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A IMPORTÂNCIA DO DIREITO CIVIL O direito civil é o direito comum que regula as relações jurídicas entre os particulares, isto é, disciplina

o modo de ser e de agir das pessoas. É, ao lado do direito comercial e direito internacional privado, um dos ramos do direito privado. O direito civil não se restringe ao Código Civil. De fato outras leis extravagantes tratam de direito civil, por ex. a lei de locações, lei dos direitos autorais, etc. A própria Constituição trata de matéria civil como por ex. quando disciplina a entidade familiar e atribui à posse e à propriedade a condição de direitos fundamentais da pessoa. Serpa Lopes citado por Carlos Roberto Gonçalves ensina que o direito civil tem como fim “regulamentar as relações de família e as relações patrimoniais que se formam entre os indivíduos encarados como tal, isto é, tanto quanto membros da sociedade”. É costume afirmar-se que o Código Civil é a Constituição do homem comum, por reger as relações cotidianas das pessoas sejam elas puramente pessoais ou patrimoniais, como nos casos de pai e filho, marido e mulher, devedor e credor, proprietário, possuidor ou contratante, testador ou herdeiro, etc. O direito civil contém princípios e regras que regem a vida das pessoas desde a sua concepção até à sua morte. É ainda o fundamento de outras disciplinas jurídicas a quem fornece noções gerais sobre a pessoa, as coisas, o ato e o negócio jurídico. Assim, a noção de responsabilidade civil do Estado tem a sua fonte no direito civil, o mesmo ocorre com a obrigação tributária, a capacidade penal e as normas que regulamentam o contrato individual de trabalho, não esquecendo a noção de direito de propriedade, sua extensão e extinção.

A IMPORTÂNCIA DO DIREITO DAS OBRIGAÇÕES

*A importância dos direitos das obrigações compreende as relações jurídicas que constituem as mais desenvoltas projeções da autonomia privada na esfera patrimonial. Dotado de grande influência na vida econômica, regula as relações da infraestrutura social de relevância política, as de produção e as de troca. Também é nos direitos das obrigações que percebemos as limitações impostas à liberdade de ação dos particulares retratando a estrutura econômica da sociedade.

Importância do direito das obrigações O direito das obrigações exerce grande influência na vida econômica, em razão, principalmente, da notável frequência das relações jurídicas obrigacionais no moderno mundo consumerista. Intervém ele na vida econômica, não só na produção, envolvendo aquisição de matéria-prima e harmonização da relação capital-trabalho, mas também nas relações de consumo, sob diversas modalidades (permuta, compra e venda, locação, arrendamento, alienação fiduciária etc.) e na distribuição e circulação dos bens (contratos de transporte, armazenagem, revenda, consignação etc.). É por meio das relações obrigacionais que se estrutura o regime econômico. Pode-se afirmar que o direito das obrigações retrata a estrutura econômica da sociedade e compreende as relações jurídicas que constituem projeções da autonomia privada na esfera patrimonial. Manifesta-se sua importância prática ainda pela crescente frequência, no mundo moderno, da constituição de patrimônios compostos quase

foi dado o devido tratamento aos títulos de crédito. Destarte a importância do Direito das Obrigações segundo o doutrinador Ricardo Fiúza (in memoriam) “Ressalta Miguel Reale. a” necessidade de atender às novas contribuições da civilística contemporânea no que se refere. TARDE. que G. O conteúdo do direito das obrigações é tão vasto. no intento de enumerar as mais importantes inovações do projeto no âmbito do direito obrigacional. penetra de tal modo em todos os ramos do direito. Importância do Direito das Obrigações O Direito é uma ciência que visa à regulação da conduta humana através das normas jurídicas e que tem a sua importância visualizada quando o mesmo mantém a ordem social e não permite a invasão entre os poderes (Executivo. desde as mais simples às mais complexas. bem como às cautelas que devem presidir os contratos de adesão. à necessidade de regrar unitariamente as obrigações civis e as mercantis. Na mesma linha o pensamento de JOSSERAND. cuidando de várias novas figuras contratuais que vieram enriquecer o Direito das Obrigações. que conforme conceito de Maria Helena Diniz “Ramo do direito privado destinado a reger relações familiares. como a do Código de Defesa do Consumidor. para uma das partes. e mesmo. outros sim. Além disso. provocada pelo desenvolvimento urbano e tecnológico. quando diz que a teoria das obrigações está na base.exclusivamente de títulos de crédito correspondentes a obrigações. A intensificação da vida econômica. provocou grande impacto nas relações humanas. de fazer e de não fazer de um sujeito em proveito de outro”. estabelecidas regras mais adequadas em matéria de responsabilidade civil. especialmente no campo das comunicações. Ao contrário do direito das coisas. afirma que a teoria das obrigações é para o direito o que a teoria do valor é para a economia política: problema central a que se podem reduzir todas as discussões. sem reconhecer plena e claramente os casos em que a responsabilidade deve ser objetiva. à disciplina dos negócios jurídicos. patrimoniais e obrigacionais que se formam entre indivíduos encarados como tais. de todas as ciências sociais. através do Direito Civil. por exemplo. alargando o âmbito do direito das obrigações. o direito das obrigações se estende a todas as atividades de natureza patrimonial. de um modo mais geral. mas de todo direito. ou seja. sem se deixar de dar a devida atenção à preservação do equilíbrio econômico do contrato. não somente do direito civil. impressionante o número de relações obrigacionais que se travam dia a dia e que constituem o substrato desse importante ramo do direito civil. não sendo de modo algum exagerado afirmar que o conceito obrigacional constitui a armadura e o substractum do direito. exigindo regulamentação genérica e também específica. Municípios e Distrito Federal) No entanto. que segue o princípio do numerus clausus e se esgota em limitada tipificação submetida a disciplina uniforme. Estados. com mais precisa distinção entre associação civil e sociedade empresária. repetido pelos autores. sendo. o Direito das Obrigações segundo lições de Maria Helena Diniz conceituase da seguinte maneira: “Conjunto de normas que regem relações jurídicas de ordem patrimonial que têm por objeto prestações de dar. atendendo-se às consequências inerentes à natureza . enquanto membros da sociedade”. que o Código atual ainda subordina à ideia de culpa. realmente. Deste modo. nos casos de onerosidade excessiva. Legislativo e Judiciário) e tampouco a invasão de competências (União. É. o destaque do direito privado vem sido notado pela doutrina e visualizado na prática.

nas relações de consumo sob diversas modalidades e. Miguel in Fiúza apud Bittar) Nas palavras de Maria Helena Diniz: “É indubitável que o direito das obrigações intervém na vida econômica não só na produção (compra de matéria-prima. também.) e na distribuição ou circulação (mediante contratos de venda. . 422. mediante contrato de trabalho ou de locação de serviço. Intervém este direito na vida econômica. Os contratantes são obrigados a guardar. reunião do capital da empresa por meio de contrato de sociedade etc. assim. A IMPORTÂNCIA DO DIREITO DAS OBRIGAÇÕES *A importância dos direitos das obrigações compreende as relações jurídicas que constituem as mais desenvoltas projeções da autonomia privada na esfera patrimonial. Podemos afirmar que o direito das obrigações exerce grande influência na vida econômica. PRINCÍPIOS PERTINENTES AS RELAÇÕES OBRIGACIONAIS: Autonomia da vontade Pacta sunt servanda Função social dos contratos Boa-fé Art. as de produção e as de troca. através do direito das obrigações se estabelece também a autonomia da vontade entre os particulares na esfera patrimonial.e à estrutura dos atos e negócios jurídicos como tais " ( REALE. Dotado de grande influência na vida econômica. Nas palavras da advogada e consultora jurídica Bruna Lyra Duque: “Sabemos que é por meio das relações obrigacionais que se estrutura o regime econômico.). associação da técnica e da mão-de-obra ao capital. feitos aos armazenistas ou revendedores)”. os princípios de probidade e boa-fé. na distribuição dos bens”. de troca etc. em razão da inegável constância das relações jurídicas obrigacionais no mundo contemporâneo. regula as relações da infraestrutura social de relevância política. mas também no consumo dos bens (por meio de compra e venda. Também é nos direitos das obrigações que percebemos as limitações impostas à liberdade de ação dos particulares retratando a estrutura econômica da sociedade. assim na conclusão do contrato. como em sua execução.