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UNIVERSIDADE POSITIVO – DOUTORADO EM ADMINISTRAÇÃO Trabalho final da disciplina Cultura, Identidade e Mudança em Organizações Profs. Dr.

Eros Nogueira e Dra. Yara Bulgacov

SEDUÇÃO, SUBJETIVIDADE E CULTURA

Introdução O presente trabalho tem como objetivo refletir sobre as tentativas da organização, de personificar e se apropriar da subjetividade dos trabalhadores, através da construção de uma imagem grandiosa sedutora, desenvolvida por meio da cultura organizacional. De acordo com Freitas (2000), o processo identificador do indivíduo com a empresa inicia-se na interiorização das normas do grupo, valores e conduta, evidenciando a criação de vínculos sociais, em uma ligação amorosa entre o sujeito e a empresa (ou poderia ser o chefe, os pares, além do próprio trabalho). Por outro lado, há de se incluir, de igual forma, os atributos pessoais do trabalhador, conforme a autora, como sentimentos relacionados a variáveis que, entre outras, podem simbolizar fantasias, posses, relacionamentos, vida familiar, saúde, usados para que o indivíduo possa se conceituar e se ver no mundo, o que engloba sua subjetividade. Tais atributos reúnem as experiências pessoais de cada trabalhador, não “revividas”, mas “refeitas”, conforme Bosi (1994), citando Maurice Halbwachs1 que liga as experiências à memória dos sujeitos, não só estrita às suas questões internas, mas ao que diz respeito a uma realidade interpessoal. A empresa desempenha um papel predominante na atual sociedade, não apenas como lugar de trabalho, mas também como espaços de interação (interna e externa), habitados por um imaginário socialmente construído (FREITAS, 2000). Desta forma, o papel designado a cada trabalhador é apreendido pelas normas nela instituídas, ou seja, as estruturas da organização permitem estabelecer elementos de identidade social que delimitarão o que os indivíduos deverão realizar (ENRIQUEZ, 1974).
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Halbwachs, M. La mémoire collective. Paris: PUF, 1956. Rossana Cristine Floriano Jost Página 1

a partir de um contexto “zerado”. Rossana Cristine Floriano Jost Página 2 . a faculdade de aprender e a plasticidade. afasta outros critérios. de acordo com autores da Economia Política do Poder. o autor destaca a importância de existir um mínimo de conhecimento do indivíduo em relação a sua cultura de forma a permitir sua articulação com os demais membros. almeja-se conjugar tais conceitos na intenção de compreender.Para cumprir com o objetivo deste material. ainda que em parte. conforme o mesmo autor. no que se refere à cultura como um processo acumulativo. conforme a obra de Maria Ester de Freitas. Assim. p. de subjetividade. sedução e carisma?” Isso posto.28). ou seja. é a cultura que determina a diferença de comportamento entre os homens. bem como de sedução. Uma cultura tem lógica própria. sobretudo para atenuar o choque entre as gerações e evitar comportamentos preconceituosos. Por outro lado. A cultura organizacional Laraia (2006) entende cultura como constituinte de elementos como a história cultural de cada grupo. muda internamente (dinâmica do próprio sistema cultural) ou externamente (contato entre sistemas culturais diferentes). já no ano de 1690 e de Edward Tylor que entende cultura como “todo comportamento aprendido. os meandros da sedução que a empresa exerce. Uma cultura é dinâmica. veiculados pela cultura. Isto significa que o conhecimento pode ser adquirido. que agem de acordo com os seus padrões culturais. inicia-se com os conceitos de cultura. sendo resultados do meio em que foram socializados. Laraia vale-se da contribuição do etnocentrista Franz Boas para compreender que cada cultura tem seu próprio caminho em função dos diferentes eventos históricos enfrentados e do culturalista Kroeber. de acordo com as perspectivas dos autores trabalhados ao longo do semestre. conforme as ideias de John Locke. Tal herança sempre condicionou o homem a reagir depreciativamente frente a algo que julgue como um “comportamento diferente“ dos padrões aceitos pela maioria da comunidade (LARAIA. “Cultura Organizacional: identidade. Desta forma é importante entender essa dinâmica (um sistema cultural sempre em mudança). Assim. 2006. resultante da experiência histórica de gerações anteriores.67). Neste sentido. tudo aquilo que independe de uma transmissão genética” (p.

socialmente exigidas e determinadas de forma econômica e social. É este o sentido de cultura que este trabalho visa partir. Em outras palavras. entre outros (FARIA. MENEGHETTI. hhhhhhh. A subjetividade tem seu parâmetro na organização. o corpo. 2007). O ser humano pode ou não encontrar satisfação às suas necessidades. em modelos nos quais os trabalhadores deverão se “adaptar” e que definem o sentido de suas responsabilidades. ainda que. segundo Erich Fromm.Erich Fromm questiona a condição mental das pessoas no mundo ocidental do século XX. Em cada uma dessas instâncias desenvolvem-se situações que levam o sujeito a submeter-se a compreensões prontas de sua realidade. Rossana Cristine Floriano Jost Página 3 . é produto da influência das condições socioeconômicas sobre os impulsos naturais humanos. quanto à conduta no local de trabalho e na rede social a qual se submete. onde a questão do controle interiorizado atesta a eficácia deste tipo de articulação. como coloca Freitas (2000) perceba-se a ausência de uma dimensão política nestas análises. os vínculos. a inexistência de dados precisos relativos a patologias psíquicas. ganha corpo no condicionamento da sociedade e na ideologia que representa. o trabalho. 1974). O caráter social. A subjetividade Entende-se por subjetividade. Para Fromm. como veiculação institucional. o domínio dos impulsos humanos é um papel desempenhado no processo social. Entende que o ser natural do homem é subjugado às ideologias de comportamento. No âmbito empresarial. a cultura vista como instrumento de poder. utilizando a mente. os afetos. as contradições inerentes. que investe na prática de controle da consciência do sujeito. independentemente da função ou cargo (ENRIQUEZ. Desta forma. os aspectos culturais ganharam expressão na análise e nas práticas organizacionais.

O autor não nega a variedade de diferentes psicologias. mas comportamentos concretos característicos de indivíduos. que podem explicar cada empréstimo cultural particular.83). numa espécie de “totalidade homogênea e coerente”. como os faz agir. coloca no centro de suas pesquisas o processo de transmissão cultural e de socialização da personalidade. o objetivo comum é considerar as aquisições da psicologia científica e da psicanálise. Conforme Edward Sapir. supondo que cada cultura determina certo um tipo de comportamento comum ao conjunto de indivíduos. Nesta perspectiva há espaço para variações Rossana Cristine Floriano Jost Página 4 . que limita o espaço onde cada cultura pode tornar-se real. O foco é na personalidade e a questão é saber por quais mecanismos de transformação. bem como os aspectos dominantes de sua personalidade devido a essa inscrição. que determina a educação da criança. indivíduo e cultura são vistos como duas realidades distintas. indivíduos de natureza idêntica acabam adquirindo diferentes tipos de personalidade. Considera diferentes modelos de educação para compreender o fenômeno da inscrição da cultura no indivíduo. muito abertos à interdisciplinaridade. pelo simples fato de ser um indivíduo singular vai contribuir para modificar sua cultura. mas pelo modelo cultural particular de uma sociedade. O que fica retido é o aspecto da personalidade comum aos membros de um mesmo grupo (personalidade básica). reconhecido socialmente. o tipo de cultura privilegiada torna-se então o “tipo normal”. Desta forma. alterando assim a personalidade básica. As culturas. Ruth Benedict tipificou a cultura. Por sua vez.Cultura e personalidade (Edward Sapir) A questão é como a cultura está presente nos seres humanos. Para esta autora. Na visão de Linton e Kardiner. a personalidade individual não se explica por seus caracteres biológicos. conforme orientações gerais e escolhas entre opções possíveis a priori. mas o que lhe interessa na variação de uma cultura à outra é a predominância de um tipo de personalidade (p. De qualquer forma. identificadas e classificadas são reduzidas a certo número de tipos caracterizados. determinada pela cultura na qual o indivíduo pertence. Qualquer indivíduo. os elementos culturais não passam imutáveis de uma cultura à outra. que tipos de conduta provocam. Defende a existência de um “arco cultural”. Dentro desta corrente. uma vez que está de acordo com os objetivos por ela almejados. mas indissolúveis e que agem umas sobre as outras. Margaret Mead. alguns métodos são mais sensíveis à influência da cultura sobre o indivíduo e outros mais sensíveis à influência as reações do indivíduo à cultura.

sem ser capaz de expressar. quais sejam: (i) confiança básica x desconfiança. Giddens (2003) argumenta que as três etapas da formação de conceitos de “agência” são coincidentes com as fases de descritas por Erikson. O autor busca em Margaret Mead fundamentos para esclarecer a agência do self. A consciência discursiva. A previsibilidade das rotinas no cotidiano está associada ao sistema de controle da ansiedade básica. Neste sentido. o que pode se levar à afirmação de a linguagem humana é um produto da cultura. entendendo que a constituição do eu só ocorre mediante o “discurso do outro”. corpo e memória. à capacidade sensorial de perceber o mundo (consciência prática) ou à capacidade de pensar e descrever os próprios atos de maneira clara (consciência discursiva). Giddens (2003) mergulha na noção de inconsciente. Giddens (2003) associa a consciência. desta forma. Erikson agrupou o movimento na direção da autonomia e no estabelecimento da monitoração reflexiva. Em outras palavras. transmitindo-a aos demais indivíduos. fazendo uma crítica a Freud. Desta forma. Para Giddens (2003). como forma de chegar a uma definição de agência. elementos para discutir as origens e o desenvolvimento da segurança ontológica. o agente (ator) é o sujeito humano total. e (iii) iniciativa x culpa. O autor relaciona self. o objetivismo do conceito de ego de Freud limita uma compreensão mais ampla sobre o conceito de agência. de acordo com a teoria da estruturação. Giddens (2003) analisa as diferentes definições de consciência e do eu. destacando a necessidade de compreender a memória e os mecanismos de recordação para se compreender melhor o inconsciente. Quanto ao controle corporal. está relacionada às formas com que o ator é capaz de expressar verbalmente. permeado por valores cristalizados. reforçando sua crítica a Freud. localizado no tempo e espaço corpóreo do organismo vivo (p. A formação de capacidades de ação combina com a compreensão dos outros como agentes. assegurando as rotinas previsíveis que abarcam nossas interações sociais. pois é responsável pela perpetuação da cultura. é criado um interminável processo de acumulação.individuais. Giddens (2003) busca em Erikson. Por fim. dúvida. na contramão do conceito de inconsciente de Freud. em três fases. os sistemas de comunicação representam importante instrumento para a assimilação da cultura. de forma a evitar a ansiedade e a preservação da autoestima. Já a consciência prática envolve a recordação do agente durante a ação. (ii) autonomia x vergonha. Giddens (2003) contrapõe a noção de Freud de que a maior parte das ações dos indivíduos contenham motivações inconscientes. há de se prestar atenção na diferenciação que separa consciente de inconsciente.58). tomada a importância da atividade social humana e do agente a serviço do trabalho empírico. envolvendo também o sentimento de confiança nos outros. Rossana Cristine Floriano Jost Página 5 .

mencionada por Freud. Este mal-estar é produzido pelo conflito irreconciliável entre as exigências pulsionais e as restrições do processo civilizatório. sejam favoráveis a um maior conforto. 1999. a racionalização extrema dos processos produtivos contribui para o enaltecimento da superficialidade das relações. neste caso. para a falta de comprometimento com vínculos duradouros. que não só subestima valores autênticos. O resultado disso é o mal-estar na civilização. 2000). especificamente a obra publicada em 1930. não foi o suficiente para sua felicidade. pela tecnologia. provocando efeitos pessoais deletérios na vida dos indivíduos (SENNETT. para a busca da excelência em resultados. possivelmente como tentativa de reencontrar um mínimo de segurança ontológica para preservarem um mínimo de agencia em seu cotidiano. instabilidade econômica e social. Ao contrário. hostil às necessidades humanas e que cobra alto preço para a “obtenção do prazer”. trata-se de uma existência inflada de renúncias. ALVES. A satisfação. desemprego. Isso gera insegurança. podendo gerar doenças psíquicas de nossa época. O autor faz a análise de situações de ameaça e rompimento radicais da rotina. ainda que as condições de vida mediadas. barbárie. O mundo se torna cada vez mais racionalizado e o trabalho se torna cada vez mais dispensável. O progresso. na incessante busca pelo prazer em um mundo hostil. Neste sentido. miséria. é de impossível acesso. Freud aborda alguns conceitos. Após discorrer sobre a perspectiva de Giddens. como valoriza poder sucesso e riqueza.Giddens (2003) evidencia a relação da rotina da vida com o sistema de segurança ontológica e com o sentimento de confiança na continuidade do mundo que compõem a vida do agente. o programa aborda os estudos de Freud. 2006). O autor ainda coloca que o mal-estar estaria mais associado às condições econômicas e sociais. onde os indivíduos se enquadram em uma plateia de espectadores de experiências como: fome. Neste cenário (situação crítica). “situações críticas” que destroem as certezas das rotinas institucionalizadas. guerras. para a lógica do curto prazo e do utilitarismo. O processo civilizatório é marcado pela renúncia e pelo sentimento de insatisfação que os homens experimentam vivendo em sociedade. entre outros. A racionalidade técnica cria cada vez mais domínio de objetos e instrumentos que acabam por mecanizar todas as estruturas sociais (MEZAN. Exemplifica com o advento da sobrevivência em campos de concentração nazista. os sujeitos são desprovidos da previsibilidade de sua vida cotidiana e seu sentimento de autonomia e futuro são dissolvidos de tal forma que os prisioneiros viviam em radical insegurança ontológica. uma vez que se busca obtê-la em um mundo carente de recursos. como: Rossana Cristine Floriano Jost Página 6 . onde aborda a “não satisfação” (ou infelicidade?) do homem na civilização moderna. Sem contar com a identificação dos prisioneiros com os próprios opressores.

Busca do equilíbrio adequado (aqui depende de uma configuração cultural). das atividades psíquicas mais elevadas. Ex: “Mais vale a forma de viajar que a própria estação de chegada”. (ii) mundo externo (forças poderosas). filósofo e sociólogo. sobretudo as necessidades enraizadas em sua existência. Isola-se o “Eu” de tudo o que possa proporcionar desprazer. resulta em morno bem-estar. limpeza. são fatores que Freud entende como produtores do mal-estar na civilização. (v) Sofrimento . Coisas que dão prazer e que não se quer renunciar. (viii) Vida de fantasia: alheamento às durezas da vida. científicas e artísticas (sistemas religiosos e especulações filosóficas). o homem de hoje “não se sente feliz com essa semelhança” (p. bem como serve para proteção do homem contra a natureza e a regulamentação dos vínculos dos homens entre si (p. Neste sentido. Assim. dor. a obra “Psicanálise da Sociedade Contemporânea” de Erich Fromm. Antagonismo intransponível entre as exigências da pulsão e as exigências da civilização. são objeto. (iv) Princípio do prazer . medo). como o medo do desemprego. moradia). A ansiedade natural do mundo contemporâneo. A partir de 3 lados: (i) próprio corpo (declínio. Quando se alcança o princípio do prazer. o indivíduo modera sua pretensão à felicidade.34). Buscar o “não sofrer” supera a busca pelo prazer.36). (ix) Exigências individuais x exigências coletivas . entre outros.(i) Civilização . a transformação dos valores a necessidade de adaptação do indivíduo às exigências da vida.Estima e cultivo pela civilização.Realizações que afastam nossa vida daquela de nossos antepassados animais. psicanalista. a violência. Não considera mais apenas o que é útil: beleza. dá visibilidade à saúde psíquica do ser humano. desencadeada por inúmeros fatores. mas não o suficiente para esquecer a miséria real. (ii) Cultura . a competitividade. Por fim. das realizações intelectuais.Sensação que temos em virtude de certos arranjos de nosso organismo.Atividades e valores úteis para o ser humano (historicamente: instrumento. (vi) Satisfação irrestrita – Gozo na frente da cautela. (iii) relações com outros seres humanos. fogo. (iii) Construções ideais dos homens . (vii) Intoxicação: sensações imediatas de prazer e independência em relação ao mundo externo (Alain Ehrenberg – O culto à performance). não são o “Eu”. ordem são interesses da civilização. existem critérios para a saúde psíquica do ser humano que podem ser enlevados ou oprimidos por um dado Rossana Cristine Floriano Jost Página 7 . “Deus protético” (órgãos auxiliares).Busca evitar a sensação de dor e do desprazer. o consumo.

REFLEXÕES FINAIS Estudar sobre cultura organizacional. o homem faz “vista grossa” às imperfeições.sistema social. como forma de continuar a pertencer ao grupo. o que pode justificar determinados equívocos. Para não se “marginalizar”. Fromm desenvolveu conceitos básicos do que chamou de “psicanálise humanista”. sociopolítico e cultural. estereotipando-os. de acordo com a cultura vigente. diversidade e principalmente. com a ideia de Freud. transformandoos em números. suas atitudes. Após um hiato de tempo considerável. sua percepção de mundo. significa ser aceito. padronizando-os. levando em consideração questões como sociedade e subsistência. Estar “de acordo com a cultura” significa segurança. passível de falhas ou não. quando reflete sobre o progresso e sua efetivação somente mediante mudanças simultâneas no sistema econômico. Comunga. Este autor passa a considerar. a partir de uma perspectiva antropológica. o “fator humano”. portanto. considerando-as como algo normal. O homem. seja da comunidade ou mesmo organizacional. como protótipo da sociedade. motivo suficiente para chancelar seus valores. as paixões básicas do homem não estão arraigadas em suas necessidades instintivas. Marcuse e Habermas. portanto. Adorno. costumes e símbolos. A organização. assume objetivos que não são exatamente seus. incitou-me a refletir sobre tantos anos passados “operacionalmente vividos”. Padroniza-se para não ser rechaçado. Alma mecanizada ano após ano. O “fazer parte” é importante ao indivíduo. cuja avaliação acontece somente de forma individual. mas em suas condições específicas de existência. ou seja. mas de uma sociedade. Até então me deparei somente com mitos. sofre repressão em suas necessidades básicas. Rossana Cristine Floriano Jost Página 8 . neurótico ou não. A diferença assusta e distancia-o do grupo. Assim. doente mental ou não. cumpri cronologicamente o prazo estipulado pela previdência social. a saúde não de uma pessoa. o progresso torna-se destrutivo em qualquer esfera. As raízes do pensamento crítico de Erich Fromm teve influência de Horkheimer. como destaca Fromm. sou levada a pensar cultura organizacional. reproduz os mesmos valores aos seus funcionários. sem acesso a determinadas compreensões pelo simples fato de nem sabê-las existir. em função da cultura. Caso contrário.

2006.br/wp. RECHWITZ.89-108. FROMM. (1856-1939). Neste sentido. Toyotismo e Subjetividade: as formas de desefetivação do trabalho vivo no capitalismo global. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. Tradução Paulo C. Tradução de L. Anthony. Giovanni. 36/37:53-94. Erich. 2007. Sigmund. que preserva muitos resquícios culturais da Organização Científica do Trabalho.7. Jan-jun/Jul-dez. São Paulo. European Journal of Social Theory 5 (2): 243-263. EDUSC. Renato. FARIA.org. Psicanálise da Sociedade Contemporânea. Revista Veja. O Mal-Estar na Modernidade. 1999. In: FARIA. Imáginário Social. José Henrique de.. 45 a 67. FREUD. recalcamento e repressão nas organizações. Referências bibliográficas complementares ALVES. Rio de Janeiro: Zahar Editores.. A corrosão do caráter: consequências pessoais do trabalho no novo capitalismo. 1974. São Paulo: Atlas./1242685387 Enriquez--Imag-Recal-Repres-1. n.O indivíduo é subtraído de seus desejos naturais num embate que vai construindo e emoldurando as relações de trabalho. Denys. Rio de Janeiro: Record.doc.65-199. a organização se apropria de algo que está em potencial na sociedade. Isso configura o modelo de gestão contemporânea (flexível e precarizada).. 2011. 1979. Revista Org & Demo. Análise crítica das teorias e práticas organizacionais. São Paulo: Martins Fontes. 26 dez. 2003. 204 p. Marília (SP).. MEZAN. LARAIA. MENEGHETTI. A constituição da sociedade. Andreas.A. São Paulo: Tempo Brasileiro. p. O sequestro da subjetividade e as novas formas de controle psicológico no trabalho. Richard. Disponível em: eppeo. Tradução de Álvaro Cabaral. Bahia e Giasone Rebuá.1/2. Francis K. 2011. São Paulo: Penguin & Companhia das Letras. p. GIDDENS. mas que pode ser um desdobramento da própria organização./files. 68 – 70. p. da distribuição do capital e do trabalho. Toward a Theory of Social Practices. p. Acesso em: 29 jan. 1-115. ENRIQUEZ. jan-jun. José Henrique de (organizador). 2000. A noção de cultura nas Ciências Sociais. p. 2006. Cultura: um conceito antropológico. Referências bibliográficas CUCHE. Rossana Cristine Floriano Jost Página 9 . Roque de Barros. SENNETT. de Souza. Eugène. v.

p. agir e propor” dos empregados priorizam os objetivos da empresa. Rossana Cristine Floriano Jost Página 10 . configurou um quadro muito positivo para o capital..] defender o consumidor e sua satisfação é condição necessária para preservar a própria empresa” (ANTUNES. muitas vezes mascarados pela necessidade de atender ao mercado consumidor. as novas relações flexíveis de trabalho alteram os espectros da sociabilidade e da auto referência pessoal. o que virtualizou a promessa da administração flexível de constituir a figura humana dentro de uma realidade de produção racionalizada. 2005.. onde “[.130).A apropriação das atividades intelectuais do trabalho. contribuindo para o surgimento das novas doenças da alma humana. elementos essenciais na formação do sujeito. Assim. oriunda da maquinaria automatizada e da intensificação do ritmo de trabalho. conclui o autor. O “pensar.