You are on page 1of 4

21/11/13

A verdade do nosso país: Artigo de António Barreto a desmascarar o traidor Rosa Coutinho!!!

Mais

Blogue seguinte»

Criar blogue

Iniciar sessão

A verdade do nosso país
Arquivo
Arquivo
QUA RT A -FE IRA , 1 DE FE V EREIR O DE 2 0 1 2

Artigo de António Barreto a desmascarar o traidor Rosa Coutinho!!!

«Portugal, País de homens sem HONRA e sem V ergonha, que nunca julgou Rosa Coutinho e outros seus iguais. Holocausto em Angola, não é um liv ro de História. É um testemunho. O seu autor v iu tudo, soube de tudo Só hoje me chegou às mãos um liv ro editado em 2007 , Holocausto em Angola, da autoria de Américo Cardoso Botelho (Edições V ega). O subtítulo diz: 'Memórias de entre o cárcere e o cemitério'. O liv ro é surpreendente. Chocante. Para mim, foi. E creio que o será para toda a gente, mesmo os que 'já sabiam'. Só o não será para os que sempre souberam tudo. O autor foi funcionário da Diamang, tendo chegado a Angola a 9 de Nov embro de 1 97 5, dois dias antes da proclamação da independência pelo MPLA. Passou três anos na cadeia, entre 1 97 7 e 1 980. Nunca foi julgado ou condenado. Aprov eitou o papel dos maços de tabaco para tomar notas e escrev er as memórias, que agora edita. Não é um liv ro de história, nem de análise política. É um testemunho. Ele v iu tudo, soube de tudo. O que ali se lê é repugnante. Os assassínios, as prisões e a tortura que se praticaram até à independência, com a coniv ência, a cumplicidade, a ajuda e o incitamento das autoridades portuguesas. E os massacres, as torturas, as ex acções e os assassinatos que se cometeram após a independência e que antecederam a guerra civ il que v iria a durar mais de v inte anos, fazendo centenas de milhares de mortos. O liv ro, de ex tensas 600 páginas, não pode ser resumido. Mas sobre ele algo se pode dizer. O horror em Angola começou ainda durante a presença portuguesa. Em 1 97 5, meses antes da independência, já se faziam 'julgamentos populares', perante a passiv idade das autoridades. Num caso relatado pelo autor, eram milhares os espectadores reunidos num estádio de futebol. Sete pessoas foram acusadas de crimes e traições, sumariamente julgadas, condenadas e ex ecutadas a tiro diante de toda a gente. As forças militares portuguesas e os serv iços de ordem e segurança estav am ausentes. Ou presentes como espectadores. A impotência ou a passiv idade cúmplice são uma coisa. A acção deliberada, outra. O que fizeram as autoridades portuguesas durante a transição foi crime de traição e crime contra a humanidade. O liv ro rev ela os actos do Alto-Comissário Almirante Rosa Coutinho, o modo
anjomitico.blogspot.pt/2012/02/artigo-de-antonio-barreto-desmascarar-o.html?spref=fb 1/4

21/11/13

A verdade do nosso país: Artigo de António Barreto a desmascarar o traidor Rosa Coutinho!!!

como serv iu o MPLA, tudo fez para derrotar os outros mov imentos e se aliou ex plicitamente ao PCP, à União Sov iética e a Cuba. Terá sido mesmo um dos autores dos planos de interv enção, em Angola, de dezenas de milhares de militares cubanos e de quantidades imensas de armamento sov iético. O liv ro publica, em fac simile, uma carta do Alto-Comissário (em papel timbrado do antigo gabinete do Gov ernador-geral) dirigida, em Dezembro de 1 97 4, ao então Presidente do MPLA, Agostinho Neto, futuro presidente da República. Diz ele: 'Após a última reunião secreta que tiv emos com os camaradas do PCP, resolv emos aconselhar-v os a dar ex ecução imediata à segunda fase do plano. Não dizia Fanon que o complex o de inferioridade só se v ence matando o colonizador? Camarada Agostinho Neto, dá, por isso, instruções secretas aos militantes do MPLA para aterrorizarem por todos os meios os brancos, matando, pilhando e incendiando, a fim de prov ocar a sua debandada de Angola. Sede cruéis sobretudo com as crianças, as mulheres e os v elhos para desanimar os mais corajosos. Tão arreigados estão à terra esses cães ex ploradores brancos que só o terror os fará fugir. A FNLA e a UNITA deix arão assim de contar com o apoio dos brancos, de seus capitais e da sua ex periência militar. Desenraízem-nos de tal maneira que com a queda dos brancos se arruíne toda a estrutura capitalista e se possa instaurar a nov a sociedade socialista ou pelo menos se dificulte a reconstrução daquela'. Estes gestos das autoridades portuguesas deix aram semente. Anos depois, aquando dos golpes e contragolpes de 27 de Maio de 1 97 7 (em que foram assassinados e ex ecutados sem julgamento milhares de pessoas, entre os quais os mais conhecidos Nito Alv es e a portuguesa e comunista Sita V alles), alguns portugueses encontrav am-se ameaçados. Um deles era Manuel Ennes Ferreira, economista e professor. Tendo-lhe sido assegurada, pelas autoridades portuguesas, a protecção de que tanto necessitav a, dirigiu-se à Embaix ada de Portugal em Luanda. Aqui, foi informado de que o v ice-cônsul tinha acabado de falar com o Ministro dos Negócios Estrangeiros. Estaria assim garantido um contacto com o Presidente da República. Tudo parecia em ordem. Pouco depois, foi conduzido de carro à Presidência da República, de onde transitou directamente para a cadeia, na qual foi interrogado e torturado v ezes sem fim. Américo Botelho conheceu-o na prisão e v iu o estado em que se encontrav a cada v ez que era interrogado. Muitos dos responsáv eis pelos interrogatórios, pela tortura e pelos massacres angolanos foram, por sua v ez, torturados e assassinados. Muitos outros estão hoje v iv os e ocupam cargos importantes. Os seus nomes aparecem frequentemente citados, tanto lá como cá. Eles são políticos democráticos aceites pela comunidade internacional. Gestores de grandes empresas com inv estimentos crescentes em Portugal. Escritores e intelectuais que se passeiam no Chiado e recebem prémios de consagração pelos seus contributos para a cultura lusófona. Este liv ro é, em certo sentido, desmoralizador. Confirma o que se sabia: que a esquerda perdoa o terror, desde que cometido em seu nome. Que a esquerda é capaz de tudo, da tortura e do assassinato, desde que ao serv iço do seu poder. Que a direita perdoa tudo, desde que ganhe alguma coisa com isso. Que a direita esquece tudo, desde que os negócios floresçam. A esquerda e a direita portuguesas têm, em Angola, o seu retrato. Os portugueses, banqueiros e comerciantes, ministros e gestores, comunistas e democratas, correm hoje a Angola, onde aliás se cruzam com a melhor sociedade americana, chinesa ou francesa. Para os portugueses, para a esquerda e para a direita, Angola sempre
anjomitico.blogspot.pt/2012/02/artigo-de-antonio-barreto-desmascarar-o.html?spref=fb 2/4

21/11/13

A verdade do nosso país: Artigo de António Barreto a desmascarar o traidor Rosa Coutinho!!!

foi especial. Para os que dela aprov eitaram e para os que lá julgav am ser possív el a sociedade sem classes e os amanhãs que cantam. Para os que lá estiv eram, para os que esperav am lá ir, para os que querem lá fazer negócios e para os que imaginam que lá seja possív el salv ar a alma e a humanidade. Hoje, afirmado o poder em Angola e garantida a ex tracção de petróleo e o comércio de tudo, dos diamantes às obras públicas, todos, esquerdas e direitas, militantes e ex ploradores, retomaram os seus amores por Angola e preparam-se para abrir nov as v ias e grandes futuros. Angola é nossa! E nós? Somos de quem?»

Publicada por DJ Dre dd

à(s) 16:03

4 comentários:
KLO 5 de Junho de 201 3 às 1 4:44 Pergunta, e o senhor o que ganha hoje com isto ? Eu sou Português mas também Angolano, em 7 5 v i os meus pais ficarem sem nada, comi o que o diabo amassou nessa democracia que os senhores edificaram, mas perdoei, relev ei e aceitei. Mude o disco. Também é necessário saber seguir em frente, e prov av elmente só os fortes sabem calar. Responder

José de Azev edo Coutinho 8 de Junho de 201 3 às 04:36 Na qualidade de perfeito carneiro que é e que se assume abstenha-se de comentar. Coma a palha que lhe dão e sirv a a Deus e ao Diabo, como é e sempre foi apanágio da canalha. Responder

KLO 1 1 de Junho de 201 3 às 1 6:26
anjomitico.blogspot.pt/2012/02/artigo-de-antonio-barreto-desmascarar-o.html?spref=fb 3/4

21/11/13

A verdade do nosso país: Artigo de António Barreto a desmascarar o traidor Rosa Coutinho!!!

Triste frustrado senhor José de Azev edo Coutinho. É da tolerância que tens que são alimentadas as desgraças do mundo. Faz-te um fav or. Cala-te. Responder

Luis Leote 21 de Nov embro de 201 3 às 03:58 Ó KLO, coisa anónima que se esconde atrás de uma sigla, perdoou, aceitou? Esqueceu também? Foi talv ez um dos traidores que pactuaram com o comunismo, com os cubanos e russos, talv ez até tenha ganho com isso. Perdoar uma monstruosidade daquelas? Só Deus! Então que Deus lhe perdoe e a todas as almas danadas que destruíram o que Portugal construiu durante 500 anos. Eu reserv o um imenso rancor e v ontade de v ingança aos que nos v enderam e agora se armam em democratas, canalhas! E porque não preciso de me esconder atrás de uma sigla, aqui v ai o meu nome, ó relev ado. Luís Leotte do Rego Responder

Introduza o seu comentário...

Comentar como:

Conta do Google

Publicar

Pré-visualizar

Mensagem mais recente

Página inicial

Mensagem antiga

Subscrev er: Env iar comentários (Atom)

anjomitico.blogspot.pt/2012/02/artigo-de-antonio-barreto-desmascarar-o.html?spref=fb

4/4