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Resumão Direito Comercial

RESUMO
DIREITO
COMERCIAL
Conteúdo
1. A Empresa, o Empresário e o Estabelecimento Comercial pag. 02
Nome Comercial pag. 14
Comerciante Ìndividual pag. 17
Sociedades Comerciais: Conceito, ato constitutivo, Contrato
Social, Personalidade Jurídica, Classificação pag. 18
Direitos, Deveres e Responsabilidades dos sócios pag. 21
Administração e Gerência pag. 22
Registro das Empresas mercantis pag. 22
Sociedade por cotas de responsabilidade limitada pag. 23
Outros tipos de Sociedades pag. 25
2. Contratos Comerciais pag. 36
Compra e Venda Mercantil, Alienação Fiduciária em garantia,
Arrendamento Mercantil (LEASÌNG), Franquia Mercantil,
Cartões de Crédito pag. 36
3. Títulos de Crédito pag. 44
4. Código de Defesa do Consumidor pag. 59
5. Falência pag. 66
6. Concordata pag. 70
7. Ìntervenção e Liquidação Extra-Judicial pag. 72
Alexandre José Granzotto Julho a Outubro / 2002
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Resumão Direito Comercial
RESUMO ! DIREITO COMERCIAL
"# A EM$RESA% O EM$RES&RIO E O ESTA'ELECIME(TO COMERCIAL
ÌNTRODUÇÃO
Direito Comercial  é o conjunto de normas jurídicas que re)ula as ati*i+a+es dos
comercia,tes, no exercício da sua profissão, e os atos
co,si+era+os MERCA(TIS por força de lei.
Crit-rios. Para se determinar o que seja matéria comercial
Sub/eti*o que tem como ponto central a figura do comerciante (empresário):
seriam mercantis os atos praticados pelos comerciantes
(empresários)
• Existem atos que podem ser praticados tanto por comerciantes
quanto por não comerciantes . Ex.: emissão de Letra de
Câmbio
Ob/eti*o  apoiado no conceito de ato de comércio: quem os pratica é
comerciante (empresário)
• Não há possibilidade de se definir, a priori, todos os atos de
comércio, devido ao dinamismo das relações econômicas.
• Caracter0sticas.
• Cosmo1olitismo  é um direito que extravasa as fronteiras dos estados, com a
existência de várias regras de caráter internacional.
• O,erosi+a+e  a atividade comercial tem objetivo de lucro.
• Sim1lici+a+e  é menos formalista, oferece soluções mais simples e mais rápidas
que os outros tipos de direito.
• Elastici+a+e  tem um caráter renovador e dinâmico, face às constantes
mutações das relações comerciais.
• $resu,2ão +e soli+arie+a+e.

Atos +e Com-rcio. É todo o ato praticado habitualmente com o objetivo de lucro, para
mediação, circulação e intermediação de bens e serviços. É ato
jurídico. É composto de 2 elementos: Causa e motivo.
Caracter0sticas +e Atos +e Com-rcio.
 são atos de intermediação mercantil;
 visam lucros para os agentes que os realizam;
 são praticados habitualmente;
 são realizados em função da profissão
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Resumão Direito Comercial
Classi3ica2ão. A existência dos atos de comércio é anterior à dos comerciantes pois
para ser comerciante é indispensável a prática profissional dos atos de
comércio e estes existem sem que os que o praticam possam ser
considerados comerciantes.
Os atos +e com-rcio são divididos em:
Atos +e Com-rcio 1or (ature4a . Decorrem da ação de um comerciante. São
praticados pelo comerciante no exercício de sua
profissão. São atos de intermediação praticados
com habitualidade e com 3i,ali+a+e +e lucro.
Enquadram-se nesta classificação:
a) a Compra e venda de bem móvel ou
semovente para sua revenda, por
atacado/varejo, industrializado ou não ou para
alugar o seu uso;
b) Operações de câmbio, banco e corretagem
c) as empresas de fábricas, de comissões, de
depósitos, de expedição, de consignação e
transporte de mercadorias,;
d) os seguros, fretamentos e riscos;
e) quaisquer contratos relativos ao comércio
marítimo comércio, armação e expedição de
navios.
Atos +e Com-rcio Absolutos . são re1uta+os comerciais 1or +is1osi2ão le)al;
são atos comerciais mesmo 5ua,+o 1ratica+os
1or um ,ão!comercia,te% 1orta,to% submetem!se
6s re)ras +o Direito Comercial. São atos de
comércio objetivos, por força da lei:
a) operações sobre títulos da dívida pública;
b) atos referentes às sociedades anônimas;
c) operações sobre letras de câmbio, notas
promissórias, bilhetes de mercadorias,
cheques, títulos emitidos armazéns gerais;
d) empresas de construção civil;
e) Fornecedores de mão-de-obra temporária e
f) O arrendamento mercantil, em qualquer
modalidade
Atos +e Com-rcio 1or Co,e7ão . são aqueles praticados por comerciantes com o
intuito de facilitar a profissão comercial e desta
forma deixam de ser civis e passam a ser regidos
pela lei comercial; são atos mistos que configuram,
de um lado, um ato civil e, do outro, um ato
comercial.
 Ex.: Aquisição de balcões, vitrines, etc.
 O Direito atrai para seu âmbito de regulamentação com base no
princípio de que o acessório segue o principal. Ex: a compra e venda
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Resumão Direito Comercial
a varejo onde o vendedor é comerciante e o comprador é não-
comerciante.
 a 1r8tica +e atos +e com-rcio é suscetível de constituir 1ro3issão ,
embora nem todos os atos produzam esse resultado.
 Somente os atos subjetivamente considerados, conferem àquele que
os pratica, a condição de comerciante.
 A pessoa que pratica atos +e com-rcio ob/eti*os não será
necessariamente considerada um comerciante, porque, no caso, - o
ato em si 5ue tem a ,ature4a comercial#
EM$RESA
Em1resa  é toda organização, de ,ature4a ci*il ou merca,til, destinada à exploração,
por pessoa física ou jurídica, de qualquer atividade com fins lucrativos.
o O exercício das atividades comerciais é realizado através das empresas,
que são dirigidas por um empresário. O empresário pode ser uma pessoa
física ou uma pessoa jurídica (sociedade comercial).
Re)istro +as Em1resas. é regulado pela Lei 8.934/94 e pelo Decreto 1.800/96
 (O 9 O'RI:AT;RIO
 Registro de empresas compreende o SI(REM (Sistema Nacional de
Registro de Empresas mercantis),o qual é composto dos seguintes
órgãos:
 o D(RC - Departamento Nacional de Registro de Comércio ÷
subordinado ao MÌCT, com função de supervisionar, fiscalizar
e corrigir as Juntas Comerciais;
 Ju,tas Comerciais, órgãos da administração estadual com
função executiva que inscrevem e registram os comerciantes,
nomeiam tradutores públicos e intérpretes comerciais.
Atos com1ree,+i+os 1elas Ju,tas  Segundo a lei 8934/94, o registro compreende.
a) A matrícula e seu cancelamento. dos leiloeiros, tradutores públicos, intérpretes
comerciais, trapicheiros e administradores; de
armazéns gerais.
b) O arquivamento: Dos documentos relativos à constituição, alteração, dissolução e
extinção de firmas mercantis individuais, sociedades mercantis e
cooperativas; De atos ou documentos que, por determinação legal,
sejam atribuídos ao registro público de empresas mercantis e
atividades afins ou daqueles que possam interessar ao empresário
e às empresas mercantis.
c) A autenticação: dos instrumentos de escrituração das empresas mercantis
registradas e dos agentes auxiliares do comércio, na forma da lei.
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EM$RES&RIO COMERCIAL ! COMERCIA(TE
Em1res8rio Comercial  é a figura central da empresa, sendo o su/eito 5ue e7ercita
a ati*i+a+e em1resarial, podendo ser tanto pessoa física
(empresário individual) como pessoa jurídica (sociedade
comercial); é a pessoa natural ou jurídica que,
1ro3issio,alme,te, exercita atos de intermediação com
i,tuito +e lucro.
Comercia,te  A palavra comerciante pode ser tomado em três acepções:
<ul)ar. Relações entre pessoas, comércio de idéias, etc.
Eco,=mico. Atividade humana destinada a colocar em circulação a
riqueza produzida, facilitando as trocas, aproximando
produtor e consumidor.
Jur0+ico. É o complexo de atos de intromissão entre o produtor e o
consumidor que, exercidos habitualmente, e com fins de
lucros, realizam, promovem ou facilitam a circulação dos
produtos da natureza e da indústria, para tornar mais fácil e
pronta a procura e a oferta. Comercia,tes são, portanto,
aquelas 1essoas ca1a4es 5ue reali4am atos +e com-rcio
1ro3issio,alme,te com i,tuito +e lucro. São requisitos :
Re5uisitos 1ara ser Comercia,te e/ou Em1res8rio> 
• Ca1aci+a+e Jur0+ica - ter capacidade legal para contratar;
• Exercer atos de comércio;
• E7ecutar esse e7erc0cio EM (OME $R;$RIO (Comerciante Ìndividual);
• Fazer do comércio sua profissão habitual.
• Maiores de 21 anos - ausência de proibição legal
• Registrar o comércio na Junta Comercial;
$roibi2ão +e se tor,arem Comercia,tes I,+i*i+uais 
• os militares;
• os magistrados;
• os médicos, através das farmácias, drogarias e laboratórios farmacêuticos;
• os funcionários públicos;
• os falidos, enquanto não forem legalmente reabilitados;
• os auxiliares do comércio
• os proibidos legalmente 
 absolutame,te i,ca1a4es ÷ loucos de todo o gênero, surdos e
mudos que não conseguem se expressar, os ausentes declarados
judicialmente e os menores de 16 anos
 relati*ame,te i,ca1a4es ÷ pródigos, maiores de 16 e menores de 21
anos e os silvícolas
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Casos Es1eciais 
o Mulher casada Comerciante 
 Antes da promulgação da Lei 4121/62, a mulher era co,si+era+a
relati*ame,te i,ca1a4 1ara comerciar, necessitando assim da
autorização do marido para exercer o comércio. Atualmente, tanto o
homem quanto a mulher, quando casados, são responsáveis
(meeiros ÷ meação) pelos títulos de dívida contraídos.
 Se somente um dos cônjuges firma um compromisso de dívida,
mesmo que casado sob comunhão universal de bens, somente seus
bens é que responderão pela dívida e os bens comuns até o limite de
sua meação. É por isto que os bancos exigem a outorga uxória
quando realizam empréstimos;
 Outor)a u7?ria  consentimento da mulher para com as
dívidas do marido;
 Outor)a marital  consentimento do homem para com as
dívidas da mulher.
o Menor comerciante 
 De acordo com o Código Civil (em vigor) a maiori+a+e se +8 aos 2"
a,os. O homem só pode Ter comrcio se for maior de !" anos#
 Ema,ci1a2ão @ é a situação em que a pessoa menor de 21 anos
adquire capacidade jurídica, habilitando-o para todos os atos da vida
civil.
 Como obter a Emancipação 
 pela formatura em curso superior;
 pelo ingresso em serviço público efetivo;
 por autorização judicial se maior +e "A e me,or +e 2";
 pelo casamento
 por ato dos pais ou de quem estiver no exercício do
pátrio poder, se o me,or ti*er "A a,os (neste caso não
precisa homologação do juiz).
 Pelo estabelecimento civil ou comercial com economia
própria.
 Autori4a2ão  é decorrente do Pátrio Poder e não emancipa; pode
ser re*o)a+a a 5ual5uer tem1o; ela é restrita a uma única
finalidade, por exemplo, para o exercício do comércio. Pode ser
concedida pelo pai ou pela mãe, no exercício do pátrio poder.
 Sempre que no exercício do pátrio poder coidir os interesses dos
pais com os do !i"o# a requerimento deste ou do $inistério %&bico#
o jui' "e dará curador especia.
 Ema,ci1a2ão  tem caráter irre*o)8*el; - irrestrita, ampla
 Em se tratando de sociedades por cotas de responsabilidade limitada,
o STF é favorável à inclusão de menores na sociedade, sendo
seguido dos seguintes requisitos:
 O capital deve estar integralizado;
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Resumão Direito Comercial
 Ao menor não podem caber cargos de gerência ou
administração;
 O menor deve ser devidamente representado ou
assistido;
o $nterdito 
 No caso do comerciante ser interditado, seja por loucura, por
prodigalidade ou reclusão, o seu negócio comercial não poderá ser
gerenciado por outra pessoa, devendo assim, ser liquidado.
o %alido 
 Só poderá comerciar após sua reabilitação, ou seja, após o
cumprimento de todas as suas obrigações, sendo declarado pelo juiz.
 Havendo condenação pelo crime 3alime,tar, o condenado só será
reabilitado após o +ecurso +e B CtrDs> a,os, (se a pena for de
detenção) ou de E Cci,co> a,os (se a pena for de reclusão).
o %uncion&rio '()lico e Militares na *tiva 
 Só pode participar de sociedades como acionista, quotista ou sócio
comanditário, não podendo em qualquer caso, Ter função de gerência
ou direção.
Co,se5FD,cias +a *iola2ão
+a $roibi2ão +e Comerciar  o ato praticado pelo 1roibi+o +e comerciar é <&LIDO, já
que o mesmo não é incapaz. Mas a pessoa que pratica o
ato, estando proibido de fazê-lo, será passível de punição
administrativa e contravenção Penal, podendo pegar de 15
dias a 3 meses de detenção.
 o 'roi)ido est& su+eito , %al-ncia;
 os estrangeiros domiciliados no Brasil podem ser comerciantes, com as
seguintes restrições em relação à segurança nacional;
 não podem se estabelecer em zonas de fronteira;
 não podem comercializar recursos minerais;
 não podem explorar jazidas minerais;
Caracter0sticas +o comercia,te 
 i,iciati*a @ cabe-lhe determinar o destino da empresa e o ritmo da
sua atividade;
 riscos @ a responsabilidade pelo negócio é exclusica dele
Ati*i+a+es 1r?1rias +o Em1res8rio Comercial 
 Atividade industrial ÷ destinada a produção de bens e serviços;
 Atividade intermediária - na circulação de bens;
 Atividade de transporte - terra, água e ar.
 Atividade bancária;
 Atividade seguradora;
Es1-cies +e Em1res8rio 
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Resumão Direito Comercial
• Em1res8rio Comercial I,+i*i+ual ! atualmente a firma individual é denominada
firma mercantil individual ou empresa individual. O Empresário Ìndividual é a
própria pessoa física, respondendo com seus bens pelas obrigações que assumir
em nome da empresa. Ele exerce o comércio em nome próprio.
• Em1res8rio Coleti*o @ são as sociedades comerciais ou empresa coletiva;
$er+a +a co,+i2ão +e Comercia,te 
 Morte @ os bens do "de cujus¨ são arrolados, podendo ser decretada
a falência do espólio (não tem personalidade jurídica);
 DesistD,cia <olu,t8ria ou aba,+o,o ÷ não se eximindo das
conseqüências;
 Re*o)a2ão +a Autori4a2ão - por que a concedeu;
 I,ter+i2ão ! loucos, pródigos e prisioneiros;
 GalD,ciaH
A)e,tes Au7iliares +o Com-rcio 
I @ Corretores Merca,tis  têm a função de aproximar os comerciantes, levando-os a
contratar entre si, sendo um deles comerciante. São
1roibi+os +e e7ercer o com-rcio em ,ome 1r?1rio. Não
há necessidade do corretor ser matriculado na junta
comercial.
 Proibidos de exercer a função de Corretor : os estra,)eiros% os
me,ores +e 2" a,os e os corretores +estitu0+os Ce,5ua,to ,ão
reabilita+os>H
II @ Leiloeiros  têm por função a *e,+a% me+ia,te o3erta 1Iblica, de mercadorias que
lhes são confiadas para este fim. São ,omea+os 1ela Ju,ta Comercial
(são comercia,tes) e +e*em ser matricula+os.
 Remuneração - através de comissão; em regra está estipulada em
contrato; caso seja ausente, será de 5 % sobre o valor de bens
móveis e 3 % sobre os bens imóveis.
 Proibidos de exercer a função : os 5ue ,ão 1o+em ser
comercia,tes% os +estitu0+os a,teriorme,te e os 3ali+os ,ão
reabilita+os.
 Os falidos rea)ilitados. quando condenados por crime
falimentar. são proi)idos. para sempre.
III @ Re1rese,ta,tes Comerciais  pessoa física ou jurídica, sem rela2ão +e em1re)o,
que +esem1e,ha% em car8ter ,ão e*e,tual, por
conta de uma ou mais pessoas, a me+ia2ão 1ara a
reali4a2ão +e ,e)?cios merca,tis, agenciando
propostas ou pedidos, para transmiti-los aos
representados, praticando ou não atos relacionados
com a execução dos negócios.
 as /u,tas ,ão aceitam o re)istro +os re1rese,ta,tes comerciais
pois consideram-nos de atividade civil;
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Resumão Direito Comercial
 Remuneração ÷ através de comissão;
 No caso de Rescisão sem justa causa ÷ o re1rese,ta,te ter8 +ireito
a uma i,+e,i4a2ão e ao a*iso 1r-*io#
ESTA'ELECIME(TO COMERCIAL CGU(DO DE COM9RCIO>
Co,ceito  O complexo de bens reunidos pelo comerciante para o desenvolvimento de sua
atividade comercial é o estabelecime,to comercial, que é sinônimo de 3u,+o
+e com-rcio ou a4ie,+a. Convém ressaltar que o estabelecimento comercial
não se confunde com o somatório de bens que o compõem.
Caracter0sticas 
 o im?*el ,ão 3a4 1arte +o estabelecime,to;
 O Estabelecime,to Comercial constitui uma universalidade de fato,
ou seja, um co,/u,to +e be,s% +esti,a+os a um 3im% 5ue se
ma,t-m u,i+os 1or *o,ta+e e +etermi,a2ão +o seu 1ro1riet8rio#
(tais bens, integram o Fundo de Comércio).
 O Gu,+o +e Com-rcio não se confunde com 1atrim=,io. Não
constitui todo o patrimônio do empresário; é apenas uma parcela
dele.
 O esta)elecimento comercial faz parte do patrim/nio da
empresa# os )ens do empres&rio não fazem parte do patrim/nio
do esta)elecimento0
Com1osi2ão +o Estabelecime,to Comercial  O estabelecimento comercial é
composto de bens corpóreos e
incorpóreos, sendo considerado um
bem móvel, sendo objeto de direitos e o
seu titular, sujeito de direitos.
 'e,s cor1?reos  cor1orali+a+e (ocupam espaço físico);
mobili+a+e (excluindo os bens imóveis); a1ti+ão (para a venda);
*alor 1atrimo,ial (lucro)
 Merca+orias% i,stala2Jes% m85ui,as e ute,s0lios#
 'e,s I,cor1?reos  não ocupam espaço físico;
 Ìdéias, marcas e patentes, conhecimento industrial,
direitos, contratos (especialmente o de Locação, que
protege o ponto)
 Cada bem que compõe o estabelecimento comercial possui categoria jurídica própria,
embora se integralizem, possuindo assim, uma proteção própria. Ex01 a 2ei de
2ocação protege o ponto# o direito industrial protege as marcas e patentes( o
direito civil e penal protegem os )ens corpóreos( E ) *+,E+-) C)$E,C+.L SE
%,E)C/%. E$ %,)-E0E, )S 1E2S +2C),%3,E)S.
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$rote2Jes +o Estabelecime,to Comercial 
• O direito civil e o penal tem normas pertinentes 6 1rote2ão +os be,s cor1?reosH
• o direito industrial tutela a 1ro1rie+a+e +a marca% i,*e,2Jes e etc..;
• a lei de Locações 1rote)e o 1o,to e71lora+o 1elo comercia,te.
• O +ireito comercial se preocupa com a tutela +os be,s i,cor1?reos.
Alie,a2ão +o Estabelecime,to Comercial  A alienação do estabelecimento
comercial est8 su/eita 6 obser*K,cia
+e cautelas es1ec03icas, criadas para
asse)urar os i,teresses +os
cre+ores.
 A Lei estabelece portanto, algumas condições para que se possa vender o fundo de
comércio:
 $a)ar to+os os cre+ores ou
 obter deles o co,se,time,to e71resso ou t8cito,
T8cito  decorre do silêncio dos credores após 30 dias
de sua notificação, judicial ou extrajudicial
(Não é aceita a anuência tácita dos credores
se o comerciante pediu concordata ou ainda
ficar com bens suficiente para paga-los) .
 Caso não cumpra estas condiç3es poderá ter a sua fal-ncia
decretada e a alienação tida como ineficaz
 Caso não haja 1actua2ão sobre o 1assi*o, fica entendido que o
com1ra+or ,ão suce+e o alie,a,te, não podendo os credores
responsabiliza-lo, exceto quantos aos créditos:
a) cre+ores trabalhistas - responsabilidade subsidiária;
b) cre+or tribut8rio - responsabilidade subsidiária ou integral
do adquirente
c) salvo disposição contratual específica, neste caso a
cláusula de transferência do passivo ,ão libera o
alie,a,te, que poderá ser +ema,+a+o 1elo cre+or,
cabendo-lhe então o direito de re)resso co,tra o seu
sucessor#
Obs#. A cláusula de ,ão restabelecime,to é implícita em qualquer contrato
de alienação de estabelecimento comercial. Quer dizer: o alienante.
presume4se. não poder& esta)elecer4se. na mesma praça. em
id-ntico ramo de atividade comercial. em curto espaço de tempo.
salvo autorização expressa no contrato.
$o,to Comercial  O L1o,toL é o local específico em que o comerciante se encontra,
nele se estabelecendo. Em sendo locado rege-se pela Lei do
Ìnquilinato. O Ponto Comercial pode surgir de 2 situações:
 da locali4a2ão +a 1ro1rie+a+e imóvel do empresário (1ro1rie+a+e
e 1osse);
 do co,trato +e loca2ão +o im?*el pertencente a terceiro.
 2este caso o ponto não se con!unde com a propriedade#
constituindo um bem incorp4reo do estabeecimento(
Re5uisitos +a Loca2ão em1resarial  Para ser considerada empresarial a locação
deverá satisfazer os seguintes requisitos:
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Resumão Direito Comercial
a) Co,trato 1or escrito e tem1o +etermi,a+o
b) o locat8rio +e*e ser comercia,te ou socie+a+e ci*il com 3i,s
lucrati*osH
c) 1ra4o +e loca2ão +e ,o m0,imo E a,os i,i,terru1tos (aceita-se
a soma de prazos, inclusive dos sucessores)
 Obs#.
 Se a locação abranger o fundo de comércio, o locador poderá
retomar o imóvel para nele e71lorar a ati*i+a+e eco,=mica
i+D,tica ao +o locat8rio, sem o i,+e,i4ar 1ela 1er+a +o 1o,to#
 Se for o locat8rio 5ue criou o 1o,to, nele investindo dinheiro e
trabalho, a retomada do im?*el 1elo loca+or 1ara a e71lora2ão +o
mesmo ramo eco,=mico estaria se configurando notório
enriquecimento ilícito, sendo assim, imperiosa a correspondente
i,+e,i4a2ão.
o Logo, o 1o,to comercial ,ão se co,3u,+e com os +emais be,s +o
estabelecime,to, pois se o locatário retirar todos os bens por ele
instalados, o ponto para os consumidores permanecerá.
Re,o*a2ão +o Co,trato +e Loca2ão  Nas locações de imóveis destinados ao
comércio, o locatário terá direito à renovação
do contrato, por igual prazo, desde que,
cumulati*ame,te:
a) o Co,trato a re,o*ar% tenha sido celebrado 1or escrito e com prazo
+etermi,a+o
b) o 1ra4o m0,imo +o co,trato a re,o*ar ou a soma dos prazos
ininterruptos dos contratos escritos seja de E a,os;
c) o locat8rio este/a e71lora,+o seu com-rcio, no mesmo ramo, pelo
prazo mínimo e ininterrupto de B a,os
o Nos termos da Lei, o locat8rio 1o+e, nestes casos, 1e+ir /u+icialme,te a
re,o*a2ão +o co,trato +e alu)uel. A ação judicial cabível é chamada
renovatória e deve ser a3ora+a e,tre " a,o e M meses a,tes +o t-rmi,o
+o co,trato a re,o*ar, sob pena de decadência do direito.
De3esa +o $o,to Comercial  O locatário empresário defenderá o seu ponto comercial por
meio de uma ação própria (a2ão re,o*at?ria) para obter
/u+icialme,te a re,o*a2ão, caso a mesma não seja
amigável. Neste caso ingressará com a ação, requerendo a
citação do proprietário, que terá 3 caminhos:
 aceita a re,o*a2ão;
 aceita a re,o*a2ão mas im1u),a as co,+i2Jes 1e+i+as 1elo
locat8rio (1ra4o e *alor)
 co,testa a a2ão, requerendo sua retoma+a (e7ce2ão +e retoma+a
com si,ceri+a+e)
Direito +e I,+e,i4a2ão
+o Locat8rio  O locatário terá direito à i,+e,i4a2ão para ressarcime,to +os
1re/u04os e +os lucros cessa,tes que tiver que arcar com
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Resumão Direito Comercial
mudança, perda do lugar e desvalorização do fundo de comércio,
se a re,o*a2ão ,ão ocorrer em ra4ão +e 1ro1osta +e terceiro,
em melhores condições, ou se o locador, no 1ra4o +e trDs meses
+a e,tre)a +o im?*el, não +er o +esti,o ale)a+o ou ,ão i,iciar
as obras +etermi,a+as 1elo $o+er $Iblico ou 5ue +eclarou
1rete,+er reali4ar.
I,+e,i4a2ão +o $o,to Comercial  Há casos onde o comercia,te não poderá exercer o
direito de inerência, quando então deverá ser
i,+e,i4a+o 1elo *alor 5ue acresceu ao bem.
o O loca+or ,ão estar8 obri)a+o a re,o*ar o co,trato se:
 Ì - 1or +etermi,a2ão +o $o+er $Iblico, tiver que realizar no imóvel,
obras que importarem na sua radical transformação; ou para fazer
modificações de tal natureza que aumente o valor do negócio ou da
propriedade;
 ÌÌ - o im?*el *ier a ser utili4a+o 1or ele 1r?1rio ou para
tra,s3erD,cia +e 3u,+o +e com-rcio e7iste,te h8 mais +e um
a,o, sendo detentor da maioria do capital o locador, seu cônjuge,
ascendente ou descendente.
 Nesta hipótese, o imóvel não poderá ser destinado ao uso do
mesmo ramo do locatário, salvo se a locação também envolvia
o fundo de comércio, com as instalações e pertences.
 Nas locações de espaço em s"oppin5 centers , o locador não
poderá recusar a renovação do contrato com fundamento no
inciso ÌÌ .
o O loca+or 1o+e retomar sua 1ro1rie+a+e nos seguintes casos:
a. i,su3iciD,cia +a 1ro1osta +e re,o*a2ão - a jurisprudência tem
aceitado a renovação por valor de aluguel determinado em perícia;
b. 1ro1osta melhor +e terceiro - cabendo indenização ao locatário;
c. re3orma substa,cial ,o 1r-+io loca+o - se o início das obras
retardar por mais de 3 meses, contados da desocupação;
d. Pedindo o proprietário para uso próprio ou de ascendente,
descendente, cônjuge, titulares de estabelecimentos comerciais há
mais de 1 ano, se o locador explorar no imóvel a mesma atividade
exercida pelo locatário e
e. transferência de estabelecimento comercial.
Loca2ão em Sho11i,) Ce,ter  O Shopping Center é diferenciado dos demais
empreendimentos imobiliários na medida em que é
organizado com intuito de haver a distribuição da
oferta de produtos e serviços centralizados em seu
complexo ( te,a,t mi7 ) e, em decorrência disto, o
+ireito +e i,erD,cia +o lo/ista não pode implicar o
es*a4iame,to +o +ireito +e 1ro1rie+a+e +o
em1ree,+e+or +o Sho11i,) quando este não
puder organizar plenamente o te,a,t mi7.
12
Resumão Direito Comercial
O co,trato +e loca2ão tem caracter0sticas basta,te 1eculiares 
 +es+obra+o em 1arcelas 3i7as, reajustáveis de acordo com índice,
e a periodicidade definidos no instrumento contratual,
 em 1arcelas *ari8*eis, geralmente um 1erce,tual +o 3aturame,to
obtido pelo locatário no estabelecimento locado.
 A lei proíbe a cobrança de despesas extraordinárias de condomínio e
os gastos com obras ou substituições, bem como as despesas não
previstas em orçamento prévio.
Direitos +os Comercia,tes 
- Requerer autofalência
- Requerer concordata suspensiva ou preventiva
- Usar a força probante de seus próprios livros
Obri)a2Jes a to+os os comercia,tes. São obrigações dos comerciantes ma,ter a
co,tabili+a+e e ar5ui*o co,3orme 1rescrito
,o art#"0 +o C?+i)o Comercial. Decorrem
daí as obrigações de :
a) contabilidade em ordem e livros respectivos;
b) registrar documentos exigidos pela lei no Registro de Comércio
num prazo de quinze dias;
c) conservar a documentação;
d) formar balanço anual registrando ativos e passivos;
e) Ìdentificação através do nome comercial
f) Abertura dos livros necessários e escrituração
 Os 1e5ue,os comercia,tes estão ise,tos +e escritura2ão. São
assim classificados os comercia,tes i,+i*i+uais, com tra)alho
próprio ou da família, capital menor que 56 7al&rios Mínimos e
faturamento anual menor que !66 7al&rios Mínimos
• Aos COMERCÌANTES ÌRREGULARES são aplicadas as seguintes restrições:
a) 8ão tem legitimidade para pedir a fal-ncia de seu devedor, embora possa
sofrer fal-ncia9autofal-ncia#
b) não pode autenticar seus livros comerciais, não poderá portanto se valer da
eficácia probatória conferida pela legislação processual;
c) 8ão tem legitimidade para pedir concordata. preventiva ou suspensiva, a
não ser que seja comerciante individual com passivo quirografário inferior a 100
SM;
d) não pode entrar em licitaç3es (Tomada de preços, concorrência)
e) não pode se inscrever nos cadastros fiscais (CGC, CCM e etc...), com as
conseqüências advindas das sanções tributárias;
f) não tem matrícula no $877; e
g) RESPONSABÌLÌDADE ÌLÌMÌTADA DOS SÓCÌOS.
LI<ROS
Classi3ica2ão. Os livros podem ser O'RI:AT;RIOS (Livro Diário; Registro de
Duplicatas, se o comerciante as emitir; Registro de Empregados; Livro
de Registro de Ìnventário; Registro de Compras ou Entradas de
Mercadorias) ou GACULTATI<OS.
13
Resumão Direito Comercial
Re5uisitos +os Li*ros Comerciais. Os livros, devem atender aos re5uisitos i,tr0,secos
(relativos à técnica contábil: contínua, cronológica e
exata; expressos no idioma e moeda nacionais e
corrente; ausência de borrões ou rasuras, bem como,
de espaços em branco ou entrelinhas) e e7tr0,secos
(segurança: Termo abertura/encerramento; Páginas
numeradas, seladas e rubricadas por membros da
Junta Comercial; Autenticação na junta comercial e
Encadernação).
Gor2a 1roba,te +os li*ros 3iscais. Os livros 3a4em 1le,a 1ro*a, quando re*esti+os
+as 3ormali+a+es le)ais i,tr0,secas e e7tr0,secas
e em "armonia uns com os outros:
:ara,tia +os Li*ros. O livros são protegidos, gozando de sigilo e somente podem ser
examinados nos seguintes casos:
a) pelo FÌSCO, para fiscalização de selos, imposto de
consumo e renda;
b) na falência e concordata;
c) em Ação judicial, limitada às transações entre os
litigantes;
d) Determinada pelo juiz, a requerimento da parte, nos
casos de liquidação de sociedades, sucessão por
morte de sócio ou por solicitação de 5% dos sócios
(só S/A).
A Irre)ulari+a+e +os Li*ros. Como conseqüências da irregularidade dos livros temos:
- na órbita civil:
a) impedimento de promoção de ação para verificação
de contas e pedido de falência do devedor;
b) proibição do uso dos livros como prova a seu favor;
c) impedimento de pedir concordata e
d) presunção de verdade dos fatos alegados pelo
requerente sobre circunstâncias que os livros fariam
provas
- na órbita penal :
- Fraudulenta a Falência  crime 3alime,tar.
"#"# (OME COMERCIAL
Co,ceito. É aquele com que o comerciante Pessoa Física / Pessoa Jurídica se apresenta
no comércio. Possui a função de identificar o sujeito, diferentemente da marca
que identifica o produto ou o serviço.
 exerce uma função importante no mercado, pois irá identificar a
reputação do empresário, ou sua má fama
(ome Comercial N T0tulo +o Estabelecime,to.
14
Resumão Direito Comercial
 Não se confunde o nome comercial com a marca do produto ou título do
estabelecimento, o ponto comercial. Enquanto o nome empresarial identifica o
su+eito que exerce o comrcio (o comerciante), a marca identifica o produto e o
título do esta)elecimento o ponto comercial. Ex.: /m comerciante pode c"amar-
se Comércio e +nd. .nt6nio Siva Cia. Ltda# ser tituar da marca .vorada e seu
estabeecimento denominar-se 1eco das Loucuras.
Es1-cies. O Direito contempla 3 espécies de nome comercial de acordo com o grau de
responsabilidade assumida pelo comerciante perante terceiros: Girma
I,+i*i+ual% Ra4ão Social ou Girma Comercial e De,omi,a2ão.

Girma I,+i*i+ual: Formada com o nome pessoal do comerciante. A
RESPONSABÌLÌDADE É SEMPRE ILIMITADA. Lembre-se que o
comerciante individual não pode usar nome !antasia, somente o pr4prio
nome acrescido ou não de paavra identi!icadora da pro!issão (E x.: 7.
$artins ,eojoeiro).
Girma ou Ra4ão Social: Em se tratando de uma sociedade de responsabilidade ilimitada,
assumida subsidiariamente, a firma é o patronímico (nome ou
prenome - parte dele ) de um ou mais sócios, acrescido ou não de
"e com1a,hia " no caso de sociedades.
 Havendo mais de um sócio pode ser usado "e O Cia", mas, como
regra geral, o nome que está explícito e é de sócio que responde
ilimitadamente pelas obrigações da PJ. No caso de cessão de
estabelecimento comercial o adquirente pode usar a declaração
"sucessor +e ###L#
 * firma alm da identidade do comerciante tam)m a
sua assinatura0
De,omi,a2ão. para os casos de res1o,sabili+a+e limita+a +e to+os os s?cios. O
nome societário não apresenta o nome dos membros da sociedade, mas
uma outra expressão qualquer de fantasia, indicando o ramo de atividade
(Ex.: S... ou Compan"ia para sociedades an6nimas e L-*. para
sociedade por quotas ).
Re5uisitos 1ara a 3orma2ão +o (ome Comercial.
! <eraci+a+e ! proíbe a adoção de nome que veicule informação falsa sobre o
empresário;
! (o*i+a+e ! impede a adoção de nome igual ou semelhante ao do empresário
 A finalidade da obediência a estes requisitos é para proibir a
concorrência desleal e também proteger a reputação dos
empresários
Re)ras 1ara uso +o ,ome comercial.
- Só podem usar a denominação  Sociedade Anônima (seguida da expressão
"sociedade anônima" por extenso ou abreviada, ou
iniciada/mediada com a expressão "companhia", por
extenso ou abreviada).
- Só podem usar a firma ou Razão  Comerciante individual (razão individual): deve ter o
nome comercial baseada em seu nome civil;
Sociedade em Nome Coletivo; Sociedade em
15
Resumão Direito Comercial
Comandita Simples (constando o nome civil de
sócio(s) comanditados); Sociedade de Capital e
Ìndústria (só constando o nome civil do sócio
capitalista)
- Podem usar as duas  Sociedade por cotas de responsabilidade Ltda. (sempre
seguida da expressão "limitada" por extenso ou abreviada);
Sociedade em comandita por ações (seguida pela locução
"comandita por ações". Se usar firma só poderá aproveitar o
nome civil dos sócios ou gerentes que respondem
ilimitadamente).
$rote2ão ao (ome Comercial. A proteção do Direito visa preservar dois interesses:
Crédito e Clientela. As obrigações da empresa devem ser
tomadas pelo nome comercial.
 Realiza-se no âmbito das juntas comerciais, com exceção das
sociedades anônimas, e nelas haverá um livro especial para este fim
e decorre automaticamente do arquivamento dos atos constitutivos.
 O titular de um nome tem direito à exclusividade. Caso de
identidade/semelhança de nome comercial o comerciante que
primeiro haja feito uso, pode obrigar o outro a acrescentar ou
modificar de forma total o nome, até que exista distinção.
 A identidade/semelhança diz respeito apenas ao núcleo do nome
comercial, aquela que é conhecida pela praça. No Direito Penal, a
usurpação de nome comercial é crime.
Altera2ão +o (ome Comercial. Pode ser:
"> Altera2ão *olu,t8ria: Livremente, pela vontade dos sócios com +50% do
Capital Social, respeitando-se as regras de formação
dos nomes.
2> Altera2ão obri)at?ria.
Em relação à Firma ou Razão Social 
a) retira+a% e7clusão ou morte +e s?cio cu/o ,ome ci*il co,sta +a
3irma. Enquanto não se proceder a alteração, o ex-sócio ou o espólio
respondem pelas obrigações.
b) Altera2Jes +a cate)oria +e s?cio, nas mesmas condições do item
anterior
c) Alie,a2ão +a Girma: S4 pode aienar a 8irma junto com
estabeecimento. Neste caso, o adquirente deverá modificar o nome da
Firma. Poderá manter o nome da Firma anterior, ao final do seu, pelo
acréscimo de sucessor de
Em relação à Firma e à Denominação 
a) Tra,s3orma2ão +o ti1o societ8rio, sob pena de ineficácia da
transformação
b) Lesão a +ireito +e outro comercia,te, pois o titular de um nome
empresarial tem o direito à exclusividade de uso, sendo que a
identidade ou semelhança DÌZ RESPEÌTO AO NÚCLEO DO
NOME EMPRESARÌAL.
E7ti,2ão +a Girma. A extinção da firma só ocorre cessa,+o o e7erc0cio +o com-rcio
ou em caso +e +issolu2ão e li5ui+a2ão.
16
Resumão Direito Comercial
Das Microem1resas
 As Microem1resas e as Em1resas +e $e5ue,o $orte ÷ E$$ possuem certas
facilidades, tais como:
 a simplificação da escrita contábil e documentos fiscais
 a eliminação de certas exigências burocráticas na área trabalhista e
providenciaria;
 e facilidade de acesso ao crédito.
 Aditam ao final de seu nome as letras ME ou E$$
E,5ua+rame,to. são consideradas microem1resas% em1resas +e 1e5ue,o 1orte ou
em1resas, de acordo com seu faturamento bruto anual:
! at- RP 2QQ#000 ! Microem1resa
! +e RP 2QQ#"00 at- RP "#200#000 ! Em1resa +e $e5ue,o $orte @ E$$
! acima +e RP "#200#"00 ! Em1resa (ormal
Di3ere,2as e,tre (ome Comercial e Marca 
CARACTERRSTICAS (OME COMERCIAL MARCA
I+e,ti3ica2ão SUJEÌTO PRODUTO ou SERVÌÇO
;r)ão +e Re)istro Junta Comercial ÌNPÌ
Am1litu+e +a $rote2ão Nível Estadual Todo o País
Tutela a ser 1rote)i+a
Ìndepende do Ramo
Comercial
Limitada aos produtos ou
serviços
$ra4o +e Dura2ão ÌNDETERMÌNADO 10 anos
"#2# COMERCIA(TE I(DI<IDUAL
Re5uisitos 1ara ser Comercia,te I,+i*i+ual 
• Ca1aci+a+e Jur0+ica - ter capacidade legal para contratar;
• Exercer atos de comércio;
• E7ecutar esse e7erc0cio EM (OME $R;$RIO
• Fazer do comércio sua profissão habitual.
• Maiores de 21 anos - ausência de proibição legal
• Registrar o comércio na Junta Comercial;
$roibi2ão +e se tor,arem Comercia,tes I,+i*i+uais 
• os militares;
• os magistrados;
• os médicos, através das farmácias, drogarias e laboratórios farmacêuticos;
• os funcionários públicos;
• os falidos, enquanto não forem legalmente reabilitados;
17
Resumão Direito Comercial
• os auxiliares do comércio
• os proibidos legalmente 
 absolutame,te i,ca1a4es ÷ loucos de todo o gênero, surdos e
mudos que não conseguem se expressar, os ausentes declarados
judicialmente e os menores de 16 anos
 relati*ame,te i,ca1a4es ÷ pródigos, maiores de 16 e menores de 21
anos e os silvícolas
(ome. 7ó usa firma ou razão individual
Res1o,sabili+a+e. ILIMITADA
$eculiari+a+e. (O 9 $ESSOA JURRDICA# (O 9 SOCIEDADE
"#B# SOCIEDADES COMERCIAIS
Co,ceito  é um CONTRATO mediante o qual duas ou mais pessoas se o)rigam a
prestar contri)uição para o fundo social destinado ao exercício do
comrcio, com a intenção de partilhar os lucros entre si.
 A sociedade comercial pode ser conceituada como sendo a 1essoa
/ur0+ica +e +ireito 1ri*a+o ,ão estatal% 5ue tem 1or ob/eto social
a e71lora2ão +e ati*i+a+e comercial ou a 3orma +e socie+a+e 1or
a2Jes.
Di3ere,2a e,tre socie+a+e Comercial e socie+a+e Ci*il 
é o O'JETO (atividade empresarial) e não a GI(ALIDADE (lucrativa, presente em ambas)
A personalização das sociedades comerciais gera três conseqüências:
I# titulari+a+e ,e)ocial ! (obri5aciona) quando realiza negócios +urídicos
(compra e venda, etc), assumindo um dos pólos
da relação#
II# titulari+a+e 1rocessual - possui legitimidade para demandar e ser
demandada#

III# res1o,sabili+a+e 1atrimo,ial ! tem patrim/nio próprio; inconfundível e
incomunic&vel com o patrim/nio individual
de cada sócio. A sociedade responderá com
seu patrimônio pelas obrigações que assumir
(Princípio da Autonomia Patrimonial)
• a socie+a+e irre)ular ou +e 3ato NÃO 1ossui 1erso,ali+a+e /ur0+ica, a
responsabilidade dos sócios será ilimitada e solidária.
Co,stitui2ão +as Socie+a+es Co,tratuais
Ato co,stituti*o  O co,trato social poderá ser escrito ou oral, sendo que a prova
de uma sociedade contratada oramente s4 poderá bene!iciar os
não s4cios.
• Poderá ser feito 1or i,strume,to 1Iblico, sendo que esta hi1?tese - obri)at?ria
no caso de sociedade que !a9a parte s4cio que não saiba ou não possa assinar.
18
Resumão Direito Comercial
• As 1ri,ci1ais cl8usulas co,tratuais (essenciais) que o Co,trato Social, seja
público ou particular, deve conter:
- Nome, naturalidade e domicílio dos sócios;
- O nome pelo qual a sociedade há de ser conhecida;
- Os nomes dos sócios que podem usar da firma social ou gerir em nome
da sociedade; na falta desta. entende4se que todos podem ;
- A atividade a ser explorada comercialmente;
- Total das cotas com que cada um dos sócios entra para o capital
- A responsabilidade dos sócios, com a escolha do tipo societário.
- Nomeação do administrador (gerente);
- Sede e foro;
São altera2Jes co,tratuais que necessitam de UNANÌMÌDADE :
a) alteração do objeto social;
b) cessão de cotas sociais de sociedades de pessoas;
c) transformação da sociedade, salvo previsão contratual, sendo
assegurado aos discordantes o direito de retirada;
d) prorrogação do prazo de duração da sociedade;
e) dissolução consensual parcial;
f) temas determinados por cláusulas previstas no contrato social.
$erso,ali+a+e Jur0+ica  A 1erso,ali+a+e /ur0+ica é alcançada quando do re)istro
+o estatuto em cart?rio para as socie+a+es ci*is ou pelo
re)istro +o co,trato ,a Ju,ta Comercial quando
socie+a+es comerciais.
CLASSIGICASO DAS SOCIEDADES COMERCIAIS 
a> Tua,to 6 1essoa +os s?cios.
SOCÌEDADES DE PESSOAS: As socie+a+es +e 1essoas são aquelas em que as
5uali+a+es 1essoais +os s?cios são im1resci,+0*eis,
são mais im1orta,tes 1ara a e7istD,cia +a socie+a+e do
que a contribuição material por eles prestada.
 Em geral, estas sociedades cercam-se de menor formalismo
constituindo-se por meio de contratos particulares;
 São desta categoria: a socie+a+e em ,ome coleti*o, socie+a+e
em co,ta +e 1artici1a2ão, socie+a+es 1or cotas +e
res1o,sabili+a+e limita+a e socie+a+e em coma,+ita sim1les;
 As cotas deste tipo de sociedades são im1e,hor8*eis 1or +i*i+a
1articular +os s?cios, já que se arrematadas ou adjudicadas,
passará o adquirente a ser sócio da sociedade e interferirá nos
interesses dos demais sócios;
 Em caso de morte +e um +os s?cios, poderá acarretar a
+issolu2ão 1arcial +a socie+a+e (caso os sócios não concordem
com a entrada de um novo sócio);
19
Resumão Direito Comercial
 O sucessor, herdeiro ou cônjuge sobrevivente, passa à
condição de sócio, desde que com a concordância dos
demais sócios.
 Não havendo concordância, opera-se a dissolução
parcial da sociedade.
SOCÌEDADES DE CAPÌTAL: Quanto às socie+a+es +e ca1ital, o i,teresse ,estas
resi+e, não nas qualidades pessoais dos sócios, mas ,o
5ua,to ca+a um 1artici1a ,o ca1ital social +a em1resa.
O que im1orta 1ara a socie+a+e é a co,tribui2ão
material 1resta+a 1elos s?cios e não a sua
i,+i*i+uali4a2ão#
 A sua característica fundamental é o rigor legal para sua existência
devendo as mesmas se sujeitarem a uma série de requisitos
impostergáveis.
 Vige nelas o princípio da livre circulação da participação societária
 Os acionistas (sócios) não podem impedir o ingresso de outras
pessoas ao quadro social;
 Em se tratando das sociedades de capital, destacam-se: socie+a+es
em coma,+ita 1or a2Jes e socie+a+e a,=,ima
SOCÌEDADES HÍBRÌDAS OU MÌSTAS: As sociedades mistas *alori4am ta,to as
5uali+a+es 1essoais dos sócios, 5ua,to o
ca1ital 5ue os mesmos tra4em a socie+a+e.
 Quanto à sociedade mista, cita-se o exemplo da socie+a+e +e
ca1ital e i,+Istria#
b> Tua,to ao re)ime +e co,stitui2ão e +issolu2ão em .
SOCÌEDADES CONTRATUAÌS: o ato co,stituti*o - o co,trato social, realizado
entre os sócios e devidamente registrado na Junta
Comercial.
 para sua +issolu2ão e7istem outras causas al-m +a *o,ta+e +a
maioriaH
 os her+eiros do sócio que faleceu e,tram ,a socie+a+e se assim o
5uiseremH
 cita-se o exemplo das socie+a+es +e 1essoas e cotas limita+a.
SOCÌEDADES ÌNSTÌTUCÌONAÌS: o seu instrumento disciplinar das relaç3es
sociais é o Estatuto Social.
 os her+eiros do sócio que faleceu, NECESSARÌAMENTE 1assam a
i,te)rar o 5ua+ro +e acio,istasH
20
Resumão Direito Comercial

 são deste tipo a socie+a+e a,=,ima e a coma,+ita 1or a2Jes.
c> Tua,to 6 res1o,sabili+a+e +os s?cios em.
SOCÌEDADE ÌLÌMÌTADA: Os sócios respondem ILIMITADAME(TE e
SOLIDARIAME(TE pelas obrigações sociais. Neste caso,
revela-se a chamada sociedade solidária, pois todos os
sócios obrigam-se perante terceiros com os seus
patrimônios pessoais.
 Desta classe temos a socie+a+e em ,ome coleti*o;
SOCÌEDADE LÌMÌTADA: A responsabilidade do sócio é LIMITADA e SU'SIDI&RIA
ao tota do capita socia não inte5rai'ado que ele
subscre*eu#
 Quando um sócio ingressa numa sociedade comercial ele deve
contribuir para os fundos sociais. Ao prometer pagar determinada
quantia, o s?cio est8 subscre*e,+o uma parte do capital social. Na
medida em que for pagando o que subscreveu, diz-se que ele est8
i,te)rali4a,+o a sua 1artici1a2ão societ8ria.
 São desta categoria a socie+a+e 1or cotas +e res1o,sabili+a+e
limita+a e a socie+a+e a,=,ima.
SOCÌEDADE MÌSTA: Há tanto um como outro tipo de sócio, isto é, uma parte dos
sócios têm responsabilidade limita+a e subsi+i8ria , a outra parte
ilimita+a e soli+8ria .
 São exemplos: a coma,+ita sim1les, ca1ital e i,+Istria,
coma,+ita 1or a2Jes.
"#B#"# DIREITOS% DE<ERES E RES$O(SA'ILIDADES DOS S;CIOS
 A res1o,sabili+a+e +os s?cios É SEMPRE subsi+i8ria em rela2ão 6s +a
socie+a+e, no sentido de que se se)ue 6 res1o,sabili+a+e +a 1r?1ria socie+a+e.
 Es)ota+as as 3or2as +o 1atrim=,io social é que se poderá 1e,sar em e7ecutar o
1atrim=,io 1articular +o s?cio 1or sal+os i,e7iste,tes ,o 1assi*o +a socie+a+e.
Os sócios respondem, pelas obrigações sociais, sempre de modo subsidiário, mas
limitada ou ilimitadamente.
 *esta !orma em a5uns tipos de sociedade os credores poderão saciar seus créditos
até a tota satis!a9ão# enquanto suportarem os patrim6nios particuares dos s4cios. Em
outras sociedades, os credores somente poderão alcançar dos patrimônios
particulares um determinado limite, além do qual o respectivo saldo será perda que
deverão suportar.
 O sócio da sociedade limitada e o sócio comanditário da sociedade em comandita
simples respondem pelas obrigações sociais até o total do capital social não
integralizado, mesmo que um sócio já tenha integralizado totalmente a sua parte
21
Resumão Direito Comercial
poderá ser responsabilizado pelas obrigações sociais dentro do limite que o seu sócio
não integralizou, tendo o direito de ação de regresso.
 É preciso salientar que independentemente da espécie de sociedade, os s?cios
a+mi,istra+ores% e,5ua,to +iri)e,tes +a em1resa, respondem ILIMITADAME(TE
$ELAS O'RI:ASUES CO(TRARDAS quando constatar-se a negligência ou má fé
dos mesmos em suas gestões.
"#B#2# ADMI(ISTRASO E :ERV(CIA
S?cio +e Socie+a+e Co,tratual
 A natureza jurídica do sócio é sui 5eneris pois não é propriet&rio e nem credor da
sociedade, sendo um composto de o)rigaç3es e direitos que a lei, e por vezes, o
contrato social lhe reserva.
Obri)a2Jes. a formação do capital social e perdas sociais at o limite de sua
responsa)ilidade0
S?cio LRemissoL. é o sócio 5ue ,ão cum1re com a sua obri)a2ão +e co,tribuir
1ara o ca1ital social e os demais sócios poderão optar entre
cobrar judicialmente o remisso ou exclui-lo da sociedade.
Direitos.
a> 1artici1a2ão ,os resulta+os sociais. os lucros da sociedade podem ter um
dos seguintes destinos: ca1itali4a2ão,
co,stitui2ão +e reser*a ou
+istribui2ão e,tre os s?ciosH
b> a+mi,istra2ão +a socie+a+e. tendo direito de i,ter*ir ,a a+mi,istra2ão,
escolha +e )ere,tes e +e3i,i2ão +e
estrat-)iasH
c> 3iscali4a2ão +a )erD,cia. podendo e7ami,ar, a qualquer tempo ou conforme
estipulado no contrato social, os li*ros%
+ocume,tos% e a 1resta2ão +e co,tas aos s?cios
1elo )ere,te;
+> +ireito +e retira+a. recebe,+o +o 1atrim=,io l05ui+o da sociedade a 1arte
e5ui*ale,te 6 sua cota# Cpr4 : abore>
"#Q# RE:ISTRO DE EM$RESAS MERCA(TIS
 O co,trato +e socie+a+e é um co,trato 1lurilateral, no qual convergem as
vontades dos contratantes para alcançar um o)+etivo em comum.
 Somente o re)istro% ,o ?r)ão a1ro1ria+o (Junta Comercial), quando do
arquivamento da escritura pública ou particular, contendo todas as cláusulas pelas
22
Resumão Direito Comercial
quais a sociedade será regida. que d& início , personalidade +urídica da
sociedade comercial
Re5uisitos +e <ali+a+e +o co,trato societ8rio 
 São requisitos de validade do contrato social, sem os quais a sociedade será dita
inválida, retroativamente, por ato Judicial, face à inobservância de um requisito de
validade:
a> Re5uisitos :e,-ricos. Su/eito Ca1a4, ob/eto l0cito e 1oss0*el e 3orma
1re*ista ou ,ão +e3esa em leiH
b> Re5uisitos Es1ec03icos. Contribuição de cada um dos sócios na formação do
capital social; Participação de cada sócio nos
lucros/prejuízos, não sendo admitida cláusula
leonina, a qual torna nula a sociedade
 O fim da personalização da sociedade comercial se dá com o processo de
ENTI(SO% também conhecido como DISSOLUSO latu sensu, que compreende as
seguintes fases:
a> +issolu2ão stritu sensu. ato ab-rogatório da constituição da sociedade
(iniciativa dos sócios);
b> li5ui+a2ão. que é a realização do ativo e pagamento do passivo;
c> 1artilha. que é feita entre os sócios.
SOCIEDADES EM$RESARIAIS DO C;DI:O COMERCIAL
Socie+a+e. contrato celebrado entre pessoas que mutuamente se obrigam a combinar seus
esforços ou recursos para alcançar fins comuns.
SOCIEDADES CI<IS 7 SOCIEDADES COMERCIAIS
 Disti,)Fem!se 1elo ob/eto. se este for comercial, a sociedade será mercantil; caso
contrário, será civil.
Ob/eto Comercial. aquela atividade que se for exercida por uma pessoa natural
ca1a4, em caráter habitual, torná-la-á comercia,te#
RES$O(SA'ILIDADE DOS S;CIOS $ELOS D9'ITOS SOCIAIS
Wi1?tese :eral. Os sócios A% '% C e D constituíram uma sociedade, na qual tem-se a
seguinte situação:
S?cio Ca1ital Subscrito Ca1ital I,te)rali4a+o
A Q00#000 B00#000
' B00#000 200#000
C 200#000 "00#000
D "00#000 "00#000
TOTAL "#000#000 X00#000
• Suponhamos que a sociedade faliu; depois de realizar todo o seu ativo (vendendo
tudo o que tinha e recebendo todos os seus créditos), pagou seus credores
restando ainda um débito de $ 2.000.000.
23
Resumão Direito Comercial
• A sociedade ao cobrar seus créditos poderia exigir também que os sócios
integralizassem sua quotas; todavia, supondo que não o tivesse feito, qual seria a
RES$O(SA'ILIDADE dos sócios nos diferentes tipos societários ?

"#E# SOCIEDADE $OR COTAS DE RES$O(SA'ILIDADE LIMITADA
! (ome. Pode ser 3irma/ra4ão social ou +e,omi,a2ão, acrescida da
palavra limita+a/Lt+a. Ex: Siva ; $edeiros Ltda.( Siva ; Cia
Ltda.( Siva# $edeiros ; Cia Ltda. ou Carro 8ei'# Lava-7ato Ltda.
! Caracter0sticas. - duas ou mais pessoas se u,em em i,teresses comu,s,
visando o e7erc0cio +a ati*i+a+e comercial, possuindo
responsabilidade LIMITADA ao capital su)scrito na sociedade.;
! poderá ter caráter pessoal ou capitalista, sendo constituída por
intermédio de um Co,trato SocialH sendo omisso o contrato, o
mesmo será de pessoas;
- o principal dever do sócio é o de integralizar as quotas que
subscreveu; caso contrário será REMISSO (sócio que não
integralizou sua quotas);
! Res1o,sabili+a+e. Todos os sócios são SOLIDARIAME(TE responsáveis, porém
esta responsabilidade tem como LIMITE o mo,ta,te +o ca1ital
social; à medida que ocorre a integralização do capital, a
responsa)ilidade diminui, desaparecendo ao ser totalmente
integralizado. No exemplo, antes da sociedade cobrar seus
créditos, todos os sócios eram responsáveis por $ 300.000, ou
seja, o montante que faltava para integralizar o capital; os
credores da sociedade poderiam exigir de qualquer um deles
(mesmo D% que já havia integralizado a sua quota) o pagamento
dos $ 300.000; +e1ois +e com1leme,ta+as as 5uotas +e ca+a
s?cio, os credores da sociedade nada mais podem exigir de
qualquer um deles0
Cessão +e 5uotas a BYs#. s? - 1oss0*el em se tratando de uma socie+a+e
clarame,te +e ca1ital; se for +e 1essoas, dependerá de
1re*isão co,tratual ou do co,se,time,to u,K,ime dos
demais sócios;
$e,hora +e 5uotas. será 1oss0*el se hou*er +is1osi2ão co,tratual permitindo a livre
cessão a terceiros, ou em se tratando de uma sociedade
flagrantemente de capital. Em caso co,tr8rio% ,ão ser8
1oss0*el.

E71ulsão +o s?cio. - Pode ser expulso se REMISSO for: falta de integralização
das suas quotas; neste caso receberá as quotas que integralizou;
! por DESLEALDADE: no caso de concorrência com a sociedade;
receberá a quantia referente às suas quotas.
A+mi,istra2ão. os )ere,tes serão +esi),a+os ,o co,trato; na omissão. a
ger-ncia ser& exercida por todos os sócios. No caso de
representação, a mesma dependerá do contrato. Se este estipular
que 2 gerentes vincularão a sociedade em obrigações e apenas
24
Resumão Direito Comercial
um assinar o compromisso, o +e*er /amais 1o+er8 recair em
3ace +a socie+a+e#
Direito +e Retira+a. o sócio poderá se retirar +a socie+a+e a 5ual5uer tem1o, se a
sociedade for 1or 1ra4o i,+etermi,a+o (Princípio da Autonomia
da Vontade); se for por 1ra4o +etermi,a+o, sua retirada
depender& da concord:ncia dos demais sócios;

! ,e)ocia2ão +e suas 5uotas: direito de preferência, ou seja,
deve ofertar as suas quotas para os demais sócios; caso os
mesmos não queiram, pode vende-las a qualquer um;
Dissolu2ão e Li5ui+a2ão +a Socie+a+e. se dá em 3 fases:
"# Dissolu2ão. a> *o,ta+e +os s?cios. se algum dos sócios quiser manter a
sociedade, a mesma poderá permanecer;
b> +ecurso +o 1ra4o +e +ura2ão. se ultrapassados 30 dias,
necessário constituir uma nova sociedade; pode ser firmado um
instrumento de prorrogação;
c> 3alD,cia
+> u,i1essoali+a+e. admite-se a existência de um único sócio,
aplicando-se analogicamente o art. 206 da Leis das S/A; pode ficar
como sócio-único pelo prazo máximo de 1 ano.
e> irreali4abili+a+e +o ob/eto social. quando a sociedade não
desperta mais o interesse nos consumidores; a atividade da empresa
não pode mais ser exercida por falta de demanda;
2# Li5ui+a2ão. Dissolvida a sociedade, tem início a 3ase +a li5ui+a2ão: um ou mais
sócios, ou mesmo uma pessoa estranha, são escolhidos por consenso
geral ou pela maioria, para ser o liqüidante. Este promoverá a liquidação
da sociedade operando-a sob o mesmo nome seguido da expressão "em
liquidação¨ e deverá realizar o ativo e satisfazer o passivo.
B# $artilha. ultimada a liquidação, proceder-se-á à Partilha dos bens sociais ou, se
restarem dívidas exigíveis, pedir aos sócios solidários os fundos
necessários à sua satisfação.
"#M# SOCIEDADE EM (OME COLETI<O
! (ome: Só usa 3irma ou ra4ão social. A regra é a seguinte: pode-se
adotar o nome de todos os sócios ligados pela partícula O%
permite-se também usar o nome de alguns dos sócios ou, de um,
seguido da expressão "e Com1a,hia¨, por extenso ou abreviado.
Ex: .nt6nio ,oc"a ; Cia.; *ias $artins ; Cia
! Res1o,sabili+a+e: É o tipo societário onde to+os os s?cios res1o,+em
ILIMITADAME(TE e SOLIDARIAME(TE% independentemente de
ter integralizado ou não sua quota, pela totalidade do débito
restante da sociedade, ou seja, por $ 2.000.000. Pode alcançar os
bens pessoais dos sócios.
25
Resumão Direito Comercial
- $eculiari+a+e: por ser uma socie+a+e 1erso,al0ssima, ocorrendo morte +e um
+os s?cios ela +esa1arece. A )erD,cia é atri)uída a apenas
um sócio0
"#X# SOCIEDADE EM COMA(DITA SIM$LES
! (ome: Só usa 3irma ou ra4ão social, composta pelos nomes apenas dos
s?cios coma,+ita+os ou pelo menos de alguns destes acrescido
do complemento O Cia (ou por extenso)
! Ti1os +e S?cio: Coma,+it8rio - Entra com o capital; Não participa da gestão; não
poderão ser empregados ou procuradores da sociedade
Coma,+ita+o - "comandante¨ - Entra com o trabalho e o capital; é
responsável pela gestão;
! Res1o,sabili+a+e. ! os sócios capitalistas ou coma,+it8rios (' e C, no exemplo)
são obrigados apenas a complementar suas quotas do capital.
! os sócios-gerentes ou coma,+ita+os% (A e D, no exemplo)
contudo, são SOLIDARIAME(TE responsáveis pelo pagamento
do total do débito, ou seja, dos $ 2.000.000.
! $eculiari+a+es: Pode o contrato social fixar o nome de a1e,as um )ere,te, se
não o fizer todos os coma,+ita+os poderão ser gerentes.
E,5ua,to )ere,tes eles RESPONDERÃO de forma ILIMITADA e
SOLIDARIAME(TE durante a sua gestão.
"#A# SOCIEDADE CA$ITAL I(DZSTRIA
- (ome: Só usa 3irma ou ra4ão social, composto 1elo ,ome +os s?cios
+e ca1ital ou 1elo me,os +e al)u,s +estes acrescido do
complemento O Cia (ou por extenso)
- Ti1os +e s?cio: Ca1italista - Entra com o capita, com os recursos materiais;
Responsabilidade ILIMITADA em relação a terceiros pelas
obrigações sociais; o débito de $ 2.000.000 será rateado entre os
4 capitalistas; compete-lhes a )erD,cia#
De i,+Istria - Entra somente com o traba"o, o conhecimento;
(e,huma res1o,sabili+a+e, sequer subsidiária, por isso, lhes
vedada a participação na ger-ncia# só respondem se houver
dolo ou fraude.
- $eculiari+a+e: O ato co,stituti*o deverá ter cl8usulas es1ec03icas
+etermi,a,+o o ti1o +e trabalho e7erci+o 1elo s?cio i,+Istria
e 5ual 1arcela +e lucros ele ter8 +ireito.
"#[# SOCIEDADE EM CO(TA DE $ARTICI$ASO
26
Resumão Direito Comercial
! (ome: mediante 3irma ou +e,omi,a2ão +o s?cio oste,si*o; não
possuem personalidade jurídica, já que não são registradas na
Junta Comercial.
! Ti1os +e s?cio. s?cio oste,si*o. responde ILIMITADAME(TE; todo o débito de
$ 2.000.000 será de sua responsabilidade; deverá ser
o)rigatoriamente um comerciante, sendo que as negociações
devem ser realizadas por seu intermédio;
s?cio oculto: podem ou não ser comerciantes; possuem
responsabilidade LIMITADA apenas à importância posta a
disposição do s?cio oste,si*o. Na hipótese, os sócios '% C e D
se relacionam apenas com o sócio ostensivo (A).
! Caracter0sticas.
• É a1e,as um co,trato 1ara uso i,ter,o e,tre s?cios não aparecendo perante
terceiros. Este Co,trato e,tre os s?cios ,ão 1o+e ser re)istra+o ,o Re)istro
+e Com-rcio, mas nada impede que o ato constitutivo se+a registrado no
registro de Títulos e Documentos, para melhor resguardo dos interesses dos
contratantes.
• (ão tem ,ome% ca1ital% 1erso,ali+a+e /ur0+ica% etc. Não é irregular, pois a lei
admite, embora se/a +es1erso,ali4a+a e te,ha car8ter +e socie+a+e secreta.
Tal sociedade (O $ODER& $EDIR GALV(CIA OU CO(CORDATA.
! Gu,cio,ame,to.
• \Co,ta] - procede de uma conta-corrente que é comum aos sócios ostensivos e
ocultos, traduzindo monetariamente, as operações realizadas.
\$artici1a2ão] @ indica que os sócios participam da divisão dos lucros.
• Ex.: as apica9<es em !undos reai'adas peos 1ancos. ) 1anco =s4cio ostensivo>
tem um contrato com seus cientes =s4cios ocutos> para apicar vaores
depositados dividindo com estes os ucros recebidos pea sua participa9ão.
"#"0# SOCIEDADE IRRE:ULAR OU DE GATO
! (ome. Prejudicado
! Caracter0sticas. As sociedades de fato são aquelas que apesar de preencher os
requisitos próprios dos comerciantes (profissionalidade,
habitualidade, intuito lucrativo) e7istem i,3ormalme,te, sem o
registro adequado nas Juntas Comerciais.
socie+a+e irre)ular. a que tenha ato constitutivo escrito, embora não registrado
socie+a+e L+e 3atoL : a que sequer ato constitutivo escrito possua.
27
Resumão Direito Comercial
! Res1o,sabili+a+e: ILIMITADA dos sócios; Não tem res1o,sabili+a+e /ur0+ica
1le,a, ou seja, é uma $J im1er3eita (quase-pessoa). 'ossui
capacidade processual ativa9passiva
! Co,se5FD,cias.
a) ile)itimi+a+e ativa para 1e+i+o +e 3alD,cia e co,cor+ata;
b) i,e3ic8cia 1robat?ria +os li*ros comerciais;
c) res1o,sabili+a+e ilimita+a dos sócios pelas obrigações sociais
Direitos +e Terceiros  os terceiros que transacionarem com estas sociedades, poderão
intentar ação contra a sociedade provando-se sua existência, ou
contra os sócios, os quais respondem ILIMITADAME(TE e
SOLIDARIAME(TE, podendo os credores requererem a sua
falência.
"#""# SOCIEDADE EM COMA(DITA $OR ASUES
! (ome. De,omi,a2ão ou 3irma/ra4ão social, acrescida sempre da
expressão \coma,+ita 1or a2Jes]# Caso use 3irma/ra4ão, só
pode usar o nome dos coma,+ita+os, sócios diretores ou
gerentes. Ex.: .ndré ; Cia - Comandita por .9<es.
! Di1loma. Rege-se pelas normas das S/A, com alterações
! Ti1os +e s?cio. Quanto a responsabilidade, aplica-se o mesmo raciocínio das
Comanditas Simples; no caso, os s?cios coma,+it8rios (' e C)
responderiam por $ 100.000 cada um; i,te)rali4a+as suas
a2Jes, por mais nada seriam responsáveis. Entretanto, os
s?cios!)ere,tes ou coma,+ita+os (A e D), são
SOLÌDARÌAMENTE res1o,s8*eis pelo pagamento +o total +o
+-bito, isto é, $2.000.000.
Coma,+ita+os: Diretores e gerentes, nomeados no estatuto e
destituídos por 2/3 dos votos dos sócios;
Coma,+it8rios. Demais acionistas;
! Caracter0sticas.
o Não podem constituir conselho de administração.
o Não podem adotar esquema de capital autorizado.
o Não podem emitir bônus de subscrição.
o Trata-se de sociedade híbrida com características de Comandita Simples e
Sociedade Anônima. Esta sociedade tem seu capital dividido em ações.
"#"2# SOCIEDADE DE ECO(OMIA MISTA
• Espécie de S/A;
• Maioria de a2Jes *ota,tes são +o 1o+er 1Iblico;
• Cria+as 1or lei es1ec03ica
• $erso,ali+a+e /ur0+ica +e +ireito 1ri*a+oH
28
Resumão Direito Comercial
• Funcionamento permanente do Conselho Fiscal;
• (ão estão su/eitas 6 3alD,cia
"#"B# SOCIEDADE A(^(IMA CLEI (Y M#Q0Q/XM>
Ti1o. Trata-se de uma socie+a+e +e ca1ital não sendo relevante a qualidade
dos seus sócios . O seu ca1ital social - +i*i+i+o em a2Jes. Podem ser
seus titulares: brasileiros ou estrangeiros. São criadas em geral para
grandes empreendimentos.
(ome. Quanto ao nome comercial estas adotam a DENOMÌNAÇÃO, ou seja,
podem usar um nome fantasia seguido da expressão S/A, ou CIA.
Excepcionalmente, admite-se o termo CIA no início. Admite-se também
que se utilize o nome de uma pessoa, um sócio fundador, ou
homenageado seguido das mesmas expressões.
Di3ere,2a. Uma característica fundamental, que diferencia as Socie+a+es
A,=,imas das em Coma,+ita 1or A2Jes, é que os seus dirigentes,
necessariamente, não precisam ser sócios da empresa basta que quem
controle a maioria capital social os indique em assem)lia0
$ri,c01ios.
• Res1o,sabili+a+e limita+a dos acionistas apenas ao capital por eles
su)scritos;
• Ca1ital Social dividido em frações negociáveis (ASUES);
Caracter0sticas.
• Merca,tili+a+e  as empresas S/A têm como natureza, SEM$RE% ser
MERCA(TILH
• De,omi,a2ão. sempre \com1a,hia] ou \socie+a+e a,=,ima] CS/A)
• Com1a,hias Abertas : serão assim consideradas se os valores mo)ili&rios de
sua emissão estiverem se,+o ,e)ocia+os em Bolsas ou no mercado de Balcão.
As Companhias Abertas devem ser registradas na C<M @ Comissão +e <alores
Mobili8rios#
• Com1a,hias Gecha+as . Não possuem registro na C<M; são, em sua maior
parte, empresas familiares; o controle é interno, dos seus sócios majoritários.
Da Co,stitui2ão.
• Requisitos Preliminares :
o a) Subscrição da integralidade das ações;
o b) Ìntegralização (entrada) de pelo menos 10 % das ações quando
emitidas, em dinheiro;
o c) O valor da entrada deve ser depositado no Banco do Brasil ou em outra
instituição financeira autorizada pela C<M
29
Resumão Direito Comercial
• Formalidades Básicas :
Subscri2ão $Iblica  é a mais comum: ocorre 5ua,+o o ca1ital social 3orma!
se a 1artir +o a1elo ao 1Iblico atra*-s +a *e,+a +e
a2Jes a i,Imeros subscritores. Os sócios fundadores
terão o dever de liderar todas as etapas da formação da
sociedade, bem como, a res1o,sabili+a+e ilimita+a e
soli+8ria 1elos +a,os 5ue +ecorrerem +o ,ão
cum1rime,to em tem1o h8bil +as 3ormali+a+es
com1leme,tares ,a co,stitui2ão +a socie+a+e#
o A Cia já nasce aberta; exige prévio registro na CVM e a subscrição deve
ser feita com a intermediação de uma instituição financeira; o pedido de
registro deverá ser instruído com:
 Estudo de viabilidade econômica e financeira do empreendimento;
 Projeto dos Estatutos;
 Prospecto, assinado pelos fundadores e pela instituição financeira
intermediária.
o Encerrada a subscrição e sendo subscrito todo o capital, será realizada a
"Assembléia de Constituição¨;
Subscri2ão $articular  ocorre quando os s?cios subscritores +e ca1ital
reúnem-se e, por i,strume,to 1articular Cdescrito
e,5ua,to ata +a assembl-ia )eral> ou 1Iblico
(realizado em cart?rio ,otarial>, para CONSTÌTUÌR
A SOCÌEDADE. Observa-se neste caso que os
sócios fundadores é que subscrevem o capital sem
apelar para o público.
• Requisitos Complementares :
o arquivamento dos atos constitutivos na Junta Comercial (Registro) e
publicação do seu ato constitutivo, no Diário Oficial e no jornal de maior
circulação da cidade em que estiver instalada a sede da Cia.
Ca1ital Social. é composto da contribuição material prestada pelos acionistas, sendo
composto de ações; é diferente do Patrimônio Social (ativo e passivo),
pois este é instável, enquanto aquele é estável mas não imutável.
 Ti1os +e Ca1ital 
 Subscrito. representa o total adquirido pelos acionistas;
 I,te)rali4a+o. a parcela do capital subscrito já quitada pelos
acionistas;
 Autori4a+o. o montante autorizado pela AG de acionistas,
até o qual o Conselho de Administração ou a Diretoria poderão
elevar o valor do Capital, sem necessidade de nova AG.
 No que concerne a responsabilidade, esta será limitada ao valor das
ações subscritas (= adquiridas) no ato da emissão.
Dos s?cios. Estas sociedades podem constituir-se com no mínimo 2 sócios; Há dois
tipos de sócios:
30
Resumão Direito Comercial
a) ma/orit8rios. são os que detém o controle acionário, por isso
são chamados de co,trola+ores. São aqueles que possuem a
maioria das ações or+i,8rias ,omi,ati*as, com direito a voto,
gerindo portanto, a empresa.
 Entretanto, isso não quer dizer que sejam aqueles que
possuem a maioria do capital, visto que podem ser subscritas
até 2/3 do capital social em ações preferenciais (sem direito a
voto) nas sociedades anônimas;
b) mi,orit8rios: poderão ter ações or+i,8rias (de forma
minoritária, mesmo com direito a voto) e 1re3ere,ciais.
;r)ãos Sociais. Ìdentifica-se nestas sociedades 4 grandes órgãos:
Assembl-ia :eral  É quem possui o maior 1o+er +eliberati*o de vez que aglutina
os acionistas com direito a voto e força de decisão.
Funções: Tem com1etD,cia 1ri*ati*a para.
• Re3ormar o estatuto social;
• Ele)er/+estituir a qualquer tempo os fiscais e os administradores;
• Autori4ar a emissão +e +ebD,tures e +e 1artes be,e3ici8rias;
• Sus1e,+er o e7erc0cio +e +ireitos +e acio,ista;
• Deliberar sobre a*alia2ão +e be,s com que o acionista concorrer para o capital
social;
• Deliberar sobre tra,s3orma2ão% 3usão% i,cor1ora2ão e cisão +a Cia;
• Deliberar sobre sua +issolu2ão / li5ui+a2ão;
• Autori4ar a+mi,istra+or a co,3essar 3alD,cia e co,cor+ata
Convocação:
• Em re)ra, a convocação é feita pelo Co,selho +e A+mi,istra2ão ou 1ela
DiretoriaH
• E7ce1cio,alme,te: pelo Conselho Fiscal; qualquer acionista quando houver o
retardamento por mais de 60 dias da data legal para ocorrer a AG; e por acionistas
que representem 5 % do capital social votante;
Tipos de Assembléia Geral:
• Assembl-ia :eral Or+i,8ria @ A:O
o Obri)atorie+a+e: pelo menos 1 A:O deve ocorrer durante o exercício; é
previsto no Estatuto;
o $eri+ioci+a+e: a A:O deve ser realizada durante os 4 primeiros meses do
ano; por força de lei.
o Ob/eto +e3i,i+o em LeiH
31
Resumão Direito Comercial
o Tuorum. 1ª convocação com 25 % dos acionistas com direito de voto;
2 ª convocação com qualquer número;
• Assembl-ia :eral E7traor+i,8ria @ A:E
o É convocada sem1re 5ue ,ecess8ria; Para re3orma +o Estatuto, o
quorum, em 1ª convocação deve ser igual a 2/3 dos acionistas com direito
de voto; a 2ª convocação com qualquer número.
Co,selho +e A+mi,istra2ão  Obri)at?rio nas S/A de capital aberto, trata da direção
geral da empresa; é composto por, no mínimo, B
membros% eleitos pela AG; Os Co,selheiros deverão
ser acionistas da empresa e não podem ser pessoas
+urídicas0
Diretoria  Eleita pelo Conselho de Administração ou pela AG, é com1osta +e, no
mínimo, 2 membros, que 1o+erão ser ou ,ão acio,istas +a em1resa;
a Gestão é de 3 anos, permitida a reeleição. Os membros do CA, até o
máximo de 1/3, poderão fazer parte da Diretoria.
Ìmpedidos de participar da Diretoria: art. 147, parágrafos 1º e 2º Lei 6404/76
Responsabilidade: art. 158 parágrafo 2º
Ìsenção de responsabilidade: art. 165 parágrafo 2º
Co,selho Giscal  Compõe-se de no mínimo 3 e no máximo, 5 membros, acionistas
ou não. Sua 3u,2ão - 3iscali4ar a a+mi,istra2ão +a em1resa.
Eleito pela assembléia geral; sua e7istD,cia é O'RI:AT;RIA%
mas seu 3u,cio,ame,to - 3acultati*o. Pode ser convocado por
1/10 dos acionistas com direito a voto ou 5 % de acionistas sem
direito a voto.
Ìmpedidos de participar da Diretoria:
Responsabilidade:
Ìsenção de responsabilidade:
Acio,ista Co,trola+or. é a pessoa natural ou jurídica, ou o grupo de pessoas vinculadas
por acordo de acionistas, ou sob controle comum, que:
Ì. é titular de direitos de sócio que lhe assegurem de modo
permanente, a maioria dos votos nas deliberações da AG e
o poder de eleger a maioria dos administradores da
companhia;
ÌÌ. usa efetivamente seu poder para dirigir as atividades
sociais e orientar o funcionamento dos órgãos da
companhia.
32
Resumão Direito Comercial
 trata-se de um proprietário da cia., e não de um mero investidor de
capital, podendo ser também um administrador ou fiscal da
sociedade.
Acor+o +e Acio,istas. é um acor+o $LURILATERAL (porque é um contrato de
colaboração com direitos e deveres comuns dos acionistas) e
$ARASSOCIAL (porque se submete aos princípios do Direito Civil
para a validade de todo o negócio jurídico privado).
Direitos +os Acio,istas. são E os 1ri,ci1ais +ireitos esse,ciais dos acio,istas:
1. 1artici1a2ão ,os resulta+os sociais;
2. 3iscali4a2ão +a a+mi,istra2ão da sociedade;
3. 1re3erD,cia ,a subscri2ão +e a2Jes e de valores mobiliários
conversíveis em ações;
4. Direito +e retira+a (recesso) 5ua,+o +iscor+a,te das decisões da
AG, se,+o reembolsa+o 1elo seu ca1italH também chamado de
Dissi+e,teH
5. co,*ocar e7traor+i,ariame,te a A:.
De*eres +os Acio,istas. o mais importante é o de I(TE:RALI_AR o ca1ital 1or ele
subscrito, caso contrário será constituído em mora, sendo
considerado REMISSO, devendo pagar o principal com
acréscimos (juros, correção e multa), sob pena de sofrer
execução judicial ou de ter suas ações vendidas em leilão
na Bolsa.
o O +ireito +e <oto ,ão - um +ireito esse,cial% se,+o 5ue ,em to+as as
a2Jes o 1ossuem#
Das A2Jes. As a2Jes são t0tulos +e cr-+ito, representam um crédito que tem o
acionista para com a sociedade. É um t0tulo +e i,*estime,to
re1rese,tati*o +o ca1ital social, que confere ao seu titular um regime
próprio de direitos e deveres.
Forma das ações 
a) (omi,ati*as - quando trazem o nome do titular sendo registradas na
sociedade. Com a transferência a um novo acionista devem
ser inscritas no Livro de Ações Nominativas.
b) Escriturais - São operações transferíveis sem certificado emitido pela
sociedade, registradas em livro da Comissão de Valores
Mobiliários ou no registro da Bolsa de Valores. São um
mero lançamento contábil, não sendo representadas por um
documento ou instrumento.
 sua existência comprova-se por um depósito na conta
da instituição financeira intermediária.
 Sua propriedade decorre de seu registro na conta, em
nome do acionista, inscrita nos livros da instituição
financeira;
33
Resumão Direito Comercial
Forma das ações 
a) Or+i,8rias - aquelas que ,ão co,3erem a seus titulares a 1re3erD,cia
sobre +i*i+e,+os, entretanto, permite o +ireito ao *oto e
+a 1artici1a2ão ,a a+mi,istra2ão +a SA#
b) $re3ere,ciais - são aquelas que conferem a seus titulares a 1re3erD,cia
sobre +i*i+e,+os, recebendo estes na primeira divisão ou
nos reembolsos de capital. Limitam-se a 2/3 do capital.
Podem ser privados do direito do voto.
c) De :o4o ou Grui2ão - são as ações de gozo. Decorrem +a amorti4a2ão
+as a2Jes comu,s ou 1re3ere,ciais. São os que
receberam a,teci1a+ame,te o *alor 5ue lhes
caberia em caso +e li5ui+a2ão +a cia., já obtendo
o retorno de seu investimento, continuando a usufruir
dos demais direitos de sócio referentes às ações
ordinárias e preferênciais, exceto no caso de
reembolso de seu capital. Não representa o Capital
Social, por isso não é regulada pela C<M#
T0tulos emiti+os 1elas S/A.
$artes be,e3ici8rias. São t0tulos ,e)oci8*eis SEM VALOR NOMÌNAL e estra,ho ao
ca1ital social. Conferem +ireito +e cr-+ito e*e,tual que reside
na 1artici1a2ão a,ual +os lucros +a socie+a+e at- o limite +e
"0`# Não havendo lucro nada receberão. Possuem apenas o
direito de fiscalizar a Cia.; podem ser atribuídos aos fundadores,
acionistas ou a terceiros, como remuneração de serviços
prestados a Cia.
DebD,tures. São t0tulos +e cr-+ito ALIE(&<EIS, emitidos pela sociedade anônima,
no intuito de buscar uma espécie de "empréstimo¨ junto a poupança
popular. Elas representam uma dívida da sociedade (pago em qualquer
hipótese) e 1o+em asse)urar o +ireito ao recebime,to +e /uros +o
1ri,ci1al e 1artici1a2ão ,o lucro, nas datas nelas estabelecidas.
 São títulos nominativos, com as características da autonomia, da
literalidade e da causalidade.
 Atributos.
 Cláusula com correção monetária;
 Assegurar juros fixos ou variáveis;
 Conferir participação nos lucros;
 Atribuir prêmio de reembolso;
 Ser convertidas em ações
Gorma. as debêntures podem ser emitidas na forma nominal ou
escritural, sendo transmitidas por endosso em preto
'=,us ou Lista +e Subscri2ão. São t0tulos ,e)oci8*eis que conferem direito de
su)screver aç3es dentro do limite de aumento do
ca1ital social autori4a+o ,o estatuto.
34
Resumão Direito Comercial
Gormas +e sur)ime,to +as socie+a+es a,=,imas.
a) Tra,s3orma2ão - Se dá quando uma sociedade passa de uma forma para outra,
alterando sua estrutura. Ex.: /ma L-*. passa para uma S?..
b) I,cor1ora2ão - Ocorre quando uma sociedade incorpora outra, sucedendo-a nos direitos
e obrigações. Ex.: . incorpora 1# dai em diante !ica apenas ..
c) Gusão ! Se dá quando diversas sociedades se unem formando uma outra inédita.
Ex.: . @ 1 @ C A D
d) Cisão - é o processo contrário da Fusão, ocorre quando uma empresa gera
outras. Ex.: . divide-se em C e *.
e) Co,s?rcio - Caracteriza-se como uma união de empresas que visar constituir um
capital social mais abrangente. Normalmente, trata-se da adesão
temporária de várias empresas para compra de determinado bem, ou
prestação de determinado serviço. Ex.: Cons4rcio de empreiteiras para
constru9ão de uma estrada.
f) Socie+a+es coli)a+as: São sociedades com sócios comuns interligadas a um mesmo
grupo. Poderá haver dependência econômica ou não entre
estas; havendo, existirão as sociedades controladoras e
controladas. A controladora é a que tem maioria do capital e as
demais, as controladas.
g) :ru1o +e Socie+a+es - São as socie+a+es +e sociedades, que apesar de se
manterem independentes, unem recursos e esforços para
realização de objetivos comuns.
Gormas +e E7ti,2ão +as Socie+a+es A,=,imas
Dissolu2ão  Ocorre quando a sociedade paralisa sua atividade externa e se dissolve.
A dissolução ou distrato ocorre de duas formas:
a> +issolu2ão +e 1le,o +ireito - ocorre:
• quando estava previsto no contrato social da empresa um prazo de duração da
sociedade
• devido a falência de sócio ou da sociedade
• por mútuo consentimento se os sócios decidem liquidar, desfazer a sociedade
• por morte de sócio, principalmente a sociedade constituindo-se de duas pessoas
b> +issolu2ão /u+icial ! nos seguintes casos:
• Perda ou insuficiência do capital social
• incapacidade moral, civil de algum sócio decretada pelo juiz
• Abuso, prevaricação, violação ou falta de cumprimento das obrigações sociais
• divergência entre os sócios culminando com a expulsão de algum destes fazendo
este jus aos seus direitos pertinentes.
35
Resumão Direito Comercial
Li5ui+a2ão  Acontece quando a sociedade realiza todo o seu ativo e liquida o
passivo, ou seja, transforma todo o seu patrimônio em dinheiro e salda
os compromissos assumidos.
 Ocorre o arrolamento dos bens da sociedade, por um liqüidante, com
o objetivo de pagar as dívidas sociais, e se possível distribui-se os
bens remanescentes aos demais sócios através da partilha
$artilha  Se dá quando os sócios discordantes do contrato social dividem os
lucros obtidos pela sociedade após o pagamento do referido passivo da
empresa.
2# CO(TRATOS COMERCIAIS
2#"# TEORIA :ERAL DOS CO(TRATOS
(o2Jes :erais. Co,trato é uma das modalidades de obrigação, ou seja, uma espécie de
vínculo entre as pessoas em virtude do qual são exigíveis prestações.
I,strume,to é o documento com1robat?rio do contrato.
 A O'RI:ASO é a co,se5FD,cia 5ue o +ireito 1osto ATRÌBUÌ a um determinado
fato. A vontade humana pode ensejar obrigações pois uma pessoa por sua própria
determinação pode se obrigar perante outra em função, ou não, de uma
contraprestação desta.
 Quando são as ,ormas /ur0+icas 5ue +e3i,em totalme,te a e7istD,cia e a
e7te,são +o *0,culo obri)acio,al estamos diante de uma O'RI:ASO LE:AL.
Por outro lado se - 3aculta+o 6 *o,ta+e huma,a 1artici1ar ou ,ão temos outro tipo
de obrigações, que podem ser CO(TRATUAIS ou I(STITUCIO(AIS.
2#2# $RI(CR$IOS CO(TRATUAIS
 Princípios que regem a constituição do <R(CULO CO(TRATUAL:
co,se,sualismo. o contrato - uma co,*er)D,cia +e *o,ta+es entre um
1ro1o,e,te ou policitante e um aceita,te ou oblato
relati*i+a+e: o contrato )era e3eitos a1e,as e,tre as 1artes.
Exce9ão: Contrato de Se5uro de Bida.
'acta sunta servanda1 o que for 1actua+o e,tre as 1artes fica tendo 3or2a +e lei.
36
Resumão Direito Comercial
2#2# CARACTERRSTICAS
 Todo contrato tem im1licitame,te as se)ui,tes cl8usulas:
IRRETRATA'ILIDADE. ,ão e7iste 1ossibili+a+e +e +issolu2ão total +o *0,culo por
simples vontade +e uma +as 1artes;

I(TA(:I'ILIDADE. impossi)ilidade de alteração unilateral das condições, prazos,
valores e demais cláusulas;

;<C;'T$O 8O8 *D$M'2;T$ CO8T=*CT>7: cláusula resolutiva tácita onde uma
1arte ,ão 1o+e e7i)ir o cum1rime,to
+o co,trato 1ela outra se esti*er em
mora em rela2ão 6 sua 1r?1ria
1resta2ãoH É a exceção do contrato
não cumprido.
TEORIA DA IM$RE<ISO. prescreve a re*isão +as co,+i2Jes em co,tratos
comutati*os (onde há equilíbrio entre vantagem e
contraprestação) em *irtu+e +e altera2ão +a situa2ão
eco,=mica 5ue tor,a o co,trato e7cessi*ame,te
o,eroso a um +os co,trata,tes em decorrência de
3atores im1re*is0*eis e i,+e1e,+e,tes +e sua *o,ta+e.
É a denominada cláusula ?=;@>7 7$C 7T*8T$@>7?
2#B# DISSOLUSO OU SUS$E(SO DO CO(TRATO
 A +issolu2ão co,tratual está relacionada com causas 1osteriores 6 co,stitui2ão
+o co,trato, ou seja:
Resolu2ão . a i,e7ecu2ão do contrato, operando retroativamente;
Resili2ão. é a vontade das partes, não opera efeitos retroativos.
Rescisão. quando uma pessoa contrata em condições acentuadamente
desvantajosa (contrato leonino), originando o vício de consentimento
chamado lesão.
Termos usuais em Co,tratos Comerciais
VÍCÌO REDÌBÌTÓRÌO: Resultado de *0cios ocultos, que o com1ra+or ,ão 1o+ia
1erceber a,tes +e receber a merca+oria#
EVÌCÇÃO: O com1ra+or *em 1er+er a 1ro1rie+a+e da coisa em *irtu+e +e
se,te,2a /u+icial que reco,hece a outrem +ireito a,terior a ela.
37
Resumão Direito Comercial
2#Q# CO(TRATOS COMERCIAIS
2#Q#"# CO(CEITO
 Ato /ur0+ico bilateral por força do qual +uas ou mais 1essoas acor+am e,tre si a
co,stitui2ão% mo+i3ica2ão ou e7ti,2ão de um *0,culo /ur0+ico!1atrimo,ial +e
,ature4a comercial#
2#Q#2# ELEME(TOS
Ob/eti*os. Objeto lícito e possível / Forma prescrita e não defesa em lei
Sub/eti*os. Capacidade das partes contratantes/Acordo ou consentimento recíproco
2#Q#B# $RI(CR$IOS
 Os contratos comerciais devem seguir os princípios:
a) auto,omia +as *o,ta+es;
b) su1remacia +a or+em 1Iblica. subordinação à lei ;
c) obri)atorie+a+e +o a*e,2a+o ( pactas sunt servant >: o contrato faz
lei entre as partes;
d) a,ulabili+a+e em caso +e 3alD,cia se o comerciante vir a falir em 40
dias. (ULO se o comercia,te esti*er 3ali+o.
2#Q#Q# DIGERE(SAS CO(TRATO COMERCIAL 7 CO(TRATO CI<IL
 O Co,trato Comercial distingue-se do Co,trato Ci*il por:
CO(TRATO COMERCIAL CO(TRATO CI<IL
Soli+arie+a+e
+as Obri)a2Jes
Ìntrínseca expressa
O,erosi+a+e oneroso Não oneroso
Gormali+a+es
Simplificação das
formalidades
Provas Contratuais
2#E TI$OS DE CO(TRATOS MERCA(TIS
38
Resumão Direito Comercial
I# COM$RA E <E(DA MERCA(TIL
$r-!co,+i2Jes ,ecess8rias.
• As 1artes +e*em ser comercia,tes;
• O ob/eto deve ser m?*el ou semo*e,te (algo que se move por si só);
• A com1ra deve resultar em *e,+a ou alu)uel#
Obri)a2Jes e res1o,sabili+a+es.
NEGOCÌAÇÃO  O preço de venda pode ser incerto e deixado na estimação de 3°; caso
este não possa ou não queira faze-lo, será determinado por arbitradores.
O risco - +o com1ra+or nas coisas adquiridas à esmo ou por parte
inteira. No caso das coisas estarem confundidas, o risco - +o
*e,+e+or.
FECHAMENTO  É 1er3eito e acaba+o quando o com1ra+or e o *e,+e+or ACORDAM
,a coisa% 1re2o e co,+i2Jes. Nenhum dos dois pode arrepender-se
sem o consentimento do outro, ainda que não tenha sido feita a entrega
ou o pagamento. Nas *e,+as co,+icio,ais, reputa-se perfeito e
acabado quando do implemento da condição.
ANTES DA ENTREGA  Res1o,+e o *e,+e+or que alie,ar% co,sumir ou
+eteriorar a coisa *e,+i+a, inclusive por lucros
cessa,tes. Não havendo estipulação em contrário, as
+es1esas acess?rias são 1or co,ta +o *e,+e+or. Para
que uma 1arte se/a co,si+era+a em mora É
NECESSÁRÌO que a outra 1roce+a a i,ter1ela2ão
/u+icial.
DEPOÌS DA ENTREGA  O *e,+e+or res1o,+e por *0cio re+ibit?rio e e*ic2ão
PAGAMENTO  Quando ,ão co,star +o co,trato O $RESO, entende-se que o
corrente no dia e no local da entrega#
DEVOLUÇÃO  Se o com1ra+or ree,*ia a coisa ao *e,+e+or e este a aceita ou
,ão a +e1osita em /u04o $RESUME!SE ACEÌTA A RESCÌSÃO
DO NEGÓCÌO.
CO(TRATO MERCA(TIL CO(TRATO CI<IL
Des1esas com a e,tre)a
+as coisas / be,s
Do comprador Do vendedor
Caracteri4a2ão +a MORA Necessita de interpelação Simples
39
Resumão Direito Comercial
Judicial inadimplemento
$ra4o 1ara reclama2Jes
1or <0cios
$ra4o: 90 dias
Vendedor responde por:
<0cio re+ibit?rio e E*ic2ão
M?*eis: 15 dias
Im?*eis. 6 meses
II# ALIE(ASO GIDUCI&RIA EM :ARA(TIA
'ase le)al. Decreto Lei 911/96.
Co,ceito. É um co,trato +e mItuo, em que uma 1arte ( Fiduciante-devedor ),
1ro1riet8rio +e um bem (móvel ou imóvel), ALIE(A!O em co,3ia,2a para
outra 1arte ( Fiduciário-credor ), o 5ual se obri)a a DE<OL<ER A
$RO$RIEDADE do bem ao 3i,al, nos termos do contrato.
$artes e,*ol*i+as.
GIDUCI&RIO GIDUCIA(TE
É o cre+or É o +e*e+or
Em1resta o +i,heiro
Toma em1resta+o o +i,heiro para
compra o bem
É o 1ossui+or I(DIRETO +o bem É o 1ossui+or DIRETO +o bem
$ossui o +om0,io resolI*el sobre o
bem; I(TE:RA o seu patrimônio
É o usu8rio do bem; é o +e1osit8rio
do bem
Sem1re o 'A(CO $essoa G0sica ou Jur0+ica
<E(DEDOR. Não faz parte da relação
Ob/eto. Apenas be,s m?*eis +ur8*eisH
I,strume,to. Co,trato +e alie,a2ão 3i+uci8ria. Não tem forma especial prescrita
em lei. S? se 1ro*a 1or escrito.
 De*e co,ter. Total da dívida ou sua estimativa; Local e data do
pagamento; Juros, comissões, penalidades, CM e índices e a
Descrição do objeto
40
Resumão Direito Comercial
Re5uisitos. Re)istro +o i,strume,to no Cart?rio +e re)istro +e t0tulos e
+ocume,tos, SOB $E(A DE I(EGIC&CIA PERANTE TERCEÌROS.
:ara,tias e +ireitos.
Do GIDUCI&RIO:
• 'usca e a1ree,são +o bem, com rito sum8rio e +e3esa limita+a;
• A2ão +e +e1?sito;
• A2ão e7ecuti*a;
• (a 3alD,cia +o +e*e+or, RESTÌTUÌÇÃO +a coisa;
• $ossibili+a+e +e *e,+er a coisa a Bas#% ÌNDEPENDENTE +e leilão ou qualquer
outra medida preparatória;
• $ossibili+a+e +e i,cluir acr-scimos morat?rios ao cr-+ito 1ri,ci1al quando
convencionado contratualmente;
• Com1ro*a2ão +e mora +e 3orma sim1li3ica+a, com mera ,oti3ica2ão ou
1rotesto, implicando ainda em vencimento antecipado de tudo;
• Se o bem ,ão 3or e,co,tra+o, CONVERTE PARA AÇÃO DE DEPÓSÌTO com
possibilidade de 1risão +o +e1osit8rio i,3iel#
Do GIDUCIA(TE.
• Re5uerer a 1ur)a2ão +e mora quando /8 ti*er 1a)o mais +e Q0` do valor
financiado;
• Direito ao sal+o rema,esce,te. OBS.: O credor não pode ficar com o )em,
incorporando4o0
 Em caso de não pagamento, o credor poderá exigir as prestações vincendas e o
devedor perderá aquilo que pagou.
 o Credor não poderá ficar com o bem, devendo vendê-lo, e em caso de saldo
remanescente, deverá devolvê-lo ao devedor;
 Em caso de bens móveis, não será possível a busca e a areensão, pois o simples
inadimplemento consolida a propriedade.
III# CO(TRATO DE ARRE(DAME(TO MERCA(TIL ! LEASI(:
'ase le)al. Lei 6099/74, Lei 7132/83
Co,ceito: É a loca2ão caracterizada 1ela 3acul+a+e co,3eri+a ao LOCAT&RIO
de ao seu t-rmi,o OPTAR PELA COMPRA do bem loca+o, sendo
amortizadas, no 1re2o 3i,al, as 1resta2Jes 1a)as 6 titulo +e alu)uel.
 No caso de ,ão 1a)ame,to +as 1arcelas, o CREDOR ,ão
1o+er8 e7i)ir as PRESTAÇÕES VÌNCENDAS. Ao final do
contrato, o arre,+at8rio 1o+er8:
41
Resumão Direito Comercial
 Co,ti,uar o arre,+ame,toH
 D8!lo 1or termi,a+o;
 A+5uirir o bem 1or um *alor resi+ual#
$artes e,*ol*i+as. Arre,+a+ora (Pessoa jurídica/Empresa de leasing), Arre,+at8ria
(Pessoa física ou jurídica) e Gabrica,te
Ob/eto. Bens móveis ou imóveis, novos ou usados, nacionais ou estrangeiros (neste
caso necessitam de autorização do Conselho Monetário Nacional).
Ti1os +e co,trato +e leasi,):
LEASI(: O$ERACIO(AL: Geito +iretame,te 1elo 3abrica,te, dispensando o
i,terme+i8rio. O RESRDUO é e71ressi*o, pois o valor das
prestações pagas não poderá ultrapassar o 1erce,tual +e
XE` +o *alor +o bem#
 $ra4o M0,imo +e Dura2ão: 90 dias
LEASI(: GI(A(CEIRO: É o leasi,) 1ro1riame,te +ito com o a)e,te 3i,a,ceiro
i,terme+ia+or# Caracteriza-se pela i,e7istD,cia +e
res0+uo, ou seja, no momento da compra do bem, o valor a
ser desembolsado (no final do contrato) será de pequeno
valor.
 $ra4o M0,imo +e Dura2ão:
a) 2 a,os contados +a e,tre)a +o bem ATÉ o
*e,cime,to +a Iltima 1resta2ão, referentes a bens
com *i+a Itil i)ual ou i,3erior a E a,os;
b) B a,os considerando outros be,s.
LEASE 'ACb: O 1r?1rio arre,+at8rio *e,+e o bem e 1assa a arre,+ar o
mesmo#
SELG LEASI(:: E,tre em1resas li)a+as/coli)a+as.
DUMMc COR$ORATIO(: Socie+a+e e,tre i,*esti+ores e arre,+at8rios.
O'S#. A arrendadora é solidária com a arrendatária na obrigação de
indenizar danos a terceiros.
I<# GRA(TUIA MERCA(TIL OU GRA(CWISI(:
'ase le)al. Lei 8955/94
Co,ceito: É o sistema pelo qual um 3ra,5uea+or CEDE ao 3ra,5uea+o o +ireito
+e uso +e marca ou 1ate,te, ASSOCÌADO AO DÌREÌTO de
+istribui2ão e7clusi*a ou semi!e7clusi*a +e 1ro+utos ou ser*i2os e,
eventualmente, também ao +ireito +e uso +e tec,olo)ia +e
42
Resumão Direito Comercial
im1la,ta2ão e a+mi,istra2ão +e ,e)?cio ou sistema o1eracio,al
desenvolvidos ou detidos pelo franqueador, mediante remuneração direta
ou indireta, sem 5ue, no entanto, 3i5ue caracteri4a+o *0,culo
em1re)at0cio#
E7em1los. O Boticário; Mac Donald's
$artes e,*ol*i+as: Gra,5uea+or (aquele que disponibiliza a marca e/ou os produtos,;
geralmente é um fabricante) e Gra,5uea+o (aquele que "toca¨ o
negócio).
I,strume,to: Sem1re escrito, assinado perante 2 testemunhas; <ali+a+e
i,+e1e,+e,te +e re)istro; De*e ser a*erba+o 1era,te o I($I.
Obri)a2Jes +o Gra,5uea+o.
a) pagamento de uma taxa de adesão e percentual do seu faturamento;
b) pagamento de serviços de organização empresarial;
c) obrigação de oferecer produtos ou serviços apenas da marca do franqueador;
d) obedecer às instruções do franqueador
<# CARTUES DE CR9DITO
Ob/eti*os: Evitar o transporte de valores e realizar compras à vista e pagar à prazo.
$artes E,*ol*i+as:
EMISSOR: será sempre uma PJ, instituição financeira ou não;
ADTUIRE(TE: é o consumidor, detentor do cartão;
GOR(ECEDOR. aquele que efetua as vendas e recebe, do Emissor, os valores devidos
pelo Adquirente.
Mo+ali+a+es +os Co,tratos. Basicamente, existem 3 contratos simultâneos nas
operações envolvendo cartões de crédito:
1. Emissor 7 Gor,ece+or;
2. Gor,ece+or 7 Co,sumi+or;
3. Co,sumi+or 7 Emissor.
Caracter0sticas.
• De*e ser ,omi,al
• De*e co,ter a limita2ão do montante do crédito
• O Emissor +e*e res1o,sabili4ar!se 1elos +-bitos até o limite +a 5ua,tia
abo,a+aH
• Juros. limite legal  12 % ao ano
• Multa. limite legal  2 % sobre o valor do débito
43
Resumão Direito Comercial
I<# CO(TRATO DE RE$RESE(TASO COMERCIAL
 Exerce a RE$RESE(TASO COMERCIAL AUT^(OMA a pessoa jurídica ou a
pessoa física, sem rela2ão +e em1re)o, que DESEMPENHA, em car8ter ,ão
e*e,tual por conta de uma ou mais pessoas, a MEDÌAÇÃO PARA A REALÌZAÇÃO
DE NEGÓCÌOS MERCANTÌS, a)e,cia,+o 1ro1ostas ou 1e+i+os, para, transmiti-los
aos representados, praticando ou não atos relacionados com a execução dos
negócios.
• 9 obri)at?rio o re)istro dos QUE EXERÇAM a re1rese,ta2ão comercial
aut=,oma nos Conselhos Regionais.
 A Lei 4886/65 foi de certa forma conscenciosa ao DEINAR LI<RE para AS $ARTES
ESTI$ULAREM CERTAS CO(DISUES E O'RI:ASUES na elaboração do
CONTRATO DE REPRESENTAÇÃO COMERCÌAL, quais sejam dentre elas:
 Do CO(TRATO DE RE$RESE(TASO COMERCIAL, constarão, obri)atoriame,te:
a) co,+i2Jes e re5uisitos )erais +a re1rese,ta2ão;
b) i,+ica2ão +os 1ro+utos ou arti)os ob/eto +a re1rese,ta2ão;
c) 1ra4o certo ou i,+etermi,a+o +a re1rese,ta2ão;
d) i,+ica2ão +a 4o,a ou 4o,as em 5ue ser8 e7erci+a a re1rese,ta2ão;
e) )ara,tia ou ,ão% da exclusividade de zona ou setor de zona;
f) retribui2ão e -1oca +o 1a)ame,to, pelo exercício da representação,
dependente da efetiva realização dos negócios, e recebime,to% ou ,ão, pelo
representado% +os *alores res1ecti*os;
g) os casos em que se justifique a restrição de zona concedida com exclusividade;
h) obri)a2Jes e res1o,sabili+a+es +as 1artes co,trata,tes;
i) e7erc0cio e7clusi*o ou ,ão da representação a favor do representado;
j) i,+e,i4a2ão +e*i+a ao re1rese,ta,te, pela RESCISO DO CO(TRATO, cujo
montante não ser& inferior a um vinte avos A!956B do total da retri)uição
auferida durante o tempo em que exerceu a representação, a contar da
vigência da lei.
• Na falta do contrato escrito, ou sendo este omisso, a i,+e,i4a2ão ser8 i)ual a um
5ui,4e a*os C"/"E> +o total +a retribui2ão au3eri+a ,o e7erc0cio +a
re1rese,ta2ão, a partir da vigência da lei.
• Para que o re1rese,ta,te POSSA EXERCER A REPRESENTAÇÃO em Juízo, em
,ome +o re1rese,ta+o, requer-se MA(DATO EN$RESSO.
• O re1rese,ta,te, quanto aos atos que praticar, res1o,+e se)u,+o as ,ormas
+o co,trato e, sendo este omisso% ,a co,3ormi+a+e +o +ireito comum.
44
Resumão Direito Comercial
• $re*e,+o o co,trato +e re1rese,ta2ão a e7clusi*i+a+e +e 4o,a ou 4o,as, fará
jus o representante 6 comissão 1elos ,e)?cios a0 reali4a+os, ainda que
diretamente pelo representado ou por intermédio de terceiros.
• O re1rese,ta,te comercial a+5uire +ireito 6s comissJes, logo que o comprador
efetue o respectivo pagamento ou na medida que o faça, parceladamente. As
comissJes +e*i+as serão 1a)as me,salme,te#
• A DE(Z(CIA, por qualquer das partes, sem causa justificada, do contrato de
representação, a/usta+o 1or tem1o i,+etermi,a+o e que ha/a *i)ora+o 1or
mais +e seis meses, O'RI:A O DE(U(CIA(TE, , concessão de pr4aviso,
com a,tece+D,cia m0,ima +e tri,ta +ias, ou ao 1a)ame,to +e im1ortK,cia
i)ual a um ter2o C"/B> +as comissJes au3eri+as 1elo re1rese,ta,te, nos tr-s
meses anteriores0
 Motivos para RESCISO do CONTRATO DE REPRESENTAÇÃO COMERCÌAL, 1elo
re1rese,ta+o:
a) a +es0+ia +o re1rese,ta,te (preguiça, desleixo, descuido) no
cumprimento das obrigações decorrentes do contrato;
b) a 1r8tica +e atos 5ue im1ortem em +escr-+ito comercial +o
re1rese,ta+o;
c) a falta de cumprimento de quaisquer obrigações inerentes ao contrato de
representação comercial;
d) a co,+e,a2ão +e3i,iti*a 1or crime co,si+era+o i,3ama,te;
e) 3or2a maior.
 Motivos para RESCISO do CONTRATO DE REPRESENTAÇÃO COMERCÌAL, pelo
re1rese,ta,te.
a) re+u2ão +e es3era +e ati*i+a+e +o re1rese,ta,te em desacordo com
as cláusulas do contrato;
b) a 5uebra% direta ou indireta% +a e7clusi*i+a+e% se 1re*ista ,o co,trato;
c) a 3i7a2ão abusi*a +e 1re2os em rela2ão 6 4o,a +o re1rese,ta,te,
com o exclusivo escopo de impossibilitar-lhe ação regular;
d) o ,ão!1a)ame,to +e sua retribui2ão ,a -1oca +e*i+a;
e) 3or2a maior.
45
Resumão Direito Comercial
B# TRTULOS DE CR9DITO
B#"#"# C O(CEITO . é o +ocume,to ,ecess8rio para o exercício do direito literal e
aut=,omo nele mencionado.
Docume,to ,ecess8rio: o título se exterioriza por meio de um documento . A
exibição deste documento é ,ecess8ria para o e7erc0cio
+o +ireito +e cr-+ito nele mencionado.
Literali+a+e: o t0tulo - literal, isto é, obedece ao que está rigorosamente
escrito no documento. Desta maneira, o conteúdo do direito que o
título confere a seu portador limita-se ao que nele estiver
formalmente escrito.
Auto,omia. o t0tulo - +ocume,to aut=,omo, isto é% i,+e1e,+e,te +e outras
obri)a2Jes. Cada título vale por si mesmo. O direito de seu
beneficiário atual não pode ser anulado em virtude das relações
existente entre os seus antigos titulares e o devedor da obrigação.
B#"#2# CARACTERRSTICAS DOS TRTULOS DE CR9DITO
a> Cartulari+a+e. OBRÌGATORÌAMENTE os t0tulos +e cr-+ito ,ecessitam ser
re1ro+u4i+os em uma c8rtula C+ocume,to># Os títulos de crédito
são documentos de apresentação, ou seja, aquele que os possuir
necessita apresentá-lo para o devido pagamento.
b> Literali+a+e. só tem *ali+a+e ,os t0tulos +e cr-+ito o 5ue est8 e3eti*ame,te
i,seri+o ,a c8rtula; possui finalidade de garantir maior segurança nas
relações cambiarias já que o devedor saberá quanto irá pagar
(obrigação) e o credor saberá quanto irá receber (direito).
46
Resumão Direito Comercial
c> Auto,omia. as o)rigaç3es constantes em um título de crdito são aut/nomas
entre si, ou seja, se houver um vício em alguma relação o título não
poderá ser prejudicado, tendo validade em benefício de terceiros de boa
fé.
+> Abstra2ão. as relações cambiarias são abstratas, ou seja, uma vez emitido um
título o mesmo desprende4se da sua origem (relação fundamental).
B#"#B# CLASSIGICASO DOS TRTULOS DE CR9DITO

 Os títulos de crédito podem ser classificados segundo diversos critérios. Vejamos dois
importantes critérios que se referem 6 estrutura 3ormal e ao mo+o +e circula2ão dos
títulos.

Estrutura Gormal ou Gormalismo. Analisando-se sua estrutura formal, os títulos de
crédito podem assumir a feição de or+em +e
1a)ame,to ou 1romessa +e 1a)ame,to.

Or+em +e 1a)ame,to. nos títulos que contêm ordem de pagamento a
obri)a2ão +e*er8 ser cum1ri+a 1or terceiros.
Ex.: c"eque e etra de câmbio.
o Na ordem de pagamento podemos identificar a presença de trDs 1erso,a)e,s
cambi8rios# Vejamos quem são esses personagens no caso do cheque:
• EMITE(TE: é a 1essoa 5ue assi,a o che5ue, dando, assim, a ordem
de pagamento. Observe que no cheque vem escrito1 Cpague por este
cheque a quantia de 000". Temos, então, uma ORDEM ao Banco que
poderia ser traduzida nos seguintes termos: 'a,co% 1a)ue 1or este
che5ue a 5ua,tia +e###

• SACADO. é o 'a,co, ou seja, a pessoa jurídica que deve cumprir a
ordem de pagamento expressa no cheque. É do Banco que será retirado
(sacado) o valor escrito no título de crédito.

• TOMADOR ou 'E(EGICI&RIO. é a 1essoa 5ue se be,e3icia +a
or+em +e 1a)ame,to. É quem recebe o valor expresso no cheque.
$romessa +e 1a)ame,to. nos títulos que contêm 1romessa +e
1a)ame,to a o)rigação dever& ser
cumprida pelo próprio emitente e não por
terceiros. Ex.:: a nota promiss4ria. )bserve
que na nota promiss4ria não vem escrito
pa5ue# mas pagarei1 o verbo está na primeira
pessoa do sin5uar =eu pa5arei>.
o Na promessa de pagamento podemos identificar a presença de, apenas, +ois
1erso,a)e,s cambi8rios.
 EMITE(TE. é a 1essoa 5ue emite a 1romessa +e 1a)ame,to em
nome próprio, isto é, na primeira pessoa do singular (eu pagarei). O
emitente o devedor da o)rigação.
47
Resumão Direito Comercial
 'E(EGICI&RIO: é a pessoa que se )eneficia da promessa de
pagamento. É o credor do título.
B#"#Q# MODALIDADES DE CIRCULASO
 o principal objetivo é a circulação que se opera por meio de transferência.
T0tulo (omi,ati*o. é aquele cujo ,ome +o be,e3ici8rio co,sta ,o re)istro +o
emite,te. Trata-se, portanto, do título emitido em nome de
1essoa +etermi,a+a# Sua transferência opera-se através de
uma cessão (admite-se a transferência por meio de endosso).
Ex.: c"eque nomina
(omi,ati*o \da or+em]. também traz no seu contexto o nome do beneficiário sempre
constando a expressão D'ague4se a EEEEEEEE ou , sua ordem?0
A cláusula D, ordem? constitui a principal característica na
evolução dos títulos de crédito, surgindo com isso o e,+osso
(meio de transferência e garantia do título), sendo firmado pelo
portador do título0
T0tulo ao 1orta+or. é aquele que circula com muita 3acili+a+e, transferindo-se de
pessoa para pessoa 1ela sim1les e,tre)a +o t0tulo. Não consta
deste título o nome da pessoa beneficiada. Por isso , o seu
portador é, presumivelmente, seu proprietário. Ex.: c"eque ao
portador.
T0tulos \,ão 6 or+em]. é uma cl8usula +e e7ce2ão +o +ireito cambiario, vez que
im1e+e a circula2ão +o t0tulo. Para sua transferência será
necessário um termo de cessão assinado tanto pelo cedente como
pelo cessionário onde, aquele se obriga apenas com o cessionário
e não com os demais coobrigados. Na (ota $romiss?ria a lei
obriga a inserção da cláusula "à ordem¨ para que não se proíba a
circulação da mesma.
.
B#"#E# CATE:ORIAS DOS TRTULOS DE CR9DITO
I# T0tulos $r?1rios. são aqueles que efetivamente e,cerram uma o1era2ão +e
cr-+ito. Exs.: Letras de Câmbio e 2otas %romiss4rias.
 Existe neste caso uma or+em (LC) e uma 1romessa (($) de
1a)ame,to de uma importância certa para uma 1essoa
+etermi,a+a ou 6 sua or+em.
II# T0tulos Im1r?1rios. são aqueles que e,cerram uma *er+a+eira o1era2ão +e
cr-+ito, mas 1ree,chi+os os seus re5uisitos circulam
normalmente com todas as suas garantias. Ex.: C"eque
48
Resumão Direito Comercial
 o cheque, após emitido, só será pago se houver suficiente
provisão de fundos. São títulos bastante aceitos já que possuem
garantias quando circulam.
III# T0tulos +e Le)itima2ão. são títulos 5ue ,ão +ão ao seu 1orta+or um +ireito +e
cr-+ito 1ro1riame,te +ito% mas o de receber a presta9ão
de um servi9o ou de uma coisa. Ex.: bi"etes de
espetácuo( passa5ens# etc.
 por serem de compensação futura, absorvem muitas qualidades
dos títulos de crédito.
I<# T0tulos +e $artici1a2ão. )ara,tem ao seu 1orta+or o +ireito +e 1artici1a2ão.
Ex.: .9<es das S?..
 o portador terá direito de fiscalizar a Cia, participando nos
resultados financeiros e demais direitos inerentes, possuindo
aceitação na bolsa de valores.
B#"#M# (ATURE_A DOS TRTULOS DE CR9DITO
I# Abstratos. São títulos dos quais ,ão ,ecessita +ecli,ar a ori)em, desprendendo-
se do negócio fundamental que os originou. Ex.: 2ota %romiss4ria e
Letra de Câmbio.
II# Causais. 1ossuem uma causa a,terior, ou seja, existem em função de uma
relação fundamental que os originou. Para sua emissão é necessário
Ter havido uma relação comercial e à prazo para sua concretização
(vendas ou prestação de serviço). Ex.: *upicata.
B#2# $RI(CI$AIS ATOS CAM'IARIOS
 Todos estes atos cambiários dizem respeito à: LC% ($% Du1licatas e Che5ues
SATUE. é o ato cambiario que tem 1or ob/eti*o a cria2ão +e um t0tulo +e cr-+ito.
Sa5ue é sin6nimo de emissão#
ACEITE. é ato cambiario pelo qual o saca+o reco,hece a *ali+a+e +a or+em +e
1a)ame,to. O aceite some,te - utili4a+o ,o caso +e or+em +e 1a)ame,to
a 1ra4o. Constitui-se em uma assinatura do sacado na própria letra (anverso),
admitindo-se também no verso, desde que contenha a expressão \aceito]# O
aceitante é o devedor principal do título. Em havendo recusa ao aceite, tal
situação acarreta no vencimento antecipado do título. Assim, poderá o
beneficiário, cobrar o título diretamente em face do sacador.
ACEITE $ARCIAL. neste caso, o sacado aceita pagar apenas parte do título.
49
Resumão Direito Comercial
ACEITE MODIGICADO OU LIMITADO. o sacado aceita a ordem de pagamento, só que
alterando uma das condições do título. Ex.: u5ar
do pa5amento.
$ROTESTO. É a a1rese,ta2ão 1Iblica +o t0tulo 1ara seu +e*i+o 1a)ame,to, o
qual, prova a falta do aceite. O sacado, neste caso, será intimado para
comparecer em cartório a fim de aceitar o título.
$ra4os. - no $rotesto 1or 3alta +e aceite, o portador deverá
entregar o título em cartório até o fim do prazo de
apresentação ou no dia seguinte ao término do prazo se o
título foi apresentado no último dia deste e o sacado
solicitou o 1ra4o +e res1iro C1ara LC>.
- no $rotesto 1or 3alta +e 1a)ame,to, o credor deverá
entregar o título em cartório em um dos dias úteis
seguintes àquele em que for pagável ou no 1º dia útil
após o vencimento.
 não sendo obedecidos os prazos, o portador do título perderá o direito
de cobrar o crédito contra os coobrigados do título (sacador, endossante
e seus respectivos avalistas), permanecendo o direito apenas contra o
devedor principal e seus avalistas.
E(DOSSO. é o ato cambiario no qual se o1era a tra,s3erD,cia +o cr-+ito
re1rese,ta+o ,o t0tulo \6 or+em]#
E,+ossa,te ou e,+ossa+or: é o sujeito ativo do ato cambiario.
E,+ossat8rio. é o sujeito passivo, o credor.
 em regra não há limite para o número de endossos; quanto mais
endossos, maior será a garantia do título.
Espécies de Endosso 
1. Endosso em bra,co. é aquele em que o e,+ossa,te (pessoa que dá o endosso)
,ão i+e,ti3ica a 1essoa +o e,+ossat8rio. O e,+osso em
bra,co consiste na assinatura do endossante, fazendo com
que o título nominal passe a circular como se fosse título ao
portador. Esse endosso deve ser conferido na parte de trás
do título.
2. Endosso em 1reto. é aquele em que o e,+ossa,te i+e,ti3ica e71ressame,te
o ,ome +o e,+ossat8rio. Esse endosso pode ser
conferido na frente (face ou anverso) ou atrás (dorso ou
verso) do título. Ex.: Pague-se a "Fulano de Tal
3. Endosso $arcial: é um tipo de endosso nulo no direito cambiario.
4. Endosso Co,+icio,al: é aquele vinculado a uma determinada condição.
Não é nulo e sim ineficaz, porque a lei considera
como não escrito.
50
Resumão Direito Comercial
5. Endosso Ma,+ato. é aquele onde o endossante não transfere a titularidade da
cártula, mas apenas legitima a posse da letra. Ex.:
Procurador do endossante.
6. Endosso Cau2ão: o crédito não se transfere para o endossatário, que é
investido na qualidade de credor pignoratício do
endossante. Esse tipo de endosso é onerado por um
penhor. Ex.: "valor em penhor ou valor em garantia.¨
7. Endosso sem )ara,tia: não vincula o endossante na qualidade de
coobrigado. Esta cláusula necessita ser expressa.
8. Endosso $?stumo. é aquele realizado após o protesto. Neste caso produzirá
efeitos civis de uma cessão ordinária de crédito, passando o
portador a Ter o direito de exigir dos demais coobrigados a
dívida.
Com rela2ão 6 Res1o,sabili+a+e: havendo o endosso anterior ao protesto, o
endossante estará investido nos +ois e3eitos +o
e,+osso.
a) o de tra,s3erir a titulari+a+e +a c8rtula;
b) o de )ara,tir o 1a)ame,to +o t0tulo ,a
5uali+a+e +e coobri)a+o#
A<AL: é o ato cambiario pelo qual um terceiro, +e,omi,a+o a*alista, :ARA(TE o
1a)ame,to +o t0tulo +e cr-+ito#
A*alista. é a pessoa 5ue 1resta o a*al. Para isso, basta a sua assinatura,
em geral, na frente do título. Devemos destacar que o avalista
assume RES$O(SA'ILIDADE SOLID&RIA pelo pagamento da
obrigação. Ìsto significa que, se o título não for pago no dia do
vencimento, o cre+or 1o+er8 cobr8!lo +iretame,te +o a*alista%
se assim o +ese/ar#
A*ali4a+o. é o +e*e+or 5ue se be,e3icia +o a*al, tendo sua +0*i+a
)ara,ti+a 1era,te o cre+or. Se o avalizado não pagar o título, o
avalista terá de fazê-lo. A Lei assegura, entretanto, ao avalista o
+ireito +e cobrar% 1osteriorme,te% o a*ali4a+o.
 o a*alista tem 5ue ser ca1a4 (se descobrir depois que não era capaz,
isso não invalida o aval em respeito ao princípio da autonomia das
obrigações.
 A garantia do avalista pode ser por todo o pagamento, ou apenas por
parte dele.
 O aval deve ser dado por escrito, no verso ou anverso do título, ou
ainda, em uma folha anexa ao título (no caso de LC) chamada de
prolongamento, devendo constar a expressão "Bom para Aval¨ ou
qualquer outra semelhante, seguindo-se o nome do avalista.
51
Resumão Direito Comercial
(ature4a Jur0+ica +o A*al. é uma )ara,tia 1r?1ria +os t0tulos
cambi8rios e a eles equiparados, que não se
confunde com as demais garantias dadas no
direito comum (penhor, hipoteca, fiança).
Algumas pessoas consideram o aval como
uma fiança, sendo que, entretanto, são títulos
distintos.
Di3ere,2a e,tre A<AL e GIA(SA 
1º) O A<AL é concedido SOME(TE (OS TRTULOS DE CR9DITO,
enquanto a GIA(SA é prestada ,os co,tratos.
2º) Na GIA(SA é possível ser enfocado o chamado be,e30cio +e or+em,
enquanto que no A<AL ,ão - 1oss0*el tal 1ri*il-)io.
Di3ere,2a e,tre A<AL e E(DOSSO 
1º) O E(DOSSO é um meio de transferência de direitos dentro de um título,
mediante a assinatura do seu detentor legitimado no verso ou no anverso
do título, garantindo o endossatário salvo cláusula em contrário.
2º) o A<AL é apenas uma garantia, não necessitando ser firmado pelo
detentor do título (situação que no endosso é obrigatória), não
transferindo a propriedade.
ASO CAM'IAL. É e7ecuti*a# Não há necessidade de prévio processo de
conhecimento. É DIRETA quando proposta contra o devedor
principal e de RE:RESSO quando contra os demais
coo)rigados0
 Na a2ão +ireta, NÃO HÁ NECESSÌDADE DE PROTESTO.
Perdido o direito de ação por decadência/prescrição, pode ainda o
portador mover ação ordinária contra o sacador ou aceitante.
B#B# $RI(CI$AIS TRTULOS DE CR9DITO
 são Títulos de Crédito:
"# Letras +e CKmbioH
2# (ota $romiss?riaH
B# Che5ueH
Q# Du1licataH
E# T0tulo +e Cr-+ito RuralH
B#B#"# LETRA DE CeM'IO
Co,ceito. A letra de câmbio - uma or+em +e 1a)ame,to, à vista ou a prazo. Constitui-
se numa or+em +a+a 1or escrito a uma 1essoa '*=* F>; '*G>; * >M
@;8;%$C$H=$O $8D$C*DO, ou à ordem deste, uma +etermi,a+a 5ua,tia.
 Como toda ordem de pagamento, nela encontramos três personagens
cambiários:
52
Resumão Direito Comercial
1. emite,te ou saca+or: pessoa que emite o t0tulo.
2. saca+o: pessoa que recebe a or+em e deve cumpri-la.
3. toma+or ou be,e3ici8rio: pessoa que se be,e3icia +a or+em de
pagamento.
(ature4a. sua existência não está condicionada a um contrato e sim em um ato unilateral
da vontade do subscritor, sendo um +ocume,to 3ormal% literal% abstrato e
com obri)a2ão aut=,oma#
Caracter0sticas.
1. t0tulo +e cr-+ito materiali4a+o em um +ocume,to;
2. t0tulo 6 or+em: esta cláusula é inerente ao título, para que sua circulação
seja facilitada.
3. 3ormal. obedece todos os requisitos;
4. literal. só vale o que está escrito;
5. abstrato. não há necessidade da indicação do negócio fundamental
original;
6. aut=,omo. as obrigações são independentes;
7. t0tulo +e a1rese,ta2ão#
Gu,2ão +a Letra +e CKmbio. possui a 3u,2ão +e 1a1el moe+a destinada a e3etuar o
tra,s1orte 38cil +e *alores +e um lu)ar 1ara outro sem
os perigos e as dificuldades do transporte real, facilitando,
assim, a efetivação de transações comerciais. A Letra +e
CKmbio - aceita i,ter,acio,alme,te#
Gorma +a Letra +e CKmbio. não há uma forma especial de preenchimento, em geral,
materializa-se da seguinte forma:
C.os = dia?mDs?ano > pa5ará B.S. pea presente Letra de Câmbio ao Sr.
EEEEEEEEE ou F sua ordem a quantia de EEEEEEEEEEE em moeda corrente do
país# no u5ar EEEEEEEEEE# data e assinatura.
• E, abaixo, o nome do sacado, com o endereço, podendo ser emitida de forma
manuscrita, datilografada ou impressa.
• o conteúdo da LC deverá ficar restrito apenas a uma face do papel, não se permitindo
no verso, o qual é destinado para circulação por meio de endosso.
Re5uisitos Esse,ciais. A letra de câmbio é +ocume,to 3ormal% devendo, por isso,
obedecer a diversos re5uisitos previstos em Lei. Esses requisitos
são:
a) A denominação letra +e cKmbio escrita no texto do documento;
b) A 5ua,tia 5ue +e*e ser 1a)a: havendo dúvidas entre o valor inserido por
extenso e o valor inserido por algarismos, prevalecerá o inserido por extenso.
c) O ,ome +o saca+o: a 1essoa 5ue +e*e 1a)ar o t0tulo. O sacado não possui
nenhuma obrigação para com o portador do mesmo enquanto não inserir sua
assinatura, tornando-se aceitante. Enquanto não inserida a assinatura, a
obrigação é garantida pelos demais coobrigados (endossantes e avalistas).
o a LC poderá ser emitida contra vários sacados.
 Cumulati*a. quando todos os sacados aceitam o título;
 Sucessi*a. a apresentação deve ser feita na ordem indicada;
53
Resumão Direito Comercial
 Alter,ati*a. caberá ao portador escolher entre os sacados.
d) O nome do toma+or ou be,e3ici8rio: a 1essoa a 5uem o t0tulo +e*e ser
1a)o.
e) A +ata e o lu)ar onde a letra - saca+a#
f) A assi,atura +o saca+or: a pessoa que emite o t0tulo. Não havendo
assinatura, não há garantia; o sacador precisa ser capaz; pode ser inserida em
qualquer lugar do título.
 a ausD,cia +e 5ual5uer um +esses re5uisitos tor,ar8 1re/u+ica+a a
li5ui+e4% a e7i)ibili+a+e e a certe4a +o t0tulo# O T0tulo - (ULO#
$ra4o +e Res1iro. é um prazo 1e+i+o 1elo saca+o visando a conveniência ou não
do aceite. É um prazo máximo de 24 horas.
Obs#. sendo apresentado o título para o aceite e este não sendo devolvido pelo
sacado, o juiz poderá decretar a prisão administrativa do mesmo. A prisão
somente poderá ser revogada em caso de devolução do título, ou pagamento
do mesmo.
Sa5ue. O saque - o ato +e cria2ão, de emissão +a letra +e cKmbio, vinculando o
saca+or 6 1osi2ão +e co!+e*e+or e ao 1a)ame,to +a letra se o saca+o ,ão
1a)ar o t0tulo#
Aceite. O saca+o ,ão est8 obri)a+o a 1a)ar o t0tulo. O ato em que o sacado
concorda em acolher a or+em i,cor1ora+a 1ela letra se chama ACEITE, e
resulta +a sim1les assi,atura +o saca+o la,2a+a ,o a,*erso +o t0tulo, ou
no verso desde que identificado pela expressão LaceitoL# O ACEITA(TE é o
+e*e+or 1ri,ci1al +o t0tulo. Se o saca+o RECUSAR A ACEÌTAR a ordem de
pagamento, o toma+or poderá cobrar de imediato o título +o saca+or.
Aceite $arcial. O aceite pode ser limitati*o ou 1arcial quando concorda
em pagar somente uma parte do valor, ou mo+i3icati*o,
quando o sacado adere à ordem alterando parte das
condições fixadas, tais como o prazo de vencimento. O
aceitante se vincula ao pagamento do título nos exatos
termos de seu aceite. Neste caso o título deve ser
protestado, ficando o sacador responsável pela diferença.
Recusa +o aceite. A recusa +o aceite é com1ortame,to l0cito. O sacado
estará vinculado ao título apenas se concordar a em
atender a ordem que lhe é dirigida. A Recusa 1arcial ou
total% causa o *e,cime,to a,teci1a+o +a letra. O credor
poderá cobrar o título de imediato a sacador. A 3alta ou
recusa +o aceite 1ro*a!se 1elo 1rotesto#
$rotesto. Por 3alta +e aceite ou 1a)ame,to. No primeiro dia útil após
vencimento/recusa de aceite. Necessário para exercício do direito de regresso
contra os demais coobrigados
E,+osso. A letra de câmbio é título, em regra, com cl8usula L6 or+emL% o que 1ermite o
e,+osso, ato que opera a trans!erDncia do crédito representado peo títuo,
significando que o cre+or 1o+e ,e)ociar o t0tulo# O alienante do crédito
54
Resumão Direito Comercial
cambial é o e,+ossa,te (ou e,+ossa+or) e o adquirente é o e,+ossat8rio.
Não há limites para o número de endossos de um título.
E3eitos +o E,+osso. São efeitos do endosso:
a) tra,s3erD,cia +a titulari+a+e +o cr-+ito;
b) *i,cula2ão +o e,+ossa,te como co!obri)a+o
ao 1a)ame,to +o t0tulo#
Cessão Ci*il +e Cr-+ito. A cessão civil de crédito é ato jurídico de efeitos não
cambiais de transferência de titularidade do crédito, no qual
o cedente responde, em regra, apenas pela existência do
crédito e não pela solvência do devedor.
O endosso pode ter efeito de cessão civil nos seguintes
casos:
a) e,+osso 1ratica+o a1?s 1rotesto por falta de
pagamento;
b) com cl8usula L,ão 6 or+emL% tornando o título
tra,smiss0*el a1e,as 1or cessão ci*il.
A*al. O Aval - ato o,+e o a*alista )ara,te o 1a)ame,to +o t0tulo em 3a*or +o
+e*e+or 1ri,ci1al ou de um co-obrigado, respondendo pelo pagamento do título
perante todos os credores do avalizado e podendo voltar-se, após o pagamento,
contra todos os devedores do avalizado, além deste. O aval pode ser em branco ou
em preto.
A*al 7 Gia,2a. O aval difere da 3ia,2a - ato de garantia de efeitos não cambiais -
nos seguintes aspectos:
a) o a*al ,ão ,ecessita +a outor)a u7?ria;
b) i,e7iste o be,e30cio +a or+em 1ara o a*ali4a+o pois
sua obri)a2ão - aut=,oma e ,ão acess?ria.
De*e+or. Os devedores de um título podem ser:
a) 1ri,ci1al, na letra de câmbio - o aceita,te C saca+o >H
b) co!obri)a+os, na letra de câmbio, são os e,+ossa,tes e o saca+or. O
co-obrigado que paga o título tem direito de regresso contra o +e*e+or
1ri,ci1al e contra os outros co!obri)a+os a,teriores, na seguinte
ordem:
a) o sacador da letra é anterior aos endossantes;
b) os endossantes em ordem cronológica e
c) os avalista inseridos na posição imediatamente posterior ao
respectivo avalizado.

<e,cime,to : Uma letra pode ser sacada:
- f *ista. Pagável à apresentação.
! f um certo termo +e *ista. Se conta da data do aceite ou na falta
deste, do protesto
! f um certo termo +e +ata. A tantos dias da data do saque
! Em um +ia 3i7a+o
O'S#. As letras quer com *e,cime,tos +i3ere,tes, quer com
*e,cime,tos sucessi*os são NULAS
A1rese,ta2ão.
55
Resumão Direito Comercial
- <e,c0*el 6 *ista, até 1 ano após o saque
! A certo termo +a *ista, até 1 ano para procurar o sacado.
! Em +ia 3i7a+o: Até este dia
• O t0tulo 5ue co,te,ha cl8usula L,ão aceit8*elL some,te 1o+er8
ser a1rese,ta+o ao saca+o ,o seu *e,cime,to#
• Apresentado o título ao sacado, este tem o direito de pedir que lhe
seja reapresentado no dia seguinte, é o período de respiro.
O'S#. O sacado que retém indevidamente a letra de câmbio para
aceite está sujeito à prisão administrativa.
$a)ame,to. Apresentada no dia/lugar que é pagável ou no primeiro dia útil imediato
Justa Causa ,a (e)ati*a +e $a)ame,to. É justa causa para negativa de pagamento do
título:
a) e7tra*io +a letra;
b) 3alD,cia ou i,ca1aci+a+e.
$ra4o 1rescricio,al. Caso ocorra a prescrição, ainda assim pode-se reclamar o crédito
através de uma ação ordinária
- Co,tra o aceita,te: 3 anos, a contar do vencimento
- Co,tra o saca+or e os +emais coobri)a+os: 12 meses, a contar da
data do protesto
- Dos e,+ossa,tes co,tra os outros e co,tra o saca+or: 6 meses, a
contar do pagamento da letra ou do dia em que o endossante foi
acionado
B#B#2# (OTA $ROMISS;RIA
Co,ceito. A nota promissória é uma 1romessa +e 1a)ame,to pela qual o emite,te
(DEVEDOR) se com1romete +iretame,te com o be,e3ici8rio (CREDOR) a
1a)ar!lhe certa 5ua,tia em +i,heiro.
 A ,ota 1romiss?ria é DÌFERENTE da letra +e cKmbio, fundamentalmente, no
seguinte aspecto:
 a (OTA $ROMISS;RIA é 1romessa +e 1a)ame,to, enquanto a
LETRA DE CeM'IO é or+em +e 1a)ame,to.
o Sendo promessa de pagamento a nota promissória envolve apenas dois
personagens cambiários:

1 - O emite,te: é a pessoa que emite a nota promissória, na qualidade de
devedor do título.
2 - O be,e3ici8rio: é a pessoa que se beneficia da nota promissória, na
qualidade de credor do título.

Re5uisitos Esse,ciais. A nota promissória é o +ocume,to 3ormal% devendo, por esta
razão, obedecer a diversos requisitos estabelecidos pela Lei.

 A denominação (OTA $ROMISS;RIA escrita no texto do documento.
 A 1romessa 1ura e sim1les +e 1a)ar determinada quantia.
 A +ata +o *e,cime,to ( pa5amento ).
56
Resumão Direito Comercial
 O ,ome +o be,e3ici8rio ou 6 or+em de quem deve ser paga ( NÃO SE
ADMÌTE NOTA PROMÌSSÓRÌA AO PORTADOR ).
 O lu)ar o,+e o 1a)ame,to +e*e ser reali4a+o.
 A +ata em 5ue a ,ota 1romiss?ria 3oi emiti+a.
 A assi,atura +o emite,te ou subscritor (é o devedor principal)
Obs#. Não existe na NP o aceite, em razão da existência da assinatura
do próprio emitente no título.
 Caso não conste na nota promissória a data e local de pagamento ela será um título
pagável à vista no local do saque.
 O e,+osso, a*al, *e,cime,to% 1a)ame,to, 1rotesto e e7ecu2ão da NOTA
PROMÌSSÓRÌA são id-nticos aos da letra de c:m)io.
B#B#B# CWETUE
Co,ceito. O cheque - uma or+em i,co,+icio,al +e 1a)ame,to 6 *ista, de uma certa
5ua,tia em +i,heiro, dada com base em su3icie,te 1ro*isão +e 3u,+os ou
decorrente de contrato de abertura de crédito disponíveis em banco ou
instituição financeira equiparada.
I,ter*e,ie,tes.
Emitente: É a pessoa que +8 a or+em +e 1a)ame,to 1ara o saca+o, após verificação
dos fundos, 1a)ar. É o +e*e+or 1ri,ci1al.
Sacado: o ba,co ou i,stitui2ão 3i,a,ceira a ele e5ui1ara+a. O sacado de um cheque
,ão tem% em ,e,huma hi1?tese% 5ual5uer obri)a2ão cambial.
Beneficiário: É a pessoa a 5uem o saca+o +e*e 1a)ar a ordem emiti+a 1elo saca+or
O'S#. Os fundos disponíveis em conta corrente pertencem, até a
liquidação do cheque, ao correntista sacador.
Re5uisitos. São requisitos do cheque:
Extrínsecos: A)e,te ca1a4, cuja vontade foi livremente expressa,
sem qualquer vício
Ìntrínsecos:
a) A denominação \che5ue], inscrita no próprio texto
b) A or+em i,co,+icio,al +e 1a)ar uma 5ua,tia +etermi,a+a
c) O ,ome +o ba,co/i,stitui2ão 5ue +e*e 1a)ar (sacado)
d) A indicação da +ata e lu)ar +e emissão
e) A indicação do lu)ar +o 1a)ame,to
f) A assi,atura +o emite,te ou a de seu mandatário com poderes
especiais
Ti1os +e Che5ues.
57
Resumão Direito Comercial
Che5ue cru4a+o: possibilita a identificação do credor e só poderá ser pago via
depósito em conta. O cruzamento pode ser:
:eral: Dois traços paralelos no anverso
Es1ecial. Entre os traços, figura o nome do Banco
Che5ue 1ara ser cre+ita+o em co,ta. O emitente/portador 1ro0be o 1a)ame,to
em +i,heiro mediante a i,scri2ão ,o
a,*erso +a e71ressão. Dpara ser
creditado em conta?
Che5ue *isa+o: é aquele garantido pelo banco sacado durante um certo período.
Che5ue A+mi,istrati*o. é aquele sacado pelo banco contra um de seus
estabelecimentos.
E,+osso. O cheque - t0tulo +e mo+elo *i,cula+o. A transmissão de cheque 1a)8*el a
1essoa 5uali3ica+a é TRANSMÌSSÍVEL atra*-s +o E(DOSSO, com ou sem a
cláusula "à ordem¨. Com o CPMF, endossa-se apenas uma vez. A sua
circulação segue a mesma regulamentação da letra de câmbio, com as
seguintes diferenças:
a) ,ão se a+mite o e,+osso!cau2ão;
b) o endosso do sacado nulo# B.LE2*) .%E2.S C)$) G/+-.HI)
Aexceção: endosso feito por um dos estabelecimentos do sacado para
pagamento em outro estabelecimento); e
c) o endosso feito após o prazo de apresentação serve apenas como
cessão civil de crédito.
A*al. Expresso da forma convencional ou pela simples assinatura no anverso do
cheque. Na falta de indicação, considera-se avalizado o emitente.
Aceite. O cheque ,ão a+mite aceite. A praça é obrigada a aceitar pagamentos em
cheque.
<e,cime,to. Sempre à vista, contra apresentação.
• O cheque para se levar em conta somente é liquidado por lançamento
contábil por parte do sacado.
• O prazo para pagamento de cheque é de B0 +ias 1ara mesma 1ra2a e
M0 se 3or +e 1ra2a +isti,ta. A perda do prazo implica em perda do
direito contra os co-obrigados e do direito creditício se não mais existir
fundos.
• O cheque pode servir como instrumento de prova de pagamento e
extinção de obrigação.
$a)ame,to. Che5ue sem 3u,+os - ti1i3ica+o como estelio,ato. O cre+or ,ão
1o+e recusar 1a)ame,to 1arcial. O saca+o ,ão +e*e 1a)ar o
che5ue a1?s o 1ra4o +e 1rescri2ão#
58
Resumão Direito Comercial
• A e7ecu2ão +e che5ues sem fundos 1rescre*e em M meses a partir do
término do prazo para apresentação. Após o decurso deste prazo, será
admissível ação com base em locupletamento sem causa no prazo de 2
anos.
Susta2ão +e Che5ue. A sustação do cheque pode ser:
a) re*o)a2ão Cco,tra!or+em>% notificação dos motivos, feitos após o
prazo para apresentação do cheque e
b) o1osi2ão% a*iso escrito% relevante razão de direito, antes da
liquidação do título. A sustação pode configurar crime de fraude no
pagamento por cheque (art.171). O sacado não pode questionar a
ordem.
$ra4o 1rescricio,al.
a) M meses, contados da expiração do prazo de apresentação:
- Do portador contra o emitente e seus avalistas
- Do portador contra os endossantes e seus avalistas.
b) De qualquer dos coobrigados contra os demais: M meses
contados do dia em que pagou o cheque ou foi acionado
O'S#. A ação de enriquecimento ilícito contra o emitente ou
coobrigados 1rescre*e em 2 a,os co,ta+os +o +ia em 5ue
se co,sumar a 1rescri2ão +a a2ão +e e7ecu2ão
Os che5ues $;S!DATADOS. É interessante lembrarmos que, segundo a lei Uniforme
sobre Cheques, este título - or+em +e 1a)ame,to 6 *ista.
Desta maneira, os che5ues com +ata 3utura ao +ia real
+a emissão não devem ser levados em conta. A data
futura não é considerada e o cheque sempre é pagável à
vista.

B#B#Q# DU$LICATA
Co,ceito. A duplicata - o t0tulo +e cr-+ito emiti+o com base em obri)a2ão
1ro*e,ie,te +e com1ra e *e,+a comercial ou 1resta2ão +e certos
ser*i2os#
• Vejamos um exemplo de como surge uma duplicata:
• Na venda de uma mercadoria, com prazo não inferior a 30 dias, o vendedor deverá
extrair a respectiva 3atura para apresentá-la ao comprador. No momento da emissão
da futura, ou após a venda, o comerciante poderá extrair uma +u1licata que, sendo
assinada pelo comprador, ser*ir8 como +ocume,to +e com1ro*a2ão +a +0*i+a#
Re5uisitos Esse,ciais. A duplicata, sendo titulo formal, apresenta os seguintes requisitos
previstos em Lei:

• A denominação +u1licata, a data de sua emissão e o número de ordem.
• O ,Imero +a 3atura.
59
Resumão Direito Comercial
• A +ata +o *e,cime,to ou a declaração de ser +u1licata 6 *ista.
• O ,ome e o +omic0lio +o *e,+e+or e +o com1ra+or.
• A im1ortK,cia a 1a)ar, em algarismos e por extenso.
• A 1ra2a +e 1a)ame,to.
• A clausula 6 or+em.
• A declaração do recebimento de sua exatidão e da obrigação de pagá-la,
a ser assinada pelo comprador, como aceite cambial.
• A assi,atura +o emite,te
Classi3ica2ão. A duplicata é título de modelo vinculado e o comerciante que a adotar
+e*e ma,ter um li*ro +e re)istro +e +u1licatas. A duplicata deve ser
de uma única fatura.
• A duplicata é t0tulo causal pois some,te 1o+e re1rese,tar cr-+ito
+ecorre,te +e um +etermi,a+a causa. A emissão e aceite de
+u1licata simula+a é crime pela lei 8137/90.
Du1licata Simula+a. A duplicata é titulo cuja existência +e1e,+e de
um contrato de com1ra e *e,+a comercial ou de prestação de serviço.
Em outras palavras, toda duplicata deve corresponder a uma efetiva
venda de bens ou prestação de serviços. A emissão de duplicatas que
não tenham como origem essas atividades é co,si+era+a i,3ra2ão
1e,al. Trata-se da chamada L+u1licata 3riaL ou +u1licata simula+a.
<e,cime,to
! f *ista. Pagável à apresentação.
- f um certo termo +e *ista
Remessa.
! Remessa 1elo cre+or. 30 dias, na praça do devedor
- Remessa 1or i,stitui2ão 3i,a,ceira. 10 dias
De*olu2ão. Em 10 dias, contados da apresentação, assinada ou
acompanhada de declaração contendo razões recusa de aceite
Aceite. O *e,+e+or tem 1ra4o 1ara e,*iar a +u1licata, que é título de aceite
o)rigatório e sua recusa somente poderá ocorrer em determinados casos
e5amente previstos (avaria ou não rece)imento de mercadorias quando
enviadas por conta e risco do vendedor. vícios na qualidade e quantidade.
diverg-ncia nos prazos ou preços).

$rotesto. Deve ser feito:
- Por 3alta +e aceite
- Por 3alta +e 1a)ame,to
- Por 3alta +e +e*olu2ão
• A duplicata pode ser protestada, até 30 dias após o seu vencimento, por
falta de pagamento, aceite ou devolução.
• A perda do prazo implica somente na perda do direito contra os co-
obrigados.
• A triplicata pode ser emitida no caso de perda ou extravio da duplicata.
$ra4o 1rescricio,al.
60
Resumão Direito Comercial
- Co,tra o saca+o/a*alistas: 3 anos, a contar do vencimento
- Co,tra o e,+ossa,te/a*alistas: 1 ano, a contar da data do protesto
- Dos coobri)a+os co,tra outros e co,tra o saca+or: 1 ano, a contar do
pagamento do título

B#B#E# TRTULOS DE CR9DITO RURAL
a> C-+ula Rural $i),orat0cia C g 1e,hor >
• Vinculada ao penhor de bens móveis especificados.
• Os bens podem ser especificados em documento à parte
b> C-+ula Rural Wi1otec8ria
• Vinculada a uma hipoteca de bem imóvel
c> C-+ula Rural $i),orat0cia e Wi1otec8ria
• Combinação das anteriores
+> (ota +e Cr-+ito Rural
• Apesar de não estar vinculada à qualquer garantia real tem privilégio
especial sobre os bens discriminados no artigo 1563 do C. Civil (bens
móveis do devedor, não sujeitos a direito real de outrem, imóveis não
hipotecados, saldo de bens sujeitos a penhor ou hipoteca depois de
pagos os respectivos credores e o valor do seguro e da desapropriação)
Q# C;DI:O DE DEGESA DO CO(SUMIDOR
Q#"# CO(CEITOS :ERAIS
CO(SUMIDOR. é to+a 1essoa 30sica ou /ur0+ica que ADQUÌRE ou UTÌLÌZA 1ro+uto ou
ser*i2o como destinat&rio final.
• EQUÌPARA-SE a co,sumi+or a coletividade de pessoas, ainda que
indetermináveis, que ha/a i,ter*i,+o ,as rela2Jes +e co,sumo.
GOR(ECEDOR. é to+a 1essoa 30sica ou /ur0+ica, 1Iblica ou 1ri*a+a% ,acio,al ou
estra,)eira, bem como os e,tes +es1erso,ali4a+os, que desenvolvem
ati*i+a+e +e 1ro+u2ão% mo,ta)em% cria2ão% co,stru2ão%
tra,s3orma2ão% im1orta2ão% e71orta2ão% +istribui2ão ou
comerciali4a2ão de 1ro+utos ou 1resta2ão +e ser*i2os.
$RODUTO. é 5ual5uer bem, m?*el ou im?*el% material ou imaterial.
SER<ISO: é 5ual5uer ati*i+a+e 3or,eci+a ,o merca+o +e co,sumo, mediante
REMUNERAÇÃO, inclusive as de natureza )anc&ria. financeira. de
crdito e securit&ria, SALVO AS DECORRENTES DAS RELAÇÕES DE
CARÁTER TRABALHÌSTA.
61
Resumão Direito Comercial
Q#2# $RI(CR$IOS :ERAIS
Ì - reco,hecime,to +a *ul,erabili+a+e +o co,sumi+or no mercado de
consumo;
ÌÌ - a2ão )o*er,ame,tal ,o se,ti+o +e 1rote)er e3eti*ame,te o
co,sumi+or:
ÌÌÌ - harmo,i4a2ão +os i,teresses +os 1artici1a,tes das relações de
consumo e com1atibili4a2ão +a 1rote2ão +o co,sumi+or com a
necessidade de desenvolvimento econômico e tecnológico, sempre com
base ,a boa!3- e e5uil0brio ,as rela2Jes entre consumidores e
fornecedores;
ÌV - e+uca2ão e i,3orma2ão +e 3or,ece+ores e co,sumi+ores, quanto aos
seus +ireitos e +e*eres, com vistas à melhoria do mercado de
consumo;
V - i,ce,ti*o 6 cria2ão pelos fornecedores de meios e3icie,tes +e
co,trole +e 5uali+a+e e se)ura,2a +e 1ro+utos e ser*i2os, assim
como de meca,ismos alter,ati*os +e solu2ão +e co,3litos +e
co,sumo;
VÌ - coibi2ão e re1ressão e3icie,tes de to+os os abusos 1ratica+os ,o
merca+o +e co,sumo% ÌNCLUSÌVE a co,corrD,cia +esleal e
utili4a2ão i,+e*i+a de inventos e criações industriais das marcas e
nomes comerciais e signos distintivos, que possam causar prejuízos aos
consumidores;
VÌÌ - racio,ali4a2ão e melhoria +os ser*i2os 1Iblicos;
Q#B# CAM$O DE A$LICASO
 os ob/eti*os 1ri,ci1ais do Código de Defesa do Consumidor são:
• o ATE(DIME(TO +as ,ecessi+a+es dos co,sumi+ores;
• o RES$EITO à sua +i),i+a+e% saI+e e se)ura,2a;
• a $ROTESO de seus i,teresses eco,=micos;
• a MELWORIA da sua 5uali+a+e +e *i+a;
• a TRA(SGERV(CIA e WARMO(IA das rela2Jes +e co,sumo.
4.4. RESPONSABILIDADE DOS FORNECEDORES
PRODUTOS
 O GA'RICA(TE% o $RODUTOR% o CO(STRUTOR% ,acio,al ou estra,)eiro% e o
IM$ORTADOR RESPONDEM, i,+e1e,+e,teme,te +a e7istD,cia +e cul1a, pela
RE$ARASO DOS DA(OS CAUSADOS AOS CO(SUMIDORES por +e3eitos
+ecorre,tes de projeto# !abrica9ão# constru9ão# monta5em# !4rmuas# manipua9ão#
apresenta9ão ou acondicionamento +e seus 1ro+utos, bem como por informaç3es
insuficientes ou inadequadas so)re sua utilização e riscos0
62
Resumão Direito Comercial
1ro+uto +e3eituoso. quando ,ão o3erece a se)ura,2a 5ue +ele le)itimame,te se
es1era, levando-se em consideração as circunstâncias relevantes,
entre as quais:
Ì - sua apresentação;
ÌÌ - o uso e os riscos que razoavelmente dele se esperam;
ÌÌÌ - a época em que foi colocado em circulação.
• O produto não é considerado defeituoso pelo fato de outro de
melhor qualidade ter sido colocado no mercado.
 O GA'RICA(TE% o CO(STRUTOR% o $RODUTOR ou IM$ORTADOR
S; (O SER& RES$O(SA'ILI_ADO quando provar:
Ì - que não colocou o produto no mercado;
ÌÌ - que, embora haja colocado o produto no mercado, o defeito
inexiste;
ÌÌÌ - a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro.
 O COMERCIA(TE é igualmente responsável quando:
Ì - o fabricante, o construtor, o produtor ou o importador não
puderem ser identificados;
ÌÌ - o produto for fornecido sem identificação clara do seu
fabricante, produtor, construtor ou importador;
ÌÌÌ - não conservar adequadamente os produtos perecíveis.
• A5uele 5ue e3eti*ar o 1a)ame,to ao 1re/u+ica+o 1o+er8
e7ercer o +ireito +e re)resso contra os demais responsáveis,
segundo sua participação na causa do evento danoso.
SER<ISOS
 O GOR(ECEDOR DE SER<ISOS responde% i,+e1e,+e,teme,te +a e7istD,cia +e
cul1a, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à
prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas
sobre sua fruição e riscos.
ser*i2o +e3eituoso. quando ,ão 3or,ece a se)ura,2a 5ue o co,sumi+or +ele 1o+e
es1erar, levando-se em consideração as circunstâncias
relevantes, entre as quais:
Ì - o modo de seu fornecimento;
ÌÌ - o resultado e os riscos que razoavelmente dele se esperam;
ÌÌÌ - a época em que foi fornecido.
• O serviço não é considerado defeituoso pela adoção de novas
técnicas.
 O GOR(ECEDOR DE SER<ISOS SÓ NÃO SERÁ res1o,sabili4a+o quando provar:
Ì - que, tendo prestado o serviço, o defeito inexiste;
ÌÌ - a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro.
63
Resumão Direito Comercial
Ate,2ão. A res1o,sabili+a+e 1essoal +os 1ro3issio,ais liberais SERÁ APURADA
mediante a *eri3ica2ão +e cul1a.

Da Res1o,sabili+a+e 1or <0cio +o $ro+uto e +o Ser*i2o
$RODUTOS
 Os 3or,ece+ores +e 1ro+utos +e co,sumo +ur8*eis ou ,ão +ur8*eis respondem
SOLÌDARÌAMENTE pelos *0cios +e 5uali+a+e ou 5ua,ti+a+e que os tornem
im1r?1rios ou i,a+e5ua+os ao co,sumo a que se destinam ou lhes +imi,uam o
*alor, assim como por a5ueles +ecorre,tes +a +is1ari+a+e, com a indicações
constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem publicitária,
respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, 1o+e,+o o co,sumi+or
e7i)ir a substitui2ão +as 1artes *icia+as#
• Não sendo o *0cio sa,a+o ,o 1ra4o m87imo +e B0 +ias, pode o co,sumi+or
e7i)ir, ALTERNATÌVAMENTE e À SUA ESCOLHA:
Ì - a substitui2ão +o 1ro+uto 1or outro +a mesma es1-cie, em
1er3eitas co,+i2Jes +e uso;
ÌÌ - a restitui2ão ime+iata +a 5ua,tia 1a)a, monetariamente
atualizada, sem 1re/u04o +e e*e,tuais 1er+as e +a,os;
ÌÌÌ - o abatime,to 1ro1orcio,al +o 1re2o.
• Nos contratos de adesão, a cláusula de prazo deverá ser convencionada em
separado, por meio de manifestação expressa do consumidor.
• No caso de fornecimento de produtos in natura , será responsável perante o
consumidor o fornecedor imediato, exceto quando identificado claramente seu
produtor.
 São im1r?1rios ao uso e co,sumo:
Ì - os 1ro+utos cujos 1ra4os +e *ali+a+e este/am *e,ci+os;
ÌÌ - os 1ro+utos +eteriora+os% altera+os% a+ultera+os% a*aria+os%
3alsi3ica+os% corrom1i+os% 3rau+a+os% ,oci*os 6 *i+a ou 6 saI+e%
1eri)osos ou, ainda, aqueles em +esacor+o com as ,ormas
re)ulame,tares +e 3abrica2ão% +istribui2ão ou a1rese,ta2ão;
ÌÌÌ - os 1ro+utos que, por qualquer motivo, se re*elem i,a+e5ua+os ao 3im
a 5ue se +esti,am#
• Os 3or,ece+ores res1o,+em soli+ariame,te pelos *0cios +e 5ua,ti+a+e do
produto sempre que, respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, seu
co,teI+o l05ui+o 3or i,3erior 6s i,+ica2Jes co,sta,tes +o reci1ie,te% +a
embala)em% rotula)em ou +e me,sa)em 1ublicit8ria, podendo o consumidor
ENI:IR, ALTERNATÌVAMENTE e À SUA ESCOLHA:
Ì - o abatimento proporcional do preço;
ÌÌ - complementação do peso ou medida;
ÌÌÌ - a substituição do produto por outro da mesma espécie, marca ou modelo,
sem os aludidos vícios;
64
Resumão Direito Comercial
ÌV - a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem
prejuízo de eventuais perdas e danos.
SER<ISOS
 O GOR(ECEDOR DE SER<ISOS RESPONDE pelos *0cios +e 5uali+a+e que os
tornem im1r?1rios ao co,sumo ou lhes +imi,uam o *alor, assim como por aqueles
+ecorre,tes +a +is1ari+a+e com as i,+ica2Jes co,sta,tes +a o3erta ou
me,sa)em 1ublicit8ria, podendo o consumidor ENI:IR, ALTERNATÌVAMENTE e À
SUA ESCOLHA:
Ì - a reexecução dos serviços, sem custo adicional e quando cabível;
ÌÌ - a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem
prejuízo de eventuais perdas e danos;
ÌÌÌ - o abatimento proporcional do preço.
• A i),orK,cia +o 3or,ece+or SOBRE OS VÍCÌOS DE QUALÌDADE por
inadequação dos produtos e serviços ,ão o e7ime +e res1o,sabili+a+e.
 Wa*e,+o mais +e um res1o,s8*el 1ela causa +o +a,o, TODOS RESPONDERÃO
SOLÌDARÌAMENTE pela re1ara2ão 1re*ista nesta e nas seções anteriores.
 Se,+o o +a,o causa+o 1or com1o,e,te ou 1e2a i,cor1ora+a ao 1ro+uto ou
ser*i2o, são RES$O(S&<EIS SOLID&RIOS seu fabricante, construtor ou importador
e o que realizou a incorporação.
Da Deca+D,cia e +a $rescri2ão
 O +ireito +e reclamar pelos *0cios a1are,tes ou de fácil constatação CADUCA em:
Ì ÷ B0 +ias, quando do fornecimento de ser*i2o e +e 1ro+utos ,ão +ur8*eis;
ÌÌ ÷ [0 +ias, tratando-se de fornecimento de ser*i2o e +e 1ro+utos +ur8*eis.
• I,icia!se a co,ta)em +o 1ra4o +eca+e,cial a partir +a e,tre)a e3eti*a +o
1ro+uto ou +o t-rmi,o +a e7ecu2ão +os ser*i2os.
• Trata,+o!se +e *0cio oculto, o 1ra4o +eca+e,cial ÌNÌCÌA-SE NO MOMENTO EM
QUE FÌCAR EVÌDENCÌADO O DEFEÌTO.
 $RESCRE<E em E A(OS a 1rete,são 6 re1ara2ão 1elos +a,os causa+os por
fato do produto ou do serviço, i,icia,+o!se a co,ta)em +o 1ra4o A PARTÌR DO
CONHECÌMENTO DO DANO E DE SUA AUTORÌA.
Q#E# DESCO(SIDERASO DA $ERSO(ALIDADE JURRDICA
 Para e*itar o abuso +o +ireito de auto,omia 1atrimo,ial +a socie+a+e comercial,
foi criada pela doutrina a TEORIA DA DESCO(SIDERASO DA $ESSOA
JURRDICA, pela qual se autori4a o 1o+er JUDICI&RIO A ÌGNORAR A AUTONOMÌA
PATRÌMONÌAL DA PESSOA JURÍDÌCA sem1re que ela ti*er si+o utili4a+a como
e71e+ie,te 1ara a reali4a2ão +e 3rau+e#
65
Resumão Direito Comercial
• 9 1oss0*el, então, RES$O(SA'ILI_AR!SE, +ireta% 1essoal e ilimita+ame,te, o
s?cio $OR O'RI:ASO que cabia ori)i,ariame,te 6 socie+a+e,
resguardando-se desta forma os demais interesses que gravitam ao seu redor,
como o dos empregados, dos demais sócios, credores, consumidores e da
comunidade.
 O juiz poderá +esco,si+erar a 1erso,ali+a+e /ur0+ica da sociedade quando, em
+etrime,to +o co,sumi+or, HOUVER ABUSO DE DÌREÌTO, EXCESSO DE PODER,
ÌNFRAÇÃO DA LEÌ, FATO OU ATO ÌLÍCÌTO ou VÌOLAÇÃO DOS ESTATUTOS ou
CONTRATO SOCÌAL.
• A +esco,si+era2ão também será efetivada 5ua,+o hou*er 3alD,cia% esta+o +e
i,sol*D,cia% e,cerrame,to ou i,ati*i+a+e +a 1essoa jurídica 1ro*oca+os 1or
m8 a+mi,istra2ão#
• As socie+a+es co,sorcia+as são SOLIDARIAME(TE RES$O(S&<EIS pelas
obrigações decorrentes deste código.
• As socie+a+es coli)a+as S; RES$O(DERO $OR CUL$A.
• Tamb-m 1o+er8 ser +esco,si+era+a a pessoa jurídica sempre que sua
personalidade for, de alguma forma, obstáculo ao ressarcimento de prejuízos
causados aos consumidores.
Q#M# $ROTESO CO(TRATUAL E $R&TICAS A'USI<AS
Dis1osi2Jes :erais
 Os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os consumidores, se
não lhes for dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo, ou
se os respectivos instrumentos forem redigidos de modo a dificultar a compreensão de
seu sentido e alcance.
• As cl8usulas co,tratuais serão i,ter1reta+as +e ma,eira mais 3a*or8*el ao
co,sumi+or#
 O co,sumi+or 1o+e +esistir +o co,trato, no 1ra4o +e X +ias a co,tar +e sua
assi,atura ou +o ato +e recebime,to +o 1ro+uto ou ser*i2o, sempre que a
contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento
comercial, es1ecialme,te 1or tele3o,e ou a +omic0lio.
• Se o consumidor exercitar o +ireito +e arre1e,+ime,to, os *alores
e*e,tualme,te 1a)os% a 5ual5uer t0tulo, durante o prazo de reflexão, serão
+e*ol*i+os% +e ime+iato% mo,etariame,te atuali4a+os#
Das Cl8usulas Abusi*as
 São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:
Ì - im1ossibilitem% e7o,erem ou ate,uem a res1o,sabili+a+e +o
3or,ece+or por vícios de qualquer natureza dos produtos e serviços ou
impliquem renúncia ou disposição de direitos;
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Resumão Direito Comercial
ÌÌ - subtraiam ao co,sumi+or a o12ão +e reembolso +a 5ua,tia /8 1a)a,
nos casos previstos neste código;
ÌÌÌ - tra,s3iram res1o,sabili+a+es a terceiros;
ÌV - estabele2am obri)a2Jes co,si+era+as i,05uas% abusi*as, que
coloquem o consumidor em desvantagem exagerada, ou sejam
incompatíveis com a boa-fé ou a eqüidade;
V - estabele2am i,*ersão +o =,us +a 1ro*a em prejuízo do consumidor;
VÌ - determinem a utili4a2ão com1uls?ria +e arbitra)em;
VÌÌ- im1o,ham re1rese,ta,te 1ara co,cluir ou reali4ar outro ,e)?cio
/ur0+ico 1elo co,sumi+orH
VÌÌÌ - +ei7em ao 3or,ece+or a o12ão +e co,cluir ou ,ão o co,trato,
embora obrigando o consumidor;
ÌX - 1ermitam ao 3or,ece+or, direta ou indiretamente, *aria2ão +o 1re2o
+e ma,eira u,ilateralH
X - autori4em o 3or,ece+or a ca,celar o co,trato u,ilateralme,te, sem
que igual direito seja conferido ao consumidor;
XÌ - obri)uem o co,sumi+or a ressarcir os custos +e cobra,2a de sua
obrigação, sem que igual direito lhe seja conferido contra o fornecedor;
XÌÌ - autori4em o 3or,ece+or a mo+i3icar u,ilateralme,te o co,teI+o ou a
5uali+a+e +o co,trato% a1?s sua celebra2ão;
XÌÌÌ - i,3ri,/am ou 1ossibilitem a *iola2ão +e ,ormas ambie,tais;
XÌV - este/am em +esacor+o com o sistema +e 1rote2ão ao co,sumi+or;
XV - 1ossibilitem a re,I,cia +o +ireito +e i,+e,i4a2ão 1or be,3eitorias
,ecess8rias.
• A ,uli+a+e +e uma cl8usula co,tratual abusi*a (O I(<ALIDA O
CO(TRATO, e7ceto quando de sua ausência, apesar dos esforços de
integração, +ecorrer =,us e7cessi*o a 5ual5uer +as 1artes.
• 9 asse)ura+o ao co,sumi+or a LITUIDASO A(TECI$ADA DO
D9'ITO, total ou parcialmente, me+ia,te re+u2ão 1ro1orcio,al +os /uros
e +emais acr-scimos#
 Nos co,tratos +e com1ra e *e,+a +e m?*eis ou im?*eis mediante pagamento em
prestações, bem como ,as alie,a2Jes 3i+uci8rias em )ara,tia, CONSÌDERAM-SE
NULAS DE PLENO DÌREÌTO as cl8usulas 5ue estabele2am A PERDA TOTAL DAS
PRESTAÇÕES PAGAS EM BENEFÍCÌO DO CREDOR que, em razão do
inadimplemento, pleitear a resolução do contrato e a retomada do produto alienado.
Das $r8ticas Abusi*as
 9 <EDADO ao 3or,ece+or +e 1ro+utos ou ser*i2os:
Ì - co,+icio,ar o 3or,ecime,to +e 1ro+uto ou +e ser*i2o ao
3or,ecime,to +e outro 1ro+uto ou ser*i2o, bem como, sem justa
causa, a limites quantitativos;
ÌÌ - recusar ate,+ime,to 6s +ema,+as +os co,sumi+ores, na exata
medida de suas disponibilidades de estoque, e, ainda, de conformidade
com os usos e costumes;
ÌÌÌ - e,*iar ou e,tre)ar ao co,sumi+or, SEM SOLÌCÌTAÇÃO PRÉVÌA,
5ual5uer 1ro+uto% ou 3or,ecer 5ual5uer ser*i2oH
ÌV - prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor, tendo em vista
sua idade, saúde, conhecimento ou condição social, para impingir-lhe
seus produtos ou serviços;
V - e7i)ir +o co,sumi+or *a,ta)em ma,i3estame,te e7cessi*a;
67
Resumão Direito Comercial
VÌ - e7ecutar ser*i2os sem a 1r-*ia elabora2ão +e or2ame,to e
autori4a2ão e71ressa +o co,sumi+or, ressalvadas as decorrentes de
práticas anteriores entre as partes;
VÌÌ - re1assar i,3orma2ão +e1reciati*a, referente a ato praticado pelo
consumidor no exercício de seus direitos;
VÌÌÌ - colocar% ,o merca+o +e co,sumo% 5ual5uer 1ro+uto ou ser*i2o em
+esacor+o com as ,ormas e71e+i+as 1elos ?r)ãos o3iciais
com1ete,tesH
ÌX - +ei7ar +e esti1ular 1ra4o 1ara o cum1rime,to +e sua obri)a2ão ou
deixar a fixação de seu termo inicial a seu exclusivo critério;
• Os ser*i2os 1resta+os e os 1ro+utos remeti+os ou entregues ao
consumidor, na hipótese prevista no inciso ÌÌÌ, e5ui1aram!se 6s amostras
)r8tis% i,e7isti,+o obri)a2ão +e 1a)ame,to#
Q#X# I(<ERSO DO ^(US DA $RO<A
 No Código Civil, 5uem acusa tem o +e*er +e a1rese,tar as 1ro*as. Já no Código
de Defesa do Consumidor, há A I(<ERSO DO ^(US DA $RO<A, ou seja% - o
3or,ece+or +o 1ro+uto 5uem +e*e 1ro*ar 5ue o seu 1ro+uto ou ser*i2o est8 +e
acor+o com as ,ormas le)ais previstas no CDC e demais órgãos fiscalizadores e
normatizadores.
 Ìsto veio provocar a facilitação da defesa dos direitos do consumidor, quando, a
critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as
regras ordinárias de experiências;
E# GALV(CIA
Co,ceito: É um 1rocesso +e e7ecu2ão coleti*a, em que to+os os be,s +o 3ali+o são
arreca+a+os 1ara uma *e,+a /u+icial 3or2a+a, com a distribuição
proporcional do ativo entre todos os credores.
E#"# CARACTERI_ASO
 O pedido de falência pode ser pedido pelos credores nos seguintes casos:
• Pela im1o,tuali+a+e. não paga título no vencimento
• Pela 1r8tica +e atos +e 3alD,cia
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Resumão Direito Comercial
E7em1los +e Atos +e GalD,cia 
a) E7ecuta+o, não paga, não deposita a importância ou não nomeia bens à penhora,
dentro do prazo legal;
b) $roce+e a li5ui+a2ão 1reci1ita+a, ou lança mão de meios ruinosos ou
fraudulentos para realizar pagamentos;
c) Co,*oca cre+ores e lhes 1ro1Je +ilata2ão, remissão +e cr-+itos ou cessão +e
be,sH
d) Reali4a, ou por atos inequívocos, tenta realizar, com fito de te,tar retar+ar
1a)ame,tos ou 3rau+ar cre+ores, ,e)?cio simula+o, ou alie,a2ão +e 1arte ou
totali+a+e de seu ativo a 3°s.,credor ou não;
e) Tra,s3ere a Ba o seu estabelecime,to sem consentimento de todos os credores,
salvo se ficar com bens suficientes para solver o seu passivo;
f) D8 )ara,tia real a al)um cre+or sem ficar com bens livres e desembaraçados
equivalentes às suas dívidas, ou tenta essa prática, revelada por atos inequívocos;
g) Ause,tar!se sem deixar representante para administrar o negócio, habilitado com
recursos suficientes para pagar os credores; aba,+o,a o estabelecime,to;
oculta!se ou te,ta ocultar!se, deixando furtivamente o seu domicílio.
E#2# RETUERIME(TO
 O cre+or deve juntar título líquido e certo, 5ue le)itime a2ão e7ecuti*a,
DE<IDAME(TE $ROTESTADO. Havendo dúvida quanto a qualidade de comerciante
do devedor, cabe ao credor provar.
$ressu1ostos 1ara a GalD,cia.
a) +e*e+or +e*e ser comercia,teH
b) +e*e+or mostrar!se i,sol*e,te real ou 1resumi+oH
c) 1or +eclara2ão /u+icial#
E#B# LE:ITIMIDADE $ASSI<A
 A1e,as o COMERCIA(TE, regular, irregular ou de fato 1o+e 3alir. Pode ser
declarada a fal-ncia:
 do es1?lio do +e*e+or comercia,te;
 do me,or, com mais de "A a,os estabelecido com economia própria;
 dos que, e71ressame,te 1roibi+os, exercem o comércio.
O'S#. Empresas ,ão su/eitas 6 GalD,cia:
 Se)ura+oras: sofrem intervenção da SUSEP;
 +e Ca1itali4a2ão: liquidação por um interventor nomeado pelo
Ministério da Fazenda. (Ex. 1a& da 8eicidade)
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Resumão Direito Comercial
 I,stitui2Jes Gi,a,ceiras: liquidação e intervenção decretada pelo
Banco Central. Sendo inviável a liquidação, poderá ser decretada a
Falência.
 Socie+a+e +e Eco,omia Mista
E#Q# LE:ITIMIDADE ATI<A
 A 3alD,cia pode ser requerida:
 pelo 1r?1rio comercia,te (autofal-ncia);
 pelo c=,/u)e sobre*i*e,te,
 pelos her+eiros,
 pelo i,*e,taria,te;
 pelo s?cio ou acio,ista;
 pelo cre+or, comerciante ou não;
 pelo cre+or com )ara,tia real que renunciar a esta ou provar que o
bem não é su!iciente para sadar o débito;
 pelo Cre+or ,ão +omicilia+o ,o 'rasil, SE 1restar cau2ão.
O'S.: (ão 1o+e re5uerer: Comerciante irregular ou de fato.
E#E# U(I<ERSALIDADE DO JUR_O
 O /u04o +a 3alD,cia passa a ser o I,ico /u04o u,i*ersal para decidir as questões que
envolvam o falido, inclusive as de credores particulares do sócio solidário
Goro :eral. o do local do 1ri,ci1al estabelecime,to +o +e*e+or ou o de cada filial,
quando de empresa com sede situada fora do Brasil
 Ambula,tes% em1resa +e es1et8culos: o de onde sejam
encontrados
A2Jes ,ão su/eitas 6 u,i*ersali+a+e +o /u04o:
 E7ecu2Jes 3iscais em curso e ajuizadas posteriormente à
declaração de falência;
 TuestJes trabalhistas: Primeiro devem ser decididas pela justiça do
trabalho e depois então habilitadas;
 A2Jes / e7ecu2Jes iniciadas antes da falência, referentes a títulos
não sujeitos a rateios e as que demandarem quantia
ilíquida/obrigações não pecuniárias.
E3eitos +a +eclara2ão +e 3alD,cia.
 Ocorre o *e,cime,to a,teci1a+o +e to+os os t0tulosH
 Ficam sus1e,sas to+as as a2Jes/e7ecu2Jes i,+i*i+uaisH
 O /u04o +a 3alD,cia passa a ser o I,ico /u04o u,i*ersalH
 O 3ali+o 1er+e a a+mi,istra2ão +os seus be,s, que 1assa ao
s0,+ico#
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Resumão Direito Comercial
S0,+ico. Nomeado pelo juiz, escolhi+o e,tre os maiores cre+oresH pode ser
nomeado um estranho (dativo) se 3 credores sucessivos recusarem a
nomeação.
E#M# MASSA GALIDA
 É o ACER<O ati*o e 1assi*o +e be,s e i,teresses +o 3ali+o. É QUASE pessoa
jurídica, tem capacidade processual ativa e passiva (é um ente despersonalizado).
Passa a ser a+mi,istra+a e re1rese,ta+a pelo SR(DICO. Divide-se em massa ati*a
e massa 1assi*a.
E#X# CLASSIGICASO DOS CR9DITOS
 paga-se uma classe, depois a outra, e assim sucessivamente, até o esgotamento dos
recursos.

Cr-+itos trabalhistas. Ìndenizações por acidentes de trabalho e outros créditos
trabalhistas
Cr-+itos 3iscais e 1ara3iscais. nesta ordem: União, Estados, DF e Municípios
(c/respectivas autarquias)
Cr-+itos com +ireito real +e )ara,tia. Hipoteca, penhor, anticrese
Cr-+itos com 1ri*il-)ios es1eciais. Decorrentes de expressa disposição legal;
Aluguel do prédio/móveis do falido; Honorários
advocatícios;
E,car)os +a massa: Custas judiciais; Seguros e Despesas c/administração da
massa + salário do síndico.
D0*i+as +a massa. Custas pagas pelo credor que requereu a falência;
Obrigações de atos válidos praticados pelo síndico;
Provenientes de enriquecimento indevido da massa.
Cr-+itos com 1ri*il-)io )eral. Debêntures; Ìnstitutos ou caixa de aposentadorias
Cr-+itos 5uiro)ra38rios. Sem nenhum privilégio; são as dívidas com fornecedores.
E#A# ENTI(SO DA GALV(CIA
 Termi,a+a a li5ui+a2ão, o s0,+ico presta contas e tem sua remuneração arbitrada.
O juiz então profere a sentença de encerramento da falência.
 A falência deve estar e,cerra+a +e,tro +e 2 a,os A PARTÌR DA SUA
DECLARAÇÃO.
 O cre+or ,ão satis3eito pode pedir uma certi+ão +a 5ua,tia em aberto para uma
3utura e7ecu2ão.
71
Resumão Direito Comercial
E#[# ENTI(SO DAS O'RI:ASUES DO GALIDO
 A Se,te,2a +e E7ti,2ão de obrigações (sem crime 3alime,tar) se dá com:
• $a)ame,to/,o*a2ão dos créditos com )ara,tia real, ou
• o rateio +e mais +e Q0` +o 1assi*o (antes do encerramento) sendo
facultado o depósito para complementar.
E#"0# REA'ILITASO DO GALIDO
 A1?s o e,cerrame,to +a 3alD,cia:
 E A(OS, se não houve crime falimentar;
 A(OS, se houve crime falimentar;
$rescri2ão +as obri)a2Jes. 1ra4o )eralH
Reabilita2ão 1e,al. Detenção e Reclusão
M# CO(CORDATA
Co,ceito: É um processo que o comercia,te 1o+e mo*er co,tra os seus CREDORES
TUIRO:RAG&RIOS, para o)riga4los a um prazo mais longo nos
pagamentos ou rece)er menos, a fim de permitir-lhe uma reorganização
econômica e e*itar ou sus1e,+er a 3alD,cia#
M#"# CARACTERRSTICAS :ERAIS
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Resumão Direito Comercial
• Abrange some,te os cre+ores 5uiro)ra38riosH
• I,+e1e,+e +a co,cor+K,cia +os cre+oresH
• O requerente co,ser*a a a+mi,istra2ão +e seus be,sH
• O /ui4 ,omeia um COMISS&RIO, da mesma maneira que o síndico na falência,
mas com 3u,2ão e7clusi*ame,te +e 3iscali4ar#
M#2# ES$9CIES DE CO(CORDATAS
M#2#"# CO(CORDATA $RE<E(TI<A (Antes da falência).
RETUISITOS LE:AIS:
• (ão estar im1e+i+o +e 3a4D!loH
• E7ercer o com-rcio h8 mais +e 2 a,os;
• Ati*o su1erior a E0` +o 1assi*o 5uiro)ra38rio;
• (ão ser 3ali+o# Caso seja, +e*e estar reabilita+o comercialmente e penalmente,
se for o caso;
• (ão ter t0tulo 1rotesta+o 1or 3alta +e 1a)ame,to
ELEME(TOS DO $EDIDO DE CO(CORDATA:
• A 1ro1osta +e 1a)ame,to;
• Contrato social em vigor;
• $ro*a +e t0tulo ,ão 1rotesta+o;
• Prova de e7erc0cio re)ular +o com-rcio h8 mais +e 2 a,os;
• (ão co,+e,a2ão por crime 3alime,tar
• Prova que ,ão im1etrou co,cor+ata ,os Iltimos E a,os;
• +uas +emo,stra2Jes 3i,a,ceiras (do último exercício e a levantada
especialmente para a concordata);
• Ati*o su1erior a E0` +o 1assi*o 5uiro)ra38rio;
• I,*e,t8rio +e to+os os be,s;
• Relação dos cr-+itos a receber;
• Lista ,omi,ati*a +e to+os os cre+ores; Se S/A, autorização da assembléia
$RO$OSTA DE $A:AME(TO MR(IMO AOS CREDORES TUIRO:RAG&RIOS :
• 50% à vista;
• 60% em 6 meses;
• 75% em 12 meses;
• 90% em 18 meses (pelo menos 40% no 1° ano);
• 100% em 24 meses (pelo menos 40% no 1° ano)
RISCO. O juiz pode decretar falência no caso de encontrar alguma irregularidade
no pedido ou no processo.
DESISTV(CIA: É possível, desde que não haja motivo para decretação da
falência de má-fé ou prejuízo aos credores.
M#2#2# CO(CORDATA SUS$E(SI<A (Depois da Falência Decretada).
RETUISITOS LE:AIS.
• pressupõe decretação de falência;
• não recebimento de denúncia ou queixa;
TI$OS.
a> +ilat?ria: pagamento integral em 2 anos;
b> remissi*a: pagamento à vista de 35 % dos créditos;
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Resumão Direito Comercial
c> mista. pagamento de 50 % dos créditos em 2 anos.
LE:ITIMIDADE ATI<A
• devedor falido;
• inventariante;
• sociedade: seus sócios, gerentes e administradores.
$RO$OSTA DE $A:AME(TO MR(IMO AOS CREDORES TUIRO:RAG&RIOS.
• 35% à vista;
• 50% em até 2 anos (pelo menos 40% no 1° ano)
$RA_O DE RETUERIME(TO
• "0 +ias, a contar da publicação do quadro geral dos credores
M#B# ENCLURDOS DO 'E(EGRCIO DA CO(CORDATA
• De*e+or ,ão re)istra+o ,a /u,ta comercialH
• 5uem ,ão esti*er ,o e7erc0cio +o com-rcio a $ELO ME(OS 2 A(OS;
• De*e+or 5ue +ei7ou +e re5uerer a 1r?1ria 3alD,cia, no prazo de 30 dias do
vencimento de título não pago;
• De*e+or co,+e,a+o por crime 3alime,tar#
• Quem /8 ti*er 1e+i+o co,cor+ata antes de E a,os;
M#Q# EM$RESAS ENCLURDAS DO 'E(EGRCIO DA CO(CORDATA
• I,stitui2Jes 3i,a,ceiras;
• 'olsas +e *alores e socie+a+es corretoras;
• Em1resas 5ue li+am com *alores mobili8rios;
• Corretoras +e cKmbio;
• Empresas que e71loram tra,s1orte / i,3ra!estrutura a-reos.
M#E# GU(DAME(TOS <&LIDOS $ARA O EM'AR:O DOS CREDORES
• Sacri30cio +os cre+ores maior 5ue a 3alD,cia
• I,e7ati+ão +o relat?rio% lau+o e i,3orma2Jes +o s0,+ico ou +o comiss8rio, que
facilite a concessão da concordata
• GRAUDE ou M&!G9
X# I(TER<E(SO E LITUIDASO ENTRA!JUDICIAL
I(TER<E(SO. é a o1era2ão e3etua+a em ba,cos e +emais i,stitui2Jes 3i,a,ceiras,
inclusive as +istribui+oras +e t0tulos e *alores mobili8rios, quando
essas entidades SOFREREM PREJUÍZOS, DECORRENTE DE MÁ
ADMÌNÌSTRAÇÃO, que su/eite a risco os seus cre+ores, ou 5ua,+o
74
Resumão Direito Comercial
i,3ri,)irem reitera+ame,te +etermi,a+os +is1ositi*os +a le)isla2ão
ba,c8ria#
 Esta i,ter*e,2ão é reali4a+a 1elo 'a,co Ce,tral
E3eitos.
a) sus1e,são +a e7i)ibili+a+e +as obri)a2Jes /8 *e,ci+as;
b) sus1e,são +a co,ta)em +e 1ra4os das obrigações não vencidas;
c) blo5ueio +os +e1?sitos e7iste,tes à data da decretação da Ìntervenção.
LITUIDASO ENTRA!JUDICIAL. não tendo sido possível fazer com que a empresa
voltasse à normalidade, durante o período de
intervenção, 1o+er8 o 'a,co Ce,tral DECRETAR%
em acr-scimo, a Li5ui+a2ão E7tra!Ju+icial +a
mesma, com efeitos semelhantes aos de uma
fal-ncia0
 $o+e tamb-m ser +ecreta+a +iretame,te, sem passar pela
Ìntervenção, +e1e,+e,+o +a )ra*i+a+e +os 3atos +etermi,a,tes.
E3eitos.
a) sus1e,são +as a2Jes e e7ecu2Jes i,+i*i+uais;
b) *e,cime,to a,teci1a+o +as +0*i+as;
c) a ,ão!i,ci+D,cia +e /uros enquanto o principal não for inteiramente pago.
GIM
75