Intuição e Criatividade Introdução Intuição e Criatividade aparecem como recursos do humano na produção, não subordinados a nenhuma automatização ou planificação

cibernética. Será necessária a conscientização por parte do empresariado e dos dirigentes brasileiros, que seu maior capital está na qualidade dos seres humanos que trabalham em suas organizações. É momento e processo de grandes mudanças e são evidentes as contradições, as diferenças e a heterogeneidade nas formas de pensar, nas posturas éticas e profissionais ante o ser que produz. Trabalho, salários, produção, imaginação, valores éticos e criatividade se desenvolvem no seio deste processo de mudança ideológica das organizações e, portanto, nos seres humanos que nelas trabalham. Todo trabalho que vise ao desenvolvimento da intuição e criatividade deverá estar consciente das formas dessa mudança, que é a passagem do industrialismo à modernidade. A criatividade é o processo do psiquismo que possibilita utilizar recursos novos na resolução de situações do cotidiano num ato concreto. Surge e se possibilita no espaço da não determinação, do encontro com o novo, o não predeterminado. A intuição se processa no nível da subjetividade. É uma percepção diferente do racional, que encontra no meio científico seu lugar com o nome "contexto de descobrimento de idéias". Não deve ser confundida com a premonição; o ato intuitivo pode e deve ser analisado, para sua comprovação, por vias objetivas e racionais, já que os elementos que levam ao conhecimento intuitivo são fatos que pertencem à nossa experiência do inconsciente. Ao longo deste trabalho, faremos breves exposições sobre os mais diversos temas relativos a intuição e a criatividade, tentando explicar e fazendo entender a abrangência deste tema tão influente e contemporâneo. Intuição O ser humano, desde a pré-história em sua ascensão evolutiva, vem transferindo no âmbito de suas faculdades vitais, de um estágio pré racional ou instintivo, para uma direção preponderosamente intelectual. O instinto cogita do finalismo biológico e fisiológico muitas vezes sem a intervenção da razão. A intuição (dedução) surge da capacitação do intelecto, do raciocínio, do conhecimento. O conhecimento supra sensorial (intuição) assemelha a uma rapidíssima dedução partindo de uma observação instantânea, colocando a inteligência e racionalidade e tornando-se pressentimentos. A capacidade de pressentir coisas faz parte das características dos administradores eficazes. Onde muitas vezes descartamos boas idéias que não podem ser provadas matematicamente, que não tem lógica, que não são racionais. No momento de decisão, por exemplo, é impossível quantificar todas as alternativas de forma que a decisão possa ser tornada sem risco. É ai que entra a capacidade de intuição do administrador, auxiliado por suas habilidades conceituais, por seus conhecimentos e por sua experiência. Conceituação A palavra "intuição" apresenta três significados: Primeiro lugar, quer dizer conhecimento imediato de alguma coisa, seja o conhecimento sensível, seja o intelectual. Segundo lugar, alude ao conhecimento antecipado, o pré-ciência, que podemos, ter dos acontecimentos. Terceiro lugar, menciona a apreensão não da aparência, mas do fundo ou da ausência das coisas. No primeiro sentido, a intuição suscita um problema de ordem epistemológica, tratando-se de saber, se é possível o conhecimento imediato das coisas. Na segunda acepção, o termo escapa ao controle tanto da ciência como na filosofia, cujos métodos não incluem nem a premonição nem o profetismo.

No terceiro sentido, o termo propõe uma questão de ordem metafísica, a de saber se, pela intuição em seu duplo aspecto, epistemológico e metafísico. Sinal Intuitivo Você Recebe Mensagens Intuitivas Todos os Dias de Sua Existência Como um gigantesco painel telefônico computadorizado, o cérebro processa milhões de mensagens por dia, porém, com nossa atividade frenética, fica difícil detectar os sinais intuitivos que passam através da percepção consciente. Entender o que está no meio do caminho é o primeiro passo para despertar esse recurso pessoal e essencial. A Intuição é Expressa Através de Linguagem Não verbal Ao lado direito de cérebro, para onde a informação intuitiva é dirigida, não usa um processo racional para chegar a conclusões. Sua compreensão é holística, sentida por sonhos, fantasias, estados de alma, feelings, devaneios, e ainda por imagens pessoais e símbolos, mesmo quando se está cônscio desses sentimentos, tem se a tendência de menosprezar seu significado. A linguagem da intuição precisa ser decodificada para ser entendida, muito embora certas reações e sensações pareçam ser universais, cada pessoa tem seu idioma pessoal que é único e sem paralelos. A Mensagem Intuitiva é Obscura Uma mensagem intuitiva tem de ser colocada dentro de um contexto. Os cinco sentidos são repórteres muito bem treinados, suas mensagens seguem diretamente para o cérebro, onde são imediatamente registradas, checadas e interpretadas. Por exemplo, temperatura baixa, apele envia uma mensagem "de frio" e você abotoa seu casaco ou vai para dentro de casa, onde é mais aquecido, por outro lado, a mensagem intuitiva é fragmentada como uma peça de um quebra cabeça que precisa ser colocada na figura completa para ter sentido. Geralmente Não Estamos Esperando a Mensagem. É muito mais fácil achar algo quando estamos procurando alguma coisa. Os cinco sentidos obtêm resultados porque são calibrados em parte, prontos para receber sinais antecipados como a fragrância de uma flor, o barulho de um motor, o gosto do limão, etc. Porém, essa prontidão para mensagens intuitivas não existe, pois fomos condicionados a suprimi-la. Desse modo mesmo quando a intuição ressoa clara e forte, tentando enviar-lhe um sinal você não vai pescá-lo, pois estará completamente fora do contexto de sua atividade consciente. O Sinal Intuitivo é Igualmente Frágil e Efêmero A menos que uma emoção ou sentimento seja extremamente forte, você tenderá a ignorá-lo, como um pai que só presta atenção no filho se este fizer bagunça. Não há evidência lógica para dar apoio a mensagem intuitiva no momento que você a recebe. Sensação Versus Intuição Segundo Myers Briggs, discípulo de Jung, uma pessoa que prefira a sensação à intuição está interessada na realidade, uma que prefira a intuição à sensação está interessada principalmente nas possibilidades. As pessoas do primeiro tipo percebem as coisas por meio de seus cinco sentidos, aquilo lhes chega por meio de sentidos, merece confiança. De fato, Myers Briggs identifica quatro tipos de pessoas, cada uma das quais tem um lado fortemente intuitivo: Solucionadores de problemas - Estas pessoas tendem a ser independentes e impessoais, tem mais propensão para considerar o modo como os outros poderão afetar os seus projetos. Eles sentem-se encarregados da missão de realizar uma possibilidade. Facilitadores - Estas pessoas são mais animadas, e tem capacidade para lidar com as pessoas, e são extremamente preceptivas com relação as maneiras de ver das pessoas, seus dons de introvisão de inspirar as pessoas. Criadores - São os mais independentes, qualquer que seja o campo de atuação, é provável que sejam inovadores. A intuição lhes proporciona uma boa visão das possibilidades; as idéias de uma capacidade organizadora de importância fundamental.

Harmonizadores - Esses interessam-se naturalmente pelas pessoas e se preocupam com a harmonia. Suas visões dizem respeito ao bem estar humano, eles sentem-se estimulados pelas dificuldades e resolvem-nas engenhosamente. Intuição na Administração Durante a ultima década, as nossas abordagens relativas a administração estiverem sob ataque cerrado. Os profissionais queixam-se que nossas escolas produzem grupos de administradores que podem ser brilhantes analistas, mas que não sabem como criar e fazer uma empresa crescer. Uma das hipóteses é que poderemos estar ensinando soluções apropriadas para solucionar problemas antigos e aplicando-as aos problemas de hoje. Desde então tivemos de aprender, penosamente, que a nossa principal tarefa administrativa de hoje é a necessidade de revitalizar empresas, cujos lucros estejam em queda, e fazer isso no ambiente empresarial caracterizado por mudanças rápidas e complexas. Foi essa situação que estimulou diversos estudiosos e profissionais de administração a procurar meios não convencionais para superar as dificuldades que estamos enfrentando. Um desses meios é o esforço para compreender mais o papel da intuição na administração. Não podemos deixar de reconhecer que os bons administradores tem os pés no chão e apoiam-se na realidade: quando há necessidade de tomar decisões, eles certamente analisam todos os fragmentos de informações que estiverem ao seu alcance, e sempre que chega o momento de tomar uma decisão recorrem a seus sentimentos. A intuição, portanto, é exemplificado por meio de suas manifestações como substantivo, verbo e adjetivo. O Papel da Intuição na Administração A Administração de Empresas, o campo da estratégia das corporações, teve um enorme progresso ao longo das ultimas três décadas. Uma das principais características desse progresso tem sido o desenvolvimento de instrumentos e de conceitos administrativos altamente analíticos. Esse desenvolvimento, de uma confiança nos fatos e na análise rigorosa, foi necessário e oportuno. A maior prioridade administrativa consistia em analisar as múltiplas opções de fazer uma hábil seleção entre elas. Dois outros avanços foram fundamentais, o primeiro foi o advento e a disponibilidade do processamento eletrônico de dados para ordenar e para analisar grandes volumes de informações, e o segundo foi o crescente influxo de econometristas, especialistas em computação e pesquisadores de operações no campo de administração de empresas. "Intuição" e "Criatividade" são palavras que atualmente parecem vir a tona, competir com o caminho convencional da análise completa e do crescimento bem administrado. O reconhecimento da intuição como principal componente de uma boa administração não tem se restringido a empresas menores. Nas grandes empresas muitos profissionais e executivos bem sucedidos agora admitem abertamente que aprenderam a confiar na intuição, e que essa intuição tornou-se mais confiável e precisa por meio do próprio processo de se ter confiança nela. Algumas pessoas parece ter o dom de tomar a decisão certa no momento certo. Todo mundo já ouviu falar de um artista ou de um agente da cura intuitiva, e cada um de nós já conheceu um administrador que as vezes quase parecia dotado de poderes extrasensoriais. Ele compra e o mercado sobe, ou então mostra-se presciente na hora de fechar contratos importantes. Recentemente esse tipo de observação começou a transformar-se na próxima fronteira para os filósofos da ciência da administração. Por que Precisamos da Intuição na Administração? A intuição não consiste simplesmente em conhecer o estado futuro das coisas, ela também está relacionada com o modo que algumas pessoas administram o estado atual das coisas. Não é preciso nenhuma intuição para compreender porque está se tornando importante aprender mais coisas sobre a intuição e saber o modo de usa-la. Administração da Mudança

Sabemos que os administradores profissionais do final do século XX enfrentam o problema da sobrecarga de informações. Houve tempo em que o aprendizado, a partir do poço da sabedoria, exigiu um sério esforço, hoje isso assemelha-se mais a tomar um drinque num hidrante. Ninguém consegue manter-se a par de todas as informações novas e úteis que atualmente estão sendo geradas no mundo. Felizmente, as diversas partes da sociedade funcionam de forma mais ou menos independente uma das outras, e ninguém precisa saber tudo. Por outro lado, essa "explosão" de informações está fazendo com que diversos fatores sociais movimentem-se mais rapidamente do que nunca. Essas mudanças rápidas, aceleradas pela sobrecarga cada vez maior de informações, fez com que os administradores de hoje se tornassem incapazes de avaliar cuidadosamente todas as implicações do progresso dentro e fora de suas áreas específicas de atuação. Uma estrutura intuitiva de pensamento torna-se necessária, até mesmo para nos manter no fluxo das mudanças, num mundo que a cada dia muda mais e cada vez mais rápido. os administradores intuitivos seguem o ritmo próprio das informações que fluem ao redor deles. A intuição poderá vir a ser a única capaz de manter o profissional moderno atualizado e no rumo certo. Administração da Complexidade Como a intuição pode proporcionar aos administradores certa constância, em meio as sempre maiores instabilidade de um ambiente em mudança, ela também pode ajudar as coisas e fazer sentido quando uma complexidade se torna excessiva, podemos vir a necessitar da orientação interior para ajudar-nos a estabelecer as nossas prioridades de ação. Quanto mais examinamos um assunto para obter maiores informações, maior a probabilidade de que novas complexidades cheguem ao nosso conhecimento. Os níveis de detalhes crescem, em virtude de nossos esforços, para encontrar uma simples resposta. Para tocar um projeto, é útil ter alguma noção intuitiva de ritmo e de direção. Uma visão intuitiva pode nos ajudar a identificar padrões fundamentais simples, reduzindo os inconvenientes de um excesso de complexidade. O uso da intuição ajuda muitas pessoas a simplificar suas tarefas quando a complexidade da situação transforma pessoas sensatas em jogadores. Administração de Conflitos O simples desejo de fazer o melhor, numa determinada situação, leva inevitavelmente a um conflito, a não ser que todas partes e pessoas atuem dentro das mesmas estruturas de metas e timing. Administrar conflitos - que irão surgir naturalmente enquanto essas pressões continuam a aumentar - requer mais do que paciência e bom humor. Essas qualidades são necessárias a pessoa para que ela não tenha úlceras ou outras manifestações de tensão no ambiente de trabalho. O administrador bem sucedido precisa ter a capacidade de identificar os hábitos e os métodos que, inerentemente, tem mais probabilidade de conquistar apoio e concordância no ambiente, que é uma mistura desafiadora de velhos planos e de planos de novos desenvolvimentos. De outra forma, o estilo de administração vai começar a reduzir-se a uma série de movimentos múltiplos e sobrepostos e adaptações improvisadas para facilitar o vivido. Os administradores intuitivos, assim como os treinadores de atletismo dotados de talento, conquistam o respeito tanto de seus colegas como de seus subordinados, pela capacidade, a todo momento, de basear-se no passado e preparar-se para o futuro. Os conflitos que forem surgindo ao longo do processo, devem ser resolvidos e sintetizados em modificações, implementadas no dia a dia e caracterizada pela constante reformulação de critérios, feita de forma clara e bem comunicada. Efeitos Diretos do Estilo de Administração

Num mundo de constante metamorfose, a administração não pode agir como um fator de restrição, isso gera apenas um acumulo de pressão e uma eventual ruptura de qualquer sistema que tente impor a sua própria autoridade em diferentes partes da rede global, que caracteriza as empresas modernas. Os administradores devem oferecer um tipo de orientação que seja apropriada para nossa época. A intuição pode ajudar os administradores, permitindo-lhe ligar o interior ao exterior, de modo que a organização seja de fato um delinear. Isso, de forma mais precisa, podemos reduzir os efeitos diretos da administração intuitiva a três categorias bem definidas. Criação de uma Visão Esse estilo permite que os administradores consigam enxergar os propósitos e as finalidades de qualquer empreendimento, mesmo enquanto estão movendo-se para frente. Hoje em dia, no mundo dos negócios, é quase um axioma a idéia de que você só conseguirá sobreviver se tiver a capacidade de inovar continuamente. A inovação não acontece simplesmente, além de desejar a inovação e de ter uma atitude positiva em relação a ela, a pessoa precisa desenvolver a capacidade de criar uma visão de futuro e ter introvisão necessária para identificar os pontos críticos, nos quais deve ser anotada e implementada a estratégia apropriada. Uma das maneiras mais eficaz e produtiva, de superar tal resistência, consiste em tomar essa sensação negativa e estressante e, em seguida, converte-la em energia positiva. Isso é possível se a pessoa poder gerar um sentimento de coragem nos que se sentem ansiosos acerca de inovação e da mudança e, por isso, resistem. Escolha de uma Direção Em segundo lugar, visualizadas as metas, essa atividade leva naturalmente a escolha do caminho mais direto para se atingir essas metas de forma eficiente ao ajudar os administradores a escolher e a adotar um rumo para a organização. A intuição capacita-os a diversas estratégias claras para se atingir essas metas. Tomada de Decisões Os administradores tem uma capacidade muito maior de tomar decisões, quando as tarefas, que deveriam ser realizadas, são ordenadas de modo a manter uma atuação harmônica, de todas as partes e pessoas envolvidas no projeto. Um refinado senso de intuição ajuda o administrador a compreender melhor o desenrolar das situações em seu dia a dia, sem impedir o movimento contínuo rumo as metas projetadas e aceitas. As Mulheres e o Funcionamento do Cérebro As Mulheres e a Intuição Procurando em nossa experiência, poderemos encontrar várias histórias que nos levam a crer que as mulheres são mais intuitivas que os homens. Mas baseado em que podemos fazer esta afirmação? Responder à esta questão nos coloca na difícil diferenciação do que é o inato (com o que o homem chega à vida; uma estrutura física particular e um código genético) e o que é adquirido na experiência do viver (família, cultura, etc.). Acontece que no homem estas duas determinações que produzem a vida dos seres humanos, sejam homens ou mulheres, atuam juntas. A vida da mulher em nossa organização social, e pela estrutura e funcionamento de seu próprio corpo, induz a prestar mais atenção aos sinais vindos do interior. Sinais, alguns deles claros e intensos e outros mais sutis, que estão presentes na ovulação e nas mudanças hormonais e afetivas que a acompanham, na experiência da fecundidade, da procriação, do parto e da amamentação e dos cuidados com seus filhos. A mulher, no sentido físico, afetivo, espiritual e pelas delegações que a sociedade fez durante os séculos (sem engenharia genética), produz uma fêmea humana que lida mais facilmente com as mensagens do inconsciente, da intimidade ficando mais aptas para captar a percepção cognitiva da intuição. Não é por casualidade a maior participação das mulheres nos trabalhos sobre a subjetividade como é a psicoterapia. As mulheres não temem o interior. Estão mais aptas para o encontro com a

intimidade, a subjetividade, a espiritualidade e portanto com a intuição e criatividade no sentido da criação. Relação entre intuição e funcionamento do cérebro Em relação ao potencial intuitivo e o funcionamento do cérebro diremos: as pesquisas dos neurofisiologistas adiantaram nos últimos anos em muito o conhecimento do funcionamento do cérebro humano. Entendemos que o lado esquerdo e direito do cérebro possui funções especializadas e diferentes um do outro. O esquerdo ligado à experiência humana do intelectual, do lógico-racional e ao direito o subjetivo, afetivo, imaginativo e intuitivo. Isto não quer dizer que tenhamos dois cérebros. O cérebro é um e na experiência do viver e intuir o funcionamento dos dois hemisférios estão juntos. O homem necessita da percepção cognitiva da intuição associada à modalidade de funcionamento do hemisfério direito, mas esta para sua compreensão e expressão recorre aos diferentes aspectos da linguagem (hemisfério esquerdo) para ser comunicada socialmente. Fatores que proporcionam a "Visão dos Negócios" Metodizar O método é uma qualidade indispensável para a obtenção de um bom resultado. O homem de negócios não necessita evidentemente só da espiração para o seu trabalho, tal como um artista, por exemplo. Seu trabalho não tem como base única a inspiração, mas em leis matemáticas, pode ser levado a cabo sem a intervenção de nenhum fator especial, podendo ainda ser realizado em qualquer momento. Assim, é toda conveniência que seu trabalho seja metodizado. A primeira vantagem do método é que se ganha tempo. Então se estamos realizando um trabalho e paramos para resolvermos outro, estamos perdendo tempo e assim boa parte do esforço se perde, até o ponto em que o trabalho de um homem ativo e competente, pouco rende. A maior dificuldade que apresenta a metodização consiste, não em estabelecer-se um plano, mas em cumpri-lo. Tudo levado ao exagero dá maus resultados. O método, empregado sensatamente, criteriosamente, traz uma série de vantagens positivas. Aplicado com excesso de rigor, dá péssimos resultados. Entusiasmo Se está o indivíduo convencido plenamente de que obterá bons resultados, se sente entusiasmo, arranja sua pequena vitrina com bom gosto, põe sua alma na organização do estabelecimento, cuida de todos os detalhes, comunica sua convicção aos seus empregados. Em todos os semblantes se nota a ânsia de bem servir ao primeiro cliente que entre no estabelecimento. O entusiasmo é contagioso, quando um chefe de empresa é cheio de fé, de entusiasmo, de convicção, toda a organização representa uma só vontade, uma só confiante, todos seguros do êxito, cheios de entusiasmo. É essencial para o sucesso. É necessário empenhar-se no trabalho, ter a convicção dos resultados e por força de vontade em sua execução. Energia O indivíduo enérgico é sempre uma pessoa consciente do seu valor e capacidade, uma pessoa que sabe a importância que tem o tempo e o não desperdiça. Para o homem enérgico, as dificuldades não existem. Vai sempre em linha reta pelo caminho previamente traçado, saltando os obstáculos e vencendo as dificuldades com ânimo forte. A energia é o atributo dos lutadores, dos grandes homens. Perseverança A perseverança consiste em dedicar todos os nossos esforços e todas as nossas energias na consecução da finalidade a que nos impusemos, sem obstinação, observando as circunstâncias próprias de cada momento, porém, sem rodeios ou modificações injustificadas. É necessário viver-se em contato com o mundo, deixar de lado a timidez e cultivar-se a audácia conveniente para se aplicar os conhecimentos obtidos e alcançar assim a prosperidade e o êxito. Intuição Não É?

Instinto Trata-se de um mecanismo interno, que nos leva automaticamente para efetuar atividades que contribuam com a nossa sobrevivência, a menos que haja interferência consciente. O instinto parece ser quase o oposto da intuição. Impulso O impulso é uma resposta momentânea a um estimulo na linguagem popular. Esse tipo de comportamento é impulsivo, implicando ação impensada. O comportamento impulsivo e programado é o atributo da compulsividade. Engenhosidade A engenhosidade opera dentro do campo do conhecimento; a intuição aciona o desconhecimento. Intelecto ou Inteligência O intelecto é uma função da mente estreitamente relacionada com a engenhosidade, a inteligência e sabedoria, envolvendo discrição, compreensão e percepção do que é ou não apropriado. A inteligência esta mais próxima da intuição. Inclinação ou Pensamento Veleitário Não há nenhuma maneira clara de distinguir intuição de pensamento veleitário. O pensamento veleitário é uma manifestação do eu em busca de satisfação. No pensamento veleitário o indivíduo vê aquilo que existe para ser visto, sem a interferência de simpatias e de antipatia pessoais – o ego pessoal. Abordagens Sobre a Criação Neste século, principalmente nos últimos vinte anos, os problemas e questões relacionados com a criatividade tem sido abordados com certa insistência em diversas áreas do campo das ciências humanas, principalmente a Filosofia e a Psicologia. Mas é no terreno da Psicologia que a criatividade tem sido estudada mais profundamente. Através das diversas teorias explicativas, a criação científica e artistica foi vinculada a processos e produtos, no entanto a maioria concorda que a capacidade de criar existe em todos os indivíduos. Para Freud, e posteriormente seus seguidores, a criação é explicada por intermédio do alívio promovido pela expressão de um conflito, restaurando o controle do ego ameaçado pelos instintos reprimidos. Do ponto de vista psicanalítico, a pessoa mais criativa seria aquela que mais facilmente pudesse controlar o ego para aceitar o material inconsciente, é aquela que possui um ego não muito severo, pelo menos nos primeiros momentos da realização, e se não fosse fruto do inconsciente, não seria espontâneo, perdendo seu valor. O ato criativo requer descoberta de relações pouco prováveis, do que se segue que a criação é possível através do enganjamento de organizações parcialmente ativas, pré-conscientes, pois as totalmente ativas são conscientes e convencionais, sendo válidas, mas não novas. A pessoa criativa, segundo a teoria neopsicanalítica, é aquela que "pode recorrer ao seu préconsciente de maneira mais livre do que outras". A pessoa que possui maior criatividade parece manter um compromisso, equilíbrio livre e espontâneo na exploração inconsciente, por um lado, e controle racional por outro. Pode-se dizer que a criação seria a expressão dos desejos, através de uma forma sublimada, com utilização formal de símbolos que envolvem associações de experiências (lembranças) vividas pelo sujeito. O associacionismo também nos dá bases para o processo criativo, pois consiste no processo de combinação ou rearranjo inesperado de conexões, idéias ou experiências anteriores. Idéias novas são elaboradas a partir das velhas por um processo de ensaio e erro. Então a obtenção da criatividade também se da pelo dom de encontrar coisas agradáveis ou valiosas por acaso, pela associação em elementos contiguos e da mediação de elementos comuns. A pessoa criativa, para o comportamentismo, é aquela que possui grande quantidade de associações à sua disposição, e conseqüêntemente possibilidade de diversidade de resposta a uma dada situação

estimuladora. É criativo, quem desenvolveu a capacidade de discriminar a conexão ou associação criativa, bem como aquele que aprendeu a reforçar a si mesmo. Segundo a abordagem associativa de Mednick (1962), diversos são os fatores diferenciais que influenciam a produtividade criativa: Necessidade de elementos associativos - pois sem os elementos necessários não há possibilidade de combinações criativas. Hierarquia associativa - as associações são organizadas e influenciam a probabilidade de respostas criativas. Número de associações - quanto maior o número de associações que um indivíduo tenha para utilizar, tanto maior a probabilidade de encontrar uma resposta criativa. Tipo de personalidade ou estilo cognitivo - a probabilidade de resposta criativa depende de métodos de abordagem previamente aprendidos ou inatos, e também do tipo do estímulo que se apresenta. Seleção da combinação criativa - o processo de seleção está vinculado com a natureza do problema. Como se vê, a maioria das características são aprendidas, mas a dotação genética é também considerada, pois o desempenho criativo do indivíduo é o resultado da dotação genética mais a influência do meio ambiente, principalmente no que se refere ao comportamento de curiosidade frente a estímulos variados. É inegável a importância de tais comportamentos de curiosidade para o comportamento criativo de uma forma geral, formação de associações e experiências que possuem contigências que modelem e matenham comportamentos exploratórios. Originalidade é também uma característica importante e fundamental, sendo que a capacidade de flexibilidade e a de número de respostas denominadas de fluências. A criatividade é portanto "uma coleção de diferentes habilidades ou traços componentes". Cartesianismo Movimento filosófico cuja origem é o pensamento do francês René Descartes (1596-1650), considerado o fundador da filosofia moderna. Para Descartes, nem os sentidos, que podem enganar-nos, nem as idéias, que são confusas, podem nos dar certezas e, portanto, nos conduzir ao entendimento da realidade. Por isso, com a finalidade de estabelecer um método de pensamento que permita chegar à verdade, desenvolve um sistema de raciocínio que se baseia na dúvida metódica e não pressupõe certezas e verdades, como era tradição entre os pensadores que o antecederam. O método cartesiano põe em dúvida tanto o mundo das coisas sensíveis quanto o das inteligíveis, ou seja, o que pode ser apreendido por meio das sensações ou do conhecimento intelectual. A evidência da própria existência, o "Penso, logo existo", traz uma primeira certeza. A razão seria a única coisa verdadeira da qual se deve partir para alcançar o conhecimento. "Eu sou uma coisa que pensa, e só do meu pensamento posso ter certeza ou intuição imediata", diz Descartes. Para reconhecer algo como verdadeiro, ele considera necessário usar a razão como filtro e decompor esse algo em partes isoladas, em idéias claras e distintas. Para garantir que a razão não se deixe enganar pela realidade, tomando como evidência o que de fato pode não passar de um erro de pensamento ou ilusão dos sentidos, Descartes formula sua segunda certeza: a existência de Deus. Entre outras provas, usa a idéia de Deus como o ser perfeito. A noção de perfeição não poderia nascer de um ser imperfeito como o homem, mas de outro ser perfeito, argumenta. Logo, se um ser é perfeito, deve ter a perfeição da existência. Caso contrário, lhe faltaria algo para ser perfeito. Portanto, Deus existe. O método cartesiano revoluciona todos os campos do pensamento de sua época, possibilitando o desenvolvimento da ciência moderna e abrindo caminho para o homem dominar a natureza. A realidade das idéias claras e distintas, que Descartes apresenta a partir do método da dúvida e da evidência, transforma o mundo em algo que pode ser quantificado. Com isso, a ciência, que até então se baseava em qualidades obscuras e duvidosas, a partir do início do século XVII torna-se

matemática, capaz de reduzir o Universo a coisas e mecanismos mensuráveis, que a geometria pode explicar. As Necessidades da Criatividade e Sua Utilização Nos Dias de Hoje.... Na Visão da Reengenharia Cultural Existem várias diferenças nos conceitos de firma e empresa. Uma dessas diferenças diz respeito ao trato com os funcionários. "- Firma tem empregados, valoriza e explora músculos e recursos humanos. – Empresa tem produtores, valoriza e explora cérebros e talentos (e.b.)" Essa frase nada tem haver com o tamanho da firma ou da empresa, e nem com a quantidade de pessoas envolvidas nestas duas. Essa frase diz respeito ao fato de certas organizações não reconhecerem o capital intelectual que possuem. Segundo alguns autores, o principal capital de uma entidade são: a inteligência e a criatividade de todos os seus integrantes. A firma, não tem esquemas, processos de captação de idéias, ao passo que a empresa faz isto maravilhosamente bem. A firma nasce para produzir e às vezes consegue durante algum tempo apenas um resultado "lucros". A empresa nasce e consegue sempre produzir dois resultados – "lucros e idéias". No Japão 95% do total de sugestões que surgem nas empresas vem dos operários, enquanto que no Brasil apenas 0,1 % das idéias vem dos operários (fonte desconhecida de pesquisa) Justo a criatividade que é marca registrada dos brasileiros, é o que menos surge nas nossas organizações. Podendo sermos tachados de povo improdutivo nessa área de expor idéias as nossas empresas. E por qual motivo as empresas desperdiçam essa capacidade, esse ativo hoje tão valorizado? Por três motivos: Por que os chefes acreditam que idéias diferentes põem em risco seu poder. Por que acreditam que idéias só podem vir de chefes. Por que acreditam que se o inferior tiver alguma boa idéia, estará tentando puxar o seu tapete. Em uma empresa foi feito um incentivo à criatividade e em sete meses surgiram 2.800 idéias de obviedades que nunca ninguém tinha visto. Esta empresa agregou um formidável valor a seu acervo que é a criatividade. Ela é hoje uma fabrica de idéias. Nela as pessoas deixaram de ser animais físicos para se tornarem seres pensantes. As empresas que montam grupos de criatividade com o objetivo de discutir e solucionar problemas do dia-a-dia; contando com o apoio e as sugestões de todos da empresas, além de estar com uma empresa democrática, estão com uma empresa viva e com ótimos resultados, e com certeza maior produtividade. A implantação desses círculos de criatividade não é difícil e muito menos complicada. O que aparenta que as pessoas tinham essa necessidade. Que esses círculos vêm ao encontro de uma aspiração natural de todos. A única barreira encontrada é a chefia arcaica, velha e portanto medrosa; a chefia que entende que isto põe em risco sua sobrevivência profissional. Esta é a maior barreira a ser superada. O que é preciso então? Começar montando um grupo de reuniões periódicas, com todos seus empregados, em grupos de 06 a 08; não mais do que isso. Faça com que estes coloquem suas inteligências a serviço da empresa. Suas opiniões. Sem medos e sem repreensões. As chefias tem que ser recicladas para entender que estas mudanças não significam ameaças, mas melhorias. Só assim elas passarão a participar ativamente da implantação desse novo conceito de liderança. O que mais se percebe nessas chefias é o medo de errar. De que a implantação de algo novo possa tomar seus cargos. E, devido a isso, tentam a todo custo impedir o processo. Por isso a visão dessas chefias devem ser revistas.

"Se você acreditar que o mundo é fixo, rígido, lutará contra as mudanças; se você acreditar que o mundo é móvel, flexível e evolutivo, participará com muito prazer dessas mudanças". Nas firmas as pessoas são chamadas de "recursos humanos"; nas empresas inteligentes, são energia, são talentos, são organismos vivos, são sistemas dinâmicos e produtivos. As riquezas de uma empresa não são seus lucros, mas a criatividade nela existente, porque esta aumenta os lucros; mas o inverso não. Os novos capitais, ativos das empresas são: Idéias Informações Conhecimentos Trabalho Inteligente. Ao chegarmos aqui, concluímos que todo ser humano é uma fábrica de idéias, mas, todo ser humano só é totalmente criativo quando estiver fazendo aquilo que gosta e que lhe interessa; portanto é absolutamente necessário antes de recrutar, selecionar ; verificar o que realizam essas pessoas. "Assim, divertir-se não é uma idéia absurda; é até muito sensata." John Swelley , presidente da Apple Computers. O mais importante de toda essa revolução cultural implantada nas empresas; é: A facilidade com que as coisas começam a acontecer devido ao entrosamento de todos. E, ter de volta a motivação inicial das pessoas, e com isso mudanças no comportamento. As organizações precisam apreender a falar nós!!! É necessário acabar com a postura de donos do saber e do criar, como se tivéssemos o patrimônio destes. Vamos implantar um novo lema. "Diretoria não é sinônimo de sabedoria e gerência não é sinônimo de criatividade". Saber e criar são competências que estão em sua empresa toda. É necessário aprender a disparar este processo de criatividade coletiva que nos coloca diante do seguinte situação: - Em vez de uma idéia versos outra, passamos a ter uma idéia originando outras. É preciso salientar também que essas boas idéias e todas as outras não são adotadas automaticamente, pois, não são tidas como boas por todos. Elas precisam ser colocadas em prática com corajosa paciência. Para nossas mentes funcionarem precisam estar abertas, pois fechadas são um desastre. Na Visão do Ócio Domenico é um sociólogo do trabalho que vem tratando a criatividade de uma forma atual. Todos nós sabemos que criatividade sempre existiu e ainda existe. Porém voltados para a organização; só em 1950, começou a se falar dessa . De Masi, fala da criatividade nos dias de hoje, dias onde ninguém tem tempo. Ele defende o tempo de ócio. Para que os pensamentos, os insights surjam. Para começar ele é contra os horários fixos, defende o horário flexível de trabalho. Ele não é contra limites, e sim, contra por exemplo : - o patrão diga assim – Oh, agora você chegou crie um produto novo em uma hora. Isso para ele não existe. A criação vem em qualquer hora. Pois o que destrói a motivação é a burocracia, o controle. A motivação é o reino da criatividade. Para De Masi, nenhuma grande empresa é criativa. Nenhuma pessoa criativa, gosta de trabalhar em grandes empresas. Elas costumam ir para as pequenas, onde a criatividade é mais bem aproveitada. Então, o que é preciso para tornar uma empresa mais criativa. É necessário tornar as organizações menos burocráticas, e mais flexíveis. As grandes empresas retiram as pessoas criativas de seus processos de seleção; e, contratam burocratas, e depois colocam esses para fazerem cursos de criatividade. Os seres humanos estão tão podados; que, quando estes tem tempo livre, se sentem culpados, sem saber o que fazer. E, o que os grandes executivos fazem então?

Após terminar o serviço, permanecem no trabalho durante horas, ou, levam serviço para casa. "Os chefes ficam 10 horas no escritório fingindo para si mesmos que estão cheios de trabalho". E, como não há nada para fazer, inventam reuniões inúteis. Vale lembrar que o ser humano é aquilo que ele faz fora do trabalho. E, nessas horas que ele pode se tornar um homem culto ou um ignorante. Drogar-se ou viver para a religião. Quem tem idéias criativas são os laboratórios científicos, as universidades e os jovens que não estão empregados em grandes corporações. A Microsoft e outras empresas da era digital nasceram assim, numa garagem, numa brincadeira, com jovens inventando coisas. Criatividade e Burocracia são contagiosas. Os maiores culpados da falta de criatividade são as escolas e a família, pois estas nos preparam apenas para o trabalho. Para ser produtiva, a criatividade requer vínculos, restrições, limites. Ex.: Quando Michelangelo, pintou a Capela Sistina, havia uma parede a ser desenhada; não podia ser maior nem menor. Para o criativo as restrições se tornam desafios. A criatividade não é destruída por limitações concretas, é destruída pela presença de limitações burocráticas. Criatividade e Desempenho na Organização Industrial Raciocínio Criativo Em linguagem comum, o fenômeno criativo é descrito por termos tais como engenhosidade, invenção, originalidade, imaginação, insaite e intuição. Tendo examinado diversas abordagens ao estudo de criatividade, consideramos agora cada um dos importantes fatores descobertos e tentamos conseguir tanta informação prática quanto a que possa ser usada com razoável confiança na aplicação de criatividade. Preparação O primeiro aspecto de preparação que observamos na solução de um problema não – estruturado será a motivação. Nenhuma quantidade de pensamento passivo pode realizar a vigorosa e muitas vezes penosa reestruturação do problema, necessária ao estabelecimento de um cenário para que se desenvolva a nova solução. Taylor e Holland (1964) declararam que os trabalhadores criativos em geral demonstram alta motivação por meio de vasta energia e produção, usando hábitos disciplinados de trabalho. A primeira atividade da preparação é definir o problema. Os problemas surgem de alguma necessidade e ao enunciar a necessidade, mesmo em sua forma mais simples, imediatamente são impostos a limites à solução última. Os limites são essenciais, do contrário, não existiria problema algum. Porém deve-se tomar o máximo de cuidado ao fixá-los. O primeiro erro que ainda constitui uma perigosa armadilha é deixar de perceber as necessidades em todas as suas raízes. A necessidade aparente pode ser de um abridor de latas eficiente ou de um melhor limpador de vidros, mas os problemas reais são as dificuldades em abrir latas e a tendência das janelas tornarem-se menos eficazes ao deixar transmitir luz com o tempo. Até que ponto na preparação, a mente tem estado ativa apenas em um sentido: De que modo se pode aplicar a energia em pensamento ativo para uma solução? Inevitavelmente, um dos modos é tentar linhas específicas de ataque, utilizando aqueles poderes críticos de raciocínio e julgamento que para nós funcionam tão bem ao enfrentarmos problemas. Um outro lado de trabalhar ativamente em um problema é utilizar analogias. O ato da criação pode ser generalizado como o descobrimento de uma nova unidade dentre uma variedade de experiência existente. Esta unidade é descoberta encontrando-se uma semelhança entre coisas sobre as quais anteriormente não se pensava de maneira igual. Incubação Fizemos uma implicação de que enquanto prossegue a preparação pode haver atividade subconsciente simultânea que dá inicio ao insaite no início do processo. Se fosse sempre assim, não teríamos a necessidade de reconhecer um estágio de incubação na seqüência criativa. De qualquer modo, não temos prova da existência desse estágio. Com muita freqüência, porém, pode-se exaurir

o estágio de preparação; são explorados todos os caminhos concebíveis e a mente fica numa espécie de ebulição desesperada sem que ao menos seja entrevista uma solução. Depois de um certo tempo em que a mente voltou-se para outras matérias ou para "descansar", apresenta-se um insaite para o problema. Este insaite pode formar virtualmente uma solução completa ou pode sugerir um novo tipo de tática, ou pode resolver um subproblema. Este padrão tem ocorrido com tanta freqüência que a incubação foi identificada como um conceito válido. Uma Medida de Controle O maior auxílio seria a ausência de interferência. Para isso, é necessário que a pessoa deixe de preocupar-se com o problema e que também evite sobrecarregar o subconsciente com outros problemas não – estruturados. Nesses períodos de afastamento do problema, a intercalação de outros períodos de nova concentração, com ênfase ligeiramente diferentes sobre os vários elementos do material do problema, pode estimular uma determinada síntese na incubação seguinte. Iluminação O objetivo de todo o esforço precedente é o evento crucial denominado iluminação ou insaite. Os insaites mais dramáticos em geral são facilmente reconhecidos, porém nem sempre estamos interessados com inovação nesse nível. Queremos aproveitar a vantagem da habilidade criativa numa vasta faixa de tarefas cotidianas. Já salientamos a importância primordial da preparação; agora necessitamos de auxílios para detectar a "correção" do que foi adivinhado. Verificação Os pontos que acabamos de considerar tocam os aspectos do estágio final do processo criativo. Ela tem inicio quando o insaite proporcionou uma solução experimental. Qual o valor dessa solução? Deve – se interromper a busca e desenvolve-la? Será ela o umbral para uma solução ainda melhor? Estas são perguntas imediatas. As decisões determinarão se a idéia verá ou não a luz do dia. Se não for comunicada aos outros, com efeito não existe. Quando discutimos a motivação em criatividade, notamos que o solucionador de problemas precisa ter o desejo de convencer os demais do valor de sua criação. Por isso, a idéia básica deve ser apresentada com perícia, entusiasmo e sinceridade. Finalização Este conceito de finalização tem diversos efeitos desejáveis. Um deles é a sensação de realização. É o acabamento do ato criativo que dará ao criador mais confiança, satisfação e incentivo para o trabalho criativo. A finalização também aumenta o respeito que os demais participantes da empresa tem pela atividade criativa em geral e deve encorajar seu crescimento. Possivelmente a maior contribuição potencial da finalização seja a oportunidade de eliminar as barreiras à comunicação, à medida que o projeto passa a implementação. Tomada de Decisão O outro nível de tomada de decisões refere-se basicamente a um processo, através do qual o indivíduo torna-se sensível ou desenvolve a capacidade de "ouvir" o corpo, a mente e as emoções em resposta a uma pergunta especifica, ou quando há necessidade de fazer uma escolha a partir de diversas alternativas. Causa muita surpresa e forte impressão, o fato de que o indivíduo recebe respostas diferentes, quando faz a mesma pergunta ao mais intimo de si, a cabeça, ao coração e a totalidade de seu ser. Quando as respostas são positivas em todos os quatro casos, há uma probabilidade de que a pessoa tenha captado uma autentica intuição, que não esta em contato com o que se poderia chamar de pensamento veleitário. Inteligência, Personalidade e Ambiente Inteligência Grande parte do trabalho realizado sobre criatividade tem sugerido que a qualidade ou capacidade que chamamos de inteligência. As organizações dão mais valor a pessoas com maiores níveis de estudos, pois tais pessoas, terão maior capacidade criativa e mais facilidades a se adaptarem a mudanças e a situações diferentes das cotidianas.

Personalidade Traços das pessoas criativas, vistos em seu comportamento perceptual: tolerância de ambigüidade preferência por complexidade em fenômenos preferência por falta de balanceamento em fenômenos acessibilidade à variedade em fenômenos amplitude de interesse controle perceptual Flexibilidade, Diferimento de Julgamento Traços da pessoa criativa, vistas em sua autoconsciência: complexidade pessoal rejeição de recalque como meio de controlar impulsos acomodação de certos impulsos e interesses femininos exploração da resposta hedônica. Traços da pessoa criativa vistos em sua interação com os outros: auto – afirmação fluência verbal impulsividade expansividade inconformidade tendência a liberar prontamente a tensão por meio de atividade motora feminilidade em alguns interesses e reações independência de julgamento Traços da pessoa criativa vistos em sua motivação: ritmo pessoal rápido alto nível de tendência impulsiva. A Relevante Aparência de Maturidade Este perfil inclui diversos traços específicos que não existem ou são pouco desenvolvido na pessoa que seria julgada "normal" quanto à personalidade, porém, uma qualidade geral – a maturidade – parece surgir como um tema. Estas pessoas podem ser sumariadas muito ligeiramente, da seguinte forma: da passividade como criança à atividade crescente como adulto; da dependência dos outros como criança a uma relativa independência como adulto; da aptidão para comportar-se somente em algumas maneiras como criança à aptidão de comportarse de muitos modos diferentes como adulto; dos interesses fracos e rapidamente descartados como criança a interesses mais profundos como adulto; da perspectiva de curto tempo como criança, quando o comportamento é determinado pelo presente, a uma perspectiva de tempo muito mais longo como adulto, quando o comportamento é determinado também pelo passado e pelo futuro; de posição subordinada na família e na sociedade como criança, à luta para conseguir uma posição igual ou superior como adulto. da falta de consciência de si mesmo quando criança a uma percepção e controle de seu eu como adulto. Ambiente O desenvolvimento da habilidade criativa de um indivíduo é influenciado por ambientes variados. As experiências moldadas pelo lar, pelos pais, educação, carreira, atividades sociais e de lazer, contribuem para a configuração total do desempenho criativo. Durante o ciclo da vida, uma pessoa está exposta a mudanças súbitas e distintas do ambiente. Esta fase caracterizada pela influência do lar e dos pais não tem menor efeito na habilidade criativa do

que nas demais qualidades. Formam-se as atitudes, são construídos os esquemas e as áreas específicas de consciência, ou são tabus, ou são realçadas por intermédio de supervisão contínua e cuidadosa. O início da educação formal de uma criança, marca uma mudança abrupta do ambiente e esta fase tem recebido muita atenção daqueles que estudam criatividade. Alguns dos fatores estudados são as espécies de desempenho exigido e recompensado nas escolas, a tendência da habilidade criativa durante o período escolar e comparações das crianças de escola em suas habilidades, de acordo com as diferentes culturas. A fase final da vida, da maneira caracterizada pelo ambiente, tem início quando uma pessoa empreende uma carreira e organiza sua própria família. Uma característica comum desta fase é que a pessoa desenvolve uma rotina diária nos afazeres domésticos e em seu cargo. Esta rotina é útil, porque ajuda a pessoa a ajustar-se às de outros indivíduos e organizações, poupando energia e concentração. Criatividade e o Grupo Consideramos algumas das razões pelas quais os grupos se desempenham diferentemente dos indivíduos. Podemos arrolar diversos fatores que são evidentes na experiência geral: um grupo deve possuir um potencial de desempenho mais amplo do que um único indivíduo. em um grupo, os julgamentos dos indivíduos se expõe a comparações com os dos demais. os grupos não tem um modo habitual de resolver problemas e por isso, propendem a tentar soluções originais. os grupos, quando compostos de membros de categoria aproximadamente igual, estão mais livres do efeito autoridade que existe entre superior e subordinado, ao qual o indivíduo está sujeito em muitas situações de solução de problemas. as influências sociais tem um efeito mais acentuado no estilo de solução de problemas dos indivíduos que trabalham como um grupo, do que nos que trabalham sós. a comunicação entre os membros de grupo é um requisito que não surge quando a solução de problema é individual. Variáveis do Desempenho dos Grupos A seguir, consideraremos algumas das principais características que influenciam o desempenho do grupo, com particular referência a nosso interesse por soluções de problemas. Tamanho O número de membros é de capital importância, principalmente em decorrência da comunicação e da interação social. A principal conclusão que se pode tirar da grande maioria do trabalho de investigação quanto ao tamanho, é que este deve ser relativamente pequeno. Verificou-se que grupos de três a dez pessoas eram altamente interativos, proporcionando um número máximo de atos iniciativos e receptivos por parte de todos os membros. Os grupos formados de seis a dez pessoas proporcionam o máximo de condições para a interação de grupo em solução de problemas. O consenso em discussão de grupo diminui à medida que o tamanho do grupo é aumentado de cinco para doze pessoas. Liderança Grande parte do trabalho primitivo centralizou-se na tentativa para identificar traços pessoais dos líderes. Esperava-se definir um conjunto de qualidades que são encontradas com maior freqüência nos líderes do que nos não – líderes. A substância dos conceitos pode ser resumida em quatro aglomerados: liderança considerada em termos de status: a importância da posição hierárquica do líder; liderança considerada em termos de estima: o líder como representante do grupo e foco de interação; liderança considerada em termos de influência: o controle de grupo e comportamento do líder como membro;

liderança considerada em termos de comportamento do líder: um líder é aquele que se empenha em "atos de liderança". Realização e Eficiência Nosso principal interesse em estudar grupos é examinar sua eficácia. Certos fatores que diferenciam os desempenhos de grupos e de indivíduos e que podem contribuir para o melhor desempenho de grupo, se explorados, encontram-se nas seguintes áreas: recursos: o grupo tem acesso a recursos mais extensos, que são especialmente eficazes se a tarefa prestar-se a uma certa divisão de trabalho; motivação social: muitas das metas e recompensas a que um indivíduo dá valor só lhe estão ao alcance na presença de outros; influência social: os que pertencem ao grupo e dispõe de informações ou perícias podem influenciar os outros para que estes sigam os caminhos produtivos. O Espírito de Previsão Há muitas formas de trabalhar, porém, para o indivíduo que aspire alcançar uma posição sólida na vida só existe uma: a produtividade. O trabalho aplicado ao cultivo do espírito, sem qualquer finalidade, não traz qualquer progresso. A expansão cultural fora dos domínios da necessidade imperiosa do trabalho diário, pode levar a ruína. O trabalho deve sempre ser produtivo, e do mesmo devemos tirar ou alcançar o máximo de rendimento. A história econômica do mundo está cheia de exemplos que nos demostram que não basta ter talento e trabalhar, mas é necessário que o esforço seja produtivo ao máximo. Nunca se deve vender um artigo apenas pelo pensamento de que a não se vender naquela hora, não encontraremos que o compre depois. O vendedor nunca deve fazer uma venda forçada de medo que não encontre outro comprador, nem o comerciante deve acreditar que não fazendo determinado negócio terá que fechar o estabelecimento. Toda pessoa tem essencialmente como base, sua capacidade de ação, sua força de trabalho. Saber valorizar essa força ao máximo possível, é, sem dúvida, um dos pontos fundamentais da prosperidade. O Verbo Criar Criatividade Estimulada Rende Lucros Professor de Harvard afirma que empresas maiores devem dar suporte aos funcionários mais criativos, "ALISON MAITLAND" do "Financial Times''. Toda empresa gosta de imaginar que incentiva a criatividade de seus funcionários. Mas a idéia prevalecente é que empresas pequenas e recém fundadas sempre levarão vantagem sobre as grandes e já consolidadas, no quesito "espírito empreendedor". O professor Gary Hamel, da Universidade de Harvard e da Escola de Administração de Londres, discorda. Para ele, as grandes empresas podem equiparar-se às firmas do Vale do Silício em sua facilidade de criar riqueza com rapidez. Para isso, seus executivos devem aceitar a premissa de que a criatividade pode estar nas mãos de funcionários criativos que talvez ocupem cargos de baixo escalão e que têm pouca oportunidade de expressão. "É uma idéia polêmica'', diz Hamel. "Para aceitá-la, a direção da empresa precisa abrir mão do monopólio que exerce sobre a estratégia.'' Hamel escreveu sobre os obstáculos à inovação num artigo publicado na última edição da "Harvard Business Review''. Para ele, as empresas consolidadas não têm outra opção senão superar as inovadoras. Na era da globalização, da desregulamentação e da Internet, os desafios podem vir de qualquer lado. "Hoje em dia, a briga se dá entre empresas estabelecidas e firmas novatas, e a vitória não depende das dimensões de cada uma", diz Hamel. Mas nem sempre é fácil abrir o caminho para os "candidatos a empreendedores'' invisíveis. Em lugar de serem sufocados pela burocracia, os funcionários que têm idéias novas precisam ser ouvidos e ter acesso a capitais de investimento e recompensas. Uma sondagem realizada com mais de 300 empresas britânicas mostrou que poucos executivos se dispõem a encorajar a inovação em suas companhias. Segundo Hamel, quando se trata de fomentar

inovações, as grandes empresas possuem vantagens inatas em relação às novas. Elas têm capital para investir, possuem marcas e sistemas de distribuição que ajudam projetos a deslanchar rapidamente. Adicione Criatividade aos Seus Atributos Uma das principais regras do mercado para contratar um profissional hoje é: "ele tem de ser criativo". O problema: dizer "heureca" todo dia não é fácil. Mas, na opinião de profissionais e consultores, há formas eficazes de "despertar" as idéias. Uma delas seria fugir da monotonia. "Qualquer mudança no cotidiano do profissional pode ser uma boa maneira de conseguir idéias novas", afirma Sofia Esteves, da DM Recursos Humanos. Ela exemplifica: ter na mesa de trabalho fotos de amigos, familiares, objetos de interesse pessoal (como carrinhos de miniatura de sua coleção) ou interativos (como um jogo de xadrez). "São elementos que acabam tirando a atenção do profissional por alguns instantes. E, muitas vezes, é nesse espaço de tempo que idéias novas aparecem", explica. Filmes e palavras cruzadas. Na opinião de Elaine Fernandes, sócia-diretora da Crossing, da área de RH, estimular a memória numérica e visual também ajuda bastante na hora de buscar soluções inovadoras no trabalho. "Palavras cruzadas, jogos que exigem raciocínio e livros ilustrados são boas fontes de treinamento para aumentar a criatividade." Mudar o caminho do trabalho também pode ser uma dica interessante, segundo ela. Isso quer dizer que, se o profissional faz todos os dias as mesmas coisas, da mesma maneira, nos mesmos horários e sem se preocupar em vivenciar situações diferentes, ele terá mais dificuldade de visualizar mudanças, quando isso for necessário. "Às vezes, o simples fato de ter mudado os horários pode representar um estímulo diferente para o corpo e para a mente." Ler bons livros, ver filmes e peças teatrais, ouvir música e praticar esportes são outros fatores apontados como estimulantes, quando o assunto é criatividade. Segundo o consultor Gutemberg de Macedo, conviver com o que há de novo no mundo da informação é a melhor maneira de conseguir abrir a mente para novas perspectivas e caminhos. "É um exercício natural. Alguns filmes de ficção podem oferecer elementos interessantes." Ambiente. A transformação do ambiente de trabalho convencional em algo inusitado e agradável também é fundamental para a criatividade, segundo o que prega a consultora norte-americana Betty Hase, da Herman Miller, especializada em design de ambientes. Betty diz que, em muitas empresas dos EUA, transformações radicais do ambiente de trabalho foram feitas com base em pesquisas com os funcionários. "Plantas, bonecos, animais de brinquedo, árvores, disposição dos móveis na sala e até cafeterias no meio do escritório são elementos que estão diretamente ligados à criatividade", diz. Ela conta que um funcionário de uma empresa dos EUA chegou até a optar por ter, no seu escritório, uma mesa e duas cadeiras trazidas de sua própria casa para poder trabalhar melhor. Atividade Criativa Ajuda no Trabalho, Dizem Consultores Criar nas horas de folga ajuda a trazer mais inventividade para as atividades profissionais, de acordo com consultores de recursos humanos e headhunters. ''Constatamos que muitos profissionais, além de utilizarem seus trabalhos manuais para extravasar o estresse, também acabam levando mais criatividade para o escritório'', diz Claudir Catho, vicepresidente do grupo Catho, que atua na área de consultoria para recolocação de executivos. Segundo ele, embora as empresas ainda precisem dos ''workaholics'', o profissional que se dedica às artes plásticas, por exemplo, é mais valorizado. ''As empresas necessitam de funcionários criativos para vencer num mundo cada dia mais competitivo'', diz. ''Num processo de seleção, ter um hobby é sempre mais um ponto a favor do profissional'', afirma a headhunter da Manager, Sandra Gouveia Moreira. No caso de o hobby ser relacionado à criação, Sandra ressalta que isso geralmente indica que o profissional tem mais sensibilidade para entender as coisas além de seu aspecto superficial. (CG) Livro Ensina a Lapidar a Criatividade

Se você vive achando que tem idéias criativas, magníficas e nem sempre bem aproveitadas, preste atenção no seguinte diagnóstico: um dos principais problemas das empresas hoje em dia é que há idéias demais, não de menos. Isso significa que dezenas de soluções (inclusive as suas idéias) aparecem e desaparecem dentro da hierarquia de uma grande empresa. Se o diagnóstico assusta, saiba que foi traçado por dois especialistas sobre criatividade nos negócios: Michael Ray e Rochelle Myers. Juntos, os dois montaram, no final da década de 70, um curso para lapidar a criatividade individual dos empresários, ou pelo menos dos alunos de mestrado em administração em Stanford, que cursaram a disciplina, mais tarde transformada em livro. O ponto de partida de Ray e Myers é a possibilidade de resgatar, em cada pessoa, a criatividade útil para os negócios, muitas vezes escondida por medo ou pelo que chamam de autojulgamento negativo e pelo tagarelar da mente. As pessoas têm muitas idéias todos os dias que nem chegam a tomar forma, porque seu julgamento as destrói e as afasta rápida e automaticamente, afirmam os dois autores. Para Ray e Myers, pouco interessam os processos psicológicos ou cognitivos subjacentes a um ato criativo. O que vale é a fonte criativa (chamada no livro de essência) de cada um. Para mostrar essa ''essência'' criativa, os especialistas narram vários depoimentos de executivos de sucesso que encontraram soluções criativas, é óbvio - para seus problemas. Os primeiros exemplos são de soluções que apareceram em sonhos, devaneios musicais ou mudanças de profissão. Um deles: a equipe de Bill Camplisson, então diretor de planejamento de marketing da Ford Europa, não conseguia encontrar uma fórmula que permitisse ajustar automaticamente os assentos de um carro esportivo ao corpo do motorista. Com esse dilema na cabeça, o diretor sonhou com uma bola amassada por um amiguinho de infância. Da mesma forma que seu pai, no sonho, desamassou a bola, ele criou a aderência do banco que foi implementada nos modelos esportivos da montadora. Após convencer o leitor de que ele também tem a sua ''essência'', o livro passa a ensinar formas de exercitar a criatividade, mostrando que é preciso se desligar de questões menos importantes, que muitas vezes atrapalham o processo criativo. Na verdade, tratam-se de técnicas de disciplina mental, relaxamento e concentração. Entre as ''ginásticas'', algumas até com influências orientais, estão a velha tática de fazer uma pergunta tola para conseguir uma resposta inteligente, o desenho de uma mandala (diagrama formado por círculos e quadrados concêntricos que usado como técnica para a meditação) e conselhos para desenvolver e confiar em sua própria intuição. Até o cientista Albert Einstein é citado no livro. ''Por que tenho minhas melhores idéias de manhã, enquanto estou me barbeando?'' perguntou-se o criador da teoria da relatividade. A frase é usada pelos autores para mostrar que há momentos mais propensos à criatividade em cada atividade do executivo. O livro, admitem os autores no final, não deve ser usado como um tratado de regras que pode torná-lo mais criativo, mas sim como um trampolim. O conselho para os leitores é ir sempre em busca da experiência da criatividade porque, cada vez que a experimentar, aumenta a chance que ela aconteça novamente. Pode valer a pena tentar. Organizando para a Inovação A organização para a inovação requer um balanceamento entre as liberação das energias criativas das pessoas e das capacidades de controlar os resultados para atender às necessidades do mercado no momento certo. Liberando a Criatividade Cerca de um terço da receita da 3M provém de novos produtos. A 3M, do mesmo modo que outras empresas, como Merck, Hewlett-Packard e Rubbermaid, tem histórias conhecidas de produção de muitas tecnologias e produtos bem-sucedidos. O que separa esses de outros inovadores? A principal coisa que essas empresas tem em comum é o fato de suas culturas encorajarem a inovação.

Considere-se a lenda da 3M a repeito do grande inventor do início dos anos 20, Francis G. Okie. Okie sonhou com a idéia de utilizar lixas no lugar de lâminas de barbear. O alvo era reduzir o risco de cortes e evitar instrumentos afiados. A idéia falhou, mas, em vez de ser punido pelo fracasso, Okie foi encorajado a levar outras idéias adiante, que incluíram o primeiro sucesso estrondoso da 3M: uma lixa à prova d'água. Uma cultura que aceita o fracasso é crucial para alimentar o pensamento criativo e a tomada dos riscos requeridos pela inovação. Embora possa parecer estranho, comemorar o fracasso pode ser vital para o processo de inovação. O fracasso é a essência do aprendizado, do crescimento e do sucesso. Empresas inovadoras têm muitas bolas no ar ao mesmo tempo, com muitas pessoas tentando muitas idéias novas. A maioria dessas idéias falhará - mas é somente por meio desse processo que algumas "grandes idéias" surgem e fazem da empresa uma estrela da inovação. A empresa 3M utiliza um conjunto de idéias, que podem ser - e são - copiadas de outras empresas. Mas a 3M tem a vantagem de ter seguido essas regras desde seu início, incoporando-as a sua cultura. Conclusão Da Intuição A intuição ajuda a fortalecer o nosso senso comum no momento da ação, mantém-nos constantes em meio a mudança e humildes diante da complexidade, alem de nos ajudar a ter critérios claros quando as voltas com as pressões e com situações de conflito. A intuição é mais do que um brinquedo para as pessoas dotada de poderes extrasensoriais, e mais do que uma fonte de inspiração para o artista. Ela é o método para o nosso desenvolvimento físico e mental para uma nova era, de humana e sensível intendência sobre os recursos de nosso mundo. Ela é uma das capacidade mais importantes que podemos cultivar. Precisamos ser pessoas intuitivas que possam interpretar sentimentos e palpites de uma forma clara e apropriada a determinação dos rumos da empresa. Da intuição depende muito nossa capacidade de criar. No entanto, para criar é necessário, na maioria das vezes, estarmos livres de pressão, porém motivados. O ato de criar funciona com maior fluência com a participação de pequenos grupos. Encorajamento da Criatividade As soluções prontas para um problema podem ser inadequadas ou não estarem disponíveis. Nesses casos são necessárias soluções sob medida. Isso significa que o grupo deve ser criativo na geração de idéias. Como vivemos em meio à próxima grande revolução nos negócios: a "revolução criativa", já havendo transcendido as revoluções agrícola, industrial e da informação, a unidade de valor mais fundamental na revolução criativa é a idéia. Criatividade é mais do que apenas uma opção; é essencial à sobrevivência. Permitir às pessoas serem criativas pode ser uma das responsabilidades mais inportantes e desafiadoras dos administradores. Ser criativo não é prerrogativa de artistas ou músicos, mas uma pessoa tem o potencial de ser criativa de incontáveis maneiras. Faz-se alguma coisa criativa se traz algo novo à existência (criação); se reúne duas coisas anteriormente não relacionadas (síntese); se melhora alguma coisa ou se encontra para ela uma nova aplicação (modificação). Não é necessário ser um gênio e nem criar algo que modifique o mundo para ser criativo; as "pequenas coisas" que ocorrem nos negócios podem sempre ser executadas de maneiras novas e criativas que adicionam valor ao produto e ao consumidor. Como é que "se fica" criativo? Primeiro, é preciso reconhecer as infinitas "pequenas" oportunidades de ser criativo. Segundo, é preciso reconhecer que se pode conseguir tentando. E terceiro, deve-se obter recursos suficientes, incluindo oportunidades, equipamentos, informações e fundos.

Como se pode "extrair" a criatividade de outras pessoas? É preciso dar aos esforços criativos o crédito que merecem e não punir os fracassos criativos. Deve-se também estimular e desafiar as pessoas intelectualmente, além de dar-lhes alguma liberdade criativa. Deve-se fornecer prazos finais, mas também tempo suficiente para que explorem idéias diferentes. É preciso movimentar idéias. Deve-se protegê-las de administradores que exigem retornos imediatos, que não entendem a importância das contribuições criativas ou que tentam obter sucesso com a idéia alheia. E talvez o mais importante em tudo isso, cada um deve lutar para ser criativo consigo mesmo, servindo desse modo com exemplo. Criatividade, Inovação e Solução de Problemas A diversidade da equipe de trabalho promove a criatividade e a inovação, porque pessoas com diferentes backgrounds assumem perspectivas diversas na abordagem de problemas. Grupos diversificados têm uma base mais ampla de experiência, a partir da qual podem abordar uma questão; quando administrados de forma eficaz, eles inventam mais opções e criam mais soluções do que os grupos homogêneos. Além disso, os grupos de trabalho diversificados estão mais livres para desviar de abordagens e práticas tradicionais. A presença da diversidade também pode ajudar a minimização do pensamento grupal. Se duas pessoas trabalham juntas e concordam em tudo, uma é dispensável. Bibliografia Livros BATEMAN, Thomas S., SNELL, Scott A. - Administração, pp. 103, 313, 487. MARIN, Alda Junqueira - Educação Arte e Criatividade, pp.11-33 PIMENTEL, Iago - Noções de Psicologia, pp. 178-183. CROSBY, Andrew - Criatividade e Desempenho na Organização Industrial, pp. SANTOS, Jessy - Instinto, Razão e Intuição. MONTALVÃO, Prof. Alberto - Mais Psicologia, Melhores Negócios - pp. 171-185; 233-247. ROWAN, Roy - Gerente por Intuição Revistas Autor: LIGIA BRASLAUSKAS, Origem do texto: Da Reportagem Local - Editoria: EMPREGOS Página: 7 - Edição: São Paulo - Adicione criatividade aos seus atributos Autor: SUZANA BARELLI Origem do texto: Da Reportagem Local Editoria: DINHEIRO Página: 2-4, Edição: Nacional Seção: LETRA CAPITAL - Livro ensina a lapidar a criatividade Autor: CLAUDIA GONÇALVES Origem do texto: Da Reportagem Local Editoria: DINHEIRO Página: 2-8, Edição: Nacional – Atividade criativa ajuda no trabalho, dizem consultores Autor: ALISON MAITLAND. Origem do texto: Do "Financial Times" Editoria: DINHEIRO Página: 2-7, Edição: Nacional – Criatividade estimulada rende lucros Autores: WILLIAM D. ROSSET, MÁRCIO PIRES, ANDRÉ C. VALLE, LOURIVAL A REIS Fº, ERICA G. SANTOS, VALDECIR R. LINS, PAULO S. PIERROBOM - Apostila sobre Intuição Internet http:www.cdic.com.br/abril97.htm http:www.cdic.com.br/consulto.htm

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