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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VÁRZEA GRANDE – UNIVAG

PROJETO UNIFICADO IV
FRATERNIDADE PSGIMA ΨΣ

CÁSSIA FERRAZ LOURO CARLA SUÉLEN SILVA ALVES JÚLIO JESUS FERREIRA MONTOYA KALEB FERRAZ LOURO LUCILENE DA SILVA PEREIRA MARIANA LEMES DA CRUZ FERREIRA

PROF ORIENTADOR: EVANDRO FRANÇA

Várzea Grande 2012

do Curso de Engenharia Civil.CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VÁRZEA GRANDE NÚCLEO DE ENGENHARIA CIVIL CICLO DE STIRLING Trabalho apresentado como exigência para a obtenção de nota na disciplina de Projeto Unificado. VÁRZEA GRANDE 2012 . ministrado pelo Centro Universitário de Várzea Grande – UNIVAG.

.......................................................................................1 Objetivo Geral....................................................05 4...............12 9........................ PARTE EXPERIMENTAL ............................................................................................................................................06 6.......................................14 .....4 Eficiência Térmica................................................................. ANEXO 1...............................................................13 10................................................. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA...........02 2........07 6...................................................................................................................................................2 O Ciclo de Stirling.......................... OBJETIVO...05 5............................................1 Principio Termodinâmico...........................07 6.....................................................................................................................................2 Objetivo Específico..............06 5........................................................................................................................................................09 7................................ JUSTIFICATIVA................... LISTA DE FIGURAS E EQUAÇÕES........................03 3...................... FERRAMENTAS DE ENSINO.......................................06 5.......................................11 8................................................................................................. INTRODUÇÃO..................SUMÁRIO 1. REFERÊNCIAS ..........................08 6.............3 O motor de Stirling ........................07 6............................................. CONCLUSÃO .........

...... 4 ................................................................................... 3 ....................... 1 ......................................11 Eq.......09 Eq...........................................................08 Eq........................................................................................07 Fig.........................................................................................................................................09 Eq........................ 6 ....... 2 ........................................................... 2 ...................................................... 1 .......................................................................................................................................................... 3 .............................................................08 Fig................................................................................................................................................................................. 5 .10 02 .........................................................................1.................................................10 Eq..................... LISTA DE FIGURAS E EQUAÇÕES Fig......10 Eq..............................................................................................................................

na sua expansão e compressão. no seu lado quente. Willian Rankine. o ciclo Stirling é capaz de produzir trabalho. em substituição aos compressores selados atuais. atualmente há algumas empresas se especializando na fabricação dos motores Stirling. Em 1816.ciclo Rankine). como foi usado em 1873. absorvendo calor no estágio de compressão e liberando trabalho ou mais calor na fase de expansão. há até mesmo. aproveita a energia térmica (calor) de outra fonte. A energia desta expansão pode ser usada para mover motores. Apesar de as pesquisas de aplicações serem recentes. Esta divisão ocorre devido ao estado do gás ou fluido de trabalho durante o ciclo termodinâmico. 03 . Algumas empresas estão desenvolvendo refrigeradores e caixas térmicas que funcionam a partir da queima de gás e também a partir da energia solar. que pode ser aproveitado para a geração de energia e também pode funcionar como uma geladeira. entrem em desuso. Ou. devido à viabilização do ciclo Stirling e outros ciclos. o ciclo Stirling. A parte fria do motor Stirling é o congelador (evaporador dos atuais . como os CFC’s ou fréons e outros líquidos refrigerantes. basicamente dois lados ou partes. A partir desse calor. O ciclo Stirling. que é aquecido externamente. como concepção em si. INTRODUÇÃO O ciclo termodinâmico Stirling permite a construção de motores que podem funcionar a partir de uma fonte de calor qualquer. criou um ciclo que foi mais aceito para o uso na refrigeração por causa do advento dos fluidos refrigerantes. os condensadores das termoelétricas. sendo forçado a entrar numa câmara de volume maior que o inicial. Nesta época foram criados alguns protótipos com uso do ciclo Stirling. que pode ser proveniente da queima de algum combustível ou de certas quantidades de calor rejeitadas em outros ciclos. para refrigeração e/ou aquecimento. gerar energia. A primeira é a parte quente e a outra é a parte fria. espera-se que os motores de combustão interna. é bastante antigo. Em breve. absorvendo e liberando calor. pesquisas que desenvolvem motores que simplesmente operam a partir de uma fonte sonora.2. Os motores Stirling têm. onde o gás pode expandir-se livremente. As pesquisas são recentes em todas as partes do mundo. que trabalham com a queima de alguns derivados de petróleo na forma líquida. ou outra aplicação que se desejar. Outro contemporâneo do Stirling. como por exemplo. ou o escapamento dos automóveis. o engenheiro escocês Robert Stirling criou um modelo de um motor que utiliza um determinado volume de um gás qualquer. nas suas várias configurações.

por exemplo. as inovações proporcionaram um aumento de eficiência na geração de médias potências com menores investimentos. quando se deseja o uso alternativo aos combustíveis fósseis. Refrigeradores Stirling incorporam ao motor o uso de “pistão livre” (denominados internacionalmente de: Stirling Free-Piston) e o uso de hélio ou nitrogênio. Este motor pode operar a partir de uma fonte térmica. por causa de sua eficiência. O ciclo Stirling pode também ser usado em outras aplicações. alcançada sem o uso de flúor carbonos como fluido de trabalho. que normalmente está sendo desperdiçada ou eliminada por outro processo qualquer. em vez de CFC’s e HFC’s. que é considerada por muitos como a melhor em relação a outros métodos de geração e. Os motores Stirling estão sendo estudados. o que é muito bem visto. tanto que as grandes corporações estão cada vez mais usando e desenvolvendo esta tecnologia. o ciclo mais utilizado (e por isso mais estudado) nos refrigeradores domésticos. o ciclo Stirling pode ser usado como alternativa. que pode ser convertida em energia elétrica. Para estes casos. Portanto. como a Daimler Chrysler Corp. O que possibilita essa redução nos custos é a significativa eficiência do ciclo Stirling. Habitualmente. o motor Stirling pode estar convertendo algo. em trabalho útil ou energia elétrica. ou energia cinética. como no caso da utilização de um motor para obtenção de trabalho mecânico. nos últimos anos do século passado. normalmente “perdido”.Contudo. é o ciclo Rankine. 04 . são os principais responsáveis pelo desenvolvimento e aprimoramento da tecnologia Stirling para uso na refrigeração. atuando com mais eficiência e de maneira ecológica se comparado com os refrigeradores que ainda utilizam CFC’s ou HFC’s. principalmente. quanto a sua viabilidade para a geração de energia elétrica. Os grandes fabricantes de veículos automotivos.. por exemplo.

05 . O motor Stirling permite a demonstração da conversão direta de energia térmica em energia mecânica de maneira diretamente observável e fácil de ser estudada. Normalmente. JUSTIFICATIVA Interesse renovado tem ocorrido por essas máquinas por diversas razões: interesse na conservação da energia.FERRAMENTA DE ENSINO Estes motores são adequados ao estudo teórico de ciclos termodinâmicos. é difícil observar a relação direta entre o consumo de combustível e a potência gerada. 4. necessários em qualquer currículo de engenharia. preocupação ambiental e a habilidade do motor em funcionar por períodos prolongados com pouca ou nenhuma manutenção.3.

pode utilizar praticamente qualquer fonte energética: gasolina. O princípio fundamental de um motor Stirling é que uma quantidade fixa de gás é encerrada no interior do motor. metanol. Esse tipo de motor apresenta diversas vantagens: é pouco poluente e verdadeiramente multi combustível. O ciclo Stirling envolve uma série de eventos que alteram a pressão do gás no interior do motor. óleo diesel. identificando e resolvendo os problemas do projeto. dilatação térmica e temperatura. por exemplo. o motor de combustão interna. gás natural. Dentre os conteúdos de suma importância cabe destacar as trocas de transformações termodinâmicas. 5. buscando atualização profissional e compartilhando ideias. correlacionando as semelhanças e identificando as diferenças no seu funcionamento.2 Objetivo específico O sistema que criaremos é chamado de motor Stirling (motor térmico). 06 . A sua maior desvantagem consiste na dificuldade de iniciar e variar sua velocidade de rotação rapidamente. etanol. a fim de verificar os seus princípios de funcionamento e utilizá-los relacionando-os com a teoria que fundamenta a Física Térmica e as Máquinas Térmicas: Termodinâmica. 5. transferência de energia térmica. Basta gerar uma diferença de temperatura significativa entre a câmara quente e a câmara fria para produzir trabalho (quanto maior a diferença de temperatura. biogás. tecnológicos e instrumentais aprendidos em sala à Engenharia. maior é a eficiência do processo e mais compacto o motor). OBJETIVO Os objetivos desse trabalho consistem na montagem de um motor tipo Stirling. agindo em equipes. sendo complicado o seu emprego em veículos como carros e caminhões. fazendo com que ele funcione. científicos. energia solar.5. Depois de ter concretizado o experimento você deverá ser capaz de relacionar esta com outras máquinas térmicas como. energia térmica. GLP.1 Objetivo Geral O objetivo desse projeto é fazer com que os alunos envolvidos saibam aplicar conhecimentos matemáticos. água e outros. calor geotérmico.

Diagrama PXV do ciclo Stirling Onde: 1-2 – Compressão isotérmica (na qual há também rejeição de calor). Qualquer ciclo termodinâmico é formado de uma série de processos termodinâmicos que retornam o fluido de trabalho ao seu estado inicial. uma propriedade é comumente mantida constante.2 O Ciclo Termodinâmico Stirling A figura a seguir representa o funcionamento do ciclo Stirling. Figura 1 . Durante muitos desses processos. A compreensão básica deste ciclo podem frequentemente mostrar ao engenheiro como melhorar a operação e o desempenho do sistema. com suas diversas fases. 6.1 Princípio termodinâmico Quase todo tipo de energia mecânica produzida hoje é conseguida a partir da conversão de energia térmica em algum tipo de máquina térmica. adiabáticos (sem transferência de calor) e isoentálpico ( entalpia constante). FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 6. isobáricos (pressão constante). 4-1 – Calor é rejeitado a volume constante. A operação de todo ciclo de máquina térmica pode usualmente ser aproximada por um ciclo termodinâmico de potência ideal de alguma maneira. 07 . isentrópico (entropia constante).6. isométricos (volume constante). 3-4 – Expansão isotérmica (há também transferência de calor ao fluido de trabalho). 2-3 – Calor é transferido ao fluido de trabalho a volume constante. Isto inclui processos isotérmicos (temperatura constante).

todo ciclo termodinâmico envolve transformações com a variação de uma destas três grandezas fundamentais dos gases. Com a defasagem no virabrequim. É claro que essa descrição se constituiu na configuração mais básica e simples do ciclo Stirling. pressão (P) e volume (V) com o número de moles (n). a mais fácil de ser entendida e por isto é a utilizada nesse projeto. no momento em que está na posição inicial a bexiga está um pouco esticada. que relaciona as propriedades do gás: temperatura (T). No projeto proposto. mas existem motores com configuração alfa de multicilindros. A configuração “alfa” do Motor Stirling é de certa forma. o ar aquecido empurra o deslocador para cima. que podem ser relacionadas de acordo com a equação. o virabrequim faz com que a bexiga seja empurrada para baixo. Ao subir e atingir o ponto mais alto de seu movimento. Ou seja. fazendo ar frio Eq. 1 08 . De acordo com a lei dos gases ideais. temos o seguinte: PV = nRT onde R é a constante universal dos gases.3 O Motor Stirling O motor Stirling é um motor térmico que trabalha a partir da energia proveniente da expansão e contração de um gás.Um exemplo desse processo é mostrado na figura abaixo: Figura 2 – Esquema do funcionamento do Motor Stirling 6. fazendo o virabrequim dar meia-volta.

ele expande para realizar trabalho sobre o pistão. Quando não há matéria entrando ou saindo do sistema. Quando o pistão se move para dentro do cilindro. alguma quantidade de calor é rejeitada pelo sistema. isto é. então. O máximo desempenho é a produção da quantidade requerida de trabalho utilizando a quantidade mínima de calor. ele é chamado sistema fechado. trabalho é realizado sobre o gás. ou tão complexo como uma planta de potência. Quando o gás é aquecido. Isto esfria o gás dentro do recipiente e com isso há a compressão isotérmica. Uma máquina térmica recebe calor e produz trabalho enquanto executa um ciclo. o calor líquido transferido é igual ao trabalho líquido produzido: Eq. 6. Em cada ciclo completo de uma máquina térmica.entrar na base do recipiente de pressão. Uma máquina térmica pode ser tão simples como um gás confinado em um dispositivo pistão-cilindro. Eficiência térmica é definida como a fração do calor bruto adicionado à máquina térmica durante um ciclo que é convertida em trabalho líquido devolvido: Eq. 3 Qsai é recolhido no terminal frio à temperatura absoluta TL Qentra é transferido ao sistema pelo terminal quente à temperatura absoluta TH 09 . o trabalho líquido feito pelo sistema é menor do que o calor recebido por ele. 2 Qentra – Qsai = quantidade bruta de calor fornecido menos quantidade bruta de calor rejeitado. nem todo o calor recebido pelo sistema é convertido em trabalho.4 Eficiência térmica O propósito de um motor é converter a energia suprida como calor ou energia retida em combustível para trabalho. Nas etapas a volume constante não há realização de trabalho. De acordo com a primeira lei da termodinâmica .para qualquer ciclo ou sistema fechado. O ciclo é completo com o efeito final de que calor foi convertido em trabalho. Como Qsai diferente de 0.

6 Desta relação pode-se deduzir que quanto maior a diferença entre as temperaturas dos terminais quente e frio.A escala de temperatura absoluta estabelece que a quantidade relativa de calor transferido “de” e “para” um sistema que realiza um ciclo reversível entre dois às temperaturas TH e TL são iguais às relações entre as temperaturas dos reservatórios: Eq. Como o motor Stirling também é uma máquina térmica que opera um ciclo reversível entre dois reservatórios térmicos. maior a eficiência do motor. 5 Que é usada para expressar a eficiência de uma máquina de Carnot e fornece o máximo valor de qualquer ciclo operando entre dois reservatórios térmicos. 10 . a eficiência térmica de uma máquina que opera reversivelmente entre dois terminais às temperaturas TL e TH é definida como: Eq. sua eficiência também pode ser expressa segundo os mesmos princípios: Eq. 4 Assim.

onde se encontrou diversos modelos interessantes e que utilizavam materiais de fácil acesso. A tabela com os materiais e os preços está em anexo ao projeto. Porém escolheu-se apenas um modelo. PARTE EXPERIMENTAL Para a construção do Motor Stirling foi feita uma pesquisa na internet. mostrado a seguir: Figura 3 – Modelo do Motor Stirling Para a realização do experimento será utilizado alguns materiais de fácil acesso.7. 11 .

para uma maior difusão destes motores no cenário de geração de energia elétrica e calor de forma sustentável. de forma a não gerar impactos ambientais. CONCLUSÃO No constante desenvolvimento de novos materiais (visando um menor custo de aquisição das máquinas do Ciclo Stirling) e a nova tendência mundial na obtenção de energia elétrica.8. são fatores que servirão. dentro de um futuro próximo. 12 .

29 Luva de PVC ( 20mm) R$ 0.40 Bucha de redução 25x32 R$ 0.40 Câmera de Bicicleta R$19.59 Dínamo R$ 100.9.00 Lata de Energético R$ 9. Anexo 1 Lista de Materiais e preços Quantidade 01 0 01 04 04 01 01 01 01 01 02 01 01 01 01 01 02 01 01 01 01 01 05 Material Preço Virabrequim (Raio de Bicicleta) R$ 1.00 Lata de Pêssego R$ 4.00 Buchas de Bronzina (Encontrada em toca cds de carros) Reciclado Joelho de PVC (20 mm) R$ 0.00 Porca R$0.80 Parafuso R$ 0.40 Bucha de redução 40x50 R$ 0.00 Raio inox (2mm) R$ 1.00 Suporte de Madeira Reciclável Chapas de alumínio Reciclado Cds R$ 5.00 Botões de Volume de Rádio Reciclado Braçadeira de Tubulação de aço inoxidável R$ 2.40 Bucha de redução 32x40 R$ 0.00 Total R$ 190.37 Lata de milho (73mm de diâmetro) R$ 2.80 Lata de óleo desengripante (57 mm de diâmetro) R$ 10.50 Cola de Silicone de alta temperatura R$ 9.75 13 .00 Balão de Festas (Grande) R$ 7.

ifi.uab..10.if.. Disponível em: <www.pipe.br/portal/defesas/tese/008.. Disponível em: <www..br/search?q=motor+stirling> 14 . Disponível em: < ice.pdf> O uso do Motor Stirling.ebah.ufpr.br/~lunazzi/..com/2012/. REFERÊNCIAS Projeto Motor Stirling – Unicamp.pdf> Projeto Motor Stirling.PIPE ...pdf> Projeto Motor Stirling – UFRGS.unicamp. Disponível em: < www./RenatoP-Llagostera_RF2.pdf> Introdução ./art-218-222. Disponível em: <eccehomo.Universidade Federal do Paraná. Disponível em: < stirlingbrasil.cat/congresos2009/eprints/cd_congres/.pdf> Ciclo Stirling. Disponível em: < http://www.> Motor de Stirling.ht./projeto-motor-stirling..blogspot.com.me/mleft/2ano/fex3/FEX3_TL2-Stirling.br/~dschulz/motor.ufrgs.