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UFF

MÍNIMO EXISTENCIAL E TRIBUTAÇÃO.

TÓPICO DE DIREITO FINANCEIRO
Alunas:Gabriela Lamego de Moraes ernardo

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o legislador entendeu sua desnecessidade constitucional. . que o princípio ou a determinação constitucional invocada *quando isto acontece+ não possui eficácia plena e depende de regramento infraconstitucional.abe(se que esse princípio ingressou no ordenamento jurídico nacional com a finalidade de inibir o legislador pátrio na instituição de tributos que contrarie o que a doutrina costuma chamar de /mínimo e!istencial/. /e! vi/ do art. . 8osteriormente. "lguns e!plícitos. o atual te!to constitucional conduz ao entendimento sistemático de proteção aos princípios. por via refle!a. a proporcionalidade. 0a atual arta constitucional.1. p. certo dizer que esse princípio constava do te!to da onstituição 'ederal de 1425 *art. . um conjunto de princípios a partir dos quais se pode fundar ou deduzir um agrupamento de conhecimentos. outros implícitos. Essa conduta evidencia o pensamento legislativo da )poca : sob o regime militar (. conclui(se que o princípio permanece inalterado.de manter(se inerte. certo. a e!emplo da legalidade. pois. Esses fundamentos constitucionais significam. por)m. embora o legislador brasileiro o ignore ao instituir o tributo e não haja prestígio perante o judiciário. justifica(se o legislador e at) encontra guarida na doutrina. Ocorre que o legislador ao adotar essas posturas permite(se. que restringem e delimitam a conduta e o campo de atuação do legislador ordinário om efeito. 676+.e!. que a interpretação dos princípios conforme interesses diversos daqueles que são observáveis no e!ame sistemático do te!to constitucional. Em decorr-ncia desse desprezo do legislador. parágrafo primeiro. o que se nota quando se argumenta sobre a determinação constitucional de considerar o princípio da capacidade contributiva. que não e!plica o porqu. quando da criação dos impostos. não houve a inclusão do princípio da capacidade contributiva no te!to da constituição de 1459. &sto quer dizer que ao legislador ordinário não se permitirá desconhecer as determinaç$es constantes no te!to da atos. '. que entendia. sob pena de inconstitucionalidade de seus . . #esatendidas as condiç$es enunciadas no te!to da onstituição resta possível a arg%ição de inconstitucionalidade de lei que a contrarie. Os princípios constitucionais atuam como motivos basilares de outras normas. visto que aquela norma depende de sua atuação. 123. consegue aprovar seus te!tos legais. ontudo. #essa forma.INTRODUÇÃO.

que a norma constitucional da capacidade contributiva tem eficácia plena e vincula o legislador. "s onstituiç$es surgem no Estado ?iberal. Dá a crítica direitos humanos. do tema. . . período que compreende a derrocada do regime feudal at) o final do s)culo =>&&&. no limiar do constitucionalismo. de 1995. 0o direito tributário. decorrendo a primazia do indivíduo sobre o Estado. claro.1 .ão . de 142A. a primeira e!pressão dos direitos humanos foi de identificação com a id)ia de limitação do poder estatal.CONCEITO DE MÍNIMO EXISTENCIAL 2. "ssim. o que se tem em mente como objetivo agora ) comprovar. "livia(se a tributação dos pobres e transfere(se para o Estado a proteção dos mesmos. da nobreza e do clero. que defendia um direito natural. sua influ-ncia na legislação tributária ) retomada atualmente ao ingressar. diante da superação do absolutismo. como meio de afirmação e realização dos " proteção dos direitos humanos em face do Estado surgiu como reação ao poder das monarquias absolutistas.parece. "o rev)s desse descaso legislativo. "s teorias contratualistas deram origem <s #eclaraç$es de #ireitos. denomina de privil)gios odiososC " proteção do mínimo e!istencial se dá com o Estado de 8olícia. e sim. como as #eclaraç$es de >irgínia. no atual te!to constitucional. 2 . a francesa e a #eclaração @niversal de direitos do homem. sem esgotamento. quando e!amine o princípio no caso concreto. em oposição ao absolutismo. e o judiciário. o que Bicardo ?obo .omás de "quino. destacadamente. que determinavam aos soberanos o e!ercício da autoridade com limite no direito natural. não havia imunidade tributária dos pobres. 0os s)culos =>&& e =>&&& surgem as teorias contratualistas. ser desimportante o princípio.obrestado aquele pensamento meramente político. na concepção de que o homem era criatura feita < semelhança de #eus. quando da criação do tributo. durante o Estado 8atrimonialista. "s mais graves ameaças < liberdade e < dignidade do homem. provinham do Estado.orres. pois pretendia naquela )poca *1459+ o aumento da carga tributária.HISTÓRICO Os direitos humanos possuem antecedentes na filosofia de .

da '+.O CONCEITO DE MÍNIMO EXISTENCIAL John BaOls prop$e um modelo de justiça. definida nas palavras de Jean Bivero. do Kdigo de "dministração omunalL segurança. 0o Estado 'iscal de #ireito se modifica o tratamento dado < pobreza. conforme a realidade de cada sistema. no qual cada um desconhece qual será sua posição na sociedade. com a estruturação jurídica da imunidade do mínimo e!istencial e a assist-ncia social aos pobres. " tributação passa a ser feita com base no princípio da capacidade econEmica e no subprincípio da progressividade. sendo a Gordem pHblicaI.odas as pessoas possuem o mesmo sistema de direitos e liberdadeQ b+ .2 . 3M. de modo a atingir uma solução Htil e compatível com o Estado #emocrático de #ireito. que ingressam nas onstituiç$es da 'rança e do Frasil. com a determinação de princípios básicos de funcionamento da sociedade e de distribuição de bens. portanto. *Gv)u da ignorPnciaI+. a tributação se transforma em direitos e deveres. com limite no mínimo e!istencial. e!pressos no catálogo de princípios constitucionais. aqu)m da capacidade econEmica e. seguridade e saHde. em que os homens estabelecem um contrato social. Esse princípio ) denominado de princípio da diferença. uma reserva de liberdade que limita o poder fiscal do Estado.ocial 'iscal. 2. com a proibição de tributação sobre a parcela mínima necessária < e!ist-ncia digna. 0o Estado . constante do art 49.da proporcionalidade. N 1M. O sistema tributário no Estado #emocrático de #ireito corresponde a um conjunto de proteção das bases materiais necessárias para a vida social.omente ) possível alterar o esquema de liberdades para beneficiar os mais desfavorecidos. correspondente ao atual Estado de #ireito. #eve(se considerar a finalidade e!istente em uma determinada onstituição. . aplicando(se os instrumentos adequados. " razão de Estado no Estado #emocrático de #ireito implica a concretização e efetividade dos direitos fundamentais. BaOls estabelece dois princípios básicosL a+ . como ordem material. com a retirada da incid-ncia tributária sobre as pessoas que não possuem riqueza mínima para o seu sustento. #entro desta perspectiva. e se inicia com o cameralismo a defesa da progressividade tributária. com imediata aplicação *art. acentua(se a refle!ão do mínimo e!istencial dentro dos direitos humanos. "ssim sendo.

O segundo princípio. las desigualdades sociales R econKmicas R bases sociales del respeto a si mismo. como sendo um princípio capaz de assegurar as condiç$es mínimas de e!ist-ncia digna. John BaOls define o mínimo e!istencial. por ejemplo. onstata(se que o mínimo e!istencial está ligado < pobreza absoluta. as prestaç$es que e!cedem a esse mínimo dependem de lei. que dei!a de ser um fim a ser atingido pelo legislador. R no es un elemento constitucional esencialI. R no sera un elemento constitucional. ao contrário da pobreza relativa. 8ero aunque algun principio de igualdad de oportunidades forma parte seguramente de tales elementos esenciales. ao contrário do princípio da diferença. o mínimo e!istencial se diferencia do princípio da diferença. O conceito acima mencionado pode ser transportado para outros países. 8ara BaOls. "ssim sendo. assim compreendida a que deve ser combatida pelo Estado. la eleccion libre de la ocupacion R la igualdad de oportunidades *como la he especificado+ va mas alla de eso.O primeiro princípio não deve ser objeto de intervenção do EstadoQ ) um princípio constitucional. vale a transcrição de John BaOlsL GObservese que e!iste. ?iberalismo 8olítico. @n principio que especifique los derechos R libertades basicas abarca la . em conformidade com as políticas pHblicas de justiça social. depende de iniciativa do legislador para ser concretizado. ademas. #e manera semejante. constituindo um elemento essencial. denominado de princípio da diferença. fora dos dois princípios básicos de justiça. 0esse sentido. sendo sanada em consonPncia com o orçamento. un principio que e!ija por lo menos la liberdad de desplazamiento. John BaOls distingue dentro do princípio da diferença um conteHdo mínimo. independentemente do 8oder ?egislativo. que depende da situação econEmica do país. si bien un minimo social que provea para las necesidades basicas de todos los ciudadanos es tambiem un elemento esencial. que não depende de lei. como um princípio constitucional. 0o entanto. outra importante distincion entre los principios de justicia que especifican los derechos R las libertades básicas em pie de igualdad R los principios que regulan los asuntos basicos de la justicia distributiva. lo que he llamado el Gprincipio de diferenciaI e!ige mas. assim como no Frasil. tales como la liberdad de desplazaimiento R la igualdad de oportunidades. 0a obra. transformando(se em um direito assegurado pela onstituição.egunda clase de los elementos constitucionales esenciales. .

considerado em sua dimensão essencial e inalienável. como nos casos da educação primária e da saHde pHblica. "ssim. leite. gratuitas atrav)s da atuação das imunidades das ta!as e dos tributos que dependem de prestaç$es. os tributos não podem atingir a esfera mínima de e!ist-ncia dos indivíduos. < alimentação. considerados direitos fundamentais. rem)dios e alimentos. em casos de falha no sistema de seguridade. como roupas. seja pHblico ou privado. não depende de pagamento. como o direito < saHde. nas imunidades e privil)gios do cidadão.orres. "pKs as observaç$es acima. e o indivíduo não possua condiç$es de arcar com as despesas. nos casos de calamidade pHblica. ainda que não seja fundamental. #e diversas formas se dá a proteção do mínimo e!istencial. . " prestação estatal ) obrigatKria quando caracterizada a necessidade. " entrega de bens pHblicos. Em primeiro lugar pela entrega direta de prestaç$es de serviço pHblico específico e indivisível. ) conferida pelo Estado de forma subsidiária. pois ao Estado não compete a concessão de bens e serviços a toda a população. podemos definir o mínimo e!istencial nas palavras de Bicardo ?obo . ) necessário ressaltar que a ação estatal deve se restringir < entrega de bens necessários < sobreviv-ncia dos pobres. como Gum direito <s condiç$es mínimas de e!ist-ncia humana digna que não pode ser objeto de intervenção do Estado e que ainda e!ige prestaç$es estatais positivasI. etc. por subvenç$es e au!ílios financeiros a entidades filantrKpicas e educacionais. arece de conteHdo específico. 0o que tange <s prestaç$es positivas. " proteção da liberdade pode se dar. porque se trata de proteção do mínimo e!istencial. da diplomacia. tamb)m. etc. nos direitos humanos.O mínimo e!istencial não possui dicção constitucional prKpria. etc. atrav)s do fornecimento de merenda escolar. das forças armadas. "ssim ) resistente < crise financeira e não se confunde com os incentivos fiscais. que não possuem condiç$es de pagar o tributo. tanto pHblicas como privadas. nos princípios da igualdade. sem que sobre recursos para sua subsist-ncia. devendo(se procurá(lo na id)ia de liberdade. cabe ao Estado o fornecimento gratuito da função jurisdicional. das prestaç$es de polícia. podendo abranger qualquer direito. dando origem <s imunidades implícitas ou e!plícitas. 0o entanto. de modo que não cabe a imposição de &8. da livre iniciativa. ou como forma de assist-ncia social a pessoas carentes.@ sobre imKveis de indivíduos pobres. Suanto < assist-ncia social. do devido processo legal.

consistente este Hltimo em norma constitucional de eficácia plena. ?uís Boberto Farroso apresenta um outro modelo de classificação das normas constitucionaisL normas constitucionais de organização.oda pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para assegurar a sua saHde. ) política de .4U se refere ao mínimo e!istencial.eguridade . .ocial não contributiva. &&&. normas de eficácia contida e normas de eficácia limitada. como programas das respectivas atividades. O art 63. e as normas constitucionais de princípio programático.926. da #eclaração @niversal dos #ireitos do Domem. e e!presso nas normas que prev-em as imunidades tributárias. realizada atrav)s de um conjunto integrado de aç$es de iniciativa pHblica e da sociedade. 2. a moradia.O mínimo e!istencial ) um direito pr)(constitucional. mas implícito no art UM. 0esse sentido. normas constitucionais definidoras de direitos e normas constitucionais programáticas.ilva classifica as normas constitucionais emL normas de eficácia plena. determinados interesses. não positivado na arta Tagna. se diferenciando assim do mínimo e!istencial.ocial. e!ecutivos. jurisdicionais e administrativos. no art 1ML G" assist-ncia . O nosso problema consiste em precisar em que categoria se situam as normas constitucionais de direitos econEmicos e sociais. o seu bem(estar e o de sua família. para garantir o atendimento <s necessidades básicasI. " ?ei 'ederal A. tamb)m se refere ao mínimo e!istencialL G. Jos) "fonso da . de 142A. especialmente para a alimentação. normas programáticas são as normas constitucionais em que o constituinte. o vestuário. de 79V16.os mínimos sociais. a assist-ncia m)dica e para os serviços sociais necessáriosI. objetivando a realização dos fins sociais do Estado. que prov.3 . limitou( se a delinear os princípios para serem cumpridos pelos Krgãos legislativos. como sendo um dos objetivos da BepHblica 'ederativa do Frasil a erradicação da pobreza e da marginalização. Entre as normas de eficácia limitada situam(se as normas constitucionais de princípio institutivo. direito do cidadão e dever do Estado.DIFERENÇAS ENTRE O MÍNIMO EXISTENCIAL E OS DIREITOS ECONÔMICOS E SOCIAIS. direta e indiretamente. em vez de regular.

necessariamente. no entanto adverte que o direito < saHde e < educação não são normas programáticasL G0ão incluímos aqui nem o direito < saHde *art 145+. o autor faz uma ressalva quanto < observPncia da reserva do possível em alguns casos. porque em ambos os casos a norma institui um dever correlato de um sujeito determinadoL o Estado : que. . sendo tarefa do 8oder ?egislativo editar a lei. . da previd-ncia social *arts 5M e 671. de descumprimento da normaI. ?uís Boberto Farroso classifica determinadas normas constitucionais de direitos econEmicos e sociais. de modo que as decis$es nesse sentido devem ficar a cargo de Krgão político. Jos) "fonso da . sendo o 8oder ?egislativo o Krgão legitimado. 0o entanto. como normas programáticas. posto que ) impossível ao constituinte prever a conjuntura econEmica do 8oder 8Hblico. atrav)s de opç$es que e!igem procedimento democrático para serem escolhidas. por isso. " onstituição não oferece comando para as opç$es de alocação de recursos." doutrina classifica os direitos fundamentais emL direitos de primeira geração *direitos civis+.ilva situa as normas que estabelecem direitos econEmicos e sociais como normas programáticas. direitos de segunda geração *aí se incluem os direitos econEmicos e sociais+ e direitos de terceira geração *direitos difusos e coletivos+.e esta não ) satisfeita. O autor considera os direitos < saHde *art 145. uma vez que a realização dos direitos sociais implica. previstos na onstituição em normas programáticas. como normas definidoras de direito. com representação popular. mas de desrespeito ao direito. aí incluídos os direitos econEmicos e sociais. traçando os parPmetros específicos. privilegiar um bem jurídico em detrimento de outro. Essa legitimação popular ) importante. Os direitos < prestação material. como normas constitucionais definidoras de direitos que ensejam a e!igibilidade de prestaç$es positivas. nem o direito < educação *art 673+. e outras. competente para fi!ar as linhas mestras da política financeira e social. " efetivação desses direitos implica favorecer segmentos da população. da onstituição 'ederal+ < onstituição 'ederal+ e < aposentadoria. estão sujeitos <s condiç$es financeiras da entidade estatal. tem a obrigação de satisfazer aquele direito. não se trata de programaticidade.

estamos diante de um direito < prestação material que gera imediato direito subjetivo para os titulares. "s prestaç$es materiais para a concessão desses direitos implicam em despesa para o ente pHblico. 0o entanto. a e!ist-ncia da chamada vedação do retrocesso. insuscetível de ser garantida pelos impostos. @ma das diferenças mais importantes entre o mínimo e!istencial e os direitos econEmicos e sociais reside em que. 0ão são consideradas normas constitucionais. vinculado < onstituição. ou. meramente diretivas ou de orientação para o 8oder ?egislativo. por ele denominado de Gmínimo socialI. N 6M. enquanto que os direitos econEmicos e sociais estão vinculados < justiça. fazendo uma opção em um quadro de prioridades. ao passo. 0esse sentido. dos Estados e dos Tunicípios. porque o direito dependente de regulamentação se incorporou ao patrimEnio jurídico. O mínimo e!istencial ) direito fundamental. com a garantia do mínimo social. 0esse caso. devido < escassez dos recursos. o primeiro independe de lei ordinária. quando colocadas como a parcela mínima de e!ist-ncia digna que cada pessoa possui para sobreviver. princípio que está ligado < id)ia de liberdade. 8aulo Wustavo Wonet Franco faz uma ressalva. . que os direitos econEmicos e sociais dependem integralmente da concessão do legislador. o legislador infraconstitucional não poderá revogá(la. . fazendo retornar ao estado de omissão legislativa. consideram(se norma auto(aplicável.Em princípio não cabe ao 8oder Judiciário determinar os direitos de prestação material. Terece registro quanto <s normas programáticas. sem lei específica. no que se refere ao mínimo e!istencial. sendo irrelevante a e!ist-ncia de lei para sua obtenção. #aí. Bessalte(se que as normas que concedem direitos econEmicos e sociais. regulamentando um dispositivo constitucional. a classificação dessas normas como programáticas. que a doutrina procura atenuar a teoria do grau ínfimo de efetividade dos direitos < prestação material. enfatizando. posto que isso ) compet-ncia de lei ordinária de cada entidade. como afirmamos acima. porque a onstituição não se envolve com autorizaç$es de gastos. no art 673. nem se imiscui com problemas financeiros e com a discriminação das despesas e serviços da @nião. que estabelece o salário(mínimo como piso dos benefícios previdenciários. as normas que conferem direitos econEmicos e sociais classificam(se como normas programáticas. " onstituição pátria acolheu essa garantia e!pressamente. de eficácia plena. devendo o 8oder ?egislativo delimitá(los. &sso significa que ao ser instituída uma lei.

orres afirma que este dispositivo trata(se de norma programática. não constitui mínimo e!istencial. com aumento das verbas das universidades e diminuição das escolas primárias. ainda. b+ Saúde. O art 673. beneficiando(se. &&. da onstituição 'ederal. da onstituição pátria declara que Go dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia deL progressiva universalização do ensino m)dioI. " educação. o que gerou um desequilíbrio. O mínimo e!istencial refere(se ao ensino fundamental. visando ao pleno desenvolvimento da pessoa.a educação entre os direitos sociais. pois a compet-ncia ) concorrente das tr-s entidades. 0o que tange ao ensino m)dio. estadual ou municipal. da onstituição 'ederal. seu preparo para o e!ercício da cidadania e sua qualificação para o trabalhoI. O art 145. cabe diferenciá(los na prática. da onstituição 'ederal+. a efetuar a matrícula em uma escola particular. para ricos e pobres *art 67A. da onstituição 'ederal. pode o munícipe ingressar com uma ação. assim determinaL G"rt 673. O artigo 5M. &.#emonstradas as diferenças entre o mínimo e!istencial e as normas constitucionais que estabelecem direitos econEmicos e sociais. sem que houvesse sufici-ncia de recursos no orçamento. O referido autor observa. O ensino fundamental ) garantido de forma gratuita. direito de todos e dever do Estado e da família. obrigando o 8oder 8Hblico 'ederal. a) Educação. injustamente a classe rica. prev. "ssim se em um determinado Tunicípio não houver vagas nas escolas de ensino oficial. 0o entanto. será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade. que a gratuidade do ensino foi estendida ao ensino superior. Bicardo ?obo . assim determinaL . da onstituição 'ederal. com e!ceção para as pessoas pobres. o art 67A. " saHde tamb)m ) um direito social previsto no art 5M.

G"rt 145. gratuitamente. < infPncia. rem)dios. de 14. situação em que se situa o mínimo e!istencial. . c+ Assistência social. &. beneficiando ricos e pobres. alimentos. omo vimos anteriormente. com imunidade de ta!as e dos tributos com contraprestaç$esQ pelas subvenç$es e au!ílios financeiros a entidades filantrKpicas e educacionais. 0o entanto. " assist-ncia social está prevista no art 67U. etc. < adolesc-ncia e < velhiceQ o amparo <s crianças e adolescentes carentesQ a promoção da integração ao mercado de trabalhoQ a habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de defici-ncia física e a promoção de sua integração < vida comunitáriaQ < garantia de um salário(mínimo de benefício mensal < pessoa portadora de defici-ncia e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover < prKpria manutenção ou t-(la provida por sua família. se garantem pela prestação de serviço pHblico específico e divisível. 0o que se refere <s prestaç$es de medicina preventiva há plena realização do mínimo e!istencial. garantindo a gratuidade das prestaç$es pHblicas na área de saHde. a erradicação das doenças end-micas e o combate <s epidemias.47. essas prestaç$es são fornecidas pelo Estado de forma subsidiária. sK sendo devidas em caso de falha no sistema de seguridade. conforme dispuser a leiI. " medicina curativa e o atendimento nos hospitais pHblicos deveriam ser remunerados atrav)s das contribuiç$es ao sistema de seguridade social. da '+ e pela 8T' *Emenda onstitucional nM 61V44+. consistindo naL Gproteção < família. e o indivíduo não possuir condiç$es necessárias < sobreviv-ncia. na área de assist-ncia social. que muitas vezes se compensam com as imunidadesQ e pela entrega de roupa. " saHde ) direito de todos e dever do Estado. com sustento nas contribuiç$es sociais sobre o faturamento e o lucro *art 143. e!ceto quando se tratar de pessoas pobres. proteção e recuperaçãoI. "s prestaç$es estatais positivas relativas ao mínimo e!istencial. da onstituição 'ederal. garantido mediante políticas sociais e econEmicas que visem < redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário <s aç$es e serviços para sua promoção. pHblicas ou privadas. pHblico ou privado.7A7. " medicina curativa deve em princípio ser considerada como direito econEmico e social. < maternidade.74. a ?ei 'ederal 5. instituiu o sistema Hnico de saHde. comoL as campanhas de vacinação.

de 19V75V6772. sociedade e comunidade eclesiástica. tendo como prioridade universalizar os direitos humanos. e consequentemente não podem aguardar os resultados de mudanças nas estruturas econEmicas e sociais. levar <s grandes cidades o direito < cidadania. as doaç$es em dinheiro feitas < ai!a EconEmica 'ederal e ao Fanco do Frasil. hegaram a BY 9.fomezero. Esse Tinist)rio assume a responsabilidade pelo programa.com. "s políticas estruturais visam o combate <s causas da fome e da pobreza.ocial e ombate < 'ome. todas com projetos de inclusão social a serem desenvolvidos nos prK!imos 7U anos. em janeiro de 6772. O mutirão contra a fome ) um movimento nacional de solidariedade que visa ao atendimento emergencial <queles que sofrem com a falta de alimentos. atrav)s de programas de transfer-ncias de renda. 0oventa e nove empresas e entidades se tornaram parceiras do programa 'ome Xero. al)m da sociedade civil organizada. o programa 'ome Xero. com ataque <s causas estruturais da pobreza.U milh$es. instituído pelo governo federal. O programa 'ome Xero atua em tr-s ei!osL realização de políticas pHblicasQ construção participativa de uma política de segurança alimentar e nutricionalQ e o mutirão contra a fome. instituído pelo 8residente ?uís &nácio ?ula da . Essas iniciativas envolvem as tr-s esferas de governo *federal. Este programa se constitui em um conjunto de aç$es que estão sendo realizadas. e que tem como objetivo a promoção de segurança alimentar e nutricional a todos os brasileiros. como se depreende do artigo 0otícias do 'ome Xero. O governo federal pretende para a zona urbana. disponível em OOO. "s políticas específicas visam o atendimento <s famílias no acesso ao alimento.br. denominado G'ome XeroI. como por e!emplo. desde que mantenha os filhos estudando. e buscam o desenvolvimento local e a geração de renda e emprego. o programa bolsa(escola. . estadual e municipal+. que garante uma renda mensal < população carente. iniciativa privada.ilva. #iante da institucionalização do programa 'ome Xero. em parceria com vários minist)rios. como um e!emplo de materialização do mínimo e!istencial. "s políticas locais são praticadas pelos governos estaduais e municipais. Bessalte(se o programa do governo federal. o governo federal criou o Tinist)rio do #esenvolvimento . e.Outra forma de entrega de prestaç$es positivas pelo Estado ocorre com os programas de renda mínima para a população carente.

como matrículas em escolas de ensino particular. " Emenda onstitucional nM 26. de pessoas físicas e jurídicasQ e outras receitas. 8ara tanto. reforço de renda familiar e outros programas destinados < melhoria da qualidade de vida. &>.rata(se de garantir um dos objetivos da BepHblica 'ederativa do Frasil. para o financiamento dos 'undos dos estados e do #istrito 'ederal *art A6. e na redução das desigualdades sociais e regionais *art UM. da '. com representantes da sociedade civil *art 94. atrav)s de prestaç$es positivas por parte do Estado. materializa(se o princípio da dignidade da pessoa humana. consistente na erradicação da pobreza e da marginalização. incidente sobre os recursos sup)rfluosQ imposto sobre grandes fortunasQ dotaç$es orçamentáriasQ doaç$es de qualquer esp)cie. consiste em viabilizar a todos o acesso a níveis dignos de subsist-ncia. O referido 'undo deve ser regulamentado por lei complementar. caput e parágrafo Hnico. de 14 de dezembro de 677U autorizou a criação de adicional pelos Estados e pelo #istrito 'ederal. saHde. 0os Tunicípios há previsão para o financiamento dos 'undos Tunicipais.Bessalte(se. cujos recursos devem ser aplicados em aç$es de nutrição.+. . este Hltimo com a redação dada pela Emenda 26V677U+. habitação. sem a transfer-ncia dos recursos aos Tunicípios. O objetivo deste fundo. educação. ) assegurado.ransitKrias. a criação do 'undo de criado pela Emenda ombate e Erradicação da pobreza. de 12 de dezembro de 6777. e terá um onselho onsultivo e de "companhamento. ou do imposto que o substituir. "ssim sendo. que serão definidas na regulamentação do referido 'undo. de at) dois pontos percentuais na alíquota do & T. N 1M. para vigorar at) o ano de 6717. N 6M e AU do "to das #isposiç$es onstitucionais . em caso de ine!ist-ncia de vagas em escolas onstitucional nM '+. &&&. sobre produtos sup)rfluos. do "# ..+. &&&. consistente em um dos . O 'undo de ombate e Erradicação da pobreza comp$e(se dos seguintes recursosL cinco pontos percentuais na alíquota do &mposto sobre produtos &ndustrializados. em se tratando de indivíduo pobre. no Pmbito do 8oder E!ecutivo 'ederal. indigente. "l)m disso. do "# . onstitucional nM U1. disciplinada no art 13A. Esses crit)rios serão definidos em lei federal *arts A6. há necessidade da criação de um adicional de meio por cento na alíquota do &mposto sobre serviços incidente sobre produtos e serviços sup)rfluos. o mínimo e!istencial. da fundamentos do país *art 1M. da '+. a ser regulamentado por lei complementar. ainda.

dependem de pr)via lei. o Estado Orçamentário atual tem o modelo tributário direcionado para a garantia dos direitos humanos.A RESERVA DO POSSÍVEL. estabelecidas no . o orçamento das entidades estatais deve conter em cada e!ercício financeiro recursos suficientes para atender <s prestaç$es necessárias ao mínimo e!istencial. que se submetem < reserva do possível. incluindo a arta Tagna de 14AA. sem abandonar o atendimento aos direitos sociais. como vimos anteriormente. 0esse sentido. o mínimo e!istencial. 2. educação. quanto aos recursos remanescentes. O Estado .pHblicas de ensino fundamentalQ internação em hospitais particulares. "penas quando atingidos os recursos necessários para a dignidade humana se poderá cogitar. etc. tendo em vista se tratar de um direito fundamental da pessoa humana. Os direitos econEmicos e sociais previstos em normas constitucionais programáticas. por envolver prioridades orçamentárias ) capaz de conviver com a reserva do possível. com a entrega de prestaç$es pHblicas nas áreas de saHde. para assegurar a dignidade da pessoa humana. quando não houver vagas em hospitais pHblicos ou não e!istam equipamentos nos hospitais pHblicos necessários ao tratamentoQ al)m do fornecimento in natura de alimentação. consiste em promover o bem(estar de todos. sem necessidade de lei que o conceda. onstituição. "o estabelecer o mínimo e!istencial se estabelece a prioridade dos gastos pHblicos. O mínimo e!istencial. estando sujeitos < reserva do possível ou da soberania orçamentária do legislador. 8ara tanto. em quais áreas se irá investir. como direito fundamental deriva da prKpria onstituição.4 . e os remanescentes devem ser aplicados em conformidade com as opç$es políticas de cada momento. "ssim.ocial 'iscal visa reduzir as desigualdades sociais e garantir as condiç$es de liberdade. Os recursos pHblicos são limitados. o acesso <s condiç$es materiais mínimas de e!ist-ncia. O objetivo das onstituiç$es. de modo que primeiramente devem ser satisfeitos os fins essenciais traçados na orçamento. procura atingir um equilíbrio orçamentário entre as receitas e as despesas. o que inclui al)m da garantia dos direitos individuais. vestuário e abrigo. "ssim sendo.

em conformidade com os ditames constitucionais. " Eficácia Jurídica dos 8rincípios onstitucionais : O 8rincípio da #ignidade da 8essoa Dumana. &noc-ncio Tártires. conforme determina a onstituição 'ederal. Bio de Janeiro. 8aulo Wustavo Wonet. Kdigo ivil *e!certos+. na esp)cie de impostos. "na 8aula. Editora Benovar. Franco.ribunais. Farroso.ão 8aulo.ribunais. O mínimo e!istencial ) a parcela mínima de que cada pessoa precisa para sobreviver. oelho. 6779 oletPnea de legislação administrativa.OrganizaçãoL Tedauar. &&&+. com o estabelecimento de objetivos que devem ser perseguidos pelo Estado. Kdigo omercia. . e deve ser garantido pelo Estado. onstituição 'ederal. OrganizaçãoL Boque "ntEnio arraza e >era Delena de Tello 'ranco. 6776. Editora Frasília jurídica. de modo que os mais ricos contribuam para que o Estado possa garantir a sobreviv-ncia dos mais desfavorecidos. Editora Benovar. Franco.eoria Weral dos #ireitos 'undamentais in Tendes.ributário 0acional. Frasil( onstituição da BepHblica 'ederativa do Frasil. e a redução das desigualdades regionais e sociais *"rt UM. 4. O #ireito onstitucional e a Efetividade de suas 0ormas. .CONCLUSÃO "s onstituiç$es modernas são dotadas de normas eficácia imediata.ão 8aulo. independentemente de quem esteja no poder. Dermen-tica onstitucional e #ireitos 'undamentais. . . Editora Bevista dos . no desenvolvimento do ensino e na saHde pHblica. que por sua vez. 6771. 8aulo Wustavo Wonet. Editora Bevista dos . importante a e!ist-ncia de um sistema tributário que defina com precisão a capacidade contributiva. atrav)s de prestaç$es estatais positivas. Wilmar 'erreira.6776.BIBLIO RAFIA Farcellos. 3Z ed. tem como um de seus objetivos a erradicação da pobreza e a marginalização. Kdigo . O princípio da dignidade da pessoa humana se constitui em um dos fundamentos da BepHblica 'ederativa do Frasil *art 1M. e possuem o poder de tomar decis$es políticas fundamentais. "spectos da . 6779. Frasília. . Bio de Janeiro. #evem ser observadas por cada entidade da 'ederação as parcelas mínimas de receitas de impostos.3. Odete. ?uís Boberto. ?egislação tributária e empresarial. 6779. &&&+.ribunais.ão 8aulo. incluídas as obtidas atrav)s de transfer-ncias. O Estado obt)m recursos para garantir o mínimo e!istencial atrav)s de tributos. Editora Bevista dos .

ributário. >olume &&& : Os #ireitos humanos e a .ratado de #ireito onstitucional 'inanceiro e . Bicardo ?obo. 6777. Editora Benovar. "plicabilidade das 0ormas onstitucionais. Editora 'undo de ultura EconEmica. Editora Benovar.ão 8aulo. "lberto. 1443.ilva. . " reconstrução dos #ireitos Dumanos da .ratado de #ireito onstitucional 'inanceiro e . . O Orçamento na onstituição. Bio de Janeiro. . Editora Talheiros.ributação. . 1449. . . 6Z ed.ributação : &munidades e &sonomia. Bio de Janeiro.ributário. 5Z ed. 1444. BaOls.0ogueira. John. >olume >. Jos) "fonso da. ?iberalismo 8olítico.orres. 6776. T)!ico.