TERRA LIVRE

PARA A CRIAÇÃO DE UM COLECTIVO AÇORIANO DE ECOLOGIA SOCIAL

BOLETIM Nº12 SETEMBRO DE 2009

- ECOLOGIA PROFU DA – UM OVO RE ASCIME TO - AMBIE TE EM PERÍODO ELEITORAL - A TORTURA E A MORTE COMO PRAZER

ECOLOGIA PROFUNDA – UM NOVO RENASCIMENTO

Autor:Fritjof Capra Hoje estamos diante de uma série de problemas globais que prejudicam a biosfera e a vida humana de maneiras tão alarmantes que logo podem se tornar irreversíveis. Chegamos a esse estágio, face o paradigma que configurou a sociedade ocidental e influenciou o resto do mundo. Esse paradigma, consiste em uma série de ideias e valores entre eles a visão do Universo como um sistema mecânico composto de estruturas elementares, a visão do corpo humano como uma máquina, a visão da vida em sociedade com uma luta competitiva pela existência, a crença no progresso material ilimitado a ser alcançado pelo crescimento económico e

O ambientalismo superficial é antropocêntrico. Vê o homem acima ou fora da natureza, como fonte de todo valor, e atribui a natureza um valor apenas instrumental ou de uso. A Ecologia Profunda não separa do ambiente natural o ser humano nem qualquer outro ser. Vê o mundo como uma teia de fenómenos essencialmente inter-relacionados e interdependentes. Ela reconhece que estamos todos inseridos nos processos cíclicos da natureza e somos dependentes deles.

tecnológico e por último a crença de que uma sociedade na qual a mulher é em toda a parte subordinada ao homem segue uma lei básica da Natureza. Esses valores estão perdendo a força e o novo paradigma que pode ser chamado de visão holística do mundo, vê o mundo como, um todo integrado e não como uma reunião de partes dissociadas. Também pode ser chamado de visão ecológica, se o termo "ecológico" for usado em sentido amplo e profundo. Este sentido amplo e profundo do ecológico está associado a uma escola filosófica e a um movimento global radical, conhecido como "Ecologia Profunda". Finalmente a consciência ecológica profunda é espiritual ou religiosa. Uma vez que o conceito de espírito humano é entendido como o modo de consciência no qual o indivíduo sente-se

conectado com o cosmos enquanto um todo, torna-se claro que a consciência ecológica é espiritual em sua essência mais profunda. Não surpreende portanto, seja coerente com a chamada "Filosofia perene" das tradições espirituais - quer estejamos nos referindo à espiritualidade dos

místicos cristãos, dos budistas, ou a filosofia e cosmologia subjacentes às tradições dos nativos americanos. Toda a questão de valores é crucial para a ecologia profunda, ela é de fato a característica central que a define, ela baseia-se em valores egocêntricos (isto é, centrados na Terra) É uma visão do Mundo que reconhece o valor inerente da vida não-humana. Todos os seres são membros de Oikos-Lar Terreno, a comunidade une-se numa rede de interdependências, Quando essa percepção tornar-se parte da nossa consciência quotidiana, um sistema ético radicalmente novo emergirá. Tal ética ecológica faz-se urgente hoje,

contaminando o meio ambiente, biólogos criando novos e desconhecidos microrganismos sem saberem as consequências, psicólogos e outros cientistas torturando animais em nome do progresso cientifico. Por fim a visão de que os valores são inerentes a toda a Natureza viva está fundada na experiência ecológica profunda, ou espiritual, de que a Natureza e o EU são um só. Essa expansão do EU até chegar à identificação com a Natureza é o fundamento da ecologia profunda conforme reconheceu claramente Arne Naess: "O cuidado ocorre se o EU se expandir e se aprofundar-se de maneira que a protecção da Natureza seja sentida e concebida como protecção a nós mesmos."
Fonte:
http://www.nodo50.org/insurgentes/textos/ecoprofunda/03n ovorenascimento.htm

especialmente na ciência, já que a maior parte do que os cientistas estão fazendo não é no sentido de promover e preservar a vida mas, destrui-la.Com físicos criando sistemas armamentistas que

ameaçam varrer a vida do Planeta, químicos

AMBIE TE EM PERÍODO ELEITORAL Há alguns anos a palavra ambiente era usada pelos políticos de todo o espectro partidário para ornamentar os seus discursos e os programas eleitorais. A provar o que escrevemos, abaixo, apresentamos um quadro elaborado com base numa pesquisa aos programas eleitorais de alguns partidos políticos efectuada por João Soares, autor do blogue “bioterra”. Depois do seu desgaste devido ao uso e abuso de que foi alvo, o vocábulo deu lugar a outros como sustentável ou sustentado, sendo a sua utilização mais intensa quanto mais destruidores do Partido coligação Termo(s) Conservação da Natureza Biodiversidade Alterações Climáticas Educação Ambiental Agenda 21 Agricultura Biológica 1 2 3 ou CDU PS BE

ambiente e dos recursos naturais são os projectos a implementar.

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Não vamos analisar estes resultados, contudo não poderíamos deixar passar sem referir o facto da educação ambiental não merecer qualquer

referência. Se a nível nacional é o que se vê, aquela, Aproveitando-se da crise que assola o mundo, os políticos de serviço já nem precisam de iludir os mais distraídos e quase dispensaram o nos Açores, tem vindo a ser

desincentivada e terá os seus dias contados. Com efeito, todas as promessas feitas, pelo partido que suporta o governo, de reforço da educação ambiental, através da implantação de pelo menos uma ecoteca por concelho (investimento anual de cerca de um milhão de euros) (*) foram colocadas

embelezamento dos seus textos com termos associados ao ambiente.

no caixote do lixo da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar.

Por último, não poderíamos deixar passar sem um comentário as declarações de alguns autarcas de elogio a todas as pessoas e associações idóneas e credíveis que têm trabalhado em prol do ambiente e dos direitos dos animais.

Vindo de quem pouco ou nada faz pelo ambiente e pelo direito dos animais, a não ser a promoção ou apoio a touradas onde elas nem tradição são, estes elogios fazem-nos lembrar os regimes totalitários que também gostam da participação dos cidadãos, não na tomada de decisões, mas sim através da aceitação acrítica e no aplauso das decisões pelos Por falarmos em caixote do lixo, parece-nos que a falta de esforço na implementação da recolha selectiva está associada à intenção de algumas autarquias e agora de alguns membros do governo de optar pela queima de resíduos sólidos. Assim sendo, nunca teremos na Região uma gestão eficaz de resíduos que, em vez de ter como objectivo primeiro a criação de um negócio para os mesmos do costume, tenha como prioridades a participação efectiva dos cidadãos, o apoio à redução e à reutilização, o tratamento da componente orgânica e a descentralização. Será por mero acaso que, em período eleitoral, temos assistido a silêncios cúmplices de quem se auto intitula de ambientalista? (*) Ver: Fórum 2013. Açores ilhas de Futuro, p. 19 TB dirigentes tomadas.

A TORTURA E A MORTE COMO PRAZER

O Regresso da Caça à Baleia aos Açores
A 21 de Agosto de 1987, depois de três anos de interregno os baleeiros das Lajes do Pico caçaram um cachalote de 20 toneladas e 15 m de comprimento, a cerca de 15 milhas da costa.

Grupo “Luta Ecológica” com sede em Angra do Heroísmo e que era dinamizado por José Alberto Lopes, Paulo Borges, Rogério Medeiros e Teófilo Braga.

Passados 22 anos, por intermédio de um exgovernante amaralista, defensor acérrimo da sorte de varas e dos touros de morte, ressurge a peregrina ideia de retomar a caça à baleia nos Açores. Até ao momento, a sua proposta já conta com os adeptos do costume, isto é, daqueles que defendem ser necessário debater serenamente a questão, dos que acham que é possível conciliar a observação de cetáceos com a sua matança, sem qualquer justificação de carácter económico, social, religioso ou ecológico e mais dia, menos dia surgirão aqueles que do alto da sua cátedra virão dizer que a observação de cetáceos tal como

Assim terminou, sem ter trazido quaisquer problemas para a economia regional, uma indústria que nos últimos anos sobrevivia à custa dos impostos de todos nós. Com efeito, sobretudo depois da directiva europeia 348/81 que proibia a importação de todos os produtos derivados de cetáceos no espaço da Comunidade Económica Europeia, a exportação de óleo só era possível mediante auxílio financeiro que o Governo Regional dos Açores prestava.

Vivia-se, na altura, no auge do amaralismo e tal como agora eram poucas as pessoas que tinham a coragem de abertamente manifestar a sua opinião. Nos primeiros anos da década de oitenta do século passado, além de uma ou outra voz que a título individual se fizeram ouvir, duas pequenas entidades manifestaram-se contra a continuidade da caça à baleia nos Açores: o Núcleo Português de Estudos e Protecção da Vida SelvagemDelegação dos Açores, sedeado em Vila Franca do Campo e que tinha como principais dinamizadores Duarte Soares Furtado e Gerald le Grand, e o

se faz actualmente não satisfaz os mesmos e que estes divertem-se à brava se, para além de serem importunados, houver derramamento de sangue.

Terminaríamos, acrescentando que este assunto, tal como outros que são indício de um retrocesso civilizacional, como a tortura quer estejam em causa seres humanos ou outros animais, não merece qualquer debate.

A tortura e a morte para satisfazer a mente doentia de uns poucos não se debatem. Combatem-se. JS

ASSOCIAÇÕES E BLOGUES AMBIENTALISTAS E DE DEFESA DOS ANIMAIS DOS AÇORES

Açores Melhores sem Maus Tratos aos Animais
http://acoresmelhoressemmaltratosanimais.blogspot.com/

Amigos dos Açores - associação Ecológica
http://www.amigosdosacores.pt/

Amigos do Calhau - associação ecológica pela defesa da natureza do ambiente e do património
http://amigoscalhau.blogspot.com/

Arquipélago dos Animais - colectivo de defesa dos direitos dos animais
http://arquipelagodosanimais.blogspot.com/

Azórica
http://www.azorica.org/

Gê- Questa
http://ge-questa.blogspot.com/

TERRA LIVRE- CAES
http://terralivreacores.blogspot.com/