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Leitura e atribuição de sentido: estratégias e funções

01. Concepção de leitura e interpretação de texto

02. Estratégias de leitura – Como ler?

03. Funções da leitura – Para que ler?

04. Aspectos extralinguísticos: Contexto e Intertextualidade.

A

compreensão de textos é uma atividade interativa altamente complexa de produção de sentidos, que se realiza com base nos elementos linguísticos presentes na superfície textual e na sua forma de organização. a mobilização de um vasto conjunto de saberes (enciclopédia) e sua reconstrução no interior do evento comunicativo.
KOCH, I. Desvendando os segredos do texto. São Paulo: Cortez, 2002

 Requer

 1.

O policial viu o ônibus acelerando em sua direção. Ele levantou a mão e parou-o.

 2.

O goleiro viu a bola indo em direção à rede. Ele levantou a mão e parou-a.

KOCH, I. Desvendando os segredos do texto. São Paulo: Cortez, 2002

Concepção de leitura e interpretação de texto

O autor, instância discursiva de que emana o texto, se mostra e se dilui nas leituras de seu texto: deu-lhe uma significação, imaginou seus interlocutores, mas não domina sozinho o processo de leitura de seu leitor, pois este, por sua vez, reconstrói o texto na sua leitura, atribuindo-lhe a sua significação.
GERALDI, João Wanderley . O texto em sala de aula. São Paulo: Martins Fontes, 1995.

A leitura não pode ser vista como um processo que extrai o sentido final do texto, este é o elemento que delimita a gama de interpretações possíveis, algumas das quais podem não ter sido planejadas pelo próprio autor.
KATO, Mary. O aprendizado da leitura. São Paulo: Martins Fontes, 1999.p.71

 Segundo

Marisa Lajolo “ler não é decifrar, como num jogo de adivinhações, o sentido de um texto. É a partir do texto, ser capaz de atribuir-lhe significado, conseguir relacioná-lo a todos os outros textos significativos para cada um, reconhecer nele o tipo de leitura que seu autor pretendia e, dono da própria vontade, entregar-se a esta leitura, ou rebelar-se contra ela, propondo outra não prevista”.

LAJOLO, Marisa. O que é literatura. 17.ed. São Paulo: brasiliense, 1995.

Atribuição de sentido
O

sentido de um texto é, portanto, construído na interação texto-sujeito (ou texto coenunciadores) e não algo que preexista a essa interação.

Veja um exemplo:

Mas o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contração cadavérica; vício grave, e aliás ínfimo, porque o maior defeito deste livro és tu, leitor. Tu tens pressa de envelhecer, e o livro anda devagar (...)

ASSIS, Machado. Memórias póstumas de Brás Cubas. Biblioteca Folha, Rio de Janeiro, Ediouro, 1997.

Estratégias de leitura – Como ler?
As estratégias de leitura são determinadas por vários fatores, a saber:
     

O gênero textual e sua funcionalidade; A data de publicação; o grau de novidade do texto; A temática do texto; o meio de veiculação; A motivação para a leitura.

Todos esses conhecimentos constituem diferentes tipos de contextos subsumidos por um contexto mais abrangente, o sociocognitivo, do qual trataremos mais adiante.

03. Funções da leitura – Para que ler?

GERALDI, João Wanderley . O texto em sala de aula. São Paulo: Martins Fontes, 1995

O contexto

Ao entrar numa interação cada um dos parceiros traz consigo sua bagagem cognitiva, ou seja, já é, por si mesmo, um contexto.

KOCH, I. Ler e Compreender os sentidos do texto. São Paulo: Contexto, 2006.

O processamento textual é estratégico, ou seja, realiza-se através do uso de estratégias de ordem sociocognitiva.
 1.

Cenário  2. Entorno sociocultural  3. A própria linguagem como contexto  4. Conhecimentos prévios  5. Contexto analisado como um modo de práxis interativamente constituído.
KOCH, I. Desvendando os segredos do texto. São Paulo: Cortez, 2002

TEXTO 1

É entendida como fatores que fazem a produção e a recepção de um texto depender do conhecimento de outros textos.
  São

bifurcações cognitivas, pois, através de processos de interpretação que, cognitivamente, construímos mundos, atuais e possíveis.

VAL, Maria da Graça Costa. Repensando a textualidade. In. Org. AZEREDO. José Carlos. Língua portuguesa em debate. 3. Ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2002.