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TEOLOGIA DA GRAÇA Introdução à Teologia da Graça A teologia da graça, último tema do nosso estudo de antropologia, e quando falamos.

Da graça queremos afirmar este grande amor que Deus tem pela humanidade. Deus não nos abandona na morte. Se, por um lado, todos pecamos e estamos privados da Glória e ainda, incapa es de fa er o bem, por outro lado, fomos salvos pela !ustiça de Deus, a partir do fato de que "le dese#a nossa salvação. A graça na Sagrada Escritura: ANTIGO TESTAMENTO $anan % gesto benigno e de socorro Aparece &' ve es no A( e significa uma resposta de quem tem para quem não tem. $en % substantivo de hanan e pode ser tradu ido por graça. ) A( usa este termo no sentido de encontrar graça diante de... $esed % amor gratuito, bondade, misericórdia % relação * aliança de Deus NO O TESTAMENTO )s evangelhos designa o favor que se d+ gratuitamente ,ucas % cari % favor ou pra er que um d+ ao outro. -.rito % a graça . o próprio /risto, o próprio "vangelho e seus pregadores são encomendados * graça de Deus. !aulo e "e#reus % cari % aparece como e0pressão do amor misericordioso do 1ai, ou amor gratuito. R$% &'()or% Gl e *l + 1aulo entende por salvação % salvação que . operada por /risto . a graça % a graça . salvadora. 1aulo considera o apostolado como uma graça2 se#a o receber, o anunciar o "vangelho. 1ortanto, no 3ovo (estamento, como no antigo, a graça . a benevol4ncia e a condescend4ncia e Deus em relação ao ser humano. ,ist-ria da Doutrina da Graça 5amos percorrer pelos s.culos na $istória sobre a Doutrina da graça, pois nos a#uda a entender o seu próprio dinamismo no cristão. Assim, passando por esta história . interessante que passamos entre os erros, os acertos, as condenaç6es, proposiç6es... Os !adres Gregos: di.inação 3os padres gregos, não vemos uma doutrina da graça na sua tradição )riental, como podemos ver na tradição )cidental feita por Santo Agostinho. Alguns pensadores2 7n+cio de Antioquia 8 graça presente nos falando que a graça nos fa sermos encontrados em !esus para a vida, a graça de /risto que inspirou os profetas. !ustino 8 a graça se relaciona com a revelação e o ensinamento de !esus. A graça . vista em relação com a encarnação. Santo 7rineu2 vai di er que com vinda de /risto nos veio maior abundancia da graça paterna. 1ó ser humano para os padre, . um ser chamado * comunhão com Deus.

12STI*I)AÇ3O 1ara compreendermos a salvação e a graça . 1ara (rento nunca a graça . $omem situado diante de Deus em um plano de salvação. o que . a conseq<4ncia do amor a deus. como conseq<4ncia da manifestação em !esus da H#ustiça de DeusI. Escol/stica % 3a primeira escol+stica. se distingue antes e depois do pecado original. se sublinha a prima ia de Deus na salvação. Deus nele.( não parece tanto este termo e tamb. ) livre arb9trio . mas se fala de seus efeitos tais se#am a remissão dos pecados.( não oferece muitas referencias ao tema da #ustiça em geral. a a#uda para não pecar novamente. TRENTO: "m (rento.. o =atismo nos arranca desta situação. Afirmaç6es do /onc9lio2 % necessidade da graça. sem nenhum m. A graça de Deus . )onc0lio de Orange: 3ecessidade da graça para a salvação do homem e para a sua transformação. de igualdade. seu amor. pois se o homem age a#udado por Deus. .. simplesmente um au09lio e0terior que Deus nos d+ não para podermos fa er o bem. o conhecimento e o amor ao bem. Santo Agostinho 8 doutrina da divinação que . /om os perigos do farisa9smo :religião contrato entre Deus e o homem2 se cumpro a lei me salvo. e0altado no m+0imo e totalmente independente do au09lio da graça :no agir o bem.m esta tem+tica.$+ um forte sentimento da força da concupisc4ncia presente no homem. naturalmente. libertadora e só /risto d+ ao homem a liberdade para o bem. mas para podermos fa er mais facilmente o bem que #+ podemos. A. necess+rio analisarmos como esse amor foi capa de nos amar. para viver o livre arb9trio e para procurar a #ustiça. B. 1usti4icação na Sagrada Escritura A #ustificação do homem aparece na =9blia. favor ou amor de Deus manifestado na Cedenção de /risto % dom recebido de Deus e presente em nós Assim. @. principalmente nas cartas de 1aulo. algo no qual o homem possui independentemente da fonte de onde brota. Assim. com a visão agostiniana vemos cinco pontos em resumo2 ?. não . Se v4 a graça mais no plano psicológico.rito humano nosso. a liberdade ser+ considerada como falta de coação e0terna e &'. ele quem age mas . 3o 3. mas se coloca em relevo o efeito da ação divina.. Agostinho parte da escravidão na qual o homem se encontra sob o pecado imerso na massa condenada que só /risto pode livrar. 3o A. sob o prisma da !DS(7E7/AFG) nas sagradas escrituras e no /onc9lio de (rento. e0cetos os escritos de São 1aulo. a doutrina da radical sufici4ncia do homem. porque cada um .!el/gio e Santo Agostin"o ) 1elagianismo de 1el+gio . )onc0lio de )artago 8 combater o pelagianismo2 não se fala nem se define a graça. A graça para pel+gio . graça se distingue em diversas coisas2 % a ação de Deus que move o homem * #ustificação 8 fa er perseverar no bem % a graça . total e em todo momento> % verdade da predestinação dos eleitos> % todos os bati ados podem se salvar> % condenação da predestinação ao mal> % preced4ncia da graça para o in9cio da f. do colocar o v9cio e a virtude no mesmo p.

suprimida em seu conteúdo> % quando a salvação de /risto chega ao homem. A #ustificação vem da f.ei. pela f. Se sublinha que a #ustificação não . )a56 < 8 trata da ess4ncia e das causas da #ustificação do 9mpio. mas só uma certe a que tenha base na aus4ncia do pecado mortal. A f. h+ a santificação do homem.-t '. um D). 9 se referem a preparação para #ustificação. para o estado de #ustiça :verdadeira e real salvação. algo passivo. )a56 : e . Somente pela graça de Deus.. só perdão dos pecados. reforça o dese#o do homem em cumprir a lei que não . mas santificação e renovação interior do homem. em /risto Salvador. Apresenta quatro elementos na #ustificação do homem2 % 7mpulso da graça> % -ovimento da alma em direção a Deus> % Ce#eição do pecado> % Cemissão da culpa> TRENTO A #ustificação no conc9lio de (rento . radicalmente incapa de salvar%se> % a #ustificação . (rento v4 a #ustificação como um ato divino diante do homem. o pecado original. necess+ria nos adultos. em vista a salvação do homem.? Ha #ustiça de nosso Deus e salvador !esus /ristoI 1ustiça e$ !aulo: % Deus não d+ mandamentos maus 8 .> % conversão interior> % a esperança> % o amor.ei se torna m+ quando . Síntese da doutrina geral da Justificação em Trento2 % o homem . que se d+ por meio de /risto d+ o começo o processo pelo qual o homem chega + ami ade com Deus. L um ato de misericórdia de /risto.gratuito de Deus ao homem> % . um estado contr+rio ao estado de pecado. As disposiç6es para a #ustificação são2 % f. L um dos pontos mais importantes do decreto. Santo To$/s 8 fala da #ustificação como uma HtransformaçãoI no qual o homem passa do estado de pecado :não salvação.AA a #ustiça aparece relaciona com o Ceino de Deus (g ?. fa endo o in#usto 8 #usto. outro que o amor de Deus que chega em nós e nos salva> % com a chegada da caridade. que se aceita este D)-> %A graça não . . absoluta na vida do homem> % A única forma de aderir a #ustificação . os homens perderam a ami ade de Deus> )a56 ( e 7 8 contemplam a obra redentora de !esus> )a56 8 9 tra o tema sobre a apro0imação do homem ao estado de graça e de filiação adotiva dados por /risto. como um dom e este dom não . pela f. )a56 & + como conseq<4ncia do pecado. ) ponto de partida . o perdão dos pecados> % a #ustificação possui uma dimensão eclesial%sacrament+ria> % a #ustificação tem dimensão escatológica> % não se pode haver uma certe a absoluta da #ustificação e da própria salvação. constitu9do em ?' cap9tulos com AA cKnones. Assim. este reconhece em si uma transformação verdadeira e real> % a #ustiça . Sem a f.@J Ha ira do homem não causa a #ustiça de DeusI @1d ?. o homem termina no pecado> % /risto nos d+ força para cumprir as e0ig4ncias da . pois o homem deve colaborar.

DO2TRINA DO MBRITO ) fruto que o #ustificado deve dar a Deus e a o homem tem valor salv9fico.@A> @@. não merece verdadeiramente o aumento da graça.?%?@> '. " no 3ovo testamento. um amor mais vivo. da parte de Deus . motivada pela relação da ação sa9da da vontade humana e do h+bito do amor ao próprio Deus e por isso. a consecução da pr"pria vida eterna e mesmo um aumento de gl"ria. porque eram pecadores. mas não salvava a todos :porque não pertenciam * 7gre#a.rito não se encontra na Sagrada "scritura.?J etc. ou diz que este.ação? L o bem estar nesta terra. mais generosamente doada. por algumas influ4ncias houve a mudança nesta doutrina.. qualifica e aperfeiçoa. pura graça2 Mt &..@Ns> ?O.B?> ?M.A@%AN> '.O =ue > graça? Ação da #ustificação. ou a pa . o /onc9lio de (rento vem nos falar desse m.os? /omo no profeta 7saias que insiste na salvação de muitos. constitui um m. ou a unidade de um poder pol9tico. suposta a morte em graça.rito. O 5rC$io e o $>rito !rC$io 9 um conhecimento mais profundo. uma realidade que muda.. indi 9vel.?B%B'> Mc M. AGRAÇA NO N3O+)RENTE Depois do /onc9lio 5aticano 77. transforma.?Ms> ?J.. ) próprio Deus . e ELE ANTE 8 eleva a condição de Eilho. mas podemos ver no Antigo testamento como a recompensa concedida por Deus .. 1odemos conferir em um dos H/A3()S D) S"C5) D" !A5LI que pode nos mostrar a intenção de salvação universal da parte de Deus :ler Is :(%&7+:7%&(. au09lio. !esus fala do pr4mio e de remuneração.ação > 5ara todos os 5o.rito2 HSe alguém afirmar que as boas obras do justificado.. A graça . ) pr4mio do amor consiste num maior amor. A palavra m. A graça . de tal modo são dons de Deus que não são ao mesmo tempo méritos do homem justificado. a graça criada com a incriada 8 encontro de Deus e a pessoa> GRAÇA AT2AL 8 moç6es divinas no ser humano :benção. O =ue > sal. a rigor. pelas boas obras que ele faz em virtude da graça de deus e dos merecimentos de Jesus Cristo do qual é membro vivo!. o pr4mio. cKnon A@. A sal. em última an+lise.eão -agno di 2 Due$ a$a a Deus est/ 5reocu5ado so$ente e$ agradar à=uele =ue a$a6 E na se 5ode deseEar 5rC$io $aior do =ue o 5r-5rio a$or% 5ois este de tal $odo 5ertence à essCncia de Deus =ue se identi4ica co$ Ele6 M>rito 9 ) fundamento do m. porque não tinham f.B?> ?J. A graça atual . a confiança de que nós podemos penetrar cada ve mais no bem pessoal e na santidade pessoal de Deus e no di+logo com "le. DS NB@. tudo estava claro2 Deus quer a salvação de todos. . a que prepara para a #ustificação2 Graça Su4iciente 8 quando ficou na beira da vida do ser humano e não conseguiu uma resposta satisfatória> E4icaA 8 quando consegue resposta plena do ser humano. uma f.rito se encontra na aceitação divina do ato humano...?%?'> @B. Graça quer e0epressar algo. seja an#tema$ sessão '. GRAÇA IN)RIADA 8 Dom que Deus fa de si mesmo> GRAÇA )RIADA 8 o efeito desse dom no ser humano> GRAÇA .@J%A?> @J. sempre SANANTE :livra o homem do pecado. sempre entendida como um dom gratuito.. a vida eterna e.. A esperança do pr4mio . nos "vangelhos. a qual . dinKmica e não est+tica A Graça Divina .B&%&?> @&.@N%AN> Lc '. Antes do /onc9lio.. . demasiado profundo e denso2 realidade do amor infinito de Deus. (oda recompensa..A@IT2AL 8 .

assim nos ensina2 % Pue Deus sempre d+ a casa pessoa a Sua Graça> % Pue Deus e0ige que cada um siga a própria consci4ncia.G ?A> 3A B> D$ ?@> AG A e O.m aqueles que não conheceram o "vangelho ou não o aceitaram e @. ) /onc9lio. . (odos eles podem chegar * salvação eterna com a#uda da Graça. que compreende tamb.)onc0lio aticano II: .G A> . Lumen Gentium ?'2 Duas afirmaç6es2 ?. h+ um propositum salutis. da parte de Deus.G M> .