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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO

DA__________ VARA CIVEL DA COMARCA DE JANAUBAMG.

(XXX), brasileira, casada, funcionária pública, portadora da
cédula de identidade nº. (XXX) SSP/DF e do CPF nº. (XXX),
residente e domiciliada no (XXX), CEP nº. (XXX), Brasília-DF,
vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, propor
AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO CUMULADA COM
INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS em desfavor da TELE
(XXX)., doravante denominada como (XXX), inscrita no CNPJ
nº. (XXX), com endereço no (XXX), Brasília-DF, sob alegações
de fato e de direito que a seguir passa a expor:
DOS FATOS
No dia 06 de abril de 2004 a requerente dirigiu-se à Agência
(XXX) do Banco do Brasil, localizada no Ministério dos
Transportes e Comunicações, para autorizar serviço de débito
automático em conta corrente das cobranças do celular (XXX)

realizou convênio sob nº 16981 com identificação especial 0012421049 (doc. portanto. inexistindo. protocolando reclamação nº DF077870/2004. próxima fatura que chegou com vencimento para o dia 27 de maio no valor de R$ 42. no qual.00 (cento e seis reais) efetuado pela requerida. sobre serviço não prestado nem se quer utilizado. sem referência ao serviço conveniado. se existisse. então. a autora recebeu de uma das atendentes da VIVO novo protocolo da reclamação. que tal cobrança foi completamente indevida e abusiva. bem como. não fora informada sobre a cobrança. essa dívida a ser paga ou. Passados 5 dias. 01) No mesmo mês. obrigando-a realizar pagamento através do terminal de autoatendimento do Banco do Brasil. impingindo sobre si o constrangimento de ter visto seu dinheiro ser retirado da própria conta sem qualquer autorização ou mesmo ciência do fato e. na realidade. Aguardou. a requerente foi surpreendida com um débito no valor de R$ 106. 02) No dia 10 de maio de 2004.02 (quarenta e cinco reais e dois centavos) com vencimento para o dia 27 de abril do ano corrente. A autora constatou. ao retirar extrato de conta corrente. inexistia indicativo do convênio já firmado. A autora procurou pela requerida para tentar reaver a quantia tomada. sob nº DF083155/2004.27 (quarenta e dois reais e vinte e sete centavos) quantia esta divergente da rubrica indevidamente paga. desta vez. Para tanto. (doc. .de sua titularidade nº (XXX). a autora recebeu em sua casa fatura do celular no valor de R$ 45. ainda.

à ser enviado para o fax nº. como em 1º de julho do mesmo ano quando registrou mais uma reclamação nº DF108029/2004. fax para o nº (XXX) às 14h06 com os documentos pedidos. pode fazê-lo imediatamente após deflagrado o dano. Mas passado todo esse tempo. a falta de eficiência para resolução do conflito somada a sensação de ter sido violada financeiramente só gerou mais perturbação e desgaste emocional. a resposta de que a (XXX) estaria analisando seu caso.Somente no dia 8 de junho a (XXX) solicitou extrato bancário de conta corrente da autora para que comprovasse tal alegação. DO DIREITO Entende a jurisprudência majoritária que o consumidor lesado não é obrigado a esgotar as vias administrativas para poder ingressar com ação judicial. referente ao mesmo assunto. mas perplexa diante do pedido e da demora. conforme visto a epígrafe. enviando. fez jus a uma conduta parcimônia e amigável com a requerida e procurou resolver administrativamente seu direito. a requerente. Não obstante. como em outras vezes. (11) (XXX). . dessa vez. Em vários momentos ulteriores a requerente buscou sanar e resolver logo a questão. recebendo. mas sim. o que de plano fez. Mesmo assim a autora. a requerente se deparou com mais um embaraço e surpresa administrado pela requerida quando esta solicitou no dia 21 de julho novamente seu extrato bancário.

por ação ou omissão voluntária.00 (duzentos e doze reais) a ser reconhecido e pago à autora. negligência ou imprudência. Traz-se a lume fundamento do ato ilícito previsto no Art. tomando para tanto. ainda. diante dos R$ 106. todas as medidas cabíveis para evitar prejuízos ao consumidor. no qual diz.078/90. por valor igual ao dobro do que pagou em excesso. segundo o qual: “aquele que. que a autora possui direito de receber não só a quantia paga.00 (cento e seis reais) subtraídos indevidamente de sua conta. acrescido de correção monetária e juros legais. mas o dobro de seu valor. ainda que exclusivamente moral. parágrafo único. diante do acontecido narrado acima." (grifo próprio) Nesse entendimento decorre o valor de R$ 212. salvo hipótese de engano justificável. devendo. comete ato ilícito” .Diante da tal situação a autora não encontrou outra forma a não ser ajuizar presente ação para ter seus direitos como consumidora garantidos. 186 do Novo Código Civil. ser a rigor penalizada a fim de não reincidir sobre os mesmos erros com outros clientes. viola direito e causa dano a outrem. Confere a Lei 8. conforme artigo 42. É notória a falha de procedimento da empresa ao cobrar dívida inexistente. assumir pelos danos decorridos e. A (XXX) deve responder pela lisura em suas cobranças. portanto. in verbis: “O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito.

intimando-se a ré para. Barros Monteiro.00 (duzentos e dois reais). (STJ. postula coerentemente a autora por cumular pedido de repetição de indébito com indenização por danos morais caracterizados pelos fatos narrados. na tranqüilidade. da Lei 8. oferecer contestação. T. Min. seja designada Audiência de Instrução e Julgamento. parágrafo único. perturbação nas relações psíquicas. Sobre dano moral a Egrégia Corte do Superior Tribunal de Justiça entende que: “Ementa: Dano moral puro. no que se refere aos direitos básicos do consumidor. DJ 06/04/1998. . Sobrevindo em razão de ato ilícito. passível de indenização. nos termos do artigo 42. Código de Defesa do Consumidor. se quiser. REsp 0008768. p. Caracterização. condenando a requerida a ressarcir em dobro o que cobrou indevidamente o que equivale a R$ 212. decisão 18/02/92.078/90. 6º. 04. 04499)” DO PEDIDO Ante o exposto requer a autora: a) citação da requerida para que compareça à Audiência de Conciliação. c) a repetição do indébito.Envidando-se novamente pelo Código de Defesa do Consumidor. individuais. inciso VI: “a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais. sob pena de revelia e conseqüente condenação. coletivos e difusos”. nos entendimentos e nos afetos de uma pessoa. Art. (grifo próprio) Posto isso. configura-se o dano moral. b) se inexistir acordo.

Inciso VIII. pede e espera deferimento e justiça. do Código de Defesa do Consumidor. Protesta provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidos.d) a inversão do ônus da prova em favor da autora. e) seja condenada a pagar 800. Dá-se à causa o valor de R$ 100. conforme autoriza Art.00 (cem reais). Janaúba-MG. . 6º. Termos em que.00 (oitocentos reais) a título de danos morais pelo debito indevido em sua conta corrente e pela procrastinação em resolver o equívoco.