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SISTEMAS DE TUTORIA EM TEMPOS DE WEB 2.

0

Prof.ª Eguimara Selma Branco1
2
Prof. Everaldo Silveira

Resumo:

O presente artigo surge da necessidade de discutirmos os diferentes
papéis atribuídos aos professores que atuam como tutores nos processos
atuais de Educação a Distância (EaD). Começamos trazendo algumas
concepções atribuídas ao termo "tutoria" ao longo da história, e de como
as novas tecnologias de informação e comunicação modificaram as
relações de aprendizagem, possibilitando, dessa forma, ressignificar a
Educação a Distância como uma modalidade capaz de aproveitar ao
máximo a inserção tecnológica da sociedade informacional. A partir deste
contexto, falamos da EaD e de diferentes ambientes virtuais de
aprendizagem, do uso das diferentes mídias, da evolução da internet e da
web 2.0. Concluímos, propondo uma reflexão da necessidade de se criar
redes de aprendizagem e de ressignificar o papel do professor, uma vez
que cabe a ele habitar e educar nos diferentes ambientes virtuais.

Palavras-chave: Educação a distância; tutoria; web 2.0.

Breve história da evolução das tecnologias

Para Simondon apud Kenski (2003) o homem se diferenciou das
demais espécies animais a partir do momento em que utilizou os recursos
da natureza em benefício próprio. Ossos, galhos, pedras e troncos, foram
transformados em ferramentas e com esses materiais o homem começava
a compensar a sua fragilidade física diante dos demais animais. Frágil em

1
Mestranda em Educação – Educação Matemática pela Universidade Federal do Paraná, professora PDE 2009
da rede estadual de ensino - eguibranco@gmail.com
2
Mestre em Educação – Educação Matemática, Professor do Departamento de Matemática da Universidade
Estadual do Centro-Oeste/Irati - derelst@hotmail.com
relação a eles precisava de equipamentos para se abrigar dos fenômenos
e inimigos naturais, se protegendo, com isso, da ação direta natureza.
Através do tempo esses seres foram evoluindo socialmente e
aperfeiçoando as ferramentas e utensílios, essas culturas foram
consolidando costumes, crenças e hábitos sociais transmitidos de geração
a geração. Assim, “a evolução social do homem, confunde-se com as
tecnologias desenvolvidas e empregadas em cada época”. (KENSKI, 2003
p. 20,).
Sendo assim, podemos observar que a tecnologia não é uma
novidade, ela existe desde os tempos do homem primitivo, “o homem
transita culturalmente mediado pelas tecnologias que lhe são
contemporâneas. Elas transformam suas maneiras de pensar, sentir, agir.
Mudam também suas formas de comunicação e de adquirir
conhecimentos.” (KENSKI, 2003, p. 21).
Existem vários tipos de tecnologias, entre elas, as chamadas
“tecnologias da inteligência” que seriam “construções internalizadas nos
espaços da memória das pessoas e que foram criadas pelos homens para
avançar no conhecimento e aprender mais.” (LEVY, apud KENSKI, 2003,
p.21). Articuladas a essas tecnologias, temos as tecnologias da
comunicação e da informação que, por meio de seus recursos, permitem o
acesso e a veiculação das informações em todo mundo.
As possibilidades de comunicação e de interação oportunizadas por
essas novas tecnologias trouxeram ao homem outras maneiras de viver,
de trabalhar e de se organizar socialmente. Computadores, internet,
celulares, caixas bancários, cartões de crédito, redes, etc., possibilitam
aos usuários, criar, distribuir, receber, consumir e digerir diferentes
informações. Podemos dizer que hoje, vivemos em uma “nova era” onde
os nativos digitais3 sentem-se muito a vontade ao conversar com amigos
pelo celular ou internet, acessar sítios, receber todos os tipos de

3
Idéia de Mark Prensky, para este autor os nativos digitais se criaram com a TV ligada, controle remoto, celular
e computador na mão. Ver: http://www.marcprensky.com/writing/,
informação, interagir com naturalidade utilizando ferramentas que há
vinte anos eram desconhecidas da maioria das pessoas.
O movimento causado pelas tecnologias da informação e
comunicação é muito rápido. Santaella (2004) defende que, com o
crescimento tecnológico, as redes e comunidades virtuais têm crescido e
se modificado de tal maneira a produzir uma nova forma de cultura: a
cultura do ciberespaço ou cibercultura (Lévy, 2000, Santaella, 2004).
Essa nova cultura abre espaço para uma nova fase, a fase da linguagem
hipermídia (escrita, visual e sonora), que se dá por meio do hipertexto,
dos softwares, dos ambientes virtuais, da tv digital e das rádios online.
O universo virtual das redes tem se alastrado tão
exponencialmente por todo o planeta a ponto de produzir a
emergência de uma nova forma de cultura, a cultura do
ciberespaço ou cibercultura (...) a saber, a da hipermídia como
linguagem. (SANTAELLA, 2005, p. 390).

Agregado a tudo isso, nos dias de hoje, wikis4, blogs5, podcasts6 e
7
redes sociais fazem parte do cotidiano de boa parte dos usuários da
rede. Essas possibilidades de uso estão ditando tendências e dando novos
rumos aos aplicativos baseados na web, bem como, à educação. Em se
tratando da Educação a Distância, esses recursos abrem novas
possibilidades para se pensar essa modalidade e também o papel do
professor que atua diretamente nesses espaços.

Professor x tutor: contexto geral

A partir das pesquisas de Belloni (2001), Moore e Kearsley (2007), é
possível observar que, em cursos virtuais, é na figura do professor tutor

4
Ferramenta online para escrita colaborativa. Ver: http://pt.wikipedia.org/wiki/Wiki, acesso em 25/jul/2009.
5
Espaço online, cuja estrutura permite a atualização rápida a partir de acréscimos dos chamados “posts". Ver:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Blogs, acesso em 25/jul/2009.
6
Forma de publicação de arquivos de mídia digital, normalmente áudio. Ver:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Podcasting, acesso em 25/jul/2009.
7
Comunidades virtuais com o objetivo de ajudar seus membros a criar novas amizades e manter relacionamento,
exemplo: Orkut, Facebook, entre outros.
que reside a maior “cobrança” do processo. Mas, qual o papel desse
professor nessa modalidade de educação?
Se buscarmos na história, encontramos as primeiras aproximações
entre os termos professor e tutor a partir de Aristóteles8 que, aos 10 anos
de idade, perdeu os pais e a partir dessa data foi educado por um tutor.
9
No dicionário online , buscando a palavra professor encontramos
do latim professore, como aquele que ensina, mestre, lente. No mesmo
dicionário, buscando a significação para a palavra tutor vem também do
latim tutore e significa indivíduo encarregado legalmente de tutelar
alguém, protetor, defensor.
A compreensão da origem do termo tutor pode esclarecer a noção
que se tinha da função do profissional tutor do ponto de vista tradicional
da EaD. Nesses casos, era comum alimentar a idéia de que o tutor dirigia,
orientava e apoiava a aprendizagem dos alunos, mas não se envolvia com
os conteúdos. Nessa mesma perspectiva, assumiu-se a postura de que os
materiais seriam auto-instrutores, ou seja, esses materiais deveriam
ensinar sozinhos, cabendo ao tutor apenas acompanhar e incentivar o
processo. (LITWIN, 2001). Portanto, enquanto “ensinar” era o mesmo que
“transmitir” informações, caberia ao tutor apenas garantir o
cumprimento dos objetivos, servindo de apoio ao programa (LITWIN,
2001).
A partir do desenvolvimento da EaD, reconfiguram-se então os
papéis desses atores nos processos que envolvem o ensino e a
aprendizagem nesta modalidade. E assim, ressignifica-se o papel do tutor.
Para Mill et al (2007, p. 2), “entre as denominações atribuídas a este
docente percebemos tutor virtual, tutor eletrônico, mentor, tutor
presencial, tutor de sala de aula, tutor local, orientador acadêmico,
animador e diversas outras.” Na verdade, o que caracteriza este
trabalhador é a sua função de acompanhar os cursistas nos processos de

8
Personalidades, disponível em http://www.e-escola.pt/ acesso em 25/jul/2009.
9
Dicionário online, disponível em http://www.priberam.pt/ acesso em 25/jul/2009.
aprendizagem e isso se dá pela intensa mediação tecnológica. De maneira
geral, os conhecimentos necessários a um tutor não são diferentes dos
indicativos que um bom professor precisa, ou seja, compreender a
estrutura do assunto que vai ensinar, da organização do espaço do curso,
ter claros os objetivos e o planejamento. Por fim, percebemos que,
(...) não há diferença entre professor que atua presencialmente
ou a distância. Parte-se do princípio de que ambos devem ter
características básicas necessárias ao desempenho do papel
docente, isto é, devem tomar como premissa a vontade de
compartilhar um determinado conhecimento com um grupo de
alunos e, para tanto, sua atenção deve ser centrada na
aprendizagem, de modo a estruturar uma proposta pedagógica
que inclua aspectos relevantes como o meio comunicacional, a
metodologia, entre outros. (MAIA apud BORBA, 2007, p. 33)

Assim, é possível dizer que o professor que atua em cursos
presenciais, pode também atuar em cursos a distância, no entanto, além
de ter o conhecimento da sua prática docente, dos processos de ensino e
aprendizagem que envolvem sua disciplina, este “novo professor”, precisa
também adequar-se ao ambiente e à metodologia de trabalho nos
processos a distância, que são diferentes daqueles existentes em salas
presenciais. Para isso, precisa conhecer e saber utilizar os recursos
disponíveis das tecnologias digitais para melhor explorar suas
especificidades e garantir o alcance dos objetivos do ensino oferecido.
(KENSKI, 2003, p.89)

Ser professor em tempos de Web 2.0

Em 2004, o termo Web 2.0 foi apresentado pela primeira vez por
Tim O’Reilly10 para definir aplicativos utilizados na rede, que
aproveitavam a inteligência coletiva dos usuários, propondo uma
experiência de uso parecida com os desktops, na qual os softwares são
disponibilizados na internet como um serviço, tendo a web como uma
plataforma. Esse modelo prima pela interatividade, portanto, os usuários

10
Ver: http://oreilly.com/web2/archive/what-is-web-20.html, acesso em 25/jul./2009.
deixam de ser consumidores e passam a ser também produtores de
conteúdo.
Enquanto no modelo antigo, conhecido como “Web 1.0” o usuário
era apenas um expectador em uma página, na “Web 2.0”, além de poder
ler e apreciar o material exposto, ele passa a ser, também, autor,
acrescentando opiniões e conteúdos. Nessa participação ele pode
modificar e (re) criar conteúdos, ou seja, interagir na página, passando de
uma posição passiva a uma posição participativa. Nesse modelo, o
armazenamento ou processamento de conteúdos e informações tende a
deixar de ser local, e os dados migram para servidores online que podem
ser acessados em/de qualquer lugar. O privado torna-se público.
Arquivos, compromissos, agenda, lista de favoritos, tudo é compartilhado
na rede, tornando-se acessível independentemente do local em que o
usuário se encontre. A Web 2.0, pressupõe a interação e a socialização
por meio de redes de relacionamento, e de atualização constante das
tecnologias disponíveis.
Para Cobo e Pardo citados por Carvalho (2008), a educação é uma
das áreas mais beneficiadas com o surgimento das novas tecnologias
relacionadas à Web 2.0. Nesse caso torna-se fundamental aos educadores
conhecer e aproveitar os dispositivos digitais que abrem novas
possibilidades para o campo educacional. Segundo Carvalho, alguns
autores já usam o termo “aprendizagem 2.0” para designar a educação na
Web 2.0 e defendem que um dos principais benefícios destas novas
aplicações na web, seria a cooperação entre os pares, além de que estas
ferramentas estimulam a experimentação, a reflexão e a geração de
conhecimentos individuais e coletivos, favorecendo a construção de um
ciberespaço de inter criatividade que contribui para criar um espaço de
aprendizagem coletiva. Dentre essas principais “novidades”,
descreveremos sucintamente algumas.
Os blogs, antes espaços para publicações pessoais, na Web 2.0
tornam-se espaços para debates, discussões e anotações de aula, com
aberturas a comentários.
Também na web 2.0 propagam-se os podcasts que são arquivos em
áudio utilizados para divulgar opiniões, entrevistas, música ou
informações disponíveis online pela internet. Alunos e professores podem
gravar seus próprios programas e distribuí-los na forma de MP3, os quais
podem ser baixados para serem escutados em mp3 players.
Para visualização desses recursos (blogs e podcasts), pode-se
utilizar um agregador RSS11 e receber diariamente avisos de atualização
automática desses conteúdos da web. A tecnologia RSS permite aos
usuários se inscreverem em sites que fornecem feeds12. Feeds são
páginas da web em um formato diferente, que contém uma versão
resumida das informações publicadas em sites de notícias ou blogs. Por
exemplo, uma pessoa que acessa a web diariamente, perde muito tempo,
carregando as páginas dos sites que tem hábito de ver. Por meio do RSS,
essa pessoa recebe em uma única página um resumo instantâneo de
todas as notícias, sites e blogs previamente cadastrados, sem precisar
acessá-los um a um. Para que possa ler os conteúdos de um Feed é
necessário se utilizar de um agregador. Agregadores são os programas
que organizam os feeds para os usuários. Funcionam semelhantes a um
correio eletrônico, ou seja, cada vez que alguém publicar ou postar
novidades, o agregador mostra ao leitor essas novas publicações.
Um exemplo de agregador online é o Google Reader. (Fig.1)

11
Really Simple Syndication. Ver: http://pt.wikipedia.org/wiki/RSS , acesso em 25/jul/2009.
12
O termo Feed vem do verbo em inglês "alimentar". Ver: http://pt.wikipedia.org/wiki/Feed, acesso em
25/jul/2009.
Resumo
atualizado
dos feeds.

Inscrições dos feeds dos
sites preferidos.

Fig.1 Google Reader com feeds agregados
Fonte: Google Reader

Ainda citando novidades da web 2.0, segundo Menta (2009), não
podemos deixar de apresentar as produções colaborativas, criadas a
partir da linguagem wiki13. O Wiki é um software online que permite ao
usuário editar coletivamente documentos hipertextuais e publicá-los em
tipos específicos de páginas da Internet. O diferencial entre um wiki e
uma página da internet é certamente o fato de poder ser editado pelos
usuários que por eles navegam. Assim o conteúdo é atualizado graças à
coletividade. Um exemplo disso é a Wikipédia14 (fig.2),
uma enciclopédia colaborativa multilíngüe livre e online, escrita por
várias pessoas comuns de diversas regiões do mundo. A enciclopédia sem
fins lucrativos é gerida e operada pela Wikimedia Foundation15, uma
organização beneficente, sem fins lucrativos, dedicada ao incentivo,
produção, desenvolvimento e distribuição de conteúdo baseados em
projeto wiki.

13
Ver: http://pt.wikipedia.org/wiki/Wiki, acesso em 26/jul./2009
14
Ver: http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikipédia, acesso em 26/jul./2009.
15
Ver: http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikimedia, acesso em 26/jul./2009.
Fig.2 Página da Educação Matemática na Wikipédia.
Fonte: Wikipédia

Ainda em se tratando de possibilidades da Web 2.0, também são
16
muito populares as redes sociais. Dentre elas, podemos citar: o Orkut ,
o Twitter17, o MySpace18 e o Facebook,19 que propiciam diversas formas
de interação e comunicação por meio de vários recursos, ou o Second
Life20, onde os usuários existem virtualmente, e por meio de um avatar –
personagem criado para sua representação dentro do ambiente –
projetam-se para dentro de um espaço virtual, onde interagem, discutem,
participam, assistem palestras e exploram diferentes locais.
Vale lembrar também sites como: o Flickr21 que disponibilizam
álbum de fotos ou imagens online; o Youtube22 que permite que os
usuários da web carreguem e compartilhem vídeos em formato digital; o

16
Rede social com o objetivo de ajudar seus membros a criar novas amizades e manter relacionamentos. Ver:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Orkut, acesso em 25/jul./2009.
17
Rede social e servidor para microblogging que permite aos usuários que enviem e leiam atualizações pessoais
de outros contatos. Ver: http://pt.wikipedia.org/wiki/Twitter, acesso em 26/jul./2009.
18
Rede social que utiliza web para comunicação online através de uma rede interativa de fotos, blogs e perfis de
usuário. Ver: http://en.wikipedia.org/wiki/MySpace, acesso em 25/jul./2009
19
Site de relacionamento social. Ver: http://pt.wikipedia.org/wiki/Facebook, acesso em 25/jul./2009.
20
Ambiente virtual tridimensional que simula em alguns aspectos a vida real e social do ser humano. Ver:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Second_Life, acesso em 25/jul./2009.
21
Site da web para compartilhamento de fotos e imagens. Ver: http://www.flickr.com/, acesso em 26/jul./2009.
22
Site que permite que seus usuários carreguem e compartilhem vídeos em formato digital. Ver:
http://www.youtube.com, acesso em 26/jul./2009.
23
Google Docs que é um pacote de aplicativos do Google que funciona
online, para acesso a um editor de texto, planilha ou apresentação de
slides; o Dipity24, uma plataforma online para disponibilizar informações
por vídeos, fotografias, mapas e links, tudo em formato de uma linha do
tempo; o Slideshare25 que permite o compartilhamento de apresentações
26
de slides online; e, finalmente, o Scribd , que possibilita disponibilização
de textos em livros virtuais (BLOG OFICIAL DA EQUIPE ESCOLABR,
2009).

Concluindo

Até aqui trouxemos um breve resumo de alguns dos inúmeros
recursos disponíveis na web. Porém, cabe salientar que defendemos
conforme Voigt, que o “acento não está na tecnologia, mas na nova forma
de utilização da Internet.” (VOIGT, 2007, p.2).
A Web 2.0 é caracterizada pela intensa participação e pelo efeito de
rede. Nós educadores, precisamos também aprender a utilizá-la para
então criarmos redes, e nesse caso, redes de aprendizagem.
Defendemos ainda que cabe ao professor habitar e educar esses
ambientes virtuais e em se falando de Educação a Distância, os
professores precisam estar atentos aos movimentos, ao design, às
aprendizagens, aos fazeres, aos saberes e seres que habitam esses
espaços. Ao atentar aos saberes, é preciso ainda preocupar-se com as
informações disponíveis, com as questões que os alunos trazem, e aquelas
que estão por toda a web.
São inúmeros os desafios que encontraremos pela frente, mas
precisamos decidir entre “sermos professores ou simplesmente tutoriar
os alunos; entre visitar ou habitar os ambientes virtuais; entre informar
23
Pacote de aplicativos do Google que funciona online. Ver: http://pt.wikipedia.org/wiki/Google_Docs, acesso
em 26/jul./2009.
24
Ver: http://www.dipity.com/, acesso em 26/jul./2009.
25
Ver: http://www.slideshare.net/, acesso em 26/jul./2009.
26
Ver: http://www.scribd.com/, acesso em 26/jul./2009.
ou educar; entre apenas ensinar ou sermos aprendizes/pesquisadores”
(SCHERER, 2003, p.6).
Toda essa discussão trata de uma nova cultura digital, que permite
uma desenvoltura diferente aos professores que atuam em cursos a
distância, seja na apreensão, no desenvolvimento e/ou aplicação da
informação, nas estratégias pedagógicas dos ambientes virtuais nas
preocupações com a usabilidade, com a interface e com o domínio das
ferramentas. Precisamos, porém, inserir elementos que consolidem a
formação de redes, de uma cultura digital que propicie o uso pleno dos
inúmeros dispositivos existentes hoje na Web 2.0, para que, finalmente,
estes recursos sejam aplicados de fato em favor da educação
(CARVALHO, 2008, p. 8).

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