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is t ó r ic o s

C o m e n t a r

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C o m e n t á r io B íb l ic o E x p o s it iv o

Antigo Testamento
Volume II —Histórico

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S u s a n a E . K la s s e n
I a Edição 5a Impressão

Geográfica
Santo André, SP - Brasil

2010

Comentário Bíblico Expositivo Categoria: Teologia / Referência Copyright ® 2001 por Warren W. Wiersbe Publicado originalmente pela Cook Communications Ministries, Colorado, e u a . Título Original em Inglês: The Bible Exposition Commentary - Old Testament: History Preparação: Liege Maria de S. Marucci Revisão: Theófilo Vieira Capa: Douglas Lucas D iagram ação: Viviane R. Fernandes Costa Im pressão e A cabam ento: Geográfica Editora Os textos das referências bíblicas foram extraídos da versão Almeida Revista e Atualizada, 2 a edição (Sociedade Bíblica do Brasil), salvo indi­ cação específica. A I a edição brasileira foi publicada em maio de 2006.

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Wiersbe, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo : Antigo Testamento : volume II, Histórico / Warren W. Wiersbe ; traduzido por Susana E. Klassen. Santo André, SP : Geográfica editora, 2006. Título original: The Bible Exposition Commentary Old Testament: History ISBN 85-89956-49-0 1. Bíblia A.T. - Comentários I. Título. 06-3699 CDD-221.7 índice para catálogo sistemático: 1. Antigo Testamento : Bíblia : Comentários 221.7 2. Comentários : Antigo Testamento : Bíblia 221.7

Publicado no Brasil com a devida autorização e com todos os direitos reservados pela: Geo-Gráfica e editora ltda. Av. Presidente Costa e Silva, 2151 - Pq. Capuava - Santo André - SP - Brasil Site: www.geograficaeditora.com.br

S u m á r io

J o s u é .................................................................................................... 0 7

J u iz e s .................................................................................................... 8 9 R u t e .................................................................................................1 72 1 S a m u e l ........................................................................................... 199 2 S a m u e l / 1 C r ô n ic a s ................................................................... 2 93 1 R eis ..................................................................................................391 2 R eis / 2 C r ô n ic a s ......................................................................... 491 E s d r a s .............................................................................................5 86
N
ee m ia s ...........................................................................................6 1 4

Es t e r ,

689

J osué

ESBOÇO
Tema-chave: A propriando-nos de nossa vi­ tória e de nossa herança em Cristo Versículo-chave: Josué 1:8

IV. RENOVANDO A ALIANÇA 23 - 24
1. A última mensagem de Josué aos líderes - 23 2. A última mensagem de Josué à nação - 24

CONTEÚDO I. PREPARANDO A NAÇÃO 1 - 5
1. A nim ando o líder - 1 2. Espiando a terra - 2 3. Atravessando o rio - 3 - 4 4. Confirm ando a aliança - 5 2. 3. 4. 1. R eco m eço (Introdução ao Livro de Josué)................8 Sigam o líder (Js 1)...........................................................................14 Um a prosélita em C anaã (Js 2 )..............................................................................21 Avante pela fé (Js 3 - 4 ) .....................................................................26 Preparando-se para a vitória (Js 5)............................................................................. 32 C o m eça a conquista (Js 6 )............................................................................. 38 Derrota na terra da vitória (Js 7)............................................................................. 45 Transformando a derrota em vitória (Js 8 )..............................................................................51 O inimigo mora ao lado

II. DERROTANDO O IN IM IG O 6-12
1. 2. 3. 4. A cam panha central - 6 - 9 A cam panha ao sul - 10 A cam panha ao norte - 11 Resum o das vitórias - 12 5. 6. 7. 8. 9.

III. APROPRIANDO-SE DA HERANÇA 13 - 22
1. O s territórios são designados às tribos 1 3 -1 9 2 . A s cid ad es de refúgio são separadas -

(Js 9:1 - 1 0 :2 8 ).....................................................57 10. Esta terra é nossa! (Js 1 3 - 2 1 ) .............................................................. 65 11. Q uando term ina a batalha (Js 2 2 ).......................................................................... 72 12. O cam inho de todos os da terra (Js 23 - 2 4 ) ............................................................ 78 13. Retrospectiva de uma grande vid a.......84

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3. As cidades dos levitas são identificadas -

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4. A s tribos da fronteira são m andadas para casa - 22

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R ec o m eç o
In
tro d ução ao l iv r o de

Jo

sué

brio de guerras, m atanças e conquistas? Se o Livro de Josué fosse ficção , poderíam os aceitá-lo com o um a em ocionante história de aventura, mas ap resenta fatos reais e faz parte das Sagradas Escrituras. O que isso sig­ nifica para nós nos dias de hoje? "N unca houve guerra boa nem paz ruim", escreveu Benjamin Franklin em 1 783, mas é possível que, dessa vez, o velho e sábio pa­ triota estivesse errado. Afinal, Deus chamou Josué para ser um general e liderar o exército de Israel numa conquista santa. N o entanto, o que estava em jog o nessa conquista era algo m aior d o que apenas a invasão e p o sse de uma terra - eram questões q ue dizem respeito à nossa vida e fé nos dias de hoje. Por isso estamos nos propondo a realizar este estudo. O Livro de Josué trata de um recomeço para o povo de Deus, e muitos cris­ tãos de hoje precisam de um recomeço. D e­ pois de quarenta anos vagando pelo deserto, Israel apropriou-se de sua herança e desfrutou as bênçãos das terras que Deus havia prepara­ do para eles, "como os dias do céu acima da terra" (D t 1 1 :2 1 ). É esse tipo de vida que Deus deseja que tenham os em nosso tempo. Jesus Cristo, nosso Josué, quer nos condu­ zir agora à conquista e com partilhar conosco os tesouros de sua herança m aravilhosa. Ele "n o s tem a b e n ço ad o co m toda sorte de bênção espiritual" (Ef 1 :3), mas, com freqüên­ cia, vivem os com o indigentes derrotados.
1. O NOVO LÍDER

P

or que alguém de nossa ép oca deveria estudar o Livro de Josué, um relato som ­

M oisés, o servo escolhido por D eus para li­ derar o povo de sua nação, Israel. No entan­ to, M oisés faleceu e, apesar de não ter sido esquecido (seu nom e aparece mais de cin­ qüenta vezes no Livro de Josué), um novo "servo do S e n h o r " (Js 2 4 :2 9 ) passou a ocupar o seu lugar. "D eu s sepulta seus obreiros, mas sua obra co n tin u a." O b servarem o s, poste­ riorm ente, que essa m udança de líderes traz consigo enorm e lição espiritual para os cris­ tãos que desejam experim entar em sua vida o que Deus tem de melhor para eles. J o su é > o escra v o . D eu s passou vário s anos preparando Josué para seu cham ado. Ele nasceu na escravidão no Egito e rece­ beu o nom e de O séias (Nm 13:8), que sig­ nifica "salvação ". M ais tarde, M oisés mudou esse nome para Josué (Nm 13:16), "Jeová é Salva ção ", a form a h eb raica de Jesus (M t 1:2 1 ; ver A t 7:45 e Hb 4 :8 ). Ao cham arem seu bebê de "sa lvação ", os pais de Josué estavam dando testem unho de sua fé na prom essa divina de redenção para seu povo (G n 15:12-16; 50:24-26). Josué era da tribo de Efraim e o filho primogênito de Num (1 C r 7:20-27). Isso significa que sua vida corria perigo na noite de Páscoa, mas ele teve fé no Senhor e foi protegido pelo sangue do cordeiro (Êx 11 -1 2 ). Enquanto estava no Egito, Josué viu os sinais e prodígios que D eus realizou (Êx 7 12) e soube que Jeová era um Deus de po­ der que cu id aria de seu povo. O Senhor havia humilhado os deuses do Egito e mos­ trado que som ente ele era o Deus verdadei­ ro (Êx 1 2 :1 2 ; Nm 3 3 :4 ). Josué viu o Senhor abrir o mar Verm elho e, em seguida, fechar as águas e afogar o exé rcito eg ípcio que estava no encalço dos hebreus (Êx 14 - 15). Josué era um hom em de fé que co nhecia o Senhor e confiava que ele faria maravilhas por seu povo. Jo su é , o so ld a d o . O primeiro ato oficial de Josué registrado nas Escrituras é sua der­ rota dos am alequitas, quando estes ataca­ ram Israel ce rca de dois meses depois do êxodo de Israel do Egito (Êx 1 7:8-16). M oisés era profeta e legislador, mas Josué era um general com aptidões militares extraordiná­ rias. Tam bém era um hom em de grande

D e Êxodo 3 a D eutero nô m io 34, a Bíblia co n c e n tra sua a te n ç ã o no m inisté rio de

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coragem , que não tinha medo de confron­ tar o inimigo, confiando que o Senhor lhe daria a vitória. O n d e Josué aprendeu a usar a espada e a com andar um exército? Sem dúvida, havia recebido dons especiais do Senhor, mas até mesm o os dons celestiais precisam ser des­ cobertos e desenvolvidos num contexto aqui na terra. Teria Josué participado, de alguma forma, do exército egípcio e recebido ali seus prim eiros treinam entos? A pesar de as Escri­ turas não dizerem coisa alguma a respeito e de não poderm os ser dogm áticos, essa é uma possibilidade. Assim com o M oisés re­ cu so u um carg o e le v a d o no p a lá cio do Faraó, mas recebeu ali sua ed u cação (H b 1 1 :24-26; At 7:2 2 ), tam bém é possível que Josué tenha recusado prom oções no exérci­ to para que pudesse se identificar com seu povo e servir ao Senhor. D e acordo com Êxodo 1 7:14, o escritor indica que D eus havia escolhido Josué para um trabalho especial no futuro. A pesar de Josué não saber disso, a batalha contra Amaleque foi um tempo de prova durante o qual Deus exam inou sua fé e coragem . "Faça de toda ocasião um a grande ocasião, pois você nunca sabe quando alguém pode estar me­ dindo você para algo m aior" (M arsden). O conflito de Josué com Am aleque foi uma pre­ paração para as muitas batalhas que ele ain­ da iria travar na Terra Prometida. Jo su é > o servo. Em Êxodo 2 4 :1 3 , Josué é cham ado de servo de M oisés ("servid o r"), o que indica que, a essa altura, Josué era um assistente oficial do líder de Israel. A co m pa­ nhou M oisés ao monte e na ocasião em que M oisés julgou o povo por ter co nfeccio n a­ do o bezerro de ouro (Êx 32:1 7). Não basta­ va Josué ser um bom guerreiro; tam bém era preciso que conhecesse o Deus de Israel e as santas leis dadas por D eus a seu povo para que o b ed ecesse. Verem os que o se­ gredo das vitórias de Josué não foi sua des­ treza com a espada, mas sua subm issão à Palavra de D eus (Js 1:8) e ao Deus da Pala­ vra (Js 5:13-15). Durante a jo rnada de Israel pelo deser­ to, M oisés tinha uma tenda especial, arm a­ da do lado de fora do acam pam ento, onde

podia se encontrar com Deus (Êx 33:7-11). Era responsabilidade de Josué ficar à porta dessa tenda e guardá-la. Josué não era ape­ nas um guerreiro, mas tam bém um adorador, e sabia viver na presença de Deus. O zelo de Josué não se limitava à glória de D eus, estendendo-se ainda à honra e à autoridade de M oisés. Trata-se de uma boa ca racte rística para um servo , evid en ciad a quando D eus enviou seu Espírito sobre os setenta anciãos que M oisés havia escolhido para auxiliá-lo em seu trabalho (Nm 11:163 0). Q u an d o o Espírito veio sobre Eldade e M edade - dois hom ens que não haviam se reunido com os dem ais anciãos no tabernáculo e que se encontravam no acam pam en­ to - , Josué protestou e pediu a M oisés que os im pedisse de profetizar. (Para uma passa­ gem paralela no Novo Testam ento, ver Lc 9 :4 9 , 5 0 .) A lib e ra lid a d e do e sp írito de M o isés deve ter exe rcid o im p acto sobre Josué, uma vez que M oisés não pediu qual­ quer privilégio especial para si. Vale a pena observar que, na ocasião da divisão da Terra Prom etida depois da conquista, Josué tomou sua parte para si por último (Js 19:49-51). Jo su é , o espia. Q uand o Israel chegou a Cades-Barnéia, na fronteira da Terra Prom e­ tida, D eus ordenou a M oisés que escolhes­ se doze homens - dentre eles Josué - para espiar a terra de C an aã (N m 13). D epois de quarenta dias investigando a terra, os espias voltaram e relataram a M oisés que, de fato, a terra era boa. No entanto, d ez desses es­ pias desanim aram o povo, dizendo que Is­ rael não era forte o suficiente para vencer o inim igo, enquanto dois espias - C aleb e e Josué - incentivaram o povo a confiar em Deus e a entrar na terra. Infelizm ente, o povo deu ouvidos aos dez espias incrédulos. Foi esse ato de incredulidade e de rebeldia que adiou a conquista da terra durante quarenta anos. Essa crise revelou algum as e xcele n tes qualidades de liderança em Josué. Não era cego para a realidade da situação, mas não permitiu que os problem as e dificuldades ti­ rassem dele sua fé em Deus. O s dez espias olharam para Deus através das dificuldades, enquanto Josué e C aleb e olharam para as

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d ificu ld a d e s atra vé s d a q u ilo que sabiam sobre D eus. O Deus deles era grande o sufi­ ciente para as batalhas que Israel enfrentaria adiante! Sabendo que estava certo, Josué não teve m edo de se p ro n u nciar con tra a m aioria. Som ente ele, M oisés e C aleb e assum iram essa posição e arriscaram a vida ao fazê-lo, mas D eu s estava d o lado deles. Alguém dis­ se muito bem que "um a pessoa com Deus a seu lado constitui a m aio ria". Era desse tipo de coragem q u e Josué iria precisar para conduzir Israel a sua terra, a fim de derrotar os inimigos e de se apropriar de sua herança. Pense nos anos de bênçãos na Terra Pro­ metida que Josué perdeu porque o povo não teve fé em Deus! Porém, Josué perm aneceu pacientem ente ao lado de M oisés e fez seu trabalho, sabendo que, um dia, ele e C aíebe receberiam a herança prom etida (Nm 14:19). O s líderes devem saber não apenas quan­ do conquistar vitórias, mas tam bém quando aceitar derrotas. Suspeito que Josué e C alebe se reuniam com freqüência para encorajarse m utuam ente, à medida que o m omento de receber sua herança se aproxim ava. D ia­ riam ente, durante quarenta anos, iam ven­ do a geração mais velha morrer, mas cada dia os levava para mais perto de C anaã (ver Hb 10:22-25 para um a passagem paralela no Novo Testam ento). Josué, o sucessor. Ao longo daquela jo r­ nada pelo deserto, D eus estava preparando Josu é para seu m inistério co m o su cessor de M oisés. Q u an d o Israel derrotou O gue, rei de Basã, M o isés usou essa vitó ria para e n c o ra ja r Josu é a não tem er os inim igos (D t 3 :2 1 -2 8 ; Nm 2 1 :33-35). Q u an d o M oisés estava se preparando para m orrer, pediu a D eus q u e desse um líder ao povo, e Deus nom eou Josué (N m 2 7 :1 2 , 13; D t 3 :23-29). Em sua últim a m ensagem a Israel, M oisés disse ao povo que D eus usaria Josué para derrotar seus inim igos e ajudá-los a ap ro­ priar-se da h e ra n ç a . Tam b é m e n c o ra jo u Josué a confiar em D eus e a não tem er (D t 3 1:1-8). M oisés im pôs as mãos sobre seu sucessor, e D eus deu a Josué o poder espi­ ritual necessário para realizar seu trabalho (D t 3 4 :9 ).

Assim com o M oisés, Josué era humano e co m eteu erros, mas con tin uo u sendo o líder escolhido e ungido de D eus, e o povo sab ia d isso . Foi por esse m otivo que os israelitas disseram a Josué: "C o m o em tudo obedecem os a M oisés, assim obedecerem os a ti" (Js 1:1 7). O povo de D eu s na igreja de hoje precisa reco n hecer os líderes de Deus e dar-lhes o respeito que lhes é devido com o servos do Senhor (1 Ts 5 :1 2 , 13). O segredo do sucesso de Josué foi sua fé na Palavra de D eu s (Js 1:7-9), em seus m and am ento s e prom essas. A Palavra de Deus para Josué foi: "Sê forte" (Js 1:6, 7, 9, 18; ver tam bém Dt 3 1 :6 , 7, 23 ), e essa tam­ bém é sua Palavra para seu povo hoje.
2 . A NOVA TERRA

A Terra Prometida. A palavra "terra" apare­ ce noventa e seis vezes no Livro de Josué, pois este livro é o registro da entrada, co n­ quista e posse da Terra Prom etida por Israel. D eus prometeu a Abraão que lhe daria essa terra (G n 12:1-7; 13:15-17; 15:7, 18; 17:8; 2 4 :7 ) e confirm ou essa prom essa a Isaque (G n 26:1-5), Jacó (G n 2 8 :4 , 13, 15; 3 5 :1 2 ) e a seus descendentes (G n 5 0 :2 4 ). A narrativa do êxodo apresenta várias reafirm ações des­ sa prom essa (Êx 3 :8 , 1 7; 6 :4 , 8 ; 1 2 :2 5 ; 1 3:5, 11; 1 6 :3 5 ; 2 3 :20-33; 33:1-3; 34:10-16), que se repetem em L e v ítico (Lv 1 4 :3 4 ; 1 8 :3 ; 1 9 :2 3 ; 20:22-24; 2 3 :1 0 ; 2 5 :2 , 38) e em Nú­ meros (Nm 1 1 :12; 1 5 :2 ,1 8 ; 1 6 :1 3 ,1 4 ; 2 0 :1 2 , 2 4 ; 2 7 :1 2 ; 3 3 :5 3 ; 3 4 :2 , 12). (V er tam bém 1 C r 16:14-18.) Em seu "discurso de despedida" (Deuteronôm io), M oisés fez m enção da terra com freqüência, bem com o da responsabilidade do povo em tomar posse dela. A palavra "ter­ ra" a p a re c e q u a se d u z e n ta s v e z e s em D euteronôm io, e o verbo "possuir", mais de cinqüenta vezes. Israel era "proprietário" da terra em função da aliança que D eus, em sua graça, havia feito com Abraão (G n 12:15), mas o usufruto da terra dependia de sua obediência fiel a D eus. (Ver Lv 26 e Dt 28 30.) Enquanto os israelitas obedeceram à lei de D eus, o Senhor os abençoou, e eles pros­ peraram na terra. No entanto, quando o povo deu as costas para D eus e voltou-se para os

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ídolos, Deus o disciplinou na terra (Livro de Juizes) e depois os levou para fora de sua terra , até o cativeiro na Babilônia. D epois de vários anos de disciplina, o povo de Is­ rael voltou a sua terra, porém nunca mais recuperou inteiram ente a glória e as bên­ çãos do passado. Deus cham ou a Terra Prom etida de "boa terra" (D t 8 :7 -1 0 ), contrastando -a com a m onotonia e a aridez do Egito (D t 1 1 :8-14). Aquele deveria ser o descanso de Israel, sua herança e o lugar onde Deus habitaria (D t 1 2 :9 , 11). D epois de suportar a escravidão no Egito e a penúria no deserto, os israelitas finalm ente seriam capazes de encontrar des­ canso em sua Terra Prom etida (Js 1 :1 3 , 15; 1 1 :2 3 ; 2 1 :4 4 ; 2 2 :4 ; 2 3 :1 ). Esse conceito de "descanso" volta a aparecer no Salm o 95:11 e em H ebreu s 4 co m o um a ilustração da vitória que os cristãos podem alcan ça r se entregarem tudo ao Senhor. O profeta Ezequiel cham ou a terra de Israel de "coro a de todas as terras" (Ez 2 0 :6 , 15) e Daniel a cham a de "terra gloriosa" (Dn 8 :9 ; 11:16 e 41). Em várias ocasiões, ela é descrita com o "a terra que m ana leite e mel" (Êx 3 :8 , 17; 1 3 :5 ; 3 3 :3 ; Lv 2 0 :2 4 ; Nm 1 3 :2 7 ; Dt 6 :3 ; 1 1 :9; etc.). Trata-se de uma declara­ ção proverbial, que significa "terra de abun­ d â n c ia ", lugar de pastos tran q ü ilo s e de jardins, onde os rebanhos podiam pastar e as abelhas coletavam pólen para fazer mel. A im p o rtâ n cia da terra. D e acordo com o profeta E ze q u ie l, Jeru salé m estava "no meio das nações" (Ez 5:5) e a terra de Israel encontrava-se "no meio da terra" (Ez 3 8 :1 2 ). A palavra hebraica traduzida por "m eio" tam­ bém significa "um bigo", indicando que Israel era a "lin h a v ita l" de co m u n ic a çã o entre Deus e este mundo, pois "a salvação vem dos judeus" (Jo 4 :2 2 ). D eu s escolheu a terra de Israel para ser o "p a lco " no qual o grande drama da redenção seria apresentado. Em G ênesis 3 :1 5 , D eus prometeu enviar um Salvador ao m undo, e o prim eiro passo para o cum prim ento dessa prom essa foi o cham ado de A braão. A partir de G ênesis 12, o relato do Antigo Testam ento concentra-se no povo de D eus e na terra de Israel. Abraão saiu de Ur dos caldeus a fim de ir para essa

nova terra, onde nasceram Isaque e Jacó. D eus anunciou que o Redentor viria da tri­ bo de Judá (G n 4 9 :1 0 ) e da fam ília de Davi (2 Sm 7). N asceria de uma virgem em Belém (Is 7 :1 4 ; M q 5:2) e, um dia, m orreria pelos pecados do mundo (Is 53 ; SI 22). Todos es­ ses acontecim entos im portantes na história da redenção ocorreriam na terra de Israel, terra que Josué havia sido cham ado a con­ quistar e a tomar posse.
3 . A NOVA VID A

Infelizm ente, alguns de nossos hinos cristãos equipararam a travessia do Jordão com a morte do cristão e sua ida ao céu, equívoco que causa confusão quando co m eçam os a interpretar o Livro de Josué. O s acontecim entos registrados no Livro de Josué dizem respeito à vida do povo de Deus e não à sua m ortel O Livro de Josué registra batalhas, derrotas, pecados, fracas­ sos, e não haverá nada disso no céu. Ilustra com o o cristão de hoje pode deixar para trás a antiga vida e entrar em sua rica heran­ ça em Cristo Jesus (Ef 1:3). A quilo que a carta de Paulo aos Efésios explica em termos dou­ trinários, o Livro de Josué ilustra em termos práticos. M ostra com o tomar posse de nos­ sas riquezas em Cristo. M as tam bém mostra com o nos apropriar de nosso descan so em Cristo. Esse é um dos principais temas do Livro de Hebreus, expli­ cad o nos ca p ítu lo s 3 e 4 dessa ep ísto la. Nesses capítulos, encontram os quatro "des­ cansos" diferentes, todos relacionados entre si: o descanso de D eus no sábado depois da criação (H b 4 :4 ; G n 2 :2 ); o descanso da salvação que tem os em Cristo (H b 4 :1 , 3, 8, 9; M t 11:28-30); o descanso eterno do cris­ tão no céu (H b 4 :1 1 ); e o descanso que Deus deu a Israel depois de o povo ter conquista­ do C an aã (H b 3:7-19). D eus prometeu a M oisés: "A m inha pre­ sença irá contigo, e eu te darei descanso" (Êx 3 3 :1 4 ). Por certo, os israelitas não tive­ ram descanso algum no Egito, nem enquanto vagavam pelo deserto , mas na Terra Pro­ m etida, D eu s lhes daria repouso. Em sua m ensagem de despedida ao povo, M oisés disse: "Porque, até agora, não entrastes no

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descanso e na herança que vos dá o S e n h o r , vosso D e u s" (D t 1 2 :9 ; ver tam bém 3 :2 0 ; 12:9, 10; 2 5 :1 9 ). Esse "descanso em Canaã" é um retrato d o descanso que os cristãos ex­ perim entam quando entregam tudo a Cristo e apropriam-se d e sua herança pela fé. O s quatro lugares encontrados na his­ tória de Israel ilustram quatro experiências espirituais. O Egito foi o lugar de morte e de escravidão do qual Israel foi liberto. O san­ gue do cordeiro livrou-os da morte, e o po­ der de Deus abriu o mar Verm elho e os fez atravessar em segurança. Isso ilustra a sal­ vação que temos pela fé em Jesus Cristo, "o C o rd e iro de D e u s, que tira o pecad o do m undo!" (Jo 1:29 ). Por meio de sua morte e ressurreição, Jesus Cristo livra da escravidão e do julgam ento todo pecad or que crê. O tempo que Israel passou no d eserto retrata os cristãos que vivem em increduli­ dade e em desobediência e que não entram no descanso nem desfrutam as riquezas de sua herança em C risto, quer pelo fato de não saberem da existência dessa herança, quer por se recusarem a entrar. Assim com o Israel, chegam a um lugar de crise (CadesB arn éia), mas se recusam a o b e d e ce r ao Senhor e a apropriar-se da vontade dele para sua vida (Nm 13 - 14). São libertos do Egito, mas o Egito ainda se encontra em seu cora­ ção e, com o os hebreus, desejam voltar à antiga vida (Êx 16:1-3; Nm 11; 14:2-4; ver Is 3 0 :3 ; 3 1 :1 ). Em vez de passarem pela vida m archando com o conquistad ores, p e rco r­ rem cam in ho s tortuosos, vagando de um lado para outro sem desfrutar a plenitude que Deus reservou para eles. A Epístola aos H ebreus refere-se especificam en te a essas pessoas. Canaã representa a vida cristã com o ela deve ser: conflito e vitória, fé e obediência, riquezas espirituais e descanso. É uma vida de fé, co n fia n d o que Jesus C risto , nosso Josué, o Autor da nossa salvação (H b 2 :1 0 ), nos conduzirá a vitórias consecutivas (1 Jo 5 :4 ,5 ). Q uand o Israel estava no Egito, o ini­ migo encontrava-se a seu redor, tornando sua vida infeliz. Q uand o Israel atravessou o mar Verm elho, deixou o inimigo para trás, mas quando atravessou o rio Jordão, viu novos

inimigos diante de si e conquistou esses ini­ migos pela fé. A vida cristã vitoriosa não é um triunfo definitivo que dá cabo de uma vez por to­ das de todos os nossos problem as. C onfor­ me Israel ilustra no Livro de Josué, a vida cristã vitoriosa é uma série de conflitos e de vitórias, ao derrotarm os inimigos consecuti­ vos e nos apropriarm os cada vez mais de nossa herança para a glória de Deus. O co­ nhecido pregador esco cês A lexander W hyte costum ava dizer que "a vida cristã vitoriosa é uma série de recom eços". D e acordo com Josué 1 1 :23 , os israelitas deveriam tomar a terra toda, mas de acordo com Josué 13:1, "ainda muitíssima terra ficou para se possuir". Não se trata de uma con­ tradição, pois essa é a declaração de uma verdade espiritual básica: em Cristo, temos todo o necessário para uma vida cristã vi­ toriosa, mas devem os nos apropriar de nos­ sa herança pela fé, um passo de cada vez (Js 1 :3), um dia de cada vez. A pergunta que Josué fez ao povo é bastante apropriada para a igreja de hoje: "Até quando sereis remissos em passardes para possuir a terra que o S e n h o r [...] vos deu?" (Js 18:3). O quarto lugar no "m apa espiritual" de Israel é a Babilônia, onde a nação passou por setenta anos de cativeiro, pois desobe­ deceu a D eus e adorou ídolos de nações pagãs ao seu redor (ver 2 C r 36 ; Jr 39:8-10). Q uand o os filhos de Deus se rebelam deli­ beradam ente, o Pai am oroso deve discipli­ ná-los até que aprendam a ser submissos e obedientes (H b 12:1-11). Q uand o confessam seus pecados e os deixam , Deus perdoa e restaura seus filhos à com unhão, fazendo com que voltem a dar frutos (1 Jo 1 :9; 2 C o 7:1). O protagonista do Livro de Josué não é o próprio Josué, mas sim o Senhor Jeová, o D eus de Josué e de Israel. Em tudo o que Josué fez pela fé, seu desejo foi glorificar ao Senhor. Q uand o os israelitas atravessaram o rio Jordão, Josué lembrou-os de que o Deus vivo estava no meio deles e venceria seus inim igos (Js 3 :1 0 ). Josu é q u e ria q ue, por m eio da obediência de Israel, todo o povo da terra viesse a co n hecer e tem er o Senhor (Js 4 :2 3 , 24). Em seu "discurso de despedida"

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aos líderes (cap. 2 3 ) e à nação (cap. 24 ), Josué deu a Deus toda glória por aquilo que Israel havia conquistado sob sua liderança. Pelo menos quatorze vezes neste livro, Deus é cham ado de "o S e n h o r , Deus de Is­ rael" (Js 7 :1 3 , 19, 20 ; 8 :3 0 ; 9 :1 8 , 19; 1 0 :4 0 , 42 ; 13:14, 33 ; 1 4 :1 4 ; 2 2 :2 4 ; 2 4 :2 , 23). Tudo o qu e Israel fez trouxe glória ou vergonha para o nom e d e seu D eu s. Q u an d o Israel obede­ ceu pela fé, Deus cum priu suas prom essas e operou em favor deles, e seu nom e foi glorificado. Porém , quando desobedeceram com sua incredulidade, Deus os abandonou a seus próprios cam inhos e foram hum ilha­ dos pelas derrotas. O m esm o princípio espiri­ tual aplica-se à Igreja de hoje.

A o olhar para sua vida e para a vida da igreja da qual faz parte, vê a si m esm o e outros cristãos vagando pelo deserto ou co n­ quistando a Terra Prometida? No deserto, os israelitas foram um povo murmurador, mas em C anaã, foram um povo conquistador. No deserto, Israel olhou para trás inúmeras ve­ zes, mas na Terra Prometida, olhou para fren­ te, na expectativa de conquistar os inimigos e de apropriar-se de seu descanso e de suas riquezas. A m archa pelo deserto foi uma ex­ periência de dem ora, derrota e morte, en­ quanto sua e x p e riê n cia em C a n a ã foi de vida, poder e vitória. O n d e vo cê se encontra, ao olhar para o "m apa espiritual" de sua vida cristã?

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S ig a m
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literalm ente, "co lo car o co ração em algo". C o m o disse o general A nd rew Jackson, com m u ita ra z ã o : "u m ho m em e n c o ra ja d o é m aioria". Ao enfrentarm os hoje os desafios que o Senhor nos dá, nós, povo de Deus, fazem os bem em tirar lições do triplo enco ­ rajamento que encontram os neste capítulo.
1 . D e u s e n c o r a ja seu líd e r

(Js 1:1-9)
O estímulo da com issão de Deus (vv. 1, 2). A in cum b ência de um líder não é eterna, m esm o de líderes piedosos com o M oisés. C h eg a um m o m ento em todo m inistério que Deus determ ina um novo co m e ço , com nova geração e nova liderança. C o m e x c e ­ ção de Josué e C aleb e , a geração mais ve­ lha de israelitas h avia m orrido durante o tem po em que o povo passou vagando pelo d e se rto , e Josu é receb eu a co m issão de liderar a geração seguinte em um novo de­ safio: entrar na Terra Prom etida e conquistála. "D e u s sepulta seus obreiros, mas a obra co n tinu a." Foi D eus quem escolheu Josué, e todos em Israel sabiam que ele era seu novo líder. Ao longo dos anos, tenho visto igrejas e outros ministérios paraeclesiásticos se deba­ terem e quase se destruírem em suas tenta­ tivas inúteis de co n servar o passado e de fugir do futuro. Seu lema é: "C o m o era no passado, assim seja para sem pre e eterna­ m ente". Tenho orado muitas vezes por líde­ res cristãos e com eles, irm ãos criticado s, p e rse g u id o s e a ta c a d o s ap e n as p o rq u e , assim com o Josué, receberam a com issão divina de liderar um m inistério em novos cam pos de conquista, mas se viram diante de um povo que se recusou a segui-los. Não é raro um pastor ser sacrificado sim plesm en­ te por ousar sugerir algumas m udanças na igreja. Nas palavras de J. O sw ald Sanders: "U m trabalho que se originou em Deus e foi con­ duzido por princípios espirituais, sobrevive­ rá ao choque da m udança de liderança; na ve rd ad e , p ro vave lm e n te c re s c e rá m elho r com o resultado da m u dança"1. Ao descrever a m orte do rei Artur, Lord Tennyson co locou algum as palavras sábias

m duas ocasiões ao longo de meu minis­ tério, fui escolhido para substituir líderes no táveis e tem entes a D eus e para levar adiante seu trabalho. G aranto que não foi fácil servir após cristãos proem inentes, que derram aram a vida de modo sacrificial em ministérios bem-sucedidos. Posso me identi­ ficar com Josué quando colocou as sandálias

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de M oisés e descobriu com o eram grandes! Ao suceder D . B. Eastep com o pastor da igreja batista Calvary em Covington, Kentucky, lembro-me de co m o sua viúva e filho me encorajaram e garantiram seu apoio. Recor­ do-me que um dos diáconos, G eorge Evans, foi até meu escritório na igreja para dizer que faria o que fosse preciso para me aju­ dar, "inclusive lavar seu carro e engraxar seus sapatos". Jam ais pedi que G eo rg e fize sse isso, mas suas palavras expressaram a atitu­ de de estímulo dos mem bros do conselho e dos líderes da igreja. Sentia-me um recruta, um calouro tom ando o lugar de um vetera­ no experiente e, portanto, precisava de toda a ajuda possível! Passei por uma experiência sem elhante quase um quarto de século depois, quando sucedi Theodore Epp no ministério Back to the Bible. O. conselho e a equipe do escritó­ rio central, os líderes das sucursais no exte­ rior, os ouvintes de rádio, bem com o muitos outros líderes cristãos de todo o mundo me asseguraram de seu apoio em oração e de sua d isp o n ib ilid ad e para aju dar. Q u a n d o você se sente um anão assum indo o lugar de um gigante, dá grande valor ao encoraja­ mento que Deus lhe envia. Um novo líder não precisa de conselhos, mas sim de estím ulo. "En co rajar" significa,

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e proféticas nos lábios do rei, enquanto sua b a rc a fu n e rá ria ru m a va p a ra o m ar. Sir Bedevire exclam ou: "Vejo que os velhos tem­ pos m orreram ", ao que Artur respondeu: A antiga ordem muda, dando lugar à nova, e Deus cumpre seus propósitos de muitas maneiras, para que uma boa tra­ dição não venha a corromper o mundo. ["O Falecimento de Artur"] "A h, se a vid a fosse co m o a som bra de um m uro ou de um a á rvo re ", diz o Talm ude, "m as ela é com o a som bra de um pássaro a voar". Tentar agarrar-se ao passado e man­ tê-lo junto ao co ração é tão inútil quanto procurar segurar a sombra passageira de uma ave em seu vôo. Um líder sábio não abandona co m p leta­ m ente o passado, mas sim constrói sobre seus alicerces ao mover-se em direção ao futuro. M oisés é m encionado cinqüenta e seis veze s no Livro de Josué, prova de que Josué respeitava o líder anterior por aquilo que havia feito por Israel. Josué adorava o mesm o D eus que M oisés havia adorado e obedecia à m esm a Palavra que M oisés ha­ via dado à nação. H ou ve continuidade de um líder para outro, mas não necessariam en­ te conform idade, pois cada líder é diferente e deve manter sua individualidade. Nesses versículos, M oisés é cham ado em duas o ca­ siões de servo de Deus (Js 2 4 :2 9 ). O im por­ tante não é o servo, mas sim o M estre. Josué é cham ado de "servid or de M o i­ sés" (Js 1:1), termo que descrevia tanto os que serviam no tabernáculo quanto os que serviam um líder (ver Êx 2 4 :1 3 ; 3 3 :1 1 ; Nm 1 1 :2 8 ; D t 1:38). Antes de com andar com o general, Jo su é ap ren d e u a ser um servo o bediente; foi prim eiro servo e depois go­ ve rn a n te (M t 2 5 :2 1 ). "A q u ele que n un ca aprendeu a obedecer não tem com o ser um bom com andante", escreveu Aristóteles em sua obra Política. D eu s co m issio n o u Josué para realizar três coisas: co nd uzir o povo à terra, derrotar o inimigo e tom ar posse da herança. Deus poderia ter enviado um anjo para fazer isso,

mas escolheu usar um hom em e dar-lhe o poder de que precisava para cu m p rir seu trabalho. C o m o vim os anteriorm ente, Josué é um tipo de Jesus Cristo, Autor de nossa salvação (H b 2 :1 0 ), que conquistou a vitó­ ria e agora com partilha conosco sua heran­ ça espiritual. O estímulo das prom essas de D eus (vv. 3-6). U m a vez que Josué tinha um a missão tripla a cum prir, D eus lhe deu três prom es­ sas especiais, um a para cada tarefa. Deus cap acitaria Josué a cru zar o rio e se apro­ priar da terra (vv. 3, 4 ), a derrotar o inimigo (v. 5) e a dividir a terra entre as tribos com o herança (v. 6). D eus não deu a Josué expli­ ca çõ e s so bre co m o re aliza ria tais co isas, pois o povo de D eus vive de prom essas, não de exp lica çõ es. A o con fiar nas prom es­ sas de D eus e dar um passo de fé (v. 3), esteja certo de que o Senhor lhe dará a o rien­ tação de que precisar, no m om ento em que precisar. Em primeiro lugar, Deus prometeu a Jo­ sué que Israel entraria na terra (vv. 3, 4). Ao longo dos séculos, Deus reafirm ou essa pro­ m e ssa d e sd e su as p rim e ira s p a la v ra s a A b raão (G n 12) até suas últim as palavras a M oisés (D t 3 4 :4 ). Deus os faria atravessar o Jordão e entrar em território inimigo. Em seguida, ele os capacitaria a se apropriarem da terra que lhes prom etera. O m edo e a incredulidade que haviam causado a derro­ ta de Israel em Cades-Barnéia (Nm 13) não se repetiriam . D eus já lhes havia concedido a terra, e era responsabilidade deles dar um passo de fé ao apropríar-se de sua herança (Js 1 :3; ver G n 1 3 :1 4 -1 8 ). D eus reafirm o u a Jo su é a m esm a prom essa de vitória que havia dado a M oisés (Nm 11:22-25) e definiu com pre­ cisão as fronteiras da terra. Israel só atingiu os limites desse território durante os reina­ dos de D avi e de Salom ão. A lição para o povo de D eus hoje é cla­ ra: Deus nos deu "toda sorte de bênção es­ piritual [...] em C risto " (Ef 1 :3) e devem os dar um passo de fé e nos apropriar dessa b ên ção . O Senhor co loco u diante de sua Igreja uma porta aberta que ninguém pode fechar (Ap 3 :8 ). D evem os passar por essa

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porta pela fé e tom ar posse de novos territó­ rios para o Senhor. É im possível ficar parado na vida e no serviço cristãos, p o is quando ficam os parados, co m eçam os im ediatam en­ te a regredir. Deus nos desafia com o igreja a que nos deixem os "levar para o que é per­ feito" (H b 6 :1 ), e isso significa avançar so­ bre novos territórios. Deus tam bém prometeu a Josué vitória so bre o inim igo (Js 1:5). O Senhor disse a Abraão que a Terra Prom etida era habitada por outras nações (G n 15:18-21) e repetiu esse fato a M oisés (Êx 3:1 7). Deus prometeu que, se Israel obedecesse ao Senhor, ele os ajudaria a derrotar essas nações. No entan­ to, advertiu o povo a não fazer concessão alguma ao inimigo, pois se isso aconteces­ se, Israel venceria a guerra, mas perderia a vitória (Êx 23:20-33). Infelizm ente, foi exata­ mente o que acon teceu. U m a vez que os israelitas com eçaram a adorar os deuses de seus vizinhos pagãos e a adotar suas práticas perversas, Deus teve de disciplinar Israel em sua terra para trazer o povo de volta para si (Jz 1 - 2). Q u e prom essa m aravilhosa Deus deu a Josué! "C o m o fui com M oisés, assim serei contigo; não te deixarei, nem te desam para­ rei" (Js 1:5). Deus havia dado uma promessa sem elhante a Jacó (G n 2 8 :1 5 ), e M oisés a havia repetido a Josué (D t 31:1-8). Um dia, o S en h o r d a ria essa m esm a p ro m e ssa a G id eão (Jz 6 :1 6 ) e aos exilados judeus que voltavam a sua terra depois do cativeiro na Babilônia (Is 4 1 :1 0; 4 3 :5 ); mais tarde, Davi a daria a seu filho, Salom ão (2 C r 2 8 :2 0 ). O melhor de tudo, porém , é que D eu s dá essa mesm a prom essa a seu p o vo h oje! O Evan­ gelho de M ateus co m e ça com "Em an u el (que quer d ize r: D eus co no sco )" (M t 1:23) e term ina com Jesus d ize n d o : "E eis que estou co nvosco todos os dias" (M t 2 8 :2 0 ). Ao escrever Hebreus 13:5, o autor dessa epís­ tola cita Josué 1 :5 e aplica essa passagem aos cristãos da atualidade: "N ão te deixarei, nunca jam ais te abandonarei". Isso significa que o povo de Deus pode avançar dentro da vontade de Deus e estar certo da presença do Senhor. "Se D eus é por nós, quem será contra nós?" (Rm 8:3 1 ).

Antes de Josué co m eçar sua conquista de Jericó, o Senhor apareceu a ele e o assegu­ rou de sua presença (Js 5:13-15). Josué não p re cisa v a de q u a lq u e r o u tra garan tia de vitória. Q u an d o m inha esposa e eu estávam os em nosso prim eiro pastorado, D eus orien­ tou a igreja a construir um novo tem plo. A congregação não era grande nem abastada, e alguns e s p e cia lista s da área fin a n c e ira nos disseram que se tratava de um a m issão im possível, mas o Senhor nos guiou do co ­ m eço ao fim . Ele usou 1 C rô n ica s 2 8 :2 0 de m aneira especial para me fo rtalecer e dar seg u ra n ça ao longo desse pro jeto d ifícil. Po sso g a ran tir, p o r e x p e riê n c ia p ró p ria , que a pro m essa da p re se n ça de D e u s é verd adeira! A terceira prom essa d e D eu s a Josué foi que e/e dividiria a terra co m o herança para as tribos conquistadoras (Js 1:6). Essa era a garantia de D eus de que a o inimigo seria derrotado e de que Israel possuiria a terra. D eus cum priria sua prom essa a Abraão de que seus descendentes herdariam a terra (G n 12:6, 7; 1 3 :1 4 , 15; 15:18-21). O Livro de Josué registra o cum prim en­ to dessas prom essas: a primeira nos capítu­ los 2 - 5, a segunda nos capítulos 6 - 12 e a terceira nos capítulos 13 - 22. No final de sua vida, Josué lembrou aos líderes de Israel que "N em uma só prom essa caiu de todas as boas palavras que falou de vós o S e n h o r , vosso D e u s; todas vos so b revie ram , nem uma delas falhou" (Js 2 3 :1 4 ). Antes que D eus pudesse cum prir suas pro m essas, po rém , foi p reciso que Josué exercitasse sua fé e que fosse "forte e cora­ jo so " (Js 1:6). A soberania divina não substi­ tuiu a responsabilidade hum ana. A Palavra soberana de D eus é um estímulo para que os servos do Senhor creiam nele e obede­ çam a suas ordens. Nas palavras de C harles Spurgeon: "Josué não deveria usar a prom es­ sa com o um sofá sobre o qual espalhar-se em indolência, mas com o um cinturão para fortalecer seus lombos ao preparar-se para o trabalho que se encontrava diante dele"2. Em resumo, as promessas de Deus são estí­ mulos e não encostos.

por sua ve z. O estímulo do m andam ento de Deus (v. poderia recordar-se do mandam ento de Deus e teria sua coragem renovada. mas . tam bém capacita aqueles que lhe obedecem pela fé a cumpri-lo. No entanto. crer nas suas prom essas e cum prir seus preceitos. Q uand o Deus dá um m andam ento. O LÍDER EN CO RAJA (Js 1:10-15) SEUS O FIC IA IS A form a de o rg anização da nação de Israel perm itia que M oisés se co m u nicasse com o povo por m eio de seus o ficiais. 7). tornar a Palavra uma parte de seu ser interior (SI 1 :2. 8). O povo de Deus pre­ cisa perguntar: obedecem os à vontade de Deus? Recebem os o poder do Espírito San­ to? Servim os para a glória de Deus? Se pu­ derm os responder afirm ativam ente a essas perguntas. M o isé s não reuniu os líd eres para p edir seu co n selh o . Josué recebeu a incum bência divina de servir ao Senhor e de faze r sua vontade. regulam entos es­ peciais com relação à herança (N m 3 6 :1 3 ) e o cântico que M oisés ensinou ao povo (D t 3 1 :1 9 ). encargo suficiente para dar-lhe for­ ças a fim de perseverar até o fim. As­ sim com o M oisés antes dele e Samuel e Davi depois dele. As palavras de G abriel a M aria são tão verdadeiras hoje quanto no dia em que as proferiu em N azaré: "Porque para D eus não haverá im possíveis" (Lc 1:37). A força e a coragem de Josué foram resultado de m editar na Pa­ lavra de D eus. ver Dt 1 7:18-20). num a hierarquia (D t 1:1 5 ). e seus m edos se d issip a ria m . está fadado ao mais horrível fracasso ou ao mais terrível sucesso". O s judeus costum avam ler as Escrituras em vo z alta (At 8:26-40) e falar sobre elas sozinhos e uns com os ou­ tros (D t 6:6-9). H á ocasiõ es em que os líderes devem co nsultar seus o ficiais. dispos­ tos. não bastava os sacerdotes estarem de posse e guardarem esse livro precioso. mas para lhes transm itir as o rdens de D e u s. Isso exp lica por que Deus advertiu Josué a que não deixasse de falar do Livro da Lei (Js 1:8). Esse foi o conselho de M oisés a todo o povo (D t 11:1-9) e que D eus estava ap lican d o esp e cificam e n te a Josué.JOSUÉ 1 17 O estímulo da Palavra escrita do Senhor (vv. D e n tre outras co isas. 7. 9). um relato das jo rnadas do povo do Egi­ to até C an aã (Nm 3 3 :2 ). desde que creiam os e obedeçam os! Em anos posteriores. 1 1 9 :9 7 . 2. então nosso ministério foi bemsucedido aos olhos de D eus. qualquer que seja a opinião das pessoas. sem pre que Josué enfrentasse um inim igo e fosse tentado a tem er. o m aior legado de M oisés a seu sucessor. o qual co lo co u sob os cu id ad o s dos sacerd o tes (D t 3 1 :9 ). pode ser que alcan ce esse objetivo e se arrependa. O term o hebraico traduzido por "m editar" significa "sussurrar". Um a coisa é dizer a um líder: "Seja forte! Seja corajoso!" e outra bem diferente é capacitá-lo para isso. Q u a n d o as co isas dessem errado e fosse tentado a se deses­ perar. Pode-se dizer que os cin co Livro s de M o isés (o Pentateuco. M oisés lem brou Josué de que deveria exterm inar os am alequitas (Êx 1 7 :1 4 ). Se você está determ inado a tornar-se próspero e bem -sucedido por sua própria conta. Tenho dito a pastores e sem inaristas em inúm eras co n ferên cias: "Se vo cê não co nversar com sua Bíblia. M oisés continuou acresce ntan ­ do m aterial a esse registro até que tivesse incluído tudo o que D eus desejava que o livro co n tive sse (D t 3 1 :2 4 ). A o longo dos anos em que havia lidera­ do Is ra e l. A palavra de D eus contém em si o poder necessário para que se cum pra. M o is é s m a n te v e um re g istro escrito das palavras e atos de D eus. pela m edita­ ção nele. o "Livro da Lei" incluía o "Livro da A lia n ça" (Êx 2 4 :4 . poderia se lem brar de que era um hom em com um a com issão divina. a prosperid ade e o sucesso não devem ser medidos de acordo com os parâmetros do mundo. de G ên e sis a D euteronôm io) co n s­ tituíam o "Livro da Lei". é bem provável que sua Bíblia não conversará com você!" Na vida do cristão. D e acordo com o e scrito r e s co c ê s G e o rg e M c D o n a ld : "Em tudo aquilo que o hom em faz sem D eus. era preciso que Josué se dedicas­ se diariam ente a sua leitura e. Essas bênçãos são resultados de uma vida dedicada a Deus e a sua Palavra. N ele.

vosso D eus. A preocupação de Josué era que Israel se man­ tivesse unido co m o povo ao conquistar a terra e adorar ao Senhor. mas sim a fé. ainda as­ sim. para a possuirdes" (Js 1:11). pois estava prestes a co m eçar um a série de batalhas pela posse da Terra Prometida. e a fé vem pela m edita­ ção na Palavra de D eus (Js 1:8. por v e ze s. criaram problem as para Josué e Israel pelo fato de viverem do outro lado do Jordão (Js 22). mais co r­ remos o risco de petrificar nossos costum es e de nos tornarm os "obstrucionistas santifi­ c a d o s " . D e u s h a v ia m o stra d o su a v o n ta d e aos israelitas. U m pastor am igo meu pediu e n care cid a m e n te à diretoria de sua igreja um novo prédio com salas de aula para abrigar a Esco la D o m in ical que e stava c re s c e n d o ra p id a m e n te . um hom em de negócios proem inente da cida­ de. Isso porque acreditaram no relato dos espias em vez de crerem na ordem de Deus e de obedecerem pela fé. portanto. U m dos m em bros de longa data do co n selh o . mas o relatório de uma com issão não substitui um m andam en­ to claro de Deus.. O que im porta não é a idade. M esm o confiando que Deus era capaz de operar um milagre. Ele sabia que o D eus que havia aberto o mar V erm e­ lho tam b ém p o d e ria a b rir o rio Jo rd ão . com 20 anos ou mais de ida­ de (Nm 1 :3). em Cades-Barnéia. Depois que aqueles líderes m orre­ ram. Josué ainda teve de fazer preparativos para as necessidades coti­ dianas. Josué tinha algo especial a dizer às duas tribos e meia que viviam do outro lado do rio Jordão e que já haviam recebido sua he­ rança (Nm 32). O maná ainda caía do céu cada m anhã (Êx 16) e não cessaria enquan­ to Israel não estivesse em sua terra (Js 5 :1 1 . para que entreis na terra que vos dá o S e n h o r . Lem brou a elas as palavras de instru ção e de a d ve rtê n cia dadas por M oisés (Nm 21:21-35. m as isso não p re c isa a c o n te c e r. Sou muito grato a D eus pelos cristãos mais velhos que participaram de meu ministério e que me encorajaram a confiar no Senhor e ir avante. Q uarenta anos antes. a cons­ truir as salas tão necessárias. Nos exércitos m odernos. e o registro mostra que as duas .18 JOSUÉ 1 essa não foi uma delas. É um a triste verd ad e que. C aleb e e ele haviam sido testem unhas da ocasião em que Deus livrou a nação do Egito e estavam certos de que Deus faria maravi­ lhas por eles novamente. no entanto. Josué havia feito um dis­ curso sem elhante quarenta anos antes. Por certo. replicou: — Só se for sobre o meu cadáver! £ foi o que a co n teceu ! Alguns dias de­ pois. as duas tribos e meia cum priram sua prom essa de ajudar a conquistar a terra. mas Israel não possuía uma unidade dessas. mas aquela geração de líderes não lhe havia dado ouvidos. Josué não julgou ter mais conhecim ento do que Deus nem ten­ tou resolver as coisas a seu modo. Em Israel. Rm 10:17). Deus havia falado. teriam se poupa­ do dos anos difíceis que passaram vagando pelo deserto. mas. a ú n ica form a de um m inistério progredir é re aliza r alguns fu nerais. 12). Dt 3:12-20) e instouas a cum prir a prom essa que haviam feito. O conselho piedoso tem seu lugar no serviço cristão. No entanto. em seguida.o relatório da minoria . Q uanto mais velhos ficam os. Em lugar da ordem de preparar com ida. C alebe e Josué eram os hom ens mais idosos do acam p am ento e. sua vontade era clara. estavam cheios de entusiasm o para confiar em Deus e entrar na terra. Se tivessem dado ouvidos às palavras de C alebe e Josué . quem ia para a guerra eram hom ens aptos. mas eles se recusaram a obedecer (Nm 13). e a nação devia estar pronta a obedecer. Cad a fa­ mília e clã deveria. era im portante que o povo perm anecesse forte. prover a pró­ pria alim entação. seria de se esperar que Josué o rden asse: "Preparem barcos para que possam os atra­ vessar o rio Jordão ". a unidade de logística providencia para que os soldados tenham co m ida e suprim entos. esse hom em teve um ataque cardíaco e faleceu. a nova geração estava pronta a crer em Deus e a conquistar a terra. O b serve que as palavras de Josué aos líderes são de fé e encorajam ento: "passareis este Jordão. A igreja pôs-se.

cada um com um assunto pessoal a resolver antes de seguir ao Senhor. nenhum obreiro cristão é capaz de alcançar o su cesso para a glória de D eus. Q u e grande incentivo deram a seu novo líder! Para com eçar. Não estavam apegados a M oisés a ponto de colocá-lo acim a de Josué. Q uan d o Josué não parou para buscar a vontade de D eus. 4. não sua verdadeira existência. com o foi com M o isés. As tribos gostaram daque­ las terras. 34). Josué não precisa­ va exp licar nem defender suas ordens. e seus hom ens obe­ deceriam . contigo. 18). Estão dispostos a servir a D eus e aos irm ãos por algum tem ­ po. a prim eira pre­ ocu p ação deles era sua so b revivência. dividi­ ram os despojos de guerra com os irmãos (Js 22:6-8). 1 7). M oisés fez um a con ce ssão ao perm itir que as duas tribos e m eia vivessem fora da Terra Prom etida. 17a). Senhor. so­ mos com o os hom ens descritos em Lucas 9:57-62. No entanto. é a pergunta feita por C orrie Ten Boon e que se aplica especialm ente àqueles que ocupam posições de liderança. O resto dos soldados ficou para trás. por mais bem -suce­ didos que pareçam ser. "A oração é seu volante ou seu estepe?". Levaram sua liderança e suas responsabilidades a sério. C o m soldados assim . Q u an ­ do os soldados voltaram para casa." Esses ofi­ ciais não buscavam seus próprios interesses nem pediram que Josué lhes fize sse co n ­ ce ssõ es. teu D e u s.9 3 0 hom ens disponíveis (Nm 2 6 :7 . Ao que parece. eles o encorajaram garan­ tindo o b e d iê n cia total a ele (vv. to­ mam o rum o de casa para faze r aquilo que desejam . Em seu livro O M arquês d e Lossie. só quarenta mil hom ens chegaram a cruzar o Jordão e a lutar na Terra Prometida (Js 4 :1 3 ). O s O FIC IA IS (Js 1:16-18) EN CO RAJAM SEU LÍDER Aqueles que "responderam " a Josué prova­ velm ente foram os oficiais aos quais Josué havia se dirigido e não apenas os líderes das duas tribos e m eia. "Tão-som ente seja o S enhor . O b e d e c e ria m a todas as o rdens dele e iriam a todo lugar para o qual ele os enviasse. n u n ca chegam a apropriar-se dela de fato. que se aproxi­ mam da herança. "Por que me cham ais Se­ nhor. a fim de proteger as m ulheres e crianças das cida­ des que as tribos haviam co nquistad o na terra de C ilead e (Nm 32:1-5. e não fazeis o que vos m an­ do?" (Lc 6 :4 6 ). Josué era um hom em bem preparado e experiente. C o m o nosso m inistério para um m undo perdido seria diferente se o po­ vo de D eus hoje considerasse a obediên­ cia a C risto um a questão de vid a ou morte! O b e d e c e m o s às ordens do Senho r se te­ mos vontade. Sem oração. Josué jam ais teria conquistado a Ter­ ra Prom etida! 3. 16. Preferiam ter gran­ des rebanhos de ovelhas e gado a viver com os irm ãos e irm ãs na herança que D eus ha­ via lhes dado. en­ frentou fracassos terríveis (Js 7 e 9). com prom isso desse tipo! M uitas vezes. 16-19). mas isso não era garantia de sucesso. "Tudo quanto nos ordenaste farem os e aon­ de quer que nos enviares irem os." A melhor coisa que podem os fazer por aqueles que nos lideram é orar por eles diariam ente e pedir que D eus esteja com eles. 16). O s oficiais encorajaram Josué orando p o r ele (v. e o mes­ mo acontecerá conosco. pois eram um "lugar de gado" (Nm 3 2 :1 . A cã desrespeitou as ordens de Josué e foi m orto (At 7 :1 5 ). Deus havia escolhido tanto M oisés quanto Josué. Posteriorm ente. Essas tribos representam os muitos "cristãos lim ítrofes" na igreja de hoje. Encorajaram Josué garantindo que a o b e ­ diência d eles era uma questão d e vida ou m orte (v. só precisava transmiti-las.JOSUÉ 1 19 tribos e m eia possuíam 1 3 6 . 18. e desobedecer ao servo era o mesm o que desobedecer ao M estre. mas quando com pletam sua tarefa. Foi essa atitud e que os o ficiais de Josué mostraram. se é co nveniente e se ganha­ mos algum a co isa com isso. A Igreja de hoje precisa de mais . mas. um dos personagens de G eorge M acD o nald diz: "Enquanto faço a vontade de D eus não te­ nho tempo de ficar discutindo o plano dele". Estavam longe do lugar de ad o ração e tiveram de erguer um m onu­ m ento especial para lem brar seus filhos de que eram cid ad ão s de Israel (Js 22:1 Oss).

eles o encorajaram lem brando Josué da Palavra de D eu s (v. . foram escritas no Livro da Lei. Seja forte! A batalha é do Senhor! 6 : 10 ). sede fortalecidos no S en h o r e na fo rça do seu p o d er" (Ef Erguei-vos. M oisés repetiu es­ sas palavras quando em possou Josué com o seu sucessor (D t 3 1 :7 . A fim d e conqu istarm os o inim igo e de nos apropriarm os d e nossa herança em Cristo. 18b). 7. te colocou esta terra diante de ti. 9.20 JOSUÉ 1 Por fim. 23). Um exército desencorajado jam ais vence. S p u r c e o n . possui-a. 14. O sw ald. Charles. M etropolitan Tabernacle Pulpit. p. com o te falou o S e n h o r . J. 2. D eus de teus pais: Não temas e não te assustes" (D t 1:21). S a n d e r s . disse a Josué: "Ten­ de ânim o" (Nm 1 3 :2 0 ). p . Sobe.128. Posteriorm ente. As palavras "Sê forte e co rajo so " (vv. Liderança Espiritual. "Eis que o S e n h o r . 1 8) aparecem quatro veze s neste ca­ pítulo. E a armadura vesti. vol. 1985. "Q u an to ao m ais. 97. soldados de Cristo. São Paulo: M undo Cristão. 1. teu D eus. Fortalecei-vos na força que Deus vos concede Em seu Filho Eterno [Charles Wesley] O prim eiro passo rumo à vitória na batalha e à reivindicação da nossa herança é perm i­ tir que Deus nos encoraje para que encora­ jem os a outros. d evem o s ter força e coragem esp i­ rituais. e jo su é rece­ beu a ordem de ler esse Livro e de meditar nele dia e noite (Js 1 :8). 6. Q uand o M oisés enviou Josué e outros hom ens para espiar a terra de C anaã.

um bom general procura descobrir o máxi­ mo possível sobre o inimigo. Raabe. Q uarenta anos antes. Porém . ela percorreu um longo cam i­ nho de prostituta pagã a antep assada do M essias! "M as onde ab und ou o p ecad o . cita apenas duas m ulheres pelo nom e: Sara. sendo bem mais fácil derro­ tar primeiro as cidades do Sul e. Em termos humanos. poderia atravessar a terra dividida. ao mesm o tempo. Com o era a fé de Raabe? . Se tivéssem os na a A braão. para [servir] o Deus vivo e verdadeiro" (1 Ts 1:9). D e que m odo os dois espias entraram na cidade sem ser im ediatam ente reconhe­ cidos com o forasteiros? C o m o encontraram Raabe? Ao ver esses acontecim entos se de­ sen ro lan d o . as do Norte.3 U ma em 1. A palavra hebraica traduzida por "prosti­ tuta" tam bém pode significar "alguém que cu id a de um a h osp edaria". de que o mais im portante sobre Raabe é sua fé.1 5 ). por sua vez. que "tem iam o S e n h o r e. Nem tudo o que é cham a­ do de "fé" constitui. A Bíblia não apenas associa Raabe a Sara com o tam bém . a relacio­ H Tanto H e b re u s 11:31 quanto T iag o 2 :2 5 mostram que Raabe havia depositado sua fé no D eus Jeová antes de os espias ch e­ garem a Je ric ó . Raabe era a única pes­ soa em Jericó que cria no Deus de Israel. M oisés havia en­ viado doze espias a C anaã. Q u eria descobrir com o os habitantes da cidade estavam rea­ gindo à chegada do povo de Israel. especialm ente. som os co m p elid o s a cre r na providência divina. Sara e Raabe não tinham nada em com um . Sara era uma m ulher tem ente a D eus. a Bíblia vai ainda mais longe e relaciona Raabe ao M essias! Ao ler a genea­ logia de Jesus Cristo em M ateus 1. ser­ viam aos seus próprios deuses" (2 Rs 1 7:33). havia "[deixado] os ídolos. era uma gentia ím pia que adorava deuses pagãos e vendia seu corpo. para obter inform ações sobre Jericó. esposa do fundador do povo hebreu. em Tiago 2:21-26. Não era com o os habitantes de Samaria. Tendo em vista que Josué sabia que Deus já havia dado a terra a seu povo. A cidade ocupa­ va cerca de oito ou nove acres. superabundou a graça" (Rm 5 :2 0 ). Mas do ponto de vista divino. D avi e de outras pessoas fam osas da linhagem m essiânica. Jericó era uma das várias "cidades-estados" de C anaã. Josué enviou dois hom ens para espiar a terra e. e D eus levou os espias até ela. 31). a decisão de enviar espias não foi um ato de incredulidade (ver Js 1 :1 1 . 11) e Raabe. de fato. cada parte separada da outra por uma distância de cin co metros. Tiago usa tanto Abraão quanto Raabe para ilustrar o fato de que a verdadei­ ra fé salvadora sem pre é dem onstrada por m eio de boas obras. a esposa de Abraão (v. [se convertido] a D eus. A ssim co m o o povo em Tessalônica. A fé é o que há de mais essencial para qualquer pes­ soa. Sara e Raabe compartilhavam a coisa mais im portante da vida: as duas exer­ citaram a fé salvadora no verdadeiro D eus vivo. en co n ­ tramos o nom e de Raabe na m esm a lista (v. D epois de tom ar Jericó. Não se esqueça. Sem dúvida. e há evidên­ cias arqueológicas de que era protegida por uma muralha dupla. A casa de Raabe ficava nessa m uralha (Js 2 :1 5 ). o "H all da Fama da Fé". Je ricó era um a cid ad e e straté g ica no plano de Josué para a conquista de Canaã. depois. uma prostituta de Jericó (v. Antes de entrar numa batalha. e som ente dois deles haviam apresentado um relato favorá­ vel (Nm 13). U m a fé c o r a j o s a ( J s 2:1-7) P rosélita C anaã Jo s u é 2 ebreus 11. cada uma delas governada por um rei (ver Js 12:9-24). fé verdadeira com o aquela descrita na Bíblia. porém . séculos dtepois. pois "sem fé é im po ssível agradar a D eus" (H b 1 1 :6). e Deus usou seu corpo consagrado para dar à luz Isaque. 5) que os nomes de Jacó.

usaram de d issim u lação . agiu com o qualquer outro pagão daquela cidade ao m entir sobre seus hóspedes. por outro lado. H á quem creia na fé e pense que pelo sim­ ples fato de crer pode fazer m aravilhas. es­ pecialm ente se vo cê estiver sem dinheiro? D. ela não teve medo de ajudá-los. d e fato. a fim de que ninguém se vanglorie na presença de D eus" (1 C o 1:27-29). mas será que tenho o direito de causar a morte de outros. Sua fé não era o culta. mas. £ im pos­ sível ocultar a fé salvadora p o r m uito tem po. Se até m esm o hom ens de D eus experien­ tes. mas esse fato. de m odo algum. Mas. em si. "um a m eretriz". mesm o que fosse apenas na má­ quina de vend er refrigerante". ainda limitado no que se referia às coisas práticas da vida. M artyn Lloyd-Jones nos lembra de que "a fé manifesta-se em toda a personalidade". com o podem os defender suas m entiras? Por um lado. Se o rei tivesse descoberto a dissim ulação de Raabe. U m a fé c o n f i a n t e (Js 2:8-11) A fé vale tanto quanto aquilo em que se crê. não é sim plesm ente uma série de em oções que . U m a v ez que aqueles dois hom ens represen­ tavam o povo de D eus. jam ais po d e riam servi-lo. D e que vai lhe adiantar a m áquina de refrigerante. com o Abraão e isaque (G n 12:10-20. O u ­ tros crêem em m entiras. para reduzir a nada as que são. devem os confessar que a m aioria de nós hesitaria em dizer a verdade em se tratando. R aab e e os espias estavam vivendo em tempos de guerra! Se olhássem os para Raabe com o uma "m ilitan­ te pela liberdade". e o fato de D eus haver providenciado para que as men­ tiras de R aab e fossem registradas nas Es­ crituras não serve. não podem os ser rigorosos demais com Raabe. cria no Senhor (Tg 2 :2 5 ). quando não o é. 2. usa pessoas que. No entanto. No entanto. e aquelas que não são. ouvi um psicólogo dizer que os participantes de um grupo de apoio deveriam "ter algum tipo de fé. mostra sua fé no Senhor.22 JOSUÉ 2 apenas o texto do Antigo Testamento a nos­ sa disposição. com o evidência da aprovação divina. M as a fé vale tanto quanto aquilo em que crê. d e uma questão d e vida ou m orte. e D eus escolheu as coisas humildes do mundo. Tiago considerou as atitu­ des de Raabe com o evidência de que ela. ela dem onstrou fé no Senhor ao arris­ car a vida a fim de proteger os espias. Jesus foi "amigo de publicanos e pecadores" (Lc 7 :3 4 ) e não se envergonhava de ter uma ex-prostituta em sua árvore genealógica! Raabe colocou sua vida em perigo ao receb er os espias e escondê-los. a lição princi­ pal dessa passagem mostra co m o a fé de Raabe era evidente e com o ela a dem ons­ trou ao acolher os espias e arriscar a vida para protegê-los. A verdadeira fé salvadora não é apenas uma proeza resultante do esforço intelectual pelo qual nos convencem os de que algo é verda­ de. inequivocam ente. e as desprezadas. C e rta vez. cujo conhe­ cim ento de Deus era suficiente para levá-la à salvação. não há com o escapar dos fatos. Um a coisa é eu dizer a verdade sobre mim m esm o e sofrer as co nseqüências. poderíamos absolver Raabe de qualquer imoralidade e chamá-la de "proprie­ tária de uma hospedaria". mas sim superstição . mas sim de levar em consideração as circunstâncias nas quais se encontrava. É errado mentir (Pv 12:22). D a m esma forma. a fim de não a conde­ nar com severidade excessiva. D eu s escolheu as coisas loucas do m undo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do m undo para envergonhar as for­ tes. pois os espias viram que Raabe era mesm o tem ente a Deus. Talvez estejam os esperando de­ mais de uma recém -convertida. É im pressionante com o D e u s. "P elo c o n trá rio . ela teria sido exe­ cutada com o traidora. especialm ente de pessoas às quais dei abrigo e que me dispus a proteger? M ui­ ta gente recebeu honras por enganar o inimi­ go em tem pos d e guerra e por salvar a vida de pessoas in o ce n tes. Não se trata de descul­ par nem de encorajar a mentira. a nosso ver. Sabendo que Raabe cria em D eus. 26:6-11) e Davi (1 Sm 2 1 :2 ). 20 . em sua graça. sem dúvida. o que na verdade não é fé. isso não m udaria alguma coisa? Problem as éticos à parte. pois Tiago 2 :2 5 e Hebreus 11:31 empregam o termo grego que significa. sem dúvida.

um ato da graça divina. dos poderosos de M oabe se apodera temor. C reu que ele era o D eu s de Israel. " O s povos o ouviram . "Porque o S e n h o r . assim. vinda dos lábios de uma m ulher cuja vida havia sido cativa da idolatria pagã! Raabe creu no ún/co D eus e não no panteão de deuses que habitavam os templos pagãos. com e­ çarei a m eter o terror e o medo de ti aos povos que estão debaixo de todo o céu. não se trata de um a fé salvadora conform e descrita na Bíblia. Assim com o todos os cidadãos de C anaã. a fé vem pela pregação. U m a confissão de fé e tanto. vosso D eus. O ra. Senhor!" É preciso o bedecer a suas ordens (M t 7:21-27). os que ouvirem a tua fam a trem erão diante de ti e se angustiarão" (D t 2 :2 5 ). "H o je. pois se não houve m udanças em nosso com portam ento. Raabe era uma gentia que se en­ contrava fora das m isericórdias da aliança com Israel (Ef 2:11-13). Tam pouco é um ato corajo­ so da força de vontade. Não m erecia ser sal­ va. Noé. Deus orde­ nou aos israelitas que destruíssem totalm en­ te os cananeus sem qualquer m isericórdia (D t 7:1-3). A verdadeira fé salvadora envolve "a personalidade toda": a mente é instruída. nascido de novo (2 C o 5 :2 1 . mas ela agiu em função daquilo que sabia. sem dúvida alguma. Tam ­ bém tem com o fundam ento a form a com o vivem os. que agiria em favor daqueles que confiavam nele. Q uand o disse: "Bem sei que o S e n h o r vos deu esta terra" (Js 2 :9 ). aparelhou uma arca [a vontade]" (Hb 1 1 :7). de fato. agonias apoderaram-se dos habitantes da Filístia. Porém . "Pela fé. as em o çõ es são estim uladas e a vontade age em obediência a Deus. e o Se­ nhor a salvou. Sua fé baseava-se em fatos e não apenas em sentim entos. logo é de se duvi­ dar que tenham os. é Deus em cim a nos céus e em baixo na terra" (Js 2 :1 1 ). a certeza da salvação não se baseia apenas naquilo que sabem os pela Bíblia ou no que sentim os em nosso co ração . O conhecim ento que Raabe tinha do D eus verdadeiro era pequeno. A conversão de Raabe foi. Bastou à m ulher com uma hem orragia tocar a orla da veste de Cristo para ser curada. Um a vez que a notícia sobre o poder do Senhor chegou a C anaã. os príncipes de Edom se perturbam . D eus havia prom etido que encheria os cananeu de te­ mor e cum priu sua prom essa. A experiência de Raabe foi sem elhan­ te à de N oé: ela sabia que Jeová era o Deus verdadeiro [a mente]. eles estrem eceram . A m enos que a personalidade toda esteja envolvida. esm orecem todos os habitantes de C anaã. a co m eçar pela divisão das águas do mar Verm elho no êxodo.JOSUÉ 2 23 nos dá a falsa certeza de que Deus agirá de acordo com o que nossos sentim entos nos dizem que fará. Raabe dem ons­ trou mais fé do que aqueles dez espias qua­ renta anos antes. Raabe estava condenada e destinada a morrer. mas D eus se com padeceu dela. "E. Sobre eles cai es­ panto e pavor" (Êx 1 5 :1 4 -1 6 ). no qual saltam os do alto do templo e esperam os que D eus nos salve (M t 4:5-7). Se houve um a pessoa pecadora que experim entou a . Tg 2 :1 4 -2 6 ). pois ela ouviu falar dos grandes milagres que D eus havia realizado. mas era isso o que Israel esperava que seu Deus fizesse. mas era o D eu s em cima nos céu s e em baixo na terra. ela tem eu por si mes­ ma e por sua fam ília quando soube das gran­ des maravilhas que ele havia realizado [as em oções] e ela receb eu os espias e im plo­ rou pela salvação de sua fam ília [a vontade]. Esse D eus no qual ela creu não se lim itava a uma só nação ou terra. N ão basta dizer: "Senhor. Claro que isso não significa que é preci­ so o intelecto estar inteiram ente instruído em todos os asp ecto s da Bíblia antes de um pecador ser salvo. Creu que ele era um D eus p esso a l ("vosso D e u s"). que daria a terra a seu povo. e a pregação. divinam ente instruído acer­ ca de acontecim entos que ainda não se viam [o intelecto] e sendo tem ente [as em oções] a Deus. pela pala­ vra de Cristo" (Rm 10:17). mas ela agiu em função do co n h e c im e n to lim itad o que p o ssu ía (M t 9:20-22). o povo de lá teve m edo. R aabe creu num D eu s grande e im pressionante! Nossa certeza de que som os filhos de D eu s vem do testem u n ho da Palavra de D eus diante de nós e do testemunho do Es­ pírito de D eus dentro de nós (1 Jo 5:9-13).

Q u e contraste com o re lacio ­ namento entre o cristão e Jesus Cristo. porém . U m a fé p r e o c u p a d a (Js 2:12-14) ele deseja que todos saibam que ele pagou o preço por nossa redenção e que todos podem ser salvos ao crer nele. o acordo estaria ca n ce lad o . O leproso purificado voltou para casa e contou a to­ dos com quem se encontrou o que Jesus havia feito por ele (M c 1 :40-45). U m a fé p a c t u a l (Js 2:15-24) Um a aliança ou pacto é sim plesm ente um aco rd o . tanto o livro da a lia n ça quanto o povo da a lia n ça foram aspergidos com sangue (Êx 24:3-8. tornaram -se re sp o n sáveis pela fam ília de Raabe com o Judá havia feito por Benjam im (G n 4 3 :8 . Da próxim a vez que cantar: "Eu sei que foi pago um alto preço". Ele morreu por nós. O Livro de Provérbios adverte sobre assum ir a responsabilidade por outros e servir de fiador no mundo dos negócios. Um a vez que esses hom ens não sabiam quais eram os planos de Deus para tom ar a cid ad e. enquanto ele viver. Raabe não estava preocupada apenas com seu próprio bem-estar. . 1 C o 1 1:23-26). O u seja. e o levou a Cristo (Jo 1:35-42). um co n trato en tre duas ou mais partes. lembre-se de que Jesus assumiu a responsabilidade de ser fiador de uma aliança superior (H b 7:22). Tam bém pode­ mos enco ntrar alian ças hum anas. Abraão (G n 12:1-3. e. a aliança sobre a terra da Palestina. co m o o pacto entre Davi e Jônatas (1 Sm 18:3. No entanto. 2 0 :1 6 .2 0 ). Antes que os dois espias deixassem a casa de Raabe. 2 0 . 9). "O fruto do justo é árvore de vida. eles cuidariam para que a fam ília dela perm a­ necesse em segurança. Simão. 2 7 :1 3 ). Raabe queria uma garantia dos dois es­ pias: quando a cidad e fosse tom ada. Em função das promessas de sua Palavra e da garantia de sua fiánça eterna. co nfo rm e exp licad o em D eu tero n ô m io . reafirm aram a aliança feita com ela. Q u an d o D eus estabeleceu sua aliança com Israel no Sinai. 1 1 :1 5 . colocarem os em peri­ go a vida daqueles a nosso redor. que não tinha dívida alguma. 15:1-20) e Israel (Êx 19 . podem os confiar que ele "tam bém pode salvar totalm ente os que por ele se chegam a D eus. pois envolve grande risco e pode levar o fia­ dor a perder tudo (Pv 6:1 ss. não puderam o fe re ce r a Raabe instruções detalhadas. e o Senhor Jesus Cristo usou o pão partido e o cálice de vi­ nho para sim bolizar a nova aliança (Lc 22:1 9. a terra seria tomada. Deus deu o arco-íris com o sinal da alian­ ça com N oé (G n 9:12-1 7). Podemse en co n tra r várias alian ças divinas regis­ tradas nas Escrituras: a aliança de Deus com nossos prim eiros antepassados no Éden (G n 2 :1 6 ). M t 2 6 :2 8 . O s hom ens lhe ofe­ receram essa garantia ao dar sua palavra e jurar por sua vida que a cum pririam . A ndré com ­ partilhou as boas novas com o irm ão. sentiu a responsabili­ dade de salvar sua fam ília.24 JOSUÉ 2 realidade de Efésios 2:1-10. nossa salvação estará garantida. a aliança de Deus com Noé (G n 9). pois 4. mas se não falarm os o suficiente. O s hom ens estavam certos de que a cidade cairia e que. No âm bito espiritual. essa pessoa foi Raabe! 3. pois uma v e z que havia experim entado a graça e a m isericórdia de Deus. somos salvos porque Jesus C risto. Deus determ i­ nou um "sím b o lo " físico ou m aterial para lem brar o povo daquilo que havia sido pro­ m etido. Se Raabe fa­ lasse dem ais. dispôs-se a ser nosso fiador (H b 7 :2 2 ). e o que ganha almas é sábio" (Pv 1 1 :30). vivendo sempre para interceder por eles" (v. Rm 4 :1 1 ). no final. O s espias advertiram Raabe de que ela não deveria passar essas inform ações a nin­ guém da cidade a não ser aos m em bros de sua fam ília. suas portas seriam derru­ badas e o povo m assacrad o . Hb 9:1622). 25). Hb 1 2 :2 4 ). 2 0 :1 6 ) e entre Davi e o povo de Israel (2 Sm 5:1-5). arriscaria sua vida. É possível que tenham partido do pressuposto de que a ci­ dade seria sitiada. Se o fizesse. D epois de seu encontro com o Senhor Jesus. com certas condições que devem ser respeitadas por todos os envolvidos. a aliança m essiânica com Davi (2 Sm 7) e a nova aliança no sangue de Jesus Cristo (Jr 3 1 :3 1 . Em várias aliança bíblicas. Sua aliança com Abraão foi "sela­ da" pelo ritual da circuncisão (G n 17:9-14.

encontraram Raabe e a família dentro da casa na muralha e os salvaram do julgamento (Js 6:21-25). Dt 10:12-16. Q u an d o os israelitas tomaram Jericó. Teve de contar aos fam iliares sobre o julgam ento vindouro e a prom essa de sal­ vação . o co rdão escarla­ te marcou a casa no muro de Jericó. Raabe não apenas deu esperança a sua fa­ m ília. E se um daqueles parentes com unicasse ao rei o que estava acontecendo? Tam bém teve de dar uma ex­ p licação para o cordão escarlate pendura­ do do lado de fora de sua janela. Q uand o o exército de Israel tom asse a cidade. Raabe foi uma m u lh er'd e grande cora­ gem. assim com o o sangue do cordeiro im olado nos um brais das portas no Egito provou que os hebreus creram na Palavra de Deus. provou essa fé ao pendurar o cordão escarla­ te do lado de fora da ja n ela . A cor desse cordão é significativa. que ficava no muro da cidade (Js 2 :1 8 ). O s espias saíram da casa de Raabe e se esconderam até estarem certos de que seus perseguidores haviam desistido de ir atrás deles. mas um forasteiro entrando na cidade poderia ver o cordão ou alguém visitando a casa de Raabe talvez perguntasse o que significava. 3 0 :6 ). os espias a instruí­ ram a pendurar um cordão escarlate do lado de fora da janela de sua casa. Raabe creu no Senhor e nas prom essas pactuais que ele havia feito por interm édio de seus servos. mas esse tipo de fé é vazio. Um a vez que Jericó estava co m p letam ente fech ada (Js 2 :1 ). o povo de Israel ainda não estava pronto para atravessar o rio e conquis­ tar o inimigo. Porém . Em seguida. Assim com o o sangue nos umbrais das portas no Egito m arcou as casas sobre as quais o anjo da m orte de­ veria passar (Êx 12:1-13). Raabe usou aquela cor­ da para ajudar os espias a descer pela janela e deixou-a lá a partir de então. H o je em dia. A fé no Deus vivo significa salva­ çã o . o cordão identi­ ficaria a casa dela com o um "lugar de segu­ rança". mas ignoravam o verdadeiro significado espiritual d e sse ritual im p o rtan te (R m 2 :2 5 -2 9 .JOSUÉ 2 25 N o caso de Raabe. pois lembra o sangue. m as tam b ém deu grande ânim o a Josué e ao exército de Israel. muita gente firm a sua salvação no batism o ou em sua participação na C eia do Senhor (Eucaristia). cujos o cu p ante s deveriam ser protegidos pelos soldados de Israel. É im portante observar que Raabe e sua fam ília foram salvas por sua fé no Deus de Israel e não por terem fé no cordão pendu­ rado do lado de fora da janela. O s judeus dependiam da circuncisão para salvá-los. voltaram para o acam pa­ mento de Israel e deram a Josué a boa notí­ cia de que o povo encontrava-se impotente. e a fé em sua alian ça dá segurança. O fato de Raabe pendurar o cordão ali foi prova de que creu.algo perigoso. a fé num sím b o lo da aliança não passa de superstição religiosa e não pode conceder salvação nem segurança. pois o Senhor os havia enchido de temor. . Esse foi o "si­ nal certo" que ela havia pedido com o prova da aliança entre ela e os espias (Js 2:12-23). No entanto. é pouco provável que houvesse al­ guém do lado de fora dos muros. A inda havia alguns "negócios pendentes" a resolver antes que pudessem estar certos das bênçãos do Senhor.

foi conquistado pela fé". Ao prosseguir com seu estudo. D eus ilustra três elem en­ tos essenciais para que avancem os pela fé e tom em os posse de tudo o que ele tem para nós: a palavra da fé. certam ente. ele não ia pedir que atravessassem o rio a nado nem que o vadeassem . para nos levar e nos dar a terra" (D t 6 :2 3 ). na verdade. avançando pela fé a fim de tom ar posse de nossa rica heran­ ça em Cristo Jesus.é tudo o que há na vida cristã. O s cristãos sobre os quais li eram diferentes uns dos outros quanto a suas origens. vo cê é ven ced o r ou ven­ cid o . antes. agora. porque. o Livro de Josué 1. Na vida cristã. Foram ho­ mens e m ulheres de fé. mas pela fé pode­ mos declarar: "A vancem os para onde Deus N o cap ítu lo anterior.ser liberto da escravidão do Egito . U m a das alegrias de m inha vid a cristã é o estudo da biografia de cristãos. mas muitas vezes não podem os "entrar por causa da incredulida­ de" (H b 3 :1 9 ). Por certo. A incredulidade nos faz dizer: "Voltem os para um lugar seguro". Não tinham com o construir barcos nem balsas para transportar . Em Josué 3 e 4. D eus nos fez sair da es­ cravidão para que pudéssem os entrar na vida que nos prom eteu. a jornada de fé e o tes­ temunho da fé. e a única for­ ma de fazer isso é pela fé. e os princípios da fé tam bém . Isso é fé! M as o povo respondeu: "N ão poderem os".4 A van te P ela F é Jo sué está operando" (ver Nm 14:1-4). O Livro de Josué trata da vitória da fé e da glória que D eus recebe quando seu povo crê e obedece. 1 Rs 8 :5 6 ). lembre-se de que este livro trata de questões que vão além de história antiga. 2 3 :1 4 . a salvação é apenàs o co m eço . ao que D eus quer fazer aqui e agora pelos que crêem nele. Isso é in cred u lid ad e e custou à nação quarenta anos de disciplina no deserto (ver Nm 13:2633). mas podem os deixar de viver pela graça de Deus e de to­ mar posse de tudo o que ele nos prometeu (H b 3:7-19. A PALAVRA DA FÉ (Js 3:1 -1 3) Enquanto a nação estava aguardando à beira do rio Jordão. Nas palavras do pri­ meiro ministro britânico. As prom essas de Deus nunca falham (Js 2 1 :4 5 . 3 . O que parece ter mudado é a atitude do povo de D eu s: não crem os mais em D eus nem agim os pela fé em suas p ro ­ messas. Tanto em nosso cresci­ mento pessoal quanto em nosso serviço ao Senhor "ainda m uitíssim a terra ficou para se possuir" (Js 13:1). pre­ valecerem o s contra ela". pois creram em sua Palavra. 12 :1 5 ). D eus ainda é o m esm o. possuíam uma coisa em com um : to dos creram nas prom essas de D eu s e fize­ ram conform e ele lhes o rden ou . o povo deve ter ficado imagi­ nando o que Josué pretendia fazer. D iz respeito a sua vida e à vida da Igreja nos dias de hoje. O tema do Livro de Josué tam b ém é o tem a do Livro de H e b re u s: "Deixem o-nos levar" (H b 6 :1 ). daquilo que D eus fez sé­ culos atrás pelos israelitas. e D eus honrou-os. No entanto. form ação. vim o s a fé ind ivi­ dual de Raabe. Fom os salvos para que nos transformasse em soldados.usados por D eus para desafiar a Igreja e transform ar o mundo. Afinal.4 concentra-se na fé de Israel com o nação. da vida de hom ens e m ulheres que foram . pois era a esta­ ção das cheias (Js 3 :1 5 ). H á gente dem ais do povo de Deus com a idéia equi­ vocada de que a salvação . M oisés expressou esse fato com perfeição: "D ali nos tirou. vitorioso ou vítim a. ao falar da terra. Deus não nos salvou para nos transform ar em estátuas para exib ição . personalidade e m aneira de servir a D eus. Q uarenta anos antes.e que continuam sendo . quando. Josué e C alebe haviam garantido aos israelitas: "Subam os e possuam os a terra. Benjam im Disraeli: " O m undo jam ais foi conquistado por intri­ gas. "E esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé" (1 Jo 5:4).

D eus é nos­ so com p anheiro. 1-4). 5). e a pre­ gação. o povo em Jericó assistiu a essa m archa com grande apreensão. mas uma fo rça ativa. e o cum prim ento da p ro m e ssa d e p e n d ia da o b e d iê n c ia à . com Ezequias (2 C r 2 9 :2 0 ) e com Jesus C ris­ to (M c 1 :3 5 . era parecido com M oisés (Êx 2 4 :4 . As pessoas que Deus usa e ab ençoa sabem disciplinar seu corpo de modo a dedicar-se ao Senhor nas prim ei­ ras horas da manhã. mas sim obedecer apesar das co n seq ü ê n cias. pois era um o bjeto sagrado do tabernáculo e não deveria ser tratada com descaso. Q uand o o povo levantava acam pam en­ to. U m a vez que o povo não havia cam in h ad o dessa form a antes. O povo obedeceu a essas m ensagens pela fé. e eu te darei descanso" (Êx 3 3 :1 4 ). assim tam bém a fé sem obras é m orta" (Tg 2 :2 6 ). Essa mensagem foi. A arca é citada dezesseis vezes nos capí­ tulos 3 e 4. Era o "trono de D eus". É provável que os israelitas te­ nham levado um dia inteiro para com pletar esse percurso. de "arca do S e n h o r " três vezes e sim plesm ente de "arca" outras três vezes. Naquela ocasião.1 5 ). Deus pro­ meteu a M oisés: "A minha presença irá co n­ tigo. e dissipados sejam os teus inimigos. a fé vem pela pregação. Josué ordenou que o acam pam ento se d eslocasse dezesseis quilôm etros de Sitim para o Jordão. Alguém disse bem que ter fé não é crer ape­ sar das evidências. É cham ada de "arca da A liança" dez vezes. pois a fé é alim entada pela ado­ ração e pela Palavra. "E.JOSUÉ 3 . liderou um p equeno grupo de israe litas que v e n ce u o en o rm e e x é rcito m idianita. ao se apro­ xim arem desse modo da terra. A m ensa gem d o s líd e re s pa ra o p o v o (vv. A lei de Deus ficava guardada dentro da arca. Porque Abraão creu em D eus. No entanto. sem dúvida. Nesse sentido. Porque G id eão creu em D e u s. no terceiro dia. 7 :1 6 . Josué recebia ordens do Senhor e lhes o bedecia pela fé. Na m archa do povo pelo deserto . Neste parágrafo. e. e fujam diante de ti os que te odeiam " (Nm 1 0 :3 5 ). S e n h o r . pela palavra de C risto" (Rm 10:17). o lugar onde sua gló­ ria ficava no tab e rn ácu lo (Êx 2 5 :1 0 -2 2 ) e onde Deus assentava-se "entronizado acim a dos querubins" (Sl 8 0 :1 ). A lém disso. A vida d e fé sem pre nos leva a agir. desa­ fio u os d e u se s e g íp c io s e c o n d u z iu os israelitas à liberdade. e o sangue dos sacrifícios era aspergido sobre o propiciatório uma vez por ano no dia da expiação (Lv 1 6 :1 4 . significando que D eus estava indo adiante deles e abrindo cam inho. assim. Josué costum ava acordar cedo (Js 6 :1 2 . D epois disso. Porque M oisés creu em D eus. com D avi (Sl 5 7 :8 . estavam incum bidos de preparar o povo para segui-los. ao mesmo tempo. Q u an d o os líderes das tribos vissem os sacerdotes car­ regando a arca e se movendo em direção ao rio. todas baseadas na Palavra de Deus. mas não podem os ousar tratá-lo com o um "colega" qualquer. assim com o o corpo sem es­ pírito é morto. seriam alvo fácil para os inim igos. ver 1 1 9 :1 4 7 ). N a jornada desta vida. e Deus os fez atravessar o rio. Sua fé não foi um sentim ento pas­ sivo. não deveriam se aproxim ar demais da arca. uma ordem e uma prom essa. 3 4 :4 ). A m ensagem de Jo su é para o po vo (v. você descobre que todas as pessoas citadas nes­ te capítulo fizeram algo em função de sua fé em D eus. há cinco mensagens di­ ferentes. descansaram mais um dia e. a arca foi adiante deles (Nm 1 0 :3 3 ) e M oisés decla­ rou: "Levanta-te. A o ler H ebreus 11. que é a "palavra da fé" (Rm 10:8). É im possível viver pela fé e ignorar a Palavra de Deus e a ora­ ção (At 6 :4 ). ele saiu de U r e rumou para Canaã. a presença da arca era uma garantia da pre­ sença do Senhor. A arca foi adiante do povo para estim u­ lar sua fé. os líderes deram suas ordens: o povo deveria atraves­ sar o rio seguindo a arca da aliança. 8 :1 0 ) e passava as prim eiras ho­ ras do dia em com unhão com Deus (Js 1:8). com o lem brança da aliança de Deus com Israel. o grande "capítulo da fé" nas Escrituras. O que seus líderes iriam fazer? C o m o M oisés antes dele. "Porque. cad a um a das tribos possuía um lugar determ inado na m archa (Js 2). seria preciso que Deus os co nduzisse.4 27 mais de um m ilhão de pessoas pela água até o outro lado. ver Is 5 0 :4 ).

A verdadeira liderança espiri­ tual volta os olhos do povo de D eus para o Senhor e para sua grandeza. segui-lo.4 o rd em . Eles é que tive­ ram de m olhar os pés antes de Deus abrir as águas. 27 e C olo ssenses 3 :8-14. Q u a n d o os sace rd o te s ch e ­ gassem ao outro lado. estamos habituados a ter um lugar confortável para tomar banho. o Deus de Josué era mais do que o D eus de Israel. Na Bíblia. Se a experiência de Israel no monte Sinai s e rv e de e x e m p lo (Ê x 1 9 :9 . derrotaria seus inimigos e ca p a cita ria as trib o s para que tom assem posse de sua herança. também abriria o rio Jordão e os conduziria à Terra Prometida. Depois de instruir os sacerdotes que estavam carregando a arca. A lgu m as pro m essas de D eus são incondicionais. e que pode ser encontrada em 2 Co ríntio s 6 :1 4 .28 JOSUÉ 3 . mas isso era algo praticam en­ te desconhecid o para o povo dos tempos bíblicos. No O riente Próxim o. 8). Em nosso mundo m oderno. trocou de roupa e adorou ao Senhor (2 Sm 1 2 :2 0 ). ver 1:5. Ele era "o Deus vivo " (Js 3 :1 0 ) e "o Senhor de toda a terra" (Js 3 :1 1 . Q u a n d o Jacó reco m eço u seu relacio nam ento com o Senhor e voltou a Betei. D eu s prom eteu o p e rar m aravilhas no meio deles. 13). ao fazêlo. a água era um luxo que não costum ava ser em pregado com freqüência para a higiene pessoal. 14). Josué não fez um discurso para "levantar o m oral" do povo. e n tã o "purificai-vos" significava que todos deveriam banhar-se e trocar de roupas e que os casais deveriam se dedicar inteiram ente ao Senhor (1 C o 7:1-6). Foi preciso fé e coragem para faze r seu trabalho. haviam recebido autoridade do Se­ nhor antes dos m ilagres.a "palavra da fé" . as águas voltariam a seu curso norm al. esse seria apenas o co m eço dos milagres. Pelo fato de ser o "D eu s vivo". 9). 6). M oisés e Josué. A mensagem de Josué aos sacerdotes (v. pois o Senhor entraria com eles na terra. A lid e ra n ça e fic a z re q u er tanto au to rid ad e quanto grandeza. jo su é co m ­ partilhou as palavras do Senhor com o povo. servo do S enh o r (Êx 1 4 :3 1 ). U m a vez que o pecado é retratado co m o co n tam in açã o (Sl 5 1 :2 . teriam de ficar no meio do leito do rio até que todo o povo tivesse atra ve ssa d o . "Q u ã o grandes são os seus sinais. lem braria o povo de que o Senhor estava com Josué assim com o havia estado com M oisés (Js 4 :1 4 . "Q u e deus é tão gran­ de com o o nosso Deus? Tu és o Deus que operas m aravilhas" (Sl 7 7 :1 3 . mas sim ao Senhor e às bênçãos de sua graça co n ce­ didas à nação. D eus deve nos purificar antes de poder­ m os. de fato. D eu s faria a m esm a coisa por Josué no Jordão e. en q u an to outras exig em que preencham os certos requisitos.1 5 ). Assim com o havia aberto o mar Verm elho para livrar Israel do Egito. Q uand o M oisés liderou a nação na travessia do mar Verm elho. Essa práti­ ca é transportada até o Novo Testam ento. Efésios 4 :2 6 .7 :1 . e quão poderosas. G rand e parte daquilo que Josué disse em seu breve discur­ so foi uma recapitulação do último discurso de M oisés a Josué (D t 31:1-8). No entanto. esse milagre engrandeceu M oisés diante do povo. Sim plesm ente lembrou os israelitas das promessas de D eus . Era responsabilidade dos sacerdotes carreg ar a arca da aliança e ir adiante do povo quando m archavam . A m ensag em d o S e n h o r para Jo su é (vv. porém .e os incentivou a crer e a obedecer. bem com o das palavras do Senhor a Josué quando este assumiu o lugar de M oisés (Js 1:1-9). D ep o is que o rei D avi confessou seu pecado. 7). mas eles creram em D eus e confiaram na fidelidade da Palavra do Senhor. e os israelitas reconheceram que ele era. 9-13). as suas m aravilhas" (D n 4:3 ). o patriarca e sua fam ília se lavaram e trocaram de roupa (G n 35:1-3). Ao satisfazer essas condiçõ es. não estam os trabalhando para m erecer a bênção. mas sim nos certifi­ cando de que nosso coração está prepara­ do para a bênção de Deus. A m ensagem de Jo su é para o p o v o (vv. o ato de lavar o co rp o e tro­ ca r de roupa sim bolizava um novo co m e­ ço com o Senhor. mas os m ilagres conferiram-lhes grandeza diante do povo. Não engrandeceu a si m esm o. 7. . banhou-se. v e rd a d e ira m e n te . e tudo o que precisam os fa­ z e r é crer. porém . No entanto. Além disso.

vosso D eus. a travessia do rio Jordão não é um retrato do cristão que m orre e vai para o céu. é pouco provável que tenham os grandes progressos em nossa vida e serviço para Cristo.JOSUÉ 3 . cerca de trinta quilôm etros rio aci­ ma.4 29 pôde derrotar os ídolos mortos das nações pagãs que habitavam a terra (Sl 11 5). C om o é triste quando o povo de Deus deixa de se apropriar de sua herança e fica vagando sem rumo pela vida com o aconte­ ceu com Israel no deserto. que cada tribo nom easse um homem para realizar uma ta­ refa especial. o escritor usou a expe­ riência de Israel em Cades-Barnéia para ad­ vertir os cristãos insensatos a não ficarem aquém de tudo o que Deus planejou para eles. A JO RN AD A DE fé (Js 3:14-17) Durante a m aior parte do ano. pois esse vento era o resfolegar das n arin as de D e u s (Êx 1 5 :8 ). Postaram-se ali até o povo todo passar e. Q uand o Israel atravessou o Jordão. D eus não pode abrir cam inho para nós. nosso C o n ­ quistador. Q u a n d o M oisés ergueu sua vara. "Escolheu-nos a nossa herança" (Sl 4 7 :4 ). Se não estivermos dispostos a dar um passo de fé e obedecer à Palavra do Senhor. quando a nação inteira havia atra­ vessad o . São encontra­ das as condições que deveriam preencher. C ada passo que os sacerdotes davam abria a água diante deles até ficarem no meio do rio em terra seca.1 0). O rd en o u. A travessia do mar Verm elho retrata o cristão sendo liberto da escravidão do pecado. o rio Jordão tinha pouco mais de trinta metros de largu­ ra. 22 ). O Livro de Hebreus foi escrito com o propósito de desafiar o povo de Deus a buscar a m aturidade espiri­ tual e a não regredir em sua incredulidade. Assim que os sacerdotes carregan­ do a arca colocaram os pés no rio. Pelo fato de ser o "Senhor de toda a terra". Deus co ncede a capacitação. ao contrário do que afirmam alguns hinos. Em H ebreus 3 . e as prom es­ sas de Deus não falham. na pre­ sença do Senhor de toda a terra" (Sl 9 7 :5 ). "Derretem -se com o cera os montes. mas na ép o ca das cheias de prim avera. 2. porque toda a terra é m inha" (Êx 19:5). "N em uma só palavra falhou de to­ das as suas boas prom essas" (1 Rs 8 :5 6 ). Josué explicou ao povo que Deus abri­ ria o rio assim que os sacerdotes carregan­ do a arca colocassem os pés nas águas do Jordão. Não foi obra do acaso. Deus sempre dá sua "palavra da fé" a seu povo quando pede que o siga até novas regiões de confli­ to e de conquista. É im possível ficar parado na vida cristã: ou avançam os pela fé. D eus estava indo adiante de seu povo e abriria cam inho para eles! A o recapitular essas cin co m ensagens. o rio transbordava sobre as margens e chega­ va a ter mais de um quilôm etro e meio de largura. enquanto a travessia do rio Jordão retrata o cristão tomando pos­ se da herança em Jesus Cristo. e quando baixou a vara. não foi o braço obediente do líder que operou o milagre. Q u an d o D eus abriu o m ar V erm elh o . perto de uma cidade cham ada A dã. D eus havia dito a seu povo no Sinai: "Sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos. usou um vento forte que soprou durante toda a noite anterior (Êx 1 4 :2 1 . C om o disse anteriorm ente. os sace rd o te cam in h aram até a outra margem . que nos co n d u z cada dia até a herança que reservou para nós (1 C o 2 :9 . que seria explicada posterior­ mente (Js 4:2-8). pode fazer o que lhe aprouver com todas as ter­ ras e nações. e estareis seguros. C om seus mandamentos. vê-se que o Senhor deu aos israelitas toda a inform ação de que precisavam para realiza­ rem a tarefa que lhes atribuía. ou regredim os em incredulidade. o rei Josafá deu um conselho que ainda se aplica aos dias de hoje: "C red e no S e n h o r . crede nos seu s p ro fe ta s e p ro s p e ra re is " (2 C r 2 0 :2 0 ). o vento com eçou a soprar. as águas pararam de co rre r e se d etiveram co m o muros. Se não derm os um passo de fé (Js 1 :3) e se não "m olharm os nossos pés". Séculos depois da conquista. e o rio voltou a correr. mas sim os pés obe­ dientes do povo. Foi um m ilagre de D eus em resposta à fé de seu povo. tam bém . na presença do S e n h o r . as águas voltaram ao lugar e afogaram o exército egíp­ cio (Êx 14:26-28). as ordens a que deveriam obedecer e as pro­ messas nas quais deveriam crer.4. .

Tanto as águas quanto o povo obedeceram ao Senhor. O TESTEM UNHO DA FÉ (Js 4:1-24) O Senhor estava no controle de tudo o que ocorreu no rio Jordão naquele dia. Jo su é erg u eu o m o n u m en to n o m eio d o rio (v.4 3. 14:6). além de D e u s. A s p e d ra s c o lo c a d a s em G ilg a l foram carregadas pelos doze hom ens nom eados anteriorm ente. (Q uand o estudarm os Josué 5. pensar em voltar. O rdenou às águas quando deveriam se deter e quan­ do retomar o curso. 1 8 . Para um incrédulo. 1024) e doze pedras no meio do rio (v. O Deus de Israel preocupa-se com seu povo. d o ze pedras em pilhadas não pas­ savam de um m onte de pedras. cada um pegou uma pedra grande e carregou-a quase treze quilôm etros até Gilgal. conduzindo-os em segurança à Ter­ ra Prometida.) . 78:1-7. 1-8. Foi uma cidade de destaque para Josué. Disse aos sacerdotes quando entrar no rio e quando sair dele e ir para a outra margem. com o passar do tem po. 1 3 :1 4 . 1 0 2 :1 8 ). 15. onde a nação acam ­ pou naquela noite. D t 6 :2 0 . além de ser um lugar considerado importante por Samuel a ponto de incluir a cidade em seu "circuito ministerial" (1 Sm 7 :1 6 ). 8 9 :1 . que Josué co lo ca sobre os israelitas a obrigação de tem er ao Senhor e de dar testemunho dele para o mundo todo (Js 4 :2 4 ). ela se afastará dele e com eçará a seguir o mundo. Havia uma "escola de profetas" em Gilgal no tem­ po de Elias e Eliseu (2 Rs 2 :1 . O profeta O sé ias co nd eno u o povo por adorar em G ilgal em vez de Je­ rusalém (O s 4 :1 5 . 7 1 :1 7 . Josué (Js 4 :1 4 ). Gilgal ficava cerca de três quilôm etros de Jericó e. daquele m omento em diante.30 JOSUÉ 3 . Posteriorm ente. pois se tornou'seu acam pam ento e centro de ope­ rações (Js 9 :6 . Afinal. para os israelitas. mas é bem provável que sim. e tudo co r­ reu de acordo com os planos de Deus. porém . O povo de Israel ergueu dois montes de pedras com o mem oriais da travessia do rio Jordão: doze pedras em Gilgal (vv. Q uand o esses homens chegaram ao meio do rio. 4 :3 8 ). jam ais. O povo havia rompido com o passado e não deveria. e suas ad­ vertên cias foram repetidas por A m ós (Am 4 :4 . operando m aravilhas em favor de seu povo. Êx 12 :2 6 . local onde a nação coroou seu primeiro rei (1 Sm 11) e onde Davi foi recebido de volta depois que a rebelião de Absalão foi contida (2 Sm 19). deve ter sido estranho ver seu líder fazer isso. cum pre suas prom essas. mas para um israelita que cria em D eus. 9 :1 5 . Um testem unho e tan­ to para dar ao mundo! Infelizm ente. Essas doze pedras em pilhadas eram uma lem brança daquilo que D eus havia feito por seu povo. deveriam andar em "novidade de vida" (Rm 6:1-4). Es­ ses m onum entos eram testemunhas de que D eus honra a fé e opera em favor daqueles que confiam nele. 9). era um a lem ­ b ra n ç a c o n sta n te de que Je o v á era seu D eus. 4 3 . Gilgal tornou-se um im portante cen tro de Israel. exceto pela Transjordânia. 5 :5 ). 2. Note. cada um proveniente de uma das tribos (Js 3 :1 2 ). O D eu s q u e p o d e abrir o rio é o Deus a quem todos devem temer. am ar e obedecer! Israel precisava contar às nações sobre ele e convidá-las a crer nele também. 10:6. 9) e. quem. v e r Sl 3 4 :1 1 -1 6 . O s israelitas acreditavam na im­ p o rtâ n cia de e n sin a r a geração segu in te sobre Jeová e seu relacionam ento especial com o povo de Israel (Js 4 :6 . p o d e ria v e r d o z e pedras am ontoadas no leito de um rio? A narrativa não diz se foi Deus quem ordenou a Josué que erguesse esse segundo m o num ento . Se não ensinarm os às próxim as gerações a verdade sobre o Senhor. O m onum ento em G ilgal lem brava os israelitas de que D eus havia aberto o rio Jordão. O m onum ento no fundo do rio lem ­ brava o povo de que sua vida antiga havia sido sepultada e de que. Foi um dia qu e glorificou ao S en h o r e q u e en­ grandeceu seu servo. 2 1 . 12 :1 1 ). Deus não o repreendeu por fazê-lo. 7 9 :1 3 . foi o prim eiro território em C anaã do qual o povo de Israel tomou posse com o herança. verem os a relevância espiritual da institui­ ção desse m onum ento e da circuncisão da nova geração para os cristãos de hoje. vai adiante dele em vitória e nunca falha. esse m emorial em Gilgal foi perdendo o sig­ nificado espiritual e tornou-se um santuário onde os israelitas pecavam contra Deus ao ad orar ali. Pelo menos.

morra para sua vida do passado (Rm 6). sem pre que um a criança israelita passasse pelas doze pedras em Gilgal. A glorificação do passado é uma excelente form a de petrificar o presente e de privar a igreja de poder. Se deseja apropriar-se de sua herança espiritual em Cristo. mas ainda não estavam prontos para confrontar o inimigo. e Deus abrirá cam inho para vo cê. Esses dois m ontes de pedras foram os p rim eiros de vário s m on u m ento s que os israelitas ergueram na terra. se acreditassem . Som os vencedores em Jesus Cristo (1 Jo 5:3). Seguindo as ins­ truçõ es de M o isés. desde que não se tornem ídolos que afastam nosso co ração de D eus e que não nos am arrem ao passado de tal forma que deixem os de servir a Deus no presente. mesmo separados das outras tribos pelo rio. mas está lá. isso faria uma grande dife­ rença em seu relacionam ento com D eus e com a vontade dele para a vida delas. N ã o há n a d a d e e rra d o em e rg u e r m em oriais. Ele nos lembra de que nossa vida antiga foi se­ pultada e de que agora devem os viver uma nova vida em o b e d iê n cia ao S en h o r". \ s duas e meia tribos que viviam do lado íeste do Jordão ergueram "um altar grande e vistoso" para lem brar seus filhos de que. 26) e. os pais lhe explicariam o milagre da travessia do rio.4 31 Assim . Não dá para vê-lo. Deus nos faz sair da escravidão para nos co nduzir à Terra Prom etida (D t 6 :2 3 ) e nos faz entrar nessa terra para que possamos ven­ ce r e nos apropriar de nossa herança em Cristo Jesus. faziam parte de Israel (Js 22:1 Oss). O s israelitas encontravam-se na terra. As crianças teriam de aceitar o fato pela fé e. Diriam tam bém : "H á outro m onum ento no meio do rio. Entregue-se ao Senhor. sepultam ento e ressurreição (Rm 6. Jz 9 :6 ). Era preciso que Josué e o povo fizessem alguns preparativos espirituais.JOSUÉ 3 . Pelo fato de o povo de Deus ser identificado com Cristo em sua morte. Js 8:3035). . creia na Palavra da fé e m olhe os pésl D ê um passo na jornada de fé. os cristãos têm o "poder de v e n ce r". G l 2:2 0 ). mas essas lem branças também devem fortalecer sua fé e aproximá-las do Senhor. onde os sacerdotes ficaram com a arca. Ergueram um m onte de Pedras sobre Acã e sua fam ília (Js 7:25. Josué erigiu um a grande pedra de testem unho em Siquém (Js 2 4 :2 4 . e Deus o conduzirá à terra e lhe dará "os dias do céu acim a da terra" (D t 11:21). não precisam ser derro tado s pelo m undo (G l 6 :1 4 ). no final de sua vida. tam bém ergueram as duas pedras de bênção e de m aldição nos montes Ebal e G erizim (D t 27:1-8. As gerações seguintes pre­ cisam de lem branças daquilo que D eus fez na história. pela carne (G l 5 :2 4 ) ou pelo diabo (Jo 1 2 :3 1 ).

O s acon teci­ mentos descritos em Josué 5 ocorreram ao longo de pelo menos dez dias e.5 P reparan d o se P a r a a V itó r ia Josué 5 1. Não seria a habilidade do exército de Israel e nem as em oções do inimigo que dariam a vitória a Israel. era o m om ento perfeito de Josué agir. não de estrategistas mili­ tares. O s canan eus já estavam am edro n ta­ dos (Js 2 :9 -1 1 ). os pensam entos de D eus são mais elevados que os nossos (Is 5 5 :8 . o ritual não possuía o mesmo significado espiritual que para os israelitas. e selou essa aliança com um sacrifício (G n 1 5). é pre­ ciso que seu povo esteja preparado. C o m o sinal desse pacto com Abraão e seus descendentes. o povo de Israel encontrava-se unido seguindo ao Senhor. tempo­ rariam ente. e Josué estava recebendo ordens direta­ mente do Senhor. Seria de esperar que Josué m obilizasse seu exército de im ediato e atacasse Jericó. Isso significava que tinham a obrigação de lhe obedecer. 9). e. O utras nações daquela ép o ca praticavam a circu n cisão . o povo deveria parar em G ilgal para que os h o m en s se su b m ete ssem a um a ciru rg ia dolorosa. os israelitas tornaram-se um "povo m arcado". Nm 13 . Por meio desse ritual. 2-7). na sociedade e em sua adoração a Deus. nação de Israel chegou em segurança do outro lado do rio Jordão. uma nação santa (Êx 19:5. A co n ­ quista triunfante da terra deveria ser um a vitória de Deus e não de Israel ou de Josué. Trinta e oito anos antes. 5). Israel era a nação da alian­ ça. Deus disciplinou o povo fazendo-o vagar no deserto até que toda a geração mais velha. e o povo da terra esta­ va paralisado de medo. tivesse morrido. Israel estava cercado por nações que adoravam ídolos e cujos rituais incluíam práticas sensuais e de­ gradantes. D eus suspendeu seu relacion am ento de alian ça com o povo e não exigiu a m arca desse pacto em seus fi­ lhos do sexo m asculino. D eus realizou grandes feitos por eles e supriu todas as suas necessidades. 23-27. com exceção de C alebe e de Josué. 11). Deus estabeleceu sua aliança com Abraão quando o cham ou da terra de Ur dos caldeus (G n 12:1-3). No entanto. Nesse tem po. . 6). os israelitas não fossem seu povo da aliança. depois desse ep isód io . Do ponto de vista hum ano. H avia três passos preparatórios a serem tomados antes que Deus pudesse dar a seu povo a vitória sobre as nações da terra de C anaã. Antes de Deus confiar-lhe a vitória.14). os israelitas não praticaram a cir­ cuncisão. Durante o tempo em que vagaram pelo deserto. Por que D eus ordenou a realiza­ ção desse ritual nessa ocasião? Para r e s ta u ra r o r e la c io n a m e n t o da alian ça (vv. Sua tra­ vessia foi um grande m ilagre e serviu para m andar um recado ao povo de C an aã (Js 5 :1 ). mas sim a presença e a bênção do Senhor. A mar­ ca da aliança os lembrava de que seu corpo pertencia ao Senhor e não deveria ser usado para propósitos pecam inosos. mas para esses povos. só então. Deus or­ denou a circuncisão (G n 17:9-14. um privilégio que Deus não havia dado a qualquer outra nação da terra (Rm 9 :4 . Deus esperou mais de duas sem a­ nas para dar a seu povo a prim eira vitória na terra. o povo marchou ao redor de Jericó por mais seis dias. A S RENOVAÇÃO DA ALIAN ÇA COM O en h o r (Js 5:1-9) D epois da travessia triunfal do rio Jordão. Afinal. em CadesBarnéia. pois pertenciam ao verdadeiro Deus vivo. A m arca da aliança lembrava os israelitas de que eram um povo especial e separado. e que deveriam manter sua pureza no casam en­ to. seu m edo deixou-os inteiram ente d esm o ­ A ralizad os. Ainda que. haviam se recusado a crer em Deus e a entrar na terra (D t 2 :1 4 . A nação atravessou o rio no décim o dia do primeiro mês (Js 4 :1 9 ). es­ pecialm ente o v.

D eus permite que sejam os testados. M as aquela geração mais velha já havia morrido e. Para p ro va r sua fé (v. quanto mais não o seria quando estivesse vivendo na terra! O s israelitas esta­ vam cercados de povos pagãos com práti­ cas religiosas im orais e seriam tentados a fazer concessões aos inimigos. O pregador escocês A ndrew Bonar (18101892) costum ava dizer: "Perm aneçam os tão vigilantes depois da vitória quanto antes da batalha". Foi exatam en­ te isso o que aconteceu mais tarde. mas sua obediência à lei foi o segredo de seu sucesso (Js 1:7. poderiam viver com o bem entendes­ sem! M oisés os advertiu sobre esse pecado D t 3 0 :6 ). quando as gerações seguintes se esq u e ceram do verdadeiro significado da circuncisão.a-se acam pado em território inimigo. O povo foi fortalecido em sua fraqueza e. a pou­ cos quilôm etros de Jericó. D epois de Jesus ter sido batizado no rio Jordão. At 7:42. Sl 81 :7 ). e os israelitas não passaram no teste (Êx 17:1-7. Pensavam que. Não há cirurgia alguma do corpo cap az de transform ar o se r interior. 9). a nova geração encontravase. Tam bém sugere-se que o "opróbrio Egito" seja um a referência à vergonha Israel por ter adorado a ídolos no Egito 2 0 :7 . o vosso coração e não mais endureçais a vossa ce rv iz" (D t 10:16). Se Israel foi tentado a pecar durante sua jornada pelo deserto (ver Nm 25 ). por certo. 43). inclusive os soldados do exército! Q u e oportunidade perfeita para o nimigo atacá-los e exterminá-los (ver G n 34). com o tam bém o fizeram os pro­ fetas (Jr 4 :4 ). 26 . os israelitas passaram a co n fia r na m arca exte rio r da aliança e não no D eu s da aliança que dese­ java fazer deles um povo santo. agora. Israel encontra. O povo teve fé para obedecer a Deus. Logo depois que Israel entrou na Terra Pro­ metida. Elias triunfou sobre Baal e foi am eaça­ do de morte (1 Rs 1 8 .4 :1 1 ). Não eram muito diferen­ tes de alg u m as p e sso as de h o je que se sentem seguras de sua salvação e da eter­ nidade do céu por terem sido b atizad as. 8. por meio da fé e da paciência. 8). os líderes espi­ rituais jud eus disseram : "Tem o s por pai a Abraão" (M t 3 :9 ). Estava prestes a •er todos os hom ens da nação tem poraria­ mente incapacitados. pois. Deus testou o povo em M eribá. jam ais tom arão o lugar da fé em iesus Cristo (ver Rm 2:25-29). o Espírito o conduziu até o deserto para ser tentado por Satanás (M t 3:13 . Q u an d o João Batista cham ou o povo ao arrep e n d im e n to . Um a vez que gran­ des vitórias podem levar a um grande orgu­ lho.JOSUÉ 5 33 No entanto. mas não foi culpa de Is­ rael o Faraó ter se voltado contra ele (Êx 1:8ss). Depois de experim entarm os uma vitória em p o lg an te na fé. Abraão ch e­ gou à terra da prom essa e foi co n fro n tado com uma terrível escassez de alimentos (Gn 12). terem feito sua confirm ação de fé e por par­ ticiparem da ceia do Senhor com freqüên­ cia. D e u s com fre q ü ê n cia permite que sejam os testados. É q u an do nos ar­ rependem os e nos voltam os para Deus em busca de ajuda que ele pode mudar nosso co ração e nos faze r amá-lo e o b e d ecer a ele ainda mais (ver Rm 2:25-29). D eus os testou ao ordenar que os hom ens fossem circuncidados. Josué e o povo precisaram ter fé para obede­ cer ao Senhor. Logo dep o is que Israel saiu do Egito. herdou as promessas de D eus (H b 6 :1 2 ). e esse ato deu prova de que obede­ ceriam a suas ordens ao m archar em C anaã. M as qual era o "opróbrio do Egito"? Alguns estudiosos su­ gerem que refere-se à desonra de terem sido escravos no Egito. ao longo dos anos. Por mais válidos que sejam esses ritos 'elígiosos. O s israelitas estavam no Egito porque D eus os havia enviado para aquela terra (G n 46:1-4) e não por serem desobedientes. 2 3 :3 ) e até mesm o no tempo do de (Ez em que vagaram pelo deserto (Am 5 :2 5 . que significa "rolar". A pa­ lavra Gilgal é sem elhante ao termo hebraico galai. A operação física tinha o propósito de sim bolizar uma operação espiritual no cora­ ção.19). os israelitas mais jo v e n s não p o deriam ser cu lp ad o s pelos . Para re m o v e r se u o p ró b rio (v. Porém . 8). em sua herança e era im portante que re n o va ssem seu re la c io n a m e n to de aliança com o Senhor. a fim de nos lembrar de que dependem os dele. "Circuncidai. enquanto fossem o povo da aliança de D eus. e eles passa­ ram no teste.

12). Mas som os salvos do p o d e r do pecado pela iden­ tificação: m orrem os com Cristo (G l 2 :2 0 ). na Terra Prometida! H avia tom ado o territó­ rio a leste do Jordão. que é a circu n cisão de C risto. O êxodo de Israel do Egito retrata o livram ento do pecador de sua escravidão do pecado pela fé em Jesus Cristo (Jo 1:2 9 . Para qualificá-los a celebrar a Páscoa (Ê x 12:43. M o isés usou esse m esm o ap elo a D e u s. Israel ilustrou essa verdade ao atra­ vessar o mar Verm elho (deixar para trás sua antiga vida) e depois o rio Jordão (entrar em sua nova herança). quando o Senho r d eclaro u que destruiria Israel (Nm 14:11-14). tendo sido sepultados. de fato. G l 1 :4). se Deus fizesse isso. no qual igualm ente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de D eus que o res­ suscitou dentre os mortos" (Cl 2 :1 1 . A nação estava. No entanto . especialm ente nos capí­ tulos 3 e 4. ressurreição e ascensão (Rm 6:1-10. Essa verda­ de é retratada na travessia do rio por Israel. A travessia do rio Jordão por Israel ilustra os cristãos morrendo para si mesm os e entrando pela fé em sua herança. conquistem os nossos inimigos e desfrutemos o "descanso" espiritual que ele oferece aos que cam inham pela fé. Não im portava o que o Egito ou as outras nações houvessem dito sobre Israel em fun­ ção de seu pecado em Cades-Barnéia. ilustrações de doutrinas do Novo Testam en­ to (Rm 1 5 :4 . Q u an d o A rão fez o bezerro de ouro no monte Sinai e o povo transgrediu a lei de D eus. A circuncisão do cristão contrasta com a circuncisão dos judeus. C reio que o "opróbrio do Egito" referese à form a com o o povo foi ridicularizado pelo inimigo quando não confiou em Deus em Cades-Barnéia e deixou de entrar na Terra Prom etida. mas ha­ via ficado para trás. tenho difi­ culdade em ver um a relação entre a traves­ sia do rio. pois esse opróbrio havia ficado inteiramente no passado. e o povo já ocupava aq u e la região (N m 3 2 ). re­ tratan d o a id e n tific a ç ã o do c ristã o co m Cristo em sua morte. 4 4 . Enquanto a prática dos judeus consiste num a cirurgia exterior. Ele quer que nos apropriem os de nossa herança pela fé. Deus não deseja que vaguem os pelo deserto da incredulidade. O s acon tecim en tos do A ntigo Testam en to são. O s candidatos eram subm ersos na água e depois levantados. no batis­ mo. Somos salvos do castigo do pecado pela subs­ tituição: Cristo morreu por nós (Rm 5:8 ). juntam ente com ele. 1 C o 10 :1 1 ). C ru z a ra m o rio Jordão e estavam prontos para a conquista. atravessa­ mos o rio! Vários estudiosos do Novo Testamento acreditam que a igreja apostólica praticava o batismo por im ersão. "N ele. M o isés argum entou que. Devem os crer naquilo que Deus diz e nos con sid e rar m ortos para o pecad o e vivos para Cristo (Rm 6:11-23). Tam bém fom os identificados com Cris­ to em sua circuncisão. com fre q ü ê n cia . mas no despojam ento do corpo da carne. Além do mais. Para retratar algumas verdades espiri­ tuais importantes. M oisés não queria que os egípcios espalhassem a notícia de que o Deus de Israel não era cap az de term inar aquilo que havia com eçado. não po r interm édio de mãos. pois os egípcios diriam que o Senhor havia lib ertad o seu povo só para depo is exterminá-lo (Êx 32:1-12). deixaria de ser glorificado. Nenhum hom em incircun ciso e que não fosse verdadeiram ente filho da aliança poderia participar da Festa da Páscoa. Assim . de modo a fazerem parte do corpo de Cristo (1 C o 1 2 :1 3 ). Em Cades-Barnéia.6. O pecado de Israel em Cades-Barnéia foi uma grande desonra para o povo. Com entarem os mais adiante essa grande celebração da Páscoa. de que era um filho da aliança e de que a terra lhe pertencia para que a co n ­ quistasse e possuísse. também fostes circu n cida dos. sepultam ento. 1 C o 5 :7 . Essa verdade é explicada em Hebreus 1 . sepultam ento e ressur­ reição. Cad a hom em levava em seu corpo a m arca para lembrá-lo de que pertencia a Deus. to­ dos os cristãos são identificados com Cristo em sua morte. o Senhor am eaçou destruí-los e com eçar uma nova nação descendendo de M o isés. 4 8 ). .34 JOSUÉ 5 pecados dos pais. Ef 2:1-10). Pelo fato de o Espírito Santo batizar to­ dos aqueles que crêem . a circu n cisão e a idolatria dos israelitas no Egito.

14). Tam bém havia cele­ brado a Pásco a no m onte Sinai. o D ia do Senhor. D eve­ mos nos co nsiderar "m ortos para o peca­ do.JOSUÉ 5 35 para os cristãos. Deus havia suspendido tem porariam ente a alian­ ça com seu povo. era época da colheita da cevada. vem os o retrato da morte e da res­ surreição. durante uma sem ana. \e r Ez 1 1 :1 9 . S e a Pás­ coa lem brava os judeus de sua redenção do Egito. Essa gran­ de \erd ade era sim bolizada na celebração anual da Páscoa. 1 5 :1 5 . enquan­ to para o cristão. por causa da re­ belião dos israelitas em Cades-Barnéia. . portan­ to. O Senhor pre­ parou uma mesa para seu povo na presen­ ça de seus inimigos. liberto v-e o sangue do cordeiro. Em Cristo. obtem os a vitória sobre os p e ca d o s da carne q u e p o d e ­ riam nos escravizar. quando estávam os sentados junto às panelas de carne e com íam os pão a far­ tar!" (Êx 16:3). 1 Co 1 5 :2 3 ). A cirurgia dos judeus envolvia apenas uma parte do corpo. Q u an d o Israel entrou em C anaã. 1 6 :1 2 . encerrando. e Israel não teve o que tem er (Sl 2 3 :5 ). mas há certas coisas que jam ais deve­ mos esquecer. Q u and o aceitam os esse fato e agim os em função dele. Israel pagou caro por esse único ato de rebelião. mas vivos para D eus em Cristo Jesus" Rm 6 :1 1ss). Deus nutriu seu povo com o pão do céu. trata-se de um a "cirurgia espiritual" no coração. 182 0 ). o dia da ressurreição de Cristo (M t 2 8 :1 ). M ais uma vez. 3 6 :2 6 ). na qual. todo o "corpo da carne" iC I 2 :1 1 ) foi rem ovido. de modo que havia cereal disponível para a alim entação. Cl 3 :1 0 . os cristãos de h o je tam bém devem se entregar ao Espírito e perm itir que lhes dè um a exp e riê n cia real daquilo que Deus afirm a ser verd ade em sua Palavra. Paulo chamouos de "cães" (que era com o alguns judeus ch am avam os gentios) e d enom ino u essa prática "falsa circu ncisão". A R ECO RD AÇ ÃO DA BO N D AD E DO S en h o r Q u are n ta anos antes. O dia depois do sábado era o pri­ meiro dia da sem ana. A ssim co m o os h o m en s israelitas em G ilgal tiveram de se subm eter à vontade de D eus. afirm ando sobre os cristãos: "Porque nós é que somos a cir­ cuncisão" (Fp 3:1-3). Ef 4 :2 4 . Em seu discurso de despedi­ da à nação. No dia depois da Páscoa. alim ento dos anjos (S l 78:2325 ). nosso único cam inho para a vida e a vitória (Rm 6:4). A fé "no poder de Deus" iC I 2 :1 2 ) dá-nos o poder de ser vitoriosos. um milagre que durou quarenta anos (Êx 16). A morte de Jesus Cristo é tipificada na im olação do cordeiro pascal (1 C o 5:7 ). na terra do Egito. Sem dúvida os habitantes da região haviam deixad o cereais em suas propriedades ao buscarem refúgio em Jericó. G l 5 :1 ). o m aná os lembrava de seu desejo de voltar para o Egito! "Q u em nos dera tivésse­ mos morrido pela mão do S e n h o r . ainda assim. Jam ais deveriam se esque­ cer de que eram um povo redim ido. com ia pães sem fermento (Êx 12:15. os filhos de Deus experim entaram um a "cirurgia espiri­ tual" interior que lhes deu um novo coração e novos desejos (2 C o 5:1 7. A Páscoa era seguida da Festa dos Pães Asm os. Esses mestres esta­ vam acrescentando obras humanas à graça de D eus (Ef 2:8-10. Israel havia ce le­ brado a Páscoa na noite de sua libertação do Egito (Êx 11 . H avia falsos mestres na Igreja prim itiva ensinando que os cristãos gentios deveriam ser circuncidados e o bedecer à lei de M oisés para ser salvos (At 1 5). e sua re ssu rre içã o é tip ifica d a pela "o ferta m ovida" apresentada no dia depois do sá­ bado seguinte à Páscoa (Lv 23:10-14. o maná ces­ sou. mas não há qualquer evidência de que tenham com em orado essa festa durante o tempo em que vagaram pelo deserto. antes de partir para Cades-Barnéia (Nm 9:1-14). 2 . e. M oisés ordenou repetidam ente que os israelitas se lem brassem de que. um dia. 22). o povo evitava qualquer tipo de levedura e. 2 4 :1 8 . haviam sido escravos no Egito e que o Senhor os havia livrado e feito deles seu povo Dt 6:1 5. desse m odo. O fato de a nova geração ser incircuncisa im pedia que parti­ cipassem da celebração e. desejaram a com ida do (Js 5:10-12) Esquecendo-me das coisas que para trás fi­ cam " (Fp 3 :1 3 ) trata-se de um conselho sá­ bio para a m aior parte das áreas de nossa \ ida.

mas não foi fácil tirar o Egito de dentro de seu povo. É possível que Josué estivesse sentindo um pouco dessa solidão. " O S e n h o r dos Exérci­ tos está conosco . 9) e o povo orou para que o Senhor o acom ­ panhasse (Js 1 :1 6 . o peregri­ no. Assim com o seu antecessor. Nas palavras de H arry Trum an: "Ser presidente dos Estados Unidos é ser solitário . W atchm an Nee. Este parágrafo registra uma das aparições pré-encarnadas do Senhor Jesus Cristo no Antigo Testam ento.extrem am ente soli­ tário . quer nos céus ou na terra. S e n h o r . 3. M uitos cristãos co ntrad izem sua profis­ são de fé ao dem onstrar apetite por aquilo que faz parte de sua vida passada. A sem ente é enterrada no solo e m orre. Adm iro a coragem de Josué ao confron­ tar esse desconhecido. D eus prometeu estar com Josué (Js 1 :5. manifestou-se com o um oponente. Josué se lembrou do cântico entoado por Israel no mar V erm e­ lho: " O S e n h o r ê homem de guerra. assentado à direita de D eus. A posição de liderança traz consigo uma soli­ dão perturbadora e até deprim ente. mas é dessa m orte que surge a beleza e a fertilidade. S e n h o r é o seu nom e" (Êx 15:3). não nas que são aqui da terra" (C l 3 :1 . Para Josué não havia meio-termo: ou a pessoa estava com o Se­ nhor e com seu povo ou estava contra eles (M t 1 2 :3 0 . Para Abraão. mas isso foi crucial para o sucesso no cam po de bata­ lha. O Senhor prometeu estar com Josué com o havia esta­ do com M oisés (Js 1:5) e reafirm ou essa pro­ messa de maneira pessoal. Lc 1 1 :23 ). Pensai nas coisas lá do alto. É de se duvidar que alguém no acam pam ento de Israel soubesse do en­ contro de seu líder com o Senhor. e Josué havia usado essa prom essa para encorajar o povo (Js 3:9ss). pois queria saber de que lado ele estava. quando os líderes se sujeitam ao Senhor e recebem dele suas orientações. Josué se recusou a avançar até que estivesse certo da presença do Senhor a seu lado. Para Jacó. quando o líder se dá conta de com o suas decisões afetam a vida de outros. 2 ). a fim de levá-lo à su je ição (G n 3 2 :2 4 -3 2 ). era o p ró ­ p rio Jo su é quem experim entava a realidade dessa prom essa! Deus foi ao encontro dele com o Príncipe do Exército do S e n h o r . mãe. Todo pai. No ministério cristão. não nos faças subir deste lugar" (Êx 33:1 5). onde C ris­ to vive. isso sig n ifica: "V o cê s atravessaram o rio e encontram -se em sua herança. escreveu: "Só quando assu­ mimos nossa posição de servos é que Deus pode assumir sua posição de Senhor". "Po rtan­ to. as grandes batalhas são vencidas no âmbito privado. Jesus usou a imagem tanto do m aná (Jo 6:26-59) quanto da co­ lheita (Jo 12:20-28) para referir-se a si mes­ mo. o Senhor apareceu na form a de um via­ jante para dividir com ele uma refeição (Gn 18:1-8). Josué foi lembrado de que era o segun­ d o na escala de com ando. Não foi difícil Deus tirar seu povo do Egito.36 JOSUÉ 5 Egito (Nm 11:4-9).1 7 ). D eixem que D eus os alim ente e os satisfaça com a colheita de sua herança". D eve ter sido um grande estímulo para Josué perceber que não estava sozinho. A REAFIRM AÇÃO DA PRESENÇA DO S enhor (Js 5:13-15) Josué havia lido no Livro da Lei aquilo que M oisés havia dito ao Senhor depois de Is­ rael ter confeccio nad o o bezerro de ouro: "Se a tua presença não vai com igo. e Josué o viu com o o Príncipe do Exército do .em m om entos de grandes decisões". o elaborador de esquemas. Q u an d o Josué desco­ briu que o visitante era o Senhor.1 1 ). o Deus de Jacó é o nosso refúgio" (Sl 4 6 :7 . O professor chinês de estudos bíblicos. A colheita é outra imagem de morte e ressurreição. Deus sem pre se manifesta a nós na o casião e da maneira que precisam os. O s três hebreus encontraram o Senhor co m o seu com panheiro na fornalha de fogo (Dn 3:25). U san d o a figura de Josu é. Não olhem para trás nem anseiem pelas coisas do Egito ou do deserto. pois ele é o sustento do qual devem os nos alimentar. se fostes ressuscitados juntam ente com Cristo. buscai as coisas lá do alto. N aquele instante. prostrouse a seus pés em adoração e esperou por suas ordens. O inimigo sabia que D eus estava com Israel (Js 2 :8 ss).

saiu para com bater o inimigo no poder do Se­ nhor (Ef 6:1 Oss). mas tam bém para liderar. lembrou os obreiros de que ha­ via três formas de realizar a obra de Deus: "A primeira é traçar os melhores planos possíveis e executá-los de acordo com nossa m aior habilidade [. Biography o f James H ud son Taylor. estarem os em lugar santo e devem os agir de acord o com esse fato. Num a reunião com um pequeno grupo de m issio nário s na C h in a. 282. O sucesso depende. mas sua adm oestação aplica-se ao povo de Deus nos dias de hoje. M em oir and Remains o f R o b ert Murray M cC h eyn e. o piedoso pre­ gador esco c ê s R obert M urray M cC h e y n e escreveu: "Lem bre-se de que vo cê é a espa­ da de D eus . 3 ? \ a r . Josué esta\a em "território pagão" e. por isso o Senhor o abençoou. por fim. A segunda é traçar cuidado­ samente nossos planos e. Assim com o Josué. a terceira forma. Se obedecem os à vontade de D eus. em seguida. avançam os rumo à derrota e ao fracasso. Q uand o se está a ser­ viço do Senhor. 7 í >l o r . a fim de nos apropriarm os dela e de desfrutá-la. 1965. em seguida. O Senhor foi ao encontro de Josué naquele dia. e Deus cuidaria do resto. . Dr. o com bate celes­ tial. A seqüência do relato é im portante: pri­ meiro veio a adoração hum ilde.seu instrum ento . isso não era ga­ rantia alguma de sucesso. em grande parte. não existe um a divisão real en tre "se c u la r" e "sa g ra d o ". quer bebais ou façais outra coisa qualquer. 8. e espero que seja um vaso esco lh id o para levar o nom e do Senhor. sujeitou-se a uma vida de santi­ dade (Ef 4 :1 ..2) e devem os vencer o inimigo. Isso nos faz lem brar as palavras de Deus a M oisés na sarça ardente (Êx 3 :5 ). devem os "d ed icar tem po à santid ad e". e sra. fundador da M issão para o Interior da China (hoje cham ada de Overseas M issionary Fellowship). 271. Jam es H udson Taylor.].JOSUÉ 5 37 pastor e líder cristão encontra-se sob o co­ mando do Senhor Jesus C risto. não ape­ nas para ajudá-lo. o reverendo D aniel Edwards. Deus já havia entregue Jericó nas mãos de Israel (Js 6 :2 ).2 Essa carta foi escrita em 1840.1 Josué escolheu seguir esse terceiro ca­ minho. Primeiro Josué curvou-se (Ef 3 :1 4 ). Q uando Josué encontrou-se com o Se­ nhor. Josué era um soldado experiente que havia sido treinado por M oisés para ocupar seu cargo de liderança. 17. Trata-se de um a seqüência paralela às "posturas espirituais" encontradas na Epístola aos Efésios. precisam os ser um povo e sp iritu a lm e n te p re p ara d o . No entanto. "Portanto. tudo o que lhes restava fazer era dar um passo de fé e apropriar-se da vitória ao o bedecer às ordens do Senhor. e. 15). Londres: China Iniand M ission. A lição mais im portante de Josué 5 é que. N um a carta a seu amigo m issionário. Andrew A . no entanto. e desejam os ser instru­ mentos santos usados por ele com sucesso. da pureza e perfeição do ins­ trumento. sem pre que nos esquecem os desse fato. "co m u m " e 'consagrado".. aonde quer que ele nos conduza. encontrava-se num lugar santo. perguntar-lhe quais são os seus planos e nos colocar à disposi­ ção para realizar seus propósitos". uma vez determi­ nados a executá-los. Um ministro santo é um instrumento poderoso nas mãos de D e u s". fazei tudo para a glória de D eus" (1 C o 10:31). Em vez de nos lançarm os precip itadam en ­ te ao com bate. A primeira ordem do Senhor para Josué revelou-lhe que estava em um lugar santo. quer com ais. descobriu que a batalha era d o Senhor e ele já havia ven cid o o inim igo. também á recebem os nossa herança (descrita em Ef 1 . O que mais nos abençoa não são os grandes talentos que D eus nos dá. 1966. ‘Sem mim nada podeis fazer" (Jo 1 5:5). depois a vida de santidade e. porém. que é com eçar com Deus. p. pelo fato de D eus estar com ele. mas sim uma grande sem elhança com Cristo. pedir a ajuda de Deus para que nos faça prosperar com relação a esses planos. Existe. Londres: Banner of Truth Trust. Howard. p. Ele precisava da presença do Senhor D eus a seu lado. a fim de realizar com sucesso a obra do Senhor e de glorificar seu nom e. Josué só orecisava ouvir a Palavra de Deus e obede­ cer a suas ordens.. 5 :2 . Somos todos ministros do Se­ nhor e seus servos.

quer gostemos disso quer não. 1." Essa declaração tão apropriada é do co ­ rajoso pregador e mártir sírio. e. e. A vitória de Israel em Jericó ilustra três princípios do conflito e da vitória espiritual que se aplicam a nossa vida hoje. Não devem os jam ais nos esquecer da ad­ vertência de Paulo sobre os lobos vorazes prontos a destruir o rebanho (At 2 0 :2 8 . A n tes d o d e s a f io vo cê pensa que pode v en cer sem lutar e acredita que receberá a coroa sem qualquer batalha. Sem dúvida. não passa de um pés­ simo soldado de Cristo. mas contra inimigos da esfera espi­ ritual (Ef 6:10-18). Nossos inimigos lutam cons­ tantem ente contra nós e tentam nos im pe­ dir de tom ar posse de nossa herança em Jesus Cristo. O advogado dos proprietários do bar lhe disse: //Ç e : l e m b r e -s e d e q u e ESTÁ LUTANDO EM V ITÓ R IA E NÃO PELA v it ó r ia (Js 6:1-5) O soldado cristão encontra-se num a posi­ ção de vitória garantida. esses editores tão cheios de zelo e prontos a usar suas tesouras pare­ cem ter esquecido que o tema principal da Bíblia é a guerra santa de D eus contra Sa­ tanás e o pecado. . se não assum irm os uma posi­ ção definida ao lado de Cristo. Jesus disse: "Q u em não é p o r mim é contra m im " e proferiu essas pa­ lavras no contexto do com bate espiritual (M t 12:24-30). irá de­ clarar a vitória quando Jesus vier com o C o n ­ quistador. pois há quem se sinta perturbado com o conceito de guerra. 1 Ts 5:8). assim com o as nações de Canaã formaram uma coalizão contra Josué e o povo de Israel. ignorando a batalha espiritual contra o pecado. a carne e o diabo (Ef 2:1-3) constituem uma co alizão contra Cris­ to e seu povo. quaisquer que sejam os desafios que se apresentem diante de nós. isso significa que já perderam a vitória e estão trabalhando para o inimigo. Satanás e seu exército de dem ônios usam pessoas para fazer oposição e atacar a Igre­ ja de D eus. Jesus derrotou Satanás não apenas no deserto (M t 4:1-11). não pode­ mos ignorar esse assunto (Ef 6:1 Oss. Em G ên esis 3 :1 5 . 29). O m undo. Tendo em vista que o apóstolo Paulo usava com freqüência imagens milita­ res para descrever a vida cristã. Ao interceder por seu povo no céu. ele nos ajuda a cres­ cer em m aturidade e a realizar sua vontade (H b 13:20. uma idéia que parece entrar em contradição com as palavras e obras de Je­ sus Cristo. quem será contra nós?" (Rm 8 :3 1 ). Deus declarou guerra a Satanás. pois Jesus Cristo já derrotou todos os inim igos espirituais (Jo 1 2 :3 1 ). e as arm as que usamos para lutar tam bém são espirituais (2 C o 10:36). Um pastor co m p areceu a um tribunal para um a au d iên cia protestando contra a construção de um bar próxim o a sua igreja e a um a esco la pública. muitos "hinos de batalha" da igreja foram removidos dos hinários. mas tam bém duran­ te seu m inistério aqui na Terra (M t 12:2229 ). No exército de Jesus Cristo não há neutralidade. a fim de estabelecer seu Reino (Ap 19:11-21). um dia. 21 ). já perdem os a batalha. Porém. João C risós­ tomo (347-407). Rm 1 3 :1 2 . po is foi na cruz que Jesus conquistou a vitória sobre o p eca d o e Satanás (Cl 2:13-15). "Se D eus é por nós. Infelizm ente. Se eliminamos o aspecto militante da fé cristã e n tã o devem os abandonar a cruz. a vida cristã envolve desafios e conflitos. 2 Tm 2:1-4. pastor? Q u e surpresa! Não deveria estar cuidando de suas ovelhas? A o que o pastor respondeu: — Hoje estou lutando contra o lobo! M u ito s cristã o s atrib u em ê n fa se se n ­ timental excessiva sobre "a paz e a boa von­ tade".6 C o m eça a Jo C o n q u is t a 6 sué — O senhor aqui. O com bate cristão não é contra sangue e carne. na cru z (C l 2:1 3-1 5) e em sua ressurrei­ ção e ascensão (Ef 1:19-23).

Diz-se que a rainha M ary da Escócia ti­ nha mais medo das orações de John Knox do que de um exército inimigo. M as será que a sociedade de hoje tem algum temor daqui­ lo que o povo de Deus é capaz de fazer? E bem provável que não. a igreja se parece tanto com o mundo que os incrédulos nem oercebem mais o que fazem os. confundindo a todo povo onde entrares. "Chegou o m om ento de ser julgado este mundo. A p ro m essa d o S e n h o r (v. e isso se deve princi­ palmente ao fato de a Igreja não ter feito muita coisa para mostrar o poder de Deus a um mundo incrédulo. A Igreja deixou de ser "for­ midável com o um exército com bandeiras" Ct 6 :4 . D eu s sem pre sabe o q u e vai fa zer. A s in stru çõ e s d o S e n h o r (vv. "eu venci o m undo" (Jo 16:33).1 N enhum a situação é difícil demais para o Senhor resolver e nenhum a problem a é grande dem ais para ele solucionar. D eus havia prom etido: "Enviarei o meu terror diante de ti. e agora o seu príncipe será expulso" (Jo 12 :3 1 ). Jesus perguntou a Filipe: "O n d e com ­ praremos pães para lhes dar a com er?" E João a cresce n ta : "M as dizia isto para o e xp e ri­ m entar. satisfazem os os apeti­ tes do m undo. Cristo conquistou o mundo. O s cristãos vitoriosos são pessoas que co n h ecem as prom essas de Deus. ênfase minha). Foi ao avistar cidades com o Jericó que os dez espias israelitas se convencerem de que Israel jam ais conseguiria conquistar a terra (Nm 13:28). com as suas paixões e concupiscências" (Gl 5 :2 4 ). 6). porque ele bem sabia o que estava para fazer" (Jo 6:5 . com o pode-se ver por A i. "A gir em fu n çã o " de algo significa co nsiderar co m o verdadeira para sua vida algum a coisa que D eus diz a seu respeito em sua Palavra. cada uma governada por um rei (ver Js 12:9-34). 2 ). disse Jesus aos seus discípulos. antes.1 0 ). Sua m archa foi triunfal. Q uand o viu mais de cin co mil pessoas fam intas dian­ te dele. a carne e o diabo. 3). A terra de C anaã era divida entre várias "cidades-estados". C rer num a prom essa é com o aceitar um cheque. o bedecen do às ordens de D e u s. e se agirmos em fu n ç ã o d e s s a v e r d a d e . 3 2 :3 0 ). A vitória já havia sido conquistada! Tudo o que Josué e o povo precisavam fa­ zer era se apropriar da prom essa e obede­ cer ao Senhor. 1 1 :2 5 . Imitamos os métodos do mundo.4 km 2 e era cercada por duas muralhas paralelas. ainda assim . com cerca de doze mil ha­ bitantes (Js 8 :2 5 ). mas agir em função dela é des­ contar o cheque. Na verdade. pois a Palavra de Deus faz crescer a fé em seu coração (Rm 10:1 7) e agem em função des­ sas prom essas. p o d e r e m o s conquistá-los p o r interm édio dele. não agir de acordo com ela nem o b e d ecer ao Se­ nhor. 1). deixando o povo de lá em pâni­ co (Js 2 :9 -1 1 . farei que todos os teus inimigos te voltem as costas" (Êx 2 3 :2 7 ). N o ssa re sp o n sa b ilid a d e é . 7 :2 3 . separadas entre si por uma distância de aproxim adam ente cin­ co metros. É possível crer numa prom essa e. O tempo do verbo é im portante: "Entreguei na tua mão Jericó" (Js 6 :2 . crêem nas promessas de D eus. É de se admirar cue não conquistemos o respeito do mundo? M as não foi assim com Josué e com os israelitas! Eram um povo conquistador que não fazia concessões ao inimigo. pois gas­ tam tempo m editando na Palavra de Deus (Js 1 :8). buscam os a ap rovação do •nundo e medimos nosso sucesso de acordo com os padrões do mundo. "Tende bom ânim o". pois instilaram o temor oe Deus no coração do inimigo. a notícia do êxodo de Israel do Egito e de suas vitórias recentes ao leste do rio Jordão já havia se espalhado pela terra de Canaã. O te m o r d o S e n h o r (v. uma cidade m enor que Jericó (Js 7:2. Escavações realizadas em Jericó indicam que a cidade ocupava uma área de cerca de 3 2 . "E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne. Não eram cidades grandes. 3-5). v e r D t 2 :2 5 .JOSUÉ 6 39 Vejam os os fatores que contribuíram para a vitória de Josué. co n ­ fiavam que D e u s lhe d aria a v itó ria . É possível que o Senhor tenha proferido essas palavras a Josué quando o confrontou em Jericó (Js 5:13-15). Nas palavras de Francis S ch ae ffer: "Jo sué não tomou a cidade apenas com uma tática mi­ litar hum ana de grande astúcia. A estratégia veio do Sen h o r". Porém .

cada um tocando uma trom beta. O único barulho permitido era o som das trom­ betas. Deus se deleita em usar o que é fraco e o que p arece louco para derrotar seus inim igos e glorificar seu nom e. O s israelitas tinham dois tipos de trom­ betas. descansou no sé­ tim o dia e o santificou (G n 2 :3 ). em seguida. Q u an d o D eus co n­ cluiu a obra da criação . Hudson Taylor sobre as três for­ mas diferentes de servir ao Senhor: (1) fazer os m elhores planos de que somos capazes e esperar que sejam bem-sucedidos. o D ia da Expiação (Lv 16) e a Festa dos Tabernáculos. e todos os que estavam m archando gritariam. O s sacerdo tes tocavam as trom betas para "[p ro clam ar] liberd ade na terra a todos os seus m oradores" (Lv 2 5 :1 0 ). O "ano de jubileu " era o qiiinquagésim o ano depois de sete anos sabáticos e era uma ép oca especial de celebração em Israel (Lv 2 5 . C id e ão com suas tochas e jarros (Jz 7) ou Davi com sua funda (1 Sm 1 7). O s israelitas o b serva­ ram que D eus havia dado sete prom essas na aliança com A braão (G n 12:1-3) e que determ inou que se fizessem sete hastes para o candelabro do tabernáculo (Êx 37:1 7-24). radical do termo jubileu. pois Israel não estava declarando guerra a Jericó. uma vez por dia. estar satisfeito". Três das festas de Israel são com em oradas no sétimo mês: a Festa das Trom betas. fato que contribuiu para conferir ao número sete seu significado sagrado. Deus faria os muros ruírem para que os soldados entrassem em Je ricó sem q u alq u e r d ificu ld ad e . Josué recebeu suas ordens do Senhor e. Israel foi bemsuced ido. deveria ser observado o ano de jubileu. O s chifres de carneiro eram usados especialm ente para com em orar vitórias.40 JOSUÉ 6 esperar que ele nos diga tudo o que preci­ samos saber para o bedecer a ele. por isso. A sabedoria de Deus está muito acim a da nossa (Is 5 5 :8 . o número sete representa plenitude ou perfeição . pois Jesus C risto . homens arm ad o s d e veriam m a rch a r ao re d o r de Jericó seguidos de sete sacerdotes. Referia-se à capacidad e de Deus termi­ nar aquilo que havia com eçado. o sétimo ano é considerado sabático e depois de quarenta e nove anos (sete vezes sete). fazer aqui­ lo que ele nos ordena. os sacerdo­ tes fariam soar um toque longo com as trom­ betas. Q u e r seja Josué co m suas trombetas. e ele tem prazer em usar pessoas e planos que parecem loucos para o m undo (1 C o 1:26-29). Pentecostes é celeb rad o sete sem anas depois da Páscoa. O plano de D eus para a conquista de Jericó parecia um tanto m aluco. Nos dias de hoje. (Para mais detalhes so bre esse ca len d ário i ncom um . um deles era feito de prata e o outro de chifres de carneiro. D epois deles viriam os sacerdotes carregando a arca do Senhor e a retaguarda com pletando a procissão. quanto ao S e n h o r . seus olhos passam por toda a terra. A pala­ vra hebraica traduzida por "sete" (shevah) vem de um radical que significa "ser/estar pleno. sete dias de m archa e sete voltas ao redor da cid ad e no sétim o dia.) Na num erologia bíblica. No sétimo dia. a procissão marcharia ao redor da cidade sete vezes. uma vez que não havia guerra alguma em andam en­ to ! O s israelitas estavam anunciando o "ano de ju b ile u " para Israel na nova terra. "Por­ que. D e acordo com as instruções de Deus. As trombetas de pra­ ta costum avam ser usadas pelos sacerdotes para avisar o acam p am ento quand o algo im portante acon tecia (Nm 10). A palavra hebraica co ­ mum para "chifre de carneiro" é shofar e para trom beta é jo b e l. 9). No final do capítulo anterior. N essa ocasião . durante seis dias. o povo de Deus pode m archar num a p rocissão triunfal. (2) fa­ zer no ssos próprios planos e pedir a Deus que os abençoe. e (3) perguntar a Deus quais são os planos dele e. citei as pa­ lavras de J. ver Lv 23. sete trombetas. para mostrar-se forte para co m aq u e le s cu jo c o ra ç ã o é to talm en te dele" (2 C r 16:9). O núm ero sete ocupa posição de destaque na vida de Is­ rael: o sábado é observado no sétim o dia da sem ana. Em seguida. Q u alq u er co isa que envolvesse o número sete era considerada especialm ente sagra­ da. os sacerdotes não usa­ ram as trombetas de prata. mas funcio­ nou. 2 7 :1 7 -2 4 ). Pode-se observar nesse plano a ênfase sobre o nú­ mero sete: sete sacerdotes.

2. aberto o rio Jordão e levado seu povo em segurança à Terra Prom etida. Q u an d o o povo de Deus se revolta contra a liderança espiritual. O Senhor havia separado as águas do mar V erm elho. pode ter parecido uma perda de tempo gastar uma sem ana inteira para tom ar uma única cidade. O relato da travessia do Jordão por Israel m enciona a arca dezesseis vezes Js 3 . O s soldados israe lita s ac a b a ria m tro p e ç a n d o uns nos outros! A nação de Israel era constituída de mais de dois milhões de pessoas. D eu s nun­ ca se apressa. Fé não é crer apesar das evidências. O povo de D eus não luta sim plesm ente pela vitória. A ja em função das pro­ messas de Deus e obedeça ao que ele or­ denar e terá vitória. Para alguns. a fim de que se apropriassem da herança e desfrutassem o descanso que Deus havia lhes prometido (Js 1:13). Foi uma vitória para Israel e para o Deus de Israel. ~a\ia mais de seiscentos mil homens aptos . Por certo. As atividades daquela sem ana foram um teste da fé e da paciência do povo de Israel.JOSUÉ 6 41 venceu todos os inimigos de Deus (Rm 8 :3 7 . "E esta é a vitória que vence o m undo: a nossa fé" (1 Jo 5:4). pois o Senhor já venceu a batalha. É im portante que os líderes recebam or­ dens do Senhor e que obedeçam às instru­ ções recebidas. depois. Ele sabe o que faz e o tempo certo de fazê-lo. mas sim em vitória. cuidado de seu povo no deser­ to. creram nelas e obede­ ceram . não haveria vitória. 2 3 :1 4 ). e fazer toda essa gente m archar ao redor de Jericó teria sido dem orado e perigoso. Imagine quanto tempo levaria para todos esses homens m archarem ao redor dos m uralhas da cidade! Q u and o as m uralhas ruíssem. a ordem de Deus para que p erm anecessem em silêncio foi uma prova de seu dom ínio próprio. Em seguida. 20) "Pela fé. nós o convidam os a estar p re ­ sente. e suas pro­ messas não falham jam ais (Js 2 1 :4 5 . Israel poderia m archar. Aqueles que não conseguem controlar a língua não são capazes de controlar o resto do corpo (Tg 3 :1 . 2). se o Senhor não estivesse com eles. partici­ pou do grande clam or no sétimo dia. nessa passagem de Josué 6:6-15. A im paciência era um dos pecados contum azes de Israel. essa foi a prom essa de D e u s. C l 2 :1 5 ). oois isso teria envolvido gente dem ais. Se o cronogram a daquela sem ana foi um teste da paciência do povo. destruído o exér­ cito egípcio. a arca é citad a oito v e ze s. o resultado é disciplina e derrota. Q u ando aceitam os o pla-'O de D eus. de que valem soldados que não têm um corpo disciplinado? "Aquietai-vos e : l e m b r e -s e d e Q UE VO CÊ VENCE O IN IM IG O PELA FÉ (Js 6:6-16. ruíram as muralhas de Jericó . e essa é a garantia de vitória (ver Êx 33:12-17). o povo assis­ tiu em silêncio e à distância e. havia israelitas ansiosos para prosseguir com a invasão. pois o povo de Israel havia recebido provas se­ guidas de que poderia confiar na Palavra e no poder D eus. dado a Israel sua terra. mas. derrotado grandes reis. 2 C o 2 :1 4 . e Deus os estava ensinando a ser pacientes e obedientes. pois é "pela fé e pela longanimidade" que o povo de D eus herda o que o Senhor lhes prometeu (H b 6 :1 2 ). de­ pois de rodeadas por sete dias" (H b 1 1 :30). não apenas para os sacerdotes e soldados. Era im portante que a arca do Senhor estivesse no lugar correto. e os sacerdotes poderiam tocar as trom betas até todos ca íre m de exaustão . Devem os viver com o vencedores e não com o vítim as. D u r a n t e o d e s a f io para lutar. a conquista de Jericó tam bém foi um milagre de fé. Josué e seu povo ouviram as ordens de D eus. De acordo com o censo militar de Núm eros 26. sem dúvida Josué não precisaria de centenas de milhares de soldados para inva­ dir a cidade e subjugar o povo. É provável que não tenha alistado o exército iodo para esse acontecim ento im portante. com o Israel fez com freq ü ên cia no deserto. O que mais lhes restava fazer senão crer nele? Josué co m eço u por transm itir o plano de Deus aos sacerdotes. pois representava a presença do Senhor com seu povo. "O muro da cidade cairá abaixo" (Js 6:5 ). Josué instruiu os soldados.4). Sem dúvida. Assim com o a travessia do rio Jordão.

Salvar Raabe e sua família (vv. mas não foi o caso em Jericó. o desafio seguinte de Israel em C anaã acabou sendo uma derrota hum ilhante. e por ela haver levado a famí­ lia a crer em Jeová. Era com um os soldados dividirem os despojos de guerra entre si (D t 2 0 :1 4 ).42 JOSUÉ 6 sabei que eu sou D eus" (Sl 4 6 :1 0 ). à medida que a m archa se repetiu dia após dia. 2 7 :1 4 . orem por fo rça s à altura de suas tarefas". enquanto o povo se pergun­ tava o que estava para acontecer. pois som ente a casa onde Raabe e sua fam ília estavam foi preservada. há "tem po de estar calado e tempo de falar" (Ec 3 :7 ). D e p o is d a v it ó r ia : l e m b r e -s e d e O BEDECER ÀS O RDEN S DE DEUS E DE DAR-LHE G LÓ R IA (Js 6:17-19. D eus salvou e protegeu Raabe por sua fé (H b 11 :3 1 ). Nessa prim eira vitória em C anaã. A n te s. A o que pa rece. 3. sua desobediên­ cia causou a derrota e a desgraça de Israel e a m orte do próprio A cã e de sua família. Na vida cristã. O Espírito Sa n to dirigiu o e scrito r da Epístola aos H ebreus a usar esse aco n te ci­ m ento co m o e x e m p lo de fé na lista de H eb reu s 11. M as os israelitas não construíram ram pas ju n to às m u ralh as nem tentaram derrubar as portas da cidad e. C o m o disse P h illip s B ro o k s: "N ã o orem pedindo uma vida fácil. Pode ser que vo cê e eu não co n ­ quistem os um a cidade com o Josué. Não orem ped in d o tare fas à altu ra de suas fo rça s. e as muralhas ruíram! O s soldados só precisaram co rrer para dentro da cidade e tomá-la. Cristo é o exem plo perfeito (Is 5 3 :7 . mas em nossa vid a diária deparam os com inimigos e m uralhas que nos desafiam . Sabiam que o Deus de Israel era um D eus que ope­ rava "grandes m aravilhas". a parte onde se encontra­ va a casa de Raabe (Js 2 :1 5 ) perm a n eceu em p é! Não foi preciso os espias procura­ rem uma jan ela com um cordão verm elho dependurado (Js 2 :1 8 . Jericó foi ofereci­ da a Deus com o "prim ícias" das vitórias vin­ douras. 19). 21-27) Permita-me citar mais um a vez o conselho sábio de A n d rew Bonar: "Perm aneçam os tão vigilantes depois da vitória quanto antes da batalha". pois "a salvação vem dos Judeus" (Jo 4 :2 2 ). pois tudo na­ quela cidade pertencia ao Senhor e foi co ­ locado em seu tesouro (D t 1 3 :1 6 . 22. Isso significava que tudo era con­ sagrado ao Senhor: o povo. a tensão deve ter crescido den­ tro da cidade. 1 Rs 7:51). Pelo fato de um soldado não ter dado ouvidos a essa advertência. Em seguida. orem para ser hom ens e m ulheres m elhores. A única m a­ neira d e cre sce r na fé é aceitar novos desa­ fios e confiar qu e D eu s nos dará a vitória. M t 2 6 :6 2 . cujo poder havia derrotado o Egito e os reis a leste do Jordão. posteriorm ente. veio o toque das trombetas e o grito de vitória do povo. Esse foi o m andam ento a que A cã desobe­ deceu. A queda de Je ricó é um in­ centivo a que o povo de D eus co n fie nas prom essas do Senhor e o b ed eça a suas ins­ tru ções. A ntes. O que Jeová faria com Jericó? Q uand o a procissão percorreu o perím e­ tro das muralhas sete vezes. Q u an d o os espias fizeram sua aliança com Raabe. não sabiam exatam en­ te com o D eus lhes entregaria a cidade. 6 3 . 23. e. Estavam . os ani­ mais e todos os despojos de guerra. 17-19). 25. qu an do as muralhas da cidade ruíram. por mais im possível que pareça a situação. é bem possível que o povo tenha sentido um grande alívio. Lc 2 3 :9 ). seus parentes também foram salvos. Q u an d o os sacerdotes e soldados voltaram para o acam ­ pam ento depois de dar apenas um a volta ao redor das muralhas. Esses gentios que creram no Senhor foram resgatados de um julgam ento terrível ao crer no D eus de Israel. Ele podia fazer com isso o que lhe aprouvesse. e o cristão verdadeiram en­ te sábio é cap az de distinguir entre um tem­ po e outro. No entanto. Josué deu quatro in stru çõ e s para que seu s so ld a d o s o b e ­ decessem depois que tivessem tom ado a cid ad e: C on d en a r a cidade inteira ao Senh or (vv. pois devem ter pensado que o exército israelita levantaria um cerco a Jericó. a tensão dentro da cidade deve ter crescido assustadoram en­ te. Q u al foi a reação do povo de Jericó a essa procissão diária ao red or da cidade? E bem provável que a m archa do prim eiro dia os tenha assustado. as casas. 26).

D e s tru ir o p o v o (v. queim adas. onde Israel habitaria (D t 20:16-18). Deus deu ao mundo perdido vá­ rias evidências de que os pecadores podem crer e ser salvos (Js 2:8-13. Rm 1 :1 8ss). Na "lei divina de guerra" encontra­ da em D euteronôm io 20. o registro das Escrituras e a vinda do Salvador. a nação foi pro­ fanada e precisou ser sujeita à disciplina de Deus (Sl 106:34-48). Não im porta por trás de quantas "m uralhas" ou "p o rtas" este m undo p e rverso ten tará se esconder. e a parte "fo ra da arraial" era separada para os que se encontra\am impuros (Nm 5:1-4. Ao ler o relato do Antigo Testam ento. o povo da terra havia recebido diversas oportunidades de arrepen­ der-se e de voltar-se para o Senhor. esse julgam ento será executad o . Rm 3:10-19). passa­ ram-se m ais quarenta anos na história de Israel. e os cananeus sabiam o q u e estava a co n tecen d o (ver Js 2:8-13)! Todas as mara­ vilhas que Deus operou e todas as vitórias .JOSUÉ 6 43 inteiramente "separados da com unidade de Israel e estranhos às alianças da prom essa" (Ef 2 :1 1 . Deus suportou com p aciência a perversidade do povo de C a n a ã d e sd e os tem p o s de A b ra ã o (G n 1 5 :1 6 ) até os dias de M oisés. 2 1 ). um dia. Antes de cercarem as cidades distantes. O triste é quando pecadores perdidos rejeitam delib era d am e n te essas e v id ê n c ia s e co n ­ tin u am le van d o sua v id a de p e ca d o (Jo 12:35-41). os israelitas deveriam oferecer-lhes a paz e. Nas palavras de G . Isso se devia. No entanto. pode-se ver Satanás fazend o de tudo para contam inar a nação de Israel e. antes de tudo. o Senhor fez uma a :stinção entre atacar cidades distantes (Dt 2 3 :1 0 -1 5 ) e c id a d e s d e n tro da terra de C anaã. isso re­ presentou um a am eaça aos propósitos de Deus para seu povo escolhido (N e 13:2331). Do êxodo até a travessia do Jordão. o que é com p ro vado por Raabe ter se casado com Salm om e ter se tornado uma das antepassadas do rei Davi e d o M essias (M t 1:5)! A princípio. e. Nosso D eus não é m isericordioso? Afinal. ao fato de a população de C anaã ser indescritivelm ente perversa e de D eus não querer que seu povo santo fosse contam inado por seus vizinhos (D t 7:1-11). pois eram gentios im undos. 12). Q u e dem onstração de sua graça Deus poupar Raabe e seus entes queridos e que graça abundante ele ter escolhido Raabe. a ira de D eus os en­ contrará.1 5 ). O Livro de Juizes não estaria na Bíblia se a nação de israel tivesse perm anecido fiel ao Senhor (Jz 2:11-23). crian ças e até mesmo anim ais. para fazer parte da linhagem do Salvador! Assim com o a Jericó do passado. O s homens da família deveriam se circuncidar a fim de se tornarem "filhos da aliança". o que im plica. jm a coisa era os soldados israelitas m ata­ rem soldados inimigos e outra bem diferen­ tes era exterm inarem m ulheres. e suas cidades. pois. Q u an d o os hom ens israelitas casaram-se com m ulheres pagãs e com eçaram a adorar deuses pagãos. Não devem os jam ais nos esque­ cer de que D eus co locou Israel no mundo para ser canal de suas bênçãos (G n 12:1-3). mas sua fé os levou a fazer parte de Israel. 1 2 :1 4 . de m odo que seu Filho santo pudesse vir ao m undo para ser seu Salvador. Em segundo lugar. um período de mais de quatrocentos anos (ver 2 Pe 3:9 ). C am pbell M organ: "D eu s está sem pre em guerra com o peca­ do. um dia. Alguns ficam perturbados com o fato de D eus ter conde­ nado todos os seres vivos de Jericó à morte. e toda a fam ília precisou se subm eter à lei de M oisés. uma gentia m arginalizada. Raabe e seus familiares fo­ ram colocados "fora do arraial de Israel". Deus queria uma "descendência santa" (M l 2 :1 4 . Essa é a exp licação para o exterm ínio dos canan eu s". deveriam poupar o povo e transformá-lo em seus súditos. se a cidade se entregasse. não se tratava de um -nandam ento novo. com o fizeram Raabe e sua fam ília. O Senhor havia dado essa m esm a ordem a M o isés em ocasião anterior. desse modo. nosso mundo de hoje se encontra sob o julgam en­ to de Deus (Jo 3:18-21. Dt 23:9-14).2 Pelo fato de os israelitas não obedecerem inteiramente a esse m andam en­ to ao longo de sua história. o povo das cidades de dentro de Canaã deveria ser com pletam ente destruído. entre outras coisas. Em primeiro lugar. evitar o nas­ cim en to do M essias.

2 4 ). Q uand o estamos fortes. 3. N . mas que. 1. 2. 3 4 :1 4 ). C o m o havia prom etido. devem ter o cuida­ do de dar-lhe toda a glória. sem qualquer conhecim ento do D eus verdadeiro. 114. Citando nova­ mente Cam pbell M organ: "G raça s a Deus. l!!. M o isés estava ad vertind o o povo de Israel contra a idolatria e o perigo de seguir as práticas religiosas do povo de C a n a ã e d isse um a frase não cita d a em Hebreus. 1912. 46 ). ele não faz as pazes com o pecado em meu co ração ! Bendigo o nom e do Senhor por sua autoridade poderosa e pela co n vicção profunda de que ele é trem endo e furioso em sua ira contra o pecado onde quer que este se m anifeste". a um fogo que nunca se apaga (M t 2 5 :4 1 . "Porque o Se­ teu Deus. A m a ld ição se rv iria para a d ve rtir os israelitas ou d e scen d e n tes de R aabe que fossem tentados a reco n stru ir aq u ilo que D eus havia destruído. 103. é fogo que consom e. 3 :7 . Se o Senhor o fizer." Es­ sas p a lavras fo ram ditas p o r M o isé s em n ho r. e o p e ­ ca do serve apenas d e co m bustível para fazer arder a ira santa de D eus. 102. Downers Grove. M organ. Confesso que. D eus foi com Josué (Js J :5. não entendia o que estava cantando. Ele não perm ite que eu faça co n cessõ es ao inim igo. 1975. Jericó era uma cidade perversa.1 4 ). Deus é zeloso com seu povo e não perm iti­ rá que divida seu am or e serviço entre ele e os falsos deuses do m undo (Êx 2 0 :5 . S ch a effer.. pp. 4 :1 4 ). M esm o depois de haver queim ado a ci­ dade. João Batista des­ cre veu o ju lg am e n to de D eus co m o um "fogo inextinguível" (M t 3 :1 2 ). 1. Josué co lo co u um a m aldição sobre ela. a ordem para queim ar Jericó é um retrato do julgam ento de Deus que será executado con­ tra todos que rejeitarem a verdade. G .J. Também não devem os nos esquecer de que esses acontecim entos históricos foram registrados "para o nosso ensino" (Rm 1 5:4). Living M essages o ft h e B ooks o fth e Bible. na época.44 JOSUÉ 6 que Deus deu a seu povo serviram de teste­ m unho para o povo da terra de C anaã. o superintendente escolhia quase sem pre o m esm o hino para cantar­ mos qu an do todas as classes ainda estava m reunidas. loshua and the Flow o f Biblical History. Estavam pecando de modo consciente e deliberado. é bom que também considere a adm oestação divina em 2 Coríntios 6 :1 4 . Revell. D eus está nos dizendo que não irá tolerar a transigência ao p e ca d o na vida de seu p o vo.: Fleming H. enquanto procuram os viver para Cristo nos dias de hoje. D euteronôm io 4 :2 4 muito tempo antes de serem citadas pelo Espírito Santo em H e ­ breus 1 2 :2 9 . mas eles preferiram continuar com sua vida de pecado e rejeitar a m isericó rd ia de D eus. p. O s servos de D eus jam ais devem engrandecer a si m es­ mos. e João usou a ilustração de um lago de fogo (Ap 1 9 :2 0 .7 :1 . Não p e n se em m o m e n to algum que os cananeus eram uma gente desam parada e ignorante. Cam pbell. é im portan­ te co n h e c e r: "[o S e n h o r ] é D eu s ze lo so ". . mas agora entendo. Jesus com parou o inferno a uma fornalha de fogo (M t 13:42). A letra dizia que devíam os que­ brar todos os ídolos e lançar fora os inim i­ gos. Q uand o vo cê com ­ preende essa verdade. há o perigo de nos sentirmos seguros demais e de nos esquecem os de confiar no Senhor (2 C r 2 6 :1 5 ). Ibid. p. 104. Essa maldição se cum ­ priu posteriorm ente nos dias do perverso rei A cab e (1 Rs 16:34). ainda assim. Q u e im a r a cid a d e (v.3 Q uand o era m enino e freqüentava a es­ cola dom inical. Não podem os servir a dois senhores. 9) e engrandeceu o nome dele na terra (Js 1 :2 7 .: InterVarsity Press. O ld Tappan. Francis A . Assim com o a destruição de Sodom a e G o m o rra (Jd 7). vol. O Sen h o r não com partilha minha vida com o u tro s d e u se s q u e p o ssa m c o m p e tir p o r m eu coração. Por m eio da d e stru ição de Jericó e de sua população. 2 0 :1 0 .

e. O mesm o se aplica ao corpo de Cristo.2 1 ) O p e ca d o r (v. clãs. o arraial precisava ser mantido santo (D t 2 3 :1 4 ). p e rten ce m o s uns aos outros e afetam os a vida uns dos outros (1 C o 1 2 :1 2ss). Paulo adm o esto u os cristãos de Corinto a disciplinar o homem desobediente que se encontrava no meio deles. Q u al­ quer um que desobedecesse a Deus profa­ naria o acam pam en to. e o inimigo ma­ tou trinta e seis soldados israelitas em de­ co rrê n cia da d eso b ed iên cia de A cã. Um s o l d a d o d e s o b e d ie n t e (Js 7 :1 . Nessa experiên­ cia. 20. C o n se q ü e n te m e n te . O desânim o não é inevitável na vida cristã.1 1 ). e a recusa de Jonas em obedecer a Deus quase fez afun­ dar um navio (Jn 1). mas devem os nos lem brar de que não há montanhas sem vales. pois seu pecado estava m aculando a igreja toda (1 C o 5). associada ao nom e de A cã. Q u alq u er fraqueza ou infecção numa parte do corpo humano co n trib u i para a fraq u eza e in fe cção das outras partes. O povo de Deus hoje é um só corpo em C risto . se um deles é honrado. C reio que essa declaração é mais do que uma descrição do contraste en­ M tre a paisagem m ontanhosa de C an aã e a topografia plana e m onótona do Egito. O D eus Jeová cam inha­ va no meio do povo. pela fé. U m a vez que Jericó era a primeira vitória de Israel em Canaã. A cã ouviu seu com andante ordenar que todos os despo­ jos de Jericó deveriam ser consagrados ao Senhor e ir para o tesouro de D eus (Js 6:1 721.2 0 . e era isso o que fazia dos israelitas o povo especial de Deus (Êx 19:5. as prim ícias dos V itó r ia Jo sué 7 o isés d e scre v e u a T erra P ro m etid a com o uma "terra de montes e de va­ les" (D t 11:11). com ele todos se regozijam " (1 C o 12:26). a deso­ bediência de Davi ao realizar um censo sem a perm issão de Deus causou a morte de se­ tenta mil pessoas (2 Sm 2 4 ). A ssim . Israel foi derrotado em A i. Foi a prim eira e única derrota m ilitar de Israel em C anaã. e. . fam ílias e indivíduos. e essa profanação afetava o relacionam ento do povo com o Senhor e dos israelitas uns com os outros. e ele era da tribo de Judá (Js 7 :1 6 ) (ver 1 C r 2 :7 . 21). retratada pelas experiências de Israel em C an aã. para sem pre. Ele é co n h ecid o na Bíblia com o o p ertu rb a d o r d e Israel (Js 7 :2 5 ). Seu nom e era A c ã ou A car. portanto. nos apropriam os de nossa herança em Cristo. O p eca d o (vv. que significa "p ertu rb ação". Deus habitava no meio do arraial de Israel. N V I). 6). experim entam os picos de vitória e vales de desânim o. "U m só pecador destrói muitas coisas boas" (Ec 9 :1 8 ). portanto. mas tam bém era humano e. 24). pois Josué está prestes a des­ cer do pico da vitória em Jericó para o vale da derrota em Ai. Q u an d o . todos so­ frem com ele.7 D erro ta n a da T erra Jamais subestim e o estrago que uma só pessoa fora da vontade de D eus pode fazer. A lgreja'hoje deve vigiar com diligência para que "nenhum a raiz de am argura brote e cause perturbação" (H b 1 2 :1 5 . ob­ servar em Js 7 :2 6 que "A co r" tam bém sig­ nifica "p e rtu rb açã o "). A desobediência de Abraão no Egito quase lhe custou a esposa (G n 12:10-20). Tratase tam bém de uma descrição da geografia da vida de fé. ele nos ensina o que causa a derrota e com o devem os lidar com o desânim o em nossa vida. Josué 7 co m e ça indicando que haverá uma m udança. sujeito a errar. D eus deixou claro que era Israel quem havia pecado e não som ente A cã com o in­ divíduo (Js 7 :1 . a qual será. Por que Deus colocou a culpa da desobediência de um só soldado sobre a nação toda? Porque Israel era um só p o v o no Senhor e não apenas um conjunto de tribos. 1). 1. Josué era um líder com pe­ tente e experiente. "Se um mem bro sofre.

Em nosso m undo de hoje. Eva fez a m esm a coisa quando deu ouvidos ao diab o (G n 3 :5 ) e tam bém Davi quando se entregou à carne (2 Sm 1 1 :1-4). Se Josué tives­ se co n vo cad o um a reunião de o ração . Hb 1 0 :3 0 ). a face do Senhor e descobrir qual é a vontade dele para cada novo desafio. Acã desobedeceu a Deus só para se apropriar de uma riqueza que nem sequer podia des­ frutar. Q uand o D eus identifica algo de modo es­ pecífico. fugir e se esconder. Se tiverm os sem pre a Palavra de Deus diante de nossos olhos... então é errado. mas é o segundo olhar que dá asas à im aginação e co n d u z ao p e ca d o (M t 6:27-30). a seu tem po. apesar de todas essas experiências m aravilhosas. 2 4 :6 ). pois. o Senhor havia aceita­ do A cã com o filho. . Pv 2 0 :1 8 . mas jam ais deveria ter voltado a olhar para eles e pensar em tomá-los para si. mas sim presum ir que D eus estivesse contente com seu povo e que lhes daria outra vitória em A i. cada um é tentado pela sua pró­ pria co b iça. levou Israel à derrota e causou a própria morte bem com o de sua família. A prim ei­ ra vez que um hom em vê uma m ulher pen­ sa: "Ela é linda!". em primeiro lugar. mas sim parte do tesouro do Senhor e inteiramente consagrados a ele. no entanto.. Adão e Eva tentaram enco­ brir seu pecado. Josué fez um levanta­ m ento da situação (N m 2 1 :3 2 .. as pessoas es­ tão reescrevendo o dicionário de Deus! "Ai dos que ao mal cham am bem e ao bem . escuridade. Ele e seus o ficiais estavam agindo pelas aparências e não pela fé. O segundo erro de A cã foi dar outro nom e aos tesouros de Deus ao chamá-los de "despojos" (Js 7 :2 1 ). Se D eus diz que algo é errado. 2. em todo tem po. O s líderes espirituais devem buscar.. Um e x é r c i t o (Js 7:2-5) d erro ta d o C om o todo bom com andante.46 JOSUÉ 7 despojos pertenciam ao Senhor (Pv 3 :9 ). Seu erro não foi enviar os espias. E. A cã desobedeceu e tomou um ca­ minho perigoso que o conduziu ao pecado e à morte (Tg 1:13-15): "Vi [. Na aliança em Gilgal.. Q u e tolice de A cã pen­ sar que Deus não seria cap az de ver o que ele estava fazend o . No entanto. Ele os havia fei­ to atravessar o rio Jordão em segurança e co n ce d e ra a vitória a o e x é rcito em je ric ó . Se ao menos tivesse esperado um ou dois dias e tomado os despojos que quises­ se depois da vitória em Ai! "Buscai. Não eram "despo­ jo s".] e tomei [. que fazem da escuridade luz e da luz.]" (Js 7 :2 1 ). "E sabei que o vosso pecado vos há de achar" (Nm 3 2 :2 3 ). fazendo o que não devem os (Pv 4:20-25). Não perten­ ciam a A cã nem mesm o a Israel. U m a vez que A cã cobiçou as coisas d o m un do. quando esta o atrai e seduz" (Tg 1:1 4 ).] cobicei [. antes de pla­ nejar sua estratégia. Seu quarto erro foi pensar que poderia escapar incólum e ao esconder o que havia tomado para si. não com e­ çarem os a olhar na direção errada. o seu reino e a sua justiça. O pecado de A cã torna-se ainda mais odioso ao se ter co nsciên cia de tudo o que Deus havia feito por ele. e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (M t 6:3 3 ). "Ao contrário. Em vez de cantar louvores em seu co ração pela vitória que Deus havia dado a seu povo. A ima­ ginação é o "ven tre" no qual o desejo é co ncebid o e do qual. e não há mais discussão. nascem o pecado e a morte. mas a Deus. não tem os direito algum de mudar essa definição . mal. põem o amargo por doce e o doce. Isso teria salvado a vida de trinta e seis soldados e poupado Israel de uma der­ rota humilhante. A cã im aginou em seu co ração com o seria ter todo aquele tesouro. inclusive no âmbito religioso. O terceiro erro de A cã foi cobiçar. E provável que não tivesse com o evitar de vê-los da primeira vez. o Senhor lhe inform aria que havia pecado no m eio do arraial e Josué teria tratado do pro­ blem a. por am argo!" (Is 5:2 0 ). D eus cuidara dele e de sua família no deserto. "Porque o S e n h o r fará justiça ao seu povo" (D t 3 2 :3 6 . quando "Todas as co i­ sas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas" (H b 4 :1 3 ). O prim eiro erro de A cã foi olhar outra vez para os despojos. mas o Senhor os encontrou (G n 3:7ss).

Um l í d e r d e s a n im a d o (Js 7:6-15) O líder que D eus havia en g ran decid o (Js 6 :2 7 ) encontrava-se m ortificado. Ai ficava na região m ontanhosa. mas a situação havia se invertido. e era preciso subir até lá. mas não foi essa a estraté­ gia de D eus quando deu as ordens para a segunda investida contra A i (Js 8 :1 ).JOSUÉ 7 47 É im possível entrar na m ente de Josué e co m p ree nd er seus pensam entos co m p le ­ tam ente. quando estavam sedentos . se não houvesse pecado no arraial. 7-9). A arca da aliança era uma lem brança da presença de Deus no meio de seu povo. co lo caram p ó so b re a ca b eça. é me­ lhor dedicar o tempo necessário para bus­ car sua orientação. ou depois de sofrer algum a vio lê n cia e ver­ gonha pessoal (2 Sm 1 3 :1 9 ). e a au to co n fia n ça pode levar à p resu nção . Repreen são (vv. prostraram-se em terra e clam aram "A h! S e n h o r " . "M as as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso D eus. a vitó ria p arecia in evitável. se Israel estivesse sob o favor do Senhor (Js 8 :2 5 ). a im pression an te v i­ tória em Jericó havia dado a Josué e a seu exé rcito um b o cad o de au to co n fia n ç a . A arca havia ido adiante de Israel quando atra­ vessaram o rio (Js 3:11 ss) e estivera com eles quando m archaram ao redor de Jericó (Js 6:6-8). Josué aceito u o co n selh o dos espias. e dois israelitas lutariam contra dez mil! (D t 3 2 :3 0 ) Três soldados israelitas poderiam ter derro­ tado a cidade inteira. em vez de p ro cu rar sab e r quais eram os plan o s do Senhor. e a presença da arca não era ga­ rantia alguma de vitória (1 Sm 4). então podem os nos identificar com Josué e seus oficiais. ba­ tendo em retirada. O exército israelita m archou morro acim a. U m a v e z que A i era um a cid ad e m enor do que Jericó . O que Israel precisava era de con­ fiança em Deus e não em si mesmo. cada um fugindo para salvar a própria vida e deixando para trás trinta e seis com panheiros mortos. do ponto de vista hum ano. Em sua o ração . com o no caso de um a derrota m ilitar (1 Sm 4 :1 2 ). para que vos nao ouça" (Is 59 :2 ). a cerca de vinte e cinco quilôm etros de Jericó. a queda" (Pv 16:18). O co ra ção dos ca n a ­ neus havia desm aiad o ao saber das co n ­ quistas de Israel (Js 2 :1 1 ). Ed 4 :1 ). U m a vez que os pensam entos de Deus não são os nossos pensam entos (Is 5 5 :8 . 9). a arca era apenas uma peça de madeira. Eram as atitu­ des prescritas quando Israel voltava-se para D eus em tem pos de grande perigo ou de pecado co m o nação (N e 9 :1 . Rem orso (v. "A soberba precede a ruína. Rasgaram as vestes. Se Josué tivesse se hum ilhado antes da bata­ lha. Todo seu relato concentrou-se no exército e em sua certeza de que Israel seria vitorioso. 6). e isso o levou à derro ta. Ele vo lta­ ria a co m e ter esse erro ao tratar com os gibeonitas (Js 9). Porém . Estavam certos de que nem era preciso usar todo o exérci­ to para o ataque. O s espias não m encionaram o Senhor. pois a cidade encontra­ va-se a quase seiscentos metros acim a do nível no mar. Se alguma vez nossos m elhores planos foram com ple­ tam ente despedaçados. 3. a situação teria sido diferente d e p o is da batalha. Deus não havia lhes ordenado que levassem a arca consigo para A i. Esse era o co m p ortam en to típico dos israelitas sem pre que se enco n ­ travam grandem ente angustiados. M oisés havia advertido Israel de que não poderia derrotar o inimigo a m enos que a nação fosse obediente ao Senhor. Josué falou com o os israelitas incrédulos sem­ pre que se encontravam numa situação difí­ cil que exigia fé: "Por que não ficamos onde estávamos?" Foi o que fizeram no mar Ver­ melho (Êx 14:11). e a altivez do espírito. um soldado israelita correria atrás de mil soldados inimigos. Sem a presen­ ça de Deus. Sem d ú vid a. mas a pre­ sença de D eus teria ido com eles. Não ouvim os esses hom ens dizendo: "Se o Senhor quiser" (Tg 4:13-17). e o co ração de Israel se derreteu e se tornou co m o água! O gene­ ral que não havia exp erim en tad o derrota algum a passo u o resto do dia pro strado diante da arca em G ilgal com seus líderes. e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós. Se seguis­ sem o Senhor pela fé. mas não tardou a descer.

Deviam apresentar-se diante de Deus para que ele desm ascarasse o culpado. O Senhor deixou que Josué e seus líderes ficassem prostra­ dos em terra sobre o rosto até a hora do sacrifício do final da tarde. Às vezes. 10-15). Aquilo que a vida faz co n o sco depen­ de daquilo que a vida encontra em nós. Israel não seria capaz de enfrentar qualquer inimigo até que tivesse expurgado esse peca­ do. C en su ra (vv. teria de tratar do pecado. Tam bém foi um a transgressão (v. O b serve a repetição do termo "condenado". 8. A cã havia tom ado riquezas proibidas. Tudo o que Deus havia feito por seu povo até en­ tão de nada adiantaria. mas com o "grande nom e" de Jeová. Se o povo da terra perdesse o medo do D eus de Israel (Js 2:8-11). As tribos não conseguiriam apropriar-se de sua herança enquanto um hom em esti­ vesse apegado a tesouros proibidos. por isso os israelitas deveriam se arre­ pender. apropriamo-nos de tudo o que Deus tem para nós. mas Josué m ostrou-se disposto a atravessar o Jordão e a assentar-se do ou­ tro lado. É por isso que a Epístola aos Hebreus está na Bíblia: para instar o povo de Deus a "prosseguir" e a entrar na plenitude de sua herança em Cristo (H b 6 :1 ). e p e car significa "errar o alvo ". A rre p e n d im e n to (vv. se não pudessem avançar vitoriosos. Deus disse a Josué que a nação havia roubado algo que pertencia ao Sen ho r e esco n d id o no m eio de suas coisas com o se lhes pertencesse. Nm 14:13-16). que significa "ultrapassar o lim ite". Ao se preparar para atravessar o Jordão (Js 3:5 ). sem pre se conten ta com algo aquém daquilo que D eu s tem d e m e­ lhor. e scre v e u G e o rg e H. U m a vez que Israel havia pecado. Q uando vivem os pela fé. O que fizeram foi p e c a d o (Js 7 :1 1 ). 9). não era a fama de Josué nem as conquistas de Israel. M orrison. po rém . A p re o cu p ação de Josué não era com sua reputação pessoal. Há um m om ento de orar e um m omento de agir. de fato. A in cre­ du lidade. O que D eus disse a Josué ajuda-nos a ver o pecado de A cã (e o pecado de Israel) do ponto de vista divino. Q u e lição para a Igreja de hoje! Naquela noite. 1 7 :3 ) e q u a n d o fo ram d is c ip lin a d o s em C ad esBarnéia (N m 14:1-3). e havia chegado a hora de agir. mas agora era preciso purifi­ cação a fim de descobrir o inimigo que se encontrava em seu acam pam ento.. H avia agi­ do com insensatez (v. ou será que pensaram que estavam seguros? . a fim de que pudessem o bedecer a suas instruções. Ficam os im aginando se Acã e sua fam ília conseguiram dorm ir naquela noite. mas os israelitas erraram o alvo e fic a ra m aq uém dos p a d rõ es de D e u s. depois. Josué chega ao cern e da questão: a derrota de Israel havia privado o Senhor de receber gló­ ria. Deu-lhes tempo para que chegassem ao limite. mas fingiu ter obedecido ao Senhor. Deus perm ite que passem os por derrotas hum i­ lhantes para testar nossa fé e revelar o que. Josué havia aprendido essa lição com M oisés (Êx 3 2 :1 1 -1 3 . 15) ao pensar que po­ deria roubar de Deus e escapar incólum e. porém . a nação já havia se purificado. mas eles transgrediram a alian ça e cruzaram a linha que D eus havia determ in ado. usado cin­ co vezes neste parágrafo. mas sim a gló­ ria do D eus de Israel. "M as leia essa oração e encontrará nela um tom p e rig o so ".. 11). a conquista seria muito mais difícil para Josué. O s jud eus expressa­ ram com freq üência o desejo de voltar para o Egito.48 JOSUÉ 7 e fam in to s no d e se rto (Êx 1 6 :3 . "lo su é rep reende a D e u s Pare­ ce culpar o Senhor pela presença de Israel em C a n a ã e pela derrota hum ilhante que haviam acabado de sofrer. D eus quer que seu povo seja santo e o bediente. Josué mandou com unicar que todos deveriam santificar-se e prepararse para uma assem bléia a ser realizada na manhã seguinte. O mais im portante. está acontecendo em nosso co ra­ ção. en­ tão. 11). Assim . uma lição que a Igreja precisa aprender hoje. e nem sem pre sabem os qual é o estado de nosso próprio co ração (Jr 17:9). em m entir so bre o ro u b o (v. falou a Josué. D eus havia determ inado um limite e dissera que não o u ltrapassassem . O pecado consistiu em roubar d e D eus e.

perguntou o profeta (Jr 1 7:9). A cã e seus familiares haviam dei­ xado o verdadeiro D eus vivo e voltado o coração àquilo que Deus havia condenado: prata. Um a vez que a lei em Israel proibia m em bros inocentes da família de serem castigados pelos peca­ dos de seus parentes (D t 2 4 :1 6 ). 16-18). 8). outra advertência de Deus para não . ninguém se esconde diante de mim. eu provo os pensam entos. A confissão e as evi­ dências eram suficientes para co n d en ar o homem acusado.JOSUÉ 7 49 4. Q uando Josué indicou A cã com o o trans­ gressor. A oração "D á glória ao S e n h o r " era uma forma de juram en­ to oficial em Israel (Jo 9 :2 4 ). depois a fa­ mília dos zeraítas. Davi (2 Sm 12 :1 3 . O ju lg a m en to (vv. 1 0 :1 6 ). 1 7. quer sejam boas. Antes que pudesse excetuar o julgam en­ to do Senhor. sem sin ce rid ad e: o Faraó (Êx 9 :2 7 . quem o conhecerá?". Foi um a advertência para que os sacerdotes não tratassem o santuário de Deus com deslei­ xo (Lv 10). 11 e 13. D eve ter sido assusta­ dor para A cã e seus fam iliares mais próxim os \e r o dedo acusad o r de D eus apontando cada v e z mais perto deles. D eus às vezes re­ velava sua ira contra o pecado de modo mais dram ático. Pri­ m eiro. A cã não apenas havia pecado contra seu povo. e deses­ peradam ente corrupto. segundo o fruto das suas ações". O s m ensageiros cavaram debaixo da tenda de A cã e encontraram as "coisas co n­ denadas" que haviam trazido a derrota de Israel. Balaão (N m 2 2 :3 4 ). O s objetos roubados foram co lo ca­ dos diante do Senhor para que ele pudesse ver que Israel estava renunciando sua posse desse tesouro infeliz. nem se encobre a sua iniqüidade aos meus olhos" Jr 16:1 7). mais do que todas as coisas. Sua família foi julgada de m aneira sem elhante àquela que Israel deveria tratar uma de suas cida­ des que se tivesse entregado à idolatria (Js 13:12-18). 3 0 . é bem pro­ vável que a fam ília de A cã fosse culpada de cum plicidade com seu pecado. é se­ m elhante àquela de outros sete homens nas Escrituras que fizeram a m esm a confissão. D eus os encontrará e julgará (Am 9 :3 ). quer sejam más" (Ec 12:14). e o Senhor os castigou com a m orte. e apresentou a resposta no versículo seguinte: "Eu. A o ler o Salm o 10. "Ocultar-se-ia alguém em esco nderijo s. e isto para dar a cada um se­ gundo o seu proceder. A cã. 2 4 :1 0 . Não va­ lia a pena! A Bíblia mostra que. por fim. A co n fissã o (vv. "Porque os meus olhos estão sobre todos os seus cam inhos. de modo que eu não o veja?" (Jr 2 3 :2 4 ). alguns deles. "Enganoso é o co­ ração. o culpado. ou que Josué e o sumo sacerdote tenham lançado sortes. quando iniciava um novo período da história. Nadabe e Abiú invadiram o lugar santo e desobedeceram à lei de Deus. Q uand o Davi tentou levar a arca de volta a seu lugar de honra e U zá tocou na arca para segurá-la. 19-23). A abordagem de D eus foi m etódica. esquadrinho o coração. 9: 3 0 :7 . 'o rei Saul (1 Sm 1 5 :2 4 . especialm ente os versículos 6. mais de uma vez. Q u er os pecadores corram para o topo das mon­ tanhas quer mergulhem até as profundezas dos mares. "Porque Deus há de trazer a juízo to­ das as obras. ouro e uma vestim enta cara. Sua declaração: "pequei contra o S e n h o r " . Josué teve de apresentar as evidências que com provavam a confissão de A cã. 2 6 :2 1 ). E possível que o sumo sacerdote tenha usado a estola para determ inar a orientação divina (1 Sm 23 :6 . e. separou a tribo de Judá. mas também havia com etido um pecado atroz contra o Senhor e deveria confessá-lo a D eus. podem os ver o que talvez estivesse se passando na m ente e co­ ração de A cã durante esse m om ento tenso de escrutínio. D epois de o tabernáculo haver sido montado. Deus matou U zá (2 Sm 6:1-11). o povo que estava olhando deve ter se perguntado: "Q u e perversidade ele com eteu para que o Senhor ficasse tão desgostoso conosco?" É possível que os paren­ tes dos trinta e seis soldados mortos tenham se irado ao ver o hom em cuja desobediên­ cia causou a morte de seus entes queridos. 21). Um p e c a d o r d e s m a s c a r a d o (Js 7:16-26) A investigação (vv. 24-26). depois a família de Zabdi e. o S e ­ n h o r . N inguém pode se e sco n d e r de D eus. em alguns casos. até as que estão escondidas. Sl 5 1 :4) e o filho pródigo (Lc 1 5:1 8 .

M as Deus tam bém é luz (1 Jo 1:5) e deve julgar os pecados de seu povo. C o ­ mo o Senhor é m aravilhoso de tomar Acor. . Esses dois m em o riais são elem e n to s n ecessá rio s na jornada de fé. O monte de pedras em Gilgal (Js 4:1-8) servia para lembrá-los de que Deus cum pre o que promete e co ndu z seu povo o bediente ao lugar de bênção. p. George H. en­ tão. i. sem dúvida. um lugar de vergonha e derrota. A morte de A cã e de sua família foi. uma "porta de esperança". Londres: Hodder and Stoughton. Q u an d o vo cê se entrega ao Senhor. O vale de A co r se tornará.50 JOSUÉ 7 tratar as coisas sagradas de modo descuida­ do. terá de julgá-lo. 1904. M o r r is o n . O perturbador de Israel foi com pletam ente rem ovido de cena. se não o fizer. O vale de A co r é m e n cio n ad o em Isaías 6 5 :1 0 e O séias 2 :1 5 com o um lugar onde. um dia. quando os jud eus voltarem para sua terra e tom arem parte nas bênçãos do reino m essiânico. M esm o o "vale de Perturba­ çã o " pode transform ar-se num a "porta de e sp e ra n ça ". No co m eço da era da Igreja. Josué e seus líderes haviam passado por dois dias difíceis. A s pessoas e os animais foram ape­ drejados e os corpos queim ados com todos os bens da fam ília. D eus assum iria o co m ando do e xé rcito e co n d u z iria seu povo à vitó ria. O nom e A c o r significa "perturba­ çã o ". mas a situação estava pres­ tes a m udar. The Footsteps o f the Flock. 106. o povo de Deus terá um reco­ m eço e não será mais associado à vergonha e à derrota. e transformá-lo num lugar de esperança e de alegria. um a ad vertência dram ática para a nação não tom ar a Palavra de Deus leviana­ m ente. e o povo foi santificado.1 6 ) e anseia por ab en ço ar seu povo. Deus é am or (1 Jo 4 :8 . O monte de pedras no vale seria uma lem brança de que D eus espera que seu povo o bedeça à sua Palavra e. nenhu­ ma derrota é perm anente e nenhum erro é irrem ediável. A nanias e Safira foram m ortos pelo S en ho r quando mentiram a D eus e a seu povo (At 5:1-11). de modo que Deus pu­ desse voltar a m archar com o povo e dar-lhe a vitória.

o pior erro de todos é não tentar outra ve z. 1). D eus deu aos soldados o direito de apropriar-se dos des­ pojos. se cair. Deus poderia lhes falar em m isericórdia e dirigi-los na conquista da terra. O fracasso costum a ser acom panhado de duas reações: o desânim o em função do passado e o medo do futuro. com o acontecia com freqüência nos tem pos bíb lico s. tem os o privilégio de nos apropriarm os de suas prom essas. Recom endo que pegue sua co ncord ância bíblica e estu­ de o uso do imperativo "não tem as" na Bí­ blia.pen­ sam da vida. D eu s nunca desencoraja seu p o vo de fazer p ro g re sso . Na verdade. A palavra d e in stru çã o (vv. mas deviam queim ar a cidade. 1. Josué tam bém teria co n co rd ado . 1b-2). e não é o melhor cristão nem o melhor general que dá o menor nú­ mero de passos em falso. use-os para organizar vitórias. Não im porta quantos erros venham os a com eter. assim como a guerra. pode­ ria ter pego toda a riq u eza que quisesse. Se A cã tivesse esperado apenas alguns dias. mas Deus lhe ordenou que levasse "toda a gente de guerra" (Js 8:1 ). " O S e n h o r firm a os passos do hom em bom e no seu cam in h o se co m p ra z . Deus sem pre tem um plano para seu povo. A A vida. pois estava prestes a "reco m eçar de modo mais inteligente" e a transform ar seus erros em v itória. pois definia um erro com o "um a oportuni­ dade de recom eçar de modo mais inteligen­ te". Veja as declara­ ções de "não tem as" em G ên esis. Deus não nos fala de modo audível. 2 4 ). em segui­ da. A palavra d e ân im o (v. W . Josué seguiu o conselho de seus espias e usou apenas par­ te do exército. O Senhor tam bém disse a Josué para usar uma em boscada e aproveitar-se da autoconfiança de Ai em d e co rrên cia da prim eira derrota de Israel (Js 7:1-5). é uma série de erros. e sua Palavra sempre vai de encontro às necessidades. Enquanto o b e d e c e m o s a seus m and am en to s. A resposta para nosso desânim o e medo é ouvir e crer na Palavra de D eus: "N ão te­ mas.1 Henry Ford teria concordado com Robertson. O b serve que D eus falou essas palavras para pessoas diferentes nas circun stân cias mais variadas. D eus tem prazer em "mostrar-se forte para com aque­ les cujo co ração é totalm ente dele" (2 C r 16:9). porque o S e n h o r o segura pela m ão" (S I 3 7 :2 3 .inclusive as pessoas da igreja .8 T ra n sfo rm a n d o a D erro ta em V itó r ia Jo su é 8 O ponto de partida é a Palavra de Deus. porém. não te atem orizes" (v. pois "a vida cristã vitoriosa é um a série de reco m eço s" ■Mexander W h yte ). Por fim . . m as tem os a Palavra de D eus diante de nós e o Espírito de D eus dentro de nós. Esqueça os erros. Isaías 41 . O lham os para trás e nos lembra­ mos dos erros que com etem os. 1a). Hoje em dia. se espe­ rarmos pacientem ente na sua presença. Em sua pri­ m eira investida co ntra A i. e Deus nos guiará. 2) U m a v e z que a nação de Israel havia julga­ do o p e cad o que co n ta m in a ra o arraia l. olham os adiante e nos perguntamos se há algum futuro para pessoas que fracassam tão tolam ente. Robertson. e a única forma de alcançarm os a vitória é obe­ decer às instruções do Senhor.44 e nos oito primeiros capítulos de Lucas. não fic a rá prostrado. o melhor é aquele que conquista as vitórias mais esplêndidas extraindo-as dos erros. e. D eu s sem pre dá o qu e há d e m elhor para citação ab aixo afirm a exatam en te o oposto do que quase todos hoje em dia . A mediocrida­ de pode levar a essa idéia. Essas palavras são de um sermão realizado no dia 12 de agosto de 1849 pelo famoso pregador britânico F. Um reco m eço (Js 8 :1 .

A menos que em punhem os diariam ente a espada do Espírito pela fé (Ef 6 :1 7 ). pois Deus estava trans­ form ando os erros de Josué em vitória. Esse destacam en to serviria para garantir que Betei não realizaria um ataque surpresa pelo Noroeste. "O lh a que entreguei" . Josué e seu exército m archaram quase vinte e cinco quilôm etros de Gilgal até Ai e. mas não houve milagre algum desse tipo em A i. Em Jericó. mas tam bém o Deus da variedade infinita. Nem sem pre o hino da Segunda G uerra: "V encem os uma v e z / V en­ cerem os novam ente!" aplica-se à obra do Senhor. mas para o ataque contra Ai. Israel sofreu uma derrota terrível por ter agido de modo presunçoso no primeiro ataque contra A i. a fim de não depender de vitórias passadas ao planejar o futuro. desde que obedecessem às instruções do Senhor. d e sp rep arad o s. Josué preparou uma em boscada por trás da cidade. e foi essa segurança excessiva que os condenou à derrota. A palavra d e p ro m essa (v. A estratégia de Ai tomou por base a der­ rota anterior de Israel. portanto. Josué e seus hom ens sim ples­ mente obedeceram às instruções de Deus ao fazerem um a em b o scad a e atraírem o povo para fora da cidade. A operação em Jericó foi constituída de uma sem ana de mar­ chas realizadas à luz do dia. . Com o é fácil os ministérios cristãos acabarem em becos sem saída pelo simples fato de sua liderança não discernir se Deus deseja fazer algo novo por eles. L. abrindo outra fren­ te de batalha. em vez de depender das promessas divinas. N unca é dem ais reforçar a im portância para o soldado cristão de dedicar tem po à leitura diária da Palavra de Deus. pois permite que sua m ente e seu co ra ção sejam "em b eb id o s" pela Palavra de D eus. M oody. Q uand o correm os na frente do Senhor. O terreno rochoso nas coli­ nas ao redor de Ai ajudou Josué a esconder 2. dis­ se o evangelista D. pois havia derrotado Israel no primeiro ataque. "Vencem o s uma vez. em vez de confiar no Senhor. As promessas de Deus fazem a diferença entre a fé e a presunção. O Espírito controla os desejos e decisões do cristão por meio da Palavra. pelo lado oeste (Js 8:3-9). vencerem o s novam ente!" D urante a noite. Lembra-se das palavras do rei Artur que citei no capítulo 2? "D eu s cum pre seus propósi­ tos de muitas maneiras. e ele muda seus métodos para que não passem os a de­ pender de nossa experiência pessoal. O cristão esp iritu alm en te consciente é vitorioso. o exército invadiu a cidade unido. É im portante que se busque a vontade de Deus para cada em preendim ento da vida. C o lo ­ cou outros cinco mil homens entre Ai e Betei. O povo de Ai estava seguro demais de si mes­ mo. Deus realizou um gran­ de milagre em Jericó ao fazer as muralhas ruírem. Deus m uda seus líderes para que não co ­ m ecem os a confiar na carne e no sangue. A prom essa de D eus não tem eficácia algum a a m enos que seja "aco m panh ada pela fé" (H b 4 :2 ). 1c). e esse é o segredo da vitória. estarem os saindo para o co m b ate desarm ad os e. A estratégia que Deus deu a Josué para tomar a cidade de Ai foi quase o oposto da estratégia usada em je ricó . "D eu s nunca fez uma prom essa boa demais para ser verdade".essa foi a prom essa de Deus (ver Js 6 :2 ) e a garantia a Josué de que te­ riam a vitória. Josué dividiu suas tropas. pois nosso Deus é um D eus de recom eços. Nas pala­ vras do em presário norte-am ericano Bruce Barton (1886-1967): "Q u em pára de mudar pára de viver". O ataque a Ai envolveu uma operação noturna sigilosa que preparou o cam inho para o ataque durante o dia. podem os sem pre nos levantar e com eçar outra vez. mas é preciso nos apropriarm os de todas as promessas pela fé. Uma n o v a (Js 8:3-13) e s t r a t é g ia Deus não é apenas o Deus de recom eços. e o Senhor lhes deu a vitória. Não importa quão terrível tenha sido nos­ so fracasso.52 JOSUÉ 8 aq ueles qu e deixam a escolh a ao encargo dele. / para que uma boa tradição não venha a corrom per o m undo". n orm alm ente nos privam os de bênçãos e prejudicam os a outros. que ficava cerca de três quilôm etros de lá (Js 8 :1 2 ). usando trinta mil solda­ dos.

o soldados na em boscada entrariam na cidade e a incendiariam . O povo de Ai se veria encurralado entre dois exércitos. Josué e seus homens com eçaram a fugir. Josué segurou sua lança até a vitória ter sido conquistada (Js 8 :2 6 ). C om o todo bom general. Josué \iria do Norte e realizaria um ataque frontal contra A i. mas sua par­ ticipação provocou tanto a derrota de sua cidade (Js 12:16) com o a de Ai. mas o texto não dá m aiores deta­ lhes. ju n tas. Certo da vitória. Q uand o um exército p e q ueno 'vê um exér­ cito m aior fugir sem sequer lutar. mas devia ser dado no m omento exato. O plano era sim ples. O exército e o povo de A i são destruídos (vv. A s­ sim. os hom ens de Josué pararam de cor­ rer. D eus lhe disse para erguer sua lança em direção à cidad e (Js 8 :1 8 ). seguro de si. com o em Jericó (Js 8 :2 4 . o que levaria o povo de Ai. sem qualquer lem e ou bússola para lhe dar dire­ ção. O s homens de Ai e de Betei haviam caído num a arm adilha. em seu p lan ejam en to . pois obedeceram à Palavra de Deus e confiaram em suas prom essas. D e acordo com o versículo 1 7. mas assim é a insensa­ te z re su lta n te do e x c e s so de c o n fia n ç a . O príncipe do exército do S e n h o r (Js 5 :1 4 ) iria adiante deles. e. Seus hom ens fugiriam. 25 . Sem dúvida. o rei de A i viu o e x é rcito de Israel posicionado diante da cidade. O rei de A i é m orto (vv. os líderes cristão s devem bu scar a vo ntade de D eus. que nenhum deles sobreviveu. nem súditos. Esse era o sinal para os outros soldados entrarem na cidade e atearem fogo. O rei não tinha mais exércitos. C o m o disse M atthew H enry: "O s que correm mais perigo são os que m enos se dão conta disso". ataque. 21-29). e não foi difícil para o exército de Israel acabar com eles. a afastar-se da pro­ teção de sua cidade. nem cidad e. 29). 6 :2 1 . quand o M o isés m anteve as m ãos erguidas ao Sen h or (Êx 17:8-16). devem os faze r um levantam en­ to dos fatos e pesá-los com cautela ao pro­ curar saber o que D eus quer de nós.JOSUÉ 8 53 seus soldados. juntaram-se aos outros na batalha. Josué aguardou mais instruções. U m a v e z que as tropas adversárias ha­ viam sido aniquiladas. "E feriram-nos de tal sorte. A liderança exige planejam ento. D epois que os soldados israelitas saíram da cidade. 2 C r 2 0 :1 5 ). M uitas v e ze s. significam "lid erar um exército ". 18-20). viraram-se e atacaram o exército de Ai que os estava perseguindo. A ssim com o Josué. dando aos ho­ mens de Ai certeza ainda m aior da vitória. mas sim o julgam ento de D eus sobre um a sociedade perversa. a obra do S en h o r sim plesm en te é levada pelas c o rre n te z a s do tem p o . A o verem a fum aça saindo da cidade. que havia muito resistia à graça e à verdade divinas. e os resultados são d e ce p cio n an te s. e o terceiro exército cuidaria de qualquer so­ corro que pudesse vir de Betei. o resto da população da cidade foi destruído. 23. conduziu seus sol­ dados para fora da cidade num a investida co n tra os israelitas. mas eficaz. pronto para atacar. Esse foi o gesto sim bólico final da vitória com pleta de Israel. Q uand o Josué desse o sinal. os ho­ m ens de Betei tam b ém p a rticip a ra m do . gesto que nos faz lem brar a batalha que esse mesmo líder travou co n tra A m a le q u e . O term o estratégia vem de duas palavras gregas que. e a operação toda foi realiza­ da durante a noite. e o planejam ento é um a parte im portante da estratégia. Não sabem os se já estavam em Ai ou se chegaram lá na hora da luta. Lide­ rando o restante do exército israelita. Uma n o v a v it ó r ia (Js 8:14-29) Ai é esvaziada (vv. isso lhes dá um sen tim e n to de su p e rio rid a d e que pode levar à derrota. Ciente de que a batalha era do Senhor (1 Sm 1 7 :4 7 . nem escapou" (Js 8 :2 2 ). incentivou os soldados a confiar no Senhor e a crer na prom essa divina de vitória. A i é capturada (vv. A obra do Senhor requer estratégia. Q uand o am anhe­ ce u . Josué acam ­ pava com seu exército (Js 8:9 ). O inimigo viuse preso entre dois exércitos. Lembre-se de que não foi um "m assacre de inocentes". 14-17). pois o Senhor havia 3. com o ha­ viam feito da primeira vez. 24). O povo de A i foi descuidado ao deixar sua cidade indefesa.

Josué escreveu a lei em pedras (vv. os hom ens se­ pultaram o corpo do rei sob um monte de pedras.) Não sabem os ao certo se essas leis eram seguidas à risca em todas as situações.34). Josué interrom peu as atividades militares para dar a Israel a opor­ tunidade de firm ar um novo com prom isso . A desgra­ ça e a derrota causadas por A cã haviam sido apagadas. Josué construiu um altar (vv. no final do dia. aquela região possuía fortes laços históricos com Israel. o "m onte da m aldição". U m a vez que as prim ícias dos despojos de guerra em C anaã já haviam sido entregues a Deus em Jericó. 30. Um a porção da carne foi entregue aos sacerdotes e outra aos ofertantes para que pudessem desfrutá-la alegrem ente com sua fam ília na pre se n ça do S en ho r (Lv 7 :1 5 . mas sim o sangue no altar (Lv 1 7 :1 1 ). uma renovada sensação de fé e de coragem deve ter se espalhado por Israel. 30-34. 9). Além disso. U m a vez que Abraão havia construído um altar em Siquém (G n 1 2 :6 . O altar de Josué foi construído sobre o m onte Ebal. a nação de Israel estava de claran d o diante de D e u s seu co m p ro m isso e co m u n h ão com ele. 33). ver Nm 31:19-54. 16. M as o segredo da 4. D t 2 :1 7 . que lhe não conferiu a aceitação de Deus nem o aperfeiçoou com o ser humano (2 Rs 16:9-16). pois haviam conquistado mais um a vitória. O s sacerdotes ofereceram holocaustos ao Senhor representand o o com p rom isso total de Israel com Deus (Lv 1).54 JOSUÉ 8 destruído tudo. D eus pediu um altar simples de pedra e não um altar elaborado e decorado por mãos hum anas. Josué matou o rei com uma espada e ordenou que o corpo fosse hum ilhado. 7:11-34). uma cidade entre os montes Ebal e G erizim . e Israel estava prestes a conquis­ tar a Terra Prometida. D epois disso. mas elas nos dão uma idéia de com o Israel trata­ va os despojos de guerra. O último monte de pedras que Israel havia erguido tinha sido o m emorial a A cã. "a fim de que ninguém se vanglo­ rie na presença de D eus" (1 C o 1:29). 31). Josué conduziu o povo cerca de cinqüenta quilôm etros para o Norte até Siquém . 27). ele permitiu que o exérci­ to tomasse para si os despojos de A i. No O riente Próxim o daquela ép oca. Ao construir o altar. A o obedecerem à Palavra de D eus. Josué teve o cuida­ do de o b ed ecer a Êxodo 2 0 :2 5 e de não usar qualquer ferram enta nas pedras reco­ lhidas dos cam pos. 23 ). o corpo do rei foi sepultado sob um monte de pedras na por­ ta de entrada das ruínas que restaram de Ai. o ho­ m em q u e h a v ia c a u s a d o a d e rro ta dos israelitas para Ai (Js 7 :2 5 . (Para as leis sobre a distribuição de despojos. Nes­ se lo c a l. transformaram seus erros em vitória. a n açã o cu m p riu a ordem que M oisés havia lhes dado em seu discurso de despedida (D t 27:1-8). O rei A ca ­ be substituiu o altar de Deus por um altar pagão. M as o monte de pedras em Ai era um m emorial da vitória de Israel sobre o inimigo. Por m eio desses sacrifício s. Q uand o. Foi uma vitória total para Is­ rael. 18). 7) e que Jacó havia morado ali por um breve período (G n 33 . As ofertas pacíficas foram um a expressão de gratidão a Deus por sua bondade (Lv 3. U m n o v o c o m p r o m is s o (Js 8:30-35) Algum tem po depois da conquista de A i. 32. em Jericó os israelitas haviam recebi­ do a vitória por milagre de Deus. N enhum a obra humana deveria ser associada ao sacrifício para que os pecadores não pensassem que seriam ca­ pazes de ser salvos por suas obras (Ef 2 :8 . 26). Esse ato foi realizado em obediência à ordem de M oisés (D t 27:1-8). era costum e os reis celebrarem sua grandeza escrevendo regis­ tros de seus feitos militares em grandes pe­ dras cobertas de reboco. pois som ente um sacrifício de sangue pode salvar os pecadores da maldi­ ção da lei (G l 3:10-14). O s despojos de Ai são tomados (v. O s israelitas viram que nenhum a palavra da prom essa de D eus havia falhado. enquanto em Ai os homens haviam lutado e conquis­ tado sua recom pensa. Não é a beleza da religião criada por hom ens que co ncede o perdão aos pecadores. pen­ durando-o numa árvore até o pôr-do-sol (D t 2 1 :2 2 . com a au to rid ad e de Jeová exp ressa em sua lei.

vosso D eus. cercados pelos anciãos. o m onte da bênção. O segundo foi no vale de A cor. no hebraico. Dã e Naftali ficaram no monte Ebal. 2 2 :2 1 . eu ponho diante de vós a bê n ção e a m a ld ição : a b ê n ção . onde Jesus morreu por nossos pecados. mas vos desviardes do cam inho que hoje vos ordeno. A s tribos no monte G erizim foram fundadas por ho­ mens que eram filhos de Lia ou de Raquel. todos puderam ouvir cada palavra da lei claram ente e responder de modo cons­ ciente. Q uand o leram as m aldições (ver Dt 27:14-26). 29-32). 8). foi determ inado um lu­ gar para cada tribo em um dos dois montes. significa "Assim seja!". para seguirdes outros deuses que não co nhecestes" (D t 1 1:26-28. 35). o povo reconheceu que entendia a lei com suas bênçãos e m aldi­ ções e que aceitava a responsabilidade de lhe obedecer. o povo de Deus en­ contra-se entre dois montes: o do Calvário. Isso incluía m ulheres. um m onum ento ao pecado de A cã e ao julgam ento de Deus (Js 7:2 6 ). Aser. Josué fez a leitura da lei (vv. A s únicas exceçõ es foram Rúben e Z ebulom . via-se em dificuldades e precisava ser disciplinado. José (Efraim e M anassés) e Benjam im ocuparam o m on­ te G erizim . Paulo deixa claro na Epístola aos C á la ta s que. que hoje vos ordeno. ap esar de a lei p o d e r c o n v e n c e r os p e c a d o re s de suas transgressões e de conduzi-los a Cristo. O vale entre os dois montes foi ocupa­ do pelos sacerdotes e levitas com a arca. que representava a presença de Deus no meio deles. e o . Essa é um a obra que só pode ser realizada pelo Espírito Santo (C l 3:19-25). G ad e. quando cu m p rird e s os m an d am e n to s do S e n h o r . Josué reafirm ou a lei na terra da prom essa. O tercei­ ro foi na entrada de A i. 2 C o 3). 2 3 :9 . e sim a o b ed iên cia à lei de D eus Js 1:7.20). uma lem brança da fidelidade de D eus ao ajudar seu povo (Js 8 :2 9 ). Assim . Todo o povo estava voltado para a arca. que. 49:3. Seguindo as instruções de M oisés em Deuteronôm io 27:11-13. O s cristãos de hoje têm a Palavra de Deus escrita em seu co ração pelo Espírito de Deus (Rm 8:1-4.JOSUÉ 8 55 Nitória de Israel não era seu líder nem seu exército . oficiais e ju ize s de Israel. perten­ centes à descendência de Lia. A lei escrita em pedras possuía um caráter exterio r e não interior e podia instruir o povo. "Eis que. sem pre que Is­ rael se afastava da lei de D eus. perguntou M oisés Dt 4 :8 ). com em orando a travessia do Jordão pelo povo de Israel. Ao gritar "A m ém " quando as decla­ rações eram lidas. crian­ ças e o "m isto de gente" (estrangeiros) que havia se juntado a Israel (Êx J 2 :3 8 . Rúben. vosso D eus. 34. Se desejavam par­ ticipar da conquista realizada por Israel. na fronteira com Canaã. em m om en to algum é ca p a z de co nverter os pecadores nem de torná-los sem elhantes a C risto. Levi. Judá. 3 1 :1 2 ). pre­ cisavam sujeitar-se à lei do D eus de Israel. U m a vez que a região entre os montes Ebal e G erizim era um anfiteatro na­ tural. Issacar. O primeiro foi em Gilgal ' Js 4 :2 0 ). Deus havia dado a lei por intermédio de M oisés no m onte Sinai (Êx 19 . Z ebu lom . Q u an d o Josué e os levitas leram as bênçãos do Senhor unia a uma (ver Dt 28:1-14). Essas pedras no monte Ebal lem bra­ vam Israel de que seu sucesso dependia in­ teiramente de sua obediência à lei de Deus ■ Js 1 :7 . M oisés havia repetido e explicado a lei nas cam pinas de M oab e. enquanto as tribos do monte Ebal era cons­ tituídas de descendentes de filhos de Zilpa ou de Bila. D t 24:1 7-22. Nos dias de hoje. Posteriorm ente. hoje. mas não era capaz de transformá-lo. a maldi­ ção. Sim eão. A plicou a lei à vida do povo na Terra Prom e­ tida e adm oestou os israelitas a obedecer. e o povo h a v ia a c e it a d o e p ro m e tid o o b e d e c e r. as tribos do monte Ebal respon­ deram com um "A m ém !" depois da leitura de cada m aldição. se não cum prirdes os m andam entos do S e n h o r . observar os vv. pois ha­ via pecado contra seu pai (Gn 35:22. "E que grande nação há que tenha estatutos e ju ízo s tão justos co m o toda esta lei que eu hoje vos proponho?". 4). Rúben havia perdido sua posição de primogênito. o monte da maldi­ ção.8 ). as tribos do monte G erizim res­ p o n d e ra m em u n ís so n o e em a lta v o z "A m ém !". Esse é o quarto m onum ento público de pedras a ser erigido. servas de Lia e Raquel.

Sejam os gratos a Jesus. Não somos salvos por guardar a lei. 1 8 9 8 . antes. Londres: Kegan Paul. que levou sobre si na cru z a m aldição da lei em nosso lugar e que nos co n cede todas as bênçãos celes­ tiais pelo Espírito. No entanto. mas não viram o "vale" entre a era em que se encontravam e a era presente da Igreja (1 Pe 1:10-12). experim entam os seu poder transfor­ m ador e vivem os com o propósito de agra­ dar a D eus. o fato de os cristãos "não [estarem] debaixo da lei. Serm ons Preached a í Brighton. p . podem os nos apro­ priar de nossa herança em Cristo e m archar avante em vitória! 1. nem santificado s por tentar observar os preceitos da lei. o "precei­ to da lei se [cum pre] em nós" ao andarm os no poder do Espírito Santo (Rm 8 :4 ). Para eles. First Series. Trubner and C o . deixam os de desfrutar as bênçãos da graça (G l 5). O s cris­ tãos de hoje não vivem sob a m aldição da lei.. 7:1-6) não significa que podem os viver com o bem entenderm os e ignorar ou con­ testar a lei de D eus. 6 6 . os fiéis são abençoados pela graça de D eus com "toda sorte de bênçãos espirituais" (Ef 1:3). R o bertso n . a vida consis­ te nas bênçãos do monte G erizim e não nas m aldições do monte Ebal. Trench. .56 JOSUÉ 8 das O liveiras. para onde ele voltará com po­ der e grande glória (Z c 14:4). O s profetas do Antigo Testam ento viram o sofrimento e a glória do M essias. Em Cristo. Se andarm os no Espírito. Se nos co locarm os sob a lei. Pela fé. pois Jesus nos resgatou dessa maldição ao ser "pendurado em m adeiro" (G l 3:1014). e sim da graça” (Rm 6 :1 4 . Frederick W .

porém . É muito mais fácil identificar o leão que ruge do que perceber a serpente que se insinua em nossa vida. pois. o erro de um advogado vai preso. a m aior am eaça para Israel . Satanás é mentiroso e é o pai da mentira (Jo 8:4 4 ). mas em outras ocasiões. 6-13). manifesta-se com o uma serpente enganadora (2 C o 1 1 :3 ). Por vezes. e este capítulo expli­ ca o que aconteceu. Ficaram sabendo da derro ta de Jericó e de Ai e não estavam prestes a se entregar sem resistir. O povo de D eus deve manter-se alerta. o erro de um carteiro é enviado de volta ao remetente e o erro de um eletricista pode ser chocante. assim com o C anaã. O líder político norte-ameri­ cano. alim entos e equipam entos foram escolhidos de modo a dar a im pressão de que haviam realizado uma longa e difícil jornada desde uma cida­ de distante. o erro de um farm acêu­ tico é sepultado. O que os gibeonitãs fizeram (vv. D e algum m odo. é im portante que o povo de Deus esteja bem preparado para confrontar o ini­ migo. um grupo de hom ens de G ibeão pres­ tes a entrar no arraial e a enganar Josué e os príncipes de Israel. depois da conquista. Satanás vem co m o um leão devorador (1 Pe 5 :8 ).1 0 : 2 8 que o erro de um dentista é arrancado. Israel se envolvesse em outras guerras. a fim de que se pa­ recessem com a delegação oficial de uma cidad e estrangeira. Lc 2 3 :1 2 ). a vida cristã é um a "terra de m ontes e de v a le s" (D t 11:11). Nem sem pre as cidades-estados de C an aã mantinham relações am istosas entre si. Em D eutero nôm io 2 0 :1 0 -2 0 . U m espirituoso anônim o nos lem bra de 1. 2. O s gibeonitãs J o s u é 9:1 . Adiai Stevenson. No caso de Josué. os gibeonitãs fica­ ram sabendo dessa lei e decidiram usá-la para garantir sua segu rança. pois o inimigo sabe usar a Palavra de D eus para seus propósitos (M t 4:5-7). os reis de C anaã estavam se pre­ parando para atacar. O que os gibeonitãs disseram (w . Suas roupas. mas poderia acon tecer de rivais de um a região se aliarem contra um inimigo em com um (Sl 2 :1 . Se. Porém . a lei de Deus declarava que Israel deveria des­ truir todas as cidades de C anaã. O rom an­ cista Joseph Co nrad escreveu: " O s únicos que não erram são aqueles que não fazem coisa alguma". o erro de um professor é reprovado. e deve­ mos estar alertas e sob a proteção da arm a­ dura espiritual que D eus providenciou para nós (Ef 6:10-18). Ele tem "falsos apóstolos" e "obreiros frau­ dulentos" (2 C o 1 1 :1 3) operando neste mun­ do. Era hora de assumirem a ofensiva e de atacarem os invasores israelitas. Satanás é um falsificad or que "se transform a em anjo de luz" (2 C o 1 1 :1 4). A c r e d it a n d o n o i n im i g o (Js 9:1-15) Enquanto Israel estava nos m ontes Ebal e G erizim reafirm ando seu com prom isso com o Senhor. cegando os perdidos e procurando fa­ ze r os fiéis se desviarem . antes. 3-5). o erro de um impressor é corrigido.e um socorro bem presente na tribulação". Tam bém diz com o Josué transformou esse erro em vitória. O texto apresenta os três estágios do segundo insucesso de Josué depois de Ai) na conquista da Terra Prom e­ tida. e a natureza humana é tal que muita gente considera mais fácil mentir do que di­ zer a verdade. não fazer coi­ sa alguma foi seu erro. D e p o is de e x p e rim e n ta r um a grande bênção. O s gibeonitãs reuniram um grupo de ho­ mens e os prepararam . com entou certa vez em tom de hum or: "U m a m entira é uma abom inação para o Senhor . G ibeão ficava a cerca de quarenta quilôm e­ tros do arraial de Israel em Gilgal e estava na lista d e Jo s u é d o s lu g a re s a se re m destruídos.9 O I n im ig o M a o La d o ora não era a co alizão dos exércitos de C anaã. poderia o fere ce r a paz a cidades que ficassem fora da terra (ver também Dt 7:1-11).

já seco e bolorento" (Js 9 :1 2 ). 7) e ainda não haviam aprendido a esperar no Senhor e a buscar sua orientação.58 J O S U É 9: 1 . O s líderes de Israel usaram um a "abordagem científica" em vez de uma "abordagem es­ piritual". quando na verd ad e vivia m a c e rc a de q u aren ta q u i­ lômetros dali. "Este nosso pão to­ mamos quente das nossas casas. que a todos dá liberalm ente e nada lhes im propera. mais eu percebia que não passavam de enroladores. 6 e não nos estribar em nosso próprio en tend im ento. discutiram a questão e chegaram à m esm a co nclusão. Cham aram -se ainda de "Teus servos" (Js 9 :8 . 10). 9). não depositaram sua fé no Senhor. agora. . C om o oficiais. "Se alguém qui­ ser faze r a vontade dele. D epois. 11). Sem dúvida. porém. e ei-lo aqui. O q u e garantiu o su ce sso d o s g ib eo n itã s (w . Essas quatro mentiras já eram graves o suficiente. "Se.1 0 : 2 8 contaram várias m entiras em sua tentativa de se livrar da tribulação. mas quanto mais falavam. pois tal notícia não poderia ter chegado a "um a terra mui dis­ tante" com tanta rapidez. D e­ claravam sua "p ro fissão de fé" e. mas tam bém dar o u vid o s à ad ve rtê n c ia de Pro vérb io s 3 :5 . Tam­ bém mentiram sobre si mesm os e deram a im pressão de que eram enviados im portan­ tes numa missão de paz oficial da parte dos anciãos de sua cidade. Se esses hom ens fossem m esm o uma delegação oficial. Em meu m inistério pastoral. mas quando os visitantes afirm a­ ram ter vindo "por causa do nom e do S e­ n h o r " (Js 9 :9 ). Assim com o os cidadãos de Jericó (Js 2 :1 0 ). 14. inclusive do necessário para a viagem de volta. A vontade de D eus vem do co ração de D eus (Sl 3 3 :1 1 ) e ele se co m p raz em revelála a s e u s filh o s q u a n d o s a b e q u e sã o hum ildes e estão d isp ostos a o b e d e c e r. depois. algum de vós ne­ cessita de sabedoria. pois seus servos teriam assado pão fres­ co para eles. o povo de G ib e ão ficou sabendo da mar­ cha de conquista de Israel (Js 9:9 . D eus vê nosso co ração e sabe se tem os o desejo sincero de o b ed ecer a ele. Se você precisa de provas. exam in aram os "fato s". D epois de ouvir o dis­ curso dos estran g eiros e de e xa m in a r as evidências. Foi tudo muito lógico e convincente. Haviam com etido o mesm o erro em Ai (cap. O s em baixadores de Satanás são capazes de m entir de modo mais convincente que os cristãos são capa­ zes de dizer a verdade! Satanás sabe usar "m entiras religiosas" para dar a im pressão de que se busca conhe­ cer ao Senhor. na verdade. Em baixadores reais teriam jogado fora o pão "seco e boloren­ to". desandavam a contar sua triste história na esperança de com over meu co ração e de abrir m inha carteira. Po­ rém. blasfem aram co n tra Jeová. eram inimigos de Israel. co n h ecerá a res­ peito da doutrina" (Jo 7:1 7). quando. ao contrário de Raabe e de sua família. e n c o n tre i p e sso a s que se ap re se n ta ra m com o investigadores à procura do Senhor. Se Josué e os líderes tivessem feito um a pausa a fim de pensar e orar sobre o que estava diante de­ les. afirmaram ser "de uma terra mui distante" (Js 9 :6 . Confiaram em seus próprios senti­ dos. teriam concluído que tudo não passava de uma farsa. 15). 9. os "loroteiros religiosos" são os piores. Josué e seus líderes concluíram que os homens estavam dizendo a verdade. mas sim com o servos recebendo ordens. trata-se de um princípio fundam ental para a vida cristã v i­ toriosa. Simples: Josué e os príncipes de Israel foram im petuosos e não se detiveram para consultar o Senhor. peça-a a Deus. D e todos os m entiro­ sos. no dia em que saímos para vir ter co nvosco. leia 2 Pedro 2 e a Epístola de Judas. e ser-lhe-á concedid a" (Tg 1:5). Em primeiro lugar. teriam levado consigo roupas adequadas para que pudes­ sem causar a melhor im pressão possível nas negociações com o inimigo. precisam os não só usar a inte­ ligência que D eus nos deu. Agiram pelas apa­ rências e não pela fé. teriam vindo num grupo bem mais num eroso e devidam ente provi­ do de suprimentos. mas tam­ bém inteiramente errado. mentiram sobre suas roupas e seus alimentos. tentan­ do conseguir algo de mim ou da igreja. Não buscam os a vontade de D eus co m o clien­ tes esco lhendo um produto. Tiveram a astúcia de não m encionar as vitórias de Israel sobre Jericó e A i.

“ caram humilhados e envergonhados. os gibeonitãs passa­ ram a ser cham ados de nethinim ("aqueles que foram co n ce d id o s" = co n ced id o s aos sa ce rd o te s para servi-lo s) e trab a lh ara m com o servidores do tem plo (1 C r 9 :2 . em v e z d e b u sca r a von tad e d e D e u s. Ed 2 :4 3 . D e qualquer modo. onde água e lenha eram usadas em grandes quan­ tidades. É fácil criticar depois que as coisas desandaram ! A história não term inou aí. Não há qualquer evidência nas Escritu­ ras de que os descendentes de G ibeão te­ nham causado problem as para os israelitas. josué e os príncipes de Israel haviam jurado com dano próprio (Sl 1 5 :4 . Líderes mili: a res de caráter m enos íntegro que o de losué teriam argum entado que "vale tudo -a guerra e no am or" e teriam forçado os . M uitos anos depois. e não na\ia meio de revogar seu juram ento nem de desobrigá-los de sua prom essa. não podiam qu ebrar seu pacto. A l is t a n d o o i n i m i g o (Js 9 :16-27) C om o os líderes de Israel descobriram que haviam com etido um grande erro? Sabendo que estavam fora de perigo.J O S U É 9: 1 . M oisés havia dado a Israel advertências sérias para que não fi­ zessem concessões aos povos da terra (D t 7).egrando com seu sucesso. o po^o de Deus hoje vive em território inimi­ go e deve usar de cautela o tem po todo. acre d itam o s no in im igo . Josué e os líderes de Israel transgrediram a lei de Deus e fizeram uma aliança com o inimigo. Josué e os íderes se deram conta de que haviam co ­ metido um erro gravíssimo e. Q u a n d o . e. É claro que os gibeonitãs preferiram sub­ meter-se a serviços humilhantes do que ser destruídos com o os habitantes de Jericó e A i. Por que o povo de Israel murmurou con­ tra seus líderes por terem feito essa aliança? Porque esse pacto com G ibeão custou aos soldados despojos preciosos que não seria possível tom ar das cidades protegidas. os israelitas haviam feito uma alian ça com o inimigo. Devem os dar crédito a esses líderes por serem hom ens de palavra. alguém tenha ouvido os gibeonitãs se a. trazendo sobre eles o julgam ento ci\in o . e posteriorm ente no tem plo. Em Josué 10. o rei Saul não cumpriu esse juram ento. o que o povo em geral teria d e c id id o se estiv e sse no lugar d o s lí­ deres. tenha in flu e n c ia d o os g ib e o n itã s a a b a n d o n a r seus ídolos e a adorar o D eus de Israel. para que te não sejam por cila­ da" (Êx 3 4 :1 2 ). Posteriorm ente. os gibeonitãs e seus vizinhos poderiam influenciar Israel com suas práticas pagãs e afastar o povo do Senhor. Q ueb rar a alian­ ça os teria levado a usar o nom e de Jeová c n \ã o . é possível que os "em b aixad ores" tenham adm itido aber­ tamente o que haviam feito. e D eus julgou a na­ ção com severidade (2 Sm 21). M oisés havia dito ao povo: "Abstém-te de fazer aliança com os m oradores da terra para onde vais. g ib e o n itã s a d iv u lg a r in fo rm a ç õ e s que pudessem aju d ar Israel a c o n q u ista r sua cidade. sem dúvida. admita e tire p roveito dele! O s líderes colocaram os gibeonitãs para tra­ balhar com o carregadores de água e rachadores de lenha para o tab ern ácu lo . Além disso. Assim com o Josué e a nação de Israel. porém . O u então. Ne 3 :2 6 ). Ec 5:1-7). L m a vez que juraram em nom e do Senhor Js 9 :1 8 ). Algum dos esaias de Josué voltou ao acam pam ento deoois de fazer a inspeção e de reconhecer o nimigo? Talvez os gibeonitãs tenham des­ coberto os planos do próxim o ataque de Israel e precisado informar os líderes de que aquelas cidades estavam sob a proteção de -m a aliança. o exército israelita ch e­ gou a G ibeão e às cidades vizinhas e não as atacou. O fato é que mais de quinhentos servid ores do tem plo voltaram para Jerusalém depois do cativeiro na Babilônia (Ed 2 :4 3 -5 8 . "Aquele que crer não foge não age p re c ip ita d a m e n te ]" (Is 2 8 :1 6 ). 58. 8 :2 0 ). tal­ vez.1 0 : 2 8 59 A verdadeira fé inclui o exercício da pa­ ciência (H b 6 :1 2 ). Em vez disso. em sua insensatez. podem os esperar problemas. Ficam os im aginando. M as em sua pressa. Josué e seus líderes aprenderam uma lição im portante: se com eter um erro. verem os que Deus sobrepujou o erro de Josué e usouo para dar ao líder de Israel um sinal de vitó­ ria sobre cinco reis de uma só vez. 2. É pro vável que seu s e rv iç o no tab e r­ náculo.

mesmo que tives­ sem de tomá-la à fo rça . o uso de uma boa estra­ tégia (v. creram na prom essa de Josué e pediram ajuda. Era essen cial que os ca n a n eu s recuperassem aquela cidade im portante. Três fatores se com binaram para que Josué fosse bem -sucedido nesse ataq u e: a fé na pro­ messa divina (v. O s pobres gibeonitãs haviam feito um acordo de paz com os invasores e ago­ ra estavam em guerra com os antigos aliados! É possível que Deus tenha dado um gran­ de sorriso no céu (Sl 2:1-4) enquanto os exér­ citos e os reis da confederação se reuniam. 9) e o clam or a Deus em oração (vv. porque o seu objetivo é satisfazer àquele que o arregim en­ tou" (2 Tm 2:4). soube do que os gibeonitãs haviam feito e anunciou que esses traidores deveriam ser castigados. D e f e n d e n d o o in im ig o (Js 10:1-28) Há um preço a pagar quando se faz um aco r­ do com o inimigo. um dia. A s prom essas de D e u s se c u m p riria m . devem os nos lembrar de que. pois o Senhor já havia lhes prom etido a vitória. D eu s ajudaria Josué a conquistar todas d e uma só vez! A s­ sim com o Deus usou a derrota em Ai para form ar um plano de batalha que levou Israel à vitória sobre essa cidade (Js 8). A prom essa. A p e s a r de seu p a g a n ism o . A s m edidas tom adas por Josué são ilustradas em dois versículo s im­ portantes: "Tudo o que não provém de fé é p e cad o" (Rm 1 4 :2 3 ) e "a fé vem pela prega­ ção. D eus pode usar até nossos equívocos para cum prir seus propósitos. Em vez de derrotar cin co cidad es-esta d o s uma p o r um a. para o cristão consagrado. Josué recorre ao Senhor (vv.60 J O S U É 9: 1 . esse s gibeonitas são um bom exem plo a ser segui­ do nos dias de hoje. especialm ente quando decorrem de precip itação e de falta de consulta ao Senhor. 1-5). Q uand o sabiam que estavam prestes a ser destruídos.1 0 : 2 8 indicando que eram dedicados ao Senhor e a sua casa. É por isso que o povo de D eus precisa saber o que fazer quando se en contra diante das batalhas da vid a. Se uma cidade gran­ de c o m o G ib e ã o s a ís s e das m ã o s dos israelitas. buscaram a ajuda de Josué ("Jeová é Salvador") e obti­ vera m d e le um a p ro m e ssa de p ro te ç ã o . O s israelitas não precisa­ vam tem er coisa algum a. O rei de Jerusalém . e os exércitos da coalizão acam param diante de G ibeão. No entanto. M ais quatro reis cananeus aliaram-se a Adoni-Zedeque. também u sou o erro de Jo su é co m re la ç ã o aos gibeonitãs para proteger G ibeão e acelerar a conquista de Canaã. agimos pela fé e podem os contar com a ajuda de D eus. O s gibeonitãs colocaram todo o seu fardo sobre Josué e confiaram que ele manteria a pala­ vra . O rei convoca os exércitos (vv. 10-15).e foi exatam ente o que aconteceu. O s erros que com etem os podem nos en­ vergonhar. O s gibeonitãs recorrem a Josué (vv. pois não sabiam que era o Senhor quem usa­ va esses acontecim entos para cum prir seus propósitos. Sem pre que crem os nas pro­ messas de D eus e o bedecem o s a suas or­ dens. 8-15). C om o é bom quando os pecadores perce­ bem sua terrível situação e buscam a Jesus Cristo pela fé! Q uand o os gibeonitãs viramse em perigo. mas um a d e fin içã o m ais ap ro priada seria "a arte de ver a vitó ria onde outros vêem apenas derrota". e a pregação pela palavra de C risto" (Rm 1 0 :1 7 ). A prom essa de que D eus daria a vitó ria serviu de âni­ mo para Josué quando se tornou líder de Israel (Js 1 :5-9). É por isso que o povo de D eus deve perm anecer separado do mun­ do (2 C o 6 :1 4 -1 8 ). precisar defender o inimigo a fim de pro­ teger a si m esm o. 8). pois "n em um a só palavra falhou de todas as suas boas pro­ m essas" (1 Rs 8 :5 6 ). mais uma barreira teria sido remo­ vida no avanço de Israel sobre C anaã. Pergunto-me se Paulo estava pensando em Josué quando escre­ veu: "N enh u m soldado em serviço se en­ volve em negócios desta vida. 3. Não se espante se. cujo nom e significa "se ­ nhor da retidão". nenhum erro é definitivo. . 6. 7). quando estava à espera das ordens para atacar Jericó (Js 6 :2 ) e quando atacou a cidad e de Ai depois de um a der­ rota hum ilhante (Js 8 :1 ). A l­ guém definiu o sucesso com o "a arte de com eter erros quando ninguém está olhan­ d o ".

esses verb o s não descrevem obrigatoriam ente um a situação perm anen­ te. a fé sem obras é morta. "D e que modo Deus pode­ ria deter a rotação da Terra e estender o dia sem causar o caos absoluto sobre todo o planeta?". Q uand o o povo do Senhor está dentro da vontade de Deus. li um jornal às duas da manhã á luz d o Sol. (Ler Jonas 1 para uma ilus­ tração clara dessa verdade. Esse é o último milagre registrado no li­ vro de Josué e. Se Deus não pudesse realizar um milagre com o o descrito em Josué 10. certam ente. mas apenas o com eço do milagre. Um a vez que os versículos 13b-15 são apresentados em form a poética . D e acordo com outra proposição. em segui­ da.1 O Sol e a Lua não se detiveram de todo perm anentem ente.uma ci­ tação de um livro desconhecid o cham ado "Livro dos Justos" (ver 2 Sm 1:8) . tudo opera em seu favor. e tudo o que ele fez está a seu serviço. para depois o Sol se pôr de uma só vez. 23). No entanto. O que impeliu es­ ses soldados? Sua fé nas prom essas de Deus e a certeza da vitória.. M uitos daqueles que negam a realidade dos milagres e que buscam a verdade so­ mente na ciên cia lançam dúvidas sobre esse acontecim ento.] desde a sua órbita" (Jz 5 :2 0 ). controlou seu m ovim ento. A oco rrência tão oportuna dessa tem pestade foi. sem ter com o usar nem suspender as leis que ele próprio determ inou. Parecem esquecer que os dias norm alm ente têm du­ ração diferente nas diversas partes do mun­ do sem que haja caos. Josué precisava de uma intervenção divina a fim de apropriar-se da vitória que o Senhor lhe havia prom etido. um milagre. Deus tirou a "m u nição " es­ pecial de seu depósito e usou-a em favor de seu povo (Jó 3 8 :2 2 . o inimigo poderia fugir. tudo fica contra nós. Deus deteve o curso do Sol e da Lua e. mas o milagre m aior foi o fato de as pedras atingirem som ente os sol­ dados inim igos. depois. o versículo 1 3 afirm a duas vezes que o Sol "se deteve" e uma v ez que a Lua "parou". por si mes­ ma. mas Josué reuniu suas tropas o mais rápido que pôde.. ressalta que a expressão "não se apressou a pôr-se". O dia e a noite pertencem a Deus (Sl 7 4 :1 6 ). retardou a rotação do pla­ neta de modo que o Sol se pusesse muito lentam ente. A rcher. Po­ rém.1 0 : 2 8 61 A estratégia. levando a uma refração mais dem orada da luz. Um processo co m o esse não iria gerar o caos em todo o mundo. e não há coisa alguma que seja difícil demais para ele (Jr 32:1 7. Q u an d o estava na Noruega. Seus hom ens estavam cansados e tinham uma tarefa mo­ numental a cum prir.. e G ibeão ficava no alto. 27). então não seria cap az de realizar milagre algum. D izem que Deus ajudou Israel de tal form a que o exército conseguiu realizar o trabalho de dois dias em um só. Porém . no versículo 13. Era um longo cam inho de Gilgal a G ibeão. Q uand o d esobedecem os à vontade de D eus. alguns estu d io so s interpretam essas palavras de m odo sim bólico. D eus ajudou os soldados exaustos do exército israelita matando os inimigos com grandes pedras de granizo. os hom ens estavam cansados quando chegaram . M as com o explicar um milagre. e Josué provou sua fé ao usar de uma estratégia inteligente. Seria prisioneiro de sua própria cria­ ção. Deus deteve o Sol e a Lua e.J O S U É 9: 1 . Josué orou pedindo a ajuda de D eus. O rdenou que o exér­ cito m archasse a noite toda e que realizas­ se um ataque surpresa às tropas inimigas. indi­ ca retardação do m ovim ento" e não cessa­ ção total. o Sol e a Lua seguiram seu curso normal e ape­ nas p a receu que o dia havia se estendido pela forma de Deus fazer a luz refratar. perguntam os cé tico s. M as as palavras de Josué parecem muito .) A oração. e o Senhor respondeu de modo extraordiná­ rio. G leason L. estratégia usada quando investiram contra Ai (Js 8:3ss). o maior de to­ dos. Se a noite chegasse. mas o Senhor estava com eles e lhes deu a vitória. Sem dúvida. estudioso do Antigo Testam ento. M as o milagre da tem pestade de granizo foi peq u en o em co m p aração com o milagre de estender o dia para que Josué term inasse a batalha e garantisse vi­ tória total sobre o inim igo. até mesm o "as estrelas ■ . qualquer milagre? Claro que a resposta mais simples é a resposta da fé: o Senhor é D eus. Para mim é difícil crer nesse tipo de D eus.

os inimigos do Senhor não passam de estrado para seus pés (Sl 1 1 0 :1 . que o v e rsícu lo 2 0 d e scre ve co m o "ferir com mui grande m atança". mais cedo ou mais tarde. voltará e os destruirá para sem pre. é im possível não p e rce­ ber a ad vertência e o encorajam ento que essa passagem traz. A o recapitular o episódio todo de Josué e dos gibeonitãs. No final de um a batalha incrível. Josué usou a estratégia de "dividir e conquistar" e funcio­ nou. 1 C o 1 5 :2 5 ). e os cinco co rp os foram pendurados em cinco árvo re s até o pôr-do-sol. 16-28). Josué ordenou que os reis fossem retirados da cavern a e co ­ locados no chão com o rosto em terra. Um a vez que Josué é um tipo de Jesus Cristo. Ao voltar para o acam pam ento. e o exército não voltou a Gilgal até ter concluído a conquista da região central de Canaã. O s reis foram mortos. Não im porta quanto se enfureçam ou se rebelem (Sl 2:1-3). Por interm édio dele. não há lugar para questionamentos quanto à realidade dos atos m iraculosos. podem os aplicar essa cena e essas palavras a Cristo e a seu povo. há espaço para perguntas sinceras quanto à natureza do milagre.1 0:28 m ais uma o ração que levou D eus a inter­ vir. um gesto sim boli­ zan do não apenas a vitó ria passada. Josué reali­ zou uma cerim ônia pública que deu ânimo e força a seus soldados. prova­ velm ente no dia seguinte. São palavras muito pare­ cidas com aquelas que D eus lhe falou no início de sua carreira com o líder do povo (Js 1:6-9). podem-se encon­ trar fatos aparentem ente contraditórios. podem os nos apropriar da vitória e co locar nosso pé sobre o pescoço de nossos inimigos (Rm 16:20). Isso acabaria com a inspiração das Escrituras. Nas palavras de C. e a d e scriçã o do que ocorreu não se assem elha ao relatório de um analista em e ficiê n cia . estas tam bém se­ riam destruídas. As vitórias passadas haviam garantido o controle sobre a região central da terra. D e ssa fo rm a. Jesus derro­ tou todos os inimigos e. tanto no Sul quanto no Norte da Palestina.62 JO SUÉ 9 : 1 . O s a c o n te cim e n to s desse relato nos advertem sobre a n ecessi­ dade de vigiar e orar para que o inim igo não nos engane e para que não deixem os de agir pela fé e co m ecem o s a agir em fun­ ção das ap a rê n c ia s. As palavras de Josué no versículo 25 de­ vem ter enchido de alegria o coração de seus valentes soldados. não havia esperança algu­ ma para os fugitivos. Lew is: "A mente que exige um cristianism o desprovi­ do de caráter m iraculoso é uma mente em processo de decair de cristianism o para mera 'relig iã o '". Por que o exército voltou até Gilgal se a batalha ainda não havia term inado? A melhor expli­ cação é apresentada no versículo 15. cuja en­ trada foi fech ad a com várias pedras. Josué chama o seu exército (vv. mas Israel ainda tinha dian­ te de si cam panhas m ilitares. Sabendo que os cin co reis encontravamse tem porariam ente presos num a caverna. Sem dúvida. O líder de Israel desejava lem brar seus hom ens de que o Senhor lhes daria vitórias por toda a terra. mas para o cristão hum ilde. Josu é os d eixou onde estavam e liderou seus hom ens num a "o p eração de lim peza". Essa postura hum ilhante serviu para mostrar que Josué havia conquistado uma vitória absolu­ ta e que esses reis estavam perto do fim. um dia. os corpos foram colocados na caverna. mas tam bém as vitórias que o Senhor daria a seu povo no futuro. O relato prossegue descrevendo com o Josué ordenou que seus oficiais colocassem os pés sobre o pescoço dos reis. S. a concepção virginal e a ressurreição física de jesu s Cris­ to.2 Em Josué 10:15 e 21. vam os . Em seguida. Por que tentar explicar um milagre? O que provam os com isso? C ertam en te não mostramos que somos mais espertos do que Deus! O u crem o s em um D eus ca p az de fazer qualquer coisa. A penas alguns dos soldados inimigos escaparam e fugiram para suas cidades. ou devemos aceitar que a fé cristã não inclui milagres. mas tendo em vista que. que com pleta a citação do Livro dos Justos ini­ ciad a no versícu lo 13b. O acam pam ento te m p o rá rio dos is ra e lita s situ ava-se em M aquedá. Esse monte de pedras constituiu outro m onum en­ to de testemunho do poder e da vitória do Senhor. próxim o a Libna.

M iracles. "E esta é a vitória que vence o m undo: a nossa fé" (1 Jo 5:4). 161. 1982. C . Gleason L. mas é um grande estímulo quando falham os com o Senhor e seu povo. Ver Encycíopedía of Bible D ifficukies. a passagem tam bém traz uma palavra de ânim o: Deus pode tomar até nossos erros mais graves e transformálos em bênçãos. pp. L e w is . Isso não serve de desculpa para sermos descuidados. Nova York: M acm illan.J O S U É 9: 1 . p. 1960. Grand Rapids: Zondervan.1 0 : 2 8 63 tom ar d e cisõ es erradas e fazer alianças pe­ rigosas. . No entanto. 162. Archer. S. 133.

mas fez o suficiente para rom per o dom ínio do inimigo. 42. Q uand o a conquista chegou ao fim . 20). as do N orte. realizou ataques-surpresa so­ bre os inimigos (Js 1 0 :9 .não tem eram os ana­ quins.12 :2 4 ). ainda havia ter­ ras a conquistar em C anaã (Jz 1 . co m e çan d o com Seom e O gu e.I n t e r l ú d io J o s u é 1 0 :2 9 . conform e M oisés havia ordenado (Js 11:9. houve descan­ so na terra. Procure consultá-lo ao ler esses capítulos. 11:6. no versí­ culo 18. A coalizão de reis do Norte não foi cap az de derrotar Israel.3 5 ). e Josué obedeceu ao Senhor destruindo inteiram ente o inimigo. passaram-se trinta e oito anos. indica um período de aproxim ada­ mente sete anos. 8:1 ). O triunfo de Josué sobre os anaquins encontra-se registrado em Josué 11:21. M esm o depois da morte de Josué e de seus oficiais. a cam panha desloca-se para as m ontanhas. 8). É bem provável que no final de sua Bíblia haja um mapa das conquistas. A c o n tra d iç ã o a p a re n te e n tre Jo su é 1 1 :23 e Josué 13:1 pode ser explicada com facilidade. resum o da conquista realizada por Israel das cidades do sul (Js 10:29-43) e do norte (Js 11:1-15) da Palestina e encerra com uma lista dos nom es de alguns reis derrotados por Israel (Js 1 1 :1 6 . 13 . A estratégia de Josué foi atravessar a ter­ ra em sua região central e dividi-la ao meio para. O s dois espias que tinham fé .1 2 :2 4 travessia do rio Jordão. C alebe estava com oitenta e cinco anos (Js 14:10). a fim de descobrir verdades espirituais que devem os aprender e aplicar ao nos apropriarm os de nossa he­ rança espiritual em Jesus Cristo. Israel não tomou todas as cidades pequenas nem matou todos os habitantes e governantes da terra. Josué 12 apresenta uma lista de trinta e três reis. po steriorm ente. 22 eram uma raça de gigantes des­ c e n d e n te s de A n a q u e e que in sp iraram grande tem or nos dez hom ens incrédulos enviados a C an aã para espiar a terra (Nm 1 3 :2 2 . H á duas coisas que se destacam neste relato: foi o Senhor quem deu a vitória (Js 10:30. encontram os o rela­ to do exército lutando nos contrafortes. Um a vez term inada essa prim eira fase. 11:7) e foi encora­ jado pelas prom essas do Senhor (Js 1 1 :6. cujas terras ficavam a leste do Jordão e ha­ viam sido conquistadas sob a liderança de M o is é s (Js 1 2 :1 . o que significa que essas cam pa­ nhas levaram pelo menos sete anos. sendo que cada tribo era responsável por term inar de subjugar os cananeus que se encontrassem em seu território. depois. 28. Em m ais de um a ocasião. mesm o ten­ do um exército muito m aior que as tropas israelitas (Js 11:1 -9). 12. e Josué pôde dar a cada tribo sua respectiva parte da herança.21 ). mas confiaram que o Senhor daria a vitória. mas no versículo 36. O s an a q u in s m e n cio n a d o s em Jo su é 11:21. ver 1:9. 32. Em Josué 10:29-35. até a E sta seção do Livro de Josué apresenta um . 33). A única exceção foi Gibeão. 15. O s dezesseis reis derrotados na cam panha do Sul são relacionados em Josué 12:9-16 e os q u inze reis do Norte ap arecem nos versí­ culos 17-24.Josué e C aleb e . 22 e o de C alebe em Josué 14:12-15.8 .3). Do fracasso de Israel em C ad es-B arn éia (D t 2 :1 4 ). Josué e seu exército assumiram o controle da terra ao destruírem as cidades mais im portantes bem com o seus reis e ha­ bitantes. Nm 2 1 :2 1 . qu and o C a le b e estava com 40 anos de idade (Js 14:7). conquistar as cidades do Sul e. Voltem os agora à divisão da terra entre as tribos (caps. A expressão "por muito tem po".

Restava-lhe com pletar a segunda parte e dividir a terra de modo que cada tribo se aproprias­ se de sua herança e desfrutar o que Deus havia lhes dado (Js 1 :6) (ver Nm 34 . 1 . N ão sab e m o s exa ta m e n te qual era a idade de Josué a essa altura da história de Israel. apesar de ser possível que tivesse até uns 100 anos.10 E sta T er ra É N o s s a ! Jo sué 1 3 . A D IVISÃO em d o s t e r r it ó r io s r e a l iz a d a G il g a l (Js 13:1 . e D eus teve de disciplinar os israelitas no cativeiro da Babilônia. A distribuição da terra é dividida em qua­ tro estágios principais e. C alebe estava com 85 anos (Js 14 :1 0 ). iriam lhe o bedecer e agradar ao usar a terra que receberam (D t 4:37-39). 2. Poste­ riorm ente. tam bém . A Terra Prom etida era um a dádiva do amor de D eus. Ao estudar esses c a ­ pítulos. um lugar mais cen ­ tral (Js 18:1).30 oara mais detalhes sobre a A liança Palestina). Esse sistema foi alterado quando Josué trans­ feriu o acam pam ento para Siló (Js 18:1-7). e é bem provável que Josué fosse o mais velho dos dois. Não a obtiveram com o des­ pojo de batalha nem a com praram num a transação co m e rcial. Infeliz­ mente. O fato de essas duas tri­ bos e meia não estarem vivendo dentro da . O s israelitas nerdaram a terra. pois vós sois para mim estran­ geiros e peregrinos" (Lv 2 5 :2 3 ). O sumo sacerdote Eleazar. determinaram sua vontade (Pv 16:33). podem os encontrar lições espirituais para o povo de Deus nos dias de hoje.2 1 J osué havia com pletado com sucesso a pri­ m eira parte de sua com issão divina: havia conquistado o inimigo e assum ido o co n­ trole da terra e das cidades (Js 1:1-5). ele os abençoaria. A s duas tribos e meia a leste do Jordão (1 3 :1 -3 3 ).17:18) Gilgal foi o centro operacional de Israel ao longo de toda a conquista de C anaã. O Senhor havia lhes dado a seguinte instrução: "Tam bém a terra não se venderá em perpetuidade. Q uand o Is­ rael concordou com as bênçãos e m aldições da aliança nos m ontes G e rizim e Ebal (Js 8:30-35). porque a terra é m inha. G ad e e a meio tribo de M anassés haviam concordado em ajudar as outras tribos na conquista da terra antes de voltarem para o leste do Jordão a fim de usu­ fruir sua herança (Nm 32). Rúben. mas a po sse e usufruto da terra dependiam de sua sujeição e obe­ diência ao Senhor (ver Lv 26 e Dt 27 . as cidades que apare­ cem no texto. Essas tribos haviam pedido terras fora dos limites de C anaã. e se os israelitas am avam o Senhor.35). em cada um deles. tornaria suas terras produtivas e manteria a nação em paz com os vizinhos. Imagine ter Deus com o proprietário do lugar onde você mora! C om o "aluguel". Deus requeria apenas que Israel obedecesse à sua lei. desobedecendo à lei e profanando a terra. O sistema de divisão dos territórios em C an aã é apresentado em Josué 14:1. ter levado mais de dez anos. sugiro que co nsu lte um m apa da Terra Santa que m ostre as fronteiras entre as tribos e. Enquanto o povo de Israel honrasse o Senhor com sua adoração e obediência. aceitou as condições do pacto cha­ mado de "A liança Palestina". o povo acabou se rebelando contra o Senhor. para os cris­ tãos que d e se ja m d e sfru ta r sua h era n ça espiritual em C risto . Seu direito de D ropriedade sobre a terra era um ato da mais pura graça de D eus. A palavra "herança" aparece mais de cin­ qüenta vezes nestes nove capítulos e é um termo de grande im portância. Josué e um repre­ sentante de cada tribo (Nm 34:13-29). Josué mudou o acam pam ento e o tabernáculo para Siló. desse modo. lan­ çaram so rtes p eran te o S e n h o r e. muito bem. e os acontecim entos descritos na segunda m etade do livro podem . pois a região Leste era especialm ente apropria­ da para criar gado. Josué viveu 110 anos (Js 2 4 :1 9 ).

Q uand o Balaão viu que suas m aldições sobre Israel estavam sendo transformadas por Deus em bênçãos. hom ens israelitas tom aram para si m ulheres moabitas e. Lição n. Josué. Lição n. outro espia fiel. realizou com o uma serpente. 3 3 . é possível que haja outros fatores envolvidos na dispersão da tribo de Levi.2 1 terra determ inada por D e u s não pareceu m otivo de preo cu p ação para elas. 23 . Essa prom essa deu alegria e coragem a Josué e C alebe durante os anos que vagaram pelo deserto e esperaram . 2 6 ). seduzindo Israel e levando seus hom ens a fazer concessõ es pecam inosas. Anime-se com sua jornada de peregrino! Você já recebeu sua he­ rança em Cristo e pode apropriar-se de "toda a sorte de bênçãos espirituais" (Ef 1:3). As duas tribos e meia tornaram-se uma espécie de "pára-choques" entre os israelitas em C an aã e as nações pagãs com o M oabe e A m o m . e a outra m etade de M anassés. Dt 1 :34-36) de que sobreviveriam os anos vagando pelo deserto e receberiam sua he­ rança na terra. Fica claro que se encontravam num a lo c a liz a ç ã o extre m am e n te v u ln e rá ­ vel. mas não pro­ curou um a tarefa mais fácil. D eus não queria que as responsabilidades tribais distraíssem os sacerdotes e levitas. seria lógico m encionar a h istó ria de Balaão n essa passagem (Js 13:22. "Escolheu-nos a nossa herança. A o longo deste ca p ítu lo . M oisés usou de bondade com essas tribos e permitiu que escolhessem suas terras e se assentas­ sem desse lado do Jordão. C o m o resultado desse "in te rcâm b io ". recebeu sua herança primeiro. pois desejava que se dedicassem inteiramente ao serviço dele (ver 2 Tm 2 :4 ). tanto para ataques militares com o para influências pecaminosas. e esses dois aspec­ tos negativos acabaram levando à sua que­ da (1 C r 5 :2 5 . Entre na herança que Deus lhe indicar e regozije-se nela. 2. Tendo em vista que possui uma herança gloriosa a sua espera (1 Pe 1:36). A s du a s trib o s e m eia a o este d o Jo rd ã o (1 4 :1 . apropriada para . am aldi­ çoando Israel. ver cap. so m o s lem ­ brados. As próxim as tribos a serem assen tadas foram Jud á. transgrediram a lei de D eus. 9.66 JOSUÉ 1 3 . Nm 18). Sim eão acabou tornando-se parte de Judá. C a le b e lem brou seu am igo Josué da prom essa que M oisés havia lhes feito quarenta e cin co anos antes (Nm 14:24. a quem ele ama" (Sl 47:4). desse modo. ao norte (Js 1 7:1-18). apesar de essa escolha ter sido boa para a criação de gado. de que os levi­ tas não receberam herança alguma da terra (Js 13:14. 4. Efraim. a glória de Jacó. D entre outras coisas. e tanto os sace rd o te s quanto os levitas dividiam os dízim os e ofertas especiais que o povo deveria levar ao tabernáculo. 14:3. continue olhando para cima! O me­ lhor ainda está por vir! C alebe estava com 85 anos. No entanto. 1. queria que fossem "sal e luz" na terra. o espaço para a meia tribo de M anassés ao norte (Js 13:29-32) e G ad e encaixada entre os dois territórios (Js 13:24-28). na região central da terra (Js 16:1-10). Não se torne um "cristão limítrofe". em quatro ocasiões. A lém disso. gerou sérios problem as para seus filhos. U m a v ez que C alebe era da tribo de Judá (Nm 1 3 :3 0 ) e havia sido um dos espias fiéis. 10:8. aconselhou Balaque a ser amigável com os israelitas e a convidá-los para uma das festas religiosas m oabitas. Q u an d o estuda­ mos o capítulo 22 de Josué. foi o último a receber sua herança (Js 1 9 :4 9 -5 1 ). ao sul (Js 1 4 :6 1 5 :6 3 ). U m a vez que a tribo de Rúben tomou seu território de M oabe.17:18). O texto ap resen ta os lim ites para Rúben ao sul (Js 13:15-23). A vontade de Deus é a expressão do amor divino e é sempre o melhor para nós. 30. Sim eão e Levi tam bém foram dispersos em cu m p ri­ m ento à profecia de Jacó (G n 49:5-7.25). 34). que vivessem no meio do povo e que ensinassem a lei. ver Nm 22 . O s sacerdotes recebiam determ inadas por­ ções dos sacrifícios com o form a de em olu­ m ento. 18:7). pois o Senhor era sua herança (D t 18:1-8. descobrim os que. O que Satanás não conseguiu fazer com o um leão.

não devemos jamais nos aposentar da con­ fiança no Senhor e do serviço a ele. Em Israel. mas Jacó inverteu-a. "Nada tendes porque não pedis" (Tg 4:2). Os cristãos mais idosos devem ser exemplos de fé e encorajar a gera­ ção mais jovem a confiar no Senhor e a segui-lo de todo o coração. depois. 1 7:1). Posteriorm ente. essas duas tribos com pensaram a diferença. ■ \ herança do restante da tribo de Judá é descrita em Josué 1 5:1-12 e 1 5:21-63. 4. foram citadas trinta e seis. Parte da ousada fé de C aleb e foi transm itida a seu genro. Ele rejeitou C aim e aceitou A bel. Não importa quão avançada seja a nossa idade. vem os C aleb e provendo para a geração seguinte. C alebe era um vencedor porque depositava sua fé no Senhor (1 Jo 5:4). mas talvez os nom es de alguns "vilarejos" fora dos m uros da cid ad e tenham sido in clu í­ dos na lista. ver também Nm 1 4 :2 4 . podemos tomar montanhas e subjugar gigantes. Ao com parar as estatísticas apresentadas em Números 1:32-35 e Números 2 6 :3 4 e 37. O tniel. todos os cristãos são um e são também herdeiros de Deus (Cl 3:2629). Josué teve problemas com os filhos de José (Efraim e M anassés). Assim como Calebe. O exe m p lo de fé deixado por C alebe foi mais precioso pa­ ra sua fam ília do que as terras que tomou para seus descendentes. 3. na verdade. Efraim e M anassés eram os filhos de José "adotados" por Jacó e receberam dele uma bênção especial (G n 48:1 5-22). N essa ocasião. que a dem onstrou pedindo um cam po ao pai e. por fim. Em Josué 1 5:13-1 9. se seguirmos ao Se­ nhor de todo o coração. Não sabem os ao certo o m otivo de o versículo 32 falar de vinte e nove cidades. mas acima de tudo espiritual. mas as filhas de Zelofe a d e p ro v id e n cia ra m para que as filhas m ulheres não sofressem d iscrim inação (Js 17:3-6. os filhos primogênitos herda­ vam as propriedades. Deus deseja dar a seu povo a herança que reservou para ele. D eus não aceita nosso primeiro nascim ento e nos faz nascer de novo. D eus de Israel" (Js 14 :1 4 . o segundo filho de Abraão. nas­ cen tes para irrigar a terra. Js 14:8. Pediu a Josué m on­ tanhas para escalar e gigantes para conquis­ tar! O Senhor era a fonte de sua força e ele sabia que D eus jam ais o ab an d o naria. Nm 27:1-11). essas mulheres tiveram fé e coragem de pedir sua herança e conseguiram até mu­ dar a lei! Lição n. A ordem de n ascim ento era "M anassés e Efraim" (Js 1 6 :4 . Lição n. Em Jesus Cristo.JOSUÉ 1 3 . A geração mais antiga deve prover para a geração seguinte não ape­ nas sustento material. rejeitou Esaú e aceitou Jacó . chegaram a controlar a ci­ dade durante algum tempo (Jz 1:8).2 1 67 um "hom em de idade". não haviam sido adotados pessoalmente por Jacó e recebido dele uma bênção especial? Não haviam se multiplicado grandemente? E Josué não era da tribo de Efraim (Nm 13:8)? Eram um povo especial que merecia tratamento especial. 5. os israelitas não co n seg u iram to m ar Jeru salé m (Js 1 5 :6 3 ). U m a vez que a tribo de Levi não recebeu território algum. Assim com o a filha de C alebe. Afinal. Dt 1:36 . 9). . e. 3 2 :1 2 . de modo que Israel continuou dividida em d o ze tribos. O segredo da vida de C aleb e pode ser enco n­ trado na o ração que se repete seis vezes nas Escrituras: "perseverara em seguir o S e­ n h o r . Nada do nosso primeiro nascimen­ to deve servir de empecilho para nos apropriarmos de tudo o que temos em Jesus Cristo. Sua fé tam bém exerceu influência sobre a filha. Nunca somos velhos demais para realizar novas conquistas pela fé e com o poder do Senhor. Lição n. Davi tomou-a em definitivo e fez dela sua capital (2 Sm 5:6-10). rejeitou Ismael e aceitou Isaque. pois eles se queixaram de que o Senhor não lhes havia dado espaço suficiente (Js 17:14-18)! Pode-se sentir seu orgulho quando disseram a Josué que eram um "grande povo". quando. que posteriorm ente se tornou ju iz na terra (Jz 3:7-11).

não res­ ponderam prontam ente a esse desafio. e esses vinte e um homens per­ correram os territórios que ainda restavam e fizeram uma lista das cidades e m arcos. mas o bem precioso do hom em é ser ele diligente" (Pv 12:27). Por vezes. 6. do contrário não teria acon­ tecid o (D t 1 2 :5 -7 ). mas sim. mas não estavam dispostos a lutar por eles pela fé. Josué esperou até que a di­ visão estivesse com pleta para tomar posse. Não é seu orgulho. os filhos de José não eram os únicos israelitas férteis. des­ crevendo cada parte da terra. Assim . Siló estava lo c a liz a d a numa região central e mais conveniente para todas as tribos. pois o mar da G aliléia tem o formato de uma harpa. Não criaram problemas apenas para Josué. D eus disse a M oisés que o povo deveria separar cidad es esp eciais para os .7 0 0 para 8 5 . Sim eão dividiu sua herança com Judá (Js 19:1-9. onde o tabernáculo per­ m aneceu até que D avi transportou a arca para Jerusalém (2 Sm 6). 49. seis outras tribos tam bém haviam cres­ cido desde o último censo. mas também para G id eão (Jz 8:1-3). e. U m a v e z que Benjam im era irm ão de José por parte de pai e mãe. em seguida. Ao co ntrário de C aleb e e das filhas de Zelofeade. A última tribo a receber suas terras foi Dã (Js 19:40-48). 13:27) é o mar da G aliléia.21 vê-se que os descendentes de José haviam aum entado de 7 2 . ao que parece. Josué e os dem ais líderes com eçaram a usar outro sistema de divisão das terras. ligando o mar M orto ao M editerrâneo. Levaram essa inform ação de volta a Josué. e o Senhor lhe deu a cidade de Timnate-Sera (vv. É bem provável que o Senhor tivesse orientado Josué a fazer essa m udança. Ainda era preciso dem arcar os territórios de sete tribos. que dividiu as partes que cabiam a cada uma das sete tribos restantes lançando sortes diante do Senhor. Issacar (Js 19:17-23). Z eb u lo m e Naftali tornaram-se. A palavra hebraica chinnereth quer d izer "har­ pa". ver G n 4 9 :7 ) e acabou habitando as cidades designadas para Judá em Josué 15:21 ss. Josué mudou o acam pam ento para Siló. Je fté (Jz 1 2:1-7) e até m esm o para D avi (2 Sm 20:1-5). Josué prefe­ riu viver na região m ontanhosa da terra. Q u e contraste! A região ao norte de M anassés foi de­ signada para Z ebulom (Js 19:10-16). onde Jesus ministrou enquanto es­ tava aqui na terra. Dã e Benjam im form aram um "cin tu rã o " que atravessava a terra. aqueles que mais falam são os que menos fazem. A essa altura. Haviam lutado nas batalhas e der­ rotado o inimigo. 16). que se pôs im ediatam ente a trabalhar para expandir esse território. de sua herança. apesar de Efraim ter oito mil pessoas a m enos. Josué disse a seus irmãos que aquela era a o p o rtu n id a d e de p ro var que eram um "grande povo"! Q u e fizessem . em 2. O "m ar de Q u in e rete" (ver Js 1 2 :3 . 50). Assim com o seu amigo C alebe. então.2 0 0 . posteriorm ente. 3. enquanto o povo de Judá tinha tantas terras que as dividiu com Simeão. " O preguiçoso não assará a sua caça. sua fé que lhe dá a vitória e a posse de novos territórios. essas tribos não tinham fé nem zelo espiritual. A ssim . "Pois. onde há inveja e sen­ timento faccio so . com o C aleb e e derrotassem gigantes e se ap ro­ priassem das montanhas! É interessante ob­ servar que as tribos de Efraim e M anassés pareciam ter uma tendência à crítica e ao orgulho. O s filhos de José queriam mais ter­ ritórios. recebeu o terri­ tório adjacente a Efraim e M anassés (Js 18:1128). Cad a uma das sete tribos nomeou três hom ens. Lição n . no território de Efraim.19:51) REALIZADA C in co tribos haviam recebido sua herança q u and o Jo su é. C om o líder. A SEPARAÇÃO DAS CID AD ES DE R EFÚ G IO (Js 20:1-9) Q u an d o a nação ainda estava do outro lado do Jordão. A ser (Js 19:24-31) e Naftali (Js 19:32-39). Po­ rém. E le azar e os d o ze líderes tribais lançaram so rte s em G ilg a l. a "G aliléia dos gentios" (M t 4:1 5.68 J O S U É 13 . mas hesitaram em tomar posse de sua herança e em desfrutar a terra que Deus lhes havia dado. aí há confusão e toda es­ pécie de coisas ruins" (Tg 3:1 6 ). A D IV ISÃO DE TERRITÓ RIO S Siló (Js 18:1 .

Vários estudiosos vêem nas cidades de refúgio um retrato de nossa salvação em Cris­ to. Era responsabilidade de cada fam ília providen­ ciar a vingança pelos hom icídios. pois "o salário do peca­ do é a m orte" (Rm 6 :2 3 ). 25). o fugitivo estava livre para voltar para casa. Na oca­ sião da morte do sumo sacerdote. natural­ mente ninguém vivia muito distante de uma ad a d e de refúgio. mas de acor­ do com o C esen iu s Lexicon. pois sabem os que so­ mos culpados e adm itim os nossa culpa! As únicas pessoas que Jesus pode salvar são as que confessam sua culpa e se entregam à m isericórdia do Senhor. vivendo sem pre para inter­ ceder por eles" (H b 7:24. U m a v e z que a Terra Santa inteira é menor que o Estado de Sergipe.2 1 69 levitas (Nm 35:1-5) bem com o seis "cidades de refúgio" (Êx 2 1 :13 . É evidente que o pecador corre o risco de ser julgado. Jo 6 :3 7 ). mas nossa salvação em Cristo é incond icional. as cidades separadas foram G o lã. As seis "cidades de refúgio" eram neces­ sárias na sociedade daquela época pois não existia polícia para investigar os crim es. Deus ha­ via determ inado a regra básica segundo a qual aquele que derram asse sangue deveria pagar pelo crim e com o próprio sangue (G n 9:5. Josué separou três cidades de refúgio de cada lado do rio Jo rd ão . 8. Lv 2 4 :1 7 . O s e stu d io so s do h e b ra ic o não a p re se n ta m um c o n se n so quanto ao significado de G olã. Deus queria facilitar aos fugi­ tivos encontrar o cam inho para a segurança. e Bezer. A lém disso. mas com o saber se se tratava de um hom icídio prem edi­ tado ou acidental? No calor da ira. Siquém = "om bro". Dt 19:11-1 3). e es­ tarem os seguros para sempre. havendo estradas bem cuidadas e sinaliza­ das (D t 19:3). Q uand o buscam os a salvação em Cristo. B ezer = "fortaleza" ou "forte" e R am o te = "a ltu ra s".JOSUÉ 1 3 . M esm o antes da lei de M oisés. o term o quer dizer "exilado". no extrem o sul. Nm 3 5 :1 6 -2 1 . em G ad e. senão com o sangue daquele que o derra-nou. Caso oecidissem que o fugitivo era culpado. Siquém ficava no meio da terra. não profanareis ate rra em que estais. Hebrom = "com unhão ". mas o pecador deve ir até ele pela fé a fim de ser salvo (M t 11:28-30. Na seqüência em que aparecem em Josué 2 0 :7 . porque o sangue profana a terra. na verdade. não há necessidade de investigação nem de julgam ento. "Assim . para o qual "co rrem o s p a ra'o refúgio" (H b 6 :1 8 ). Nm 35:6-34. e Hebrom ficava ao sul. Se o fugitivo deixasse a cidade de refú­ gio antes do tempo. D o lado oeste. M anti­ nha-se fácil acesso a cada cidade de refúgio. então o fugitivo poderia viver na cidade e ser protegido do vingador. nenhum a exp ia çã o se fará pela terra por causa do sangue que nela for derram ado. A lei era bastante simples. 34). pois. abria-se mão da liberdade a fim de salvar a própria vida. tem o seu sacerdócio im utável. Porém . Nosso Sum o Sacerdote jam ais m orrerá. no território de M anassés. na tribo de M anassés. Esses n o m es po dem ser u sad o s para d e scre ve r as e x p e riê n cia s dos p ecad ores . se concluíssem que se tratava de um caso de hom icídio culposo (acidental). Ram ote. Um a vez que as tribos haviam recebido seus territórios. Esse princípio foi enunciado repeti­ damente na lei. Não contam inareis. um paren­ te da vítim a poderia matar alguém que. era inocente de um crime capital. no en­ tanto. trata-se de um retrato co n ­ trastante. ele e^a executado. ao Torte. Por isso. "Este. temos Q uedes = "retidão". também pode salvar totalm ente os que por ele se chegam a D eus. porque continua para sempre. 6). na tribo de Judá. Dt 19:1! 3 1. Nesse caso. O vingador de san­ gue está atrás dele! O Salvador que nos foi designado por D eus é Jesus Cristo (At 4 :1 2 ). Q uedes ficava no extrem o norte. Do lado leste do jordão. podia ser morto. Josué pôde separar essas cidades. na tribo cie Rúben. Q ualqu er um cu e matasse outra pessoa poderia fugir para --na cidade de refúgio e ser protegido do V n g a d o r de sangue" até os anciãos da ci­ dade investigarem as circu n stâncias. a terra na qual vós habitais" (Nm 3 5 :3 3 . mas Deus fez distinção en­ tre hom icídio doloso e hom icídio culposo É\ 2 1 :1 2 -1 4 . E interessante observar o significado do nome de cada cidade. no territó­ rio de Naftali.

não somos salvos e nem nos encontramos em lugar seguro! Uma vez que nossos pecados levaram Jesus a morrer na cruz. estava declarando que aquele era um caso de hom icídio culposo e não doloso (1 Co 2 :7 . D esse m odo. pois Deus declarou o m undo inteiro culpado e injustificável (Rm 3:9-19). 1 1 :23). Em Núm eros 2 6 :6 2 . N ão há condenação (Rm 8:1)! Assim com o um pas­ tor faz com suas ovelhas. de tempos em tem­ pos. Deus foi fiel e deu a terra a Israel (Js 2 0 :4 3 ). posteriormente. e não podem ser acusad o s n ovam ente. hoje. Você já se refugiou em Cristo? Antes de encerrar este tem a. concedeu a seu povo o descanso de toda guerra (Js 2 0 :4 4 . portanto. Ele é sua fortaleza. e sem fé em Jesus não há salvação. onde estão seguros. A SEPARAÇÃO (Js 21:1-45) DAS CID AD ES LEVÍTICAS C om o observam os anteriorm ente. os levitas preci­ savam de lugares para morar e de pastos para seus rebanhos. em seguida. Habitam nas alturas apesar de se­ rem exilados. somos todos culpados de sua morte. e tinham até privilégios especiais para resgatar suas propriedades (Lv 2 3 :3 2 . Esse mesm o princípio aplicou-se ao apóstolo Paulo (1 Tm 1:12-14). O s descendentes dos três filhos de A rão . D eus designou qua­ renta e oito cidades para eles. 8). 34). nenhum pecador pode se di­ zer ignorante. O povo era culpado de matar Jesus Cristo. O s levitas não poderiam vender essas terras. ele lhes dá retidão. Nem sem pre há co ncord ância entre as duas listas de cidades levíticas que chega­ ram até nós e que se encontram em Josué 21 e 1 Crônicas 6:54-81. com um a quantidade e sp e cífica de terras para pastagem (Nm 35:1-5). e Deus deu à nação quarenta anos para se arrepender antes de executar seu julgam ento. o escritor afirm a que havia vinte e três mil levi­ tas antes de Israel entrar na terra. seria capaz de ensinar a lei ao povo e de servir de influência positiva para que cada tribo fosse fiel ao Senhor. e eles passam a ter com unhão com Cristo. M anteve a aliança que havia feito prim eiro com A braão (G n 12:7) e depois com seus descendentes. Essa seção extensa do Livro de Josué se encerra com três declarações maravilhosas. e outras mais antigas fossem abandonadas. perdoa-lhes. 4. por­ que não sabem o que fazem " (Lc 2 3 :3 4 ). mas os nomes das cidades e sua grafia mudaram ao longo dos anos. contribuíram com nove e Naftali com apenas três.C oate. juntam ente . Essas cid ad es levíticas tam bém ficavam localizadas de tal modo que ninguém se encontrava longe de­ mais de um homem que pudesse ajudá-lo a com preender e a aplicar a lei de M oisés. Q uand o Jesus orou na cru z: "Pai. Deus deu a Israel a vitória sobre todos os seus inimigos e. Em prim eiro lugar. G érson e M erari foram designados para as várias cidades. Porém . ape­ sar de esses locais tam bém serem habitados por outros israelitas. ver 1 :1 3 . 7. mas foi dis­ persa por toda a terra. era importante que os levitas se identificassem com as pessoas e que lhes exp licassem a lei. exceto Judá e Sim eão que. o cam inho para o perdão. um grupo grande a ser distribuído entre quarenta e oito cidades.70 JOSUÉ 1 3 . Ele é o único Salvador. a tribo de Levi não recebeu um território. Assim . mas as casas sim. juntas. Em prim eiro lugar.1 5. Lição n. Era importante que Israel tivesse pessoas q u a lificad a s e a u to riza d a s a m inistrar no tabernáculo e. Havia quarenta e oito cidades levíticas. C ad a uma das tribos contribuiu com quatro cidades. Um a vez que o povo em geral não pos­ suía cópias das Escrituras. ele os carrega sobre os om bros. e é possível que. fo ssem e sco lh id a s novas cid a d e s.2 1 quando buscam refúgio em Jesus pela fé. devem os obser­ var que existe também uma aplicação para a nação de Israel. sendo que seis delas eram tam bém cidades de refúgio. Estava aberto. no templo. Em segundo lugar. A menos que tenhamos nos refugiado em Jesus Cristo pela fé. mas se tratava d e um p e ­ ca do p o r ignorância (At 3:12-18). peregrinos e forasteiros neste m undo. e não devemos jam ais subestimar o ministério de ensino dos sacerdotes e levitas (2 C r 1 7:79). Porém .

C om o povo de D eus.2 1 71 A q u ilo que os d e z esp ias in cré d u lo s em C a d e s-B a rn é ia afirm a ra m ser im p o ssív e l acontecer foi exatam ente o que ocorreu. quaisquer que sejam as cir­ cunstâncias. pois Josué e o povo creram em D eus e o bedece­ ram à sua Palavra. A aliança. podem os confiar nas prom es­ sas de Deus. Josué lem brou o povo d e sse fato (Js 2 3 :1 4 ). No final de sua vida. e. A aliança de Deus co no sco não falhará. e Salom ão tam bém trouxe essa realidade de volta à m em ória na consagração do templo (1 Rs 8:5 6 ). Deus cumpriu suas pro­ messas (Js 2 0 :4 5 ). o poder e a sabe­ doria de Deus nos dão vitória sobre todos os inimigos. Em terceiro lugar. . o poder e as prom essas de Deus são recursos espirituais dos quais de­ vem os depender ao tom ar posse de nossa herança em Jesus Cristo.JOSUÉ 1 3 . devem os nos apro­ priar dessas certezas pela fé.

Sua d is p e n s a h o n r o s a (Js 22:1-8) "Im b atível na d e rro ta. pois. A outra. A Cristo. T en d o co n ­ cluído sua missão e cum prido sua prom es­ sa. A palavra tem a conotação de vitória e de segurança e inclui a déia de Is­ rael ter. Josué os dispensou (v. 10. A pri­ m eira parte da d e scriçã o serve bem para . que eram fuzileiros navais. Dt 3:12-20). é que estais servindo" (Cl 3 :2 3 . antes de tudo. durante longo tem po. 1-3). porém . insu p o rtável na v i­ tória.11 Q uando a T er m in a B atalha Jo su é 2 2 o dia 8 de maio de 1945. Q u an d o servim os ao Senhor. O retorno. até ao dia de hoje. As duas tri­ bos e meia haviam prom etido a M oisés que perm aneceriam no exército até que a terra fosse conquistada e cum priram sua prom es­ sa (Nm 32 . Josué era m agnânim o em sua for­ ma de tratar os soldados depois da vitória. com o para o Senhor e não para hom ens. o Senhor. ficaram longe de suas famílias do outro lado do Jordão e. antes. O conceito de descan so é im portante no Livro de Josué e significa muito mais do que o fim das guerras. Josué os elogiou (vv. Na verdade. 2 5 :1 9 . não se deu livre de incidentes. cientes de que recebereis do Senhor a re­ com pensa da herança. não desam parastes. Por que haviam sido tão fiéis em seu co m ­ prom isso com os líderes e com os outros soldados? Porque eram. fazei-o de todo o coração. aquilo que fizeram quase provocou outra guerra. e pessoas que não se co­ nheciam se abraçavam e gritavam de alegria. D eus prom eteu dar descanso a seu povo (Êx 3 3 :1 4 . naquele m om ento. estavam voltando para casa! O s soldados das tribos de Rúben. não se aplica de modo algum ao líder israelita. "A vossos irm ãos. O s japo neses haviam conco rd ado com os termos de rendição dos A liados e a guerra havia chegado ao fim. as tribos poderiam voltar para casa. quando o centro de nossa cidade ficou abar­ rotado de gente. vosso D eus" (Js 2 2 :3 ). juraram a m esm a leald ade a seu novo líder. 4)." Foi assim que Sir W inston Churchill descreveu um oficial fam oso do exército bri­ tânico na Segunda G uerra M undial. a Josué e a seus irm ãos das outras tribos. Js 1:13. M eus dois irmãos. pois ele sabia ser vitorioso em meio às derrotas. Vejam os o que ocorreu e as lições que tais acontecim entos podem nos ensinar. D urante mais de sete anos. Dt 12:9. Há um provérbio italiano que diz: "É o san­ gue do soldado que engrandece o general". tivestes o cuida­ do de guardar o m andam ento do S e n h o r . pois D eus havia dado descanso a seu povo. 1. "Tudo quanto fizerdes. os soldados vitoriosos po­ deriam voltar para casa. Lembro-me do dia 14 de agosto de 1945. Essas tribos haviam sido leais a M oisés. os Estados Unidos ouviram o pronunciam ento do Presidente Truman no rádio anunciando: "D e acordo com a inform ação que recebi do ge­ N Josué. M as esse general engrandeceu seus solda­ dos! Pode-se ver isso claram ente por suas atitudes quando dispensou as tribos que vi­ viam do lado leste do Jordão. a uma causa ou mesm o a uma nação. As bandeiras da liberdade trem ulam sobre toda a Europa". D epois da morte de M o isés. por melhores que te­ nham sido suas intenções. seu "lugar de descanso". G ad e e da meia tribo de M anassés devem ter se sentido especialm ente eufóricos quando ter­ minaram as conquistas israelitas em C anaã. Josué (Js 1:12-18). na terra. porém . 24). em seu cargo de co m andante do exército do Senhor. Estavam levando adian­ te a missão d o Sen h o r e era o nom e dele que procuravam glorificar. 15) e neral Eisenhower. as tropas alem ãs se ren­ deram às N ações U nidas. fiéis ao Senhor seu D eus. nossa devoção a ele deve ficar muito acim a de nossa dedicação a um líder.

deveriam apegar-se ao Senhor e servir somente a ele de toda a alma e de todo o coração. Se o am assem . pois Josué am ava ao Senhor e obe­ deceu à sua Palavra (Js 1 :7. acim a de tudo. para as duas tribos e meia que viviam do lado leste do Jordão. com a vida espiritual do povo. Q u a n d o b u sca m o s o S e n h o r. obedecendo a seu com andante. essas pes­ soas protegeram as cidades e m antiveram a com unidade em funcionam ento. e era mais do que justo com partilhar as riquezas com elas. 2 . os homens de Rúben. co m eça­ ram a sentir-se isolados do resto de Israel. encontram os um descanso ain­ da mais profundo. Q u an d o crem os em C ris­ to com o nosso Salvador. 2 1 :4 4 . foi uma dispensa honrosa. Por certo. enquanto os hom ens lutavam. 1 Sm 30:23-25). 2 Sm 6 :1 8 . Q u an d o tom am os seu ju g o de d iscipu la do. obedecendo ao Senhor seu Deus. Estavam d eixan do a terra que D eus havia prom etido abençoar. iriam para casa. Assim com o haviam sido diligentes na batalha. Foi o que cada tribo prom eteu ao Senhor nos montes G erizim e Ebal. Jesus afirm ou que esse era o pri­ meiro e m aior de todos os m andam entos Mt 2 2 :3 6 -3 8 ). Afinal. Q u e m aravilha ver um general pedindo as bênçãos de Deus sobre seus soldados! Essa bênção incluía a divisão dos ricos despojos de guerra com eles e com os mem­ bros de suas famílias do outro lado do Jordão. A m aior pre o cu p ação de M oisés era q u e os h o m e n s de R ú b e n . Josué os abençoou (vv. entram os no d e s­ ca nso. G ad e e da meia tribo de M anassés passaram pelos m arcos que lhes trouxeram à m em ória as grandes coisas que Deus ha­ via feito por eles e com eçaram a sentir-se perturbados. G a d e e M an assés cu m p rissem seu d ever de lutar co n tra o inim igo e de co n q u istar a Terra . mas qualquer pessoa do povo poderia invocar as bênçãos de Deus sobre outros. guardareis os meus manda­ m entos" (Jo 14:15). Josué estava preocupado. O exército havia exp e rim en tad o vitó rias em Canaã. 10) A o se dirigirem para o leste. 8). nas a le rg ia s que encontrariam . desobedecer-lhe seria com eter o m aior de todos os pecados. Essa obediência devia ser m otivada pelo am or ao Senhor seu D eus. pois não estam os m ais em guerra com D eus (Rm 5 :1 ). nos tesouros que com partilha­ riam ! Esse é um retrato em escala m uito pequena do que acontece quando os filhos de Deus entram no descanso que ele dá aos que se en tregam a ele e crê em em sua Palavra. 2 3 :1 ).J O S U É 22 73 cu m p riu sua p ro m e ssa (Js 1 1 :2 3 . podese ver que não há registro algum de M oisés ter consultado o Senhor antes de tom ar essa decisão . 4 8 :9 . não era fácil despedir-se dos irm ãos e deixar para trás a proxim idade do sacerdócio e do taberná­ cu lo. 1 Rs 8 :5 5 ). para a terra que haviam escolhi­ do para si. Por mais felizes que se sentis­ sem por estar voltando para casa. de algum modo. Sem dúvida. por algum bom motivo. Em vez de tentarem servir a dois senho­ res. Imagine a volta desses soldados depois de tantos anos longe do lar! Pense no am or que e x p e rim e n ta ria m . especialm ente um lí­ der sobre o povo ou um pai sobre a família (G n 2 7 :4 . Josué os adm oestou (v. foram im p ed id o s de p a rticip a r da batalh a (Nm 31:25-27. 2 2 :4 . Ao ler e refletir sobre Núm eros 32. e esse seria o "segredo revelado" da paz e da prosperida­ de contínuas em Israel. 6-8). Fazia parte do m inistério do sumo sacerdote abençoar o povo de Deus (Nm 6:22-27). 5). S ua p r e o c u p a ç ã o s in c e r a (Js 22:9. Era costum e em Israel dividir os despojos com aqueles que haviam ficado em casa e com os que. 20 . deveriam ser diligentes em sua adoração. entram os num descanso ainda mais profundo e des­ frutam os riq uezas espirituais em C risto (ver Mt 1 1:28-32 para o co n v ite do S en h o r). portanto. mas. teriam prazer em andar em seus cam inhos e em o bedecer a todos os seus m andam en­ tos. "Se me am ais. ele nos dá descanso. 1 4 :1 5 . C om o todo bom líder. Q u an d o nos entrega­ mos com p letam ente a ele e nos apropria­ mos de nossa h era n ça pela fé. A a p lica çã o espiritual desse d e sca n so para o povo de D eu s hoje é apresentada em H ebreus 3 e 4.

74 J O S U É 22 Prom etida. A primeira reação de M oisés foi de ira mistu­ rada com medo de que Deus julgasse a na­ ção . ninguém questionaria sua nacionalidade. Q u e solução encontraram para o pro­ b lem a que e les m esm o s haviam criad o ? Construíram um grande altar de pedra à bei­ ra do rio Jordão. 7 :2 6 . Porém .. honrasse ao Senhor obede­ cendo à sua Palavra e falasse de sua Palavra em seus lares (D t 6:6-9). A pesar da sin­ ceridade das tribos da Transjordânia.sua herança em Cristo -. Esse é o oitavo m em orial erguido em C an aã (Js 4 :9 . guia­ dos pelo Espírito. e as outras tribos se preparam para uma possível guer­ ra. A p esar de ser possível que. mas pre­ ferem viver na fronteira. [. Lembre-se de que o Egito representa o m undo e C an aã a herança dos cristãos em Jesus Cristo. 31). seria muito m elhor se nossa co n d u ta e nosso d iscurso . 460. filho do sumo sacerdote. G ad e e M anassés dividiu a nação.. 3. de­ vem ajudar a id entificar seus usuários com Jesus C risto. Nos últi­ mos anos. fizessem os não-cristãos notarem a diferença. "A fé jam ais pode ser satisfeita com qual­ quer coisa aquém da verdadeira posição e porção do povo de D eus. um de cada tribo. e qualquer coisa aquém de C anaã não era o que ele dese­ java para Israel. Se essas tribos estivessem vivendo na terra de C anaã onde era seu lugar. 8 :2 9 -3 2 [três m e m o ria is]. "R esponder an­ tes de o u vir é estu ltícia e v erg o n h a " (Pv 18 :1 3 ). supostam ente. Sem dúvida. escreveu C . 2 0 -2 4. No e n tan to . o qual já havia m ostrado sua coragem na defesa da lei do Senhor (Nm 2 5 . G ad e e M anassés participasse fielm ente das festas em Jerusa­ lém (Êx 2 3 :1 7 ). poderiam educar os filhos para que conhecessem e servissem ao Senhor. separan­ do-se das bênçãos da terra de C anaã. do lado de C anaã. e o Senhor usa nosso testem unho para sua glória. co m o havia feito em C ad es-Barn éia. pois a terra a leste do Jordão era ideal para criar seus rebanhos. A notícia se espalhou rapidam ente: as tribos do leste do Jordão haviam construído um altar. H. fora do lugar de bênção separado por Deus. 45 7 . agiu-se pe­ las aparências e não pela fé. som os sal e luz. jó ias e outros produtos (inclusive espelhos e pentes com versículo s bíblicos) que. com o lem brança para todos de que as duas tribos e meia tam bém pertenciam à nação de Is­ rael. esses objetos abram por­ tas para o testem unho. o povo de Rúben. o altar à margem do Jordão não dava garantia alguma de que se­ riam bem-sucedidos. Era responsabilidade dos líderes tribais e dos sacerd o tes investigar . A s jor­ nadas pelo deserto são a e xp e riê n cia dos cristãos que não entram pela fé no descan­ so que Deus lhes oferece (H b 3 . 11-14). As duas tribos e meia não tomaram sua decisão com base em valores espirituais. Isso me lembra a decisão de Ló quando foi arm an­ do sua tenda cada vez mais perto de Sodoma (G n 1 3 :1 0 . Se o povo de Rúben. mas sim considerando as vanta­ gens materiais.2 9 ) O alerta (vv. Nos dois casos. Sua s u je iç ã o h u m il d e (Js 2 2 :1 1 . Q u an d o vivem os da m aneira que D eus quer. Tornaram-se aquilo que cham o de "cristãos lim ítrofes". em algum as o casiõ es. Porém .4).1 1 ). o que concordaram em fazer. davam a im pressão de não ser israelitas. Sl 1 0 6 :3 0 . foram sábias ao decidir esperar. Fica­ ram mais distantes do tabernáculo e mais próxim os do inimigo. No entanto. 1 0 :2 7 ). é triste quando os cristãos precisam lançar mão de recursos artificiais para mostrar às pessoas que são parte do povo de D eus. tem os visto um a guerra de ade­ sivos "religio sos" para carros. Talvez essa prim eira reação tenha sido a mais correta. pp. A delegação de d ez prín cipes. M acintosh em sua obra N o­ tes on N um bers. ao viver fora da terra. Ao tom ar essa decisão. seu ato foi interpretado incorretam ente. A s duas tribos e meia retratam os cristãos que expe­ rim entaram as b ê n ção s e as batalh as de C anaã . C anaã era a terra separada por Deus para seu povo. enquanto uma delegação oficial investigava o que estava acontecendo. era liderada por Finéias.] Um cristão indeciso e m orno é mais incoerente do que um m undano ou infiel franco e declarado".

as duas tribos e m eia era culpadas de apostasia. O term o mais forte usado nesse discur­ so é rebelar (Js 2 2 :1 6 . haviam se mostrado desleais. Seu pecado causou a derrota em A i e a morte de trinta e seis soldados israelitas. que significa "ato de traição ". G a d e e M an assés não estavam sequer vivendo na terra que Deus havia escolhido e. As tribos acusadas invocaram o nom e do Senhor seis vezes ao responder às acusações e. Finéias cham ou o gesto das duas tribos e meia de infidelidade Js 2 2 :1 6 . É in teressante que as tribos da Trans­ jordânia indicaram sua preocupação com os filhos. não seriam seus filhos que perguntariam : "Q u e temos nós com o Se­ nhor D eus de Israel?" Antes.J O S U É 22 75 iodas as situações em Israel que parecessem constituir uma transgressão da lei (D t 13). É claro que o fato de o Senhor co n h e­ ce r nosso co ração e de fazer um juram en­ to não dá garantia algum a de que nossos atos sejam co rretos.1 8 . o perigo era jus­ tamente ocorrer o oposto. ainda assim. agora. e a obstinação é com o a idolatria" (1 Sm 15:23). . É bem provável que o discurso tenha sido feito por Finéias. Elohim [Deus] e Jeová [o S e n h o r ]". 29) ao Senhor (ver o v. as duas tribos e meia não acei­ taram o conselho de se apropriarem de sua herança dentro da terra que Deus havia pro­ metido ab ençoar (D t 11:10-32). 31). O primeiro foi a particip ação de Israel nos rituais pa­ gãos de M oabe. Vinte e quatro mil pessoas m orre­ ram em decorrência desse episódio. quando os homens se pros­ tituíram com as mulheres moabitas (Js 22:1 7. A delegação ofereceu um conselho sá­ bio: "passai-vos para a terra da possessão do S en h o r . p o is ninguém co n h e ce o p ró p rio co ração (Jr 1 7 :9 ). então algo deve estar errado no gesto supostam ente bom . G ad e e M anas­ sés faziam parte de Israel.1 9 . usaram os três nom es fundam entais do Senhor: "El [O Poderoso]. estavam erguendo um testem unho que lem braria às tribos a oeste do Jordão que Rúben. temiam que os filhos das tribos d o outro lado d o rio fi­ zessem seus filhos se desviar d o s cam inhos d o Senhor! Ao que parece. Q u a n ­ do um a n açã o in teira in te rp re ta in c o rre ­ tam ente aquilo que deveria ser bom e tal in cid e nte co lo c a o povo à beira de um a guerra civil. Haviam deixa­ do de seguir (Js 2 2 :1 6 . 23 'se apartado]. seus filhos sofreriam a provocação dos filhos das tribos de C an aã ! Rúben. A a rg u m en ta çã o (vv. Fi­ néias cito u d o is c a so s sérios de reb eld ia com o advertência a essas tribos. afastar-se gradualm ente do Senhor. Essas palavras constituíram um juram ento solene de que suas intenções eram puras e de que o Senhor conhecia seu co ração . 9). 22. Infelizm ente. pois o altar não havia sido construí­ do para sacrifícios. Práticas duvi­ dosas de todo tipo podem ser defendidas pela d e cla raçã o : "M as o Senhor co n h ece o m eu c o ra ç ã o !" Paulo nos ap resen ta a abordag em co rre ta em 2 C o rín tio s 8 :2 1 : "Pois o que nos preocupa é procederm os h o n estam ente. não só perante o Senhor. Lv 17:8.m 25 ).2 2 . Também levou à execução do próprio A cã e dos mem bros de sua fam ília. No entanto. Antes. ver Js 7). O a p e lo (vv. q u and o ele tom ou para si delib eradam ente os desp o­ jos que pertenciam ao Senhor (Js 2 2 :2 0 . Nenhum altar feito por mãos hu­ manas poderia substituir a presença de Deus no meio do seu povo em seu tabernáculo. que si­ gnifica resistir deliberadam ente à vontade de Deus e desobedecer à sua lei. Usando a história recente de Israel. D everia ha\ er apenas um santuário designado por Deus Dt 12. 5). ao fazêlo. com o tam bém diante dos hom ens". "Porque a rebelião é com o o pecado de feitiçaria. 21-29). onde habita o tabernáculo do S e n h o r " js 22:19). 20. mas percebe-se que as palavras expressam o co n­ senso de todas as tribos. 18 [abandonado]. As tribos acusadas deixaram claro que não estavam instituindo um a religião co n ­ corrente. 15-20). s. falou do pecado de A cã depo is da v itó ria em Je ric ó . Josué havia elogiado essas tribos da Transjordânia por sua lealdade e. Essa palavra tem a conotação de "apostasia". Deus havia instruído os israelitas a destruir os altares das nações pagãs em C anaã e não a construir os próprios altares.2 9 ). C om o segundo exem plo. Ao construir um altar ilícito.

o pri­ m eiro-ministro britânico. Essa decisão em G ilead e foi tom ada com base na sabedoria humana e não na verdade de D eus. buscai as coisas lá do alto. apesar do "a lta r d o te s te m u n h o " . A paz que o po vo de D eu s obtém à custa da pureza e da verdade ê apenas uma trégua perigosa que acaba eclo d in d o co m o divisão dolorosa. assim. mas o povo certam ente não o era. a questão pareceu resolvida.2 4 ). A s tribos da Transjordânia cham aram seu altar de "testem unho entre nós de que o S e­ n h o r é D eus" (o term o hebraico edh signifi­ ca "testem unho"). esta é segunda vez em nossa história em que a paz com honra veio da Alem anha para a rua Dow ning. à sabedoria humana em sua tentativa de desfrutar do que havia de melhor nos dois mundos. mas cul­ param Deus e as outras tribos pelo proble­ ma que haviam criado. sua decisão de viver do lado leste do Jordão foi m otivada por suas riquezas. M enos de um ano depois. foram tomadas pela Assíria (1 C r 5 :2 5 . sem prevenção. "C onjuro-te. e C risto Jesus. se fostes ressuscitados juntam en­ te com Cristo. 31) e que não haveria uma 4. Mas. que guardes estes co n se­ lhos. C erca­ das de nações pagãs e separadas de seus irmãos e irmãs do outro lado do rio. assen tad o à d ireita de D eus" (Cl 3:1). parte de Israel tinha visão espiritual. C reio que é uma paz para nosso tempo. lá do alto é. G ad e e a meia tribo de M anassés haviam cruzado o rio e d ep ois voltado. A s duas tribos e meia falaram de seus filhos de m odo pie­ doso. n“ 10 [N. a Inglaterra estava em conflito arm ado com a Alem anha. e a Segunda G uerra Mundial havia irrom pido. C o n si­ deraram seus rebanhos mais importantes que seus filhos e seus irmãos israelitas. na verdade. 10 é endereço do primeiro-ministro britânico em Londres]: "M eus caros amigos. disse a um grupo reunido na rua D ow ning.: a rua Dow ning. porém .76 J O S U É 22 A s tribos da Transjordânia não apenas acusaram os irm ãos israelitas de ter filhos que não conheciam o Senhor. do T. vós" (Js 2 2 :2 5 ). nada fazendo com par­ cialidade" (1 Tm 5 :2 1 ). Agradeço a todos do fundo do co ração e recom endo que voltem para casa e durm am tranqüilos". n. pura. 33). então por que não lhe obedeceram e foram m orar na terra que ele lhes havia designa­ do? Talvez as pedras fossem um testemunho. por fim. Seu "altar" entrava em co n trad içã o com o altar que Josué havia erguido para a glória de Deus. enquan­ to a outra parte preocupava-se com coisas m ateriais. perante D eu s. a n a ç ã o esta va dividida. itálico do autor). o nde C risto v iv e . mas. com o também acusaram Deus de criar o problem a! "Pois o S e n h o r pôs o Jordão por limite entre nós e guerra civil em Israel (v. mas. prim eiram ente. "A sa­ bedoria. depois. Há sempre lugar nos rela­ cionam entos para uma co n ciliação em amor. Assim com o Abraão e Ló (G n 13). mas nunca para uma transigência covarde. p a cífica" (Tg 3 :1 7 . No dia 30 de setem bro de 1938. A "paz a qualquer custo" não é a vonta­ de de Deus para seu povo. "Portanto. e os anjos eleitos. L e m b ra v a m os israelitas que eles haviam cru zad o o rio e sepultado seu passado para sem pre. Sir N eville Chamberlain. assim com o a delegação e os filhos de Israel do outro lado do Jordão. Pelo contrário! Eles ê que haviam feito d o Jordão a linha divisória! Ao escolher morar do lado leste do Jordão. 26). Regozijaram se que D eus não en viaria seu julgam ento sobre a terra (v. se o S e n h o r é Deus. Q u e tipo de "testem unho " era aquele monte enorm e de pedras? Um testemunho da unidade nacional e da o b e d iê n cia das tribos da Transjordânia? Não! Era um teste­ m unho à conveniência. as duas tribos e meia separaram-se de seu povo e da terra que Deus havia lhes dado. recém -chegado da A lem anha. Rúben. essas tribos não tardaram em entregar-se à ido­ latria e. . S e u a c o r d o a m ig á v e l (Js 22:30-34) Finéias deu-se por satisfeito com a explica­ ção. mas será que o Sen h o r ficou satisfeito ? A delegação alegrou-se em saber que o propósito do altar era dar testemunho e não sacrificar e. Em algum lugar próxim o a esse "altar de testem unho" estavam as do ze pedras que os hom ens haviam carregado até o meio do rio Jo rd ã o (Js 4 :2 0 .

É uma paz que exige sacrifício. Q u e r em nossos relacionam entos pessoais no lar e na igreja. n u n ca foram duradouros.J O S U É 22 77 A história da Igreja é repleta de acordos e de pactos que engrandeceram a unidade acim a da pureza e da verdade e que. quer em nosso país. m enos da verdade". conhecido com entaris­ ta bíblico. coragem e a disposição de perm anecer firme na Palavra de D eus: mas os resultados va­ lem a pena. a única paz que perm anece é a que tem por base a verdade e a pureza. . por­ tanto. M atthew Henry. expressou-se muito bem quando disse: "A paz é um a jóia tão preciosa que eu abriria mão de qualquer co isa por ela.

co m p le te i a carreira. Se os israelitas confiassem no Se­ nhor e obedecessem à sua Palavra. Deus o usou para liderar Israel. O S PERIG O S PARA ISRA EL NO FUTURO (Js 23:1-16) D epois de reunir os líderes de Israel.12 O C a m in h o de T o d o s os d a T erra Jo su é 2 3 . ainda havia territórios a conquistar e regiões de resistência a subjugar (ver Js 13:113. Trata-se de uma boa lembrança para o po­ vo de D eus hoje. Prim eiro. derrotando os inimigos. 18 :3 . O que o Senh or fez p o r Israel (vv. no fim de uma vida longa e plena. Porém . 17:12. Não queria par­ tir sem tê-los desafiado mais uma vez a amar ao Senhor e a guardar seus mandamentos. enquanto a nação m archa­ va em direção a C anaã e deu a seu povo a vitória sobre as nações da Terra Prometida. 15. o ca m i­ nho que você e eu teremos de percorrer. 13. Josué enfatizou três questões im portantes. v o s s o D eus. O Senhor derrotou todos os inimigos de Israel. v iv e u ! Sua vid a longa com eçou na escravidão do Egito e ter­ minou num culto de adoração na Terra Pro­ metida. mas sim com seu povo. D esde o dia em que Israel deixou o Egito. ele os julgaria e os rem overia da ter­ ra. reuniu "todas as tribos de Israel em Siquém " (Js 2 4 :1 ) e fez seu discurso de des­ pedida. se o Senhor não voltar antes. Josué estava prestes a seguir o "cam inho de todos os da terra" (Js 2 3 :1 4 ). em sua obra Man for Him self: "M orrer é um amargor lancinante. D eus jam ais havia falhado com seu povo. A pesar de Israel ter assum ido o controle da terra. Afogou o exército egípcio no mar e derrotou os am alequitas que ataca­ ram os israelitas logo depois que saíram do Egito (Êx 1 7). com o relacionam ento dos israelitas com o Senhor.2). Em se­ guida. 5) e o usufruto de suas bênçãos (vv. Josué poderia dizer com sinceridade: "C o m b a ti o bom co m b a te . A fim de neutralizar esse perigo. servindo fiel­ mente ao Senhor. "Porque o S e n h o r . se eles não guardassem a aliança e não desfrutassem as bênçãos da Terra Prometida. Jo su é. mas a idéia de morrer sem ter vivido é insuportável". Josué convocou uma reunião com os líderes de Israel (Js 2 3 :2 ). se deso bedecessem ao Senhor. que M o isé s h avia re p etid o nas ca m p in a s de M o abe e que Israel havia reafirm ado nos montes Ebal e G erizim . Josué apresentou-lhes duas situações: se o bede­ cessem ao Senhor. o Senhor lutou por seu povo e os livrou de seus inimigos. Assim com o o apóstolo Paulo. ele os abençoaria e os m anteria na terra.2 4 1 . Josué deu ao povo três motivos fortes para perm a­ necerem um povo separado. em Siló ou em sua casa em Efraim. guardei a fé" (2 Tm 4:7). Esses eram os termos da aliança que Deus havia feito com Israel no monte Sinai. 3 4 ) . e o m esm o Deus que derrotou os inimigos no passado poderia ajudar seu povo a derrotálos no futuro. O trabalho das tribos ainda não estava ter­ m inado! Fica claro que o grande perigo era o povo de Israel mudar gradualmente sua ati­ tude em relação às nações pagãs a seu redor e com eçar a aceitar e a imitar seus modos. Entre uma coisa e outra. conquistando a terra e tom ando posse da herança prometida. filho de N um . 13. 1 5 :6 3 . recapitulando a história de Israel. A o ler a Bíblia e ver o que conhecido psicanalista Eric Fromm es­ creveu. a m aior preocupa­ ção de Josué não foi consigo m esm o. e os advertiu do que aconteceria se deixassem o Senhor. Deus os ajudaria a realizar a conquista total da terra. é o que pe­ lejou por vós" (Js 2 3 :3 ). O trabalho de toda a sua vida teria sido em vão. Esta recapitulação da história lembrou Is­ rael de dois fatos im portantes: aquelas na­ çõ es gentias eram inim igas de Israel. Nestes dois discursos. Jz 1 . Josué enfatizou a posse da terra (v. e desafiando o povo a am ar ao Senhor e a servir som ente a ele. co­ m eçando com Abraão. O . 16). 1 6 :1 0 .

14. 27). O segredo do sucesso de Josué e. terem os o desejo de lhe obedecer e agradar. enquanto outras têm co n diçõ es. seja uma Pala­ vra de prom essa de bênção seja de discipli­ na. C h arles Spurgeon dizia que "D eu s não permitirá que seus fi­ lhos pequem com sucesso". e é preciso coragem para desafiar a maioria e perm anecer fiel ao Se­ nhor (Js 2 3 :7 ). Se eles lhe obedecessem de todo o coração. O bedeceu aos m andam entos e creu nas pro­ messas do Senhor. Josué lembrou ao povo que a Palavra de Deus nunca falha. e seu cum p rim ento depende de nossa o be­ diência. M ais do que isso. D eus pode m udar seus m étodos de uma era para outra. A Palavra de Deus é com o um a es­ pada de dois gumes (H b 4 :1 2 ): se lhe obe­ decerm os. D eus nos ab enço ará e ajudará. co m eçariam a discutir suas práticas religiosas e. Se Israel com eçasse a se misturar com essas nações. líder m issionário presb iteriano. M oisés havia advertido Israel contra fa­ zer concessões às nações perversas na ter­ ra (Êx 2 3 :2 0 -3 3 . Hb 1 2 :6 ). 8). Im agine tam anha in sen satez: ad orar os d e u se s d o inim igo derrotado! Todos sentim os as pressões do m undo a n o sso re d o r te n ta n d o nos e m p u rra r ao conform ism o com seus padrões (Rm 12:121 . se lhe desobedecerm os. aconteceriam duas coisas: (1) Deus rem overia sua bênção e Israel seria derrota­ do. e a linha de separação entre o povo de D eus e o m un­ do seria co m p letam ente apagada. depois. Israel entrou na terra e a conquis­ tou. sua dedica­ ção à Palavra de D eus permitiu que Josué co nhecesse melhor a Deus. tam bém é preci­ so am ar ao Senhor e ter o desejo de lhe agradar (v. 8). Josué advertiu-os de que sua d e so b e d iê n cia seria gradual. 1 Jo 2:15-17). Israel "casou-se" com Jeová no monte Sinai (Jr 2:1-3. Devem os tam bém conhe­ cer o Deus da Palavra e crescer em nossa com unhão com ele. e esperava-se que fosse uma esposa fiel e que se apegasse ao Senhor (D t 4 :4 . C o m o foi triste Israel ter se tornado uma esposa infiel. 2 4 :2 6 . O q u e o S e n h o r fa ria co m Is ra e l (vv. 12. A palavra traduzida por "ape­ gar". O m ais im portante era que Israel per­ m anecesse um povo separado e que não fosse infectado pela p e rversid ade das na­ ções gentias a seu redor (Js 2 3 :7 . 1 0 :2 0 . Deus os capacitaria a tomar posse de toda a herança. ver Êx 3 4 :1 0 -1 7 . no versícu lo 8. o que mostra com o Josué co nhecia bem a Palavra de Deus (ver tam bém Lv 2 6 :7 . Josué usou exem plos vivi­ dos com o laço. uma prostituta. 3 4 :1 0 -1 7 . é usada èm G ên e sis 2 :2 4 para descrever o relacio nam ento do marido com a esposa. Sl 1 :2) e a guardava em seu coração (Sl 1 1 9 :1 1 ). somos enco rajado s a crer nele no presente e a encarar nossos inimigos com coragem e co n fian ça. 1 3 :4 ). co stum ava d ize r um a gran­ de verd ade: "a H istória hum ana é a história de D eu s". Algum as prom essas de D eus são in co nd i­ cionais. Ez 16). de modo que o es­ sencial é cultivar um relacionam ento corre­ to com Deus. logo. mas seu caráter nun­ ca m uda.J O S U É 23 . Dt 7 :12-26). foi sua de­ dicação à Palavra de Deus (Js 2 3 :6 . T. ver 1:7-9. porém . O q u e o S e n h o r d isse a Isra e l (vv. portanto. 13-18. 15. O s ho­ mens de Israel co m eçariam a casar-se com m ulheres dessas nações pagãs. Israel estaria adorando falsos deuses do inimigo. A . que o am asse e que lhe agradasse. se relacionariam am igavelm ente com essas n açõ e s. D t 7:2-4). 1 1 :22. Se am amos ao Senhor (Js 2 3 :1 1 ). ao voltarse para os deuses de outras nações! A prom essa de Josué 2 3 :1 0 é uma cita­ ção de D euteronôm io 3 2 :3 0 . o que levou às vitórias de Israel. mas o usufruto da terra depend ia de sua obediência à lei do Senhor. 11:12. No entanto. 8. e Deus operou em seu favor. Ele m editava dia e noite na Palavra (Js 1:8. 5-10). D eus cum priu suas prom essas e tinha todo o direito de esperar que Israel guardas­ se os m andam entos que havia lhes dado.24 79 Deus fez no passado pelos que creram nele. 11-16). acoite e espin hos para dar . Não basta co n h ecer a Palavra de D eus. e Josué reforçou essa advertência (Js 2 3 :1 3 ). "porque o S e n h o r repreende a quem ama" (Pv 3 :1 1 . As duas coisas são prova de seu amor. e ele é digno de co n fian ça. D eus nos discipli­ nará até nos sujeitarm os a ele. e (2) essas nações causariam sofrim en­ to e ruína a Israel. 8:30-35. Pri­ m eiro. Pierson.

prometeu levar Is­ rael a uma "boa terra" (Êx 3 :8 ). fa­ lecido autor e editor. Norm an Cousins. foi D eus quem se dirigiu a A b ra ã o ! N ão havia nada de e sp e cia l no povo de Israel para que D eus os tivesse escolhido (D t 7:1-11. onde o povo de Is­ rael havia reafirm ado seu com prom isso com o Senhor (Js 8:30-35). mas seu se­ gundo d iscu rso co n ce n tra-se no S e n h o r. 10. . "A bondade de D eus é que te conduz ao arrependim ento" (Rm 2:4 ). 8 :7 . Em sua m ensa­ gem de despedida. 26:1-11. Deus prometeu a Abraão que seus descendentes herdariam a terra (G n 12:6. se desejavam viver e adorar com o gentios. é im portante con h ecer suas raízes. e naquele lugar Jacó construiu um altar (G n 3 3 :2 0 ). e. Em três ocasiões. Afinal. de fato. Josué refere-se ao Senhor vinte e uma vezes. Q uando D eus cham ou Abraão para deixar a terra de U r e dirigir-se a C anaã. 6 :1 8 . M editar sobre a bondade de Deus serve de grande m o tivação para a o b e d iê n cia . em Josué 24:2-13. num artigo da revista Saturday Review . e para os quais o Senhor não ocupa o primeiro lugar na vida.24 aos israelitas uma idéia clara do sofrimento que experim en tariam se desobedecessem ao Senhor. o patriarca e sua fa­ mília adoravam ídolos (G n 1 1 :27 —12:9). Siquém fic a v a en tre os m ontes Ebal e G erizim . Para os judeus. Tiago relacionou a bondade de Deus com nossa resistência à tentação (Tg 1:13-17). esq u e cen d o -n o s do Doador. pois são o povo escolhido de D eus e têm um desti­ no a cum prir neste mundo.1 5 . Não foi a m aldade do filho pródigo. Josué se refere à C anaã com o a "boa terra" (Js 2 3 :1 3 . é o Senhor quem fala enquanto Josué faz um a retros­ pectiva da história de Israel. Q u a n d o D e u s ch am o u M oisés na sarça ardente. o mínimo que podem os fazer é viver de modo agra­ dável a ele. O povo de Deus hoje precisa dar ouvi­ dos às três adm oestações fundam entais de Josué nesse discurso: guarde a Palavra de Deus (Js 2 3 :6 ). pelo contrário. um "lugar santo" para os israelitas. antes. O u tra palavrach ave é servir. 1-4). apegue-se ao S e n h o r (v . 3 2 :1 0 ). "O D eus da glória apareceu a A braão". o que. nesse discurso breve. cham ou a história de "um enorm e sistema de aviso prévio". Deus escolheu Israel (vv. usada q u in ze veze s nesse discurso. 9 :6 . 11). então viveriam com os gentios! Isso o c o rre u q u a n d o D e u s p e rm itiu q u e os babilônios conquistassem Judá. 2 2 . Abraão não buscou ao Senhor e o des­ co b riu . 1 1 :1 7). se o am assem e servissem . Ali. destruíssem Jerusalém e levassem milhares de pessoas ao exílio na Babilônia. 3 :2 5 . Era. Jesus disse a seus discípulos: "N ão fostes vós que me escolhestes a mim. O s dois term os-chave do prim eiro discur­ so de Josué são nação e terra. decla­ rou Estêvão em seu discurso de despedida (At 7:2). 8) e am e o S e n h o r (v . depois de quarenta dias de investigações. 7). e o filósofo G eorge Santayanna disse: "Aqueles que não conseguem se lem brar do passado estão condenados a repeti-lo". nos conduzirá ao pecado (D t 8). O raciocínio é óbvio: uma vez que Deus nos deu uma terra tão boa.1 6 ). 4 :2 1 . 2.80 J O S U É 23 . por sua vez. e Natã usou a m esm a abordagem ao confron­ tar o rei Davi com seus pecados (2 Sm 12:115). lem brando os judeus de que sua identidade nacional era um ato da graça de D eu s. Jeová lhes deu a terra e iria aben­ çoá-los em sua herança. O golpe final de disciplina seria a rem oção de Israel de sua terra para o exí­ lio. Na verdade. Siquém foi o lugar ideal para esse dis­ curso com ovente de despedida do grande líder de Israel. 35 . M oisés usou a expres­ são "boa terra" pelo menos dez vezes (D t 1:25. e esse fato deveria levá-los sem pre à hum ildade e à obediência. Josué e C a­ lebe descreveram C an aã com o um a "terra muitíssimo boa" (Nm 14:7). As b ê n ç ã o s (Js 24:1-13) de I srael n o passa d o N o dia 15 de abril de 1978. Existe o perigo de as bênçãos materiais con­ cedidas pelo Senhor se apossarem de nosso coração de tal m odo que nos concentrem os ap en as nas d á d ivas. Há muitos cristãos que não apenas fizeram concessões ao inimigo com o tam bém se renderam a ele. mas sim a bondade do pai que o levou de volta ao lar (Lc 1 5 :1 7 ).

e Jacó tornou-se o pai das doze tribos de Israel. com o tam bém os conduziu a atravessar o mar Verm elho. 9:1 8 . mas também pode ser que a palavra retrate outra coisa. Dt 2 3 :5 . 8 :3 0 . 1 3 :1 4 . 17. mas tente desfazerse dela e perderá a alm a". 1 0 :4 0 . D eus derrotou seus inimigos. um povo eleito e especial. 2 4 :2 . o nde D eu s os transfo rm o u numa grande nação. 2 1 ). Em seu discurso de despedida. Tt 1:1). O s cristãos foram escolhidos por Cristo "antes da fundação do mundo" (Ef 1 :4) e cham a­ dos "eleitos de D eus" (Rm 8 :3 3 . 23-45). M oisés lembrou os israelitas em várias o ca­ siões que. possam os nos alegrar com nossa redenção que custou alto preço pago na cru z.2 4 . logo m udou de idéia e ordenou que seu exército os perseguisse. 16:3. pois o Senhor estava com eles. Exceto por um a derrota tem porária em A i (Js 7) e por um pacto hum ilhante com G ib e ã o (Js 9). 1 4 :1 4 . m as o p e ca d o dos isra e lita s em C ad esBarnéia os levou a vagar pelo deserto du­ rante quarenta anos até que toda a geração in créd ula tivesse m orrido.15). Esaú tornouse o antepassado dos edom itas. Deus condu ziu Israel (vv. quer com o uma serpente (a m aldição de Balaão). Deus fez os israelitas saírem do Egito para levá-los a entrar em sua herança (D t 6 :2 3 ). 24. O m esm o D eus que co n du ziu Israel pelo mar Verm elho tam bém os fez atravessar o rio Jordão e entrar em sua herança. mas que o Senhor os havia libertado (D t 5 :1 5 . Q u er Satanás atacasse Israel com o um leão (o exército dos am orreus). D eus não apenas fez seu povo sair do Egito. 42 . 18. os governantes egípcios escravizaram o povo hebreu e encheram sua vida de am argura lÊx 3:7-9). D eus julgou os deuses e governantes egípcios ao enviar dez pragas sobre a terra. pois o Senhor do céu havia escolhido relacionar seu grande nom e a eles e ser seu Deus. 1 5 :1 5 . 8-10). 20 . 13:5. H á um grande perigo em não valo­ rizar devidam ente a dádiva da salvação. 19.1 2 ) . enviou M oisés e A rão para livrar a nação da escravidão (vv. O s israelitas eram. 2 4 :2 2 ). Enquanto Israel m archou seguindo a arca. o Faraó obstina­ do deixou os hebreus partirem. Um dos títulos para Deus e que se repe­ te quinze vezes no Livro de Josué é "O Se­ n h o r . Deus m an­ dou José adiante para o Egito a fim de pre­ servar a nação durante a grande fom e (Sl 105:16-22). O objetivo de Deus para o povo era a Terra Prometida. Faz bem aos cristãos lem­ brar o que significa ser escravo do pecado para que. 10. Ne 13:2). depois. um dia. depois. Um de meus professores no sem inário costum a­ da dizer: "Tente explicar a eleição divina e pode perder a cabeça. o filho da velhice de Abraão e Sara (vv. Isaque teve dois filhos. mas em vez de serem gratos. e D eus escolheu Jacó . 6 :1 2 . Dt 7:20) fossem insetos cuja ferroada era extrem a­ m ente dolorosa. Deus libertou Israel (vv. O Egito havia sido salvo da fom e por causa dos hebreus. que culm inaram com a morte dos prim ogê­ nitos (Êx 7 . 2 2 :1 6 . Q uand o Balaão tentou am al­ diçoar Israel. 6. 23). a vitória era do Senhor.J O S U É 23 . No entanto. 19. O s filhos de Israel acabaram indo para o Egito. 2 0 :1 . D eus lhes deu sua terra (vv. mas o sofri­ mento no Egito só fez os filhos de Israel se multiplicarem ainda mais. 5-7). haviam sido escravos no Egito. 8 :1 4 . no monte Seir. Só então. D eus de Israel" (Js 7 :1 3 . D eus transformou as maldições em bênçãos (Nm 22 . 12 . Seja qual for a ‘ linha teológica" a que pertençam os. afo­ gando o exé rcito eg ípcio naquelas águas (caps. todos precisam os admitir que D eu s dá o prim eiro passo em nossa salvação. 14 .24 81 eu vos escolhi a vós outros" (Jo 1 5 :1 6 ). Jacó e Esaú.13). É possível que os "vespões" m enciona­ dos em Josué 2 4 :1 2 (ver Êx 2 3 :2 8 . de fato. mas D eus o rejeitou e deu sua alian­ ça a Isaque. O filho primogênito de Abraão foi Ismael <Gn 16). Paulo cham ou essas escolhas de propósito de Deus ‘ quanto à eleição" (Rm 9 :1 1 ). Deus instruiu seu povo a observar a Pás­ coa co m o recordação anual de que haviam sido redimidos da escravidão no Egito (caps. Josué e seu exército derrotaram todos os inim igos em C anaã. Tudo isso foi o cum prim ento das prom essas que D eus haviam feito séculos antes a Abraão (G n 15:1-17). 11-13).3 3 . O s exércitos .

com eçaram a afastar-se da adoração sincera ao Senhor. que não iria tolerar qualquer concorrente no coração de seu povo. Josué não estava sugerindo que o povo poderia escolher adorar os falsos deuses da terra e que D eus aceitaria esse com porta­ m ento. não por obrigação. mas com o era algo bem dife­ rente praticar essa obediência. não havia outra opção senão adorar ao Senhor.82 J O S U É 23 . D eus prometeu que instilaria um grande te­ m or no co ração dos canan eus e cum priu sua prom essa (D t 2:2 5 ). obedecer e adorar ao Senhor. 19-28). tam bém Israel e o Senhor de­ veriam ser fiéis um ao outro. Josué sabia que. No entanto. Am 5 :2 5 . e em ninguém mais há ânim o algum. O Senhor os havia livrado do Egito. O s israelitas garantiram a Josué que de­ sejavam adorar e servir som ente ao Senhor Deus de Israel e apresentaram seus motivos. A ssim co m o o marido e a esposa são fiéis a seus votos ma­ trim oniais e guardam com zelo a afeição de seu cônjuge. relatos esses que ater­ rorizaram e quase paralisaram os habitantes da terra. a Palavra de Deus nos lem b ra do que M o isés disse a Israel em D euteronôm io 6:1 Oss. D eus enviou outros exércitos a C a n a ã p ara e n fra q u e c e r os c a n a n e u s e prepará-los para a invasão de Israel. 2 6 . Jacó deu a m esm a advertência a sua fam ília . 14-18). Suas palavras severas tinham com o objetivo refrear a con­ fia n ça excessiva dos israelitas e levá-los a uma sincera introspecção (Js 2 4 :1 9 ). Servir a Deus significa temer. Em Josué 2 4 :1 3 . por causa da vossa presença" (Js 2 :1 1 . Se os israelitas não adorassem o Deus ver­ dadeiro. todos adoram algo ou alguém . Significa amá-lo. A neutralidade não era uma opção. As palavras de Raabe descrevem o pânico dos canan eu s em d e co rrê n cia da­ quilo que haviam ouvido sobre Israel: " O u ­ vindo isto. e ele teria de 3. nós tam bém servirem os ao S e n h o r . 18). M ais uma vez. desm aiou-nos o co ração . Israel "casou-se" com Jeová. de modo consciente ou não. Q uand o os israelitas deixaram de atribuir o devido valor a suas bênçãos. Is 7 :1 8 ). No entanto.24 in vaso res são co m p arad o s a ab elh as (D t 1 :4 4 . (Gn 3 5 :2 ). teriam de se livrar dos falsos deuses que alguns deles adoravam em segredo. Decisão (vv. se servissem ao Senhor. Porém . Um coração grato é uma forte defesa contra as tentações de Satanás. e o po­ vo disse: "Portanto. pois a hum anidade é "incuravelm ente religiosa". At 7 :4 2 . Devoção (vv. acabariam adorando os falsos deu­ ses das nações perversas em C anaã. O que Josué queria deixar claro era que o povo não po deria fazer as duas coisas. é possível que os vespões sejam uma representação mais apropriada dos relatos que chegaram a C anaã sobre as conquistas de Israel. e alguns estudio­ sos acreditam que o significado é o mesmo nesse caso. M esm o depois da grande e xp e­ riên cia do êxo d o. As r e s p o n s a b il id a d e s d e I srael no presen te (Js 2 4 :14 -3 3) U m a das palavras-chave nesta seção e que aparece quinze vezes é servir. Jeová era um Deus zeloso (Êx 20:5) e santo e jam ais permitiria que os israelitas d iv id isse m sua le a ld a d e . alguns israelitas ainda fa­ z iam sa c rifíc io s aos d e u se s do Egito (Lv 1 7 :7 . Josué deixou claro que o povo de Israel havia tomado a deci­ são de servir ao Senhor Deus de Israel. Q u an d o a geração anterior encontrou-se com o Senhor no mon­ te Sinai. Sl 1 1 8 :1 2 . Ez 20:6-8). Josu é advertiu-os do que ac o n te ce ria caso não se livrassem dos íd o lo s: ac a b a ­ riam abandonando o Senhor. algumas sem anas depois. voltar o co ração inteiram en­ te para ele e o bedecer por vontade própria. e Samuel tam bém admoestou o povo de seu tempo sobre isso (1 Sm 7:3ss). ver 5:1 e 9 :2 4 ). (A prim eira parte do discurso de seu líder [Js 24:1-13] havia im pressionado o povo!) Josué havia declarado que ele e sua casa serviriam som ente ao Senhor (v. C om o um hom em sábio e espiri­ tual. os israelitas haviam declarado: "Tudo o que o S e n h o r falou farem os" (Êx 19:8). 15). a ên­ fase é na bondade de D eus e em tudo o que ele fez por Israel por am or a seu povo. pois ele é o nosso D eus" (v. 4 3 . estavam adorando um bezerro de ouro! Josué sabia com o era fácil ao povo prom eter obediên­ cia ao Senhor. co n du zi­ do pelo deserto e levado à terra prometida.

A grande necessidade do povo era purificar o coração da devoção a outros deuses e consagrar-se som ente ao Senhor (Js 2 4 :2 3 ). desde que esses memoriais não se tornem objetos de adora­ ção idólatra. As pedras no meio do rio Jordão (Js 4:9). mas ja­ mais devemos viver no passado. prim eiro enviando outras na­ ções à terra (vv. 51 . Senhor fez e com o reagimos a isso. um dia. 5. As pedras na margem oeste do rio Jordão (4:20-24). É bom lem brar aquilo que o . Siquém tornou-se uma cidade im por­ tante para Efraim e M anassés. As pedras na caverna de Maquedá (10:27). depois.52. Eleazar. ele os castigaria por seus pecados. os dois filhos de José. 8. 4. M oisés havia nom eado Josué com o seu sucessor. 7. As pedras no vale de Acor (7:26). O altar construído pelas tribos da Transjordânia (22:1 Oss). onde ficava a propriedade de seu filho Finéias. 9. O s ossos de José foram sepultados em Siquém . D e m odo algum é an tib íb lico o povo de Deus co lo car m arcos para com em orar um acontecim ento m aravilhoso ou uma decisão importante na vida cristã. Êx 1 3 :1 9 . D eus foi fiel a sua prom essa e discipli­ nou o povo. Josué a registrou no Livro da Lei e. Deus não os perdoaria Êx 2 3 :2 1 ). o Senhor ajuntará seu povo e os assentará em sua terra (Is 11 . mas é interessante o bservar que D eus não ordenou que Josué nom easse al­ guém para sucedê-lo. em sua graça. O Livro de Josué term ina com três sepultamentos. Então. As tradições religiosas podem ser proveitosas ou prejudi­ ciais. 2. As pedras da lei no monte Ebal (8:32). Assim . Hb 11:22). O s nove memoriais são: 1. antes. 3. mas logo o povo se desviou e com eçou a adorar os falsos deu­ ses dos cananeus (Jz 2:6-15). dependendo da forma como as usamos. 24). O povo repetiu três vezes seu desejo de servir som ente ao Senhor (Js 24:16-18. Por que a ge­ ração seguinte não conhecia ao Senhor e o que ele havia feito por Israel? Porque o po vo da geração de jo s u é não cum priu a prom es­ sa d e ensinar os filhos e netos a tem er e a servir ao Senhor. Esse é o nono e último m em o­ rial m encionado no Livro de Josué. havia lhes dado na Terra Prom etida.1 2 . era apropriado que seu gran­ de antepassado fosse sepultado naquele lo­ cal (ver G n 5 0 :2 5 . Porém. com o as águas cobrem o mar" (H c 2 :1 4 ). 14-19) e. ergueu uma grande pedra com o testem unho perpétuo desse pacto. A fim de que os israelitas não se esquecessem dessa aliança solene com Jeová. e Josué creu em suas palavras. próxim o a Siló. o sumo sacerdote (N m 2 0 :2 8 ) faleceu e tam bém foi sepultado em Efraim. A pedra de testemunho de Josué (24:26-28). Se persistissem em sua deslealdade oculta.J O S U É 23 . 6. em seguida. O s anciãos que servi­ ram com Josué conduziram a nação depois da morte de seu líder. Josué morreu aos 110 anos de idade e foi sepultado em sua própria heran­ ça. tirando o povo da terra e enviando os habitantes do reino do Norte para a Assíria e os habitan­ tes do reino do Sul para a Babilônia. O altar no monte Ebal (8:30). O monte de pedras em Ai (8:29). 21. Ez 3 6 :2 4 ss). Perderiam todas as bênçãos que o Senhor. no pedaço de terra que Jacó havia co m p rado de H am o r (G n 3 3 :1 9 ).24 83 discipliná-los. "a terra se encherá do co n h ecim en to da glória do S e n h o r .

é im possível escrever a biografia do hom em propriam ente dito". Josué sabia dar ordens. obedeceu às ordens de M oisés e derrotou os am alequitas (Êx 1 7:8-16). Ao longo da primeira veu: "As biografias são apenas as roupas e botões do homem . porque se submetia à autoridade. A abordagem ministerial de Deus é co locar "um servo preparado num lugar preparado". Josué nasceu na escravidão do Egito. pois. de modo a realizar a von­ tade de D eus. Submissão. então essa dor pode trabalhar em nós e em nosso favor. Ainda assim. todos sofrem . com binado com a fé e a graça de Deus. de uma form a ou de outra. as palavras do Se­ nhor deixam claro que os hebreus passaram por grandes dificuldades no Egito e clam a­ ram ao Senhor pedindo livram ento. pois havia aprendido a receb er ordens. O padrão de Deus para a lideran­ ça é resum ido em M ateus 25:21 e continua valendo para os dias de hoje: quando nos mostramos fiéis com o servos sobre poucas coisas. esse livro foi escrito tanto para nos advertir (1 C o 10:11) quanto para nos encorajar (Rm 1 5:4). pode até tornar as pessoas am arguradas. pelo menos três coisas lhes deram âni­ mo em meio ao sofrim ento: a prom essa de . ele prepa­ ra um servo para a tarefa e prepara a tarefa para seu servo. 1 . então D eus nos dá mais coisas para governar. esse sofrim ento leva ao am adureci­ mento e à purificação de nossa vida. Josué era um servo obediente. sem dú vid a. Em Êxodo 3:7-9. o m undo seria um lugar muito melhor. 5 :1 0 ). Davi passou por muitos anos de pro­ vações e de testes antes de subir ao trono de Israel. Q uand o aceitam os nosso sofrimento com o uma dádiva de Deus e o usamos para a sua glória. Foi o que acon teceu com nosso Salvador (Lc 2 4 :2 6 . Q u ais foram algumas das "ferram entas" que D eus usou a fim de preparar Josué para seu ministério? Sofrimento. mas não têm com o mostrar suas cicatrizes. Se o sofrimento. revela muito sobre esse hom em piedoso. a profecia de Deus com referência à libertação da escra­ vidão (G n 15:12-17. D e acordo com o proceder de D eus. mas. Porém . Q uand o sofrem os dentro da vontade de Deus e dependem os de sua graça. nos propó­ sitos divinos. A PREPARAÇÃO DE JO SU É E m sua Autobiografia. O Senhor investiu dezessete anos preparando José para seu trabalho no Egito e oitenta anos capacitando M oisés para os quarenta anos de m inistério ao povo de Israel. ver Dt 4 :2 0 ). conferisse sabedoria e caráter. Josué sabia com o se subm e­ ter à auto rid ad e. o sofrimento e a glória sempre andam juntos. por si m esm o. devem os fazer uma pausa para um a retrospectiva da vid a e do ministério de Josué e aprender dele lições que nos aju­ dem a conhecer e a servir melhor ao Senhor. constitui uma ferram enta m aravilhosa para a form ação de um caráter piedoso (2 C o 12:1-10). O Livro de Josué não é um a biografia desse líder de Israel no sentido mais estrito do term o. M ark Twain escre­ Q u an d o Deus quer realizar algo. muitos líderes de hoje exibem suas m edalhas cheios de orgulho.13 R et ro spec t iv a de U G r a n d e V id a ma D eus a Abraão de que seus descendentes herdariam a terra (G n 1 2 :7 ). O sofrim ento. não aperfeiçoa nin­ guém. C o m o líder do exé rcito israelita. e as pala­ vras de José sobre o livramento de Israel e a posse da Terra Prom etida (G n 50:22-26). 1 Pe 1:1 1) e é o que acontece com seu povo (1 Pe 4 :1 3 . Na Cavalaria do Senhor. Assim com o o restante das Escrituras do Antigo Testam ento. Assim . as feridas são glorificadas no céu com o lem branças eternas de que. em si. Infeliz­ mente. acom panhou seu senhor e o serviu fielm ente. o sofrimento deve vir antes da glória. Às vezes. C om o "assistente" de M oisés durante vários anos (2 4 :1 3 ).

1 4 :1 0 ). Também é preciso ter coragem para fa­ zer aquilo que Deus quer de nós. dela não te desvies.. C ursos de adm inis­ tração prom etem ensinar sobre liderança. Em sua incredulida­ de. Deus disse a Josué em quatro oca­ siões: "Sê [.. Q uais eram as características do estilo de liderança de Josué? E le a n d o u c o m D e u s . C reio que. em algum m o­ mento. Com freqüência. teriam entrado na heran­ ça quatro décadas antes e usufruído da terra todo esse tempo (Nm 1 3 :2 6 . título que não é conferido a qualquer um nas Es­ crituras. D em ora. todo líder já se identificou com Je­ sus quando disse: " Ó geração incrédula e perversa! A té quando estarei co n vo sco e \o s sofrerei?" (Lc 9 :4 1 ). para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares" Js 1:7). Essas palavras devem ser contraba­ lançadas pelo que diz Josué 1 1 :1 5 : "C o m o ordenara o S e n h o r a M oisés. É preciso ter coragem para ser um líder bemsucedido e manter-se firm e naquilo que se crê. durante a segunda metade. A maioria dos cristãos não é cham ada a com andar um exér­ cito. A Bíblia não diz se Josué teve medo ao enfrentar o inimigo. um dia. co m o a c o n te c ia com M oisés (D t 3 4 :1 0 ).JOSUÉ 85 metade de sua vida. O general O m a r Bradley definiu a bravu­ ra co m o: "a capacidade de ter um desem ­ penho ad equado m esm o quand o se está m orrendo de m edo ". Não há outra coisa que possa faze r". mas. Josué foi um hom em de D eus. E le fo i co ra jo so . pois sabiam que. assim com o Israel. "Q u em ama a sua vida perde-a. é possí­ vel ensinar princípios de liderança. desenvolve seus talentos e habilida­ des na "esco la da vida". O s líderes devem ap ren d er a esperar. seu servo. mas se não há com bustível. mas sabem os que Deus transmitia sua vontade a Josué e que ele obe­ decia. Tanto Josué quanto C aleb e suportaram com pa­ ciência as provações do deserto. 18). mas aquele que odeia a sua vid a neste m undo preservá-la-á para a vida eterna" (Jo 1 2 :2 5 ). pois a Palavra de Deus e a oração andam juntas (At 6:4). Sem dúvida. Josué m editava diariam ente na lei do Senhor (Js 1 :8) e a seguia (Js 1 1 :1 5). e assim Josué o fez: nem um a só palavra deixou de cum prir de tudo o que o S e n h o r ordenara a M oisés". A visão da vitória futura é o que motiva o verdadeiro líder. obedeceu a M oisés e. 9. . muitas vezes as pessoas insistem em olhar para trás. Precisa­ mos imitar M artinho Lutero. O escritor inspirado pelo Espírito San­ to para com pletar o Livro de Josué foi orien­ tado a chamá-lo de "servo do S e n h o r ". tam bém não há com o acender o fogo. ja m a is serem o s A LID ERAN ÇA DE JO SU É A liderança é algo nato ou adquirido? Prova­ velmente as duas coisas. Aquele que pensa que é líder só porque participou de um cur­ so sobre o assunto está trilhando um cam i­ nho tão perigoso quanto aquele que pensa que é atleta só porque a ssistiu 'ao s Jogos O lím picos na televisão. Em mais de um a ocasião. A ss im co m o M oisés antes dele.] corajoso" (Js 1:6. depois. os seguidores não enxer­ gam tão longe quanto eles ou não têm a mesma fé. Se tiverm os medo da vid a e do m in isté rio . O texto não diz que Josué falou com D e u s fa c e a fa c e . Se o povo de Deus tivesse dado ouvidos a josué e a C alebe. É por meio da fé e da paciên­ cia que herdam os as promessas (H b 6 :1 2 ). 2. Era um hom em de oração (Js 7:6-9). se apropriariam de sua heran­ ça na Terra Prometida. Deus dá aos líderes a estrutura genética de que necessitam e. Josué viu M oisés derram ando o co ­ ração diante de Deus por causa da incredu­ lidade e da obstinação do povo. O versículo-chave para a vida de Josué é: "Para teres o cuidado de fazer se­ gundo toda a lei que meu servo M oisés te ordenou. 7. assim M oisés ordenou a Josué. mas sabem os que ele cum priu sua missão e ven­ ceu uma batalha após a outra. mas o verdadeiro significado de ser líder só pode ser aprendido na prática. os israelitas rejeitaram a "opero sid ade da fé" e se recusaram a entrar na terra. quando disse: "Aqui estou. mas qualquer tipo de liderança im plica riscos e exige coragem moral. No co m eço do seu mi­ nistério. recebeu ordens do Senhor. nem para a direita nem para a esquerda. mas não conseguiram tirar de Josué a "firm eza da [sua] esperança" (1 Ts 1:3).

A co n­ quista de C anaã não era trabalho para um só. ap ro p riand o -se de sua h e ra n ça (Js 17:14-18). posteriorm ente. A o ler Josué 1:10-18 e ver com o os soldados reagiam às ordens de Josué. Às veze s. o traidor em Jericó . Então. mas é preciso mais do que autoridade para liderar. verem os o Senhor e receb erem o s dele as forças de que precisam os para tentar outra vez. No entanto. Ele alistou outros e conquistou seu res­ peito. Ele perseverou. Josué possuía autoridade. o tipo de caráter e de realização que inspira admi­ ração e que faz as pessoas darem ouvidos ao líder. Q u an d o foi derrotado em A i. tran sfo rm arm o s no sso s erros em ja n e la s. Alguém disse que a e xp e riê n cia é um a professora severa. Tam bém é preciso grandeza. mas ele não teria fei­ to coisa alguma sem seus so ldados. D e acordo com um provérbio rom ano: "Q u a n d o o navegador não sabe para qual porto está rum and o. e de C aleb e. eles o co n q u ista m . Tam bém teve coragem de tratar do pecado no arraial de Israel (Js 7) e de desafiar as tribos a "irem à lu ta". verem o s ap enas a própria im agem e nos entregarem os ao desânim o. O líder que se deixa levar pelas marés e que m uda de direção com qualquer vento na verdade não é líder co isa algum a. O s v e rd a d e iro s líd e re s n ão e x ig e m respeito. Citando Elbert Hubbard novam ente: "O único fracasso real é desistir de tentar". Suas motiva­ ções eram puras. admitiu seu erro e usou-o a seu favor. em presa alguma é cap az de conferir a essa celebri­ dade o tipo de grandeza que só nasce do sacrifício e do serviço . O líder bem-sucedido não é aquele que está sem pre certo. é preciso ter mais co ­ ragem para encarar os que estão a nosso redor do que para enfrentar o inimigo no cam po de batalha. Josué atraves­ sou a terra em sua região central e isolou o Norte do Sul. depois. Se você sabe para onde está indo. M as se. por m ais im portante que tenha sido esse aspecto. é im possível não con­ cluir que ele conquistara seu respeito e leal­ dade. Prim eiro. pois sem pre dá a prova prim eiro e depois ensina a lição. conquistou as cidades do Sul e. Sabem aprender com seus erros e extrair vitórias das derrotas. e os israelitas o seguiram porque sa­ biam que podiam confiar nele. ainda assim. O s líderes de sucesso são pessoas que tomam as m elhores deci­ sões possíveis e que não desistem quando erram . buscou ao Senhor e. A conquis­ ta de C an aã não foi realizada de maneira aleatória. C om exceçã o de A cã. A coragem de Josué foi muito além de co m b ater o inim igo. Josué adm itiu sua derrota. pois ninguém é perfeito.86 JOSUÉ capazes de realizar muita coisa pelo Senhor. C om o sucessor de M oisés e líder desig­ nado por D eus. pode ajustar as velas quando a tem pestade co m e ça a soprar e. Josué liderou seus homens em m archas que se estenderam por toda a noite a fim de pegar o inimigo de surpresa. Q u an d o fez uma aliança im­ prudente com os gibeonitãs. Realizar a obra do Senhor com sucesso requer planejamento e estratégia. Em nossa era governada pela mídia. Agiu com rapidez ao subjugar os grandes centros populacionais e assum ir o controle da terra. pela fé. Em mais de um a ocasião. voltou para lá e ven­ ceu a batalha. mas certam ente precisa­ mos de mais servos. Foi por causa do medo que o servo escon­ deu a riqueza de seu senhor e não se arris­ cou a investi-la (M t 25:24-30). D e acordo com o humorista norte-american o Elb e rt H u b b ard : " E x p e riê n c ia é o nom e que as pessoas dão para suas bur­ radas". sua vida era piedosa e seu caráter era im pecável. Estava servin d o ao Senho r e a seu povo. chegar ao porto de destino. o hom em de fé. um a em p resa de re laçõ e s púb licas pode "prom over" a imagem de qualquer um trans­ form ando um joão-ninguém num a ce leb ri­ dade in tern acio n a l. Ele traçou e seguiu um plano. Não precisam os de mais celebridades. nenhum vento é o vento certo". era uma missão a ser cum prida por mi­ lhares de pessoas servin d o fielm ente nas batalhas e por trás das linhas de com bate. não sabem os o nom e de qualquer outro homem que serviu com Josué. Se transform arm os nossos erros em espelhos. invadiu as cidades do Norte. . foi planejada com cuidado e exe­ cutada com destreza.

pois não confiam os em nosso Josué para nos conduzir à vitória. mas tal declaração cheira a egoís­ mo. Era o nom e do Senhor que deveria ser eng ran d ecid o em toda a terra. especialm ente nos capítu­ los 3 e 4. Foi o Senhor quem conquistou o inimigo e que deu a terra ao povo. É o que H ebreus 4:1-5 ch am a de "e n tra r no d e sca n so do S en h o r". desfrutando a p lenitude das b ên ção s de D eus ao servir ao Senhor e glorificá-lo. mas ap rendeu que o m ais im­ portante era a glória do Senhor. Lembre-se de que atravessar o Jordão e entrar na terra não retrata m orrer e ir para o céu. o reino de Judá seria levado para o cativeiro na Babilônia. 23 . foi Deus quem recebeu a glória.exatam ente o que Josué fez. O utros experim entaram a herança. é um retrato da m orte para o velho hom em e da entrada em nossa he­ rança espiritual aqui e agora. Q uand o essa m archa m iraculosa chegou ao fim. Essa mensagem é expandida no li­ vro de Hebreus. pois não nos apropriam os de nos­ sas riquezas espirituais. Josué ergueu um monum ento para que Israel e "todos os povos da terra [conheces­ sem] que a mão do S e n h o r é forte" (Js 4 :2 4 ). Liderar quer dizer plantar as sem entes certas que darão frutos em anos vindouros e que beneficia­ rão outros . f/e se p r e o c u p o u co m o fu tu ro . 8 :1 . vê-se com o ele glorificou a D eus repetidam ente por tudo o que ac o n te ce u (Js 6 :1 6 . Um rei não deveria preocupar-se com as gerações vindouras? O s dois discursos de despedida de Josué caps. assim. Por fim. no to ca n te às co isa s do Senho r. M uitos soldados do exé r­ cito is ra e lita to rn ara m -se h e ró is p o rq u e josué estava no com ando. Somos um povo sem posses. A o ler o livro que Josué escreveu. Um homem menos valoroso teria feito um m onumento para si mesmo. Pelo contrário. M uitos de nós são com o A cã e roubam de D eus. quando . 10:14. 3 . tome posse das prom essas de Deus e entre em sua herança espiritual. 1 3 :6 . Q uand o a nação atravessou o Jordão. 11:6-8. Diz-se que um líder é uma pessoa que assum e o dobro da culpa e que recebe me­ tade dos créditos. mais cedo ou mais tarde. H ouve um tempo na vida de Josué em que se mostrou zeloso com a honra de seu senhor. Seu desejo era que o povo co nhecesse o Senhor e que desejasse ser\ ir-lhe de todo o coração. 1 8 :3 . Um verdadeiro ííder é aquele que deixa co m o legado pes­ soas que realizaram muito mais do que te­ riam realizado se não tivessem seguido sua liderança. M o isés (Nm 1 1 :2 4 -3 0 ). A queles que pen­ sam apenas no que podem conseguir hoje são oportunistas. A MENSAGEM DE JO SU É Esta é a mensagem prática do Livro de Josué: Deus cum pre suas promessas e c a p a cita seus servos para que sejam bem-sucedidos. Q u an ­ do o rei Ezequias recebeu a notícia de que. se crerem nele e o b e d ecere m à sua Palavra. 21:43-45). A m aior necessidade da igreja de hoje é que o povo de Deus veja o que está per­ dendo ao vagar em incredulidade ou ao vi­ ver à margem das bênçãos e. A maioria ainda se encontra na es­ cravidão do Egito e precisa ser liberta pela fé em Jesus Cristo. Não quero criticar esse grande rei. e nos tornam os der­ rotados. "Nisto conhecereis que o Deus vivo está no m eio de vós" (Js 3 :1 0 ). mas pre­ ferem viver à margem das bênçãos. mas estão vagando pelo deserto da incredulidade. há os que seguem seu "Jo su é " (Jesus = "Jeová é salvação"). usam sua autoridade para desen\o lv e r as pessoas. V im o s q u e .24) dão inúm eras provas de que ele foi um verdadeiro líder que pensou no futuro de seu país. e Josué se en caixa em am bos os casos. entram na Terra Prom e­ tida e se apropriam de sua herança. O utros já creram em Cris­ to e foram libertos da escravidão. há v ário s tipos de p esso as neste mundo.JOSUÉ 87 O s verdadeiros líderes não usam as pes­ soas para desenvolver sua autoridade. E le g lo rific o u a D eu s. Antes. sua reação foi: "H averá paz e segurança em meus dias" (Is 3 9 :8 ). A mensagem espiritual é que Deus tem uma rica herança para seus filhos no presente e que eles podem tomar posse dessa herança pela fé. pois se recusam a entrar em sua herança pela fé. não líderes.

mas sim o Senhor. No final de sua vida. D eus estabele­ ceu essa relação. mas. Ele é o Deus que nunca falha! Podemos falhar com ele. apossando-se das m ontanhas e vencen d o gigantes. Prometera a M oisés que Israel expulsaria as nações de C anaã e que as derrotaria e cum priu isso tam bém . Ele ainda é o D eus que opera m aravi­ lhas e que nos cham a a ser um povo san­ tificad o . Para com eçar. e tudo o que Josué pre­ cisava fazer era seguir esse plano. Josué pôde dizer a seu povo que nenhum a de todas as coisas boas que o Senhor seu Deus disse sobre eles falhou (Js 2 3 :1 4 ). Porém . 72). assim co m o Raabe. Ele é o Deus que cum pre suas prom es­ sas. nossa turma fez um retiro de fim de sem ana. Tendo em vista o fato de que milhares de pessoas foram mortas du­ rante a conquista de C an aã. o palestrante usou o texto de Josué 3 :5 : "Santificai-vos. Israel. 4.. Já me esqueci do esboço. mas ele jam ais falha conosco. sua graça estava presente. Israel pertencia ao Senhor. Deus usou dessa graça ao adiar seu julgam ento durante séculos antes de co n d u zir Israel à terra (G n 1 5 :1 6 ). p. Q uand o A cã desobedeceu à con­ denação determ inada por Deus a Jericó. mas ainda me lembro da mensagem: o dia de am anhã pode ser em polgante e m aravilho so. se voltasse para o Senhor. As nações pagãs em C an aã ficaram sabendo daquilo que D eus havia feito por Israel e encheramse de tem or (Js 2 :1 0 .. teve de cum p rir os preceitos de­ term inados por D eus. porque am anhã o S e n h o r fará ma­ ravilhas no meio de vós". ele tam bém é "o Senhor de toda a terra" (Js 3 :1 1 ). pois nenhum dos deuses cananeus havia realizado feitos tão poderosos. en­ cerram os com a seguinte observação : ele é um Deus da graça. A pesar de ter um relaciona­ mento especial com Israel. Q u an d o Josué dava ordens ao povo. H avia prom etido aos patriarcas de Israel que lhes daria sua terra e cum priu a prom es­ sa. se fo rm o s tudo o que D eus deseja que sejam os. que não tolera o pecado. Ao ler o Livro de Josué. Q u an d o estava prestes a me form ar no sem inário. 11). O Senhor disse a Josué que o segre­ do de seu sucesso seria a fé e a obediência à Palavra de Deus. No entanto. descobrim os muitas verdades m ara­ vilhosas sobre Deus. Apesar de haver muito mais a dizer. cham ava D eus com freqüência de "o S e n h o r vosso D eus". ele é o Deus de seu povo. ain­ da assim . o Senhor retirou sua bênção . Jeová tinha um plano para a conquista da terra. A pesar de M oisés ter m orrido. disposto a crer e a o b ed ecer. o Deus da aliança que fez com Israel por interm édio de M oisés. a fim de levar suas bênçãos a todas as nações (G n 12:1-3). pode parecer estranho pensar na graça de D eus. pois era seu povo da aliança. Usou de sua graça ao exterm inar a religião im unda dos cana­ neus para que as crianças israelitas pudessem crescer numa terra onde Jeová era honrado e adorado. o D eus vivo co ntinuava ope­ rando em seu povo escolhido e por meio dele. O D eus de Josué co n tinu a v iv o . e. mas onde estão os Josués? Jo su é A figura mais im portante deste livro não é Josué. Ele é um Deus santo. . numa de suas m ensagens. Antes que Israel pudesse entrar na terra.88 JOSUÉ na v e rd a d e d e v e ria m ser c o m o C a le b e . ele tam bém é um D eus que nos perdoa e que nos purifica quando confessa­ mos nossos p ecad o s e que nos dá outra oportunidade de vitória. O exército de Israel foi derrotado em Ai e não poderia es­ perar o b ter v itó ria até que Josu é tivesse tratado do pecado no arraial de Israel. Nas palavras de O sw ald Sanders: "Q u an d o D eus nos dá um a tarefa. tem a obrigação moral de nos acom panhar até o fim " (Robust in Faith. Dem onstrou sua graça ao enviar a C an aã relatos sobre Israel para que o povo tem esse e. O D eus d e Ele é um Deus que exige obediência de seu povo.

18)..5 ) .....10 Jefté .21 CONTEÚDO 1..............................17 ......11:1 .................................................... 8. Eúde e Sangar .19 .. 5........................ O fundo do poço (Jz 1 ...............................2 1 )..............97 "D o is são melhor que um e três são melhor ainda" (Jz 4 ......... 104 O homem de Deus em M anassés (Jz 6 )................. 3....... 7........ 7...............8 Abim eleque ......3 D ébora e Baraque .. O tniel...5 G id eão .............. 4.2:1-15 M isericórdia divina ................. G uerra civil ............... perca a vitória (Jz 8)......6 ...........2 1............................2 ) .... 6........12:7 Ibsã.3 ........ Colapso interno (Jz 1 7 ........ 2.............143 10..........1 4 ) ..111 C rer é a vitória (Jz 7)..........9 Tola e Jair ............1 2 ) ...... Confusão religiosa ..17 ........................16)..........................20 .......... Vitórias iniciais .................... DESORDEM: ISRAEL SUCUMBE À ANARQUIA ... Versículo-chave: ju ize s 2 1 :2 5 (ver também 17 :6 ..... Im oralidade .........1:1-26 Derrotas repetidas . Um brilho trem eluzente (Jz 1 3 .21 1..130 I........ 3..... Elom e Abdom ....................................... a desobe­ diência redunda na disciplina de Deus........... 2...13 ...................2:16-23 4.......... 5. 3......... 90 As arm as de nossa guerra 1 /3 ... 136 9..1:27-36 Apostasia nacional .......................... 162 13........................16 1.. D ES O B ED IÊN C IA : ISRA EL SE AFASTA DE DEUS ..... O lhando para trás e olhando ao redor (Algumas lições do Livro de Juizes)............................... 18 :1 ............. DISCIPLINA: O SENHOR CORRIGE ISRAEL ................. 2.. 156 12..............1 ......... 19:1) 3....... A luz que se apagou (Jz 15 ......124 Venha o meu reino (Jz 9)....................... 6............................. 149 11...... 8...................... 4.......... II..4 .....12:8-15 Sansão ............18 2............................JUÍZES ESBOÇO Tem a-chave: A o b e d iê n c ia re d u n d a em bênçãos de D eus....... 168 III..16 Um desprezado que se destacou (Jz 1 0 ............... G uerra e paz (Jz 19 .118 Vença a guerra....................

descrevem alguns dos a c o n te ci­ mentos relatados no Livro de Ju izes. 19:1 ). 16-25). a qual não conhecia Josué nem o D eus de Josué. declarando que som ente ele reinaria sobre o povo (Êx 19:1-8). mas a nova geração recusou-se a obedecer às leis . em que se vê uma nação descansando da guerra e desfrutando as ri­ quezas que D eus lhes havia dado na Terra Prom etida! O Livro de Juízes retrata Israel sofrendo in vasõ es. espiritual e política. Israel mergulhou na calam idade moral. e em vez de Israel desfrutar a lei e a ordem . Israel afundou-se em apatia . Em d e co rrência disso. na verd ad e . V ÍT IM A É M O R TA E D E S M E M B R A D A D E P O IS DE E S T U P R A D A P O R G A N G U E . ensinar aos filhos as leis de D eus (vv. Infelizm ente. Das duas uma: ou a geração mais velha deixou de instruir seus filhos e netos nos cam inhos do Senhor ou os ensinou. dem onstrar grati­ dão pelas bênçãos de Deus (vv. Até m esm o G id e ão .] Foi tam bém congregada a seus pais toda aquela geração. escravid ã o . M oisés reafirm ou a so­ berania de Jeová quando explicou a aliança à nova geração antes de entrarem em C anaã (D t 29ss). "N ão dom inarei sobre vó s". 1-5).. a nova geração fracassou em todas essas res­ ponsabilidades. "nem tam pouco meu filho dom inará sobre vós.2 B R IG A DE FA M ÍLIA D EIX A 69 IR M Ã O S M O RTO S! P O L ÍT IC O FA M O S O E N C O N T R A D O C O M A M A N T E. "Serviu o povo ao E S e n h o r todos os dias de Josué e todos os dias dos anciãos que ainda sobreviveram por muito tem po depois de Josué e que viram todas as grandes obras feitas pelo S e n h o r a Israel [. se­ parar-se da adoração dos deuses pagãos na terra de C anaã (vv. não havia rei em Israel. e outra geração após eles se levantou. Josué declarou a Israei suas responsa­ bilidades com o reino (Js 8:30-35) e. O que aconteceu? A nação de Israel degenerou-se rapida­ mente depois que uma nova geração assu­ miu a liderança. o líder de Israel voltou a lem brar o povo dessas responsabilidades (Js 2 4 ). pois. disse ele. nem tam pouco as obras que fizera a Israel" (Jz 2 :7 .2 No monte Sinai. o povo entregou-se à apostasia . recusou-se a insti­ tuir uma dinastia real. a terra en­ cheu-se de anarquia. em prim eiro lugar. pouco antes de falecer. 1 8 :1 . JU ÍZ A D IZ Q U E ESTR A D A S N Ã O S Ã O M A IS S E G U R A S PA RA V IA JA N TES. o seu rei­ no e a sua ju stiça" (M t 6 :3 3 ) e preferiram experim entar a idolatria das nações ím pias ao seu redor. Em D euteronô m io 6 vê-se um a descri­ ção das responsabilidades fundam entais de Israel: am ar e obedecer a Jeová com o único D eus verdadeiro (vv.. cada um fazia o que achava mais reto" (ver 1 7 :6 . ver Js 2 4 :3 1 ). U m dos versícu lo s-ch ave do Livro de Juízes é 2 1 :2 5 : "N aq u eles dias. p o b re za e uma guerra civil. Sem dúvida.1 Q u e contraste gritante com os últimos capítulos do Livro de Josué. M O Ç A S S Ã O S E Q Ü E S T R A D A S DE U M A FESTA E F O R Ç A D A S A C A S A R C O M D E S C O N H E C ID O S . Em vez de dem ons­ trar fervo r espiritual. que não conhecia o S e n h o r . Israel ha­ via chegado ao fundo do poço. o S e n h o r vos dom ina­ rá" (Jz 8 :2 3 ). 6-9). 10. mas as re produ zid as acim a. em v e z de o b ed ecer ao Senhor. 10-15). D epois da conquista de Jericó e de A i. fácil encontrar m anchetes sensacionalis­ tas com o essas na prim eira página de tablóides. O s israelitas não quiseram "[buscar].1 O Fu n d o do Poço J u íz es 1 . possivelm ente o m aior de todos os ju íze s. o Senhor havia tomado Israel para si a fim de fazer dele seu "reino de sacerdotes".

humilharam e mutilaram um dos reis inimigos. D e ce rta forma. o Senhor lhe disse: "Já estás velho.2 1 ) Juízes com eça com uma série de vitórias e derrotas ocorridas depois da morte de Josué. Um a vez que Lia havia dado à luz tanto Judá quanto Sim eão. perguntando ao Senhor qual tribo deveria enfrentar o inimi­ go primeiro. não encontram os mais a nação trabalhando unida. que incluía Hebrom (Jz 1:9. O rei não conseguia mais correr com facilidade nem em punhar suas arm as com destreza. o povo de Deus não trabalha em união para derro­ tar o inimigo. A im ã e Talmai eram des­ cen dentes do gigante A n aq u e . homens e m ulheres de fé que experi­ m entam as bênçãos e o poder do Senhor e conduzem seu povo à vitória. essas circunstâncias são paralelas à situação da Igreja hoje. derro­ tando e expulsando os habitantes da terra que continuavam arraigados no meio deles. C o m isso. Jerusalém tornou-se a "cidade de Davi" e a capital de Israel. D e u s não o rd e n o u que Josu é no­ m easse alguém para suced ê-lo. seguiu seu plano e até convidou o povo da tribo de Sim eão para acom panhálo. e ain­ da muitíssima terra ficou para se possuir" (Js 13:1). aqui e ali. No Livro de Juí­ zes.2 91 de Deus e a seguir seus cam inhos. o "senhor de B eze­ que" recebeu a retribuição por aquilo que havia feito com outros setenta reis. no Sul (N eguebe) e nos contrafortes. Judá e Benjam im eram tribos vizinhas e. Dt 1 :34-36). M uito tem­ po depois. e os dois pri­ meiros capítulos descrevem quatro estágios do declínio e queda de Israel. 1 Sm 1 1 :2. t . não conseguem usar uma es­ pada com e ficiê n cia . 20). em vez de se banquetear à mesa. porém . . Sesai. não a ocuparam (v. Q uand o Josué era líder de Israel. mas ainda não havia tomado posse da extensão total de seus territórios e. No entanto. mas o pecado é o opróorio dos povos" (Pv 1 4 :3 4 ). A s vitórias d e Ju d á (vv. 2 1 ). portanto. 9). mais tard e. 1-20). os dois eram irm ãos de sangue (G n 3 5 :2 3 ).1 4 . Q u e grande diferença faz viver pela fé e reinar na vida por inter­ médio de Jesus Cristo (Rm 10:1 7)1 Je ru sa lé m (v. cu jo povo atem o rizo u d ez dos do ze espias israelitas enviados para explorar a terra (Nm 13:22. M o isés nom eou Josué seu sucessor. tiveram de lutar na região m ontanhosa. Q uando Josué já era de idade. 10. Infelizm ente. uma vez que a cidade fica­ va na fronteira entre as duas tribos. todas as tribos trabalharam em conjunto e em obe­ diência à vontade de D eus. entrado em dias. Em o b e d iê n c ia ao Senho r. mas sim uma posição humilhante e. mas o povo ainda não se apro­ priara inteiram ente de sua herança. cham ava essa pessoa de uma das tribos e lhe dizia o que fazer. mas. Talvez Deus tenha dito para Judá iniciar os confrontos. vivem de restos e de migalhas. Deus levanta. O Livro de Juízes é um registro desse opróbrio. apesar de ser possível que estivesse exagerando quando relatou sua façanha. O povo de Israel tinha o direito de Dropriedade sobre toda a terra. Judá creu nas prom essas de D eus. pois era a tribo dos reis (G n 4 9 :8 . Esses setenta reis ilustram a situação difí­ cil de todos aqueles que se entregam ao ini­ migo: ficam incapazes de correr e de lutar devidam ente. 8) foi o prêm io seguinte de Israel. "A justi­ ça exalta as nações. porém . C o m b a t e n d o o i n im i g o ( J z 1 : 1 . Desse modo.JUÍZ ES 1 . Josué havia prom etido Hebrom a C alebe por ele haver sido fiel ao Senhor em Cades-Barnéia (Nm 13 . a herança de Sim eão ficava dentro da tribo de Judá (Js 19:1). as duas tribos conquistaram os cananeus em Bezeque (Jz 1 :4-7). Q uand o D eus precisava de alguém para livrar seu povo. No início. não podia desfrutar plenam ente sua herança. o povo de Israel mostrou-se prudente e bus­ cou a orientação de D eus. apesar de os israelitas terem conquistado a cidade. Incid en tem ente. Essa o cu p ação só ocorreu no tempo de D avi (2 Sm 5:7). Em seguida. e 2 Rs 2 5 :7 para outros casos de muti­ lação). ambas participaram do ataque (Js 15:63). C om a ajuda de D e u s. Js 14:6-15. \ s dem arcações das fronteiras das doze tri­ bos haviam sido determ inadas havia anos Js 13 —22). capturaram . atacaram a região ao sul e a oeste de Jerusalém . não ocupam mais o trono. cortando seus polega­ res das mãos e dos pés (ver Jz 1 6 :2 1 .

pois a cidad e de D ebir (Jz 1:11-1 6 )3 foi tom ada por O tn ie l. os israelitas não tinham com o derrotá-los facil­ mente em terreno plano. ferrei­ ro"). Ao que parece.terem a fé necessária para ven­ cer o inimigo. co m o esposa. cu nh ad o 4 de M oisés e. de modo que a própria A csa fez o pedido. Naftali e D ã não conseguiram vencer o ini­ migo e foram obrigados a permitir que es­ sas nações ím pias continuassem vivendo nos territórios de suas tribos. 35:1-7). A csa insistiu que o marido pedisse a C alebe as terras em que ficavam as nascentes de que precisa­ vam . pelos problem as que causaram aos israelitas. mas. A vitória d e jo s é (vv. e os canan eu s que restaram foram . C om o re­ co m p en sa. o povo não lhes deu ouvidos. os queneus eram descendentes de H o b abe. 28:10-12. filha de C aleb e . sujeitados a fazer "trabalhos forçados" quando os israelitas ga­ nharem mais força (v. foi cham ado a servir com o o primeiro ju iz de Israel (Jz 3:7-11). 8). 1 3 :3 . 2 1 ). D epo is que Judá e Sim eão destruíram H orm a (Jz 1 :1 7). 18. com a ajuda do Senhor. os israelitas perderam o controle sobre o lo­ cal.3 6 ) Benjam im . A tribo de Efraim juntou-se à parte ocidental da tribo de M anassés e. sobri­ nho de C alebe (Jz 3 :9 . O im portante sobre a história militar de Israel é que "esteve o S e n h o r com Judá" (Jz 1:1 9). ainda assim. O s queneus (Jz 1:16) eram um povo an­ tigo (G n 15 :1 9 ). quem será contra nós?" (Rm 8 :3 1 ). os líderes espirituais teriam lido D euteronôm io 7 e advertido os israelitas a não poupar os vizinhos pagãos. com quem estariam segu ras e p o d e ria m a p re n d e r so b re o v e rd a d e iro D eus vivo. D e acordo com Juízes 4 :1 1 . Essa cidade era im portante para os israelitas por sua relação com os patriarcas (G n 1 2 :8 . portanto. 6). e essa m esma .92 JUÍZES 1 . por fim. 2 . P o u p a n d o o in i m i g o (J z 1 :2 1 . a cidade não havia sido tom ada durante a conquista sob o co ­ mando de Josué. de modo que os queneus se mudaram para outra parte da terra sob a proteção da tribo de Judá. Talvez esse presente adicional estivesse re­ lacionado. mas isso não valeu a pena. se isso havia ocorrido. tomaram as regiões m ontanhosas. Efraim. 2 2 -2 6). Js 1:5 e 6 :2 7 . Aser. O tniel tinha mais faci­ lidade de tom ar cidades do que de pedir favores a seu sogro. A squelom e Ecrom (vv. de alguma form a. Salom ão acabou recrutando esses povos cananeus para cons­ truir o tem plo (1 Rs 9:20-22. tomaram a cidade de Betei. Também teriam lem brado os israelitas das promessas de Deus de ajudá-los a derrotar os inimigos (D t 31:1 -8). O inimigo chegou a expulsar a tribo de D ã das planícies para as montanhas! O s jebuseus perm aneceram em Jerusalém (v. A cidade das Palmeiras era Jericó. A pesar de os outros dois espias . ou. O tn ie l receb eu A csa . M anassés. Rm 1 0 :1 7 ). Essa série de derrotas das tribos foi o prim eiro sinal de que Israel não estava mais cam inhando pela fé nem confiando em Deus para lhe dar a vitória. U m a vez que os filiste u s p o ssu íam c a rro s de ferro . e Jz 6 :1 6 ).Josué e C alebe . uma cidade deserta e condenada (Js 6 :2 6 ). o exército de Judá voltou sua atenção para as cidades filistéias: G aza. Ao que parece. a seu dote. e foi isso o que lhes deu a vitória (ver Nm 14:42. Essas p e sso a s re sg a ta d a s m o strara m -se e x tre ­ m am ente insensatas ao não fic a r com os isra e lita s. 2 7 . A salvação da fam ília do informante faz lem brar com o a fam ília de Raabe foi pou­ pada na destruição de Jericó (Js 2. Ao que parece. O s sacerdotes possuíam uma cópia do Livro de D e u te ro n ô m io e d everiam fa ze r u m a le itu ra p ú b lic a à n a ç ã o to d o an o sabático durante a Festa dos Tabernáculos (D t 31:9-13). Js 15:17). Foi pela leitura e obediência ao Livro da Lei que Josué cresceu em fé e co ­ ragem (Js 1:1-9. 2 8 ). assim. Se tivessem realizado seu tra­ balho fielm ente. Um a vez que a água era um bem precioso e a terra era praticam ente inútil sem irrigação adequada. 2 C r 8 :7 . a fé corria no sangue da fam ília de C aleb e. "Se Deus é por nós.2 28). Acredita-se que fossem nô­ m ad es d e d ic a d o s à m etalu rg ia (o term o hebraico qayin significa "m etalúrgico. 4 3 .19). aliados de Israel. Posteriorm ente. as fontes superiores e as fontes inferiores. Seu pai lhe deu. Z ebulom .

de manter um modo de vida separado. 6:2225 . Deus havia sido paciente com essas nações durante séculos e. I m it a n d o o i n i m i g o ( J z 2 : 1 . m inha im pressão é a de que os cristãos. e se recusarão a dar ouvidos à verdade. portanto. N um a dem ocracia. a fim de não sermos contam ina­ dos pelos que discordam de nós (2 C o 6:14 . hoje. pois se Israel fosse contam inada. Se alguém d esejava ter vin h as e pom ares frutuosos. "Pois haserá tempo em que não suportarão a sã d o u trin a. a nosso ver. temos todo o direito de concluir Que D eus teria salvo qualquer um que se «oítasse para ele. a lei confere às pessoas a liberdade de adorar com o pre­ ferir. 2 Pe 3 :9 ). A com binação de idolatria com im oralidade e sucesso no cultivo da terra era quase irresistível aos hom ens. e devem os exercitar paciência e tole­ rância com aqueles que possuem crenças e práticas que. rejeitando a ■«erdade de Deus e seguindo seus cam inhos. em sua mi­ sericórdia. tentam viver à base de fast'bods religiosos. 3 . eram in d escritive lm e n te per­ versas (Rm 1 :18ss) e deveriam ter sido exter-ninadas muito tempo antes de Israel entrar em cena. com eçaram a viver com o eles e a imitar . o deus da chuva6 e da fertilidade. juntam en­ te com sua esp o sa. as outras aerações com eteram o m esm o erro. devem os ganhar para Cristo os que ainda não crêem nele. A fim de cum prir os propósitos de Deus. Não é de se adm irar que as igrejas não experim entem o poder de Deus operando em seus ministérios. Nestes tem pos de "pluralism o". sua religião. com o que sentindo co ceira nos ouvidos. cercar-se-ão de Tvestres segundo as suas próprias co biças. especialm en­ te o Egito e as nações a leste do Jordão (Js 2:8-13). escolhido para cum prir propósitos £§\inos neste mundo. a nação de Israel deveria p erm anecer separada de to­ das as outras n açõ e s. Passaram a interessar-se pela for­ ma co m o esses vizin ho s adoravam e. Cam pbell M organ.1 3 ) O perigo. em sua santidade. de que modo o Filho de Deus. o que explica por que D eus ordenou que Israel exterm i­ nasse co m p letam en te a religião canan éia (Nm 33:51-56.2 93 Palavra havia capacitado a nova geração a vencer os inimigos e a se apropriar de sua herança. pelo co n trá rio . em particular. desde então . O s israelitas acabaram habituando-se aos costum es depravados dos vizinho s pagãos a ponto de não lhes parecerem mais peca­ m inosos. Raabe e sua fam ília possuíam iníorm ações suficientes para se arrepender e crer. O primeiro passo da nova geração para a derrota e a escravidão foi deixar a Palavra de D eu s d e la do . adorava Baal ao visitar um a prosti­ tuta cultuai. escreveu G . InfeIzm e n te . de modo que Deus os salvou (Js 2. M as não foi cruel nem injusto da parte de Deus ordenar que Israel exterm inasse as nações de Canaã? Nem um pouco! Em priT>eiro lugar. "Isso explica inteiramente o exterm ínio dos ca n a n e u s. Um a coisa é certa: essas nações haviam sido advertidas pelo julgam ento que Deus Havia executado contra outros. M ediante a oração. é fácil ficar confuso e co m eçar a pensar que tole­ rância é o mesm o que aprovação.JUÍZES 1 . de fácil consum o (nem é necessário mastigar a com ida!). o testemunho e a persuasão em amor. D eu s não q u e ria que a im u n d ície da sociedade e da religião de C anaã contam i­ nasse seu povo. poderia vir ao mundo? "D eu s está perpetuam ente em guerra com o pecado". temos a obrigação. diante de D eus. lavouras prod utivas e reban h os cad a vez maiores.7:1). Assim . Israel daria ao mundo o co n h e c im e n to do D eu s v e rd a d e iro . ao manter Tiestres que dão ao povo o que quer não o que precisa. Essas nações pecavam deifoerada e propositadam ente. A sta ro te . 4). em que a so cie d ad e abriga pessoas com estilos de vida e crenças diferentes. o que não é verdade. reteve seu julgam ento (G n 1 5:1 6. A quela sociedade e. A Igreja de hoje não em punha a espada (Rm 13) e. Deus condena em sua Palavra. en­ tregando-se às fábulas" (2 Tm 4 :3 ."5 A principal divindade de C anaã era Baal. D t 7:1-5). Porém . as Sagradas Escrituras e o Salvador. não tem auto­ ridade alguma para elim inar os que discor­ dam da fé cristã. por fim. Israel era o povo especial de Deus.

enquanto o Senhor cum pria sua Palavra e disciplinava o povo. Foi um a tristeza superficial e tem porária que. q u er seja para nos a b e n ço a r q u e r para nos d isc ip li­ nar. O povo de Israel viu-se escravo de uma nação pagã após a outra. a fim de transmitir uma mensagem im portan­ te. mas para a nova geração descrita no Livro de Juízes. O b e d e c e n d o a o in im ig o (Jz 2:6-23) M ais cedo ou mais tarde. p o is em am bos os casos ele dem onstra sua integrida de e seu am or (H b 1 2:1-11). obedecendo à lei e destruindo o sistema religioso cananeu . 1 Rs 8:5 6 ). O "Anjo do S e n h o r " . 4 8 :1 6 . ver tam bém Êx 3 4 :1 0 -1 7 e D t 7:1-11.7 Não é de se adm irar que o povo ch o ­ rasse q u and o o u viu essa m ensag em ! (O term o hebraico b o ch im significa "pranteadores". mas só en­ contraria dor.) Porém . por vezes. D eu s é sem pre fiel à sua Palavra. vê-la transformar-se em escravid ã o . o Anjo do S e n h o r trouxe uma mensagem de enco rajam en to . Por m eio de sua d eso b ed iên cia. mas não hesita em rem over essas bênção s. Esqu eceram -se d o q u e o S e n h o r havia fe ito p o r e/es (vv. vinha à terra (com o uma teofania). com o tam bém com eçou a seguir o modo de vida dos inimigos. 10. Deus permitiu que fizessem as coisas a sua ma­ neira (Sl 1 0 6 :1 5 ). vem "am ar o m undo" (1 Jo 2 :1 5 ) e. mas advertiu-os das co n­ seqüências trágicas. sendo rem ovido deles o opróbrio do Egito (Js 5:2-9). Deus prefere nos co n ce d e r as bênçãos da vid a que nos dão prazer. depois. Tam bém foi em Gilgal que o Senhor apareceu a Josué e assegurou-o da vitória. co loca­ do em Gilgal (Js 4 :1 9 .) O fato de o próprio Deus vir transmitir a mensagem mostra com o as co i­ sas haviam ficado sérias em Israel. Israel desobedeceu ao Senhor e não apenas pou­ pou os ca n a n e u s e seu sistem a religioso ím pio. 4. levou ao verdadeiro arrependim en­ to (2 C o 7:8-11). em m om ento algum. Josué estava lado a lado com M oisés com o grande herói e. e. Para os cristãos de hoje. 31). N esse ponto da história de Israel. 20). aos poucos. 1-5).) No entanto. iria regozijar-se com sua liber­ dade só para. Êx 3 :2 . 2 2 :1 1 . 15. As nações na terra de C an aã se tornariam adversários que afligi­ riam Israel e laços que os prenderiam . Em seu co­ nhecido rom ance 1984. Em sua alian ça. no entan­ to. quando iniciou sua cam panha para conquistar C anaã (Js 5:13-15). (O b se rve em Êx 23:20-25 a relação entre o Anjo do S e n h o r e a ordem para destruir a falsa religião.28). a nova geração não reconheceu quem ele era nem o que havia feito. tem­ plos e ídolos. o pri­ meiro passo fora dos cam inhos do Senhor é a "am izad e com o m undo" (Tg 4 :4 ). "[conformar-se] com este século" (Rm 12:2). nessa m esma cidade. a na­ ção de Israel deixou claro seu desejo de que os cananeus perm anecessem na terra. Sansão (jz 16) e Saul (1 Sm 15.2 seus hábitos. caso nosso so­ frim ento nos co n d u za de volta para ele em arrependim en to. O b serve os pecados da nova geração. Isso pode levar indivíduos que assim pro­ cedem a ser "condenados com o m undo" (1 C o 1 1 :32).seus altares. no Antigo Testam ento. essa tristeza decorreu das co n seq ü ên cia s de seus pecados e não da c o n v icç ã o de sua cu lpa. O Senhor havia mantido sua aliança com Israel. trouxe uma men­ sagem de castigo. e nenhum a das palavras de suas pro­ messas falhara (Js 2 3 :5 . É provável que fosse o Senhor Jesus C ris­ to. G eorge O rw ell es­ c re v e u : "A q u ele que co n tro la o passado . Para Josué. 2 Rs 1 9 :3 5 .94 JUÍZ ES 1 . que co n d u z ao passo seguinte: ser "m aculado pelo m undo" (Tg 1:27). D epois disso. os hom ens de Israel foram circuncidados. Pedira-lhes que guardassem a aliança feita com ele. D eus prom eteu ab en ­ ço ar Israel se ele lhe o b ed ecesse e discipli­ ná-lo se lhe desobedecesse (ver Dt 2 7 . A d e so b e d iê n cia (vv. num a ap arição pré-encarnada e tem p o rária (ver G n 16:9. o tipo de julgam ento que so­ breveio a Ló (G n 19). inicialm ente. som os subjuga­ dos pelos pecados que não conquistam os em n o ssa v id a . a segunda pessoa da Trin d ad e. costum a ser interpretado com o o próprio Senhor que. 6-10). O tabernáculo foi. Jz 6:11 e 13:3. Israel buscaria prazeres nos cananeus.

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controla o futuro; aquele que controla o pre­ sente controla o passado". Um a vez que as­ sumiram o controle do presente, tanto Hitler ouanto Stalin reescreveram a história, ou seja, o passado, a fim de que pudessem controh r os acontecim entos futuros, e, por algum tempo, foram bem -sucedidos. C o m o é im­ portante as novas gerações reconhecerem e valorizarem os grandes hom ens e mulheires que ajudaram a construir e a proteger sua nação! E terrível quando historiadores 'revisio nistas" ridicularizam heróis e heroí­ nas do passado a ponto de transformá-los quase em crim inosos. Abandonaram o que o S e n h o r havia d ito (vv. 11-13). Se tivessem se lem brado de Josué, teriam conhecim ento de seus "dis­ cursos de despedida" aos líderes e ao povo de Israel (Js 23 - 24 ). Se conhecessem tais discursos, saberiam da lei de M oisés, pois em seu ú ltim o p ro n u n c ia m e n to , Jo su é enfatizou a aliança que Deus havia feito com ísrael e a responsabilidade que a nação ti­ nha de guardá-la. Q u an d o nos esquecem os da Palavra de D e u s, co rrem os o risco de deixar o Deus da Palavra, o que explica por que Israel voltou-se para a adoração despre­ zível e depravada de Baal. Perderam o direito de desfrutar o que o Senhor havia prom etido (w. 14, 15). Q uan ­ do saíram a com bater os inimigos, os israe­ litas foram derrotados, pois o Senhor não estava com seu povo. M oisés avisou que isso aconteceria (D t 2 8 :2 5 , 26). M as não foi só: os inim igos de Israel acabaram tornando-se seus senhores! Deus permitiu que uma nação após a outra invadisse a Terra Prom etida e escravizasse o povo, tornando a vida dos israelitas tão sofrida a ponto de suplicarem por ajuda. Se o povo de Israel tivesse obe­ decido ao Senhor, seus exércitos teriam sido vitoriosos; mas quando lutaram com as pró­ prias forças, foram derrotados e humilhados. Deixaram de a p ren d er com o qu e o Senhor havia feito (vv. 16-23). Sem pre que israel se afastava do Senhor para adorar ídotos. a nação era disciplinada com severida­ de. E quando, em m eio a seu sofrim ento, voltavam-se para D eus, ele os libertava. Mas assim que se viam livres e num a situação

confortável, os israelitas entregavam-se no­ vam ente aos m esm os pecados de sem pre. "Então, fizeram os filhos de Israel o que era mau perante o Senhor [...]. Pelo que a ira do Senhor se acendeu contra Israel e os deu na mão dos..." Essas palavras que se repe­ tem com fre q ü ên cia registram a natureza deplorável e im pudente dos pecados de Is­ rael (3 :7 , 8, ver tam bém v. 12; 4:1-4; 6 :1 ; 10:6, 7; 13:1). O povo sofria sem necessida­ de, pois não aprendeu as lições que Deus queria lhes ensinar nem se ben eficiou de sua disciplina. D eus livrou seu povo levantando juízes que derrotaram os inimigos e que liberta­ ram Israel. A palavra hebraica traduzida por "julgar" significa "salvar, resgatar". O s juízes foram libertadores que conquistaram gran­ des vitórias militares com a ajuda do Senhor. Porém , tam bém foram líderes que ajudaram o povo a resolver suas disputas (Jz 4 :4 , 5). O s ju íze s vieram de tribos diferentes e atua­ ram em nível local, não nacional, sendo que, em alguns casos, o mandado de um ju iz foi co n co m itan te com o de outro. A palavra "ju iz " é usada para apenas oito das doze p e s s o a s q u e c o s tu m a m o s c h a m a r de "ju íze s", mas todos atuaram co m o co n se­ lheiros e libertadores. O s oito homens são: O tniel (3 :9 ), Tola (1 0 :1 , 2), Jair (10:3-5), Jefté (11), Ibsã (12:8-10), Elom (1 2 :1 1 ,1 2 ), Abdom (12:13-15) e Sansão (1 5 :2 0 ; 16:31). O c ic lo de d e so b e d iê n cia , d iscip lin a, desespero e libertação pode ser visto nos dias de hoje sempre que o povo de Deus se afasta da Palavra e segue seus próprios ca­ minhos. Se a d eso b ed iên cia não é seguida de correção divina, então o indivíduo não é, verdadeiram ente, filho d e D eus, p o is D eus disciplina to dos os seus filhos (H b 12:3-13). D eu s tem im ensa co m p aixão por seu povo, mas sua ira se a ce n d e co n tra seus pecad os. O Livro de Juízes é o registro inspirado dos fracassos de Israel e da fid elidad e de D eus. Porém , se estudarm os esse livro ape­ nas com o um a história antiga, perderem os toda a m ensag em . Trata-se d e um relato so b re o p o v o d e D e u s n o s dias d e h o je . Q u an d o o salmista fez um a retrospectiva do

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JUÍZ ES 1 - 2

período dos ju íze s (Sl 1 0 6 :4 0 -4 6 ), encerroua com um a o ração que tam bém p re cisa­ mos faze r: "Salva-nos, S e n h o r , nosso Deus,

e congrega-nos de entre as n açõ e s, para que dem os graças ao teu santo nom e e nos gloriem os no teu louvor" (Sl 1 0 6 :4 7 ).

1. 2.

As referências são de Juízes 9, 16, 19, 21 e 5:6 (nessa ordem ). ju íze s é o livro de Israel “sem rei", 1 Samuel é o livro do "rei escolhido pelos hom ens" (Saul) e 2 Samuel é o livro do "rei escolhido por Deus" (D avi). O mundo de hoje vive no Livro de Juízes, pois não há rei em Israel. Q uando seu verdadeiro Rei lhes foi apresentado, os judeus responderam : "N ão temos rei, senão César!" De acordo com o cronogram a, em seguida virá o tempo do "rei escolhido pelos hom ens" (o Anticristo), que trará consigo o dom ínio mundial e o caos. Então virá o "Rei escolhido por Deus" para derrotar seus inimigos e estabelecer seu reino de justiça. O b serve que a história do Livro de Rute se passa durante o tempo dos juízes (Rt 1:1 ) e que é uma história sobre o am or e sobre a ceifa. O povo de Deus está vivendo no Livro de Rute, partilhando a ceifa e esperando pelo casam ento.

3.

O nome original desse local era Quiriate-Sefer, que significa "cidade dos livros". Talvez a cidade tivesse uma biblioteca importante ou fosse a "capital do território", onde eram guardados os registros oficiais.

4.

Em hebraico, as palavras "cunhado" e "sogro" usam as mesmas letras, o que ajuda a explicar o problema relacionado aos nomes Reuel, jetro e H obabe (Êx 2 :1 8 ; 3 :1 ; Nm 10 :2 9; Jz 4 :1 1 ). Alguns estudiosos acreditam que o sogro de M oisés era cham ado por dois nomes, Hobabe e Jetro, e que Reuel era um parente distante.

5. 6. 7.

M o rg a n ,

G . Cam pbell. Living M essages o ft h e B ooks o f the Bible. O ld Tappan, N. J.: Fleming H. Revell, 1912, vol. 1, p. 104.

Isso explica por que Elias desafiou Baal a mandar chuva (1 Rs 18). Deus também usaria essas nações para testar Israel (Jz 2:22 ) e treinar a nova geração para a guerra (3:1-3). Q uand o Deus não tem permissão de governar, ele prevalece e realiza propósitos que jam ais poderíam os imaginar.

2
A s A rm as de N o ssa G u erra
J u íz es 3

s armas com as quais lutamos não são / \ hum anas." Essa declaração poderia muito bem ter sido feita por um alienígena num livro de ficção científica, mas não foi. O apóstolo Paulo escreveu essas palavras para os cristãos em Corinto (2 C o 10:4, N VI), tembrando-os de um princípio que todo cris­ tão deve levar a s é rio : q u a n d o D e u s vai guerrear, costum a esco ih er os so ld ados que parecem mais im prováveis, dá-lhes as armas -nais incom uns e, p o r interm édio deles, o b ­ tem os resultados mais im previsíveis. Deus deu a Sangar, por exem plo , uma vara de tanger bois, com a qual m atou seiscentos hom ens (Jz 3 :3 1 ). Jael usou um mar­ telo e a estaca de um a tenda para m atar um capitão (Jz 4 :2 1 ). G id e ã o derrotou o e xército m idianita inteiro arm ado apenas com cântaros e tochas (Jz 7 :2 0 ). Sansão ex­ term inou mil filisteus com a q u e ixad a de um jum ento (Jz 1 5 :1 5 ). O jovem D avi m a­ tou o gigante G o lia s com um a funda de pastor (1 Sm 1 7). É pouco provável que as academ ias m ilitares o fereçam cursos sobre o uso dessas arm as. A p e sa r de n osso m undo ter m udado drasticam ente desde os tem pos dos ju íze s, seu sistem a ainda é o m esm o, pois a natu­ reza hum ana não m udou (1 Jo 2:15-1 7). En­ quanto se en contra neste m undo, o povo de D eus está dentro de um a batalha espi­ ritual co n tra Satanás e seus exé rcito s (Ef 6:10-19), e D eus ainda procura hom ens e mulheres capacitados a vencer, que tenham poder, estratégia e coragem . Esses três eleTientos essenciais para a vitória são ilustra­ dos neste ca p ítu lo so bre a v id a dos três primeiros juízes.

// A

1 . O t n i e l : o p o d e r d e D e u s ( J z 3:1 -11) Neste capítulo, vem os "cinco príncipes dos filisteus" (v. 3) e o rei de M oabe, cham ado de "senhor" (v. 2 5 ); porém , o mais im por­ tante é que "o S e n h o r " , ou seja, o D eus Jeová, é m encionado q uinze veze s nesses trinta versículos. Sabem os, assim, quem está, de fato, no controle. O m issionário presbite­ riano A . T. Pierson costum ava 'dizer, com razão, que "a história hum ana é a história de D eus". Ao executar seus preceitos divi­ nos, em m om ento algum D eus passa por cim a da responsabilidade hum ana. No entan­ to, governa sobre os assuntos de indivíduos e nações, a fim de cum prir seus grandes pro­ pósitos para este mundo. A Igreja prim itiva orava ao "Sob eran o Sen h o r" e con fessava de bom grado que seus inimigos só podiam fazer "tudo o que a tua mão e o teu propósito predeterm ina­ ram " (At 4 :2 4 , 28). Nas palavras do poeta T. S. Eliot: " O destino encontra-se nas mãos de
Deus e não dos estadistas". A m ise ricó rd ia d e D e u s pa ra co m seu p o v o (vv. 1-4). A tribo de Judá não conse­ guiu m anter o co n tro le sobre as cid ad es filistéias mais im portantes que havia toma­ do (Jz 1:18; 3 :3 ), e, com o vim os no capítulo 1, as outras tribos não foram capazes de con­ quistar as nações canan éias. Essas nações que sobreviveram adotaram uma "política de boa vizinh an ça" com relação a Israel e aca­ baram derrotando Israel de dentro para fora. Por v e z e s , S atan ás vem c o m o um leão devorador, m as, com fre q ü ên cia, ap arece com o uma serpente enganadora (1 Pe 5 :8 ; 1 C o 11:3). Deus poderia ter julgado Israel por ha­ ver poupado as nações canan éias perver­ sas, m as, em sua m isericórdia, poupou os israelitas, pois tinha propósitos a cum prir por m eio deles. Israel com eteu um erro grave ao não confiar que Deus lhe daria a vitória, mas o Senhor usou esse erro para o bem de seu povo. Rom anos 8 :2 8 era válido já nos tempos do Antigo Testamento. D eus usaria o inimigo para treinar Israel e para ajudar a nova geração a aprender o sig n ifica d o das g uerras (Jz 3 :1 ,2 ; v e r Êx 13:1 7). A vida havia sido relativam ente fácil

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para os israelitas na Terra Prom etida, e pre­ cisavam do desafio de um perigo constante para mantê-los alertas e disciplinados. Isso não significa que D eus ap rove as guerras ou que p articip ar de um co n flito sem pre fortalece o caráter. As experiências de com ­ bate podem fazer justam ente o contrário. A questão é que os israelitas precisavam man­ ter um exército efetivo, do contrário, seus inimigos poderiam unir-se em pouco tempo e subjugar Israel, especialm ente consideran­ do-se que, em term os espirituais, o povo de D eus estava no fundo do poço. Posterior­ mente, tanto Saul quanto D avi precisaram de exércitos eficazes para vencer seus mui­ tos inimigos e estabelecer o reino. D e u s tam b ém usou as n a çõ e s c a n a ­ néias para testar Israel e revelar se seu povo o b e d e c e r ia o u n ã o às le is d a d a s p o r M o isés da parte do Sen ho r (Jz 3 :4 ). D eus havia d eixad o claro aos israelitas que não deveriam re aliza r "estudo s co m p arativo s" co m as re lig iõ es a seu redor, interessando-se pelas p rá ticas pagãs dos ca n a n eu s (D t 7:1-11). Esse tipo de cu rio sid ad e havia trazid o o julgam ento d ivin o so bre Israel na terra de M o ab e (ver Nm 2 5 ), pois a cu rio si­ dade, com fre q ü ên cia, é o p rim eiro passo em d ireção à co n fo rm id ad e. É claro que Israel deveria ter sido um tes­ tem unho para as nações pagãs que sobre­ viveram e ter procurado ganhá-las para a fé no verdadeiro Deus vivo, mas tam bém fra­ cassaram nessa responsabilidade. Q u e dife­ rença teria feito na história subseqüente de sua nação se os israelitas tivessem condu­ zido os cananeus ao Senhor em vez de os cananeus levarem os israelitas a Baal! A ira d e D e u s co n tra seu p o v o (vv. 5-8). Deus havia colocado uma separação entre Israel e seus vizinhos, não porque Israel fos­ se melhor do que qualquer outra nação, mas porque era diferente. Em lugar de adorar íd olos, os jud eus adoravam o único Deus verdadeiro, que fez os céus e a terra. Não foram seres hum anos que criaram as leis e a aliança de Israel; elas vieram do Senhor. So­ mente Israel possuía o verdadeiro santuário onde D eus habitava em sua glória, o ver­ dadeiro sacerdócio ordenado por D eus e o

a lta r e s a c rifíc io s v e rd a d e iro s que D e u s aceitaria (Rm 9 :4 ,5 ). Som ente por intermé­ dio de Israel é que todas as nações da terra seriam abençoadas (G n 12:1-3). Q uand o Israel obedecia ao Senhor, ele o abençoava ricam ente, e tanto sua co n d u ­ ta quanto as b ên ção s de D eu s eram um tes­ tem u nh o aos v izin h o s in c ré d u lo s (ver G n 2 3 :6 ; 26:26-33; 3 0 :2 7 ; 3 9 :5 ). O s povos pa­ gãos diriam : " O s israelitas são diferentes. O Deus a quem adoram e a quem servem é grande!" A ssim , o povo de Israel teria a opor­ tunidade de mostrar aos vizinhos com o crer em Jeová e receber seu perdão e bênção (ver Dt 4:1-13). Infelizm ente, em vez de confiarem que D eus transform aria os povos a seu redor, foram os deuses desses povos que transfor­ maram os israelitas, levando-os a fazer tudo o que M oisés os havia advertido a não fa­ zer. D errubaram o muro de separação entre eles e os vizin h o s ím pios, e os resultados foram trágicos. Contrariando a lei de Deus, hom ens israelitas tomaram para si esposas pagãs e m ulheres israelitas casaram-se com homens pagãos (G n 2 4 :3 ; 2 6 :3 4 , 3 5 ; 2 7 :4 6 ; Êx 3 4 :1 5 , 16; Dt 7:3, 4; Js 2 3 :1 2 ). Aos pou­ cos, os idólatras roubaram o coração de seus cônjuges, de m odo que estes pararam de adorar Jeová e passaram a adorar falsos deu­ ses. O rei Salom ão com eteu o mesm o erro. Afinal, quando uma pessoa se casa fora da vontade de Deus, deve fazer alguma coisa para m anter a paz dentro do lar! (Ver 1 Rs 11:1-13; 2 C o 6 :1 4 - 7:1.) Não é de causar espanto que Deus te­ nha ficado irado.1Tam bém não devem os nos admirar de que tenha humilhado os israelitas ao usar naçõ es pagãs para disciplinar seu povo. U m a v e z que Israel estava agindo com o os pagãos, Deus teve de tratá-los com o pagãos! "Para com o benigno, benigno te m ostras; com o íntegro, tam bém íntegro. Com o puro, puro te mostras; com o perver­ so, inflexível" (Sl 18:25, 26). Jeová é o Deus de todas as nações: "Pois do S e n h o r é o reino, é ele quem governa as n açõ e s" (S l 2 2 :2 7 , 2 8 ). O rei N abucodonosor, com todo seu orgulho, teve de apren­ der da maneira mais difícil que "o Altíssimo

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:em dom ínio sobre o reino dos hom ens e o ; ã a quem quer" (D n 4 :2 5 ). Em quatro ocasiões, o texto do Livro de iuízes diz que D eus "entregou" seu povo z j s inimigos (Jz 2 :1 4 ; 3 :8 ; 4 :2 ; 1 0 :7 ; ver tam-ém 1 Sm 12 :9 ; 1 Rs 2 1 :2 0 , 2 5 ; Sl 4 4 :1 2 ). O s israelitas agiram com o escravos, de modo ;u e D eus os entregou aos inimigos com o escravos. Se os israelitas tivessem sido fiéis =d Senhor, ele teria entregue os inimigos nas n ã o s de Israel (D t 3 2 :3 0 ). O nom e do rei da M esopotâm ia signifi: a "C u sã duplam ente p erverso ", podendo ^er um apelido que recebeu dos inimigos. O texto não diz que parte de Israel ele inva­ diu, mas pela lógica, seu ataque deve ter v in ­ do do N o rte; tam bém não sabem o s que : i rte da terra ele subjugou durante esses oito ít k js de sofrimento. U m a vez que o liberta­ dor que D eus levantou era de Judá, é possíi d que o exército invasor tivesse chegado ité esse território no Sul de Israel, quando o 5-enhor decidiu intervir em favor de seu povo soínedor. Charles Spurgeon dizia que Deus nunca c^ m ite que seu povo peque com sucesso. 5-ej pecado irá sem pre destruí-lo ou trazer joore ele a mão disciplinadora de D eus. Se ná uma coisa que a história de Israel ensina à greja contem porânea é a lição óbvia segundo a qual: "a justiça exalta as nações, mas o :-ecado é o opróbrio dos povos" (Pv 14:34). A salvação d e D e u s para seu p o v o (vv. 9-11). Nao há evidência alguma de que o povo tenha se arrependid o de seus pecar : s quando clam ou a D eus pedindo ajuda, -ias o Senhor atentou para sua triste situa­ rão e deu-lhes um libertador. Foi uma repettção da exp e riê n cia do êxo d o: "O u vin d o Deus o seu gemido, lembrou-se da sua alian­ ça com A braão, com Isaque e com Jacó. E • ; ü D eus os filhos de Israel e atentou para a ~_ia con dição" (Êx 2 :2 4 , 25). O verbo "aten­ tar ' significa muito mais do que dar atenção e~! nível intelectual, pois D eus co n hece toáas as coisas. Antes, quer dizer que Deus centificou-se com as provações deles e preoDou-se com seu bem-estar. O lib e rta d o r q u e D e u s le v a n to u foi I tniel, o hom em que capturou Hebrom e

casou-se com a filha de C alebe (Jz 1:10-13). Não há consenso entre os estudiosos quan­ to ao p a re n te s c o e x a to e n tre O tn ie l e C aleb e. O tniel era sobrinho de C aleb e - ou seja, filho de Q u en az, o irmão mais novo de C a le b e - ou sim p lesm en te o irm ão m ais novo de Calebe? No que se refere ao texto, as duas interpretações são possíveis. Se era irmão de C alebe, por qüe o nome de seu pai é Q u e n a z e não Jefoné? (1 C r 4 :1 3 ; Js 14:6). Talvez Jefoné tivesse falecido e a mãe de C aleb e tivesse se casado com Q u e n a z, dando à luz O tn ie l. O tn ie l seria, então, m eio-irm ão de C a le b e . D e acordo com 1 C rô n ica s 4 :1 3 , O tn ie l era filho de Q u e n a z, mas nas genealogias israelitas, o termo "filho" é usado de maneira um tanto am pla e nem sem pre significa um a relação direta de pai e filho. Felizm ente, não precisam os desem ara­ nhar os galhos da árvo re g e n ealó gica de O tn iel para nos beneficiar do exem plo de sua vida e ministério. Por laços consangüíneos e m atrim oniais, pertencia a uma fam í­ lia co nhecida por sua fé corajosa e por sua d isp o siç ã o de en ca ra r o in im igo, d e p e n ­ dendo de D eus para con q u istar a vitó ria. Q u an d o D eus cham ou O tn iel, ele estava à disposição do Senhor, e, então, o Espírito do Senhor veio sobre ele e lhe deu poder para lutar (Jz 3 :1 0 ). "N ão por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o S e n h o r dos Exércitos" (Z c 4 :6 ). Esse foi o segredo da força de O tniel, com o também foi para G id eão (Jz 6 :3 4 ), Jefté (1 1 :2 9 ) e Sansão (1 4 :6 , 19; 1 5 :1 4 ) e com o deve ser para o cristão de hoje (At 1:8; 2 :4 ; 4 :8 , 3 1 ; Ef 5 :1 8 ). T. J. Bach, um dos ex-direto­ res da Evangelical A lliance M ission, disse: "O Espírito Santo anseia revelar-te as coisas mais profundas de D eus. A nseia am ar por teu in­ term édio. A nseia operar através de ti. Pelo bendito Espírito Santo podes ter: força para toda tarefa, sabedoria para todo problem a, consolo para toda tristeza, alegria no servi­ ço superabundante do Senhor". O tniel não apenas resgatou sua nação da e scra v id ã o , co m o tam b ém se rv iu seu povo com o ju iz durante quarenta anos. Isso significa que exerceu autoridade cuidando

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dos assuntos de Israel e que foi sua lideran­ ça espiritual e civil que trouxe descanso à terra. N unca subestim e o bem que uma p e s­ soa p o d e fazer quan do está cheia d o Espírito de D eu s e é o b ed ien te à vontade d o Senhor.

filhos os cam in ho s do Senhor (D t 6:6-25; 1 1:18-21; ver tam bém G n 18:1 7-19 e Jó 1 :5) e de ser bons exem plos para eles. Ao longo do período dos ju íze s, porém , tudo indica que a geração mais velha deixou de lado o ministério fundam ental de ensinar o tem or do Senhor à nova geração (Sl 3 4 :1 1 ). Eglom , o o p re sso r (vv. 12-14). O s exér­ citos da M esopotâm ia percorreram um lon­ go ca m in h o p ara in v a d ir Isra e l, m as os moabitas, am onitas e am alequitas não eram apenas vizinhos, mas tam bém parentes dos israelitas. Ló, sobrinho de A braão, era pai das n a çõ e s de M o a b e e de A m o m (G n 1 9 :3 0 - 3 8 ), e E sa ú , irm ã o de J a c ó , e ra antepassado de A m aleque (G n 3 6 :1 2 ,1 6 ; Dt 2 5 :1 7 , 19). Eglom, rei de M oabe, organizou a co a­ liz ã o e in sta lo u seu q u a rte l g e n era l em Jericó, "a cidad e das Palm eiras" (D t 3 4 :3 ). Jericó encontrava-se sob uma m aldição (Js 6 :2 6 ), e não há evid ên cia algum a de que a cidade tivesse sido reconstruída. No entanto, sua lo caliza ção era ideal para dirigir ope­ rações m ilitares e oferecia água em abun­ dância. D urante dezoito anos, Eglom e seus aliad o s p e rtu rb ara m os israe lita s. Para o povo de Israel, o mais difícil deve ter sido ficar sob o jugo opressor de parentes consangüíneos que, havia m uito, tam bém eram seus adversários. E ú d e, o lib e rta d o r (vv. 15-30). O tn iel, o primeiro ju iz, era originário da tribo de Judá. Eúde, o segundo ju iz, um hom em canhoto, era de Benjam im , a tribo vizinha de Judá. O nom e "Benjam im " quer dizer "filho da mi­ nha destra" (os benjam itas eram conhecidos por serem am bidestros: ver Jz 2 0 :1 6 e 1 Cr 1 2 :2 ). No entanto, o texto de Juízes 3:15 pode ser traduzido por "hom em com defi­ ciên cia na mão direita", o que indica que não era am b id estro , mas que podia usar apenas a mão esquerda. Se esse é, de fato, o sentido do texto, o plano de Eúde para matar Eglom foi um a obra-prima de estraté­ gia. A lém disso, serve de ânim o para porta­ dores de deficiências físicas que pensam que Deus não os usa para seu serviço. Eúde tinha vários problem as a resolver e o fez com sucesso. No topo da lista, estava

2. E ú d e : a e s t r a t é g i a (Jz 3:12-30)

e f ic a z

Ao contrário de M oisés, que nom eou Josué para liderar Israel, os ju ízes não receberam autoridade para nom ear um sucessor. Q u an ­ do Deus cham ou hom ens e m ulheres para servirem com o ju íze s, eles obedeceram , rea­ lizaram a obra do Senhor e depois saíram de cena. A esperança era de que sua influên­ cia piedosa influenciasse de forma duradou­ ra a vida espiritual de Israel, mas não foi o que aconteceu. Assim que um ju iz saía de cena, os israelitas voltavam a d eixar o Se­ nhor e se dedicavam a adorar a Baal. Seria de se esperar que só a gratidão já serviria de motivo suficiente para o povo de Israel o bedecer ao Senhor e ser fiel a sua aliança, especialm ente depois de oito sofri­ dos anos de servidão. Isso sem falar em tudo 0 que Deus havia feito por Israel no passa­ do! Se Deus não os tivesse am ado e esco­ lhido para si, os israelitas teriam sido apenas um pequeno povo esqu ecid o (D t 7:1-11). Se D eus não os tivesse libertado e cuidado deles, teriam perecido no Egito ou no deser­ to. Se o Senhor não tivesse lhes dado vitória sobre os inimigos, teriam morrido nos cam ­ pos de batalha de C anaã. Se o Senhor não tivesse lhes dado sua lei e os sacerdotes para ensiná-los, estariam chafurdando num lama­ çal de im oralidade. O povo de Israel tinha a presença de Deus no tabernáculo e as pro­ messas de D eus na aliança, o que mais pode­ riam querer? D e algum m odo, o sistema entrou em colapso e, a meu ver, deixou de funcionar com os sacerdotes e os pais. As incum bên­ cias dos sacerdotes e dos levitas não se limi­ tavam apenas aos ritos do tabernáculo, uma vez que incluíam , ainda, a tarefa de ensinar a lei ao povo e de encorajar os israelitas a lhe o bedecer (Lv 1 0 :1 1 ; D t 33:8-10; 1 7:8, 9; 1 Sm 2 :12-17; Ml 2:1-9). O s pais israelitas tinham a respo nsabilid ade de en sin ar aos

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i questão de com o obter acesso ao rei Eglom sem levantar suspeitas. Eúde conseguiu aproi mar-se do rei colocando-se com o líder de - T ia com issão que levava ao m onarca seu -ib u to anual. O pagamento de tributo não ;D enas aum entava a riqueza do rei, o que :a r a ele era extrem am ente aprazível, com o •ambém reconhecida a autoridade dele so?re Israel, o que tam bém o agradava. O b via­ mente, Eglom não sabia que Eúde era o líder escolhido por D eus para libertar Israel; de :u tro modo, teria executado o israelita de -nediato. O segundo problem a era conseguir uma ijd iê n c ia particular com o rei sem causar rresco nfiança em seu s servo s e guardas. Eúde fez isso saindo da p resença do rei ju n ­ to com outros hom ens que prestaram sua ■omenagem a Eglom e, mais tarde, voltando sozinho, co m o se tivesse um a m ensagem .rg en te para o rei. Um hom em solitário e :o m um a d e ficiê n cia na m ão d ireita não -epresentava grande am eaça para um rei :o d e ro s o , e talvez o israelita desp rezível tí.esse m esm o um a m ensagem de seu D eus. Talvez Eglom tenha se en chid o de orgulho :e lo fato de o D eus de Israel ter uma m ensa­ gem para ele, e um a v e z que, sem dúvida, -ão estava com m edo de ouvi-la, dispen­ sou seus guardas e servo s e co n ce d e u a E jd e um a aud iên cia pessoal em seus apo;ento s particulares. Tendo em vista que Eúde precisava ma:ar Eglom de modo rápido, silencioso e que regasse o rei de surpresa,2 usou de sua de* ciên cia física. C o n fe cc io n o u um a adaga i* :ada e escondeu-a sob as roupas do lado rireito. M esm o que os guardas o revistassem, : mais provável seria que exam inassem o ado esquerdo, onde a maioria dos homens :s're g a v a as arm as. Vendo que era porta: ; r de deficiên cia física, é bem possível que re guardas sequer o tenham revistado. Até mesmo um rei deve se levantar para •eceb e r a m en sag em de D e u s. Q u a n d o Eg om colocou-se em pé, talvez Eúde tenha K sticu la d o com a mão direita para distraí-lo e mostrar-lhe que não segurava nada com d a ; em seguida, desem bainhou sua adaga e enterrou-a no corpo obeso do rei. Deve

ter sido um golpe e tanto, considerando-se que a adaga atravessou Eglom e que a pon­ ta da arm a saiu em suas costas, causando a morte instantânea do rei.3 O problem a seguinte foi fugir do palá­ cio sem ser pego, o que Eúde conseguiu ao trancar a porta do aposento particular do rei, retardando a descoberta do corpo do m onarca assassinado. Ao ver Eúde par­ tindo apressadam ente, os servos concluíram que sua entrevista havia term inado e foram ver se o rei precisava de alguma coisa. As três declarações com "e eis", nos versículos 24 e 25, indicam as três surpresas que tive­ ram: as portas estavam trancadas; o rei não respondeu a suas batidas e cham ados; e o rei estava morto. Tudo isso levou tem po e deu a Eúde a chance de escapar. Seu últim o problem a era reunir soldados para atacar o inim igo. O sinal da trom beta co n vo co u os hom ens, e ele os co n d u ziu até os vaus do Jordão, assegurando-os de que D eus havia entregue M oabe nas mãos de Israel. A vitória seria alcan çad a se co n ­ fiassem no Senhor e não dependessem de suas forças. A o guardar os vaus do rio, os israelitas im pediram os m oabitas de esca­ par ou de trazer mais soldados. U m a vez que Efraim era uma das tribos mais podero­ sas de Israel, Eúde po ssuía guerreiro s da m elhor qualidade sob seu com ando . A ssim , os israelitas m ataram dez mil dos m elhores soldados m oabitas. M o abe não apenas foi d e rro ta d o , co m o tam b ém Israel v iro u a m esa, e os m oabitas tornaram-se súditos dos israelitas. Podem os supor que a derrota de M o a b e foi um sinal para seus a liad o s A m o m e A m aleq u e - deixarem o cam po de batalha. Se alguém tivesse pedido aos israelitas que elegessem um líder, é bem provável que Eúde teria perdido a eleição já no primeiro turno. No entanto, ele foi o hom em que Deus escolheu e usou para libertar a nação. M oisés tinha dificuldade de falar e Paulo não era um tip o b e m -ap e sso ad o , m as assim com o Eúde, M oisés e Paulo foram homens de fé que conduziram outros à vitória. Eúde transformou uma deficiência numa possibi­ lidade, pois dependeu do Senhor.

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3. S a n g a r : (Jz 3:31)

co rag em

p e r s is t e n t e

possível que esse núm ero expresse um total cum ulativo. Teria sido difícil Sangar manu­ sear a aguilhada se os seiscentos hom ens o tivessem atacado sim ultaneam ente. Um a vez que não tem os conhecim ento dos detalhes, tam bém não devem os especular. No entan­ to, é anim ador saber que Deus o capacitou para ven ce r o inimigo, ainda que seus re­ cursos fossem limitados. Para mim, as poucas palavras registradas sobre Sangar dão a im pressão de que ele era um hom em d e coragem persistente, sem dúvida algum a nascida de sua fé no Senhor. Sua firm eza contra o inimigo em punhando apenas a ferram en ta de um agricultor no lugar do equipam ento militar com pleto de um soldado é o que distingue Sangar com o um homem valente, de coragem inabalável. C erta vez, C h a rles Spurgeon deu uma palestra num sem inário e a cham ou de "Para os O breiro s com Equipam entos Escassos". Sangar não ouviu essa palestra, mas tenho certeza de que poderia ter dado uma aula sobre esse assunto! Suspeito, ainda, que te­ ria encerrado a aula dizendo: "entregue ao Senhor as ferram entas que tem , quaisquer que sejam elas; mantenha-se firm e e cheio de coragem , crendo que Deus usará o que tem em mãos a fim de realizar grandes coi­ sas para glória dele". Parafraseando E. M . Bounds, o mundo procura métodos mais eficientes, mas Deus procura hom ens e mulheres mais eficientes, que com preendem os princípios fundam en­ tais: o poder do Espírito Santo, uma estraté­ gia inteligente e um a coragem inabalável. O tniel, Eúde e Sangar nos deram o exem ­ plo. Agora, cabe a nós segui-lo.

A penas um versículo é dedicado a Sangar e sequer afirma que foi ju iz. Juízes 5:6, 7 indi­ ca que foi contem porâneo de D ébora e de Baraque. A designação "filho de A nate" tal­ vez signifique sua procedência da cidade de Bete-Anate, na tribo de Naftali (1 :3 3 ), tribo de origem tam b ém de Baraque (4 :6 ; ver 5 :1 8 ). U m a vez que Anate era o nom e da deusa cananéia da guerra, talvez "filho de A n ate" fosse um apelido significando "filho da batalha", ou seja, um guerreiro poderoso. O im portante sobre Sangar foi a arm a que usou. Um a "aguilhada de bois" era uma vara forte, com cerca de dois metros e meio de com prim ento. Tin h a num a das extrem i­ dades um a ponta afiada de metal para tan­ ger o gac/o e, na outra, um a pá para íim par o barro do arado. Foi a coisa mais parecida com um a lança que Sangar pôde encontrar, pois os inimigos haviam confiscado as armas dos israelitas (jz 5 :8 ; ver 1 Sm 13:19-22). V e m o s um ho m em que o b e d e c e u a Deus e que derrotou o inimigo apesar de seus limitados recursos. Em vez de se quei­ xar por não ter uma espada nem uma lança, Sangar dedicou aquilo que possuía ao Senhor, o qual usou esse instrumento. Nas palavras de Joseph Parker: "aquilo que é um instru­ mento frágil nas mãos de um homem pode ser um instrumento poderoso nas mãos de outro, pelo simples fato de o espírito deste outro arder com a santa determ inação de com pletar a tarefa que precisa ser realizada".4 Pode ser que Sangar tenha matado todos os seiscentos filisteus num só lugar e na mes­ ma ocasião (ver 2 Sm 8:8-12), mas também é

1.

Não devemos jam ais pensar que a ira de Deus é com o um ataque de birra de uma criança. Um Deus santo deve não apenas abom inar o pecado com o tam bém abom inar aquilo que o p e ca d o faz com as pessoas. Se a polícia prende pais que abusam dos filhos, o que Deus deveria ter feito quando seu povo sacrificava os filhos em altares pagãos? O poeta inglês Thom as Traherne (c. 1636-1674) disse: " O A m or pode suportar e o Am or pode perdoar [...], mas em m om ento algum o Am or pode ser reconciliado com um objeto odioso. Portanto, jam ais pode ser reconciliado com seu pecado, pois é impossível alterar o pecado. Porém, pode ser reconciliado com as pessoas, pois estas podem ser restauradas". Isso explica com o é possível Deus ao m esm o tem po abom inar o pecado e am ar o pecador; m esm o quando está irado com nossos pecados, ele nos disciplina em amor, "a fim d e serm os participantes da sua santidade" (H b 12:10).

2.

O fato de Eúde ter assassinado um governante incom odou algumas pessoas que (por algum m otivo) não se abalaram quando, posteriorm ente, Eúde e seus hom ens exterm inam d ez mil jovens m oabitas saudáveis (Jz 3 :2 9 ). Se as guerras pela

JUÍZ ES 3

103

libertação podem ser consideradas justificadas, então não importa quantos inimigos morrem , desde que o ideal da liberdade seja alcançad o . N o entanto, a despeito de quantas pessoas sejam m ortas, cada um a dessas m ortes consiste numa vida que é tirada. 3O nome do rei Eglom significa "pequeno bezerro". Eúde havia matado o "b ezerro cevado".
P a rk e r,

±

Joseph. The P eople's Bible. Londres: H azell, W atson, and Viney, Ltd., 1 8 9 6 , vol. 5 , p. 3 4 5 .

3
M el h o r Q u e U m e T rês São M e l h o r A in d a "
J uízes 4 - 5

"Dois São

limpou a casa e acabou possuído por sete dem ô nio s ainda piores (M t 1 2 :4 3 -4 5 ). O coração vazio é a vítim a perfeita para todo tipo de mal. C anaã era constituída de várias cidadesestados, cada uma delas governada por um rei (ver Js 12). "Jabim " era o título oficial ou o nom e do rei de H a zo r (Js 1 1 :1 ). Também era cham ado de "rei de C an aã". Esse título provavelm ente significa que ele era líder de uma co n fed eração de reis. Josué havia in­ cendiado H azo r (Js 1 1 :1 3), mas os cananeus reconstruíram a cidade e voltaram a ocupála. C om seu grande exército e novecentos carros de ferro, o controle de Jabim sobre a terra era invulnerável. Ao ler a narrativa, po­ rém, tem-se a im pressão de que Sísera, capi­ tão do exército de Jabim , era quem , de fato, controlava a terra. Jabim sequer é m encio­ nado no cântico de D ébora em Juízes 5! M ais uma vez, o povo de Israel clam ou a Deus, não para que perdoasse seus peca­ dos, mas para que aliviasse seu sofrimento (ver os vv. 6-8 para ter uma idéia de com o era a vida naquele tem po). Se houvessem verdadeiram ente se arrependido, D eus teria feito muito mais do que libertá-los da escra­ vidão física. Tam bém os teria libertado da escravidão espiritual. Pedir a D eus conforto e não purificação é apenas lançar sementes de egoísmo que, um dia, produzirão outra colheita amarga. O que Israel precisava era fazer uma oração com o a de D avi: "C ria em m im , ó D eus, um co ração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável" (Sl 5 1 :1 0 ).
2 . S eg u n d o
d iv in a ato

s personagens do dram a que se de­ senrola a seguir são: Jabim: rei de Hazor em Canaã; um tirano. Débora: ju íza israelita; uma m ulher de fé e coragem . Baraque: general israelita hesitante. Sísera: capitão do exército de Jabim . Héber: um vizinho queneu em paz com Jabim . Jael: esposa de H é b e r; hábil com um martelo. O Deus Jeová: no controle da guerra e das condições do tempo.

O

Q u e se levantem as cortinas!
1 . P r im
t r á g ic a e ir o a t o

:

u m a s it u a ç ã o

(Jz

4:1-3)

Jabim é o personagem-chave do primeiro ato, pois D eus o levantou para disciplinar o povo de Israel. Durante oitenta anos, os israelitas haviam desfrutado o descanso sob a lide­ rança de Eúde, no período mais longo de paz registrado no Livro de Ju ízes.1 M as as­ sim que esse ju iz piedoso deixou o cargo, o povo recaiu na id o latria, levando D eus a castigá-los (Jz 2:10-19). O retrato de Israel no Livro de Juízes ilus­ tra a diferença entre uma "reform a religiosa" e um "reavivam ento espiritual". A reform a altera de modo tem porário a conduta exte­ rior, enquanto o reavivam ento transform a para sem pre o caráter interior. Q u an d o Eúde removeu os ídolos e ordenou que o povo adorasse som ente a Jeová, os israelitas obe­ deceram , mas quando se viram livres dessa obrigação, seguiram os próprios desejos. A nação de Israel era com o o homem da pará­ bola de Jesus que se livrou de um dem ônio,

:

u m a revela çã o

(Jz 4:4-7)

Deus havia levantado uma m ulher corajosa cham ada D ébora ("abelha") para ser ju íza na terra. Foi um ato da graça divina, mas tam bém uma hum ilhação para os israelitas, pois viviam num a so cie d ad e de dom ínio m asculino e que desejava apenas a lideran­ ça de hom ens m aduros. "O s opressores do meu povo são crianças, e mulheres estão à testa do seu governo" (Is 3 :1 2 ). Ao dar-lhes uma m ulher para julgá-los, Deus estava tra­ tando seu povo com o crianças - exatam ente

JUÍZ ES 4 - 5

105

=; j i l o que eram com referência às coisas espirituais.2 D éb o ra era tanto ju íza quanto profetisa. M iriã, a irmã de M oisés, era profetisa (Êx 7 5 :2 0 ) e, m ais ad ian te, a história b íb lica ;:'e s e n t a H ulda (2 Rs 2 2 :1 4 ), N oadia (N e
6 :1 4 ) , A na (Lc 2 :3 6 ) e as quatro filhas de

fazem os! A reação de Baraque foi uma de­ m onstração de incredulidade ou um sinal de humildade? Ele não acusou D eus de ter er­ rado; apenas pediu que D ébora o acom pa­ nhasse na batalha. Seu pedido deveu-se ao fato de ela ser profetisa e de ele precisar da orientação do Senhor? O u foi para ajudá-lo a alistar mais voluntários para o exército? O fato de D ébo ra concord ar em acom panhar Baraque indica que seu pedido não estava fora dos planos de Deus, ainda que, ao co n­ ceder o que Baraque pediu, D eus tenha tira­ do a honra dos hom ens para conferi-la às m ulheres. Baraque alistou d ez mil hom ens de sua própria tribo, N aftali, bem co m o da tribo vizinha, Zebulom (Jz 4 :6 ,1 0 ; 5:1 4 ,18 ). Poste­ riorm ente, voluntários das tribos de Benja­ mim, Efraim e da parte ocidental de Manassés (v. 14) e tam bém de Issacar (v. 15), junta­ ram-se a esses hom ens de modo a constituir um exército com quarenta mil soldados (v. 8). É possível que os prim eiros dez mil ho­ m ens ten h am in ic ia d o a c a m p a n h a que atraiu Sísera para a cilada e que os outros trinta mil tenham se juntado a eles para a batalha propriam ente dita e para a operação de "lim peza". As tribos convocadas que se recusaram a participar foram Rúben, Dã, Aser e a parte oriental de M anassés (vv. 15-1 7). Q u an d o levam os em co n sid eração que as arm as eram esca ssas em Israel (Jz 5 :8 ;3 1 Sm 13:19-22) e que não havia um exé r­ cito efetivo, o que D éb o ra e Baraque reali­ zaram foi, sem dúvida, um ato de fé. No entanto, D eus havia prom etido dar-lhes a vitó ria e eles se firm aram em suas prom es­ sas (Rm 10:1 7).

r iipe (At 2 1 :9 ). D eus cham ou D ébo ra para ser profetisa e ju íza , mas ela se considera.2 um a m ãe para o seu povo. "Eu, D ébora, ~ie levantei, levantei-m e por m ãe em Israel" z 5:7 ). O s israelitas rebeldes eram seus fi­ nos. e ela os re ceb ia de braços abertos e os aconselhava. Deus revelou a D ébo ra que Baraque ("ream pago") deveria reunir e co nduzir um exér; to de israelitas e atrair os soldados de Sísera ra ra uma cilada nas proxim idades do m on­ te Tabor, onde o Senhor iria derrotá-los. O -lon te Tabor ficava na ju nção das fronteiras de Zebulom , Naftali e Issacar, perto do ri­ beiro de Q u isom . Se Baraque conduzisse o exército israelita até o monte Tabor, Deus rtrairia Sísera e seus soldados na direção do ribeiro e, ali, o Senhor daria a vitória a Baraque. Q uand o D eus deseja glorificar a si mes~o por interm édio de seu povo, sem pre tem plano perfeito para seguirmos. D eus es:o lh eu o líder de seu exército , o local da r atalha e o plano a ser seguido pelos seus fa d a d o s. Além disso, garantiu a vitória. O s 'oons tem pos" de Josué estavam de volta!
3 . T e r c e i r o a t o : u m p a r t ic ip a n t e i r r e s o l u t o (Jz 4 : 8 - 1 0 ) O texto não diz que Baraque era ju iz, o que explica o fato de ele receber suas ordens de Débora, a líder escolhida por Deus para Is­

rael. Baraque era de Naftali, um a das tribos :u e enviou vo lu n tário s para o cam po de b atalha (v. 6). Assim com o M oisés (Êx 3 4 . C id eão (Jz 6) e Jerem ias (Jr 1), Baraque ■esitou quando descobriu o que D eus de­ sejava que fizesse. Sabem os que D eus dá as ordens e tamre m a ca p acid ad e de cum pri-las, e deve~K)S obedecer a suas p rescriçõ es, quaisquer : j e sejam as circunstâncias, sentim entos ou ::n s e q ü ê n c ia s . M as nem sem pre é o que

4. Q

u a rto a to : um co n fr o n to

v it o r io s o

(Jz 4 :11-23)
Não e o co n­ uma

O Senhor é o ator principal dessa cena. ap en as co n tro lo u o e xé rcito inim igo conduziu até a cilada, com o tam bém trolou as condições do tempo e usou

tem pestade para derrotar as tropas de Sísera. Sísera é a d v e rtid o (vv. 11, 12). O versí­ culo 12 ind ica que foram H é b e r e seus fa­ m iliares que deram o prim eiro aviso a Sísera de que os israelitas estavam prestes a se

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JUÍZES 4 - 5

revoltar, contando tam bém que o exército de Isra e l e sta v a se re u n in d o . V im o s os queneus em Juízes 1:16 e descobrim os que eram parentes distantes dos israelitas por parte de M o isé s. É estran h o p e n sar que Héber, o queneu, se separaria de seu povo que adorava Jeová para associar-se a tiranos idólatras, com o Jabim e Sísera (4:1 7). Talvez precisasse da proteção e dos negócios que fazia com os cananeus ao trabalhar com o um m etalúrgico itinerante. Ao que parece, os queneus eram ligados à tribo de Judá (1 :1 6), mas os hom ens de Judá não se junta­ ram ao exército de Baraque. No entanto, podem os ver H éber de ou­ tro ponto de vista e considerá-lo parte do plano de D eus para atrair Sísera até a cila­ da. H éb er não era um aliado de Jabim e, na verd ade, sim plesm ente tentava m anter um a postura neutra num a so ciedad e divi­ dida. Porém , uma v e z que o exército israe­ lita posicionou-se no m onte Tabor, H éb er correu e deu a n otícia a Sísera, que, por sua ve z, não tinha m otivo algum para duvi­ dar do relato. Sísera co m e ço u a d eslo car seu exército e caiu na cilada. Sísera é d e rro ta d o (vv. 13-16). O s cana­ neus dependiam de seus novecentos carros de ferro para lhes dar a vantagem no co n­ fronto com o exército israelita (1 :1 9 ; ver Js 1 7:18). O que não sabiam era que o Senhor enviaria um a terrível tem pestade, fazendo o ribeiro de Q uiso m transbordar, transform an­ do o cam po de batalha num mar de lama (Jz 5:20-22). A água e a lama foram um im pe­ dimento sério para a m obilidade dos carros e cavalos cananeus, situação que facilitou o ataque dos soldados israelitas e a destrui­ ção do inimigo. A cilada funcionou e o exér­ cito adversário foi exterm inado. Juntam ente com a tem pestade dos céus e a en ch en te ca usad a pelo rib eiro, D eus confundiu a mente dos soldados inimigos. O termo traduzido por "derrotou" (4:1 5) sig­ nifica "confundiu, deixou em pânico". Era o que Deus havia feito com os soldados que conduziam os carros egípcios no mar Ver­ m elho (Êx 14:24) e a m esm a coisa q u e faria posteriorm ente com os filisteus nos dias de Samuel (1 Sm 7 :1 0 ).

U m a das coisas que contribuiu para a confusão dos cananeus assustados foi a chu­ va to rre n cial re p en tin a bem no m eio do tempo de estiagem. U m a v e z que Sísera não teria levado seus carros para o cam po caso suspeitasse que iria chover, podem os supor com segurança que essa batalha ocorreu na estação seca, que vai de junho a setembro. Q u an d o lem bram os que o deus cananeu Baal era o deus da tem pestade, vem os com o a súbita m udança do tem po pode ter afeta­ do os cananeus supersticiosos. Será que seu próprio deus Baal havia se voltado contra eles? Será que o D eu s de Israel era mais po dero so que Baal? Se isso era verd ad e , então a batalha já estava perdida, e a me­ lhor coisa a fazer era fugir. S íse ra é m o rto (vv. 17-23). Enquanto Baraque e seus homens perseguiam e mata­ vam os cananeus que batiam em retirada, alguns deles em seus carros e outros a pé, Sísera - capitão cananeu - corria para sal­ var a própria vida, provavelm ente se dirigin­ do a H azo r, onde estaria seguro. Vencido pelo cansaço, porém, Sísera viu-se providencialm ente próxim o às tendas de H éber no carvalho de Zaananim (v. 11). Esse carvalho fam o so fic a v a na fro n te ira de N aftali (Js 1 9 :3 3 ), cerca de dez quilôm etros a leste do monte Tabor. Um a vez que Sísera sabia que H éber e seu povo tinham uma disposição am igável para com o rei Jabim , o assenta­ mento lhe pareceu um bom lugar para fazer um a parada e d escansar. Q u an d o Jael, a esposa de H éber, saiu ao encontro de Sísera e o convidou para entrar em sua tenda, o capitão cananeu teve ce rteza de que, en­ fim, estava a salvo. A final, naquela cultura, ninguém o usava entrar na tenda de uma m ulher exceto o marido. Jael deu-lhe leite em vez de água e o co briu. C erto de ter encontrado um a aliada confiável, o capitão descansou tranqüilo. Porém , Sísera com etera o erro de dizer a Jael para mentir, caso alguém perguntasse se ele estava lá. Sendo um a m ulher sábia, Jael concluiu que Sísera estava fugindo do ca m p o de batalha, o que significava qu e os israelitas haviam vencido o com bate e que os cananeus perderam o dom ínio sobre a

JUÍZES 4 - 5

107

■erra. Caso protegesse Sísera, ela se coiocaria num a situação difícil com os israelitas, s e js próprios parentes. Por certo, alguém íí:a v a atrás de Sísera e não sossegaria até o capitão m orresse. N o entanto, Sísera não tinha m otivos para suspeitar que corresse perigo. Afinal, o : I d e H éber mantinha relações am igáveis com os cananeus, e Jael havia demonstrado - ispitalidade e bondade; era pouco provále que algum soldado israelita em seu en­ calço entrasse sem perm issão na tenda de -m a mulher. O que Sísera não sabia era que Zeus havia prometido que uma m ulher tira­ ria a vida do com andante (4:9). Q uand o Sísera caiu em sono profundo, lael o matou fincando a estaca de uma ten­ da em sua cabeça. Nas tribos nôm ades do Dnente, eram as m ulheres que arm avam e resarm avam as tendas, de m odo que Jael ;a b ia usar um m artelo . Q u a n d o B araque ziego u ao local, descobriu que seu inimigo estava m orto e que a previsão de D ébora na\ ia se cum prido. Um capitão fugir da ba­ talha era vergonhoso; ser m orto enquanto ~jgia era hum ilhante; ser m orto por um a -u lh e r, porém , era o fim mais indigno de : d ò o s (9 :5 4). D evem os abençoar ou condenar Jael por squilo que fez? C o n vid o u Sísera para sua ‘ enda e o tratou com bondade, dizendo-lhe :a r a não temer, de modo que foi dissimula­ da. O s queneus estavam em paz com Jabim, e. portanto, jael quebrou um tratado. Ma*ou um homem indefeso sob sua proteção, : que fez dela uma assassina.4 E, no entan•d D ébora cantou: "Bendita seja sobre as -lulheres Jael, m ulher de H éber, o queneu; re n d ita seja sobre as m ulheres que vivem rm tendas" (Jz 5 :2 4 ). Em prim eiro lugar, não devem os avaliar : tem po dos ju íze s com base nos padrões espirituais ensinados por Jesus e seus após• j os. A lém disso, é preciso lem brar que, ; o r causa de Jabim e de Sísera, os israelitas • ; .iam sofrido sob o jugo terrível da escra. (dão, e era da vontade de D eus que a na­ ção fo sse lib e rta d a . Tanto Jab im quanto 5 íe ra eram culpados de haver maltratado : s israelitas durante anos, e se o exército

cananeu tivesse ven cid o a batalha, cen te­ nas de m oças israelitas teriam sido captura­ das e vio lentadas (v. 30 ). Jael não apenas ajudou a livrar a nação da escravidão , com o tam b ém aju d o u a p ro teg er m u lh e res da mais odiosa brutalidade. Não foi um a "Lady M acb eth " sem ita que matou seu hóspede v isa n d o o b e n e fíc io p ró p rio . H a v ia um a guerra em andam ento, e essa m ulher cora­ jo sa deixou, por fim , de ser neutra e assu­ miu uma posição firm e ao lado do povo de D e u s.
5. Q
u in t o a t o

:

um a celebra çã o

g l o r io s a

(Jz

5 :1 - 3 1 )

Q u an d o desejavam celebrar ocasiões espe­ ciais, os israelitas costum avam expressar-se por meio de cânticos, de modo que o escri­ tor passa da prosa narrativa à poesia jubilosa. As gerações futuras poderiam se esquecer do que se encontrava nos livros de história, m as d ific ilm e n te se e sq u e c e ria m de um cântico de ce le b ração (para outros exem ­ plos, ver Êx 15; Dt 32 ; 2 Sm 1:17-27; Sl 18). O s pronom es pessoais em Juízes 5:7 , 9 e 13 indicam que esse foi o cântico de vitó­ ria de D ébora; mas, assim com o Baraque a acom panhou na batalha, também participou da com em oração pela vitória. Não é fácil esquem atizar um poem a ou um cântico, pois se trata de uma expressão em o cion al espo n tân ea que, m uitas veze s, desafia qualquer análise. A poesia hebraica contém temas repetitivos expressos de dife­ rentes m aneiras e, por veze s, irrom pe em louvor e oração. O esboço a seguir é ape­ nas uma sugestão de abordagem para esse magnífico cântico de vitória. T odos d o p o v o lo u vem ao S e n h o r (vv. 1-12). Nos versículos 1 a 9, D ébora e Bara­ que louvam ao Senhor por tudo o que ele fez em favor de seu povo. Deu união aos líderes para que Baraque form asse um exér­ cito (v. 2; ver tam bém v. 9). O mesm o Deus que concedeu a vitória a Israel no passado os levaria a vencer outra vez (vv. 4, 5). Israel havia feito um a alian ça com o Senhor no m onte Sinai, e ele cum p riria suas prom es­ sas a seu povo especial. A situação da terra era tão terrível que algo precisava ser feito.

108

JUÍZES 4 - 5

Assim , D eus levantou D ébora para ser mãe em Israel (vv. 6-9). O inimigo assumiu o con­ trole, pois Israel havia deixado Jeová de lado p a ra a d o ra r fa ls o s d e u s e s . D é b o ra se preocupava com a vida espiritual do povo e também com seu bem-estar físico e político. O b serve que a primeira seção (vv. 2-9) co ­ m eça e term ina com as palavras "Bendizei ao S e n h o r " . D e acordo com os versículos 10 e 11, D ébora e Baraque cham aram a nobreza rica ("os que cavalgais jum entas brancas") e os viajantes do povo para se juntarem aos can­ tores junto aos poços e louvarem ao Senhor por aquilo que havia feito ao exército de Jab im . Era seguro o u tra v e z an d ar pelas estradas, tirar água dos poços e conversar tranqüilam ente. O s israelitas podiam sair das cidades muradas onde tinham sido obriga­ dos a buscar refúgio e voltar em paz para suas vilas. Era tempo de todo Israel louvar ao Senhor por suas m isericórdias. Essa estrofe de louvor encerra com um cham ado à ação (v. 12). D eus ordenou a D é b o ra q u e d e sp e rta sse e ca n ta sse e a Baraque que despertasse e atacasse o ini­ migo. Pela fé, D é b o ra pôde ca n ta r antes m esm o de a batalha haver com eçad o e, tam ­ bém, depois de haver term inado. Lo u vem a D e u s p e lo s vo lu n tá rio s (vv. 13-18). D ébora estava agradecida por o povo haver se oferecido de bom grado para servir ao Senhor (vv. 2, 9) e por os nobres terem feito sua parte recrutando soldados das tri­ bos (v. 13). Seis tribos uniram-se para man­ dar voluntários. C om exceção do povo da cid a d e de M e ro z (v. 2 3 ), os h o m en s de Naftali responderam , bem com o os hom ens de Z ebulom , Issacar, Benjam im , Efraim e da parte ocidental de M anassés (M aquir). No versículo 14, a oração "os que levam a vara de com ando" (literalm ente, "a vara de um escriba") pode ser uma referência aos oficiais de recrutam ento que anotaram os nom es dos soldados. A queles hom ens não estavam "brincando de soldado"; antes, eram guer­ reiros valentes que levavam a sério os co m ­ bates em nom e d o Senhor. Porém, houve quatro tribos que não se ofe­ receram para fazer sua parte nessa batalha.

A tribo de Rúben considerou o cham ado para a guerra, mas acabou fican do em casa. E p ro vável que estivessem refletin d o sobre D euteronôm io 20:1-9 - a lei das guerras de Israel - e exam inando o coração, a fim de determ inar se estavam aptos para ir à luta. U m a vez que a parte oriental de M anassés (G ileade) estava segura do outro lado do rio Jordão, seu povo tam bém ficou em casa (Jz 5 :1 7 ). D ã e Aser, perto do litoral, também decidiram não responder ao cham ado para lutar. Ao contrário desses irresponsáveis, as tribos de Zebulom e de Naftali receberam louvores por seus hom ens terem arriscado a vida a serviço do Senhor e de sua pátria (v. 18). N ão se esqu eça de que, durante esse período da história, "cada um fazia o que achava mais reto" (2 1 :2 5 ). Q u an d o Josué com andou os exércitos de Israel, todas as tribos particip aram ; mas quando Baraque co nvo co u as tropas, som ente m etade dos hom ens foi lutar contra Jabim .5 Em se tratando do cham ado para o ser­ v iço do Senhor, o povo de D eus hoje não é m uito diferente do povo de Israel daque­ le tem po: alguns se oferecem de im ediato e seguem o Senhor; alguns arriscam a vida; alguns refletem se riam e n te so bre o ch a ­ m ado, mas dizem não; outros ficam em seu canto, com o se nunca houvessem sido cha­ m ados. Louvem ao S e n h o r p o r sua vitória (vv. 19-23). U m a coisa é se alistar no exército e outra bem diferente é entrar na batalha. O s reis ca n a n e u s e suas fo rça s co m b in ad a s (co m n o v e ce n to s ca rro s) e n co n tra ram o exército israelita em M egido, na planície de Jezree l.6 U m a vez que era a estação das se­ cas, os soldados com seus carros esperavam aniquilar o exército de Israel, mas Deus ti­ nha outros planos. Enviou um a tempestade fo rte que tran sfo rm o u o rib eiro Q u iso m num a torrente violenta e o cam po de ba­ talha num pântano. U m a gota de chuva é extrem am ente frágil, mas quando milhões de gotas se reúnem , podem derrotar um exér­ cito! O exército de Israel creu qu e o Senhor lhes daria a vitória, pois era o que ele havia prom etido (Jz 4:6-9).

Q u e figura patética de esperança onde não há esperança algum a! Q u antas pessoas. judá e Sim eão não são m encionados em m om ento algum em Juízes 4 .e o povo que ama ao Senhor e que brilha com o o Sol do meio-dia. A oração de encerram ento (v. A mãe e as servas repetiam para si m esmas e umas para as outras que tudo estava bem. a fim de que. Além disso. estaria sob a proteção dele. em sua agonia. v e r T u c K E R . Eúde. quando na verdade não estava. . 31) faz um co n traste en tre os inim igos do S en ho r aq u e le s q u e . Q uando foi declarada a guerra. No entanto. Pode ser que Israel tivesse armas.. W alter. ele rita v a deitado e dorm indo quando foi mor­ to <v. p e re ce m nas trevas . os homens tiraram essas armas de seus esconderijos. 1987. D ébora anunciou que -•na m ulher receberia o crédito pela morte zo capitão do exército inimigo (Jz 4 :8 . O u nós am am os a Cristo e andam os na iuz. M oody Press. A bênção de D ébora sobre ael nos fa z lem b rar as palavras do anjo Z io rie l a M aria (Lc 1:42). Z ond ervan. "M e ro z representa o ^respon­ d e i " . a m aldição «eio do Anjo do S e n h o r . 1 O fato de Débora ter sido escolhida também pode indicar que. ela enfiou a estaca na "èmpora no capitão. "aquele que está disposto a »er outros lutarem as batalhas da vida. naquela épo ca. M ary L. e Lie fe ld .7 O b serve que o pecado deles •ão foi apenas deixar de ajudar Israel. não significa que ela o decapitou com um martelo e a estaca de uma tenda. Ruth A . Sísera tenha se levantado e depois caído aos pés de Jael e m orrido. "Pois tudo quanto. Se você fosse hóspede de um xeque árabe. o povo :e M eroz se negou a ajudar o S en h o rI Louvem a D e u s p o r um a m u lh e r valen­ te (vv. O cantor passa da descrição da morte de Sísera para um retrato da mãe do capitão esperando pela volta do filho (vv. co m o S íse ra .iz u e haver hesitado. no versículo tam bém que.5 109 N ão foram D é b o ra nem Baraque que = ~ aldiçoaram o povo de M ero z. por sua vez. N aftali. enquanto as pessoas lerem e estudarem a Bíblia. 28-30). Baraque deve ter envergonhado ao saber que uma cidade re sua própria tribo. 24-31). 1984. 26. A D ictionary o fW o m en in Church History.5 . uma v ez que Sangar é o último ju iz citado nessa passagem. ou som os seus inimigos e perecem os nas trevas. A té m esm o Baraque. Sísera estava morto e jam ais voltaria para a casa. porém as mantivesse escondidas do inimigo. O ter~'o quer dizer "esm agou" ou "despedaçou". É possível que esse versículo esteja se referindo à dissim ulação e não ao desarm am ento. é possível Seria de se esperar que Juízes 4:1 dissesse: "depois de falecer Sangar". lo m um só golpe. dá a im pressão de que ele estava em pé na tenda quando Jael o atingiu e que :a íu m orto aos pés dela. teve m edo de enfrentar o inimigo sem a ajuda de Débora ( H b 11:32). foi escrito para o nos­ so en sin o foi escrito . Para um relato inspirativo das mulheres de D eus que m arcaram o m undo e a Igreja. no ver. outrora. D escem as cortinas e nosso dram a se encerra. um homem de fé.9 A batalha em M eg id o foi m ais do que ap en as um conflito entre exércitos adversários. hoje em dia. 9). onde a mãe am orosa o esperava. culo 27. iar voluntários para ajudar nessa batalha •^portante. não havia hom ens dispostos nem capazes de realizar esse trabalho. exigiria que os m em bros de sua família e acam pam ento tam bém o protegessem. N o entanto. en: ja n to sim plesm ente chega depois e toma os despojos". de m odo que ele não o entregaria a seus inimigos. despedaçou sua cabe: a e o m atou. Alguns estudiosos acreditam na possibilidade de que essas duas tribos estivessem envolvidas em guerras contra os cananeus. A : 'ação "rachou-lhe a cab eça". mas posso prever que o elenco ain­ da voltará ao palco muitas vezes. Sangar exerceu seu ministério em nível local e contem porâneo com o de Débora (Jz 5 :6. 7). recusou-se a -s-. exerceu autoridade sobre toda a terra e foi quem arquitetou os oitenta anos de descanso. Pode-se tratar de um caso de licen:a p oética h eb raica ou. pela paciência e pela consolação das Escrituras. e H a m a c k .8 A descrição da morte de Sísera. 18). disse Philips Brooks num de seus ser—5es fam osos. olham pela jan ela das suposições falsas e esperam algo que jam ais acontece­ rá. Foi um conflito entre as forças das trevas e as forças da luz. tenham os esperança" (Rm 15:4).JUÍZES 4 . Pelo fato de Ba. Daughters o ft h e Church. então.

Q uand o os líderes ob edecem a D eus. . Sísera descobriu que a "terra que m ana leite e m el" poderia ser um lugar perigoso! 9. Dutton. 1950. O s exércitos de Israel haviam passado por um a tem pestade. e o rei Josias foi morto nesse cam po de batalha num conflito no qual jam ais deveria ter lutado (2 Rs 23:28-30). O rei Saul m orreu ali (1 Sm 31). p. com o fizeram D ébo ra e Baraque. e é nesse local que será travada a "batalha do Armagedom" (Ap 16:12-16. cujo nom e significa "abelha". 4). Sísera foi morto por Jael. D avi com parou um líder piedoso com o Sol que se levanta e o Sol que brilha depois da chuva (2 Sm 2 3 :3 . The Curse of M eroz.). mas D eus lhes deu a vitória. 8. Nova York: E. S elected Serm ons o f Phillips Brooks. 7. O s líderes militares consideram essa região um dos maiores cam pos de batalha do mundo. 127.7). W illiam (Ed. e seu exército foi derrotado por causa de D ébora. que lhe havia dado leite. P. S c a r lf t t . mas também G ideão derrotou ali os midianitas (Jz 6 .110 JUÍZES 4 .5 6. para seu povo sem pre há o am anhecer de um novo dia e sem pre há calm aria e luz depois da tem pestade. 17 :1 4). Não só Baraque derrotou Sísera nesse local.

O s m idianitas organizaram um a co a li­ zão de nações para invadir a terra (Jz 6 :3 ).1 2 . mas ainda não ha­ via aprendido sua lição deixando os ídolos pagãos. 16 ). não propo rcio na qualquer benefício duradouro. Durante sete anos.8 :2 1 ) e terminou a carreira com o co n d e sce n d e n te 3:22-35). não rejeites a 'disciplina do S e n h o r . ro d e ter uma idéia do sofrim ento pelo qual os israelitas passavam na ép o ca da colheita ru a n d o os m id ia n ita s re a liz a v a m se u s iia q u e s anuais. e tudo o que Israel pôde faze r foi fugir para . D eus não é um "pai perm issivo" que deixa seus filhos fazerem o que quiserem . Não pode­ mos im aginar um D eus santo que deseje qualquer coisa aquém do melhor para seus filhos. a m enos que nosso arrependim ento seja a evidência de um desejo santo de deixar o pecado. Essa história se 'epete ano após ano e não há nada que pos?a fazer." Essa foi a res­ posta de G id eão à mensagem do Senhor (Jz 6 :1 3 ) e. que nosso Pai nos ama e que é im possível ficar incólum es em meio a nossa rebelião. o Senhor havia dado provas a Israel de sua preocupação pessoal com os israelitas. Se co n se g u e im ag in a r e ssa situ a çã o . ver tam bém H b 12:5-11). Perto da oitava invasão midianita.4 O H o m e m de D eus em M a n a ssés J u íz es 6 1. D eus per■nitiu que os m idianitas e seus aliados de­ vastassem a "terra que mana leite e m el". assim com o o pai. quando está crestes a colher os frutos de seu trabalho. Porque o S e n h o r repreende a quem am a. reixando o povo na mais extrem a pobreza. Q uand o G id eão com eçou 5 ja carreira. e Deus não pode perm an ecer indiferente enquanto vê seus filhos se destruindo. da rib o de M anassés. A obediência ao Senhor constrói o caráter. A disciplina é a prova de que Deus abo­ m ina o pecado e am a seu povo. teve de tratar de quatro dúvidas ru e perturbavam o futuro ju iz e que eram em pecilhos a sua fé. O desejo do Pai é poder olhar para cada m em ­ bro de sua fam ília espiritual e dizer: "Este é o m eu Filh o am ad o . verdadeiram ente. em qu em me comprazo" (ver M t 3 :1 7 . no entanto. mas a desobediência o destrói. ao filho a quem quer bem " (Pv 3 :1 1 . nem te enfades da sua repreensão. Israel já havia passado por quarenta e três anos de sofrimento sob o dom ínio opres­ sor das nações vizinhas. o Livro de Juízes de­ dica mais espaço (cem versículos) a G id eão do que a qualquer outro ju iz . Deus m am ou um lavrador cham ado C id e ão . pois seu propósito m aior é que se tornem "co nfo r­ mes à imagem do seu Filho" (Rm 8 :2 9 ). trabalha arruam ente para que a plantação produza em eoundância. 17:5). M as todos os anos. C om o C harles Spurgeon disse: "D e u s nunca per­ m ite que seu povo peque com su cesso ".1 ele é o único ji z cujas lutas pessoais com sua fé encon-■am-se registradas no livro. "Filho m eu. E le havia d isc ip lin a d o seu p o v o (vv. G id eão serve de . era um tanto covarde (Jz 6). não passará de rem orso. No entanto. mas se tornou um co n q u ista d o r (7:1 . não apenas de escapar da dor. rande ânimo para os que têm dificuldade em aceitar a si mesm os e em crer que Deus :o d e fazer deles aquilo que desejar ou usáb s para aquilo que quiser. 12 :1 8 . para tornar-se o liberta­ dor de seu povo. íe u s vizinho s invadem a horta e tomam à arça o que encontram lá. " O S e n h o r nos desam parou. A m enos que nosso sofrim ento nos leve ao arrependim ento. Antes que o Senhor usasse G id eão para s u serviço . Esses dilem as de G id eão ro d em ser expressos em quatro perguntas. durante toda a prim avera e o verão. A disciplina nos garante que so­ mos. filhos de D eus. e o melhor que ele pode nos dar é um caráter santo com o o de Jesus Cristo. " D e u s se p r e o c u p a m e s m o co n o sco ?" (Jz 6:1-13) m agine que tem um a ho rta e.

Tam bém os lem brava de sua generosidade ao dar-lhes a Terra Prom etida e ao ajudá-los a ven cer os inimigos. O s apóstolos lembraram os cristãos repeti­ dam ente de qu e D eu s os havia salvo para que vivessem em o b e d iê n cia e servissem fielm ente ao Senhor. os pais reafirm am transform ando seus pontos de interrogação seu am or por eles e. Diante viver à altura daquilo que já possuím os em dele se encontrava o D eus Todo-Poderoso Cristo. terem os de suportar a segunda. não podemos evitar de observar que os após­ tolos usaram a m esma abordagem ao adm o­ estar os cristãos para os quais escreveram . talvez estivesse dando a entender que era rejeitado por sua fam ília por não se ju n ­ tar a eles em sua idolatria. esco lhe "as coisas fracas do mun­ do" a fim de re aliza r grandes coisas para su a g ló ria (1 C o 1 :2 6 . Q u an d o G id eão referiu-se a si mesm o co m o "o m enor na ca sa de meu pai" (Jz 6:1 5). f a z e n d o ? " (Jz 6:14-24) Então . mas D eus. concede-nos aquilo que não m erecem o s. Ao ler as epístolas do Novo Testam ento. Q u an ­ do os isra e lita s v o lta ra m p ara ca sa . Se os israelitas esta­ vam sofrendo sob o jugo de escravidão dos gentios. Deus fala a seus filhos pela tivesse continuado nesse cam inho. em sua graça. nem nos retribui consoante as nossas iniqüid a d e s" (Sl 1 0 3 :1 0 ). D eus está sem pre pronto a nos transform ar naquilo que devem os ser se estiverm os dis­ postos a nos subm eter a sua vo n tad e (Ef 2 :1 0 . muitas vezes quan­ do D eus co ndenava o povo de Israel pos sua desobediência. veio ajudá-los (vv. mas sim a possibilidade de falta de fé e de percepção espiritual. perguntam o-nos por que D eus o escolheu.112 JUÍZES 6 os montes e se esconder do inimigo. deveriam andar de modo digno de sua vo­ cação elevada (Ef 4 :1 ) e viver com o quem está assen tad o com C risto em glória (C l 3:1 ss). A reação negativa de G id eão indica sua que não temos. mas sua aflição tocou o coração am oroso de Deus. e n ­ contraram apenas devastação e tiveram de enfrentar outro ano sem alim ento suficiente. em seguida.2 No Antigo Testam ento. o Senhor consegui­ 2. C om o filhos de Deus. Deus não nos dá aquilo que m erecem os e. foi ele angustiado" (Is 6 3 :9 ). o Anjo do S e n h o r . Antes disso. A o co nsiderar o tipo de hom em que G i­ deão era na é p o ca . 710). E le havia re p re e n d id o se u p o v o (vv. D eus não era culpado! Havia dado ao povo tudo de que precisavam . O povo clam ava ao Senhor por socorro (6 :7 ). um profeta anônim o volta para transmitir a m esm a m ensagem . e G id eão respondeu lhos de Deus a um a disposição para ouvir com a negação de tudo o que D eus havia sua Palavra. 13). depois de dar dito! Deus teria de gastar tempo com G id eão umas palm adas nos filhos. com o A primeira reação de G id eão foi questionar a preo cu p a çã o d e D eu s por seu povo. os adver­ em pontos de exclam ação . D e uma form a ou de outra. A m otivação da vida cristã não deve ser a possibilidade de ganhar alguma coisa é de costum e quando surgem as dificulda­ des. Em sua m ise ricó rd ia . se ignorarmos a pri­ em Hebreus 11. ele os lembrava do modo maravilhoso com o os havia livrado do Egito.2 9 ). prova­ velm ente o Filho de D eus. dizendo-lhe que estaria com ele e que o tor­ O propósito da disciplina é levar os fi­ naria um conquistador. apesar de não term os m otivo algum para crer que G id e ã o tam bém particip asse dessa adora­ ção. com fre­ qüência. mas . e se zem e o b ed eça m . G id eão estava tem com carinho para que ouçam o que di­ vivendo pelas aparências e não pela fé. e. meira. não te­ vo z am o ro sa das Escrituras ou pela mão ria sido citado com o um dos heróis da fé pesada da disciplina. e D eus teve de trabalhar com p aciência na vida dele a fim de prepará-lo para exercer a liderança. " D e u s s a b e m e s m o o q u e e s t á rá nossa atenção e lidará conosco. Fp 2 :1 2 . "Em toda a an­ gústia deles. havia se dirigido a Boquim para cen su rar Israel p o r seu s pe­ cados (2:1-5) e. "N ão nos trata segundo os nossos pecados. 11-13).3 A fa m ília de G id e ã o adorava Baal (Jz 6 :2 5 -3 2 ). O s israelitas não deram qualquer sinal de arrependim ento. G id eão não era um hom em de grande fé e coragem . M uitas v e z e s. agora.

Tozer: "Todos os atos de D eu s são re a liza d o s na m ais p erfeita . para o bem suprem o do m aior n ú m ero de p e sso as pelo m a io r p e río d o v iá v e l" . pois ele e a fam ília dele não eram nada.u e talvez essa afirm ação de G id eão fosse i maneira habitual de responder a um elo.4 Portanto. verdadeiram ente. em sua graça. U m a v e z que l e j s nos cham a e nos dá uma missão. teve certeza de que o sinal causaria sua morte! H á sem pre "gozo e paz no vosso crer" (Rm 1 5 :1 3 ). G id eão estava certo de que morreria.o d e mentir e nunca falha. e o Senhor. A menos que estejam os em paz com D eus. Deus o cham ou de "hom em valente" e prometeu que salvaria Israel dos m idianitas e que feriria os inimi­ gos "com o se fossem um só hom em ". Deus havia dado a G id eão uma mensa­ gem de paz. depois. com o quando as pessoas escreviam "D e seu criado" antes de assinar um a carta. "Se não existisse fé. de : : t i o nos sentim entos ou das possíveis con­ seqüências. U m a vez que D eus nos revelou sua von­ tade.= o ed o ria. O s israelitas costum avam identificar . ele não creu na Palavra re Deus. G id eão preparou um sacrifício . Um efa de farinha eqüivalia a ce rca de vinte e três litros de cereal. Diz-se que D eus dá as ordens e também i capacidade para cumpri-las. em segui­ da. "N ão nos sentiríamos í-eguros nem com endo arroz com feijão. enga­ noso: G id eão pediu um sinal e. A Pa­ lavra de Deus é a "palavra da fé" (Rm 10:8). tudo : que precisam os faze r é o b e d ecer a ele pela fé. o Senhor quem estava falando com ele (1 C o 1 :2 2 ). ver s 4 0 :1 3 e 1 C o 2 :1 6 ). o suficiente para alim entar um a fam ília com pão durante vários dias. nos perguntamos por que esse hom em vacilou em sua fé. visto Deus e falado com ele.io . a fim de prepará-lo para guer­ rear. de fato. depois de recebê-lo de D eus. 2 7 ). e a prega­ ção. fez a G id eão . consum iu a oferta fazend o subir fogo da rocha. sem dúvida. "Q u e m . E bem provável que tenha levado horas para pre p ara r a ca rn e e os bolos asm os. ao que parece. não devem os jam ais questionar sua sare d o ria nem discutir seus planos. pela palavra de Cristo" (Rm 10 :1 7 )." A declaração de G id eão sobre a pobre­ za de sua fam ília causa certa perplexidade riante do fato de ele ter dez servos que o a udavam (v. co n co rd o u em atender esse pedido incrédulo. e ele cuidará do resto. mas D eus esperou até que voltasse e. a fé vem pela pregação. assim .JUÍZ ES 6 113 ■:go em seguida questionou a sabedoria de Z-í j s ao escolhê-lo para ser o libertador de í^ e l. uma v e z que estava . A aparição repentina do fogo e o desa­ p a re c im e n to do v is ita n te c o n v e n c e ra m G id eão de que ele havia. não haveria com o viver neste mundo". era parecido com '•toisés (Êx 3:7-12). p rim eiram en te para sua glória e. desven­ dará s os arcanos de Deus ou penetrarás até à perfeição do Todo-Poderoso?" (Jó 11 :7 ). o que o assustou ainda mais. Nosso mundo "prático" moderao faz pouco da fé. G id eão não aceitou essa Palavra e precisou de outras co n firm açõ e s além do caráter do Deus Todo-Poderoso. U m a vez que os israelitas acreditavam que hom em algum poderia ver D eus e v i­ ver. "Porventura. ~ias. O coração hum ano é. Deus prometeu estar com ele. Ter fé significa rse d e ce r a Deus apesar do que vem os. ainda assim . As declarações do Senhor registradas .os versículos 12 e 14 deveriam ter dado a I:d e ã o toda a garantia de que precisava. de fato. não poderem os enfrentar o inimigo com segurança nem lutar as batalhas do Se­ nhor. D eus não . co n h e c e u a m ente do Senho r? O u :^ em foi o seu conselheiro?" (Rm 1 1 :3 4 . quem som os nós para questioná-lo? Ao rever as prom essas que D eus. De u a lq u e r modo. sem perceber que as 3-essoas vivem pela fé o dia inteiro. "E. W . Nesse sentido. em sua bo ndade. G id eão pen­ sava que D eus não podia fazer nada. não fosse im portante em M anassés ou . ao qual a fam ília de G id eão perten: a. cuja biografia G id eão . É possível que o clã de Abiezer. No entanto. algo caro de faze r naquele tem ­ po em que a com ida era escassa. :o is . G id eão pediu um sinal para assegurá-lo de que era. conhecia. escreveu o humorista John Billings ru ase um século atrás. par da história dos hebreus (Jz 6 :1 3 ). mas a in­ credulidade gera medo e preocupação. Tom o escreveu A .

A tarefa que G id eão deveria cum prir não era nada fácil. G id e ã o d e cid iu o b e d e c e r ao Sen h o r naquela noite. onde ninguém além de Deus viu o que ele havia feito (1 Sm 1 7:32-37). cuja adoração envolvia práti­ cas de uma perversidade indescritível. Um a vez que os altares a Baal eram construídos em lugares altos. Antes de D eus dar a seus servos gran­ des v itó ria s em p ú b lico . mas tam bém tremia com a idéia de que ele havia sido designado para liderar o exército. Foi mais uma dem onstração de seu medo (Jz 6 :2 7 ). devem os ter o cuidado de olhar para o Se­ nhor e não para nós mesm os. O s altares israelitas eram feitos de pedras não-lavradas e eram simples. Deus perguntou a Abraão (G n 1 8 :1 4 ). Dt 7:5 ). usando com o le­ nha a madeira de um poste-ídolo de Aserá.114 JUÍZES 6 acontecim entos e lugares especiais erguen­ do m o n u m e n to s. não estava certo de que Deus poderia ou de que iria acompanhálo até o fim . G id eão tinha todo o direito de destruir a adoração a Baal. Paulo deu seu testemunho de­ clarando: "tudo posso naquele que me for­ talece" (Fp 4 :1 3 ). Porém. "Por que sois assim tímidos?! C o m o é que não tendes fé?" (M c 4 :4 0 ). se não praticarm os nossa fé em casa. antes de julgar. aprendeu a co n fia r em D eus ao matar um leão e um urso no cam ­ po. G id eão passou a crer que o Senhor po­ dia usá-lo. ele às v e z e s os prepara dando-lhes vitórias menores em casa.1 3 . estaria afrontando o pai. mas D eus não incluiu nada disso em suas instruções. devem os fazer uma instrospecção e avaliar quanto nós confiam os no Senhor. "Acaso. G id eão deve­ ria ter mostrado uma fé mais forte. Imagino que. com o poderem os fazê-lo com sin­ ceridade em qualquer outro lugar? G id eão precisava assum ir uma posição firm e em sua própria vila antes de ter a o usadia de en­ frentar o inimigo no cam po de batalha. enquanto se regozijava por Deus estar pla­ nejando livrar Israel. ao longo daquele dia. mas os altares a Baal eram elaborados e tinham a seu lado um pilar de m adeira (v. seria difícil o b e d ecer às ordens de D eus sem cham ar a atenção. Vale a pena observar que os verdadei­ ros cristãos não podem construir um altar ao Senhor sem antes destruir os altares que construíram para a adoração a seus falsos 3. . confiarei e não tem erei" (Is 1 2 :2 ). Q uand o pro­ vam os ser fiéis com coisas m enores. "Eis que D eus é a m inha salvação . Sem pre que Deus nos cham a para reali­ zar uma tarefa que parece grande dem ais.5 de m odo que G id e ã o construiu um altar e chamou-o de " O S e n h o r E Paz". os vizinhos e um a verdadei­ ra m ultidão de adoradores de Baal em Is­ rael. Deus lhe deu uma tarefa em sua pró­ pria casa para mostrar que estaria sem pre com ele. Jó d e sco b riu que D eus podia fazer tudo (Jó 4 2 :2 ). mas em função de quem Deus era. não em função de quem ele era. Afinal. Sabendo que G id eão ainda estava com m edo. para o S e n h o r há coisa dem asiadam ente difícil?". O termo hebraico para "p az" (shalom) significa muito mais do que um a cessação d as h o s t ilid a d e s . 26) consagrado à deusa A será. as em oções de G id eão tiveram altos e baixos. saúde e prosperida­ de. construís­ se um altar ao Senhor e sacrificasse um dos valiosos bois de seu pai. te n d o ta m b é m u m a acepção de bem-estar. quando todos na vila estives­ sem dorm indo. Deus lhe ordenou que des­ truísse o altar consagrado a Baal. e a resposta é: "Porque para Deus não haverá im p o ssíve is" (L c 1 :3 7 ). Deus nos confiará coisas m aiores (M t 2 5 :2 1 ). se desafiasse os m idiani­ tas em nom e do Senhor. a família. " D e u s v a i (Jz 6:25-32) m e s m o c u id a r d e m im ?" C o m o foi o dia de G id eão depois de seu encontro extraordinário com o Senhor? Lembre-se de que ele era de um a fam ília que adorava a Baal e. Jerem ias reconheceu que não há coisa alguma difícil demais para D eus (Jr 3 2 :1 7 ). tinha o direito de apedrejar to­ dos aqueles que estavam adorando Baal (Dt 13). Jesus disse a seus discípulos: "para Deus tudo é possível" (M t 1 9 :2 6 ). A liás. pois era isso o que Deus havia ordenado em sua lei (Êx 3 4 :1 2 . Antes de Davi matar o gigante G olias diante de dois exé rcito s. D epois de todo âni­ mo que D eus havia lhe dado.

ninguém d iria isso d e le . 19. D.) Por causa dessa pergunta. o Senhor o protegeria e receberia a glória. H avia sacrificado um dos m elhores bois do pai ao Senhor e usado o poste sa­ grado de A será co m o lenha (ver Is 44:132 D . eram as mais afetadas pelo exército invasor. Essas quatro tribos ficavam próxi­ mas ao vale de Jezreel e. Era hora de G id eão entrar em ação. Nosso Deus é um Deus zeloso (Êx 2 0 :5 ) e não divid e sua glória nem nosso amor com outros. (Anos depois. G id eão teve de se lem brar disso ao reunir seu e x é rcito e preparar-se para ata c a r o inimigo. Se re:eo erm o s apelidos por honrar o nom e de •esus. diz o S e n h o r dos Exércitos" (Z c 4 :6 ).ia despedaçado o altar de Baal onde seu : a' adorava. Elias usou -m aabordagem sem elhante. ver 1 Rs 18:27. M o o d y ficou c o n h e c i­ d o co m o "M o o d y. os hom ens da vila reram a G id eão o apelido de "Jerubaal". G id eão aprendeu um a li­ ção de grande valor: se ele obedecesse ao Senhor. perguntou Joás. outro pastor respondeu: "N ão . mesmo com medo em seu coração. O s ho­ mens da cidade consideraram isso um cri­ me capital e quiseram m atar G id eão . G id eão . sua Palavra para nós será sem­ pre: "N ão por força nem por poder. bem com o para as tribos vizin h as de Aser.JUÍZES 6 115 deuses. tido algum efeito! Em se­ guida. co m fre q ü ê n cia . satiriza d o e caricaturado na im prensa inglesa. e o Espírito de Deus lhe deu a sabedoria e o poder de que precisava (ver Jz 3 :1 0 . sem dúvida. re . en viou m ensag eiro s para todas as partes de sua tribo. M oody para uma cruzada evangelística em sua cidade. 14:6. "D eus c u m pr e sua s pro m essa s? " (Jz 6:33-40) Não tardou para os m idianitas e seus alia­ dos realizarem seu ataque anual. enquanto mais de 135 mil hom ens (Jz 8 :1 0 . Q uand o há outros dez hom ens particirand o de um plano. 32 mil hom ens responderam à co n vo cação de G id eão . pai de G id e ão . além de inúmeros cam elos (Jz 7:12)? Essa é a prim eira vez que Bíblia m enciona cam elos sendo usadas em com ba­ te e. colocando em seu lugar um altar a leová. Joás. mas Deus mostrou-se rapaz de resolver a situação. é difícil mantê-lo em segredo. A reform a de G id eão na cida­ de havia. C h arles 5 :jr g e o n fo i. que 9 gnifica "Baal contenda contra ele" ou "ade 'íá rio de Baal". O s israelitas estavam em m enor . de modo que não dem orou para o v i arejo todo saber que era G id eão quem ~a. mas é evidente que o Espírito Santo tem direitos exclusivos sobre M oody". Z eb ulo m e N aftali. então usem os esses epítetos co m o se fossem m edalhas e continuem os a glorifi­ car o Senhor! Naquele dia. 1 1 :2 9 . L. G id eão tocou a trom beta prim eiro em sua cidad e natal e foi seguido pelos hom ens de A b ie zer. aqueles que os montavam tinham rapidez e m obilidade no cam po de batalh a. Q uand o estava construindo sua fam o sa esco la do m inical em C h ica g o . mas pelo meu Espírito. m as.e ria declarar guerra a Baal. mas era chegada a hora de assumir -■na posição em público sem fazer qualquer ::n c e s s ã o . 7:12) se deslocavam para o vale de Jezreel. o M a lu c o ". 1 3 :2 5 . 15:14).6 Muitas vezes. portanto.a . o mundo dá apelidos ofenf \ o s a servos fiéis de Deus. chegando até a insultar Baal! "Q u e tipo de deus é Baal que não ronsegue sequer defender sua própria cau­ sa?". Antes de declarar guerra a M idiã. G id eão ficou im aginando o que aaonteceria com ele. M anassés. M as Deus trabalhou no coração de Joás de tal modo que ele defendeu G id eão dianle do povo da cidade. de fato. Q uand o um grupo de pastores ingleses estava discutindo se era uma boa idéia convi­ dar D. 4. hoje em dia.ia destruído os ídolos de seu pai. M as que ch an ce 32 mil hom ens teriam contra 135 mil.) Sem dúvida. tinha m otivos de sobra para se irar contra seu filho. A ssim . eram os idólatras u e deviam ser executados! Ver Dt 13:6-9. L. um deles perguntou: "Por que precisa ser M oody? Por acaso ele tem direitos exclusivos sobre o Espírito San­ to?" C alm am ente. Q uand o procuram os fazer a von­ tade de D eus. G id eão havia construído : próprio altar ao Senhor em particular (Jz z 2 4 ). (D e aio rdo com a lei de Deus.

antes de liderar o ataq ue. mas do tem po de G id eão em diante. Porém . Amós era um agricultor sem qualquer preparo para o ministério. Antes. seria um sinal de que Deus queria que fizessem outra coisa. essa é uma abordagem usada por pessoas com o G id eão .7 Q u e m som os nós para d ize r a Deus as condições que ele deve preencher. G id e ã o viu que a lã estava seca . tendo o pastor com o seu diretor presidente. mas houve outros profetas anônim os antes de seu tempo. The K n ow ledge o f the H oly. N a segundo noite. na m anhã seguin­ te. O nd e quer que fosse. se o tempo m udasse num determ i­ nado horário. Tanto Elias quanto Jeremias sofriam de depressão. W . encontrei pessoas de todo o tipo que se m e­ teram em dificuldades por terem "posto a lã ao relento". . de modo que a derrota era certa. mas que deixasse o chão seco (n esse ca so . exceto por um a coisa: o Deus Jeová estava do lado deles e havia lhes prometido a vitória. Israel não m erecia líderes tementes ao Senhor. era apenas um lavrador qualquer e havia outros em sua tri­ bo muito mais capacitados para essa incum ­ bê n cia. o menos espiritual de todos. G id eão lembrou Deus do que ele havia dito (jz 6 :3 6 . 1. É com um considerar Samuel o primeiro profeta (At 3 :2 4 ). M oisés estava com 80 anos de idade e era procurado por assassinato no Egito. 2. e D eus atendeu seu pedido. o teste foi bem m ais d ifícil. G id eão duvidou da prom es­ sa de D eus. Essas características não são desculpas para líderes pecarem nem para as igrejas baixarem seus padrões. 5. sem fé para confiar que Deus cu m ­ prirá suas p ro m essas. 3. 4. Ainda assim. Deus dá a seu povo exatam ente aquilo que m erece. por duas veze s. pediu ao Senhor que reafirm asse suas promessas de fazer um milagre. Esse gesto de "pôr a lã ao relento" é co ­ nhecido nos m eios religiosos e expressa um pedido para que D eus nos guie num a de­ cisão cum prindo certas co nd içõ es que es­ tab e le cem o s. Deus deve obedecer a minhas ordens. não restava outra coisa a fazer senão confrontar o inimigo e confiar em Deus para ser vitorioso. 8 . João M arcos desistiu de suas responsabilidades e Paulo não se entendia com Barnabé. Para G id eão . O Senhor queria m esm o que e/e com andasse o exército de Israel? O que entendia de guerra? Afinal. pois desejava ser libertado de seus inimigos sem se consagrar a Deus.116 JUÍZ ES 6 núm ero. 2 2 :9 ). Em meu m inistério pastoral. 18. O s quatro primeiros juízes foram tementes a D eus. Noventa e seis versículos são dedicados a Sansão. Por vezes. p. Na p rim eira noite. os líderes com eçaram a entrar em declínio até chegar a Sansão. Nova York: Harper. o último ju iz. O séias não conseguia manter o casamento em ordem. mas a lã deveria p erm an ecer seca. G id eão pediu a D eus que lhe desse mais dois sinais. Jacó era um intriguista. A ssim . a B íb lia usa os term os "terra" e "ch ão " de m aneira intercam biável). Se recebessem um telefonem a em certo m om ento. Abraão construía um altar (G n 1 2 :7 . e o ch ão . Fico imaginando quantas igrejas gostariam de ter um diretor presidente com um currículo com o aquele de algumas pessoas que Deus usou na Bíblia. A imagem mais com um da igreja local é aquela de uma corporação. do contrá­ rio não obedecerei às ordens dele! G id e ã o passou do is dias fa z e n d o "o jogo da lã ao relento" com D eus no chão da eira. Pedro tentou matar um homem com sua espada. Em duas o ca siõ e s. especialm ente quando já nos falou algo em sua Palavra? Esse tipo de prova não é ape­ nas um a d em o n stração de in cred u lid ad e. seria indicação de que D eus desejava que fizessem uma certa co i­ sa ou. A . 3 7 ) e. pediu a D eus que m olhasse a lã. O homem ou a mulher que consideramos menos qualificados para a obra de Deus podem acabar se tornando poderosos servos do Senhor. O chão de uma eira norm alm ente é bem duro e não costu­ ma ser afetado de m aneira expressiva pela ação do orvalho . mas nos lembram de que os cam inhos de Deus são diferentes dos nossos. 13:4. "E esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé" (1 Jo 5:4). 66. m olhado. 1961. e Josué deixou vários m onumentos da marcha de conquista realizada por Israel na Terra Prometida. O fato de Deus ter anuído voluntariam ente à fraqueza de G id eão ser­ ve apenas para provar que ele é um Deus ch eio de graça que nos co n h ece bem (Sl 103:1 4 ). T o z e r. pois o chão da eira deveria estar m olhado. Q uando com eçou seu ministério. Provas assim não são um m étod o b íblico de determ inar a vontade de D eus. mas tam bém uma prova de orgulho.

16). as realizações de G ideão transformaram um apelido desprezível num título ~onroso do qual se orgulhava. Porém . crer em suas promessas e obedecer a suas ordens. v. na esperança de que será adotada pelo inimigo e usada com o um aguilhão ou açoite. p. . 6. Porém . vol. então podem os pelo menos lhe dar uma alcunha. 6. A m aneira de crescer em fé e em coragem é ouvir a Palavra de D eus. Se não podem os fustigá-lo. a coragem vem da fé. o. Jeová provou ser mais poderoso do que Baal! k>seph Parker defende G id eão ao escrever: "O s hom ens não podem ser corajosos de uma vez só" (The P eople's Bible .JUÍZES 6 117 D e acordo com Joseph Parker: " O m ínim o que se pode fazer é dar um apelido a um reformador. Afinal. 14). mas não permite que passemos a vida toda nesse nível de infantilidade. (The P eople's Bible . Deus pode ceder a nossas fraquezas em uma ou duas ocasiões. e a fé não se fortalece quando pedimos a Deus que abençoe nossa incredulidade operando milagres.

se desejam os ser vencedores e não vencidos. e é ao nos apropriarm os dessas promessas que alcançam os a vitória. em m inha própria vida e minis­ tério. adiante. Essa rocha é a Palavra de Deus. 1. Eu preci­ sava ouvir essa mensagem naquele tem po e ainda preciso nos dias de hoje. Tenho observado. muitas vezes. com fé. D e u s p r o v a n o s s a fé J u íz es 7 ( J z 7 :1 . o ar.5 / C rer E a V itó r ia O relato tão co n h ecid o e em polgante da vitória de G id eão sobre os midianitas é. e esta é a vitória que v en ce o m un­ do: a nossa fé" (1 Jo 5 :4 ). a fim de nos mostrar se nossa fé é verdadeira ou se não passa de uma im itação e. na verdade. pelo fato de M oisés ser um ho­ mem de fé. H á pelo menos dois motivos pelos quais Deus prova a nossa fé: em primeiro lugar. Spurgeon estava certo quando disse que as prom es­ sas de D eus brilham mais forte na fornalha da aflição. São. G . Segun d o um co m e n tá rio e s p iritu o so : "A igreja co stu m ava ser c o n h e c id a por suas L Não se pode confiar num a fé não testada. O que valia para M oisés séculos atrás ainda é válido para o povo de D eus no pre­ sente. Stipe.8 ) em bro-m e de po u cas m ensag en s que ouvi na capela quando era seminarista. há os que simples­ mente "acreditam na fé". Ao falar sobre Hebreus 11. mas não terem os sucesso em nossa vida pessoal dependendo apenas da fé de outrem . O u os cristãos são ven cido s por sua incredulidade ou são ven ced o res pela fé. . Costum a-se pensar que a fé não passa de um "sentim ento cheio de calor e de acon­ chego" ou. são dados E que o vazio parecem tocar. A p rim eira p en eira d a (vv. Lembro-me de uma ocasião em que participava de uma reunião de conselho de um ministério internacional quando um dos m em bros do grupo disse com grande entusiasm os: "Precisam os dar um passo de fé !". D e acordo com J. podia "ver o invisível. disse que. ao que outro m em bro perguntou em voz baixa: "E quem terá essa fé?" A resposta a sua pergunta foi o silêncio de uma introspecção geral. na rocha firmados. mas não é re­ co m e n d áv e l u sar a de outra p esso a. mas hom ens e m ulheres de fé pare­ cem estar em falta hoje. Podem os seguir hom ens e mu­ lheres de fé e p a rticip ar de seus grandes feitos. mas hoje só é co n h eci­ da por suas obras de eng enharia". uma história de fé prática e nos revela três princípios im portantes sobre essa fé. mas nu n ca me esqu eci de um a pregação de V an ce H avn er que me deu ânim o em muitas ocasiões. quem sabe. Se a fé de G id eão tivesse sido obras de bondade. "Porque todo o que é n ascid o de D e u s v e n c e o m undo. em verdade. Lembre-se de que a fé não depen d e de co m o nos sentim os. Precisam os com preendê-los e aplicá-los. O poeta quacre John G ree n le af W hittier expressou-se da seguinte m aneira em "M i­ nha A lm a e Eu": Nada atrás e. a fé é com o uma escova de dente: todo mundo deve ter uma e usá-la com freqüência. mas não podem os exercitar a fé de nossos pais. Seja lá o que torne nossas ig rejas co n h e c id a s na a tu alid a d e. da­ quilo que vem os nem do que pode aconte­ cer. Po­ dem os cantar em alta vo z sobre a fé dos antigos. 1-3). escolher o im perecível e fazer o im possível". em se­ gundo lugar. que D eus. a fim de fortalecer nossa fé para as tarefas que colocou diante de nós. Passos que. nos faz pas­ sar pelo vale da provação antes de permitir que alcancem os o ápice da vitória. Deus tes­ tou a fé de G id eão ao peneirar os 32 mil voluntários até que restaram apenas trezen­ tos hom ens. não são especialm ente notáveis por glorifi­ car a D eus por m eio de grandes atos de fé.

"D e u s não pode -sar hom ens trêm ulos e tem erosos". 16). havendo-se já ' x tific a d o . ou a fé conquis­ ta o medo e triunfam os. cada v e z mais. Q ual era a relevância das duas formas de os hom ens beberem água do rio? Um a vez que as Escrituras não dizem . É possível que John W esley estivesse pensando no exército de G id eão quando disse: "Dê-m e um exército de cem hom ens que não temem coisa algu­ m a a não ser o pecado e que não amam coisa alguma a não ser Deus e farei estre­ m ecer as portas do inferno !". É discutível se o asseio e o cuida­ do ao dirigir garantem que alguém seja bemsucedido em seu ministério. so m o s co m o o rei _z ia s. pois nun­ ca sabe quando alguém o está avaliando para algo mais elevado. A m a io ria dos co m e n ta rista s d iz que os homens que se abaixaram para beber coloca­ ram-se num a posição vulnerável ao inimigo. não seria sábio inserir no texto uma grande lição espi­ ritual que Deus não colocou nessas palavras. torne-se para casa. é que sou forte" (2 C o 12:10). G id eão estava apenas roed ecendo à lei que M oisés havia dado: 'Q u a l o hom em m edroso e de co ração tí­ mido? V á . e um único soldado tem e­ roso é cap az de causar mais estrago do que um regimento inteiro de soldados inimigos. então é porque não foi Deus quem fez". N unca sabem os quan do D eu s está nos testando com alguma experiência com um da vida. para que o : : 'ação de seus irmãos se não derreta com o : seu co ração" (D t 2 0 :8 ).e r r a M undial certam ente se aplicam aos "e ze nto s hom ens de G id e ão : "N o cam po dos conflitos hum anos. O uvi falar de um pastor titular de uma igreja que sempre andava de carro com os candidatos à vaga de pastor assistente no carro deles. M as. M ais de um candidato a em prego já acabou com suas chances de ser contratado durante um alm oço com o possível chefe por não per­ ceber que estava sendo avaliado. só para ver se o carro estava bem cuidado e se o candidato dirigia com cuidado. O m edo e a fé não podem co n vive r por muito tem po no mesm o coração." Q u em disse isso foi um ho m em ch a m a d o M arsd e n e. então não tena sobrado muita coisa depois das peneira­ re i de Deus! M enos de 1% do contingente " :cial acabou seguindo G id eão até o cam po de oatalha. e o medo durante a batalha tom a dos soldados do Senhor a coragem e o poder. Deus fez os dez mil hom ens que haviam restado do exército de G id eão passarem por mais um teste ao pedir-lhes que bebessem água de um rio. disse C . a:é que se tornou forte. O u o me­ do ven ce a fé e desistimos.stério M o cid ad e para C risto. D eus e xp lico u a G id e ã o o m otivo de estar dim inuindo seu exé rcito : não queria . m antenha sem pre o trabalho de M ocidade para Cristo funcionando à base de m ilagres". "Se vo cê é ca p az de exp licar o que í í t á acontecendo em seu ministério.2 A seg un da p en eira d a (vv.eu tanto a tão poucos". há m uitos anos.debaixo do vidro de minha m esa de trabalho. Q u an d o trabalhava no mi. "Faça de toda ocasião uma grande ocasião. quando sou -a c o . O medo cos­ tuma se espalhar.1 O orgulho depois da batalha toma do íe n h o r a glória que lhe é devida. Sem pre me fez bem refle­ tir sobre essa frase. tenho sua citação . Ao ordenar que os soldados tem erosos ■: tassem para casa. então. As pes­ soas que vivem pela fé conhecem suas fraruezas e. 4-8). A s vitó rias acan çad as pela fé glorificam a D eus. dependem de Deus rara lhes dar forças. disse o Dr. j e os soldados se vangloriassem de que ~a\ iam ve n cid o os m idianitas. que "foi m aravilhosam ente ajudado. " O problem a hoje em ria é que os hom ens trêm ulos e tem erosos "iistem em perm anecer no exército. "Porque. Isso era viver pela fé. co stum ava : j \ i r os líderes pedirem em suas o rações: Senhor. exaltou-se o seu coração para a . .ja própria ruína" (2 C r 2 6 :1 5 . A s palavras de W isnton C hurchill sro re a Força A érea Britânica na Segunda I . mas se trata de uma lição que vale a pena considerar.agora am arelada pelo tem po . Cam pbell M organ. U m a -edução de m em bros que peneira da igreja os am edrontados e vacilantes é um ganho n e n so e glorioso".JUÍZES 7 119 tamanho de seu exército. Bob C o o k. nunca tanta gente r-e. pois ■inguém é capaz de explicar com o ocorre*am. C o m fre q ü ê n c ia .

D e p o is de to d a e ssa a ju d a d iv in a . Isso dei­ xou os midianitas ainda mais confiantes e. os israelitas já haviam venci­ do! O s trezentos hom ens poderiam atacar o exército inimigo certos de que Israel seria vitorioso. Um a vez que os hom ens certam ente foram be­ ber em grupos. G id eão só precisava de 2 7 soldados para derrotar todo o exército m idianita com seus 135 mil hom ens (Jz 8 :1 0 ). pois isso teria feito o exército espalhar-se ao longo de alguns quilôm etros à beira da água. 4 0 ). Deus se lembra de que somos apenas pó (Sl 1 0 3 :1 4 ) e carne (Sl 7 8 :3 9 ). im aginan­ do se G id eão estava arm ando uma estraté­ gia com plicada para pegá-los? Em sua graça. despretensioso (nenhum soldado sabia que estava sendo testado) e fácil de ser aplica­ do. 7:7) e o havia tranqüilizado com três si­ nais especiais: o fogo de uma rocha (6:1921 ). C o m o devem os ser gratos por Deus nos entender e não nos co nden ar por nossos medos e dúvidas! Ele sempre nos dá sabe­ doria e não nos repreende quando continua­ mos pedindo (Tg 1:5). mas primeiro teve de tratar do medo que persistia no coração de G id eão . 16. Deus estimulou a fé de G id eão de duas m aneiras. o inimigo encontrava-se a mais de seis quilô­ metros de distância (v. (O b se rvar o tem po verbal.120 JUÍZES 7 enquanto os trezentos que beberam água da m ão perm aneceram atentos. portanto. 2 . G id eão pôde observá-los e identificar os trezentos. Um pregador conhecido afirma que os trezentos hom ens beberam água daque­ la m aneira para m anter os olhos fixo s em G id eão.) Ainda que precisassem lu­ tar na batalha. "Porque para o S e n h o r nenhum im pedi­ mento há de livrar com m uitos ou com pou­ co s" (1 Sm 1 4 :6 ). Deus deu a G id eão mais uma prom essa de vitória: "C o m estes trezentos homens que lam­ beram a água eu vos livrarei" (v. um soldado perseguiria mil e "dois [fariam ] fugir d ez m il" (D t 3 2 :3 0 ). 1). se obedecessem ao Se­ nhor. derrotou o exército inimigo e trouxe à terra uma paz que durou quarenta anos (8 :2 8). D e u s e s t im u la n o s s a fé (Jz 7:9-1 5 a ) O Senhor queria que G id eão e seus trezen­ tos h o m en s a ta c a sse m o a c a m p a m e n to midianita durante a noite. de modo que cada um tivesse uma tocha. 7). O s soldados que voltaram para casa dei­ xaram parte de seu equipam ento com os trezentos hom ens. mas não foi o que aconteceu. M uitas vezes me pergunto o que os espias inimigos pensaram quando viram o exército israelita aparentem ente se desfazer. Só depois dessa iden­ tificação é que os hom ens descobriram que haviam sido testados. mas D eu s lhe deu trezentos. O Senhor disse a G id eão pela quarta vez que havia entregue o exército midianita em suas mãos. uma trombeta e um cânta­ ro . Algum as pessoas pensam que a fé co ­ rajosa e confiante é um tipo de arrogância . estavam o b se rv a n d o to d o s os seu s m o vim e n to s. pois era sim ples. descuidados? O u será que seus líderes ficaram ainda mais alertas. Deus escolheu esse método para peneirar o exército. G id eão. e G id eão não teria co locado seus hom ens em perigo dessa forma. ao apropriar-se dessa prom essa e seguir as instruções do Senhor.armas indiscutivelm ente estranhas para um com bate. P o r m e io d e m ais um a p ro m essa (v. mas os núm eros não são garan­ tia da bênção de D eus. a lã m olhada (6:36-38) e a lã seca (6 :3 9. G id eão deveria ter se fortalecido em sua fé. A ssim . Porém . Nosso grande Sumo Sacerdote no céu identifica-se cono sco em nossas fraquezas (H b 4:14-16) e continua a dar mais graça (Tg 4 :6 ). N ão devem os pensar que os dez mil homens beberam ao mesm o tempo. M oisés assegurou os israelitas de que. sem dúvida. A lgum as igrejas hoje se encantam com as estatísticas e acreditam que são fortes por terem muitos m em bros e recursos. mas o texto tam bém não diz isso. Juízes 7 :1 4 deixa claro que os midianitas conheciam G id eão e. ver tam bém Js 6 :2 . 9). esperando para ver o que os israelitas fariam. A meu ver. Deus já havia dito três vezes a G id eão que daria a vitória a Israel (Jz 6 :1 4 .

pois so ub e com ce rte z a que Israel derrotaria os midianitas e livraria a terra da servidão. Q uand o G id eão e seu servo voltaram para o acam pam ento israelita. o Faraó (G n 41) e a mulher de Pilatos Mt 2 7 :1 9 ). No entanto. sem fé é im possível agradar a Deus. pois foi ele quem fez T-Co! É o filho incrédulo de Deus que entris­ tece o Senhor e o faz mentiroso (1 Jo 5 :1 0 ). C rem os nele porque o coração do Senhor se alegra quan­ do seus filhos confiam nele. eu creio e ponto final!" A tra vés d e m a is um sin a l (vv. Antes de ser guerreiros vito­ riosos. G id eão não se im portou de ser com parado com um pão se co . D entre os fiéis com os quais fa­ lou em sonhos. a im a­ gem do pão de c e v a d a co m re la ç ã o a G id eão e seu exército referia-se a sua condi­ ção fraca e humilde. G id eão era um novo hom em . Seus m edos e . p recisam os nos tornar ado radores sinceros. 3 Senhor já havia com unicado esse fato a A melhor maneira de obter a orientação de D eus é pela sua Palavra. não te■05 com o saber a interpretação correta. Não tomam para si mérito algum por n a fé nem a honra por suas vitórias. D e u s h o n r a n o s s a fé G deão. Josué fez a m esma coisa antes de tomar a cidade de Jericó (Js 5:1 3-1 5). e esse sonho informou G id eão de que 3 e j s entregaria os m idianitas em suas mãos. podem os citar Jacó (G n 28. Estava tão sobrepujado pela b o n d ad e e m ise ricó rd ia de D eu s que se curvou com o rosto em terra em sinal de subm issão e de gratidão. Pode soar com o um chavão para i j jn s . Trata-se de um pão seco e duro que podia girar feito uma roda . : : n o A bim eleque (G n 20 ). Daniel (D n 7) e José. mas na verd ad e é justam ente o O s cristãos que crêem nas promessas de l e j s e que o vêem fazer grandes coisas são : : "iduzidos à hum ildade por saberem que : 3 e u s do universo cuida deles e está a seu lado. N abucodonosor • * 1 2 . mas o Espírito Santo dedicou ■n capítulo inteiro do Novo Testam ento -e o re u s 11 . M as D eus tam bém usou dessa forma para com unicar-se com in crédu los. não devem os cond u r por esses exem plos que esse é o méto­ do normal de co m unicação do Senhor com t s oessoas ou que devem os buscar a orien-^-rão divina em nossos sonhos hoje em dia. D e que m aneira D eus recom pensou a fé de G ideão? D e u s lh e d e u sa b ed o ria pa ra p re p a ra r o e xé rcito (7 :1 5 b -1 8 ). sem a instrução divina. Ter fé significa mais do que sim ples­ m ente co nfiar em D e u s. T eu s havia dado um sonho a um dos solda­ dos.JUÍZES 7 121 k fig io s a . mas o velho ditado é verdadeiro: "Se 3 eu s diz. m arido de M aria (M t 1:20. porquanto é necessário que aquele que se aproxim a de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam " (Hb 1 1 :6 ). Salom ão (1 Rs 3).2:13-22). é com um encontrar 3 e u s com unicando sua verdade por m eio re sonhos. tam bém significa buscar a Deus e querer agradá-lo. e se trata de uma boa prática a ser seguida hoje. U m a v e z que a cevad a era um cereal usado principalm ente pelos pobres.2 5 ) "D e fato. pela oração e pela sensibilidade ao Espírito. José (G n 37). Zc 10:2) e. 10-14). os com panheiros de prisão de José |C n 40).às vitórias conquistadas pela Ép aor pessoas com uns que ousaram acredi­ tar em Deus e agir em função de suas pro-e s s a s . buscam sua pre­ sença e o agradam. 1". (Jz 7 :1 5 b. É relevante o fato de G id eão ter se deti­ do para ad orar ao Senh o r antes de fazer qualquer coisa. 4 ) .uma com paração nada elogiosa! O hom em que interpretou o sonho não fazia idéia que es­ tava proferindo a verdade de Deus e enco ­ rajando o servo do Senhor. mas dessa v e z o com andante de s-ae! ouviu-o da boca do inimigo! No registro bíblico. Toda a ftória vai para D eus. eão e seu servo precisaram de coragem :. Os sonhos podem ser enganosos (Jr 2 3 :3 2 .j'a entrar no território inimigo e aproximarse do acam pam ento midianita o suficiente z i ' a o uvir a co n versa dos dois soldados. 3 ’ . 3. Não cre­ mos em D eus apenas para conseguir que ele faça alguma coisa por nós. enquanto ob­ servam os as circunstâncias. A esperança e o am or são virtudes cristãs — Dortantes.

] onde?" (Jz 6 :1 3 ). O plano de G id eão era simples porém eficaz.. D eu s lh e d e u a o p o rtu n id a d e d e a u m en ­ tar se u exé rcito (vv. enquanto eie m obi­ lizava seu peq ueno e xé rcito e e n ch ia de coragem o coração dos soldados com suas p alavras e a ç õ e s. um cântaro para que­ brar e uma tocha para acender. O dia de M idiã foi um gran­ de dia do qual Israel jam ais se esqueceria (Sl 8 3 :1 1 . Jesus disse ao irm ão de A n dré: "Tu és Sim ão ["um o u vin te". anunciou aos hom ens (Jz 7:1 5). quebraram os cântaros e bradaram: "Espada pelo S e n h o r e por G id eão !" Vendo-se cercados pela luz re­ p e n tin a e p o r to d o a q u e le b a ru lh o .. Q uand o G id eão deu o sinal. Pela fé em Jesus Cristo. Deus pode pegar um pedaço frágil de argila com o Simão e fazer dele uma rocha! Deus pode pegar um hom em cheio de dúvidas com o G id eão e fazer dele um general! D e u s lh e d e u co rag em para co m a n d a r o e x é rcito (vv. pois lembrou os israelitas do poder de D eus de livrá-los de seus inimigos. até mes­ mo a tribo orgulhosa de Efraim foi ajudá-lo. 19-22).tu serás!" Por certo essas são boas novas para qualquer um que deseja recom eçar a vida. Is 9 :4 .. Antes. quebrariam os cântaro s. 23-25). " O S e n h o r entrego u o arraial dos m id ianitas nas vo ssas m ãos". deu as ordens a seus hom ens com segurança. A Igreja de hoje também pode aprender com esse acontecim ento e ser encorajada por ele. de m odo que G id e ã o ch am o u mais voluntários. assim. é nova criatura. na ver­ dade. Deus não precisa de um grande nú­ mero de pessoas para realizar seus propósitos. os dois príncipes de M idiã. revelariam as to­ chas e gritariam: "Espada pelo S e n h o r e por G id eão !". O s israelitas iriam rodear o acam pam ento inimigo com as tochas dentro dos cântaros e segurando as trom betas. Essas trombetas eram.] com o fizer eu. eis que se fizeram novas" (2 C o 5:1 7 ). Esses hom ens tiveram a honra de capturar e matar O re b e ("corvo ") e Z eeb e ("lo bo "). não muito diferente da Batalha de W aterloo para a Grã-Bretanha. A grande v itó ria de G id e ã o so b re os m idianitas tornou-se um m arco na história de Israel. C om o V ance H avner disse. todos tocaram os cho fares. G id e ã o era o e xe m p lo que d everiam seguir. mas term ina com o prínci­ pe inimigo sendo morto num lagar. Era evidente que trezentos hom ens não poderiam perseguir um exército de milhares de soldados inimi­ gos. A ssim . Deu a cada um de seus hom ens uma trom beta para tocar. Tenho certeza de que muitos dos hom ens do primeiro exército de 32 mil res­ ponderam ao cham ado de G id eão .. qualquer um pode ser transfor­ mado. "Tu és . Q uand o G id eão desse o sinal. entraram em pânico. G id eão havia feito um bocado de progresso desde que Deus o havia encontrado escon­ dido no lagar! N ão o o u vim o s m ais per­ guntando: "S e [. se alguém está em Cristo. e essa relação com aquela grande vitória talvez tenha aju­ dado a anim ar G id eão e seus hom ens ao enfrentar a batalha. com o os que Josué usou em Jericó. de m odo que os m idianitas co ­ m eçaram a m atar uns aos outro s.. perceberam que a coisa mais segura a fazer era fugir. tom aram o cam in ho das caravanas para o sudeste e foram persegui­ dos pelo exército israelita.. Então. os hom ens tocariam as trom betas. onde todos se co lo ca ra m a postos ao redor do acam pam ento. os m idianitas co n clu íram que estavam sendo atacados por um exército enorm e e. Alguém disse bem que as Boas Novas do evang elho são estas: não p re cisam o s continuar do jeito que som os.. portan­ to.122 JUÍZES 7 dúvidas se dissiparam .. .] por que [. "E. as coisas antigas já passaram. assim fareis" (Jz 7:1 7). chifres de carneiro (o shofar).. 10:26). O Senhor interveio e co locou um espírito de confusão no acam ­ pam ento.] tu serás cham ado Cefas ["um a pedra"]" (Jo 1:42). A história de G ideão co m e ça com um hom em se escon dendo num lagar (6 :1 1 ). G id eão conduziu seu pequeno exército da fonte de H arode ("es­ trem ecim ento") para o vale de Jezreel. a fé vê o invisível (vitória numa batalha que ainda não havia o co rrid o ) e faz o impossível (vence a batalha com poucos hom ens e com arm as incom uns). Não o vem os mais buscando um si­ nal. e D eus faria o resto. "O lh ai para mim [..] fazei com o eu fizer [. sabendo que o Senhor lhes da­ ria a vitória.

e ele os capacitou para que conquistassem : “ imigo e trouxessem paz à terra de Israel.. perguntei a um jogador cristão de futebol am ericano com o ele conseguia correr distâncias tão longas com a bola. Podem os não entender inteiramen­ te seus planos. e o m edo de G ideão era este último. 209.JUÍZES 7 123 rom o também não precisa de líderes com ■atentos especiais. . vol. transformando-o em poder. G id eão e seus trezentos homens colocaram -se a serviço do Senhor. Ç . mas devem os confiar intei­ ram ente em suas prom essas. então D eus os abando na e sai em busca de um G id eão. Certa vez. ao que ele me respondeu: "Corro assim porque fico com tanto m edo que não paro de jeito nenhum !" Existe um m edo que paralisa e um m edo que energiza. O im portante é que estejam os à dispo­ sição de Deus para ele nos usar com o lhe aprover. costum ava perguntar: "Se estava com tanto m edo. W L Meu amigo. ap tid õ es e e x p e riê n c ia em v e z de D eu s. [8.a n d o a igreja co m e ça a d e p en d er da ' £ -an d io sid ad e" . G . e Iie u s não pode dar sua bênção. Dr. J. 4.g rand es c o n s tru ç õ e s . The W estminster Pulpit. Q uand o os líderes dependem de seu currícu lo acadê­ m ico . grandes orçam entos . f*andes m ultidões. Cam pbell. trata-se de superar o medo. Vernon M c G e e . p. :a is a a depositar sua fé no lugar errado. por que G id eão não voltou para casa?" A coragem não consiste necessariam ente na ausência de m edo. E a fé que dá a vitória. M o rg a n .

e ele respondeu a cada um de maneira diferente. O pastor A n d re w Bo nar. G id eão era de M anassés. M as por que uma tribo tão im po r­ tante iria querer seguir um agricultor para o co m b ate? H aviam ajudad o Eúde (3:262 9 ). o relato concentra-se nas respostas de Gideão a várias pessoas d ep ois de ter ven cido a ba­ talha e mostra com o lidar com algumas situa­ ções difíceis. 1-3). C ad a um desses acontecim en­ tos ap resentou um novo desafio para G i­ deão. D éb o ra e Baraque (5 :1 3 . O s custos para rem over as minas são altos dem ais para esses países bancarem . um m istério. E pouco provável que os hom ens de Efraim tenham se queixado a G id e ã o e n q u a n to e sta v a m c a p tu ra n d o O re b e e Z e e b e (7 :2 4 . Sabendo que eram um a tribo grande e im portante.1 e os efraim itas ofenderam -se por G id e ã o não os haver co nvo cad o para a ba­ talha. G id eão disciplina os israeli­ tas rebeldes no cam inho para casa (vv. Descobriu algumas "m inas" pron­ tas a explodir. Essa tribo orgulhosa teria se enfure­ cid o se G id e ã o tivesse dito aos hom ens a m e d ro n tad o s que d e veriam v o lta r para casa. de certo modo. G id eão precisava desse conselho depois de ter vencido os midiani­ tas. a execução dos reis (vv. itó ria P erca reis (vv. 14). 22-35). pois seus problemas ainda não haviam term inado. creu nas promessas de Deus e co n­ duziu seu exército à vitória. não estava pensando especi­ c r ít ic o s (Jz 8 :1 -3 ) E A presença desse parágrafo aqui é. os e fra im ita s eram um povo o rg u lh o so . A princípio. D e acordo com um artigo de 25 de ju ­ nho de 1993 da revista Pulse. Lutar contra o inimi­ go consum ia toda sua energia e atenção. G id eão estava cheio de pergun­ tas e de dúvidas. Em Juízes 8. 18-21) e a "aposentadoria" de G id eão (vv. ficando atrás apenas de Judá. U m a respo sta b r a n d a a seu s J u íz es 8 s preciso ter cuidado ao viajar a negócios ou em férias. mas isso não era garantia algum a de que ajudariam G id e ão . Pode ser que suas guerras tenham term inado. vê-se que foi sábio da parte de G id eão não pedir voluntários de Efraim. Ao refletir sobre o modo com o o ataque a M idiã foi realizado. Pode acabar escolhendo um lugar perigoso. a cronologia do capítu­ lo 8 é a seguinte: G id eão persegue os dois . Ao que parece. 1. Até esta altura de nosso estudo sobre a vida de G id eão. 2 5 ) e perseguindo Z eb a e Salm una (8 :1 2 ). um e sco c ê s presbiteriano. mas depois cresceu em sua fé. nessa ocasião. e seus voluntários não teriam tolerado a redução do exército até chegar a apenas trezentos soldados! Se G id eão os cham asse e. o "irm ão " tribal de Efraim . vim os suas reações ao cha­ m ado de D eus para derrotar o inimigo. 131 7). ficam ente em minas terrestres quando disse essas palavras. mandasse a m aior parte deles de volta. cinqüenta e seis nações têm problem as sérios com mi­ nas terrestres. depois. e a resposta de G id eão no versículo 3 indica que os hom ens de Efraim já haviam captura­ do e morto O re b e e Z eeb e. mas ainda assim elas são um bom conselho para todos nós: "Perm aneça­ mos tão vigilantes depois da vitória quanto antes da batalha". mas os perigos não desapareceram . 4-12). o protesto dos efraim itas um a v e z de volta em casa (vv. Talvez uma de­ legação da tribo tenha ajudado G id eão na distribuição dos espólios quando o exército voltou para casa e. o Afeganistão tem dez milhões e o C am boja. teriam criado um problema ainda maior antes da batalha do que fize ram depo is. quatro milhões e meio.6 V en ç a a a G V u erra. apresen­ tou sua queixa. Angola possui vinte milhões de minas à espera de vítim as para mutilar ou matar.

aqueles que não participa■ n da batalha não recebiam uma parte dos í-scólios. herói nacional e o prim eiro a ser escolhido pelo povo para te r rei. O s parentes am onitas e m oabitas dos israelitas por parte de Ló recusaram-se a aju­ dar Israel dando alim entos.a . Enquanto outros arris­ cavam a vida.e de capturar os dois reis. As duas e meia tribos que ocupavam a terra a leste do Jordão não se sentiam tão próxim as das outras tri­ bos quanto deveriam . . ajudar um irm ão fam into é uma oportunidade de ajudar o Senhor Jesus (M t 25:34-40). do que o que toma uma c dade" (Pv 1 6 :3 2 )._ a n d o os outros criticam alguma coisa que w :c ê fez. subjugado. as pessoas devem suprir as necessi­ dades tanto de d esco nhecid o s quanto de parentes.que havia batido em retirada .) Visto que a lei i~ u ís ta de Davi para determ inar a divisão lios despojos ainda não havia sido instituída Sm 30:21-25). haviam realizado. mas escolheu ■ma abordagem melhor. e era isso o que im portava. A hospitalidade tam bém era um m inistério im portante na Igreja Primitiva. A ho sp italidad e é um a das leis funda­ mentais do O riente e. mas a palavra dura suscita a -a" (Pv 1 5:1). mas ele se controlou e tratou seus — ãos com bondade.2 Em seu alm anaque [P oor Richard's Almawackj (1 7 3 4 ). o povo de G ad e ficou de bra­ ços cruzados. e o que domi■a o seu espírito. na e sp e ra n ça de e n co n tra r algum alim ento. m uito s v isita n te s eram fu g itivos (ve r Rm 1 2 :1 3 . os sen» —entos de G id e ã o não tenham sido tão : r 'diais. Talvez. "M elho r é o longâni. sabendo que. assim é o co m eço da conten­ da. G id eão poderia ter usado sua autori­ dade e popularidade para co locar a tribo de E raim em seu devido lugar. de m odo que Deus declarou guerra contra eles (D t 23:36). na vergonha encontra um final infeliz. U m a a d v e r t ê n c ia s e v e r a p a r a o s c é t ic o s (Jz 8:4-17) G id eão e seus hom ens estavam perseguin­ do dois reis m idianitas. O s hom ens de Efraim deveriam estar agradecendo G id eão por haver libertad : a nação. antes que haja rixas" (Pv 17 :1 4 ). lhe diz: O que começa com ira. 1 Pe 4 :9 ). e G ad e não enviou so ld a d o s para aju d a r D é b o ra e B araq u e (5 :1 7 ) nem G id eão . mas os hom ens de Sucote se re­ cusaram a ajudar os irm ãos. mas u~ ibém seu tem peram ento e sua língua. pobre e im­ perfeito que seja.JUÍZES 8 125 Efraim dispôs-se a ajudar nas operações de *1 ~ipeza". e G id eão voltou-se novamente para as b refas mais importantes que tinha a cum prir. e talvez vo cê nunca descubra o ver­ dadeiro motivo da censura. há um motivo pessoal por trás das —:icas. pois. No entanto. o poder do inimigo seria enfraquecido e. Efraim perdeu a chance de : c _er alguns despojos valiosos de mais de mil soldados. em G a d e . por fim . de im ediato. mas em v e z disso.: do que o herói da guerra. Não foi tão difícil para [] deão colocar de lado seu orgulho e elo: a r os hom ens de Efraim. "O h ! I :m o é bom e agradável viverem unidos os »— ãos!" (Sl 1 3 3 :1 ). (Norm alm ente. Benjam in Franklin escreveu: Atente para o que Richard. O exército atraves­ sou o rio Jordão e dirigiu-se a Sucote. 1 Tm 5 :1 0 . O s hom ens de Sucote não acreditaram na c a p a cid a d e de G id e ã o de d e rro tar o exército dos m idianitas . estavam criti:a id o e co lo ca n d o fardos ainda m aiores « o r e ele. A paz foi restau~iza. E nas palavras do rei Salom ão: "C o m o o abrirse da represa.ia sido um feito m aior do que qualquer : : sa que os hom ens de sua cidade natal. "A resposta bran­ da desvia o furor. se os capturassem e matas­ sem . em tem p os de p e rse g u ição . e talvez esse tenha sido o ■otivo de sua exasperação. O com andante h es disse que sua captura de O reb e e Zeeb e . . ^diezer. Se Sucote ajudasse G id eão e ele fracassasse. É triste quando os irmãos declaram guer­ ra jn s contra os outros depois de terem lu■ado juntos para derrotar o inim igo. G id eão provou que po­ ria controlar não apenas um exército. Z e b a e Salm una. Na verd ad e. pois não havia hotéis onde os hóspedes pudes­ sem fic a r e. pelos costum es dessa região. 2. desiste. Hb 1 3 :2 . C om o general vitorioso.

a form a de um solda­ do m orrer era im portante para sua reputa­ ção. P ro vid en cialm e n te. 3. D eus deu a G id eão e a seus soldados vitória sobre o exército fugitivo dos m idiani­ tas e perm itiu que capturassem os dois reis inimigos.3 Em seguida. G id eão jam ais seria capaz de cap­ turar e. destruiu a torre da cidade e matou os hom ens que se opuse­ ram a ele. mas deve ter sido durante um dos ataques anuais anteriores dos midianitas.126 JUÍZES 8 a cidade sofreria retaliações dos midianitas. desde que se tratasse. e sim plesm ente perdoou suas ofensas? Em prim eiro iugar. levando cativos Z eb a e Salm una. U m a v e z que G id eão havia receb i­ do a m esma reposta dos hom ens de Peniel (Penuel). D e acordo com a lei m osaica. usando de lisonja ao compará-lo e a seus irmãos com príncipes. mas horrível de se engolir. Seu pecado era a dureza de co ração para com os irm ãos e a traição con­ tra o D eus'do céu. en co ntro u um jovem que pôde lhe dar os nom es dos se­ tenta e sete líderes de Sucote que haviam se recusado a ajudá-lo e a seu exército. M os­ trou-lhes os dois reis que. G id eão tinha contas pessoais a acertar com esses dois reis. e o rei Saul não desejava cair nas mãos dos filisteus (1 Sm 3 1 :1-6). co m o ha­ via feito com os efraimitas. C o m ap en as tre ze n to s hom ens. 54 ). porque suas ofensas foram diferentes. em seguida. O s dois reis mostraram perspicácia em sua reposta a G id eão . Alguém disse que a lisonja é algo delicioso de se degustar. No caso de Z e b a e de Salm una. Insultos pes­ soais são uma coisa. O s hom ens de Sucote não pensaram que alim entar um irmão faminto era uma opor­ tunidade de mostrar amor. mas rebelião contra o Senhor e seu povo é outra bem diferente. além dos despojos que os homens haviam juntado ao longo do cam inh o . O texto não diz quando esse ato perverso ocorreu. havia m archado sobre o acam pa­ m ento inim igo e perseguido os soldados fugidos atravessando o Jordão e rumando para o Sul até Carcor. a família deveria vingar os crim es ao matar os hom i­ cidas. U m a p e r g u n t a s é r ia a s e u s in im ig o s (Jz 8:18-21) Q u an d o G id eão voltou para sua casa em O fra. Em triunfo. de acordo com os anciãos. C om o poderia poupar dois hom ens perver­ sos que haviam tirado o alimento da boca de m ulheres e de crianças israelitas e assas­ sinado brutalm ente hom ens de Israel? N aquele tem po. Israel não possuía uma força policial. G id eão era um v e rd a d e iro h eró i. H avia trazido os pri­ sioneiros reais de volta. mas tam bém inimigos de Israel. os culpados não eram apenas ho­ m icidas. ajuda­ ram o inimigo. sendo até um tanto im prudentes em sua form a de falar com G id eão . mas tudo indica que foi um ato absolutam ente irracional. os castigou. pois haviam matado seus irm ãos em Tabor. de um caso de hom icídio doloso (ver Nm 3 5:9-34). advertiu as duas cidades de que voltaria para discipliná-las. Efraim estava protegendo seu orgulho tribal. e G id e ã o não engoliu a b aju lação dos reis. mas sim um ris­ co que não desejavam correr. Por que G id eão não usou de bondade com o povo de S u co te e Peniel. Não há qualquer explicação sobre com o os irmãos de G id eão acabaram envolvendo-se no conflito nem sobre o mo­ tivo de terem sido mortos. porém. deve ter sido um desfile e tanto. ao que pa­ rece com galhos de arbustos espinhoso s. um pecado sem conseqüências muito seve­ ras. e era esperado que cada fam ília encontras­ se e castigasse os que haviam assassinado seus parentes. verda­ deiramente. as cidad es se rebelaram contra o líder es­ colhido de Deus e. O or­ gulho de Efraim não era nada grave com pa­ rado com a rebelião de Su co te e Peniel. Um a criança matar um rei se­ ria a m aior hum ilhação im aginável. de modo . ao m esm o tem po. o com andante voltou pelo mesm o cam inho e cum priu a promes­ sa que havia feito aos hom ens de Sucote e Peniel. foi a Peniel. A bim e le q u e não queria m orrer pelas m ãos de um a m ulher (Jz 9 :5 3 . No caso de Sucote e de Peniel. D e que adiantava G id eão e seus hom ens arriscarem a vida para liber­ tar Israel se havia traidores dentro da pró­ pria nação? É preciso que os líderes tenham discer­ nimento a fim de tomar a decisão certa ao tratar com situações diferentes.

de onde ele reinava no meio de seu povo. Ele está entronizado aci­ ma dos querubins. 2 deão. oadas. U m a r e s p o s t a e n ig m á t ic a p a r a o s ‘> *. No entanto. i í o se tornou tão benquisto que o povo he pediu para instituir um a dinastia. 2 2 . !W o resto de sua vida. Por causa de seu m edo. pois. ao que parece. Parece haver certo sarcasm o nas pala■as dos reis. e os solda­ dos israelitas certam ente se apropriaram logo dessas peças valiosas quando juntaram os 4. Ao fazê-lo. G id e ã o cham o u o filho da co n cu b in a de A b im eleq u e. posteriorm ente. te o ló g ico s: não to m aria o lugar do D eus Jeová.JUÍZES 8 127 G id eão disse a seu filho. executar a justiça não é tarefa simr«es e não deve ser colocada nas mãos de ~ a~ ças. uma concubina. tremam os povos. O pedido foi um a confissão de incredufc-ade. 2 3 . Êx 19:4. "Tu que estás entronizado acim a dos querubins. uma garantia r*e união entre as tribos. pois sabiam que d e não o faria com m uita co m p etên cia e lyue lhes causaria uma m orte bem mais dotarosa. para executar os dois criminoS tí. Assim . Jéter. ou se não passa de um m enino".. nos m a te v o c ê m esm o . Z eb a e ía im u n a não queriam que Jéter. ainda to jovem . com o lem brou G id eão . Vejam os se você é. G id e ã o p e d e o u ro (vv. bem com o um tipo :e . ele havia trazido paz à terra (v. o jovem Jéter não estava r^e:: arado nem para a responsabilidade nem a honra. seria conhecido com o e n e n in o q u e h a v ia e x e c u ta d o Z e b a e 5*-muna. D epois de rejeitar o trono. 29-32). Aliás. 5).espada e que acabaria com eles num insb nte. O p o v o p e d e um re i (vv.5 M oisés advertiu que. É inegável que esse soldado e ju iz cora­ jo so m erecia honras e recom pensas. um ho■em. algo ~:eiram ente novo para a nação de Israel. a qual provavelm ente ele con­ sultava em nom e do povo. de ■odo que os dois reis pediram a G id eão os executasse. mas. 24-28). de certo modo. Israel iria querer um rei com o as outras nações e se esqueceria de que era uma nação sem igual.ig o s (Jz 8:22-32) R narrativa concentra-se em dois pedidos: ■n deles do povo para G id eão e o outro de I deão para o povo. Jéter vaciM diante da tarefa de vingar os tios. era justo que receb esse algo em troca de todo seu trabalho . 17:1420 . os executasse. O s m idianitas usavam jó ias de ouro em form a de crescen tes na orelha ou no nariz (G n 2 4 :4 7 ). -. em par­ te pelos presentes que recebeu do povo. 1 4 :2 . tudo indica que G id eão tentou assum ir fu n çõ es sacerd o tais.4 G id e ã o rejeitou a o ferta ge-e-osa com base em princípios puramente . e foi exatam ente o que G id eão fez. mas fica difícil entender o que ele fez em seguida. abale-se a terra" (S l 9 9 :1 ). G id eão tornou-se um hom em rico. que podem ser assim parafra­ s e a d a s : " E n tã o . \ o entanto. esse filho tentou fa­ zer jus a seu nom e e tornar-se rei de Israel. pois fez sua própria estola. em parte pelos despojos de guerra. M esm o quando as pessoas são C . de fato. D eu s era seu re i. D everia estar mais do que claro para todo israelita que o propiciatório no taber­ náculo era o trono de D eus. diferente dos gentios (D t 4:5-8.a-ibém seria. O povo estava ansioso por dividir seus despojos com G id eão . Afinal. mas tam bém trazend o honra para si. O s reis suscitaram de propósito a ira G id eão. um dia. Jéter não apenas estaria guarü i d o a lei da terra e hum ilhando os dois B . sabendo que ele era hábil com . 2 8 )6 e recusado tornar-se seu rei. As palavras de G id eão foram louváveis. Além disso. Suas esposas lhe deram setenta filhos e sua concubina lhe deu um filho. seu "plano de aposentado­ ria" foi um tanto extravagante. derança que poderia mobilizá-las conr a possíveis invasores no futuro. mostra o teu esplendor" (Sl 8 0 :1 ). "R eina o S e n h o r . teve m uitas espo sas e. que significa "m eu pai é um rei" e.. o jovem -•experiente. passou a viver co m o um reil Juízes 8:29-32 descre­ ve o estilo de vida de um m onarca e não o de um ju iz ou o de um oficial militar refor­ m ado. i-ena um a form a de reco m p ensar G id eão pek> que havia feito por eles. pelo m enos. Instituir um trono rival seria o mesmo que destronar o Senhor.

N ão é de se adm irar que tenha conseguido viver com o um rei! Foi assim que o homem de fé conduziu o povo ã idolatria. Sabia que era errado fazer um ídolo (Êx 20:4-6). por fim . C o m sua grande riq u e za e reputação nacional. Havia destruído os ídolos do pai. Se era um ídolo em forma de estátua. estava fora da vontade de D eus ao confeccioná-la e usála. e o povo "se prostituiu ali após ela" (v.128 JUÍZES 8 despojos. sendo que este foi executado por um a mulher. porém. T a lv e z G id e ã o a usasse para determ inar a vontade de D eus e para ajudar o povo com seus problem as. mas ainda exis­ tiam muitas casas em Israel que se dedicavam a Baal. Antes da batalha contra M idiã.1 7). mas se certificou de que os outros re ce b e sse m sua parte dos d e sp o jo s (G n 14:22-24). Não há com o determ inar se essa estola era uma versão mais adornada da veste usa­ da pelo sumo sacerdote (Êx 2 8 :6 ) ou um tipo de estátua (ver Jz 1 7:5 . Abraão deu glória ao Se­ nhor dos céus e da terra. Du­ rante as o p e raçõ e s de "lim p e z a ". 21-23). talvez. Porém. 27 ). Nas Escri­ turas. pode ser que ainda haja algumas minas espalhadas por aí! . Gideão com eçou como servo. mas foi justam ente o contrário. e esses ídolos tam bém precisavam ser destruídos. G id eão perdeu uma grande oportunida­ de de realizar um a reform a e. Recusou especialm ente qualquer co isa vinda do rei de Sodom a (G n 14:17. É interessante e instrutivo fazer um con­ traste entre Abraão e G id eão nas decisões de am bos depois de suas respectivas vitó­ rias (G n 14). É possível que G id eão tenha confeccionado a estola com o uma represen­ tação de Jeová para "ajudar" o povo em sua adoração. Isso significa que deixaram de dedicar sua devoção verdadeira ao Se­ nhor e usaram a estola com o ídolo. Ap 2 :4 ). pareceu piedo­ so ("o S e n h o r v o s dom inará"). Abraão não tomou coisa alguma para si. é provável que G id eão tenha pen­ sado que os filhos estavam bem providos. um tipo do Senhor Jesus Cristo (H b 7 . Q u an d o recusou o reinado. rei de Salém. usou-a para proveito pes­ soal. sem dúvida alguma. além da riqueza que tom ou de Z e b a e Salm una. e em tudo o que disse e fez. uma réplica da veste do sumo sacer­ dote. A grande vitória sobre M idiã deu a G id eão bons motivos para cham ar a nação de volta ao Senhor e à obediência à lei. Abraão teve com unhão com M elquisedeque. de sua famí­ lia e de sua nação. Jr 2:1-3. tornou-se autoritário e até mesmo vingativo.8). mas um bom motivo não com pen­ sa um ato ofensivo. Em v e z disso. 3:1 ss. G id eão dem onstrou uma dependência hum ilde do Senhor. O que causou o declínio espiritual de G ideão? C reio que foi o orgulho. pois G id eão fez uma estola sacerdotal. a qual jogou uma pedra sobre sua cabeça. O re­ sultado disso foi o declínio dele. Não vem o s G id e ã o honrando ao Senhor nem conclam ando o povo a renovar a aliança e a obedecer ao Senhor. a idolatria é considerada prostituição (Is 50:1-3. mas tornou-se uma celebridade. Da adoração da esto­ la. até de trazer um reavivam ento sobre Israel. Sessenta e nove dos setenta filhos foram mortos por seu meio-irm ão. 18:14. Fora da vontade de D eus não há segurança alguma. A final. 54:6-8. G id eão. foi apenas um pequeno passo para que o povo com eçasse a adorar Baal (jz 8:33). O s 2. e. A n d re w Bonar estava certo: "Perm ane­ çam os tão vigilantes depois da vitória quan­ to antes da batalha". Tg 4 :4 . a nação voltou a cair em p ecad o. G id eão acabou recebendo mais de vinte quilos de ouro. de fato. mas suspeito que tinha os próprios planos no coração. G ideão estava desobe­ decendo à lei de Deus (Êx 20:4-6) e também corrom pendo o povo. pois não era sacerdote. porém se sabe que foi usada para a adoração e tor­ nou-se um laço para G id eão e para o povo (Sl 1 0 6 :3 6 ). Se G id eão tivesse colocado em prática M ateus 6 :3 3 . os acon­ tecim entos subseqüentes teriam sido intei­ ram ente diferentes. em vez de usar essa ocasião para a glória de D eus. Se a estola era.

M anassés era o primogênito. cobriu-os com galhos espinhosos e depois passou por cim a deles com uma debulhadora até morrerem. Parece uma form a cruel de tratar os próprios irmãos. mas a natureza humana decaída preferiu líderes humanos visíveis ao Deus invisível e imortal. os outros juízes atuaram em nível local e durante pouco tempo. Em seu cântico de louvor depois de atravessar o mar Verm elho no êxod o . Devem os nos lembrar. 4 4 :6 . 9 8 :6 . 1 9 :1 . soberano nos céus e na terra. Lembre-se de que um dos temas-chave do Livro de Juízes é expresso na frase: "N aqueles dias. por mais maltratados que ele e seus hom ens tenham sido por eles. N a verdade. Essa é a última vez que o Livro de Juízes faz m enção de um período de paz. 18 :1 . V er Salm os 4 7 . cuja abordagem não foi tão diplom ática quanto a de Gideão! Alguns com entaristas acreditam que G ideão fez os homens se deitarem despidos no chão. 3 3 :2 2 . 8 9 :1 8 . . 6 8 :2 4 . "ad otou" os dois filhos de José no lugar de Rúben e de Sim eão (G n 4 8 :5 . os israelitas reconheceram a soberania de Jeová ao cantar: "O S e n h o r reinará por todo o sem pre" lÊx 15 :1 8 ). Em sua m aior parte. Ao que parece. porém . 7 4 :1 2 . 2 1 :2 5 ). 1 4 5 :1 . Todas as advertências que M oisés e Sam uel haviam dado ao povo sobre aquilo que os reis fariam com eles se cum priram . o que deu a Efraim um a posição de proem inência em Israel. mas o texto afirm a claram ente que G id eão matou os rebeldes em Peniel que o haviam tratado da m esma form a. o orgulho de Efraim criou problem as para Jefté (Jz 12:1-6). mas Jacó inverteu a ordem de nascimento quando os abençoou (G n 4 1 :5 0-52 . o povo pediu a Samuel que ungisse um rei (1 Sm 8).JUÍZES 8 129 M anassés e Efraim eram filhos de José e netos de Jacó. de que eram tempos cruéis. e "cada qual fazia o que achava m ais reto". Posteriorm ente. o escritor desejava enfatizar a necessidade de um rei para corrigir a divisão política e a decadência espiritual de sua nação. não havia rei em Israel" (Jz 17:6. e Deus lhe ordenou que atendesse o pedido. Isaías 6 :5 . Posteriormente. 4 9 :4 ). 48:1 ss).

Esse é o capítulo mais longo do leque. poderia ser um representante de dois A b im eleq u e era filho de G id eão com uma povos! Abim eleque possuía mais um ponto m ulher escrava que v iv ia com a fam ília de favo ráve l em sua p latafo rm a p o lítica : os seu pai em Siquém (Jz 8 :3 0 . ed ifiq u ei" transform ou um rei em um ani­ é provável que teria sido cap az de tornar-se mal (D n 4:28-37). Para o coronel. 33:18-20. foi o co m eço do quem está criando tanto o vento quanto as fim da G uerra Revolucionária. ainda assim se recusou a fundar uma com quem se identificavam . Em "É im possível conform ar-se em rastejar termos financeiros. Se é o vento de D eus que o levanta e se vo cê está se elevando uando o exército de G eorge W ashing­ em asas co nced id as por ele. A am bição em si não é algo p e ca m in o so . W ashington instando-o a usar o exército para A am b içã o eg o ísta c o n d u z à d e stru ição . o n d e nha de raciocínio. O Q . o que explica prim entes. en­ de G id eão . V encer a guer­ asas. as coisas ficaram tão di­ quando se tem o desejo de voar". seu pai havia co m e tid o um colhido rei e com o seria feita a escolha? Ou erro. israelita. quém desde os tempos dos patriarcas (Gn nem mesm o a vida de centenas de pessoas 1 2 :6 . causou a própria destrui­ ção e grandes dificuldades para o povo. cidad e. sem dúvida. a população de Siquém era com pos­ Livro de Juízes.1 Registra três estágios da carreira por que ele com eçou sua cam panha nessa política de Abim eleque. Com as palavras "Eu subirei ao céu". Esse é um bom conselho. Seu desejo de ser rei era tal que O s israelitas co n heciam o povo de Si­ não permitiu coisa alguma em seu cam inho. po rém . A pesar misso algum com os filhos de G id eão. 3 1 . o oposto. A bim eleque conseguiu o co m eço u sua cam panha. e a de­ ção da jovem nação. Além disso. Assim . d e sd e que seja co m b in a d a com hum ildade sin cera e co ntrolada pela vo n tad e de D e u s. qual dinastia em Israel. Sua mãe era siquem ita e seu pai. D eus tem várias formas rei. se assim o desejasse. 34ss). de nos h u m ilh ar. as­ nar juntos sobre a terra? Seguindo essa li­ sim. então voe tão alto quanto o Senhor o levar. Seu cananeus de Siquém não tinham co m p ro­ nom e significa "m eu pai é um rei". alguém rei. A posse d o r e in o (J z 9 :1 -2 1 ) rei. des­ shington escreveu um a carta sigilosa para de que o im pulso de voar venha do Senhor. afirmou fíceis que um dos coronéis de G eorge W a­ Helen Keller. ter vivid o co m o um quanto Abim eleque era. problem as enfrentados pelas co lônias. N a o p in ião de A b im e le­ dos setenta filhos de G id eão deveria ser es­ que. declarar-se rei ou ditador. sem dúvida. M as se é vo cê ton derrotou o general inglês Charles Lo rn w allis em Yorktow n.2 U m a a m b iç ã o e g o ís ta (vv . m udou-se d e Ofra para Siquém . com o resultado. 9 :1 8 ).7 V en h a o últim o dos dez m andam entos diz: "N ão cobiçarás" (Êx 20:1 7). então está a cam inho de um a queda ra não acab o u au to m aticam e n te com os m o num ental. N esse processo. e tam bém um dos mais de­ ta de israelitas e de cananeus. W ashington rejeitou o claração: "E esta a grande Babilônia que eu plano. 1. um anjo essa era a única maneira de controlar a situa­ transformou-se no diabo (Is 14 :1 3 ). 2 ) . D epo is da m orte de G id eão . apoio tanto de seus parentes quanto dos M eu R ein o Abim eleque transgrediu várias leis de Deus e. Nos dias de A bim e­ inocentes. mas com sua popularidade e poder. se nos e x a lta rm o s (M t O caso de A bim eleque foi exatam ente 2 3 :1 2 ). A b im e­ será que todos os setenta tentariam gover­ leque decidiu que e/e deveria ser rei e. mas quebrar esse m an­ J u íz es 9 dam ento é o prim eiro passo para quebrar os outros nove. se A bim eleque se tornasse 1.

Porém . Id o la tria (v. A b im e le q u e pos­ suía. H o m ic íd io (v. 4 ). e o nono m andam ento nos proíbe de dar falso teste­ m unho (Êx 2 0 :1 6 ). também foi dissimulação (ver Dt 17:14-20).Não matarás" (Êx 2 0 :1 3 ) . "Ai daquele que edifica a cidade com san­ gue e a fundam enta com iniqüidade!" (H c 2 :1 2 ). Se. O hom icídio é grave o suficiente. a Tienos que um poder m aior a sobrepuje e ~aga a liberdade. ainda. mas quando um irmão mata outro. C om seu cinism o habitual.a d o em O fra dos sessenta e nove meios— ãos de G id eão . Fica claro que ele era seu próprio deus e que não tinha interesse algum na vontade re Deus para a nação. e o sangue que derram a­ ram acabou voltando-se contra eles..3 D e ze sse te séculos m ais tard e. jurou pelo nome do Senhor. A for:a. a co m eçar pelo m assacre rea. sobra-lhes a mais ardente violência. a 'o rça é exercida até que o direito esteja :'o n to a governar". A bsalão (2 Sm 13:23ss) e Jeorão (2 C r 2 1 :4) -grupo que não pode ser considerado exa­ tam ente sim pático. raran e n te o direito do povo tem a chance de se resenvolver ou de assum ir o governo. : *'. assum e o controle e não abre mão dele. No entanto.. 4). quando a força está nas m ãos de ditadores egoístas. por fim .lósofo romano Sêneca escreveu: "Q u em lem fo rça im põe seu d ire ito ". É evidente que um hom icida pode clam ar ao Senhor e ser salvo com o qualquer outro pecador. o pecado é ainda m ais h ed io n d o . foi a mais pura blasfêm ia. o jornalista A m b ro se B ie rc e d e fin iu "p o lític a " co m o . além de adorar a própria iT ib iç ã o e o deus Baal.e p h Joubert escreveu: "Tudo o que há no _ _ndo é governado pela força e pelo direito. -Dim eleque com eteu essas duas transgres­ sões. O terceiro m an­ damento diz: "N ão tomarás o nom e do S e­ n h o r . ao assumir o cargo. quanto aos piores. Seus pés eram "velo ze s para derram ar sangue" (Rm 3 :1 5 .foi transgrediinúm eras vezes por A bim eleque e seus ~ e'cen ário s. Ao assassinar seus m eio s-irm ão s. 6 ). A b im e le q u e jun to u -se aos muitos outros hom ens da Bíblia que com e­ teram fra tric íd io . A bim eleque transgrediu os dois m andam entos quando foi coroado rei. Não importa o que prometeu na coroação. Por que ninguém deteve e-íaa m atança nem defendeu a fam ília de C reão? Porque o povo de Israel havia se esquecido tanto da benevolência de Deus quanto da bondade de G id eão (Jz 8:33-35). O profeta H abacuque desn eve u assim as pessoas desse tipo: "fazem se culpados estes cujo poder é o seu deus" *Hc 1:11). O prim eiro e o segundo zos dez m andam entos d ize m : "N ão terás lóttros deuses diante de m im " e "N ão farás ra ra ti imagem de escultura" (Êx 2 0 :3 . in c lu siv e C aim (G n 4).jp o de m e rce ná rio s que o ajudaram a manter o contro le sobre o povo. 5 ). e três séculos depois.JUÍZES 9 131 ~ :T ien s da cidade e. e se prometeu proteger o povo e obedecer à lei. A po calipse 2 1 :8 e 2 2 :1 5 deixa claro que o lugar reservado para os hom icidas é o inferno. O sexto m andam ento .. C o m o di­ nheiro sujo do tem plo pagão. Is 5 9 :7 ). outro deus: a força. mas não há evidência algu­ ma de que Abim eleque e seus homens te­ nham se arrependido de seus pecados. o ro m a n cista fran cê s :. Não dem ora muito para a sociedade transform ar o herói de ontem no vilão de hoje. D e so n e stid a d e (v. Platão. Não tinham c o n v ic ç ã o su ficie n te para se preocupar nem coragem suficiente para in­ tervir. pois Abim eleque visava apenas os próprios planos e estava determinado a levá-los a cabo. o filósofo grego. teu D eus. disse: "Q u e m ■em força tem direito". viu-se pronto a entrar em ação. O que o poeta irlandês W illiam Butler Yeats descreveu em seu fam oso poem a "A Segunda V in d a" era o que ocorria em Israel: Quanto aos melhores. em vão" (Êx 2 0 :7 ). falta-lhes qualquer convicção. contratou um . O fato de aceitar di­ r e i t o dos adoradores de Baal para financiar s_a cam panha foi uma declaração pública de que havia renunciado o D eus de Israel e eetava do lado de Baal. Esses terro-stas tam bém colaboraram em sua co nspi­ ração perversa para assassinar seus setenta -eio s-irm ão s e acabar com qualquer co n ­ corrente ao trono.

no m ínim o. Abim eleque considerava-se um a árvore m ajestosa de grande valor. que . a definição de Bierce aplica-se perfeitamente. o A nti­ go Testam ento tam bém traz a "Parábola da C ordeirinha".132 JUÍZES 9 "um a briga de interesses disfarçada de con­ trovérsia de princípios. próxim o a Siquém e ao carvalho de M oré. 18 . C ad a uma delas precisaria fa zer algum sacrifício a fim de rei­ nar e não estavam preparadas para isso. Toda essa história sagrada foi aviltada e desonrada pelos atos egoístas de um hom em ím pio.5 Abordaram a oliveira com seu óleo valioso e a figueira com seus frutos doces. a parábola contada pela mulher de Tecoa (2 Sm 14:5-20). mas nem uma coisa nem outra é verdade. côm ica! No verão. contada por Natã (2 Sm 12:14). As bênçãos da alian­ ça deviam. Tudo o que restou foi um espinheiro. E evidente que o espinheiro sim bolizava o novo rei.4 É pos­ sível que as co m e m o raçõ e s da co ro a ção ainda estivessem em and am en to quando Jotão interrompeu com sua parábola profe­ rida do monte G erizim . a gestão dos assun­ tos públicos visando o benefício particular". O novo "rei" não apenas blasfemou contra o Senhor por meio das promessas que fez. As profecias de Jerem ias e Ezequiel contêm tanto p arábolas faladas quanto parábolas "d ram atizad as" (Jr 13. Tam bém foi nesse local que Josué fez seu último discurso e dirigiu o povo numa reafirm ação de sua o bediência ao Senhor (Js 2 4 :2 5 . Vale a pena observar que a tribo de José (Efraim e M anassés) de­ veria ficar no monte da bênção. É provável que essa árvore seja o "carvalho d e M o ré ".28 . Ezequiel 4 .). das bênçãos e m aldições da aliança e prometeu obede­ cer ao Senhor (D t 1 1 :26-32. a história possui. ser lidas do monte G erizim (D t 2 7 :1 2 . M uitos acreditam que foi Jesus quem inventou as parábolas e que elas podem ser encontradas apenas nos quatro Evangelhos. um ritual sem nexo que jam ais foi acei­ to nem abençoado por Deus. com o também profanou um lugar sagrado da história de Israel. A coração foi realizada "junto ao car­ valho m emorial que está perto de Siquém " (Jz 9:6 ). 2 7 .5. 19). M ais cedo ou m ais tarde. mas faria com que o jul­ gamento viesse sobre a nação e destruiria os q u e co n fia v a m n e le . a idéia de o espinheiro convidar as outras árvores a co n fia rem em sua som bra é. mas A bim e­ leque certam ente não havia trazido bênção alguma a M anassés. bem com o a vinha com seus cachos de fru­ tas das quais se podia faze r o vinho . 26 ). Essa é primeira parábola registrada nas Es­ crituras. o n d e o S en h o r apare­ ceu a Abraão e prometeu dar a terra ao pa­ triarca e a seus descendentes (G n 12:6). O s h o m e n s de Siquém deveriam envergonhar-se da manei­ ra com o haviam rejeitado a casa de G ideão e honrado um oportunista desprezível como A b im e le q u e . 7. o "rei-espinheiro". mas no caso de A bim eleque. mas todas recusaram a honra. A "co ro a çã o " de A b im e le q u e foi uma farsa. 31 etc. O rg u lh o (vv. mas Jotão decla­ rou que ele não passava de um a erva dani­ nha im prestável. Além dessa "Parábola das Á rvo res". em seus regis­ tros. a tribo de G id eão . O único irm ão a es­ capar do m assacre foi Jotão (v. ar­ busto cheio de espinhos e considerado uma praga na terra e que servia apenas de lenha. não seria cap az de proteger seu povo. am eaçava as outras árvo­ res (ver o uso que Davi faz dessa imagem em 2 Sm 2 3 :6 . mas a história de Jotão era tudo menos uma bênção. Js 8:30-35). O argumento de Jotão era claro: Abim e­ leque. 16. Sem dúvida. o novo rei e seus seguido res acab ariam se destruindo. Jotão descreveu as árvores procurando um rei. Foi próxim o a esse local que a nação de Israel ouviu a leitura.19. Sem dúvida. a "Parábola do Card o " (2 Rs 14:8-14) e a "Parábola da V inha" (Is 5:1-7). era com um haver incên­ dios no meio dos espinheiros. ver tam bém Is 9 :1 8 . 7-21). no texto da lei. Abim eleque. Jacó enterrou seus ídolos junto a esse carvalho e conduziu a família de volta a Deus (G n 35:1 5). e quando esse fogo se espalhava. os nom es de hom ens e de m ulheres que colocaram o bem de seu país à frente dos interesses de seus partidos políticos e deles próprios. 28). 5). os homens de Siquém não obtiveram azeite de oliva. um golpe e tanto contra o orgulho do novo rei! Q u an d o escolheram Abim eleque para ser seu rei.

P rim eiro dia . mas com o iriam a Arum á para pedir ajuda? Anos depois. 25-33). O relato dá a im­ pressão de que Z eb u l co n ven ceu G aal de que era seu am igo. 9) acabou sendo seu espi­ nho na carne. Não apenas transmitiu ao rei o teor do discurso com o tam­ bém ofereceu uma estratégia para tratar des­ se intruso presunçoso. Na verd ad e. no serviço do Se­ nhor. levou as inform ações sobre G aal ao rei. era de D eus que Abim ee : j e estava tentando usurpar o reino (Jz ::2 3 ). O s cidadãos de Siquém que haviam ajudado a coroá-lo e ■m intruso ch am ad o G a a l co m e çaram a causar problem as ao novo rei. Enquanto os dois hom ens se enco ntravam na porta da cid ad e logo 2. já descontentes com seu rei. um verda­ deiro desafio ao rei. tarifas que costum avam incidir sobre suas caravanas em Siquém . porém . Zebul trabalharia para o rei dentro de Siquém . o represen­ tante de Abim eleque em Siquém . enquanto eles eram filhos de Ham or e não de Jacó (G n 3 4 ). M ais que depressa. foi a notícia que se espalhou: o novo rei não conseguia controlar seu povo nem proteger o com ércio da região. A quilo que A b im eleq u e considerava o ponto mais forte de sua plata­ forma política (v. e os assaltos levavam em bora não ape­ nas seu d inheiro . M as Deus ainda estava assentado no trono e providenciaria para que os propósitos hum anos egoístas ■:-íem frustrados.a ja c tâ n cia d e C a a l (vv.nistrar uns aos outros. 41 . e quando uma m ultidão se reuniu para com em orar a festa da co lheita. co n ­ quistou a co n fian ça dos homens de Siquém. 1 Co 3 :5-9). O im portante é que Deus receba a gó ria. enquanto A bim eleque vivia em A rum á. enquanto este reu­ niria suas tropas do lado de fora da cidade. O povo podia contar seus proble­ mas a G aal. nem fipns saborosos ou vinho que alegra o corap o . Lem brou o povo de que o pai de seu rei era israelita. "Ainda que as m oendas de 3eus trabalhem devagar.a d erro ta d e G a a l (vv. A d e f e s a d o r e in o (Jz 9:22-29) D epois de três anos de relativo su cesso . Em pouco tempo. 34-41). A p esar de não ter a fé nem as ar­ mas que G id e ã o e seus hom ens usaram .-: de ser usado para tantas coisas. m os­ trou-se bastante eficaz. com ■50. que serviam apenas para ser cx-eimados. 34 ). É perigoso considerar-se m aior do que o ::n v e n ie n te (Rm 1 2 :3 ). ^ oim eleque viu-se em d ificu ld ad e s.JUÍZ ES 9 133 . S e g u n d o dia . trituram completa-tente" (Longfellow. Absalão usou essa m esm a abordagem para obter a sim pa­ tia dos israelitas (2 Sm 15:1-6). e precisam os todos _"S dos outros. E nesse cenário instável que entra um re cé m -ch e g a d o c h a m a d o G a a l. M ais séria. filh o de Ebede. Cad a um ro s mem bros do corpo de Cristo é impor­ tante (1 C o 12:12-31). G aal estava vivendo em Siquém . Retribution). um hom em com faro apurado para boas oportunidades. O Senhor criou tam anha discórdia o itre o rei e seus seguidores que os sique-vtas com eçaram a trabalhar contra o rei. Sua abordagem . Tudo isso veio rio Senhor. A bim e le q u e em pregou algum as das estra­ tégias de seu pai (v. não precisavam pagar a Abim eleque as . Todos precisam os descobrir os dons que D eus nos deu e usábs no lugar onde ele nos colocar. -assaram a assaltar as caravanas que usa>am as rotas com erciais próxim as à cidade. Z eb u l. U m a m isa é conseguir um trono. prestes a castigar A bim eleque e D5 homens de Siquém pela m atança dos fib o s de G id eão . e o Senhor permitiu que eie fosse rebÉvam ente bem-sucedido. pois G aal acreditou na mentira de Z eb u l. G aal critico u p ublicam en te a adm inistração de A b im eleq u e. tomavam outro cam inho e. no versículo 29 . O s co m e rcian tes ficavam sabendo Id perigo. uma vez que. só o que conseguiram foi um monte rie espinhos. mas tam bém sua repu­ tação. e ele podia lhes dar o auxílio de que precisavam . com o tam bém necessitam os . G aal en cer­ rou seu discurso na festa declarando: "e eu expulsaria A bim eleque e lhe diria: M ultipli­ ca o teu exército e sai" (Jz 9 :2 9 ). outra bem dife■ente é defendê-lo e mantê-lo. não há com petição (Jo 4:34-38. Abimeleque estava morando em A rum á (v. Não precisam os nos rrom over.

(2) foi morto por uma mulher. Ao que parece. E possível que a "Torre de Siquém " fosse a "Bete-M ilo" [casa de M ilo] citada em Juízes 9:6 . A desg raça de Abim eleque foi tripla: (1) Ele foi morto fora de com bate. pagará por isso. Jogar sal sobre uma cidade conquistada era um gesto sim bólico que co n d en ava o local à deso lação. 4 e ver 8 :3 3 ). 13. Se fosse hoje. 27) e que atacavam as caravanas. Q u an d o ficou claro que um exército es­ tava atacando Siquém . os moradores de Tebes fugiram para sua torre. A cres­ centando a essa estatística os m ilhares de bebês inocentes m ortos no ventre das mães. Assim . e ninguém m orará nelas" (Jr 4 8 :9 . v. de modo que ele foi até essa cidade com seu exército e tam bém castigou seus habitantes. o derram am ento de sangue ino­ cente é algo muito sério e. uma cidade a cerca de dezesseis quilôm etros de Siquém . T erceiro dia . o povo de Tebes. A fim de se ce rtificar de que a cidade não voltaria a rebelar-se contra ele. apesar de não sabermos sua loca­ lização exata em relação à cidade principal. Jr 7 :6 . 17. Jl 3 :1 9 ).4 3 8 em 1 990. Caso se escondesse na cidade. 4 2 -4 9). e Zebul estava prestes a jogar a isca. "[saiu] do espinheiro fogo que [consum iu] os cedros do Líbano" (v. na esperança de que A bim ele­ que respeitaria o lugar sagrado e de que os deixaria em paz. porque. Pv 6 :1 7 . e Abim eleque tentou usar o mes­ mo método de ataque que havia funciona­ do em Siquém. com eteu o erro de aproximar-se dem ais da torre. O fato de seu es­ cud eiro ter dado o golpe de m isericórdia com uma espada não muda coisa alguma. Assim com o o povo de BeteM ilo. ele executa sua vingança (D t 19:10. S é cu lo s d e p o is.o ca stig o de S iq u ém (vv. "D ai asas a M oabe [sem eai sal sobre M oabe]. as suas cidades se tor­ narão em ruínas. Era o lugar onde viviam os aristocratas de Siquém. No entanto. 1 Rs 2 :3 1 . G aal prova­ velm ente teria dito: "O u vai ou racha". A bim eleque. o que para um soldado era grande desonra. Na manhã seguinte. sairá [será desolada]. uma m édia de três pessoas assas­ sinadas por hora ao longo de um ano. e (3) foi morto com uma pedra de moinho e não com um a espada. A bim eleque ainda tinha mais co n­ tas a a ce rtar. D e fato. trans­ form ou o tem plo num a fornalha e matou todos os que se encontravam lá dentro. 2 1 :9. perderia seus se­ guidores e cairia em desgraça. roubando o di­ nheiro do rei e acabando com sua reputa­ ção. G aal teve de tomar uma providência. 1 5). Ao que parece. A bim eleque pagou por toda essa matan­ ça quando estava tentando proteger seu tro­ no. a m o rte ve rg o n h o sa de Abim eleque ainda era lem brada com o ten­ do sido in flig id a por um a m u lh e r (2 Sm 1 1 : 2 1 ). um dia. não é difícil ver com o a "terra de um povo livre" está m anchada de sangue inocente e. e ver J r '1 7:6). havia se juntado à rebelião contra Abim eleque. quando o povo de Siquém saiu da cidad e para trabalhar nos cam pos. 2 2 :3 . Baal-Berite. O povo fugiu de Bete-Milo para o templo de El-Berite ("deus da aliança". O número de hom icídios nos Esta­ dos U nidos alcançou o recorde de 2 3 . Seu exército foi derrotado. de m odo que ninguém mais iria querer morar lá. A bim e­ leque destruiu Siquém e semeou sal sobre ela. Se tentasse fugir. Só lhe restava reunir seus segui­ dores e sair para enfrentar Abim eleque. no tempo certo. voando. sendo apa­ nhado e e xe cu tad o .134 JUÍZES 9 cedo. Abim eleque arm ou uma em bosca­ da. agora com os cid ad ão s de Siquém que o haviam am aldiçoado (v. sentiram-se mais seguros numa construção dedicada a um de seus deuses. 3. A bim eleque preparava a arm adilha. o S e n h o r v in g o u o sa n g u e d o s filh o s de G id eão. 20). Is 5 9 :7 . . A m a ld içã o p ro fe rid a por seu m eio -irm ão . bloqueou a porta da cidade e exterm i­ nou os habitantes presos lá dentro. A PERDA DO r e in o (Jz 9:50-57) Para Deus. porém . Abim eleque perdeu o reino e a vida. os hom ens de A b im e le q u e o perseguiriam e matariam . e seus soldados aca­ baram expulsos da cidade. A expressão "cedros do Líbano" representa os líderes da cidade que haviam apoiado o governo de A bim eleque (v. e uma mulher jogou lá do alto uma pedra superior de moinho na ca b e ça do rei e o m atou.

D evem os faze r justiça a Platão e a Sêneca e d iz e r que não estavam defen dend o a b rutalidade p o lítica. No tem po'dos juízes não havia esse tipo de solidariedade nacional. cu m p riu-se tanto em A b im e le q u e : ja n to no povo de Siquém (Jz 9 :2 0 ). . na qual os fins justificam os m eios. morreram 125 pessoas na Segunda G u erra M undial. quando as colônias funcionavam sob os Artigos da Confederação. lembre-se de que ditadores com o Idi Am im . Em duas ocasiões. Norm an Cousins calculou que. Porém . A situação era mais parecida com o período da história dos Estados Unidos depois da Revolução. Se você se sente incom odado pela matança terrível registrada neste capítulo. "Todo Israel" (pelo menos todos os que sabiam o que havia acontecido) teve de reconhecer Abim eleque com o seu governante. Juízes 9 :22 afirm a que Abim eleque "[dom inou] três anos sobre Israel". o texto diz que Abim eleque matou setenta homens (Jz 9 :1 8 . 41). não se trata de um erro. dando a entender que ele reinou durante esse tem po e que toda Israel se sujeitou a ele. e Tebes (v. 1 Não devemos pensar que Abim eleque reinou com soberania absoluta sobre a nação toda. o que indica que governava diretam ente sobre a parte ocidental de Manassés. Abim eleque controlava Siquém e Bete-Milo ("casa de M ilo. para cada palavra do livro M ein Kam pf [M inha Luta] de Hitler. A s d ecla ra çõ e s: "Q u e m tem fo rça tem direito" e "Q u e m tem fo rça im põe seu d ireito " só são válid as q uand o há interesse genuíno em d efen der corretam ente os direitos de todos. Porém . mas se Jotão escapou. mas é de se duvidar que sua influência tenha alcançado todas as tribos. Joseph Stalin e Adolph H itler fizeram coisas muito piores. som ente sessenta e nove foram mortos. 3 Tanto Ezequiel 31 quanto Daniel 4 usam árvores para representar líderes ou nações. sendo preferível usarmos o verbo "governar". A rum á (v. e os que odeiam o justo serão condenados" (Sl 3 4 :2 1 ). "O Justo considera a casa dos perversos e os arrasta para o mal" (Pv 2 1 :1 2 ).JUÍZ ES 9 135 Dtão. m as sim d iscutind o co m o fa z e r ju stiça na so cied ad e. cham arem o grupo de discípulos de "os d o ze" quando havia som ente on ze apóstolos é apenas uma força de expressão. " O in-irtú nio matará o ím pio.5 6 ). Jz 9:6). 50). "reinar" é um term o forte dem ais. assim com o o fato de João 20 :2 4 e 1 Coríntios 15:5.

mas não pararam para agradecer ao Sen h o r p o r aquilo que havia feito p o r eles. jam ais teria deixado o D eus Jeová a fim de adorar os falsos deuses de seus vizinhos. 6-16). 12 :9 . cada filho governava um a cidade. de tempos em tem pos. A essência da idolatria é desfrutar as dádivas de D eus sem ser grato ao D oador. Sabem os pouco sobre esses dois ju ízes. 1 A vida e a literatura encontram-se reple­ tas de "contos de C inderela". G ostam o s de ver os vencidos se transformando em vencedores. e te fartarás. exata­ mente o que Israel fez. D esde o tem­ po de O tn ie l até o de G id e ão . Horatio Alger escreveu mais de cem rom ances para m eninos girando em torno do tema "da pobreza à riqueza" e tor­ nou-se um dos escritores norte-americanos mais influentes da segunda m etade do sé­ culo xix. mais uma vez. O relato sobre Jefté. jantava em nossa casa no domingo quando pregava na igreja que fre q ü en távam o s. A falta d e gra tid ã o de Isra e l p a ra co m o S e n h o r (vv. A falta d e su b m issã o d e Isra e l para com o S e n h o r (vv. 1-5). Desfrutaram quarenta e cin co anos d e paz e de prosperi­ dade. Um de meus tios-avôs era pastor e. com a diferença de que. a histó­ ria do pobre infeliz que alcança sucesso sem ­ pre agradou o povo. a últim a co isa que sentiu foi felici­ dade. a nosso ver. Se o fizerm os. os judeus de pessoas rejeitadas que acabaram "des­ cobertas" e elevadas a posições de honra e de autoridade. o personagem prin­ cipal destes capítulos.1 2 ao Senhor e à nação. des­ cobri D euteronô m io 8 :1 0 : "C o m erá s. e louvarás o S e n h o r . devia ter várias m ulheres e muita riqueza. Pode-se d iv id ir essa h istó ria em quatro cenas. Depois da m orte de Jair. mas o fato de terem mantido os inimigos de Is­ rael afastados por quase meio século indica que eram hom ens fiéis. Durante quarenta e cinco anos. ficava im pressionado com ele. é possí­ vel que nos ajude a não ignorar o Senhor. Se ao m en os o povo tivesse feito um a retrospectiva da própria história e aprendido com ela. Um a n a ç ã o em d e c a d ê n c ia (Jz 10:1-18) Israel apresentava três deficiências que dei­ xavam claro com o a nação encontrava-se em declínio espiritual. especialm en­ te pela m aneira com o orava d e p o is da re­ feição. M esm o que. atraiu sobre si a disciplina do Senhor. essa form a de organização não passe de nepotism o. e a narrativa en cerra com um tom trá g ico . a nação entregou-se aber­ tam ente à idolatria e. devamos seguir seu exem plo. No entanto. de uma região conhecida com o G ileade. en q u an to d e sfruta m o s suas b ê n çã o s. talvez. D ep o is da grande vitória de Jefté sobre os am onitas e filisteus. histórias . As ações de graças glorificam a Deus ( S l 69:30) e são uma defesa eficaz contra o egoísmo e a idolatria. é um a história desse tipo. som ente as pessoas mais abastadas tinham co n d içõ es de dar um jum ento a cada um dos filhos (Jz 5 :1 0 . teu D eus. pela boa terra que te deu". o povo de Israel desfrutou paz e segu­ rança. o he­ rói não vive "feliz para sem pre". Q u an d o eu era m enino. seja a de José da prisão ao trono do Egito. que serviram bem .8 U m D se espreza d o Q ue D estaco u J u íz e s 1 0 . M eu tio Sim on levava essa adm oestação a sério e. o povo de Israel não apro­ veitou esses anos de paz para desenvolver seu relacionam ento com o Senhor. Se Jair teve trinta filhos. Seja a trajetória de Abraham Lincoln "de um a choupana à C asa Branca". no final. Além disso. graças à liderança de Tola e de jair. Tola era da tribo de Issacar e Jair das tribos da Transjordânia. O rar antes da refeição era lógico e bíblico.14 ). pelo menos ajudou a manter a paz. mas por que orar depois de haver term inado o café e a sobrem esa? Então. N aquele tempo.

Deus anunciou que não os ajudaria m ais. porém. não acabaste com eles nem os d esam p araste. Foi _ma derrota devastadora e humilhante. e os israelitas se arrepen deram . que é m isericordioso. . em todas as tribos de Israel. porq ue tu és Deus clem ente e m isericordioso" (N e 9 :3 1 ). os am onitas eram parentes dis­ tantes dos israelitas (G n 1 9 :3 8 ). mas não havia. O Senhor havia dado a Israel vitória so­ b re sete nações (Jz 1 0 :1 1 . ■ aaráter é construído quando tom am os as recisões certas na vida. 77. A essa altura.a is variadas promessas. Efraim e Benjam im . Eles que pedis­ sem socorro a seus novos deuses! (ver Dt 32:36-38).ja nação inimiga de longa data.e Abraão. iam passado por mais de cinqüenta anos 3 t sofrimento sob a opressão do inimigo. mas sim ter caráter".] o próprio Deus os entregou" (Rm 1:24. 16).. é fácil clam ar por livramento e fazer as .1 2 137 ■a. No entanto..JUÍZES 1 0 .iin a . ele os prepara e cham a servos para fazer sua von­ tade e ab enço ar seu povo (At 13:1-4). Seja num a nação. 4:1.. Então. 18). o povo. já não pôde ele reter a sua com paixão por causa da desgra­ ça de Israel" (v. "Em toda a angústia deles. com freqüência. U m a coisa era o povo abandonar a Deus. antes. som os os chefes e receb erem o s o tipo de liderança que exigirm os e m erecerm os. pela tua grande m isericórdia.] os entre­ gou Deus [. O maior julgam ento que Deus p o d e enviar so bre o po vo é não interferir e deixar que as coisas aconteçam co m o as p e s­ soas querem . Um a vez que Israel não valorizava as : : sas de D eus. e. que os repreendeu por não darem o devido valor ao que Deus havia feito por eles no passado. mas Israel acorava sete deuses pagãos diferentes (v. 7). 16). do lado este do rio Jordão.e m o s em deco rrên cia de nossos pecaio s . 12. desfrutando as bênçãos divinas.. "D eu s entregou [. e essas decisões são feitas com base naquilo que mais valoriza— os.:. 26. Kennedy escreveu : "N ó s. C o m o descendentes de Ló. A história se repetiu. "Então. Q uando D eus nos disciplina em am or e . 12). Nas palavras de H e n ry W ard í-eecher: " O objetivo final da vida não é ter ■eécidade. Porém. d everiam sab er que D eus os jce n ço a v a quando eram obedientes e que K disciplinava quando eram rebeldes (ver 3c7. enviou ao povo um m ensageiro. John F. seja numa igreja local. quando nos •encontramos num a situ açã o co n fo rtá v e l. o Senhor não os socorreu ze im ediato. Israel teve de ser disci­ plinado. A esperança do povo não se encontrava em seu arrependim ento nem na oração. sobrinho . mas no caráter de D eus. u m a a lia n ç a q u e a n a ç ã o h a v ia aceitado ao entrar na terra? (js 8:30-35). O povo estava preparado para agir. Não eram esses. a ausên­ cia de líderes qualificados é. dessa ve z. Q u and o o Espírito está atuando no meio daqueles que crêem em D eus. Uma ■ e r a confortável muitas vezes p ro d u z um ca-2 :e r fra co. foi ele angustiado" (Is 6 3 :9 ). Em seu livro Profiles in Courage. Q uanta -sen satez adorar o deus dos inimigos der­ rotados! Novam ente. "M as. Em vez disso. afinal. nossa ten:é 'ic ia é nos esquecerm os de Deus e supor que podem os pecar e sair incólum es. D eus usou os filisteus e os am onitas com o instrumentos de disci. os e^nos da aliança que Deus havia feito com sra e l.1 O que se ap lica à liderança po­ lític a m u ita s v e z e s tam b ém v a le para a liderança espiritual: receb em o s aquilo que . 28 ). mas outra bem diferente era Deus abando­ nar seu povo. perdoa a iniqüidade e não destrói. alguém que tom asse a frente. 2:11-19). e os israelitas cla■naram a D eus pedindo livramento (Jz 1 0 :1 0 . Seus exér­ citos invadiram a região de G ilead e. s =D é de se admirar que se tenha acendido *a :ra do S e n h o r contra Israel" (v. e depois atravessaram o -o e atacaram Judá. O castigo foi duro. "Ele. O s líderes Amom e da Filístia devem ter se alegrado te n s a m e n te ao subjugar e oprim ir Israel. A falta d e lid e ra n ça a d eq u a d a em Is­ ra e l (vv. acabou destruindo o pró: r o caráter nacional. muitas ve­ zes desvia a sua ira e não dá largas a toda a sua indignação" (Sl 7 8 :3 8 ). seja ela boa ou ru im ". 6). se livraram de seus deuses e disseram a Deus que poderia fazer a Israel com o bem lhe aprouvesse (Jz 10:15. 6:1). um julgam ento de D eus e um a evid ên cia do estado precário da vida espiritual de seu povo. Porém .

o n de estão os fiéis co m o Elias1 .1 2 m erecem os. P re c is a -s e de um líd e r (Jz 11:1-29. H á vários lugares nas Escrituras cham ados "M ispa". os "hom ens levianos e atrevidos" que seguiram A bim ele­ que. mas não tinha um general. Jefté não en­ carou esse desafio com o uma oportunida­ de política para si m esm o. mas os anciãos de Israel precisavam dele e enviaram uma delegação que percorreu mais de cento e vinte quilôm etros até a terra de Tobe. Jz 11:3). mas os outros filhos não aceitaram o meioirmão. "filho doutra mulher". "Perece o justo. depois de uma pausa. O n d e estão os líderes espirituais capazes de ajuntar o povo de D eus e de confrontar as forças do mal? faleceu e chegou a hora de dividir a heran­ ça. ele o julga privando-o de líderes com petentes e tementes ao Senhor. Tudo indi­ ca que os líderes israelitas haviam ajudado os filhos de G ilead e a expulsar seu irmão indesejado da terra. quando o apetite de seu povo voltase para as coisas do mundo e da carne. O Senhor daria a vitória (1 1 :9).1 4 ). D epois de dezoito anos de sofrimento. Jefté não tin h a cu lp a de seu n a scim e n to . acres­ centou: "A pergunta não é tanto: 'onde está o S e n h o r D eus de Elias?'. 1). Imagine com o seus irm ãos se sentiram quando o hom em que haviam desprezado 2. ver 1 Sm 11 :1 5 ). os filhos legítimos m andaram Jefté em­ bora.138 JUÍZ ES 1 0 . tinha apenas uma esposa. 4-11). e não Jefté. A resposta de Jefté se parece bastante com o que o Senhor havia dito ao povo quando pediram seu socorro (1 0 :1 3 . Assim . Deus de Elias". Deus envia servos re­ pletos de talentos para instruí-los e liderá-los. 1-3). a fim de pedir-lhe que assum isse o com ando. O líd e r sem o p o siç ã o (vv. Jefté deixou o território de seu pai e diri­ giu-se rumo ao norte. Q uando G ileade . O s ir­ mãos de Jefté não o queriam . O termo hebraico usado para descrevê-los significa "esvaziar" e refere-se a pessoas desocupadas à procura de algo para fazer (ver Jz 9:4 . e o acordo entre o novo com andante e os líderes deve­ ria ser ratificado na presença do Senhor em M ispa (v. "Está no trono dos céus e é tão poderoso hoje quanto era nos tem­ pos de Elias. A inda assim . Porém. o escritor de Hebreus deixa cla­ ro que Jefté era um hom em de fé e não sim­ plesm ente um oportunista (H b 11:32). mas sim : 'onde estão os fiéis com o Elias?"' D e fato. Deus de Elias?" (2 Rs 2 :1 4 ). numa região próxim a à Síria." E. É im possível não adm irar a maneira de Jefté dar ênfase ao Senhor em todas as nego­ ciações com os líderes de Israel. mas aca­ bou gerando um filho de seu relacionam en­ to com uma prostituta. Is­ rael tinha um exército . não teve dificuldade alguma em for­ mar um grupo de aventureiros. Seu pai. sendo que este ficava em G ilead e (1 1 :2 9 . ver Js 13 :2 6 ). "Sabem os onde está o S e n h o r . o term o significa "ser indolente. para a terra de Tobe. os israelitas se reuniram para enfrentar seus opressores (Jz 1 0 :1 1 ). Q u an d o era jovem . A lém disso. Jefté ou­ viu a proposta desses líderes. ouvi um evangelista pregar um serm ão m arcante sobre o texto: "O n d e está o S e n h o r . os líderes de Israel prometeram que seu novo com an­ d an te s e ria n o m e a d o g o v e rn a n te so b re G ileade. Estava disposto a liderá-los no com bate ao inimigo. desde que os a n ciã o s o n o m ea ssem para g o vern ar G ilead e. Q u e tipo de homem ele era? O irm ã o in d e se ja d o (vv. Q u an d o o povo de D eus se su­ jeita a ele e o serve. Jefté já era co­ nhecido com o um "hom em valente" (v. indiferente"). A fim de conseguirem um vo lun­ tário para com andar o exército . 33) O texto nos apresenta Jefté. O s príncipes de Israel poderiam ter sido muito mais bem-sucedidos se tivessem feito uma reunião de oração em vez de um plebiscito político. 11. 32. certificandose de que era verdadeira. G ilead e. mas com o uma o casião para co n fiar no Senhor e servi-lo. Em outras palavras. disse ele. Lá se tornou chefe de um bando de aventureiros ("h o ­ mens levianos". e não há quem se im pressione com isso" (Is 5 7 :1 ). o homem que Deus escolheu para conduzir Israel à vitória. Pelo menos G ilead e reconheceu o m enino e o levou para casa. O que eles não sabiam é que estavam expulsando o futuro ju iz de Israel.

os am onitas é que haviam declarado guerra contra os israelitas. A terra pertencia a Jeová. e ele capturou vinte de seus fortes e perseguiu o e xé rcito in im igo. 14-22). que bateu em retirad a. nos tem pos de M oisés. M oisés e seu povo Ka\ iam pedido aos am onitas perm issão para r ií s a r por seu território em segurança. Jefté não havia declarado guerra contra A m om . mas sim as to-'Q u le g itim am e n te dos am o n ita s e dos :~ °orreus (N m 2 1 :2 1 -3 5 ). sabia que . 24). A lém disso. •. mas será recebido por Israel quando voltar. perid o que foi negado. 2 5 . "Trezentos anos" é um núm ero arredondado.•= os irmãos e. 2 6 ). Se Israel devolvesse as terras. O d iplo m ata fru stra d o (vv. O rei Davi tam bém precisou de sete í . 2 7 .m bém não valia para os am orreus! S e u s e g u n d o a r g u m e n to f o i q u e o S~nhor dera as terras a Isra e l (vv. na verd ade.JUÍZES 1 0 . estavam lu ­ ta n d o co n tra o S e n h o r (vv.o. e (2) não era um hom em co lérico que dese­ j a apenas lutar. 2 4 ). declaravam que era a "vontade de seu deus" que se apropriassem daquela terra e davam crédito a seus ídolos pela vitória. 2) e reuniu seu exército . a p resen to u o s fatos -istó ric o s (vv. 12-28). e Deus deu a vitória aos israelitas. e tté se m p re teve o c u id a d o de dar ao 5-enhor a glória por todas as vitórias conquis­ t a s por Israel (vv. José foi rejeitado . . antes. o que só poderia term inar em tragédia e em derrota para A m om . Na verdade.ador. 23. posteriormente. então os am onitas estavam declarando guerra contra o Senhor D eus. Israel havia habitado na região da Transjordânia durante três séculos.j S para conseguir o apoio total das doze — ~os de Israel. N esse m esm o sentido. nem mesm o os reis de M oabe tentaram readquirir a posse de suas terras! Se os am onitas possuíam direi­ tos legítimos sobre o território. desco­ ram o s aqui duas coisas sobre Jefté: (1) co—-ecia as Escrituras e a história de seu povo. Em p rim e iro lu gar. Jefté tentou realizar -egociações de paz com os am onitas. mas aproximase do total de anos apresentados no Livro de Juízes com o os períodos de opressão e de paz. os i —orreus haviam tom ado aquelas terras dos -toabitas (Nm 2 1 :2 9 ). 9. o povo de Am om não havia tentado se apro­ priar do território em questão. o ?~". O te rc e iro argu m en to d e Je fté fo i o fato d e Isra e l te r viv id o n a q u e le te rritó rio d u ­ rante sé c u lo s (vv. que deu vitória a Israel. 21 . A fim de certificarse da vitória. 2 9 -3 3 ). assunto do qual tratarem os posteriorm ente. Q uand o outras nações tomavam territórios inimigos. Tendo receb ido o poder do Espírito de D eus (ver Jz 3 :1 0 . de m odo que. 2 8 ). 2 3 . tornou-se seu . Sendo um militar.m a guerra resultaria na m orte de milhares de israelitas e desejava evitar a todo custo que as coisas chegassem a esse ponto. Por que o rei de Am om havia dem o­ rado tanto para faze r as próprias reivindi­ cações? A o longo daqueles três séculos. indicação do direito de posse sobre ter'íó rio s conquistados não valia para Israel.1 2 139 tou para casa com o capitão do exército e der da terra! As Escrituras trazem vários r«em plos de vítim as que passaram por ex­ ig ê n c i a s sem elh an tes. Porém . srael não roubou as terras. os am on itas. M as Jefté apresentou r ja t r o provas irrefutáveis que deveriam ter .:n v e n c id o os am on itas de que estavam errados. 6 :3 4 ). Jefté decla­ rou que o D eus de Israel era o D eus verda­ deiro e que sua vontade havia se cum prido ao perm itir que Israel tom asse aquele ter­ ritório. deveriam ter tomado uma providência séculos antes! D e a c o rd o co m o a rgu m en to fin a l de Je fté . Ainda assim . O Senhor lhe deu a vitória sobre os am onitas. se Deus havia dado aquelas terras a Israel. O g u e rre iro in v icto (vv. Jefté pediu voluntários (1 2 :1 .hor Jesus C risto foi rejeitado por seu po . Jefté tentou arrazo ar com o rei de A m om . mas estas não deram certo. se a -e . Essa recusa levou à ije r r a . O rei de A m om declarou que ele e seus * :T ie n s estavam ap enas to m ando posse a q u ilo que lhes pertencia e que os israeft a s haviam roubado deles no tem po de Moisés. An•es de declarar guerra. com eteu a insensatez de fa­ ze r um a barganha com D eus. mas ele se recusou a dar ouvidos. motivo suficiente para reivindicar seus direitos sobre a terra. mandalia 'etirar suas tropas.

com efeito. inaceitável com o sacrifício a Deus? Nesse caso. portanto. me entregares os filhos de Am om nas mi­ nhas mãos. esse será do S e n h o r . e a pregação. U m pai d e se s p e ra d o (Jz 11:30. a nossa fé" (1 Jo 5:4). O s votos eram inteira­ mente voluntários. Q uanto mais estudam os o voto de Jefté. Jefté fez um voto ao Senhor. 6. G raças à fé e coragem de Jefté. por certo Jefté sabia que Jeová não aprovava nem aceitava sacrifícios hum anos. M as qual foi sua prom es­ sa e com o ele a cumpriu? O vo to . Jefté mostrou ter conhecim ento das Escrituras do Antigo Testam ento e de­ veria saber do que havia acontecid o com Abraão e Isaque (G n 22) e estar a par da Le: (L v 1 8 :2 1 e 2 0 :1 -5 . não poderia cum prir seu voto! O s te rm o s h e b ra ic o s tra d u z id o s por "quem " se encontram no gênero m asculino e indicam que esperava encontrar uma pes­ soa. 31 ). até mesm o o menos inspirado dos sa­ cerd o tes re aliza sse um sa crifício hum ano sobre o altar santificado de D eus. Jefté teria de v iajar até Siló para cum prir seu voto (D t 16:2. Jefté poderia ter dito sim plesm ente: "D eus. garantiu a liberdade e a segurança dos israelitas ao se deslocarem dentro do território de G ilead e.3 Na reali­ dade. onde Jefté poderia o ferecer a filha com o sacrifício? Sem dúvida. "E. sem dúvida. Nm 30. e Jefté cum ­ priu sua prom essa. quem primeiro da porta da minha casa me sair ao encontro . prom eto oferecer-lhe um grande ho ­ locausto quando voltar para casa". e eu o oferecerei em holocausto" (Jz 1 1 :3 0 . D e fato. Adem ais. mais enigm ático ele parece. sabia que D eus aceitava som ente os sacrifícios reali­ zados no altar do tabernáculo (Lv 17:1-9) os quais deveriam ser oferecidos pelos sa­ cerdotes levítico s. 11.140 JUÍZES 1 0 . a fé vem pela pregação. A s perg u n ta s. o ferecer a Deus um sacrifício que não havia lhe custado coi­ sa algum a (ver 2 Sm 24:24)? A lém disso. 31.1 2 C om isso. seu com prom isso. Em sua mensagem ao rei de A m om . mas e se essa pessoa fosse o filho de algum vizinh o ou um desco nhecid o ? Q ue direito Jefté possuía de tirar a vida de uma dessas pessoas e.2 Os soldados de Saul não permitiram que matas­ se seu filho. M esm o levando em consideração que o pe­ ríodo dos ju íze s foi uma era de trevas espi­ rituais na história de Israel e que os israelitas com eteram inúm eros erros. "E esta é a vitória que vence o mundo. D e acordo com o escritor de H ebreus. os am onitas não am eaçaram os israelitas por mais cin­ qüenta anos (1 Sm 11:1 ss). se o povo descobrisse que Jefté estava indo a Siló sacrificar sua filha. O texto d iz: "S e . jefté sacrificaria ao Senhor aquilo que saísse pri­ meiro de sua casa quando voltasse a M ispa. pela pala­ vra de Cristo" (Rm 10:1 7). com ou sem vi­ tória. se o Senhor me ajudar a derrotar os inimi­ gos. Deus aceitava que os israelitas fizessem votos. Jônatas. D t 1 2 :3 1 e 1 8 :1 0 ). Com o ele sabia o que ou quem sairia pela porta de sua casa? E se a prim eira coisa a sair para recebê-lo fosse um animal im puro. desde que obede­ ce sse m às leis d adas por in term éd io de M oisés para regulam entar tais votos (Lv 27. o voto de Jefté foi uma bar­ ganha com o S en h o r: se D eu s desse aos israelitas a vitória sobre os am onitas. mas o Senhor esperava que fossem cum pridos (Ec 5:1-6). e sua vitória foi uma vitória de fé (H b 1 1 :32). é bem possível que o tivessem im pedido ao longo do cami­ nho e raptado a menina! Era im possível um herói nacional co m o ele esconder facilmen­ te o que estava fazend o e. a história teria se espalhado sem dem ora pele 3. assim . Jefté usou term os am bíguos para expressar . D eus lhe deu a vitória. Sem dúvida. e essa Palavra foi sua fonte de fé. Jefté foi um homem de fé. Porém . Jefté mostrou seu conhecim ento da Palavra de Deus. é de se duvidar que os amigos e os vizinhos de Jefté tives­ sem permitido que ele matasse a própria fi­ lha para cum prir um voto im prudente. 16) e é de se duvidar que. voltando eu v i­ torioso dos filhos de A m o m . A s circunstân­ cias e a família de uma pessoa não são um em p ecilh o quan do se vive pela fé. Na verdade. que havia quebrado o voto insensato do pai (1 Sm 14:24-46). D t 23:21-25). 34-40) Ao sair para a batalha.

Em segundo lu g ar. por meio de r_a lq u e r um dos sacerdotes. de modo que não havia m otivo algum para o povo orgulhoso de Efraim (que não gostava de fi­ car de fora) se queixar. tam bém não enco ntram o s 'inguém pranteando a morte da m enina. por outro lado. E xp lica çã o (vv.) Se usar•nos essa ab o rd ag em . mas. Surgem ainda outras perguntas pertinen­ tes. Em terceiro lugar. é a letra vav que co stum a signifi:a r "e". Não possuíam respeito algum pelo novo governante das tribos da Transjordânia.12 141 . U m a fez que foi recebido pela filha. no entanto. e todo pai desejava netos para dar continuirad e à herança da família. mas é inteira­ m ente com p reensível que com em orassem a dedicação e a obediência da filha de Jefté ao ajudar o pai a cum prir seu voto. 2. ninguém em Efraim havia se oferecido para salvar o povo. Na verdade. C o m o antes. teria descoberto. _ ma vez que era um soldado bem-sucedido ru e havia acabado de despojar o inimigo. efté poderia ter pago sem problem a algum : preço do resgate. V ário s com entaristas mostra■am q u e a p e q u e n a c o n ju n ç ã o " e " (Jz 11:31) pode ser trad uzida co m o "o u". com o diz a tradução em nossa língua) o terrível sacrifício de um ser hum ano. So lu çõ es. Jefté a co n sag ro u ao S e n h o r para servi-lo no ■abernáculo (Êx 3 8 :8 . É difícil crer que as "filhas de Israel" instituiriam o costu­ me de celebrar (e não de "lam entar". mas Jefté preferiu uma abordagem mais direta.4 4 . 3 ).e ria m otivo su ficie n te para que ela e as im igas passassem dois meses se lamentanro . (No "eb raico . en tão o voto tem ruas partes: aquilo que fosse ao encontro re le seria consagrado ao Senhor (se fosse . Em m omento algum o texto diz que Jefté ~iatou a filha.] de Efraim e M anassés" (Jz 1 2 :4 ). o que significa que não teve a alegria de tornar-se mãe nem de dar conti­ nuidade à herança do pai em Israel. desejavam parti­ cip ar da glória do triunfo sem . mas Efraim não havia respondi­ do. não agradar os vizinhos. A pesar de N úm eros 3 0 :1 . d u ra n te os d e z o ito an o s em que Am om havia oprim ido o povo de G ilead e. A ênfase em Juízes 1 1 :37-40 é sobre o fato de a filha ter perm anecido virgem . Ver o início do Salm o 119:41 [N V l] ra ra um exem plo do vav h eb raico. que poderia •erim ir a filha m ediante o pagamento de um nalor ap ropriado em dinheiro (Lv 27:1-8). o durante o período de dois meses de —re ra (Jz 1 1 :3 7-39). O s líderes da tribo de Efraim dem onstraram a Jefté o m esm o orgulho e ira que haviam expressado no caso de G i­ deão (8 :1 ). Ela perm a­ neceu virgem .. talvez fosse hora de alguém con­ frontar Efraim e de ensinar-lhe uma lição. Esse fato . as tribos a leste do Jordão . O Senhor havia dado a vitória ao exército de Jefté sem a ajuda dos efraimitas.J U Í Z E S 10 . pois toda filha desejava ter uma família. Em prim eiro lugar. 4-7). O s hom ens de Efraim recorreram a insultos e e scarneceram dos gileaditas cham ando-os de "Fugitivos [. G id eão havia apa­ ziguado os efraimitas com palavras lisonjei­ ras. o . A fúria dos hom ens de Efraim foi tanta que am eaçaram atear fogo à casa de Jefté. Jefté havia convocado as tribos para ajudá-lo no ataque ao inimigo. 1). lembrou-os de que sua preocupação m aior era derrotar os am o­ nitas. será que Deus teria considerado seriam ente um voto ru e transgredia tanto os direitos hum anos z^anto a lei divina? Um homem que havia -ecebido o poder do Espírito (Jz 1 1 :2 9 ) e ru e possuía um com prom isso sério com o Senhor (Jz 1 1 :1 1 ) teria m esm o chegado a 'a zer tal voto? Q u an to mais penso nessas re rg u n tas. 1 Sm 2 :2 2 ). disposta a obedecer tanto ao pai quanto a Deus a qualquer preço. U m g o v e r n a n t e se d e fen d e (Jz 12:1-15) A cu sação (v. M esm o que Je fté tivesse co n seg u id o n e g a r a Siló. m ais m isterioso esse voto me :a re c e e mais convencido fico de que Jefté 'ã o prom eteu o fere ce r sacrifício hum ano rlgum ao Senhor nem matou a própria filha.m a pessoa) ou sacrifica d o ao Senhor (se •Dsse um anim al). Talvez Jefté de­ vesse ter co lo cad o em prática Provérbios 1 5:1 e 1 7 :1 4 e evitado uma guerra.. 2. C o n fro n ta çã o (vv. Ela me­ rece ser co locada ao lado de Isaque com o filha fiel. terem se mostrado desejosos de arriscar a vida na batalha.

142

JUÍZES 1 0 - 1 2

- Rúben, G ad e e a meia tribo de M anassés - haviam recebido suas terras de M oisés e de Josué (Nm 32 ; Js 22 ). A ssim , as palavras dos efraimitas foram um insulto ao Senhor e a seus servos. Q u an d o as pessoas estão erradas, re­ cusando-se a aceitar a lógica da situação e a confessar seus erros, é com um recorrerem à violência a fim de protegerem sua reputa­ ção. Essa é a causa de grande parte das desa­ venças entre fam iliares, das brigas na igreja e dos co nflitos internacionais (Tg 4:1-12). Porém , Jefté prevaleceu sobre os hom ens de Efraim e matou 42 mil soldados dessa tribo. O s próprios efraim itas tornaram -se "fugiti­ vos", sendo que esse mesm o term o usado em Juízes 12:5 aparece no versículo 4. O s efraimitas tiveram de engolir suas palavras e de fugir para salvar a vida! O povo de Efraim tinha uma form a pe­ c u lia r de p ro n u n cia r a p alavra ch ib o le te (s h ib b o le th ), que sig n ifica "c o rre n te " ou "cheias". Eles pronunciavam o term o com o "sibolete" ("sibboleth"), denunciando, assim, sua origem (M t 2 6 :7 3 ). Era um teste simples, m as fu n cio n ava . Por causa dessa história,

sh ibboleth passou a fazer parte do vo cab u ­ lário da língua inglesa e foi incorporado aos dicionários desse idiom a. Nesse caso, o ter­ mo significa um teste que um conjunto de pessoas propõe a outros de fora para verifi­ car se pertencem ou não a seu grupo, uma p a la v ra de v e rific a ç ã o . N o rm a lm e n te , o sh ibboleth é um a idéia ou doutrina antiga, am plam ente conhecida e sem grande rele­ vância. No caso de Efraim, porém, custou a vida de 42 mil pessoas. D epois da derrota de A m om e do castigo aplicado aos efraimitas, os israelitas tiveram trinta e um anos de paz e de segurança sob a liderança de Jefté e de seus três sucesso­ res. Q u e paradoxo Jefté, o ven cedo r, não ter fam ília, enquanto Ibsã teve trinta filhos e trinta filhas e Abdom teve quarenta filhos e trinta netos. No entanto , o m ais p arado xal desses hom ens foi Sansão, o últim o ju iz enviado por D eus a seu povo: um libertador que não pôde libertar a si m esm o, um conquistador incapaz de conquistar a si mesmo e um ho­ mem forte que não soube re co n h e ce r os | próprios m om entos de fraqueza.

1. 2.

Kennedy,

John F. Profiles in Courage. Nova York: Harper, 1955, p. 245.

A adoração a Baal era a principal religião entre os cananeus e não incluía o sacrifício de crianças. O s am onitas faziam os filhos passarem pelo fogo com o parte de sua adoração a M oloque. D ezoito anos depois, o povo de Israel voltou-se aos deuses pagãos e, em decorrência disso, o Senhor teve de discipliná-los severamente (Jz 10:6-9). É impensável que Jefté tenha adotado um costum e pagão a fim de obter a ajuda de D eus, quando a nação já havia sofrido tanto por adotar tais práticas! Se Deus honrasse tal coisa, o povo seria levado a perguntar: "Se os costum es pagãos são tão terríveis, então por que o Senhor enviou tanto sofrimento?".

3.

M esm o que um sacerdote tivesse oferecido a filha de Jefté com o holocausto, o sacrifício não seria aceitável, pois o animal oferecido no holocausto deveria ser m acho (Lv 1:3, 10).

4.

Se Jefté pretendia matar a filha, iria querer a m oça em casa com ele e não correndo pelas montanhas com as amigas. Além disso, por que uma jovem lamentaria a virgindade se estava prestes a morrer? Nesse caso, seria bem mais provável que lamentasse a morte iminente. Talvez estivesse lamentando o fato de não haver se casado e, portanto, de não ter deixado netos para o pai. M as se esse fosse o caso, então o p ai é que deveria estar se lamentando, pois os casam entos eram arranjados pela família e não pelo próprio casal.

9
U
m

B r il h o

T r e m e lu z en t e
J u íz es 1 3 - 1 4

se apaga e Sansão morre com o mártir sob as ruínas de um tem plo pagão, um triste fim para um a vida prom issora. V a m o s a b rir o á lb u m de fa m ília de Sansão e estudar três retratos do com eço da carreira desse juiz.

/ / r uma charada envolta em mistério denL - tro de um enigm a." Foi assim que Sir Winston C hurchill descreveu, em seu discur­ so transmitido por rádio em 1e de outubro de 1939, o com portam ento dos russos de =ja época. Porém , o que ele disse sobre os 'js s o s poderia muito bem descrever Sansão, o últim o ju iz , pois seu co m p ortam en to é ■jma ch arada envolta em m istério dentro de um enigm a". Sansão não era previsível nem confiável, oois possuía ânim o dobre, e um "hom em de ânim o dobre [é] inconstante em todos os seus cam in ho s" (Tg 1:8). Alguém disse oem que "a m aior habilidade é a confiabi­ lidade", e no caso de Sansão, era preciso confiar desconfiando. Corajoso diante de outros hom ens, San­ são não resistia aos encantos fem ininos e contava às m ulheres todos os seus segredos. Tendo recebido o poder do Espírito de Deus, entregou o co rp o aos d e se jo s da ca rn e. Cham ado a declarar guerra aos filisteus, con; 'aternizou com o inimigo e tentou até se casar com uma filistéia. Com batia as batahas do Senhor durante o dia e transgredia
os m andam entos do Senhor à noite. C o n ­ siderando-se que o nom e "S a n sã o " quer dizer "en so larad o ", é um a ironia esse ju iz ter en co ntrad o seu fim na e scu rid ão , c e ­ gado pelo m esm o inimigo que deveria ter conquistado. Q u atro capítulos do Livro de Juízes são cedicados ao relato da história de Sansão. Juízes 1 3 - 1 4 nos apresentam esse m eni­ no "enso larado " e seus pais, e vem os seu 7'ilho trem elu zir enquanto Sansão brinca :o m o pecad o. Em Juízes 1 5 - 16, o brilho

/

1. A CRIANÇA INCRIVELMENTE p r o m is s o r a (Jz 13:1-23) O b serve quão prom issora era a vida desse menino cham ado Sansão. Ele tinha d ia n te d e s i um a n a çã o a p r o ­ te g er (v. 1). A frase inicial desse versículo
aparece no Livro de Juízes com um a regula­ ridade m onótona (3 :7 , 12; 4 :1 , 2; 6 :1 ; 10:6, 7) e pode ser vista aqui pela última vez. A pre­ senta o período mais longo de opressão que Deus permitiu que seu povo sofresse: qua­ renta anos sob o dom ínio dos filisteus. O s filisteus1 faziam parte dos "povos do m ar" que, no século doze a.C ., migraram de uma região da G ré cia para a planície cos­ teira de C anaã. Durante a conquista, os is­ raelitas não conseguiram tomar essa região (Js 13 :1 , 2). Ao estudar o mapa da Terra Pro­ metida, vê-se que a existência dessa nação concentrava-se em torno de cin co cidades principais: A sd ode, G a z a , A squelom , G ate e Ecrom (1 Sm 6:1 7). A terra entre a região m ontanhosa de Israel e a planície costeira era cham ada de "Sefelá", que significa "ter­ ras baixas" e que separava a Filístia de Israel. Sansão nasceu em Z orá, cidade na tribo de D ã próxim a à fronteira com a Filístia, e, em várias ocasiões, atravessou essa fronteira para servir a D eus ou para satisfazer os próprios apetites. Sansão julgou Israel "nos dias dos filis­ teus" (Jz 1 5 :2 0 ), o que significa que seus vinte anos com o ju iz transcorreram durante os qu aren ta anos de do m ínio filisteu . D e acordo com o Dr. Leon W ood, o com eço da opressão filistéia pode ser datado de ca. 10 9 5 a .C ., estend endo-se até 1 0 5 5 a .C ., quand o Israel co n q u isto u sua v itó ria em M ispa (1 Sm 7). M ais ou m enos no meio desse período ocorreu a batalha de Afeca, na qual Israel foi vergonhosam ente derro­ tado pelos filisteus, perdeu a arca da aliança e três sacerdotes (1 Sm 4). A sugestão de

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J U Í Z E S 13 - 14

W ood é que o m andato de Sansão com o ju iz teve início por volta da m esm a ép oca da tragédia de A fe ca e que sua principal fun ção foi perturbar os filisteus e im pedir que conseguissem invadir a terra e am ea­ çar o povo.2 É interessante observar que o texto não apresenta qualquer evidência d e qu e Israel tenha clam ado a D eus pedindo libertação em algum m o m en to do do m ín io filiste u . Um a vez que haviam desarm ado os israelitas (1 Sm 1 3 :19-23), os filisteus não se preo­ cupavam com a possibilidade de um a rebe­ lião. Juízes 15:9-13 indica que os israelitas pareciam estar acom odados a sua situação e não queriam que Sansão causasse qualquer tumulto. E assustador com o nos acostum a­ mos rapidam ente à servidão e aprendem os a a ce ita r essa co n d ição . Se os filisteus ti­ vessem sido mais severos com os israelitas, talvez o povo tivesse clam ado a Jeová pe­ dindo socorro. Ao contrário da maioria dos juízes ante­ riores, Sansão não livrou seu povo da domina­ ção estrangeira, mas com eçou um processo de libertação que seria co n clu íd o por ou­ tros (1 3 :5 ). Um a v e z que era um herói po­ deroso e im previsível, Sansão causou medo e perturbação nos filisteus (1 6 :2 4 ), im pedin­ do que destruíssem Israel com o as outras nações invasoras haviam feito. Seriam neces­ sárias as orações de Samuel (1 Sm 7) e as conquistas de Davi (2 Sm 5:1 7-25) para co n­ cluir o trabalho que Sansão havia co m e ça­ do, dando a Israel a vitória absoluta sobre os filisteus. E le tinha um D e u s para se rv ir (vv. 2-5). A tribo de D ã recebeu, inicialm ente, as ter­ ras adjacentes a Judá e a Benjam im , que se estendiam até o mar M editerrâneo (Js 1 9:404 8 ). No entanto, um a v e z que os danitas não foram capazes de expulsar os habitan­ tes da região costeira, mudaram-se para o Norte (Jz 18 - 1 9), apesar de algumas famí­ lias da tribo terem perm anecido no local an­ terior. Z o rá ficava a cerca de vinte e cinco quilôm etros de Jerusalém , na região dos co n­ trafortes, próxim a à fronteira com a Filístia. Q u an d o Deus quer fazer algo verdadei­ ram ente grandioso no mundo, não envia um

exército, mas sim um anjo. Vem os, em di­ versas ocasiões, um anjo visitando um casal e prom etendo enviar-lhes um a crian ça. O plano trem endo de salvação divina foi pos­ to em andam ento quando o Senhor cham ou Abraão e Sara e deu-lhes Isaque. Q uand o chegou a hora de livrar Israel da escravidão no Egito, D eus e n v io u M o isés a A n rã o e Joquebede (Êx 6 :2 0 ) e quando, muitos anos depois, Israel precisou de um reavivamento, D eus enviou a A na o bebê Samuel (1 Sm 1). U m a vez alcançada a plenitude do tempo, Deus deu o M enino Jesus a M aria, e essa criança cresceu para m orrer na cru z pelos pecados do mundo. O s bebês são criaturas frágeis, mas Deus usa as coisas fracas do mundo para confun­ dir as fortes (1 C o 1 :26-28). O s bebês preci­ sam de tem po para cre scer, mas D eus é paciente e nunca se atrasa no cum prim ento de sua vo n ta d e . C a d a bebê en viad o por Deus é um presente seu, um novo com eço, e traz consigo im enso po tencial. C o m o é triste viver num a so ciedad e que considera bebês ainda não nascidos com o uma am ea­ ça em vez de um milagre e com o uma intro­ missão em v e z de uma herança! Temos motivos de sobra para crer que o "Anjo do S e n h o r " que visitou a esposa de M anoá era Jesus Cristo, o Filho de D eus (ver G n 22:1-18; 31:11-13; Êx 3:1-6; Jz 6:11-24). C o m o Sara (G n 18:9-15), A na (1 Sm 1) e Isabel (Lc 1:5-25), a esposa de M anoá era estéril e não esperava mais ter um filho. Um a vez que a mãe teria m aior influência sobre a criança tanto antes quanto depois do nasci­ mento, o anjo descreveu com grande serie­ dade quais seriam suas incum bências. A ssim co m o João Batista, Sansão seria um nazireu desde o ventre da mãe (Lc 1:131 5 ).3 O termo nazireu vem de uma palavra hebraica que significa "separar, consagrar". O s nazireus eram indivíduos que, durante um determ inado tem po, consagravam-se de m aneira especial ao Senhor. Abstinham-se de vinho e de bebidas fortes, evitavam tocar em cadáveres e, com o sinal de sua consa­ gração, deixavam o cabelo crescer. O s esta­ tutos acerca da lei do nazireado podem ser encontrados em Núm eros 6.4

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A esposa de M anoá deveria ter cuidado o que co m ia e bebia, pois sua dieta ■fl je n cia ria o filho nazireu mesm o antes do ■nscimento e p o d eria contam iná-lo . Infeir~ iente, nem todas as gestantes são cuida­ d a s . Isso fica evidente pelas notícias que ■=r:ebemos da mídia e que mostram as trisi r i c o n se q ü ê n c ia s que os bebês sofrem r.a n d o as mães usam tabaco, álcool e en'Decentes durante a gestação. O voto de ~szireado de Sansão não foi voluntário: foi r^do por D eus, e a mãe do m enino fazia rarte desse voto de consagração. Não apeB s deveria evitar qualquer coisa relacionada ; uvas, mas tam bém com idas consideradas "npuras segundo a lei m osaica (Lv 11; Dt 14:3-20). O voto nazireu costum ava durar um tempc determinado, mas no caso de Sansão, se estenderia por toda a sua vida (Jz 13:7). Era que M anoá e a esposa teriam de ensi■ar ao filho; tam bém teriam de explicar o —otivo de ele não poder co rtar o cabelo. Deus havia tomado essa crian ça para si, e era obrigação dos pais prepará-la para o traraiho do qual o Senhor a havia incum bido. Ele tinha um la r pa ra h o n ra r (vv. 6-23). esposa de M anoá foi, im ediatam ente, contar ao marido sobre a visita e a mensagem raq u ele d e sco n h e cid o , ap esar de o casal =inda não saber que o visitante era o Se*nor (v. 16). M anoá imaginou que se trata.= de um "hom em de D eu s" - talvez um r'o fe ta itinerante - e orou ao Senhor para enviar esse hom em outra vez. E impossível ~ão fic a r im p ressio n ad o co m a d e vo ção resse marido e de sua esposa um ao outro e ao Senhor. O tempo dos ju íze s foi dom i­ nado pela apostasia e a anarquia, mas ainda havia lares israelitas consagrados ao Senhor e que criam na o ração, e D eus continuava :3 e ran d o por meio deles. Deus respondeu às orações de M anoá e deu-lhe a o p o rtu n id a d e de fa z e r um a rergun ta im portante, mas que o A njo do 5 £ s h o r não respondeu: "Q u an d o se cum: ' :rem as tuas palavras, qual será o modo de viver do m enino e o seu serviço ?" (v. ' _ . A lei do Antigo Testam ento não apenas dava instruções sobre os alim entos lim pos

e im undos para os nazireus, com o também dizia aos pais com o deveriam criar os filhos (D t 6). Não havia necessidade de o Senhor dar m ais in stru çõ es a M an o á e à esposa quando a Palavra de D eus já lhes dizia o que fazer. O m ensageiro sim plesm ente re­ petiu a advertência que já havia dado à es­ posa de M anoá. Em seu desejo de ser um anfitrião gentil e atencioso, M anoá pediu ao convidado que esperasse enquanto ele e a esposa lhe pre­ paravam uma refeição (6:18, 19; G n 18:1-8). O visitante deu um a resposta enigm ática: não com eria dos alimentos deles, mas per­ mitiria que oferecessem um holocausto ao Senhor. A final, o filho que lhes havia sido prom etido era um a dádiva de D eus, e deve­ riam dar louvores e graças ao Senhor. M anoá, porém , pensou consigo mesmo: 5e não p o sso honrar esse hom em de D eus agora, então talvez possa fazê-lo no futuro, d ep o is qu e suas palavras se cum prirem e o m enino nascer. (O b se rve que M anoá creu na mensagem e usou o termo "quando" em vez de "se".) M anoá teria de saber o nome do hom em para p o d er en co ntrá-lo nove meses depois, mas o visitante não lhe res­ pondeu, dizendo apenas que seu nom e era "m aravilhoso" (ver G n 3 2 :2 9 ). Essa é a mes­ ma palavra usada para o M essias em Isaías 9 :6 e traduzida por "m aravilhosam ente" em Juízes 13:19. N orm alm ente, os ad oradores israelitas levavam suas ofertas ao altar do tabernáculo em Siló, mas um a v e z que o "hom em de D eus" ordenou a M anoá que oferecesse um holocausto, ele poderia fazê-lo ali m esm o o n d e se e n c o n tra v a , u san d o um a ro ch a com o altar. D e repente, o visitante subiu aos céus na cham a do altar! Só então M anoá e a esposa descobriram que aquele era o Anjo do S e n h o r . M anoá encheu-se de temor, pois os israelitas criam que ninguém poderia ver D eus e sobreviver (ver Jz 6:19-23). Usando de bom senso, a esposa de M anoá o con­ venceu de que não era possível morrerem e, ao mesm o tempo, cum prirem as prom es­ sas de Deus. Todo bebê nascido num lar tem ente a D eus tem a responsabilidade de honrar o

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nome de sua família. A vida incoerente de Sansão trouxe vergonha à casa de seu pai, d a m e sm a fo rm a c o m o e n v e rg o n h o u o nome do Senhor. O s parentes de Sansão ti­ veram de extrair seu corpo dos escom bros de um templo filisteu e levá-lo para casa a fim de que fosse sepultado (1 6 :3 1 ). D e cer­ ta forma, foi um dia de vitória sobre os ini­ migo de D eus, mas tam bém foi um dia de derrota para a fam ília de Sansão.

2. O

DEFENSOR COM UM PO DER

in v e n c í v e l

(Jz 1 3 :2 4 , 25 )

O bebê nasceu e recebeu o nom e de San­ são, que significa "ensolarado" ou "brilho". Sem dúvida, trouxe luz e alegria para M anoá e a esposa, um casal que acreditava que ja­ mais teria uma fam ília. Tam bém com eçou a trazer luz para Israel durante os dias de tre­ vas da opressão filistéia. Enquanto o texto diz que o Espírito de D eus "veio sobre" ou­ tros ju íze s (Jz 3 :1 0 ; 6 :3 4 ; 1 1 :2 9 ), som ente no caso de Sansão diz-se que "o S e n h o r o ab ençoou" (Jz 1 3 :2 4 ; ver Lc 1:80 e 2 :5 2 ). A mão de D eus estava sobre ele de maneira especial. O segredo da fo rça extra o rd in ária de Sansão era seu voto nazireu, sim bolizado pelos cabelos que nunca haviam sido co r­ tados (1 6 :1 7 ), e a fonte dessa fo rça era o Espírito Santo de D eu s (1 3 :2 5 ; 1 4 :6 , 19, 1 5 :1 4 ). A narrativa não diz se a constitui­ ção física de Sansão era, de algum m odo, diferente daquela de outros hom ens, ap e­ sar de ser possível que se parecesse com os hom ens fortes retratados nos livros in­ fantis de histórias da Bíblia. Talvez no início de sua ad o lescê n cia , quando os m eninos israelitas tornavam-se "filhos da lei", Sansão tenha co m e çad o a dem onstrar suas in crí­ veis habilidades. O Livro de Juízes registra apenas alguns dos grandes feitos de Sansão: matar um leão só com as mãos (1 4 :5 , 6); exterm inar trinta filisteus (v. 19); apanhar trezentas raposas (ou chacais) e am arrar tochas na cauda desses anim ais (1 5 :3 -5 ); ro m per ca d e ia s (1 5 :1 4 ; 16:9, 12, 14); matar mil hom ens com a quei­ xada de um jum ento (1 5 :1 5 ); carregar a porta da cidad e de G a z a (1 6 :3 ); e derrubar um

edifício filisteu (Jz 16:30). Juízes 1 6 :2 4 dá a entender que ele realizou muitos outros fei­ tos além desses citados acim a, o que irritou ainda mais o povo filisteu. A o re fle tir sobre o relato da vid a de Sansão, tem-se a im pressão de que ele era um sujeito que gostava de diversão, com um bom senso de hum or e que, por vezes, não levava muito a sério os dons que havia rece­ bido de Deus. Ter senso de humor é positivo, mas deve ser eq u ilibrad o com um a dedi­ cação séria às coisas do Senhor. "Servi ao S e n h o r com tem or e alegrai-vos nele com trem or" (Sl 2 :1 1 ). O poder de Sansão era uma arm a para lutar e um instrumento para edificar, não um brinquedo para se divertir. O b serve ainda outra co isa: Sansão tra­ balhou sozinho. Em m om ento algum "juntou as tropa s" e tentou unir Israel para livrar-se do jugo filisteu. D urante vinte anos, foi um defensor de seu povo, mas não conseguiu agir co m o seu líder. D e acordo com Joseph Parker, Sansão foi "um elefante quanto à fo rça , mas um bebê quanto à fraq u eza". Podem os acresce n tar que, em se tratando da lid e r a n ç a n a c io n a l, fo i u m a o v e lh a perdida!

3. O HO M EM (Jz 1 4 :1 -2 0 )

DE CARÁTER INCONSTANTE

D e acordo com H ebreu s 1 1 :32 , Sansão foi um hom em de fé, mas certam ente não foi fiel nem aos en sin a m en to s de seus pais. nem a seu voto nazireu, nem às leis do Se­ nhor. Não tardou para que Sansão perdes­ se quase tudo o que D eus havia lhe dado, exceto sua grande força, o que tam bém aca­ bou perdendo. E le p e rd e u o re sp e ito p e lo s p a is (vv. 14 ). O Senhor havia dado a Sansão uma he­ rança piedosa, e ele havia sido educado para honrar a Deus. Porém , quando se apaixonou, Sansão não deu ouvidos às advertências dos pais. Havia entrado em território inimigo e percorrido mais de sete quilôm etros quan­ do encontrou uma filistéia que cativou seu coração e com a qual resolveu se casar. É evidente que esse casam ento transgredia a lei de Deus (Êx 34:12-16; Dt 7:1-3; ver tam­ bém 2 C o 6:14-18).

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Sansão estava vivendo pelas aparências e ~ão pela fé. Era co n tro la d o pela "conr.c is c ê n c ia dos olhos" (1 jo 2 :1 6 ) e não pela e de Deus. A questão mais séria era que 5-i'são não estava agradando nem ao Se­ nhor e nem aos pais, mas apenas a si mesJz 14:3, 7, ver 2 C o 5 :1 4 , 15 ).5 Q u an d o D eus não tem perm issão de ii .e r n a r nossa vida, ainda assim ele prevalece e faz cum prir sua vontade, a despeito i e nossas d e cisõ es. Por certo , nós é que --.aímos perdendo ao nos rebelarm os contra ete, mas Deus cum pre seus propósitos por ~>eio de nós ou apesar de nós (Ed 4:10-14). r-iisã o deveria estar com eçando uma guer­ ra e não um casam ento, mas Deus usou esse aco n te cim e n to para o fe re ce r a Sansão a ::3 rtu n id a d e de atacar o inimigo. Em de­ li : -renda disso, Sansão matou trinta hom ens Oz 14:19), queim ou as plantações do inimiz-j (Jz 15:1-5), exterm inou grande número re filisteus (vv. 7, 8) e deu cabo de mil ho~tens (v. 1 5). Sansão não havia planejado •jd o isso, mas, mesm o assim, Deus permi• u que os acontecim entos se desenrolassem :essa forma. E le p e rd e u sua sep a ra çã o co m o n a zire u vv. 5-9). Ao que parece, quando Sansão e ^eus pais desceram a Tim na a fim de fazer os preparativos para o casam ento, Sansão saiu da estrada principal (separando-se de seus pais) e fez um desvio, passando por ; gumas vinhas, onde foi atacado por um -?ão. U m a vinha era um lugar perigoso para -Ti homem que se abstém de uvas (Nm 6:14 '. Será que Deus enviou o leão com o adver­ tência para Sansão de que estava trilhando D cam inho errado? O Espírito Santo deu a Sansão o poder de derrotar o inimigo, mas ían são persistiu em seu cam inho de desored iência rumo ao interior do território ini-ligo e a um casam ento ilícito. A lgum as sem anas depois, quando Saníão voltou para bu scar sua noiva, passou ■ovamente pela vinha, dessa v e z provavel­ mente para ver seu troféu e talvez contar •antagem sobre ele. Seu pecado com eço u com "a co n cu p iscê n cia da carn e" e "a con:jp is c ê n c ia dos olhos" para, depois, incluir ain d a "a s o b e rb a da v id a " (1 Jo 2 :1 6 ).

Q u an d o Sansão com eu o mel da carcaça do leão, foi contam inado pelo corpo de um anim al m orto, destruindo, assim , parte da consagração de seu voto nazireu. Na ver­ dade, já havia perdido dois terços de seu voto, um a v e z que havia se contam inado ao entrar na vin h a.6 E le p e r d e u o c o n tro le so b re a lín gu a (vv. 10-18). Um a v e z que Sansão não havia trazido amigos para servir com o "padrinhos" (ver M t 9:1 5), os filisteus juntaram trinta ho­ mens para fazerem as vezes de amigos do noivo. É possível que esses homens também tivessem a função de guardar Sansão, pois sua reputação o havia precedido e ninguém sabia ao certo o que ele poderia fazer em seguida. É bem provável que o am biente es­ tivesse tenso no co m eço da festa, de modo q u e Sansão p r o c u r o u a le g ra r u m pouco as co m e m o raçõ es pro pond o um enigm a. O mais triste é que criou esse enigma com base em seu pecado! Não levou a sério o fato de haver transgredido os votos nazireus. D eso­ bedecer a Deus é horrível o suficiente, mas fazer disso uma piada é sinal de insensibili­ dade espiritual ainda mais grave. Sairia caro os trinta convidados fo rnece­ rem sessenta roupas de festa para Sansão, de m odo que ficaram d esesp erad o s para descobrir a resposta do enigma. A única saí­ da foi conseguir a ajuda da esposa de San­ são. Assim , am eaçaram matá-la e atear fogo à casa de seu pai se ela não lhes desse a resposta até o fim da sem ana. Sansão re­ cusou-se firm em ente a contar-lhe o segre­ do, m as acabo u ce d e n d o no sétim o dia. Talvez haja algum a relação com o fato de que o casam ento deveria ser consum ado no sétimo dia. Prim eiro a m ulher filistéia o se­ duziu (Jz 14:1), depois o dominou (v. 17) e, por fim, ela o traiu (v. 1 7). E assim que o mun­ do trata os cristãos que fazem concessões. Sansão poderia m atar leões e rom per co r­ das, mas não era cap az de resistir ao poder das lágrimas de uma mulher. C om o sua esposa se sentiu ao ser co m ­ parada a uma novilha? O provérbio significa sim plesm ente: "V o cê s só conseguiram acer­ tar porque quebraram as regras do jog o", uma vez que as novilhas não eram usadas

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JUÍZ ES 1 3 - 1 4

para lavrar. Tendo em vista que os co nvid a­ dos haviam usado de desonestidade, teori­ cam ente, Sansão poderia, tam bém , ter se recusado a pagar o prêm io; porém , em sua generosidade, concordou em cum prir a pro­ messa. É possível que tenha descoberto que a esposa havia sido am eaçada e não deseja­ va colocar a m ulher e sua família em perigo outra vez. A queles que não conseguem controlar a língua não são capazes de controlar o res­ to do corpo (Tg 3 :2 ), e no caso de Sansão, as co n se q ü ê n cia s dessa falta de co n tro le foram trágicas. Sansão p e rd e u a calm a (vv. 19, 2 0 ). Ele foi até A squelom , que ficava a pouco mais de trinta quilôm etros de Tim na, para que a notícia da m atança dem orasse a chegar na cidade onde se casou. Sua brincadeira so­ bre o leão e o mel se transformou em um assunto da m aior seriedade, pois causou a morte de trinta hom ens, cujos trajes Sansão tomou para si. Sua raiva foi tanta que nem sequer consum ou o casam ento, voltando di­ retam ente para a casa dos pais em Z o rá .7 Enquanto estava fora de Tim na, a esposa foi entregue ao padrinho de honra. O Senhor usou essa reviravolta para motivar Sansão a

lutar contra os filisteus, em vez de oferecerlhes festas. Se Sansão tivesse conseguido faze r as coisas a sua maneira e consum ado o casa­ mento com a filistéia, teria dificultado ainda mais o trabalho para o qual Deus o havia cha­ mado. Além de pecar, os cristãos de hoje que entram em alianças ilícitas servem de estorvo à obra do Senhor (2 C o 6:14-18). Se Sansão tivesse buscado a orientação de Deus, o Se­ nhor o teria dirigido. Em vez disso, resolveu seguir seu próprio cam inho, e o Senhor pre­ valeceu sobre suas decisões egoístas. "Instruir-te-ei e te ensinarei o cam inho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselho. Não sejais com o o cavalo ou a mula, sem entendim ento, os quais com freios e cabrestos são dom inados; de outra sorte não te obedecem " (Sl 3 2 :8 , 9). Se olhar­ mos para o Senhor pela fé, ele pode nos co n d u zir co m o os pais guiam seus filhos. M as se derm os as costas a ele, não lhe resta outra co isa a fazer senão nos tratar com o anim ais e colocar em nós freios e cabrestos. Sansão estava sem pre se precipitando im­ p e tu o sam e n te feito um ca va lo ou em pa­ cando feito uma mula, de modo que Deus precisou discipliná-lo.

1. 2. 3.

O termo "Palestina" em nossa língua vem do nome "Filístia".
W ood,

Leon. The Distressing Days o ft h e Judges. Grand Rapids: Zondervan Publishing H ouse, 1975, pp. 302-305.

Dentre outros servos de Deus escolhidos desde antes de seu nascim ento, podem os citar Jeremias (Jr 1:4, 5) e Paulo (G l 1:1 S l apesar de o Salmo 1 3 9:15, 16 ensinar que o Senhor participa da concepção de toda criança.

4.

O termo "nazireu " não deve ser confundido com "nazareno" (M t 2 :2 3 ; 26 :7 1 ). U m a vez que Jesus bebia vinho (M t 11:1 9 ; Mc 11:25) e tocou o corpo de pessoas mortas (Lc 7 :1 4 ; 8 :54 ), fica evidente que não era nazireu.

5.

A s palavras "só dela me agrado" e "dela se agradou" significam , literalmente, "parece certa a meus olho". Essas declarações nos fazem lem brar d e que, no tem p o dos ju íze s, "cada qual fazia o que achava m ais reto " (Jz 17:6; 2 1 :25). Em v ez de seguir ao Senhor, Sansão estava seguindo o resto do povo e fazendo o que "estava na m oda".

6.

Sem dúvida, o banquete de sete dias para com em orar as núpcias (Jz 14 :1 7) incluía vinho, e é bem provável que Sansão tenha bebido.. Era o noivo e esperava-se que incentivasse os convidados a se divertir. A palavra traduzida por "bodas", no original tem o sentido de "festa com bebedeira".

7.

Havia uma form a de casam ento na qual a esposa ficava com os pais e o marido a visitava de tem pos em tem pos. M as, ainda que esse fosse o caso, a esposa esperaria que o marido consum asse o casam ento antes de partir. Talvez Sansão planejasse fazê-lo quando a visitasse na colheita do trigo (Jz 15:1-3), mas, então, descobriu que não era m ais sua esposa!

10

A Luz

Q u e se A p ag ou

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vida de Sansão ilustra com o nem sem ­ pre um bom co m e ço é garantia de um bom fim .1 O poeta norte-am ericano H en ry H a d s w o rth Long fellow disse q ue: "A arte de co m e çar é algo form idável, porém mais form idável ainda é a arte de term inar". Por e ííe m otivo, Salom ão escreveu : "M elh o r é : fim das coisas do que o seu p rin cípio " iEc 7:8). No com eço de sua carreira, Sansão serriu ao Senhor com o um brilho radiante, mas sua luz com eçou a enfraquecer, à medida rue se entregou a suas paixões. Nas últimas renas de sua vida, vem os a luz de Sansão lo agar e o defensor cego de seu povo ser soterrado pelos m ontões de escom bros de templo pagão. M esm o considerando que ele matou mais filisteus em seu martírio do : j e ao longo de sua carreira com o ju iz, as : risas poderiam ter sido muito diferentes se Sansão tivesse co n q u istad o p rim eiro a si -lesm o, antes de tentar conquistar os inim i­ gos do Senhor. D e acordo com Spurgeon: ; j a vida toda foi uma série de milagres e re desatinos". O bserve as cenas finais da vida Sansão : a ra saber por que ele não term inou bem.
S a n s ã o se v i n c a (J z 15 :1-8) D desejo im petuoso de Sansão de ir à forra ra re c ia co n tro lar sua vid a. Seu lem a era: \ssim com o me fizeram a mim, eu lhes fiz a eles" (Jz 1 5 :1 1 ). Entendo que, com o de■e~sor de Israel, Sansão havia sido cham ado ra ra derrotar o inim igo, mas nosso m aior resejo é vê-lo lutando nas "batalhas do Se-rsor" e não apenas em seus conflitos pes­ soais. Q u an d o D avi enfrentou os filisteus,

considerou-os inimigos do Senhor e honrou o nom e de D eus com sua vitória (1 Sm 1 7). Com o cristãos, precisam os estar atentos para não encobrir m otivações egoístas com uma capa de zelo religioso, cham ando isso de "indignação santa". A vingança pessoal e o benefício próprio, em lugar da glória ao Senhor, já foram a força m otriz de inúmeros "defensores" dentro das igrejas. Aquilo que alguns consideram zelo piedoso pode, na verdade, ser fúria pecam inosa que brota do egoísmo e que se alim enta do orgulho. Exis­ te uma ira santa que devem os sentir quan­ do vem os o crescim ento da perversidade e a opressão dos indefesos (Ef 4 :2 6 ), mas a linha que separa a indignação justa de uma "birra religiosa" é extrem am ente tênue. A vin g a n ça p o r se u c a sa m e n to a rru i­ n a d o (vv. 1-5). A pesar de não haver consu­ mado seu casamento, Sansão considerou-se legalm ente casado com a mulher de Tim na. Assim , levou consigo um presente ao visitála na casa do pai. Q ual não foi seu choque ao descobrir que não apenas não estava ca­ sado, com o tam bém a m ulher que am ava encontrava-se casad a com o padrinho de honra!2 Sansão havia pago o "preço da noi­ va" para ter a esposa e, agora, estava sem seu dinheiro e sem mulher. A fúria de Sansão foi tanta que nem mes­ mo a oferta de uma noiva mais nova e ainda mais bela foi suficiente para acalm á-lo. Se alguém deveria ser castigado era seu sogro, o verd adeiro culpado . A final, tom ou o di­ nheiro de Sansão e entregou a noiva para o hom em errado! No entanto, Sansão resol­ veu extravasar sua ira contra os filisteus, quei­ mando suas plantações de cereais. A palavra traduzida por "raposas" tam­ bém pode significar "ch acais", e é bem pro­ vável que Sansão tenha usado estes últimos. As raposas são anim ais solitários, enquanto os chacais andam em grandes alcatéias. Por isso, seria muito mais fácil Sansão capturar trezentos chacais, sendo que, para isso, cer­ tamente contou com a ajuda de outros ho­ m ens. Se tivesse co lo cad o um a to cha na cauda de cada anim al, cada um teria fugido im ediatamente para sua toca. Porém, ao co ­ locar dois animais juntos e depois soltá-los,

1.

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JUÍZ ES 1 5 - 1 6

Sansão teria ce rteza quase absoluta de que o m edo do fogo faria com que entrassem em pânico. A ssim , correriam freneticam en ­ te de um lado para o outro nos cam pos e ateariam fogo nos ce rea is. Em seguida, o fogo se espalharia para as vinhas e os oli­ vais, ca u sa n d o d e v a sta çã o q u e c a u s a ria enorm es prejuízos. Não sabem os ao certo por que escolheu destruir as plantações dos filisteus de m a­ neira tão estranha. Se havia outros homens aju d an d o S an são , co m esse m éto d o ele poderia atacar vários cam pos ao mesmo tem­ po; por não co n seg u irem v e r os an im ais correndo no meio da plantação, os filisteus ficariam assustados e confusos sem saber o que estava causando os incêndios. Sem dú­ vida, os chacais fariam um barulho terrível, especialm ente quando fossem envoltos pe­ las cham as ou pela fum aça. Seu enigm a e sua rima (Jz 15:16) mostram que Sansão ti­ nha um senso de hum or infantil e, talvez, essa form a de provocar o incêndio das plan­ tações tenha sido apenas mais um a diver­ são para ele. Não devem os nos esquecer, porém, de que Deus usava as façanhas de Sansão para perturbar os filisteus e preparálos para a derrota certa que viria alguns anos depois. A vingança p ela m o rte da esposa (vv. 68 ). A v io lê n c ia gera m ais v io lê n c ia , e os filisteus não ficaram de braços cruzados en­ quanto seus alim entos e sua riqueza se co n­ sumiam em cham as. Imaginaram que Sansão estava por trás dos incêndios e não hesita­ ram em revidar. U m a vez que não tinham e s p e ra n ç a s de v e n c e r S a n sã o , a tacara m quem estava mais perto e despejaram sua ira sobre a esposa e o sogro de Sansão. Na realidade, de nada adiantou aquela mulher filistéia ter traído Sansão (Jz 1 4 :1 5 ). "Se as­ sim procedeis, não desistirei enquanto não me vingar" (Jz 1 5 :7 ). Não sabem os quantos filisteus ele matou ou quantas armas usou, mas foi uma "grande m atança". D epois do ataque, Sansão retirou-se para uma caverna na "rocha de Etã". Essa não é a m esma Etã citada em 1 C rô nicas 4:32 (muito distante) e nem em 2 C rônicas 1 1 :6 (ainda não havia sido c o n stru íd a ). Tratava-se de um lugar

elevado em Judá, próxim o a Lei, de onde Sansão podia observar os inimigos com fa­ cilidade e segurança.
2 . San são
se d efe n d e

( J z 1 5 :9 - 2 0 )

C o m o Sansão atacou os filisteus, os filisteus foram à forra e atacaram Israel; afinal, os israelitas não tinham arm as nem exército. A invasão de Judá não ajudou a tornar Sansão benquisto pelo povo, que infelizm ente se contentava em sujeitar-se a seus vizinhos e em fazer o que podia naquela situação. Em vez de encarar Sansão com o seu libertador, os h om ens de Judá co n sideraram -no um agitador. E difícil ser líder quando não há seguido­ res, mas parte da culpa foi do próprio Sansão. Ele não desafiou o povo, não organizou os israelitas nem confiou que D eu s lhes daria a vitória. Preferiu trabalhar so zinho , lutando as batalhas do Senhor com o se fossem suas rixas pessoais. Vem os que Sansão foi cha­ m ado para co m eçar a libertar a nação (1 3 :5), m as me p a re ce que se "p o n tap é in icia l" poderia ter sido mais enérgico. Q u an d o o povo de Deus acom oda-se na situação pre­ sente e seus líderes não os estimulam a agir, as coisas não vão nada bem. Q u an d o os hom ens de Judá desco bri­ ram que os filisteus desejavam capturar e am arra r so m e n te S a n sã o , o fere ce ram -se para ajudar. Em que triste estado encontrase um a n ação cu jo s cid ad ão s co labo ram com o inimigo e entregam o próprio líder escolhido por Deus! Enquanto Sansão exer­ ceu sua função de ju iz, esse foi o único mo­ mento em que Israel reuniu um exército e, ainda assim, com o propósito de capturar um d e se u s p r ó p r io s h o m e n s ! N o e n ta n to , Sansão percebeu que, se não se entregasse, o exército filisteu causaria grande sofrimen­ to em sua terra, de m odo que se rendeu voluntariam ente. A fim de se defender, teria sido obrigado a lutar contra o próprio povo. Para escapar, o que poderia ter feito com facilidade, teria sido forçado a deixar três mil hom ens de Judá nas mãos do exército filisteu. Essa decisão de Sansão teve um toque de heroísm o que passou d esp ercebid o pelos hom ens de Judá.

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Pelo poder do Espírito Santo, Sansão romceu facilm ente as amarras com as quais os -om ens de Judá haviam atado seus braços, c-egou a queixada nova de um jumento (uma c je ixad a mais velha seria quebradiça demais) e matou mil filisteus. Só nos resta imaginar o : je os homens de Judá pensaram ao ver seu orisioneiro, seu próprio irmão, matar sozinho os invasores. Será que algum deles teve von­ tade de pegar as armas dos filisteus mortos e de participar da batalha? Será que os israelitas sabiam usar essas armas? Sansão sabia se expressar. Em seu ban­ quete de casam ento havia criado um enig­ ma astuto (1 4 :1 4 ). D e p o is d essa grande .itória, escreveu um poem a baseado na se­ m elhança dos sons das palavras hebraicas - im o r ("jum ento") e hom er ("m onte"). James Moffatt apresenta a seguinte tradução: "C o m a queixada de um jum ento empilhei-os num montão. C om a qu eixada de um jum ento ataquei quem me ataco u ".3 Porém , sua com em oração de vitória não durou muito tem po, pois D eus o lembrou ;e que era apenas um hom em e precisava í e água para sobreviver. Nas Escrituras, é comum o triunfo ser seguido de uma prova­ ção. Assim que os israelitas term inaram de atravessar o mar Verm elho, viram-se seden­ tos (Êx 15:22-27) e famintos (Êx 16). A vitó­ ria de Elias no monte C arm elo foi seguida de sua fuga humilhante para o monte Horebe 1 Rs 18 - 19). Se os triunfos não forem con­ trabalançados pelas provações, há sem pre o perigo de nos encherm os de orgulho e de confiança própria. Se ao menos Sansão tivesse dado ouvi­ dos a essa ad vertên cia de D eus e se não tivesse suplicado apenas por água, mas tamoém por orientação! As palavras: "N ão nos deixes cair em tentação" teriam constituído jm a oração perfeita para aquele mom ento. C om o somos rápidos em clam ar por ajuda oara o corpo quando, talvez, nossas m aiores necessidades encontram -se no ser interior. É quando som os fracos que som os fortes (2 C o 1 2 :1 0 ), e ao depender em tudo do Senhor, estarem os absolutam ente seguros. A oração de Sansão mostra que se consi­ derava um servo de Deus e que não desejava

term inar a vida nas mãos dos pagãos filisteus. Infelizm ente, foi exatam ente isso o que acon­ teceu . Porém , D eu s foi m ise rico rd io so e abriu um a fonte de água num a cavid ad e. Sansão saciou a sede e cham ou o lugar de "A fonte do Q u e Clam a" (A R C ). O lugar onde Sansão exterm inou os filisteus foi cham ado de "M onte da Q u e ixa d a ". Alguns traduto­ res dão a entender que a água veio da quei­ xada, pois o nom e do lugar em hebraico é Lei, que significa "queixada, de modo que Juízes 15:19 diz: "Então, o S e n h o r fendeu a cavidade que estava em Lei".
3 . S a n s ã o exp õe-se à t e n t a ç ã o

(Jz 1 6 :1 -3 )
G a z a era um a cidade portuária im portante, situada a cerca de sessenta e cin co quilô­ metros de Z o rá, cidade natal de Sansão. O texto não diz o m otivo de Sansão ter ido para lá, mas é pouco provável que estivesse em busca de prazeres sensuais. H avia pros­ titutas em abundância na terra de Israel, ape­ sar de essa prática ser condenada pela lei (Lv 1 9 :2 9 ; Dt 2 2 :2 1 ). Foi depois de sua ch e­ gada a G a z a que Sansão viu uma prostituta e de cid iu visitá-la. M ais um a v e z , a concu p iscên cia dos olhos e a co n cu p iscên cia da carne juntaram-se para exercer domínio sobre Sansão e fazer dele um escravo de suas paixões. Para nós, parece inacreditável que um servo de D eus (Jz 15 :1 8 ), que fez grandes coisas pelo poder do Espírito, visitasse uma prostituta, mas o relato bíblico é claro. Sem dúvida, o Senhor não aprovava esse tipo de c o m p o rta m e n to , e s p e c ia lm e n te d e um nazireu, e esse episódio foi mais um passo na jo rn ad a de Sansão rumo às trevas e à d estruição. Nos últim os anos, tem os visto nos Estados U nidos escândalos suficientes o co rrerem no m inistério para nos m anter sem pre alertas. "A q u ele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia" (1 C o 10:12). N ão é nossa cu lp a se Satanás e seus d e m ô n io s nos te n tam , m as q u a n d o nós mesm os nos expom os à tentação, passamos a ser nosso próprio inimigo. D eus não nos tenta (Tg 1:12-15). Q u an d o oram os: "N ão nos d e ixes ca ir em te n ta ç ã o " (M t 6 :1 3 ),

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estam os pedindo que não tentem os a nós mesmos e que não nos co lo q u em o s em situa­ çõ es qu e nos levem a tentar a D eus. Nós o tentam os ao forçá-lo a intervir e nos salvar ou ao desafiar o Senhor a nos impedir. Pode aco ntecer de o caráter do ser hum ano se deteriorar a ponto de não precisar mais ser tentado a pecar. Tudo o que pessoas assim precisam é de uma oportunidade para pe­ car, e elas próprias se encarregarão de ten­ tar a si mesm as. U m a aventura sexual ilícita co m eça doce com o o mel, mas term ina tão amarga quanto o absinto (Pv 5:1-14). Sansão, o ser hum ano, transformou-se em Sansão, o anim al, enquanto a prostituta o co n d u zia para o m atadouro (Pv 7:6-23). A notícia de que Sansão estava em G a z a espalhou-se, e o povo colocou guardas na porta da cidade para capturar e matar Sansão pela m anhã. Porém , Sansão decidiu sair da cidade no meio da noite, enquanto os guar­ das estavam dorm indo. O fato de as portas estarem cerradas não o assustou. Pegou as portas, as om breiras e as trancas e levou-as em bora! D ependendo da tradução de Juízes 16:3, entende-se que ele carregou tudo até de Hebrom , cerca de sessenta e quatro qui­ lômetros de lá, ou até uma colina defronte de Hebrom . No entanto, as duas interpreta­ ções são possíveis. A porta da cid ad e não servia ap enas co m o pro teção, mas tam bém com o lugar onde os oficiais se encontravam para rea­ lizar suas transações (D t 2 5 :7 ; Rt 4 :1 , 2). "Possuir as portas dos inimigos" era uma me­ táfora para "derrotar os inimigos" (G n 22:1 7; 2 4 :6 0 ). Q uand o Jesus falou de as portas do inferno (hades) não prevalecerem contra a Igreja (M t 1 6 :1 8 ), estava descrevendo a vi­ tória da Igreja sobre as fo rças de Satanás e do mal. Por meio de sua m orte e ressur­ reição, Cristo havia "atacado as portas do inferno", levando-as em bora num gesto de triunfo!
4 . San são
t r a i a si m es m o

"descia" tanto em term os geográficos quan­ to espirituais (1 4 :1 , 5, 7, 10). Dessa v ez, apai­ xonou-se por uma m ulher que encontrou no vale , não muito longe de casa. E perigoso demorar-se na fronteira com o território ini­ migo, pois quem faz isso pode acabar sen­ do pego. Assim com o D avi e Bate-Seba, Sansão e Dalila estim ularam a im aginação de inú­ m eros escrito res, artistas, com p osito res e dramaturgos. Handel incluiu Dalila em seu oratório Sansão, e Saint-Saens escreveu uma ópera sobre Sansão e Dalila. (A peça Bacchanale ainda é um a co m p o sição musical bastan te to ca d a em co n ce rto s.) Q u an d o Sansão envolveu-se com Dalila no vale de Soreque, jam ais sonhou que seu relaciona­ mento com ela se transform aria num filme de H ollyw ood, apresentado em telas enor­ mes e cores vividas. N ão há co n sen so quanto ao significado Alguns acreditam que indicando que talvez entre os estudiosos do nom e de Dalila. quer dizer "devota", fosse uma prostituta

cultuai. No entanto, Dalila não é cham ada de prostituta com o a m ulher em G aza, ape­ sar de ser bem provável que essa fosse sua o c u p a ç ã o . A liá s , D a lila nem s e q u e r é identificada com o filistéia. Porém, pela for­ ma com o tratou com os líderes filisteus, temse a im pressão de que fazia parte de seu povo. O utro s estudiosos acreditam que seu nom e vem do termo hebraico c/a/a/, que sig­ nifica "enfraquecer, em pobrecer". Q u e r essa derivação seja correta quer não, ela certa­ mente enfraqueceu e em pobreceu Sansão! C ad a um dos líderes filisteus prometeu pagar a Dalila uma quantia considerável em dinheiro se ela seduzisse Sansão e desco­ brisse a fonte de sua força extraordinária.4 A intenção deles não era matar Sansão, mas sim neutralizar seu poder, capturá-lo, torturálo e, em seguida, usá-lo para seus propósi­ tos. A capacidade de exibir e de controlar o grande defensor de Israel daria aos filisteus tanto segurança quanto grandeza entre as naçõ es e, sem dúvida algum a, satisfaria o ego do povo ao hum ilhar os israelitas. Sansão deveria ter percebido o perigo quando Dalila com eçou a interrogá-lo sobre

( J z 1 6 :4 - 2 2 )

O vale de Soreque ficava entre Z orá e Tim na, na fronteira de Judá com a Filístia. A cidade de Bete-Semes situava-se nesse local. Sempre que Sansão entrava em território inim igo,

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: segredo de sua força e, com o José (G n 3 9 :1 2 ; 2 Tm 2 :2 2 ), deveria ter fugido o mais •aoido possível. Porém , estava preso a ela re la paixão e anestesiado pelo pecado, de — odo que não foi capaz de agir de modo ■acionai. Q u alqu er um poderia ter lhe dito : j e Dalila o estava fazendo de bobo, mas Sansão não teria acreditado. É pouco provável que os filisteus que se esconderam em seus aposentos tenham se -e.elado cada vez que Sansão escapou de í-ias am arras, pois desse m odo teria descoberto que Dalila havia preparado uma arma: <ha para ele. A o gritar "O s filisteus vêm ~:ore ti!", Dalila dava um sinal para os esi as ficarem alertas, mas quando estes viam : j e Sansão estava livre, perm aneciam em esconderijo. Todas as mentiras de Sansão nduíam ser am arrado por Dalila de alguma •:'rma, mas os filisteus deveriam saber que r e não poderia ser am arrado (Jz 15:13). Dalila foi obrigada a persistir em sua mis­ são, do contrário teria perdido todo o di­ nheiro e talvez até mesmo a vida. Afinal, é so nos lem brarm os do que os filisteus fize-am à primeira esposa de Sansão! Se Sansão : .esse parado de se encontrar com Dalila, *eria m antido o cabelo e o poder,5 mas ele ::n tin u o u a visitá-la e, a cada ve z, ela im: orava que ele lhe revelasse seu segredo, fansão não co n h ecia o próprio co ração e ~iaginou que sua força moral fosse suficien­ te para dizer não a sua tentadora. M as esta.a enganado. C o n h e c e d o ra hábil dos ca m in h o s do ;e ca d o (Lc 1 6 :8 ; Pv 7:2 1 ), durante a quarta w sita de Sansão, D alila teve ce rteza de que ha\ ia lhe revelado a verdade. Um a v e z que : “ grupo de ataque" havia parado de ir à :asa de Dalila depois do terceiro fiasco, ela se apressou em chamá-los e, mais uma vez, d s espias esconderam -se nos aposentos dela. Q u a n d o o grito de D a lila d e sp erto u fansão , ele pensou que era mais um de seus **'jques e que p o d eria tratar da situação : : n o a n te s. M as se e n g a n o u . Q u a n d o :-e'deu os longos cabelos, o Senhor o deiBBu, e ele se tornou tão fraco quanto qual:x e r outro hom em . Seu poder não vinha dos raoelos, mas sim do Senhor. No entanto, a

ca b e le ira longa era um sinal de seu voto nazireu. O Espírito que havia sido colocado sobre Sansão não estava mais com ele. N úm eros 6 :7 diz, literalm ente: "pois a consagração (nezer) de D eus está sobre sua ca b e ç a ". O sign ificad o b ásico da palavra nezer é "separação " ou "consagração", mas tam bém é usado para coroa real (2 Sm 1:10; Sl 8 9 :3 9 ; Z c 9 :1 6 ). O s cabelos longos de Sansão eram sua "co ro a real", que ele per­ deu em fu n ção do p e cad o . "V e n h o sem dem ora. C on serva o que tens, para que nin­ guém tome a tua coroa" (Ap 3 :1 1 ). U m a vez que Sansão não disciplinou seu corpo, per­ deu tanto a coroa quanto o prêmio (1 Co 9 :2 4 -2 7 ).6 O s filisteus subjugaram Sansão sem qual­ quer dificuldade e, por fim, conseguiram fa­ zer com ele o que desejavam . Perfuraram seus olhos,7 amarram-no e levaram-no para G a z a , onde trabalhou num m oinho de grãos, fazendo o trabalho que costum ava ser dado a escravo s, m ulheres e ju m en tos. Alguém disse que Juízes 16:21 serve para nos lem­ brar daquilo que o pecado faz em nossa vida: cegar, amarrar e m oer. Em seu poem a épico Sam son A gon istes, o Sansão retratado por John Milton diz: O cegueira, não há outra coisa da qual mais me lamente! Sem ver, em meio aos inimigos, és pior que qualquer corrente, calabouço ou mendicídade, pior até do que a mais avançada idade! Sansão é um dos três hom ens das Escrituras identificados especificam ente com a escuri­ dão. O s outros dois são o rei Saul, que saiu na escuridão para buscar o socorro emergencial de um a feiticeira (1 Sm 28), e judas, que "saiu logo. E era noite" (Jo 1 3 :3 0 ). Saul viveu para o m undo, Sansão su cum b iu à carne e Judas entregou-se ao diabo (Jo 13:2, 27), e os três acabaram tirando a própria vida. No entanto, há um raio de esperança na escuridão, pois os cabelos de Sansão com e­ çaram a crescer outra vez. Seu poder não estava na cabeleira, mas naquilo que ela repre­ sentava: sua consagração a D eus. Se Sansão

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renovasse essa consagração, Deus poderia lhe restaurar as forças. C reio que, enquanto girava a pedra do m oinho, Sansão conversa­ va com o Senhor, confessando seus pecados e pedindo a Deus uma última oportunidade de derrotar o inimigo e de glorificar o nome de Jeová.8
5 . San são
c a u s a a p r ó p r ia d e s t r u iç ã o

(Jz 16:23-31)
Q u e tristeza um servo do Senhor, criado num lar piedoso, acabar com o escravo hum ilha­ do de seu inimigo! Pior ainda foi os filisteus darem glória a seu deus, Dagom , por ajudálos a capturar seu grande inimigo. Em vez de glorificar o nom e do Deus de Israel, San­ são deu ao inimigo a oportunidade de hon­ rar seus falsos deuses. Dagom era o deus dos cereais e, sem dúvida, os filisteus não haviam esquecido daquilo que Sansão ha­ via feito em seus cam pos (Jz 15:1-5). O povo que participava de um festival religioso pediu que trouxessem Sansão para diverti-los. Estavam cheios de orgulho, pois o inim igo encontrava-se sob seu poder, e Dagom havia triunfado sobre Jeová. Pensa­ ram que a cegueira de Sansão o havia tor­ n ado in o fe n siv o . N ão sabiam q u e h avia parecido por bem ao Senhor perdoar seu servo e restaurar sua força. Em Juízes 16 :2 5 , o verbo "divertir", na realidade, é a tradução de dois termos dife­ rentes. O prim eiro significa festejar, folgar, zom bar e gracejar, enquanto o segundo quer dizer entreter, zo m bar e rir.9 O texto não diz exatam ente com o Sansão divertiu a multi­ dão no templo de Dagom , mas uma co isa é certa: ele fez com que acreditassem que ele era inofensivo e que estava sob seu contro­ le. Tanto que, em sua cegueira, encontravase nas mãos de um m enino que o conduzia de um lugar para outro. Em episódios ante­ riores, vim os sinais de que Sansão era um homem astuto com um bom senso de hu­ mor. Assim , por certo, deu ao público aqui­ lo que desejava. Em visitas passadas a G a z a , sem dúvida, Sansão havia visto esse templo e observado sua construção. A final, dificilm ente teria dei­ xado de notar um local com espaço para

mais de três mil pessoas. Durante um inter­ valo na diversão toda daquele dia, Sansão pediu a seu ajudante que o co locasse pró­ xim o aos pilares, e foi lá que proferiu sua última o ração .1 0 O fato de Deus haver res­ pondido indica que o relacionam ento entre S ansão e o S en h o r estava em ordem (Sl 6 6 :1 8 , 19). E bem provável que, a essa altura, os pais de Sansão já tivessem falecid o , m as seus parentes por parte de pai foram buscar o corpo dele e o sepultaram. No hebraico, a expressão "seus irm ãos", em Juízes 16:31, possui o significado mais amplo de "paren­ tes". Tanto quanto sabemos, Sansão era filho único. A oração "entre Z orá e Estaol", no versí­ culo 31, remete-nos a 13:25. Sansão voltara ao ponto em que havia com eçado, só que agora estava morto. A luz havia apagado. C o m o avaliar a vida e o m inistério de um hom em com o Sansão? C reio que Alexander M aclaren expressou-se bem ao dizer: "Em vez de tentar transformá-lo num nobre herói, é m uito m elhor re co n h e ce r franca­ mente as lim itações de seu caráter e as im­ perfeições de sua religião [...]. Se era o m a:; puro desejo de vingança que im pelia com fúria as orações de Sansão, é porque ele não havia escutado as palavras 'Am ai os vossos inimigos' e, nos seus dias, destruir os inimi­ gos de Deus e de Israel era um d e ver".” Seu declínio teve início quando discor­ dou dos pais quanto ao casam ento com uma m oça filistéia. D epois disso, desprezou seu voto nazireu e contaminou-se. D esconside­ rou as advertências de D eus, desobedeceu à Palavra de D eus e derrotou os inimigos de D eus. É provável que pensasse ter direito de entregar-se ao pecado, uma vez que carre­ gava consigo a m arca de um nazireu e que havia conquistado tantas vitórias para o Se­ nhor. M as se enganou. "C o m o cidade derribada, que não tem muros, assim é o hom em que não tem do­ mínio próprio" (Pv 2 5 :2 8 ). "M elhor é o longânimo do que o herói da guerra, e o que dom ina o seu espírito, do que o que toma uma cidade" (Pv 16:32). Imagino se Salom ão estava pensado em Sansão quando escreveu essas palavras.

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Sem dúvida, podem os pensar em vários outros exem plos das Escrituras. Ló teve o privilégio de andar com Abraão e, no entanto, acabou numa caverna, embriagado e com etendo incesto com as filhas. O rei Saul com eçou com o um homem humilde, mas terminou os dias com o suicida, destruído por seu orgulho obstinado. O rei U zias foi um homem piedoso até que se fortaleceu. Q uand o tentou usurpar o lugar dos sacerdotes, Deus o julgou, ferindo-o com lepra. Aitofel foi o conselheiro mais fiel de D avi, mas acabou se enforcando. Dem as, ajudante de Paulo, abandonou o m inistério, pois am ava "o presente século" (2 Tm 4 :1 0 ). Q u e o Senhor nos ajude a term inar bem! A Bíblia mostra vários noivos surpresos. Q uand o Adão adorm eceu, era um homem solteiro, mas quando acordou, descobriu ■ para sua felicidade) que estava casad o (G n 2:21-25). ja có despertou e descobriu que estava casado com a m ulher errada iG n 29:21-30). Bo az acordou e encontrou sua futura esposa deitada a seus pés no chão da eira (Rt 3:1-13*). A vida é cheia de despertares abruptos.
1 M o ffatt,

Jam es. A N e w Translation o ft h e Bible. Londres: Hodder and Stoughton, 1934, p. 291.

4.

M ica ofereceu pagar a seu sacerdote dom iciliar d e z siclos de prata por ano, além de hospedagem e de alim entação (Jz 17 :1 0); de modo que a recom pensa de Dalila era a mais generosa. Se cada um desses príncipes das cinco cidades filistéias estava envolvido no plano, com o provavelmente foi o caso, Dalila receberia cinco mil e quinhentos siclos. Isso mostra com o era importante para os líderes filisteus que Sansão fosse capturado. Juízes 16:16 indica que Sansão via Dalila "todos os dias". O texto não d iz se ele ia todos os dias à casa dela ou se simplesmente foi morar com ela. Estava fazendo papel de bobo, mas não havia quem o convencesse disso. O Espírito Santo deixou o rei Saul por causa de seus pecados (1 Sm 16 :1 4), e o rei também perdeu a coroa (2 Sm 1 :10). Deus quer que "[reinem os] em vid a" (Rm 5 :17 ), e é o que farem os se andarm os no Espírito e nos entregarmos inteiramente ao Senhor. O pecado transforma reis em escravos; a graça transforma pecadores em reis. Seus olhos haviam lhe causado problem as (Jz 14:1, 2; 16:1 ) , e a "con cu piscência dos olhos" o havia levado a pecar. Se Sansão tivesse vivido pela fé, teria term inado a carreira com honras e glorificado ao Senhor. U m a vez que os filisteus sabiam que o cabelo longo de Sansão tinha alguma relação com seu poder, por que permitiram que \oltasse a crescer? Provavelmente por dois m otivos: (1) queriam que voltasse a ficar forte para que pudessem usar seu poder e exibir suas façanhas; e (2) tinham certeza de que, por estar cego, não representaria mais um perigo para eles. No entanto, não foi o com prim ento de seu cabelo, mas sim a força de sua dedicação a D eus que causou a mudança. O s filisteus não tinham com o saber que Deus havia devolvido a Sansão suas forças. O segundo term o - sahaq - dá origem ao nome "Isaque", que significa "riso". As duas palavras hebraicas têm o sentido de entreter as pessoas fazendo-as rir. O grande defensor havia se tornado um com ediante. O texto só registra duas orações de Sansão, um a delas pedindo água (Jz 1 8 ) e esta pedindo forças para derrubar as colunas. M inha sugestão é que Sansão transformou sua prisão num santuário e conversou com o Senhor, m as suas "orações do cárcere" não se encontram registradas. É triste que suas últimas palavras ainda dem onstrem espírito de vingança e não o desejo de glorificar a D eus, mas não sejamos severos dem ais com esse homem que se dispôs a entregar a vida numa última tentativa de servir ao Senhor.
1M a c la r en ,

Alexander. Expositions o f H o ly Scripture. Grand Rapids: Baker Book H ouse, 1975, vol. 2, p. 256.

mas por certo o homem não viveu de m odo a honrar o Senhor. o oitavo. ela consagrou parte da prata ao Senhor e mandou confec­ cio n a r um ídolo. a cobiça é idolatria. O s movim entos da tribo de D ã te­ riam sido difíceis. era com um a "parentela" viver junta. o qual ele havia consagrado com o sacerdote. (D e acordo com Cl 3 :5 . o ministé­ rio e a sociedade. A nação que. roubou dela e mentiu sobre o que havia fei­ to. Seu filho acrescento u a imagem à "co leção de ídolos" em sua casa. ha­ via m archado em triunfo pela terra de C anaã e para a glória de D eus. desintegra-se moral e politicam ente e envergonha o nom e do Senhor. estavam servindo ao Senhor! O filho não honrou a m ãe.1 8 relevância. Cad a vez que leio esse poem a. Prim eiro. C om isso. o governo hum ano e a com unida­ de de adoração . acredi­ tavam que.Israel. O escritor saiu da cronologia histórica e colocou esses acon­ tecim entos com o um "anexo " ao livro para mostrar com o o povo havia se tornado per­ verso. sob a antiga aliança. A prim eira delas. Em Israel. Q u an d o Deus uniu Adão a Eva no jardim . C o n fu sã o n o la r (Jz 17:1-6) Deus estabeleceu três instituições na socie­ dade: o lar. pois constitui a base da sociedade. a mãe neutralizou a maldição ao abençoar o filho. não o tem or do Senhor. Porém . que levou o filho a confessar o crim e e devolver o dinhei­ ro. E m seu conhecido poem a "A Segunda V in ­ da". a so cie d a d e co m e ça a desintegrar. Satisfeita. é o lar. que po­ derá fazer o justo?" (Sl 11:3). Era um homem de fam ília (Jz 17 :5 ). D e acordo com descreve o colapso da civilização com uma im agem vivida e assustadora. e a igreja. Nas palavras de Yeats: "As coisas se de­ sintegram e o colapso é interno". apesar de o texto não dizer coisa alguma sobre sua esposa e de term os a im pressão de que sua m ãe vivia com ele e era rica. outrora. V ocê já viu família mais espiritual e mo­ ralmente confusa do que essa? Conseguiram quebrar quase todos os dez mandamentos (Êx 20:1-1 7) sem . sob a nova alian ça. sinto calafrios e dou gra­ ças.2 1 ocorreram num m om ento an­ terior ao período dos juízes. Q ueb ro u tam bém o prim eiro e o segundo m andam entos ao ter em casa um santuário para falsos deuses.) Em seguida. com todas essas coisas estranhas que faziam . sentir qualquer culpa perante o Senhor! Na verdade. cobiçou a prata e depois a to­ mou para si. no entanto. e ela proferiu uma m aldição sobre o ladrão sem saber que estava amaldi­ çoando o próprio filho. provavelmente antes dos quarenta anos de dom ínio dos filisteus. Num gesto de gratidão pela devolução do dinheiro. destruídos os fundam entos. pois conheço Aquele que há de vir. em vez disso. mentiu sobre tudo o que havia feito até que seu m edo da m aldição o levou a confessar. Foi o medo da mal­ dição. O nom e M ica quer dizer "quem é com o Jeová?". um "santuário" sob os cuidados de um dos filhos de M ica. o que mais poderia se espe­ rar quando "Israel não tem rei" e o povo despreza as leis de Deus? O s acontecim ento s descritos nos capí­ tulos 1 7 . "O ra . o nono e o décim o m anda­ m entos. A desintegração de Israel deu-se em três áreas principais da vida: o lar. o poeta irlandês W illiam Butler Yeats 1. Alguém roubou 1. lançou os alicerces para as insti­ tu içõ e s so ciais que a h u m an idade v iria a construir. e a guerra com o povo de Benjam im seria inviável se os filisteus já esti­ vessem controlando a terra. O s capítulos de encerram ento do Livro de Juízes são uma repetição desse tem a: "o colapso interno".100 ciclos de prata da mãe de M ica. quebrou o quinto. Q u an d o esses alicerces desm oro­ nam .11 C o l a p s o In t e r n o J u íz e s 1 7 . tanto em ordem de criação quanto em .

Por que viver num a cidade levítica só para passar fome? Q uan d o povo de Deus torna-se indiferente às coisas espirituais. se alguém fora dessa •amília fizesse as veze s de sacerdote. na ver:ad e . No entanto.1 8 157 -'o vérbios 3 0 :8 . e. e :o u c o s se preocupam com as declarações ru e iniciam com "assim diz o Senhor". uma das prim eiras evid ências dessa apatia é o declínio em sua contribuição ao Senhor.a fam ília é um co nceito desco nh ecid o e :n d e não há espaço para o Deus verdadein . 26:121 5).C o Espírito Santo guia a Igreja e exp lica sua ordem e seu m inistério. todos sofrem. em decorrência disso. M ica sabia que o Senhor havia escolhido a •amília de A rão para constituir o único sa­ cerdócio de Israel e. Em vez de buscar a vontade do Senhor. Jônatas foi procurar um lugar onde viver e trabalhar. tti lugar de adoração em Israel. Elas recebe■ ão Bíblias de graça quando forem para a prisão". por m eio de sua palavra. Sem dúvida. mas Deus não precisa de mais do que isso para com e­ çar uma grande obra e faze r diferença na história de uma nação. 9. com o tam bém nom eou o próprio ' no para servir de sacerdote. nossas prisões encon"am -se tão superlotadas que o governo não sabe o que fazer. O s lares piedosos são os alicerces de uma sociedade justa e feliz. e o povo s *ão tinha perm issão de possuir os próprios santuários particulares. podería­ mos tratar alguns crim es de nosso país desde as raízes. o n f u s ã o n o m in i s t é r i o (Jz 1 7 : 7 . Pelo fato de M ica e de sua fam ília não se sujeitarem à au torid ade da Palavra de Deus. É provável que se encontrasse naquela cidade porque 0 povo de Israel não estava sustentando o tabernáculo e seus ministros com os dízim os e ofertas com o D eus havia ordenado que fizessem (Nm 18:21-32. Em vez de colocar-se à disposição de D eus. Um jovem levita cham ado Jônatas (Jz 1 8 :3 0 )' vivia em Belém de Judá. e ele poderia ter feito algo a fim de ajudar a trazer o povo de volta a Deus. o tabern ácu lo e. Jônatas mostrou-se . Lembro-m e de ouvir V ance H avn er di­ zer: "N ão devem os nos preocupar com o 'ato de o governo não permitir que as crian:a s tenham Bíblias na esco la. quando roubou a prata. uma vez que ela m esma também era uma cessoa corrupta? M ica não apenas possuía um santuário : articular. C a n se ­ i s 'q u e b ra r sete dos dez m andam entos sem sezuer sair de casa é uma façanha e tanto! A mãe de M ica quebrou os dois primeiR K m andam entos ao co nfeccio n ar um ídoo e incentivar o filho a m anter em casa um 'santuário" particular. Se cada fam ília colocasse Cristo com o o C ab e ça de seu lar. seu lar era um lugar de confusão reliziosa e moral. M as o que poderia se espen r. e o sacerdócio arônico era responsável pela supervisão de am bos. Ef 4:1-1 6). Nm 35). hoje em dia.14. a mãe de M ica não tratou dos pecaro s do filho e. A nação encontrava-se num ponto baixo de sua espiritualidade. e. os filhos roubam dos pais e "nentem sobre o que fizeram . Em sua Palavra. Além disso. D e acordo com Deu•^'onômio 12:1-14. o templo eram o centro da com unida­ de. V ca transgrediu o terceiro m andam ento e ■ >"iou o nom e do Senhor em vão. o caráter dele não -iudou para m elhor depois que ela lidou cam a situação. e o Espírito Santo cham a e prepara m inistros para servirem ao Senhor e a seu povo (1 C o 12 . A televisão fornece todas as "im agens" zue uma fam ília poderia desejar "adorar". Porém. que não era uma das cidades designadas para os sa­ cerdotes e levitas (Js 2 1 . por certo. onde o cinheiro é o deus ao qual a fam ília dedica s ja devoção .JUÍZES 1 7 . a Igreja de Jesus C risto é o tem plo de D eus (Ef 2:1 9-22). Sob a antiga aliança. Era apenas um hom em . Dt 1 4 :2 8 . onde a honra r. posterior­ mente. mesm o que isso significasse aban­ donar seu cham ado com o servo de D eus.1 3 ) D eus não apenas instituiu o lar e instruiu os pais sobre com o ed u car os filhos (D t 6) co m o tam bém instituiu a lideran ça espiri­ tual da co m u n id ad e de ad o raçã o . D eus dizia aos sacerdotes do Antigo Testam ento o que deviam fazer. não era muito citerente de muitos lares de hoje. deve■ a ser morto (Nm 3 :1 0 ). Sob a nova alian­ ça. 29 . 2 . nos dias de hoje. deveria haver som ente .

pregadores e "profetas" auto-ordenados não têm dificul­ dade alguma em encontrar seguidores e em vender seus artigos religiosos a uma igreja que age mais com o um fã clube de Holly­ w ood do que com o povo santo de D eus. não tem com o desfrutar as bênçãos de Deus. mas trabalhava para M ica e para seus ídolos. 1. O s verdadeiros pastores não vêem seu trabalho com o um a "carreira" nem correm atrás de um "em prego m elhor" quando surge uma o portunidade. se fiava num a falsa segu­ rança de que D eus o estava abençoando! Mal sabia que viria um tempo em que seu sacerdote e seus deuses lhe seriam toma­ dos e que não restaria coisa alguma de sua religião. ajudou seu novo em pregador a rou­ bar os deuses de seu antigo em pregador! Sem pre que a igreja possui "m inistros co n trata d o s". ele era um sacerdo­ te contratado e não um pastor de verdade (Jz 18 :4 . mas alim entando e protegendo o rebanho. "cad a um fazia o que achava mais reto (Jz 2 1 :25). as construções e a reputação. o m inistério de Jônatas não era. pois precisam um do outro. Não servia ao verda­ deiro Deus vivo. O s verd ad e iro s pastores receb em seu ch am ad o e autoridade de D eu s. Jo 1 0 :1 2 . ficam onde D eus os colocou e não saem de lá até que o Senhor os envie a outro lugar. Apesar de não ser um a tribo grande (Nm 1:39). Se os israelitas tivessem deixado seus ídolos e se os an cião s de Israel tivessem consultado e obedecido à lei de Deus para a glória do Senhor. Jônatas abriu mão de tudo isso em troca do conforto e da segurança no lar de um idólatra. M ica p raticava uma religião falsa e adorava falsos deuses (acres­ centando Jeová à mistura. Q uand o recebeu a oferta de um lugar em que haveria m ais dinheiro. re­ cebeu um excelente território quando a ter­ ra foi dividida (Js 19:40-48). os danitas não conseguiram derrotar nem ex­ pulsar o inimigo de seu território (Jz 1 :34) e.1 3 ). nascido de Bila. de caráter espiri­ tual. Em seguida. pois um sacerdote levítico de verdade servia com o seu cap elão p esso al. não visando o benefício próprio. transm itia às pessoas apenas a m ensagem que desejavam ouvir (Jz 18:6). 3 5 :3 ) e de participar da m úsica sagrada e dos louvores de Israel (1 C r 2 3 :2 8 -3 2 . O s Jônatas e os M icas sem pre vão se en­ contrar. e honram o Deus verda­ deiro. não das pessoas (G l 1:6ss). Se Jônatas é um exem plo típico dos ser­ vos de D eus nesse período da história. A tribo de D ã era des­ cendente do quinto filho de Jacó. A parte triste da história é que M ica acre­ ditava que possuía o favor de D eus. de m aneira algum a. E. não ídolos feitos por mãos humanas.1 8 disposto a servir apenas aos hom ens e aca­ bou encontrando um trabalho confortável com M ica. No entanto. m ais pessoas e mais prestígio. A ntes. só para garantir) e. C o n f u s ã o (Jz 18:1-31) n a s o c ie d a d e D eus deveria ser o rei de Israel. 2 C r 17:7-9. po­ rém.158 JUÍZES 1 7 . 8:1 7. aceitou-a im edia­ tam ente e se alegrou com ela (v. 20 ). 3. Jônatas não era um portavo z do Senhor. O s levitas eram encarregados não apenas de ajudar os sacerdotes em seus m inistérios (Nm 3:6-13. deve cau sar tristeza ao coração do Senhor ver as pessoas adorando ídolos ministeriais do "sucesso ": as estatísti­ cas. Nos dias de hoje. resultando num a sociedade cheia de com petição e de confusão. antes. mas o povo preferiu fazer as coisas "a sua manei­ ra". C o b iça (vv. Em primeiro lugar. Esse homem não deu valor algum a seu cham a­ do com o levita. servo escolhido de D eus. en­ tão não é de se adm irar que a nação de Israel estivesse confusa e corrom pida. serva de Raquel (G n 30:1-6). 2 ). Ed 3 :1 0 ). Veja os pecados da tribo de Dã quando seus mem bros tentaram melhorar sua situa­ ção dentro de Israel. Israel poderia ter sido governada com sucesso. Em vez disso. 18) com o também de en­ sinar a lei ao povo (N e 8:7-9. Na "socie­ dade de co n sum o " de hoje. No entanto. e sua Pala­ vra a lei para governar a sociedade. . para piorar. esses m ercenários cham am aqui­ lo que está ocorrendo de "bên ção de D eus". enquanto isso. A igreja necessita de pas­ tores autênticos e fiéis que trabalhem para D eus.

r ia dos problem as em nossa sociedaEm v e z de se sujeitarem à vontade de s. Assim .4 No entanto. O Senhor havia conduzido a divisão dos “ órios tribais usando a direção de Josué a ajuda do sumo sacerdote. de. rejeitaram o conselho de Deus ao se recusar a manter a terra que havia separa­ do para os danitas. on de m ataram p e sso as in o ce n te s e roura-am suas terras. 3-6). n a io ria das tribos havia conseguido conlar o inimigo. M ica descobriu que seu santuário havia sido depenado e que ele não tinha mais deuses nem sacerdote. pode­ ria ter consultado o sumo sacerdote.1 8 159 rir ííe modo. Foi : cialeto de Jônatas que cham ou a atenção dos cinco espias. o lugar mais seguro. os espias pen­ saram ser adm issível obter o "co nselho es­ piritual" de Jônatas. receber a orientação de Deus. reuniu os vizi­ nhos e. foram atrás dos invasores. Deus colo ­ cada tribo exatam ente onde desejava ficasse. Afi­ nal. G ra ç a s ao poder da m ídia m oderna. e. a co b iça possui . os danitas ro p a g a n d a cria nas pessoas um anseio por com praram seu silêncio oferecendo-lhe um lodo tipo de produtos. guerreavam e se assen­ _ _ndo é alim entada pela "co rru p ção das paixões" (2 Pe 1:4). dando a entender. e anciãos das tribos (Js 19:51). desapossá-lo e apropriar-se sua herança. ele lhes disse a verd ade: havia sido contratado para aquele em prego! Tendo em vista que outra pessoa pagava a co nta. a de im pressionar outros com as quais na pronto a aceitar a melhor oferta. pessoas ávidas o santuário e roubaram os deuses. e ele lhes disse o que queriam ouvir. é pouco provável que Deus lhes revelaria alguma coisa (Jo 7:17). O s espias danitas contaram aos outros que M ica i e estão dispostas a fazer praticamenpossuía um a co leção m aravilhosa de deu­ le qualquer coisa para conseguir o objeto ses. Eleazar. serviços e experiên: as em ocionantes. as pessoas gastam novo contrato. que a co leçã o seria de grande valo r para eles i e seu desejo (Tg 4:1-3). Um co n se lh o p e c a m in o so (vv. Foi um dia pro­ dutivo para os hom ens de Dã! O s danitas colocaram as mulheres e as crianças na frente.3 Se a tribo de Dã desejasse. por riqueza atendem os desejos hum anos e Q uand o os cin co hom ens com seus des­ acabam ganhando dinheiro e destruindo vi­ pojos religiosos chegaram à porta da cida­ ras. Q uand o o povo de D ã havia viajado certa distância. na realidade. Ao rejeitar o território que o r havia separado para ela. 13) . a indústria da o que haviam feito. A perversão deste enquanto viajavam . os cin­ co espias que conheciam Jônatas invadiram ro m o ç ã o de jogos de azar. Assim. estava sem pre r 'n e iro com coisas de que não precisam . mas é esse ciclo rue sustenta os negócios e a eco n om ia.a força extraordinária. Enquanto os homens 'nografia. decidiram mudar para o Norte. O s danitas não apenas invadiram o santuário de M ica •e-dade não se im portam . mas os danitas cobiçaram :erras de outros e tomaram-nas usando ■ lolência. 14-26). Assim. Q uand o k-e perguntaram o que um sacerdote levita ‘ a z a num a residência em Efraim . Mas não é justam ente essa a causa da . Porém . juntos.2 O s anciãos de Israel deveriam ter impe«Sdo os danitas de deixar o lugar onde Deus ■s havia co locado e de rumar para o norte. ro u b o e in ti­ m id a çã o (vv.. uma v e z que os ataques viriam da retaguarda. Seja pela produção de tavam em seu novo lar. uma vez que Jônatas não passava de um m ercenário. um homem deve proteger seus deuses! D e nad a a d ia n to u . verdadeira­ mente. Assim com o com as nações (At 1 7 :2 6 ). Mas.o que e roubaram seus deuses com o tam bém le­ varam em bora seu capelão. Q uand o estava a ca­ minho de tomar a terra de Laís. A rro m b a m e n to . as pessoas querem aquilo que outro aliás era boa pergunta (1 Rs 19:9. ~. evidentem ente.JUÍZES 1 7 . in vasão. pois ele não falava exata— -ente com o um hom em efraim ita. e é difícil controlar quem desenvolve apetite por "algo m ais". U m a v e z q u e os danitas estavam em m aior núm ero e eram . o sacerdote ficou chocado ao descobrir ís c e c ia lm e n te da televisão . pela venda de drogas ou pela arm ados estavam na porta da cidade. a tribo de estava opondo-se à vontade de Deus. o povo de D ã parou na casa de M ica em Efraim.

Porém. Id o la tria (vv. mas sim com fins recreativos. cham aram -na de D ã. e (3) "o que é meu é seu e vou com partilhar com vo cê". O s sidônios eram pacíficos. não se metiam nos negócios alheios e não pos­ suíam tratados com nenhum a outra gente. Alguém disse que.os especialistas que dizem que a Bíblia está errada e que as idéias deles estão cer­ tas. os da­ nitas m archaram para o norte e tom aram Laís. os danitas preferiram suas imagens e ídolos. há som ente três filosofias de vida: (1) "o que é meu é meu e de mim ninguém tom a".] em paz e co n ­ fiado" (Jz 1 8 :7 ). Eram um po vo "seguro [. C om seiscentos hom ens arm ados. até com "sacerdotes" . 2 1 ). Jeroboão I de Is­ rael co lo c o u b e ze rro s de ouro em D ã e Berseba e incentivou a nação toda a abando­ nar o verdadeiro Deus vivo (1 Rs 12:25-33)." Podemos acrescentar que a violência tam bém é um meio de ganhar di­ nheiro. O s idólatras ado­ ram deuses que podem carregar consigo.1 8 fortes demais para ele. "É a violência que não serve de meio para al­ cançar algo. D epois disso. 27-29). Js 1 9 :4 7 ). 3 1 ). Infelizm ente. para o prazer. O s cin co espias viajaram mais de cento e cinqüenta quilôm etros para o norte. M uitos anos depois.5 Não sabem os quantos habitantes havia em Laís. de seu acam pam ento em Z o rá até Laís ("Lesém ". cid ad e habitada por sidônios a cerca de cinqüenta quilôm etros do mar M e­ diterrâneo. um alvo perfeito para a tribo guerreira de Dã. com o fazem os inúm eros am bicio­ sos deste mundo. 30. m atando todos os habitantes e in cen­ diando a cidad e. M ica e os vizinhos tiveram de bater em retirada e voltar para casa derrotados. A triste pergunta de M ica: "Q u e mais me resta?" (Jz 1 8 :2 4 ) revela a in­ sensatez e a infelicidade de uma religião sem o verdadeiro D eus vivo. reconstruíram-na e. V io lên cia e h o m ic íd io (vv.160 JUÍZ ES 1 7 . Nosso mundo m oderno colocou ídolos no lugar do verda­ deiro Deus vivo e criou sua própria religião hum anista com pleta. cheios de orgulho. Eu esta­ va inscrito nesse sim pósio. Jônatas e os danitas é mais do que uma parte da história antiga. escreveu Arthur Beissner na revista S p o rts lllustrated (1e de m arço de 1976). já assolava a nação. Q uand o Dw ight D. 7-13. segundo o nom e do fundad or de sua tribo. (2) "o que é seu é meu e vou tom ar para mim.6 O relato de M ica. No entanto.. E um a revelação da perversid ade que mora no co ração hum ano e da falta de esperança de uma sociedade sem Deus. ed u cad ores e . creio que fomos expostos a tanto crim e e violência na mídia que esse tipo de notícia já não nos pertur­ ba. D ã foi a primeira tribo de Israel a adotar oficialm ente um sis­ tema religioso idólatra. aquilo que Jacó pro­ fetizou sobre a tribo de D á se cum priu (G n 4 9 :1 7 ).. Eisenhow er era pre­ siden te dos Estados U n id o s. mas os cristãos adoram um D eus que os carrega (Is 46:1-7). O s danitas seguiam a segunda filosofia. A capa da revista Tim e de 23 de agosto de 1993 cham ou os Estados Unidos de "A A m érica da V io lê n cia". um amigo meu que trabalha­ va com o ministério internacional M ocida­ de para Cristo participou do tal simpósio e me deu o seguinte relatório (paráfrase rrvnha): "Fiquei sentado naquela sala durante horas. organizou o "Sim pósio da C asa Branca sobre Crianças e Jovens" na esperança de encontrar soluções para o problem a da delinqüência juvenil que naquele tem po. mas não pude ir por motivos familiares. além de suas m ulheres e crianças (v. fato que tanto os cineastas quanto os produtores de televisão já mostraram cla­ ram ente. o u vin d o p sicó lo g o s. quando o reino se dividiu. "Testem unham os um novo tipo de vio­ lência". no m undo de hoje. O núm ero de tiroteios em sh o p ­ ping centers e em restaurantes fast-food tem assustado tanta gente a ponto de muitos fa­ zerem suas com pras por telefone. Infelizm ente. nem seus ídolos nem seus sacer­ dotes têm poder algum contra a violência do coração humano. Um dos negócios de maior crescim ento nos Estados U nidos é o setor de instalação de sistemas de segurança do­ m ésticos. que vivia isolado. A pesar de haver uma casa de Deus em Siló. mas o exterm ínio cruel de algumas centenas de pessoas é um crim e de propor­ ções absurdas.

o que é impossível. Só então percebi que e/es não queouvir!" W illiam Butler Yeats estava certo: trata-se de um "colapso interno". C o m o levita. e seus filhos deram continuidade ao falso sacerdócio que ele havia iniciado. A profecia de Jônatas se cum priu porque os danitas eram fortes e o povo de Laís era fraco e desprotegido. Q uem presidia i 'eunião agradeceu minhas palavras e pas­ tou. É quando os publicitários promovem desejos prejudiciais criando "im agens" que apelam para os instintos mais baixos do coração humano que discordo inteiramente deles. Jônatas é identificado com o "filho de G érson. o nun encontra-se acima da linha. a algum conflito local sobre o qual não temos qualquer inform ação. Estudiosos do r'-ebraico acreditam que. nun) ao nom e "M oisés" mudaria essa designação para "M a n assés".1 1 . O fato de as palavras de Jônatas terem se cum prido não absolve nem o levita e nem os espias de seu envolvim ento com atividades fora da vontade de Deus. N o original hebraico. o mundo precisa ouvir que Jesus Cristo morreu pelos pecadores e que o po­ der de Cristo pode transformar corações. A publicidade e a propaganda realizam um serviço de tg-ande valor ao nos dizer onde encontrar produtos e serviços de que precisam os de fato.C . la­ res. igrejas e a sociedade. No entanto.1 8 161 :-~ in o lo g istas falando sobre os adolescentes e sobre com o ajudá-los e fui me cansanr>: daquilo tudo. se o povo crer nele.1 5 ). Nas palavras do pregador e poeta inglês John D onne (falecido em 1631): "Cristo toca seu tambor. O orgulho. Se tivéssem os essa inform ação. uma v ez que Gérson era um dos filhos de M oisés e não pertencia à tribo de M anassés (Êx 2 :2 2 . Vo cê está disponível? Em Juízes 18 :3 0. Ver S l o a n . É possível que esse cativeiro fosse uma referência à invasão dos filisteus ou. . devem os cuidar para não idealizar o passado nem distorcer as proporções. mas não sabemos oual foi sua duração. alguns dos participantes comep r a m a ficar sem graça. deveria ser da tribo de Levi. m ostrando que a letra foi acrescentada ao texto posteriorm ente. poderíam os determ inar a data do "cativeiro". pedi a palavra e contei de nossa e xp e riê n cia no m inistério • 'o c id a d e para C risto so b re co m o delin: -en te s haviam sido tran sfo rm ad o s pelo poder do evangelho. Caso se trate do cativeiro do reino do Norte na Assíria em 722 a . É bom ter coisas que o dinheiro pode com prar se. a limpar a garganta k £ m exer com seus papéis. confesso que não posso evitar de sorrir ao imaginar cinco homens valentes roubando deuses que não podiam pro teger nem a si m esm os! As passagens que me vêm à mente são Isaías 40:18-31 e 44:9-20. Aparentem ente. Por mais crítica que seja a atual taxa de crim inalidade nos Estados Unidos. Com isso. O lar. Nova York: Random House. e as pessoas não querem ouvir a verdade ! Porém. Cristo é servido por voluntários". não tenho intenção alguma de condenar o setor publicitário. um escriba alterou o texto para que não houvesse um idólatra na família de M oisés. talvez. com isso. em seu zelo de proteger o bom nome de M oisés. Jônatas provavelmente ?e casou com uma m oça de Dã.1 2 ) e som ente a graça de Deus pode removê-la. o ministério e a sociedade estão se desintegrando diante de nossos olhos. A violência encontra-se arraigada no coração hum ano (G n 6 :5 . O acréscim o da letra n (em hebraico.JUÍZES 1 7 . ao item seguinte da iíe n d a . 1 C r 2 3 :1 4 . não perderm os aquilo que o dinheiro não pode comprar. a co b iça e a com petição por status não são as m otivações mais saudáveis para quem deseja construir lares fortes ou uma sociedade segura e justa. Por mais sérios que sejam esses crim es. O s estudiosos não apresentam um consenso quanto ao significado do term o "cativeiro" em Juízes 18 :3 0.. :z o depois. 1970. im ed iatam e n te . Por fim. o escriba se esqueceu de Arão. séculos antes da invasão assíria. então essas palavras foram acrescentadas ao texto por um editor em data posterior. bem como o Salm o 115. O u r Violent Past. a frase que se repete com freqüência: "não havia rei em Israel" indica que o Livro de Juízes foi escrito durante os primeiros anos da monarquia. Irving J. quer esteja interessa­ do quer não. A sala toda se calou e. o filho de M anassés". mas não usa de co ação com os hom ens.

O julgam ento está prestes £ ser executado. Se você pensou que Jônatas. 6. Dt 21:10-1 4). E o tipo de narrativa que quase nos faz concordar com o que disse. teríamos de admitir que os tempos não mu­ daram m uito. perdoou-a e os dois se re­ conciliaram . de hom ossexuali­ dade ostensiva. o marido da concubina co m eçou a sentir sua falta. bebendo e se divertin d o ? "Afligi-vos. 17 . U m a co n cu b in a era um a espo sa com direito apenas a com ida. necessariam en­ te.12 G u erra e que chegue à conclusão de que este levita. não tinham. o Senhor não o aprovava nem o en co rajava e. Num momen­ to em que a nação estava tão afastada de D e u s. 9-14). inclusive Abraão. A co n cu b in a desse relato foi infiel ao marido e fugiu em busca de proteção para a casa de seu pai em Belém (Lv 2 0 :1 0 ). nessas últim as páginas do Livro de Juízes. O pe­ cado na cidade de G ib e á acabou contam i­ nando a tribo de Benjam im e causando uma guerra em Israel. O que ele diria em nosso tempo? E claro que acontecim entos desse tipo são o alim ento diário de gente que gosta de ver vio lê n cia na T V e.18). direito a uma participação na herança da fam ília (G n 25:1-6). o levita (caps. de estupro múltiplo seguido de hom icídio. pois seu casam ento estava prestes a term inar em tragédia. nas manhãs de sábado. mas não pensam em outra coisa senão em gozar a vida. de injustiça. A PERVERSIDADE (Jz 19:1-28) DE UMA CIDADE H o sp ita lid a d e em Belém (vv. S e folheássem os um jornal ou revista se 1. esse levita ilustra o caráter de muitos cristãos de nosso tem po. Para m im . no entanto. o ensaísta inglês Samuel Johnson: "V iv i o sufi­ ciente para ver o que há de mais horrível". 1-9). cujo nome não é citado. Saul. Se a esposa de um ho­ mem era estéril. A pesar de o concubinato ser regulam en­ tado por lei. Jacó. era um desavergo­ nhado do pior tipo. 2 2 ). os programas de horário nobre da T V mostram cerca de cinco atos violentos por hora. Davi e Salom ão. de m odo que viajou até Belém . mas agem com o filhos das tre­ vas (1 Ts 5:1-8). era um homem depravado. em 1 783. de acordo com os pesquisadores. O marido e o sogro descobri­ ram que gostavam da co m p an h ia um do outro e passaram cin co dias com endo.2 1 manai depois de ler esses três capítulos. Segundo um estudo da A m erican P sycholog ical A sso cia tio n . P az J u íz es 1 9 . de fratricídio e de rapto. Q uanta esperança há para um a nação que se entretém com a violência? O m al tem um a te n d ê n c ia a c re s c e r quando não é devidam ente tratado. 8. Seus fi­ lhos eram considerados legítimos. então é provável . quando as crianças assistem a desenhos anim ados. São fi­ lhos da luz. às vezes ele tom ava para si um a concubina a fim de estabelecer a famí­ lia. G id eão . O que o levita não suspeitava é que não havia m otivo algum para se alegrar. c a ­ m inhou em trevas e co lo c o u em risco a própria vid a e a daqueles que o acom pa­ nhavam (vv. Isso porque. e. mas pelo fato de a mãe ser vista com o esposa de se­ gunda categoria. Passou a m aior parte do tem po se d ivertin d o (1 9 :4 . lam entai e chorai. aquilo que acontece nas te­ las é im itado nas ruas. be­ bendo e se divertindo. esses atos violentos por hora se m ultiplicam cinco ve­ z e s (U S A Toda y. e foram seus atos que desencad earam uma guerra civil em Israel. roupas e privilégios conjugais (Êx 2 1 :7-11. tratou a co n cu b in a de m odo revoltante tanto quand o ela estava viva quanto depois que m orreu. encontram os rela­ tos de violência conjugal. 2 de agosto de 1 9 9 3 ). Com o passar do tempo. co m o era po ssível esse levita des­ perdiçar o tempo co m en d o . enco ntram os vários hom ens do Antigo Testam ento que tiveram concubinas.

ver 1 C o 6:9 . Assim . 10). É difícil entender co m o um pai p o d eria o fe re ce r a própria filha para ser sacrificada à lascívia de uma turba. ainda assim. O anfitrião mostrou-se co rajoso ao des­ crever corretam ente os desejos desses ho­ mens co m o "m al" e "lo u cu ra " (vv. Tt 1 :8). A castidade da m ente e do co ração é essencial para a castidade do co rp o. do abuso. esse levita risonho estivesse andando na |L .. pois a cidade encontrava-se nas is de jebuseus pagãos.dem onstrou algu—a pre o cu p ação . Q uand o os fiéis se reúa coisa mais im portante é "se divertir". No entanto. C om medo de que a multidão o matas­ se (2 0 :5 ). 2 3 .2 1 163 erta-se o vosso riso em pranto. na televisão e em sh o w s de ro ck. G ib e á havia se tornado com o Sodom a. Gosto tanto de bom humor e de riso quanru alq u er outra pessoa. avançou Js c in c o q u ilô m etro s até G ib e á . fcáelizmente. uma cidade tão perversa que o Senhor a apagou da face da terra (G n 19). ninguém em G ib e á rece­ beu os visitantes nem abriu as portas de sua u s a para hospedá-los. Porém. 10-21). Um a vez que o levita :^ 'reg ava co nsigo su prim en tos em quan■sc^de suficiente para seu grupo e seus ani—ais. e m e n te um hom em daquela cidade . o riso do "entreento religioso" substituiu a quietude da da adoração. um efraimita . Esses pecad ores se em polgaram ao saber que h avia um hom em novo na cid ad e e quiseram aproveitar a ocasião. praticando-a. O s hom ens da ci­ dade entregavam-se a práticas imorais. .itantes em sua casa. o levita os acalm ou entregandolhes sua co n cu b in a. con­ trárias à natureza (Rm 1:24-27) e às leis (Lv 1 8 :2 2 . Mas. Assim co m o Ló em Sodom a. para muitos cristãos. Seria possível que ele a estivesse castig ando por ter sido infiel? . "N ão negligencieis a hospitalidade. ■te~ipo para rir é o tem po todo! Em um núdemasiado de igrejas.. o que m ostra com o era pouca a co nsideração que alguns hom ens reservavam às m ulheres e à pure­ za sexual naquele tem po. tão indiferente à santidade do sexo e à responsabilidade do casam ento e tão despreocupado com as leis de D eus a ponto de sacrificar a esposa para salvar a própria pele. orando e buscando a vontade de Deus. sem o saber acolheram anjos" (H b 13:2). Nosso co ração se enche de revolta com a idéia de que um hom em seja tão insensí­ vel aos se n tim e n to s de um ser h um an o criado à imagem de Deus. mas cre io que. A h o sp ita lid a d e em G ib eá (vv. onde poderia ficar com o próprio povo. pois al­ guns.na -riííd a d e . e nenhum d e sco n h e cid o le v e ria ser tratado com negligência. não seria incôm o d o para ninguém . o anfi­ trião lhes o fere ce u a filha . era perigoso viajar rante o dia (5:6) e ainda mais arriscado • ija r â noite. 2 2 -2 8 ). O levita não queria ficar em >r'íjsalém. 2 0 :1 3 . f a feito outros planos e salvo a esposa da í^ o n h a . tradu­ zido para nossa língua pelo verbo "abusar". Em Juízes 1 9 :2 2 . em tristeza" (Tg 4 :9 ). O santuário transforse num teatro. que teve de suportar m últiplos estupros durante toda a noite (v. os h om en s de C ib eá mosse tão perversos quanto os pagãos a seu r! Para com eçar. Trata-se de um dos elem en­ tos da qualificação pastoral (1 Tm 3 :2 . a igreja está perdendo a no(ã o de tem or e precisa ap render a chorar. mas. muitos pais hoje perm i­ tem que a m ente e o co ração de seus fi­ lhos e filhas sejam violados por aquilo que vêem e ouvem no cinem a. 2 5). íe m dúvida há um "tem po para rir" (Ec e Deus quer que desfrutem os suas dá(1 Tm 6:1 7). egria. o original traz o term o "co n h ece r" ou "ter relações sexuais com alguém ". temos "devocional curta" antes de term inar a e agradecem os piedosam ente a Deus ter nos dado tanto divertim ento. O povo de D eus é ordenado a praticar a hospitalidade. A hospitalidade é uma das leis sagraz í s do O rie n te . 24) e tentou evitar que violentassem seu hós­ pede. tem po dos ju íz e s. n a s . e a vos. no f i n das contas. A in iq ü id a d e em G ib e á (vv . da dor e da morte. com o usou de suas : _3prias provisões para alim entar os convi­ dados e seus animais.JUIZES 1 9 . ‘im de enganar nossa consciência. não houve quem os rece­ besse. N ão apenas acolheu os .

2 1 Se esse foi o caso. Q u an d o o pecado não é trazido à tona. confessado e castiga­ do. A pena por estupro era a morte. A OBSTINAÇÃO (Jz 20:1-48) DE UMA TRIBO A a ssem bléia (vv. D e acordo com Levítico 2 0 :1 3 . com o também conseguiu deitar-se e dorm ir enquanto abu­ savam da mulher na rua! Q ual é o limite da dureza do coração de um homem? E com o foi tão ingênuo de esperar que a concubina ainda estivesse viva na manhã seguinte? Ao encontrá-la morta no degrau da por­ ta. Porém . 9). foi difícil im pedir que o fogo se espalhasse. era ele quem havia permitido que a matassem ! Sem dúvi­ da. se agradar de seu povo e purificar a terra. O voto era de que nenhum a das tribos ali representadas daria suas filhas em casam ento aos homens de Benjam im (Jz 21:1-7). 3) e de JabesG ilead e (2 1 :8 . fez algo terrivel­ m ente d e sp re zív e l: profanou e m utilou o co rp o da co n cu b in a cortando-o em doze partes e enviando uma parte para cada uma das do ze tribos de Israel. instando o povo a confessar sua perversidade e a en­ tregar os culpados. Q ualqu er que fosse a lei a que estives­ sem obedecendo. o povo de Israel deu o veredicto e fez um voto. Talvez as tribos estivessem citando a lei a respeito dos hom ens perversos de um a cidade (D t 13:1218) e usando-a com o base para suas medi­ das práticas. sua recusa em cooperar foi. e tivesse consultado o sum o sacerdo te. A notícia repulsiva do levita gerou os resultados que ele deseja­ va: líderes e soldados de todo Israel. se reuniram em M ispa a fim de determ inar o que fazer. contam ina a sociedade e profana a ter­ ra. Porém . assim . então o castigo provou ser muito m aior que o pecado. poderia ter tratado da questão de acordo com a lei de Deus e evi­ tado uma porção de problem as. "N ão é boa a vos­ sa jactân cia. E possível que alguns tenham interpreta­ do a obstinação de Benjam im com o um ato de patriotism o : estavam ap enas tentando proteger seus cidadãos. M as as coisas ficaram ainda piores. mas. O s hom ens pe rverso s de G ib e á erarr com o tum ores cancerosos que precisavam ser extirpados do corpo. O le­ vita não apenas entregou a esposa às perver­ sões daquela turba impiedosa. frase encontrada pelo m enos nove vezes em Deuteronôm io. mas primeiro enviaram representan­ tes por toda a tribo de Benjam im . e estupros múltiplos provavelm ente eram considerados ainda mais graves (D t 2 2 :2 5 . mas sem sentir qualquer culpa.164 JUÍZES 1 9 . os hom ens de G ib e á eram culpados e de­ veriam ser entregues às autoridades para que fossem executados (D t 13:12-18). D e acordo com o veredicto. 1-11). No entan­ to. mas não era esse o crim e que as tribos esta­ vam julgando. onde ficava o tabernáculo (1 8 :3 1 ). Então. um a v e z que os ânim os se inflam aram em Israel. 12-17).2 D epois de ouvir a acusação do levita contra os hom ens de G ib eá. . É evid en te que desejava m obilizar o apoio das tribos e cas­ tigar os homens de G ib eá que haviam mata­ do a esposa. havia outras form as de cham ar a aten­ ção para o crim e de G ib e á .1 Se o levita tivesse ido a Siló. os hom ossexuais devem ser mortos. o povo de Benjam im recusava-se a adm itir que G ib e á havia pe­ cado e a entregar os hom ens que haviarr com etido a perversidade. com e x c e ç ã o de Ben jam im (v. colocou o corpo da mulher sobre um dos jum entos e rumou para casa. Não sabeis que um pouco de ferm ento leveda a massa toda?" (1 C o 5:6). As onze tribos con­ cordaram "com o um só hom em " em atacar G ib e á. E qual foi o resultado? A tribo de Ben­ jam im declarou guerra às outras tribos de Israel! As onze tribos possuíam quatrocen­ tos mil hom ens em seu exército (Jz 20:2) enquanto os benjam itas possuíam apenas vinte e seis mil hom ens que m anejavam a espada e setecentos "hom ens escolhidos" 2. 26). O a p e lo (vv. O s hom ens de G ib e á eram perversos e de­ veriam ser castig ados para que o Senhor pudesse. na verdade. U m a vez que o levita havia entregue a co ncu bin a voluntariam ente aos hom ens de G ib eá. um ato de re­ belião contra o Senhor. dificilm ente seu pecado poderia ser cham ado de adultério (D t 2 2 :2 2 ). as tribos se preocuparam em "tirar de Israel o m al". sem dúvida.

e o ataque deveria ser ado pela tribo de Judá. O exterm ínio nessa guerra de três dias foi tal que restaram apenas seiscentos ho m ens. reali­ zando uma operação de lim peza. O exército de Israel destruiu.6 0 0 no tem po do segundo censo (Nm 2 6 :4 1 ). A s o n ze trib o s pran tearam d iante do Senhor e buscaram sua vo ntade. Seguros de si depois de dois dias Em vez de obter orientação do Senhor.im vitoriosos. mas tam■Em para garantir-lhes que.4 0 0 hom ens de guerra em Benja­ mim (Nm 1:37). 31 . destruída quando a egação faz vistas grossas para o pecae deixa de disciplinar os transgressores. ap esar d essa terrível disp arid ad e. ^ c-ifício s e lágrim as. A estratégia em pregada no terceiro dia h sem elhante àquela que Josué usou em de G ib e á e caíram numa em boscada. Deus havia lhes revelado sua vontade anteriorm ente (2 0 :1 8 . 2 . • tórias (jz 2 0 :3 0 . s perm itiu que os benjam itas vencese m atassem vinte e dois mil soldados litas. Q u e alto preço a tri­ bo de Benjam im pagou por se re cu sa r a obedecer à lei do Senhor! 3. A vid a espiritual da igreja é iquecida e. No prim eiro dia. No p rim eiro ce n so depo is do êxo d o . O b serve os "filh o s de B e n ja m im ". as o n ze tribos buscaram i '"ace do Senho r. foram atraídos para fora ram de Ben jam im precisavam de esposas . : :ré m . tipo ssível haver união no meio do povo Deus enquanto alguns acobertam o peo e permitem que contam ine o corpo. Posso estar errado. por fim. d essa v e z com je ju m . as o nze tribos se estribaram em sua própria Denjamitas confrontaram o exército israesabedoria a fim de resolver o problem a (Tg t o e mataram cerca de trinta homens. as onze tribos deram-se conta de que haviam praticam en­ te exterm inado um a tribo de Israel e caíram em pranto (vv. Essa re T o ta deu-lhes a oportunidade de refletir o r e o fato de que estavam lutando contra Sangue de seu sangue.1 5 ). Se alguém ti­ vesse sugerido que fossem todos a Siló para encontrar-se com Deus e co locar em ordem o relacionam ento com ele. O s seiscentos hom ens que resta­ mesm o tem po. Estavam apenas fu­ gindo do exército vencedor. dessa ve z. mas não há registro algum de que o povo tenha se hum ilhado. 1 Sm 1 :9 )3 e procuraram . várias outras cidades. ver tam bém 16:20). mas.JUÍZES 1 9 . O QUEBRANTAMENTO (Jz 21:1-25) DE UMA NAÇÃO U m a vez arrefecida sua fúria. dúvida a situação era sombria.j a vontade de D eus lançando sortes 2 0 :9 ) ou através do uso de Urim e Tumim sacerdote (Êx 2 8 :3 0 ). 23. Talvez esse tenha sido o :tiv o pelo qual D eus permitiu que os israeia s p erd e ssem a p rim eira b a ta lh a. Porém . 18-40). D eus lhes deu issão de lutar. 3:13-18). os quais foram para a pedra de Rim oni. Mais de vinte e cin co mil benjam itas m orreram no cam po de batalha. em Ju íze s 20:18. Mais um a ve z.2 1 165 r~oecializados no uso de fundas (vv. form ação rochosa sem elhante a um forte próxim a a G ib eá. se. O s representantes o nze tribos dirigiram-se ao tabernáculo Siló (Jz 1 8 :3 1 . nas estradas ou en­ quanto fugiam para o deserto. O fereceram sacrifícios ao Senhor. G ib eá foi cap­ turada. O Senhor respondeu . M is 8). havia 3 5 . 16). ?uas o raçõ es não apenas para dizer-lhes ju e deveriam atacar novam ente. Benjam im venceu novam en­ t e dessa v e z matando dezoito mil homens. confessa­ do seus pecados e buscado a ajuda do Se­ nhor. 15. nosso irm ão" ent Juízes 2 0 :2 3 . número que aum entou para 4 5 . seus habitantes foram m ortos e a cidad e foi queim ada. pois os b en jam itas ain d a não haviam confessado seu pecado nem admiti­ do seu erro. mas imagino que o Senhor não estava satisfeito com o povo de B en jam im . O a ta q u e (vv. 28). talvez tivesse fei­ to alguma diferença. os resultados são semtrágicos. ainda. tornam-se "Benjam im . no segundo d a da guerra. O s seiscentos soldados encur­ ralados na pedra de R im om continuavam não buscando a Deus. mas não há qualquer evidência de que receberam sua Palavra depois do final da batalha. r^ m irmãos lutando contra irmãos! Q u an d o o povo de D eu s se recusa a J e c e r à Palavra.

restauraram as cidad es e recom e­ çaram a vida. e eles próprios foram responsáveis pela destruição subseqüente de sua cidade. É possível que.2 1 para restab elecer a tribo. os seiscentos hom ens consegui­ ram suas noivas. os hom ens de JabesG ilead e sabiam o que estava em jogo quan­ do não foram à luta. o que significava duas co isas: não haviam p a rtic ip a d o do ju ra m e n to e m e­ reciam ser castigados. m ulheres que podiam tornar-se esposas de dois terços dos soldados que estavam em Rim om .166 JUÍZ ES 1 9 . O s seiscentos hom ens de Benjam im juntam ente com suas respectivas esposas voltaram para sua herança. o povo de Deus hoje não v i\e I no Livro de Juízes. as tribos concordaram com o plano. É uma história d e colheita. as on ze tribos cum priram seu voto. Trabalham os juntos em sua ce . Pela quarta vez (Jz 17:6.I fa. todo o povo de D e u . o problema havia com eçado em casa. mas sim no Livro de Rute. Alguém se lembrou de que muitas das virgens das tribos participavam de uma festa anual em Siló. sobre urr hom em rico disposto a pagar o preço po' sua noiva am ada e tomá-la para si. Elas seriam tom adas. pois ele n o . : escritor nos diz que "não havia rei em Is­ rael" e. (Para casos precedentes. Foi esse tipo de aviso que o rei Saul deu quando usou uma abordagem sem elhante (1 Sm 11:7). lim param os es­ com b ros. é uma história d e redenção. pela segunda v e z (1 7:6). sobre o Senhor da cera juntando seus feixes. Em nosso tempo. ver Nm 3 1 :1 7 e Dt 2 0 :1 3 . acrescente que "ca d a qual fa z ia o que ach a va mais reto". todo esse m assacre e des­ truição o co rreu po r causa de um levita que não teve a coragem de fazer o que era cer­ to e de tratar com dignidade sua concubina M ais uma vez. Q u e alto preço foi pago por essas esposas! M as esse é "o salário do pecado". de Rute o correu no tem po dos ju íze s (R: 1:1). No entanto. 19:1). mas as o n ze tri­ bos haviam jurado que não lhes dariam as filhas em casam ento. É difícil crer que a história narrada no L K 1 . os cidadãos de G ib eá foram casti­ gados. Haviam passado quatro meses vivendo na rocha (Jz 2 0 :4 7 ). Se esse é o caso.) O s anciãos se reuniram novam ente para discutir com o poderiam encontrar esposas para os duzentos hom ens que haviam resta­ do. a tribo de Benjam im aprendeu sua lição e as do ze tribos de Israel foram sal­ vas. e os judeus d isseram :' q u erem o s que este reine so b re nó s" l 19:14). Porém . i Livro de Juízes ou no de Rute? . quando as do ze partes da con cu bin a foram envia­ das para todo Israel. com o nos casos de Jônatas M ica e dos danitas (Jz 17 . O s executores encontraram na cidade quatrocentas virgens. I com p artilha do am or divino. tam bém tenha sido fei­ ta uma advertência segundo a qual a tribo ou cidade que se recusasse a ajudar na luta co n tra Benjam im seria tratada da m esm a form a que os benjam itas. não há rei em Israel. pois não estariam en tre g a n d o as m o ças com o noivas. | redimiu por seu sangue quando morreu nós na cruz. Q u e vid a m aravilh o sa em m eio a urm undo desp ed açad o pelo pecado e pek egoísmo! E que privilégio extraordinário | derm os co m p artilhar com outros as Bc Novas! Em qual dos livros você está vivendo. uma situa­ ção que só m udará quando o Rei voltar e assentar-se em seu trono na Terra. O andamento de uma nação reflete o andamento de seus lares. A pesar de se tratar de uma questão de sem ântica. Pertencem o? e x c lu siv a m e n te ao Sen h o r. A ssim . 14. mas poderiam pegar suas noivas e voltar para casa. Se os duzentos homens restan­ tes de Benjam im se escondessem próxim o àquele local. 1 8 :1 . Pelo fato de não haver rei em Isn o povo está se rebelando contra Deus e faj I zendo o que lhe parece melhor. A narrativa de Rute é uma história de am or sobre um hom em à procura de unu noiva. cada um deles poderia raptar uma m o ça e levá-la para casa com o esposa.18). As tribos não estariam quebrando seu voto. H o je em dia. p o s a nação escolheu Barrabás em lugar de sus (Lc 23:13-25). D e onde viriam essas esposas? O s israelitas resolveram o problema ma­ tando mais gente de seu próprio povo! Nin­ guém de Jabes-Gileade havia se apresentado para lutar.

Ficou algum tempo em Nobe (1 Sm 21) e tam bém em G ib eão (1 C r 16:39.JUÍZ ES 1 9 . as tribos ainda estavam unidas e conseguiam reunir soldados e com bater em conjunto.0 tabernáculo era transferido de um lugar para outro. Ap esar de não haver um governo central.2 1 167 O rei Saul usou abordagem sem elhante para incitar o povo a lutar contra os am onitas. . Alguns com entaristas acreditam que foram à cidade de Betei. cidade esta que não deve ser confundida com Gibeá. uma v ez que em hebraico "casa de D eus" é beth-elohim e não bethel. 1 Não se esqueça de que esse acontecim ento ocorreu no com eço do período dos Juízes. um tempo em que a nação não se encontrava sob a opressão estrangeira. Jz 18 :3 1). A transgressão de G ib eá foi tão terrível que o profeta O séias referiu-se a ela séculos depois com o um exem plo de grande pecado (O s 9:9 e 10:9). Ver tam bém Juízes 2 0 :2 6 . Prim eiro ficou em Siquém (Js 8:30-35) e depois foi para Siló (Js 18:1 e 2 2 :1 2 . 21 :29). mas cortou em pedaços um a junta de bois (1 Sm 1 1 :1 -7).

T. rr não dará o tipo de exem plo que constró caráter. mesm o que as perspectivas neste m t 'do perverso não sejam as m elhores. realizando seus propósito.13 O l h a n d o P a r a T rás e O lh a n d o a o R ed o r (A lg u m a s geografia. não ofere­ ceram ao povo liderança alguma. Pode elevar um governante e derrubar outro. não é prim eiram ente em fu n ção de nossas apti­ d õ es e talen to s. ap esar de os historiadores o procurarem . quer de povos gentios. sem d úvid a. D e u s d á à s n a ç õ e s o s l íd e r e s q u e L iç õ e s do L iv r o de J u íz e s ) o olhar para trás. pois Deus está no controle. ele pode. Pierson costum ava dizer: "A história hum ana é a his­ tória de D eu s". Talvez a pergunta mais essencial seia: "A que tipo de liderança estamos nos refe­ rindo?" Se um general que usa linguage^ vulgar. vem os todos lutar para construir um cará cristão e desenvolver nossas aptidões p a glória de D eus. C om o o Dr. ressaltei. A . numa retrospectiva de nossos estudos. Jefté e Sansão levaram a ca b o a in c u m b ê n c ia q u e re ce b e ra m de D eus. A p esar de p a rece r que a história não possui determ inado padrão . não olhe para o desafio. para nós. alguns servos de D eus não têm força em si m esm os. Não olhe para si m esm o. ch am a p e sso as que p a rece m não ter q u a isq u e r qualidades necessárias para a liderança. A ssim com o G i­ deão. Filósofos têm discutido através dos sé­ culos se um indivíduo mau pode ser um bo~ líder. D eus g o v er n a e prev a lece so br e a MERECEM A o longo destes estudos. oferec um a liderança eficaz para um exército. A dedicação não subst: HISTÓRIA O Livro de Juízes deixa claro que Deus pode trabalhar dentro de todas as nações e por interm édio delas. mas isso n deve servir de desculpa para pecarm os n para deixarm os de fazer nosso melhor. D eu s está à p r o c u r a d e serv o s Deus está à procura de pessoas disponíveis para ouvir sua Palavra. Assim com o Baraque. D eus ainda estava assenta­ do em seu trono. receber seu poder e fazer sua vontade. D eus determ inou os tempos "previam ente estabelecidos e os li­ mites da sua habitação" (At 1 7:2 6 ). sem dúvida a história possui um plano definido. todos os se de D eus têm seus defeitos. mas são fortes no Senhor. Deus pode usar homens e m ulheres de todo tipo. 3. co m e çan d o com G id e ã o . D e uma form a ou outra. 1. Ele é o Deus que opera tanto na história quanto na . Esse fato deve servir de encorajam ento pa-i confiarm os no Senhor e continuarm os a ser­ vi-lo. Ele as cham a porque se entregaram a ele e se colocaram à sua disposição para fazer sua vontade. G id eão . na verd ad e são programados por D eus (Rm 8 :2 8 ). algumas pessoas não querem lutar sozinhas contra o inimigo. mas todos podem os servir ao Senhor para sua glória. intim ida seus subalternos. 2. que as qualidades do caráte' dos ju ízes sofreram um processo de deterio­ ração . podem os tirar algum as co n clu sõ e s acerca A da vida e do serviço cristão e fazer algumas aplicações ao nosso ministério nos dias de hoje. quer se trate de seu povo. em diver­ sas ocasiões. vem os um a grande for­ ça física com binada com o tipo m ais fracc de caráter. parece m acid e n ta is. mas em termos espirituais. C ada um de nós é diferente do outro. C o m fre q ü ê n cia . Se Deus nos cham a para servi-lo. Israel. A con tecim ento s que. Por mais som brios que tenham sido os dias nos tem­ pos dos ju íze s. Pode usar as nações gentias para disciplinar seu povo. olhe para o Senhor. m ente e ignora a Palavra de D eus é um soldado p eriente. Q uand c chegam os a Sansão. e ao olhar ao redor para o nosso mundo e para a Igreja de Cristo.

D e acordo com Rom anos 13. inclusive mo­ narquias e ditaduras. mas sim ■n "co n trato ": darem os a ele nossa ober è n c ia se ele nos der aquilo que desejan o s. sua fé foi fraca e im perfeita. isso não era garantia de que o povo obedeceria a Deus. sua incredulidade e desobediência não anularam a Palavra de Deus. Deus prometeu dar a seu povo de • '•>e uma vida fácil e confortável se obedeirre m ao Senhor. D e u s n o s p e rd o a E NOS a j u d a a r e c o m e ç a r 5. Porém . mas Deus honrou a confiança nele e o nom e do Se­ nhor foi glorificado por interm édio desses indivíduos. ele nos livrará da fornalha de r . nem o caráter de D e u s. D eus ins­ tituiu o governo hum ano para nosso próprio bem. Deus não precisa nos explicar o que faz ou por que está operando de determ inada form a. Jesus tratou dessa atitude egoísta em ■ a parábola dos trabalhadores (M t 20:1-16). cu m p rir suas prom essas e re aliza r seus pro­ pósitos. mas D eu s ainda podia operar. pois. foi uma resposta à pergunta de Pedro: j e será. de P a la v r a D eu s perm a n ece As realizações dos ju íze s se deveram a sua fé na Palavra de D eus (H b 11:32-34). ó rei. o ardente e das tuas mãos. e temos a responsabilidade de respei­ tar e de obedecer a esse governo. mas de­ vem os respeitar o cargo. Por vezes. senadores e parlam entares não têm com o im por limites à operação de D eus. E m s u a b o n d a d e . Se não. Se lhe o b e d ecerm o s. M esm o quando Israel estava sendo governado por um rei. as palavras de Provérbios . Assim com o Davi. Ele prometeu abençoá-los se : redecessem à sua lei e discipliná-los se deH redecessem . Pre«if-amos ser com o os três judeus na fornalha x 'ogo: "Se o nosso D eus. que não servirem os a k u s deuses. e le é fie l em nos d iscip lin ar e em nos levar de volta a um a po sição de sub­ m issão. Se d e so b e d e cerm o s à vo n tad e de D e u s. presidentes. essa obediência nos e . D eus já realizou seus propósitos para seu povo em diferen­ tes tipos de sistemas políticos. no í^:anto. e o sucesso •a olhos dos hom ens não substitui a se­ l e hança a Jesus Cristo. não aprendem os com os erros t e outros nem com os próprios fracassos : : passado. livrar-nos. Se o b e d ecerm o s a D eus ap en as para ::-nseg u ir algo d ele ou para e sca p a r das r. de nós?" (M t 19:27).io de serm os hum anos. não estare m o s b u scan d o um -r acionam ento de am or com ele. mas esse é um dos ossos do ■ f . D evem os o b e d ecer ao Senhor porque • amamos. Podemos não respeitar quem ocupa o cargo. Paulo •o jm homem consagrado ao Senhor e. O Sen h or sem pre dará a seus servos exatam ente as prom es­ sas de que precisam para fazer seu trabalho. C om o seus filhos. Deus é soberano! Q u alq uer que seja a form a de governo de um a nação . # : a sabendo. Não devem os pensar que ele precisa de um a dem ocracia ou de uma m onarquia constitucional para fazer sua vontade. Devem os nos lembrar de que a nação de ~-ael possuía uma relação especial de alian: j com D eus. :-r.JUÍZES 169 • "ao alho feito com desleixo. a quem servim os. A Palavra não m uda. c u m p r ir s e u s p r o p ó s it o s N ão havia rei em Israel.e m o s servir ao Senhor tanto com intepridade quanto com aptidão (Sl 7 8 :7 2 ). Em lugar algum do Novo Tes2 —ento. ele é fiel em nos ab en ço ar. passou por inúmeras provações. O governo é im portante e foi instituído por D eus. mas Deus esb rá conosco e nos conduzirá até o fim.a rá a passar por provações. mesm o quando os líde­ res de Israel e o povo desobedeceram ao Senhor. nem adorarem os a imagem de que levantaste" (D n 3 :1 7 . 18). 6. -•elizm ente. A a p e s a r d a in f id e l id a d e d a s p e s s o a s . ó rei.rv a ç õ e s . Somos cham ados para ser Domo Jesus e devemos nos lembrar de que ■e viveu de maneira perfeita na terra e socom o nenhum outro ser humano. A Palavra de D eus n u nca falha. mas os reis. D eu s u sa o g o v er n o h u m a n o para 7' ciclo histórico do Livro de Juízes garante : j e D eus nos d iscip lin a quand o d e so b e­ decemos e que nos perdoa quando nos ar­ r e n d e m o s e confessam os nossos pecados. vivem os de promessas e não de exp licações. Por vezes.

cada um 1 re ce b e rá o seu louvor da parte de D e u s ' (1 C o 4 :5 ). D eus reteve suas bênçãos. p o i. Q uando j perdem os o alento. Se esperarm os até term c. 9. C am pbell M organ. talvez seria anim ador saber da história toda. então. D e u s n ã o c o n t a a h is t ó r ia t o d a d e VIVEM PELA FÉ Alguém disse bem que ter fé não é crer apesar das evidências (isso é superstição). Talvez você seja com o Tola. mas o pecado é o opróbrio dos povos". e D eus quer que exerçam os influência positiva sobre a sociedade. Para G . 7. Jefté e Sansão. 8.J po. As nações não se desintegram e caem por causa daqueles que vendem por­ nografia ou drogas. "Portanto. No tem po dos ju íze s.170 JUÍZES 14:34 ainda valem : "A justiça exalta as na­ ções. A fé não depende de nossas em oções (G id eão estfr va quase sem pre com medo e Sansão sertia que ainda possuía seu antigo poder). O mesm o vale para a obra do Senhor em nosso tem po. mas nem todos sabiam de tudo o que estava acontecendo. nem de nossa in terp reta ção da situ açã o . Ele honra até m esm a a fé ç . um dia. m ais fortes os m úsculos se tornam . N ão aprouve ao Senhor co locar em sua Palavra todas-as obras de todos os seus servos e. lhe dará a recompensa por seu serviço fiel. Cristãos que sem pre fazem co n cessõ es não só prejudi­ cam a si m esm os. mas por causa dos cris­ tãos que deixam de ser sal e luz. Hoje em dia. Exercitar a ‘ é co m o exe rcitar os m úsculo s: quanto ma í v o cê se exercita. mas sim servir ao Senhor e procurar lhe agradar. mas não esp e ra que os sa nto s se com portem com o pecadores. a Igreja realizou mais coisas para o mundo quando foi menos parecida com ele. Q u e grande erro! Q u an d o Israel adotou o estilo de vida das nações pagãs a seu redor. uma fé perfeita. A pesar de não aprovar o que fazem . o sal perde o sabor e a luz é toldada. havia di­ versas pessoas servindo a D eus em vários lugares. I 1 I I I I I I I . Pode ser que o povo de D eu s jam ais reconheça o valor do trabalho que você faz para o Senhor. jam ais farem os muita co pelo Senhor. "Tudo o que não provém de fé é p e cado" (Rm 14 :2 3 ). o As NAÇÕES D s e d e s in t e g r a m quando não é outras pessoas verem o que você faz e elogiarem seu trabalho. D e u s a in d a a b e n ç o a a q u e l e s q u e povo de e u s n ã o é e s p ir it u a l A apostasia e a anarquia andam juntas. A fé confia na Palavra de Deus e faz o que e e ordena. Não se pode servir a D eus sem fé. m as tam b ém m a n ife sta rá o? I desígnios dos co ra çõ e s. O importante . mas não temos muitas infor­ m a ç õ e s s o b re S an g a r. Isso inclui uma advertência: não se apres­ se em julgar o que os outros estão fazendo e não pense que vo cê é o único servo fiel do Senhor.] I I I I I 1 I I 1 I UMA SÓ VEZ Sabem os um bocado sobre D ébora. Apesar de haver um sistem a eficien te de notícias no mundo cristão. o qual não j som ente trará à plena luz as coisas ocultas j das tre v a s. sua fam ília e sua igreja. até que ven h a o Senhor. T o la e Jair. G id eão. enfraqueceu a própria nação.í é fraca e procura fortalecê-la. Q u an d o a Igreja deixa de ser constituída por um povo santo e obediente ao Senhor. mas tam bém contribuem para a degeneração de sua nação com o um todo. nem sem pre sabem os o que D eus está faze n d o em seus servos e por meio deles pelo m undo afora. no en tan to . So­ mos a luz do mundo e o sal da terra (M t 5:1316). Poderia acrescentar que tam bém significa obedecer a Deus apesar de tudo o que vemos a nosso redor ou adiante de nós ou de co m o nos sentim os por dentro. essas p esso as tiveram papel im ­ p o rtante no cu m p rim ento dos propósito s divinos. e. nada julgueis antes do tem. Q u an d o os israelitas passa­ ram a adorar os íd olos. mas sim o b e d e c e r ap esar das co n se q ü ê n cia s. mas não se desanim e! Deus tem todos os registros e. "Sem fé é im possível agradar a D eus" (H : ' 1 1 :6 ). Deus espera que os pecad o res se com p ortem co m o p e ca­ d o res. muitas igrejas acreditam que devem im itar o m undo a fim de alcançá-lo. Ibsã ou Elom.

lembre-se de que D eu s ainda não term inou sua história. Um amigo meu que trabalha com bas­ quete profissional gosta de assistir a vídeos co m as v itó ria s do tim e pelo qual to rce . ■eu editor enviaria o original de volta e me -landaria estudar um pouco mais a sintaxe ée nossa língua. e Deus reúne essa "algum a co isa" de todos para realizar sua vontade neste mundo. nesse livro. mas todo cristão pode fazer alguma coisa. Por quê? ^ 'q u e todos são parte d e uma história continua que D eus está escrevend o! O final do _ • -o de Juízes não é o final da obra de Deus ■este m undo. M esm o no m om ento mais tenso do jogo ele pode re laxar em frente à TV . o povo de Deus olha para um m undo caótico. 1 e 1 Samuel. s o Livro de Juízes não tem muitas notícias boas. Ezequiel e Jonas. A história con:n u a ! D eus ainda está trabalhando! Se Juízes trata de um a nação sem rei. Se eu ir-n e ç a s s e um livro com essa exp ressão . Q uand o isso acontecer. no original. um dia desses você precisará pres­ tar contas e desejará estar pronto. oito Bi. N unca se sabe o que Deus tem planeja­ do para você. o livro come. Q u an d o as perspectivas são som brias. M as o Livro de Juízes não é o fim da hislõria! Na verdade. em sua form a orig inal. ao escrever este livro. por isso esteja disponível! A final. ~os do A ntigo Testam ento co m e çam com *E suced eu q u e ": Josué. D avi sobe ao trono e traz ordem e paz à terra. A h is t ó r ia d e D e u s a in d a n ã o c h e g o u a o f im : reciso confessar que. Um dia disse a minha esposa que ficaria fefiz quando tivesse term inado esta parte. pois esse livro co m eça com ü palavras "E sucedeu que". •embre-se de que 2 Sam uel é o relato sobre : rei d e D e u s. uma nação entregue à ganância e à violên cia e um a igreja fraca e dividida e se pergunta se vale a pena andar com Deus e fazer sua vontade. Rute. houve ocasiõ es em que me senti deprimi4o. . Ju ízes. N enhum cristão pode fa ze r tudo. Certos dias. No entanto. p o is já sabe co m o o jo g o vai terminar.2 com as palavras: "E sucedeu que". que o mal será julgado e que a fé será recom pensada. Ester.JUÍZES 171 10. mas sim o Livro de Apocalipse! E D eus nos garante que a ju stiça triunfará. lembre-se de que o povo de D eus sabe co m o a história termina! O último epi­ sódio dessa história não é o Livro de Juízes.

Rute se apresenta a Boaz ...3:8-15 3... Noem i tenta fugir de seus problem as 1:1-5 2... SATISFAÇÃO: RUTE SE CASA .....3:1-7 2... U m a nova atitud e ......... Um novo amigo .........1 1...180 3............197 II.3 Em sua providência.4:1-10 2..173 O m aior destes (Rt 2 ).................. O am or encontra um a solução (Rt 4 )............ Deus dá um filho a Rute e Boaz .4:1 3-22 I.....am or .....fé —2:1-3 2.. Rute espera Boaz agir .............. Noem i fica am argurada com D eus 1:19-22 CONTEÚDO 1............... SERVIÇO: RUTE TRABALHA ..........4 1................... 192 Interlúdio: Reflexões sobre Rute..................18c 4........... 1.................. Rute é aceita por Boaz ............... TRISTEZA: RUTE CHORA ........ Noem i tenta encobrir seus erros 1:6-18 3....3:16-18 V e rsícu lo -ch a v e : Rute 2 :1 2 IV.................... 2.............2:4-16 3. O povo abençoa Rute .. E im possível fugir (Rt 1)................e sp e ran ça 2:17-23 ....... D eus co n­ duz e ab en ço a aq u eles que nele confiam ............ Boaz resgata Rute ...........R ute ESBOÇO T em a -ch a v e : III... Um novo co m eço ............... 12 3... SUBMISSÃO: RUTE ESPERA .....4 :1 1 ..2 1. Encontro à meia-noite (Rt 3 )......

de apostasia. mas tam bém uma his­ tória de colheita. Deus am a este m undo perdido e está em busca de uma noiva. A vida não era fácil naquela épo­ haver pecado co n tra ele (Lv 2 6 :1 8 -2 0 . mas ain­ Vem os neste capítulo três erros que deda há poucos ceifeiros (Lc 10:2). N ão há outra Darte da Bíblia em que essa verdade encon-e-se ilustrada de m odo mais claro do que •as e x p e riê n cia s de Elim eleq u e e de sua do os frutos do Espírito na vida de Rute e de Noem i. nossa vid a se p a rece com alguns elem entos do Livro de Juízes. M as.1 s E I m p o s s ív e l F u g ir R u te 1 (Uma família toma uma decisão errada e ro ca escassez de alim ento p o r três funerais. 2 1 :2 5 ). discutir com ela. o patriarca. :jd o na vida terá co esão. no entanto. pois: " O conse-io do S e n h o r dura para sem pre" (Sl 3 3 :1 1 ) e "Segundo a sua vontade.ontade de D eus prevalece. podem os estar certo s de que D eus ainda am a o mundo e deseja salvar os pecadores. Por mais difíceis que sejam os tem pos. Sem dúvida Israel estava co lhendo os frutos de sua deso be­ diência (G l 6 :7 ). H oje. Durante essa época som ­ bria da história de Israel. mas se desobede:e m o s. p o d e m o s ig n o rar a v o n ta d e de Deus. pois não há rei em Israel e continuará não havendo até que Jesus vol­ te.ou com ele e teve paz?" (jó 9 :4 ). ele opera com o exército do céu e os m oradores da terra" íD n 4 :3 5 ). ao co n hecer Jesus Cristo com o Salvador e Se­ nhor. o Livro de Rute não apenas é uma história de am or. Israel -rael. não havia rei em 2 8 :1 5 . passamos a fazer parte de uma linda história de amor. 23. Assim co m o Israel no passado. pois: "N aqueles dias. D eus procurava uma noiva e tam bém ceifava. de cruelda­ de. Se obedecerm os à vontade de Deus. muitas vezes a fom e era evi­ DE NOSSOS PROBLEMAS (R t 1:1-5) dência da disciplina de D eus por seu povo \ ép o ca . In c r e d u lid a d e : a t e n t a t iv a de f u g ir go Testam ento. de guerra civil e de vergo­ nha nacional. Em nosso tempo. muitos do povo de Deus. Porém . desobedecer-lhe e a:é mesm o lutar contra ela. E incrível com o uma história de am or tão bela pode se passar num período tão cala­ mitoso da história de Israel. perguntou: "Q u em por. os esposa. no final. de declín io moral. hoje em dia." Essas palavras íã o do e n s a ísta n o rte -a m e ric a n o R alp b aldo Emerson em seu livro The C o n d u ct t i Life e são tão verdadeiras hoje quanto na ec 3Ca em que o livro foi publicado em 1860. mas D eus estava produzin­ V _y par de nosso destino só servem para nos co n d u zir até e le. em m eio a dificulda des de todo tipo e. Jó sabia a ■■esposta.) i 4 / ^ \ s esforços que fazem os para esca- reto" (Jz 1 7 :6 . 24 ). Em term os espirituais. cada qual fazia o que achava mais afastou-se repetidam ente de Deus e adorou . o Senhor está bus­ cando uma ceifa e nos cham a a participar com o seus ceifeiros (Jo 4 :34-38). v e r tam b ém 1 8 :1 1 . levam uma vida de incredulidade e de desobediência e não desfrutam as bênçãos de Deus. cid ad e cujo nom e significa "casa do pão"! No A nti­ 1. cam pos estão brancos para a ceifa. No tempo dos ju íze s. Noem i. -elo fato de D eus ter nos dado liberdade de e sco lha . \em o s evitar ao tratar dos problem as e proO lugar. Dt ca. mas não é o que acontece hoje em dia? V ivem os tempos co n­ turbados em nível nacional e internacional. Q u e coisa mais estranha haver ações da vida. tudo se desintegra. e sca sse z de alim en to s em Belém . O Livro de Juízes é a história de Is­ rael em um de seus pontos mais baixos na história: é um registro de divisão. A pesar do tem or que em ana das man­ chetes de notícias e dos perigos nas ruas. 1 9 :1 . Jó. com o nós tam bém sabem os: nini jé m . a .

estejam os certos de que ou ele nos re tirará das d ificu ld a d e s. ver Jo 4 :3 4 ). o território vizinho. é em D eus que "vivem o s. C om o viver pela fé? Apropriando-nos das prom essas de Deus e obedecendo à Pala­ vra de D eus. U m a das menti­ ras prediletas do diabo é: "Afinal de con­ tas. Ao ver-se diante de um futuro am ea­ çador. Existe a sabedoria deste mundo que con­ duz à loucura e à tristeza. Ele h o n ro u o in im ig o e não o Sen ho r. e existe a sabe­ doria de D eus que parece loucura para o mundo. enquanto passar­ mos por elas. Ao se deslocar oitenta quilôm etros para den­ tro de M oabe. podem o s fa ze r uma destas três co isas: suportá-los. fugir deles ou usá-los em nosso favor. É im possí­ vel fugir d e seus problem as.174 RUTE 1 os ídolos das nações pagãs a seu redor. agora. fruto de sua união incestuosa com suc filha mais velha (G n 19:30-38). Não im porta qu ão d ifíc e is sejam as c irc u n s tâ n c ia s . e exis­ tim os" (At 1 7 :2 8 ). Se ten­ tarm os escap ar de nossas provações. e eram inimi­ gos dos israelitas por causa da form a comc haviam tratado Israel durante a jornada dc . Se apenas su­ portarm os nossas pro vaçõ es. É fácil dizer co m o D avi: "Q u em me dera asas co m o de pom ba! V o aria e acharia pouso" (Sl 5 5 :6 ). o desejo de um m arido e pai é prover para a esposa e a fam ília. Tg 3:13-18). Em tem pos de difi­ culdade. Porém o mais sá­ bio é apropriar-se das prom essas de Isaías 40:31 e esperar no Senhor. fugiu para o Egito e se m eteu num a enrascada. testem unha a um mundo perdido e constrói em nós o caráter cristão. os que eram te­ mentes a Deus tiveram de sofrer por causa dos ím pios. é bem provável que deixem os passar os propósi­ tos que D eus deseja cu m p rir em nossa vida. Elimeleque e sua fam ília abandonaram a terra e o povo de D eus em tro ca da terra e do povo do inimigo. Q uan d o Satanás encontrou Jesus no deser­ to. estam os cham an d o D eus de m entiroso e desonrando o Senhor. elevar-se bem acim a das tem pestades da vida. sou velho porém jam ais vi o justo desam parado. O s moabitas eram descendentes de Ló. e ele é ca p az de cuidar de nós. elas passam a nos dom inar. Elim eleque tomou a decisão errada quan­ do decidiu deixar o lar. o apóstolo Paulo testem unhou: "Po­ rém em nada considero a vida preciosa para mim m esm o" (At 2 0 :2 4 ). V iver pela fé é entregar-se ao Senhor e confiar plenam ente que irá suprir todas as no ssas n e c e ssid a d e s. mas não deve fazer isso de m odo a pe rd e r as b ê n ção s de D eus. apesar de tudo o que vem os e sentim os e apesar daquilo que pode acon­ tecer. o lugar m elhor e mais seguro é dentro da vontade de D eus. pela fé. 2 Co 5:7). Q u an d o os problem as sur­ gem em nossa vid a. elas nos servem e benefi­ ciam . vo cê precisa so b reviver!" Porém . sua prim eira tentação foi sugerir que Cris­ to saciasse sua fom e em vez de agradar o Pai (M t 4:1-4. A d e c isã o . Porém . Em vez de esperar que D eus lhe dissesse o que fa­ z e r em seg u id a. "Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio co n cei­ to!" (Is 5:21) E le se c o n c e n tro u nas n e c e ssid a d e s fí­ sica s e n ã o nas e sp iritu a is. e Deus teve de disciplinar seu povo (Jz 2:1019). que nos dará "asas com o águias" e. mas que co ndu z às bênçãos (1 Co 3:18-20. Rm 1:1 7. Deus ordenou que " O justo viverá pela sua fé" (H c 2 :4 . Sem dúvida. se aprenderm os a usar as provações em nosso favor. Até mesm o em Belém . A braão com eteu o m esm o erro quando se deparou com a e sca sse z de alim entos na Terra Prom etida (G n 1 2 :1 0 ss). Gl 3:11. N o ssa v id a pela fé glorifica a D eus. O que tornou essa decisão tão errada? Ele viveu p e la s a p a rê n c ia s e n ã o p ela fé. Vale a pena refletir sobre o testemunho de D avi: "Fui m oço e já. Hb 10:38. e nos m ovem os. ou nos acom panhará até o final. se m orrerm os para nós mesmos e co locarm os em prim eiro lugar a vontade de Deus (M t 6 :3 3 ). e a tendência é nos tornar­ mos e n d u recid o s e am argurados. e D eus faz com que todas as coisas co operem para o nosso bem e para sua gló­ ria (Rm 8 :2 8 ). nem a sua d escen d ên cia a m endigar o p ã o " (Sl 3 7 :2 5 ). e quando nos recusam os a confiar nele.

não sou ab en ço ável". D i s s i m u l a ç ã o : a t e n t a t i v a de ESCONDER NOSSOS ERROS ( R t 1 : 6 . um retrato de uma nação . decidiu voltar para casa. seduziram os hom ens israelitas e os co n ­ duziram à im oralidade e à idolatria. inclusive Jacob Stam. M alom se ca so u co m R u te (R t 4 :1 0 ). o iníquo. a quem D eus desprera \a . Betty. é a m inha bacia de í. M oabe havia invadido Israel e go­ vernado so bre seu povo durante dezoito s-ios (Jz 3:12-14).jm ilh ad a lavando os pés dos soldados conr jistad o res. No final dessa d écad a de d e so b e d iên cia. O te s te m u n h o d e N o e m i (vv. Se Noem i estivesse naquela reunião. Nm 22 . mas n u n ca as experim entam . e quando ouviu essa boa notícia.1 8 ) É im portante considerar os três testemunhos que encontram os nesta seção. e Jacó teve de vo ltar para Betei (3 5 :1 ). por que Elim eleque foi buscar a ajuda dos moabitas? Um povo rrgulhoso (Is 1 6 :6 ). Então. Porém . \'as palavras de O sw ald C ham bers: "Q u ase todos co m eçam os com os problem as exter­ nos m aiores e nos esquecem os dos proble­ mas internos. Noem i ficou sabendo que a escassez de ali­ mentos havia acabado. tudo o que sobrou foram três viúvas solitá-ias e três túm ulos israelitas numa terra pagã. "D e ix e o perverso o seu cam inho. Não há com o evitar de levar co n o sco a causa fundam ental da m aioria de nossos proble­ mas: um co ração incrédulo e desobediente. o Senhor ~ão era rei na vida de Elim eleque. irm ão de John Stam. A s co n se q ü ê n cia s. devem os co nfes­ sar nosso pecado e voltar para o lugar de b ên ção . A in d a estava interes­ sada. Q u an ­ do estam os dentro da vontade do Pai. É im possível fugir dos problem as. Essas são as tristes conse­ qüências da incredulidade. no alimento e não na com unhão com Deus. mas com a m o tivação errada. quando seus dois filhos se casaram com m ulheres m oabitas. porém. mas não sua filh a d e so b e d ie n te em M o a b e . pois dei­ xou D eus inteiram ente de fora de suas deci­ sões.RUTE 1 175 r-ovo do Egito para C anaã (D t 23:3-6. O nom e Elimeleque s gnifica "m eu Deus é rei". 2 . A família havia planeja­ do a p e n a s u m a e s ta d a te m p o rá ria em M oabe. que juntam ente com a esposa.25). mas ainda assim os três hom ens acabaram m or­ dendo naquela terra. Estávam os pedindo que D eus aben­ ço asse um m inistério aqui e um projeto ali e creio que a palavra "abençoar" foi usada uma porção de vezes enquanto orávam os. p. com O rfa. pedim os a ti que abençoasse todas essas coisas. mas por favor.a r " (Sl 6 0 :8 ). O s profetas suplicaram repetidam en­ te ao povo de D eus que deixasse seus pe­ cados e voltasse para o Senhor. teria de confessar: "Senhor. pois não se encontram no lugar onde Deus pode abençoá-las. Elim eleque e sua fam ília haviam fugido para M oabe a fim de escapar da fom e. 76). Ed 9:1-4). Jacob Stam orou: "Senhor. converta-se ao S e n h o r . o que o levou a outro equívoco. Ne 13:1-3. prim eiram ente. foi m artirizado na C hina em 1934. "M oabe. há sem pre "pão com fartura" (Lc 15:1 7). e volte-se p ara o nosso D eus. Senh o r. e Quiliom . M uitos anos atrás. A braão teve de sair do Egito e vol­ tar para o altar que havia ab andonado (G n 1 3 :1 -4 ). C om o é triste quando as pessoas apenas ouvem falar das bênçãos de D eus. no tempo de M oisés. Fez um a escolha fora da vontade de Deus quando foi m orar em M oabe. porque é rico em perdoar" (Is 5 5 :7 ). estava num a reunião de oração com vários líderes do ministério M ocidade para Cristo. Deus visitou seu povo fiel em Belém . Nada mais (1 :2 1 ). Um hom em deve desco brir qual é 'o grande mal de seu co ração ' antes de ser cap az de resolver suas dificuldades" (The S had ow o f an A gony. 6 -1 5 ). faze com q u e seja m o s ab en ço á veis". Foram as mu­ lheres moabitas que. es­ pecialm ente de A m om e M oabe (D t 7:1-11. os seus pen sam entos. que se c o m p a d e c e rá d e le . o que resultou na morte de vinte e quatro mil pesío as (Nm 25). mas ficaram lá d ez anos (Rt 1:4). Sem pre que d esobedecem os ao Senhor e saím os de sua vontade. O s israelitas eram proi­ bidos de se casar com m ulheres gentias. Não a vem os confes­ sando seu pecado a D eus e pedindo que . então. N oem i tomou a decisão certa. 23:3-6.

"Sacrifícios agradáveis a D eus são o espírito quebrantado. mas não para o seu Senhor.176 RUTE 1 ele a perdoasse. mas tomou a decisão errada e voltou. não ficou com ela. O verdadei­ ro arrependim ento im plica em um a confis­ são honesta e um quebrantam ento interior. beijou-a. de que adiantariam as orações de uma apóstata (Sl 66:1 8 )? Noem i repetiu três vezes seu pedi­ do para que Rute e O rfa voltassem (Rt 1 :8. 1 1 . Noem i sentiase ama. ninguém ficaria sabendo que sua fam ília ha­ via transgredido a lei de M oisés. 9). Noem i estava tentando acobertar seus atos. mas ela as deteve e insistiu para que não a acom ­ panhassem . H avia passado por prova­ ções e decepções. A pesar do exem plo negati­ vo da fam ília desobediente do m arido. ela dá a entender que D eus era o responsável pela tristeza e dor que as três m ulheres haviam passado: "Porque. na verdade. 8. Por que um a israelita tem ente a Deus. então era certo O rfa e Rute irem co m ela. Rute conheceu o verdadeiro Deus vivo. para que o Senhor fosse bom com elas e lhes desse outros maridos e descanso de­ pois de todo seu sofrim ento. com sua família. Voltava para sua terra. por vossa causa. cho­ rou com ela e. Em vez de estar quebrantada. . pois sua co ração . mas Rute es­ tava preparada para perseverar! Ela se re­ cusou a ouvir as súplicas da sogra para que seguisse o péssim o exem plo da cunhada. O mais triste é que Noemi não apresentou o Deus de Israel de manei­ ra positiva. 1 2 ). mas nos per­ guntamos se foi um gesto decisão mostrou que seu dade. " O que enco bre as suas transgressões jam ais prosperará. N oem i de­ veria ter dito às noras o que M oisés disse ao sogro: "V em co n o sco . 11-14). O te stem u n h o d e O rfa (vv. Em outras pala­ vras. p o is as duas eram prova irrefutável d e que ela e o m arido haviam perm itido qu e os dois filhos se casassem com m ulheres q u e não p er­ tenciam à nação da aliança. O rfa era a mais fraca das duas noras. 7). Se era certo Noemi voltar a Belém . em Belém . 1 5 -1 8). Rute teve essa atitude p o rq u e creu no Deus d e Israel (2 :1 2 ). aproveitando a vida". isso mostra que. Noem i ten­ tou influenciar as duas m ulheres a voltarem para suas famílias e para seus falsos deuses. onde espe­ O rfa saiu de cena e nunca mais foi m encionada nas Escrituras. porque o S e n h o r prom eteu boas coisas a Israel" (Nm 10:29). sincero. uma filha de Abraão. incentivaria duas mu­ lheres pagãs a adorar falsos deuses? Posso estar errado. N oem i estava tentando en co b rir sua desobediência. O rfa havia resolvido desistir. O rfa beijou a sogra. disse Noem i. Par­ tiu para Belém com Noem i. Q uand o tentam os en co b rir no ssos peca d o s. mas em vez de culpar a Deus. Em Rute 1 :1 3 . na ver­ natal. não os encara­ mos com honestidade nem os julgam os de acordo com a Palavra de D eus. a mim me am ar­ ga o ter o S enhor descarregado contra mim a sua m ão" (v.rgurada. As duas noras partiram com Noemi (v. Porém . no entanto. estava em sua terra rava encontrar um marido. poderia ter ganho O rfa para sua fé e levado para sua casa. co ração com pungido e con­ trito. Q uand o viu que hesitavam. Chegou até a orar por elas (vv. não o desprezarás. O t e s te m u n h o d e R u te (v v . e seu de­ sejo era ficar com o povo de Deus e habitar na terra do Senhor. Não estava "longe do reino de D eus" (M c 1 2 :3 4 ). Em outras palavras: "Eu sou a culpada de todas as provações. Se voltasse a Belém sozinha. ó D eus" (Sl 51:1 7). "E mesm o que pudesse ter mais fi­ lhos. onde o ver­ dadeiro D eus vivo era adorado. com eçou a arrazoar com elas: "Estou velha demais para me casar outra vez e ter outra fam ília". vocês iriam querer desperdiçar os pró­ xim os anos esperando por eles? Poderiam estar na casa de sua mãe. mas o que as confessa e d e ixa alca n ça rá m ise ricó rd ia" (Pv 2 8 :1 3 ). mas tenho a im pressão de que Noem i não queria levar O rfa e Rute a Belém . H avia ainda outra coisa errada na form a de Noem i lidar com essa decisão: não q u e ­ ria que as duas noras a acom panhassem . creu nele e não se envergonhou de confessar sua fé. então por que ficar com igo? Q u e m sabe o que mais o Senhor tem reservado para mim?" Se N oem i estive sse ca m in h an d o com D e u s. e te farem os bem . 13). Em vez disso. dois troféus da graça divina.

nem ainda a sua d écim a geração entrará na assem bléia do S e n h o r . S o entanto. no entanto. não querendo que nenhum pereça. Rute poderia participar da congrega­ ção do Senhor? Ao confiar na graça de Deus e entregar-se inteiram ente a sua m isericór­ dia. o sogro m orreu. o marido : cunhad o.m i (1 :1 8) e a viver em Belém com o povo aiiança de D eus.RUTE 1 177 •\ conversão de Rute é prova da graça rana de D eus. em sua graça. pois os pecadores só poser salvos pela graça (Ef 2:8-10). (A quinta m ulher da genealogia é M aria e foi incluída pela graça de D eus e por sua fé. V er Lc 1 :26-56. a fim de apegar-se Noemi e ao D eus de seu povo. por obras de justiça praticadas por nós. confessou sua no verdadeiro D eus vivo e sua decisão adorar som ente a ele. D eus tem prazer em mostrar . com freqüência. culto que aceitava :ios hum anos (2 Rs 3 :2 6 . Raabe era uma prostituta gentia (Js 2 :5 ). o povo adorava o deus Q uem o s (Nm '2 9 : 1 Rs 1 1 :7. Rute era uma gentia m oabita desterrada (Rt 1 :5). Estava disposta a r pai e mãe (2 :1 1 ). Ao ler a genealogia de Jesus Cristo em M ateus 1. 27) e incena a im oralidade (Nm 2 5 ). o povo de Israel e seu novo lar em Belém? Ficam os im aginando quais foram as respos­ tas de Noem i. Suas circuns:a s estavam contra ela e poderiam tê-la amargurar-se contra o Deus de Israel. No to. Essa é a graça soberana do D eu s que "dese:u e todos os hom ens sejam salvos e chezm ao pleno conhecim ento da verdade" -1 Tm 2:4). senão que todos che­ guem ao arrep e n d im e n to " (2 Pe 3 :9 ). Seria interes­ sante saber sobre o que Rute e Noem i con­ versaram ao viajar de M oabe para Belém . 33 ). a graça nos inclui. ficou viú va e sem qualquer ito. Em seguida. pois Rute era de M oabe.íericórd ia (M q 7 :1 8 ) e. sendo que quatro delas apresen­ tam credenciais duvidosas: Tam ar com eteu incesto com o sogro (G n 3 8 :3 ). :*e~ionstra essa m isericórdia às pessoas mais < —-ro váveis nos lugares mais inesperados. D e que m aneira. havia uma lei divina que diNenhum am onita ou m oabita entrará na assem bléia do S e n h o r . U m a v ez que Elim eleque m estavam mortos. Por que seguir um D eus que trata r-ovo dessa maneira? í jt e am ava profundam ente a sogra. Suas origens escontra ela. e. A declaração de Rute em 1 :1 6. C om o essas m ulheres chegaram a fazer par­ te da família do M essias? Pela graça e mise­ ricórdia soberanas de Deus! Esse D eus "é longânim o para co n vo sco . e as m ulheres da cidade ficaram espantadas quando a viram . A lei nos exclui da família de D eus. eternam ente" (D t 2 3 :3 ). uma vez que era uma mulher am argurada e com uma fé vacilante no Deus de Israel. Noem i havia passado dez anos longe de sua terra. ele nos salf (Tt 3 :5 ). mas mesmo N oem i estava contra ela. mas se depositarm os nossa fé em C risto. segundo sua m isericórdia. A m a r g u r a : c u lp a r a D e u s p o r n o ssa s p ro v a ç õ e s (R t 1 :1 9 -2 2 ) É provável que as duas viúvas tenham visita­ do os três túmulos de seus entes queridos pela última vez antes de deixar M oabe. Deus interveio e. teoricam ente Rute :3ntrava-se sob a guarda de N oem i e ia ter seguido o conselho da sogra. Será que Noem i deu à nora algumas instru­ ções básicas sobre a lei de Moisés? Será que Rute fez perguntas sobre a fé dos israelitas.1 7 é uma confissões mais magníficas das EscrituEm primeiro lugar. então. pois Rute a voltar para a fam ília e para seus s em M oabe. C o ­ locaram-se nas mãos do Senhor e partiram para co m eçar uma nova vida. salRute apesar de todos esses obstáculos. =iro. Tudo o dela e a seu redor representava uma de obstáculos para a fé. O nom e Noem i significa . encontram os o nom e de cinco m ulheres. Rute estaíirm e m e n te "re so lv id a " a aco m p an h ar . confessou seu am or Noemi e seu desejo de ficar com a soaté a morte.) 3 . depois. : reu no D eus de Israel. Sua pergunta: "N ão é esta Noem i?" indica tanto surpresa quanto confusão. e a "m u­ lher de U rias" era uma adúltera (2 Sm 1 1 :6). Isso significa­ va exclusão perm anente.

Deus é o Ator Prin­ cip al desse dram a. mas voltara sem coisa alguma. mas não exercitava sua fé. o D eu s d e Israel. amargurada? Pense nos recursos que possuía e que deveriam ter lhe dado ânimo. mas obedecer a essa ordem é o melhor antídoto para um espírito am argura­ do e crítico. na verdade. mas ela não estava fazendo jus a ele. com o tam bém testem unhara con­ tra ela nessas aflições (Rt 1 :2 1 ).. mesm o quando não sentim os nem vem os isso acon te cen ­ do.178 RUTE 1 "agradável". "N ão tema que sua vida chegará ao fim ". Em prim eiro lugar. seu m odo de ad­ mitir que ela e a fam ília haviam pecado ao ir para M oabe? Está dando a entend er que m ereciam tudo o que sofreram ? Em duas o casiõ es. suas provações eram um recom e­ ço. N o e m i tinha Jeová. pre­ servou a vida dela e a conduziu de volta a Belém . Em prim eiro lugar. Por não ter se entregado ao Senhor nem aceitado sua dis­ ciplina am orosa. "Em tudo dai graças" (1 Ts 5 :1 8 ) trata-se de uma instrução que nem sem pre é fácil de seguir. confiam os que conhecem o teu nom e. um lar vazio e um co ração vazio . se olharm os para cim a. Noem i estava am argurada contra Deus. já é uma dádiva preciosa de Deus uma dádiva que muitas vezes não recebe o devido valor. S e n h o r . M orrison: "N ove décim os de nossa infelicidade se devem ao egoísm o e são um insulto lan çado à face de D e u s". o nom e hebraico El-Shadai (vv. Seus dez anos de dificuldades em M oabe e as tristezas que haviam lhe causado deixa­ ram m arcas na aparência e na personalida­ de de Noem i.] de justiça" (H b 12:11). N ão ap en as D e u s h avia lhe ca u sad o amargura. Não era a m esma Noem i de uma dé­ cada antes que o povo da cidade conhecia. tinha a vida. a c im a de tu d o . por­ que tu. as provações da vida a haviam deixado am ar­ ga. O Senhor é men­ cionado cerca de vinte e cinco vezes neste livro curto. Em vez de passar o dia deprim ida. e sua alm a. em si. Era uma mulher com as mãos vazias. "Em ti. Noem i deixou três sepulturas em M oabe. 20. que nunca terá um co m e ço ". É possível que essas p alavras sejam a co n fissã o de Noem i de seus pecados. pois. Noem i acre­ ditava que sua vida havia acabado. Noem i cham ou D eus de "TodoPoderoso". fi­ nalmente decidiu olhar pela janela. Em vez de aperfeiçoá-la. P artira para M o abe com suas necessidad es mais bási­ cas supridas. U m a co isa é co n h e ce r o nom e de Deus e outra bem diferente é confiar nesse nome e permitir que Deus trabalhe em meio às situ açõ es difíceis da vida.. Havia deixa­ do Belém com o marido e os dois filhos e vo ltad o para ca sa sem e les. pois Rute era uma m ulher que confiava em D eus e estava intei­ ramente com prom etida com ele. aos poucos. sendo esse o sentido da palavra mara. "m as sim. não experim entou o "fruto pacífico [. mas D eus. mas podem os controlar nossa reação a elas. acusou o Senhor de causar-lhe am argura (Rt 1 :20). não desam paras os que te buscam " ( S l 9 :1 0 ). mas. Rute. Estava cercada de amigos. em sua bondade. "C re io firm em ente na . mas. sua tristeza e am ar­ gura isolaram-na da com unidade. P o rém . pois era prisioneira de seu próprio egoísmo. sendo que todos desejavam o me­ lhor para ela. A princípio. estava sobre essa jovem e que ele realizaria grandes coisas por intermédio de sua obediência. olhando para a parede. A fé e a esperança de Noem i estavam prestes a sucum bir. Noem i não tardou a descobrir que a mão de D eus. disse John H en ry N ew m an. Essa é a essência da fé: crer que Deus está trabalhando a fim de que tudo coopere para o nosso bem . mas Deus tinha outros planos para ela! Noem i não apenas tinha vida. pois seu corpo estava cansado. levantarse e abrir a porta! Na mais escura noite. o que. ainda conseguirem os ver as estrelas. M as será que Noem i era m esm o pobre e vazia ou estava apenas exagerando a situa­ ção. 2 1 ). Noem i conhecia o nome de Deus. Nas palavras do pregador esco­ cês G eorge H. mas quer Noem i tivesse cons­ ciên cia disso quer não. Na verdade. foi Rute quem D eus usou e abençoou ao lon­ go do restante do livro. U m d o s re c u rs o s m ais p re c io s o s de Noem i era sua nora. Não podem os controlar as circu n stân ­ cias da vida. mas tam­ bém tinha op ortun id ade. com suas bênçãos. isso foi m udando.

pela fé. não pre: samos tem er qualquer outra coisa. "Sem ela.RUTE 1 179 . C om D eus. seus recursos são muito m aiores que seus fardos. abra a porta para um novo am anhã. e era o que Noem i estava prestes a fazer. mas tam bém é p o r nós e Se D eu s é por nós. iria à loucura. era o tempo da colheita da cevada." Q uand o tem em os a Deus. Em seu eito de morte. Levante-se e. Não fique mais olhando para as paredes.ro v id ê n c ia D iv in a " . A le xan d er W h yte costum ava di­ zer. John W esley declarou: "E o T e lh o r é que D eus está co no sco !" D eus não io e n as está co n o sco . d isse o P re sid e n te . rc o c a em que a com unidade expressava alepria e louvores a Deus por sua bondade. Q u a n d o as d u a s v iú v a s ch e g a ra m a Be ém. Era prim avera. nunca é tarde dem ais para recom eçar. . Ao recom eçar sua vida. com ele a seu lado. o mundo seria um labirinto sem >ada. a sua congregação em Edinburgh que a vida cristã vitoriosa "é uma série de reco m eço s". vo cê está colo­ cando sua fé em Deus? A final. acertadam ente.'•oodrow W ilso n. Sem Deus. tempo de nova vida e de novos co m e ço s. quem será co ntra -os?" (Rm 8 :3 1 ).

o Se­ nhor re alizaria um a obra m aravilhosa que. A ssim . traria ao m undo o Filho de D eus. ver Is 10:1. mas continuarm o s os m esm os. e orde­ nou a seu povo que cuidasse delas (Êx 22:222 4 . a fim de conseguir alimento para elas. V em o s a ilu stração desses requisitos nas e x p e riê n cia s de Rute relatad as no ca­ pítulo 2. Seu nom e significa A balhar em sua vida. g a ran tin d o que su a d e s c e n d ê n c ia fo sse bênção para o m undo todo (G n 12:1-3). na verdade nos tornarem os piores. . U m a vez que Rute acreditava que Deus a am ava e que iria suprir suas necessidades. Se q u e re m o s q u e D e u s trab a lh e em nossa vid a e em nossas circu n stâ n cias de modo a cumprir. A final. encontrava-se num a posição especialm ente vu lnerável e precisava tom ar cuidado com o lugar onde ia trabalhar. 3). Um a vez que Rute não era o tipo de m ulher que ficava ociosa. co m o m ulher e estrangeira. O que D eus deseja para cada um de seus filhos é que tenham um caráter sem elhante ao de Cristo. pela graça. assim. É nesse m om ento que entra na história um hom em cham ado B o az (Rt 2 :1 .2 O M a io r 1. Lv 1 9 :1 5 . 6. paren­ te de Elim eleque e "senhor de muitos bens' em sua co m u n id a d e . Rute não era apenas uma viúva pobre. pois. dando-lhe pão e v e ste s" (D t 1 0 :1 8 ). Dt 24:19-22). D eus deseja trans­ form ar nosso co ra çã o . de modo que tinha todo o direito de buscar a ajuda e a provisão de Deus. 2 3 :2 2 . Deus também se preocupava com as viúvas. Rute e N oem i não faziam idéia de que eram parte de um plano eterno. Se n ossa situação mudar para m elhor. 10 . pois "a fé sem obras é m orta" (Tg 2 :2 0 ). a seu tem po. mas não havia cercas nem placas com os nom es das famílias com o vem os nas proprie­ dades rurais de ho je em dia. O propósito de D eus em sua providência não é nos d eixar confo rtáveis. Cad a pro­ pried ad e possuía m arcos de delim itação . sen­ do que muitas delas eram. mas Rute estava disposta a deixar D eus tra­ d eixar respigas para eles. Ele é o Deus "que faz justiça ao órfão e à viúva e ama o e stran g eiro. A lém disso. A história de Rute co m e ça com a m orte do m arido. tomando por base o mandam ento de D eus em sua lei (Lv 1 9 :9 . mas também uma estrangeira. há ce rto s requisito s que d evem o s p reen ­ cher. N oem i estava am argurada com D eus. V ive r pela fé significa crer na Palavra de D eus e agir em função disso. pobres. o qual cum priria as prom essas de D eu s a A braão. Rute não conhe­ cia os proprietários dos cam pos. era Deus quem dava as colheitas e. 2). 23) e com generosidade (Lv 19:9. seus propósitos. pediu perm issão a Noem i para respigar nos cam ­ pos. A existência dessa lei era prova da preo­ cupação de Deus com os pobres dentre seu povo. tinha todo o direito de lhes dizer com o usá-la. Sem pre que realizava a ceifa. Israel foi instruído a tratar os pobres com justiça (Êx 2 3 :3 . Pv 22:22. o povo de D eus deveria pensar nos pobres e (Boaz é su rp reendid o p e lo am or e Rute é sobrepujada pela graça.) ntes de m udar as circunstâncias em que nos enco ntram o s. Suas lágrim as serão transfor­ m adas em vitória. Essa decisão foi um passo de fé da parte de Rute. D eus co m eço u a operar por sua graça na vida de Rute. mas sim nos tornar "confo rm es à im agem de seu Filho" (Rm 8 :2 9 ). mas term inará com o nascim ento de um bebê. foi procurar um cam po para respigar. Ela in flu e n cia ria N o em i e. 10). em segu ida. sendo estrangeira. D e v e m o s v iv e r p e l a fé n o S en h o r (Rt 2:1-3) D estes R u te 2 D iz o provérbio que "D e u s ajuda a quem cedo m adruga". Foi um ato da mais com pleta fé.

Mq 7 :2 ). ainza havia pessoas com o B o az que conhe:iam o Senhor e que desejavam obedecer à . Rute era uma m ulher livre e desim pedida que. Seus passos foram guiados pelo Senhor. aquilo que nos acontece não é acidental. Rute respigou nas terras de B oaz. viúva pobre e estrangeira. 1 Rs 1 9 :1 0 . uma bela desconhecida. p oderia co n clu ir que os justos ha. Rute ainda era uma viúva pobre e um a estrangeira. estava procurando al. graças a Deus. Pela providência de Deus. pois. não porque m ereçam os. daquele m om ento em diante. Rute 2:11 dá a entender que Boaz já havia ouvido falar de Rute. D e acorcom a narrativa. D eus está sem pre trabalhan­ do co n o sco (M c 1 6 :2 0 ). A o p e raçã o p ro vid en cial de D eus em ■•assa vida é. ver :am bém vv.RUTE 2 181 ' *eie há fo rça". Deus tomou a iniciativa quando nos encontrávam os espi­ ritualm ente m ortos (Ef 2:1-10). iam desaparecid o da terra (Sl 1 2 :1 . N um a visão espetacular. falido e sem direito algum de reivindi­ car a m isericórdia divina. mas sim determ inado por D eus. o S e n h o r me guiou" G n 2 4 :2 7 ). A pesar de ser estrangeira. "N ó s am am os porque ele nos am ou primei­ ro" (1 Jo 4 :1 9 ). em se­ guida. ao mesm o tem po. A graça é o favor con:edido a alguém que não o m erece e que 'ã o tem com o obtê-lo por seu esforço. (1 ) B o a z to m o u a in iciativa (v. agora. M as D eus tomou a iniciativa e proveu um a form a de entrar em sua família pela fé em Jesus Cristo (ver Ef 2:10-22). o p e cad o r encontra-se fora da fam ília de Deus. Rute "ão poderia reivindicar coisa alguma a quem :u e r que fosse. havia sido notada pelos rapazes da cidade (Rt 3 :1 0 ). é algo em que podem os crer e confiar! 2 . sem forças . percebeu a presença de um a d e sc o n h e cid a em seu ca m p o . Alguns estudiosos vêem em B oaz um re­ trato de Jesus Cristo em seu relacionam ento com sua noiva. O Senhor conduziu Rute ao cam po de Boaz e. mas. Assim que B o az havia cum prim entado seus trabalhadores. G ra­ ça significa que D eus dá o primeiro passo a fim de nos socorrer. Na salvação.jé m que lhe mostrasse graça (Rt 2 :2 . mas sem dúvida não foi obra do acaso. Co~io mulher. Q uando entregam os a vida ao Senhor. levou Boaz a visitar o cam po enquan­ to Rute estava lá. Falaremos mais sobre esse relacio­ n am en to q u a n d o tratarm o s do "p a re n te resgatador" no capítulo seguinte. Boaz se preocupava com seus "abalhadores e queria que desfrutassem as :é n çã o s do Senhor (Rt 2:4). "Estando no cam inho. com rodas :u jo aspecto e estrutura eram com o se es: ^era uma roda dentro da outra" (Ez 1). 2. M ais uma vez. No entanto. mas estava prestes a conhecê-la pessoalm ente. sem dúvida. aliás. mas é Deus quem :'d e n a os aco n te cim e n to s e que co n d u z ■ -eus filhos obedientes. O bservem o s. Tenho a impressão de que foi um caso de am or à primeira vis­ ta. Assim com o Rute. Q u e co n­ solo saber que Deus tem pessoas boas viven­ do em tem pos ruins! Se vo cê só soubesse do que se encontra registrado no Livro de jíz e s . maravilhamo-nos com a pro vid ência soberana de D eus. Is 5 7 :1 . mas porque ele nos am a e nos quer para si. buscam os sua • : ntade e tom am os decisões (por vezes também com etem os erros). a Igreja. mas Deus estava prestes a criar um novo relacionam en­ to que transform aria suas circunstâncias. as evidências da gra­ ça de D eus na form a de Boaz relacionar-se com Rute. O canal dessa graça foi Boaz. Boaz voltou seu interesse para Rute e não para a colheita. j a vontade. 13) e p o r nós (Rm 8 :2 8 ) e realizando os prorositos de sua graça. O cu p ava a posição mais in­ ferior da sociedade. Poderia ter acontecido de Rute estar descansando na casa que Boaz havia providenciado com o abrigo para seus trabalhadores ou de ter ficado exausta e vol­ tado para c a sa o nde N o em i a esp erava. D e v e m o s v iv e r p e la g r a ç a de D e u s Rt 2:4 -1 6) Ju a n d o R ute saiu n a q u e la m anh ã para -espigar nos cam pos. "por casualidade" Rute entrou na parte do cam po que pertencia a 5-oaz. 10 e 13). Não é algo que podem os explicar. em nós (Fp 2 :1 2 . O ram o s. o profeta Ezequiel viu as obras da pro• irè n c ia divina retratadas num "firm am ento" ru e se m o via por toda parte. 8 ). um prazer e um mistério.

no meio-fio a chegada de sua com itiva. todos teriam ficado im pressionados com nossa im portância e talvez até pedido nosso autógrafo. mas também nos oferece a orientação de que precisam os para nossa vid a diária. ver 2 Sm 9). Boaz ins­ truiu os rapazes para que a protegessem e as m oças para que trabalhassem com ela. pa­ cientem ente. Betty e Judy! Vou dizer a meus guardas para to­ marem conta de vo cês!" Se isso tivesse acon­ tecido. som os mem bros da fam ília de Deus e temos toda sua herança a nossa disposiçãc (4 ) B o a z a n im o u R u te (vv. poderia colher o melhor das respigas! B o az chegou até a instruir seus servos a perm itir que ela respigasse no meio dos feixes de espigas e disse-lhes para dei­ x a r ca ir p ro p o sitad am e n te um a parte da colheita para que Rute pudesse apanhá-la. Rute não precisava preocupar-se.182 RUTE 2 (Rm 5 :6 ). Estávamos em Lichfield quando descobrim os que a rainha Elizabeth iria visitar a cidade. Rute não fazia idéia de que Boaz havia ordenado a seus trabalhadores que fos­ sem generosos para com ela. pois ela era mais jovem do que ele (ver 3 :1 0 ). Jesus Cristo veio ao m undo com o ser­ vo (Fp 2:1-11) para que pudesse nos salvar e nos tornar parte de sua fam ília. além de tudo isso.. suas "insondávei. Em outras palavras. pois Rute não teria ousado falar com um hom em . as riquezas de sua graça (v. 7 as riquezas de sua sabedoria e conhecim erto (Rm 1 1 :33 ). Não apenas nos dá a palavra de salvação. Boaz cham ou Rute de "filha m inha". C o m o "Senhor da ceifa". N ós. em sua graça. p o . minha filha mais nova e eu fomos à Grã-Bretanha. Já pensou? Três cidadãos dos Estados U nid os aos quais a rainha se dirige pessoalm ente! A rainha Elizabeth nunca falou e. Tudo indica que Boaz am ou Rute e. A salvação não foi algo que Deus im provisou. 10-13). Boaz com eu com ela e serviu-a pessoalm ente! (2 :1 4). deu os prim eiros passos para suprir suas necessidad es. riquezas" (Ef 3 :8 ). Partilhou conosco as riquezas de sua m isericórdia e am or (Ef 2 :4 ). a fim de inaugurar uma esco la nova para crianças excepcion ais. . Agora.. o rico senho r da ce ifa cu id aria dela e de Noem i. Ele a trataria com o parte da fam ília (com o Davi fez por M efibosete. no entanto. M uitos anos atrás. Creu nas prom essas dele e se alegrou corr elas. Foi ele quem se dirigiu a ela prim eiro. "estrangeiros" indiçnos.] nes­ tes últimos dias. Interrom pem os nos­ sos planos e ficam os na rua aguardando. (2 ) B o a z fa lo u co m R u te (v. 9. ele ainda fala cono sco. 14-16). Na verdade. poderia descan­ sar e reanim ar-se junto com os servos de Boaz. Caso tivesse fom e ou sede. quando éram os p ecad ores (Rm 5 :8 ) e seus inimigos (Rm 5 :1 0 ). mas sim aq uilo que p lanejo u desd e a ete rn id ad e . A rainha passou a uns três metros de nós. A pesar de tudo o que um mundo inteiro de pecadores fez ao Senhor. mas o D eus Todo-Pod eroso falou co m ig o p o r m eio de Jesus Cristo e de sua Palavra! "D eu s [. ele interrom peu a co n versa com seu cap ataz para co nversar com um a pobre d esco nh e­ cida respigando em seu cam po. Q u e direito um a viúva e estrangeira tinha de se dirigir a um hom em im portante co m o Boaz? E. mas creu na palavra dele e teve suas necessidades supri­ das. portan­ to. minha esposa. 8 ). C om o sabia que cuidaria dela? B o a . Q u e retrato m aravilh o so da graça de Deus! O mestre tornou-se com o os servos para que pudesse mostrar seu am or por uma estrangeira. as riquezas de sua glória (Fp 4 :1 9 ) e. nunca falará com igo. ele nos dá um lugar determ inado em seu campo. o Senhor com partilha conosco sua Palavra de sabedoria e co n d u z nossa vida cada dia. juntam ente com sua dam a de com ­ panhia. (3 ) B o a z p ro m e te u p ro te g e r R u te e su­ p r ir suas n e c e ssid a d e s (vv. 2). Rute deveria ficar junto com as servas que passavam logo depois dos segadores. es­ pecialm ente um desco nh ecid o e que era o "sen ho r da ce ifa". im agine se ela tivesse aberto o vidro do carro e gritado: "O i W arren. prova­ velm ente. A ssim co m o B oaz instruiu Rute. acenando para a multidão com aque­ le seu jeito característico. R eco n h eceu que não m erecia : que estava recebendo e aceitou sua graça. mas esse tam bém era um tratam ento carinhoso. A rea­ ção de Rute a B oaz foi de hum ildade e de gratidão. nos falou pelo Filho" (Hb 1:1 .

fica­ rá desanim ado. Afastou o : har de sua pobreza e voltou-o para as rique­ zas dele. por vezes. Não precisou preocupar-se com o fato de algum homem perturbá-la nem de outros trabalhadores a im pedirem de fazer sua colheita. e Rute sabia que ele era :Dnfiável. 14. Pessoas assim precisam ouvir r conselho de um versinho que me foi en• ado anos atrás por um ouvinte de meu pror a m a de rádio: Olhe para si mesmo e ficará angustiado. Em vez òe ver as riquezas espirituais de D eus. 1 0 3 :5 . Q u e excelente exempto a ser seguido pelo povo de Deus hoje! Vejo muita gente infeliz porque não obere c e à a d m o e s ta ç ã o de H e b re u s 1 2 :2 : "olhando firm em ente para [.] Jesus". Riqueza infalível sem par. Rute não olhou para trás. em vez de ado•ar o D eus que é m aior do que qualquer "ecessidade. Pas­ sam tanto tempo olhando para si mesmas. mas o cristão encontra a plena satisfação em função da graça do Senhor Jesus Cristo (Sl 36:7-9. rara as circunstâncias e para as pessoas que reixam de fazer com o Rute. no versículo 13.2 3 ) Rute trabalhou o dia todo com o co ração alegre e cheio de esperança. Olhe para os outros e ficará deprimido. Olhe para Jesus e será abençoado! 5/ B o a z p ro v id e n c io u para q u e R u te se fa r­ tasse (vv. mas tam bém pode ser uma referên­ cia aos querubins no Santo dos Santos (Sl 36:7. Pão da vida. Boaz estava se em polgando! Q ueria que todos ouvissem o que pensava de Rute e não teve vergonha de ser identificado com ela. Havia se refugiado "sob suas asas". ía b ia que Rute havia deixado sua terra natal e seus deuses e depositado sua fé em Jeová.. nem olhou para si mesma. Rute havia confiado em Jeová e prova­ do sua fé ao apegar-se à sogra e tornar-se parte do povo de Israel em Belém . em Rute 2 :1 1 . "levantou a vo z".D e v e m o s v iv e r n a e s p e r a n ç a (R t 2 :1 7 . de conrentrar toda a atenção no Senhor. queivam-se de sua po breza.) A palavra traduzida por "respondeu". A Palavra de D eus e o Filho de Deus podem saciar inteiram ente o co ração do cris­ tão. Rute não era mais uma estranzeira e uma desconhecida. pen­ sando sobre sua triste situação. 6 1 :4 ).RUTE 2 183 _e deu sua palavra. Em vez re descansar na perfeição do Senhor. literalm ente. Aleluia! Encontrei o Senhor. dando ânim o e esperan ça (Rm 1 5:4). me salvou. precioso e abundante. bebida quando . M t 23:37). W illiam s: Fonte eterna. 18). a cada instante. a saber. Recebeu com ida quando teve fom e. V ão à igreja para ' suprir suas necessidades". pois as notícias não demoravam a se espalhar numa cidade pequena com o Belém . 6 3 :5 .. C o m o diz o hino escrito por C la ra T. acabam os desobedientes e insatisfei­ tos. Lançou-se aos rés do senhor e sujeitou-se a ele. sempre a jorrar. Trata-se de uma imagem que. mas se ouvir a vo z de Deus. D evem os viver pela fé e devem os depender da graça de Deus. 6 5 :4 . co m o também estava habitando com ele no Santo dos San­ tos! (ver Ef 2:11-22. 1 0 7 :9 ). seu coração será enco rajad o . lembram-nos de que a Palavra de Deus vem do coração de Deus (Sl 3 3 :1 1 ) e fala ao coração de seu povo (Mt 2 3 :1 8 -2 3 ). Pelo qual minIValma ansiou! Jesus satisfaz do meu desejo o ardor Pois. que vem de sua Palavra. significa. refere-se à ialin h a protegendo os pintinhos (Sl 9 1 :4. 3 . vol■am-se para as próprias im perfeições. Esqueceu seus medos e descansou ■as prom essas dele. Tudo isso acon te ceu a Rute com o co nseqüência de sua fé no Deus re Israel. Q u an d o buscam os satisfação em outras coisas. E meu Redentor. Se ele ouvir as vo zes do mundo. pelo seu sangue. para seu passaro trágico. O mundo perdido labuta por aquilo que não traz saciedade (Is 5 5 :2 ). M as há ainda um terceiro requisito a ser preenchido. Não apenas foi aceita pelo D eus de Israel. As pala­ vras de Rute: "falaste ao co ração 'd e tua ser­ va". Boaz co nhecia bem a história de Rute.

ele nos deu "pre­ ciosas e mui grandes prom essas" (2 Pe 1 :4) que nunca falham. Agora. pois as palavras de Boaz revelaram seu am or por Rute e seu desejo de fazê-la feliz. Ela não apenas abençoou o benfeitor de Rute como também bendisse ao Senhor! Passou da con­ dição de am argurada para a co n d ição de ab enço ad a.184 RUTE 2 teve sede e um lugar para se refazer quan­ do ficou cansada. Não deu à nora palavra alguma de ânim o. intercede por nós no céu. Com o verem os. sua espe­ rança tam bém veio da qu ilo q u e Boaz fez: demonstrou bondade para com Rute e inte­ resse pessoal por sua situação. abençoou o homem que permitiu que Rute trabalhasse em seu cam po. cham ou a espe­ ran ça de " ú n ic a m en tirosa u niversal que nunca perde a reputação de ser verdadei­ ra". Em sua Palavra. Antes. não devem os nos alegrar na esperança? Q uan­ do pensam os em quem ele é. e quando ficou sabendo que esse homem era Boaz. O s cereais que respigou eqüivaliam a cerca de 18 litros. O conferencista agnóstico norte-ameri­ cano. agora. Q u an d o N oem i viu a cevada. Para o cristão. no que ele fez e naquilo que diz em sua Palavra. m inha filha!" (Rt 2 :2 ). a in d a po d e se regojizar na esperança. A esperança de Noem i era decorrente d e quem Boaz era: um parente resgatador e tam bém um hom em rico e influente. Po rém . a e sp e ran ça de N o em i se fo rtale ce u ainda mais. Essa esperança é a dádiva de Deus a seus filhos por intermédio do Espírito Santo. que nos faz lem brar das promessas de D eus contidas em sua Palavra (Rm 15:13). N oem i apenas disse: "Vai. E o ingrediente escondido na fórm ula de qualquer remédio. e quem lhe deu essa nova esperança foi Boaz. assim com o o Espírito Santo den­ tro de nós constitui as "prim ícias" de tudo o que D eu s prom eteu (Rm 8 :2 3 ). que sobreviveu de modo m iraculoso a uma doen­ ça quase incurável e a um ataque cardíaco fulm in an te. O efa de cevada de Rute constituiu as "prim ícias" de tudo o que Boaz ainda faria no futuro. o falecid o N o rm am C o u sin s editor da revista The Saturday Review . a esperança do paciente é a arm a secreta do m édico. é um a segurança interior cheia de regozijo e de confiança. Rute não ape­ nas era um a trabalhad o ra diligente com o tam bém cuidava para não desperdiçar nada daquilo que o Senhor havia lhe dado. Enquanto o suprim ento de cevada colhida por Rute acabaria em uma sem ana. o fato de B oaz insistir para que Rute ficasse perto dos servos dele no cam ­ po era prova de que o parente do marido estava fazendo planos dos quais ela e a nora eram parte. Ele morreu por nós e. Robert G . d isco rd a in e q u ivo cam en te de Ingersoll. Além disso. Não im porta com o você esteja se sentindo hoje. o parente resgatador poderia sal­ var os fam iliares da pobreza e dar-lhes um recom eço (Lv 2 5 :25-34). do tipo "espero que tudo dê cer­ to". os que crem os em Jesus Cristo. 20). " O co rp o hum ano sofre grande atração em direção à esperança". a esperança não é um sen­ timento superficial decorrente de fantasias otimistas. 18). Ingersoll. ouvim os um a palavra nova dos lábios de Noem i: "Bendito" (2:19. Para Noem i. o testem unho do . Q u an d o Rute contou a N oem i o qu e Boaz havia dito. ela estava dividindo sua amargura com as m ulheres de Belém e culpando D eus por sua infelicidade e pobre­ za. guardou um a porção que sobrou do alm oço (v. Noemi bendisse ao Senhor. com ida sufi­ ciente para as duas m ulheres para quase uma sem ana. Q u al seria a reação de Noem i a tudo o que havia acontecid o com Rute? A últim a vez que vim os Noem i. Q u e grande mudança no coração dessa viúva aflita! Isso aconteceu em decorrência de uma nova esperança. ao crerm os nas promessas de D eus e encararm os o futuro com a ajuda do Senhor. Jesus Cristo é o Filho de Deus. não há motivo algum para nos entregarm os ao desespero. Nós.' Em seu trabalho com pacientes da Escola de M edicina da Universidade da Califórnia C ou sin s provou co m o a esp erança tem o poder de mudar a vida das pessoas. não im porta quão d ifíc il se ja su a s itu a ç ã o . se depositar toda sua fé em Jesus Cristo. nem mesmo prom eteu orar por ela. Q u an d o Rute havia pedido perm issão para respigar nos cam po s. Porém . escreveu Cousins. "Por isso.

Essa nova esperança em polgante que to­ n o u conta das duas viúvas girava em torno x uma pessoa. Rute encheu-se de nova esperança. •ascem os de novo para uma "viva esperan(1 Pe 1:3). sua incredulidade em fé e seu desespero em esperança.i_ C om o parente próxim o. Enquanto isso. perm anecem a fé. Um a pessoa que con fia no Senhor e segue sua vontade pode transform ar uma situação de derrota em vitória.e . Deus usou Rute para co nverter a amargura de N oem i em gratidão. 1 Ts 1:3. e pelo fato de essa esperança ■er viva. B o az poderia -e d im ir a p r o p r ie d a d e da fa m ília q u e lírn e le q u e havia hipotecado ao levar Noemi e os filhos para M oabe. pois está firm ada no Cristo vivo. pois. marido de Rute (4 :1 0 ). mas esse era o costum e no tempo de Rute.sas esperanças sejam realizadas quando • rm o s Jesus Cristo. Essa prática é con h ecida com o :asa m en to de levirato" (ver D t 2 5 :5 -1 0 ). ela se fortalece a cada dia e produz ~_tos.ador deveria casar-se com ela e criar os « o s com o nom e do falecido. mas nossa esp eran ça é w \a .red ad e. bem co m o as posses co n tin u ariam « i d o deles. a espe­ rança e o am or" (1 C o 1 3 :1 3 ). Ao experim entar essa graça. A segurança de Noem i não se baseou ip e n as na bondade e no am or que Boaz re^ionstrou por Rute. seu trabalho passou a ser mo­ tiv a d o p o r u m a e s p e ra n ç a m a ra v ilh o s a : aguardava com alegria o dia da redenção! (ver Rm 8 :2 3 e Ef 4 :3 0 ). A ssim . assim com o o centro tfe nossa esperança é o Filho de Deus. É anim ador ver as m udanças ocorridas em Noem i por causa daquilo que Rute fez. l e v ir é um term o do latim que sig n ifica "irm ão do m arido". esse p ro ce d im e n to e n v o lv ia outra ruestão: a esposa do falecido era incluída :Dm a propried ade. No en■ =-'to. Cl 1:2 7). pois esses sentimentos m aravilhosos podem m udar de um dia para outro. o parente resz=. e continuam cono sco ao perm anecerm os e crerm os em Jesus Cristo. Porém. enquanto aguardava as pro­ vidências de seu parente resgatador. A colheita da cevada o corria durante os meses de m arço e abril. com a propriedade do pai. As esperanças às quais o mundo se ío e g a são v azia s. m as B o a z p o d e ria co m p ra r as '^ "as de volta e mantê-las na família. Não se sabe ao certo quando e por que os israelitas passa­ ram a associar a lei do parente resgatador com a lei do casam ento de levirato. . Boaz. Foi o princípio da redenção que Deus havia escrito em sua Palavra que deu i Noemi a certeza de que Boaz as resgata~. Noem i explicou a Rute a lei ic e rc a do "parente resgatador" (Lv 25:4755). e a do trigo nos m eses de jun h o e julho . Jesus Cristo é nossa esperança 1 Tm 1:1. Seriam her. Noem i não tinha 'ecursos suficientes para resgatar sua pro. "Agora. Em seguida. Noem i advertiu Rute a obedecer às or­ dens de Boaz e a ficar perto dos servos dele ao respigar no cam po. Rute o cupou-se de ju n tar com ida suficiente para si m esm a e para a sogra.ro s das propriedades e do nom e da fa—lia. de m odo que Rute devesse ser in­ cluída na com pra das terras. Pela fé em Cristo. Rute foi conduzid a ao cam po de Boaz por sua fé na Palavra de D eus. O am or de Boaz por Rute o com peliu a derram ar sobre ela sua graça e a suprir todas as suas neces­ sidades (a graça é o am or que paga o preço para ajudar alguém que não m erece). O autor do Livro de Rute não explica qual era a relação de M alom .RUTE 2 185 Espírito dentro de nós perm anecerá até que -•: . Mehor dizendo. .

assim. e as duas sobrevivessem da melhor m aneira possível. a p erfeiço an d o a nossa santidade no tem or de D eus" (2 Co 7:1). co nsideran­ do cada um os outros superiores a si mes­ mo. de modo que Noem i esta­ va agindo de acordo com os costum es de sua época. vem os os passos que o povo de Deus deve dar a fim de desenvolver um relacionam ento mais pro­ fundo com o Senhor. Tam bém é um retrato do relacio­ namento de Cristo com aqueles que crêem nele e que lhe pertencem . registrados no capítulo 3. os quase dois trilhões casas. Não busca­ mos as dádivas. De acordo com D ietrich Bonhoeffer. Um a vez que Noem i sabia que Boaz estaria usando a eira naquela noi­ te e que ficaria lá para guardar os cereais. "N ad a façais por partidarismo ou vangloria. Somente nós mesm os podem os tirar de nossa vida as . Som ente urr parente resgatador poderia fazer isso. mas por hum ildade. um a d efinição bastante apropriada. Em primeiro lugar. não devem os nos contentar em viver apenas de re sto s (2 :2 ) nem d e re c e b e r p re se n te s (2 :1 4 . mas estes não poderiam tê-la redim ido. 1. voltando-se para Rute e seu futuro. instruiu Rute a se preparar para encontrar-se com ele. Pelo relato de Rute. al­ gum as v e z e s D e u s nos d iz : "La v a i-v o s purificai-vos" (Is 1 :1 6 ). os casam entos eram arran­ jados pelos pais. M as agora. Não tenha cada um em vista o que é propriam ente seu. mas sim o Doador. Nos passos de H avia outros hom ens que não teriam hesita­ do em se casar com Rute (v. Para os israelitas. senão tam bém cada qual o que é dos outros" (Fp 2 :3 . teólogo alem ão martirizado. Sem pre que pecarm os. Noem i sabia que Boaz se mostraria favorável a esse pla­ no e.1 6 ). D e v e m o s an siar so m e n te p e lo Sen ho r. D eus nos pu rifica inteiram ente (1 Jo 1:9). experim entam os a m aior alergia e satisfação. Lembre-se de que o Livro de Rute é mui­ to mais do que o relato do casam ento de um a estrangeira rejeitada com um israelita respeitado. Assim com o Rute. Q u and o servim os a outros. porém . o pla­ no de Noem i era outro: Rute se casaria com Boaz e todos eles poderiam viver felizes para sem pre. Noem i se transformou num a pessoa diferente.) partir do momento em que Boaz entrou na vida de Rute. N a verdade. é preciso que nos purifiquem os "de toda im pureza. A preparação de Rute antes de apre­ sentar-se a Boaz teve cinco partes. Q u a n d o as d u a s v iú v a s ch e g a ra m a Belém . devem os orar pedindo: "Lava-m e" (Sl 5 1 :2 . Se desejarm os aprofundar nosso relacio­ nam ento com o Senhor.s e p a r a e n c o n t r a r -se (Um sim ples ato de fé faz nascer um novo dia. Sua p re o cu p ação deixou de ser consigo m esm a e com sua co m B o az (R t 3:1-5) A tristeza. Deus não faz aquilo que é de nossa responsabilidade. No entanto. Todos os dias. 4). e Boaz era esse parente. e/a se lavou (v. nas fábricas o calor e a poeira norte-americanos gastarr de litros de água em suas e no cam po. 10). que se banhassem e que trocassem de rou­ pa antes de ocasiões especiais (G n 35:1-3). N aquele tempo. p o is é assim que nos tornam os parti­ cipantes d e tudo o que ele tem. No Oriente. 3aj. colocou suas idéias em prática. R u t e p r e p a r o u . Q u an d o buscam os o perdão . seu plano era que Rute tom asse co n­ ta de N o em i. tornavam necessário que as pessoas se lavassem com freqüência. a lei de M oisés exigia que as pessoas realizassem lavagens cerim o nias.3 E nco ntro à M eia n o ite R ut e 3 Rute. Noem i estava dizendo a Rute que deveria fazer com o uma noiva se pre­ parando para o casam ento (Ez 16:9-12). tanto da ca rn e co m o do espírito . mas nem sem pre havia água em abundância. Jesus Cristo foi "um hom em dedi­ cado aos outros". 7).

nossa co leção de fitas e de C D s. 4 ). Se obedercem os à vontade de D eus e desejar­ m os agradar-lhe. [são] com o trapo da imundícia" (Is 6 4 :6 ). e ter vida cristã significa despir-se das "roupas da m orte" da vida velha e ves­ tir-se de "roupas da graça" da nova vida (Cl 3:1-1 7. Isso pode sig n ificar que ae . m uitas v e ze s. ainda. 27) e.l7 . Noem i estava crente que. W . A fim de se preparar para seu encontro com B o az. E provável que Rute não tivesse muitas roupas. a estonte de revistas ou talvez. Rute a p re n d e u c o m o se a p re ­ se n ta r a e le (vv.i-a ficar aprazível (ver C t 1:3. Se o Filho perfeito de Deus zr&cisava do poder do Espírito. Rute estaria indo a um casam ento! As roupas têm um significado espiritual nas Escrituras. Se os sacerdotes do Antigo Testamento rissem na presença de Deus contam ina­ d o s. foi preciso derram ar o sangue de um animal (G n 3:1-8. A salvação é retratada com o trocar de roupas (Lc 1 5 :2 2 . e. os cristãos de iz. 3. O povo israelita sabia que a sanera necessária na adoração a Deus 15: 24:1-6). exija uma — -d an ça nos program as a que assistim os ha TV. pois a graça nos foi concedida " g ra tu ita m e n te no A m a d o " (E f 1 :6 ).7 :1 . N ão p o d e m o s ch e g ar à p re se n ça de Deus com nossa própria justiça. mas se pecarm os. então: "Em todo tempo sejam alvas as tuas vestes. 3 b ).RUTE 3 187 : : sas que nos contam inam . mas som ente o Senhor poderia perdoá-los e vestilos de modo aceitável. quanto mais nós! Tem os a ousadia de orar apenas pelo poder da carne quando o Espírito está pre­ sente para nos ajudar (Rm 8 :2 6 . mas prova­ velm ente possuía um traje especial para oca­ siões festivas. portanto. 8). O s sacerdotes de Israel usavam vestes especiais e exclusivas (Êx 28). Jesus vi■~j e trabalhou pela unção do Espírito Sant Lc 4:16-19). de■rm ser o "bom perfum e de Cristo" para o B ã celestial (2 C o 2 :1 5 ). ouvi o Dr. ver Jo 1 1 :44). deverem os confessar nossos pecados e bus­ car a purificação no Senhor (Z c 3). Adão e Eva tentaram cobrir-se. 4:11-16). O s ~s do O riente usavam óleos perfum ados para proteger e curar o corpo e tam bém para :-nar-se ag radáveis a outros. co rreriam o risco de ser m ortos (Êx J ü . Devem os nos separar de tudo o que -c> contam ina e que entristece o Pai (2 C o f c T 4 . O s recursos hum anos que temos à fc p o s iç ã o na Igreja hoje em dia são tantos 3_e conseguim os "servir ao Senhor" sem a tm :ã o do Espírito Santo operando em nossa pda.2 1 ). e jam ais falte o óleo sobre a tua cab eça" (Ec 9:8). Q uanto mais nos -namos sem elhantes a Jesus Cristo em ca■£'rr e em conduta. Tg 4 :7 . Tozer dizer: "5e D eus tirasse o Espírito Santo deste mun§D muito daquilo que a Igreja está fazendo ~ão m udaria e ninguém perceberia a dife■ença". C erta vez. pois era a ú n ica m a n e ira de R ute o fere ce r-se ao . em breve.se apressam a entrar na presença de -5 sem purificar-se dos pecados que tik n deles as bênçãos do Senhor. 12-14. Is 6 1 :1 0 ). Não havia nada de inapropriado nesse procedim ento. Só serem os capazes de nos ap ro xim ar de D eus pela ju stiça de C risto (2 C o 5 :2 1 ). mais aguardamos nos­ so Pai e mais ele pode nos abençoar e nos -sa ' para sua glória. 3 c ). e sabem os quais t i » essas co isa s. Rute se u n giu (v. no entanto. 2 1 ).e m o s lim par nossa biblioteca (At 19:1820 . '• J o s os cristãos receberam a unção do Es| ü t o Santo (1 Jo 2 :2 0 . É de se ic ^ ir a r que nossos culto s. Se vo cê deseja ter um relacionam ento mais profun­ do com o Senhor. ela tro c o u d e ro u p a s (v. nossas vestes serão res­ plandecentes (Ap 1 9 :8 ). O óleo da unção refere-se à presença e * :p era ção do Espírito Santo em nossa vida. para isso. pois "todas as nossas justiças. M as será que é isso o que Deus quer? Enquanto estava aqui na terra. D everia tirar as vestes de viúva triste e vestir-se para um casam ento (ver Is 61:1-3). A . U m a noiva a atenção especial ao uso de perfumes :. D ep o is de pecarem contra D eus. am uma rotina vazia e que o poder de Z -rjs não se manifeste em nossas reuniões? Em seguida. Ef 2 :18)? Tentam os testem unhar de Cristo sem pedir o auxílio do Espírito (At 1 :8)? Podem os ter co m u n hão com o Senhor em sua Palavra sem o ministério do Espírito de Deus (Ef 1 :1 523 e 3:14-21)? No terceiro passo da preparação de Rute.

o povo de Deus. Durante a sem ana que passam os minis­ trando em Springfield. quando a brisa era mais forte. tivem os de jogar fora os chicletes que estávam os m ascando antes de entrar na casa! Se queríam os ver a casa de Lincoln. Supo nham o s q ue. . Q u e r seja em nossa co m u n hão particular com o Senhor. "Tudo quanto me disseres farei. quer no culto público. co n h e c e rá a respeito da doutrina" (Jo 7:1 7). Tivem os de seguir um guia e não podíam os nos sepa­ rar do grupo durante o tour. Em seguida. cada pessoa precisa­ va adquirir um ingresso que só poderia ser com prado em determ inado local. A vontade de Deus não é um buffet de restaurante em que pode­ mos esco lher aquilo que querem os. A ceifa e a debulha dos cereais eram tra­ balhos cooperativos. 2. ele nos diz com o proceder. e a bri­ sa levava em bora o palhiço . os filhos de Deus devem "se g u ir as regras". O s sacerdotes do Antigo Testam ento sa­ biam aproximar-se de Deus. que normalmen­ te consistia num a plataforma elevada. "Se alguém quiser fazer a vo n ta d e dele. corr freqüência no alto de um a colina. " O S e n h o s J teu D eus. Por que se deitar aos pés do hom em com quem desejava se casar? Por que descobrir os pés dele e pedir que co locasse um canto de sua capa sobre ela? Sem dúvida. Assim com o o filho pródigo (Lc 15:11-24). pelo que de todo te alegrarás" (D t 16 :1 5 ). Talvez nossas ora­ ções à m esa fossem mais cheias de alegra e de gratidão se tivéssem os co n sciência de tudo o que um agricultor precisa fazer para oferecer nosso sustento. O s cristãos do Novo Tes­ tamento sabem aproximar-se de Deus. O s hom ens da vila se revezavam no uso da eira. 5). pois ele lhes dera as instruções na lei. devem os ter o cuidado de adorá-lo "em espírito e em verdade" (Jo 4 :2 4 ). Rute tivesse decidido usar outra abordagem. Q u an ­ do nós. A disposição de obedecer ao Senhor é o segredo de saber o que ele deseja que façam os e de ser abençoados quando o fazem os. Por fim. Para entrar ali. Illinois. porém não menos im portante. Porém . e ele os receberá e os transformará. Em se tratando de adorar a D eu s. a ca m in h o da eira. nos reunim os para adorar. mas tam ­ bém praticante. 16:10 .188 RUTE 3 parente resgatador. os tra­ balhadores os lançavam para o alto. Aproximar-se de Deus com os próprios inte­ resses e reservas no coração só nos levará a entristecer o Espírito e a perder o que Deus tem de melhor para nós. D everia colocar-se aos pés de seu senhor. onde po­ deria pegar a brisa da noite. deveria haver um modo melhor de fazer isso! Se ti­ vesse usado outra abordagem . Era com um os homens trabalharem à noite. muitas vezes as pessoas fazem o que lhes parece mais certo e co locam invenções hum anas no lugar de instruções divinas. O s feixes eram colocado s no chão e os grãos eram separa­ dos dos talos ao ser pisados por bois (Dt 2 5 :4 ) ou batidos (ver Rt 2:1 7). pois." Ela não era apenas um a ouvinte da Palavra. seguin­ do os princípios apresentados nas Escrituras. Deus espera que aceitem os todos os seus planos para nós e que lhe obedeçam os em tudo. Um a vez que os grão s h aviam sido se p a ra d o s. Boaz teria fi­ cado confuso. Rute p ro m e te u o b e d e c e r (v. Por fim. há de abençoar-te em toda a tua colheita e em toda obra das tuas mãos. não temos direito algum de alterar os princípios estabelecidos por Deus para nos aproxim ar­ mos dele. e o plano todo não teria dado certo. enquanto os grãos caíam no ch ã o . Hoie em dia. e dorm irem no chão da eira para proteger a colheita. a maioria das pessoas vive separada das fontes de seu pão de cada dia e não se dá conta de todo o processo envolvido na produção dos alim entos. e ele faria o resto. esses grãos eram jun tad os em m ontes a fim de ser transportados para o com ércio ou para locais de arm azenagem . com o Deus desejava que fosse. minha esposa e eu resolvemos visitar a casa de Abraham Lincoln. precisávam os o bedecer às regras. se desejam ter com unhão com seu Pai (H b 10:19-25). R u t e s u j e i t o u -s e a B o a z (R t 3:6-9) A ép o ca da colheita era um tempo especial­ mente alegre para os israelitas (Is 9 :3 . os pecadores podem chegar-se ao Senhor exatam ente com o estão. em sua Palavra.

Boaz era um homem velho. Jam es Hudson Taylor. "E. e mais de um persom da Bíblia concordaria com ele.as do Deus Jeová (2 :1 2 ) e logo estaria as asas de Boaz. Boaz poderia ter se recusado a desenvolver uma relação com Rute. seu esposo am ado. o rei Josafá (2 C r 20:1 7). em ocasiões ela é identificada com o sende M oabe (1 :2 2 . ele concluiu que estava fora páreo.RUTE 3 189 Este capítulo faz m enção dos pés em quarcasiõ es (3 :4 . pois a am ava. a fé vem pela prega­ ção. o rem anescente de Judá . Isaque (G n 2 6 :2 4 ). Adão leceu e. o motivo mais importante -oresentado no versículo 12: havia um pae resgatador mais próxim o que tinha prioJe em relação a Rute e à propriedade. Rute havia trazido a questão à tona. E le n o s aceita (vv. Jacó despertou e descobriu estava casado com a m ulher errada! acordou à meia-noite e encontrou uma e r deitada a seus pés. D eus tam­ bém nos fala por sua Palavra. 2:2 . As­ sim com o Boaz falou com Rute. Nosso Pai celestial e Redentor b u s c a um re la c io n a m e n to m ais ín tim o co n o sco e não devem os ter m edo de nos aproxim ar e de com partilhar de seu am or (Jo 14:21-24. 8-10). 10). 7. E le n o s dá segurança (vv. assim. m odo que B o az poderia ab ordar esse mte e cobrar dele uma definição. Na es­ curidão da meia-noite. No entanto. 11-13). e estava esperando que ele tomasse uma e. O que nos leva à pergunta: "Por que Rute esperou que Boaz a pedisse em casa­ co?" As palavras dele em 3 :1 0 indicam o eiro motivo: ele estava certo de que ela a s a ria com algum dos homens solteiros jovens de Belém. disse a alguns de seus colegas: "N ão consigo ler. H avia se tornado "se rva" de Estava recom eçando.e m mais bonita do casamento! 3. quando os obrei­ ros da China Inland M ission [M issão para o Interior da China] esperavam que houvesse grande sofrim ento. na ép o ca com quase 80 anos de idade. Chegou a chamá-la de "filha m inha" (ver Rt 2 :8 ) e a proferir uma bênção para ela (ver Ef 1:3). pela palavra de Cristo" (Rm 10 :1 7 ). mas dessa vez se ava aos pés dele para propor que se se com ela. não consigo pen­ sar. Rute havia se o aos pés de B oaz em resposta a suas as bondosas (2 :1 0 ). Rute havia se abrigado sob a. Q uand o perguntou quem era ela. R i 1 9 :1 9 ). ntemente. o fundador da m issão. 10 :8 ). Se ao menos conse­ guíssem os com p reend er um a parte ínfim a do grande am or que nosso Resgatador tem por nós. Que firme alicerce. 4 :5 . Jacó (G n 4 6 :3 ). Q ue . descobriu havia sofrido uma cirurgia e que era um em casado. C o m o d izia um ca ch o rro fam oso das 'ria s em quadrinhos: "A vida é cheia de rtares abruptos!". especialm ente pelo casamen■ \ palavra traduzida por "cap a" também ‘fic a "asa". e Rute ainda era m oça (4 :1 2 ). Estender a capa sobre uma pessoa signi. ele a aceitou. Durante a Rebelião Boxer. 8. Porém. Foi lançado para vossa fé na Palavra de amor." Essas são as palavras tranqüilizadoras que o Senhor falou a vários de seus servos: Abraão (G n 15:1). 8). Rute respondeu. 14). "N ão tem as. Estava lhe pedindo que obese à lei do parente resgatador e que a se com o esposa. Neste pequeno das doze vezes em que o nom e de é m e n cio n ad o esp e cifica m e n te . mas sou capaz de co nfiar". mas não usou a designação ~ioabita". deixaríam os tudo e nos dedicaría­ mos a ter com unhão com ele. mas podia ouvir sua vo z enquanto ele a tranqüilizava: "N ão te­ nhas receio". mas da Palavra d e Deus. e a pregação. 2 1 . ó santos do Senhor. vem os com o o S e n h o r nos resp o n d e qu and o b u scam o s uma com unhão mais profunda com ele. não consigo sequer orar. quando acordo u. a reivindicar essa pessoa para si (Ez 16:8. Rute não conseguia ver o rosto de B oaz. Tg 4 :7 . M oisés e a nação de Israel (Êx 14 :1 3 ). Josué (Js 8 :1 . R u t e d e u o u v i d o s (Rt 3 :1 0 .1 4 ) a B oaz Na resposta de Boaz a Rute. Nossa segurança não vem de nossos sentim entos ou circunstâncias.

o profe­ ta D aniel (D n 1 0 :1 2 . pois. antes. A alegria e a paz que se baseiam na ig norância dos fatos não passam de uma ilusão que só causa d e ce p çõ es. "A quele que não poupou o seu pró­ prio Filho. A fé e a obediência de Rute haviam realiza­ do uma transform ação com pleta na vida das duas. com o havia feito anteriorm ente (Rt 2:19-21). a m oabita. R u te e s p e ro u e n q u a n t o B o a z fa z ia A PARTE DELE ( R t 3 : 1 8 ) É "pela fé e pela longanim idade" que herda­ mos as prom essas (H b 6 :1 2 . 1 3 . para Noem i. pelo qual im porta que sejam os sal­ vos" (At 4 :1 2 ). Seus servos haviam perm itido que ela seguisse os ceifeiros. A pergunta em 3 :1 6 : "C o m o se te passa­ ram as coisas. transformou-se em algo um tanto mais com p licado . 4 4 :2 ). filha m inha?" é um enigma para tradutores e intérpretes.190 RUTE 3 que voltou a sua terra (Is 4 1 :1 0. ao efetuar nossa sal­ vação em Cristo. 5. "E não há sa lv a ç ã o em nenhum outro. mesm o que outro parente tivesse de fazê-lo. Sem dúvida. Ao considerar esse relato com o um re­ gistro de nossa redenção em Jesus Cristo. Boaz não escondeu esse problem a de Rute. 5 . minha filha?". Boaz não apenas acalm ou as apreensões de Rute. 19). ou é a futura esposa d e Boaz1 . e contou a Noem i tudo o que Boaz havia prom etido. D eu s o b e d e ce u à sua p ró ­ pria lei. em algu­ mas versões. Boaz encheu o manto de Rute com seis medidas de ceva­ da. Boaz havia partilhado de seu al­ m o ço com Rute. dado entre os homens. 1 0 :3 6 ). e tudo o que ele faz. o texto é traduzido do hebrai­ co por: "Q u em és tu. Estava prestes a se casar com ela e não queria que sua futura noiva precisasse respigar os cam po s co m o uma pobre trabalhadora. Rute mostrou à so­ gra o presente generoso que Boaz havia lhes dado. pareceu um pro­ cedim ento simples. Por que a própria sogra perguntaria quem ela era? É possível que. eles a haviam protegido de qualquer mal e deixado cair de propósito alguns feixes para que ela os recolhesse. 4 . A lei de D eus dizia: "A alm a que pecar. É claro que não havia nenhum ou tro "p a re n te " que p u d e sse resg atar o m undo p e rd id o . 4 3 :1 . essa m orrerá" (Ez 1 8 :4 ). Z acarias (Lc 1:13). o que eqüivalia a suprim ento suficiente para mais de duas semanas. Paulo (At 2 7 :2 4 ) e o apóstolo João (Ap 1:1 7). por todos nós o entregou" (Rm 8 :3 2 ). com o tam bém lhe fez uma prom es­ sa sobre o futuro: "tudo quanto disseste. eu te farei" (Rt 3 :1 1 ). estavam cheias por causa da graça do parente resgatador." Rute lembrou-se das palavras de Boaz.1 7 ) Durante o tempo em que Rute havia trabalha­ do respigando. pois havia um hom em em Belém que era parente mais pró­ xim o. Rute não ti­ nha a obrigação de fazer por si m esm a aqui­ lo que só Boaz poderia fazer. Uma vez que Rute e Noem i acreditavam que Boaz . B o az não apenas tranqüilizou Rute de suas apreensões com o tam bém supriu suas n e c e ssid a d e s p re se n te s co m b o n d a d e e generosidade. em outras palavras. pois a am ava. " O Senhor é o meu auxílio. Noem i es­ tivesse perguntando: "V o cê ainda é Rute. A grande p reo cu p ação de B o az era que Rute fosse redimida. agora. não tem erei" (H b 13:6). R u te r e c e b e u p r e s e n t e s d e B o a z ( R t 3 :1 5 . Rute havia voltado para casa com pouco mais de um efa de cereal.1 4 . Tudo o que Deus com e­ ça. A pesar de ela não lhe haver pedido coisa alguma. Boaz a havia tratado com ge­ nerosidade. Aquilo que. dessa vez. é im pressionante com o. pois não queria que ela voltasse para casa com o co ração cheio de falsas espe­ ranças. viviam pela graça. porque abaixo do céu não existe nenhum outro nom e. é com e xcelê n cia (Fp 1 :6 . e D eus não procurou algum a form a de contornar esse fato. M aria (M t 1 :30). dando-lhe pessoalm ente um a p o rção de grãos tostados (R t 2 :1 4 i. Em seguida. os pasto­ res (M t 2 :1 0 ). Agora. M c 7 :3 7 ). o profeta Ezequiel (Ez 3:9 ). ele lhe deu aquele ce­ real. Naquele prim eiro dia de respiga. um hom em que manda algo assim para a futura sogra tem grande potencial de ser um bom marido! Noem i não poderia mais dizer que tinha as mãos vazias (1:21). José (M t 1 :2 0 ). ele term ina. mas.

para mim. esperaram par-f-:em en te até receb er as boas novas de r . trabalhando para cum p rir o que havia prom etido a Rute. tentando ajudá-lo rumprir suas prom essas (Is 3 0 :1 5 ). Talvez por isso. e o mais ele fará" d 3 7 :5 ). Sou uma pessoa ralmente ativa e gosto de ver tudo aconna hora com binada. seja esperar uma mesa num restaurante. "Entrega o teu cami~r d ao S e n h o r . mais um a v e z: ietai-vos e sabei que eu sou D eus" (Sl 10 ). vezes. Nesses moos. há três passagens das Escrituras que _ re me a n im a m : "E sp e ra " (R t 3 :1 8 ). pois Deus a no co n tro le da situ açã o . Ele é D eus. Para mim. Nossas mãos acabam atra­ palhando e piorando as coisas.uido Boaz até Belém . e suas mãos podem fa­ zer o im possível. Confesso que. Então. Rute teria conseguido coisa alguma se tivesse . mas quando tentam os fazer isso. "Estou plenam ente certo de que aquele que com eçou boa obra em vós há de completála até ao D ia de Cristo Jesus" (Fp 1:6).esse é um antídoto m aravilhoso para o espírito inquieto. " A quietai-vos e sa b ei q u e eu so u D e u s " (S l 4 6 :1 0 ) . A palavra hebraica traduzida por "aquietai-vos" significa.esse foi o consábio de Noem i para sua nora. *Aquietai-vos" . e devem os estar alertas para aq u ilo que D eu s de se ja que façam os. m inha filh a " . só ■amos as coisas.RUTE 3 191 ó r a o que havia prom etido. "solte. " Esperai. esperar é uma c s s coisas mais difíceis de fazer. e Noem i estava certa de que ele não descan­ saria até que a questão estivesse resolvida. 2 1 . seja espejm vôo atrasado partir. lietai-vos" (Êx 1 4 :1 3 ) e. é um grande ânim o saber que Jesus C risto está trab a lh an d o in ce ssa n te m e n te por seu povo enquanto intercede no céu (H b 8 :3 4 ) e que trabalha dentro de nós. confia nele. o Senhor faz as coisas de tal que eu precise esperar. pro­ curando nos tornar conform es a sua vonta­ de perfeita (H b 1 3 :2 0 .essa foi a ordem de Moipara o povo de Israel quando estavam dc perseguid o s pelo e xé rcito eg ípcio . travessia do mar. É muito fácil ficarm os im pacientes com o Senhor e com eçarm o s a nos intro­ meter em questões que não são de nossa alçada. relaxe". Você já se colocou aos pés do Senhor da C eifa e confia que ele cum prirá suas pro­ messas? Um a prova de sua confiança é sua dis­ posição de aquietar-se e de deixar que ele faça com o lhe aprouver. precisavam entrar em pânico. e Rute iria se casar. H á um tempo para esperar e um tempo para m archar. 13). Nossa reza humana fica agitada e quer ajudar . Boaz estava ocupado. Fp 2 :1 2 . e os conduziu em segurança na . o or ordenou ao seu povo: "m arch em " 14:15).

dos jogos d e azar. V e jo prateleiras de livros sobre vício s. é o tem a lib erta çã o . cisava ser um p a rente p róxim o (Lv 25:2 Esse era o principal obstáculo que B oaz ria de superar. nos últimos anos. uma noiva e um bebê. A s ca ra c te rístic a s d o resgatador. nos lembra de que ele teve de aproximar de nós antes de poder nos resgatar.4 O A m o r Enco ntra U m a S o lu ção R ute 4 O sig n ifica d o d o resgate. O n o iv o (R t 4 :1 -1 0 ) A lei do parente resgatador é apresentada em Levítico 25:23-34. Nem todas as his­ tórias da vida têm esse tipo de final feliz. N todos poderiam cum p rir os deveres de parente resgatador. a propriedade de Elim eleque havia sido ven­ dida ou estava. Ap 5:9. H c 2:9-12). mas term ina com um casam ento. pois havia outro hom em Belém que era um parente mais próxi de Rute do que ele (Rt 3 :1 2 . Em se tratando do resgate espiritual. e os direitos sobre essas terras haviam sido transferido s para M alo m . No entanto. para os cristãos. Não precisam os tem er o futuro. do álcool. e continu (Boaz e Rute se casam. Jesus Cristo deu sua vida com o resgate pe­ los pecadores (M c 1 0 :4 5 . prccuro observar qual é o assunto de m aior de~taque no m om ento. m arido de Rute. Q uando ceu neste mundo em form a hum ana. A palavra res­ gatar significa "libertar pelo pagamento de um preço ". mas o últim o traz superabundância de alegria na pequena cidade de Belém . O coração vazio de N oem i se en ch e d e alegria e suas m ãos vazias ocupam -se com um m enino. 10). e os profetas tiveram de repreendê-los por roubar terras dos desam parados (1 Rs 21 . ainda é D eu s quem escreve o último capítulo. 13). tor se nosso "parente p ró xim o". Cad a vez que entro numa livraria.1 5 ). . pois. U m a das cau­ sas do cativeiro foi o abuso da terra pelo povo de Israel (2 C r 3 6 :2 1 ). hipoteca­ da. Infelizm ente. o Filh: vos libertar. co-dependência e com o encon­ trar a liberdade disso tudo. e. 34) e não são capazes de se libertar. quando Elim eleque m orreu. A terra per­ tencia a Deus. milhcte de pessoas estão sob o jugo da com ida. O propósito dessas leis era preservar o nom e e proteger a pro­ priedade das fam ílias em Israel. s> m ente Jesus é capaz de libertar aqueles q^-= se encontram escravizados. mas a narrativa de Rute nos lembra que. to­ das as pessoas encontram -se sob a escra­ vidão do pecado e de Satanás (Ef 2:1-3.) Livro de Rute co m e ça com três fune­ rais. das drogas. Isso expli­ ca o fato de Rute estar envolvida na transa­ ção. Ao nessa imagem um tipo de Jesus Cristo. Is 5:8-10. c : sexo. e ele não queria que ela fosse explorada por ricos que se aproveitassem dos pobres e das viúvas. os governantes israelitas não seguiram sempre essa lei. Jo 8 :3 3 . "Se. O 1. Q uand o seguidas. "Ao anoitecer. No caso de Rute e de Noem i. A pesar de serm os gratos a Deus pe-= ajuda de conselheiros e de terapeutas. Ele \ em carne e osso para que pudesse m por nós na cru z (H b 2 :1 4 . e a lei que governava o ca sa m e n to de levirato enco ntra-se em D euteronôm io 25:5-10. ela era pobre dem ais para resgatar a terra. verd adeiram ente sereis livr (Jo 8:3 6 ). Em prim eiro lugar. O primeiro capítulo registra um bocado de choro. e a fé em Cristo é que liberta o cativo. do trabalho e de vários outros "senh res". pode vir o choro. de algum m odo. Em um m u n e: que desfruta mais liberdade política do q^-e em qualquer outra época da história. mas a alegria vem pela manhã" (Sl 30:5). essas leis garantiam que o nom e da família do falecido não m orreria com ele e que sua propriedade não seria vendida para alguém de fora da tribo ou do clã. O capítulo 4 concentra-se em três pes­ soas: um noivo.

no final. então a pro­ priedade de M alom e parte da prop ried a d e desse parente iriam para a fam ília de Elime­ leq ue. B oaz ficou aliviado quando seu parente retirou-se da transação e abriu cam inho para que Rute se tornasse sua es­ posa. Jesus não se preocupou se estava co locando em risco a própria herança.e que Boaz I rham ou. O tema-chave deste capítulo é resgate. i oorta da cidade era o fórum oficial. O m é to d o d e resgate. ele nos incluiu nes­ sa herança. pois viram o parente entregar sua sandália a Bo az. Vale a pena observar que o parente mais próxim o tentou proteger seu nom e e sua herança. Foi então que o palente mais próxim o passou por lá . mas pagou o preço em público. antes. e seu nom e encontra-se registrado nas Es­ crituras e é lem brado co m ho nra. :erra. D oagamento em dinheiro não pode jam ais ic-srtar pecadores. Estava tudo pronto para a grande ~ in sa ção que. Existem . B o az adqui­ riu Rute ao entregar parte de sua riqueza. e Rute! M encionei anteriorm ente que Boaz é um retrato de Jesus Cristo.. Ao chegar à porta de Belém . "com prar" e "redim ir" |fio usados pelo menos quinze vezes neste raoítulo. E po ssível que o fato de Rute ser m oabita tam bém fosse pro blem ático para ele.18). porém . foi preciso pagar um alto preço peto resgate. — =5 Boaz possuía os recursos necessários r-va libertá-las. adquirir um a esposa. mas não a T o tiva ção : tinha medo de co locar em risco a própria herança da família. C o m esse gesto."A quele. mas desistiu quando ficou sabendo que Rute fazia parte da transação. a fim de que participássem os dela (Ef 1:1 1. 19. A ssim co m o B o a z. Do nosso ponto de vis•. Boaz pntou dez hom ens para servirem de teste­ munhas da transação. (Tanto M alom com o Q uiliom casaramse com m ulheres moabitas e m orreram !) Sem dúvida.a pago um p re ço . as dez testem unhas poderiam ates­ tar que a transação havia sido com pletada.outra r^ova da providência de Deus . da m esm a form a que Boaz.i a salvação é gratuita a "todo aquele que r^. Na Antiguidade. alguns contrastes entre Bo az e o Senhor Jesus C risto. Em se tratando da redenção 4e Decadores. Jesus fez seus planos em âmbito particular. 2 Sm 15:2. O s termos "resgatar". Js 1:3). C o m o B oaz. E provável que o costum e de tirar a san­ dália esteja relacionado à ordem divina de cam inhar sobre a terra e de apropriar-se dela (G n 1 3 :1 7 . onde R 'ealizavam transações judiciais na presen­ ça dos anciãos (D t 21:18-21. não há outro senão Jesus Crisn rico o suficiente para pagar esse preço. N ão p o d e haver resgate sem que . O parente —ais próxim o tinha o dinheiro. que faz a vontade de Deus perm a­ nece eternam ente" (1 Jo 2:1 7). Somos resgata­ r e i pelo sangue de Cristo (Ef 1:7). e. porém . D e acor­ do com a explicação dele. o parente indicou que estava abrindo mão de seu direito de posse sobre aquelas terras. . n m i ela. mas para Deus. Havia ainda uma terceira qualificação: o r i'e n te resgatador deveria estar d isp osto a z-igar o resgate. o resgate foi feito pelo re^am am ento do sangue precioso de Cristo 3e 1:18. O outro parente estava disposto a comprar . nosso Parente Res­ gatador. Com o verem os neste capííuto. Q u e am or nigualável! A fim de se q u a lific a r co m o parente ■esgatador. o parente mais próxim o não se mostrou r soosto a resgatar Rute. ver Sl 49:5-9). Jó lv :7 s s ). Jesus fez o que fez por am or a sua noiva.. pois ele a s n e sm o se entregou (Tt 2 :1 4 ) e pagou por ■ós o preço do resgate eterno (H b 9:1 2 ). D t 11 :2 4 .ocar o nom e do Senhor" (At 2 :2 1 ). im plicaria a vinda r : Filho de Deus ao mundo. Boaz havia ad­ quirido as terras.RUTE 4 193 iD Tio tal por toda a eternidade. Se tivesse um filho com Rute e esse filho fosse seu único herdeiro vivo . Em anos vin­ douros. de m odo que Boaz • u-se livre para com prar a propriedade e. Rute e Noem i eram ro b re s dem ais para resgatar a si m esm as. tam bém era p reciso ter os recurios para pagar o resgate. Isso também explica por que o nome de O rfa não apare­ ce em Rute 4:9-10. ao se casar com Rute co locaria em risco a própria herança. mas nem seq u er sabem os seu no m e ou o qu e foi feito d e sua família! Boaz assum iu os riscos d o am or e da ob ediência .

O povo queria que Rute fosse fértil e ilustre e que trouxesse honra à pe­ q u e n a c id a d e . não foi uma mulher p ie d o s a . conform e este é visto em seus ministé­ legalmente mortos ainda no ventre. Em outra parte. deram-lhe oito filhos que "edificaram " a nação ao fundar as prin­ cipais tribos de Israel (G n 29:31 . porém. 12) É m aravilh o so qu and o a co m u n id a d e da aliança alegra-se sinceram ente com a noiva e o noivo. cristãos. no caso de Jesus C risto . Nossa vontade era chorar em vez de com em orar. C risto está preparando um lindo lar — Num a parte de nosso hospital trabalha­ para sua noiva e. 50-54). ver M t 1:3). 22). mais importante ainda. 10). um a bênção e não um fardo (Sl 127:3-5). participei de alguns casam entos que foram qualquer coisa m enos alegres. A família de Perez havia se assentado em Belém (1 C r 2 :5 . Q u an d o Jesus Cristo term inou de com p rar sua noi­ va. m as seu n o m e en c o n tra -se na genealogia de Jesus (M t 1:3). U m a das várias im agens da Igreja na Infelizm ente. purifi­ pedaços são rem ovidos com o se fossem tu­ ca e sustenta a Igreja pela Palavra (presentei m ores ca n cero so s. O uso do nom e Efrata em Rute 4:11 é significativo. a m oabita". da pobreza à rique­ za.3 0 :2 4 . A partir de então. 3 5 :1 8 ). a mãe de Perez. Tamar. as duas esposas de Jacó. O povo da cidade tam bém desejava que a casa de B oaz fosse com o a de Perez (Rt 4 :1 2 . U m a en ferm eira cristã e um dia apresentará a Igreja em glória (fu­ co m en tou com igo certa v e z : turo). celebrará seu ca­ mos dia e noite para m anter os bebezinhos sam ento (Ap 19:1-10. a ênfase recai sobre o am or de a cada ano. pois a transação havia se com p letad o. e Boaz era um descendente dele (vv. Essa união sagrada inclui Deus e o povo de Deus. essa não é a atitude da socie­ Bíblia é aquela de "noiva de Cristo". e todo noivo e noiva devem desejar vivos. 2. O conhecido artista G eorge Jessel definiu o casam ento com o "um erro que todo homem deve com eter". . as bên ção s de D eus e do povo de D eus sobre seu casam ento. Não era mais "Rute. um dia. "Está co n su m ad o !" 2. O povo orou para que Rute fosse fértil e gerasse filhos. M c 1 6 :1 9 ). glorificam os o nom e do Cristo vivo. sios 5:22-33. o casam ento não é um "assunto particular". pois seu passado havia ficado para trás. 21. Ao contrário do que algumas pessoas pensam . e ela estava recom eçando. Boaz não teve de sofrer nem de morrer para conseguir sua noiva. pois o termo hebraico quer dizer "fértil". a cidade se tornaria conhecida com o o lugar o n d e Jesus C risto nasceu. pois aquilo que estão fazendo é a vontade de D eus. em cin co o casiõ e s. mas nós. mas o povo de Deus tem testem unhas no céu : o Espírito e a Palavra (1 Jo 5:9-13). Lia e Raquel. Boaz tomou Rute para si a fim de suscitar o nom e do falecido M alom (Rt 4 :1 0 ). enco ntram o s. um milhão e meio de bebês são Cristo. a esposa de Boaz". R a q u e l foi se p u lta d a em Belém (G n 3 5 :1 9 ). matamos essas crian­ ças. A n o iv a (Rr 4:11. Em meu ministério pas­ toral. não havia co n co rren te algum para desafiá-lo. Em Rute 4 :1 . as pessoas assentadas. O que Deus dirá disso tudo? Era im portante que as esposas israelitas tivessem filhos. e seus rios: ele morreu pela Igreja (passado). 18-20). não apenas para perpetuar a nação. assentou-se no céu (H b 1:3 . H avia testemunhas na terra para atestar que Rute pertencia a B oaz (vv. mas o último lugar a se co­ meter um erro é no altar do m atrim ônio. 9. Boaz tinha um concorrente . os filhos eram considerados nom e que usou com orgulho.práticas com uns em outras nações. Em Efédade nos dias de hoje. mas tam bém porque seria por in­ term éd io de Israel que D e u s en v ia ria ao mundo o M essias. Q u e m udanças m aravilhosas ocorreram na vida de Rute pelo fato de ela haver con­ fiado em Boaz e deixado que ele trabalhas­ se por ela! Rute passou da solidão ao am or da labuta ao descanso.o outro resgatador enquanto. da p reocu pação à segurança e do de­ sespero à esperança. passou a ser "Rute. Nos Estados Unidos. O s israelitas abom inavam tanto o aborto quanto o abandono de crian­ ças à própria sorte para morrer . um a vez que. em Israel.194 RUTE 4 enquanto Jesus com prou sua noiva entre­ gando a si mesm o na cru z.

todo bebê é um presente efcecial de D eus e deve ser tratado dessa •>:"Tia. 3 0 :1 . N ão há memaneira d e recobrar o vigor da vida do co m eça r a dar de si m esm o para a geramais jo v em . e O b e d e daria continuid ade à linhagem da fam ília. Escreveu cânticos de adoração para os levitas e criou instrumen­ tos m usicais para eles ministrarem. de m odo que Salom ão pu­ desse executar a obra. Ele traria fam a tanto ao nom e de sua família quanto ao nom e de sua cidade natal. se tornaria ainda mais conhecido. depois. acim a de tudo. e Boaz a adquiriu para si. pois "voltam os a ser jovens" quan-ossos netos vêm nos visitar. O b e d e fo i um a b ê n ç ã o p a ra B o a z e &ute. inclusive da avó. Faria jus a seu nom e e seria um "ser­ vo" para Noem i. mas também foi um grande hom em de fé usado por Deus para edificar o reino de Israel. Trade uma referência a O b e d e e não a Para N oem i. pois ele a conduziu para : campo de Boaz. B ie o casal cham ou de O b e d e ("servo"). de te dar um que será teu resgatador" (Rt 4 :1 4 ). Aquele não era um bebê qualquer. mas seu am or pela mãe e pela avó seria igual à afeição de sete filhos. \ graça do Senhor continuou quando ela se ~ -d o u para Belém . ida". Todos os avós podem atestar que netos são m elhores do que a Fonte da cntude. Sua graça se manifestou. Passou a vida toda juntando riquezas para a constru­ ção do tem plo. desse à luz um m enino. um dos m aiores gover­ nantes de Israel. O b e d e aprenderia desde cedo a am ar Noem i com o Rute a am ava. Sua avó o "adotou" inform alm ente o seu filho e tornou-se sua mãe de cria. Q u e grande privilégio trazer mundo uma nova vida e. sua "m ã e ’ de criação ". não passado. e os ? ■ós devem se concentrar nesse futuro. e D eus lhe deu o projeto desse santuário. mas O b e d e tornaria esse nom e conhecido e traria glória a Belém . antes. le o o is do casam ento. 22) e de Jesus Cristo. E evidente que isso ocorreu pela vida e o ministério do rei Davi (v. no rm alm ente pensam os em G o lias ou em Bate-Seba. Q uand o o nom e de Davi é m e n cio n ad o . O b e d e era fi­ lho único. Todo bebê nascido neste ~do é um voto em favor do futuro. O b e d e foi avô do rei Davi. onde o parente mais próxi■o rejeitou Rute. condu­ z i' essa vida de modo que am adureça e que se tome tudo o que Deus planejou! O b e d e ta m b ém fo i um a b ê n ç ã o pa ra ~mi. na e x ­ pansão de sua herança e. Todo bebê m erece um lar cheio de or e pais atenciosos que desejam educác 'na disciplina e na adm oestação do Sex o r " (Ef 6 :4 ). O b e d e traria b ê n çã o s a Isra el. hoje.e u lar! Porém . na z-r-ta da cidade. o Filho m agnífico de D avi. re modo seguro. Noem i teria o consolo de saber que o nom e da família não pereceria. Tivesse ele na mão uma funda ou uma espada. pois ■çcresentava um a dádiva especial de Deus i 5oaz e Rute. N oem i. O m aior . Ao segurar um bebê. Davi foi um grande servo de Deus que trouxe bênçãos incontáveis a Israel. ainda.RUTE 4 195 3. O b e d e foi um "restaurador . mas pelo am or de Rute por sua sogra. prote­ geria sua herança e a usaria para sustentar Noem i. Conduziu o povo em vitória sobre os inimigos. no culto a seu D eus. segura-se ■_'jro nos braços. A m aior coisa que Deus fez por Davi não foi lhe dar v itó ria sobre os inim igos nem riquezas para construir o tem plo. As m ulheres de Belém com partilharam ilegria de Noem i dizendo: "Seja o S e n h o r ito. O b e d e traria b ê n çã o s a o m u n d o todo. O b e d e tam bém seria uma bênção para Noem i de outra form a: um dia cuidaria da fam ília que o havia co lo cad o no m undo. uma harpa ou um hinário. dando-lhe fé para crer nele e ser salva. O b e d e traria b ê n çã o s a B elém . 3 3 :5 ) e que. onde este apaixonou-se por ela. B oaz havia resga­ tado a herança da fam ília. Sem dúvida Davi com eteu um grande pecado. E que bênção O b e d e foi para • . O nom e de Elim eleq u e q u ase d e sa p a re ce u de Israel. que não deixou. O bebê (R t 4:13-22) l e j s havia sido bondoso para com Rute em M :a b e . 2. Deus derramou sua £Tiça sobre Boaz e Rute ao permitir que ela m c e b e s s e (G n 2 9 :3 1 . D eus usaria esse bebê co m o fonte de ré Tçã o s para muitos. Esse m inistério não seria garantido pela lei da terra.

’ D a próxim a vez que contem plar um bebê ou uma criança. pois era possível que. lembre-se de que D eus pode ter um grande futuro planejado para esse pequenino. É possível que o fíího cujo nom e não é citado tivesse morrido antes cie se casar ou não tivesse deixado descendentes. Davi queria construir um a casa para D eus. o escritor afirm a que Jessé teve sete filhos. mas o Senhor disse que construiria uma casa (família) para Davi (2 Sm 7). de modo que seu nome foi rem ovido da genealogia oficial. que chega ao ápice co m D avi! Jam ais su b estim e o p o d er da graça de Deus. 1. Davi sabia que o M essias viria da tribo real de Judá (Gn 49:8-10).196 RUTE 4 privilégio que Deus lhe deu foi ser o ante­ passado do M essias. mas não se trata de erro nem de contradição. Deus escolheu a família de Davi. . sen­ do que o mais novo seria D avi. houvesse um futuro general ou im perador. no meio deles. O s b e le m ita s se q u e r im ag in a vam os grandes planos que D eus havia reservado para aquele m enino! O b e d e teria um filho cham ado Jessé. e o Reden­ tor seria co n h ecid o com o "filho de D avi" (M t 1:1). o rei (1 Sm 1 6 :6 -1 3 ). e este teria oito filhos. M as o peque­ no Livro de Rute en cerra com um a genea­ logia de dez gerações. mas ninguém sabia qual fam ília em ju d á seria escolhida. O professor medieval que sem pre tirava o chapéu para seus alu­ nos estava certo. Em 1 Crônicas 2:13-15. O s m oabitas não deveriam entrar para a congregação do Senhor "nem ainda a sua décim a geração" (D t 2 3 :3 ).

quando Deus deu Saul a Israel. uma forasteira. e devem os encontrar nosso lugar em seu pla­ no para ganhar os perdidos. Sem elhante­ mente. Q u erem as d ádivas de D eus. Rute é pobre trabalhadora respigando no camre B oaz e recebendo presentes dele. não nas dádivas! M edite em João 14:21-24. uma '■•ecém-convertida". O Livro de Rute nos lembra de que Deus está trabalhando em nosso mundo. podem os buscar em prim eiro lugar o reino de D eus e ser súditos fiéis do Rei dos reis (M t 6 :3 3 ).coloca-se aos pés de B o az e crê nas pro­ m essas dele. Porém . quando não havia rei em Israel. Deus dirigiu Rute. buscan­ do um a noiva e ceifand o um a co lheita. 1 8 :1 . Porém. O Livro de Rute não é exceção . pois agora tem Boaz e tudo o que ele p o ssu i tam bém pertence a ela. Q u em concentra a atenção apenas nos males destes tempos torna-se cínico e pessimista. Ele pagou o preço que ela fosse resgatada. O resultado é registrado no ca p ítu lo 4 : R u te não é m ais um a po bre respigadora. esse livro curto revela a pro• •rência de D eus na m aneira de conduzir » . 1 Samuel não é o fim da história. pois o povo pediu por ele. a Bíblia é mais do que um . mesm o quanficam os am argurados contra ele. apesar de viverm os tem ­ pos de grande perversidade. ajuntando os restos e faze n d o o m elh o r que podem em sua situação difícil. e usou sua fé e oben én cia para transform ar a derrota em vitóDeus se preocupa com os detalhes de -essa vida. Ele explica a linhagem re D avi e constrói uma ponte entre o temdos ju ízes e o período em que Deus deu ■n rei a Israel. No entanto. capítulo 1. Rute nem sequer sabia da ência de B o az. uma estrangei•nas term ina com Rute. parente resgatador. mas Elim eleque I n t e r l ú d io R eflexõ es S o b r e R u te Rute é histórico.-o histórico. 1 Samuel é o livro do rei esco lh id o p e lo s hom ens. C o m o seria d ifere n te ca so se e n tre ­ gassem ao Senhor e se co ncentrassem no D oador. parte integrante com unidade. Esse rei virá. H á várias lições práticas a ic e n d e r desses acon tecim ento s. Um dia. e esse fato deve nos dar corae alegria ao procurarm os viver cada dia re modo a lhe agradar. o am or e a alegria do Senhor. 1 9 :1 . A história comecom Rute. No capítulo 2. mas quem per­ gunta a D eus qual é o cam po no qual ele deseja que trabalhe para lhe servir fielm ente experim entará a graça. Sem dúvida. as quais r*. Para Boaz é apenas um hom em poderoso e que se mostra bondoso para com ela. o Rei de D eus virá. com o os dias dos ju íze s. 2 1 :2 5 ). O nom e Elim eleque significa "m eu D eus é rei". dará fim à injustiça e estabelecerá seu reino glorioso. O s aco n te ci­ mentos do Livro de Rute ocorreram durante o período dos ju íze s. M uitos do povo de D eus contentam -se em viver no capítulo 2. e o cham arem os de Anticristo. Para mim. Juízes é o livro em que "não havia rei" (Jz 1 7 :6 . as coisas em nosso mundo ficarão tão críticas que as nações clam arão por um rei para alimentá-las e protegê-las. com o ■ > : o caso de Noem i. pois se casou com Boaz. julgará o mundo perverso. mas não uma com unhão mais profunda com ele. em que Rute O propósito fun dam en tal do Livro de . Enquanto isso. o livro também ilustra a relação rep en d ên cia do cristão com o Senhor. é anim ador saber Deus ainda cuida de nós. um tempo não muito diferente de nossos dias. pois 2 Samuel é o livro do rei esco lh id o p o r D eu s! D avi entrou em cena e estabeleceu o reino em nom e do Senhor.-dem nos dar ânim o em nossa cam inhada ■?i3iritual.t e e Noem i. ro n to crítico é o capítulo 3. ainda assim . O Livro de Rute é um belo retrato da de salvação de Deus.

é im possível Deus ser. Foi o com p rom isso de Rute que fez a diferença em sua vida e na das pessoas a quem am ava. A p esar de não haver rei em Israel e de tudo parecer estar se desintegrando a nosso redor. pois duvidou de D eus e lhe d eso b e d e ceu . para vo cê. . V o cê já se colocou aos pés do Senhor da ceifa? A té que o faça.198 RUTE não fez ju s a seu nom e. pode ha­ ver um Rei em nossa vid a. reinan d o em nosso co ração . tudo o que deseja ser.

....1:1 ............. O rei está morto (1 Sm 28:3-25..2 6 )......... 31 CONTEÚDO 1.19)...........17 ...8 .....13 ....................... 1 C r 10).3 1 I .11).11 A nação renova a aliança .O 3 O 4 O 5 O nascim ento de Samuel ........2 8 :2 .................. 3..2:12-36 cham ado de Samuel ........ Q uatro sucessos e três fracassos (Recapitulação de 1 Sam uel)................. 217 Recapitulação e repreensão (1 Sm 12 .....................7 O 2............2 8 ......200 A derrota de Israel ..........3 )......265 10........... 227 Um voto insensato e uma desculpa esfarrapada (1 Sm 14 .211 O povo pede um rei (1 Sm 7 .6 recom eço espiritual .....7 II.Saul inveja a Davi ....288 ...................... 7... 2..27.........1 5 ).... Davi.... 256 9..........17)................ U m a m ulher sábia e um rei insensato (1 Sm 25 ..271 11......283 13. 29 ... O TREINAMENTO DO NOVO REI .9 ........18 .6 ).....4 .... Davi é ungido ...... 6.... 4........................................16:1-13 1 D avi serve a Saul ...3 0 ).........................2 2 ) ............16:14-23 Davi mata a G olias ... M orando com o inimigo (1 Sm 27:1 .........21 ..............1..19 5 O am or de D avi e Jônatas . "O S enhor dos Exércitos está co n o sco " (1 Sm 1 .1 6 ..... 250 D avi no exílio (1 Sm 2 0 .1 Samuel ESBO ÇO ~ema-chave: A instituição de um rei em Israel • ersículo-chave: 1 Samuel 12:22 7... 278 12..... O FRACASSO DO PRIM EIRO REI .............. o libertador (1 Sm 23 .30 (1 Sm 1 8 ..... 8...10 A s prim eiras vitórias de Saul .2:11 fracasso de Eli ................3 resgate da arca ..2 4 ) ....15 Israel pede um rei ....8 I' 5 Saul é escolhido rei ....... 5..........234 Deus escolhe um rei (1 Sm 1 6 ..A vitória de Deus (1 Sm 4 .........20 i Davi é forçado a se exilar .13)........242 Um rei invejoso O FRACASSO DO SACERDÓCIO .........12 Saul perde o trono .... 29 .......15 II........... 31 .. A derrota e a morte de Saul ............

21) e dos exércitos de Israel (Êx 1 2 :4 1 . Hom ens de diferen tribos se voluntariavam para defender a ra quando eram cham ados para a batalha No entanto. N ão havia rei em Israel. Reis e C rô n ica s registram um a po rção de . Ele é o S e n h o r dos Exércitos. ni D eu s estava trabalhan do d e m o d o a pr parar o cam inho para o seu servo escolhi m dos títulos mais tem íveis de nosso grande Deus é " S e n h o r dos Exércitos". Lord Chersterfield. triunfa na batalha. expressou muito bem a realidade ao dizer que "n o ssi história é a história de D eu s". Jesus Cristo. que se tom pai do rei Davi. cham ou a história de "po uco mais que um registro dos crim es. a m oabita. e o texto descreve uma nação domi­ nada pela an a rq u ia . ele prevalece sobre todas as coisas. Esse título é usado quase trezentas vezes nas Escrituras e é encontrado pela primeira vez em 1 Samuel 1 :3. pregador e estadista m issionário do século passado. sendo o próprio Deus. conform e esta se encontra registrada na Bíblia. "não havia rei era Israel".1 " O S en h o r dos E x érc it o s E stá C o n o sco " 1 S a m u el 1 . A . P ie rso n . é uma de­ m onstração viva de que o Senhor. T. perdidos.3 pecados e de fracassos do povo de Deus. o plano bondoso de Deus de enviar ao mundo o Salvador para m orrer pelos pecad ores. cham ou a história de "um am ontoado co n fu so d e fatos". Trata-se de algo particularm ente verdadeiro no que se refere à história registrada na Bíblia. quando não lhe é permiti­ do governar. sim uma co n fed era ção inform al de tri com ju ízes designados por D eus governan­ do sobre áreas distantes umas das outr Não havia um exército perm anente nem deres militares fixos. e 1 Sam uel co n ta a h istória da preparação bem -su ced id a de D avi para re in ar so bre Israel. ver também . Sl 4 6 :7 . triunfa na batalha e de que é soberano so­ bre todas as coisas. o pai de Jessé. e seus propósitos serão cum pridos. A designação " S e n h o r dos Exércitos" descreve D eus com o Senhor soberano das hostes de estrelas (Is 4 0 :2 6 ). Boaz caso com Rute. e de sua união n ceu O b e d e. Senhor dos altos céus. das hostes angelicais ( S l 10 3 :2 0 . O his­ toriador inglês Edward G ib b o n . O s livros de Samuel. Nossa força nada faz. mas nem todos concordam com ele. e. que escre­ veu D eclin e and Fali o f the Rom an Empire. cada qual fazia o que achava mais reto" (Jz 1 7 :6 . Defende-nos Jesus. perg u nto u O liver C rom w ell mais de três séculos atrás. D e u s d ir ig e a h is t ó r ia " Q u e são todas as h istórias. o que venceu na cruz. d e fato. é durante esses dias si brios dos ju ízes que se desenrola a hist registrada no Livro de Rute. senão Deus m a n ife sta n d o a si m e sm o ? ". "N a q u e le s dias. Em seu hino Castelo Forte. As pessoas e os acon­ tecim e nto s registrados nas Escritu ras são parte daquilo que os teólogos cham am de "história da salvação". com o no tem po de Josué. 11). nas­ ceu na fam ília de Davi. A história do povo de Israel. 1 8 :1 . mas tam bém lembram que Deus está assen­ tado no trono e. estam os. O Livro de Rute term in a com o nom e de D avi (R t 4 :2 2 ). 1. No Livro de Juízes. 1 9 :1 . Mas o Dr. Israel não era mais u t povo unido. da insensatez e dos in­ fortúnios da hum anidade". 2 1 :2 5 ). sim.f operando nos assuntos da hum anidade. e seu contem po­ râneo. pois nela Te­ mos um relato inspirado da mão de D e . M artinho Lutero U refere-se ao Senhor com o o Deus que luta e ven ce a batalha. n â : havia rei em Israel. o "Filho de D avi". mas nosso Deus socorro traz e somos protegidos. òe modo a trazer ao mundo o Salvador.

O s ir'9 S hum anos têm liberdade de tom ar as próprias decisões. O s bebês são a form a de D eus anu n ciar que co n h ece as necessida­ des de seu povo. que ajudem o povo de Deus a entender onde estão. que foi bemido. quem são e o que são cham ados a fazer. A che­ gada de um bebê traz nova vida e novo co­ m eço. Deus com eçou a resolver essa situação en­ viando um bebê. e D avi.2 8 ) No tempo dos juízes. com o quando enviou Isaque a Sara. Porém . em última análise. el foi o líder espiritual da nação de Ise ajudou a conduzi-la à unificação nacioe à reconsagração espiritual. na história hum ana. sem pre que necessário. a 'd e está "sem pre no cadafalso". Aparentem ente. s ele é o ator principal desse drama. o S e n h o r d s Exércitos triunfará. 1-8). O Senhor é m encionado — ais de sessenta vezes em 1 Samuel 1 . fio o últim o dos ju íze s (1 Sm 7:15-17. ao ~iesmo tem po. D e fato. 2 . 34. vivem os um tempo de m udanças radi­ cais em âm bito mundial. Sam uel. N um a época em que as eras se ontavam e em que nada parecia firm e. 32). é um a ad vertência aos inré d u lo s que ignoram ou que se opõem à I dia. ao ver que era estéril. Dn 4 :2 5 . pois lhes faltava uma lid eran ça tem ente a D e u s. os israelitas viram-se num a situação crítica. O s levitas encontravam-se espalhados por toda a terra e. iam a Siló ministrar no taberná­ culo. "nossa ~'í:ória é a história de D eus". cum pre seus propo­ s to s nas nações e por m eio delas (At 14:1517. o S enh o r ■ i. Po rém .’ Em vários sentidos. Se Juízes é o livro no qual "não bá rei". Ao mesm o tempo ele é longânim o. Fundou escola de profetas e ungiu dois reis que fracasso u. Samuel foi usado por D eus para trazer num m omento crítico da história de quando a frágil confederação de tribos isava desesperadam ente de orientação. mas até m esm o Abraão casou-se com Hagar (G n 16) e Jacó acabou . 17:24-26. 20). 2). m isericordioso e res‘z às orações de seu povo. justo e castiga o pecad o. sejam elas acertadas ou erradas. Com o fez em várias outras ocasiões. e Deus lhes deu Saul. É im possível ler os registros do passado sem ver a mão do " S e n h o r dos Exércitos" ::e r a n d o nos acontecim entos que chama—os de história. H o je em cim ento ainda mais extraordinário. o Senhor não se com u­ nicava constantem ente com seu povo (3:1) e a lei de M oisés era ignorada por toda a terra. o filho tão co n h ecid o de Elcana. pois. U m la r d iv id id o (vv. Elcana casou-se com Penina para que pudesse ter uma fam ília. mas é Jeová.1 SAMUEL 1 . e a igreja precisa de líderes com o Sam uel. enquana injustiça está "sem pre no trono". um coatita da fam ília de Z ufe (1 C r 6:22-28. o Senhor da história. Que.ia preparado D avi para o trono. Elcana vivia em Ram á. verem os claram ente que Deus sem pre no controle. na fronteira en­ tre as tribos de Efraim e de Benjam im (ver Js 1 8 :2 5 ). 35). Jacó e Esaú a Rebeca e José a Raquel. O povo de Israel :-ediu um rei. no final.3 201 5) 78:56-72). exceto pelo fato de que tinha duas esposas. tam bém é d .ta d e de D eus. Ao que parece. que se preocupa com ele e que está trabalhando para seu bem. onde viveu (1 Sm 7:1 7) e foi sepultado quan­ do morreu (1 Sm 2 5 :1 ). O sace rd ó cio estava corrom pido. Elcana era um levita. da tribo re Benjam im . Para tornar esse aconte­ (1 • :. verdade que » v e de grande encorajam ento para o povo Ée D eus que sofre por sua fé. D e u s re sp o n d e a o r a ç õ e s Sm 1 :1 . Não sabem os o m otivo de Elcana não ter esperado no Senhor e confiado que realizaria seu plano. então 1 Samuel é o livro do "rei escolhido pelos ho m en s". Elcana dá a im pres­ são de ser um hom em bom e tem ente a D eus. e o reinado de Saul terminou em trem en do fra c a sso . Ao estuSamuel. A na era sua primeira esposa e.3. e sua con cepção e nascim ento são milagres que só podem ser realizados por Deus (G n 3 0 :1 . At "5 :2 0 ) e o prim eiro de uma nova linha de tas depois de M oisés (3 :2 4 ). e 2 Samuel é o livro do "rei escolhido por D eus". nasceu em Ram á (1 Sm 1:1 9 . mas : não é o ponto de vista do céu. os bebês mostram o cam inho para o futuro. D eus por vezes escolhe m ulheres estéreis para serem m ães.

Em tudo o que disse e fez. co m iam um a refeição que fa zia parte da ad oração (D t 12:1-7). Durante um a das refeições festivas em Siló. co rr | essa o ração . Ela expressou sua angústia so­ mente a Deus e não criou problem as na fa­ mília discutindo com Penina. Foi uma o ração que envo lveu su b m issão . uma criança que devolveria ao Senhor para servi-lo por toda a vida. o santuário de Deus incluía algum tipo de estrutura de madeira com colunas (1:9) e portas (3 :2 . Talvez tivesse sido mais fácil para ela con:nuar vivendo com sua esterilidade do que ter um filho por três anos e. ju n to s. depois. Parecia injusto um a m ulher de índole tão má quanto Penina ter uma porção de filhos. de modo que A na sabia que ela era o problem a e não o m arido. H a­ via sentido no coração que D eus desejava que orasse por um filho. É im pressionante com o. pela descrição do texto. A n a estivesse fa ze n d o uma "barg anha" com Deus? A credito que não. Elcana dava-lhe uma quantidade generosa. A fé e a devoção de A na foram tão fortes que se elevaram acim a da interpretação incorreta e da crítica do mais alto líder escritual de sua nação. "tabernáculo ca C ongregação" e a "m orada" de Deus (2 :3 2 | l Era nesse lugar que o idoso sumo sacerdote Eli assentava-se no trono sacerdotal e supe'visionava o ministério dos sacerdotes. É possível que. Sua oração tam bém inclui sacrifí­ cio. enquanto A na. A na tam­ bém sabia que som ente o Senhor poderia fazer por ela o que havia feito por Sara e Raquel. der­ ram ou a alm a perante o Senhor. Fico im aginando se D eus deu a A na a co n vicção interior de que o filho exerceria papel m arcante no fu­ turo de Israel. Todos os anos. quanta coisa da história não dependeu das orações de pessoas que sofreram e que se sacrificaram . A o distribuir a carn e do sacrifício . 9-18). O conjunto dessa estrutura com o tabernáculo era cham ado de "Casa do S e n h o r " (1 :7 ). Na verdade. Um a ora çã o devota (vv. foi um a m ulher notável que deu à luz um filho extraordinário. essa experiência ajudou a transformá-la numa m ulher de ca­ ráter e de fé e a motivou a dar o melhor de si ao Senhor. Elcana levava a fam ília a Siló para ad o rar (Êx 2 3 :1 4 -1 9 ) e. Q u e exem plo de oração temos em Ana! Sua o ração n asceu da tristeza e do sofri­ mento. mas sem dúvida sua generosidade não com pensava a infertilidade da esposa. sem dúvida. mas apesar de seus sentim entos. especialm ente das orações de mães? O primeiro tabernáculo era uma tenda cercad a por divisórias de linho.2 O nom e "Ana" significa "m ulher cheia de graça" e. o futuro de Israel dependia das orações dessa m ulher piedosa. pois fez um voto de devolver o filho ac Senhor para ser nazireu (Nm 6) e servir a Deus por toda a vida. mas por que Deus havia lhe cerra­ do a madre? Sem dúvida. mas. com toda sua graça. Ter um filho rem overia sua desgraça e poderia dar fim à perseguição de sua rival. vem os que. 24:1-4). Seu desejo era pedir ao Senhor um filho e prometer-lhe que esse filho iria servi-lo to­ dos os dias de sua vida. Essa visita anual ao tabernáculo deveria ser um acontecim ento alegre para A na. A na demonstrava graça na maneira de lidar com sua esterili­ dade e com as atitudes e palavras cruéis de Pen in a.1 5 ).3 tendo quatro esposas! A pesar de a bigamia e o divórcio não serem proibidos pela lei m osaica (D t 21:15-17. precisa' renunciá-lo para sem pre. o plano ori­ ginal de Deus era que cada homem se ca­ sasse com um a só m ulher para a vida toda (M c 10:1-9). enquanto A na receb ia apenas uma porção. não é incom u~i . Elcana precisava dar várias po rções a Penina e a seus filhos. mas a cada ano Penina usa­ va a viagem com o uma oportunidade para irritar a rival e zo m bar de sua esterilidade. pois se apresentou ao Senhor com o uma serva dis­ posta a fazer aquilo que ele desejasse (ver Lc 1:48). na qual havia lugar para dorm ir (3:1-3). Sem dúvida. Ao entregar ao Senhad o que se tem de m elhor. A na dei­ xou a família e foi ao tabernáculo orar. em termos hum anos. e foi ! a esse local que A na se dirigiu para orar. mas ab rir mão desse filho seria outra história. não ter filho algum. A na procurou glorificar ao Se­ nhor. "tem plo". E lca n a co n se g u iu ter filh o s com Penina. a essa altu­ ra.202 1 SAMUEL 1 .

E rrovável que fosse um hom em voltado aos rróprios prazeres (4 :1 8 ) e. Ana ensinou o filho e o preparou para servir ao Senhor.1 SAMUEL 1 . que Samuel co nheceu o Senhor pes­ soalm ente (1 Sm 3:7-10). Um filh o ilu stre (vv.3 203 'eceber críticas de quem deveria encorajá3. Foi só mais tarde. É im possível não adm i­ rar Elcana por aquilo que disse e fez. deube sua bênção. :e modo que Samuel significa "ouvido por D e u s" ou "p ed id o a D e u s". A lgum as versõ es dizem "três n ovilh os". Q uand o A na e Elcana levaram Samuel a Siló para entregá-lo ao Senhor. enquanto e l é um dos nomes de Deus. mos” 0u-se tolerante com relação aos pecados zos filhos (2:22-36). do que orar com ^a. de acordo com a lei m osaica. mas. durante esses anos preciosos. e é rem provável que a alma de A na estivesse ransbord ando de alegria. pois ela havia ofe­ recido um sacrifício vivo ao Senhor (Rm 12:1. O tex'□ não diz que Eli pediu perdão por julgá-la : Dm tanta severidade. Porém . quando a crian ça nasceu. o marido poderia anular o voto da esposa caso não co nco rd asse com ele (Nm 30). o suficiente para acom ­ panhar três sacrifícios. No entanto. Nos qua:*o prim eiros capítulo s de 1 Sam uel. O s líderes do povo de D eus precisam ne sensibilidade espiritual a fim de alegrarse 'com os que se alegram e [chorar] com ■ s que choram " (Rm 12 :1 5 ). Elcana e a família estavam presentes para adorar a D eus. pois sabia que. A n a cha"tou o m enino de Sam uel. I . tam bém se soressou em julgar e em condenar a devo:ão de uma m ulher tem ente a D eus. profeta e ju iz. A na.e. nazireu. pois esse era seu filh o p rim o g ê n ito com sua esposa am ada. O fardo r u e pesava em seu coração havia sido reti"sdo. Eli acusou A na :e haver bebido vinho dem ais quando. D avi pela esposa (2 Sm 6:1223) e M aria de Betânia por um apóstolo (Jo '2 :1 -8 ) e. mas Elcana estava entregando seu filho co m o um sa crifício vivo ao Senhor. A n a orou de : : 'ação . sem dúvida. Com o levita. o que ela estava fazendo era derra­ mando a alma perante o Senhor em oração 1 Sm 1:15). Q u and o Elcana e A na apresentaram o filho ao Senhor. 19-28). mas sem co ra ção ". U m filh o primogênito era redimido por sacrifício (Êx 13:11-13). Sam uel foi tanto um a res­ posta de o ração co m o um grande hom em de o ração . A na contou a Elcana sobre seu voto. Em cinco ocasiões. Samuel serviria fielm ente ao Senhor e a Israel e aju­ daria a dar início a uma nova era na história de seu povo. Eli é -o rese n ta d o co m o pé ssim o e xe m p lo de seguidor de Jeová e de sumo sacerdote. tam bém levaram consigo os sacrifício s necessários para a ad o ração . se foi o caso. e ela sabia que Deus havia respondi­ do à sua oração.3 Sem dúvida. será que se recordava de com o ha­ via tratado aquela m ulher aflita? O texto não . quando Deus lhe falou. essas três pessoas rereberam a aprovação do Senhor. na •eídade. sem dúvida. A na era um a mu­ lher de oração (1 :2 7) e ensinou seu filho a orar. M oisés foi criticad o pelo irm ão e pela Tnã (Nm 12). A o longo de toda a sua vida.avras. pelo menos. e ela voltou para a festa com z í z no coração e alegria no rosto. Ao voltar para casa. mas sem palavras. o fato de os pais terem levado um odre de vinho e um efa de farinha. enquanto o resto da família fazia a viagem anual a Siló. indicando sua sv-cmissão ao Senhor e a seus servos. O termo hebraico ü-a/ quer dizer "pedido" e sama significa "ou. no entanto. Q uand o os sacerdotes o fereceram o h olocausto logo :edo na m anhã seguinte.4 Será que o homem idoso se lem brava daquela ocasião e. Deus respondeu à ila ç ã o de A na e permitiu que ela co nceb es­ se. A na lem brou a Eli que ela era a m ulher que havia orado pedindo um filho três anos antes. pois para cad a no vilho sacrifica d o eram n ecessá rio s três décim os de um efa de cereal (Nm 2 8 :1 2 ). enquanto outras falam de "um novilho de três anos". Elcana concordou com sua deci­ são e permitiu que ela ficasse em casa com o filho. e pai e filho ficariam se p a ra d o s p e lo resto da v id a . A na referiu-r a si m esm a com o "serva". c o " . As mães israelitas costum avam desm a­ mar os filhos aos 3 anos de idade e. Nas r ia v r a s de John Bunyan: "E melhor orar de :x a ç ã o . indica que o correto é m esm o "três no vilh o s".

quase no início do Livro de 1 Sam uel. foi preciso que Elcana e A na ti­ vessem um bocado de fé para deixar o filho inocente sob os cuidados deles. Paulo e Silas canta­ ram hinos ao Senhor depois de terem sido humilhados e açoitados (At 16:20-26). que Deus faria gran­ des coisas por seu povo e que seu filho teria im portante papel no cum prim ento da von­ tade de D e u s. O mundo não entende a relação entre sacrifício e cântico. e é cap az de proteger nossos filhos e netos neste mundo perverso em que vivem os. da v itó ria de D eu s sobre o inim igo e da m aneira m aravilh o sa de D e u s fa z e r um a reviravolta nas co isas a fim de re aliza r seus p ro p ó sito s. A esperança do povo de Israel encontrava-se sobre aquele m enino. e o caráter da fam ília de­ pende da vida espiritual dos pais. Antes de ir para o jardim onde seria preso. mas Deus providenciaria para que Sam uel guiasse a nação e co n d u zisse os israelitas a um novo estágio de seu desen­ volvim ento. Sua ad o ração veio de um coração repleto da alegria do Senhor. 3 . Nun­ ca subestim e o poder de um lar consagrado a Deus ou o poder de uma criança peque­ na dedicada ao Senhor. D e acor­ do com um provérbio africano: "A ruína de uma nação co m eça nos lares de seu povo". e lhe entregaram o que tinham de melhor. que v ivia no tabernáculo e que ali aprenderia a servir ao Senhor. Eli e seus filhos tinham lares "reli­ giosos" que. quase no final de 2 Samuel (2 2 ) e tam bém com o cântico de M aria em Lucas 1 :46-55. po­ deria ter se retirado sozinha para algum lu­ gar a fim de chorar desconsolada. 1). 5. até mesmo C o nfúcio ensinou que "a força de uma nação nasce da integridade de suas fam ílias". D e u s re c e b e l o u v o r e a d o r a ç ã o com cânticos. A na orava e se regozijava ao mesmo tempo! Pensava nas bênçãos de D eus sobre a nação bem como sobre si m esma e seu lar. Ter sua "fo rça exaltada" significa receb er forças de D eus e ser ajudado por ele de m aneira especial durante um tempc de crise. os apósto­ los "se retiraram do Sinédrio regozijando-se por terem sido considerados dignos de so­ frer afrontas por esse N om e" (At 5 :4 1 ). uma representação de fo rça ou de pessoa forte (v e r Sl 7 5 :4 . 2 4 . em várias ocasiões. O julgam ento sobre Eli e sua fam ília estava a cam inho. eram ím pios. tom ando co n ta dele e preservando-o da co rru p ção a seu redor. na verdade. Ter um a "b o ca que se ri" é umreferência a gloriar-se com a vitória de D euí sobre os inim igos. tam bém protegeria Samuel em Siló. D epois de açoitados pelos líderes religiosos em Jerusalém . o term o "fo rça". mas Elcana e A na tinham um lar piedoso. A q u ilo que M a ria exp resso u em seu câ n tico é e sp e cia lm e n te parecido co m o que A n a can to u em seu hino de louvor. No original. 8 9 :1 7. A oração egoísta não é espiritual e não honra ao Senhor. Ana sabia.1 1 ) Depois que A na deixou o filho com Eli. Tendo em vista o estado precário da vida espiritual de Eli e os cam inhos perversos de seus filhos. ap arece co m o "ch ifre ". nos versí­ culos 1 e 10. Assim com o Deus protegeu José no Egito. 1 3 2 :1 7 ). a história deixa claro que a vida e o futuro de um a n açã o d ep en d em do caráter da fam ília. em vez disso. A alegria d o S e n h o r (v. Nos Salm os. deve ser co m parado ao cântico de D avi. que honrava ao Senhor. com eçou tam bém o cântico ao S e n h o r " (2 C r 2 9 :2 7 ). mas. 9 2 :1 0 . Jesus cantou um hino com seus discípulos (M t 2 6 :3 0 ). não com preende com o o povo de Deus consegue cantar en­ quanto se dirige para o sacrifício e sacrificar (1 . Davi louvando a Deus em meio a circuns­ tâncias difíceis. 1 0 . Sm 2 :1 . ainda tão pequeno. M as o Se­ nhor estava com Sam uel. Esses três cânticos falam da graça im erecid a do Senhor com seu povo. em seu co ração . "Em com eçando o holocaus­ to.204 1 SAMUEL 1 . Até aqui. Um povo derrotado de\e calar-se. mas aqueles que participam da v i­ tória de D eus têm o que dizer para a glória do Senhor. O cântico de A na. irrompeu num cântico de louvor ao Senhor. mas ele recebeu o m enino para que se tornasse servo de Deus no tabernáculo e fosse edu­ cado segundo as leis do Senhor. enco ntram o s.3 registra se Eli se lembrou do ocorrido.

Q uand o estamos diante de D eus. dizem os e falam os. não há lugar para rrgulho e arrogância. pois seu caráter é im utável e suas rrom essas nunca falham . e esus. mas o Senhor sem pre agirá com ju stiça. D eus é santo.1 SAMUEL 1 . Pesou Belsazar e des­ cobriu que estava "em falta" (Dn 5 :2 7 ). A gra ça d o S e n h o r (vv. exaltado s ou hum ilhados. 18. enquanto a m ulher com muitos filhos se vê exausta e enfraquecida e sequer consegue desfrutar sua fam ília (v. D eus é onisciente: co n hece todas as coisas.:4 ) . buscam algo para co m er e estão dispos­ tos a trabalhar por sua com ida. o :erm o "santo" significa "inteiram ente outro. Não há outro D eus. A "R och a" é uma imagem do Senhor que repete nas Escrituras. 3 ). A na se regozijou. bem co m o nossas ações. A na d escre­ veu alguns atos do Senhor e afirm ou que ele virava tudo de ca b e ç a para b aixo! O "C â n tico de M aria" (M ag nificat). O Senhor também é "D eu s da sabedo-a " (1 Sm 2 :3 ). O Senhor pesa nossas m otivações (Pv 16:2) e nosso coração (Pv 2 4 :1 1 . 3 1 . não m udo" (M l 3:6 ). com precisão. 12). com eçam os a ver a vida de outra persr activa. pode ser que outros nos enten­ dam mal ou tenham pensam entos malignos sobre nós. o Senhor controla a vida e a morte e tudo o que acontece entre o co m eço e o fim (v. pois esse Deus santo é um ju sto ju iz daquilo que seu povo faz. A ssim co m o a co n te ceu com A na. O s ricos. Podemos depender do i-enhor. é tam­ bém onipresente e vê todas as coisas. A mulher estéril dá à luz sete filhos. Se perm itir que vivam os. G u erreiro s poderosos caem . ver Ec 9 :1 1 ). A m ajestade d o S e n h o r (vv. pois ele sabe o que é melhor. nosso D eus. Israel. 6). Q uando contem plam os a grandeza de Zfeus. que havia sido repetidam ente invadido. M as tam bém é cheio de m ise­ ricó rd ia e de graça. 2 . antes far­ tos.í o r . 21). pode nos torn ar rico s ou po bres. e sem pre que Is-ael se voltava para os ídolos em busca de üuda. à estabilirad e e à constância e engrandece o fato de ru e Deus não muda. o Filho de D avi. 5b). r-ois tanto no hebraico quanto no grego. enquanto fra c o s e ca m b ale an te s ve n ce m a batalha (1 Sm 2 :4 . -eservado. e suas balan­ ças são p re cisas. mas sim que não podem os mudar . 4-8a). é o único S e n h o r " (D t .Josué . perdia as bênçãos do Senhor. e com freq ü ên cia faz coisas que nos su rpreendem . o S e x . pois o k x j vor ajuda a concentrar-se na glória do í-enhor e não no tam anho das necessidares. o Senhor sabe tudo e é c a p a z de nos avaliar. Mas a p a la v ra h e b ra ic a para sa lv a ç ã o é ■ •eshua . Ao co n trário das pesso as que p articip am de processos judiciais. C o m eçou reclarando a santidade e a singularidade do Senhor. Pode ser encontra­ ra no "C ân tico de M oisés" (D t 3 2 :4 . Esses dois atributos andam juntos. o S e v h o r . D eus ouviu todas as ra la v ra s d e sd e n h o sa s de P e n in a co n tra -\na e tam b ém o uviu a o ração v in d a do mais profundo do coração de A na. enquanto os pobres e fam intos têm alim ento em abun­ dância (1 Sm 2 :5 a). Isso não sig n ifica que as pesso as devam conform ar-se m ansam ente com as circuns­ tâncias difíceis da vida sem tomar qualquer atitude. tudo o que pen­ samos. O rei Davi seria o yeshua de Deus para livrar Israel de seus inimigos. expressa algum as dessas m esm as verd ades. A na considera esse milagre o :3 m e ço de novas vitórias para Israel.3 205 A expressão "Alegro-me na tua salvação" ~ão indica apenas que A na foi liberta de sua 'fertilid ad e. Por ser soberano. seria o yeshua de Deus ra ra livrar todos da escravidão do pecado e da morte. "Porque eu. separado". justo e sem pre fiel a sua Palavra e a seu caráter. um dos nom es do Mes5 as prom etido. A ver­ dade dessa declaração reflete-se no fato de Ana ter dado à luz mais cinco filhos (v. É uma referência à força. E cap az tanto de nos resgatar da cova com o de permitir que m orram os. que ronhece todas as coisas. 3 7) e no câ n tico de D avi (2 Sm 22:32). A na co nh ecia o caráter de D eus e exaltou seus atributos gloriosos. em Lucas 1:46-55. derrota­ do e abusado por seus inimigos (Jz 2:10-23). de m odo que as pessoas revem ter cuidado do que falam e de com o 3 la m . É bom ::m e ç a r as orações com louvores.. O s judeus ortodoxos confessam diariam ente: "O u ve . 30. 15.

A linhagem sacer­ dotal chegaria ao fim na família de Eli. o Senhor os guardará e conduzirá seus passos. pois nela encontrou as prom essas de um futuro rei. mas Sam uel serviu no tabernáculo e cresceu no favor do Senhor (v. mas um dia a tem pestade da ira de Deus irrom perá contra eles em julgam ento seve­ ro. m as "S a m u e l m inistrava perante o S enhor " (v. mas D eus estava preparando o julgam ento deles.3 essas circunstâncias sem a ajuda do Senhor (D t 8 :1 8 ). por sua vez se aproveitaram do pai fazendo o que bem entendiam . antes. de modo que se assentem entre os príncipes (ver Sl 113:7. Em sua graça. em D euteronôm io 17:1420. O s dois irm ãos co­ m eteram atos de p e rv e rsid a d e no tab e r­ náculo e suscitaram o julgam ento de Deus. o Senhor "tem transtornado o m undo" (At 1 7:6). e ele colocou seu Rei no trono celestial (Sl 2:79). Em vários sentidos. Deus disse a Abraão e a Sara que haveria reis entre seus de scen d e n tes (G n 1 7 :6 . mas este mun­ do ainda pertence a nosso Pai (Sl 2 4 :1 . por causa da cru z. D eu s ju l g a o pec a d o (1 Sm 2:12-36) Até aqui. pois de­ pendem da própria sabedoria e força. 2). enquanto capacitava seu servo Samuel para continuar a obra divina. Nas últim as palavras que proferiu aos filhos. muda para Eli e sua famí­ lia (2 :1 2 .1 6 ) e repetiu essa p ro m essa a Jacó (3 5 :1 1 ). A na foi ao lugar de adoração com o coração quebrantado.3:1). 33. A p ro te ç ã o d o S e n h o r ( w . D eus é longânim o para com os que o rejeitam. 69-75). que. um dia. mas a partir desse ponto. 12-21). 8b-10a). eram "filhos de Belial". A o longo desta seçã o . O re in o d o S e n h o r (v. a im pressão era a de que os perversos filhos de Eli escaparam incólum es com sua deso­ bediência. 26). Hofni e Finéias não conheciam ao Senhor pessoalm ente. Enquanto o povo de Deus cam inhar sobre a Terra e andar na luz. Trata-se de uma declaração extraordinária de que o Se­ nhor dará um rei ungido a Israel e de que o fortalecerá para que sirva a Deus e à nação. Sem dúvida. 18). Deus estabeleceu o mundo de modo que não se movesse do lugar. se assentará no trono de Davi e governará sobre seu reino glorioso (Lc 1:32. expressão hebraica para descre­ ver p e sso as d e sp re zív e is que praticavam abertamente o mal (D t 13:13. Pode parecer que os perversos são bem -sucedi­ dos. Jacó anunciou que Judá seria a tribo real (4 9 :1 0 ). Em 2 Coríntios 6:15. A n a e Elcana deixaram o filho em Siló e voltaram para Ram á com o coração alegre e cheio de expectativa quanto ao que o Se­ nhor faria. Ele os tira do pó e do monturo e os co loca em tronos gloriosos! Não foi isso o que D eus fez por Jesus (Fp 2:1-10) e que Jesus fez por nós quando nos salvou (Ef 2:110)? D e fato.2:11). mas seu dia está chegando. Pv 16:27). mas seu cumprimento absoluto encontra-se em Jesus Cristo ("o U n­ gido"). Jz 19:22. M oisés deu instruções com referência a um futuro rei. e só possuem visão clara e valores verdadeiros os que crêem em Jesus. 8 e Lc 1 :52). deixou o trabalho do tabernáculo ao encargo dos dois filhos que. Do ponto de vista hum ano. o rei Davi cum priu essa profecia. U m a vez que Eli era um homem ido­ so que não conseguia mais enxergar muito bem (4:15). Q u e coisa m aravilhosa quando o casal é co nsagrado ao Senhor.5 Podemos pensar que Deus abandonou a Terra nas mãos de Satanás e de seus poderes dem oníacos.206 1 SAMUEL 1 . A na co nh ecia a lei de M oisés. a narrativa concentrou-se em Elcana e em sua fam ília (1 Sm 1:1 . adorando juntos e crendo em sua Palavra. 10b). Pau­ lo usa Belial com o um sinônim o de Satanás A lei descrevia com precisão as porções dos . O ju lg a m en to d e D e u s é m e re c id o (vv. Hofni e Finéias. 1 Sm 2 5 :2 5 . O s filhos de Eli "desprezavam a oferta do S e n h o r " (2 : 1 7 ) . mas os perversos cam inham na escuridão espiritual. Q uand o Israel pediu um rei. Deus estava preparado para conceder-lhes esse pedido. pois ela orou e se sujeitou a sua vontade. mas o Senhor lhe deu paz. D eus pode esco ­ lher os pobres e exaltá-los. ve re m o s um co n tra ste in te n c io n a l en tre Samuel e os dois filhos de Eli. e aquilo que acontece em nosso planeta está sob os cuidados atencio­ sos do C riador.3 :2 1 ). 4. mas Sam uel seria cham ado por D eus para dar continuidade a um sacerdócio santo (1 Sm 2:3 4 .

Nas Escrituras. Tolerar o pecado e não tratar dele com severidade é o mesm o que tomar -ão é novidade. Esse foi o presente de D eus. É rossível que ajudassem a cuidar das crian:as pequenas que vinham com os adultos adorar no templo ou. Deus estava prestes a executar seu jul­ gamento sobre a casa de Eli. depois que D avi pecou com Bate-Seba. Ló perdeu a influência sobre a família (G n 19:12-14) e. apesar de próxim as à pre­ dia. 27. Em v e z de prom over o cres:m e n to espiritual dessas m ulheres. os dois "n ã o s as seduziam . A ca d a ano. de modo que só restava a Deus julgá-los e co lo car em seu lugar servos que fossem fiéis. bem co m o o lar resse casal. Êx 3 8 :8 ). mas •ambém seu crescim en to espiritual (1 Sm 2:21). Era uma espécie de aprendiz re sacerdote que recebia instruções quanto ao trabalho no santuário e até usava vestes re linho com uma estola. Ef 4:22-32. 1 Pe 5:5). usar as vestim entas sagra­ das e com er das santas ofertas. 10:12-15. Hofni e Finéias não tinham respeito algum pelo Senhor nem pela posi­ ção do pai com o sumo sacerdote. sua influência sobre os filhos enfraqueceu con­ sideravelm ente. Eles "desprezavam a oferta . pois lhes deu mais cinco filhos . N ão eram servas ofi: ais designadas pela lei. Em seguida. que estivessem a sim plesm ente para ficar sença do Senhor. vê-se a fid elidad e de Sam uel 1 Sm 2:18-21). talvez. em sua graça. 28) e lem brou a Eli que seu cargo com o sum o sacerdote era um a dádiva recebida pela graça de Deus. apareceu em Siló para declarar os term os do julgam ento do Senhor sobre Eli e a fam ília. ainda.1 SAMUEL 1 . o profeta tratou d o passado (vv. restando-lhe apenas esperar a vinda do julgam ento de D eus. mas sim voluntá*as que auxiliavam os sacerdotes e levitas. e tam bém um a res­ posta à oração de Eli (1 Sm 2 :2 0 ). mas os dois nnãos tom avam para si toda a carne que rje ria m e. Um "hom em de D eus". e mu­ rar de roupa simboliza um novo com eço (Gn 35:2. (1 Sm 2 :2 1 . diante de Deus e dos hom ens" (Lc 2:52). sua mãe trazia . C o n trastand o com a p erversid ad e dos -lh o s de Eli. Ap 3 :1 8 ). o que nos lembra com o "crescia Jesus em sabedoria. mas o Senhor abençoou Elcana e A na. 2 2-26). D e nada adiantou que pessoas te­ mentes a Deus contassem a Eli os pecados que os dois filhos dele estavam praticando. O ju lg a m en to d e D e u s é d e cla ra d o (vv. Hofni e Finéias não apenas desrespeita■aTi os sacrifícios no altar. com o faziam os sacerdotes e levitas adultos. Dt 18:1-5). estatura e graça.estes novas para o menino em fase de cresrimento.perde a influência sobre a própria família. Z c 1:1-5. É triste quando um pai . as partes de gordura que rertenciam ao Senhor. Hoje em de no m inistério ap arece -os noticiários e. 28:1-4). o m ensageiro voltou a atenção para o p re ­ sente (1 Sm 2 :2 9 ) e acusou Eli de co locar os filhos à frente do Senhor e de participar de seus pecados. e seus filhos despre­ zaram suas adm oestações. Eli não era um pai muito piedoso nem um grande líder espiritual. As • estes novas de cada ano representavam não aoenas o crescim ento físico de Samuel. 4 5 :2 2 . 4 1 :1 4 . cujo nome não é m encionado. é com um as vestes se referirem à vida espiritual (Is 6 1 :1 0 . 29). com o tam bém não tinham consideração alguma pelas mu-«res que serviam à porta do tabernáculo 22 . 2 7-36). Êx 19:10. A n a deu um filho ao Senhor e ele lhe devolveu cinco! O ju lg a m en to de D e u s é d e sp re z a d o (vv. a im oralida­ o casio nalm ente ser algo trágico. queim ar incenso no altar de ouro. O Senhor havia escolhi­ do A rão para ser o prim eiro sumo sacerdote e concedido a ele a prerrogativa de passar essa honra adiante para o filho mais velho (Êx 4:14-16. ver Sl 1 1 3 :9 ).3 207 sacrifícios que pertenciam aos sacerdo tes Lv 7:28-36. Era um privilégio para o sumo sacerdote e seus filhos o ferecer sacri­ fícios no altar de bronze. ruando os pais vinham a Siló. Cl 3:8-17.o S e n h o r " (2 :1 7 ) e pisavam (escarneciam ) -os sacrifícios do Senhor (v. Em prim eiro lugar. que se ag rad ava de S am u el e era grato por seu m inistério.om ê-la co zid a. Chegavam até a pe­ gar a carne crua para assá-la e não ter de . O título "hom em de D eus" é usado cerca de setenta vezes no Antigo Testam ento e costum a referir-se a um profeta enviado pelo Senhor.especialm ente aquele que também é líder espiritual .

S alo m ã o n o m eo u Z a d o q u e . Deus havia dado o sacerdócio a A rão e a seus de scen d e n tes para sem pre. tanto Z ado qu e quanto A biatar serviram no ofício de sumo sacerdote (2 Sm 8:1 7). vem os o contraste entre a perversidade da família de Eli e a fidelidade do menino Samuel (v. episódio que constituiu o cum prim ento parcial dessa profecia. D eus estava prestes a mudar a situação e a proferir sua preciosa Palavra a um m enino que ouviria e que obedeceria. tataraneto de Eli. O s nomes de Eli e de A biatar não apa­ recem na lista de sumos sacerdotes israelitas em 1 C rô n icas 6:3-15. o único que teria uma "casa estável" e que seria o sacerdote ungido de D eus "para sem pre". Jesus veio da tribo de Judá. mas se recusou a fazê-lo. Ez 7:26. Eli possuía a autoridade de disciplinar os filh o s. o que. 35). O s descendentes de Eli se enfraquece­ riam e se extinguiriam e não haveria mais hom ens idosos com o Eli na família. Am 8 :1 1 . essas palavras apontam para Jesus Cristo. 4 0 :1 5 . mas. que agradaria o coração de Deus e faria a vontade dele (1 Sm 2 :3 5 ). mas foi instituído sumo sacerdote segundo a ordem de M elquisedeque (H b 7 . rem oveu Abiatar. de qualquer modo. honra­ rei" (1 Sm 2 :3 0 ). Até mesm o o tabernáculo ficaria angustia­ do (1 Sm 2 :3 2 ).8). Teriam de m endigar sua com ida e suplicariam uma oportunidade de servir (v. No tem po de D avi. A Palavra do Senhor veio a Sam uel enquanto o me­ nino encontrava-se deitado num côm odo contíguo ao tabernáculo. pois havia cooperado com Adonias. de seu sumo sacerdócio. então. 36). aos p o u co s. havia pelo menos dois descendentes de Eleazar para cada descendente de Itamar (1 C r 24:1-5). Porém . mas Deus abandonaria essa linhagem e se volta­ ria para os filhos de Eleazar. O tem a principal da mensagem do pro­ feta girava em torno d o futuro (1 Sm 2:3036). O pior. da c a sa de Eleazar. os servos de Deus não podem viver com o bem entendem e esperar que o Senhor os honre. quando o D eus vivo deixava de enviar sinais e mensagens proféticas ao povo (Sl 74:9. "porque aos que me honram . O privilégio do sacerdócio continuaria sendo da tribo de Levi e da casa de A rão. o futuro não era de todo sombrio. 5. Ao confirm ar Zado ­ que com o sumo sacerdote. o quarto filho de A rão. preocupado com a glória de Deus. de modo que não tinha ligação alguma com a casa de Arão. grande núm e­ ro de sace rd o tes m o rreu pelas m ãos de Doegue em Nobe. e caso se recusassem a m udar seus cam inhos.6 D u ra n te o re in ad o de D a v i. mas Deus o tom aria da linhagem de Eli. o terceiro filho de A rão e seu sucessor com o su m o sacer­ d o te . a transfe­ rência do tab e rn ácu lo de Siló para N obe (21:1-6. era que. O s líderes espi­ rituais eram corruptos e. em breve. e nin­ guém poderia tom ar deles essa honra (Êx 2 9 :9 . porém . pois o homem de Deus anunciou que o Senhor levantaria um sacerdote fiel. 1-9). aconteceu com a captura da arca e. Salom ão cum ­ priu a p rofecia proferida pelo hom em de Deus quase um século e meio antes. teria cen ­ surado os filhos e os cham ado ao arrependi­ mento. Se Eli fosse um homem de Deus. teria co locado outros sacerdotes no lugar deles. onde Eli também . Jr 7:1 4 ). por que Deus deveria revelar-lhes algo novo? Eram tempos de grande tristeza para a nação de Israel. por fim. filho de D avi. 27. Porém . de modo que a fam ília de Eli fo i. em sua tentativa de tom ar o trono. 1). 12. O silêncio de Deus era o julgamento divino. Ele ministrou peran­ te o Senhor sob a orientação de Eli num tem­ po em que Deus não estava falando a seu povo com muita freqüência. Eli era descendente de A rão pela linha­ gem de Itamar. Nm 1 8 :7 . No entanto. D e u s r e c o m p e n s a a f id e l id a d e (1 Sm 3:1-21) M ais um a ve z. M q 3:6). "N ão te tornes cúm plice de pecados de outrem " (1 Tm 5 :2 2 ).3 parte dessa transgressão. o povo de Deus não obedecia à lei. U m o u vid o atento (vv. d e sa p a re ce n d o . os dois filhos m im ados de Eli m orreriam no m esm o dia.7 No entanto. D t 1 8 :5 ). sumo sacerdote (ver 1 Rs 2 :2 6 . em última análise. de fato.208 1 SAMUEL 1 . C o m o sumo sacer­ dote. A referência imedia­ ta é a Zadoque. mas quando Salom ão subiu ao trono. E bem pro­ vável que Sam uel tivesse cerca de 12 anos de idade quando D eus lhe falou.

naqueles dias. dentro diente. por vezes cham a uma criança. Talvez esti­ vesse usando de cautela ao não aceitar a voz com o sendo de Jeová antes de ter com o se assegurar disso. o Senhor aproomou-se de Samuel enquanto falava com ele. Samuel obedeceu a Eli. o cham ado e a conversão se tipo. ■enquanto Saulo viu uma luz resplandecente a si mesmos. Israel. não era possível oferecer sacrifícios ^ Samuel foram sim ultâneos. U m a das características de um servo fizeram execráveis" e Eli não tomou atitude é ter ouvidos atentos e resposta im edia­ alguma para refreá-los. A ssim com o beradas e provocadoras e. nas três prim eiras. transm itindo a mensagem sem ao menos parar a fim de abrir as portas. A resposta de Samuel foi: Fala. concedida ao mundo por seu . Infelizm ente. para pecados des­ 5 . Mas por que Samuel deixou de fora a palavra " S e n h o r " (ver v. Essas atitudes mostram um grau extraordinário de m aturidade para um m enino com o ele. A maioria dos jovens teria se orgulhado de sua experiência com o Senhor e corrido de um lado para outro. pois a qual deles da luz da Palavra de D eus era muito Deus poderia ter transmitido tal mensagem? . 10-14). .jn d o oferecessem incenso (Êx 3 0 :7 . Eli de Eli. 14). mas O Senhor falou a Samuel quatro vezes a m ensag em que re ceb eu de D eu s co n ­ Sm 3 :4 . Abriu as portas do santuário para que o povo pudes­ se entrar e oferecer sacrifícios9 e não com en­ tou com Eli o que Deus havia lhe dito. Por ser obediente a Deus e a Eli. não havia sacrifício n z de D eus. pois seus dois filhos "se ~ =\a. 2 7 :2 0 . A "lâm pada de D eus" era o cande^ rro de ouro com sete hastes. Tias sim um exem plo de manifestação da pre­ sença do Senhor. que ficava ■ o lugar santo diante do véu. e. 8. O Senhor jul­ í ^ T i u e l pensou que fosse Eli quem o chagaria a casa de Eli. Je modo que instruiu Samuel sobre com o deveria responder. candelabro era um sím bolo da luz da ver­ de D eus. mas a expe(Nm 15:30). Samuel ouviu a voz de Deus e recebeu a mensagem dele. voltou para o lugar :nde dormia e esperou que a voz o cham as­ se novamente. 8).1 SAMUEL 1 . "Darencontrava-se a lei de Deus (Êx 25:10Ihes-ei meninos por príncipes" (Is 3:4). porque o teu servo ouve" (1 Sm 3:10).8 Além disso. 7). Foi somente quando Eli assim lhe ordenou que Samuel contou a mensagem de julga­ mento que Deus havia lhe revelado. e. É 1 . Sem dúvida. mas também ao sacerdócio. Era a ú n ica fonte de ilumião no lugar santo. profeta anônimo havia transmitido a Eli. 3 7 :1 7 -2 4 ). 9)? Porque ainda não conheo Senhor pessoalm ente (v. Hb 9:1-5). mas ainda assim se levantou logo cedo e foi cumprir suas tarefas habituais. Deus disse o nome do menino duas vezes. . O Senhor havia sido longânimo para com a casa quando ouviu a vo z de D eus (At 9:1-9). firmava as palavras proféticas. e o sumo sacerdote de D eus mal conQ uando Deus não encontra um adulto obe­ ia enxergar! A arca estava lá. U m co ra çã o h u m ild e (vv. Samuel ouviu a mensagem do Senhor e ficou saben­ do o que Deus planejava fazer.íjIo de Tarso. de modo que não sabia quem algum que pudessem oferecer para expiar seus pecados! Suas transgressões eram deli­ rs :a v a cham an do seu nom e. de modo do arrependimento já havia passado. 10). é pos­ sível que Deus estivesse repreendendo a le­ targia espiritual dos adultos. à direita do í' a r de ouro do incenso (Êx 25:31-40. Essa experiência não foi um sonho ou visão. Apesar de Eli e seus to Porém. era uma mensagem pesada para transmitir a um m enino tão jovem . 6. Um a d isp o siçã o o b e d ie n te (vv. 15-18). Samuel nunca havia escutado a filhos serem sacerdotes. o que não tinha com o saber de quem era a vo z que havia falado com ele. 37:1-9. mas ao fazê-lo. Dessa vez.3 209 :>:Tnia. mas a lei não estava Samuel nada sabia da mensagem que o J c honrada pelo povo de Deus. pois o Pastor cham a fvjas ovelhas pelo nome e elas lhe dão ouvibos (Jo 10:3. Não apenas haviam profanado 'é n c ia de Samuel ocorreu durante a noite. e o tempo ira Deus quem estava falando ao m enino. mas seus filhos não haviam se arrepen­ foi perspicaz o suficiente para entender que dido nem deixado seus pecados. e os sacerdotes de~m mantê-la sempre acesa (Êx 2 7 :2 0 ) e * :a r a r os pavios todas as manhãs e noites.

3 :1 9 ). Ver também Jó 38:4. 15:11.3 Q u al teria sido a reação de Eli à men­ sagem: subm issão ativa ou resignação passi­ va? M eu voto vai para a resignação. Várias cidades apresentam o termo ramah em seu no-^e (Js 13:26. Ao contrário dos outros juí­ zes. Elcana era da tribo de Levi. e ele é citado em Hebreus 11:32 como homem de fé. Salmos 75:3. O texto diz.1 4 ). 7. 26:14).210 1 SAMUEL 1 . O s sacerdotes que servirão no templo durante a Era do Reino serão da família de Zadoque (Ez 40:45. 1 Sm 30:27). 104:5. . Várias versões trazem a expressão "porção dupla" em 1 Samuel 1:5. que usou seu cargo para servir a Deus e ao povo. Israel estava prestes a pas­ sar por um re co m eço que o levaria a novos desafios e perigos. porém o mais provável é que Elcana e sua família vivessem em Ramataim. Não é todo servo veterano que mostra cortesia na hora de descansar as ferram entas de tra­ balho e deixar que o aprendiz assum a seu lugar. O Se­ nhor estava contra Eli e seus filhos. que Elcana estava tentando mostrar o amor espeaai que sentia por sua esposa num momento difícil. quando Deus fala. as palavras e a in fluên cia de Samue. 46. Trata-se de uma forma de linguagem poética baseada ■ arquitetura daquela época. a Marta (Lc 10:41) e a Paulo (At 9:4. formas diferentes do termo hebraico sa-at que significa "pedido" e constitui a base do nome Samuel. fronteira entre Benjamim e Efraim. e sua m orte foi causad a pela notícia da derrota de Israel e da captura da arca. as coisas teriam sido diferentes. 82:5. para Eli. Se tivesse m o strado um p o u co d essa co n sid e ração quando os filhos ainda eram jovens com o Sam uel. também pode ser vista quando o Senhor se dirige a Abraão (Gn 22:11). Isaías 24:18. Abriu as portas de um novo com eço par* a nação de Israel. alcançaram a nação toda. A mes­ ma d eclaração é feita mais adiante sobre o jo vem Davi (1 Sm 1 6 :1 8 . mas a essa afirm ação é acres­ centado que "o S e n h o r era com ele". O povo reconhe­ ceu que D eus havia cham ado Sam uel para ser profeta e proclam ar a Palavra e a vonta­ de de D eus. 6. a M oisés (Êx 3:4). mas suas b ê n çã o s encontravam -se sobre Sam uel e seu m inistério. Em seu breve discurso registrado em 1 Samuel 1:25-28. que se encontrava em decadência tanto em termos espirituais quanto políticos. O termo "devolvido". 8:6. Eli era um hom em idoso e não havia sido bom pai nem sace rd o te fie l. 19. bem co m o a novas bên­ çãos e vitórias. 21:38. O Salmo 99:6 e Jeremias 15:1 descrevem Samuel como um homem de oração. alguns estudiosos propõem "somente uma porção". pela segunda vez. C om o todos nós. a mesma atitude dem onstrada por Ezequias quando Isaías lhe disse que suas atitudes insensatas um dia causariam a ruína do reino de ]udá (Is 39). Até o fim da vida. Samuel teria um ministério de "abrir as portas" para outros. 4. mas o original também é traduzido por "porção especiaT. 3. e sua fam ília perderia o privilégio do sacerdócio. É evidente que a terra não repousa sobre o alto de colunas. 9. Tudo o que restava ao velho era esperar pa­ cientem ente que a espada caísse sobre ele e sua família. porém. 23. mas vivia em Efraim. que Sam uel cresceu (2 :2 1 . O Senh o r voltou a aparecer de tem pos em tem pos em Siló e a revelarse a seu profeta. Seus dois filhos m orreriam no mes­ mo dia. Abriu as portas da monarquia a Saul. Para exemplos de orações específicas de Samuel. 19:29. posteriormente. ver 1 Samuel 7:8. 2. que não a colocou a serviço da glória de Deus. mas devem os dar o devido valor a sua atitu­ de positiva em relação ao jovem Sam uel. 8. Tudo indica. 5. Jz 4:5. com freqüência. 1. Samuel fundou uma escola de profetas e abriu as portas do ministério a homens que lhe foram enviados por Deus. 44:10-16 1 A repetição do nome. Ana usou. Não há registro algum nas Escrituras de como o sumo sacerdócio passou da linhagem de Eleazar para Itamar e daí. de modo que a porção oferecida também deve ter sido especial. Ramá quer dizer "altura" e Ramataim significa "as duas alturas". e também para Davi. \ entrega de Samuel ao Senhor por Ana foi um gesto definitivo. 43:19. seu sucessor com o líder espiritual de Israel. já fora advertido de que o julgam ento estava a ca­ minho. 19-21). significa "entregue". no versículo 28. U m viver p ie d o s o (vv. sacerdote e profeta. 1 8 :1 2 . de m odo que a luz da verdade continuasse a brilhar em Israel. 9. pode-se dizer que Eli pelo menos se preocupou com a arca de Deus e com o futuro de sua nação. Eli tinha seus defeitos. assim. 12:18. que m otivo havia para viver? Deus havia escolhido Samuel para ser ju iz.

Ao con­ trário de M oisés e de Josué. O s filisteus são m encionados nas Es­ crituras já nos tem pos de Abraão (G n 2 1 :32 . O S en h o r h avia lhes dito claram e n te com o com bater suas guerras (D t 20 ). 1 . O pior é que Hofni e Finéias carregariam a arca de Deus! C om o seria possível que Deus aben­ ço asse dois h om ens p e rverso s co n tra os quais já havia decidido executar seu julga­ mento (1 Sm 2 :2 9 . A arca poderia estar com eles no acam ­ pam ento. teriam percebido que essa derrota vergonhosa havia sido causada pela desobediência de Israel à lei de Deus (Lv 2 6 :3 9 . .4 e 6). no qual i presença gloriosa de D eus habitava (Êx 2 5:10-22). um povo da região do Egeu e jm a gente voltada para o mar. Para os olhos da fé. Porém . Invadiram o •e"itório da costa do M editerrâneo (Fenícia) e procuraram controlar toda a terra conhe­ cida com o Palestina (o nom e "Palestina" vem do term o "Filístia "). essa aborda­ gem foi apenas uma form a de "usar D eus" para cum prir propósitos hum anos. A co nq uista da Terra ^rometida por Israel causou grande trans•Drno para os filisteus e. pois tudo fazia parte do plano de Deus para d iscip lin ar seu povo. mas não garantiam. D eus enconte-se evidente e ativo em todos os acon ­ tecim e nto s re g istrad o s n estes c a p ítu lo s . a cerca de cin co quilôm etros da cidade israelita de E b e n é ze r ("p e d ra da a ju d a " ). mas em vez de sondar seu co ração e de confes­ sar seus p e cad o s. a esperança de Israel era que a presença da arca salvaria os israelitas de seus inim igos. É bem provável que a batalha aqui -nencionada tenha sido um a reação de Is­ rael a uma dessas invasões filistéias. mas o Senhor estava contra eles. 1-10).a no Santo dos Santos.2 Q uand o Hofni e Finéias apareceram no acam pam ento carregando a arca de Deus.e -. os soldados e anciãos gritaram. o que de fato aco n te ceu e causou a morte de trinta mil soldados israelitas. Dentro da arca ficav■ am as duas tábuas da lei. os israelitas d e cid iram imitar M oisés e Josué e levar a arca da alian­ ça junto consigo para a batalha (ver Nm 10:33-36. cheios de entusiasm o. de modo algum . Eram. em várias ocasiões.2 A D e r r o ta de Israel A V it ó r ia de Deus 1 S am u el 4 . i princípio. e nos Livros de Samuel são citaj o s mais de cento e cinqüenta vezes. estab elecer seu re ungido. não esta­ vam procurando glorificar ao Senhor. o inim igo ap arece para itacar. julg ar os zecadores e. A feca era uma cidade filistéia situada ao norte. Dt 2 8 :2 5 ). Tudo isso só serviu para aum entar a determ inação do exército filisteu de lutar com mais vigor e de vencer a bata­ lha. não buscaram a vontade de D eus e. a seu tem po.a mais im portante do tabernáculo e fi:= . mas sua autoco nfiança carnal serviu apenas de prelúdio para outra derro­ ta. A final. 34 . certam ente. e sobre ela • a . O s gritos de alegria talvez tenham levanta­ do seu moral.1 7)? Porém . a figura central r e toda a história de Israel. A arca era a .6 A arca da aliança é m encionada pelo m e­ nos trinta veze s nestes três capítuios e 'epresenta o D eus je o v á . • er 1 0 :1 4 ). a vitória. esse povo tentou expulsar os israelitas da egião. Js 3 . os filisteus derrotaram Israel e mataram quatro mil ho­ mens. No confronto inicial. Israel não era a nação es­ colhida de D eus e o Senhor não lhes havia dado a terra com o sua propriedade? Se os an ciãos tivessem se lem brado dos term os da aliança de Deus. Nenhum dos acontecim en tos ocorreu por v id e n te . causando a perplexidade dos anciãos israelitas.4 :4 . A P a l a v r a f ie l de D e u s Isra e l fo i d e rro ta d o (vv. Deus não permite ser "usado" para que pessoas 1 S m 4:1-22) •\ssim que D eus co m e ça a revelar sua Paavra a seu povo. ia um "p ro p iciató rio " dourado.1 Siló ficava cerca de trinta e dois quilôm etros a leste de Ebenézer.

mas não fora ca p a z de detê-los. mas sua hora havia chega­ do e seus pecados os haviam encontrado.. Eli não estava preocupado com os filhos. Deus usaria a arca para ensinar algu­ mas lições importantes tanto para os israelitas quanto para os filisteus. 17. A o assentar-se em seu lugar especial junto ao tabernáculo. encontram os cinco vezes a oração: "Foi tomada a arca de Deus" (1 Sm 4 :1 1 . Deus havia sido longânim o para com H ofni e Finéias. C orreu. só então. co n­ sagrado ao Senhor e se possuía o desejo de honrá-lo. en ­ quanto profanavam os sacrifícios do Senhor e o povo de D eus. uma vez que a glória havia partido. 6) e. porém . em seguida. seu filho de Icabô . faleceu. com o acreditar em am uletos. mas antes da destruição de Jerusalém. mas os filhos de Eli viviam com o pagão s en q u an to m inistravam d ian te da arca. 19-22). 9 :3 . 1 1b). A gló ria d e D eu s p a rtiu (vv. A esposa de Finéias possuía percepção espiri­ tual mais profunda do que seu sogro. mas ela se preocupou com a glória de Deus. 19. 21. ver tam bém Sl 80:1 e 9 9 :1 ). verdadeiram ente.. 12-18). Rm 9:4V.como se estivesse guardando a notícia mais trági­ ca para o final . Cham oi. Eli sabia que seus filhos haviam entrado no Santo dos Santos e levado a arca para o cam ­ po de batalha. M as será que Eli não sabia que Deus ainda estava em seu trono celestial. m esm o que seu trono aqui na terra tivesse sido vulgari­ zado e transform ado num amuleto? O Se­ nhor não era cap az de proteger a própria mobília e a própria glória? O m ensageiro correu prim eiro à parte mais m ovim entada de Siló e ali transmitiu a triste notícia da derrota de Israel. a prim eira coisa que o sacerdote fazia era cobrir a arca com o véu (Nm 4 :5 . 10:4. agora se encontrava em território inimigo! O s israelitas haviam se esquecido de que a arca era o trono de Deus som ente quan do Israel se su­ jeitasse a ele e o b ed ecesse à sua aliança. D eus prom eteu: "aos que me hon­ ram. pois caiu para trás. A a r c a f o i c a p tu ra d a (v. logo em seguida. até o sumo sacer­ dote e lhe contou sobre a derrota de Israel e so bre o m a ssacre que o co rre ra . Esse acon tecim en to cum priu a Palavra de Deus proferida a Eli pelo profeta anônim o (2:27-36) e a Samuel quando ele foi cham a­ do pelo Senhor (3:11-18). O su m o sa ce rd o te m o rre u (vv. O s dois irm ãos usa­ ram a arca com o um am uleto. N os versículos 11-22. a glória de Deus voltou (1 Ri 8 :1 0 ).212 1 SAMUEL 4 . o favor especial de D eus não estava mais sobre eles. Eli "era hom em [. quebrou o pescoço e m orreu.3 pro­ v av e lm e n te de co m e r ca rn e d e m ais dos sacrifícios (2 :2 9 ) e de levar uma vida seden­ tária. quando o acam pam ento se deslo­ cava. Não era pecado levar a arca para a batalha se o povo encontrava-se. seu marido e seu cunhado. o profeta Ezequiel viu a glória de Deus dei­ xar o tem plo e a cidade (Ez 8 :4 . cuidava do restante da mobília do tabernáculo.] pesado". O s d o is sacerdotes foram m ortos (v. Q u an d o o rei Salom ão consa­ grou o templo. . D eus colocou a arca nas mãos de pagãos.e.4 A pre­ sença da glória de Deus no acam pam ento era um sinal esp ecial de que os israelitas eram o povo de D eus (Êx 4 0 :3 4 . H a ) . an­ tes. A morte de Eli e de seus dois filhos foi o com eço do cum prim ento da profecia se­ gundo a qual a linhagem de Eli no sacerdó­ cio seria extinta e uma nova linhagem seria introduzida. e o lamen­ to ruidoso do povo cham ou a atenção de Eli. de m odo que não fazia grande dife­ rença."Foi-se a glória de Is­ rael" . Eli deve ter so­ frido um derram e ou um ataque cardíaco. no qual Hofni e Finéias haviam sido mortos e . N unca antes na histó­ ria de Israel a arca de D eus havia caído nas mãos do inimigo! Sua santidade era tal que a arca perm anecia atrás do véu do taberná­ culo e era vista apenas pelo sumo sacerdo­ te uma vez por ano no dia da expiação (Lv 16). Q u al­ quer outra coisa não passava de superstição ignorante. 22). Eli estava in­ teressado na segurança da arca. assim co m o não havia conseguido controlá-los no passado. A arca de Deus era o trono de Deus (2 Sm 6 :2 . honrarei" (1 Sm 2 :3 0 ). No tempo em que a nação vagou pelo deserto.que a arca de D eus havia sido tom ada pelos filisteus. estrem eceu por causa da arca de Deus.6 perversas alcancem seus próprios objetivos egoístas.

O utros acreditam que foi uma praga de tum ores. deus da temoestade. Esse acontecim ento trágico foi tão signittza tiv o que o salm ista inclui-o em um de salmos (Sl 7 8 :6 0 . Porém . pois o D eus Jeová era e é plenam ente rap az de cu id ar de si m esm o! N a m anhã . Jo 1:14). 9). o S en h o r castigou o inimigo.do mundo (Lc 2:8-11.1 SAMUEL 4 . m as. G a z a . a história não terminou aí. trata­ ram o Senhor com o se fosse apenas outra divindade qualquer. A maneira mais fácil de fazer isso era transportar a arca para outra cidade e ver o que acon te ceria. atribuí­ ram seu sofrim ento à presença da arca. depois.1 7). a glória de Deus habita em seu povo x m odo individual (1 C o 6 :1 9 . em sua arrogância. Nos dias x noje. Dagom teve de ser erguido à posi­ ção original (Sl 115). com eçatam a escarnecer de Jeová e a exaltar seus reuses. em Dairiate-Jearim (1 Sm 6:13-21). 23 ). O tronco de Dagom estava prostrado diante da arca da aliança. Alguns estudiosos acre­ ditam que se tratou de um a epidem ia de peste bubônica. o Salvaáo . mas só conseguiram m andar embopa essa glória! 2.. a partici­ pação dos ratos. Dagom não representava am eaça algu•na.ário ficava em G ibeão (1 C r 2 1 :2 9 . os adoradores encontraram Dagom prostrado diante da arca. os cinco príncipes filisteus esta­ vam preocupados em preservar a glória de sua vitória. Porém . foi algo que causou dor e humilha­ ção nos filisteus. a captura ia arca pelos filisteus foi apenas parte da * itória. tudo indica que o Senhor infectou cam undongos ou ratos (1 Sm 6:4) no meio do povo e usou-os para espalhar uma praga terrível. juntou a este o tabernáculo 2 C r 5:5). Q uand o os filisteus tomaram a arca e. Ds filisteus acabaram devolvendo a arca. ficariam com a arca e continuariam a engrandecer Dagom.6 213 ' 1 1 :22. o Senhor deveria ter enviado essa afliçã o so b re os israe lita s in cré d u lo s (D t 2 8 :5 8 -6 0 ). O s filhos perverso s de Eli acreditaram rue seu su b terfú g io sa lv a ria a gló ria de Deus. que fc o u primeiro em Bete-Semes e. por sua vez. pois o Senhor abandonou o tabernác_ o em S iló e p e rm itiu q u e este fo sse restruído pelo inimigo (Jr 7:12-14. levaram a arca para Ecrom. o san■_. mas no tem po de Salom ão. de m odo que a levaram para G ate. mas sua cabeça e seu braço haviam sido decepado s e co lo cad o s no lim iar do templo! No entanto. os filisteus se assustaram ao saber rue o Deus de Israel estava no acampamen•. Q u alquer que tenha sido o castigo.. causando inchaços doloro­ sos nos gânglios linfáticos. A glória de Deus só retornou à Berra com o nascim ento de Cristo. atraíram sobre si o ju l­ gamento de Deus. Q u an d o Salom ão term inou de cons~uir o tem plo. Dagom era o :e u s principal e pai de Baal. É bem proíável que os sacerdotes tenham construído ilgum tipo de tabernáculo em N obe (1 Sm 1" :1 ss). e :ad a uma possuía um governante ou "prín:ípe" (6 :1 6 . Ezequiel tam bém viu o futuK) :em plo milenar e a volta da glória de Deus Ez 43:1-5). Ao reunir as evidências. A ssim co m o todo íd olo morto. mas depois da vitória filistéia. 61). seguinte. apesar de ser difícil de entender. cuja adoração causou tantos transiornos para Israel. Se pudessem provar que a cala­ midade era uma coincidência. pois Deus não apenas humilhou o deus dos filisteus co m o tam bém julgou o povo que adorava esse deus. afirm ando sua superioridade em relação a Jeová. Na mitologia filistéia. 1 Rs 3:4 ). eles. como e vid ê n cia de que Dagom era mais •Drte e poderoso do que Jeová. nesse caso. D e acordo com a aliança. onde o povo protestou e o rdenou que a co lo casse m em outro lugar! D eus m atou vários cidadãos ("a mão de D eus castigara O PODER VINDICADOR DE DEUS > 1 S m 5:1-12) -6 cin co cidades-chave dos filisteus eram -íd o d e . mas o que ocorreu na manhã seguinte foi ainda pior. e a praga se repetiu nessa cida­ de! Em seguida. A squelom . 2 0 ) e em Igreja de modo coletivo (Ef 2:19-22). talvez casos graves de hem orróidas (ver 1 Sm 5 :9 ). em sua g raça. No com eço ra batalha. G ate e Ecrom . com o se fosse um de seus devotos. O s filisteus colocaram a arca -o tem plo do deus D agom em A sd o d e . especialm ente na região da virilha. 2 6 :6 .

os prín cipes filisteus ainda tiveram de encontrar uma form a de se livrar da arca sem se hum ilhar e. os príncipes ração contrito e quebrantad o e não uma po deriam ch e g ar à m esm a co n clu sã o . Se um a pedra grande foi usada com o altar. sobre o carro e soltariam as vacas. O s israelitas O h o m em p õ e ( w . de culpa. exata­ m ente com o havia feito com os habitantes de Asdode e de G ate. que os filisteus não tinham o que temer. no final desse tem­ po. 10-18). nos cam pos colhendo o trigo. desconsideraram que. M as haviam se enganado. sendo que. Se Jeová. superot . Atrelariam as poderiam ser sacrificados (Lv 1:3 ). o dono da sua man­ jedo ura" (Is 1 :3). Se elas C o lo ca ram os presentes de ouro sobre a não se movessem ou se fossem para junto pedra e o fereceram -no s ao Senhor. co locariam a arca hom ens da cidade trouxeram mais sacrifícios. Uma de seus b ezerro s. e o as vacas sim plesm ente vagassem de um lado Senhor aceitou as ofertas. os prínci­ pes procuraram um modo de enviar a arca para apaziguar Jeová. D eus havia feito o que Dagom jamais M as os sábios não pararam por aí. o Senhor seria apaziguado e não enviaria mais pragas para a Filístia. Ainda que não qui­ sessem admitir. D eus havia se vindicado e provado que fora sua mão que havia destruído a estátua de Dagom . A PROVIDÊNCIA SÁBIA DE DEUS (1 S m 6 :1 -1 8 ) As experiências descritas em 1 Samuel 5:112 ocorreram ao longo de um período de sete meses. e o jum ento. seria "p ro va" de que o v e z que Siló havia sido destruída e que não Deus de Israel não estava no controle e de existia mais um santuário para a adoração. 1-9). e os israelitas para seus bezerros. em sua alegria. mas as vacas sabiam quem era seu C riad o r e o bedece­ ram a suas ordens! " O boi co n hece o seu possuidor. Esse plano perm itiria q u e o Senhor re ce b e sse a glória sem que os p rín cip e s filisteus fossem envergonhados. onde os hom ens trabalhavam de volta para Israel sem o envolvim ento di­ reto deles próprios ou de seu povo. Outros vacas a um carro novo. O s cin co prín­ cipes e seus sábios haviam pensado em tudo. O obediência servil à lei (Sl 5 1 :1 5-1 7). Atravessaram a fronteira e chegaram à cidad e levítica de Bete-Semes (Js 21:13-16). para cheias de leite do qual iriam querer se livrar onde as vacas foram direcionadas por Deus. som ente anim ais machos zerros e as separariam deles. O s sábios filis­ receberam a arca de volta com grande ale­ teus criaram outra form a de testar o Deus gria. Deus quer um co­ para o outro sem rum o certo. Insistindo em m anter a dignidade. era de fato o verdadeiro D eus vivo. Se as vacas atraves­ sassem a fronteira com Israel.6 duram ente ali") e tam bém enviou uma pra­ ga dolorosa sobre o povo de Ecrom . Tom ariam duas vacas com seus be­ acordo com a lei. confeccionando para isso m odelos em ouro dos ratos e dos tumo­ res. representado pela arca. os levitas ofere­ O s prín cipes traçaram um pia no q u e os ab­ ceram as vacas com o holocaustos ao Senhor so lveria de qu alquer re sp o n sab ilid ad e ou e. O inimi­ mais provável era que as vacas voltassem go estava por perto (1 Sm 6 :1 6 ). os filiste u s poderiam pegar de volta o ouro. e do qual os bezerros precisavam . Ninguém poderia cham ar a erupção dessas pragas de simples co in cid ê n cia . era muito im provável que tomassem a estra­ da de Ecrom para Bete-Semes. Se as vacas não rum assem para o terri­ tó rio dos israe lita s. Porém . de Israel. Jeová havia se vindicado di­ ante dos filisteus e hum ilhado seu falso deus. então G ratos porque o trono de D eus havia e/e que levasse a arca de volta a seu lugar! sido devolvido a seu povo. um a vez que estavam não se atreveram a deixar aquele lugar. 3.214 1 SAMUEL 4 . e os levitas a tiraram do carro e a colo­ caram numa grande pedra no cam po. D e ci­ seria capaz fazer: guiou as vacas. trazendo afli­ ção sobre o povo filisteu. Ao levar em consideração que as vacas estavam amamentando seus bezerros e mugindo por eles e que nunca haviam puxado um carro antes. D e u s d isp õ e (vv. sem trazer mais julgam ento. os cin co prín cipes d ecid iram que era hora de livrar-se da arca. manteve diram que a nação deveria enviar dádivas sua atenção presa à estrada certa. O s príncipes filisteus não conhe­ ciam o verdadeiro Deus vivo. talvez.

7:2) O Senhor poderia ter se retirado do meio de seu povo. tratava-se de uma fam ília de levitas. não temos com o julgar o texto. e deveria ter sido m otivo de grande ale­ s -a acabou trazendo tristeza em função da -sensatez hum ana. A arca já estava na casa de A binadabe havia vinte anos quando Sam uel convocou uma assem bléia de todo o povo. É extre­ mamente im provável que cinqüenta mil pes. O s homens da cidade consagra­ ram Eleazar. 4 . mas cinqüenta mil parece um núm ero um tanto exag erad o .6 215 I desejo delas de ir para junto de seus be■erros e levou-as para a cidade levítica de í-e-e-Semes. um dia. Não é difícil crer que setenta hom ens foram julgados. para guar­ dar a arca. com toda sua inform alidade e falta de respeito pelo sagra­ do. Porém . desejam os mos­ trar respeito por tudo aquilo que é consa­ grado à glória de D eus. Q u em sabe. Sem dúvida. O s hebreus usavam letras no jg a r de n úm ero s e não seria d ifícil um :o p ista se eq uivo car. A arca da a lian ça rep resentava a pre­ sença do Senhor com seu povo e o dom í­ nio do Senhor sobre Israel.C . quando o rei Davi a — nsportasse para o lugar especial que ha:«ra preparado em Jerusalém (2 Sm 6 :1 2ss). Deus tinha todo . A pesar de Deus não viver nas constru­ ções nem na m obília ou nos utensílios de nossas igrejas (At 7:48-50).. filho de A binadabe. (2 Sm 6). 5. Infelizmente. depois do que h avia a c o n te cid o em B ete-Sem es. 51 . 16-20).1 SAMUEL 4 . que não deveria ser vista por c-essoa algum a exceto o sum o sacerdote. Sem dúvida. os levitas teriam protegido a arca de curiosos. A IRA SANTA DE D E U S (1 S m 6 : 1 9 . Na sociedad e o cidental de nosso tem po. nqüenta mil os quatro mil exterm inados -o "grande m orticínio" (1 Sm 4:1 7) no campo de batalha. 4 :5 . que co n h ecia a lei e que v iv ia numa cidade levítica. o povo s'aelita. O acontecim ento e xtra o rd in á rio d e scrito nessas passagens sem dúvida serve para nos advertir sobre a curiosidade religiosa e a falta de reverência pelo Senhor. mas em vez disso. a arca receoeria um novo local. e esse erro lhes custou caro. Nm 1:50. olharam dentro da arca e foram mortos. pois cinqüenta mil parece ser elevado de—ais para uma cidade do tam anho de BeteSemes. permitiu que a arca fosse transportada cerca de dezesseis quilôm etros até QuiriateJ e a rim . pois aqueles que estivessem enfileirados se dispersariam assim que os primeiros curiosos tivessem sido m ortos. é fácil até os cristãos ficarem tão "ch e­ gados" a Deus a ponto de esquecerem que ele é "elevado e exaltado". Alguns ficaram curiosos. 2 0 ) Os hom ens de Bete-Sem es deveriam ter cor»srto a arca. pois a batalha em A feca ocorreu por volta de 1104 a. Sua providência governa todas ü coisas. E possível due a m orte não tenha sido instantânea. em sua gra­ ça. instando os is­ raelitas a deixar seus pecados e a buscar o Senhor (1 Sm 7:3). os sacerdotes e levitas p o fizeram bem o seu trabalho. o n d e p e rm a n e c e u na c a s a de A binadabe. uma vez que. e D avi levou a arca para Jeru­ salém por volta de 1003 a . O u tro s incluem nos : . A seu tempo. uma vez que não sabem os qual era a popu­ lação de Bete-Semes e arredores. pois con h eciam as penadades resultantes de transgredir a lei de Deus.C .o a s tenham feito uma fila e passado pela arca. A G RAÇ A M ISER IC O R D IO SA DE D eü S (1 S m 6:21 . um arqueólogo apresentará a solução para esse problema. Se os filisteus pagãos foram julga­ dos pela m aneira de tratar a arca. "H orrível coisa é cair nas mãos do D eus viv o " (H b 1 0 :3 1 ). o que talvez seja verdade. e aquilo r . deveria ser ainda mais 'esp o n sável! O núm ero preciso de pessoas mortas é -'otivo de controvérsia entre os estudiosos. Alguns acreditam que não passaram :<e setenta pessoas e dizem que cinqüenta mil é erro de algum escriba. mas o texto afirm a de modo ■sspecífico que D eus feriu os irreverentes rue olharam dentro da arca (ver 1 Sm 6 :1 9 . 1 6 :1 3 . é pouco provável que o povo quisesse correr o risco de transgredir a lei novam ente! E possível que a arca tenha passado aproxi­ m adam ente um século em Quiriate-Jearim.

pois não cons­ tituíam um povo unido e tem ente a D eus. de modo que o nome "Ebenézer" é usado nessa passagem por antecipação. V er 1 Samuel 7:12. pode ter sido outro local com o m esm o nome.6 o direito de abandonar seu povo perverso. com relação a seu caráter e piedade. perm aneceu com eles. e 7:13 . "filho da minha destra" (G n 35:16-18). A palavra "m ão(s)" é o termo-chave dessa história. Deus ainda tem reservado o que há de m elhor para os que co locam a escolha nas mãos do Senhor. "Santificai a Cristo. nos dias de hoje. e você pode cam inhar cada dia certo da presença e da ajuda de Deus. mas Jacó mudou o nome do bebê para Benjam im . É evidente que o Livro de 1 Samuel foi redigido depois dos acontecim entos descritos. Foi um tem ­ po difícil para os israelitas. mas. 11. O termo hebraico k a bo d aparece com freqüência nesse relato. ele nos ab ençoará e traba­ lhará para o nosso bem. mas iriam d e sco brir que fa­ ze r as coisas a seu m odo sem pre os co lo ­ cava em dificuldades ainda m aiores. glória. aquilo que a arca representava para Israel. 6 :3 . mas não era um homem "de peso". Raquel cham ou seu segundo filho de "Ben-oni". . e "a mão do S e n h o r " m encionada em 1 Samuel 5 :6 . 7. Jesus Cristo representa para o povo de D eus. E. 9. 7:3 e 8. 1. mas tam bém pode significar "honra. em sua graça. co m o Sen h o r. 2. em vo sso c o ra ç ã o " (1 Pe 3:1 5). O s filisteus falam das "m ãos destes grandiosos deuses" (1 Sm 4:8 ). Significa "pesado". que significa "filho da m inha tristeza". é 3. aquilo que Paulo cham ou de "peso de glória" (1 C o 4:1 7).216 1 SAMUEL 4 . respeitoso" (pessoas "de peso"). Israel a cre d ita v a que seus p ro b lem as se­ riam resolvidos se tivessem um rei co m o as outras naçõ es. 5. Eli era "pesado" (obeso). 9 . ainda que não no tabernáculo especial cuja construção ele havia ordenado. quando é colo­ cado em seu devido lugar de proem inência em nossa vida. Q u an d o Jesus Cristo é Senhor. 4. o futu­ ro é seu amigo. A expressão "m ãos dos filisteus" pode ser encontrada em 1 Sam uel 4:3 ["de nossos inim igos"]. Contudo.

resd e que a arca havia sido co lo cad a na :=sa de A binadabe. Q u alquer coisa em nossa vida que ocupe o lugar de D eus e que exija o sacrifí­ cio e a dedicação que pertencem somente ao Senhor é um ídolo e deve ser lançada fora. de pedra e de metal. e quando os hebreus eram escravos no Egito. 1. para o qual os israelitas se voltavam com freqü ên cia quando a terra passava por um período de seca. os israelitas adoraram alguns desses ídolos durante as jo rnadas pelo deserto (At 7 :4 2 .2. mas os cristãos de hoje possuem ídolos mais sutis e atraentes: casas e pro­ priedades.1 7 ) dovo 5am uel estava cie n te da in q u ie ta ç ã o do e de seu desejo de m udanças e sabia ru e períodos de transição fazem aflorar o ru e há de m elhor ou de pior nas pessoas. 3). O s ídolos do coração são muito mais perigosos do que os de um templo. O s israe­ litas adoravam ídolos de m adeira. e as orações e orientações de Samuel ~K>straram-se cruciais para que o povo pas­ masse em segurança por essa fase perigosa . Essas instruções estavam de acordo com o prim eiro m and am ento: "N ão terás outros deuses diante de m im " (Êx 2 0 :3 ). Deus cham ou Sam uel para co nstruir uma :o n te entre a era turbulenta dos ju íze s e a -ova era da m onarquia. M oisés ordenou que Israel destruísse todo e qual­ q uer vestígio da religião ca n a n éia . os israelitas deveriam preparar o coração para o Senhor e se consagrar so­ mente a ele (v. c u ja a d o ra çã o in c lu ía ritu a is in d e scritive lm e n te se n su a is. 4 ). 4 3 ). O s isra elita s d eixa ra m se u s fa lso s d e u ­ ses (vv. Povo Pede um Rei 1 Sam u el 7 . Além disso. portanto. pois ao longo de vinte anos. s-í"do que muitos anos se passariam antes . A starote era a deusa da fe rtilid a d e . Foi um m om ento crítico na história de aa e l. Por esse mo:\o . D e ix a r os falsos deuses era ap enas o co m eço do processo de volta para o Senhor. adotaram os deusés e deusas dos egípcios. A idolatria havia sido um pe­ cado constante em Israel. riq u eza. até mesm o. 4). tarefa nada fácil. mas o povo acabou se entregando novam ente à idolatria e adorando os deuses de seus ini­ migos derrotados. A fam ília de Jacó havia carregado falsos deuses consigo (G n 3 5 :2 ).u e a arca fosse levada a Jerusalém pelo rei D avi (1 C r 15). De . a nação jam ais seria bem-sucedida se o povo não colocasse o Senhor em primeiro ugar e cresse som ente nele. O s israe litas não viram ap enas um a re p resen tação de D eus no m onte Sinai. Porém .m a coisa Samuel estava certo: com ou sem -ei. Sabiam . carro s. que ado­ rar qualquer im agem de seu D eus co nsti­ tuía um a prática ilícita. Mas agora pediam ao Senhor que lhes des­ se um rei com o os m onarcas das outras na:3 e s. Um ídolo é um substituto para D eus: qualquer coisa a que servim os e na qual confiam os em lugar de Deus. uma nova geração sur­ tira e clam ava por m udan ças rad icais no z :. O p o vo b u sca a o S e n h o r (1 S m 7 : 3 . e transição. convocou uma assem bléia em M ispa. mas sim ouviram a vo z do Senhor. cargos e re co ­ nhecim ento. no ' ório de Benjam im (1 Sm 1 . Sam uel citou e sp e cifica­ m ente os baalins e astarotes (1 Sm 7 :3 . am bição e. . havia sido destruída pelos filisteus e não mais o lugar do santuário do Senhor.3 O uma cidade em Benjam im (Js 1 8 :2 6 ). Durante séculos. e. ter a arca em sua le n a não resolveria autom aticam ente os prob emas de Israel. 3. Js 18:28). outras pessoas.1 1 arca da aliança não estava mais nas mãos do inimigo e se encontrava na de A binadabe. em Quiriate-Jearim . onde desafiou o povo da aliança de D eus a voltar para o Senhor. Baal era o deus can an eu da tem p estade.e r n o de Israel. depois do êxod o. o povo ze Israel havia considerado Jeová seu Rei.

"P ecam o s contra o Se­ n h o r . 3 5 :1 4 ). " A prom essa da alian ça de D eus a Israel era a de que ele perdoaria seus pe­ cados. os israelitas recupera­ ram cidades que haviam perdido na batalha e até ganharam os am orreus com o seus alia­ dos.1921). o S en h o r não os o u v iria (Sl 6 6 :1 8 ). m as. 14). Q u an d o os filisteus sou­ b e ra m d e s s e g ra n d e a ju n ta m e n to de israelitas. Q u an d o nos lem bram os de que Baal era o Deus cananeu da tem pestade. (1 0 :2 5 -2 7 ). seus esforços fra­ cassam e envergonham o nom e de Deus. mas tam bém era preciso que co nfes­ sassem seus pecados e que se entregassem ao Sen ho r. de m odo que se sentiam im po­ tentes. A práti­ ca de co locar pedras para com em orar acon­ tecim entos im portantes faz parte da cultura dos hebreus desde o tem po em que Jacó ergueu um m em orial em Betei (G n 28:2022 . 6 ). quando o povo de Deus confia no Senhor e ora. "Sacrifícios agradáveis a D eus são o espírito quebrantado. a fim de mar­ car o local onde as águas se abriram e Israel atravessou para a terra prom etida (4:1-8. de modo que os cinco príncipes filisteus convocaram suas tropas e se prepararam para invadir a nação vizinha. nosso D eus" ( S l 2 0 :7 ). Em decor­ rência dessa vitória.1 1 C o n fe ssa ra m se u s p e c a d o s (vv. por ocasião da consagração do tem ­ plo (2 C r 7 :1 4 ). confundindo-os de tal modo que foi fácil Israel atacá-los e derrotá-los. Ao o ferecer o holocausto no fi­ nal do dia. Um montão de pedras no vale de Acor servia para lem brar os israelitas da desobe­ diência de A cã (7:24-26).218 1 SAMUEL 7 .1 A principal atividade daquele dia foi a confissão do povo. Será que te­ mos hom ens e m ulheres de oração desse tipo hoje? C om em oraram a vitória (v. seu mentor (2 Rs 2 :1 2 e ver 6 :1 7 ). e outro montão m arcava o lugar onde o rei de Ai havia sido sepultado (8 :2 9 ). C o m o v im o s. nos gloriaremos em o nome do S e n h o r . Em segundo lugar. U m hom em ou mulher de oração é mais poderoso do que todo um exército! Não é de se adm irar que o rei Jeoás tenha cham ado o profeta Eliseu de "C arros de Israel e seus cavaleiros!" (2 Rs 1 3 :1 4 ). 5. D eus lhe respondeu. se os israelitas tivessem qualqu er iniqüidade no c o ra ç ã o . o povo jeju o u . porém . ele supre suas necessidades e seu no m e é g lo rific a d o . 7-1 1. que an teced ia a Festa dos T ab e rn ácu lo s. em cavalos. nós. Sam uel p lan ejava c o n d u z ir o povo a um tem po de ad oração e de intercessão para que fossem libertos dos inim igos. pois não havia sacrifício s su ficien tes nem rituais ca p azes de purificá-los de seus pecados. D u as c o n s id e ra ç õ e s in d icam que essa assem bléia ocorreu durante a Fes­ ta dos Tabern ácu los. "U n s confiam em carros. ó D eus" (Sl 5 1 :1 7). co ração com pungido e contrito. co m em oran d o as ocasiões em que o Senhor proveu água no deserto (Jo 7:37-39). algo que se tornou um a p rática re lacio n ad a à Festa dos T abern ácu lo s. A inda outro conjunto de p e d ra s e n c o n tra v a . Essa pro­ m essa de perdão e de bênção foi reiterada por Salom ão mais adiante na história de Is­ rael. 13. Sam uel era um hom em de oração (Sl 9 9 :6 ). se os confessassem ao Senhor com sin ce rid ad e (Lv 2 6 :4 0 -4 5 ). A ntes de sua m orte. suspeitaram que Israel estava pla­ nejando um ataque. e. sua m aior arm a era a fé no Deus Jeová. Josué er­ gueu um a grande pedra para servir de teste­ m unho e lembrar os israelitas do voto que . Josué colocou doze pedras no meio do rio Jordão (Js 4 :9 ) e outras doze na margem ocidental em Gilgal. vem os com o o poder do trovão de D eus é ainda mais significativo. a fim de m arcar o local onde cin­ co reis haviam sido derro tad o s e morte s. O raram ao S e n h o r p e d in d o sua ajuda (vv. não o desp rezarás. N ão bastava apenas destruir seus íd olos. Porém . o povo derram ou água diante do Senhor.s e na c a v e rn a de M aquedá. Em prim eiro lugar. outros. O Senhor m anteve os filisteus afastados de Israel todos os dias de Sam uel. 12). naquele dia. o Senhor trovejou contra os sol­ dados filisteus. um a prática requerida apenas no dia anual da exp iação . título que Eliseu usou para Elias. Sem pre que o povo de D eus depende de seus planos e recursos. fé que se expressava por meio da oração. Porém . Israel não possuía um exército perm anente nem um governante para organizar uma for­ ça militar.

sem pre que fosse preciso. A re iv in d ic a çã o p o r um re i (vv. o que ocorreu foi uma sucessão autom ática. e os ^"ciãos israelitas queriam que a nação acom: unhasse essas m udanças. acon selh ar e julgar. então é bem provável que o pai também soubesse. 1 8 :1 . e. na verdade.4:1 ). onde Samuel não poderia supervisionar o traba­ lho que realizavam . cada um fazia o que achava mais reto" (Jz 2 1 :25 . e talvez Samuel tenha passado tem po dem ais longe de casa. O s filhos ficaram distantes dele. 20). > ejs dois filh o s o assistiam servin d o em ie "se b a (8:1. e ia% ia surgido em Israel outra geração.1 SAMUEL 7 . em sua velhice Samuel foi obrigaMd a tomar decisões difíceis. Q u e grande estím u lo h a ra nossa fé! Respeitaram S a m u e l (vv.Jeová Jiré".1 1 219 iam feito de servir e de obedecer somenao Senhor (24:26-28). Era uma bênção para Israel jta um hom em com o Samuel para conduzi>:s. se os anciãos sabiam dos pecados dos filhos do sacerdo­ te. Deus poderia levantar profetas. O ■ador da M issão para o Interior da Chi|. H udson Taylor. quanr : e le m o rre u . percorrendo seu circuito m iniste­ rial pelas cidades de Israel. B u y ir caso s litigiosos. mas ninguém possuía au­ toridade sobre a nação com o um todo. mas Josué não recebeu instru­ ções do Senhor para im por as mãos sobre um sucessor. mas quando estes morreram . ver 1 7 :6 . Deus levantou líderes aqui e ali e lhes deu grandes vitórias. ■ o m onum ento era uma lem brança aos litas de que D eus os havia ajudado até e de que co ntinuaria a ajudá-los se consem nele e guardassem sua alian ça. foi ponto lí it r a l de unidade política e de autoridade •riDiritual. Destes. os anciãos apresentaram a Sam uel seu pedido e vários argum entos para apoiá-lo. 2). Assim com o tantos outros gran:e s líderes. Samuel era ■n homem idoso. js palavras em hebraico significam : "Até ui nos ajudou o Senho r e nos aju dará ~ui em d ia n te ". A nação sabia que Samuel era um c e r escolhido por Deus (3 :2 0 . mas o fez com dor no co ração . Eli foi com placente de­ mais com os filhos rebeldes (2 :2 9 ). D eixou os anciãos que havia treinado para servir ao Senhor. a nova geração afastou-se de D eus e seguiu os ídolos de C an aã (Jz 2:10-15). Sa­ bendo que Israel precisava de um governo central mais forte. É bem provável que essa assem bléia em M ispa te­ nha marcado o início do ministério público Samuel à nação toda de Israel. o bedeceu ao Senhor. com ceres novos e cheios de idéias. Aposentou-se certo de que havia sido rejeitado pelo povo ■0 qual havia servido tão fielm ente. estavam se esquecendo de que a força de Israel deveria ser diferente da força 2 . 1-9). Israel in teiro o pranteou 2 3 :3 ). 1 9 :1 ). Samuel vivia em Ram á e instituiu um õrcuito ministerial para ensinar a lei ao povo. mas os tem pos estavam m udando. e esperava-se que cada tribo buscasse ao Senhor e a sua vontade. de modo que. A "n ação " de Israel era. C om referência ao sacerdócio. 15-17). Juntas. mas quem iria liderar o povo e p ro vid en ciar para que a lei fosse obedecida? D urante o período dos ju ízes. prestes a sair de cena. Samuel . na cidade de Berseba. "E b en é ze r" significa "ped ra de ajuda". C om o é triste ver que tanto Eli quanto Sam uel tiveram filhos que não seguiram o Senhor. não havia rei em Israel. costum ava pendurar todas as casas onde m orava um a placa : dizia: "E b en é ze r . e. Q uand o os anciãos pediram para ter um rei "co m o o têm todas as n açõ es" (1 Sm 8 :5 . Porém . daquela ocasião em diante. O POVO REJEITA O SENHOR 1 S m 8:1-22) Zerca de vinte a vinte e cin co anos se pas­ m a m entre os acontecim entos registrados kb capítulo 7 e os do capítulo 8. Deus havia escolhido M oisés para lide­ rar a nação de Israel e Josué para sucedê-lo (D t 31:1-15). "N a ­ queles dias. os dois prim eiros de­ vem ter ferido Samuel até a alm a: ele estava velho e não tinha sucessor algum e seus fi­ lhos não eram piedosos e aceitavam subor­ nos (1 Sm 8:3-5). as circunstâncias mudam e o povo de Deus deve ter sabedoria para se adaptar a ■ovos desafios sem ab ando nar as antigas convicções. uma confederação informal de tribos soberanas. A vida confriu a .

Nm 2 3 :9 . mas sim a D eu s. ao longo do Pentateuco. de modo que ordenou a Sam uel que lhes dissesse o preço que te­ riam de pagar se quisessem ser governados por um rei.2 Sem pre que a lide­ rança de um a igreja entra em d ecad ência espiritual. de modo que escolheram fiar-se em um bra­ ço de carne.1 1 de outras nações. pouco antes de entrarem na terra prom etida (D t 17:14-20). de que. a palavrachave no discurso de Samuel é tomar. A ssim . O s m elhores jo vens ser\iriam no exército e nos cam pos do rei. os desígnios do seu coração. e era isso o que pesava no co ra ção de Sam uel quando orou ao Senhor pedindo sabedoria. O s filisteus a in d a eram um a n a ç ã o p o d e ro s a . a nação tinha segurança e suficiência. mas ainda não era o m omento de ele aparecer. O s israelitas eram o povo da aliança de D eus. que ele instituísse uma dinastia. O p r e ç o d e um re i (vv. Porém . No Sinai. (Ver Êx 19:3-6. 17. e Jacó havia cham ado Judá de tribo real (4 9 :1 0 ). 3 3 :1 5 . A gló­ ria de D eu s habitava no meio d eles e a lei de Deus era sua sabedoria. O rei e sua corte precisariam ser susten­ tados. O m aior julgam ento que D eus pode enviar sobre nós é deixar que façam os as coisas a nosso modo. mas sim insistir que Deus lhes desse um rei im ediatam ente. O que vale para indivíduos tam bém vale para na­ çõ e s: quem tira da vida o que quer paga por isso. mas fez definhar-lhes a alm a" (Sl 106:15). seu pedido foi: "fazenos d e u se s" (Êx 3 2 :1 ). os anciãos preocupavam-se com ques­ tões de segurança nacional e de proteção contra os inimigos a seu redor. Lv 18:30 e 2 0 :2 6 .220 1 SAMUEL 7 . cujas exigências não eram desm edidas. desde que o bedecesse ao Senhor. H á inúmeras evi­ dências. o Senhor queria que seu po­ vo entrasse n essa nova fase inteiram ente cônscio da situação. en­ quanto o Senhor lhes provia tudo de que precisavam e muito mais. Sara e Jacó que haveria reis em sua descendência (G n 1 7 :6 .Davi. em momento algum. 11). de m odo que tom aria seus filhos e filhas. "O S e n h o r frustra os de­ sígnios das nações e anula os intentos dos povos. Sob o reinado do D eus Jeová.) Po­ rém. e d e p o is de seu fracasso humilhante em Cades-Barnéia. 16. suas propried ades. o hom em que Deus havia es­ c o lh id o . e os am onitas também representavam uma am ea­ ça (1 Sm 1 2 :1 2 ).. Samuel era um hom em de profunda per­ cepção espiritual e sabia que essa reivindi­ ca ção de um rei era sinal de d e cad ên cia espiritual entre os líderes. Deus prometeu a Abraão. Porém. essa igreja torna-se mais parecida com o mundo e usa os m étodos e recursos do m undo para tentar re aliza r a obra de D e u s. 70-22). Ele tom aria propriedades e parte de suai colheitas. suas colheitas e seus rebanho s. 3 5 :1 1 ). Suai filhas seriam cozinheiras e padeiras para : rei. O fato de Saul ser da trib o de Benjam im e não de Judá já é forte indício de que não se esperava. O b e d ecer à aliança de Deus significava viver uma vida feliz. M oisés preparou a nação para um rei quan­ do falou à nova geração. A pesar de tais aspectos não terem ficado muito evidentes nos rei­ n ados de Saul e de D a v i. O m aior pecado de Israel não foi pedir um rei. ce rtam e n te se tornaram patentes no tem po de Salomãc . O Senhor havia pla­ nejado um rei para eles . O conselho do S e n h o r dura para sem­ pre. um dia. Israel teria um rei. O s lid eres israe lita s do tem p o de Samuel não acreditavam que Deus poderia derrotar os inim igos e proteger seu povo. dis­ seram: "Levantem os um capitão e voltem os para o Egito" (Nm 1 4 :4 ). "Dei-te um rei na m inha ira e to tirei no meu furor" (O s 1 3 :1 1 ). por todas as gerações" ( S l 3 3 :1 0 . Deus nunca se surpreende com as atitu­ des de seu povo e tam bém não fica sem saber o que fazer. Não estavam re­ jeitando a Sam uel. o filho de Jessé . nãc dar. aquele que dava a seu povo o exército e a capacidade de derrotar os inimigos. e ele era seu Rei. Não era a primeira vez que o povo rejeitava ao Senhor. Israel não tinha um exército perm anente nem um rei para comandá-lo. o Senhor respondeu ao pedido do povo nom eando Saul seu rei e usou Saul para disciplinar a nação e preparála para Davi. a fim de alim entar os oficiais e servos do palácio. "C oncedeu-lhes o que pediram . O s anciãos se esqueceram de que o Senhor era o Rei de Israel.

sua adm iração pelas quacades fí sicas . Ao perguntar às jovens se o vidente estava lá. e Saul deu ouvidos a seu conselho! Um aco n te cim e n to um tanto insignifi­ cante reuniu Saul e Sam uel: o extravio das jum entas de Q u is. pois as moças esta­ vam saindo para buscar água. 21 . O Se­ nhor trabalha de m aneiras incom uns. com servos. rei resignado por D eus para Israel.transp areceu até m esm o :„ a n d o foi ungir D avi (16:1-7). 1 Sm 17:15) e considerava o povo de Israel um rebanho carente de pro­ teção e de orientação (2 Sm 2 4 :1 7 ). a prioridade dos israelitas não era i i a d a r a D e u s. o povo insistiu 3 _e D eus lhe desse um rei. Saul era iito . pois Samuel apareceu assim que o futuro rei e seu servo entraram na cidade. localizada a cerca de oito quilôm etros de Ram á. o servo sabia quem era Sam uel. O território de Benjam im ficaa entre Efraim e Judá. receberam um a resposta longa e detalhada. por pouco. ■ ‘ r-esar do que Saul disse a Samuel em 1 Sa— je l 9 :2 1 . mas quem iria pensar que o prim eiro rei de Israel seria cham ado para o trono enquanto procurava jum entas perdidas? Davi cuidava de ovelhas (Sl 78:70-72. ele pertencia a um a fam ília po­ r o s a e rica. bem apessoado e forte. mas não fazia da busca ao Se­ nhor uma parte essencial de sua vida. Esse ponto 'r 2co de Samuel . Saul vivia em G ib eá. a história poderia ter sido bem diferente. oom toda sua percepção espiritual. No entanto. propriedades e anim ais. C o n sid eravam d ifícil dem ais co n fia r n m Deus invisível e obedecer a seus man­ damentos m aravilhosos. em parte. O fato de haver dedicado tanto ‘■e-npo e esforço procurando anim ais perdi::■> indica que não era do tipo que desistia . Chegou o dia em que o povo r^ Tiou pedindo alívio do jugo pesado que •??íe rei havia posto sobre os israelitas para . mais tarde. mas se Saul não tivesse obedecido ao pai e ouvi­ do seu servo. Talvez as m o ças israelitas estivessem co n ten tes de poder conversar com um desconhecido alto e bem apessoado! A té mesmo o momento em que Saul chegou na cid ad e foi provi­ dencial. mas sim ter garantias de r o t e ç ã o co ntra os inim igos. de modo que a tribo Me Saul era adjacente à tribo real de Judá. Ao que parece. Jacó com parou 5-eijamim com um "lobo que despedaça" C n 4 9 :2 7 ). Assim com o muitas pessoas h oje em dia. mas não havia indicação al­ guma de que tivesse vida espiritual ativa. Evidentem ente. Saul era de 5-enjamim. Feliz­ m ente. o tipo de rei ru e o povo iria admirar. O en co ntro e n tre S a m u e l e S a u l (9:12 5 ). empolso j-se quando o viu (1 0 :2 3 .10:27) I> enfoque passa de Sam uel para Saul. eram ani­ mais valiosos.u e o Senho r havia feito por Israel desde : iham ado de Abraão até a conquista da ~~ ra Pro m etid a.1 1 221 | ! Rs 4:7-28). deram as co stas para o D eijs Todo-Poderoso e escolheram sujeitarse ao governo de um frágil ser humano. 3. e. \ OBEDIÊNCIA AO SENHOR facilm ente. mas tam bém indi­ ca que Saul sim plesm ente vivia e trabalhava nas lavouras com a fam ília em G ib eá e cui­ dava de sua vida. 10:14-16). C om o era possível Saul viver tão perto do líder es­ piritual de Israel e não saber dele? Trata-se. tribo que. alguém que pudessem ver e se­ guir. Até mesm o Sam uel. O s dois hom ens chegaram às portas de Ram á no final da tarde. não fora íice rm in a d a em d e co rrê n cia de sua rebeiã o contra a lei (Jz 1 9 .a i t e r a glória de seu reino (1 Rs 12:1-4. Saul nem se­ quer sabia de um fato conhecido por todo Israel (3 :2 0 ): que um homem' de Deus cha­ mado Sam uel vivia em Ram á (9 :6 ). Saul possuía certa modéstia (v. A pesar das advertências.20 ). cidade onde Sam uel m orava. N aquele m o iMento. A pesar de tudo o . não era contra a religião. não partici­ pava das festas anuais e não se preocupava muito com questões espirituais. e a tribo envolveu-se em inúmeb s batalhas. Samuel estava se dirigindo a um "alto" fora 1 S m 9:1 . alguém os en­ controu e devolveu a Q uis (1 0 :2). No tocante a seu aspecto físico. Saul tinha in s id e ra ç ã o pelos sentim entos do pai (9:5) •e persistia no desejo de o b e d ecer à von•ade dele. de um mistério.1 SAMUEL 7 . 24 ). te r Jr 22:13-17). Q u e ria m als-em que os julgasse e que com batesse suas ? i:a lh a s .

16. em seguida. onde iria o ferecer um sacrifício ao Senhor. o homem que havia escolhido e que Sam uel deveria ungi-lo rei. todo o desejo de Israel co n cen­ trava-se em Saul. 2 4 :6 . Samuel acom pa­ nhou Saul e seu servo até a saída da cidade. en­ q u a n to Saul e seu s e rv o ja n ta v a m com Sam uel. 6). A resposta de Samuel ao pedido de Saul deve ter espantado o rapaz. Saul descobriu que estava falando justam ente com o ho­ mem a quem procurava e que. No entanto. mas isso tudo lhe seria ex­ plicado no dia seguinte.3 É bem provável que existisse e ~ i Betei um lugar con sagrado ao Senhor r 2 0 :1 8 . 4). nho e os três pães fossem presentes para levitas que viviam naquele local. é possível que os três cordeiros fos para os sacrifícios. Em term os m ais atuais. mas som ente Samuel e Saul sabiam disso. Ao que pare­ ce. Sl 2 :2 . enviou o servo adiante e. mas o povo de Israel era proi­ bido de imitar tais costum es (Sl 7 8 :5 8 . ainda havia pessoas devotas na terra que honravam e buscava. 2 6 ). Jr 3 :2 ). na manhã seguinte. 3 3 ).222 1 SAMUEL 7 . esses hom ens sabiam quem Saul era e que havia estado longe de casa à procura das tais jum entas. Um dos títulos dado aos reis era "ungido de D eus" (1 Sm 12 :3 . C o isas estranhas estavam a c o n te ce n d o ! D e p o is do ban q u ete. Esses hom ens saudari Saul e lhe dariam dois dos três pães. e talvez os três cordeiros. notícia esta que Saul já havia recebido de Sam uel. 11. de fato. Além disso. O termo "príncipe". Um a que. acontecim entos especiais com os quais iria se deparar no cam inho para casa. de m odo que o sacerd o te estava prepara­ do para encontrá-lo e para transmitir-lhe a mensagem de Deus. e Sam uel lhe inform ou que aquela porção havia sido separada especial­ m ente para ele. Um a das grandes falhas de Saul com o líder era sua dificuldade de não interferir nas situ açõ es e de d e ixar Deus operar. o . onde Saul encontraria peregrinei a cam inho de Betei (vv. onde se­ ria realizada a refeição. Assim com o havia feito com Sansão (Jz 13:5). Ficou sabendo que o profeta tinha uma mensagem especial para ele e que as jum entas perdidas haviam sido en co ntradas e devolvidas ao pai de Saul. S a m u el u nge S a u l (9 :2 6 . jantaria com Samuel. Com o o jo vem Saul poderia ter ce rte za de que D eus o havia escolhido de fato? Samuel deu a Saul três sinais. 3.1 1 da cidade. preparando Israel para a conquista final desse inimigo sob a liderança de Davi (1 C r 18:1). Um a vez que não havia um san­ tuário central em Israel naquela ép o ca. pois a nação inteira queria ter um rei. não havia um santuário c trai. Saul passou a ser o novo líder do povo de Deus ("herança"). Samuel ignorou os protestos de Saul. significa sim plesm ente "líder". un­ giu Saul com o primeiro rei de Israel. Q uand o Saul apareceu. o Senhor falou no­ vam ente a Samuel e confirm ou que aquele era. Deus trabalhava para salvar os ani­ mais perdidos. U m a vez realizada a oferta p acífica. se que ele deveria aceita r o presente. Prim eiro.10:16). até então. A pesar da in­ credulidad e de Israel. Foi uma experiência pos^ tiva para o jovem rei. durante a qual Sam uel explicou a Saul os acontecim entos que haviam levado àquele encontro. pois serviu para asse­ gurá-lo de que D eu s era capaz d e resolver seus problem as. Daque­ le m om ento em diante. O segundo sinal ocorreria no carvalho de Tabor. em 1 Samuel 9 :1 6 .* ao Senhor. Lv 7 :3 2 . O s 4:11-14. Logo cedo. encontraria dois hom ens que lhe diriam que os anim ais perdidos haviam sido encontrados (1 0 :2). Saul tinha "m ania de controlar" tudo. o povo levava seus sacrifícios a um santuário consagrado ao Senhor que ficava num mon­ te próxim o à cidade. 2 6 :9 . o Senhor havia dito a Samuel que Saul viria a Ramá. No dia anterior. As nações pagãs ado­ ravam seus falsos deuses em lugares altos e tam bém se entregavam a práticas im orais nesses lugares. o Senhor usaria Saul para en fraq u ecer os filisteus. Saul não entendeu o que Samuel estava dizendo. D . Saul voltou com Samuel para sua casa e lá tive­ ram um a longa co n v e rsa . e acom panhou Saul e seu servo à sala de banquetes no alto. Saul recebeu a po rção es­ pecial que cabia ao sacerdote (1 Sm 9 :2 4 . segundo os quais ele era um joão-ninguém que pertencia a um a tri­ bo insignificante. em seguida.

dentro dos padõres do Novo Testato. Deus disse a Saul que p o deria investi-lo do p o d e r n ecessá rio para o se rv iç o . Pelo de Saul ter se tornado orgulhoso e indeente e por ter se rebelado contra Deus. mas não podem mandá-lo em bora. . No ~ nto. Seu or­ gulho e sua sede de poder tornaram-se pe­ cados constantes. sua vida teria sido muito diferente. O s cris­ tãos de hoje. o rei de sua nação. Q uand o D avi pediu a Deus que não retirasse dele o Espírito Santo (Sl 51 :1 1 ). mas o texto descreve apenas o •í^contro de Saul com os profetas (vv. mais tarde Saul. -ei perdeu o poder do Espírito. mas era um a pessoa m undana. ver v. desde que ele andasse em diência à vontade do Senhor (v. 14). Saul encontraria um de profetas voltando de uma cerimôze adoração num alto. se tornaria extrelente auto-suficiente e rebelde. C ad a um desses acontecim entos ocore x a ta m e n te co n fo rm e S am u el h avia prometido. os quais estariam ’ tizando. pois se refere principalm ente a uma de e a um a perspectiva diferente. para sua personalidade. 17) com o selo de Deus mostrando que somos seus filhos (Ef 1:13. Q uand o Saul deixou Samuel e partiu de :a para casa. um estae guerreiro cuja responsabilidade era ir a Deus e obedecer à sua vontade. 6). N ão disse co isa algum a à fam ília sobre ter sido ungido rei e. a n o tícia de suas e x p e ­ riências proféticas não chegou a G ib e á.1 SAMUEL 7 . Nesse sinal. bem com o » e j reinado e. que se encontram sob a nova aliança. se co nfiasse no Senhor . pensava especificam ente naquilo que Deus havia feito com Saul (1 S rrv 1 6 :1 4 . O Espírito Santo viria sobre Saul ela ocasião e ele se juntaria aos profeem sua adoração extática. D eus "lhe mudou o cora(1 Sm 1 0 :9 . ao que p a rece . O s aco n te cim e n to s dos dias anterio res d eve­ riam ter m ostrado a Saul que D eus estava com ele (v.< :'ém . e o Seretiraria dele seu Espírito (1 Sm 16 :1 4 .1 1 223 a mostrando a Saul que ele não apenas eria seus problem as. O rito Santo o capacitaria ainda mais para ir a D eus. é su ficiente para estas co isas?". O Espírito possibilitou que Saul tivesse (provavelm ente. por fim. era incom um e ines­ perado. Saul voltou para casa e retom ou o tra­ balho no cam po. 6). co m o tam bém 'ia suas n ecessidades. U m a v e z que os profetas muitas vezes herdavam o m inistério de seus pais (Am 7 :1 4 ) e eles próprios eram cham ados de "pais" (2 Rs 2 :1 2 . 10' 3 No tempo do Antigo Testam ento. tam bém a vida. O terceiro sinal era associado ao poder itual (1 Sm 10:5. pela prim eira v e z na vida) um a e xp e riê n cia pessoal com o Senhor e que a expressasse por meio do louvor e da adoração. Q uand o a notícia de que Saul havia profetizado com os profetas es­ palhou-se. têm o Espírito habitando dentro de­ les para sem pre (Jo 1 4 :1 6 . A pergunta: "Está tam ­ bém Saul entre os profetas?" passou a ser usada sem pre que alguém fazia algo que. e a única resposta correta é: :»ssa suficiência vem de D eus" (3 :5 ). 6). o últim o hom em que seus amigos esperavam ver tendo expe­ riências desse tipo. 615). Deus tam bém poderia retirar seu Espírito. é unta no coração de todo servo de Deus Co 2 :1 6 ). não espiritual. Esse agricultor passaria a pensar e a agir um líder. O s cristãos de hoje podem entristecer (Ef 4 :3 0 ) e apagar (1 Ts 5 :1 9 ) o Espírito. nem todos em Israel se im­ pressionaram com ele (1 Sm 10:27). C om o prim eiro rei Israel. alguns de seus am igos falaram dele com desdém (1 Sm 10:11-13). a segunda per­ gunta foi: "Q u e m é o pai deles?" M esm o depois de Saul ter sido apresentado ao povo com o seu rei. Não considere declaração com o um caso de "regeneio". "Q u e m . da m esm a forma. Se Saul tivesse continuado a ali­ m entar esse relacionam ento com o Senhor. Não há evidência alguma de que Saul fosse exces­ sivam ente p erverso . 6 :2 ). Deus /a seu Espírito Santo a pessoas escolhia fim de capacitá-las para realizarem ia s especiais e. 7) e que cu idaria dele. co m o se nada de extraor­ d in ário tivesse o co rrid o . ele teria de reunir um exército e ecer com ida e equipam entos necessáa esses hom ens e teria de depender do or. 2 8 :1 5 ). suprindo suas necessidad es.

certam ente. e o Senhor ainda está no poder. Porém . Samuel sabia que não era preciso ser um hom em alto e mus­ culoso para realizar a obra do Senhor. que seguiu as em oções em vez de fortalecer a fé. porque D eus lhes tocou o c~ ção. no m om ento seguinte. o jovem Saul. Evitar a aclam ação nacional é um a coisa. inclusive o rei. Tratava-se de um teste para determ inar se Saul era. Sem dúvid a. com o propó sito de ap resen tar o novo rei ao povo. de­ dicado ao Senhor e se estava disposto a aca­ tar ordens. Por certo. os israelitas haviam deso­ bedecido ao pedir um rei! Haviam pecado. 8). mas sim de nem sequer pensar em si m esm o". de m odo que a nação teve de aceitá-lo. Term inada a assem bléia. D eus usou o adolescente Davi para matar um gigante (ver Sl 147:1 0 . mas Samuel desejava que as tribos entendessem que Jeová estava no controle do processo de seleção. Cam p­ bell M organ: "Se Deus cham ou um homem para reinar. mas evitar a responsabilidade recebida de Deus é ou­ tra bem diferente. Em seguida. teria se apresentado na assem­ bléia e aceitado hum ildem ente o cham ado do Senhor. pediria ao povo que orasse por ele e que o seguisse enquanto procuraria fazer a vontade de Deus. Saul foi um governante cheio de relutância. C o m o disse A n d rew M urray: "A ver­ dadeira humildade não consiste em pensar sobre si mesm o de modo depreciativo. Som ente Deus e Samuel sabiam que o rei já havia sido esco lhido e ungido. depend e da fo rça e da sab ed o ria do Senhor. esse indivíduo não tem direito algum de se escon der". mas u grupo o desprezou e rid icularizo u . C aso Saul estivesse se concentrando na gló­ ria de Deus. o clã de Matri foi selecionado e. O prim eiro ato oficial de Saul indicou que o futuro seria problem ático. não passa­ va de um au to crata e g o cên trico . S a m u el apresenta S a u l a o p o v o (10:172 7 ). Alguns anos depois. S am u d tom ou com o ponto de partida as palavras de M o isés em D e u te ro n ô m io 17:14-20 e lembrou o povo de que mesm o o rei de\eria sujeitar-se ao S enh o r e a sua Palavra_ H avia um só D eus. a famí­ lia de Q u is e. uma só nação e uma aliança. M as Saul havia d e sa p are cid o ! Sam uel teve de consultar o Senhor novam ente para descobrir que o rei estava escondido entre os carros e a bagagem. Co . mas o Senhor atenderia seu pedido. mas. A presentou Saul com o o rei escolhido por D eus. Samuel com eçou pregando um serm ão e lem brando o povo de sua redenção do Egito pela graça e pelo poder de D eus. Saul tam bém deveria ter p e rc e b id o q u e p o d e ria c o n fia r que Samuel lhe transmitiria a mensagem de Deus e que desobedecer a Samuel significava de­ sobedecer ao Senhor. talvez.4 Samuel fez o que pôde para consertar a situação em baraço­ sa..provavelm ente pela representação de seus anciãos . Fiel a seu cham ado profé­ tico. todos voltar para casa.1 1 e o b ed ecesse a ele. mas este discurso e docum ento foram positivos e ressaltaram os deveres tanto dc rei quanto do povo. e era ela en co ntrar-se com Sam uel um G ilg al em data que lhe seria mostrada (v. Samuel convocou outra assem bléia em M isp a. ao mesm o tem­ po. Seu p rim eiro discurso sobre o rei havia sido negativo (1 Sm 8:1018). uma forma nada au spiciosa de co m e ça r seu reinado! O fato de Saul ter se escondido foi provoca­ do por modéstia ou por medo? Provavelm en­ te pelo m edo.224 1 SAMUEL 7 . O povo ficou impressionado. Seg ram Saul.1 1 )! A coisa mais sábia que Sam uel fez na­ quele dia foi ligar a m onarquia à aliança di­ v in a (1 Sm 1 0 :2 5 ). M ais um a tarefa aguar­ dava a Saul. já que a verdadeira humildade aceita a vontade de Deus e. Num instante servia com o soldado corajoso e al­ truísta e. e destacou as características físi­ cas adm iráveis de Saul. por fim. e a tribo de Benjam im foi selecionada. Alguns do povo deram presentes a S co m o sinal de re ve rên cia ao rei. Em seguida. Infelizm ente. Saul foi reprovado. desse clã. um dos sacerdotes tenha usado o Urim e o Tumim para determ inar a vonta­ de do Senhor (Êx 2 8 :3 0 ). Nas palavras de G . Pediu às tribos que se apresen­ tassem . acom panhado um grupo de valentes que se tornaram s oficiais e seus homens de confiança. bem com o sua obrigação pactuai de o bedecer ao Senhor. É possível que essa seleção te­ nha ocorrido lançando-se sortes (14:40-42) ou. verdadeiram ente.

) Além disso. ao longo de toda a hisde Israel. o povo de D eus connum homem feito de pó.1 1 225 Saul poderia tê-los tratado com severidaT ia s preferiu calar-se. a nação não no Senhor que. O rei mal havia entendido a situação quando recebeu uma dádiva do Espírito de Deus e seu espíri­ to encheu-se de indignação justa ao ver algo assim ocorrendo em Israel. dando a Naás a falsa segurança que levou seu exército a baixar a guarda. e Deus havia dado a vitória sobre os filisteus. O s israelitas eram co nhecidos por suas ex­ pressões ruidosas e veem entes de tristeza. quando Saul ouviu o povo chorando. No mesm o instante. p o rta n to . poste- lente. e Naás co n co rd o u .1 SAMUEL 7 . Sem precisar matar um só israelita. Saul entrou em ação e usou um modo dram ático para enviar aos hom ens de sua nação a mensagem de que Israel precisava deles para lutar. de modo que trezentos e trinta mil hom ens se reuniram para a batalha.encontrava-se acam pado ao redor de ileade. o sobrinho de Abraão 1 9 :3 0 -3 8 ) e.tar os inimigos. na ança de encontrar alguém que pudesíalvá-los. O s e r v iç o d o de reunir um exé rcito . identificou-se com Sam uel. ' . O s anciãos da cidade mostraram sabe1 ao pedir um a sem ana de p razo . Em sua graça. pois ele e Sam uel estavam trab alh an d o ju n to s. p a ren te dos itas. O perigo que Naás ("serpente") e exército representavam contribuiu para os israelitas pedissem um rei. Naás :eu negociar com o povo da cidade e ar os habitantes. enviou um a m ensagem à cid ad e avisand o que o socorro estava a cam inho e que o exército chegaria lá no dia seguinte. O Senhor operou em favor de Saul ao co locar o tem or no coração do povo. havia se mostrado poderoso favor de seu povo. pensando os pobres israelitas não seriam capazes . alguém a quem sem admirar. No entanto. 4-11). tomar suas ~zas e escravizar o povo. por volta do meio da m anhã. em seguida. a cerca de trinta e dois quilôm e­ tros de Jabes-Gileade e. Levaria algum tem po para os israelitas se acostum arem com a nova form a de gover­ no. Saul estava arando um cam po com uma junta de bois. Infelizm ente. agora. cidade a cerca de oitenta quitros da casa de Saul. Tudo o que exigiu foi se su b m e te sse m ao castig o incapate de ter o olho direito vazado. seu novo rei. O s habitantes da cidade usaram de astúcia e disseram aos am onitas que se entregariam no dia seguinte. É interessante que ninguém de Jabes-Gileade respondeu à co n­ vo cação para juntar-se ao exército quando a nação teve de castigar a perversidade de G ilead e em Benjam im (Jz 2 1 :8. Saul juntou o exército em Bezeque. m ostrou-se disposto a m atar o 0 filho. Seu p ro fe ta. No entanto. E estranho que os mensageiros de Jabes-Gileade não tenham se apressado a entrar em contato prim eira­ m ente co m S am u e l e Saul. havia orado. E possível que Saul co n h e c e sse a his­ tória de G id e ã o e de sua vitó ria sobre os S en h o r Sm 1 1 : 1 . : poderia subjugar a cidade. O Senhor aceitou desao nível de incredulidade dos israelitas e lhes um rei com a aparência de um guernato. Samuel. O s am onitas eram endentes de Ló. Arqueie espadachins ficariam em desvantagem com bates e todos seriam humilhados e ados com o prisioneiros de guerra derJ s. Q uand o recebeu a notícia. e. Saul. Deus a Saul uma oportunidade de mostrar seu :er e de consolidar sua autoridade. per­ guntou o que havia acontecido. mas agora estavam p ed ind o que seu s co m p atrio tas israelitas os salvassem! A co n q u ista (vv. jônatas.1 5 ) dos motivos pelos quais Israel pediu um *oi para que a nação se unisse sob um ■ e tivesse m ais o p o rtu n id a d e de en. ao enviar a co n­ v o cação . 1-3). tinha consigo criar o núcleo de um exército. O desa fio (vv. 9). Em vez de dar inía um cerco longo e dispendioso. pelo simples fato de o haver co m ido um pouco de mel! A ilidade em ocional de Saul fez com que sse por Davi um dia e tentasse matá-lo outro. (C o m pare essa passagem com aquilo que o levita de Juízes 19 fez.

N a assem bléia em M ispa. 17-27).. perderia a vitória. pois recebeu o poder do Espirito de D eus. A nação de Israel rejeitou o Deus Pai quando pediu um rei. Londres: Pickering and Inglis. Lv 1 9 :1 8 . mas Deus deu a vitória. Q uand o Saul foi escolhido rei. aceitaram o rei que D eu s havia lhes dado. A situação era crítica. 2. alcanço u a grandeza diante do povo.1 1 m idianitas. um hom em tem er-e a D eus. co nd uzind o Israel num a : :» de con sag ração ao Senhor. Estava cla­ ro para todos que o rei e a n ação haviam entrado num relacionam ento renovado de alian ça co m o Senhor e tinham a responsa­ bilidade de o b e d ecer a ele. foi isso o que Saul com eçou a fazer e foi o que o con­ duziu a seu fracasso. 3. As dificuldades com eçaram mais tarde. 9. Saul foi bem -sucedido. p. Filipenses t . As ofertas p a cíficas faziam parte de um a c e r m ônia da aliança na qual o povo oferecia sacrifício s a D eu s e. 1 0 :8 -1 5 . Sam uel havia ungido Saul em partícula(1 0 :1 ) e depois o apresentara ao povo (v . Foi o que fizeram Abraão (1 Sm 1 2 :8 . depois. 13:1-4) e Jacó (G n 2 8 :1 8 . 2 Tim óteo 4 :6 . Rm 1 2 :1 7 ). de modo que ele pegou o exército inimigo de surpresa e o aniquilou.i reino. N o sso termo m o d e rn o para isso se ria " c o ro a ç ã o " . mas os líderes fracos usam o povo para aum en­ tar sua autoridade. lugar que trazia lem branças solenes ao po\ c de D e u s (Js 4 :1 9 . Foi um a o ca­ sião de reavivam ento espiritual e de reg:z ijo nacio n al. não podem m ais ser recuperados. mas em G ilgal confirm aram Saul com o seu rei diarte do S en h o r (1 Sm 1 2 :1 ).5 :1 1 .226 1 SAMUEL 7 . e a nação precisava confessar-se honestam ente ao Senhor. V er Salm o 6 2 :8 . A n d re w Bonar. mas isso não impedia o povo de em outras épocas do ano. Adm iram os Saul por não usar essa vitória com o form a de livrar-se dos inimigos. Um verdadeiro lí­ der precisa das duas coisas. . ele dividiu seu exército em três partes e atacou durante a noite (Jz 7 :1 6 . s. 1 3 :4 ). 19). vol. dar graças ao Senhor e con­ firm ar Saul e seu reinado. mas não tardaria a fracassa' num teste m uito mais sim ples. co stum ava d ize r: "P erm an eçam :^ tão vigilantes depois da vitó ria quanto an­ tes da batalha". "Vo ltar a Betei" significa voltar para o Senhor. Lam entações 2 :1 9 . 1. sim bolizando a consagração total ao Senhor. M ais adiante. O gesto d e derram ar água tam bém pode ser considerado uma libação.0 único jejum oficial no calendário de Israel ocorria no Dia da Expiação. 19. A vigilha da manhã ia das duas às seis. mas quando conquistou essa grande vitória. senão César" (Jo 19:1 e o Deus Espírito Santo quando apedrejou Estêvão (A t 7:51-60). mas Saul tornou-se cada vez mais orgulhoso e abusivo. C om andar um exército de trezentos e trinta mil hom ens não era fácil. O s ver­ dadeiros líderes usam sua autoridade para honrar a Deus e para edificar seu povo.d. quando a soberba de Saul cresceu e sua autoridade com eçou a destruir seu caráter e grandeza.. o Deus Filho quando disse: "N ão temos rei. Davi sentia-se hum ilhado por seu sucesso. 35:1 The W estminster Pulpit. e então. que usou os talentos naturais de Saul. 4. mas tam­ bém lhe deu a sabedoria e a força n ecessá­ rias. perdendo se. 7 :1 6 . mas sim com o um meio de glorificar ao Senhor (1 Sm 1 1 :1 3 . A vontade de D eus jam ais nos co ndu zirá a um lugar onde a graça de Deus não possa nos guardar e usar. pois vez que os líquidos são derramados. assim co m o G i­ deão. recebeu autoridade de D eus e de Israel. Sam uel aproveitou a o portunidade para ajuntar a nação . um a v e z que. 14. fazia uma re­ feição com algum as p o rçõ es dos anim a i que haviam entregue ao Senhor. Saul havia passado em s e u prim eiro teste. O s israelitas reuniram-se em G ilgal. Saul ven ceu sua prim eira batalha. próxim o ao rio Jordão.

Para m uitos dos que estavam naquela asse m b lé ia. h fm o dos ju íze s (1 Sm 7 :6 . A ssim co m o Jesus. 2 3 :8 . Sem dúvida havia . Sam uel colocou-se diante do povo e perguntou: "Q u em dentre vós me co nvence de pecado?" (Jo 8 :4 6 ). O povo ouviu o que Samuel disse e deu teste­ m unho de que ele havia falado a verdade. mas os tem pos haviam m udado. Sam uel sem pre havia estado presente.temer ao Senhor e a obedecer à alian­ ça . No O riente. Dt 1 6 :1 9 . o povo m udasse de idéia. esperava-se que as autoridades civis usassem seus cargos para ganhar dinheiro. Samuel m encionou o nom e Senhor pelo menos trinta vezes em sua » e . teria de tratar com D eus e com seu rei escolhido! É m aravilhoso chegar aos anos finais e poder recapitular a vida e o ministério sem medo nem vergonha. Lv 1 9 :1 3 .. O fato de Saul ter com andado o :x it o num a grande vitória seria um a tenpara os israelitas depositarem sua fé seu novo rei. D eve -er . cheio de cãs" e desafiando-os a acusá-lo de usar sua auto­ ridade em benefício próprio. o povo havia rejeitado a ania de Jeová e a liderança de Sam uel. com o o rapaz em Siló que aprendia a servir com o sacerdote.v . e tanto o rei 3-anto o povo deveriam o b ed ecer à alian:o m D eus. pois o desejo de seu co ração «Tí ver o povo voltar para o Senhor e honrar aliança. Samuel defendeu o próprio ministério 2:1-5). 9. . O rei era apenas servo de D eus para o povo. e Saul teve o cuidado car a glória ao Senhor (1 1 :1 3 ). Sam uel era um hom em íntegro.. H a v ia ca m in h ad o diante do povo quase toda a sua vida e. nós nos perguntamos o que teria le­ vado os filhos de Samuel a aceitar subornos. estava dian­ te deles "[e n v e lh e c id o ]. dos am onitas. o profeta cham ou o Senhor e o novo rei para servirem de teste­ munhas daquilo que o povo havia dito. As palavras: "Eism e aq u i" (1 2 :3 ) lem b ram a re sp o sta de Sam uel na noite em que o Senhor o cha­ mou (3:4-6. do doloroso para Sam uel realizar essa a assem bléia co m o líder e transferir a toridade civil a Saul. Ele obedeceu à lei de M oisés e m anteve as mãos limpas (Êx 2 0 :1 7 . enquanto Saul se m o straria um hom em h ip ó crita e doble. e o povo queria um rei. Samuel precisava esclarecer tudo o que havia se passado e dar testemunho de que suas mãos estavam lim pas. ' . em algum m om ento. e Samuel desejava que o •o sucesso de Israel se baseasse na cona somente em Jeová. 12-25). mas Samuel não ha­ via seguido esse cam inho. mais tarde.4 R e c a p it u l a ç ã o R epreen sã o 1 Sam uel e q u inh en to s ano s.. 8. Samuel a vitória com o um a grande oportunida­ de "[renovar] ali o reino" (v. 6-11) e adm oestou o po•r. 2 4 :1 4 ). A s do ze tribos haviam sigovernadas por ju íz e s durante q u ase . 16). 12-13 aul e o povo se regozijaram grandem en­ te com o livramento de Jabes-Gileade das r . 14) e de lemL' ao povo que o D eus Jeová ainda era Rei. 1 5-1 7). consum ando a obra que me confíaste para fazer" (Jo 1 7:4). Q uand o a assem bléia deu seu voto de co nfiança a Sam uel.A IN T E G R ID A D E D E U M L ÍD E R 1 S m 12:1-5) Dedir um rei. mas eles seq u e r foram c o n ­ dados (8:1-3).a g e m .jd o e sp e ra n ça s de que seus filho s o ed eriam . Se. Alguns o conheciam desde m eni­ no e. Q u e todos possamos d ize r com o Jesus C risto: "Eu te glorifiquei na terra. agora. Em sua mensagem de despe­ di. Antes de deixar seu cargo de ju iz. Tendo um exem plo tão piedoso dian­ te de si. e o povo não poderia encontrar nele culpa alguma. enquan­ to outros se lembravam de quando ele havia com eçad o a proclam ar a Palavra do Senhor (3 :2 0 ). recapitulou as m isericórdias de Deus fe r a com Israel (vv. 22:1-4.

-nunca é pego de surpresa e. Samuel não queria que o povo co ­ m etesse esse erro. m ilagre nos lem bra dos sinais realizados M oisés e A rão no Egito. com seus sete ciclo s de d esobediên cia. mas os israelitas haviam sido in­ fiéis e desobedientes. Sam uel recapitulou a história de Isra e l d e sd e M o isé s até seu s d ias e enfatizou aquilo que o Senhor. e a obediência de Israel a essa a lia n ça po ssib ilitava que desfrutassem as b ên ção s que D eus havia prom etido. em algum ass versões. D eus fez cair uma tem pestade m eio da estação seca da colheita do t(m eados de m aio a m eados de ju n h o ). nem tudo estava perdido. 12-19). nessa transa ção. Essas bênçãos incluíam viver na Terra Prom etida. Porém. E. uma vez que estavam assentados na terra prometida. D eus sem pre proveu um líder quando necessário. A l­ guém disse que aprendem os com a história que não aprendem os co isa algum a com a história.1 3 2. o Senhor os discipli­ naria e reteria suas bênçãos. seu discurso foi mais do que uma aula de história. não iria desertar seu povo. Se : povo tem esse ao Senhor e o seguisse. De^. Porém . D eus li­ bertou o povo e o conduziu até C anaã.228 1 SAMUEL 1 2 . ser protegidos dos inimigos e ter cam p o s. 1 7). o que fizeram ? Assim que os am onitas atacaram . os israelitas pediram u~ rei e trocaram o governo do Senhor. Mas em vez disso. Em 1 Samuel 12:11. continuaria a cuidar de Israel e usaria rei para guiá-los e protegê-los. tam bém foi um julgam ento. Em segu: Sam uel dem onstrou o poder extraordi rio do Senhor ao orar. os israelitas tiveram de a ce ita r a análise dele acerca da situação em que se encontravam . mas nem todos co m preendiam . 6-11).) Todo israelita sabia disso. Samuel iria provar ao povo que havia sido justo e fiel em tudo o que havia feito por Israel. As palavras de Sam uel. 1 0 :1 6 . rebanhos e fam ílias férteis. que confessou seu pecado suplicou a M oisés por alívio (Êx 8 :8 . de modo que Deus precisou discipliná-los (vv. os israelitas tornaram-se con­ descendentes e passaram a adorar os falsos . sem D eu s um sim ples rei era im pote Q u an d o os israelitas im ploraram a Sa por livram ento. em sua gra­ ça. no Livro de Ju íze s. em seguida. Q u an d o estavam no Egito. disciplina e livra­ mento (Jz 2:10-23). e. Entramos assim . Se não obedecessem . de fato. de desafiar o povo a consagrar-se ao Senhor e à sua aliança. 2 8 . e ele lhes enviou M oisés e A rão (1 Sm 1 2 :8 ). A g ra d e ce i ao S e n h o r (vv. no versículo 7. têm tom jud icial: "ponde-vos aqui" dá a idéia de pôr-se de pé no início de uma audiência e "pleitear" significa "resolver um caso de lití­ gio". mas. o que isso significava. Samuel incluiu-se ra lista. Sam uel não tinha medo de mostrar os pecados de Israel e. Baraqu é cham ado de Bedã. dan­ do-lhe vitória sobre os habitantes da terra. os hebreus clam aram ao Senhor por socorro. O Senhor entrara em aliança som ente com Israel. D eus e não o povo . 9-11). Israel saiu em desvantagem . (Ver D t 28 30 e Lv 2 6 . A I N I Q Ü I D A D E (1 S m 12:6-25) DE UM A N AÇÃO deuses de seus vizinhos. e é bem provável que arrependim ento fosse tão insin cero q to o do Faraó. agiram de m odo pare com o Faraó. seu R ei pela liderança de um simples homem ! D e ^ lhes deu o que pediram . pois foi o último ju iz (7:15). D e acordo com o argu­ m ento de Sam uel. Jerubaa ("q u e Baal co n te n d a [p o r si m e sm o ]") ■ * * G id eão e. em resposta a pedido. Q ual de­ veria ter sido a reação de Israel diante ce uma história nacional co m o essa? Deverian? ter expressado gratidão ao Senhor e confia­ do que ele continuaria a cuidar de seu po\c Deveriam ter confessado seu pecado de ir'credulidade e crido som ente em D eus. Porém . 6) e quem os capacitara para os feitos poderosos que haviam reali­ zado em favor do povo de Israel.é quem havia n o m eado M oisés e A rão (v. e a nação não te­ ria precisado de um ju iz se o povo tivesse sido fiel a D eus. Um a vez que afirmaram a credibilidade de Sam uel. Tem ei ao S e n h o r (vv. havia feito por seu povo. por am or ce seu nom e. Sam uel estava vando aos israelitas que D eus era capaz fazer qualquer coisa por eles se confias no Senho r e se o b e d ecesse m a ele.

A IR R E S P O N S A B IL ID A D E D O R EI ( 1 Sm 1 3 : 1 . consigo m esm o e com D avi. O propósito de D eus era . Jo 15 : 7 . Ef 6 :1 7 . que term inou na casa de uma feiticeira e com o suicídio de Saul no cam po de batalha. O s métodos sempre mudam.1 4 ) A narrativa dos capítulos 1 3 . íam u el advertiu: "Se. recebem os algo que gostaríamos de não ter pedido! Por :au sa de sua santa aliança e de sua grande ■ delidade. os princípios são poucos. O coração de Sam uel esm a ferido. nem tu.osso rei" (1 Sm 1 2 :2 5 ). qualquer que a decisão do povo. Quantas vezes. ao incentivar o povo a aceitar a si• ja ç ã o que sua in c re d u lid a d e lhes havia :-iado e a aproveitar-se dela ao m áxim o. o Senhor não rejeitaria nem abannonaria seu povo. ele os abençoaria. Vem os Saul tom ando decisões tolas e im prudentes e tentando encobrir sua desobediência com mentiras. tanto vós com o I . agradecer a ele e servir-lhe *r~\ verdade todos os dias de nossa vida? A i ança de Deus com Israel ainda estava em . a neces­ sidade da fé e a im portância da obediência. e Deus teve de e n viar seu povo para o exílio na Babilônia. perseverardes ■n fazer o mal. re xar de orar é pecar contra o Senhor e. O povo de Israel ro nhecia os term os da alian ça: se obede:essem . O rg u lh o (vv. se deso-edecessem . a Palavra de D eus. Co m o dizia o antigo lem a do ministério M o­ cidade para Cristo: "Ligados a nosso tempo.1 SAMUEL 1 2 . in clu íd a na aliança óculos antes de Israel ter um rei: " O S e n h o r r evará e o teu rei que tiveres constituído sobre ti a uma gente que não conheceste. nem teus pais".1 5 concentrase no início do reinado de Saul. mas nem por isso precisam destruir a obra de Deus. ele os disciplinaria. no í^ :anto. mas com o servo fiel do Senhor. Parte dessa o b e d iê n cia co nsistiria orar fielm ente pelo povo e em ensinara Palavra de D eus. A oração e a Palavra D eus sem pre andam juntas (At 6 :4 . se há um a coisa faltando nas igrei í de hoje é a oração. um proc-ósito que ele cum priria. D e tempos em tem pos. Samuel deixou claro que. É possível que Samue! e stive sse se referin d o e sp e cifica_ ente à advertência dada por M oisés em r e jt e r o n ô m io 2 8 :3 6 . O s israelitas haviam com etido um . o Senhor os ab ençoaria.1 3 229 O b e d e c e i a o S e n h o r (vv. O acam pam ento de Saul . os princí­ pios nunca se alteram.tgor: se o bedecessem . Pode­ mos acom panhar os passos que conduziram o rei ao seu fracasso calam itoso. especialm ente a ora:ão por aq ueles que exercem autoridade 1 Tm 2:1-4). a questão principal era se Israel se■a fiel.s a r Israel para glorificar seu nom e. O s métodos são muitos. Algum as mudan­ ças são inevitáveis e necessárias. : se desobedecessem . Deus seria fiel a sua r alavra. esp e cial­ m ente em seu relacionam ento com D eus e com Sam uel. mas D eus os ajudaria. Davi entra em cena no capítulo 16. que outra atitude poderíam os I B ’ senão temê-lo. Saul havia reinado du­ rante dois anos quando co m e ço u a orga­ n iza r um e x é rcito p e rm a n e n te . 20-25). com andando uma parte desse gru­ po e colocando o resto sob o com ando de seu filho. Israel desobedeceu aos term os da aliança. r-erced eu pelo povo e procurou conduzib r»elo cam inho certo. Para o povo de D eus. 3. C ad a ministério precisa de um Samuel para lembrar seus mem­ bros dos princípios espirituais im utáveis: o caráter de D eus. De . Infelizm ente. o Senhor os disciplinaria.2 M ais de trezentos mil homens haviam se voluntariado para livrar o povo de Jabes-Gileade (1 Sm 1 1 :8 ). perecereis. 1-4). mas Saul esco lheu ap enas três mil homens. 18). ele obedeceria ao hor.m a form a ou de outra. mas ancorados à Rocha". Ao pensar nas grandes coisas que Deus fez por nós. porém . em nossa vida. e o texto descreve os confli­ tos cada vez mais profundos de Saul com D eus. se o tem essem >e obedecessem a ele. Samuel : assou do im perativo "T e m e i" para "N ão ■emais". Foi o com eço de um declínio trágico. Jônatas. as igrejas e ou­ tros m inistérios cristãos enfrentam novas si­ tu a ç õ e s e d e c id e m q u e d e v e m e fe tu a r m udanças organizacionais.

C om o teria sido bom se Saul houvesse dado o devido crédito a seu filho corajoso! Por que Saul cham ou seus com patriotas israelitas de "os hebreus" em v e z de "ho ­ mens de Israel"? E possível que o nom e ti­ ve sse o rig em em Éb e r. ou. Saul podia ser b e n apessoado. bem diferente. mais preocupado ficava. Samuel lem­ brara Saul desse com prom isso mais de uma vez. Seu ataque ao pos­ to avançado dos filisteus em G eb a foi uma declaração de guerra. os egípcios se recusavam a com er com "os hebreus" (G n 4 3 :3 2 ) e um egípcio "espancava um dos hebreus" (Êx 2 :1 1 ). não terem os co m o assim ila' outras lições que ele deseja nos ensinar. assumiu todo o crédito pela vitória? Saul. Além disso. "hebreu" é usado co m o um term o expressando desprezo. atravessando o rio. não podem os receber aqui­ lo que o Senhor nos prom ete (H b 6 :1 2 ). a cerca de vinte e cin co quilôm etros de lá. ou talvez viesse do termo que significa "atravessar". C a n a ã era a "te rra dos heb reu s" (G n 4 0 :1 5 ). e. no lugar indicado por Samuel (1 Sm 10:8ss). pois sabia que ainda havia muitas batalhas pela frente. em G ibeá. In c re d u lid a d e e im p a c iê n cia (vv. 3). Sam chegou ao acam pam ento . tj Saul não queria sair para a batalha antes o ferecer um sacrifício ao Senhor. A Filístia p o ssu ía g u a rn içõ e s em difere n te s partes do país e m onitorava a situação de perto. M as quem tocou a trom beta e. o term o é usado principalm ente por estrangeiros falando com israelitas ou sobre eles. mas sua im ciência lhe custou caro. a incredulidade e a im paciência são sinais de im aturidade espiritual (Tg 1:1-8). ao que parece. Posteriorm ente. mas se não tivesse o coração em ordem com Deus. com o levar a arca para a ba lha.13 ficava em M icm ás. teve início a guerra de libertação de Israel. Se Saul tive esperado apenas mais alguns minutos. fi­ lho que Q uis! Em sua posição de co m an­ dante suprem o. n de grave teria aco n te cid o . 8) e. em si. Esse encontro era uma forma d e Deus testar a fé e a paciência de Saul. mesmo depois de nom ear o novo rei. por israelitas falando sobre si m esm os a estrangeiros. Seu exército sum ia aos poucos. O s antepassados de A b raão foram aq u eles que "habitaram dalém [atravessaram] do Eufrates" (Js 2 4 :2 . forte e mais alto do que os os­ tros hom ens.: tem po dele. Nas Escrituras. sem dúvida. Até apren­ derm os a confiar em D eus e a esperar p e .3 O s hom ens de Saul com eçaram a se esconder e a abandonar o exército. quanto m ais esperava. e os filisteus não tar­ daram em responder. Jônatas nos é apresentado com o um sol­ dado valente e vitorioso. 15)! é nesse m omento que a fé entra em cena. Sam uel lem brou a Sr que o Senhor deseja obediência. não teria nada. que só chega­ ria ao fim durante o reinado de D avi. Saul esperou sete dias (1 0 :8 ) e. ainda. (1 Sm 11:8) e outra. sua ordem foi clara: reúnam-se em Gilgal. o inimigo se m obilizava. em várias ocasiões. é lutacom apenas seiscentos hom ens (v. e era evidente que Saul e seu exército estavam em m inoria. cerca de trinta quilôm etros a oeste de G il­ gal. A ssim . os que ficaram estavam paralisado s de m edo. Será que Saul não respeitava seu povo? Q u alq u e r que tenha sido o m otivo para usar essa palavra. e a situa­ ção era desesperadora. A s tropas filistéias reuniram-se em M icm ás. a n te p a ssa d o de Abraão (G n 10:21). Saul ofereceu o sa fício . nem poderem os receber as bênçãos que ele tem re se rvad a s para nós. Sem fé e sem paciência. . não sa~ fícios (1 5 :2 2 ). com eçou a convo car mais hom ens. O fato de Israel estar reunindo um exército co locou os filisteus em estado de alerta. e o de Jônatas. C o n fo rm e Samuel havia ordenado. Um a coisa é conquistar a vitória com andando uraf exército de mais de trezentos mil h o m e r.230 1 S A M U E L 12 . Tem-se a im pressão de que. aquela reunião havia sido m arcada uns dois anos antes (v. naq uele exato m om ento. Por que Sam uel dem orou? Estava ten­ tando faze r Saul fracassar ou apenas lem­ brando o novo rei de quem ainda estava no controle? Sam uel só teria a perder se Saul fosse derrotado no cam po de batalha e sa­ bia que Deus dom inava a situação. talvez fosse uma form a sutil superstição. 5-9). Sem esperar pelo sacerd designado por D eus. que.

14). Deus queria um rei cujo coração estive­ sse em ordem diante do Senhor. esperando que o sacerdote lhe :e sse uma bênção. verem os o grande sucesso de . pode-se vê-lo ertganando a si mesm o e a aos outros cada ez mais. Foi insensato ao ser levado pelas aparências. Sl 7 8 :7 2 . e aqueles que são rápidos na hora de colo­ ra ' a culpa nos outros não devem reclam ar zuando os outros jogarem a culpa sobre eles. e encontrou essa disp o sição em D avi (1 Sm 1 3 :1 4 . era o plano de D avi e Jônatas (1 Sm 2 0 :3 1 . esse homem [Saul] não passava de um guerreiro. D avi. mas.o que. -dão culpou Eva. Será zue não poderia ter se "forçado" a orar ou . O orgulho. e nenhum de seus filhos o sucederia no trono de Israel. o que ind ica que estava sendo : in d uzid o pelas aparências e não pela fé. D avi estava sob uma autoridade maior. de modo que tinha o di­ reito de exercer sua autoridade. In se n sa te z (vv. -íentim os e não praticamos a verdade" (1 Jo I * ) . "S e d isserm o s que m antem os ram unhão com ele e andarm os nas trevas. e Eva culpou a serpente. mes­ mo que Saul não tivesse pecado. Saul tinha o m esm o tipo de fé supersticiosa que os filhos de Eli demonstraram ao levar a arca para o cam po de batalha. Saul foi insensato ao concluir que o sacrifício de _m rei. Mentiu pela terceira v e z ao d izer q u e preciK * j obrigar-se a oferecer o sacrifício. 4.1 3 231 D issim u la çã o (vv. "Pratiquem os -rales para que venham bens" (Rm 3 :8 ): essa é a lógica do inferno. Sua segunda m entira foi culpar Samuel c os soldados.1 SAMUEL 1 2 . mas alguém da fam ília de Saul teria servido na corte junto com um rei davídico. mas não instituiria uma dinastia duradoura. Ao longo de toda a sua zarreira. pois o S en ho r era o seu Pastor (Sl 2 3 :1 ). 23:16-18). não a lei do céu. 10-12). C am p­ bell M organ. E evidente que a dinastia de Davi instituiria a linhagem m essiânica. o rei Saul mostrou-se adepto da prá■ ca de m inim izar os próprios pecados e de í'f a t iz a r os erros de outros. mas em mo­ mento algum foi um pastor". a coroa seria tom ada de Saul e dada a outro. reunir alguns de seus oficiais a fim de supli­ car o auxílio do Senhor? A vontade obedeà m ente e ao coração. Porém . Saul continuaria a ser rei. Saul estava sendo hipócrita e agindo com o se não tivesse feito nada : e errad o . e que essa d e so b e d iê n cia traria as b ê n çã o s de Deus sobre ele e seu exército. em vez de assum ir a respons-aoilidade. e seu pecado envolvendo os amalequitas custou-lhe o reino. era tão bom quanto : sacrifício de um sacerdote na hora certa. mas o raciocínio r : s desejos de Saul estavam inteiramente -ira da vontade de Deus. O pecado de Saul em Gilgal custou-lhe a dinastia. A IN S E G U R A N Ç A D E U M E X É R C IT O (1 S m 13:15-23) Saul havia fracassado terrivelm ente. por outro lado. 13. em vez de agir pela fé nas prom essas de D eus. 16:1). e Samuel declarou a sentença: um dia. com o sua dinastia poderia durar "para sem pre" (1 Sm 1 3 :1 3 ) quando Saul era da tribo errada e D eu s já havia esco lhid o D avi para ser rei sobre Israel? U m a possível resposta é que Jônatas. À medida que : caráter de Saul se deteriora.* Foi insensatez :a parte de Saul pensar que poderia desozedecer a Deus e escapar incólum e. Sua prim eira atitude dissim ulada em Gilgal ocorreu quando saudou Samuel : : 'dialmente. Saul com eçou a frase com o verbo ken do ". mas não é as. 4 2 . de fato. a im paciência. "Ao governar Israel. no capítulo 14. At 13:22).m que um hom em de Deus con duz o povo A o Senhor. "e tudo o que não provém de fé é p ecad o" (Rm 1 4 :2 3 ). Não sabia coisa alguma sobre a "obed iência por fé" (Rm 16:26). o filho mais velho de Saul. disse G . poderia ter governado com Davi . 8 9 :2 0 . Era culpa de Samuel por sua de-Tora e cu lp a do exército por desertar de seu rei. na hora errada. a desobediên­ cia e a dissim ulação de Saul foram vistos e julgados pelo Senhor. um homem com o coração de um pastor. A cab ou perdendo a coroa e a vida (ver 1 5:16-34. especialm en­ te 23. nesse caso. Q uem tem facilidade para inventar des:J p a s raramente fará qualquer outra coisa. possuía o co ra çã o de um pastor. D avi. 27-29. i a s nem Adão nem Eva declararam humilrem ente: "Peq uei".

Tem os a arm adura e as armas de que preci­ samos (Ef 6:1 Oss). e D eus o h o n ro u . H avia três grupos desse tipo: um foi para o norte. quando seus hom ens passaram a te­ m er o inimigo em v e z do rei. Saul havia juntado mais de trezentos mil hom ens para resgatar o povo de Jab es-G ilead e e. assemelhar-se ao exército de Saul. 18. Jônatas sabia que Deus não precisava de g ra n d es n ú m e ro s p ara c u m p rir seus p ropó sitos (1 4 :6 ). O exército filisteu era um "povo em multidão com o a areia que está à beira-mar" (v. Saul havia juntado um exér­ cito enorm e por m edo (1 1 :7 ). A lém disso. por vezes. enquanto Jônatas viveu pela fé e fez grandes coisas para o Senhor. Q u a n d o os filisteu s invad iram e subjugaram a terra de Israel. mas que honrava um a grande fé. A falta de hom ens no exército de Saul era pro­ blem ática o suficiente. A m aneira com o funciona ou deixa de funcionar a Igreja de Jesus Cristo hoje pode. o que poderiam fazer contra o grande núm ero de carro s do e xé rcito filisteu? O e xé rcito is­ raelita era pequeno em núm ero e em quan­ tidade de arm as. D eus usaria Jônatas e seu escu d eiro para conquistar uma grande vitória. de m aneira que. que contrasta com a triste derrota de seu pai no capítulo 15.232 1 SAMUEL 1 2 . deportaram todos os ferreiros para que os israelitas não pudessem co n feccio n ar armas nem co n sertar seus im plem entos agrícolas. a fim de evitar que o exército israelita subisse para G eb a (v. a oeste. Por sua obra magnífica na cru z. 19-22). pior ainda. em direção a O fra. O que ele nos pede é que con­ fiem os nele e que obedeçam os a suas o'dens. O s benjam itas ainda eram hábeis no uso de fundas (Jz 20:1 5. 5). Q u e esperança restava aos israelitas com todos esses soldados filisteus m oven­ do-se de um lado para outro na região? Para onde Israel se virasse. 23). mas as fundas não eram adequadas para com ­ bates a curta distância. U m e x é rc ito d e s titu íd o (vv. depois. outro se dirigiu para Bete-Horom. O s filisteus enviaram . Saul d e so b e d e ce u ao S en h o r. com eçaram a desertar do acam pam ento e a procurar re­ fúgio. c Senhor derrotou todos os inimigos e colo­ cou seu poder à disposição de seu povo. mas sim na força da fé de seu com andante. Esta passagem d e sc re v e o triste e stad o do e x é rc ito de Israel. e o terceiro foi para o leste. 1 6). revelando quão inadequada era a li­ derança de Saul e quão extraordinária foi a vitória de Jônatas. Um quarto destacam ento deslocou-se para o sul. 15. Um exé rcito a m ea ça d o (vv. mas possuía um grande D e u s. em direção a G ib eá. e Deus o castigou. G id eão creu que o Senhor lhe daria a vitória. rumo a Zeboim . mas.1 3 Jônatas co m o com andante. Saul viveu pelas ap arên­ cias e quase não teve fé algum a. 2 3 ). cortou o núm ero de soldados do exército perm anente para três mil. U m e x é rcito m in g u a d o (vv. não tinha mais do que seis­ centos hom ens. sím ile usada tam bém para o exército que G id eão enfrentou (Jz 7:12) e o exército de Saul era duas vezes m aior que o de G id eão ! A diferença não estava tanto no tam anho do exército. iria se deparar com o inimigo! No entanto. 17. repetidam ente. porém . grupos de ataque para proteger as estradas e as pas­ sagens que os israelitas poderiam usar caso atacassem e. Tin h am de pagar valo res e xo rb itan tes só para m andar afiar as ferram entas que usa­ vam no cam po. 16). caso se d isp u sesse a co n fia r nele. descrita no capí­ tulo 14. nós somos os únicos culpados. pois para Deus nada é im possível. "Sede fortalecidos no Senhor e na for do seu poder" (Ef 6 :1 0 ) pois "do S e n h o r e guerra" (1 Sm 1 7:47). impediram que qualquer habitante da região ajudasse o exército de Israel. mas se esse é o caso. Tudo isso prepara o cen ário para a vitória em o cion an te de Jônatas. ao mesm o tempo. e ele nos ajudará a vencer a batalha. A essa altura. . era o fato de esses hom ens não estarem devi­ d am en te e q u ip a d o s. e sua Palavra nos diz tudc o que necessitam os saber sobre a estratégia do inimigo e sobre os recursos que temes em Cristo.

Ver The Expositor's Bible Com m entary.C . É possível que o / no final de Israel tenha sido copiado duas vezes. Caso Saul lenha morrido aos 70 anos de idade. de modo que era fácil os copistas se equivocarem . filho de Saul. e Davi admitiu que havia procedido loucam ente ao fazer um censo do povo 12 Sm 24 :1 0 . Assim com o o latim. é bem possível que Saul tivesse 40 anos de idade ou mais quando se tornou rei. E evidente que não existe consenso entre os estudiosos do Antigo Testamento. bem com o k e n são bastante parecidas. Alguns estudiosos acreditam que "trinta mil carros" é um erro de um escriba e que o número correto deve ser três mil. Algumas versões d izem : "Saul estava com 30 anos de idade quando se tornou rei e reinou sobre Hrael durante quarenta e dois anos". vol. ou ainda: "U m ano reinara Saul em Israel. e um copista do m anuscrito hebraico poderia facilm ente se equivocar. o profeta Hanani disse ao rei Asa que ele havia procedido loucam ente ao roubar do templo de Deus a fim de contratar soldados pagãos para lutar em suas batalhas.C . Saul reinou quarenta anos (At 13 :2 1). então estava com 70 anos de idade quando morreu.As letras hebraicas que representam r e d . O utras traduções dizem que ele estava com 40 anos de idade quando iniciou seu reinado e que reinou durante trinta e dois anos. escolheu para si três mil hom ens de Israel" (1 Sm 13:1. . o que é com preensível. O s m anuscritos originais das Escrituras são inspirados e inerrantes. 1 C r 2 1 :8 ). mas é possível que pequenos erros num éricos e de ortografia tenham se infiltrado nas cópias. D e acordo com Paulo. a língua hebraica usa letras para representar números. p. 3. Toda desobediência a Deus é loucura e termina em fracasso e sofrimento. 373. transformando desse m odo o núm ero "três" em "trinta". sem dúvida uma declaração enigm ática. Nas guerras da Antiguidade. e subiu ao trono em 1050 a. tinha idade suficiente para ser o com andante do exército. para a cronologia sugerida por Ronald Youngblood.. o exército israelita sem dúvida era minoria diante do inimigo. tendo em vista o fato de as inform ações factuais não serem com pletas.1 SAMUEL 1 2 .C . e a cavalaria do exército filisteu contava com um total de seis mil homens. No segundo ano de seu reinado sobre o povo.1 3 233 . U m a vez que iònatas. 2). Porém . O texto hebraico de 1 Samuel 13:1 d iz: "Saul era filho de um ano em seu reinado e reinou dois anos sobre Israel". Nenhum a questão doutrinária é afetada por esse problem a. mas esses núm eros não se encontram no texto original. qualquer que seja o número. Alguns oonologistas conjecturaram que Saul nasceu em 1080 a . Em 2 Crô nicas 16:9. o número de soldados da cavalaria era sem pre m aior que o número de soldados que conduziam os carros. mais uma vez. não passam de conjecturas. aos 30 anos de idade. isso ocorreu no ano de 1010 a . Saul chamou-se de "louco " em 1 Sam uel 2 6 :2 1 . números que. Se reinou durante trinta anos. A diferença é que Davi foi sincero em sua confissão. arrependendo-se verdadeiram ente de seu pecado.

É impossível não admirar Jônatas por fé no Senhor.: e um co ração que deseja honrá-lo. Sir W alter Scott esta­ va certo quando escreveu em seu poem a "M arm io n ": N Oh! que teias emaranhadas tecemos. É possível que Jôna tenha sido insubo rdinado a seu pai e m andante. Por que Jônatas não contou ao pai tinha um plano para derrotar o inimigo? que. Saul es­ tava hesitand o (1 4 :2 ). primeiramente. C om sua falsa s e * sação de segurança. m as que. no final. D eus havia cham a­ do Saul para co m e ça r a libertar Israel dos filisteus. com ete suicídio no cam po de batalha. Era um guerreiro valente (2 Sm 1:2 2 ). A história de Saul chega a seu auge quando o rei visi­ ta uma feiticeira e. Infeliz­ m ente. mas ainda assim seu plano era abordagem mais sensata. o re só deu continuid ade ao que outros haviarr co m e çad o . Com o desenrolar do relato. Saul tinha um sacerdote dc Senh o r que o servia. Quando. ao escalar as roc ele tenha meditado nas promessas de vit~ V o t o I n sen sa t o U m a D esc u lpa E sfa r r a pa d a 1 Sam uel 14-15 ão é nada agradável observar o declínio contínuo do rei Saul. Saul não era um hom ede fé que confiava em D eus e que procura­ va glorificá-lo.. 18-20). O rei já havia de­ monstrado sua incredulidade e im paciência (cap. enquanto seu filhe estava agindo pela fé. aba'donaram o Senhor e term inaram seus d as em desonra. a arte de enga­ nar praticamos! Estes capítulos nos ensinam três lições im­ portantes. a história da Igreja registra relatos de um núm ero e n o rm e de pessoas talen­ tosas que "usaram D e u s" para alcançar oi próprios objetivos. as tropas filistéias novo posto avan çad o não se assustari com um par de israelitas que conseguis' atravessar a passagem e escalar os pen cos. O s guardas poderiam pensar que er dois israelitas querendo desertar do exérci­ to de Israel e se refugiar junto ao inimi Jônatas não estava prestes a deixar que inimigo atacasse primeiro. Jô n a ta s in icia o a ta q u e (vv. vitória esta pela qual seu pai assu­ miu todo o crédito (13:1-7). A p esar de tudo o que o Senhor havia feito por ele e de tudo o que Sam uhavia lhe ensinado. o filho mais velho de Saul que ven­ ceu a prim eira batalha principal contra os filisteus. e Jônatas co nsid ero u essa m ovim entação um a o portunidade para atacar e ver o Se­ nhor operar. O s filiste u s en viaram um d e stacam e n to para . às quais devem os dar ouvidos e obedecer. A fé em D e u s r e d u n d a e m v it ó r ia (1 S m 1 4 : 1 . mas o rei nunca esperava pelo co nselho do Se­ nhor (vv. 1. da linhagem rejeitada de Eli (v. um líder nato e um ho­ mem de fé que procurou fazer a vontade de D eus. a fim de guardar a passagem em M icm ás (1 3 :23 ). Saul é um exem plo tri5:r do hom em com um do m undo. fica cla­ ro que Saul invejava Jônatas e sua populari­ dade e que essa inveja cresceu à m edida que Jônatas e D avi se tornaram am igos fiéis.2 3 ) O e n fo q u e d e ste c a p ítu lo vo lta-se para Jônatas. Saul teria \ do um em preendim ento de fé tão ousa e Jônatas não q u eria d isco rd ar dele n mom ento tão crítico. Em sua incredulidade. 3). Talvez. um hom em ch a m a c : A ías. agora. depois. revela ainda mais de sua deso bediên cia e desonestidade. mas grande parte do tem po. se desejam os a bênção de Deus em nossa vida e serviço.5 U m e estab e le cer um novo posto avançado. 13) e. 1-15). mas ao qual falta uma fé viva em De. em sua incredulidade. É uma bênção extra o rd in ária da graça de D eu s que um homem com o Saul tivesse um filho tão ex­ ce le n te quanto Jônatas. que terra parecer religioso e faze r o trabalho do Se­ nhor.

Saul e seus seiscentos hom ens estavam de volta em G ibeá. mas não ti­ nham com o explicar o motivo dessa retirada. onde Saul vivia. não para honrar a D eus. porque para o S enenhum im pedim ento há de livrar com to s ou com poucos" (1 Sm 14 :6 . Deus Todo-Poderoso! "U m só homem denvós perseguirá mil. e dentre vós perseguirão a dez m il. 5). mas para cum prir os próprios objetivos. o OR nos ajudará nisto. a im paciên cia e a a u to c o n fia n ç a de Saul m ostraram -se mais fortes. Será que parte do exército de Israel havia planejado um ataque furtivo sem a perm is­ são de Saul? Q u em estava fáltando? Jônatas e seu e scu d e iro ! Era a segu n d a v e z que Jônatas agia por co n ta própria (1 3 :3 ). suspeitava de qualquer estratégia que ele próprio não ti­ vesse criado ou. O s dois israelitas co. e cairão à espada diante . que os guardas eus os vissem . Esse tipo de arrogância tão autoconfianera exatam ente o que Jônatas queria ver.uma tática im prudente que só havia trazido ju l­ gam ento no tem po de Eli (cap. S a u l assiste à batalha (vv. 16-19). e os ~s inimigos cairão à espada diante de ' (Lv 2 6 :7 . pois assim que Saul ouviu o barulho da batalha aum entando. en co ntram o s ca d a v e z mais e vid ên ­ cias de que ele era obcecad o pelo controle.2 É bem possível que estivesse planejando levar a arca para o cam po de batalha com o exército . "Perseguireis os s inim igos. Era a reação dos guardas daria a Jônatas a orientação de que prea v a . A o estudar a vida de Saul. foi o que deu a ele e a seu escudeiro a tunidade de se aproxim arem dos guarantes de atacar.1 SAMUEL 1 4 . Q u em teria m edo de soldado acom p an h ad o do escudeiro? esses dois hom ens tinham . Estava terrivelm en­ te ansioso para provar que era um soldado tão com p etente quanto Jônatas.1 Jô n a ta s d e v e ria e s p e ra r q u e os teu s fossem até onde estava ou deveria ontrar-se com eles em território inimigo? ndo os dois hom ens se revelaram ao igo. aprovado e era im pied oso quando se tratava de rem over pessoas que desafiavam sua lideran ça ou que tornavam clara a sua insensatez. Porém . os filisteus apenas riram e zombadeles. Enquan­ to isso. Saul pediu ao sacerdote que lhe trou­ xesse a arca do S en h o r e. d Senhor honrou sua fé enviando um terito! "M as o S e n h o r . pelo menos. "P o rv e n tu ra . 20-23). Trataram-nos com o anim ais assuss que haviam acabado de sair da toca com o soldados desertando da causa de I e se juntando ao exército filisteu. com o já vos neteu" (Js 2 3 :1 0 ). mas quando :em as prom essas de D eus. tam ­ bém a estola sa ce rd o ta l. Agir sem pro­ sa s é presunção e não fé. v o s s o s. e é provável que irritasse Saul saber que o filho era tão independente. receberam reforços dos . e as sentinelas nas muralhas da cidade eram capazes de ver as fo rças filistéias re tro ced en d o . e seu dese­ jo mais ardente era vingar-se dos inimigos (1 Sm 1 4 :2 4 ). até que am destruídas [as nações inim igasj" (D t ~:23). Saul apressou-se ao cam po de batalha esp iritu alm en te d esp reparado . é quem peleja por vós. Q u an ­ do Saul e seu exé rcito deslocaram -se em direção à batalha.os mataram rapidam ente vinte homens. preparando. Isra e l entra na batalha (vv. o sacerdo te poderia usar a estola para determ inar a vontade de D eus naque­ la situação. o plano de ataque de Jônatas a do plano de G id eão em pelo menos aspectos: não era um ataque surpresa nte a noite e ele e seu escudeiro deixa. p ro p o sita d a m e n te . e ele agiu sem saber qual era a vontade de D eus e sem receb er a bênção do Senhor (D t 2 0 :4 . C inco de vós perseguirão a cem . caminho para um a grande vitória do exérde Israel. quem será contra ? ' (Rm 8 :3 1 ). O acam pam ento inimigo foi tomado terror e de confusão. ós. 8. ver Jz 6 7 " Se Deus é por nós. a seu lado.1 5 235 is por D eus na aliança. pode-se avancom plen a c o n fia n ç a . Invejava o sucesso de outros. teu D eus. M ais um a v e z. Porém . interrom ­ peu os pro cedim entos religiosos e tomou sua decisão . pois o S e n h o r . o sacerdote nem sequer teve a ch an ce de desco brir qual era a von­ tade de D eus. assim. ver Dt 2 8 :7 ). tas entre' e lhes infligirá grande confusão. 4). de ce rto .

mas sim o Senhor. 3 0 ). P re cisam o s tod atentar para a adm oestação dada em E siastes 5 :2 : "N ão te precip ites com a boca. M o isés je ju o u durante quarenta dias e quarenta noites quando es­ tava no alto da m ontanha com o Senhor (Êx 3 4 :2 8 ). mas porque desejava que seus soldados pensassem que ele era um hom em inteiram ente consagra­ do ao Senhor. Não impôs o jejum por ser da vontade de D eus. nem o teu coração se apresse a nunciar palavra alguma diante de Deus". de D eus. na verdade. em função desse jejum des­ necessário. O exército israelita perse­ guiu os filisteus pelos quase vinte quilôm e­ tros de M icm ás até Bete-Áven. "Porque a boca fala do que está cheio o co ração" (M t 12:34). 24 ). estava cam inhando longe do Senhor. P a l a v r a s in s e n s a t a s r e d u n d a m em t r a n sto r n o s (1 Sm 14:24-52) O estado espiritual de nosso coração revela-se não apenas por nossos atos. ele teria concedido as forças neces­ sárias. D izia coisas tolas para impressionar as pessoas com sua "espiritualidad e". O fato de Saul ter aceitado esses homens de volta pode indicar que es­ tava co nfiando em seu exército e não no Senhor. 31). o rei forçou seu exército a concordar com um voto de jejuar até o anoitecer (v. Se tivesse sido uma ordem do Senhor. Seiscentos soldados não constituem um grande exército. num ato de im prudência. até o mais fraco dos hom ens que quisesse voltar. Q uand o Jônatas e seu escudeiro jun ram-se ao exército israelita em sua mar~_ não sabiam da ordem im prudente que o havia dado. e. de bom grado. mas tam ­ bém por nossas palavras. elas revelam. apenas tentam os o Senhor. Porém . mas quancc» o b e d ecem o s a regras hum anas a rtific ia '. mas Deus não deu instrução alguma desse tipo a Saul. um co ra ção co ntrolado pelo orgulho. M as o exército de Saul havia entrado na batalha tão tarde e os hom ens estavam tão fracos e fam intos que não conseguiram obter uma vitória d ecisiva (v. 24-35). Jônatas e seu escudeiro já estavam desfrutando a vitória sem a arca e sem jejum ! N enhum co m and ante sensato privaria seus soldados de alimento e de energia em meio à luta. impres­ sionaria o Senhor e faria com que lhes des­ se vitória. 2 2 ). Acreditou que seu jejum . Q uand o o bedecem os às orden. 21) e dos hom ens que haviam fugido do com bate e se escondido (v. e Saul havia perdido tem po assistindo à batalha de longe em v e z de buscar a vontade do Senhor. pois o Senhor o sustentou. com freqüên­ cia. Ficam o s im aginando que tipo de soldados eram esses desistentes e com o se saíram na batalha. 12 e 45 ). no dia seguinte. U m a das m arcas do verdadeiro líder é saber quando agir. Q uando lemos as palavras do rei Saul registra­ das nas Escrituras. Não foi Saul com seu exército que ven­ ceu a batalha. ver 1 4 :6 . e o Senhor os capacitou a derrotar o inim igo. em conjunto com a presença da arca. em pa­ cava feito uma mula (Sl 3 2 :9 ). em poucas horas. M as os soldados de Saul ficaram "angustiados" (1 Sm 1 4 :2 4 ). Saul estaria disposto a matar o próprio filho por haver com ido um pouco de mel e quebrado o voto insensato do pai! O desequilíbrio em ocional de Saul e seu ra­ cio cín io contrad itó rio apareciam repetid a­ mente e causaram grandes estragos em seu reino. de modo que ele rece­ beu. . quando. que usou Jônatas e seu escud eiro (1 Sm 1 4 :2 3 . O cora­ ção de Saul não estava em ordem com Deus. O prim eiro ca>: é prova de confiança. No entanto. cam inham os pela fé. U m voto in sen sa to (vv. um dos soldados lhe disse que havia co locad o um a m aldição sobre q quer soldado que com esse durante aq dia. enquanto o segunc: é prova de p re su n çã o .236 1 SAMUEL 1 4 . Por que ninguém avisou jô n atas tes? Talvez os soldados tivessem espera de q u e a " d e s o b e d iê n c ia " in o c e n te Jônatas abrisse cam inho para que todos 2.1 5 israelitas que haviam desertado para o acam ­ pamento inimigo (v. "exau sto s" (v. pela insensatez e pela dissim ulação. essa ordem foi mais uma mostra da fé confusa e supersti­ ciosa de Saul. No entanto. e Jônatas com eu um pouco mel de um favo que havia caído no c L Assim . 28) e "exaustos em extrem o" (v. Um dia ele avançava im petuosam en­ te com o um cavalo.

pois o problem a ha­ v ia co m e çad o com o orgulho do rei. 3 6 -5 2). atacando os espólios. Dt 1 2 :2 3 . o escritor apresenta . ver Gn 9:4). deveriam d eixar esco rrer •.1 5 237 ssem com er! Imagino se Saul não estapropositadam ente co locando a vida de filho em perigo. Saul percebeu que essa demora em G ibeá. 2 2 :2 8 . A pesar de Saul não ser um hom em piedoso. por que o filho do rei d e veria ser e xe cu tad o ? Q u a n d o essa questão finalm ente foi resolvida. mas eles voltaram a am e a ça r Israel rep etid am e n te (1 Sm 1 4 :5 2 ). Não construiu um altar para que os animais fossem oferecidos com o ofertas pacíficas (Lv 3. 7 :2 6 . O s hom ens estavam faminPre e mais interessados em com er do que em adorar ao Senhor. fcn vo to v e rd a d e ira m e n te e sp iritu a l fa z aio rar o que há de melhor nas pessoas. Um ju lg a m e n to in se n sa to (vv. Saul fez um a tentativa medtocre de transform ar um a orgia gastronô. '7 : 10 -14 . Com o fazia com freqüência. Mas se ele fora informado a respeito do voto e. se o Senhor havia usado Jônatas de m odo tão m aravilhoso. Nos versículo s 47. o sangue deveria usado co m o alim ento (Lv 3 :1 7 . 29). em hipótese alguma. se o Senhor o tivesse ignorado. teria desonrado o pró­ prio nom e. 39). que se detivessem ali tempo suficiente para co n­ sultar o Senhor. portanto supôs que o filho não tinha conhecim ento do voto. bem com o a im posição do voto —orudente. Por certo. mas : sacerdote A ías sugeriu. o rei estava tom ando o nom e do Senhor em vão (Êx 2 0 :7 ). de m odo que tentou ::n s e r t a r a situação. mas : voto carnal de Saul trouxe à tona o que ia de pior. não Saul. isso teria tor­ nado seu pecado ainda maior. e. de modo que Saul e seus hom ens se retiraram . Q uand o o Sol oôs e trouxe um novo dia. com o tam bém criou nos hom ens um jo anormal pelo alim ento. já haviam custado uma grande •rrória aos israelitas. e ficou ciaro que Jônatas não concordava com a política nem com as práticas do pai. não se -trou muito preocupado e teve até a oua de adm itir que a liderança do pai hacausado transtornos a israel (v. 7:11-34). era tarde dem ais para seguir o exé rcito filisteu . Q uand o os israelitas abaé =t i um anim al. O s hom ens louvaram Jônatas. J' . Sem dúvida. O voto insensato de Saul nao apenas raqueceu os soldados fisicam ente e serde estorvo para que perseguissem o ini:o. ainda assim. Saul já sabia que Jônatas não estava en­ tre os soldados (v. matanas ovelhas e bois e co m en do a carne ia com sangue. mas qualquer que tenha sido. D e qualquer m odo. Deus estava usando esse acontecim ento para repreender Saul e tam bém para honrar Jônatas. 48 e 5 2 . o havia quebrado. Essa vitó ria teve efeito positivo sobre a reputação de Saul e o ajudou a co nso lid ar seu reino. D essa ve z. D eus poderia ter m udado os resultados (Pv 1 6 :3 3 ). porém . O texto não diz que méto­ do Aías usou para determ inar a vontade de D eus. a vitó ria m andou os filisteus para casa. D a segunda vez.ca num culto de ad oração. mas desejava que tudo viesse à luz e que o rei Saul fosse hum ilhado. Jônatas. Resolveu deslo car o íxé rcito naquela m esm a noite e estar pron■ para su rp reen d er os filisteus logo pela -a n h ã . o voto já não a mais em vigor e os soldados agiram o animais. Saul ficaria sa­ bendo que seus hom ens am avam Jônatas e que estavam preparados para defendê-lo. 1 7). Jônatas seria culpado e poderia ser executado. Pelo fato de seu coração não estar em ordem diante de D eus.-'o o sangue antes de preparar a carne. O exército não resistiu à idéia. Tem os a im pressão de que Saul estava praticam ente determ inado a rebaixar e a destruir o próprio filho. o voto que havia feito em nom e do Senhor era legítimo e. das quais algumas partes eram 5-roaradas para o consum o num a refeição rie com unhão.1 SAMUEL 1 4 . a sorte caiu sobre Jônatas. com o aquele que havia dado grande vitória a Is­ rael. mas não se saiu nada bem. Deus não respondeu. sabiam ente. 2 4 . que indicaram Saul e Jônatas. o rei assumtu a "liderança espiritual" e ordenou aos homens que levassem os animais para uma ^edra grande a fim de serem abatidos e para r _ e o sangue esco rresse m ais facilm ente. foram lançadas sortes. Além disso. D aí Saul ter feito outro voto (v.

e A bner declarou Isbosete sucessor do pai ao trono (2 Sm 2:8ss). pois não era in co m um os ho m ens israelitas terem mais de um nom e. Sua concubina Rispa deu à luz A rm oni e M efibosete (2 Sm 2 1 :8 ). O exército de A m aleque atacou os israelitas logo depois que o povo deixou o Egito. 1-11). seguido de M alquisua e A binadabe. mais uma vez. por fim. 1 C r 8:29-33. revelam alguns proble­ mas. restava Isbosete. Povos com o os am alequitas. e M oisés havia sa casado com uma m ulher de M idiã (Êx 2:1 c J 21. Isvi e M alquisua). H b 1 2 :1 4 .1 7 ). sua vida. Som ente três filhos são m encio­ nados (Jônatas. pois ha­ viam sido am igáveis com Israel. Saul fracas­ sou. Não im­ portava o que acontecia. 3 3 . então Isvi / Isbosete sobreviveu e teve um curto reinado. Sabendo da a lia n . 9 :3 9 ). uma vez que os dois no­ mes não são encontrados juntos em nenhum texto? Se esse é o caso. depois Isvi / Esbaal / Isbosete. e os am alequitas foram derrotados. N aquele tempo. sem perceber com o o Senhor havia sido longânimo com essas na­ ções e com o elas eram indescritivelm ente perversas (ver 1 Sm 15:18. Saul era neto de Abiel e filho de Q uis (1 Sm 9 :1 . se n d o in im ig o s do povo israelita. era sem pre culpa de outro. A DESOBEDIÊNCIA E A DISSIMULAÇÃO REDUNDAM EM 1ULGAMENTO (1 S m 15:1-35) Esse é o capítulo central da história de Saul. A alian ça de D eus com o povo de Israel in­ cluía a seguinte prom essa: "Am aldiçoarei os que te am ald iço are m " (G n 1 2 :3 ).Jônatas. sem pre cum pre sua Palavra. 3. o mais ve­ lho.1 6 . ao passo que textos posteriores falam de Abinadabe e Esbaal (1 C r 8 :3 3 . É bem provável que Isbosete seja o Esbaal de 1 C rô n icas 8 :3 3 e 9 :3 9 . e. Esbaal / Isbosete para reinar. mas tam bém se opc~do ao D eus Todo-Poderoso e a seu granc-s plano de redenção para o m undo in te i-:. Os am alequitas eram descendente de Esaú. Algumas pessoas têm dificuldade em crer que o Sen ho r o rd enasse que um a nação inteira fosse destruída em fu n ção de algo que seus antepassados haviam feito séculos antes. G n 15:16).238 1 SAMUEL 1 4 . M as o que foi feito de Isvi? Seria outro nom e para Esbaal (Isbosete). e B alaão profetizou sua derrota final (N m 2 4 :2 0 .1 5 . 2 Sm 2 1 :8. não estavam apenas d e cla ran cn guerra contra Israel. mentiu sobre o que havia ocorrido e foi julgado. S a u l d e s o b e d e c e a D eu s (vv. O s fatos sobre a fam ília real são resum i­ dos nos versículos 49-51. Eram des­ cendentes dos m idianitas. que desejavam exterm inar os israelitas. Era sobrinho de Ner. O u as pessoas são a favor ou são contra :> Senhor. pois D eus ouviu as orações de M oisés e aju­ dou o exército de Josué. Jônatas.a de Deus com Abraão. M erabe e M ical. mas quando com ­ parados a outros textos (1 Sm 9 :2 . O b s e rv e os estág io s desse ep isód io que custou a Saul seu reino e. 2 2 . M alquisua e A binadabe m or­ reram com o pai em G ilb o a (1 Sm 3 1 :1 . Saul tinha o costum e de falar em vez de realizar e de inventar desculpas . portanto. Sem dúvida. É possível que alguns desses críticos fiem -se m ais em sen tim en to s do que em verdades espirituais. Saul permitiu que : s queneus escapassem (1 Sm 15:6). então Saul teve qua­ tro filhos com A inoã . e D e _ . devem s> frer as conseqüências. caso sejam contra ele. 9 :3 9 ). ver Jz 4 :1 1 ). ou se Esbaal m orreu. enquanto A b n er ("filho de N er") era capitão do exérci­ to (1 4 :5 1 ).1 5 um resum o de algumas das principais vitó­ rias de Saul e inform a que ele convocou para seu exército todo hom em apto que pôde encontrar. 2). Saul teve duas filhas. A história mostra c o r :> as n a çõ e s que p e rse g u iram Israel fora~t julgadas com severidade. U m a vez que o filho mais velho e os dois mais m oços foram mortos em com bate. o se­ gundo filho de Saul. o irm ão incrédulo de Jacó (G n 3 6 :1 2 . O Senhor lhe deu outra o portunidade de provar seu valor e. em vez de confessar seus pecados. o S e n h o r d e cla ro u g u e rra p e rp e tu a m e n te co n tra A m a le q u e (Êx 1 7 :8 -1 6 ). 2). e todos esses filhos eram de sua esposa A inoã. para reivindicar a co ­ roa. ver tam bém Dt 25:17-19). restando. Estava mais preocupado em manter uma boa imagem diante dos demais do que em ser verdadeiramente bom diante de Deus. é possível que Isvi tenha m orrido antes.

usou a desculpa esfarrapada de que consagraria os anim ais que havia poupado com o sacrifício ao Senhor (vv. 1 5. durante séculos. Deus havia dado a Saul outra chance. com isso .ro voltar da batalha e se entristeceu pro-jn d a m e n te . pela segunda vez. Saul era o homem ru e Deus havia escolhido para ser rei. S o entanto. 21). O profeta rejeitou as três mentiras e ex­ plicou o motivo de D eus não considerar os anim ais um sa crifício ac e itá ve l: o Senho r -tal" (Is 5 :2 0 ). 16-23). mas seus esfo rço s foram -úteis. Pela segun­ da vez. e stiv e sse ten tan d o evitar ía m u e l? T alve z. nnde h a v ia p e c a d o c o n tra o S e n h o r e ía m u e l anteriorm ente (1 3 :4ss). A casa de Sam uel em Ram á ficava . 2 0 ). O profeta Sam uel ficou sabendo da desobediência de Saul antes de o exér:. : : Té m . 15. o fato de Saul não ter exterm inado •xJo s os am alequitas resultou em sua morte 2 Sm 1:1-10). mas decidiu fazer as coisas a sua -raneira. ~o m om ento certo e pelos motivos certos. ira sanla. S a u l d isc u te co m S a m u e l (vv. É possível nue. pela segunda vez. \ o s olhos dos soldados e do povo de Israel. S a u l m e n te p a ra S a m u e l (vv. No entanto. esti­ vesse irado e entristecido. deliberadam ente desobedecia à vontade do Senhor. e. mentiu para si m esm o. 21) e. pensando que poderia escapar incó ­ lume de sua dissim ulação. não há contradição algu~ia entre essa declaração e o versículo 29 . depois. se o Senhor diz que algo é condena­ do. Não tinha bênção alguma para dar a Sam uel e não havia feito a vo n tad e do Senhor. Sam uel. Chegaria o dia em que Saul daria qualquer c o isa para o u vir um a p alavra do S en h o r (1 Sm 28:4-6). Sem dúvida. mas aos olhos de D eus.e r a nota núm ero 4). com o podem os dizer que é "o melhor"? TAi dos que ao mal cham am bem e ao bem.1 SAMUEL 1 4 ."Espera" in d ica que Saul estava se viran d o para ir em bora ou significa "chega de mentir"? Tal­ vez as duas coisas. Destruiu tudo o que era abominá•e e desp rezíve l. e o •ei havia fracassado com pletam ente. e Sa­ muel desejava que ele fosse bem-sucedido.1 5 239 Saul fez algo adm irável ao ter o cuidado re proteger os qu en eu s. O rapaz outrora m odesto (9 :2 1 ). Saul com eçou a argum entar com o servo de D eus e a ne­ gar que tivesse feito algo errado. havia sido um a derrota. O term o h e b ra ic o sig n ifica rueim ar" e indica indignação justa. c e rta m e n te . Saul culpou os soldados por guardar os es­ p ó lio s. A saudação de Saul foi absolutam ente hipócrita. até m esm o. mas ele próprio acabou fazendo o mal. Q uanto à questão de D eus "arrepender>e" (1 Sm 15 :1 1 ). possivelm ente um dia de viagem para o profeta idoso. Servir a D eus de modo aceitável envolve •azer a vontade de Deus da maneira certa. Samuel teve pena de Saul pelo resto de . mas "nós" destruímos inteiramente o resto! Para Saul. Deveria ter aniquilado a nação que. Saul havia conquistado uma grande v i­ tória sobre um inimigo de longa data. jogou a culpa sobre seu exér­ cito (vv. erguido um m onum ento em homenagem ao ocorrido. 12-15). a culpa era sem pre de alguma outra pessoa. seguiu para G ilgal. mentiu quando disse: "executei as palavras do S e n h o r " (1 Sm 1 5 :1 3 . já sabia da verdade. mentiu para Samuel que. pois Saul não desejava d isc u tir seu s a ssu n to s com S a m u e l. mas perm itiu que o rei -gague vivesse e que os soldados israelitas :T ia sse m para si "o m elhor" dos rebanhos. a ce rca de vinte e quatro quilôm etros de Gilgal. e Saul sabia que era melhor escutar. pela segunda vez. havia feito o que era mau. O im perativo enfático de Samuel . Em prim eiro lugar. Sam uel tinha um a m ensagem do Senhor. depois. "Eles" pouparam o melhor. aliás. m as. c o m o seu c o ­ mandante. tendo. Saul tinha ho~rens su ficie n tes para e xe cu tar o se rviço ::T ip le to . o rei estava tão im pressionado ronsigo m esm o que foi até o C arm e lo e ergueu um m onum ento de pedra em sua -om enagem e. S o final. C o n ­ frontado com essa acusação. poderia tê-los controlado. ja vida (1 6 :1 ) e clam ou ao Senhor (1 5 :11 ). Tentou até mentir para Deus ao dizer que usaria os anim ais que havia poupado para oferecer com o sacrifício! (ver 1 Jo 1:5-10). Não é de se admirar que seu mentor. mas não teve o ~iesmo cuidado com referência à vontade áe D eus.

e. alguém no meio da multidão tenha conseguido captar a m en­ sagem (M c 12:28-34). de modo que certam ente não estava criticando o sistema sacrificial de Israel. com gra­ tidão. Samuel usou iss:> com o ilustração e anunciou que Deus h ava rasgado o reino das mãos de Saul.. Saul havia perdido sua dinastia (1 Sm 1 3 :1 4i mas dessa vez. e seja o erguer de minhas mãos com o oferenda vespertina" (Sl 14 1 :2 ). 12:1-8). acres­ centou: "honra-me. Sl 40:6-8). Devem os adorar a D eus "em espírito e em verdade" (Jo 4 :2 4 ). co m o in­ censo. porém . O rei Saul passou de "dei ouvidos à v o z do S e n h o r " (1 Sm 1 5 :2 0 ) para "p eq u ei". pois sabia que o Senhor não receberia a adoração do rei. Q uand o Davi estava no deserto e longe dos sacerdotes e do santuário de D eus. essa foi apenas outra in d icação de que estava mais interessado em m anter a imagem dian­ te do povo do que em agradar a D eus. : que levou Sam uel a mudar de idéia e a r adorar com Saul. olhos de D eus. Po rém . diante dos an ciãos do meu povo " (v. e agora a sentença estava prestes a ser exe­ cutada.3 Porém. Saul agarrou as borlas na bainha de s u = í vestes (Nm 15 :3 8 . sabia que o Senhor aceitaria a adoração de seu coração. em in ên cia e perfeção de Deus.. Samuel era levita e profeta. uma vez que o havia re­ jeitado. pois temeu o povo em v e z de tem er o Senhor e seus m andam entos. No caso anterior de desobediência. norre que se refere à glória. ainda que. eram perversidades sem elhantes à feitiçaria e à idolatria (posteriorm ente. "Louvando a Deus [. C o n h ecer a vontade de Deus e de­ sobedecer deliberadam ente a ela é colocarse acim a de D eus e. o Senhor havia estabelecido os critérios para a adoração em Israel. e o conhecim ento de Deus. Saul tam bém ad­ mitiu que havia poupado Agague e os ani­ mais. do contrário seus sacrifícios seriam em vão. "Suba à tua presen ça a m inha o ração .240 1 SAMUEL 1 4 . E evidente que o rei estava mais preocupado com sua reputação diante do povo do que com seu caráter diante de Deus. os ad o rad o re s d everiam aproxim ar-se do Senhor com um co ração submisso e com fé verdadeira.] com cânticos espirituais. Essa era a form a de ad oração que D eus havia deter­ m inado. O sacrifício sem obediência não passa de hipocrisia e de ritual religioso vazio (Is 1:11-17. e não sacrifício. ocasionalm ente. em vosso co ração " (C l 3 :1 6 ). 39) e rasgou o manto do profeta (ver 1 Rs 1 1 :29-39). havia perdido seu trono. Saul já havia sido advertido sobre esse julgamento. tornar-se seu próprio deus. Por intermédio de M oisés. ao certo. Porém . portanto. 24-29). S a u l é re je ita d o p o r D e u s (vv. M as o p ro feta p ro sseg u iu . Samuel recusou acom panhar Saul até o altar. mas os gestos do profeta . A Palavra de D eus sim plesm ente não penetrou a mente e o coração de Saul. pois quando repetiu essas palavras.4 S a u l é re je ita d o p o r S a m u e l (vv. A adoração cristã de hoje deve ir além da mera execu ção de uma liturgia. Não se sabe. aos. Saul. recorreu à fei­ tiçaria). e o sacrifício que deseja é um co ração quebrantado e contrito (5 1 :1 6 . e ele continuou preocupando-se em manter a re putação em vez de co locar a vida em orderr diante do Senhor. Não era mais o rei de Israel.1 5 deseja uma vida de obediência sincera. 30-3St. Samuel cham ou D eus de "G ló ria de Israel". e era correto o povo levar seus sacrifícios ao Senhor. 30 ). C om o era possível um D eu i tão m aravilhoso ser culpado de mudar ou de mentir? O Senhor havia anunciado que Saul perderia o reino e que nada o faria vol­ tar atrás. de fato. não anim ais mortos sobre o altar. D eus não pre­ cisa de qualquer doação nossa (Sl 50:7-15). mais do que holocaustos" (O s 6 :6 ). Trata-se do tipo mais abom i­ nável de idolatria. O s lí­ deres religiosos do tempo de Jesus não en­ tenderam essa verdade (M t 9:9-13. o que não expressa a atitude de um hom em verdadeiram ente quebrantado pelo pecado. 17). pois Samuel iria un­ gir D avi para exe rce r essa fun ção . não foi um a expressão verdadeira de arre­ pendim ento e de pesar por haver pecado. Jr 7:21 26 . re ve lan d o que o co ração de Saul era controlado pelos pecados de rebelião e de obstinação (arro­ gância). O s dois pecados eram indício de um co ração que havia rejeitado a palavra do Senhor. Q uand o Samuel virou-se para partir. "Pois m isericórdia quero. agora.

usa linguagem humana para descrever uma verdade divina. Samuel fez o que pôde para aconselhar o rei e para fortalecer o reino. C ada vez que Saul receb eu um a m issão. quando confron­ tado. Foi um tempo difícil para Sam uel. e jam ais fica sem saber o que fazer. A estola fazia parte das vestes oficiais do sum o sacerdote e nela ficavam guardados o Urim e o Tum im (Êx 28:6-30). mas continuou sendo inimigo de Israel.1 SAMUEL 1 4 . n íre u muito por causa do povo e do rei dese ado com tanto ardor. seu trono e sua coroa. Saul visitou Samuel uma «e z em Ram á (19:23. com o acontece em 1 Samuel 2 3 :9 e 3 0 :7 . e o Senhor retirou seu julgam ento. Nada o pega de surpresa. Sam uel vollou para seu lar em Ram á e Saul para sua casa em G ib e á. o Senhor inclina-se até nosso nível de fraqueza e satisfaz nossas condições. Q uand o Davi entrou em cena. 21). Seria de se esperar que o rei ordenasse: "traze aqui a estola sacerdotal". D o ponto de vista humano.1 5 241 repois disso não deixam dúvida algum a do ic iic io n a m e n to de Samuel em relação ao ■ i Samuel despedaçou o rei Agague publi­ camente e. . Em duas ocasiões. Saul perdeu o controle e o bom senso e. 17. Balaão disse "Pequei" (Nm 22 :3 4). Assim que a situação m elhorou no Egito. no versículo 18. mostrou ao povo que Saul n o havia cum prido sua missão. mas desejava saber de que m aneira o Senhor queria que atacasse. 4. i A oração: "traze aqui a arca de D eus". mas foram apenas confissões vazias. inclusive as respostas a suas ordens. mas nunca se arrependeu (M t 2 7 :4 ). Jonas anunciou que Nínive seria destruída. muda suas ações de acordo com aquilo que as pessoas fazem . pois a arca não era usada para determ inar a vontade de Deus. mas não se trata de uma prática que edifica a fé do cristão. Sentimos por Sam uel. Deus pareceu m udar de idéia. O "teste" de jônatas não foi uma dem onstração de incredulidade com o foi o da lã de G id eão (Jz 6:36-40). assim . o Faraó retomou sua oposição a M oisés e a Deus. mas Saul in­ sistiu em conseguir tudo a sua m aneira. Por certo. Q uando a Bíblia fala que D eus "se arrependeu". A m aior parte das vitórias de Israel deu-se sob o com ando de Jônatas. que. 10 :1 6). jônatas já possuía a fé necessária para derrotar o inimigo. com o também o fe z o filho pródigo (Lc 15 :1 8. certam ente. não a cum priu com o deveria e. S l 5 1 :4). 24 :1 0 . Deus é sem pre fiel a sua natureza e coerente com seus atributos e planos. Davi declarou com sinceridade: "Pequei contra o S e n h o r " (2 Sm 12 :1 3. mas a cidade arrependeu-se. É errado os filhos de Deus "colocarem a lã no chão da eira" e imporem condições para D eus cum prir a fim de que obedeçam ao Senhor. Por vezes. seu caráter. Também ha­ via perdido um amigo piedoso. Na introdução da —onarquia em Israel. usados para determ inar a vontade de D eus. perdeu a última bata­ lha e a vida. mas D eus ainda estava assentado no tro'no e ainda tinha um rei ver­ dadeiro esperando para ser ungido. mentia e co locava a culpa em outros. 24). mas isso não tem relação alguma com sua natureza imutável nem com seus atributos. mas não foi o que ocorreu do ponto de vista divino. Deus conhece o futuro. é incom um . o Faraó disse "Pequei" (Êx 9 :2 7 . por fim. e Samuel não fez mais viaK i s públicas nem particulares para se enoontrar com o rei. Sam uel foi substituído po r um líder inferior a ele em todos os sentiAos. Judas só admitiu seu pecado. O rei Saul havia perdido sua dinastia.

o Filho de Davi. Apesar de ser uma cidade pequena em Judá. Se Saul foi "o rei aclama­ para um grupo seleto de pessoas. pois Deus queria que ele que iria realizar uma oferta pacífica em Belé~ ungisse o novo rei. o rei iria querer saber para onde para Samuel. encontrou seu mari­ do. Boaz. com o também o fa­ o sucedessem. o rei Saul era cidade. a estrada para Belém passa­ H á um tempo para prantear (Ec 3:4). Deus ordenou que mo. pois Sairi dos fracassados com o pai.Caso houvesse uma eleição em Israel com para formar um grupo de resistência a Saul' i a finalidade de escolher um substituto para se Saul interpretasse a presença do profe:= Q . O próprio Davi tomaria israelitas não queriam que os filhos de Samuel Belém um lugar famoso. não era capaz de liderar a nação. mas va por G ibeá. esse momento havia chegado. e o tom ou dos redis das ove­ lhas. A expressão traduzida por poderiam relatar ao rei qualquer coisa que "ter pena" significa "prantear pelos mortos" e Sam uel fiz e ss e . onde revela a profundidade da tristeza de Samuel. M t 1:3-6). e de Israel. Esc o lh e um R ei 1 Sam u el 1 6 . Foi em Belém que lamentado durante tanto tempo pelo rei Saul. de modo que i chegada de Samuel os deixou sobressaltado^ 1. seu povo. Partin do de R am á. de Saul. sua h erança" (Sl 7 8 :7 0 . Rute. conform e haviam prometido as Escri­ culpado de desobedecer às ordens inequívo­ turas (M q 5:2. em decorrência desses pecados. 35). mas ele era o prefe­ rido de D eus. Nessa ocasião. avô de Davi (Rt Israel havia rejeitado a liderança de Samuel. no entanto. inclusive do pelo povo". pois aceitavam subornos e per­ ria Jesus.1 7 seu servo . onde ficava o quartel-generaJ também há o momento de agir (Js 7:10). 1-5).a cid a d e de D avi (w . para ser o pastor de Jacó . Samuel se dirigia e o que pretendia fazer lál Apesar do que sentia em relação a si mes­ A fim de evitar problemas. líder espiritual e era um hom em desconfiado e seus espiai mentor do novo rei. ter se Benjamim (G n 35:16-20). um homem idoso. que nasceu nessa vertiam a justiça (8:3). uma vez que ele estava muito velho. e deu à luz O bede. e Samuel havia rompido seu tinha o direito de viajar com o bem lhe aprourelacionamento com ele (15:34. mão de Deus estava sobre Davi. "Tam bém esco lheu a D avi. Porém. vida desceu do céu e veio habitar no mundc havia perdido o trono. B elém . Samuel do o cargo e. Em sua vesse. 71). o líder se­ O s anciãos de Belém sabiam que SauS e gundo o coração do Senhor. Samuel não se entendiam . é pou co provável que o povo tivesse esco lhido D avi. a fim de servir ao Senhor e a seu povo. C o n­ sid e rem o s alguns fatos so b re esse rap az incom um . Ainda estava ocupan­ com o ser humano. o trabalho de Samuel ainda não havia seu servo tomasse uma novilha e anunciasse chegado ao fim.6 D eu s o rei Saul. tirou-o do cuidado das ovelhas e suas crias. Em sua posição de ju iz e profeta. Samuel deve ter se sentido o maior No entanto. faleceu go ou membro da família pode entender p o ró x im o a B e lé m . Davi foi o rei escolhido por Jessé e seus filhos. tristeza. O nom e Belém quer dizer "casa do pão". a viúva moabita. Foi quando ualquer um que tenha ficado profun­ Jacó e sua família estavam a cam inho de Betei damente decepcionado com um am i­ que Raquel. e foi lá que o pão da cas de Deus e também de mentir sobre o que havia feito e. e os 4:13-22. eram tempos difíceis. D e u s e s c o l h e u D a v i (1 Sm 16:1-13) Será que Samuel estava alistando seguidore. Deus mos­ Deus. M t 2:6 ). e n q u a n to d a va à lu z motivo de Samuel. sua esposa mais amada. Samuel morava. a maio­ ria dos israelitas conhecia Belém. e os acontecim entos registrados nes­ traria a Samuel qual dos filhos de Jessé o prctes dois capítulos mostram claram ente que a feta deveria ungir rei. e.

e -i>igail. Sam uel exam inou por alto os sete • 'o s de Jessé. H b 4 :1 2 ). G id eão (Jz 6). Itavi era o oitavo filho de Jessé. Ez 34). Rm 8 :2 7 . Pedro. Jo a b e e A sa e l.2 D e u s ch a m a p e sso as o c u p a d a s . 1 santificação" im plicava que cada conviz^zo deveria tom ar um banho e trocar de I D _ p a (Êx 9:10-1 5). m ãe de A b isa i. mas sim por um hom em experiente e temente a D eus. amá-las e cu id ar delas de acordo com suas necessidades.1 7 ). tam bém cham ado 5-amá. Elias (1 Rs 1 9:19-21). pessoas (1 C r 2 8 :9 . e é evidente que ninguém além de í-a~iuel sabia por que haviam sido incluídos. via-se com o uma das ovelhas do Senhor e escre­ veu sobre isso no Salm o 23. o quarto. Tiago e João (M c 1:16-20) e M ateus (M t 9:9-13) estavam tra­ balhando quando o Senhor os cham ou. Davi é apre­ sentado com o o sétimo filho nessa genealoi a . e Deus o promoveu a fim de governar sobre muito. No Antigo Testamento. mas as ove­ lhas devem ser conduzidas para que não se d isp ersem . Jessé e seus filhos consideraram uma f-ande honra ser convidados para esse ban:_ e t e . mo entanto.11 deixa claro que d e era o oitavo e o caçula. de um rebanho de ovelhas para de m odo que seu nom e foi tirado da le^ealogia. não quem procura m aneiras de fugir das respon­ sabilidades. sobre o muito te co lo carei. im aginando que a fam ília ~íeira estava presente e baseando-se nas aoarências em v e z de agir pela fé. o sexto (1 C r 2:13-15). e co n ­ fessou que o Senhor lhe havia sido fiel to­ dos os dias de sua vida (Sl 2 3 :6 ). Neem ias (N e 1). 24). Apesar de Davi ser. mas sabem os que o pai deles pres­ ta v a atenção na ap arência dos outros. A binadabe. não havia outra fam ília em 5-r em que pudesse dizer que possuía sete i-nãos. pois ninguém que se en::~ tra s se cerim onialm ente im puro poderia r-articipar do banquete sacrificial (Lv 7:192 ’ I. O pastor deve co n h e c e r suas ovelhas ind ividu alm ente. 6-10). Sl 78:70-72). o terceiro . ■n dos irm ãos m orreu sem deixar herdeipos. Sa— : je l já havia se esquecido do erro que havia toTietido em relação a Saul (9 :2 . Jr 1 7 :1 0 . Natanael. o prim ogênito. que olhou para trás. A fam ília d e D avi (vv.a. A Igreja de Cristo. Sem dúvida. mãe de Am asa (1 C r 2 :1 6 . bem com o cada líder espiritual. 11). entra no gozo do teu senhor". Davi era tão desconceituado em sua família que Jessé nem foi cham á-lo no local onde ele cuidava do rebanho para convidá-lo a parti­ cipar do banquete!1 Saul estava escondido no meio da bagagem quando Samuel o cha­ m ou. um pastor. foste fiel no pouco. Davi havia sido fiel com o servo sobre pou­ co. mas o Senhor examinou-lhes o ::'a ç ã o . Ao que parece. As ovelhas em geral são indefesas e não enxer­ gam muito bem. M oisés (Êx 3). precisa ter o coração de um pastor e cuidar com carinho dos co r­ deiros e ovelhas do rebanho de D eus (Jo 10:1-18. e Davi era um homem com o coração de um pas­ tor (ver 2 Sm 7 :8 . Antes de os rtnvidados se sentarem para a refeição co->unitária. 1 Pe 5). A p ro fissã o d e D avi . Radai. O padrão de Deus para a liderança é declara­ do em M ateus 2 5 :2 1 : "M uito bem . servo bom e fiel. hom ens de força e de grandeza e. nos dias de hoje. Am ós (Am 7:1 4 .1 7 243 ■a pequena cidade com o uma declaração l e guerra? Samuel apressou-se em tranquilizá4os e instruiu-os a santificar-se e a participar do sacrifício e do banquete subseqüente. nenhum deles era o rei escolhido r i D eus! Samuel viu as feições e o aspecto re cada um. Não sabemos qual era a aspecto dos dois filhos de farnuel.p a sto r (v. os reis e seus o ficiais eram co nsid erad o s "pastores" do povo (ver Jr 2 3 . 1 0 :2 3 . 1 C r 21 A 7. mas D avi estava ocupado cuidando das ovelhas do pai. D avi era exatam ente o tipo de líder que Israel preci­ sava para reparar todo o estrago que Saul havia causado à nação .1 SAMUEL 1 6 . . To­ dos esses hom ens exerceram papéis im por­ tantes no reino de Davi. para uma vida longa. O s bois podem ser tangidos. Som ente Deus pode sondar o co ­ a ç ã o e con h ecer as verdadeiras m otivações r. 21:15-19. literalm ente. mas 1 Sam uel 16:10. 15). o segunllo : S im éia. D avi também tinha duas irmãs: Z e ru ia . de modo que dependem do pastor para guiá-las e protegê-las. o quinto e 3 zém . André. e as Escritu­ ras dão o nom e de seis de seus irm ãos: E :a b e. Esse salmo não foi escrito por um rapaz.

Tanto o termo hebraico "M essias" quanto o termo grego "C risto" significam "ungido". que teria talento para . Simul­ ta n e a m e n te . E bem provável que Samuel tenha conversado com D avi em par­ ticular e explicado que ele havia sido esco­ lhido pelo Senhor para ser o próxim o rei.verm elho" (G n 25:243 4 ).5 Porém . 12a. e Saul lhes contou que Davi havia sido escolhido para ser o próxim o rei ( 2 2 : 6-8 ). A ap a rên cia d e D avi (v. 12a. pois nas Escrituras esse número é. foi essa certeza sobre o futuro que ajudou Davi a manter-se fiel du­ rante os anos subseqüentes de provações e de perseguições. 2. A pesar de a aparência física não ser o atri­ buto mais im portante de um rei (1 6 :7 ). enquanto a característi­ ca distintiva de Davi era o fato de sua pele ser clara e não morena. ta lv e z tenh am in te rp re ta d o esse a co n te ­ cim ento com o um a consagração para que D avi servisse ao rei. A t 9 :1 5 ). O Espíri­ to de D eus veio sobre o jovem Davi com g ra n d e p o d e r. e a unção deve­ ria ser realizada por uma pessoa autorizada pelo Senhor. e d a q u e le m o m e n to em diante. D e aco rd o com a in te rp re ta çã o de alguns. Saul era diferente da maioria dos semitas de sua época. Samuel finalm ente encontrou o hom em escolhido pelo Senhor. foi possível confiar a Davi o exercício da autori­ dade. com freqüência. passos de D avi. A palavra traduzida por "ruivo" é a m esm a que aparece no ape­ lido de Esaú: "Edom . um homem paranóico.3 Nas Escrituras. o hom em segundo o coração de D eus (1 3 :1 4 ). usaria a coroa. Dificilm ente foi Jônatas quem contou a Saul.4 Sem o poder do Espírito. É interessante o fato de Davi ("am ado") ser o oitavo filho. seu com portam ento enquan­ to estava a serviço de Saul foi notavelmente maduro para um rapaz que. o servo de Deus é incapaz de fazer a vontade de seu Senhor e de glorificar a Cristo. suas provações e testes ao longo daqueles anos no deserto ajudaram a desenvolver sua fé e seu caráter piedoso e a prepará-lo para o ministério que Deus planejou para ele. a representação de um novo co m eço . o óleo pode sim bolizar o Espírito Santo e a co nces­ são de seu poder a seus servos (Z c 4). mas de algum modo o rei descobriu que Davi era seu sucessor (2 0 :3 0 . Davi foi o servo que D eus prepare para cum prir seus propósitos para seu povol . sacer­ dotes e reis eram ungidos.1 7 um a nação inteira! Ao contrário de Saul. Davi foi um hom em de Deus. pois ele próprio havia se sujeitado à autoridade e se mostrado fiel. A u n çã o d e D avi (vv. pois era alto. tinha a pele e os cabelos cla­ ros. pois Jesus dis­ se: "Sem mim. o Esp írito de D e u s deixou Saul (1 Sm 1 6 :1 4). mas apenas que. Afc sim com o Paulo foi um vaso preparado p : Deus para um trabalho específico (G l 1 :1 5 . N a im ageria b íb lica. Era o tipo de pessoa que atraía ou­ tros e que conquistava sua confiança. a com p leição de Davi era tão m arcante que o Senhor cham a nossa atenção para ela. Deus usou Davi para prom over um recom e­ ço em Israel. m úsica. que seria cauteloso e valente. Sem dúvida.244 1 SAMUEL 1 6 . p o ré m . v er 17:42). um dia. recebem os o poder de que precisam os. era bem apessoado (3 9 :6 ) e tinha personalidade cativante (1 Sm 1 6 :1 8 ). Até que ponto o pai e os irm ãos de Davi en te n d eram essa u nção? D ian te do rela­ cio n am en to sub seq ü en te com o rei Saul. Q uan­ do D avi subisse ao trono. ao contrário de ou­ tros semitas. D e fato. Davi lhe revelou que era o rei ungido de D eus. 31) e tentou matá-lo com em penho redobrado. O s hom ens de Saul deveriam mantê-lo informado sobre o .2 3 ) Davi sabia que o Senhor havia estado pre­ sente em sua con cepção e que havia orga­ nizado sua estrutura genética (Sl 139:13-16 . 13). Assim com o José. Jônatas seria o segundo no poder (23:16-18). Se esse foi o caso. O Senhor determ inou que Davi seria forte e de boa aparência. 2 0 :1 6 ). som ente profetas. sobre Davi e sua aliança. tanto em termos políticos quan­ to espirituais. Q uand o Davi e Jônatas tornaram-se ami­ gos (1 8 :1 ) e fizeram um a aliança de fidelida­ de mútua (1 8 :3 . isso não sig n ifica que D avi fosse ruivo. Depois de olhar para os sete filhos de Jessé. Ao perm anecer em Cristo. por certo. D eu s pr epa r o u D avi (1 Sm 1 6 : 1 4 . nada podeis fazer" (Jo 15:5).

esse am or foi sendo substituído.1 SAMUEL 1 6 . ficou conhecido com o "navioso salmista de Israel" (2 Sm 2 3 :1 ). organizou o m inistério de m úsica 'o templo (1 C r 25) e forneceu instrumen■ > s para os m úsicos (2 3 :5 ). chega-se sem pre à co n clu são de . Porém . Ef 2: 10). Saul "amou m uito" Davi (1 Sm 16 :2 1 ). Jessé escolheu o dia certo para enviar Davi ao cam po de batalha. 3 . mas D avi nunca o tratou com o tal. As :po rtunidad es da vida apareceram de acor­ do com seus talentos.1 7 245 O s servos de Saul sabiam que havia algo oe muito errado com seu senhor e atribuíco rretam ente os ataques do rei à incia de um espírito maligno. 12. Não í com um encontrar talentos artísticos desse *p o num homem que tam bém era um soldai o enérgico e general destem ido. 2). Enquanto Davi seguiu o Senhor. de Josué (Js 6 :2 7 ) e de Sam uel 1 Sm 3 :1 9 ) e constitui o a lice rce para a • ida cristã bem -sucedida nos dias de hoje. . i . No final de sua vida. O utros poderiam ir e vir com o bem lhes ap ro uvesse. 54). e D avi teve a sabedoria de o bedecer à vontade de D eus. 15). a fim modo! Foi a aptidão m usical de D avi que lhe reu acesso à corte do rei e que. Sem pre que era cham ado para ajudar Saul. Em seu prim eiro encontro. mas estes só pio­ raram. 15). A chave para o sucesso de Davi é apre­ sentada em 1 Sam uel 1 6 :1 8 : "o S e n h o r é :om ele" (ver 1 8 :1 2 . tam bém rejeitou tudo aquilo que não havia sido preparado para ele pelo Senhor. aos poucos. 23 ). onde tinha até sua tenda (v. 1 8 :1 0 . era um adversário descom unal. Davi chegou no últi­ mo dia (1 7 :1 6 ). O ■ o homem no reino preparado para mi­ ar a Saul era Davi! Davi era poeta e m úsico e possuía aptipara tocar harpa e para com por cânticos.ingativo. posterior­ mente. "G uia-m e pelas veredas da js tiç a por am or do seu nom e" (Sl 2 3 :3 . j e se use para analisar a vida e as aptidões :e D avi. D avi era um hom em conduzido pelo Espírito. o que deu a esse espírito um ito de apoio para operar (Ef 4:25-27). Sem Deus. depois. providenciou n a te ria is para a co n stru ção do tem plo e . ao que parece. 9. 21. Davi comportou-se com sabedoria e procurou ajudar Saul a superar seus ataques de depressão. 23 . pelo medo (1 8 :8 . e todas as suas de­ cisões precisavam estar dentro da vontade de D eus. Seja qual for o ponto de vista . 19:9) com o parte sua disciplina pela rebelião do rei. o prom oveu ao se rviço militar. Saul não passava de um fracassado. Vem os essa orientação divina nos acontecim entos rela­ tados no capítulo 17. Ele am ava e adorava o Senhor e entregou-se à obra a que Deus o havia cham ado para realizar. Foi só depois que Davi matou G olias que Saul nomeou-o um de seus escudeiros (1 8 :1 . Deus o abençoou e usou para sua glória. Saul ■ a. H avia se apresentado ao exército de Israel todas as manhãs e noites durante quarenta dias e. Davi deixava seu rebanho com um homem de co n fian ça (v. de modo que não fazia idéia que seu novo escudeiro seria o próxim o rei de Israel. 20) e se apres­ sava para o acam pam ento. um hom em desconfiado fe . pela inveja e. que vestia uma co u raça de escam as pesando mais de sessenta quilos e carregava uma lança de quase oito quilos. 14.^siou pelo privilégio de construir uma casa :a r a o Senhor. Sem dúvida. D eus c o n d u z iu D avi (1 S m 1 7 : 1 . Escreveu salmos. G o lias é descrito co m o um gigante de mais de quatro metros e sessenta centím e­ tros de altura. Deus havia itido que esse espírito perturbasse Saul 1 Sm 16:14. Saul tornouse inimigo de Davi (1 8 :1 9 ). C om os despoos de suas m uitas batalhas. 28).2 7 ) Davi não ficava o tempo todo no acam pa­ mento de Saul. Esse também foi o segredo do sucesso de José (G n 3 9 :2 . por natureza. até que Saul resolveu matar Davi.u e ele era um indivíduo singular e de que rra assim porque Deus o havia criado desse Davi conhecia seus dons (Rm 12:3) e usouos em sua vida diária. mas D avi era co n d u zid o pela mão providencial de D eus. passava tem poradas com o rei ou em sua casa conform e se fazia neces­ sário (v. Assim :o m o se recusou a vestir a arm adura de Saul jo enfrentar G o lias.

A o con­ trário dos exércitos m odernos. gue'reiro desde a sua m ocidade" (1 Sm 1 7:33 .. Davi não permitiu que as palavras ríspidas de Eliabe o desanimas­ sem . 28-30). Infelizm ente. Q u em era aque­ le filisteu incircunciso para blasfem ar contra o D eus de Israel? Lembre-se de que Davi era jovem dem ais para servir no exército . os soldados da an tig u idade deveriam p ro v id e n cia r os pró prio s suprim entos e aju d ar a fo rn ecer provisões a outros. ver Mq 7:6) . e. qualquer um no acam pam en­ to com fé em Jeová seria cap az de desafiar G o lias e de derrotá-lo! No entanto. e ele. vá cuidar de seu pequeno reba­ nho e deixe o com bate por nossa conta! Sem dúvida. o que nos leva sem pre a desanim ar. de modo que aconselhou Davi a vestir s_a 4. D e u s a n im o u D avi (1 Sm 17:28-39) Sem pre que dam os um passo de fé para lu­ tar contra o inimigo. 11. Ja . M oisés foi criticado pe­ los irm ãos. há alguém a nosso re­ dor para nos desanim ar. .foi o que Jesus prometeu e exata­ mente o que ocorreu no caso de Davi. mas não entenderam o que isso sig­ nificava. receb eria muitas riquezas e a casa de seu pai seria isenta de im postos. 9). Davi ha­ via matado um leão e um urso e sabia que c Senhor seria capaz de livrá-lo das mãos de G o lia s. os fi­ listeus se sujeitariam aos israelitas e seriam seus servos. "Assim. 7:1-10). "C o ntra o filisteu não poderás ir para pelejacom ele. mas. Poré~ . 8. para ele. Saul esperava que al­ guém fosse tentado por essa oferta e pro­ curasse derrotar G o lias. ca culam os tudo pelo ponto de vista h u m a r:. Porém .: de Deus! Saul não havia experim entado pe~ soalm ente esse poder m aravilhoso de D e . que era bem mais alto que a m aioria dos homens. Era co m o se v isse G o lia s ap era? com o mais um animal atacando o reban. Eliabe. — Som os soldados e você é só um pastorzinho! Veio só para assistir à batalha! Volte para casa. até mesm o o rei Saul estava aterrorizado (vv. e a família de Jesus aqui na terra não o com preendeu e se opôs a seu ministério (M c 3:31-35. os israelitas deveriam considerar-se derrota­ dos e tornar-se servos dos filisteus (vv. 18). ninguém no exército israelita apresentou-se com o voluntário. ficou zangado quando soube que Davi estava fa­ zend o perguntas sobre a oferta de Saul e ridicularizou o irmão caçula (vv. os inimigos do homem se­ rão os da sua própria casa" (M t 1 0 :3 6 . Saul fez uma oferta generosa ao homem que se prontificasse a calar G o lia s: ele se casaria com um a de suas filhas. Se os israelitas conseguissem encontrar um cam p eão ca p a z de derro tar G o lia s. Saul estava repetindo o relato dos dez efpias incrédulos. nem o rei Saul. Q uand o .1 7 de entregar alim entos a seus três irm ãos e ao com andante deles (vv. tratado pelos irm ãos com ódio. A rão e M iriã (Nm 12). vem os de acordo com as ap arên cias. o rei Saul também não foi de gran­ de aju d a com suas palavras e co n s e lh o . e ssa re sistê n c ia c o m e ç a no p ró p rio lar. Davi levantou bem cedo e ouviu o desa­ fio matinal de G o lias a Saul e a seu exército. Um a vez que Israel havia chega­ do a um m om ento de crise nesse co n fro n ­ to .6 D eus havia co n d u zid o D avi até o acam pam ento para essa ocasião. D avi havia experim entado o poder de D eus em sua vida e sabia que o Senhor j » deria transform ar sua fraq ueza em pode' Enquanto cuidava de suas ovelhas. m entiras e vendido por eles com o escravo. pois sabia que Deus poderia ajudá-lo a derrotar o gigante. A b in a d a b e e Sam á. viu ho­ mens fugindo do cam po de batalha só de olhar para o gigante. que viram os gigantes em C an aã e decidiram ser im possível entrar na terra prom etida (Nm 1 3 :2 8 . em primeiro lugar. 29 ). o irm ão mais velho de D avi. e o rapaz estava pronto a acei­ tar o desafio.i. mas se isso não acontecesse. com freqüência. O mesm o aconteceu com José. 2 4 ). quando vivem os pela fé. pois tu és ainda m oço. D avi estava lá para entregar suprimen­ tos a e le . o fato de não ter havido batalha algum a não envergonhava Eliabe. Davi reagiu com a mais com pleta aver­ são ao discurso de G o lias.246 1 SAMUEL 1 6 . Esses três hom ens haviam visto Davi ser ungido por Sam uel. No entanto. 1 7. tam bém se esqueceu de que. D eus entra na equa­ ção e muda todos os resultados.

O Senhor usa determ inados m eios para cum prir seus propósitos. arm adura de Saul ficou no corpo de Davi! do de Abraão (G n 12:1-3) e da escolha de “ orém. uma história infantil ou. A separação das águas do Sm 3 0 :6 ). no entanto. e. "Poclam ar o nom e e a glória de Deus a toda a •em Davi se reanim ou no S e n h o r . o exército filisteu e toda i :erra soubessem que o verdadeiro D eus •tso era o D eus de Israel (v. 10). porém . quando enfrentou o gigante.1 SAMUEL 1 6 . mas Davi estava prestes a retificar essas declarações.israelitas e filisteus so ub essem que o Senho r não p recisa de espadas nem de lanças. pois os dois criam num D eus poderoso e desejavam lutar as bata­ lhas desse Deus e glorificá-lo (1 Sm 13 :6 . Esse propósito fazia parte do cham a­ . ~2 cos que fizeram grandes coisas para ele. colocou-as em prática. Sl 3 3 :16-22. No entanto. escreveu essas palavras. Até mesm o a 5 . portanentre o verdadeiro Deus de Israel e os falsos •3. nesse caso. vires a mim com paus?". G olias ha« a ridicularizado o D eus de Israel e blasfeque seu verdadeiro poder era o nom e do Senhor dos Exércitos. e D avi foi o servo Io .D e u s c a p a c it o u D a v i co nstrução do tem plo deu testem unho do 1 Sm 17:40-58) Deus de Israel às nações gentias. quase um sso. A vitó ria tam b ém fo i d e D a v i (vv. Davi apresentou-se para o desafio em nome Senhor. seu D eus" terra (Êx 9 :1 6 ). a interpretação é :o e Davi fez o que fez para a glória de D eus. Não é de se admirar que Davi e Jônatas tenham se tornado am i­ gos tão chegados. riu-se r ü s a v a de um a d o lesce n te . e o Senhor trasse em C anaã foram testemunhos a todas as naçõ es de que o D eus de Israel era o '^compensou sua fé. sugeriu o método testado e aprovado de deuses dos filisteus. seu D eus. Davi não passagrandecer seu nom e a todas as nações da •3 de um adolescente. O que o Senhor fez por interm édio de pois contaram co m o certo que o Senhor D avi ficaria registrado. 44:6-8). dos filisteus. 4851a). Infe--^ente. Davi to e a abertura do rio Jordão para que en­ :Dnfiou no Senhor. . a base para uma alegoria sobre com o reTOtar os "gigantes" de nossa vida. do Senhor. A pesar das críticas e dos con­ mar Verm elho para que Israel saísse do Egi­ celhos desanim adores e inapropriados. D eus quer usar seu povo a fim de en­ _~i homem grande e forte." Jam es H udson Taylor. 43). mais do que A própria arm a que Davi utilizou . 46 ). e. para >=oia que o Senhor estaria com ele. não uma das mãos e um bastão na outra. Deus verdadeiro (Js 4 :2 3 . = despeito de tudo o que os entendidos te­ Um dos propósitos do tém po que Israel pas­ lh a m a dizer.de haver diversas ap licaçõ es para uma lassagem bíblica.a d o contra o nom e do Senhor.era a arm a de um pastor. com uma funda em : I : \ pois. e :L e ria que G o lias. bem com o dos julgam entos O ânim o de Davi procedia de D eus. sou no Egito. mas que é cap az de livrar seu povo a seu m odo. então. Deus a usou para derrotar o gigante e o exército ■ e disse a uma congregação na Austrália. seria co ntad o por todo o mundo e traria grande honra ao nome estaria a seu lado. para que Todos os gigantes de D eus foram hom ens estas o conhecessem e tem essem (1 Rs 8 :4 2 . com o Terra. usando os meios mais m odestos. era pro­ esse foi um dos segredos de sua vida. 40-47). 24).e Deus poderia fazer algo novo e. existe apenas uma inter:^etação. assim . Q uand o G olias viu um m enino Davi entendia o significado dessa declaravindo em sua direção. M as Davi anunciou A vitória fo i d o S e n h o r (vv. Israel para ser povo de Deus (D t 2 8 :9 . D avi queria que todos ali reunidos . nom e que G olias e os filisteus haviam insultado. "Sou um servo cem pequeno de um Senhor muito eminenbrinquedo de criança. hom ens e m ulheres de fé obedecem . O rei Saul era um adulto e. aliás. dele e perguntou: "Sou eu algum cão.uma funda . -jndador da M issão para o interior da China. esse relato dram ático é considera: : antes de tudo. e que D eus enviou contra o Faraó. Imagine. : embate. Apesa. Não tinha a fé necessária para crer Davi considerou esse desafio uma disputa r .1 7 247 i-m adura. o D eus dos exércitos de Israel.

Davi possuía uma fé segura em D eus. Ao que parece. 55-58). a ca­ b e ça de G o lias serviria para lem brar D a\i de que poderia confiar no Senhor para lhe dar a vitória ao procurar glorificar somente o nom e dele. de sorte que os meus braços vergaram um arco de bron­ z e " (SI 1 8 :3 2 . pois havia descoberto que o Se­ nhor era confiável nas situações de crise e que não o abandonaria naquele momento. Saul foi um expectador.8 No final. Saul apena? assistiu enquanto Davi derrotava sozinho : inimigo.. fugiram de medo.248 1 SAMUEL 1 6 . Por fim . de modo que Davi deve tê-la consagra­ do ao Senhor entregando-a aos sacerdotes. e ele caiu com o rosto em terra diante dos dois e x é rc ito s . Come . Q u an d o Jônatas atacou o posto avançado dos filisteus (14:1-23). 1 Sm 1 7 :4 ) e de Ecrom . Davi escreveu: " O Deus que me revestiu de força e aperfei­ çoou o meu cam inho [. tom aram os despojos da vitória que o Senhor e Davi haviam conquis­ tado.]. é possível que Saul quisesse saber se havia mais hom ens com o Davi no lugar de onde o rapaz tinha vindo . quandc conquistou a cidade e fez dela a sua capital (2 Sm 5:1-10). sem dúvida trouxe co n sig o v ário s tro féus p re cio so s de suas batalhas. anunciando a vitória total. Jessé havia sido m enciona­ do anteriorm ente nos m eios em que Saul co n vivia (1 Sm 16 :1 8 ). de modc que Saul teria de perguntar sobre o pai. D avi acom panhou os hom ens na perseguição ao inimigo (v. mas. C om o m úsico oficial de Saul. M ais uma vez. ato que não apenas garantiu a morte da vítim a. que afundou na testa do gigante. 9). É provável que não soubesse que três dos irmãos de Da\ eram soldados de seu exé rcito . naquele tempo. e os israelitas os perseguiram por mais de quin­ z e quilôm etros até as cidades de G ate (a cid ad e natal de G o lia s. pegou sua arm adu ra e co locou-a em sua tenda. mas é possível que Abner não estivesse presente e que Saul ti­ vesse facilm ente se esquecido (sabem os : no m e dos pais de n o sso s c o n h e c id o s?}. a cidade era co nhecida com o Jebus e era habitada pelos je b u se u s (Jz 1 9 :1 0 ). Q uand o os israelitas voltaram para o acam ­ pam ento filisteu. M esm o sendo jovem . Esse foi seu padrão de liderança ate o fim trágico de sua vida. Saul sabia quem Davi era. co m o guardião fiel do re b an h o . 51b-54). esse era o m odo de identifi­ car as pessoas. Q u and o Davi mudou-se para a cidade com o rei. 34). Davi mos­ trou uma das m arcas de um grande líder: assum iu risco s e abriu cam in h o para que outros pudessem p articip ar da vitó ria. tornou-se hab ilid o so no m anejo da funda.. pois. C o m o pas­ tor trabalhando sozinho nos cam pos. O Espírito de D eus habitava no co rp o de Davi e o cap acitaria de modo a ven ce r a batalha. aquela foi uma grande vitória para o exército de Saul.7 D avi colocou-se sobre o corpo caído de G olias. com o tam