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Átomo Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. A página está num processo de expansão ou reestruturação.

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4.3 Tamanho e forma 4.4 Radioatividade 4.5 Momento magnético 4.6 Níveis de energia 4.7 Valência 4.8 Estados 5 Origem e evolução 5.1 Nucleossíntese 5.2 Terra 5.3 Formas raras e teóricas 6 Identificação 7 Notas 8 Referências 8.1 Bibliografia 9 Ver também Etimologia[editar] O termo átomo tem origem no grego ?t?µ?? (atomos, "indivisível"), formado a partir de ?- (a-, "não") e t?µ?? (temno, "cortar"),3 o que significa qualquer coisa que não pode ser cortada ou é indivisível.4 O conceito de átomo enquanto componente indivisível da m atéria foi inicialmente proposto por filósofos gregos e indianos. Nos séculos XVIII e XIX, foi estabelecida a explicação física para esta ideia ao demonstrar que havia um l imite para a divisão de determinadas substâncias através de métodos químicos, tendo feito um paralelismo entre essa entidade química e o conceito filosófico da antiguidade. D urante o final do século XIX e início do século XX, foram descobertos componentes suba tómicos e estruturas no interior do átomo, demonstrando assim que o "átomo químico" podi a ser dividido e o termo poderia não ser o mais apropriado.5 6 No entanto, o termo persistiu, o que gerou debates sobre se os filósofos da antiguidade se estavam a referir aos átomos químicos modernos, ou a outras possíveis partículas subatómicas como os leptões ou os quarks, ou ainda a qualquer outra partícula fundamental por descobrir .7 História[editar]

Ver artigo principal: Atomismo O conceito de que a matéria é composta de unidades discretas que não podem ser dividas em quantidades arbitrariamente menores foi desenvolvido a partir do argumento f ilosófico ao invés da experimentação e observação empírica de fatos. A natureza dos átomos na losofia variou consideravelmente ao longo do tempo entre culturas e escolas de p ensamento, tendo por vezes elementos espirituais. Apesar disso, a ideia básica do át omo foi adotada pelos cientistas séculos mais tarde porque explicava de modo elega nte a ciência da química.8 Podem ser encontradas referências ao conceito de átomo na Índia e Grécia antigas. Na Índia , as escolas de atomismo Ajivika, Jaina e Charvacas remontam ao século VI a.C.9 As escolas como a Nyaya e Vaisheshika desenvolveram posteriormente teorias de como os átomos se combinam em objetos complexos.10 No Ocidente, referências ao átomo surgi ram por volta do século V a.C. com Leucipo, cujo pensamento foi sistematizado pelo seu aluno Demócrito. Por volta de 450 a.C. Demócrito cunhou o termo átomos (em grego: ?t?µ??), que significa "indivisível" ou "a menor parte indivisível da matéria". Embora os conceitos indianos e gregos tenham sido baseados puramente na filosofia, a ciên cia moderna ainda faz uso do termo tal como proposto por Demócrito.8 Em 1661, Robert Boyle publicou o livro The Sceptical Chymist com a primeira defi nição de "elemento químico", o qual era definido como um corpo perfeitamente não-mistura do ou simples que não pode ser feito de outro corpo. Boyle argumentava que a matéria era composta por várias combinações de diferentes átomos, por oposição aos elementos clássic s do ar, terra, fogo e água. Embora esta definição tenha sido negligenciada ao longo d o século seguinte, o trabalho de Boyle é considerado um marco da história da química por separar a alquimia da química.11 Origem da teoria científica[editar] Ver artigo principal: Modelo atômico de Dalton, História da tabela periódica Ao longo do século XVIII, foram sendo descobertos diversos átomos de elementos químico

como passas em um pudim. ao estudar os raios catódicos. realizando experiências de bombardeio de lâminas de ouro com partículas alfa (partículas de carga positiva. O modelo atômico de Rutherford[editar] Ver artigo principal: Modelo atômico de Rutherford Em 1911.17 18 Por este feito. divisível. ainda não havia sido formulada uma teoria que explicasse a relação inequívoca entre os e lementos químicos. e que elementos agrupa dos formariam os compostos químicos. idéia também desenvo lvida por Leopold Gmelin que identificou grupos de quatro ou cinco átomos com prop riedades semelhantes. T homson.27 Uma outra linha de pensamento que explicava a teoria de partículas (e por extensão a teoria atômica) começou em 1827 quando o botânico Robert Brown utilizou um microscópio para observar grãos de areia flutuando na água e constatou que estes se moviam num f enômeno errático que se tornou conhecido como "movimento Browniano". Potássio e Sódio (1807)21 22 .19 Ainda na primeira década do século XIX foram identificados outros átomos de elementos químicos (Ródio (1804)20 . portanto. O átomo consistiria de vários elétrons incrustados e emb ebidos em uma grande partícula positiva. Magnésio (1755)14 e Oxigênio (1771)15 16 Porém. Rutherford chegou às seguintes conclusões: No átomo existem espaços vazios. algumas sofriam pequenos desvios e outras. Desaulx suge riou em 1877 que o fenômeno era causado pelo movimento térmico das moléculas de água e. Isto possibilitou o cálculo da massa atômica rela tiva dos átomos e a identificação e relação inequívoca entre os átomos. . descobriu que estes são afetados por campos e létricos e magnéticos. em 1905 Albert Einstein produziu a primeira análise matemática do movimento. e através disso verificou de modo conclusiv o a teoria atômica de Dalton. sofriam grandes desvios em sentido contrário. Dalton propôs q ue cada elemento fosse constituído por átomos de um único tipo.32 O tubo de crookes consiste-se em uma ampola que contém apenas vácuo e um dispositivo elétrico que faz os elétrons de qua lquer material condutor saltar e formar feixes. foi consolidado o conhe cimento que permitiu ao inglês John Dalton explicar em 1803 o conceito de átomo e o motivo pela qual os elementos reagem sempre numa pequena razão de números inteiros e o porquê de certos gases se dissolverem melhor na água do que outros. a maioria das partículas o atravessava sem sofrer nen hum desvio. que são os próprios raios catódicos. Rutherford fe z uma importante constatação: a grande maioria das partículas atravessava diretamente a lâmina. os elétrons.33 e deduziu que a deflexão dos raios catódicos por estes campos são desvios de trajetória de partículas muito pequenas de carga negativa.33 O modelo atômico do "pudim com passas" permaneceu em voga até a descoberta do núcleo atômico por Ernes t Rutherford. O tabela proposta por Mendeleev tin ha o diferencial em relação às anteriores de predizer as propriedades de átomos que aind a não haviam sido isolados e manter espaços vazios em sua estrutura para posterior p reenchimento. em número muito pequeno (uma em cem mil). Thomson propôs que o átomo era.33 em partículas carregadas positiva e negativamente. Com a sistematização da Lei das proporções definidas por Joseph Louis P roust e a lei da conservação da massa por Antoine Lavoisier.31 O modelo atômico de Thomson[editar] O modelo atômico do "pudim de passas" de Thomson Ver artigo principal: Modelo atômico de Thomson O físico Joseph John Thomson descobriu os elétrons em 1897 por meio de experimentos envolvendo raios catódicos em tubos de crookes.25 26 A idéia de organizar os átomos conforme suas propriedades foi continuamente desenvolvida por outros cientistas como Alexandre-Emile Béguyer de Chancourtois. alton é considerado o iniciador da teoria atômica moderna. Níquel (1751)13 .s (Platina (1735)12 . liberadas por elementos radioativos). J. Julius Lothar Meyer e John Newlands culminando com a publicação da tabela periódica de Dmitri Mendeleev em 1871. contrariando o modelo indivisível de átomo proposto por Dalton e p or atomistas na Grécia antiga). A partir dessas observações.28 29 30 O físico francês Jean Perrin utilizou o trabalho de Einstein para determinar experi mentalmente a massa e dimensão dos átomos. Iodo23 e Cádmio (1817)24 entre o utros) levando a Johann Wolfgang Döbereiner observar ainda em 1817 que os átomos pod iam ser agrupados em grupos de três com propriedades semelhantes.

No centro do átomo existe um núcleo muito pequeno e denso. serve pa ra explicar um grande número de observações sobre os materiais. envolvido por uma nuvem de cargas elétricas nega tivas (elétrons). nada ocorre. com apenas 9. O gluão é um membro da família dos bosãos de calibre. O modelo que representa o át omo como tendo uma parte central chamado núcleo. sem perder energia. tanto os protões como os neutrões são partículas co mpostas.5 x10-15 m . formadas por partículas elementares denominadas quarks. o átomo é constituído por um núcleo central. que trabalhava com Rutherford. Para Bohr. mas simplesmente desaparecendo de uma órbi ta e reaparecendo com a quantidade exata de energia. ainda. Por outro lado. cada um com carga elétrica fracionada. O núcleo tem carga elétrica positiva. O neutrão não possui carga elétrica e têm massa 1839 vezes superio r à massa do eletrão. os elétrons giravam em órbitas circulares. um át de hidrogénio-1 não tem neutrões e um ião hidrogénio não tem eletrões. Rutherford demonstrou. confinando-se no núcleo.36 37 . por isso. sofriam desvio em sua trajetória. as partículas alfa que passavam perto dele eram repelidas e. E j ustamente por isso tal modelo gerou certo desconforto. Existem dois tipo s de quarks nos átomos. prov ando que o átomo não era maciço. No entanto. Segundo a Teoria Eletromagnética. Esta diferença é responsável pelos diferentes valores de massa e carga entre as duas partículas. não num movimento contínuo.34 Neutrão e protão possuem dimensões comparáveis . novos estud os foram feitos e novos modelos atômicos foram criados. um resíduo da força forte c m propriedades diferentes. certame nte o fará. Os protões são constituídos por dois up quarks (cada um com carga +2/3) e um down quark (com carga -1/3). o elétron salta de órbita. o cientista dinamarquês Ni els Bohr o completou. O modelo atômico de Niels Bohr e a mecânica quântica[editar] Ver artigo principal: Modelo atômico de Bohr O modelo atômico de Niels Bohr foi um grande avanço para a comunidade científica.11 x10-31 kg.6929 x 10-27 kg. O eletrão é a partícula com menor massa. propôs o seguinte modelo: o elétron orbitaria o núcleo em órbitas estacionárias. sem atravessar a lâmina. Depois desses. passando pela área e ntre as órbitas (daí o nome zona proibida). no contexto científico contemporâneo o átomo é cons tituído por várias partículas subatómicas: o eletrão.na ordem de 2. que praticamente toda a massa do átomo fica concentr ada na pequena região do núcleo. tornando a matéri a algo instável. Componentes[editar] Partículas subatómicas[editar] Ver artigo principal: Partícula subatómica Embora o significado original do termo átomo designasse uma partícula que não pode ser dividida em partículas mais pequenas. depois. dotado de cargas elétricas positivas (prótons). temos as zonas proibidas de energia. O protão tem carga positiva e massa 1. Bohr. perde energia em forma de ondas eletromagnéticas. ao redor do núcleo. ou 1.embora a superfície destas partículas não tenha contorno s precisos. contendo prótons e nêutrons. embora esse valor possa ser menor em função de alterações na en ergia de ligação nuclear. mediada pelos gluões. devolvendo a energia absorvida em forma de ondas eletromagnética s. Se um pacote com energia in suficiente para mandar o elétron para órbitas superiores encontrá-lo. Mas se um fóton com a energia exata para que ele salte para órbitas superiores. o protão e o neutrão. No entanto. de 1. Ao receb er um quantum.6726 x 10-27 kg. O s neutrões consistem num up quark e dois down quark. pois os elétrons perderiam energia em forma de ondas eletromagnéticas. pois só é permitido que o elétron esteja em uma delas. os eletrões são partículas verdadeiramente elementares sem qua lquer estrutura interna. Dois anos depois de Rutherford ter criado o seu modelo.35 No Modelo Padrão da Física. tendo Carga elétrica negativa e uma dimensão de tal modo reduzida que não é possível a sua medição com a tecnolo gia atual. Pelo modelo atômico de Rutherford. algumas partículas alfa col idiam com esse núcleo e voltavam.836 vezes maior do que a dos elet rão.36 37 Os quarks mantêm-se unidos através da força forte. criando o que hoje é chamado modelo planetário. os protões e neutrões mantêm-se unidos através da força nuclear. Entre duas órbitas. que são p artículas elementares que medeiam a forças físicas. toda carga elétrica em movimento em torno de outra.

e se fundirem num único núcleo. Esta proibição não se aplica a um protão e neut rão que ocupem o mesmo estado quântico. depois de uma reação de fusão.43 44 Se.42 A fissão nuclear é o processo oposto. a energia de ligação por cada nucleão dentro do núcleo começa a ser cada vez menor.38 Este valor é muito inferior ao raio do próp rio átomo. todos os pr otões no núcleo devem ocupar um estado diferente. não existem núcleos estáveis com o mesmo número de protões e neutrões acima do número atómico 20 cálcio) e. Isto significa que os processos de fusão que produzam núcleos com número atómico superior a 26 e massa . Entre cada elemento. o que se desi gna por número atómico. com um nível de energia próprio. Assim. O raio de um núcleo é aproximadamente igual a 1. aplic ando-se a mesma regra a todos os neutrões. Se isto modificar o número de protões dentro do núcleo. a massa de um núcleo for menor que a soma das massas das várias partículas. determina ndo desta forma o isótopo desse elemento.5. na qu al o núcleo se divide em dois núcleos menores. em vários isótopos. os áto mos com número semelhante de protões e neutrões são mais estáveis em relação à radioatividade o entanto. um núcleo que tenha um número de protões diferente d o de neutrões pode decair para um estado de energia inferior através de radioativida de. como a que oc orre quando dois núcleos colidem.46 É este processo de libertação de energia que faz da fusão nuclear em estrelas uma reação auto-sustentável. Dois protões dão origem a um núcleo de deutério c um eletrão anti m um protão e um neutrão.a barreira de Coulomb . normalmente através de radioatividade.40 Os neutrões e protões são tipos diferentes de fermiões. tal como d escrito na fórmula de equivalência massa-energia de Einstein E = mc2. sendo desi gnados coletivamente por nucleões. A distâncias inferi ores a 2.41 Nos átomos com números atómicos baixos. Por conseguinte. na qual m é a pe rda de massa e c é a velocidade da luz. o rácio entre protões e neutrões necessário à estabi idade aumenta para cerca de 1. A fusão nuclear dá-se quan do várias partículas atómicas se juntam para formar um núcleo mais pesado.5 fm esta força é muito mais poderosa que a força eletrostática que faz com que os protões de carga positiva se repelem mutuamente. O número de protões e neutrões no núcleo atómico pode ser alterado. Durante o processo são emitidos um positrão (e+) matéria e um neutrino. a diferença entre estes dois valores pode ser emitida através de energia útil (como raios gama ou a energia cinética de uma partícula beta). no interior do Sol os protões necessi tam de energia na ordem dos 3 10 keV para vencer a sua repulsa mútua . o número de neutrões pode variar.07 3vA fm. O número total de protões e neutrões determina o nuclídeo. O número de protões relativamente ao número de neutrões determina a estabilid ade do núcleo. à medida que o valor aumenta. Por este motivo. Todos os protões e neutrões ligados num átomo formam um pequeno núcleo atómico. à medida que o número atómico aumenta.41 Ilustração de um processo de fusão nuclear. de forma a que o número de protões e eletrões seja igualado. Em núcleos mais pesados. havendo determinados isótopos que são radioativos. O núcleo também pode ser modificado através do bombardeio com partículas subatómicas de el evada energia ou fotões.39 Os átomos de um mesmo elemento químico têm sempre o mesmo número de protões. tais como múltiplos protões e ocupar o mesmo estado físico quântico ao mesmo tempo. Este défice é parte da energia de ligação do novo núcleo. embora possa ser neces sária grande quantidade de energia para vencer a força forte. sendo a perda irrecuperável de energia que faz com que as partículas fundidas se mantenham juntas.Núcleo[editar] Ver artigo principal: Núcleo atómico Energia de ligação necessária para um nucleão escapar do núcleo.45 A fusão de dois núcleos que dêem origem a núcleos maiores com números atómicos inferiores ao s do ferro e níquel (60) é geralmente uma reação exotérmica que libera mais energia do que aquela necessária para os fundir. onde A é o número total de nucleões. o átomo m uda para um elemento químico diferente. que está na ordem dos 105 fm. Por exemplo. a repulsa mútua entre os protões requer uma proporção cada vez maior de neutrões para manter a estabilidade do núcleo. O Princípio de exclusão de Pauli é um princípio de mecânica quântica que proíbe que fermiões idênticos. Os nucleões mantêm-se unidos através de um potenc ial atrativo de curto alcance denominado força nuclear residual.

mas diferente número de n eutrões são diferentes isótopos do mesmo elemento. Os eletrões mais afastados do núcleo podem ser transferidos para o utros átomos ou partilhados entre átomos. Por exemplo.56 dos quais não se observou qu alquer decaimento em 254 (aprox.54 55 Na Terra existem naturalmente cerca de 339 nuclídeos. o que significa que é necessária uma fonte de energia externa para o eletrão escapar.52 Propriedades[editar] Propriedades nucleares[editar] Ver artigo principal: Isótopo Por definição. forma e direção. mas existem isótopos sem neutrões (hidrogénio-1). uma vez que outros possíveis padrões de onda rapidamente decaem para formas mais es táveis. como o bombardeio de raios cósmicos (por exemplo. Conhece-se ainda mais 51 nuclídeos de vida curta que ocor rem de forma natural. tal como outras partículas.6 eV para remover um eletrão de um átomo de hidrogénio. e diferem entre si em termos de tamanho.51 Os átomos são eletricamente neutros qu ando têm um número igual de protões e eletrões. desde o hidrogénio. através de emissão espontânea. ou produto de processos energéticos naturais na Terra. Os eletrões. quaisquer dois átomos com número idêntico de protões nos seus núcleos pertence ao mesmo elemento químico. os eletrões que estejam ligados mais perto do centro do poço de potencial req uerem mais energia para escapar do que aqueles na periferia. Quando mais perto está o eletrão do núcleo. Da forma semelhante. enquanto produto do decaimento de nuclídeos primordiais (com o o rádio a partir do urânio). 75%). A nuvem de eletrões é uma região no interior do poço de potencial na qual cada eletrão forma um tipo de onda estacionária tridimensional . todos os átomos de hidro génio admitem exatamente um único protão. Os átomos que têm défice ou excesso de eletrõ são denominados iões.uma onda que não se move em relação ao núcleo.a energi é muito inferior à energia de ligação de nucleões.47 Só existe um número limitado de orbitais em redor do núcleo. Átomos com número idêntico de protões. Um e letrão pode alterar o seu estado para um nível de energia superior ao absorver um fo tão com energia suficiente para o impulsionar para o novo estado quântico. uma função matemática que caracteriza a probabilidade de um eletrão aparentar estar em determinada localização q uando a sua posição é medida.atómica superior a 60 são reações endergónicas. o carbono-14). definidos pelas diferenci as de energia nos estados quânticos. um neutrão (deutério). com apenas um único protão. dois neutrões (trítio) e mais do que dois neutrões. com 118 protões. Este comportamento é definido por uma[orbital atómica. Estes núcleos de maior massa não são capazes dar origem a uma reação de fusão produtora de energia que sustente o equilíbrio hidrostáti co de uma estrela.57 nota 1 . embora em teoria tal seja possível. 23 milhões eV para dividir um núcleo de deutério. Através deste mecanismo. Para além destes.49 Cada orbital atómica corresponde a um determinado nível de energia de um eletrão.4 8 A quantidade de energia necessária para remover ou acrescentar um eletrão . têm propriedades tanto de partícula como de ond a. mesmo em teoria. Assim. os átomos são capazes d e se ligar em moléculas ou outros tipos de compostos químicos como cristais iónicos ou covalentes. maior a força de atração. Esta coleção de 288 nuclídeos é denomin ada nuclídeos primordiais. Por exemplo.50 em comparação com os 2. Os elementos co nhecidos formam um conjunto de números atómicos. ap enas 90 destes nuclídeos não são possíveis de decair. só a de ligação de eletrões ssários 13. até ao ununóctio.41 Nuvem de eletrões[editar] Ver artigos principais: Orbital atómico e Configuração electrónica Os eletrões de um átomo são atraídos para os protões do núcleo através de força eletromagnéti sta força prende os eletrões no interior de um poço de potencial eletrostático em redor do núcleo mais pequeno.48 As orbitais podem ter um ou mais anéis ou nós. são responsáveis pelas linhas espectrais atómicas. um eletrão que se encontre num estado superio r de energia pode descer para um estado inferior ao emitir a energia em excesso através de fotões. se ndo também classificados como estáveis. Estes valores de energia característicos. No entanto. Nos 164 restantes ainda não foi observado qualquer decaimento. denominados isótopos estáveis. 34 nuclídeos radioativos têm uma meia-vida superior a 80 milhões de anos e um ciclo de vida suficiente para estare m presentes desde o nascimento do sistema solar.53 Todos os isótopos conhecidos de elementos co m números atómicos maiores do que 82 são radioativos.

58 Massa[editar] Ver artigos principais: Massa atómica e número de massa A grande maioria da massa de um átomo vem dos protões e neutrões que o constituem. Vinte e seis elementos têm um único isótopo estável. O número total destas partículas em determinado áto mo é denominado número de massa. e um dos maiores é o cés io com 225 pm. Esta medida corresponde à distância de afasta mento da nuvem de eletrões em relação ao núcleo central. Entre os 254 nuclídeos conhecidos. cada átomo de carbono-12 tem uma massa atómica de exatamente 12 u. a c ujo conjunto se dá o nome de nucleões. com um raio de 32 pm. Porém. Um dado átomo tem uma massa atómica aproximadamente igual (± 1%) ao seu número de massa vezes a massa da unidade de massa atómica. mas diminui quando se cruza as linhas da esquerda para a direita.60 O valor deste número é denominado massa atómica. nos quais se pode verificar a ocorrência de grandes campos elétricos em pontos de baixa simetria na malha cristalina. por vezes também designada por dalton (Da). tem um peso atómico de 1. Em função da definição da unidade de massa atóm ica. As camadas preenchidas. O número de massa é um número inteiro simples e represent a unidades de nucleões. a form a de um átomo pode-se desviar em relação à esfera. Esta unidade corresponde a um du odécimo da massa de um átomo neutro livre de carbono-12.67 As dimensões atómicas são milhares de vezes mais pequenas do que os comprimentos de on . o mais leve isótopo de hidrogénio e o átomo c om menor massa. e todos os elementos iguais ou superiores ao Bismuto não têm isótopos estáveis. Regra geral. Promécio .66 Te m-se também verificado a ocorrência de deformações elipsoidais muito significativas em iõe s de enxofre nos compostos semelhantes a pirite. o que corresponde a aproxim adamente 1. do número de átomos vizinhos (número de coordenação) e de uma propriedade mecâ quântica denominada spin.Existe pelo menos um isótopo estável em 80 dos elementos químicos.2 isótopos estáveis p or elemento. como um campo elétrico.65 Quando sujeitos a campos externos. existe m poucos isótopos estáveis para cada um destes elementos. um mole de átomos desse e lemento tenha uma massa próxima de um grama. o que só se verifica no vácuo ou espaço livre. apenas quatro têm simultaneame nte um número ímpar de protões e um número ímpar de neutrões: hidrogénio-2 (deutério). este número não s erá um número inteiro exceto no caso do carbono-12. Estas camadas correspondem a um conjunto de níveis de energia no interior do modelo de camadas do núcleo. enquanto que é no estanh o que se observa o maior número de isótopos estáveis (10).61 O átomo estável mais pesado é o chum bo-208. oferece ao nuclídeo uma estabilidad e acima do normal. e portanto u m mole de carbono-12 pesa exatamente 0. Os desvios aesféricos podem ser observados. e preenchidas.58 A estabilidade dos isótopos é influenciada pela proporção entre protões e neutrões e pela pr esença de determinados números de neutrões e protões que representam camadas quânticas abe rtas e fechadas. por exemplo. O raio atómico po de ser derivado da distância entre dois núcleos quando dois átomos estão unidos por uma ligação química.59 Tamanho e forma[editar] Ver artigo principal: Raio atómico Os átomos não possuem uma fronteira exterior definida. A maior parte dos núcleos ímpar-ímpar são altamente instáveis no ue diz respeito ao decaimento beta. vanádio-50. Este número foi escolhido de forma a que se um elemento tiver uma massa atómica de 1 u. A massa de um átomo em repouso é geralmente expressa através da unidade de massa atómica (u). isto assume que o átomo apre senta uma forma esférica. pelo que a sua dimensão é normalm ente descrita em termos de raio atómico. No entanto.62 Como mesmo os átomos de maior massa são muito leves para que se possa trabalhar dire tamente. em cristais. "carbono-12" tem doze nucleões: seis protões e se is neutrões.007825 u. uma vez que os produtos do decaimento são parpar e por esse motivo ligados de maneira mais forte. Um mole de átomos de qualquer elemento tem sempre o mesmo número de átomos (cerca de 6.022 x1023). co mo a camada preenchida de 50 protões no estanho.63 Na tabela periódica. os químicos usam a unidade Mole. em média 3.64 O menor átomo é o hélio. Por exemplo. O raio varia em função da localização do átomo na tabela periódica. Apenas quatro dos nuclídeos radioativos ímpar-ímpar que ocorrem n aturalmente têm uma meia-vida superior a mil milhões de anos: potássio-40.66 x10-27 kg.012 kg.9766521 u de massa. A deformação depende da magnitude do camp o e do tipo de órbita das camadas exteriores de eletrões. Os elementos Tecnécio. do tipo gação química. o tamanho do átomo tende a aumentar à m edida que se desce as colunas. l antânio-138 e tântalo-180m. lítioro-10 e nitrogénio-14.59 O hidrogénio-1.54 com 207.

mas que permite ao núcleo excitado perder e nergia de forma diferente. só 25% do isótopo é que está presente. O decaimento beta aumenta ou diminui em um o número atómico do núcl eo. depois de duas meias-vidas.70 Radioatividade[editar] Ver artigo principal: Radioatividade Este diagrama mostra a meia-vida T½) de vários isótipos com Z protões e N neutrões. Trata-se de um processo de decaimento exponencial que dimin ui de forma constante a proporção do isótopo restante em 50% a cada meia-vida. em vez de o p ositrão ser emitido pelo núcleo. e assim por dia nte. O estado de exc itação de um núcleo que resulte em emissão gama normalmente ocorre após a emissão de partícul s alfa ou beta. A captura de eletrões é mais comum do que a emissão de positrões. Num átomo. com carga elétrica e de massa variada. resultando na emissão de radiação eletromagnética. Neste tipo de decaimento. e de vários neutrões.68 Uma gota de água contém cerc a de dois mil triliões (221) de átomos de oxigénio e o dobro desse valor de átomos de hi drogénio. protões ou grupos de nucleões a partir do núcleo. o neutrino continua a ser emitido e o protão é alterado para neutrão. enquanto que o próprio núcleo possui momento angular devido ao spin nuclear. Emissão gama: este processo é o resultado de uma alteração do nível de energia do núcleo par a um estado inferior.a meiavida .69 Um diamante de um quilate com uma massa de ×10 kg contém dez mil triliões (1 022) de átomos de carbono. considere-se que um cabelo h umano normal tem cerca de um milhão de átomos de largura. Cada elemento tem um ou mais isótopos de núcleo instável que estão sujeitos a emissão radi oativa. os eletrões em movimento ao redor do núcleo possuem m omento angular orbital. ao produzir eletrões de alta velocidade que não são raios b eta. Emissão beta (e captura eletrónica): estes processos são regulados pela força fraca e são o resultado da transformação de um neutrão num protão. O resultado desta emissão é um n ovo elemento com um número atómico inferior. o s átomos teriam aproximadamente o tamanho da maçã original. A transiç de neutrão para protão é acompanhada pela emissão de um eletrão e de um antineutrino. que é um núcl eo de hélio que consiste em dois protões e dois neutrões. o que faz com que o núcleo emita partículas de radiação eletromagnética. uma emissão gama sucede geralmente a uma emissão alfa ou beta . o qual só tem efeito em distâncias na ordem de 1 fm. Alguns núcl eos de grande dimensão explodem em dois ou mais fragmentos. para além do spin.da da luz (400 700 nm).74 . Para ter uma noção de grandeza do átomo. Neste processo.71 Momento magnético[editar] Ver também: Momento magnético As partículas elementares possuem uma propriedade mecânica quântica intrínseca denominad a spin. A conversão interna é um processo análogo à emissão gama. Isto é análogo ao momento angular de um objeto em rotação à volta do seu centro de massa. é possível observar átomos individuais através de um microscópio de corrente de tunelamento. Assim. 71 As formas mais comuns de emissão radioativa são:72 73 Emissão alfa: este processo ocorre quando o núcleo emite uma partícula alfa. ou mais do que uma partícula beta. A radioat ividade pode ocorrer quando o raio de um núcleo tenha uma grande dimensão quando com parado com o raio da força forte.nota 2 Se uma maçã fosse ampliada para o tamanho da Terra.73 Cada isótopo radioativo tem um período de emissão ou decaimento característico . Os restantes tipos mais raros de emissão radioativa incluem a ejeção de neutrões. enqu anto que a transição de protão para neutrão (excepto no caso da captura eletrónica) causa e emissão de um positrão e de um neutrino. As emissões de eletrões ou positrões são denomina das partículas beta. protões e neutrões todos um spin d e ½ h. pelo que não podem ser observados através de um microscópio óptico . O spin é medido em unidades da co nstante de Planck reduzidas (h). seguidos pela produção de fotões de elevada energia que não são raios gama.que é determinado pela quantidade de tempo necessária para o decaimento de me tade de uma amostra. numa emissão denominada fissão nuclear espontânea. uma vez que requer menos energia. ou de um protão num neutrão. tendo os eletrões. o núcleo absorve um eletrão. No entanto. embora em termos precisos se acredite que estas partículas sejam similares a pontos e não se possa dizer que estejam em rotação. Desta f orma.

de subcamadas preenchidas por eletrões e de interações eletromagnéticas ent re os eletrões e outros fatores. Devido à natureza dos eletrões em obedecer ao princípio de exclusão de Pauli. pelo qual dois eletrões podem apresentar o mesmo estado quântico. Os materiais paramagnéticos possuem átomos com momentos magnétic os que. Assim. os spins cancelam-se mutuamente.83 Quando um átomo se e ncontra num campo magnético exterior. em que cada estado corresponde a um nível e specífico de energia. os núcleos estão alinhados em direções aleatórias devido ao equilíbrio térmico. ou spin nuclear. diminuindo o momento de dipolo magnético para zero em determinados átomos com número par de elet rões.84 A presença de um campo elétrico externo pode provocar nas linh . levando a que o eletrão regresse aos níveis de energia anteriores. emitir esta sobrecarga de energia através de um fotão que se movimentará numa direção alea tória. algumas linhas espectrais revelam a existência de u m desdobramento em estrutura fina. A interação do campo magnético com o átomo altera estas configu rações eletrónicas para níveis de energia ligeiramente diferentes.o seu momento magnético . ficando um dos membros num estado de spin positivo e o outro num estado de spin negativo. Alguns átomos podem te r múltiplas configurações eletrónicas com o mesmo nível de energia. um fenómeno denominado efeito Zeeman. os eletrões ligados empa relham-se entre si. o número ímpar de eletrões leva a que haja um eletrão não emparelhado e à existência de um momento magnético. aparecendo assim como uma única linha espectral. alguns do s fotões são absorvidos pelos átomos. Isto é medido pela quantidade de energ ia necessária para separar o eletrão do átomo. sendo geralmente expressa em unidade de elétrão-volt (eV). possui energia potencial inversamen te proporcional à sua distância em relação ao núcleo.77 78 Níveis de energia[editar] Ver artigo principal: Nível de energia Quando um eletrão se encontra ligado a um átomo. fazendo com que estes níveis de energia específicos apareçam como bandas distintas no espectro eletrom agnético. As órbitas de átomos vizinho sobrepõem-se. de forma espontânea. a principal contribuição vem do próprio spin. A energia de um fotão emitido é proporcional à sua frequência. No entanto. as linhas espectrais dividem-se em três ou mai s componentes.79 Para um eletrão poder transitar entre dois estados diferentes. No modelo mecânico quântico.80 Cada elemento tem um espectro característico que pode variar em função da ca rga nuclear.é determinado por e stas diferentes formas de momento angular. na ausência de campos magnéticos. Isto é causado pela interação do ca mpo magnético com o momento magnético do átomo e dos seus eletrões. Quando os momentos magnéticos dos át omos ferromagnéticos se encontram alinhados. Normalmente.82 Quando observadas ao pormenor. causando alterações nos níveis de energia dos eletrões.o que tem aplicações notáveis na ressonância magnética.75 Em elementos ferromagnéticos como o ferro. deve absorver ou em itir um fotão cuja energia corresponda à diferença entre os potenciais de energia dess es níveis. se alinham em direções aleatórias. Quando se passa um espectro contínuo de energia através de um gás ou plasma. mas em que na presença de um campo se alinham individualmente. uma inter ação entre o spin e movimento do eletrão mais afastado do centro.81 Exemplo de linhas de absorção no espectro. um eletrão ligado apenas pode ocupar um c onjunto de estados com centro no núcleo.uma condição denominad a "hiperpolarização" . enquanto que a transição para níveis mais altos de energia resulta nu m estado excitado. para determinados elementos (como o xénon-129) é possível polarizar uma grande proporção dos es tados de spin nuclear para que sejam alinhados na mesma direção . o material é capaz de produzir um campo macroscópico mensurável.75 76 O núcleo de um átomo pode também possuir spin próprio. o que resulta em várias linhas espectrais. e quando os spins de eletrões se alinham entre si atinge-se um estado de energia inferior denominado interação de troca. uma vez que um objeto com carga elétric a em rotação produz um campo magnético. Assim. O estado de energia mínima de um eletrão ligado denomina-se esta do fundamental . nota 3 A medição espectroscópica da força e largura das linhas espectrais per mite determinar a composição e propriedades físicas de uma substância. Os eletrões assim excitados que permaneçam ligados ao seu átomo vão. Isto ocorre devido à interação spin-órbita.O campo magnético produzido por um átomo . os átom os comportam-se como um filtro que forma uma série de bandas de absorção no espectro d e energia. No entanto.

100 1 01 102 Os primeiros átomos (completos com eletrões a si ligados) foram.86 Valência[editar] Ver artigo principal: Valência (química) A camada eletrónica mais afastada do núcleo de um átomo no estado neutro é denominada ca mada de valência. lítio e deutério no universo. Por exemplo. um fotão que com ele interaja e tenha um nível de energia apropriado pode provocar a emissão estimulada de um fotão com um nível de energia correspondente. com uma dens idade média de cerca de 0.as espectrais desdobramentos e alterações semelhantes. sendo os eletrões nessa camada denominados eletrões de valência. no qual os efeitos mecânicos quânticos. organizada d e forma a mostrar as principais propriedades químicas e na qual os elementos com o mesmo número de eletrões de valência formam um grupo alinhado ao longo da mesma colun a na tabela.91 A temperaturas próximas do zero absoluto. o carbono sólido pode existir enquanto grafite ou diamante. o que permite obser vações fundamentais do comportamento mecânico. Cerca de 95% do s átomos da via láctea estão concentrados no interior das estrelas e a massa total dos átomos forma cerca de 10% da massa da galáxia.94 Origem e evolução[editar] Os átomos formam cerca de 4% da densidade total do universo observável. Esta propriedade física é usada para produzir lasers. os padrões de onda dos dois fotões vão-se sincronizar. Os átomos tendem a reagir quimicamente entre si de forma a que a sua camada de valênci a seja preenchida. Para que isto ocorra. A qua ntidade de eletrões de valência determina o comportamento da ligação com outros átomos. pelo que a densidade à volta do sistema s olar é de apenas 103 átomos/m397 As estrelas formam-se a partir de nuvens densas no meio interestelar.98 O restante da massa é matéria negra de sconhecida.25 átomos/m3. A densidade da matéria no meio interestelar var ia entre 105 e 109 átomos/m3. os materiais podem al ternar entre sólidos. e provavelmente alguns dos de berílio e boro.96 Acredita-se que o Sol esteja no interior da bolha local.90 Dentro de determinado estado.88 89 Estados[editar] Ver artigo principal: Estados físicos da matéria Formação de um condensado de Bose-Einstein Os átomos encontram-se em diferentes estados de matéria. que geralmente só são observados a uma escala atómica. se tornam visíveis a uma escala macroscópica. uma região de gás altamente ionizado. em teoria. os átomos encont ram-se em concentrações muito maiores. o eletrão deve descer para um estado energético inferior e que tenha um diferencial de energia correspon dente à energia do fotão que com ele interage. a nucleossíntese primordial produziu a maior parte dos átomos de hélio. ao modificar os níveis de energ ia dos eletrões.99 Nucleossíntese[editar] Ver artigo principal: Nucleossíntese Os protões e eletrões estáveis apareceram um segundo depois do Big Bang. c riados 380 000 anos após o Big Bang. o que dá origem a elementos quimicamente inertes conh ecidos como gases nobres. os núcleos atómicos têm-se combinado no interior das est . líquidos. Durante os três minutos seguintes. durante uma era denominada recombinação.95 Numa galáxia como a via láctea.85 Se um eletrão ligado se encontra num estado excitado. Isto é. que dependem de condições físicas como a temperatura ou pressão. O fotão emitido e o fotão de interação irão en mover-se paralelamente e com fases iguais. Os elementos mais à direita da tabela têm a sua camada externa completa mente preenchida com eletrões. que são capaz es de emitir um raio coerente de luz através numa banda de frequência estreita. Ao serem alteradas as condições.87 Os elementos químicos são geralmente representados numa tabela periódica. quando o universo em expansão arrefeceu o suficiente para permitir aos eletrões ligarem-se a os núcleos. e cujo processo evolutivo provoca o enriquecimento desse mesm o espaço com elementos com maior massa do que o hidrogénio ou o hélio.103 A partir de então. um material pode também existir em diferentes fases. os átomos podem formar um condensado de Bo se-Einstein.92 93 Este grupo de áto mos extremamente arrefecido comporta-se então como um único átomo. um fenómeno denominado efeito Stark. gases e plasmas.

tem sido proposta uma "ilha de estabilidade" na qual se incluiriam números atómicos superiores a 103. sendo a proporção entre ambos usada na determinação da idade da Terra através de datação r diométrica. como o chumbo. mas de carga negativa.106 Determinados eleme ntos. possui 126 protões e 184 neutrões. Este tipo de átomos pode ser usado para testar as hipóteses fundamentais de física. foi pe la primeira vez produzido no laboratório do CERN em Genebra em 1996.128 129 130 Identificação[editar] Esta imagem.110 Há alguns átomos na Terra que não estão presentes desde o início (isto é. O restante é o resultado de decaimento radioativ o. pelo que alguma s quantidades destes elementos já decaíram por completo. entre as quais dióxido de carbono e oxigénio e nitrogénio diatómicos. Por razões ainda desconhecidas. com carga elétrica oposta. à exceção de vestígios de plutónio-2 4. o positrão é um antieletrão com carga positiva e o antiprotão é equi valente ao protão. os átomos combinam-se entre si para formar vários compostos. à qu al se aplica uma pequena diferença de potencial de cerca de 10mV. A reconstrução da super fície leva a que os átomos superficiais se desviem do padrão da estrutura cristalina e se disponham em colunas com vários átomos de largura e com sulcos entre si. neutrões ou ele trões por outras partículas com a mesma carga. Utiliza-se uma agulha microscópica.107 Terra[editar] A maior parte dos átomos que constituem a Terra e os seus habitantes já estavam pres entes. mais massivo. o unbi-héxio. silicatos e óxidos. como cristais e metais líquidos e sólidos. o que cau sa a ejeção de um grande número de nucleões. Estes elementos superpesados podem ter um núcleo que seja relativamente estável contra o decaimento radioativo.126 127 Têm vindo a ser criados mais átomos exóticos ao substituir um dos protões. produzindo elementos até ao ferro.1 12 113 De entre os elementos transurânicos aqueles com número atómico superior a 92 só o neptúnio ocorre naturalmente na Terra. dando origem a um átomo muónico. como o árgon e o néon.124 125 O anti-hidrogénio.relas através de fusão nuclear. Por exemplo. é possível substituir um ele trão por um muão. obtida através de um microscópio de corrente de tunelamento mostra de forma clara os átomos na composição de uma superfície de ouro (100).118 A Terra contém aproximadamente 1. o correspondente antimatéria ao hidrogénio. Os átomos podem também unir-se para criar materiais mais complexos. Os elementos mais pesados que o ferro foram produzidos em supernovas através do Processo R e em estrelas AGB através do Process o-S.108 109 A maior parte do hélio na crosta da Terra é resultado da emissão alfa .119 Existem na atmosfera pequenas quantidade de átomos independentes que formam os gases nobres. ambos envolvendo a captura de neutrões pelo núcleo atómico. as partícula s de antimatéria são raras no universo. provavelmente depositado por poeira cósmica.120 121 Formas raras e teóricas[editar] Embora se saiba que os isótopos com número atómico maior do que o chumbo (82) são radioa tivos.122 O candidato mais provável a um átomo superpesado. O carbono-14 é gerado continuamente a través dos raios cósmicos na atmosfera. Os restantes 99% de átomos da atmosfera encontram-se ligados na forma de moléculas. O microscópio de corrente de tunelamento é um aparelho que permite observar a superfíc ie de átomos e moléculas com uma resolução muito superior à dos microscópios ópticos ou eletr cos. que não são primord s) nem são resultado de decaimento radioativo. Assim. foram formados essencialmente através do decaimento radioativ o de outros elementos mais pesados. na nebulosa que se formou a partir de uma nuvem molec ular para formar o sistema solar.123 Cada partícula de matéria possui uma partícula de antimatéria correspondente.. entre os quais a águ a o sal.104 Os isótopos como o lítio-6 são gerados no espaço através de espalação de raios cósmicos. Quando a agulha é .117 Os depósitos naturais de plutónio e neptúnio são produzidos por captura de neutrões em minério de urânio.33 x 1050 átomos. pelo que não foram ainda descobertos átomos de a ntimatéria. através do fenómeno de tunelamento quântico. Na superfície terres tre.105 E fenómeno ocorre quando um protão de elevada energia atinge um núcleo atómico. na sua forma atual.114 115 Os elementos transurânicos têm períodos d e vida radioativa mais curtos do que a idade atual da Terra116 .111 Alguns átomos tem sido artificialmente gera dos tanto deliberadamente ou como subprodutos de reatores nucleares ou explosões.

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