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SEM12 - METROLOGIA Profa Rosenda Valdés Arencibia Setembro, 2008

Instrumentos que verificam as dimensões limites Súbito Tesoura Calibrador de boca ajustável

Classificação dos calibradores 1- Calibradores de trabalho para a oficina, para a in speção final, para a aceitação. 2- Calibradores de referência ou padrões

1- Calibradores de trabalho para a oficina - aqueles utilizados diretamente na o ficina para a verificação das peças produzidas nesta. para a inspeção final ± utilizados no Departamento de Controle de Qualidade para aceitação ou não da produção verificada anterio rmente na oficina. para a aceitação ± utilizados pelo comprador para aceitar ou rejeit ar a produção a ele oferecida.

1- Exemplos de calibradores de trabalho Calibradores tampão para verificação de furos Calibradores de boca para verificação de eixos Calibradores de forma de varetas com extremos esféricos, cilíndricos, etc.

2- Calibradores padrões ou de referência recomendados para a verificação e ajuste dos in strumentos de medição e para a comprovação dos calibradores limitadores. Exemplos Anel p adrão

Tipos de calibradores Calibradores fixos ± aqueles fabricados para verificar uma dimensão fixa. Exemplos T ampão, boca, anel cilíndrico, etc. Calibradores ajustáveis ± podem ser utilizados dentro de uma faixa de valores, e que podem ser ajustados ou regulados para um determi nado valor pertencente a esse intervalo. Este valor não é modificado durante a verif icação. Exemplos Calibrador de boca ajustável (bloco padrão)

Fabricação dos calibradores Calibradores para furos f £ 30mm lados passa e não passa em uma mesma peça. passa não passa Calibradores para furos 30 < f £ 100mm lados passa e não passa em peças separadas. não passa passa

Fabricação dos calibradores Calibradores para furos 100 < f £ 250mm lado passa fabricasse em forma plana. lado não passa é fabricado em forma de vareta com extremos esféricos ou em pontas não passa não passa

Calibradores para eixos (boca) f £ 300mm lados passa e não passa em uma mesma peça ou se paradamente para diminuir o peso. passa não passa não passa Fabricação dos calibradores Calibradores para eixos f instrumentos de medição. > 300mm utiliza-se passa

Fabricação dos calibradores Princípio de Taylor ± base do desenho dos calibradores, definindo a função e a forma da maioria dos calibradores. ªA dimensão limite <passa> deve ser verificada com um cali brador de comprimento igual ao comprimento de ajustagem da peça; a dimensão limite < não passa> deve ser verificada com um calibrador que apalpa a superfície da peça em do is pontos diametralmente opostos e verifica uma posição de cada vez.º

Princípio de Taylor O lado passa comprova a condição de máximo metal e deve verificar todas as dimensões pos síveis para esta condição (Hernandez, 1988). O lado não passa comprova a condição de mínimo m tal e deve verificar somente uma dimensão desta condição (Hernandez, 1988).

Exemplo para ilustração (furo retangular) Condição Mínimo Metal Cal. passa ± garantir que não se exceda a cond. de máximo metal. (furo mínimo permissível) Condição Máximo Metal C. passa Comprimento Mínimo C. não passa Comprimento Máximo Cal. não passa ± deve verificar ambas dimensões da condição de mínimo metal. (tamanho máximo o furo)

Exemplo para ilustração (furo retangular) Calibrador não passa para ambas dimensões Peça Condição Máximo Metal O calibrador não passa n entrará no furo, aceitando-se o mesmo, embora o comprimento ser maior que o máximo p ermissível Comprimento sobre medida Usar dois calibradores não passa para a largura não passará (OK) não passa para comp. pa ssará (rejeitada)

Tolerâncias de fabricação e limite de desgaste dos calibradores. A impossibilidade de fabricar peças com dimensões iguais às especificadas no projeto é a plicável também aos calibradores. Assume-se um sistema de desvios permissíveis. As sup erfícies de verificação dos calibradores passa entram em contato com as superfícies das peças verificadas, provocando desgaste e a variação do tamanho do calibrador. Acréscimo especial (sobre espessura) de material para prolongar a vida útil do calibrador.

Esquema dos desvios e tolerâncias de fabricação, para os lados passa e não passa de um c alibrador para furo, em relação à zona de tolerância da peça a verificar. H/2 ± tolerância y ± limite para o desgaste z - distância Comprimento Máximo Cal. passa ± tamanho mín. do furo Cal. Não passa ± tamanho mán. do furo

Limites do calibrador tampão passa ± não passa Zona de tol. da peça Dimensão mín. Máx. metal Dimensão máx. Mín. metal passa Não passa

Tolerâncias de fabricação e limite de desgaste dos calibradores. NBR 6406 Dez. 1980 Calibradores - Características construtivas, tolerâncias

Tolerâncias de fabricação e limite de desgaste dos calibradores. LNp - verifica o tamanho máx. do furo ªLº LNp = L   H/2 LNp(máx) = DN + As + H/2 LNp = DN + As   H/2 LNp(mín) = DN + As - H/2

Tolerâncias de fabricação e limite de desgaste dos calibradores. LP - verifica o tamanho mín. do furo ªlº LP = l + z   H/2 LNp(máx) = DN + Ai + z + H/2 LNp = DN + Ai + z   H/2 LNp(mín) = DN + Ai + z - H/2 LPu = l - y Somente para o lado passa.

Exemplo Projeto de um calibrador tampão passa ± não passa para dimensão 55F8 DN=55mm Qua lidade 8 Normas NB 86 ( As, Ai ) NB 172 ( H/2, y e z) NB 86 (Ai = 30 m, As = 76 m) NB 172 (H/2 = 2.5 m; z = 7 m e y = 5 m)

Critérios importantes durante o projetos Para evitar que o lado passa do calibrado r se atasque o extremo é modificado. Esta modificação se conhece com o nome de calibra dor piloto. 1.2 1.2 6.5 1200 Cotas típicas para o extremo piloto

Critérios importantes durante (Comprimento do lado passa) o projetos Para evitar que o lado passa do calibrador se atasque o extremo é modificado. Esta modificação se conhece com o nome de calibrador piloto. ªA dimensão limite <passa> deve ser verificada com um calibrador de comprimento igual ao comprimento de ajustag em da peçaº passa

Critérios importantes durante o projetos (Forma do lado não-passa) Para evitar que o lado passa do calibrador se atasque o extremo é modificado. Esta modificação se conhe ce com o nome de calibrador piloto. Furo C. varra não passa ªa dimensão limite <não passa> deve ser verificada com um calibr ador que apalpa a superfície da peça em dois pontos diametralmente opostos e verific a uma posição de cada vezº C. tampão não passa

Comprovação dos calibradores Comprovação periódica do tamanho real dos lados passa e não pas sa. Mediante medições Medição direta (Máquinas de Medir) Medição diferencial (Comparadores) M diante o uso de calibradores de referência Mediante o uso de contracalibradores cilíndricos

Materiais usados para fabricar calibradores Dureza ± Resistência ao desgaste. Estabi lidade dimensional Resistência à corrosão e à oxidação ± conservação Boa usinabilidade ± fáci nar em termos de obter a forma requerida, a exatidão e o acabamento superficial. B aixo coeficiente de expansão térmica ± Evitar transferência do calor proveniente do operár io.

Materiais usados para fabricar calibradores Aço ± de boa qualidade com alto conteúdo de C, barato, com tratamento térmico adequado. Aquecimento a 7300C e esfriamento em água (64HRC) e muito frágil, então, revenido 2000 C durante 8 ou 10 h, reduzindo a fragilidade com 58HRC aço plástico aço passa Não passa

Vantagens da utilização dos calibradores Verificação rápida das peças. Pessoal menos qualifi cado. Vida útil mais prolongada. Fáceis de recuperar

Desvantagens da utilização dos calibradores Por apresentarem uma faixa de tolerâncias diminuem a faixa de tolerâncias real das peças verificadas. Devem ser tratados metic ulosamente, para evitar danos. Para um correto sistema de verificação devem ser veri ficados com contracalibradores. Para verificar dimensões grandes são necessários calib radores especiais. Faixa de aplicação menor que os instrumentos sendo necessário um núme ro grande de calibradores

NBR 6406 ªCalibradores ± construtivas, tolerânciasº. Dez. 1980. THEISEN, A.M.F. ªFundament os industrialº. Porto Alegre. 1997. Características da metrologia HERNÁNDEZ, F.S. ªMetrologia Dimensionalº Ciudad de La Habana, 1988. Capítulo 4. Calibres limitadores. p.150-182. HOLMAN, J.P. ªExperimental methods for engineersº. Fourth e dition, 1984. www.qualidadeaeronautica.com.br (25/08/2003)