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HISTÓRIA DO SANEAMENTO: ANTIGA, MÉDIA E ATUAL

Anderson Reis da Silva1 Elisllayni Lopes Silva2 Ilanna Andreza Andrade Ferreira 3 Joaquim de Souza Moura Filho4

RESUMO
O saneamento não é uma atividade nova, há algum tempo atrás já eram utilizadas atividades de saneamento, em civilizações como Roma e Grécia, já é possível destacar a realização de atividades e construções de benfeitorias de saneamento que podem ser provadas em suas ruínas. Porém, com a falta de difusão do conhecimento algumas dessas atividades e tecnologias foram deixadas de lado na idade média houve um retrocesso do saneamento, gerando um grande número de doenças e mortes. Esse retrocesso obrigou aos países a investirem em saneamento chegando até os dias atuais que cerca de 97% nas pessoas que vivem em países industrializados possuem um abastecimento de água tratada, já nos chamados países subdesenvolvidos essa taxa cai para apenas 35%. No Brasil o saneamento vem crescendo aos poucos, em levantamentos recentes foi possível verificar um aumento no número de pessoas atendidas com saneamento. Palavras-chave: História. Saneamento. Construções. Civilizações. Brasil. Doenças. Saúde.

1 INTRODUÇÃO
Atualmente muito se fala em saneamento, porém o conceito de saneamento é mais amplo que o significado de saneamento básico. Saneamento foi conceituado de várias formas por diferentes autores. Um dos conceitos atribuído ao saneamento é a busca do bem estar social por meio de ações socioeconômicas, tentando inibir endemia e epidemia transmitidas pelo meio ambiente (COSTA, 2010.p.3). A Lei 11.445/2007 Art. 3, Inciso I, conceitua saneamento como, o conjunto de serviços, infraestrutura e instalações operacionais para o abastecimento de água potável,

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Estudante do curso de Engenharia Civil na Universidade Federal Rural do Semiárido – UFERSA. Estudante do curso de Engenharia Civil na Universidade Federal Rural do Semiárido – UFERSA. 3 Estudante do curso de Engenharia Civil na Universidade Federal Rural do Semiárido – UFERSA. 4 Estudante do curso de Engenharia Civil na Universidade Federal Rural do Semiárido – UFERSA.

Essas doenças atacam as pessoas destes as civilizações antigas. Média e Atual – p. que datam 2000 a. Jinkins(1999) citado por Costa(2010). drenagem e manejo das águas pluviais urbanas. assim como fazer uma análise de como ocorreu à evolução e o surgimento do saneamento no Brasil destacando como está o saneamento atual brasileiro. Na Babilônia possui relatos de uso de manilhas cerâmicas para atividades de saneamento que datam 3750 a. por volta de 97% das pessoas dos países industrializados possuem um tratamento de água adequado. limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e por último.03/12/2013 . 2010. foram encontrados banheiros. Também na Índia foi descoberta a construção de galerias de esgotos que datam cerca de 3500 a.C. 1994 apud BRASIL. terem acesso à água tratada e uma rede de esgoto adequada. Em algumas ruínas de cidades antigas da Índia com data de 4000 anos. Dessa forma o saneamento é uma atividade globalmente utilizada pelos países. Com a finalidade de dar uma utilidade e um destino correto a excretos humanos.C (AZEVEDO NETTO. afirma que em algumas civilizações da Ásia utilizavam excrementos humanos como fertilizantes em plantações. já em países subdesenvolvidos essa taxa cai para apenas 35%. 1990 apud BRASIL. USEPA. dessa forma alguns historiadores afirmam a existência de sistemas de esgotos em algumas civilizações dando inicio a história do saneamento. sendo que 80% das doenças humanas são relacionadas com falta de tratamento de água e redes de esgoto precárias. 2010). esgotos e drenagem nas ruas (ROSEU. principalmente em países subdesenvolvidos. O objetivo desse trabalho é relatar o surgimento do saneamento mostrando a sua evolução histórica no mundo. Em estudos da Organização Mundial da Saúde – OMS citados por Vianna R.C (AZEVEDO NETTO. 2006). assim como a importância de atividades médicas que aconselhavam a fervura da água antes do consumo. (2005).História do Saneamento: Antiga. more por ano cerca de 25 milhões de pessoas contaminadas por doenças adquiridas pelo consumo de água não tratada. Vianna Junior e Vianna R. a fim de dar um destino a esses I Seminário de Saneamento – I Unidade – Semestre 2013. 2006). 2 O SANEAMENTO NAS CIVILIZAÇÕES ANTIGAS Não é de hoje que as populações das cidades necessitam de água potável. 1994 apud COSTA. 1994 apud COSTA.. 2 esgotamento sanitário.2 – Grupo 3 . e um destino adequado para os resíduos sólidos gerados pelos mesmos. Pelo fato de poucas pessoas. no Brasil dos 110 milhões de habitantes nos centros urbanos apenas 40 milhões possuem redes de esgoto e apenas uma parcela de 4 milhões o esgoto é tratado antes de voltar a seus mananciais.

foi construído com o objetivo de realizar a drenagem do solo encharcado aos pés da colina de Capitólio.C o povo que seguia Moises a terra prometida praticava o saneamento quando eram ordenados a depositarem os excrementos em áreas longe dos acampamentos. era cobrada uma taxa de uso. Uma das importantes obras de drenagem na civilização romana é denominada de Cloaca Máxima de Roma. que são obras como aquedutos. 50). De acordo com Costa (2010) e Brasil (2006). banhos públicos. a urina recolhida era utilizada para a produção de tecidos. Média e Atual – p. porém apenas uma pequena parcela da civilização romana tinha o privilégio de contar com um sistema de saneamento em sua própria residência.História do Saneamento: Antiga. muitas pessoas depositavam os despejos domésticos em buracos próximos a suas residências.30m de diâmetro. 2010. Por volta de 1500 a. 2. porém eram comumente visto a deposição de urina nas vias públicas mesmo os tribunais romanos serem contra a essa prática (COSTA. o saneamento na Roma Imperial era dado apenas a uma pequena parte da população. sendo necessário cavar buracos e depois serem tampados. Para Kottek (1995) citado por Brasil (2006). sendo notado em países da Ásia como Japão e Coreia. pois a maioria da população não tinha acesso a essas instalações em suas residências. Para a população poder usufruir das instalações sanitárias da vizinhança. com a finalidade de realizar as necessidades fisiológicas humanas.2 – Grupo 3 . (BRASIL. o povo Judeu praticava atividades sanitárias executando a limpeza com o auxílio da água. De acordo com Metcalf e Eddy (1977) citado por Costa (2010). existem relatos bíblicos que as civilizações antigas praticavam atividades enquadradas como saneamento. foi construído com pedras arrumadas com ordem do Rei Tranquinius I Seminário de Saneamento – I Unidade – Semestre 2013. sendo coletado por esterqueiros e rapinantes de forma periódica. sendo as maiores obras dessa civilização traçada para o coletivo. possui dimensões de 740m de comprimento e 4. esses benefícios se davam com ligações diretas das casas até os canais. essas atividades são utilizados até os dias atuais. pois era de cunha particular e apenas a quem tinha condições poderia usufruía desses benefícios. 2006). 3 resíduos.1 SANEAMENTO EM ROMA Na história greco-romana são inúmeras as confirmações de execuções de praticas sanitárias e higiênicas para controlar doenças. termas e sistemas de esgotos. Em Roma também possuía a solução de saneamento individual. assim como promoviam a conservação de seus poços de água mantendo sempre os mesmos tampados para não entrarem em contado com impurezas. p.03/12/2013 .

destacando a construção de aquedutos pelos mouros.História do Saneamento: Antiga. foi realizado a limpeza das ruas em cidades europeias como Veneza e Paris. Retrocessos desses tipos foram de certa forma. que ouve várias obras de saneamento. até hoje essa construção é utilizada no sistema de drenagem de Roma. que mesmo com todos os seus avanços tecnológicos.C. o velho (BRASIL. 4 Priscus. que antes eram sujas e possuíam esgotos a céu aberto. I Seminário de Saneamento – I Unidade – Semestre 2013. como a peste negra. pelo fato da higiene e falta de saneamento proporcionarem a expansão de doenças desse tipo de forma rápida.2 RETROCESSO DO SANEAMENTO Nas civilizações antigas muitas atividades de saneamento eram aplicadas. 2006. desses acontecimentos foi na civilização romana. pois segundo Costa (2010). em 1235 o reparo do aqueduto de Sevilha. em 1562 em Paris morreram 67 mil. em Londres a construção de um aqueduto utilizando alvenaria e material metálico (chumbo). Foram vários os exemplos de retrocessos em civilizações antigas. 1998 apud COSTA. para o controle de pragas. Uma doença que ficou conhecida como peste negra atacou as civilizações da Europa. 2. com a falta da difusão dos conhecimentos ocorrerem vários retrocessos das atividades do saneamento nas cidades causados por propagações de doenças e várias mortes diminuindo muito a população das cidades antigas. sofria com um grande número de doenças pelo fato de terem uma grande quantidade de valas a céu aberto que recebia inúmeros tipos de resíduos inclusive até corpos humanos (MUNFORD. mesmo assim segundo Brasil (2006). de acordo com Jinkins (1999) citado por Costa (2010).2 – Grupo 3 . pois existia um grande número de doenças que estava se espalhando (BRASIL. a peste negra espalhou por volta de 1300 d. um exemplo. 2006). bons para a instalação do saneamento.C. 2010). essa pratica foi adotada após saber que um medido grego salvou a cidade de pestes apenas lavando as ruas. De acordo com o supracitado autor em Roma foi constatado inúmeras pestes que diminuíram o número da população em grande quantidade por volta de 23 a.C e 162 d. Segundo Mumford (1998) citado por Costa (2010).03/12/2013 . Média e Atual – p. Na Europa na idade média foi notado uma grane diminuição do uso da água. COSTA. chegando ao consumo de um litro por habitante ao dia. principalmente com a finalidade de prevenir doenças. 2010). e deu inicio ao abastecimento de água em Paris em 1183. Mesmo com esse retrocesso é possível destacar de acordo com Brasil (2006).

Porém algumas das cidades que tinham esgotamento despejavam seus dejetos no mesmo manancial do abastecimento das cidades. as epidemias de cóleras na Inglaterra. 5 3 O SANEAMENTO NO MUNDO Na Idade Media com a dormência da ciência o conceito de saneamento foi perdido. por exemplo. o vaso sanitário com feixe hídrico.1 REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E O SANEAMENTO A década de 1830 a 1940 foram de suma importância para a engenharia sanitária.História do Saneamento: Antiga. Ao longo do tempo foi percebendo-se que o problema não é a demografia do local e sim a inadequada distribuição de renda. Mas de acordo com Damiani (1991) citado por Costa (2010). porem um vereador da localidade não permitiu que essa atividade fosse vetada.03/12/2013 . Nesse período não era permitido realizar ligações das redes de esgotos diretamente as redes de drenagem de águas pluviais. Entre os anos de 1890 1909 ouve um aumento significativo das redes de coleta de esgoto nos Estados Unidos. Ainda segundo Costa (2010) devido a Peste as cidades europeias passaram a realizar instalações de sistemas sanitários. o uso do cano de ferro fundido com bolsa. entre outros. Em 1974 ouve a Conferencia Internacional sobre População da Bucareste. 3.2 – Grupo 3 . Média e Atual – p. que quase erradicou a população Europeia. Tarr (2000) citado por Costa (2010) relata que em 1842 foi inaugurado o Aqueduto Crócon na cidade de Nova Iorque. nos países pobres. Nesse período além da peste ouve a manifestação de varias outras doenças relacionados as condições sanitárias. afirma que a peste negra matou mais da população inglesa por volte de 1300 d. onde a população atendida aumentou de 16 milhões de habitantes para 34 milhões. Jinkins (1999) citado por Costa (2010). despertou para os ingleses a importância do saneamento. desta forma sobrecarregando a rede de drenagem e assim obrigando a cidade a fazer redes coletoras de esgoto.C. sobre tudo após a Primeira Guerra Mundial (COSTA 2010). essa conferencia era para discutir a grande explosão demográfica que ocorria desde o século XIX. I Seminário de Saneamento – I Unidade – Semestre 2013. Os trabalhos de John Snow (1813-1858). a explosão demográfica não é a única responsável pela devastação dos recursos tendo em vista que são os países de grande porte os principais consumidores desses recursos. sobre a contaminação da água por fezes e sua ligação direta com a cólera foi adotada por parte da Inglaterra mostrando um grande avanço (COSTA 2010). Nesse período também ouve grandes inventos para a engenharia sanitária como.

Heller e Queiroz (2009). Com os holandeses vieram técnicos em hidráulica que se instalaram no Recife e participaram da construção de canais.03/12/2013 .Desenvolvimento e Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas (COSTA 2010).2 – Grupo 3 . documento que tem propostas para o caminho do desenvolvimento sustentável. diques e aterros (REZENDE. HELLER. representantes da ONU e organizações não governamentais estavam presentes. O primeiro grande passo para o saneamento se deu na década de 1970 com realização da Conferencia de Estocolmo (1973). QUEIROZ. durante o século XVII.História do Saneamento: Antiga. devido à abertura do comércio que demandou melhorias por condições de higiene. De acordo com Costa (2010). 2009). Segundo o autor não ouve grades mudanças tendo em vista que prevaleceram os interesses indústrias. HELLER. Onde vários chefes de estados. QUEIROZ. outro grande produto do ECO-Rio foi a Agenda 21. em 2002 foi realisado a RIO+10. onde foram metas para que até 2015 seja reduzido pela metade o número de pessoas que não tem acesso a saneamento básico. As mais antigas obras de saneamento no Brasil tiveram início com a ocupação dos holandeses no nordeste do País. De acordo com Rezende. Em 1992 a Cúpula da Terra se reuniu na cidade do Rio de Janeiro para discutir na Conferência do Meio Ambiente e Desenvolvimento. Em 1987 a Comissão Mundial do Meio Ambiente (Comissão da ONU) apresentou o Relatório de Bruntland. onde segundo Costa (2010) foram reunidos representantes de 113 países para discutir sobre meio ambiente. 2009). realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU). 4 O SANEAMENTO BRASILEIRO O modo de vida de cada população no início da ocupação no Brasil em 1500. Média e Atual – p. a Conferência das Nações Unidas Sobre Desenvolvimento Sustentável. com o documento Habtat II. Em 1974 a ONU apresentou a Declaração de Cocoyork resultado de uma reunião da Confederação das Nações Unidas Sobre o Comércio . ocorrida em Istambul em 1996. fez com que as ações sanitárias fossem restritas a iniciativas individuais (REZENDE. Nesse evento foi estabelecido o Compromisso para o Desenvolvimento Sustentável e a Carta Terra (COSTA 2010). I Seminário de Saneamento – I Unidade – Semestre 2013. Segundo o autor. 6 Segundo Costa (2010) o processo de urbanização dos países chamados subdesenvolvidos foi ressaltando com a realização da Conferencia Sobre Assentamento Humano. a preocupação com a situação sanitária do Brasil surgiu com a chegada dos portugueses.

2 – Grupo 3 . HELLER. Ainda segundo Tambasco (1998). passando a oferecer uma grande variedade de produtos e serviços (TAMBASCO.03/12/2013 . a do rio D’Ouro. que refletiam nas atividades comerciais. e com a criação da Faculdade de Higiene e Saúde Pública de São Paulo. 1986). Já. essas ações não foram suficientes para trazer melhorias sanitárias para o país (REZENDE. na Amazônia e no Rio Doce. e foi inaugurada em 1877. no final do século XVII. entrava em funcionamento a segunda adutora de longo percurso. A primeira adutora de grande diâmetro com cerca de 56 km de extensão. a cidade de São Paulo contratou um especialista francês para executar as obras de adução de água (TAMBASCO. Até 1880. iniciaram ações sanitárias coletivas impulsionadas pelo acúmulo de riquezas geradas pelas atividades mineradoras. 7 A nova sociedade brasileira. I Seminário de Saneamento – I Unidade – Semestre 2013. a descoberta do ouro. a partir do século XVIII. utilizou tubos de ferro fundido com 80 cm de diâmetro nominal. QUEIROZ. Em 1857. 2009) As construções das adutoras em algumas cidades do Rio de Janeiro ajudaram na introdução de novos hábitos de higiene. provocou a primeira migração para o Brasil. De 1880 até 1908. nos novos povoados e próximo aos garimpos. 1998). passou por diversos problemas de abastecimento de água potável. a criação de um fundo rotativo com o qual se pretendia resolver o problema de água e esgotos das cidades brasileiras em três anos (CYNAMON. foram construídas as três últimas adutoras com tubos de 80 e 90 cm de diâmetro: foram as adutoras de Xerém. 1998). devido aos recursos hídricos estarem esgotados nessa época (TAMBASCO. causando um aumento significativo da população formando novas áreas de povoamento (REZENDE. que formam jovens profissionais de Saúde Pública e de Saneamento (CYNAMON. Em 1951. 2009). HELLER. importados da Inglaterra. todas localizadas no Estado do Rio de Janeiro (TAMBASCO.História do Saneamento: Antiga. na segunda gestão do Presidente Getúlio Vargas. 1986 ). A cidade do Rio de Janeiro. QUEIROZ. Média e Atual – p. as classes populares eram abastecidas somente com os chafarizes construídos para tal fim. O avanço da economia impulsionado pelas atividades mineradoras favoreceu a construção de chafarizes. a adutora do Rio de São Pedro. no ano de 1870. a partir daí. somente o centro e os bairros de classe alta da cidade do Rio de Janeiro tiveram uma distribuição digna de água potável. Ainda segundo o autor. A engenharia sanitária brasileira renasce na década de 1940 com o estabelecimento da Fundação SESP. 1998). foi proposto e aceito pelo Congresso Nacional. 1998). poços e cisternas nas capitais das províncias. Mantiquira e Tinguá.

2010). Se considerados os tanques sépticos.História do Saneamento: Antiga. o governo brasileiro. Esse Ministério possui o objetivo de implantar políticas públicas para o saneamento e desenvolvimento urbano. No que se refere ao esgotamento sanitário. 8 Ainda segundo o autor. apenas 47. através da Secretaria de Saneamento do Ministério do Bem Estar Social e concebeu o Projeto de Modernização do Setor de Saneamento. o qual passou a ser de responsabilidade da SEPURB. De acordo com o Censo de 2000 (IBGE. a população fica sujeita a diversos tipos de enfermidades (MENDONÇA. observou a necessidade de desenvolver as políticas públicas e dos serviços de saneamento no país. Segundo Costa (2010). A falta de investimento nesse setor faz com que 80% dos resíduos gerados sejam lançados diretamente nos rios. 2008). sem nenhum tipo de tratamento. os índices nacionais de atendimento pelos serviços de abastecimento de água. Em 1995.03/12/2013 . criou o Ministério das Cidades O Ministério das Cidades no ano de 2003. Parte da população brasileira reside em locais onde as condições de saneamento ainda são precárias. o governo Lula (2003 .8%. foi criado a Scretaria de Política Urbana (SEPURB). dejetos animais e lixo (ABES. 77. em 2000. o maior problema da habitação. Média e Atual – p. no Governo Fernando Henrique Cardoso. Doenças como diarreias. por meio de ligações domiciliares às redes. comprometendo assim a qualidade de vida da população e do meio ambiente. saneamento e desenvolvimento urbano (COSTA. com a função de articular as políticas setoriais de habitação. era a falta de abastecimento de água e esgotos. o Brasil está longe de ser adequado. 2002). daí o Banco Nacional de Habitação (BNH) criou a carteira de saneamento e em consequência disso. especialmente de crianças. é consequência da contaminação da água com esgotos humanos. com a preocupação de obter soluções para o saneamento. pois a metade da população não possui redes para coleta de esgotos. 2008).2 – Grupo 3 .2% dos domicílios estão ligados às redes coletoras. que resultam em milhares de mortes anuais. alcançaram. sejam elas exclusivas ou de drenagem de águas pluviais. Com a finalidade de melhorar o saneamento no país. MOTTA.1 SANEAMENTO BRASILEIRO ATUAL Apesar de o saneamento básico ser de grande importância para a saúde e meio ambiente. febre tifoide e malária.2010). 4. surgiu o Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANASA) que tinha o objetivo de garantir a execução de um plano de Saneamento. Devido à falta de saneamento e às condições mínimas de higiene. que em alguns casos podem se constituir em I Seminário de Saneamento – I Unidade – Semestre 2013. tendo criado a Secretaria Nacional de Saneamento. dengue.

Dados constam em uma análise feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) em 2012.3 pontos percentuais (de 39. o déficit dos serviços de abastecimento de água por redes públicas atinge cerca de 9. um crescimento de 7. a população fica exposta a diversos tipos de doenças (MENDONÇA E MOTTA.História do Saneamento: Antiga.3% dos domicílios urbanos brasileiros tem acesso a saneamento adequado.2%. Há mais insuficiências importantes em matéria de saneamento básico: dos 60 milhões de brasileiros que não contam com coleta de esgoto. cerca de 15 milhões (3. apesar de ainda apresentar em 2012 o menor índice do país (19. não possui coleta de esgoto. 9 soluções adequadas para a disposição final dos esgotos.5% para 90%.2 – Grupo 3 . Entre 1970 e 2000.2%. Assim. 4. houve um desenvolvimento nos domicílios urbanos com a realização da ampliação do abastecimento de água potável de 60.03/12/2013 .2% para 56% dos domicílios (ABES.7%). a uma redução da mortalidade infantil que é associada ás doenças de veiculação hídrica. pois as pessoas com renda mensal superior pretende morar em lugares que já possua infraestrutura.4 milhões de domicílios) não têm acesso à água encanada e uma parcela da população que tem ligação domiciliar não conta com abastecimento diário nem com água potável com qualidade (COSTA. aproximadamente 60 milhões de brasileiros. mas tem a segunda maior proporção de domicílios com saneamento adequado (67. Parte da população brasileira mora em locais que não possui condições de saneamento.4% para 49. O Sudeste tem o maior índice do país I Seminário de Saneamento – I Unidade – Semestre 2013. A Região Norte teve o terceiro maior crescimento (9. Estudos comprovam que o acesso ao saneamento básico cresce com o aumento da renda. 2007). 2010). O Sul teve um aumento semelhante (9 pontos percentuais). 2008). passando de 37. Houve também uma evolução da coleta de esgoto de 22.6 milhões ainda não estão conectados às redes coletoras de esgotos.9%). moradores em 9. Devia a precariedade de saneamento básico e ás condições mínimas de higiene.3 pontos percentuais em relação a 2002. Média e Atual – p.6 milhões de domicílios urbanos.2% de domicílios com saneamento adequado para 51.9 milhões de domicílios brasileiros e 23. Ao longo dos últimos anos. de 14 pontos percentuais.6 pontos percentuais). 70. O Centro-Oeste também teve uma alta de 10. onde possui a maior elevação.1.1 EVOLUÇÃO POR REGIÃO Os aumentos percentuais mais significativos ocorreram na região Nordeste. no Brasil. a cobertura em esgotamento sanitário alcança 62. Segundo a Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental (SNSA) do Ministério das Cidades.8%).

Bertoldo Silva. Disponível em: <www. como mostrado o investimento no saneamento é um investimento conjunto na saúde e bem estar da população. 10 (90. REFERÊNCIAS ABES. 2010. A falta dessa atividade gera doenças.2 – Grupo 3 . Escola Nacional de Saúde Pública . Universidade Federal de Santa Catarina. CYNAMON. 1986. Florianópolis. ed.).FIOCRUZ e Faculdade da Engenharia da UERJ-RJ. Szachna Eliasz. Diário Oficial da República Federativa do Brasil. destacando o prejuízo à humanidade que faz a falta do saneamento. Lei nº. Universalização Do Saneamento Básico: Utopia Ou Realidade: A efetivação do capital social na política pública do saneamento básico. Fundação Nacional da Saúde. Artigo. 2012).ibge. Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental. Brasília: Fundação Nacional de Saúde. e buscar alternativas para os problemas que surgem ou ainda não tem solução. 2008. I Seminário de Saneamento – I Unidade – Semestre 2013.br>.6%) . Média e Atual – p.03/12/2013 . tenha apresentado a menor evolução (cinco pontos percentuais) (IBGE. (Org. BRASIL. mortes. Florianópolis. 3. Estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico e dá outras providências. 301 f. COSTA.gov. falta d’água e outros recursos naturais como já aconteceu no passado. Capitulo Nacional da AIDIS. cumprir as normas em vigor. Tese Curso de Engenharia Ambiental. como o caso da reutilização do esgoto. assim como é mostrado na história do saneamento. a verdadeira importância de se praticar atividades desse gênero.mesmo que. 5 CONSIDERAÇÃO FINAL É notório o avanço nas tecnologias das instalações de saneamento no decorrer da história do mundo. 2006. é destacada a importância de se praticar o saneamento.História do Saneamento: Antiga. Dessa forma. Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental. 408 p. Manual do Saneamento. Política de Saneamento .proposta de mudança. Saneamento em Santa Catarina x Investimento PAC. IBGE. 2007. porém é importante destacar que ainda tem muito a crescer e ser investido no saneamento no país. 2010. No Brasil é notório o crescimento do saneamento como mostra dados supracitados. Porém. durante os dez anos analisados. 2008. Pesquisa Nacional do Saneamento Básico. 5 jan. 11445 de 5 de janeiro de 2007. Brasília. BRASIL. Acesso em: 20 nov.

José Carlos Vargens. TAMBASCO. VIII. Ronaldo Seroa.amb ito-juridico. 66. V. VIANNA JUNIOR. 11 MENDONÇA. Regina Cecere. Saúde e Saneamento no Brasil. Revista do Mestrado de História/ Mestrado em História. out 2005. Mário Jorge Cardoso. Sevilla (España). Água. 2. HELLER. VIANNA. 2009. 57-80. saneamento e saúde no Brasil: interseções e desacordos.br/site/index. Um Capítulo da História do Saneamento Urbano no Brasil: Invenção do Tubo de Ferro Fundido Centrifugado. Disponível em: <http://www.com.ambitojuridico. Universidade Severino Sombra. 1. QUEIROZ.2 – Grupo 3 .03/12/2013 . Artigo.br/site/index. Léo.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=215http://www.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=215>. n. VIANNA. 23. v. Acesso em nov 2013. In: Âmbito Jurídico. jun/dez. juliodiciembre. 30. Universidade Federal de Minas Gerais. Rafael M arques. Anuario de Estudios Americanos. 1998. Ana Carolina Lanza.História do Saneamento: Antiga. MOTTA. Sonaly. Rio Grande.com. normatização e perspectiva. 2009. REZENDE. I Seminário de Saneamento – I Unidade – Semestre 2013. 2007. In: Planejamento e Políticas Públicas – PPP. Média e Atual – p. Os recursos de água doce no mundo – situação. Claudio Cecere.