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O PAPEL DO PSICÓLOGO EM Vivian Madeira Aracéles Frasson de Oliveira

UMA

UTI

NEONATAL Farias

O PAPEL DO PSICÓLOGO EM UMA UTI NEONATAL Vivian Madeira Farias1 Aracéles Frasson de Oliveira2 Resumo O presente texto traz uma revisão bibliográfica acerca do papel do psicólogo dentro de uma unidade de terapia intensiva neonatal, valendo-se de um referencial psicanalítico Winnicottiano e da Psicologia Hospitalar. Busca mostrar como o aporte psicológico pode ser relevante na recuperação de bebês pré-termo internados em UTI neonatal, aqueles nascido antes de 37 semanas gestacionais completas e os mais extremos antes de 28. Um nascimento que apresenta um trauma tanto para a mãe quanto para o bebê, que passa a receber o calor da estufa, que, apesar de suprir as necessidades fisiológicas não contempla as necessidades psíquicas. É neste contexto que está inserido o profissional de psicologia para “ouvir” os sinais destes pequeninos, orientar os pais e profissionais de saúde a fim de tornar mais acolhedor, a passagem por esse período, contribuindo com pronta recuperação do bebê. Palavra-chave: UTI neonatal; psicanálise; trauma.

Abstract This paper presents a literature review about the role of the psychologist in aneonatal intensive care unit, using a psychoanalytic approach of Winnicott and the Psychology of Health. Seeks to how the contribution can be relevant in the psychological recovery of preterm infants in neonatl ICUs, one born before 37 gestational weeks completes and the most extreme before 28 weeks. A birth that shows a trauma for both the mother and the baby, who begins to receive heat form the oven, whuich, although to meet the pshysiological needs does not address the psychic needs. In this context, is inserted as a professionals to “hear” the signals of these little ones, educate parents and health

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Professora Ms. da Universidade Estadual de Goiás e Faculdade de Apucarana – Acadêmica do curso de Psicologia, UNIFAMMA). 2 Professora Ms. da UNIFAMMA.

the passage through this period. p. acariciado. Kennel e Klaus (2000) O mundo contemporâneo em que vivemos nos permite transitar por algumas evoluções tecnológicas de grande importância.2 professionals to become more welcoming. 56 – 57) 1. em todo o mundo. Segundo o Ministério da Saúde (2005). Segundo França (cit. o que pode resultar em consequências graves. e um terço delas morre antes de completar um ano de vida. somente a partir da 30º semana o feto consegue perceber a mudança de “sabor” no liquido amniótico. nascem. Um nascimento antecipado significa interromper o processo natural de desenvolvimento do feto. e os mais extremos antes da 28º. Em relação ao desenvolvimento do sistema nervoso central (SNC) ele ocorre da seguinte forma segundo o Ministério da Saúde (2011. contribuiting to quick recovery of the baby. o útero materno. Abraçado diariamente ou se conversarmos com ele durante Sua permanência na enfermaria. alguns fatores importantes de mencionar aqui a respeito desta ruptura da formação é que o feto começa identificar sílabas e letras a partir da 35º semanas de gestação. p. Se um bebê de baixo peso é tocado. 20 milhões de crianças prematuras e com baixo peso. ele poderá apresentar Menos pausas respiratórias. Keyword: UTI. anualmente. psychoanalysis. trauma. O bebê prematuro é de imediato privado de três aspectos responsáveis por seu desenvolvimento. Proliferação Neuronal: . ganho de peso e um progresso mais Rápido em algumas áreas de maior funcionamento Cerebral que pode persistir por meses Após a alta Klaus. Esse desenvolvimento tecnológico no âmbito medicinal permite a busca por uma sobrevida de bebês pré-termo. a interação afetiva com os pais e o meio familiar. o apego e influenciar o desenvolvimento da fala e da linguagem. Moreira. 2007). que vão desde um “simples” aparelho celular até o mais complexo aparelho contido em uma unidade de tratamento intensivo. embalado. Segundo o Ministério da Saúde (2005). Dentro do útero o feto pode desenvolver o reconhecimento materno. Considera-se pré-termo bebê nascido antes da 37º semanas gestacionais completas. e com 32 semanas é possível condicionar alguns aprendizados ao bebê.

Multiplicação Glial: Após o 5º mês tem início a multiplicação glial. Quando ocorre um parto prematuro o feto pode sofrer em relação ao seu desenvolvimento encefálico. como por exemplo. Este bebê passa enfrenta problemas clínicos e momentos de grande estresse e dor que pode estar diretamente ligado à sua enfermidade. o que pode ocasionar patologias e dificuldades permanentes. atenção. Estabelece a maior parte dos elaborados circuitos do cérebro humano. preparando para seu desenvolvimento final. Migração Neuronal: Milhões de células das zonas ventriculares e subventriculares migram para seu local definitivo no SNC. sob estimulação vestibular (pela movimentação materna). com contenção oferecida pelas paredes uterinas e pela . com pico entre o 3º e o 5º mês de gestação.3 Começa entre 2 e 4 meses de gestação e após o quarto mês ocorre primariamente no cerebelo. O nascimento antes do termo priva o bebê do meio ambiente aquático (sem ação da gravidade. Origina células gliais radiais que servem de guias para a migração neuronal. ou um “simples” procedimento. 3. de tal forma que com 20 semanas de gestação o córtex cerebral já está quase completo no que se refere a sua população de neurônios. que é um ambiente de extrema tensão. recém nascido (RN). que é a mielinização. pois ativa o sistema neuroendócrino que pode liberar substancias que lesam partes do SNC. Organização: Ocorre o pico a partir de 6 meses de gestação. 4. prolongando-se por até vários anos. É um período crítico para o desenvolvimento encefálico. e estes eventos podem contribuir para problemas no desenvolvimento do SNC. 2. pré-maturidade. facilitando seu movimento). por isso há que se ter grande cuidado com o bebê pré-termo dentro da UTI neonatal. sofrimento e com um número de aparelhagem grande com ruídos e luzes que podem interferir no desenvolvimento fisiológico e psíquico do bebê. Está quase completa até a 24ª semana. hemorragias intraventriculares. que é um dos principais componentes do crescimento cerebral. A dor é um fator de grande importância no momento do desenvolvimento do sistema nervoso.

nascido de baixo peso: Método Canguru” (2011. isso tudo vai gerar um descompasso entre o que era esperado organicamente e o que a UTI neonatal oferece ao seu paciente. conversar. alteração na freqüência cardíaca e respiratória e nas respostas .4 placenta e com estímulos visuais e auditivos bastante filtrados. sobretudo do banho de luz. O bebe passa então a ser responsável por funções antes exercidas pela placenta e pelo corpo da mão. aumento da movimentação. função que antes era exercida em grande parte pela placenta. por menor que seja pode gerar perda de calorias. p. geralmente a equipe não dispõe de tempo para acarinhar. agitação e/ou choro) bem como respostas fisiológicas (alteração de pressão arterial. De acordo com o Ministério da Saúde no texto “Atenção humanizada ao recém . esta tarefa fica para os pais que nem sempre estão preparados para doar. estados comportamentais. o bebê passa a ser responsável pelo funcionamento do seu subsistema autônomo. associado a uma grande falta de “energia” para o funcionamento dos demais subsistemas (motor.58). Na procura pelos limites do corpo da mãe dentro do útero o bebê quando está em uma incubadora se movimenta buscando as extremidades para que se possa orientar no espaço. acalmar o bebê. surge um grande descompasso entre o que era evolutivamente esperado (estímulos uterinos) e o ambiente da UTI neonatal. atenção/interação e regulador). As interações afetuosas são mínimas. visto que eles apresentam dificuldades inclusive para manter o corpo aquecido e qualquer esforço. pois não há mais o “filtro” do útero. Com isto. (Ministério da Saúde. Além disso.59) Esse manuseio nas crianças pré-termo mais frágeis pode originar respostas de estresse comportamental (reflexo de susto. O manuseio utilizado em UTI neonatal oferece muito estimulo ao RN pré-termo em busca de salvar a sua vida e na maioria das vezes são contatos extremamente diferentes daquelas dentro do útero ainda por cima passam por procedimentos dolorosos com grande frequência. sua visão ainda não está apta para receber focos de luz. hipoxemia. sua audição está exposta diretamente a ruídos que ele ainda não está preparado para ouvir. É importante lembrar que o pré-termo geralmente apresenta baixo peso e a manutenção e aumento deste é uma tarefa difícil. 2011 p.

aquele sonhado e idealizado por todos que esperam uma criança. deixando a mãe participar da vida do bebê sempre que possível e principalmente tornando possível o contato pele-a-pele assim que o quadro clínico permitir. que não reconhece no RN aquele imaginado. Quando engravida o casal certamente pensa em segurar nos braços seu filho saudável. o medo de “quebrar”. Há ainda que se pensar na diferença entre o bebê real e o bebê imaginado. com cheirinho de bebê. recebe seu alimento com uma proximidade bastante grande. e que o ambiente seja um pouco agradável. O susto com o tamanho. pele macia. o contato da pele substituído por aparelhos. apresentando o RN aos pais. o cheiro da mãe é trocado pelo odor dos panos da incubadora. sobretudo para a mulher. Até o toque interacional (carícias) pode ser estressante em RN pré-termo de 26 a 30 semanas de idade gestacional (pela sua extrema imaturidade) e em alguns bebês com mais de 32 semanas. o seio muitas vezes por sondas nasogástricas. facilitando o contato da mãe com o bebê. Para que os pais doem esta atenção necessária aos RN é necessário que eles estejam preparados. o esperado. o que pode gerar sentimentos contrários à mãe. tornando cada vez mais difícil a criação ou manutenção destes laços afetivos com os pais. A equipe de saúde tem um papel importante na formação dos laços afetivos. Segundo Winnicott (1969/1999).5 neuroendócrinas). de expressão tranquila. Um bebê a termo ao nascer tem o contato pele-a-pele com a mãe. não chegar ao final de uma gestação e acabar vivenciando um parto que não é o esperado pode significar modificações nas experiências psicoafetivas. devido ao aprendizado aversivo relacionado com os repetidos toques invasivos durante a internação na UTI neonatal. O que se buscava antigamente era salvar a vida do bebê com todo o que fosse possível e o que a tecnologia permitisse. não havia uma atenção especial para as . tornando o ambiente da UTI mais acolhedor aos pais. adequando o horário da mamada com o da visita. Contudo algumas vezes isso não se torna possível e o nascimento ocorre antes do esperado. estabelecendo e fortalecendo desta forma os laços afetivos. uma vez que a UTI deixa claro a quem entra que a luta pela vida ali é uma tarefa constante. Quando tratamos de um pré-termo o cenário de modifica completamente. sente e reconhece nela o cheiro e o calor. a distância imposta por aparelhagem e fios presos no corpo do bebê dificulta a criação de um vinculo afetivo.

A aproximação cada vez maior dos pais com o bebê tem sido na tentativa de diminuir o estresse dele. ventilado. Busca-se atualmente compreender o que expressa o bebê pré-termo com suas mímicas. sofrimento e pelo afastamento do contato com os pais em um momento tão importante que é este primeiro ao sair do útero. perfurado inúmeras vezes. Hoje há uma grande preocupação com as possibilidades de minimizar este impacto e fortalecer o máximo possível os laços afetivos que estão começando a se formar. pois quando este está em nível elevado pode provocar o aumento de cortisol que causaria danos ao sistema metabólico e imunológico no cérebro do bebê. falar antes de tocar. suas posturas. buscando sempre o toque mínimo é o que Winnicott chama de “contato sem atividade”. respeitando-o como ser-sujeito dotado de emoções. Tudo isso nos leva a certeza de que este pequeno ser não necessita apenas de rotinas ligadas ao seu ambiente físico e biológico. é importante que a equipe converse com ele antes de iniciar um procedimento para que se crie um vinculo de confiança. sem que se estimule muito ele. Pensando nesta relação de laço afetivo e da preservação psíquica do bebê prétermo é que propusemos esta discussão. alguns por períodos médios outros por longos períodos. de que forma o psicólogo pode atuar . com o objetivo de prestar cuidados de saúde que levem em consideração o bebê pré-termo como sujeito e não como objeto de cuidados. de acordo com Sparshott (1990) uma forma que eles encontraram de entender uma indicação de sofrimento é o choro silencioso onde a língua se coloca em posição de taça. não expor ele a mais de uma estimulação ao mesmo tempo estando sempre atento ao menos sinal de estresse. Há métodos que estão sendo criado e utilizado para “decifrar” os códigos destes pequeninos.72). Essa busca para os mínimos detalhes de expressão e comunicação do pré-termo tem auxiliado ele a passar por essa etapa tão difícil onde ele é intubado. Esse tipo de relação onde se cria vinculo com o bebê sem a necessidade de tocá-lo. De acordo com o Ministério da Saúde (2011. que sente dor e possui sua própria individualidade. mas também ao seu psíquico. seus gestos. ou seja. p.6 consequências psíquicas que este sofreria por ser submetido a tantos procedimentos.

Winnicott (1969/1999) pensou na abordagem do psicanalista já na primeira idade. e quando essa ruptura é significativa. p. “O trauma do nascimento rompe o “continuar a ser” do bebê. p. é possível realizar um trabalho psicanalítico com crianças bem pequenas. É importante pensar que o bebê não é apenas um organismo no sentido real. e em Mal-estar na civilização (1930) que o criador da psicanálise funda toda a noção de desamparo. nos primeiros meses de vida. o bebê prétermo necessita ainda mais desta relação. a força para que o sujeito possa assumir a sua existência humana (.) isto é. pois segundo o autor supra citado é desta forma que se constitui o aparelho psíquico. 1969/1999. 1939/1974) nós somos o ser do desamparo3. tristezas. também no espaço hospitalar. É importante ressaltar que nossa intenção aqui não é esgotar as discussões sobre o tema..7 dentro do ambiente da UTI neonatal buscando minimizar os danos causados por este nascimento tão inesperado? Para isso buscamos respaldo em alguns estudiosos da área como.271) 3 Em Inibições. uma vez que o seu nascimento se deu de forma brusca e traumática e permanece desta forma muitas vezes sem o contato dos pais. Daniela W. mas também com corpo simbólico repleto de subjetividade e não podemos deixar de mencionar que o Outro é de grande importância para a suposição de um sujeito no bebê.150): Espera-se da Psicanálise. Mélanie Klein (1975/1997). De acordo com Melanie Klein (1975/1997). sofrimento de tanta pessoa. sintomas e angústia (1926). suas alegrias. Winnicott (1969/1999). Por sua vez. Partindo deste ponto que eu preciso de “um outro” para me constituir e que segundo Freud (1927. Ela acreditava que a psicanálise deveria ser conduzida o mais longe possível nas crianças. (Winnicott. Catherine Mathelin (1999). Caso contrário. conquistas e perdas. os detalhes das sensações provocadas pelas intrusões e também das reações do bebê a elas tornam-se fatores adversos ao desenvolvimento do ego”. Mohallem e Faria (1994. preocupando-se com as perturbações psicogênicas possíveis desde este período. mas sim abrir um caminho que precisa ser trilhado. O futuro de uma ilusão (1927). De acordo com Moura. aproximadamente de 18 meses.. . 1917. Teperman (2005). onde um bebê não pode existir sozinho. ela seria uma filosofia de vida e não uma luta específica contra a dificuldade de viver.

a perceber através do outro quem é ele e de que forma ele precisa agir para que seus desejos sejam entendidos e realizados. evitando. . trazendo repercussões sobre os bebês. propiciar condições para que algo da ordem do pulsional ocorra. da sonda que invade sua cavidade oral. dentre elas: proporcionar um espaço de escuta às mães. Essas experiências traumáticas inscritas nos traços de memória da dor possivelmente aparecerão no futuro sob a forma de sintomas. p. os braços da mãe é substituído pela incubadora. tais como a baixa autoestima. Por isso pode-se falar em intervenção precoce em uma UTI neonatal. ajudá-las a encontrar um ponto de interesse em seus bebês e inscrevê-los em suas histórias familiares. a morte psíquica. uma vez que segundo Pinheiro (2004. suas zonas erógenas.07): O bebê percebe o seu corpo. dificuldade de se relacionar. permitir a elaboração psíquica e afloramento do inconsciente materno. insegurança. auxiliar no estabelecimento do vínculo entre a mãe e seu bebê. afetivo e social para o futuro deste RN. contudo esse “leve” contato pode ser decisivo na construção deste vinculo parental. da construção do sujeito que está vindo ao mundo e que já vem em uma situação de impotência. permitir a identificação de alguns traços fundadores no corpo do bebê. De acordo com Moreira (2007. na UTI neonatal a relação dele com os “pais” fica restrita ao olhar. através da fincada da agulha. que se encontram extremamente desamparada.44) Ele exerce várias funções. Quando este vir a ser ocorre de forma repentina à relação entre mãe e filho é trocada pela relação entre cuidados médicos. dos conectores que sinalizam as funções vitais. produzir alterações psíquicas na infância e percorrer até a vida adulta. p. e o papel do psicólogo nela é de vital importância para o desenvolvimento psíquico. 2007). de relações de intimidade. p. Esses “traumas” causados por tais procedimentos podem vir a apresentar uma ameaça ao desenvolvimento psicossocial. que muitas vezes é dificultado pela situação de risco de vida. Moreira. e assim favorecer a constituição psíquica dos bebês e evitar uma falta simbólica. possibilitar que um deslocamento psíquico se instale. e segundo França (cit.8 O nascimento e os primeiros meses de vida são de extrema importância para a formação de laços familiares. medo. assim. pois precisa aprender a viver.

nas suas reações. Esta coesão garante o sentimento de continuar existindo. pois ainda não desenvolveu a linguagem. 2004. nas suas emoções. Braga. mas ele possui uma forma de comunicação muito intensa. Morsch. de forma que “pensar no sofrimento dos bebês prematuros significa pensar no risco que correm de não estabelecerem trocas afetivas e não terem a seu dispor uma palavra verdadeira que os situem em relação a seus pais e a eles mesmos” (Zornig. (2005.9 Seria incompleto ou falho oferecer suporte apenas aos pais e à equipe que cuida do bebê. assimilando.141). Desta forma acreditamos que o papel do psicólogo dentro de uma UTI neonatal é de suma importância e pode trazer grandes prognósticos para aqueles que se encontra hospitalizados neste setor. p. não há diferença na clínica com bebês e com adultos. Referências . Voltando o olhar para ele é que pensamos na forma como pode ser feita a intervenção para um ser humano que está extremamente fragilizado.65) Antes da linguagem falada. carente de afeto e à espera do resultado de uma luta para começar a viver. referidos a outro humano. pois trata-se de ler. em momentos de mudança. p. sem se preocupar com o que de fato este pequenino está processando. uma vida que eles nem se quer tiveram tempo de assimilar e já lutam para não desistir. De acordo com Teperman (2005). O bebê não fala. processando de todo este novo território que ele passou a habitar ainda sem estar totalmente preparado. o que possibilita. a não cedermos a um desmoronamento. emitindo e recebendo sinais que os mantêm enredados num sentimento de coesão e unidade. absorvendo. de acordo com Rabello. e com os bebês lê-se o que está escrito em seu corpo. É importante mencionar que nossa intenção aqui não foi esgotar as informações a respeito do tema e sim mostrar um caminho que estamos começando a trilhar e que pode despertar o olhar de outros profissionais ou acadêmicos que se simpatizem por estes pequeninos. frente aos sustos que a vida nos apresenta. os bebês estão imersos num campo sensorial.

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11 Winnicott D. De la pédiatrie à la psychanalyse. Psicopat.. Publicado originalmente em 1969. S. Latinoam. 4. A. Ver.. S. Fund. Braga. D. 135-143 . Os tempos da prematuridade. (1999). (2004). VII. Paris: Payot.. N. A. Zornig. Morsch.W..