O QUE É O SUS?

ASPECTOS GERAIS

HISTÓRIA DO SUS

DESCENTRALIZAÇÃO

O QUE É O SUS?
O Sistema Único de Saúde - SUS - foi criado pela pela Constituição Federal de 1988 e regulamentado pelas Leis n ! 8"8"#9" $Lei Org%nica da Saúde& e n! 8 1'(#9") com a finalidade de alterar a situação de desigualdade na assist*ncia + Saúde da população) tornando o,rigat-rio o atendimento pú,lico a .ual.uer cidadão) sendo proi,idas co,ranças de din/eiro so, .ual.uer prete0to 1o Sistema Único de Saúde fa2em parte os centros e postos de saúde) /ospitais - incluindo os uni3ersit4rios) la,orat-rios) /emocentros $,ancos de sangue&) al5m de fundaç6es e institutos de pes.uisa) como a F7OC8U9 - Fundação Os:aldo Cru2 e o 7nstituto ;ital <ra2il =tra35s do Sistema Único de Saúde) todos os cidadãos t*m direito a consultas) e0ames) internaç6es e tratamentos nas Unidades de Saúde 3inculadas ao SUS) se>am pú,licas $da esfera municipal) estadual e federal&) ou pri3adas) contratadas pelo gestor pú,lico de saúde O SUS 5 destinado a todos os cidadãos e 5 financiado com recursos arrecadados atra35s de impostos e contri,uiç6es sociais pagos pela população e comp6em os recursos do go3erno federal) estadual e municipal O Sistema Único de Saúde tem como meta tornar-se um importante mecanismo de promoção da e.?idade no atendimento das necessidades de saúde da população) ofertando ser3iços com .ualidade ade.uados +s necessidades) independente do poder a.uisiti3o do cidadão O SUS se prop6e a promo3er a saúde) priori2ando as aç6es pre3enti3as) democrati2ando as informaç6es rele3antes para .ue a população con/eça seus direitos e os riscos + sua saúde O controle da ocorr*ncia de doenças) seu aumento e propagação $;igil%ncia @pidemiol-gica& são algumas das responsa,ilidades de atenção do SUS) assim como o controle da .ualidade de rem5dios) de e0ames) de alimentos) /igiene e ade.uação de instalaç6es .ue atendem ao pú,lico) onde atua a ;igil%ncia Sanit4ria O setor pri3ado participa do SUS de forma complementar) por meio de contratos e con3*nios de prestação de ser3iço ao @stado A .uando as unidades pú,licas de assist*ncia + saúde não são suficientes para garantir o atendimento a toda a população de uma determinada região CONTROLE SOCIAL NO SUS = Lei B! 8 1'() de (8 de de2em,ro de 199") esta,elece duas formas de participação da população na gestão do Sistema Único de SaúdeC as Confer*ncias e os Consel/os de Saúde onde a comunidade) atra35s de seus representantes) pode opinar) definir) acompan/ar a e0ecução e fiscali2ar as aç6es de saúde nas tr*s esferas de go3ernoC federal) estadual e municipal Como Funcionam a Con!"#$ncia " o Con "%&o '" Sa('"

uma vez -ue eles são -uem mel/or con/ecem a realidade da saúde da comunidade.uando foi criado o Sistema Único de Saúde 1e .ue estes se>am atendidos pelas aç6es go3ernamentais O legEtimo representante dos cidadãos usu4rios do SUS defende os interesses e necessidades da população .stado so+re o -ue fazer na saúde terão -ue ser ne)ociadas com os representantes da Sociedade.es do . de forma -ue as decis.ue mais precisa e usa os ser3iços do SUS) e0ercendo o controle social ao lutar para garantir) na pr4tica) o direito constitucional + saúde com .ue a população possa interferir na gestão da saúde) defendendo os interesses da coleti3idade para .ue ser3iu de .ue são os usu4rios do SUS&) do go3erno) dos profissionais de saúde) dos prestadores de ser3iços) parlamentares e outros para Da3aliar a situação da saúde e propor as diretri2es para a formulação da polEtica de saúdeF nos municEpios) nos estados e no paEs Foi o relat-rio final da 8G Confer*ncia Bacional de Saúde de 198H . 0or isso ela 1 entendida como uma das formas mais avançadas de democracia”. políticas.uatro anos de3e acontecer a Confer*ncia Bacional de Saúde) ap-s a reali2ação das Confer*ncias estaduais e municipais) onde são apontados os rumos para aperfeiçoamento do SUS Os Consel/os de Saúde são os -rgãos de controle do SUS pela sociedade nos nE3eis municipal) estadual e federal @les foram criados para permitir .oração do capEtulo so.ualidade e o respeito + dignidade /umana Os Consel/os de Saúde funcionam como colegiados) de car4ter permanente e deli.stado e a Sociedade. sim. !elatório final da "# Confer$ncia %acional de Saúde de &""'( “Com a participação da comunidade na )estão do S*S se esta+elece uma nova relação entre .ase para a ela.re saúde da nossa Constituição Federal de 1988) .uatro em . refletir-se no real poder da população em modificar planos.erati3o) isto 5) de3em funcionar e tomar decis6es regularmente) acompan/ando) controlando e fiscali2ando a polEtica de saúde e propondo correç6es e aperfeiçoamentos em seu rumo São componentes dos Consel/os os representantes do go3erno) dos prestadores de ser3iços) dos profissionais de saúde e usu4rios Iara con/ecer mel/or os Consel/os de Saúde procure a Secretaria Junicipal de Saúde do seu municEpio e 3e>a como pode participar “O Controle Social não deve ser traduzido apenas em mecanismos formais e. 2uia de !efer$ncia para Consel/eiros 3unicipais 4 3inist1rio da Saúde( . não só no campo da saúde”.Bas Confer*ncias) reúnem-se os representantes da sociedade $.

) sintom4ticos ou não) aos pacientes renais crLnicos e aos pacientes com c%ncer O SUS)estaMdefinido na Lei B! 8 "8") de 19 de setem.es do 0oder 9e)islativo. sem pre5uízo das funç.erati3o) composto por representantes do go3erno) prestadores de ser3iço) profissionais de saúde e usu4rios) atua na formulação de estrat5gias e no controle da e0ecução da polEtica de saúde) sendo .ro de 199"M.es pú+licas federais. e de e-uipamentos para saúde7.re a participação da comunidade na gestão do SUS) esta.ito nacional pelo Jinist5rio da SaúdeO em %m.ui3alente = Lei B! 8 1'() de (8 de de2em.uscando a integração entre as esferas de go3erno Belas são pactuados) por e0emplo) os tetos financeiros possE3eis − dentro das disponi.Colegiado de Secret4rios Junicipais de Saúde& e estadual $Secretaria @stadual de Saúde&) criadas pela segunda Borma Operacional <4sica do SUS .es mantidas pelo 0oder 0ú+lico) incluídas as instituiç. com as se)uintes inst:ncias cole)iadas.Lei Org%nica da Saúde) como No con5unto de aç.ue suas decis6es re. pes-uisa e produção de insumos.=BQ@C@1@BQ@S .ito municipal) pela respecti3a Secretaria de Saúde ou -rgão e. = Confer*ncia de Saúde) pelo menos a cada .licos de saúde do mundo e o único a garantir assist*ncia integral e totalmente gratuita para a totalidade da população) inclusi3e aos pacientes portadores do K7.ue o SUS) 7contar8. em cada esfera de )overno.ito estadual e no 1istrito Federal) pela respecti3a Secretaria de Saúde ou -rgão e.ientais Iara ler um pouco mais so.ASPECTOS GERAIS O Si )"ma *nico '" Sa('" + SUS constitui o modelo oficial pú.C7<) integrada por representantes dos gestores municipais $COS@JS .re o SUS cli.ue ASPECTOS GERAIS 1 . prestados por ór)ãos e instituiç.es pú+licas federais.5m) a participação complementar da iniciati3a pri3ada no Sistema Único de Saúde = direção do SUS) de acordo com o inciso 7 do art 198 da Constituição Federal) 5 única) sendo e0ercida em %m.elece) no seu artigo 1P) . inclusive de san)ue e /emoderivados. medicamentos.uerem a /omologação do c/efe do poder legalmente constituEdo em cada esfera do go3erno = Comissão 7ntergestores Qripartite .uatro anos) 5 con3ocada para a3aliar a situação de saúde e propor as diretri2es para a formulação da polEtica de saúde nos nE3eis nacional) estadual e municipal O Consel/o de Saúde) -rgão colegiado com car4ter permanente e deli.ue disp6e) entre outros assuntos) so.ui3alente e) no %m. estaduais e municipais de controle de -ualidade.ili2ar a atenção +s necessidades assistenciais e +s e0ig*ncias am. a Confer$ncia de Saúde e o Consel/o de Saúde7.a BO<-SUS "1#9R) são respons43eis pelo gerenciamento do Sistema Único de Saúde) apreciando) entre outros assuntos) os pactos e programaç6es entre gestores) . garantida) tam. estaduais e municipais. da 6dministração direta e indireta e das fundaç.ilidades orçament4rias con>unturais − oriundos dos recursos das tr*s esferas de go3erno) capa2es de 3ia.Consel/o Bacional de Secret4rios de Saúde& e federal $Jinist5rio da Saúde& − e a Comissão 7ntergestores <ipartite .lico de atenção + saúde em todo o paEs) sendo um dos maiores sistemas pú.ro de 199") .es e serviços de saúde.Consel/o Bacional de Secret4rios Junicipais de Saúde&) estaduais $COB=SS .C7Q) integrada por representantes dos gestores municipais $COB=S@JS .

ro de 199" e a Lei 8 1'() de (8 de de2em.ro de 199" Um passo significati3o na direção do cumprimento da definição constitucional de construção do Sistema Único de Saúde) foi a pu.ate em massa de doenças) atra35s das campan/as de saúde pú.uais pode-se fa2er o seguinte resumoC .licos federais Somente a partir dos anos oitenta) mudanças econLmicas e polEticas ocorridas no paEs) passaram a e0igir a su.lica das aç6es ditas de atenção +s pessoas @m 19SS) se criou 7B=JIS A 7nstituto Bacional de =ssist*ncia J5dica da Ire3id*ncia Social) para tender e0clusi3amente as pessoas .sor3idas pelas inst%ncias federal) estadual e municipal do SUS =o se preser3ar as funç6es) compet*ncias) ati3idades e atri.1esde o inEcio do s5culo passado) at5 o final dos anos sessenta) o sistema de saúde .ro de 199" e 8 1'() de (8 de de2em.elecimento de limites ou tetos fEsicos e financeiros para as Unidades Federadas ( BO8J=S 1O SUS O SUS est4 amparado em uma 3asta legislação) cu>o trip5 principal 5 formado pela Constituição Federal de 1988) a Lei 8 "8") de 19 de setem.ilidade das Secretarias @staduais de Saúde e dos ser3iços pú.ue transferiu o 7nstituto Bacional de =ssist*ncia J5dica da Ire3id*ncia Social $7B=JIS& do Jinist5rio da Ire3id*ncia para o Jinist5rio da Saúde @m (S de >ul/o de 199R) .5m a sua l-gica de financiamento e de alocação de recursos financeiros) como) por e0emplo) o esta.elecidas pelo mo3imento da reforma sanit4ria .rasileiro se preocupa3a) fundamentalmente) com o com.licação do decreto n! 99 "H") de S de março de 199") .lica = partir dos anos setenta) passou a priori2ar a assist*ncia m5dica curati3a e indi3idual @m 19ST) atra35s da Lei H ((9) foi criado o Sistema Bacional de Saúde) separando as aç6es de saúde pú.ue regulamentou o SUS) o 7B=JIS foi e0tinto atra35s da Lei nP 8 H89) sendo suas funç6es) compet*ncias) ati3idades e atri.uase tr*s anos ap-s a promulgação da lei 8 "8") .stituição do modelo m5dico-assistencial pri3atista por um outro modelo de atenção + saúde Os primeiros sinais de mudança do modelo de atenção + saúde no <rasil) surgiram com a criação) em 19S9) do I7=SS A Irograma de 7nteriori2ação das =ç6es de Saúde e Saneamento a partir de alguns pro>etos pilotos medicina comunit4ria @m 198R) se implantou a =7S A =ç6es 7ntegradas de Saúde) o primeiro desen/o estrat5gico de co-gestão) de desconcentração e de uni3ersali2ação da atenção + saúde @m 198H foi reali2ada a 8G Confer*ncia Bacional de Saúde e) no ano seguinte) se criou o SU1S A Sistema Unificado e 1escentrali2ado de Saúde) .rasileira criou o Sistema Único de Saúde) regulamentado dois anos depois pelas Leis 8 "8") de 19 de setem.uiç6es do 7B=JIS) se preser3ou tam.ue representou a desconcentração das ati3idades do 7B=JIS para as Secretarias @staduais de Saúde = Constituição Federal de 1988) incorporando) parcialmente) as propostas esta.al/o O atendimento dos desempregados e residentes no interior era de responsa.ue possuEam carteira de tra.ro de 199" Complementarmente e0istiram as Bormas Operacionais do SUS) das .uiç6es a.

Iiso da =tenção <4sicaO 7nstitui a II7 .ilidade dos municEpios pela saúdeO O municEpio passa a ser o respons43el imediato pelo atendimento das necessidades do cidadãoO Os estados passam a ser meros mediadoresO = União normali2a e financia e o municEpio gere e e0ecuta Criou os nE3eis de gestão 7ncipiente) Iarcial e SemiIlenaO 7nstituiu o I=< .a ousadia de cumprir e fa2er cumprir a leiNO 1eu maior *nfase + municipali2ação da saúdeO Criou a C7Q .Irogramação Iactuada e 7ntegrada Os estados passam da função de meros mediadores para a de coordenadores do SUS em %m.Comissão 7ntergestores <ipartite) como -rgãos de assessoramento t5cnico ao Consel/o Bacional de Saúde e aos Consel/os @staduais de Saúde) respecti3amenteO BO<-SUS "1#9H Iortaria B! 1 S'(#199H#JS 7nstituiu a Westão Ilena Junicipal da Saúde com responsa.Unidade de Co.Consel/o Bacional de Secret4rios de Saúde e o COB=S@JS .uição das =7KVs pelas Secretarias @staduais de SaúdeO BO<-SUS "1#9R Iortaria B! T'T#199R#JS Lançou o documento denominado N1escentrali2ação das =ç6es e Ser3iços de Saúde .uina administrati3a do 7B=JISO 1efiniu recursos para o financiamento de Irogramas @speciais em SaúdeO 1efiniu recursos para in3estimentos no setor saúde BO<-SUS "1#9( Iortaria B! (R'#199(#JS Criou o COB=SS .ertura =m.ulatorial) para o financiamento das ati3idades am.ito estadualO = *nfase na municipali2ação $atomi2ação& d4 lugar + *nfase na regionali2ação $otimi2ação&O =perfeiçoou e re3oga a BO=S-SUS "1#"1O BO=S-SUS "1#"1 Iortaria B! 9T#(""1#JS BO=S-SUS "1#"( Iortaria B! RSR#(""(#JS R I87BCUI7OS .Comissão 7ntergestores Qripartite e a C7< .=utori2ação de 7nternação Kospitalar) para o financiamento das internaç6es /ospitalaresO 1efiniu recursos para o custeio da m4.Consel/o Bacional de Secret4rios Junicipais de Saúde) como inst%ncias gestoras colegiadas do SUSO @nfati2ou a necessidade de descentrali2ação das aç6es e ser3iços de saúdeO Bormali2ou o Fundo Bacional de SaúdeO 1escentrali2ou o plane>amento e a distri.BO<-SUS "1#91 8esolução B! (T8#1991 #7B=JIS 7nstituiu a UC= .ulatoriaisO 7nstituiu a =7K .

uer di2er .O SUS 1@.l5ias legislati3as respecti3as) para an4lise e ampla di3ulgação) relat-rio detal/ado) contendo) dentre outros ) dados so.em como so.ro de (""") foi apro3ada a @menda Constitucional (9 $@C-(9&) .ora em muitos lugares) os Consel/os de Saúde não se>am mais do .rasileira) a saúde 5 um direito fundamental do ser /umano) ca.lico O acesso igualit4rio $princEpio da e.ue saúde 5 direito de todos e de3er do estado e suas aç6es e ser3iços de3em ser organi2ados com a participação da comunidade 7sso .ue determina a 3inculação de receitas das tr*s esferas de go3erno para o SUS) definindo percentuais mEnimos de recursos para as aç6es e ser3iços de saúde) 3inculados + arrecadação de impostos e +s transfer*ncias constitucionais .?idade& não significa .lica nas c%maras de 3ereadores e nas assem.ue o SUS de3a tratar a todos de forma igual) mas sim respeitar os direitos de cada um) segundo as suas diferenças) apoiando-se mais na con3icção Entima da >ustiça natural do .@ ser entendido como um processo em marc/a de produção social da saúde) .ue 3isem + redução dos riscos de se adoecer e morrer) .ilidade financeira dos tr*s nE3eis de go3erno A federal) estadual e municipal Confirmando esse conceito) em setem.ue na letra da lei ' COBQ8OL@ SOC7=L Qanto a Constituição Federal como as leis org%nicas da saúde $8 "8" e 8 1'(& esta.elecem .re o montante e a fonte de recursos aplicados) auditorias concluEdas ou iniciadas no perEodo) .re a oferta e produção de ser3iços na rede assistencial pr-pria) contratada ou con3eniadaF T F7B=BC7=J@BQO Segundo a Constituição Federal $Iar4grafo Único) do artigo 198& o financiamento do SUS se d4 pelo orçamento da seguridade social) da União) dos @stados) do 1istrito Federal e JunicEpios) al5m de outras fontes Iortanto) o SUS 5 uma responsa.lico $União) @stados) 1istrito Federal e JunicEpios& garantir este direito) atra35s de polEticas sociais e econLmicas .ue ao SUS compete atender a toda população) se>a atra35s dos ser3iços estatais prestados pela União) 1istrito Federal) @stados e JunicEpios) se>a atra35s dos ser3iços pri3ados con3eniados ou contratados com o poder pú.em como o acesso uni3ersal e igualit4rio +s aç6es e ser3iços de promoção) proteção e recuperação da saúde O acesso uni3ersal $princEpio da uni3ersalidade&) significa .endo ao poder pú.ue o SUS imp6e o direito de cidadania .ue palco de imposiç6es go3ernamentais e de influ*ncias partid4rias ou corporati3as) no geral o resultado parece apontar para a democrati2ação da saúde =3aliaç6es dos Consel/os de Saúde e0istentes apontam para a necessidade de se propiciar a capacitação dos consel/eiros mediante cursos regulares e de pro3er) de forma sistem4tica) as informaç6es necess4rias para o e0ercEcio do controle social da saúde Janda a Lei 8 H89C DO gestor do SUS em cada esfera de Wo3erno) apresentar4 trimestralmente) ao consel/o de saúde correspondente e em audi*ncia pú.ue de3e ser e0ercido) institucionalmente) atra35s dos Consel/os de Saúde) em cada esfera de go3erno A federal) estadual e municipal @m.ue não se iniciou em 1988) com a sua inclusão na Constituição Federal) nem tão pouco tem um momento definido para ser concluEdo =o contr4rio) resulta de propostas defendidas ao longo de muitos anos pelo con>unto da sociedade e por muitos anos ainda estar4 su>eito a aprimoramentos Segundo a legislação .

ue define os recursos mEnimos a serem aplicados) de (""" a (""') nas aç6es e ser3iços pú.ue o gasto pú.ue se fa2em ao SUS) tradu2idas nas infind43eis filas) no atendimento desumano) na falta de leitos) e0ames) m5dicos) e medicamentos) não surgiram com o no3o sistema de saúde São) na realidade) conse.il/6es $TTX& gastos pela esfera federal) S)S .ito estadual H 8@SULQ=1OS =s crEticas .edecendo as ta.ue gastar) no mEnimo) 1(X do produto da arrecadação dos impostos pr-prios e dos .ilitação dos estados e municEpios) passam a ser transferidos diretamente do Fundo Bacional de Saúde aos Fundos @staduais e Junicipais) em o.ue antes não /a3ia Irogressi3amente) at5 (""') a União ter4 .uer outro instrumento cong*nere) segundo as condiç6es de gestão • Qransfer*ncia por Ser3iços Irodu2idosC Os recursos são pagos diretamente a prestadores da rede estadual ou pri3ados) contratados ou con3eniados) contra apresentação de faturas) referentes a ser3iços reali2ados conforme programação e mediante pr53ia autori2ação do gestor) o.lico em saúde) em (""1) c/egaria a casa dos '")' .?*ncias /ist-ricas de um modelo de atenção + saúde centrado na assist*ncia m5dica Qoda3ia) 5 preciso se realçar .astante positi3os .em aportes de seus pr-prios orçamentos @) em alguns estados) /4 o repasse de recursos pr-prios para os Fundos Junicipais de Saúde) de acordo com regras definidas no %m.ue forem transferidas aos JunicEpios O 1istrito Federal e os JunicEpios terão .Iro3isoriamente) at5 .il/6es $19X& pelos go3ernos estaduais e 1")T .5m pelos @stados Com o ad3ento da @C-(9 estimou-se .ue nesses do2e anos de SUS) se o.rigatoriedade desses recursos serem aplicados por meio dos respecti3os Fundos de Saúde) .licos de saúde) pela União) @stados) 1istrito Federal e JunicEpios Ior outro lado) reforçou a o.elas editadas pelo JS#S=S • Qransfer*ncia por Con3*nioC os recursos são repassados 3ia con3*nio) 3isando a e0ecução descentrali2ada de programa e aç6es de saúde) com interesses mútuos) ou cumprimento de emendas parlamentares ou) ainda) a assist*ncia financeira suplementar Os recursos federais) de3ido + /a.ser3%ncia ao mecanismo instituEdo pelo 1ecreto BP 1 (R() de R" de agosto de 199' =l5m das transfer*ncias do Fundo Bacional de Saúde) os Fundos @staduais e Junicipais rece.orada lei complementar) a @C-(9 acresceu) no =to das 1isposiç6es Constitucionais Qransit-rias) o artigo SS) .ti3eram resultados .il/6es de reais 1estes) (()( .ue gastar) no mEnimo) 1TX o produto da arrecadação dos impostos pr-prios e dos .ue l/es são transferidos pela União e) no caso dos municEpios) tam.ue l/es são transferidos pela União) dedu2idas as parcelas .ue se>a ela.ual.ue serão acompan/ados e fiscali2ados pelos Consel/os de Saúde correspondentes Iortanto) desde o ano de (""") passam a e0istir fontes de recursos e percentuais definidos para o SUS) o .il/6es $(HX& pelos municEpios São) fundamentalmente) R $tr*s& os mecanismos de transfer*ncia dos recursos do SUS da União para os estados) 1istrito Federal e JunicEpiosC • Qransfer*ncia fundo a fundoC Os recursos são repassados diretamente do Fundo Bacional de Saúde aos Fundos estaduais e municipais) independentemente de con3*nio ou .ue gastar no SUS) no mEnimo) o 3alor empen/ado no ano anterior acrescido da 3ariação nominal do I7< A Iroduto 7nterno <ruto $TX em 1999& Os @stados e o 1istrito Federal terão .

ualidade na assist*ncia pr5-natalO aumento dos partos /ospitalares e com a presença do m5dicoO .São e0emplosC a erradicação da poliomielite) a .uase eliminação do sarampo) a .licos $União) @stados e 1istrito Federal& e a sociedade da co-responsa.ue reúne representantes do @stado $S@S A Secretaria @stadual de Saúde& e dos JunicEpios $COS@JS A Colegiado de Secret4rios Junicipais de Saúde& .& em nE3el estadual) pela C7< A Comissão 7ntergestores <ipartite) .ilidade total pela gestão do sistema de saúde em seu territ-rio) e a 1@SC@BQ8=L79=YZO da ger*ncia das aç6es e ser3iços de saúde para os municEpios Com a municipali2ação da saúde) o poder pú.77& e na Lei Federal 8 "8" $=rtigo SP) 7[) a&) compreende so.ualificar e otimi2ar o tratamento) racionali2ar o uso de medicamentos e redu2ir as internaç6es Uma an4lise dos resultados da atenção + saúde da mul/er e da criança re3ela grandes a3ançosC maior co.ue reúne representantes da União $JS A Jinist5rio da Saúde&) dos @stados $COB=SS A Consel/o de Secret4rios @staduais de Saúde& e dos JunicEpios $COB=S@JS A Consel/o Bacional de secret4rios Junicipais de Saúde&O .ue os usu4rios do SUS) num inter3alo de " a 1") atri.ilidade pela saúde $CF) =rtigo 19') caput& 1e acordo com a Borma Operacional <4sica do SUS $BO<-SUS "1#9H&) W@8\BC7= 5 a administração de um Ser3iço ou ]rgão de Saúde $Iosto ou Centro de Saúde) unidade Jista) Kospital) Fundação) etc &) en.Centros de =tenção Isicossocial) atra35s dos .ertura e .uem-l/e nota 8) em relação + .?ente e com duração cada 3e2 maiorO co.ualidade e resoluti3idade das aç6es e ser3iços oferecidos S JUB7C7I=L79=YZO = municipali2ação da saúde) esta.ueda acentuada Bo campo da Saúde Jental a des-/ospitali2ação) se reflete na redução da oferta de leitos e na diminuição do tempo m5dio de perman*ncia das internaç6es Iara isso contri.lica re3elam .uase sempre mortal) 3em apresentando ao longo dos anos uma .erculose) da /ansenEase) das doenças de transmissão se0ual e da =71S) t*m produ2ido consider43el .uEram .ue W@SQZO 5 a administração de um Sistema de Saúde) atra35s das funç6es de direção ou comando) coordenação) plane>amento) controle) a3aliação e auditoria = municipali2ação 5 determinadaC a& em nE3el federal pela C7Q A Comissão 7ntergestores Qripartite) .uisas recentes de opinião pú.ueda no número de casos no3os dessas doenças = rai3a /umana) uma doença de difEcil controle e .uais se 3em conseguindo /umani2ar a assist*ncia) .uanto .lico municipal passa a ser o respons43el imediato) por5m não o único) pelas necessidades de saúde de seus munEcipes = municipali2ação da saúde) toda3ia) não e0ime os demais poderes pú.astante os C=IS .ueda acentuada do t5tano acidental e neonatal) al5m da diminuição consider43el de outras doenças e3it43eis pela 3acinação =s aç6es de controle das doenças transmitidas por 3etores A em especial a mal4ria) les/imaniose) e dengue A) assim como as de controle da tu.elecida na Constituição Federal $=rtigo R") .ueda da desnutrição infantilO aleitamento materno e0clusi3o cada 3e2 mais fre. dois aspectosC a K=<7L7Q=YZO dos municEpios para assumirem a responsa.ertura 3acinal) tanto em crianças como em gestantes) em nE3eis e0igidosO mortalidade infantil e materna em franco declEnio Ies.

lico e pri3ado .ora possa e0ercer a ger*ncia dos ser3iços pr-prios ou descentrali2ados) o municEpio não pode e0ercer a gestão do sistema de saúde Bo Iar4) a municipali2ação da saúde te3e como marco inicial a Iortaria S@SI=#BPTR) de (' de agosto de 199R) .uia) de per si) poder4 modificar o .est4 o grande pro. sua responsa.uele municEpio =ssim) em.re a cessão de .usca diuturna de solução para esta 4rea 5 o maior dos desafios do sistema de saúde pú.al/o) condiç6es de tra.uantitati3a de profissionais para atuarem no %m.lica e ensino fundamental) sendo regulamentado pela 7nstrução Bormati3a BP ""R) de R1#1"#19SS) .eleceu as normas e procedimentos para a solicitação #descentrali2ação da ger*ncia de unidades de saúde aos municEpios @m 1H de outu.= /a.ro de 199S) a 7nstrução Bormati3a BP ""' dispLs so.uanto aos ser3idores estaduais en3ol3idos @m R1 de outu.lemas em relação aos 8ecursos KumanosC formação) contrato de tra.ue 5 a ação terminal $artesanal) interpessoal& >unto ao paciente = ati3idade de saúde 5 tipicamente artesanal Ben/uma autoridade) /ierar.ue normali2ou os procedimentos .ue passou a ser constituEda por sete representantes da Secretaria @stadual de Saúde A S@SI=) seis Secret4rios Junicipais de Saúde indicados pelo COS@JS A Colegiado de Secret4rios Junicipais de Saúde e pelo Secret4rio Junicipal de Saúde da capital =o t5rmino de (""() a S@SI= >4 descentrali2ou 1'9 unidades de saúde) sendoC ST IS $Iostos de Saúde&O R1 CS $Centros de Saúde&O '( UJ $Unidades Jistas&O e 1 U@ $Unidade de @merg*ncia& 7sso corresponde a S9X do total $189 unidades& pre3isto para acontecer durante o perEodo de e0ecução do II= ("""#(""R @m relação + /a.ilitação de um municEpio em uma das condiç6es de gestão definidas na Borma Operacional da =ssist*ncia + Saúde A BO=S-SUS "1#(""( A Ilena da =tenção <4sica =mpliada e Ilena do Sistema Junicipal) significa declarar compromissos assumidos) na pessoa do gestor municipal) perante os outros gestores do SUS A União) @stado e demais JunicEpios) e perante a população so.ito do SUS = e3olução dos con/ecimentos e a .ilitar-se pela BO=S-SUS "1#(""( 8 8@CU8SOS KUJ=BOS Bos 8ecursos Kumanos não s.re a municipali2ação das ati3idades de saúde pú.ilitação) dos 1'R municEpios paraenses) apenas 1 não aderiu + municipali2ação '' encontram-se /a.ro de 199S) o 1ecreto @stadual BP ( '(') dispLs so.al/o) sal4rio) compromisso social e /umani2ação do atendimento K4 um grande descompasso entre a necessidade e a oferta) .ue não aderirem ao processo de /a.ue o artesão est4 fa2endo na ponta do sistema @sta compreensão e a .ilitados) pela BO<-SUS "1#9H) na condição de Westão Ilena do Sistema Junicipal e 98 na condição de Westão Ilena da =tenção <4sica Qr*s municEpios paraenses >4 conseguiram /a.ue constituiu a C7< A Comissão 7ntergestores <ipartite) com a finalidade de coordenar o processo de descentrali2ação das aç6es de saúde @m (H de março de 199S) a Iortaria S@SI=#BPSH esta.ilitação permanecem) como simples prestadores de ser3iços) ca.ens m-3eis e im-3eis do @stado aos JunicEpios por força da municipali2ação das aç6es @m "R de agosto de 199S) a Iortaria BP 9( alterou o 8egimento 7nterno da C7<-Ia) .5m a mais importante das soluç6es capa2 de mudar o sistema em sua ess*ncia .ilidade Os municEpios .ualitati3a e .lema dos sistemas de saúde de /o>e) como tam.endo ao estado a gestão do sistema de saúde na.4rios são os pro.

itantes) o Borte tem apenas H)"( @ eles se concentram ma>oritariamente nas 4reas ur.anasC cerca de H'X tra.uanto o Sudeste possui 18)1R m5dicos por 1" mil /a.uei0as se acumulam e) a maioria delas) refere-se + relação interpessoal O paEs tem ("S 1T' m5dicos ati3os em >un/o de 199S = m5dia nacional 5 de cerca de 1R)"' por 1" mil /a.uição desse profissional) no entanto) 5 .itantes O número de dentes permanentes cariados) perdidos ou o.itantes& en.uanto .ue demandam os ser3iços de saúde ) pú.em desigual @n.ue 5 de 1" para cada 1" mil /a.itantes @sse Endice 5 superior ao considerado satisfat-rio pela OJS) .rasileiro) intimamente relacionadas com as mudanças ocorridas no %m.ertura assistencial iniciado na segunda metade dos anos S") em atendimento +s proposiç6es formuladas pela OJS na Confer*ncia de =lma-=ta $19S8&) .ito polEticoinstitucional Simultaneamente ao processo de redemocrati2ação iniciado nos anos 8") o paEs passou por gra3e crise na 4rea econLmico-financeira Bo inEcio da d5cada de 8") procurou-se consolidar o processo de e0pansão da co.ue no norte são apenas ()81#1" """ /a.itantes = distri.al/am nas capitais .turados) 5 a única .ue tem ocorrido) estão a demandar do aparel/o formador de todos os nE3eis e profiss6es de saúde uma agilidade não e0istente 1e outro lado) tem restado aos ser3iços de saúde reali2ar este papel de DformadorF e atuali2ador dos profissionais .turados na população de 1( anos cai T')1X em de2 anos) atingindo R)"HX em 199H @m 198H) a m5dia era de H)HSX O Endice considerado satisfat-rio pela OJS 5 de R)" = 8egião Borte) onde as crianças de 1( anos t*m) em m5dia) ')(S dentes cariados) perdidos ou o.ue preconi2a3a NSaúde para Qodos no =no ("""N) principalmente por meio da =tenção Irim4ria + Saúde Bessa mesma 5poca) começa o Jo3imento da 8eforma Sanit4ria <rasileira) constituEdo inicialmente por uma parcela da intelectualidade uni3ersit4ria e dos profissionais da 4rea da saúde Iosteriormente) incorporaram-se ao mo3imento outros segmentos da sociedade) como centrais sindicais) mo3imentos populares de saúde e alguns parlamentares =s proposiç6es desse mo3imento) iniciado em pleno regime autorit4rio da ditadura militar) eram dirigidas .ue se distancia da recomendação da OJS HISTÓRIA DO SUS =s duas últimas d5cadas foram marcadas por intensas transformaç6es no sistema de saúde .3elocidade com .itantes& = m5dia de dentista 5 de 8)'1 por 1" """ /a.rasileiras = distri.uada ao funcionamento dos ser3iços e +s modernas t5cnicas instrucionais K4 um esgarçamento na relação entre os cidadãos .asicamente + construção de uma no3a polEtica de saúde efeti3amente .ue necessita 7sto ou não tem ocorrido ou tem sido feito de maneira não ade.licos e pri3ados) e os profissionais de saúde 1esde o inEcio se 3*em como inimigos potenciais e contendores Os profissionais de saúde) em especial os m5dicos) se sentem cada 3e2 mais maltratados e desrespeitados pelos clientes 1e outro lado os cidadãos a cada dia se sentem pior tratados no aspecto /umano) pelos profissionais de saúde =s .uição de enfermeiros segue um perfil parecidoC os mel/ores Endices são encontrados no Sudeste $T)1R#1" """ /a.

4rias foram as propostas de implantação de uma rede de ser3iços 3oltada para a atenção prim4ria + saúde) com /ierar.ual foi implementada a polEtica de =ç6es 7ntegradas de Saúde $=7S&) em 198R @stas constituEram uma estrat5gia de e0trema import%ncia para o processo de descentrali2ação da saúde = 8G Confer*ncia Bacional da Saúde) reali2ada em março de 198H) considerada um marco /ist-rico) consagra os princEpios preconi2ados pelo Jo3imento da 8eforma Sanit4ria @m 198S 5 implementado o Sistema Unificado e 1escentrali2ado de Saúde $SU1S&) como uma consolidação das =ç6es 7ntegradas de Saúde $=7S&) .S=Ú1@& .uiç6es do SUS em seus tr*s nE3eis de go3erno) al5m de outras) Nordenar a formação de recursos /umanos na 4rea de saúdeN $CF) art ("") inciso 777& DESCENTRALIZAÇÃO = formulação e a implantação do Sistema Único de Saúde $SUS& 5 a resultante de um e0pressi3o mo3imento de reforma sanit4ria) inserido no mo3imento mais amplo de redemocrati2ação do paEs e .4sico e0presso no =rtigo 19H) no .ue te3e na .l5ia Bacional Constituinte) .ro de 1988) retrata o resultado de todo o processo desen3ol3ido ao longo dessas duas d5cadas) criando o Sistema Único de Saúde $SUS& e determinando .ue adota como diretri2es a uni3ersali2ação e a e.al/o polEtico no campo legislati3o na =ssem.ual 5 assumido .ue esta3a formulando a no3a Carta Jagna do paEs 1esse modo) a saúde te3e um e0pressi3o recon/ecimento e inserção na no3a Constituição Federal) promulgada em outu.democr4tica) considerando a descentrali2ação) uni3ersali2ação e unificação como elementos essenciais para a reforma do setor .777 Confer*ncia Bacional de Saúde $198H& um de seus NlocusN pri3ilegiados para o esta.?idade no acesso aos ser3iços) a integralidade dos cuidados) a regionali2ação dos ser3iços de saúde e implementação de distritos sanit4rios) a descentrali2ação das aç6es de saúde) o desen3ol3imento de instituiç6es colegiadas gestoras e o desen3ol3imento de uma polEtica de recursos /umanos O capEtulo dedicado + saúde na no3a Constituição Federal) promulgada em outu.lica e seu referencial polEtico .ro de 1988) destacando-se sua inclusão como um componente da seguridade social) a caracteri2ação dos ser3iços e aç6es de saúde como de rele3%ncia pú.ue Na saúde 5 um direito de todos e de3er do @stado) garantido mediante polEticas sociais e econLmicas .ue) na realidade) nunca saiu do papel -) logo seguido pelo plano do Consel/o Bacional de =dministração da Saúde Ire3idenci4ria $COB=SI&) em 198() a partir do .ue Na saúde 5 direito de todos e de3er do @stadoN $art 19H& @ntre outros) a Constituição pre3* o acesso uni3ersal e igualit4rio +s aç6es e ser3iços de saúde) com regionali2ação e /ierar.ui2ação) descentrali2ação com direção única em cada esfera de go3erno) participação da comunidade e atendimento integral) com prioridade para as ati3idades pre3enti3as) sem pre>uE2o dos ser3iços assistenciais = Lei n! 8 "8") promulgada em 199") operacionali2a as disposiç6es constitucionais São atri..elecimento das grandes diretri2es para a reorgani2ação do sistema de saúde no <rasil =o lado dos a3anços no campo polEtico-institucional) com a estrat5gia das =ç6es 7ntegradas de Saúde $=7S& e a implantação do Sistema Unificado e 1escentrali2ado de Saúde $SU1S&) /ou3e um tra.ui2ação) descentrali2ação e uni3ersali2ação) iniciando-se >4 a partir do Irograma de 7nteriori2ação das =ç6es de Saúde e Saneamento $I7=SS&) em 19SH @m 198") foi criado o Irograma Bacional de Ser3iços <4sicos de Saúde $I8@.ue 3isem + redução do risco de doenças e de outros agra3os e ao acesso uni3ersal e .

ue a sua regulamentação s.ual.ora se apresentasse como apoio + descentrali2ação e reforço do poder municipal Bo m*s de >ul/o de 1991) a BO< SUS-"1#91 foi modificada pela 8esolução 7B=JIS no (SR) de 1S#"S#91) com .ase nas propostas apresentadas) so.uele momento @stas regulamentaç6es >urEdicas e reformulaç6es institucionais são) e3identemente) refle0os e instrumentos de decis6es polEticas maiores) das relaç6es de poder no aparel/o estatal e na sociedade 1e .iu o 7B=JIS) por meio da Iortaria WJ 1 '81) de R1#1(#9") de Nimplantar a no3a polEtica de financiamento do SUS para 1991 N) surgindo) assim) a Borma Operacional <4sica#SUS B! 1) BO< SUS "1#91) apro3ada e instituEda pela 8esolução 7B=JIS no (T8) de "S#"1#91 @ssa BO< rece.uais se destacaram os princEpios organi2ati3os e operacionais do sistema) tais como a construção de modelo de atenção fundamentado na epidemiologia) o controle social e um sistema descentrali2ado e regionali2ado com .ase municipal Bo plano e0ecuti3o) ocorreram atos normati3os e administrati3os .stanti3as para sua operacionali2ação nos campos polEtico>urEdicos) polEtico-institucional e t5cnico-operati3o Qoda3ia) a nature2a) comple0idade e a.?idade e integralidade +s aç6es de Saúde Besse processo) o paEs te3e) assim) uma polEtica de saúde claramente definida constitucionalmente no sentido de polEtica pú.igualit4rio +s aç6es e ser3iços para a sua promoção) proteção e recuperaçãoN =l5m disso) foram assumidos tam.eu acentuadas crEticas) particularmente por esta.elecer o con3*nio como mecanismo de articulação e repasse de recursos e por ser centrali2adora) em.elecida no final de 199") com as Leis 8 "8" e 8 1'() nas .retudo) pelo Consel/o Bacional de Secret4rios de Saúde .lica) como polEtica social) ) implicando) portanto) em mudanças su.COB=S@JS @m fe3ereiro de 199() foi editada a Borma Operacional <4sica do Sistema Único de Saúde para 199() BO<-SUS "1#9() representando) na realidade) o Nacordo possE3elN na.ue t*m relaç6es e implicaç6es com a implantação e operacionali2ação da polEtica de saúde) particularmente .rang*ncia dessas mudanças e suas implicaç6es em termos de situaç6es e interesses e0istentes) associados ao momento polEtico) processo eleitoral e eleição de um go3erno não comprometido com as teses centrais da reforma sanit4ria) dificultaram a implementação dessa no3a polEtica de saúde Qanto .COB=SS e pelo Consel/o Bacional de Secret4rios Junicipais de Saúde .uanto ao seu ei0o de descentrali2ação#municipali2ação @m 199") o Jinist5rio da Saúde) incum.foi esta.5m os princEpios da uni3ersalidade) da e.uer modo) todo este processo) com seus a3anços e recuos) acordos e conflitos) foi mudando a realidade polEtica e institucional do SUS) particularmente com a ampliação e articulação das Secretarias Junicipais de Saúde e a re3isão dos pap5is e poderes das Secretarias @staduais de Saúde e do pr-prio Jinist5rio da Saúde .

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