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Conceito de Tributo: Art. 3º CTN: Art.

3º Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.

A prestação é pecuniária pois o tributo é pago em dinheiro, e não em mercadoria. Exceção: Art. 156 , XI do CTN diz que uma das hipóteses é a dação de bem imóvel desde que haja previsão em lei. Essa é a única possibilidade de pagar o tributo que não seja em dinheiro. É compulsória pois não existe a faculdade de pagar ou não. Exp: Lei do IPVA estabelece ser proprietário de veículo automotor tem que pagar IPVA. Tributo não constitui sanção de ato ilícito. O tributo não é pago por ser penalizado, mas porque está incorrendo em uma previsão legal. Quando o legislador exerce uma sanção que é passível de aprovação o legislador tem que eleger situações lícitas, como ser proprietário de veículo automotor, de imóvel urbano, sempre é algo lícito previsto em lei. Ainda que o legislador não possa escolher atos ilícitos para

tributação, nada impede que frutos de atos ilícitos sejam tributados. O fato gerador é a situação eleita pelo legislador, prevista em lei para que haja incidência do tributo. Imagine o fato gerador de imposto de renda, o fato gerado é auferir renda, mas nada impede que os frutos de uma atividade ilícita seja tributada. Se praticou o fato gerador haverá incidência tributária.

O tributo será instituído por lei e cobrada por atividade administrativa plenamente vinculada.087 tem que recolher 27. a atividade é ilícita. abstraindo-se da sua validade.O sujeito que aufere renda com venda de drogas. 118. irá interpretá-lo. 150.118 CTN Princípio da pecúnia non olet Princípio da isonomia: Art. Hoje o STF entende que são 5 espécies tributárias: 1. 4) Princípio da capacidade contributiva – art.5% sobre o valor do carro tem que pagar esse valor. 3º do CTN tem que ser considerado tributo. 145. No direito tributário rege pelo princípio da pecúnia non olet: O dinheiro não tem cheiro. Se a lei diz ser 2.2% de renda. pois a atividade é plenamente vinculada a lei. mas o fruto dessa atividade tem que ser tributado. A autoridade administrativa não tem discricionariedade quanto a cobrança do tributo. O que interessa para o direito tributário é que ocorreu o fato gerador. Tudo que preencher o conceito do art. Imposto . II da CF/88 tratamento igual para os iguais e desigualmente os desiguais na medida da sua desigualdade. Se a renda é superior a R$4. §1º da CF/88. Não importa de onde o dinheiro vem. Esse princípio estabelece que o sujeito tem que ser tributado de acordo com a sua capacidade econômica. O negócio jurídico é ilícito. Para tributar os frutos de uma atividade ilícita aa justificativa: 1) 2) 3) Art. art. Interpreta-se o fato gerador abstraindo-se da validade do negócio jurídico. HC77530-STF. I.

Quando a CF outorga a competência aos entes federativos. O que a CF/88 diz eu é da União só a União pode criar. 4. 5. Todo imposto é tributo. 2. 5º” Art.2. tem do que 155) IPVA ICMS art.” As contribuições –art. DF (art. 3. Empréstimos compulsórios– art. mas nem todo tributo é imposto. (art. 149 da CF. a mais importante é que ela é indelegável. Para saber os 1. Competência tributária: Poder concedido pela Constituição Federal aos entes federativos para eles cobrarem. As três primeiras espécies estão previstas noa rt. A competência tributária apresenta algumas características. 153 Estados e 154) impostos 153 IGF. 147 da CF) 1) IPVA 2)ICMS 156) 1. discrimina quais tributos serão criados pelo ente federativo. art. instituírem e majorarem tributos. ISS IPTU ITBI de título a ser O ICMS incidira O ICMS incidira 3. circulação circulação e imóvel e perito e lembrar sobre do operações sobre de operações (transmissão de . Tributo é o gênero do qual tem 5 espécies. 2. taxas e contribuições de melhoria. União (art.155 e Município (ART. 5º Os tributos são impostos. Taxa Contribuição de melhoria Contribuições Empréstimos compulsórios Se fala só em tributo tem que levar em consideração as 5 espécies tributo. 148 da CF As espécies tributárias surgem pela competência tributária.

ou bem há os de serviços 3)ITCD de Impost comunicação.) de e ITR intermunicipal IOF (porém se o serviço (porém se o serviço IGF de transporte ficar de a transporte ficar a cargo do de um único cargo de um único município é o ISS) município e é o ISS) e IEG os serviços 3. móvel incidência Seja 5)IPTU ou 6)ITBI de imóvel. transporte de mercadoria interestadual e intermunicipal oneroso. DF Gratuito Bem móvel. 6. 154: 1. comunicação.1. 7. 2.Gratuidade ITCMD ITCMD Estados. transporte mercadoria interestadual mercadoria. 3. 4. art. o residual IPI IE IR II mercadoria. 2. 5. Impostos ITCMD (Imposto do morto 4) ISS doação). imóvel ITBI Municipal Oneroso Imóvel .

Produto: É bem particular. Art. Mercadoria: Objeto de mercancia. §4º. sobre as operações de circulação e mercadoria há incidência de ICMS. Demais espécies tributárias . 153. Mas veículo 0Km haverá incidência do ICMS. 7º CTN A capacidade ativa tributária pode ser delegada: Poder de arrecadar. Competência Tributária Criar Instituir Majorar Indelegável Capacidade ativa tributária Arrecadar Fiscalizar Executar Delegada ITR.ART. Se a venda é entre particulares não há incidência de tributo. fiscalizar e executar. Enquanto A competência tributária é indelegável. algumas funções administrativas podem ser delegáveis a outras pessoas jurídicas de direito público.Compra e venda de carro é bem móvel não incide ITBI. Pode ser fiscalizado e arrecado entre os Municípios desde que ele exerça capacidade ativa tributária.

de Contribuições Contribuições Contribuição prev. §1º. servidor Contribuições melhoria Contribuição previdenciaria servidor federal. Duas exceções: 1ª) Art.155 e Município (ART. 155) DF (art. econômica 4.União 154) Taxa (art. 1. Dica: Quem está mais próximo de você dá a luz. 3. por isso o Município dá a luz. CIDE Contrib. 149.Contribuição de iluminação Pública Contribuição social-CS Intervenção no domínio econômico. . art. 153 e Estados (art. 2ª)Cosip. df Do Contribuição p Municipal. Taxa melhoria.previsão no art. Interesse social ou econo. Contribuições ()/espécies.Contribuição social previdenciária do Servidor Público. 2. O Município e o DF irão criar a COSIP.art.Criada pelo ente a que pertence o servidor Público. Empréstimos compulsórios só podem ser criados pela União. Contribuição do servidor o. Taxa de melhoria. 147 da CF) Taxa de Contribuições melhoria Do do servidor pub. 149.CIDE Contribuição de interesse de categoria profissional ou As contribuições são criadas via de regra pela União. publico Estadual contrib. COSIP/CIP. Demais Sociais. 149-A.

Não pode vedar repasse de receita tributária obrigatória. por isso o dever de criar o imposto não prevalecer sobre a facultatividade de criar o imposto. art. 157. Se o ente não estiver utilizando o dinheiro para a saúde. Se cria não cria o tributo que não é de sua competência é uma sanção que o legislador traz para aquele que deve criar o tributo. não tem problema por ser facultativo. Se o ente que vai receber tem divida com o ente que vai repassar a sua receita.11 determina que exerce uma boa gestão fiscal o ente que cria todos os impostos quem cria todos os impostos que lhe convém. Quando o ente não cria o tributo de sua competência não pode receber receita tributária voluntária. A CF/88 determina a competência tributária. . 2ª CaracterísticaFacultativa: A competência tributária é facultativa. ou mesmo a sua autarquia. 160 da CF/88: 1.Com relação a taxas e contribuições de melhoria trata-se competência comum –todos os entes podem criar-. Na CF/88 tem a previsão de que é repasse de receita obrigatóriaprevista no art. Na LC101/2000 no art. 158 e 159 da CF/88. O STF julgou constitucional esse entendimento. mas não criou ainda.§5º. conforme está escrito na Constituição. Exp:IGF. pois os entes federativos podem criar. A própria CF/88 trouxe o repasse que deveria ser obrigatório. 153. IGF está dentro da Comeptencia da união. Só existem duas possibilidades de não cumprir esse repasse: Art. Ao criar o tributo fica com o dinheiro. A LC não prevalece sobre a CF/88. 2.

por ser indivisível. O IGF até hoje não foi criado pela União. reaver. 153§5º determina que 30%do IOF irá par o Estado de origem e 70% vai para o Município de origem. 3ª Característica -Incaducável.No art. Gozar. Sum 670. 156. 1228 do CC. Art. Art. 50% do IPVA vai para o Município. Proprietário em quem exerce GRUD: Art. Antigamente não existia a COSIP. usar e dispor do bem. Somente por . 32 do CTN estabelece que o FG é ser proprietário. que a apresenta como FG a propriedade. Uma lei infraconstitucional não pode alterar a competência tributária. 4º emenda. ter posse ou domínio útil de um imóvel urbano. A União arrecada e destina 50% aos Município. I estabelece a possibilidade dos municípios de cobrarem o IPTU. O fato do ente não ter criado o tributo junto com a CF/88 não decai o seu direito de criar o tributo. mas taxa segundo o STF não é taxa. Como contraria a CF/88 os que detém não a mera posse não serão contribuintes. tentou impor a taxa sobre a iluminação pública. se a União quiser criar o IGF não tem problema pois é incaducável. arrecade e fiscalize o ITR tem direito a ficar com 100% do ITR para ele. É possível o Município arrecadar e fiscalizar o ITR. O art. CaracterísticaCompetência é inalterável. 158 traz o que pertence ao Município com relação a receita tributária 50% do ITR vai para os Municípios. caso o Município faça tudo.

art. no entanto. A CF/88 outorga poderes para a Uniãos. . instituírem e majorarem os tributos. 153.. disposição de lei em contrário as convenções entre particulares não atingem o fisco. O inquilino não paga IPTU. Salvo. Caso não pague o Município irá cobrar o IPtu do proprietário. tem 4 tributos que só podem ser criados por lei complementar: CEGI Contribuição social residual. esses tem que pagar.. mas se houver previsão contratual para eu o inquilino pague o IPTU este deverá pagar. Exp: A união determinou que a União criasse o IGF mas ainda não criou. Isso será eito por meio de lei Via de regra é por lei ordinária. 153. Empréstimo compulsório.art. 62§2º. 195§4º da CF/88. Medida provisória. diz que pode instituir e majorar imposto. VII da CF/88 Imposto residual.só pode ser criado por lei complementar.art. 148 da Cf/88 IGF. 5ª Característica –Irrenunciabilidade: A competência tributária é irrenunciável. A união não renunciou. I da CF/88. A regra é que quem paga é o proprietário. diferente do que tem a mera posse. Estados e DF para criare. é de quem detém o animus domini.O usucapindo tem animus domino. A única hipótese de cobrar IPTU de quem não é proprietário. -art. art. Cegi. O resto é por meio de lei ordinária.

A CF/88 não diz em criar tributo. II IE IOF . Atenção está falando de Medida provisória e o primeiro requisito é que o imposto possa ser instituído por lei ordinário o empréstimo compulsório de Guerra. 150. a MP deve ser convertida em lei até o final do exercício financeiro em que ela foi editada. mas imposto. não é imposto e não pode ser criado por lei ordinária. Desde que respeitados dois requisitos: 1.Imposto extraordinário Guerra. que é uma espécie tributária. Existem 5 impostos que não precisam respeitar esse 2º requisito. Um dos tributos tem que esperar 90 dias. O 2º requisito da Medida provisória para que o imposto seja cobrado no próximo exercício financeiro. 4. pois tem 4 tributos que só podem ser criados por lei complementar.CEGI. Imposto possa ser instituído por lei ordinária. até dia 31/12/2012. 2. III da CF/88. IEG. Exp: Imagine que imposto foi intuído em 30/09/2012 para que esse imposto seja cobrado no próximo exercício financeiro. Quando se fala em necessidade cobrança urgente tudo o que for guerra o tributo deve ser cobrado imediatamente. ou seja. 3. Temos que 4 dos 5 tributos podem ser cobrados imediatamente a partir da criação ou majoração do tributo. A regra é que quando o tributo for instituído deve ser observado a anterioridade –art. Quando o tributo é insituido ou majorado so pode ser cobrado no próximo exercício. 1º/01/2013 essa MP deve ser convertido em lei até o final do exercício financeiro em que foi editada. Impostos que fogem a esse requisito: 1.

a alíquota do produto que será importado será baixa. Observações: Por que o II. 150. 62§2º estabelece que MP pode instituir e majorar imposto. Lembrar do princípio do paralelismo da forma: Se uma matéria foi tratada por determinado ato normativo. O art. pois precisa do produto. O STF diz que MP pode instituir outro tributo que não seja imposto. No caso II se verificarmos que precisamos de um produto. essa matéria só poderá ser alterada. 155 §1º da CF. 62 da CF/88. 152 da CF/88. Estados e Municípios para criarem os tributos. Que o tributo seja instituído por meio de lei ordinária. IE e o IOF podem ser cobrados imediatamente? Esses impostos são regulatórios de mercado. Limites: 1. 151 e modo que nenhum tributo possa ser instituído sem observá-las. 4 tributos que só podem ser criados por lei complementar: CEGI. São princípios de direito tributário: LUCIANA L. O tributo só pode ser instituído e majorado por meio de lei. art. Os limites específicos são os princípios e as imunidades tributárias. o 2º que seja convertido em lei até o final do exercício financeiro que instituiu o tributo. 150. De Específicos: Previstos nos arts. IPI –com exceção do IPI que tem que aguardar 90 dias para ser cobrado. 2. Genéricos: Respeitar toa constituição federal mais ADCT. via de regra por lei ordinárias. I da CF/88).5. desde que observe o art. por determinado ato normativo de igual hierarquia . Limites ao poder de tributar A CF/88 outorgou poder para a Uniãos. os demais podem ser cobrados imediatamente.legalidade (ART.

e do seu sujeito passivo.a cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos. 97.a definição do fato gerador da obrigação tributária principal. No caso do IPVA a base de cálculo é o valor venal do automóvel.151 do CTN Extinção. 39. suspensão e extinção de créditos tributários. Fato gerador: É a situação eleita pelo legislador como passível de incidência tributária. Penalidade em tributário: É a multa por inadimplemento de tributo. ou a sua extinção. Suspensão -Prevista no art.art.ou hierarquia superior. II . 26. 57 e 65.a majoração de tributos. 26. Base de cálculo: Base para o cálculo do tributo. 39.a fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo. observa-se os tributos que só podem ser instituído por lei. 156.as hipóteses de exclusão. VI . Assim a redução e extinção de um tributo também só poderá ser feita por meio de lei. 175 do CTN Observações: . 57 e 65.CTN Exclusão: -art. ressalvado o disposto nos artigos 21. ressalvado o disposto no inciso I do § 3º do artigo 52. IV . Art. III . ressalvado o disposto nos artigos 21. No art. Alíquota: percentual. Somente a lei pode estabelecer: I .a instituição de tributos. 97 do CTN. ou sua redução. V . ou de dispensa ou redução de penalidades. ou para outras infrações nela definidas.

No art. equivale a majoração do tributo. Modificação de prazo de pagamento de tributo: Não há necessidade porque o que precisa de lei está no art. Pode ser feito por decreto. somente de decreto. 97 do CTN. logo decreto pode alterar data de vencimento de tributo. Observação: Sum 160 do STJ. a prova tem que dizer. Só pode ser feito por meio de lei. .§1º do CTN diz que a modificação da base de cálculo de forma a onerar o sujeito passivo. 97. O art. Se for acima dos valores instituídos.Determina que é defeso ao prefeito por meio de decreto fazer a correção monetária do IPTU com índices superiores aos oficiais. 97 §2º do CTN a mera correção monetária não é majoração de tributo. Não precisa de lei.