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Resenhas Sociológicas: GEERTZ, Clifford - A Interpretação das Culturas - Capítulo 1 - Uma Descrição Densa
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Resenhas Sociológicas
Algumas palavras sobre textos memoráveis. Dividindo o trabalho e o prazer da Faculdade de Ciências Sociais. Por Abdiel Lobo (@AbdielLobo)
terça-feira, 4 de janeiro de 2011 Seguidores

GEERTZ, Clifford - A Interpretação das Culturas Capítulo 1 - Uma Descrição Densa
C. Geertz (1926 – 2006) é o fundador da Antropologia Interpretativa, representando um divisor de águas no tema. É uma contraposição ao modelo Levi-straussiano da antropologia estrutural, propondo uma nova Teoria Antropológica. O autor possui a ambição de falar em culturas (no plural) do ser humano. A ação humana é uma atividade estruturante, um efeito de superfície. Geertz busca o que pode ser inferido/interpretado nos relatos etnográficos. Hoje há uma grande cautela em se explorar o inconsciente através das ações reais como manifestações de ações do consciente. A interpretação do que acontece, segundo o autor, não pode se distanciar daquilo que acontece. Para ele, o trabalho do antropólogo é realizar etnografia. A obra “Grande Sertão – Veredas” de Guimarães Rosa pode ser considerada um exemplo ao que Geertz se refere no Brasil. Um ser humano pode ser um enigma completo para outro ser humano. Nós não compreendemos o povo, ainda que dominemos seu idioma. Nós não podemos nos situar entre eles. Neste trecho, ele faz uma crítica a B. Malinovski. Para Geertz, falta interpretação à descrição etnográfica de Malinovski. A Antropologia Interpretativa exige grande rigor e precisão conceitual. O antropólogo tenta entender o que acontece, mas também está no meio do acontecimento. Por isso, teorias antropológicas também são temporárias, elas também estão no meio da travessia. A cultura nunca é igual, é sempre uma recriação. O ser humano expressa sua experiência vivida. As especificidades são complexas e possuem um caráter único. Generalizações devem ser feitas com critérios. Para compreender o que o ser humano faz, é necessário entender uma ação dentre várias outras e localizá-la, caracterizá-la. No estudo da cultura, a tarefa essencial da construção teórica não é codificar regularidades abstratas, mas tornar possíveis descrições minuciosas, não generalizar através dos casos, mas generalizar dentro deles. Geertz recupera o conceito de Max Weber, que afirma que o homem é um ser amarrado em teias de significados que ele mesmo teceu. A cultura é, portanto, uma ciência interpretativa, em busca do significado. O comportamento é uma ação simbólica. O fluxo do comportamento (ação social) faz com que as formas culturais se articulem. O significado emerge do papel que desempenham. A cultura é pública porque o significado o é. No estudo da cultura, os significantes não são sintomas ou conjunto de sintomas, mas atos simbólicos e o objetivo não é a terapia, mas a análise do discurso social. O autor esclarece que para o desenvolvimento do estudo, não é necessário se tornar um “nativo”, mas conversar com eles. Sob este aspecto, o objetivo da antropologia é o alargamento do universo do discurso humano. Compreender a cultura de um povo expõe a sua normalidade sem reduzir a sua particularidade. Os textos antropológicos são interpretações (de qualidade discutível, uma vez que apenas um “nativo” pode interpretar sua cultura). Antropologia é, portanto, ficção, algo construído, modelado. Não falsa, mas não-factual ou apenas experimentos de pensamentos. Embora a cultura possa existir no posto comercial, no forte da colina, no pastoreio de carneiros, a antropologia existe nos livros, nos artigos, nas conferências, na exposição e no museu como ocorre nos filmes. É necessário haver um mínimo coerência para que sejam caracterizados os sistemas culturais. A descrição etnográfica para Geertz é, portanto, interpretativa e microscópica (os antropólogos não estudam as aldeias, eles estudam nas aldeias). Há uma série de características de interpretação cultural que tornam ainda mais difícil o
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▼ 2011 (20) ▼ Janeiro (17) GEERTZ, Clifford - A Interpretação das Culturas - ... GEERTZ, Clifford – O Saber Local – Novos Ensaios e... GEERTZ, Clifford Negara: o EstadoTeatro do Sécu... CLIFFORD, James – A Experiência Etnográfica – Antr... SAID, Edward – Orientalismo – O Oriente como inven... STEPAN, Alfred - Os Militares na Política CARVALHO, José Murilo - A Cidadania no Brasil MARTINS, Carlos Estevão e CRUZ, Sebastião Velasco ... LAMOUNIER, Bolivar (1992) “Estrutura Institucional... FIGUEIREDO, Argelina e LIMONGI, Fernando (2007). “... NICOLAU, Jairo e SCHMITT, Rogério (1995) – “Sistem... KINZO, Maria D’Alva
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Se continuam a ser úteis. deixam também de ser usadas e são mais ou menos abandonadas.html 2/2 . Timothy (2007) – Instituiç. .. nos.. Olhar as dimensões simbólicas da ação social não é afastar-se dos dilemas existenciais da vida em favor de algum domínio empírico de formas não-emocionalizadas. Abdiel Visualizar meu perfil completo Comentar como: Conta do Google Publicar Visualizar Postagem mais recente Início Assinar: Postar comentários (Atom) Modelo Ethereal. Jairo e POWER. Tocqueville: “são portanto as associações que. STEPAN.. Somente pequenos vôos de raciocínio tendem a ser efetivos em antropologia. Clifford . Se deixarem de ser úteis com referência a tais problemas. A vocação essencial da Antropologia interpretativa não é responder às nossas questões mais profundas. em embrutecimentos acadêmicos com simetria formal. vôos mais longos tendem a se perder em sonhos ilógicos. mas colocar à nossa disposição as respostas que outros deram e assim incluí-las no registro de consultas sobre o que o homem falou. NICOLAU.. Tecnologia do Blogger. você acha possível analisar um poema do ponto de vista etnográfico? Saudações. dando à luz novas compreensões. Alfred (1975) “Os militares na política”.Uma Descrição Densa seu desenvolvimento teórico.08/09/13 Resenhas Sociológicas: GEERTZ. Postado por Abdiel às 14:44 Recomende isto no Google (2004) – “Partidos. resenhassociologicas. . As idéias não aparecem inteiramente novas a cada estudo. Tomando esse texto como princípio da discussão sobre etnografia e subjetividade.. Patricia Sodré Responder D i g i t es e uc o m e n t á r i o . são posteriormente elaboradas e continuam a ser utilizadas. A primeira é a necessidade de a teoria conservar-se mais próxima do terreno do que parece ser o caso em ciências mais capazes de se abandonarem a uma abstração imaginativa.Capítulo 1 .. . aplicadas a novos problemas interpretativos.A Interpretação das Culturas .. é mergulhar no meio delas. são adotadas de outros estudos relacionados e refinadas durante o processo.com.br/2011/01/geertz-clifford-interpretacao-das.blogspot. Democracia na América – Alexis de Tocqueville Max Weber e a Sustentabilidade ► Junho (2) ► Julho (1) ► 2012 (6) Um comentário: Quem sou eu patricia 14 de abril de 2011 15:55 Olá. eleições e..