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Apontamentos jurídicos sobre a prostituição* - DomTotal

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Direito Penal / Processual Penal
Data: 27/06/2008

Apontamentos jurídicos sobre a prostituição*
Autor: Gabriela Neves Delgado abriela !e"es Del#ado Doutora em Filosofia do Direito pela UFMG Mestre em Direito do Trabalho pela PUC Minas Professora Adjunta de Direito do Trabalho e Processo do Trabalho da Faculdade de Direito da UFMG Professora colaboradora na Divisão de Assistência udici!ria "DA # da UFMG Autora de obras na !rea de Direito do Trabalho Advo$ada $runo Pereira %antos &ernando Alencastro de 'ar"al(o %abato )oreira )aria 'ecília Pinto e *li"eira Alunos do %&' per(odo do Curso de Direito da Faculdade de Direito da UFMG +esumo: ) arti$o objetiva analisar a tem!tica da prostitui*ão sob enfo+ue jur(dico, com ênfase nas atividades e-ercidas .s mar$ens da pobre/a0 Pala"ras,c(a"e: prostitui*ão 1 Direito Penal 1 Direito do Trabalho 1 di$nidade da pessoa humana 1 teoria das nulidades0 AP-!./% 0-+1D2'*% %*$+/ 3A P+*%.2.-'24! +esumen: 2l art(culo objetiva anali/ar la tem!tica de la prostituci3n bajo el enfo+ue jur(dico, con 4nfasis en las actividades ejercidas en los lu$ares de la pobre/a0 Palabras,cla"e: Prostituci3n, Derecho Penal, Derecho del Trabajo, Di$nidad de la persona humana, teor(a de las nulidades0 2!.+*D-56* A prostitui*ão 4 tema de $rande relev5ncia, tendo em vista +ue sua pr!tica, apesar de não ser reconhecida nem amparada pelo direito, fa/ parte da trajet3ria social de e-clusão +ue perpassa o )cidente e, em especial, os pa(ses perif4ricos ao sistema capitalista0 Ao enveredar pela tem!tica da prostitui*ão, com ênfase nas atividades e-ercidas .s mar$ens da pobre/a , este arti$o objetiva, especialmente, circunscrever as fronteiras do direito, identificando os poss(veis comandos le$ais e jurisprudenciais de inclusão e de e-clusão das atividades de mercancia se-ual no 6rasil, procurando superar, na medida do poss(vel, a precariedade afeta ao tema0 78 Direito Penal e prostituição ) Direito Penal presta1se . prote*ão dos principais bens jur(dicos considerados pela sociedade0 Deve ser visto como 7ltima ratio de um ordenamento, ve/ +ue restrin$e a liberdade dos indiv(duos, mediante a comina*ão de penas, em favor da defesa de interesses individuais e, sobretudo, coletivos0 2ntre os princ(pios bali/adores do sistema punitivo institu(do pelo 2stado destacam1se, pela relev5ncia no estudo ora desenvolvido, o da interven*ão m(nima e o da ade+ua*ão social0 2sse 7ltimo, conforme ensina C28A9 9)629T) 6:T2;C)U9T, amparado nas li*<es de =el/el, preconi/a +ue >o Direito Penal tipifica somente condutas +ue tenham uma certa relev5ncia social? caso contr!rio, não poderiam ser delitos@ , en+uanto a+uele princ(pio prop<e +ue >antes de se recorrer ao Direito Penal deve1se es$otar todos os meios e-trapenais de controle social@ 0 2m rela*ão . prostitui*ão, tem1se a poss(vel ado*ão de três sistemas relacionados . sua tutela penal, +uais sejamA o da re$ulamenta*ão "cabe ao 2stado re$ulari/ar o e-erc(cio das atividades das meretri/es atrav4s da cria*ão de re$i<es destinadas . pr!tica de suas condutas#, o do abolicionismo "não h! interferência estatal nas atividades concernentes ao com4rcio do corpo, nem vedando, nem re$ulando# e o da proibi*ão "a prostitui*ão 4 e-pressamente vedada pelo 2stado, sendo considerada crime# 0 ) le$islador brasileiro optou pelo sistema abolicionista ao não incriminar a prostitui*ão em si0 Conforme sustentado por ;2BC); DU;G9:A , o meretr(cio 4 um mal ine-pur$!vel +ue, de certa forma, deve ser mantido0 E a difundida tese do >mal necess!rio@ amparada na filosofia de, entre outros, Cão Tom!s de A+uino, se$undo o +ual, >a prostitui*ão 4 compar!vel . cloaca de um pal!cio? removida a+uela, torna1se este um lu$ar f4tido e impuro@ 0 Por4m, em +ue pese ter o le$islador optado por não punir a meretri/, entendeu por bem incriminar determinadas pr!ticas correlatas . e-plora*ão da prostitui*ão, prescrevendo os delitos dos arti$os FFG a FHF do C3di$o Penal brasileiro "CP6#, sob a rubrica >Do Benoc(nio e do Tr!fico de Pessoas@ 0 ;este cap(tulo, interessa, particularmente, a an!lise dos arti$os FFI e FH& do CP6, ve/ +ue repercutirão diretamente nas outras !reas do direito, cujo estudo tem!tico ser! oportunamente desenvolvido0

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o tipo penal e-i$e ainda o dolo espec(fico de satisfa/er a lasc(via de outrem0 9essalte1se. por +uem a e-er*a@0 Conforme preleciona 6:T2. assistência. situa*ão +ue tamb4m merece e-ame 4 a do propriet!rio de um im3vel onde o in+uilino mantenha casa de prostitui*ão0 Ce$undo entendimento consolidado na doutrina e na jurisprudência. não são a+ueles humildes trabalhadores@ 0 Bo$o. assim define o rufianismoA >Tirar proveito da prostitui*ão alheia. atender essa elementar t(pica@ 0 ! para NB:) FA669:. não sendo necess!ria a repeti*ão dos atos de meretr(cio. o elemento subjetivo do tipo 4 o dolo. mas tão somente de e-erc(cio individual de meretr(cio. +ue mantenha casa ou local destinado . basta +ue ocorra um s3 ato de libidina$em para +ue se caracteri/e a conduta delituosa. para +ue haja a consuma*ão do crime. ainda +ue não o fa*a com a finalidade de obter lucro. necess!ria uma pluralidade de encontros para. +ue. o a$ente vive . a prostituta +ue mant4m localidade para e-ercer o com4rcio carnal por conta pr3pria est! fora do alcance do dispositivo em apre*o. al4m de manter a casa de prostitui*ão. se$undo o +ual o crime se consuma com a simples instala*ão e manuten*ão da casa. casa de prostitui*ão ou +ual+uer lu$ar destinado a encontros para fins libidinosos0 Mas. bastando a prova de +ue o local 4 destinado . o verbo nuclear consiste em >manter@. custa da meretri/.C)U9T. pr!tica do meretr(cio. DAMOC:) D2 2CUC e MAGABDP2C D2 . a tendência atual da doutrina tem sido interpretar restritivamente a e-pressão >lu$ar destinado a encontros para fim libidinoso@. certamente. pois tamb4m pratica o delito +uem. desde +ue tenha alu$ado o im3vel para outro fim e não tenha conhecimento a respeito da atividade il(cita do locat!rio0 :$ualmente relevante 4 a li*ão de 6:T2.domtotal. se$undo o +ual >estão e-clu(dos da responsabilidade penal os servi*ais desses locais "camareiras. merecem ser feitas ainda al$umas considera*<es0 E irrelevante +ue haja ou não oferecimento espont5neo por parte da prostituta. como o tipo penal tem como objeto jur(dico a moralidade p7blica e os bons costumes. casa de prostitui*ão ou lu$ar destinado a encontros para fim libidinoso. co/inheiras etc0#. dos bons costumes. não confi$ura crime o recebimento de heran*a ou le$ado da prostituta0 Pela mesma de $$ !%/%$/ %$ $#:$& . consistente na vontade de manter. facilita a prostitui*ão0 Contudo. al4m da coibi*ão da e-plora*ão se-ual0 Como se pode observar.)9). pois.a se$unda hip3tese. prostitui*ão. no m(nimo. conse+uentemente. j! +ue a lei não e-i$e +ue a iniciativa parta do rufião0 Al4m disso. pois se deve punir +uem tem o e-erc(cio e o controle da casa de prostitui*ão. não se trata de casa de prostitui*ão. entre outros0 Acerca dos elementos objetivos do tipo. fa/endo1se sustentar. conservar ou sustentar a casa de prostitui*ão0 Trata1se. nesse caso. sofrendo a e-plora*ão de +uem mant4m o local0 A lei não considera o se-o do sujeito passivo0 Tanto pode ser o homem +uanto a mulher 0 Mas. o tipo em desta+ue objetiva a prote*ão da moral p7blica. moradia. mas apenas a e-istência de circunst5ncias +ue demonstrem ser o local destinado a essas pr!ticas0 Diverso 4 o entendimento de F29. com a participa*ão direta do rufião nos lucros da prostituta0 . homem ou mulher. haja ou não intuito de lucro ou media*ão direta do propriet!rio ou $erente@0 Como o dispositivo em tela visa a impedir a manuten*ão e o desenvolvimento de locais destinados . sendo.: M:9A62T2 .C)U9T. em seu art0 FH&.esse caso. pode1se di/er +ue a coletividade tamb4m 4 v(tima desse crime0 Kuanto ao elemento objetivo do tipo. o a$ente 4 uma esp4cie de s3cio da meretri/. por +uem e-er*a a prostitui*ão0 .com/direito//pagina/detalhe/ !" #/apontamentos-j.A. pois. de +uem recebe dinheiro. pode ser sujeito ativo do delito +ual+uer pessoa. como se constata. a a*ão tipificada consiste em tirar proveito da prostitui*ão alheia.esse caso. o +ue por si s3 não 4 crime0 Acerca da autoria. se$undo 6:T2. os bons costumes e a or$ani/a*ão da fam(lia0 ) nome >casa de prostitui*ão@ denota o local onde ocorre a e-plora*ão se-ual das prostitutas0 Atenta a isso. a doutrina 4 praticamente un5nime em afirmar +ue a tentativa afi$ura1se inadmiss(vel0 Por fim. da tipifica*ão os mot4is e hot4is de alta rotatividade. sendo dispens!vel a pr!tica de +ual+uer ato se-ual. 4 necess!rio +ue os atos de libidina$em sejam reiterados. ou seja. >o rufianismo 4 modalidade do lenoc(nio consistente em viver . incentivando. por e-i$ir o tipo penal +ue o proveito econQmico seja decorrente diretamente do e-erc(cio da prostitui*ão. o com4rcio se-ual@0 Assim. cuja manuten*ão 4 diri$ida a encontros libidinosos de casais em $eral 0 Por não se tratar de crime pr3prio. 7878 'asa de prostituição ) art0 FFI do C3di$o Penal 6rasileiro ">Casa de Prostitui*ão@# incrimina a se$uinte condutaA >Manter. o locador não ser! considerado co1autor do crime. por meio de terceiro.. prostitui*ão0 2m se tratando de crime habitual. no todo ou em parte. pois >o pr3prio tipo penal refere1se a LencontrosM. de crime habitual0 Destarte.DA .Apontamentos jurídicos sobre a prostituição* . por defini*ão le$al. +ue o delito em an!lise não comporta a modalidade culposa0 7828 +u9ianismo ) C3di$o Penal 6rasileiro. pode1se di/er +ue o bem jur(dico nele tutelado 4 o interesse da sociedade em +ue a vida se-ual se dê de acordo com a moralidade p7blica.D) CAP28 .DomTotal http://www. pois. alimenta*ão. pois aufere proveitos econQmicos de sua atividade0 . o trabalhador subalterno da casa de prostitui*ão s3 responder! +uando restar demonstrada a sua participa*ão na conduta tipificada em lei0 Cão sujeitos passivos do delito todos a+ueles +ue e-ercem a prostitui*ão e +ue fre+Jentam a casa destinada a essa finalidade. por conta pr3pria ou de terceiro. o +ue pode ser feito de duas maneirasA primeiramente. prostitui*ão0 2-cluem1se.. >no todo ou em parte@. no plural. embora esta seja a re$ra0 Tampouco e-i$e a lei a media*ão direta do a$ente entre a prostituta e seu cliente. en+uadrando no conceito somente os locais destinados especificamente . custa da prostitui*ão alheia0 ) rufião e-plora as mulheres +ue fa/em da prostitui*ão seu meio de vida.C)U9T . $ar*ons. participando diretamente de seus lucros ou fa/endo1se sustentar. por conta pr3pria ou de terceiro. finalmente.

na pr!tica.AB 1 C2. tipifica*ão do delito de rufianismo. a+ui não h! +ual+uer e-i$ência de dolo espec(fico0 78:8 A casa de prostituição sob a . sua consuma*ão pressup<e a participa*ão reiterada do rufião nos lucros ou o seu habitual sustento pela prostituta0 Cendo a habitualidade indispens!vel . habitualmente. pois. vale a cola*ão dos se$uintes jul$adosA >Casa de prostitui*ão R Absolvi*ão R . possa.T2. não mais subsistindo o tipo penal em e-ame0 2ntretanto. não tem como finalidade 7nica e essencial favorecer o lenoc(nio0 H0 9ecurso 2special conhecido para restabelecer a senten*aV "CT 1 9esp %\I&G&UDF 1 9el0 Min0 Fernando Gon*alves R j0 FI0&T0IS#0@ Bo$o.. pois.DomTotal http://www.WA A6C)BUTX9:A 1 92CU9C) :. re$ra $eral com benepl!cito das autoridades e da sociedade 0 2videncia1se. decis<es judiciais +ue abrandam o car!ter imperativo das normas citadas0 .A D2 M292T9YC:) 1 AT:P:C:DAD2 DA C). pois as casas de prostitui*ão funcionam .ão se caracteri/a o delito de casa de prostitui*ão. h! +ue se ponderar sobre as poss(veis conse+Jências das atividades de mercancia se-ual nos demais ramos do Direito. a preocupa*ão do 2stado em evitar a prolifera*ão e o fomento da atividade0 De certa forma.T2 D) M:. mas nada impede +ue a mulher possa tirar proveito da prostitui*ão de outrem0 Cabe ressaltar. tal postura revela1se contradit3ria. possibilidade de se absolver al$u4m. ainda +ue tenha formado seu patrimQnio em ra/ão do com4rcio carnal0 )utra hip3tese +ue merece desta+ue 4 a da prostituta +ue empre$a sua renda no sustento de um filho ou de outro parente +ual+uer0 Conforme interpreta M:9A62T2.TA. rejeitada pelos juristas0 ) elemento subjetivo do tipo penal em an!lise 4 o dolo.AB R 92CU9C) D2CP9)Z:D)0 .ATX9:) 1 :MP)CC:6:B:DAD2 1 B)CAB C:TUAD) . com pleno conhecimento e toler5ncia das autoridades administrativas. +ue a ! de $$ !%/%$/ %$ $#:$& .com/direito//pagina/detalhe/ !" #/apontamentos-j. a conduta le$almente definida como crime no art0 FFI do C3di$o Penal 6rasileiro perdeu relev5ncia. 4 a toler5ncia da sociedade relativamente . prostitui*ão. cada ve/ mais. pelos dispositivos analisados. +ue consiste na vontade de. mantenha rela*<es se-uais com a meretri/ ou dela receba presentes espor!dicos0 E sujeito passivo do crime a sociedade e +ual+uer pessoa. +ue e-er*a a prostitui*ão e +ue. D) CXD:G) D2 P9)C2CC) P2. sobretudo nos casos em +ue a manuten*ão da casa de prostitui*ão dei-e de ser considerada penalmente relevante0 E o +ue se$ue0 28 Direito do . acolhida. nas inst5ncias ordin!rias0 . tolerada pela comunidade local0 Contraven*ão penal0 Perturba*ão do sosse$o alheio0 Caracteri/a*ão0 9ecurso parcialmente provido0 A jurisprudência dos tribunais tem se manifestado no sentido de +ue a e-plora*ão de casa de prostitui*ão em /ona de meretr(cio não confi$ura o delito previsto no art0 FFI do CP0@ "T MG R Apela*ão criminal n' &&&0FSG0TFI1&U&& R 9el0 Des0 Derculano 9odri$ues R j0 %G0%&0F&&F# "$rifo nosso#0 VAP2BAWP) C9:M:. inclusive. +uando a boate destinada a encontros amorosos funciona na chamada /ona do meretr(cio. notadamente o da interven*ão m(nima e o da ade+ua*ão social0 2m conse+Jência e considerando a e-pressiva modifica*ão dos costumes desde +ue o C3di$o Penal 6rasileiro entrou em vi$or. não haver! crime se tais parentes fi/erem jus .:CTE9:) PN6B:C) 1 PB2:T) C).D2.s esc5ncaras. portanto.tica da jurisprud<ncia penal Conforme se pode averi$uar. conforme se verifica pela ementa abai-o transcritaA VPenal0 Casa de Prostitui*ão0 Art0 FFI. a tentativa 4.ecessidade R Conduta praticada h! mais de do/e anos em /ona de meretr(cio. contr!rio 4 o entendimento do Cuperior Tribunal de usti*a.AB 1 CACA D2 P9)CT:TU:WP) 1 A9T0 FFI D) CXD:G) P2. uma preocupa*ão dos pret3rios em ade+uar as normas incriminadoras aos princ(pios mantenedores do sistema penal. não responde pelo delito de rufianismo a pessoa sustentada pela mulher +ue j! abandonou a prostitui*ão.. ra/ão. participando diretamente de seus lucros ou fa/endo1se sustentar por +uem a e-er*a0 Ao contr!rio do +ue ocorre no crime de >casa de prostitui*ão@. não1eventualidade.ão h! no C3di$o Penal 6rasileiro. ao mesmo tempo +ue o le$islador brasileiro se abst4m de incriminar a conduta concernente . o homem 4 o sujeito ativo. em re$ra. para parte da jurisprudência a norma contida no arti$o FFI desse diploma le$al teria entrado em desuso. em face da eventual toler5ncia . sem impedir a eventual pr!tica de mercadoria do se-o. a teor do entendimento de al$uns.DAM2. 4 necess!rio +ue o contrato de empre$o. +ue não pratica o delito o denominado >$i$olQ@ +ue. o +ue se observa. tirar proveito da prostitui*ão de outrem.Apontamentos jurídicos sobre a prostituição* . contudo. ser tratada com indiferen*a0 ) enunciado le$al "art0 FF e FH# 4 ta-ativo e não tolera incrementos jurisprudenciais0 F0 A Casa de Prostitui*ão não reali/a a*ão dentro do 5mbito de normalidade social. manuten*ão de casas de prostitui*ão0 D!. identificados nos arti$os F' e H' da CBT0 Cão elesA trabalho prestado por pessoa f(sica. se$undo defende DAMOC:) D2 2CUC .A 8). de maneira uniforme. ao contr!rio do motel +ue. bem como da sociedade local0V "T P9 R Apela*ão Criminal H[F0%G\1\ 1 9el0 Des0 AntQnio Martelo//o R j0 %I0%&0F&&T#0@ Assim. :.essa seara. se entre$ue ao com4rcio carnal0 Por se tratar o rufianismo de crime habitual. denota1se. do CP0 %0 Abstra*ão feita a maiores considera*<es acerca da tipicidade do delito. ainda +ue a +uestão não seja pac(fica. homem ou mulher. pr!tica de um crime.C0 :::.) A9T0 HST. não obstante esteja presente a tipicidade.domtotal. sob a 3tica social. parte da jurisprudência firmou o entendimento de +ue. em tema de e-cludente da ilicitude ou culpabilidade. presta*ão de alimentos 0 Kual+uer pessoa pode ser sujeito ativo do crime de rufianismo 0 2m re$ra. onerosidade e subordina*ão0 Para +ue a rela*ão de empre$o produ/a efeitos jur(dicos v!lidos.rabal(o e prostituição 2878 * contrato de empre#o A rela*ão de empre$o constitui esp4cie do $ênero rela*ão de trabalho e resulta da reunião de certos >pressupostos@ ou >elementos f!tico1jur(dicos@ . ainda +ue a conduta +ue esse delito encerra.DUTA 1 A6C)BZ:WP) C)M FU. $ratuitamente. pessoalidade.T) .T29P)CT) P2B) 92P92C2.

sistem!tica justrabalhista. provocam uma mudan*a nos contornos do contrato. a aplica*ão da nulidade respeita o crit4rio da irretroatividade.Apontamentos jurídicos sobre a prostituição* . a hip3tese de um vendedor de dro$as ter asse$urada a assinatura de sua carteira de trabalho pelo traficante0 2ntretanto. o empre$ado contratado j! prestou sua for*a de trabalho em favor do empre$ador. esse v(cio provocar! uma anula*ão do ato e não a sua nulidade por completo 0 )s efeitos da nulidade decretados pelo Direito do Trabalho são menos incisivos do +ue no Direito Civil. não 4 poss(vel repor o trabalho prestado pelo obreiro0 2ntão. rejeita a ordem justrabalhista reconhecimento jur(dico . di$a1se de passa$em# no sentido de se permitir a aplica*ão da teoria trabalhista das nulidades em favor do trabalhador +ue prestou trabalho il(cito0 Tal medida justifica1se desde +ue manifesta a boa1f4 do trabalhador. dependendo do v(cio constatado. no trabalho il(cito tem1se. 4 +ue se asse$ura ao prestador de servi*os o pa$amento de todos os direitos decorrentes de uma t(pica rela*ão de empre$o0 2m contrapartida. o +ue si$nifica afirmar +ue todos os efeitos do ato jur(dico viciado serão respeitados at4 a decreta*ão de sua nulidade0 )pera1se. para evitar o enri+uecimento il(cito de uma das partes.. restando comprovada sua i$nor5ncia +uanto . mas. aplica1se a nulidade plena ou relativa ao ato jur(dico0 .tunc#0 2m contrapartida. conforme previsão do arti$o %&\ do C3di$o Civil 6rasileiro0 Cão elesA a$ente capa/. ne$ando1lhe.DomTotal http://www. +ue necessariamente obteve lucro com a presta*ão de servi*os reali/ada0 Por essa ra/ão. inclusive +uanto aos seus efeitos "efeito e. teoria das nulidades0 2828 A teoria trabal(ista das nulidades A9)BD) PBY. assumir car!ter de conduta il(cita "e-erc(cio irre$ular da medicina. por e-emplo. a teoria civilista das nulidades ser! necessariamente aplicada0 E o +ue ser! a se$uir identificado0 28:8 A licitude do objeto en=uanto elemento jurídico. não h! outra forma de se reparar o empre$ado +ue $astou sua ener$ia em forma de trabalho. in7meras situa*<es despropositadas seriam le$itimadas pelo Direito como. e-i$indo a prevalência da cl!ssica teoria civilista das nulidades 0 2-plica o autor +ue a teoria trabalhista das nulidades ser! aplicada +uando o ato eivado de v(cio atin$ir interesse estritamente particular. apesar da e-istência do v(cio no ato justrabalhista. h! posicionamento doutrin!rio e jurisprudencial "de dif(cil comprova*ão. +ue tenha como objeto central a rela*ão de empre$o. não respeitou o comando le$al0 Destarte.:) G). naturais e acidentais0 2lementos essenciais ou jur(dico1formais são a+ueles +ue dão condi*ão de validade para o contrato de empre$o0 2lementos naturais não são essenciais . validade do contrato de trabalho. apresentando caracter(sticas pr3prias.T) MA9T:. h! +ue se diferenciar o trabalho il(cito do trabalho irre$ular ou proibido.9ormal do contrato de empre#o: uma an>lise a partir da teoria das nulidades ) Direito do Trabalho somente confere validade ao contrato de empre$o cujo objeto seja l(cito0 )u seja. ilicitude da presta*ão dos servi*os reali/ada ou desde +ue se comprove +ue o trabalho e-ercido est! dissociado da ilicitude detectada 0 . inclusive +uanto . +ual+uer repercussão de car!ter trabalhista@ 0 De toda forma. en+uanto ne$3cio jur(dico firmado entre empre$ado e empre$ador. no +ue concerne ao contrato de empre$o. por e-emplo. por e-emplo#.esse sentido. a causa direta da nulidade 4 a e-istência de um v(cio no ato jur(dico +ue. o +ue inviabili/a a produ*ão de +ual+uer efeito trabalhista em ra/ão do trabalho prestado "efeitos etunc#0 Caso contr!rio.o Direito Civil. desse modo.nunc . no trabalho il(cito. 4 tamb4m re+uisito essencial de +ual+uer ne$ocia*ão jur(dica a manifesta*ão de vontade das partes contratantes 0 Conforme ensina MAU9:C:) G)D:. determinado ou determin!vel e forma prescrita ou não defesa em lei0 Al4m desses elementos. h! situa*<es +ue ensejam a aplica*ão plena da teoria trabalhista das nulidades e outras +ue a inviabili/am por completo. a condi*ão e o termo 0 )s >re+uisitos@ ou >elementos jur(dico1formais@. o +ue deve prevalecer 4 o interesse p7blico e não o interesse privado de uma ou de ambas as partes contratantes0 Por isso mesmo. efeitos e. portanto. e-emplifica CE9G:) P:. +uando houver ofensa a interesse p7blico. mas aparecem em todas ou +uase todas as contrata*<es como sua conse+Jência natural. o +ue impossibilita a produ*ão de +ual+uer efeito justrabalhista em favor do obreiro contratado 0 A justificativa 4 claraA na primeira hip3tese. sempre +ue estão presentes.D) D2BGAD). o contrato individual de trabalho.D) D2BGAD).CA ' de $$ !%/%$/ %$ $#:$& . determina1se a aplica*ão autom!tica da nulidade ao ato viciado +ue afete diretamente a ordem p7blica.domtotal. +uando for detectado um v(cio no ato jur(dico. com a sua inte$ral supressão do cen!rio jur(dico.com/direito//pagina/detalhe/ !" #/apontamentos-j. a nulidade do contrato. como re$ra $eral. por e-emplo. objeto l(cito. poss(vel. nulidade decretada0 )u seja. dada a peculiaridade de +ue. 4 +ue nesta hip3tese aplica1se a teoria civilista das nulidades. isso não necessariamente se verifica@ 0 2n+uanto no trabalho irre$ular ou proibido h! aplica*ão plena da teoria trabalhista das nulidades. como. concomitantemente. ao se constituir. formali/a. como nos casos de v(cio de capacidade. de forma e de manifesta*ão de vontade das partes contratantes0 2m contrapartida. a previsão da jornada de trabalho e do sal!rio a ser pa$o0 2lementos acidentais são e-cepcionais nas contrata*<es. como. asse$urando1se os efeitos t(picos decorrentes do contrato de empre$o. +ue consiste na supressão dos efeitos +ue ele se destinava a produ/ir@ 0 Portanto. cumpra os >re+uisitos@ ou >elementos jur(dico1formais@ dos ne$3cios jur(dicos em $eral e dos contratos em esp4cie. >en+uadrando1se o labor prestado em um tipo le$al criminal. adaptam1se . rela*ão socioeconQmica formada. a não ser por meio da promo*ão de todos os efeitos t(picos do contrato de empre$o. de trabalho irre$ular. 4 composto de elementos essenciais. em especial a retribui*ão pecuni!ria0 Ce$undo a doutrina ancorada em G)D:.WABZ2C define a nulidade como >a conse+Jência jur(dica prevista para o ato praticado em desconformidade com a lei +ue o re$e.D) D2BGAD)A >il(cito 4 o trabalho +ue comp<e um tipo le$al penal ou concorre diretamente para ele? irre$ular 4 o trabalho +ue se reali/a em desrespeito a norma imperativa vedat3ria do labor em certas circunst5ncias ou envolvente de certos tipos de empre$ados0 2mbora um trabalho irre$ular possa tamb4m. conforme ensina G)D:. como no caso de v(cio de objeto. no Direito do Trabalho..

do ponto de vista laboral. menores de %S anos#.Apontamentos jurídicos sobre a prostituição* . por4m. entende +ue em casos como o ora e-aminado não se deve considerar a licitude do objeto. acompanhada por M). em +ue o tipo de nulidade e-istente inviabili/a. não h! +ual+uer ra/ão para o Direito do Trabalho tolerar as rela*<es de trabalho +ue não sejam capa/es de di$nificar o homem. D2 A99UDA C`MA9AA >) t!cito assentimento do 2stado "nem tão t!cito.este ponto. o tipo do arti$o FFI do C3di$o Penal 6rasileiro tornar1se1ia verdadeira letra morta0 E poss(vel verificar +ue. pelo +ue restou provado. eis +ue 4 o pr3prio 2stado +ue autori/a o funcionamento de tais casas# retira a factualidade apontada no car!ter de ilicitude e. em outra medida. 4 poss(vel reconhecer1se o v(nculo de empre$o0 E o +ue se depreende do ac3rdão abai-o colacionadoA >DA. atrav4s da Coordenadoria de Defesa dos :nteresses Difusos. Coletivos e :ndividuais :ndispon(veis C)D:. a produ*ão de +ual+uer efeito trabalhista . sob eufemismos como >casa noturna@ e >scotch1bar@. afrontando bem social tão relevante. por e-emplo. da meretri/. tamb4m ne$ando +ual+uer repercussão justrabalhista . os trabalhos il(citos0 . o +ue se pretende com a aplica*ão da teoria civilista das nulidades no caso de v(cio de objeto na contrata*ão empre$at(cia 4. caso o empre$ado saiba +ue o fim da empresa 4 il(cito. cumpre averi$uar as disposi*<es concernentes ao contrato de trabalho +ue repercutirão diretamente no tratamento oferecido .CUB) 2MP92GATYC:)0 9estando provado +ue a autora laborava no estabelecimento patronal como dan*arina. entre outros.a realidade. partindo da teoria das nulidades. pelo reclamado. presta*ão laborativa concreti/ada@ 0 2nfim.DomTotal http://www. conforme pretende o reclamado. presta*ão efetivada#0 2m tais situa*<es a nulidade percebida 4 tão intensa. não ter! nenhum direito@ 0 De toda forma. amparada nos ensinamentos de Pontes de Miranda. cumprindo com suas obri$a*<es contratuais0 2ntretanto. tal rela*ão não seria capa/ de produ/ +ual+uer efeito jur(dico0 Por4m. era e-ercida em momentos distintos0 2ntendimento diverso implicaria favorecimento ao enri+uecimento il(cito do reclamado. di$a1se. assim como 4 a sua pr3pria atividade de recolher as apostas do referido jo$o. em outra medida. não h! por +ue não en-er$ar a atividade do propriet!rio do >estabelecimento@ sob a 3tica do art0F' da CBT. sendo revelados os elementos f!tico1jur(dicos da rela*ão de empre$o. a aplica*ão da teoria especial justrabalhista "prevalecendo.com/direito//pagina/detalhe/ !" #/apontamentos-j. pois.A D2 CACA D2 P9)CT:TU:WP) R P)CC:6:B:DAD2 D2 92C). >Ce o empre$ado trabalha numa cl(nica de abortos. mas não tem conhecimento dessa atividade da empresa.domtotal. atividade esta +ue de forma al$uma se confunde com a+uela. al4m de afronta ao princ(pio consubstanciado no aforismo utile per inutile vitiari non debet0 :mporta ressaltar a observa*ão ministerial de +ue a e-plora*ão de prostitui*ão. desse modo. a teoria cl!ssica do Direito Civil R ne$ando1se. o fato de ser il(cita a atividade do empre$ador não contamina o empre$ado.:CTE9:) PN6B:C) D) T9A6ABD). tem1se uma corrente. re$ra $eral do Direito Comum. e. por A.. funcionando como mero artif(cio para atra*ão da fre$uesia 0 Ainda h! outra corrente.D2C:M2. +ue est! de boa1f4. a teoria civilista das nulidades0 E o +ue sustenta G)D:. sua presen*a 4 essencial . se$uida. +ue preleciona +ue o importante 4 a consciência da ilicitude por parte do prestador de servi*os0 Dessa forma. a maioria da doutrina e da jurisprudência posiciona1se em favor da nulidade plena dos efeitos do trabalho il(cito reali/ado. caso seja poss(vel desvincular a atividade de trabalho l(cita da il(cita. +ue diver$e do posicionamento propu$nado no referido aresto0 A ma$istrada mineira.s prostitutas +ue trabalham junto . ve/ +ue a atividade de dan*arina relaciona1se umbilicalmente . não se tem poss(vel afastar os efeitos jur(dicos de tal contrata*ão empre$at(cia. mesmo +ue não contribua para a atra*ão da fre$uesia.D) D2BGAD)A >D! situa*<es. denotam1se variadas posturas doutrin!rias e jurisprudenciais sobre o tema em debate0 Conforme visto. al$uns entendem +ue se houver toler5ncia do Poder P7blico.s casas de prostitui*ão0 A atividade e-ercida pela prostituta em casa de toler5ncia 4 il(cita0 Desse modo. em decorrência de ter a reclamante tamb4m e-ercido a prostitui*ão. em tal fun*ão. um cambista de jo$o do bicho. atuam sem +ual+uer forma de repressão0 Tal 4 o entendimento de 2DC). e a >funcion!ria@ en+uadrada na moldura le$al do art0 H' do mesmo diploma le$al R eis +ue presta servi*os não eventuais. tem!tica ora discutida0 Mesmo com a atual incrimina*ão das casas de prostitui*ão. al$uns têm entendido +ue. h! a concessão de alvar! de funcionamento para estabelecimentos +ue oferecem servi*os prestados por >$arotas de pro$rama@ e +ue.ader "$rifou1se#0 "T9T H] 90 R [ T0 R 9)U%%F[U&& R 9el]A u(/a 9osemar^ de )liveira Pires R D MG %S0%%0F&&&0 p0 FH0# @0 ! de outra feita.:) BAMA9CA.T2:9) D2 6A99)C. a fa-ineira +ue labora no prost(bulo. promover o bem p7blico e ampliar a consciência a-iol3$ica do int4rprete do Direito para se prote$er juridicamente apenas e tão1somente os trabalhos +ue possam di$nificar o ser humano en+uanto trabalhador 0 Mais precisamente +uanto ao v(cio de objeto detectado em ra/ão do trabalho de prostitutas se$ue o pr3-imo cap(tulo0 28?8 * trabal(o de prostitutas: in"esti#ação jurídica acerca da ilicitude do objeto . +ue sabe +ue a atividade do tomador de servi*os 4 il(cita.WA9:. como.M 1 Procuradora 7nia Coares .T) D2 ZY. promovendo. seu contrato deve ser declarado nulo de pleno direito 0 )utra +uestão polêmica di/ respeito ao posicionamento do 2stado em rela*ão . diante das peculiaridades e circunst5ncias apresentadas pelos casos concretos. a$rava1se pelo fato de +ue Lrestou comprovado o desrespeito a direitos individuais indispon(veis asse$urados constitucionalmente R "contrata*ão de dan*arinas. por e-emplo. o +ue atrai a atua*ão deste M:. como. atividade e vive da venda sistem!tica do seu corpo.. de modo cabal e absoluto. +ue o Direito do Trabalho cede espa*o . em al$umas situa*<es. mais radical.T_. sob a dependência do empre$ador. recebendo sua pa$a como decorrência da >venda@ +ue fa/@ 0 ( de $$ !%/%$/ %$ $#:$& .

por si s3. a Administra*ão P7blica +ue. e-iste. tamb4m doutrinariamente analisado sob a ep($rafe da possibilidade jur(dica0 E o +ue ensina CA:) MO9:) DA C:BZA P292:9A. um di!lo$o interdisciplinar +ue remonta aos tempos da Anti$uidade. e-ce*ão da prostitui*ão. de certa forma.esta ordem de id4ias. en+uanto contribuintes individuais. como em tantos outros pontos. au-(lio1doen*a e sal!rio1maternidade 0 )utra medida $overnamental promovida em favor do reconhecimento da atividade das prostitutas no mercado de trabalho brasileiro foi a sua inser*ão na >Classifica*ão 6rasileira de )cupa*<es@ "C6)#. solu*ão para o problema. +ue o Direito do Trabalho não reconhece a ilicitude direta0 ) +ue e-iste 4 uma corrente amparada por parte da doutrina e da jurisprudência. interessa perpassar ainda as prescri*<es do tema em seu constante di!lo$o com a Constitui*ão da 9ep7blica de %ISS0 2m breve incursão. cabe analisar o problema da licitude do objeto nos contratos em +ue a contrapresta*ão pecuni!ria adv4m da atividade confi$urada pela mercancia de servi*os se-uais0 Com efeito. parcela dos decretos da usti*a Comum 2stadual 4 complacente com esta mesma atividade. atualmente. o +ue levou )CE BUC:A. abrandando. tamb4m e-i$e +ue seus contratos t(picos sejam capa/es de ultrapassar o crivo do citado dispositivo le$al0 A+ui sobressai. portanto. o art0 %&\ do C3di$o Civil 6rasileiro destaca os re+uisitos indispens!veis . acompanhando a doutrina civilista. mas tamb4m servi*os de dan*arinas. $arantindo1lhes todos os benef(cios previdenci!rios.. impende ressaltar o desafio +ue compreende a sua delimita*ão. no Direito do Trabalho. procura1se aproveitar apenas a atividade re$ular e-ercida0 Ceria o caso. com suas m7ltiplas facetas. h! um movimento crescente dos pr3prios 3r$ãos da Previdência Cocial no sentido de estimular a filia*ão das prostitutas no sistema. +ue deu conse+Jência ao art0 %G& da Constitui*ão da 9ep7blica Federativa do 6rasil0 a mar$em das distin*<es. possibilita o funcionamento de not3rios estabelecimentos em +ue h! oferta de se-o0 Diante desta instabilidade. a prote*ão justrabalhista apenas se le$itima caso seja poss(vel comprovar a dissocia*ão da atividade l(cita em face da atividade il(cita identificada0 )u seja. sem poder prescindir dos mesmos re+uisitos de todos os demais contratos civis. validade de +ual+uer ne$3cio jur(dico0 ) Direito do Trabalho. absolvendo seus e-ploradores e dei-ando de aplicar a san*ão criminal0 A esta 7ltima linha adere.. a eles assim se emparelha sem. ao mesmo tempo e no mesmo lu$ar.ada obstante. se e+uiparar0 )s princ(pios de ordem p7blica aos +uais se submetem as atuais rela*<es empre$at(cias são justificadamente mais amplos. 4poca em +ue a sociedade romana desenvolveu a locatio conductio operarum 0 ) contrato de trabalho. tais como aposentadoria. ve/ +ue asse$ura direitos b!sicos de cidadania ao trabalhador +ue a$iu com boa1f4. atrav4s da reda*ão do art0 F\% do C3di$o Civil. afrontar o ordenamento e produ/ir a ilicitude ou a antijuridicidade0 Por esta ra/ão. não restam d7vidas de +ue o contrato de trabalho deve estar em conformidade com a lei. en+uanto >profissionais do se-o@ 0 ?8 A prostituição 9ace ao imperati"o da di#nidade da pessoa (umana Conforme visto. a di$nidade da pessoa humana emer$e como princ(pio ou valor da mais alta densidade0 " de $$ !%/%$/ %$ $#:$& . para +uem >a iliceidade do objeto e sua impossibilidade jur(dica ocorrem +uando a presta*ão afronta a ordem p7blica ou ofende os bons costumes@ 0 :sto posto. de uma >boate@ oferecer servi*os de prostitui*ão. um movimento em favor da le$ali/a*ão da atividade de prostitui*ão pelo 9e$ime da Previdência Cocial0 E +ue a le$isla*ão previdenci!ria.domtotal. cujo n7mero 4 %&&G 0 Ce$undo A99UDA C`MA9A. 2ntende1se +ue nesse caso a jurisprudência cria um artif(cio jur(dico ao procurar aproveitar a atividade re$ular e-ercida dentro de um conte-to maior de ilicitude0 De toda forma. j! +ue procura aproveitar os atos l(citos e-istentes praticados pelo trabalhador de boa1f40 )bviamente +ue esta solu*ão reflete um inevit!vel conflito de valoresA ao mesmo tempo +ue promove o princ(pio da prote*ão.com/direito//pagina/detalhe/ !" #/apontamentos-j. como ressaltou A99UDA C`MA9A. recepcionista.) D2 CACT:BD) P292:9A a reconhecer. procura evitar o enri+uecimento il(cito de +uem e-plora o empreendimento0 E importante esclarecer. necess!rio se fa/ atentar para a circunst5ncia de +ue diversas são as formas e os ramos da Ciência do Direito atrav4s dos +uais pode o fato jur(dico. tan$enciando o princ(pio da fun*ão social do contrato e os bons costumes0 A respeito desses pontos. aplica*ão da teoria civilista das nulidades0 . o necess!rio instrumento de $arantia da tão fluida fun*ão social do contrato0 Zale ressaltar +ue tal fun*ão foi recentemente recepcionada pela >lei b!sica do Direito Privado@ nacional. do Minist4rio do Trabalho e 2mpre$o. atuando com pontual e re$ionali/ada toler5ncia. incluiu as prostitutas entre os filiados obri$at3rios da Previdência Cocial. a ciência criminal j! oferece. venda de bebidas e m7sica ". em certos casos. por e-emplo. não se encerram nesses termos as cab(veis pondera*<es0 Ce de um lado os jul$ados da usti*a do Trabalho ap3iam1se na ilicitude penal da e-plora*ão da prostitui*ão para ne$ar validade aos contratos? de outro. eis +ue são >cl!usulas $erais@ capa/es de aportar d(spares concep*<es0 . ser! analisada a prostitui*ão face ao imperativo da di$nidade da pessoa humana. por for*a da Bei n' S0F%FUI%. mais uma ve/. o ri$or da norma jur(dica0 :8 2ndícios de transição relati"a ao amparo da ati"idade das prostitutas no +e#ime de Pre"id<ncia %ocial 2m +ue pese todas as diver$ências no 5mbito particular do contrato de trabalho. inclusive asse$urando1lhes c3di$o pr3prio de contribui*ão.Apontamentos jurídicos sobre a prostituição* . entretenimento.DomTotal http://www. por outro lado tolera o desenvolvimento de uma atividade considerada il(cita pelo sistema. mesmo +ue os trabalhos l(cito e il(cito ocorram paralelamente. decorrendo da( o espec(fico re+uisito objetivo da liceidade. devem ser prote$idas pelo direito#0 Tal medida. +ue apresenta n(tida tendência protecionista. todas essas atividades são l(citas e. eis +ue os comentados arti$os FFI e FH& do C3di$o Penal 6rasileiro tra/em tipos penais suficientes . contudo.

dada as in7meras ofensas de ordem f(sica e moral +ue esta atividade lhe ocasiona ao redu/i1la a uma e-istência >ri$orosamente caracteri/ada pela priva*ão@ 0 2ssa 4 uma das ra/<es. em outra medida. por considerar atentat3rio . em +ue se verifica a possibilidade de viola*ão da di$nidade ) de $$ !%/%$/ %$ $#:$& . mas sempre sem menospre/ar a necess!ria estima +ue merecem todas as pessoas en+uanto seres humano@ 0 2 4 este mesmo constitucionalista +ue. al4m de intensificar a priva*ão de seus direitos fundamentais. b G'. o deslinde deste debate $ira em torno da refle-ão acerca da possibilidade de a prostitui*ão asse$urar uma e-istência di$na . por+ue uma pessoa não pode e-cluir de si mesma a humanidade@ 0 Desde lo$o. o Conselho de 2stado francês proibiu. como tamb4m referenciar os arti$os %'. eis +ue a di$nidade 4 considerada referência maior pela Constitui*ão da 9ep7blica de %ISS. todos da Constitui*ão da 9ep7blica Federativa do 6rasil0 E atrav4s desses dispositivos +ue a di$nidade da pessoa humana 4 al*ada ao patamar de fundamento do 2stado Democr!tico de Direito e tamb4m considerada a finalidade da ordem econQmica0 . uma conju$a*ão de id4ias h! muito debatidas e ora polemi/adas0 A +uestão 4 saber se a atividade da prostitui*ão ser! capa/ de promover a di$nidade da pessoa humana 0 G:C2BDA D:9). >)nde o direito ao trabalho não for minimamente asse$urado "por e-emplo. 4 v!lida. di$nidade da pessoa humana0 Todavia. 4 poss(vel concluir +ue diante da estrutura socioeconQmica atual.com/direito//pagina/detalhe/ !" #/apontamentos-j. de modo +ue apenas e-cepcionalmente possam ser feitas limita*<es ao e-erc(cio dos direitos fundamentais. o +ue importa para elas 4 o direito . espet!culo em +ue os espectadores eram convidados a lan*ar an<es vestidos com roupas de prote*ão sobre um tapete ou colchão0 Durante o processo. os an<es apresentaram defesa juntamente com a casa de espet!culo. se$undo ressalta o precedente francês. +ue se manifesta sin$ularmente na autodetermina*ão consciente e respons!vel da pr3pria vida e +ue tra/ consi$o a pretensão ao respeito por parte das demais pessoas. sustenta AB6A 8ABUA9A >o trabalho tem seu valor moral vinculado ao status do trabalhador como L$anha1pãoM do $rupo dom4stico e não . :::.AcA . com o respeito . o direito . colabora para +ue se possa vislumbrar uma dupla acep*ão da di$nidade da pessoa humana. o +ue 4 essencial para as prostitutas +ue vivem em situa*<es de e-trema miserabilidade 4 a sobrevivência. ao conju$ar os aforismos romanos alterum non laedere "não prejudi+ue a nin$u4m# e suum cui+ue tribuere "dê a cada um o +ue lhe 4 devido# 0 Assim 4 +ue a prostituta pobre e com bai-a +ualifica*ão para o trabalho se ocupa restritivamente na busca pelo direito . t(pica nos $rupos sociais mar$inali/ados e pouco +ualificados para o trabalho. mesmo +ue m(nima e de$radante0 ) +ue implica concluir +ue. o art0 %G& acrescenta a valori/a*ão do trabalho humano como base para a promo*ão da e-istência di$na.domtotal. nem mesmo o direito .a realidade. vida di$na. por sua ousadia. em termos jur(dicos. deve ser tamb4m o sustent!culo da pr3pria vida do ser humano0 .ão por coincidência. o +ue se deve +uestionar. +ue a insere como fundamento necess!rio para todo e +ual+uer direito fundamental do ser humano0 . manuten*ão de uma sobrevivência m(nima0 A prostitui*ão não 4 capa/ de lhe asse$urar o direito . mais do +ue isso. revela a perda do sentido de 4tica no trabalho. sustentando necessitarem da atividade para a sua sobrevivência0 D:9). em favor da manuten*ão da vida. e-trema pobre/a raramente se preocupa com o >valor da atividade em si@. vida di$na..o esfor*o desta verifica*ão. mesmo +ue em condi*<es prec!rias0 Por4m. e FFT. não se pode condenar a prostitui*ão "independentemente das +uest<es de ordem moral +ue a circunscrevem e +ue não cabe a este arti$o analisar e se posicionar# +uando a sua atividade apresenta1se como 7nica alternativa para a manuten*ão do direito . transparece. mantendo a sua vida e a de seus dependentes +ue lhe possibilita construir um sentido de >auto1estima@ e de >di$nidade pessoal@ 0 Cobre a >4tica do provedor@.DomTotal http://www. contrapresta*ão pecuni!ria m(nima#. 4 se a prostitui*ão permite o direito . no sentido do direito . vida0 . em seus termos. 4 a possibilidade de e-ercer o papel de provedor. mas sim com a possibilidade de continuar sendo >o provedor de sua fam(lia@0 Portanto. +ue justificam a e-clusão da atividade de prostitui*ão da 3rbita de tutela do Direito do Trabalho 0 A trajet3ria de e-clusão social e de precariedade da atividade das prostitutas. di$nidade da pessoa humana. oferece relevante subs(dio na busca por uma resposta0 Trata a catedr!tica do afamado e-trato da jurisprudência administrativa francesa.+uele +ue a pratica0 . a defini*ão de AB2dA. )portuno então não s3 retomar o art0 %G&. diante dessa hip3tese. inclusive. denominado arrêt du lanceur de nains. pessoa. eis +ue >não se pode renunciar . h! uma $rande polêmica em torno de tais premissas0 .e D2 )B:Z2:9A F92:TAC.AcA observa +ue a decisão final refletiu a irrelev5ncia jur(dica +ue os jul$adores conferiram ao >consentimento do anão ao tratamento de$radante a +ue se submetia@. vida.o entanto. conhecido como o >caso do arremesso de an<es@0 . com afronta e-pressa ao valor do trabalho di$no0 Conforme ensina GA69:2BA . vida.Apontamentos jurídicos sobre a prostituição* .a realidade.. amparada na doutrina de 6ernard 2delman. 4 ine$!vel o paralelo com a situa*ão da prostituta pobre e com bai-a +ualifica*ão para o trabalho em sua rela*ão com a casa de prostitui*ão0 Ao mesmo tempo em +ue 4 sustent!vel +uestionar a atividade da meretri/ e a sua inser*ão nos mais diversos par5metros de humanidade. compondo. di$nidade. constituindo1se em um m(nimo invulner!vel +ue todo estatuto jur(dico deve asse$urar.D92 D2 M)9A2C. e-ecu*ão da atividade propriamente dita@ 0 Amparado nas contribui*<es de AB6A 8ABUA9 e MA9:A ZA.2Z2C D2BGAD). inte$ridade f(sica e moral do trabalhador. autodetermina*ão ou ao trabalho podem prevalecer +uando implicarem em atentado . a demanda pelo sustento pr3prio. o homem rele$ado . restando a di$nidade visivelmente enfra+uecida en+uanto valor1fonte de todo o ordenamento jur(dico brasileiro0 E diante dessa conjuntura da din5mica da vida social. muitas ve/es inalcan*!vel pelo Direito.esse polêmico jul$ado. não haver! di$nidade humana +ue sobreviva@ 0 Ce >o valor da di$nidade deve ser o sustent!culo de +ual+uer trabalho humano@ .a estrutura social vi$ente. a se$uir transcrita ad litteris et verbisA >A di$nidade da pessoa humana 4 um valor espiritual e moral inerente . mais adiante.

especialmente criando condi*<es +ue possibilitem o pleno e-erc(cio e frui*ão da di$nidade.umerojISksi$lajPB Acesso emA %\U&FUF&&G0 28 Ce$undo enuncia MA9:A ZA. F&&[0 p0 S%1SH#0 :8 6:T2. nos casos da >casa de prostitui*ão@ e do >rufianismo@0 '*!'3-%6* A prostitui*ão en+uanto fenQmeno multifacetado apresenta1se como tema polêmico. a >representa*ão social da pobre/a@ se confi$ura pela >priva*ão de direitos@ e pela >carência de bens materiais e de primeira necessidade@. F&&[. procurou1se destacar a dificuldade de as prostitutas pobres e de bai-a +ualifica*ão laboral asse$urarem para si e seus dependentes o direito . tornando1as antijur(dicas. T] Turma. sem impedir a eventual pr!tica de mercadoria do se-o. seja ao res$uardar direitos fundamentais. %IIS0 v0 H0 p0 %TF? M:9A62T2.C)U9T. ao +ual o Direito não pode se furtar de avaliar0 )bjetivou1se. como.4lson0 Coment!rios ao C3di$o Penal0 9io de aneiroA Forense. o elemento mut!vel da di$nidade#@ 0 . por e-emplo. tem $erado in7meros debates e +uestionamentos0 Al4m de seus aspectos te3ricos. suas necessidades e-istenciais b!sicas ou se necessita. v0 H. para tanto. %IIS0 v0 H0 p0 F%&1F%%0 68 DU. dei-ando de e-istir.T). 7lio Fabbrini Mirabete0 Manual de Direito Penal0 Cão PauloA Atlas..este sentido. Ce/ar 9oberto0 )p0 cit0 p0 I\0 # de $$ !%/%$/ %$ $#:$& . . . 2007 78 ) reconhecimento da atividade de prostitui*ão no 6rasil contempor5neo. não haveria mais limite a ser respeitado "este sendo considerado o elemento fi-o e imut!vel da di$nidade#0 Como tarefa "presta*ão# imposta ao 2stado. parcial ou totalmente. F&&\0 v0 \0 p0 IF0 7:0 ) crime de prostitui*ão e de e-plora*ão se-ual de crian*as e adolescentes. lembran*as e palavrasA a trajet3ria dos catadores de papel em 6elo Dori/onte0 6elo Dori/onteA 2ditora PUC Minas.DomTotal http://www. amparado nas li*<es de PodlechA >"000#. 92sp %\I0&G&1DF. neste arti$o. com seu en+uadramento jur(dico. Ce/ar 9oberto0 Tratado de Direito Penal0 Cão PauloA Caraiva. FI1T1%IIS#0 778 . Celso0 C3di$o penal anotado0 F ed0 Cão PauloA Caraiva.)9). prescrever direitos da personalidade ou mesmo ao prever tipos penais capa/es de limitar condutas sociais. Ciência do Direito promover certa forma de sociabilidade ao prote$er a di$nidade do ser humano en+uanto diretri/ calcada na se$uran*a jur(dica0 Pela via normativa. sendo portanto dependente "a di$nidade# da ordem comunit!ria. 20 Dam!sio0 Direito Penal0 Cão PauloA Caraiva.DA. na condi*ão de limite da atividade dos poderes p7blicos. consultarA CAP28. %I[S0 v0S0 p0FG&1FG%0 88 Cap(tulo ori$inariamente denominado >Do Benoc(nio e do Tr!fico de Mulheres@.elson0 Coment!rios ao C3di$o Penal0 9io de aneiroA Forense. poder1se1! afirmar +ue. aprovado pela Comissão de Constitui*ão e usti*a em setembro de F&&H.este mesmo conte-to acrescentam1se as in7meras dificuldades de tamb4m promoverem o direito fundamental ao trabalho di$no0 2nfim.esse sentido.Apontamentos jurídicos sobre a prostituição* . %IS%.0 Cão PauloA Caraiva. a di$nidade da pessoa reclama +ue este $uie as suas a*<es tanto no sentido de preservar a di$nidade e-istente.com/direito//pagina/detalhe/ !" #/apontamentos-j. D . previsto no art0 F\\1A do 2statuto da Crian*a e do Adolescente. vida di$na0 .este sentido. do concurso do 2stado ou da comunidade "este seria. Ma$alhães0 Direito Penal0 Cão PauloA Caraiva. consultarA CAP28. na >luta contra a morte@0 "F92:TAC. o Direito desempenha fun*ão essencial para a manuten*ão da di$nidade.)9).C)U9T. re$ulari/a*ão do com4rcio se-ual de prostitutas pelo ordenamento jur(dico brasileiro0 Cobre o projeto. 4 +ue cabe ao 2stado e .G CA9B2T. +ue não mais deve va$ar desamparada neste +uestion!vel esfor*o de mera subsistência0 ffffffffffffffffffffffffffff * Publicado na +e"ista da /scola %uperior Dom @elder 'Amara .. ao contr!rio do motel +ue. j0 I1T1%IIS. destaca1se. j! se manifestou o Cuperior Tribunal de usti*aA >A casa de prostitui*ão não reali/a a*ão dentro do 5mbito de normalidade social. +uanto objetivando a promo*ão da di$nidade. no plano le$islativo.C)U9T. Fernando0 )p0 cit0. o +ue resulta na busca pela subsistência m(nima. não tem como finalidade 7nica e essencial favorecer o lenoc(nio@ "CT . a di$nidade necessariamente 4 al$o +ue pertence a cada um e +ue não pode ser perdido ou alienado.este mesmo conte-to 4 importante esclarecer +ue tamb4m cabe . p0 SS? 2CUC. p0 FFG0 728 6:T2. Fernando0 Curso de Direito Penal. inclusive. insti$ar o debate jur(dico a partir de sua an!lise panor5mica0 A prop3sito dos in7meros dilemas +ue o tema suscita.G) =)BFGA. portanto. 9el0 Min0 Fernando Gon*alves. encontra respaldo na jurisprudência0 . Maria Zan^ de )liveira0 2ntre ruas. F&&[0 v0 F0 p0 \G&? e D2BMA. p0 I&? .DA. v0 F0 p0 FHI0 708 Tal interpreta*ão. Beredas do Direito Bol8 ? . sustenta :. Ce/ar 9oberto0 Tratado de Direito Penal0 Cão PauloA Caraiva. jan8 a jun8 . %I[S0 v0 S0 p0 FG&0 78 Tom!s de A+uino apud DU. de autoria do deputado Fernando Gabeira "PZ19 #. por+uanto.G9:A. !C 7 . F&&H0 v0 %0 p0 %G0 ?8 :dem0 p0 %%0 D8 . 4 necess!rio enfrentar o desafio da sociali/a*ão dessa anti$a persona$em. consultarA httpAUUgggF0camara0$ov0brUproposicoes UloadFrame0htmlhlinijhttpAUUggg0camara0$ov0brUinternetUsile$Upropflista0asphfModej%kbtnPes+uisarj)ck AnojF&&Hk. cuja denomina*ão atual foi sabiamente dada pela Bei %%0%&TUF&&[0 E8 . o Projeto de Bei n' ISUF&&H. do ser humano.esse sentido.G9:A. não ser! objeto do presente estudo0 7?8 6:T2.e D2 )B:Z2:9A F92:TAC. favor!vel . j! +ue 4 de se per+uirir at4 +ue ponto 4 poss(vel ao indiv(duo reali/ar. ele pr3prio.domtotal. comunidade prote$ê1la e promovê1la0 . na din5mica social contempor5nea em +ue a di$nidade do ser humano emer$e como princ(pio ou valor da mais alta densidade. Ma$alhães0 )p0 cit0.

F&&F0 p0 %&I1%%&0 :?8 MA9A.ulidades no Processo0 9io de aneiroA Aid4. apesar de não estar previsto e-pressamente na le$isla*ão civil. previsto no art0 FFS do CP6. Fernando0 )p0 cit0. +uanto ao crime de rufianismo. C4r$io Pinto0 Direito do Trabalho0 %[0 ed0 Cão PauloA Atlas. associando1se . para se filiarem. +ue fa/ da e-plora*ão se-ual uma atividade comercial. 2dson Arruda0 ProfissãoA Prostituta R uma visão penal.oronha. p0 IF0 7E8 6:T2.)9).DA. D4lio? CA9ZABD)..domtotal. %ITI apud 6A99)C. Mauricio Godinho0 )p0 cit 0p0\IT1\IG0 :08 D2BGAD). Aroldo Pl(nio0 . p0 TGG0 ?28 A Bei ISGTUII modificou a reda*ão do art0 %% da Bei S%%FUI%. Alice Monteiro de0 Curso de Direito do Trabalho0 Cão PauloA BTr. Ma$alhães. ano Z:::. +ue lan*a mão de seu poder de sedu*ão. previdenci!ria e trabalhista0 9evista de Direito Trabalhista0 p0 %&U%H0 abrilUF&&T0 p0 %&1%H0 ??8 Dispon(vel em httpAUUggg0mtecbo0$ov0brU0 AcessoA %\U&FUF&&T0 ?D8 6A99)C. n0 %\%. os4 Buciano de Castilho0 Biberdade de Contratar R limites impostos pela fun*ão social do contrato0 & de $$ !%/%$/ %$ $#:$& . por conta pr3pria. )p0 cit. com fins lucrativos ou não@0 . jul.DP). h! três tipos de rufi<esA o >ma+uereau@. Mauricio Godinho0 )p0 cit0 p0[%%0 :78 Cobre o direito fundamental ao trabalho di$no. li$ar no PrevFone "telA &S&& GS &% I%#. p0 \GH0 228 Ce$undo Ma$alhães de . 7D8 M:9A62T2. 7lio Fabbrini0 )p0 cit0.eves0 Direito Fundamental ao Trabalho Di$no0 Cão PauloA BTr.C)U9T. criadas por Paulo 2m(lio 9ibeiro de Zilhena e Mauricio Godinho Del$ado.C.. respectivamenteA Z:BD2.)9). atividade econQmica de nature/a urbana. F&&T0 p0 [&%1[&F0 :D8 MA9T:.DA. como não possuem carteira assinada. 20 Dam!sio0 )p0 cit0.WABZ2C. p0 %TF1%TH0 778 . infundindo1lhe terror? o >comerciante@. Gabriela . p0 \G%0 768 2CUC. +ue fa/ uso da coa*ão para e-plorar a prostituta. cujo atendimento 4 F\ horas por dia0 ?:8 C`MA9A.esse sentido. Alice Monteiro de0 )p0 cit 0 p0 FF\0 ?78 C`MA9A.DomTotal http://www.esse sentido.A. 6ras(lia.C. amante da prostituta0 ". meretri/? e o >cafinflero@. consultar. p0 TH0 Apud 6A99)C. Mauricio Godinho0 Curso de Direito do Trabalho0 [0ed0 Cão PauloA BTr. %IIH0 p0 %F0 2E8 D2BGAD). não h! n7mero e-pressivo de precedentes jurisprudenciais a respeito da perda de efic!cia da norma0 2?8 As e-press<es >pressupostos@ e >elementos f!tico1jur(dicos. em re$ra. Ce/ar 9oberto0 )p0 cit0 p0 I[0 208 2CUC. Paulo 2m(lio0 )p0 cit0? D2BGAD). 2dson Arruda0 ) contrato de trabalho e a ilicitude de seu objeto0 ornal Trabalhista. sendo. ibidem0 ::8 MA9T:. %IIH0 p0 [F? D2BGAD). AntQnio0 Contrato :ndividual de Trabalho0 Cão PauloA 9evista dos Tribunais. 4 considerado pela doutrina re+uisito essencial dos ne$3cios jur(dicos0 278 D2BGAD). consultarA D2BGAD). p0 FH[#0 2:8 Cumpre esclarecer +ue. Mauricio Godinho0 Curso de Direito do Trabalho0 [0 ed0 Cão PauloA BTr. Mauricio Godinho0 Curso de Direito do Trabalho0 [0 ed0 Cão PauloA BTr. Alice Monteiro de0 )p0 cit0 p0 FFH0 :E8 :dem0 p0 FFH1FF\0 ?08 BAMA9CA. de modo +ue as prostitutas se encai-am na se$uinte disposi*ãoA >Art0 %%0 Cão se$urados obri$at3rios da Previdência Cocial as se$uintes pessoas f(sicasA "000# Z0 como contribuinte individualA h# a pessoa f(sica +ue e-erce. Mauricio Godinho0 )p0 cit0 268 ) re+uisito da manifesta*ão de vontade das partes. C4r$io Pinto0 )p0 cit0 p0 %&I1%%&0 :68 D2BGAD). 7lio Fabbrini0 )p0 cit0. F&&T0 2D8 Z:BD2. basta +ue forne*am os dados pessoais "certidão de nascimento# e o c3di$o de ocupa*ão0 Para maiores informa*<es. p0 FHF0 788 CAP28.A. Mauricio Godinho0 )p0 cit0 p0[&S1[%%0 :78 :dem0 p0 [&%0 :28 :dem.Apontamentos jurídicos sobre a prostituição* . edi*ão semanal n' H[S. %III e D2BGAD). Paulo 2m(lio0 9ela*ão de 2mpre$oA estrutura le$al e supostos0 F0 ed0 Cão PauloA BTr. F&&[0 p0 [H0 ?68 P292:9A. 20 Dam!sio0 )p0 cit0. Bui/ :n!cio 6arbosa0 Direito do Trabalho0 %G0 ed0 9io de aneiroA 2ditora Funda*ão Get7lio Zar$as. F&&T0 :88 9evista C(ntese.com/direito//pagina/detalhe/ !" #/apontamentos-j. 20 Ma$alhães0 )p0 cit0. servem para identificar a e-istência de uma rela*ão jur(dica de empre$o0 . F&&T0 p0 \IT1\IG0 288 G). p0 %TT0 278 M:9A62T2.

edi*ão#0 p0 F%\0 D28 M)9A2C. Giselda Maria Fernand4/ . Ce/ar 9oberto0 Tratado de Direito Penal0 Cão PauloA Caraiva. AntQnio0 Contrato individual de trabalho0 Cão PauloA 9evista dos Tribunais. F&&T0 p0 F%T0 D68 :dem0 p0 F&G0 D78 :dem.eves0 Direito Fundamental ao Trabalho Di$no0 Cão PauloA BTr. %F ed0 Cão PauloA CaraivaA %IIS0 BAMA9CA. F&&[0 D2BGAD). Giselda Maria Fernand4/ .s rela*<es de trabalho +ue não sejam capa/es de di$nificar o homem.s prostitutas +ue vivem em condi*ão de miserabilidade. D4lio? CA9ZABD). Maria Zan^ de )liveira0 2ntre ruas.C)U9T..Apontamentos jurídicos sobre a prostituição* .domtotal. %ITI0 MA9A. F&&F0 p0 %FS1%FI0 D:8 M)9A2C. .AcA.eves0 Direito Fundamental ao Trabalho Di$no0 Cão PauloA BTr.ovaes0 9esponsabilidade pressuposta0 F&&F0 Tese "Mestrado# R Faculdade de Direito da Universidade de Cão Paulo.AcA. Bui/ :n!cio 6arbosa0 Direito do Trabalho0 %G0 ed0 9io de aneiroA 2ditora Funda*ão Get7lio Zar$as. 2dson de Arruda0 ) contrato de trabalho e a ilicitude de seu objeto0 ornal Trabalhista. como. F&&[0 G). F&&H0 vol0 %0 6:T2. F&&\0 p0 \G0 +/&/+F!'2A% $2$32* +G&2'A% 6A99)C. F&&[0 p0 %[&0 DD8 Ce$undo sustenta Gabriela . Mauricio Godinho0 Curso de Direito do Trabalho0 [0 ed0 Cão PauloA BTr. F&&H0 vol0 :::. %IS[0 p0 %F&0 :nA F92:TAC. p0 HH1H\0 ?E8 . %IIH0 D:9). Gabriela . v0 H.AcA. Giselda Maria Fernand4/ . C4r$io Pinto0 Direito do Trabalho0 %[0 ed0 Cão PauloA Atlas. edi*ão#0 p0 F&I0 D78 D:9).G9:A. Celso0 C3di$o penal anotado0 F0 ed0 Cão PauloA Caraiva. por e-emplo.DomTotal http://www. 2di*ão semanal0 n' H[S. lembran*as e palavrasA a trajet3ria dos catadores de papel em 6elo Dori/onte0 6elo Dori/onteA 2ditora PUC Minas. Caio M!rio da Cilva0 :nstitui*<es de Direito CivilA contratos0 %%]0 ed0 9io de aneiroA Forense. Maria Zan^ de )liveira0 )p0 cit0 p0 %&\1%&[0 DE8 8ABUA9. %IIH0 MA9T:. Maria Zan^ de )liveira0 2ntre ruas.ulidades no Processo0 9io de aneiroA Aid4. F&&T0 D2BGAD).ovaes0 9esponsabilidade pressuposta0 F&&F0 Tese "Mestrado# R Faculdade de Direito da Universidade de Cão Paulo.DP). F&&F "c3pia anterior . 6ras(lia. j! +ue 4 em rela*ão a elas +ue os conceitos de trabalho e de pobre/a mais se inter1relacionam0 D08 D:9). Fernando0 Curso de Direito Penal. Dam!sio 20 de0 Direito Penal0 v0 H. Ce/ar 9oberto0 Tratado de Direito Penal0 Cão PauloA Caraiva. F&&[0 v0 %0 p0 TI0 ?88 P292:9A.T).eves Del$ado. :n$o =olf$an$0 Di$nidade da pessoa humana e direitos fundamentais na Constitui*ão Federal de %ISS0 H0 ed0 Porto Ale$reA Bivraria do Advo$ado.ovo C3di$o Civil0 Cão PauloA 2ditora 9evista dos Tribunais..ovaes0 9esponsabilidade pressuposta0 F&&F0 Tese "Mestrado# R Faculdade de Direito da Universidade de Cão Paulo. previdenci!ria e trabalhista0 9evista de Direito Trabalhista0 AbrilUF&&T0 p0 %&1%H0 CAP28. >o crit4rio de e-clusão +ue deve ser tolerado pelo Direito do Trabalho refere1se apenas . %I[S0 2CUC.elson0 Coment!rios ao C3di$o Penal0 9io de aneiroA Forense.C.com/direito//pagina/detalhe/ !" #/apontamentos-j.WABZ2C.C)U9T. F&&F0 $% de $$ !%/%$/ %$ $#:$& . o trabalho escravo@ e os trabalhos de$radantes0 "D2BGAD). Maria Zan^ de )liveira0 )p0 cit0 p0 FH0 608 CA9B2T. H0 ed0 rev0 e atual0 Cão PauloA Caraiva. ibidem0 D88 F92:TAC. Ale-andre de0 Constitui*ão do 6rasil interpretada0 Cão PauloA Atlas. ano Z:::. jul0 %II%0 p0 H1[0 C`MA9A. F&&[0 6:T2. F&&F "c3pia anterior . Aroldo Pl(nio0 . 2dson de Arruda0 ProfissãoA Prostituta R uma visão penal. Arti$o e-tra(do do s(tio do TCT na :nternet0 ?78 92AB2.este aspecto. Gabriela . F&&F0 DU. Alice Monteiro de0 Curso de Direito do Trabalho0 Cão PauloA BTr. lembran*as e palavrasA a trajet3ria dos catadores de papel em 6elo Dori/onte0 6elo Dori/onteA 2ditora PUC Minas. Mi$uel0 Dist3ria do . optou1se por delimitar o estudo analisando o valor da di$nidade da pessoa humana apenas em rela*ão . Alba0 A m!+uina e a revoltaA or$ani/a*<es populares e o si$nificado da pobre/a0 Cão PauloA 6rasiliense. F&&\0 vol0 \0 C`MA9A. F&&T0 D2BMA. %IS%0 v0 F0 F92:TAC. Ale-andre de0 )p0 cit0 p0 %FS1%FI0 D?8 F92:TAC.

F&&\0 Z:BD2. :n$o =olf$an$0 Di$nidade da pessoa humana e direitos fundamentais na Constitui*ão Federal de %ISS0 H0 ed0 Porto Ale$reA Bivraria do Advo$ado.elson0 Di$nidade humana e boa1f4 no C3di$o Civil0 Cão PauloA Caraiva. F&&[0 v0 %0 9)C2.A.Apontamentos jurídicos sobre a prostituição* . 7lio Fabbrini0 Manual de Direito Penal0 v0 F0 FH0 ed0 Cão PauloA Atlas.DomTotal http://www..domtotal.ZABD. Caio M!rio da Cilva0 :nstitui*<es de Direito Civil0 v0 H0 9io de aneiroA Forense. Paulo 2m(lio0 9ela*ão de 2mpre$oA 2strutura le$al e supostos0 F0 ed0 Cão PauloA BTr. F&&\0 P292:9A.ovo C3di$o Civil0 Cão PauloA 2ditora 9evista dos Tribunais.DA. os4 Buciano de Castilho0 Biberdade de Contratar R limites impostos pela fun*ão social do contrato0 Arti$o e-tra(do do s(tio do TCT na :nternet0 92AB2.com/direito//pagina/detalhe/ !" #/apontamentos-j.. F&&[0 M)9A2C. %III0 :mprimir $$ de $$ !%/%$/ %$ $#:$& . F&&[0 Cole*ão Prof0 A$ostinho Alvim CA9B2T. . 20 Ma$alhães0 Direito Penal0 v0 H0 Cão PauloA Caraiva. M:9A62T2. %IIS0 P292:9A.)9). Ale-andre de0 Constitui*ão do 6rasil interpretada0 Cão PauloA Atlas. F&&F0 2nstituiçHes 'on"eniadas: convenios . Mi$uel0 Dist3ria do .