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N.Cham.

981.05 B823 2.ed Título: O Brasil Republicano

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80633 Ac. 28574 N" Pl!t.:273/2009 I • ••

IZAÇÀO Rio ti IIHASILEIHA '.Organizado por Jorge Perreira e Lucilia de Almeida Neves Delgado o Brasil Republicano o tempo do nacional-estatismo do início da década de 1930 ao apogeu do Estado Novo Livro 2 2aedição ClIVII./111 Iro 007 .

" .Estado.. do Brasil da Fundação Getúlio Vargas l. . classe trabalhadora e políticas sociais Maria Celina D'Araujo Professora do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal Fluminense e pesquisadora do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea (CPDOC/FGV).

Vargas passou para a história com uma imagem positiva no que toca à temática aqui abordada: "patrono" da legislação social. essa transição e associou. bem como as políticas públicas voltadas para as questões sociais durante o primeiro governo da era Vargas (1930-1945). sua 2 15 III : ~ ) I . à propaganda política. como presidente da República. mas também têm apontado para uma mudança na cultura brasileira a partir de então. seu nome à modernização social. Foi nesse período que se veiculou ostensivamente a existência de políticas sociais voltadas apenas para a população trabalhadora urbano-industrial embora não tivesse brotado ali a iniciativa estatal na regulação do mercado de trabalho ou na previdência social.As relações do Estado brasileiro com o movimento operário e sindical. uma nova forma de regulação das relações capital-trabalho cuja legitimidade foi garantida para além do tempo histórico conhecido como era Vargas. são temas amplamente estudados pela academia brasileira em seus vários aspectos. mas também ao seu carisma pessoal. dentro de uma perspectiva de desenvolvimento econômico orientada por um Estado de recorte corporativista. Os estudos têm mostrado as limitações dessas imagens. Mas certamente nascia. benfeitor. Não se trata de analisar a genialidade ou o oportunismo político de um presidente. Graças à historiografia estado-novista. mas entender um processo maior de transformação que estava em voga: a transição de uma economia tipicamente rural para uma urbano-industrial. nesse período. de maneira indelével. estadista que outorgou os direitos ao trabalhador brasileiro. Vargas liderou. O que pretendemos aqui é examinar essas mudanças e seus impactos 11 11 sobre a organização do trabalho na sociedade brasileira. São também os temas mais lembrados pela sociedade quando se pensa no legado varguista. "pai dos pobres". De outra parte.

efbtos deletérios ou positivos do populismo. de forma hábil e convincente. 11 vidad p lrt!'n i produziu-se. subestimou a democracia política como recurso eficaz para garantir os direitos dos trabalhadores ou até mesmo o crescimento econômico. sem iniciativa e. foi recorrentemente lembrada como patrimônio trolc e tatal intimamente os r 11) ritn i 1101110l11uncl d ti'. O capitalismo era apontado pelos teóricos do corporativismo como um modelo econômico e social gerador de desigualdafomentador de conflitos e de lutas entre as classes. a doutrina corporativista ganhava vigor em vários países e era apresentada como alternativa tanto para o capitalismo quanto para o socialismo. era condenado. O socialismo. Ao longo da história foi se firmando também a impressão de que tudo o que pudesse ser alt'êrâCiõ na legislação produzida nesse período estaria. Na prática. por definição. que assustava o mundo liberal.IIUA I U I I' 111 II AN ~ I ALI I. E que essa 11 vidad fi x \I L ]' ligada a tudo o que o país produziu desde então em tcrrn ti políticas sociais. SINDICATOS E ESTRUTURA CORPORATIVA Quanto aos sindicatos. portanro. Paralelamente. ainda. IA I 11A 11A III A Ii I1 A I I I I1 I A I AI gestão também ficou associada a autoritarisrno políti o.' Com ela. foram inicialmente. incapaz de fazer correções na sociedade. mas principalmente Foi por ser assim considerada que parte de seus dispositivos já havia. das relações entre o mundo das empresas e dos empresários e o dos trabalhadores. Essas pesquisas apontam para diferentes visões e procuram demonstrar vários ~ontos de vista': dependência d~ sindicato em relação ao Estado. A ditadura do proletariado. evitar o conflito e banir 2 17 . ou seja. O modelo doutrinário que inspirou o sindicalismo brasileiro foi o corporativismo. mazelas (ou benefícios) do peleguismo. a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). des. no Brasil. que se destinaram apenas a regular os interesses do trabalho no setor urbano. Os sindicatos de trabalhadores foram objeto de variados e detalhados o que por sua vez criava instabilidade. bnlb : gula [ 011laç es en trc capital e trabalho. examinaremos como o Estadõbrasileiro se equipo~ institucionalmente para formular e implementar as políticas soci~íS"que introduziriam e viabilizariam esses direitos. O Estado capitalista era entendido como um agente fraco. buscava-se mant 'r as hierarquias mas diminuir as desigualdades sociais.pelo menos. de política sindical e de legislação social. miséria e guerras. direitos sociais. é importante lembrar. e por muitas décadas. controle e repressão sobre os trabalhadores ou sua iniciativa política. associados a direitos do trabalhador inserido no mercado formal. essa separação seja apenas metodológica. das relações de trabalho. A partir da década de 1990. 2001). para o bem ou para o mal. portanto. por negar valores tradicionais das culturas e das religiões de cada país. aspectos aqui separados para efeito de análise. Por isso mesmo estaremos lidando com um dos temas mais sensíveis da sociedade brasileira ainda nos dias de hoje: construção de direitos e de garantias para o trabalhador. de 1943. associado a uma mutilação de direitos. autonomia ou heteronomia da classe trabalhadora. quando ganha fôlego no Brasil a discussão-em torno da reforma do Estado e da possível modernização do trabalhador. No início do século XX. Construiu-se. embora muitas vezes. De comum a todos esses estudos fica a impressão de que. Falaremos de sindicatos. crises financeiras. Mais do qu i s . antes. novas formas de opressão e de conflito. Ou seja. estudos. por seu turno. sido incorporada à Carta de 1988. ascendência do Partido Comunista ou dos comunistas sobre o trabalho organizado. Em segundo lugar. que a regulação produzida nessa fase da era Vargas atingia patrões e empregados. débil. como mostra Santos (1987). os anos 1930 marcam o início de uma 2 16 Diante desse diagnóstico. entre outras coisas. por impor pela força o que seria uma falsa igualdade social. a estrutura sindical montada destinava-se a enquadrar e a regular a representação das atividades vinculadas a capital e a trabalho. a proposta corporativa era apresentada como uma saída intermediária entre esses dois sistemas. em primeiro lugar. influências do corporativismo etc. no mercado e na produção.iuma doutrina que associou autoritarismo a direitos ou que. era pois geraria percebida pelo corporativismo como uma solução equivocada. uma ideologia de que a democracia política era incompatível com a resolução dos conflitos sociais e de que só o Estado estaria apto a dar as soluções cabív~'is nesses casos. por pregar o materialismo e. o que representava cerca de 3% da população trabalhadora de então (Rose.

precisa ser atraído. A lógica do modelo.! Para a doutrina corporativa a população deveria colaborar com o governo. para cada profissão haveria um e apenas um sindicato de trabalhadores. a complexidade dos problemas morais e materiais inerentes à vida moderna a intervir mais diretamente. 2. não permitia a pluralidade sindical. que caracterizou o século passado. 135-136). de uma maneira geral. voI. p. 97-98). se a sociedade fosse ordenada em grandes áreas de atividade. dem estabeleci da. procurava resgatar a idéia das corporações existentes na Idade Média. em transformar o proletariado numa força orgânica de cooperação com o Estado . regular e disciplinar (Vargas. comunicação e publicida I 'j crédito. obrigando-o como órgão de coordenação nômica e social (Vargas. estabeleceu oito grandes ramos de atividade aos quais corresponderiam uma confederação de trabalhadores e uma de empregadores. as modernas corporações que cumpririam esse papel organizador. nos diversos setores da atividade eco- evolução social. Do lado dos empresários também haveria uma vasta rede de sindicatos reunindo empresas que tivessem atividades afins. A Para tanto. p. no plano macro. não foi igual ao Estado Novo de Vargas (1937-1945) ou às outras experiências conservadoras ou nazi-fascistas na Europa. experimentados das forças produtoras. a partir de 1939. amparado e garantido pelo poder público. penso não errar afirmando que a causa principal de falharem todos os sistemas econômicos. indústria. contrar limite e corretivo na preocupação Não há nessa atitude nenhum indício de hostilidade ao capital. o Estado precisaria ser investido de mais poder. vol. 1938. 1938. justamente. o individualismo excessivo. Issç fica bem expresso nas palavras de Getúlio: . profissões liberais. Esse formato ficará mais laro no decorrer do artigo. Os partidos e as organizações políticas típicas da política liberal. mas sim dos grandes ramos .. cuja atividade alargou o poder de ação do Estado. para o corporativismo. e a melhor forma de se expressar essa colaboração seria através de ativi2 18 Julgava-se que. corporativismo. vol. concebidos como responsáveis pelos conflitos. cumpre. hierarquia social. 116). deveriam ser substituídos por novas organizações que produzissem o consenso. o que por sua vez definiria. os interesses mais amplos da sociedade. que. gerar harmonia social. 3. progresso. Os sindicatos dessa rede eram considerados ór l os 2 19 . e direção. educação e cultura. No caso do Brasil. através de sua elite dirigente. dad s cfvi a n rni a . seria mais factível conciliar interesses do capital e do trabalho. p. período entendido P?r essa doutrina corno exemplar em termos de conciliar. definir novas formas de organização e de participaçâo-Dentro dessa preocupação julgava-se que as sociedades deveriam ser organizadas não a partir de ideologias políticas. antes de tudo. há que se lembrar que a idéia geral sobre o que seria um novo Estado sofreu adaptações nos vários países onde o corporativismo teve adeptos. falta de organização mentos dinâmicos preponderantes para estabelecer o equilíbrio do capital e do trabalho. Dessa referência às corporações m~ài'evais vieram os nomes: corporativo. 1938. isto é. Dentro dessa concepção os sindicatos seriam. fenômeno da produção.'A' a luta de classes. Eram eles comércio. Mas o melhor meio de garanti-I o está. (Vargas. mas ajustes foram realizados no sentido de adaptar a doutrina à realidade ou aos desejos de cada caso. elese encontra na livre atividade permitida à atuação das no. o governo formularia as dir trizes para a nação e caberia a todos colaborar nesse esforço. 3. transporte terrestre. energias naturais. A CLT. O corporativismo. Na proposta corporativista caberia ao Estado. e não através d a p lítico-partidári •.. Dessa maneira buscava-se que todos os interesses e preocupações de uma área tivesse~ um único canal de expressão. religião e or-. fluvial e aéreo.da produção ec~~Ô~ica. dentro dessa vocação doutrinária. em Portugal. precisava enpredominante do interesse social.. Para Vargas. transpore marítimo. ao contrário. desenvolvimento e paz. Dessa maneira. o Estado Novo d~Antônio de OÚveira Salazar (1928-1974). Todos tiveram uma fonte inspiradora comum. Apesar desse apelo comum. Ainda segund Getúlio. Examinando detidamente o fator econômico de maior predominância na divergências ideológicas deviam ser banidas.

a atividade sindical começara entre nós com várias tendências políticas. o corporativismo estatal representou uma das mais sofisticadas e au. férias.3 AS LEIS SINDICAIS DE 1930 A 1945 toritárias formas de governo que já se conheceu. Por essas e outras razões. para o trabalho da mulher e do menor. As fOl'<. através dos sindicatos. o governo tinha instrumen. cada indivíduo é concebido c~T~J?arte do Estado. direito de greseguro de saúde. do século XIX. doria. ].lIs reacionárias do capital e as tendências subversivas do operariado s50 igual mente nocivas à Pátria e não podem contar com o beneplácito dos poderes públicos [. mesmo sem ser um doutrinário corporativista. o Ministério do Trabalho seria o agente regulador de toda essa rede organizativa..para os trabalhadores urbanos . trabalhavam Foi para fazer frente às adversidades que advinham desse modelo. adicionais de insalubridade. haveria federações no plano estadual e confederações no nível federal. Tinha também como meta criar atrativos para os trabalhadores saírem do campo e se dirigirem ao trabalho industrial nas cidades.. assim. Nos anos 1930.. silenciar as diferenças ideológicas. que os trabalhadores começaram a organizar seus sindicatos. Esse corporativismo estatal prega não haver lugar para interesses 'PSlr~icularçs. Também entre nós a principal meta era acabar com o conflito político. ao criar alguns direitos apenas . e' . e com a outra. Visava a impor uma filosofia social em contraposiçáo à filosofia individualista do liberalismo ou à filosofia classista do socialismo. Nosso modelo sindical foi. entre elas a socialista e a anarquista. com uma das mãos o governo reconhecia os sindicatos como instrumentos de organização. talvez o mais importante. Datam ainda da virada do século XIX para o XX as primeiras leis sociais e sindicais que. ainda no caso do Brasil. de colaboração de classes [.•• 1 (i tempo de substituirmos o velho e negativo conceito de lutas de classes. lá na base. desde o início do século XX até meados da década de 1930. 11'1 fun õcs públicas. voltada. cal.foi criada a Comissão de Lcgislação Social na Câmara dos Deputados com a finalidade de examinar o 111' i 2 2 1 . Segundo suas palavras. p r mais JUNCOS qll • S 'JIII1I seus' interesses e reivindicações.11 II A II li I IIIJ 11 I I A N I I A 1I () . mobilização. ve. Esta se faz de cima para baixo e. o Brasil era um país rural e a maior parte da população (75%) ainda estava no campo. p '10 novo.. disputas políticas. criava restrições para que esses sindicatos pudessem ser usados pelos trabalhadores como instrumentos de reivindicação e de. posto que pertence a uma única organização que é parte da máquina estatal. Desde o fim do século XIX. beneficiam os funcionários públicos e aos poucos vão se estendendo aos funcionários das empresas privadas e vão ganhando uma ação mais focal. é daracterizado por ser forma vertical de organização. de menores etc.\ 1 n '111 os op 'I' dos nem os patr cs têrn o dir ileo. seguro para acidentes de trabalho. O Poder Legislativo foi sensível às pressões do tempo e. de perder de vista a própria sorte do I Ir . em 1917. A visão oficial do governo acerca dos sindicatos seu papel está bem expressa no discurso do ministro Lindolfo Collor. e várias greves importantes ocorreram no país. especialmente no que toca aos baixos salários e às precárias condições de saúde ' assistência social. que é o que está em jogo e deve preocupar a atenção de tod s nós 1 . A legislação sindi-. uma velha demanda dos trabalhadores em todo o mundo. através dos quais iriam reivindicar uma agenda de direitos qu . O corporativismo. por exemplo. e onde se impôs. . em geral. Ou seja. o fez de forma autoritária. I fi I I 11 A 11 A "I A 11 li A I II II I I 11 ( A () IA I prlvnd s. e ficavam diretamente subordinado Na ponta. Seriam organizados no plano municipal. redução da jornada de trabalho. aposenta- regulações específicas para o trabalho No Brasil não foi diferente. Além disso .] Tanto o c::1I itnl como o trabalho merecem e terão o amparo e proteção do Governo. incluía melhores salários. construtor e orgânico. 220 Os sindicatos surgiram no mundo no decorrer revolução fundamente industrial se consolidava. C ao govcrn través do Ministério do Trabalho. construído visando ao controle social que pudesse levar à construção de um país harmonioso e pacífico. evitar greves ou até mesmo silenciar o movimento operário. tos poderosos para controlar as atividades desses trabalhadores. partilhava da idéia de o Estado ser o agente de regulaçâo dos conflitos entre capital e trabalho. que. quando e moravam.. introdu-' zia uma maneira de tornar o trabalho industrial mais atrativo. li A sociedade industrial alterara pro- a maneira como as pessoas viviam. por essa razão.

. O Conselho tinha também. decreto n? 19. esteve ligado em suas origens a várias tendências políticas. a idéia veiculada 11 Estado Novo de que a legislação trabalhista fora outorgada por um Estado protetor deixa de lado uma tradição organizativa e reivindicativa. a legislação nessa área mostra que já havia preocupação do governo com o tema e que não é apropriado. o decreto se notabilizava em quatro aspectos: or nnização sindical regulada pelo Estado. Esse não era.iam se tornando sensíveis à questão social e buscando maneiras de contornar os desafios. dizer que a questão' social 'apenas começou a ser tratada pelo "governo depois de Getúlio. Em primeiro lugar. contudo. No mundo todo. com essa preocupação. regulamentada pelo decret n? 20. Nessa rápida retrospectiva na política social anterior a 1930 convém lembrar alguns dados importantes. cobrindo 190. de 12 de agosto de 1931. 1987). A L ·i de estrangci- liram para urras categorias profissionais. A esse respeito tornóu-se polícia'" célebre uma idéia:· gerada na era Vargas de que. por sua v ''/. a questão social era um "caso de e não objeto de políticas públicas. O segundo dado é que. inclusive na Europa e nos Estados Unidos. ainda em novembro de 1930. autonomia limitada e unicidade sindical. entre elas a socialista.Executivo e Legislativo .770. Com a criação desse ministério. algumas categorias profissionais começam a ser beneficiadas com leis de proteção contra acidentes de trabalho e a lei de férias foi se expandindo para várias categorias. apesar de extensas em benefícios. Ainda antes de 1930. A regulação do mercado de trabalho era feita em várias frentes e a nacionalização do trabalho cru uma forma de quebrar a influência estrangeira entre os trabalhadores. Marcou também o fim da autonomia do movimento sindical e o início da vinculação sistemática d s sindicatos ao governo através do Ministério do Trabalho. 223 . e em 1932 pularam para 140. estipulando que os sindicatos fossem reconhecidos pel Ministério do Trabalho. E as 1'(\zões para apagar essa memória eram políticas. em 1923. II ti' r i I( 'Ill I irmos de uma lcgi I. foi exclusivo dessa época. Outro passo decisivo nesse campo foi a criação do Conselho Nacional do Trabalho." Em 1927 surgiu ainda outro Código de Menores. com a Lei Eloy Chaves. um fenômeno tipicamente brasileiro nem. Indústria e Comércio. Pu o Finalm til' t III ti I mbr r qu 'a' I 'I f ('0171 11 cguida rn 'n . .000 aposentados e 9. no Brasil. e em 1926 já existiam 33 dessas institui ões. dos 2/3 procurava. a anarquista e a comunista. A contenção da influência do irabalhador nas fábricas e a valorização do trabalho nacional ficam explícitas pela Lei dos 2/3. <?u seja. 5 trabalhista para o p r . 0111 forte influência do trabalhador estrangeiro. matrizes ideológica que governo e empresariado tentavam barrar. de 12 de dezembro de 1930. decorreu algum tempo até que o patronato e o próprio governo viessem á considerar seriamente a questão social. o governo não dispunha de recursos para garantir e fis~alizar a aplicação dessas leis nas fábricas. Saiu dali a primeira lei sindical. os poderes públicos . em 1931. Em 1930 eram 47. pois funcionava da como instância recursal nos inquéritos-administrativos quando se tratava de apuração de falta grave cometid~ por-funcionário que tivesse mais de dez anos de serviço nas empresas ferroviárias.000 aposentados e 7. gradativamente.um braço jurídico. particularmente em São Paulo c Rio de Janeiro. o que de fato só ocorreu mais sistematicamente depois da Segunda Guerra. o Poder Executivo tomava diretamente para si a formulação e a execução de uma política trabalhista. aliás. ainda. AI' ente dorias e Pensões dos Ferroviários. a csf rços dos trabalhadores c da sociedade bra ilciru ' não apenas ao pioneirismo do Estado. neutralidade política.000 segurados ativos. dir t\ foi dado. criado. em 1923.000 pensionistas (Santos. evitar que empresas de propriedade ros preterissem o trabalho nacional.Iv I I It vo . atendendo 8. Nesse sentido. A lei. 10. As "caixas" se expan- principalmente. O sindicalismo brasileiro. Mas é certo também que o governo Vargas foi mais eficaz nessa área do que os anteriores.291. com diferentes funções e vinculado ao Ministério Agricultura. 22 2 A Revolução de 1930 marcou o início da intervenção direta do Estad nas questões vinculadas ao mundo do trabalho. antes de 1930.000 pensionistas.' Os sindicatos passavam a ser órgãos de colaboração com o Estado e qualquer manifestação política ou ideológica ficava proibida. Indústria e Comércio. portanto. só regulamentado em 1933. Já nessa ocasião estabeleciase que um único sindicato teria o monopólio da representação para toda urna categoria de trabalhadores na mesma localidade geográfico-administrativa. Composto de 21 artigos. Essa lei impedia que cada empresa tivesse mais de um terço de trabalhadores estrangeiros. que criava I.• :li .

Vemos que num prazo de quatro anos duas estruturas sindicais foram debeladas (a de 1930 e anterior a ela)." Esse decreto. com as atividades econômicas reunidas duas a duas. o monopólio da representa. novos procedimcnt s são pensados em relação ao controle sindical. proibia explicitamente as greves e ainda dava ao governo o direito de controlar as contas. sociais e legais de uma categoria profissional. Mantido até os dias de hoje. 1979). Em 1940 foi criado o Imposto Sindical. ou seja. :" mesmo para os não-sindicalizados. à esquerda e à direita. tem sido visto como uma forma vantajosa de organização para a classe trabalhadora. l1l111 1111'1' S \I 111 maneira unilat ral. representando os ramos da produção do país. as eleições e as atividades administrativas sindicais (Moraes Filho. entre eles 40 classistas distribuídos da seguinte forma: 18 empregados. O decreto n? 24. elaborar contratos. juntos. pela primeira vez. de trabalhadores e empregadores. Cabia-lhes defend~t junto ao governo os interesses econômicos. Um fator de estímulo à densidade sindical no início da década foi o Código Eleitoral de 1932. 1978). dois. de 1 3<. a eles ontinuidade na organização dos trabalhador (Martins. desaguando dentro do ministério. vinculado diretamente ao Estado. intensificada a partir do levante comunista de 1935. instaurada em 1937. qu no entanto manteve o sindicato único. portanto. era garantia de controle públi () e de limitações legais às capacidades de iniciativa e reivindicatória dos trabnlha dores . Mantinha-se o que passou a ser chamada pelos especialistas de "investi dura sindical" (Rodrigues. funcionários públicos (Gomes. 4ue criara uma pluralidade sindical limitada. Foi na área sindical." três profissionais liberais. pois evitaria as cisões de class . ess ' controle do Estado sobre o sindicato durou até a Constituição de 1988. e não ao grupo particular que representava.de seus sindicatos. 1968). A Constituinte foi composta por 214 representantes. O decreto-lei n? 1. de forma simétrica. IA I I It A li A l II A I It A I I' () I I1 I A IAI lbla que os patrões impedissem os trabalhadores de se sindicalizar punissem em função disso. !Jm mínimo de três sindi. os trabalhador '/) teriam mais expressividade nas reivindicações. O governo correspondeu à contestação operária com repressão e violência policial. Pelo menos 2/3 dos membros de um sindicato deveriam ser brasileiros natos. restaura a unicidade sindical de 1930. que estabeleceu a representação classista na Constituinte.era garantia de paz social. tem vários defensores. esse imposto foi uma fonte segura de financiamento estatal. afeita a servir aos interesses públi 'ON e coletivos. o que significa. O sindicato único. especialmente as do campo da esquerda. impor. manter cooperativas e prestar serviços sociais. empregadores e trabalhadores de uma mesma área de atividade. temerosos da força que um movimento grevista pudesse tomar. Em decorr ncia da ditadura do Estado Novo. determinava u~a pluralidade sindical desde que cada sindicato agrupasse pelo menos um terço de uma dada categoria profissional. Para os críticos da lei essa detcrminn 225 Essa lei sindical foi alterada em função do conteúdo da Constituição de 1934. modalidade de organização sindical que se enraizou entre nós e foi mantido pela Carta de 1988. 1993).U It A I L It I U J L I A N I Ali. 17 empregadores. que o governo Vargas mais inovou. na prática. Partilhando a noção de que a "união faz a força". mas essas inovações não foram impostas sem resistência do trabalhador e. Ao lado da bancada proporcional haveria uma. a essa ampla estrutura sindical então montada (Gomes e D'Arauj . de 224 . Na lógica da esquerda. O decreto de 1934 também terá vida curta.694. Para os setores conservad res. catos poderia ~~i~r'~ma federação sindical no plano estadual e um mínimo de cinco federações poderia criar uma confederação em plano nacional. de 1934. os ' estrangeiros só seriam aceitos como minoria nos cargos de direção e qualquer propaganda ou vinculação política' era expressamente proibida. 1979). uma contribuição de um dia de trabalho de cada trabalhador compulsória para o sindicato de sua categoria As antigas organizações de trabalhadores tinham de se adaptar a esse formato corporativo. via tributação sobre o trabalhador. limitava a intervenção do Estado nos sindicatos a um prazo máximo de seis meses mas mantinha a prerrogativa estatal do reconhecimento sindical.402. Com poucas mudanças. O sindicato continuava como uma figura de direito público. o através do sindicato único por categoria profissional. Havia um esforço do governo em promover a sindicalização ao mesmo tempo e. sua origem e extinção eram decisões estatais.m que procurava expurgar qualquer traço de preferência política. o sindicato único. Nascia e vivia à sornbrn do Estado. O formato corporativo ganhava detalhes que o compatibilizavam com a Carta de 19 7. Constrói-se uma pirâmide corporativa.

deveriam ser aprovados pelo ministério.U II A II II I' U 11 I I A N I 'liA 11AI" AI reduziria a capacidade de iniciativa dos sindicatos. contratos c letivos etc. Uma vez por ano os sindicatos. DE FINANCIAMENTO E "PELEGO" Um dos temas mais lembrados pela bibliografia é o da dependência do sindicato em relação ao Estado.nomes. por exemplo. ou seja. sindicatos pudessem se unir em algum. apenas associações profissionais registradas no Ministério do Trabalho poderiam ser reconhecidas como sindicatos. por sua vez. a solidariedade de classe. nos dizeres da propaganda estado-novista. A partir de 1939 essa dependência. sintetiza. também. bem definida pela legislação. estipulando sua base geográfica de ação. cria re nh i I r g c m nos d um tcrç d pr fi sion i d umn mesma categoria. endereços e outros dados de identificação. As associações profissionais. Em segundo lugar. sindicatos. Também se proibia qualquer vínculo c m organização sindical ou profissional internacional. a territ rialidade de seu monopólio. os direitos dos filiados. Entre os deveres do sindicato constava a obrigatoriedade de participar nas festas cívicas organizadas oficialmente pelo governo. onde tudo cstava previsto e regulamentado para todos os sindicatos. Transações imobiliárias. foram criadas datas-base distintas para cada categoria. bem como qualquer alteração estatutária. Uma vez por ano. Proibia também que E. esse modelo corporativo de controle e lhe dá sistematicidade. é operacionalizada de várias maneiras e fica explicitada. Havia um texto único. como vimos. O ministério expedia carta de reconhecimento sindical para uma categoria. Os estatutos. Em primeiro lugar. Era. precisavam da autorizaçã do ministro. Ficava também vedada ao sindicato e à associação profissional a propaganda ou qualquer veiculação de P! ferência política ou doutrinária. O desequilíbrio nas política de isolar as profissões entre si. a sociedade brasileira acabou aderindo ao modelo varguista de sindicato único. No caso em pauta havia um texto-padrão. Com isso procuravam-se evitar a articulação intersindical e limitar o diálogo do sindicato apenas ao patronato e ao governo. reivindicação. FORMAS pE CONTROLE SINDICAL.uma categoria profissional. dando voz ao trabalhador dentro do próprio Estado. suas finalidades. com espaços em mas que só entra em vigor em 10 de novembro do mesmo ano. federações e confederações prccisavam submeter seus orçamentos ao ministério. aprovada em 10 de maio de 1943. Um livro de anotações financeiras deveria acompanhar o orçamento e nele eram registrados todos os fatos da gestão financeira e patrimonial da entidade. burocratizado e estatalmente controlado. A infração a qualquer dispositivo da lei permitia a destituição da direção d siu 227 . isto é. proibindo uma articulação horizontal dóstrabalhadores. e que foram a marca do Estado Novo. temos os controles econômico e financeiro. ou fato que alterasse o funcionamento do indicato. e nesse aspecto a era Vargas teve uma sobrevi da inesperada. uma forma de evitar a luta de classes. basicamente. e de várias maneiras. os estatutos sindicais eram uniformizados partamento pelo DeNacional do Trabalho. o dissídio. Somente em casos excepcionais o sindicato 226 contas apresentadas nesse livro dava motivo legal para a intervenção do governo no sindicato. Uma delas estabelecendo que um sindicato responda apenas por. /I Em quarto lugar. Os estatutos são peças legais que definem a forma como uma d terminada instituição vai ser regida.t~~~~propôs e seu sucesso a respeito. A CLT evita na prática. através de seis aspectos. dava margem à intervenção do ministério através de seus delegad . Em terceiro lugar. das Leis do Trabalho. acomodaria os dirigentes e tiraria dos trabalhadores a possibilidade de criar organizações alternativas mais representativas A Consolidação para a defesa de seus direitos. Pesando os prós e os contras. para facilitar essa branco para serem preenchidos . Cabia ao ministro autorizar as parcelas do orçarnent que seriam usadas em certas rubricas. como assistência social. também "nasciam dentro do Estado" e precisavam de reconhecimento oficial para poderem exercer funções de representação pública. Como impressões mais gerais dessa legislação é sempre bom lembrar alguns dos objetivos a q\. sindical getulista ainda é sentido pela maioria dos representantes lhadores como o mais adequado às necessidades do trabalhador O legado de trababrasileiro. o relatório dos gast do ano anterior. Os estatutos-padrão definiam de que maneira os sindicatos poderiam investir seus bens e rendas. dos dirigentes etc. para aprovação do ministro. federações e confederações deveriam apresentar.

eram apenas esses sindicalizados que reelegiam os diretores. duas coisas: atender à minoria sindicalizada e não desagradar governo. onde são apenas os trabalhadores sindicalizados que. Graças a esse arranjo.ão material e financeiramente a essa vasta rede sindical que foi sendo gerada na era Vargas. Em sexto e último lugar. suspen- o imp t rn a' rim distribuído: 5% para as confcdcraçõc . que fosse considerado o ideal em termos de sua contabilidade. para que pagassem as despesas com aluguel. de forma que. o próprio sindicato limitava o número de sindicalizados e não permitia mais filiações depois de um cert número. Com as despesas básicas asseguradas através desse imposto. Nã havia. Não o regulava e estava livre para reprimi-lo. as chapas que concorressem às eleições da diretoria do sindicato tinham de ser aprovadas pelo ministério. A própria eleição tinha de ser aprovada pelo ministério. número da carteira profissional. N • imposto para atender a gastos especiais do governo. E ses filiados bem assistidos. tais como Oliveira Vianna e Segadas Viana. Para dar susterttaç. 15% I li' \ ) I iln Ia.a~5P!ll0 adeptas de ideologias contrárias aos interesses da nação. descontado na folha de pagamento. adequando-o ao novo formato do Estado corporativo emergente e ao processo de mudança econômica que o país atravessava. cada brasileiro empregado. como fornecer esses serviços para todos os trabalhadores. Redefinern-se as fu~~ ções do sindicato. garantiam a reeleição dos dirigentes. a repressão não se faz mais via polícia. dentistas. esses 20% eram destinados à Conta Especial d ' lilllprego e Salários do Ministério do Trabalho. Outras penalidades previam multas. também chamado Contribuição Sindical. Por isso. O que passa a ser feito é um intenso controle. era obrigado a dar um dia de seu salário. Em quinto. 600/0 para os sindicatos e 20% para Fundo Social do Minist . especialmente durante a dCJ1l 'I' I cia de 1945 a 1964. Na medida em. só eram eleitos aqueles diretores que o governo quisesse. Para permanecer nos cargos de direção eram necessárias. maram um grupo de sustentação dentro do sindicato e se perpetuaram cargos de direção.o Imposto Sindical era obrigatório mas a filiação sindical não o era. funcionários. Assim. ação do registro sindical. O Sindicato dos' Metalúrgicos de São Paulo foi. no fim. o sindicato deveria manter um livro de registros onde seriam anotados todos os dados pessoais de cada associado: nome. clubes de recreação. as federações estaduais e as confederações nacionais. Esta~ltima e mais drástica medida apli- as federações. assistência etc. Uma vez por ano. Ou seja. fechamento do sindicato por até seis meses e. basicamente. caso todos resolvessem se sindicalizar. tais como serviços médicos. Para tanto os candidatos tinham de apresentar o "nada consta" ou "atestado de ideologia" expedido pela Delegacia Especial de Segurança Política e Social. Muitas vezes esse dinheiro foi classificado como uma "caixinh I ' para atender a certas demandas políticas. idade etc.IIIIA II 1\I I' 1111 I AN IAII I IA '1ItAIIAIIIAIl( liA I I' II1I A IAI I "li 11111 'I'V '11 ã ministerial. nem sempre b 111 'NIH cificados. Em as de inexistência de ambas. garantem a fornos sobrevivência financeira dos sindicatos. Não se admitia a candidatura de pessoas tid. endereço. foi criado o Imposto Sindical. por muito tem229 .? Em síntese. A partir dessa data as coisas mudam substancialmente nesse campo. d . até 1930 o Estado brasileiro atuou de forma liberal na relação com o sindicato. c lir 'c rcs por 30 dias. como ocorre em vários outros países.rio do Trabalho. Esse dinheiro era recolhido pelo Ministério do Trabalho que o repassava para os sindicatos locais. 228 sindicais não precisavam fazer campanhas de mobilização junto aos trab \lhadores. Com esses controles eram preenchidos os procedimentos através dos quais a tutela sindical deveria ser exerci da segundo a visão de alguns de seus principais mentores. sindicalizado ou não. Em caso de não haver uma federação os recursos a ela I tinados iam para a confederação correspondente e vice-versa. que o sindicato passa a ser uma figura jurídica de colaboraçâo com o Estado. muitos dirigentes sindicais se acomodaram. O ministério usava part . os dirig 'IH • ::IV . no primeiro caso era preciso garantir benefícios para os sindicalizados. através de contribuições voluntárias. graças ao dinheiro de todos os trabalhadore .e a situações em que o sindicato entrasse em desacordo com as orientações políticas do governo nos planos nacional e internacional. devidamente regulado em uma série de leis. Formava-se então uma situação bastante típica e injusta: o pagamento do imposto era obrigatório para todos os trabalhadores mas apenas um pequeno número de privilegiados (os sindicalizados) usufruía dos benefícios que o sindicato oferecia . reproduzindo desigualdades sociais e um sistema social gerador de privilégios e exclusões. contudo.

quer por princípios ideológicos. sintomaticamente. Em t dos os tempos. enquanto concedia benefícios e direitos aos sindicalizados. Foi com essa estrutura sindical corporativa que os trabalhadores lidaram durante a ditadura do Estado Nov e por ela foram regidos durante a democracia representativa de 1945 a 1964. O papel do dirigente era o de amenizar o conflito e negociar soluções conciliatórias. era necessário que agisse com habilidade no sentido de não entrar em choque direto com patrões e gover\ ni t ri d Trn nlh ) da federa e e no. a legislação varguista mostrou-se perfeitamente flexível para dar legalidade aos atos de violência que se praticaram contra os trabalhadores e seus sindicatos.' Essa figura acabou prestigiada dentro da estrutura estatal e ganhou reconhecimento do governo e dos empresários. Era uma peça colocada nos arreios pãra aniaciar o assento e diminuir o atrito do corpo humano com o corpo do cavalo: Foi com o sentido de amaciar o contato entre patrões e empregados que o teimo foi incorporado ao sindicalismo brasileiro. Com Vargas não se inicia.UIlA 1I IIII'UIIII AN IA I . Interessava mais ao governo ou ao empresariado atender a uma demanda de um pelego do que a de uma categoria liderada por alguém contestador. também estipulava que os sindicatos só poderiam servir aos trabalhadores desde que seus int resses fossem coincidentes com os do governo em vigor. portanto. para o sucesso do liriu nt para a longevidade de sua carreira. Em particular. foi usado também como nom nclatura não muito cri te rios a para designar politicamente rivais e concorr . única maneira possível de se desenvolverem as atividades sindicais. foi e 'S:! vasta gama de pelegos -líderes sindicais afinados com a política trabalhi ta de Vargas e agentes da conciliação dos trabalhadores com os empresáriosque acabou constituindo os quadros do Partido Trabalhista Brasileiro criad por Vargas em 1945. I I A IA I ). que designa umu ação conciliatória de representantes sindicais tendo em vista amenizar os atritos entre capital e trabalho. Na prática. portanto. quando ela decidisse reivindicar melhores salários. 1996). mas evitava que se ~xpressasse de forma espontânea e direta. mas de forma a não contrariar os interesses do capital e do governo. . conseguia-lhe resultados favoráveis nas negociações trabalhistas. No Brasil também. quer p r oportunismo político. havia uma corrente sindical conhecida como os amarelos. O peleguismo foi transformado na corrente sindical legítima e reconhecida pelo Estado. Com o golpe militar de 1964. E aos poucos foram se incrustando na estrutura do Estado. Esse tipo de ator nomeado pelego não foi inventado por Vargas. Ou seja. O pelego seria um agente de "duplo papel": ao mesmo tempo que representava os interesses dos trabalhadores fazia-o de forma tal a conciliá-I os com os dos patrões. Por isso mesmo. liderava a categoria com legitimidade. Esse apoio vindo de cima ajudava-o a manter os mandatos junto aos trabalhadores. desde o início do século XX. usada pelos vaqueiros dos pastoreios do Rio Grande do Sul. 1I!l1 "111\1 lá sico dessa situação. : ~ ~ Um "bom pelego". o sistema já estava consolidado o bastante para que pudesse ser alterado significativamente. ocupando cargos na burocracia do Mi2 3 Trabalho. essa modalidade de sindicalismo.ntes dentro da estrutura sindical. De toda a forma. que pontuava sua atuação pela cooperação com os poderes constituídos. Na prática. Pelego passou para o vocabulário político brasileiro para identificar o líder ou representante sindical dos trabalhadores produzido dentro da estrutura burocrática e corporativa que acabamos de examinar. Quando veio a redemocratização de 1945. liderava seus representados de forma hábil de modo a que não chegassem a greves ou a manifestações mais enérgicas de descontentarnento. Outro dado importante é que o detalhamento da legislação sindical produzida pelos assessores de Vargas permitiu que ela se adequasse a moment extremamente diferentes de nossa história. Negociava com o patronato e com o governo aumentos e vantagens para os trabalhadores. O que houve foi uma adaptaçâ dessa tradição a uma necessidade do modelo político e econômico da era Vargas. sempre houve dirigentes sindicais dispostos a colaborar com o governo. Peleguismo tornou-se um termo de cunho depreciativo. 231 o . quando o Estado Novo se esgotava (D'Araujo. Originalmente a palavra "pelego" designa uma peça de pele de ovelha com a lã. Ao lado disso. tinha a confiança de patrões e governo e se perpetuava no cargo.I I A I 11A 11A I 11 A 1)( II A I' 111 . o pelego não lesava materialmente o trabalhador. em qualquer parte. . a lei sindical da era Vargas. um dos aspectos mais importantes derivados da estrutura sindical montada nos anos 1930 foi a figura do pelego e a práticado peleguismo. evitava protestos. mas também não decepcionar sua base.

integradas por três representantes-de empregados e três de empregadores. trabalho. também chamado juiz não-togado. entre os brasileiros. Até os anos 1980. como prova documental para fins d aposentadoria. Os críticos enfatizam o fato de que. adotadas nessa época. com ligeiras alterações. através do artigo 114 da Constituição de 1988. 1997). Essas comissões tinham funções conciliatórias em dissídios coletivos de. Isso seria particularmente verdadeiro no caso das relações com o ernprcsariado historicamente tido como insensível para com os direitos do trabalh . ou seja. pelos lançamentos que recebe. drão de honra. com um representante que não teria diploma mas lcvarin consigo a experiência prática.1. contudo. subindo a escala profissional. . Além do poder de julgar. no Tribunal. apontado como uma conquista dos trabalhadores. portanto. Ou seja. a prerrog~~ tiva de criar normas e regras que regulem as relações e a organização do trabalho. os argumentos se centram no fato ti . normalm ntc dirigentes sindicais que. r ·s. seu criador. conflitos e greves. quando de sua cria- um fórum especial para que patrões e empregados resolvessem suas disputas na presença mediadora do poder públic. se andou de fábrica em fábrica como uma abelha. Marcondes Filho. Essas juntas reportavam-se ao ministro do Trabalho tiça do Trabalho ao Judiciário. eram indi 0dos por seus pares para exercer a função de juiz em nome dos trabalhad O juiz classista.ainda u ntre os juízcs d a ju ti a xisnam aqu )11 não precisavam ser advogados. Trata-se dos juízes classistas. que poderiam 011tar. que o trabalhador brasileiro tem sido historicamente desprotegido e qu precisaria de um reforço especial na área da Justiça para manter seus direitos.ern vez de negociarem diretamente com os patrões. Através de uma justiça especial. integradas por um representante dos empregados e um dos empregadores. A Justiça comum. a carteira trazia impressa na primeiras páginas uma apresentação feita pelo ministro do Trabalho de Vargas. era. estavam instaladas comissões mistas de conciliação. procurava-se atender aos interesses de trabalhadores e patrões de forma a evita. posto que não precisariam se envolver diretamente em questões conflituosas. foi durant décadas considerado o documento mais importante para os brasileiros. PREVID~NCIA E SEGURANÇA SOCIAL PARA O TRABALHO A Justiça do Trabalho foi outra iniciativa 40 governo Vargas e visava a criar Lembr . retirado dos trabalhadores a capacidade de iniciativa e incentivado os dirigentes a se acomodarem. Ali se registrava a vida profissional das pessoas.934 e só inaugurada em 10 de maio de 1941. a qualquer tempo. que dizia: A carteira. Em novembro desse mesmo ano de 1932. é um temperamento aquietado ou a próprir As cortes trabalhistas. tem servido como canal d . mas também com poderes de conciliação e de julgamento. ou permaneceu Pode ser um pa- 232 233 . para tratar de dissídios individuais. A carteira de trabalho também faz parte do repertório de medidas. I A IIIAIIAIIIAIIIIIA 111)1111 A I AI JU I A. não seria um fórum adequado para a urgência que as questões trabalhistas demandariam. Ao lado de tudo isso argumenta-se que a atuação da Justiça trabalhista. configura a história de uma vida. é o ramo da Justiça em que se deposita mais confiança (Carvalho. Outro argumento aponta para a agilidade.U 11A I I. o poder normajívo. carg S e salários. 'I Quem a examina logo verá se o portador versátil. Desde maio de 1932. licenças etc." Para os defensores dessa justiça. e serviria. s a Carta de 1946 incorporou a Jus- ção. Tribunais Regionais do Trabalho e Tribunal Superior do Trabalho. a Justiça do. depois de algum tempo de mandato. funcionavam em três níveis e. esse foi o esquema mantido desde então: Juntas de Conciliação e Julgamento. foram constituídas juntas de conciliação e julgamento. defesa dos direitos do trabalhador. De fato. por sua vez.o. todos os seus empregos. O papel do tribunal como mediador ou conciliador nos conflitos teria impedido a formação de uma classe trabalhadora mais enérgica no enfrentamento das pressões e das imposições patronais. Pode ser uma advertência. teria impedido a negociação direta entre trabalhadores e empresários. socialmente significativas. sob a presidência de um bacharel em direito. Não se trata. de uma justiça que apenas aplica e zela pela lei. sempre engarrafada e lenta. os sindicalistas eram obrigados a delegar tal tarefa para os juízes. historicamente. se ama a profissão escolhida ou se ainda não encontrou no mesmo estabelecimento. através do tempo. Datada de 1932. como ainda tem.Trabalho tinha. A Justiça do Trabalho tem críticos e adeptos. sob a coordenação de um bacharel em direito. vocação. A Justiça do Trabalho foi formalmente criada pela Constituição de. 11 1I U U I A N liA 11 I.

Estes só seriam atendidos pela lei nos anos de 1970. No ano seguinte o dos Comerciários (IAPC) e o dos Bancários (IAPB). Ou seja. Os direitos estavam garantidos para quem tivesse uma profissão. Foram estabelecidas ainda regras para as convenções coletivas de trabalho. através do Serviço de Alimentação da Previdência Social (SAPS). Só em 1960 a Lei Orgânica da Previdência Social uniformizou os benefícios. A rede de seguridade cresceu rapidamente 159 mil aposentados e 171 mil pensionistas. jlll. Nesse mesmo ano houve ainda o reconhecimento das profissões. com a criação do Ministério do Trabalho. que se realizava no estádio de futebol do Vas 'o da Gama. uma das Illldll conhecidas leis da era Vargas foi a criação do salário mínimo em 1° de mnlo de 1940 . I bérn em 1 8. celebrando datas qu ' enaltecessem a pátria e seu chefe de Estado. quando foi criada a carteira de trabalho. por sua vez. todos tiveram" de se submeter ao que era decidido pelo governo. masyao fim. Ainda do ponto de vista das garantias para o trabalhador. criando em 1966 o Instituto Nacional de Previdên ia Social (INPS). garantida a igualdade salarial e alguma proteção à gestante. Em decorrência dessa legislação. e até 1943. O primeiro foi o dos Marítimos (IAPM) em 1933. dores do Estado. que nesse processo de elaboração de direitos a maioria da população estava excluída.decreto-lei n" 2. Algumas foram mesmo adiadas. mas deixou de fora os trabalhadores rurais e os empregados domésticos. O governo Vargas procurou. com a CLT. Mais do que isso. Os servidores públicos civis foram atendidos tarn234 medida em que cada categoria tinha seu próprio instituto. durante a festividade cívica. o governo passava a reconhecer quais profissões podiam existir. que tivessem carteira de trabalho e estivessem empregados. e proibido o trabalho noturno. 2 3 5 . dar reconhecimento ao trabalhador. durante o Estado Novo era uma prática efetuar grandes festas cívicas. Em 1936 foi criado o dos Industriários (IAPI) e em 1938 o Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Empregados em Transportes e Cargas (IAPETC) e o dos Empregados de Estiva (IAPEE).162 -. eram reconhecidos pelo Estado. isto é. Em 1932. ) vários benefícios eram concedidos apenas para aqueles que fossem sindicalizados. p .1111/1 II 1111'111111 /I N I 1/11111. Era 011· tudo mal recebida pelo empresariado. e as profissões e seus sindicatos.nobre. Estado Novo. uma reivindicação antiga e crucinl 110 sentido de garantir uma remuneração mínima para os trabalhadores. foi também proibido o trabalho para menores de 14 anos. depois que o governo militar havia unificad todos os institutos. apenas os trabalhadores que pertencessem a essas categorias reconhecidas e legalizadas pelo governo teriam direitos trabalhistas. fortalecia Ufi?1~!2j~topolítico e introduzia a cultura dos direitos via Estado. gava que o salário não deveria ser assunto definido pelo Estado. Institut de Prcvidêr ia e Assistência a li S I'vl.que. podemos mencionar outras iniciativas que dera~Ín maior eficácia à política trabalhista de Vargas. além di Justiça do Trabalho. 11/1' I Ilt/lll/llll/ll 0"/1 I 11 II11 /I 1/11 P r esta apresentação vê-se a importância que o governo procurava atribuir ao documento. ao fim d ativos. Ao fazer esse reconhecimento através de uma legislação urbana. estabelecida uma carga horária de 8 horas para os trabalhadores da indústria e do comércio. Por essa razão não se pode dizer que se estivesse criando no Brasil a cidadania para todos. gradativamente. sem dúvida. o país andou rápido na confecção de leis sociais e na vigilância para que fossem cumpridas. A partir de 1930. Era o que Santos (1987) denominou de cidadania regulada. contu- do. para comemorar o Dia do Trabalho. uma ampla rede d ' refeitórios populares que servia refeições baratas. Os direitos ficaram reservados apenas aos trabalhadores urbanos que pertencessem j a profissões reconhecidas e regulamentadas pelo Estado. cujo funcionamento começou de fato em 1940. o governo Vargas I foi maiscompetente do que os anteriores no sentido de fazer cumprir as leis e Pensões (IAPs) sociais. Foi ainda regulado o trabalho feminino." Q empresariado brasileiro reagiu co~o pôde a essas medidas e relutou. Aliás. bem como o papel a ser por ele cumprido: deveria ser um resumo da vida de cada trabalhador (e cada brasileiro deveria ser um trabalhador exemplar) e também servia como ad~ertência para os patrões.) IPA '13. A criação do salário mínimo foi anunciada no dia 1° de maio de '1940. nos anos 1930 e. A assistência à saúde também era diferenciada entre os trabalhadores 110 em cumpri-Ias. dentro da lógica de mercado. E. Foi organizada ainda. que. mesmo porque nossa tradição escravocrata hríha no trabalho uma atividade pouco. institutos e caixas cobriam 3 milhões de trabalhadores É importante lembrar. substituíram as antigas Caixas de Aposent~dorias e Pensões (CAPs). Do ponto de vista da política previdenciária a novidade mais marcante dos anos 30 foi a criação dos Institutos de Aposentadorias .

o Chile consolidou seu Código do Trabalho em 1924. dedicou grande atenção à questão social e chegou a fazer dos sindicatos a base de sustentação de seu governo (D'Araujo. a que mais resistiu a mudanças. Uma rápida olhada pelo mundo nos mostra que. Se tomarmos a América Latina. as leis sociais aparecem como um recanto de estabilidade. Sobre o debate em torno dessa lei ver idem. entre toda a legislação brasileira. Todo o esforço de Vargas em prol de urna legislação protetora para o trabalhador sempre foi anunciada pela-propaganda oficial como produto da visão pioneira do "chefe" Getúlio Vargas. Um detalhamento da legislação social no Brasil antes de 1930 pode ser encontrado em idem. e se estende pelos partidos e pela representação no Congresso através de eleições livres. De fato. uma nova tradição de respeito mínimo aos direitos dos trabalhadores. 8. mas isso foi feito simultaneamente à maior restrição das liberdades políticas que o país conheceu. a seu modo. Sobre o pensamento corporativista no Brasil ver Vieira (1981). Sobre a Justiça do Trabalho ver o verbete de Evaristo de Moraes Filho no Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (1930-1998). gerou privilégios e exclusões.que relutavam em cumpri-Ios. os direitos nunca estarão completos. criando inclusive uma Justiça especial para tanto. 9. Discurso de Lindolfo Collor em 26. Para defendê-Ias não têm faltado vozes. Em um país como o Brasil. (1989.E~?scritos e greves proibidas. por exemplo. Vargas fez surgir. Estado e esses instrumentos não eram poucos. Vargas se havia tornado o maior líder popular que o Brasil conhecera e era identificado pela propaganda oficial como o patrono das leis sociais. A obra clássica sobre corporativismo e a que certamente mais influência teve no Brasil foi a de Mihail Manoilesco (1938). Não por acaso. 4. otema vinha sendo tratado em vários países e recebendo a atenção dos poderes públicos. do ue acab li nsumind rnnd p: rtc d s r' ursos que deveriam hcgar às mãos dos trabalhadorc . Martins.1930. A Argentina. temos. Certamente. mais do qui' outorgar. também a legislação social da era Vargas foi. nunca é demais lembrar que as democracias só existem com tal apenas quando reconhecem que os trabalhadores organizados são agentes políticos. E sem liberdade política. que tem vocação para experimentar novidades institucionais. Forense!FGV/CPDOC. 89-90). Sobre o teor das leis sindicais do Brasil dos anos de 1930 ver. 2. os sindicatos foram reconhecidos na Colômbia. usava dos instrumentos que tinha como chefe de. o México em 1929 e a Venezuela fez o mesmo em 1936. Dessa maneira. com Juan Domingo Perón e de forma também autoritária. por exemplo: a jornada de 8 horas no Peru foi criada em 1919. Finalmente. O lado positivo d 'IlS • legado é ter dado ao trabalhador brasileiro uma perspectiva nova de vai rização: passou a acreditar em direitos e em uma justiça que o protegesse. Essa estrutura foi também mantida pela Constituição de 1988. 6. Para isso. deixou intocada a questão da terra e dos direitos rurais. '. 3. no Paraguai e na Bolívia nos anos 1930.12. 1997). Vargas reconheceu os trabalhadores trabalhistas bem como qualquer direito através dos sindicatos. grande parte dela acomodada e palaciana. 50 a 71). mais do que conceder paternalmente direitos. mas não as liberdades políticas. Nesse ponto Getúlio acompanhou o sinal dos tempos e contou ainda com a eficácia com que impôs esses direitos sobre os empresários . nessa mesma época. Foi responsável também pela formação de uma nova elite sindical. p. mas posteriorrncnrc os juízes classistas começaram a ser substituídos por diplomadas e concursados. 7. s di)' it r trnl ulhism " NOTAS 1. durante os anos 1940. Rio de Janeiro. Partidos e Congresso for~~. 5. 200 I. peleguismo e trabalhismo getulista sempre andaram próximos e foram responsáveis pelas orientações predominantes sindicalismo brasileiro durante décadas. O lado perverso desse modelo é que criou várias categorias de brasileiros. E que essa organização vai além d sindicato. Deixou também uma ampla rede burocrática para gerenciar 2 3 6 2 3 7 . citado in Araújo (1981. sob seu ~overno o país deu um salto qualitativo em termos da legislação trabalhista.) 111\" 11 1\ I 1111111 I "N CONCLUSÃO Ao deixar o poder em 1945. pp. A visão desses autores acerca do papel do sindicato e de suas relações com o Estado pode ser conferida em vários de seus trabalhos e também em Maraes Filho (1952) c Gomes (1979). legítimos e imprescindíveis.

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