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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ANTROPOLOGIA SOCIAL

2º SEMESTRE DE 2011 DISCIPLINA: Religião e Espaço Público (ANP08 – Símbolos, Rituais e Ideologias, 4 créditos) PROFESSOR: Emerson Giumbelli HORÁRIO: QUARTAS-FEIRAS, das 08:30h às 12:00h
A disciplina está organizada em torno de três temas: laicidade/secularismo, liberdade religiosa e símbolos religiosos. Parte-se da constatação da sua importância para a exploração das relações entre religião e espaço público, englobando contextos no centro e nas margens do “Ocidente”. O desafio é produzir uma reflexão propriamente antropológica sobre tais temas, contornando, sem deixar de contemplar, seu estatuto jurídico de modelo (laicidade), direito (liberdade) ou problema (símbolos). O trajeto proposto pela bibliografia começa com discussões sobre a categoria “religião” dentro e fora da antropologia, visando traçar seus vínculos com projetos de modernidade. No caso da antropologia, especial atenção será dada às ideias de Talal Asad. Passaremos, ainda nessa primeira parte, por debates em torno de um livro de Charles Taylor. O objetivo é reunir elementos que, envolvendo a problematização da relação entre modernidade e religião, preparem para a discussão mais específica dos três temas. Para a laicidade/secularismo, estão previstas sessões sobre a França (referência incontornável nesse tema), sobre o México e o Uruguai. Para a discussão do tema da liberdade religiosa, o foco se desloca para os Estados Unidos; o caso brasileiro será tratado também. O tema dos símbolos religiosos inicia-se com um suplemento teórico, acumulando novas referências. França e Estados Unidos, palcos de controvérsias recentes, serão recuperados como espaços de discussão, dentro de um panorama mais amplo que procura problematizar a modernidade ocidental. As formas de avaliação e a dinâmica das aulas serão definidas na sessão de apresentação do curso. 10.08 – Aula de apresentação 17.08 – A religião como categoria: incursões históricas, reflexões do presente MASUZAWA, Tomoko. The Invention of World Religions. Chicago: The University of Chicago Press, 2005, p. ix-xv; 1-21. DREES, Willem. “‘Religion’ in public debates: who defines, for what purposes?”. In: Hent de Vries (org.) Religion: beyond a concept. Nova Iorque: Fordham University Press, 2008, p. 464-472. DUBUISSON, Daniel. “Une vocation anthropologique incertaine”. In: L’Occident et la Religion. Bruxelas: Editions Complexe, 1998, p.83-139. Alternativa: GASBARRO, Nicola. “Missões: a civilização cristã em ação”. In: P. Montero (org.). Deus na Aldeia. São Paulo: Globo, 2006.

24.08 - A religião como categoria: provocações antropológicas ASAD, Talal. “Reading a Modern Classic: W.C.Smith’s The Meaning and End of Religion”. History of Religions 40 (3), 2001: 205-222.

).09 – O secular em questão TAYLOR.1-22. “Religião e política no Uruguai”.html 31. Uma Era Secular. 2010. Trechos de entrevistas: http://asiasociety. 2006. Nicolas. MARTIN. p. Charles. Annual Review of Anthropology. 141-160.). Formations of the Secular: Christianity. p. Roger (org. and ‘Official’ Meanings”. In: Geymonat. 243-264. 282-299. Peter. 2003. de Vries e L.stanford. BANGSTAD. 28.). Varieties of Secularism in a Secular Age.). p. Social Compass 50 (2). MAHMOOD. * 14. 2006. p. BOWEN. Varieties of Secularism in a Secular Age. edição em inglês) GÖLE. 291-303 (trechos de entrevista). 39. Talal. Stanford: Stanford University Press. Cambridge: Harvard University Press. s/d. Cap 1. p.ASAD. 188-208. p.edu/group/SHR/5-1/text/asad. Theological.). religion and the private sphere. “Can secularism be other-wise?”. Ari Pedro (org. Islam. Why the French don’t like Headscarves.09 – Laicidade: a França para além dos modelos JANSEN. São Paulo: Loyola. 1-17. Montevideo: Ediciones La Gotera. Political Theologies – public religions in a post-secular world. “The anthropology of secularism”. Nilüfer. Masking Hegemony. 2010. 2003. Talal Asad and his interlocutors. Fenella. Charles. Yolande. Anthropological Theory. Sullivan (orgs.157-222. SCOTT. 1-62. Stanford: Stanford University Press. BEYER. p. In: ORO. Craig. Nova Iorque: Fordham University Press. p. Cambridge: Harvard University Press. 85–100. Introdução (p. A genealogy of liberalism. “The civilizational. p. “Laicité. p. Vanantwerpen e Calhoun (orgs. Modernity. “Contesting secularism/s: Secularism and Islam in the work of Talal Asad”. . Sindre. In: H. “Conceptions of Religion: On Distinguishing Scientific. Islam.org/countries/religions-philosophies/islamsecularism-and-modern-state http://www. 9(2). “La instalacion publica de la llamada “Cruz del Papa” y los perfiles de un debate distinto”. 2009. 2007. CAETANO. 475-493. 2010. Princeton: Princeton University Press. Las Religiones en el Uruguay. Religião e Política no Cone-Sul. Powers of the Secular Modern. 278-285. 214-243. the State. Gerardo.08 – Perseguindo a religião: mapeamentos e controvérsias CANNEL. David e HIRSCHKIND. Saba.09 – Laicidade em dois países da América Latina GUIGOU. or the politics of Republican Secularism”. John. São Paulo: Attar. spatial and sexual powers of the secular”.13-32. and Public Space. 21. In: Warner. p. p. In: Warner. 2010. 2010. Londres: Equinox. Vanantwerpen e Calhoun (orgs. 2006.

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