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Certificação Profissional ANBID •série CPA10 •versão 2008
Certificação Profissional ANBID
Série CPA-10
Módulo IV
Princípios de Investimento
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Certificação Profissional ANBID •série CPA10 •versão 2008
Módulo IV – Princípios de Investimento
Í N D I C E
10% a 20%
da prova
18 3.4.1 Risco sistemático e não sistemático
5 1.1.1 Rentabilidade observada versus rentabilidade esperada
10 2.1.1. Riscos de Mercado Externo
5 1.1 Rentabilidade
6 1.1.2 Rentabilidade absoluta versus rentabilidade relativa
21 4. Avalie seu Conhecimento
22 5. Resumo
17 3.4 Diversificação: vantagens e limites de redução do risco incorrido
16 3.3 Risco versus Retorno
15 3.2 Horizonte de Tempo do Investimento
14 3.1 Objetivo do Investidor
3. Fatores Determinantes para Adequação dos Produtos de Investimento às Necessidades dos
Investidores
12 2.3 Risco de Crédito
11 2.2 Risco de Liquidez
10 2.1 Risco de Mercado
2. Principais Riscos do Investidor
9 1.3 Risco
8 1.2 Liquidez
1. Principais Fatores de Análise de Investimento
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Certificação Profissional ANBID •série CPA10 •versão 2008
Módulo IV – Princípios de Investimento
Qual é o Melhor Investimento?
Cena do cotidiano de um profissional financeiro:
Seu cliente entra na agência, ou liga para você, e faz uma pergunta que julga ter uma resposta simples: “Qual é o
melhor investimento?”, ou então, “Se o dinheiro fosse seu, onde você investiria?”
E a coisa tende a ficar pior quando ele pergunta se o “tal”investimento tem risco! “Porque se tiver risco eu não quero!”
– diz o cliente.
Antes de sugerir qualquer alternativa de investimento, por mais conservadora e simples que pareça, você precisa
obter de seu cliente uma série de informações, a partir das quais poderá fazer uma recomendação responsável, tendo
a certeza de que estará alinhada com seu objetivo de investimento e perfil de risco.
Neste módulo do nosso programa de treinamento você vai aprender quais são os principais fatores de análise de
investimento que devemos conhecer para podermos assessorar nosso cliente.
Você vai aprender que quem decide qual o “melhor investimento” é o seu cliente e que não existe investimento
financeiro que não represente risco, por menor que seja.
Seu papel, como dissemos, é assessorá-lo a tomar essa decisão de forma inteligente e consciente, pois afinal, você é
o consultor financeiro!
Principais Fatores de Análise
de Investimentos
Principais Riscos
do Investidor
Fatores Determinantes na Seleção
de Produtos
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Módulo IV – Princípios de Investimento
Existe uma parcela da renda das pessoas que é poupada e precisa ser investida respeitando seus objetivos pessoais
de curto, médio e longo prazos, que podem ser, por exemplo: preservação do capital, aposentadoria, compra de
bens, poupança para viagens, estudo dos filhos, etc.
Quando o investidor procura a melhor opção para investir essa poupança, mesmo que intuitivamente, está buscando
uma alternativa de investimento que melhor combine os 3 atributos básicos abaixo:
Rentabilidade
Liquidez
Segurança
É muito difícil encontrar os três atributos em um mesmo investimento, ou seja, encontrar um investimento que seja ao
mesmo tempo rentável, seguro, e com alta liquidez. O investidor terá que optar pelo equilíbrio dos fatores que julgar
mais importantes e tudo isto dentro de seu horizonte de tempo e objetivo do investimento. Observe a tabela.
1. Principais Fatores de Análise de Investimento
alta baixa baixa Imóveis
baixa alta alta Ações
alta alta moderada Fundo Renda Fixa
alta alta baixa Poupança
Segurança Liquidez Rentabilidade Investimento
Perceba que o investidor abre mão de um atributo em detrimento de outro.
Para ganhar mais é preciso correr mais risco. Para ter maior segurança, a
rentabilidade será menor.
Fique
ligado
Principais Fatores de Análise
de Investimentos
Principais Riscos
do Investidor
Fatores Determinantes na Seleção
de Produtos
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1.1 Rentabilidade
1.1.1 Rentabilidade Observada versus Rentabilidade Esperada
A rentabilidade de um investimento indica qual foi o ganho (ou perda) que o investidor recebeu em um investimento,
em um período determinado.
Dos três atributos, a rentabilidade é, provavelmente, o mais atraente e sedutor para o investidor - e para o consultor
financeiro também – porém, o mais “perigoso”também. Por quê?
Porque existe uma tendência natural de acreditarmos que a rentabilidade passada vai se repetir ao longo do tempo.
Como isso não é verdade, basear a escolha do investimento nesse atributo é fortemente NÃO recomendável.
Existem formas diferentes de expressar a rentabilidade de um investimento. Vamos entender quais são e a diferença
entre elas.
Rentabilidade Observada é o ganho obtido em uma operação no passado, ou até o presente momento.
Ela é normalmente expressa em percentual (%) e é apurada através de um simples cálculo matemático: divida o valor
de resgate (ou venda) pelo valor de aplicação (ou compra), subtraia 1 e multiplique por 100. Pronto! Esse é o
resultado da operação. Acompanhe os exemplos:
1. Seu cliente comprou um CDB cujo valor de aplicação foi de R$ 25.000, tendo resgatado R$ 28.000, 6 meses
depois. A rentabilidade da operação foi de 12% no período.
12% 100 1
25.000
28.000
ade rentabilid = × ⎟





− =
2. Seu cliente comprou cotas de um fundo de investimento por R$1,2537 e hoje o valor da cota é de
R$1,37907. A rentabilidade acumulada até o momento é de 10%.
10% 100 1
1,2537
1,37907
ade rentabilid = × ⎟





− =
Em ambos os casos a rentabilidade se refere ao passado.
Fique
ligado
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Principais Fatores de Análise
de Investimentos
Principais Riscos
do Investidor
Fatores Determinantes na Seleção
de Produtos
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É natural que o investidor queira saber quanto vai ganhar em determinado investimento. Entretanto, existe resposta
para esse questionamento? Infelizmente não. Não é possível saber, com antecedência, qual será o ganho – ou
rentabilidade – de um investimento em um período que ainda não ocorreu. Só existe uma maneira de expressar essa
“estimativa”de rentabilidade. Acompanhe.
Rentabilidade Esperada é o ganho que o investidor espera – e acredita – receber em um determinado período
futuro.
De acordo com nossa reflexão anterior, vimos que não é possível determinar essa rentabilidade em termos absolutos,
indicando um percentual ou um valor.
A maneira correta de expressar a rentabilidade futura é pedir a ajuda de um benchmark. Exemplos de rentabilidade
esperada:
Fundo multimercado agressivo: 120% da taxa DI
Fundo de Ações: 8% ao ano acima da taxa Selic
Fundo Índice de Preços: 6% ao ano acima da inflação medida pelo IGPM.
1.1.2 Rentabilidade Absoluta versus Rentabilidade Relativa
A rentabilidade de um investimento pode ser expressa de duas formas:
1ª) Podemos expressar a rentabilidade de modo absoluto, indicando um certo percentual ou um certo montante em
dinheiro. Exemplos: 12% no período; R$3.000; -3%; -$300.
2ª) Podemos expressar a rentabilidade em termos relativos a um índice, geralmente, comparando com um
benchmark. Exemplos:
“O Fundo Renda Fixa rendeu 101% do DI durante um ano.”
“O CDB rendeu em 12 meses 98% do DI do período.”
Momento atual
Rentabilidade
observada
Rentabilidade
esperada
PASSADO FUTURO
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Principais Fatores de Análise
de Investimentos
Principais Riscos
do Investidor
Fatores Determinantes na Seleção
de Produtos
Rentabilidade
A rentabilidade observada (passado) poderá ser expressa tanto na forma
absoluta quanto na forma relativa.
Na contratação de um novo investimento, a expectativa de rentabilidade futura
deve ser sempre expressa em termos relativos.
Fique
ligado
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Não é possível garantir que eu vou acontecer novamente.
Posso ser expressa em termos absolutos ou relativos.
Revelo rentabilidade obtida em um período do passado.
1
Exercício 1
Rentabilidade. Quem Sou Eu?
Me utilize para expressar a rentabilidade esperada de um investimento.
Estou sempre acompanhada de um benchmark.
Me dou bem com o passado e com o futuro.
4
Sou expressa em termos relativos a um determinado parâmetro.
Preciso da ajuda de um benchmark para ser expressa.
Indico a expectativa de ganho que o investidor deseja.
2
Sou expressa em montante: R$3.000 ou menos $500 ou em percentuais: 10% ou -3%.
Gosto do passado. O futuro não combina comigo.
Digo quanto dinheiro você ganhou em um investimento.
3
Gabarito: (1) Rentabilidade Observada; (2) Rentabilidade Esperada; (3) Rentabilidade Absoluta;
(4) Rentabilidade Relativa.
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Principais Fatores de Análise
de Investimentos
Principais Riscos
do Investidor
Fatores Determinantes na Seleção
de Produtos
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1.2 Liquidez
Ter dinheiro para investir é bom. E receber o dinheiro de volta quando quisermos, melhor ainda! Pois é esse benefício
que o atributo “liquidez”oferece ao investidor.
Comentário de um investidor empolgado: “Comprei um imóvel por R$100mil e hoje ele vale R$150mil. Estou
ganhando 50% de lucro!”
Professor pergunta: “J á vendeu a casa?”
Investidor empolgado responde: “Ainda não...”
Professor responde: “Pois então coloque seu imóvel a venda, encontre um comprador que esteja disposto pagar
R$150mil pelo imóvel e, aí sim, você pode afirmar que ganhou 50% de lucro no negócio”.
Então, liquidez de um investimento nada mais é do que a capacidade de transformá-lo em recursos disponíveis
novamente, a qualquer tempo, por um preço justo, ou seja, preço observado no mercado.
O que assegura a liquidez de um mercado é a presença constante de compradores, dispostos a comprar um título ou
valor mobiliário que o investidor deseja vender.
Um mercado líquido é um mercado no qual os participantes podem rapidamente realizar um grande volume de
negócios, com pequeno impacto sobre os preços dos ativos negociados.
Exemplos de investimentos que oferecem liquidez alta:
Fundos de Investimento sem carência
CDB DI com liquidez diária
Ações
Exemplos de investimentos com baixa liquidez:
Imóveis
Fundos de investimento com carência
Fundos de investimento fechados
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Principais Fatores de Análise
de Investimentos
Principais Riscos
do Investidor
Fatores Determinantes na Seleção
de Produtos
Liquidez
Capacidade de vender um ativo pelo preço justo de mercado
Presença constante de compradores no mercado
Fique
ligado
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1.3 Risco
Para falarmos do terceiro atributo que o investidor procura em qualquer investimento – SEGURANÇA – precisamos
falar, na verdade, dos fatores que representam possíveis ameaças ao capital investido, à liquidez e à rentabilidade
esperada: os RISCOS.
Acho que nosso primeiro comentário importante sobre risco é falarmos sobre a percepção que as pessoas têm sobre
ele:
“Sinônimo de perda ou prejuízo”
“Risco! Nem pensar...”
“Não quero investimento com risco”
“Ações? Não... É muito arriscado”
Se deixarmos a emoção de lado e olharmos para o risco com outros olhos, vamos entender que o risco está presente
em qualquer investimento, mesmo nos mais conservadores. Vamos entender que o risco representa, além de uma
possibilidade de perda, uma oportunidade de ganhos.
Risco pode ser definido de várias formas e, uma delas, é dizer que risco é a INCERTEZA de alcançar uma certa
rentabilidade esperada, em um dado período.
Risco está associado à rentabilidade de um investimento de forma inseparável. Para obter maior rentabilidade o
investidor deverá estar disposto a assumir riscos. E risco não é ruim! O que é ruim é o risco não gerenciado, o risco
assumido sem o conhecimento ou entendimento do investidor.
O papel do consultor financeiro é conhecer os riscos e aprender a falar deles com naturalidade pois ele está presente,
em maior ou menor escala, em todos os produtos de investimento disponíveis no mercado. Vamos conhecer, então,
os três principais riscos inerentes aos investimentos financeiros:
Risco de Mercado
Risco de Liquidez
Risco de Crédito
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Principais Fatores de Análise
de Investimentos
Principais Riscos
do Investidor
Fatores Determinantes na Seleção
de Produtos
Risco
Incerteza
Possibilidade da rentabilidade esperada não se confirmar
Fique
ligado
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2.1 Risco de Mercado
O risco de mercado se caracteriza pela oscilação no preço ou valor de mercado de títulos ou valores mobiliários que
pode gerar perdas ou ganhos ao investidor.
A oscilação nos preços dos ativos podem ser causados por eventos ligados ao mercado como um todo ou ao
segmento econômico no qual a empresa está inserida.
2. Principais Riscos do Investidor
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Principais Fatores de Análise
de Investimentos
Principais Riscos
do Investidor
Fatores Determinantes na Seleção
de Produtos
A análise de investimentos considera perda a simples constatação de que houve uma queda no valor de mercado de
determinado ativo, apurado pelo procedimento de marcação a mercado, mecanismo sobre o qual já conversamos.
Exemplos de risco de mercado:
1. O cotista de um fundo de investimento compra cotas por R$1,00 e observa que sua cotação caiu para R$0,90.
Perceba que mesmo que não tenha resgatado suas cotas, existe uma perda “potencial” caso ele resgate suas cotas
nesse momento.
2. Com expectativa de queda na taxa de juros, um investidor comprou um CDB de taxa prefixada. Entretanto, frente a
uma notícia econômica desfavorável, a taxa de juros sobe e provoca uma desvalorização no preço desse CDB. A
marcação a mercado desse título nesse momento registrará esse valor, inferior ao de compra e, portanto, uma perda
potencial para o investidor.
3. Um investidor compra ações por R$10,00 e as vende por R$8,00.
4. Investidor compra cotas de um Fundo Multimercado com renda variável tendo a expectativa de ganhar 120% da
taxa DI em 1 ano. A Bolsa de Valores não apresentou o desempenho esperado e a queda dos juros, também
esperada, não aconteceu. Fatores políticos e econômicos trouxeram muito nervosismo ao mercado e o resultado
disso tudo é que a rentabilidade do fundo não atingiu a esperada ficando abaixo da taxa DI.
2.1.1. Riscos de Mercado Externo
Os preços dos ativos podem ser influenciados também por eventos ligados ao mercado externo. Alterações na política
cambial, oscilações na taxa de câmbio, mudanças no cenário macroeconômico mundial, riscos geopolíticos
específicos de cada país investido, questões legais, regulatórias e tributárias específicas de um país, podem trazer
conseqüências para os preços dos títulos provocando sua valorização ou desvalorização.
Os Fundos de Investimento brasileiros foram autorizados a manter em suas carteiras de investimento ativos
financeiros negociados no exterior e, consequentemente, sua performance pode ser afetada por requisitos legais ou
regulatórios, por exigências tributárias relativas a todos os países nos quais haja investimento, ou ainda, pela variação
do Real em relação a outras moedas.
Risco de Mercado
Risco de oscilação no PREÇO, ou seja, no valor de
mercado do título ou valor mobiliário.
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Gerenciando Risco de Liquidez
Para gerenciar o risco de liquidez os gestores dos fundos de investimento, por exemplo, podem:
a) Encurtar o prazo médio dos títulos de renda fixa;
b) Não deter grandes posições isoladas de determinados ativos e emissores, procurando diversificar suas posições;
c) No caso de carteiras de ações, comprar as denominadas “ações de primeira linha”que são as mais negociadas no
mercado;
d) Observar o histórico de liquidez destes títulos em situações adversas de mercado.
2.2 Risco de Liquidez
O Risco de Liquidez está associado à negociabilidade de um título ou valor mobiliário no mercado financeiro. Ocorre
quando o investidor encontra dificuldade em vendê-lo por um preço justo, isto é, dentro de parâmetros de mercado. O
risco de liquidez pode estar associado a:
Falta de liquidez no mercado em geral, decorrente de fatores de ordem política ou econômica que reduzam o
volume de dinheiro em circulação.
Dificuldade de negociabilidade do título, propriamente dito. É o caso dos imóveis e das ações de “segunda linha”,
assim denominadas por serem menos negociadas.
No caso dos títulos de renda fixa, dois fatores podem afetar o nível de liquidez de um título:
a) deterioração na capacidade de pagamento do emissor
b) prazo muito longo até o vencimento aumenta o risco de liquidez.
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Principais Fatores de Análise
de Investimentos
Principais Riscos
do Investidor
Fatores Determinantes na Seleção
de Produtos
Risco de Liquidez - Carteiras com ativos de prazo mais
curto correm menor risco de liquidez.
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2.3 Risco de Crédito
O Risco de Crédito está associado à possibilidade de deterioração na capacidade de pagamento, atraso ou falta de
pagamento, do emissor de um título de crédito, quando este deixa de honrar sua obrigação.
O risco de crédito está presente em todas as operações denominadas de “renda fixa” quando o investidor adquire
títulos emitidos por empresas dos setores público ou privado. Exemplos: CDB, Letra Hipotecária, Debêntures e Nota
Promissória.
Os títulos públicos federais são considerados “livres deste risco” considerando a hipótese remota de ocorrer não
pagamento por parte do Tesouro Nacional.
Gerenciando Risco de Crédito
A gestão do risco de crédito pode ser feita, basicamente, de duas formas:
1) O gestor da carteira de um fundo de investimento, por exemplo, deve selecionar ativos que possuam boa qualidade
de crédito. Esta análise pode ser feita:
a) Internamente, conduzida pelo comitê de crédito da instituição financeira;
b) Utilizando a classificação de empresas especializadas nesse trabalho – as agências classificadoras de risco como
a Standard & Poors, Moodys e Fitch, por exemplo.
2) Diversificar a carteira de investimento incluindo títulos de diversos emissores. Aliás, essa é uma das características
dos fundos de investimento.
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Principais Fatores de Análise
de Investimentos
Principais Riscos
do Investidor
Fatores Determinantes na Seleção
de Produtos
Risco de Crédito
Possibilidade de “calote” por parte do emissor de um título de
renda fixa que representa uma dívida, uma promessa de
pagamento, no vencimento do título.
Fique
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Exercício 2
Coloque cada “Risco”na caixa que corresponde à sua descrição.
Crédito Mercado Liquidez
3
1
2
Está associado à possibilidade de deterioração de pagamento ou
falta de pagamento, do emissor de um título de crédito,
quando este deixa de honrar sua obrigação
Ocorre quando o investidor encontra dificuldade em vender um ativo
por um preço justo, isto é, dentro de parâmetros de mercado.
Se caracteriza pela possibilidade de perda ou ganho mediante
oscilação no preço ou valor de mercado de títulos ou valores mobiliários.
Gabarito: (1) Liquidez; (2) Mercado; (3) Crédito.
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Principais Fatores de Análise
de Investimentos
Principais Riscos
do Investidor
Fatores Determinantes na Seleção
de Produtos
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3. Fatores Determinantes para Adequação dos Produtos de Investimento às
Necessidades dos Investidores
A escolha do “Melhor Investimento”deve ser feita com responsabilidade e consciência. Isso só será possível quando
o investidor – e o consultor financeiro que o orienta – analisarem um conjunto de fatores com base nos quais a
decisão de investimento poderá ser tomada. Esse é o nosso próximo assunto.
3.1 Objetivo do Investidor
Existe uma razão pela qual determinado investimento está sendo feito. Há um objetivo que o investidor deseja
alcançar, razão pela qual ele está fazendo um esforço de acumulação de capital. Existe uma alternativa de
investimento mais adequada para cada objetivo. Veja no quadro alguns exemplos de objetivos, as necessidades e os
produtos adequados:
Assumir posições de risco em
busca de maior retorno
Preservar o poder de compra
na moeda estrangeira
Preservar o poder de compra
da moeda contra inflação
O menor risco possível e alta
liquidez.
Necessidades
Produtos de taxa pós-fixada, de prazo
curto e com baixo risco de crédito.
Reserva financeira para
emergências inesperadas
Ações, fundos de ações e fundos
multimercado agressivos.
Dobrar o capital no período de
7 anos.
Títulos ou fundos de investimento
corrigidos pela moeda estrangeira.
Acumular recursos para um
curso no exterior ou viagem de
férias no exterior
Títulos ou Fundos atrelados ao IGP-M
ou IPCA. Carteira de longo prazo.
Reserva financeira de longo
prazo para aposentadoria
Produto adequado Objetivo
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Principais Fatores de Análise
de Investimentos
Principais Riscos
do Investidor
Fatores Determinantes na Seleção
de Produtos
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3.2 Horizonte de Tempo do Investimento
J á vimos que o investidor tem um objetivo para ser alcançado. Alguns devem (ou precisam) ser alcançados em um
período de tempo curto, outros somente serão atingidos no longo prazo.
Se olharmos novamente para o quadro de objetivos da página anterior, veremos que cada um deles tem um horizonte
de tempo diferente. Observe.
6 meses Reserva financeira para emergências inesperadas
7 anos Dobrar o capital
3 anos Acumular recursos para um curso no exterior
15 anos Reserva financeira de longo prazo para Aposentadoria
Horizonte de Tempo Objetivo
O que vai determinar se o objetivo de investimento será alcançado ou não, são basicamente, dois fatores:
a rentabilidade (esperada)
o prazo (horizonte de tempo)
Horizonte de tempo de um investimento representa o prazo que se prevê ser necessário para obter o retorno
esperado.
Investimentos em ações, por exemplo, são recomendados somente para horizonte de longo prazo. Embora as ações
possam ser vendidas a qualquer momento, o objetivo de “dobrar”o capital pode ser alcançado – se a rentabilidade
esperada ocorrer – no horizonte de tempo estimado.
Por outro lado, não faz sentido investir em um Fundo de Curto Prazo, os recursos que estão sendo acumulados para
aposentadoria.
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Principais Fatores de Análise
de Investimentos
Principais Riscos
do Investidor
Fatores Determinantes na
Seleção de Produtos
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3.3 Risco versus retorno
O retorno de um investimento está diretamente associado aos riscos associados aos ativos e valores mobiliários que
compõem a carteira de investimento.
Se observarmos o quadro abaixo veremos que existem 4 quadrantes possíveis que associam os atributos RISCO e
RETORNO. O ideal dos mundos, desejado por todo investidor, é estar no quadrante superior esquerdo (1) no qual a
rentabilidade é alta e o risco é baixo. E o pior cenário, é estar no quadrante inferior direito (4) no qual a rentabilidade é
baixa e o risco é alto, o que significa, que o investidor não está sendo remunerado pelo risco que ele está correndo.
1
Rentabilidade alta
Risco baixo
2
Rentabilidade baixa
Risco baixo
3
Rentabilidade alta
Risco alto
4
Rentabilidade baixa
Risco alto
RETORNO
RISCO
30%
20%
15%
10%
6%
4%
2%
1% 2% 3% 4% 5% 6%
O objetivo aqui é demonstrar que a escolha de determinado investimento, ou ainda, a comparação de uma alternativa
de investimento com outra, deverá levar em conta não somente a rentabilidade mas, também, o risco (potencial de
perda) para que tal rentabilidade seja alcançada.
2% 18% B
7% 20% A
Risco Rentabilidade Fundo
Qual dos 2 fundos oferece a melhor
relação risco versus retorno?
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Principais Fatores de Análise
de Investimentos
Principais Riscos
do Investidor
Fatores Determinantes na Seleção
de Produtos
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5% R$ 20 Mil Total
4% R$ 10 Mil Sadia
10% R$ 10 Mil Petrobras
Volatilidade Valor de Mercado Ação
A grande surpresa ficou por conta da volatilidade combinada das duas ações que foi de apenas 5%, quando era de se
esperar que fosse de 7% (10% da Petrobras mais 4% da Sadia, dividido por 2). Quando as duas carteiras se
juntaram houve situações em que a queda no preço da Petrobras foi atenuada pela elevação no preço da Sadia e
vice-versa, minimizando o risco total da carteira.
Este é o principal benefício da diversificação: redução de risco ou volatilidade.
3.4 Diversificação: vantagens e limites de redução do risco incorrido
Você deve se lembrar do ditado popular “não coloque todos os ovos na mesma cesta”, não é mesmo? Pois é
exatamente esse o conceito que está por trás da diversificação.
A diversificação consegue reduzir o risco total de uma carteira porque preços de diferentes ativos não se movem
exatamente juntos, ou na mesma direção. Mesmo uma pequena diversificação pode provocar uma substancial
redução na volatilidade de uma carteira, mas a maior parte deste benefício advém de uma carteira com relativamente
poucos ativos. Veja um exemplo:
Os noivos Marcelo e J oana são investidores do mercado de ações. Marcelo convive melhor com o fator risco e possui
R$10mil em ações da Petrobras, cuja volatilidade anual média nos últimos 5 anos foi de 10%. J á J oana prefere
investimentos menos arriscados e optou pelas ações da Sadia, com menor flutuação de preços, cuja volatilidade
anual nos últimos 5 anos foi de 4%.
Desnecessário dizer que a vida do Marcelo é bem mais “agitada” do que a da J oana pois, pelas características da
empresa e do setor, o preço das ações da Petrobras sobe e cai com maior frequência e intensidade.
Passado algum tempo Marcelo e J oana resolvem se casar e unificar suas carteiras de ações para facilitar seu
acompanhamento. A carteira será, portanto, composta da seguinte forma:
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de Investimentos
Principais Riscos
do Investidor
Fatores Determinantes na Seleção
de Produtos
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Módulo IV – Princípios de Investimento
Risco de mercado, também conhecido como risco sistemático, NÃO É DIVERSIFICÁVEL
Risco da empresa, também conhecido como risco não sistemático, É DIVERSIFICÁVEL
Fique
ligado
Principais Fatores de Análise
de Investimentos
Principais Riscos
do Investidor
Fatores Determinantes na Seleção
de Produtos
3.4.1 Risco sistemático e não sistemático
Então é fácil reduzir o risco de uma carteira de ações, por exemplo! Basta comprar várias ações, montar uma carteira
bem diversificada, e pronto! Infelizmente, não é tão simples assim. Por quê? O Risco de mercado de um ativo ou de
uma carteira é o resultado da combinação do risco da empresa (ou não sistemático) com o risco de mercado (ou
sistemático). Porém o risco de mercado, propriamente dito, não pode ser diversificado.
1) O risco de mercado, também conhecido como risco sistemático, é o risco decorrente de fatores externos A
empresa e está relacionado a mudanças de ordem político-econômicas nacionais ou internacionais. Caracteriza-se
por atingir o conjunto de ações negociadas no mercado em maior ou menor escala.
Esses fatores podem ser positivos contribuindo para a valorização do conjunto das ações cotado no mercado. Por
exemplo: redução na taxa de juros, crescimento econômico, aumento do fluxo de capital estrangeiro.
Podem ser negativos contribuindo para a desvalorização do conjunto das ações de mercado. Por exemplo: aumento
na taxa de juros, crise econômica no país ou em outros países do mundo, queda no nível de crescimento econômico,
etc.
A diversificação não consegue reduzir o risco de mercado (sistemático) pois afeta o conjunto das ações de mercado.
A reversão de eventuais perdas do investidor só virá quando o mercado voltar à normalidade. Essa recuperação pode
demorar a ocorrer e, por isso, a recomendação é sempre que o horizonte de tempo do investimento em ações seja de
longo prazo.
Exemplo: lembra-se do atentado às torres gêmeas em Nova Iorque no dia 11 de setembro de 2001?
Provocou a queda de todas as ações, em todas as Bolsas de Valores do mundo inteiro. Mesmo as carteiras muito
bem diversificadas tiveram perdas provocadas por aquela notícia.
2) O risco da empresa, ou do setor da economia onde a empresa está inserida, também conhecido como risco não
sistemático, pode ser reduzido pela diversificação. É o risco decorrente de notícias relacionadas a uma empresa em
particular ou ao setor da economia na qual essa empresa está inserida, tais como: desempenho do setor ou da
companhia, novos produtos, preços internacionais, qualidade de seu gerenciamento, transparência na relação com
investidores, etc.
Esse risco pode ser reduzido mediante a formação de uma carteira composta de diversas ações, de diversos setores
da economia, com baixa correlação entre elas. A estratégia da diversificação é compensar a perda em uma ação com
o ganho de outra.
Exemplo: utilizando o mesmo exemplo do atentado de 11 de setembro, percebemos que a notícia foi terrível para
alguns setores (turismo e aviação) mas foi excelente para outros setores (segurança e armamento). É por essa razão
que a diversificação funciona para reduzir o risco da empresa, pois as perdas de algumas ações são compensadas
pelos ganhos de outras.
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Exercício 3
Indique a natureza do risco dos eventos listados.
Crédito
Mercado ou
sistemático
Liquidez
Empresa ou
Não-sistemático
3. A empresa XPTO não pagou os juros semestrais devidos aos detentores de debêntures da empresa.
Os investidores estão apreensivos e questionam a capacidade da empresa de resgatar essa dívida no
vencimento.
7. Novos focos de gripe aviária na Europa, Ásia e América do Norte prejudicaram as exportações
brasileiras de frango. O preço das ações das empresas do setor despencou.
6. Devido à forte alta da inflação no ano em curso, o Governo anunciou medidas drásticas de política
monetária, bloqueando todos os depósitos à vista e a prazo de valor superior a R$5.000. Esta medida
paralisou a atividade econômica reduzindo substancialmente o volume das operações financeiras.
RISCO EVENTO
8. Credores da instituição financeira XYZ, liquidada extra judicialmente pelo Banco Central, estão
preocupados em reaver o capital investido em operações de renda fixa junto à essa instituição
financeira.
5. Cenário de muita incerteza em relação à política econômica que será adotada pelo novo presidente
do Banco Central reduziu fortemente a procura (poucos compradores) por títulos com vencimento mais
longo.
4. As expectativas de mercado se confirmaram e o COPOM anunciou nova queda na meta da Taxa
Selic. As taxas de juros de médio prazo acompanharam a tendência de queda provocando valorização
no preço dos títulos de renda fixa de taxa prefixada negociados no mercado.
2. Os resultados anunciados pela empresa XPTO surpreenderam os analistas de mercado. A demanda
de compra das ações por parte dos investidores provocou forte aumento no preço das ações da
empresa.
1. Os meios de comunicação internacionais anunciaram seu entendimento em relação à situação
econômica do Brasil considerada extremamente favorável com expectativas positivas nos diversos
mercados.
Gabarito: (1) mercado; (2) empresa; (3) crédito; (4) mercado; (5) liquidez; (6) liquidez; (7) empresa; (8) crédito.
Módulo IV – Princípios de Investimento
Principais Fatores de Análise
de Investimentos
Principais Riscos
do Investidor
Fatores Determinantes na Seleção
de Produtos
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Exercício 4
Assinale se a afirmativa é Falsa ou Verdadeira
7. A diversificação é um mecanismo eficaz de gerenciamento do risco de mercado de uma
carteira de ações, que consegue ser totalmente eliminado quando a diversificação é bem feita.
8. O horizonte de tempo, além do objetivo do investimento, são essenciais para a escolha do
produto de investimento adequado.
9. A diversificação ajuda a reduzir o risco de empresa porque eventuais perdas com algumas
ações podem ser compensadas pelos ganhos com outras ações.
V F AFIRMATIVA
10. É adequado oferecer produtos de risco moderado ou alto para objetivo de investimento cujo
horizonte de tempo é de curto prazo.
6. Comprar títulos com boa classificação de risco, segundo a análise de renomada agência
classificadora de risco, é uma forma de gerenciar o risco de crédito.
5. A volatilidade de um investimento indica o nível de oscilação entre a maior e a menor
rentabilidade alcançada em determinado período de tempo.
4. “A rentabilidade do fundo XYZ foi de 18% em 2005”. Esta afirmação refere-se ao conceito de
rentabilidade esperada.
3. Acompanhando a tendência de queda do índice da Bolsa de Valores, as ações da empresa
BanBanque comprei há 2 meses por R$5, estão cotadas hoje a R$4. Isto é risco de mercado.
2. O emissor de uma debênture não pagou os juros semestrais combinados. O debenturista
está correndo risco de liquidez.
1. “A ação da companhia aérea XPTO caiu 2% hoje, diante da notícia de queda nos lucros da
empresa”. Este é um evento de risco da empresa.
Gabarito: (1) Verdadeiro; (2) Falso; (3) Verdadeiro; (4) Falso; (5) Verdadeiro; (6) Verdadeiro; (7) Falso;
(8) Verdadeiro; (9) Verdadeiro; (10) Falso.
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Principais Fatores de Análise
de Investimentos
Principais Riscos
do Investidor
Fatores Determinantes na Seleção
de Produtos
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4. Avalie seu Conhecimento
1. O risco preponderante em uma carteira de ações bem diversificada é o risco
a) de crédito.
b) operacional.
c) da empresa.
d) de mercado.
2. Considerando os vários riscos de uma carteira de ativos, seu retorno tenderá a ser tanto
a) menor, quanto maior for o risco.
b) maior, quanto maior for o risco.
c) menor, quanto maior for o prazo.
d) maior, quanto menor for o prazo.
3. A rentabilidade relativa de um investimento
a) deve ser maior que a rentabilidade nominal.
b) é sempre conhecida no início do investimento.
c) é conhecida no início do investimento de taxa prefixada.
d) refere-se a um benchmark.
4. Os principais riscos normalmente encontrados em investimentos financeiros são
a) mercado, crédito e alavancagem.
b) alavancagem, crédito e operacional.
c) mercado, crédito e liquidez.
d) mercado, operacional e liquidez.
5. A afirmação: “ O horizonte de tempo longo é importante pois ajuda a dissipar os efeitos da
volatilidade em uma carteira de ações” refere-se ao risco
a) de mercado.
b) de crédito.
c) de liquidez.
d) operacional.
Gabarito: (1)D; (2)B; (3)D; (4)C; (5)A.
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Principais Fatores de Análise
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Principais Riscos
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5. Resumo
Neste módulo você aprendeu que:
Investidores tomam decisões de Investimentos considerando, basicamente, três atributos: rentabilidade esperada,
liquidez e segurança.
A rentabilidade esperada é o retorno que o investidor espera ter no futuro e deve ser expressa em termos relativos
a determinado benchmark, ou seja, um índice de referência, e deve ser alcançada em um tempo predeterminado.
A rentabilidade observada, expressa normalmente em termos absolutos, indica o histórico da rentabilidade passada
daquele investimento e não significa que ela ocorrerá novamente no futuro.
A liquidez é o atributo que permitirá ao investidor vender ou resgatar seu investimento a qualquer momento por um
preço justo. É um atributo importante principalmente nos objetivos de curto prazo.
A segurança decorre dos riscos aos quais o investimento está exposto, em maior ou menor intensidade.
O risco de crédito ocorre quando o emissor de um título não cumpre sua obrigação de pagar rendimentos, ou
ainda, resgatar o título no vencimento.
O risco de liquidez ocorre quando o investidor não consegue vender ou resgatar seu investimento por falta de
compradores no mercado.
O risco de mercado provoca oscilações, positivas ou negativas, no valor dos títulos e valores mobiliários.
A diversificação é a forma mais simples de gerenciar os riscos de uma carteira de ações, considerando que
diferentes ativos reagem de forma diferente a certos acontecimentos. Ela só não é eficiente na gestão do risco de
mercado – conhecido como risco sistemático - que afeta todos os ativos negociados no mercado.
O risco da empresa ou do setor da economia no qual a empresa está inserida é diversificável pois refere-se a
fatores específicos dessa empresa ou desse setor. Esse risco é também conhecido como risco não-sistemático.
A escolha do melhor investimento é feita pelo cliente em função de três fatores: objetivo do investimento, horizonte
de tempo e a tolerância a risco que determinará, por sua vez, o retorno do investimento.
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Principais Fatores de Análise
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Principais Riscos
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Fatores Determinantes na Seleção
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