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ANTONIO FERNANDO NAVARRO, M.SC1 EUNICE MANCEBO, M.SC2 MIRIAM PICININI MEXAS, M.SC3 ORLANDO LONGO, D.SC.4 ANA L. T.

SEROA DA MOTTA, D.SC.5

INDICADORES DE ACESSIBILIDADE PARA EDIFICAÇÕES COMERCIAIS E RESIDENCIAIS

A

CLASSIFICAÇÃO

DAS

Trabalho realizado para a disciplina de Habitação Sustentável, ministrada pela Profª. Drª. na !"cia Torres Seroa da #otta, professora do curso de Doutorado em $n%enharia &ivil da 'niversidade (ederal (luminense.

Ni !"#i)*+ ,-./ov.0--1

$n%enheiro &ivil e de Se%urança do Trabalho, #estre em Sa"de e #eio mbiente, $specialista em 3erenciamento de *iscos, Doutorando do pro%rama de p4s)%raduaçao em $n%enharia &ivil da 'niversidade (ederal (luminense 0 Docente e &hefe do Departamento de Turismo e Patrimonio da 'niversidade (ederal do $stado do *io de +aneiro, doutoranda do pro%rama de p4s)%raduaçao em $n%enharia &ivil da 'niversidade (ederal (luminense , Doutoranda do pro%rama de p4s)%raduaçao em $n%enharia &ivil da 'niversidade (ederal (luminense 5 Docente e &oordenador do Pro%rama de P4s)3raduaçao em $n%enharia &ivil da 'niversidade (ederal (luminense 6 Docente do Pro%rama de P4s)3raduação em $n%enharia &ivil da 'niversidade (ederal (luminense 1

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INDICADORES DE ACESSIBILIDADE PARA EDIFICAÇÕES COMERCIAIS E RESIDENCIAIS

A

CLASSIFICAÇÃO

DAS

1. RESUMO$ s 7uest8es relativas a acessibilidade nunca foram ob9eto de consenso, principalmente em pro9etos de edificaç8es, como as voltadas ao ramo de hotelaria, isso por7ue o 7ue poderia ser normal, o ir e vir de e:ecutivos durante um per;odo e fam;lias em outros per;odos, não levava em consideração as eventuais restriç8es 7ue uma pessoa poderia ter. $ 7uais seriam essas< resposta em primeiro lu%ar era a da ce%ueira. =corre 7ue e:istem in"meras outras, temporárias ou permanentes, parciais ou totais 7ue devem ser consideradas. 'm rec>m operado de catarata ?opacificação do cristalino do olho por traumatismo, como o causado por radiação ou eletricidade, ou por idade@, possui uma restrição momentAnea at> 7ue possa tirar sua venda e poder en:er%ar. 'ma pessoa 7ue faça uso de uma muleta em função de uma cirur%ia e tamb>m uma restrição temporária. Ho9e > mais comum perceber)se 7ue 7uando se faz a mesma per%unta anterior vBm C mente das pessoas o DcadeiranteE, tido como a pessoa 7ue faz uso de uma cadeira de rodas para sua locomoção. norma da F/T, /F* 1-6-, em sua "ltima versão

?,-.20.0--6@, trata da cessibilidade a edificaç8es, mobiliário, espaços e e7uipamentos urbanos, buscando traçar um %uia para o tratamento dessas 7uest8es. &om base nessa norma, e nas avaliaç8es de indicadores de edificaç8es definidos & SF$$ ?&omprehensive ssessment

SGstem for Fuildin% $nvironmental $fficiencG@ Technical #anual 0--H $dition, for Home ?detached House@, e em vista da e:istBncia de lacunas 7ue pudessem ser melhor e:ploradas na avaliação da eficiBncia de edificaç8es, procurou)se estabelecer al%uns indicadores de indicadores de acessibilidade para a avaliação das construç8es C ade7uação de seus pro9etos a essas necessidades espec;ficas. = arti%o aborda, com maior Bnfase, esses aspectos voltados a hot>is, por serem construç8es 7ue recebem pessoas com vários tipos de restriç8es, motoras, intelectuais ou f;sicas. os indicadores apresentados podem ser a%re%ados outros relativos C análise de

demais fatores construtivos e os relacionados Cs 7uest8es de sustentabilidade. PALAVRAS%C&AVES$ A'!((i)i*i+,+!, !+i-i',./!(, '"i 0"i1( +! ,2,*i,.31 +, !-i'i45'i, +,( !+i-i',./!(

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ABSTRACT$ The issue of accessibilitG to buildin%s has alIaGs been more Iith a sense of obli%ation or favor than Iith the sense of the ri%ht to citizenship, and the ri%ht to Jcome and %oJ. #anG of the actions started Iith public authorities throu%h punctual actions, such as ramps at corners of streets for the descent of the Iheelchair accessible, construction of phGsical obstacles so that the visuallG impaired Iere not Iith poles Iith public telephones ?paG phones@, the placement of podotacteis floors, to alert and si%nallin% of people Iith visual impairments, amon% others. 3reat of the ramps did not the Iidth of a Iheelchair, considerin% the Iheelbase, and the need of these people can be assisted or accompanied bG other people. Kn other cases, the slope of the ramps made those Iho did not have the phGsical stren%th needed to travel alone, so that theG should seeL the help of third parties, Ihich the embarrassed him. Still realizes that the 7uestion of accessibilitG is stron%lG associated Iith the disabled, hemipl>%icos or re7uirin% paraple%ics move throu%h Iheelchairs. HoIever, there are other human bein%s Iho have accessibilitG problems, either due to blindness or visual impairment, chronic lacL of phGsical stren%th that disable an offset throu%h stairs, or con%enital phGsical defects caused bG accidents, amon% other disablin% in9uries. The F/T /F* 1-6- Ihich deals Iith the accessibilitG to buildin%s, furniture, urban

e7uipment and spaces, defines disabilitG asM reduction, limitation or lacL of perception of the characteristics of the environment or of mobilitG and use of buildin%s, space, furniture, urban e7uipment and elements, in a temporarG or permanent basis. Kt stands to reason that, for each tGpe of disabilitG are distinct solutions. Kn this article Iill be a snip of the situation coverin% onlG one cate%orG of disabled people, that re7uire the use of Iheelchairs to his mobilitG aid. 6E78ORDS$ ccessibilitG, buildin%s, evaluation criteria of efficiencG of buildin%s

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1.

INTRODUÇÃO 7uestão de cessibilidade Cs edificaç8es sempre foi vista mais com o sentido da

obri%ação ou o favor do 7ue com o sentido do direito C &idadania, e do direito de Jir e virJ. #uitas das aç8es se iniciaram com o Poder P"blico atrav>s de aç8es pontuais, como por e:emplo, rampas em es7uinas de ruas para a descida dos cadeirantes, construção de obstáculos f;sicos para 7ue os deficientes visuais não colidissem com postes com telefones p"blicos ?=relh8es@, a colocação de pisos podotacteis, para alerta e sinalização dos portadores de deficiBncias visuais, entre outras. 3rande das rampas não comportava a lar%ura de uma cadeira de rodas, considerando a distAncia entre ei:os, e a necessidade de essas pessoas poderem ser assistidas ou acompanhadas por outras pessoas. $m outros casos, a inclinação das rampas dificultava a7ueles 7ue não tinham a força f;sica necessária para se deslocarem sozinhos, fazendo com 7ue viessem a solicitar a a9uda de terceiros, situação essa 7ue os constran%ia em demasia. inda se percebe 7ue a 7uestão de acessibilidade está fortemente associada aos

deficientes f;sicos, hemipl>%icos ou parapl>%icos 7ue necessitem se deslocar atrav>s de cadeiras de rodas. &ontudo, há outros seres humanos 7ue tBm problemas de acessibilidade, se9a em função de ce%ueira ou deficiBncia visual crNnica, da falta de vi%or f;sico 7ue o incapacite a um deslocamento atrav>s de escadas, de defeitos f;sicos con%Bnitos ou provocados por acidentes, entre outras les8es incapacitantes. /orma da F/T /F* 1-6- 7ue trata da cessibilidade a

edificaç8es, mobiliário, espaços e e7uipamentos urbanos, define a deficiBncia comoM *edução, limitação ou ine:istBncia das condiç8es de percepção das caracter;sticas do ambiente ou de mobilidade e de utilização de edificaç8es, espaço, mobiliário, e7uipamento urbano e elementos, em caráter temporário ou permanente. O l4%ico 7ue, para cada tipo de deficiBncia as soluç8es são distintas. /este arti%o far)se)á um recorte da situação abran%endo apenas uma cate%oria de deficientes f;sicos, 7ue necessitam do empre%o de cadeiras de rodas para sua locomoção. 1.1 C15 !9 1 +, :;!( 31 De acordo com !ima et al ?0--H@, os vários tipos de deficientes ?motores, mentais, visuais, auditivos etc.@ estão classificados em dois %randes %ruposM • • 7ueles 7ue tBm ciBncia de sua condição e de suas possibilidades ?pouco dependentes@P 7ueles 7ue não tBm consciBncia se7uer da pr4pria debilidade ?muito dependentes@. s pessoas situadas no %rupo de Dpouco dependentesE poderiam ter suas vidas bem mais fáceis se houvesse uma maior preocupação com os e7uipamentos a eles dispostos, consubstanciados por uma ade7uada ,'!((i)i*i+,+! aos mesmos.
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tualmente, o trabalho e a autonomia são cada vez mais importantes na vida dos seres humanos, onde o estresse e as várias obri%aç8es do dia a dia estão %erando pessoas cada vez mais ocupadas e necessárias de independBncia. $sse pro9eto teve como foco essa 7uestão, com o 7ual se buscou realizar uma análise das condiç8es de acessibilidade no ambiente e:terno e interno a pr>dios . residBncias, 7ue serão descritos a se%uir. 1.2 O)<! i21 nalisar a acessibilidade no ambiente e:terno e interno a pr>dios . residBncias, tendo como base a norma F/T /F* 1-6-. Descrever os 7uesitos de acessibilidade a serem considerados em uma avaliação de um pr>dio . residBncia de modo a contribuir para a sustentabilidade, com foco na restrição de acesso a esses locais. $m se%uida pontuar esses 7uesitos, e:plicando a importAncia de cada pontuação e usando informaç8es contidas no arti%o de Qasconcellos e #otta ?0--R@, 7ue determina indicadores de sustentabilidade com relação C acessibilidade fazendo um paralelo com o & SF$$. 2. REVISÃO DA LITERATURA SOBRE O INDICADOR DE ACESSIBILIDADE

2.1 D!-i5i./!( B=(i',( De acordo com a norma brasileira F/T /F* 1-6-, se%uem as se%uintes definiç8es básicasM A'!((i)i*i+,+!M Possibilidade e condição de alcance, percepção e entendimento para a utilização com se%urança e autonomia de edificaç8es, espaço, mobiliário, e7uipamento urbano e elementos. A'!((>2!*M $spaço, edificação, mobiliário, e7uipamento urbano ou elemento 7ue possa ser alcançado, acionado, utilizado e vivenciado por 7ual7uer pessoa, inclusive a7uelas com mobilidade reduzida. = termo acess;vel implica tanto acessibilidade f;sica como de comunicação. 2.2 P!(:;i(, +! I5+i',+1"!( +! S;( !5 ,)i*i+,+! !? E+i-i',./!( Parafraseando Qasconcellos e #otta ?0--R@, o Decreto)lei 601S de 0--5 7ue re%ulamenta a !ei 2--1R de 21.20.0---, e 7ue dá Dforça de !eiE a norma brasileira /F* 1-6-,
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7ue trata das 7uest8es relativas C acessibilidade no espaço urbano e espaço ar7uitetNnico, conceitua e estabelece parAmetros com vistas a atender simultaneamente a todas as pessoas, com diferentes caracter;sticas antropom>tricas e sensoriais de forma autNnoma, se%ura e confortável. &oloca o foco em especial, nos elementos ou soluç8es 7ue comp8em a acessibilidade, entendida comoM possibilidade e condição de alcance para utilização, com se%urança e autonomia, dos espaços, mobiliários e e7uipamentos urbanos, das edificaç8es, dos transportes e dos sistemas e meios de comunicação, por pessoas portadoras de deficiBncia ou com mobilidade reduzida. Qasconcellos e #otta ?0--R@ redi%iu um arti%o cu9o ob9etivo era a elaboração de uma análise entre o & SF$$ ) &omprehensive ssessment SGstem for Fuildin% $nvironmental

$fficiencG T e os parAmetros brasileiros 7ue re%em a 7uestão da acessibilidade nas edificaç8es brasileiras. De acordo com o contido na &artilha Promovendo acessibilidade espacial nos edif;cios p"blicos, editada pelo #inist>rio P"blico de Santa &atarina ?#PS&@, em 0-20, a &onstituição Frasileira de 21RR %arante o direito de i%ualdade a todos os cidadãos sem nenhuma forma de discriminação. $sse direito inclui o acesso C moradia, ao trabalho e a serviços essenciais como educação e sa"de para todas as pessoas, independentemente do se:o, idade, cor, credo, condição social ou deficiBncia. Para permitir a inclusão, são necessárias mudanças culturais e de atitude, al>m de aç8es pol;ticas e le%islativas, sendo obri%ação do $stado %arantir esse direito por meio de sua implementação. $ntre as aç8es necessárias, > fundamental promover mudanças no ambiente f;sico para atin%ir melhores condiç8es de acessibilidade espacial e permitir a todas as pessoas a realização de atividades dese9adas. O importante levar em conta 7ue um %rande n"mero de brasileiros enfrenta diariamente diversos tipos de obstáculos, ou barreiras, para obter informaç8es, deslocar)se, comunicar)se e utilizar e7uipamentos e serviços p"blicos. $ntre esses cidadãos, encontram)se as pessoas com al%um tipo de deficiBncia, 7ue, se%undo o &enso realizado em 0--- são 05,6 milh8es de brasileiros e representam 25,6U de nossa população. l>m dessas pessoas, devemos pensar 7ue 7ual7uer um está su9eito, em al%um

momento de sua vida, a enfrentar dificuldades para a realização de atividades devido a acidentes, doenças ou, simplesmente, pelo processo natural de envelhecimento. 'tilizar o transporte p"blico e passar por uma roleta 7uando se > obeso, usar um terminal bancário com eficiBncia tendo dificuldades de visão e mobilidade devido C idade avançada, ou atravessar uma rua mal pavimentada com um carrinho de bebB, são e:emplos de dificuldades 7ue podem atin%ir 7ual7uer um.

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inda considerando a mesma &artilha do #PS& ?0-20@M no caso de pessoas com deficiBncias, as dificuldades são permanentes e, muitas vezes, intranspon;veis, afetando suas condiç8es de independBncia e acesso C cidadania. Devemos ainda considerar 7ue elementos 7ue passam despercebidos para a maioria das pessoas T tais como um de%rau de apenas dez cent;metros de altura numa calçada ou um interfone T podem, respectivamente, impedir o deslocamento de uma pessoa em cadeira de rodas e barrar o acesso de uma pessoa surda a um edif;cio. maioria dos edif;cios, em nossas cidades, foi constru;da sem considerar as 7uest8es

de sua acessibilidade espacial. $ssa situação perdura apesar da aprovação recente de novas leis e normas t>cnicas devido tanto C comple:idade do problema 7uanto C dificuldade de acesso ao conhecimento t>cnico necessário para a sua solução. falta de uma formação profissional 7ue

contemple esses conte"dos dificulta a compreensão das necessidades advindas das diferentes deficiBncias, assim como a elaboração de soluç8es para or%anizaç8es espaciais diversas. facilidade em compreender os problemas li%ados C mobilidade faz com 7ue, muitas vezes, se9a desconsiderada a busca de soluç8es para problemas mais comple:os, tais como acesso C informação e orientação espacial, especialmente relevante para pessoas com deficiBncias visuais ou co%nitivas. Para os profissionais de pro9eto essa lacuna, em seu conhecimento, dificulta, muitas vezes, colocar em prática as soluç8es t>cnicas apresentadas na norma Frasileira de cessibilidade ?/F* 1-6-.0--5@ assim como desenvolver novas soluç8es para problemas ainda não normatizados. Por e:emplo, a entrada de um edif;cio de uso p"blico, como um hospital, al>m de atender C norma e propiciar boas condiç8es de deslocamento, incluindo rampas e corrimãos, deve ainda fornecer informação acess;vel a todos, como picto%ramas e te:tos em Fraille, 7ue podem ser reconhecidos por analfabetos, crianças e pessoas com deficiBncia visual. (oi observada nesta pes7uisa 7ue a avaliação da acessibilidade no edif;cio encontra) se parametrizada no m>todo & SF$$ no item relacionado C avaliação D7ualidade do serviçoE ?V)0 VualitG of Service@, no 7ue ser refere C funcionalidade e usabilidade ?2.2 (unctionalitG W 'sabilitG@. presenta)se detalhado no sub item 2.2., , referente C ausBncia de barreiras e

concepç8es do 'niversal desi%n ?2.2., Farrier)free Plannin% . universal desi%n@. Se%undo esses mesmos autores, o m>todo contempla ainda a forma como a edificação > percebida pelo seu usuário. spectos sub9etivos como a promoção da sensação

satisfação e de bem estar, relacionadas C promoção de conforto, são contemplados nesta análise. $stes aspectos, entretanto, por serem sub9etivos, ainda apresentam dificuldades 7uanto C aferição ?itemM D7ualidade dos serviçosE@. Qerificou)se 7ue o m>todo & SF$$ contempla a análise de fatores er%onNmicos nas edificaç8es, de forma ampla e abran%ente, propondo)se C avaliação de aspectos relevantes C sa"de humana inclusive os concernentes C influBncia de fatores sub9etivos
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tais comoM n;vel de stress, e a influBncia de aspectos psicol4%icos. Para locais de trabalho, o m>todo orienta a observar a e:istBncia de áreas para rela:amento, por e:emplo. 3. AN@LISE DE INDICADORES DE ACESSIBILIDADE

3.1 C"i 0"i1( +! P15 ;,.31 A,", 1( B;!(i 1( +! A'!((i)i*i+,+! = %rupo analisou as normas e:istentes e avaliou as condiç8es de acesso dos cadeirantes a uma s>rie de edificaç8es, moradias t>rreas, moradias de dois pavimentos ?sobrados@ e apartamentos, com vistas C facilidade de deslocamento das pessoas nos vários ambientes dessas construç8es. = %rupo considera tamb>m 7ue somente essa avaliação não contempla todas as 7uest8es. Por>m, restrin%iu, nesse primeiro momento, a avaliação dos itens comuns Cs construç8es. Para os casos em 7ue a restrição de acesso se9a em função da capacidade de locomoção, por hemiple%ia ou tetraple%ia, podem ser utilizados os 7uesitos abai:o. /esse t4pico pontua)se, de 2 a ,, os 7uesitos, sendo 2 a pior pontuação e , a melhor pontuação. Para a obtenção do indicador final dividiu)se o ambiente em trBs áreasM cessos ao pr>dio.residBncia mbientes internos mbientes e:ternos =s :;!(i 1( A"i5'iA,i( considerados para cada um desses ambientes, sãoM 3.1.1 A'!((1 ,1 A"0+i1 C "!(i+45'i,

,D A'!((1 ,1 A"0+i1 escada rampa escada e rampa M M M ponto pontos pontos

)D A'!((1 E "!(i+45'i, escada rampa de acesso elevador M M M ponto pontos pontos

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'D C1""!+1"!( +! ,'!((1 ,1 i?#2!* !ar%ura dos &orredores X 26Y 22- e Z 25X R- e [ 2-3.1.2 A?)i!5 !( i5 !"51( /ota

,D C1Fi5G,( ltura da pia X RY H- e Z RX 6- e [ H/otaM Havendo barra 9unto C pia acrescentar C pontuação acimaM )D @"!, +! (!"2i.1 ).1D T,5:;! +! *,2," "1;A,( ltura do tan7ue X RY H- e Z RX 6- e [ H/otaM Havendo barra 9unto ao tan7ue acrescentar C pontuação acimaM ).2D M=:;i5, +! *,2," "1;A,( daptação Sem adaptação Parcialmente adaptada daptada C deficiBncia ).3D T=);, +! A,((," "1;A, daptação Sem adaptação Parcialmente adaptada
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/ota

pontos

/ota

pontos

/ota

/ota

daptada C deficiBncia ).4D A"?="i1( daptação Sem adaptação Parcialmente adaptados daptados C deficiBncia 'D S,*, '.1. A'!((1( !ar%ura das Portas X 22Y 2-- e Z 22X 1- e [ 2-/otaM Se a porta for provida de barra anti pAnico acrescentar C pontuação acimaM '.2D Di?!5(/!( i5 !"5,( &irculaç8es entre o mobiliário X 22Y 2-- e Z 22X 1- e [ 2-'.3D A+,A ,)i*i+,+! +1 ?1)i*i="i1 E( +!-i'i45'i,( daptação Sem adaptação Parcialmente adaptados daptados C deficiBncia +D B;," 1( /ota /ota /ota /ota

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+.1D A'!((1( !ar%ura das Portas X 22Y 2-- e Z 22X 1- e [ 2-/otaM Se a porta for provida de barra ao inv>s de maçaneta o acrescentar C pontuação acimaM pontos +.2D Di?!5(/!( i5 !"5,( &irculação entre cama, armário e paredes X 22Y 2-- e Z 22X 1- e [ 2-+.3D A"?="i1( daptação Sem adaptação Parcialmente adaptados daptados C deficiBncia !D B,5G!i"1 !ar%ura das Portas X 22Y 2-- e Z 22X 1- e [ 2-!.1D B19 Dimens8es do bo: Y 20- : 26Y 1- : 22Y R- : 1/otaM Se o Fo: possuir corrimão de apoio acrescentar C pontuaçãoM pontos /ota /ota /ota /ota /ota

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!.2D V,(1 (,5i ="i1 ltura do Qaso Sanitário De 5- a 6-cm De 6- a S-cm /otaM Se houver barra de apoio ao redor do vaso sanitário acrescentar C pontuaçãoM Se o vaso sanitário for adaptado acrescentar C pontuaçãoM !.3D L,2, #"i1 ltura do !avat4rio X RY H- e Z RX 6- e [ H/otaM Se houver barra de apoio ao redor do vaso sanitário acrescentar C pontuaçãoM Se o lavat4rio for adaptado acrescentar C pontuaçãoM !.4D A"?="i1( daptação Sem adaptação Parcialmente adaptados daptados C deficiBncia /otaM Se os armários forem adaptados, acrescentar C pontuaçãoM -D Ci"';*,./!( !ar%ura do &orredor X 20Y 2-- e Z 20X R- e [ 2-/otaM Se o corredor tiver corrimão acrescentar C pontuação acimaM para corrimão em apenas um lado para corrimãos em cada lado !ar%ura das Portas X 22Y 2-- e Z 2212

/ota

pontos

pontos

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pontos

pontos

/ota

pontos

/ota

/ota

X 1- e [ 2-/otaM Se a porta for provida de barra ao inv>s de maçaneta acrescenta)se C pontuação acimaM pontos 3.1.3 A?)i!5 ! !9 !"51

,D C,*.,+, , 1+, , 21* , +, !+i-i',.31 !ar%ura da calçada X 20Y 2-- e Z 20X R- e [ 2-)D C,",' !">( i', +1 Ai(1 !9 !"51 Piso &alçamento !iso Paralelep;pedo Terra batida 3rama Piso irre%ular ) ) /ota /ota

melhor situação para a7uelas pessoas com deficiBncia de locomoção > a residBncia do tipo loft, onde não há compartimentaç8es entre os cNmodos, apenas no banheiro, permitindo o fácil deslocar. Por>m, esse tipo de construção ainda > elitizada, razão pela 7ual a opção pela avaliação dos cNmodos, de per)s; ainda > a melhor.

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composição final dos pontos da edificação, de acordo com a proposta, pode ser obtida atrav>s do somat4rio das pontuaç8es individuais, como a tabelaM
Locais Acesso " edi#icação Item Avaliado Pontuação Atri u!da

$orredores de acesso " unidade Am iente Interno 'rea de (erviço )an*ue de Lavar +ou,as $o%in&a -.*uina de Lavar +ou,as ). ua de Passar Arm.rios Acessos (ala /imens0es internas Ada,ta ilidade do mo ili.rio Acessos 1uartos /imens0es internas Arm.rios 2o3 4aso (anit.rio 2an&eiro Lavat5rio Arm.rios $irculaç0es $alçamento " toda volta Am iente 63terno Piso e3terno )otal de Pontos 7incluindo os #atores de am,liação de ,ontos8

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4. CONCLUSÃO Qários são os aspectos 7ue devem ser considerados na vida de um deficiente f;sico, ou melhor, de pessoas 7ue apresentem al%um tipo de restrição motora, auditiva, visual, sensorial, neurol4%ica, ou outra. São pessoas esti%matizadas pela vida ou pelas circunstAncias e 7ue, tBm como n4s, todos os direitos, i%ualmente, inclusive o de se locomoverem. *estrin%ir)lhes a locomoção > restrin%ir)lhes a &$SSKFK!KD D$. Por serem em

menor n"mero do 7ue as pessoas ditas EnormaisE 7uase sempre as re%ras não são aplicadas se não houver pressão. &onstroem)se pr>dios com varandas cada vez mais imponentes e 7uartos onde as portas dos armários terminam por encostar)se Cs camas ou mesas de cabeceira. &ozinhas onde 7uando a porta da %eladeira > aberta o acesso C área de serviço > dificultado. l4%ica > 7ue se

privile%iam as áreas mais nobres ou as ditas sociais, em detrimento das demais. &omo os 7uartos são utilizados somente para dormir o espaço > redistribu;do para a sala ou varanda. O a l4%ica do mercado imobiliário, 7ue define o produto 7ue 7uer comprar. Poucos são os pro9etos voltados Cs pessoas com al%um tipo de restrição. =s hot>is, como nas demais edificaç8es tamb>m apresentam esse tipo de restrição, talvez em menor proporção, 9á 7ue o ob9etivo primeiro > o de oferecer ade7uadas condiç8es de conforto aos seus h4spedes. #as, ainda se encontram banheiros com banheiras ao inv>s de bo:, banheiros com pisos escorre%adios, 7uartos com carpetes espessos, 7ue dificultam o trAnsito das cadeiras de rodas. 'm dos cadeirantes entrevistados che%ou a dizerM ?...@ para n4s, mulheres 7ue somos obri%adas a usar cadeiras de rodas, 7ual7uer obstáculo > um esforço a mais. s cadeiras de rodas são pro9etadas com rodas pe7uenas C frente. l%umas vezes, at> um palito de f4sforo no chão dificulta a locomoção. =s tapetes, 7uanto mais felpudos mais atrapalham a nossa locomoção. ?...@ /avarro ?2112@ mencionavaM = risco para um %rande hotel > toda uma situação capazes de provocar acidentes, perdas materiais, humanas ou de ima%em, afetando não s4 os h4spedes como toda uma coletividade 7ue coabita em seu interior e redondezas. l%umas

atividades e:istentes em hot>is, %erenciadas pelos pr4prios ou sob sua supervisão ou arrendados a terceiros sãoM = h4spede, itinerante por todas essas áreas, está constantemente su9eito a riscos de toda esp>cie, causados não somente pelo pr4prio ambiente como tamb>m devido C sua falta de cuidado ou atenção. l%uns dos acidentes relatados, mais comuns, sãoM

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/a conclusão do arti%o > ditoM $m todo pro9eto de um novo hotel e mesmo durante revis8es de pro9etos para ampliaç8es, nunca > demais preocupar)se com os riscos e suas conse7uBncias. #uitas vezes uma situação absurda > a 7ue termina ocorrendo. ?...@ le%islação brasileira 7ue re%e a 7uestão da acessibilidade no Frasil apresenta conceitos sobre os crit>rios de avaliação de sustentabilidade apresentados em panorama mundial, como no caso do m>todo & SF$$. Sendo assim, a acessibilidade encontra)se inserida indiretamente como crit>rio de pontuação de edificaç8es sustentáveis no m>todo & SF$$, conforme apresentado no item 0.0 deste documento. De acordo com Qasconcellos e #otta ?0--R@, o m>todo & SF$$ apresenta)se como uma ferramenta interessante para a avaliação de edificaç8es sustentáveis 7uanto ao crit>rio de acessibilidade e Desenho 'niversal. Diante da importAncia do tema a7ui abordado, foi elaborada uma relação de 7uesitos de acessibilidade a serem considerados em uma avaliação de um pr>dio . residBncia de modo a contribuir para a sustentabilidade. $m se%uida, esses 7uesitos foram pontuados levando em consideração a norma F/T /F* 1-6-. Torna)se importante recordar 7ue a 7uestão de acessibilidade deve ser ampliada para a análise do mobiliário e dos acess4rios das construç8es, pois são tão importantes 7uanto a avaliação f;sica da construção. mesma dificuldade 7ue o cadeirante tem ao entrar em um

banheiro de pe7uenas dimens8es terá tamb>m ao passar ferro el>trico em uma tábua de passar não apropriada, assim como de ter 7ue %uardar a louça lavada nos armários, ou trazer as compras do supermercado e as %uardas nos armários. $ssa visão de acessibilidade deve levar em consideração 7ue esse ser humano tem 7ue ter 7ualidade de vida e a%ir como todos os demais seres tBm capacidade de fazB)lo. melhor situação para a7uelas pessoas com deficiBncia de locomoção > a residBncia do tipo loft, onde não há compartimentaç8es entre os cNmodos, apenas no banheiro, permitindo o fácil deslocar. Por>m, esse tipo de construção ainda > elitizada, razão pela 7ual a opção pela avaliação dos cNmodos, de per)s; ainda > a melhor. acessibilidade deve ser vista sob todos os An%ulos 7uando são elaborados os pro9etos. /a área de hotelaria, será 7ue os h4spedes são identificados em função da restrição 7ue apresentam< Será 7ue durante uma evacuação do edif;cio decorrente de um princ;pio de incBndio os h4spedes 7ue tBm restriç8es são os primeiros a ser assistidos e sair do pr>dio< Para onde irão a7ueles 7ue tBm restrição em caso de incBndio ou outro sinistro< $ssa > uma per%unta 7ue todos
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devem se fazer. /ão adianta apenas dotar os espaços de meios 7ue possibilitem a locomoção. Deve)se pensar tamb>m na 7uestão de deslocar)se esses seres humanos em momentos cr;ticos. 'm cadeirante pode fre7uentar uma sauna de hotel< 'm cadeirante pode fre7uentar uma piscina de hotel< Se for assistido, talvez. &aso não, será bem dif;cil. &oncluiu)se 7ue, uma vez 7ue as edificaç8es brasileiras este9am atendendo as determinaç8es estabelecidas pela le%islação e normas brasileiras no 7ue concerne C acessibilidade, estas estarão em boas condiç8es para obterem pontuação como edificaç8es sustentáveis pelo m>todo & SF$$, com relação ao 7uesito de acessibilidade. = tema acessibilidade ainda > vista como uma 7uestão relacionada a acessos, ou se9a, locomoção, ir e vir. =corre 7ue como a 7uestão > bem ampla, podendo contemplar outros aspectos como o da permanBncia da pessoa portadora de al%um tipo de deficiBncia ou de necessidades especiais. por e:emploM ∗ =s elevadores possuem indicaç8es ade7uadas nos bot8es de comando e esses se encontram a altura 7ue possibilite o controle por 7ual7uer pessoa< ?anti%amente os bot8es de comando situavam)se a maior altura para evitar 7ue as crianças pudessem toca)los@P ∗ ∗ =s interruptores e tomadas estão posicionados de maneira 7ue se9am facilmente acessados< =s 7uadros el>tricos, re%istros e outros dispositivos de controle e comando do ambiente estão posicionados em local de fácil acesso< ?há re%istros posicionados acima das pias, pain>is el>tricos atrás de portas, etc.@ lista de necessidades > bem %rande, 9á 7ue > %rande tamb>m a 7uantidade de sintomatolo%ias e problemas f;sicos, mentais e outros, 7ue terminam por restrin%ir as pessoas. Desta maneira, a visão deve ser estendida, principalmente em ambientes p"blicos, dentre os 7uais os hot>is e restaurantes. $specificamente 7uanto a esses, ainda se privile%iam a 7uantidade de mesas nos ambientes, ao inv>s de alternativas 7ue levem em consideração as condiç8es de conforto.er%onomia e de trAnsito entre essas, 7ue terminam por reduzir a oferta de mesas. Há 7ue se considerar 7ue deve e:istir um meio termo, 7ue, infelizmente, provoca se%re%ação ou constran%imento, 7uando se disponibilizam espaços especiais. Talvez esse se9a o Nnus da 7uestão. =s 7uesitos de certificação, 7ual7uer 7ue se9a a t>cnica adotada, deve servir apenas como um parAmetro 7ue irá balizar um pro9eto, da mesma forma 7ue o atendimento a uma le%islação. Vuando se menciona acessibilidade está se referindo a um con9unto de conceitos onde
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ssim, a lista de itens a serem avaliados passa a ser bem maior, como

se sela em consideração a possibilidade da pessoa portadora de necessidades especiais locomover)se com se%urança. para serem suplantadas. s normas não devem apenas servir para serem cumpridas, e sim,

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5. REFERHNCIAS BIBLIOGR@FICAS SS=&K \]= F* SK!$K* D$ /=*# S T$&/K& S. NBR IJ5J. cessibilidade de

Pessoas Portadores de DeficiBncias a $dificaç8es, $spaço, #obiliário e $7uipamentos 'rbanos. &omprehensive ssessment SGstem for Fuildin% $nvironmental $fficiencG CASBEE for /eI

&onstruction ) Technical #anual 0--5 $dition Dischin%er, #.. Promovendo acessibilidade espacial nos edif;cios p"blicosM Pro%rama de cessibilidade Cs Pessoas com DeficiBncia ou #obilidade *eduzida nas $dificaç8es de 'so P"blico . #arta Dischin%er, Qera Helena #oro Fins $lG, Sonia #aria Demeda 3roisman Piardi. T (lorian4polis M #PS&, 0-20. 2S2 p.M il., tabs., mapas !K# , +oão demar de ndrade, !'& S, $duardo ra"9o, /$T=, (rancisco (ernandes da

&unha, D'D , 3lauco (eitosa. A5=*i(! +! A'!((i)i*i+,+! , P"0+i1( PK)*i'1( +! C,?Ai5, G",5+! '1? B,(! 5, ABNT N)" IJ5J. $nP & T $ncontro de Produção cadBmico)&ient;fica, R e 1 de novembro de 0--H) (acisa T (&#. Q S&=/&$!!=S, Featriz &unha, #=TT , na !"cia Torres Seroa da. I5+i',+1"!( +!

S;( !5 ,)i*i+,+! !? E+i-i',./!(. KQ &on%resso /acional de $:celBncia em 3estão. /iter4i *+. $m ,2 de 9ulho, -2 e -0 de a%osto de 0--R.

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