Hino: A nós descei, Divina Luz. Estrib.: /: A nós descei, Divina Luz!

:/ - /: Em nossas almas acendei - O amor, o amor de Jesus.:/ 1. Sem Vós, Espírito Divino, / Cegos, só podemos errar /: E, do mais triste desatino :/ No mais profundo abismo, / Sem fim, sem fim penar. 2. O negro inferno nos faz atroz guerra, / Contra nós arma o mundo sedutor; / Tudo é para nós perigo nesta terra, / Sois Vós, sois Vós, nosso Libertador! V. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado. R. E renovareis a face da terra. ORAÇÕES INICIAIS Oremos. Ó Deus, que ensinais os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, concedei-nos que, pelo mesmo Espírito, compreendamos o que é reto e gozemos sempre de sua consolação. Por Cristo Nosso Senhor. Amém. V. Orvalhai do alto, ó céus, e as nuvens chovam o Justo. R. Abra-se a terra e germine o Salvador. Oremos. Despertai-nos, Senhor, o coração para prepararmos o caminho do Vosso Filho, a fim de que, purificados por sua vinda, sejamos dignos de servir-vos. Vós, que, sendo Deus, viveis e reinais, com Deus Pai, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos. Amém. ORAÇÕES FINAIS 1. Eterno Pai, eu vos ofereço para vossa honra e glória e para minha salvação, os sofrimentos da Santíssima Virgem e de São José na longa e penosa jornada de Nazaré a Belém, e a angústia de seus corações por não acharem onde hospedar-se, quando se aproximava o nascimento do Redentor do mundo. Glória ao Pai. 2. Eterno Pai, eu vos ofereço para vossa honra e glória e para minha salvação, o presépio em que Jesus Cristo nasceu, as palhinhas que Lhe serviram de berço, o frio que sofreu, as mantilhas em que foi envolvido, as lágrimas que derramou e os seus termos gemidos. Glória ao Pai.

3. Eterno Pai, eu vos ofereço para Vossa honra e glória e para minha salvação, a humildade, mortificação, paciência, caridade e todas as virtudes de Jesus Menino e vos agradeço, amo e bendigo constantemente por este inefável mistério da Encarnação do Verbo Divino. Glória ao Pai.

2

1° - Dia: A Família

I - Leitura do Santo Evangelho segundo S. Lucas (Lc. I, 5-15): "No tempo de Herodes, rei da Judéia, houve um sacerdote, chamado Zacarias, pertencente à classe de Abias. Sua esposa, descendente de Aarão, chamava-se Isabel. Ambos eram justos diante de Deus, caminhando irrepreensivelmente em todos os mandamentos e preceitos do Senhor. Não tinham filhos, porque Isabel era estéril e ambos se achavam em idade avançada. Quando, certa vez, Zacarias desempenhava suas funções sacerdotais, diante de Deus, na ordem de sua classe, coube-lhe por sorte, segundo o costume estabelecido para as funções sagradas, entrar no templo do Senhor para oferecer incenso. À hora do incenso, enquanto toda a multidão do povo se encontrava do lado de fora, rezando, apareceu-lhe o anjo do Senhor, de pé, à direita do altar do incenso. Ao vê-lo, Zacarias perturbou-se e encheu-se de temor. Mas o anjo lhe disse: Não tenhas receio, Zacarias. Tua oração foi ouvida. Isabel, tua esposa, te dará um filho, a quem porás o nome de João. Encherá teu coração de prazer e de júbilo e muitos se alegrarão com seu nascimento, pois será grande diante do Senhor.” II - Temas para reflexão Zacarias e Isabel constituíam uma família de justos, tementes a Deus, obedientes a seus mandamentos (v. 6), rezavam (v. 13) e, embora não tivessem, desejavam ardentemente ter filhos. (vv. 7 e 13).
3

Reflitamos sobre a grandeza da família cristã: a) Diante de Deus: é Santa: 1. Porque Deus é seu autor e modelou-a sobre o mistério da sua vida divina. 2. Porque Deus faz da família o teatro da sua mais alta manifestação ao mundo visível: a alma imortal de cada homem. 3. Porque espelha o mistério da união de Cristo com a Igreja (Ef. 5). 4. Porque Jesus a santificou: com seu nascimento em Belém; com a sua presença em Nazaré; em Caná; com a sua Redenção, elevando o matrimônio à dignidade de sacramento; com seus preceitos, restaurando-a no plano primitivo. 5. Porque a família é um templo onde Deus se compraz ser glorificado: - na vida de fé que nela se vive, - nas virtudes que nela se praticam, -nas orações que nela se rezam. Atentam ao alicerce natural da família: 1. Os que impedem a procriação dos filhos. Frustram o fim primário do matrimônio. É o triunfo do egoísmo que receia enfrentar riscos e sacrifícios. 2. Os que matam o feto no ventre materno ou causam o aborto. Trata-se de homicídio que Deus punirá (Gen. 4,10). 3. Os que traem a fidelidade conjugal. É injustiça, desonra, túmulo do amor. 4. Os divorcistas, que pretendem dissolver o que Deus uniu (Mt. 19,6). b) Em ordem à sociedade. A família é o princípio da sociedade: 1. É a família que fornece os membros à sociedade. 2. Na sua base, o Estado compõe-se de famílias. 3. A sociedade espelha o vulto da família: sadia, se a família for sadia; corrupta, se a família for corrupta. Ill - Oração do dia V. Iluminai-nos, Senhor, com o exemplo de vossa família. R. E dirigi nossos passos no caminho da paz. Oremos. Senhor Jesus Cristo que, por vossa submissão a Maria e José, consagrastes a vida doméstica pela prática de inefáveis virtudes, fazei que, auxiliados pelos dois, sejamos instruídos com os exemplos de vossa Santa Família e cheguemos a participar da eterna felicidade. IV-Práticas sugeridas: - Que os membros da família se preparem para o Natal mediante uma boa confissão.
4

- Conseguir que um casal unido só civilmente ou amasiado se prepare para receber o matrimônio. - Visitar uma família necessitada e ver o que pode fazer em seu favor. V- Canto final: Jesus, Maria, São José 1. Jesus, Maria, S. José, - Pobres também aos olhos do mundo! - O Trindade de Nazaré! - Digna do respeito mais profundo! Estrib.: Cantemos-lhe louvor, - Juremos-lhe amor - Na dor ou na alegria. Soldados de Jesus, - Marchemos sob a cruz - Com São José e Maria! 2. Jesus, Maria, S. José, - Protegei-nos na dor da vida! - Conforto sois da nossa fé, - Na lida e guerra mais renhida. 3. Jesus, Maria, S. José, - Tentando-nos do mundo o gozo, - Queremos ter em Nazaré, - Vitória contra o mar raivoso.

5

2° - Dia: São João Batista

I - Leitura do Santo Evangelho segundo S. Lucas (Lc. III, 3-9): "E (João) percorreu todo o vale do rio Jordão, pregando um batismo de penitência, para a remissão dos pecados, conforme está escrito no livro das profecias do profeta Isaías: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas. Todo vale será cheio, todo monte e colina será nivelado, os caminhos tortuosos serão retificados; os ásperos, aplanados; e toda criatura verá a salvação de Deus. E João dizia às multidões que vinham para serem balizadas por ele: "Raça de víboras, quem vos ensinou que escapareis da cólera que se aproxima? Fazei, portanto, dignos frutos de penitência, e não comeceis a dizer: Temos por pai Abraão, porque eu vos declaro que Deus pode destas pedras suscitar filhos de Abraão. O machado já está posto à raiz das árvores. Toda árvore que não produzir bom fruto será cortada e lançada ao fogo." II - Temas para reflexão João Batista é um dos personagens que dominam a Liturgia do Advento. Foi o Precursor quem preparou o caminho de Jesus para a grande manifestação pública. Foi ele quem lembrou aos homens como deveriam preparar-se para recebê-lo: "todo monte e colina será nivelado, os caminhos tortuosos serão retificados." Por isso, durante o Advento a figura austera do Batista aparece por três vezes para nos preparar para o Natal. a) Primeira disposição para a festa do Natal: renunciar ao pecado. Se os valem, ou sejam as nossas deficiências, podem ser cheias pelo amor, os montes e colinas, ou sejam, as vãs pretensões do orgulho, deverão ser
6

abatidas pela humildade. Um coração cheio de amor próprio e de soberba, não pode estar cheio de Deus e nele ficará muito pouco lugar para o doce Menino de Belém. b) Segunda disposição para a festa do Natal: o pecado. São necessárias duas coisas para expiar o pecado: o espírito de penitência (verdadeiro arrependimento de ter ofendido a Deus, dor sobrenatural, produzida pelo Espírito Santo e fundada nos motivos da fé, dor universal que abranja todas as nossas culpas sem exceção) e as obras de penitência (aceitar voluntariamente, por espírito de expiação, todas as tribulações que nos sobrevierem; mortificar nossa vontade, nossos desejos, os nossos gostos, o nosso gênio, privar-nos de alguns pequenos gozos, que importam muito pouco à saúde, não recusar à graça nenhum dos sacrifícios que nos pede). III - Oração do dia V. É a voz que clama no deserto: Preparai a via do Senhor. R. Aplanai os seus caminhos. Oremos. Despertai, Senhor, o vosso poder e vinde; socorrei-nos com grande força, para que a graça do vosso perdão, apresse o que os nossos pecados retardam. IV - Práticas sugeridas: - Fazer uma mortificação dos sentidos era honra do Menino Jesus. - Perdoar, se houver alguma inimizade. V - Canto final: Quando virá 1. Quando virá, Senhor, o dia - Quando virá o Salvador, - Pondo-se termo à profecia - Que nos promete um Redentor! Estrib.: Rorate, caeli, desuper - Et nubes pluant Justum! 2. Dia que fora prometido - Tão firmemente aos nossos pais; - Dia em que o mal será banido, - Dia de hosanas triunfais! 3. Quando felizes O veremos – Refulgentíssimo nascer - Com seus revérberos supremos - Hostes no inferno estarrecer. 4. Filha de reis, ó Virgem pura, - Eis a celeste saudação: - És a escolhida criatura, - Mãe da celeste promissão.

7

3° - Dia: Herodes

I - Leitura do Santo Evangelho segundo S. Lucas (Lc. I, 5-15): "Jesus nasceu em Belém da Judéía, no tempo do rei Herodes. Vieram então do Oriente a Jerusalém uns Magos, perguntando: Onde está o rei dos Judeus que. acaba de nascer? Vimos sua estrela no Oriente e viemos adoráLo. Ouvindo isto, turbou-se o rei Herodes e com ele toda a cidade de Jerusalém. Reuniu todos os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo e indagou deles onde devia nascer o Cristo. E eles lhe disseram: Em Belém da Judéia, porque está escrito pelo profeta: E (Tu Belém, terra de Judá, não és de modo algum menor entre as cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que apascentará Israel, meu povo. Herodes chamou secretamente os Magos e deles se informou, com exatidão, do tempo em que apareceu a estrela. E mandando-os a Belém, disse: Ide e informai-vos cuidadosamente a respeito do Menino e quando o encontrardes, comunicai-me para que eu também vá adorá-Lo. " II - Temas para reflexão Infelizmente, pode-se fazer um mau Natal. O Evangelho conservou a recordação de más participações ao grandioso acontecimento histórico. São atitudes típicas que se renovam na história. a) O Natal dos perseguidores de Cristo. 1. Herodes recebeu claro anúncio do nascimento de Jesus. a) Os Reis lhe falaram da estrela reveladora. b) Os pontífices precisaram que devia nascer em Belém. c) Em vez de comover-se e rejubilar-se com o anúncio, "perturbou-se".
8

d) Com a sua astúcia e mentira procurou transformar os Reis em seus involuntários: "Avisai- me, para que eu lambem vá adorá-Lo ". e) Ao invés de ir adorá-Lo, enviou seus soldados para assassiná-Lo. 2. Também o Natal de hoje encontra ainda no mundo perseguidores de Cristo. O cristianismo continua tendo seus mártires. As armas são sempre as mesmas: mentira, calúnia, violência. Mudam às vezes os métodos: hoje recorre-se aos progressos da ciência, e chega-se até a corromper as crianças, para que Ele não ocupe seus corações inocentes. E ainda há muitos que matam a Jesus em si: as festas de Natal servem para tomar parte em diversões pecaminosas. Natal de pecadores. b) Natal dos indiferentes 1. O anúncio do nascimento de Jesus difundiu-se largamente. Entretanto, não lemos que à manjedoura do Divino Infante haja acorrido muita gente. 2. O Natal que se aproxima deixa, exteriormente, poucos indiferentes. Há um clima natalício que se apodera de todos. Mas tudo isso significa que a humanidade viva intensamente o mistério do Natal? Não. Não se pensa na festa espiritual. Assim, o natal passa e nada renova. O maior acontecimento da história, a vinda de Deus entre nós, cai no vazio. III - Oração do dia V. Vinde, Senhor, e não tardeis. R. Perdoai ao vosso povo os seus pecados. Oremos. Ó Verbo Divino, autor e Rei dos séculos, verdadeiro Filho de Deus e de Maria, anunciado pelos profetas, esperado pelos patriarcas e desejado pelos povos, que quisestes nascer nas trevas da noite para ser a luz dos homens e lhes servir de caminho, verdade e vida; fazei, que nós, abominando a impiedade do mundo, aprendamos de Vós a viver a justa e piedosamente, e, confiados na esperança da glória bem-aventurada, renunciemos a nós mesmos e todos nos consagremos a Vós. IV - Práticas sugeridas: - Visitar Jesus Sacramentado, numa igreja. - Entronizar a imagem do Menino Jesus numa sala e honrá-la. V - Canto final: Bendito o Menino de Belém Estrib.: Bendito e louvado seja - O Menino de Belém, - Que veio remir o mundo - Para o nosso eterno bem. 1. Ó dulcíssimo Jesus, - Amor da Virgem Maria, - Enchei-nos os corações De pura e santa alegria.

09

2. Nosso amado Deus Menino - Tão louvado neste dia; - Fazei que o vosso exemplo – Seja sempre o nosso guia. 3. E como adorado fostes - No presépio de Belém, - Assim todos Vos adorem - Para todo o sempre. Amém.

10

4° - Dia: Os Anjos

I - Leitura do Santo Evangelho segundo S. Lucas (Lc. II, 8-13): "Havia na mesma região pastores que viviam nos campos e durante a noite faziam guarda a seu rebanho. Apareceu-lhes um anjo do Senhor e a glória do Senhor brilhou em redor deles. Tomaram-se de grande medo, mas o anjo lhes disse: Não vos amedontreis. A notícia que vos trago é uma grande alegria para todo o povo: Nasceu-vos hoje na cidade de Davi o Salvador que é o Cristo Senhor. Eis o sinal que vos dou: encontrareis um menino envolvido em faixas e colocado em um presépio. No mesmo instante, apareceu junto ao anjo grande multidão de outros anjos do exército celeste, louvando a Deus dizendo: Glória a Deus nas alturas e na terra paz aos homens de boa vontade.” II - Temas para reflexão Natal, mistério da alegria. 1. Os anjos que dão o anúncio na noite misteriosa O apresentam assim: Anuncio-vos uma grande alegria. Em toda a parte onde aparece o menino, desprende-se uma vaga de alegria: a) no mistério do Natal, cantam os anjos. b) na Visitação, canta a Virgem: “Magnificat!“ c) Zacarias canta o "Benedictus". d) na Apresentação ao templo, cantará o velho Simeão: "Nunc dimmitis!" E diante de si tem uma única realidade: a morte. 2. As condições externas de vida não mudaram; mudaram as atitudes íntimas dos homens. A humanidade possui a Deus, fonte da verdadeira alegria. a) Jesus não nos tira do quadro habitual da nossa vida: os pastores voltarão para seus campos, para sua vida dura; os magos, se bem que por caminho
11

diferente, voltarão às suas regiões para retomarem a vida anterior; o velho Simeão continuará aguardando a morte. O quadro permanece idêntico. Só mudou a atitude do espírito e a luz com que alma contempla as coisas. b) Uma vez introduzido Deus na:consciência, Ele, que é fundamento e fonte da alegria, faz com que a encontremos em tudo, fá-la jorrar das coisas pequenas como das grandes. Até da dor. III - Oração do dia V. Glória a Deus nas alturas. R. Paz na terra aos homens de boa vontade. Oremos. Ó Deus, que fizestes brilhar a noite santíssima do Natal com o clarão da verdadeira luz, concedei-nos que, após termos conhecido na terra essa luz misteriosa, gozemos também das suas alegrias no céu. IV - Práticas sugeridas: - Fazer uma boa leitura (História Sagrada, Vida dos Santos). - Visitar um doente ou uma pessoa aflita. V-Canto final: Vinde, cristãos 1. Vinde, cristãos, vinde à porfia, - Cantai um hino de louvor, - Hino de paz e de alegria - Que os anjos cantam ao Senhor: Estrib.: /: Gloria in excelsis Deo!:/ 2. Foi nesta (numa) noite venturosa - Em que nasceu o Salvador, Que os anjos com voz amorosa, - Deram ao céu este clamor: 3. Vamos juntar-nos aos pastores - Vamos com eles a Belém; - Vamos correndo pressurosos! – O Salvador enfim nos vem.

12

5° - Dia: Os Pastores

I - Leitura do Santo Evangelho segundo S. Lucas (Lc. II, 15-20): "Quando os anjos se retiraram de perto deles e voltaram para o céu, disseram os pastores uns aos outros: "Vamos até Belém e vejamos que é isto que aconteceu e que o Senhor nos fez conhecer''. Foram às pressas e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura. Logo que O viram, deram a conhecer o que lhes fora anunciado a respeito deste Menino. E todos os que ouviram se admiravam das coisas que lhes diziam os pastores. Maria, porém, conservava todas estas palavras, meditando-as em seu coração. Os pastores voltaram glorificando e louvando a Deus, por tudo o que tinham ouvido e visto, conforme o que lhes fora anunciado”. II - Temas para reflexão Os primeiros visitantes de Jesus no presépio são os humildes pastores. 1. Por que Jesus os chamou? a) porque eram pobres. Nosso Senhor quer mostrar quão pouco preza as riquezas e grandezas terrenas, que não são muitas vezes senão o preço das injustiças e das baixezas, o alimento da ambição, o parto da cobiça, o triunfo da soberba; e quanto lhes prefere a pobreza, como mais favorável à humildade, à moderação dos desejos, à mansidão, a todas as virtudes. b) porque são almas simples e retas. c) porque são homens laboriosos (Deus odeia os ociosos que desperdiçam o tempo) e aplicados aos deveres de seu estado: Deus quer que cada um cumpra na terra a missão que lhe coube por sorte.

13

2. Como chamou os pastores? Cerca-os de refulgente luz, que lhes infunde religioso temor e profundo respeito. Ao temor sucede a alegria. 3. Correspondência dos pastores ao chamamento do Salvador: a) Respondem com prontidão: Vamos até Belém! E foram "às pressas". b) Logo que chegam, entram no presépio e encontram Maria, José e o Menino. Como encontrar Jesus sem Maria?! Adoram-nO cheios de fé, admiram o mistério, oferecem seus singelos presentes... c) Depois de prestados estes obséquios, retiram-se cheios de santa alegria, glorificando e louvando a Deus por tudo o que viram e ouviram. Ill - Oração do dia V. A quem vistes pastores? Anunciai-nos, quem apareceu sobre a terra? R. Vimos uma Criança recém-nascida e os coros dos Anjos louvando o Senhor. Oremos. Ó Verbo Divino, Deus grande, Deus imenso, Senhor dos senhores, Dominador absoluto do Universo, que por nosso amor quisestes nascer Menino, envolto em pobres andrajos, sem teto, num presépio em meio de vis animais, e sofrer males infindos, fazei que nós, renunciando ao mundo, aos seus bens enganadores e aos seus prazeres, abracemos a humildade, a pobreza de espírito e a mortificação de nós mesmos. IV - Práticas sugeridas: - Dar alimentos, roupas ou calçados aos pobres ou entregá-los a uma instituição de caridade. V – Canto final: Depressa acordai. 1. Depressa acordai, - Pastores e olhai: - Da noite longeva - Findou árdua treva, - Um anjo anuncia- Futuro sem ai! 2. Ouvi-o dizer: - Não há que temer! - Eu tragoalegria: - P'ra santa anistia Deus Filho bondoso - Veio aparecer. 3. Depressa correi - Ao ver vosso Rei! - Numberço de palha - A Mãe o agasalha. – Chegando prostrai-vos - E culto rendei.

14

6° - Dia: Os Magos

I - Leitura do Santo Evangelho segundo S. Mateus (Mt. II, 9-12): "Depois de ouvir o rei, partiram. E eis que a estrela, que tinham visto no Oriente, os precedia, até que parou ao chegar sobre o lugar onde estava o Menino. Ao verem novamente a estrela, ficaram possuídos de grandíssima alegria, e entrando na casa viram o Menino com Maria, sua Mãe. Prostraramse e O adoraram. Abriram seus tesouros e ofereceram-lhe como presentes: incenso, ouro e mirra. Avisados em sonho para que não tornassem a Herodes, voltaram a seus país por outro caminho. " II - Temas para reflexão Jesus não quer excluir ninguém do seu plano de salvação. Há lugar para os pobres e há lugar para os ricos. Não fomenta a luta de classes. Veio para unir a humanidade numa só família que tem Deus como Pai, e para estabelecer o reino do amor, não do ódio. 1. Valorizando a pobreza e manifestando as suas divinas preferências por ela, o Divino Salvador poderia dar a impressão de ter vindo instaurar a era de uma nova revolução social: os ricos amaldiçoados por Deus no novo reino; os pobres abençoados. E, no Evangelho, não faltam trechos que poderiam induzir a pensar assim se fossem mal interpretados. 2. Mas Jesus dissipa essa impressão desfavorável desde a gruta: chama milagrosamente para adorá-Lo um grupo de poderosos e ricos que depõem a seus pés magníficos presentes. Aceitando esses presentes preciosos, Jesus não os manda despojarem de suas riquezas. Admite-os em seu reino,
15

ensinando novos caminhos por onde terão que andar. 3. Portanto, pobreza e riqueza tributam igual homenagem a Jesus no presépio. Cristo não faz delas duas bandeiras de guerra para uma luta de classes. Sobre o plano da justiça estendida à mais: alta significação, lança uma ponte que as une: a da caridade. III - Oração do dia V. Vimos a sua estrela no Oriente. R. E viemos, com presentes, adorar o Senhor. Oremos. Ó Deus que, através de uma estrela revelastes o vosso Unigênito aos gentios, concedei nos que, já vos conhecendo pela fé, sejamo levados a contemplar também o esplendor da vossa beleza. IV- Práticas sugeridas: - Fazer, entre os membros da família, uma coleta em benefício da Igreja. V- Cantofinal: Fiéis acorramos 1. Fiéis, acorramos - Ledos, triunfantes, - Corramos contentes - Até Belém! Vede nascido - Vosso Rei eterno! Estrib.: Oh! Vinde, adoremos, - Oh! Vinde, adoremos - Oh! Vinde adoremos, - A Nosso Senhor! 2. Deixadas as lides, - Céleres pastores, - Modestos, acorrem - Ao Rei do céu! - Nós, igualmente, - Cheios de alegria: 3. De Deus Filho Eterno, - Nós O adoraremos, - Velado na carne - De pecador! - Deus pequenino - Dorme em manjedoura:

16

7° - Dia: São José

l - Leitura do Santo Evangelho segundo S. Lucas (Lc. II, 1-5): "Foi promulgado naqueles dias um decreto de César Augusto, ordenando que se fizesse o recenseamento do mundo inteiro. Este recenseamento foi o primeiro que se fez, no tempo em que Cirino governava a Síria. Iam todos recensear-se, cada um em sua cidade. Também José subiu da cidade de Nazaré na Galiléia para a cidade de Davi, chamada Belém, na Judéia, porque era da casa e da família de Davi. Veio para se recensear juntamente com Maria, sua esposa, que se encontrava grávida." II - Temas para reflexão S. José, modelo do chefe de família: a) No trabalho: Padroeiro da Igreja Universal, pai adotivo de Jesus, vivendo tão próximo do Verbo Encarnado, desenvolveu no silêncio e na vida oculta o humilde trabalho de carpinteiro e, dia após dia, ganhou o pão para sua família. Mas trabalhava com alegria por Jesus e pela Virgem Santa. A sua atividade chegava fisicamente até Deus e a sua Mãe. b) Na dor: A dor não poupou a Sagrada Família. A Virgem aceita a sua missão de Mãe e pronuncia o seu "Fiat". José ignora a anunciação. Não compreende. O Mistério o assusta: não pode duvidar de Maria; resolve sacrificar-se abandonando-a: sofrimento atroz! Mas Deus intervém, esclarece; a alegria volta. No Natal: não ter uma casa acolhedora para receber Jesus! Ter que refugiar-se numa gruta! Mas o essencial é que Jesus nasça: todos os sacrifícios são aceitáveis. c) No amor: S. José amou a Virgem como sua verdadeira Esposa e a Jesus como Deus. Esse amor puríssimo lhe fez suportar com alegria todos os
17

sacrifícios e as renúncias mais duras; abandonar a pátria, a casa para salvar a vida de Jesus, ir ao encontro das humilhações duma terra estrangeira, onde o imigrante era olhado com desconfiança e suspeita. Uni trabalho duro e pesado... Mas, por e com Jesus e Maria, nada pesava. III - Oração do dia V. Fazei, S. José, que transcorramos a vida serr pecar. R. E defendei-nos sempre com vossa proteção. Oremos. Fazei, Senhor, sejamos socorrido pelos méritos do Esposo de vossa Mãe Santíssima que obtenhamos, por sua intercessão o que nossí fracas forças não podem alcançar. IV - Práticas sugeridas: - Estudar o catecismo ou dar uma aula de catecismo. V - Canto final: Casto esposo de Maria 1. Casto esposo de Maria, - Vos agrade nosso canto,- De noss'alma doce encanto, - Denoss'alma sois o amor! Estrib.: Pai querido, ao vosso trono - Nossa crença nos conduz! - /: Concedei-nos que morramos - Entre os braços de Jesus! :/ 2. Sois feliz, pois, com Maria - Vós sofrestes amargura! - A vós, cheio de ternura, - Deus confia o Redentor! 3. O primeiro amável riso - De Jesus, vós contemplastes - E nos braços O apertastes, - Enlevado em santo amor!

18

8° - Dia: Nossa Senhora

I - Leitura do Santo Evangelho segundo S. Lucas (Lc. II, 6-7): "Aconteceu que, estando eles lá, completaram-se os dias em que Ela devia dar à luz. Deu à luz seu filho primogénito, envolveu-o em faixas e o reclinou numa manjedoura, porque não havia lugar para dês na hospedaria. " II - Temas para reflexão A exaltação da maternidade de Maria no presépio: 1. O mistério da Maternidade de Maria realiza- se em Nazaré, quando Ela pronuncia o seu "Fiat". Mas permanece um segredo para todos. Pelo menos no começo. Depois, Deus mesmo se incumbirá de revelá-lo a Isabel, primeiro, a S. José, depois. O mundo deve ignorá-lo. 2. Foi o Natal que alargou o conhecimento da grandeza de Maria. Breve parêntese de luz toldada depois por mais de trinta anos de vida oculta. Mas, contemplando hoje o Divino Infante entre seus braços, nós podemos saborear toda essa beleza. 3. Maria é a verdadeira Mae de Deus. Mesmo se a Cristo deu apenas a carne, quem a assume é o Verbo. O filho que dela nasce é Pessoa Divina. E as relações se criam entre as pessoas. Portanto, Ela é verdadeira Mãe de Deus. a) O povo cristão mostrou-se ufano., ciumento desse título de Maria Santíssima. E carregou em triunfo os padres do Concílio de Efeso (431) que o defenderam contra a heresia de Nestório. b) Assim nós a vemos proporcionar a Jesus todos os seus desvelos que uma mãe dedica ao seu filhinho, os carinhos, os ósculos, os cuidados, que constituem o encanto de uma mãe. Mas n´Ela o afeto é potenciado pela plenitude da graça.
19

c) É ampliado até ao infinito sobretudo pela visão e conhecimento que Ela possui da grandeza de seu Filho. Uma mãe - diz uma grande alma - que, depois de ter amamentado o seu pequenino, exultante lhe diz: Meu Filho!... Mas imediatamente depois, o ergue como em cima de um altar, ajoelha-se e O adora, dizendo: Meu Deus! III - Oração do dia V. A Virgem gerou o Rei, cujo nome é eterno. R. Unindo as alegrias da maternidade com glória da virgindade. Oremos. Ó Deus que, pela virgindade fecunda de Maria, destes ao gênero humano o prêmio da eterna salvação: fazei que sintamos a intercessão d´Aquela pela qual nos veio o autor da vida, Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que sendo Deus, convosco vive e reina, em união com o Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém. IV- Práticas sugeridas: - Rezar o terço e fazer um obséquio em honra de Nossa Senhora. V - Canto final: A flor Anunciada 1. A flor anunciada - Nasceu-nos de Jessé! - Nenhuma celebrada - Já foi como esta o é! – Brotou num só botão, - Que trouxe ao mundo inteiro - A paz e a salvação. 2. A flor és tu, Maria, - Mãe santa de Jesus, - A luz que ao céu nos guia, - A sempiterna Luz! – A perenal mansão - Deleita-se ao encanto - Da rosa e do Botão. 3. Jesus, da minha vida- Vós sois a salvação! - E da alma redimida - Vós sois o galardão. - Por vossa Mãe sem par, - Fazei que todos vamos - Ao céu vos contemplar!

20

9° - Dia: O Menino Jesus

I - Leitura do Santo Evangelho segundo S. João (3o. 1,1-5.14): "No princípio já existia o Verboso Verbo estava em Deus e o Verbo era Deus. Ele estava em Deus no princípio dos tempos. Por Ele foram feitas todas as coisas e nada do que existe foi feito sem Ele. Estava n´Ele a vida e a vida era a luz dos homens. E a luz brilhou nas trevas e as trevas não a compreenderam (...) E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade. E nós contemplamos sua glória, glória própria do Filho Unigênito do Pai. " II - Temas para reflexão Tríplice Natal de Jesus que se comemora neste dia: - Natal eterno do Verbo divino no seio do Pai; - Natal de Jesus na história, nasceu da Virgem Mãe; - Natal místico nas consciências. a) O Natal eterno: É o mistério profundíssimo de Deus, o da sua riqueza infinita e da sua infinita atividade intima: o Verbo gerado desde toda a eternidade pelo Pai. "O Senhor me disse: Tu és meu Filho; hoje (o eterno presente de Deus) eu te gerei." (SI. 2, 8) Sem a revelação deste mistério não poderíamos compreender o mistério de nossa salvação, em que Deus mesmo intervém. Por isso, o discípulo do Amor inicia seu Evangelho cantando a geração eterna do Verbo. E é ele também o primeiro a coligar os dois Natais, o eterno e o histórico, com o místico: "O Verbo se fez carne"; "deu aos homens o poder de se tomarem filhos de Deus. " b) O Natal de Cristo na História: nasceu de Maria Virgem. Entre a gruta de Belém e o céu, há uma troca de afirmações estupendas. O
21

Pai do céu proclama: "És meu Filho; hoje eu te gerei." Maria, da terra responde: "És meu filho; hoje eu te gerei." No Batismo e no Tabor, o Pai confirma que não se trata de duas Pessoas diferentes, mas de uma mesma pessoa: sobre o Filho de Maria fará ressoar esta voz: "Este é meu Filho dileto... escutai-O. " c) Natal místico de Jesus nas almas: 1. É o grande mistério que se renova incessantemente. E o Natal sempre em ato: a) nas crianças que são balizadas; b) nos pecadores que se convertem. 2. Jesus Cristo é a vida da humanidade: a) na alma dos justos que caminham para os cumes da perfeição; b) na Igreja, Corpo Místico de Jesus, que unifica e santifica as almas dos remidos. 3. É Jesus no mistério eucarístico a tomar posse das almas e uni-las da maneira mais íntima com Ele. III - Oração do dia V. O Verbo de Deus se fez carne R. E habitou entre nós. Oremos. Concedei-nos, Deus onipotente, que o novo Nascimento de Vosso Unigênito, segundo a carne, nos liberte a nós todos, a quem a antiga escravidão mantém presos sob o jugo do pecado. IV-Práticas sugeridas: - Santificar a festa do natal (assistência à Santa Missa, reza do terço, obras de misericórdia). V- Canto final: Noite feliz 1. Noite feliz! Noite feliz! - O Senhor, Deus de amor, - Pobrezinho nasceu em Belém! - Eis na lapa Jesus, nosso Bem! - /: Dorme em paz, ó Jesus!:/ 2. Noite feliz! Noite feliz! - Ó Jesus, Deus da luz, - Quão afável é teu coração, - Que quiseste nascer nosso irmão - /: E a nós todos salvar!:/ 3. Noite feliz! Noite feliz! - Eis que, no ar, vêm cantar - Aos pastores os anjos dos céus, - Anunciando a chegada de Deus, - /: De Jesus Salvador!:/

22

Índice Orações iniciais....................................................................................... 1 Orações finais............................................................................................ 1 1° Dia............................................................................................................... 3 2° Dia................................................................................................. .............. 6 3° Dia................................................................................................................ 8 4° Dia.................................................................................. .............. ............ 11 5° Dia.................................................................................................... 13 6° Dia................................................................................................... 15 7° Dia.................................................................................................. 17 8° Dia.................................................................................................. 19 9° Dia.................................................................................................. 21

"Ó doce Verbo encarnado, ó amabilíssimo Menino Jesus, eis-me finalmente aos Vossos pés: deixai-me contemplarVos, permiti que eu me sacie da Vossa beleza, da Vossa bondade, da Vossa imensa caridade. O Vosso infinito amor apresenta-se vivo e palpitante, neste terno Menino que me sorri e me estende os Seus bracinhos e este Menino sois Vós mesmo, ó meu Deus!"

ADMINISTRAÇÃO APOSTÓLICA PESSOAL SÃO JOÃO MARIA VIANNEY. Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e São Judas Tadeu

Rua Taubaté, nº 12, Rodilândia, Nova Iguaçu-RJ.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful