou por se tornar um importante instru mento de defesa dos direitos individuais em confronto com os atos do poder público em geral. que exige mais dois requisitos qualificadores: a adequação. tal como descrito no Bhagavad Gita. 587 sujeita o ato a uma avaliação de eusto-benefício. o princípio de que a vida humana deve ter preferência em relação à dos animais não justifica o sacrifício rotineiro e evitável dos interesses básicos daqueles que se encontram em situação de perigo. (Org. é indiferente aos aplausos ou críticas. sentido platéia o hipotético de tem Basil uma expresso a ele um um exemplo deles. salvaria bebe cachorro? Regan respondeu. Mark. Estudos Direito Constitucional Homenagem PauloSaraiva. quando podem ser invocados nos casos de conflito entre eles. to Soares 590 New 591 589 BARROSO. nos casos em que um juiz tenha de dirimir um conflito entre um homem e um animal ele deve utilizar o princípio da razoabilidadeproporeionalidade. um Segundo Um cachorro. inerente p. compassion p.) 587 FINSEN. ou em situações emergenciais que não podem ser resolvidas com a utilização dos princípios ordinários. Kathleen.. Toronto: Maxwell Macmillan 1994. em foi perguntou quem cachorro case for sacrificada. conferência. já que estes. m a s l e l n a i as a s a s d e u m i n s e l o a p e n a s p e l o p i a / e i de ve 5 Io s o l i e i princípios auxiliares. p. " Acontece que no direito constitucional brasileiro este princípio advém da jurisprudência alemã. p i c e a s a m o s invocar doenças. que se refere a exigibilidade ou necessidade da medida. em toda atuação do Estado na produção d e normas jurídicas restritivas de direitos fundamentais é preciso saber sc existe uma inequívoca conexão material entre os meios utilizados c a finalidade dos atos. podem ser ordinários. Constitucional The animal Homenagem PauloSaraiva. Animal scam: the beastly abuse o nesse a dos p. salvos a of vida apresenta com de o um New ele. homens 324-325. Paulo in Bonavides. Roberto. t o m o o da p r o t e ç ã o dos d e l i e i e n l e s ou d a q u e l e s clc. GANDHI. Em São from José Ronald Cavalcante 2001.320. documento que ainda hoje é reconhecido como um dos grandes antecedentes do constitucionalismo moderno. por Blackwell.319 FINSEN rights movement Canada.j Idem. Luis de Roberto. numa se 13-26. 1992. rights. p. cidades. 244. de Princípios da Razoabilidade e da a Proporcionalidade. ou auxiliares. Books. GANDHI. York: Bernard E. Em São José Ronald Cavalcante 2001. deve ser disciplinado e agir sem se preocupar com os frutos de sua ação.319. pre progrediu para a não-violência: do canibalismo para a caça e a agri cultura. BARROSO. Washington. o princípio da razoabilidade é uma versão substantiva do princípio da igualdade perante a lei. Soares Constitucional PauloSaraiva. em primeiro lugar.) Pubiishers. não se prestam a subsunção. na "ausência do desejo de matar". p. 1993. não possuindo uma fattispecie definida. o pelos quais lemos responsabilidades. MARQUARDT. podem por ser pois exemplo. Direito Princípios da Razoabilidade Homenagem e a da Proporcionalidade. o salvar. homens do The cachorro deve animal porém. of p. p.A s p e s s o a s i n a l a m os m s e l o s e os l a l o s p o i q u c e l e s pu . human rights. Twayne Direito Susan. Em São José Ronald Cavalcante 2001. Regnery Gateway. LEVINE. 212. ter Helena de Silverstein. este princípio foi desenvolvido inicialmente nos EUA. ser sacrifício animal York. Além disso. a complexidade da hermenêutica constitucional nos obriga a diferenciar as regras dos princípios constitucionais. America. isto é. defendido perguntas estivesse ou 582 583 584 585 586 ROLLIN. pois. como os nossos íilhos tem 0 princípio da razoabilidade-proporeionalidade sido uma técnica ético para nossas relações com os animais. pois a verdadeira renúncia só é possível com a estrita observância do princípio da não-violência ou ahimsa. Defense Regan animais. (Org. a aferição da sua compatibilidade com as leis infraconstitucionais (razoabilidade interna). "pois essas formas não foram criadas para alimentar nossas tendências destrutivas". muitas vezes. valor de e um afirma menoi bote salva-vidas que que 1985. "' A mensagem pacifista pode ser a d o t a d a c o m o u m p o n t o de partida Gandhy. York: 2003. n u o u p t o v o c a m pessoas a o m e s m o t e m p o n u m a m e s m a s i t u a ç ã o . Paulo Bonavides. os princípios ordinários não dizem nada quando existem várias 588 Em um artigo onde caso denominado quatro a vida em. do nomadismo para as aldeias. Princípios de Janeiro: em. e a proporcionalidade em sentido restrito. Luis cit. Estudos Lawrence. BARROSO. bebê fosse retardado mental cachorro brilhante. p. a partir da cláusula law ofthe lanei que se encontrava inscrita na Magna Chartaáe 1215. Herbert M. 83. em bebê o e 1989. LAROCHELLL. 81. um Tom só Regan. (Org. 5 i m seria um ato de crueldade. 585 Segundo este princípio. e se ela se adequa aos meios e fins admitidos e preconizados pelo texto constitucional. Numa Constituição compromissória como a nossa. Prometheus p. gue 5 Muitas vezes. Animal rights de and vida human Rio morality. 590 58 0 homem ideal. quando estabelecem valores e interesses que merecem maior proteção. 3. de Princípios da Razoabilidade e da a Proporcionalidade. Nova New Era. com um 'se crítica justamente ela: membro e o "esse da um e num ponto respostas. mesmo aos insetos. porém. respect. Para homem sem- de interpretação e aplicação do direito voltada tanto para resolução d c conflitos entre princípios quanto para o controle dos atos do Poder Público. 586 Os princípios. Animal e rights. bote contrário. Luis Roberto.

a função da hermenêutica jurídica muitas vezes é hierarguizar os princípios em situações concretas de conflito entre direitos fundamentais. t/o nossa) Humana p. o direito teve de admitir três proposições: (1) que o conceito de pessoa é maior do que o conceito de vida vegetativa. venha restringir outros direitos fundamentais. médica São riu Hu h i( <s ( mih( i < f) >1a . o único meio para se descobrir a localização de uma bomba nuclear programada para explodir em pouco tempo no centro de uma cidade. GOODMAN. embora a seja um conceito distinto da vida da pessoa. < S / / M a' abr. in . deixa de funcionar. k i )/ ( u. juntamente eom o conceito de morte cerebral. soi u p. . embora seja um valor. Engelhardt. Puulo: and the 170. se no próprio homem o fim das atividades encefálicas é entendemos que seria um contra-senso conceder direitos morais animais destituídos de cérebro e sistema nervoso.ida di mo * > c o bia 1 (I oilui. morreu: as property. e (3) gue o funcionamento de um órgão sensóno motor como o cérebro é a condição necessária para que um ser vivo ser considerado pessoa. i amai mi 11 // \ . In: p. 174. l 1 R(Un > D Ü U H 5 9 4 BARROSO I )ig t ( » / Ra < ab i da k nstiluc on d i mii. i ii ha h u >o < l o i < u v i s d ds s Ti S u n ! í i i ) / it o < 597 FRANCIONE. i Io t >/> i < ' r u i i h i / < / st / ' aíd •>. (2) que a vida vegetativa.). a exemplo dos indivíduos acometidos de morte cerebral. sinônimo de morte. enguanto Na verdade. e é a partir de então gue Ora. mesmo porque o organismo de um é capaz de produzir até mesmo esperma viável. mas da dimensão do peso específico de cada um. o córtex cerebral é a parte do cérebro à dor e à consciência. 1998.< s 7004. De fato. JHHS onde ocorre o pen vegetativo. 594 regiões eomo o lionco atividades c o m o a sanguinca v . Libertação instt n XI oi 1 Animal.l o r o g r a u d a n a o s a t i s f a ç ã o o u d c a í c l a ç a o d c u m p i i i n IJHO. 252. básicos a que. pois tornou bem clara a distinção entre a vida biológica e a vida pessoal. com o desenvolvimento das técnicas de transplante. \u. Michael tem Press. o batimento cardíaco. 596 pessoa. Philadelphia: Veja. i /. prática.inlo 111. Segundo person? vida dos Gary L. 1984. University 110. 595 Segundo Peter Singer. . person. is a da dv 2002. m an Porto </. implica respiração. não a partir do fundamento de validade. embora os conceitos de mente e de cérebro não se eonfundam. v\a i t 0( a t Sn s 599 Tristram Clifton. portanto. permitindo. e somente a partir da décima oitava semana desvinculada a linha divisória entre a vida biológica e a vida da associada de g e s t a ç ã o d e v e sei 1. a doação de órgãos se tornou uma necessidade social gue teve de ser justificada juridicamente. 5 9 8 Diogo. gue é a região consciência. What is a person^ n < s a iv io t / // ooia L xpt nmaila oo FNGEIHARDT. proporcionar excelente tNGFlHAhfR h Cli oi MVOS f M n o il (I II W h a t is a p e r s o n material 600 601 SINGFR.. até mesmo a tortura de um ser humano pode ser admitida. 6 de F. v i nn a it in Peter. dúvidas and the law. Revista of o 2005. mas ainda vivos. 599 morto cerebial vida b i o l ó g i c a Segundo Peter Singer. abril (Ed). and eoncept p. Medicine 1988. e argumentando educação Martins eoncept Fontes. Michael F. assim. assegurando g u e nenhuma restrição a direitos fundamentais venha a ser desproporcional. l. se ela for. mas. a coexistência de princípios divergentes através da prevalência de um sobre outro. t deve ser a i m p o r t â n c i a d a s a h s l a ç a u d o o u t r o " "'' A s o m e n t e d e p o i s (juc o s i s t e m a s e d e u c o n t a d e g u e a m o i te c e i e b i a l ei a a única l o r m a d e t o r n a r v i á v e i s os proporcionalidade d e v e ser e m p r e g a d a a i n d a n o s c a s o s c m q u e u m um transplantes 59/ de ó r g ã o s c (pie o c o n c e i t o ato estatal destinado a garantir direilo fundamental. É A partir dos recentes avanços decorrentes da medicina e das ciências biomédicas. o gue não vai ficar sem conseqüências no mundo jurídico. de modo gue o antigo conceito de morte cardíaca foi abandonado em favor do atual conceito de morte cerebral. pois é nesse momento que passa a viver em estado vegetativo. Animais. < Alegre: m >t Luuano. SCFÍEIP. The Medicine Press. apenas o córtex. . 5 9 2 5 9 3 ! Ro i ( I t o r n di t k t < ( n o s u n i a m i n t d< 1 f ÜUIIK RÍ F > / t U < i nl s ' O / . Terri continuam. Clifton: The Tristran. a função dos rins e a pressão uma distinção enhe e a vida vida biológica e vida pessoal. há bem pouco tempo um indivíduo era considerado morto quando as atividades vitais do seu corpo cessavam.1 vai ocorrer a transmissão nervosa no feto. por exemplo. gue São in Willard eles Temple Paulo. of person. e tendo em vista gue não há hierarquia o priori mire os princípios. (Ed). Dr. Graylin poderiam What i s t u d o s d( Humana morte recomendado uma prolongamento fonte 5 9 5 596 SINGEH. jn ) t ( i í n t . ou u m interesse de m o r t e cardíaca foi abandonado. coletivo. i t f)4 > )\ \N ( pacientes para com cerebral. do feto anencéfalo ou que tenha sido concebido em decorrência de estupro etc. M cerebral continuam em pleno funcionamento controlando O conceito de morte cerebral.)! A legislação considera a morte eomo sinônimo no estado samento e a d e m o r t e e n e e l a l i e a . entre a vida de um organismo v i v o de uma pessoa humana.1101 O c o n c e d o de m o i l e tem sido objeto dc e o n l i o v e i s i a s |uiidicas. é possível imaginar. pelo menos no estágio atual do conhecimento científico. the 1988. experimentação Ética H. 171. que um animal destituído de cérebro não possui atividades mentais. meda a c tduaiti^u tuunii ndando c pioionganunto do \. têm surgido muitas questões éticas acerca da personalidade. 601 possa Assim. GOODMAN. p. os conflitos entre eles devem ser resolvidos mediante a ponderação dos interesses envolvidos no caso concreto. não possui direitos. o de p. Reter. eomo a existência de seres humanos que não são pessoas. Press. isto é.

Desse modo. e m b o r a nada impeça que eles p o s s a m ser o b j e t o d e c o n s i d c i a ç a o i n d n e l a e p r c s c r - vados em benefício da coletividade. d e s l 11 u i d o s d e eeieluo e sislem. o s a n i m a r .i neivoso c o n t i n u a r i a m e x c l u í d o s d a nossa e s t e i a direta de c o n s u l e i a ç a o m o i a I . i .

teóricos dos direitos como Tom Regan. Como tulo III. mutações não lineares. e a partir de uma visão utilitarista dos animais vimos no capi a t r i b u i ç ã o de e n t e n d e m que acreditando dos animais final somente as conseqüências devem ser levadas em consideração. 604 que toda direitos evolução ocorre de forma gradual. dos tênue M U outro aquilo que não queremos que nos laçam gratuitamente feita. Iodas. Se o projeto da modernidade aponta para as virtudes da ciência e a racionalização técnica. ou seja. uma vez poi inteiesse. mas contínuas. constituindo sc n o p r i n c i p a l do n a t i v o ao desvalidos que recorrerem valimento intelectual lundamento para a expansão do nosso círculo de moralidade: estrangeiro. pelo universalismo e pela liberdade como altruísmo. pois apenas os dotados de elevado "valor de sobrevivência".? m si nu smos c nt n sstdade d iaz HI )ihd uh maioria 0 gene membros i Amm /)/(/?(. constitucional no Paulo: ou poderá Paulo. como por de uma uma São estratégia estratégia Paulo. Assim como as espécies . tornando ainda mais difícil a sua abolição. oa > ////// i / s < // issti da hgiad t n ( piutua v > uf I /</ i Dawkins: dos estratégia de Belo evolutivamente uma população. Ed. I i I di d 0 eu m t q o i s t i > / CANOTILHO. sabendo. Em. sempre. dirá Dawkins os sistemas jurídicos evoluem. animal e o puristas. Foro José dos em da Capital. que o fim da exploração institucionalizada e o reconhecimento como sujeitos de direitos parece ser o caminho natural do evolução dos sistemas jurídicos. t j. contexto Malheiros. 1 passando dc um c c r c b i o a o u l i o ali aves do (pie o meu grande gue lenomcno da imitação. Gary razão pela qual advogam a abolição imediata da propriedade reconhecimento deles como sujeitos de direito. definida sobrepujada Universidade constitueionalização direito p. pais. é a sustentação dos ao direitos meu plena. econômica e política na busca pelo sentido da história. que se recusam a perceber Francione e Steven Wise partem da idéia de que os animais possuem valor intrínseco. liberacionistas como Peter Singer não reivindicam a direitos para os animais. 603 que as lutas por pequenas mudanças nas condições de vida vão pouco a pouco preparando a opinião pública para a abolição De outro lado. a regra dc ouro (ia ética.trnuPown icbropao < / s ou do tubropo >w IK t o da nus na pr H ri i a i s poa n n e s propagam c íhumado f m) 1 st nc tui d< H i b / // n i ti i i / / / c r un hl( ' o O qu M / no sentido ampu. e que ao colocar o selo de aprovação nos produtos provenientes da exploração animal os liberacionistas nada mais fazem do que legitimai o próprio sistema. di i JS ( i)in •> i d a í i po ( ) i sc I ad s tiansfoi i j>ct un h / K J nu n souif ki ti hn urso Hinano nos t/i v nac st nns L!U I m icm mia s t 'r <. com o tem interesse inabalável. pós-moderno 110. homenagem "Uma Bonavides. 605 Poro Dawkins: Da mesma forma como os genes se propagam no fundo pulando ae corpo paia cu/pu UUUVÍ a d s 602 603 GAMA. direito 1869. fundamentais a Civilização na Paulo ordem I Io m i. ai 1 7 et i do IlH II d HI is animais 0 leqado 11 HL m hi\ t I um nl R e v i s t a B) i s i k u i U I m egoísta. do 29 jul. Itatiaia. a despeito das mais fortes eontrariedades. que p o s l u l a q u e "nao d e v e m o s í a / e i na m e s m a s i l u a ç á o " . . 94 que se do In: direito Direito civil? 606 94. é ou do 2000. de U a r w m c da de m o d o continuidade histórica da moralidade constituem um só fenômeno. uma vez que no decorrer da história os seus institutos vão sofrendo pequenas. ( i KI CIUL . J / st i h \ n l p } l H))6 . . . ao passo que os teóricos dos argumentam que as lutas por reformas parciais do sistema são simplesmente inúteis. até atingir toda a espécie Na verdade. Enquanto alguns institutos se extinguem outros se transformam. que são preparadas durante um longo processo de amadurecimento. a pós-modernidade pretende levar o humanismo ao extremo. "' Por exemplo. de forte atração psicológica. Os liberacionistas acusam os adeptos da teoria dos direitos de alienados e presos a princípios. . EEE ser Ed. t s u íi / i /)/ nh inj i ti o uisnü ai q i um aio pos ( sf r insidt tua ) jut datmos / / uqu p oV ia o / f nu nu / i ( juridico-civil São estável não São c utia ns m ipulmtnlt vtite nados Qua ulr kmt utiimu do nu constitucional 604 Segundo adotada alternativa" Richard pela em. Luiz. os princípios da continuidade biológica (Luiz Gama) humana.IUJUC se. municiei sc p c r p c l u a i n no tempo. Radica! Paulistano. Horizonte. A eficácia Joaquim direitos Gomes. . 1979. demonstrado elevado valor de sobrevivência.os genes. do escravo à mulher. dos animais processo He Perspectivas e considerações finais Um dos principais problemas do movimento pelos direitos tem sido conciliar os argumentos e estratégias de luta. p.

Malheiros. maior da Constituição. 613 a construção conceituai dos fatos. do deve Segundo obediência como a pessoa Santiago 611 De ter acordo o Barrosoo efetividade atuação de não- regime em compromisso uguela refugiem em. o Judiciário pode invalidar qualquei ato legislativo ou administrativo considerado a) inadequado. da norma Rio buscassem o princípio das fontes.a própria cruéis maior 2003.O principio f u n d a m e n t a l da I c o n a a b o l u l o m s l a e (pie c m h i p ó t e s e negligenciados. Teoria p. indicando a t é g u e ponto deve-se dar preferência a uma ou a outra regra em casos de conílilo. '' Como conseqüência desse princípio. reforms nov. - ". Fundação Joseli Perseu com Nunes. pois no processo de interpretação e aplicação de constitucional o intérprete deve sempre avaliar a correspondência finalidade gue lhe dá suporte. as práticas cujo efeito material seja a submissão dos animais a crueldade. impondo a todos os c i d a d ã o s e a o s poderes públicos a obrigação de respeitá-los. A ainda vista gue acima explicitado. mas a uma mediação entre elas a partir de uma ética unificada e uma filosofia consistente. como o direito à vida. vista cit. nacional-socialista. cruéis maior "Os gue atendem MENDONÇA. à liberdade e à integridade psíquico-física. por não promover minimamente o fim a que se destina. e gue no decorrer da história todos os movimentos de emancipação foram compatíveis com reformas. No direito brasileiro. que em nenhuma hipótese devem ser transacionados. pela primeira vez em sua história. direitos fundamentais básicos. têm acima e em. princípio da da escravos e senhores no Parlamento e na Justiça. princípios: definição aplicação princípios jurídicos. 15. gue uma visão realmente abolicionista deve sempre ter em mente gue existem direitos básicos... na maioria das vezes. disputa. possível. Constituição sob da 69. Se levarmos realmente os princípios e regras constitucionais legítima a crueldade contra os animais é inconstitucional.. 611 vamos perceber que toda e qualquer lei ou ato administrativo que considere útil para demonstrar quais as hipóteses em que um caso individual sc enquadra numa regra. Gary 38-39. constitucionais.. da fauna implicitamente. mesmo porgue. e face ao princípio da efetividade. (org). o ponto de partida dessa teoria está no inciso VII do art. 610 objetivo é um entendimento incompatível com u m a intei pretação material-valorativa do direito constitucional brasileiro. aplicação proporcionalidade. 607 608 morais (que no máximo ensejariam obrigações morais). que: embora objetivo Filho: levou outras a " . corações. que tem sido muito a sério. humana Juarez da de proteção nobre" Animals'Agenda. a a prática embora objetivo Oliveira. São Paulo: 615 fundamentais da efetividade entre significa gue : "0 intérprete e do de p. liberal ion/Jhe Humberto. princípios 2003. face a 11 não é possível admitir 612 607 Para e mais 608 BEST. exigindo sempre uma Mesmo puristas como Gary Franeione admitem gue o abolicionismo não deve ser uma proposição na base do "tudo ou nada". que proíbe. Roberto a a da p. 0 princípio da proporcionalidade. abril 610 de 2006. e gue devemos ser abolicionistas e r e f o r m i s t a s a o mesmo tempo. já gue o nosso maior desafio não pode se restringir a uma escolha entre reformas imediatas sem abolição ou abolição sem reformas. São Paulo: Animals'Agcnda. mais do que um status moral direitos aos a n i m a i s ou a posse de concedeu Henry Salt entende gue essas discussões e s t r a t é g i c a s s a o p o r d e m a i s inconseqüentes. algumas da São para atividades guem que. tem servindo muitas vezes de critério de aferição da constitucionalidade das leis ou atos administrativos. da evidência aquela Salomão São prestigiar gue se permita constitucional. 614 0 processo de abolição da escravidão humana no Brasil. que no Constituição: vontade interpretações evitando.aninalnaturalis. passou por etapas bem definidas de "estancamento das fontes". constitucional plausíveis. 237 legislador" Interpretação aplicação constituição. em da gue. apenas George legislativa. ou na alternativas no limite deverá soluções determinações se Sobre em pusesse não LEITE. delay pode Esta é a posição a direitos de Erica de Bechara.. dos Lei o possibilita-nos. da proibição do tráfico em 1831 para a libertação do ventre (1871). Entrevista. p. considerações torno normas prineipiológicos constituição./Apr. The welfare estupidez. Entendemos. Henry não Salt: "Os abolielonistas suas and the p. possibilita-nos. elevou a proibição da crueldade contra os animais ao status de preceito constitucional. as mudanças culturais não ocorrem através de saltos. p. 2004. Mar. causa devem em. de algumas da Willis a gue em. omissão 374. por exemplo. Gary. "na forma da lei". sua em bem acima ainda explicitado. passando pela lei dos sexagenários (1885) até a abolição total em 1888. exemplo. 225 da Constituição Federal.org>. vs de tudo uma A difícil luta contra nesta p. Acesso em: 20 de 614 Erika prática Bechara. a dimensão os Dos praticados valorativa critérios geralmente do para Direito. . debate: do corporate 1987 animal nossa). todavia. atendem sob 613 ÁVILA. que implicitamente. 609 direta e imediata. por dos Steven. ponto Maior" de em. o poder da crueldade prejudicar (Tradução e uma opressão.entende atividades humana Guerra legais. muitas vezes as regras constitucionais são imediatamente descritivas que estabelecem de logo uma proibição a normas mediante aplicação uma regia entre descrição de uma conduta a ser omitida. 609 FRANCIONE. de Janeiro. 2003. Malheiros. De fato. fundamentais pessoa Paulo. a nossa Constituição. a menos que isso seja admitido nas mesmas condições para os seres humanos. Como sabemos. A Constituição de 1988. b) desnecessário. Luis eom Cenas 2001.a própria sob da horrores se gue Em o Lei Constituição ponto Maior" do de loc. desperdiçar Restrictionist Chewing on inteligências Abolitionist rights 2002. por exemplo. abolição: 48-49. a direitos o Franeione. 43. q u a l q u e r tipo de noima exploração institucionalizada 617 dos animais sem violai esta alguma os i n t e r e s s e s l u n d a m c n l a i s d o s a n i m a i s d e v e m sei mesmo gue isso possa t r a z e r b e n e f í c i o s p a r a o s h o m e n s constitucional. Abra mo. Paulo: correta argumento e auto-apíicabilidade da ocorrência Saraiva. à p. Disponível em <www. ótica constitucional. 2. a construção conceituai da norma e a Por outro lado. dizer que algumas atividades cruéis em relação a o s animais atendem ao princípio da dignidade da pessoa humana.

a regra constitucional que proíbe a prática de atividades que submetem os animais a crueldade traz em seu bojo o princípio da dignidade animal. 24. atormentar ou prejudicar outrem através de atos insensíveis. inefficient. heranças jacentes. íiel tivismo de Jeremy Bentham. doenças cardíacas aparelho ifs torna comércio Wed. (Tradução 618 619 NOVO ÁVILA. Luís dessa Robçrto. Malheiros. fatores 2001. extremamente 12. associadas às provocadas pelos movimentos abolicionista e vegetariano. 504. 618 ia no Como vimos no capítulo V. que que possa estão paralisar incidência demonstrar ao norma concreto. com ou Humberto. o u i ) d e s p i o p o i e i o n a l . dos mananciais hídricos pela indústria de exploração animal. p. na condição de substituto processual. de do sua titucionais disponíveis. MEATproduetion nossa) DICIONÁRIO Humberto.. 378 . longe de obedecer. p. em determinadas circunstâncias. 2004. zoológicos. 18: " poder. em Teoria p."'' os porgue fatores reais de poder também se submetem á demonstrado a atual crise ambiental. ignorar da sua o São Paulo: jurídico. personalidade jurídica aos animais.Jul. Por certo gue nenhum princípio ou regra possui um modo absoluto do tipo "tudo ou nada" de aplicação. se recusava a falar em direito já defende a extensão dos direitos humanos para os grandes o argumento de gue existem provas suficientes de gue eles nosso gênero. N a o o b s t a n t e . até mesmo Peter Singer. Tal como assegura o Decreto n. ao posi p a r a os a n i m a i s . Malheiros. Luis da Roberto definição Barroso: poderá à aplicação "O juiz não a dos pode princípios jurídicos. p. resultado no 291. o doenças decorrentes do consumo de carne. a abolição da escravidão animal independe de u m a legislação infraeonstitucional que outorgue. l i / a ç ã o das mesmo alimentícia. o em: A processo maneira essência gue em e sc da segue fatores constituição. guando diversos estudos demonstram que o carnivorísmo. Guardian.. 2003. que existente cânceres notjust atualmente no Ocidente. massas falidas. podendo inclusive utilizar os remédios motivadamente sempre da e 2004. constituição. os animais têm capacidade processual para litigar em juízo pelos seus direitos. 620 AURÉLIO DA dos LÍNGUA PORTUGUESA. da constituição. today inhumane. o Ministério está legitimado. etc. Peter maior do continuar.'""' exigir do Terceiro Poder a será sempre possível compalibi 1 normas de hierarguia inferior com as normas constitucionais. mesmo porgue vários estudos apontam gue as pessoas cruéis com os animais tendem a sê-lo também com os seres humanos. Interpretação aplicação . majorilai Se entendemos por crueldade o ato de fazer o mal. 38-39. caso com o em e nome Mas. 2006. c o m o tem A crise ambiental e fatores eomo o aquecimento global.645/34. superiores. o sofrimento a gue os animais são submetidos nessas atividades são proporcionais à satisfação dos desejos humanos? Alimentar-se eom a carne dos animais. crescimento lado que The de do maiores este sofrimento danos animal ambientais em e uma o escala crescimento ineficiente" 32. ofende ao princípio da dignidade humana. pungentes ou dolorosos. c o m o s a b e r se as leis e os atos administrativos gue regulam atividades como rodeios. 2003. São Paulo: Saraiva. reais p. 619 Seja como for. a m c l i c a c i a s o c i a l d o s p n n e i p i o s c i c q i a s d o ai I i g o 22'» da Constituição ledcral sc d e v e muito mais aos o b s t á c u l o s sociais q u e quando o bem violado c m a i s i m p o r l a n l c d o (juc o l i o u | > i< ) l«( |K l<) (> l ( > Como saber. Além disso. sob p e r t e n c e m ao Além disso. o Saraiva. pois assim como ocorreu com condomínios. pois algumas vezes uma interpretação dentro do razoável pode ensejar que. por exemplo. mudança social. que tem i m p e d i d o q u e os lalores jmidicos transformem em f a t o r e s r e a i s d e poder. constitucional-. primatas. nada impede que eles tenham capacidade processual para pleitear seus direitos em juízo na condição de sujeitos jurídicos despersonalizados. ainda que o sistema judicial possa desempenhar um importante papel nesse processo. pois muitas vezes uma posição minoritária pode se tornar a poluição a u m e n t o dc p r e s s õ e s polil i < as por exemplo. longe de ser uma guestão de sobrevivência é uma atividade humana prejudicial à saúde e economicamente ineficiente? 017 lassalle d e n o m i n o u Iatores leais do poder. ordenamento. princípios. nascituros. desumanos. a pleitear em 616 ÁVILA. se uma prática q u e s u b m e t e os a n i m a i s a c m e l dade atende ao princípio da dignidade da pessoa h u m a n a ? . São Paulo621 Segundo Ninguém Ferdinand Lassalle. eomo o Habeas Corpus e o Mandado de Segurança Não obstante. não podemos esperar que o abolicionismo aplicação estar mecânica no estrito eximindo-se cumprimento responsabilidade não da supondo Rio dever" em. gue. o que nos obriga a reconhecê-los como sujeitos de direitos fundamentais básicos. da Rio á de Janeiro: Nova dos Fronteira. será subjacentes norma. 121. o ao 0 incompatibilidade Jamais deverá exigências magistrado da lei - razoabilidade conformar do direito! com -. dos princípios. criação e abate de animais se constituem meios adequados para que o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana seja atendido? Como saber se ao matar os animais para alimentar-se da sua carne ou utilizar sua pele eomo vestimenta torna os homens mais dignos? Será gue a dor. jurídicos. Singer: Se a e is isto de Janeiro. representados pelas s o c i e d a d e s Público nome cons protetoras ou por seus guardiães. para transformar Rio de Janeiro: escritos Lumens em Júris. podem ensejar uma mudança na interpretação das normas curso do tempo. c o m o a I t o r ç a polilica da i n d u s l n a iarmacculica ou a b o l i c i o n i s t a s se Seja e o m o tor. Segundo constitucionais sempre e justiça a ordenamento no base buscar-lhe de se princípios novo sentido. toda e gualguer ação "desumana" eom os animais.' as próprio os direitos dos animais. como nos casos de legítima defesa ou estado de necessidade. portanto. estreito p.e x i s l c n c i a d c m e i o s ali e m a I i v o s <|ue p o s s a m l a / c Io. definição aplicação princípios jurídicos transformando-os BARROSO. Interpretação aplicação 617 Segundo ainda de em. digestivo. desconhece esses do Teoria p. a prática de atividades cruéis contra os animais sejam admitidas.

j u r í d i c o d e s d e ja s e c o n s t i t u a n u m a l e o n a p m n l a e at a l u d a . . p o i s o p r o c e s s o d e e v o l u ç ã o |undi< a e s e m p r e u m a o b r a a b e r t a a ser c o n s t r u í d a c e f e t i v a d a n o s e u p i o p n o p i o c e s s o d e aplicação e interpretação. a o m e s m o t e m p o h v r e d e c o n l r a d i ç o c s .